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Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
                           GEOGRAFIA BÍBLICA
                                        
                                             
 
ÍNDICE
   
            APRESENTAÇÃO........................................................................................................
            DEDICATÓRIA..............................................................................................................
            INTRODUÇÃO..............................................................................................................
I-         NAZARÉ.......................................................................................................................
II-        TEL AVIV......................................................................................................................
III-       JERUSALÉM.................................................................................................................
           CONCLUSÃO...............................................................................................................
           BIBLIOGRAFIA.............................................................................................................
        
APRESENTAÇÃO
                PROCURAMOS APRESENTAR AQUI, AS TRÊS CIDADES DE ISRAEL QUE MAIS SE DESTACAM DIANTE DO MUNDO DE HOJE, EM VISITAÇÃO E TURISMO. TEL AVIV COM SUA ARQUITETURA ARROJADA E MODERNA, NAZARÉ COM SUA HISTÓRIA HUMILDE, PORÉM PROFÉTICA E JERUSALÉM COMO A CAPITAL MUNDIAIS DAS TRÊS MAIORES RELIGIÕES DO MUNDO: A JUDAICA, A CRISTÃ E A ISLÂMICA.AS PESSOAS DO MUNDO INTEIRO SE INTERESSAM EM CONHECER ESTAS CIDADES DEVIDO AO SEU ALTO PODER ATRATIVO TANTO EM QUESTÕES POLÍTICAS, RELIGIOSAS, ARQUEOLÓGICAS, CULTURAIS E TAMBÉM HISTÓRICAS.
     O VALOR DA CONTRIBUIÇÃO JUDAICA NA SOCIEDADE DE HOJE É IMENSURÁVEL DESDE QUE SE ANALISE SUA INFLUÊNCIA BÍBLICA EM TODAS AS CULTURAS EXISTENTES.
 
DEDICATÓRIA
             DEDICO ESTE HUMILDE TRABALHO AO MEU SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO E AO MEU PROFESSOR OLIVIR APOLIDORO
 
INTRODUÇÃO
    O FASCÍNIO QUE ESTAS TRES CIDADES TRAZ À HUMANIDADE NÃO É POUCO, POIS AQUI SE VÊ E SE PERCEBE QUE DEUS NÃO SÓ EXISTE, MAS TAMBÉM PRESERVA SEU POVO A QUEM AMA.
DEUS ATRAVÉS DE PROFECIAS VATICINADAS POR SEUS SERVOS ATRAVÉS DOS TEMPOS FALOU AOS HOMENS DE SEU FILHO QUE SERIA CHAMADO NAZARENO PORQUE MORARIA EM NAZARÉ E QUE DARIA SUA VIDA EM RESGATE DE MUITOS  NA CIDADE DE JERUSALÉM.
  
I-   NAZARÉ 
                                                                                            Cidade Nazaré Vista 
                                                                                           
                Pequena e de pouca importância, Nazaré só é citada na Bíblia nos Evangelhos, como lugar onde o anjo Gabriel anunciou o nascimento de Cristo, e onde este passou a vida, pelo que foi conhecido como Jesus de Nazaré.
Cidade histórica da Baixa Galiléia, Nazaré é centro de peregrinação religiosa e a maior cidade árabe do Estado de Israel. Nazaré Cidade histórica de Israel, na Baixa Galiléia. maior cidade árabe do país. 51.000 hab. (est. 1993). Em 1099, o cruzado Tancredo conquistou a Galiléia e fez de Nazaré a capital. Depois da derrota dos cruzados por Saladino, em 1187, e de sua expulsão definitiva da Palestina, em 1291, a influência dos cristãos na cidade reduziu-se. Os remanescentes foram banidos pelos turcos otomanos, no início do século XVI. Somente com Fakhr al-Din II, emir do Líbano que governou de 1590 a 1635, os cristãos foram autorizados a voltar. Desde então se fixaram na cidade, e atualmente os cristãos árabes formam a maioria da população.
As principais atrações de Nazaré são as igrejas, com seus museus de relíquias. A igreja da anunciação, maior templo católico do Oriente Médio, é para os católicos o lugar da gruta onde o anjo Gabriel anunciou a Maria que ela seria mãe de Jesus. Para os ortodoxos gregos, a anunciação se deu no local onde está a igreja de São Gabriel. Destaca-se ainda a igreja da Sinagoga, construída no local onde, segundo a tradição, ficava a sinagoga onde Jesus pregou; a de José, no lugar da carpintaria do pai de Jesus; e a Basílica de Jesus Adolescente. A cidade atual é centro comercial dos árabes da Galiléia. São economicamente importantes o turismo e a indústria têxtil e de alimentos. O subúrbio de Nazerat Illit (Alta Nazaré), nas colinas a leste da cidade, é sede administrativa da região norte de Israel.
                  Cidade Nazaré Trânsito                 Mapa Israel
                                             
 
 
II-     TEL AVIV
                                      Cidade Tel aviv Vista                        Cidade Tel Aviv  Beira Mar
                                                           
 
 
Cidade de Israel, às margens do Mediterrâneo. Antiga capital do país, importante centro industrial. 356.900 hab. (est. 1993).
Antigo núcleo de imigrantes surgido na periferia da cidade portuário de Jafa, Tel Aviv tornou-se poucos anos um dos principais conglomerados urbanos de Israel, com mais da metade de todo o parque industrial israelense.
Tel Aviv situa-se no litoral mediterrâneo, a 76km da capital de Israel, Jerusalém. A atual área urbana foi delimitada em 1950, quando se formalizou a incorporação de Jafa. Esta era uma cidade cananéia que, no século XV a.C., foi anexada pelos egípcios a seu império. Povos filisteus ocuparam a cidade, que mais tarde foi conquistada pelo rei Davi. Nessa época, seu porto era importante centro comercial. A história antiga da cidade confunde-se com a do povo hebreu. Pertenceu, já na era cristã, aos impérios: romano, bizantino e árabe. No século XII caiu, por algum tempo, em poder dos cruzados.
Durante séculos Jafa pertenceu ao império turco-otomano até que, em 1917, as tropas britânicas se apoderaram da cidade. À população original palestina juntaram-se imigrantes judeus, os quais preferiram se estabelecer no subúrbio de Tel Aviv, que teve rápido crescimento nas décadas seguintes. Com a criação do Estado de Israel, em 1948, Tel Aviv se converteu no centro nevrálgico do novo país. Com a debandada da população palestina, que abandonou em massa o porto de Jafa, concretizou-se a união entre os dois núcleos.
Tel Aviv é o maior centro demográfico, industrial e de serviços de Israel. O porto de Jafa cedeu importância ao de Ashdod, criado em 1965. A cidade dispõe de um aeroporto internacional. A Universidade de Tel Aviv foi fundada em 1953 e a de Ramat Gan, de orientação religiosa, três anos mais tarde. A Orquestra Filarmônica -- única instituição do gênero no Oriente Médio -- e a Ópera de Israel, assim como teatros e instituições culturais de alto padrão, fazem a vida cultural de Tel Aviv rica e movimentada.
 
 
III-   JERUSALÉM 
                                                Mapa da Cidade                                Mapa Israel
                                                             
 
        Cidade sagrada do judaísmo, cristianismo e islamismo. Atual capital de Israel, situada no planalto central da Palestina. 616.000 hab. (est. 1993).
 
Cidade santa das três grandes religiões monoteístas, Jerusalém representa para os judeus a prova viva da grandeza passada e o pólo de seu renascimento nacional. Para os cristãos é o cenário da agonia e triunfo de seu salvador. E para os muçulmanos, o destino da viagem mística do profeta Maomé e local de um dos mais venerados santuários do Islã.
Entre os anos 1948 e 1967, Jerusalém esteve dividida entre Israel (Jerusalém ocidental) e Jordânia (Jerusalém oriental ou "cidade velha"). Em junho de 1967, durante a guerra dos seis dias, Israel ocupou o setor jordaniano, sobre o qual proclamou sua jurisdição. Seu estatuto como capital de Israel foi reafirmado por uma lei de 1980. Desde 1975, a Jerusalém unificada passou a ser a maior cidade de Israel.
Jerusalém (Yerushalayim em hebraico, Bait al-Muqaddas ou al-Quds em árabe) localiza-se no planalto central da Palestina, a 760m de altitude. Os limites municipais, definidos em 1967, vão do aeroporto de Jerusalém, ao norte, até os arredores de Belém, ao sul; e dos montes Ercopus e das Oliveiras, a leste, até as colinas Herzl, En Kerem e o Centro Médico Universitário Hadassah, a oeste. A leste da cidade localiza-se o mar Morto e, além das margens do rio Jordão, as áridas montanhas de Moab; a oeste, estão a planície costeira e o mar Mediterrâneo, a 58km de Jerusalém. A principal rodovia na direção norte-sul corta a cidade e a liga a Nablus, ao norte, e a Belém e Hebron, ao sul. Outra estrada une Jerusalém a Jericó a leste e, margeando o Jordão, ao mar da Galiléia no norte. A estrada de Allon atravessa o deserto da Judéia e liga Jerusalém aos núcleos israelenses na Samaria. Comunica-se também por auto-estrada com Tel Aviv-Jafa e com o aeroporto internacional Ben-Gurion.
A cidade tem um clima intermediário entre semi-árido e subtropical, com verão seco e quente e inverno frio e chuvoso. A média anual de chuvas é de 500mm, e ocorrem precipitações de neve a cada dois ou três anos. As temperaturas médias são de 24o C em agosto e 10o C em janeiro. O khamsin, ou vento quente do deserto, é comum na primavera e no outono.
História. Os primeiros vestígios do homem na região são do período calcolítico (idade do cobre) tardio e dos primórdios da idade do bronze (3000 a.C.) e foram encontrada numa colina a sudeste. A forma primitiva do nome da cidade, Urusalim, é provavelmente de origem semita e significa "fundação de Salém" ("fundação de Deus"). A cidade e seus primeiros governadores egípcios são mencionados em textos que remontam a 1900-1800 a.C. Uma narrativa bíblica refere-se à reunião do rei de Salém (Jerusalém), o cananeu Melquisedec, com o patriarca hebreu Abraão. No ano 1000, foi conquistada por Davi, fundador do reino de Israel e Judá, e se converteu em capital do estado. Salomão, seu sucessor, ampliou a cidade e edificou seu templo, criando assim um centro político e religioso do povo hebreu.
Em 922 a.C. Jerusalém foi saqueada pelos egípcios e, em 850, por filisteus e árabes. Com Ezequias, Jerusalém recuperou o antigo esplendor. Esse rei fortificou a cidade e garantiu o abastecimento de água por meio de um canal subterrâneo. Novamente, em 701, Jerusalém sucumbiu a Senaqueribe da Assíria, que lhe impôs pesados tributos. Em 602 foi saqueada pelos babilônicos, e seu rei deportado. Em 586 a cidade e o templo foram completamente destruídos por Nabucodonosor, e teve início o cativeiro do povo judeu na Babilônia. Em 537, Ciro II o Grande, rei da Pérsia, depois de derrotar os babilônicos, libertou os judeus e lhes permitiu o regresso a Jerusalém. O templo foi reedificado em 515 e a cidade se tornou centro do novo estado quando Neemias, por volta de 444, voltou a fortificá-la.
No ano 333 a.C., a expansão helenística iniciada por Alexandre o Grande aproximou Jerusalém, pela primeira vez, do mundo ocidental. Primeiro no reinado dos Ptolomeus do Egito e, depois, sob o domínio dos selêucidas (198 a.C.), os judeus lutaram para conservar sua fé. A dessacralização do templo pelo selêucida Antíoco IV deu lugar a uma rebelião comandada por Judas Macabeu em 167 a.C., que devolveu a independência a Jerusalém.
A expansão de Roma na Ásia levou à conquista de Jerusalém no ano 63 a.C. Não obstante, a habilidade política de Herodes I o Grande fez com que a cidade atingisse sua fase áurea no período imperial romano. Durante os 36 anos que durou o reinado de Herodes construiu-se o magnífico templo novo, que exigiu mais de uma geração de trabalhadores. Após a morte do monarca, em 4 a.C., subiu ao trono seu filho Arquelau, deposto pelos romanos no ano 6 da era cristã. Em seguida, governaram vários procuradores romanos, um dos quais, Pôncio Pilatos, condenou à morte Jesus de Nazaré. Entre os anos 41 a 44 da era cristã o reino de Herodes foi reconstituído por seu neto Herodes Agripa I. Em 66 os judeus se rebelaram contra Roma, e em 70 a cidade foi quase totalmente destruída pelas forças imperiais.
Logo começaram as peregrinações cristãs a Jerusalém. A conversão de Constantino o Grande e a peregrinação de sua mãe, a imperatriz Helena, que encontrou a "verdadeira cruz", foram fatos decisivos para o advento de uma das épocas mais prósperas da cidade. A idade de ouro terminou com a invasão persa no ano 614, que dizimou a população e destruiu todas as igrejas. Em 638 a cidade foi conquistada pelos muçulmanos e permaneceu em seu poder até 1099, quando foi ocupada pelos cristãos da primeira cruzada, que criaram o reino de Jerusalém. Em 1187 o reino cristão foi destruído por Saladino, e a cidade voltou ao domínio muçulmano.
Cristãos e judeus repovoaram a cidade nos últimos séculos da Idade Média. No século XIX ocorreu uma forte corrente migratória judaica procedente do leste europeu, a tal ponto que, por volta de 1850, a metade da população local era de judeus. Consolidou-se nessa época a divisão da cidade em setores muçulmano, judeu e cristão. De 1917 a 1948, Jerusalém tornou-se a capital da Palestina durante o mandato britânico. Na guerra de 1948 entre árabes e judeus, a Transjordânia (depois chamada Jordânia) incluiu em seu território a cidade velha de Jerusalém e Israel ficou com o restante. Em junho de 1967, durante a guerra dos seis dias, os israelenses capturaram a cidade velha, reunificaram toda Jerusalém e confirmaram sua condição de capital, ratificando uma proclamação de 1950. A declaração do Knesset (Parlamento) de 1980 efetivou a posição de Jerusalém como capital de Israel.
Sociedade e cultura. A população de Jerusalém, considerada do ponto de vista religioso, é majoritariamente judaica. Seguem-se em número os muçulmanos, que constituem a comunidade mais homogênea, e os cristãos, que, menos numerosos, são a comunidade mais diversificada (católicos, ortodoxos, protestantes etc.). A cidade é governada por um conselho municipal de 31 membros, eleitos proporcionalmente por um período de quatro anos.
A cidade velha, circundada por uma muralha, encerra os bairros: muçulmano, judeu, cristão e armênio e é dominada pelo templo de Herodes, que inclui os lugares sagrados islâmicos do Domo do Rochedo e a mesquita de al-Aqsa. O Muro das Lamentações é o mais sagrado dos santuários judeus. O resto da área compreendida dentro das muralhas tem a feição de uma cidade tipicamente oriental, com mesquitas e um labirinto de ruelas repletas de lojas e bazares. Por toda parte se encontram igrejas cristãs e antigas sinagogas. A parte moderna, que circunda a cidade velha, inclui zonas residenciais, edifícios comerciais e administrativos e vários estabelecimentos de ensino. A característica mais marcante de Jerusalém é a coexistência harmoniosa do antigo e do novo, do sagrado e do secular.
Dentre as inúmeras igrejas cristãs, as do período bizantino caracterizam-se pela monumentalidade; as erigidas na época das cruzadas, pelo estilo românico. A igreja do Santo Sepulcro reúne elementos de ambos os estilos. As construções muçulmanas de mamelucos e turcas são notáveis pela ornamentação em forma de "estalactites".
Na condição de capital de Israel, a cidade desempenha importante função administrativa e de centro comercial e industrial. A Universidade Hebraica, o Centro Médico Universitário Hadassah, a Academia da Língua Hebraica e outras instituições concentram as atividades culturais e científicas. Os santuários atraem numerosos peregrinos das três religiões.
 
                                 Mesquita dos Mulçulmanos construída 
                              no local do Templo em JERUSALÉM               Jerusalém Vista
                                                              
 
                    Jerusalém - muro das lamentações                  Casário Jerusalém antiga            Escavações
 
                                                                             
 
                  
                              
         
Provável local do túmulo onde 
esteve JESUS. Inscrição na porta
diz:"Ele não está mais aqui, 
porque já ressuscitou."          Templo no tempo de JESUS CRISTO aqui.   Parte do templo que abrigava os sacerdotes
                                                                   
                   
  
CONCLUSÃO
 
APESAR DAS LUTAS E CONSTANTES INVASÕES DA “TERRA SANTA” O VALE DE OSSOS SECOS (Ez 37.1-14) SE TORNOU UMA NAÇÃO PODEROSA E RESPEITADA NO MUNDO ATUAL, SENDO O PAÍS MAIS CONHECIDO E VISITADO DO PLANETA; COM PRÉDIOS MODERNOS E INFRA-ESTRUTURA DE PAÍS MODERNO; TENDO ESCOLA GRÁTIS ATÉ O NÍVEL SUPERIOR; MEDICINA AVANÇADA; TECNOLOGIA DE PRIMEIRO MUNDO NA INDÚSTRIA, NA AGRICULTURA E NOS ARMAMENTOS.
O CENTRO ESPIRITUAL DO MUNDO ESPERA O SEU MESSIAS PARA A REDENÇÃO FINAL.
 
                                                           
 
 
BIBLIOGRAFIA
 
ENCYCLOPAEDIA BRITÂNICA DO BRASIL PUBLICAÇÕES LTDA
         NOVA ENCICLOPÉDIA BARSA, 1998
     EDITOR DONALDSON M.GARSCHAGEM, RIO DE JANEIRO- RJ
 
 
BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL EM CD
         CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS, 1999
                   RIO DE JANEIRO – RJ
 
SITE DE JUDAISMO – INTERNET - 2000
         http://www.judaismo.com.br
 
 REVISTA ESCOLA DOMINICAL MESTRE EM CD MULTIMÉDIA,
         CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS, 2000
                 SEGUNDO TRIMESTRE - RIO DE JANEIRO - RJ
    
  Ev.Luiz Henrique de Almeida Silva
 
Jerico     Belém  Israel Hoje    
             
             
 
GEOGRAFIA BÍBLICA (Valdecir filho)
Curso Livre de Graduação – Bacharelado Faculdade de Educação Teológica Fama
FACULDADE DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA FAMA - CURSO LIVRE DE TEOLOGIA
 
