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ESTIMULANDO O
POTENCIAL DO ADOLESCENTE - PARTE I
www.henriqueestudos.cjb.net
Prof. Cláudio Rogério
Introdução
A vida é uma dádiva do Senhor, que deve ser explorada e vivenciada com toda
força e vigor. O desenvolvimento desta vida pode ser dividido em três partes
principais: infância, adolescência e vida adulta. Cada uma destas etapas possui
características e necessidades distintas. Para que uma pessoa se desenvolva até
a plena maturidade, ela terá que fazer os ajustes necessários à medida que
avança através de cada etapa da vida.
A adolescência aparece então como um importante período de transição, através do
qual a criança se transforma em um adulto.
Para fins de melhor aproveitamento dos professores, estaremos abordando o tema
conforme divisão etária seguida pela CPAD: um grupo de 12 a 14 anos, outro de 15
a 17 anos.
Preferimos abordar o assunto da forma tradicional, mostrando as mudanças
físicas, mentais, sociais, emocionais e espirituais que ocorrem e ressaltar qual
é a oportunidade que se abre para cada professor, para que consiga explorar a
totalidade do potencial inerente a cada adolescente, a fim de que ele desempenhe
com satisfação o seu papel na família, igreja e comunidade.
Observação:
Muitas das hipóteses levantadas no trabalho não foram comprovadas; são somente
observações, pessoais, empíricas, que podem ser questionadas.
I. DEFININDO A ADOLESCÊNCIA
A adolescência é o período de difícil transição da infância para a idade adulta.
As atividades da criança dão lugar às realizações do adolescente, que
posteriormente se concretizam e se tornam realidades para o adulto. As
brincadeiras infantis são substituídas pelos esportes, que se manifestam como se
fossem competições da própria vida. A credulidade da infância acaba, e em seu
lugar aparece a dúvida, que deverá ser substituída por forte convicções da vida
adulta.
A transição não é fácil, pois há três diferenças significativas entre uma
criança e um adulto:
a) a criança confia e aceita as idéias de pessoas mais velhas; um adulto já
"tem a cabeça feita", quer seguir sua própria mente.
b) a criança depende emocionalmente de seus pais, enquanto um adulto é mais
independente;
c) a criança sempre participa da realidade da fé através de outros, enquanto
o adulto participa da caminhada da fé cristã marchando sobre seus próprios pés.
Em cada uma destas três áreas, o adolescente fica oscilando entre o mundo da
infância e o do adulto. Ele se esforça para agir e se comportar como adulto,
contudo ele sente falta e anela pela segurança que tinha e sentia quando
criança.
O estilo e intensidade da vida moderna aceleram o processo de maturação.
Geralmente resulta em uma adolescência anormal. A pobreza, os problemas sociais
e a dor também afetam o desenvolvimento neste período, ocasionando uma
maturidade precoce. Doze e 13 e são considerados os anos iniciais da
adolescência
II.
INTERMEDIÁRIOS: DESENVOLVENDO A INDEPENDÊNCIA
( 12 a 14 anos)
1. O QUE DESENVOLVER
Na primeira adolescência, se deve alcançar o desenvolvimento pleno em quatro
áreas essenciais para que haja um progresso sadio em toda esta faixa etária.
Vejamos quais são:
- Ajustar-se para a brusca mudança do corpo.
- Normalidade ao desenvolver sua independência.
- Aquisição da sua auto-identidade.
- Aceitação de si mesmo, apreciando e desenvolvendo as áreas positivas;
aceitando e melhorando aquilo que é negativo.
2. MUDANÇAS COMPLICADAS
A faixa etária de 12-14 anos é a que estamos denominando de primeira
adolescência, onde um crescimento e desenvolvimento vertiginoso acontece; assim,
é um período de ajustamento e consolidação. Destacam-se as complicadas mudanças
nas funções sexuais. O adolescente começa a perceber o despertar de novos
poderes dentro de si mesmo e o brotar das aspirações adultas. Isto cria uma
mistura turbulenta de tendências e anti-tendências, gerando um período de
complexidade e contradição.
Apesar de estar em um mundo de mudanças e transição, não entendendo a si mesmo,
o adolescente possui um potencial tremendo que quer ser estimulado e explorado
pelos pais e educadores; ele não deve ser mal compreendido ou ignorado.
Ele precisa de um modelo especial de adulto com o qual possa se relacionar e
identificar-se. Este adulto deve ser amável, paciente e compreensivo, pois
aqueles que trabalham com os adolescentes devem aproveitar esta oportunidade
ímpar para os discipular para Cristo.
