meçando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois,
confirmada pelos que a ouviram;
PONTO DE CONTATO:
Esta lição fala acerca da superioridade de
Jesus sobre os anjos. Os crentes hebreus, baseados nos relatos e
ensinamentos do Antigo Testamento, tinham os seres angelicais em alta estima
e respeito, uma vez que os mesmos ocupavam proeminente lugar na economia
divina. Eles sabiam que caso suas mensagens fossem desprezadas,
conseqüências terríveis haveriam de vir. Era urgente e necessário para
aqueles crentes entenderem que Jesus está acima dos anjos em todos os
aspectos, pois sua mensagem e missão têm finalidade infinitamente mais
sublime: a salvação de todos os homens em todas as épocas e lugares.
Somente ao Senhor Jesus toda honra, glória e majestade.
OBJETIVOS
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:
Afirmar que Jesus é superior aos anjos em todos os aspectos.
Definir os privilégios de Jesus como Senhor e Criador.
Explicar que não há salvação fora de Jesus.
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO
Na Antiga Aliança, os anjos eram muito considerados. Na epístola aos
Hebreus, o escritor ressalta, de modo enfático, a superioridade de
Cristo em relação aos seres angelicais e, ao mesmo tempo, afirma que Ele,
ao se encarnar, fez-se “um pouco menor que os anjos” (Hb 2.9).
Nesta lição, estudaremos alguns aspectos importantes dessa
superioridade, entendendo esse paradoxo numa análise exegética
simples.
I. MAIS EXCELENTE EM SUA NATUREZA E NO SEU NOME
1. Os anjos na Bíblia. Os an-jos tiveram papel muito importante entre o
povo de Deus no Antigo Testamento. Ver Gn 19.1,15; 28.12; Êx 3.2;
23.20; Sl 103.20. No Novo, não foi diferente. Um anjo apareceu a
José, revelando o nascimento sobrenatural de Jesus (Mt 1.20); um anjo
removeu a pedra do sepulcro de Jesus, após sua ressurreição (Mt
28.2). Hoje, há uma verdadeira idolatria em torno desses seres celestiais.
A Bíblia adverte: “Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com
pretexto de humildade e culto dos anjos” (Cl 2.18). Outras
referências demonstram claramente a ação dos anjos, não só em favor de
Israel, mas de todos os
servos de Deus, em todo o mundo (cf. Sl 34.7).
2. A natureza dos anjos (vv.7,14). O texto bíblico nos revela alguns
aspectos relativos à natureza dos anjos. No v.7, lemos que Deus “de
seus anjos faz ventos, e de seus ministros labaredas de fogo”. É uma
citação de Salmos 104.4. Eles são ministros usados por Deus segundo
a sua vontade, submissos a cada convocação sua, portanto, ficam muito
aquém da natureza e das funções do Filho de Deus. Por maiores que sejam
os anjos, em comparação com Cristo são apenas bafos de ventos e
fagulhas de fogo. Eles são criaturas. Jesus é Criador, inclusive dos
anjos (ver Jo 1.3). No v. 14, os anjos são chamados “espíritos
ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar
a salvação”.
II. A SUPERIORIDADE DE JESUS EM RELAÇÃO AOS ANJOS

1. Declarado Filho de Deus, gerado pelo Pai. No v.5, o escritor indaga: “a
qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra
vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?” Estas perguntas
trazem em seu bojo a afirmativa de que Cristo é superior aos anjos,
por ter sido gerado pelo Pai. Ver também Rm 1.4. O escritor sacro
reporta-se a Salmos 7.2, que diz: “Recitarei o decreto: O SENHOR me disse:
Tu és meu Filho; eu hoje te gerei”. Essa questão é realmente
difícil de entender. Sendo Deus, em que sentido Jesus poderia
ser gerado? A resposta está no grandioso milagre e mistério da sua
encarnação, incompreensível à mente humana, que só entende um
pouco das coisas terrenas.
2. O Filho pela ressurreição. O escritor Lucas, no Livro de Atos, declara:
“E nós vos anunciamos que a promessa que foi feita aos pais, Deus a
cumpriu a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está
escrito no Salmo segundo: Meu filho és tu; hoje te gerei” (At
13.32,33). Sem ter deixado jamais de ser Deus, Jesus foi apresentado
ao mundo publicamente, como Filho de Deus, na ressurreição. Veja o que
Paulo diz: “Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de
santificação, pela ressurreição dos mortos - Jesus Cristo,
nosso Senhor” (Rm 1.4). De fato, se Jesus tivesse feito milagres, mas
não houvesse ressuscitado, ninguém poderia crer que fosse o divino
Filho de Deus (Ver Mt 3.17; 17.5; Rm 1.4). Seria como Buda, Maomé, Chrisna,
etc.
3. O Filho deve ser adorado pelos anjos (v.6). “E quando outra vez
introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o
adorem”; “...por isso lhe darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei mais
elevado do que os reis da terra” (Sl 89.26,27).
4. Jesus está à direita de Deus (v.13). Esta é a posição de honra, dada
somente a Cristo, e a ninguém mais: “E a qual dos anjos disse
jamais: Assenta-te à minha destra até que ponha a teus inimigos por
escabelo de teus pés?”. Estêvão, quando estava sendo martirizado,
contemplou Jesus à direita de Deus (cf. At 7.55).
5. Jesus é Rei, Messias e Criador. No v.8, lemos: “Mas do Filho diz: ó
Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de
eqüidade é o cetro do teu reino”. Aqui o Filho é chamado Deus, como de
fato Ele o é, além de ser também Rei, cujo cetro (símbolo da
autoridade real) é de retidão. Os anjos não têm poder de reino ou
soberania. Nos vv.9-12, vemos que Jesus é apresentado como o Ungido, o
Messias, e, ao mesmo tempo, como aquEle de quem a terra e “os céus
são obra” de suas mãos. O v.13 prossegue exaltando a
superioridade de Cristo como o vencedor, pondo seus inimigos debaixo de
seus pés.
III. A GRANDE SALVAÇÃO EM JESUS
1. Advertência contra o desvio (v.1-3). Depois de apresentar o quadro da
superioridade de Cristo em relação aos anjos, o escritor aos Hebreus
é levado a advertir os destinatários da carta (e a nós, também), quanto
“às coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos
desviemos delas” (v.1). E explica que, se “a palavra falada pelos
anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a
justa retribuição”, indaga solenemente: “Como escaparemos nós,
se não atentarmos para uma tão grande salvação...?” (v.3). Esta
salvação, trazida por Jesus Cristo, não foi efetivada por meras palavras,
e sim, autenticada por Deus, por meio de “sinais e milagres, e
várias maravilhas e dons do Espírito Santo...” (v.4). Quem se desvia da
sua fé em Cristo, corre o risco de perder-se para sempre (v.3).
2. Jesus, homem, um pouco menor que os anjos (2.7-9). Esse é um aparente
paradoxo encontrado na carta aos Hebreus, relacionado à encarnação
de Cristo. “Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus
que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da
morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos”. A
dedução é simples. Jesus, feito homem, despojou-se voluntariamente de
parte de seus atributos, e sujeitou-se a morrer, na cruz, para que “provasse
a morte por todos”. Nessa condição, em sua natureza humana,
tornou-se “um pouco menor que os anjos”. Se não fosse assim, a sua
natureza divina não o permitiria morrer, pois Deus não morre.
IV. JESUS, O FIEL SUMO SACERDOTE (2.9-18)
1. Tudo existe em função dEle (v.10a). Para Jesus são todas as coisas,
visto que elas existem por Ele e para Ele (Cl 1.16). E assim é, para
que Ele traga “os filhos à glória”, e, pelas aflições, se tornasse
“o príncipe da salvação deles” (v.10b). Os filhos, ou seja, os
que o receberam, deu-lhes o poder (o direito) de serem feitos
“filhos de Deus” (Jo 1.12), e são chamados por Cristo de “irmãos”
(v.11). É sublime a declaração de Cristo, em relação aos que são
salvos por Ele. No v.13, Ele diz: “Eis-me aqui a mim, e aos filhos que
Deus me deu”. Esses são livres do “império da morte, isto é, do
Diabo” (v.14), e da servidão (v.15).
2. Em tudo, foi semelhante aos irmãos (v.17). Para poder cumprir sua
missão salvadora, Jesus, “em forma de Deus, não teve por
usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma
de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e, achado na forma de
homem, humilhou-se até à morte, e morte de cruz” (Fp 2.6-8). Assim,
“feito um pouco menor que os anjos”, entregou-se a Deus para, como “fiel
sumo sacerdote”, expiar os pecados do povo (v.17)
3. Em tudo foi tentado (v.18). Em sua condição humana, Jesus, o Filho do
Homem, suportou a tentação, “para socorrer aos que são tentados”.
Esta é uma afirmação consoladora para nós, os crentes, que durante
a caminhada na Terra, somos acossados e ameaçados por várias
tentações. Nosso Deus, Jesus, não foi em sua
missão um deus alienado dos seus ado-radores e fiéis, como prega o
deísmo. Pelo contrário, Ele se colocou no meio dos pecadores e, como
eles, foi tentado até à cruz para lhes dar vitória sobre as tentações.
Na verdade, Ele, “como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”
(Hb 4.15). Glória a Deus, por isso!
CONCLUSÃO
A superioridade de Cristo em relação aos anjos excede em muito a idéia
distorcida, e difundida entre os incrédulos, de que os seres
angelicais têm papel místico, ao ponto de serem venerados ou mesmo
adorados pelos adeptos das falsas doutrinas.
Subsídio Teológico
O autor da carta aos Hebreus, iniciando seu escrito, fala acerca de três
tipos de emissários que Deus enviou ao mundo para transmitir a sua
revelação: os profetas, os anjos e o Filho.Comparando-se os profetas e os
anjos, deve se deixar claro que os primeiros foram muito usados por Deus,
falando com autoridade e convicção. Entretanto, seus oráculos, mesmo
sendo da parte de Deus, nem sempre eram bem recebidos. A rebeldia dos
ouvintes fez com que diversos profetas fossem assassinados,
desprezados e passassem por adversidades. No caso dos anjos, não há
relatos de terem sido desprezados ou apedrejados, pois eram tidos em grande
temor por serem figuras sobrenaturais. (Note que as diversas aparições dos
seres celestes causavam muito medo, motivo este que levava os anjos a
começarem seus diálogos com a expressão “Não temas”.) Comunicações
que exigiam decisão de uma pessoa eram transmitidas por anjos (veja os
exemplos de Abraão, Gideão e Ló). Se o povo ouvia os anjos com certo
grau de temor, mais temor deveriam ter diante do Filho de Deus, por ser este
maior do que os anjos. Ele criou todas as coisas, inclusive os anjos. Se o
povo reverenciava os mensageiros celestes, estes, por sua vez, reverenciavam
o Filho. O mundo vindouro não foi deixado sob os cuidados dos anjos, mas de
Jesus. Eles são “espíritos ministradores”, que labutam em prol dos que
“hão de herdar a salvação”, enquanto o Filho é o próprio executor
da salvação. Até na forma de tratamento, a designação “anjos” é
inferior ao “Filho”, pois são eles servos, criaturas, e Jesus é Senhor
e Criador. Partindo desses argumentos, o escritor anuncia a superioridade de
Jesus tanto sobre os profetas como sobre os anjos. O autor conclui que,
se as palavras ditas pelos anjos foram firmes e, no caso de transgredidas,
receberam punição, maior responsabilidade haverá para os que rejeitarem
as palavras do Filho de Deus, sem o qual não há salvação.
QUESTIONÁRIO:
1. Quando Jesus foi apresentado como o Filho de
Deus?
R. Publicamente, na sua ressurreição.
2. Qual a posição de honra de Cristo no céu?
R. Assentado à destra de Deus.
3. Qual o papel primordial dos anjos em relação aos crentes?
R. Eles são considerados “espíritos ministradores, enviados para servir
a favor daqueles que hão de herdar a salvação”.
4. Porque a Bíblia diz que Jesus foi feito um pouco menor que os anjos?
R. “Por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse
a morte por todos”.
5. Como se posicionou Jesus em relação à tentação?
R. Em tudo foi tentado, mas sem pecado.
LIÇÃO 3 - CRISTO SUPERIOR A MOISÉS
Entre em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/moisesvida.htm
TEXTO ÁUREO:
“Porque ele é tido por digno de tanto maior
glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que
a edificou” (Hb 3.3).
VERDADE PRÁTICA:
Se conservarmos firmes nossa fé e confiança em
Cristo Jesus, Ele será sempre o nosso fiel Sumo Sacerdote perante Deus.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Sl 103.7 A revelação de Deus a Moisés
Terça Sl 77.20 Moisés, o líder provido por Deus
Quarta Êx 2.11,12 Moisés falhou ao agir segundo a carne
Quinta Dt 32.1-43 O canto de Moisés
Sexta Sl 105.26 Moisés, servo do Senhor
Sábado Js 1.1-7 Moisés reconhecido
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 3.1-8,12,14.
1 Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai
a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão, 2 sendo fiel
ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa. 3 Porque
ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior
honra do que a casa tem aquele que a edificou. 4 Porque toda casa é
edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus. 5 E, na
verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho
das coisas que se haviam de anunciar; 6 mas Cristo, como Filho, sobre a sua
própria casa; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firme a
confiança e a glória da esperança até ao fim. 7 Portanto, como diz o
Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz, entramos no repouso, tal como
disse: Assim, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso; embora
as suas obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo. 8 não
endureçais o vosso coração, como na provocação, no dia da tentação no
deserto,
12 Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de
vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo.
14 Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o
princípio da nossa confiança até ao fim.
PONTO DE CONTATO:
Você já resistiu a voz do Espírito Santo
alguma vez na em sua vida? Resistir a voz de Deus tem sido a prática de
muitos em nosso meio, que semelhantemente aos hebreus no deserto,
tornaram-se insensíveis e desobedientes aos preceitos do
Todo-Poderoso: habituaram-se com as bênçãos, sem contudo, reverenciar,
obedecer e servir ao Doador e Provedor de todos os benefícios. Ouvir a voz
de Deus e abster-se do mal são procedimentos de um coração bom e fiel. O
Senhor está sempre pronto para agraciar seu povo com o suficiente “maná
diário”, garantindo sobrevivência e crescimento espiritual. Podemos
estar certos de que não pereceremos no “deserto desta vida”; nossa
jornada culminará na prometida
Canaã celestial.
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:
Considerar Cristo como nosso Sumo Sacerdote.
Reconhecer a superioridade de Jesus sobre Moisés.
Decidir não endurecer o coração ao ouvir a voz de Deus.
Destacar a importância de ser um participante de Cristo.
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO
Nesta lição, somos exortados a considerar Jesus Cristo como “Sumo
Sacerdote da nossa confissão”. Os israelitas tinham grande respeito aos
profetas e sacerdotes da antiga aliança, destacando-se entre eles Moisés e
Arão. Na Nova Aliança, Jesus é superior a todos eles, pois encarnou-se
tomando a forma humana, ou seja, tornou-se o Emanuel, “Deus entre nós”,
concedendo a gloriosa e eterna salvação para todos os que nEle
crêem.
I. CONVOCAÇÃO DOS SANTOS À ADORAÇÃO A CRISTO (v.1)
1. “Irmãos santos”. A palavra santo vem do latim, sanctu, que,
originalmente, quer dizer aquele ou aquilo que “era estabelecido segundo a
lei”, passando depois a significar aquele ou aquilo “que se tornou
sagrado”. No Antigo Testamento, a palavra hebraica para santo é qodesh e
seus derivados, que significam santo, santificado, santificar, separar, pôr
à parte. No Novo Testamento, a palavra “santo”, no grego hagios, tem
sentido semelhante ao da língua hebraica; santos, segundo o ensino
bíblico, são somente aqueles que têm comunhão com Deus e com seu Filho,
Jesus. Estes são convocados para adorarem a Cristo, separados do mundo.
2. “Participantes da vocação celestial”. Os santos que vivem aqui na
terra não são apenas os mártires, ou os que fizeram algum milagre, como
ensina o Catolicismo. Os santos são pessoas de carne e osso, “participantes
da vocação celestial”, por aceitarem a Cristo como seu Salvador ao
ouvirem o seu convite através do
evangelho.
3. Cristo, Apóstolo e Sumo Sacerdote. Os santos são convocados para
considerar “Jesus, apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão”. Ele
foi, de fato, o Apóstolo por excelência. Jesus foi enviado por Deus ao
mundo, “não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo
por Ele” (Jo 3.17). No Antigo Testamento, os sacerdotes intercediam pelo
povo, tendo que oferecer, por todos os pecantes, sacrifícios com sangue de
animais, que apenas encobriam o pecado. Na Nova Aliança, Jesus é o Sumo
Sacerdote perfeito, pois ofereceu o seu próprio sangue para nos salvar e
nos apresentar a Deus com a nossa confissão.
II. MAIOR GLÓRIA DO QUE MOISÉS
1. Moisés, fiel como servo (v.5). Moisés foi fiel em sua casa, como
acentua o escritor, na condição de servo, sendo o mensageiro que
testemunhou das “coisas que haviam de vir”. Ele foi o porta-voz de Deus
ao receber as tábuas da Lei no Sinai, transmitindo, com fidelidade, a
palavra que de Deus ouviu no monte. Ele nada alterou do que recebeu do
Senhor. Foi servo em sua casa, no âmbito do que lhe foi confiado, e
desincumbiu-se muito bem de sua tarefa na “casa” de Deus. Por isso, foi
considerado um modelo entre os homens (cf. Jr 15.1).
2. Jesus, fiel sobre sua própria casa (v.6). Jesus foi superior a Moisés.
Este foi servo. Aquele é o Filho, o Sumo Sacerdote constituído por Deus,
posição que não foi confiada a mais ninguém. Moisés, mesmo sendo fiel
como homem, não foi perfeito. Falhou em algum momento. No episódio em que
Deus mandou que ele falasse à rocha pela segunda vez, descontrolou-se
emocionalmente e feriu-a, ao invés de falar (Nm 20.11). Jesus, no entanto,
nunca falhou. “Em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15).
3. A casa somos nós (v.6). Em nossa imperfeição, como poderíamos ser
chamados “casa” de Cristo para que Ele, nessa “casa”, fosse sumo
sacerdote? Só a graça de Deus pode explicar. A condição para que sejamos
“casa” do Senhor, é que tão-somente conservemos “firme a confiança
e a glória da esperança, até o fim”. O
apóstolo Paulo teve de Deus revelação semelhante. Na primeira Epístola
aos Coríntios 6.19,20, lemos: “Ou não sabeis que o nosso corpo é o
templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que
não sois de vós mesmos?” Diante disso, é grande a nossa
responsabilidade para com essa “casa”, em que, ao mesmo tempo, habitam
Cristo, nosso Sumo Sacerdote, e o Espírito Santo, nosso intercessor, que
nos tem como seu templo.
III. ADVERTÊNCIA QUANTO AO ENDURECIMENTO CONTRA DEUS
1. Ouvindo a voz do Espírito. A advertência é grave e solene: “Portanto,
se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na
provocação, no dia da tentação no deserto...” (vv.7,8). Citando o
Salmo 95.8-11 o escritor admoesta os destinatários da carta valendo-se de
fatos constrangedores, relativos ao povo de Israel. Na advertência, o
Espírito Santo os lembra para não fazerem como seus pais, que provocaram a
Deus no deserto com graves atitudes: 1) Tentaram a Deus; 2) Provaram a Deus,
mesmo tendo visto suas obras por 40 anos (v.9; Êx 15.22-25; 17.1-7). Esse
aviso quanto a ouvir o Espírito Santo é significativo e oportuno para
nós em nosso tempo, pois há crentes tão insensíveis, em todos os
sentidos, que suas consciências já se encontram irremediavelmente
cauterizadas (cf. 1 Tm 4.2).
2. Não endurecer o coração (v.8). O povo israelita, não obstante
presenciar as maravilhas do poder miraculoso de Deus no deserto, a começar
pela passagem do Mar Vermelho, rebelou-se contra o Senhor. Em
conseqüência, Deus se indignou. Manifestou a sua ira e decretou seu
juízo: “Não entrarão no repouso de Deus”. Daquela geração rebelde,
todos os que tinham mais de 20 anos não entraram na Terra Prometida. O
endurecimento do coração é um obstáculo para o recebimento da bênção
de Deus.
3. Um coração mau e infiel (v.12). Outra advertência é dada pelo
Espírito Santo através do escritor da Epístola aos Hebreus, para que
neles não houvesse “um coração mau e infiel”, que viesse afastá-los
“do Deus vivo”. O verbo afastar, no texto, é apostenai (gr.), palavra
que dá origem ao termo apostasia. No versículo seguinte vem um conselho
divino: “Antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo
que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do
pecado” (v.13). Muitos, por falta de orientação e advertência
(exortação), endurecem o coração para Deus, desviam-se e até negam a
fé, aceitando falsas doutrinas e envolvendo-se em práticas
extra-bíblicas, semelhantes às do espiritismo, incluindo “regressão
espiritual” e outras invencionices.
4. Como nos tornamos participantes de Cristo (v.14). O escritor nos mostra
como nos tornamos participantes de Cristo: “Se retivermos firmemente o
princípio da nossa confiança até o fim”. Essa afirmação é
corroborada pelo que Jesus asseverou: “...mas aquele que perseverar até o
fim será salvo” (Mt 10.22). “Até o fim...”. O homem só alcança a
salvação plena quando aceita a Cristo como Salvador e permanece em
santidade, até a “redenção do nosso corpo” (Rm 8.23b). Se por um lado
é difícil iniciar a carreira cristã, mais difícil ainda é continuar e
terminá-la. Porém, todas as promessas futuras na eternidade estão
reservadas para os vencedores, os que completam a carreira, como diz o
apóstolo Paulo (2 Tm 4.7).
CONCLUSÃO
A superioridade de Cristo em relação a Moisés é incontestável. Moisés
era homem imperfeito e falho, mesmo tendo de Deus uma missão tão grande.
Jesus, nosso Salvador, mesmo na condição humana, em face de sua missão
salvífica, “em tudo foi tentado, mas sem pecado”. Nós, cristãos,
precisamos honrar a Jesus Cristo, o
Sumo Sacerdote da nossa confissão.
Subsídios Teológico
“Havendo declarado o pensamento central do sacerdócio de Cristo, e antes
de desenvolvê-lo nos capítulos 5 a 7, o autor interrompe o assunto, a fim
de estabelecer, sob outro ponto de vista, a superioridade do Novo Concerto
sobre o Antigo. Ele já demonstrou que Cristo é superior aos anjos, os
mediadores espirituais da Lei;
Agora demonstra que também é superior a Moisés, o homem que promulgou a
Lei.
“O autor, ao abordar o assunto, emprega a expressão ‘o mundo futuro’,
ou ‘o século que há de vir’ (2.5; 6.5) — que no grego é cukoumenen
(literalmente “o mundo vindouro habitado”). Ele se refere ao reino de
Deus que será estabelecido entre os habitantes da Terra. Isso leva,
naturalmente, à comparação entre os fundadores da velha teocracia
judaica, sob Moisés e Josué, e Jesus, do novo Reino. A posição de
Moisés para com o sistema judaico torna necessário o argumento, porque os
cristãos hebreus estavam confusos sobre esse ponto.“O ponto de
comparação, no versículo 2, prende-se ao fato de que tantos Moisés como
Cristo se ocuparam da administração de economia divina: aquele, sob a
velha ordem da Lei; este, sob a nova ordem da graça de Deus, tendo ambos
cumprido fielmente suas responsabilidades. Mas o autor apresenta em seguida
uma série de contrastes que demonstram a glória muito superior de Jesus.”
(Comentário Bíblico Hebreus, CPAD, págs. 129-131
QUESTIONÁRIO:
1. Quais são os dois ofícios de Cristo,
apresentados nesta lição?
R. Apóstolo e sacerdote da nossa confissão.
2. Onde Moisés foi fiel?
R. Em toda a sua casa.
3. Em que condição somos casa de Cristo?
R. “Se conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até o
fim”.
4. Qual a advertência para quem ouve a voz do Espírito Santo?
R. Não endurecer o coração.
5. Qual a conseqüência de um coração mau e infeliz?
R. Apartar-se do Deus vivo.

LIÇÃO 4 - REPOUSO PARA O POVO DE DEUS
Mt 11.29 = Tomai sobre vós o
meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e
achareis descanso para as vossas almas.
A alma é que precisa de
repouso. O verdadeiro cansaço está na alma e não no corpo que basta uma
noite de sono e já descansou.
TEXTO ÁUREO:
“Portanto, resta ainda um repouso para o povo
de Deus” (Hb 4.9).
VERDADE PRÁTICA:
Nosso Sumo Sacerdote, Jesus, preparou-nos um
repouso sublime, no qual só teremos acesso se ouvirmos a sua voz, não
endurecendo o coração.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Js 23.1 Deus deu repouso a Israel
Terça Is 32.17 Repouso, fruto da justiça
Quarta Rm 8.34 Jesus, nosso intercessor
Quinta Mt 11.29 Jesus dá descanso à alma
Sexta Êx 33.14 A presença de Deus dá descanso
Sábado Ap 14.13 Os salvos descansarão
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 4.1-16
1 Temamos, pois, que, porventura, deixada a promessa de entrar no seu
repouso, pareça que algum de vós fique para trás. 2 Porque também a nós
foram pregadas as boas-novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada
lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a
ouviram. 3 Porque nós, os que temos crido, 4 Porque, em certo lugar, disse
assim do dia sétimo: E repousou Deus de todas as suas obras no sétimo dia.
5 E outra vez neste lugar: Não entrarão no meu repouso. 6 Visto, pois, que
resta que alguns entrem nele e que aqueles a quem primeiro foram pregadas as
boas-novas não entraram por causa da desobediência, 7 determina,
outra vez, um certo dia, Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como
está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração.
8 Porque, se Josué lhes houvesse dado repouso, não falaria, depois disso,
de outro dia. 9 Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus. 10
Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas
obras, como Deus das suas. 11 Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para
que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência. 12 Porque a palavra de
Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois
gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas
e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do
coração. 13 E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas
as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de
tratar. Cristo é superior aos sumos sacerdotes do antigo pacto 14
Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou
nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. 15 Porque não
temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas;
porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. 16
Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos
alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em
tempo oportuno.
PONTO DE CONTATO:
Você crê, realmente, que Deus fará o que
prometeu na sua vida? A Palavra de Deus é digna de confiança? Deus fez uma
promessa ao povo de Israel: Ele se responsabilizaria pela sua segurança ao
entrar em Canaã. Israel respondeu com incredulidade: o povo duvidara
da veracidade divina. No texto em estudo, o sacro escritor adverte aos
crentes hebreus acerca do perigo da incredulidade e relembra-os que, dentre
os que saíram do Egito, somente dois (Josué e Calebe) entraram no descanso
prometido, na terra de Canaã. Mesmo tendo presenciado milagres portentosos,
operados por Deus, o povo duvidou da capacidade do Altíssimo para expulsar
os poderosos habitantes daquela terra. Há também um descanso para os
cristãos no campo espiritual, mas para tomar posse desse repouso é
necessário ter fé, obediência e perseverança em Deus.
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:
Reconhecer que a pregação sem a fé não atinge os objetivos propostos por
Deus.
Definir as principais características da Palavra de Deus.
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO
Em conseqüência da desobediência do povo de Israel durante sua
peregrinação, os que pecaram, rebelando-se contra o Todo-Poderoso,
morreram, e seus corpos caíram no deserto. De acordo com o juramento de
Deus, os desobedientes não entraram no seu repouso. Que isto jamais venha a
acontecer conosco! Nesta lição, veremos em que consiste o repouso
espiritual reservado aos crentes fiéis.
I. AS BOAS NOVAS FORAM PREGADAS
1. Ouviram mas não obedeceram. Segundo cálculos razoáveis, os israelitas
tirados do Egito pela poderosa mão de Deus foram cerca de três milhões de
pessoas. Somente os homens de guerra somavam 600.000 (Êx 12.37). Desses,
só entraram em Canaã, dois: Josué e Calebe (Dt 1.36,37). Por causa da
desobediência e da incredulidade, o juízo de Deus prostrou-os no deserto,
impedindo-os de chegar à Terra Prometida. Isso mostra que Deus dá mais
valor à qualidade do que à quantidade. No Dilúvio, só oito escaparam. Na
destruição de Sodoma e Gomorra, somente três ficaram vivos.
2. A pregação sem proveito (v.2). Os israelitas ouviram as “boas novas”.
A razão pela qual muitos não entraram no “repouso”, ou seja, em
Canaã, é que “a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto
não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram” (v.2). Aí, vemos
a importância da fé para a salvação. A Bíblia
assevera que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Hoje, em todo
o mundo, é grande a provocação ao Senhor. Os ímpios estão em rebelião
aberta e declarada contra Deus. Infelizmente, também há crentes que
ouvem a Palavra nas igrejas, mas preferem continuar desobedecendo aos
preceitos do Senhor.
II. O DESCANSO PARA O POVO DE DEUS
1. A ilustração do descanso de Deus. O escritor, no v.10, relembra o que
está escrito em Gn 2.2, quando Deus, no sétimo dia, descansou de suas
obras: “Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de
suas obras, como Deus das suas”. Obviamente que aqui não se trata de
descanso físico, pois por ser Espírito,
Deus não sofre desgaste.
2. O descanso dos israeli-tas. O sofrimento dos israelitas no Egito após a
morte de José foi cruel. Por mão de Moisés e pelo poder de Deus, o povo
foi libertado milagrosamente. Entretanto, por causa da incredulidade e
rebeldia, grande parte deles não pôde entrar na Terra Prometida. Foram
obrigados a passar 40 anos caminhando
no deserto (Hb 3.19; 4.6,11; 1 Co 10.1-11). Somente por misericórdia, Deus
lhes destinou a terra de Canaã, onde enfim encontraram o descanso de seus
sofrimentos.
3. O descanso (repouso) do povo de Deus (v.9). Aqui o descanso prometido
não é físico, mas espiritual, celestial, mirífico, indizível e pleno
para os salvos: “Ainda resta um descanso para o povo de Deus”. Trata-se
do bendito estado da alma e do espírito, em que os crentes, obedientes e
santos, que ouvem a Palavra e a obedecem, terão direito à paz e a
tranqüilidade perene, na comunhão com o Senhor. Lembremo-nos de que o
descanso espiritual só se obtém através da nova vida em Cristo (ver Mt
11.28,29). É preciso ouvir e obedecer a Palavra de Deus. “Procuremos pois
entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo
exemplo de desobediência” (v.11).
III. O PODER PENETRANTE DA PALAVRA DE DEUS
1. Ela é viva. A Palavra de Deus mostra quem vai entrar no repouso eterno.
Ela não se constitui de meras argumentações humanas ou filosóficas, que
atingem o intelecto, mas não penetram no coração, no mais íntimo do ser
humano. A Palavra de Deus é viva, poderosa e vivificante. Jesus afirmou:
“as palavras que eu vos disse são espírito e vida” (Jo 6.63). Somente
Ele tem palavras de vida eterna (Jo 6.68).
2. Ela é eficaz. A palavra de Deus sempre
produz efeitos: “Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e
para lá não tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar
semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da
minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que
me apraz e prosperará naquilo para que a enviei” (Is 55.11). Ninguém
ouve a palavra de Deus sem ser alcançado por seus resultados. Quem ouve e
crê “tem a vida eterna” (Jo 5.24). Quem ouve e não crê “já está
condenado” (Jo 3.18).
3. Ela é penetrante. É comparada a uma espada
cortante, que “penetra até à divisão da alma e do espírito e das
juntas e medulas”. Sendo “espírito e vida”, a palavra de Deus atinge
a parte sensorial do homem. O espírito, a alma e o corpo são alcançados
pelo poder penetrante da palavra divina. Por quê? Quando o homem ouve a
Palavra e crê, no seu interior ocorrem modificações extraordinárias que
beneficiam inclusive o
funcionamento orgânico do seu corpo.
4. Ela discerne pensamentos e intenções.
Muitos filósofos, com seu intelectualismo frio e racionalista, têm
confundido os homens afastando-os ainda mais do seu Criador. A Bíblia, no
entanto, sendo a Palavra de Deus, tem transformado a vida de inúmeras
pessoas, elevando-as à condição de salvas e remidas pelo sangue de
Jesus. No v.13 o escritor adverte que diante do poder penetrante da palavra
de Deus, “não há criatura alguma encoberta diante dele”, e todas as
coisas estão “nuas e patentes aos seus olhos”, ou seja, não há nada
velado diante do Todo-Poderoso.