INTRODUÇÃO A TEOLOGIA
 
INTRODUÇÃO
Esta disciplina é mais um manual de consulta do que o material de estudo, aproxima-se mais de uma literatura para pesquisa, devido ao fato de que geografia é informação a ser decorada, mas estes estudos foram feitos com a intenção de dar ao aluno uma perfeita noção da importância desta ciência, bem como de seu uso diário nos estudos bíblicos, na preparação de sermões, estudos para artigos em revistas especializadas, na escrituras de livros (caso você seja um escritor) e na construção de material de estudos para alunos de Escola Bíblica Dominical.
Sua importância é extrema para quem queira entender o texto bíblico, pois quaise todos os textos bíblicos citam cidades, regiões, províncias, planícies, montanhas, rios, vales, estradas, territórios, impérios, viagens, densidade demográfica ou pluviométrica, guerras, climas, etc. Por isto vamos aqui fazer um verdadeiro estudo geográfico de todo o território envolvido pela história bíblica chegando aos primeiros séculos da igreja. Algumas ciências caminham juntas com a geografia, não há como separá-las, a presença da arqueologia, por exemplo, será uma constante, pois ela confirma com suas escavações os fatos declarados na bíblia, ela comprova muitos fatos bíblicos para os muitos “Tomés”, que só crêem vendo e também para auxiliar os trabalhos de exegese, ela tem comprovado ao mundo cada vez mais a veracidade dos relatos bíblicos.
A história é a irmã gêmea da geografia, o estudo de uma, sempre corre em paralelo com o apoio da outra, pois muitos aspectos geográficos foram modificados ao longo do tempo tanto pela humanidade quanto por fatores naturais; é praticamente impossível não nos questionarmos sobre os locais onde aconteceram os fatos históricos, assim como as datas e personagens relativos a fatos geográficos. Esta disciplina engloba em si então o estudo superficial de algumas outras ciências relativas à geografia, tais como política, meteorologia, astronomia, geologia, etc. Nosso estudo será dividido em quatro partes.
A primeira parte será um estudo sobre a própria geografia e em si, a necessidade da geografia na teologia, e sobre os fundamentos da cosmogonia hebraica responsável pela produção do texto bíblico, que é óbvio se deu por ação divina. A segunda parte será um estudo geral sobre todas as terras envolvidas pelo relato bíblico e pelo período inter-bíblico, veremos aqui as características geográficas imutáveis deste imenso território, tudo o que ao longo do templo não foi modificado, densidade pluviométrica, ventos, rios, mares, planícies, vales, terras férteis, etc.
Após esta segunda parte os estudos seguintes tratarão de todas as informações que são mutáveis ao longo do tempo tais como política, economia, comércio, agropecuária, cidades, guerras, etc. Por isso o estudo terá caráter cronológico após esta segunda parte.
Na terceira parte estudaremos a história da criação, dos idiomas e das antigas civilizações que são descendentes de Noé, na narrativa bíblica (criacionista) e secular (evolucionista); engloba desde a criação até as primeiras civilizações. Também aqui estudaremos os impérios do oriente bíblico, desde o mundo antigo até o início do império romano (Egípcio, Assírio, Babilônico, Medo Persa, Grego, Ptolomeu, Seleucida, Macabeu, e Romano), e um estudo sobre as cidades bíblicas do AT. Na quarta parte teremos um estudo geográfico, político e econômico do NT e da igreja, da vida de Jesus, dos atos dos apóstolos tudo em caráter cronológico, e estudos sobre outras cidades envolvidas na história do NT.
A própria bíblia dá muita importância à história, as maiorias dos fatos bíblicos possuem âncoras fincadas na história, a maioria dos livros dos profetas citam a época em que foram escritos, tais referências ou ligações históricas, procuram comprovar a veracidade dos relatos e juntamente no texto pode-se notar centenas de citações geográficas, pode-se facilmente através da narrativa bíblica fazer um paralelo entre as histórias bíblicas e seculares; dentro os 66 livros bíblicos 13 são puramente históricos e muitos outros trazem muitos relatos históricos.
Passagens tais como 1º Reis 15.22 onde se lê "então, o rei Asa fez apregoar por toda Judá que todos, sem exceção, trouxessem as pedras de Ramá, e a sua madeira com o que Baasa edificara; e com elas edificou o rei Asa a Geba de que Benjamim e a Mizpá”. São difíceis de serem compreendidas, pois, sempre temos de pesquisar em enciclopédias bíblicas tais referências. Outras passagens tais como Neemias 1.1, onde se lê "As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de Quislev, no ano vigésimo estando eu e Susã a Fortaleza", já possuem referências históricas e geográficas. Observação: Por vezes o estudo da geografia confunde-se com um estudo histórico.
Nesta disciplina não há a intenção de fazer o aluno decorar milhares de referências geográficas, estes estudos são apenas uma base, conhecer a geografia bíblica profundamente é função de alguém que tenha se especializado nisto, mas nós ainda temos muito mais disciplinas para estudar neste curso, portanto queremos fornecer um fundamento, uma base.
Como efeito deste estudo, ao ler a Bíblia o aluno passará a perceber as informações históricas e geográficas do texto, perceberá também a importância deste tipo de conhecimento para o entendimento no texto bíblico, e este é nosso objetivo; sofisticadas equipes de exegetas se esforçam cada vez mais para desvendar a história bíblica a partir de importantes relatos geográficos; as referências bíblicas têm também servido de base para milhares de pesquisas arqueológicas, etc.
Observação: Trazemos aqui, nesta disciplina, muitos estudos seculares e peço que os alunos tenham atenção e sejam analíticos.
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INDICE
PARTE UM
A) O estudo da geografia.
O que é a Geografia.
A necessidade da geografia.
A necessidade da geografia bíblica.
B) A cosmogonia hebraica.
PARTE DOIS - Estudo geográfico das regiões bíblicas (características imutáveis):
A) Planícies
Planície do Acre
Planície de Sarom
Planície de Filístia
Planície de Sefelá
Planície de Armagedom
B) Vales
Vale do Jordão
Vale do Jezreel
Vale de Acor
Vale de Aijalom
Vale de Escol
Vale de Hebrom
Vale de Sidim
Vale de Siquém
Vale de Basam
Vale de Moabe
C) Planaltos
Planalto Central
Planalto de Naftali
Planalto de Efraim
Planalto de Judá
Planalto Oriental
Planalto de Basam
Planalto de Gileade
Planalto de Moabe
D) Montes
Montes Palestínicos
Montes de Judá
Monte Sião
Monte Moriá
Monte das Oliveiras
Monte da Tentação
Montes de Efraim
Monte Ebal
Monte Gerizim
Montes de Naftali
Monte Carmelo
Monte Tabor
Monte Gilboá
Monte Hatim
Montes Transjordanianos
Monte de Gileade.
Monte de Basam
Monte Pisga
Monte Peor
Monte Sinai
E) Desertos
Deserto do Sinai
Deserto de Neguev
Deserto da Judéia
Deserto de Jericó
F) Hidrografia
Mares da Terra Santa
Mar Mediterrâneo
Mar Morto
Mar da Galiléia
Mar Vermelho
Mar Egeu
Mar Jônico
Mar Negro
Mar Cáspio
Mar Aral
Mar Baleares
Mar Tirreno
Rios da Terra Santa - Bacia do Mediterrâneo
Rio Belus
Rio Quisom
Rio Cana
Rio Gaás
Rio Sorec
Rio Besor
Bacia do Jordão
Rio Jordão
Rio Querite
Rio Cedrom
Rio Yamurque
Rio Jaboque
Rio Arnom
Lago de Merom
G) Clima
PARTE TRÊS – Estudo geográfico do AT.
A) Estudo dos idiomas narrativa bíblica e secular.
B) Império Egípcio.
C) Império Assírio.
D) Império Babilônico.
E) Império Medo Persa.
F) Império Grego e pós.
G) Dinastia dos Macabeus.
H) Império Romano.
I) Império Bizantino.
PARTE QUATRO – Estudo geográfico do NT.
A) Regiões bíblicas
B) Cidades bíblicas
C) As viagens dos apóstolos e a expansão do evangelho
D) Problemática histórica das epistolas pastorais
_________
PARTE UM
O estudo da Geografia
O que é a geografia?
A palavra geografia, etimologicamente, significa "descrever a terra", Geo + Grafia, esta ciência até o século 19 limitava-se a descrever a terra, mas após esta época passou também a explicar os fatos, no entanto existem várias definições de geografia. Para o alemão Alfred Hettner a geografia é o ramo de estudos da diferenciação regional da superfície da terra e das causas dessa diferenciação. Já para Richard Hartshorne o objetivo da geografia é "proporcionar a descrição e a interpretação de maneira precisa, ordenada e racional do caráter variável da superfície da terra".
A Enciclopédia Mirador Internacional observa: "Tomar como tal apenas a face exterior da camada sólida líquida, iluminada pela luz do sol, equivale a suprimir no campo de interesse geográfico as minas e a atmosfera. Nesta ocorrem os fenômenos meteorológicos e se configuram os tipos climáticos de profunda influência na vida de todos os seres e, particularmente na vida humana". Para o Dicionário Aurélio a descrição de geografia é: "Ciência que tem por estudo a descrição da superfície da terra, o estudo dos seus acidentes físicos, climas, solos e vegetações e das relações entre o meio natural e os grupos".
Sem dúvida que estas descrições são boas, embora as duas últimas pareçam mais abrangentes. A Geografia (do grego geo = terra; grafia = descrição, tratado, estudo) é a Ciência que estuda a Terra na sua forma. Ou seja, estuda os acidentes físicos; o clima; as populações, as divisões políticas etc. Neste sentido, a Geografia subdivide-se em diversas outras disciplinas: a Geografia Humana, a Geografia Econômica, a Geografia Física, a Geografia Política e a Geografia Histórica, dentre outras.
A Geografia do Mundo Bíblico
"A Geografia Bíblica ocupa-se do estudo sistemático do cenário da revelação divina e da influência que teve o meio ambiente na vida de seus habitantes". A Geografia Bíblica, portanto, é uma disciplina muito importante, pois auxilia a todos que querem conhecer melhor a História Sagrada e o texto bíblico através de esclarecimentos quanto aos grupos humanos, as características físicas, os recursos econômicos e as transformações políticas das diversas regiões citadas na Bíblia. Além disso, ela nos permite localizar e situar os relatos bíblicos no espaço em que estes ocorreram, auxiliando-nos na reconstrução dos eventos.
Assim, por exemplo, conhecendo a Geografia Bíblica, podemos compreender os séculos que aconteceram para a conquista da terra de Canaã pelos israelitas, já que seremos capazes de identificar as características culturais e localização dos diversos povos que habitavam as diferentes regiões da Palestina no momento da chegada dos hebreus; apontar os variados acidentes físicos que dificultavam os deslocamentos; localizar, no mapa, os locais de batalhas etc.
O Mundo Bíblico
A região que denominamos Mundo Bíblico situa-se hoje, nas regiões conhecidas como Oriente Médio e mediterrânicas (Procurar adquirir de alguma maneira, seja na Internet ou por outro meio um mapa do Mundo Bíblico). Podemos apontar como áreas limites do Mundo Bíblico a Península Ibérica, a ocidente, e o atual Iraque, a oriente. Os países que são encontrados hoje nestas regiões são o Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, os diversos países balcânicos, Turquia, Egito, Israel, Jordânia, Líbano, Síria, Iraque, Irã, Arábia Saudita e vários emirados árabes (use o um Mapa Mundo para localizar estas regiões).
Principais áreas do Mundo Bíblico:
Traços físicos e elementos de paisagem:
Como podemos concluir pelo apresentado acima, era extensa a área que denominamos de Mundo Bíblico e, por isso, são muitas e variadas as características climáticas, assim como a hidrografia, o relevo, a economia, a fauna e flora destas áreas. Leia o texto bíblico e repare nos traços físicos ou elementos de paisagem que são mencionados e a que região ou localidade se refere: Êxodo 25:10 / Deuteronômio 32:13-14 / Jó 39: 1, 5, 9, 13, 18, 20, 26, 27 / Juízes 6:11 / Mateus 21:18-19 / Números 11: 5 / Números 31:21 / Ezequiel 22:18-20 / Josué 3:16 / Atos 27:27 / II Crônicas. 3:1 / Mateus 3:1
O ser humano, no decorrer do tempo, para alimentar-se, vestir-se, divertir-se, enriquecer e dominar outros, está, constantemente, em contato com a natureza e com outros povos, transformando-os e interagindo com eles. Assim ocorreu com o povo de Israel e seus vizinhos e com os primeiros cristãos. Na sua vida diária, estes indivíduos agiram em e sobre um dado espaço, e esta relação constante com a geografia, no seu sentido lato, foi um elemento importante no desenrolar da História Sagrada. Ao estudarmos a Bíblia devemos, portanto, se possível, procurar ter sempre à mão mapas e livros que nos apresentem informações sobre a geografia humana, econômica, física e política do Mundo Bíblico.
Um Pequeno Resumo Sobre a Necessidade da Geografia.
Esta é a ciência que permite ao homem conhecer o seu próprio meio ambiente, não só a camada terrestre que está exposta à luz solar, mas o próprio interior da terra também objeto de estudo da geografia, pois, ele influencia e é também influenciada pelo exterior, a geografia também estuda os climas, umidade, temperatura, terras férteis, ventos; ela auxilia a navegação, a agricultura, etc. Está diretamente ligada ao estudo da atmosfera e dos mares. Classifica também as regiões por credo, densidade populacional, produção agropecuária, atividades em geral, raças, estuda as civilizações e seus desenvolvimentos, etc. Ela apóia diretamente a história, muitas ciências humanas e exatas buscam recursos nela.
Na verdade parece que não há limites para os seus campos de estudo. A partir do tema deste parágrafo "a necessidade da geografia" pode se escrever toda uma enciclopédia, é difícil falar de um assunto tão amplo em poucas linhas, mas precisamente podemos dizer que ela é essencial para a humanidade. Na Antiguidade, os conhecimentos geográficos dos egípcios se limitavam praticamente ao nordeste da África e a Ásia ocidental até a Assíria. Os fenícios e os gregos, estimulados pelo comércio, devassaram o Mediterrâneo. Os primeiros fundaram Cartago (perto da atual cidade de Túnis) em 800 a.C., e transpondo as colinas de Hércules (estreito de Gibraltar), alcançaram o "país do estanho" (Cornwall), nas ilhas britânicas.
Os gregos fundaram muitas colônias no mediterrâneo ocidental, de onde partiram muitas frotas mercantes; dentre elas sobressaiu Massília (atual Marselha) criada pelos mercadores da Fócida. De lá zarparam expedições que atingiram até o mar do norte e as ilhas Órcades. Uma destas viagens, em 330 a.C. foi escrita por Píteas, cuja obra se perdeu sendo apenas conhecida indiretamente. As expedições dos gregos ao oriente médio deram margem a que fossem feitas descrições de viagens e povos que se tornaram célebres: Heródoto mais conhecido como pai da história, percorreu o Mediterrâneo, o Egito e o Irã, e foi o primeiro a comprovar que o mar Cáspio eram um lago e não um golfo. Hipócrates, o pai da medicina descreveu no seu tratado sobre os ares, as águas e os lugares, o gênero de vida dos Citas, pastores nômades.
Já na fase final da civilização helênica, Alexandre o Grande dilatou o mundo grego até a Índia. Paralelamente a esta atividade exploratória e descritiva, os filósofos da Grécia trouxeram notáveis contribuições sobre o mundo em que viviam e o modo de representá-lo. Aristóteles apresentou a melhor prova da redondeza da terra que era a sombra da terra projetada na lua durante as fases lunares e eclipses. Erastóstenes sagrou-se a pai da geodésia, efetuando no Egito a primeira medição do meridiano terrestre. Anaximandro pode ser considerado o fundador da cartografia, pois elaborou o primeiro mapa-múndi.
De acordo com a concepção dos gregos, os oceanos se distribuíam numa só massa líquida (conceito certo) e os continentes em uma só massa de terras às vezes ligadas por estreitos territórios, os istmos, conceito certo se calcularmos que eles desconheciam a existência das Américas. Os climas do mundo eram agrupados em zonas térmicas aonde as temperaturas aumentavam progressivamente de norte para o sul (do pólo norte ao Equador), talvez não soubessem que do Equador para baixo a temperatura cairia. Eles pensavam que a vida era impossível no extremo norte por causa das baixíssimas temperaturas que chegam a -60 °C e também ao sul onde a vida seria eliminada pelas altíssimas temperaturas. Já os romanos foram mais pragmáticos que os gregos. Roma estava interessada em conhecer as terras e os povos que a cercavam ou eram por ela dominados.
Por causa disto ou seus generais além de conquistarem as terras geralmente traziam valiosos e minuciosos relatos sobre as terras e os povos incorporados ao império romano. O historiador Políbio e seu continuador Estrabão de Amásia, descreveram as terras compreendidas no domínio romano e a história dos povos que as habitavam. Sem a leitura da geografia de Estrabão dificilmente se poderia reconstituir o nível de conhecimentos dos pesquisadores que o precederam. É por isso, talvez seja superestimado como o pai da geografia. Durante a idade média, pode-se dizer que a geografia não progrediu na Europa. Tudo estava dominado comprometido por causa da autoridade da igreja católica, os conhecimentos científicos eram recolhidos aos mosteiros e as pessoas comuns do povo só recebiam informações que fossem julgadas conforme a interpretação católica do texto sagrado; como exemplo: noções tais como a terra é plana (tendo como exemplo a mesa do tabernáculo), e a terra é o centro do universo (geocentrismo) (para justificar o fato que Josué fez o Sol parar). Durante longo tempo a geografia esteve subjugada a estas futilidades.
No século 13 um jovem veneziano chamado Marco Polo saiu com seu pai para uma longa jornada, fez uma viagem de ida e volta à China e escreveu uma rica narrativa de sua viagem e estadia no império Celeste, o seu livro só pode ser publicado séculos mais tarde. Todo o conhecimento que foi obtido através de viagens de exploração e compilação geográficas nesta época foi privilégio somente de povos não cristianizados, o povo cristão nesta época era mantido sob o jugo da ignorância. Os vikings fizeram importantes descobertas de terras setentrionais, ano 900 Gunnbjorn Ulfsson chegou ao lugar desconhecido que dez anos mais tarde Eric o vermelho chamou de Gronland = Groelândia (terra verde), sabemos que na Groelândia não há matas, mas, ele a chamou assim no intuito de atrair colonos. O filho de Eric chegou a um continente onde cresciam o trigo é a vinha por isto o chamou de Vinland, era a América. Um pouco mais tarde Thorfinn Karlsefni descobriu o Labrador, e o chamou de Helluland (país das rochas), e a Terra Nova foi por ele batizada de Markland (país das selvas).
Após a morte de Maomé no século 7, a expansão árabe chegou a dominar desde a península ibérica até o Irã, mas que seus mercadores alcançaram a China para a leste, a África através dos desertos para o sul, e a Rússia para o norte. O mundo islâmico nunca se constituiu como a unidade política, os países islâmicos sempre foram unidos pela religião e pelas intensas relações comerciais. O mundo conhecido dos árabes se aproximava bastante dos limites do antigo continente, no século 9 e 10 ibn-Fadlan descreveu as terras do leste europeu e os povos eslavos que as habitavam; el-Edrisi ou al-Idrisi construiu um globo terrestre e o mapa-múndi de prata, bem como compilou uma obra em que se descreve a Ásia, África e Europa.
Nem os árabes nem os romanos foram meros herdeiros da cultura conhecida como cultura clássica dos gregos, o árabe ibn-Battuta viajou pela China pelo arquipélago malaio, e pela costa oriental da África atingiu a latitude 10º encontrando temperaturas mais brandas do que as do Equador, derrubando a concepção aristotélica de uma zona tórrida onde a vida seria insuportável. Após algum tempo muitos países tais como Portugal, Espanha, Inglaterra, França, etc. começaram a investir na navegação, novas terras foram descobertas e mapeadas e as noções de geografia mudaram drasticamente em todas as culturas do mundo.
Varenius e Kant.
Varenius, jovem gênio alemão falecido aos 28 anos residente em Amsterdã, contrastava com os escritores de sua época, pois, ele subdividia o seu campo de estudos em dois ramos:
  1. geografia geral: o universal, que trata de fatos e fenômenos geográficos que ocorrem na terra, e
  2. geografia especial ou corografia, que era a uma geografia regional no conceito moderno.
Kant, o filósofo, estudou a geografia como meio para o conhecimento empírico do mundo. De 1756 a 1796 ditou na universidade de Konigsberg aulas de geografia física, era conhecedor de Varenius por quem era influenciado, ele explicava que o conhecimento científico organizado pode ser encarado no sistema lógico, sem considerar o lugar ou época de ocorrência, dando origem a ciências sistemáticas, que classificam os fatos de seu campo em espécies, gêneros, famílias, etc. Kant dividia a geografia em cinco unidades:
  1. geografia e matemática, que estuda a terra como o astro
  2. geografia moral que estuda os costumes e culturas
  3. geografia política
  4. geografia comercial e
  5. geografia teológica, que trata da distribuição das religiões.
Nos tomamos esta noção de Kant da divisão geográfica como a base da organização desta disciplina, procuramos ao máximo obedecer tais noções para que possamos trazer aos alunos os fatos organizados, ou seja, em cada época histórica procuramos trazer tais informações. Mas o estabelecimento da geografia como ciência, deve-se a dois alemães, Alexander von Humdoldt (1769 – 1859) e Carl Ritter (1779 – 1859), que influenciados por Varenius e Kant traçaram novos métodos para a geografia. Com isto terminamos aqui um breve relato geral sobre a geografia. E este tópico era necessário para todos nós, pois, como escrever sobre geografia bíblica sem antes saber o que é a geografia?
A necessidade da Geografia Bíblica
O estudo da geografia esta também presente na teologia, pois há realmente um interesse no conhecimento das diferentes áreas relacionadas com as Sagradas Escrituras, boa parte da bíblia tem caráter histórico e por quase todas suas páginas encontram-se pulverizadas referências geográficas, como então ignorá-las? Acaso Deus produziu o texto bíblico deste modo para que não o conheçamos? A geografia bíblica nos leva um conhecimento melhor, mais detalhado do texto bíblico, podemos definir a geografia bíblica como "o estudo do painel aonde Deus criou a vida, e escreveu o seu livro sagrado".
Particularmente nos vamos mais longe, acreditamos ser muito importante o estudo de cada pequena parte do território onde ocorreram os fatos bíblicos, pois cada um deles tem uma razão espiritual para existir. Como um pequeno exemplo vamos citar aqui Joel 3:18; Essa é uma profecia, mas notemos que se trata de uma referência totalmente geográfica, como explicar essa profecia sem conhecer os dados geográficos nela contido? “E há de ser que, naquele dia, os montes destilarão mosto, e os outeiros manarão leite, e todos os rios de Judá estarão cheios de águas; sairá uma fonte da Casa do Senhor e regará o Vale de Sitim”.
A cosmogonia Hebraica
O cristianismo tem como livro sagrado a Bíblia, que está dividida em Antigo Testamento e Novo Testamento, o Antigo Testamento todo foi escrito por hebreus, já o Novo Testamento em sua maior parte por judeus, portanto é importante conhecer a cosmogonia hebraica, pois ela fora passada para nós os cristãos como realidade inquestionável.
Não estamos querendo dizer com isso que os escritores bíblicos escreviam o que lhe vinha em mente, mas cremos com certeza que os escritos bíblicos são inspirados por Deus; tomando Moisés como base, vemos que foi criado no Egito e foi educado segundo toda a ciência que poderiam ter lhe ensinado.
Mas apesar disso ao escrever a Toráh Moisés jamais transportou para seus escritos qualquer resquício da mitologia ou da cosmogonia egípcia, e isto é bastante interessante, pois desde menino esteve profundamente envolvido com a ciência egípcia, havia sido educado por sua mãe, mas estudado nos melhores colégios egípcios, deveria então haver em sua mente uma espécie de mistura entre estas duas culturas. Os egípcios acreditavam que a terra estava suspensa sobre cinco colunas, outros criam que o mundo havia sido chocado de um descomunal ovo cósmico. Nunca a cultura humana esteve à frente da revelação divina, os gregos com todo seu espírito inquiridor e apego ao saber só descobriram as verdades reveladas aos santos do Antigo Testamento concernentes a esfericidade é o movimento da terra séculos mais tarde - Isaías 40:22.
Considerado o pai da ciência, Tales de Mileto, que viveu um século após Isaías cria que a terra tinha um formato de um pires. Anaxágoras cria que a terra tinha forma cilíndrica e que se mantinha centrado no espaço pela pressão atmosférica. Somente Pitágoras foi o primeiro que declarou ser a terra uma esfera em constante movimento, seus conceitos só foram ultrapassados séculos depois por Copérnico. Arístarco, no século III concluiu que a terra era bem menor que o sol e que girava em torno dele.
A igreja católica pregava o geocentrismo como um dogma, e quem ousasse pensar ou pregar outra coisa qualquer sofreria todos os rigores do satânico "santo ofício" e sua diabólica "Santa inquisição". Nicolau Copérnico, entretanto, instigado pelos ares renascentistas da cultura greco-romana, e inconformado com o geocentrismo e suas complicações, volta-se às idéias de Pitágoras, Heráclites e Aristarco. Ele admitia a hipótese heliocentrica segundo a qual o sol é o centro do universo.
Formado em medicina, matemática, leis e astronomia, o padre polonês Nicolau Copérnico declara em seu famoso tratado "De Revolutiones orbium" – “não me envergonho de sustentar que tudo que está debaixo da lua, inclusive a própria terra, descreve com outros planetas, uma grande órbita em redor do Sol, que é o centro do mundo... E sustento que é mais fácil admitir o que acabou de afirmar, do que deixar o espírito perturbado por uma quantidade quase infinita de círculos, coisa a que são forçados aqueles que detêm a terra fixa no centro do Universo”. A teoria de Copérnico foi confirmada pela ciência, e causou uma verdadeira crise científica e religiosa iniciada no século 16. A igreja romana opôs-se ferozmente contra a teoria de Copérnico, sua obra foi condenada pela Santa Sé e incluída no Index; e para nosso espanto até Lutero foi contra Copérnico, certa vez disse "o imbecil queria conturbar toda a ciência astronômica".
Galileu (1564 - 1633) foi quem desferiu um golpe potente e mortal na crença religiosa do geocentrismo em sua obra intitulada "Dialoghi sopra idue Massani Sistemi del Mondo Tolomaico e Coperniano", que se tornou célebre rapidamente e que ultrapassou todos os conceitos astronômicos existentes até Copérnico. Galileu foi acusado de heresia pela igreja de Roma, e já com 70 anos foi obrigado a ajoelhar-se perante os inimigos e a admitir seus erros e renegar suas descobertas para salvar sua vida, caso contrário seria assassinado pela inquisição. Mas Galileu não cria em um conflito entre ciência e Bíblia, diz ele: "a Santa Escritura não pode jamais mentir, desde que, todavia, penetre seu verdadeiro sentido, o qual (não creio possível negá-lo) está muitas vezes escondido e muito diferente do que parece indicar a simples significação das palavras". Após isto iluministas de renascentistas voltam-se contra Bíblia, pois a oposição radical do geocentrismo faz com que ela seja considerada incompatível com a razão e com o bom senso; a Palavra de Deus contudo é inerrante, e o geocentrismo não tem apoio bíblico.
O grande astrônomo Kepler, ao fazer a apologia das palavras usadas para descrever o prodígio de Josué ao fazer o Sol parar afirmou: "nós dizemos com o povo: os planetas param, voltam..... O sol nasce e se põe, sobe para o meio do céu, etc. Falamos com o povo e exprimimos o que parece passar se diante dos nossos olhos, posto que nada de tudo isto seja verdadeiro. Entretanto, todos os astrônomos estão nisso de acordo. Devemos tanto menos exigir das Escrituras sobre este ponto, quando é certo que ela, se abandonasse a linguagem ordinária para tomar a da ciência e falar em termos obscuros, não seria compreendida por aqueles a quem ela quer instruir, confundia os fiéis simples e não conseguiria o fim sublime a que se propõe".
Os hebreus tinham todas as suas noções sobre a terra e o universo provindas das Sagradas Escrituras, tudo o que sabiam lhes havia sido revelado. Era tudo muito exato.
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PARTE DOIS
Estudo geográfico das regiões bíblicas (características imutáveis)
Estudo das regiões bíblicas; Tudo o que permaneceu imutável. Densidade pluviométrica, topografia, mares, planícies, vales, desertos, terras férteis, hidrografia, relevo, clima, etc. Esta lição visa estudar o “painel” onde aconteceram os fatos bíblicos um pouco de longe, ao ver o território demarcado nos próximos mapas é capas que você pergunte: “Porque da Inglaterra até Índia?”, mas nos demarcamos este território, pois, o império romano chegou na Inglaterra e o grego até a Índia, e vamos estudá-los, pois eles fazem parte da história bíblica.
A nossa bíblia de 66 livros é também um documento histórico que traz muitas informações importantes acerca do passado da humanidade, mas ela não cobre o período do império grego. Aqui temos que recorrer a geografia e história secular. Hoje em dia quanto a história da origem da humanidade existem duas orientações diferentes: a) a evolucionista e b) a bíblica, além destas duas mais importantes existem muitas outras sem expressão. E dependendo de onde se estuda pode-se aprender como realidade tanto uma quanto a outra.
Se um colégio tiver orientação protestante, judaica ou muçulmana “deverá” ensinar a criação bíblica como o correto, e ensinar também o evolucionismo como equivoco, mas se sua orientação religiosa for outra ou for secular é somente ensinar o evolucionismo como correto e nem tocar no assunto da criação. As expedições arqueológicas também possuem orientações diferentes, existem algumas que estão comprovando os fatos bíblicos outras trabalhando para refutá-los, as ciências também, alguns cientistas dizem que é impossível a vida ter surgido por meios naturais; já outros dizem que Deus nada criou, nem sequer existe. Não pretendemos aqui discorrer sobre este assunto, na verdade só vamos expor um breve comentário, pois estaremos estudando também sobre a história da origem do homem, e para isso temos uma disciplina específica (Antropologia).
Mas porque parece que este assunto é tão importante assim, e até mesmo divide a humanidade? É porque ele realmente é muito importante, e realmente divide quase todos os conhecimentos humanos em duas idéias inversas. Conceber a evolução implica em formar conceitos absolutamente distintos da maioria dos fundamentos das ciências exatas, humanas e biológicas, conceitos distintos de quem crê na criação divina. Muitas ciências tais como a sociologia, psicologia, antropologia, biologia, etc, em seus muitos estudos partem do pressuposto da evolução. Desvalidar a evolução agora seria jogar por terra quase tudo o que a sabedoria humana conseguiu criar, todas as enciclopédias e a bibliotecas do mundo. Esta discussão reúne de cada lado muitas pessoas cultas e incultas, e embora os evolucionistas se esforcem para dar a entender que todos os criacionistas são ignorantes, existem algumas associações de cientistas criacionistas, formada por pessoas também muito cultas.
O território onde aconteceram os fatos bíblicos está exatamente o centro do mapa-múndi, lá houve a criação, o surgimento das primeiras civilizações, dos idiomas, do povo hebreu, etc. Ela também nasceu o salvador da humanidade, Jesus.
PLANICIES E VALES
Planícies
A geografia moderna divide a terra de Israel em cinco principais planícies: Acre, Sarom, Filístia, Sefelá e Armagedom. É realmente necessário o conhecimento mais detalhado destes lugares devido a sua importância na história da Bíblia. Uma ciência chamada topografia nos ajudará na descrição desta região tão acidentada do globo terrestre. Topografia significa descrição de um lugar ou de uma região, a palavra é formada por dois termos gregos "topo - região" e "gráphein - descrever", ela ocupa-se da medida e representação geométrica de uma determinada porção da terra, seu principal objetivo é o de fornecer informações para a produção de cartas geográficas. Gerhard Kremer conhecido como Mercator, criou no século 16 os postulados básicos para esta ciência.
Planície do Acre
Fica no extremo noroeste da costa israelense, e estende-se até o monte Carmelo, e em toda sua extensão ela corta de modo irregular a Bahia do Acre. O nome desta região em hebraico e "akko" e significa areia quente, compreende uma faixa de terra que cerca as montanhas localizadas entre a Galiléia, o Mediterrâneo, e o sul de Tiro até a planície de Sarom.
Essas terras são irrigadas pelos rios Beluz e Quisom. O solo é muito fértil, com exceção da parte praiana, onde as areias são muito quentes. Em Josué 19:25-28, na divisão da terra de Canaã, esta planície ficou com a tribo de Aser, mas eles não conseguiram expulsar os cananeus que ali habitavam antes deles.
Planície de Sarom
Sarom não é o nome semitico, ela localiza-se ao sul do monte Carmelo e Jope. Sua extensão é de 85 km, e a largura varia entre 15 a 22 km. Na antiguidade essa região era conhecida pela malária dos pântanos e pelos bosques traiçoeiros, o seu solo, entretanto, é coberto de lírios e outras flores exóticas, talvez tenha sido por isso o que em Cantares de Salomão a esposa diz - "eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales, - e o esposo responde - qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha amiga entre as filhas" - Cantares 2:1-2.
Recentemente os pântanos e charcos desta planície foram drenados pelo governo de Israel, e agora se constitui num dos mais ricos distritos agrícolas de Israel, as frutas cítricas produzidas aqui são conhecidas em todo mundo. Nesta planície também são encontradas quatro flores vermelhas de grande beleza: Anêmona, Botão de ouro, Tulipa e Papoula. O profeta Isaías compara a beleza desta planície a glória do Líbano - Isaías 35:2.
Planície da Filístia
Situa-se entre Jope e Gaza, no sudoeste de Israel, ela tem 75 km de comprimento e 25 de largura, nela habitavam os filisteus inimigos mortais dos israelitas. Esta planície era abundante em cereais e frutas, o seus figos e azeitonas eram muito apreciados; nela também localizavam-se as cinco principais cidades filistéias: Gaza, Ascalom, Asdode, Gate e Ecrom, estas cidades possuíam fortalezas quase impenetráveis. Aqui também ficava o porto de Jope, muito importante para os israelitas da antiguidade, após a reconstituição do estado de Israel em maio de 1948 este porto foi ativado o que impulsionou a economia israelense.
Planície de Sefelá
Situa-se entre a Filístia e as montanhas da Judéia, ela é caracterizada por uma série de baixas colinas, solo muito fértil, e grandes colheitas de trigo, uva e azeitonas. Sefelá em hebraico significa terras baixas, e ela lembra mais uma faixa de terra do que uma planície. Ela serviu de lar aos patriarcas Abraão e Isaque por longos anos. Como é uma região economicamente muito importante foi motivo de várias disputas que sempre terminavam em guerras ou discórdias.
Planície de Armagedom
Ela também recebe os nomes de: Jezreel ou Esdraelom, e possui algumas características pelas quais algumas pessoas a classifica de vale e não planície. Ela localiza-se na confluência de três vales, e entre os montes da Galiléia e os montes da Samaria, esta é a maior planície de Israel e insuperável em sua beleza, ela alarga-se em direção ao monte Carmelo e termina nos montes do Líbano.
Ao sudeste fica o local da antiga e importante cidade fortificada de Jezreel, que foi capital do Reino do norte no tempo de Acabe e de Jezabel; para o leste desce o vale de Jezreel até o rio Jordão na altura de Bete-Seba, ela também é atravessada de leste para oeste pelo Rio Kishon que desemboca no mediterrâneo. É uma área estratégica para Israel, pois é uma via de comunicação natural entre a cidade de Damasco e o mar Mediterrâneo. Esta planície está ligada ao uma profecia escatológica, João o apóstolo nos diz que ela será o palco da maior de todas as batalhas da história da terra, aonde o povo judeu sofrera as maiores dores de toda a sua historia. Ainda existem outras planícies de importância secundária tais como: Jericó, Dotam, Moabe, Genezaré, etc.
VALES
"Por que a terra que passais a possuir não é como terra do Egito, da onde saístes, em que semeáveis a vossa semente, com o pé, e que regáveis como a uma horta, mas a terra que passais a possuir, é terra de montes e de vales: da chuva dos céus beberás as águas" - Deuteronômio 1:10-11.
Na palestina a chuva cai somente durante certo período do ano, a paisagem é recortada por muitos vales estreitos e leitos de riachos que só possuem água durante as estações chuvosas. Alguns rios que atravessam vales e planícies mais largos, ou então cortam gargantas estreitas através das rochas.
Os vales são depressões alongadas entre montes ou quaisquer outras superfícies. E assim como com as planícies não vamos poder estudar aqui todos os vales da palestina, mas somente os principais.
Vale do Jordão
Este é o maior vale de Israel, começa no pé do monte Hermom e vai até o mar morto, ele é cortado longitudinalmente pelo rio Jordão. Constitui-se em uma grande fenda geológica, em seu ponto inicial, o poço é de largura de 100 m, e alargando-se pouco a pouco chega ao mar da Galiléia com 3 km de largura e do mar morto com 15 km, mas depois dele passa a estreitar se novamente. Este é o vale mais profundo da terra, chega a alcançar 426 m abaixo do nível do mar. Ele nunca foi uma barreira intransponível para invasores, somente dificultava um pouco a comunicação entre as suas margens.
Vale de Jezreel
Começa nas nascentes do ribeiro de Jalud e finda no vale do Jordão perto de Bete-Seba. Nas proximidades deste vale localiza-se a moderna cidade de Zerim.
Vale de Acor
Foi aqui que aconteceu o apedrejamento de Acã (Josué 7:24-26), Neste vale localizado entre as terras de Judá e Benjamin, ficavam as fortalezas de Midim, Secacá e Nibsam.
Vale de Aijalom
Foi neste vale que aconteceu um dos maiores milagres da Bíblia, onde, por uma ordem de Josué, o sol deteve-se sobre os amorreus, possibilitando vitória aos israelitas. Localiza-se perto de Sefelá, a 24 km a noroeste de Jerusalém. Possui 18 km de comprimento e 9 de largura, no ano 70 este vale abrigou as tropas romanas comandadas pelo general Tito, deste vale os romanos saíram para destruir Jerusalém e o templo. Atualmente localiza-se neste vale a importante cidade industrial de Yalo.
Vale de Escol
Escol em hebraico significa cacho. É uma região fértil e abundante em vinhas. Os espias enviados por Moisés atravessaram este vale e cortaram dele os enormes cachos de uvas que foram trazidos atravessados em uma vara. Ainda hoje ele continua famoso pela fertilidade de seu solo, e rende muitas divisas a Israel com a produção de: uvas, romãs e figos.
Vale de Hebrom
Este vale tem muito a ver com a história do patriarca Abraão, neste vale foi que Abraão morou por um determinado tempo, construiu um altar, recebeu a promessa de que teria um filho, e intercedeu pelos sodomitas; lá também estão os sepulcros de sua família. Localiza-se a 30 km a sudoeste de Jerusalém, e ao contrário do vale do Jordão, este está a quase 1000 m acima do nível do mar, possui 30 km de comprimento e guarda muitas lembranças da era patriarcal.
Vale de Sidim
Neste vale localizado ao sul do Mar Morto ficavam as cidades de Sodoma e Gomorra. Foi neste vale que Abraão defendeu os reis locais atacados pelos reis do norte. Nesta região haviam muitos poços de betume, (Gênesis 14:3-8). Recentemente escavações arqueológicas acharam no vale de Sidim, vestígios de antiguíssimas cidades, que foram destruídas pelo que parece ser o de uma grande explosão, e assim, mais uma vez a veracidade das Sagradas Escrituras é comprovada pela ciência, mais exatamente por pesquisadores que trabalham de modo sério e imparcial.
Atualmente este vale é inóspito, mas nos tempos de Ló, era bastante fértil. Calcula-se que tais poços de betume e petróleo tenham explodido por algum motivo, que sabemos ser fruto de uma decisão divina. Além do que a região de Sodoma e Gomorra possuía enormes quantidades de sal e enxofre, que misturados tornam-se explosivos. Tal explosão foi tão violenta que choveu fogo, enxofre e sal sobre toda planície - Gênesis 19:24-28. A mulher de Ló, pode ter sido transformada numa estátua de sal certamente por causa da grande quantidade de sal que se precipitou por todo o vale.
Vale de Siquém
O poço de Jacó se localiza nesse vale, onde Jesus falou com a mulher Samaritana, e deste diálogo resultou a conversão de muitos samaritanos. Ele localiza-se entre os montes Gerizim e Ebal no centro de Israel, e lá hoje se encontra a moderna cidade de Nablus. O seu nome em hebraico significa "ombro".
Vale de Basam
Este é o vale por onde corre o Rio Yamurque no nordeste da Palestina.
Vale de Moabe
Dos três vales que desembocam na planície de Moabe, este é o maior. Localiza-se a nordeste do mar morto. Quando do Êxodo, os moabitas (filhos de Ló), tentaram impedir o avanço dos hebreus, em conseqüência disso o Senhor determinou - "Nenhum amonita nem moabita entrará na congregação do Senhor, nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do senhor eternamente. Porquanto não saíram com pão e água para vos receber no caminho, quando saíeis do Egito; e porquanto alugaram contra ti a Balaão, filho de Beor, de Petor da Mesopotâmia, para te amaldiçoar" Deuteronômio 23:3-4.
Foi neste vale que Moisés morreu, mais antes teve o privilégio de avistar a terra de Canaã. Rute era moabita e a misericórdia a alcançou, pois esta mulher virtuosa foi uma das ancestrais do Senhor Jesus Cristo. Nesta região foi achada a famosa pedra moabita, uma pedra de basalto negro encontrada em 1868 nas ruínas de Dibom na antiga cidade moabita; depois da Bíblia, este é o maior documento encontrado até hoje que trata da Palestina antes de Cristo, a pedra dá um relato da guerra de Mesa rei de Moabe contra Onri, Acabe e outros reis de Israel. (Veja os estudos de Arqueologia do Texto Bíblico).
PLANALTOS E MONTES
Planaltos
No território de Israel existem dois grandes planaltos: o central e o oriental. O primeiro e quase que uma continuação dos famosos montes do Líbano, ele sai do centro do país em direção ou norte e ao sul. Já o planalto oriental, é considerado por alguns geógrafos como um apêndice do ante-Libano, e segue a mesma direção do primeiro. Ambos possuem uma altitude média que varia de 700 a 1.400 m. Planaltos são grandes extensões de terras planas ou pouco onduladas, elevadas, cortadas por vales nele encaixados.
Planalto central: Compreende os planaltos de Naftali, Efraim e Judá.
Planalto de Naftali: Fica ao norte da Galiléia.
Planalto de Efraim: Compreende a área da Samaría.
Planalto de Judá: Fica ao sul, é o rodeado por Betel e Hebrom.
Planalto oriental: Localiza-se a leste do Jordão, e também possui em si três outros planaltos:
Planalto de Basam: Também conhecido como Auram, situa-se entre o sul do monte Hermom e o rio Yamurque.
Planalto de Gileade: Fica entre Yamurque e Hesbom. Ele é cortado pelo rio Jaboque.
Planalto de Moabe: esta é uma região bastante rochosa, mas onde se encontram boas pastagens, fica a leste do rio Jordão e mar morto até o rio Arnon.
Montes
Os montes exerceram muita influência sobre a cultura judaica, pois eles passaram 400 anos do cativeiro egípcio num local de terras planas aonde raramente chovia, e sob comando de Moisés passaram a habitar num local de topografia bastante acidentada, com chuvas abundantes e terra bastante fértil. Muitos dos Salmos de Davi falam dos montes, tal como o salmo 125. Do Êxodo para cá os montes da terra de Canaã estão incluídos em todas as lembranças do povo de Israel, as cidades também são construídas sobre eles como uma forma de proteção.