Os professores terão sucesso em sua missão se:
- Mantiverem aberto os canais da comunicação
- Usarem os interesses do adolescente como pontes na transmissão da vida
cristã
- Souberem como aconselhar
- Forem "o ou um dos companheiros" e providenciarem companhias sadias
O professor de Escola Dominical será a chave para o evangelismo e o discipulado
dos adolescentes, se realmente se envolver e souber utilizar corretamente as
portas que se abrirão nesse período que é também o do despertamento para as
coisas espirituais.
3. MUDANÇAS FÍSICAS
As muitas mudanças físicas que ocorrem durante esta época afetam diretamente
todas as outras áreas do desenvolvimento do adolescente.
O adolescente cresce rápido, mais desproporcionalmente. As moças crescem mais
aceleradamente nesta época, e geralmente são mais altas e com mais peso do que
os rapazes. Este crescimento acelerado produz um enorme apetite.
Os músculos procuram atividade constantemente. A aparição e conscientização das
funções sexuais faz com que o adolescente se preocupe com sua aparência física.
A maioria deles quer ganhar ou perder peso, e gostariam de ser "mais bonitos".
Por isso, buscam melhorar o "design" do corpo. As espinhas e cravos se tornam
verdadeiros monstros a serem vencidos.
As mudanças físicas não são só externas, mas também internas. O desenvolvimento
da glândulas é o mais importante. Os órgãos vitais também crescem rapidamente, o
coração quase que dobra de tamanho; os pulmões crescem, as glândulas se tornam
mais ativas, as cordas vocais quase dobram em comprimento, trazendo dificuldades
para o adolescente controlar sua voz. O crescimento desproporcional dos ossos
traz um desenvolvimento "esquisito", frustrando e embaraçando o adolescente. Ele
precisa compreender que estas mudanças são necessárias, pois ninguém deixa a
infância e se torna um adulto da noite para o dia.
4. MUDANÇAS MENTAIS
A adolescência é o tempo em que a pessoa atinge o ápice do criticismo em sua
vida. Ele quer e exige que tudo passe pelo teste e crivo da sua razão e
julgamento. São aspectos que estão se desenvolvendo, mas ainda são limitados
pela experiência.
Neste período, já é possível ao professor trabalhar com mais profundidade o
pensamento. Eles desenvolvem a habilidade de entender relacionamentos e
solucionar problemas. Crescem em sabedoria prática, empírica para julgar de
acordo com o senso comum. O seu conhecimento teórico está também à frente da sua
experiência. Assim, o professor de adolescente deve apresentar questões e
problemas para que ele trabalhe diretamente nas Escrituras e ache as respostas.
Esta nova habilidade de lidar com o abstrato deve ser explorada, pois ele
compreenderá melhor as idéias simbólicas do que as concretas. Ele pode memorizar
bem, mas deve ter uma razão para isso. As atividades devem fazer sentido.
Os temas de estudo devem abordar uma variedade de assuntos, pois o horizonte
mental é amplo e há um grande potencial na capacidade intelectual,
possibilitando ao professor caminhar em várias direções.
5. MUDANÇAS SOCIAIS
Novas atividades aparecem também no que diz respeito à vida social.
Especialmente seu desejo por companhia e de pertencer ao grupo. Ele quer ser
"grande", crescido, superior aos irmãos mais novos. Aqui ensaia seus primeiros
"vôos" para fora do ninho, a caminho da independência; contudo, isto pode fazer
dele um "rebelde" e distanciá-lo dos pais, gerando um relacionamento difícil em
casa.
Os pais devem reconhecer como natural o sentimento de independência; se eles o
reprimirem, estarão abrindo a porta para constante fricção e desavenças e perda
definitiva do controle. Aqui o adolescente deve começar a ser treinado para o
uso total da liberdade que terá como adulto. A repreensão retira dele a
oportunidade sadia de um treinamento cristão para a vida.
O professor da Escola Dominical tem aqui uma oportunidade de ouro para
influenciar positivamente na vida dos adolescentes, pois eles começam a buscar
modelos significativos fora de casa. A vida social na escola também é
importante, pois é lá que ele buscará popularidade, atenção, prestígio,
segurança e aceitação diante da turma.
Nesta época, se destaca a procura pelo divertimento, do fazer as coisas com os
outros (companheirismo, principalmente porque há um aumento das atividades
escolares) e da lealdade ao grupo (turma). Os professores da igreja devem
atentar para estes itens e encontrar atividades cristãs, mas que ao mesmo tempo
caminhem junto com esta trajetória normal da vida de um adolescente.
