IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS - IMPERATRIZ - MA
 
DEPARTAMENTO DE ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL - GESTÃO 2004/2005
 
CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA PROFESSORES DA EBD 2005
 
 
 
 
 
 
I – DIDÁTICA
 
II – ÉTICA DISCIPLINAR
 
 
III – DISCIPULADO DINÂMICO
 
 
IV – O ENSINO RELEVANTE PARA ADOLESCENTES
 
 
V - O ENSINO RELEVANTE PARA JUVENIS
 
VI - Auto-Avaliação para Professores de Escola Bíblica
 
 
 
 
           DIDÁTICA
 
 
 
OS PRINCÍPIOS NECESSÁRIOS PARA UMA BOA DIDÁTICA.
 
I – METODOLOGIA
Os métodos didáticos são os elementos que o professor utiliza para uma boa aula. Cada professor deve assumir uma forma própria de elaborar suas lições e de dar as suas aulas.
Fatores que levam o professor a desenvolver um bom método didático:
 
1 – LEVAR EM CONTA A IDADE DA CLASSE.
O professor não pode assumir um método de ensino que esteja fora da faixa etária da sua classe. Cada fase da vida está relacionada a certas características e são a essas características que o professor deve estar atento para poder alcançar o êxito esperado. É preciso saber direcionar as aulas dentro desse propósito, para isso, o professor necessita conhecer as características que permeiam a idade da classe que ensina.
 
2 – SER UM BOM PESQUISADOR.
É impossível desenvolver uma boa didática se o professor não tem o habito de pesquisar. Não é que a lição não tenha um aparato suficiente para dar uma boa aula, é que ela é muito resumida e requer alguns recursos adicionais. 
 
3 – TER CRÍTICA AUTO-SUGESTIVA.
Reconhecer que precisa melhorar, que precisa mudar alguns detalhes em sua maneira de dar aula, é um dos maiores obstáculos que impede que o professor alcance um método disciplinar avançado. O professor precisa ter a capacidade de saber criticar a si mesmo, de reconhecer que precisa de ajuda. Achar que não precisa pesquisar, que não precisa participar de reuniões, que é só abrir a lição e pronto tudo está feito, é um equivoco crucial para o impedimento do crescimento de qualquer professor. O professor deve, acima de tudo, olhar a cada dia no espelho e perguntar para si mesmo se é o professor que está alcançando os objetivos necessários. 
 
 
II – LIÇÃO PROGRAMADA
 
Na hora de aplicar a lição da escola bíblica dominical, geralmente, o professor encontra alguns empecilhos que requerem de si um certo malabarismo. A lição programada, feita em casa, ajuda a eliminar esses empecilhos, isso porque o professor cria um programa com começo, meio e fim. A lição programada é o controle que o professor tem sobre sua lição, a capacidade de assimilar e associar dentro de qualquer tempo. Uma lição programada é feita com:
 
1 – OBJETIVOS DEFINIDOS.
A falta de objetividade é o momento em que o professor parece não saber o que está fazendo, como se estivesse perdido. O objetivo é quando o professor sai de casa para a classe de aula sabendo exatamente o que vai fazer, e certo dos alvos que vai alcançar.
 
2 – RASCUNHOS.
Muitas vezes a lição não é dada dentro do tempo previsto porque o professor ensina cada ponto da lição em apreço, independentemente, como se cada um fosse um assunto particular. Antes da aula é preciso que se tenha uma visão panorâmica de toda a lição, então, se faz um rascunho ou esboço com os pontos que definem categoricamente cada tópico.
 
III – NOÇÃO
1 – O PROFESSOR PRECISA TER NOÇÃO:
A – Do Tempo
Noção de tempo na hora dar a aula é como um pedestre no momento de atravessar a rua, ele olha para a avenida que vai cruzar e que vê que não muito longe vem se aproximando um carro, ele faz um calculo preciso entre a distância e o tempo, ao fazer essa comparação, ele sabe se atravessa ou não. Assim também deve ser na classe de aula, o professor precisa comparar o tamanho da lição e o tempo e, então, procurar o meio certo para efetivar toda a lição.
 
B – De funcionamento
            Noção de funcionamento é a capacidade que o professor tem de analisar a condição de sua classe, encontrar as deficiências e efetuar a cura.
 
C – Das prováveis questões que geram discussões.
O professor da EBD não é aquele que domina todas as ciências, mas aquele que está apto a responder pelo menos as questões mais embaraçosas. Tome conhecimento das questões mais grotescas em nosso meio e procure as respostas definitivas.
O professor deve estar apto a responder questões como: Divórcio (O que é, porque não, o que a Bíblia diz, o que os homens dizem), Homossexualismo (Porque não, o que a Bíblia diz, o que os homens dizem, como vencer, como lidar), Drogas, pais e filhos, questões políticas, questões sociais, conflitos emocionais, entre outras coisas. Se o professor procurar estar esclarecido sobre os temas corriqueiros em nosso meio, nenhuma pergunta o surpreenderá.   
 
IV – AFINIDADE LITERÁRIA
O conhecimento do professor se baseia naquilo que ele lê. Esse conhecimento pode ser limitado, ou pode atingir proporções inesperadas se o professor ousar adquirir as mais variadas informações das melhores fontes possíveis.
A – Literatura:
-          Brasileira (Ajuda a desenvolver a interpretação de texto, leitura e escrita).
-          Romance policial (Ajuda a desenvolver o argumento e o raciocínio)
-          Clássica (Ajuda a conhecer as épocas, entender os pensamentos religiosos e culturais).
 
B – Filosofia:
-          Clássica (Ajuda a compreender as questões da humanidade e as respostas fornecidas pelos filósofos gregos e de épocas).
-          Atual (Ajuda o professor a descobrir qual o pensamento  moderno e suas soluções mais atuais para os problemas humanos).
C – Periódicos:
-          Revistas de informações gerais (Trazem os acontecimentos e fatos que o professor precisa conhecer – Lêr principalmente a revista Ensinador Cristão).
-          Revistas de informações específicas: Ciência, religião, curiosidades (Ajudam o professor a conhecer questões interessantes que podem ajudar em suas lições).
-          Jornais (Ajuda o professor a estar por dentro da situação política, econômica e social da sociedade).  
D – Teologia:
-          Livros de teologia clássica (Martinho Lutero, Calvino, Santo Agostinho, entres outros)
-          Teologias sistemáticas (É importante que o professor tenha em casa livros de teologia sistemática de escritores diferentes)
-          Livros devocionais (Ajudam no desenvolvimento da oração, devoção e louvor).
E – Material de pesquisa:
-          Enciclopédias (Teologia, cultural e informações gerais)
-          Dicionários (Evangélico, católico, latim, grego, hebraico e secular)
-          Internet e suas múltiplas opções de aprendizado.
Acesse principalmente  www.escoladominical.com.br e http://www.apazdosenhor.org.br/estudos_biblicos/index.htm  
 
-          F – Bíblias:
 
De estudos diversas (Auxiliam o professor com suas notas e estudos).  ( Bíblia de Estudos Pentecostal mais completa )
 
 
V – ARGUMENTAÇÃO
 
Argumentar é saber colocar as idéias a respeito de um determinado assunto, de maneira que se obtenha êxito naquilo que se está enfatizando. Mas para o professor ter sucesso em seus argumentos, precisa de total conhecimento sobre o assunto que vai defender. O âmago da argumentação é a pergunta e a resposta, por isso, para desenvolver a argumentação nada melhor do que perguntar e em seguida responder ao tema da lição. 
 
