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  1º Semestre de 2003 
 
 O sofrimento dos justos e o seu propósito
 
 Pr. Claudionor de Andrade 
 
Lição 7 
 
Jó Amaldiçoa O Dia Do Seu Nascimento 
16/02/2003
 
Texto Áureo:
“Este é o dia que fez o SENHOR; regozijemo-nos e alegremo-nos nele” (Sl 118.24).
Gn 2.4 AS ORIGENS. Este segundo relato da criação (2.4-25) não contradiz o de 1.1 2.3. Ele explica com maiores detalhes a criação do homem e da mulher, o meio-ambiente deles e o seu período probatório. O cap. 2 apresenta os detalhes por assuntos, ao passo que o cap. 1 dá a ordem cronológica.
2.4 O SENHOR DEUS. Novo nome de Deus aparece em 2.4: o nome SENHOR (hb. IAVÉ, Javé ou Jeová ). Elohim (1.1) é o nome genérico de Deus, que enfatiza sua grandeza e amor, ao passo que SENHOR é o seu nome pessoal, pactual, através do qual Ele se revela ao seu próprio povo. Inerentes na revelação do nome de concerto de Deus, está a sua amorável benignidade, seu empenho redentor para com a raça humana e sua pronta e fiel presença com seu povo. Esse nome pessoal aparece em situações nas quais Ele é visto em 
relacionamento direto com seu povo ou com a natureza. Quando os termos SENHOR Deus aparecem juntos, falam do Criador onipotente em concerto amoroso com a raça humana (vv. 9-25; Êx 6.6; Lv 11.44,45; Is 53.1,5,6; ver Êx 3.14). (O termo português Senhor, em referência a Deus, traduz duas palavras bíblicas no hebraico: Jeová e Adonai. Como ajuda ao leitor, os editores da Bíblia convencionam grafar o referido termo só com maiúsculas [SENHOR], para significar Jeová, e o mesmo termo em minúsculas [Senhor], para significar Adonai, i.e., Deus como nosso Senhor, Dono, Amo, Possuidor)
 
 
Verdade Prática:
Ainda que venhamos a atravessar por dias tenebrosos, Cristo jamais nos abandonará. Ele estará conosco até à consumação dos séculos. 
Sl 23.4 Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
TU ESTÁS COMIGO. Em tempos de perigo, dificuldade, e mesmo de morte, o crente não teme nenhum mal. Por quê? Porque tu estás comigo em todas as situações da vida (cf. Mt 28.20). A vara (um pedaço de pau curto) é uma arma de defesa ou disciplina, que simboliza a força, i.e., o poder e autoridade de Deus (cf. Êx 21.20; Jó 9.34). O cajado (uma vara longa e delgada, tendo um gancho numa das extremidades) serve para trazer a ovelha para perto do pastor, para guiá-la no caminho certo, ou para removê-la em caso de perigo. A vara e o cajado de Deus nos dão certeza do seu amor e orientação em nossa vida (cf. 71.21; 86.17).