Um monte é uma elevação natural de terra maior do que o outeiro e menor do que a montanha. Não existem medidas de altura ou volume de terra, para se classificar com exatidão o que é um outeiro, monte ou montanha, são valores relativos. Como são muitos, vamos classifica-los neste item de modo diferente, antes de estudá-los vamos fazer um pequeno índice:
Montes Palestínicos
1. Montes de Judá
Monte Sião
Monte Moriá
Monte das Oliveiras
Monte da Tentação
2. Montes de Efraim
Monte Ebal
Monte Gerizim
3. Montes de Naftali
Monte Carmelo
Monte Tabor
Monte Gilboá
Monte Hatim
Montes Transjordanianos
Monte de Gileade.
Monte de Basam
Monte Pisga
Monte Peor
Monte Sinai
Montes Palestínicos
1. Montes de Judá
Os montes de Judá se localizam ao sul dos montes de Efraim. Eles são uma série de elevações entre as quais existem verdes vales, por onde correm rios que deságuam no Mar Morto e Mediterrâneo. Os maiores montes de Judá são:
Monte Sião: Localizado na parte leste de Jerusalém, o monte Sião ergue-se ali soberano e altivo. Tem aproximadamente 800 m de altura do nível do mar, e é a mais alta montanha de Jerusalém, por isto talvez este monte seja constantemente citado nas Escrituras. Ele era habitado pelo Jebuseus, e quem conseguiu expulsá-los deste local e tomar para si a Jerusalém foi o grande rei Davi. Este monte é uma fortaleza natural para Jerusalém, por isso Sião passou a ser a capital de Israel, e não demorou muito para que Jerusalém também fosse chamada de Sião.
Mais tarde o rei Davi mandou que fosse trazido a arca da aliança para Sião e então o monte passou a ser considerado sagrado pelos hebreus; décadas mais tarde com a transferência da arca para dentro do templo, Sião passou a ser considerada também como a Casa de Deus.
O termo Sionismo era o movimento que visava a recriação do estado de Israel, também a igreja de Jesus Cristo é conhecida como Sião celestial.
Monte Moriá: Foi-me nesse monte que Abraão preparou seu filho Isaque para ser dado em sacrifício. Localiza-se a leste de Sião, possui uma altura média de 800 m do nível do mar, e sua forma é alongada. Salomão construiu o templo neste monte, o seu nome significa "temor" em hebraico.
Monte das Oliveiras: Localiza-se no setor oriental de Jerusalém, o vale do Cedrom separa-o do monte Moriá, ele se compõe de uma cordilheira baixa de aproximadamente 3 km de comprimento, na parte ocidental deste monte fica o jardim das oliveiras. No Antigo Testamento todo este monte era coberto de oliveiras, vinhas, e muitas outras árvores frutíferas.
Monte da Tentação: Logo após o seu batismo no rio Jordão Jesus foi levado pelo Espírito a este monte onde passou 40 dias em completo jejum, foi tentado pelo diabo, mas, manteve-se firme, o texto bíblico não traz o nome deste monte, mas de acordo com o cenário e com a localização, muitos estudiosos o identificam como sendo o local correto.
Distante 20 km a leste de Jerusalém ele se eleva a quase 1.000m acima do nível do mar, mas como a região é alta sua altura não ultrapassa os 300 m. A região é árida, montanhosa e cheia de cavernas.
2. Montes de Efraim
Esta região montanhosa abrange a área ocupada pelos descendentes de Efraim, pela metade dos Manassitas, e por uma parcela dos benjamitas. Esta mesma região é conhecida por outros nomes: monte de Naftali, monte de Israel e monte de Samaria. Os dois montes de Efraim mais importante são Ebal e Gerizim.
Monte Ebal: Localiza-se a norte da a atual cidade de Nablus, de solo o árido tem 300 m de altura, e 1.000 m do nível do mar. O seu nome em hebraico significa "a pedra", e constitui-se ( tanto ele quanto o Gerizim), em pontos estratégicos para Israel, pois para se ir a qualquer lugar da terra santa é necessário passar por ambos.
Monte Gerizim: Já este monte, é coberto por abundante vegetação. Possui 230 m de altura, nele foram abertas muitas cisternas para se guardar as águas da chuva. Atualmente é conhecido como Jebel-et-Tor.
3. Montes de Naftali
Os montes de Naftali compreendem o conjunto montanhoso ao norte da terra santa, e abrange a região da Galiléia; possui este nome, pois a tribo de Naftali ficaram com grande parte deste território na divisão das doze tribos após a conquista sob liderança de Josué.
Monte Carmelo: Os 450 profetas de baal, foram desafiados por Elias neste monte. Ele compreende uma cordilheira de 30 km de comprimento cuja largura varia de 5 a 13 km, ele vai do mediterrâneo ao sudoeste do território israelita, o ponto mais alto da serra não atinge 600 m. No norte da cordilheira corre o rio Quisom, onde os 450 profetas foram exterminados. Ele avança para dentro do mar mediterrâneo, e do alto é possível se ter uma das visões mais lindas do oriente médio.
Monte Tabor: Possui 320 m de altura, e na verdade um monte solitário, ele fica a 10 km de Nazaré e a 16 km do mar da Galiléia. Ele faz parte da história de Débora e Baraque e de Gideão, nos dias de Oséias, foi construído sobre ele um santuário pagão, contra o qual profetizou - Oséias 5:1.
Monte Gilboá: Possui 13 km de comprimento e largura que varia entre 5 e 8 km, localiza-se no sudeste da planície de Jezreel, de forma alongada e eleva-se a 540 m de altitude. O seu nome significa "fonte borbulhante", e nele morreram em combate Saul e seu filho Jônatas, dai vem o texto de 2 Samuel 1:21.
Monte Hatim: Localiza-se nas proximidades do mar da Galiléia também chamado de "cornos de Hatim", é pequeno, não ultrapassou 180 m de altura, do seu topo pode-se avistar todo o mar da Galiléia, possui dois picos principais e tem aparência de chifres. Também é conhecido como o monte das bem aventuranças, pois, se acredita que foi dele que Jesus pronunciou o sermão da montanha.
Montes Transjordanianos: A transjordânia fica ao oeste do rio Jordão, e esta região é mais plana, portanto estes montes são conhecidos como montes de planalto.
Monte de Gileade: É na realidade um conjunto montanhoso, vai do Sul do rio Yamurque até o mar morto. É cortado pelo rio Jaboque onde Jacó lutou com o anjo do Senhor. Na divisão das doze tribos esta região coube a Gade. Nos tempos de Jesus este território era conhecido como Peréia. Na antiguidade a região era famosa por sua fertilidade, produzindo muitos cereais, frutas e oliveiras.
Monte de Basam: Constitui-se num grande e fértil conjunto de montanhas, ao sul do monte Hermom, e a oeste da região desértica da Síria e da Arábia, a leste do Rio Jordão e do mar da Galiléia, e ao norte do vale de Yamurque. No Antigo Testamento esta região era coberta de cedros e carvalhos, e lá eram apascentados numerosos rebanhos. Nos dias de Abraão era habitado pelo temidos refains (gigantes).
Monte Pisga: Em Deuteronômio 34:1-6 se lê - "Então subiu Moisés das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao cume de Pisga que está defronte de Jericó; e o Senhor lhe mostrou toda a terra, desde Gileade até Dã. Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, conforme o dito do Senhor". O Monte Pisga está localizado na planície de Moabe, a 15 km a leste da desembocadura do rio Jordão, possui 800 m de altura e também é conhecido como monte Nebo.
Monte Peor: Localizado nas imediações do monte Pisga, seu nome significa: "abertura" em hebraico, nele era adorado o deus baal-peor. Foi deste monte que Balaão tentou amaldiçoar os filhos de Israel.
Monte Sinai: Constitui-se numa península montanhosa localizada entre os golfos de Suez e Acaba. Foi nesta região que Deus apareceu a Moisés, e da sarça ardente o chamou para libertar o povo hebreu das garras do faraó. Também conhecido como monte Horebe, ele serviu de refúgio ao profeta Elias quando se escondia da perversa Jesabel.
DESERTOS E HIDROGRAFIA
Desertos
O termo deserto significa “regiões de escassas precipitações e nas quais a cobertura vegetal é praticamente nula ou então está reduzida a algumas plantas isoladas".
Mas a bíblia ao referir-se a deserto não somente inclui os desertos estéreis e dunas de areia ou de rocha, mas igualmente refere-se a terras planas de vegetação rasteira apropriada para pastagens. Esta palavra encontrada 36 vezes como adjetivo (exemplo: a vida é um deserto), e 284 vezes como substantivo, referindo-se propriamente ao deserto; no NT 12 como adjetivo e 36 como substantivo.
A palavra hebraica mais traduzida como deserto e "midbar", e ela pode significar desde o deserto há uma região plana, "yesimon" significa deserto comum, "orbáh" significa aridez, desolação, ruína o castigo divino, "toku" significa vazio, e "siyyah" que significa terra árida.
É difícil classificar o deserto pela quantidade de chuvas que recebe a região, algumas regiões que recebem pouquíssimas chuvas (10 mm/ano), outras (50 mm/ano ou mais), e algumas regiões semi-áridas até 250mm/ano; isto nos mostra que não é somente a quantidade de chuvas que estabelece um deserto, no nordeste brasileiro algumas regiões recebem anualmente 750mm de água e são áridas. Alguns fatores podem contribuir para a formação de um deserto, tais como: solo infértil, ventos quentes e solo desnudo que aumenta o aquecimento da região e a destruição de seus elementos orgânicos.
Deserto do Sinai
Durante 40 anos os hebreus caminharam neste deserto após a saída do Egito, neste período eles aprenderam a sobreviver no deserto, mas apesar da aridez nada lhes faltou, pois, o Senhor supriu todas as suas necessidades, foram quatro décadas onde eles se organizaram e se transformaram numa nação robusta. Possui formato triangular, a leste é banhado pelo golfo de Acaba, e a oeste pelo golfo de Suez, ao norte liga-se com a África e com oriente, a área desta península possui 35.000 km2.
Toda esta península foi tomada por Israel na guerra dos seis dias em 1967, e depois devolvida ao Egito, mas segundo o texto sagrado esta região pertence de fato aos israelitas.
Deserto de Neguev
A agricultura irrigada, a mineração e a urbanização empreendida no século XX mudaram a face do Neguev, cujo nome, em hebraico, alude à aridez do lugar. Com cerca de 12.170km2, o deserto de Neguev, no sul de Israel, equivale a mais da metade da superfície do país. Tem forma de triângulo, com vértice em Elat, no golfo de Aqaba, ao sul. Limita-se a oeste com a península do Sinai e a leste com o vale do Jordão.
Não tem fronteiras definidas ao norte, onde se une à planície costeira, ao planalto e ao deserto da Judéia. O Neguev, que integra a depressão do mar Morto, apresenta crateras de erosão alongadas (makhteshim) e cercadas de penhascos. As precipitações são baixas no sul, mas na área de Beersheba chegam a 300mm anuais, o que viabiliza a agricultura. No inverno, são comuns chuvas repentinas e breves. Cursos d'água temporários (ueds) cortam a região mais acidentada.
Nos tempos bíblicos, era uma área de pastagens onde, mais tarde, os nabateus praticaram a agricultura. Importante celeiro do Império Romano, após a conquista árabe, no século VII, a região ficou entregue a beduínos por mais de 1.200 anos. A modernização agrícola do Neguev iniciou-se com a implantação, em 1943, de kibbutzim (fazendas coletivas). Após a criação do Estado de Israel (1948), a região ganhou importância e, graças à irrigação, os férteis solos de loess produzem excelentes safras de cereais, forragem, frutas, legumes e verduras. Exploram-se potassa, bromo e magnésio em Sedom, ao sul do mar Morto, cobre em Timna, e gás natural em Rosh Zohar. Grandes depósitos de argila e sílica abastecem as indústrias de cerâmica e de vidro. Em Oron e Zefa há usinas de processamento de fosfato.
A principal cidade do Neguev é Beersheba. Entre os núcleos urbanos planejados no século XX, destacam-se Arad, Dimona e Elat, única saída de Israel para o oceano Índico.
Deserto da Judéia
As áreas localizadas do leste dos montes de Judá ao rio Jordão e ao mar morto formam o deserto da Judéia, e este se subdivide em outros desertos menores e sem importância: Maon, Zife, En-Gedi, Tecoa e Jeruel. Foi nesta região que Davi escondeu-se de Saul quando estava sendo perseguido. Foi nesta região também que os profetas Amós e João Batista exerceram seus ministérios.
Desertos de Jericó, Bete-Aven e Gabaom
O deserto de Jericó fica no antigo território benjamita, e ele forma um desfiladeiro rochoso de cerca de 15 km que vai de Jerusalém para a Jericó. É uma área de muitas cavernas nas quais os criminosos se escondiam. Este foi o cenário para a parábola do bom samaritano que socorreu o homem que fora assaltado na estrada para Jericó. Bete-Aven e Gabaom são outros desertos que compõem o deserto de Jericó.
HIDROGRAFIA
Hidrografia e hidrologia
A manutenção da vida na Terra é determinada essencialmente pela presença e pelo movimento da água. A hidrografia e a hidrologia estudam a distribuição, circulação e composição dessa substância na superfície terrestre. Hidrografia é a ciência que estuda as massas de água da superfície da Terra, sejam fluviais, lacustres, marinhas, oceânicas ou glaciais. Além disso, encarrega-se do estudo das propriedades físicas (transparência, temperatura, cor) e químicas (salinidade, substâncias dissolvidas) das águas. A hidrografia apresenta numerosos pontos em comum com a hidrologia, ciência que estuda as águas continentais.
A confecção de mapas de bacias oceânicas e de águas continentais e litorâneas pertence ao domínio da hidrografia. Nas cartas de navegação, o relevo subaquático é representado por pontos cotados em relação ao nível médio da superfície líquida e por linhas indicadoras de profundidades iguais (isóbatas). A informação contida nesses mapas inclui a sinalização de bancos de areia, recifes, faróis, correntes etc. A projeção de Mercator, sempre utilizada nas cartas de navegação, facilita o traçado de rumos náuticos. A hidrologia encarrega-se do estudo qualitativo das águas continentais e de sua dinâmica: rios, torrentes, lagos e geleiras. Segundo seu objeto de estudo, essa ciência subdivide-se em potamologia, referente aos rios; limnologia, aos lagos; e glaciologia, às geleiras. O conceito de ciclo hidrológico, fundamental para a hidrologia, refere-se ao processo seguido pela água desde que se evapora dos oceanos, sua fonte principal, pela ação solar, até retornar a eles pela circulação superficial e subterrânea, depois de ter sido distribuída em forma de precipitações pela superfície terrestre.
A moderna hidrologia aplica a matemática, a física e a química e utiliza informações proporcionadas pela meteorologia, a geologia, a edafologia (estudo dos solos) e a fisiologia vegetal e a hidráulica.
Umidade do solo e evaporação
A água que chega à superfície da Terra pode seguir três caminhos diferentes: uma parte se infiltra, outra passa a fazer parte dos rios e geleiras e outra ainda permanece sobre o solo em depósitos (lagos ) ou sobre plantas, de onde voltam por evaporação para a atmosfera. A quantidade de água que se infiltra no terreno depende da porosidade: quanto mais poroso o solo, maior a quantidade de água infiltrada.
Depois de penetrar no solo, uma parte da água é absorvida pelas plantas e volta para a atmosfera por meio de evaporação. Outra parte penetra mais profundamente no solo até encontrar um horizonte impermeável, onde forma uma corrente de água subterrânea. Nos lugares onde esse lençol freático aflora na superfície, formam-se fontes que podem alimentar com suas águas os rios e lagos. As águas subterrâneas podem também aflorar por meio de poços cavados artificialmente. A evaporação potencial de um tipo de solo é aquela que ocorreria se a umidade fosse constante, tal fenômeno resulta dos efeitos combinados de diversos fatores climáticos. A relação entre a precipitação e a evaporação potencial serve a hidrólogos, climatólogos e geógrafos para definir as secas e delimitar as regiões áridas.
É fundamental conhecer a evaporação para realizar projetos de irrigação, que visam a controlar a umidade do solo de cultivo a fim de favorecer o crescimento adequado das plantas. A umidade do solo segundo a concentração aquosa da região ocorre em três níveis.
  1. O primeiro é constituído da água higroscópica (água absorvida pela superfície das partículas de terra) que, por ficar retida, não é útil para as plantas.
  2. O segundo nível, o da água absorvida capilarmente pelos interstícios entre as partículas, é utilizado pelas plantas.
  3. O terceiro se constitui da água que se infiltra no terreno pelo efeito da gravidade.
O conhecimento da umidade do solo é fundamental para os projetos de irrigação e de drenagem, no caso de encharcamento e inundações. Essa umidade é fator determinante da erosão de terrenos e da estabilidade de diques e outras estruturas de terra. Em geral, influi na estabilidade do terreno.
Águas subterrâneas
A água que se infiltra através das camadas permeáveis do solo e se acumula ao chegar a uma camada inferior impermeável constitui o que se chama de lençol subterrâneo freático ou superficial. Os lençóis aqüíferos profundos são normalmente constituídos de camadas permeáveis compreendidas entre dois estratos impermeáveis. A água chega ao estrato permeável por pontos onde este aflora, por efeito da erosão ou pela forma das camadas. A superfície de equilíbrio de um lençol aqüífero determina as sinuosidades do terreno.
As camadas aqüíferas livres são lençóis freáticos ou profundos que não se mantêm sob pressão, devido à existência de um trecho impermeável ou menos permeável que a camada aqüífera. Quando esse trecho existe, a camada se chama lençol aqüífero cativo. Nesse caso, a água tende a sair por qualquer abertura natural ou artificial do teto. A esse grupo pertencem as camadas artesianas, cujas águas, ao saírem, alcançam uma altura superior ao nível do solo. Chama-se zona de alimentação de um lençol aqüífero a superfície do terreno onde se produz a infiltração.
Circulação das águas
A água que circula nos arroios e rios, inclusive os subterrâneos, por efeito da gravidade, representa, no ciclo hidrológico, o excedente não evaporado das precipitações. Em climas temperados, as precipitações intermitentes e irregulares (em espaço, tempo e quantidade) dão lugar a águas circulantes superficiais escassas e constantes. Essa aparente contradição se deve principalmente à capacidade de armazenamento das camadas da Terra, que conservam o excedente de precipitação e o liberam gradualmente por meio de fontes que alimentam as correntes de água.
Quando a alimentação dessas correntes procede principalmente de fontes, o regime hidrográfico (isto é, as flutuações de sua quantidade de água) será mais variável se proceder de camadas freáticas do que se provier de camadas profundas. É muito raro, porém, o caso de um rio alimentado exclusivamente por fontes. Como as fontes também se originam das chuvas, os regimes são classificados conforme a alimentação se dê por neves, chuvas ou ambas. Os regimes mais constantes são os mistos.
No regime fluvial (ritmo de cheias e estiagens de um rio) tem influência o clima, o relevo, a vegetação, a litologia (composição das rochas) e os solos. Pode-se falar de dois regimes principais: o dos climas quentes, alimentados por fortes chuvas, em que se incluem o regime equatorial (Congo e Amazonas) e o tropical (Orinoco e Zambeze); e o dos climas temperados e frios, muito influenciados pela temperatura, em que se diferenciam os rios de regime de monções (Ganges), mediterrâneo (Ebro) e alpino. Os rios de regime alpino se abastecem principalmente das neves e também são chamados de rios de regime niveal, como o Danúbio. Os rios alimentados por neve têm a menor quantidade de água (estiagem), no inverno; os alimentados por chuva, no verão.
O estudo do regime hidrográfico de uma corrente de água é fundamental para a utilização permanente e regular de suas águas, seja para irrigação, para o abastecimento de água à população ou como força motriz. As represas armazenam água para os períodos de estiagem e impedem que se perca nas cheias. São, pois, reguladoras do regime fluvial. Quando se realiza o estudo hidrológico de toda a bacia, pode-se expressar o volume total de águas em função do tempo, obtendo-se uma curva. Esse gráfico permite conhecer características da bacia que afetam a distribuição das precipitações e, portanto, a alimentação das correntes superficiais e subterrâneas. Os gráficos de curto prazo servem para análise e previsão da magnitude e da frequência das cheias, e são básicos para o controle das enchentes.
O estudo dos cursos d'água e de suas tendências de longo prazo, quanto à quantidade e à qualidade das águas, emprega-se para projetos de irrigação, obras hidráulicas, distribuição de água potável e outras formas de aproveitamento hidráulico. A hidrologia também estuda os lagos, que são acumulações de água em depressões das mais diferentes origens: falhas tectônicas, crateras vulcânicas, circos escavados por geleiras etc. Geralmente são alimentados por rios e deságuam em outro rio que desemboca no mar.
Medições
A hidrologia tradicional baseava-se na observação direta, na experiência e na intuição pessoal. As modernas pesquisas hidrológicas, porém, recorrem cada vez mais a modelos matemáticos. As técnicas de controle remoto, por exemplo, baseiam-se na radiação emitida por um objeto e captada por detectores adequados. Em hidrologia é possível detectar águas contaminadas ou mananciais termais por meio de câmaras infravermelhas. Do mesmo modo pode-se conhecer a espessura do gelo ou sua distribuição mediante detectores de micro-ondas. O radar pode medir a umidade do solo, a intensidade da chuva e a distribuição das tempestades.
As técnicas de controle remoto mais úteis nas pesquisas hidrológicas são as que utilizam radar e fotografias espaciais feitas por câmaras a bordo de satélites artificiais. Mediante cálculos realizados a partir dos tempos de desintegração dos isótopos radioativos, pode-se conhecer a concentração de material em suspensão nos rios e depósitos e determinar a quantidade e a distribuição da umidade no solo. Também se pode medir o fluxo de canais, correntes e rios, determinar a direção e o movimento de águas subterrâneas, bem como sobrecargas ou vazamentos em depósitos subterrâneos. A aplicação de computadores em hidrologia abrange o campo de processamento de dados de rotina, solução de equações dos modelos matemáticos que descrevem sistemas hidrológicos e controle dos instrumentos e da pesquisa.
Metade do território israelense é composto pelo deserto de Neguev, e por causa desta escassez, a água constitui-se em questão vital para Israel. A pouca água que existe em Israel deve ser bem aproveitada, a sua insuficiência de certo modo estrangula o desenvolvimento econômico, mas Israel com o tempo criou um sofisticado sistema de irrigação, o que lhe permite ter uma produção agropecuária suficiente.
MARES E RIOS
Como os itens que estudaremos aqui neste tema serão muitos, então convém também fazermos um pequeno índice antes:
Mares da Terra Santa
Mar Mediterrâneo
Mar Morto
Mar da Galiléia
Mar Vermelho
Mar Egeu
Mar Jônico
Mar Negro
Mar Cáspio
Mar Aral
Mar Baleares
Mar Tirreno
Rios da Terra Santa
Bacia da Mediterrâneo
Rio Belus
Rio Quisom
Rio Cana
Rio Gaás
Rio Sorec
Rio Besor
Bacia do Jordão
Rio Jordão
Rio Querite
Rio Cedrom
Rio Yamurque
Rio Jaboque
Rio Arnom
Lago de Merom
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Mares da Terra Santa
A definição de Mar da Enciclopédia Barsa é: "Conjunto da massa de água que cobre a maior parte da superfície terrestre. Em sentido estrito, parcela dos oceanos adjacente a terras emersas"; mas em alguns casos, Mares tais como o Mar da Galiléia não possuem ligação com os oceanos, na verdade alguns grandes lagos são conhecidos como Mares por possuírem água salgada, ou porque teria sido nomeado deste modo na antiguidade. O dicionário Aurélio define: "Mar é qualquer massa de água salgada do globo terrestre".
Israel possui três Mares: Mediterrâneo, Morto e da Galiléia, este último apesar de designar-se como Mar, é na verdade um lago.
Mar Mediterrâneo
Este Mar aparece nas escrituras com outros nomes: Mar Grande, Mar Ocidental, Mar dos Filisteus, Mar de Jafa; muitas vezes ele é tratado simplesmente de Mar, e existe um forte motivo para isto, visto que os povos bíblicos não estenderam seus domínios, explorando o atlântico ou índico, mas a sua história concentra-se neste Mar. Muitos povos da antiguidade possuem a origem de suas histórias ligadas a este Mar.
Com seus 4500 quilômetros de extensão, e 3 milhões de quilômetros quadrados, ele é o maior Mar interno do planeta, possui ligação ao norte com a Europa, a leste com a Ásia e ao sul com a África. A navegação sempre tomou a frente na economia de todos os antigos países que margeavam o mediterrâneo, mas Israel nunca explorou muito bem a navegação, por dois motivos principais:
  1. Os israelitas davam muito valor à família e não trabalhavam na navegação para não se separar dela;
  2. As águas do mediterrâneo que banham Israel são em sua maioria bastante rasas o que dificultava o acesso a grandes navios.
Jope era o único porto do mediterrâneo utilizado por eles para grandes embarcações, mas havia muitos outros portos para pequenas embarcações. Outra boa pesquisa sobre o Mar Mediterrâneo segue abaixo:
Em torno do Mare nostrum, como os romanos chamavam o Mar Mediterrâneo, desenvolveu-se a civilização ocidental. O clima ameno da região, as costas recortadas, a oferecer abundância de portos, e a situação geográfica da Europa, a África e a Ásia, facilitaram durante milênios as trocas comerciais e culturais entre os povos litorâneos. O Mar Mediterrâneo é um Mar continental situado entre a Europa, a Ásia e a África. Comunica-se com o oceano Atlântico através do estreito de Gibraltar, que, com 13km em seu ponto mais estreito, separa a África da Europa. Liga-se ao Mar Negro pelo estreito de Dardanelos.
No sudoeste, o canal de Suez faz a ligação com o Mar Vermelho. Mar quase fechado, o Mediterrâneo estende-se por cerca de quatro mil quilômetros de Gibraltar até a Síria. Forma vários Mares secundários: Baleares, Tirreno, Jônico, Adriático, Egeu, Már Mara e Negro. Extensas e numerosas, as ilhas incluem as Baleares, a Córsega, a Sardenha, a Sicília, as Jônicas, Creta, as Cíclades, Rodes e Chipre.
Geomorfologia e clima
Durante muito tempo se acreditou que o Mediterrâneo era o principal remanescente do antigo Mar de Tétis, que supostamente teria existido entre os hipotéticos períodos carbonífero e cretáceo, quando o Mar Cáspio dele se separou e isolou-se como um lago. Mas no fim do século XX, porém, já se sabia que se tratava de uma bacia de formação mais recente.
Uma cordilheira submarina entre a Sicília e a costa africana divide a bacia mediterrânea em duas partes (ocidental e oriental) diferenciadas em bacias menores: de oeste para leste, a de Alborán, a argelina, a tirrena, a jônica e a levantina. A profundidade máxima, de 5.121m, se encontra no Mediterrâneo oriental, no Mar Jônico, ao sul da Grécia.
O clima característico da região é temperado e seco, com variações locais determinadas por influências do oceano Atlântico, do deserto de Saara, da frente polar e das regiões continentais dominadas por altas pressões. No verão, o calor provoca grande evaporação das águas marinhas, enquanto um permanente centro de baixas pressões atrai os ventos da África e Europa. De acordo com a época do ano, predominam os ventos secos e quentes do deserto africano (o siroco) ou os ventos frios do noroeste (bora e mistral). Chove mais na região oeste, sobretudo no outono e no inverno.
Hidrografia
O Mediterrâneo perde por evaporação um volume de água três vezes maior que o que recebe dos rios que nele desembocam, entre eles o Nilo, o Pó, o Ródano, o Ebro e o Danúbio (que deságua no Mar Negro). Em consequência, há um permanente fluxo de águas superficiais do oceano Atlântico, através do estreito de Gibraltar. Essa corrente, mais intensa no verão, quando a evaporação é máxima, é o componente mais constante da circulação de águas no Mediterrâneo. O Mar Negro dá uma pequena contribuição através dos estreitos de Bósforo e Dardanelos e o Mar de Mármara.
A temperatura das águas superficiais é mais alta no Mediterrâneo oriental que no ocidental. As águas mais quentes são as do golfo de Sidra, na Líbia, onde se alcançam médias de 310 C no verão. As águas mais frias se encontram no extremo norte do Adriático, no golfo de Trieste, onde a temperatura no inverno baixa até 5,20 C. Nessa região, às vezes, há formação de gelo nos períodos mais frios. A salinidade é elevada, de 3,8% (nos oceanos se mantém próxima de 3,5%). A escassez de elementos nutritivos, as estreitas plataformas continentais e o limitado intercâmbio entre as águas superficiais e profundas determinam uma relativa pobreza biológica. A superexploração dos recursos Marinhos do Mediterrâneo é um problema que ainda aguarda solução.
Foram descobertas jazidas de petróleo próximas à Espanha, Sicília, Líbia e Tunísia, além de gás natural no Mar Adriático. As regiões em torno do Mediterrâneo se especializaram na produção de azeitonas, frutas cítricas, uvas e cortiça. O turismo é importante fonte de divisas para a maior parte dos países mediterrâneos.
Importância Histórica
Grandes episódios da história da humanidade ocorreram no Mediterrâneo. A partir dos primeiros núcleos do Oriente Médio e do Egito, a civilização se estendeu pelas ilhas e pelo litoral grego e, posteriormente, pelo Mediterrâneo ocidental.
Nos dois séculos anteriores à era cristã, Roma se impôs sobre as civilizações grega e cartaginesa e conseguiu unificar politicamente todo o Mediterrâneo. O cristianismo se estendeu pelo império e foi assimilado também pelos povos bárbaros que, desde o século V, se introduziram no oeste europeu. Os muçulmanos conquistaram mais tarde o sul do Mediterrâneo, fato que não impediu o florescimento de um próspero comércio. Assim desenvolveram-se numerosas cidades costeiras, como Valência, Barcelona, Marselha, Nice, Gênova, Nápoles, Veneza, Alexandria, Trípoli, Túnis e Argel. No século XV, os turcos otomanos conquistaram Constantinopla (Istambul) e interromperam o próspero comércio das cidades mediterrâneas.
A abertura da rota para a Ásia pelo cabo da Boa Esperança e o descobrimento da América, deu início ao apogeu da Europa atlântica. O Mar Mediterrâneo teve, então, reduzida sua importância, mas ressurgiu como caminho Marítimo com a abertura do canal de Suez, em 1869, quando ocorreu o renascimento de seus antigos portos.
Mar Morto
No texto bíblico este Mar é chamado de Mar salgado, veja Josué 3:16, atualmente o seu nome Mar Morto por causa da quantidade imensa de sal que chega a 25% e impede suas águas de possuírem vida. Hoje esta sua água densa é uma grande atração turística, pois é praticamente impossível de mergulhar ou afogada-se nelas, as pessoas normalmente bóiam como se estivessem com coletes flutuantes.
Ele possui outros nomes: Mar de Arabá, Mar Oriental, Mar do Sal. O historiador Flávio Josefo o chama de "Lago do Asfalto", e os árabes de "Mar Pestilento", no Talmude de "Mar de Sodoma", alguns outros povos o chamam de: Mar de Sodoma e Gomorra, Mar de Segor, Mar de Ló, etc. Possui 78 km de comprimento e 18 km de largura e estranhamente está na mais profunda depressão da terra a 400 m abaixo do nível do Mar, ele é para nós cristãos o mais perfeito exemplo da consequência do pecado, a morte, pois nele habitavam as impenitentes Sodoma e Gomorra.
Mas apesar de ser um verdadeiro cemitério biologicamente falando, é por outro lado uma verdadeira e quase infinita fábrica de dinheiro, pois, rende milhões de toneladas de minérios, e alguns raros, o que rende para Israel anualmente uma verdadeira fortuna; 22 trilhões de toneladas de cloreto de magnésio, 11 trilhões de toneladas de cloreto de sódio, 7 trilhões de toneladas de cloreto de cálcio, 2 trilhões de toneladas de cloreto de potássio, 1 trilhão de toneladas de brometo de magnésio, e muitas mais outras espécies de minerais; alguns dos seus sais são desesperadamente procurados pelas indústrias do mundo, inclui-se nisto também milhares de toneladas de metais preciosos.
Alguns estudiosos pensam que é impossível calcular a fortuna que possui o Mar Morto, muitos arriscam que se fosse retirada de uma vez toda a fortuna que ele possui, seria o suficiente para comprar todos os países muçulmanos do mundo. O Mar Morto não possui nenhum canal por onde possa escoar a água que recebe do rio Jordão, mas mesmo assim além de não se encher, o seu nível vem baixando a cada ano por causa da descomunal evaporação, calcula-se que 8 milhões de toneladas de água são evaporadas por dia, em algumas épocas do ano a temperatura pode chegar a 50°.
Outra boa pesquisa sobre este Mar: Segundo a Bíblia, o lago Asfaltite, nome que os antigos davam ao Mar Morto, surgiu em consequência de uma erupção vulcânica após a destruição de Sodoma e Gomorra. O nome moderno provém de seu elevado grau de salinidade, que impede a vida animal.
O Mar Morto (al-Bahr al-Mayyit em árabe, Yam ha-Melah em hebraico) é um lago tectônico salgado, situado na mais profunda depressão das terras emersas do planeta (cerca de 400m abaixo do nível do Mar), na parte norte da grande fossa africana (Rift Valley). Com cerca de oitenta quilômetros de comprimento e largura máxima de 17km, localiza-se entre as colinas da Judéia e os planaltos da Transjordânia. Ocupa uma área de aproximadamente 1.020km2 e sua profundidade máxima é de 400m. A península de al-Lisan ("língua") divide o lago em duas bacias: a maior, ao norte, compreende quase três quartos da superfície total e profundidade máxima de 400m; a outra tem profundidade média de apenas três metros.
O clima da região é subtropical semi-árido, com verão muito seco no norte (mediterrânicos) e desértico no sul, com frequentes neblinas provocadas pela acentuada evaporação. A perda de umidade, no entanto, é compensada com a água de alguns rios (os mais importantes são o Jordão, o Hasa, o Muhib e o Zarqa), correntes intermitentes, fontes e lençóis freáticos.
A salinidade, a mais elevada do mundo, atinge um nível de mais de 300 partes de sal por mil de água, o que confere ao Mar Morto a extraordinária densidade que permite a qualquer pessoa flutuar sem esforço. Processadas industrialmente, essas águas fornecem potássio, cloreto e brometo de magnésio, cloreto de sódio, bromo, óxido de magnésio e ácido clorídrico. Na superfície flutuam fragmentos de betume, donde o nome antigo de lago Asfaltite, que lhe deram os gregos. Sua riqueza natural é tremenda, somente entre sais raros e importantes para a industria farmacêutica e bélica possui um estoque de trilhões de dólares. Os países árabes invejam e objetivam tal área.
Mar da Galiléia
Na verdade trata-se de um lago de água doce, é conhecido como Mar por causa de seu tamanho e das violentas tempestades que o agitam constantemente; possui 24 km de comprimento e 14 km de largura, sua profundidade média é 50 m, e está localizado no vale do Jordão a 230 m abaixo do nível do Mar.
Nas Margens orientais encontram-se altas montanhas, mas na Margem ocidental com férteis planícies, e importantes cidades. Foi nas Margens deste grande lago e na suas imediações de Jesus escolheu seus discípulos, ensinou, fez milagres e habitou durante a maior parte do tempo de seu ministério, o clima nesta região já é bastante úmido, as chuvas são comuns, e a agropecuária bastante produtiva. Na época do Senhor Jesus, moravam em suas Margens quase 150.000 habitantes em 9 cidades, Betsaida e Cafarnaum, que ficavam ao norte e eram atravessadas pela estrada da Galiléia, Cafarnaum era a cidade onde Jesus morava (assim se considera). A pesca é abundante em suas águas, encontram lá aproximadamente 22 espécies de peixes, carpas, sardinhas, bagres, peixe galo, peixe de São Pedro, etc. As fotos submarinas de suas águas encantam pela beleza e diversidade biológica.
Mar Vermelho
Este Mar, se encontra na terra Santa, mas estreitamente ligado a sua história, nas Escrituras e ele é conhecido como "Yam Suph", ou plantas marinhas. Ele separa os territórios egípcio e saudita, e ao norte divide-se em dois braços formando a oeste o golfo de Sues e a leste o golfo de Acaba.
O golfo de Suez ao longo dos anos tem se estreitado, e em algumas partes secado, e isto dificulta calcular por onde o povo hebreu o atravessou durante o Êxodo. Na entrada do golfo de acaba estavam os dois únicos portos do Mar vermelho citados na bíblia que são Elate e Eziam-Geber. A parte mais larga do Mar Vermelho aonde ele fende-se nos dois golfos é de 200 milhas e a mais estreita 100 milhas; a largura do golfo de Suez é de 18 milhas, já o golfo de Acaba aproximadamente 16 milhas. Outra boa pesquisa sobre o Mar Vermelho: Grandes quantidades da alga Trichodesmium erythraeum crescem no Mar Vermelho. Ao morrerem, adquirem uma tonalidade Marrom-avermelhada, donde o nome do Mar.
O Mar Vermelho é uma faixa de água salgada que separa a África da península arábica. Com quase dois mil quilômetros de comprimento, entre Suez, no Egito, e o estreito de Bab al-Mandeb, e cerca de 300km de largura máxima, ocupa cerca de 450.000km2. Sua profundidade média é de 500m, embora na porção central atinja, em alguns pontos, quase três mil metros. No extremo norte, delimita a península do Sinai ao dividir-se nos golfos de Suez e Aqaba. Os países litorâneos são Egito, Sudão e Eritréia, no oeste; e Arábia Saudita e Iêmen, no leste.
Uma pequena faixa do golfo de Aqaba banha Israel e Jordânia. O estreito de Bab al-Mandeb, que liga o extremo sul do Mar Vermelho ao oceano Índico, é mantido aberto por explosões e dragagem, contra o avanço dos recifes coralinos. O golfo de Suez comunica-se pelo canal de mesmo nome com o Mar Mediterrâneo, o que faz do Mar Vermelho uma rota entre Europa e Ásia.
O Mar Vermelho formou-se em épocas geológicas recentes pela separação da placa tectônica africana e arábica, que continua atualmente à razão de 1,5 cm por ano. Sem alimentação fluvial se localiza numa região de pouca chuva, é o Mar de águas mais quentes e salgadas do planeta, o que é acentuado pela intensa evaporação. A comunicação com o oceano Índico evita seu progressivo secamento. Em contraste com a aridez das Margens, há uma rica fauna Marinha, pouco aproveitada. Os países litorâneos exploram as jazidas de hidrocarbonetos em sua plataforma costeira e, nas camadas mais profundas, jazidas metálicas. O Mar Vermelho é um dos primeiros acidentes geográficos citados em fontes históricas, e mil anos antes da era cristã já era uma importante via comercial entre o Egito e o Indostão. Os grandes descobrimentos e a rota do cabo da Boa Esperança reduziram seu significado, até a abertura do canal de Suez, em 1869, quando se tornou passagem quase obrigatória entre Europa e Ásia. Os conflitos no Oriente Médio ocasionaram nova redução da navegação, a partir da década de 1960.
Mar Egeu
Berço de duas grandes civilizações, a de Creta e a da Grécia, de que provém grande parte da cultura ocidental moderna, o Mar Egeu tornou-se uma “Meca” para turistas de todo o mundo, atraídos pela beleza de suas ilhas. O Mar Egeu, que pode ser considerado uma baía do Mediterrâneo oriental, se localiza entre a península helênica, a oeste, e a Anatólia (Turquia), a leste. Liga-se ao Mar de Mármara pelo estreito dos Dardanelos e ao Mar Negro pelo estreito de Bósforo. Com 611km de comprimento e 299km de largura, ocupa uma superfície de 214.000km2.
São tantas as ilhas do Egeu que na antiguidade o Mar foi chamado de Arquipélago, quando era a via de ligação entre a Europa, o norte da África e a Ásia, graças à linha de costa, cheia de baías, portos e abrigos que facilitavam a navegação e ofereciam proteção em caso de perigo. Ocorrem diversos arquipélagos como o das Espórades, na parte ocidental, e o das Cíclades, na parte central. As ilhas são famosas pela beleza do cenário, de casas brancas em contraste com o azul do Mar, e pelo artesanato. Entre as principais estão Creta, Mícono (Mikonos), Samotrácia, Eubéia, Milo, Rodes, Samos, Naxos, Paros, Lesbos, Quio, Andros, Icária e Thera. Esta última ganhou interesse científico na década de 1970, quando foram encontrados indícios de ligação de seus sedimentos com a extinta Atlântida.
A maior profundidade se registra a leste de Creta (3.543m). A água mantém temperatura relativamente constante na superfície, com valores médios da ordem de 14º C, e as marés são tranquilas. O clima no inverno é atenuado, principalmente nas ilhas menores e na costa de Creta. Em Março a temperatura começa a subir, e em abril firma-se o verão, com médias de 21o C. A produção agrícola predominante na área do Egeu é de trigo, uva, azeitona e figo. Produz-se ainda mel e seda natural.
Mar Jônico
O notável patrimônio cultural de cidades costeiras do Mar Jônico, colonizadas por gregos, romanos, bizantinos e árabes, transformou o turismo num importante recurso econômico da região. O Mar Jônico é uma porção do Mediterrâneo compreendida entre o litoral da Grécia e da Albânia, a leste, a Sicília, a sudoeste, e a Itália, a oeste e noroeste. No sul, abre-se para o Mediterrâneo entre o cabo Passero, na Sicília, e o cabo Gallo, na península do Peloponeso. Comunica-se com o Mar Tirreno, a oeste, pelo estreito de Messina; com o Adriático pelo estreito de Otranto; e com o Mar Egeu pelo canal de Corinto, aberto em 1893.
No sul da costa grega, está localizada a profundidade máxima do Mediterrâneo: 4.600m. Tanto o litoral grego como o italiano são muito recortados. Na Itália, situam-se os golfos de Catânia, Squillace e Tarento, e, na Grécia, os de Arta, Patras e Corinto. Ao longo da costa oriental, mais escarpada e acidentada que a ocidental, estendem-se as ilhas Jônicas, entre as quais destacam-se Corfu, Leucas, Ítaca, Cefalônia, Zante, Paxos e Cérigo, cujos habitantes dedicam-se principalmente à agricultura (uvas, olivas e frutas cítricas) e à pesca. Os principais portos são os de Siracusa e Catânia (ambos na Sicília), Tarento (Itália), Kérkira (em Corfu) e Patras (Grécia).
Mar Negro
O antigo Ponto Euxino, como era conhecido o Mar Negro, foi o cenário da lendária viagem de Jasão e dos argonautas em busca do velo de ouro. Esse Mar tem sido um importante canal de comunicação entre as nações que o cercam e entre a Europa oriental e o Mediterrâneo. O Mar Negro está situado no extremo sudeste da Europa, entre a Ucrânia ao norte, a Rússia a nordeste, a Geórgia a leste, a Turquia ao sul, além da Bulgária, Moldávia e Romênia a oeste.
Comunica-se com as águas do Mediterrâneo pelo estreito de Bósforo, o Mar de Mármara, o estreito de Dardanelos e o Mar Egeu, situados na parte sudoeste do Mar. Tem forma ovalada e ocupa uma superfície de 461.000 km2. A regularidade do litoral só é quebrada no norte, pela península da Criméia, a leste da qual está situado o Mar de Azov, ligado ao Negro pelo estreito de Kerch. Em geral, são poucas as planícies litorâneas. O Mar está cercado a leste e ao sul pela cordilheira do Cáucaso e a cadeia Pôntica. No sudoeste erguem-se os montes Istranca; no oeste, os Balcãs da Bulgária; e no norte, as montanhas da Criméia, que formam as únicas áreas de falésia.
A parte norte do Mar Negro é rasa, enquanto no sul a profundidade chega a mais de dois mil metros. O ponto mais profundo se situa em frente ao cabo Kerempe, com 2.210m. A salinidade média da água é baixa na sua superfície com 18 partes por mil, cerca de metade da oceânica e aumenta com a profundidade. Uma corrente superficial de água flui para o Mediterrâneo, enquanto águas salgadas mais profundas correm na direção inversa. O Danúbio, o Dniester e o Don são os maiores rios que deságuam no Mar Negro. Numa camada de água entre setenta e cem metros de profundidade, no centro do Mar, e entre 150 e 250m, nas Margens, não há oxigênio e existe uma concentração proporcionalmente elevada de ácido sulfídrico em dissolução, o que impede o surgimento de vida. Acima dessa camada, no entanto, a água, quando bem oxigenada, é rica em plantas e animais marinhos.