 
 
  
VI – PSICOLOGIA DIDÁTICA
 
1 – PSICOLOGIA APLICADA A SI MESMO – O TEMPERAMENTO DO PROFESSOR.
A – Manter o equilíbrio quando a opinião de alguém discorda do que está sendo ensinado.
B – Estar apto a responder a qualquer questão e não criar subterfúgios, não dar qualquer resposta por pura pressão.
C – Ser sincero com os seus alunos, se não consegue responder a alguma pergunta, tente pelo menos reconhecer isso e procure melhorar sua condição de professor pedindo para numa próxima oportunidade dar sua resposta, a fim de evitar eventuais situações desconcertantes. 
 
 
2 – PSICOLOGIA APLICADA À CLASSE DA EBD.
A – Saber passar lições de vida em cada lição. O professor precisa orientar bem os seus alunos a esse respeito. Na classe dos adolescentes, eles precisam extrair lições de vida, descobrir do professor orientações que os ajude a vencer certas perturbações. Dessa forma, o professor da classe dos casais precisa saber empregar lições de vida para os seus alunos: o valor da família, moralidade, e assim por diante. O professor de cada tipo de classe na escola precisa saber direcionar sua lição para aplicações de vida pessoal de cada um.
 
B – Saber passar lições espirituais. É necessário que o aluno não só conheça as histórias bíblicas na aula, mas que o aproveitamento seja realmente prático. O objetivo da escola bíblica dominical é exatamente este: crescimento espiritual. Um aluno nunca pode voltar para casa insatisfeito com as respostas dadas pelo professor, pelo contrário, em cada aula, o aluno deve se sentir satisfeito por confiar na palavra do professor, pois está certo de que ele tem noção do que está falando.
 
 
 
  
VII – CRIATIVIDADE
 
            Ser criativo significa ter idéias e projetos audaciosos. Se o professor não é tão criativo ele pode recorrer a outros professores e compartilhar de suas idéias.
Ser criativa envolve:
 
1 – ATUALIZAR A CLASSE COM INFORMAÇÕES DO MEIO EVANGÉLICO E SECULAR.
            Para que isso aconteça, o professor deve estar a par dos acontecimentos nacionais e internacionais. É importante que a lição não se detenha apenas ao seu conteúdo, mas atinja, através do professor uma dimensão bem pessoal da vida do aluno. (Jornal de TV é um resumo bem interessante de notícias atuais)
 
2 – LEVAR O ALUNO A PARTICIPAR ATIVAMENTE DAS AULAS.
            O grande problema de certos professores é que somente ele se acha responsável pela aula, mas se mudar de idéia e começar a perceber que deve interagir com o aluno nas aulas, aí o resultado será óbvio, o sucesso! A maneira de se eliminar conversas paralelas e dúvidas na classe é ganhar a confiança do aluno, ele precisa respeitar o professor, mas, também precisa ter liberdade para participar.
 
3 – CRIAR DINÂMICAS.
            Hoje em dia está muito fácil de se criar dinâmicas na classe de aula, o professor só precisa ter humildade para buscar recursos externos como, navegar na internet, pedir idéias a outras pessoas, ou conversar com os alunos. O certo é que dinâmicas tornam as aulas mais envolventes e além de garantirem a participação do aluno, sempre o mantém satisfeito com a EBD, pois o ensino lhe é fixado na memória.   
 
 
 
 
 
 
ÉTICA DISCIPLINAR
 
 
 
 
  AOS PROFESSORES E DIRETORES.
 
I – DISCIPLINA
 
1 – DISCIPLINA QUANTO ÀS REUNIÕES GERAIS.
Quem trabalha em qualquer área da EBD precisa compreender que sua participação nas reuniões gerais é de suma importância, uma vez que são nestas reuniões que são discutidas as questões relacionadas ao seu departamento.
 
2 – DISCIPLINA QUANTO À ORGANIZAÇÃO DOS SEUS RELATÓRIOS.
São os relatórios que demonstram como está andando a EBD em cada congregação. O responsável geral, por meio dos relatórios, pode ajudar ao diretor e ao coordenador a administrarem suas respectivas áreas. Um professor que não consegue organizar e entregar seus relatórios demonstra uma deficiência em sua administração, visto que essa parte é a mais simples na função que desenvolve.
 
3 – DISCIPLINA QUANTO A ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA DOMINICAL
A – Aos diretores.
            O diretor da EBD não pode ficar levando o departamento de qualquer maneira. Tem muitas congregações onde a escola bíblica é totalmente desorganizada, com freqüência baixa dos alunos, classes amontoadas, horários irregulares, professores despreparados, entre tantos outros problemas. O diretor deve reconhecer quando o departamento que dirige estiver deficiente, porque só quando ele reconhece que tem deficiência é que ele poderá ir a busca da cura, ou solução.
 
B – Aos professores.
            A classe da escola bíblica é o lugar de trabalho do professor, é o seu ambiente de relacionamento com os seus alunos, se alguma coisa de errado estiver ocorrendo, é aqui onde mora o problema: na organização. Se os alunos não estão freqüentando as aulas como deviam, ou o professor já ouve murmúrios de que as suas aulas não estão alcançando o esperado, então, é melhor se localizar e recorrer aos meios de sanar possíveis impedimentos em sua didática, ou forma de ensinar.  
 
4 – OBSTÁCULOS QUE IMPEDEM O PROFESSOR DE SER DISCIPLINADO.
 
 
 
II – RELACIONAMENTO
1 – AOS PROFESSORES.
 
A – Relacionamento do professor com o seu diretor.
Se o relacionamento do professor de uma classe dominical com o seu diretor está, de certa forma, afetado por alguma coisa, seja indiferença, desacordo ou falta de diálogo; conseqüentemente, todo o departamento sofre com isso. É por meio do bom relacionamento com seu diretor que o professor poderá discutir sobre a falta de material em sua classe, os problemas de má localização de sua classe, limitação didática e outras coisas mais. 
 
B – Relacionamento do professor com o aluno.
A classe de aula da EBD é formada por pessoas de vários comportamentos, como aqueles alunos com dificuldade de assimilação, ou aqueles que se acham extremamente inteligentes, ou ainda, aqueles que vão as aulas para encontrar os amigos, outros que sempre discordam de tudo, entre tantos outros comportamentos. Tudo isso mostra a responsabilidade que o professor da EBD tem e o quanto é importante que esse professor conheça a sua classe, para saber como lidar com seus alunos. Muitos professores não se importam com isso, o que realmente importa é apenas cumprir o programa. O professor que tem um bom relacionamento com a classe de aula é aquele que consegue perceber o grau de aproveitamento de suas aulas. O grande problema com alguns professores é que eles não conseguem interpretar o meio em que trabalham, em outras palavras, não sabem se a classe está satisfeita ou insatisfeita com as suas aulas, se está participando do desenvolvimento dos seus alunos ou não. O bom relacionamento de um professor com sua classe é definido quando se pode constatar que os alunos desta classe estão crescendo espiritual, moral e socialmente.  
 
