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1º Semestre de 2003  
 
 O sofrimento dos justos e o seu propósito
 Pr. Claudionor de Andrade 
 
Lição 11
 
 
 
Eliú e a Teologia do Sofrimento 
 
16/03/2003
 
 
TEXTO ÁUREO
“O SENHOR prova o justo, mas a sua alma aborrece o ímpio e o que ama a violência” (Sl 11.5).
SUA ALMA ABORRECE... O QUE AMA A VIOLÊNCIA. Porque o Senhor ama a justiça (v. 7), mas aborrece os violentos, ou os que se divertem assistindo a violência como forma de passatempo. Por isso, o crente deve ser cauteloso quanto a divertir-se através da mídia, e examinar-se a si mesmo quanto a ter prazer em cenas de violência e derramamento de sangue (ver Lc 23.25; Rm 1.32).
Verdade Prática:
Deus nos prova não por que desconheça nossa estrutura espiritual. Ele nos prova para que venhamos a nos conhecer melhor, e a fim de que cresçamos na graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.
2 Co 8.2-como, em muita prova de tribulação, houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza superabundou em riquezas da sua generosidade.
8.2 RIQUEZAS DA SUA GENEROSIDADE. Os princípios e as promessas da contribuição cristã contidos nesses dois capítulos são os seguintes: (1) Pertencemos a Deus; aquilo que possuímos está confiado às nossas mãos pelo Senhor (v. 5). (2) Devemos tomar a decisão firme, em nosso coração, de que serviremos a Deus, e não ao dinheiro (v.5; Mt 6.24). (3) A contribuição é feita para ajudar os necessitados (v. 14; 9.12; Pv 19.17; Gl 2.10), para promover o reino de Deus (1 Co 9.14; Fp 4.15-18), para acumular tesouros no céu (Mt 6.20; Lc 6.32-35) e para aprendermos a temer ao Senhor (Dt 14.22,23). (4) A contribuição deve ser em proporção ao que ganhamos (vv. 3,12; 1 Co 16.2). (5) A contribuição é considerada uma prova do nosso amor cristão (v.24) e deve ser realizada de modo sacrificial (v.3) e voluntária (9.7). (6) Ao contribuirmos com nossas ofertas para Deus, semeamos não somente dinheiro, mas também fé, tempo, serviço, e, assim, colhemos mais fé e outras bênçãos (v.5; 9.6,10-12). (7) Quando Deus nos dá em abundância, é para que multipliquemos as nossas boas obras (9.8; Ef 4.28). (8) Quando contribuímos, isso aumenta a nossa dedicação a Deus (Mt 6.21) e propicia suas bênçãos sobre nossos assuntos financeiros (Lc 6.38). Para mais exploração sobre contribuição financeira.
Leitura Diária:
 
Segunda Dt 8.16 O Senhor prova a nossa obediência
"Que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheceram; para te humilhar, e para te provar, e para, no teu fim, te fazer bem;"
DEUS sustentou Israel durante o êxodo com o pão que descia do céu. DEUS é aquele que exalta o humilde e abate o soberbo, por isso procura que seus servos sejam humildes. DEUS prova seus filhos na fornalha da tentação e do sofrimento para refiná-los. Depois da prova, o prêmio: "DEUS é premiador daqueles que o buscam"

Terça Dt 13.3 O Senhor prova o nosso amor
"Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos, porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, com todo o vosso coração e com toda a vossa alma."
NÃO OUVIRÁS AS PALAVRAS DAQUELE PROFETA. É fundamental à comunhão do crente com o Senhor, a sua fidelidade a Deus e à Palavra revelada dEle (8.3). Os versículos 1-5 mostram que a tentação visando a destruir nossa lealdade a Deus, às vezes surge através de pessoas parecendo espirituais. Várias inferências decorrem disso, para nossa vida como crentes. (1) Deus, às vezes, testa a sinceridade do nosso amor e dedicação a Ele e à sua Palavra (cf. 8.2). (2) Deus, às vezes, nos prova permitindo que surja entre o seu povo, pessoas afirmando que são profetas de Deus, e que realizam "sinal ou prodígio" (vv. 1,2). Tais pessoas, às vezes, falam com muita "unção", predizem corretamente o futuro, e operam milagres, sinais e prodígios. Ao mesmo tempo, porém, podem pregar um evangelho contrário à revelação bíblica, acrescentar inovações à Palavra de Deus ou subtrair partes dela (cf. 4.2; 12.32). Aceitar esses falsos pregadores, significa abdicar da fidelidade total a Deus e à sua Palavra inspirada (v. 5). (3) O NT também, por sua vez, adverte que falsos profetas e falsos mestres perverterão grandemente o evangelho de Cristo nos últimos dias desta era. O crente deve ter firme determinação quanto a sua fidelidade à revelação escrita de Deus, como a temos na Bíblia. A autenticidade do ministério de uma pessoa e do seu ensino não deve ser avaliada apenas pela sua pregação talentosa, alocuções proféticas poderosas, realização de milagres ou número de decisões. Esses critérios tornam-se cada vez menos dignos de confiança à medida que se aproximam os tempos do fim. O padrão da verdade sempre deverá ser a infalível Palavra de Deus 
 
Quarta Pv 17.3 O Senhor prova os corações
"O crisol é para a prata, e o forno, para o ouro; mas o SENHOR prova os corações."
O HOMEM É PROVADO PELOS LOUVORES. Os elogios que recebemos do nosso próximo servem para testar nossa maneira de ser ou com orgulho, ou com humildade. Uma atitude de orgulho diante do elogio, revela que estamos enganando a nós mesmos, porque não reconhecemos que aquilo que somos e aquilo que fazemos, devemos primeiramente a Deus e ao próximo (ver Fp 2.3 notas). Nossos atos nunca devem ser efetuados visando ao elogio ou à glorificação pessoal, mas devem ser fruto da nossa dedicação a Deus, à sua Palavra e ao seu reino. Quando passamos na prova do louvor pessoal, isso confirma que estamos vivendo primeiramente para agradar a Deus e não a seres humanos, e que nosso coração é puro e que nosso espírito é uno com Deus.

