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1º Semestre de 2003  
 O sofrimento dos justos e o seu propósito
 
 Pr. Claudionor de Andrade 
 
 
Lição 10 
 
 
Zofar E O Perigo Do Deísmo 
 
 
09/03/2003
 
 
Texto Áureo:
“Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos” (Is 57.15).
O CONTRITO E ABATIDO DE ESPÍRITO. Para os humildes e arrependidos, o Senhor Deus tinha uma promessa graciosa: Ele, que habita no alto e santo lugar , habitaria pessoalmente com o contrito e abatido de espírito . Contrito refere-se a todo aquele que sente-se oprimido pelo pecado e que busca a libertação dessa escravidão; abatido de espírito , refere-se ao quebrantado de coração por causa dos reveses e tribulações da vida (cf. Sl 34.18,19). Deus assiste a tais pessoas para vivificar-lhes o espírito, dar-lhes novo vigor e ministrar-lhes o consolo da sua presença.
 
Verdade Prática:
Deus não se limitou a criar o ser humano. Ele se interessa por nosso destino e, de acordo com a sua soberania, intervém na história. O nosso Deus é o Deus que intervém. 
Vemos em Mt 4 que DEUS não preparou o inferno para nós, antes preparou para nós o céu.
Mt 25.41 - Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Satanás na sua rebelião inicial contra Deus (ver Mt 25) sublevou uma terça parte dos anjos (Ap 12.4). Alguns destes estão algemados no inferno (2 Pe 2.4; Jd 6); os demais estão soltos sob o domínio e controle de Satanás (12.24; 25.41; Ef 2.2; Ap 12.7). Estes são os emissários altamente organizados do diabo (Ef 6.11,12) e provavelmente equivalem aos demônios referidos na Bíblia. 
Ef 1.4 como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade, No tocante à eleição e predestinação, podemos aplicar a analogia de um grande navio viajando para o céu. Deus escolhe o navio (a igreja) para ser sua própria nau. Cristo é o Capitão e Piloto desse navio. 
Todos os que desejam estar nesse navio eleito, podem fazê-lo mediante a fé viva em Cristo. Enquanto permanecerem no navio, acompanhando seu Capitão, estarão entre os eleitos. Caso alguém abandone o navio e o 
seu Capitão, deixará de ser um dos eleitos. A predestinação concerne ao destino do navio e ao que Deus preparou para quem nele permanece. Deus convida todos a entrar a bordo do navio eleito mediante Jesus Cristo.
 
Leitura Diária:
Segunda Gn 3.8-24 Deus intervém na história de Adão
3.8 ESCONDEU-SE ADÃO E SUA MULHER. A culpa e a consciência do pecado motivaram Adão e Eva a fugir de Deus. Tinham medo e constrangimento na sua presença, sabendo que tinham pecado e que estavam sob o desagrado de Deus. Nessa condição, viram que era impossível chegar à sua presença com confiança (ver At 23.1 ; 24.16 ). Em nossa condição pecaminosa, também somos semelhantes a Adão e Eva. Deus, no entanto, proporcionou um caminho para purificar nossa consciência culpada, para livrar-nos do pecado e nos restaurar à comunhão com Ele o caminho chamado Jesus Cristo (Jo 14.6). Mediante a redenção que Deus proveu através do seu Filho, podemos vir a Ele e receber o seu amor, misericórdia, graça e ajuda em tempo oportuno (ver Hb 4.16 ; 7.25 ).3.13 A SERPENTE ME ENGANOU. Satanás provocou a queda da raça humana por meio do engano. Esse é um dos seus métodos principais de desviar as pessoas do caminho e da verdade de Deus. (1) A Bíblia ensina que Satanás engana e cega as mentes dos incrédulos neste mundo, para que não compreendam o evangelho (ver 2 Co 4.4 ). (2) Conforme o ensino de Paulo, é através do engano satânico que certas pessoas da igreja crerão que poderão viver na imoralidade e, mesmo assim, herdar o Reino de Deus (ver 1 Co 6.9 ; Gl 5.21 ). (3) O engano será o meio principal que Satanás usará para levar as massas à rebelião contra Deus no fim da história (2 Ts 2.8-12; Ap 20.8). (4) Todos os cristãos devem estar preparados para uma luta severa e contínua contra os enganos de Satanás, no que respeita à sua vida pessoal, casamento, lar, escola, igreja e trabalho (ver Mt 24.4,11,24; Ef 6.11 ).
3.15 ESTA TE FERIRÁ A CABEÇA, E TU LHE FERIRÁS O CALCANHAR. Este versículo contém a primeira promessa implícita do plano de Deus para a redenção do mundo. Prediz a vitória final da raça humana e de Deus contra Satanás e o mal. É uma profecia do conflito espiritual entre a semente da mulher (i.e., o Senhor Jesus Cristo) e a semente da serpente (i.e., Satanás e os seus seguidores; ver v.1 ). Deus promete aqui, que Cristo nasceria de uma mulher (cf. Is 7.14), e que Ele seria ferido ao ser crucificado, porém, ressuscitaria dentre os mortos para destruir completamente (i.e., ferir ) Satanás, o pecado e a morte, para salvar a humanidade (Is 53.5; Mt 1.20-23; Jo 12.31; At 26.18; Rm 5.18,19; 16.20; 1 Jo 3.8; Ap 20.10).3.16-19 MULTIPLICAREI GRANDEMENTE A TUA DOR. O castigo imposto sobre o homem e a mulher (vv. 16-19), bem como o efeito do pecado sobre a natureza, tinham o propósito de 
relembrar à humanidade as conseqüências terríveis do pecado e de levar cada um a depender de Deus, com fé e obediência. O desígnio de Deus é que a raça humana seja redimida do seu presente estado de pecado e perdição. (1) A tentativa de Eva de ficar livre de Deus e de agir independente do seu marido, seria frustrada, surgindo em seu lugar um forte desejo pelo seu marido. A profunda atração que ela sentiria por Adão, e o governo dele sobre ela, -trariam aflições e sofrimentos, juntamente com alegria e bênçãos (1 Co 11.7-9; Ef 5.22-25; 1 Tm 2.11-14). (2) Por causa da maldição que Deus pronunciou sobre a natureza, Adão e Eva enfrentariam adversidades físicas, pesado labor, lutas e, finalmente, a morte para si e para todos os seus descendentes.3.20 CHAMOU ADÃO O NOME DE SUA MULHER EVA. Adão deu à sua esposa o nome de Eva , que significa vida , porque ela era a primeira mãe dos seres humanos, em todas as gerações.
3.22 SABENDO O BEM E O MAL. Adão e Eva tentaram igualar-se a Deus e determinar seus próprios padrões de conduta (ver v. 5 ). O ser humano, através da queda, tornou-se até certo ponto independente de Deus, e começou a fazer o seu próprio julgamento entre o bem e o mal. (1) Neste mundo, o julgamento ou discernimento humano, imperfeito e pervertido, constantemente 
decide sobre o que é bom ou mau. Tal coisa nunca foi da vontade de Deus, pois Ele pretendia que conhecêssemos somente o bem, e para isso, dependendo dEle e da sua palavra. (2) Todos quantos confessam Cristo como Senhor, retornam ao propósito original de Deus para a humanidade. Passam a depender da palavra de Deus para determinarem o que é bom.
3.24 LANÇADO FORA O HOMEM. Adão perdera a perfeita comunhão que tinha com Deus. Agora foi posto fora do jardim e iniciou uma vida dependente de Deus, em meio ao sofrimento. Além disso, Satanás, devido à queda de Adão e Eva, passou a ter poder sobre o mundo, pois o NT, referindo-se a ele, Satanás, chama-o de príncipe deste mundo (Jo 14.30; 2 Co 4.4; 1Jo 5.19). Contudo, Deus amou a raça humana de tal maneira que decidiu derrotar Satanás. Deus faz isso, reconciliando o homem e o mundo com Ele, mediante a morte do seu Filho (ver v.15 ; 2 Co 5.18,19; Rm 5.10; Cl 1.20; Jo 3.16; Ap 21.1-6).
Terça  Gn 4.8-16 Deus intervém na história de Caim
4.10 A VOZ DO SANGUE DO TEU IRMÃO CLAMA A MIM. A morte de Abel e o cuidado de Deus por ele, demonstra que Deus, no decurso de todas as eras, observa atentamente todos os que sofrem por viver em retidão diante dEle. Deus conhece o sofrimento desses justos e o dia chegará em que Ele agirá em favor deles, para fazer justiça e eliminar todo mal (Hb 11.4; 12.24).
4.11 AGORA MALDITO ÉS TU. Caim foi amaldiçoado por Deus no sentido de Deus já não abençoar seus esforços para extrair da terra o seu sustento (vv. 2,3). Caim não se humilhou com tristeza e arrependimento diante de Deus, pois afastou-se do Senhor e procurou viver sem a sua ajuda (v. 16).
4.15 UM SINAL EM CAIM. Talvez esse sinal deva ser entendido como posto em Caim para assegurá-lo da promessa de Deus. Caim não sofreu pena de morte nesse tempo. Posteriormente, quando a iniqüidade e a violência da raça humana tornou-se extrema na terra, a pena da morte foi instituída (9.5,6).
4.16 SAIU CAIM DE DIANTE DA FACE DO SENHOR. Caim e seus descendentes foram os cabeças da civilização humana até hoje desviada de Deus. A motivação básica de todas as sociedades humanistas está em superar a maldição, buscar o prazer e reconquistar o paraíso , sem submissão a Deus. Noutras palavras, o sistema mundial fundamenta-se no princípio da auto-redenção da raça humana, na sua rebelião contra Deus (ver 1 Jo 5.19 ).