6. MUDANÇAS EMOCIONAIS
As emoções de um adolescente são mais quantitativas do que qualitativas. Ele
muda da alegria e do contentamento para a tristeza e a irritação por pouca
coisa. Muitos adolescentes são irritáveis e respondões: "você não me entende" é
a mais freqüente exclamação, antes de uma batida de portas. Esta instabilidade
emocional, esta flutuação, às vezes, é algo difícil para os pais entenderem e
lidarem com ela. Contudo, com o professor da Escola Dominical é diferente, ele
coloca uma "máscara" e se abre mais, o que facilita a ministração.
7. MUDANÇAS ESPIRITUAIS
Os professores desta faixa etária, às vezes, subestimam a capacidade espiritual
e o potencial do adolescente. Conversão é acima de tudo transformação, e como
este período é caracterizado por mudanças, por que não esperar, como houve
mudanças em todas as áreas, também mudança espiritual, isto é, conversão? O
adolescente desta classe está pronto para se decidir por Cristo. Uma conversão
clara e definida pavimentará o caminho para o crescimento espiritual, o qual
será nos anos posteriores. Se não for alcançado por Cristo agora, talvez nunca
mais seja. A experiência espiritual do adolescente é distinta e pessoal. Ele ora
ou vai aos cultos não porque é obrigado (o que acontecia na infância) ou é
costume. Ele é livre para decidir se continua ou pára de freqüentar a igreja;
sua decisão depende das suas convicções pessoais.
A dependência moral também diminui. Ele expressa suas próprias opiniões e
precisa de mais liberdade pessoal de escolha. Aqui aparece o conceito e
convicção de pecado/pecador, que é fundamental para que uma pessoa seja salva.
Nesta idade, não há preocupação com a filosofia da religião ou com a formulação
de doutrinas. O adolescente quer uma religião que funcione, que mude sua vida,
satisfaça seus anseios e transforme seus ideais. O professor desta classe deve
então desafiar seus alunos a terem experiências com Deus através da oração; eles
devem ver Deus operando em curas, milagres, soluções de problemas e situações
difíceis.
O adolescente deve ser incentivado a ter uma vida de fé comprometida, centrada
em Jesus e a buscar a perfeição da vida e do caráter cristão. Deve ser guiado
pelo exemplo de adultos que amam e seguem a Cristo.
Ele terá dúvidas religiosas, mas o que deseja é uma estabilidade bem firmada e
fundamentada na Palavra de Deus. Ele buscará uma certeza baseada em fatos, não
em sentimentos. O professor deve discutir as questões amigavelmente,
pacientemente, guiando-o nas verdades da Palavra.
8. CONCLUSÃO: IMPLICAÇÕES PARA O EDUCADOR CRISTÃO
O adolescente não deve ser um anônimo, deve ser aceito como pessoa. Identidade e
aceitação são questões de vida e morte, e eles saberão que são importantes para
a igreja e, conseqüentemente, para Deus, através dos programas feitos
especialmente para eles.
Devido ao fato de o adolescente querer os privilégios de um adulto, mas sem as
responsabilidades, o seu professor deve estar diante dele como um exemplo ao
lado, oferecendo companhia e amizade e, por detrás, dando o suporte e
encorajamento.
Eles devem ser levados a estudar a Bíblia. Sua prontidão mental para aprender,
capacidade de concentração, habilidade para discussão e o aumento de
independência intelectual fazem dos adolescentes alunos responsivos e
participantes no estudo da Palavra de Deus.
ESTIMULANDO O POTENCIAL DO ADOLESCENTE - PARTE II
III. SECUNDÁRIOS: O PERÍODO DA
AÇÃO (15 a 17 anos)
Nesta época, o adolescente está se
preparando para as responsabilidades da vida. A indiferença é substituída pela
preocupação; a expansividade dá lugar à concentração e à seleção.
Ao término deste período, o adolescente deve ter tido um desenvolvimento sadio
nas seguintes áreas:
Ao obter relacionamentos novos e maduros com companheiros da mesma idade e de
ambos os sexos.
Ao conscientizar-se de quais são suas funções sociais como homem e como mulher.
Ao aceitar o seu corpo físico como é e usá-lo de forma efetivamente cristã.
Ao alcançar sua independência emocional dos pais e de outros adultos.
Ao conscientizar-se da necessidade de se obter independência financeira.