Leitura Diária:
Segunda Sl 18.18 O Senhor é o nosso amparo no dia da calamidade
18 Surpreenderam-me no dia da minha calamidade; mas o SENHOR foi o meu amparo.
Apesar da calamidade vir de surpresa, o crente nunca é surpreendido, pois está vigiando em oração o tempo todo, confiante, pela fé, que DEUS nos amparará e nos dará forças para suportar e vencer todas nossas provações do dia a dia .
Terça  Sl 20.1 O Senhor nos ouve no dia da angústia
1 O SENHOR te ouça no dia da angústia; o nome do Deus de Jacó te proteja.
O SENHOR TE OUÇA NO DIA DA ANGÚSTIA. Os salmos 20 e 21 são paralelos. São orações a Deus em torno da luta de seus fiéis contra seus inimigos. O Sl 20 é uma oração antes da batalha; o Sl 21 é um ato de louvor depois da batalha. Para o crente em Cristo, o Sl 20 pode ser aplicado à sua luta espiritual. No presente, batalhamos contra as forças invisíveis, porém claramente reais, do mal, e ansiamos pela vitória sobre Satanás e os poderes demoníacos, e por ficarmos livres da presença deles (ver Ef 6.12)
Quarta Sl 27.5 O Senhor nos guardará no dia da adversidade
5 Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me 
esconderá; por-me-á sobre uma rocha.
O próprio Deus conclama todos nós para esse mesmo propósito: Buscai o meu rosto (v. 8). Aqueles que assim fazem, e procuram habitar na santa presença de Deus, têm a firme garantia de que, não importa que provações venham a ter, o Senhor nunca os abandonará (vv. 9,10). Não há motivo para desespero; a bondade de Deus lhes está reservada (vv. 13,14).
Quinta Sl 41.1 O Senhor nos livrará no dia mal
Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre; o SENHOR o livrará no dia do mal
BEM-AVENTURADO É AQUELE QUE ATENDE AO POBRE. Deus tem cuidado especial dos fracos e indefesos, e abençoa quem demonstra compaixão pelos necessitados. Os versículos 1-3 explanam o princípio: Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia (Mt 5.7). Se tivermos compaixão de Deus pelos necessitados, poderemos orar com confiança para Deus nos livrar nas dificuldades (v. 1), guardar-nos do mal (v. 2), abençoar a nossa vida (v. 2), aniquilar o poder de Satanás e dos nossos inimigos (v. 2), e nos dispensar sua presença e cura quando estivermos enfermos (v. 3; cf. 72.2,4,12; Dt 15.7-11; Pv 29.14; Is 11.4; Jr 22.16; ver Mt 6.30).
Sexta Sl 50.15 O Senhor nos livrará no dia da angústia
15 E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.
INVOCA-ME NO DIA DA ANGÚSTIA. O Senhor chama todos os fiéis para que sempre o busquem em tempos de necessidade e lutas. Deus deseja atender nossas orações, ajudar-nos, e ter seu nome conhecido como um Deus que livra o seu povo.
Sábado Sl 68.19 O Senhor nos cumula de bens diariamente
19 Bendito seja o Senhor, que de dia em dia nos cumula de benefícios; o Deus que é a nossa salvação. (Selá)
QUE DE DIA EM DIA NOS CUMULA DE BENEFÍCIOS. Este versículo também pode ser traduzido: que de dia em dia carrega nossos fardos (55.22 = 22 Lança o teu cuidado sobre o SENHOR, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado).
LANÇA O TEU CUIDADO SOBRE O SENHOR. Quando, sob provações, que de tão pesadas não podemos suportar, Deus nos convida a lançar sobre Ele nossos fardos e cuidados. Ele, então, conduz o peso juntamente conosco e nos sustém em todas as situações. Temos esse convite repetido pelo Espírito Santo ao longo da história da salvação. Jesus fez esse convite em Mt 11.28-30. O apóstolo Pedro afirmou que os crentes devem humilhar-se diante de Deus, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós (1 Pe 5.7). E o apóstolo Paulo nos exortou a levar todas as nossas ansiedades a Deus em oração, com a promessa de que, assim, a paz de Deus guardará nossos corações e mentes (ver Fp 4.7).
Leitura Bíblica em Classe
ECLESIASTES 7.10-14 
10 Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque nunca com sabedoria isso perguntarias. 11 Tão boa é a sabedoria como a herança, e dela tiram proveito os que vêem o sol. 12 Porque a sabedoria serve de sombra, como de sombra serve o dinheiro; mas a excelência da sabedoria é que ela dá vida ao seu possuidor. 13 Atenta para a obra de Deus; porque quem poderá endireitar o que ele fez torto? 14 No dia da prosperidade, goza do bem, mas, no dia da adversidade, considera; porque também Deus fez este em oposição àquele, para que o homem nada ache que tenha de vir depois dele.
Não desejes voltar, pois sua experiência com DEUS hoje é maior do que antes, hoje você sabe muito mais a respeito de DEUS do que antes, hoje você já tem experiência nas tribulações, pois já passou por elas e agora é chamado(a) para ajudar aqueles que estão passando por essas mesmas tribulações.
 
Objetivos
Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a: 
1-Destacar que a vontade de Deus é inquestionável e soberana.
A vontade de DEUS é perfeita e prevalece sobre as nossas ou de nossos inimigos e até mesmo e principalmente sobre a de Satanás. 
Rm 12.2 E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Paulo deixa subentender várias coisas neste versículo. (1) Devemos reconhecer que o presente sistema mundano é mau (At 2.40; Gl 1.4), e que está sob o controle de Satanás (Jo 12.31; 1 Jo 5.19).(2) Devemos resistir às formas prevalecentes e populares do proceder deste mundo e em lugar disso proclamar as verdades eternas e os padrões justos da Palavra de Deus, por amor a Cristo (1 Co 1.17-24). (3) Devemos desprezar e aborrecer aquilo que é mau, amar aquilo que é justo (v. 9; 1 Jo 2.15-17; ver Hb 1.9) e não ceder aos vários tipos de mundanismo que rodeiam a igreja, tais como cobiça, egoísmo, oportunismo, conceitos humanistas, artifícios políticos visando ao poder, inveja, ódio, vingança, impureza, linguagem imunda, diversões ímpias, vestes imodestas e provocantes, imoralidade, drogas, bebidas alcoólicas e companhias mundanas. (4) Devemos conformar nossa mente à maneira de Deus pensar (1 Co 2.16; Fp 2.5), mediante a leitura da Palavra de Deus e sua meditação (Sl 119.11,148; Jo 8.31,32; 15.7). Devemos permitir que nossos planos, alvos e aspirações sejam determinados pelas verdades celestiais e eternas e não por este presente século mau, profano e passageiro


2-Reconhecer que todos os dias, por mais escuros que se mostrem, foram feitos pelo Senhor.
Mt 28.8 ensinando-as a guardar das as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém! - É promessa de JESUS, Ele estará conosco para sempre. Glória a DEUS, pois com Ele conosco não precisamos temer nada e nem a ninguém.
Esta promessa é a garantia de Cristo para os que estão empenhados em ganhar os perdidos e ensinar-lhes a obedecer aos seus padrões de retidão. Jesus ressurgiu, está vivo, e pessoalmente tem cuidado de cada filho seu. Ele está contigo na pessoa do Espírito Santo (Jo 14.16,26), e através da sua Palavra (Jo 14.23). Não importa a tua condição - fraco, pobre, humilde, sem importância , Ele cuida de ti e vê com solicitude cada detalhe das lutas e provações da vida e concede a graça suficiente (2 Co 12.9), bem como a sua presença para te dar vitória até o fim (28;20, At 18.10). Esta é a resposta do crente, ante cada temor, dúvida, problema, angústia e desânimo.
 