IV. NOSSO GRANDE SUMO SACERDOTE (vv.14-16).
1. “Jesus, Filho de Deus”. Ele é grande, no sentido absoluto. Os “sumo
sacerdotes” de outras religiões jamais chegaram aos céus. Buda pregou
que chegaria ao Nirvana (no budismo, estado de ausência total de
sofrimento); Chrisna, mentor do Hinduísmo, também não foi aos céus; para
seus adeptos, deve estar reen-carnando por aí. Os seguidores de Maomé
imaginam que ele esteja num “paraíso”, onde há muitas
mulheres e tâmaras. Os sumo sacerdotes do Antigo Testamento só adentravam
uma vez por ano, no lugar Santíssimo, onde era manifestada a glória de
Deus. Eles não podiam permanecer lá. Mas Jesus, nosso Sumo Sacerdote por
excelência, “penetrou nos céus”, “está à direita de Deus, e
também intercede por nós” (Rm 8.34b).
2. Sacerdote compassivo. Em seu ministério terreno, Jesus sempre se
preocupou com as multidões sofredoras (Mt 9.36; 14.14). Em sua missão
sacerdotal, demonstra grande compaixão por nós: sendo “longânimo e
grande em benignidade” (Sl 103.8), Ele suporta as nossas fraquezas, não
querendo que ninguém se perca (2 Pe 3.9).
Não perecemos unicamente em razão de sua infinita misericórdia.
3. Em tudo foi tentado. Mesmo com a natureza divina, Jesus “em tudo foi
tentado”, diz a Palavra de Deus. Só conhece o que é tentação quem já
passou por ela. As tentações de Jesus não partiam de seu íntimo, como
ocorre com o “homem natural” (1 Co 2.14). Elas foram provações e
provocações externas, advindas do
tentador e seus agentes. Além das tentações no deserto, o Mestre
certamente experimentou a opressão do Maligno em outras ocasiões. Para
nós é muito significativo saber que Jesus, como homem, foi tentado em
todas
as coisas, “mas sem pecado”. A Bíblia nos assegura: “Àquele que não
conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos
justiça de Deus” (2 Co 5.21). Diante disso, compreendemos o grande amor
de Jesus por nós: Ele sofre conosco, colocando-se sempre ao nosso
lado.
4. Acheguemo-nos ao trono da graça (v.16). Tendo Jesus como nosso Sumo
Sacerdote, podemos pela fé adentrar ao trono da graça, à sua santa
presença a qualquer momento, e sermos “ajudados em tempo oportuno”.
Glória a Ele para todo o sempre.
CONCLUSÃO
Três das grandes mensagens da lição estudada são: a) Deus tem preparado
um verdadeiro descanso espiritual em Cristo para os que a Ele vêm; b) Deus
tem um prometido lugar de descanso celestial para seu povo, em sua
presença, na eternidade. Para chegarmos lá, só precisamos ser fiéis,
obedientes e santos e c) Jesus é o nosso
Sumo Sacerdote perfeito, que, como homem, “em tudo foi tentado, mas sem
pecado”. Que o Senhor nos ajude a servi-lo conforme a sua vontade; e que
jamais venhamos a dar lugar à desobediência.
Subsídio Bibliológico
“Pareça que algum de vós fique para trás’ (4.1). Deixar de perseverar
na fé e na obediência a Jesus resulta em deixar de alcançar o prometido
repouso eterno no céu (cf. 11.16; 12.22-24). (1) A expressão “pareça
que algum de vós” é falada à luz dessa possibilidade terrível e do
juízo de Deus. (2) A perseverança na fé exige que
continuemos a nos aproximar de Deus, por meio de Cristo, com sincera
resolução (v.16; 7.25). “‘Entramos no repouso (4.3). Somente nós, que
temos crido na mensagem salvadora de Cristo, entramos no repouso espiritual
de Deus. Isto é, Cristo carrega nossos fardos e nossos pecados, e nos dá o
“repouso” do seu perdão, da sua salvação e do Espírito Santo
(Mt 11.28) Mesmo assim, nesta vida, o nosso repouso é apenas parcial,
porque somos como peregrinos que caminham com dificuldade na penosa estrada
deste mundo. Ao morrermos no Senhor, entramos no seu repouso perfeito no
céu.“‘Resta ... um repouso (4.9). O repouso prometido por Deus não é
somente o terrestre, mas também o celestial (vv. 7,8 cf. 13.14). Para os
crentes, resta ainda o repouso eterno no céu (Jo 14.1-3; cf. Hb11.10,16).
Entrar nesse repouso final significa cessar do labor, dos sofrimento e
das perseguições, tão comuns em nossa vida nesta terra (cf. Ap 14.13);
significa participar do repouso do próprio Deus e experimentar eterna
alegria. Deleite, amor e comunhão com Deus e com os santos redimidos. Será
um descanso sem fim (Ap 21,22). (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, págs.
1902,1905)
QUESTIONÁRIO:
1. Por que a pregação das “boas novas” aos
israelitas, no deserto, foi sem proveito?
R. Porque não estava misturada com a fé.
2. Qual o caráter do descanso para o povo de Deus?
R. Espiritual.
3. Quais as quatro características da palavra de Deus, conforme Hb 4.12?
R. Viva, eficaz, penetrante e apta para discernir pensamentos e intenções.
4. Com relação ao acesso ao lugar santíssimo, qual a diferença entre
Jesus e os sacerdotes do AT?
R. O sumo sacerdote, no AT, só entrava no lugar santíssimo uma vez por
ano. Jesus penetrou nos céus eternamente.
5. Por que Jesus é o nosso Sumo Sacerdote perfeito?
R. Em tudo foi tentado, mas sem pecado.

LIÇÃO 5 - CRISTO, SUMO SACERDOTE SUPERIOR A
ARÃO
Entre em
http://www.armazemnadia.com.br/henrique/LeisReferentesaoSacerdocio1.htm
TEXTO ÁUREO:
“Como também diz noutro lugar: Tu és
sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb 5.6).
VERDADE PRÁTICA:
O sacerdócio de Cristo é infinitamente
superior ao de Arão, por ser divino, eterno e por todos os salvos.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Êx 4.14 Arão, irmão de Moisés
Terça Êx 17.12 Arão, ajudador de Moisés
Quarta Êx 32 Arão e sua falha
Quinta Hb 7.1-4 Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote de Deus
Sexta Hb 6.20 Jesus, nosso eterno sumo sacerdote
Sábado Ap 19.16 Jesus, Rei dos reis e Senhor dos senhores
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 5.1-10
1 Porque todo sumo sacerdote, tomado dentre os homens, é constituído a
favor dos homens nas coisas concernentes a Deus, para que ofereça dons e
sacrifícios pelos pecados, 2 e possa compadecer-se ternamente dos
ignorantes e errados, pois também ele mesmo está rodeado de fraqueza. 3 E,
por esta causa, deve ele, tanto pelo povo como também por si mesmo, fazer
oferta pelos pecados. 4 E ninguém toma para si essa honra, senão o que é
chamado por Deus, como Arão. 5 Assim, também Cristo não se glorificou a
si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas glorificou aquele que lhe disse:
Tu és meu Filho, hoje te gerei. 6 Como também diz noutro lugar: Tu
és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.7 O qual, nos
dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e
súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que
temia. 8 Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que
padeceu. 9 E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação
para todos os que lhe obedecem,10 chamado por Deus sumo sacerdote, Segundo a
ordem de Melquisedeque.
PONTO DE CONTATO:
Ainda utilizando o método de comparação, com
a finalidade de exaltar o Filho de Deus, o escritor destaca no presente
texto a superioridade do sacerdócio de Cristo. O trabalho sacerdotal no
Antigo Testamento não era puramente humano, mas um ministério de
intercessão instituído por Deus em favor dos homens. O Eterno
determinara, de antemão, que os sacerdotes viessem da família de Arão,
prefigurando o surgimento de Cristo como o verdadeiro Sumo Sacerdote; aquele
que se ofereceria como oferta pelos pecados de toda a humanidade. Dentre
outros, sua superioridade é aqui destacada no fato de Ele não se exaltar,
mas glorificar aquele que disse: “Tu és meu Filho, hoje te gerei”. O
Filho de Deus viveu entre nós sem pecado, aprendeu pela obediência e
trouxe-nos eterna salvação.
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:
Definir as diferenças entre Jesus e os sacerdotes do Antigo Pacto.
Reconhecer que o sacerdócio de Cristo é superior ao de Arão.
Identificar Jesus como sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO
Os sumos sacerdotes do Antigo Testamento, apesar de serem santos, eram
limitados e imperfeitos. Arão, por exemplo, ainda que grandemente honrado
ao ser separado para o ofício de sumo sacerdote, cometeu uma falha
indecorosa: levantou um ídolo em forma de bezerro de ouro e levou o povo a
pecar. Mas Cristo, nosso Sumo Sacerdote, é superior a Arão, não somente
por sua infalibilidade e perfeição, mas porque cumpriu cabalmente o plano
divino de redenção de toda a humanidade.
I. O SUMO SACERDOTE DO ANTIGO TESTAMENTO
1. Características básicas (v.1).
a) “Tomado dentre os homens”. O sumo sacerdote na Antiga Aliança era
uma pessoa comum que, apesar de separada por Deus, levava para o sacerdócio
suas virtudes e defeitos. Ele não era tomado dentre anjos ou espíritos,
mas “dentre os homens”. E essa é uma característica muito
importante.
b) “Constituído a favor dos homens”. O sumo
sacerdote não era eleito pelos seus pares, nem pelo povo em geral. Sua
investidura no cargo era por nomeação direta da parte de Deus. Hoje, há
diversas formas utilizadas na escolha e consagração de um pastor, porém,
acima de tudo é indispensável que o pastor seja constituído por Deus.
c) “Nas coisas concernentes a Deus”. O
sacerdote falava e agia em nome de Deus, no que concernia à sua expressa
vontade. Por outro lado, ouvia os homens e intercedia por eles diante do
Altíssimo. Em tudo, a missão sacerdotal era cuidar dos interesses de Deus
em relação ao povo e os do povo em relação a Deus. Era um
mediador, um representante do Eterno.
2. Funções primordiais. De modo geral as
principais funções do sumo sacerdote eram ensinar a lei de Deus e
interceder pelo povo.
a) Oferecer dons e sacrifícios pelos pecados (v.1b). Na Antiga Aliança os
oferentes não podiam dirigir-se diretamente a Deus. Traziam suas dádivas e
ofertas e as apresentavam ao sacerdote. Segundo estudiosos do Antigo
Testamento, os dons eram ofertas de cereais e os sacrifícios eram “ofertas
de sangue”. No Novo
Testamento, Jesus, nosso Sumo Sacerdote quanto a nossa salvação, é tanto
o oferente como a própria oferta vicária: “ofereceu-se a si mesmo [por
nós] a Deus”.
b) “Compadecer-se ternamente dos ignorantes e
errados” (v.2). O sumo sacerdote deveria ter simpatia, ou seja, capacidade
para compartir as alegrias ou as tristezas das pessoas que lhe procuravam e,
ao mesmo tempo, ter empatia, capacidade para se colocar na situação do
outro. Só quem tem essas qualidades pode de fato ser um intercessor. Da
mesma forma devem proceder os obreiros do Senhor no trato com os que erram
por ignorância ou por fraqueza.
II. DIFERENÇA FUNDAMENTAL ENTRE CRISTO E ARÃO
1. Jesus, sacerdote perfeito. A Lei previa a possibilidade de erro ou pecado
por parte dos sacerdotes (v.3; Lv 4.3). O próprio sumo sacerdote Arão
tinha a orientação de Deus para oferecer sacrifícios não só pelo povo
(Lv 16.15 ss.), mas por si próprio (Lv 16.11-14). Enquanto o sumo sacerdote
do Antigo Testamento estava sujeito a pecar, Jesus nunca pecou. Ele é
perfeito. Satisfez todas as condições para o perfeito sacerdócio. Foi
ungido como Rei, como Filho (Sl 2.6,7); e Sacerdote Eterno (Sl 110.4); foi
enviado por Deus (Jo 5.30); veio em nome do Pai (Jo 5.43). Jesus não se
glorificou a si mesmo para fazer-se sumo sacerdote (v.6). Diante de todas
essas qualificações, o Mestre nunca ofereceu sacrifícios por si próprio.
Ele deu-se a si mesmo por nossos pecados (Gl 1.4).
2. Sacerdote eterno (v.6). O escritor aos hebreus faz referência a dois
textos bíblicos no livro de Salmos para demonstrar o caráter especial do
sacerdócio de Cristo: um sacerdócio que não tem fim: “Tu és meu filho;
hoje te gerei” (Sl 2.7); e “Tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem
de Melquisedeque” (Sl 110.4).
III. A MISSÃO TERRENA DE JESUS
1. “Nos dias de sua carne” (v.1). É uma referência direta à vida
humana de Jesus. O escritor já houvera acentuado esse aspecto no cap.
2.14-17. Aqui, mais uma vez, ele demonstra que o nosso Sumo Sacerdote, mesmo
provindo de uma linhagem especial, encarnou-se, tomando a forma de homem,
como vemos no Evangelho de João (1.14): “E o verbo se fez carne...”. O
Verbo refere-se a Jesus Cristo (cf. Ap 19.13).
Os gnósticos ensinavam que o corpo é intrinsecamente mau. Mas Jesus, o
Verbo divino, provou o contrário. Ele se fez carne, “e habitou entre nós”,
tornando-se homem completo, pleno, perfeito. E não apenas se fez carne, mas
tomou a “forma de servo” (Fp 2.7); na semelhança da “carne do pecado”
(Rm 8.3), suportou a “paixão da morte” (Hb 2.9).
2. Clamor, lágrimas, orações e súplicas (v.7). A Escritura diz que Jesus
clamou a Deus, com “lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar
da morte”. No Evangelho segundo João 11.35 está escrito que Jesus
chorou, mas aquela não foi a única vez, como atesta o v.7. É por isso que
Jesus entende de lágrimas e, um dia, como Deus, enxugará dos olhos toda a
lágrima (Ap 7.17;21.4).
3. Aprendeu a obediência (v.8). Haverá prova mais autêntica da humanidade
de Jesus? “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que
padeceu” (Hb 5.8). Ele, sendo divino, obedeceu a Deus. A mente humana é,
por vezes, levada a indagar: “Afinal, se Ele era Deus, porque deveria
obediência a alguém?” Esse é um mistério que só a fé pode aceitar.
Jesus como ser humano teve um desenvolvimento humano normal: “E crescia
Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens”
(Lc 2.52). Como Filho de Deus, Ele obedeceu ao Pai.
4. “Por aquilo que padeceu” (v.8b). A prova suprema da obediência de
Cristo foi a sua paixão e morte. O Diabo tudo fez para que Jesus não
executasse o plano da salvação. Na tentação no deserto, seu objetivo era
que o Senhor obedecesse suas sugestões (Mt 4.1-11); na crucificação, o
inimigo usou alguém para lhe sugerir que “provasse” que Ele era o Filho
de Deus, descendo da cruz (Mt 27.40).
5. Trouxe eterna salvação (v.9). “E, sendo ele consumado, veio a ser a
causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem”. (grifo nosso)
Jesus declarou ao Pai: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra
que me deste a fazer” (Jo 17.4). Na cruz, no momento supremo de seu
sacrifício em favor dos pecadores, Ele
exclamou: “Está consumado...” (Jo 19.30). Nesse aspecto, é oportuno
lembrar que alguns teólogos, baseados no versículo em foco e em outras
referências, pregam a doutrina da predestinação absoluta, resumida na
sentença “uma vez salvo, para sempre salvo”. Entretanto, o versículo
mostra inequivocamente que a salvação não é eterna a priori, mas sim
condicional. Ela é eterna para “todos os que lhe obedecem”. Desse modo,
exclusivamente é salvo quem crê e segue a Cristo em obediência.
6. Chamado por Deus (v.10). Jesus pertenceu a uma ordem sacerdotal singular,
diferente da de Arão. Nisto, vemos mais uma importante distinção entre o
sacerdócio de Cristo e o sacerdócio arônico. Jesus, como diz o v.10, foi
“chamado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melqui-sedeque”
(v.10).
CONCLUSÃO
Como podemos constatar no capítulo cinco de Hebreus, o texto revela com
clareza meridiana a superioridade do sacerdócio de Cristo em relação ao
de Arão. Outro ponto importante diz respeito a humanidade de Cristo: o
escritor assevera que Jesus foi humano o suficiente para buscar a Deus, o
Pai, em oração, súplicas e lágrimas,
sendo obediente como Filho. Trata-se de um exemplo inigualável e uma
lição incomparável para nós, mortais, que, às vezes somos relapsos em
fazer a vontade do Senhor, em obediência irrestrita.
Subsídio Bibliológico
“Todo sumo sacerdote’ (Hb 5.1). Duas qualificações são necessárias
para um verdadeiro sacerdócio. (1) o sacerdote deve ser compassivo, manso e
paciente com aqueles que se desviam por ignorância, por pecado
involuntário e por fraqueza (v. 2;4.15; cf. Lv 4; Nm15.27-29). (2) Deve ser
designado por Deus (vv. 4-6).
Cristo satisfaz ambos os requisitos.“A origem de Melquisedeque (5.6).
Melquisedeque é uma personagem misteriosa do Antigo Testamento, que aparece
em Gn 14 como o sacerdote de Deus em Salém (que é Jerusalém, Gn 14.18; Js
18.28; Sl 110.1-4; Hb 7.1), antes dos tempos do sacerdócio levítico. O
sacerdócio de Cristo é do mesmo tipo que o de Melquisedeque. (Bíblia de
Estudo Pentecostal, CPAD, págs.1905,1906)“Em relação a Cristo, os
cristãos hebreus não o reconheciam sob a figura de Sumo Sacerdote. Por
isso, não compreendiam a aplicação desse título e ofício à sua pessoa.
Não sendo Ele da linhagem de Arão, naturalmente não o contemplariam como
sacerdote. Seu ministério também não lhes despertara tal pensamento, uma
vez que não reivindicou nenhum privilégio de acesso ao templo, nem
executou nenhuma função sacerdotal, e sempre criticou o concerto judaico
do sacerdócio (Vicent).“O autor resumidamente apresenta as
características e atribuições do sumo sacerdote (5.1-4), demonstrando que
são perfeitamente satisfeitas em Cristo (5.5-10). “Segundo o sistema
levítico, todo sumo sacerdote é escolhido entre os homens e constituído a
favor dos homens. Ele traz ao altar tanto sacrifícios cruentos como sem
sangue (5.1). Exige-se dele que possa condoer-se ou ter compaixão do povo.
A expressão significa ser “moderado” ou “tenro” em seu julgamento,
nem severo demais nem tolerante demais. Não deve ser homem que se irrita
diante do pecado e da ignorância, nem transigente com o mal (vv. 2.3) Ele
deve ser chamado por Deus (v. 4)” (Comentário Bíblico Hebreus, CPAD,
pág. 135).
QUESTIONÁRIO:
1. Na lição, quais as características dos
sacerdotes do Antigo Testamento?
R. “Tomado dentre os homens” e “constituído a favor dos homens nas
coisas concernentes a Deus”.
2. Quanto ao oferecimento de sacrifícios, qual a diferença entre Arão e
Cristo?
R. Jesus nunca ofereceu sacrifícios por si próprio, como Arão.
3 . Quanto ao tempo, como é o sacerdócio de Cristo?
R. Eterno.
4. Como deve ser entendida a eterna salvação a que se refere o escritor
aos Hebreus?
R. Salvação com obediência.
5. Como foi a ordem sacerdotal de Cristo?
R. Segundo a ordem de Melquisedeque, da qual nenhum outro foi consagrado.
LIÇÃO 6 - O PERIGO DA APOSTASIA
TEXTO ÁUREO:
“Mas de vós, ó amados, esperamos coisas
melhores e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos”
(Hb 6.9).
VERDADE PRÁTICA:
Há um grande perigo para aqueles que, uma vez
conhecendo a verdade de Deus, dela se afastam, negando sua eficácia e
poder.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Hb 12.16 Fornicação espiritual
Terça Hb 12.17 Arrependimento tardio
Quarta Pv 24.16 O justo cai e se levanta
Quinta Hb 3.10 Deus contra os desobedientes
Sexta Hb 3.17,18 Mortos por desobediência
Sábado Fp 2.11 Jesus é o Senhor
LEITURAS BÍBLICAS EM CLASSE:
HEBREUS 5.11-14; 6.1,2,4-6,10,13,16-20
11 Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação, porquanto vos
fizestes negligentes para ouvir. 12 Porque, devendo já ser mestres pelo
tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os
primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que
necessitais de leite e não de sólido mantimento. 13 Porque qualquer que
ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça,
porque é menino. 14 Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os
quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir
tanto o bem como o mal.
6.1 Pelo que, deixando os rudimentos da doutrina
de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o
fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus,2 e da
doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos
mortos, e do juízo eterno.
4 Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram
o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, 5 e provaram
a boa palavra de Deus e as virtudes do século futuro, 6 e recaíram sejam
outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo
crucificam o Filho de Deus e o expõem ao vitupério.
10 Porque Deus não é injusto para se esquecer
da vossa obra e do trabalho da caridade que, para com o seu nome,
mostrastes, enquanto servistes aos santos e ainda servis.
13 Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão,
como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo,
16 Porque os homens certamente juram por alguém
superior a eles, e o juramento para confirmação é, para eles, o fim de
toda contenda. 17 Pelo que, querendo Deus mostrar mais abundantemente a
imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com
juramento, 18 para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível
que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso
refúgio em reter a esperança proposta; 19 a qual temos como âncora da
alma segura e firme e que penetra até ao interior do véu, 20 onde Jesus,
nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo
a ordem de Melquisedeque.
PONTO DE CONTATO:
Comece a aula perguntando a seus alunos se eles
se consideram crentes espiritualmente maduros. Depois fale um pouco sobre a
urgência da maturidade cristã. Os cristãos hebreus, destinatários da
epístola em apreço, [eram ainda “criancinhas” quando, pelo tempo de
crentes, deveriam ter alcançado certa maturidade. Já era tempo para eles
serem mestres dos outros, enquanto na realidade, careciam de instrução
elementar. Eram inexperientes, imaturos e mal preparados para participarem
das discussões dos problemas de grande vulto do pensamento cristão.] O
escritor pretendia deixar claro que não se consegue a maturidade cristã
pelo retorno aos padrões dos primeiros estágios da instrução cristã.
Para que o edifício espiritual seja concluído, é necessário ir além do
lançamento dos alicerces, isto é, o arrependimento de obras mortas e fé
em Deus.
OBJETIVOS:
No término desta aula seu aluno deverá esta
apto a:
Expressar a importância do crescimento espiritual para todos os cristãos.
Reconhecer o perigo terrível da apostasia.
Desejar manter-se firme diante de Deus para não ser apanhado pela
apostasia.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Peça a seus alunos para relacionarem no quadro
de giz os passos que normalmente conduzem os crentes inadivertidos à
apostasia. Depois, compare-os com os exemplos abaixo:
1. O crente por sua falta de fé, deixa de levar
plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e
ensinos da Palavra de Deus (Jo 5.44,47).
2. Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino de
Deus, o crente deixa paulatinamente de aproximar-se de Deus através de
Cristo (Hb 7.19,25).
3. Por causa da aparência enganosa do pecado, a
pessoa se torna cada vez mais tolerante com ele na sua própria vida (1 Co
6.9,10).
4. Por causa da dureza do seu coração (Hb 3.8,13) e da sua rejeição dos
caminhos de Deus, não faz caso da repetida voz e repreensão do Espírito
Santo (1 Ts 5.19-22).
5. O Espírito Santo se entristece (Ef 4.30); seu fogo se extingue e seu
templo é profanado (1 Co 3.16). Finalmente, Ele afasta-se daquele que antes
era crente (Hb 13.14). (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pág.
1903.)
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO
Quando o cristão estaciona na fé e não se aprofunda no conhecimento das
coisas de Deus, corre o risco de ser levado por ventos de doutrinas (Ef
4.14) e apostatar, vindo a perder-se eternamente por não se arrepender. O
tema desta lição, por seu expressivo conteúdo doutrinário, merece
cuidadosa análise à luz da Palavra de Deus.
I. INFÂNCIA ESPIRITUAL
1. Negligentes para ouvir (5.11). É próprio das crianças em geral serem
negligentes para ouvir. Faz parte da sua estultícia (Pv 22.15). Aqui o
escritor dirige-se aos cristãos que já deviam “ser mestres pelo tempo”,
ou seja, pessoas que não eram mais neófitas na fé. Aliás, os novos
convertidos, vistos como crianças espirituais,
normalmente são os melhores ouvintes.
2. Necessitados de leite (vv.12,13). O crente
“menino” não se desenvolve por não saber ouvir a Palavra de Deus. Os
leitores da Epistola aos Hebreus ainda careciam dos ensinamentos
rudimentares da fé cristã: precisavam “de leite, e não de sólido
alimento”. Aliás, em nossos dias, observa-se muita “meninice” em
diversas igrejas. Trata-se de “movimentos estranhos”, embusteiros e
perigosos, que não têm base na Palavra de Deus. Essa gente precisa, se
quer mesmo crescer e ser adulto na fé, do leite puro da Palavra de Deus
para crescimento, fortalecimento e imunização espiritual.
II. OS RUDIMENTOS DA DOUTRINA
1. Arrependimento e fé (6.1). Constituem os dois pilares da doutrina da
salvação. São elementos fundamentais que não podem faltar no ensinamento
e formação do novo convertido. O escritor fala de “arrependimento de
obras mortas”. Sendo eles judeus, convertidos ao cristianismo,
provavelmente ainda queriam reviver os velhos conceitos da lei, tais como a
guarda do sábado, a implementação dos sacrifícios, a observância das
luas novas, etc., esquecendo-se da salvação somente pela graça, mediante
a fé.
2. Batismos e imposição de mãos (v.2). A doutrina dos batismos faz parte
do início da fé, e não dos estágios mais avançados do desenvolvimento
espiritual. Hoje, ainda há “meninos”, ensinando que só se deve batizar
em nome de Jesus, e não na forma trinitariana como Jesus ordenou (cf. Mt
28.19). Quanto à imposição das mãos,
nos moldes do Antigo Testamento, que consistia num gesto simbólico de
transmissão de bênçãos (como fez Jacó), os crentes daquela ocasião
não deveriam mais preocupar-se. Agora, com Cristo, o gesto de impor as
mãos, no nome de Jesus, propicia a cura divina (Mc 16.18; At 28.8).
3. Ressurreição e juízo (v.2). Todo crente em Jesus, desde o início de
sua fé, em seu discipulado básico, deve saber que Cristo morreu por nossos
pecados, mas ressuscitou para nossa justificação (Rm 4.25), e para um dia
julgar o mundo com justiça (At 17.31).
III. O GRAVE PERIGO DA APOSTASIA
1. O que é apostasia. Do gr. apostásis, afastamento, abandono da fé.
Apostatar significa abandonar a fé cristã de modo premeditado e
consciente. No texto em apreço o escritor adverte quanto ao perigo da
apostasia.
2. O arrependimento impossível (vv.4,5). O capítulo em estudo contém uma
solene advertência contra a apostasia deliberada e insensível. Nele são
apresentados cinco motivos pelos quais um apóstata empedernido não pode
mais arrepender-se:
a) “Já uma vez foram iluminados”. Jesus é a luz do mundo (Jo 8.12); os
que o aceitam de verdade, experimentam seu perfeito fulgor, e reconhecem que
outrora encontravam-se nas trevas, no mundo, sem Deus e sem salvação.
Agora não são mais novos convertidos. São crentes que sabem diferençar
as trevas do Diabo
da luz de Cristo.
b) “Provaram o dom celestial”. O texto não se refere a neófitos na
fé, com limitada convicção do evangelho. Refere-se, sim, a crentes que
tiveram uma experiência real com Cristo (ver 1 Pe 2.1-3), provando a
salvação que, pela fé, é dom de Deus (Ef 2.8,9).
c) “E se fizeram participantes do Espírito Santo”. Aqui a advertência
é severa para aqueles que foram pelo Espírito Santo imersos no corpo de
Cristo. O apóstolo Paulo diz que “todos temos bebido de um Espírito”
(1 Co 12.12,13). Fica claro que o escritor dirigia-se a pessoas que
conheciam muito bem o significado da comunhão com o Espírito Santo.
d) “E provaram a boa palavra de Deus”. O escritor repete o verbo provar,
referindo-se a crentes que tiveram um conhecimento mais que superficial das
verdades de Deus, expressas em sua Palavra. Não apenas sentiram o
“cheiro”, mas “comeram” a Palavra, experimentando-a e confirmando-a
como verdadeira (cf. Jo 17.17).
e) “E (provaram) as virtudes do século futuro”. Os leitores da carta
eram crentes que além da vasta experiência espiritual, puderam, ainda no
presente, experimentar as bênçãos e as virtudes do porvir. Jesus disse:
“E curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: É chegado a vós o
Reino de Deus” (Lc 10.9); “...o Reino de Deus está entre vós” (Lc
17.21).
3. A recaída no fosso da apostasia (v.6). O escritor diz que para aqueles
que possuíam as experiências descritas nos vv.4 e 5, e recaíssem, seria
“impossível” (v.4a) serem “outra vez renovados para arrependimento”
(v.6a). Não se trata de um crente que se afasta da igreja local por pecados
relativamente comuns entre os
homens. Quase sempre essas pessoas se arrependem e pedem perdão a Deus e à
igreja. A impossibilidade de arrependimento referida pelo escritor, diz
respeito a crentes que, mesmo providos das experiências mencionadas acima,
abandonam a Cristo, negando-o e renegando-o de modo proposital e deliberado.
Trata-se de uma pessoa que chegou a um estágio tão escrachado de desvio,
que sua consciência encontra-se cauterizada (conforme 1 Tm 4.2), ficando
insensibilizado a qualquer advertência por parte do Espírito Santo. É uma
situação tão difícil que a pessoa acaba blasfemando contra o Espírito
de Deus, não tendo mais condições de obter o
perdão do Pai (cf. Mt 12.31). Este é o “pecado para a morte” de que
trata o apóstolo João em sua epístola (1 Jo 5.16b).
4. Expondo Cristo ao vitupério.
a) Voltam a crucificar o Filho de Deus. A morte de Cristo foi por Deus
preordenada para ocorrer apenas uma vez, como de fato aconteceu. Os
sacerdotes do Antigo Testamento ofereciam muitas vezes sacrifícios,
inclusive por si mesmos (Hb 9.26). Mas Cristo ofereceu-se uma única vez “para
tirar os pecados de muitos” (Hb
9.28). Quem o conhece, experimentou sua salvação, e mesmo assim, peca
proposital e deliberadamente, volta a crucificá-lo, expondo-o ao
vitupério.
b) Terra maldita. Usando uma trágica metáfora, o escritor dá a entender
que o coração de quem tem conhecimento de Cristo e o despreza, apostatando
da fé, é como uma terra antes boa, mas tornando-se reprovada, “produz
espinhos e abrolhos”, e só presta para ser queimada.
IV. A FIDELIDADE DE DEUS
1. Deus não é injusto (v.10). O escritor considera os destinatários de
sua carta como pessoas amadas, de quem espera “coisas melhores, e coisas
que acompanham a salvação...”. Isso prova que, embora a apostasia os
ameaçasse constantemente, eles não tinham caído nela; estavam sendo
advertidos. Em seguida, ele diz que “Deus não é injusto” para se
esquecer da obra, do trabalho e da caridade deles para com os santos, a quem
serviam.
2. Deus cumpre suas promessas (v.13). Deus fez promessa a Abraão e, como
não tinha alguém maior por quem jurasse, jurou por si mesmo, prometendo
abençoá-lo e multiplicá-lo na terra, ainda que sua esposa fosse estéril.
E o patriarca alcançou a bênção, porque esperou com paciência
(vv.14,15).
3. É impossível que Deus minta (vv. 16-20). Deus quis mostrar a “imutabilidade
de seu conselho aos herdeiros da promessa”, fazendo um juramento.
Certamente Deus não precisa jurar, mas para que os homens não tivessem
dúvida, Ele “se interpôs com juramento”. O escritor enfatiza que “é
impossível que Deus minta” e, por isso, devemos “reter a esperança
proposta, a qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra
até o interior do véu”, onde está Jesus, nosso mui amado e eterno Sumo
Sacerdote.
CONCLUSÃO
Aqueles que têm a experiência gloriosa da salvação precisam cuidar-se
para não caírem no engano do Diabo. É indescritível o prejuízo de quem
apostata da fé, negando a eficácia do sangue de Cristo para a salvação
dos pecadores. Tais desafortunados podem chegar à situação de
arrependimento impossível, e se perderem eternamente.
