1º Semestre de 2003 - O sofrimento dos justos e o seu propósito -
Pr. Claudionor de Andrade
Lição 6 - O Lugar Do Diabo Na
Provação De Jó - 09/02/2003
Texto Áureo:
Hb 2.14 14 E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas
coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo,
PARTICIPAM DA CARNE E DO SANGUE. Porque aqueles que Jesus veio redimir são carne
e sangue (i.e., são humanos), Ele também teve que tomar sobre si a natureza humana, pois
somente como ser humano genuíno Ele teria as qualificações para redimir a raça humana do
poder de Satanás. Cristo morreu para destruir o poder de Satanás sobre aqueles que crêem (cf. 1
Jo 3.8) e, para livrá-los do temor da morte (Ap 1.18), ao prometer-lhes a vida eterna com Deus (Jo
17.3; Ap 21-22).
Verdade Prática:
Não
podemos viver como se a nossa vida estivesse nas mãos do Diabo. Somente
DEUS tem o absoluto comando de todas as coisas.
Cl
1.16 porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam
tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele.17 E ele é antes de todas sas coisas, e todas as coisas subsistem por ele.
1.16 NELE FORAM CRIADAS TODAS AS COISAS. Paulo afirma a atividade criadora de Cristo.
(1) Todas as coisas, tanto as materiais quanto as espirituais, devem sua existência à obra de
Cristo como comparecerem agente ativo na criação (Jo 1.3; Hb 1.2).
(2) Todas as coisas
subsistem e são sustentadas por Ele (v. 17; Hb 1.3)
Leitura
Diária:
Segunda
Ef 4.27 Não devemos dar lugar ao Diabo
27
Não deis lugar ao diabo.
Dar lugar ao Diabo quer dizer se conformar com o
sistema mundano, é secularizar-se, é deixar a bíblia e se encher de
revistas, TV e outras sujeiras, como as páginas eróticas da internet.
Terça 1 Tm 3.6 A soberba é o pecado do Diabo
6
neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo.
A soberba tem haver com vontade de ser grande, de assumir o lugar de DEUS,
é receber elogios e adoração das pessoas, é se comportar como se você
fosse mais importante que todos.
Quarta Hb 2.14 Cristo veio aniquilar o império do Diabo
14
E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas,
para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo,
PARTICIPAM DA CARNE E DO SANGUE. Porque aqueles que Jesus veio redimir são carne
e sangue (i.e., são humanos), Ele também teve que tomar sobre si a natureza humana, pois
somente como ser humano genuíno Ele teria as qualificações para redimir a raça humana do
poder de Satanás. Cristo morreu para destruir o poder de Satanás sobre aqueles que crêem (cf. 1
Jo 3.8) e, para livrá-los do temor da morte (Ap 1.18), ao prometer-lhes a vida eterna com Deus (Jo
17.3; Ap 21-22).
Quinta Tg 4.7 O Diabo tem de ser resistido
7
Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
Sexta 1 Pe 5.8 O Diabo anda como leão
8
Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão,
buscando a quem possa tragar;
O DIABO, VOSSO ADVERSÁRIO. Quando o homem pecou, Satanás passou a ser o
dominador do mundo (Jo 12.31; 14.30; 16.11). Ele domina o mundo inteiro (1 Jo 5.19), percorre a
terra e comanda uma hoste de espíritos malignos, através dos quais ele escraviza e mantém
cativos os que estão sem Cristo (Ef 2.2). Somente o crente em Cristo está liberto do seu poder. Mesmo assim, como leão rugente, ele é uma ameaça aos crentes (Sl 22.13; Ez 22.25), e
procura destruí-los, especialmente por meio do sofrimento (vv. 8-10). Ele destruirá espiritualmente
todo aquele que abandona a proteção de Deus. Através da nossa fé no sangue de Cristo (Ap
12.11), da nossa luta espiritual no Espírito (Ef 6.11-18) e nossas orações a Deus (Mt 6.13),
estamos plenamente equipados para derrotar as astutas ciladas de Satanás (Ef 6.11), resistir-lhe
e ficar firmes na fé (v. 9). Maior é o que está em vós do que o que está no mundo (1 Jo 4.4)
Sábado Ap 20.10 O Diabo será lançado no lago de fogo
10 E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso
profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.
O DIABO... LANÇADO NO LAGO DE FOGO. O poder de Satanás acabará então, pois
Deus o lançará no lago de fogo para todo o sempre (ver Is 14.9-17). Ali, ele não reinará, sendo
sempre atormentado, dia e noite, eternamente.
Leitura
Bíblica Em Classe:
JÓ 6.1-10
1Então, Jó respondeu e disse:2Oh! Se a minha mágoa
retamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa
balança!3Porque, na verdade, mais pesada seria do que a areia dos mares; por isso é que as minhas
palavras têm sido inconsideradas.4Porque as flechas do Todo-poderoso estão em mim, e o seu ardente veneno, o bebe o meu espírito;
os terrores de Deus se armam contra mim.5Porventura, zurrará o jumento montês junto à relva? Ou berrará o boi junto ao seu pasto?6
Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?7A minha alma recusa tocar em vossas palavras, pois são como a minha comida fastienta.8Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero!9E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e acabasse comigo!10Isto ainda seria a minha consolação e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele;
porque não repulsei as palavras do Santo.
A discussão entre Jó e seus amigos, a despeito
da sua forma poética artificial, tem a livre estrutura de um diálogo vivo.
Há poucos padrões de debate formal, e pouca resposta direta àquilo que
acaba de ser dito. Esta incoerência não somente injeta o realismo na com-
posição artística do versículo; além disto, serve a um propósito dramático.
O impacto emocional dos discursos é mais importante do que sua validez
racional. O abismo entre Jó e seus colegas é maior do que parece, porque são
extensas suas concordâncias teológicas formais.109 Concordam completamente
entre si na verdade suprema de que Deus é soberano. Em parte alguma de todo
o livro isto é questionado. Mesmo assim, o pensamento de Jó está num nível
diferente do deles, ainda que tenha a mesma expressão formal quando se
trata do caráter de Deus no Seu modo de lidar com os homens ou, mais
exatamente, com Jó.