Quarta Gn 6.13-22 Deus intervém no mundo antediluviano
6.14 UMA ARCA. A palavra hebraica aqui traduzida como arca , significa um objeto apropriado para -flutuar, e ocorre somente aqui e em Êx 2.3,5 (onde a mesma palavra refere-se ao cesto flutuante em que o nenê Moisés foi colocado). A arca de Noé era semelhante a uma barcaça de tamanho colossal. Sua capacidade de carga corresponde à de mais de 300 vagões ferroviários. 
Calcula-se que a arca podia comportar cerca de 7.000 tipos de animais. Hebreus 11.7 assinala a arca como um tipo de Cristo, aquele que é o meio de salvação do crente, para livrá-lo do juízo e da morte (1 Pe 3.20,21).
6.18 CONTIGO ESTABELECEREI O MEU PACTO. Deus, mediante o seu pacto, prometeu a Noé que este seria salvo do julgamento que ia ocorrer através do dilúvio. Noé correspondeu ao pacto de Deus, crendo nEle e na sua palavra (v. 13; Hb 11.7). Sua fé foi demonstrada quando ele temeu (Hb 11.7) e quando construiu a arca e entrou nela (v. 22; 7.7; ver 1 Pe 3.21).


Quinta Gn 18 e 19 Deus intervém em Sodoma
18.2 TRÊS VARÕES. Um dos três homens era, sem dúvida, uma manifestação de Deus em forma humana, e os outros dois eram anjos que apareceram como homens. É possível que Abraão não tenha reconhecido, logo de início, que os visitantes eram Deus e dois anjos.
8.14 HAVERIA COISA ALGUMA DIFÍCIL AO SENHOR? Deus quer que compreendamos que Ele tem poder para cumprir aquilo que Ele prometeu. Jesus realçou essa verdade quando disse: A Deus tudo é possível (Mt 19.26).
18.19 ELE HÁ DE ORDENAR A SEUS FILHOS... PARA QUE GUARDEM O CAMINHO DO SENHOR. De vital importância na chamada de Abraão foi o propósito de Deus para que ele fosse um líder espiritual em casa e ensinasse a seus filhos o caminho do Senhor. Com a chamada de Abraão, Deus estabeleceu o pai como o responsável na família para ensinar os filhos para que guardem o caminho do SENHOR, para agirem com justiça e juízo (ver Dt 6.7)
18.20 O SEU PECADO SE TEM AGRAVADO MUITO. Deus não faz concessão ao pecado; Ele observa cada maldade, injustiça e imoralidade que é cometida (4.10; Sl 34.17; Tg 5.4). No tempo certo, não havendo arrependimento do pecado, Deus o julgará. A própria natureza de Deus requer que a iniqüidade seja castigada.
18.22 ABRAÃO FICOU AINDA EM PÉ DIANTE DA FACE DO SENHOR. Preocupado com Ló e sua família, Abraão intercedeu diante de Deus para Ele não destruir as cidades (vv. 22-32). Deus respondeu à oração de Abraão, embora não como este esperava. Deus não destruiu os justos com os ímpios. Ele salvou os justos, porém destruiu os ímpios. No dia da ira futura de Deus, que há de vir sobre o mundo (ver 1 Ts 5.2 ; 2 Ts 2.2 ), Deus já prometeu que salvará os justos (ver Lc 21.34-36 ; Ap 3.10).
19.1 ESTAVA LÓ ASSENTADO À PORTA DE SODOMA. Embora Ló se afligisse pelo que via e ouvia do proceder ímpio do povo de Sodoma (2 Pe 2.7,8), contudo ele tolerava a iniqüidade ali, em troca de supostas vantagens sociais e materiais (ver 13.12 ). Essa sua transigência resultou em tragédia à sua família (v. 34). Da mesma forma, os crentes atuais que expõem suas famílias a 
ambientes ímpios e a influências malignas, em troca de status social ou vantagens materiais, estão preparando o caminho para as tragédias familiares.
19.5 PARA QUE OS CONHEÇAMOS. Esta expressão indica que os homens da cidade queriam abusar sexualmente dos visitantes chegados. É deste infeliz incidente que deriva a palavra sodomia e seu significado. Ela refere-se especificamente ao homossexualismo e à perversão homossexual (13.13). A sodomia é severamente condenada na Bíblia (Lv 20.13; Dt 23.17 ; 1 Co 
6.9; 1 Tm 1.8-10; ver Rm 1.27 ).
19.8 DUAS FILHAS TENHO. É difícil crer que Ló estivesse realmente disposto a deixar que suas duas filhas fossem violentadas por uma turba de pervertidos sexuais, apenas para proteger dois estranhos e desconhecidos. É possível que, Ló em desespero, procurasse assim, ganhar tempo, crendo que seus amigos vizinhos não iam permitir que ele ou a sua família fosse brutalizada por 
aqueles celerados.
19.26 A MULHER DE LÓ OLHOU PARA TRÁS E FICOU CONVERTIDA NUMA ESTÁTUA DE SAL. A esposa de Ló não levou a sério a ordem específica do anjo (v. 17) e morreu. Certamente o seu coração ainda estava preso aos prazeres de Sodoma. Jesus adverte os crentes do NT dizendo: Lembrai-vos da mulher de Ló (Lc 17.32), o que significa que aqueles cujo coração está dominado pelo sistema corrupto deste mundo, não escaparão à ira de Deus e à destruição pendente sobre os ímpios (Ez 3.20; Rm 8.13; Hb 4.1)
19.28 A FUMAÇA DUMA FORNALHA. O apóstolo Pedro declara que a destruição de Sodoma e Gomorra é um exemplo daquilo que vai acontecer a todos os ímpios (2 Pe 2.6,9). O NT adverte que o dia da ira de Deus está se aproximando.
19.33 E DERAM A BEBER VINHO A SEU PAI. As filhas de Ló foram culpadas do pecado do incesto, e Ló, do pecado de embriaguez. (1) Sem dúvida, o convívio achegado dessas moças com os ímpios habitantes de Sodoma, tolerado por seu pai (v.14), fê-las adotar baixos padrões morais de conduta. Por Ló ser indulgente com a impiedade, ele perdeu a família e teve uma descendência 
ímpia. (2) Ló tornou-se um exemplo de pai crente, cuja fé e perseverança bastaram para ele se salvar, mas não para salvar a sua família. Aprendeu, tarde demais, que o verdadeiro caminho da fé é ensinar nossa família a separar-se do mal, e não amar o mundo (1 Jo 2.15,17; ver 2 Co 6.14 ).

