meçando a ser anunciada pelo Senhor,  foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram; 
 
PONTO DE CONTATO:
Esta lição fala acerca da superioridade de Jesus sobre os anjos. Os crentes hebreus, baseados nos relatos e ensinamentos do Antigo Testamento, tinham os seres angelicais em alta estima e respeito, uma vez que os mesmos ocupavam proeminente lugar na economia divina. Eles sabiam que caso suas mensagens fossem desprezadas, conseqüências terríveis haveriam de vir. Era urgente e necessário para aqueles crentes entenderem que Jesus está acima dos anjos em todos os aspectos, pois sua mensagem e missão têm finalidade infinitamente mais sublime: a salvação de todos os homens em todas as épocas e lugares. Somente ao Senhor Jesus toda honra, glória e majestade.
 
OBJETIVOS
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:

Afirmar que Jesus é superior aos anjos em todos os aspectos.
Definir os privilégios de Jesus como Senhor e Criador.
Explicar que não há salvação fora de Jesus.
 
COMENTÁRIOS:
 
INTRODUÇÃO

Na Antiga Aliança, os anjos eram muito considerados. Na epístola aos Hebreus, o escritor ressalta, de modo enfático, a superioridade de Cristo em relação aos seres angelicais e, ao mesmo tempo, afirma que Ele, ao se encarnar, fez-se “um pouco menor que os anjos” (Hb 2.9). Nesta lição, estudaremos alguns aspectos importantes dessa superioridade, entendendo esse paradoxo numa análise exegética simples. 

I. MAIS EXCELENTE EM SUA NATUREZA E NO SEU NOME 

1. Os anjos na Bíblia. Os an-jos tiveram papel muito importante entre o povo de Deus no Antigo Testamento. Ver Gn 19.1,15; 28.12; Êx 3.2; 23.20; Sl 103.20. No Novo, não foi diferente. Um anjo apareceu a José, revelando o nascimento sobrenatural de Jesus (Mt 1.20); um anjo removeu a pedra do sepulcro de Jesus, após sua ressurreição (Mt 28.2). Hoje, há uma verdadeira idolatria em torno desses seres celestiais. A Bíblia adverte: “Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e culto dos anjos” (Cl 2.18). Outras referências demonstram claramente a ação dos anjos, não só em favor de Israel, mas de todos os 
servos de Deus, em todo o mundo (cf. Sl 34.7). 
2. A natureza dos anjos (vv.7,14). O texto bíblico nos revela alguns aspectos relativos à natureza dos anjos. No v.7, lemos que Deus “de seus anjos faz ventos, e de seus ministros labaredas de fogo”. É uma citação de Salmos 104.4. Eles são ministros usados por Deus segundo a sua vontade, submissos a cada convocação sua, portanto, ficam muito aquém da natureza e das funções do Filho de Deus. Por maiores que sejam os anjos, em comparação com Cristo são apenas bafos de ventos e fagulhas de fogo. Eles são criaturas. Jesus é Criador, inclusive dos anjos (ver Jo 1.3). No v. 14, os anjos são chamados “espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação”.

II. A SUPERIORIDADE DE JESUS EM RELAÇÃO AOS ANJOS 

1. Declarado Filho de Deus, gerado pelo Pai. No v.5, o escritor indaga: “a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?” Estas perguntas trazem em seu bojo a afirmativa de que Cristo é superior aos anjos, por ter sido gerado pelo Pai. Ver também Rm 1.4. O escritor sacro reporta-se a Salmos 7.2, que diz: “Recitarei o decreto: O SENHOR me disse: Tu és meu Filho; eu hoje te gerei”. Essa questão é realmente difícil de entender. Sendo Deus, em que sentido Jesus poderia ser gerado? A resposta está no grandioso milagre e mistério da sua encarnação, incompreensível à mente humana, que só entende um pouco das coisas terrenas.
2. O Filho pela ressurreição. O escritor Lucas, no Livro de Atos, declara: “E nós vos anunciamos que a promessa que foi feita aos pais, Deus a cumpriu a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Meu filho és tu; hoje te gerei” (At 13.32,33). Sem ter deixado jamais de ser Deus, Jesus foi  apresentado ao mundo publicamente, como Filho de Deus, na ressurreição. Veja o que Paulo diz: “Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos - Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm 1.4). De fato, se Jesus tivesse feito milagres, mas não houvesse ressuscitado, ninguém poderia crer que fosse o divino Filho de Deus (Ver Mt 3.17; 17.5; Rm 1.4). Seria como Buda, Maomé, Chrisna, etc.
3. O Filho deve ser adorado pelos anjos (v.6). “E quando outra vez introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem”; “...por isso lhe darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei mais elevado do que os reis da terra” (Sl 89.26,27). 
4. Jesus está à direita de Deus (v.13). Esta é a posição de honra, dada somente a Cristo, e a ninguém mais: “E a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha destra até que ponha a teus inimigos por escabelo de teus pés?”. Estêvão, quando estava sendo martirizado, contemplou Jesus à direita de Deus (cf. At 7.55). 
5. Jesus é Rei, Messias e Criador. No v.8, lemos: “Mas do Filho diz: ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de eqüidade é o cetro do teu reino”. Aqui o Filho é chamado Deus, como de fato Ele o é, além de ser também Rei, cujo cetro (símbolo da autoridade real) é de retidão. Os anjos não têm poder de reino ou soberania. Nos vv.9-12, vemos que Jesus é apresentado como o Ungido, o Messias, e, ao mesmo tempo, como aquEle de quem a terra e “os céus são obra” de suas mãos. O v.13 prossegue exaltando a superioridade de Cristo como o vencedor, pondo seus inimigos debaixo de seus pés.

III. A GRANDE SALVAÇÃO EM JESUS

1. Advertência contra o desvio (v.1-3). Depois de apresentar o quadro da superioridade de Cristo em relação aos anjos, o escritor aos Hebreus é levado a advertir os destinatários da carta (e a nós, também), quanto “às coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas” (v.1). E explica que, se “a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição”, indaga solenemente: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação...?” (v.3). Esta salvação, trazida por Jesus Cristo, não foi efetivada por meras palavras, e sim, autenticada por Deus, por meio de “sinais e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo...” (v.4). Quem se desvia da sua fé em Cristo, corre o risco de perder-se para sempre (v.3).
2. Jesus, homem, um pouco menor que os anjos (2.7-9). Esse é um aparente paradoxo encontrado na carta aos Hebreus, relacionado à encarnação de Cristo. “Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos”. A dedução é simples. Jesus, feito homem, despojou-se voluntariamente de parte de seus atributos, e sujeitou-se a morrer, na cruz, para que “provasse a morte por todos”. Nessa condição, em sua natureza humana, tornou-se “um pouco menor que os anjos”. Se não fosse assim, a sua natureza divina não o permitiria morrer, pois Deus não morre.

IV. JESUS, O FIEL SUMO SACERDOTE (2.9-18)

1. Tudo existe em função dEle (v.10a). Para Jesus são todas as coisas, visto que elas existem por Ele e para Ele (Cl 1.16). E assim é, para que Ele traga “os filhos à glória”, e, pelas aflições, se tornasse “o príncipe da salvação deles” (v.10b). Os filhos, ou seja, os que o receberam, deu-lhes o poder (o direito) de serem feitos 
“filhos de Deus” (Jo 1.12), e são chamados por Cristo de “irmãos” (v.11). É sublime a declaração de Cristo, em relação aos que são salvos por Ele. No v.13, Ele diz: “Eis-me aqui a mim, e aos filhos que Deus me deu”. Esses são livres do “império da morte, isto é, do Diabo” (v.14), e da servidão (v.15).
2. Em tudo, foi semelhante aos irmãos (v.17). Para poder cumprir sua missão salvadora, Jesus, “em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e, achado na forma de homem, humilhou-se até à morte, e morte de cruz” (Fp 2.6-8). Assim, “feito um pouco menor que os anjos”, entregou-se a Deus para, como “fiel sumo sacerdote”, expiar os pecados do povo (v.17)
3. Em tudo foi tentado (v.18). Em sua condição humana, Jesus, o Filho do Homem, suportou a tentação, “para socorrer aos que são tentados”. Esta é uma afirmação consoladora para nós, os crentes, que durante a caminhada na Terra, somos acossados e ameaçados por várias tentações. Nosso Deus, Jesus, não foi em sua 
missão um deus alienado dos seus ado-radores e fiéis, como prega o deísmo. Pelo contrário, Ele se colocou no meio dos pecadores e, como eles, foi tentado até à cruz para lhes dar vitória sobre as tentações. Na verdade, Ele, “como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15). Glória a Deus, por isso!

CONCLUSÃO

A superioridade de Cristo em relação aos anjos excede em muito a idéia distorcida, e difundida entre os incrédulos, de que os seres angelicais têm papel místico, ao ponto de serem venerados ou mesmo adorados pelos adeptos das falsas doutrinas.
Subsídio Teológico

O autor da carta aos Hebreus, iniciando seu escrito, fala acerca de três tipos de emissários que Deus enviou ao mundo para transmitir a sua revelação: os profetas, os anjos e o Filho.Comparando-se os profetas e os anjos, deve se deixar claro que os primeiros foram muito usados por Deus, falando com autoridade e convicção. Entretanto, seus oráculos, mesmo sendo da parte de Deus, nem sempre eram bem recebidos. A rebeldia dos ouvintes fez com que diversos profetas fossem  assassinados, desprezados e passassem por adversidades. No caso dos anjos, não há relatos de terem sido desprezados ou apedrejados, pois eram tidos em grande temor por serem figuras sobrenaturais. (Note que as diversas aparições dos seres celestes causavam muito medo, motivo este que levava os anjos a começarem seus diálogos com a expressão “Não temas”.) Comunicações que exigiam decisão de uma pessoa eram transmitidas por anjos (veja os exemplos de Abraão, Gideão e Ló). Se o povo ouvia os anjos com certo grau de temor, mais temor deveriam ter diante do Filho de Deus, por ser este maior do que os anjos. Ele criou todas as coisas, inclusive os anjos. Se o povo reverenciava os mensageiros celestes, estes, por sua vez, reverenciavam o Filho. O mundo vindouro não foi deixado sob os cuidados dos anjos, mas de Jesus. Eles são “espíritos ministradores”, que labutam em prol dos que “hão de herdar a salvação”, enquanto o Filho é o próprio executor da salvação. Até na forma de tratamento, a designação “anjos” é inferior ao “Filho”, pois são eles servos, criaturas, e Jesus é Senhor e Criador. Partindo desses argumentos, o escritor anuncia a superioridade de Jesus tanto sobre os profetas como sobre os anjos. O autor conclui que, se as palavras ditas pelos anjos foram firmes e, no caso de transgredidas, receberam punição, maior responsabilidade haverá para os que rejeitarem as palavras do Filho de Deus, sem o qual não há salvação.
 
QUESTIONÁRIO:
1. Quando Jesus foi apresentado como o Filho de Deus?
R. Publicamente, na sua ressurreição.
2. Qual a posição de honra de Cristo no céu?
R. Assentado à destra de Deus.
3. Qual o papel primordial dos anjos em relação aos crentes?
R. Eles são considerados “espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação”.
4. Porque a Bíblia diz que Jesus foi feito um pouco menor que os anjos?
R. “Por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos”.
5. Como se posicionou Jesus em relação à tentação?
R. Em tudo foi tentado, mas sem pecado.
LIÇÃO 3 - CRISTO SUPERIOR A MOISÉS
Entre em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/moisesvida.htm 
 
TEXTO ÁUREO:
“Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou” (Hb 3.3).
VERDADE PRÁTICA:
Se conservarmos firmes nossa fé e confiança em Cristo Jesus, Ele será sempre o nosso fiel Sumo Sacerdote perante Deus.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Sl 103.7 A revelação de Deus a Moisés
Terça  Sl 77.20 Moisés, o líder provido por Deus
Quarta Êx 2.11,12 Moisés falhou ao agir segundo a carne
Quinta Dt 32.1-43 O canto de Moisés
Sexta Sl 105.26 Moisés, servo do Senhor
Sábado Js 1.1-7 Moisés reconhecido
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 3.1-8,12,14. 
1 Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão, 2 sendo fiel ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa. 3 Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou. 4 Porque toda casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus. 5 E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar; 6 mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim. 7 Portanto, como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz, entramos no repouso, tal como disse: Assim, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso; embora as suas obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo. 8 não endureçais o vosso coração, como na provocação, no dia da tentação no deserto, 
12 Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo.

14 Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.
 
PONTO DE CONTATO:
Você já resistiu a voz do Espírito Santo alguma vez na em sua vida? Resistir a voz de Deus tem sido a prática de muitos em nosso meio, que semelhantemente aos hebreus no deserto, tornaram-se insensíveis e desobedientes aos preceitos do  Todo-Poderoso: habituaram-se com as bênçãos, sem contudo, reverenciar, obedecer e servir ao Doador e Provedor de todos os benefícios. Ouvir a voz de Deus e abster-se do mal são procedimentos de um coração bom e fiel. O Senhor está sempre pronto para agraciar seu povo com o suficiente “maná diário”, garantindo sobrevivência e crescimento espiritual. Podemos estar certos de que não pereceremos no “deserto desta vida”; nossa jornada culminará na prometida 
Canaã celestial.
 
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:

Considerar Cristo como nosso Sumo Sacerdote.
Reconhecer a superioridade de Jesus sobre Moisés.
Decidir não endurecer o coração ao ouvir a voz de Deus.
Destacar a importância de ser um participante de Cristo.
COMENTÁRIOS:
 
INTRODUÇÃO

Nesta lição, somos exortados a considerar Jesus Cristo como “Sumo Sacerdote da nossa confissão”. Os israelitas tinham grande respeito aos profetas e sacerdotes da antiga aliança, destacando-se entre eles Moisés e Arão. Na Nova Aliança, Jesus é superior a todos eles, pois encarnou-se tomando a forma humana, ou seja, tornou-se o Emanuel, “Deus entre nós”, concedendo a gloriosa e eterna salvação para todos os que nEle crêem. 

I. CONVOCAÇÃO DOS SANTOS À ADORAÇÃO A CRISTO (v.1)

1. “Irmãos santos”. A palavra santo vem do latim, sanctu, que, originalmente, quer dizer aquele ou aquilo que “era estabelecido segundo a lei”, passando depois a significar aquele ou aquilo “que se tornou sagrado”. No Antigo Testamento, a palavra hebraica para santo é qodesh e seus derivados, que significam santo, santificado, santificar, separar, pôr à parte. No Novo Testamento, a palavra “santo”, no grego hagios, tem sentido semelhante ao da língua hebraica; santos, segundo o ensino bíblico, são somente aqueles que têm comunhão com Deus e com seu Filho, Jesus. Estes são convocados para adorarem a Cristo, separados do mundo.
2. “Participantes da vocação celestial”. Os santos que vivem aqui na terra não são apenas os mártires, ou os que fizeram algum milagre, como ensina o Catolicismo. Os santos são pessoas de carne e osso, “participantes da vocação celestial”, por aceitarem a Cristo como seu Salvador ao ouvirem o seu convite através do 
evangelho.
3. Cristo, Apóstolo e Sumo Sacerdote. Os santos são convocados para considerar “Jesus, apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão”. Ele foi, de fato, o Apóstolo por excelência. Jesus foi enviado por Deus ao mundo, “não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3.17). No Antigo Testamento, os sacerdotes intercediam pelo povo, tendo que oferecer, por todos os pecantes, sacrifícios com sangue de animais, que apenas encobriam o pecado. Na Nova Aliança, Jesus é o Sumo Sacerdote perfeito, pois ofereceu o seu próprio sangue para nos salvar e nos apresentar a Deus com a nossa confissão. 

II. MAIOR GLÓRIA DO QUE MOISÉS

1. Moisés, fiel como servo (v.5). Moisés foi fiel em sua casa, como acentua o escritor, na condição de servo, sendo o mensageiro que testemunhou das “coisas que haviam de vir”. Ele foi o porta-voz de Deus ao receber as tábuas da Lei no Sinai, transmitindo, com fidelidade, a palavra que de Deus ouviu no monte. Ele nada alterou do que recebeu do Senhor. Foi servo em sua casa, no âmbito do que lhe foi confiado, e desincumbiu-se muito bem de sua tarefa na “casa” de Deus. Por isso, foi considerado um modelo entre os homens (cf. Jr 15.1).
2. Jesus, fiel sobre sua própria casa (v.6). Jesus foi superior a Moisés. Este foi servo. Aquele é o Filho, o Sumo Sacerdote constituído por Deus, posição que não foi confiada a mais ninguém. Moisés, mesmo sendo fiel como homem, não foi perfeito. Falhou em algum momento. No episódio em que Deus mandou que ele falasse à rocha pela segunda vez, descontrolou-se emocionalmente e feriu-a, ao invés de falar (Nm 20.11). Jesus, no entanto, nunca falhou. “Em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15).
3. A casa somos nós (v.6). Em nossa imperfeição, como poderíamos ser chamados “casa” de Cristo para que Ele, nessa “casa”, fosse sumo sacerdote? Só a graça de Deus pode explicar. A condição para que sejamos “casa” do Senhor, é que tão-somente conservemos “firme a confiança e a glória da esperança, até o fim”. O 
apóstolo Paulo teve de Deus revelação semelhante. Na primeira Epístola aos Coríntios 6.19,20, lemos: “Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” Diante disso, é grande a nossa responsabilidade para com essa “casa”, em que, ao mesmo tempo, habitam Cristo, nosso Sumo Sacerdote, e o Espírito Santo, nosso intercessor, que nos tem como seu templo. 

III. ADVERTÊNCIA QUANTO AO ENDURECIMENTO CONTRA DEUS 

1. Ouvindo a voz do Espírito. A advertência é grave e solene: “Portanto, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto...” (vv.7,8). Citando o Salmo 95.8-11 o escritor admoesta os destinatários da carta valendo-se de fatos constrangedores, relativos ao povo de Israel. Na advertência, o Espírito Santo os lembra para não fazerem como seus pais, que provocaram a Deus no deserto com graves atitudes: 1) Tentaram a Deus; 2) Provaram a Deus, mesmo tendo visto suas obras por 40 anos (v.9; Êx 15.22-25; 17.1-7). Esse aviso quanto a ouvir o Espírito Santo é significativo e oportuno para nós em nosso tempo, pois há crentes tão insensíveis, em todos os sentidos, que suas consciências já se encontram irremediavelmente cauterizadas (cf. 1 Tm 4.2).
2. Não endurecer o coração (v.8). O povo israelita, não obstante presenciar as maravilhas do poder miraculoso de Deus no deserto, a começar pela passagem do Mar Vermelho, rebelou-se contra o Senhor. Em conseqüência, Deus se indignou. Manifestou a sua ira e decretou seu juízo: “Não entrarão no repouso de Deus”. Daquela geração rebelde, todos os que tinham mais de 20 anos não entraram na Terra Prometida. O endurecimento do coração é um obstáculo para o recebimento da bênção de Deus.
3. Um coração mau e infiel (v.12). Outra advertência é dada pelo Espírito Santo através do escritor da Epístola aos Hebreus, para que neles não houvesse “um coração mau e infiel”, que viesse afastá-los “do Deus vivo”. O verbo afastar, no texto, é apostenai (gr.), palavra que dá origem ao termo apostasia. No versículo seguinte vem um conselho divino: “Antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado” (v.13). Muitos, por falta de orientação e advertência (exortação), endurecem o coração para Deus, desviam-se e até negam a fé, aceitando falsas doutrinas e envolvendo-se em práticas extra-bíblicas, semelhantes às do espiritismo, incluindo “regressão espiritual” e outras invencionices. 
4. Como nos tornamos participantes de Cristo (v.14). O escritor nos mostra como nos tornamos participantes de Cristo: “Se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até o fim”. Essa afirmação é corroborada pelo que Jesus asseverou: “...mas aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 10.22). “Até o fim...”. O homem só alcança a salvação plena quando aceita a Cristo como Salvador e permanece em santidade, até a “redenção do nosso corpo” (Rm 8.23b). Se por um lado é difícil iniciar a carreira cristã, mais difícil ainda é continuar e terminá-la. Porém, todas as promessas futuras na eternidade estão reservadas para os vencedores, os que completam a carreira, como diz o apóstolo Paulo (2 Tm 4.7).

CONCLUSÃO

A superioridade de Cristo em relação a Moisés é incontestável. Moisés era homem imperfeito e falho, mesmo tendo de Deus uma missão tão grande. Jesus, nosso Salvador, mesmo na condição humana, em face de sua missão salvífica, “em tudo foi tentado, mas sem pecado”. Nós, cristãos, precisamos honrar a Jesus Cristo, o 
Sumo Sacerdote da nossa confissão. 
Subsídios Teológico

“Havendo declarado o pensamento central do sacerdócio de Cristo, e antes de desenvolvê-lo nos capítulos 5 a 7, o autor interrompe o assunto, a fim de estabelecer, sob outro ponto de vista, a superioridade do Novo Concerto sobre o Antigo. Ele já demonstrou que Cristo é superior aos anjos, os mediadores espirituais da Lei; 
Agora demonstra que também é superior a Moisés, o homem que promulgou a Lei.
“O autor, ao abordar o assunto, emprega a expressão ‘o mundo futuro’, ou ‘o século que há de vir’ (2.5; 6.5) — que no grego é cukoumenen (literalmente “o mundo vindouro habitado”). Ele se refere ao reino de Deus que será estabelecido entre os habitantes da Terra. Isso leva, naturalmente, à comparação entre os fundadores da velha teocracia judaica, sob Moisés e Josué, e Jesus, do novo Reino. A posição de Moisés para com o sistema judaico torna necessário o argumento, porque os cristãos hebreus estavam confusos sobre esse ponto.“O ponto de comparação, no versículo 2, prende-se ao fato de que tantos Moisés como Cristo se ocuparam da administração de economia divina: aquele, sob a velha ordem da Lei; este, sob a nova ordem da graça de Deus, tendo ambos cumprido fielmente suas responsabilidades. Mas o autor apresenta em seguida uma série de contrastes que demonstram a glória muito superior de Jesus.” (Comentário Bíblico Hebreus, CPAD, págs. 129-131
 
QUESTIONÁRIO:
1. Quais são os dois ofícios de Cristo, apresentados nesta lição?
R. Apóstolo e sacerdote da nossa confissão.
2. Onde Moisés foi fiel?
R. Em toda a sua casa.
3. Em que condição somos casa de Cristo?
R. “Se conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até o fim”.
4. Qual a advertência para quem ouve a voz do Espírito Santo?
R. Não endurecer o coração.
5. Qual a conseqüência de um coração mau e infeliz?
R. Apartar-se do Deus vivo.

LIÇÃO 4 - REPOUSO PARA O POVO DE DEUS
Mt 11.29 = Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas.
A alma é que precisa de repouso. O verdadeiro cansaço está na alma e não no corpo que basta uma noite de sono e já descansou.
 
TEXTO ÁUREO:
“Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus” (Hb 4.9).
VERDADE PRÁTICA:
Nosso Sumo Sacerdote, Jesus, preparou-nos um repouso sublime, no qual só teremos acesso se ouvirmos a sua voz, não endurecendo o coração.
 
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Js 23.1 Deus deu repouso a Israel
Terça Is 32.17 Repouso, fruto da justiça
Quarta Rm 8.34 Jesus, nosso intercessor
Quinta Mt 11.29 Jesus dá descanso à alma
Sexta Êx 33.14 A presença de Deus dá descanso
Sábado Ap 14.13 Os salvos descansarão
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 4.1-16 
1 Temamos, pois, que, porventura, deixada a promessa de entrar no seu repouso, pareça que algum de vós fique para trás. 2 Porque também a nós foram pregadas as boas-novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram. 3 Porque nós, os que temos crido, 4 Porque, em certo lugar, disse assim do dia sétimo: E repousou Deus de todas as suas obras no sétimo dia. 5 E outra vez neste lugar: Não entrarão no meu repouso. 6 Visto, pois, que resta que alguns entrem nele e que aqueles a quem primeiro foram pregadas as boas-novas não entraram por  causa da desobediência, 7 determina, outra vez, um certo dia, Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração. 8 Porque, se Josué lhes houvesse dado repouso, não falaria, depois disso, de outro dia. 9 Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus. 10 Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas. 11 Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência. 12 Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. 13 E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem  temos de tratar. Cristo é superior aos sumos sacerdotes do antigo pacto  14 Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa  confissão. 15 Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. 16 Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de  sermos ajudados em tempo oportuno.
 
PONTO DE CONTATO:
Você crê, realmente, que Deus fará o que prometeu na sua vida? A Palavra de Deus é digna de confiança? Deus fez uma promessa ao povo de Israel: Ele se responsabilizaria pela sua segurança ao entrar em Canaã. Israel  respondeu com incredulidade: o povo duvidara da veracidade divina. No texto em estudo, o sacro escritor adverte aos crentes hebreus acerca do perigo da incredulidade e relembra-os que, dentre os que saíram do Egito, somente dois (Josué e Calebe) entraram no descanso prometido, na terra de Canaã. Mesmo tendo presenciado milagres portentosos, operados por Deus, o povo duvidou da capacidade do Altíssimo para expulsar os poderosos habitantes daquela terra. Há também um descanso para os cristãos no campo espiritual, mas para tomar posse desse repouso é necessário ter fé, obediência e perseverança em Deus.
 
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:

Reconhecer que a pregação sem a fé não atinge os objetivos propostos por Deus.
Definir as principais características da Palavra de Deus.
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO

Em conseqüência da desobediência do povo de Israel durante sua peregrinação, os que pecaram, rebelando-se contra o Todo-Poderoso, morreram, e seus corpos caíram no deserto. De acordo com o juramento de Deus, os desobedientes não entraram no seu repouso. Que isto jamais venha a acontecer conosco! Nesta lição, veremos em que consiste o repouso espiritual reservado aos crentes fiéis.

I. AS BOAS NOVAS FORAM PREGADAS 

1. Ouviram mas não obedeceram. Segundo cálculos razoáveis, os israelitas tirados do Egito pela poderosa mão de Deus foram cerca de três milhões de pessoas. Somente os homens de guerra somavam 600.000 (Êx 12.37). Desses, só entraram em Canaã, dois: Josué e Calebe (Dt 1.36,37). Por causa da desobediência e da incredulidade, o juízo de Deus prostrou-os no deserto, impedindo-os de chegar à Terra Prometida. Isso mostra que Deus dá mais valor à qualidade do que à quantidade. No Dilúvio, só oito escaparam. Na destruição de Sodoma e Gomorra, somente três ficaram vivos.
2. A pregação sem proveito (v.2). Os israelitas ouviram as “boas novas”. A razão pela qual muitos não entraram no “repouso”, ou seja, em Canaã, é que “a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram” (v.2). Aí, vemos a importância da fé para a salvação. A Bíblia 
assevera que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Hoje, em todo o mundo, é grande a provocação ao Senhor. Os ímpios estão em rebelião aberta e declarada contra Deus. Infelizmente, também há crentes que ouvem a Palavra nas igrejas, mas preferem continuar desobedecendo aos preceitos do Senhor.

II. O DESCANSO PARA O POVO DE DEUS 

1. A ilustração do descanso de Deus. O escritor, no v.10, relembra o que está escrito em Gn 2.2, quando Deus, no sétimo dia, descansou de suas obras: “Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas”. Obviamente que aqui não se trata de descanso físico, pois por ser Espírito, 
Deus não sofre desgaste. 
2. O descanso dos israeli-tas. O sofrimento dos israelitas no Egito após a morte de José foi cruel. Por mão de Moisés e pelo poder de Deus, o povo foi libertado milagrosamente. Entretanto, por causa da incredulidade e rebeldia, grande parte deles não pôde entrar na Terra Prometida. Foram obrigados a passar 40 anos caminhando 
no deserto (Hb 3.19; 4.6,11; 1 Co 10.1-11). Somente por misericórdia, Deus lhes destinou a terra de Canaã, onde enfim encontraram o descanso de seus sofrimentos. 
3. O descanso (repouso) do povo de Deus (v.9). Aqui o descanso prometido não é físico, mas espiritual, celestial, mirífico, indizível e pleno para os salvos: “Ainda resta um descanso para o povo de Deus”. Trata-se do bendito estado da alma e do espírito, em que os crentes, obedientes e santos, que ouvem a Palavra e a obedecem, terão direito à paz e a tranqüilidade perene, na comunhão com o Senhor. Lembremo-nos de que o descanso espiritual só se obtém através da nova vida em Cristo (ver Mt 11.28,29). É preciso ouvir e obedecer a Palavra de Deus. “Procuremos pois entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo 
exemplo de desobediência” (v.11). 

III. O PODER PENETRANTE DA PALAVRA DE DEUS 

1. Ela é viva. A Palavra de Deus mostra quem vai entrar no repouso eterno. Ela não se constitui de meras argumentações humanas ou filosóficas, que atingem o intelecto, mas não penetram no coração, no mais íntimo do ser humano. A Palavra de Deus é viva, poderosa e vivificante. Jesus afirmou: “as palavras que eu vos disse são espírito e vida” (Jo 6.63). Somente Ele tem palavras de vida eterna (Jo 6.68). 
2. Ela é eficaz. A palavra de Deus sempre produz efeitos: “Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que 
me apraz e prosperará naquilo para que a enviei” (Is 55.11). Ninguém ouve a palavra de Deus sem ser alcançado por seus resultados. Quem ouve e crê “tem a vida eterna” (Jo 5.24). Quem ouve e não crê “já está condenado” (Jo 3.18). 
3. Ela é penetrante. É comparada a uma espada cortante, que “penetra até à divisão da alma e do espírito e das juntas e medulas”. Sendo “espírito e vida”, a palavra de Deus atinge a parte sensorial do homem. O espírito, a alma e o corpo são alcançados pelo poder penetrante da palavra divina. Por quê? Quando o homem ouve a Palavra e crê, no seu interior ocorrem modificações extraordinárias que beneficiam inclusive o 
funcionamento orgânico do seu corpo. 
 
4. Ela discerne pensamentos e intenções. Muitos filósofos, com seu intelectualismo frio e racionalista, têm confundido os homens afastando-os ainda mais do seu Criador. A Bíblia, no entanto, sendo a Palavra de Deus, tem transformado a vida de inúmeras pessoas, elevando-as à condição de salvas e remidas pelo sangue de 
Jesus. No v.13 o escritor adverte que diante do poder penetrante da palavra de Deus, “não há criatura alguma encoberta diante dele”, e todas as coisas estão “nuas e patentes aos seus olhos”, ou seja, não há nada velado diante do Todo-Poderoso.

