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                    INDEPENDÊNCIA
  A Independência

  A Constituição

  O Príncipe Brasileiro

  Hino Oficial Do Brasil

  Hino Da Independência

  Hino da Bandeira Nacional

  Assim nasceu a independência

Há 179 anos, o Grito do Ipiranga
ecoa nos corações de todos os brasileiros!

O príncipe D. Pedro leu, às margens do Ipiranga, as cartas chegadas da Corte de Lisboa. Concluiu que era a hora de romper com a metrópole. Depois de pisotear as cartas, cavalgou até o topo da colina e gritou à guarda de honra: "Brasileiros, de hoje em diante nosso lema será: Independência ou morte". Eram 4 horas da tarde de 7 de setembro de 1822. Conheça esta história:

A INDEPENDÊNCIA

Embora o país tenha começado a romper os grilhões coloniais no instante em que D.João VI abriu os portos "às nações amigas", em janeiro de 1808, os fatos quer antecederam a independência do Brasil estão diretamente ligados à Revolução Liberal do Porto, que eclodiu em agosto de 1820. 

Portugal era então governado pelo marechal inglês Beresford, que expulsara os franceses do país. Indignados com a situação - e com o fato de custearem a permanência de D.João VI no Brasil -, os revoltosos se aproveitaram da ida de Beresford ao Rio para deflagar o movimento. Além de forçar D.João VI a retornar a Portugal a junta provisória que assumiu o controle do país decidiu reconvocar as Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa, que, noutros tempos, eram reunidas em épocas de crise. E foi graças à intransigência das Cortes que os fatos se precipitaram, não deixando aos brasileiros outra opção que não a luta pela independência. Como Portugal não tinha uma Constituição, D.João VI foi forçado a jurar uma nova, que se baseava na Constituição espanhola de 1812. 

Pelas novas regras do jogo, o Brasil - que, desde 1808, ocupava uma posição de supremacia no império português - perdia seus privilégios e teria de voltar a se submeter inteiramente ao governo da metrópole. Mas o novo regime, representativo, permitiria a participação brasileira no governo de Lisboa. O problema era que, de acordo com as novas leis, as colônias eram sub-representadas e as eleições, indiretas. Assim sendo, das 181 cadeiras das Cortes, apenas 72 poderiam ser ocupadas por deputados brasileiros - e, entre esses, havia os que eram francamente favoráveis à metrópole. Apesar dessas vantagens, as Cortes sequer esperaram que todos os representantes do Brasil chegassem a Lisboa para, em 7 de março de 1821 - com somente 46 dos 72 brasileiros presentes no plenário -, votar a emenda que simplesmente dissolvia o reino do Brasil. 

Na verdade, não era difícil perceber que o propósito básico das Cortes era "recolonizar" o Brasil. Em sessões tensas e tumultuadas (foto acima), com os deputados quase trocando sopapos, as Cortes decidiram que o Brasil não apenas deixaria de ser um reino unido a Portugal como também o vice-reinado, com sede no Rio de Janeiro, não seria reestabelecido. Em vez de possuir um governo central, o Brasil seria dividido em províncias autônomas, cujos governadores (militares) seriam nomeados pelas próprias Cortes. 

Foram eliminadas também todas as agências, repartições públicas e tribunais de justiça estabelecidos depois de 1807. Além disso, estavam sumariamente demitidos todos os juízes, advogados, escreventes e burocratas que ocupavam esses postos. E, como se não bastasse, as Cortes exigiam o retorno imediato a Lisboa do príncipe regente já que, na opinião dos deputados, não tendo mais o Brasil um governo central, a presença de D. Pedro no Rio passava a ser figurativa. Mas as Cortes decidiram também que não havia lugar para D.Pedro em Portugal: o príncipe deveria fazer, incognitamente, "uma viagem pela Inglaterra, França e Espanha para aprofundar sua educação, de modo a, algum dia, poder ocupar condignamente o trono lusitano". 

Uma declaração de guerra não teria efeito maior: enquanto o Brasil se preparava para entrar no século 19, as Cortes propunham um retorno ao século 17. Embora as determinações fossem absurdas e injustas, D.Pedro estava decidido a cumpri-las. Afinal, as tropas portuguesas estacionadas no Rio e os comerciantes lusitanos residentes no país assim o exigiam. Mas então, em janeiro de 1822, o príncipe recebeu uma petição escrita por José Bonifácio (imagem ao lado) e assinada por toda a junta provincial de São Paulo. Era um documento poderoso, que clamava que o príncipe desafiasse as Cortes e permanecesse no Brasil. O texto, comovente, emocionou D.Pedro - e mudou o rumo da história do Brasil. 