Para sermos generosos com Elifaz, suponhamos que
sua repreensão fosse gentil, e não zombeteira. Mesmo assim, Jó é magoado
por ela. Sua resposta é uma tremenda explosão emocional. Defende a si
mesmo poderosamente, protestando contra a insinuação do seu amigo de que
deva haver, nalguma parte da sua vida, alguma falha que precisa de correção.
Jó insiste que suas palavras desenfreadas são plenamente justificadas
(6.2-7). Ainda deseja morrer (6.8-10); sua esperança de que seus amigos lhe
dessem refrigério foi desfeita, deixando-o ainda mais desesperado
(6.11-23). Desafia-os a serem diretos nas suas acusações (6.24-30).
Depois, volta para o tema da sorte infeliz do homem. A esperança pelo alívio
re- quer mais forças do que qualquer homem possui para suportar firme-
mente. A única saída é a morte, e quanto mais cedo melhor (7.1-10). Visto
que este remédio acha-se exclusivamente nas mãos de Deus, Jó volta-se
para Ele com maior paixão (7.11-21). Nas suas palavras de encerramento,
olha para dentro do abismo da dúvida, a pior tortura para a pessoa que ama
a Deus - precisa ter alguma medida de compreensão dos caminhos de Deus para
proteger sua mente contra o pensamento de que Deus não é justo.
2, 3. Jó não se acalma de forma alguma com
a repreensão de Elifaz. Este advertira a Jó contra as consequências
fatais de ira (ka'as, 5.2). Jó não somente confessa: minhas palavras foram
precipitadas; insiste que seu comportamento é justificado pelo peso
infinito da sua miséria. Usa a figura familiar da areia dos mares para
aquilo que é incomensurável.110
4. Jó está aterrorizado. A palavra
empregada no v. 4c, que não é a mesma para o verbo em 7.14, descreve a
armadura de Deus colocada em ordem de batalha contra ele. Esta figura de
Deus como um arqueiro (montado num carro) provavelmente remonte até às
guerras da Idade de Bronze Média. Aqui, é uma figura literária. É a
aparente inimizade de seu Deus que envenena seu espírito, como uma chuva
terrível de flechas.111 Dhorme (pág. 77) argumentou em prol do
envenenamento das pontas das flechas, baseado nas evidências clássicas,
mas Tur Sinai (pág. 116) rejeitou a idéia como sendo desconhecida no mundo
bíblico, de modo que nada mais do que a comparação das pontas das flechas
com dentes de serpentes esteja talvez envolvida. Pope (pág. 50) aceitou a
referência às flechas envenenadas como sendo autênticas, porém sem
paralelo. Desde então, Dahood aduziu mais exemplos bíblicos.112
5. 6. As perguntas são retóricas. Isto
é feito freqüentemente no discurso sapiencial a fim de ressaltar algum
absurdo. Há, freqüentemente, um significado oculto como na fileira de
perguntas enigmáticas em Amos 3.3-8. A comparação entre a conduta humana
e o comportamento dos animais freqüentemente é feita em tais provérbios.
Aquele que cuida dos animais sabe interpretar os seus sons; não fica
simplesmente nervoso. Jó também tem o direito de zurrar como o jumento
montês que está com fome, e de mugir como um boi faminto.
As perguntas no v. 6 zombam do discurso de
Elifaz como sendo insípido, como a comida sem sabor que pode causar náusea
se não for temperada. Como muitas máximas antigas, o significado era
lembrado depois da referência ter sido esquecida. Até mesmo na antiguidade
os estudiosos não sabiam a quais aumentos Jó estava se referindo. A
expressão familiar clara do ovo vem dos rabinos, e ainda tem muitos
apoiadores. Seu concorrente mais próximo, "a viscosidade do
beldroega," remonta a versões antigas, mas o vegetal exato cujo suco
(ou exudaçao) está em mente não foi identificado.113 Porque a palavra
"viscosidade" na sua única outra ocorrência, em l Samuel 21.13,
parece referir-se ao muco da boca ou do nariz de um louco, Tur Sinai (ad.
loc.) sugeriu "a saliva dos sonhos." Isto não tem muita relevância,
a não ser em antecipação do tema dos pesadelos que se destaca na parte
posterior deste discurso. O presente contexto exige algo que se come,
presumidamente familiar, a despeito de haver pouca atestação do nome. Pope
(pág. 51) argumenta em prol dalgum tipo de queijo fresco. A. R. Miliard
equiparou o heb.himwt comhilimitu nas Tábuas de Alalaque,114 que apóia o
argumento em prol de um vegetal comestível, mas ainda não identifica a espécie.
7. Aqui a consideração é resumida. Mais
uma vez, os pormenores causam dificuldade, especialmente na segunda linha.
O uso da NEB de "garganta" ao invés de alma ou
"apetite" é uma melhoria, mas sua proposta de "e meus
intestinos roncam com um som que ecoa" para o v. 7b demonstra que ainda
estamos longe da concordância quanto ao significado. O efeito geral dos w.
5-7, no entanto, fica claro, embora seja difícil achar sua conexão com os
w. 2-4. Visto que Jó está preocupado com Deus, e não com Elifaz, não é
certo que estas observações são um ataque contra o discurso recente do
seu amigo, conforme comumente se supõe, embora seja este o conteúdo dos w.
14-30, e o tema de "paladar" reapareça no fim.
8. 9. A esta altura Jó ora mais obviamente.
Foi encorajado a confiar seus problemas a Deus (5.8). Jó tem um só desejo,
já expresso no cap. 3. É morrer. Se Deus realmente fosse compassivo, o
esmagaria imediatamente (v. 9a). Ele poderia fazer isto com tão pouco esforço
quanto um tecelão cortaria um fio. O poder exclusivo de Deus sobre a vida e
a morte é tão completamente reconhecido que a idéia do suicídio como um
remédio para os males da vida nunca entra no livro de Jó, em contrapartida
com o antigo pessimista115 e o estóico posterior.116
O fato de que Jó fala acerca de Deus na
terceira pessoa não deve dar a impressão errada. Realmente, está orando,
e não falando a Elifaz. Semelhante convenção é comum ao dirigir-se com
respeito a um superior.