Quinta Zc 13.9 O Senhor nos prova para que o busquemos
"E farei passar essa terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro; ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O SENHOR é meu Deus."
FAREI PASSAR ESSA TERCEIRA PARTE PELO FOGO. Estes versículos provavelmente referem-se ao período da tribulação no final dos tempos. Os judeus incrédulos (dois terços) serão mortos (v. 8); somente um terço restará. São estes judeus que "olharão para... quem traspassaram" (12.10-14). Portanto, apenas um remanescente de Israel será salvo (Ap 11-18)

Sexta Rm 5.8 O Senhor prova o seu amor para conosco
"Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores."
Para DEUS não existe passado, presente e futuro, pois tudo se resume num eterno presente, assim sendo, DEUS já viu nosso futuro antes mesmo que acontecesse, viu nossos atos de pecado e ofensa e assim mesmo decidiu enviar seu filho para dar a vida por nós, afim de nos salvar e reconciliar com ELE, provando assim que nos ama com amor eterno.
1 Jo 3.16 Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.


Sábado Tg 1.3 O Senhor nos prova para que sejamos pacientes
"sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência."
TENTAÇÕES. A palavra "tentações" (gr. peirasmos) refere-se, aqui, às perseguições e aflições que o crente sofre nesta vida da parte do mundo ou de Satanás. (1) O crente deve enfrentar essas provações com alegria (cf. Mt 5.11,12; Rm 5.3; 1 Pe 1.6), porque isso desenvolverá nele uma fé perseverante, uma personalidade experiente e uma esperança madura (cf. Rm 5.3-5). Nossa fé somente pode chegar à plena maturidade quando confrontada com dificuldades e oposição (vv. 3,4). (2) Tiago chama tais provações de "a prova da vossa fé" (v.3). Às vezes, as provações vêm sobre o crente a fim de que Deus possa testar a sinceridade da sua fé. Não há nada nas Escrituras dizendo que as aflições da vida são sempre uma evidência de que Deus está insatisfeito conosco. Podem ser um sinal de que Ele reconhece nossa firme dedicação a Ele (cf. Jó 1;2).
Leitura Bíblica Em Classe:
JÓ 36.1-11 
1Prosseguiu ainda Eliú e disse:2Espera-me um pouco, e mostrar-te-ei que ainda há razões a favor de Deus. Eliú desejava uma última oportunidade naquele diálogo, afim de mostrar a Jó que DEUS estava com a razão em todo aquele episódio em que Jó vivia.
3Desde longe repetirei a minha opinião; e ao meu Criador atribuirei a justiça. Em sua observação dos diálogos travados entre Jó e seus tres amigos Eliú sentiu a falta de visão espiritual dos mesmos, talvez devido ao excesso de zelo dos tais.
4Porque, na verdade, as minhas palavras não serão falsas; contigo está um que é sincero na sua opinião. Eliú está quase a jurar que só falará a verdade e trará a verdadeira luz àquela tragédia.
5Eis que Deus é mui grande; contudo, a ninguém despreza; grande é em força de coração. Eliú está dizendo que apesar de DEUS ser o supremo ser, não nos abandona jamais.
6Não deixa viver ao ímpio e faz justiça aos aflitos.Uma referência ao futuro de cada um, o ímpio será destruído, ou seja, abandonado por DEUS e entregue ao sofrimento e desprezo eternos, enquanto o justo alcançará a justificação em CRISTO e com DEUS morará para sempre.
7Dos justos não tira os seus olhos; antes, com os reis no trono os assenta para sempre, e assim são exaltados.Os olhos do Senhor estão sobre os Justos 24 horas por dia afim de o proteger e ensiná-lo através até mesmo da provação; também os servos de DEUS estarão um dia para sempre com DEUS ao lado de reis como Davi e Salomão, de grandes vultos da fé como Pedro e Paulo; etc...
8E, se estão presos em grilhões e amarrados com cordas de aflição,9então, lhes faz saber a obra deles e as suas transgressões; porquanto prevaleceram nelas..10E revela isso aos seus ouvidos, para seu ensino, e lhes diz que se convertam da maldade.11Se o ouvirem e o servirem, acabarão seus dias em bem e os seus anos, em delícias.Quando o crente está preso ao pecado DEUS providencia algum servo seu para chamar a atenção desse crente para que ele se volte para ELE e seja salvo através do arrependimento e mudança de vida
Objetivos:
Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

1-Distinguir a voz de Deus entre a sabedoria do idoso e a impetuosidade da juventude.
A sabedoria sem a impetuosidade não traz avivamento, também a impetuosidade sem a sabedoria é só paixão e nada produz para DEUS.
DEUS nos fala de diversas maneiras e nem sempre o idoso está certo apesar de seu vasto conhecimento e experiência, podendo um jovem sobressair-se dentre uma multidão de idosos para ser porta voz de DEUS. Veja exemplo de Davi que ainda muito jovem exortou o exército de Israel a ter fé em DEUS e enfrentou sozinho o gigante Golias. A Bíblia está cheia de exemplos de jovens valorosos que DEUS levantou no meio do povo para trazer a perfeita vontade de DEUS ao seu povo.
2-Resumir as argüições de cada um dos quatro amigos de Jó.
Amigos de Jó
Doutrinas
Elifaz
Mercantilismo com DEUS - Toma lá, dá cá.
Bildade
Prosperidade = Amor exagerado ao Dinheiro.
Zofar
Deísmo = DEUS distante do homem.
Eliú
Sofrimento e provação.