A pesca e a navegação comercial são atividades econômicas tradicionais praticadas no Mar Negro. A elas se acrescentou recentemente uma promissora indústria turística estimulada pelo clima agradável, as paisagens litorâneas e os famosos balneários da região. Estão situadas nas Margens do Mar Negro as cidades de Odessa, Sebastopol e Yalta, na Ucrânia; Novorossisk e Tuapse, na Rússia; Batumi, na Geórgia; Burgas e Varna, na Bulgária; Constança, na Romênia; e Istambul, a antiga Constantinopla, na Turquia.
Mar Cáspio
Maior Mar interior do mundo, o Mar Cáspio tem grande importância econômica, tanto pela riqueza petrolífera de sua plataforma submarina quanto por sua função de via essencial de comunicação entre os países que o delimitam. A denominação de Cáspio procede dos antigos habitantes da região, os kaspi.
Situado entre a Europa e a Ásia, o Mar Cáspio tem como limite ao norte a Rússia, ao sul os montes iranianos do Elburs, a leste o Casaquistão e o Turcomenistão e a oeste a vertente oriental da cordilheira do Cáucaso. Ocupa uma superfície de aproximadamente 371.000 km2 e se estende no sentido norte-sul por 1.200 km, enquanto que de leste para oeste apresenta uma largura média de 320 km. No sentido longitudinal distinguem-se duas bacias: a setentrional, que constitui um prolongamento da planície do sul da Rússia, e que apresenta águas de escassa profundidade (45m), e a central-meridional, originada por uma depressão tectônica, cuja profundidade vai aumentando em direção ao sul, onde se aproxima dos mil metros.
No Cáspio existem mais de cinquenta ilhas, todas de dimensões reduzidas. No norte, a temperatura da superfície é influenciada pelo clima continental da região e oscila entre 100C no inverno, época em que a parte norte do Mar Cáspio permanece congelada; e 260C no verão. A salinidade, muito baixa, é da ordem de dez por mil. Na parte sul, a temperatura da água é suave no inverno (100C) e quente no verão (300C). Nessa área, a salinidade varia entre quinze e trinta por mil. Apesar das contribuições dos rios que nele desembocam, entre os quais se destacam o Volga, o Ural e o Terek, e embora não tenha saída para outros Mares, o Cáspio vem assistindo a um lento mas inexorável decréscimo de seu nível (no período terciário, era unido ao Mar Negro e ao Mar de Aral).
OBS: Neste ultimo parágrafo onde se lê - “o Cáspio vem assistindo a um lento mas inexorável decréscimo de seu nível (no período terciário, era unido ao Mar Negro e ao Mar de Aral” - saibam que algumas pesquisas arqueológicas já provaram que o Mar Cáspio teve seu nível de água elevado em centenas de metros pelo dilúvio (Revista: National Geografic, maio 2001), e ele esta baixando seu nível para voltar a sua Margem normal, o dilúvio subiu o nível do Mar Negro e do Mar Cáspio, portanto a afirmação sobre baixa no nível é certa, também posso considerar como certo que ele era unido a outros Mares ; somente não posso admitir reportar isto para milhões de anos atrás.
A fauna ictiológica é abundante. Algumas espécies proporcionam uma pesca muito próspera (esturjão, moluscos). Além da atividade pesqueira, das extrações de petróleo da plataforma submarina de Neftkhanie Kamni e do importante centro salino do golfo de Kara-Bogaz-Gol, no litoral leste, o Cáspio deve sua importância econômica ao ativo tráfego comercial (petróleo, algodão, cereais). Suas Margens são pouco povoadas. O núcleo urbano mais importante é Baku, além do porto russo de Astrakhan, no Volga, e de Makhachkala, na região autônoma do Daguestão.
Mar Aral
O "Mar de ilhas" (Aral-denghiz, em quirguiz), quarto lago salgado do mundo em tamanho, vem despertando preocupação pelo aumento de sua salinidade, que se espalha sobre as áreas circundantes. Situado na Ásia central, o Mar de Aral serve de fronteira entre o Cazaquistão e o Usbequistão. Em 1960 o Aral ocupava uma superfície de 68.000Km2, com um volume de 1.060km3, mas em 1987 estava reduzido a 41.000Km2. Sua profundidade era baixa, em média de 21m, mas a Margem ocidental alcançava um máximo de 68m. O nível de salinidade variava de 10 a 11 por mil.
O Mar de Aral é alimentado por apenas dois rios, o Amu Daria e o Sir Daria, procedentes dos pequenos planaltos orientais. Considerável parte da água desses rios é, porém, empregada para irrigação e não chega até ele, o que representa o principal fator de redução de sua área. As moderadas contribuições fluviais, aliadas ao escasso volume anual de precipitações, inferiores a cem milímetros, explicam as estepes salinas que rodeiam o Mar, originadas pela progressiva evaporação.
As Margens são muito pouco povoadas e a cidade mais importante, Aralsk, fica a nordeste. A região dispõe de instalações industriais (fosfato e sal) e pesqueiras. O nome em quirguiz, "Mar de ilhas", deve-se ao fato de ser a Margem oriental orlada por uma profusão de pequenas ilhas, enquanto outras, de tamanho considerável, encontram-se afastadas da costa, ao norte e oeste.
Mar de Baleares
Ocupadas desde a mais remota antiguidade por diferentes civilizações que ali deixaram sua marca, as ilhas Baleares, pelo clima, paisagens e ruínas históricas, se converteram num importante centro de turismo, base de sua economia.
O arquipélago das Baleares se situa na parte ocidental do Mar Mediterrâneo e é formado por dois grupos de ilhas principais: as antigas Gimnésias – Minorca (Menorca), Maiorca (Mallorca), Cabrera, Dragonera e Conejera -- e as Pitiusas -- Ibiça (Ibiza) e Formentera. Constitui uma das comunidades autônomas da Espanha, de cuja costa dista aproximadamente 200km, e ocupa uma área de 5.014km2.
A capital é Palma de Mallorca, único grande centro urbano, onde se concentra um terço da população total do arquipélago. Ao longo da costa de Maiorca há numerosos balneários. A faixa d’água compreendida entre estas ilhas e o continente é o Mar de baleares.
Do ponto de vista geológico, o arquipélago é um prolongamento da cordilheira espanhola Sub-Bética. O relevo é uniforme e sem grandes elevações. O clima é tipicamente mediterrâneo, com temperaturas amenas, verão seco e chuvas na primavera e outono. Depois de ocupadas sucessivamente por fenícios e cartagineses, as ilhas foram colonizadas pelos romanos a partir de 123 a.C. Sofreram sucessivas invasões de vândalos, visigodos e muçulmanos até que, no século XIII, foram incorporadas à coroa de Aragão. Os britânicos ocuparam Minorca de 1708 a 1802, quando a ilha foi devolvida à Espanha. O estatuto de autonomia foi instaurado em 1981.
Mar Tirreno
Vulcões ativos, como o Stromboli, erguem-se nas águas azuis ou às margens do Mar Tirreno, o primeiro que Roma conquistou ao começar sua expansão pelo Mediterrâneo.
O Mar Tirreno integra o Mediterrâneo ocidental. Apresenta configuração triangular, definida a nordeste pela península itálica, a oeste pelas ilhas da Córsega e Sardenha e ao sul pela Sicília. O Tirreno constitui uma bacia, na verdadeira acepção do termo: é relativamente ralo na periferia, com profundidades não superiores a 1.500m, para aprofundar-se no trecho central, até atingir 3.730m, o que o torna a mais profunda das porções do Mediterrâneo.
Acidentado por vulcões ativos e por arquipélagos, o Tirreno encontra-se separado do Mar da Ligúria no extremo norte, entre a Córsega e o continente, pelas ilhas Toscanas, das quais a maior é a de Elba. Próximas da costa italiana, diante do golfo de Gaeta, encontram-se as ilhas Poncianas e, fronteiras ao golfo de Nápoles, as de Ischia e Capri. Ao norte da Sicília situam-se as ilhas Eólias, todas de caráter vulcânico, e, mais a oeste, Ustica.
A navegação entre o Tirreno e os outros Mares que o cercam faz-se por meio de estreitos. A sudeste, o apertado estreito de Messina, entre a Sicília e o continente, liga-o ao Mar Jônico. A sudoeste, o largo canal da Sardenha, entre esta ilha e a Sicília, comunica o Tirreno com a parte ocidental do Mediterrâneo. O estreito de Bonifácio, entre a Córsega e a Sardenha, também liga o Tirreno e o Mediterrâneo. Os principais portos italianos no Tirreno são Civitavecchia e Nápoles, na península, e Palermo, na Sicília.
Rios e Lagos da Terra Santa
Existe uma grande diferença entre os rios do nosso Brasil e os de Israel, pois enquanto temos uma quantidade imensa de rios de grande porte, Israel tem poucos rios, e muitos de seus rios aqui no Brasil seriam chamados de riachos ou córregos. Existem duas palavras hebraicas básicas que designam rios: Nahal e Nãhãr, a primeira significa um wadi que é um vale dotado de uma corrente de água, já o segundo termo significa rio normalmente.
Bacia do Mediterrâneo
Estes são os rios que nascem em Israel e desembocam no mar mediterrâneo.
Rio Belus
Localiza-se no norte de Israel acima do mar da Galiléia, e desemboca no mediterrâneo. Eles surgem nas Escrituras como o rio Sior-Libnate em Josué 19:26.
As suas águas desembocam na baia do Acre, perto da cidade de Acco, mas durante dois terços do ano ele permanece seco, em outras épocas pode parecer pequeno córrego, mas num período curto do ano ele enche-se.
Rio Quisom
Este é o maior rio da bacia do mediterrâneo, o segundo mais importante de Israel, tem sua nascente em Esdraelom e durante o seu curso recebe inúmeras vertentes. É um rio encorpado para os padrões de Israel, perto de suas margens ficava a cidade de Tminate onde Dalila morava, e localiza-se entre as cidades de Jope e Ascalom.
Rio Caná
Este rio no Antigo Testamento fazia uma fronteira natural entre as tribos de Efraim e Manassés, ele nasce perto de Siquém, atravessa a planície de Sarom e desemboca no mediterrâneo.
Ele possui este nome por passar perto da cidade de Caná de Efraim, não confundir este local com Caná da Galiléia, onde Jesus realizou seu primeiro milagre. Na antiguidade havia abundância de juncos em suas margens. E assim como o rio Belus ele só possuía água nos meses chuvosos, portanto é um wadi.
Rio Gaás
Josué foi sepultado no monte Gaás, perto de onde corre o rio com o mesmo nome, também este rio é um wadi. As suas águas banham a planície de Sarom. O seu nome em hebraico significa "terremoto".
Rio Sorec ou Soreque
Possui suas nascentes próximas as montanhas de Judá, a sudoeste de Jerusalém, a noiva de Sansão morava próxima ao vale por onde corre este rio, também em suas redondezas ficava o vale de Sora, terra natal do profeta Samuel. Em hebraico seu nome significa "vinha escolhida". Sua foz localiza-se entre as cidades de Jope e Ascalom.
Rio Besor
Trata-se de um ribeiro (pequeno rio), que fica nas vizinhanças de Ziclaque, no sul de Judá, e dos wadis que possui Israel este é o de maior volume de água. Atualmente o seu nome é Sheriah. Foi nas circunvizinhanças deste rio que Davi libertou os habitantes de Ziclaque dos amalequitas. O seu nome Besor em hebraico significa refrigério.
Rio Querite
Em 1º Reis 17:3-5, temos a passagem em que o profeta Elias fugindo de Jesabel, recebe uma ordem de Deus para refugiar-se no rio Querite. Este rio é mais um dos wadis, para alguns não passa de um córrego de água que na maior parte do ano está seco. Possui sua nascente nos montes de Efraim e deságua no rio Jordão, este rio localiza-se na Transjordânia.
Rio Cedrom
O monte das oliveiras é separado do monte Moriá pelo rio Cedrom, que em hebraico significa escuro. Ele nasce a dois quilômetros e meio de Jerusalém, e corre para leste, o seu curso possui 40 km e deságua no mar Morto. Foi este rio em que ocorreu um dos episódios mais tristes da vida do rei Davi, registrado em 2º Samuel 15:23. Jesus também passou por ele em suas caminhadas - João 18:1.
Rio Yamurque ou Iamurque
Atualmente conhecido como Sheriat-el-Mam-jur, constitui-se no maior afluente oriental do Jordão, e também é formado por três braços, ele junta-se ao Jordão a 200 m abaixo do nível do mar e a uns 20 km depois do mar da Galiléia. Ele não é mencionado na Bíblia.
Rio Jaboque
Este rio nasce nas montanhas de Gileade, a leste do rio Jordão e deságua nele, o seu curso é de aproximadamente 130 km. O seu nome significa "o que derrama".
Rio Arnom
O seu nome em hebraico significa "rápido e tumultuoso", pois nasce nos montes de Moabe e durante o seu trajeto de aproximadamente 60 km ele desce uma alta cordilheira e deságua no mar morto. O profeta Isaías falou dele em Isaías 16:2. Atualmente é conhecido como wadi el-Modjibe; nas épocas de chuvas este rio é volumoso, mas depois da primavera começa secar.
Lago de Merom
Este é o único lago de Israel, na verdade o mar da galiléia também é um lago, mas este é o único chamado assim. A enciclopédia Barsa define lago do seguinte modo "Denominação genérica de toda massa de água doce, salobra ou salgada que se acumula de forma natural numa depressão topográfica totalmente cercada por terra", mas isto é contraditório com outras definições, algumas fontes consideram massas de água salgada como mares tendo ligação ou não com oceanos, por causa desta confusão de termos trago baixou uma pesquisa bastante interessante "o que são lagos?".
Em Josué 11:5-7 ele é chamado de águas de Merom. É formado pelas águas do Jordão e possui 10 km de comprimento por 6 km de largura, suas águas estão a 2 metros acima do nível do mar e sua profundidade varia entre 3 a 4 m. Atualmente ele perdeu as suas formas originais, pois foi modificado pela engenharia de Israel.
O QUE SÃO LAGOS?
De tamanho muitas vezes impressionante, os lagos constituem, no entanto, fenômenos de pequena duração na escala do tempo geológico, por serem áreas onde domina o processo de sedimentação que gradualmente os torna cada vez menores e mais rasos.
Lago é o nome genérico dado a toda massa de água que se acumula de forma natural numa depressão topográfica, totalmente cercada por terra. Os lagos podem ser de água doce, salobra ou salgada e variam grandemente em forma, tamanho e profundidade. Os de menor superfície são por vezes chamados lagoa, enquanto os maiores -- como o Cáspio, por exemplo -- recebem o nome de mar. Exibem os mesmos movimentos das águas oceânicas, como ondas, marés e correntes.
Embora sejam mais abundantes nas latitudes mais altas ou em regiões montanhosas, onde a ação da glaciação pleistocênica escavou profundas depressões, os lagos se distribuem por diversas regiões geográficas. No Brasil, são mais comuns os lagos litorâneos, denominados lagunas, em geral de águas salgadas e pouco profundas, separadas do mar por restingas, bancos de areia, ilhas ou recifes de coral. Uma ou mais aberturas permitem a livre circulação das águas marinhas.
Características
Muitos lagos são alimentados diretamente por rios, aos quais se dá o nome de afluentes. Fontes, neves, geleiras e chuvas também alimentam lagos. O escoamento das águas pode ser feito por meio de rios (chamados emissários); por infiltração ou drenagem subterrânea, como nos lagos localizados em terrenos de rocha calcária; e ainda por evaporação. Nas zonas áridas e semi-áridas, onde é comum haver lagos sem qualquer saída para o mar, o nível das águas tende a diminuir até a completa dessecação. Durante esse processo a concentração de sais na água aumenta progressivamente e, por fim, uma camada salina se deposita no fundo do lago dessecado.
Os lagos são efêmeros do ponto de vista geológico porque já no momento em que se formam inicia-se o processo de sua destruição. Os afluentes que os nutrem tendem a entulhar seu fundo com sedimentos, o que, com o tempo, provoca desbordamentos da bacia e consequente perda de profundidade. Ao mesmo tempo, os rios emissários escavam fendas profundas nas margens da bacia, que com isso tende a desaguar cada vez mais depressa e secar. Por último, o desenvolvimento de vegetação aquática em lagos pouco profundos favorece a formação de pântanos nas margens, o que leva à gradual dessecação. Os lagos mais duradouros são os que ocupam grandes e profundas fossas tectônicas, como o Baikal, na Sibéria, e o Tanganica, na África.
Há lagos que foram mais extensos em épocas passadas, o que se comprova pela presença de terraços (vestígios da antiga massa sedimentar acumulada), como o Grande Lago Salgado, nos Estados Unidos, cuja origem foi o lago Bonneville, dez vezes maior. As bacias sedimentares onde hoje se alojam as cidades de São Paulo e Curitiba são antigas áreas lacustres. As variações do nível da água dependem de vários fatores (chuvas, evaporação, infiltração), mas sobretudo do tamanho da bacia hidrográfica; quanto maior for sua extensão, mais água recebe, e com maior regularidade. Nas zonas áridas e nas montanhas, essas variações são mais frequentes. A temperatura das águas lacustres em geral varia de acordo com a profundidade. Águas profundas têm temperatura mais baixa que as superficiais, salvo em regiões de clima frio, onde a camada superior se congela no inverno.
Origem
Distinguem-se vários processos de formação lacustre, que podem atuar isoladamente ou em conjunto. Os lagos podem ter origem em influências tectônicas, litorâneas, fluviais, atividades vulcânicas e glaciárias, entre outras.
Os vários tipos de atividades tectônicas originam lagos grandes e profundos. Movimentos epirogenéticos ocasionaram o isolamento de porções litorâneas, como no caso dos mares Cáspio e de Aral. Na África Oriental, o Kioga é um exemplo de lago formado em consequência de arqueamentos de superfícies, que reverteram a drenagem das águas. Arqueamentos suaves e marginais originaram bacias centrais ocupadas pelas águas, como ocorreu no lago Vitória. Dobramentos originaram depressões como o Titicaca, na fronteira entre o Peru e a Bolívia, e alguns da África oriental, como o Kioga, o Vitória, o Niassa etc. De origem tectônica, esses lagos estão entre os maiores do mundo, ao lado do Baikal e do Tanganica.
As caldeiras, crateras e barragens formadas pelo escoamento de lava vulcânica são responsáveis pela formação de inúmeros lagos, como o da Cratera, o do Oregon e o Yellowstone (nos Estados Unidos), o de Bolsena (na Itália) e os lagos Kivu e Bunyoni (na África oriental). A ação erosiva da glaciação pleistocênica em montanhas e placas continentais deu origem ao maior número de lagos existente na superfície terrestre, especialmente na América do Norte, na Escandinávia e na Sibéria. Entre os lagos glaciários continentais citam-se os grandes lagos dos Estados Unidos, além dos canadenses Winnipeg, Atabasca, Grande Urso e o dos Escravos. Há muitos lagos glaciários de montanha nos Alpes, nas montanhas Rochosas e na Nova Zelândia.
Outras causas são: o estrangulamento das curvas dos rios em consequência da acumulação de sedimentos; o fechamento de vales em virtude de deslizamentos de terras ou corridas de lava; a dissolução de terrenos calcários, que formam depressões ocupadas por sedimentos argilosos impermeáveis, como é o caso de alguns lagos da península de Yucatán, no México; e o impacto de grandes meteoritos, como o que deu origem ao lago Chubb, em Quebec, no Canadá.
As variações do nível marinho nas zonas litorâneas também influem na formação dos lagos, que nesse caso se chamam lagunas. A formação de restingas (cordões arenosos que gradualmente fecham partes do litoral) é um dos processos mais comuns de formação de lagunas na faixa litorânea. As lagoas dos Patos (Rio Grande do Sul), de Araruama e Rodrigo de Freitas (estado do Rio de Janeiro) são exemplos desse tipo de formação na costa brasileira.
Biologia lacustre
Até uma profundidade de cem metros, as águas superficiais (bem servidas de luz, calor, oxigênio e elementos nutritivos) costumam apresentar grande riqueza de plâncton, enquanto em águas profundas predominam as bactérias. As zonas marginais apresentam vegetação submersa ou semi-submersa.
A fauna geralmente se adapta às condições climáticas, à salinidade e às correntes. A civilização moderna tem trazido graves transtornos aos ecossistemas de muitos lagos. O uso de águas lacustres, para irrigação, produção de energia, transporte e recreação, em geral é feito sem a preocupação de preservar a riqueza biológica.
Os lagos podem ser contaminados em razão do lançamento de resíduos industriais, lixo, esgoto e detergentes, do uso de pesticidas em águas para irrigação, da elevação da temperatura da água em virtude de seu emprego na refrigeração de centrais nucleares e até por eventuais vazamentos radioativos.
CLIMA
O que é clima?
As variações climáticas ocorridas ao longo dos tempos tiveram influência determinante na multiplicação ou desaparecimento de espécies animais e vegetais e nos processos que modelaram o relevo terrestre até que ele adquirisse sua atual configuração.
Clima é o conjunto de estados da atmosfera próprios de um lugar que, em contato com as massas continentais ou oceânicas, provocam fenômenos como a aridez, umidade ou precipitações. Climatologia é a disciplina que descreve os climas e traça sua gênese, proporcionando dados para ciências aplicadas como a meteorologia.
O clima de uma região é determinado por variáveis como temperatura, umidade, pressão atmosférica, direção e velocidade dos ventos, quantidade e qualidade (chuva, neve ou granizo) das precipitações. Fazem parte do clima elementos como a nebulosidade, as horas de radiação solar nas diferentes estações do ano, a intensidade das tempestades e a existência de neblina e geadas. Todos os elementos que constituem o clima variam de um ano para outro ou dentro de períodos mais longos.
Os primeiros estudos climatológicos se limitavam ao registro das observações sobre o clima de determinadas regiões. Tal método, próprio da climatologia analítica, levou à classificação dessa ciência como um ramo da geografia ou da meteorologia. Posteriormente, a climatologia dinâmica acrescentou a seu objeto de estudo os fenômenos que dão origem às mudanças do tempo atmosférico a longo prazo. Isso permitiu que a disciplina fosse utilizada como área de pesquisa e previsão meteorológicas. Ainda não se descobriu, no entanto, um método preciso e confiável de previsão das condições climáticas.
A climatologia se subdivide em diversos ramos, segundo suas aplicações práticas. A climatologia aeronáutica se aplica à determinação de rotas de navegação aérea e à escolha dos lugares adequados à construção de aeroportos. A climatologia marítima serve a finalidades análogas.
Os estudos climatológicos agrícolas visam a estabelecer as melhores relações entre o clima e as atividades de plantio e colheita. A bioclimatologia analisa a relação entre elementos climáticos e fenômenos biológicos e inclui a bioclimatologia humana. Esta se subdivide em ramos como a climatopatologia, que estuda a relação entre o clima e as doenças, e a climatoterapia, que se ocupa da influência das variações climáticas na cura ou erradicação de enfermidades. A climatologia urbana investiga o microclima das cidades e a influência exercida sobre o clima pela contaminação atmosférica produzida nos grandes núcleos populacionais.
Radiação solar
No sistema atmosfera + superfície terrestre, a energia irradiada pelo Sol é captada durante o dia pela superfície curva e diferenciada da Terra e por seu envoltório gasoso, que refletem ou absorvem as radiações em diferentes proporções. A maior parte da radiação é absorvida e convertida em calor pela superfície terrestre, que o cede à atmosfera na forma de raios infravermelhos. A atmosfera é, assim, aquecida pela base e, como não se deixa atravessar facilmente pelas radiações emitidas pela superfície terrestre, dificulta a dissipação de calor nas altas camadas e impede que os resfriamentos noturnos sejam muito pronunciados.
A atmosfera e a superfície terrestre formam, portanto, um verdadeiro sistema de recepção da energia radiante do Sol e trocas de calor entre si. Do balanço dessas trocas decorrem as características térmicas fundamentais de cada região. Teoricamente, qualquer ponto da superfície terrestre recebe 4.384 horas anuais de radiação solar, o que não significa que o balanço da radiação seja idêntico em todos. Devido à curvatura da Terra, os raios solares que incidem nas latitudes maiores são mais inclinados, o que acentua a reflexão e aumenta a absorção pela própria atmosfera. Nas altas latitudes, a energia solar se reparte por superfícies maiores. Ambos os fenômenos concorrem para que essas regiões recebam insolação menos intensa.
A duração da insolação não é a mesma nas diferentes latitudes. Nas zonas temperadas e frias, onde as noites são curtas no verão e são longas nos invernos, os contrastes, entre as estações do ano são notáveis e a amplitude térmica anual é maior que a amplitude térmica diária, ou seja, as temperaturas variam relativamente mais de estação para estação do que de acordo com a hora do dia. Nas zonas intertropicais, onde os dias e noites têm quase a mesma duração o ano todo, as estações se diferenciam pouco e a amplitude térmica diária é maior que a amplitude térmica anual.
De maneira geral, o balanço da radiação é positivo na zona tórrida e subtropical da Terra, entre os paralelos de 35° de latitude norte ou sul, e se torna negativo a partir desses paralelos até as regiões polares de cada hemisfério. Poder-se-ia inferir dessa relação que a temperatura aumentaria de maneira constante dos pólos para o equador, e vice-versa. Entretanto, no conjunto do planeta há um equilíbrio, mantido pela circulação de ar atmosférico, que exerce um papel compensador e impede grandes variações térmicas ao longo dos paralelos. Outro indutor de mudança do clima a longo prazo, relacionado com a radiação solar, é a modificação do traçado elíptico da órbita da Terra em torno do Sol. Existem também variações periódicas na quantidade de energia irradiada pelo Sol, o que faz com que aumente ou diminua a quantidade de energia recebida pela Terra.
Durante centenas de milhares de anos, a temperatura da Terra tem variado numa faixa relativamente estreita, o que significa que não houve perda ou ganho substancial de calor, mas equilíbrio entre a energia captada e a energia emitida. A atmosfera desempenha papel fundamental na manutenção da temperatura, principalmente por ação de dois de seus componentes: vapor d'água e dióxido de carbono, que permitem a passagem das radiações solares com maior facilidade que as radiações emitidas pela crosta terrestre. Sem interferência da atmosfera, a temperatura média da superfície da Terra cairia aproximadamente 40° C. Assim, o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera, provocado pelo consumo de combustíveis orgânicos, pode causar profundas alterações na temperatura da superfície da Terra.
Depois de atravessar a atmosfera, os raios solares chegam à superfície terrestre e são refletidos, em maior ou menor medida, conforme a matéria sobre a qual incidam. O potencial de difusão de uma superfície determinada denomina-se albedo e constitui um fator de notável interesse climatológico. Seu valor é alto para a neve e a areia, por exemplo, e reduzido para a água, quando os raios solares incidem perpendicularmente.
Temperatura, pressão atmosférica e ventos
No equador e em suas proximidades, registram-se temperaturas médias mais elevadas, que em geral decrescem ao aumentar a latitude, tanto ao norte como ao sul. Entretanto, como vimos, a latitude não é o único fator determinante da temperatura. Em latitudes equivalentes, as temperaturas são superiores no hemisfério norte, já que nele se situa a maior parte da terra firme do planeta, que se aquece mais rapidamente que a água e perde calor mais lentamente que ela; A água atua como regulador térmico.
Em geral, as maiores variações de temperatura diária ou anual ocorrem em regiões distantes do mar. As oscilações térmicas aumentam à medida que diminui a umidade do ar. O aquecimento torna o ar mais rarefeito e assim ele provoca movimentos ascendentes chamados: correntes de convecção. Ao subir, o ar se resfria devido à diminuição de pressão exercida sobre ele pelas camadas atmosféricas superiores. A cada cem metros de altitude, há um decréscimo de cerca de um grau centígrado na temperatura do ar.
Essa variação denomina-se queda térmica ou gradiente de temperatura. A pressão exercida pela atmosfera é mais alta nas regiões subtropicais e menor no equador e nos círculos polares. Tal distribuição determina o regime de ventos das diferentes zonas. Os dois principais sistemas dinâmicos do clima são o ciclone e o anticiclone. O primeiro se caracteriza pela rotação do ar em torno de um núcleo de baixas pressões e o anticiclone corresponde a uma zona de altas pressões ao redor da qual sopram os ventos. A existência de maiores massas continentais no hemisfério norte origina centros permanentes de altas e baixas pressões e provoca alterações mais acentuadas no regime dos ventos. As correntes oceânicas constituem outro fator determinante das variações de temperatura, pois atuam como transportadoras de calor. Assim, por exemplo, a corrente do Golfo (Gulf Stream), que vai do golfo do México ao mar da Noruega, é responsável por diferenças positivas de temperatura de até 15° C apresentadas por algumas localidades litorâneas norueguesas em relação a outras de mesma latitude.
Umidade, nuvens e precipitações atmosféricas
No processo de evaporação da água, que ocorre principalmente nas zonas oceânicas quentes, há absorção de calor. Antes de condensar-se, com desprendimento de energia térmica, o vapor d'água formado por evaporação pode deslocar-se na atmosfera e percorrer milhares de quilômetros. Desse modo, se produz transferência de calor das zonas onde há maior evaporação que precipitações para outras onde ocorre o contrário.
Dependendo de sua própria temperatura, o ar pode conter diferentes quantidades de vapor d'água. Assim, por exemplo, a 27° C contém seis vezes mais vapor d'água que a 0o C. Define-se como umidade absoluta a quantidade total de vapor d'água contida no ar; e como umidade relativa, expressa em percentuais, a relação entre a quantidade de vapor d'água realmente presente no ar e a quantidade máxima que poderia estar contida nele. A umidade relativa do ar aumenta quando este se resfria.
À temperatura de condensação atmosférica pode haver saturação de vapor d'água, o que significa que a umidade relativa do ar chegou a cem por cento. Nos casos em que o resfriamento do ar se produz por contato com uma superfície fria, formam-se orvalho e cerração. Formam-se nuvens nos casos em que o resfriamento se dá por ascensão de uma corrente de convecção, ou seja, quando uma corrente de ar se encontra com outra mais fria e se sobrepõe a ela, ou quando é obrigada a ascender em função do relevo. As chuvas, neves e granizos se constituem por coalescência, ou seja, agrupamento de gotículas que se põem em contato. As maiores precipitações ocorrem nas zonas quentes e úmidas, especialmente se são montanhosas.
Variações sazonais e microclimas
A inclinação do eixo da Terra em relação ao plano de sua órbita faz com que o zênite solar (ponto da Terra onde os raios do Sol incidem perpendicularmente) se desloque desde os 23° de latitude norte aos 23° de latitude sul no período de um ano, tempo gasto pela Terra para dar uma volta completa em torno do Sol. Esse deslocamento produz variações climáticas nas latitudes correspondentes às zonas de altas pressões subtropicais, com alteração no regime de ventos, e a diferenciação, em algumas regiões tropicais, de uma estação seca e outra úmida.
O clima pode receber influência de fatores locais, com formação de microclimas, que se definem pelo conjunto de condições climáticas que caracterizam uma pequena região e diferem do clima circundante. Entre os fatores que propiciam a criação de microclimas estão os fenômenos que interferem na circulação dos ventos, como a existência de montanhas e vales; os que modificam o grau de insolação, como a inclinação do terreno; a existência de água e condições de acumular calor e umidade, como a presença de massas florestais.
Classificação dos climas
Dentre as numerosas classificações de climas, a mais corrente foi estabelecida em 1900 pelo cientista alemão Wladimir Köppen. A classificação de Köppen compreende cinco grandes grupos de climas, cada um dos quais corresponde a um tipo de vegetação e se subdivide com base nas temperaturas e nos índices pluviométricos:
1. Grupo A - Climas tropicais chuvosos (megatérmicos). Possuem todos os meses uma média térmica superior a 18° C. Tipos: Af - Clima das florestas pluviais, com chuvas abundantes e bem distribuídas. Am - Clima das florestas pluviais, com pequena estação seca, sob a influência das monções. Aw - Clima das savanas, com estação seca hibernal marcante. (As letras f e w podem vir associadas a outros tipos climáticos, indicando sempre chuvas bem distribuídas e chuvas de verão, respectivamente. A letra minúscula i, usada nesse grupo, indicará amplitudes térmicas inferiores a 5° C.)
2. Grupo B - Climas secos (xerófitos). A correlação entre a temperatura e a precipitação permite distinguir os dois tipos seguintes. BS - Clima das estepes (semi-árido), em que as precipitações são inferiores a certos limites empiricamente estabelecidos por Köppen. BW - Clima dos desertos (árido), em que as precipitações são inferiores à metade dos limites anteriores. (As letras minúsculas h [quente] e k [frio] indicarão suas modalidades térmicas).
3. Grupo C - Climas mesotérmicos úmidos. O mês mais frio tem média inferior a 18° C, mas superior a 3° C. Tipos: Cf - Mesotérmico sem estação seca. Cw - Mesotérmico com inverno seco. Cs - Mediterrâneo com verões secos. (As letras a ou b indicam, nesse grupo, se o mês mais quente tem média superior ou inferior a 22° C, respectivamente).
4. Grupo D - Climas microtérmicos úmidos (boreal). Surge em regiões de florestas frias do hemisfério norte, onde a média do mês mais frio for inferior a –3° C, e a do mês mais quente superar 10° C. Tipos: DF - Microtérmicos com invernos úmidos. Dw - Microtérmicos com invernos secos. (As letras a ou b indicam, nesse grupo, se o mês mais frio tem média superior ou inferior a –38° C.).
5. Grupo E - Climas polares (hequistotérmicos). Todos os meses têm médias inferiores a 10° C. Tipos: ET - Clima das tundras, em que o mês mais quente tem média superior a 0° C. Ef - Clima do gelo perpétuo, com a média de todos os meses abaixo de 0° C.
Dentro da classificação de Köppen, predominam no Brasil os climas do grupo A, tropicais chuvosos, bem representados em todas as suas variedades. Nas regiões Sul e Sudeste, cujas latitudes são mais elevadas e onde há planaltos e regiões serranas, encontram-se climas do tipo C, mesotérmicos, com modalidades de chuvas bem distribuídas e outras de chuvas de verão. Na região Nordeste se evidencia a presença de uma variedade do tipo B, semi-árido quente.
Mudanças climáticas
Durante a evolução geomorfológica da Terra houve três eras, cujo conjunto constitui aproximadamente a vigésima parte do tempo geológico total, em que o clima se tornou extraordinariamente frio, com aparecimento de depósitos de gelo nos pólos e formação de geleiras nas montanhas. Fora desses intervalos, a temperatura se manteve relativamente elevada e os pólos foram ocupados por mares abertos.
Não se conhece com precisão a causa desses fenômenos, mas é possível que se relacionem às alterações atmosféricas, já que um maior conteúdo de dióxido de carbono ou vapor d'água provoca aumento de temperatura. É possível também que o processo obedeça às variações periódicas na quantidade de energia irradiada pelo Sol, às mudanças de posição da Terra em relação ao Sol e às alterações na distribuição dos continentes, mares e acidentes geográficos.
Atividade humana e clima
O desenvolvimento da indústria e a formação de grandes conglomerados urbanos têm grande influência na evolução do clima em zonas densamente povoadas. A temperatura nas cidades costuma ser mais elevada que em seu cinturão rural, pois nelas se produz maior quantidade de energia (calefação, indústria, transporte etc.) e existe acumulação de calor pelas superfícies pavimentadas. A poluição atmosférica é um importante fator desencadeante de inversões térmicas: as partículas poluentes capturam as radiações emitidas pela superfície terrestre e aquecem o ar circundante, que adquire temperatura mais elevada que suas camadas mais baixas. Isso provoca menor deslocamento vertical do ar e acumulação de agentes poluentes. Além da poluição do ar pela concentração de dióxido de carbono, o aumento do número de partículas suspensas no ar pode provocar a diminuição das chuvas.
Clima e Agricultura
O clima de Israel é muito variado, o que influi sobre a vida das pessoas. No inverno pode nevar em Jerusalém, enquanto que em Jericó, distante apenas 30 km, pode fazer forte calor. Em outubro/novembro caíam as primeiras chuvas depois da longa estação de verão. Daí até janeiro, era o tempo de arar e semear. Apesar da hostilidade do solo palestinense, a maioria do povo trabalhava na agricultura. Boa parte do país era desértica e montanhosa, não se prestando ao cultivo.
O arado geralmente era uma simples estaca de madeira, com cabo e ponta de ferro. Era preso a uma canga e puxado por um ou dois bois. Na Palestina, a semeadura precedia o preparo da terra. Por isso, muitas sementes se perdiam em meio a pedras, espinheiros ou no caminho (cf. Mateus 13:4-9). Nos inícios de sua existência, o povo de Israel, a partir do sistema tribal, cultivou o ideal igualitário, repartindo equitativamente a terra entre todos. A partir da monarquia, com o sistema tributário, pouco a pouco o povo de Israel foi perdendo sua terra. Os profetas sempre criticaram esse sistema, exigindo sua superação. Um agricultor israelita não possuía mais terra além do que pudesse cultivar com sua família e talvez com a ajuda de alguns empregados. Toda a família participava do trabalho.
Nos tempos bíblicos conheciam-se menos espécies de cereais do que hoje. Os mais comuns eram o trigo, a cevada, a espelta e o milho miúdo. No tempo de Jesus, a cevada era o alimento dos pobres. O agricultor israelita plantava cereais nas terras aráveis e cultivava oliveiras e videiras nas encostas. Podia ainda ter um pequeno rebanho de ovelhas e cabras, entregue aos cuidados de um filho ou empregado. Os principais problemas enfrentados pelos agricultores eram: a seca, os fortes ventos do leste (siroco) capazes de levar embora o solo seco, as pragas de gafanhotos e os exércitos invasores. O trigo era cultivado nos poucos vales férteis de Israel (planície filistéia, vale do Jordão, planície de Jezrael). O cultivo da cevada era mais difundido, pois, ela se desenvolve mais depressa e cresce em terra menos fértil. O pão era o alimento básico do povo bíblico. Era feito de vários cereais. A expressão não ter pão para comer significa passar fome.
Os agricultores israelitas recolhiam as pedras do terreno e com elas construíam terraços ao longo das encostas para reter o solo fértil. Perto da casa ou entre as videiras, cultivavam-se verduras e legumes, como lentilha, feijão, cebola, pepino, alho e condimentos. As uvas serviam para fazer vinhos e passas. As videiras eram cultivadas, sobretudo, em Judá, onde o clima é mais quente. São famosas as vinhas de Engadi, perto do mar Morto. Quando as uvas começavam a amadurecer, erguia-se uma cabana de galhos ou uma torre de pedra onde as pessoas da família montavam guarda contra possíveis ladrões, raposas e chacais. A colheita e o esmagamento das uvas transcorriam em clima de festa. Eram necessários 40 dias para que a borra se sedimentasse. O vinho a seguir era colocado em odres novos de pele de cabra.
O linho era cultivado em certa quantidade para fazer tecidos. Era semeado na estação das chuvas e colhido antes da cevada e do trigo. O linho era usado não somente para fazer roupas, mas também para confeccionar velas de navios. Era cultivado na Galiléia, na região de Jericó e na planície costeira do sul. De setembro/outubro até novembro era tempo de colher e prensar as azeitonas. As oliveiras resistem a longo período de seca e crescem até em terreno pedregoso. As azeitonas eram transportadas em cestas e despejadas em barricas ou tinas onde, nos tempos mais antigos, o óleo era espremido pisando-se as azeitonas com os pés ou amassando-as com o pilão. A debulha das espigas era feita batendo-se os feixes com uma vara ou fazendo-os pisar por animais que, em geral, arrastavam sobre elas um peso ou grade.
Limpavam-se os cereais atirando-os para o ar com um forcado ou pá de madeira. A palha voava e o grão - mais pesado - caía na eira. A palha era usada para alimentar o gado no inverno. Os cereais, depois de peneirados, eram guardados em grandes recipientes de cerâmica ou cisternas (silos), escavadas no chão ou em celeiros.
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Parte três - Estudo sobre idiomas
O nosso estudo sobre os idiomas será breve, ele tem a ver com a disciplina, pois fornece informações sobre o desenvolvimento histórico e geográfico das civilizações, lembra-se do que falamos no inicio da matéria? É impossível separar história de geografia, pois fornecer um dado histórico implica sempre em produzir uma questão espacial – Onde isto aconteceu?
A humanidade possui duas narrativas principais sobre a origem e o desenvolvimento dos idiomas:
  1. A narrativa bíblica sobre a torre de Babel e,
  2. Os estudos da linguística que poderiam possuir uma orientação bíblica, mas não, é cética, e, portanto, suas conclusões contrariam o texto bíblico.
Lembre-se que durante toda a sua vida você testemunhará, as conclusões de céticos contrariando o texto bíblico, por mais que sejam cultos ou incultos.
Mas apesar da linguística considerar que a narrativa da torre de babel é uma lenda criada para explicar a diversidade linguística ela chega (em parte) a conclusões que podem apoiar o texto bíblico. – “o mito da construção da torre de Babel pode ter sido desenvolvido como uma tentativa de explicação da diversidade de línguas humanas” – Enciclopédia Mirador. O fato se dá por causa do diagrama desenvolvido no decorrer das pesquisas linguísticas, que nos mostra a língua semítica setentrional (uma espécie de hebraico muito antigo) no topo dos idiomas e todas as outras decorrentes deste. Este idioma segundo as tais pesquisas é remontado à aproximadamente 2 milênios a.C. Até aqui tudo bem. Também, não queremos dizer com isto que esta era a língua de Adão.
A história da linguística possui duas eras, a saber: antes e pós Darwin. Isto se deve ao fato de que a tal teoria da evolução das espécies de Charles Darwin (lançada em 1859), impôs um novo espírito (orientação) nos meios intelectuais da Europa, ele foi prontamente aceito como algo lógico, e influenciou todas as outras ciências, inclusive a linguística.
A grande diferença é que isto inaugurou uma nova era nas ciências, antes a linguística buscava seus dados em suas muitas pesquisas, mas a antiguidade do surgimento da fala e da escrita estava por se descobrir de modo definitivo ou gradual, ou quem sabe nunca seria esgotado este tema; mas agora (pós Darwin) com a origem do homem remontada para milhões de anos atrás, então eles passaram a partir do pressuposto de que a fala tenha surgido talvez a milhões, e a torre de babel passou a ser cafona e considerada uma lenda hebraica, pois, a Bíblia e a criação, ferem a Darwin e tudo mais dela passa a ser mitologia. A arvore genealógica dos idiomas passa a corresponder a arvore genealógica da evolução humana.