Ao selecionar e começar a se preparar para uma profissão.
Ao preparar-se para o casamento e vida familiar.
Ao obter conceitos de juízo que são necessários à prática da cidadania.
Ao comportar-se socialmente de forma responsável e cristã.
Ao adquirir um conjunto de valores cristãos e éticos que sirvam como guias para
o seu comportamento.
Vamos especificar a nossa abordagem por áreas, para fins de melhor entendimento,
mostrando as mudanças e características do adolescente neste período.
1. MUDANÇAS FÍSICAS
O corpo físico do adolescente alcança as características e potencial da
maturidade, fazendo com que a sua preocupação seja com a beleza visual. Precisa
portanto ser lembrado de que a aparência física é somente um dos aspectos da
vida, e que a beleza interna e a espiritualidade também são importantes.
Como este é o período também da formação dos bons e dos maus hábitos (é possível
que experimente o cigarro, o álcool, o tabaco, etc.), o adolescente precisa
conscientizar-se de que é o mordomo do seu corpo, o qual deve ser valorizado,
respeitado e honrado.
2. MUDANÇAS MENTAIS
O criticismo da primeira adolescência é substituído por um julgamento mais
maduro. Ele começa a ocultar o seu papel na sociedade à medida que seu
raciocínio, autocontrole e independência se afirma e se expande.
Adquire a capacidade de pensar os problemas complexos e questiona tudo. Quer
saber as razões e rejeita as respostas fundamentadas no autoritarismo. O seu
professor de Escola Dominical deve levá-lo direto às Escrituras e ensiná-lo como
achar as respostas para as grandes perguntas da vida.
A imaginação atinge o ápice e se torna a alavanca para os sonhos idealísticos e
para as grandes realizações.
O sucesso na vida depende de autocontrole e disciplina, e isto o adolescente
deve aprender em casa, na escola e na igreja. Sua educação nunca será completa
se não conseguir domínio sobre o corpo e sobre a mente (vontade).
A independência de pensamento: ao chegar a esta idade, o adolescente deve ser
encorajado a escolher sua vocação, alinhada nos seus interesses e habilidades.
Um homem de sucesso é aquele que seu coração, mente e tudo mais estão juntos na
profissão escolhida.
É comum o adolescente demonstrar neste período a atitude do "sabe-tudo", que
pode levá-lo a se isolar da influência e conselhos dos pais.
Contudo é altamente sujeito a sugestões, que vem, principalmente, através da TV,
rádio e daquilo que ele lê. Abre-se aqui uma porta para o professor da Escola
Dominical, que tem tudo para ser uma das principais influências sobre a vida
dele, tanto como um modelo, quanto como um indicador bibliográfico ou de
programação de rádio e TV.
3. MUDANÇAS SOCIAIS
Neste período, a turma é substituída por um grupo menor, mais seleto. Preferem
mais a companhia dos amigos do que da família. Os pais e professores devem
respeitar este período de maturação; tratá-los como adultos e procurar ouvi-los
mais do que simplesmente ficar dando conselhos e avisos.
Aparecerá o interesse pelo sexo oposto e, apesar de a maioria dos casos ser
superficial, o professor do adolescente deve incluir em seus ensinos e
orientações sobre como o rapaz e a moça devem se relacionar e namorar. Pais e
igreja devem trabalhar juntos e auxiliar os adolescentes a adotarem os valores e
padrões cristãos no namoro e na amizade.
4. MUDANÇAS EMOCIONAIS
O adolescente deste período quer ação para o momento. Ele quer experimentar
muitas emoções, e esta atitude pode ser perigosa tanto física como moralmente.
Os resultados podem ser acidentes de carro, bebida, drogas, sexo impróprio, etc.
O que o professor pode fazer é desafiá-lo para a ação positiva, como ser um
missionário, ganhar todo o seu bairro, escola e cidade para Jesus, construir uma
igreja, etc. O adolescente possui um potencial tremendo para a evangelização e o
serviço cristão.
A auto-estima e a vontade de ser considerado adulto são também questão de alta prioridade e não devem ser atropelados.
5. MUDANÇAS ESPIRITUAIS
O professor de adolescente deve
mostrar sua fé na prática ao relacionar-se com Jesus, ao invés de apresentar uma
lista religiosa de "faça" e "não faça". Eles precisam ver que a fé tem segurança
e propósito.
O adolescente precisa de um cristianismo ativo, que dê oportunidade para ser e
também para fazer. Ele precisa relacionar sua experiência espiritual com as
decisões da vida.
