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TRABALHO DE SOCIOLOGIA SOBRE OS ÍNDIOS GUAJAJARAS
 
F A E T E L - FACULDADE DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA LOGOS
MÓDULO IV – IMPERATRIZ - MA
TRABALHO DE SOCIOLOGIA
PROFESSOR MARCOS
ALUNO: LUIZ HENRIQUE DE ALMEIDA SILVA
 
AGRADECIMENTOS
Agradecemos  de todo o nosso coração ao  nosso  bondoso DEUS que nos deu a honra de trabalhar junto aos índios Guajajaras, (esse povo tão nobre e tão carente de atenção por parte dos evangélicos de nosso país) e  poder participar da sua conversão ao senhor  JESUS CRISTO. Agradecemos aos nossos familiares, principalmente ao filho; Luiz Henrique Cruz Silva, que tem sido nosso  fiel companheiro e amigo em todas as nossas peregrinações  em busca  de  almas para o reino de nosso senhor  e  salvador  JESUS CRISTO,  bem  como agradecemos aos nossos irmãos  da  congregação Monte Hermom e aos irmãos Davi e Dedé da congregação Monte  Tabor que muito contribuíram para a realização do evangelismo junto aos índios Guajajara,no transporte dos tais. Agradecemos também aos irmãos índios que muito nos auxiliaram nesta maravilhosa tarefa, principalmente na tradução de nossas pregações e ensinos.
 
APRESENTAÇÃO
Neste trabalho de sociologia usamos como método de trabalho, o comparativo que consiste, como o próprio nome indica, em estudar diferentes grupos ou povos para desvendar as semelhanças existentes em determinadas circunstancias e condições; explicando as diversidades como exemplo,podemos aqui estudar uma sociedade rural e  urbana como é o nosso caso nesta obra sobre os índios Guajajaras; uma tribo indígena do maranhão. Usamos aqui o método Comparativo.
 
1 -         ESCLARECIMENTOS;
 
1.1  - Descoberta da tribo:
Por volta de 1500, através de Pedro Álvares Cabral e seus desbravadores.
 
1.2  - Nome mais importante:
Dois líderes muito lembrados e  considerados  importantes são; Japiaçu (1612 — época dos franceses em São Luís) e João Caboré (mais recentemente)
 
1.3  - Idioma falado:
O  idioma original é o tupy-guarany sendo também falado  o português aprendido mais recentemente nas escolas implantadas nas aldeias, onde aprendem a ler e escrever as duas línguas.
 
1.4 - Cultura de subsistência:
Plantam mandioca, milho, batata, inhame, arroz; a  alimentação básica sempre foi e continua sendo a caça e a pesca. Têm vendido madeira e na extração da mesma muitos têm morrido  em  acidentes, também na briga pela posse das  suas  terras muitos  morrem assassinados por homens brancos "civilizados"  ficando impunes os que assim procedem.
 
1.5  - Festa preferida:
Festa do “Amoquiado”, onde se mata grande quantidade de caça e comem num mesmo dia, tendo como convidados as tribos vizinhas.
 
1.6  - Vivência:
Gostam  de  dançar, cantar, e sempre que podem  gostam  de
visitar e serem visitados por outras tribos.
 
1.7  - FUNAI
Fundação Nacional do índio. Fundada em 1962 com o fim de demarcar e guardar às propriedades indígenas e prestar assistência na saúde, educação e  produção bem como acessória jurídica aos índios no Brasil. Junto aos Guajajaras trabalham  63 membros da FUNAI em Imperatriz; sendo os principais líderes engajados nesse trabalho
tão importante; - Cícero Gomes de Carvalho (Administrador  regional substituto.)
- José Leite de Piancó ( chefe de serviço administrativo).
 
1.8  -  Postos indígenas da FUNAI (índios Guajajaras):
1 — Angico—torto,
2 -    Canudal,
3 — Zutuia,
4 -    Lagua comprida,
5 -   Araribóia,
*vide paginas de mapas e gráficos.
 
1.9  — Área da reserva:
414 mil hectares de terras, na maioria florestas fechadas, compreendendo  a  região das cidades de Barra do  Corda,  Grajaú, Amarante, Montes Altos, Arame, etc...
 
1.10 — Membros:
A população Guajajara aproximada hoje está em volta de 500 índios, distribuídos nas reservas da FUNAI.
1.11 - Padrão de liderança:
1 — Cacique.,
2 - Capitão,
3 - Auxiliar do cacique,
1.12 — Enfermidades mais comuns causadas pela aproximação com os brancos:
gripe, sarampo e coqueluche.
1.13 — Convivência entre si:
 
1.13.1-PUBERDADE: Quando a menina se torna moça (1a.menstruação), entre as índias isso ocorre por volta dos 12 anos de idade, é a mesma colocada separada num "quarto" e é pintado todo o seu corpo com tinta de genipapo (fruto comum nessa região) até que fique toda treta, segundo crença dos mesmos ela assim ficará livre de espíritos maus por cinco dias fica separada e no final destes uma companheira a busca, de madrugada e a lava bem até voltar à cor normal; então pinta novamente o seu corpo com a tinta extraída do jenipapo e a cobre com penas brancas, todo o corpo fica coberto lê penas brancas. A aldeia toda entra em festa cantando e os caçadores vão para a floresta em busca de caça até que se tenha bastante carne, então cortam a carne toda e cozinham-na e depois passassam-na toda de uma vez e comemoram a festa chamada "Amoquiado" . A  família toda deve concordar com o casamento  não havendo
permissão para o ato sexual antes do evento matrimonial que acontece com muita festa e alegria, sendo o cacique o ministrante do ato conjugal,, dando conselhos e advertências aos índios.
 