C – Relacionamento do professor com o seu pastor.
O bom relacionamento do professor com seu pastor não pode ser construído sob o medo da comunicação entre ambos. O que o professor deve fazer é respeitar o seu pastor. O professor deve ser sempre sincero ao informar seu pastor sobre as ocorrências ao exercer sua função.
 
2 – AOS DIRETORES.
 
A – O Relacionamento do diretor com o seu pastor.
Em muitas igrejas é comum o pastor não concordar com os métodos de trabalho do diretor e o diretor não gostar da maneira como o pastor o critica ou deixa de ajudá-lo. Esses pequenos empecilhos entre o diretor e o pastor comprometem muito o departamento, uma vez que o desacordo se reflete nas programações estabelecidas pelo diretor.
 
B – Relacionamento do diretor com o responsável geral.
O diretor só poderá executar com êxito a sua função se o seu relacionamento com o responsável geral estiver bem. O diretor não pode deixar de participar das reuniões e nem deixar de prestar relatórios da Escola Bíblica Dominical de sua congregação. Infelizmente, muitos diretores não têm um relacionamento estreito com o responsável geral, alguns, chegam até a agir com total indiferença, como se não levassem a sério o departamento e sua estrutura funcional. A solução para isto é participação em reuniões gerais ou setoriais.
 
III – PREPARACÃO
 
O que leva professores despreparados a estarem atuando nas classes de escolas bíblicas dominicais?
- Será a displicência dos próprios professores, que quando assumiram a classe demonstravam capacidade e depois relaxaram não agindo mais com responsabilidade?
- Será que certos diretores não conseguem distinguir entre um professor capacitado e outro indisciplinado?
De qualquer forma, o que interessa saber é que um professor precisa de preparação para pode atuar na EBD. O objetivo do ensino é formar caráter, influenciar, dar instrução e se o professor não está à altura de atingir esses objetivos o resultado não é outro, senão, a insatisfação da classe e a falta de crescimento teológico e espiritual.
O professor deve ter preparação:
 
1 – PSICOLÓGICA.
            A preparação psicológica é necessária à vida do professor, porque diante das mais ousadas perguntas ou colocações ele deve manter o caráter de alguém que está apto a responder, ou pelo menos saber lidar com qualquer situação. Um professor não pode ser destemperado, e nem deixar que suas emoções extrapolem suas ações. O professor preparado psicologicamente age com moderação e segurança. 
 
2 – ESPIRITUAL.
            As aulas de um professor da EBD não podem se deter apenas a questões racionais. O professor está diante de uma classe para dar crescimento espiritual aos alunos, se ele não tem essa espiritualidade como poderá repassá-la? Como poderá falar de uma coisa que não vive?
 
3 – PEDAGÓGICA
            O professor além de sua espiritualidade e equilíbrio psicológico, necessita de preparo pedagógico. O método, o objetivo, a forma como passa a lição, tudo isso tem relevância quando levamos em conta a responsabilidade que este professor está subordinado: O ensino!
 
 
IV – A SECRETÁRIA (O) DA EBD
 
            A secretária (o) da EBD é a pessoa com quem o diretor pode contar, é quem organiza e dá saídas para o diretor no que tange ao andamento do departamento. A falta de comunicação entre o diretor e a secretária(o) gera problemas como a não entrega dos relatórios mensais e a falta de organização do departamento. A função de secretária parece simples, mas quando estamos falando em EBD, não há nada de insignificante nesta tarefa, pelo contrário, tudo é de grande responsabilidade.  A secretária deve ser exclusiva da EBD, se possível, nunca sendo responsável pelas compras da EBD, pois está em contato direto com os professores e não poderia gerir bem esta situação (Compras devem ser direcionadas ao diretor para pesquisa de preços e prazos).
 
 
 
 
 
 
 
 
DISCIPULADO DINÂMICO
 
 
 
INTRODUÇÃO
 
A classe de novos convertidos na Escola Dominical é uma expressão ou extensão do amplo ministério do Discipulado. O discipulado é um ministério pessoal, limitado e flexível. É uma das formas mais rápidas de aumentar o número de batismos nas águas (membresia nova) e aprofundar a qualidade de vida dos que são alcançados por Cristo. Antes de conhecer as peculiaridades de sua classe e os métodos mais adequados a serem adotados, o ensinador de novos convertidos precisa saber de antemão o que significa ser discípulo. Quem não é discípulo não pode fazer discípulos! A palavra “discípulo” mathetés, é usada 269 vezes nos Evangelhos e em Atos dos Apóstolos. Significa pessoa “ensinada” ou “treinada”, aluno, aprendiz. (Texto-base: Mt 28.19,20). Nos evangelhos, Jesus define a palavra discípulo de cinco maneiras:
 
1)       Discípulo é um crente que está envolvido com a Palavra de Deus de maneira contínua (Jo 8.31).
2)       Discípulo é aquele que ama sacrificialmente, sem medir esforços (Jo 13.35; 1Jo 3.16).
3)       Discípulo é alguém que permanece diariamente em união frutífera com Cristo (Jo 15.8).
4)       Discípulo é aquele que assume a sua cruz e segue a Cristo (Lc14. 27).
5)       Discípulo é aquele que renuncia a tudo que tem em favor do Reino de DEUS (Lc 14.33).
 
I – O PERFIL DOS ALUNOS
            Quem são seus alunos? Naturalmente são novos convertidos. A diferença e a ênfase estão justamente nisto: não são alunos comuns.
 
1 – SÃO COMO CRIANÇAS RECÉM-NASCIDAS EM CRISTO QUE PRECISAM SER IDENTIFICADAS LOGO APÓS O NASCIMENTO.
 
O pecador se arrepende, o Espírito Santo o regenera (novo nascimento) = conversão. Devem ser recepcionados imediatamente após a conversão e identificados, através da “ficha de identificação e triagem”. Na triagem:
Qual a finalidade da identificação? Ter como localizá-los para posterior visita. Conhecer a realidade dos seus alunos.
 
A – Sondagem: coleta de dados, conhecimento da realidade, diagnóstico.
 
B – Estratégia de trabalho: (nome, endereço, data de nascimento, data da decisão, origem religiosa, sua relação com a comunidade, histórico familiar, nível sócio-econômico, cultura, necessidades pessoais, limitações físicas; Perguntas do tipo: É a primeira vez que está se decidindo? Está vindo de outra igreja? Qual? Quanto tempo esteve por lá?). Elaborar programa de assistência social. Formar comissões de visitadores (que atendam às peculiaridades dos decididos: Idade, sexo, formação, entre outras). “A salvação é de graça, mas o discipulado custa tudo o que temos” (Billy Graham). Você precisa conhecê-los realmente! Vamos fazer um teste? -- - Pense em três novos convertidos de sua igreja.
1- Sabe o nome deles?
2- Lembra-se onde eles moram?
3- Sabe a data do aniversário deles?
4- Sabe como vão indo nos estudos ou no trabalho?
5- Mantém boas relações com suas famílias?
6- Conhece algum problema em particular, dos mesmos?
7- O que poderia dizer sobre seu testemunho cristão?
8- Há alguma coisa especial de que necessitam?
9- Quando foi que aceitaram a Cristo?
 