Todas as outras ciências foram seduzidas por Darwin, de lá para cá é normal escutar “que isto ou aquilo é assim, pois no decorrer da evolução...” Também isto se reflete em todas as ciências, pois não havendo Deus a ética passa a ser mutante, e recentemente as associações de psicologia impuseram a proibição de se tentar curar homossexuais, pois o homossexualismo de agora em diante deve ser considerado algo normal e não mais um problema a ser resolvido. Como ficam então os psicólogos cristãos? Secularizam-se ou abandonam a profissão?
Finalmente, no fim do século XIX, um grupo de estudiosos da universidade de Leipzig (França), estabeleceram uma nova doutrina linguística, que apoiada no evolucionismo, afirma que as línguas se desenvolvem segundo leis restritas, ou seja, esta nova regra também prontamente aceita pressupõe que a linguística apóie-se e siga a teoria evolucionária. O sistema mais adotado é o de genealogia, que baseado no histórico das línguas classifica-as segundo origem, este é mais adotado por ser o mais lógico de acordo com a razão humana, e por ele os idiomas são classificados em oito famílias: Indo-Chinês, Dravídico, Malaio-Polinésio, Uralo-Altaico, Cafre ou Banto, Camítico, Semítico e Árico ou Indo-Europeu. Mas esta classificação não inclui as línguas indígenas das Américas, mas muitos linguistas já incluem na classificação acima estes idiomas.
“Os antigos criam, por exemplo, que todas as línguas provinham de um idioma comum falado por Adão” – Enciclopédia Mirador; estes antigos somos nós, precisamos avisa-los de que ainda estamos vivos.
Existem duas correntes principais: Poligenista e Monogenista, a 1º crê que as línguas se derivam de vários troncos diferentes, já a monogenista crê que todas as línguas são derivadas de uma somente. Alfredo Trombetti (monogenista) (1866-1929) divide os grupos lingüísticos em:
1. Línguas da África
a - Banto sudanês
b - Camito semítico
2. Línguas da Oceania
a - Dravídico australiano
b - Mundo Polinésio
3. Línguas da Eurásia (Europa-Ásia)
a - Caucásico
b - Uralo altáico
c - Indo europeu
d - Indo chinês
4. Línguas da América
a - Americano
Já o relato da torre de Babel, em Gênesis 11 dá a entender que não foram todos os homens que participaram deste evento, mas parte deles, o que dá a entender que a língua original foi preservada depois de Babel, mas para toda aquela multidão, novas línguas surgiram, sem que estas tivessem descendência da original.
É fato que algumas línguas descendem de outras, a própria língua portuguesa (vinda do latim) tem seu documento histórico mais antigo datado de 1189 que é “a cantiga da ribeirinha” de Paio Soares de Taveirós, e o português desta cantiga é tão antigo que até hoje algumas pessoas esforçam-se por interpreta-lo de modo definitivo; portanto é fato também que após o acontecido da torre de Babel muitas línguas tem se derivado de outras.
Cantiga da ribeirinha
No mundo non me sei parelha,
mentre me fôr como me vai,
ca já moiro por vós e ai!
mia senhor branca e vermelha,
queredes que vos retraia
quando vos eu vi en saia!
Mau dia me levantei,
que vos enton non vi fea!
E, mia senhor, dês aquel dia, ai!
me foi a mi mui mal,
e vós, filha de don Paai
Moniz, e ben vos semelha
d'haver eu por vós guarvaia,
pois eu, mia senhor, d'alfaia
nunca de vós houve nen hei
valia d'ua correa.
IMPÉRIOS
Império Egípcio
Deus é quem levanta e derruba os tronos da terra, a visão dada a Daniel nos mostra isto definitivamente, o Senhor fez planos que se cumpriram de modo exato. Nabucodonosor, depois de desafiar ao Deus de Israel, declarou “agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, e exalto, e glorifico ao rei do céu; porque todas as suas obras são verdades; e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba”. O império egípcio é uma das mais antigas civilizações da humanidade, tanto que alguns pesquisadores julgam ser ele o berço da humanidade, já a Bíblia indica este local como a Mesopotâmia.
Precisamos conhecer melhor este país e sua civilização, pois sua presença nas escrituras é muito forte, mas aqui as informações escritas serão básicas. Não é possível datar com exatidão que foram os primeiros habitantes desta região, nem quem eles foram. O relato de Gênesis 10, da migração dos descendentes de Noé, nos dá uma certa desconfiança de que eles são descendentes de Mizraim filho de Noé, pois os povos que descenderam deste habitavam lá.
Muitas tribos primitivas que habitavam a região do Egito, após gerações de árduo nomadismo, passaram a se agrupar em pequenas comunidades que se tornaram em cidades à medida que melhorava a estrutura do local, estas pequenas unidades políticas eram conhecidas como nomos, e muitas delas foram agrupando-se com o passar do tempo, formando dois reinos, o do alto Egito no sul, e o baixo Egito no norte. O baixo Egito no delta do Nilo e o alto no vale do mesmo rio. As diferenças sócio-culturais entre estas duas civilizações eram bem marcantes, possuíam filosofias, credos, dialetos, deuses, e costumes diferentes, o contraste era tanto que se torna visível até em nossos dias, com dialetos e ideologias diferentes. Neste período pré dinástico, a cultura egípcia formou-se quase que completamente sem influência externa, somente alguns elementos mesopotâmicos se fazem presentes, tais como o selo cilíndrico, a arquitetura monumental, alguns motivos artísticos e talvez a própria escrita ; mas também pode ser que tudo isto seja impressão, e que estes conceitos foram criados lá dentro mesmo. Neste momento histórico o homem já trabalhava a pedra, o cobre, couro, etc, e fazia armas, ornamentos, utensílios para o dia a dia, etc.
Estes dois reinos travaram grandes batalhas entre si, durante longo período, e isto enfraquecia ambos os lados e os tornava vulneráveis a ataques externos. Mas Menés (um dos reis do alto Egito), conquistou o baixo Egito após algumas reformas administrativas, ele unificou o país, e se tornou uma figura lendária, estabeleceu a primeira dinastia e escolheu como a capital deste grande império a cidade de Tinis. Esta unificação acorreu por volta de 3000 a 2780 a.C, neste tempo também os egípcios começaram a usar a escrita e um calendário de 365 dias. Após a unificação o Egito começou a florescer, e teve inicio a construção das grandes pirâmides, que serviam de tumbas aos reis, e por causa de seu arrojo arquitetônico, eles ficaram conhecidos como faraó que significa “casa grande”.
Aproximadamente de 2780 até 2400 antes de Cristo uma febre de independência se alastra por todo o Egito, e os governadores dos nomos (estados Egípcios), iniciaram grandes movimentos que acabaram por se tornarem em revoltas e desordem; nesta época o poder do faraó e da realeza começa a declinar, e o poder da nobreza a se elevar; e aproveitando esta situação visivelmente vulnerável, algumas tribos negróides da áfrica e também os Asiáticos começam a invadir o Egito. Mas esta crise o Egito superou com a intervenção dos faraós tebanos, e o país reorganiza-se. Mas mesmo depois de reorganizado e consolidado, o Egito começa a sofrer invasões de pastores asiáticos, e o prestigio internacional do faraó não os intimidava, eles entravam, batalhavam a venciam as tropas egípcias, e dominaram parte do Egito por uns 200 anos, são os hicsos, e seus domínios se estenderam de 1785 a 1580 a.C.
Os hicsos eram povos semíticos e arianos, possuíam cavalos, carros de guerra e armas de bronze bem mais acabadas e fáceis de manejar que as dos egípcios. Talvez os hicsos tivessem fugindo da pressão dos indo europeus, hititas, cassitas e mitanianos. Mas muitos historiadores calculam que os hebreus devem ter entrado no Egito junto com eles, isto se deve ao fato de que a ciência humana esforça-se novamente para tentar desvalidar o texto bíblico e concordar com a história egípcia.
Mas segundo alguns outros historiadores o Faraó da época de Moisés e os seguintes se esforçaram para apagar os vestígios da estada de Moisés no Egito, e também apagar isto da mente do povo e da historia egípcia, e realmente este fato não consta na história egípcia, nas escolas Moisés é mostrado como mais uma lenda hebraica. Sabemos que os israelitas não entraram invadindo em grande numero, mas que eram em 75 (At 7.9-14) e que foram bem recebidos pelo Faraó por causa de José vice governador do Egito. Com a expulsão dos hicsos o Egito passou a ser um país guerreiro e com Ames I tornaram-se imperialistas, Tutmés III conquistou a Síria e obrigou os fenícios, cananitas e assírios a pagarem-lhe tributo.
Mas esta expansão preocupou os hititas que eram os senhores absolutos da Ásia menor; e o faraó Ramsés II tentou vencê-los em batalha inúmeras vezes mas nunca conseguiu, então assinou com os hititas um acordo de paz que vigorou por muitos anos. E foi durante este novo império (1580 a 1220 AC) que os israelitas passaram a serem escravizados no Egito.
Mas a partir de Moisés o Egito entra em uma fase de decadência que somente terá fim em 1922 de nossa era. Invasões de vários tribos do oriente (líbias, etíopes, indo-européias) enfraquecem as suas fronteiras, logo após isto vem a dominação assíria, a persa, a grega, a romana e a bizantina, no século VII d.C. fica sob domínio muçulmano, a partir de 1400 torna-se posse da Turquia, no século XIX fica sob custódia franco-inglesa e no inicio do século passado protetorado inglês. Hoje não passa de embasado reflexo de sua glória que somente é possível visualizar pelas suas ruínas. Em 1967 é o primeiro pais a ser devastado por Israel na guerra dos seis dias, teve toda sua aviação bombardeada no solo – o pequeno detalhe é que boa parte dela, mais de 200 jatos eram russos e não estavam pagos. Este país sempre foi inimigo mortal de Israel, sempre se posicionou anti-semítico. É nisto que dá desafiar ao Senhor.
No Egito atual, 96% de suas terras são áridas e inférteis, sua população concentra-se as margens do Nilo nas 4% de terras férteis. O Nilo é o rio mais extenso do mundo e possui um percurso de 6400 Km, é dito que o Egito é um presente do Nilo. A arquitetura do Egito até hoje tem marcado o mundo, a engenharia até hoje admira as grandes pirâmides, a de Queops ocupava 253 acres de terra e 159 metros de altura, calcula-se que foram usadas nela 2.3000.000 pedras de 1 metro de espessura média e peso de 2.500 quilos. Sua construção estendesse a 33 metros abaixo do solo, isto tudo fora o que há lá dentro de arte e estrutura é fantástico. Eles também destacavam-se pela matemática e astronomia, quando os povos da Europa eram primitivos eles já calculavam área e possuíam algumas equações, segundo alguns pesquisadores não se desenvolveram mais na matemática pois não conheciam o zero. Tinham conhecimento de farmácia e medicina.
Império Assírio
Muito provavelmente os assírios eram descendentes de Assur, neto de Noé. O seu território, no início era nada expressivo, mas com o passar do tempo foi englobando algumas nações vizinhas, mas suas fronteiras nunca foram passiveis de se demarcar, pois as batalhas eram muitas e constantes e se ganhava muita terra assim como se perdia também, era uma fronteira dinâmica.
No auge de sua glória, ela ocupava toa a mesopotâmia subindo até perto do mar negro, indo do golfo pérsico, tomando toda a palestina, e todo o delta do Nilo até 1000 km curso abaixo. E por dominar todas as terras férteis do oriente médio era alvo de constantes invasões. Em 2350 a.C. o rei Sargão torna a Ninive a capital da Assíria e ela passa a ser a própria história deste império. No século XIX a.C. sob influencia do rei Tiglate-Pileser tem inicio campanhas militares pesadas por parte da Assíria, com intenção de construir um império e consegue subjugar facilmente muitos de seus inimigos, tais como os sidônios.
Mas a Assíria não era tão poderosa assim, não possuíam muitas guarnições, e quanto marchavam para leste eram invadidos pelo oriente, e assim perdiam muitas terras, e este enfraquecimento facilitou a consolidação do reino de Davi, que era um dos objetivos deste império. Aliás, é bom frisar que depois do império assírio, quem toma o poder é o império babilônico, que levou o povo em cativeiro para a Babilônia; portanto desde a saída do êxodo até esta o reino dividido, Israel ocupou terras sob influencias (dominadas parcialmente) egípcia e assíria. Duzentos anos depois o Rei assírio Salmaneser II derrotou na batalha de Carcar na Síria uma coligação militar formada por sírios, fenícios e israelitas; passado 12 anos, ele volta a enfrentar outra aliança palestínica e a vence mais uma vez. Mas uma ameaça vinda do oriente o faz abandonar suas conquistas para voltar a Assíria, como ainda não eram muitas as guarnições no retorno todas as conquistas foram abandonadas.
No século VIII a.C. sob comando de Tiglate-Pileser II finalmente a Assíria estende suas fronteiras até Israel e a obriga a pagar tributos. Mais tarde em aproximadamente 722 a.C. a Assíria ajuda o reino de Judá a livra-se das investidas do reino do norte (Israel), aproveitando a tal batalha ele toma algumas das cidades importantes de Israel (reino do norte) e leva seu povo cativo para a Assíria e desaloja as tribos de Rubem, Gade e Manasses das suas possessões. Nesta época o reino do Sul (Judá) estava submisso ao Império Assírio, era uma de suas posses.
Este império teve seu apogeu de 705 a 626 a.C., sob os reinos de Senaqueribe, Esar-Hadom e Assurbanipal. Mas em 616 a.C., Nabopolassar rei da babilônia alia-se ao rei medo Ciaxares e invadem e dominam Nínive (em 614 a.C.) com relativa facilidade, o império Assírio já enfraquecido por constantes batalhas já não tinha mais como reagir a altura. Aliás o reino medo também se associou ao império persa para derrubar a babilônia menos de um século depois.
Os assírios eram conhecidos em todo o mundo por sua crueldade, eles não se satisfaziam em matar os inimigos mas gostavam de esfola-los até a morte; eles iam mutilando a pessoa até que morresse, furavam olhos, cortavam línguas e orelhas, escalpelavam, arrancavam o rosto das vitimas deixando-as vivas com a face do crânio a vista. E gostavam de fazer obras de arte com pedaços humanos. Você pode agora entender porque Jonas não quis ir lá pregar para este povo? Todo o mundo os odiava.
Império Babilônico
Nas escrituras a babilônia é representada pelo ouro (sonho de Daniel), e é sinônimo de poder e gloria. A história deste império e antiguíssima, trata-se de uma das primeiras civilizações da terra. O povo babilônico e os hebreus foram vizinhos por muito tempo, foram momentos de amizade e de guerra, e são ambos filhos de Sem. Babilônico e hebreus são descendentes dos Caldeus.
Alguns estudiosos datam a fundação da Babilônia a 3000 anos a.C., em Gênesis 10.10 e logo após o dilúvio que o seu nome já citado. A sua história é regada com muito sangue e batalhas, ela foi sitiada, despojada e seus muros derrubados inúmeras vezes, mas ela foi resistindo ao longo dos séculos, e em cada reconstrução levantava se cada vez mais com mais opulência, até que em 622 a.C. o rei Nabopolassar após derrotar Ninive é proclamado o rei da Babilônia. Mas Neco rei do Egito (faraó), aproveitando-se da derrota da Assíria invade e toma as suas terras até a metade do crescente fértil, mas esta conquista não é duradoura, pois Nabucodonosor declara guerra contra o faraó e o vence em Carquemis em 606 a.C. Mas quando celebrava a vitória ele soube da morte de seu pai Nebopolasar, e regressa imediatamente para a capital do império onde é coroado rei, e como grande empreendedor que era deu início grandes construções que fizeram da Babilônia uma das maravilhas do mundo.
O território da Babilônia era bastante compacto, abrangia todo o crescente fértil, a costa oeste do mediterrâneo e 1.000 km abaixo do mar vermelho traçava uma linha reta até a foz dos rios tigre e Eufrates no golfo Pérsico. Como boa parte deste território eram férteis, como nas margens dos rios e na mesopotâmia, isto possibilitou o surgimento de grandes civilizações. Além disto produziam grandes redes de canais para a irrigação artificial, que não constam dos documentos antigos, mas foram achados por arqueólogos em 1956, Destes canais atravessavam Bagdá e Nippur. Era uma região com abundância de cerâmica, por isso as construções babilônicas dispunham de tijolos de primeira, já as antigas construções da palestina eram em sua maioria de tijolos de barro, e os de cerâmica muito caros. Havia a cidade da Babilônia propriamente dita e ela ficava sobre o rio Eufrates, mas também a grande Babilônia, formada pelas seguintes cidades-satélites: Sippar, Kuta, Kis, Borsippa, Nippur, Uruk, Ur e Eridu.
Nabucodonosor reconstruiu a Babilônia e destruída por Senaqueribe, e para conseguir tal coisa campanhas para levar a região milhares de cativos para compor a mão-de-obra, o povo judeu foi um destes. E até hoje a antiga Babilônia foi a mais maravilhosa cidade construída na história da humanidade, os seus muros não foram reconstruídos nos moldes dos anteriores, mas gigantescos muros foram levantados, e eram tão grandes e largos que nenhuma nação do mundo poderia transpô-los. Alguns pesquisadores dizem que seus muros tinham 90 m de altura e aproximadamente 10 m de largura, eles encerrava um espaço de 200 milhas quadradas, e dentro destes muros nove décimos desta as 200 milhas quadradas estavam ocupadas com magníficos jardins, partes e campos e quem morava lá dentro possuía casas de três a quatro andares. Os seus muros possuíam 250 torres e cem portões de cobre que eram movidos por dezenas de homens cada um por causa de seu tamanho e espessura.
Esta cidade foi edificada sobre o rio Eufrates, os seus muros contínuos passavam por cima do rio de modo que o rio cortava a cidade ao meio, e para unir as duas margens da cidade, havia uma ponte elevadíssima com 10 m de largura, o palácio do rei situava-se na extremidade oriental desta ponte. Os navios entravam por uma porta e saiu por outra, e nesta as margens havia portos. O palácio "admiração da humanidade" que tipo que tinha sido começado por Nebopolasar e concluído por Nabucodonosor, ficava no outro lado do Rio, e tinha uma altura de 25 m. Os jardins suspensos da Babilônia tinham uma base quadrada com 132 m de cada lado, e eles eram suspensos por arcos um sobre o outro, vários andares. O templo de bel tinha dentro de si uma imagem desta deusa com 13 m de altura e toda revestida em ouro, os utensílios deste templo eram colossais e também todos de ouro maciço.
Mas em 538 a.C., quando o rei Belsazar participava de um banquete (orgia), com seus altos oficiais e as prostitutas da corte, ooOs destemidos exércitos persas em aliança com o reino dos Medos tomaram a Babilônia, eles entraram caminhando por uma das margens secas do rio Eufrates, passando por baixo dos muros, que assim entraram e tomaram de surpresa a cidade despreparada, nesta mesma noite uma mão escreve numa parede na frente do rei "mené mené tequel e parsim", o mistério que foi decifrado por Daniel, é o fim do império babilônico. Dario, um dos mais destemidos generais de Ciro II comandou a invasão e matou a Belsazar, e este foi o início do império medo persa.
Império Medo Persa
Durante o império babilônico a Pérsia eram um estado vassalo da Média, lembre-se de que a Média estava associada ao império babilônico. A Pérsia e a Média, eles eram nações que conviviam relativamente de modo pacífico, pois tinham muitas heranças sócio-culturais comuns entre si, eram descendentes dos hindus-europeus.
Mas com o passar do tempo, o poderio militar da Pérsia aumentou bastante debaixo dos olhos da Média, e Ciro II em 555 a.C. consegue reunificar as várias tribos persas dispersadas, com isto, sentindo-se fortalecido, promove várias batalhas contra a média e derrota-a; neste momento histórico a Pérsia era uma das regiões do império babilônico, que iniciava algumas bem-sucedidas campanhas militares contra ele. Os reinos vizinhos (do território babilônico), reuniram-se e formaram uma coligação para frustrar as intenções da Pérsia, mas Ciro II muito sábio ataca esta coligação abatendo-a logo em seu início. E este era o momento preocupante para império babilônico, pois o reinado persa que antes era uma das suas possessões, estava agora ganhando terreno.
Os medos (para variar) logo fecharam acordo (aliança) com as persas contra o império babilônico. A fama da Pérsia logo se espalhou por todo o oriente médio e espantadas Esparta e Atenas firmam rapidamente o acordo de paz com ela. O general medo Dario se encarrega (em 538 a.C.) de invadir e conquistar a cidade da Babilônia, aproveitando-se da embriaguez do rei e de toda a liderança da cidade, ele consegue penetra-la e tomá-la. Conforme previra Daniel naquela mesma noite o senhor contou, pesou e dividiu o reino de Belsazar. Dario poupa a vida de Nabonido pai de Belsazar, pois na noite da invasão de Babilônia ele não estava presente, talvez se encontrava longe, pois, estava constantemente envolvido com escavações arqueológicas. Nabonido foi levado para a Carcâmia onde foi nomeado para um dos governadores da região, sob domínio do império Persa. Na realidade o nome que se dá Medo-Persa, não expressa a realidade, visto que a Média havia se associado à Pérsia, mas era uma de suas possessões, verdadeiramente o império era somente persa.
O general Dario foi designado por Ciro II para governar a Babilônia, enquanto isso ele catalisava os alicerces do seu novo império. Ciro II tinham perfil diferente do povo assírio, ele era humano e tolerante com os vencidos, ele era um conquistador, mas um homem ético, cobrava pesadas taxas dos reinos sob seu domínio o que fazia com que surgissem revoltas, mas nunca o oprimiu o povo sob seu domínio. Ciro II morre em 529 a.C., quando o império persa já possuía uma imensidão de terras. Este mesmo imperador em seu primeiro ano de reinado autoriza o regresso do povo judeu para a terra santa; Ciro II foi chamado por Deus de "meu servo" em Is 44.28 e 45.1, não somente foi profetizado 250 anos antes de existir, mas também chamado pelo nome. E ele não só autorizou o retorno do povo, mas também devolveu os objetos sagrados despojados do templo e auxiliou construção. Depois da morte de Ciro o império persa continuou a ser tolerante, como no caso da rainha Ester esposa de Assuero, vemos aqui mais uma vez a mão de Deus usando o império persa a favor do povo judeu. O livro de Ester conta a história do povo judeu que após serem libertos não quiseram voltar à terra Santa e permaneceram na Babilônia.
Existiram na época duas Pérsias, a grande Pérsia, que correspondia ao atual Irã, e a pequena Pérsia que ficava ao norte. O território persa ocupava todo o Irã, toda a região confinada pelo golfo pérsico, os vales do rio Tigre e Eufrates, o mar negro e a metade do mar e Cáspio, as suas posições se estendiam da Grécia até a Índia. A Grécia no entanto por volta de 336 a.C. começava suas campanhas militares para estender seus territórios, à frente estava Alexandre o Grande com vinte anos de idade, com grande fúria e inteligência, nenhuma nação permanecia em pé diante dele, assim foi o fim do império persa.
Império Grego
A Grécia é considerada o berço da civilização ocidental, e dela nos herdamos a democracia, a antiga concepção das artes e a filosofia, enquanto o oriente é influenciado pela filosofia de Confúcio o ocidente o é pela filosofia grega. Os gregos desde a antiguidade tornaram-se amantes do saber, eles discutiam ao ar livre, assuntos pertinentes há muitas coisas, a sabedoria passou a ser a sua maior ambição, e nesta atmosfera tão propícia nasceram muitos gênios: Tales, Empédocles, Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, e muitos outros.
Não só se dedicavam à filosofia, mas, também ao aprimoramento físico, as práticas esportivas fazem parte da cultura. A antiga Grécia era constituída de pequenas cidades e estados sem união política. Pequenos países havia neste território, e eles te como era de praxe guerreavam muito entre si, e Esparta e Atenas eram as mais fortes. O século V antes de Cristo foi conhecido como o século de Péricles, pois este e brilhante administrador de Atenas promoveu maciços empreendimentos culturais, ele transforma Atenas na mais importante cidade do mundo, nesta época surgiram grandes filósofos, escultores, pintores, dramaturgos, poetas, arquitetos, e médicos, etc.
Mas no século seguinte (IV a.C.), os gregos passam a ser alvo das intenções imperiais de Filipe II da Macedônia. Filipe II (macedônico) foi capturado por um bando de gregos em meados do quarto século, e levado em cativeiro a Tebas, lá ele passa a estudar e dominar as artes bélicas da Grécia, e neste mesmo exílio elabora audaciosos planos de modernizar o exército macedônico e reunir gregos e macedônicos sob seu comando para destruir o império persa.
De volta à sua terra, põe em funcionamento os seus planos, e que em pouco tempo transforma as tropas macedônicas em fantásticas e modernas máquinas de guerra, e marchando sobre a Grécia ele conquistou várias das cidades-estados, entretanto perto do auge de suas conquistas é assassinado. E os seus planos morrem junto consigo.
Alexandre Magno
Também conhecido como Alexandre o Grande, nasce em 356 a.C., e é educado aos pés de Aristóteles, simplesmente teve como mestre este grande filósofo conhecido como o homem mais inteligente que já nasceu. Obs: Este título é dado pela filosofia, é óbvio! - sabemos pelo texto bíblico que somente Salomão é digno deste título, Leia 1º Rs 3.11,12.
Com influência de Aristóteles, para Alexandre passa a enxergar o mundo como uma só família, e tenta concretizar este ideal através da guerra. Com vinte anos de idade, ele declara seu ideal de conquistar a terra, e no comando de um exército de 40.000 homens avança em direção aos persas, e com tremenda fúria derrota o Dario Codomano, que possuía uma guarnição de mais de 800.000 homens. Após destruir os persas, prossegue em direção ao oriente até a Índia, ou de seus homens convence-o a voltar a Grécia, mas este retorno foi muito penoso, suportaram muita sede e calor nas regiões desérticas, onde muitos de seus homens morreram.
Neste retorno ao chegar a Babilônia é recebido como um deus, com as honrarias e homenagens, mas o filho de Filipe II (Alexandre o Grande), morreu em 323 a.C. repentinamente, e com ele morreram seus ideais de unificar a humanidade, e como havia profetizado Daniel após a sua morte do seu império é dividido. O império grego foi dividido em quatro partes, a saber:
  1. A Trácia e uma parte da Ásia menor para Lísimaco.
  2. A Macedônia e a Grécia para Cassandro.
  3. A Síria e o Oriente para Seleuco.
  4. E o Egito para Ptolomeu.
Mas Alexandre o Grande foi responsável pela difusão da cultura e da linguagem grega, o que é considerado uma providência divina para facilitar a propagação do evangelho, pois quando os apóstolos viajaram pregando o evangelho em diferentes e longínquas regiões, o grego (koiné - vulgar) era o idioma comum em todo mundo conhecido. A Grécia praticamente é uma península localizada no sudoeste da Europa e dentro do mar mediterrâneo, este lindo país com o seu maravilhoso arquipélago são banhados por três mares: a leste pelo Egeu, ao sul pelo mediterrâneo, e a oeste pelo Jônico; a Macedônia ficava ao norte. Na antiguidade o território grego era conhecido como Acaia.
É um lindo país, ele está formado por numerosas montanhas e abruptos declives, mas, também de extensas planícies e fortes rios, que são poucos; a hidrografia grega é pobre, por isso a sua agricultura é constituída por espécies que se adaptem ao clima. Devido à aridez da maior parte de seu solo os gregos sempre sonharam com outras terras, e por isto do século XII ao século VI a.C., viajaram por muitos lugares que fundaram muitas colônias nas ilhas do mar Egeu do mar Mediterrâneo do mar negro, entraram na Ásia menor, no sul da Itália, no norte da África, e até o sul da atual França.
Alexandre o Grande era macedônio, não grego, mas na época a Macedônia havia sido fortemente influenciada sócio-culturalmente pela Grécia, pode-se dizer que a cultura grega absorveu Macedônia. Atualmente a antiga Macedônia preocupado pela Grécia, Iugoslávia, Bulgária, a Albânia, e parte pela Turquia, tratava-se de uma imensa planície fértil cercada de montanhas. A cidade de Filipos ficava na Macedônia, onde o evangelho foi pregado através de Paulo pela primeira vez em território europeu, desta região estratégica a Palavra expandiu-se por toda a Europa.
O encontro entre Alexandre o Grande e o sumo sacerdote judaico foi emocionante, pois quando ele chegou a Jerusalém com suas tropas dirigiu-se só com o sumo sacerdote e o saldou e adorou ao Deus de Israel, e depois de questionado sobre essa sua atitude estranha, ele disse:
“Não é a ele, que eu adoro, mas é a Deus de quem ele ministro, pois quando eu ainda estava na Macedônia e imaginava como poderia conquistar a Ásia ele me apareceu em sonhos com esta mesma roupagem e me exortou a nada temer, disse-me que avançasse corajosamente, e garantiu-me que ele estaria à frente de meu exército e me faria conquistar o império dos persas.” Leia esta narrativa em detalhes no livro a história dos hebreus de Flávio Josefo. Após isto, subiu a Jerusalém com os sacerdotes e ofereceu sacrifícios a Deus, em seguida o sumo sacerdote mostrou-lhe o livro de Daniel onde estava escrito que um príncipe grego destruiria o império dos persas, onde Alexandre recebeu aqui ele mesmo estava profetizado das escrituras hebraicas. Ficou muito feliz e prometeu diversos benefícios ao povo de Israel.
O império grego foi dividido em quatro partes, mas destas quatro partes as que mais conviveram com o povo judeu foi o império Ptolomeu (no Egito), e o império Seleucida (Síria e o a Ásia). Os judeus que habitavam no império Ptolomeu tiveram formidável sorte, pois os Ptolomeus eram complacentes e liberais, e os estimulavam a prosseguir e aguardar todos os rituais e mandamentos judaicos; Ptolomeu Filadelfo até encomendou uma tradução do antigo testamento para o grego, conhecida como a Septuaginta.
Mas com a ascensão de Ptolomeu IV ao trono (também conhecido como Filopator) tudo passou a mudar, e este rei com a intenção de reconquistar a Palestina lançou-se contra Antioco em grande batalha. Depois de derrotar os sírios, entrou em Jerusalém, ele tinha a intenção de entrar no templo de Israel, mais o judeus colocaram-se na porta do templo e gritando em alta voz e portando-se agressivamente o intimidaram. E a partir daquele momento começa a alimentar um incontrolável o ódio contra o povo judeu. De volta ao Egito começa a perseguir os judeus, e a perder apoio político da comunidade israelita em solo egípcio, desta época para diante o império Ptolomeu começa a declinar.
Na Ásia os judeus que viviam em Israel e sob domínio dos Seleucida, sempre se opuseram as tentativas deste império em helenizar seus domínios. Os três primeiros monarcas Seleucidas, tiveram trato amigável com o povo judeu, mas com a morte de Antioco III, entra em cena o seu filho Antíoco Epifânio, que motivado por inexplicável ódio pelo povo judeu iniciam verdadeiro massacre. Segundo Flávio Josefo, tamanho ódio foi causada pelo insucesso em todas as suas tentativas de helenizar a Judéia; ele entrou em Jerusalém e profano o tempo, no santo dos santos sacrificou uma porca, o que deu início o movimento dos Macabeus que rebelaram se e acabaram por humilhar o império Seleucida. Inicialmente, devido a tantas batalhas internas, os quatro reinos derivados do império grego estavam enfraquecidos e vulneráveis, e este era o momento do mais terrível dos animais visto por Daniel, terrível e assombroso, que ao somente conquistaria, mas, esmagaria as nações, estava surgindo o império romano.
Mas antes vamos estudar um pouco esta revolta do povo macabeu que terminou por arrasar os Seleucidas e se tornar no império Macabeu, pois quando chegaram as tropas romanas, elas encontram todas os reinos ao redor enfraquecidos e os subjuga tranquilamente, somente os macabeus foram derrotados anos mais tarde por Herodes o grande, um dos reis de uma região (Judéia) do império romano.
Dinastia dos Macabeus
A vida religiosa judaica, durante o século III a.C., veio a ser perturbada pela disputa política entre a dinastia seleucida, baseada na Síria, e a dinastia ptolemaica, baseada no Egito. Em 198 a.C. Antíoco III da Síria, tomou a Palestina, sendo bem recebido pela parcela pró-selêucidas de Jerusalém, principalmente porque Antioco promulgou decretos garantindo o direito dos judeus de viverem a Lei Mosaica e preservando a santidade do Templo. Em 190 a.C., Antíoco é derrotado pelos romanos na Ásia Menor, e foi assassinado em 187 a.C. Seu filho Antíoco IV Epífanes, é seu sucessor.
Antioco IV foi persuadido com suborno, a afastar o sumo sacerdote Onias, e a nomear o irmão deste, Jasão, que sendo helenista, fez o rei garantir a Jerusalém a condição de polis grega (cidade grega), com instituições cívicas apropriadas. Os fiéis judeus ficaram escandalizados com os novos costumes helênicos. Por exemplo, os jovens judeus no novo ginásio, participavam das competições atléticas desnudos, como era o costume grego dos jogos olímpicos. Mais ainda, quando Jasão é substituído, por efeitos de suborno, por Menelau, que não era membro dos saduceus, a família com direito hereditário ao sumo sacerdócio.
A disputa partidária entre Jasão e Menelau, levou Antioco IV, a reprimir com violência as lutas internas, reduzindo Jerusalém a condição de cidade-quartel, concentrando tropas sírias na “cidadela”, uma fortaleza no topo do monto do Templo. Em 169 a.C., promulgou um edito em favor da completa helenização da Judéia, proibiu a circuncisão, a observância do “shabbath” e a posse da Torá sob pena de morte; o Templo foi consagrado a Zeus, e realizavam-se sacrifícios de animais impuros ao deus pagão em seu altar. Sobre o judaísmo caíram o horror e o desânimo. Pela primeira vez na história, os judeus eram sujeitados à morte apenas por tentar praticar a sua fé.
O inicio da revolta
Num lugarejo a noroeste de Jerusalém, um velho sacerdote chamado Matatias desafiou a ordem do rei de fazer sacrifícios públicos aos deuses pagãos e matou o funcionário encarregado de obrigá-lo. Refugiou-se nas colinas rugosas da Judéia, com a família, para fazer guerrilha contra os helenizantes. Inicia-se a tradição dos Macabeus, porque um dos filhos de Matatias era apelidado de Macabeu (martelo). A história é contada em dois livros não incluídos no canôn judaico – 1º e 2º Macabeus.
Matatias faleceu em 164 a.C. Judas Macabeus, em dezembro de 164 a.C. estabelece o controle sobre toda a Judéia, conseguindo tomar Jerusalém. O Templo foi purificado e o sacrifício restaurado, um evento celebrado ainda no festival de Hanukkah.
A dinastia asmonéia
É a dominação dos descendentes de Matatias, por quase um século, que governaram o Estado judeu até a ascensão de Herodes Magno (“Herodes o grande”).
Os macabeus eram líderes enérgicos e habilidosos, tendo tornado a Judéia uma potência respeitável. No início do século I a.C. o estado judeu tomou toda a Palestina e parte da Transjordânia, alcançando assim seu maior tamanho desde os tempos de Salomão, tais coisas acontecerem sob a observação de Roma. O Estado asmoneu se faz às custas do abandono do legado espiritual dos seus ancestrais. Os asmoneus assumiram matizes helênicos. Politizaram o cargo de sumo sacerdote, transmitindo-o entre os membros de sua própria família. Os membros posteriores da dinastia assumiram o título de “reis”. Reprimiram com violência os fariseus, que se opuseram à mundanidade da família real.
No reinado de João Hircano, neto de Matatias, um grupo de sectários, os essênios, decidiu romper com o culto deturpado e ilegítimo no Templo, fundando a sua própria comunidade em Qumran, às margens do Mar Morto, e os seus próprios manuscritos, descobertos recentemente. A dinastia asmonéia termina com lutas internas entre os sucessores de Alexandre Janeu, bisneto de Matatias, um dos quais foi patrocinado por Antípater, idumeu, homem forte amigo de Roma. O efeito das disputas internas, culmina com a chegada do exército romano liderado por Pompeu em 63 a.C., que entrou em Jerusalém, sitiou o monte do Templo e tomou a cidade. A partir daí, todos os governos judeus se fazem através de Roma. O império Seleucida chegou a tomar (depois de 189 a.C.) toda a palestina, descendo pelo encosta do mar mediterrâneo, toda a Mesotopâmia. Nota: O Império Romano não foi estudado e sugerimos uma pesquisa individual para acrescentar a estes estudos.
Parte Quatro
Regiões Bíblicas
Ao lermos o texto bíblico, notamos tantas referencias geográficas que é quase impossível sabermos o que é cidade ou região. Na realidade havia muitas regiões que englobavam muitas cidades, por exemplo: a cidade de Cafarnaum ficava na Judéia, dentro de uma sub região chamada de Galiléia; haviam também duas cidades chamadas Antioquia, uma ficava na região da Síria, e a outra na Pisidia. Na verdade não há como mapear as áreas com exatidão, mas sempre alguns tentam fazer isto, e podem conseguir bons resultados.
Estudo sobre algumas Regiões
Muitas são as regiões, não vamos estuda-las todas, mas algumas somente.
Ásia
Nas Escrituras Gregas Cristãs, o termo "Ásia" é usado para se referir, não ao continente da Ásia, mas à província romana que ocupava a parte ocidental da Ásia Menor.
A província romana da Ásia incluía os países mais antigos da Mísia, da Lídia, da Cária, e, às vezes, parte da Frígia, bem como as ilhas adjacentes. Era assim limitada pelo mar Egeu e pelas províncias da Bitínia, da Galácia (que abrangia parte da Frígia) e da Lícia. As fronteiras eram precisas, contudo, são difíceis de definir, devido a repetidas alterações.
Inicialmente, a capital era Pérgamo, na Mísia, mas, durante o reinado de Augusto, foi transferida para Éfeso, mais para o sul. No ano 27 d.C., a província foi tornada senatorial, e, depois disso, foi governada por um procônsul. (At 19:38) Foi também dividida em 9 distritos jurisdicionais e subdividida em 44 distritos-cidades. Lucas, ao descrever as regiões das quais os judeus vieram a Jerusalém na época de Pentecostes do ano 33 d.C., alista a Ásia junto com as províncias da Capadócia, do Ponto e da Panfília. (At 2:9, 10; compare isso com 1 Pe 1:1.) Ele ali alista a Frígia à parte da Ásia, como o faz de novo em Atos 16:6. Plínio, o Velho, autor romano do primeiro século d.C., também fez isso. (Natural History [História Natural] V, XXVIII, 102)
O relato em Atos 16:6, 7, declara que Paulo foi ‘proibido pelo espírito santo de falar a palavra dentro do distrito da Ásia’ quando viajava em direção O, na sua segunda viagem missionária (c. 49-52 d.C.). Portanto, passou pela Frígia e pela Galácia, em direção ao N, rumo à província da Bitínia, mas de novo foi desviado para o O, através da Mísia, até o porto marítimo de Trôade, o ponto natural de embarque para a Macedônia. Aqui, Paulo teve sua visão, convidando-o: "Passa à Macedônia e ajuda-nos." (At 16:9) Assim, ainda que Paulo realmente passasse pela parte setentrional da província da Ásia, ele não gastou tempo ali, senão na sua viagem de volta, depois de terminar seu trabalho na Macedônia e na Acáia. Passou então um curto tempo em Éfeso, pregando na sinagoga, e, ao partir, prometeu voltar. — At 18:19-21.
Durante sua terceira viagem (c. 52-56 d.C.), Paulo passou mais de dois anos em Éfeso, com o resultado de que "todos os que habitavam no distrito da Ásia, tanto judeus como gregos, ouviram a palavra do Senhor". (At 19:1-10, 22) Foi evidentemente nesta ocasião (c. 55 d.C.), em Éfeso, que Paulo escreveu sua primeira carta aos coríntios, aos quais ele enviou saudações das "congregações da Ásia", destarte indicando bom progresso. (1Co 16:19) Quando escreveu a sua segunda carta aos coríntios, mais tarde, da Macedônia, ele fez referência às dificuldades e ao grave perigo passados na Ásia. (At 19:23-41; 2Co 1:8). Na sua viagem de retorno, não desejando gastar mais tempo na Ásia, Paulo velejou ao largo de Éfeso, tocou na ilha de Samos, e, desembarcou em Mileto, na Cária, parte da província da Ásia, ponto ao qual convidou os "anciãos" da congregação de Éfeso, para terem uma reunião com ele. — At 20:15-18.
Quando viajou para Roma, para seu primeiro julgamento (c. 60/61 d.C.), que resultou das ações de uma turba em Jerusalém, instigada pelos "judeus da Ásia" (At 21:27, 28; 24:18, 19; compare isso com Atos 6:9), Paulo inicialmente embarcou num navio que iria a "lugares ao longo da costa do distrito da Ásia", mas, então, passou para outro navio em Mirra, na província vizinha da Lícia. — At 27:2- 6. As palavras de Paulo em 2 Timóteo 1:15, evidentemente escritas em Roma por volta do ano 65 d.C., podem indicar que a forte perseguição que então começara a grassar contra os cristãos, movida pelas autoridades romanas, tinha agora movido muitos ‘homens cristãos da Ásia’ a evitar associar-se com o encarcerado apóstolo Paulo, desviando-se de Paulo num tempo crítico. A expressão "todos os homens do distrito da Ásia" não subentende um desvio total de todos os cristãos da Ásia, porque Paulo, logo depois, elogiou a Onesíforo, que era evidentemente habitante de Éfeso. — 2Ti 1:16-18; 4:19.
A continuidade da fé cristã é também manifesta no livro de Revelação e nas sete mensagens enviadas por João a sete congregações em cidades destacadas da Ásia: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia, a maioria destas congregações sendo elogiadas por terem perseverado em tribulação. (Apocalipse 1:4, 11; 2:2, 3, 9, 10, 13, 19; 3:10) João estava então (c. 96 d.C.) na ilha de Patmos, a uma curta distância da costa da província da Ásia. Crê-se, em geral, que o relato evangélico de João e suas três cartas foram escritas em Éfeso, ou nas suas proximidades, após a sua soltura de Patmos.
Canaã
Vejamos abaixo, um estudo sobre a região de Canaã – assim ficou conhecido todo o território da palestina desde os tempos de Abraão, nos mapas acima ele equivale a Fenícia, Judéia e parte da Síria.
Tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos Caldeus, a fim de ir para a terra de Canaã; e vieram até Harã, e ali habitaram.” (Gn 11.31).
Abrão levou consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhes acresceram em Harã; e saíram a fim de irem à terra de Canaã; e à terra de Canaã chegaram.” (Gn 12.5)."
Localização e descrição da terra de Canaã
Canaã é uma faixa de terra estreita e montanhosa entre a costa do Mediterrâneo e a orla do deserto, desde Gaza, no sul, até Emat, no norte, às margens do Orontes. Canaã significa "terra da púrpura". Deve seu nome a um produto local muito cobiçado na Antiguidade.
Desde os tempos mais primitivos, seus habitantes extraíam de um caracol do mar, do gênero Murex, nativo dessa região, a tinta mais famosa do mundo antigo, a púrpura. Era tão rara, tão difícil de extrair e, por isso mesmo, tão cara, que só os ricos podiam adquirí-la. As vestes tingidas de púrpura eram consideradas em todo o antigo Oriente sinal de alta categoria. Os gregos chamavam fenícios aos fabricantes e tintureiros de púrpura da costa do Mediterrâneo, e a sua terra, Fenícia, que na língua deles significava "púrpura". A terra de Canaã é também o berço de dois fatos que comoveram profundamente o mundo: a palavra "Bíblia" e o nosso alfabeto. Uma cidade fenícia deu nome a palavra que designa "livro" em grego; de Biblos, cidade marítima de Canaã, originou-se "biblion" e desta, mais tarde, "Bíblia". No século IX a.C. os gregos tomavam de Canaã as letras do nosso alfabeto.
A parte da região que viria a ser a pátria do povo de Israel foi batizada, pelos romanos, com o nome dos seus mais acérrimos inimigos: o nome "Palestina" é derivado de "pelishtim", como são designados os filisteus no Velho Testamento. Habitavam a parte meridional da costa de Canaã ...todo Israel, desde Dã até Bersabé (1Sm 3.20). Assim descreve a Bíblia a extensão da Terra Prometida, isto é, das nascentes do Jordão, nas faldas do Hermon, até as colinas situadas a leste do mar Morto, e até o Neguev, na Terra do Meio-Dia.