Comentários:
INTRODUÇÃO
 
O ENSINO DO SENHOR, MUITAS VEZES, PASSA PELA CORREÇÃO E PELO SOFRIMENTO PARA PRODUZIR EM NÓS UM PESO ETERNO DE GLÓRIA 2 Co 4.17 =  “Por que o justo tem de sofrer?” 
LEVE... TRIBULAÇÃO... PESO ETERNO DE GLÓRIA. As aflições e as privações suportadas na vida dos que permanecem fiéis a Cristo, são leves em comparação com a abundância de glória que temos em Cristo. Essa glória já está parcialmente presente, mas só no futuro será experimentada plenamente (cf. Rm 8.18). Quando alcançarmos a nossa herança no céu, poderemos dizer que as tribulações mais severas não eram nada em comparação com a glória do estado eterno. Não devemos, portanto, desesperar-nos, perder a esperança, nem deixar nossa fé diminuir, em meio aos nossos problemas.


I. QUEM FOI ELIÚ
1. Eliú, filho de Baraquel. 
De onde vinha Eliú? - Eliú, filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão (Jó 32.2)
Qual sua Idade? O mais novo entre os amigos de Jó: - Eliú, porém, esperou para falar a Jó, porquanto tinham mais idade do que ele. (Jó 32.4)
Por que Eliú decidiu falar? - Falou porque os outros se calaram: - Vendo, pois, Eliú que já não havia resposta na boca daqueles três homens, a sua ira se acendeu. (Jó 32.5)
2. Eliú, o teólogo.
Jó 32.2 ELIÚ. Um novo conselheiro, Eliú, surge agora na narrativa. Até aqui tinha evitado expressar sua opinião, porque era mais jovem do que os outros (v. 4). Ele estava seguro que conhecia as causas do sofrimento de Jó e que podia instruí-lo quanto à atitude certa que deveria manter diante de Deus. O discurso de Eliú difere dos três primeiros conselheiros, ao salientar que o sofrimento pode ser uma misericordiosa correção divina para iluminar a alma (33.30) e dar lugar a uma comunhão mais profunda com Deus (36.7-10). Eliú, todavia, como os demais conselheiros, julgava 
que Jó pecara, e por isso merecia o seu sofrimento.
Jó 32.8 HÁ UM ESPÍRITO NO HOMEM. Apesar de Eliú alegar que tinha discernimento espiritual da parte de Deus (cf. 33.4), isso não quer dizer que suas declarações e teologia sejam infalíveis. Algumas apresentam muito discernimento; outras estão aquém da revelação bíblica.
33.9 LIMPO ESTOU, SEM TRANSGRESSÃO. Eliú declarou, falsamente, que Jó dizia ter perfeição moral, i.e., que não falhara em toda a sua vida. Jó nunca afirmou que era impecável (ver 13.26), mas tão-somente que tinha seguido os caminhos do Senhor de todo o coração, e que não se recordava de ter cometido uma transgressão tão grave que merecesse um castigo tão severo (27.5,6; 31.1-40).
34.37 AO SEU PECADO ACRESCENTA A TRANSGRESSÃO. Eliú julgava que Jó, ao levantar questionamentos e queixumes contra Deus (19.6; 27.2), demonstrava rebelião aberta contra Deus. Apesar de Jó ter errado gravemente nas suas queixas contra Deus, seu coração estava firme nEle como seu Senhor (19.25-27; 23.8-12; 27.1-6). No seu zelo de isentar a Deus de qualquer culpa, Eliú não compreendeu plenamente a necessidade de Jó expressar seus sentimentos mais profundos diante de Deus (cf. Sl 42.9; 43.2).
35.6 SE PECARES, QUE EFETUARÁS CONTRA ELE? Eliú cria que Deus está tão distanciado de nós (v. 5), que nossos pecados ou retidão não têm efeito sobre Ele. (1) A concepção de Eliú é errônea. A Bíblia revela que Deus sente emoções. Ele pode sentir mágoa quando o ser humano rejeita o seu amor. Quando lhe desobedecem e pecam, Ele sente profundo pesar (Gn 6.6; Sl 78.40; Lc 19.41-44; Ef 4.30). (2) Quando, porém, o povo de Deus com fidelidade o segue em amor, obediência e lealdade, Ele muito se agrada (2 Co 9.7). Deus cuida dos seus com sentimento 
profundo, e os acolhe nos seus braços como um pastor (Is 40.11) e os ama com uma ternura maior do que a de uma mãe (Is 49.15). Note a expressão maravilhosa da benignidade de Deus registrada por Isaías: "Em toda a angústia deles foi ele angustiado, e o Anjo da sua presença os salvou; pelo seu amor e pela sua compaixão, ele os remiu e os tomou, e os conduziu todos os dias da Antigüidade" (Is 63.9; cf. Is 53; Hb 4.14,15).
II. A TEOLOGIA DE ELIÚ
Diferente dos outros amigos de Jó, Eliú enxerga mais distante. A avaliação de Eliú é tão contundente que se confunde com o comentário de DEUS a Jó, dizendo-lhe que sua provação será recompensada com sua consoloção e crescimento espiritual.
1. A teologia da prova. A prova é a avaliação da fé, é a alegria da conquista da guerra espiritual.
2. A pedagogia da prova. Na provação se aprende com DEUS a sofre sem murmurar e sem desvanecer, pois no fim seremos sempre mais do que vencedores por aquele que nos amou: JESUS CRISTO.