Subsídio Bibliológico
“Neste ponto, o autor poderia ter procedido a comparação de Cristo com
Melquisedeque. Mas, temendo que o leitor não alcançasse o seu significado,
uma vez que seria contrária às opiniões correntes judaicas, ele formula
um aviso e só retoma o argumento a partir do capítulo 7.“Nos versículos
11-14 (Cap. 5), o autor alerta quanto aos perigos de estacionar na vida
espiritual e menciona as possíveis conseqüências. A vida espiritual é
semelhante à natural: em todos os seus estágios depende de fatores sem os
quais não poderá ser mantida. Um crescimento sadio dá ao cristão
condições de se apropriar do que seria impossível num estágio anterior e
inferior. Contudo, essa constatação traz sérias responsabilidades:
a) O período de infância espiritual pode ser
prorrogado de forma abusiva, como fizeram os hebreus, mantendo-se como “criancinhas”
— estágio esse que já deveriam ter passado (vv.11,12).
b) Como conseqüência do primeiro item, a pessoa pode não estar preparada
para a instrução mais madura (“sólido mantimento”), em tudo
necessária, quando ministrada a seu tempo (vv.13,14).“Os hebreus eram
ainda “criancinhas” quando, pelo tempo de convertidos, deveriam ter
alcançado certa maturidade. Já era tempo de serem mestres e não de
estarem buscando instrução elementar. Eram inexperientes, imaturos e
despreparados para participar das discussões sobre problemas de grande
vulto do pensamento cristão.“Segue-se uma exortação para avançarem na
busca de um conhecimento mais elevado a que o autor os conduz, convicto de
que o acompanharão (6.1-3): Pelo que, deixando os rudimentos da doutrina de
Cristo, prossigamos até a perfeição”. Os crentes hebreus precisarão de
maior percepção espiritual, uma vez que o autor irá demonstrar que o
sacerdócio de Cristo significa a abolição da Antiga Aliança.“Não se
consegue a maturidade cristã retornando aos padrões dos primeiros
estágios da instrução cristã. Para que o edifício espiritual seja
concluído, é mister ir além dos alicerces — o arrependimento das obras
mortas pela fé em Deus. (Comentário Bíblico Hebreus, CPAD, págs.
136,137.)
QUESTIONÁRIO:
1. Quem são considerados meninos espirituais?
R. Aqueles a quem se torna necessário ensinar os rudimentos da doutrina de
Cristo.
2. Que é apostasia?
R. O afastamento da fé.
3. Por que é impossível alguém que apostata deliberadamente
arrepender-se?
R. Porque “de novo crucificam o Filho de Deus e o expõem ao vitupério”.
4. A que tipo de terra é comparado o coração do apóstata deliberado?
R. A uma terra maldita.
5. O que é impossível a Deus, segundo a lição?
R. Que Ele minta.
RUDIMENTOS
DA DOUTRINA:
INTRODUÇÃO
"Pois, com efeito, quando devíeis ser
mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes novamente necessidade de
alguém que vos ensine de novo quais são os princípios elementares dos
oráculos de Deus; assim vos tornastes como necessitados de leite, e não de
alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite, é inexperiente
na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para
os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades
exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal. Por isso,
pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos
levar para o que é perfeito, não lançando de novo a base do
arrependimento de obras mortas, e da fé em Deus, e o ensino de batismos e
da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo
eterno". Hebreus 5:12-14 6:1-2
Este estudo foi inspirado no texto acima, do
livro de Hebreus, e usa as seguintes fontes:
· *Bíblia Sagrada *Conhecendo as Doutrinas da
Bíblia *Palestras em Teologia Sistemática
· As Grandes Doutrina da Bíblia
ESTUDO 1 - ARREPENDIMENTO DE OBRAS MORTAS
A - O QUE É O PECADO
O Novo Testamento Descreve o Pecado como:
1 - Errar o Alvo; como o arqueiro que atira e
erra; Errar o caminho; como viajante que sai do caminho certo.
2- Dívida: O homem deve a Deus a guarda de seus
mandamentos; todo pecado cometido é contração de uma dívida. Incapaz de
pagá-la, a única esperança do homem é ser perdoado, ou obter remissão
da dívida (Mateus 6:12).
3 - Desordem: ''O pecado é iniqüidade,
literalmente desordem (1º João 3:4):
a) o pecador é um rebelde e um idólatra,
porque deliberadamente quebra um mandamento, ao escolher a sua própria
vontade ao invés de escolher a vontade de Deus; pior ainda, está se
convertendo em Lei para si mesmo e, desta maneira, fazendo do ''eu'' uma
divindade';
b) o pecado começou no coração de Lúcifer
que disse: Eu serei; em oposição à vontade de Deus.
c) o anticristo é o sem-lei
(tradução literal de iníquo), porque se exalta sobre tudo que é
adorado ou que é chamado Deus.
d) o pecado é essencialmente
obstinação e obstinação é pecado. O pecado destronaria a Deus. Na
cruz de Jesus, poderiam ter sido escritas estas palavras: O pecado fez
isto!
4 - Desobediência:
Literalmente, ouvir mal, ouvir com falta de atenção.
5 - Transgressão:
Literalmente, ir além do limite. Os mandamentos de Deus são cercas, que
impedem o homem de entrar em território perigoso e, desta maneira, sofrer
prejuízo para sua alma (Romanos 4:15).
6 - Queda: falta, ou cair para um lado, no grego
donde a expressão: cair no pecado. Pecar é cair num padrão de conduta (Efésios 4:17).
7 - Derrota - é o significado da palavra queda,
em Romanos 11:12. Ao rejeitar a Cristo, a nação judaica sofreu
uma derrota e perdeu o propósito de Deus.
8 - Impiedade: de uma palavra que significa sem
adoração, ou reverência. O homem ímpio é o que dá pouca ou nenhuma
importância a Deus e às coisas sagradas. Estas não produzem nele nenhum
sentimento de temor ou reverência. Ele está sem Deus porque não quer
saber de Deus (Romanos 1:18; 9 - O Erro: descreve aqueles pecados
cometidos como fruto da ignorância, e, dessa maneira, diferenciam-se
daqueles pecados cometidos presunçosamente, apesar da Luz esclarecedora. O
homem que, desafiadoramente, decide fazer o mal, incorre em maior grau de
culpa do que aquele que é apanhado em falta, a que foi levado por sua
debilidade ( B - A CONDIÇÃO PECAMINOSA EM QUE NASCE O
HOMEM
É chamada de pecado original.
Ela é chamada assim:
1 - Porque se deriva de
Adão, o tronco original da raça humana (Gênesis 3:6).
2 - Porque está presente na vida de cada um
desde o seu nascimento, por isso não pode ser considerado resultado de
simples imitação (Jeremias 17:9).
3 - Porque é a raiz interna de todos os pecados
atuais que mancham a vida do homem (Romanos 3:23).
4 - Segundo Santo Agostinho, a natureza do
pecador, tanto física como moral, está de todo corrompida por causa do
pecado de Adão, e, de tal maneira, que o homem não consegue fazer outra
coisa a não ser pecar.
5 - ''Pecados Atuais'': são as ações externas
que se executam através do corpo. São também todos aqueles maus
pensamentos conscientes. São os pecados individuais de fato. O pecado
original é um só, enquanto o pecado atual desdobra-se em diferentes
classes, tais como atos ou atitudes. O que o Apóstolo João escreveu, pode
nos ajudar a compreender melhor a diferença entre o pecado original e
pecados atuais (1º João 1:8-9; Gálatas 5:19-21).
6 - Nossos pecados podem ser diferentes, mas o
motivo que nos leva a cometê-los é sempre o mesmo: a escolha de interesses
próprios ao invés dos de Deus. O ato público de Adão e Eva simplesmente
expressa o pecado que já havia sido cometido no coração, ou seja,
''indisposição para fazer a vontade de Deus''.
a) O pecado de Adão e Eva (Gênesis
2:16-17; 3:4-6)
b) O pecado de Satanás ( c) A hereditariedade do pecado (Romanos 5:12-18)
C - AS CONSEQÜÊNCIAS DO PECADO
O pecado é tanto um ato como um estado.
Como rebelião contra a lei de Deus é um ato da
vontade do homem; como separação de Deus é um estado pecaminoso, as
escrituras descrevem dois efeitos do pecado sobre o culpado: primeiro é
seguido por conseqüências desastrosas para sua alma; segundo trará da
parte de Deus o positivo decreto de condenação.
1 - Como resultado da queda do homem, o seu
relacionamento com Deus foi sensivelmente alterado. Destacam-se como
conseqüências espirituais do pecado:
a) Morte Espiritual O termo ''morte'' é usado
na Palavra de Deus para falar da separação entre o homem e Deus, por causa
da queda do homem no princípio. Este ''é o estado em que se encontram
todos os homens, até que permitam que Cristo lhes toque, vivificando-os (Romanos 5:12).
b) Perda da semelhança moral com Deus O homem
foi criado para ser perfeito e para viver em perfeita comunhão com o seu
''Criador''. Contudo esse privilégio foi interrompido com a queda, levando
o homem tantas vezes a níveis morais tão baixos, a ponto de identificar-se
melhor com os irracionais do que com Deus que o criou (Gênesis
1:26-27).
c) Incompatibilidade com a vontade de Deus Após
a queda, a mente do homem ficou bloqueada para a revelação da vontade de
Deus, e condicionada à prática do pecado (Romanos 8:7-8). d)
Escravidão ao pecado e ao Diabo Negligenciando o mandado de Deus e
aceitando as insinuações do Diabo, o homem tornou-se escravo do pecado e
do maligno (João 8:34,44)
2 - Conseqüências Físicas Além dos problemas
ambientais e espirituais, a queda do homem trouxe conseqüências físicas
de grandes proporções:
a) Existência Física Reduzida Destinado a
viver eternamente, o homem teve reduzida a sua existência física (Gênesis
6:3).
b) Corrupção dos poderes do homem Um dos
propósitos de Deus para o homem era de que ele exercesse domínio sobre
todas as coisas criadas. Porém, na queda, além de perder a semelhança
moral que tinha com Deus, todos os seus poderes se perverteram. Todos os
seus pensamentos e desejos se corromperam
(Gênesis 1:26)
c) Ainda que nem toda enfermidade seja causada
pelo pecado, todas as enfermidades existem em conseqüência do pecado de
Adão. ''A transgressão do homem foi como crime, a pior enormidade. Quanto
à sua natureza não foi mera desobediência à lei divina. Foi a mais
crassa infidelidade, o dar crédito antes ao diabo do que a Deus; foi
descontentamento e inveja, ao pensar que Deus lhe havia negado aquilo que
era essencial para sua felicidade; foi um orgulho imenso, ao desejar ser
igual a Deus; foi furto, ao intrometer-se naquilo que Deus havia reservado
para si, como sinal de sua soberania; foi suicídio e homicídio, ao trazer
a morte contra si e contra toda a sua posteridade''. (Emery H. Bancroft).
d) A dispensação da Lei (Êxodo 20:1-7)
1 - O significado da lei de Deus é a expressão
da vontade de Deus executada por seu poder.
2 - O propósito da Lei:
a) Não foi dada como um meio através do qual o
homem pudesse ser salvo (Gálatas 3:21).
b) Não podia dar vida porque ''estava enferma
pela carne'' (Romanos 8:3).
3 - Sua finalidade era revelar ao homem a
dimensão de seu pecado para:
a) revelar a Santidade de Deus;
b) mostrar a incapacidade de o homem se salvar.
(Romanos 3:19-20; 7:7).
e) A dispensação da Graça
1 - A aliança do antigo testamento com todos os
seus preceitos e ordenanças era figura do sacrifício de Jesus para nossa
salvação (Hebreus 9:1-15).
a) A Bíblia diz que todos pecaram (Romanos
3:23).
b) Herdamos, assim, de Adão uma natureza
decaída, que tende para a desobediência a Deus (Romanos 5:12).
c) Jesus morreu pelos nossos pecados,
ressuscitou ao terceiro dia e nos providenciou perfeita salvação (I
Coríntios 15:3-4; Romanos 10:9).
ESTUDO 2 - FÉ
EM DEUS
Entre em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/salvação.htm
A - A SALVAÇÃO DO PECADOR DEPENDE DE
a) a operação divina, na obra redentora de
Cristo, já efetuada;
b) o acolhimento dessa obra, por parte do
pecador, ou seja, a conversão (1ºTimóteo 1:15).
VIMOS, NO ESTUDO ANTERIOR, A CONDIÇÃO DO HOMEM
COMO PECADOR E, PORTANTO EM DESARMONIA COM DEUS. DA PARTE DE DEUS, ESTÁ
REALIZADO TUDO QUE É NECESSÁRIO À SALVAÇÃO DO HOMEM (Romanos 1:16;
Efésios 2:4-10; 1ºTimóteo 1:15).
B - A SALVAÇÃO ABRANGE PASSADO, PRESENTE E
FUTURO.
a) Quanto ao passado, somos salvos das
penalidades do nosso pecado (Romanos 5:9).
b) Quanto ao presente, salvos do poder do pecado
(Romanos 5:10; 1º Coríntios 1:18).
c) Quanto ao futuro, libertos da presença do
pecado (Romanos 13:11; Hebreus 9:28). A salvação
é dom de Deus (Efésios 2:8).
C) A CONVERSÃO COMPREENDE DUAS ATITUDES POR
PARTE DO HOMEM:
a) seu arrependimento do pecado e
b) sua fé ou confiança no Salvador (Mateus
18:3).
c) Converter-se significa voltar-se de uma
direção para o sentido contrário, dar meia volta e caminhar em direção
a Deus. O ponto de referencia é Deus. (Atos 3:19; 22:4-16;
1º Tessalonicenses 1:9-10).
D) A CONVERSÃO COMPREENDE DOIS FATORES, UM
NEGATIVO E O OUTRO POSITIVO, O ARREPENDIMENTO E A FÉ.
a) A palavra traduzida por arrependimento no
novo testamento significa mudança de pensamento (<>Mateus 12:41; Atos 2:36-41).
b) É a revolta, consciente, do homem contra seu
próprio pecado, que o leva a renegar esse pecado. Inclui três aspectos:
1) O aspecto intelectual O reconhecimento, pelo
homem, de sua culpa diante de Deus, e de sua incapacidade de agradar a Deus
(Mateus 3:1-2; Atos 17:30-31).
2) O aspecto emocional Pesar pelo seu pecado,
como uma ofensa contra um Deus Santo e Justo (2º Coríntios 7:9-10)
3) O aspecto volitivo Mudança de propósito,
resolução íntima contra o pecado e disposição para buscar de Deus o
perdão, purificação e poder (Atos 17:30-31; Romanos
2:4).
c) A fé é o aspecto positivo da conversão
1) No arrependimento já existe o fator fé (Lucas 7:30)
2) A fé em Jesus (Atos 20:21) além
de reconhecer a verdade a respeito do Salvador, deposita n'Ele a confiança
a ponto de receber d'Ele a Salvação, e de submeter-se integral e
definitivamente ao seu domínio. Isto se chama ''obediência'' da fé (Romanos 1:5; 16:26).
3) O verbo ''crer'' no novo testamento tem este
sentido, de se depositar confiança (João 3:15-16; 3:18;36; João 5:24; Atos 16:31).
E) A RECONCILIAÇÃO
PELA SUA REBELIÃO, O HOMEM VIVE DE RELAÇÕES
CORTADAS COM DEUS. QUANDO, PORÉM, ACOLHE O TESTEMUNHO DE DEUS A RESPEITO DO
PECADO (ARREPENDIMENTO) E DA OBRA REDENTORA EFETUADA POR CRISTO (FÉ),
ESTÁ, DESSE MODO, ATENDENDO À SOLICITAÇÃO FEITA EM NOME DE CRISTO PARA
QUE SE RECONCILIE COM DEUS (2º Coríntios 5:17-20).
Passa existir plena harmonia entre ambos; deu-se
a reconciliação do pecador com Deus:
a) Virá o dia em que essa reconciliação com
Deus se estenderá a todas as coisas (Colossenses 1:20-22).
b) Desfeita assim a inimizade do homem com seu
Criador, passa a existir Paz entre ambos.
c) O homem, que estava errado e sem razão,
passou a concordar integralmente com Deus, dando a Ele razão em tudo.
d) Dessa reconciliação resulta a ''Paz com
Deus por Nosso Senhor Jesus Cristo'' (Romanos 5:1).
F) O NOVO NASCIMENTO
É tão profunda a transformação que o
Espírito de Deus opera na pessoa que se converte, que Jesus a chama de Novo
Nascimento (João 3:1-15)
a) É o principio da nova vida espiritual que
Deus dá a quem estava ''morto nos delitos e pecados, ou seja,
espiritualmente morto para Deus, e que agora passou da morte para a vida (1º João 3:14)
b) A conversão é o ato voluntário do homem; o
novo nascimento é obra exclusiva de Deus.
c) A nova vida que o homem receber ao nascer de
novo é chamada Vida Eterna, o que indica a duração e profundidade dessa
vida.
d) Trata-se não apenas da vida futura,
além-túmulo (Tito 1:2; 3:7), mas de vida que o crente possui
desde já (João 5:24; 6:47).
G) ADOÇÃO (FILHOS DE DEUS)
Pelo nascimento físico, o homem é membro da
família de Adão e, excluído, pelo pecado, da família de Deus. Nascido de
novo, passa a fazer parte da família de Deus, recebendo pela adoção
direitos que Cristo tinha por direito eterno ( a) Apenas excepcionalmente, a Bíblia fala de Deus como pai de
todos os homens, e isso no sentido de ser seu criador e preservador.
b) A Bíblia reserva o nome de Pai para designar
a nova relação que Ele assumiu para com aqueles que adotou como filhos, ou
seja, aqueles que, nascidos do Espírito de Deus, são por Ele guiados (Romanos 8:14-17).
c) Estando o pecador identificado com Cristo, o
Cordeiro de Deus que deu a vida para resgatá-lo possui da parte de Deus:
1) o pleno perdão ou remissão dos pecados (Hebreus 10:17-18; 2º Coríntios 5:21);
2) A justificação legal da parte do justo Juiz
(Romanos 8:33-34);
3) A Santificação que lhe possibilita a
realização da nova vida.
H) A JUSTIFICAÇÃO
Veja em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/A_Justificacao.HTM
Justificar significa declarar justo, atribuir
justiça a alguém.
1) O Senhor diz que ''não há justo, nem um
sequer'' (Romanos 3:10), como pode um Deus Justo justificar o
injusto? (Romanos 8:33).
2) O Apóstolo Paulo diz que podemos ter certeza
da nossa justificação:
a) sobre que base? Pelo fato de ter Cristo
morrido por nós... Justificados pelo Seu sangue (Romanos 5:8-9;
3:26).
b) por qual princípio? Gratuitamente por sua
graça (Romanos 3:24).
3) Somente os que pela fé se identificam com a
obra redentora de Cristo são justificados pela fé (Romanos 3:28).
a) A benção é oferecida a todos, porém,
recebida só pelos que depositam sua confiança em Cristo (Romanos
3:22, 4:16; Gálatas 2:16).
I) A SANTIFICAÇÃO
O termo santificado, na Bíblia, significa
separado para determinado fim, e, especialmente, para o serviço de Deus. O
Senhor santificou (separou) o sétimo dia (Gênesis 2:3);
determinou que lhe fosse santificado (separado) todos os primogênitos de
Israel (Êxodo 13:2); falou de alguém santificar (separar) sua
casa para ser santa ao Senhor (Levítico 27:14); Jesus foi
santificado (separado) pelo Pai e se santificou (separou) a nosso favor (João 10:36; 17:19). Em todos estes casos o sentido é de pôr à
parte, para um fim ou missão especial, destacar para o serviço de Deus.
a) Identificado com Cristo pela fé; perdoado,
justificado, e separado para o serviço de Deus, o homem convertido tem um
novo interesse na vida.
1) o serviço de seu novo Senhor, para o qual
foi destacado (Santificado);
2) o que mais o impede de realizar esse serviço
é uma velha natureza considerada morta para Deus, mas, na prática,
travando luta com o novo princípio de vida que está nele, o Espírito
Santo.
1. A santificação é um ato imediato de Deus,
mas, na prática, embora já realizada no propósito divino, torna-se um
processo de desenvolvimento espiritual, à medida que o Espírito Santo vai
dominando sua carne e transformando sua vida em verdadeiro culto (serviço)
ao Pai (Romanos 12:1).
a) seu propósito é o de viver, não mais ele,
mas Cristo, que nele vive, e assim sua vida vai se tornando santa. (1º
Pedro 1:15-16; 2º Coríntios 7:1; 1º
Tessalonicenses 5:23).
ESTUDO
3 - A DOUTRINA DOS BATISMOS
A) O BATISMO NAS ÁGUAS
Veja em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/Batismo%20nas%20Aguas.HTM
1) O batismo nas águas simboliza principalmente
duas grandes verdades: identificação e purificação. Pelo batismo de
João, os judeus, inclusive o próprio Jesus, identificavam-se com a atitude
que João apregoava, com relação ao pecado e à justiça (Mateus
3:1-10) pelo batismo Cristão.
2) Identificamo-nos com nosso salvador em sua
morte, sepultura e ressurreição, reconhecendo-nos,, pela fé, mortos e
ressuscitados com Ele (Romanos 6:3-11).
a) O batismo deve ser precedido do
arrependimento (Mateus 3:6; Atos 2:38).
b) Simboliza nossa morte para o pecado e
ressurreição para Deus (Romanos 6:3; Colossenses 2:12).
c) É uma ordenança de Jesus para todo o que
crê (Mateus 28:19; Marcos 16:16).
B) O PROPÓSITO DO BATISMO
1) Uma vez que só os salvos podem ser
batizados, o batismo não tem como finalidade à salvação do batizando. O
ato do batismo se constitui num testemunho público de que, aquele que a ele
se submete, foi regenerado pela fé em Jesus Cristo. Assim, pelo batismo, o
novo crente dá prova de haver morrido para o mundo, estando pronto para ser
sepultado e ressuscitado para uma nova vida em Cristo. No entanto, se o
crente vier a morrer antes de ser batizado nas águas, a sua condição de
salvo continua inalterada (Lucas 23:42:43). Uma vez que o batismo não se
constitui uma opção, mas uma ordenação do Senhor, todos os que crêem
devem ser batizados.
C) NO BATISMO, TAMBÉM, O CRENTE SE SUBMETE A
AUTORIDADE DA IGREJA LOCAL, COLOCANDO-SE SOB SUA COBERTURA ESPIRITUAL E
PARTICIPANDO DO SEU MINISTÉRIO:
1) A Igreja universal e local ''EKKLESIA'',
traduzida por igreja, deriva-se de EKKALED, verbo que significa ''chamar a
parte'' (Deuteronômio 23:3; Salmo 22:25; Atos 7:38).
2) A igreja, corpo de Cristo (Romanos 12:4-8;
1º Coríntios 12:12-28), essa maravilhosa figura desenvolvida por Paulo,
destaca as seguintes características:
a) a disposição dos membros no corpo pelo
próprio Deus (1º Coríntios 12:18);
b) a diversidade de dons e funções desses
membros (Romanos 12:4-11; Efésios 4:12);
c) a dependência, por parte do todo, de cada
componente; nenhum é dispensável (1º Coríntios 12:21-23);
d) sua coordenação por Deus, para que não
haja divisão no corpo (1º Coríntios 12:24b-25a);
e) a cooperação dos membros, com igual
cuidado, em favor um dos outros (1º Coríntios 12:25b).
N.B: A obra que Deus deseja realizar em nossas
vidas será realizada através da igreja, daí a importância da igreja
local para o desenvolvimento dessa obra. Por isso não devemos deixar de
congregar-nos (Hebreus 10:24-25; Provérbios 18:1).
D) O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
Veja em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/orarnoespíritosanto.htm
Nesta seção trataremos de outro modo de
operação do Espírito Santo no crente: A sua obra vitalizante. Esta
última fase da obra do Espírito Santo é apresentada na promessa de
Cristo. ''Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e
sereis minhas testemunhas'' (Atos 1:8).
1) A característica principal dessa promessa:
Poder para servir e não regeneração para a vida eterna. Sempre que lemos
acerca do Espírito Santo vindo sobre, repousando sobre, ou enchendo as
pessoas, a referência nunca se refere à obra salvadora do Espírito, mas
sempre ao poder para servir.
2) A quem foi dirigida: A homens que já estavam
em relação íntima com Cristo. Foram enviados a pregar, armados de poder
espiritual para esse propósito (Mateus 10:1).
a) A eles foi dito: ''Os vossos nomes estão
escritos nos céus (Lucas 10:20).
b) Sua condição moral foi descrita nas
Palavras: ''Vós já estais limpos pela Palavra que vos tenho falado''
(João 15:3).
c) Sua relação com Cristo foi ilustrada com a
figura: ''Eu sou a videira, vós os ramos'' (João 15:5).
d) Eles conheciam a presença do Espírito Santo
com eles (João 14:17), e sentiram o sopro de Jesus ressuscitado a dizer:
''Recebei o Espírito Santo'' (João 20:22).
e) Estes fatos demonstram a possibilidade de a
pessoa estar em contato com Cristo e ser seu discípulo e,
contudo carecer do revestimento especial
mencionado em Atos 1:18.
3) O que acompanhava o cumprimento da promessa:
Houve manifestações sobrenaturais, sendo que a mais importante e comum foi
o milagre de falar em outras línguas. Este dom acompanhava sempre a
experiência sobrenatural do batismo no Espírito Santo (Atos 10:44-47).
a) Essa experiência é descrita como ser cheio
do Espírito Santo. Aqueles que foram batizados com o Espírito Santo no dia
de Pentecostes também foram cheios do Espírito (Atos 2:1-4).
Os fatos acima expostos nos levam à conclusão
de que o crente pode experimentar um revestimento de poder, experiência
suplementar e subseqüente à conversão, cuja manifestação inicial se
evidencia pelo milagre de falar em língua por ele nunca aprendida.
b) O propósito especial do Espírito Santo é
dar energia à natureza humana para um serviço especial para Deus, e,
resultando em uma expressão externa de caráter sobrenatural. De uma
maneira geral, Paulo se refere a essa expressão exterior como a
''manifestação do Espírito (1º Coríntios 12:7).
4) Para receber o batismo com o Espírito Santo,
uma atitude correta é essencial:
a) Os primeiros crentes que receberam o
Espírito Santo ''perseveraram unânimes em oração'' (Atos 1:4).
b) A recepção do dom do Espírito Santo,
subseqüente à conversão, está ligado às orações dos
obreiros-cristãos (Atos 8:14-17).
c) Também está ligado às orações em comum
na igreja:
1) Depois que os cristãos de Jerusalém oraram
para receber coragem para pregar a Palavra, ''moveu-se o lugar em que
estavam reunidos e todos foram cheios do Espírito Santo'' (Atos 4:31).
d) Um derramamento espontâneo, como foi o caso
das pessoas que estavam na casa de Cornélio (Atos 10:44-47).
e) Oração individual: Saulo de Tarso jejuou e
orou três dias antes de ser cheio do Espírito Santo (Atos 9:9 e 17).
f) Obediência: O Espírito Santo é a pessoa
que Deus deu àqueles que Lhe obedecem (Atos 5:32).
5) Donde concluímos que uma das
características do verdadeiro cristão é ser submisso a autoridade do
Senhor, da Igreja e a todas as outras autoridades, pois o princípio de Deus
é a autoridade (Hebreus 13:17; Mateus 28:18).
ESTUDO 4 - IMPOSIÇÃO DE MÃOS
A) AUTORIDADE É UM PRINCÍPIO DO REINO DE DEUS
1) Deus criou todas as coisas. Tudo está
sujeito à sua autoridade, uma vez que tudo foi criado por Ele e para Ele
(Eclesiastes 3:11; Colossenses 1:16).
a) Deus não exerce seu domínio pela força,
mas pelo reconhecimento do seu amor para conosco. Só se sujeita
incondicionalmente à vontade de Deus quem confia plenamente nEle (João
4:34).
b) Aqueles que não estão dispostos a aceitar a
vontade de Deus, vivem em estado de rebelião o que caracteriza o pecado
(Romanos 1:32).
2) O princípio de rebelião não pode conviver
pacificamente com o princípio de autoridade. No coração do rebelde está
o desejo de ocupar o lugar de Deus, de ser seu próprio deus, de ditar suas
próprias normas do bem e mal. Após o Juízo final estes dois princípios
estarão eternamente separados, caso contrário, o caos reinaria eternamente
na criação.
B) A REBELIÃO DO HOMEM E SUAS CONSEQÜÊNCIAS
1) A primeira criatura de Deus que se rebelou
foi Lúcifer, quando arregimentou um terço dos anjos do céu. Como
conseqüência, foi destituído do seu cargo, expulso do céu e lançado na
terra (Ezequiel 28:11-17).
a) Satanás e seus anjos tomaram uma decisão
eterna de não reconhecer a autoridade de Deus.
2) O segundo capítulo de Gênesis relata o fato
da queda do homem, informando acerca do primeiro lar do homem, sua
inteligência, seu serviço no jardim do Éden, as duas árvores e o
primeiro matrimônio. Menciona especialmente as duas árvores, a do
conhecimento do bem e do mal e a árvore da vida. Essas duas árvores
pareciam dizer a nossos primeiros pais: ''Se seguirdes o bem e rejeitares o
mal, tereis a vida'' (Deuteronômio 30:15).
a) Porque a árvore proibida foi colocada ali?
Para prover um teste pelo qual o homem pudesse, amorosa e livremente,
escolher servir a Deus e dessa maneira desenvolver seu caráter (RGênesis
2:15-17).
b) A serpente, astutamente, semeia dúvidas e
suspeitas no coração de Eva. (Gênesis 3:1-6) por meio da
pergunta no versículo 1, lança a tríplice dúvida acerca de Deus.
b.1 - dúvida sobre a bondade de Deus;
b.2 - dúvida sobre a retidão de Deus;
b.3 - dúvida sobre a Santidade de Deus.
3) Quando Adão comeu do fruto, tudo que estava
sob sua autoridade sofreu as conseqüências da rebelião. O casal sofre
imediatamente a morte espiritual, a separação de Deus, a morte passou a
toda sua descendência. Além disso, Adão entregou ao Diabo todo domínio e
autoridade que Deus havia lhe concedido(Gênesis 3:6; Lucas
4:5-7).
C) A MISSÃO DE JESUS COMO HOMEM
1) Ao se fazer como a criatura, sendo gerado
homem, Jesus atingiu três objetivos básicos relacionados ao princípio de
autoridade:
a) submeter-se como criatura ao princípio de
autoridade de Deus (Filipenses 2:6-8);
b) substituir o homem no castigo que pesava
sobre a rebelião (Isaias 53:5-6; Gálatas 3:13; 1º Coríntios 15:3);
c) reimplantar o princípio de autoridade na
vida de todos que reconhecem o amor de Deus (Romanos 5:19).
2) O primeiro objetivo Jesus cumpriu sendo
obediente até a morte e morte de cruz. Apesar de tentado a desobedecer ao
Pai como nenhum outro o foi, Jesus jamais satisfez sua vontade própria de
homem. Sua plena submissão ao Pai aprovou definitivamente o princípio de
autoridade para toda a criação.
3) O segundo objetivo, ele atingiu ao sofrer na
cruz, sem nunca ter se rebelado, levando todo o castigo que pesava sobre os
rebeldes. Sofreu a morte física e também a separação do Pai (Marcos
15:34).
4) O terceiro objetivo ele alcançou na
ressurreição, sendo glorificado pelo pai como Senhor e cabeça de todas as
coisas (Colossenses 1:17-19). É a vida de Cristo em nós que
nos permite a perfeita e suprema submissão à vontade de Deus. Só pode
fazer parte do Reino de Deus aquele cuja cabeça é Jesus.
D) DEUS DELEGA AUTORIDADE
1) Toda autoridade procede de Deus. Deus governa
seu reino, delegando autoridade aos que O servem.
a) Reconhecer a autoridade de Deus implica
reconhecer as autoridades levantadas por Ele em todos os âmbitos da vida:
na família, no trabalho, no governo, na sua igreja, etc (Romanos
13:1-7).
b) Devemos entender que a autoridade não está
na pessoa, mas na posição que ela ocupa.
c) Um governador tem autoridade de governar
enquanto estiver no governo.
d) A autoridade em si é boa, pois procede de
Deus, mas a pessoa que a exerce pode ser boa ou má.
e) Deus levanta e destitui reis. É Ele quem
inclina o coração dos reis para onde quer.
E) O EXERCÍCIO DE AUTORIDADE
1) Sobre os Demônios:
a) Jesus venceu os principados e potestades,
expondo-os publicamente à vergonha da derrota (Colossenses 2:15).
b) Obtemos plenamente os benefícios desta
vitória quando exercemos toda a autoridade que Jesus concedeu-nos sobre
eles.
c) Os Demônios são obrigados a obedecer a
nossas ordens, pois quando ordenamos é como se o Senhor mesmo ordenasse.
d) Muitos crentes desconhecem a autoridade que
têm e, quando se defrontam com o reino das trevas, buscam socorro em Deus,
mas o Senhor já lhes concedeu tudo o que necessitam para vencer e
permanecer inabaláveis (Efésios 6:13-18).