Vista num globo terrestre, a Palestina é apenas uma manchinha na nossa Terra, um pequeno traço. Hoje, as fronteiras do antigo reino de Israel podem ser percorridas comodamente num dia, de automóvel. Com duzentos e trinta quilômetros de norte a sul, trinta e sete de largura nas partes mais estreitas, vinte e cinco mil cento e vinte e quatro quilômetros quadrados de superfície, o reino de Israel tinha o tamanho da Sicília. Só foi maior durante alguns decênios de sua movimentada história. Sob o reinado dos famosíssimos reis Davi e Salomão, o território do Estado chegava até a extremidade do mar Vermelho em Asiongaber, no sul, e, no norte, ia além de Damasco, abrangendo parte da Síria. O atual Estado de Israel é, com seus vinte mil setecentos e vinte quilômetros quadrados, cerca de um quinto menor do que foi o reino de seus antepassados.
Nunca floresceram ali ofícios e indústrias cujos produtos fossem procurados pelo resto do mundo. Cortada por colinas e cadeias de montanhas, cujas cumeadas se erguem até mil metros de altura e mais, limitada ao sul e a leste por estepes e desertos, ao norte pelos montes do Líbano e pelo Hermon, a oeste pela costa plana, inadequada para portos de mar, era qual uma pobre ilha entre os grandes reinos do Nilo e do Eufrates, situada na fronteira entre dois continentes. A leste do delta do Nilo, termina a África. Além de um deserto árido de cento e cinquenta quilômetros de largura, começa a Ásia e no seu limiar está a Palestina.
Sua história e sua importância
Se ela, no curso de sua história acidentada, foi continuamente envolvida nos grandes acontecimentos do mundo, isso se deve a sua situação. Canaã constitui o elo entre o Egito e a Ásia. A mais importante estrada comercial do mundo antigo atravessava esse país. Mercadores e caravanas, tribos e povos errantes percorriam esse caminho, por onde seguiriam mais tarde, também, os exércitos dos conquistadores. Egípcios, assírios, babilônios, persas, gregos e romanos, uns após outros, fizeram da terra e seus habitantes joguetes de seus interesses econômicos, estratégicos e políticos. O gigante do Nilo foi movido por interesses comerciais quando, no terceiro milênio antes de Cristo, como primeira das grandes potências estendeu seus tentáculos até a velha Canaã.
"Conduzimos quarenta navios carregados de troncos de cedro / Construímos navios de madeira de cedro / Um, o navio Louvor dos Dois Países, com cinquenta metros de comprimento / E dois navios de madeira de meru, com cinquenta metros de comprimento / Fizemos as portas do palácio do rei de madeira de cedro." Este é o teor do mais antigo registro de importação de madeira do mundo, expedido por volta de 2700 a.C. Os dados sobre esse transporte de madeira, feito durante o reinado do Faraó Snefru, estão gravados numa tabuinha de duro diorito preto, tesouro conservado no Museu de Palermo. Naquele tempo, as encostas do Líbano eram cobertas de espessos bosques. A madeira de lei de seus cedros e merus, espécie de conífera, era muito apreciada pelos faraós para suas construções.
Já quinhentos anos antes de Abraão florescia um comércio de importação e exportação nas costas de Canaã. Na terra do Nilo trocavam-se ouro e especiarias da Núbia, cobre e turquesa das minas do Sinai, linho e marfim por prata do Tauro, artefatos de couro de Biblos, vasos vidrados de Creta. Os ricos mandavam tingir suas vestes com púrpura nas grandes tinturarias da Fenícia. Para as damas da corte produziam um maravilhoso azul de lápis-lazúli, as pálpebras pintadas de azul eram a grande moda, e estíbio, cosmético para os cílios, altamente apreciados pelo mundo feminino.
Nas cidades marítimas de Ugarit (hoje Ras Shamra) e Tiro estabeleciam-se cônsules egípcios, a fortaleza marítima de Biblos era colônia egípcia, levantavam-se monumentos faraônicos nessas cidades e príncipes fenícios tomavam nomes egípcios.
Mas se as cidades costeiras ofereciam um aspecto de vida ativa, próspera, opulenta mesmo, a poucos quilômetros para o interior começava um mundo de vívidos contrastes. Os montes do Jordão eram um eterno foco de inquietação. Eram incessantes os ataques de nômades as populações sedentárias, as rebeliões e as contendas entre cidades. Como isso punha em perigo o caminho das caravanas ao longo da costa do Mediterrâneo, os egípcios tinham que organizar expedições punitivas para chamar à razão os desordeiros. A inscrição encontrada no túmulo do egípcio Uni dá-nos uma descrição minuciosa da maneira como foi organizada uma dessas expedições punitivas por volta de 2350 a.C. O comandante militar Uni recebe do Faraó Fiops I ordem de organizar um exército para atacar os beduínos asiáticos que invadiram Canaã. Eis o que ele informa sobre a campanha:
"Sua Majestade fez guerra aos habitantes da areia asiática e organizou um exército: em todas as regiões meridionais ao sul de Elefantina... por todo o norte... e entre os núbios de Jertet, os núbios de Mazói e os núbios de Jenam. Fui eu que fiz o plano de todas elas..." O alto grau de disciplina das variegadas forças combatentes é devidamente elogiado. Assim ficamos sabendo as coisas cobiçáveis que havia em Canaã: "Nenhum deles roubou... sandálias de alguém que vinha pelo caminho... Nenhum deles tomou pão de ninguém na cidade; nenhum deles arrebatou uma cabra a ninguém". O comunicado de Uni anuncia um grande sucesso e contém, além disso, valiosas informações sobre a terra: "O exército do rei voltou são e salvo depois de haver devastado o país dos habitantes da areia... depois de destruir as suas fortalezas... Depois de haver derrubado seus figueirais e vinhas... depois de aprisionar grandes multidões... Cinco vezes Sua Majestade me mandou percorrer a terra dos habitantes da areia por causa de suas rebeliões..."
Assim entraram na terra dos faraós, como prisioneiros de guerra, os primeiros semitas, no Egito chamados com desprezo "habitantes da areia". Chu-Sebek, ajudante de ordens do rei egípcio Sesóstris III, escreveu quinhentos anos depois um comunicado de guerra, o qual, gravado na época em uma pedra comemorativa, conservou-se em Abidos, no curso superior do Nilo: "Sua Majestade marchou para o norte a fim de derrotar os beduínos asiáticos... Sua Majestade chegou a uma região com o nome de Sekmem... Então caiu Sekmem com a mísera Retenu..."
Os egípcios designavam a terra da Palestina e Síria com o nome de "Retenu". Sekmem é a cidade bíblica de Siquém, a primeira cidade de Canaã que Abraão encontrou em sua peregrinação (Gn 12.6). Com a expedição de Sesóstris III por volta de 1850 a.C., encontramo-nos em plena época dos patriarcas. Entrementes, o Egito havia tomado toda Canaã; o país estava sob a autoridade dos faraós. Graças aos arqueólogos, o mundo possui um documento único dessa época, um tesouro da literatura antiga. O autor é um certo Sinuhe, do Egito. O lugar da ação: Canaã. A época: entre 1971 e 1982 a.C., no reinado do Faraó Sesóstris I.
Sinuhe, personagem importante, frequentador da corte, vê-se envolvido numa intriga política. Temendo por sua vida, emigra para Canaã: "... Quando dirigi meus passos para o norte, cheguei ao muro dos príncipes, construído para manter à distância os beduínos e dominar os vagabundos da areia (nome depreciativo que os egípcios gostavam de dar aos seus vizinhos nômades do leste e do nordeste. A esses pertenciam também as tribos ainda não sedentárias de Canaã e Síria). Escondi-me em um bosque com medo de ser visto pela guarda que estava de serviço na muralha. Só a noitinha me pus de novo a caminho. Quando aclarou... quando cheguei ao lago Amargo (lago ainda hoje assim chamado, localizado no istmo de Suez), caí. A sede me dominou e tinha a garganta em fogo. Disse eu: tal é o sabor da morte! Mas, reanimando o coração e reunindo todas as forças dos membros, ouvi o mugido de gado e avistei beduínos. O chefe deles, que tinha estado no Egito, reconheceu-me. Deu-me água, aqueceu leite para mim e eu fui com ele para sua tribo. O que eles me fizeram foi bom".
A fuga de Sinuhe foi bem sucedida. Conseguiu transpor secretamente a muralha que existia na fronteira do reino dos faraós, no lugar exato onde passa hoje o Canal de Suez. Essa "muralha dos príncipes" tinha já então algumas centenas de anos. Um sacerdote a menciona já em 2650 a.C.: "Será construída a "muralha dos príncipes" para evitar a penetração dos asiáticos no Egito. Eles pedem água... para darem de beber aos seus rebanhos". Mais tarde, os filhos de Israel deveriam transpor esse muro com frequência; não havia outro caminho para o Egito. Abraão deve ter sido o primeiro deles a avistá-lo, quando, numa crise, se dirigiu para a terra do Nilo (Gn 12.10).
Sinuhe prossegue: "De uma terra fui passando a outra. Cheguei a Biblos (cidade marítima fenícia, ao norte da atual Beirute) e a Kedme (região deserta a leste de Damasco) e ali permaneci ano e meio. Ammiênchi (nome semita ocidental, amorita), príncipe do Alto Retenu (nome da região montanhosa ao norte da Palestina), chamou-me para junto de si e disse-me: "Tu estarás à vontade na minha casa e ouvirás falar egípcio". Isso ele disse porque sabia quem eu era. Alguns egípcios (naquele tempo, havia emissários do faraó por toda parte em Canaã e na Síria) que viviam com ele tinham-lhe falado a meu respeito".
Ficamos sabendo tudo o que se passou com o fugitivo egípcio no norta da Palestina, até os menores detalhes da vida cotidiana. "Ammiênchi disse-me: Nao há dúvida de que o Egito é belo, mas tu ficarás aqui comigo e o que eu fizer por ti também será belo".
Colocou-me acima de todos os seus filhos e casou-me com sua filha mais velha. Deu-me a escolher do melhor da terra que possuía e eu escolhi um trecho que ficava na fronteira de outro país. Era uma bela terra que tinha o nome de Jaa. Havia nela figos e uvas e mais vinho que água. Seu mel era copioso, abundante o seu azeite e de suas árvores pendia toda a espécie de frutas. Havia nela também trigo, cevada e rebanhos sem conta. Muito me veio da minha popularidade. Ele me fez príncipe de sua tribo na melhor parte do seu país. Diariamente eu bebia vinho, comia pão, carne cozida e ganso assado, além de caça do deserto que abatiam para mim, sem falar da que apanhavam os meus cães de caça... e leite, preparado de diversas maneiras. Assim passei muitos anos, e meus filhos se tornaram homens fortes, cada um deles o mais valente da sua tribo.
O mensageiro que, partindo do Egito, seguia para o norte, ou viajava para o sul a caminho da corte, detinha-se em minha casa (isso permite supor um comércio ativo entre o Egito e a Palestina); eu dava asilo a todo mundo. Dava água aos que tinham sede, conduzia os transviados o caminho certo, protegia os que eram assaltados. "Quando os beduínos partiam para combater os príncipes de outras terras, eu organizava suas campanhas. Pois o príncipe de Retenu confiou-me durante muitos anos o comando de seus guerreiros e em cada terra que eu entrava, fazia... e... de suas pastagens e suas fontes. Eu capturava os rebanhos, expulsava as populações e apoderava-me das provisões. Matava os adversários com minha espada e o meu arco (o arco é a arma típica do Egito), valendo-me da minha destreza e de meus golpes hábeis."
Das muitas aventuras que passou entre os "asiáticos", a que mais parece ter impressionado Sinuhe foi um duelo de vida ou morte que ele descreve em seus mínimos detalhes. Um "valentão de Retenu" zombou dele em sua tenda e desafiou o para a luta. Ele tinha a certeza de que mataria Sinuhe e assim se apossaria de seus rebanhos e propriedades. Porém Sinuhe, que, como egípcio, fora desde a juventude adestrado no manejo do arco, matou com uma flechada no pescoço o "valentão", que avançou para ele armado de escudo, punhal e lança. A presa que resultou desse duelo tornou-o ainda mais rico e poderoso.
Já muito velho, foi acometido pela saudade da pátria. Uma carta de seu Faraó Sesóstris I convidava-o a voltar: "... Põe-te a caminho e volta para o Egito a fim de tornares a ver a corte em que foste criado e beijares a terra junto as duas grandes portas... Pensa no dia em que te levarão a sepultura e serás venerado. Serás preparado à noite com óleo e com faixas da deusa Tait (embalsamamento). No dia do teu sepultamento, terás um cortejo. O caixão será de ouro e a cabeça de lápis-lazúli, e serás colocado no esquife. Serás puxado por bois, a tua frente marcharão cantores e a porta do teu túmulo será dançada a dança dos anões. Serão recitados ofertórios para ti e haverá sacrifícios no teu altar. Tuas colunas serão construídas de pedra calcária entre as dos filhos de rei. Não permitirei que morras em terras estrangeiras e sejas sepultado pelos asiáticos e envolto numa pele de carneiro".
O coração de Sinuhe se enche de júbilo. Decide-se imediatamente pelo regresso, lega seus haveres aos filhos e nomeia o filho mais velho "chefe da tribo". Tal era o costume entre os nômades semitas. Assim era também entre Abraão e seus descendentes. Era o direito hereditário dos patriarcas, que depois se tornou lei em Israel. "E toda a minha tribo e todos os meus haveres passaram a pertencer-lhe, minha gente e todos os meus rebanhos, meus frutos e todas as árvores doces (tamareiras). Então parti para o sul." Até as fortalezas do Egito foi escoltado por beduínos, daí uma delegação do faraó levou-o de navio até a capital situada ao sul de Mênfis.
Que contraste. De uma tenda para o palácio do rei, da vida simples e arriscada para a segurança e o luxo de uma metrópole altamente civilizada. "Ali encontrei Sua Majestade sentado no grande trono do salão de ouro e prata. Depois foram chamados os filhos do rei. Sua Majestade disse à rainha: "Vê Sinuhe que volta feito asiático e se tornou beduíno!" Ela soltou um grande grito e os filhos do rei gritaram todos ao mesmo tempo. Disseram a Sua Majestade: "Isso não é verdade, meu senhor rei". Sua Majestade respondeu: "É de fato verdade!." Fui conduzido para um palácio principesco, escreve Sinuhe entusiasmado, no qual havia coisas maravilhosas e até um quarto de banho... Havia lá, da casa do tesouro, vestes reais de linho, mirra e o óleo mais fino.
Funcionários do palácio, que o rei estimava, estavam em cada um dos aposentos, e cada cozinheiro fazia o seu dever. Foram tirados os anos do meu corpo. Cortaram-me a barba e pentearam-me o cabelo. Um peso foi abandonado à terra estrangeira (isto é, a sujeira que lhe tiraram ao lavá-lo) e as vestes toscas aos nômades da areia. Envolveram-me em fino linho e ungiram-me o corpo com o melhor óleo do país. Tornei a dormir numa cama!... Assim vivi honrado pelo rei, até que chegou o dia do passatempo. Era um best seller sobre Canaã. A história de Sinuhe não existia apenas em um exemplar. Foram encontrados diversos. Devia ser uma obra muito procurada, pois mereceu várias "edições". Sua leitura deve ter deliciado o público não só do médio mas também do novo império do Egito, como se deduz pelas cópias encontradas. Foi, por assim dizer, um best seller, o primeiro do mundo, e precisamente sobre Canaã.
Os pesquisadores que o desenterraram no começo deste século ficaram tão entusiasmados com ele como os contemporâneos de Sinuhe há quatro mil anos, mas tomaram-no por uma história bem imaginada, se bem que destituída de toda realidade. Assim se tornou a história de Sinuhe uma mina para os egiptólogos estudiosos da escritura, mas sem sentido para os historiadores. E, enquanto se discutia sobre o sentido do texto, sobre os signos e a sintaxe, o conteúdo da história ia caindo no esquecimento.
A história de Sinuhe e a Bíblia
Entretanto, Sinuhe foi reabilitado. Hoje, sabemos que o egípcio escreveu uma história verdadeira sobre a Canaã daquele tempo, a Canaã por onde, possivelmente, vagueava Abraão. Devemos a textos hieroglíficos sobre campanhas egípcias os primeiros testemunhos sobre Canaã. Eles concordaram perfeitamente com a descrição de Sinuhe. Por outro lado, o relato desse aristocrata egípcio concorda em algumas passagens quase literalmente com certos versículos da Bíblia muito citados. Porque o Senhor teu Deus te introduzirá numa terra boa (Dt 8.7).
"Era uma bela terra", diz Sinuhe. Terra, continua a Bíblia, de trigo, de cevada, de vinhas, onde nascem figueiras... "Ali havia cevada e trigo, havia figos e uvas", conta Sinuhe. E onde a Bíblia diz: Uma terra de azeite e de mel, onde, sem nenhuma escassez, comerás o teu pão, diz o texto egípcio: "Seu mel era copioso e abundante o seu azeite. Diariamente eu comia pão". A descrição que Sinuhe faz de seu modo de vida entre os amoritas, na tenda, cercado de seus rebanhos e envolvido em lutas com orgulhosos beduínos, que ele precisa afastar de suas pastagens e de suas fontes, corresponde a descrição bíblica da vida dos patriarcas. Também Abraão e seu filho Isaac tem contendas por causa das suas fontes (Gn 21.25; 26.15, 20).
Os resultados de conscienciosas pesquisas comprovam melhor que tudo o cuidado e a precisão com que a Bíblia descreve as condições de vida naquele tempo. Pois a abundância de documentos e monumentos recém-descobertos permite-nos fazer hoje “uma reconstituição plástica e fiel das circunstâncias de vida em Canaã na época do advento dos patriarcas’.
Canaã à quase 4 milênios atrás
Canaã, por volta de 1900 a.C., era apenas esparsamente povoada. Era, a bem dizer, uma verdadeira terra de ninguém. Aqui e além, no meio de campos cultivados, erguia-se um burgo fortificado. Nas encostas circunjacentes havia vinhedos, figueiras e palmeiras. Os habitantes viviam em permanente estado de alerta, as povoações, pequenas e muito isoladas, eram objeto de audaciosos assaltos dos nômades. Súbita e inesperadamente, os nômades surgiam, derrubavam tudo, levando o gado e as colheitas. Com a mesma rapidez com que surgiam, desapareciam, e não havia meio de encontrá-los nas vastas planícies de areia ao sul e a leste. Era incessante a luta entre os lavradores e criadores de gado que se tornaram sedentários e as tribos de salteadores que não conheciam habitação fixa e cujo teto era uma tenda de pele de cabra aberta em qualquer parte ao ar livre sob o vasto céu do deserto. Por essa região insegura vagueou Abraão com Sara, sua mulher; Ló, seu sobrinho, sua gente e seus rebanhos.
E tendo lá chegado, Abraão atravessou este país até o lugar de Siquém, até o vale ilustre... E o Senhor apareceu a Abraão, e disse-lhe: eu darei esta terra aos teus descendentes. Naquele lugar edificou um altar ao Senhor, que lhe tinha aparecido. E, passando dali ao monte, que estava ao oriente de Betel, aí levantou a sua tenda, tendo Betel a ocidente, e Hai a oriente. Aí edificou também um altar ao Senhor, e invocou o seu nome. Abraão continuou a sua viagem, andando e avançando para o meio-dia (Gn 12.5-9).
Mais inscrições, desta vez em vasos e estatuetas
Em 1920, foram encontrados no Nilo alguns cacos notáveis, a maioria deles procedente de Tebas e de Sacara. Arqueólogos berlinenses adquiriram alguns, outros foram para Bruxelas e o resto foi enviado para o Museu do Cairo. Manejados por mãos cuidadosas de especialistas, esses fragmentos transformaram-se de novo em vasos e estatuetas, e as inscrições que neles apareceram foram o que mais surpreendeu. Esses textos estão cheios de terríveis pragas e maldições, como esta:
"Morte a todo aquele que disser más palavras e conceber maus pensamentos, a todo aquele que pronunciar maldições, que praticar más ações e tiver maus propósitos". Estas e outras ameaças se dirigiam de preferência a cortesãos e nobres egípcios, mas também a governadores de Canaã e da Síria. Segundo uma antiga superstição, no mesmo instante em que o vaso ou a estatueta se quebrasse, seria destruída também a força do amaldiçoado. Frequentemente, as palavras abrangiam a família, os servos e até a própria casa da pessoa amaldiçoada.
Os textos mágicos continham nomes de cidades como Jerusalém (Gn 14.19), Ascalão (Jz 1.18), Tiro (Js 18.29), Assor (Js 11.1), Betsomes (Js 15.10), Afec (Js 12.18), Acsaf (Js 11.1), e Chechém (isto é, Siquém). Uma prova convincente de que os lugares mencionados na Bíblia já existiam nos séculos XIX e XVIII a.C., pois os vasos e estatuetas são dessa época. Duas dessas cidades foram visitadas por Abraão. Ele se encontra com Melquisedec, "rei de Salém" (Gn 14.18) em seu caminho para Jerusalém. Sabe-se onde fica Jerusalém, mas onde estaria situada Siquém?
É encontrada a cidade de Siquém
No coração de Samaria, há um vale extenso e plano, acima do qual se erguem os altos cumes do Garizim e do Ebal. Campos bem cultivados circundam Askar, uma aldeiazinha da Jordânia. Perto dessa aldeia, ao fundo do Garizim, foram encontradas as ruínas de Siquém.
Foi obra do arqueólogo alemão Prof. Ernst Sellin. Em escavações que duraram dois anos, 1913 e 1914, vieram a luz do dia camadas da mais alta antiguidade. Sellin encontrou restos de muros do século XIX a.C. Pouco a pouco foi tomando forma um gigantesco muro circundante com sólidos alicerces, tudo toscamente talhado em blocos de rocha feldspática. Alguns desses blocos mediam até dois metros de espessura. Os arqueólogos designam esse tipo de construção com o nome de "muros ciclópicos". O muro era reforçado por um talude. Os construtores de Siquém não só tinham guarnecido a muralha de dois metros de largura com pequenas torres, mas haviam-lhe sobreposto ainda uma muralha de terra. Foram também surgindo dos escombros as ruínas de um palácio. O acanhado pátio quadrangular, rodeado por uns poucos compartimentos de grossas paredes, mal poderia merecer o nome de palácio.
Como Siquém, eram todas as cidades de Canaã cujos nomes temos ouvido tantas vezes e diante das quais os israelitas sentiram tanto medo no princípio. Salvo poucas exceções, conhecemos todas as construções notáveis daquele tempo. A maioria só foi relevada pelas escavações nas três últimas décadas. Durante milênios, ficaram enterradas e agora se apresentam completas aos nossos olhos, e entre elas as muitas cidades cujos muros os patriarcas devem ter visto: Bétel e Mispa, Gerar e Lakish, Gézer e Ghat, Ascalão e Jericó. Se alguém quisesse escrever a história da construção de cidades e fortalezas de Canaã, não teria grande dificuldade em fazê-lo, dada a abundância de material existente até o terceiro milênio antes de Cristo.
Como era Canaã e suas cidades
As cidades de Canaã eram burgos fortificados, lugares de refúgio em tempos de guerra, quer devido a ataques súbitos de tribos nômades, quer devido a hostilidades dos cananeus entre si. As poderosas muralhas de pedra circundavam sempre uma pequena superfície pouco maior que a Praça de São Pedro de Roma. É verdade que cada cidade fortaleza tinha abastecimento de água, mas não havia nenhuma que pudesse abrigar permanentemente uma população numerosa. Em comparação aos palácios e metrópoles da Mesopotâmia ou do Nilo, eram insignificantes. Em sua maioria, as cidades de Canaã caberiam comodamente no palácio dos reis de Mari.
Em Tell el Hesi, indubitavelmente a bíblica Eglon, a antiga fortaleza circundava uma superfície de meio hectare apenas. Em Tell el Safy (antiga Ghat), cinco hectares, em Tell el Mutsellim (outrora Megido), mais ou menos a mesma coisa, em Tell el Zakariyah (a bíblica Aseca), menos de quatro hectares, Gézer, na estrada de Jerusalém para o porto de Jafa, abrangia nove hectares de superfície construída. Mesmo na reconstruída Jericó, o espaço cercado pela fortificação interior, a acrópole propriamente, cobria apenas uma superfície de dois hectares. E, contudo, Jericó era uma das fortificações mais poderosas do país. Lutas encarniçadas entre os chefes de tribos estavam na ordem do dia. Faltava a mão ordenadora da autoridade. Cada chefe mandava em seu território. Ninguém mandava nele, que fazia o que bem lhe aprazia. A Bíblia chamava os cabeças de tribo reis e, quanto ao que se referia ao poder e independência, tinha razão.
Entre os chefes de tribo e seus súditos havia uma relação patriarcal. Dentro dos muros viviam apenas o chefe, as famílias patrícias, os representantes do faraó e os comerciantes ricos. Só eles moravam em casas sólidas e firmes, em geral de um andar, constituídas de quatro a seis cômodos dispostos em volta de um pátio aberto. Casas patrícias com um segundo andar eram relativamente raras. O resto da população (gente de séquito, escravos, servos) morava em rudes choupanas de barro ou folhagem, fora dos muros. Deviam levar uma vida miserável. Desde os tempos mais primitivos, dois caminhos se cruzavam na planície de Siquém. Um deles descia para o vale do Jordão. O outro seguia para o sul, subindo as montanhas solitárias, até Bétel e, mais para lá, passando por Jerusalém, até o Neguev, o país do meio-dia da Bíblia. Quem tomava por este último encontrava apenas algumas povoações na região montanhosa central de Samaria e Judá: Siquém, Bétel, Jerusalém e Hebron.
Quem preferia o caminho mais cômodo encontrava as cidades maiores e as fortalezas mais importantes dos cananeus, situadas nos opulentos vales da planície de Israel, no fértil litoral de Judá e em meio da vegetação luxuriante do vale do Jordão.
Abraão e seu caminho por Canaã
Para sua primeira viagem de exploração através da Palestina, Abraão escolheu o caminho solitário e penoso que seguia para o sul, pelas montanhas. Pois aí as encostas cobertas de florestas ofereciam ao forasteiro proteção e abrigo e ricos pastos nas clareiras para o gado que conduzia. Mais tarde, ele e sua gente tornaram a seguir esses mesmos caminhos difíceis das montanhas e o mesmo fizeram os outros patriarcas diversas vezes, em uma e outra direção. Por mais que os férteis vales da planície o tentassem constantemente, Abraão preferiu sempre o caminho da montanha, pois com os arcos e fundas de sua gente não estaria a altura de se medir com os cananeus, armados de espadas e lanças. Assim, Abraão não se atrevia a deixar as montanhas.
Região da Galiléia
Região setentrional da antiga Palestina, correspondente à parte norte do atual Estado de Israel, a Galiléia foi palco de muitos episódios da vida de Cristo. São imprecisas suas fronteiras bíblicas, mas sabe-se que fazia parte do território ocupado pela tribo dos neftalitas.
A Galiléia atual limita-se ao sul pela Samaria e pela região do Carmelo, a leste pelo rio Jordão, a norte pelo rio Leontes e a oeste pelo mar Mediterrâneo. Divide-se geograficamente em duas áreas, a alta e a baixa. Integram a alta Galiléia, que de certo modo é uma continuação do Líbano, montanhas separadas por desfiladeiros e gargantas estreitas. A baixa Galiléia é uma região de colinas. Ambas são bem servidas de chuvas e têm clima ameno e temperado. A desagregação das camadas de lavas, espalhadas sobre a região pelo vulcanismo de antigas eras geológicas, fez surgir um solo reconhecidamente fértil. Nas vertentes das montanhas se cultiva trigo, aveia, centeio e milho. Toda a região é sujeita a terremotos.
Zefat (Safed ou Safad), que durante a Idade Média era o principal centro da Cabala, doutrina mística e esotérica do judaísmo, é a principal cidade da alta Galiléia. Na baixa Galiléia, Nazaré, maior centro urbano árabe da área, é objeto de peregrinação cristã por sua ligação com a infância de Jesus. Destacam-se ainda Kefr Kenna e, perto desta, Kana, ambas de possível identificação com Canaã, várias vezes mencionada nos Evangelhos; e ainda Tiberíades, uma das cidades sagradas do judaísmo, fundada por Herodes Antipas à época do domínio romano. A maioria dos discípulos de Cristo, quatro dos quais eram pescadores, provinha da região do mar da Galiléia, formado pelo rio Jordão, e também chamado, nos Evangelhos, mar de Tiberíades e lago de Genesaré.
História
A Galiléia foi originariamente habitada por montanheses habituados desde a infância à luta em defesa de suas férteis terras. Nela se entrincheiravam os cananeus, quando os hebreus tomaram posse da Palestina. O Livro dos Juízes dá a entender que, mesmo após a conquista por Josué, os dois povos compartilharam a área. A Galiléia integrou o reino de Davi e de Salomão (século X a.C.), mas a morte deste último acarretou a divisão do reino em dois e a Galiléia passou ao domínio do reino de Israel.
Em 734 a.C., a vitória do rei assírio Tiglat-pileser III sobre os israelitas provocou o exílio de grande parte da população judaica da Galiléia. Mais tarde, a região tornou-se conhecida como lugar da infância e do ministério público de Jesus, que ali realizou a maior parte de seus milagres. Com a destruição, pelos romanos, do segundo Templo de Jerusalém, no ano 70 da era cristã, o centro da cultura judaica na Palestina mudou-se para a Galiléia. Empobrecida após a conquista árabe, em 636, a região só ergueu-se nos tempos modernos como resultado de iniciativas sionistas de colonização, desencadeadas em 1882 com a construção da aldeia de Rosh Pinna (em hebraico, "pedra angular"). A partir daí, criaram-se vários assentamentos, cuja importância ficou evidenciada nas negociações para a inclusão de toda a Galiléia no mandato britânico, em 1920.
O plano de partilha aprovado pelas Nações Unidas em novembro de 1947 previa a divisão da Galiléia entre Israel e um futuro estado árabe na Palestina, mas toda a região ficou com aquele país depois do conflito árabe-israelense de 1948-1949. Na década de 1950, a drenagem do lago Hula, ao norte do mar da Galiléia, acarretou grandes mudanças à geografia física da Palestina: o vale do Hula transformou-se num fértil território cultivável e o alto curso do rio Jordão se retificou.
Mesopotâmia
Berço de alguma das mais ricas civilizações humanas, a Mesopotâmia viu surgir os primeiros impérios, as primeiras cidades da antiguidade e algumas importantes invenções do homem, como a escrita e a legislação. A Mesopotâmia (em grego, região entre rios) está situada na região delimitada pelos rios Tigre e Eufrates, no sudoeste da Ásia. Embora seus limites variassem em diferentes períodos de sua história, de modo geral a Mesopotâmia abrangia, na antiguidade, o território do atual Iraque, ficando ao norte a cordilheira dos Taurus, que a separa da Armênia, ao sul o golfo Pérsico, a oeste a Assíria e a leste a Síria.
O limite entre as regiões norte, montanhosa, e a sul, plana, era a zona de Bagdá, onde mais se aproximam os rios Tigre e Eufrates. Os romanos as denominaram, respectivamente, Mesopotâmia e Babilônia. Muitos grupos étnicos tentaram fixar-se na região, e esses movimentos migratórios acabaram por fazer surgir importantes civilizações, como a dos assírios, que ocuparam a área montanhosa, e a dos sumérios e babilônios, instalados nas planícies do sul. A essência da cultura suméria se manteve mesmo após a desintegração do estado sumério e por isso pode-se, apesar da grande diversidade dos grupos étnicos, falar de uma civilização mesopotâmica.
A Bíblia, o relato de Heródoto e os textos do sacerdote babilônio Berossos, estes datados de aproximadamente 300 a.C. eram, até o fim do século XIX, as únicas fontes de informação sobre a história da Mesopotâmia. As escavações iniciadas em meados do mesmo século, no território do Iraque, e a decifração dos caracteres cuneiformes permitiram avaliar o papel desempenhado pela Mesopotâmia na criação de sociedades urbanas mais evoluídas. A escrita cuneiforme foi empregada na Babilônia até o século I a.C. e o idioma, como língua erudita, até o primeiro século da era cristã. Com a decifração dessa escrita, foi possível descobrir a literatura da região, cujos épicos tiveram como um dos principais temas a sensação de instabilidade provocada pelo difícil controle dos rios Tigre e Eufrates. A escrita cuneiforme sobreviveu também ao domínio helenístico. A influência do grego era significativa, mas tudo indica que o aramaico se tornou a língua popular, em especial nos centros urbanos da época.
Resenha histórica
Os primeiros imigrantes chegaram à Mesopotâmia no quarto milênio a.C. Fixaram-se no sul e ali criaram o que teria sido, segundo a tradição suméria, seu primeiro núcleo urbano, Eridu. O povoamento tornou-se mais intenso no milênio seguinte, com um novo movimento migratório, procedente do leste. Ao mesmo tempo, no norte, grupos de origem semítica formavam uma nova cultura, que assumiria gradativamente papel preponderante na região. As escavações comprovaram não haver nesse período uma separação estrita entre as duas regiões, na medida em que nomes semitas são encontrados entre os sumérios. A Mesopotâmia era, de todo modo, povoada por dois povos de origens distintas, o que explica as denominações de terra de Sumer (sul) e Acad (norte).
As primeiras tentativas de organização de aldeias agrícolas na área de Acad foram registradas em sítios arqueológicos como Hassuna, Jarmo e Samarra. Do ponto de vista cultural, os grupos que habitavam a área no chamado período Obeid I eram atrasados em relação aos povos do sul, mas alguns centros, como Nínive, já se assemelhavam mais a cidades do que a aldeias. Os habitantes do norte expandiram-se para o sul, no século XXIV a.C., e fundaram um reino unificado sob o governo de Sargão, criador de uma dinastia semítica, cuja capital era a cidade de Acad. Os invasores não possuíam cultura própria, motivo pelo qual absorveram a cultura e as técnicas de guerra do sul. Assim, a transferência do centro do poder político, de início instalado na cidade de Acad, para Nínive ou Babilônia, não teve influência na evolução cultural da região.
Com a terceira dinastia de Ur, cujos domínios incluíam a Assíria, praticamente completou-se a unificação da Mesopotâmia. O norte preservava apenas seu idioma semita, escrito, porém, em caracteres cuneiformes sumérios. Por volta de 2000 a.C., invasores elamitas e amorritas derrubaram essa terceira dinastia de Ur. Após um período de destruições, o sul voltou a prosperar, enquanto, no norte, Assur tornou-se independente e na Babilônia surgiu uma dinastia local, amorrita, apoiada pelos semitas acadianos.
Babilônios e assírios
O mais poderoso soberano da Babilônia foi Hamurabi, responsável por uma nova unificação da Mesopotâmia. Seu império se estendeu do golfo Pérsico até o norte de Nínive, e das montanhas elamitas até a Síria. A região logo voltaria a ser dividida, entretanto, entre o sul e o norte, depois que os reis cassitas derrubaram a dinastia de Hamurabi. Os cassitas mantiveram a cultura e as tradições babilônicas, mas transformaram o reino com uma ampla reestruturação administrativa e a adoção do sistema feudal.
A dinastia cassita governou até cerca de 1430 a.C., e seu domínio foi marcado por uma significativa produção literária. Algumas das obras do período configuraram um padrão para épocas posteriores, até mesmo para a redação da européia de Gilgamesh. Após o período da dinastia cassita, a Babilônia perdeu sua influência política, ao mesmo tempo em que o poderio dos assírios cresceu consideravelmente. Nesse período, invasores indo-europeus criaram diversos estados na região, entre os quais o reino de Mitani. No século XII a.C., o poderio assírio chegou ao apogeu sob o reinado de Tukulti-Ninurta I. A Assíria dominava então toda a região localizada a leste do Eufrates. Os sucessores do soberano não conseguiram manter o território, cuja desintegração política foi motivada também pela chegada à região de diversas tribos de arameus, que aí fundaram vários reinos independentes.
Nos séculos seguintes, os reinos arameus começaram a ser incorporados ao império da Assíria, a que a Mesopotâmia voltou a ficar subordinada. Nesse período, a ascensão de uma das tribos dos arameus, os caldeus, contribuiu de maneira significativa para a queda do poderio da Assíria e para o estabelecimento, no sul da região, do reino neobabilônico de Nabopolassar. Esse soberano firmou com Ciaxares, da Média, uma aliança que dividiu a Mesopotâmia entre medos e babilônicos, situação que se manteve até 539 a.C., quando a região foi transformada numa satrapia do império persa durante o reinado de Ciro. No período, registrou-se um florescimento cultural, em que a literatura, a religião e as tradições sumérias e babilônicas eram preservadas nas escolas dos templos.
Em 331 a.C., a vitória de Alexandre o Grande sobre Dario III marcou o início da colonização macedônica. A Babilônia tornou-se então importante centro cultural, verdadeiro ponto de encontro entre as culturas grega e oriental. Com a morte de Alexandre, instalou-se uma dinastia selêucida que governou por pouco mais de um século. Por volta de 140 a.C., a Mesopotâmia foi incorporada ao império parta.
Domínio romano
No ano 115 da era cristã, o imperador romano Trajano submeteu a região até Singara sob o domínio de Roma, foi gradativa a difusão do cristianismo, por intermédio dos cristãos da Síria, que fundaram o bispado de Edessa. Esse bispado converteu-se depois à heresia nestorianista, cujos integrantes se congregaram em Nísibis, em meio a uma complicada situação religiosa, na qual as decisões do Concílio de Calcedônia contra o monofisismo acabaram por provocar a divisão dos cristãos em três grupos: nestorianos, jacobitas e melquitas.
A partir do século III, a luta de Roma dirigiu-se contra as pretensões sassânidas na Mesopotâmia. Em meio à desordem política generalizada, a Mesopotâmia converteu-se, por dez anos, em porção do reino de Palmira, até a expedição do imperador Aureliano. A luta contra os persas, porém, prosseguiu até o ano 298, quando Diocleciano submeteu a Mesopotâmia, até o Tigre, ao poder de Roma. Todavia, a luta continuou e, em 363, os romanos conseguiram uma trégua, mas tiveram que ceder Singara e Nísibis. Depois de recuperar suas antigas fronteiras, perdidas durante o avanço de Khosro I, por volta de 530, a Mesopotâmia bizantina foi obrigada a enfrentar o agravamento do conflito com os persas, com a perda de diversas cidades e o exílio de grande número de cristãos.
Domínio árabe
Sob o governo de Heráclio, por volta de 640, Roma já perdera todas as cidades do norte para os muçulmanos. Nos séculos VII e VIII, a história da Mesopotâmia se caracterizou por uma série de transformações culturais e sociais, pela fundação de grandes cidades, mas também por intrigas, violências e desordens. Durante o predomínio muçulmano, teve início um período de tolerância religiosa e o idioma árabe passou a predominar sobre o siríaco. Disputas entre as facções muçulmanas dos abássidas e dos omíadas voltaram, porém, a ameaçar a estabilidade da região. Os omíadas abandonaram Damasco e instalaram-se em Harran, enquanto os abássidas se fixaram no Iraque e passaram a governar o Islã.
Com a derrota de Hussein em Kerbela, no Iraque, no ano 680, o sul permaneceu xiita e o norte se tornou sunita, numa divisão do islamismo que se consolidaria ao longo do tempo. Centro vital do Islã, a região passou a beneficiar-se de um significativo afluxo de bens e manteve sua estrutura socioeconômica, com base na agricultura, que foi pouco afetada pelos conflitos. A história da Mesopotâmia é marcada, nessa fase, por grandes transformações. Surgem importantes cidades e a fundação de um califado com a capital em Bagdá marcou o início de um período de grande progresso. O poder político passou a partir de então a ser exercido por dinastias locais, embora em nome do califa.
A região entrou em declínio na segunda metade do século IX, quando os escravos africanos deram início à guerra de Zanj, que durou de 869 a 883. Eles contribuíram para o enfraquecimento do poder político e a organização dos imigrantes turcos, que haviam sido trazidos como escravos e posteriormente empregados como soldados mercenários; as pretensões do Egito quanto à soberania da região de Jazirah e uma restauração da influência bizantina na dinastia macedônica. Ao agravamento da crise, em consequência das incursões dos turcos e dos cruzados, seguiu-se a vitória de Saladino sobre os cristãos, com o estabelecimento da supremacia egípcia no norte da Mesopotâmia.
Mongóis, turcos e persas
A prosperidade do sul da Mesopotâmia se manteve até o reinado do califa Nisir, que governou entre 1180 e 1242. Com grandes ambições políticas, o soberano contratou mercenários mongóis, mas a decisão se mostraria fatal para a sua dinastia: em 1258, as hordas mongóis de Hulagu assassinaram o último califa, saquearam Bagdá e destruíram todo o Iraque, inclusive o extraordinário sistema de irrigação da baixa Mesopotâmia. No ano seguinte, o norte também foi atacado e a Mesopotâmia teve assim arrasada toda a sua estrutura econômica e social. A região foi dessa forma reduzida a uma das mais pobres províncias do império de Hulagu, abalado por conflitos internos e pela inépcia dos governantes enviados pelos mongóis, incapazes de reconstruir suas cidades e de manter o controle sobre a região.
A Mesopotâmia foi dominada por dinastias de origem turca, entre 1410 e 1508, e depois caiu em poder do imperador persa Ismail, fundador da nova dinastia dos safávidas, que tomou Bagdá naquele último ano e, depois, Mossul. O domínio de Lismail não durou mais do que 26 anos: sob a liderança do sultão Suleiman I, os otomanos acabaram por dominar Bagdá, em 1534. O sultão soube conquistar a lealdade das populações fronteiriças e não encontrou resistência em seu ataque decisivo à capital.
O Iraque moderno
As hostilidades entre turcos e persas prosseguiram até o século XIX. Na época, os conflitos entre as diversas tribos árabes nômades da região constituíram outro obstáculo a uma eventual unificação política. No início do século XX, com a política adotada por Midhat Paxá, esses problemas começaram a ser solucionados. Entre outras medidas, Paxá promoveu uma reestruturação administrativa e estimulou a sedentarização das tribos nômades, com a venda de terras aos xeques, o que reduziu a influência dos grupos que continuaram errantes.
É crescente a partir desse período a influência na região da política colonialista do Reino Unido, que desde 1807 instalara seus cônsules com amplos poderes em Bagdá. Teve início então um significativo processo de modernização com o desenvolvimento das comunicações, após a implantação da navegação a vapor e do telégrafo e da construção de linhas ferroviárias. A reconstrução dos canais de irrigação foi outro importante fator de progresso na área. A hostilidade aos turcos continuou a dar margem à expansão do nacionalismo árabe, contida em parte pelos conflitos entre facções e pela situação socioeconômica do país.
CIDADES BÍBLICAS
Eis aqui alguns estudos interessantes sobre algumas cidades bíblicas, no texto sagrado constam centenas de cidades, não vamos estuda-las todas, mas algumas somente.
Belém
Cidade a 777 metros de altitude. Seu nome em hebraico significa casa do pão. Situa-se a 10 quilômetros a sudoeste de Jerusalém. Possui cerca de 12000 habitantes. Nos tempos de Jesus, a cidade de Belém pertencia à região da Judéia. A cidade fica no alto de uma colina – fortaleza natural.
Possivelmente a origem da cidade está em Efrata, da família de Belém. Em Belém, Rute uma moabita, (nora de Noemi) se encontrou com Boaz, casou-se e teve Obede, pai de Jessé, pai de Davi. Dos tempos de Boaz até o tempo de Davi passaram-se 1000 anos antes do nascimento de Jesus, Belém foi uma aldeia muito pequena. E ainda hoje, os campos de Belém conservam a mesma fertilidade e exuberância da antiguidade. Cultivam: trigo, milho, cevada, oliveira, figo, uva e há a criação de ovelhas nas colinas dos arredores da cidade de Belém.
Na época do ministério de Jesus, Belém era uma cidade pequena. Jesus nunca visitou Belém em seu ministério. Hoje a cidade cresceu, pertence à Israel e vive principalmente do comércio. A Bíblia registra dois lugares: Belém de Zebulom (Josué19:15) e Belém de Judá, citada 38 vezes no AT e 8 vezes no NT. Situa-se a sudoeste de Jerusalém cerca de 10 quilômetros, a 750 m de altitude. Hoje está localizada em Israel e possui cerca de 12.000 habitantes.