 
INTRODUÇÃO
Talvez esteja você, em razão de alguma dificuldade, maldizendo o dia do seu nascimento. Então, acompanhe-me nesta lição, e deixemo-nos convencer por esta verdade cristalinamente bíblica: todos os nossos dias, por mais escuros que se mostrem, foram feitos por Deus. Portanto, regozijemo-nos em todos eles! Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

I. JÓ AMALDIÇOA O SEU DIA NATALÍCIO
A lamentação de Jó
No primeiro discurso, o espetáculo da desgraça humana é apresentado como uma pungência totalmente assoberbante. Jó fica atordoado porque não pode negar que é o Senhor que lhe fez tudo isto. Ainda mais digna de dó do que sua pergunta "Por quê"?, que não é satisfeita por seus amigos, é sua necessidade desesperada de achar novamente seu Amigo perdido. Nestas condições, dificilmente pode-se culpar os amigos, ainda que seus esforços bem-intencionados agravem os problemas de Jó mais do que os aliviam (16.2). Pois somente o próprio Senhor, no final, pode curar o íntimo da mente de Jó. Não que Ele responda às perguntas melhor do que os amigos; parece que Ele nem sequer oferece uma resposta a elas. Mas depois de ter falado, Jó já havia deixado as perguntas totalmente para trás.
l. É Jó quem quebra o longo silêncio (cf. 2.13). Teve tempo para meditar sobre sua mágoa. Está horrorizado, esmagado pelo peso insuportável da tristeza. Sua grande tristeza é intensificada porque a vida prometera e lhe dera tanta coisa. Não está filosofando sobre a condição universal do homem, embora seja fácil estender a idéia, e aquilo que diz pode ser aplicado por qualquer sofredor à sua própria pessoa. Seu atual estado ameaça cancelar sua crença na bondade de Deus ao fazer dele um homem. A melhor obra de Deus, capaz de tanta coisa; o próprio Jó, o melhor de todos e o orgulho do próprio Deus (Jó não sabe disto), diligente, nobre, devoto, o modelo de perfeição do mundo, agora sentado em cinzas, seu passado perdido, seu futuro vazio, seu presente doloroso. Ou, se ele pensar no futuro, tudo quanto se lhe oferece é a morte, bem-vinda como a libertação do desespero presente, mas incômoda como a zombaria final de uma vida fútil. Em semelhante estado mental, uma mulher ou uma criança pode chorar. Ao homem é apropriado amaldiçoar. Passou Jó a falar, e amaldiçoou. É importante notar que Jó não amaldiçoou a Deus. No princípio Deus amaldiçoara as condições desgraçadas que se seguiram após o pecado dos nossos primeiros pais. Deus não amaldiçoou o homem, e Jó não amaldiçoa a si próprio. Amaldiçoou o seu dia natalício (lit. "seu dia"), ecoando a execração do próprio Deus. Ainda não questiona a Deus, muito menos O repreende. Aquilo virá mais tarde. Não pergunta por que o Senhor manda tempestades e crimes a fim de devastar a realização de um homem. Não está curioso para descobrir por que sofrem os que não merecem, ou seja, não está interessado que Deus dê uma explicação convincente. Ainda que seus amigos possam achar respostas irrefutáveis a tais perguntas, os fatos que o deixam pasmado ainda permanecem. Como a existência humana pode ser miserável! Tão miserável que seria melhor terminar a vida rapidamente, e o melhor de tudo seria nunca ter existido. Assim é o lamento de Jó. Amaldiçoa o seu nascimento (w. 3-10), anseia pela morte (11-19), deplora a vida (20-23) e termina com um gemido (24-26).
Não se pode enfatizar excessivamente que os sentimentos surpreendentes expressos neste discurso não significam que Jó quebrou-se sob a pressão. Não há indicio de que Satanás finalmente comprovou seu argumento. A etiqueta burguesa que tem dominado os costumes sociais da cristandade ocidental, especialmente na tradição puritana, não é nenhuma orientação quanto ao acerto do discurso de Jó. O auto-controle é algo bem diferente de não revelar as emoções. Jó não é nenhum estóico, esforçando-se para ser puramente razão sem sentimento algum. A Bíblia nada afirma semelhante filosofia desumanizante; mas fazemos parte de uma longa tradição de uma piedade pálida que confundiu o caminho cristão com a nobre, porém pagã, ética da Stoa. Perversões adicionais foram fomentadas por vários tipos de gnosticismo e maniqueísmo, até que a perfeição cristã fosse definida como o triunfo da razão sobre a paixão, às vezes disfarçando-se com os termos Paulinos "espírito" e "carne." Sua receita para os aflitos é a aceitação entorpecida da vontade inquestionável de Deus, um freio severo sobre todos os sentimentos, ou pelo menos na sua expressão externa, com desaprovação da maioria fraca que não pode andar calmamente na fornalha com "a tranqüilidade imperturbável pêlos fogos ferozes da paixão. Não nos admira que esta tradição não tenha tomado Jó por seu santo padroeiro e que tenha achado incrível a referência de Tiago à sua "paciência", e pouco espiritual sua tristeza dominante e explosão de ira. Jó, porém, é um homem enlutado, humilhado, sofrendo a dor. Sua pele está em chagas e seus nervos estão em chamas. Um homem de pedra ou de bronze (Jó 6.12) pode permanecer insensível, mas um homem verdadeiro é todo turbulência. O teste do Senhor não é descobrir se Jó pode ficar sentado imóvel, como um pedaço de madeira.