IV. NOSSO GRANDE SUMO SACERDOTE (vv.14-16).

1. “Jesus, Filho de Deus”. Ele é grande, no sentido absoluto. Os “sumo sacerdotes” de outras religiões jamais chegaram aos céus. Buda pregou que chegaria ao Nirvana (no budismo, estado de ausência total de sofrimento); Chrisna, mentor do Hinduísmo, também não foi aos céus; para seus adeptos, deve estar reen-carnando por aí. Os seguidores de Maomé imaginam que ele esteja num “paraíso”, onde há muitas 
mulheres e tâmaras. Os sumo sacerdotes do Antigo Testamento só adentravam uma vez por ano, no lugar Santíssimo, onde era manifestada a glória de Deus. Eles não podiam permanecer lá. Mas Jesus, nosso Sumo Sacerdote por excelência, “penetrou nos céus”, “está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34b). 
2. Sacerdote compassivo. Em seu ministério terreno, Jesus sempre se preocupou com as multidões sofredoras (Mt 9.36; 14.14). Em sua missão sacerdotal, demonstra grande compaixão por nós: sendo “longânimo e grande em benignidade” (Sl 103.8), Ele suporta as nossas fraquezas, não querendo que ninguém se perca (2 Pe 3.9). 
Não perecemos unicamente em razão de sua infinita misericórdia. 
3. Em tudo foi tentado. Mesmo com a natureza divina, Jesus “em tudo foi tentado”, diz a Palavra de Deus. Só conhece o que é tentação quem já passou por ela. As tentações de Jesus não partiam de seu íntimo, como ocorre com o “homem natural” (1 Co 2.14). Elas foram provações e provocações externas, advindas do 
tentador e seus agentes. Além das tentações no deserto, o Mestre certamente experimentou a opressão do Maligno em outras ocasiões. Para nós é muito significativo saber que Jesus, como homem, foi tentado em todas 
as coisas, “mas sem pecado”. A Bíblia nos assegura: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21). Diante disso, compreendemos o grande amor de Jesus por nós: Ele sofre conosco, colocando-se sempre ao nosso lado. 
4. Acheguemo-nos ao trono da graça (v.16). Tendo Jesus como nosso Sumo Sacerdote, podemos pela fé adentrar ao trono da graça, à sua santa presença a qualquer momento, e sermos “ajudados em tempo oportuno”. Glória a Ele para todo o sempre.

CONCLUSÃO

Três das grandes mensagens da lição estudada são: a) Deus tem preparado um verdadeiro descanso espiritual em Cristo para os que a Ele vêm; b) Deus tem um prometido lugar de descanso celestial para seu povo, em sua presença, na eternidade. Para chegarmos lá, só precisamos ser fiéis, obedientes e santos e c) Jesus é o nosso 
Sumo Sacerdote perfeito, que, como homem, “em tudo foi tentado, mas sem pecado”. Que o Senhor nos ajude a servi-lo conforme a sua vontade; e que jamais venhamos a dar lugar à desobediência.
Subsídio Bibliológico

“Pareça que algum de vós fique para trás’ (4.1). Deixar de perseverar na fé e na obediência a Jesus resulta em deixar de alcançar o prometido repouso eterno no céu (cf. 11.16; 12.22-24). (1) A expressão “pareça que algum de vós” é falada à luz dessa possibilidade terrível e do juízo de Deus. (2) A perseverança na fé exige que 
continuemos a nos aproximar de Deus, por meio de Cristo, com sincera resolução (v.16; 7.25). “‘Entramos no repouso (4.3). Somente nós, que temos crido na mensagem salvadora de Cristo, entramos no repouso espiritual de Deus. Isto é, Cristo carrega nossos fardos e nossos pecados, e nos dá o “repouso” do seu perdão, da sua salvação e do Espírito Santo (Mt 11.28) Mesmo assim, nesta vida, o nosso repouso é apenas parcial, porque somos como peregrinos que caminham com dificuldade na penosa estrada deste mundo. Ao morrermos no Senhor, entramos no seu repouso perfeito no céu.“‘Resta ... um repouso (4.9). O repouso prometido por Deus não é somente o terrestre, mas também o celestial (vv. 7,8 cf. 13.14). Para os crentes, resta ainda o repouso eterno no céu (Jo 14.1-3; cf. Hb11.10,16). Entrar nesse repouso final significa cessar do labor, dos sofrimento e das perseguições, tão comuns em nossa vida nesta terra (cf. Ap 14.13); significa participar do repouso do próprio Deus e experimentar eterna alegria. Deleite, amor e comunhão com Deus e com os santos redimidos. Será um descanso sem fim (Ap 21,22). (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, págs. 1902,1905)
 
QUESTIONÁRIO:
1. Por que a pregação das “boas novas” aos israelitas, no deserto, foi sem proveito?
R. Porque não estava misturada com a fé.
2. Qual o caráter do descanso para o povo de Deus?
R. Espiritual. 
3. Quais as quatro características da palavra de Deus, conforme Hb 4.12?
R. Viva, eficaz, penetrante e apta para discernir pensamentos e intenções.
4. Com relação ao acesso ao lugar santíssimo, qual a diferença entre Jesus e os sacerdotes do AT?
R. O sumo sacerdote, no AT, só entrava no lugar santíssimo uma vez por ano. Jesus penetrou nos céus eternamente. 
5. Por que Jesus é o nosso Sumo Sacerdote perfeito?
R. Em tudo foi tentado, mas sem pecado. 

LIÇÃO 5 - CRISTO, SUMO SACERDOTE SUPERIOR A ARÃO
Entre em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/LeisReferentesaoSacerdocio1.htm 
 
TEXTO ÁUREO:
“Como também diz noutro lugar: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb 5.6).
 
VERDADE PRÁTICA:
O sacerdócio de Cristo é infinitamente superior ao de Arão, por ser divino, eterno e por todos os salvos.
 
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Êx 4.14 Arão, irmão de Moisés
Terça  Êx 17.12 Arão, ajudador de Moisés 
Quarta Êx 32 Arão e sua falha
Quinta Hb 7.1-4 Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote de Deus
Sexta Hb 6.20 Jesus, nosso eterno sumo sacerdote
Sábado Ap 19.16 Jesus, Rei dos reis e Senhor dos senhores
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 5.1-10 
1 Porque todo sumo sacerdote, tomado dentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados, 2 e possa compadecer-se ternamente dos ignorantes e errados, pois também ele mesmo está rodeado de fraqueza. 3 E, por esta causa, deve ele, tanto pelo povo como também por si mesmo, fazer oferta pelos pecados. 4 E ninguém toma para si essa honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão. 5 Assim, também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas glorificou aquele que lhe disse: Tu  és meu Filho, hoje te gerei. 6 Como também diz noutro lugar: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.7 O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte,  foi ouvido quanto ao que temia. 8 Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. 9 E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem,10 chamado por Deus sumo sacerdote, Segundo a ordem de Melquisedeque.
 
PONTO DE CONTATO:
Ainda utilizando o método de comparação, com a finalidade de exaltar o Filho de Deus, o escritor destaca no presente texto a superioridade do sacerdócio de Cristo. O trabalho sacerdotal no Antigo Testamento não era puramente humano, mas um ministério de intercessão instituído por Deus em favor dos homens. O Eterno 
determinara, de antemão, que os sacerdotes viessem da família de Arão, prefigurando o surgimento de Cristo como o verdadeiro Sumo Sacerdote; aquele que se ofereceria como oferta pelos pecados de toda a humanidade. Dentre outros, sua superioridade é aqui destacada no fato de Ele não se exaltar, mas glorificar aquele que disse: “Tu és meu Filho, hoje te gerei”. O Filho de Deus viveu entre nós sem pecado, aprendeu pela obediência e trouxe-nos eterna salvação.
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:

Definir as diferenças entre Jesus e os sacerdotes do Antigo Pacto.
Reconhecer que o sacerdócio de Cristo é superior ao de Arão.
Identificar Jesus como sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.
COMENTÁRIOS:
 
INTRODUÇÃO

Os sumos sacerdotes do Antigo Testamento, apesar de serem santos, eram limitados e imperfeitos. Arão, por exemplo, ainda que grandemente honrado ao ser separado para o ofício de sumo sacerdote, cometeu uma falha indecorosa: levantou um ídolo em forma de bezerro de ouro e levou o povo a pecar. Mas Cristo, nosso Sumo Sacerdote, é superior a Arão, não somente por sua infalibilidade e perfeição, mas porque cumpriu cabalmente o plano divino de redenção de toda a humanidade.

I. O SUMO SACERDOTE DO ANTIGO TESTAMENTO

1. Características básicas (v.1).
a) “Tomado dentre os homens”. O sumo sacerdote na Antiga Aliança era uma pessoa comum que, apesar de separada por Deus, levava para o sacerdócio suas virtudes e defeitos. Ele não era tomado dentre anjos ou espíritos, mas “dentre os homens”. E essa é uma característica muito importante. 
b) “Constituído a favor dos homens”. O sumo sacerdote não era eleito pelos seus pares, nem pelo povo em geral. Sua investidura no cargo era por nomeação direta da parte de Deus. Hoje, há diversas formas utilizadas na escolha e consagração de um pastor, porém, acima de tudo é indispensável que o pastor seja constituído por Deus.
c) “Nas coisas concernentes a Deus”. O sacerdote falava e agia em nome de Deus, no que concernia à sua expressa vontade. Por outro lado, ouvia os homens e intercedia por eles diante do Altíssimo. Em tudo, a missão sacerdotal era cuidar dos interesses de Deus em relação ao povo e os do povo em relação a Deus. Era um 
mediador, um representante do Eterno. 
2. Funções primordiais. De modo geral as principais funções do sumo sacerdote eram ensinar a lei de Deus e interceder pelo povo. 
a) Oferecer dons e sacrifícios pelos pecados (v.1b). Na Antiga Aliança os oferentes não podiam dirigir-se diretamente a Deus. Traziam suas dádivas e ofertas e as apresentavam ao sacerdote. Segundo estudiosos do Antigo Testamento, os dons eram ofertas de cereais e os sacrifícios eram “ofertas de sangue”. No Novo 
Testamento, Jesus, nosso Sumo Sacerdote quanto a nossa salvação, é tanto o oferente como a própria oferta vicária: “ofereceu-se a si mesmo [por nós] a Deus”.
b) “Compadecer-se ternamente dos ignorantes e errados” (v.2). O sumo sacerdote deveria ter simpatia, ou seja, capacidade para compartir as alegrias ou as tristezas das pessoas que lhe procuravam e, ao mesmo tempo, ter empatia, capacidade para se colocar na situação do outro. Só quem tem essas qualidades pode de fato ser um intercessor. Da mesma forma devem proceder os obreiros do Senhor no trato com os que erram por ignorância ou por fraqueza.

II. DIFERENÇA FUNDAMENTAL ENTRE CRISTO E ARÃO

1. Jesus, sacerdote perfeito. A Lei previa a possibilidade de erro ou pecado por parte dos sacerdotes (v.3; Lv 4.3). O próprio sumo sacerdote Arão tinha a orientação de Deus para oferecer sacrifícios não só pelo povo (Lv 16.15 ss.), mas por si próprio (Lv 16.11-14). Enquanto o sumo sacerdote do Antigo Testamento estava sujeito a pecar, Jesus nunca pecou. Ele é perfeito. Satisfez todas as condições para o perfeito sacerdócio. Foi ungido como Rei, como Filho (Sl 2.6,7); e Sacerdote Eterno (Sl 110.4); foi enviado por Deus (Jo 5.30); veio em nome do Pai (Jo 5.43). Jesus não se glorificou a si mesmo para fazer-se sumo sacerdote (v.6). Diante de todas essas qualificações, o Mestre nunca ofereceu sacrifícios por si próprio. Ele deu-se a si mesmo por nossos pecados (Gl 1.4).
2. Sacerdote eterno (v.6). O escritor aos hebreus faz referência a dois textos bíblicos no livro de Salmos para demonstrar o caráter especial do sacerdócio de Cristo: um sacerdócio que não tem fim: “Tu és meu filho; hoje te gerei” (Sl 2.7); e “Tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque” (Sl 110.4). 

III. A MISSÃO TERRENA DE JESUS 

1. “Nos dias de sua carne” (v.1). É uma referência direta à vida humana de Jesus. O escritor já houvera acentuado esse aspecto no cap. 2.14-17. Aqui, mais uma vez, ele demonstra que o nosso Sumo Sacerdote, mesmo provindo de uma linhagem especial, encarnou-se, tomando a forma de homem, como vemos no Evangelho de João (1.14): “E o verbo se fez carne...”. O Verbo refere-se a Jesus Cristo (cf. Ap 19.13). 
Os gnósticos ensinavam que o corpo é intrinsecamente mau. Mas Jesus, o Verbo divino, provou o contrário. Ele se fez carne, “e habitou entre nós”, tornando-se homem completo, pleno, perfeito. E não apenas se fez carne, mas tomou a “forma de servo” (Fp 2.7); na semelhança da “carne do pecado” (Rm 8.3), suportou a “paixão da morte” (Hb 2.9). 
2. Clamor, lágrimas, orações e súplicas (v.7). A Escritura diz que Jesus clamou a Deus, com “lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte”. No Evangelho segundo João 11.35 está escrito que Jesus chorou, mas aquela não foi a única vez, como atesta o v.7. É por isso que Jesus entende de lágrimas e, um dia, como Deus, enxugará dos olhos toda a lágrima (Ap 7.17;21.4).
3. Aprendeu a obediência (v.8). Haverá prova mais autêntica da humanidade de Jesus? “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” (Hb 5.8). Ele, sendo divino, obedeceu a Deus. A mente humana é, por vezes, levada a indagar: “Afinal, se Ele era Deus, porque deveria obediência a alguém?” Esse é um mistério que só a fé pode aceitar. Jesus como ser humano teve um desenvolvimento humano normal: “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lc 2.52). Como Filho de Deus, Ele obedeceu ao Pai.
4. “Por aquilo que padeceu” (v.8b). A prova suprema da obediência de Cristo foi a sua paixão e morte. O Diabo tudo fez para que Jesus não executasse o plano da salvação. Na tentação no deserto, seu objetivo era que o Senhor obedecesse suas sugestões (Mt 4.1-11); na crucificação, o inimigo usou alguém para lhe sugerir que “provasse” que Ele era o Filho de Deus, descendo da cruz (Mt 27.40).
5. Trouxe eterna salvação (v.9). “E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem”. (grifo nosso) Jesus declarou ao Pai: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer” (Jo 17.4). Na cruz, no momento supremo de seu sacrifício em favor dos pecadores, Ele 
exclamou: “Está consumado...” (Jo 19.30). Nesse aspecto, é oportuno lembrar que alguns teólogos, baseados no versículo em foco e em outras referências, pregam a doutrina da predestinação absoluta, resumida na sentença “uma vez salvo, para sempre salvo”. Entretanto, o versículo mostra inequivocamente que a salvação não é eterna a priori, mas sim condicional. Ela é eterna para “todos os que lhe obedecem”. Desse modo, exclusivamente é salvo quem crê e segue a Cristo em obediência.
6. Chamado por Deus (v.10). Jesus pertenceu a uma ordem sacerdotal singular, diferente da de Arão. Nisto, vemos mais uma importante distinção entre o sacerdócio de Cristo e o sacerdócio arônico. Jesus, como diz o v.10, foi “chamado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melqui-sedeque” (v.10). 

CONCLUSÃO

Como podemos constatar no capítulo cinco de Hebreus, o texto revela com clareza meridiana a superioridade do sacerdócio de Cristo em relação ao de Arão. Outro ponto importante diz respeito a humanidade de Cristo: o escritor assevera que Jesus foi humano o suficiente para buscar a Deus, o Pai, em oração, súplicas e lágrimas, 
sendo obediente como Filho. Trata-se de um exemplo inigualável e uma lição incomparável para nós, mortais, que, às vezes somos relapsos em fazer a vontade do Senhor, em obediência irrestrita.
 
Subsídio Bibliológico

“Todo sumo sacerdote’ (Hb 5.1). Duas qualificações são necessárias para um verdadeiro sacerdócio. (1) o sacerdote deve ser compassivo, manso e paciente com aqueles que se desviam por ignorância, por pecado involuntário e por fraqueza (v. 2;4.15; cf. Lv 4; Nm15.27-29). (2) Deve ser designado por Deus (vv. 4-6). 
Cristo satisfaz ambos os requisitos.“A origem de Melquisedeque (5.6). Melquisedeque é uma personagem misteriosa do Antigo Testamento, que aparece em Gn 14 como o sacerdote de Deus em Salém (que é Jerusalém, Gn 14.18; Js 18.28; Sl 110.1-4; Hb 7.1), antes dos tempos do sacerdócio levítico. O sacerdócio de Cristo é do mesmo tipo que o de Melquisedeque. (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, págs.1905,1906)“Em relação a Cristo, os cristãos hebreus não o reconheciam sob a figura de Sumo Sacerdote. Por isso, não compreendiam a aplicação desse título e ofício à sua pessoa. Não sendo Ele da linhagem de Arão, naturalmente não o contemplariam como sacerdote. Seu ministério também não lhes despertara tal pensamento, uma vez que não reivindicou nenhum privilégio de acesso ao templo, nem executou nenhuma função sacerdotal, e sempre criticou o concerto judaico do sacerdócio (Vicent).“O autor resumidamente apresenta as características e atribuições do sumo sacerdote (5.1-4), demonstrando que são perfeitamente satisfeitas em Cristo (5.5-10). “Segundo o sistema levítico, todo sumo sacerdote é escolhido entre os homens e constituído a favor dos homens. Ele traz ao altar tanto sacrifícios cruentos como sem sangue (5.1). Exige-se dele que possa condoer-se ou ter compaixão do povo. A expressão significa ser “moderado” ou “tenro” em seu julgamento, nem severo demais nem tolerante demais. Não deve ser homem que se irrita diante do pecado e da ignorância, nem transigente com o mal (vv. 2.3) Ele deve ser chamado por Deus (v. 4)” (Comentário Bíblico Hebreus, CPAD, pág. 135).
 
QUESTIONÁRIO:
1. Na lição, quais as características dos sacerdotes do Antigo Testamento?
R. “Tomado dentre os homens” e “constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus”.
2. Quanto ao oferecimento de sacrifícios, qual a diferença entre Arão e Cristo?
R. Jesus nunca ofereceu sacrifícios por si próprio, como Arão.
3 . Quanto ao tempo, como é o sacerdócio de Cristo?
R. Eterno.
4. Como deve ser entendida a eterna salvação a que se refere o escritor aos Hebreus?
R. Salvação com obediência.
5. Como foi a ordem sacerdotal de Cristo?
R. Segundo a ordem de Melquisedeque, da qual nenhum outro foi consagrado.
 
LIÇÃO 6 - O PERIGO DA APOSTASIA
 
TEXTO ÁUREO:
“Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos” (Hb 6.9).
 
VERDADE PRÁTICA:
Há um grande perigo para aqueles que, uma vez conhecendo a verdade de Deus, dela se afastam, negando sua eficácia e poder.
 
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Hb 12.16 Fornicação espiritual 
Terça  Hb 12.17 Arrependimento tardio 
Quarta Pv 24.16 O justo cai e se levanta 
Quinta Hb 3.10 Deus contra os desobedientes
Sexta Hb 3.17,18 Mortos por desobediência
Sábado Fp 2.11 Jesus é o Senhor
 
LEITURAS BÍBLICAS EM CLASSE:
HEBREUS 5.11-14; 6.1,2,4-6,10,13,16-20 
11 Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação, porquanto vos fizestes negligentes para ouvir. 12 Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros  rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento. 13 Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. 14 Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal.
6.1 Pelo que, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus,2 e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno.

4 Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, 5 e provaram a boa palavra de Deus e as virtudes do século futuro, 6 e recaíram sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus e o expõem ao vitupério.
10 Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra e do trabalho da caridade que, para com o seu nome, mostrastes, enquanto servistes aos santos e ainda servis.
13 Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo, 
16 Porque os homens certamente juram por alguém superior a eles, e o juramento para confirmação é, para eles, o fim de toda contenda. 17 Pelo que, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento, 18 para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; 19 a qual temos como âncora da alma segura e firme e que penetra até ao interior do véu, 20 onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.
 
PONTO DE CONTATO:
Comece a aula perguntando a seus alunos se eles se consideram crentes espiritualmente maduros. Depois fale um pouco sobre a urgência da maturidade cristã. Os cristãos hebreus, destinatários da epístola em apreço, [eram ainda “criancinhas” quando, pelo tempo de crentes, deveriam ter alcançado certa maturidade. Já era tempo para eles serem mestres dos outros, enquanto na realidade, careciam de instrução elementar. Eram inexperientes, imaturos e mal preparados para participarem das discussões dos problemas de grande vulto do pensamento cristão.] O escritor pretendia deixar claro que não se consegue a maturidade cristã pelo retorno aos padrões dos primeiros estágios da instrução cristã. Para que o edifício espiritual seja concluído, é necessário ir além do lançamento dos alicerces, isto é, o arrependimento de obras mortas e fé em Deus.
 
OBJETIVOS:
No término desta aula seu aluno deverá esta apto a:

Expressar a importância do crescimento espiritual para todos os cristãos.
Reconhecer o perigo terrível da apostasia.
Desejar manter-se firme diante de Deus para não ser apanhado pela apostasia.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Peça a seus alunos para relacionarem no quadro de giz os passos que normalmente conduzem os crentes inadivertidos à apostasia. Depois, compare-os com os exemplos abaixo:
1. O crente por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Palavra de Deus (Jo 5.44,47).
2. Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino de Deus, o crente deixa paulatinamente de aproximar-se de Deus através de Cristo (Hb 7.19,25).
3. Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante com ele na sua própria vida (1 Co 6.9,10).
4. Por causa da dureza do seu coração (Hb 3.8,13) e da sua rejeição dos caminhos de Deus, não faz caso da repetida voz e repreensão do Espírito Santo (1 Ts 5.19-22).
5. O Espírito Santo se entristece (Ef 4.30); seu fogo se extingue e seu templo é profanado (1 Co 3.16). Finalmente, Ele afasta-se daquele que antes era crente (Hb 13.14). (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pág. 1903.) 


COMENTÁRIOS:
 
INTRODUÇÃO

Quando o cristão estaciona na fé e não se aprofunda no conhecimento das coisas de Deus, corre o risco de ser levado por ventos de doutrinas (Ef 4.14) e apostatar, vindo a perder-se eternamente por não se arrepender. O tema desta lição, por seu expressivo conteúdo doutrinário, merece cuidadosa análise à luz da Palavra de Deus.

I. INFÂNCIA ESPIRITUAL

1. Negligentes para ouvir (5.11). É próprio das crianças em geral serem negligentes para ouvir. Faz parte da sua estultícia (Pv 22.15). Aqui o escritor dirige-se aos cristãos que já deviam “ser mestres pelo tempo”, ou seja, pessoas que não eram mais neófitas na fé. Aliás, os novos convertidos, vistos como crianças espirituais, 
normalmente são os melhores ouvintes. 
2. Necessitados de leite (vv.12,13). O crente “menino” não se desenvolve por não saber ouvir a Palavra de Deus. Os leitores da Epistola aos Hebreus ainda careciam dos ensinamentos rudimentares da fé cristã: precisavam “de leite, e não de sólido alimento”. Aliás, em nossos dias, observa-se muita “meninice” em diversas igrejas. Trata-se de “movimentos estranhos”, embusteiros e perigosos, que não têm base na Palavra de Deus. Essa gente precisa, se quer mesmo crescer e ser adulto na fé, do leite puro da Palavra de Deus para crescimento, fortalecimento e imunização espiritual. 

II. OS RUDIMENTOS DA DOUTRINA

1. Arrependimento e fé (6.1). Constituem os dois pilares da doutrina da salvação. São elementos fundamentais que não podem faltar no ensinamento e formação do novo convertido. O escritor fala de “arrependimento de obras mortas”. Sendo eles judeus, convertidos ao cristianismo, provavelmente ainda queriam reviver os velhos conceitos da lei, tais como a guarda do sábado, a implementação dos sacrifícios, a observância das luas novas, etc., esquecendo-se da salvação somente pela graça, mediante a fé.
2. Batismos e imposição de mãos (v.2). A doutrina dos batismos faz parte do início da fé, e não dos estágios mais avançados do desenvolvimento espiritual. Hoje, ainda há “meninos”, ensinando que só se deve batizar em nome de Jesus, e não na forma trinitariana como Jesus ordenou (cf. Mt 28.19). Quanto à imposição das mãos, 
nos moldes do Antigo Testamento, que consistia num gesto simbólico de transmissão de bênçãos (como fez Jacó), os crentes daquela ocasião não deveriam mais preocupar-se. Agora, com Cristo, o gesto de impor as mãos, no nome de Jesus, propicia a cura divina (Mc 16.18; At 28.8). 
3. Ressurreição e juízo (v.2). Todo crente em Jesus, desde o início de sua fé, em seu discipulado básico, deve saber que Cristo morreu por nossos pecados, mas ressuscitou para nossa justificação (Rm 4.25), e para um dia julgar o mundo com justiça (At 17.31).

III. O GRAVE PERIGO DA APOSTASIA


1. O que é apostasia. Do gr. apostásis, afastamento, abandono da fé. Apostatar significa abandonar a fé cristã de modo premeditado e consciente. No texto em apreço o escritor adverte quanto ao perigo da apostasia.
2. O arrependimento impossível (vv.4,5). O capítulo em estudo contém uma solene advertência contra a apostasia deliberada e insensível. Nele são apresentados cinco motivos pelos quais um apóstata empedernido não pode mais arrepender-se: 
a) “Já uma vez foram iluminados”. Jesus é a luz do mundo (Jo 8.12); os que o aceitam de verdade, experimentam seu perfeito fulgor, e reconhecem que outrora encontravam-se nas trevas, no mundo, sem Deus e sem salvação. Agora não são mais novos convertidos. São crentes que sabem diferençar as trevas do Diabo 
da luz de Cristo.
b) “Provaram o dom celestial”. O texto não se refere a neófitos na fé, com limitada convicção do evangelho. Refere-se, sim, a crentes que tiveram uma experiência real com Cristo (ver 1 Pe 2.1-3), provando a salvação que, pela fé, é dom de Deus (Ef 2.8,9).
c) “E se fizeram participantes do Espírito Santo”. Aqui a advertência é severa para aqueles que foram pelo Espírito Santo imersos no corpo de Cristo. O apóstolo Paulo diz que “todos temos bebido de um Espírito” (1 Co 12.12,13). Fica claro que o escritor dirigia-se a pessoas que conheciam muito bem o significado da comunhão com o Espírito Santo.
d) “E provaram a boa palavra de Deus”. O escritor repete o verbo provar, referindo-se a crentes que tiveram um conhecimento mais que superficial das verdades de Deus, expressas em sua Palavra. Não apenas sentiram o 
“cheiro”, mas “comeram” a Palavra, experimentando-a e confirmando-a como verdadeira (cf. Jo 17.17).
e) “E (provaram) as virtudes do século futuro”. Os leitores da carta eram crentes que além da vasta experiência espiritual, puderam, ainda no presente, experimentar as bênçãos e as virtudes do porvir. Jesus disse: “E curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: É chegado a vós o Reino de Deus” (Lc 10.9); “...o Reino de Deus está entre vós” (Lc 17.21).
3. A recaída no fosso da apostasia (v.6). O escritor diz que para aqueles que possuíam as experiências descritas nos vv.4 e 5, e recaíssem, seria “impossível” (v.4a) serem “outra vez renovados para arrependimento” (v.6a). Não se trata de um crente que se afasta da igreja local por pecados relativamente comuns entre os 
homens. Quase sempre essas pessoas se arrependem e pedem perdão a Deus e à igreja. A impossibilidade de arrependimento referida pelo escritor, diz respeito a crentes que, mesmo providos das experiências mencionadas acima, abandonam a Cristo, negando-o e renegando-o de modo proposital e deliberado. Trata-se de uma pessoa que chegou a um estágio tão escrachado de desvio, que sua consciência encontra-se cauterizada (conforme 1 Tm 4.2), ficando insensibilizado a qualquer advertência por parte do Espírito Santo. É uma situação tão difícil que a pessoa acaba blasfemando contra o Espírito de Deus, não tendo mais condições de obter o 
perdão do Pai (cf. Mt 12.31). Este é o “pecado para a morte” de que trata o apóstolo João em sua epístola (1 Jo 5.16b).
4. Expondo Cristo ao vitupério. 
a) Voltam a crucificar o Filho de Deus. A morte de Cristo foi por Deus preordenada para ocorrer apenas uma vez, como de fato aconteceu. Os sacerdotes do Antigo Testamento ofereciam muitas vezes sacrifícios, inclusive por si mesmos (Hb 9.26). Mas Cristo ofereceu-se uma única vez “para tirar os pecados de muitos” (Hb 
9.28). Quem o conhece, experimentou sua salvação, e mesmo assim, peca proposital e deliberadamente, volta a crucificá-lo, expondo-o ao vitupério.
b) Terra maldita. Usando uma trágica metáfora, o escritor dá a entender que o coração de quem tem conhecimento de Cristo e o despreza, apostatando da fé, é como uma terra antes boa, mas tornando-se reprovada, “produz espinhos e abrolhos”, e só presta para ser queimada.

IV. A FIDELIDADE DE DEUS

1. Deus não é injusto (v.10). O escritor considera os destinatários de sua carta como pessoas amadas, de quem espera “coisas melhores, e coisas que acompanham a salvação...”. Isso prova que, embora a apostasia os ameaçasse constantemente, eles não tinham caído nela; estavam sendo advertidos. Em seguida, ele diz que “Deus não é injusto” para se esquecer da obra, do trabalho e da caridade deles para com os santos, a quem serviam. 
2. Deus cumpre suas promessas (v.13). Deus fez promessa a Abraão e, como não tinha alguém maior por quem jurasse, jurou por si mesmo, prometendo abençoá-lo e multiplicá-lo na terra, ainda que sua esposa fosse estéril. E o patriarca alcançou a bênção, porque esperou com paciência (vv.14,15).
3. É impossível que Deus minta (vv. 16-20). Deus quis mostrar a “imutabilidade de seu conselho aos herdeiros da promessa”, fazendo um juramento. Certamente Deus não precisa jurar, mas para que os homens não tivessem dúvida, Ele “se interpôs com juramento”. O escritor enfatiza que “é impossível que Deus minta” e, por isso, devemos “reter a esperança proposta, a qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até o interior do véu”, onde está Jesus, nosso mui amado e eterno Sumo Sacerdote. 

CONCLUSÃO

Aqueles que têm a experiência gloriosa da salvação precisam cuidar-se para não caírem no engano do Diabo. É indescritível o prejuízo de quem apostata da fé, negando a eficácia do sangue de Cristo para a salvação dos pecadores. Tais desafortunados podem chegar à situação de arrependimento impossível, e se perderem eternamente.
Subsídio Bibliológico

“Neste ponto, o autor poderia ter procedido a comparação de Cristo com Melquisedeque. Mas, temendo que o leitor não alcançasse o seu significado, uma vez que seria contrária às opiniões correntes judaicas, ele formula um aviso e só retoma o argumento a partir do capítulo 7.“Nos versículos 11-14 (Cap. 5), o autor alerta quanto aos perigos de estacionar na vida espiritual e menciona as possíveis conseqüências. A vida espiritual é semelhante à natural: em todos os seus estágios depende de fatores sem os quais não poderá ser mantida. Um crescimento sadio dá ao cristão condições de se apropriar do que seria impossível num estágio anterior e inferior. Contudo, essa constatação traz sérias responsabilidades:
a) O período de infância espiritual pode ser prorrogado de forma abusiva, como fizeram os hebreus, mantendo-se como “criancinhas” — estágio esse que já deveriam ter passado (vv.11,12).
b) Como conseqüência do primeiro item, a pessoa pode não estar preparada para a instrução mais madura (“sólido mantimento”), em tudo necessária, quando ministrada a seu tempo (vv.13,14).“Os hebreus eram ainda “criancinhas” quando, pelo tempo de convertidos, deveriam ter alcançado certa maturidade. Já era tempo de serem mestres e não de estarem buscando instrução elementar. Eram inexperientes, imaturos e despreparados para participar das discussões sobre problemas de grande vulto do pensamento cristão.“Segue-se uma exortação para avançarem na busca de um conhecimento mais elevado a que o autor os conduz, convicto de que o acompanharão (6.1-3): Pelo que, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição”. Os crentes hebreus precisarão de maior percepção espiritual, uma vez que o autor irá demonstrar que o sacerdócio de Cristo significa a abolição da Antiga Aliança.“Não se consegue a maturidade cristã retornando aos padrões dos primeiros estágios da instrução cristã. Para que o edifício espiritual seja concluído, é mister ir além dos alicerces — o arrependimento das obras mortas pela fé em Deus. (Comentário Bíblico Hebreus, CPAD, págs. 136,137.)