Sexta Êx 3.1-22  Deus intervém na história de Israel
3.1 E APASCENTAVA MOISÉS O REBANHO. A educação humana de Moisés, recebida na corte de Faraó, era insuficiente para capacitá-lo para a obra de Deus. A sua solidão com Deus e quarenta anos de preparação e árduo labor, cuidando de ovelhas no ermo, foram-lhe também necessários na preparação para a sua tarefa futura de pastorear Israel na peregrinação no deserto 
(1 Co 2.14).
3.2 O ANJO DO SENHOR. O anjo do Senhor aqui, é o próprio Senhor (vv. 4-6). Deus também apareceu a Abraão como o anjo do Senhor (Gn 22.11)
3.5 TERRA SANTA. A revelação inicial de Deus a Moisés foi a da sua santidade. Santidade significa separação do pecado e de todo o mal, e dedicação a Deus. Moisés, como servo de Deus, tinha que lembrar-se constantemente do fato que o Deus a quem ele servia era santo tão santo que se um ser humano o contemplasse de fato, morreria com certeza (v. 6; 19.21; Is 6.1-7; 1 Tm 6.16). A revelação inicial de Deus a Abraão foi a do seu grande poder; aqui, a Moisés, Ele revelou a sua santidade. Nisto temos o princípio da revelação progressiva de Deus (6.1-6; Hb 1.1,2)
3.7 TENHO VISTO... A AFLIÇÃO DO MEU POVO. Assim como Deus estava atento ao sofrimento do seu povo no Egito, Ele também conhece as aflições de todos os outros seus servos. Ele ouve o clamor dos aflitos e dos oprimidos. Em tais ocasiões, os santos precisam clamar a Deus para que Ele intervenha com misericórdia em seu favor. Quer nossa opressão provenha das circunstâncias, das pessoas, de Satanás, do pecado, ou do mundo o consolo, graça e ajuda de Deus são plenamente suficientes para satisfazer todas as nossas necessidades (Rm 8.32). No tempo certo, Deus nos livrará (Gn 15.13).
3.8 LEITE E MEL. Esta é uma expressão proverbial, significando fartura da terra. O mel incluía mel de uva ou de tâmara, bem como mel de abelha; o suco dessas frutas era engrossado mediante fervura, até formar um xarope espesso.
3.14 EU SOU O QUE SOU. O Senhor deu a si mesmo o nome pessoal: Eu sou o que sou (de onde deriva o hb. Iavé), uma expressão hebraica que expressa ação. Deus estava efetivamente dizendo a Moisés: Quero ser conhecido como o Deus que está presente e ativo. (1) Inerente no nome Iavé está a promessa da presença viva do próprio Deus, dia após dia com o seu povo (v. 12; ver Gn 2.4 ). Este nome expressa seu fiel amor e cuidado e seu desejo de redimir o seu povo e estar em comunhão com ele. Essa verdade corresponde à promessa fundamental do concerto: para te ser a ti por Deus (ver Gn 17.7 ; Sl 46). O Senhor declara que esse será o seu nome para sempre (v. 15). (2) É digno de nota que quando Jesus Cristo nasceu, foi chamado Emanuel, que significa Deus conosco (Mt 1.23); Ele também chamava-se a si mesmo pelo nome Eu sou (Jo 8.58).
3.22 PEDIRÁ... E DESPOJAREIS AO EGITO. Os israelitas tinham sido convidados para a terra de Gósen, no Egito, e posteriormente foram escravizados injustamente. Mereciam receber todo o salário que nunca lhes foi pago, mas não deviam tomar nada à força. Deus faria surgir nos egípcios uma atitude favorável, de tal maneira que quando o povo de Israel pedisse prata, ouro e roupas, os egípcios lhes dariam com abundância. Assim, ao invés de se retirarem furtivamente do Egito, como escravos fugitivos, sairiam então triunfantemente, como um exército vitorioso conduzindo os frutos da vitória.