2. A lamentação de Jó está ao lado de outros salmos bíblicos de aflição, inclusive Jeremias 20.14-18 e Lamentações 3.1-18; e todos concentram-se naquele desamparo horroroso de Jesus (Mt 27.46) como sendo os clamores legítimos da humanidade perdida, procurando achar seu Deus perdido. Não pode, portanto, haver nenhuma intenção de desaprovar aquilo que Jó diz. A crítica da forma também nos ajuda a compreender o propósito convencional deste tipo de fala. Embora tome a forma lúgubre de uma maldição, detalhada e exagerada, visa lastimar a desgraça humana e assim evocar a compaixão humana e divina. A poesia capta os gritos desenfreados. As exclamações são tensas e a gramática é difícil, quase ao ponto da incoerência. Estes aspectos, que se apresentam como dificuldades para o purista, provavelmente conservem os efeitos deliberados do autor, e não devem ser considerados uma falha de deteriorização posterior do texto.
3. A comparação com Jeremias 20.15 sugere que disse refere-se à notificação ao pai a respeito do nascimento, o clímax do parto. Jeremias amaldiçoa o homem que assim fez. Não é provável que a concepção fosse anunciada independentemente. Era exatamente o nascimento de um menino que tomou alegre o coração do pai de Jeremias. Jó, porém, vê seu próprio dia de nascimento como sendo uma desgraça.
4. O paralelismo de dia e noite expande-se em cada etapa. Aquele dia é amaldiçoado nos w. 4 e 5; aquela noite é amaldiçoada nos w. 6 até 10. Não se deve ser exageradamente formalista em separar a noite da concepção do dia do nascimento. A noite e o dia, juntos, perfazem o período de vinte e quatro horas, para o qual o hebraico nato tem palavra especial. Jó está falando acerca do começo da sua vida em termos gerais. A idéia geral está clara. Visto que o interesse divino dá existência aos tempos e estações, Jó deseja que Deus não tivesse pensado naquele dia específico, ou que, dalguma maneira, tivesse permanecido nas trevas.
5. Aquele dia pertence corretamente às trevas, de modo que reclamem-no as trevas, redimindo-o de mãos estranhas, recuperando-o para si, porque são semelhantes. 
6. Jó expressa desejos semelhantes em relação à noite. Ela, também, deve ser apagada pelas trevas e, na realidade, obliterada do calendário. 
7. O significado da palavra hebraica galmúd, traduzida estéril, parece ser "de pedra", e é empregada também em Jó 15.34. Um útero de pedra seria uma boa ilustração de uma mulher estéril, que não recebe a semente conforme fez o solo bom.  Deve, porém, ser lembrado que não é a noite como tal que é amaldiçoada, mas, sim, os eventos de nascimentos que transpiraram nela.
8."aqueles cuja magia prende até mesmo o monstro da profundeza." Isto provavelmente é exagerar na renutrificação das velhas idéias cananitas, as quais, na literatura israelita, tomaram-se mera linguagem figurada decorativa. Não pode haver dúvida de que o monstro marinho é o dragão do caos dos mitos antigos, e que o paralelismo está fortemente a favor do novo texto. O paralelismo ajuda até certo ponto, sugerindo o uso de poderes ocultos para manipular os fenômenos celestiais, de modo que o velho dragão do caos provocará uma eclipse.
9. Assim como Jó deseja que o sol nunca tivesse surgido sobre o dia do seu nascimento, e nunca tivesse desaparecido na noite da sua concepção, agora diz: Escureçam-se as estrelas do crepúsculo matutino dessa noite. O versículo descreve as três fases da aurora, cuidadosamente distinguidas no vocabulário hebraico. Começa com o desaparecimento das ' últimas estrelas da noite (v. 9a). A palavra luz (v. 9b) refere-se aqui especificamente ao sol, cuja aparição (que faz a manhã) deve ser impedida proibindo-se até mesmo o crepúsculo antes da aurora (v. 9c), chamado vividamente "as pálpebras dos olhos de Shahar," a coroa do sol ainda oculto. Esta figura evocativa é semelhante ao celebre amor de Homero para com os tons do novo dia; mas para Jó, a suave beleza da aurora zomba da fealdade que ela toma visível.
10. Este versículo completa a maldição do dia natalício de Jó. Se o sujeito oculto for a noite, significaria que ela não excluiu a semente fertilizante, ou que o dia não prendeu o feto. No Antigo Testamento, no entanto, é Deus (e somente Deus) quem fecha ou abre a madre da mulher, e é melhor identificar "Deus" como o sujeito oculto. O emprego da forma dual de portas (como outra vez em 38.8) indica, de modo pitoresco, os lábios ao invés do útero, sem solucionar a questão se devem ser abertos para a impregnação ou para o parto. A tradução do ventre da minha mãe, ou a paráfrase "da madre que me deu à luz" (NEB), perde a brevidade que em hebraico é simplesmente "meu ventre." O sufixo, aparentemente "meu." pode ser uma antiga terminação genitiva, e ao referir-se às "portas duplas do abdome" Jó talvez expressasse o desejo de que sua mãe tivesse permanecido virgem (cf. 4.12).  
Mas, seja qual for o meio da expressão, Jó deseja nunca ter nascido.
11. A esta altura, o discurso de Jó muda do amaldiçoar para o questionar. Há progressão de pensamento. Deseja que não tivesse sido concebido; ou, se concebido, que tivesse morrido no ventre; ou, se não fosse assim, que não tivesse nascido; ou que, nascido, tivesse morrido imediatamente; ou, uma vez que crescesse para a maturidade, logo morresse.  Temos, portanto, o pensamento da morte antes ou depois do nascimento. Mas o paralelismo sinônimo é exigido pêlos pares correspondentes "do ventre"... "da madre" e "morri"... "expirei." Grande brevidade é obtida como resultado deste traço poético, e uma tradução integral toma-se um pouco pesada:
"Por que não (saí) da madre (e) morri; (Por que não) saí do ventre e expirei?"
12. Gênesis 50.23 sugere que o v. 12a é a aceitação do recém-nascido por parte do pai; mas uma referência aos "joelhos da minha mãe" (NEB), como em Isaías 66.12, faz com que a totalidade do v. 12 descreva os primeiros atos do amamentar.