QUESTIONÁRIO:
1. Quem são considerados meninos espirituais?
R. Aqueles a quem se torna necessário ensinar os rudimentos da doutrina de Cristo.
2. Que é apostasia?
R. O afastamento da fé.
3. Por que é impossível alguém que apostata deliberadamente arrepender-se?
R. Porque “de novo crucificam o Filho de Deus e o expõem ao vitupério”.
4. A que tipo de terra é comparado o coração do apóstata deliberado?
R. A uma terra maldita.
5. O que é impossível a Deus, segundo a lição?
R. Que Ele minta.
 
RUDIMENTOS DA DOUTRINA:
INTRODUÇÃO
"Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes novamente necessidade de alguém que vos ensine de novo quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim vos tornastes como necessitados de leite, e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite, é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal. Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando de novo a base do arrependimento de obras mortas, e da fé em Deus, e o ensino de batismos e da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno". Hebreus 5:12-14 6:1-2
Este estudo foi inspirado no texto acima, do livro de Hebreus, e usa as seguintes fontes:
· *Bíblia Sagrada *Conhecendo as Doutrinas da Bíblia *Palestras em Teologia Sistemática
· As Grandes Doutrina da Bíblia
 
ESTUDO 1 - ARREPENDIMENTO DE OBRAS MORTAS
A - O QUE É O PECADO
O Novo Testamento Descreve o Pecado como:
1 - Errar o Alvo; como o arqueiro que atira e erra; Errar o caminho; como viajante que sai do caminho certo.
2- Dívida: O homem deve a Deus a guarda de seus mandamentos; todo pecado cometido é contração de uma dívida. Incapaz de pagá-la, a única esperança do homem é ser perdoado, ou obter remissão da dívida (Mateus 6:12).
3 - Desordem: ''O pecado é iniqüidade, literalmente desordem (1º João 3:4):
a) o pecador é um rebelde e um idólatra, porque deliberadamente quebra um mandamento, ao escolher a sua própria vontade ao invés de escolher a vontade de Deus; pior ainda, está se convertendo em Lei para si mesmo e, desta maneira, fazendo do ''eu'' uma divindade';
b) o pecado começou no coração de Lúcifer que disse: Eu serei; em oposição à vontade de Deus.
c) o anticristo é o sem-lei (tradução literal de iníquo), porque se exalta sobre tudo que é adorado ou que é chamado Deus.
d) o pecado é essencialmente obstinação e obstinação é pecado. O pecado destronaria a Deus. Na cruz de Jesus, poderiam ter sido escritas estas palavras: O pecado fez isto!
4 - Desobediência: Literalmente, ouvir mal, ouvir com falta de atenção.
5 - Transgressão: Literalmente, ir além do limite. Os mandamentos de Deus são cercas, que impedem o homem de entrar em território perigoso e, desta maneira, sofrer prejuízo para sua alma (Romanos 4:15).
6 - Queda: falta, ou cair para um lado, no grego donde a expressão: cair no pecado. Pecar é cair num padrão de conduta (Efésios 4:17).
7 - Derrota - é o significado da palavra queda, em Romanos 11:12. Ao rejeitar a Cristo, a nação judaica sofreu uma derrota e perdeu o propósito de Deus.
8 - Impiedade: de uma palavra que significa sem adoração, ou reverência. O homem ímpio é o que dá pouca ou nenhuma importância a Deus e às coisas sagradas. Estas não produzem nele nenhum sentimento de temor ou reverência. Ele está sem Deus porque não quer saber de Deus (Romanos 1:18; 9 - O Erro: descreve aqueles pecados cometidos como fruto da ignorância, e, dessa maneira, diferenciam-se daqueles pecados cometidos presunçosamente, apesar da Luz esclarecedora. O homem que, desafiadoramente, decide fazer o mal, incorre em maior grau de culpa do que aquele que é apanhado em falta, a que foi levado por sua debilidade ( B - A CONDIÇÃO PECAMINOSA EM QUE NASCE O HOMEM
É chamada de pecado original. Ela é chamada assim:
1 - Porque se deriva de Adão, o tronco original da raça humana (Gênesis 3:6).
2 - Porque está presente na vida de cada um desde o seu nascimento, por isso não pode ser considerado resultado de simples imitação (Jeremias 17:9).
3 - Porque é a raiz interna de todos os pecados atuais que mancham a vida do homem (Romanos 3:23).
4 - Segundo Santo Agostinho, a natureza do pecador, tanto física como moral, está de todo corrompida por causa do pecado de Adão, e, de tal maneira, que o homem não consegue fazer outra coisa a não ser pecar.
5 - ''Pecados Atuais'': são as ações externas que se executam através do corpo. São também todos aqueles maus pensamentos conscientes. São os pecados individuais de fato. O pecado original é um só, enquanto o pecado atual desdobra-se em diferentes classes, tais como atos ou atitudes. O que o Apóstolo João escreveu, pode nos ajudar a compreender melhor a diferença entre o pecado original e pecados atuais (1º João 1:8-9; Gálatas 5:19-21).
6 - Nossos pecados podem ser diferentes, mas o motivo que nos leva a cometê-los é sempre o mesmo: a escolha de interesses próprios ao invés dos de Deus. O ato público de Adão e Eva simplesmente expressa o pecado que já havia sido cometido no coração, ou seja, ''indisposição para fazer a vontade de Deus''.
a) O pecado de Adão e Eva (Gênesis 2:16-17; 3:4-6)
b) O pecado de Satanás ( c) A hereditariedade do pecado (Romanos 5:12-18)
C - AS CONSEQÜÊNCIAS DO PECADO
O pecado é tanto um ato como um estado.
Como rebelião contra a lei de Deus é um ato da vontade do homem; como separação de Deus é um estado pecaminoso, as escrituras descrevem dois efeitos do pecado sobre o culpado: primeiro é seguido por conseqüências desastrosas para sua alma; segundo trará da parte de Deus o positivo decreto de condenação.
1 - Como resultado da queda do homem, o seu relacionamento com Deus foi sensivelmente alterado. Destacam-se como conseqüências espirituais do pecado:
a) Morte Espiritual O termo ''morte'' é usado na Palavra de Deus para falar da separação entre o homem e Deus, por causa da queda do homem no princípio. Este ''é o estado em que se encontram todos os homens, até que permitam que Cristo lhes toque, vivificando-os (Romanos 5:12).
b) Perda da semelhança moral com Deus O homem foi criado para ser perfeito e para viver em perfeita comunhão com o seu ''Criador''. Contudo esse privilégio foi interrompido com a queda, levando o homem tantas vezes a níveis morais tão baixos, a ponto de identificar-se melhor com os irracionais do que com Deus que o criou (Gênesis 1:26-27).
c) Incompatibilidade com a vontade de Deus Após a queda, a mente do homem ficou bloqueada para a revelação da vontade de Deus, e condicionada à prática do pecado (Romanos 8:7-8). d) Escravidão ao pecado e ao Diabo Negligenciando o mandado de Deus e aceitando as insinuações do Diabo, o homem tornou-se escravo do pecado e do maligno (João 8:34,44)
2 - Conseqüências Físicas Além dos problemas ambientais e espirituais, a queda do homem trouxe conseqüências físicas de grandes proporções:
a) Existência Física Reduzida Destinado a viver eternamente, o homem teve reduzida a sua existência física (Gênesis 6:3).
b) Corrupção dos poderes do homem Um dos propósitos de Deus para o homem era de que ele exercesse domínio sobre todas as coisas criadas. Porém, na queda, além de perder a semelhança moral que tinha com Deus, todos os seus poderes se perverteram. Todos os seus pensamentos e desejos se corromperam
(Gênesis 1:26)
c) Ainda que nem toda enfermidade seja causada pelo pecado, todas as enfermidades existem em conseqüência do pecado de Adão. ''A transgressão do homem foi como crime, a pior enormidade. Quanto à sua natureza não foi mera desobediência à lei divina. Foi a mais crassa infidelidade, o dar crédito antes ao diabo do que a Deus; foi descontentamento e inveja, ao pensar que Deus lhe havia negado aquilo que era essencial para sua felicidade; foi um orgulho imenso, ao desejar ser igual a Deus; foi furto, ao intrometer-se naquilo que Deus havia reservado para si, como sinal de sua soberania; foi suicídio e homicídio, ao trazer a morte contra si e contra toda a sua posteridade''. (Emery H. Bancroft).
d) A dispensação da Lei (Êxodo 20:1-7)
1 - O significado da lei de Deus é a expressão da vontade de Deus executada por seu poder.
2 - O propósito da Lei:
a) Não foi dada como um meio através do qual o homem pudesse ser salvo (Gálatas 3:21).
b) Não podia dar vida porque ''estava enferma pela carne'' (Romanos 8:3).
3 - Sua finalidade era revelar ao homem a dimensão de seu pecado para:
a) revelar a Santidade de Deus;
b) mostrar a incapacidade de o homem se salvar. (Romanos 3:19-20; 7:7).
e) A dispensação da Graça
1 - A aliança do antigo testamento com todos os seus preceitos e ordenanças era figura do sacrifício de Jesus para nossa salvação (Hebreus 9:1-15).
a) A Bíblia diz que todos pecaram (Romanos 3:23).
b) Herdamos, assim, de Adão uma natureza decaída, que tende para a desobediência a Deus (Romanos 5:12).
c) Jesus morreu pelos nossos pecados, ressuscitou ao terceiro dia e nos providenciou perfeita salvação (I Coríntios 15:3-4; Romanos 10:9).
ESTUDO 2 - FÉ EM DEUS
Entre em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/salvação.htm 
A - A SALVAÇÃO DO PECADOR DEPENDE DE
a) a operação divina, na obra redentora de Cristo, já efetuada;
b) o acolhimento dessa obra, por parte do pecador, ou seja, a conversão (1ºTimóteo 1:15).
VIMOS, NO ESTUDO ANTERIOR, A CONDIÇÃO DO HOMEM COMO PECADOR E, PORTANTO EM DESARMONIA COM DEUS. DA PARTE DE DEUS, ESTÁ REALIZADO TUDO QUE É NECESSÁRIO À SALVAÇÃO DO HOMEM (Romanos 1:16; Efésios 2:4-10; 1ºTimóteo 1:15).
B - A SALVAÇÃO ABRANGE PASSADO, PRESENTE E FUTURO.
a) Quanto ao passado, somos salvos das penalidades do nosso pecado (Romanos 5:9).
b) Quanto ao presente, salvos do poder do pecado (Romanos 5:10; 1º Coríntios 1:18).
c) Quanto ao futuro, libertos da presença do pecado (Romanos 13:11; Hebreus 9:28). A salvação é dom de Deus (Efésios 2:8).
C) A CONVERSÃO COMPREENDE DUAS ATITUDES POR PARTE DO HOMEM:
a) seu arrependimento do pecado e
b) sua fé ou confiança no Salvador (Mateus 18:3).
c) Converter-se significa voltar-se de uma direção para o sentido contrário, dar meia volta e caminhar em direção a Deus. O ponto de referencia é Deus. (Atos 3:19; 22:4-16; 1º Tessalonicenses 1:9-10).
D) A CONVERSÃO COMPREENDE DOIS FATORES, UM NEGATIVO E O OUTRO POSITIVO, O ARREPENDIMENTO E A FÉ.
a) A palavra traduzida por arrependimento no novo testamento significa mudança de pensamento (<>Mateus 12:41; Atos 2:36-41).
b) É a revolta, consciente, do homem contra seu próprio pecado, que o leva a renegar esse pecado. Inclui três aspectos:
1) O aspecto intelectual O reconhecimento, pelo homem, de sua culpa diante de Deus, e de sua incapacidade de agradar a Deus (Mateus 3:1-2; Atos 17:30-31).
2) O aspecto emocional Pesar pelo seu pecado, como uma ofensa contra um Deus Santo e Justo (2º Coríntios 7:9-10)
3) O aspecto volitivo Mudança de propósito, resolução íntima contra o pecado e disposição para buscar de Deus o perdão, purificação e poder (Atos 17:30-31; Romanos 2:4).
c) A fé é o aspecto positivo da conversão
1) No arrependimento já existe o fator fé (Lucas 7:30)
2) A fé em Jesus (Atos 20:21) além de reconhecer a verdade a respeito do Salvador, deposita n'Ele a confiança a ponto de receber d'Ele a Salvação, e de submeter-se integral e definitivamente ao seu domínio. Isto se chama ''obediência'' da fé (Romanos 1:5; 16:26).
3) O verbo ''crer'' no novo testamento tem este sentido, de se depositar confiança (João 3:15-16; 3:18;36; João 5:24; Atos 16:31).
E) A RECONCILIAÇÃO
PELA SUA REBELIÃO, O HOMEM VIVE DE RELAÇÕES CORTADAS COM DEUS. QUANDO, PORÉM, ACOLHE O TESTEMUNHO DE DEUS A RESPEITO DO PECADO (ARREPENDIMENTO) E DA OBRA REDENTORA EFETUADA POR CRISTO (FÉ), ESTÁ, DESSE MODO, ATENDENDO À SOLICITAÇÃO FEITA EM NOME DE CRISTO PARA QUE SE RECONCILIE COM DEUS (2º Coríntios 5:17-20).
Passa existir plena harmonia entre ambos; deu-se a reconciliação do pecador com Deus:
a) Virá o dia em que essa reconciliação com Deus se estenderá a todas as coisas (Colossenses 1:20-22).
b) Desfeita assim a inimizade do homem com seu Criador, passa a existir Paz entre ambos.
c) O homem, que estava errado e sem razão, passou a concordar integralmente com Deus, dando a Ele razão em tudo.
d) Dessa reconciliação resulta a ''Paz com Deus por Nosso Senhor Jesus Cristo'' (Romanos 5:1).
F) O NOVO NASCIMENTO
É tão profunda a transformação que o Espírito de Deus opera na pessoa que se converte, que Jesus a chama de Novo Nascimento (João 3:1-15)
a) É o principio da nova vida espiritual que Deus dá a quem estava ''morto nos delitos e pecados, ou seja, espiritualmente morto para Deus, e que agora passou da morte para a vida (1º João 3:14)
b) A conversão é o ato voluntário do homem; o novo nascimento é obra exclusiva de Deus.
c) A nova vida que o homem receber ao nascer de novo é chamada Vida Eterna, o que indica a duração e profundidade dessa vida.
d) Trata-se não apenas da vida futura, além-túmulo (Tito 1:2; 3:7), mas de vida que o crente possui desde já (João 5:24; 6:47).
G) ADOÇÃO (FILHOS DE DEUS)
Pelo nascimento físico, o homem é membro da família de Adão e, excluído, pelo pecado, da família de Deus. Nascido de novo, passa a fazer parte da família de Deus, recebendo pela adoção direitos que Cristo tinha por direito eterno ( a) Apenas excepcionalmente, a Bíblia fala de Deus como pai de todos os homens, e isso no sentido de ser seu criador e preservador.
b) A Bíblia reserva o nome de Pai para designar a nova relação que Ele assumiu para com aqueles que adotou como filhos, ou seja, aqueles que, nascidos do Espírito de Deus, são por Ele guiados (Romanos 8:14-17).
c) Estando o pecador identificado com Cristo, o Cordeiro de Deus que deu a vida para resgatá-lo possui da parte de Deus:
1) o pleno perdão ou remissão dos pecados (Hebreus 10:17-18; 2º Coríntios 5:21);
2) A justificação legal da parte do justo Juiz (Romanos 8:33-34);
3) A Santificação que lhe possibilita a realização da nova vida.
H) A JUSTIFICAÇÃO
Veja em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/A_Justificacao.HTM 
 
Justificar significa declarar justo, atribuir justiça a alguém.
1) O Senhor diz que ''não há justo, nem um sequer'' (Romanos 3:10), como pode um Deus Justo justificar o injusto? (Romanos 8:33).
2) O Apóstolo Paulo diz que podemos ter certeza da nossa justificação:
a) sobre que base? Pelo fato de ter Cristo morrido por nós... Justificados pelo Seu sangue (Romanos 5:8-9; 3:26).
b) por qual princípio? Gratuitamente por sua graça (Romanos 3:24).
3) Somente os que pela fé se identificam com a obra redentora de Cristo são justificados pela fé (Romanos 3:28).
a) A benção é oferecida a todos, porém, recebida só pelos que depositam sua confiança em Cristo (Romanos 3:22, 4:16; Gálatas 2:16).
I) A SANTIFICAÇÃO
O termo santificado, na Bíblia, significa separado para determinado fim, e, especialmente, para o serviço de Deus. O Senhor santificou (separou) o sétimo dia (Gênesis 2:3); determinou que lhe fosse santificado (separado) todos os primogênitos de Israel (Êxodo 13:2); falou de alguém santificar (separar) sua casa para ser santa ao Senhor (Levítico 27:14); Jesus foi santificado (separado) pelo Pai e se santificou (separou) a nosso favor (João 10:36; 17:19). Em todos estes casos o sentido é de pôr à parte, para um fim ou missão especial, destacar para o serviço de Deus.
a) Identificado com Cristo pela fé; perdoado, justificado, e separado para o serviço de Deus, o homem convertido tem um novo interesse na vida.
1) o serviço de seu novo Senhor, para o qual foi destacado (Santificado);
2) o que mais o impede de realizar esse serviço é uma velha natureza considerada morta para Deus, mas, na prática, travando luta com o novo princípio de vida que está nele, o Espírito Santo.
1. A santificação é um ato imediato de Deus, mas, na prática, embora já realizada no propósito divino, torna-se um processo de desenvolvimento espiritual, à medida que o Espírito Santo vai dominando sua carne e transformando sua vida em verdadeiro culto (serviço) ao Pai (Romanos 12:1).
a) seu propósito é o de viver, não mais ele, mas Cristo, que nele vive, e assim sua vida vai se tornando santa. (1º Pedro 1:15-16; 2º Coríntios 7:1; 1º Tessalonicenses 5:23).
ESTUDO 3 - A DOUTRINA DOS BATISMOS
A) O BATISMO NAS ÁGUAS
Veja em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/Batismo%20nas%20Aguas.HTM 
 
1) O batismo nas águas simboliza principalmente duas grandes verdades: identificação e purificação. Pelo batismo de João, os judeus, inclusive o próprio Jesus, identificavam-se com a atitude que João apregoava, com relação ao pecado e à justiça (Mateus 3:1-10) pelo batismo Cristão.
2) Identificamo-nos com nosso salvador em sua morte, sepultura e ressurreição, reconhecendo-nos,, pela fé, mortos e ressuscitados com Ele (Romanos 6:3-11).
a) O batismo deve ser precedido do arrependimento (Mateus 3:6; Atos 2:38).
b) Simboliza nossa morte para o pecado e ressurreição para Deus (Romanos 6:3; Colossenses 2:12).
c) É uma ordenança de Jesus para todo o que crê (Mateus 28:19; Marcos 16:16).
B) O PROPÓSITO DO BATISMO
1) Uma vez que só os salvos podem ser batizados, o batismo não tem como finalidade à salvação do batizando. O ato do batismo se constitui num testemunho público de que, aquele que a ele se submete, foi regenerado pela fé em Jesus Cristo. Assim, pelo batismo, o novo crente dá prova de haver morrido para o mundo, estando pronto para ser sepultado e ressuscitado para uma nova vida em Cristo. No entanto, se o crente vier a morrer antes de ser batizado nas águas, a sua condição de salvo continua inalterada (Lucas 23:42:43). Uma vez que o batismo não se constitui uma opção, mas uma ordenação do Senhor, todos os que crêem devem ser batizados.
C) NO BATISMO, TAMBÉM, O CRENTE SE SUBMETE A AUTORIDADE DA IGREJA LOCAL, COLOCANDO-SE SOB SUA COBERTURA ESPIRITUAL E PARTICIPANDO DO SEU MINISTÉRIO:
1) A Igreja universal e local ''EKKLESIA'', traduzida por igreja, deriva-se de EKKALED, verbo que significa ''chamar a parte'' (Deuteronômio 23:3; Salmo 22:25; Atos 7:38).
2) A igreja, corpo de Cristo (Romanos 12:4-8; 1º Coríntios 12:12-28), essa maravilhosa figura desenvolvida por Paulo, destaca as seguintes características:
a) a disposição dos membros no corpo pelo próprio Deus (1º Coríntios 12:18);
b) a diversidade de dons e funções desses membros (Romanos 12:4-11; Efésios 4:12);
c) a dependência, por parte do todo, de cada componente; nenhum é dispensável (1º Coríntios 12:21-23);
d) sua coordenação por Deus, para que não haja divisão no corpo (1º Coríntios 12:24b-25a);
e) a cooperação dos membros, com igual cuidado, em favor um dos outros (1º Coríntios 12:25b).
N.B: A obra que Deus deseja realizar em nossas vidas será realizada através da igreja, daí a importância da igreja local para o desenvolvimento dessa obra. Por isso não devemos deixar de congregar-nos (Hebreus 10:24-25; Provérbios 18:1).
D) O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
Veja em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/orarnoespíritosanto.htm 
 
Nesta seção trataremos de outro modo de operação do Espírito Santo no crente: A sua obra vitalizante. Esta última fase da obra do Espírito Santo é apresentada na promessa de Cristo. ''Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas'' (Atos 1:8).
1) A característica principal dessa promessa: Poder para servir e não regeneração para a vida eterna. Sempre que lemos acerca do Espírito Santo vindo sobre, repousando sobre, ou enchendo as pessoas, a referência nunca se refere à obra salvadora do Espírito, mas sempre ao poder para servir.
2) A quem foi dirigida: A homens que já estavam em relação íntima com Cristo. Foram enviados a pregar, armados de poder espiritual para esse propósito (Mateus 10:1).
a) A eles foi dito: ''Os vossos nomes estão escritos nos céus (Lucas 10:20).
b) Sua condição moral foi descrita nas Palavras: ''Vós já estais limpos pela Palavra que vos tenho falado'' (João 15:3).
c) Sua relação com Cristo foi ilustrada com a figura: ''Eu sou a videira, vós os ramos'' (João 15:5).
d) Eles conheciam a presença do Espírito Santo com eles (João 14:17), e sentiram o sopro de Jesus ressuscitado a dizer: ''Recebei o Espírito Santo'' (João 20:22).
e) Estes fatos demonstram a possibilidade de a pessoa estar em contato com Cristo e ser seu discípulo e,
contudo carecer do revestimento especial mencionado em Atos 1:18.
3) O que acompanhava o cumprimento da promessa: Houve manifestações sobrenaturais, sendo que a mais importante e comum foi o milagre de falar em outras línguas. Este dom acompanhava sempre a experiência sobrenatural do batismo no Espírito Santo (Atos 10:44-47).
a) Essa experiência é descrita como ser cheio do Espírito Santo. Aqueles que foram batizados com o Espírito Santo no dia de Pentecostes também foram cheios do Espírito (Atos 2:1-4).
Os fatos acima expostos nos levam à conclusão de que o crente pode experimentar um revestimento de poder, experiência suplementar e subseqüente à conversão, cuja manifestação inicial se evidencia pelo milagre de falar em língua por ele nunca aprendida.
b) O propósito especial do Espírito Santo é dar energia à natureza humana para um serviço especial para Deus, e, resultando em uma expressão externa de caráter sobrenatural. De uma maneira geral, Paulo se refere a essa expressão exterior como a ''manifestação do Espírito (1º Coríntios 12:7).
4) Para receber o batismo com o Espírito Santo, uma atitude correta é essencial:
a) Os primeiros crentes que receberam o Espírito Santo ''perseveraram unânimes em oração'' (Atos 1:4).
b) A recepção do dom do Espírito Santo, subseqüente à conversão, está ligado às orações dos obreiros-cristãos (Atos 8:14-17).
c) Também está ligado às orações em comum na igreja:
1) Depois que os cristãos de Jerusalém oraram para receber coragem para pregar a Palavra, ''moveu-se o lugar em que estavam reunidos e todos foram cheios do Espírito Santo'' (Atos 4:31).
d) Um derramamento espontâneo, como foi o caso das pessoas que estavam na casa de Cornélio (Atos 10:44-47).
e) Oração individual: Saulo de Tarso jejuou e orou três dias antes de ser cheio do Espírito Santo (Atos 9:9 e 17).
f) Obediência: O Espírito Santo é a pessoa que Deus deu àqueles que Lhe obedecem (Atos 5:32).
5) Donde concluímos que uma das características do verdadeiro cristão é ser submisso a autoridade do Senhor, da Igreja e a todas as outras autoridades, pois o princípio de Deus é a autoridade (Hebreus 13:17; Mateus 28:18).
ESTUDO 4 - IMPOSIÇÃO DE MÃOS
A) AUTORIDADE É UM PRINCÍPIO DO REINO DE DEUS
1) Deus criou todas as coisas. Tudo está sujeito à sua autoridade, uma vez que tudo foi criado por Ele e para Ele (Eclesiastes 3:11; Colossenses 1:16).
a) Deus não exerce seu domínio pela força, mas pelo reconhecimento do seu amor para conosco. Só se sujeita incondicionalmente à vontade de Deus quem confia plenamente nEle (João 4:34).
b) Aqueles que não estão dispostos a aceitar a vontade de Deus, vivem em estado de rebelião o que caracteriza o pecado (Romanos 1:32).
2) O princípio de rebelião não pode conviver pacificamente com o princípio de autoridade. No coração do rebelde está o desejo de ocupar o lugar de Deus, de ser seu próprio deus, de ditar suas próprias normas do bem e mal. Após o Juízo final estes dois princípios estarão eternamente separados, caso contrário, o caos reinaria eternamente na criação.
B) A REBELIÃO DO HOMEM E SUAS CONSEQÜÊNCIAS
1) A primeira criatura de Deus que se rebelou foi Lúcifer, quando arregimentou um terço dos anjos do céu. Como conseqüência, foi destituído do seu cargo, expulso do céu e lançado na terra (Ezequiel 28:11-17).
a) Satanás e seus anjos tomaram uma decisão eterna de não reconhecer a autoridade de Deus.
2) O segundo capítulo de Gênesis relata o fato da queda do homem, informando acerca do primeiro lar do homem, sua inteligência, seu serviço no jardim do Éden, as duas árvores e o primeiro matrimônio. Menciona especialmente as duas árvores, a do conhecimento do bem e do mal e a árvore da vida. Essas duas árvores pareciam dizer a nossos primeiros pais: ''Se seguirdes o bem e rejeitares o mal, tereis a vida'' (Deuteronômio 30:15).
a) Porque a árvore proibida foi colocada ali? Para prover um teste pelo qual o homem pudesse, amorosa e livremente, escolher servir a Deus e dessa maneira desenvolver seu caráter (RGênesis 2:15-17).
b) A serpente, astutamente, semeia dúvidas e suspeitas no coração de Eva. (Gênesis 3:1-6) por meio da pergunta no versículo 1, lança a tríplice dúvida acerca de Deus.
b.1 - dúvida sobre a bondade de Deus;
b.2 - dúvida sobre a retidão de Deus;
b.3 - dúvida sobre a Santidade de Deus.
3) Quando Adão comeu do fruto, tudo que estava sob sua autoridade sofreu as conseqüências da rebelião. O casal sofre imediatamente a morte espiritual, a separação de Deus, a morte passou a toda sua descendência. Além disso, Adão entregou ao Diabo todo domínio e autoridade que Deus havia lhe concedido(Gênesis 3:6; Lucas 4:5-7).
C) A MISSÃO DE JESUS COMO HOMEM
1) Ao se fazer como a criatura, sendo gerado homem, Jesus atingiu três objetivos básicos relacionados ao princípio de autoridade:
a) submeter-se como criatura ao princípio de autoridade de Deus (Filipenses 2:6-8);
b) substituir o homem no castigo que pesava sobre a rebelião (Isaias 53:5-6; Gálatas 3:13; 1º Coríntios 15:3);
c) reimplantar o princípio de autoridade na vida de todos que reconhecem o amor de Deus (Romanos 5:19).
2) O primeiro objetivo Jesus cumpriu sendo obediente até a morte e morte de cruz. Apesar de tentado a desobedecer ao Pai como nenhum outro o foi, Jesus jamais satisfez sua vontade própria de homem. Sua plena submissão ao Pai aprovou definitivamente o princípio de autoridade para toda a criação.
3) O segundo objetivo, ele atingiu ao sofrer na cruz, sem nunca ter se rebelado, levando todo o castigo que pesava sobre os rebeldes. Sofreu a morte física e também a separação do Pai (Marcos 15:34).
4) O terceiro objetivo ele alcançou na ressurreição, sendo glorificado pelo pai como Senhor e cabeça de todas as coisas (Colossenses 1:17-19). É a vida de Cristo em nós que nos permite a perfeita e suprema submissão à vontade de Deus. Só pode fazer parte do Reino de Deus aquele cuja cabeça é Jesus.
D) DEUS DELEGA AUTORIDADE
1) Toda autoridade procede de Deus. Deus governa seu reino, delegando autoridade aos que O servem.
a) Reconhecer a autoridade de Deus implica reconhecer as autoridades levantadas por Ele em todos os âmbitos da vida: na família, no trabalho, no governo, na sua igreja, etc (Romanos 13:1-7).
b) Devemos entender que a autoridade não está na pessoa, mas na posição que ela ocupa.
c) Um governador tem autoridade de governar enquanto estiver no governo.
d) A autoridade em si é boa, pois procede de Deus, mas a pessoa que a exerce pode ser boa ou má.
e) Deus levanta e destitui reis. É Ele quem inclina o coração dos reis para onde quer.
E) O EXERCÍCIO DE AUTORIDADE
1) Sobre os Demônios:
a) Jesus venceu os principados e potestades, expondo-os publicamente à vergonha da derrota (Colossenses 2:15).
b) Obtemos plenamente os benefícios desta vitória quando exercemos toda a autoridade que Jesus concedeu-nos sobre eles.
c) Os Demônios são obrigados a obedecer a nossas ordens, pois quando ordenamos é como se o Senhor mesmo ordenasse.
d) Muitos crentes desconhecem a autoridade que têm e, quando se defrontam com o reino das trevas, buscam socorro em Deus, mas o Senhor já lhes concedeu tudo o que necessitam para vencer e permanecer inabaláveis (Efésios 6:13-18).
2) Sobre as Enfermidades:
a) Toda as enfermidades resultam do pecado (Romanos 5:12).
b) É certo que o pecado não domina mais aquele que está em Cristo. Mas também é certo que o pecado ainda habita em nossa natureza carnal, pelo que Paulo afirma: ''Esmurro meu corpo todos os dias''.
c) Devido à presença do pecado, este corpo será destruído para ressuscitar um corpo incorruptível (Mais sobre este assunto no Estudo 5).
d) A destruição do nosso corpo carnal faz parte do plano de Deus e a enfermidade pode servir a este propósito.
e) Por outro lado, a enfermidade pode proceder de Satanás servindo para matar, roubar e destruir nossa alegria e paz.
f) Jesus concedeu-nos autoridade para curar os enfermos escravizados pelo Diabo, libertando-os dos seus sofrimentos. Por isso devemos sempre orar expulsando a enfermidade.
3) Na pregação do Evangelho:
a) A ordem de Jesus é para que o evangelho seja pregado por todo o mundo, quer queiram ouvir, quer não.
b) Ao anunciar Jesus, precisamos saber que Deus sustenta sua palavra com sinais e prodígios, e que ela não volta ao Senhor antes de haver efetuado a obra para a qual foi designada. Pregar com autoridade significa confiar que Deus se encarregará de provar ao incrédulo a veracidade do nosso testemunho (Marcos 16:17-18; Ezequiel 12:25).
F) O PRINCÍPIO DE AUTORIDADE NA IGREJA LOCAL
Veja em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/atos.htm 
 