III. TODOS SOMOS PROVADOS POR DEUS
Que homem de Deus ainda não foi provado?  Todos os servos de DEUS são provados de alguma forma, seja no lar, no trabalho, no lazer ou na hora da angústia ou na hora da alegria, na hora da abastança ou na hora das dificuldades financeiras.
1. A medida da prova. DEUS não nos deixa ser provados além do que podemos suportar.
2. A prova que consola. No final da prova encontramos um DEUS misericordios e cheio de amor que nos consola e nos premia por buscá-lo mesmo nas horas da angústia e dor.
 
Resumo geral da participação de Eliú:
I. O primeiro discurso de Eliú (32:1 - 33:33)
A. Eliú é estimulado a entrar na discussão (32:1-5).
1. Há uma pausa no debate porque os amigos evidentemente sentem a inutilidade de responder a Jó, e este terminou sua defesa.
2. É nos apresentado Eliú, que não tinha sido mencionado anteriormente no livro, mas que, obviamente, ouviu a conversa entre Jó e seus amigos.
3. Em consideração à idade avançada dos três amigos e de Jó, Eliú tem permanecido calado, mas agora sua ira se acendeu contra todos os quatro.
a. Sua ira contra Jó foi porque Jó estava mais interessado em justificar-se do que em afirmar a justiça de Deus (v. 2).
b. Sua ira contra os amigos foi porque eles tinham condenado Jó quando não tinham uma resposta para o dilema dele (vs. 3, 5).
B. Eliú explica sua intervenção na discussão (32:6-14).
1. Ele tinha-se contido para não entrar na discussão até que a "idade" tivesse falado, mas tinha ficado óbvio que idade não garante sabedoria (vs. 6-9).
2. Ele tinha ouvido atentamente as palavras dos amigos, mas eles não tinham convencido Jó e ele os alerta do erro em afirmar que somente Deus poderia responder a Jó (vs. 10-13).
3. Eliú não usará os argumentos ineficazes deles (v. 14).
C. Eliú declara sua ansiedade por falar (32:15-22).
1. Ele nota o silêncio dos amigos e então afirma: "...declararei minha opinião" (vs. 15-17).
2. Ele compara sua ansiedade por falar com a pressão do vinho que está fermentando e não tem como liberar os gases produzidos (vs. 18-20).
3. Ele exprime sua intenção de não mostrar nenhuma parcialidade, nem de lisonjear (vs. 21-22).
D. Eliú anima Jó a ouvir e responder, se puder (33:1-7).
1. Ele afirma a veracidade do que está dizendo (vs. 1-3).
2. Ele também recorda a Jó sua simples humanidade para com ele, indicando que não o aterrorizará ou o pressionará, como Jó acusou Deus de fazer (vs. 5-7; veja 9:34; 13:21; 23:15).
E. Eliú cita as declarações de Jó (33:8-11).
F. Eliú responde aos clamores de Jó (33:12-30).
1. Parece que Eliú primeiramente castiga Jó porque ele havia sugerido que Deus precisava explicar seus atos; Deus não precisa prestar contas ao homem (vs. 12-13).
2. Eliú afirma, contudo, que Deus de fato fala ao homem com o propósito de instruí-lo (vs. 14-18).
3. Eliú sugere que Deus também usa a dor para castigar e ensinar os homens (vs. 19-30).
a. A aflição de um homem é descrita. A descrição realmente se ajusta ao caso de Jó muito bem (vs. 19-22).
b. Deus mostra sua graça revelando ao homem aflito a razão de seu sofrimento e preservando o homem da morte (vs. 23-26).
c. O homem castigado por Deus e arrependido confessará seus pecados, ao reconhecer a misericórdia de Deus (vs. 27-28).
G. Eliú encoraja novamente Jó a ouvi-lo e a respondê-lo se puder (33:31-33).
 
II. O segundo discurso de Eliú (34:1-37)
A. Eliú apela aos seus ouvintes para que raciocinem com ele (vs. 1-4).
B. Eliú cita as queixas de Jó (vs. 5-9).
1. Jó afirmou sua inocência e acusou Deus de injustiça (vs. 5-6).
2. Eliú mantém que, por suas palavras, Jó juntou-se à companhia dos ímpios (vs. 7-9).
C. Eliú afirma a justiça de Deus (vs. 10-30).
1. É impensável que o Todo-Poderoso cometesse iniquidade; ele recompensa os homens de acordo com suas obras (vs. 10-12).
2. Deus age, de fato, maliciosamente? Se Deus agisse egoistamente, pensando somente em si, o homem pereceria rapidamente porque o homem depende em todos os momentos da bondade de Deus (vs. 13-15).
3. Eliú indica a inconveniência de questionar a justiça de Deus (vs. 16-18).
4. Deus não mostra parcialidade; o rico e o pobre são ambos sua criação (vs. 19-20).
5. Eliú declara que os ímpios não estão escondidos de Deus e que ele os aniquila (21-28). Ele também tem compaixão dos aflitos.
6. Ninguém é capaz de resistir ao seu julgamento (vs. 29-30).
D. Deus não está sujeito ao homem. Parece que Eliú está tentando fazer com que Jó veja que Deus não tem que se comportar segundo os termos dos homens (vs. 31-33).
E. Eliú acusa Jó de impiedade (vs. 34-37).
1. Eliú afirma que tem o apoio dos sábios em sua apreciação da conduta de Jó (vs. 34-35).
2. Eliú acredita que Jó tem falado como ímpio e deverá ser punido como tal (vs. 36).
3. Ele acusa Jó de rebelião e irreverência para com Deus (vs. 37; veja 27:2).
 
