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A AÇÃO PEDAGÓGICA DO DIRETOR DA EBD WWW.EBDWEB.COM.BR
Um trabalho além de "abrir e fechar" a Escola Bíblica
 
Planejamento
   Definir os caminhos da ação é fundamental para o desenrolar do processo e um bom começo para a direção da EBD. Esta importante etapa, segundo Danilo Gandin, pode se dar através da caracterização da realidade existente, projeção da realidade desejada e definição das necessidades. Entre o que se tem e o que se quer, há uma distância que pode ser encurtada com a satisfação das necessidades.
· "Planejar é, de fato, definir o que queremos alcançar; verificar a que distância, na prática,estamos deste ideal e decidir o que se vai fazer para encurtar esta distância."
Formação Continuada dos Professores
   A direção da EBD precisa ser criteriosa na composição do corpo docente. Os professores devem ser bem escolhidos e preparados. Ser fiel, assíduo, pontual e sujeito da práxis (teoria e prática dialeticamente integradas) são alguns viés do perfil deste educador. O preparo precisa se consolidar através de um programa de formação continuada que contemple ações integradas e progressivamente dinamizadas.
Cremos que um diretor de EBD pode contribuir para a formação de sua equipe, encaminhando, entre outras coisas:
Ministração do Ensino
   Um diretor de EBD precisa incluir em seu plano de ação o acompanhamento do processo ensino-aprendizagem. Não basta definir o que vai ser ensinado, é fundamental que se preocupe com o como vai ser ensinado.
   Uma grande dificuldade da Escola Bíblica tem sido justamente o encaminhamento de aulas meramente expositivas, centradas predominantemente no professor. Sendo nossa meta um ensino bíblico com qualidade, devemos considerar a possibilidade de que este aconteça a partir de um trabalho educativo participativo.
   O diretor pode ajudar, criando oportunidades, como as que descrevemos anteriormente, em que o corpo docente seja confrontado com uma proposta de ministração de ensino em que se priorize a ação do aluno e do professor. Onde situações de ensino sejam planejadas para possibilitar a participação do aluno de uma forma tão efetiva quanto a do professor. O bom professor é aquele que consegue provocar nos seus alunos uma louca vontade de aprender o tema em estudo. E aprender é construir, é lidar com um conhecimento que se articula a partir de uma idéia mental criativa. Logo, só ouvir não dá conta do processo. É necessário forçar o exercício mental construtivo do aluno.
 
 
A AÇÃO PEDAGÓGICA DO DIRETOR DA EBD
Um trabalho além de "abrir e fechar" a Escola Bíblica
 