1) Ninguém pode servir a Deus de forma isolada. A congregação é o meio utilizado pelo Senhor para ensinar-nos a submissão e o exercício de autoridade (Hebreus 10:23-25):
a) Na igreja primitiva, as congregações estavam ligadas por um único espírito.
b) Cada congregação tinha um sistema de governo próprio e independente, formado pelo pastor, presbíteros, anciãos e membros.
c) Submeter-se a Cristo implica em primeira instância, submeter-se às autoridades da igreja local. Ao conselho da igreja cabe a responsabilidade de zelar pela conduta de seus membros (Hebreus 13:7, 17)
ESTUDO 5 - RESSURREIÇÃO DOS MORTOS
Veja em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/FILHILHO.HTM 
 
A) A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO
1) Os Coríntios como os demais gregos eram um povo de grande capacidade intelectual e amantes de especulações filosóficas. O Apóstolo Paulo previu que, sob a influência do espírito grego, o ensino da igreja de Corinto poderia fazer com que o evangelho se dissipasse em lindo, porém impotente sistema de filosofia e ética:
a) O Apóstolo desafiou a veracidade desse ensino (1º Coríntios 15:12).
b) Tomando esse erro como ponto de partida, Paulo expôs a doutrina verdadeira, entregando ao mundo o grande capítulo da ressurreição (leiam em casa 1ª Coríntios 15).
2) No princípio Deus criou tanto o Espírito como o corpo, e, quando se uniram espírito e corpo como unidade vivente, o homem tornou-se alma vivente (Gênesis 2:7):
a) O homem foi criado imortal no sentido de que ele não precisava morrer, mas mortal no sentido de que poderia morrer se desobedecesse a Deus (Gênesis 2:16-17).
b) Se o homem tivesse permanecido fiel, possivelmente teria sido trasladado, pois a trasladação parece ser o meio perfeito que Deus usa para remover da terra os seres humanos (2 Reis 2:11).
c) O homem pecou, perdeu o direito à árvore da vida, e em resultado disso começou a morrer, processo que culminou na separação do espírito do corpo (Gênesis 3:22).
d) A morte física foi à expressão externa da morte espiritual, a qual é a conseqüência do pecado.
e) Desde que o corpo é parte integrante da personalidade do homem, sua salvação e sua imortalidade não se completam enquanto não for ressuscitado e glorificado. Assim ensina o novo testamento. (1º Coríntios 15:53-54; Filipenses 3:20-21).
f) O homem se compõe tanto de alma como de corpo, sua redenção deve incluir a vivificação dos dois, da alma e do corpo. Embora o homem se torne justo perante Deus e vivo espiritualmente (Efésios 2:1), seu corpo morrerá como resultado da sua herança racial de Adão.
B) O FATO E NATUREZA DO ESTADO INTERMEDIÁRIO:
1) O velho testamento ensina que há uma vida depois da morte:
a) Mostra que todos os homens vão ao SHEOL (O hades do novo testamento).
b) Os ímpios vão para lá (Salmos 9:17; Isaias 5:14).
c) Lemos que Coré e Abirão desceram vivos ao Sheol (Números 16:33).
d) Os justos também vão para lá (Jó 14:13; Salmos 6:5; 16:10).
e) Ezequias considerava a morte como ''entrar nas portas do além'' (Isaias 38:10).
2) Também o novo testamento mostra que tanto os maus como os justos desciam ao hades, antes da ressurreição de Cristo:
a) Lemos que o rico desceu ao hades e ele e Lázaro estavam tão próximos que dava para conversarem um com o outro naquela região (Lucas 16:19-31).
b) O próprio Jesus desceu ao hades (Atos 2:27-31).
c) Cristo tem agora as chaves da morte e do hades (Apocalipse 1:18).
d) Um dia, a morte e o hades devolverão os mortos que neles há (Apocalipse 20:13-14).
3) Se, então, as escrituras ensinavam que há uma existência depois da morte, esta seria uma existência consciente?
a) É o que é sugerido no velho testamento e ensinado claramente no novo testamento (Mateus22:31-32; Lucas 23:40-43).
b) O novo testamento indica que haviam dois compartimentos no hades, um para os maus e outro para os bons. O que era reservado para os bons chamava-se Paraíso.
c) Depois da ressurreição de Jesus, parece ter havido uma mudança. Agora os crentes vão à presença de Cristo quando morrem (2º Coríntios 5:6-9).
d) Paulo expressou o desejo de ''partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor'' (Filipenses 1:23).
e) ''As almas dos que tinham sido mortos'' estavam debaixo do altar e conscientes (Apocalipse 6:9-11).
f) Quando Jesus ressuscitou, Ele levou não apenas as primícias daqueles a quem ressuscitou corporalmente (Mateus 27:52-53), mas também as almas de todos os justos que estavam no hades (Efésios 4:8; Salmos 68:18).
C) O ENSINAMENTO DO VELHO TESTAMENTO QUANTO À RESSURREIÇÃO DO CORPO
1) Para começar, o velho testamento registra a ressurreição do corpo de pelo menos três pessoas:
a) o filho da viúva (1º Reis 17:21-22);
b) o filho da Sunamita (2º Reis 4:32-36);
c) o homem que reviveu ao tocar os ossos de Eliseu (2º Reis 13:21). 2) Abraão esperava que Deus levantasse Isaque dos mortos no Monte Moriá (Gênesis 22:5; Hebreus 11:19).
3) Jó esperava ver a Deus em seu corpo (Jó 19:25-27).
4) Notamos ainda a expectativa de Isaías de uma ressurreição do corpo (Isaias 26:19).
D) O ENSINAMENTO DO NOVO TESTAMENTO QUANTO À RESSURREIÇÃO DO CORPO
1) O novo testamento registra a ressurreição de cinco pessoas:
a) a filha de Jairo (Mateus 9:24-25);
b) o jovem de Naim (Lucas 7:14-15);
c) Lázaro (João 11:43-44);
d) Dorcas (Atos 9:40-41);
e) Êutico (Atos 20:9-12).
2) O próprio Senhor Jesus ensinou sobre uma futura ressurreição (João 5:28-29; 6:39-40,44,54).
3) Os Apóstolos ensinaram isso (Atos 24:15; 1º Tessalonicenses 4:14-16; Apocalipse 20:4-6).
4) Finalmente, a ressurreição de Cristo é a garantia de nossa própria ressurreição (1º Coríntios 15:20-22; 2º Coríntios 4:14; Romanos 8:11):
a) Ele não só destruiu a morte como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho (2º Timóteo 1:10).
b) Há, portanto, prova abundante de que, tanto o velho como o novo testamento ensinam a ressurreição do corpo.
E) A NATUREZA DA RESSURREIÇÃO
1) Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? e em que corpo vêm? (1º Coríntios 15:35).
2) Observemos primeiro que as escrituras falam de três tipos de ressurreição:
a) uma ressurreição judicial, na qual o crente foi ressuscitado com Cristo (Romanos 6:4-5; Efésios 2:5-6);
b) uma ressurreição espiritual, equivalente à regeneração (João 5:25-26);
c) uma ressurreição física (João 5:28-29);
d) Estamos interessados agora na ressurreição física.
3) As escrituras indicam que o corpo será ressurreto de, pelo menos, quatro maneiras.
a) Em declarações claras a esse respeito (Jó 19:25-26; João 5:28-29; 1º Corintios 15:44).
b) Quanto aos dois tipos de corpos mencionados na última referência, STRONG diz: ''Esses adjetivos ''psíquico'' e ''espiritual'' não definem o material dos respectivos corpos, mas sim aqueles corpos em suas relações e adaptações, em seus poderes e usos. O corpo presente é adaptado e planejado para o uso da alma; o corpo da ressurreição será adaptado e planejado para o uso do espírito.''
c) Na declaração de que o corpo está incluído em nossa redenção (Romanos 8:23-26; 1º Coríntios 6:13-15).
d) Quando Cristo morreu por nós, morreu pelo homem todo. Os benefícios completos de sua expiação não são cumpridos até que o corpo tenha sido tornado imortal por Deus, o que se dará na ressurreição.
e) No tipo de corpo com que Jesus ressuscitou, Ele ressurgiu em um corpo físico (Lucas 24:39; João 20:27).
f) Na literalidade da volta e julgamentos do Senhor. O homem Cristo Jesus voltará para julgar, não espíritos incorpóreos, mas sim homens corpóreos (1º Tessalonicenses 4:16-17; Apocalipse 20:11-13).
F) OS CORPOS DOS CRENTES
1) Diversas passagens declaram ou dão a entender que o corpo ressurreto dos crentes será semelhante ao corpo glorificado de Cristo (Filipenses 3:21; 1º João 3:2; 1º Coríntios 15:49).
2) Alguns detalhes podem ser mencionados de 1º Coríntios 15:
a) Lemos que não será composto de carne e sangue (1º Coríntios 15:50-51).
b) Depois da ressurreição, Jesus diz que seu corpo é composto de ''carne e ossos'' (Lucas 24:39).
c) Novamente nossos corpos serão incorruptíveis, não estando, portanto, sujeitos à doença, decomposição e morte (1º Coríntios 15:42, 53-54).
d) Será um corpo glorioso, poderoso, espiritual e, finalmente, será um corpo celestial (1º Coríntios 15:43-44, 47, 49).
G) OS CORPOS DOS NÃO CRENTES
1) Jesus declarou que está chegando a hora quando todos que estiverem na sepultura sairão, alguns para a ressurreição da vida, e alguns para a ressurreição do juízo (João 5:28-29).
2) Diante de Félix, Paulo declarou que Israel tinha esperança em Deus ''de que haverá ressurreição, tanto de justos como de injustos''(Atos 24:15).
3) No livro de Daniel, está escrito que muitos dos que dormem no pó ressuscitarão ''para vergonha e horror eterno'' (Daniel 12:2).
4) No Apocalipse é ensinado que ''os não salvos'' serão ressuscitados, julgados e lançados no lago de fogo (Apocalipse 20:12-13).
5) A curiosidade nos levaria a uma investigação da natureza deste corpo ressurreto, mas o silêncio da escritura quanto a esse ponto indica que devemos nos contentar com as coisas que nos foram reveladas.
H) A BÍBLIA NOS ENSINA QUE HAVERÁ DUAS RESSURREIÇÕES (Apocalipse 20:4-6).
1) A primeira ressurreição terá lugar quando Cristo vier nos ares (1º Tessalonicenses 4:16; 1º Corintios 15:23).
2) Não há dúvida de que todos os salvos dos tempos do velho testamento e do novo testamento até aquele momento, serão então ressuscitados.
3) Os que forem mortos durante a tribulação aparentemente serão ressuscitados no momento da vinda de Cristo a terra. Assim, a primeira ressurreição estará completa (Apoc. 20:4-5).
I) A SEGUNDA RESSURREIÇÃO TERÁ LUGAR MIL ANOS MAIS TARDE (Apocalipse 20:5; 11:13)
1) Parece que Deus é tão longânimo quanto possível com os que morreram sem ser salvos. Estão em tormento no estado intermediário, mas ainda não estão no lugar do castigo final. Assim, a bondade de Deus faz adiar o dia do acerto final de contas para até depois do milênio. Mas, embora demore, certamente virá!
ESTUDO 6 - JUÍZO ETERNO
Veja em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/FILHILHO.HTM 
A) A BÍBLIA É UM LIVRO HISTÓRICO, DOUTRINÁRIO E PROFÉTICO. O ESTUDO DE APOCALIPSE ABRANGE ESTAS TRÊS ÁREAS:
1) O Aspecto Histórico:
a) O mundo já conheceu seis impérios: o Egípcio, o Assírio, o Babilônico, o Medo-persa, o Grego e por fim o Romano. Todos estiveram diretamente envolvidos com Israel, o Povo de Deus.
b) O Egito tornou-se uma grande nação por causa de José, Filho de Jacó, e foi destruído quando perseguia Israel no mar vermelho (Gênesis 39:1-2; Êxodos 14:26-28).
c) O Babilônico foi levantado para castigar Israel através de Nabucodonosor. Foi destruído quando Beltsazar abusou do Senhor, bebendo vinho nos jarros santos, que seu pai havia tirado do templo em Jerusalém (2º Reis 25:8-10; Deuteronômio 5:1-4).
d) O Assírio foi derrubado por Deus quando Senaqueribe cercou Jerusalém e zombou do Senhor (2º Reis 18:19).
e) O Império Medo-Persa, este intimamente relacionado ao povo judeu, conforme registram os livros de Neemias, Esdras e Ester, escritos nesta época.
f) O Império Grego e sua queda foi vaticinada por Daniel no capítulo 8:5, 16 e 21, onde é feita uma alusão a Alexandre, o Grande, como o Bode Peludo que destruiria o império Medo-Persa. Este império foi destruído quando um dos quatro reis, sucessores de Alexandre (Daniel 8:23-24), que eram seus generais, chamados Ptolomeu, Seleuco, Antípater e Filétero, invadiu Jerusalém e sacrificou uma porca no altar, zombando de Deus (Daniel 11).
g) Jesus nasceu durante o império Romano, profetizado por Daniel como o quarto reino que se levantaria após o Babilônico (Daniel 2:39-40). Daniel profetizou que o império Romano destruiria Jerusalém e o templo, após o messias ter sido tirado (Daniel 9:25-26; Lucas 21:5-6), o que Jesus confirmou. Isto aconteceu 70 anos depois de Cristo quando as legiões romanas cercaram Jerusalém e destruíram a cidade e o templo. Um terço dos judeus morreu dentro da cidade, outro terço foi crucificado ao redor da cidade e o último terço do povo foi espalhado entre todas as nações, conforme a profecia. (Ezequiel 5:12; Lucas 21:20).
h) Todo o desenrolar da história está profetizado na Bíblia e tem o povo de Israel como centro dos acontecimentos.
1- A profecia sobre a volta dos Judeus à terra prometida (Ezequiel 36:8-12; 37:21-23).
2 - Os conflitos entre Árabes e Judeus (Ezequiel 36:33-36).
3 - A possível guerra entre a Rússia e Israel (Ezequiel 39:1-9; 39:18-23).
i) O último império que o mundo conhecerá será o do anticristo. Ele será destruído quando se levantar contra os Judeus , quando então eles olharão para quem traspassaram, Jesus (Zacarias 12:10). Então o Senhor voltará e toda a nação se converterá a Ele.
1 - A pessoa do anticristo (2º Tessalonicenses 2:3).
2 - Seu poder sobrenatural (2º Tessalonicenses 2:7-10; Apocalipse 17:11-15).
2) O Aspecto Moral:
a) Ao sabermos que o Senhor breve virá para arrebatar a sua igreja, somos levados a preocupar com a nossa santificação. Jesus conta uma parábola sobre as dez virgens esperando a vinda do noivo, referindo-se à sua volta e ao arrebatamento da igreja. Numa parábola, cinco virgens não tinham azeite em suas lâmpadas, por isso não viram quando o noivo chegou e, como conseqüência não entraram nas bodas.O arrebatamento está para acontecer, quando a igreja do Senhor Jesus será tirada para não passar pela grande tribulação que virá sobre o mundo. Ele nos exorta a ficarmos alertas porque virá como um ladrão à noite naquele dia. Jesus virá para aqueles que O esperam.
1 - O arrebatamento. Como será, quando será e quem subirá (1º Tessalonicenses 5:1-11; Marcos 13:28-37).
2 - O arrebatamento será em um átomo de tempo. Primeiro os que dormem em Cristo ressuscitarão, depois nós, os que estivermos vivos, teremos nossos corpos transformados e subiremos para encontrar o Senhor, nos ares (1º Tessalonicenses 4:13-18).
3 - O Aspecto Profético
a) Daniel profetizou que, nos últimos dias, a ciência se multiplicaria. Estamos vendo isto acontecer (Daniel 12:4).
b) Ezequiel profetizou que os judeus voltariam à terra prometida (Ezequiel 37:21-23).
1 - Depois de 1.900 anos espalhados pelo mundo, os Judeus retornaram em 1948 e lá estão até hoje, contra tudo e todos (Ezequiel 38:8).
c) Após o arrebatamento, o anticristo virá e estabelecerá o seu reinado com a ajuda de dez nações e do Império Romano, que nunca caiu, pois até hoje Roma possui um César cujo poder é reconhecido no mundo inteiro: o próprio Papa (Apocalipse 17). Este Império durará sete anos, quando então Jesus voltará para destruir as forças satânicas.
d) O Império do anticristo - 7 anos. (Daniel 9:26-27).
e) A procedência do Império - visão de Nabucodonosor (Daniel 2:1-5; 7:16-25).
1 - A 1ª fase do reinado do anticristo - falsa paz (Daniel 9:27).
2 - A aliança com as dez nações. (Apocalipse 17:3, 12-9).
3 - A aliança com a grande prostituta (Apocalipse 13:7-9; 17:1-9).
4 - A aliança com Israel e a reconstrução do templo (Daniel 9:25-27).
5) A 2ª fase do reinado do anticristo - dores (Apocalipse 9:1-12).
6) A guerra entre as dez nações (Daniel 2:42-43).
7) A destruição da grande prostituta (Apocalipse 17:15-17).
8) A marca da besta e a tecnologia atual (Apocalipse 13:16-18).
4) Cremos não haver dúvida de que a segunda vinda de Cristo se dará em duas fases: Arrebatamento da igreja, e manifestação da pessoa de Cristo em glória.
a) Na primeira fase, o arrebatamento da igreja, Jesus virá para os seus. Não tocará os seus pés na terra, tampouco será visível ao mundo. Ele virá até às nuvens, onde receberá a sua igreja para que com ele adentre às mansões celestiais (1º Tessalonicenses 4:17).
b) Já na segunda fase, a manifestação propriamente dita, sete anos após a primeira, Jesus virá com os seus. Nesse momento, sim, todo olho o verá, não como um Cristo abatido e humilhado, mas exaltado e triunfante (Zacarias 14:4).
5) A Batalha do Armagedom
a) A palavra ARMAGEDOM significa monte de megido. Também conhecido como a planície de Jezreel. Nesse amplo e espaçoso lugar, os exércitos do anticristo estarão congregados para o ataque decisivo contra Jerusalém.
b) Quando Jerusalém estiver cercada pelos exércitos do anticristo e aos Judeus não restar escape, então eles clamarão angustiados pelo auxílio de Deus. Nesta hora, dar-se-á a manifestação de Jesus, revestido com poder e glória (Isaias 52:8; Mateus 24:30).
c) O triunfo de Jesus sobre os exércitos do anticristo será esmagador. Destruindo os exércitos hostis a Israel, o anticristo e o falso profeta serão lançados no lago de fogo e enxofre (Apocalipse 19:20).
6) O Milênio
a) Ao aprisionamento de Satanás, seguir-se-ão mil anos de paz e de governo perfeito sob o reinado do Senhor Jesus, assinalando o começo de uma nova dispensação (Apocalipse 20:6).
b) Esse período não é o princípio de um mundo novo, mas o fim de um mundo antigo. O que o sábado judaico é para a semana, assim será o milênio para a era presente.
c) Dois grupos de povos distintos tomarão parte no milênio: os crentes glorificados, consistindo dos santos do antigo e do novo testamento, da igreja triunfante, dos santos oriundos da grande tribulação; e os povos naturais, em estado físico normal, vivendo na terra, a saber: judeus salvos saídos da grande tribulação, gentios poupados no julgamento das nações e o povo nascido durante o milênio propriamente dito.
d) No milênio, a igreja estará glorificada com Cristo na Jerusalém celestial. A igreja exercerá a co-regência com Cristo durante esse período (Apocalipse 21:22-23) revestidos de um corpo glorificado, os salvos estarão acima das limitações do tempo e do espaço sujeitos quando ainda em seus corpos mortais. Terão um corpo como o de Cristo Ressurreto, que se locomove sem obstáculos e sem barreiras.
e) A própria terra passará por transformações que alterarão sensivelmente, para melhor, o seu clima e sua produtividade. Também os animais sofrerão mudança na sua natureza durante essa época áurea. A ferocidade deles será removida para dar lugar à docilidade. Não mais se atacarão, nem, representarão qualquer ameaça ao homem. (Isaias 65:25).
f) Toda criação, afetada que foi pela queda do homem, de igual modo participará das bênçãos decorrentes do governo milenar de Cristo (Romanos 8:18-23).
7) Terminado o milênio, Satanás será novamente solto por um breve espaço de tempo (Apocalipse 20:7). Esta soltura de Satanás servirá para:
a) provar às pessoas que nasceram durante o milênio;
b) demonstrar pela última vez quão pecaminosa é a natureza humana, e que o homem por sí mesmo jamais se salvará, mesmo sob as melhores condições;
c) demonstrar que o Diabo é completamente incorrigível.
8) Satanás sai a ajuntar as nações da terra para a batalha, mas será derrotado e lançado no lago de fogo e enxofre onde está a besta e o falso profeta (Apocalipse 20:8-10).
9) Após este evento, será estabelecido o Juízo do grande trono branco, o Juízo Final. É nessa época que todos os ímpios mortos ressuscitarão para ouvir sua sentença final diante do trono de Deus. Até mesmo a morte e o inferno serão lançados no lago de fogo, a segunda morte. (Apocalipse 20:11-15).
 
RESUMO:
HEBREUS 5.12-14; 6.1,2
1-ARREPENDIMENTO DE OBRAS MORTAS: Ef 2.8-10
2-FÉ EM DEUS Ef 2.8
3-A DOUTRINA DOS BATISMOS (NAS ÁGUAS Mt 3- NO ESPÍRITO SANTO At 2 - DE MORTE Mc 10.38)
4-IMPOSIÇÃO DE MÃOS (AUTORIDADE – Mc 16.15-18
5-RESSURREIÇÃO DOS MORTOS – 1 Co 15.12 Dn 12
6-JUÍZO ETERNO – AP 9.6; 13.7,8; 20.11-15
 
Complemento:
«...É impossível... » O que é impossível? A restauração dos apóstatas. O que é possível para o crente? A apostasia. Essas são as idéias do autor sagrado. E essa é a única interpretação honesta. É inútil, por exemplo, vermos qualquer exceção a isso, observando-se que, no sexto versículo, onde aparece o verbo principal («...e caíram... »), a idéia está condicionada à ação maligna de haverem «crucificado ao Filho de Deus», essa ação está apresentada no particípio presente, que pode ser traduzido como «enquanto crucificam ao Filho de Deus», o que poderia indicar que, se abandonarem tal atitude, sua renovação é possível. Seria uma observação vâ dizer que «É impossível renovar os apóstatas enquanto persistirem em crucificar novamente a Cristo, com sua rebeldia». Isso é tão obvio que nem mereceria atenção. Mas o que precisa ser mencionado é que é «impossível» renovar os apóstatas, e que os verdadeiros crentes podem apostatar. E é exatamente esse o aspecto que dá a esta passagem sua urgência particular. Portanto, a tradução correta seria: «...É impossível restaurar ao arrependimento aqueles que antes foram iluminados... se cometerem apostasia, posto que assim crucificam ao Filho de Deus, para seu próprio detrimento, expondo-o à ignomínia... ». Esse é o sentido claramente tencionado pelo autor sagrado. Ele meramente expressava uma comum interpretação rabínica, com base em Num. 15:28 e ss., onde se vê que havia perdão para os pecados de ignorância, através de sacrifícios cruentos, mas não havia perdão para pecados «voluntários» ou de «presunção», mediante aqueles sacrifícios. Naqueles casos o indivíduo era «cortado» de Israel, sem qualquer remédio. Que nosso autor tem em mente essa tradição é evidente com base em Heb. 10:26, onde ele menciona especificamente a «fatalidade» do «pecado voluntário». Para tal pecado não havia sacrifício – ficava fora do alcance expiatório dos sacrifícios. O que resta é apenas uma espera temível pelo juízo e pela indignação divina. Se os interpretes ansiassem por interpretar o autor sagrado com base no que ele provavelmente cria, devido suas conexões com a tradição judaica, e não com base no que «ele teria dito, para concordar com nossa teologia», não haveria dificuldade e nem confusão em torno deste texto. Naturalmente, o problema seguinte é: O autor sagrado estava com a razão? Em resposta a isso observamos que ha alguns conceitos do A.T. (como o presente) que o N.T. ultrapassou. A idéia inteira do julgamento é exemplo disso. O conceito judaico era tremendamente duro e inflexível, sem admitir qualquer modificação ou exceção. E há passagens do N.T. que refletem isso. Mas há outras passagens, como as de I Ped. 3:18-20; 4:6; Fil. 2:9-11 e o primeiro capitulo da epistola aos Efésios, que vão além dessa posição, mostrando que o Verbo eterno tem um alcance remidor que lança raios de esperança que iluminam o inflexível conceito de julgamento. É claro que isso não inclui a restauração de todos a uma posição igual à dos eleitos, mas indica que o julgamento envolveria mais do que mera retribuição – também tem aspectos disciplinadores e restauradores, até onde isso agradar a Deus, a fim de que tudo redunde na glória de Cristo. O trecho de Efe. 1.10, que alude ao «mistério da vontade de Deus», alude a esse tipo de interpretação. Mas esse é um conceito extremamente sublime do N.T., que ultrapassa à visão do A.T. Assim, no presente contexto, embora o autor sagrado demonstre uma visão puramente judaica, sobre a total impossibilidade de recuperação dos apóstatas, contudo, há outras passagens do N.T., como aquelas que falam sobre a segurança final e necessária daqueles que confiam em Cristo (segundo se vê no décimo capítulo do evangelho de João e no oitavo capitulo da epístola aos Romanos), que lançam um raio de esperança sobre o caso ate mesmo dos apóstatas.
O Progresso da Doutrina
1. Por que nos surpreenderíamos que um escritor do N.T. soubesse mais acerca de alguma questão ou doutrina espiritual do que outro? Por que teríamos de pensar que todos eles se achavam no mesmo nível de conhecimento? Admitimos livremente, que o N.T. transcende ao A.T. quanto ao conhecimento e à profundeza espirituais. Porventura Paulo não conhecia mais que os demais apóstolos, a respeito da graça e do destino humano, em Cristo?
2. Se esse é o caso, então é possível que o autor da epístola aos Hebreus, na idéia que formava sobre a apostasia, como algo não somente possível a um verdadeiro crente, mas também absolutamente fatal e sem remédio, não tivesse tão completa visão do poder e da misericórdia de Cristo, como se depreende de outros trechos do N.T.
3. É insensatez distorcer o texto presente, fazendo-o ensinar algo que ele não ensina, a fim de «reconciliá-lo» com outros trechos bíblicos. Isso faz-nos pensar no trecho de Num. 15:28 e ss., o qual, até onde posso ver, tem seus conceitos ultrapassados nas páginas do N.T.
4. O poder de Cristo aparece como algo grandioso, na epístola aos Hebreus. Na realidade, porém, ainda é maior do que ali se retrata. Outras passagens do N.T. existem que nos fornecem visões que ultrapassam, em muito, ao entendimento refletido por essa epístola, quanto a certas particularidades. O autor sagrado, apegando-se a idéias judaicas, cria que um verdadeiro crente pode apostatar. Aferrado a essa mentalidade, ele via fatalidade absoluta na apostasia. Outras passagens do N.T. concordam com ele – a apostasia é possível (ver I Cor. 9:27, corretamente compreendida; e ver também Col. 1:23). Essa tradição e tão sólida no N.T. que sua veracidade precisa ser admitida. Porém, o novo pacto também frisa a idéia da eventual «segurança» para aqueles que conhecem a Jesus Cristo como seu Salvador. De alguma maneira, Cristo nunca permitira que se percam. Isso envolve uma eventual restauração, ou nesta esfera terrena ou em algum campo espiritual, onde o Verbo eterno os buscara. Mas, embora essa seja a verdade, não devemos permitir que tal fato suavize a advertência contra a apostasia. Pois esta é possível; e ela leva a alma à agonia e ao desastre, mesmo que a graça de Deus venha eventualmente a aliviá-la.
 
As Muitas Interpretações Sobre Essa Passagem
Qual é a interpretação da presente passagem? Antes de apresentarmos a exposição geral sobre a dificílima passagem dos versículos quarto a sexto deste capitulo, consideremos os diversos tipos de interpretação que se tem vinculado à mesma:
 
1. A interpretação arminiana normal: A maior parte dos arminianos vê, nas Escrituras, o perigo real da apostasia. Esses entendem que esta passagem da epístola aos Hebreus da apoio h sua idéia. Ate esse ponta certamente estão certos, apesar de não verem a eventual restauração dos apóstatas como algo «necessário» (se esses foram, de fato, verdadeiros crentes). Porém, a maioria dos arminianos crê que a restauração dos apóstatas é possível, posto que não «necessária». E nisso entram em contradição com o autor sagrado, embora certamente estejam certos, com base em outras passagens do N.T. A fim de consubstanciar essa idéia, porém, precisam torcer o texto presente, de uma maneira ou de outra. É melhor dizermos simplesmente que este conceito foi ultrapassado pois revelações maiores, que revelam a vasta significação do oficio remidor de Cristo.
 
2. A interpretação arminiana radical: Essa interpretação afirma exatamente o que o texto diz. A apostasia é possível para um crente verdadeiro, e é algo totalmente sem remédio. Essa interpretação ignora outras revelações neotestamentárias mais elevadas sobre o tema. Limita o ofício remidor de Cristo aos conceitos judaicos. Interpreta corretamente o texto presente, mas não deixa penetrar luzes maiores dadas por outras passagens do N.T. Ver Num. 15:30.
 