Sábado At 2  Deus intervém na história da Igreja
2.1 PENTECOSTE. Pentecoste era a segunda grande festa sagrada do ano judaico. A primeira grande festa era a Páscoa. Cinqüenta dias após esta, vinha a festa de Pentecoste, nome este derivado do gr. penteekostos (=qüinquagésimo). Era também chamada Festas das Colheitas, porque nela as primícias da sega de grãos eram oferecidas a Deus (cf. Lv 23.17). Da mesma forma, o dia de Pentecoste simboliza, para a igreja, o início da colheita de almas para Deus neste mundo.
2.2,3 UM VENTO... IMPETUOSO, E... LÍNGUAS REPARTIDAS, COMO QUE DE FOGO. As manifestações externas de um som como de um vento poderoso e das línguas de fogo (vv. 2,3) demonstram que Deus estava ali presente e ativo, de modo poderoso (cf. Êx 3.1-6; 1 Rs 
18.38,39). O fogo talvez simbolize a consagração e a separação dos crentes para Deus, visando a obra de glorificar a Cristo (Jo 16.13,14) e de testemunhar dEle (1.8). Estas duas manifestações antecederam o batismo no Espírito Santo, e não foram repetidas noutros relatos similares do livro de Atos.
2.4 CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO. Qual é o significado da plenitude do Espírito Santo recebida no dia de Pentecoste? (1) Significou o início do cumprimento da promessa de Deus em Jl 2.28,29, de derramar seu Espírito sobre todo o seu povo nos tempos do fim (cf. 1.4,5; Mt 3.11; Lc 24.49; Jo 1.33; ver Jl 2.28,29 ). (2) Posto que os últimos dias desta era já começaram (v. 17; cf. Hb 1.2; 1 Pe 1.20), todos agora se vêem ante a decisão de se arrependerem e de crerem em Cristo (3.19; Mt 3.2; Lc 13.3; ver At 2.17). (3) Os discípulos foram do alto... revestidos de poder (Lc 24.49; cf. At 1.8), que os capacitou a testemunhar de Cristo, a produzir nos perdidos grande convicção no tocante ao pecado, à justiça, e ao julgamento divino, e a desviá-los do pecado para a salvação em Cristo (cf. 1.8 ; 4.13,33; 6.8; Rm 15.19; ver Jo 16.8 ). (4) O Espírito Santo já revelou sua natureza como aquele que anseia e pugna pela salvação de pessoas de todas as nações e aqueles que receberam o batismo no Espírito Santo ficaram cheios do mesmo anseio pela salvação da raça humana (vv. 38-40; 4.12,33; Rm 9.1-3; 10.1). O Pentecoste é o início das missões mundiais (1.8; 2.6-11,39). (5) Os discípulos se tornaram ministros do Espírito. Não somente pregavam Jesus crucificado e ressuscitado, levando outras pessoas ao arrependimento e à fé em Cristo, como também influenciavam essas pessoas a receber o dom do Espírito Santo (vv. 38,39) que eles mesmos tinham recebido no Pentecoste (v. 4). Levar outros ao batismo no Espírito Santo é a chave da obra apostólica no NT (ver 8.17; 9.17,18; 10.44-46; 19.6). (6) Mediante este batismo no Espírito, os seguidores de Cristo tornaram-se continuadores do seu ministério terreno. Continuaram a fazer e a ensinar, no poder do Espírito Santo, as mesmas coisas que 
Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar (1.1; Jo 14.12 )
2.4 COMEÇARAM A FALAR EM OUTRAS LÍNGUAS. Para um exame do significado do falar em línguas ocorrido no dia de Pentecoste e noutras ocasiões, na igreja do NT, e da possibilidade de falsas línguas estranhas ver 1 Co 14.
2.13 MOSTO. Mosto (gr. gleukos) normalmente se refere ao suco de uva não fermentado. Aqueles que zombavam dos discípulos talvez hajam empregado este termo, ao invés da palavra mais comum no NT para vinho (oinos), porque sabiam que os discípulos de Jesus usavam somente este tipo de vinho doce, não fermentado. Neste caso, sua zombaria teria sido sarcástica.
2.14-40 O DISCURSO DE PEDRO NO DIA DE PENTECOSTE. O discurso de Pedro no dia de Pentecoste, juntamente com sua mensagem em 3.12-26, contém um padrão para a proclamação do evangelho. (1) Jesus é o Senhor e Cristo crucificado, ressurreto e exaltado (vv. 22-36; 3.13-15). 
(2) Estando agora à destra do Pai, Jesus Cristo recebeu autoridade para derramar o Espírito Santo sobre todos os crentes (vv. 16-18,32,33; 3.19). (3) Todos devem colocar sua fé em Jesus como Senhor, arrepender-se dos seus pecados e ser batizados, demonstrando o perdão dos pecados (vv. 36-38; 3.19). (4) Os crentes devem esperar o prometido dom do Espírito Santo, ou o 
batismo nEle, uma vez tendo crido e se arrependido (vv. 38,39). (5) Aqueles que atenderem com fé, devem separar-se do mundo e salvar-se dessa geração perversa (v. 40; 3.26). (6) Jesus Cristo voltará para restaurar completamente o reino de Deus (3.20,21).
2.16 DITO PELO PROFETA JOEL. O batismo no Espírito Santo e as manifestações espirituais acompanhantes são cumprimentos de Jl 2.28,29. Joel, no século VIII a.C., profetizou um grande derramamento do Espírito Santo sobre todo o povo de Deus (ver Jl 2.28,29).
2.17 NOS ÚLTIMOS DIAS.(1) No AT os últimos dias eram tidos como o tempo em que o Senhor agiria poderosamente, julgando o mal e concedendo salvação ao seu povo (cf. Is 2.2-21; 3.18 4.6; 10.20-23; Os 1.2; Jl 1.3; Am 8.9-11; 9.9-12). (2) O NT revela que os últimos dias começaram com a primeira vinda de Cristo e o derramamento inicial do Espírito sobre o povo de Deus, e que terminarão com a segunda vinda do Senhor (Mc 1.15; Lc 4.18-21; Hb 1.1,2). Este período específico é caracterizado como a era do juízo contra o mal, da autoridade sobre os demônios, da salvação da raça humana e da presença aqui do reino de Deus. (a) Estes últimos dias serão 
assinalados pelo poder do Espírito Santo (Mt 12.28). (b) Os últimos dias abrangem a investida do poder de Deus, através de Cristo, contra o domínio de Satanás e do pecado. Mesmo assim, a guerra apenas começou; não chegou ao fim, pois o mal e a atividade satânica ainda estão fortemente presentes (Ef 6.10-18). Por isso, somente a segunda vinda de Jesus aniquilará a atividade do poder maligno e encerrará os últimos dias (cf. 1 Pe 1.3-5; Ap 19). (c) Os últimos dias serão um período de testemunho profético, conclamando todos a se arrependerem, crerem em Cristo e experimentarem o derramamento do Espírito Santo (1.8; 2.4,38-40; Jl 2.28-32). Devemos proclamar a obra salvífica de Cristo, no poder do Espírito, mesmo enquanto antevemos o dia final da ira (Rm 2.5), i.e.: o grande e glorioso Dia do Senhor (2.20b). Devemos viver todos os dias em vigilância, esperando o dia da redenção e a volta de Cristo para buscar o seu povo (Jo 14.3; 1 Ts 4.15-17). (d) Os últimos dias introduzem o reino de Deus com sua demonstração de pleno poder (ver Lc 11.20). Devemos ter a plenitude desse poder no conflito contra as forças espirituais do mal (2 Co 10.3-5; Ef 6.11,12) e no sofrimento por causa da justiça (Mt 5.10-12; 1 Pe 1.6,7)
2.17 VOSSOS FILHOS E AS VOSSAS FILHAS PROFETIZARÃO. Aqui o falar noutras línguas (vv. 4,11) está relacionado à profecia (vv. 17,18). Deste modo, falar em línguas é uma forma de profetizar. O significado básico aqui, de profecia, é o uso da nossa voz para o serviço e a glória de Deus sob o impulso direto do Espírito Santo. No livro de Atos: (1) os 120 todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem (2.4); (2) o Espírito Santo desceu sobre Cornélio e sua casa. Todos, entre eles Pedro, os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus (10.44-47); e (3) os discípulos em Éfeso, 
quando veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam (19.6).
2.18 MEUS SERVOS E MINHAS SERVAS. Segundo a profecia de Joel, citada por Pedro, o batismo no Espírito Santo é para aqueles que já pertencem ao reino de Deus, i.e., servos de Deus, ou crentes; tanto homens como mulheres salvos, regenerados, pertencentes a Deus.2.18 NAQUELES DIAS. Pedro, citando Joel, diz que Deus derramará seu Espírito naqueles dias . O derramamento do Espírito Santo e os sinais sobrenaturais que o acompanham, não podem ser limitados unicamente ao dia de Pentecoste. O poder e a bênção do Espírito Santo são para todo cristão receber e experimentar, no decurso de toda a era da igreja, que é a totalidade do período 
de tempo entre a primeira e segunda vinda de Cristo (Ap 19.20; ver At 2.39 ).
2.33 PELA DESTRA DE DEUS. O derramamento do Espírito Santo por Jesus comprova que Ele é de fato o Messias exaltado e que agora está à destra de Deus, intercedendo pelos seus representantes na terra (Hb 7.25). (1) Desde o batismo de Jesus até o dia de Pentecoste, o Espírito estava sobre o Cristo (i.e., o Ungido de Deus; cf. Lc 3.21,22; 4.1,14,18,19). Estando Jesus agora à direita de Deus, vive para derramar o mesmo Espírito sobre aqueles que nEle crêem . (2) Ao derramar o Espírito, a intenção de Jesus é que o Consolador transmita sua presença aos crentes e lhes conceda poder para continuarem a fazer tudo aquilo que Ele mesmo fazia enquanto estava na terra
2.38 ARREPENDEI-VOS, E CADA UM DE VÓS SEJA BATIZADO. O arrependimento, o perdão dos pecados e o batismo são condições prévias para o recebimento do dom do Espírito Santo. Mesmo assim, o batismo em água antes do recebimento da promessa do Pai (cf. 1.4,8) não deve ser tido como condição prévia absoluta para a plenitude do Espírito Santo; assim como o batismo no Espírito não é uma conseqüência automática do batismo em água. (1) Na situação em apreço, Pedro exigiu o batismo em água antes do recebimento da promessa, porque na mente dos seus ouvintes judaicos, o rito do batismo era pressuposto como parte de qualquer decisão de conversão. O batismo em água, contudo, não precedeu o batismo no Espírito nas ocasiões registradas em 9.17,18 (o apóstolo Paulo) e 10.44-48 (os da casa de Cornélio). (2) Cada crente, depois de se arrepender dos seus pecados e de aceitar Jesus Cristo pela fé, deve receber (2.38; cf. Gl 3.14) o batismo pessoal no Espírito. Vemos no livro de Atos o dom do Espírito Santo sendo 
conscientemente desejado, buscado e recebido (1.4,14; 4.31; 8.14-17; 19.2-6); a única exceção possível à regra, no NT, foi o caso de Cornélio (10.44-48). Daí, o batismo no Espírito não deve ser considerado um dom automaticamente concedido ao crente em Cristo.
2.39 A VÓS, A VOSSOS FILHOS E A TODOS. A promessa do batismo no Espírito Santo não foi apenas para aqueles presentes no dia de Pentecoste (v.4), mas também para todos os que cressem em Cristo durante toda esta era: a vós os ouvintes de Pedro; a vossos filhos à geração seguinte; à todos os que estão longe à terceira geração e às subseqüentes. (1) O batismo no Espírito Santo com o poder que o acompanha, não foi uma ocorrência isolada, sem repetição, na história da igreja. Não cessou com o Pentecoste (cf. v. 38; 8.15; 9.17; 10.44-46; 19.6), nem com o fim da era apostólica. (2) É o direito mediante o novo nascimento de todo cristão buscar, esperar e experimentar o mesmo batismo no Espírito que foi prometido e concedido aos cristãos do NT (1.4,8; Jl 2.28; Mt 3.11; Lc 24.49).2.40 DESTA GERAÇÃO PERVERSA. Ninguém, pode ser salvo, se não abandonar a perversidade e a corrupção da sociedade contemporânea (cf. Lc 9.41; 11.29; 17.25; Fp 2.15). Todos os novos crentes devem ser ensinados a romper com todas as más companhias, renunciar o mundo ímpio, unir-se com Cristo e seu povo e dedicar-se à obra de Deus (2 Co 6.14,17).
2.42 DOUTRINA DOS APÓSTOLOS, E NA COMUNHÃO, E NO PARTIR DO PÃO, E NAS ORAÇÕES. Ver 12.5 , sobre as 16 características de uma igreja neotestamentária.
 