Muitos fatores podem ser um empecilho para o desenvolvimento de uma vida cristã
normal. Por exemplo, o testemunho inconsistente de cristãos adultos,
principalmente dos pais, professores da Escola Dominical ou outro líder da
igreja. Dúvidas e confusões podem surgir também de ensinos materialistas e
ateístas que têm a pretensão de contradizer a Bíblia e que são apresentados pela
escola secular ou pela mídia.
O que devemos tem em mente é que um adolescente com uma vida espiritual
autêntica, real, fundamentada na Palavra de Deus, não abrirá espaço em seu
coração para o criticismo e a apostasia, mas ficará firme como Daniel (Dn.
1.8), sem comprometer a fé e nem os valores cristãos.
Um dos aspectos mas positivos da vida espiritual do adolescente é o potencial
que ele possui para a adoração a Deus. Eles gostam e se interessam em participar
da ministração do louvor, e isto é uma abertura tremenda para que cheguem a
presença do Senhor e experienciem a majestade e o poder do Deus Todo-poderoso. O
professor do adolescente deve agendar reuniões periódicas em ambientes
diferentes (em um terraço, sítio, em sua casa ou na de um aluno), com a
finalidade de conversar, rir, estudar a Palavra, orar e louvar.
6. CONCLUSÃO: IMPLICAÇÕES PARA O
EDUCADOR CRISTÃO
O professor de adolescentes deve ter um programa de educação completo, que
englobe ação, equilíbrio e propósitos definidos; que conscientize o aluno sobre
o significado e razão da sua vida. As perguntas devem ser manejadas com
honestidade (quando não se sabe as respostas, os professores têm o dever de
admitir, ao invés de se expor ao ridículo com uma resposta errada). Aliás, isto
deve ser uma oportunidade para trabalharem juntos até chegar ao conhecimento da
verdade.
O adolescente precisa ser treinado no serviço cristão, e ao mesmo tempo receber
a responsabilidade de tarefas específicas na igreja. Ele precisa ter
oportunidade de trabalhar na causa do Mestre. Penso que o lema apropriado para
esta faixa etária é "ou você me usa, ou você me perde". O adolescente tem
condições de se envolver e ser uma bênção nos projetos mais importantes da
igreja. Lembre-se esta é a geração da ação.
Os professores desta classe devem ser capazes de identificar-se, amar,
compreender e apreciar as coisas. Sua vida pessoal deve ser bem equilibrada e
exemplar, para que tenham condições de guiar, aconselhar e instruir.
IV. APÊNDICE
Uma das questões mais cruciais que
o adolescente enfrenta é a escolha da profissão. O professor de Escola Dominical
deve ser um orientador e um auxílio neste momento tão importante (deve fazer
isso informalmente).
Para desincumbir-se bem deste trabalho, ele deverá:
a) Incentivar aqueles adolescentes que estão parados na vida escolar a voltarem
a estudar. Muitos estão desanimados e, por falta de visão e preparo dos pais,
não valorizam a educação. O professor deve "chegar junto" e estimular o
potencial de vida destes jovens, mostrando a necessidade e o valor do preparo
escolar.
b) Conscientizar aqueles que estão estudando a se aplicarem, a não perderem
tempo; pois as chances de um bom emprego ou de passar no vestibular dependem do
preparo.
c) Mostrar as diversas possibilidades profissionais existentes, ajudando-os a
analisar e selecionar segundo interesses pessoais, habilidades e mercado de
trabalho.
d) Desafiá-los a viver uma vida comprometida cem por cento com Jesus dentro da
sua profissão, lembrando que o trabalho deve ser um instrumento de glorificação
do Senhor e de expansão do reino dos céus.
e) Identificar aqueles que demonstram uma vocação ministerial (Daniel e Isaías
já mostravam vocação profética entre 16 e 17 anos) e incentivá-los a viver uma
vida perfeita diante de Deus, consagrando-se e até mesmo considerando a
possibilidade do ministério de tempo integral.
BIBLIOGRAFIA
BRUBAKER, J. Omar/ Clark, Robert; "Understanding People", by Evangelical Teacher
Training Association; Wheaton, USA.
HAKES, J. Edward; "An Introduction to Evangelical Christian Education"; Moody
Press, Chigaco, USA.
RICHARDS, Larry; "Understanding Today's Youth"; Scripture Press Ministries;
Wheaton, USA.
CAMPOS, Dinah Martins de
Souza; "Psicologia da Adolescência"; Vozes; Petropólis, RJ; 7ª Edição 1982
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