3. A interpretação calvinista franca: Segundo essa interpretação, os indivíduos aqui referidos não podem ser crentes verdadeiros. Esses seriam contrastados com os verdadeiros crentes, aludidos no nono versículo «Quanto a vós outros; todavia, ó amados, estamos persuadidos das cousa que são melhores e pertencentes a salvação, ainda que falamos desta maneira». Os indivíduos aludidos na presente passagem seriam apenas iluminados, mas que ficaram aquém da regeneração. Se alguém chegar; esse estado, terá muitas vantagens; contudo, poderá cair, sendo «impossível» renovar os tais. Essa interpretação evita a questão inteira ignorando o fato evidente que o autor sagrado falava sobre «crentes reais», que a eles é que fez tais advertências. Não estava advertindo «leitores fantasmas». (Quanto a notas expositivas que abordam a questão, ver Heb. 3:6b e 4:1). Pensar que tais avisos não se destinam a crentes é contradizer a tese central consubstanciada neste tratado, fazendo com que o livro (que consiste essencialmente de uma advertência para não nos desviarmos e chegarmos a apostasia) não tenha qualquer aplicação aos crentes. Isso é um absurdo. Ninguém jamais teria pensado em tal interpretação, a não ser aqueles que precisam harmonizar tudo a um padrão teológico adredemente aceito, ao invés de modificarem sua «teologia» mediante idéias novas. Essa interpretação ignora o fato que o N.T. contem tanto a idéia de «possibilidade de queda» como a idéia de «segurança». Talvez tenhamos aqui um «paradoxo», isto é, um ensino «autocontraditório». É melhor aceitarmos ambos os aspectos da verdade bíblica, chamando-os de formadores de um paradoxo, deixando que a questão seja reconciliada quando tivermos recebido maior luz, do que rejeitarmos um ou outro aspecto da verdade. O tema é meramente uma subcategoria daquele «paradoxo» ainda maior, isto é, o do «livre-arbítrio versus determinismo divino», que é um dos principais problemas cientifico, filosófico e teológico. De algum modo, o homem e ao mesmo tempo livre e está sob obrigação. De alguma maneira Deus usa o livre-arbítrio humano sem destruí-lo, embora não saibamos dizer como isso pode ser. O livre-arbítrio e o determinismo são ambos aspectos da verdade bíblica, mas não sabemos harmonizá-los. Contudo, a segurança eterna e a possibilidade de queda podem admitir certa reconciliação entre si. Pelo menos, poderíamos especular acerca desta ultima questão. Tal especulação aparece nas notas expositivas sobre Rom. 8:39, com comentários mais breves nas notas presentes e em Heb. 3:6b e 4:1.
 
4. A interpretação calvinista modificada: Essa diz que aqueles que foram «iluminados, mas ainda não foram regenerados» podem ser restaurados, porquanto a sua restauração só será impossível enquanto «continuarem a crucificar ao Filho de Deus» (ver o sexto versículo deste capitulo, tirando proveito da interpretação possível do particípio presente).
 
5. Ainda dentro do campo calvinista, temos a interpretação hipotética . Segundo essa interpretação, as advertências constantes na epístola aos Hebreus, incluindo a presente, visam «crentes verdadeiros», mas meramente advertiriam contra a apostasia, usando essas advertências para «assustar» aos crentes. Porém, ao analisarmos de perto a questão, ainda segundo essa interpretação, nenhuma apostasia seria de fato possível. E as próprias advertências serviriam de instrumentos para impossibilitar a apostasia. Portanto, a apostasia seria apenas algo «hipotético». Essa interpretação, naturalmente, é totalmente ridícula. Faz com que o autor sagrado pareça um escritor desonesto. Este faria advertências, mas estas seriam apenas pílulas de açúcar, fantasmas terríveis mas sem qualquer substância real, embora tenham o poder de aterrorizar as pessoas. Com razão, pois, até mesmo a maioria dos próprios calvinistas repele essa noção.
 
6. Ainda dentro do campo calvinista: Há aqueles que dizem que esses avisos se destinam aqueles que tem muitas vantagens, como a criação em um lar crente, o terem sido batizados na idade infantil, o terem freqüentado escolas cristas, mas que, chegados a idade adulta, tomam suas próprias decisões, revoltando-se contra seus pais e seus mestres, abandonando a fé crista. Naturalmente, esses nunca foram verdadeiros crentes. mas apenas gozaram de vantagens próprias dos crentes. Essa interpretação eqüivale as de numero três e quatro, embora com a leve distorção que estaríamos tratando com membros jovens das igrejas, que finalmente se revoltam, ao chegar o tempo de assumirem responsabilidade diante de Deus. Pouquíssimos intérpretes levam a sério essa interpretação. Nada há no contexto que sugira tal refinamento.
 
7. A teoria dos pouquíssimos apóstatas: Voltando as interpretações arminianas, encontramos a deste parágrafo. Alguns admitem que haverá «alguns apóstatas», os quais ficam inteiramente fora da esperança de restauração. Judas Iscariotes é salientado como um desses exemplos. Seriam indivíduos apóstatas quanto às doutrinas, que se revoltariam contra Cristo, negando-o inteiramente, embora antes tivessem sido crentes autênticos. Não seriam os que entram meramente em uma vida pecaminosa, mas sua apostasia envolve a fé básica, e não a mera moralidade que não vive segundo os padrões do cristianismo. Isso é possível, mas teríamos de esperar um numero «extremamente reduzido» de casos; portanto, não haveria qualquer problema para a «igreja em geral». Trata-se de uma espécie de interpretação «arminiana-calvinista», que permite a apostasia (ponto de vista arminiano) mas que não lhe dá campo largo, de tal modo que, para todos os propósitos práticos, não se transforma em um problema (calvinismo). Mas que isso é uma noção falsa fica evidente diante do próprio fato que o autor sagrado se preocupava com «todos» os seus leitores, fazendo-lhes continuamente advertências severas no seu tratado. Certamente, ele sentia que o desvio para a apostasia representa um perigo real, para todos para quem escreveu, e não meramente para algum grupo de pessoas extremamente raras, nenhuma das quais se acharia entre seus leitores.
 
8. A interpretação do paradoxo: Tanto a possibilidade de queda como a segurança eterna são verdades bíblicas, ensinadas em diferentes lugares do N.T. O trecho do sexto capitulo da epistola aos Hebreus parece favorecer os arminianos, pois ensina a possibilidade de queda. Outras passagens, como o oitavo capítulo da epístola aos Romanos, parecem favorecer a idéia da «segurança eterna», sem qualquer qualificação. No presente não temos qualquer meio de reconciliar essas idéias. Nossa responsabilidade é aceitar a ambas, aplicando-as a nossa vida e deixando a questão da reconciliação nas mãos de Deus. Essa talvez seja a maneira correta de ver o problema, embora este comentário tente uma reconciliação, que reputamos ser razoável, e não ate mesmo absolutamente certa.
 
9. Alguns supõem que a possibilidade de queda é uma realidade, mas que o juízo prometido para os que caem não e o juízo eterno, e, sim, alguma severa disciplina da parte de Deus. Isso significaria que aqueles que caem não deixam de ser crentes, em qualquer sentido absoluto. Mas isso obviamente não está em foco no presente texto. A passagem de Heb. 10:27 mostra-nos que os apóstatas (e os referidos como tais realmente tinham apostatado) só podem esperar o temível fogo da indignação divina como sua sorte. Certamente está em foco o julgamento eterno. «Horrível cousa é cair nas mãos do Deus vivo» (Heb. 10:31).
 
10. A única interpretação que parece adaptar-se tanto a esta passagem como a outras passagens do N.T. que a modificam, e aquela que leva em conta os pontos seguintes:
a. A que admite a interpretação arminiana: é possível a queda, e todos os crentes enfrentam esse perigo.
b. A que admite a interpretação calvinista: a segurança do crente e uma realidade, e haverá de caracterizar finalmente a todos os remidos.
c. Portanto, a queda é algo relativo a experiência da alma, antes de serem traçadas as linhas eternas, quando do juízo, por ocasião da «parousia» ou segundo advento de Cristo.
Notemos que tais linhas serão traçadas quando da segunda vinda de Cristo, e não por ocasião da morte física (o que e comentado em I Ped. 4:6), Portanto, até aquela oportunidade, sem importar se alguém se acha no campo físico ou espiritual, a restauração da alma é possível.
d. A segurança é absoluta porque, finalmente, deverá caracterizar a pessoa que se entregou confiantemente aos cuidados de Cristo.
e. O ofício remidor pertence ao Verbo eterno, e não meramente a ele ao encarnar-se nesta esfera terrena; portanto, ultrapassa as barreiras do tempo e do espaço. Os trechos de I Ped. 3:18-20; 4:6 e o primeiro capítulo da epistola aos Efésios ensinam tal necessidade, e não meramente a deixam implícita. O que foi dito aqui concorda com as linhas mestras de interpretação encontradas nos pais gregos e alexandrinos da igreja, como Justino Mártir, Pantaeno, Clemente de Alexandria e Orígenes, embora não tivessem expressado a questão exatamente com esses termos. Apesar de não termos resposta absolutamente certa para uma passagem como a presente, essa linha de pensamento parece ser a abordagem mais frutífera de todas. O próprio autor sagrado, entretanto, quis ensinar o que é expresso na segunda dessas dez posições. E ainda há outras interpretações que mesclam ou modificam aquelas que são aqui apresentadas. Cotton (in loc.), reconhecendo o fato evidente que o autor sagrado não aceitava a renovação após a apostasia como algo possível, diz o seguinte: «Tal é o claro sentido do escritor sagrado. Que se pode dizer sobre ela? Atitude vai a questão da apostasia sob perseguição, a igreja cristã não tem seguido o autor sagrado, mas antes, tem feito provisão para os caídos que depois se arrependeram, o que deu origem a instituição da penitência. Na prática, a igreja deixou de lado esta passagem. Podemos transformá-la em um vespeiro de argumento teológico – para a nossa vergonha». (Em seguida Cotton mostra a futilidade dos argumentos comumentes aplicados ao texto, ao dizer): «Se um homem realmente cai, e porque nunca participou deveras dos benefícios mencionados nos versículos quarto e quinto. Se ele realmente participou desses benefícios, então é que realmente nunca caiu, sem importar quais sejam as aparências externas. Se, após uma queda aparente, ele volta em penitência e manifesta os sinais de uma vida cristã fiel, realmente nunca caiu. Todo esse argumento é um circulo vicioso e fútil». Mas, finalmente, Cotton lança luz sobre a passagem, embora admitindo a sua severidade: «Nada existente nesta passagem deve levar-nos a duvidar da total misericórdia de Deus; pois, do contrário, esta passagem destruiria o evangelho. É verdade que abusamos de Jesus quando pecamos. Mas o Senhor Jesus pode tolerar o ridículo. Ele orou por aqueles que zombavam de seus sofrimentos, na cena da cruz: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Luc. 23:34). Pedro, um dos discípulos favoritos, que certamente estava qualificado, se alguém já o esteve, para os benefícios alistados pelo autor sagrado nos versículos quarto e quinto, também submeteu seu Senhor ao opróbrio. Contudo, depois disso foi recebido por Jesus, foi perdoado e se tornou pregador do dia de Pentecostes, um dos lideres da igreja. Deus nunca fará ouvidos surdos para o clamor sincero da fé, por mais que tenhamos pecado. Jesus ensinou a seus discípulos que perdoassem ate "setenta vezes sete" (ver Mat. 18:22)... não admira que os apóstolos tivessem clamado: "Aumenta a nossa fé" (ver Luc. 17:5). Mas Jesus falava em favor de Deus, e Deus cumpre as suas promessas. Por conseguinte, quando qualquer pecador hesitante, sem importar quão profundamente tenha caído, e impedido de penitenciar-se, por esta passagem, ou por qualquer outra declaração da Bíblia, e que não estaremos "manuseando corretamente a palavra da verdade" (ver II Tim. 2:15). Esse autor, pois, diz indiretamente aquilo que digo diretamente neste comentário. Ele lança a luz de outras passagens neotestamentárias sobre a questão, e vê nisso uma constante e grandiosa esperança. Qual e a significação histórica desse tema da impossibilidade de arrependimento para os apóstatas? Esse tema é um dos assuntos distintivos deste tratado, e que só ocupa o segundo lugar antes do ensinamento sobre o sumo sacerdócio de Jesus Cristo. (Ver também Heb. 2:2,3; 10:26 e ss.; 12:25 e ss., quanto a instâncias em que tal ensino é encontrado). A epístola aos Hebreus, acima de qualquer outro livro do N.T. enfatiza o sacerdócio de Cristo (que é seu tema principal); e, além de outras coisas, ressalta a fatalidade da apostasia. Tertuliano, o montanista, e outras seitas rigorosas da igreja cristã tem usado esta passagem como «texto de prova» para seu costume de se recusarem a aceitar de volta na igreja os que se haviam «desviado», embora esse lapso tenha ocorrido debaixo de perseguição. (Quanto ao uso desta passagem pelas controvérsias montanista e novaciana, ver Tertuliano, de Pudc., cap. XX). Porém, a correnteza principal da igreja se recusou a permitir esse costume, recebendo de volta aqueles que se tinham desviado; mas não os rebatizavam, supostamente encontrando nesta passagem uma base para isso. (Ver Atanasio, Ep. ad Serap., §13, vol.). É possível que o autor sagrado concordasse com a idéia que o «desejo de ser reintegrado», após o lapso, é prova de que não houve verdadeira apostasia. Porém, não podemos ter certeza a esse respeito. Qual é a base desse ensinamento? Tal alicerce se acha na interpretação única, justificada em Num. 15: 28 e ss. Mas o autor sagrado, em sua forte fase sobre o aspecto de «finalidade» da revelação divina, em Cristo, bem raciocina que se uma revelação é final, mas chega a ser rejeitada, nada mais existe para onde possa ir um homem. Terá rejeitado a única esperança, não havendo razão para supormos que retornará a uma esperança que ele mesmo rejeitou. Ele não atribui essa impossibilidade ao lado divino; ou pelo menos, isso não se evidencia no texto sagrado. Antes, parece que a impossibilidade reside na própria pessoa. Aquilo que um nem se recusa continuamente a fazer, não querendo obedecer à vontade de Deus, finalmente se torna para ele uma «impossibilidade moral», não porque Deus assim o decrete, mas porque já perverteu seu próprio senso moral até chegar a total insensibilidade. Qual é a relação que tem esse pecado de apostasia com o pecado imperdoável, referido em Mat. 12:31,32? (Ver as notas expositivas nessa referência, a respeito do «pecado imperdoável»). Se tomarmos a posição que este pecado é uma forma agravada de rebelião contra Deus e seu Cristo, uma espécie de produto final da revolta humana contra o Senhor, e que chegou ao extremo da apostasia, então certamente esses dois ensinamentos paralelos. Porém, se assumirmos o ponto de vista «dispensacional», que diz que o pecado imperdoável só podia ser cometido nos dias de Jesus na carne, exigindo a sua presença, quando os homens atribuíam suas obras miraculosas ao poder de Satanás, então não haverá qualquer paralelismo, exceto em atitude, entre esta passagem e o «pecado imperdoável», que aparece nos evangelhos sinópticos. Este comentário toma a posição que o pecado imperdoável» só podia ser cometido por pessoas da época de Jesus, que viram pessoalmente o seu ministério e o rejeitaram, atribuindo tudo a Satanás. Outrossim, é duvidoso que os piores inimigos de Jesus tivessem sido suficientemente iluminados quanto à «origem» das obras de Jesus, de modo a entenderem, pelo menos intuitivamente, que ele realmente provinha de Deus. Assim sendo, é até mesmo possível que ninguém tenha jamais, cometido o pecado imperdoável. Consideremos o caso de Saulo de Tarso. Quem, dentre todos os inimigos de Jesus, foi tão amargo quanto ele, tão inclinado às blasfêmias? Contudo, é obvio que ele nunca se tornou culpado desse pecado. Julgo que ninguém jamais o cometeu, embora fosse possível. Provavelmente, pois, não há qualquer conexão entre esta passagem do sexto capitulo da epistola aos Hebreus e o «pecado imperdoável» que aparece nos evangelhos sinópticos. «A conexão entre esta passagem e a anterior, portanto, é que se alguém ficar satisfeito com sua presente e elementar possessão da verdade cristã, e que a entende de modo inadequado; a força da tentação é tão forte que essa familiaridade rudimentar não impedira que alguém caia; e aquilo que assegura a posição religiosa de alguém consiste em ver o pleno sentido do que Jesus é e faz. Esse é o sentido que o autor sagrado anelava por transmitir, e não como coisa extra, e, sim, como algo essencial. Essa situação é tão séria, deixa ele entendido, que somente aqueles que percebem plenamente o que Jesus significa, no campo do perdão e da comunhão serão capazes de manter-se firmes. E uma vez que alguém se torne relapso, argumenta ele, uma vez que abandonamos a fé, isso é fatal. As pessoas que deliberadamente abandonam sua confissão de fé cristã não podem mais ser recuperadas. Tal ponto de vista sobre a apostasia, como ofensa hedionda, já que destrói toda a esperança de recuperação, e característica deste tratado (aos Hebreus). Mas essa posição não se confina a este autor sagrado. A idéia que certas pessoas não podiam arrepender-se de seus pecados era admitida já pelos rabinos judeus. Por muitas e muitas vezes encontramos a declaração: "Para aquele que peca, e leva outros a pecarem, nenhum arrependimento é permitido ou é possível" (Aboth, v. 26; Sanhedrin, 107b). "Aquele que se entregou totalmente ao pecado é incapaz de arrepender-se, não havendo perdão para o tal, para sempre" (Midrash Tehillim sobre o Salmo 1 ad ! fin.). (Moffatt, in loc., o qual compreendeu bem a mensagem do presente texto). Essa atitude vai além do que diz Filo, o qual admite o perigo de quem não é aprovado em qualquer empreendimento moral, mas que nunca condena a quem tiver assim falhado à impossibilidade de recuperação. (Ver , de agricultura, 2S, comentando sobre Gen. 9:20). As pessoas aqui advertidas são crentes: Isso é patenteado pelo próprio fato que as coisas aqui alistadas são características dos crentes (iluminação, prova, etc.), como coisas paralelas aos «princípios elementares» do cristianismo, referidas nos versículos primeiro e segundo. Aqueles que são aqui aludidos já tinham ouvido e já participavam dessas bençãos. Portanto, eram crentes. Não há qualquer indício que fossem «pseudocrentes», que tivessem sido iluminados, mas que tivessem ficado sem a regeneração. Isso é estranho ao contexto e a mentalidade do autor sagrado, sendo idéia diretamente contrária a própria tese deste tratado, que visa advertir a crentes que se desviavam e que corriam o perigo de apostatar.
Qual é a natureza da apostasia em foco? Apesar de que a apostasia aqui aludida certamente e «doutrinária» e «espiritual», visto que envolvia a negação de Cristo e de sua missão, é óbvio que isso é visto como algo «provocado» pelo desvio e pelo retrocesso moral. Toda a epístola aos Hebreus, até este ponto, serve de prova a esse respeito. O autor sagrado já mostrara que seus leitores tinham de progredir na inquirição espiritual, pois, do contrário, estagnariam, desviar-se-iam, e, em seguida, apostatariam. Portanto, o aspecto «moral» está incluído. Não se tratava de mera negação «doutrinária» de Cristo. Eram ateus na vida diária, antes de sê-lo nas doutrinas; sua vida era rebelde, antes de se rebelarem em suas idéias; eram «incrédulos na prática», antes de o serem teoricamente. «...foram iluminados... » Essas palavras poderiam indicar uma das seguintes coisas: 
1. Ou que foram batizados, visto que o termo «iluminação» era freqüentemente empregado com o sentido de ser batizado. 
2. Ou talvez se refiram a iluminação do Espírito. 
3. Mas também podem estar incluídas ambas as idéias: a iluminação do Espírito por ocasião do batismo. O uso da palavra «iluminação», em alusão ao batismo, era bastante comum na época de Tertuliano, talvez como termo tomado por empréstimo das religiões misteriosas, que assim denominavam seus ritos de abluções e lavagens. 
4. Sem importar se temos aqui ou não uma alusão ao batismo, o autor sagrado indica definidamente uma autêntica iluminação do Espírito sobre o crente, o qual vem assim a reconhecer a Cristo como seu Salvador, que é a Luz do mundo. (Ver o trecho de Efe. 1:18 e as notas expositivas ali existentes, sobre a «iluminação dada pelo Espírito»). Os intérpretes que fazem essa iluminação não equivaler e ficar aquém da «regeneração» fazem o texto ser uma zombaria, como se o mesmo não estivesse falando para crentes e nem se referisse a eles, mas como se tivesse aplicação a «leitores fantasmas», que não são identificados no tratado e nem tem qualquer conexão com os crentes que talvez lessem este livro. Não há justificativa, no próprio texto, que nos permita entender senão que o autor considerava seus leitores como crentes autênticos. Eram pessoas que tinham saído das trevas do paganismo para a luz divina, mas que começavam a interessar-se novamente pela sua vida anterior. Ou então eram crentes judeus que tinham chegado a perceber a real luz de Deus, em Cristo, prefigurado no A.T., mas que começavam a inclinar-se por retornar a religião judaica inferior, e, portanto, «sem luz». «Os quais de uma vez para sempre tinham deixado as trevas de sua vida anterior, tendo sido iluminados pelo ensinamento do evangelho» (Erasmo, in loc.).
A iluminação e o batismo: O primeiro desses vocábulos é usado para indicar o «batismo», nos escritos de Justino Mártir (Apol. I.62); Tertuliano (de Pudic., cap. XX); e Crisóstomo, em sua homilia, que se dirigia aos candidatos ao batismo: "Aqueles que estão prestes a serem iluminados" . A versão siríaca peshito, de séculos posteriores, traduz esta passagem como segue: «Os quais de uma vez por todas desceram ao batismo». Apesar de que o próprio N.T. nunca chama o batismo de «iluminação», as religiões misteriosas, anteriores ao cristianismo, já tinham tal expressão, que usavam acerca de seus vários tipos de «batismos». Portanto, é possível, embora não seja provável, que se pretenda fazer aqui tal equiparação. E que dizer sobre o testemunho do trecho de Heb. 10:32? Notemos que, nesse referido versículo, é usado o mesmo termo grego para indicar os cristãos hebreus: «...Lembrai-vos, porém, dos dias anteriores em que depois de iluminados, sustentastes grande luta e sofrimentos...». É realmente duvidoso que possamos aplicar a palavra «iluminado» a um incrédulo, a uma alma «não-regenerada», de acordo com o que se lê no N.T. Excetuando a necessidade que alguns tem de erigir um sistema teológico no qual não haja problemas – em que tudo fique em estado de harmonia e reconciliação – nunca teria sido ensinado que termos como os que se acham nos versículos quarto e quinto deste capitulo poderiam ser aplicados a incrédulos. Os mesmos termos, achados em qualquer outra conexão (além daquela que admite a possibilidade da apostasia), teriam sido reputados por todos nós como aplicáveis exclusiva e obviamente a crentes. «...uma vez foram iluminados...», isto é, houve um momento especifico quando foram iluminados, e nesse estado viveram por algum tempo. Algumas traduções dizem aqui «de uma vez por todas», salientando a realidade (e suposta «finalidade») da experiência. Esse sentido é possível, segundo se deduz do fato que vários autores usam o termo grego «apaks» desse modo. (Ver Hipocr. Eph. 27,41; Aeliano, V. H. 2,30; Salmos de Salomão 12:6; Filo, Ebr. 198; Josefo, Guerras dos Judeus, 2.158; Antiq. 4:140). O trecho de Heb. 10:2 também parece exigir esse significado.
«...provaram o dom celestial... » Alguns intérpretes chegam aqui ao extremo absurdo de estabelecer distinção entre «provar» e «beber», como se «provar» fosse uma experiência superficial do Espírito, ao passo que «beber» indicasse uma experiência mais plena e real. Porém, o termo «provar», nos escritos rabínicos, significa «participação», «experiência em», não havendo qualquer modificação da idéia. Notemos, em Heb. 2:9, como se diz que Cristo «provou a morte por todo homem». Porventura ele apenas entrou «parcialmente» no estado de morte? Sofreu apenas parcialmente pelos homens? A palavra «provar» indica simplesmente uma verdadeira participação em algo, o que e poeticamente expresso. Conforme diz Moffatt (in loc.), essa palavra indica uma «metáfora grega helenista contemporânea para indicar experiência». (Ver Philo, quanto ao mesmo emprego, em de Abrah, 19; de Somniis, i.26; e também Josefo, Ant. iv.6,9).
«...dom celestial...» Há um grande número de estranhas interpretações sobre essa expressão, a saber: 
1. Alguns pensam na Ceia do Senhor, talvez por sugestão da palavra «provar», tal corno «iluminação» poderia sugerir o batismo. 
2. Outros imaginam a eucaristia vista sacramentalmente, como agente que transmite aos homens o corpo e o sangue de Cristo. 
3. A regeneração em geral. 
4. A persuasão por aceitar as condições da vida eterna. 
5. A graça abundante do cristianismo. 
6. A fé. 
7. O evangelho. 
8. O dom celeste que produz a iluminação, ou seja, o Espírito Santo. 
9. O próprio Cristo (supostamente um paralelo de II Cor. 9:15). 
10. A vida eterna, vista como algo dado através de Cristo (ver Rom. 6:23). 
11. O infinito amor de Deus. 
Não há como identificar o que o autor queria dizer com plena certeza; mas algo como a vida eterna, através de Cristo, mediante o Espírito adapta-se ao contexto.
«...participantes do Espírito Santo... » (Ver sobre o «dom do Espírito» e o «batismo do Espírito Santo», nas notas expositivas sobre Atos 2:4; ver a nota de sumário sobre o «Espírito», em Rom. 5:1). A questão de terem eles «participado» do Espírito significa que, tendo-se convertido, chegaram a ser habitados pelo Espírito, indicando que foram «dotados» por ele. Notemos que, no segundo versículo deste capítulo encontramos a «imposição de mãos», mediante o que o Espírito era dado, e através da qual ação os homens são espiritualmente «dotados». Tais coisas faziam parte do cristianismo «elementar». Portanto, não há razão alguma para supormos que esteja em foco qualquer coisa menor que a presença habitadora e os dons espirituais. No Espírito lhes foram dados todos os recursos necessários para a vida santa e para o sucesso final na inquirição espiritual. Porém, a rejeição voluntária de Cristo pode reverter todas essas bençãos, já que o Espírito Santo é o alter ego de Cristo, permanecendo somente com aqueles que lhe são fieis. Não há aqui qualquer indício direto de algum «pecado contra o Espírito Santo» (o «pecado imperdoável» que figura nos evangelhos sinópticos – ver Mat. 12:31,32). Mas o autor sagrado acreditava definidamente que «pecar» é desviar-se, o que leva à apostasia, exclui o Espírito.
O Espírito Santo é o agente da totalidade da salvação; ele inspira fé, leva a conversão e produz a santificação; por igual modo transforma-nos segundo a imagem moral e metafísica de Cristo. Rejeitar a Cristo, pois, eqüivale a perder o ministério do Espírito Santo em todos esses aspectos. O Espírito de Deus é o agente de todos os benefícios enumerados nos versículos quarto e quinto deste capítulo.
Em defesa da posição calvinista, vários escritores se tem esforçado por mostrar que alguns incrédulos, que apenas imitam crentes reais em sua profissão religiosa, de algum modo «participam» do Espírito Santo, ilustrando com casos como o de Judas Iscariotes, com a semente que cai sobre o solo rochoso, etc. Uma vez mais, porém, isso faz com que o texto tenha sido escrito para uma audiência fantasma, e não para uma audiência real e conhecida (o que é um absurdo), não reconhecendo o paralelismo entre os versículos quatro e cinco, por um lado, e primeiro e segundo, por outro, que descrevem como os leitores tinham participado dos princípios «elementares» do cristianismo. Para esses é que foi escrito este tratado, pois eram judeus cristãos. Acerca deles é que o autor sagrado se preocupava e a quem advertia, não visando algum grupo invisível e desconhecido de pessoas, que por acaso lesse este livro.
 
Extraído da Enciclopédia O Novo Testamento Explicado, de R.N.Champlim, Editora Candeia, 1998, vol. 5, págs. 537-540.
 
LIÇÃO 7 - CRISTO, SACERDOTE ETERNO E PERFEITO
Entre em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/LeisReferentesaoSacerdocio1.htm 
 
TEXTO ÁUREO:
“Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus” (Hb 7.26).
 
VERDADE PRÁTICA:
Jesus Cristo no céu é o nosso eterno Sumo Sacerdote, sempre intercedendo por nós perante a face de Deus.
LEITURA DIÁRIA: 
Segunda At 2.32 Jesus venceu a morte
Terça  At 10.38  Jesus, o ungido de Deus
Quarta At 16.31  Jesus, nosso Salvador 
Quinta 1 Co 3.11  Jesus, nosso fundamento
Sexta 1 Tm 2.5 Jesus, único mediador
Sábado Hb 2.9  Jesus, coroado de glória
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
 
HEBREUS 7.1-3,11,12,24-27 
1 Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou;2 a quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça e depois também rei de Salém, que é rei de paz;3 sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.
 
11 De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?12 Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.
24 mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. 25 Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. 26 Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que  os céus,
27 que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.
 
PONTO DE CONTATO:
Melquisedeque é descrito, em poucas palavras, como uma figura singular na história do Antigo Testamento. Sua 
genealogia é desconhecida, como também não é registrado nada depois do seu aparecimento até Abraão. O 
que se sabe de Melquisedeque é que era sacerdote do Deus Altíssimo, rei de justiça e que recebeu os dízimos 
de Abraão. Se esse sacerdote foi honrado pelo patriarca, maior honra deve ter o Senhor Jesus, que é 
infinitamente superior a Melquisedeque. O autor da epístola aos hebreus demonstra a insuficiência da lei, que 
não podia salvar nem aperfeiçoar os homens em Deus. Jesus Cristo por sua vez, como sacerdote perfeito e 
definitivo, proveu-nos mediante a nossa fé a eterna salvação.
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno estará apto a:

Explicar as características de Melquisedeque como uma prefiguração de Cristo.
Descrever a mudança obrigatória do sacerdócio e da lei, feita por Jesus.
Valorizar o sacerdócio perfeito de Cristo.
COMENTÁRIOS:
 
INTRODUÇÃO

São poucas, mas profundas as informações da Epístola sobre Melquisedeque, as quais fazem deste uma 
personagem enigmática, de difícil compreensão quanto à sua origem, desenvolvimento e consumação de sua 
obra. Cristo Jesus, ao contrário, sendo Deus, revelou-se de tal forma à humanidade, que dEle se pode conhecer 
o que Deus quis revelar, tornando-se nosso sacerdote eterno, perfeito e imaculado.

I. QUEM ERA MELQUISEDEQUE

A Bíblia não provê detalhes sobre a pessoa de Melquesedeque; daí haver muitas especulações a seu respeito.
1. Era rei de Salém. “E Mel-quisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho...” (Gn 14.18a; Hb 7.1); “e este era 
sacerdote do Deus Altíssimo” (Gn 14.18). Esta é a primeira referência bíblica a Melqui-sedeque. Ele aparece nas 
páginas do Antigo Testamento, quando foi ao encontro de Abraão, após este haver derrotado Quedorlaormer, 
rei de Elão, e seus aliados. Salém veio a ser Jerusalém após a ocupação da terra prometida por Deus a Abraão e 
seus descendentes (Gn 14.18; Js 18.28; Jz 19.10). Rei de Salém que dizer “rei de paz” (v.2b).
2. Era sacerdote do Deus Altíssimo. “...e este era sacerdote do Deus Altíssimo” (Gn 14.18b; Hb 7.1). As 
funções de rei e sacerdote conferiam-lhe grande dignidade perante os que o conheciam. Estas duas funções 
são relembradas em Hb 7.1: “Porque este Melquise-deque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus 
Altíssimo...”.
3. Era de uma ordem sacerdotal diferente. Estudiosos da Bíblia supõem que Melqui-sedeque pertencia a uma 
dinastia de reis-sacerdotes, que tiveram conhecimento do Deus Altíssimo pela tradição oral inspirada, 
transmitida desde o princípio, quando a religião era única e monoteísta e que conservava a esperança do 
Redentor da raça humana, conforme Gn 3.15. Ele não pertencia à linhagem sacerdotal arônica, proveniente da 
tribo de Levi.
4. Recebeu dízimos de Abraão (Hb 7.2). Isto nos mostra que a instituição do dízimo remontava ao período bem 
anterior à Lei. Esse fato indica “quão grande” era Melquisedeque (v.4). Ele abençoou Abraão, como detentor 
das promessas (vv.5,6). 
5. Era rei de justiça (v.2). Como um tipo de Cristo, Melqui-sedeque tinha as qualidades de um rei justo e fiel.
6. Sem genealogia (v.3). O texto afirma ter sido Melquisedeque “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo 
princípio de dias nem fim de vida...”. O que o sacro escritor quer dizer é que não ficou registrada sua 
ascendência e sua descendência, bem como os dados referentes a sua morte. Pelo contexto, entende-se que 
ele era um homem com características especiais diante de Deus.