1. Jó amaldiçoa o dia do seu nascimento. “Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem! 
3.1 JÓ... AMALDIÇOOU O SEU DIA. Jó ficara solitário, humilhado e sofrendo dores. Seu sofrimento -maior era o sentimento de que Deus o abandonara. (1) No seu discurso (vv. 2-26), Jó disse a Deus exatamente como se sentia. Começou maldizendo o dia em que nasceu e sua vida de sofrimento, mas note-se que em tudo isso Jó não blasfemou contra Deus. Seu lamento era uma expressão de dor e desolação, mas não uma expressão de revolta contra Deus. (2) Sempre é melhor para o crente levar ao Senhor em oração suas dúvidas e sentimentos sinceros. Nunca é errado levarmos a Deus nossas aflições e angústias, a fim de invocarmos a sua compaixão. O próprio Jesus Cristo perguntou a Deus: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mt 27.46; cf. Jr 20.14-18; Lm 3.1-18).
3.13 ENTÃO, HAVERIA REPOUSO PARA MIM. O conceito de sepultura para Jó era o de um lugar de repouso. Não a considerava como extinção, mas como um lugar de contínua existência pessoal (vv. 13-19; ver Sl 16.10).
3.25 O QUE EU TEMIA ME VEIO. O maior desejo de Jó era gozar da presença e do favor de Deus; agora, acontecera aquilo que mais ele temia. Parecia que Deus o abandonara; e ele não tinha a mínima idéia da razão disso. Mesmo assim, Jó não blasfemou contra Deus; continuou orando a Ele, rogando sua misericórdia e socorro (6.8,9).


2. Os amaldiçoadores profissionais. 
Geralmente quando temos problemas queremos que todos sintam nossos problemas como se fossem nós mesmos e ainda envolvemos os familiares e amigos neles, talvez porque acreditamos que dessa maneira amenizaremos os mesmos com o mútuo compartilhamento; é ensinamento cristão que os amigos e irmãos devem estar presentes e atuantes nessas horas: Rm 12.15 "Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram."
Rm 12.10 AMAI-VOS CORDIALMENTE UNS AOS OUTROS. Todos os que se dedicam a Jesus Cristo pela fé, também devem dedicar mútuo amor uns aos outros, como irmãos em Cristo (1 Ts 4.9,10), com afeição sincera, bondosa e terna. Devemos preocupar-nos com o bem-estar, as necessidades e a condição espiritual dos nossos irmãos, sendo solidários e assistindo-os nas suas tristezas e problemas. Devemos preferir-nos em honra uns aos outros, i.e., devemos estar dispostos a respeitar e honrar as boas qualidades dos outros crentes (ver Jo 13.34,35).
Em Algumas situações quanto mais gente envolvida mais o problema cresce, talvez a solução mais viável seria compartilharmos com aquele que pode tudo, está em toda a parte e sabe o futuro (DEUS).
1 Pe 5.7 lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.
ELE TEM CUIDADO DE VÓS. O cuidado que Deus tem com os problemas de cada um dos seus filhos é uma verdade enfatizada através da sua Palavra (ver Sl 27.10; 37.5; 40.17; 55.22; Mt 6.25-30; 10.29-31; 11.30; Fp 4.6). Todos os nossos temores, cuidados e preocupações devem ser prontamente lançados sobre o Senhor (cf. Sl 55.22; Lc 12.11,12).
"Em tudo dai graças"(1 Ts 5.18): Muitos têem entendido esse versículo como "Por tudo dai graças" e isso não é verdade; Paulo aqui está se referindo à sua postura diante de tantas provações que passou e em nenhuma delas se desesperou, antes confiante em DEUS e no seu poder, superou todas pela fé em JESUS CRISTO. Não devemos agradecer a DEUS pelas nossas angústias e problemas, passamos por eles, mas não é DEUS quem nos envia enfermidades, problemas financeiros, problemas familiares, etc...; nós é que, na maioria das vezes, absorvemos os problemas em nossa vida por não seguir e não obedecer a palavra de DEUS como deveríamos. Quanto às provações que passamos por causa do evangelho, não as devemos a DEUS, mas ao inimigo que se levanta contra toda obra de DEUS. Concluímos que Paulo está dizendo: Em toda situação por que passares, dai graças a DEUS por Ele estar nos ajudando a passar por ela.

3. A maldição requer coisas irrazoáveis. Enquanto amaldiçoava o seu dia natalício, Jó pôs-se a requerer de Deus algumas coisas que, se atendidas, colocariam em risco a própria harmonia da criação.
DEUS não ouviria as petições de Jó nem que quisesse, pois eram absurdas e tolas; seria preciso mudar a natureza que DEUS criou, desde seu funcionamento como de seu posicionamento e de sua função.
Pv 17.27 RETÉM AS SUAS PALAVRAS O QUE POSSUI O CONHECIMENTO. Os que são sábios refreiam a língua e são cautelosos quanto àquilo que dizem. Não exageram a verdade, nem lesam o próximo enquanto falam; pelo contrário, tomam cuidado em falar com exatidão e na edificação do próximo (cf. Sl 39.1,2).
Ec 5.2 Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; pelo que sejam poucas as tuas palavras.
Mt 6.7 7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos.
 