2) Sobre as Enfermidades:
a) Toda as enfermidades resultam do pecado (Romanos 5:12).
b) É certo que o pecado não domina mais aquele
que está em Cristo. Mas também é certo que o pecado ainda habita em nossa
natureza carnal, pelo que Paulo afirma: ''Esmurro meu corpo todos os dias''.
c) Devido à presença do pecado, este corpo
será destruído para ressuscitar um corpo incorruptível (Mais sobre este
assunto no Estudo 5).
d) A destruição do nosso corpo carnal faz
parte do plano de Deus e a enfermidade pode servir a este propósito.
e) Por outro lado, a enfermidade pode proceder
de Satanás servindo para matar, roubar e destruir nossa alegria e paz.
f) Jesus concedeu-nos autoridade para curar os
enfermos escravizados pelo Diabo, libertando-os dos seus sofrimentos. Por
isso devemos sempre orar expulsando a enfermidade.
3) Na pregação do Evangelho:
a) A ordem de Jesus é para que o evangelho seja
pregado por todo o mundo, quer queiram ouvir, quer não.
b) Ao anunciar Jesus, precisamos saber que Deus
sustenta sua palavra com sinais e prodígios, e que ela não volta ao Senhor
antes de haver efetuado a obra para a qual foi designada. Pregar com
autoridade significa confiar que Deus se encarregará de provar ao
incrédulo a veracidade do nosso testemunho (Marcos 16:17-18; Ezequiel 12:25).
F) O PRINCÍPIO DE AUTORIDADE NA IGREJA LOCAL
Veja em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/atos.htm
1) Ninguém pode servir a Deus de forma isolada.
A congregação é o meio utilizado pelo Senhor para ensinar-nos a
submissão e o exercício de autoridade (Hebreus 10:23-25):
a) Na igreja primitiva, as congregações
estavam ligadas por um único espírito.
b) Cada congregação tinha um sistema de
governo próprio e independente, formado pelo pastor, presbíteros, anciãos
e membros.
c) Submeter-se a Cristo implica em primeira
instância, submeter-se às autoridades da igreja local. Ao conselho da
igreja cabe a responsabilidade de zelar pela conduta de seus membros (Hebreus 13:7, 17)
ESTUDO 5 - RESSURREIÇÃO DOS MORTOS
Veja em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/FILHILHO.HTM
A) A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO
1) Os Coríntios como os demais gregos eram um
povo de grande capacidade intelectual e amantes de especulações
filosóficas. O Apóstolo Paulo previu que, sob a influência do espírito
grego, o ensino da igreja de Corinto poderia fazer com que o evangelho se
dissipasse em lindo, porém impotente sistema de filosofia e ética:
a) O Apóstolo desafiou a veracidade desse
ensino (1º Coríntios 15:12).
b) Tomando esse erro como ponto de partida,
Paulo expôs a doutrina verdadeira, entregando ao mundo o grande capítulo
da ressurreição (leiam em casa 1ª Coríntios 15).
2) No princípio Deus criou tanto o Espírito
como o corpo, e, quando se uniram espírito e corpo como unidade vivente, o
homem tornou-se alma vivente (Gênesis 2:7):
a) O homem foi criado imortal no sentido de que
ele não precisava morrer, mas mortal no sentido de que poderia morrer se
desobedecesse a Deus (Gênesis 2:16-17).
b) Se o homem tivesse permanecido fiel,
possivelmente teria sido trasladado, pois a trasladação parece ser o meio
perfeito que Deus usa para remover da terra os seres humanos (2 Reis 2:11).
c) O homem pecou, perdeu o direito à árvore da
vida, e em resultado disso começou a morrer, processo que culminou na
separação do espírito do corpo (Gênesis 3:22).
d) A morte física foi à expressão externa da
morte espiritual, a qual é a conseqüência do pecado.
e) Desde que o corpo é parte integrante da
personalidade do homem, sua salvação e sua imortalidade não se completam
enquanto não for ressuscitado e glorificado. Assim ensina o novo
testamento. (1º Coríntios 15:53-54; Filipenses 3:20-21).
f) O homem se compõe tanto de alma como de
corpo, sua redenção deve incluir a vivificação dos dois, da alma e do
corpo. Embora o homem se torne justo perante Deus e vivo espiritualmente (Efésios 2:1), seu corpo morrerá como resultado da sua herança
racial de Adão.
B) O FATO E NATUREZA DO ESTADO INTERMEDIÁRIO:
1) O velho testamento ensina que há uma vida
depois da morte:
a) Mostra que todos os homens vão ao SHEOL (O
hades do novo testamento).
b) Os ímpios vão para lá (Salmos 9:17;
Isaias 5:14).
c) Lemos que Coré e Abirão desceram vivos ao
Sheol (Números 16:33).
d) Os justos também vão para lá (Jó
14:13; Salmos 6:5; 16:10).
e) Ezequias considerava a morte como ''entrar
nas portas do além'' (Isaias 38:10).
2) Também o novo testamento mostra que tanto os
maus como os justos desciam ao hades, antes da ressurreição de Cristo:
a) Lemos que o rico desceu ao hades e ele e
Lázaro estavam tão próximos que dava para conversarem um com o outro
naquela região (Lucas 16:19-31).
b) O próprio Jesus desceu ao hades (Atos
2:27-31).
c) Cristo tem agora as chaves da morte e do
hades (Apocalipse 1:18).
d) Um dia, a morte e o hades devolverão os
mortos que neles há (Apocalipse 20:13-14).
3) Se, então, as escrituras ensinavam que há
uma existência depois da morte, esta seria uma existência consciente?
a) É o que é sugerido no velho testamento e
ensinado claramente no novo testamento (Mateus22:31-32; Lucas
23:40-43).
b) O novo testamento indica que haviam dois
compartimentos no hades, um para os maus e outro para os bons. O que era
reservado para os bons chamava-se Paraíso.
c) Depois da ressurreição de Jesus, parece ter
havido uma mudança. Agora os crentes vão à presença de Cristo quando
morrem (2º Coríntios 5:6-9).
d) Paulo expressou o desejo de ''partir e estar
com Cristo, o que é incomparavelmente melhor'' (Filipenses 1:23).
e) ''As almas dos que tinham sido mortos''
estavam debaixo do altar e conscientes (Apocalipse 6:9-11).
f) Quando Jesus ressuscitou, Ele levou não
apenas as primícias daqueles a quem ressuscitou corporalmente (Mateus
27:52-53), mas também as almas de todos os justos que estavam no hades
(Efésios 4:8; Salmos 68:18).
C) O ENSINAMENTO DO VELHO TESTAMENTO QUANTO
À RESSURREIÇÃO DO CORPO
1) Para começar, o velho testamento registra a
ressurreição do corpo de pelo menos três pessoas:
a) o filho da viúva (1º Reis 17:21-22);
b) o filho da Sunamita (2º Reis 4:32-36);
c) o homem que reviveu ao tocar os ossos de
Eliseu (2º Reis 13:21). 2) Abraão esperava que Deus levantasse
Isaque dos mortos no Monte Moriá (Gênesis 22:5; Hebreus
11:19).
3) Jó esperava ver a Deus em seu corpo (Jó
19:25-27).
4) Notamos ainda a expectativa de Isaías de uma
ressurreição do corpo (Isaias 26:19).
D) O ENSINAMENTO DO NOVO TESTAMENTO QUANTO À
RESSURREIÇÃO DO CORPO
1) O novo testamento registra a ressurreição
de cinco pessoas:
a) a filha de Jairo (Mateus 9:24-25);
b) o jovem de Naim (Lucas 7:14-15);
c) Lázaro (João 11:43-44);
d) Dorcas (Atos 9:40-41);
e) Êutico (Atos 20:9-12).
2) O próprio Senhor Jesus ensinou sobre uma
futura ressurreição (João 5:28-29; 6:39-40,44,54).
3) Os Apóstolos ensinaram isso (Atos
24:15; 1º Tessalonicenses 4:14-16; Apocalipse
20:4-6).
4) Finalmente, a ressurreição de Cristo é a
garantia de nossa própria ressurreição (1º Coríntios 15:20-22;
2º Coríntios 4:14; Romanos 8:11):
a) Ele não só destruiu a morte como trouxe à
luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho (2º Timóteo 1:10).
b) Há, portanto, prova abundante de que, tanto
o velho como o novo testamento ensinam a ressurreição do corpo.
E) A NATUREZA DA RESSURREIÇÃO
1) Mas alguém dirá: Como ressuscitam os
mortos? e em que corpo vêm? (1º Coríntios 15:35).
2) Observemos primeiro que as escrituras falam
de três tipos de ressurreição:
a) uma ressurreição judicial, na qual o crente
foi ressuscitado com Cristo (Romanos 6:4-5; Efésios
2:5-6);
b) uma ressurreição espiritual, equivalente à
regeneração (João 5:25-26);
c) uma ressurreição física (João
5:28-29);
d) Estamos interessados agora na ressurreição
física.
3) As escrituras indicam que o corpo será
ressurreto de, pelo menos, quatro maneiras.
a) Em declarações claras a esse respeito (Jó 19:25-26; João 5:28-29; 1º Corintios
15:44).
b) Quanto aos dois tipos de corpos mencionados
na última referência, STRONG diz: ''Esses adjetivos ''psíquico'' e
''espiritual'' não definem o material dos respectivos corpos, mas sim
aqueles corpos em suas relações e adaptações, em seus poderes e usos. O
corpo presente é adaptado e planejado para o uso da alma; o corpo da
ressurreição será adaptado e planejado para o uso do espírito.''
c) Na declaração de que o corpo está
incluído em nossa redenção (Romanos 8:23-26; 1º
Coríntios 6:13-15).
d) Quando Cristo morreu por nós, morreu pelo
homem todo. Os benefícios completos de sua expiação não são cumpridos
até que o corpo tenha sido tornado imortal por Deus, o que se dará na
ressurreição.
e) No tipo de corpo com que Jesus ressuscitou,
Ele ressurgiu em um corpo físico (Lucas 24:39; João
20:27).
f) Na literalidade da volta e julgamentos do
Senhor. O homem Cristo Jesus voltará para julgar, não espíritos
incorpóreos, mas sim homens corpóreos (1º Tessalonicenses 4:16-17;
Apocalipse 20:11-13).
F) OS CORPOS DOS CRENTES
1) Diversas passagens declaram ou dão a
entender que o corpo ressurreto dos crentes será semelhante ao corpo
glorificado de Cristo (Filipenses 3:21; 1º João 3:2;
1º Coríntios 15:49).
2) Alguns detalhes podem ser mencionados de 1º
Coríntios 15:
a) Lemos que não será composto de carne e
sangue (1º Coríntios 15:50-51).
b) Depois da ressurreição, Jesus diz que seu
corpo é composto de ''carne e ossos'' (Lucas 24:39).
c) Novamente nossos corpos serão
incorruptíveis, não estando, portanto, sujeitos à doença, decomposição
e morte (1º Coríntios 15:42, 53-54).
d) Será um corpo glorioso, poderoso, espiritual
e, finalmente, será um corpo celestial (1º Coríntios 15:43-44,
47, 49).
G) OS CORPOS DOS NÃO CRENTES
1) Jesus declarou que está chegando a hora
quando todos que estiverem na sepultura sairão, alguns para a
ressurreição da vida, e alguns para a ressurreição do juízo (João
5:28-29).
2) Diante de Félix, Paulo declarou que Israel
tinha esperança em Deus ''de que haverá ressurreição, tanto de justos
como de injustos''(Atos 24:15).
3) No livro de Daniel, está escrito que muitos
dos que dormem no pó ressuscitarão ''para vergonha e horror eterno'' (Daniel 12:2).
4) No Apocalipse é ensinado que ''os não
salvos'' serão ressuscitados, julgados e lançados no lago de fogo (Apocalipse
20:12-13).
5) A curiosidade nos levaria a uma
investigação da natureza deste corpo ressurreto, mas o silêncio da
escritura quanto a esse ponto indica que devemos nos contentar com as coisas
que nos foram reveladas.
H) A BÍBLIA NOS ENSINA QUE HAVERÁ DUAS
RESSURREIÇÕES (Apocalipse
20:4-6).
1) A primeira ressurreição terá lugar quando
Cristo vier nos ares (1º Tessalonicenses 4:16; 1º
Corintios 15:23).
2) Não há dúvida de que todos os salvos dos
tempos do velho testamento e do novo testamento até aquele momento, serão
então ressuscitados.
3) Os que forem mortos durante a tribulação
aparentemente serão ressuscitados no momento da vinda de Cristo a terra.
Assim, a primeira ressurreição estará completa (Apoc. 20:4-5).
I) A SEGUNDA RESSURREIÇÃO TERÁ LUGAR MIL ANOS
MAIS TARDE (Apocalipse
20:5; 11:13)
1) Parece que Deus é tão longânimo quanto
possível com os que morreram sem ser salvos. Estão em tormento no estado
intermediário, mas ainda não estão no lugar do castigo final. Assim, a
bondade de Deus faz adiar o dia do acerto final de contas para até depois
do milênio. Mas, embora demore, certamente virá!
ESTUDO 6 - JUÍZO ETERNO
Veja em
http://www.armazemnadia.com.br/henrique/FILHILHO.HTM
A) A BÍBLIA É UM LIVRO HISTÓRICO,
DOUTRINÁRIO E PROFÉTICO. O ESTUDO DE APOCALIPSE ABRANGE ESTAS TRÊS
ÁREAS:
1) O Aspecto Histórico:
a) O mundo já conheceu seis impérios: o
Egípcio, o Assírio, o Babilônico, o Medo-persa, o Grego e por fim o
Romano. Todos estiveram diretamente envolvidos com Israel, o Povo de Deus.
b) O Egito tornou-se uma grande nação por
causa de José, Filho de Jacó, e foi destruído quando perseguia Israel no
mar vermelho (Gênesis 39:1-2; Êxodos 14:26-28).
c) O Babilônico foi levantado para castigar
Israel através de Nabucodonosor. Foi destruído quando Beltsazar abusou do
Senhor, bebendo vinho nos jarros santos, que seu pai havia tirado do templo
em Jerusalém (2º Reis 25:8-10; Deuteronômio 5:1-4).
d) O Assírio foi derrubado por Deus quando
Senaqueribe cercou Jerusalém e zombou do Senhor (2º Reis 18:19).
e) O Império Medo-Persa, este intimamente
relacionado ao povo judeu, conforme registram os livros de Neemias, Esdras e
Ester, escritos nesta época.
f) O Império Grego e sua queda foi vaticinada
por Daniel no capítulo 8:5, 16 e 21,
onde é feita uma alusão a Alexandre, o Grande, como o Bode Peludo que
destruiria o império Medo-Persa. Este império foi destruído quando um dos
quatro reis, sucessores de Alexandre (Daniel 8:23-24), que eram
seus generais, chamados Ptolomeu, Seleuco, Antípater e Filétero, invadiu
Jerusalém e sacrificou uma porca no altar, zombando de Deus (Daniel 11).
g) Jesus nasceu durante o império Romano,
profetizado por Daniel como o quarto reino que se levantaria após o
Babilônico (Daniel 2:39-40). Daniel profetizou que o império
Romano destruiria Jerusalém e o templo, após o messias ter sido tirado (Daniel 9:25-26; Lucas 21:5-6), o que Jesus confirmou.
Isto aconteceu 70 anos depois de Cristo quando as legiões romanas cercaram
Jerusalém e destruíram a cidade e o templo. Um terço dos judeus morreu
dentro da cidade, outro terço foi crucificado ao redor da cidade e o
último terço do povo foi espalhado entre todas as nações, conforme a
profecia. (Ezequiel 5:12; Lucas 21:20).
h) Todo o desenrolar da história está
profetizado na Bíblia e tem o povo de Israel como centro dos
acontecimentos.
1- A profecia sobre a volta dos Judeus à terra
prometida (Ezequiel 36:8-12; 37:21-23).
2 - Os conflitos entre Árabes e Judeus
(Ezequiel 36:33-36).
3 - A possível guerra entre a Rússia e Israel
(Ezequiel 39:1-9; 39:18-23).
i) O último império que o mundo conhecerá
será o do anticristo. Ele será destruído quando se levantar contra os
Judeus , quando então eles olharão para quem traspassaram, Jesus (Zacarias
12:10). Então o Senhor voltará e toda a nação se converterá a Ele.
1 - A pessoa do anticristo (2º
Tessalonicenses 2:3).
2 - Seu poder sobrenatural (2º
Tessalonicenses 2:7-10; Apocalipse 17:11-15).
2) O Aspecto Moral:
a) Ao sabermos que o Senhor breve virá para
arrebatar a sua igreja, somos levados a preocupar com a nossa
santificação. Jesus conta uma parábola sobre as dez virgens esperando a
vinda do noivo, referindo-se à sua volta e ao arrebatamento da igreja. Numa
parábola, cinco virgens não tinham azeite em suas lâmpadas, por isso não
viram quando o noivo chegou e, como conseqüência não entraram nas bodas.O
arrebatamento está para acontecer, quando a igreja do Senhor Jesus será
tirada para não passar pela grande tribulação que virá sobre o mundo.
Ele nos exorta a ficarmos alertas porque virá como um ladrão à noite
naquele dia. Jesus virá para aqueles que O esperam.
1 - O arrebatamento. Como será, quando será e
quem subirá (1º Tessalonicenses 5:1-11; Marcos
13:28-37).
2 - O arrebatamento será em um átomo de tempo.
Primeiro os que dormem em Cristo ressuscitarão, depois nós, os que
estivermos vivos, teremos nossos corpos transformados e subiremos para
encontrar o Senhor, nos ares (1º Tessalonicenses 4:13-18).
3 - O Aspecto Profético
a) Daniel profetizou que, nos últimos dias, a
ciência se multiplicaria. Estamos vendo isto acontecer (Daniel 12:4).
b) Ezequiel profetizou que os judeus voltariam
à terra prometida (Ezequiel 37:21-23).
1 - Depois de 1.900 anos espalhados pelo mundo,
os Judeus retornaram em 1948 e lá estão até hoje, contra tudo e todos (Ezequiel 38:8).
c) Após o arrebatamento, o anticristo virá e
estabelecerá o seu reinado com a ajuda de dez nações e do Império
Romano, que nunca caiu, pois até hoje Roma possui um César cujo poder é
reconhecido no mundo inteiro: o próprio Papa (Apocalipse 17). Este Império
durará sete anos, quando então Jesus voltará para destruir as forças
satânicas.
d) O Império do anticristo - 7 anos. (Daniel
9:26-27).
e) A procedência do Império - visão de
Nabucodonosor (Daniel 2:1-5; 7:16-25).
1 - A 1ª fase do reinado do anticristo - falsa
paz (Daniel 9:27).
2 - A aliança com as dez nações. (Apocalipse
17:3, 12-9).
3 - A aliança com a grande prostituta (Apocalipse
13:7-9; 17:1-9).
4 - A aliança com Israel e a reconstrução do
templo (Daniel 9:25-27).
5) A 2ª fase do reinado do anticristo - dores (Apocalipse 9:1-12).
6) A guerra entre as dez nações (Daniel
2:42-43).
7) A destruição da grande prostituta (Apocalipse
17:15-17).
8) A marca da besta e a tecnologia atual (Apocalipse 13:16-18).
4) Cremos não haver dúvida de que a segunda
vinda de Cristo se dará em duas fases: Arrebatamento da igreja, e
manifestação da pessoa de Cristo em glória.
a) Na primeira fase, o arrebatamento da igreja,
Jesus virá para os seus. Não tocará os seus pés na terra, tampouco será
visível ao mundo. Ele virá até às nuvens, onde receberá a sua igreja
para que com ele adentre às mansões celestiais (1º
Tessalonicenses 4:17).
b) Já na segunda fase, a manifestação
propriamente dita, sete anos após a primeira, Jesus virá com os seus.
Nesse momento, sim, todo olho o verá, não como um Cristo abatido e
humilhado, mas exaltado e triunfante (Zacarias 14:4).
5) A Batalha do Armagedom
a) A palavra ARMAGEDOM significa monte de
megido. Também conhecido como a planície de Jezreel. Nesse amplo e
espaçoso lugar, os exércitos do anticristo estarão congregados para o
ataque decisivo contra Jerusalém.
b) Quando Jerusalém estiver cercada pelos
exércitos do anticristo e aos Judeus não restar escape, então eles
clamarão angustiados pelo auxílio de Deus. Nesta hora, dar-se-á a
manifestação de Jesus, revestido com poder e glória (Isaias 52:8; Mateus
24:30).
c) O triunfo de Jesus sobre os exércitos do
anticristo será esmagador. Destruindo os exércitos hostis a Israel, o
anticristo e o falso profeta serão lançados no lago de fogo e enxofre (Apocalipse 19:20).
6) O Milênio
a) Ao aprisionamento de Satanás, seguir-se-ão
mil anos de paz e de governo perfeito sob o reinado do Senhor Jesus,
assinalando o começo de uma nova dispensação (Apocalipse 20:6).
b) Esse período não é o princípio de um
mundo novo, mas o fim de um mundo antigo. O que o sábado judaico é para a
semana, assim será o milênio para a era presente.
c) Dois grupos de povos distintos tomarão parte
no milênio: os crentes glorificados, consistindo dos santos do antigo e do
novo testamento, da igreja triunfante, dos santos oriundos da grande
tribulação; e os povos naturais, em estado físico normal, vivendo na
terra, a saber: judeus salvos saídos da grande tribulação, gentios
poupados no julgamento das nações e o povo nascido durante o milênio
propriamente dito.
d) No milênio, a igreja estará glorificada com
Cristo na Jerusalém celestial. A igreja exercerá a co-regência com Cristo
durante esse período (Apocalipse 21:22-23) revestidos de um
corpo glorificado, os salvos estarão acima das limitações do tempo e do
espaço sujeitos quando ainda em seus corpos mortais. Terão um corpo como o
de Cristo Ressurreto, que se locomove sem obstáculos e sem barreiras.
e) A própria terra passará por
transformações que alterarão sensivelmente, para melhor, o seu clima e
sua produtividade. Também os animais sofrerão mudança na sua natureza
durante essa época áurea. A ferocidade deles será removida para dar lugar
à docilidade. Não mais se atacarão, nem, representarão qualquer ameaça
ao homem. (Isaias 65:25).
f) Toda criação, afetada que foi pela queda do
homem, de igual modo participará das bênçãos decorrentes do governo
milenar de Cristo (Romanos 8:18-23).
7) Terminado o milênio, Satanás será
novamente solto por um breve espaço de tempo (Apocalipse 20:7).
Esta soltura de Satanás servirá para:
a) provar às pessoas que nasceram durante o
milênio;
b) demonstrar pela última vez quão pecaminosa
é a natureza humana, e que o homem por sí mesmo jamais se salvará, mesmo
sob as melhores condições;
c) demonstrar que o Diabo é completamente
incorrigível.
8) Satanás sai a ajuntar as nações da terra
para a batalha, mas será derrotado e lançado no lago de fogo e enxofre
onde está a besta e o falso profeta (Apocalipse 20:8-10).
9) Após este evento, será estabelecido o
Juízo do grande trono branco, o Juízo Final. É nessa época que todos os
ímpios mortos ressuscitarão para ouvir sua sentença final diante do trono
de Deus. Até mesmo a morte e o inferno serão lançados no lago de fogo, a
segunda morte. (Apocalipse 20:11-15).
RESUMO:
HEBREUS 5.12-14; 6.1,2
1-ARREPENDIMENTO DE OBRAS MORTAS: Ef 2.8-10
2-FÉ EM DEUS Ef 2.8
3-A DOUTRINA DOS BATISMOS (NAS ÁGUAS Mt 3- NO
ESPÍRITO SANTO At 2 - DE MORTE Mc 10.38)
4-IMPOSIÇÃO DE MÃOS (AUTORIDADE – Mc
16.15-18
5-RESSURREIÇÃO DOS MORTOS – 1 Co 15.12 Dn 12
6-JUÍZO ETERNO – AP 9.6; 13.7,8; 20.11-15
Complemento:
«...É impossível... » O que é impossível?
A restauração dos apóstatas. O que é possível para o crente? A
apostasia. Essas são as idéias do autor sagrado. E essa é a única
interpretação honesta. É inútil, por exemplo, vermos qualquer exceção
a isso, observando-se que, no sexto versículo, onde aparece o verbo
principal («...e caíram... »), a idéia está condicionada à ação
maligna de haverem «crucificado ao Filho de Deus», essa ação está
apresentada no particípio presente, que pode ser traduzido como «enquanto
crucificam ao Filho de Deus», o que poderia indicar que, se abandonarem tal
atitude, sua renovação é possível. Seria uma observação vâ dizer que
«É impossível renovar os apóstatas enquanto persistirem em crucificar
novamente a Cristo, com sua rebeldia». Isso é tão obvio que nem mereceria
atenção. Mas o que precisa ser mencionado é que é «impossível»
renovar os apóstatas, e que os verdadeiros crentes podem apostatar. E é
exatamente esse o aspecto que dá a esta passagem sua urgência particular.
Portanto, a tradução correta seria: «...É impossível restaurar ao
arrependimento aqueles que antes foram iluminados... se cometerem apostasia,
posto que assim crucificam ao Filho de Deus, para seu próprio detrimento,
expondo-o à ignomínia... ». Esse é o sentido claramente tencionado pelo
autor sagrado. Ele meramente expressava uma comum interpretação rabínica,
com base em Num. 15:28 e ss., onde se vê que havia perdão para os pecados
de ignorância, através de sacrifícios cruentos, mas não havia perdão
para pecados «voluntários» ou de «presunção», mediante aqueles
sacrifícios. Naqueles casos o indivíduo era «cortado» de Israel, sem
qualquer remédio. Que nosso autor tem em mente essa tradição é evidente
com base em Heb. 10:26, onde ele menciona especificamente a «fatalidade»
do «pecado voluntário». Para tal pecado não havia sacrifício – ficava
fora do alcance expiatório dos sacrifícios. O que resta é apenas uma
espera temível pelo juízo e pela indignação divina. Se os interpretes
ansiassem por interpretar o autor sagrado com base no que ele provavelmente
cria, devido suas conexões com a tradição judaica, e não com base no que
«ele teria dito, para concordar com nossa teologia», não haveria
dificuldade e nem confusão em torno deste texto. Naturalmente, o problema
seguinte é: O autor sagrado estava com a razão? Em resposta a isso
observamos que ha alguns conceitos do A.T. (como o presente) que o N.T.
ultrapassou. A idéia inteira do julgamento é exemplo disso. O conceito
judaico era tremendamente duro e inflexível, sem admitir qualquer
modificação ou exceção. E há passagens do N.T. que refletem isso. Mas
há outras passagens, como as de I Ped. 3:18-20; 4:6; Fil. 2:9-11 e o
primeiro capitulo da epistola aos Efésios, que vão além dessa posição,
mostrando que o Verbo eterno tem um alcance remidor que lança raios de
esperança que iluminam o inflexível conceito de julgamento. É claro que
isso não inclui a restauração de todos a uma posição igual à dos
eleitos, mas indica que o julgamento envolveria mais do que mera
retribuição – também tem aspectos disciplinadores e restauradores, até
onde isso agradar a Deus, a fim de que tudo redunde na glória de Cristo. O
trecho de Efe. 1.10, que alude ao «mistério da vontade de Deus», alude a
esse tipo de interpretação. Mas esse é um conceito extremamente sublime
do N.T., que ultrapassa à visão do A.T. Assim, no presente contexto,
embora o autor sagrado demonstre uma visão puramente judaica, sobre a total
impossibilidade de recuperação dos apóstatas, contudo, há outras
passagens do N.T., como aquelas que falam sobre a segurança final e
necessária daqueles que confiam em Cristo (segundo se vê no décimo
capítulo do evangelho de João e no oitavo capitulo da epístola aos
Romanos), que lançam um raio de esperança sobre o caso ate mesmo dos
apóstatas.
O Progresso da Doutrina
1. Por que nos surpreenderíamos que um
escritor do N.T. soubesse mais acerca de alguma questão ou doutrina
espiritual do que outro? Por que teríamos de pensar que todos eles se
achavam no mesmo nível de conhecimento? Admitimos livremente, que o N.T.
transcende ao A.T. quanto ao conhecimento e à profundeza espirituais.
Porventura Paulo não conhecia mais que os demais apóstolos, a respeito da
graça e do destino humano, em Cristo?
2. Se esse é o caso, então é possível que
o autor da epístola aos Hebreus, na idéia que formava sobre a apostasia, como
algo não somente possível a um verdadeiro crente, mas também
absolutamente fatal e sem remédio, não tivesse tão completa visão do
poder e da misericórdia de Cristo, como se depreende de outros trechos do
N.T.
3. É insensatez distorcer o texto presente,
fazendo-o ensinar algo que ele não ensina, a fim de «reconciliá-lo» com
outros trechos bíblicos. Isso faz-nos pensar no trecho de Num. 15:28 e ss.,
o qual, até onde posso ver, tem seus conceitos ultrapassados nas páginas
do N.T.
4. O poder de Cristo aparece como algo
grandioso, na epístola aos Hebreus. Na realidade, porém, ainda é
maior do que ali se retrata. Outras passagens do N.T. existem que nos
fornecem visões que ultrapassam, em muito, ao entendimento refletido por
essa epístola, quanto a certas particularidades. O autor sagrado,
apegando-se a idéias judaicas, cria que um verdadeiro crente pode
apostatar. Aferrado a essa mentalidade, ele via fatalidade absoluta na
apostasia. Outras passagens do N.T. concordam com ele – a apostasia é
possível (ver I Cor. 9:27, corretamente compreendida; e ver também Col.
1:23). Essa tradição e tão sólida no N.T. que sua veracidade precisa ser
admitida. Porém, o novo pacto também frisa a idéia da eventual
«segurança» para aqueles que conhecem a Jesus Cristo como seu Salvador.
De alguma maneira, Cristo nunca permitira que se percam. Isso envolve uma
eventual restauração, ou nesta esfera terrena ou em algum campo
espiritual, onde o Verbo eterno os buscara. Mas, embora essa seja a verdade,
não devemos permitir que tal fato suavize a advertência contra a
apostasia. Pois esta é possível; e ela leva a alma à agonia e ao
desastre, mesmo que a graça de Deus venha eventualmente a aliviá-la.
As Muitas Interpretações Sobre Essa Passagem
Qual é a interpretação da presente passagem?
Antes de apresentarmos a exposição geral sobre a dificílima passagem dos
versículos quarto a sexto deste capitulo, consideremos os diversos tipos de
interpretação que se tem vinculado à mesma:
1. A interpretação arminiana normal: A maior parte dos arminianos vê, nas Escrituras, o
perigo real da apostasia. Esses entendem que esta passagem da epístola aos
Hebreus da apoio h sua idéia. Ate esse ponta certamente estão certos, apesar
de não verem a eventual restauração dos apóstatas como algo
«necessário» (se esses foram, de fato, verdadeiros crentes). Porém, a
maioria dos arminianos crê que a restauração dos apóstatas é possível,
posto que não «necessária». E nisso entram em contradição com o autor
sagrado, embora certamente estejam certos, com base em outras passagens do
N.T. A fim de consubstanciar essa idéia, porém, precisam torcer o texto
presente, de uma maneira ou de outra. É melhor dizermos simplesmente que este
conceito foi ultrapassado pois revelações maiores, que revelam a vasta
significação do oficio remidor de Cristo.
2. A interpretação arminiana radical: Essa interpretação afirma exatamente o que o texto
diz. A apostasia é possível para um crente verdadeiro, e é algo totalmente
sem remédio. Essa interpretação ignora outras revelações
neotestamentárias mais elevadas sobre o tema. Limita o ofício remidor de
Cristo aos conceitos judaicos. Interpreta corretamente o texto presente, mas
não deixa penetrar luzes maiores dadas por outras passagens do N.T. Ver Num.
15:30.
3. A interpretação calvinista franca: Segundo essa interpretação, os indivíduos aqui
referidos não podem ser crentes verdadeiros. Esses seriam contrastados com os
verdadeiros crentes, aludidos no nono versículo «Quanto a vós outros;
todavia, ó amados, estamos persuadidos das cousa que são melhores e
pertencentes a salvação, ainda que falamos desta maneira». Os indivíduos
aludidos na presente passagem seriam apenas iluminados, mas que ficaram aquém
da regeneração. Se alguém chegar; esse estado, terá muitas vantagens;
contudo, poderá cair, sendo «impossível» renovar os tais. Essa
interpretação evita a questão inteira ignorando o fato evidente que o autor
sagrado falava sobre «crentes reais», que a eles é que fez tais
advertências. Não estava advertindo «leitores fantasmas». (Quanto a notas
expositivas que abordam a questão, ver Heb. 3:6b e 4:1). Pensar que tais
avisos não se destinam a crentes é contradizer a tese central
consubstanciada neste tratado, fazendo com que o livro (que consiste
essencialmente de uma advertência para não nos desviarmos e chegarmos a
apostasia) não tenha qualquer aplicação aos crentes. Isso é um absurdo.