Leitura Bíblica Em Classe: SALMOS 8.1-9
1 Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus!2Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres calar o inimigo e vingativo.3Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste;4que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? 5Contudo, pouco menor o fizeste do que os anjos e de glória e de honra o coroaste.6Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés:7todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo;8as aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo o que passa pelas veredas dos mares.9Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome sobre toda a terra!
8.4-6 O FILHO DO HOMEM. O NT cita estes versículos da Septuaginta (a tradução em grego do AT hebraico) e os aplica a Jesus (Hb 2.6-8; cf. Ef 1.19-22). Somente nEle cumprem-se totalmente todas essas verdades. É a Ele que se dará, como representante da raça humana, pleno domínio sobre toda a criação (vv. 6-8; cf. Fp 2.10).
8.5 DE GLÓRIA E DE HONRA. Este salmo expressa a elevada honra que Deus conferiu à raça humana. Afirma que nós, como seres humanos, fomos criados por Deus com um propósito glorioso; não somos meros animais, produto da evolução natural e do acaso (v. 5). Tão valiosos somos para Deus, que somos objeto especial do seu cuidado e graça (v. 4). Ele nos honrou ao escolher-nos para dominar sobre a sua criação (vv. 6-8; cf. Gn 1.28; 2.15,19). Porém a convicção da nossa posição favorecida não é motivo para nos gloriarmos, mas razão para darmos graças e glória ao Criador (v. 9)


Objetivos:
Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

1-Definir a expressão deísmo.
O deísmo criou um sistema de fé num Deus transcendente que abandonou sua criação ao governo das leis naturais descobertas pela razão.