2 – SÃO PESSOAS ESPECIAIS QUE REQUEREM ATENÇÃO ESPECIAL.
 
A – São totalmente dependentes espirituais.
Só conseguem digerir os aspectos mais simples das verdades espirituais. “Com leite vos criei e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tão pouco ainda agora podeis” (1Co 3.1-3). Precisam ser alimentadas por outrem. Têm dificuldade em falar (de explicarem a razão da fé).
 
B – Falta-lhes um senso adequado de valores.
AgarraM-se a detalhes sem importância, em vez de aprenderem o que tem realmente valor. (eles se escandalizam facilmente; apegam-se a rudimentos de doutrinas; podem criar dogmas) O professor deve apresentar Cristo como Senhor e não apenas como Salvador (Senhorio de Cristo Mt 16.24). Muitos querem as bênçãos do Salvador, mas não o aceitam como Senhor. Precisamos aceitar o Senhorio de Cristo (diferente da confissão positiva). O professor deve apresentar a real proposta do Evangelho: Livrar o homem da perdição eterna (diferente do Evangelho da prosperidade).
 
3 – SÃO PESSOAS CARENTES QUE REQUEREM CUIDADOS ESPECIAIS.
 
A – Alimentação adequada (leite racional).
Não haverá crescimento espiritual independente da palavra de Deus. “Desejável afetuosamente, como meninos novamente nascido o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo” (1Pd 2.2).
Quando o homem aceita a Cristo torna-se nova criatura, ou seja, nasce de novo. Não se pode administrar a criança recém-nascida com alimentos sólidos, antes, o leito materno. O novo convertido precisa conhecer as doutrinas básicas da salvação. Portanto, inicialmente, deve afastar-se de assuntos complexos e especulativos. A principio, a criança é alimentada pelos outros, mais tarde, começa a alimentar-se por conta própria e finalmente, quando adulta, passa a alimentar outros. Um dos alvos do fazedor de discípulos é ensinar o discípulo a alimentar-se, de forma que ele possa, mais tarde alimentar também outros.
 
B – Meio ambiente propício (Lar espiritual).
            Não haverá crescimento espiritual fora do contexto da comunhão cristã. “Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13). Observando as palavras de Paulo em Efésios 4.13. “Até que todos cheguemos...” verificamos que o meio ambiente propício ao crescimento espiritual é encontrado no contexto da comunhão cristã (lar espiritual, família espiritual). Não é suficiente o contato que o professor tem com o aluno durante a aula na Escola Bíblica Dominical. O professor deve proporcionar um meio ambiente propício para um inter-relacionamento com outros crentes onde se compartilham idéias, verdades aprendidas na palavra, aspirações e onde haja compreensão e amor ágape (amor de DEUS).
 
C – Precisam de um referencial no novo grupo de convivência.
Geralmente a primeira referência do novo convertido na igreja é o professor de sua classe na Escola Bíblica Dominical.
 
 
II – O PERFIL DO PROFESSOR.
Em linhas gerais, o professor da classe de novos convertidos precisa ser um crente fiel, espiritual e seguro conhecedor das doutrinas bíblicas, além de ter comprovada  capacidade para ensinar.
Conhecimentos teológicos mínimos: Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo, Trindade, homem, pecado, salvação: (regeneração, redenção, expiação, propiciação, justificação, santificação).
Formação pedagógica se possível.
O melhor professor para o Discipulado é o pastor (se possível), pois é uma classe que precisa de ensinos básicos sobre doutrina, costumes e convivência cristã. O pastor deve visitar e aconselhar esta classe podendo também marcar cultos e reuniões em suas residências.
 
1 – PRÉ-REQUISITOS GERAIS.
 
A – Vocação autêntica.
A vocação floresce no próprio cerne da personalidade. Significa a propensão fundamental do espírito, sua inclinação geral predominante para um determinado tipo de vida e de atividade, no qual encontrará plena satisfação e melhores possibilidades de auto realização.
Sociabilidade.
A educação e o ensino são fenômenos de interação psicológica e social; temperamentos egocêntricos, fechados, incapazes de abrir e manter contatos sociais são comuns. Certo calor e entusiasmo, não são talhados para a função do magistério; esse exige comunicabilidade e dedicação a pessoa dos educandos e aos seus problemas. Amor paedagogicus.
Simpatia e interesse natural pelos alunos e desejo de auxiliá-los nos seus problemas e anseios. Geralmente a escolha de um professor favorito se baseia num relacionamento pessoal e não na capacidade para ensinar. Os alunos se lembram dos professores que mostraram interesse especial e cuidaram deles antes de se lembrarem daqueles que tinham bons dotes de oratória.
Apreço e interesse pelos valores da inteligência e da cultura.
O professor que realmente tem vocação para o magistério é naturalmente um estudioso, um leitor assíduo, com sede de novos conhecimentos capaz de se entusiasmar pelo progresso da ciência e da cultura que confirmem a Palavra de DEUS.
 
B – Aptidões específicas.
São atributos e qualidades pessoais que exprimem certa disposição natural ou potencial para um determinado tipo de atividade ou de trabalho. (Saúde, equilíbrio mental e emocional, órgãos de fonação, visão e audição em boas condições; boa voz: firme, agradável, convincente; linguagem fluente, clara, simples e sã; autoconfiança e presença de espírito; naturalidade e desembaraço; firmeza e desembaraço; imaginação, iniciativa e liderança; habilidade de criação; boas relações humanas).
 
C – Preparo especializado.
O conhecimento amplo e sistemático da matéria ou da respectiva área de estudo é condição essencial e indispensável para a eficiência do magistério cristão.
 
2 – PRÉ-REQUISITOS ESPECÍFICOS.
 
A – Ser chamado por Deus para o ministério do ensino (Ef 4.11,12).
Os professores da EBD são freqüentemente escolhidos pelos líderes e não vocacionados por Deus. Os vocacionados têm esmero (dedicação): “... Se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7b) esmero significa integralidade de tempo no ministério – estar com a mente, o coração e a vida nesse ministério. Ser professor é diferente de ocupar o cargo de professor.
 
B – Ter um relacionamento vital e real com Cristo.
O que representa esse relacionamento? Cristo é seu salvador pessoal; salvou-o de todo o pecado e é também Senhor e dono da sua vida.
 
C – Esforçar-se em seguir o exemplo de Jesus.
Jesus é o maior pedagogo de todos os tempos; usou todos os métodos didáticos disponíveis para ensinar.
D – Reconhecer a importância da sua tarefa e encará-la com seriedade.
Qual importância? Quando um investimento espiritual é feito em outra vida, você participa de toda a glória das recompensas espirituais que serão colhidas através da vida, para sempre. O apóstolo Paulo disse em sua carta aos Tessalonicenses: “vós sois a nossa glória e nosso gozo” (1 Ts 2.20). Por que seriedade? Por causa do juízo: “... Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo” (Tg 3.1).
 
E – Lealdade.
No apoio ao pastor; na assistência aos cultos; na participação e no sustento financeiro.
F – Disposição de aprender.
O homem é um ser educável e nunca acaba de aprender. Aprendemos com os livros; com nossos alunos; aprendemos enquanto ensinamos. “Não há melhor maneira de aprender do que tentar ensinar outras pessoas”. Quando não se sabe uma resposta, é melhor ser honesto e dizer que não sabe.
 
