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Primeiro Trimestre de 2007
TEMA –A Igreja e a sua missão
COMENTARISTA : Elienai Cabral
Tema do trimestre: A doutrina da Igreja sob um aspecto prático 
Complemento - Ev. Luiz Henrique
Nossa intenção é trazer um auxílio a mais ao professor de Escola Bíblica Dominical e ao aluno da mesma, portanto
o material aqui disponibilizado é de muitas fontes, as quais cremos que foram todas inspiradas por DEUS.
 
 
 
                      
 
 
 
Lição 01 - A Igreja de CRISTO
Introdução ao primeiro trimestre de 2007.
EDIFÍCIO ESPIRITUAL - PEDRAS VIVAS - IGREJA CRISTOCÊNTRICA
SÍMBOLOS DA IGREJA
Características da Igreja Verdadeira
Questionário
A IGREJA (Bíblia De Estudos Pentecostal - CPAD)
 
 
                      
 
 
Texto Áureo:
E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Mt 16.18)
 
 
                       
 
 
Verdade Prática:
Nenhuma barreira material, moral ou espiritual será capaz de impedir a igreja de cumprir a sua missão na Terra.
 
 
Leitura Bíblica Em Classe:
Mateus 16.16-18:
Simão Pedro respondeu: Tu és o CRISTO, o Filho do DEUS vivo.
Respondeu-lhe JESUS: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, pois não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus.
E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Atos 4.11,12:
Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina.
Em nenhum outro há salvação, pois também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.
 
 
                         
 
 
 
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Introdução ao primeiro trimestre de 2007.
Jo 10.9 Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; poderá entrar e sair e achará comida.
Entrar no curral das ovelhas, no aprisco, significa entrar no reino espiritual, no reino da luz, no reino de DEUS (somente possível através de JESUS, nosso salvador) e
SAIR, significa sair do mundo espiritualmente governado por Satanás, reino das trevas.
ASSIM, temos um encontro com DEUS e sua Palavra revelada (comida do céu).
ANTES, quando JESUS estava aqui na Terra, num corpo físico, DEUS olhava de cima e só via um filho de DEUS; assim, quando precisava de alguém para pregar o evangelho em Samaria, por exemplo, enviava para lá seu único (unigênito) filho, porém as outras regiões ficavam sem ouvir o evangelho, pois só havia um filho de DEUS na Terra para pregar o evangelho e este só podia estar em um local de cada vez, pois estava sujeito a um corpo físico.
AGORA, após o sacrifício de JESUS na cruz por nós, a revelação do ESPÍRITO SANTO disso e nossa conversão, quando DEUS olha de cima, vê milhões de filhos de DEUS na Terra, gerados pela semente viva, a Palavra de DEUS,  fazendo sua obra por toda a parte e de todas as maneiras possíveis e em todo o mundo habitado. Glória a DEUS, o plano de redenção deu certo!!!!!!!!!!!!!!!
 
Unidade Na Construção Do Edifício De DEUS:
 
1 O Fundamento Dos Apóstolos E Dos Profetas(V.20)
Os Profetas Do Antigo Testamento Profetizaram A Respeito De CRISTO E Os Apóstolos, No Novo Testamento, Confirmaram Essas Profecias. Nessa Tipologia De Um Edifício CRISTO É A Pedra Principal (De Esquina) E Os Profetas E Apóstolos São Colunas De Sustentação E Declarados Também Como Fundamento, Pois São Testemunhas Das Promessas De DEUS E Seus Ensinos, Juntamente Aos De JESUS São A Base Da Igreja.
 
2 O Lugar De Cada Crente No Edifício De DEUS(Vv.21,22)
Somos O Templo De DEUS Na Terra, Unidos Pelo ESPÍRITO SANTO. Se Somos Como Pedras Vivas O ESPÍRITO SANTO É Como A Massa De Cimento Unindo Essas Pedras; Fazendo Assim Um Templo Que Cresce Cada Dia Mais, Indo De Encontro Ao Artífice E Construtor Que É DEUS, Mas Sempre Olhando Para CRISTO, O Autor E Consumador De Nossa Fé.
 
Unidade No Corpo De CRISTO:
 
1 Antes, Estávamos Longe; Agora Chegamos Perto(V.13)
Pelo Sangue De CRISTO, Chegamos Perto. Somos Um Mesmo ESPÍRITO Com Ele. Antes Separados, Na Carne; Agora Unidos Pelo ESPÍRITO SANTO.
 