Ninguém jamais teria pensado em tal interpretação, a não ser aqueles que
precisam harmonizar tudo a um padrão teológico adredemente aceito, ao invés
de modificarem sua «teologia» mediante idéias novas. Essa interpretação
ignora o fato que o N.T. contem tanto a idéia de «possibilidade de queda»
como a idéia de «segurança». Talvez tenhamos aqui um «paradoxo», isto
é, um ensino «autocontraditório». É melhor aceitarmos ambos os aspectos
da verdade bíblica, chamando-os de formadores de um paradoxo, deixando que a
questão seja reconciliada quando tivermos recebido maior luz, do que
rejeitarmos um ou outro aspecto da verdade. O tema é meramente uma
subcategoria daquele «paradoxo» ainda maior, isto é, o do «livre-arbítrio
versus determinismo divino», que é um dos principais problemas cientifico,
filosófico e teológico. De algum modo, o homem e ao mesmo tempo livre e
está sob obrigação. De alguma maneira Deus usa o livre-arbítrio humano sem
destruí-lo, embora não saibamos dizer como isso pode ser. O livre-arbítrio
e o determinismo são ambos aspectos da verdade bíblica, mas não sabemos
harmonizá-los. Contudo, a segurança eterna e a possibilidade de queda podem
admitir certa reconciliação entre si. Pelo menos, poderíamos especular
acerca desta ultima questão. Tal especulação aparece nas notas expositivas
sobre Rom. 8:39, com comentários mais breves nas notas presentes e em Heb.
3:6b e 4:1.
4. A interpretação calvinista
modificada: Essa diz que
aqueles que foram «iluminados, mas ainda não foram regenerados» podem ser
restaurados, porquanto a sua restauração só será impossível enquanto
«continuarem a crucificar ao Filho de Deus» (ver o sexto versículo deste
capitulo, tirando proveito da interpretação possível do particípio
presente).
5. Ainda dentro do campo calvinista, temos a
interpretação hipotética . Segundo essa interpretação, as
advertências constantes na epístola aos Hebreus, incluindo a presente,
visam «crentes verdadeiros», mas meramente advertiriam contra a apostasia,
usando essas advertências para «assustar» aos crentes. Porém, ao
analisarmos de perto a questão, ainda segundo essa interpretação, nenhuma
apostasia seria de fato possível. E as próprias advertências serviriam de
instrumentos para impossibilitar a apostasia. Portanto, a apostasia seria
apenas algo «hipotético». Essa interpretação, naturalmente, é
totalmente ridícula. Faz com que o autor sagrado pareça um escritor
desonesto. Este faria advertências, mas estas seriam apenas pílulas de
açúcar, fantasmas terríveis mas sem qualquer substância real, embora
tenham o poder de aterrorizar as pessoas. Com razão, pois, até mesmo a
maioria dos próprios calvinistas repele essa noção.
6. Ainda dentro do campo calvinista: Há aqueles que dizem que esses avisos se destinam
aqueles que tem muitas vantagens, como a criação em um lar crente, o terem
sido batizados na idade infantil, o terem freqüentado escolas cristas, mas
que, chegados a idade adulta, tomam suas próprias decisões, revoltando-se
contra seus pais e seus mestres, abandonando a fé crista. Naturalmente, esses
nunca foram verdadeiros crentes. mas apenas gozaram de vantagens próprias dos
crentes. Essa interpretação eqüivale as de numero três e quatro, embora
com a leve distorção que estaríamos tratando com membros jovens das
igrejas, que finalmente se revoltam, ao chegar o tempo de assumirem
responsabilidade diante de Deus. Pouquíssimos intérpretes levam a sério
essa interpretação. Nada há no contexto que sugira tal refinamento.
7. A teoria dos pouquíssimos
apóstatas: Voltando as
interpretações arminianas, encontramos a deste parágrafo. Alguns admitem
que haverá «alguns apóstatas», os quais ficam inteiramente fora da
esperança de restauração. Judas Iscariotes é salientado como um desses
exemplos. Seriam indivíduos apóstatas quanto às doutrinas, que se
revoltariam contra Cristo, negando-o inteiramente, embora antes tivessem sido
crentes autênticos. Não seriam os que entram meramente em uma vida
pecaminosa, mas sua apostasia envolve a fé básica, e não a mera moralidade
que não vive segundo os padrões do cristianismo. Isso é possível, mas
teríamos de esperar um numero «extremamente reduzido» de casos; portanto,
não haveria qualquer problema para a «igreja em geral». Trata-se de uma
espécie de interpretação «arminiana-calvinista», que permite a apostasia
(ponto de vista arminiano) mas que não lhe dá campo largo, de tal modo que,
para todos os propósitos práticos, não se transforma em um problema
(calvinismo). Mas que isso é uma noção falsa fica evidente diante do
próprio fato que o autor sagrado se preocupava com «todos» os seus
leitores, fazendo-lhes continuamente advertências severas no seu tratado.
Certamente, ele sentia que o desvio para a apostasia representa um perigo
real, para todos para quem escreveu, e não meramente para algum grupo de
pessoas extremamente raras, nenhuma das quais se acharia entre seus leitores.
8. A interpretação do paradoxo: Tanto
a possibilidade de queda como a segurança eterna são verdades bíblicas,
ensinadas em diferentes lugares do N.T. O trecho do sexto capitulo da
epistola aos Hebreus parece favorecer os arminianos, pois ensina a
possibilidade de queda. Outras passagens, como o oitavo capítulo da
epístola aos Romanos, parecem favorecer a idéia da «segurança eterna»,
sem qualquer qualificação. No presente não temos qualquer meio de
reconciliar essas idéias. Nossa responsabilidade é aceitar a ambas,
aplicando-as a nossa vida e deixando a questão da reconciliação nas mãos
de Deus. Essa talvez seja a maneira correta de ver o problema, embora este
comentário tente uma reconciliação, que reputamos ser razoável, e não
ate mesmo absolutamente certa.
9. Alguns supõem que a possibilidade de
queda é uma realidade, mas que o juízo prometido para os que caem não e o
juízo eterno, e, sim, alguma severa disciplina da parte de Deus. Isso
significaria que aqueles que caem não deixam de ser crentes, em qualquer
sentido absoluto. Mas isso obviamente não está em foco no presente texto.
A passagem de Heb. 10:27 mostra-nos que os apóstatas (e os referidos como
tais realmente tinham apostatado) só podem esperar o temível fogo da
indignação divina como sua sorte. Certamente está em foco o julgamento
eterno. «Horrível cousa é cair nas mãos do Deus vivo» (Heb. 10:31).
10. A única interpretação que parece
adaptar-se tanto a esta passagem como a outras passagens do N.T. que a
modificam, e aquela que leva em conta os pontos seguintes:
a. A que admite a interpretação arminiana: é
possível a queda, e todos os crentes enfrentam esse perigo.
b. A que admite a interpretação calvinista:
a segurança do crente e uma realidade, e haverá de caracterizar
finalmente a todos os remidos.
c. Portanto, a queda é algo relativo a
experiência da alma, antes de serem traçadas as linhas eternas, quando
do juízo, por ocasião da «parousia» ou segundo advento de Cristo.
Notemos que tais linhas serão traçadas quando
da segunda vinda de Cristo, e não por ocasião da morte física (o que e
comentado em I Ped. 4:6), Portanto, até aquela oportunidade, sem importar
se alguém se acha no campo físico ou espiritual, a restauração da alma
é possível.
d. A segurança é absoluta porque,
finalmente, deverá caracterizar a pessoa que se entregou confiantemente aos
cuidados de Cristo.
e. O ofício remidor pertence ao Verbo
eterno, e não meramente a ele ao encarnar-se nesta esfera terrena;
portanto, ultrapassa as barreiras do tempo e do espaço. Os trechos de I
Ped. 3:18-20; 4:6 e o primeiro capítulo da epistola aos Efésios ensinam
tal necessidade, e não meramente a deixam implícita. O que foi dito aqui
concorda com as linhas mestras de interpretação encontradas nos pais
gregos e alexandrinos da igreja, como Justino Mártir, Pantaeno, Clemente de
Alexandria e Orígenes, embora não tivessem expressado a questão
exatamente com esses termos. Apesar de não termos resposta absolutamente
certa para uma passagem como a presente, essa linha de pensamento parece ser
a abordagem mais frutífera de todas. O próprio autor sagrado, entretanto,
quis ensinar o que é expresso na segunda dessas dez posições. E ainda há
outras interpretações que mesclam ou modificam aquelas que são aqui
apresentadas. Cotton (in loc.), reconhecendo o fato evidente que o autor
sagrado não aceitava a renovação após a apostasia como algo possível,
diz o seguinte: «Tal é o claro sentido do escritor sagrado. Que se pode
dizer sobre ela? Atitude vai a questão da apostasia sob perseguição, a
igreja cristã não tem seguido o autor sagrado, mas antes, tem feito
provisão para os caídos que depois se arrependeram, o que deu origem a
instituição da penitência. Na prática, a igreja deixou de lado esta
passagem. Podemos transformá-la em um vespeiro de argumento teológico –
para a nossa vergonha». (Em seguida Cotton mostra a futilidade dos
argumentos comumentes aplicados ao texto, ao dizer): «Se um homem realmente
cai, e porque nunca participou deveras dos benefícios mencionados nos
versículos quarto e quinto. Se ele realmente participou desses benefícios,
então é que realmente nunca caiu, sem importar quais sejam as aparências
externas. Se, após uma queda aparente, ele volta em penitência e manifesta
os sinais de uma vida cristã fiel, realmente nunca caiu. Todo esse
argumento é um circulo vicioso e fútil». Mas, finalmente, Cotton lança
luz sobre a passagem, embora admitindo a sua severidade: «Nada existente
nesta passagem deve levar-nos a duvidar da total misericórdia de Deus;
pois, do contrário, esta passagem destruiria o evangelho. É verdade que
abusamos de Jesus quando pecamos. Mas o Senhor Jesus pode tolerar o
ridículo. Ele orou por aqueles que zombavam de seus sofrimentos, na cena da
cruz: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Luc.
23:34). Pedro, um dos discípulos favoritos, que certamente estava
qualificado, se alguém já o esteve, para os benefícios alistados pelo
autor sagrado nos versículos quarto e quinto, também submeteu seu Senhor
ao opróbrio. Contudo, depois disso foi recebido por Jesus, foi perdoado e
se tornou pregador do dia de Pentecostes, um dos lideres da igreja. Deus
nunca fará ouvidos surdos para o clamor sincero da fé, por mais que
tenhamos pecado. Jesus ensinou a seus discípulos que perdoassem ate
"setenta vezes sete" (ver Mat. 18:22)... não admira que os
apóstolos tivessem clamado: "Aumenta a nossa fé" (ver Luc.
17:5). Mas Jesus falava em favor de Deus, e Deus cumpre as suas promessas.
Por conseguinte, quando qualquer pecador hesitante, sem importar quão
profundamente tenha caído, e impedido de penitenciar-se, por esta passagem,
ou por qualquer outra declaração da Bíblia, e que não estaremos
"manuseando corretamente a palavra da verdade" (ver II Tim. 2:15).
Esse autor, pois, diz indiretamente aquilo que digo diretamente neste
comentário. Ele lança a luz de outras passagens neotestamentárias sobre a
questão, e vê nisso uma constante e grandiosa esperança. Qual e a
significação histórica desse tema da impossibilidade de arrependimento
para os apóstatas? Esse tema é um dos assuntos distintivos deste tratado,
e que só ocupa o segundo lugar antes do ensinamento sobre o sumo
sacerdócio de Jesus Cristo. (Ver também Heb. 2:2,3; 10:26 e ss.; 12:25 e
ss., quanto a instâncias em que tal ensino é encontrado). A epístola aos
Hebreus, acima de qualquer outro livro do N.T. enfatiza o sacerdócio de
Cristo (que é seu tema principal); e, além de outras coisas, ressalta a
fatalidade da apostasia. Tertuliano, o montanista, e outras seitas rigorosas
da igreja cristã tem usado esta passagem como «texto de prova» para seu
costume de se recusarem a aceitar de volta na igreja os que se haviam
«desviado», embora esse lapso tenha ocorrido debaixo de perseguição.
(Quanto ao uso desta passagem pelas controvérsias montanista e novaciana,
ver Tertuliano, de Pudc., cap. XX). Porém, a correnteza principal da igreja
se recusou a permitir esse costume, recebendo de volta aqueles que se tinham
desviado; mas não os rebatizavam, supostamente encontrando nesta passagem
uma base para isso. (Ver Atanasio, Ep. ad Serap., §13, vol.). É possível
que o autor sagrado concordasse com a idéia que o «desejo de ser
reintegrado», após o lapso, é prova de que não houve verdadeira
apostasia. Porém, não podemos ter certeza a esse respeito. Qual é a base
desse ensinamento? Tal alicerce se acha na interpretação única,
justificada em Num. 15: 28 e ss. Mas o autor sagrado, em sua forte fase
sobre o aspecto de «finalidade» da revelação divina, em Cristo, bem
raciocina que se uma revelação é final, mas chega a ser rejeitada, nada
mais existe para onde possa ir um homem. Terá rejeitado a única
esperança, não havendo razão para supormos que retornará a uma
esperança que ele mesmo rejeitou. Ele não atribui essa impossibilidade ao
lado divino; ou pelo menos, isso não se evidencia no texto sagrado. Antes,
parece que a impossibilidade reside na própria pessoa. Aquilo que um nem se
recusa continuamente a fazer, não querendo obedecer à vontade de Deus,
finalmente se torna para ele uma «impossibilidade moral», não porque Deus
assim o decrete, mas porque já perverteu seu próprio senso moral até
chegar a total insensibilidade. Qual é a relação que tem esse pecado de
apostasia com o pecado imperdoável, referido em Mat. 12:31,32? (Ver as
notas expositivas nessa referência, a respeito do «pecado imperdoável»).
Se tomarmos a posição que este pecado é uma forma agravada de rebelião
contra Deus e seu Cristo, uma espécie de produto final da revolta humana
contra o Senhor, e que chegou ao extremo da apostasia, então certamente
esses dois ensinamentos paralelos. Porém, se assumirmos o ponto de vista
«dispensacional», que diz que o pecado imperdoável só podia ser cometido
nos dias de Jesus na carne, exigindo a sua presença, quando os homens
atribuíam suas obras miraculosas ao poder de Satanás, então não haverá
qualquer paralelismo, exceto em atitude, entre esta passagem e o «pecado
imperdoável», que aparece nos evangelhos sinópticos. Este comentário
toma a posição que o pecado imperdoável» só podia ser cometido por
pessoas da época de Jesus, que viram pessoalmente o seu ministério e o
rejeitaram, atribuindo tudo a Satanás. Outrossim, é duvidoso que os piores
inimigos de Jesus tivessem sido suficientemente iluminados quanto à
«origem» das obras de Jesus, de modo a entenderem, pelo menos
intuitivamente, que ele realmente provinha de Deus. Assim sendo, é até
mesmo possível que ninguém tenha jamais, cometido o pecado imperdoável.
Consideremos o caso de Saulo de Tarso. Quem, dentre todos os inimigos de
Jesus, foi tão amargo quanto ele, tão inclinado às blasfêmias? Contudo,
é obvio que ele nunca se tornou culpado desse pecado. Julgo que ninguém
jamais o cometeu, embora fosse possível. Provavelmente, pois, não há
qualquer conexão entre esta passagem do sexto capitulo da epistola aos
Hebreus e o «pecado imperdoável» que aparece nos evangelhos sinópticos.
«A conexão entre esta passagem e a anterior, portanto, é que se alguém
ficar satisfeito com sua presente e elementar possessão da verdade cristã,
e que a entende de modo inadequado; a força da tentação é tão forte que
essa familiaridade rudimentar não impedira que alguém caia; e aquilo que
assegura a posição religiosa de alguém consiste em ver o pleno sentido do
que Jesus é e faz. Esse é o sentido que o autor sagrado anelava por
transmitir, e não como coisa extra, e, sim, como algo essencial. Essa
situação é tão séria, deixa ele entendido, que somente aqueles que
percebem plenamente o que Jesus significa, no campo do perdão e da
comunhão serão capazes de manter-se firmes. E uma vez que alguém se torne
relapso, argumenta ele, uma vez que abandonamos a fé, isso é fatal. As
pessoas que deliberadamente abandonam sua confissão de fé cristã não
podem mais ser recuperadas. Tal ponto de vista sobre a apostasia, como
ofensa hedionda, já que destrói toda a esperança de recuperação, e
característica deste tratado (aos Hebreus). Mas essa posição não se
confina a este autor sagrado. A idéia que certas pessoas não podiam
arrepender-se de seus pecados era admitida já pelos rabinos judeus. Por
muitas e muitas vezes encontramos a declaração: "Para aquele que
peca, e leva outros a pecarem, nenhum arrependimento é permitido ou é
possível" (Aboth, v. 26; Sanhedrin, 107b). "Aquele que se
entregou totalmente ao pecado é incapaz de arrepender-se, não havendo
perdão para o tal, para sempre" (Midrash Tehillim sobre o Salmo 1 ad !
fin.). (Moffatt, in loc., o qual compreendeu bem a mensagem do presente
texto). Essa atitude vai além do que diz Filo, o qual admite o perigo de
quem não é aprovado em qualquer empreendimento moral, mas que nunca
condena a quem tiver assim falhado à impossibilidade de recuperação. (Ver
, de agricultura, 2S, comentando sobre Gen. 9:20). As pessoas aqui
advertidas são crentes: Isso é patenteado pelo próprio fato que as
coisas aqui alistadas são características dos crentes (iluminação,
prova, etc.), como coisas paralelas aos «princípios elementares» do
cristianismo, referidas nos versículos primeiro e segundo. Aqueles que são
aqui aludidos já tinham ouvido e já participavam dessas bençãos.
Portanto, eram crentes. Não há qualquer indício que fossem
«pseudocrentes», que tivessem sido iluminados, mas que tivessem ficado sem
a regeneração. Isso é estranho ao contexto e a mentalidade do autor
sagrado, sendo idéia diretamente contrária a própria tese deste tratado,
que visa advertir a crentes que se desviavam e que corriam o perigo de
apostatar.
Qual é a natureza da apostasia em foco?
Apesar de que a apostasia aqui aludida certamente e «doutrinária» e
«espiritual», visto que envolvia a negação de Cristo e de sua missão,
é óbvio que isso é visto como algo «provocado» pelo desvio e pelo
retrocesso moral. Toda a epístola aos Hebreus, até este ponto, serve
de prova a esse respeito. O autor sagrado já mostrara que seus leitores
tinham de progredir na inquirição espiritual, pois, do contrário,
estagnariam, desviar-se-iam, e, em seguida, apostatariam. Portanto, o
aspecto «moral» está incluído. Não se tratava de mera negação
«doutrinária» de Cristo. Eram ateus na vida diária, antes de sê-lo nas
doutrinas; sua vida era rebelde, antes de se rebelarem em suas idéias; eram
«incrédulos na prática», antes de o serem teoricamente. «...foram
iluminados... » Essas palavras poderiam indicar uma das seguintes
coisas:
1. Ou que foram batizados, visto que o termo
«iluminação» era freqüentemente empregado com o sentido de ser
batizado.
2. Ou talvez se refiram a iluminação do
Espírito.
3. Mas também podem estar incluídas ambas as
idéias: a iluminação do Espírito por ocasião do batismo. O uso da
palavra «iluminação», em alusão ao batismo, era bastante comum na
época de Tertuliano, talvez como termo tomado por empréstimo das
religiões misteriosas, que assim denominavam seus ritos de abluções e
lavagens.
4. Sem importar se temos aqui ou não uma
alusão ao batismo, o autor sagrado indica definidamente uma autêntica
iluminação do Espírito sobre o crente, o qual vem assim a reconhecer a
Cristo como seu Salvador, que é a Luz do mundo. (Ver o trecho de Efe. 1:18
e as notas expositivas ali existentes, sobre a «iluminação dada pelo
Espírito»). Os intérpretes que fazem essa iluminação não equivaler e
ficar aquém da «regeneração» fazem o texto ser uma zombaria, como se o
mesmo não estivesse falando para crentes e nem se referisse a eles, mas
como se tivesse aplicação a «leitores fantasmas», que não são
identificados no tratado e nem tem qualquer conexão com os crentes que
talvez lessem este livro. Não há justificativa, no próprio texto, que nos
permita entender senão que o autor considerava seus leitores como crentes
autênticos. Eram pessoas que tinham saído das trevas do paganismo para
a luz divina, mas que começavam a interessar-se novamente pela sua vida
anterior. Ou então eram crentes judeus que tinham chegado a perceber a real
luz de Deus, em Cristo, prefigurado no A.T., mas que começavam a
inclinar-se por retornar a religião judaica inferior, e, portanto, «sem
luz». «Os quais de uma vez para sempre tinham deixado as trevas de sua
vida anterior, tendo sido iluminados pelo ensinamento do evangelho»
(Erasmo, in loc.).
A iluminação e o batismo: O primeiro desses
vocábulos é usado para indicar o «batismo», nos escritos de Justino
Mártir (Apol. I.62); Tertuliano (de Pudic., cap. XX); e Crisóstomo, em sua
homilia, que se dirigia aos candidatos ao batismo: "Aqueles que estão
prestes a serem iluminados" . A versão siríaca peshito, de séculos
posteriores, traduz esta passagem como segue: «Os quais de uma vez por
todas desceram ao batismo». Apesar de que o próprio N.T. nunca chama o
batismo de «iluminação», as religiões misteriosas, anteriores ao
cristianismo, já tinham tal expressão, que usavam acerca de seus vários
tipos de «batismos». Portanto, é possível, embora não seja provável,
que se pretenda fazer aqui tal equiparação. E que dizer sobre o testemunho
do trecho de Heb. 10:32? Notemos que, nesse referido versículo, é usado o
mesmo termo grego para indicar os cristãos hebreus: «...Lembrai-vos,
porém, dos dias anteriores em que depois de iluminados, sustentastes grande
luta e sofrimentos...». É realmente duvidoso que possamos aplicar a
palavra «iluminado» a um incrédulo, a uma alma «não-regenerada», de
acordo com o que se lê no N.T. Excetuando a necessidade que alguns tem de
erigir um sistema teológico no qual não haja problemas – em que tudo
fique em estado de harmonia e reconciliação – nunca teria sido ensinado
que termos como os que se acham nos versículos quarto e quinto deste
capitulo poderiam ser aplicados a incrédulos. Os mesmos termos, achados em
qualquer outra conexão (além daquela que admite a possibilidade da
apostasia), teriam sido reputados por todos nós como aplicáveis exclusiva
e obviamente a crentes. «...uma vez foram iluminados...», isto é, houve
um momento especifico quando foram iluminados, e nesse estado viveram por
algum tempo. Algumas traduções dizem aqui «de uma vez por todas»,
salientando a realidade (e suposta «finalidade») da experiência. Esse
sentido é possível, segundo se deduz do fato que vários autores usam o
termo grego «apaks» desse modo. (Ver Hipocr. Eph. 27,41; Aeliano, V. H.
2,30; Salmos de Salomão 12:6; Filo, Ebr. 198; Josefo, Guerras dos Judeus,
2.158; Antiq. 4:140). O trecho de Heb. 10:2 também parece exigir esse
significado.
«...provaram o dom celestial... » Alguns
intérpretes chegam aqui ao extremo absurdo de estabelecer distinção entre
«provar» e «beber», como se «provar» fosse uma experiência
superficial do Espírito, ao passo que «beber» indicasse uma experiência
mais plena e real. Porém, o termo «provar», nos escritos rabínicos,
significa «participação», «experiência em», não havendo qualquer
modificação da idéia. Notemos, em Heb. 2:9, como se diz que Cristo
«provou a morte por todo homem». Porventura ele apenas entrou
«parcialmente» no estado de morte? Sofreu apenas parcialmente pelos
homens? A palavra «provar» indica simplesmente uma verdadeira
participação em algo, o que e poeticamente expresso. Conforme diz Moffatt
(in loc.), essa palavra indica uma «metáfora grega helenista
contemporânea para indicar experiência». (Ver Philo, quanto ao mesmo
emprego, em de Abrah, 19; de Somniis, i.26; e também Josefo, Ant. iv.6,9).
«...dom celestial...» Há um grande
número de estranhas interpretações sobre essa expressão, a saber:
1. Alguns pensam na Ceia do Senhor, talvez por
sugestão da palavra «provar», tal corno «iluminação» poderia sugerir
o batismo.
2. Outros imaginam a eucaristia vista
sacramentalmente, como agente que transmite aos homens o corpo e o sangue de
Cristo.
3. A regeneração em geral.
4. A persuasão por aceitar as condições da
vida eterna.
5. A graça abundante do cristianismo.
6. A fé.
7. O evangelho.
8. O dom celeste que produz a iluminação, ou
seja, o Espírito Santo.
9. O próprio Cristo (supostamente um paralelo
de II Cor. 9:15).
10. A vida eterna, vista como algo dado através
de Cristo (ver Rom. 6:23).
11. O infinito amor de Deus.
Não há como identificar o que o autor queria
dizer com plena certeza; mas algo como a vida eterna, através de Cristo,
mediante o Espírito adapta-se ao contexto.
«...participantes do Espírito Santo... » (Ver
sobre o «dom do Espírito» e o «batismo do Espírito Santo», nas notas
expositivas sobre Atos 2:4; ver a nota de sumário sobre o «Espírito», em
Rom. 5:1). A questão de terem eles «participado» do Espírito significa
que, tendo-se convertido, chegaram a ser habitados pelo Espírito, indicando
que foram «dotados» por ele. Notemos que, no segundo versículo deste
capítulo encontramos a «imposição de mãos», mediante o que o Espírito
era dado, e através da qual ação os homens são espiritualmente
«dotados». Tais coisas faziam parte do cristianismo «elementar».
Portanto, não há razão alguma para supormos que esteja em foco qualquer
coisa menor que a presença habitadora e os dons espirituais. No Espírito
lhes foram dados todos os recursos necessários para a vida santa e para o
sucesso final na inquirição espiritual. Porém, a rejeição voluntária
de Cristo pode reverter todas essas bençãos, já que o Espírito Santo é
o alter ego de Cristo, permanecendo somente com aqueles que lhe são fieis.
Não há aqui qualquer indício direto de algum «pecado contra o Espírito
Santo» (o «pecado imperdoável» que figura nos evangelhos sinópticos –
ver Mat. 12:31,32). Mas o autor sagrado acreditava definidamente que
«pecar» é desviar-se, o que leva à apostasia, exclui o Espírito.
O Espírito Santo é o agente da totalidade da
salvação; ele inspira fé, leva a conversão e produz a santificação;
por igual modo transforma-nos segundo a imagem moral e metafísica de
Cristo. Rejeitar a Cristo, pois, eqüivale a perder o ministério do
Espírito Santo em todos esses aspectos. O Espírito de Deus é o agente de
todos os benefícios enumerados nos versículos quarto e quinto deste
capítulo.
Em defesa da posição calvinista, vários
escritores se tem esforçado por mostrar que alguns incrédulos, que apenas
imitam crentes reais em sua profissão religiosa, de algum modo
«participam» do Espírito Santo, ilustrando com casos como o de Judas
Iscariotes, com a semente que cai sobre o solo rochoso, etc. Uma vez mais,
porém, isso faz com que o texto tenha sido escrito para uma audiência
fantasma, e não para uma audiência real e conhecida (o que é um absurdo),
não reconhecendo o paralelismo entre os versículos quatro e cinco, por um
lado, e primeiro e segundo, por outro, que descrevem como os leitores tinham
participado dos princípios «elementares» do cristianismo. Para esses é
que foi escrito este tratado, pois eram judeus cristãos. Acerca deles é
que o autor sagrado se preocupava e a quem advertia, não visando algum
grupo invisível e desconhecido de pessoas, que por acaso lesse este livro.
Extraído da Enciclopédia O Novo Testamento
Explicado, de R.N.Champlim, Editora Candeia, 1998, vol. 5, págs. 537-540.
LIÇÃO 7 - CRISTO, SACERDOTE ETERNO E PERFEITO
Entre em
http://www.armazemnadia.com.br/henrique/LeisReferentesaoSacerdocio1.htm
TEXTO ÁUREO:
“Porque nos convinha tal sumo sacerdote,
santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do
que os céus” (Hb 7.26).
VERDADE PRÁTICA:
Jesus Cristo no céu é o nosso eterno Sumo
Sacerdote, sempre intercedendo por nós perante a face de Deus.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda At 2.32 Jesus venceu a morte
Terça At 10.38 Jesus, o ungido de Deus
Quarta At 16.31 Jesus, nosso Salvador
Quinta 1 Co 3.11 Jesus, nosso fundamento
Sexta 1 Tm 2.5 Jesus, único mediador
Sábado Hb 2.9 Jesus, coroado de glória
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 7.1-3,11,12,24-27
1 Porque este Melquisedeque, que era rei de
Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão
quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou;2 a quem também
Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei
de justiça e depois também rei de Salém, que é rei de paz;3 sem pai, sem
mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas,
sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.
11 De sorte que, se a perfeição fosse pelo
sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade
havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de
Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?12 Porque,
mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.
24 mas este, porque permanece eternamente, tem
um sacerdócio perpétuo. 25 Portanto, pode também salvar perfeitamente os
que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. 26
Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado
dos pecadores e feito mais sublime do que os céus,
27 que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia
sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do
povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.
PONTO DE CONTATO:
Melquisedeque é descrito, em poucas palavras,
como uma figura singular na história do Antigo Testamento. Sua
genealogia é desconhecida, como também não é registrado nada depois do
seu aparecimento até Abraão. O
que se sabe de Melquisedeque é que era sacerdote do Deus Altíssimo, rei de
justiça e que recebeu os dízimos
de Abraão. Se esse sacerdote foi honrado pelo patriarca, maior honra deve
ter o Senhor Jesus, que é
infinitamente superior a Melquisedeque. O autor da epístola aos hebreus
demonstra a insuficiência da lei, que
não podia salvar nem aperfeiçoar os homens em Deus. Jesus Cristo por sua
vez, como sacerdote perfeito e
definitivo, proveu-nos mediante a nossa fé a eterna salvação.
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno estará apto a:
Explicar as características de Melquisedeque como uma prefiguração de
Cristo.
Descrever a mudança obrigatória do sacerdócio e da lei, feita por Jesus.
Valorizar o sacerdócio perfeito de Cristo.
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO
São poucas, mas profundas as informações da Epístola sobre
Melquisedeque, as quais fazem deste uma
personagem enigmática, de difícil compreensão quanto à sua origem,
desenvolvimento e consumação de sua
obra. Cristo Jesus, ao contrário, sendo Deus, revelou-se de tal forma à
humanidade, que dEle se pode conhecer
o que Deus quis revelar, tornando-se nosso sacerdote eterno, perfeito e
imaculado.
I. QUEM ERA MELQUISEDEQUE
A Bíblia não provê detalhes sobre a pessoa de Melquesedeque; daí haver
muitas especulações a seu respeito.
1. Era rei de Salém. “E Mel-quisedeque, rei de Salém, trouxe pão e
vinho...” (Gn 14.18a; Hb 7.1); “e este era
sacerdote do Deus Altíssimo” (Gn 14.18). Esta é a primeira referência
bíblica a Melqui-sedeque. Ele aparece nas
páginas do Antigo Testamento, quando foi ao encontro de Abraão, após este
haver derrotado Quedorlaormer,
rei de Elão, e seus aliados. Salém veio a ser Jerusalém após a
ocupação da terra prometida por Deus a Abraão e
seus descendentes (Gn 14.18; Js 18.28; Jz 19.10). Rei de Salém que dizer
“rei de paz” (v.2b).
2. Era sacerdote do Deus Altíssimo. “...e este era sacerdote do Deus
Altíssimo” (Gn 14.18b; Hb 7.1). As
funções de rei e sacerdote conferiam-lhe grande dignidade perante os que o
conheciam. Estas duas funções
são relembradas em Hb 7.1: “Porque este Melquise-deque, que era rei de
Salém e sacerdote do Deus
Altíssimo...”.
3. Era de uma ordem sacerdotal diferente. Estudiosos da Bíblia supõem que
Melqui-sedeque pertencia a uma
dinastia de reis-sacerdotes, que tiveram conhecimento do Deus Altíssimo
pela tradição oral inspirada,
transmitida desde o princípio, quando a religião era única e monoteísta
e que conservava a esperança do
Redentor da raça humana, conforme Gn 3.15. Ele não pertencia à linhagem
sacerdotal arônica, proveniente da
tribo de Levi.