Relação Professor-Aluno e Aluno-Aluno
   É extremamente valioso quando há um envolvimento maior entre o aluno e o professor. Expresso, inclusive, em experiências da vida real que extrapolem os limites das aulas semanais. É importante que o aluno veja, na prática, na vida do seu professor o que ele ensina. Quando o professor interessa-se pessoalmente pelos seus alunos, aconselhando-os e ajudando-os em tudo o que for possível, está contribuindo decisivamente para um ensino relevante.
   Os alunos também precisam ser estimulados ao exercício da mutualidade. Isto é, ministrarem uns aos outros, a fim de construírem a unidade.
   Como vemos, o relacionamento interpessoal é um aspecto tremendamente significativo, não podendo deixar de ser considerado pela direção da EBD. Atividades extra-classe, células de comunhão, discipulado... são alguns procedimentos que podem ser encaminhados pelo diretor. Mas, sobretudo, insistir no desenvolvimento de uma relação dialógica, quando, nas aulas, os alunos sentem-se a vontade para colocar suas questões, compartilhar experiências, e o professor, habilmente, aproveita as diferentes falas e situações para a exploração do conceito em estudo. É a busca pelo predomínio da troca, da partilha, da comunhão, do cuidado uns com os outros...
Dinâmica Organizacional
   Para que as iniciativas já comentadas provoquem resultados minimamente satisfatórios, torna-se necessário o cuidado com as condições para o trabalho. Nesse sentido, é ação também do diretor atentar, entre outras coisas, para os critérios de formação dos grupos de estudo, a quantidade de alunos possível, o horário de funcionamento, o material que vai ser utilizado e os registros atualizados.
  Os grupos de estudos ou as classes, como comumente são chamadas, não devem obrigatoriamente ser divididas por faixa etária e sexo. O que deve definir a organização é a proposta curricular. Um curso básico precisa ser criado para os iniciantes. Após o término do curso básico, comum a jovens e adultos, estes, então, poderão ser inscritos em classes ou departamentos, sem que haja, no entanto, rigidez neste critério e forma. Por que não organizar os grupos por interesses, conhecimentos bíblicos, escolaridade?
  Quanto a quantidade ideal de alunos, temos a dizer que os grupos não devem ser grandes. Preferencialmente não exceder a 20 alunos para cada professor. Justamente para facilitar uma ministração de ensino a partir de um trabalho educativo participativo, com o predomínio da relação dialógica e o cultivo de um bom relacionamento interpessoal entre todos.
  O horário de funcionamento, assim como o tempo dedicado ao ensino, não devem ficar presos a costumes e hábitos. A Escola Bíblica não tem que necessariamente ser dominical. E o tempo de aula deve ser o maior possível.
  Assim como nos demais aspectos, o que deve definir a escolha do material a ser utilizado é a proposta curricular. Esse material, contudo, não pode resumir-se a revista. Verificamos que a utilização da revista é uma prática comum para facilitar e, de certa forma, uniformizar o estudo bíblico ministrado em nossas igrejas. É bom que os alunos possuam um material que lhes auxilie na descoberta e arrumação dos conceitos bíblicos. Podendo ser a revista ou não. O que não é bom é que este material deixe de ser um auxílio e passe a ser um fim em si mesmo. O encaminhamento da aula não pode limitar-se ao estudo da revista. Nosso conteúdo é o teológico, e a Bíblia é o livro-texto. Precisamos, como nos indica Gagliardi Junior,
          "...contar com ortodoxia de conteúdo. Isto é ter a Bíblia como o seu livro-texto e ser fiel a ela em seus ensinos e doutrinas."
  A organização pedagógica da EBD precisa considerar a utilização de instrumentos que garantam a atualização dos registros: Cadastro dos professores; ficha individual dos alunos; fichário de alunos em perspectiva e anotação das visitas. Estes dados ajudarão nos diferentes encaminhamentos do trabalho.
A AÇÃO PEDAGÓGICA DO DIRETOR DA EBD
Um trabalho além de "abrir e fechar" a Escola Bíblica
 
Proposta Curricular e Avaliação Periódica
   Em vários momentos nos reportamos a necessidade de definição da proposta curricular. Esta se constitui no eixo direcionador do trabalho. O diretor que deseja exercer uma ação significativamente pedagógica, não pode abster-se de se envolver nesta área.
   O currículo implica numa série de fatores: alunado a que se destina, realidade, necessidades... Não é tarefa nossa, nesse Encontro, discutir os caminhos de sua construção. Pontuamos, no entanto, a necessidade da direção da EBD ampliar a sua visão em relação a esse aspecto. Um procedimento que pode ajudar bastante, aliviar a carga de responsabilidade do diretor e facilitar a articulação desta construção, é a organização de uma comissão de currículo. Esta comissão pode ser formada pelo pastor da igreja, por um pedagogo e por um professor da EBD. Juntos, encontrarão, mais facilmente, meios de avaliar, pesquisar e definir os ciclos de estudo adequados a realidade e necessidade da igreja.
   A avaliação precisa ser assumida como aliada. Com a função de diagnosticar o processo, ela sinalizará os acertos a serem feitos. Assim, o diretor da EBD deve prever a sua prática sempre. Cada ciclo de estudo precisa ser avaliado. Colher, através de pesquisas, a opinião dos alunos sobre o programa e desenvolvimento da classe e sobre o desempenho dos professores, é uma das etapas avaliativas. A outra deve referir-se à aprendizagem, e pode acontecer através de exercícios ou questões subjetivas. O processo avaliativo deve estar intimamente articulado à proposta curricular.
Divulgação
   Divulgar a EBD é uma estratégia que, com certeza, influenciará no pedagógico. A criatividade do diretor e sua equipe produzirá boas idéias. Para exemplificar, contudo, destacamos algumas dicas sinalizadas por Olga Nogueira Sant’Anna em seu artigo: Por onde recomeçar?
   Um diretor de Escola Bíblica que não deseja reduzir a sua ação ao ato de abri-la e fechá-la, tem pela frente uma longa jornada, perpassada de muitos caminhos e descaminhos. O trabalho coletivo é uma saída. Aliar-se a pessoas da igreja que militam na área de educação, mas sobretudo, com experiência de vida cristã, é uma atitude a ser buscada.
   São muitas as propostas e grandes os desafios. Esperamos que o Senhor nos capacite e nos ajude a ampliar nossa visão e alcançar novos horizontes em educação religiosa.
Sugestão de Leitura
GAGLIARDI Jr., Angelo. Educação religiosa relevante. Rio de Janeiro: Vinde, 1993.
_____________________. Você acredita em escola dominical? Niterói, RJ: Vinde, 1985.
GANDIN, Danilo e CRUZ, Carlos H. Carrilho. Planejamento na sala de aula. Porto Alegre,1995.
HENDRICKIS, Howard. Ensinando para transformar vidas. Belo Horizonte: Betânia, 1991.
 