Nos tempos de Jesus, a cidade de Belém pertencia à região da Judéia. Para compreender esta cidade, vamos relacionar alguns fatos interessantes relacionados a esta cidade:
A profecia se cumpriu
  1. Jesus nasceu em Belém (Mat 1:18-25 e Lucas 2:1-7)
  2. Os pastores visitaram o Cristo recém-nascido (Lc 2:8-20)
  3. Os magos do oriente visitaram Jesus em Belém (Mt. 2:1-12)
  4. Na cidade em que ocorreu a matança dos inocentes de Belém por Herodes o Grande (Mt 2:13-23)
Na época do ministério de Jesus, Belém era uma cidade pequena. Jesus nunca visitou Belém em seu ministério. Hoje a cidade cresceu, pertence à Israel e vive principalmente do comércio.
Então saíram todos os filhos de Israel, desde Dã até Berseba, e desde a terra de Gileade, e a congregação, como se fora um só homem, se ajuntou diante do senhor em Mizpá.” (Jz 20.1)
Judá e Israel habitavam seguros, desde Dã até Berseba, cada um debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira, por todos os dias de Salomão.” (1Rs 4.25)
E disse Davi a Joabe e aos príncipes de povo: Ide, cantai a Israel desde Berseba até Dã; e trazei-me a conta, para que eu saiba o número deles.” (1Cr 21.2)
E decretaram que se fizesse proclamação por todo o Israel, desde Berseba até Dã para que viessem celebrar a páscoa ao Senhor, Deus de Israel, em Jerusalém; porque muitos não a tinham celebrado como está escrito.” (2Cr 30.5).
Os que juram pelo pecado de Samaria, dizendo: Pela vida do teu deus, ó Dã; e: Pelo caminho de Berseba; esses mesmos cairão, e não se levantarão mais.”(Am 8.14).
A cidade de Berseba
Berseba era o centro da vida patriarcal. Este nome significa "poço do juramento", e se originou como pacto entre Abraão e Abimeleque, rei de Gerar. Dois dos poços nessa região são muito antigos, e acredita-se que tiveram alguma ligação com os patriarcas. Possivelmente estes foram os mesmos poços que eles e seus servos cavaram. São de forma circular. O mais largo tem 3,8 metros de diâmetro e aproximadamente 20 metros de profundidade.
Em uma das pedras lavradas que revestem o poço, em 1874 encontrou-se uma data indicando que se haviam realizado reparos ali no século 12 d.C.. A antiga borda da pedra, profundamente gasta pelas cordas usadas para tirar água durante séculos, foi substituída por um parapeito mais novo, e um mecanismo mais moderno foi instalado para fazer subir a água. Contudo, muitas manadas de camelos, de gado e de ovelhas matam a sede ali diariamente em bebedouros de pedra lavrada e cimentada.
Cafarnaum
... Jesus quando ensinava na sinagoga em Cafarnaum. E, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zabulom e Naftali; “(Mt 4.13)
Alguns dias depois entrou Jesus outra vez em Cafarnaum, e soube-se que ele estava em casa.” (Mc 2.1)
Depois disso desceu a Cafarnaum, ele, sua mãe, seus irmãos, e seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias.” (Jo 2.12)
Quando, pois, viram que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, entraram eles também nos barcos, e foram a Cafarnaum, em busca de Jesus.” (Jo 6.24)
E tu, Cafarnaum, porventura serás elevada até o céu? até o inferno descerás.”(Lc 10.15)
Estas coisas falou Jesus quando ensinava na sinagoga em Cafarnaum.” (Jo 6.59).
A cidade de Cafarnaum
Cafarnaum estava situada na costa noroeste do Mar da Galiléia, em um lugar chamado Tell Hum. Era o principal centro comercial e social dessa região durante o ministério de Jesus. Ali, sobre a grande estrada entre a Síria e a Palestina, eram recolhidos os impostos de alfândega e se encontrava estacionado uma guarnição romana. Jesus veio a esse lugar após sair de Nazaré, e a casa de Pedro chegou a ser a sua casa. Nesse lugar ele convocou Mateus, e aí ensinou, pregou e realizou "muitas grandes obras". Cristo profetizou a queda de Cafarnaum, e atualmente seus montes de pedra de basalto negro provenientes das edificações se estendem por um quilômetro e meio ao longo da costa do mar.
Por todos os lados aparecem linhas tênues de edificações sobre a superfície. As mais importantes dessas edificações são as ruínas de uma estrutura de forma octogonal, apontada atualmente como a casa de Pedro (o mais provável é que seja um edifício comemorativo do lugar onde se encontrava a casa do apóstolo Pedro), e as ruínas de uma das melhores e mais bem conservadas sinagogas da Galiléia. Esta cidade está localizada a nordeste de Jerusalém, logo ao norte do Mar da Galiléia. Cafarnaum foi escolhida por Jesus como centro de seu ministério, onde realizou inúmeros milagres e seu nome significa: Aldeia de Naum. Seus habitantes, quando lá estava Jesus, não receberam a mensagem que o Messias lhes trouxe e como o Senhor disse: Cafarnaum desceu até o inferno (Mt 11.23), foi comparada com Sodoma e nunca mais foi edificada.
Hebrom
Então mudou Abrão as suas tendas, e foi habitar junto dos carvalhos de Manre, em Hebrom; e ali edificou um altar ao Senhor.” (Gn 13.18)
Depois sepultou Abraão a Sara sua mulher na cova do campo de Macpela, em frente de Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã.” (Gn 23.19)
De Eglom, Josué, e todo o Israel com ele, subiu a Hebrom; pelejaram contra ela,” (Js 10.36)
Então partiu Judá contra os cananeus que habitavam em Hebrom, cujo nome era outrora Quiriate-Arba; e bateu Sesai, Aimã e Talmai.” (Jz 1.10)
E foi o tempo que Davi reinou em Hebrom, sobre a casa de Judá, sete anos e seis meses.” (2Sm 2.11)
E foi o tempo que Davi reinou sobre Israel quarenta anos: sete anos reinou em Hebrom, e em Jerusalém reinou trinta e três anos.” (1Rs 2.11).
A cidade de Hebrom
Quiriat Arba, seu primeiro nome. Está localizada a 32 Km ao sul de Jerusalém e fica a 1.000 metros acima do Mar Mediterrâneo. Foi a primeira cidade de Judá, onde Davi foi ungido rei de Israel (2Sm 5.1-3 / 1Cr 11.1-3) e onde morou o patriarca Abraão (Gn 13.18). Atualmente é uma cidade com mais de 40.000 habitantes, quase todos árabes.
Jericó
E Elias lhe disse: Eliseu, fica-te aqui, porque o Senhor me envia a Jericó. Ele, porém, disse: Vive o Senhor, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim vieram a Jericó.” (2Rs 2.4)
Depois chegaram a Jericó. E, ao sair ele de Jericó com seus discípulos e uma grande multidão, estava sentado junto do caminho um mendigo cego, Bartimeu filho de Timeu.” (Mc 10.46)
Ora, quando ele ia chegando a Jericó, estava um cego sentado junto do caminho, mendigando.” (Lc 18.35)
Tendo Jesus entrado em Jericó, ia atravessando a cidade.” (Lc 19.1)
Pela fé caíram os muros de Jericó, depois de rodeados por sete dias. (Hb 11.30).
A cidade de Jericó
Jericó, a primeira cidade conquistada pelos israelitas sob o comando de Josué, é agora um montículo de três hectares chamado Tell es-Sultão localizado ao lado do abundante manancial conhecido como fonte de Eliseu.
O montículo foi escavado por Charles Warren (1868), Ernst Sellin (1907-1911), John Garstang (1929-1936) e a senhorita Kathleen Kenyon (1952-1958). O primeiro escavador concentrou sua atenção tão-somente no montículo, enquanto o segundo realizou descobertas suficientes para despertar um grande interesse geral. Mais tarde Garstang desenterrou partes de quatro cidades que tinham existido sucessivamente no lugar desde o ano 3000 a.C. Ao escavar até a base do montículo encontrou vestígios de civilizações de uma antiguidade extraordinária, as mais antigas que se têm encontrado na palestina até hoje.
Esta cidade está localizada a 28 Km a nordeste de Jerusalém no Vale do Jordão, cujo território foi entregue à tribo de Benjamim na época de Josué (Js 18.12,21). Considerada uma das metrópoles mais antigas do mundo, Jericó foi a primeira cidade conquistada por Israel sob o comando de Josué e o nome desta cidade significa lugar de perfumes ou fragrâncias. Muito conhecida pelos leitores Bíblicos pelas suas fortificações e seus fortes muros derrubados pelos guerreiros israelenses em sua conquista (Js 6.20). Nos dias atuais, a antiga Jericó é uma cidade que foi desenterrada por arqueólogos e no local acha-se suas ruínas.
Jerusalém
A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome.” (Ap 3.12).
Por amor do teu templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes.” (Sl 68.29)
nos átrios da casa do Senhor, no meio de ti, ó Jerusalém! Louvai ao Senhor.” (Sl 116.19).
Como estão os montes ao redor de Jerusalém, assim o Senhor está ao redor do seu povo, desde agora e para sempre.” (Sl 125.2).
Desde Sião seja bendito o Senhor, que habita em Jerusalém. Louvai ao Senhor.” (Sl 135.21).
Apegue-se-me a língua ao céu da boca, se não me lembrar de ti, se eu não preferir Jerusalém à minha maior alegria.” (Sl 137.6).
Louva, ó Jerusalém, ao Senhor; louva, ó Sião, ao teu Deus.” (Sl 147.12).
nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei;” (Mt 5.35).
Tendo Jesus entrado em Jerusalém, foi ao templo; e tendo observado tudo em redor, como já fosse tarde, saiu para Betânia com os doze.” (Mc 11.11)
e, terminados aqueles dias, ao regressarem, ficou o menino Jesus em Jerusalém sem o saberem seus pais;” (Lc 2.43).
Assim percorria Jesus as cidades e as aldeias, ensinando, e caminhando para Jerusalém.” (Lc 13.22).
Ora, estando ele em Jerusalém pela festa da páscoa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome. “(Jo 2.23).
Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos;” (Hb 12.22).
E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo.” (Ap 21.2).
"Jerusalém", esta palavra é de origem Hebraica e significa habitação de paz. A capital de Israel é mencionada pela primeira vez na Bíblia em Josué 10.11. Também, em Gênesis 14.18, encontra-se uma referência sobre a cidade, que aparece com o nome de Salém, que de acordo com a tradição judaica era o nome de Jerusalém. Aqui o leitor encontra outros nomes bíblicos de Jerusalém: Jebos (Jz 19.10); Sião (Sl 87.2); Ariel (Is 29.1); Lareira de Deus (Is 1.26); Cidade de Justiça (Is 1.26); Santa Cidade (Is 28.2 / Mt 4.5); Cidade do Grande Rei (Mt 5.35) e, Cidade de Davi (2 Sm 5.7).
Em julho de 1980, o Knesset - Parlamento Israelense aprovou um decreto-lei, elaborado pelo então primeiro-ministro Menachen Begin, transformando Jerusalém na capital eterna e indivisível do Estado de Israel. Como era de se esperar, os países árabes protestaram veementemente contra a iniciativa Israelense. Dias antes, a propósito, o prémier judeu, respondendo a uma objeção do governo inglês, afirmou que antes mesmo da existência de Londres, a cidade de Jerusalém já era a capital de Israel.
O líder iraniano, Khomeing, ferrenho inimigo dos israelitas, ao saber da anexação legal e definitiva de Jerusalém, proclamou, de imediato, uma guerra para reconquistar a Cidade Santa. Enquanto isso, diversas nações ocidentais trataram de mudar suas embaixadas para Tel-Aviv para não desagradar os países árabes. Somente os Estados Unidos é que apoiaram a medida israelense, que se constituiu no velho e milenar sonho judaico de reconquistar política e espiritualmente a Cidade do Grande Rei.
Jerusalém Hoje
A extraordinária união entre o antigo e o moderno, entre a tradição e o futuro está refletida na ordem da cidade, em que monumentos históricos se encontram ao lado da arte da era tecnológica, dando ao panorama urbano uma aspecto bastante diverso e colorido.
A cidade dourada, a cidade eterna, a cidade de Davi. Jerusalém sempre foi o ponto crucial entre o oriente e o ocidente, entre raças e mundos diferentes. Concentrados em apenas algumas dezenas de metros estão o Muro das Lamentações, a Mesquita de Omar, e o Santo Sepulcro; os locais sagrados mais importante das três principais religiões monoteístas. Jerusalém é o cenário natural da história da civilização moderna e abriga um mosaico de culturas; isso se torna ainda mais evidente quando levamos em consideração as origens extremamente diferentes da população. Judeus, árabes, muçulmanos, cristãos e drusos vivem lado a lado, mas mantém intactas suas próprias identidades.
Jope
... E nós cortaremos tanta madeira do Líbano quanta precisares, e a levaremos em jangadas pelo mar até Jope, e tu mandarás transportá-la para Jerusalém.” (2 Cr 2.16).
Deram dinheiro aos pedreiros e aos carpinteiros; como também comida e bebida, e azeite aos sidônios, e aos tírios, para trazerem do Líbano madeira de cedro ao mar, para Jope, segundo a concessão que lhes tinha feito Ciro, rei da Pérsia.” (Ed 3.7)
Jonas, porém, levantou-se para fugir da presença do Senhor para Társis. E, descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, da presença do Senhor.” (Jn 1.3)
Tornou-se isto notório por toda a Jope, e muitos creram no Senhor.” (At 9.42)
Estava eu orando na cidade de Jope, e em êxtase tive uma visão; descia um objeto, como se fosse um grande lençol, sendo baixado do céu pelas quatro pontas, e chegou perto de mim.” (At 11.5)
E ele nos contou como vira em pé em sua casa o anjo, que lhe dissera: Envia a Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro, “(At 11.13).
A cidade de Jope
Jope, a "porta" da antiga Palestina, está edificada sobre uma lombada rochosa de 35 metros de altura, que se projeta em direção a um pequeno e formoso cabo. Seu porto (ou quebra-mar) é formado por um círculo de grandes rochas em uma das quais, segundo a mitologia, diz-se que Andrômeda foi encadeada para ser devorada por um monstro marinho a fim de apaziguar a ira de Poseidon, antes de ser resgatada por Perceu.
Este foi o porto ao qual foram enviados os cedros do Líbano para construção do templo de Salomão. Este também foi o porto de onde o profeta Jonas partiu para Társis. Sua história é longa e frequentemente cheia de contrastes; todavia, as escavações têm-se limitado a só uma zona. Não obstante, têm-se achado muitas peças de alvenaria e outros artefatos que atestam sua antiguidade.
Esta cidade, que foi entregue à tribo de Dã na época de Josué (Js 19.46), está localizada no litoral israelense de frente para o Mar Mediterrâneo, a noroeste de Jerusalém e bem ao sul de Tel Aviv. Várias vezes foi atacada pelos filisteus e posteriormente libertada pelo rei Davi. Salomão, mais tarde, usou o porto desta cidade para receber cedros do Líbano e construir o Templo que seu pai não pode construir (2Cr 2.16 / Ed 3.7). Nos dias atuais Jope é um grande porto de Israel perto de Tel Aviv.
Megido
Porque em Issacar e em Aser couberam a Manassés Bete-Seã e suas vilas, Ibleão e suas vilas, os habitantes de Dor e suas vilas, os habitantes de En-Dor e suas vilas, os habitantes de Taanaque e suas vilas, e os habitantes de Megido e suas vilas, com os seus três outeiros.” (Js 17.11)
Vieram reis e pelejaram; pelejaram os reis de Canaã, em Taanaque junto às águas de Megido; não tomaram despojo de prata.” (Jz 5.9)
A razão da leva de gente para trabalho forçado que o rei Salomão fez é esta: edificar a casa do Senhor e a sua própria casa, e Milo, e o muro de Jerusalém, como também Hazor, e Megido, e Gezer.” (1 Rs 9.15)
Todavia Josias não quis virar dele o seu rosto, mas disfarçou-se para pelejar contra ele e, não querendo ouvir as palavras de Neco, que saíram da boca de Deus, veio pelejar no vale de Megido.” (2Cr 35.22).
A cidade de Megido
Megido era a "cidade dos carros de guerra", que defendia o caminho de passagem de Megido. Foi desenterrada entre 1903-1905 pelo doutor G. Schumacher que cavou uma vala transversal de um extremo a outro do montículo de 5,26 hectares.Os achados de importância menor foram completamente eclipsado pela descoberta de um formoso selo de jaspe que dizia: "Shema, funcionário de Roboão". O selo correspondia à época de Jeroboão I (931-910 a.C.). Este era o sinal de um de seus funcionários, possivelmente do governador da cidade.
Em Megido foram realizadas numerosas descobertas. Entre as primeiras destas estava os fragmentos de uma estela, na qual se achava inscrito o nome de Shesak em hieróglifos. Este é o Sisaque que, segundo narra Bíblia, utilizou Megido como base para sua bem-sucedida incursão na Palestina (1Rs 14.25-26).
Isto dá notável realismo ao relato bíblico, e impressionou profundamente o doutor Breasted, conforme ele narra: "Imaginem vocês minha emoção quando me sentei sobre o montículo e li o nome de Sisaque nesse monumento quebrado, e recordei vivamente quando, ainda menino, eu havia lido na Escola Dominical acerca deste mesmo Sisaque do Egito, que tinha atacado a palestina e levado para si os despojos."
Nínive
Mais velha e populosa cidade do antigo império assírio, Nínive foi, no século VII a.C. uma cidade poderosa e temida, contudo de seus monumentos restam poucos vestígios. A área de Nínive, junto ao rio Tigre, na margem oposta à moderna cidade iraquiana de Mossul, foi habitada desde o VII milênio a.C.. Supõe-se que uma cabeça de bronze encontrada nas ruínas da cidade representa o rei Sargão de Acad, que reinou no século XXXIII a.C. Ninive não foi capital do primeiro império assírio, pois só alcançou seu máximo esplendor a partir do reinado de Assurnasirpal II, no século IX a.C.
Chegou a ter uma superfície de sete quilômetros quadrados cercados por uma muralha em que se abriam 15 portas monumentais. Um sistema de aquedutos abastecia a cidade. Por volta de 700 a.C., Senaqueribe construiu ali seu famoso palácio, edifício quadrangular com cerca de 200m de lado cujas salas eram cobertas de altos-relevos. Entre as ruínas de Nínive, foi recuperada grande parte da biblioteca do rei, formada por milhares de tábulas escritas em caracteres cuneiformes. Um novo palácio foi construído no século VII a.C., por Assurbanipal. O soberano reuniu outra biblioteca ainda muito maior, de que foram recuperadas mais de vinte mil tábulas. Estava ali reunido todo o saber da época e seu acervo incluía cópias de escritos já então antigos. A maior parte das peças recuperadas das bibliotecas de Senaqueribe e Assurbanipal encontra-se no Museu Britânico, em Londres. No ano de 612, Nínive foi destruída por uma coalizão de babilônios, citas e medas. Sobre suas ruínas não voltou a existir nenhuma cidade importante.
Ora veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim”. (Jn 1.1-2). Na Bíblia: (Gn 10.11-12 / 2Rs 19.36 / Is 37.37 / Jn 1.2; 3.2-7; 4.11 / Na 1.1; 2.8; 3.7 / Sf 2.13 / Lc 11.32).
O começo das expedições para Ninive
Em 1854, dirigia-se para o solitário morro vermelho uma caravana de camelos e jumentos com uma carga incomum de pás, picaretas e aparelhos de medição, sob a direção do cônsul inglês em Baçorá, J. E. Taylor, que não estava ali por espírito de aventura nem, tampouco, por sua própria vontade. Ele fazia essa viagem a serviço do Foreign Office, a fim de satisfazer o desejo do Museu Britânico de Londres de que fosse explorado o sul da Mesopotâmia, a terra onde o Eufrates e o Tigre se avizinham cada vez mais um do outro ao se aproximarem do Golfo Pérsico, em busca de antigos monumentos arquitetônicos. Em Baçorá, Taylor havia ouvido falar muitas vezes do estranho e imenso monte de pedras de que se aproximava nesse momento. Parecia-lhe um objeto adequado para a sua expedição.
Nos meados do seculo XIX, iniciaram-se pesquisas e escavações por toda parte, no Egito, na Mesopotâmia e na Palestina, obedecendo a um desejo subitamente surgido de formar uma idéia cientificamente alicerçada sobre a história da humanidade naquela parte do mundo. O objetivo de uma vasta série de expedições foi o Oriente Próximo. Até então, desde o ano 550 a.C. aproximadamente, a Bíblia fora a única fonte de informações sobre a história da Ásia Menor. Só ela falava de tempos que se perdiam nas sombras do passado. Surgiram na Bíblia povos e nomes de que nem os gregos e romanos antigos tinham mais notícia alguma.
Pelos meados do século passado, multidões de eruditos foram atraídas irresistivelmente para as terras do antigo Oriente. Ninguém conhecia os nomes que em breve andariam em todas as bocas. Os homens do "Século das Luzes" ouviam com assombro a respeito de seus achados e descobertas. O que aqueles homens arrancaram, a poder de contínuo e árduo trabalho, das areias do deserto ao longo dos grandes rios da Mesopotâmia e do Egito chamou com justiça a atenção de milhões e milhões de pessoas: ali a ciência abria pela primeira vez a porta do misterioso mundo da Bíblia.
As escavações
O cônsul francês em Mossul, Paul-Émile Botta, é um arqueólogo inspirado. Em 1843, ele inicia escavações em Khursabad, no Tigre, e traz à luz do dia, das ruínas de uma metrópole de quatro mil anos, em todo o seu esplendor, os primeiros testemunhos da Bíblia: Sargão, o lendário soberano da Assíria. “No ano em que Tartan, enviado por Sargão, rei dos assírios, foi contra Azot...” (Is 20.1).
Dois anos depois, um jovem diplomata e explorador inglês, A. H. Layard, pôs a nu Nimrod (Callach), a cidade que na Bíblia se chama Cale (Gn 10.11) e agora tem o nome do bíblico Nemrod, um poderoso caçador diante do Senhor. O princípio do seu reino foi Babilônia, e Arac, e Acad, e Calane, na terra de Senaar. Daquela terra foi para Assur, e edificou Nínive, e as praças da cidade, e Cale... (Gn 10.10-11).
Pouco tempo depois, escavações realizadas a onze quilômetros de Khursabad, sob a direção do major inglês Henry Creswicke Rawlinson, que se tornou um dos assiriólogos mais notáveis, puseram a descoberto a capital assíria de Nínive e a célebre biblioteca do Rei Assurbanipal. E a Nínive da Bíblia, cuja maldade os profetas verberam repetidamente (Jn 1.2).
Na Palestina, o sábio americano Edward Robinson dedica-se, entre 1838 e 1852, a reconstituição da antiga topografia. O alemão Richard Lepsius, posteriormente diretor do Museu Egípcio de Berlim, registra, numa expedição que se prolonga de 1842 a 1846, os monumentos arquitetônicos do Nilo. Depois de o francês Champollion ter conseguido decifrar os hieróglifos egípcios, por volta de 1850 é igualmente solucionado o mistério da escrita cuneiforme, entre outros por Rawlinson, o explorador de Nínive. Os velhos documentos começam a falar.
Siquém
Passou Abrão pela terra até o lugar de Siquém, até o carvalho de Moré. Nesse tempo estavam os cananeus na terra.” (Gn 12.6)
Depois Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém, e chamou os anciãos de Israel, os seus cabeças, os seus juízes e os seus oficiais; e eles se apresentaram diante de Deus.” (Js 24.1)
Foi então Roboão para Siquém, porque todo o Israel se congregara ali para fazê-lo rei.” (1 Rs 12.1)
Jeroboão edificou Siquém, na região montanhosa de Efraim, e habitou ali; depois, saindo dali, edificou Penuel.” (1 Rs 12.25)
Deus falou no seu santuário: Eu me regozijarei; repartirei Siquém, e medirei o vale de Sucote.” (Sl 108.7)
E foram transportados para Siquém e depositados na sepultura que Abraão comprara por certo preço em prata aos filhos de Emor, em Siquém.” (At 7.16).
A cidade de Siquém
Siquém está localizada perto da moderna aldeia de Balata, ao norte da estrada, no formoso vale situado entre o monte Ebal e o monte Gerizim. Este foi o primeiro lugar que Abraão visitou na Palestina (Gn 12.6-7). Jacó e sua família vieram a Siquém, erguer um altar e cavar um poço (Gn 33.18-20). Os irmãos de José apascentaram aqui seus rebanhos, e os ossos de José foram enterrados nesse lugar (Js 24.32). Aqui Josué reuniu as tribos de Israel, Roboão foi coroado, a monarquia unida foi dividida, e Jeroboão estabeleceu sua residência real (1Rs 12).
Sodoma e Gomorra -A redescoberta de Sodoma
A bíblica cidade de Sodoma, desaparecida cerca de 4000 anos atrás, pode estar em vias de ser redescoberta pelo inglês Michael Sanders, estudioso de arqueologia bíblica, que conta com o apoio do Museu Britânico e da Universidade de Tel Aviv para localizar os restos da cidade que podem estar sob o Mar Morto. Sanders deverá usar o mini-submarino Delta para explorar as águas e tentar obter as primeiras imagens das ruínas. Sanders avaliou detidamente imagens de satélite da NASA e acredita que encontrou a lendária cidade
O Dr. John Whitaker, geólogo da Universidade de Leicester, descobriu claros vestígios de um grande terremoto na região que pode ter levado todo o Vale de Siddim e suas cinco cidades para baixo d'agua. Se Sanders descobrir Sodoma, certamente terá que enfrentar uma séria disputa diplomática entre a Jornânia, Israel e a Palestina pela posse do tesouro arqueológico. O Dr. David Neev, conceituado geólogo israelense, e profundo conhecedor da estrutura do Mar Morto, não acredita que Sanders terá êxito, já que, segundo ele, o Velho Testamento indica a localização de Sodoma numa área muito distante da que está sendo focalizada pelo pesquisador inglês.
"Então o Senhor, da sua parte, fez chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. E Abraão levantou-se de madrugada, e foi ao lugar onde estivera em pé diante do Senhor; e, contemplando Sodoma e Gomorra e toda a terra da planície, viu que subia da terra fumaça como a de uma fornalha. (Gn 19.24, 27-28)."
Abraão e Ló separam-se
Após sua volta do Egito, Abraão e Ló separaram-se. "E a terra não tinha capacidade para poderem habitar juntos", conta a Bíblia, "porque seus bens eram muito grandes. Daqui nasceu uma contenda entre os pastores dos rebanhos de Abraão e os de Ló. Disse, pois, Abraão a Ló: Peço-te que não haja contendas entre mim e ti, nem entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos.
Eis diante de ti todo o país; rogo-te que te apartes de mim; se fores para a esquerda, eu tomarei a direita; se escolheres a direita, eu irei para a esquerda" (Gn 13.6-9).
Abraão deixou que Ló escolhesse. Despreocupado, como geralmente são os jovens, Ló optou pela melhor parte, a região do Jordão. Ela era "... toda regada de água" e abençoada por uma exuberante vegetação tropical, "como o paraíso do Senhor e como o Egito até Segor" (Gn 13.10).
Ló vai para Sodoma
Das cadeias de montanhas cobertas de bosques, no coração da Palestina, Ló desceu para leste, entrou com sua gente e seus rebanhos no vale do Jordão ao sul e, finalmente, levantou suas tendas em Sodoma. Ao sul do mar Morto havia uma planície fertilíssima, o “Vale de Sidim, onde agora é o mar salgado” (Gn 14.3). A Bíblia enumera cinco cidades nesse vale: Sodoma, Gomorra, Adama, Seboim e Segor (Gn 14.2). Ela tem notícia também de uma guerra na história dessas cinco cidades: “Naquele tempo sucedeu” que quatro reis “fizeram guerra contra Bara, rei de Sodoma, e contra Bersa, rei de Gomorra, e contra Senaar, rei de Adama, e contra Semeber, rei de Seboim, e contra o rei de Bala, isto é, Segor” (Gn 14.2).
Doze anos haviam os reis do vale de Sidim sido tributários do Rei Codorlaomor. No décimo terceiro, rebelaram-se. Codorlaomor pediu auxílio a três reis que estavam a ele coligados. Uma expedição punitiva chamaria os rebeldes a razão. Na luta entre os nove reis, Codorlaomor e seus aliados derrotaram os reis das cinco cidades do vale de Sidim, incendiando e saqueando suas capitais.
Ló encontrava-se entre os prisioneiros dos reis estrangeiros. Foi libertado por seu tio Abraão (Gn 14.12-16), que, com seus servos, seguiu qual uma sombra o exército dos reis que voltavam para suas terras. De um esconderijo seguro, observava e estudava tudo atentamente, sem ser notado. Abraão deu tempo ao tempo. Só perto de Dan, na fronteira norte da palestina, pareceu-lhe que havia chegado a oportunidade favorável. De repente, sob a proteção de uma noite escura, Abraão atacou com seus servos a retaguarda do exército e, na confusão que se seguiu, pôde libertar Ló. Só quem não conhece a tática dos beduínos pode ouvir com ceticismo essa narrativa.
Entre os habitantes dessa região existe até hoje memória dessa expedição. Ela aparece no nome de um caminho que segue, partindo do lado leste do mar Morto, para o norte, até a velha terra de Moab. Os nômades da Jordânia conhecem-no muito bem. Entre os naturais chama-se curiosamente “estrada dos reis”. Na Bíblia, nós o encontramos novamente, aqui, porém, chamado “estrada pública” ou “caminho ordinário”, quando os filhos de Israel queriam passar por Edom a caminho da “Terra Prometida” (Nm 20.17-19). No alvorecer da nossa era, os romanos utilizaram e reconstruíram a “estrada dos reis”. Partes dela pertencem hoje a rede de estradas do novo Estado da Jordânia. Perfeitamente visível de avião, o velho caminho atravessa a região, assinalado por uma faixa escura.
A destruição de Sodoma e Gomorra
Disse, pois, o Senhor: O clamor de Sodoma e Gomorra aumentou, e o seu pecado agravou-se extraordinariamente. Fez, pois, o Senhor da parte do Senhor chover sobre Sodoma e Gomorra enxofre e fogo do céu; e destruiu essas cidades, e todo o país em roda, todos os habitantes da cidade, e toda a verdura da terra. E a mulher de Ló, tendo olhado para trás, ficou convertida numa estátua de sal. E viu que se elevavam da terra cinzas inflamadas, como o fumo de uma fornalha” (Gn 18.20; 19.24, 26, 28).
A sinistra força dessa narrativa bíblica tem impressionado profundamente os ânimos dos homens em todos os tempos. Sodoma e Gomorra tornaram-se símbolos de vício e iniquidade e sinônimos de aniquilação completa. Incessantemente, o terrível e inexplicável acontecimento deve ter inflamado a fantasia dos homens, como o demonstram numerosos relatos dos tempos passados. Devem ter ocorrido coisas estranhas e absolutamente inacreditáveis no mar Morto, o mar salgado, onde, de acordo com a Bíblia, ocorreu a catástrofe.
Segundo uma tradição, durante o cerco de Jerusalém, no ano 70 da nossa era, um general romano, Tito, condenou alguns escravos a morte. Submeteu-os a um breve julgamento e mandou encadeá-los todos juntos e jogá-los no mar, próximo ao monte de Moab. Os condenados, porém, não se afogaram. Repetidamente foram jogados ao mar e todas as vezes, como cortiças, vinham dar em terra. O inexplicável fenômeno impressionou Tito de tal modo que ele acabou por perdoar os pobres criminosos.
Flávio Josefo, historiador judeu que viveu os últimos anos da sua vida em Roma, cita repetidamente um “lago de asfalto”. Os gregos falavam com insistência em gases venenosos que se desprenderiam por toda parte nesse mar, e os árabes diziam que havia muito nenhuma ave conseguia voar até a outra margem. Segundo eles, ao sobrevoá-lo, as aves se precipitavam subitamente na água, mortas.
Exploração do Mar Morto
Essas e outras histórias tradicionais similares eram bem conhecidas, mas até uns cem anos atrás faltava todo e qualquer conhecimento preciso sobre o estranho e misterioso mar da Palestina. Nenhum cientista o tinha visto e explorado ainda. Foram os Estados Unidos que, no ano de 1848, tomaram a iniciativa, equipando uma expedição para estudar o enigmático mar Morto. Num dia de outono desse ano, a praia em frente a cidadezinha de Akka, quinze quilômetros ao norte de Haifa, ficou negra de homens ativamente ocupados numa estranha manobra.
De um navio ancorado ao largo, W. F. Lynch, geólogo e chefe da expedição, havia mandado desembarcar dois barcos metálicos, que nesse momento estavam sendo cuidadosamente amarrados em carros de altas rodas. Puxados por uma longa fileira de cavalos, se puseram a caminho. Ao fim de três semanas e após dificuldades incríveis, foi terminado o transporte através das terras do sul da Galiléia. Os barcos foram lançados a água no lago Tiberíades. As medidas de altura tomadas por Lynch no lago de Genesaré produziram a primeira grande surpresa dessa viagem. A princípio, ele pensou tratar-se de um erro, mas a verificação confirmou o resultado.
A superfície do lago de Genesaré, mundialmente conhecido pela história de Jesus, ficava duzentos e oito metros abaixo da superfície do Mediterrâneo. A que altura nasceria o Jordão, que atravessa esse lago? Dias depois, W. F. Lynch encontrava-se numa alta encosta do nevado Hermon. E entre os restos de colunas e portais desmantelados surgiu a pequena aldeia de Banias. Árabes conhecedores do terreno conduziram-no através de um espesso bosque de espirradeiras até uma cova meio encoberta por calhaus na íngreme encosta calcária do Hermon. Da escuridão dessa cova brotava com força, gorgolejando, um jorro de água límpida. Era uma das três nascentes do Jordão.
Os árabes chamam ao Jordão Cheri ’at el Kebire, “Grande Rio”. Ali estivera o antigo Paníon, ali Herodes construíra um templo de Pã em honra de Augusto. Junto a gruta do Jordão, havia uns nichos em forma de concha. Ainda se pode ler ali claramente a inscrição grega: “Sacerdote de Pã”. No tempo de Jesus Cristo, o deus grego dos pastores era venerado junto as fontes do Jordão. O deus com pés de cabra levava aos lábios a flauta, como se quisesse modular uma canção para acompanhar o Jordão em sua longa viagem. A cinco quilômetros daquela fonte, para os lados do oeste, ficava a bíblica Dan, o sítio mais setentrional do país, repetidamente citada na Bíblia. Também ali, na encosta sul do Hermon, brotava uma nascente de águas claras. Uma terceira fonte desce de um vale situado mais acima. O fundo do vale fica pouco acima de Dan, quinhentos metros acima do nível do mar onde o Jordão atinge o pequeno lago Huleh, vinte quilômetros ao sul, o leito já baixou até dois metros acima do nível do mar. Depois o rio se precipita abruptamente por um espaço de pouco mais de dez quilômetros até o lago de Genesaré. Em seu curso, das vertentes do Hermon até esse local, num trecho de quarenta quilômetros apenas, desceu setecentos metros.
Do lago Tiberíades, os membros da expedição americana desceram o Jordão em dois barcos de metal, percorrendo seus intermináveis meandros. Gradualmente a vegetação ia-se tornando mais esparsa. Só nas margens do rio ainda havia moitas espessas. Sob o sol tropical, surgiu a direita um oásis - Jericó. Pouco depois chegaram ao seu destino. Entre penhascos talhados quase a prumo, estendia-se a sua frente a vasta superfície do mar Morto. A primeira coisa que fizeram foi tomar um banho. Os homens que saltaram na água tiveram a impressão de que vestiam salva-vidas, tal a maneira como foram impelidos para cima. As antigas narrativas não haviam, pois, mentido. Naquele mar, ninguém podia se afogar. O sol escaldante secou a pele dos homens quase instantaneamente. A fina camada de sal que a água deixara em seus corpos fazia-os parecerem completamente brancos.
Ali não havia moluscos, peixes, algas, corais... naquele mar jamais vogara um barco de pesca. Não havia frutos do mar nem frutos da terra. Suas margens eram desoladas e nuas. As costas do mar e as faces dos rochedos lá no alto, cobertas de enormes camadas de sal endurecido, brilhavam ao sol como diamantes. A atmosfera estava saturada de cheiros acres e penetrantes.
Cheirava a petróleo e enxofre. Sobre as ondas flutuavam manchas oleosas de asfalto (a que a Bíblia chama betume -Gn 14.10 ). Nem mesmo o azul brilhante do céu ou o sol forte conseguia dar vida a paisagem hostil.
Os barcos americanos cruzaram o mar Morto durante vinte e dois dias. Tomavam amostras de água, analisavam-nas, e a sonda era lançada ao fundo continuamente. Verificaram que a foz do Jordão, no Mar Morto, ficava trezentos e noventa e três metros (393 m) abaixo do nível do mar. Se houvesse uma comunicação com o Mediterrâneo, o Jordão e o lago de Genesaré, distante cento e cinco quilômetros, desapareceriam. Um imenso mar interior se estenderia até as margens do lago Huleh. “Quando uma tempestade irrompe naquela bacia de penhascos”, observa Lynch; “as ondas golpeiam os costados do barco como marteladas, mas o próprio peso da água faz com que em pouco tempo se aplaquem, depois que o vento cessa”.
Através do relatório da expedição, o mundo ficou sabendo pela primeira vez de dois fatos espantosos. O mar Morto atinge quatrocentos metros de profundidade; o fundo do mar fica, portanto, cerca de oitocentos metros abaixo da superfície do Mediterrâneo. A água do mar Morto contém cerca de trinta por cento de elementos componentes sólidos, a maior parte constituída por cloreto de sódio, isto é, de sal de cozinha. Os oceanos contém apenas de quatro a seis por cento de sal. Nessa bacia de setenta e seis quilômetros de comprimento por dezessete de largura desembocam o Jordão e muitos rios menores. Sob o sol escaldante, evaporam-se, dia após dia, oito milhões de metros cúbicos de água de sua superfície. As matérias químicas que esses rios conduzem permanecem nessa bacia de mil duzentos e noventa e dois quilômetros quadrados de superfície.
A Procura de Sodoma e Gomorra
Só no começo deste século, com as escavações realizadas no resto da Palestina, foi despertado também o interesse por Sodoma e Gomorra. Os exploradores dedicaram-se a procura das cidades desaparecidas que nos tempos bíblicos estariam situados no vale de Sidim.
Na extremidade a sudeste do mar Morto, encontram-se os restos de uma grande povoação. Esse sítio ainda hoje é chamado Segor. Os pesquisadores se regozijaram, pois Segor era uma das cinco cidades ricas do vale de Sidim que se recusaram a pagar tributo aos quatro reis estrangeiros. Mas as escavações experimentais realizadas trouxeram apenas decepção. Assim, há dúvidas ainda se Segor é o mesmo sítio citado na Bíblia. A verificação das ruínas descobertas revelou tratar-se de restos de uma cidade que floresceu no princípio da Idade Média. Da antiga Segor do rei de Bala (Gn 14.2) e das capitais vizinhas não se encontrou vestígio. Entretanto, diversos indícios encontrados nos arredores da Segor medieval sugerem a existência de uma povoação muito densa naquele país em época muito anterior.
Na costa oriental do mar Morto, estende-se mar adentro, como uma língua de tena, a península de El-Lisan. Em árabe, “el-Lisan” significa “a língua”. A Bíblia menciona a expressamente quando se refere a partilha do país depois da conquista. As fronteiras da tribo de Judá são traçadas com precisão. Para isso Josué dá uma estranha característica a fim de indicar os limites do sul: “O seu princípio é desde a ponta do mar salgado, e desde a língua que ele forma, olhando para o meio-dia” (Js 15.2). Uma narrativa romana refere-se a essa língua de terra numa história que sempre foi injustamente considerada com grande ceticismo. Dois desertores fugiram para essa península. Os legionários que os perseguiram procuraram-nos em vão por toda parte. Quando finalmente os avistaram, era tarde demais. Os desertores já escalavam os altos rochedos da outra margem... Tinham atravessado o mar a vau.
Evidentemente o mar naquela época era mais raso que hoje. Invisível, o fundo ali forma uma dobra gigantesca que divide o mar em duas partes. A direita da península, desce a prumo até quase quatrocentos metros de profundidade. À esquerda da península, o fundo é extraordinariamente raso. Medições feitas nos últimos anos acusaram profundidades de quinze a vinte metros apenas.
Área onde existem sítios arqueológicos em busca de Sodoma e Gomorra - O que disseram os geólogos
Os geólogos tiraram dessas descobertas e observações outra interpretação, que poderia explicar a causa e fundamento da narrativa bíblica da aniquilação de Sodoma e Gomorra.
A expedição americana dirigida por Lynch foi a primeira que, em 1848, deu a notícia da grande descida do Jordão em seu breve curso pela Palestina. O fato de, em sua queda, o leito do rio descer muito abaixo do nível do mar é, como só pesquisas posteriores comprovaram, um fenômeno geológico singular. “É possível que haja em algum outro planeta coisa semelhante ao que ocorre no vale do Jordão; no nosso não existe”, escreve o geólogo George Adam Smith em sua obra “A geografia histórica da Terra Santa”. “Nenhuma outra parte não submersa da nossa Terra fica mais de cem metros abaixo do nível do mar.”
O vale do Jordão é apenas parte de uma fenda imensa na crosta da nossa Terra. Hoje já se conhece sua extensão exata. Começa muitas centenas de quilômetros ao norte da fronteira da Palestina nas faldas da montanha do Tauro, na Ásia Menor. Ao sul, vai desde a costa sul do mar Morto, atravessa o deserto de Arábia até o golfo de Ácaba e só vai terminar do outro lado do mar Vermelho, na África. Em muitos lugares dessa imensa depressão há vestígios de antiga atividade vulcânica. Nos montes da Galiléia, nos planaltos da Jordânia oriental, nas margens do afluente Jabbok, no golfo de Ácaba, há basalto negro e lava.
Será que Sodoma e Gomorra afundaram quando (acompanhado por terremotos e erupções vulcânicas) um pedaço do chão do vale ruiu um pouco mais? E o mar Morto se alongou naquela época em direção ao sul? A ruptura da terra liberou as forças vulcânicas contidas há muito tempo nas profundezas da greta. Na parte superior do vale do Jordão, junto a Basan, erguem-se ainda hoje as crateras de vulcões extintos, e sobre o terreno calcário há grandes campos de lava e enormes camadas de basalto. Desde tempos imemoriais, os territórios ao redor dessa depressão são sujeitos a terremotos. Repetidamente temos notícia deles, e a própria Bíblia fala a respeito.
Como para confirmar a teoria geológica do desaparecimento de Sodoma e Gomorra, escreve textualmente o sacerdote fenício Sanchuniathon em sua História antiga redescoberta: “O vale de Sidim” afundou e se transformou em mar, sempre fumegante e sem peixe, exemplo de vingança e morte para os ímpios”.
Ur dos caldeus
Tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos Caldeus, a fim de ir para a terra de Canaã; e vieram até Harã, e ali habitaram” (Gn 11.31). Na Bíblia: (Gn 11.28,31; 15.7 / Ne 9.7).
Localização de Ur: Atualmente, Ur é uma estação de estrada de ferro, 180 Km ao norte de Baçorá, perto do golfo Pérsico, uma das muitas estações da célebre estrada de ferro de Bagdá (capital do Iraque). O trem regular faz uma breve parada nessa estação ao romper da aurora. Quando se terminam os ruídos das rodas do trem, que continua em seu trajeto para o norte, o viajante que aí desembarca é envolvido pelo silêncio do deserto. Seu olhar desliza pela monotonia pardo-amarelada de intermináveis planícies de areia. É como se encontrasse no meio de um prato raso, riscado apenas pelos trilhos da via férrea. Um único ponto altera a vastidão ondulante e desolada: iluminado pelo sol nascente, avulta no meio do deserto um imenso toco vermelho fosco, o qual apresenta profundas mossas como se fossem produzidas por um titã. Para os beduínos é bem familiar esse morro solitário em cujas fendas, lá no alto, fazem ninho as corujas. Eles o conhecem desde tempos imemoriais e chamam-no Tell al Muqayyar, "Monte dos Degraus".
Expedição Arqueológica em Ur: Objetos Pessoais achados em Ur. No ano de 1923 uma expedição anglo-americana começou a trabalhar no Tell al Muqayyar. Nos primeiros dias de dezembro levantou-se uma nuvem de pó sobre os montes de entulho a leste do zigurate, a poucos passos apenas da larga rampa por onde outrora os sacerdotes se dirigiam, em precisão solene, ao sacrário de Nannar, o deus da lua. Levada por uma brisa, a nuvem se espalhou e em breve teve-se a impressão de que a velha torre escalonada estava toda envolta em tênue nebulosidade. Era areia fina que, removida por centenas de pás, indicava que a grande escavação havia começado. Desde o momento em que a primeira pá foi cravada no solo, toda a colina se envolveu numa atmosfera de ansiosa expectativa. Cada escavação parecia uma viagem a um reino desconhecido, que ninguém sabe que surpresa reserva ao explorador. O próprio Woolley e seus colaboradores não podiam dominar a impaciência. O suor e as energias empregados nesse trabalho seriam compensados por importantes descobertas? Ur lhes desvendaria seus mistérios?
Nenhum deles podiam imaginar que isso lhes tomaria seis longos invernos de árduo trabalho, até a primavera de 1929. Essa escavação em grande escala, ao sul da Mesopotâmia, viria a desvendar, capítulo por capítulo, os tempos distantes em que se formou nova terra no delta dos dois grandes rios e onde se estabeleceram os primeiros povoados humanos. Ao longo do penoso caminho da pesquisa, que retrocedeu no tempo até sete mil anos atrás, tomariam forma, por mais de uma vez, acontecimentos e nomes de que nos fala a Bíblia.