2 Antes, Sem Reconciliação; Agora Temos Paz Com DEUS(Vv.14,16)
CRISTO Nos Reconciliou Com O Pai ( A Ofensa Foi Paga Na Cruz ), Através Do Seu 
Sangue A Parede De Separação Foi Removida(O Pecado).
 
3 Antes, Éramos Dois Povos; Agora, Somos Um Só(V.15)
Não Há Mais Diferença, Formamos Um Só Corpo; O Corpo De CRISTO. (DEUS Olha De Cima E Vê Milhões De Filhos)
 
4 Antes, Não Tínhamos Acesso Ao Pai; Agora, Em CRISTO, Isto É Possível(Vv.18,19)
Os Gentios Não Podiam Nem Entrar No Templo Construído Pelos Judeus, Agora Nós Podemos Entrar Na Presença Do Pai Pelo Novo E Vivo Caminho Que JESUS Nos Consagrou = O Véu Foi Rasgado, Isto É, Sua Carne.
 
Freqüente uma Igreja Regularmente
Quando você recebeu a JESUS CRISTO como seu Senhor e Salvador pessoal, você iniciou um relacionamento não só com JESUS CRISTO, mas também com outros, que tomaram este passo de fé, crentes. Não importa qual era a sua opinião antes, mas ir a igreja hoje é uma experiência rica e recompensadora.
 
ESTA É A IGREJA dos chamados para fora e esta é sua função primordial - A salvação das almas e sua condução a DEUS.
(Ev. Luiz Henrique)
 
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EDIFÍCIO ESPIRITUAL - PEDRAS VIVAS - IGREJA CRISTOCÊNTRICA
INTRODUÇÃO
A linguagem figurativa da Bíblia retrata a Igreja como uma obra em edificação. Este rico simbolismo aponta para a necessidade de um fundamento, sem o qual nenhuma construção é capaz de ser erguida em condições de manter-se de pé ou suportar a ação do tempo em suas estruturas. Ver Mt 7.24-27.
I. UMA PERGUNTA QUESTIONADORA
1. O propósito da pergunta. Como núcleo da Igreja incipiente, os discípulos foram preparados por CRISTO para serem as colunas de sustentação apostólica do Cristianismo bíblico. Eles teriam a responsabilidade ímpar de iniciar a construção deste grande edifício - a Igreja. Chegara, portanto, o momento supremo em que se descortinaria para a história este projeto concebido na mente de DEUS. Com este propósito, o Mestre inicia uma reflexão e Ihes faz a pergunta questionadora: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?" (v.13).
À primeira vista, numa leitura menos teológica, tem-se a impressão de que o Senhor está em processo de auto-afirmação, buscando, por isso. o reconhecimento da opinião pública. No entanto, à medida em que se aprofunda o diálogo, verifica-se que foi apenas o ponto de partida para chegar ao cerne da questão: o fundamento da Igreja nascente.
2. A reação da opinião pública. A pergunta enseja aos discípulos a oportunidade de mostrar o que pensava a opinião pública. Aqui há
uma descoberta interessante,que serve de lição para o dia-a-dia: As percepções sobre a vida variam de pessoa para pessoa e podem ser classificadas em níveis distintos. São fatores diversos, internos e externos, que determinam essa variação. A avaliação apresentada pelos
discípulos reflete essa realidade. Não obstante a clareza da mensagem pregada pelo Senhor, o máximo que as respostas indicam é uma
percepção equivocada que situa CRISTO ao nível dos profetas do Antigo Testamento (v.14).
 
II. UMA RESPOSTA REVELADORA
1. A percepção dos discípulos acerca de CRISTO. É provável que os discípulos ainda nutrissem dúvidas sobre o caráter messiânico do
advento de CRISTO. Talvez tivessem uma percepção parecida com a da opinião pública. Neste ponto crucial, o Senhor restringe o campo de sua pesquisa e lhes faz a pergunta decisiva: "E vós, quem dizeis que eu sou?" (v.15). Da resposta dependeriam os passos seguintes.
Contudo, o que se percebe do texto, num aparente hiato entre os vv.15 e 16,é a retração do grupo. A percepção externa já cristalizada não
favorece uma posição clara. Esta ênfase é proposital porque, atualmente, em diversos casos a percepção quanto à posição da Igreja em
CRISTO é conduzida pelos que os outros pensam e dizem a respeito, e não pelo que a Bíblia revela.
2. A percepção de Pedro acerca de CRISTO. Todavia, no exato momento em que os discípulos se encontram aparentemente perplexos
diante da pergunta inquiridora, entra em cena a revelação sobrenatural. Pedro, inspirado pelo ESPÍRITO SANTO, toma-se o porta-voz do grupo, e declara: "Tu és o CRISTO, o Filho do DEUS vivo" (v.16). Aqui está o reconhecimento implícito da messianidade de JESUS, pedra de toque do arcabouço teológico que dá vida à Igreja.
O CRISTO da história, que viveu na dimensão humana, como enviado do Pai, incorporava em si mesmo toda a plenitude da divindade, (Cl
2.9). Este é o sentido da revelação dada por DEUS a Pedro. Tirar esta doutrina da centralidade da pregação é deixar a Igreja anômala e sem consistência bíblica.