I. O terceiro discurso de Eliú (35:1-16)
A. Eliú cita as queixas de Jó (35:1-3).
1. A citação no versículo 2 ("Maior é a minha justiça do que a de Deus?") não parece ser uma citação real de Jó, mas antes a percepção de Eliú da opinião de Jó.
2. Enquanto a citação no versículo 3 também não parece ser uma citação palavra por palavra, ela parece conter o sentido das palavras de Jó em 9:28-31.
B. Eliú replica às alegações de Jó (35:4-8).
1. A referência a "amigos" (v. 4) provavelmente significa outros com a atitude de Jó , antes que seus três amigos Elifaz, Bildade e Zofar.
2. Ele chama a atenção de Jó para o fato de que um Deus transcendente não é afetado (ajudado ou atingido) nem pela justiça do homem nem pela impiedade (vs. 5-7).
3. Eliú não parece estar dizendo que Deus é indiferente ao comportamento do homem (veja 36:5-15).
4. Outros homens são afetados pelo comportamento de um homem (v. 8).
C. Eliú explica porque Deus deixa de aliviar algum sofrimento (35:9-13).
1. Os oprimidos clamam (v. 9), mas Deus não responde (v. 12).
2. Eliú sugere que a razão porque Deus não responde é porque aqueles que clamam freqüentemente o fazem sem intenção de reconhecer a soberania de Deus ou glorificá-lo, pois são muito orgulhosos (vs. 10-12).
D. Eliú repreende Jó (35:14-16).
1. Eliú observa Jó dizer que apresentou seu caso e não pode encontrar Deus para ouvi-lo. Eliú aconselha-o a ser paciente, porque Deus conhece sua situação e agirá (v. 14).
2. Jó disse que ansiava por um encontro face a face com Deus para apresentar seu caso (por exemplo, 23:3-5).
3. Eliú afirma que Jó, porque Deus não agiu rapidamente, entregou-se a conversa vã e tola (vs. 15-16).
 
II. A conclusão de Eliú (36:1 - 37:24)
A. Eliú reafirma a justiça de Deus (36:1-15).
1. Eliú roga paciência de Jó porque tem mais o que dizer (vs. 1-4). Se Eliú estiver falando de si mesmo no versículo 4, como parece provável, sua arrogância é um tanto irresistível (contudo, veja 37:16 que fala de Deus).
2. Eliú apoia sua afirmação da justiça de Deus descrevendo-a.
a. Ele exalta os justos e deserda os ímpios (vs. 6-7).
b. Se os justos de fato sofrem, sua dor é disciplinar por natureza. Se eles gozarem de prosperidade ou perecerem no futuro, depende deles receberem adequadamente o castigo de Deus (vs. 8-12; observe o mesmo argumento em 33:14-30).
3. Eliú descreve aqueles que não se converterão de seu pecado e retrata o seu fim (vs. 13-15).
a. Observe a similaridade entre o discurso de Eliú aqui e o de Elifaz (cap. 15).
b. "Prostitutos cultuais" é provavelmente uma referência a prostitutos masculinos do templo. É também provável que estes indivíduos fossem homossexuais (veja 1 Reis 14:24; Deuteronômio 23:17).
B. Eliú acautela Jó (36:16-25).
1. Eliú aplica os princípios que acaba de notar a Jó como uma explicação para o sofrimento contínuo de Jó (vs. 16-17).
2. Ele adverte Jó para que sua precipitação não faça com que Deus o destrua subitamente, lembrando que ele, Jó, não poderia impedir tal julgamento (vs. 18-19).
3. Eliú admoesta Jó a escolher suportar seu sofrimento do que voltar-se, em seu desencorajamento, para a iniqüidade (vs. 20-21).
4. Eliú continua advertindo Jó, asseverando implicitamente que ninguém tem direito a ensinar ou admoestar Deus (vs. 22-23).
5. A resposta adequada do homem a Deus é magnificá-lo (vs. 24-25).
C. Eliú ilustra a grandeza e o poder de Deus (36:26 - 37:13).
1. Eliú chama a atenção de Jó para a obra de Deus na natureza, particularmente para o seu domínio do tempo (nuvens, trovão, neve, chuva, vento, etc.).
a. Ele menciona diversos propósitos por trás dos atos de Deus: julgamento ou correção (36:31; 37:13); provisão de alimento (36:31); misericórdia (37:13).
b. Por diversas das suas afirmações (por exemplo, 36:29; 37:5, 7), torna-se aparente que o propósito de Eliú é impressionar Jó com a impotência do homem comparada com o poder de Deus.
2. Em minha opinião, Eliú sustenta belamente e com sucesso sua proposição, "Deus é grande" (36:26).
D. Eliú desafia Jó (37:14-24).
1. Ligado com a parte anterior, Eliú faz a Jó um número de perguntas destinadas ou a mostrar sua incapacidade para entender os atos de Deus ou a impotência de Jó diante de Deus (vs. 14-18).
2. Eliú, com uma ponta de zombaria, pergunta a Jó o que os homens deveriam dizer a Deus. Ele então, afirma que, para os homens falarem ignorantemente seria convidar a destruição, algo que Eliú não deseja fazer (vs. 19-20).
3. Eliú fala da inacessibilidade a Deus, mas afirma que o homem pode confiar em que ele seja justo e que, como resultado, os homens o reverenciem.
4. Eliú afirma que Deus não olha aqueles que são "sábios em seu próprio entendimento". Pode ser que Eliú fez esta afirmação tendo Jó em mente.
 