10. O texto é difícil, e nenhuma solução
está à vista. A ARA fez bem em reter uma tradução razoavelmente
literal. Jó não foi acusado de negar as palavras do Santo, a não ser que
sentiu na preleção de Elifaz uma sugestão de que Jó deve dalguma maneira
estar em falta. Se for assim, já está insistindo, conforme fará até o
fim, que não tem consciência de qualquer falta, e a linha é uma preparação
para o desafio no v. 24. Nestas condições. Deus deve à Jó a libertação
da sua agonia como uma homenagem à sua fidelidade. Infelizmente, o
significado da raiz sid ("exultar") é desconhecido.
Objetivos
1-Explicar o significado da palavra Satanás.
Adversário,
(Diabo = acusador), inimigo de nossas almas. Veio matar, roubar e destruir.
2-Enumerar as características do dualismo.
A principal é que
acreditam terem DEUS e o Diabo poderes iguais.
Introdução
I. O DIABO INTROMETE-SE NAS REGIÕES CELESTES
Não temos como saber se o encontro entre
DEUS e Satanás foi no céu, ou na terra ou mesmo no Sheol, na parte dos
Justos, ou seja, lugar dos que foram justificados por sua fé em um messias
que viria mais tarde para redimir a raça humana do pecado.
De qualquer forma vimos, através do livro
de Jó a ação maligna de Satanás em tentar denegrir a imagem do servo de
DEUS perante ELE, no intuito de destruir sua vida e seu testemunho perante
os povos de sua época.
Hoje
sabemos que Satanás age nas regiões celestes usando seus demônios (anjos
caídos, expulsos juntamente com Satanás, do céu). Seu intuito é impedir
a vinda do Salvador para arrebatar a Igreja, é persuadir aos servos de DEUS
ao pecado, é enganar as nações com falsas promessas, é matar, roubar e
destruir, e coisas dessa extirpe.
Ef
6.12 porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes
das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
HOSTES ESPIRITUAIS DA MALDADE. O cristão trava um conflito espiritual contra Satanás
e uma multidão de espíritos malignos (ver Mt 4.10).
(1) Os poderes das trevas são os governantes espirituais do mundo (Jo 12.31;
14.30; 16.11; 2 Co 4.4; 1 Jo 5.19), que incitam os ímpios (2.2), se opõem à vontade de Deus (Gn
3.1-7; Dn 10.12,13; Mt 13.38,39) e constantemente atacam os crentes (v. 12; 1 Pe 5.8).
(2) É uma
vasta multidão (Ap 12.4,7), altamente organizada em forma de império do mal, tendo categorias e
ordens (2.2; Jo 14.30)
1. Satanás calunia Jó diante de Deus.
Em duas ocasiões distintas, imiscui-se o Diabo no céu para desafiar a Deus quanto à fidelidade, à retidão e à postura de Jó (1.6; 2.1).
SATANÁS. Antes da morte e da ressurreição de Cristo, Satanás tinha acesso vez por outra
à presença de Deus, quando então questionava a sinceridade e retidão dos fiéis (ver 1.6-12; 2.1-6;
38.7; Ap 12.10). Por outro lado, a Bíblia não declara em nenhum lugar que Satanás tem acesso
direto a Deus na nova aliança (ver Mt 4.10 nota), embora ele continue acusando os crentes. O
crente pode eliminar essas acusações por meio do sangue de Cristo, de uma boa consciência e
da Palavra de Deus (cf. Mt 4.3-11; Tg 4.7; Ap 12.11). Nossa confiança é reforçada pelo fato de
termos como nosso Advogado perante o Pai o Senhor Jesus Cristo (1 Jo 2.1), que está à sua
destra, intercedendo por nós (Hb 7.25).
1.8 OBSERVASTE TU A MEU SERVO JÓ? A essa altura, o livro apresenta o conflito entre Deus
e o seu grande adversário, Satanás. Deus aqui repta Satanás a observar em Jó o triunfo da graça
e salvação divinas. Na vida deste seu servo fiel, Deus demonstrou que seu plano de redimir a raça
humana, do pecado e do mal, é exeqüível.
1.9 PORVENTURA, TEME JÓ A DEUS DEBALDE? Satanás reagiu ante a declaração de Deus,
de ser Jó um homem piedoso, e passou a acusar tanto a Jó quanto a Deus.
(1) Satanás
questionou os motivos de Jó e, portanto, a veracidade da sua retidão, afirmando que o amor que
Jó tinha a Deus era realmente egoísta e que ele adorava a Deus somente porque tirava proveito
disso. Satanás deixou claro que o amor que Jó tinha a Deus não era sincero.
(2) Satanás
insinuou, ainda, que Deus era ingênuo, que se deixara enganar, e que obtivera a devoção de Jó
mediante a concessão de bênçãos e suborno (vv. 10,11). Satanás concluiu que Deus tinha falhado
no seu propósito de reconciliar a raça humana consigo mesmo. Se Deus deixasse de proteger Jó,
e de lhe conceder riquezas, saúde e felicidade, ele (Jó) blasfemaria dEle na sua face! (v. 11).
1.10 CERCASTE. Posto que Satanás vem para roubar, matar e destruir (cf. Jo 10.10), Deus
coloca uma cerca de proteção em volta dos seus, para abrigá-los dos ataques de Satanás. Essa
"cerca" é qual "muro de fogo" espiritual, de proteção para os fiéis de Deus, de modo que Satanás
não possa atingi-los. "E eu, diz o SENHOR, serei para ela [Jerusalém] um muro de fogo em redor"
(Zc 2.5). (2) Todos os crentes que fielmente procuram amar a Deus e seguir a direção do Espírito
Santo têm o direito de pedir e de esperar que Deus mantenha esse muro de proteção ao seu redor
e de suas respectivas famílias.
1.11 TOCA-LHE EM TUDO QUANTO TEM, E VERÁS SE NÃO BLASFEMA DE TI NA TUA FACE! Nos
versículos 6-12 estão propostas as perguntas principais do livro. É possível o povo de
Deus amá-lo e servi-lo por causa daquilo que Ele é, e não apenas por causa das suas dádivas? O
justo pode manter sua fé em Deus e seu amor por Ele em meio a tragédias incompreensíveis e
sofrimentos imerecidos?