PASTORES LÍDERES DA NOVA ESCOLA DOMINICAL
Pr. Eliezer Morais

O sucesso da Escola Bíblica Dominical depende, em grande parte, do pastor e da sua iniciativa. Isto quer dizer que toda E.B.D está esperando receber o apoio e a direção positiva do líder da igreja - o pastor. A E.B.D., afinal, é mais que uma organização da igreja. É a própria igreja dividida em grupos para o estudo da Bíblia.
O pastor, contudo, não faz o trabalho sozinho. Ele precisa de auxiliares. Quais os auxiliares dele nesta tarefa? Qual o relacionamento que mantêm com eles? Como ele consegue dar direção positiva à escola?
Sugerimos quatro "horas" em que o pastor pode ajudar a sua Escola Bíblica Dominical.

I. TODA HORA ELE É LÍDER

O pastor não pode escapar de seu papel de líder da igreja. Ou ele exerce e a igreja progride, ou deixa de exercê-lo e a igreja sofre. Mas ele permanece o líder.
O pastor e o superintendente da Escola Bíblica Dominical trabalham em conjunto. Um precisa muito do outro. Eles devem traçar juntos os planos para a sua Escola, estudar juntos os meios para solucionar os problemas e proporcionar uma orientação sábia para ela.
O pastor deve informar-se sobre o que existe na área de estudo bíblico. Se ele vai orientar os membros e os professores no bom uso do material de ensino, primeiro precisa ser informado. Deve conhecer bem as revistas e outros materiais de ensino para cada idade.

II. A HORA DO PÚLPITO

O púlpito é o lugar da pregação. Mas pela sua natureza , a pregação tem elementos fortemente didáticos. O pastor, portanto, ensina muito quando prega. Ele é o primeiro professor da igreja. Serve de modelo para os demais professores da igreja. E, com o passar dos anos, esses começam a ensinar como ele ensina.
Quando o pastor está no púlpito os seus "sonhos" se revelam. O entusiasmo dele se torna contagiante. Ele desafia o seu povo e leva-o a novas determinações. Ele reconhece que o trabalho é de Deus, mas também que Deus usa muito mais quem está otimista e que tem uma disposição para trabalhar.
O pastor faz uso do púlpito para promover o trabalho da igreja. Nessa promoção devem ser incluídas as atividades da Escola Bíblica Dominical. É um assunto digno de ser falado e promovido de qualquer púlpito. A palavra do pastor vale muito e ele deve sempre aproveitar essa hora excelente para encorajar o estudo da Palavra de Deus.

III. A HORA DO TREINAMENTO DOS OBREIROS

Paulo, escrevendo para o jovem pastor Timóteo, falou da necessidade de preparo para apresentar-se "diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade".(2Tm 2.15)
Ninguém discute a necessidade de o pastor se preparar. Da mesma forma, os professores da Escola Bíblica Dominical precisam de preparo.
E o pastor é a pessoa mais indicada para iniciar e orientar esse departamento.
Feliz é a escola que faz cursos e seminários periodicamente para treinar e atualizar os seus obreiros.
Ainda mais, a Escola Bíblica Dominical que tem um encontro semanal dos professores com o pastor, para o estudo da lição.

IV. A HORA DO ESTUDO BÍBLICO

A hora da Escola Bíblica Dominical não é hora para o pastor se esconder. É hora para ele conhecer a sua EBD e ser reconhecido por ela. Que pastor não gostaria de ser amigo das criancinhas da igreja? Qual a criancinha que não gostaria de ver e conhecer de perto o seu pastor? E os adultos, os jovens, e mesmo os adolescentes não gostariam de ter, de quando em quando, o seu pastor presente na sua sala?
O pastor é um líder de líderes. O seu ministério se amplia à medida que ele conhece e consegue alistar e treinar outras pessoas. E a Escola Bíblica Dominical pode ser a sua melhor base de operações. Feliz é a igreja cujo pastor é também pastor da Escola Bíblica Dominical!
http://www.escoladominical.com.br/
 
 
CURSO DE LIDERANÇAS PARA A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
 
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