A CRIAÇÃO   Gn 1.1 “No princípio, criou Deus os céus e a terra.

O DEUS DA CRIAÇÃO. (1) Deus se revela na Bíblia como um ser infinito, eterno, auto-existente e como a Causa Primária de tudo o que existe. Nunca houve um momento em que Deus não existisse. Conforme afirma Moisés: “Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Sl 90.2). Noutras palavras, Deus existiu eterna e infinitamente antes de criar o universo finito. Ele é 
anterior a toda criação, no céu e na terra, está acima e independe dela (ver 1Tm 6.16; Cl 1.16). (2) Deus se revela como um ser pessoal que criou Adão e Eva “à sua imagem” (1.27; ver 1.26). Porque Adão e Eva foram criados à imagem de Deus, podiam comunicar-se com Ele, e também com Ele ter comunhão de modo amoroso e pessoal. (3) Deus também se revela como um ser moral que criou tudo bom e, portanto, sem pecado. Ao terminar Deus a obra da criação, contemplou tudo o que fizera e observou que era “muito bom” (1.31). Posto que Adão e Eva foram criados à imagem e semelhança de Deus, eles também não tinham pecado (ver 1.26). O pecado entrou na existência humana quando Eva foi tentada pela serpente, ou Satanás (Gn 3; Rm 5.12; Ap 12.9). 

A ATIVIDADE DA CRIAÇÃO. (1) Deus criou todas as coisas em “os céus e a terra” (1.1; Is 40.28; 42.5; 45.18; Mc 13.19; Ef 3.9; Cl 1.16; Hb 1.2; Ap 10.6). O verbo “criar” (hb.“bara”) é usado exclusivamente em referência a uma atividade que somente Deus pode realizar. Significa que, num momento específico, Deus criou a matéria e a substância, que antes nunca existiram (ver 1.3). (2) A Bíblia diz que no princípio da criação a terra estava informe, vazia e coberta de trevas (1.2). Naquele tempo o universo não tinha a forma ordenada que tem agora. O mundo estava vazio, sem nenhum ser vivente e destituído do mínimo vestígio de luz. Passada essa etapa inicial, Deus criou a luz para 
dissipar as trevas (1.3-5), deu forma ao universo (1.6-13) e encheu a terra de seres viventes (1.20-28). (3) O método que Deus usou na criação foi o poder da sua palavra. Repetidas vezes está declarado: “E disse Deus...” (1.3, 6, 9, 11, 14, 20, 24, 26). Noutras palavras, Deus falou e os céus e a terra passaram a existir. Antes da palavra criadora de 
Deus, eles não existiam (Sl 33.6,9; 148.5; Is 48.13; Rm 4.17; Hb 11.3). (4) Toda a Trindade, e não apenas o Pai, desempenhou sua parte na criação. (a) O próprio Filho é a Palavra (“Verbo”) poderosa, através de quem Deus criou todas as coisas. No prólogo do Evangelho segundo João, Cristo é revelado como a eterna Palavra de Deus (Jo 1.1). 
“Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Semelhantemente, o apóstolo Paulo afirma que por Cristo “foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis... tudo foi criado por Ele e para Ele” (Cl 1.16). Finalmente, o autor do Livro de Hebreus afirma enfaticamente que Deus fez o universo por meio do seu Filho (Hb 1.2). (b) Semelhantemente, o Espírito Santo desempenhou um papel ativo na obra da criação. Ele é descrito como “pairando” (“se movia”) sobre a criação, preservando-a e preparando-a para as atividades criadoras adicionais de Deus. A palavra hebraica traduzida por “Espírito” (ruah) também pode ser traduzida por “vento” e “fôlego”. Por isso, o salmista testifica do papel do Espírito, ao declarar: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito (ruah) da sua boca” (Sl 33.6). Além disso, o Espírito Santo continua a manter e sustentar a criação (Jó 33.4; Sl 104.30). 

O PROPÓSITO E O ALVO DA CRIAÇÃO. Deus tinha razões específicas para criar o mundo. (1) Deus criou os céus e a terra como manifestação da sua glória, majestade e poder. Davi diz: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1; cf. 8.1). Ao olharmos a totalidade do cosmos criado — desde a imensa expansão do universo, à beleza e à ordem da natureza — ficamos tomados de temor reverente ante a majestade do Senhor Deus, nosso Criador. (2) Deus criou os céus e a terra para receber a glória e a honra que lhe são devidas. Todos os elementos da natureza — e.g., o sol e a lua, as árvores da floresta, a chuva e a neve, os rios e os córregos, as colinas e as montanhas, os animais e as aves — rendem louvores ao Deus que os criou (Sl 98.7,8; 148.1-10; Is 55.12). Quanto mais Deus deseja e espera receber glória e louvor dos seres humanos! (3) Deus criou a 
terra para prover um lugar onde o seu propósito e alvos para a humanidade fossem cumpridos. (a) Deus criou Adão e Eva à sua própria imagem, para comunhão amorável e pessoal com o ser humano por toda a eternidade. Deus projetou o ser humano como um ser trino e uno (corpo, alma e espírito), que possui mente, emoção e vontade, para que possa comunicar-se espontaneamente com Ele como Senhor, adorá-lo e servi-lo com fé, lealdade e gratidão. (b) Deus desejou de tal maneira esse relacionamento com a raça humana que, quando Satanás conseguiu tentar Adão e Eva a ponto de se rebelarem contra Deus e desobedecer ao seu mandamento, Ele prometeu enviar um Salvador para 
redimir a humanidade das conseqüências do pecado (ver 3.15). Daí Deus teria um povo para sua própria possessão, cujo prazer estaria nEle, que o glorificaria, e que viveria em retidão e santidade diante dEle (Is 60.21; 61.1-3; Ef 1.11,12; 1Pe 2.9). (c) A culminação do propósito de Deus na criação está no livro do Apocalipse, onde João descreve o fim da história com estas palavras: “...com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus 
estará com eles e será o seu Deus” (Ap 21.3).

CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO. A evolução é o ponto de vista predominante, proposto pela comunidade científica e educacional do mundo atual, em se tratando da origem da vida e do universo. Quem crê, de fato, na Bíblia deve atentar para estas quatro observações a respeito da evolução. (1) A evolução é uma tentativa naturalista para explicar a origem e o desenvolvimento do universo. Tal intento começa com a pressuposição de que não existe nenhum 
Criador pessoal e divino que criou e formou o mundo; pelo contrário, tudo veio a existir mediante uma série de acontecimentos que decorreram por acaso, ao longo de bilhões de anos. Os postulantes da evolução alegam possuir dados científicos que apóiam a sua hipótese. (2) O ensino evolucionista não é realmente científico. Segundo o método científico, toda conclusão deve basear-se em evidências incontestáveis, oriundas de experiências que podem ser reproduzidas em qualquer laboratório. No entanto, nenhuma experiência foi idealizada, nem 
poderá sê-lo, para testar e comprovar teorias em torno da origem da matéria a partir de um hipotético “grande estrondo”, ou do desenvolvimento gradual dos seres vivos, a partir das formas mais simples às mais complexas. Por conseguinte, a evolução é uma hipótese sem “evidência” científica, e somente quem crê em teorias humanas é que pode aceitá-la. A fé do povo de Deus, pelo contrário, firma-se no Senhor e na sua revelação inspirada, a qual declara que Ele é quem criou do nada todas as coisas (Hb 11.3). (3) É inegável que alterações e melhoramentos ocorrem em 
várias espécies de seres viventes. Por exemplo: algumas variedades dentro de várias espécies estão se extinguindo; por outro lado, ocasionalmente vemos novas raças surgindo dentre algumas das espécies. Não há, porém, nenhuma evidência, nem sequer no registro geológico, a apoiar a teoria de que um tipo de ser vivente já evoluiu doutro tipo. Pelo contrário, as evidências existentes apóiam a declaração da Bíblia, que Deus criou cada criatura vivente 
“conforme a sua espécie” (1.21,24,25). (4) Os crentes na Bíblia devem, também, rejeitar a teoria da chamada evolução teísta. Essa teoria aceita a maioria das conclusões da evolução naturalista; apenas acrescenta que Deus deu início ao processo evolutivo. Essa teoria nega a revelação bíblica que atribui a Deus um papel ativo em todos os aspectos da criação. Por exemplo, todos os verbos principais em Gênesis 1 têm Deus como seu sujeito, a não ser 
em 1.12 (que cumpre o mandamento de Deus no v. 11) e a frase repetida “E foi a tarde e a manhã”. Deus não é um supervisor indiferente, de um processo evolutivo; pelo contrário, é o Criador ativo de todas as coisas (Cl 1.16).
 
II. O QUE ACONTECERIA SE A SUA PETIÇÃO FOSSE OUVIDA


1. Uma hipótese desastrosa. 
Se DEUS ouvisse Jó e não o tivesse deixado nascer não teríamos essas tão edificantes mensagens de Fé, Paciência, integridade, lealdade,; que Jó nos transmite, ao estudarmos sua vida e suas provações.
Também não teríamos o equilíbrio cósmico e nem os astros e os planetas funcionando como DEUS previu e pré-ordenou.

CONCLUSÃO

Caso esteja você passando por alguma dificuldade, ou se ache no crisol, não se desespere: “Este é o dia que fez o SENHOR; regozijemo-nos e alegremo-nos nele” (Sl 118.24). 
Apesar de ser preciosa a morte de seus servos, à vista de DEUS, sabemos que Jó não morreria sem antes dar testemunho diante de todo o mundo de sua época e da nossa também, que um homem que é fiel a DEUS e paciente pode vencer as artimanhas e ciladas de satanás.
Sl 116.15 = Preciosa é à vista do SENHOR a morte dos seus santos.
PRECIOSA É... A MORTE DOS SEUS SANTOS. (1) O Senhor vela cuidadosamente pela vida dos que são dEle. (2) Ele controla as circunstâncias da morte dos seus (Rm 8.28,35-39). (3) No momento de sua morte, Ele está ali com eles. A morte do justo é de grande valor para Deus. É a ocasião em que são libertados de todo o mal, e levados vitoriosamente desta vida ao céu, para contemplarem Jesus face a face.
 