1.12 SOMENTE CONTRA ELE NÃO ESTENDAS A TUA MÃO. Deus permitiu a Satanás destruir
os bens e a família de Jó; porém, Ele fixou um limite até onde Satanás podia ir e não lhe
concedeu o poder de morte sobre Jó. Satanás lançou tempestades e pessoas violentas contra Jó
(vv. 13-19).
2. Jó envergonha o adversário. Acredito que, desde o dilúvio, não havia o tentador ainda se deparado com alguém tão íntegro e reto quanto Jó.
Sempre
DEUS levanta alguém que seja diferente dos outros homens e portanto
maleável e humilde o bastante para que possa usá-lo.
Satanás
sempre esteve na expectativa de quem seria o Messias prometido em Gn 3;
seria Abel? Seria Enoque? Seria Noé? Seria Sem? Seria Jó? Imagine quando
Davi matou o gigante Golias, que havia dito que aquele que vencesse aquela
batalha se tornaria escravo de Israel juntamente com todos os filisteus!!!!
Até mesmo quando o Messias chegou ficou na dúvida e ainda comemorou sua
vitória quando o matou na cruz do calvário, não sabia ele que DEUS havia
lhe armado uma "sataneira" (armadilha para se pegar satanás) para
que JESUS CRISTO se tornasse o vencedor nessa batalha por nossas
almas.
Mt
8.29 E eis que gritaram, dizendo: Que temos nós contigo, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos
antes do tempo?
Cl
3.14 e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o
na cruz;
VITÓRIA SOBRE O SOFRIMENTO PESSOAL. Se você está sob provações e aflições, que deve fazer para triunfar sobre tal
situação?
(1) Primeiro: examinar as várias razões por que o ser humano sofre (ver seção 1, supra) e
ver em que sentido o sofrimento concerne a você. Uma vez identificada a razão específica,
você deve proceder conforme o contido em
“É nosso dever”.
(2) Creia que Deus se importa sobremaneira com você, independente da severidade das
suas circunstâncias (ver Rm 8.36 nota; 2Co 1.8-10 nota; Tg 5.11 nota; 1Pe 5.7 nota). O
sofrimento nunca deve fazer você concluir que
Deus não lhe ama, nem rejeitá-lo como seu Senhor e Salvador.
(3) Recorra a Deus em oração sincera e busque a sua face. Espere nEle até que liberte
você da sua aflição (ver Sl 27.8-14; 40.1-3; 130).
(4) Confie que Deus lhe dará a graça para suportar a aflição até chegar o livramento
(1Co 10.13; 2Co 12.7-10). Convém lembrar de que sempre “somos mais do que
vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8.37; Jo 16.33). A fé cristã não consiste na
remoção de fraquezas e sofrimento, mas na manifestação do poder divino através da
fraqueza humana (ver 2Co 4.7 nota).
(5) Leia a Palavra de Deus, principalmente os salmos de conforto em tempos de lutas (e.g.,
Sl 11; 16; 23; 27; 40; 46; 61; 91; 121; 125; 138).
(6) Busque revelação e discernimento da parte de Deus referente à sua situação
específica — mediante a oração, as
Escrituras, a iluminação do Espírito Santo ou o conselho de um santo e experiente irmão.
(7) Se o seu sofrimento é de natureza física, atente para os passos expostos no estudo
da palavra de DEUS sobre A CURA DIVINA.
(8) No sofrimento, lembre-se da predição de Cristo, de que você terá aflições na sua vida
como crente (Jo 16.33). Aguarde com alegria aquele ditoso tempo quando “Deus limpará de
seus olhos toda lágrima, e não haverá mais
morte, nem pranto, nem clamor” (Ap 21.4).
II. JÓ TIRA SATANÁS DE CENA
Somente até o capítulo três se menciona
algo a respeito de Satanás e mesmo assim não é Jó que se aporta a ele
aqui. O inimigo de nossas almas é um derrotado e nós só temos que
aprender a vencer alguém que já está vencido.
O
inimigo deve ser vigiado, mas não exaltado como se faz em algumas
denominações por aí que até o entrevistam e lhe dão muito mais poder do
que realmente tem. Façamos como JESUS:
Mc
1.25 Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele.
Lc
4.35 Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele. E o demônio, tendo-o lançado por terra no meio do povo, saiu dele sem lhe fazer mal algum.
III. A ATITUDE DE JÓ NÃO ERA DUALISTA
Jó
não tinha duas caras, seu testemunho era impecável. Irrepreensível diante
de uma geração corrupta e imoral.
Muitos são os crentes que, inconscientemente, professam o dualismo.
Fl
2.15 para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre
a qual resplandeceis como astros no mundo;
GERAÇÃO CORROMPIDA E PERVERSA. Jesus e os apóstolos enfatizaram que o mundo
em que vivemos é uma "geração incrédula e perversa" (Mt 17.17; cf. 12.39; At 2.40). O povo deste
mundo tem mentalidade errada, valores distorcidos, critérios imorais de vida e rejeitam as normas
e padrões da Palavra de Deus. Os filhos de Deus devem separar-se do mundo e ser inculpáveis,
puros de coração e irrepreensíveis, a fim de proclamarem ao mundo perdido a gloriosa redenção
em Cristo (Cf. 1 Jo 2.15).
1. Deus é único.
O
abismo entre Jó e seus colegas é maior do que parece, porque são extensas
suas discordâncias teológicas formais. Concordam completamente entre si na
verdade suprema de que Deus é soberano. Em parte alguma de todo o livro
isto é questionado. Mesmo assim, o pensamento de Jó está num nível
diferente do deles, ainda que tenha a mesma expressão formal quando se
trata do caráter de Deus no Seu modo de lidar com os homens ou, mais
exatamente, com Jó.