2-Diferenciar imanência, transcendência e condescendência de Deus.
2.1-O que é imanência Divina? É a permanência divina em nosso ser através do ESPÍRITO SANTO.
2.2-O que é Transcendência? É a absoluta independência de Deus do universo e o seu absoluto domínio sobre todas as coisas.
2.3-O que é Condescendência de Deus?Tão grande é a distância entre Deus e a criatura, que, embora as criaturas racionais lhe devam obediência como ao seu Criador, nunca poderiam fruir nada dele como bem-aventurança e recompensa, senão por alguma voluntária condescendência da parte de Deus, a qual foi ele servido significar por meio de um pacto. Ref. Jó 9:32-33; Sal. 113:5-6; At. 17:24-25; Lucas. 17: 10.
Em Jesus Cristo, o Verbo eterno de Deus que assumiu a nossa carne, manifesta-se a condescendência de Deus para conosco. Deus “desceu” das alturas da sua riqueza e da sua glória até os abismos da nossa pobreza e humilhação para nos revelar e oferecer todo o seu amor; “desceu” até nós para nos fazer subir até ele; assumiu nossa natureza humana para fazer-nos participantes da sua natureza divina.
 
Comentários:
INTRODUÇÃO
A maioria das pessoas sem DEUS, desconhece a capacidade de DEUS em amar-nos e se relacionar conosco, pois foram ensinados pelos sistemas mundanos a crerem num DEUS distante. frio, sem amor e sem misericórdia que está mais interessado em si próprio do que em sua criação.

I. QUEM FOI ZOFAR
O primeiro discurso de Zofar (11:1-20)
A. Zofar começa seu discurso repreendendo asperamente Jó por sua impertinência (pelo menos como Zofar a vê) - ( vs. 1-6).
1. Ele se vale de diversas perguntas para sugerir que Jó não deve pensar que silenciou os outros com sua má vontade em aceitar os argumentos deles (vs. 1-3).
2. Zofar exprime seu desejo de que Deus na verdade confrontasse Jó. Ele acredita que Jó acharia que Deus realmente está castigando-o menos do que merece (vs. 4-6)!
B. Zofar ressalta a inescrutabilidade dos caminhos de Deus (vs. 7-12).
1. A sabedoria de Deus é muito elevada para o homem e seu poder é irresistível (vs. 7-10).
2. Deus é capaz de reconhecer o pecado nos homens mesmo se eles próprios forem incapazes de vê-lo. Para demonstrar a possibilidade de homens como Jó se tornarem sábios (talvez para seu próprio pecado?), Zofar sugere que tal evento é tão provável como um jegue dar nascimento a um homem (vs. 11-12).
C. Zofar termina seu discurso de modo semelhante a Elifaz e Bildade (vs. 13-20).
1. Ele admoesta Jó a se arrepender e fala das bênçãos disponíveis para Jó no arrependimento.
2. Zofar realmente descreve o arrependimento e seus frutos muito bem mesmo.
a. "Se dispuseres o coração..." (v. 13) - o arrependimento é literalmente uma mudança de vontade.
b. "...e estenderes as mãos para Deus" (v. 13) - talvez o primeiro fruto que o arrependimento produza seja a confissão do pecado diante de Deus e a busca do perdão.
c. "...se lançares para longe a iniquidade da tua mão e não permitires habitar na tua tenda a injustiça" (v. 14) - outra conseqüência do arrependimento é a reforma da conduta.
 
O segundo discurso de Zofar (20:1-29)
A. Aparentemente um tanto picado pela advertência de Jó (19:28-29), Zofar sente-se compelido a "partilhar" seu entendimento com Jó (20:1-3).
B. Zofar relembra Jó de que a vida e a prosperidade dos ímpios é breve (20:4-11).
1. A brevidade da prosperidade do ímpio é um fato conhecido desde a antigüidade. Zofar pergunta se Jó não sabe disto (vs. 4-5).
2. Sem importar a altura de sua arrogância, ele perecerá e não será lembrado (vs. 6-9).
3. Sua posteridade não gozará sua prosperidade (v. 10).
4. O ímpio morrerá jovem, isto é, em sua plena força (v. 11).
C. Zofar identifica o salário da impiedade (20:12-29).
1. Nos versículos 12-14, ele usa uma figura interessante para descrever a atitude do ímpio para com o mal. É como um delicioso pedaço de comida que ele mantém na boca, saboreando o gosto e desejando degustá-lo até o fim. Contudo, quando ele engole, a mesma comida é transformada em veneno!
2. Seguindo a mesma idéia, o ímpio não gozará ou reterá os frutos de sua impiedade (vs. 15-23, 28-29).
a. Ele se tornará presa dos outros (v. 22).
b. Quando ele tentar gozar sua prosperidade, Deus o punirá (v. 23).
3. O julgamento é certo e completo (vs. 24-26).
4. Conquanto Jó implorasse à terra que não encobrisse seu sangue (16:18), Zofar aqui personifica o céu e a terra levantando-se para testificar contra o pecador (v. 27).
 
II. O QUE É A TEOLOGIA DE ZOFAR
 
1. O deísmo.
O deísmo parecia estabelecer uma religião ao mesmo tempo natural e científica. Uma religião sem revelação escrita, enfatiza o céu como uma realidade totalmente distinta da terra com a lei moral. Os deístas ensinavam que as leis naturais da religião eram encontráveis pela razão - era a crença num Deus transcedente entendido como Causa Primeira de uma criação marcada pelas seqüências de um plano. Eles criam que Deus deixou sua criação reger-se por leis naturais; assim, não havia lugar para milagres, nem para a Bíblia como revelação de Deus, nem para providência ou para Cristo como um Deus-homem. Somente Deus deveria ser cultuado pois Cristo era simplesmente um mestre. A piedade e a virtude eram o culto mais importante que se podia prestar a Deus, cujas leis éticas estão na Bíblia. O homem tinha que arrepender-se do erro e viver conforme as leis éticas, pois a alma é imortal e está sujeita a recompensa ou ao castigo depois da morte.
Líderes do movimento
Edward Herbert, Lord de Cherbury (1583-1648), apresentou os pontos básicos que pode ser resumido na seguinte frase: Deus existe, e pode ser cultuado pelo arrependimento e por uma vida de tal modo digna, que a alma imortal possa receber a recompensa eterna em vez do castigo. Charles Bloynt (1654-1693) foi outro deísta influente. John Tolarndt (1670-1722), Lorde Shaftesbury (1671-1713) e outros pregaram que o cristianismo não era um mistério e poderia ter sua autenticidade verificada pela razão. E tudo que não pudesse ser provado pela razão deveria ser recusado.

2. O deísmo de Zofar.
Este teólogo tira toda a chance de Jó ser perdoado por DEUS e de alguma forma ser reconhecido por DEUS como Seu servo. É a teologia do DEUS distante e impiedoso que habita no céu e não tem contato com suas criaturas.