II. A MUDANÇA DO SACERDÓCIO E DA LEI

1. O novo e perfeito sacerdócio (v.11b). O sacerdócio leví-tico era imperfeito (v.11a). Nele, os sacrifícios, as 
ofertas, o culto e a liturgia, eram apenas sombra do verdadeiro sacerdócio, que veio por Cristo. O sacerdócio 
de Cristo, não da ordem de Arão ou de Levi, mas “segundo a ordem de Melquisedeque”, trouxe a perfeição no 
relacionamento do homem com Deus.
O primeiro sacerdócio, com suas imperfeições, não era capaz de salvar, mas Cristo como Sumo Sacerdote, 
mediante o seu próprio sangue deu-nos acesso a Deus, garantindo-nos a salvação plena. 
2. Mudança de lei (v.12). “Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei”. 
Com Cristo, de fato, houve uma mudança não só do sacerdócio, mas também da lei. Antes, era a lei da justiça, 
a lei das obras. Com Cristo, veio a lei da graça, a lei do amor. 
3. A lei era ineficaz. “O precedente mandamento”, ou seja, a antiga lei, foi “ab-rogado por causa de sua 
fraqueza e inutilidade” (v.18). Ab-rogar quer dizer anular, cessar, perder o efeito, revogar. Foi o que aconteceu 
quando Cristo trouxe o evangelho, ab-rogando a antiga lei, a Antiga Aliança. 

III. O SACERDÓCIO PERPÉTUO E PERFEITO DE CRISTO

1. Jesus trouxe salvação perfeita (v.25). Os sacerdotes do antigo pacto pereceram (v.23). O sacerdócio 
arônico foi constituído por centenas de sacerdotes, que se sucediam constantemente, visto que “pela morte 
foram impedidos de permanecer”. Os sacerdotes arônicos apenas intercediam pelos homens a Deus, mas não os 
salvavam. Jesus, nosso Sumo Sacerdote, não só “vive sempre para interceder” por nós, como nos assegurou 
uma perfeita salvação por seu intermédio (v.25; Rm 8.34). Jesus garante salvação plena (Jo 5.24), sem 
depender de um suposto purgatório ou de uma hipotética reencarnação.
2. Jesus, sacerdote perfeito (v.26). A Palavra de Deus indica aqui as qualificações de Cristo, que o diferenciam 
de qualquer sacerdote do antigo pacto. “Porque nos convinha tal sumo sacerdote”:
a) Santo. O sacerdote do Antigo Testamento teria que ser santo, separado, consagrado. Até suas vestes eram 
santas (Êx 28.2,4; 29.29). Contudo, eram homens falhos, imperfeitos, sujeitos ao pecado. Jesus, nosso Sumo 
Sacerdote, era e é santo no sentido pleno da palavra.
b) Inocente. Porque nunca pecou, Jesus não tinha qualquer culpa. Ele desafiava seus adversários a acusá-lo 
(Jo 8.46).
c) Imaculado. O cordeiro, na antiga Lei, tinha que ser sem mancha (Lv 9.3; 23.12; Nm 6.14). Jesus, como o 
“Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29), não tinha qualquer mancha moral ou espiritual.
d) Separado dos pecadores. Jesus viveu entre os homens, comeu com eles, inclusive na casa de pessoa de 
baixa reputação, como Zaqueu, mas foi “separado dos pecadores”. Ele não se misturou, nem se deixou 
influenciar pelo comportamento dos homens maus. 
e) Feito mais sublime do que os céus. Tal expressão fala da exal-tação de Cristo, como dele está predito na 
Bíblia: “Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus” 
(Rm 14.11).
f) Ofereceu-se a si mesmo, uma só vez (v.27). Os sumos sacerdotes do Antigo Testamento necessitavam de 
oferecer sacrifícios, muitas vezes, primeiro por eles próprios e, depois, pelo povo. Mas Jesus, por ser imaculado, 
sem pecado, não precisou fazer isso por si. Tão-somente ofereceu-se num sacrifício perfeito, uma vez, pelos 
pecadores.

CONCLUSÃO

Nesta lição verificamos que, em todos os aspectos o sacerdócio de Cristo, proveniente da ordem de 
Melquisedeque, é superior ao sacerdócio arônico. Com isto, devemos ser gratos a Deus por fazermos parte de 
sua linhagem espiritual.
 
Subsídio Teológico

“Melquisedeque (Hb 7.1). Melquisedeque, contemporâneo de Abraão, foi rei de Salém e sacerdote de Deus (Gn 
14.18). Abraão lhe pagou dízimos e foi por ele abençoado (vv.2-7). Aqui, a Bíblia o tem como uma prefiguração 
de Jesus Cristo, que é tanto sacerdote como rei (v.3) O sacerdócio de Cristo é “segundo a ordem de 
Melquisedeque” (6.20), o que significa que Cristo é anterior a Abraão, a Levi e aos sacerdotes levítico, e maior 
que todos eles. 
“Sem pai, sem mãe (Hb 7.3). Isso não significa que Melquisedeque, literalmente, não tivesse pais nem parentes, 
nem que era anjo. Significa tão somente que as Escrituras não registram a sua genealogia e que nada diz a 
respeito do seu começo e fim. Por isso, serve como tipo de Cristo eterno, cujo sacerdócio nunca terminará.
Vivendo sempre para interceder (Hb 7.25). Cristo vive no céu, na presença do Pai. (8.1), intercedendo por 
todos os seus seguidores, individualmente, de acordo com a vontade do Pai (cf. Rm 8.33,34; 1 Tm 2.5; 1 Jo 
2.1). (1) Pelo ministério da intercessão de Cristo, experimentamos o amor e a presença de Deus e achamos 
misericórdia e graça para sermos ajudados em qualquer tipo de necessidade (4.15; 5.2), tentação (Lc 22.32), 
fraqueza (4.15; 5.2), pecado (1 Jo 1.9; 2.1) e provação (Rm 8.31-39). (2) A oração de Cristo como sumo 
sacerdote em favor do seu povo (Jo 17), bem como sua vontade de derramar o Espírito Santo sobre todos os 
crentes (At 2.33) nos ajudam a compreender o alcance do seu ministério de intercessão (ver Jo 17.1). (3) 
Mediante a intercessão de Cristo, aqueles que se chegam a Deus (i.e., se chega continuamente a Deus, pois o 
particípio no grego está no tempo presente e salienta a ação contínua) pode receber graça para ser salvo 
‘perfeitamente’. A intercessão de Cristo como nosso sumo sacerdote é essencial para a nossa salvação. Sem 
ela, e sem sua graça e misericórdia e ajuda que nos são outorgadas através daquela intercessão, nos 
afastaríamos de Deus, voltando a ser escravos do pecado e ao domínio de satanás, e incorrendo em justa 
condenação. Nossa esperança é aproximar-nos de Deus por meio de Cristo, pela fé (ver 1 Pe 1.5).” (Bíblia de 
Estudo Pentecostal, CPAD, págs. 1907-1909)
QUESTIONÁRIO:
1. Quem era Melquisedeque?
R. Era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo.
2. Por que se diz que Melquisedeque não tinha genealogia?
R. Porque não ficou registrada sua ascendência e sua descendência.
3. Qual o significado das ofertas, do culto e dos sacrifícios no AT?
R. Sombra ou cópia do verdadeiro sacerdócio, que veio com Cristo.
4. O que mudava com a mudança do sacerdócio?
R. A lei.
5. Por que Cristo foi considerado sacerdote imaculado? 
R. Porque não tinha qualquer mancha moral ou espiritual de que fosse acusado.

LIÇÃO 8 - CRISTO, MEDIADOR DE UMA MELHOR ALIANÇA
Entre em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/ALIANCA.HTM 
 
TEXTO ÁUREO:
“Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas 
leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo!” 
(Hb 8.10).
VERDADE PRÁTICA:
O Antigo Pacto cumpriu o seu objetivo e foi substituído por outro superior, sendo Cristo o seu mediador.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda 1 Tm 2.5 Cristo, mediador entre Deus e os homens 
Terça  Hb 8.6 Mediador de melhor concerto 
Quarta Hb 9.15 Mediador da Nova Aliança
Quinta Is 54.10 Aliança da paz 
Sexta Is 55.3 Aliança perpétua
Sábado Jr 31.31 Nova Aliança
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
 
HEBREUS 8.1-4, 6-13 
1 Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da Majestade,2 ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.
3 Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; pelo que era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer.4 Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei,
 
6 Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas.7 Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo.8 Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei um novo concerto, 9 não segundo o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; como não permaneceram naquele meu concerto, eu para eles não atentei, diz o Senhor.10 Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo.11 E não ensinará cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior.12 Porque serei misericordioso para com as suas iniqüidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais.13 Dizendo novo concerto, envelheceu o primeiro. Ora, o que foi tornado velho e se envelhece perto está de acabar.
 
PONTO DE CONTATO:
Jesus Cristo é o Mediador da Nova Aliança. Que significa isso? Qual a importância desse fato? A aliança dada 
por Moisés deveria ser desprezada? Se todos os rituais e cerimônias do judaísmo haviam perdido o seu valor, o 
que existia para tomar o seu lugar? Qual seria a base para alguém se comunicar com Deus? Estas eram as 
interrogações daqueles crentes hebreus. O presente estudo declara-nos a resposta: a base agora deveria ser 
Jesus Cristo. Ele é o Ministro do “verdadeiro tabernáculo” (v.2); o Mediador de superior aliança (v.6). O 
tabernáculo é a morada de Deus. Sendo Ministro, Jesus Cristo nos leva à própria presença de Deus, onde temos 
plena comunhão com Ele. Por ser de uma superior aliança, Cristo nos prepara e equipa para entrarmos e 
morarmos no Lugar Santíssimo. Aleluia!
OBJETIVOS:
No final desta aula seu aluno deverá estar apto a:

Explicar o que é uma aliança.
Definir qual a posição de Cristo no céu.
Valorizar Cristo como Ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo.
VIDE http://www.armazemnadia.com.br/henrique/ALIANCA.HTM  
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Divida a turma em dois grupos (A e B). O grupo A deverá ler Hebreus 8.1-5 e contrastar o ministério sacerdotal 
de Cristo com o levítico. O grupo B deverá ler Hebreus 8.7-13 e contrastar a Antiga Aliança com a Nova. Dê a 
eles pelo menos 10 minutos para a execução desta tarefa. Utilize o esquema abaixo para orientar esta atividade.
G  R  U  P  O       A
Sacerdócio de Cristo
Sacerdócio Levítico
Sacerdote perfeito
Sacerdote imperfeito
Sacrifício perfeito
Sacrifício imperfeito
Tabernáculo celestial
Tabernáculo terreno
Real
Sombra
G  R  U  P  O       B
Nova Aliança
Antiga Aliança
Escrita nos corações
Escrita em pedras
Graça
Lei
Incondicional
Condicional
Sem defeito
Defeituoso

COMENTÁRIOS:
 
INTRODUÇÃO

A Antiga Aliança implicava mandamentos, estatutos e juízos, os quais não foram observados pelo povo 
escolhido. Era um concerto transitório, como indica o escritor: “Porque se aquele primeiro fora irrepreensível, 
nunca se teria buscado lugar para o segundo” (v.7). Diante disso, Jesus trouxe uma Nova Aliança, que se 
estabeleceu, não em atos exteriores, rituais, mas no interior do homem, no entendimento e no coração. Por 
isso, é um melhor concerto. Que o Senhor nos faça entender esse tema, e que o valorizemos em nossa vida 
cristã!

I. A POSIÇÃO DE CRISTO NO CÉU

1. “Um sumo sacerdote tal…” (v.1a). Com esta expressão, a Palavra de Deus visa mais uma vez enfatizar a 
singularidade de Cristo como Sumo Sacerdote, destacando-o e diferenciando-o dos sumo sacerdotes comuns, 
frágeis, mortais, da Antiga Aliança. A expressão “tal”, aqui, evidencia a incapacidade das palavras humanas 
para descrever a grandeza de Cristo. É o que ocorre também em Jo 3.16 (de “tal” maneira).
2. “Assentado nos céus”. Esta expressão que também aparece em 1.3; 10.12 e 12.2, indica Cristo, como Sumo 
Sacerdote perfeito, que realizou sua obra de tal forma que tem o direito de assentar-se no seu trono, ao lado 
direito do Pai. Já os sacerdotes do Antigo Pacto não podiam assentar-se, pois sua obra nunca terminava. Por 
isso nunca são descritos como sentados.
3. “À destra do trono da majestade” (v.1b). Cristo, à direita de Deus, está na posição da mais alta honra, nos 
céus. Em Mc 16.19, está escrito: “Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se 
à direita de Deus”. Jesus Cristo é o único ser que tem essa posição de extremo destaque nos céus. Tal verdade 
nos é transmitida, para que saibamos que o nosso mediador não é um ser celeste qualquer, mas aquele que tem 
posição de honra, única e destacada, diante de Deus. As nossas orações são levadas a Ele, que por nós 
intercede junto ao Pai.

II. O SACERDÓCIO DE CRISTO NOS CÉUS
 


1. “Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo”. Não obstante estar Cristo assentado à destra de Deus, 
e tendo concluído sua obra, quando do seu ministério terreno, Ele é aqui descrito como “ministro do santuário e 
do verdadeiro tabernáculo” (v.2). Nos céus, o Mestre amado continua a executar seu ministério ou serviço 
divino, como nosso mediador, intercessor, advogado e Sumo Sacerdote perante o Pai, pois entrou no Santo dos 
Santos. 
2. O que cristo faz nos céus. Abrindo um pouco o véu da eternidade, a Bíblia revela-nos algo sobre o trabalho 
de Cristo nos céus. De lá, Ele controla todas as coisas, tanto as que estão nos céus, quanto as que estão na 
terra, no universo, enfim. Ele está assentado “à destra da majestade”, “sustentando todas as coisas pela 
palavra do seu poder” (1.3). É muita coisa! 
Em relação a nós, diz a Bíblia, que “ele está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34b). Há 
milhões de crentes, orando todos os dias, em todos os lugares, em todas as mais de 6.000 línguas conhecidas, 
e Jesus está ouvindo essas orações, e intercedendo por nós. Glória a Deus! Jesus contempla todos os seus 
servos e trabalha em favor deles. (Leia Is 64.4.) 
3. Constituído por Deus (vv.2-4). Jesus, como Sumo Sacerdote constituído por Deus, no céu, exerce seu 
trabalho no verdadeiro tabernáculo, fundado pelo Senhor, e não pelo homem. O antigo tabernáculo, montado no 
deserto, deixou de existir. Sua exuberante glória desapareceu. Salo-mão construiu o majestoso templo, que 
substituiu o tabernáculo (2 Cr 7.1,11). Mais tarde, esse templo foi destruído e substituído por outro, que 
também desapareceu. Mas o tabernáculo celeste, no qual Cristo está, é eterno e indestrutível. 

III. UM NOVO CONCERTO 

1. “Um ministério mais excelente” (v.6a). Mais do que um sacerdote, na terra, Jesus foi o “cordeiro de Deus”, 
oferecendo-se a si mesmo como holocausto, entregando sua vida em nosso lugar (cf. Jo 10.15, 28). Agora Ele 
exerce as funções sumo sacerdotais lá no céu: “ministério mais excelente” (1.4), que o realizado por todos os 
sacerdotes e sumo sacerdotes terrenos, da Antiga Aliança.
2. “Mediador dum melhor concerto” (v.6.b). Numa aliança, existem três elementos envolvidos. As partes, no 
mínimo duas, e um mediador. No Antigo Pacto, vemos Deus de um lado e o povo de Israel de outro. O mediador 
era o sacerdote ou o sumo sacerdote. Foi Deus quem propôs e estabeleceu a Antiga Aliança. Os sacerdotes 
fizeram seu trabalho, mas fracassaram. Foram mediadores deficientes e falhos. O lado humano, representado 
por Israel, arruinou-se apostatando. Mas Deus, por sua infinita misericórdia, proveu-nos um Novo e melhor 
Concerto, “confirmado em melhores promessas” (v.6), através de Cristo.
3. O novo concerto aboliu o antigo (v.7). “Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teria 
buscado lugar para o segundo”. Em Jeremias, lemos: “Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel 
depois daqueles dias, diz o SENHOR: porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e eu serei 
o seu Deus, e eles serão o meu povo” (Jr 31.33). Ver Ez 36.25,26. Isto é muito significativo. 
No Antigo Pacto, o culto era mais exterior: havia os sacrifícios de animais, os rituais, a guarda dos sábados, das 
luas novas, etc. O Novo Concerto trazido por Cristo, em tudo é superior. A lei de Cristo é colocada no coração 
do homem. Em lugar de todos os sacrifícios do Antigo Pacto, Cristo, entregando-se na cruz, efetuou um único e 
suficiente sacrifício, expiador e redentor. Glória a Deus!

CONCLUSÃO

Não devemos ter nenhuma dúvida quanto a validade da Nova Aliança, perpetrada por Cristo. O apóstolo Paulo 
escrevendo aos Coríntios, asseverou: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas 
já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). Isso se refere a quem aceitou a Cristo, deixando os velhos 
pecados e costumes, e que deve valorizar a cada dia a salvação em Cristo Jesus, não voltando às velhas 
práticas. É preciso ter firmeza na fé.
 
Subsídio Bibliológico

“O novo santuário e a nova aliança (Cap. 8). Antes de considerar detalhadamente a obra sacerdotal de Cristo (cap. 9;10.1-18), o autor apresenta um panorama geral, quanto à natureza, da relação entre o novo santuário (8.1-6) e a Nova Aliança (8.7-13).
1. O novo santuário
O autor inicia o argumento dizendo: “Quanto ao assunto em discussão, este ponto é principal (a essência do que temos dito) porque agora possuímos um Sumo Sacerdote, e Ele já está exercendo a obra sacerdotal condigna à sua posição no santuário celeste”. Este santuário foi divinamente estabelecido sobre o trono da majestade nas alturas (vv.1,2).
A obra de Cristo como Sumo Sacerdote, nas regiões celestiais, de maneira nenhuma poderia cumprir-se na terra, pois no tempo que foi escrita a epístola ainda havia uma ordem sacerdotal (ultrapassada, contudo ainda funcionando) estabelecida pela lei mosaica. Uma vez que Cristo não pertencia à tribo de Levi (7.13,14), naturalmente não podia atuar com eles (vv.5,6).
2. A nova aliança
O sistema levítico baseava-se numa aliança que até os profetas reconheceram imperfeita e transitória, pois falavam do propósito divino de estabelecer uma nova. Se a primeira fosse perfeita, não haveria procura por uma segunda aliança (v.7). Daí entendemos que havia no coração do povo santo que viveu no Antigo Testamento um senso de satisfação. Procuravam algo superior. E essa aliança melhor já fora prometida, como provam as Escrituras (Jr 31.31-34; Ez 36.25-29; vv. 8-12).
Características da Nova Aliança:
·Inclui todo o povo da Antiga Aliança — Israel e Judá — e mais os gentios (v.8)
·É distinta da Antiga Aliança, instituída no tempo do Êxodo (v.9), através da qual Deus ordenou uma nação em tudo separada e exclusiva, para testemunho do seu poder. A nação de Israel veio servir de tipo à “nação santa” (assim representada pela igreja, 1 Pe 2.9), que seria levantada pela Nova Aliança.
·Possui características positivas, de ordem espiritual e subjetiva. Sua eficiente operação transformaria o 
coração daqueles que cressem, de um modo tão definitivo que os mandamentos fariam parte da personalidade deles (v.10).
·É universalmente eficaz em favor de todos os povos, incluindo a “casa de israel”, de quem o Senhor seria individualmente conhecido (v.11).
·Apoia-se na graça de Deus, suficiente para prover um perdão absoluto. O pecado seria removido até da 
memória divina (v.12).” (Comentário Bíblico - Hebreus, CPAD, págs.145-147.)
QUESTIONÁRIO:
1. Que quis dizer o escritor da Carta aos Hebreus com a expressão “um sacerdote tal?”
R. Mostrar a singularidade do sacerdócio de Cristo.
2. Que significa, no texto, Cristo “assentado” no céu?
R. Significa que Cristo, como Sumo Sacerdote perfeito, realizou sua obra de modo tão exato que tem o direito 
de assentar-se no seu trono, ao lado do Pai.
3. Por que Jesus é apontado como “Ministro do Santuário, e do verdadeiro Tabernáculo”? 
R. Porque Ele continua a executar seu ministério divino, pois entrou no lugar Santo dos Santos. 
4. Por que o novo concerto substituiu o antigo?
R. Porque o antigo concerto envelheceu, perdendo sua finalidade com o tempo.
5. Onde Deus prometeu escrever o novo concerto com Israel?
R. No interior do coração.
LIÇÃO 9 - CRISTO TROUXE MAIOR GLÓRIA NA ADORAÇÃO A DEUS
Entre em http://www.armazemnadia.com.br/henrique/A_Adoracao.HTM 
 
TEXTO ÁUREO: 
“Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas” (Hb 8.6).
 
VERDADE PRÁTICA:
Com Cristo, o culto a Deus passou a ter uma glória maior do que no antigo pacto, pois Ele substituiu os símbolos 
rituais pela realidade da verdadeira adoração.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Êx 2.24 Um concerto com Abraão, Isaque e Jacó
Terça  Dt 4.13 Um concerto em tábuas de pedra
Quarta Jr 31.32 Um concerto invalidado
Quinta Jr 31.31 Um Novo Concerto com Israel
Sexta Jr 31.33 Um Novo Concerto no coração
Sábado Rm 8.1 Um Concerto sem condenação
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 9.1,2,11,12,15,22-28 
1 Ora, também o primeiro tinha ordenanças de culto divino e um santuário terrestre. 2 Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o Santuário.
 
11 Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação,12 nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. 15 E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.
 
22 E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.23 De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios melhores do que estes. 24 Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus; 25 nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue alheio. 26 Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.27 E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,28 assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.
PONTO DE CONTATO:
Antes de falar sobre as glórias do sacerdócio de Cristo, o escritor apresenta em retrospecto o ministério 
levítico, descrevendo o Tabernáculo com seus dois compartimentos, o Lugar Santo e o Santo dos Santos. Havia algo de belo e majestoso nessa antiga administração do culto e serviço sacerdotal, o qual, pelo contraste, enaltece a glória da nova ordem cristã. Deus ordenou ao povo de Israel que construísse um santuário, e orientou-o em cada detalhe desta construção. Em razão de ser a habitação de Deus no deserto, o povo o venerava. Entretanto, o tabernáculo e seus elementos eram passageiros e inferiores a Cristo.
 
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:

Relacionar os elementos que compunham os móveis do tabernáculo.
Reconhecer Cristo como sacerdote dos bens futuros e da nossa confissão.
Identificar o sacrifício de Cristo como perfeito e absoluto.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Se possível, amplie no quadro de giz a figura abaixo. Em seguida convide sete dos seus alunos para colocarem o nome das peças do tabernáculo no lugar correspondente.

1. Altar do holocausto
2. Bacia de bronze
3. Mesa dos pães da proposição
4. Candeeiro de ouro
5. Altar do incenso
6. Arca da aliança
7. Propiciatório 



COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO

Nas lições referentes aos capítulos de 8 a 10 da epístola em estudo, vemos a diferença marcante entre o 
ministério sacerdotal, no antigo pacto, e o de Cristo, como Sumo Sacerdote no Novo Concerto. Nesta lição, que dá seqüência ao tema da anterior, veremos, mais uma vez, que, em todos os aspectos, o Novo Concerto é melhor e mais glorioso que o primeiro. 

I. O CULTO DIVINO EM SANTUÁRIO TERRESTRE

1. O culto no lugar santo do tabernáculo (9.1,2). O taber-náculo, onde as atividades do culto eram intensas, dividia-se em três partes: o Pátio, o Lugar Santo e o Santo dos Santos. O v.2 refere-se à segunda parte – o lugar santo, chamando-o “o primeiro”, pelo fato dele ser a primeira das duas partes cobertas: o Lugar Santo e o Santo dos Santos. O Pátio era descoberto.
2. Os elementos do Lugar Santo. Após o véu da entrada, viam-se três elementos importantes na segunda parte do tabernáculo: “o candeeiro, a mesa e os pães da proposição” (v.2). O tabernáculo revelava que Deus queria manifestar-se no meio de seu povo (Êx 25.8). Hoje, devemos valorizar o ambiente do templo, na igreja local, pois é consagrado ao culto a Deus.
a) O candeeiro, castiçal ou candelabro. Era uma peça maciça, de ouro puro, cujas lâmpadas eram acesas diariamente (Êx 25.31; Lv 24.1-4), representando Cristo, a luz do mundo (Jo 8.12);
b) Os pães da proposição. Ficavam sobre a mesa, que era um móvel de madeira de cetim, reves-tida de ouro. Os pães da proposição eram um tipo de Cristo, o pão da vida (Jo 6.35). 
c) O altar do incenso. O escritor não fala do altar do incenso, mas este também estava no Lugar Santo (ver Êx 30.1-3) representando Cristo, nosso intercessor (Jo 17 1-26; Hb 7.25). Ele ocupava uma posição central no santuário, indicando que a vida de oração é fundamental no culto a Deus. A negligência à oração revela imaturidade espiritual.
3. O lugar Santo dos Santos (vv. 3-7). No seu interior, estava a arca do concerto, com a sua cobertura ou propiciatório, com querubins entalhados nas extremidades (Êx 25.10). A arca representava a presença de Deus ou Cristo, nosso Emanuel, que é Deus conosco (Mt 1.23). Na arca, estavam o maná, em memória da provisão de Deus, ou Cristo, o “pão que desceu do céu” (Jo 6.58); a vara de Arão, lembrando a fidelidade de Deus; e as tábuas do concerto, para que o povo não se esquecesse da importância da lei. Mas havia um véu, separando o Lugar Santo do Lugar Santíssimo (vv.3,7,8). Aquele véu indicava “que ainda o caminho do Santuário não estava descoberto, enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo” (v.8). Quando oramos, não devemos ficar “no Pátio” (oração monótona). Precisamos passar ao “Lugar Santo” (oração objetiva) e chegar ao “Santo dos Santos” (oração no Espírito).

II. UM MAIOR E MAIS PERFEITO TABERNÁCULO
 


1. Cristo, Sumo Sacerdote dos bens futuros (v.11). Esses “bens futuros” ainda não estão plenamente ao nosso alcance. A salvação é presente, mas depende de nossa perseverança até o fim (Mt 10.22; 24.13; cf. Rm 13.11). O reino absoluto de Cristo e a feliz eternidade com Deus nos aguardam. Os céus nos esperam. A Nova Jerusalém está preparada para os santos do Senhor.
2. Um perfeito tabernáculo (v.11). O tabernáculo celestial, “não feito por mãos”. Os utensílios do antigo 
tabernáculo desapareceram. Onde estará a arca? O altar do incenso? Não se sabe. Porém Cristo, ao morrer, fez com que o véu do templo (em Jerusalém) se rasgasse de alto a baixo, demonstrando que o caminho para o verdadeiro santuário, que é a presença de Deus, estava definitivamente aberto para o homem que nEle crê. 
3. Mediador de um Novo Testamento. 
a) O Velho Testamento foi superado. O Velho Testamento era a sombra das coisas celestes, providas por Deus para a redenção do homem. A lei, que orientava o culto no antigo santuário, não justificou ninguém (Gl 3.11). Pelo contrário, os que estavam debaixo das obras da lei estavam sob maldição, por não poderem cumprir todas as suas cláusulas (Gl 3.10).
b) O Novo Testamento é superior. Cristo tornou-se “Mediador de um Novo Testamento” (v.15), que contém as cláusulas marcantes e definitivas do novo relacionamento de Deus com o homem, e deste com Deus. Ele “entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (v.12). 
c) A morte do testador. O testamento só tem validade com a morte do testador (v.16). Uma vez que Cristo morreu, o Novo Testamento passou a ter validade, garantindo-nos uma “herança eterna” (v.15). No antigo tabernáculo, a expiação dos pecados era temporária e parcial. No novo, com a garantia do Novo Testamento, a redenção é perfeita, definitiva e perene. 
d) Sacerdote imaculado (v.14). Os sacerdotes eram imperfeitos. Cristo, nosso Sumo Sacerdote, com seu 
sangue, “pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus”, purificando as consciências “das obras mortas” para que sirvamos ao Deus vivo (v.14). O Velho Testamento era validado pelo sangue de animais (v.19). O Novo legitimou-se pelo sangue de Cristo, derramado em nosso lugar.

III. O SACRIFÍCIO PERFEITO DE CRISTO

1. “Sem derramamento de sangue não há remissão” (v.22). A Bíblia ressalta que, no antigo tabernáculo, “quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue”, enfatizando que “sem derramamento de sangue não há remissão” (cf. Lv 17.11). Aqui, vemos a importância do sangue para a expiação do pecado, no Velho Testamento. Isso quer dizer que, quando um animal era oferecido em sacrifício pelo pecado, Deus aceitava a oferta por atribuir a ela o valor provisório do resgate do pecador ofertante. O sangue era símbolo da outorga da vida, que era dada em expiação. Tal sacrifício apontava para o sangue de Cristo, que seria derramado em nosso lugar.
2. “Sacrifícios melhores” (v.23). O escritor diz que “era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem”, ou seja, deviam purificar-se com sangue. Cada animal morto, substituto do pecador, apontava para o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Os sacrifícios antigos eram repe-titivos. O de Cristo foi efetuado uma única vez, por ser superior e perfeito.
3. A entrada de Cristo no céu (v.24). Cristo entrou “uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (v.12). O sacerdote entrava todos os dias no santuário, isto é, no Lugar Santo, mas só conseguia a remissão parcial e temporal do pecado. O sumo sacerdote entrava somente uma vez por ano no Santo dos Santos e oferecia sacrifícios pelo povo e por si próprio, pois também era pecador (cf. v.7). No entanto, Cristo entrou “no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus”. Ele é nosso intercessor perfeito (Rm 8.34), juntamente com o outro maravilhoso intercessor, que é o Espírito Santo (Rm 8.27). 
4. Cristo aparecerá pela segunda vez (vv.27,28). Aqui a Bíblia diz que Cristo “uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo”, oferecendo-se para “tirar os pecados de muitos”, e que Ele voltará, pela segunda vez, “aos que o esperam para a salvação”. 