A
esta altura Jó ora mais obviamente. Foi encorajado a confiar seus problemas
a Deus (5.8). Jó tem um só desejo, já expresso no cap. 3. É morrer. Se
Deus realmente fosse compassivo, o esmagaria imediatamente (v. 9a). Ele
poderia fazer isto com tão pouco esforço quanto um tecelão cortaria um
fio. O poder exclusivo de Deus sobre a vida e a morte é tão completamente
reconhecido que a idéia do suicídio como um remédio para os males da vida
nunca entra no livro de Jó, em contrapartida com o antigo pessimista e o
estóico posterior.O fato de que Jó fala acerca de Deus na terceira pessoa
não deve dar a impressão errada. Realmente, está orando, e não falando a
Elifaz. Semelhante convenção é comum ao dirigir-se com respeito a um
superior.
Jd
1.25 ao único Deus, Salvador nosso, por Jesus Cristo, nosso Senhor, seja glória e majestade, domínio e poder, antes de todos os
séculos, agora e para todo o sempre. Amém!
Mt
16.13 Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer a um e amar ao outro ou se há de chegar a um e
desprezar ao outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
Mt 6.24 Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não
podeis servir a Deus e a Mamom.
AS RIQUEZAS. No original é Mamom, um termo aramaico significando dinheiro ou outros
bens terrenos valiosos. Jesus deixou bem claro que uma pessoa não pode ao mesmo tempo
servir a Deus e às riquezas.
(1) Servir à riqueza é dar-lhe um valor tão alto que: (a) colocamos nela
nossa confiança e fé; (b) esperamos da parte dela nossa segurança máxima e felicidade; (c)
confiamos que ela garantirá o nosso futuro; e (d) a buscamos mais do que o reino de Deus e sua
justiça.
(2) Acumular riquezas é um trabalho tão envolvente, que logo passa a controlar a mente e
a vida da pessoa, até que a glória de Deus deixa de ter a primazia em nosso ser (Lc 16.13).
Mt 4.10 Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás,
porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás.
Satanás (do gr. satan, que significa adversário), foi antes um elevado anjo, criado
perfeito e bom. Foi designado como ministro junto ao trono de Deus, porém num certo tempo,
antes de o mundo existir, rebelou-se e tornou-se o principal adversário de Deus e dos homens (Ez
28.12-15).
(1) Satanás na sua rebelião contra Deus arrastou consigo uma grande multidão de
anjos das ordens inferiores (Ap 12.4) que talvez possam ser identificados (após sua queda) com
os demônios ou espíritos malignos. Satanás e muitos desses anjos inferiores decaídos foram banidos para a
terra e sua atmosfera circundante, onde operam limitados segundo a vontade permissiva de Deus.
(2) Satanás, também
chamado a serpente , provocou a queda da raça humana (Gn 3.1-6; ver 1 Jo 5.19).
(3) O
império do mal sobre o qual Satanás reina (12.26) é altamente organizado e exerce autoridade
sobre as regiões do mundo inferior, os anjos caídos (25.41; Ap 12.7), os homens perdidos (vv. 8,9;
Jo 12.31; Ef 2.2) e o mundo em geral (Lc 4.5,6; 2 Co 4.4; ver 1 Jo 5.19). Satanás não é
onipresente, onipotente, nem onisciente; por isso a maior parte da sua atividade é delegada a
seus inumeráveis demônios (8.28; Ap 16.13, 14; ver Jó 1.12).
(4) Jesus veio à terra a fim de
destruir as obras de Satanás (1 Jo 3.8), de estabelecer o reino de Deus e de livrar o homem do
domínio de Satanás (12.28; Lc 4.19; 13.16; At 26.18). Cristo, pela sua morte e ressurreição,
derrotou Satanás e ganhou a vitória final de Deus sobre ele (Hb 2.14).
(5) No fim da presente era,
Satanás será confinado ao abismo durante mil anos (Ap 20.1-3). Depois disso será solto, após o
que fará uma derradeira tentativa de derrotar a Deus, seguindo-se sua ruína final, que será o seu
lançamento no lago de fogo (Ap 20.7-10).
(6) Satanás atualmente guerreia contra Deus e seu povo
(Ef 6.11-18), procurando desviar os fiéis da sua lealdade a Cristo (2 Co 11.3) e fazê-los pecar e
viver segundo o sistema do mundo (cf. 2 Co 11.3; 1 Tm 5.15; 1 Jo 5.19). O cristão deve sempre
orar por livramento do poder de Satanás (6.13), para manter-se alerta contra seus ardis e
tentações (Ef 6.11), e resistir-lhe no combate espiritual, permanecendo firme na fé (Ef 6.10-18; 1
Pe 5.8,9)
2. A luta contra o Diabo.
Ef
6.12 porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes
das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade,
nos lugares celestiais.
O REINO DE DEUS
Mt 12.28: “Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado a
vós o Reino de Deus.”
A NATUREZA DO REINO. O reino de Deus (ou dos céus), no presente, significa Deus intervindo e predominando no mundo,
para manifestar seu poder, sua glória e suas prerrogativas contra o domínio de Satanás e a
condição atual deste mundo. Trata-se de algo além da salvação ou da igreja; é Deus
revelando-se com poder na execução de
todas as suas obras.
(1) O reino é antes de tudo uma demonstração do poder divino em ação. Deus
inicia seu domínio espiritual na terra, nos corações do seu povo e no meio deste (Jo
14.23; 20.22). Ele entra no mundo com poder (Is 64.1; Mc 9.1; 1Co 4.20). Não se trata de
poder no sentido material ou político, e sim, espiritual. O reino não é uma teocracia
relígio-política; ele não está vinculado ao domínio social ou político sobre as nações ou
reinos deste mundo (Jo 18.36). Deus não pretende atualmente redimir e reformar o
mundo através de ativismo social ou político, da força, ou de ação violenta (26.52; ver Jo
18.36). O mundo, durante a presente era, continuará inimigo de Deus e do seu povo
(Jo 15.19; Rm 12.1,2; Tg 4.4; 1Jo 2.15-17; 4.4). O governo de Deus mediante o juízo
direto e à força só ocorrerá no fim desta era (Ap 19.11-21).
(2) Quando Deus se manifesta com poder sobre o mundo, este entra em crise. O império
do diabo fica totalmente alarmado (12.28,29; Mc 1.23,24), e todos encaram a decisão de
submeter-se ou não ao governo de Deus (3.1,2; 4.17; Mc 1.14,15). A condição
necessária e fundamental para se entrar no reino de Deus é: “Arrependei-vos e crede no
evangelho” (Mc 1.15).