4. Recebeu dízimos de Abraão (Hb 7.2). Isto nos mostra que a instituição
do dízimo remontava ao período bem
anterior à Lei. Esse fato indica “quão grande” era Melquisedeque
(v.4). Ele abençoou Abraão, como detentor
das promessas (vv.5,6).
5. Era rei de justiça (v.2). Como um tipo de Cristo, Melqui-sedeque tinha
as qualidades de um rei justo e fiel.
6. Sem genealogia (v.3). O texto afirma ter sido Melquisedeque “sem pai,
sem mãe, sem genealogia, não tendo
princípio de dias nem fim de vida...”. O que o sacro escritor quer dizer
é que não ficou registrada sua
ascendência e sua descendência, bem como os dados referentes a sua morte.
Pelo contexto, entende-se que
ele era um homem com características especiais diante de Deus.
II. A MUDANÇA DO SACERDÓCIO E DA LEI
1. O novo e perfeito sacerdócio (v.11b). O sacerdócio leví-tico era
imperfeito (v.11a). Nele, os sacrifícios, as
ofertas, o culto e a liturgia, eram apenas sombra do verdadeiro sacerdócio,
que veio por Cristo. O sacerdócio
de Cristo, não da ordem de Arão ou de Levi, mas “segundo a ordem de
Melquisedeque”, trouxe a perfeição no
relacionamento do homem com Deus.
O primeiro sacerdócio, com suas imperfeições, não era capaz de salvar,
mas Cristo como Sumo Sacerdote,
mediante o seu próprio sangue deu-nos acesso a Deus, garantindo-nos a
salvação plena.
2. Mudança de lei (v.12). “Porque, mudando-se o sacerdócio,
necessariamente se faz também mudança da lei”.
Com Cristo, de fato, houve uma mudança não só do sacerdócio, mas também
da lei. Antes, era a lei da justiça,
a lei das obras. Com Cristo, veio a lei da graça, a lei do amor.
3. A lei era ineficaz. “O precedente mandamento”, ou seja, a antiga lei,
foi “ab-rogado por causa de sua
fraqueza e inutilidade” (v.18). Ab-rogar quer dizer anular, cessar, perder
o efeito, revogar. Foi o que aconteceu
quando Cristo trouxe o evangelho, ab-rogando a antiga lei, a Antiga
Aliança.
III. O SACERDÓCIO PERPÉTUO E PERFEITO DE CRISTO
1. Jesus trouxe salvação perfeita (v.25). Os sacerdotes do antigo pacto
pereceram (v.23). O sacerdócio
arônico foi constituído por centenas de sacerdotes, que se sucediam
constantemente, visto que “pela morte
foram impedidos de permanecer”. Os sacerdotes arônicos apenas intercediam
pelos homens a Deus, mas não os
salvavam. Jesus, nosso Sumo Sacerdote, não só “vive sempre para
interceder” por nós, como nos assegurou
uma perfeita salvação por seu intermédio (v.25; Rm 8.34). Jesus garante
salvação plena (Jo 5.24), sem
depender de um suposto purgatório ou de uma hipotética reencarnação.
2. Jesus, sacerdote perfeito (v.26). A Palavra de Deus indica aqui as
qualificações de Cristo, que o diferenciam
de qualquer sacerdote do antigo pacto. “Porque nos convinha tal sumo
sacerdote”:
a) Santo. O sacerdote do Antigo Testamento teria que ser santo, separado,
consagrado. Até suas vestes eram
santas (Êx 28.2,4; 29.29). Contudo, eram homens falhos, imperfeitos,
sujeitos ao pecado. Jesus, nosso Sumo
Sacerdote, era e é santo no sentido pleno da palavra.
b) Inocente. Porque nunca pecou, Jesus não tinha qualquer culpa. Ele
desafiava seus adversários a acusá-lo
(Jo 8.46).
c) Imaculado. O cordeiro, na antiga Lei, tinha que ser sem mancha (Lv 9.3;
23.12; Nm 6.14). Jesus, como o
“Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29), não tinha
qualquer mancha moral ou espiritual.
d) Separado dos pecadores. Jesus viveu entre os homens, comeu com eles,
inclusive na casa de pessoa de
baixa reputação, como Zaqueu, mas foi “separado dos pecadores”. Ele
não se misturou, nem se deixou
influenciar pelo comportamento dos homens maus.
e) Feito mais sublime do que os céus. Tal expressão fala da exal-tação
de Cristo, como dele está predito na
Bíblia: “Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de
mim, e toda língua confessará a Deus”
(Rm 14.11).
f) Ofereceu-se a si mesmo, uma só vez (v.27). Os sumos sacerdotes do Antigo
Testamento necessitavam de
oferecer sacrifícios, muitas vezes, primeiro por eles próprios e, depois,
pelo povo. Mas Jesus, por ser imaculado,
sem pecado, não precisou fazer isso por si. Tão-somente ofereceu-se num
sacrifício perfeito, uma vez, pelos
pecadores.
CONCLUSÃO
Nesta lição verificamos que, em todos os aspectos o sacerdócio de Cristo,
proveniente da ordem de
Melquisedeque, é superior ao sacerdócio arônico. Com isto, devemos ser
gratos a Deus por fazermos parte de
sua linhagem espiritual.
Subsídio Teológico
“Melquisedeque (Hb 7.1). Melquisedeque, contemporâneo de Abraão, foi rei
de Salém e sacerdote de Deus (Gn
14.18). Abraão lhe pagou dízimos e foi por ele abençoado (vv.2-7). Aqui,
a Bíblia o tem como uma prefiguração
de Jesus Cristo, que é tanto sacerdote como rei (v.3) O sacerdócio de
Cristo é “segundo a ordem de
Melquisedeque” (6.20), o que significa que Cristo é anterior a Abraão, a
Levi e aos sacerdotes levítico, e maior
que todos eles.
“Sem pai, sem mãe (Hb 7.3). Isso não significa que Melquisedeque,
literalmente, não tivesse pais nem parentes,
nem que era anjo. Significa tão somente que as Escrituras não registram a
sua genealogia e que nada diz a
respeito do seu começo e fim. Por isso, serve como tipo de Cristo eterno,
cujo sacerdócio nunca terminará.
Vivendo sempre para interceder (Hb 7.25). Cristo vive no céu, na presença
do Pai. (8.1), intercedendo por
todos os seus seguidores, individualmente, de acordo com a vontade do Pai
(cf. Rm 8.33,34; 1 Tm 2.5; 1 Jo
2.1). (1) Pelo ministério da intercessão de Cristo, experimentamos o amor
e a presença de Deus e achamos
misericórdia e graça para sermos ajudados em qualquer tipo de necessidade
(4.15; 5.2), tentação (Lc 22.32),
fraqueza (4.15; 5.2), pecado (1 Jo 1.9; 2.1) e provação (Rm 8.31-39). (2)
A oração de Cristo como sumo
sacerdote em favor do seu povo (Jo 17), bem como sua vontade de derramar o
Espírito Santo sobre todos os
crentes (At 2.33) nos ajudam a compreender o alcance do seu ministério de
intercessão (ver Jo 17.1). (3)
Mediante a intercessão de Cristo, aqueles que se chegam a Deus (i.e., se
chega continuamente a Deus, pois o
particípio no grego está no tempo presente e salienta a ação contínua)
pode receber graça para ser salvo
‘perfeitamente’. A intercessão de Cristo como nosso sumo sacerdote é
essencial para a nossa salvação. Sem
ela, e sem sua graça e misericórdia e ajuda que nos são outorgadas
através daquela intercessão, nos
afastaríamos de Deus, voltando a ser escravos do pecado e ao domínio de
satanás, e incorrendo em justa
condenação. Nossa esperança é aproximar-nos de Deus por meio de Cristo,
pela fé (ver 1 Pe 1.5).” (Bíblia de
Estudo Pentecostal, CPAD, págs. 1907-1909)
QUESTIONÁRIO:
1. Quem era Melquisedeque?
R. Era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo.
2. Por que se diz que Melquisedeque não tinha genealogia?
R. Porque não ficou registrada sua ascendência e sua descendência.
3. Qual o significado das ofertas, do culto e dos sacrifícios no AT?
R. Sombra ou cópia do verdadeiro sacerdócio, que veio com Cristo.
4. O que mudava com a mudança do sacerdócio?
R. A lei.
5. Por que Cristo foi considerado sacerdote imaculado?
R. Porque não tinha qualquer mancha moral ou espiritual de que fosse
acusado.
LIÇÃO 8 - CRISTO, MEDIADOR DE UMA MELHOR ALIANÇA
Entre em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/ALIANCA.HTM
TEXTO ÁUREO:
“Porque este é o concerto que, depois
daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as
minhas
leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei
por Deus, e eles me serão por povo!”
(Hb 8.10).
VERDADE PRÁTICA:
O Antigo Pacto cumpriu o seu objetivo e foi
substituído por outro superior, sendo Cristo o seu mediador.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda 1 Tm 2.5 Cristo, mediador entre Deus e
os homens
Terça Hb 8.6 Mediador de melhor
concerto
Quarta Hb 9.15 Mediador da Nova Aliança
Quinta Is 54.10 Aliança da paz
Sexta Is 55.3 Aliança perpétua
Sábado Jr 31.31 Nova Aliança
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 8.1-4, 6-13
1 Ora, a suma do que temos dito é que temos um
sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da
Majestade,2 ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o
Senhor fundou, e não o homem.
3 Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e
sacrifícios; pelo que era necessário que este também tivesse alguma coisa
que oferecer.4 Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria,
havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei,
6 Mas agora alcançou ele ministério tanto mais
excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em
melhores promessas.7 Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca
se teria buscado lugar para o segundo.8 Porque, repreendendo-os, lhes diz:
Eis que virão dias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa
de Judá estabelecerei um novo concerto, 9 não segundo o concerto que fiz
com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do
Egito; como não permaneceram naquele meu concerto, eu para eles não
atentei, diz o Senhor.10 Porque este é o concerto que, depois daqueles
dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu
entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e
eles me serão por povo.11 E não ensinará cada um ao seu próximo, nem
cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; porque todos me
conhecerão, desde o menor deles até ao maior.12 Porque serei
misericordioso para com as suas iniqüidades e de seus pecados e de suas
prevaricações não me lembrarei mais.13 Dizendo novo concerto, envelheceu
o primeiro. Ora, o que foi tornado velho e se envelhece perto está de
acabar.
PONTO DE CONTATO:
Jesus Cristo é o Mediador da Nova Aliança. Que
significa isso? Qual a importância desse fato? A aliança dada
por Moisés deveria ser desprezada? Se todos os rituais e cerimônias do
judaísmo haviam perdido o seu valor, o
que existia para tomar o seu lugar? Qual seria a base para alguém se
comunicar com Deus? Estas eram as
interrogações daqueles crentes hebreus. O presente estudo declara-nos a
resposta: a base agora deveria ser
Jesus Cristo. Ele é o Ministro do “verdadeiro tabernáculo” (v.2); o
Mediador de superior aliança (v.6). O
tabernáculo é a morada de Deus. Sendo Ministro, Jesus Cristo nos leva à
própria presença de Deus, onde temos
plena comunhão com Ele. Por ser de uma superior aliança, Cristo nos
prepara e equipa para entrarmos e
morarmos no Lugar Santíssimo. Aleluia!
OBJETIVOS:
No final desta aula seu aluno deverá estar apto
a:
Explicar o que é uma aliança.
Definir qual a posição de Cristo no céu.
Valorizar Cristo como Ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo.
VIDE http://www.armazemnadia.com.br/henrique/ALIANCA.HTM
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Divida a turma em dois grupos (A e B). O grupo A
deverá ler Hebreus 8.1-5 e contrastar o ministério sacerdotal
de Cristo com o levítico. O grupo B deverá ler Hebreus 8.7-13 e contrastar
a Antiga Aliança com a Nova. Dê a
eles pelo menos 10 minutos para a execução desta tarefa. Utilize o esquema
abaixo para orientar esta atividade.
|
G R U P
O A
|
|
Sacerdócio de Cristo
|
Sacerdócio Levítico
|
|
Sacerdote perfeito
|
Sacerdote imperfeito
|
|
Sacrifício perfeito
|
Sacrifício imperfeito
|
|
Tabernáculo celestial
|
Tabernáculo terreno
|
|
Real
|
Sombra
|
|
G R U P
O B
|
|
Nova Aliança
|
Antiga Aliança
|
|
Escrita nos corações
|
Escrita em pedras
|
|
Graça
|
Lei
|
|
Incondicional
|
Condicional
|
|
Sem defeito
|
Defeituoso
|
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO
A Antiga Aliança implicava mandamentos, estatutos e juízos, os quais não
foram observados pelo povo
escolhido. Era um concerto transitório, como indica o escritor: “Porque
se aquele primeiro fora irrepreensível,
nunca se teria buscado lugar para o segundo” (v.7). Diante disso, Jesus
trouxe uma Nova Aliança, que se
estabeleceu, não em atos exteriores, rituais, mas no interior do homem, no
entendimento e no coração. Por
isso, é um melhor concerto. Que o Senhor nos faça entender esse tema, e
que o valorizemos em nossa vida
cristã!
I. A POSIÇÃO DE CRISTO NO CÉU
1. “Um sumo sacerdote tal…” (v.1a). Com esta expressão, a Palavra de
Deus visa mais uma vez enfatizar a
singularidade de Cristo como Sumo Sacerdote, destacando-o e diferenciando-o
dos sumo sacerdotes comuns,
frágeis, mortais, da Antiga Aliança. A expressão “tal”, aqui,
evidencia a incapacidade das palavras humanas
para descrever a grandeza de Cristo. É o que ocorre também em Jo 3.16 (de
“tal” maneira).
2. “Assentado nos céus”. Esta expressão que também aparece em 1.3;
10.12 e 12.2, indica Cristo, como Sumo
Sacerdote perfeito, que realizou sua obra de tal forma que tem o direito de
assentar-se no seu trono, ao lado
direito do Pai. Já os sacerdotes do Antigo Pacto não podiam assentar-se,
pois sua obra nunca terminava. Por
isso nunca são descritos como sentados.
3. “À destra do trono da majestade” (v.1b). Cristo, à direita de Deus,
está na posição da mais alta honra, nos
céus. Em Mc 16.19, está escrito: “Ora, o Senhor, depois de lhes ter
falado, foi recebido no céu e assentou-se
à direita de Deus”. Jesus Cristo é o único ser que tem essa posição
de extremo destaque nos céus. Tal verdade
nos é transmitida, para que saibamos que o nosso mediador não é um ser
celeste qualquer, mas aquele que tem
posição de honra, única e destacada, diante de Deus. As nossas orações
são levadas a Ele, que por nós
intercede junto ao Pai.
II. O SACERDÓCIO DE CRISTO NOS CÉUS

1. “Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo”. Não obstante
estar Cristo assentado à destra de Deus,
e tendo concluído sua obra, quando do seu ministério terreno, Ele é aqui
descrito como “ministro do santuário e
do verdadeiro tabernáculo” (v.2). Nos céus, o Mestre amado continua a
executar seu ministério ou serviço
divino, como nosso mediador, intercessor, advogado e Sumo Sacerdote perante
o Pai, pois entrou no Santo dos
Santos.
2. O que cristo faz nos céus. Abrindo um pouco o véu da eternidade, a
Bíblia revela-nos algo sobre o trabalho
de Cristo nos céus. De lá, Ele controla todas as coisas, tanto as que
estão nos céus, quanto as que estão na
terra, no universo, enfim. Ele está assentado “à destra da majestade”,
“sustentando todas as coisas pela
palavra do seu poder” (1.3). É muita coisa!
Em relação a nós, diz a Bíblia, que “ele está à direita de Deus, e
também intercede por nós” (Rm 8.34b). Há
milhões de crentes, orando todos os dias, em todos os lugares, em todas as
mais de 6.000 línguas conhecidas,
e Jesus está ouvindo essas orações, e intercedendo por nós. Glória a
Deus! Jesus contempla todos os seus
servos e trabalha em favor deles. (Leia Is 64.4.)
3. Constituído por Deus (vv.2-4). Jesus, como Sumo Sacerdote constituído
por Deus, no céu, exerce seu
trabalho no verdadeiro tabernáculo, fundado pelo Senhor, e não pelo homem.
O antigo tabernáculo, montado no
deserto, deixou de existir. Sua exuberante glória desapareceu. Salo-mão
construiu o majestoso templo, que
substituiu o tabernáculo (2 Cr 7.1,11). Mais tarde, esse templo foi
destruído e substituído por outro, que
também desapareceu. Mas o tabernáculo celeste, no qual Cristo está, é
eterno e indestrutível.
III. UM NOVO CONCERTO
1. “Um ministério mais excelente” (v.6a). Mais do que um sacerdote, na
terra, Jesus foi o “cordeiro de Deus”,
oferecendo-se a si mesmo como holocausto, entregando sua vida em nosso lugar
(cf. Jo 10.15, 28). Agora Ele
exerce as funções sumo sacerdotais lá no céu: “ministério mais
excelente” (1.4), que o realizado por todos os
sacerdotes e sumo sacerdotes terrenos, da Antiga Aliança.
2. “Mediador dum melhor concerto” (v.6.b). Numa aliança, existem três
elementos envolvidos. As partes, no
mínimo duas, e um mediador. No Antigo Pacto, vemos Deus de um lado e o povo
de Israel de outro. O mediador
era o sacerdote ou o sumo sacerdote. Foi Deus quem propôs e estabeleceu a
Antiga Aliança. Os sacerdotes
fizeram seu trabalho, mas fracassaram. Foram mediadores deficientes e
falhos. O lado humano, representado
por Israel, arruinou-se apostatando. Mas Deus, por sua infinita
misericórdia, proveu-nos um Novo e melhor
Concerto, “confirmado em melhores promessas” (v.6), através de Cristo.
3. O novo concerto aboliu o antigo (v.7). “Porque, se aquele primeiro fora
irrepreensível, nunca se teria
buscado lugar para o segundo”. Em Jeremias, lemos: “Mas este é o
concerto que farei com a casa de Israel
depois daqueles dias, diz o SENHOR: porei a minha lei no seu interior e a
escreverei no seu coração; e eu serei
o seu Deus, e eles serão o meu povo” (Jr 31.33). Ver Ez 36.25,26. Isto é
muito significativo.
No Antigo Pacto, o culto era mais exterior: havia os sacrifícios de
animais, os rituais, a guarda dos sábados, das
luas novas, etc. O Novo Concerto trazido por Cristo, em tudo é superior. A
lei de Cristo é colocada no coração
do homem. Em lugar de todos os sacrifícios do Antigo Pacto, Cristo,
entregando-se na cruz, efetuou um único e
suficiente sacrifício, expiador e redentor. Glória a Deus!
CONCLUSÃO
Não devemos ter nenhuma dúvida quanto a validade da Nova Aliança,
perpetrada por Cristo. O apóstolo Paulo
escrevendo aos Coríntios, asseverou: “Assim que, se alguém está em
Cristo, nova criatura é: as coisas velhas
já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). Isso se refere a quem
aceitou a Cristo, deixando os velhos
pecados e costumes, e que deve valorizar a cada dia a salvação em Cristo
Jesus, não voltando às velhas
práticas. É preciso ter firmeza na fé.
Subsídio Bibliológico
“O novo santuário e a nova aliança (Cap. 8). Antes de considerar
detalhadamente a obra sacerdotal de Cristo (cap. 9;10.1-18), o autor
apresenta um panorama geral, quanto à natureza, da relação entre o novo
santuário (8.1-6) e a Nova Aliança (8.7-13).
1. O novo santuário
O autor inicia o argumento dizendo: “Quanto ao assunto em discussão, este
ponto é principal (a essência do que temos dito) porque agora possuímos
um Sumo Sacerdote, e Ele já está exercendo a obra sacerdotal condigna à
sua posição no santuário celeste”. Este santuário foi divinamente
estabelecido sobre o trono da majestade nas alturas (vv.1,2).
A obra de Cristo como Sumo Sacerdote, nas regiões celestiais, de maneira
nenhuma poderia cumprir-se na terra, pois no tempo que foi escrita a
epístola ainda havia uma ordem sacerdotal (ultrapassada, contudo ainda
funcionando) estabelecida pela lei mosaica. Uma vez que Cristo não
pertencia à tribo de Levi (7.13,14), naturalmente não podia atuar com eles
(vv.5,6).
2. A nova aliança
O sistema levítico baseava-se numa aliança que até os profetas
reconheceram imperfeita e transitória, pois falavam do propósito divino de
estabelecer uma nova. Se a primeira fosse perfeita, não haveria procura por
uma segunda aliança (v.7). Daí entendemos que havia no coração do povo
santo que viveu no Antigo Testamento um senso de satisfação. Procuravam
algo superior. E essa aliança melhor já fora prometida, como provam as
Escrituras (Jr 31.31-34; Ez 36.25-29; vv. 8-12).
Características da Nova Aliança:
·Inclui todo o povo da Antiga Aliança — Israel e Judá — e mais os
gentios (v.8)
·É distinta da Antiga Aliança, instituída no tempo do Êxodo (v.9),
através da qual Deus ordenou uma nação em tudo separada e exclusiva, para
testemunho do seu poder. A nação de Israel veio servir de tipo à “nação
santa” (assim representada pela igreja, 1 Pe 2.9), que seria levantada
pela Nova Aliança.
·Possui características positivas, de ordem espiritual e subjetiva. Sua
eficiente operação transformaria o
coração daqueles que cressem, de um modo tão definitivo que os
mandamentos fariam parte da personalidade deles (v.10).
·É universalmente eficaz em favor de todos os povos, incluindo a “casa
de israel”, de quem o Senhor seria individualmente conhecido (v.11).
·Apoia-se na graça de Deus, suficiente para prover um perdão absoluto. O
pecado seria removido até da
memória divina (v.12).” (Comentário Bíblico - Hebreus, CPAD,
págs.145-147.)
QUESTIONÁRIO:
1. Que quis dizer o escritor da Carta aos
Hebreus com a expressão “um sacerdote tal?”
R. Mostrar a singularidade do sacerdócio de Cristo.
2. Que significa, no texto, Cristo “assentado” no céu?
R. Significa que Cristo, como Sumo Sacerdote perfeito, realizou sua obra de
modo tão exato que tem o direito
de assentar-se no seu trono, ao lado do Pai.
3. Por que Jesus é apontado como “Ministro do Santuário, e do verdadeiro
Tabernáculo”?
R. Porque Ele continua a executar seu ministério divino, pois entrou no
lugar Santo dos Santos.
4. Por que o novo concerto substituiu o antigo?
R. Porque o antigo concerto envelheceu, perdendo sua finalidade com o tempo.
5. Onde Deus prometeu escrever o novo concerto com Israel?
R. No interior do coração.
LIÇÃO 9 - CRISTO TROUXE MAIOR GLÓRIA NA ADORAÇÃO A DEUS
Entre em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/A_Adoracao.HTM
TEXTO ÁUREO:
“Mas agora alcançou ele ministério tanto
mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está
confirmado em melhores promessas” (Hb 8.6).
VERDADE PRÁTICA:
Com Cristo, o culto a Deus passou a ter uma
glória maior do que no antigo pacto, pois Ele substituiu os símbolos
rituais pela realidade da verdadeira adoração.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Êx 2.24 Um concerto com Abraão, Isaque
e Jacó
Terça Dt 4.13 Um concerto em tábuas de pedra
Quarta Jr 31.32 Um concerto invalidado
Quinta Jr 31.31 Um Novo Concerto com Israel
Sexta Jr 31.33 Um Novo Concerto no coração
Sábado Rm 8.1 Um Concerto sem condenação
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 9.1,2,11,12,15,22-28
1 Ora, também o primeiro tinha ordenanças de culto divino e um santuário
terrestre. 2 Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que
havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o
Santuário.
11 Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens
futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos,
isto é, não desta criação,12 nem por sangue de bodes e bezerros, mas por
seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma
eterna redenção. 15 E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para
que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo
do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.
22 E quase todas as coisas, segundo a lei, se
purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.23 De
sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu
assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios
melhores do que estes. 24 Porque Cristo não entrou num santuário feito por
mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer,
por nós, perante a face de Deus; 25 nem também para a si mesmo se oferecer
muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue
alheio. 26 Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a
fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se
manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.27 E, como
aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,28
assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de
muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a
salvação.
PONTO DE CONTATO:
Antes de falar sobre as glórias do sacerdócio
de Cristo, o escritor apresenta em retrospecto o ministério
levítico, descrevendo o Tabernáculo com seus dois compartimentos, o Lugar
Santo e o Santo dos Santos. Havia algo de belo e majestoso nessa antiga
administração do culto e serviço sacerdotal, o qual, pelo contraste,
enaltece a glória da nova ordem cristã. Deus ordenou ao povo de Israel que
construísse um santuário, e orientou-o em cada detalhe desta construção.
Em razão de ser a habitação de Deus no deserto, o povo o venerava.
Entretanto, o tabernáculo e seus elementos eram passageiros e inferiores a
Cristo.
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:
Relacionar os elementos que compunham os móveis do tabernáculo.
Reconhecer Cristo como sacerdote dos bens futuros e da nossa confissão.
Identificar o sacrifício de Cristo como perfeito e absoluto.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Se possível, amplie no quadro de giz a figura
abaixo. Em seguida convide sete dos seus alunos para colocarem o nome das
peças do tabernáculo no lugar correspondente.
1. Altar do holocausto
2. Bacia de bronze
3. Mesa dos pães da proposição
4. Candeeiro de ouro
5. Altar do incenso
6. Arca da aliança
7. Propiciatório

COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO
Nas lições referentes aos capítulos de 8 a 10 da epístola em estudo,
vemos a diferença marcante entre o
ministério sacerdotal, no antigo pacto, e o de Cristo, como Sumo Sacerdote
no Novo Concerto. Nesta lição, que dá seqüência ao tema da anterior,
veremos, mais uma vez, que, em todos os aspectos, o Novo Concerto é melhor
e mais glorioso que o primeiro.
I. O CULTO DIVINO EM SANTUÁRIO TERRESTRE
1. O culto no lugar santo do tabernáculo (9.1,2). O taber-náculo, onde as
atividades do culto eram intensas, dividia-se em três partes: o Pátio, o
Lugar Santo e o Santo dos Santos. O v.2 refere-se à segunda parte – o
lugar santo, chamando-o “o primeiro”, pelo fato dele ser a primeira das
duas partes cobertas: o Lugar Santo e o Santo dos Santos. O Pátio era
descoberto.
2. Os elementos do Lugar Santo. Após o véu da entrada, viam-se três
elementos importantes na segunda parte do tabernáculo: “o candeeiro, a
mesa e os pães da proposição” (v.2). O tabernáculo revelava que Deus
queria manifestar-se no meio de seu povo (Êx 25.8). Hoje, devemos valorizar
o ambiente do templo, na igreja local, pois é consagrado ao culto a Deus.
a) O candeeiro, castiçal ou candelabro. Era uma peça maciça, de ouro
puro, cujas lâmpadas eram acesas diariamente (Êx 25.31; Lv 24.1-4),
representando Cristo, a luz do mundo (Jo 8.12);
b) Os pães da proposição. Ficavam sobre a mesa, que era um móvel de
madeira de cetim, reves-tida de ouro. Os pães da proposição eram um tipo
de Cristo, o pão da vida (Jo 6.35).
c) O altar do incenso. O escritor não fala do altar do incenso, mas este
também estava no Lugar Santo (ver Êx 30.1-3) representando Cristo, nosso
intercessor (Jo 17 1-26; Hb 7.25). Ele ocupava uma posição central no
santuário, indicando que a vida de oração é fundamental no culto a Deus.
A negligência à oração revela imaturidade espiritual.
3. O lugar Santo dos Santos (vv. 3-7). No seu interior, estava a arca do
concerto, com a sua cobertura ou propiciatório, com querubins entalhados
nas extremidades (Êx 25.10). A arca representava a presença de Deus ou
Cristo, nosso Emanuel, que é Deus conosco (Mt 1.23). Na arca, estavam o
maná, em memória da provisão de Deus, ou Cristo, o “pão que desceu do
céu” (Jo 6.58); a vara de Arão, lembrando a fidelidade de Deus; e as
tábuas do concerto, para que o povo não se esquecesse da importância da
lei. Mas havia um véu, separando o Lugar Santo do Lugar Santíssimo
(vv.3,7,8). Aquele véu indicava “que ainda o caminho do Santuário não
estava descoberto, enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo”
(v.8). Quando oramos, não devemos ficar “no Pátio” (oração
monótona). Precisamos passar ao “Lugar Santo” (oração objetiva) e
chegar ao “Santo dos Santos” (oração no Espírito).
II. UM MAIOR E MAIS PERFEITO TABERNÁCULO

1. Cristo, Sumo Sacerdote dos bens futuros (v.11). Esses “bens futuros”
ainda não estão plenamente ao nosso alcance. A salvação é presente, mas
depende de nossa perseverança até o fim (Mt 10.22; 24.13; cf. Rm 13.11). O
reino absoluto de Cristo e a feliz eternidade com Deus nos aguardam. Os
céus nos esperam. A Nova Jerusalém está preparada para os santos do
Senhor.
2. Um perfeito tabernáculo (v.11). O tabernáculo celestial, “não feito
por mãos”. Os utensílios do antigo
tabernáculo desapareceram. Onde estará a arca? O altar do incenso? Não se
sabe. Porém Cristo, ao morrer, fez com que o véu do templo (em Jerusalém)
se rasgasse de alto a baixo, demonstrando que o caminho para o verdadeiro
santuário, que é a presença de Deus, estava definitivamente aberto para o
homem que nEle crê.
3. Mediador de um Novo Testamento.
a) O Velho Testamento foi superado. O Velho Testamento era a sombra das
coisas celestes, providas por Deus para a redenção do homem. A lei, que
orientava o culto no antigo santuário, não justificou ninguém (Gl 3.11).
Pelo contrário, os que estavam debaixo das obras da lei estavam sob
maldição, por não poderem cumprir todas as suas cláusulas (Gl 3.10).
b) O Novo Testamento é superior. Cristo tornou-se “Mediador de um Novo
Testamento” (v.15), que contém as cláusulas marcantes e definitivas do
novo relacionamento de Deus com o homem, e deste com Deus. Ele “entrou uma
vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (v.12).
c) A morte do testador. O testamento só tem validade com a morte do
testador (v.16). Uma vez que Cristo morreu, o Novo Testamento passou a ter
validade, garantindo-nos uma “herança eterna” (v.15). No antigo
tabernáculo, a expiação dos pecados era temporária e parcial. No novo,
com a garantia do Novo Testamento, a redenção é perfeita, definitiva e
perene.
d) Sacerdote imaculado (v.14). Os sacerdotes eram imperfeitos. Cristo, nosso
Sumo Sacerdote, com seu
sangue, “pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus”,
purificando as consciências “das obras mortas” para que sirvamos ao
Deus vivo (v.14). O Velho Testamento era validado pelo sangue de animais
(v.19). O Novo legitimou-se pelo sangue de Cristo, derramado em nosso lugar.
III. O SACRIFÍCIO PERFEITO DE CRISTO
1. “Sem derramamento de sangue não há remissão” (v.22). A Bíblia
ressalta que, no antigo tabernáculo, “quase todas as coisas, segundo a
lei, se purificam com sangue”, enfatizando que “sem derramamento de
sangue não há remissão” (cf. Lv 17.11). Aqui, vemos a importância do
sangue para a expiação do pecado, no Velho Testamento. Isso quer dizer
que, quando um animal era oferecido em sacrifício pelo pecado, Deus
aceitava a oferta por atribuir a ela o valor provisório do resgate do
pecador ofertante. O sangue era símbolo da outorga da vida, que era dada em
expiação. Tal sacrifício apontava para o sangue de Cristo, que seria
derramado em nosso lugar.
2. “Sacrifícios melhores” (v.23). O escritor diz que “era bem
necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se
purificassem”, ou seja, deviam purificar-se com sangue. Cada animal morto,
substituto do pecador, apontava para o “Cordeiro de Deus, que tira o
pecado do mundo” (Jo 1.29). Os sacrifícios antigos eram repe-titivos. O
de Cristo foi efetuado uma única vez, por ser superior e perfeito.
3. A entrada de Cristo no céu (v.24). Cristo entrou “uma vez no
santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (v.12). O sacerdote
entrava todos os dias no santuário, isto é, no Lugar Santo, mas só
conseguia a remissão parcial e temporal do pecado. O sumo sacerdote entrava
somente uma vez por ano no Santo dos Santos e oferecia sacrifícios pelo
povo e por si próprio, pois também era pecador (cf. v.7). No entanto,
Cristo entrou “no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a
face de Deus”. Ele é nosso intercessor perfeito (Rm 8.34), juntamente com
o outro maravilhoso intercessor, que é o Espírito Santo (Rm 8.27).