CONCLUSÃO

O Novo Concerto trazido por Cristo realizou-se através de um sacrifício perfeito e único, que não precisa repetir-se, em substituição aos sacrifícios imperfeitos do antigo concerto. Assim, sejamos gratos a Deus pela morte de Cristo na cruz do Calvário, o qual por nós efetuou uma eterna redenção.
Subsídio Teológico

“A expiação da Nova Aliança (9.11-22). O tema de reforma introduz um santuário melhor, um sacrifício eficiente 
e uma salvação mais completa. O serviço do sumo sacerdote judaico no Dia da Expiação representava o clímax 
do sistema levítico. Nesse dia, todo ano, ele entrava na presença divina, num tabernáculo terreno, levando o 
sangue expiatório de animais. Sob a Nova Aliança, Cristo, “o sumo sacerdote dos bens futuros”, entrou uma vez 
para sempre no próprio tabernáculo, levando o seu próprio sangue como expiação.
O sangue de touros e de cabras efetuava apenas purificação ritualística e simbólica, de alcance limitado, mas o 
sangue de Cristo, oferecido como sacrifício espiritual e vivo, executa a purificação interior, que traz comunhão 
com o Deus vivo (vv. 13,14). 
O bispo Westcott observa o seguintes itens pelos quais o sangue de Cristo é superior, partindo da análise de 
seu sacrifício, que foi:
a) voluntário, ao contrário dos sacrifícios exigidos pela Lei;
b) racional, e não como o dos animais (irracionais);
c) espontâneo, e não em obediência a ordens superiores;
d) moral, como oferta de si próprio por ação do supremo poder nEle residente (o Espírito Eterno), pelo qual 
mantinha comunhão com Deus. Não seguiu meramente um rito, um esquema predeterminado. Não! Ele detinha 
os mais puros motivos.” (Comentário Bíblico — Hebreus, CPAD, págs. 148,149) 
QUESTIONÁRIO:
1. Quantas partes tinha o tabernáculo no AT?
R. Três partes.
2. Que significado espiritual tinha o véu, entre o lugar santo e o Santo dos Santos?
R. Indicava que o acesso a Deus não estava livre.
3. O que Cristo fez, antes de entrar no santuário celeste?
R. Efetuou uma eterna redenção pelo seu próprio sangue.
4. O que é necessário para que um testamento tenha validade?
R. A morte do testador.
5. Por que Cristo não ofereceu sacrifícios por si mesmo?
R. Porque não teve pecado.
LIÇÃO 10 - A EFICÁCIA DO SACRIFÍCIO DE CRISTO
 
TEXTO ÁUREO:
“Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos 
sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam” (Hb 10.1)
VERDADE PRÁTICA 
Os sacrifícios diários do Antigo Concerto não foram eficazes para a salvação dos pecadores. O sacrifício de Cristo, oferecido uma só vez, garante-nos a certeza da eterna salvação, pela fé em seu nome.
 
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Cl 2.17 Sombra das coisas futuras
Terça  Lv 16.21 Pecados sobre um animal 
Quarta Mq 6.6,7  Dúvidas quanto ao sacrifício
Quinta Sl 40.6 Sacrifício rejeitado
Sexta Jo 17.19 Jesus santificou-se por nós
Sábado Hb 9.12 Uma eterna redenção
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 10.1,3,4 , 9-12,14 ,19,22-25 
1 Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam. 3 Nesses sacrifícios, porém, cada ano, se faz comemoração dos pecados,4 porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire pecados.
12 mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus, 14 Porque, com uma só oblação, aperfeiçoou para sempre os que são santificados.
 
22 cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água limpa, 23 retenhamos firmes a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu. 24 E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos à caridade e às boas obras, 25 não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia.
 
PONTO DE CONTATO:
Os profetas anunciaram uma Nova Aliança. Em que ela se baseia? Qual a sua precípua finalidade? Ela indica o único caminho que conduz o homem a Deus. A Nova Aliança propicia a entrada ao trono divino, mediante o perdão e o esquecimento de todos os pecados. Cristo inaugurou-a com o sacrifício de si mesmo. Agora já não precisamos continuar fazendo os sacrifícios levíticos. O que aqueles sacrifícios não podiam fazer, foi feito pelo sacrifício de Cristo sobre a cruz.
 
OBJETIVOS:
No final desta aula seu aluno deverá esta apto a:

Descrever a forma como o Velho Pacto foi substituído pelo Novo.
Enunciar os privilégios e responsabilidades dos crentes no Novo Pacto.
Valorizar o sacrifício perfeito de Cristo.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
O preparo da lição faz parte dos deveres do professor, e deve ser feito tendo em vista a necessidade do aluno, e não a do professor. O que interessa a um aluno adulto, não interessa a um jovem ou a uma criança. Preparar uma lição sem pensar nisso é ficar diante da classe pregando no deserto. O professor deve preparar a lição tendo em mira três propósitos para com o aluno: 1) O que desejo que meus alunos aprendam? 2) O que desejo que meus alunos sintam? 3) O que desejo que meus alunos façam? (A Escola Dominical, CPAD.) Para esta lição, peça a seus alunos que tentem identificar, no texto em estudo, quais as quatro fraquezas do sacrifício levítico. Observe o esquema abaixo:
Os sacrifícios levíticos...
1) Não podem tornar perfeitos os ofertantes (v.1);
2) Não podem satisfazer a consciência quanto ao pecado (v.2);
3) Não podem apagar a memória dos pecados (v.3);
4) Não podem tirar os pecados (v.4).
 
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO

No Antigo Testamento, os sacrifícios eram repetidos todos os dias por sacerdotes comuns. O sumo sacerdote entrava todos os anos no lugar santíssimo para oferecer sacrifícios por si mesmo e pelo povo. Mas, como tudo isso era “sombra dos bens futuros”, tais sacrifícios não aperfeiçoavam ninguém. Com Cristo, nosso Sumo Sacerdote, temos a certeza da plena salvação que nos aperfeiçoa, até que um dia cheguemos “a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13). E isso só ocorrerá no céu.

I. SACRIFÍCIOS INEFICAZES

1. A sombra dos bens futuros (v.1). O Antigo Pacto se constituía de sacrifícios, holocaustos, oblações e 
oferendas, que eram figuras “dos bens futuros”, ou seja, do evangelho de Cristo, que nos trouxe as riquezas da graça de Deus, a começar pela salvação de nossas almas, através do sacrifício vicário de Jesus. Por serem sombras e não a realidade, os sacrifícios de animais não puderam aperfeiçoar “os que a eles se chegam”. 
2. O sangue de animais não tirava os pecados (vv.2-4). Para que serviam aquelas ofertas, se o escritor diz que “é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire pecados” (v.2)? Os sacrifícios não levavam os homens a Deus, mas serviam, por antecipação, de meio para expiação. A palavra expiação no hebraico tem o significado de “cobrir” os pecados, num delito contra a Lei.
3. Deus preparou um corpo para Jesus (v.5). Somente no corpo humano (encarnação), Ele poderia ser aceito por Deus como oferta perfeita no lugar do homem pecador. No Antigo Testamento, os sacrifícios eram substitutos imperfeitos. O corpo de Cristo foi a solução de Deus para substituir todos os sacrifícios imperfeitos do Antigo Testamento. Seu sangue, derramado na cruz, não apenas cobriu os pecados, mas tirou-os, e lançou-os nas profundezas do mar (Mq 7.19). João exclamou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).

II. O PRIMEIRO FOI TIRADO PARA O ESTABELECIMENTO DO SEGUNDO

1. Cristo obedeceu a Deus (v.9). Jesus foi obediente até à morte (Fp 2.8). Ele cumpriu todos desígnios divinos no intuito de salvar o homem da perdição eterna. Sua morte foi prova inconteste da sua total resignação, obediência e submissão à vontade de Deus. Ele afirmou: “Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade”. 
Trata-se de uma lição de valor espiritual inigualável para todos nós: Jesus, sendo Deus, voluntariamente 
despojou-se de sua glória, e apresentou-se ao Pai na disposição irrestrita de cumprir cabalmente o plano divino de redenção da humanidade (ver Fp 2.5-8). 
2. O Velho Pacto substituído pelo Novo (v.9). Ao dizer a Escritura “tira o primeiro para estabelecer o segundo”, vemos a substituição definitiva do antigo sistema legal mosaico, no qual os sacrifícios eram ineficazes para salvação, pelo Novo Pacto, estabelecido por Cristo, com seu sacrifício perfeito. 
3. Comparação entre o velho e o Novo Concerto. A lei não transformava o homem em termos morais; o 
evangelho de Cristo transforma, pois “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16); a lei apenas condenava o culpado; a graça de Deus o liberta. A lei consistia de símbolos da realidade; a graça consiste na realidade dos símbolos; a lei era “o ministério da morte” (2 Co 3.7); a graça é “lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus” (Rm 8.2). 

III. UM SACRIFÍCIO PERFEITO

1. Santificados pela obla-ção do corpo de Cristo (v.10). Oblações eram ofertas incruentas (sem sangue), 
inanimadas, oferecidas a Deus tais como: vinho, azeite, flor de farinha, etc. Se de um lado, Cristo ofereceu seu próprio sangue como holo-causto em nosso favor, por outro, Ele foi aceito como oferta de cheiro suave a Deus, “feita uma vez”, de modo que, em Cristo, somos aceitos por Deus.
2. Sacrifício único (vv. 11-14). O escritor lembra que os sacerdotes, no Velho Pacto, diariamente ofereciam sacrifícios que não podiam tirar pecados. E acentua que Cristo ofereceu “um único sacrifício pelos pecados”, demonstrando a eficácia do seu auto oferecimento a Deus pelos pecadores. Acrescenta que Cristo está “assentado para sempre à destra de Deus” “...esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés”. 
3. Sacrifício que aperfeiçoa. Diferente dos sacrifícios do Antigo Pacto, que apenas cobriam temporariamente o pecado, mas não transformava o pecador, o sacrifício de Cristo constituiu-se “numa só oblação”, que “aperfeiçoou para sempre os que são santificados” (v.13; ver v.10). Aqui temos algo que a lei não podia fazer: santificar as pessoas. Com o advento da graça, somos santificados pela Palavra (Jo 17.17), pela fé em Cristo (At 26.18) e pelo sangue de Jesus (1 Pe 1.2).

IV. PRIVILÉGIOS E RESPONSABILIDADES DO CRENTE EM JESUS

1. Entrar no santuário de Deus (v.19). No Antigo Pacto, as pessoas comuns do povo não podiam adentrar no santuário propriamente dito. Só chegavam até ao pátio, que era a parte exterior do tabernáculo. Em Cristo, no entanto, homens e mulheres salvos são “sacerdotes reais” (1 Pe 2.9), e têm “ousadia para entrar no Santuário pelo sangue de Jesus”. Este é um privilégio que só os fiéis lavados e remidos pelo sangue de Cristo podem ter. 
Tais crentes não precisam de medianeiros, guias, orixás ou gurus. Jesus é “o único mediador entre Deus e o homem” (1 Tm 2.5).
2. Como chegar a Deus (vv.22-25). Não se pode chegar a Deus de qualquer maneira. O escritor, em sua incisiva exortação, nos mostra os cuidados que devemos ter para chegarmos à presença de Deus: 
a) “Com verdadeiro coração”. Só podemos ter acesso ao Pai e ser aceitos por Ele se tivermos um coração sincero, limpo e puro (Mt 5.8). 
b) “Em inteireza de fé”. O crente, ao buscar a presença de Deus, não pode ter dúvida alguma de sua 
existência, do seu poder e de sua graça. 
c) “Tendo o coração purificado da má consciência”. Para Deus não valem as aparências. Ele vê o interior do homem. O salmista disse que Deus nos sonda e entende o nosso pensamento (Sl 139.1,2). Se dermos lugar à iniquidade, Ele não nos ouvirá (Sl 65.18).
d) “O corpo lavado com água limpa”. Certamente, o texto bíblico aqui refere-se à purificação do crente pela Palavra, como se lê em Ef 5.26: “purificando-a com a lavagem da água, pela Palavra”, isto em relação à Igreja. 
e) Retendo firmes a confissão da esperança. Em Hb 3.6 somos exortados a “conservar firme a confiança e a glória da esperança até ao fim”. A confissão da esperança indica a nossa fé nas gloriosas e infalíveis promessas de Deus, “porque fiel é o que prometeu”.
f) Considerando uns aos outros, estimulando-nos “à caridade e às boas obras”. O bom relacionamento entre os crentes é condição importante para o acesso a Deus. A caridade (amor em ação) é a marca do cristão. Boas obras são dever do salvo (Ef 2.10).
g) “Não deixando a nossa congregação”. Aqui não se refere ao sentido físico: deixar a igreja local para ir congregar-se em outro bairro; mas sim, que não devemos deixar de congregar-nos, de nos reunirmos, tendo em vista a necessidade da comunhão coletiva. Somos membros uns dos outros (Rm 12.5). É equivocada e carnal a idéia de que alguém pode ser “crente em casa”, a menos que esteja doente.
h) “Admoestando-nos uns aos outros”. Admoestar, aqui, tem no original o sentido de animar, encorajar. Essa prática, quando realizada com amor, tem grande efeito no fortalecimento e encorajamento espiritual da comunidade cristã. 

CONCLUSÃO

Diante do que estudamos nesta lição, cremos que não há lugar para qualquer dúvida quanto à superioridade do Novo Concerto, baseado no perfeito e único sacrifício de Cristo em relação ao antigo, realizado na base de sacrifícios de animais, que apenas cobriam provisoriamente os pecados do povo.
Subsídio Teológico

“O sangue dos touros (Hb 10.4). O sangue de animais era apenas uma provisão ou expiação temporária pelos pecados do povo; em última análise, era necessário um homem para servir como substituto da humanidade. Por isso, Cristo veio à terra e nasceu como homem a fim de que pudesse oferecer-se a si mesmo em nosso lugar (2.9,14). Além disso, somente um homem isento de pecado poderia tomar sobre si nosso castigo pelo pecado (2.14-18; 4.15) e, assim, de modo suficiente e perfeito, satisfazer as exigências da santidade de Deus (cf. Rm 3.25,26).
“Aperfeiçoou para sempre os... santificados (Hb 10.14). A oferenda única de Cristo na cruz e seu resultado (i.e., a salvação perfeita) são eternamente eficazes todos quantos estão santificados ao se chegarem a Deus por meio de Cristo (v.22;7.25) Note que a palavra no grego “santificar”, aqui e no versículo 10, são particípios presentes que enfatizam a ação contínua no tempo presente.
“Quando vedes que se vai aproximando aquele dia (Hb 10.25). O dia da volta de Cristo para buscar os seus fiéis está se aproximando. Até chegar esse dia, enfrentaremos muitas provações espirituais e muitas falsificações na doutrina. Devemos congregar-nos regularmente para encorajarmos mutuamente e nos firmarmos em Cristo e na fé apostólica do novo concerto.” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, págs. 1914, 1915.)

QUESTIONÁRIO:
1. Por que os sacrifícios de animais não puderam aperfeiçoar os ofertantes?
R. Por serem sombras “dos bens futuros”, e não a realidade. 
2. Qual o significado da palavra expiação?
R. Significa “cobrir” os pecados, como exigência para a reparação de um delito.
3. Por que Deus preparou corpo para Jesus?
R. Porque somente no corpo da carne (na encarnação), Ele poderia ser aceito por Deus como substituto 
perfeito para o homem pecador.
4. Que significa a expressão: “tira o primeiro para estabelecer o segundo”?
R. Refere-se à substituição definitiva do antigo pelo novo concerto. 
5. Que significa a expressão “não deixando a nossa congregação”?
Que não devemos deixar de reunirmos, tendo em vista a necessidade da comunhão coletiva.
LIÇÃO 11 - O PECADO IMPERDOÁVEL:
 
TEXTO ÁUREO:
“Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados” (Hb 10.26). 
 
VERDADE PRÁTICA:
Há situações específicas em que o pecador se coloca deliberadamente contra Cristo, num estado tão tenebroso de iniquidade que se torna impossível sua restauração.
 
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Nm 15.30 A alma extirpada do meio do povo
Terça 2 Pe 2.20 O último estado pior do que o primeiro
Quarta 2 Pe 2.21 Desvio perigoso
Quinta Ez 36.5 Menosprezando a Deus
Sexta Dt 17.2 Traspassando o concerto
Sábado Mt 12.31,32 Pecado que não será perdoado
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 10.26-31,38,39 
26 Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados,27 mas uma certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.28 Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas.29 De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?30 Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.31 Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.
 
38 Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.39 Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma.
 
PONTO DE CONTATO:
Os homens precisam aceitar o sacrifício de Cristo, senão sofrerão o juízo eterno. Não há outra alternativa. O escritor aos hebreus apresenta a salvação como presente para os que esperam a Cristo; mas para os que rejeitam o seu sacrifício, há apenas uma expectação terrível de juízo “prestes a consumir os adversários”. O apóstolo Pedro diria a essas pessoas: “Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado”. 
 
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:

Identificar o pecado considerado por Deus como imperdoável.
Escolher não desprezar o sacrifício feito pelo Filho de Deus.
Definir qual é o castigo reservado à quem apostata da fé e pisa o Filho de Deus.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Divida sua turma em pequenos grupos de 2 a 4 alunos cada. Os grupos deverão discutir por 5 minutos sobre a parte “b” do versículo 26, que diz: “...já não resta mais sacrifício pelos pecados?” Perguntas para o início da discussão: Qual o significado dessa expressão? Qual a sua abrangência? Ao término do tempo estipulado para esta atividade, reúna os grupos e anote suas conclusões no quadro de giz. Observe se as respostas concordam com a afirmativa abaixo. Essas palavras devem ser entendidas em dois sentidos a saber: 1) Não pode haver outro sacrifício, além daquele que já foi feito – o de Cristo – , que possa conferir perdão de pecados. Os sacrifícios levíticos foram abolidos; não têm valor para fazer expiação e não pode haver um novo sacrifício expiatório. 2) Mas além disso, o escritor sagrado indica que o pecado da apostasia é fatal; está fora do alcance do perdão divino.
 
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos sobre o pecado da apostasia, para o qual “não resta mais sacrifício”. Esse tipo de 
pecado era conhecido entre os rabinos do Antigo Testamento. Naquela ocasião, somente os pecados de 
ignorância podiam ser expiados; se um homem pecasse deliberadamente, com pleno conhecimento de sua 
maldade, não haveria mais sacrifício em seu favor; simplesmente seria excluído do seu povo. Sua iniqüidade 
permaneceria sobre ele e não teria direito ao perdão. Este assunto tem sido motivo de muitos questionamentos. 

I. PECADO VOLUNTÁRIO 

No capítulo 3 de Hebreus, está escrito: “Vede irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e 
infiel, para se apartar do Deus vivo” (v.12). “O termo gr. aphistemi, traduzido ‘apartar’ é definido como decaída, 
deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que antes se estava ligado” (Bíblia de Estudo 
Pentecostal). Trata-se de apostasia. “Esse pecado consiste na rejeição consciente, maliciosa e voluntária da 
evidência e convicção do testemunho do Espírito Santo, com respeito à graça de Deus manifesta em Jesus 
Cristo” (Oliveira). É nesse contexto que devemos entender o presente tema.
1. Tendo conhecido a verdade (v.26). O texto sagrado refere-se a um tipo de pecado espontâneo, consciente. 
O conhecimento da verdade aqui mencionado não é o rudimentar, experimentado pelo novo convertido, ou por 
aquele crente de vida cristã superficial, mas o conhecimento da verdade divina no sentido amplo (epignosis).
2. Não resta mais sacrifício. “Já não resta mais sacrifício pelos pecados”, assevera o texto sagrado. Trata-se 
dos pecados insolentes, que se constituem numa afronta inominável a Deus. Pecar assim é um atentado à 
santidade do Altíssimo. É loucura que trará sérias conseqüências. 
A verdade divina liberta (Jo 8.32) quando o pecador a recebe de coração. No entanto, quando a verdade é 
desprezada de modo deliberado, consciente, doloso, reincidente e ofensivo, por quem a conhece bastante, 
torna-se impossível o perdão porque tal pessoa repudia e repele para longe de si a graça de Deus, que pode 
levá-la ao arrependimento. No contexto iníquo já descrito, tal pessoa peca não somente contra o Filho, mas 
também contra o Pai, que o enviou, e contra o Espírito Santo, que nos convence do pecado. Quem então 
convencerá tal pessoa do seu pecado?
3. Só resta uma expectação horrível (v.27). Não havendo mais sacrifício pelo pecado, o que resta? Só resta “a 
expectação horrível de juízo e ardor de fogo, que há de devorar os adversários”. Só lhe espera uma sentença: 
“Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (v.31).

II. DESPREZANDO O ÚNICO SACRIFÍCIO QUE SALVA

1. Pisando o Filho de Deus (v.29). Na lei de Moisés, a palavra de duas ou três pessoas era válida para que um 
sacrílego fosse condenado sem misericórdia (Dt 17.2-6). Para aquela pessoa, não havia mais apelação: a morte 
era certa. Quem pisar o Filho de Deus, um “maior castigo” lhe sobrevirá. Desprezar o evangelho é considerar 
sem valor o sacrifício de Cristo; é zombar da salvação, desprezar tudo o que há de sagrado na igreja de Cristo 
depois de ter conhecido a verdade proveniente dos Santos Oráculos. 
2. Profanando o sangue do testamento (v.29b). Significa considerar o sangue do Filho de Deus como sangue comum, profano, sem nenhum valor sagrado ou redentor. A Bíblia diz que “o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (1 Jo 1.7). É por seu sangue que nos aproximamos dEle (Ef 2.13); o sangue de Cristo purifica (Hb 9.14); resgata (1 Pe 1.19); lava de todo o pecado (Ap 1.5). Assim, se o deliberado transgressor profana o sangue de Cristo, não há nada mais que o possa renovar ou purificar.
3. Agravo ao Espírito Santo (v.29). Trata-se de um pecado múltiplo em sua prática: enquanto pisa o Filho de Deus, profana o seu sangue e faz agravo ao Espírito Santo (literalmente, insulto, insolência, ultraje). Para esse tipo de pecador, o Calvário não passa de uma encenação, de uma farsa. 
a) Blasfêmia contra o Espírito Santo. Com o coração endurecido, o pecador ultraja conscientemente o Espírito 
Santo. Quanto a isso Jesus advertiu severamente: “Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, 
nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo” (Mt 12.32; Mc 3.29; Lc 12.10). No texto de Marcos, 
depreende-se que blasfemar contra o Espírito de Deus é o mesmo que atribuir a Satanás a obra de Cristo. Como 
vemos, a Epístola aos Hebreus apenas corrobora o que Jesus já ensinara anteriormente.
b) O pecado imperdoável não é a simples incredulidade. O incrédulo de fato, se não aceitar a Cristo, está 
condenado (Jo 3.18). No caso em questão, não se trata de um incrédulo qualquer, mas de alguém que já teve amplo conhecimento da verdade. O Espírito Santo é que tem o poder de convencer o pecador de seus pecados (Jo 16.8). Se o miserável o despreza e lhe faz agravo, não há mais esperança para o tal.
c) Arrependimento impossível. No estudo referente ao capítulo 6 de Hebreus, já aprendemos que se torna 
impossível a renovação para arrependimento daqueles que “uma vez foram iluminados”; “provaram o dom celestial”; “se fizeram participantes do Espírito Santo”; “provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro” (vv.5,6). Qual a razão de tal impossibilidade? A resposta está claramente estampada no texto: por que “de novo crucificaram o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério”. Mais uma vez constatamos que o pecado imperdoável não é cometido por um desobediente desavisado qualquer; não se trata de pecado por ignorância. 

III. O JUÍZO DE DEUS É SEVERO E TOTAL


1. “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. Essa advertência nos mostra o quanto Deus é severo em seu juízo: nenhum suborno poderá alterar seus propósitos; nem fama, nem riquezas e nem vantagens terrenas de qualquer espécie farão qualquer diferença no juízo celestial.
2. Lembrando dos dias passados (v.32). Aqui a admoestação aos destinatários da Epístola é para que se 
lembrem “dos dias passados”, nos quais eles deram seu testemunho diante de seus perseguidores. Aqueles crentes compadeceram-se dos que foram presos e perderam bens, sabendo que teriam “nos céus uma possessão melhor e permanente” (vv.33,34).

CONCLUSÃO

A apostasia, o abandono deliberado da fé em Cristo, é algo de indescritível gravidade espiritual. Se rejeitarmos o sacrifício de Cristo como paga pelos nossos pecados, nenhuma outra provisão haverá para a nossa salvação (v.26). O relativismo religioso e o secularismo que debilitam a igreja, afrouxando as regras e os limites entre o santo e o profano, constituem um sinal de alerta a todos nós. Não rejeitemos a Cristo! 
Subsídio Bibliológico

“Aviso contra a apostasia. O pecado voluntário que ameaçava os hebreus consistia em abandonar o 
Cristianismo e voltar ao judaísmo. Não há nenhum sacrifício em favor dos que apostatam da fé em Cristo — pela 
alma do homem só existe um único sacrifício, o de Cristo (v.26). Ora, se o sacrifício de Cristo é definitivo, 
também é o último. Rejeitá-lo voluntariamente implica “uma certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo” 
(v.27). O autor não limita a eficácia da obra de Cristo em favor do penitente. Essa passagem deve ser 
estudada em conjunto com o capítulo 6.4-8.
Sob a Antiga Aliança, quem desprezasse a Lei de Moisés era punido com a morte (v.28). O mesmo princípio está 
em vigência, e com maior rigor ainda para quem apostatar da fé, pois constitui afronta a Cristo, à eficácia do 
seu sangue e um insulto ao Espírito Santo, através de quem a graça de Deus se manifesta. Sobre os tais pesa 
o juízo de Deus, do qual ninguém pode escapar (vv.29-31).” (Comentário Bíblico — Hebreus, CPAD, pág. 156.)

Subsídio Teológico

“Se pecarmos voluntariamente (Hb 10.26). O escritor de Hebreus volta a advertir seus leitores sobre o caso de 
abandonar a Cristo, como fizeram em 6.4-8.
“Pisar o Filho de Deus (Hb 10.29). Continuar a pecar deliberadamente depois de termos recebido o 
conhecimento da verdade (v.26) é: (1) tornar-se culpado de pisar Jesus Cristo, tratá-lo com desprezo e 
menosprezar sua vida e morte; (2) ter o sangue de Cristo como indigno da nossa lealdade; e (3) insultar o 
Espírito Santo e rebelar-se contra Ele, o qual comunica a graça de Deus ao nosso coração.
“O justo viverá da fé (Hb 10. 38). Este princípio fundamental, afirmado quatro vezes nas Escrituras (Hc 2.4; Rm 
1.7; Gl 3.11; Hb 10.38), governa o nosso relacionamento com Deus e a nossa participação na salvação provida 
por Jesus Cristo. (1) Esta verdade fundamental afirma que os justos obterão a vida eterna por se aproximarem 
fielmente de Deus com um coração sincero e crente (ver 10.22). (2) Quanto aquele que abandona a Cristo e 
deliberadamente continua pecando, Deus “não tem prazer nele” e incorrerá na condenação eterna (vv.38,39).” 
(Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pág. 1915.)

QUESTIONÁRIO:
1. No texto, qual o significado de apostasia?
R. Afastar-se deliberadamente da fé.
2. Por que, na lição, se diz que só resta uma expectação horrível para quem apostata da fé?
R. Por não haver mais sacrifício pelo pecado.
3. O que significa profanar o sangue do testamento?
R. É considerar o sangue de Jesus comum, sem nenhum valor sagrado.
4. Segundo Marcos, em que consiste a blasfêmia contra o Espírito Santo?
R. É atribuir a Satanás a obra de Cristo.
5. O que aguarda nos céus os crentes que perderam seus bens por amor a Jesus?
R. “Uma possessão melhor e permanente”.
LIÇÃO 12 - OS ELEMENTOS ESSENCIAIS DA FÉ:
 
TEXTO ÁUREO:
“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem” 
(Hb 11.1).
 
VERDADE PRÁTICA:
A fé dá ao crente a certeza daquilo que ele espera, segundo a Palavra de Deus, fazendo-o ver o invisível, 
contrariar a lógica, e superar os limites das fraquezas humanas.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Rm 8.25 Esperando o que não vê
Terça Hc 2.4 O justo viverá da fé
Quarta Mt 6.30 Pequena fé
Quinta Mt 9.22 Fé que salva
Sexta Mt 15.28 Grande fé
Sábado Mt 21.21 Fé que remove montanhas
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 11.1-6 
1 Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem.
2 Porque, por ela, os antigos alcançaram testemunho. 3 Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.
4 Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala. 5 Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte e não foi achado, porque Deus o trasladara, visto como, antes da sua trasladação, alcançou testemunho de que agradara a Deus.
6 Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam.
 
PONTO DE CONTATO:
Na lição passada, vimos o perigo da apostasia e suas conseqüências. Nesta lição, estudaremos a base da vida cristã: a fé. Querendo apresentar uma parte da história antiga para demonstrar a eficiência da fé, o escritor aos hebreus principia seu relato dizendo que a própria criação do universo é uma ilustração da fé. “Pela fé entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados” (v.3) A fé se baseia na Palavra de Deus. Esta palavra consiste num poder invisível que produziu do invisível o universo, de maneira que o visível vio a existir das coisas que não aparecem. 
CARACTERÍSTICAS
PERSONAGENS
Fé caracterizada pela obediência irrestrita ao Senhor 
Abraão
Recebeu uma revelação especial de Deus relativa ao dilúvio
Noé
Agradou a Deus por seu andar espiritual diante dEle
Enoque
Aos olhos de Deus seu sacrifício teve maior valor
Abel
 
OBJETIVOS:
Ao término da aula seu aluno deverá estar apto a: 

Nomear os elementos que definem a fé.
Listar quatro heróis da fé mencionados nesta lição.
Estimar uma vida de fé ante as dificuldades da carreira cristã.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Trace uma linha no quadro de giz, dividindo seu espaço em duas partes. De um lado relacione as principais 
características dos heróis da fé descritas no cap. 11 da epístola em estudo (sem citar o nome do personagem). 
Do outro relacione os nomes das personagens, porém, fora da ordem especificada no texto. 
Esta atividade consiste em fazer os alunos identificarem as personagens tendo em vista suas características 
relacionadas à fé. 

Observe o quadro anterior. 
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO

Nesta lição, estudaremos um dos assuntos mais palpitantes da Bíblia: a Fé. Esta palavra tão pequena encerra 
em si grande conteúdo para os que de Deus se aproximam. Sem ela não existiria a Igreja, não haveria salvos, 
esperança de vida futura, não poderíamos esperar um mundo melhor nem creríamos na Segunda Vinda de Cristo. 
É por meio da fé que recebemos as bênçãos de Deus. Esta preciosa e santíssima fé vem-nos através de Cristo, 
para que ninguém tenha de que se gloriar (Hb 12.2).