(3) O fato de Deus irromper no mundo com
poder, abrange: (a) seu poder divino sobre o governo e domínio de Satanás (12.28; Jo
18.36); a chegada do reino é o começo da destruição do domínio de Satanás (Jo 12.31;
16.11) e do livramento da humanidade das forças demoníacas (Mc 1.34,39; 3.14,15; At
26.18) e do pecado (Rm 6); (b) poder para operar milagres e curar os enfermos (4.23;
9.35; At 4.30; 8.7); (c) a pregação do evangelho, que produz a convicção do pecado, da justiça e
do juízo (11.5; Jo 16.8-11; At 4.33); (d) a salvação e a santificação daqueles que se
arrependem e crêem no evangelho (ver Jo 3.3; 17.17; At 2.38-40; 2Co 6.14-18); e (e) o batismo no Espírito
Santo, com poder, para testemunhar de Cristo (ver At 1.8; 2.4).
(4) Uma evidência máxima de que a pessoa
está vivendo o reino de Deus é viver uma vida de “justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”
(Rm 14.17).
(5) O reino de Deus tem um aspecto tanto
presente como futuro. É uma realidade presente no mundo hoje (Mc 1.15; Lc 18.16,17; Cl 1.13; Hb 12.28), mas o governo
e o poder de Deus não predominam plenamente em todos e em tudo. A obra e a influência de Satanás e dos homens maus
continuarão até o fim desta era (1Tm 4.1; 2Tm 3.1-5; Ap 19.19 — 20.10). A
manifestação futura da glória de Deus e do seu poder e reino ocorrerá quando Jesus
voltar para julgar o mundo (24.30; Lc 21.27; Ap 19.11-20; 20.1-6). O estabelecimento
total do reino virá, quando Cristo finalmente triunfar sobre todo o mal e oposição e
entregar o reino a Deus Pai (1Co 15.24-28; Ap 20.7-21.8; ver também Mc
1.15).
O PAPEL DO CRENTE NO REINO. O NT contém abundante ensino sobre a missão do crente no reino de Deus, na sua presente
manifestação.
(1) É responsabilidade do crente buscar incessantemente o reino de Deus, em todas as
suas manifestações, tendo fome e sede pela presença e pelo poder de Deus, tanto na sua
vida como no meio da sua comunidade cristã
(ver 5.10; 6.33).
(2) Em 11.12, Jesus revela novos fatos sobre a natureza dos membros do reino. Ali Ele
disse que somente quem se esforça apodera-se do reino de Deus. Os tais, movidos por Deus, resolvem romper com as
práticas pecaminosas e imorais do mundo e seguem a Cristo, a sua Palavra e seus justos
caminhos. Não importando o preço a pagar,
esses, resolutamente, buscam o reino com todo o seu poder. Noutras palavras, pertencer
ao reino de Deus e desfrutar de todas as suas bênçãos requer esforço sincero e constante
— um combate de fé, aliado a uma forte
vontade de resistir a Satanás, ao pecado e à sociedade perversa em que vivemos.
(3) Não conhecerão o reino de Deus aqueles
que raramente oram, que transigem com o mundo, que negligenciam a Palavra e que têm
pouca fome espiritual. É para crentes como José (Gn 39.9), Natã (2Sm 12.7), Elias (1Rs
18.21), Daniel e seus três amigos (Dn 1.8; 3.16-18), Mardoqueu (Et 3.4,5), Pedro e
João (At 4.19,20), Estevão (At 6.8; 7.51) e
Paulo (Fp 3.13,14); inclusive mulheres como Débora (Jz 4.9), Rute (Rt 1.16-18), Ester (Et
4.16), Maria (Lc 1.26-35), Ana (Lc 2.36-38) e Lídia (At 16.14,15,40).
CONCLUSÃO
Muitos são os crentes que, embora acreditem no Deus Único e Verdadeiro, na prática são
dualistas.
Muitos
estão tão comprometidos com o mundo que já não sabem mais a diferença
entre o certo e o errado, entre o santo e o profano; são crentes nominais
não discernindo os tempos e as estações que DEUS colocou como
advertência para a volta de seu filho JESUS CRISTO.
PODER SOBRE SATANÁS E OS DEMÔNIOS
Mc 3.27 “Ninguém pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não manietar
o valente; e, então, roubará a sua casa”.
Um dos destaques principais do Evangelho segundo Marcos é o propósito firme
de Jesus: derrotar Satanás e suas hostes demoníacas. Em 3.27, isto é descrito
como “manietar o valente” (i.e., Satanás) e, “roubará a sua casa” (i.e., libertar os
escravos de Satanás). O poder de Jesus sobre Satanás fica claramente demonstrado na expulsão de demônios (gr. daimonion) ou espíritos malignos.
OS DEMÔNIOS.
(1) O NT menciona muitas vezes pessoas sofrendo de
opressão ou influência maligna de Satanás, devido a um espírito maligno que neles
habita; menciona também o conflito de Jesus com os demônios. O Evangelho segundo Marcos, e.g., descreve muitos desses casos: 1.23-27, 32, 34, 39;
3.10-12, 15; 5.1-20; 6.7, 13; 7.25-30; 9.17-29; 16.17.
(2) Os demônios são seres espirituais com personalidade e inteligência. Como
súditos de Satanás, inimigos de Deus e dos seres humanos (Mt 12.43-45), são
malignos, destrutivos e estão sob a autoridade de Satanás (ver Mt 4.10).
(3) Os demônios são a força motriz que está por trás da idolatria, de modo que
adorar falsos deuses é praticamente o mesmo que adorar demônios (ver 1Co 10.20
).
(4) O NT mostra que o mundo está alienado de Deus e controlado por Satanás
(ver Jo 12.31; 2Co 4.4; Ef 6.10-12). Os demônios são parte das potestades malignas; o cristão tem de lutar continuamente contra
eles (ver Ef 6.12).
(5) Os demônios podem habitar no corpo dos incrédulos, e, constantemente, o
fazem (ver Mc 5.15; Lc 4.41; 8.27,28; At 16.18) e falam através das vozes dessas pessoas. Escravizam tais indivíduos e os induzem à iniqüidade, à
imoralidade e à destruição.