4. Cristo aparecerá pela segunda vez (vv.27,28). Aqui a Bíblia diz que
Cristo “uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de
si mesmo”, oferecendo-se para “tirar os pecados de muitos”, e que Ele
voltará, pela segunda vez, “aos que o esperam para a salvação”.
CONCLUSÃO
O Novo Concerto trazido por Cristo realizou-se através de um sacrifício
perfeito e único, que não precisa repetir-se, em substituição aos
sacrifícios imperfeitos do antigo concerto. Assim, sejamos gratos a Deus
pela morte de Cristo na cruz do Calvário, o qual por nós efetuou uma
eterna redenção.
Subsídio Teológico
“A expiação da Nova Aliança (9.11-22). O tema de reforma introduz um
santuário melhor, um sacrifício eficiente
e uma salvação mais completa. O serviço do sumo sacerdote judaico no Dia
da Expiação representava o clímax
do sistema levítico. Nesse dia, todo ano, ele entrava na presença divina,
num tabernáculo terreno, levando o
sangue expiatório de animais. Sob a Nova Aliança, Cristo, “o sumo
sacerdote dos bens futuros”, entrou uma vez
para sempre no próprio tabernáculo, levando o seu próprio sangue como
expiação.
O sangue de touros e de cabras efetuava apenas purificação ritualística e
simbólica, de alcance limitado, mas o
sangue de Cristo, oferecido como sacrifício espiritual e vivo, executa a
purificação interior, que traz comunhão
com o Deus vivo (vv. 13,14).
O bispo Westcott observa o seguintes itens pelos quais o sangue de Cristo é
superior, partindo da análise de
seu sacrifício, que foi:
a) voluntário, ao contrário dos sacrifícios exigidos pela Lei;
b) racional, e não como o dos animais (irracionais);
c) espontâneo, e não em obediência a ordens superiores;
d) moral, como oferta de si próprio por ação do supremo poder nEle
residente (o Espírito Eterno), pelo qual
mantinha comunhão com Deus. Não seguiu meramente um rito, um esquema
predeterminado. Não! Ele detinha
os mais puros motivos.” (Comentário Bíblico — Hebreus, CPAD, págs.
148,149)
QUESTIONÁRIO:
1. Quantas partes tinha o tabernáculo no AT?
R. Três partes.
2. Que significado espiritual tinha o véu, entre o lugar santo e o Santo
dos Santos?
R. Indicava que o acesso a Deus não estava livre.
3. O que Cristo fez, antes de entrar no santuário celeste?
R. Efetuou uma eterna redenção pelo seu próprio sangue.
4. O que é necessário para que um testamento tenha validade?
R. A morte do testador.
5. Por que Cristo não ofereceu sacrifícios por si mesmo?
R. Porque não teve pecado.
LIÇÃO 10 - A EFICÁCIA DO SACRIFÍCIO DE CRISTO
TEXTO ÁUREO:
“Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros
e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos
sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os
que a eles se chegam” (Hb 10.1)
VERDADE PRÁTICA
Os sacrifícios diários do Antigo Concerto não
foram eficazes para a salvação dos pecadores. O sacrifício de Cristo,
oferecido uma só vez, garante-nos a certeza da eterna salvação, pela fé
em seu nome.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Cl 2.17 Sombra das coisas futuras
Terça Lv 16.21 Pecados sobre um animal
Quarta Mq 6.6,7 Dúvidas quanto ao sacrifício
Quinta Sl 40.6 Sacrifício rejeitado
Sexta Jo 17.19 Jesus santificou-se por nós
Sábado Hb 9.12 Uma eterna redenção
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 10.1,3,4 , 9-12,14 ,19,22-25
1 Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das
coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada
ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam. 3 Nesses sacrifícios,
porém, cada ano, se faz comemoração dos pecados,4 porque é impossível
que o sangue dos touros e dos bodes tire pecados.
12 mas este, havendo oferecido um único
sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus, 14
Porque, com uma só oblação, aperfeiçoou para sempre os que são
santificados.
22 cheguemo-nos com verdadeiro coração, em
inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência e o
corpo lavado com água limpa, 23 retenhamos firmes a confissão da nossa
esperança, porque fiel é o que prometeu. 24 E consideremo-nos uns aos
outros, para nos estimularmos à caridade e às boas obras, 25 não deixando
a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns
aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia.
PONTO DE CONTATO:
Os profetas anunciaram uma Nova Aliança. Em que
ela se baseia? Qual a sua precípua finalidade? Ela indica o único caminho
que conduz o homem a Deus. A Nova Aliança propicia a entrada ao trono
divino, mediante o perdão e o esquecimento de todos os pecados. Cristo
inaugurou-a com o sacrifício de si mesmo. Agora já não precisamos
continuar fazendo os sacrifícios levíticos. O que aqueles sacrifícios
não podiam fazer, foi feito pelo sacrifício de Cristo sobre a cruz.
OBJETIVOS:
No final desta aula seu aluno deverá esta apto
a:
Descrever a forma como o Velho Pacto foi substituído pelo Novo.
Enunciar os privilégios e responsabilidades dos crentes no Novo Pacto.
Valorizar o sacrifício perfeito de Cristo.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
O preparo da lição faz parte dos deveres do
professor, e deve ser feito tendo em vista a necessidade do aluno, e não a
do professor. O que interessa a um aluno adulto, não interessa a um jovem
ou a uma criança. Preparar uma lição sem pensar nisso é ficar diante da
classe pregando no deserto. O professor deve preparar a lição tendo em
mira três propósitos para com o aluno: 1) O que desejo que meus alunos
aprendam? 2) O que desejo que meus alunos sintam? 3) O que desejo que meus
alunos façam? (A Escola Dominical, CPAD.) Para esta lição, peça a seus
alunos que tentem identificar, no texto em estudo, quais as quatro fraquezas
do sacrifício levítico. Observe o esquema abaixo:
Os sacrifícios levíticos...
1) Não podem tornar perfeitos os ofertantes (v.1);
2) Não podem satisfazer a consciência quanto ao pecado (v.2);
3) Não podem apagar a memória dos pecados (v.3);
4) Não podem tirar os pecados (v.4).
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO
No Antigo Testamento, os sacrifícios eram repetidos todos os dias por
sacerdotes comuns. O sumo sacerdote entrava todos os anos no lugar
santíssimo para oferecer sacrifícios por si mesmo e pelo povo. Mas, como
tudo isso era “sombra dos bens futuros”, tais sacrifícios não
aperfeiçoavam ninguém. Com Cristo, nosso Sumo Sacerdote, temos a certeza
da plena salvação que nos aperfeiçoa, até que um dia cheguemos “a
varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13). E
isso só ocorrerá no céu.
I. SACRIFÍCIOS INEFICAZES
1. A sombra dos bens futuros (v.1). O Antigo Pacto se constituía de
sacrifícios, holocaustos, oblações e
oferendas, que eram figuras “dos bens futuros”, ou seja, do evangelho de
Cristo, que nos trouxe as riquezas da graça de Deus, a começar pela
salvação de nossas almas, através do sacrifício vicário de Jesus. Por
serem sombras e não a realidade, os sacrifícios de animais não puderam
aperfeiçoar “os que a eles se chegam”.
2. O sangue de animais não tirava os pecados (vv.2-4). Para que serviam
aquelas ofertas, se o escritor diz que “é impossível que o sangue dos
touros e dos bodes tire pecados” (v.2)? Os sacrifícios não levavam os
homens a Deus, mas serviam, por antecipação, de meio para expiação. A
palavra expiação no hebraico tem o significado de “cobrir” os pecados,
num delito contra a Lei.
3. Deus preparou um corpo para Jesus (v.5). Somente no corpo humano
(encarnação), Ele poderia ser aceito por Deus como oferta perfeita no
lugar do homem pecador. No Antigo Testamento, os sacrifícios eram
substitutos imperfeitos. O corpo de Cristo foi a solução de Deus para
substituir todos os sacrifícios imperfeitos do Antigo Testamento. Seu
sangue, derramado na cruz, não apenas cobriu os pecados, mas tirou-os, e
lançou-os nas profundezas do mar (Mq 7.19). João exclamou: “Eis o
Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).
II. O PRIMEIRO FOI TIRADO PARA O ESTABELECIMENTO DO SEGUNDO
1. Cristo obedeceu a Deus (v.9). Jesus foi obediente até à morte (Fp 2.8).
Ele cumpriu todos desígnios divinos no intuito de salvar o homem da
perdição eterna. Sua morte foi prova inconteste da sua total resignação,
obediência e submissão à vontade de Deus. Ele afirmou: “Eis aqui venho,
para fazer, ó Deus, a tua vontade”.
Trata-se de uma lição de valor espiritual inigualável para todos nós:
Jesus, sendo Deus, voluntariamente
despojou-se de sua glória, e apresentou-se ao Pai na disposição
irrestrita de cumprir cabalmente o plano divino de redenção da humanidade
(ver Fp 2.5-8).
2. O Velho Pacto substituído pelo Novo (v.9). Ao dizer a Escritura “tira
o primeiro para estabelecer o segundo”, vemos a substituição definitiva
do antigo sistema legal mosaico, no qual os sacrifícios eram ineficazes
para salvação, pelo Novo Pacto, estabelecido por Cristo, com seu
sacrifício perfeito.
3. Comparação entre o velho e o Novo Concerto. A lei não transformava o
homem em termos morais; o
evangelho de Cristo transforma, pois “é o poder de Deus para salvação
de todo aquele que crê” (Rm 1.16); a lei apenas condenava o culpado; a
graça de Deus o liberta. A lei consistia de símbolos da realidade; a
graça consiste na realidade dos símbolos; a lei era “o ministério da
morte” (2 Co 3.7); a graça é “lei do Espírito de vida, em Cristo
Jesus” (Rm 8.2).
III. UM SACRIFÍCIO PERFEITO
1. Santificados pela obla-ção do corpo de Cristo (v.10). Oblações eram
ofertas incruentas (sem sangue),
inanimadas, oferecidas a Deus tais como: vinho, azeite, flor de farinha,
etc. Se de um lado, Cristo ofereceu seu próprio sangue como holo-causto em
nosso favor, por outro, Ele foi aceito como oferta de cheiro suave a Deus,
“feita uma vez”, de modo que, em Cristo, somos aceitos por Deus.
2. Sacrifício único (vv. 11-14). O escritor lembra que os sacerdotes, no
Velho Pacto, diariamente ofereciam sacrifícios que não podiam tirar
pecados. E acentua que Cristo ofereceu “um único sacrifício pelos
pecados”, demonstrando a eficácia do seu auto oferecimento a Deus pelos
pecadores. Acrescenta que Cristo está “assentado para sempre à destra de
Deus” “...esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo
de seus pés”.
3. Sacrifício que aperfeiçoa. Diferente dos sacrifícios do Antigo Pacto,
que apenas cobriam temporariamente o pecado, mas não transformava o
pecador, o sacrifício de Cristo constituiu-se “numa só oblação”, que
“aperfeiçoou para sempre os que são santificados” (v.13; ver v.10).
Aqui temos algo que a lei não podia fazer: santificar as pessoas. Com o
advento da graça, somos santificados pela Palavra (Jo 17.17), pela fé em
Cristo (At 26.18) e pelo sangue de Jesus (1 Pe 1.2).
IV. PRIVILÉGIOS E RESPONSABILIDADES DO CRENTE EM JESUS
1. Entrar no santuário de Deus (v.19). No Antigo Pacto, as pessoas comuns
do povo não podiam adentrar no santuário propriamente dito. Só chegavam
até ao pátio, que era a parte exterior do tabernáculo. Em Cristo, no
entanto, homens e mulheres salvos são “sacerdotes reais” (1 Pe 2.9), e
têm “ousadia para entrar no Santuário pelo sangue de Jesus”. Este é
um privilégio que só os fiéis lavados e remidos pelo sangue de Cristo
podem ter.
Tais crentes não precisam de medianeiros, guias, orixás ou gurus. Jesus é
“o único mediador entre Deus e o homem” (1 Tm 2.5).
2. Como chegar a Deus (vv.22-25). Não se pode chegar a Deus de qualquer
maneira. O escritor, em sua incisiva exortação, nos mostra os cuidados que
devemos ter para chegarmos à presença de Deus:
a) “Com verdadeiro coração”. Só podemos ter acesso ao Pai e ser
aceitos por Ele se tivermos um coração sincero, limpo e puro (Mt
5.8).
b) “Em inteireza de fé”. O crente, ao buscar a presença de Deus, não
pode ter dúvida alguma de sua
existência, do seu poder e de sua graça.
c) “Tendo o coração purificado da má consciência”. Para Deus não
valem as aparências. Ele vê o interior do homem. O salmista disse que Deus
nos sonda e entende o nosso pensamento (Sl 139.1,2). Se dermos lugar à
iniquidade, Ele não nos ouvirá (Sl 65.18).
d) “O corpo lavado com água limpa”. Certamente, o texto bíblico aqui
refere-se à purificação do crente pela Palavra, como se lê em Ef 5.26:
“purificando-a com a lavagem da água, pela Palavra”, isto em relação
à Igreja.
e) Retendo firmes a confissão da esperança. Em Hb 3.6 somos exortados a
“conservar firme a confiança e a glória da esperança até ao fim”. A
confissão da esperança indica a nossa fé nas gloriosas e infalíveis
promessas de Deus, “porque fiel é o que prometeu”.
f) Considerando uns aos outros, estimulando-nos “à caridade e às boas
obras”. O bom relacionamento entre os crentes é condição importante
para o acesso a Deus. A caridade (amor em ação) é a marca do cristão.
Boas obras são dever do salvo (Ef 2.10).
g) “Não deixando a nossa congregação”. Aqui não se refere ao sentido
físico: deixar a igreja local para ir congregar-se em outro bairro; mas
sim, que não devemos deixar de congregar-nos, de nos reunirmos, tendo em
vista a necessidade da comunhão coletiva. Somos membros uns dos outros (Rm
12.5). É equivocada e carnal a idéia de que alguém pode ser “crente em
casa”, a menos que esteja doente.
h) “Admoestando-nos uns aos outros”. Admoestar, aqui, tem no original o
sentido de animar, encorajar. Essa prática, quando realizada com amor, tem
grande efeito no fortalecimento e encorajamento espiritual da comunidade
cristã.
CONCLUSÃO
Diante do que estudamos nesta lição, cremos que não há lugar para
qualquer dúvida quanto à superioridade do Novo Concerto, baseado no
perfeito e único sacrifício de Cristo em relação ao antigo, realizado na
base de sacrifícios de animais, que apenas cobriam provisoriamente os
pecados do povo.
Subsídio Teológico
“O sangue dos touros (Hb 10.4). O sangue de animais era apenas uma
provisão ou expiação temporária pelos pecados do povo; em última
análise, era necessário um homem para servir como substituto da
humanidade. Por isso, Cristo veio à terra e nasceu como homem a fim de que
pudesse oferecer-se a si mesmo em nosso lugar (2.9,14). Além disso, somente
um homem isento de pecado poderia tomar sobre si nosso castigo pelo pecado
(2.14-18; 4.15) e, assim, de modo suficiente e perfeito, satisfazer as
exigências da santidade de Deus (cf. Rm 3.25,26).
“Aperfeiçoou para sempre os... santificados (Hb 10.14). A oferenda única
de Cristo na cruz e seu resultado (i.e., a salvação perfeita) são
eternamente eficazes todos quantos estão santificados ao se chegarem a Deus
por meio de Cristo (v.22;7.25) Note que a palavra no grego “santificar”,
aqui e no versículo 10, são particípios presentes que enfatizam a ação
contínua no tempo presente.
“Quando vedes que se vai aproximando aquele dia (Hb 10.25). O dia da volta
de Cristo para buscar os seus fiéis está se aproximando. Até chegar esse
dia, enfrentaremos muitas provações espirituais e muitas falsificações
na doutrina. Devemos congregar-nos regularmente para encorajarmos mutuamente
e nos firmarmos em Cristo e na fé apostólica do novo concerto.” (Bíblia
de Estudo Pentecostal, CPAD, págs. 1914, 1915.)
QUESTIONÁRIO:
1. Por que os sacrifícios de animais não
puderam aperfeiçoar os ofertantes?
R. Por serem sombras “dos bens futuros”, e não a realidade.
2. Qual o significado da palavra expiação?
R. Significa “cobrir” os pecados, como exigência para a reparação de
um delito.
3. Por que Deus preparou corpo para Jesus?
R. Porque somente no corpo da carne (na encarnação), Ele poderia ser
aceito por Deus como substituto
perfeito para o homem pecador.
4. Que significa a expressão: “tira o primeiro para estabelecer o segundo”?
R. Refere-se à substituição definitiva do antigo pelo novo
concerto.
5. Que significa a expressão “não deixando a nossa congregação”?
Que não devemos deixar de reunirmos, tendo em vista a necessidade da
comunhão coletiva.
LIÇÃO 11 - O PECADO IMPERDOÁVEL:
TEXTO ÁUREO:
“Porque, se pecarmos voluntariamente, depois
de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais
sacrifício pelos pecados” (Hb 10.26).
VERDADE PRÁTICA:
Há situações específicas em que o pecador se
coloca deliberadamente contra Cristo, num estado tão tenebroso de
iniquidade que se torna impossível sua restauração.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Nm 15.30 A alma extirpada do meio do
povo
Terça 2 Pe 2.20 O último estado pior do que o primeiro
Quarta 2 Pe 2.21 Desvio perigoso
Quinta Ez 36.5 Menosprezando a Deus
Sexta Dt 17.2 Traspassando o concerto
Sábado Mt 12.31,32 Pecado que não será perdoado
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 10.26-31,38,39
26 Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o
conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados,27
mas uma certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo, que há de
devorar os adversários.28 Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem
misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas.29 De quanto
maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho
de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi
santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?30 Porque bem conhecemos
aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor.
E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.31 Horrenda coisa é cair nas
mãos do Deus vivo.
38 Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar,
a minha alma não tem prazer nele.39 Nós, porém, não somos daqueles que
se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação
da alma.
PONTO DE CONTATO:
Os homens precisam aceitar o sacrifício de
Cristo, senão sofrerão o juízo eterno. Não há outra alternativa. O
escritor aos hebreus apresenta a salvação como presente para os que
esperam a Cristo; mas para os que rejeitam o seu sacrifício, há apenas uma
expectação terrível de juízo “prestes a consumir os adversários”. O
apóstolo Pedro diria a essas pessoas: “Porque melhor lhes fora não
conhecerem o caminho da justiça do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo
mandamento que lhes fora dado”.
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:
Identificar o pecado considerado por Deus como imperdoável.
Escolher não desprezar o sacrifício feito pelo Filho de Deus.
Definir qual é o castigo reservado à quem apostata da fé e pisa o Filho
de Deus.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Divida sua turma em pequenos grupos de 2 a 4
alunos cada. Os grupos deverão discutir por 5 minutos sobre a parte “b”
do versículo 26, que diz: “...já não resta mais sacrifício pelos
pecados?” Perguntas para o início da discussão: Qual o significado dessa
expressão? Qual a sua abrangência? Ao término do tempo estipulado para
esta atividade, reúna os grupos e anote suas conclusões no quadro de giz.
Observe se as respostas concordam com a afirmativa abaixo. Essas palavras
devem ser entendidas em dois sentidos a saber: 1) Não pode haver outro
sacrifício, além daquele que já foi feito – o de Cristo – , que possa
conferir perdão de pecados. Os sacrifícios levíticos foram abolidos; não
têm valor para fazer expiação e não pode haver um novo sacrifício
expiatório. 2) Mas além disso, o escritor sagrado indica que o pecado da
apostasia é fatal; está fora do alcance do perdão divino.
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos sobre o pecado da apostasia, para o qual “não
resta mais sacrifício”. Esse tipo de
pecado era conhecido entre os rabinos do Antigo Testamento. Naquela
ocasião, somente os pecados de
ignorância podiam ser expiados; se um homem pecasse deliberadamente, com
pleno conhecimento de sua
maldade, não haveria mais sacrifício em seu favor; simplesmente seria
excluído do seu povo. Sua iniqüidade
permaneceria sobre ele e não teria direito ao perdão. Este assunto tem
sido motivo de muitos questionamentos.
I. PECADO VOLUNTÁRIO
No capítulo 3 de Hebreus, está escrito: “Vede irmãos, que nunca haja em
qualquer de vós um coração mau e
infiel, para se apartar do Deus vivo” (v.12). “O termo gr. aphistemi,
traduzido ‘apartar’ é definido como decaída,
deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que antes
se estava ligado” (Bíblia de Estudo
Pentecostal). Trata-se de apostasia. “Esse pecado consiste na rejeição
consciente, maliciosa e voluntária da
evidência e convicção do testemunho do Espírito Santo, com respeito à
graça de Deus manifesta em Jesus
Cristo” (Oliveira). É nesse contexto que devemos entender o presente
tema.
1. Tendo conhecido a verdade (v.26). O texto sagrado refere-se a um tipo de
pecado espontâneo, consciente.
O conhecimento da verdade aqui mencionado não é o rudimentar,
experimentado pelo novo convertido, ou por
aquele crente de vida cristã superficial, mas o conhecimento da verdade
divina no sentido amplo (epignosis).
2. Não resta mais sacrifício. “Já não resta mais sacrifício pelos
pecados”, assevera o texto sagrado. Trata-se
dos pecados insolentes, que se constituem numa afronta inominável a Deus.
Pecar assim é um atentado à
santidade do Altíssimo. É loucura que trará sérias
conseqüências.
A verdade divina liberta (Jo 8.32) quando o pecador a recebe de coração.
No entanto, quando a verdade é
desprezada de modo deliberado, consciente, doloso, reincidente e ofensivo,
por quem a conhece bastante,
torna-se impossível o perdão porque tal pessoa repudia e repele para longe
de si a graça de Deus, que pode
levá-la ao arrependimento. No contexto iníquo já descrito, tal pessoa
peca não somente contra o Filho, mas
também contra o Pai, que o enviou, e contra o Espírito Santo, que nos
convence do pecado. Quem então
convencerá tal pessoa do seu pecado?
3. Só resta uma expectação horrível (v.27). Não havendo mais
sacrifício pelo pecado, o que resta? Só resta “a
expectação horrível de juízo e ardor de fogo, que há de devorar os
adversários”. Só lhe espera uma sentença:
“Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (v.31).
II. DESPREZANDO O ÚNICO SACRIFÍCIO QUE SALVA
1. Pisando o Filho de Deus (v.29). Na lei de Moisés, a palavra de duas ou
três pessoas era válida para que um
sacrílego fosse condenado sem misericórdia (Dt 17.2-6). Para aquela
pessoa, não havia mais apelação: a morte
era certa. Quem pisar o Filho de Deus, um “maior castigo” lhe
sobrevirá. Desprezar o evangelho é considerar
sem valor o sacrifício de Cristo; é zombar da salvação, desprezar tudo o
que há de sagrado na igreja de Cristo
depois de ter conhecido a verdade proveniente dos Santos Oráculos.
2. Profanando o sangue do testamento (v.29b). Significa considerar o sangue
do Filho de Deus como sangue comum, profano, sem nenhum valor sagrado ou
redentor. A Bíblia diz que “o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos
purifica de todo o pecado” (1 Jo 1.7). É por seu sangue que nos
aproximamos dEle (Ef 2.13); o sangue de Cristo purifica (Hb 9.14); resgata
(1 Pe 1.19); lava de todo o pecado (Ap 1.5). Assim, se o deliberado
transgressor profana o sangue de Cristo, não há nada mais que o possa
renovar ou purificar.
3. Agravo ao Espírito Santo (v.29). Trata-se de um pecado múltiplo em sua
prática: enquanto pisa o Filho de Deus, profana o seu sangue e faz agravo
ao Espírito Santo (literalmente, insulto, insolência, ultraje). Para esse
tipo de pecador, o Calvário não passa de uma encenação, de uma
farsa.
a) Blasfêmia contra o Espírito Santo. Com o coração endurecido, o
pecador ultraja conscientemente o Espírito
Santo. Quanto a isso Jesus advertiu severamente: “Qualquer, porém, que
blasfemar contra o Espírito Santo,
nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo” (Mt 12.32; Mc
3.29; Lc 12.10). No texto de Marcos,
depreende-se que blasfemar contra o Espírito de Deus é o mesmo que
atribuir a Satanás a obra de Cristo. Como
vemos, a Epístola aos Hebreus apenas corrobora o que Jesus já ensinara
anteriormente.
b) O pecado imperdoável não é a simples incredulidade. O incrédulo de
fato, se não aceitar a Cristo, está
condenado (Jo 3.18). No caso em questão, não se trata de um incrédulo
qualquer, mas de alguém que já teve amplo conhecimento da verdade. O
Espírito Santo é que tem o poder de convencer o pecador de seus pecados
(Jo 16.8). Se o miserável o despreza e lhe faz agravo, não há mais
esperança para o tal.
c) Arrependimento impossível. No estudo referente ao capítulo 6 de
Hebreus, já aprendemos que se torna
impossível a renovação para arrependimento daqueles que “uma vez foram
iluminados”; “provaram o dom celestial”; “se fizeram participantes
do Espírito Santo”; “provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do
século futuro” (vv.5,6). Qual a razão de tal impossibilidade? A resposta
está claramente estampada no texto: por que “de novo crucificaram o Filho
de Deus, e o expõem ao vitupério”. Mais uma vez constatamos que o pecado
imperdoável não é cometido por um desobediente desavisado qualquer; não
se trata de pecado por ignorância.
III. O JUÍZO DE DEUS É SEVERO E TOTAL
1. “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. Essa advertência
nos mostra o quanto Deus é severo em seu juízo: nenhum suborno poderá
alterar seus propósitos; nem fama, nem riquezas e nem vantagens terrenas de
qualquer espécie farão qualquer diferença no juízo celestial.
2. Lembrando dos dias passados (v.32). Aqui a admoestação aos
destinatários da Epístola é para que se
lembrem “dos dias passados”, nos quais eles deram seu testemunho diante
de seus perseguidores. Aqueles crentes compadeceram-se dos que foram presos
e perderam bens, sabendo que teriam “nos céus uma possessão melhor e
permanente” (vv.33,34).
CONCLUSÃO
A apostasia, o abandono deliberado da fé em Cristo, é algo de
indescritível gravidade espiritual. Se rejeitarmos o sacrifício de Cristo
como paga pelos nossos pecados, nenhuma outra provisão haverá para a nossa
salvação (v.26). O relativismo religioso e o secularismo que debilitam a
igreja, afrouxando as regras e os limites entre o santo e o profano,
constituem um sinal de alerta a todos nós. Não rejeitemos a Cristo!
Subsídio Bibliológico
“Aviso contra a apostasia. O pecado voluntário que ameaçava os hebreus
consistia em abandonar o
Cristianismo e voltar ao judaísmo. Não há nenhum sacrifício em favor dos
que apostatam da fé em Cristo — pela
alma do homem só existe um único sacrifício, o de Cristo (v.26). Ora, se
o sacrifício de Cristo é definitivo,
também é o último. Rejeitá-lo voluntariamente implica “uma certa
expectação horrível de juízo e ardor de fogo”
(v.27). O autor não limita a eficácia da obra de Cristo em favor do
penitente. Essa passagem deve ser
estudada em conjunto com o capítulo 6.4-8.
Sob a Antiga Aliança, quem desprezasse a Lei de Moisés era punido com a
morte (v.28). O mesmo princípio está
em vigência, e com maior rigor ainda para quem apostatar da fé, pois
constitui afronta a Cristo, à eficácia do
seu sangue e um insulto ao Espírito Santo, através de quem a graça de
Deus se manifesta. Sobre os tais pesa
o juízo de Deus, do qual ninguém pode escapar (vv.29-31).” (Comentário
Bíblico — Hebreus, CPAD, pág. 156.)
Subsídio Teológico
“Se pecarmos voluntariamente (Hb 10.26). O escritor de Hebreus volta a
advertir seus leitores sobre o caso de
abandonar a Cristo, como fizeram em 6.4-8.
“Pisar o Filho de Deus (Hb 10.29). Continuar a pecar deliberadamente
depois de termos recebido o
conhecimento da verdade (v.26) é: (1) tornar-se culpado de pisar Jesus
Cristo, tratá-lo com desprezo e
menosprezar sua vida e morte; (2) ter o sangue de Cristo como indigno da
nossa lealdade; e (3) insultar o
Espírito Santo e rebelar-se contra Ele, o qual comunica a graça de Deus ao
nosso coração.
“O justo viverá da fé (Hb 10. 38). Este princípio fundamental, afirmado
quatro vezes nas Escrituras (Hc 2.4; Rm
1.7; Gl 3.11; Hb 10.38), governa o nosso relacionamento com Deus e a nossa
participação na salvação provida
por Jesus Cristo. (1) Esta verdade fundamental afirma que os justos obterão
a vida eterna por se aproximarem
fielmente de Deus com um coração sincero e crente (ver 10.22). (2) Quanto
aquele que abandona a Cristo e
deliberadamente continua pecando, Deus “não tem prazer nele” e
incorrerá na condenação eterna (vv.38,39).”
(Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pág. 1915.)
QUESTIONÁRIO:
1. No texto, qual o significado de apostasia?
R. Afastar-se deliberadamente da fé.
2. Por que, na lição, se diz que só resta uma expectação horrível para
quem apostata da fé?
R. Por não haver mais sacrifício pelo pecado.
3. O que significa profanar o sangue do testamento?
R. É considerar o sangue de Jesus comum, sem nenhum valor sagrado.
4. Segundo Marcos, em que consiste a blasfêmia contra o Espírito Santo?
R. É atribuir a Satanás a obra de Cristo.
5. O que aguarda nos céus os crentes que perderam seus bens por amor a
Jesus?
R. “Uma possessão melhor e permanente”.
LIÇÃO 12 - OS ELEMENTOS ESSENCIAIS DA FÉ:
TEXTO ÁUREO:
“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas
que se esperam e a prova das coisas que se não vêem”
(Hb 11.1).
VERDADE PRÁTICA:
A fé dá ao crente a certeza daquilo que ele
espera, segundo a Palavra de Deus, fazendo-o ver o invisível,
contrariar a lógica, e superar os limites das fraquezas humanas.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Rm 8.25 Esperando o que não vê
Terça Hc 2.4 O justo viverá da fé
Quarta Mt 6.30 Pequena fé
Quinta Mt 9.22 Fé que salva
Sexta Mt 15.28 Grande fé
Sábado Mt 21.21 Fé que remove montanhas
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 11.1-6
1 Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das
coisas que se não vêem.
2 Porque, por ela, os antigos alcançaram testemunho. 3 Pela fé, entendemos
que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo
que se vê não foi feito do que é aparente.
4 Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual
alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons,
e, por ela, depois de morto, ainda fala. 5 Pela fé, Enoque foi trasladado
para não ver a morte e não foi achado, porque Deus o trasladara, visto
como, antes da sua trasladação, alcançou testemunho de que agradara a
Deus.
6 Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele
que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o
buscam.
PONTO DE CONTATO:
Na lição passada, vimos o perigo da apostasia
e suas conseqüências. Nesta lição, estudaremos a base da vida cristã: a
fé. Querendo apresentar uma parte da história antiga para demonstrar a
eficiência da fé, o escritor aos hebreus principia seu relato dizendo que
a própria criação do universo é uma ilustração da fé. “Pela fé
entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados” (v.3) A fé
se baseia na Palavra de Deus. Esta palavra consiste num poder invisível que
produziu do invisível o universo, de maneira que o visível vio a existir
das coisas que não aparecem.
|
CARACTERÍSTICAS
|
PERSONAGENS
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Fé caracterizada pela obediência
irrestrita ao Senhor
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Abraão
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|
Recebeu uma revelação especial de Deus
relativa ao dilúvio
|
Noé
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|
Agradou a Deus por seu andar espiritual
diante dEle
|
Enoque
|
|
Aos olhos de Deus seu sacrifício teve
maior valor
|
Abel
|
OBJETIVOS:
Ao término da aula seu aluno deverá estar apto
a:
Nomear os elementos que definem a fé.
Listar quatro heróis da fé mencionados nesta lição.
Estimar uma vida de fé ante as dificuldades da carreira cristã.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Trace uma linha no quadro de giz, dividindo seu
espaço em duas partes. De um lado relacione as principais
características dos heróis da fé descritas no cap. 11 da epístola em
estudo (sem citar o nome do personagem).
Do outro relacione os nomes das personagens, porém, fora da ordem
especificada no texto.
Esta atividade consiste em fazer os alunos identificarem as personagens
tendo em vista suas características
relacionadas à fé.
Observe o quadro anterior.
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos um dos assuntos mais palpitantes da Bíblia: a
Fé. Esta palavra tão pequena encerra
em si grande conteúdo para os que de Deus se aproximam. Sem ela não
existiria a Igreja, não haveria salvos,
esperança de vida futura, não poderíamos esperar um mundo melhor nem
creríamos na Segunda Vinda de Cristo.