G – Saber planejar suas aulas.
Ter objetivos claros e definidos em cada etapa do ensino. O que pretendo alcançar (Objetivos) – Como alcançar (Métodos e recursos) – em quanto tempo (Cronograma) – O que fazer e como fazer (Procedimentos de ensino) – Como avaliar o que foi alcançado (Avaliação).
 
H – Entender o processo de aprendizagem.
Até o séc XVI, aprender era memorizar. Séc XVII, fórmula de “Comenius”: compreensão, memorização, aplicação. Hoje, a aprendizagem é um processo: lento, gradual e complexo – aprender é modificar o comportamento.
 
I – Conhecer variados métodos de ensino. (ver 3 pontos do seminário).
 
J – Ensinar com motivação.
O professor não motiva, incentiva. Deve saber e dominar o que vai ensinar. Conhecer bem a Palavra, o currículo e a lição daquele dia. Este conhecimento deve fazer parte de sua experiência.  
         
L – Despertar o aluno para a salvação e o crescimento espiritual.
“Ele está se tornando semelhante a Cristo?”.
 
M – Viver o que ensina.
 
N – Ser crente integrado a sua igreja: presença nos cultos e atividades da igreja; dizimista; manter-se distante dos ventos de doutrinas; ser eticamente correto.    
 
III – O MÉTODO DE ENSINO
 
1 – O ENSINO DEVE, EM PRIMEIRO LUGAR, OBJETIVAR UM PLANO DE CULTIVO DE RESULTADOS, OU SEJA, A INTEGRAÇÃO DOS NOVOS CRENTES.
 
A – Levar o novo convertido a alcançar a certeza de salvação.
Três passos para levar o novo convertido à certeza da salvação: Levar o convertido a confiar no caráter de Deus – Deus não pode mentir (Tt 1.2).O caráter de Deus é o fundamento para que a pessoa alcance a certeza de vida eterna.
Levar o convertido a compreender com clareza as promessas de salvação feitas por Deus (Jo 5.24; Ap 3.20).
Levar o convertido a compreender claramente as condições estabelecidas por Deus para que alguém seja salvo. O pecador precisa se arrepender (Is 55.7). O pecador precisa confessar seus pecados (1Jo 1.9). O pecador precisa crer em Jesus (Jo 5.24). O pecador precisa invocar o nome do Senhor (Rm. 10.13).
 
B – Doutrinar o novo crente para que seja batizado conscientemente.
Necessidade do batismo em águas – Valor e significado – Forma bíblica do batismo (imersão) – Ceia, finalidade – Para quem foi instituída a ceia – Igreja (origem, natureza, missão e destino).     
 
C – Doutrinar o novo batizado para que adquira firmeza doutrinária e se integre na comunhão da igreja.
O Crente e sua nova natureza – Comportamento do cristão – Vida devocional – Mordomia cristã – Testemunho.
 
2 – O ENSINO DEVE ATENDER ÀS DIFICULDADES DE COMPREENSÃO PECULIAR AO NOVO CONVERTIDO.
 
A – Linguagem.
A linguagem deve ser compreensível tanto ao professor quanto ao aluno. O novo convertido não está familiarizado com a linguagem evangélica.
 
B – Comunicação.
Quais são os principais problemas de comunicação entre professores e alunos? O método é definido através de padrões de comunicação: unilateral, bilateral e multilateral.
·         O professor está mais preocupado em expor a matéria (transmitir conhecimento).
·         O professor utiliza conceitos ou termos que ainda não existem na experiência dos alunos novos convertidos.
·         O professor não se preocupa em aumentar o vocabulário de seus alunos.
·         O professor coloca tantas idéias em cada exposição que somente algumas delas são compreendidas e retidas. Alguns professores falam rápido demais ou articulam mal as palavras. Outros, em voz baixa e tom monótono.
·         O professor não utiliza meios visuais para comunicar conceitos ou relações que exigem apresentação gráfica.
·         O professor tem suas idéias tão mal ou perfeitamente organizadas, que não há lugar para a imaginação criativa dos alunos.
 
C – Cultura Bíblica.
O conhecimento que possuem a respeito de Deus geralmente é alheio às Escrituras. Não compreendem a história, a geografia, os costumes dos personagens bíblicos e sua aplicação para os nossos dias.
 
D – Temas teológicos e doutrinários da Bíblia.
O novo convertido não está habituado a expressões como: Regeneração, Justificação, Redenção, Expiação, Arrebatamento da igreja, milênio, Escatologia, entre outras.
 
E – Noções de tempo, espaço circunstância no plano bíblico.
Neste aspecto quais providências o professor deve tomar em relação a ministração do conteúdo da matéria?
 
3 – O ENSINO DEVE SER PLANEJADO E NÃO IMPROVISADO. O PROFESSOR DEVE PREPARAR-SE PROFUNDAMENTE PARA A AULA (2TM 2.15)
 
A – Através da oração. A oração é o segredo do poder no ensino (Mc 1.35; Lc 5.16).
 
B – Com propósito pré-estabelecido. O professor deve estabelecer os objetivos da lição.
 
C – Através de estudo diário. O professor deve preparar suas lições com antecedência, ou seja, diariamente, do início ao termino da semana.
 
D – Material de estudo mínimo necessário. Bíblia – Se possível, todas as legítimas versões em Português. Dicionário Bíblico, Gramática da língua portuguesa, Concordância Bíblica, Chave Bíblica (Resumo dos livros), Manuais de doutrina, Comentários, Atlas bíblico, Didática aplicada, Apontamentos individuais.
 
 
   
CONCLUSAO
O discipulado propicia a igreja local, maduros líderes centralizados em Cristo e orientados pela Palavra. Nem todo discipulador é professor da classe de novos convertidos, mas todo professor de novos convertidos deve ser um discipulador em potencial.
 
 
 
 
 
 
O ENSINO RELEVANTE PARA ADOLESCENTES
 
 
 
 
 
 
PARTE I
 
O ADOLESCENTE
 
 
 
 
 
 
INTRODUCAO
 
A adolescência é uma fase muito importante na vida de uma pessoa. É um período que não pode ser considerado uma mera transição entre a infância e a fase adulta. É uma etapa onde ocorrem as mais diversas transformações a nível físico, intelectual, emocional e social. A adolescência é um processo dinâmico de metamorfose que transforma o ser criança em um ser adulto.
 
I – DEFINIÇÃO DE ADOLESCÊNCIA.
A adolescência é um período da vida que se estende entre a fase da infância e a fase adulta. Ela é um processo dinâmico e não um estado. É um estágio onde acontece um período radical de transição que deve ser vivido com naturalidade e intensidade pelo adolescente e um tempo especial onde os adultos precisam compreendê-lo em suas inquietações.
            A adolescência é considerada um fenômeno de caráter psicológico e social com diferentes particularidades que variam de acordo com o contexto no qual o adolescente está inserido.
            A palavra adolescência deriva do latim ad (a, para) e olescer (Crescer), caracterizando, portanto, o processo dinâmico que o individuo apresenta na sua aptidão de crescer.
 