 
CONCLUSÃO
Jesus Cristo, embora verdadeiro Deus, foi submetido às mais insuportáveis provas. 
O SOFRIMENTO DOS JUSTOS
Jó 2.7,8 “Então, saiu Satanás da presença do SENHOR e feriu a Jó de uma chaga maligna, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. E Jó, tomando um pedaço de telha para raspar com ele as feridas, assentou-se no meio da cinza.”
A fidelidade a Deus não é garantia de que o crente não passará por aflições, dores e sofrimentos nesta vida (ver At 28.16 nota). Na realidade, Jesus ensinou que tais coisas poderão acontecer ao crente (Jo 16.1-4,33; ver 2Tm 3.12 nota). A Bíblia contém numerosos exemplos de santos que passaram por grandes sofrimentos, por diversas razões e.g., José, Davi, Jó, Jeremias e Paulo. 
POR QUE OS CRENTES SOFREM? São diversas as razões por que os crentes sofrem. 
(1) O crente experimenta sofrimento como uma decorrência da queda de Adão e Eva. Quando o pecado entrou no mundo, entrou também a dor, a tristeza, o conflito e, finalmente, a morte sobre o ser humano (Gn 3.16-19). A Bíblia afirma o seguinte: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5.12; ver nota). Realmente, a totalidade da criação geme sob os efeitos do pecado, e anseia por um novo céu e nova terra (Rm 8.20-23; 2Pe 3.10-13). É nosso dever sempre recorrermos à graça, fortaleza e consolo divinos (cf. 1Co 10.13). 
(2) Certos crentes sofrem pela mesma razão que os descrentes sofrem, i.e., conseqüência de seus próprios atos (ver o estudo A PROVIDÊNCIA DIVINA). A lei bíblica “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7) aplica-se a todos de modo geral. Se guiarmos com imprudência o nosso automóvel, poderemos sofrer graves danos. Se não formos comedidos em nossos hábitos alimentares, certamente vamos ter graves problemas de saúde. É nosso dever sempre proceder com sabedoria e de acordo com a Palavra de Deus e evitar tudo o que nos privaria do cuidado providente de Deus.
(3) O crente também sofre, pelo menos no seu espírito, por habitar num mundo pecaminoso e corrompido. Por toda parte ao nosso redor estão os efeitos do pecado. Sentimos aflição e angústia ao vermos o domínio da iniqüidade sobre tantas vidas (ver Ez 9.4; At 17.16; 2Pe 2.8 nota). É nosso dever orar a Deus para que Ele suplante vitoriosamente o poder do pecado.
(4) Os crentes enfrentam ataques do diabo. (a) As Escrituras claramente mostram que Satanás, como “o deus deste século” (2Co 4.4), controla o presente século mau (ver 1Jo 5.19 nota; cf. Gl 1.4; Hb 2.14). Ele recebe permissão para afligir crentes de várias maneiras (cf. 1Pe 5.8,9). Jó, um homem reto e temente a Deus, foi atormentado por Satanás por permissão de Deus (ver principalmente Jó 1—2). Jesus afirmou que uma das mulheres por Ele curada estava presa por Satanás há dezoito anos (cf. Lc 13.11,16). Paulo reconhecia que o seu espinho na carne era “um mensageiro de Satanás, para me esbofetear” (2Co 12.7). À medida em que travamos guerra espiritual contra “os príncipes das trevas deste século” (Ef 6.12), é inevitável a ocorrência de adversidades. Por isso, Deus nos proveu de armadura espiritual (Ef 6.10-18; ver 6.11 nota) e armas espirituais (2Co 10.3-6). É nosso dever revestir-nos de toda armadura de Deus e orar (Ef 6.10-18), decididos a permanecer fiéis ao Senhor, segundo a força que Ele nos dá. (b) Satanás e seus seguidores se comprazem em perseguir os crentes. Os que amam ao Senhor Jesus e seguem os seus princípios de verdade e retidão serão perseguidos por causa da sua fé. Evidentemente, esse sofrimento por causa da justiça pode ser uma indicação da nossa fiel devoção a Cristo (ver Mt 5.10 nota). É nosso dever, uma vez que todos os crentes também são chamados a sofrer perseguição e desprezo por causa da justiça, continuar firmes, confiando naquele que julga com justiça (Mt 5.10,11; 1Co 15.58; 1Pe 2.21-23). 
(5) De um ponto de vista essencialmente bíblico, o crente também sofre porque “nós temos a mente de Cristo” (ver 1Co 2.16 nota). Ser cristão significa estar em Cristo, estar em união com Ele; nisso, compartilhamos dos seus sofrimentos (ver 1Pe 2.21 nota). Por exemplo, assim como Cristo chorou em agonia por causa da cidade ímpia de Jerusalém, cujos habitantes se recusavam a arrepender-se e a aceitar a salvação (ver Lc 19.41 nota), também devemos chorar pela pecaminosidade e condição perdida da raça humana. Paulo incluiu na lista de seus sofrimentos por amor a Cristo (2Co 11.23-32; ver 11.23 nota) a sua preocupação diária pelas igrejas que fundara: “quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me abrase?” (2Co 11.29). Semelhante angústia mental por causa daqueles que amamos em Cristo deve ser uma parte natural da nossa vida: “chorai com os que choram” (Rm 12.15). Realmente, compartilhar dos sofrimentos de Cristo é uma condição para sermos glorificados com Cristo (Rm 8.17). É nosso dever dar graças a Deus, pois, assim como os sofrimentos de Cristo são nossos, assim também nosso é o seu consolo (2Co 1.5). 