(6) Os demônios podem causar doenças físicas (Mt 9.32,33; 12.22; 17.14-18;
Mc 9.17-27; Lc 13.11,16), embora nem todas as doenças e enfermidades procedam de espíritos maus (Mt 4.24; Lc 5.12,13).
(7) Aqueles que se envolvem com espiritismo e magia (i.e., feitiçaria) estão
lidando com espíritos malignos, o que facilmente leva à possessão demoníaca (cf.
At 13.8-10; 19.19; Gl 5.20; Ap 9.20,21).
(8) Os espíritos malignos estarão grandemente ativos nos últimos dias desta era,
na difusão do ocultismo, imoralidade, violência e crueldade; atacarão a Palavra de
Deus e a sã doutrina (Mt 24.24; 2Co 11.14,15; 1Tm 4.1). O maior surto de atividade demoníaca ocorrerá através do Anticristo e seus seguidores (2Ts 2.9;
Ap 13.2-8; 16.13,14).
JESUS E OS DEMÔNIOS.
(1) Nos seus milagres, Jesus freqüentemente ataca
o poder de Satanás e o demonismo (e.g., Mc 1.25,26, 34, 39; 3.10,11; 5.1-20;
9.17-29; cf. Lc 13.11,12,16). Um dos seus propósitos ao vir à terra foi subjugar
Satanás e libertar seus escravos (Mt 12.29; Mc 1.27; Lc 4.18).
(2) Jesus derrotou Satanás, em parte pela expulsão de demônios e, de modo
pleno, através da sua morte e ressurreição (Jo 12.31; 16.17; Cl 2.15; Hb 2.14).
Deste modo, Ele aniquilou o domínio de Satanás e restaurou o poder do reino de
Deus.
(3) O inferno (gr. Gehenna), o lugar de tormento, está preparado para o diabo e
seus demônios (Mt 8.29; 25.41). Exemplos do termo Gehenna no grego: Mc 9.43,45,47; Mt 10.28; 18.9.
O CRENTE E OS DEMÔNIOS.
(1) As Escrituras ensinam que nenhum
verdadeiro crente, em quem habita o Espírito Santo, pode ficar endemoninhado;
i.e.: o Espírito e os demônios nunca poderão habitar no mesmo corpo (ver 2Co 6.15,16). Os demônios podem, no entanto, influenciar os pensamentos, emoções e atos dos crentes que não obedecem aos ditames do Espírito Santo
(Mt 16.23; 2Co 11.3,14).
(2) Jesus prometeu aos genuínos crentes autoridade sobre o poder de Satanás e
das suas hostes. Ao nos depararmos com eles, devemos aniquilar o poder que querem exercer sobre nós e sobre outras pessoas, confrontando-os sem trégua
pelo poder do Espírito Santo (ver Lc 4.14-19). Desta maneira, podemos nos livrar dos poderes das trevas.
(3) Segundo a parábola em Mc 3.27, o conflito espiritual contra Satanás envolve
três aspectos: (a) declarar guerra contra Satanás segundo o propósito de Deus
(ver Lc 4.14-19); (b) ir onde Satanás está (qualquer lugar onde ele tem uma
fortaleza), atacá-lo e vencê-lo pela oração e pela proclamação da Palavra, e
destruir suas armas de engano e tentação demoníacos (cf. Lc 11.20-22); (c)
apoderar-se de bens ou posses, i.e., libertando os cativos do inimigo e
entregando-os a Deus para que recebam perdão e santificação mediante a fé em
Cristo (Lc 11.22; At 26.18).
(4) Seguem-se os passos que cada um deve observar nesta luta contra o mal: (a)
Reconhecer que não estamos num conflito contra a carne e o sangue, mas contra
forças espirituais do mal (Ef 6.12). (b) Viver diante de Deus uma vida
fervorosamente dedicada à sua verdade e justiça (Rm 12.1,2; Ef 6.14). (c) Crer
que o poder de Satanás pode ser aniquilado seja onde for o seu domínio (At
26.18; Ef 6.16; 1Ts 5.8) e reconhecer que o crente tem armas espirituais
poderosas dadas por Deus para a destruição das fortalezas de Satanás (2Co
10.3-5). (d) Proclamar o evangelho do reino, na plenitude do Espírito Santo (Mt
4.23; Lc 1.15-17; At 1.8; 2.4; 8.12; Rm 1.16; Ef 6.15). (e) Confrontar Satanás e
o seu poder de modo direto, pela fé no nome de Jesus (At 16.16-18), ao usar a
Palavra de Deus (Ef 6.17), ao orar no Espírito (At 6.4; Ef 6.18), ao jejuar (ver
Mt 6.16; Mc 9.29) e ao expulsar demônios (ver Mt 10.1; 12.28; 17.17-21; Mc 16.17; Lc 10.17; At 5.16; 8.7; 16.18;
19.12). (f) Orar, principalmente, para que o Espírito Santo convença os perdidos, no tocante ao pecado, à justiça e ao juízo vindouro (Jo
16.7-11). (g) Orar, com desejo sincero, pelas manifestações do Espírito, mediante os dons de curar, de línguas, de milagres e de maravilhas (At 4.29-33;
10.38; 1Co 12.7-11).
Questionário
de Ev.Luiz Henrique www.henriqueestudos.cjb.net
Texto
Áureo:
1-
Como os filhos participam da carne e do sangue (vivem aqui na terra num
corpo físico), o que JESUS Fez?
(
) Participou também se fazendo homem
( ) Ficou no céu
( ) Veio à terra como DEUS somente
2-
Através da morte de JESUS CRISTO qual império caiu?
(
) Do Céu ( ) De
Israel ( ) Do Diabo que
detinha o poder da morte ( )
Babilônico
Verdade
Prática
3-
Quem tem o absoluto poder sobre todas as coisas?
(
) O Diabo ( ) Os
homens ( ) Deus e o
Diabo ( ) Somente DEUS
Introdução
4-
Quantas vezes Jó se refere ao Diabo em suas conversas?
(
) Uma Vez ( ) Duas
Vezes ( ) Três
Vezes ( ) Nenhuma
Vez ( ) Muitas Vezes
5-
Qual a missão de Satanás?