1.13.2- CASAMENTO: Hoje o casamento tem registro no cartório da FUNAI.
(vide pagina de cópia de registro) É notório entre os índios o nojo pelo acúmulo de pêlos do homem branco.
 
1.14-    MAPAS, GRÁFICOS, DOCUMENTOS E FOTOS DO ACAMPAMENTO DA FUNAI: 
 
             Foto minha com índios                     Cartilha para aprenderem a ler
                                                  
 
 
            Cartilha para aprenderem a ler        Novo Testamento na língua Tupy-Guarany
                                              
 
                                                       Novo Testamento língua Tupy-Guarany
                                            
 
2 –         DIVERSIDADES:
 
2.1  — Diferenças maiores:
Adotam como líder espiritual e médico um pajé que os  assusta e amedontra com feitiçarias e crendices satânicas, ganhando assim a confiança de todos.
 
2-2  - Na cidade:
A convivência do índio com o branco só tem trago prejuízos ao índio que se vê explorado tanto comercialmente, como sexualmente e intelectualmente.
Os Guajajara freqüentam muito o sítio da FUNAI que se  localiza na estrada que liga Imperatriz a João Lisboa, próximo à rádio Nativa FM (vide páginas de fotos), neste local estão comercializando a maconha que cultivam já a muito tempo para ser usada como  chás para problemas estomacais e outras  enfermidades,  mas nunca com o fim alucinógeno como faz o homem branco.
 
2.3  - Problema social:
Na falta de roupas e condições de vida mais humanitárias de  sobrevivência,  procuram os Guajajaras ganhar  dinheiro  tanto através  da  venda  de  madeira , como  de  maconha  e  até  mesmo   da venda de suas mulheres (prostituição), causando assim um grande e terrível  caos  social, prejudicando a si mesmos e aos brancos, na cidade.
 
2.4 - Como melhorar esta situação?
A socialização do índio é importante para o mesmo, mas não feita com a exploração do mesmo, como está sendo feita. O índio pode e deve viver uma vida digna, morar em casas dignas, ter alimentação digna e serem tratados com o devido respeito, considerando que foram os primeiros habitantes daqui e têm principalmente o direito a conhecerem e reconhecerem a JESUS CRISTO como salvador e senhor e
para que isso aconteça é preciso que nós os evangélicos nos despertemos para a evangelização de toda a terra obedecendo assim o IDE de JESUS CRISTO, para nós (Mc 16 s 15).
 
2.    2.5  - Necessidades importantes que devem ser atentadas para a melhoria das condições de vida do índio hoje, nas aldeias:
2.5.1- Colégios nas aldeias
 
2.5.2- Água Potável(algumas aldeias só têm no período de chuvas),
 
2.5.3- Postos médicos (em aldeias distantes os carros da FUNAI não dão assistência e os doentes são transportados em redes até às rodovias, onde pegam caronas ou ônibus para Imperatriz e quando aqui chegam são mal atendidos, quando o são).
 
2.5.4- Aprendizagem e condições de plantarem novas culturas. (precisam de ajuda com a agricultura, pois só sabem plantar mandioca. Hortas comunitárias seria uma grande saída.)
 
3 -     NOSSO TRABALHO EVANGELÍSTICO:
 
3.1 – 1º. Contato:
Em um culto realizado no interior da rodoviária de Imperatriz; no dia 08/10/95.
Aceitaram a JESUS como senhor e salvador, Belizário (sobrinho de cacique e um dos líderes; hoje líder evangélico), Antenor, Belinha e Lorenço, todos  Guajajara. Sabendo que Belizário era um dos líderes e sobrinho de um Cacique, fomos orientados pelo ESPÍRITO SANTO a dar-lhe uma  Bíblia, na qual coloquei o telefone do local de meu trabalho.
 
3.2  - 2º- Contato:
Em uma visita feita ao sitio da FUNAI na estrada que  vai para João Lisboa (cidade próxima), dia 25/10/95, depois de  receber um telefonema de Belizário que disse querer conhecer a  Igreja; ficamos conhecendo ao cacique Antenor Guajajara, o principal líder  atualmente e pedimos-lhe para fazer um culto no  sítio,  o que nos foi prontamente concedido, apesar de não termos falado  com Belizário que havia viajado para  a aldeia na cidade de Amarante.
 