III. IMANÊNCIA OU TRANSCENDÊNCIA?

Apesar de toda a sua dor, mostra Jó ao seu implacável amigo que, embora seja Deus transcendente, é também imanente:

1. A resposta de Jó. 
A primeira réplica de Jó a Zofar e seus outros dois amigos (12:1 - 13:19)
A. Jó evidentemente começa sua réplica com uma boa dose de sarcasmo (vs. 1-12).
1. Ele observa que, ainda que eles possam pensar que são os únicos que têm alguma sabedoria, ele também sabe as coisas que eles sugeriram (vs. 1-3).
2. Ele, contudo, chama a atenção deles para a realidade de que a teoria deles não se ajusta aos fatos (vs. 4-6).
a. Aqueles que estão seguros têm tendência a agirem de modo condescendente para com o desafortunado, aquele que está sofrendo (vs. 5).
b. Conquanto Jó seja justo, seus amigos zombam dele e ainda "as tendas dos tiranos gozam paz" (12:6). O uso que Jó faz da palavra "seguro" no versículo 6 pode ser uma referência ao comentário de Zofar em 11:18.
3. Jó continua seu sarcasmo, observando que a sabedoria de seus amigos é possuída até pelos animais (vs. 7-12). Ele não parece estar depreciando a sabedoria dos amigos, mas antes sugere que eles não precisam ensinar-lhe o que é universalmente sabido.
B. Jó faz uma descrição do poder divino (vs. 13-25). Ainda que Jó afirme a sabedoria e a prudência de Deus, ele insiste nos atos destrutivos de Deus.
C. Os amigos de Jó são "médicos que não valem nada"; ele deseja falar com o Todo-Poderoso (13:1-19).
1. Lembrando de novo seus amigos que ele tem o mesmo conhecimento que eles possuem, ele os admoesta a ficarem calados (vs. 1-12).
a. Ele testifica que os argumentos deles não têm valor.
b. Ele os repreende por demonstrarem parcialidade em sua defesa dos atos de Deus e sugere que Deus os castigue por isso (vs. 7-11).
c. Os amigos têm mostrado parcialidade para com Deus, assumindo que Jó tinha pecado. Na opinião deles, Jó não poderia ser inocente e ainda sofrer; pois isto sugeriria que Deus era injusto ao afligir Jó. Como Jó, os amigos não parecem reconhecer a existência de Satanás e assim atribuem o sofrimento de Jó a atos de Deus. Ao assumirem a pecaminosidade de Jó, eles tinham respeitado a pessoa de Deus, enquanto se recusavam a aceitar a possível inocência de Jó!
2. Jó pretende defender seu caso diante de Deus sem se importar com as conseqüências (vs. 13-19).
a. Parece que Jó ainda está se dirigindo aos seus amigos, nesta parte.
b. Jó expressa sua confiança em que será justificado.
 
A segunda réplica de Jó a Zofar (21:1-34)
A. Jó apela a seus amigos (21:1-6).
1. Ele sugere que a atenção deles a seu discurso será a consolação adequada (v. 2).
2. Depois que ele terminar, eles poderão zombar à vontade (v. 3).
3. Jó declara que sua queixa não é contra o homem e justifica sua impaciência (vs. 4-6).
B. Jó relata a prosperidade dos ímpios (21:7-16).
1. Jó chama a atenção de seus amigos para os fatos reais da vida:
a. Os ímpios, de fato, vivem longas vidas e vêem seus descendentes (v. 7-8).
b. Eles prosperam materialmente (vs. 9-10).
c. Eles gozam a vida (vs. 11-13a).
d. Em contraste com Jó, os ímpios, freqüentemente, morrem rapidamente e sem sofrimento (v. 13b).
e. Jó afirma que estas são pessoas que abertamente desafiam a Deus (vs. 14-15).
2. Apesar destes fatos, Jó não tem simpatia pelos ímpios (v. 16).
C. Jó responde aos argumentos dos amigos (21:17-21).
1. Bildade tinha sugerido em seu discurso que a lâmpada dos ímpios é apagada (18:5-6). Jó pergunta, "Com que freqüência isto realmente acontece (v. 17)?"
2. Jó faz mais três perguntas, cujo sentido é, "Com que freqüência os ímpios recebem punição como vós (os amigos) têm asseverado?"
3. Antecipando a resposta hipotética que os filhos dos ímpios sofrerão (v. 19a), Jó sugere que a justiça real resultaria na punição dos ímpios e não de seus filhos (vs. 19-21). O próprio ímpio deveria "beber" da ira de Deus e experimentar pessoalmente a paga por seus pecados.
a. O homem ímpio não se preocupa com o que acontece com seus familiares depois que ele morre (v. 21).
b. Tal doutrina não oferece impedimento para o pecado.
D. A conclusão de Jó (21:22-26).
1. Ninguém é capaz de ensinar a Deus (v. 22).
2. O ponto de Jó nos versículos 23-26 parece ser que não se pode generalizar sobre a punição temporal dos ímpios. Alguns prosperam, outros sofrem, mas finalmente todos eles morrem, todos eles são dirigidos para o mesmo fim.
E. Jó responde a seus amigos ainda mais (21:27-34).
1. Ele está ciente de que eles procuraram caracterizá-lo como ímpio (v. 27).
2. Em resposta a uma pergunta hipotética de seus amigos (perguntando pela evidência da prosperidade do ímpio como Jó a esmiuçou), Jó replica que qualquer viajante poderia dizer-lhes que as coisas não são como eles têm estado afirmando (v. 29). De fato, o ímpio, em vez de ser afligido, é freqüentemente poupado no dia da calamidade e livrado da ira (v. 30).
3. Em vez de serem condenados, os homens honram os ímpios em sua morte (vs. 31-33).
4 Em vista das falsidades de suas teorias, Jó pergunta como seus três amigos esperam consolá-lo (v. 34).

2. Avaliando a teologia de Zofar. 

a) Transcendência. É o conjunto dos atributos de Deus que lhe ressaltam a infinita superioridade em relação às suas criaturas. 
O que eleva o homem a Deus é a sua TRANSCENDÊNCIA, a qual tem Deus por fundamento. A transcendência é  como que um "ELO" entre Deus e o homem. Ela é a GLÓRIA do SER de Deus, irradiando a SABEDORIA de Deus,  pelo PODER de Deus, em que Deus se faz sempre presente ao homem, em GRAÇA, para possibilitar ao homem a  glória de poder RESPONDER também IRRADIANDO o seu saber, EM DIREÇÃO A DEUS, em ACOLHIMENTO da  SABEDORIA e do AMOR de Deus.

b) Imanência. Embora seja Deus transcendente, não se encontra à parte de sua criação; acha-se presente nesta através destes atributos: onipresença, onisciência e onipotência; e por intermédio de suas qualidades morais.
O que é imanência Divina? É a permanência divina em nosso ser através do ESPÍRITO SANTO.