(Eduardo Bueno/Zero Hora/Agência RBS)

 A CONSTITUIÇÃO

Ao colocar no trono um rei português, o Brasil fez uma transição relativamente tranqüila do regime colonial para o monárquico. Mas ao longo dos dois anos que se seguiram ao grito do Ipiranga, um conflito entre conservadores e radicais eclodiria na Assembléia Constituinte, eleita para elaborar a Constituição da nova nação. A Constituinte começou a se reunir no Rio em maio de 1823. Na abertura dos trabalhos, D.Pedro citou uma frase colocada por Luís XVII na Carta Constitucional da França que definia bem seus propósitos: o imperador do Brasil juraria defender a futura Constituição "se ela fosse digna do Brasil e dele próprio". Era um sinal claro do que viria a acontecer. 

A postura da maioria dos constituintes pode ser definida como "liberal-democrata": seu objetivo era instituir uma monarquia constituinte que respeitasse os direitos individuais e delimitasse claramente o poder do monarca. Mas D.Pedro queria poder de veto e controle total sobre o Legislativo. Por isso, surgiram desavenças entre o imperador e os constituintes. A disputa acabou com a vitória do mais forte: em 12 de novembro de 1823, D.Pedro destituiu a Constituinte e mandou o Exército invadir o plenário. Muitos deputados foram presos e exilados - entre eles o ex-todo-poderoso José Bonifácio. O Brasil independente entrava na era do arbítrio e da exceção. 

Um projeto de Constituição foi rapidamente elaborado e, em 25 de março de 1824, era promulgada a primeira Carta Magna do Brasil - e ela perduraria, quase inalterada, até até fevereiro de 1891. A Constituição de 1824 estabeleceu um governo monárquico, hereditário e constitucional representativo. O imperador, inviolável e sagrado, não estava sujeito a responsabilidade legal alguma; exercia o Poder Executivo com os ministros (escolhidos por ele) e o moderador com seus conselheiros. Também podia escolher um entre os três senadores eleitos por Província e suspender ou convocar os conselhos Provinciais e a Assembléia Geral. 

A eleição para a Câmara dos Deputados (eleitos pelo "povo", por voto indireto" era temporária; a eleição para o Senado era vitalícia (e, graças a manobras políticas, o imperador acabava apontando não um mas os três enadores de cada província). Para ser eleitor era preciso ter pelo menos 25 anos e 100 mil-réis de renda anual. Para ser deputado era necessário ter 200 mil-réis de renda anual e, para ser senador, a renda necessária era de 800 mil-réis por ano. Os presidentes das províncias eram diretamente escolhidos pelo imperador. D.Pedro I compusera o Hino da Independência. Agora, o país iria dançar conforme sua música. O Brasil era independente, mas ainda vivia na era do absolutismo ilustrado. 

(Eduardo Bueno/Zero Hora/Agência RBS)

 O Príncipe Brasileiro

Ao retornar de uma audiência com o regente de Portugal D.João VI, o embaixador da França em Lisboa, Andoche Junot, anotou no diário: "Meu Deus! como é feio! Como é feia a princesa! Meu Deus! Como são todos feios! Não há um só rosto gracioso entre eles, exceto o do príncipe herdeiro". Junto, que dali a três anos invadiria o país, estava se referindo ao garoto Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon. O segundo filho varão de D.João e Carlota Joaquina nascera no dia 12 de outubro de 1789, na sala D.Quixote do palácio de Queluz. Antônio, primogênito de D.João, morreu aos seis anos, em 1801, tornando D.Pedro o segundo na linha sucessória. Apesar disso, nem o regente nem D.Carlota se preocuparam com a educação do filho. Em 1808, depois que D.Pedro se mudou com os pais para o Brasil, esse desleixo assumiu proporções quase criminosas. Criado solto, na Quinta da Boa Vista ou na fazenda Santa Cruz (propriedade tomada dos jesuítas, a 80 km do Rio), Pedro andava sozinho na mata, brigava a pau e soco com outras crianças, bolinava as escravas. ali, tornou-se um exímio mas imprudente cavaleiro: caiu do cavalo 36 vezes. 