(
) Matar, Roubar e dar aos pobres
( ) Ser servo de DEUS
( ) Matar,roubar e destruir
Tópico
I - O Diabo Intromete-se Nas Regiões Celestes
6-
Para que o Diabo apresentava-se diante de DEUS, de vez em quando?
(
) Para adorá-lo ( ) Para
acusar os servos de DEUS ( )
Para contar as novidades para DEUS
7-
A respeito de que Satanás (ou Diabo) caluniava Jó na presença de DEUS?
(
) Fidelidade, Retidão e Postura de Jó
( )
6- Tudo
quanto Jó tinha foi destruído devido a que?
(
) Satanás e seu Poder ( ) A
Natureza e seu Poder ( ) Por
permissão de DEUS
7-
Depois de destruir tudo quanto Jó tinha e vendo que ele não blasfemara
contra DEUS, o que foi permitido por DEUS ao Diabo fazer?
(
) Exaltar Jó ( ) Enriquecer
Jó ( ) Tirar a saúde de
Jó colocando-lhe uma espécie de câncer.
8-
O que faz Jó quando reduzido ao desprezo humano, devido a sua doença?
(
) Blasfema de DEUS
( ) Adora a DEUS
( ) Adora a
Satanás ( ) Se
mata
9-
Complete:
Jó
tinha o _____________ e o desprendimento de Abel, resolução de
________________ e inteireza de ___________.
10-
Quem dava o maior testemunho de Jó?
(
) DEUS ( )
Satanás ( ) A esposa de
Jó ( ) Os filhos de
Jó ( ) Os amigos de Jó
Tópico
II - Jó Tira Satanás De Cena
11-
Depois do capítulo dois quantas vezes ainda o livro de Jó se refere ao
Diabo?
(
) Uma Vez ( ) Duas
Vezes ( ) Três
Vezes ( ) Nenhuma
Vez ( ) Muitas Vezes
12- Por
que Elifaz, amigo de Jó, ficou com o cabelo da carne todo arrepiado?
(
) Porque estava frio ( )
Porque levou um choque ( )
Porque teve um encontro com o Diabo
13-
A quem Jó atribui seu sofrimento?
(
) A Sua Família
( ) Ao Diabo
( ) Aos seus Amigos
( ) Aos seu pecados
( ) A DEUS
14-
Deus controla o Diabo?
(
) Não ( )
Sim ( ) Às
Vezes ( ) Nunca
Tópico
III - A Atitude De Jó Não Era Dualista
15-
A doutrina Dualista acredita em que?
(
) Que DEUS e o Diabo têem poderes iguais
( ) Que DEUS é pai e filho
( ) Que DEUS é pai e Espírito
16-
Quem criou o querubim que se transformou em Satanás ou Diabo?
(
) O Universo ( )
DEUS ( ) O Próprio
Satanás ( ) Já existia
antes de tudo
17-
Qual o destino final de Satanás, o Diabo?
(
) O Lago de Águas Cristalinas
( ) O Céu
( ) O Inferno
( ) O Lago de Fogo
18-
Quem foi chamado para lutar contra Satanás e seu exército?
(
) Os Anjos ( ) Os
Ímpios ( )
DEUS ( ) A Igreja
19-
Quem foi enviado por JESUS para nos ajudar na luta contra Satanás e suas
hostes malignas?
(
) O anjo Gabriel ( ) O
arcanjo Miguel ( ) O
ESPÍRITO SANTO
20-
Quais as armas que vamos utilizar nessa guerra? (Ef 6.10-19) Coloque
"V" Verdadeiro e "F" Falso
(
) Bomba Atômica ( ) Capacete da
Salvação ( ) Armas Químicas e
Biológicas ( )Escudo da
fé
(
) Facas, Revólveres e Espingardas (
) Espada do Espírito(Palavra de DEUS)
21-
Cite as pessoas da trindade de DEUS, que formam um só DEUS:
O
________________, O ____________________(JESUS CRISTO) e o
___________________________________.
22-
Satanás é DEUS deste Século (com letra maiúscula) ou deus deste Século
(com letra minúscula)?
(
) DEUS ( )
deus ( ) DEUS e deus
23-
O que significa "deus deste mundo" em 2 Co 4.4?
(
) Que Satanás é quem criou o mundo e o universo
( ) Que Satanás é quem comanda o mundo e o
universo
(
) Que Satanás é quem inspira e comanda o sistema mundano de viver no
pecado e na imoralidade.
24-
A quem foi dado todo o poder no céu e na terra? (Mt 28.18)
(
) Satanás ( )
Anjos ( )
JESUS ( )
ONU ( )
OTAN ( ) OMC
( ) OEA
25-
Em nome de quem enfrentamos Satanás e seus demônios?
(
) Em Nome de nossa denominação
( ) Em nome de nosso Pastor
( ) Em Nome de JESUS
26-
Com os que se escondem em CRISTO, algum poder das trevas prevalecerá contra
esses?
(
) Nunca ( ) De vez em
quando ( )
sempre ( ) sim
27-
Quem causará algum dano a nós se lutarmos contra Satanás?
(
) O Diabo ( ) Os
Anjos ( ) Os
macumbeiros ( ) Os
feiticeiros ( ) Ninguém
Lc
10.19 Eis que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpiões,
e
toda a força do Inimigo, e
nada vos fará dano algum.
Questionário
da Revista
1. O que fazia Satanás nas regiões celestes de acordo com o livro de Jó?
2. Por que Jó não menciona uma única vez o adversário?
3. O que é Dualismo?
4. Por que o Dualismo é uma falsa doutrina?
5. Quem deve lutar contra o Diabo? Deus ou nós?
Fontes
consultadas e alguns comentários inseridos:
1-
CD Da CPAD, Revista e BEP www.cpad.com.br
2-
Livro Jó - Claudionor De Andrade - CPAD - www.cpad.com.br
3-
Introdução e Comentários de Francis I.Andersen - Sociedade
Religiosa Edições Vida Nova - S.Paulo - SP
2º Impressão 05/1996 - http://www.vidanova.com.br/
Mais Ajuda e resumo em Comentário
Extra da Lição
EBD de Jovens e Adultos