(6) Deus pode usar o sofrimento como catalizador para o nosso crescimento ou melhoramento espiritual. (a) Freqüentemente, Ele emprega o sofrimento a fim de chamar a si o seu povo desgarrado, para arrependimento dos seus pecados e renovação espiritual (ver o livro de Juízes). É nosso dever confessar nossos pecados conhecidos e examinar nossa vida para ver se há alguma coisa que desagrada o Espírito Santo. (b) Deus, às vezes, usa o sofrimento para testar a nossa fé, para ver se permanecemos fiéis a Ele. A Bíblia diz que as provações que enfrentamos são “a prova da vossa fé” (Tg 1.3; ver 1.2 nota); elas são um meio de aperfeiçoamento da nossa fé em Cristo (ver Dt 8.3 nota; 1Pe 1.7 nota). É nosso dever reconhecer que uma fé autêntica resultará em “louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo” (1Pe 1.7). (c) Deus emprega o sofrimento, não somente para fortalecer a nossa fé, mas também para nos ajudar no desenvolvimento do caráter cristão e da retidão. Segundo vemos nas cartas de Paulo e Tiago, Deus quer que aprendamos a ser pacientes mediante o sofrimento (Rm 5.3-5; Tg 1.3). No sofrimento, aprendemos a depender menos de nós mesmos e mais de Deus e da sua graça (ver Rm 5.3 nota; 2Co 12.9 nota). É nosso dever estar afinados com aquilo que Deus quer que aprendamos através do sofrimento. (d) Deus também pode permitir que soframos dor e aflição para que possamos melhor consolar e animar outros que estão a sofrer (ver 2Co 1.4 nota). É nosso dever usar nossa experiência advinda do sofrimento para encorajar e fortalecer outros crentes.
(7) Finalmente, Deus pode usar, e usa mesmo, o sofrimento dos justos para propagar o seu reino e seu plano redentor. Por exemplo: toda injustiça por que José passou nas mãos dos seus irmãos e dos egípcios faziam parte do plano de Deus “para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento” (Gn 45.7; ver o estudo A PROVIDÊNCIA DIVINA. O principal exemplo, aqui, é o sofrimento de Cristo, “o Santo e o Justo” (At 3.14), que experimentou perseguição, agonia e morte para que o plano divino da salvação fosse plenamente cumprido. Isso não exime da iniqüidade aqueles que o crucificaram (At 2.23), mas indica, sim, como Deus pode usar o sofrimento dos justos pelos pecadores, para seus próprios propósitos e sua própria glória.
O RELACIONAMENTO DE DEUS COM O SOFRIMENTO DO CRENTE. 
(1) O primeiro fato a ser lembrado é este: Deus acompanha o nosso sofrer. Satanás é o deus deste século, mas ele só pode afligir um filho de Deus pela vontade permissiva de Deus (cf. 1—2; ver o estudo A PROVIDÊNCIA DIVINA, e A VONTADE DE DEUS). Deus promete na sua Palavra que Ele não permitirá sermos tentados além do que podemos suportar (1Co 10.13). 
(2) Temos também de Deus a promessa que Ele converterá em bem todos os sofrimentos e perseguições daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos (ver Rm 8.28 nota). José verificou esta verdade na sua própria vida de sofrimento (cf. Gn 50.20), e o autor de Hebreus demonstra como Deus usa os tempos de apertos da nossa vida para nosso próprio crescimento e benefício (ver Hb 12.5 nota). (3) Além disso, Deus promete que ficará conosco na hora da dor; que andará conosco “pelo vale da sombra da morte” (Sl 23.4; cf. Is 43.2).
VITÓRIA SOBRE O SOFRIMENTO PESSOAL. Se você está sob provações e aflições, que deve fazer para triunfar sobre tal situação? 
(1) Primeiro: examinar as várias razões por que o ser humano sofre (ver seção 1, supra) e ver em que sentido o sofrimento concerne a você. Uma vez identificada a razão específica, você deve proceder conforme o contido em “É nosso dever”. 
(2) Creia que Deus se importa sobremaneira com você, independente da severidade das suas circunstâncias (ver Rm 8.36 nota; 2Co 1.8-10 nota; Tg 5.11 nota; 1Pe 5.7 nota). O sofrimento nunca deve fazer você concluir que Deus não lhe ama, nem rejeitá-lo como seu Senhor e Salvador. 
(3) Recorra a Deus em oração sincera e busque a sua face. Espere nEle até que liberte você da sua aflição (ver Sl 27.8-14; 40.1-3; 130). 
(4) Confie que Deus lhe dará a graça para suportar a aflição até chegar o livramento (1Co 10.13; 2Co 12.7-10). Convém lembrar de que sempre “somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8.37; Jo 16.33). A fé cristã não consiste na remoção de fraquezas e sofrimento, mas na manifestação do poder divino através da fraqueza humana (ver 2Co 4.7 nota). 
(5) Leia a Palavra de Deus, principalmente os salmos de conforto em tempos de lutas (e.g., Sl 11; 16; 23; 27; 40; 46; 61; 91; 121; 125; 138). 
(6) Busque revelação e discernimento da parte de Deus referente à sua situação específica — mediante a oração, as Escrituras, a iluminação do Espírito Santo ou o conselho de um santo e experiente irmão. 
(7) Se o seu sofrimento é de natureza física, atente para os passos expostos no estudo A CURA DIVINA.
(8) No sofrimento, lembre-se da predição de Cristo, de que você terá aflições na sua vida como crente (Jo 16.33). Aguarde com alegria aquele ditoso tempo quando “Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor” (Ap 21.4). 