CONCLUSÃO
 
Deísmo = Filosofia que admite a existência de DEUS, mas não crê em sua interferência na vida dos homens. 
Teísmo = Religião que admite a participação de DEUS como criador e participante na vida do homem; podendo admitir que existe um DEUS (monoteísmo = Judaísmo, Islamismo, Cristianismo) ou muitos deuses (politeísmo = Induísmo, Budismo, etc...)
 
RELAÇÕES DE DEUS COM O MUNDO
Deus e o mundo.- Na explicação das relações de Deus com o mundo, cumpre-nos evitar os seguintes erros:
A- Dualismo, que permite a coexistência de dois princípios, um de perfeição e outro de imperfeição, ambos eternos e necessários, concorrendo ambos para a formação do mundo;
B- Panteísmo, que afirma a identidade substancial de Deus e do mundo;
C- Antropomorfismo, que humaniza Deus ou diviniza o homem.
        O dualismo é a negação da natureza divina; o panteísmo é contrário à experiência e à realidade moral; o antropomorfismo é absurdo dada a contingência e imperfeição do homem.
        Criação e providência.- As relações entre Deus e o mundo são explicadas de maneira racional pela doutrina da criação e da providência. Segundo a concepção criacionista, Deus, pelo seu poder e bondade infinitos, tirou o mundo do nada, isto é, sem perda da sua substância, deu existência ao mundo. Segundo a concepção providencialista, Deus não abandonou o mundo depois de criá-lo. Continua, ao contrário, a influir, a todo momento, sobre o mundo, com sabedoria e amor, para conservar e dirigir no sentido dos fins estabelecidos pela ordem da criação.
        Imanência e transcendência.- O estudo da natureza de Deus e das suas relações com o universo nos mostra que Ele é imanente e transcendente ao mundo. Isto significa que Deus está unido ao mundo que criou, mas dele se distingue como realidade independente. Sendo a causa primeira de tudo o que existe, Deus é imanente pela sua presença contínua e atuante, pois os seres existem e subsistem pela influência constante do seu poder criador e providencial. Essa imanência não deve ser entendida como identificação com o mundo, o que seria incidir no erro panteísta.
        A imanência ou presença divina não exclui a transcendência, isto é, a absoluta independência de Deus do universo e o seu absoluto domínio sobre todas as coisas. O exame da natureza e atributos divinos que acabamos de realizar nos leva à conclusão de que Deus, sendo um Ser infinito, substancial mente distinto do universo que criou, conserva e dirige, é um Ser pessoal, isto é, dotado de uma personalidade autônoma, inteligente e livre.

 Questionário de Ev.Luiz Henrique www.henriqueestudos.cjb.net :

Texto Áureo
1- Com quem habita DEUS?
(     ) Sozinho, pois é um DEUS altíssimo     (     ) Com os anjos e arcanjos e querubins  
(     ) Num alto e santo lugar e também com o contrito e abatido de espírito
Verdade Prática
2- Pelo que DEUS se interessa também, além de nos criar?
(     ) Em nos testar     (     ) Em nos humilhar     (      ) Por nosso destino
3- De acordo com que DEUS intervém na história?
(     ) Com sua Simpatia     (     ) Com sua Soberania     (      ) Com sua majestade
Introdução
4- A teologia dos últimos séculos girou em torno de quais conceitos?
(     ) Transcendente e Imanente     (    ) Transcendente e Cósmico     (     ) Incandescente e Imanente
5- Quais os tipos de relacionamentos de DEUS com os homens segundo Bildade e Zofar?
(     ) Amoroso e Mercantil     (     ) Santo e Amoroso     (     ) Comercial e Mercantil     (     ) Comercial e Próspero
Tópico I - Quem foi Zofar?
6- De Onde era Zofar?
(     ) De Temá     (     ) Da Etiópia     (     ) De Damasco, na Síria     (     ) De Israel     (     ) De Naamá, Arábia Saudita
7- De que maneira Zofar procurava descobrir as verdades Divinas?
(     ) Através da Bíblia     (     ) Através  de seus pais     (     ) Através da Razão     (     ) Através de Jó
Tópico II - O Que É A Teologia De Zofar?
8- Segundo Zofar DEUS teria qual tipo de contato com os homens em seus sofrimentos?
(     ) Vinha sempre em seu socorro      (     ) Mantinha-se longe sem nenhum contato     (     ) Estava sempre com o homem
9- O que é Deísmo?
(     ) Doutrina que afirma ser DEUS Longanimo, amoroso e presente     
(     ) Doutrina que afirma que DEUS não interfere na vida dos homens
10- O que é Teísmo?
(     ) Doutrina que afirma ser DEUS interferente na história humana relacionando-se com eles
(     ) Doutrina que afirma que DEUS Está no Céu e tem olhado para os homens sem interferier em sua vidas.
11- Devido a que os homens jamais alcançariam o favor de DEUS, segundo Zofar?
(     ) Pequenez e Imperfeição     (      ) Ao pecado e Distância     (     ) À pequenez e perfeição
Tópico III - Imanência ou Transcendência?
12- DEUS para Jó é o que?
(     ) Inconstante e Transcendente     (     ) Transcendente e Imanente     (     ) Condescendente e Contente
13- Complete:
Quem não entende por todas essas coisas que a ___________do ______________fez isto, que está na sua 
____________a __________de tudo  quanto vive, e  o _______________de toda a carne humana? (Jó 12.10)
14- O que é Transcendência?
(     ) Coisa do espaço     (     ) Infinita Superioridade     (     ) Referente a outros planetas
15- O que é Imanência?
(     ) Que é co-irmã de alguém     (     ) Que emana ou sai para fora de sua casa    (     ) Estar presente
16- De que maneira DEUS se manifesta entre nós, em sua Imanência?
(     ) Através de seus Anjos     (     ) Através dos profetas     (     ) Através de seus atributos
17- O que é Panteísmo?
(     ) Doutrina que afirma que DEUS é tudo e tudo é DEUS     (     ) Doutrina que afirma que DEUS não existe
18- Desde quando DEUS nos acompanha?
(     ) Desde nosso nascimento     (     ) Desde nosso arrependimento     (      ) Desde de nossa concepção
19- Complete:
Caso Você se encontre atribulado há um __________ que se importa com o seu ________________.
 
 
Questionário da  Revista:
1. Quem foi Zofar?
R.___________________________________________________________________________________ 
2. Qual a base de sua teologia? 
R. ___________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
3. O que é deísmo? 
R. ___________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
4. O que é a transcendência de Deus?
R. ____________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________ 
5. O que você entende por esta declaração: Deus é também condescendente.
R. ____________________________________________________________________________________
 
Fontes consultadas e alguns comentários inseridos:
1- CD Da CPAD, Revista e Bíblia BEP, Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
2- Livro Jó - Claudionor De Andrade - CPAD - www.cpad.com.br 
3- Introdução e Comentários de Francis I.Andersen - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - S.Paulo - SP
2º Impressão 05/1996  -  http://www.vidanova.com.br/ 
http://www.cristianet.com.br/apologia/arquivos/o_deismo.html 
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