É por meio da fé que recebemos as bênçãos de Deus. Esta preciosa e
santíssima fé vem-nos através de Cristo,
para que ninguém tenha de que se gloriar (Hb 12.2).
I. CONCEITO DE FÉ
O escritor sacro não pretendeu simplesmente definir a fé, mas sim
descrevê-la como elemento fundamental da
vida cristã.
1. O firme fundamento. Fundamento aqui significa muito mais que a mera
certeza humana, fruto da lógica, ou
do exercício da futurologia. Na visão cristã, tem o sentido de certeza
inabalável, ou seja, temos convicção de
que servimos a um Deus onipotente, onisciente e onipresente, que vela por
sua Palavra para a cumprir (cf. Jr
1.12; Is 43.13). Significa também certeza absoluta a respeito da nossa
salvação. Ver 1 Jo 3.2. Assim, a certeza
é o primeiro elemento essencial da verdadeira fé, isto é, “a fé que é
por Ele” (At 3.16).
2. Das coisas que se esperam. “A fé é o firme fundamento das coisas que
se esperam...”. O segundo elemento
essencial da fé é a esperança. Esta é consubstanciada na forte
convicção de que aquilo que se espera da
parte de Deus há de acontecer sempre, independente das circunstâncias.
Abraão creu que teria um filho
segundo a promessa divina, fruto de sua união com Sara, mesmo quando a
lógica humana dissesse o contrário.
3. A prova das coisas que não se vêem. A “prova” tem o significado de
“convicção”, que é o terceiro elemento
da fé. Aqui temos um ponto muito importante a considerar. Pessoas há que
manipulam este texto para justificar
a prática mística do que eles chamam de visualização mental para
obtenção do que se deseja. Nesse meio
estão certas ramificações da Confissão Positiva. Tal prática não tem
apoio nas Escrituras Sagradas. No
contexto do capítulo 11 de Hebreus, “as coisas que não se vêem” são
as coisas de Deus, “os bens futuros” (Hb
9.11), “as melhores promessas” (Hb 8.6). Isso porque tais “coisas”
foram prometidas por Deus em sua Palavra,
e esta não pode falhar em nenhuma hipótese. Há “crentes” que,
iludidos pelo seu próprio coração, asseveram
que podem aplicar esse texto (v.1) a qualquer coisa. Por exemplo: “eu
creio que Deus vai me dar um carro
novo, e uma bela casa”. Ora, isso é um desejo, mas não uma promessa de
Deus. Pode tornar-se real ou não. É
algo condicional e circunstancial.
II. EXEMPLOS MARCANTES DE FÉ
1. Abel. Foi exemplo de fé sacrificial. A Bíblia não diz em Gênesis 4
por que Deus aceitou seu sacrifício e não o
de seu irmão, o homicida Caim. Mas em Hebreus 11.4 podemos constatar o
final da história: enquanto a oferta
de Abel foi movida pela fé em Deus (ver Jd v.11), Caim trilhou seu “caminho”
sem fé.
A idéia de que a oferta de Abel foi aceita por tratar-se de oferta com
sangue (apontava para o sacrifício de
Cristo) apesar de correta, é parcial, uma vez que a oblação de Caim,
mesmo sendo de vegetais, também seria
aceita por ser produto do seu trabalho como lavrador (Gn 4.3; ver
v.7).
Caim tinha má índole; era iracundo e “suas obras eram más” (1 Jo
3.12), por essas razões suas ofertas não
foram aceitas pelo Senhor.
2. Enoque. Exemplo de fé agradável. O pouco que a Bíblia fala sobre esse
homem de Deus encerra a grandeza
de seu caráter e de sua fé: “E andou Enoque com Deus; e não se viu
mais, porquanto Deus para si o tomou”
(Gn 5.24). Se ele “andou com Deus”, ou seja, viveu em íntima comunhão
com o Eterno e no centro da sua
vontade, diante da extrema incredulidade de seu tempo, foi porque tinha uma
fé viva, que via o mundo melhor.
Por isso, ainda na terra, antes da sua trasladação, “alcançou
testemunho de que agradara a Deus”. Sem fé não
agradamos a Deus (Hb 11.6).
3. Noé. Exemplo de fé obediente e justa. Nunca ouvira falar de dilúvio,
todavia, “divinamente avisado das coisas
que não se viam, temeu” e obedeceu, preparando uma arca “para
salvação da sua família”. Noé foi o primeiro
homem na Bíblia a ser chamado justo. Isso nos traz uma lição de extremo
valor: o homem de fé precisa ser
justo diante de Deus e dos homens.
4. Abraão. É considerado o pai da fé provada. Quando foi chamado por
Deus, sequer imaginava para onde iria
(v.8). Passou anos habitando em tendas, peregrinando “como em terra alheia”
(v.9) e recebeu a promessa de
que seria “uma grande nação” (Gn 12.2). O Todo-Poderoso mandou que ele
olhasse para os céus e contasse as
estrelas, se pudesse, dizendo que assim seria sua semente: “e creu ele no
Senhor e foi-lhe imputado isto por
justiça”. Mais tarde Deus pediu-lhe em sacrifício seu único filho,
Isaque. Sem relutar, o grande patriarca
obedeceu piamente a voz do Altíssimo, crendo “que Deus era poderoso para
até dos mortos o ressuscitar”
(v.17,18). O Deus de Abraão é o nosso Deus. Ele é fiel em cumprir sua
palavra (cf.Jr 1.12).
III. VIRAM AS PROMESSAS DE LONGE
1. Todos estes morreram na fé. Após destacar os quatro primeiros heróis
da fé, o escritor declara que eles
morreram na fé, “sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de
longe...”. Como Paulo, combateram o
bom combate, acabaram a carreira e guardaram a fé (2 Tm 4.7).
2. Viram as promessas de longe. Era a fé fazendo-os olhar para o horizonte
ao longe, sem chegar lá, porém
contemplando o cumprimento das promessas. Certamente eles usufruíam a
salvação em Cristo porque criam na
vida eterna, na entrada nos céus, na vitória sobre o mal e, sobretudo, no
reinado eterno de Deus.
3. Crendo nas promessas, abraçando-as e confessando-as (v.13). A fé
daqueles homens era tão forte e
poderosa que, mesmo sem verem o cumprimento das promessas de Deus, nelas
creram e as abraçaram (cf.
v.1). Eles consideravam-se “estrangeiros e peregrinos na terra”, porque
esperavam uma pátria melhor,
definitiva, no futuro, sendo aclamados por Deus, “porque já lhes preparou
uma cidade” (vv.13-16).
IV. HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO
Na última parte do texto em estudo, a Palavra de Deus fala de forma
comovente sobre dois tipos de heróis da
fé. São eles:
1. Os lutadores. As Escrituras apresentam vários exemplos de lutadores.
Eles “venceram reinos, praticaram a
justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, neutralizaram
a força do fogo, escaparam do fio
da espada”, tudo isso pela fé no Todo-Poderoso.
2. Os martirizados. Foram os que, na luta pela fé, foram açoitados,
apedrejados, presos, aflitos, torturados e
mortos: “não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor
ressurreição” (vv.35-37). A história da
Igreja registra outros grandiosos exemplos de fé e coragem entre os
mártires do cristianismo.
3. Foram homens “dos quais o mundo não era digno”. O “mundo” que
não é digno dos homens de Deus é aquele
que se opõe ao bem, e que dificulta a inquirição espiritual. Foi para
esse mundo que Jesus apontou ao falar
sobre a inevitabilidade das perseguições: “Se o mundo vos aborrece,
sabei que, primeiro do que a vós, me
aborreceu a mim” (Jo 15.18).
Os homens dos quais o mundo não era digno viram de longe as promessas, mas
não as alcançaram, “provendo
Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não
fossem aperfeiçoados” (vv.39,40).
CONCLUSÃO
Hoje para muitos, principalmente crianças e adolescentes que não conhecem
a Deus, os heróis são os ídolos
humanos ou virtuais da TV e do cinema. Esses não passam de falsos ídolos e
heróis que desencaminham seus
admiradores para o mal. Contudo, a Bíblia nos inspira fé e perseverança,
necessárias para que confiemos nas
promessas de Deus. Ela nos mostra em suas páginas a vida de homens e
mulheres, crianças e adolescentes,
jovens e adultos, que nos legaram exemplos extraordinários da verdadeira
fé em Deus.
Subsídio Bibliológico
“Encorajamento palas vitórias da fé (Cap.11). O autor, neste capítulo,
destaca a fé como sendo a grande
característica e o denominador comum do verdadeiro povo de Deus em todos os
tempos (cf. 10.38,39). Ele
menciona detalhadamente os heróis da fé que viviam sob a antiga aliança e
cujos exemplos nos incentivam a
sermos leais a Deus, hoje.
O versículo 1 é muitas vezes citado como uma definição de fé, porém,
na realidade é mais uma explicação das
características da fé. Em poucas palavras, a fé é simplesmente
confiança em Deus e sua palavra (cf. Rm
10.17). Parafraseando o versículo, poderíamos dizer: “A fé significa
que somos confiantes; temos a certeza
(algo que serve de base ou apoio a qualquer coisa, como um alicerce, um
fundamento, uma promessa ou um
contrato) daquilo quer esperamos receber, a convicção da realidade das
coisas invisíveis”.
Foi com essa atitude de fé que, naquele tempo, os heróis enfrentaram o
futuro e aprenderam as coisas
invisíveis. Os antigos alcançaram testemunho e o próprio Deus também
testificou da fé que possuíam, a qual
superou todos os obstáculos, sendo seus feitos registrados na Bíblia como
homens de fé (v.2).
A crença em Deus como Criador de todas as coisas do universo é
imprescindível para a vida de fé, qualquer que
seja sua manifestação (v.3). ‘Por isso, em primeiro lugar, o autor
declara essa ação primária da fé, pela qual
chegamos à plena certeza de que o mundo — a História e as eras — não
resultou do acaso; é uma resposta à
expressão da vontade de Deus’ (Westcott).” (Comentário Bíblico —
Hebreus, CPAD, pág. 158.)
“Creia que ele existe (Hb 11.6). Este versículo descreve as convicções
integrantes da fé salvífica. (1) devemos
crer na existência de um Deus pessoal, infinito e santo, que tem cuidado de
nós. (2) Devemos crer que Ele nos
galardoará quando o buscarmos com sinceridade, sabendo que nosso maior
galardão é a alegria e a presença do
próprio Deus. Ele é nosso escudo e nossa grande recompensa (Gn 15.1; Dt
4.29; Mt 7.7,8 nota; Jo 14.21 nota).
(3) Devemos buscar a Deus com diligência e desejar ansiosamente a sua
presença e graça.” (Bíblia de Estudo
Pentecostal, CPAD, pág. 1916.)
QUESTIONÁRIO:
1. Que significado tem a expressão “firme
fundamento”, em relação a fé?
R.”A certeza”, significando muito mais que a mera convicção humana,
fruto da lógica, ou do exercício da
futurologia.
2. Quais os três elementos essenciais da fé, segundo a lição?
R. A certeza, a esperança e a prova (convicção).
3. Quem é considerado o “pai na fé” dos que crêem?
R. Abraão.
4. Por que os heróis da fé consideravam-se “estrangeiros e peregrinos na
terra”?
R. Porque esperavam uma pátria melhor.
5. Por que os heróis da fé não alcançaram as promessas?
R. “Para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados”.
LIÇÃO 13 - PERSEVERANÇA NA FÉ E NA SANTIDADE:
TEXTO ÁUREO:
“Portanto, nós também, pois, que estamos
rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo
embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com
paciência, a carreira que nos está proposta” (Hb 12.1).
VERDADE PRÁTICA:
A vitória na vida cristã é para os que correm
com paciência rumo ao encontro final com Cristo nos céus.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Mt 10.22 Perseverando até o fim
Terça Cl 4.2 Perseverando na oração
Quarta Rm 12.13 Ajudando aos santos
Quinta 1 Co 7.14 Santificação conjugal
Sexta Jo 15.9 Permanecendo no amor
Sábado 2 Co 13.13 A graça, o amor e a comunhão
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 12.1,2, 6-8, 12,13
1 Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande
nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto
nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta,
2 olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe
estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à
destra do trono de Deus.
12 Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas
e os joelhos desconjuntados,13 e fazei veredas direitas para os vossos pés,
para que o que manqueja se não desvie inteiramente; antes, seja sarado.
PONTO DE CONTATO:
Depois de apresentar os homens de fé e a
vitória que eles alcançaram, o escritor aos hebreus volta e
dirigi-se
aos seus leitores para estimulá-los a percorrer o mesmo caminho. Tanto os
antigos crentes como nós somos
aperfeiçoados em Cristo. Eles alcançaram esta posição por sua fé apesar
de sofrerem tantas provações. Nós,
igualmente, devemos ter uma fé ativa, despojando-nos de todo o embaraço e
do pecado que nos assedia, para
corrermos com perseverança a carreira que nos foi proposta.
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:
Identificar o pecado e o embaraço como elementos que podem atrapalhar a
vida cristã.
Afirmar que a vida cristã é parecida com uma maratona.
Reconhecer que a vida de santificação é a vontade de Deus para as nossas
vidas.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Introduza sua aula com a seguinte pergunta: Que
tipo de corredor deve ter maior resistência: o de uma corrida
de cem metros ou o de uma maratona? Aguarde, por algum tempo, a resposta.
Certamente responderão que o
corredor de maior resistência é o que se dispõe a correr uma maratona.
Informe-lhes que tais corredores, para
chegarem ao final, precisam de muita resistência e paciência durante o
percurso. Da mesma forma é a carreira
cristã. Ela não é feita de rápidas corridas, mas de uma longa corrida de
fé, paciência e persistência para não
perder o rumo do “prêmio”. Não esqueça de dizer-lhes que os
vencedores em Deus são os que completam a
corrida, e não apenas os que chegam em primeiro lugar.
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO
Os dois últimos capítulos de Hebreus encerram a epístola com exortações
e orientações aos crentes sobre como
perseverar na fé e na doutrina, com disciplina, amor e santidade. Estes
temas atualmente são desprezados em
muitos lugares, por causa do “vírus” do relativismo. Mas a Palavra de
Deus é como um “martelo que esmiuça a
penha” (Jr 23.29), e dissipa os “ventos” contrários a sã doutrina,
fortalecendo e edificando os que hão de
concluir a carreira cristã.
I. A CARREIRA COM PACIÊNCIA
1. Uma nuvem de testemunhas (v.1). O escritor nos leva a outros aspectos da
vida cristã, ressaltando que
estamos rodeados de “uma tão grande nuvem de testemunhas”. Quem são
essas testemunhas? Pelo contexto
entendemos que aqueles são heróis diante do Todo-poderoso que testemunham
a sua fidelidade. Aqui, a
palavra testemunha, originalmente martys, denota a experiência dos
antepassados da fé. Por outro lado,
podemos dizer que em nossa carreira cristã estamos sendo observados por
muitas testemunhas. Umas visíveis:
os homens, crentes e descrentes; outras, invisíveis: os anjos e os
demônios. (Ver Sl 34.7; Hb 1.13,14; 1 Pe
5.8.) Diante dessa realidade devemos ter muito cuidado com o nosso
comportamento.
2. Deixando o pecado e o embaraço (v.2). Somos exortados a deixar “todo o
embaraço e o pecado que tão de
perto nos rodeia”. O embaraço certamente não é pecado, mas pode
tornar-se num impedimento, ou num atraso
à nossa vida e carreira espiritual, e aí sim, conduzir-nos ao pecado. Um
crente embaraçado é facilmente
atingido pelo Diabo. A televisão, por exemplo, mesmo transmitindo programas
de cunho informativo ou cultural,
pode embaraçar o crente se este deixar de ir à casa de Deus para
prostrar-se diante dela. Há crentes que se
embaraçam com dívidas, amizades, esportes, lazer, etc. Ademais disso, não
podemos esquecer que a Bíblia nos
manda remir o tempo (Ef 5.15,16).
3. Correndo com paciência. Aqui o escritor toma uma figura de linguagem
emprestada, provavelmente dos jogos
olímpicos, para comparar a vida cristã a uma maratona. Numa corrida, é
necessário ter paciência para se
alcançar a chegada (cf. Hb 10.36). No caso da fé, a carreira não é
escolhida pelo cristão, e sim proposta por
Deus. O crente precisa correr e chegar ao final vitorioso. Para que isso
aconteça só existe um segredo segundo
as Escrituras: perseverança e paciência (Rm 5.3-5).
4. Olhando para Jesus (v.2). Numa corrida de resistência, o atleta precisa
olhar para frente, caso contrário,
poderá perder o tempo e o rumo. Na vida cristã, mais ainda, o crente não
pode perder de vista o alvo, Jesus.
Ele é o autor e também o consumador de nossa fé. Deu-nos o exemplo,
suportando a cruz, desprezando a
afronta, até assentar-se à direita de Deus, “pelo gozo que lhe estava
proposto”. A historia da Igreja está cheia
de exemplos de homens e mulheres, que corajosamente desprezaram os prazeres
e as glórias do mundo por
amor a Cristo.
5. A correção com amor (vv.3-11). Nesta primeira parte do texto, o
escritor exorta os crentes hebreus à
perseverança, dizendo que ainda não haviam resistido “até o sangue no
combate contra o pecado” (v.4).
Parece que o escritor tinha em mente que seus destinatários poderiam
ignorar um pouco da Palavra de Deus, e
cita Provérbios 3.11-12, onde a Palavra de Deus anima os crentes a não se
esquecerem da exortação do Pai, e
a não desanimarem ao serem repreendidos.
No v.6, o autor diz que se alguém está sem disciplina não é filho, mas
bastardo, ou filho ilegítimo (vv.7,8). E
conclui falando do valor da correção: “porque o Senhor corrige o que ama
e açoita a qualquer que o recebe por
filho” (vv.10,11). Trata-se da correção com amor.
II. EXORTAÇÃO À SANTIFICAÇÃO
1. Levantando as mãos cansadas (v.12). Na vida cristã, pode haver momentos
de cansaço e esgotamento
espiritual. Mas existe um remédio para isso: Os que estão firmes pela
graça de Deus, ao invés de dificultarem
ainda mais a caminhada dos mais fracos, devem ajudá-los a levantarem-se
(cf. Jó 4.3; Is 35.3). E, Deus tem o
poder necessário para nos renovar e restaurar (Is 40.29-31).
2. Seguindo a paz e a san-tificação. Santidade é o estado de quem se
destaca pela pureza. San-tificação é a
prática. E só é possível através da Palavra de Deus e mediante o sangue
de Cristo (Jo 17.17; 1 Jo 1.7). A
santificação é a salvação em andamento, em processo. A doutrina
equivocada de que “uma vez salvo para
sempre salvo” não passa de falácia, para justificar a pretensiosa
doutrina da predestinação absoluta, segundo a
qual uns nascem “carimbados” como “salvos” e outros como “perdidos”.
Uma vez salvo, o cristão precisa fazer
sua parte: separar-se do mundo e dedicar-se totalmente ao serviço do Reino
de Deus.
CONCLUSÃO
Temos uma carreira a percorrer pacientemente, mas esta deve ser livre de
embaraços, pois eles, mesmo não
sendo o pecado, podem conduzir-nos a ele. Que possamos concluir esta
carreira como santos filhos de Deus, e
receber do nosso Pai o galardão reservado a cada um de nós.
Subsídio Teológico
“‘A carreira que nos está proposta’. Esta corrida é o teste neste
mundo, que dura a vida inteira (10.23,38;
12.25;13.13).
(1) A corrida deve ser efetuada com “paciencia” (gr. hupomone) ou seja,
com perseverança e constância (cf.
10.36; Fp 3.12-14). O caminho da vitória é o mesmo que o dos santos no
capítulo 11 — esforçando-se para
chegar até ao fim (cf. 6.11,12; 12.1-4; Lc 21.19; 1 Co 9.24,25; Fp 3.11-14;
Ap 3.21).
(2) Na corrida, devemos deixar de lado os pecados que nos atrapalham ou que
nos fazem ficar para trás (v.1) e
fixarmos os olhos, nossas vidas e nossos corações em Jesus e no exemplo
que Ele nos legou na terra, de
obediência perseverante (vv.1-4).
(3) Na corrida, devemos estar conscientes de que o maior perigo que nos
confronta é a tentação de ceder ao
pecado (vv.1,4), de voltar àquela pátria de onde haviam saído (11.15; Tg
1.12), e de nos tornar, de novo,
cidadãos do mundo (Mc 11.13; Tg 4.4; 1 Jo 2.15; ver Hb 11.10).” (Bíblia
de Estudo Pentecostal, CPAD,
pág.1918)
“Portanto, tal como a Cristo, há uma carreira proposta ao povo de Deus,
um alvo as ser alcançado, um caminho
a ser percorrido. Jesus Cristo é o príncipe, o Líder e o Aperfeiçoador
da fé. AquEle que não se embaraçou com
as coisas materiais desta vida, pois contemplava a eternidade, sabendo
discernir o valor das coisas que não se
viam. Tal deve ser a nossa paciência. A luta de Cristo foi até a morte, e
Ele a venceu. Animados por seu
exemplo, podemos fazer o mesmo”. (Comentário Bíblico Hebreus, CPAD,
p.167.)
QUESTIONÁRIO:
1. O que é embaraço, na lição?
R. Algo que dificulta o caminhar, e que pode levar ao pecado.
2. A que o escritor compara a vida cristã?
R. A uma carreira de resistência ou uma maratona.
3. Para quem o crente deve olhar durante a sua carreira?
R. Para Jesus
4. Se alguém está sem disciplina, a que é comparado?
R. A um bastardo ou filho ilegítimo.
5. Segundo Hb 12.14, o que devemos seguir?
R. A paz com todos e a santificação.
LIÇÃO 14 - EVIDÊNCIAS DA VIDA CRISTÃ
TEXTO ÁUREO:
“E não vos esqueçais da beneficência e
comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada” (Hb 13.16).
VERDADE PRÁTICA:
A vida cristã não será completa se não for
vivida com obediência, amor e submissão.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Hb 13.3 Lembrando dos presos
Terça Hb 13.7 Lembrando dos pastores
Quarta Hb 13.4 O casamento na ótica de Deus
Quinta Hb 13.8 O Deus que não muda
Sexta Hb 13.9 Firmeza na Palavra
Sábado Hb 13.17 Obedecendo aos pastores
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 13.1-3, 7, 17, 20-22
1 Permaneça a caridade fraternal.2 Não vos esqueçais da hospitalidade,
porque, por ela, alguns, não o sabendo, hospedaram anjos.3 Lembrai-vos dos
presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como
sendo-o vós mesmos também no corpo.
7 Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos
falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua
maneira de viver.
17 Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a
eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas;
para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria
útil.
20 Ora, o Deus de paz, que pelo sangue do
concerto eterno tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo,
grande Pastor das ovelhas,21 vos aperfeiçoe em toda a boa obra, para
fazerdes a sua vontade, operando em vós o que perante ele é agradável por
Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém! 22 Rogo-vos,
porém, irmãos, que suporteis a palavra desta exortação; porque
abreviadamente vos escrevi.
PONTO DE CONTATO:
Certas virtudes são consideradas essenciais à
vida cristã, tais como, amor, hospitalidade, pureza, compaixão,
submissão, obediência, etc. O escritor da Epístola aos Hebreus admoestou
seus leitores a observá-las. Devemos
buscar com diligência tais qualidades, se pretendemos genuinamente servir a
Deus. Com certeza foi
extremamente difícil para aqueles crentes hebreus, que passaram por severa
pressão diária aplicar essas
admoestações em suas vidas. Ora, se eles deviam obedecer a essas
admoestações, quanto mais nós, que
conhecemos tão pouco de perseguição e oposição.
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:
Destacar o amor cristão e a hospitalidade como mandamentos divinos a serem
praticados.
Valorizar o matrimônio como instituição ordenada por Deus.
Estimar a obediência aos pastores.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Para tornar a aula mais dinâmica e
participativa, peça a seus alunos que tentem fazer um esboço do
conteúdo
da lição, diferente do apresentado na revista. Esse exercício é
extremamente importante por ampliar-lhes a
capacidade de síntese e compreensão do tema. O esquema facilita a
assimilação do conteúdo e permite ao
aluno refletir melhor sobre o texto em estudo. Observe o exemplo abaixo:
Evidências ou características da vida cristã:
I. Nossa conduta (13.1-6)
II. Nossa submissão (13.7-16)
III. Nossa obediência (13.17-25)
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO
Nesta última lição, veremos que a vida cristã tem características
importantes que precisam ser evidenciadas em
nosso cotidiano, principalmente no que diz respeito às relações
interpessoais.
I. VIRTUDES RELEVANTES À VIDA CRISTÃ
1. O amor fraternal (v.1). Essa virtude é tão importante que representa a
marca, ou distintivo, do verdadeiro
discípulo (cf. Jo 13.34,35). Sem o amor fraternal de nada servem os dons ou
a realização de boas obras (1 Co
13).Visto que nossos irmãos fazem parte da família de Deus, devemos
amá-los incondicionalmente; desprezá-los
é o primeiro passo para quem desconsidera a Cristo, nosso irmão mais
velho.
2. A hospitalidade (v.2). A hospitalidade deve ser prestada não somente aos
estranhos (v.2), mas também aos
pobres (Lc 14.13), e até mesmo aos inimigos (Rm 12.20).
Na época em que foi escrita a Epístola aos Hebreus, muitos cristãos
haviam perdido todos os seus bens em
conseqüência da perseguição que lhes movia as autoridades constituídas.
Neste aspecto, a hospitalidade trazia
alento a esses servos de Deus, e demonstrava que outros crentes poderiam
servir ao Senhor abrindo suas
casas para lhes servirem de abrigo. Entretanto, essa simpática atitude,
principalmente em nossos dias, não
deve ser confundida com a de hospedar qualquer pessoa sem conhecê-la ou
saber de suas reais intenções.
3. O valor do matrimônio (v.4). A expressão “venerado seja” nesse
texto, denota elevado grau de respeito e
consideração para com o matrimônio. Muitos desprezam o casamento para
viverem uma vida desregrada,
dissoluta e descompromissada. A vida cristã exige compromisso sério não
apenas com Deus e a igreja, mas
também com a sociedade e a família; e esta última começa com o nosso
cônjuge. Quaisquer comprometimentos
sexuais ilícitos — a prostituição, o adultério — são duramente
condenados por Deus, e quem pratica tais coisas
receberá dEle o justo juízo. Deus quer que seus filhos tenham vida sexual
ilibada, não apenas por causa do
testemunho, mas também por sermos o templo do seu Espírito.
4. O valor da beneficência (vv.3 e 6). O escritor não se esqueceu da
importância da beneficência cristã.
Exortou aqueles crentes a que se lembrassem dos que estavam presos e dos
maltratados como se estivessem
no lugar deles. Um crente perseguido facilmente seria lembrado por seus
irmãos, mas os que permaneciam
presos por muito tempo poderiam ser esquecidos. Há muitas pessoas que são
perseguidas e presas por causa
de sua fé em Cristo, como há também aquelas que cumprem pena por terem
transgredido a lei dos homens. Mas
tanto um como o outro não podem ser desprezados pela igreja do Senhor.
II. EXPRESSÕES DA FÉ: SUBMISSÃO E OBEDIÊNCIA
1. Submissão à liderança (vv.7 e 17). O escritor adverte a seus leitores
sobre a maneira correta de tratar os
que pastoreiam o rebanho do Senhor:
a) Lembrando-se deles e imitando-lhes a fé (13.7). É dever dos membros da
igreja lembrarem-se de seus
pastores em suas orações diárias e não apenas em épocas especiais como
a data reservada à comemoração do
“dia do pastor”.
Os pastores são modelos que precisam ser imitados, pois homens de fé
servem de exemplo e impulsionam outros
homens a terem fé.
b) Atentando para a sua maneira de viver (13.7). A vida de um pastor sempre
será observada: sua integridade,
piedade, amor a Deus e a sua obra servirão de exemplo principalmente para
os novos obreiros. Daí a grande
responsabilidade do pastor.
c) Obedecendo-lhes (13.17a). A lembrança e a atenção dadas aos pastores
de nada valerão se não forem
acompanhadas pela obediência aos mesmos. Eles são responsáveis por trazer
mensagens, orar por nós,
administrar a igreja, aconselhar, visitar, ter a família como exemplo e
prestar contas a Deus do rebanho que lhe
foi confiado. Será que, com tantas responsabilidades, eles não merecem a
obediência de suas ovelhas?
“A obediência e a fidelidade aos líderes cristãos, aos pastores e
mestres, deve basear-se numa superior
lealdade a Deus” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD).
Hoje em dia, muitos obreiros são desrespeitados. E essa é a estratégia de
Satanás para enfraquecer a liderança
eclesiástica. Que possamos ter em alta estima aqueles a quem Deus escolheu
para zelar por nós.
2. Obediência a Cristo. “...Jesus Cristo, grande pastor das ovelhas, vos
aperfeiçoe em toda a boa obra, para
fazerdes a sua vontade...” (vv.20,21). (Grifo nosso.) Isso significa que
aquele que nos salvou continua a
realizar sua obra em nós, tornando-nos sensíveis à sua vontade para que
tudo quanto fizermos seja agradável
aos seus olhos. A obediência ao Senhor Jesus deve ocupar o primeiro lugar
na vida cristã.
3. Obediência à Palavra (v.22). O escritor exorta-nos a “suportar a
presente palavra”. “Tenham paciência
comigo”, pede ele, “quanto partilho a Palavra com vocês. Aceitem-na com
paciência e digiram-na, porque a
carta não é muito comprida” Quando Deus fala, como o fez por meio desta
epístola, devemos ouvir e aplicar o
que ouvimos.
CONCLUSÃO
O escritor conclui sua Epístola, desejando que o Senhor Jesus Cristo, “o
grande pastor das ovelhas” aperfeiçoe
os crentes em toda a boa obra, operando o que lhe é agradável, e roga que
aqueles crentes suportem a
exortação” (vv.20-25). Que o Senhor nos ajude a entender e guardar os
preciosos e santos ensinos que
estudamos durante este trimestre.
Subsídio Bibliológico
“O amor entre os irmãos pode ser comparado à “vara” que segurava as
tábuas recobertas de ouro do antigo
Tabernáculo, servindo para dar unidade ao recinto em que se manifestava a
divina presença. O amor do cristão
para com o seu próximo é universal. Que esse amor continue sempre entre
nós (v.1).
Nesse tempo era uma necessidade que houvesse hospitalidade particular,
devido à falta de hotéis. A
hospitalidade não é necessariamente uma virtude cristã, mas de qualquer
maneira, a sociedade cristã deve
provê-la. (v.2).
De modo prático, o cristão deve procurar socorrer quem precisa dele, seja
tal necessidade resultado de
perseguição ou decorrente das circunstâncias adversas da vida (v.3).
Os avisos sobre o caráter sagrado do matrimônio eram especialmente
oportunos, devido à facilidade do divórcio
entre os judeus, uma vez sancionados pelos mestres da escola do grande
rabino Hillel (Westcott). Deus julgará
e condenará as violações dos laços matrimoniais, quer dos solteiros que
vivem em fornicação, quer dos casados
que praticam o adultério, independente de qual seja a opinião tolerante da
sociedade da época. Como é
necessária essa mesma exortação para os dias atuais (v. 4).
Esta seção inicia com uma referência aos líderes da igreja (v.7) e assim
também se encerra (v.17). Da primeira
vez, o autor ordenara aos crentes reconhecerem com gratidão os seus pais na
fé, os fundadores da igreja, que
possivelmente já haviam falecido, procurando seguir-lhes o exemplo. Agora
ele manda que obedeçam àqueles
que estão atualmente na direção, seus pastores. Tais homens não eram
aventureiros inescrupulosos, mas
homens de Deus, cônscios de sua responsabilidade pastoral perante Deus e a
igreja. Portanto, que não lhes
causassem tristeza, comportando-se como ovelhas desgarradas, pois isso não
lhes seria proveitoso”.
(Comentário Bíblico, Hebreus, CPAD, págs. 170-174.)
QUESTIONÁRIO:
1. Porque o amor fraternal é importante?
R. É a marca ou distintivo do cristão.
2. Segundo a Bíblia, a hospitalidade é uma opção ou mandamento para o
cristão?
R. Um mandamento.
3. Que termo a Bíblia usa para demonstrar qual deve ser a nossa visão
sobre o casamento?
R. Venerado.
4. A submissão aos pastores é facultativa ou determinada por Deus?
R. Determinada por Deus.
5. O que devemos fazer ao ouvir a palavra de Deus?
R. Obedecê-la.
Bibliografia
CD CPAD - LIÇÕES - 3º trimestre 2001 - www.cpad.com.br
Comentários Pr.Elinaldo Renovato de Lima,
Natal - RN
www.aleluia.com.br/ceb/rudimentos
http://www.tagnet.org/jesuskids