                                               II – CRISES NA ADOLESCÊNCIA
1– CRISE DE IDENTIDADE
           
            A identidade é a consciência que a pessoa tem de si mesma como alguém que integra o mundo real existente.
            A crise de identidade está centrada na necessidade que o adolescente tem de ser ele mesmo na procura de uma definição de seu self (o self é tudo aquilo que sabemos, sentimos, vivenciamos como parte de nós mesmos. É tudo aquilo que nos conforma e compõe. É o objeto central do ego), para assim romper com sua infância e conseguir se firmar como pessoa.
            A crise de identidade é tida como ponto central na adolescência.
 
2 – CRISE DE AUTORIDADE
 
A crise de autoridade, na adolescência, é algo bastante forte e se caracteriza pelo confronto.Há uma atitude de rebeldia e muitas vezes até de desrespeito para com o adulto, especialmente para com os pais e outras pessoas que têm autoridade ou exercem determinada função.
 
3 – CRISE SOCIAL
 
            É considerada a crise mais complexa da adolescência. Há, nesta fase, uma reelaboração total do mundo sexual que transforma a estrutura infantil em uma estrutura adulta.
            A crise sexual se instala a partir das transformações do corpo, o que exige uma adaptação à nova realidade.
            O adolescente precisa aceitar o seu novo corpo e viver em paz com ele para alcançar um bom nível de relações com os outros.
 
II – DIFICULDADES NO CONVÍVIO COM ADOLESCENTES.
            Vimos até aqui a complexidade pela qual passa o adolescente em seu estado de metamorfose. Listaremos alguns aspectos que, se não observado irão dificultar nossas relações para com eles neste período de total transformação pelo qual passam. 
 
1 – NÃO COMPREENDÊ-LOS.
            Ser compreensivo significa entender e captar os sentimentos do adolescente; é confiar em sua capacidade para ir adiante, é respeitar sua liberdade, respeitar sua intimidade, não julgá-lo, aceitá-lo como ele é, aceitá-lo tal como ele quer chegar a ser, é ver o outro como sujeito.
            O adolescente precisa ser compreendido e aceito em sua maneira de ser e agir. Ele necessita de um ambiente acolhedor que o proteja e lhe mostre o caminho a ser seguido. Adulto é para o adolescente um refúgio necessário, mas ao mesmo tempo, alvo de agressão e destruição. É uma tarefa árdua, mas bela e gratificante, ser este adulto racional e maduro para um adolescente que está à procura de parâmetros que sirvam de modelo para sua afirmação como pessoa.
 
2 – FALTA DE EMPATIA
No relacionamento humano é fundamental que se busque a compreensão do que a pessoa está dizendo e sentindo. É o que se chama de empatia. É sentir o que o outro sente; é ouvir a sua história como se fosse a minha. É a capacidade de dar-se conta das emoções e das mudanças internas da pessoa como a qual nos relacionamos. É colocar-se no lugar da pessoa.
            Ao nos comunicarmos com o adolescente ou mesmo com outra pessoa qualquer, é certo que recebemos aquilo que estamos a lhe oferecer. Se nosso sentimento for de indiferença e apatia, é natural recebermos algo semelhante em troca.
A empatia requer a aceitação incondicional do outro: isso quer dizer que o aceito como ele é procurando aceitar todos os aspectos de sua pessoa: seus gestos, sua forma de falar, sua maneira de enfocar a vida, sua inteligência, seu corpo e seus atos. Isso faz com que eu não procure manipulá-lo, mudá-lo e favorece o outro a se expressar livremente e com confiança.   
 
3 – NÃO SENDO UMA PRESENÇA REAL.
            O adolescente percebe quando somos uma presença irreal, apenas de corpo ou se estamos totalmente com ele, sendo uma presença de corpo, “alma” e mente. O doar-se fará bem ao adolescente, mas talvez o grande beneficiado seja o adulto que irá desfrutar de um convívio mais salutar e terá do adolescente o que ele tem de melhor: a sinceridade e o amor à vida.
 
4 – NÃO ENTENDENDO SEUS SENTIMENTOS.
            Assim como o adulto, o adolescente tem o direito de vivenciar e expressar o seu sentimento em relação ao mundo e às pessoas. É importante que o respeitemos, assim como ele é e assim como se expressa. O adolescente tem o direito de pensar, sentir e agir conforme seu coração, desde que isto não violente as formas de convivência e nem a doutrina da Igreja.
 
5 – QUERER CONVENCER O ADOLESCENTE A PARTIR DO SEU PRESSUPOSTO.
            Em nosso relacionamento com o adolescente, é fundamental que ele perceba que nos encontramos abertos para ouvi-lo e não para lhe impor nossas verdades. Estamos juntos para que haja uma troca de experiência e conhecimentos que enriquecerão nossas relações. Em uma relação nada pode ser imposto. Pode haver um compartilhar de idéias quer permitirão uma troca mutua. O adolescente perceberá que seus pressupostos têm valor, e que não apenas os do adulto o têm.
 
6 – NÃO SENDO COERENTE.
            A coerência é imprescindível em toda e qualquer relação. Ser coerente é ter a coragem de ser o que se é, sem disfarces. O adolescente é especialista em perceber se somos coerentes com aquilo que falamos e fazemos. O não ser coerente nos tira a credibilidade para termos uma relação próxima com o adolescente. 
 
7 – NÃO ESCUTANDO O ADOLESCENTE.
            Escutar é diferente de ouvir. Nós ouvimos sons, ruídos ou palavras. Nós os ouvimos ainda sem querer quando alguém ou algo os emite. O escutar supõe uma disposição: é preciso querer escutar. Nós ouvimos sem querer, no entanto, para escutar é preciso querer fazê-lo.
            O adolescente, no contato conosco, deve perceber que nós o estamos ouvindo de corpo inteiro e isto implica, conforme Luiz Antonio Ryzewski, em 3 habilidades, chamadas de A.C. A, que descreveremos a seguir.
 
a)       “A” de atender.
Atender é estar ligado, atento, conectado. É receber a informação e nos certificar que estamos recebendo exatamente aquilo que o adolescente nos quer transmitir. É perceber também o sentido oculto das palavras, gestos e ações.
 
b)       “C” de compreender.
É o momento da interpretação do significado da mensagem expressa pelo adolescente. Nem sempre uma determinada palavra tem o mesmo significado para todas as pessoas. Deve ficar claro o que isto significa na linguagem usada pelo adolescente. A compreensão correta se dá se nos colocarmos no seu lugar.
 
c)       “A” de avaliar.
É quando refletimos sobre o que nos foi informado e a partir da avaliação vamos definir nossa reação frente a uma determinada situação. Devemos avaliar, não a partir dos nossos preconceitos, mas a partir do adolescente. Isto não significa concordar sempre com ele, mas respeitar sua opinião, dando a nossa, colocando argumentos prós e contras. 
 
III – NECESSIDADES BÁSICAS DO ADOLESCENTE.
 
 
 
 
 
PARTE II
 
O PROFESSOR
 
 
 
I - O PROFESSOR IDEAL
 
“Se é ensinar, haja dedicação ao ensino Rm 12.7”.
            O professor ideal é aquele que inspira seus alunos a adquirirem conhecimento bíblico. O professor deve também promover modificações na vida dos alunos, através do ensino.
            Para o ensino ser eficiente, é indispensável que o líder dos adolescentes saiba o que deve ensinar, como utilizar os meios pelos quais os alunos podem aprender e para que os adolescentes vão aprender.
 