Começam as descobertas: A primeira descoberta consistiu num recinto sagrado com os restos de cinco templos que outrora envolviam, num semicírculo, o zigurate construído pelo Rei Ur-Nammu. Os exploradores pensaram tratar-se de fortalezas, tão poderosos eram seus muros. O maior, ocupando uma superfície de 100 x 60 mt, era consagrado pelo deus da lua, outro templo ao culto de Nin-Gal, deusa da lua, e esposa de Nannar. Cada templo tinha um pátio interior, circundado por uma série de compartimentos. Neles se encontravam ainda as antigas fontes, com longas pias rebocadas de betume, e profundos talhos de faca nas grandes mesas de tijolos, que permitiam ver onde os animais destinados ao sacrifício eram mortos.
Em lareiras situada na cozinha do templo, esses animais eram preparados para o repasto sacrifical comum. Havia até fornos para cozer pão. "Depois de 38 séculos", observou Woolley em seu relatório da expedição, "podia-se acender novamente o fogo ali, e as mais antigas cozinhas do mundo podiam ser utilizadas novamente".
Mais objetos encontrados em Ur dos Caldeus: Hoje em dia, as igrejas, os tribunais, a administração das finanças, as fábricas são instituições rigorosamente independentes entre si. Em Ur era diferente. No recinto sagrado, a circunscrição do templo, não era dedicada exclusivamente ao culto aos deuses. Além dos atos do culto, os sacerdotes desempenhavam muitas outras funções. Foras das oferendas, eles recebiam os dízimos e os impostos. E isso não se fazia sem o devido registro. Cada entrega era anotada em tabuinhas de barro, certamente os primeiros recibos de impostos de que se tem conhecimento. Sacerdotes escribas englobavam essa coleta de impostos em memorandos semanais, mensais e anuais; ainda não se conhecia o dinheiro cunhado.
Os impostos eram pagos em espécie: cada habitante de Ur pagava à sua maneira. O azeite, os cereais, as frutas, a lã e o gado iam para vastos depósitos; os artigos de fácil deterioração eram guardados em estabelecimentos comerciais existentes no templo. Muitas mercadorias eram beneficiadas no próprio templo, como nas tecelagens dirigidas por sacerdotes. Uma oficina produzia doze espécies de vestes. Nas tabuinhas ali encontradas estavam anotados os nomes das tecelãs empregadas e os meios de subsistência conferidos a cada um. Até o peso de lã confiado a cada operária e o número de peças de roupa prontas que daí resultava eram registrados com minuciosa precisão. No edifício de um tribunal, foram encontradas, cuidadosamente empilhadas, cópias de sentenças, tal como se faz em nossos tribunais de hoje. Escrita cuneiforme usada em Ur dos Caldeus.
Descoberta da cidade de Ur dos Caldeus: Havia já três invernos que a expedição anglo-americana trabalhavam nos sítios da velha Ur, e esse singular museu da história primitiva da humanidade ainda não havia revelado todos os seus segredos. Fora do recinto do templo os exploradores experimentaram uma surpresa inaudita. Ao limparem uma série de colinas ao sul da torre escalonada, surgiram de repente diante de seus olhos paredes, muros e fachadas dispostas umas ao lado das outras, fila após fila. Pouco a pouco, as pás puseram a descoberta na areia um compacto quadrado de casas cujas ruínas mediam ainda em algumas partes três metros de altura. Entre elas passavam estreitas ruelas. Em alguns trechos, as ruas eram interrompidas por praças.
Após muitas semanas de trabalho árduo e remoção de inúmeras toneladas de cascalho, apresentou-se aos escavadores um quadro inesquecível. Sob o avermelhado Tell al Muqayyar estendia-se ao sol brilhante toda uma cidade, despertada pelos incansáveis pesquisadores após um sono de milênios. Woolley e seus colaboradores ficaram fora de si de alegria. Pois diante deles estava Ur, aquela Ur dos Caldeus de que falava a Bíblia.
Ziggurat em Ur dos Caldeus: E como seus habitantes moravam confortavelmente; Como eram vistosas suas casas. Em nenhuma outra cidade da Mesopotâmia foram descobertas habitações tão esplêndidas e confortáveis.
Comparadas a elas, as habitações que se conservaram da Babilônia parecem pobres, miseráveis mesmo. O prof. Koldewey, nas escavações alemãs realizadas no princípio deste século, só encontrou construções simples de barro, de um andar, com três ou quatro cômodos, envolta de um pátio aberto. Assim vivia também a população da tão admirada e louvada metrópole do grande babilônia Nabucodonosor. Os cidadãos de Ur, ao contrário, já 1.500 anos antes viviam em construções maciças em forma de vilas, a maioria de dois andares, com treze a quatorze cômodos. O andar inferior era sólido, construído de tijolos cozidos num forno; o de cima, de barro, as paredes caiadas de branco.
O visitante transpunha a porta e entrava num pequeno vestíbulo onde havia pias para lavar a poeira das mãos e dos pés. Daí passava ao grande e claro pátio interior, cujo chão era lindamente pavimentado. Em volta dele se agrupavam a sala de visitas, a cozinha, as demais salas e quartos também para os criados e o santuário doméstico para uma escada de pedra, sob a qual se escondia a privada, subia-se a uma antecâmara circular para onde abria os quartos dos membros da família e dos hóspedes. Sobre muros e paredes demolidos reapareceu a luz do dia tudo o que havia integrado as mobílias e a vida naquelas casas aristocráticas. Inúmeros fragmentos de potes, cântaros, vasos e tabuinhas de barro com inscrições foram compondo um mosaico pelo qual foi possível construir pedrinha a pedrinha a vida cotidiana de Ur. A Ur dos Caldeus era uma capital poderosa, próspera, colorida e industriosa no começo do segundo milênio antes de Cristo.
Abraão e Ur dos Caldeus: Woolley não conseguiu livrar-se de um pensamento que lhe ocorrera. Abraão devia ter saído da Ur dos Caldeus... Portanto devia ter vindo ao mundo e crescido numa daquelas casas aristocráticas de dois andares. Devia ter passeado junto aos muros do grande templo e pelas ruas, e, levantando a vista, seu olhar devia ter encontrado a gigantesca torre escalonada com seus cubos pretos, vermelhos e azuis circundados de árvores. "Vendo em que ambiente requintado passou a juventude, devemos modificar nossa concepção do patriarca hebreu", escreveu Woolley com entusiasmo "foi cidadão de uma grande cidade e herdou a tradição de uma civilização antiga e altamente organizada. As próprias casas denunciavam conforto, até mesmo luxo.
Encontramos cópias de hinos relativos aos cultos do templo e, juntamente com eles, tabelas matemáticas. Nessas tabelas havia, ao lado de simples problemas de adição, fórmulas para a extração das raízes quadrada e cúbica. Em outros textos, os escribas haviam copiado as inscrições dos edifícios da cidade e compilado até uma resumida história do templo." Abraão não era um simples nômade: era filho de uma metrópole do segundo milênio antes de Cristo. Foi uma descoberta sensacional, aparentemente incrível. Jornais e revistas publicaram fotografias da velha e desmantelada torre escalonada e das ruínas da metrópole desenterrada, que produziram tremenda impressão.
A tabela abaixo apresenta de modo organizado algumas informações sobre muitas cidades e regiões bíblicas.
Cidades, lugares e regiões País atual
Aava: Rio e lugar na Babilônia, onde Esdras acampou: Esdras 8.15, 21,31 - IRAQUE
Abana: Um dos rios de Damasco mencionados por Naamã: 2 Reis 5.12 - SÍRIA
Abel-Bet-Maaca: Cidade em que Joab expulsou Seba: 2 Samuel 20; 1 Reis 15.20. - ISRAEL
Abel-Meúla: Lugar para onde Gideão expulsou os medianitas; pátria de Eliseu: Juízes 7.22; 1 Reis 19.16 - ISRAEL
Abilene: Região próxima a Damasco governada pelo tetrarca Lisânias. - SÍRIA
Acaba: cidade localizada a sudeste do Mar Morto - JORDÂNIA
Acade: Cidade da Babilônia fundada por Nenrod por volta do III MILÊNIO a.C.: Gênesis 10.10 - IRAQUE
Acaia: Província da Grécia cuja capital foi Corinto no período romano - GRÉCIA
Acaron: Uma das cinco cidades filistéias, onde esteve a arca, denunciada pelos profetas: 1 Samuel 5.10; Jeremias 25.20 - GAZA
Aco: ou Ptolemaida, cidade portuária - ISRAEL
Adam: Lugar em que o rio Jordão foi bloqueado para permitir a travessia dos israelitas.: Josué 3.16 - JORDÂNIA
Adama: Uma das cidades da Planície próxima à Sodoma - ISRAEL
Adramítio: Porto na costa ocidental da Turquia, perto de Tróia. Daí o apóstolo Paulo zarpou num navio para Roma: Atos 27.2 - TURQUIA
Ai: Cidade com 11 hectares, conquistada por Josué no período do Bronze Antigo. Possuía muro duplo de pedra de até 8 metros de espessura. - ISRAEL
Afec: Lugar onde os israelitas perderam a arca, que caiu nas mãos dos filisteus.: 1 Samuel 4.1; 29.1 - ISRAEL
Aialon: Cidade amorréia; cidade de refúgio, fortificada por Roboão: Josué 19.42; 21.24; 1 Crônicas 6.54; 8.13 - ISRAEL
Aialon, vale: - Onde o sol parou enquanto Josué combatia: Josué 10 - ISRAEL
Alexandria: Maior porto egípicio, possuía uma numerosa colônia judaica. Pátria de Apolo: Atos 6.9; 18.24. - EGITO
Amom: Lugar dos amonitas, a leste do Mar Morto. Estas terras não pertenciam aos israelitas no tempo da conquista. Os amonitas foram incorporados no império assírio, babilônico e persa. Posteriormente, nos períodos de independência, constituíram ameaça para Israel até o tempo dos Macabeus, quando sua capital se chamava Filafélfia. - JORDÂNIA
Anatot: cidade natal de Jeremias, situada no norte de Israel - ISRAEL
Anfípolis: Cidade da Grécia setentrional por onde o apóstolo Paulo passou: Atos 17.1 - GRÉCIA
Anatólia: Império construído pelos hititas antes de 2000 a. C. - TURQUIA
Antioquia: Cidade grega e metrópole da Síria. Figurava como a terceira cidade do império romano, inferior apenas à Roma e Alexandria. Base de onde partiram o apóstolo Paulo e Barnabé: Atos 11; 13.1 - SÍRIA
Antioquia da Pisídia: Capital da província e grande centro comercial. o apóstolo Paulo foi expulso dessa cidade mediante o apoio das autoridades. Antes, fundou uma igreja e instruiu os crentes na prática do evangelho: Atos 13.14. - TURQUIA
Antipátrida: Para onde o apóstolo Paulo foi levado sob escolta: Atos 23.31 - ISRAEL
Ar: Capital de Moab. Esta terra não foi dada por Deus aos israelitas. Deuteronômio 2.9. - JORDÂNIA
Arã: ver Síria SÍRIA
Arabá, vale: situa-se na região montanhosa de Edom. Na caminhada do Egito a Canaã, os israelitas queriam atravessar Edom, mas seu pedido foi recusado. - JORDÂNIA
Arábia: Relacionado à península Arábica - IRAQUE, KUWEIT, JORDÂNIA E SÍRIA
Arad: Cidade com muralha de pedra e torres semicirculares para o exterior. No interior possuía casas de planta quadrangular, possuía sentido urbanístico, formando ruas e pátios. Existiam cisternas para água e havia edifícios públicos, provavelmente templos. Foi um assentamento em 2900-2700 a.C. Ficou abandonada até o século XI. Ocupada novamente como fortaleza israelita desde o século X, com um templo. Posteriormente foi fortaleza persa, helenística, romana e nabatéia. - ISRAEL
Ararat, monte: lugar onde parou a arca de Noé após o Dilúvio. Gn 8.4 Sul da Armênia, divisa com Turquia - ARMÊNIA
Areópago: O apóstolo Paulo foi conduzido perante esta assembléia, que antigamente se reunia numa colina. - GRÉCIA
Argob: Região do reino de Og em Basã, a leste do Jordão - ISRAEL
Arnon: Rio que desemboca no Mar Morto do lado leste. Fronteira entre Amon e Moab: Números 21.12 - JORDÂNIA
Aroer: cidade situada na margem norte do rio Arnon: Deuteronômio 2.36. - JORDÂNIA
Arvade, ou Aruade: cidade insular da Fenícia - LIBANO
Ascalom: fortaleza filistéia mencionada nas narrativas sobre Sansão: Juízes 14.19. Em 1920 foi encontrada fortificações dos hicsos, objetos de cultura egeu-cipiota, edifícios helenisticos e romanos. - GAZA
Asdode: ver Azoto
Asia Menor: Também chamada em algumas citações de Ásia. Provícia romana, cuja capital era Éfeso, maior centro comercial, religioso e político. - TURQUIA
Asiongaber: Porto que servia de ligação entre Israel e as costas do Oceano Índico, de onde procediam tesouros e produtos exóticos no tempo de Salomão. - ISRAEL
Assíria: Região ao norte da Mesopotâmia, eram vizinhos dos babilônicos Durante o II milênio, a Assíria foi Dominada pelos amorreus, mas depois, entre 1350 a 1100 a.C., constituiu um poderoso Estado, que exercia certo controle a oeste até as margens do Mar Mediterrâneo. A capital era Assur, mas, em 883 a.C. Assurbanipal II transferiu-a para Kalhu, a bíblica Cale, a moderna Nimrud. Senequerib (704-681) transferiu a capital para Nínive, onde permaneceu até que os caldeus e os medos detruíram a cidade em 612 a.C. - IRAQUE, SÍRIA
Assur: Foi capital da Assíria. Situada na margem ocidental do rio Tigre a 96 quilômetros ao sul de Nínive. - IRAQUE
Atália: Porto marítimo junto à costa meridional da Turquia, por onde o apóstolo Paulo passou na primeira viagem missionária: Atos 14.25 - TURQUIA
Atenas: Capital da Grécia. Foi um grande polo cultural na Antiguidade. - GRÉCIA
Azoto - (período greco-romano) povoação filistéia a 4,5 km do mar, ao norte de Gaza. Cidade Que hospedou a arca no templo de Dagon: 1 Samuel 5. Mencionada no Antigo Testamento sob o nome de Asdode. - ISRAEL
Babel: Lugar onde foi elevada a grande torre, identificada com Babilônia: Genesis 10.10 - IRAQUE
Babilônia: Cidade junto ao Rio Eufrates, foi capital do império babilônico da Mesopotâmia meridional: 2 Reis 20.12; Jeremias 50 - IRAQUE
Basã: Leste do Mar da Galiléia. Nesta região localizaram-se as provincias de Auranites, Traconites, Gaulonites e Ituréia. - SÍRIA
Beer-Laai-Roi: - fonte de água no deserto Gn 16.7,14. Isaque viveu ali após a morte de Abraão Gn 24.62. Próximo a Cades e Berede, no Neguev. Gn 16.14 - ISRAEL
Belém: Cidade a 777 metros de altitude. Seu nome em hebraico significa casa do pão. Situa-se a sudoeste de Jerusalém cerca de 10 quilômetros. Possui cerca de 12.000 habitantes. Nos tempos de Jesus, a cidade de Belém pertencia à região da Judéia. A cidade fica no alto de uma colina – fortaleza natural. Possivelmente a origem da cidade está em Efrata, da família de Belém. Em Belém, Rute uma moabita, (nora de Noemi) se encontrou com Boaz, casou-se e teve Obede, pai de Jessé, pai de Davi. Desde os tempos de Boaz, até o tempo de Davi, cerca de 1000 anos antes do nascimento de Jesus, Belém foi uma aldeia muito pequena. E ainda hoje, os campos de Belém conservam a mesma fertilidade e exuberância da Antiguidade. Na época do ministério de Jesus, Belém era uma cidade pequena. Jesus nunca visitou Belém em seu ministério. Hoje a cidade cresceu, pertence à Israel e vive principalmente do comércio. - ISRAEL
Belus: arroio situado a sudoeste da tribo de Aser e que desemboca no Mediterrâneo. - ISRAEL
Berede: no deserto do Neguev. Gn 16.14 - ISRAEL
Berseba: Lugar onde Abrão ofertou sete cordeiras a Abimeleque, junto ao Poço que cavou e onde plantou tamareiras e invocou o nome do Senhor. Gn 21.22-34 - ISRAEL
Betânia: arredores de Jerusalém; Betânia – Ficava na região da Peréia, a leste do rio Jordão, reino de Heródes Antipas - JORDÂNIA
Betel: Foi onde Jacó teve uma visão Gn28.1-22. Jeroboão construiu um ídolo 1 Rs12.28-32. Por causa deste pecado, Deus ordena a destruição de Betel 1 Rs 13.1; 2 Rs 23.15-17 e Am 3.14-15. - ISRAEL
Betesda: Piscina em Jerusalém, ao lado da qual Jesus curou um inválido. João 5.2 - ISRAEL
Betsã: Cidade em cujos muros os filisteus dependuraram o corpo de Saul.1Samuel 31.1. - ISRAEL
Bet-Sames: Lugar para onde os filisteus reconduziram a arca. 1 Samuel 6 - ISRAEL
Betsur: Cidade em que se estabeleceram os descendentes de Calebe. Fortificada por Roboão. 1 Crônicas 2. 45 - ISRAEL
Biblos: Gebal. Forneceu artesãos para construção do templo. 1 Reis 5 - LÍBANO
Bitínia: Província romana próxima ao Mar Negro. Atos 16.7 - TURQUIA
Cades: No deserto do Neguev. Gn 24.62 Cafarnaum / casa de Pedro - ISRAEL
Caldéia: ver Babilônia - IRAQUE
Calne: Cidade Assíria, as margens do rio Tigre. Amós 6.2 - IRAQUE
Canaã: Desde os tempos remotos a Palestina foi chamada de terra de Canaã e seus habitantes de cananeus - ISRAEL
Carmelo, monte: Elias desafiou os profetas de Baal – ISRAEL // Haifa – cidade moderna, localizada próximo ao Mar Mediterrâneo e do monte Carmelo
Cesaréia: capital da província romana da Judeia Tel Aviv ?
Cesaréia de Felipe: situada em uma das nascentes do Rio Jordão. Possui uma parede calcária que provavelmente é a rocha citada em Mateus 16:18 onde Jesus diz a Simão que ele é a rocha sobre a qual edificará sua igreja. Nesta pedra se rendia culto ao deus Pã cujo santuário e inscrições se conservam até hoje. A cidade foi capital da tetrarquia de Felipe, príncipe herodiano. Parede calcária de Bânias, a cujo sopé se agitam as águas da nascente do Rio Jordão.
Cirene: Capital da Líbia no Império Romano. Atos 2.9 - LÍBIA
Coliseu: ficava em Roma. Nele eram apresentados esportes cruéis e perigosos para entretenimento do público. Lutadores treinados, chamados de gladiadores, lutavam entre si ou com animais selvagens. Os prisioneiros eram executados de formas cruéis, diante de grandes multidões. Entre eles estavam os cristãos, que eram jogados a leões famintos. - ITÁLIA
Corinto: Cidade portuária entre o Mar Egeu e o Mar Adriático - GRÉCIA
Creta: lugar de parada do apóstolo Paulo em sua viagem à Roma em 60 d.C. Os minóicos construíram cidades e palácios há cerca de 3000 a.C. - Ilha de CRETA
Cuxe - ETIÓPIA
- Ain Led-dan
Damasco: Uma das cidades mais antigas do mundo. Gn 15.2 - SÍRIA
Decápolis:região a leste do rio Jordão formada por dez cidades: Gerasa, Filadélfia (Petra). - JORDÃNIA
Derbe - Distante 32 km de Listra
Dotain – (Dotã) ficava na planície que separa as colinas de Samaria da Serra do Carmelo, cerca de 30 quilômetros ao norte de Siquém. Por ela passava a estrada comercial que percorria a costa ocidental de Israel, desde Gileade até o Egito, lugar que os irmãos venderam José a mercadores medianitas. - ISRAEL
Ebal, monte:
Ebla: revelação da arqueologia, onde o famoso arquivo real (cerca de 2400 a.C.) forneceu uma documentação de valor incalculável. Tell Mardikh sudoeste de Alepo.
Éden: situado em algum lugar da Mesopotâmia - Eder Tel’Arad
Edom: Significa vermelho. Esta região tem este nome devido a coloração de sua formação rochosa. Teve como sua capital durante o império grego, a cidade de Petra. Nesta região viveu um povo chamado nabateu, que controlava as rotas ao sul da Arábia. Nação formada pelos descendentes de Esaú, irmão de Jacó. Localizada a sudeste do Mar Morto. - JORDÂNIA
Éfeso: Capital da província da Ásia Menor. Suas ruínas ainda mostram a grandiosidade dessa cidade em outros tempos. O apóstolo Paulo ensinou nesta cidade durante dois anos em sua segunda viagem missionária. Segundo a tradição, o apóstolo João passou os últimos anos de sua vida neste lugar. - TURQUIA
Efrata: Ver Belém – lugar de nascimento de Jesus - ISRAEL
Elam: 4000a.C. Tinha como cidade capital - Susã IRÂ
Elate: cidade localizada a sudoeste do Mar Morto - ISRAEL
Elisá: Provavelmente Cartago, uma cidade semelhante a Tiro. Ez 27.7
Emaús Qubeibe:
Esmirna: Situada a 64 Km ao norte de Éfeso, era um importante cruzamento das rotas comerciais Terrestres e marítimas. A cidade foi vítima de vários terremotos e muito destruída por incêndios. A ruína mais importante da época romana é o forum onde o bispo Policarpo confessou Cristo e foi martirizado, por volta do ano 155 d.C. Atualmente ainda subsiste no mesmo local, sob o governo turco. É um centro comercial, com uma população em torno de 400 mil habitantes, em sua maior parte cristãos. - TURQUIA – Ismir
Ezion Elate:
Filistia: Porção sul da região costeira de Israel, na qual se localiza Gaza - GAZA
Fenícia: corresponde atualmente ao Líbano - LÍBANO
Filadélfia: Cidade às margens de um vale muito produtivo. A expressão "uma colina no templo do meu Deus" poderia aludir ao templo erguido sobre a colina atrás da cidade. - TURQUIA
Galaad: território israelita a leste do Rio Jordão. Região de altitudes elevadas. Lugar de origem dos Juizes Jair e Jefté e do profeta Elias.Foi em Galaad que o povo de Israel se reuniu antes de cruzar o rio Jordão em direção a Jericó. Mais tarde, as tribos de Rúben e de Gad se estabeleceram ali. - JORDÂNIA
Galácia: Província romana. As igrejas de Antioquia, Icônio, Listra e Derbe, localizavam-se na região sul. (Atos 13.49) - TURQUIA
Galiléia: região de colinas áridas e vales férteis, que se estende a leste e norte do Mar da Galiléia - ISRAEL
Garizim, monte com 881m Josué mandou lançar as bençãos e maldições sobre o povo por ocasião do pacto de Siquém. Na época pós-exílica possuía um santuário que competia com otemplo de Jerusalém Garizim, monte Gate - Uma das cinco cidades filistéias. Pátria de Golias que também foi refúgio de Davi. 1 Samuel 17.23; 1 Crônicas 18.1 - ISRAEL
Gaza: Sansão arrancou a porta da cidade. - GAZA
Gebal: Ver Biblos. Ez 27.9 - LÍBANO
Geber Elate:
Gerar: ficava a 10 km ao sul de Gaza. Abrão morou neste lugar. Gn20.1 - Próximo à GAZA
Gerasa: uma das cidades da Decápolis (região de Galaad) - JORDÂNIA
Gessen: parte oriental do Delta do Nilo
Gilboé, monte: 494m
Gilead: ver Gaalad - JORDÂNIA
Golã, colinas: ver Basã - SÍRIA
Gomorra: ver Sodoma - ISRAEL
Grécia: Os gregos eram conhecidos no Oriente Médio pelo nome de seu território. A Bíblia apresenta os Seguintes: Javã, nome hebreu da Grécia (Gênesis 10.4); Tubal, nação grega da Turquia atual (Isaías 66.19; Ezequiel 27.13; Daniel 8.21). No Novo Testamento foram chamados de helenos e gregos (Romanos 1.14). Para os gregos, todos os não-gregos eram chamados de bárbaros, embora este termo também tenha sido usado para indicar os não crentes em geral. - GRÉCIA
Hamate: Cidade Síria. Próxima ao rio Orontes.Amós 6.2 - SÍRIA
Harã: Centro comercial e militar. Abrãao morou nesta cidade antes da morte de Terá. Gn12.4 - SÍRIA
Havilá: Gn. 25.18 – região de Israel – ISRAEL
Havilá: 1 Sm 15.7 :Região habitada por amalequitas e descendentes de Esaú, que ficava no deserto da Arábia – DESERTO DA ARÁBIA
Hazor: cidade cananéia edificada no período do Bronze Médio, período dos patriarcas. Esta cidade tinha 82 hectares. As muralhas eram precedidas de uma superfície inclinada, geralmente rebocada, que impedia qualquer aproximação por parte do inimigo. Tornou-se uma das cidades fortificadas de Salomão e foi conquistada pelos assírios, em 732 a.C. - ISRAEL
Hebron – significa confederação. Última moradia de Abrão, por volta de 1850 a.C. Situada a 48 Km ao norte de Berseba e 32 ao sul de Jerusalém. Fica a mais de mil metros acima do nível do mar. Principais acontecimentos registrados na Bíblia: Abrão edificou um altar ao Senhor Gn 13.18; de Hebron Abraão saiu para libertar Ló Gn 14.13-24; em Hebron nasceu Ismael Gn 16; Abrão hospedou mensageiros celestiais Gn 17.1 e 18.1-15; Sara morreu. Abrão comprou a Efron, o hiteu, o campo e a gruta de Macpela e sepultou Sara. Gn 23; Outras pessoas foram sepultadas em Macpela Gn 25.7-11,49.29-31 e 50.13; Abrão, Isaque e Jacó viveram nesta cidade Gn 35.27 e 37.1; Isaque viveu muitos anos em Hebron Gn 35 a 37; José viveu em Hebron, Jacó e sua família são levados ao Egito Gn 46.1; Os doze espias passam por Hebron Nm13.22-24; Horão, rei de Hebron, foi vencido por Josué Js 10.3; Calebe herda Hebron e alarga seus termos Js 14.6-15, 15.14-19; tornou-se cidade levita pertencente a Judá, Js15.54,21.13; cidade refúgio, Js 20.7; em Hebron Davi foi ungido rei sobre Judá e veio a ser a primeira capital de Judá, 2Sm2.11,5.1-5; Abner é morto à traição por Joabe, 2 Sm3.6-39; Davi matou os assassinos de Isbosete, 2Sm4.5-12; Absalão rebela-se contra o pai, 2Sm15.12; Fortificada por Roboão, 2Cr11.5-12;Colonizada por Judeus que voltaram do exílio babilônico. A cidade ficou abandonada, até a conquista árabe em 634 d.C. Foi transformada, em honra a Abrão, numa das quatro cidades sagradas do islamismo. Foi ocupada por algum tempo, pelos Cruzados. Atualmente é uma cidade grande. - ISRAEL
Horma Tel’Arad: -
Jabes Gilead: -
Gósen: Faixa estreita de terras férteis situada no Delta do Nilo - EGITO
Jebus: Antigo nome de Jerusalém. Cidade murada que Davi, rei de Israel escolheu para ser a capital de Israel. - ISRAEL
Jericó: cidade muito antiga, localizada a margem do Rio Jordão. Conhecida também como Cidade das Palmeiras. Fica a 300 metros abaixo do nível do Mar Mediterrâneo Situada a oeste do Rio Jordão. A primeira aglomeração urbana, surgiu por volta de 7000 anos antes de Cristo. Defendida por muralha de pedra com torre de 9 metros de altura. Por que? - medo que o homem tinha do próprio homem, - medo de animais ferozes? Somente podemos fazer suposições, apesar das diversas ciências envolvidas na pesquisa dessa história como a arqueologia, geologia, etc. Fatos registrados na Bíblia: Moisés contou os filhos de Israel, defonte à Jericó, Nm 26.3-63; o Senhor falou a Moisés, Nm 31-1; Era uma cidade estado e com altas muralhas, Js 2.5-15; Josué enviou dois espias à Jericó, Js 2; Foi tomada por Israel e declarada anátema, Js5.13,6.27. o pecado de Acxã, Js7. A queda de Jericó provocou temor nos outros reinos vizinhos, Js 10.1-30. Dada a tribo Benjamin, Js 18.12-21. Reedificada por Hiel, o belemita. 1 Rs 16.343, Js 6.26. Elias e Eliseu passaram por Jericó indo ao Jordão, 2 Rs 2.4-18. Os mensageiros de Davi, humilhados por Anum, permaneceram em Jericó 2 Sm 10.1-5. Eliseu purificou as águas de Jericó, 2 Rs 2.19-22. Prezo Zedequias por Nabucodonosor, 2 Rs 25.5. Israel entregou os cativos de Jericó – Herodes o Grande reconstruiu a cidade e edificou seu palácio de inverno. Canalizou água. Em 35 a.C. assassinou seu cunhado Aristóbolo e em 4 a.C. matou os fariseus que retiraram a águia de ouro da porta do Templo. Matou seu filho Antíprates e morreu em Jericó. Judá:, 2 Cr.28.1-15. Conversão de Zaqueu , Lc 19.1-10.
Jerash: ver Gerasa - JORDÂNIA
Jerusalém: 760 metros de altitude (Bronze Antigo); Invasões: cercada por Senequaribe em 710 a.C.; dominada pelo Faraó Neco em 610, foi destruída por Nabucodonosor em 587. Depois do Cativeiro na Babilônia, seguido pela restauração do templo e da cidade, Jerusalém foi capturada por Ptolomeu Soter em 320 a.C., e em 170 suas muralhas foram arrasadas por Antíoco Epifânio. Em 63 a.C. foi tomada por Pompeu, e finalmente no ano 70 de nossa era foi totalmente destruída pelos romanos. - ISRAEL
Jope: Importante centro comercial marítmo. - ISRAEL
Jordão, rio: Corre no sentido sul desde o Mar da Galiléia até o Mar Morto. Fatos citados: a travessia para entrar em Canaâ no tempo de Josué, a cura de Naamã, a vida de João Batista, que nesse rio batizou Jesus.
Judéia: Província romana, localizada a partir de Jerusalém, em direção ao sul - ISRAEL
Laodicéia: Cidade próspera da Frígia, perto de Hierápolis e de Colossos no vale do Lico. A carta do Apocalipse 3.14-22, menciona alguns fatores de sua riqueza. Possuía uma escola de medicina, e ficou conhecida pelo colírio desenvolvido para oftalmia. Era também um centro financeiro. - TURQUIA
Leontes: riacho que serve de limite norte de Canaã e deságua no Mediterrâneo. - LIBANO
Lequi: Sansão usou a mandíbula de um burro para massacrar os filisteus
Listra: Colônia romana, situada na parte oriental de Licaônia, a 35 km de Icônio. Cidade de Timóteo (Atos 16.1-2) o apóstolo Paulo fundou uma igreja. - TURQUIA
Luz Beitin: Macedônia - Província romana do norte da Grécia. Abrangia as cidades de Filipos, Tessalônica e Beréia (Atos 16.9). Tem origem sob o domínio de Felipe o Macedônio, e de seu Filho Alexandre, o Grande, por volta de 360 a 323 a.C. - GRÉCIA
Macpela: O campo de Macpela localiza-se em Hebron - ISRAEL
Madiã: região a leste do Golfo de Ácaba
Malta: - Ilha do Mediterrâneo.
Manain: -
Manbré: -
Manre- lugar onde o Senhor apareceu a Abraão. Gn 18.1; Gn 23.19
Mari: Na Síria atual Massada Média – império no leste da Assíria, absorvido pela Pérsia IRÃ
Meguido: Foi construída pelos cananeus, embora tenha sido tomada pelos egípcios e controlada por eles durante séculos. O rei Salomão fez de Meguido uma das grandes cidades fortificadas, e base de sua cavalaria. Em seus arredores foram encontrados ossos de animais e vasilhas de cerâmicas. - ISRAEL
Mesopotâmia: significa entre rios – é a planície que se encontra entre os leitos dos rios Tigre e Eufrates. - IRAQUE
Moriá: Região montanhosa ao redor de Jerusalém. Atualmente esta área é considerada sagrada pelos judeus e pelos islâmicos. - ISRAEL
Naim, aldeia: Giv’at Hamoré, monte 515 m, em cujo sopé se encontra a bíblica aldeia de Naim
Napata: capital da Etiópia por volta de 900 – 950 a.C. - ETIÓPIA
Nazaré: Cidade pequena situada na região da Galiléia. Jesus nasceu nesta cidade. A anunciação do nascimento de Jesus ocorreu em Nazaré. Nazaré era uma pequena cidade, situada na Galiléia (norte de Israel). Não é citada no Antigo Testamento. E aparece apenas 9 vezes no NT. Em Jo.1:46 – aparece como uma cidade desprezada e de má fama. A importância de Nazaré veio com o Senhor Jesus, porque ele foi criado em Nazaré, vivendo nesta cidade até aos 30 anos (Lc 3:23). Em seu ministério Jesus voltou a Nazaré, mas foi rejeitado. Localiza-se numa região mais baixa a 370m acima do nível do mar. A arqueologia aponta para uma civilização que viveu nesta região na idade do ferro (900 a 550 anos antes de Cristo). Hoje Nazaré é uma cidade relativamente grande. A distância de Nazaré a região de Jerusalém é de 150 quilômetros aproximadamente, lugar em que nasceu João Batista numa região montanhosa. E que Maria visitou Isabel e permaneceu certo tempo. Durante o alistamento, quando Jesus estava para nascer, Maria teve que refazer o Nazaré percurso, agora mais longo, pois Belém, está 10 Km à sul de Jerusalém, em companhia de José e de outras pessoas que iam para a Judéia pelo mesmo motivo.
Neápolis: cidade da época romana Nablus
Neguev: região desértica ao sul de Israel. Depois da saída do Egito, os israelitas passaram quarenta anos neste deserto, conduzindo seus rebanhos de um lugar a outro, em busca de pastagens e água. - ISRAEL
Nicópolis: região grega no litoral do Mar Adriático a sudoeste da Macedônia (Tito 3.12) - GRÉCIA
Nínive: Foi capital da Assíria no tempo do rei Senaquerib (700 a.C.). O profeta Jonas foi enviado para esta cidade por volta do ano 780 a.C. Cerca de 70 anos antes da Assíria invadir Jerusalém no tempo do rei Senequaribe em 710 a.C. Foi totalmente destruída e não deixou vestígios a não ser uma colina que fica hoje no Iraque.– cidade da Mesopotâmia. O profeta Naum escreveu esta profecia por volta do ano 660 a.C. e a queda de Nínive nas mãos dos babilônicos, a quem a profecia se referia, ocorreu por volta de 612 a.C, 48 anos após. - IRAQUE
No Amon: no Egito dinastias I-VI do Império Antigo Tebas On – Heliópolis, a 16 quilômetros a nordeste de Cairo. Importante centro do culto egípcio ao Sol durante as dinastias I-VI do Império Antigo. - EGITO
Pafos: capital e residência do procônsul – governador da província, nomeado pelo senado romano. o apóstolo Paulo fundou uma igreja nesta cidade. - CHIPRE
Patmos: Pequena Ilha grega, próximo a costa ocidental da Turquia em que João ficou exilado (Apocalipse 1.9) e que provavelmente foi condenado a trabalhar duramente nas pedreiras da Ilha. - TURQUIA
Passargada: cidade importante da Pérsia - IRÃ
Peniel Fanuel
Pérgamo: Base do culto oficial do imperador e um centro terapêutico. Além disso, tinha um altar de Zeus, que dominava a cidade do alto da acrópole e o povo acorria ao templo de Esculápio para buscar a cura. As ruínas da cidade encontram-se próximo a cidade de Bergama. - TURQUIA
Pérge: Situada a 13 km do mar. Seus habitantes eram devotos do culto a deusa Diana. João Marcos deixou a expedição de Paulo a partir dessa cidade. o apóstolo Paulo fundou uma igreja. - TURQUIA
Petra: Selá, capital de Edom - JORDÃNIA
Piton: norte do Egito
Poteóli: um os principais portos da Itália no início da Era Cristã - ITÁLIA
Poço de Abrão Berseba: -
Quezibe: Região situada ao sul de Judá - ISRAEL
Quiriate Hebron
Quison, rio: próximo ao Monte Carmelo - ISRAEL
Qumrân: (talvez a cidade do sal da Bíblia)
Rabá-Amon: lugar onde o profeta Elias sagrou Jeú rei de Israel. Mais tarde tornou-se a cidade grega de Filadélfia, uma das dez cidades da Decápolis. - JORDÂNIA, Amã
Ramá: Fica a 8 quilômetros ao norte de Jerusalém; local onde Raquel, mãe de José, e, portanto das tribos de Efraim e de Manassés. - ISRAEL
Rifdin: sul da península do Sinai - EGITO
Roma: cidade que por muitos séculos foi capital política e cultural do mundo. Atualmente é a capital da Itália - ITÁLIA
Salamina: cidade marítima na costa oriental de Chipre e lugar residencial de muitos judeus, pois nela havia mais de uma sinagoga. - CHIPRE
Salém: Significa paz. Foi o nome antigo de Jerusalém - ISRAEL
Samaria: Capital do reino de Israel, no reino dividido. Região em que localizava-se a Galiléia e Nazaré, no início da Era Cristã. Cerca de 48 km distante de Jerusalém. A nova cidade encontra-se próximo às ruinas. - ISRAEL
Sabastiva,Sebaste: -
Sardes: Capital do antigo reino da Lídia. A região foi colonizada pelos gregos. Ainda são visíveis colunas de um grande templo grego. - TURQUIA
Sarepta: Cidade em que o profeta Elias morou e ressuscitou o filho de uma viúva. 1 Reis 17. 8-24 - LÍBANO
Saron - planície – sul do Monte Carmelo - ISRAEL
Sebaste de Herodes / Sabastiva, Sebaste, Sabastiye
Seir: Região entre o Mar Morto e o Mar Vermelho, limitado por uma região montanhosa. A estrada real, importante rota comercial, passava ao longo da cadeia oriental. - JORDÂNIA
Sefarade: Cidade que ficava entre Tiro e Sidon, as vezes citada também, como Sarepta. Obadias 1.20. - LÍBANO
Selá – Ver Petra - JORDÂNIA
Selêucia: – porto marítimo da Antioquia, a 25 km de Antioquia. - SÍRIA
Sidon: Cidade de grande importância na Antiguidade. Ez.27.8 - LÍBANO
Sin: deserto ao sul da península do Sinai - EGITO
Sinai, monte: – península do Sinai, constitui o cenário da aliança, quando Deus lhes deu as suas leis e os declarou o seu povo - EGITO
Sinar (Senaar): Referência as planícies da Babilônia. Dn 1.2, Is 11.11 / ver Caldéia - IRAQUE
Siquém: Primeiro acampamento israelita dentro dos limites de Israel. José foi a Siquém para ver seus irmãos e os rebanhos. Capital do reino de Israel no reinado de Jeroboão I. Centro da comunidade samaritana no tempo de Alexandre Magno. - ISRAEL
Síria: Em todos os tempos bíblicos, a Siria foi cruzada por rotas que ligavam as civilizações do norte com a do Egito, ao sul. Os sírios ou arameus, descendem de Arã, filho de Sem, neto de Noé. - SÍRIA
Sodoma e Gomorra: cidades localizadas provavelmente, ao sul do Mar Morto. É possível que tenha ocorrido uma erupção vulcânica, com lançamento de enxofre, sais minerais e gazes incandescentes, erupção essa acompanhada por terremoto, provocando a destruição total daquelas cidades. - ISRAEL
Soreque: rio que desemboca no Mediterrâneo; cidade de origem de Dalila - ISRAEL
Sucote: situada no vale do Jordão a norte do rio Jaboque. Ponto em Jacó fez seus preparativos para estabelecer-se em Canaã - JORDÂNIA
Sur : Povoamento fortificado na península do Sinai, para proteger o Egito de exércitos estrangeiros vindos através da Palestina. - EGITO
Susã – Irã: -
Tamna: cidade de origem da mulher filistéia de Sansão
Tarsis: Cidade portuária que provavelmente, ficava no sul da Espanha. A viajem marítima mais longa. Ez27.12. Jonas1.3 . - ESPANHA
Tarso – cidade universitária de cerca de 500.000 habitantes. Ponto de encontro entre o oriente e Ocidente, entre gregos e orientais e terra de Paulo. - TURQUIA
Tiatira - Centro comercial na estrada que levava ao oriente. Nada restou da época antiga. Lídia que negociava com este tipo de tecido e que encontrou o apóstolo Paulo em Filipos (Atos 16.14), era de Tiatira e poderia Ter voltado à sua terra para prestar auxílio à igreja local. Outra mulher trabalhava, em sentido contrário, visando desviar os fiéis da verdadeira fé, recebendo o nome de Jezabel em Apocalípse 2.20. - TURQUIA
Tiberíades – situada a margem do Mar da Galiléia. Fundada por Herodes Antipas por volta do ano 20 d.C.
Tínis (Noph): no Egito dinastias I-VI do Império Antigo Mênfis
Tiro: Cidade portuária com porto importante. Ez 27.3 - LIBANO
Tirsa: cidade do Bronze Antigo - encontradas casas amplas de estrutura quadrangular. Existência de diversos incêndios sucessivos que queimaram parcialmente a cidade. Esta tinha muralhas de pedra com até 9 metros de espessura.
Tell el-far’ah:
Tisbé: lugar de origem do profeta Elias o tesbita, na região de Gileade. - JORDÂNIA
Transjordânia: Colinas a leste do rio Jordão - JORDÂNIA
Trôade: cidade marítima da Mísia, na costa do Mar Egeu, próximo a antiga Tróia. - TURQUIA
Ugatit: cidade Estado, na costa mediterrânea Ras Shamra
Ur: cidade de origem de Abraão, localizada na baixa Mesopotâmia. Alguns autores calcularam uma população de 360.000 habitantes enquanto outros acham que poderia ter cerca de 200.000 habitantes. Estas hipóteses explicam-se pela extrema fertilidade proporcionada pelos Rios Tigre e Eufrates. Encontrado um documento de aproximadamente 1700 a.C., que os especialistas chamaram de almanaque do lavrador. Descreve os trabalhos agrícolas, que começavam logo depois das chuvas de outubro-novembro. Os textos da III Dinastia de Ur mencionam escultores, ourives, cortadores de pedra, carpinteiros, forjadores de metais, curtidores, alfaiates, calafates. Havia grandes oficinas pertencentes aos templos e palácios. Por volta de 2900 a.C., trabalhavam cerca de 6.400 artesãos têxtis. O comércio entre as cidades da Baixa Mesopotâmia era feito através da navegação pelos rios e canais. - IRAQUE
Uruk: Cidade da Mesopotâmia – 2800 a.C. Pertenceu a um grupo de cidades privilegiadas. Centro agrícola e manufatureiro. - IRAQUE
Zoar - Cidade onde Ló se abrigou durante a destruição de Sodoma e Gomorra. Gênesis 19.22-25 Sudeste do Mar Morto - JORDÂNIA
Esperamos que este estudo de algumas cidades e regiões da Bíblia, possa, ter lhe despertado para a importância de conhece-las muito bem; quanto mais nos aproximamos das pessoas da época, mais podemos nos localizar ao lermos o texto sagrado.
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AS VIAGENS DOS APOSTOLOS E A EXPANSÃO DO EVANGELHO
Este item compreende estudos sobre as viagens de Paulo, Pedro e Filipe, e auxiliares tais como Tito e Timóteo. Ao iniciar este tema, gostaria de dizer que suspeito de que a diáspora judaica resultante, da invasão romana, tenha sido uma providencia divina para facilitar a pregação do evangelho pelos apóstolos, pois nos tempos em que os apóstolos começaram as suas viagens missionárias, já haviam muitas colônias judaicas espalhadas por todo o mundo conhecido, e o efeito disto foi devastador para a propagação do evangelho.
Veja um exemplo disto em At 2 (leia todo o capitulo) na descida do Espírito Santo (v5 – E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu), no dia de pentecostes acontecia uma verdadeira migração para Jerusalém, a cidade transformava-se num grande armazém de tudo quanto é espécies de coisa que pudessem ser compradas ou consumidas., e neste dia (v 41 – De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra, e naquele dia agregaram-se quase três mil almas) 3000 pessoas se converteram, e grande parte delas alguns dias depois já estavam a caminho de volta para casa nas estradas, e ao chegarem em suas cidades muitos anunciaram a vinda do messias – e milhares de congregações nasceram pelo poder do Espírito Santo, sem mesmo que os apóstolos soubessem, veja o caso da congregação dos romanos (a quem Paulo escreveu uma epístola), ninguém sabe quem a fundou.
Diáspora significa dispersão, e aconteceram muitas vezes, em épocas de paz ou por força, muitos judeus migravam por melhores condições de vida e trabalho ou por motivos contra vontade, tais como em guerras, como quando o Gal. Augusto invadiu Jerusalém, outras em 70 e em 130 d.C. também por conflitos com os romanos. Muitas outras houveram antes, a dispersão egípcia e a babilônica, o efeito delas era que muitas sinagogas eram fundadas em todas as partes. Para o pentecostes vieram judeus desde Roma (a oeste), da costa sul do mar negro (ao Norte), da Mesopotâmia a (Leste) e do Egito (ao Sul), havia umas 100 colônias judaicas pelo mundo afora.
Estevão morreu apedrejado em Jerusalém mesmo At 6 e 7, após ser acusado por alguns judeus da sinagoga dos libertinos (ex-escravos). Em Atos 8.1-8, temos agora uma dispersão da igreja por causa de perseguição, isto alguns dias após o pentecostes, e os versículos 3 e 4 dão a entender a importância disto. Filipe pregou em Samaria e converteu entre muitos a Simão “o mágico”, que mais tarde foi amaldiçoado por Pedro e João que também estavam pregando nas aldeias de Samaria. Pedro seguiu depois para Lida e curou Enéias e continuando até Jope curou Tabita e descansou na casa de Simão “o curtidor”; lá em Jope ele teve uma visão que o levou a aceitar o convite do centurião Cornélio para ir a Cesaréia. Filipe, depois de pregar em samaria, foi chamado até Gaza onde encontrou com um eunuco da rainha de Candace (rainha da Etiópia), e o batizou numa nascente junto a estrada, depois disto foi de Azoto a Cesaréia pregando o evangelho.
Em qualquer Bíblia ou mapa bíblico, se acham as 4 viagens de Paulo mais conhecida; que são as 3 missionárias e a outra prisioneiro para Roma, mas a sua viagem da conversão, a Damasco é pouca explorada. Saulo foi, pediu ao sumo sacerdote para ir a Damasco e fim de prender os cristãos, ele era um dos perseguidores da igreja, e segunda conta histórias extra-bíblicas somente a menção de seu nome já causava pavor, mas no meio do caminho ele teve uma visão de Jesus e foi convertido. Ananias foi enviado por Deus até Saulo, o qual orou por ele para que recuperasse a visão e foi batizado, logo em Seguida Paulo já estava pregando em Damasco mesmo. At 9.1-30. Logo em Seguida alguns judeus planejavam matá-lo, mas foi liberto pelos apóstolos que o ajudaram a fugir, descendo-o em um cesto pelos muros de Damasco. Chegando em Jerusalém pregava com tanta ousadia que logo planejavam mata-lo novamente e teve de ir até sua cidade Tarso.
Em seguida Paulo fez três viagens missionárias
Na 1º, partiu de Antioquia em 47 d.C. acompanhado de Barnabé e do jovem João Marcos, mas ao chegar em Perge, João Marcos voltou, e continuaram a viagem ; voltaram a Antioquia em 49 d.C. – At 13 e 14.
Na 2º viagem, partiu de Antioquia em 50 d.C acompanhado de Silas, em Listra o Jovem Timóteo se juntou a eles, e em Trôade Lucas juntou-se também ao grupo, agora eram em quatro ; Paulo chegou de volta em Antioquia em 53 d.C. Dos três anos desta viagem 18 meses foram passados em Corinto. – At 15.36 – 18.22.
Na 3º, ele sai só de Antioquia em 53 d.C, e permanece em Éfeso por dois anos, inicia sua viagem por terra passando por toda a Ásia menor, visitando todas as igrejas cristãs, e chegando em Acáia volta de navio pela costa do mar Egeu, e chegando a região da Judéia desembarca primeiro em Tiro, depois em Ptolemaida, Cesaréia e finalmente em Jerusalém.
Na sua viagem a Roma, ele é preso em Jerusalém, e é enviado a Cesaréia onde fica dois anos preso, em agosto de 59 navegou até Roma, passando por Mirra, Bons Portos em Creta, Malta, Siracusa, Régio, Potéoli, Praça de Ápio, três Vendas e Finalmente chega a Roma em 60 d.C., onde fica em prisão domiciliar por mais dois anos, depois disto é solto. – At 21.17 – 28.16.
Este trabalho árduo produziu muitos frutos, foram muitos homens de coragem que se dedicaram a pregar o evangelho, com ousadia, temor só de Deus. Veja o desenvolvimento da igreja do 1º para o 2º século, no 2º século o cristianismo já estava expandido por todo o império.
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FIM
 
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