Pedagogia
Estudo teórico ou prático das questões da educação. Arte de instruir, ensinar ou educar. 

Questionário de Ev.Luiz Henrique www.henriqueestudos.cjb.net 
Texto Áureo:
1- O que o Senhor faz ao justo?
(     ) O castiga     (     ) O amaldiçoa     (      ) Não deixa que seja provado     (     ) O prova
2- A quem o Senhor aborrece?
(     ) Ao Pobre e ao humilde     (      ) Ao ìmpio e ao que ama a violência     (     ) Ao Justo e ao Santo
Verdade Prática:
3-  DEUS, quando nos prova conhece ou desconhece nossa estrutura?
(     ) Conhece     (     ) Desconhece     (     ) Mais ou Menos
4- Complete:
DEUS nos prova para que venhamos a nos _________________melhor, e a fim de que  ____________________
na graça e no ________________________________de nosso Senhor __________________________________.
Introdução:
5-Por que o jovem teólogo Eliú, resolve falar?
(     ) Porque foi perguntado sua opnião     (     ) Porque foi forçado     (     ) Porque Jó e seus amigos acabaram seua argumentos.
Tópico I - Quem foi Eliú?
6- Quem possui maior biografia (escritos a seu respeito de sua genealogia), no livro de Jó?
(     ) Jó     (     ) Elifaz     (     ) Zofar     (     ) Eliú     (     ) Bildade
7- De qual península provinha Eliú?
(     ) Arábica     (     ) Ibérica     (     ) Africana
8- O que significa o nome Eliú?
(     ) DEUS te proteja     (     ) DEUS é bom     (     ) Ele é o nosso DEUS     (     ) Ele é o nosso Salvador
9- Com qual discurso o de Eliú se parece e quase se confunde?
(     ) Com o de DEUS     (      ) Com o de Elifaz     (     ) Com o de Jó
10- Além de Jó e de Moisés, quem mais podemos citar como provável autor do livro de Jó?
(     ) Abraão     (     ) Jacó      (     ) Eliú     (     ) Salomão     (      ) Elifaz
Tópico II - A Teologia de Eliú:
11- De que maneira a teologia de Eliú fora comentada antes pelos amigos de Jó?
(     ) Como uma boa teologia     (      ) Com desprezo     (     ) Não foi comentada por ninguém
12- Eliú queria que Jó continuasse a passar pela tribulação ou que DEUS a terminasse o mais rápido possível?
(     ) Que Continuasse     (     ) Que parasse     (     ) Que nunca tivesse acontecido
13- O que está escondido por detrás de todo cadinho e de todo o crisol (provação) dos Justos?
(     ) Muita Tristeza     (      ) Uma sensação de abandono de DEUS     (     ) Um grande, maravilhoso e insondável propósito de DEUS
14- O que Jó haveria de compreender por intermédio daquela prova pela qual passava?
(     ) Que ele era Justo e estava se encaminhando para a perfeição     (     ) Que ele era injusto e que caminhava para a perfeição
15- Como eram os argumentos apresentados pelos outros tres amigos de Jó?
(     ) Simples e práticos     (     ) Bons e Difíceis     (     ) Simplórios e inconcistentes
16- O que é reconhecido por Jó mais tarde, após ter ouvido o monólogo do Senhor?
(     ) Reconheceu que era Injusto     (     ) Reconheceu que era um santo sem defeitos     
(     ) Reconheceu sua imperfeição quanto ao seu relacionamento com o Todo poderoso
17- Quem é que sabe educar-nos através de provações?
(     ) Nossos amigos     (     ) DEUS     (     ) Nós mesmos
Tópico III - Todos Somos Provados Por DEUS
18- De Quais maneiras o homem é provado por DEUS?
(     ) Atravéz de sua Oração      (     ) Atravéz de sua Obediência e temperamento     (     ) Atravéz de suas ofertas
19- De que maneira DEUS nos administra as provas?
(     ) De maneira que venhamos a alcançar a medida de perfeitos varões     (     ) De maneira simples e sem tribulações
20- Quais tipos de pessoas DEUS levanta para que sejamos fortalecidos na fé?
Santos e Anjos     (     ) Heróis e mártires     (     ) Amigos e Inimigos
21 - Complete:
Até mesmo na ________________ o Senhor nos surpreende com a sua __________________.
22- Como é a tribulação do crente?
(     ) Consola e conforta     (     ) Entristece e magoa     (     ) Anima e mima
Conclusão:
Quem foi submetido às maiores  e insurpotáveis provas?
(     ) Jó     (     ) Adão     (     ) Moisés     (     ) JESUS     (     ) Abraão
Quem é o nosso perfeitíssimo representante e medianeiro junto ao Pai Celeste, que nos diz: "No mundo tereis aflições; tende bom ânimo: eu venci o mundo" (Jo 16.33)?
(     ) Jó    (     ) JESUS     (     ) Abraão     (     ) Moisés     (     ) Adão 
 
 
Questionário da Revista:
1. Quem foi Eliú?
R. _______________________________________________________________________ 
2. Como definir a teologia de Eliú?
R. _______________________________________________________________________
3. Por que Deus prova seus filhos?
R. _______________________________________________________________________ 
4. Qual a didática da prova de Deus?
R. ________________________________________________________________________
5. Em cada prova, você sai mais enriquecido espiritualmente?
R. ________________________________________________________________________


Fontes consultadas e alguns comentários inseridos:
1- CD Da CPAD, Revista e Bíblia BEP, Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
2- Livro Jó - Claudionor De Andrade - CPAD - www.cpad.com.br 
3- Introdução e Comentários de Francis I.Andersen - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - S.Paulo - SP
2º Impressão 05/1996  -  http://www.vidanova.com.br/ 


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