II – RESPONSABILIDADES DO PROFESSOR.
 
III – QUALIFICAÇÕES DO PROFESSOR.
 
IV – CARACTERÍSTICAS DO PROFESSOR.
 
 O ENSINO RELEVANTE PARA JUVENIS

INTRODUÇÃO

Se o aluno não aprendeu, não se pode dizer com convicção que o professor ensinou. Esta declaração nos leva a refletir sobre a responsabilidade do professor na compreensão do que é o ensino relevante.

A primeira das sete Leis Naturais do Ensino, a lei do professor, determina: "O professor precisa conhecer aquilo que vai ensinar". De fato ele precisa conhecer não somente O QUÊ vai ensinar, mas A QUEM vai ensinar e COMO ensinar. O ensino relevante para juvenis pressupõe três áreas de conhecimento por parte do professor: a do conhecimento da Bíblia, do próprio adolescente e dos princípios de didática.

I - O CONHECIMENTO BÍBLICO

O conteúdo do ensino cristão para juvenis e para todos é a mensagem poderosa da Palavra de Deus. Os efeitos positivos resultantes do contato com ela dá-nos algumas razões para estudá-la. 

1. RAZÕES PARA O ESTUDO SISTEMÁTICO DA BÍBLIA
a. Proporciona crescimento espiritual - (
1 Pe 2.2,3)
b. Guia-nos a toda verdade - (
Sl 119.105, 130)
c. Guarda-nos do pecado - (
Sl 119.11; Jô 15.3)
d. Instiga-nos para a maturidade espiritual - (
2 Tm 3.16,17)

O professor deve encarar o ensino bíblico como instrumento de mudança. Na própria vida, e depois na vida do aluno. Mudança não forçada, mas resultado, sim, do despertamento do aluno, de sua motivação, de seu interesse em aprender. Se você, professor, deseja que os adolescentes a quem você ensina, manifestem em suas vidas o fruto do Espírito Santo (
Gl 5.22,23) seja o exemplo. Se quiser que seus alunos se voltem para a Bíblia, você deve estar sempre compenetrado na Palavra. 

O ensino relevante é aquele que alcança os alunos, objeto de sua contemplação, inspirando-os a adquirirem conhecimento bíblico sim, porém, além disso, produzindo, também, modificações em suas vidas. Para o alcance dessa meta aquele que ensina precisa dessa visão.

2. RECOMENDAÇÕES AO QUE ENSINA
a) O lema de todo professor (
2 Tm 2.15)
b. Formando um reservatório
c. Estudante diligente (
Rm 12.7)
d. O poder do Espírito Santo (
At 1.8)

II - O CONHECIMENTO DO ADOLESCENTE

A eficácia do trabalho do professor depende dele começar por onde o aluno se encontra ou considerando quem o aluno é.

A adolescência é uma fase da vida que se apresenta como um grande desafio aos professores, principalmente aos professores cristãos. A palavra adolescente que significa "crescimento" (do latim "adolescere", crescer) mostra aos professores que seu "alvo" está em constante movimento e que, por isso, necessita de uma excelente "pontaria" para que o atinja. Isto exige treinamento, uma boa visão, muito amor pelo trabalho e reforço especial de poder do Espírito Santo.

O ser humano tem gostos e inclinações diferenciados, conforme sua faixa de idade. O professor deve considerar estas diferenças ao determinar o quê e como ensinar. A adolescência precisa ser compreendida para que as aulas sejam orientadas de acordo com suas peculiaridades.

Tendo o ensino cristão como essência a modificação do viver, o conhecimento da categoria dos alunos a quem se ensina, bem como a situação atual de suas vidas é essencial para que se obtenha sucesso nessa modificação para melhor. O professor de juvenis precisa, então, conhecer quem são os seus alunos adolescentes.

1. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
a. Época de maturações
b. Término de fase desajeitada
c. Grande atividade X muito sono
d. Como o professor deve agir

2. CARACTERÍSTICAS MENTAIS
a. Raciocínio inquiridor
b. Senso de independência
c. Questionamento das idéias dos adultos
d. Como o professor deve agir

3. CARACTERÍSTICAS SOCIAIS
a. Impulsos de independência
b. Atrações pelo sexo oposto
c. Problemas com namoro
d. Insubordinação
e. Formação dos grupos congênitos
f. Forte desejo de aprovação social
g. Como o professor deve agir

4. CARACTERÍSTICAS EMOCIONAIS
a. Surgimento do romantismo
b. Fase de muito devaneio
c. Instabilidade emocional
d. Busca de afirmação
e. Como o professor deve agir

5. CARACTERÍSTICAS ESPIRITUAIS
a. Dúvidas e questionamentos intensos
b. Busca da compreensão racional dos fatos
c. A cosmovisão é ampliada
d. Vencido o conflito, grande capacidade de intensa vida cristã
e. Como o professor deve agir

6. SUAS NECESSIDADES
a. De conhecimento;
b. De novas experiências;
c. De comunicação e amizade;
d. De maior segurança;
e. De comunicação pessoal;
f. De orientação inteligente;
g. De uma pessoa modelo.

III - O CONHECIMENTO DE PRINCÍPIOS DIDÁTICOS

A importância do conhecimento da didática pelo professor da Escola Bíblica Dominical deve ser ressaltada pelo fato de muitos deles não possuírem formação pedagógica. Detém o conhecimento bíblico tão necessário, mas mostram ineficácia na multiplicação desses conhecimentos aos seus alunos.

Didática é a "arte de ensinar". É a "técnica de dirigir e orientar a aprendizagem" Ela é uma das quatro disciplinas que fazem parte da classe de disciplinas técnicas da Pedagogia que é a ciência e a arte de educar.

1. PRINCIPAIS ELEMENTOS DA DIDÁTICA
a. O professor e o aluno
b. Os objetivos e os conteúdos
c. Os métodos e os recursos
d. A avaliação

2. COISAS QUE O PROFESSOR JUVENIL EFICIENTE FAZ
a. Estuda a lição 
b. Planeja a aula
c. Ensina com objetivos
d. Explora métodos diversificados
e. Explora recursos didáticos
f. Busca conhecer técnicas de trabalhos em grupo

3. AS SETE LEIS DO ENSINO APLICADAS AOS JUVENIS
a. A lei do professor
b. A lei do aluno
c. A lei da linguagem
d. A lei da lição
e. A lei do processo de ensino
f. A lei do processo da aprendizagem
g. A lei da recapitulação

4. QUEM O PROFESSOR DE ADOLESCENTES DEVE SER
a. Um apreciador do adolescente
b. Um grande interessado na vida do adolescente
c. Um exemplo para o adolescente
d. Uma pessoa preparada para ensinar
e. Uma pessoa consagrada
f. Um ardoroso evangelista
g. Um verdadeiro discipulador
h. Um contribuinte estimulador

5. OS OBJETIVOS DA LIÇÃO

O ensino começa com o conteúdo, mas requer do professor o estabelecimento de objetivos. Ele deve determinar o que espera alcançar com a aula que está ministrando, o que espera que seus alunos aprendam e o que eles saberão, sentirão e farão com o quê lhes for ensinado.