A rudeza desses primeiros anos, pode ter agravado a epilepsia congênita: aos 18 anos, D.Pedro já sofrera seis ataques da doença. Alguns, durante cerimônias oficiais - que o príncipe não tolerava (no beija-mão, ele a estendia a adultos, mas, se uma criança se aproximava, ele a socava no queixo). Mas, desde a infância, Pedro revelou-se ser um sujeito despojado e de bom coração. Andava com roupas de algodão e chapéu de palha, tomava banho nu na praia do Flamengo, ria, debochava e zombava com quer que fosse. 

Era mau poeta e mau latinista, mas bom escultor e excelente músico: tocava clarinete, flauta, violino, fagote, trombone e cravo. Também tocava um instrumento e um ritmo malditos: o violão e o lundu, que aprendera em lugares mal-afamados do Rio, como a taverna da Corneta, an rua das Violas, onde o príncipe conheceu aquele aquele que viria a ser seu melhor amigo, Francisco Gomes da Silva, o Chalaça. Deve ter sido lá também que Pedro teve sua iniciação sexual. E, depois que começou, não parou mais: por toda a vida, D.Pedro foi um amante latino, dândi liberal que tomava o que gostava - cavalos, mulheres ou roupas. Mas quem convivera com ele concordava com algumas de suas últimas palavras: "Orgulho-me de ser verdadeiro, humano e generoso e de ser capaz de esquecer as ofensas que me são feitas". 

 As amantes

A partir dos 16 anos, D.Pedro adquiriu fama de amante insaciável. Os nobres portugueses e ricos brasileiros escondiam as filhas quando o príncipe passava. A primeira da série de incontáveis amantes foi a bailarina francesa Noémi Thierry, com quem D.Pedro teve um filho (natimorto), antes que a Corte enviasse a moça de volta a Paris. 

Embora tenha tenha tido relações sexuais - ou tentando ter - com praticamente qualquer mulher que visse pela frente, a grande paixão de D.Pedro foi Domitila de Castro (imagem ao lado), que ele fez Marquesa de Santos e que lhe deu quatro filhos. D.Pedro e Domitila, uma "sensual luso-brasileira de seios e quadris volumosos", conheceram-se em São Paulo, dias antes de o príncipe proclamar a independência. D.Pedro a levou para morar em frente do palácio. O caso tornou-se público. D.Leopoldina morreu - de desgosto segundo o povo. Forçado a se casar de novo, D.Pedro dispensou a amante, em 1829. Mas não sem escânda-lo: ao descobrir que o imperador tinha um caso com sua irmã, Maria Bendita, Domitila tentou matá-la. A marquesa voltou para São paulo, casou e morreu aos 70 anos. 

(Eduardo Bueno/Zero Hora/Agência RBS)

 

O HINO
Hino Nacional Brasileiro

Música: Francisco Manoel da Silva
Letra: Osório Duque Estrada 

I -1

2

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante 

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte 

3

4

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve! 

Brasil, de um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E em teu futuro espelha essa grandeza 

5

 

Terra adorada,
Entre outras mil és tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil! 

 

II - 1

2

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América
Iluminado ao sol do Novo Mundo 

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida, no teu seio, mais amores 


3

4

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve! 

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado 

5

6

Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte
Terra adorada,
Entre outras mil és tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil! 

 

  Hino da Independência
Musica: D. Pedro I
Letra: Evaristo da Veiga 

 

1

2

Já podeis da Pátria filhos
Ver contente a mãe gentil
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil 

Brava gente, brasileira
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil 

3

4

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil
Houve mão mais poderosa
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil 

Brava gente, brasileira
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil 

5

6

Não temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil
Vossos peitos, vossos braços,
São muralhas do Brasil
Vossos peitos, vossos braços,
Vossos peitos, vossos braços,
São muralhas do Brasil 

Brava gente, brasileira
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil 

7

8

Parabéns, ó Brasileiros!
Já com garbo juvenil
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil
Do universo entre as nações
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil 

Brava gente, brasileira
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil

 

 


Hino da Bandeira Nacional
Música: Francisco Braga
Letra: Olavo Bilac 

1

2

Salve lindo pendão da esperança
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz 

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito varonil
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil 

3

4

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas
E o esplendor do Cruzeiro do Sul 

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito varonil
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil 

5

6

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever;
E o Brasil, pôr seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser 

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito varonil
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil 

7

8

Sobre a imensa nação brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira,
Pavilhão de justiça e do amor 

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito varonil
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil 

(Eduardo Bueno/Zero Hora/Agência RBS)

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