 
Questionário de Ev.Luiz Henrique www.henriqueestudos.cjb.net 
Texto Áureo:
1- Em qual dia de nossa vida devemos nos regozijar e alegrar nele?
(     ) Nenhum     (     ) No dia de nosso aniversário     (     ) No dia do Natal     (     ) Todos
Verdade Prática:
2- Sem nos abandonar, CRISTO estará conosco até a consumação dos séculos, mesmo que:
(     ) Estivermos vivendo no pecado     (     ) Estivermos sendo amigos do mundo     (     ) Em dias Tenebrosos
Introdução
3- A respeito do dia de seu nascimento Jó faz o que, perante seus amigos?
(     ) Abençoa-o     (     ) Amaldiçoa-o      (     ) Bendize-o     (     ) Se alegra nele
4- Quem fez os dias de angústia e de alegria na vida de Jó?
(     ) O Diabo     (     ) Jó mesmo     (     ) DEUS, o Senhor
Tópico I - Jó Amaldiçoa O Seu Dia Natalício
5- Até esse dia em que Jó amaldiçoou seu dia de nascimento como estava sua conduta?
(     ) Irrepreensível     (     ) Repreensível     (     ) Irritadiço     (     ) Sem fé
6- Depois de ficar doente e desfigurado, qual a reação de Jó?
(     ) Põe-se a agradecer a DEUS   (     ) Põe-se a Louvar a DEUS  (     ) Põe-se a amaldiçoar o dia de seu nascimento
7- Quais as duas coisas que houveram no dia do nascimento de Jó?
(     ) Trevas e barulho     (     ) Luz e Trovoadas     (     ) Luz e Música
8- Complete:
Depois que passa a  _____________, e se vai a _________________________, percebemos quão ilógicos nos __________________. (Jó 42.3)
9- Insatisfeito com as próprias palavras de maldição Jó quer que quem o ajude a amaldiçoar?
(     ) Amaldiçoadores Amadores     (     ) Abençoadores profissionais     (     ) Amaldiçoadores Profissionais
10- Por mais difícil que seja a situação, de que precisamos realmente?
(     ) Da maldição de DEUS    (     ) Da distância de DEUS     (     ) Da Bênção de DEUS
11- Devemos dar graças "em tudo" ou "por tudo" o que nos acontece?
(     ) Por Tudo     (     ) Em Tudo     (     ) Os dois estão corretos     (     ) Nenhum está correto
12- Coloque "V" Para Verdadeiro e "F" Para Falso nas coisas absurdas que Jó queria que DEUS fizesse?
(     ) Abençoar o dia de seu nascimento     (     ) Alterar a Mecânica Celeste     
(     ) Conservar o Sol em seu lugar       (     ) Modificar as leis da Biologia
13- Na hora de nossa irracionalidade pedimos coisas a DEUS que se ELE nos ouvisse o que aconteceria?
(     ) Melhoraria o mundo     (     ) Arrumaria toda sua criação e obra
(     ) Colocaria em risco a própria harmonia de toda sua criação e obra.
14- Por que DEUS não precisa alterar a mecânica celeste e nem contrariar as leis biológicas, por causa de nós?
(     ) Porque não tem jeito para nós mesmo     (     ) Porque somos pecadores e estamos condenados
(     ) Porque tem ELE um modo próprio e bem particular para tratar e solucionar todos os nossos problemas
Tópico II - O Que Aconteceria se A Sua Petição Fosse Ouvida?
15- DEUS ouve todas as nossas orações, no sentido de respondê-las?
(     ) Sim     (     ) Não     (     ) Talvez
16- Se DEUS respondesse afirmativamente todas as nossas petições, o que nos aconteceria?
(     ) Seríamos muito felizes     (     ) Seríamos poderosos     (      ) Seríamos as mais infelizes criaturas
17- de que maneiras DEUS nos responde nossas petições?
(     ) Sim, Não, Espere     (     ) Sim sempre     (     ) Não sempre     (     ) Espere sempre
18- O que DEUS leva em conta para nos responder as petições?
(     ) Sua Paciência     (     ) Sua Capacidade     (     ) Suas inquestionáveis Soberania e vontade
19- O que aconteceria se DEUS (porque já sabia da petição de Jó), atendesse ao pedido de Jó para não nascer?
(     ) Seria melhor para ele e para nós     (     ) Seria um exemplo de bondade e traria pouparia trabalho a Satanás
(     ) Sofreríamos uma grande perda devido a falta desses tão preciosos ensinos sobre o sofrimento do justo
20- Complete:
O Cristianismo é a religião da ___________________e do _____________________. Aleluia!
Conclusão
21- Complete:
"No dia da __________________, goza do bem, mas no dia da __________________________, considera; porque também __________________ fez este em oposição àquele., para que o __________________ nada ache que tenha de vir depois dele" (Ec 7.14).
22- Quando devemos pedir ao Senhor para riscar um dia de nossa vida?
(     ) No dia da angústia     (      ) No dia de nossa morte     (     ) Nunca
 
 
Questionário:
1. Por que Jó amaldiçoou o dia do seu nascimento?

2. O que recomenda o salmista?
3. O que teria acontecido caso Deus ouvisse a petição de Jó?
4. O que recomenda Salomão em seu Eclesiastes?
5. Como devemos agir nos dias que parecem tristes e atribulados? 

Fontes consultadas e alguns comentários inseridos:
1- CD Da CPAD, Revista e BEP, Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
2- Livro Jó - Claudionor De Andrade - CPAD - www.cpad.com.br 
3- Introdução e Comentários de Francis I.Andersen - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - S.Paulo - SP
2º Impressão 05/1996  -  http://www.vidanova.com.br/ 
 
 
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Resumo dos irmãos: Autor do Comentário: Irmão Roberto José   e Aux.: Irmão José Roberto da Silva
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