a) PORQUE TRABALHAR COM OBJETIVOS
Motivam o aluno a aprender
Esclarecem os desempenhos esperados
Orientam a seleção e organização dos conteúdos
Orientam a seleção e a organização dos conteúdos
Orientam a seleção e organização dos métodos e recursos
Ajudam a avaliação do professor e aluno.
b) CLASSIFICAÇÃO DOS OBJETIVOS
De conhecimento
De sentimento
De ação

c) COMO DETERMINAR OS OBJETIVOS DA LIÇÃO
Estudando minuciosamente o texto da lição
Verificando as necessidades de seus alunos
6. MÉTODOS DE ENSINO

Método é o caminho pelo qual se atinge um objetivo. O de preleção sozinho é o pior método não só para os adolescentes. Para eles qualquer método sozinho, e sempre é o pior. São muitos os métodos, mas nenhum deles é, em si mesmo, eficiente ou deficiente.

a) Sua Utilização e eficácia depende:
b) Exemplos de métodos para a classe de adolescentes:
c) Outros Métodos para reuniões extra-classe:
d) O Exemplo de Jesus:
7. OS RECURSOS AUDIOVISUAIS

São meios acessórios de ensino que envolvem que, por sua natureza envolvem maior número de sentidos, com isso ampliando o grau da aprendizagem. Como os métodos, não são, em si mesmos, nem eficazes nem ineficazes. Dependem do propósito e habilidades do professor, do tempo disponível, dos equipamentos, do custo, etc.

a) ALGUMAS VANTAGENS DE SUA UTILIZAÇÃO
b) ALGUNS TIPOS DE RECURSOS AUDIOVISUAIS
c) CUIDADOS A OBSERVAR
8 - O PLANO DE AULA

É uma espécie de roteiro com a finalidade de orientar o professor na classe rumo aos objetivos educacionais. Mesmo que o professor já conheça a lição deve lembrar-se que a aula é outra e que as necessidades dos alunos são diferentes.

a) COMPONENTES DE UM PLANO DE AULA
b) RECOMENDAÇÕES AO PROFESSOR
9 - A AVALIAÇÃO

É o meio pelo qual o professor determina a eficácia do seu trabalho no processo de ensino e aprendizagem. A avaliação deve ser sempre dupla: a do próprio professor e a do aluno.

a) AVALIANDO O PROGRESSO DO ALUNO
Relacionamentos
Crescimento espiritual
Participação 
Conhecimento Bíblico 
Comportamento

b) AVALIANDO O ESFORÇO PRÓPRIO
Inovação da aula
Revisão semanal
Registro de análise
Ajuda do aluno
CONCLUSÃO

Deus nos colocou em contato com os adolescentes para exercer a mais excelente das artes: ensinar. Ensinar pessoas que estão num estágio da vida cuja característica principal é a transformação. E esta é a melhor época para ganhá-los para Cristo e desenvolvermos neles um caráter cristão. Alguns estudiosos do assunto têm declarado que a maioria de conversões ocorre antes dos 17 anos. Depois disso a possibilidade de que isso venha a ocorrer é de uma em nove. Aproveitemos a oportunidade que o Senhor, nosso Deus, nos está dando, fazendo melhor nosso trabalho. 


BIBLIOGRAFIA

GANGEL, Kenneth O & HENDRICKS, Howard G. Manual de Ensino. Tradução de Luís Aron de Macedo, CPAD, Rio de Janeiro, 1999.
AYRES, Antônio Tadeu. Como Tornar o Ensino Eficaz. CPAD, Rio de Janeiro, 1994 
GILBERTO, Antônio. Manual da Escola Dominical, 16a. Edição, CPAD, Rio de Janeiro, 1996
LAMBDIN, Ina S. A Arte de Ensinar Adolescente. Tradução Carrie L. Gonçalves, 4a.Edição, JUERP, Rio de Janeiro, 1986
BURKHALTER, Frank E. Como Ganhar os Adolescentes. Tradução Lauro Bretones, 3a. Edição, JUERP, Rio de Janeiro, 1984
FORD, Leroy. O Ensino Dinâmico e Criativo. JUERP, Rio de Janeiro, 1985
MARTIN, Willian. Primeiros Passos para Professores, Editora Vida, 1987
GREGORY, Jonh Milton. As Sete Leis do Ensino, Tradução Rev. Waldemar W. Wey, JUERP, Rio de Janeiro, 1977
HOWSE, W. L. Orientando Jovens no Estudo Bíblico. Editora JUERP, Rio de Janeiro, 1979
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda . Dicionário da Língua Portuguesa, 3a. Edição, Editora Nova Fronteira, São Paulo, 1999
Pr. Davi Rodrigues Nascimento www.escoladominical.com.br
 
 
 
 
 
 Auto-Avaliação para Professores de Escola Bíblica
 
De acordo com sua atuação, responda SIM ou NÃO às perguntas formuladas.
SIM
NÃO
Você incentiva e orienta seus alunos para que convidem amigos que não conhecem Jesus para participar da Escola Dominical?
Você recepciona seus alunos com entusiasmo e alegria?
Você identifica, nas aulas, a presença de visitantes que não conhecem Jesus e o apresenta a eles de forma carinhosa e amável?
Você consegue perceber a aplicação das verdades bíblicas pelos alunos e os desafia à mudança de comportamento?
Você orienta seus alunos quanto aos trabalhos desenvolvidos pela igreja e os incentiva a participar dos mesmos?
Você mantém uma disciplina diária de oração pelos alunos da Escola Dominical?
Você cumpre os horários da Escola Dominical, chegando sempre quinze minutos antes do início das aulas para recepcionar seus alunos?
Você faz um Plano de Aula a fim de garantir um programa de ensino bem organizado e orientado?
Você tem domínio sobre a sala de aula e mantêm um clima agradável, sem conversas paralelas?
Você conhece seus alunos pessoalmente, sabe seus nomes e algo sobre suas vidas?
Você sempre tem em mãos a lista dr seus alunos com endereço, telefone e nome dos pais ou responsáveis?
Você entra em contato com os pais ou responsáveis quando o aluno falta a duas aulas consecutivas?
Você planeja sua aula, colhendo o maior número de informações sobre a lição?
Você trabalha em sintonia com os demais professores e responsáveis pela Escola Dominical, dando apoio aos mais novos?
Você mantêm uma disciplina diária de oração e de estudo da Palavra de Deus?
Você sempre tem um testemunho de algo que o Senhor realizou em sua vida e compartilha com seus alunos?
Você planeja sempre algo novo para as aulas e procura utilizar recursos didáticos variados?
Você faz, ao chegar em casa, uma avaliação do que foi realizado, tentando identificar, inclusive, falhas ou pontos fracos, para melhorá-los?
Você fica feliz ao receber sugestões ou orientações para melhorar seu desempenho em sala de aula?
Você planeja e prepara trabalhos para seus alunos, para distribuir no fim das aulas?
 
 
 
 

EQUIPE E.B.D. - 2004/2005:

Luiz Henrique de Almeida Silva
Francisco de Paula Bueno
Clésio Costa
Rivaldo
Joacy Lopes Rodrigues Souza
Denyjackson Souza Magalhães e Regina Célia Mendes Magalhães(Esp.)
Sandra Regina Mendes Cantanhêde e Francenilson (Esposo)
Raimundo Pereira Queiroz