I. CONCEITO DE FÉ

O escritor sacro não pretendeu simplesmente definir a fé, mas sim descrevê-la como elemento fundamental da 
vida cristã.
1. O firme fundamento. Fundamento aqui significa muito mais que a mera certeza humana, fruto da lógica, ou 
do exercício da futurologia. Na visão cristã, tem o sentido de certeza inabalável, ou seja, temos convicção de 
que servimos a um Deus onipotente, onisciente e onipresente, que vela por sua Palavra para a cumprir (cf. Jr 
1.12; Is 43.13). Significa também certeza absoluta a respeito da nossa salvação. Ver 1 Jo 3.2. Assim, a certeza 
é o primeiro elemento essencial da verdadeira fé, isto é, “a fé que é por Ele” (At 3.16).
2. Das coisas que se esperam. “A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam...”. O segundo elemento 
essencial da fé é a esperança. Esta é consubstanciada na forte convicção de que aquilo que se espera da 
parte de Deus há de acontecer sempre, independente das circunstâncias. Abraão creu que teria um filho 
segundo a promessa divina, fruto de sua união com Sara, mesmo quando a lógica humana dissesse o contrário. 
3. A prova das coisas que não se vêem. A “prova” tem o significado de “convicção”, que é o terceiro elemento 
da fé. Aqui temos um ponto muito importante a considerar. Pessoas há que manipulam este texto para justificar 
a prática mística do que eles chamam de visualização mental para obtenção do que se deseja. Nesse meio 
estão certas ramificações da Confissão Positiva. Tal prática não tem apoio nas Escrituras Sagradas. No 
contexto do capítulo 11 de Hebreus, “as coisas que não se vêem” são as coisas de Deus, “os bens futuros” (Hb 
9.11), “as melhores promessas” (Hb 8.6). Isso porque tais “coisas” foram prometidas por Deus em sua Palavra, 
e esta não pode falhar em nenhuma hipótese. Há “crentes” que, iludidos pelo seu próprio coração, asseveram 
que podem aplicar esse texto (v.1) a qualquer coisa. Por exemplo: “eu creio que Deus vai me dar um carro 
novo, e uma bela casa”. Ora, isso é um desejo, mas não uma promessa de Deus. Pode tornar-se real ou não. É 
algo condicional e circunstancial.

II. EXEMPLOS MARCANTES DE FÉ

1. Abel. Foi exemplo de fé sacrificial. A Bíblia não diz em Gênesis 4 por que Deus aceitou seu sacrifício e não o 
de seu irmão, o homicida Caim. Mas em Hebreus 11.4 podemos constatar o final da história: enquanto a oferta 
de Abel foi movida pela fé em Deus (ver Jd v.11), Caim trilhou seu “caminho” sem fé. 
A idéia de que a oferta de Abel foi aceita por tratar-se de oferta com sangue (apontava para o sacrifício de 
Cristo) apesar de correta, é parcial, uma vez que a oblação de Caim, mesmo sendo de vegetais, também seria 
aceita por ser produto do seu trabalho como lavrador (Gn 4.3; ver v.7). 
Caim tinha má índole; era iracundo e “suas obras eram más” (1 Jo 3.12), por essas razões suas ofertas não 
foram aceitas pelo Senhor. 
2. Enoque. Exemplo de fé agradável. O pouco que a Bíblia fala sobre esse homem de Deus encerra a grandeza 
de seu caráter e de sua fé: “E andou Enoque com Deus; e não se viu mais, porquanto Deus para si o tomou” 
(Gn 5.24). Se ele “andou com Deus”, ou seja, viveu em íntima comunhão com o Eterno e no centro da sua 
vontade, diante da extrema incredulidade de seu tempo, foi porque tinha uma fé viva, que via o mundo melhor. 
Por isso, ainda na terra, antes da sua trasladação, “alcançou testemunho de que agradara a Deus”. Sem fé não 
agradamos a Deus (Hb 11.6). 
3. Noé. Exemplo de fé obediente e justa. Nunca ouvira falar de dilúvio, todavia, “divinamente avisado das coisas 
que não se viam, temeu” e obedeceu, preparando uma arca “para salvação da sua família”. Noé foi o primeiro 
homem na Bíblia a ser chamado justo. Isso nos traz uma lição de extremo valor: o homem de fé precisa ser 
justo diante de Deus e dos homens.
4. Abraão. É considerado o pai da fé provada. Quando foi chamado por Deus, sequer imaginava para onde iria 
(v.8). Passou anos habitando em tendas, peregrinando “como em terra alheia” (v.9) e recebeu a promessa de 
que seria “uma grande nação” (Gn 12.2). O Todo-Poderoso mandou que ele olhasse para os céus e contasse as 
estrelas, se pudesse, dizendo que assim seria sua semente: “e creu ele no Senhor e foi-lhe imputado isto por 
justiça”. Mais tarde Deus pediu-lhe em sacrifício seu único filho, Isaque. Sem relutar, o grande patriarca 
obedeceu piamente a voz do Altíssimo, crendo “que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar” 
(v.17,18). O Deus de Abraão é o nosso Deus. Ele é fiel em cumprir sua palavra (cf.Jr 1.12).

III. VIRAM AS PROMESSAS DE LONGE

1. Todos estes morreram na fé. Após destacar os quatro primeiros heróis da fé, o escritor declara que eles 
morreram na fé, “sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe...”. Como Paulo, combateram o 
bom combate, acabaram a carreira e guardaram a fé (2 Tm 4.7). 
2. Viram as promessas de longe. Era a fé fazendo-os olhar para o horizonte ao longe, sem chegar lá, porém 
contemplando o cumprimento das promessas. Certamente eles usufruíam a salvação em Cristo porque criam na 
vida eterna, na entrada nos céus, na vitória sobre o mal e, sobretudo, no reinado eterno de Deus.
3. Crendo nas promessas, abraçando-as e confessando-as (v.13). A fé daqueles homens era tão forte e 
poderosa que, mesmo sem verem o cumprimento das promessas de Deus, nelas creram e as abraçaram (cf. 
v.1). Eles consideravam-se “estrangeiros e peregrinos na terra”, porque esperavam uma pátria melhor, 
definitiva, no futuro, sendo aclamados por Deus, “porque já lhes preparou uma cidade” (vv.13-16).

IV. HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO

Na última parte do texto em estudo, a Palavra de Deus fala de forma comovente sobre dois tipos de heróis da 
fé. São eles:
1. Os lutadores. As Escrituras apresentam vários exemplos de lutadores. Eles “venceram reinos, praticaram a 
justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, neutralizaram a força do fogo, escaparam do fio 
da espada”, tudo isso pela fé no Todo-Poderoso. 
2. Os martirizados. Foram os que, na luta pela fé, foram açoitados, apedrejados, presos, aflitos, torturados e 
mortos: “não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição” (vv.35-37). A história da 
Igreja registra outros grandiosos exemplos de fé e coragem entre os mártires do cristianismo.
3. Foram homens “dos quais o mundo não era digno”. O “mundo” que não é digno dos homens de Deus é aquele 
que se opõe ao bem, e que dificulta a inquirição espiritual. Foi para esse mundo que Jesus apontou ao falar 
sobre a inevitabilidade das perseguições: “Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, me 
aborreceu a mim” (Jo 15.18). 
Os homens dos quais o mundo não era digno viram de longe as promessas, mas não as alcançaram, “provendo 
Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados” (vv.39,40). 

CONCLUSÃO

Hoje para muitos, principalmente crianças e adolescentes que não conhecem a Deus, os heróis são os ídolos 
humanos ou virtuais da TV e do cinema. Esses não passam de falsos ídolos e heróis que desencaminham seus 
admiradores para o mal. Contudo, a Bíblia nos inspira fé e perseverança, necessárias para que confiemos nas 
promessas de Deus. Ela nos mostra em suas páginas a vida de homens e mulheres, crianças e adolescentes, 
jovens e adultos, que nos legaram exemplos extraordinários da verdadeira fé em Deus.
Subsídio Bibliológico

“Encorajamento palas vitórias da fé (Cap.11). O autor, neste capítulo, destaca a fé como sendo a grande 
característica e o denominador comum do verdadeiro povo de Deus em todos os tempos (cf. 10.38,39). Ele 
menciona detalhadamente os heróis da fé que viviam sob a antiga aliança e cujos exemplos nos incentivam a 
sermos leais a Deus, hoje.
O versículo 1 é muitas vezes citado como uma definição de fé, porém, na realidade é mais uma explicação das 
características da fé. Em poucas palavras, a fé é simplesmente confiança em Deus e sua palavra (cf. Rm 
10.17). Parafraseando o versículo, poderíamos dizer: “A fé significa que somos confiantes; temos a certeza 
(algo que serve de base ou apoio a qualquer coisa, como um alicerce, um fundamento, uma promessa ou um 
contrato) daquilo quer esperamos receber, a convicção da realidade das coisas invisíveis”.
Foi com essa atitude de fé que, naquele tempo, os heróis enfrentaram o futuro e aprenderam as coisas 
invisíveis. Os antigos alcançaram testemunho e o próprio Deus também testificou da fé que possuíam, a qual 
superou todos os obstáculos, sendo seus feitos registrados na Bíblia como homens de fé (v.2).
A crença em Deus como Criador de todas as coisas do universo é imprescindível para a vida de fé, qualquer que 
seja sua manifestação (v.3). ‘Por isso, em primeiro lugar, o autor declara essa ação primária da fé, pela qual 
chegamos à plena certeza de que o mundo — a História e as eras — não resultou do acaso; é uma resposta à 
expressão da vontade de Deus’ (Westcott).” (Comentário Bíblico — Hebreus, CPAD, pág. 158.)
“Creia que ele existe (Hb 11.6). Este versículo descreve as convicções integrantes da fé salvífica. (1) devemos 
crer na existência de um Deus pessoal, infinito e santo, que tem cuidado de nós. (2) Devemos crer que Ele nos 
galardoará quando o buscarmos com sinceridade, sabendo que nosso maior galardão é a alegria e a presença do 
próprio Deus. Ele é nosso escudo e nossa grande recompensa (Gn 15.1; Dt 4.29; Mt 7.7,8 nota; Jo 14.21 nota). 
(3) Devemos buscar a Deus com diligência e desejar ansiosamente a sua presença e graça.” (Bíblia de Estudo 
Pentecostal, CPAD, pág. 1916.)
QUESTIONÁRIO:
1. Que significado tem a expressão “firme fundamento”, em relação a fé?
R.”A certeza”, significando muito mais que a mera convicção humana, fruto da lógica, ou do exercício da 
futurologia.
2. Quais os três elementos essenciais da fé, segundo a lição?
R. A certeza, a esperança e a prova (convicção).
3. Quem é considerado o “pai na fé” dos que crêem?
R. Abraão.
4. Por que os heróis da fé consideravam-se “estrangeiros e peregrinos na terra”?
R. Porque esperavam uma pátria melhor. 
5. Por que os heróis da fé não alcançaram as promessas?
R. “Para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados”. 
LIÇÃO 13 - PERSEVERANÇA NA FÉ E NA SANTIDADE:
 
TEXTO ÁUREO:
“Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo 
embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta” (Hb 12.1).
 
VERDADE PRÁTICA:
A vitória na vida cristã é para os que correm com paciência rumo ao encontro final com Cristo nos céus.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Mt 10.22 Perseverando até o fim
Terça  Cl 4.2 Perseverando na oração
Quarta Rm 12.13 Ajudando aos santos
Quinta 1 Co 7.14 Santificação conjugal
Sexta Jo 15.9 Permanecendo no amor
Sábado 2 Co 13.13  A graça, o amor e a comunhão
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 12.1,2, 6-8, 12,13 
1 Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta,
2 olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.
12 Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados,13 e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se não desvie inteiramente; antes, seja sarado.
PONTO DE CONTATO:
Depois de apresentar os homens de fé e a vitória que eles alcançaram, o escritor aos hebreus volta e dirigi-se 
aos seus leitores para estimulá-los a percorrer o mesmo caminho. Tanto os antigos crentes como nós somos 
aperfeiçoados em Cristo. Eles alcançaram esta posição por sua fé apesar de sofrerem tantas provações. Nós, 
igualmente, devemos ter uma fé ativa, despojando-nos de todo o embaraço e do pecado que nos assedia, para 
corrermos com perseverança a carreira que nos foi proposta.
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:

Identificar o pecado e o embaraço como elementos que podem atrapalhar a vida cristã.
Afirmar que a vida cristã é parecida com uma maratona.
Reconhecer que a vida de santificação é a vontade de Deus para as nossas vidas.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Introduza sua aula com a seguinte pergunta: Que tipo de corredor deve ter maior resistência: o de uma corrida 
de cem metros ou o de uma maratona? Aguarde, por algum tempo, a resposta. Certamente responderão que o 
corredor de maior resistência é o que se dispõe a correr uma maratona. Informe-lhes que tais corredores, para 
chegarem ao final, precisam de muita resistência e paciência durante o percurso. Da mesma forma é a carreira 
cristã. Ela não é feita de rápidas corridas, mas de uma longa corrida de fé, paciência e persistência para não 
perder o rumo do “prêmio”. Não esqueça de dizer-lhes que os vencedores em Deus são os que completam a 
corrida, e não apenas os que chegam em primeiro lugar.
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO

Os dois últimos capítulos de Hebreus encerram a epístola com exortações e orientações aos crentes sobre como 
perseverar na fé e na doutrina, com disciplina, amor e santidade. Estes temas atualmente são desprezados em 
muitos lugares, por causa do “vírus” do relativismo. Mas a Palavra de Deus é como um “martelo que esmiuça a 
penha” (Jr 23.29), e dissipa os “ventos” contrários a sã doutrina, fortalecendo e edificando os que hão de 
concluir a carreira cristã.

I. A CARREIRA COM PACIÊNCIA

1. Uma nuvem de testemunhas (v.1). O escritor nos leva a outros aspectos da vida cristã, ressaltando que 
estamos rodeados de “uma tão grande nuvem de testemunhas”. Quem são essas testemunhas? Pelo contexto 
entendemos que aqueles são heróis diante do Todo-poderoso que testemunham a sua fidelidade. Aqui, a 
palavra testemunha, originalmente martys, denota a experiência dos antepassados da fé. Por outro lado, 
podemos dizer que em nossa carreira cristã estamos sendo observados por muitas testemunhas. Umas visíveis: 
os homens, crentes e descrentes; outras, invisíveis: os anjos e os demônios. (Ver Sl 34.7; Hb 1.13,14; 1 Pe 
5.8.) Diante dessa realidade devemos ter muito cuidado com o nosso comportamento.
2. Deixando o pecado e o embaraço (v.2). Somos exortados a deixar “todo o embaraço e o pecado que tão de 
perto nos rodeia”. O embaraço certamente não é pecado, mas pode tornar-se num impedimento, ou num atraso 
à nossa vida e carreira espiritual, e aí sim, conduzir-nos ao pecado. Um crente embaraçado é facilmente 
atingido pelo Diabo. A televisão, por exemplo, mesmo transmitindo programas de cunho informativo ou cultural, 
pode embaraçar o crente se este deixar de ir à casa de Deus para prostrar-se diante dela. Há crentes que se 
embaraçam com dívidas, amizades, esportes, lazer, etc. Ademais disso, não podemos esquecer que a Bíblia nos 
manda remir o tempo (Ef 5.15,16).
3. Correndo com paciência. Aqui o escritor toma uma figura de linguagem emprestada, provavelmente dos jogos 
olímpicos, para comparar a vida cristã a uma maratona. Numa corrida, é necessário ter paciência para se 
alcançar a chegada (cf. Hb 10.36). No caso da fé, a carreira não é escolhida pelo cristão, e sim proposta por 
Deus. O crente precisa correr e chegar ao final vitorioso. Para que isso aconteça só existe um segredo segundo 
as Escrituras: perseverança e paciência (Rm 5.3-5).
4. Olhando para Jesus (v.2). Numa corrida de resistência, o atleta precisa olhar para frente, caso contrário, 
poderá perder o tempo e o rumo. Na vida cristã, mais ainda, o crente não pode perder de vista o alvo, Jesus. 
Ele é o autor e também o consumador de nossa fé. Deu-nos o exemplo, suportando a cruz, desprezando a 
afronta, até assentar-se à direita de Deus, “pelo gozo que lhe estava proposto”. A historia da Igreja está cheia 
de exemplos de homens e mulheres, que corajosamente desprezaram os prazeres e as glórias do mundo por 
amor a Cristo. 
5. A correção com amor (vv.3-11). Nesta primeira parte do texto, o escritor exorta os crentes hebreus à 
perseverança, dizendo que ainda não haviam resistido “até o sangue no combate contra o pecado” (v.4). 
Parece que o escritor tinha em mente que seus destinatários poderiam ignorar um pouco da Palavra de Deus, e 
cita Provérbios 3.11-12, onde a Palavra de Deus anima os crentes a não se esquecerem da exortação do Pai, e 
a não desanimarem ao serem repreendidos. 
No v.6, o autor diz que se alguém está sem disciplina não é filho, mas bastardo, ou filho ilegítimo (vv.7,8). E 
conclui falando do valor da correção: “porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que o recebe por 
filho” (vv.10,11). Trata-se da correção com amor. 

II. EXORTAÇÃO À SANTIFICAÇÃO

1. Levantando as mãos cansadas (v.12). Na vida cristã, pode haver momentos de cansaço e esgotamento 
espiritual. Mas existe um remédio para isso: Os que estão firmes pela graça de Deus, ao invés de dificultarem 
ainda mais a caminhada dos mais fracos, devem ajudá-los a levantarem-se (cf. Jó 4.3; Is 35.3). E, Deus tem o 
poder necessário para nos renovar e restaurar (Is 40.29-31).
2. Seguindo a paz e a san-tificação. Santidade é o estado de quem se destaca pela pureza. San-tificação é a 
prática. E só é possível através da Palavra de Deus e mediante o sangue de Cristo (Jo 17.17; 1 Jo 1.7). A 
santificação é a salvação em andamento, em processo. A doutrina equivocada de que “uma vez salvo para 
sempre salvo” não passa de falácia, para justificar a pretensiosa doutrina da predestinação absoluta, segundo a 
qual uns nascem “carimbados” como “salvos” e outros como “perdidos”. Uma vez salvo, o cristão precisa fazer 
sua parte: separar-se do mundo e dedicar-se totalmente ao serviço do Reino de Deus. 

CONCLUSÃO

Temos uma carreira a percorrer pacientemente, mas esta deve ser livre de embaraços, pois eles, mesmo não 
sendo o pecado, podem conduzir-nos a ele. Que possamos concluir esta carreira como santos filhos de Deus, e 
receber do nosso Pai o galardão reservado a cada um de nós.
Subsídio Teológico

“‘A carreira que nos está proposta’. Esta corrida é o teste neste mundo, que dura a vida inteira (10.23,38; 
12.25;13.13).
(1) A corrida deve ser efetuada com “paciencia” (gr. hupomone) ou seja, com perseverança e constância (cf. 
10.36; Fp 3.12-14). O caminho da vitória é o mesmo que o dos santos no capítulo 11 — esforçando-se para 
chegar até ao fim (cf. 6.11,12; 12.1-4; Lc 21.19; 1 Co 9.24,25; Fp 3.11-14; Ap 3.21).
(2) Na corrida, devemos deixar de lado os pecados que nos atrapalham ou que nos fazem ficar para trás (v.1) e 
fixarmos os olhos, nossas vidas e nossos corações em Jesus e no exemplo que Ele nos legou na terra, de 
obediência perseverante (vv.1-4).
(3) Na corrida, devemos estar conscientes de que o maior perigo que nos confronta é a tentação de ceder ao 
pecado (vv.1,4), de voltar àquela pátria de onde haviam saído (11.15; Tg 1.12), e de nos tornar, de novo, 
cidadãos do mundo (Mc 11.13; Tg 4.4; 1 Jo 2.15; ver Hb 11.10).” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, 
pág.1918)
“Portanto, tal como a Cristo, há uma carreira proposta ao povo de Deus, um alvo as ser alcançado, um caminho 
a ser percorrido. Jesus Cristo é o príncipe, o Líder e o Aperfeiçoador da fé. AquEle que não se embaraçou com 
as coisas materiais desta vida, pois contemplava a eternidade, sabendo discernir o valor das coisas que não se 
viam. Tal deve ser a nossa paciência. A luta de Cristo foi até a morte, e Ele a venceu. Animados por seu 
exemplo, podemos fazer o mesmo”. (Comentário Bíblico Hebreus, CPAD, p.167.)
 
QUESTIONÁRIO:
1. O que é embaraço, na lição?
R. Algo que dificulta o caminhar, e que pode levar ao pecado.
2. A que o escritor compara a vida cristã?
R. A uma carreira de resistência ou uma maratona. 
3. Para quem o crente deve olhar durante a sua carreira? 
R. Para Jesus 
4. Se alguém está sem disciplina, a que é comparado?
R. A um bastardo ou filho ilegítimo.
5. Segundo Hb 12.14, o que devemos seguir?
R. A paz com todos e a santificação.
LIÇÃO 14 - EVIDÊNCIAS DA VIDA CRISTÃ
 
TEXTO ÁUREO:
“E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada” (Hb 13.16).
VERDADE PRÁTICA:
A vida cristã não será completa se não for vivida com obediência, amor e submissão.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Hb 13.3 Lembrando dos presos
Terça  Hb 13.7 Lembrando dos pastores
Quarta Hb 13.4 O casamento na ótica de Deus
Quinta Hb 13.8 O Deus que não muda
Sexta Hb 13.9 Firmeza na Palavra
Sábado Hb 13.17 Obedecendo aos pastores
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
HEBREUS 13.1-3, 7, 17, 20-22 
1 Permaneça a caridade fraternal.2 Não vos esqueçais da hospitalidade, porque, por ela, alguns, não o sabendo, hospedaram anjos.3 Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo.
7 Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver.
17 Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.
20 Ora, o Deus de paz, que pelo sangue do concerto eterno tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande Pastor das ovelhas,21 vos aperfeiçoe em toda a boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando em vós o que perante ele é agradável por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém! 22 Rogo-vos, porém, irmãos, que suporteis a palavra desta exortação; porque abreviadamente vos escrevi.
PONTO DE CONTATO:
Certas virtudes são consideradas essenciais à vida cristã, tais como, amor, hospitalidade, pureza, compaixão, 
submissão, obediência, etc. O escritor da Epístola aos Hebreus admoestou seus leitores a observá-las. Devemos 
buscar com diligência tais qualidades, se pretendemos genuinamente servir a Deus. Com certeza foi 
extremamente difícil para aqueles crentes hebreus, que passaram por severa pressão diária aplicar essas 
admoestações em suas vidas. Ora, se eles deviam obedecer a essas admoestações, quanto mais nós, que 
conhecemos tão pouco de perseguição e oposição.
OBJETIVOS:
Após esta aula seu aluno deverá estar apto a:

Destacar o amor cristão e a hospitalidade como mandamentos divinos a serem praticados.
Valorizar o matrimônio como instituição ordenada por Deus.
Estimar a obediência aos pastores.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Para tornar a aula mais dinâmica e participativa, peça a seus alunos que tentem fazer um esboço do conteúdo 
da lição, diferente do apresentado na revista. Esse exercício é extremamente importante por ampliar-lhes a 
capacidade de síntese e compreensão do tema. O esquema facilita a assimilação do conteúdo e permite ao 
aluno refletir melhor sobre o texto em estudo. Observe o exemplo abaixo:

Evidências ou características da vida cristã:

I. Nossa conduta (13.1-6)
II. Nossa submissão (13.7-16)
III. Nossa obediência (13.17-25)
COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO

Nesta última lição, veremos que a vida cristã tem características importantes que precisam ser evidenciadas em 
nosso cotidiano, principalmente no que diz respeito às relações interpessoais.

I. VIRTUDES RELEVANTES À VIDA CRISTÃ

1. O amor fraternal (v.1). Essa virtude é tão importante que representa a marca, ou distintivo, do verdadeiro 
discípulo (cf. Jo 13.34,35). Sem o amor fraternal de nada servem os dons ou a realização de boas obras (1 Co 
13).Visto que nossos irmãos fazem parte da família de Deus, devemos amá-los incondicionalmente; desprezá-los 
é o primeiro passo para quem desconsidera a Cristo, nosso irmão mais velho.
2. A hospitalidade (v.2). A hospitalidade deve ser prestada não somente aos estranhos (v.2), mas também aos 
pobres (Lc 14.13), e até mesmo aos inimigos (Rm 12.20).
Na época em que foi escrita a Epístola aos Hebreus, muitos cristãos haviam perdido todos os seus bens em 
conseqüência da perseguição que lhes movia as autoridades constituídas. Neste aspecto, a hospitalidade trazia 
alento a esses servos de Deus, e demonstrava que outros crentes poderiam servir ao Senhor abrindo suas 
casas para lhes servirem de abrigo. Entretanto, essa simpática atitude, principalmente em nossos dias, não 
deve ser confundida com a de hospedar qualquer pessoa sem conhecê-la ou saber de suas reais intenções. 
3. O valor do matrimônio (v.4). A expressão “venerado seja” nesse texto, denota elevado grau de respeito e 
consideração para com o matrimônio. Muitos desprezam o casamento para viverem uma vida desregrada, 
dissoluta e descompromissada. A vida cristã exige compromisso sério não apenas com Deus e a igreja, mas 
também com a sociedade e a família; e esta última começa com o nosso cônjuge. Quaisquer comprometimentos 
sexuais ilícitos — a prostituição, o adultério — são duramente condenados por Deus, e quem pratica tais coisas 
receberá dEle o justo juízo. Deus quer que seus filhos tenham vida sexual ilibada, não apenas por causa do 
testemunho, mas também por sermos o templo do seu Espírito.
4. O valor da beneficência (vv.3 e 6). O escritor não se esqueceu da importância da beneficência cristã. 
Exortou aqueles crentes a que se lembrassem dos que estavam presos e dos maltratados como se estivessem 
no lugar deles. Um crente perseguido facilmente seria lembrado por seus irmãos, mas os que permaneciam 
presos por muito tempo poderiam ser esquecidos. Há muitas pessoas que são perseguidas e presas por causa 
de sua fé em Cristo, como há também aquelas que cumprem pena por terem transgredido a lei dos homens. Mas 
tanto um como o outro não podem ser desprezados pela igreja do Senhor.

II. EXPRESSÕES DA FÉ: SUBMISSÃO E OBEDIÊNCIA


1. Submissão à liderança (vv.7 e 17). O escritor adverte a seus leitores sobre a maneira correta de tratar os 
que pastoreiam o rebanho do Senhor: 
a) Lembrando-se deles e imitando-lhes a fé (13.7). É dever dos membros da igreja lembrarem-se de seus 
pastores em suas orações diárias e não apenas em épocas especiais como a data reservada à comemoração do 
“dia do pastor”. 
Os pastores são modelos que precisam ser imitados, pois homens de fé servem de exemplo e impulsionam outros 
homens a terem fé. 
b) Atentando para a sua maneira de viver (13.7). A vida de um pastor sempre será observada: sua integridade, 
piedade, amor a Deus e a sua obra servirão de exemplo principalmente para os novos obreiros. Daí a grande 
responsabilidade do pastor. 
c) Obedecendo-lhes (13.17a). A lembrança e a atenção dadas aos pastores de nada valerão se não forem 
acompanhadas pela obediência aos mesmos. Eles são responsáveis por trazer mensagens, orar por nós, 
administrar a igreja, aconselhar, visitar, ter a família como exemplo e prestar contas a Deus do rebanho que lhe 
foi confiado. Será que, com tantas responsabilidades, eles não merecem a obediência de suas ovelhas? 
“A obediência e a fidelidade aos líderes cristãos, aos pastores e mestres, deve basear-se numa superior 
lealdade a Deus” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD).
Hoje em dia, muitos obreiros são desrespeitados. E essa é a estratégia de Satanás para enfraquecer a liderança 
eclesiástica. Que possamos ter em alta estima aqueles a quem Deus escolheu para zelar por nós.
2. Obediência a Cristo. “...Jesus Cristo, grande pastor das ovelhas, vos aperfeiçoe em toda a boa obra, para 
fazerdes a sua vontade...” (vv.20,21). (Grifo nosso.) Isso significa que aquele que nos salvou continua a 
realizar sua obra em nós, tornando-nos sensíveis à sua vontade para que tudo quanto fizermos seja agradável 
aos seus olhos. A obediência ao Senhor Jesus deve ocupar o primeiro lugar na vida cristã. 
3. Obediência à Palavra (v.22). O escritor exorta-nos a “suportar a presente palavra”. “Tenham paciência 
comigo”, pede ele, “quanto partilho a Palavra com vocês. Aceitem-na com paciência e digiram-na, porque a 
carta não é muito comprida” Quando Deus fala, como o fez por meio desta epístola, devemos ouvir e aplicar o 
que ouvimos.

CONCLUSÃO

O escritor conclui sua Epístola, desejando que o Senhor Jesus Cristo, “o grande pastor das ovelhas” aperfeiçoe 
os crentes em toda a boa obra, operando o que lhe é agradável, e roga que aqueles crentes suportem a 
exortação” (vv.20-25). Que o Senhor nos ajude a entender e guardar os preciosos e santos ensinos que 
estudamos durante este trimestre.
Subsídio Bibliológico

“O amor entre os irmãos pode ser comparado à “vara” que segurava as tábuas recobertas de ouro do antigo 
Tabernáculo, servindo para dar unidade ao recinto em que se manifestava a divina presença. O amor do cristão 
para com o seu próximo é universal. Que esse amor continue sempre entre nós (v.1).
Nesse tempo era uma necessidade que houvesse hospitalidade particular, devido à falta de hotéis. A 
hospitalidade não é necessariamente uma virtude cristã, mas de qualquer maneira, a sociedade cristã deve 
provê-la. (v.2).
De modo prático, o cristão deve procurar socorrer quem precisa dele, seja tal necessidade resultado de 
perseguição ou decorrente das circunstâncias adversas da vida (v.3).
Os avisos sobre o caráter sagrado do matrimônio eram especialmente oportunos, devido à facilidade do divórcio 
entre os judeus, uma vez sancionados pelos mestres da escola do grande rabino Hillel (Westcott). Deus julgará 
e condenará as violações dos laços matrimoniais, quer dos solteiros que vivem em fornicação, quer dos casados 
que praticam o adultério, independente de qual seja a opinião tolerante da sociedade da época. Como é 
necessária essa mesma exortação para os dias atuais (v. 4).
Esta seção inicia com uma referência aos líderes da igreja (v.7) e assim também se encerra (v.17). Da primeira 
vez, o autor ordenara aos crentes reconhecerem com gratidão os seus pais na fé, os fundadores da igreja, que 
possivelmente já haviam falecido, procurando seguir-lhes o exemplo. Agora ele manda que obedeçam àqueles 
que estão atualmente na direção, seus pastores. Tais homens não eram aventureiros inescrupulosos, mas 
homens de Deus, cônscios de sua responsabilidade pastoral perante Deus e a igreja. Portanto, que não lhes 
causassem tristeza, comportando-se como ovelhas desgarradas, pois isso não lhes seria proveitoso”. 
(Comentário Bíblico, Hebreus, CPAD, págs. 170-174.)
QUESTIONÁRIO:
1. Porque o amor fraternal é importante?
R. É a marca ou distintivo do cristão.
2. Segundo a Bíblia, a hospitalidade é uma opção ou mandamento para o cristão?
R. Um mandamento.
3. Que termo a Bíblia usa para demonstrar qual deve ser a nossa visão sobre o casamento?
R. Venerado.
4. A submissão aos pastores é facultativa ou determinada por Deus?
R. Determinada por Deus.
5. O que devemos fazer ao ouvir a palavra de Deus?
R. Obedecê-la.
Bibliografia
CD CPAD - LIÇÕES - 3º trimestre 2001 - www.cpad.com.br 
Comentários Pr.Elinaldo Renovato de Lima, Natal - RN
www.aleluia.com.br/ceb/rudimentos
http://www.tagnet.org/jesuskids 
 
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