3.3  - 3º- Contato:
Em um  culto bem simples e com poucos  irmãos  presentes, pois  não conseguimos caminhão para transportar a igreja; no  dia 02/11/95.  Conhecemos nesse dia vários "dirigentes" índios  que trabalham  na evangelização de seus irmãos índios.
  Pedimos  para cantarem e pregarem na língua deles e ficamos maravilhados. Pedimos ao irmão Paulo, que estava nos ajudando, para pregar e depois explicamos bem devagarzinho alguns princípios básicos do cristianismo e dissemos que JESUS tem um grande interesse em que os líderes índios o conheçam e aprendam a governar seu povo dentro dos preceitos Bíblicos.
 Cantamos e pedimos a um dos "dirigentes" para fazer o convite na sua língua e com grande alegria ganhamos  para JESUS  sete novos irmãos, dentre os quais os caciques Toniquim., Antenor Boni de Sousa (o líder maior) e Francisco polirico, todos Guajajaras.
 
3.4  — 4º- Contato:
Em  visita ao sítio levamos roupas e novos  testamentos  e fortificamos nosso relacionamento com o cacique Antenor Guajajara, agora nosso irmão.
 
3.5  — 5º- Contato:
Em  um culto dia 15/11/95, desta vez levamos  conosco os irmãos  da congregação onde me congrego (Monte Hermom), bem  como nosso dirigente (Luís Eduardo Morais Marinho).
 Ganhamos um  casal para JESUS.
 
3.6  — 6º- Contato:
Em um culto realizado em nossa congregação depois de pegá-los no sítio e trazê-los com a ajuda dos irmãos Davi e  Dedé  (da congregação Monte Tabor) que os transportaram.
 Dezessete índios aceitam a JESUS CRISTO como senhor e salvador neste dia para honra e glória do Senhor JESUS.
 
3.7 -  7º- Contato:
Em um culto realizado no sítio, com a presença da  congregação.
Vinte índios se entregaram ao senhor JESUS CRISTO, depois  de uma pregação do irmão que aceitou a CRISTO na rodoviária, o irmão  Belizário Guajajara (sobrinho do Cacique e agora pregador), que além de pregar, cantar ainda fez o convite.
Ficamos sabendo, através do cacique Toniquim que vários irmãos índios, quando estão aqui em Imperatriz estão congregando nas congregações vizinhas ao sítio da FUNAI, na vila Cafeteira e no Parque Amazonas.(dia 17/12/95).
 
3.8    8º - Contato:
   Em um culto realizado na congregação, depois de pegá-los no sítio, no dia 17/12/95, com a ajuda dos mesmos irmãos Davi e Dedé, nossos irmãos índios pregaram e cantaram.
Ao final do culto mais quatro índios aceitaram a JESUS CRISTO como senhor e salvador.
 
3.9    9º- Contato:
Em uma visita ao sítio ficamos conhecendo dois bilíngües, que são os responsáveis tanto por não deixar que a língua de origem dos Guajajaras seja  esquecida, como ensinar aos índios a ler e escrever no  seu próprio dialeto e em português. Esses bilíngües, para a glória de DEUS são  crentes salvos na pessoa bendita de JESUS CRISTO e o líder deles é até balizado com o ESPÍRITO SANTO e foi o mesmo que ajudou ao missionário Carlos, um americano que ajudou a  traduzir o Novo Testamento para a língua Tupy—Guarani. Este irmão nos esclareceu também muitas dúvidas a respeito de seus costumes e origem. (vide páginas de cartilhas e trechos do novo testamento traduzidos especialmente para os Guajajara).
 
4    -       CONCLUSÃO
Concluímos através desta obra que os índios Guajajaras, têm passado por grandes necessidades materiais e espirituais carecendo urgentemente do auxílio tanto das autoridades competentes, como de nós, os evangélicos. Para tanto a mobilização do povo de DEUS se faz necessária em todas as áreas de atuação da Igreja de JESUS CRISTO, aqui na terra. Não adianta levantarmos a bandeira da evangelização em todo o planeta sem atentarmos para o nosso próprio quintal. Seria uma incoerência de nossa parte se de repente formos encontrados evangelizando a África quando os nossos índios Guajajaras bem aqui  no Maranhão estão  perecendo  sem DEUS, sem paz e sem salvação, por falta daqueles que lhes preguem a  CRISTO.
DEVEMOS PREGAR O EVANGELHO TANTO AQUI,
COMO EM TODO O MUNDO, AO MESMO TEMPO.
 
 
5 -        FONTES CONSULTADAS:
1        - Liga Bíblica Mundial, TUPAN ZE'EG, o Novo Testamento na  língua Guajajara (Tenetehara) do Brasil.
Primeira Edição, 1985.
2  - FUNAI - Fundação Nacional do Índio, Ministério do Interior
                4a Superintendência Executiva Regional Administração Regional de Imperatriz.
3   — Summer Institute of Linguistics, Belém, Pará, 1989).
 
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