III. UMA DECLARAÇÃO CONCLUSIVA
1. A base da declaração. Chegasse, agora, ao ponto de tensão sobre quem é o fundamento da Igreja. Inicialmente, o Senhor esclarece a
origem da revelação: Não foi fruto da percepção humana equivocada (carne e sangue), mas resultado da ação direta de DEUS, mediante o ESPÍRITO SANTO, no coração de Pedro, (v.17). Em segundo lugar, através de um recurso estilístico, no grego, estabelece de forma precisa que o fundamento da Igreja está na confissão do apóstolo, (v.18). CRISTO cita duas palavras da mesma raiz, mas com significados diferentes,
que expressam a dimensão exata da revelação. A primeira, petros (o nome do discípulo), significa um fragmento de pedra. A segunda,
petra, traduz-se como rocha inamovível. Está claro que o Senhor, ao mesmo tempo em que reconheceu a sensibilidade espiritual de
Pedro, como um fragmento de pedra, deixou também estabelecido que a Igreja seria edificada sobre aquela pedra inamovível - CRISTO, o Filho do DEUS vivo - que se constituiu na confissão pública do apóstolo.
2. O alcance da revelação. O Senhor foi mais além, ao declarar a completa vitória da Igreja sobre as portas do inferno. Tal afirmativa
revela a plena autoridade de CRISTO para cumprir cabalmente o plano divino concernente ao mundo segundo a Palavra de DEUS. Por outro lado, fosse Pedro o fundamento ou qualquer outro dos discípulos, a Igreja não teria resistido aos fortes vendavais que sopraram sobre ela ao longo da história, e nem suportaria os ventos que hoje tentam desviá-la da rota, (comp. Ap 3.10).
 
IV. UM FUNDAMENTO INAMOVÍVEL
1. Refutando o dogma romanista. Uma regra áurea de interpretação bíblica determina que não se pode interpretar o texto isoladamente,
sem levar em consideração o contexto. Portanto, considera-se como doutrina aquela que desfruta de respaldo em toda a Bíblia. Não é o caso do dogma romanista. que situa Pedro como fundamento da Igreja. Senão, vejamos:
a) O livro de Atos, que narra os primeiros passos da Igreja Apostólica, em nenhum momento deixa transparecer esta idéia. Nos primeiros
13 capítulos Pedro aparece tomando várias iniciativas, mas a partir daí, com exceção do cap.15, que trata do Concílio em Jerusalém (onde
ele desponta no mesmo nível dos demais apóstolos), ele sai de cena.
b) Desde o momento em que Jerusalém começa a entrar em declínio político, antes da diáspora do ano 70 d.C.,DEUS se move através das circunstâncias para transferir o núcleo da Igreja das fronteiras judaicas para outro local estratégico. É assim que nasce a obra em Antioquia. A Bíblia identifica os personagens principais como crentes anônimos, dispersos pela perseguição, e cita Barnabé e Paulo em fase posterior. A liderança de Pedro sequer é mencionada, (At 11.~9-26).
c) Nenhuma das epístolas faz alusão a Pedro como alguém que estivesse ocupando posição de proeminência. Nem mesmo a que foi escrita
aos romanos o destaca. E pelo menos em uma ocasião sofre críticas de Paulo, em razão de sua atitude dissimulada no relacionamento
com os gentios (GI 2.11-15).
Como se vê, houvesse Pedro sido nomeado pelo Senhor como o fundamento da Igreja, o Novo Testamento cuidaria de registrar, com detalhes, os fatos que apontassem nessa direção.
2. A doutrina bíblica do fundamento da Igreja. Vejamos, finalmente, como se posiciona o Novo Testamento em relação a CRISTO como o fundamento da Igreja. Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios, é enfático: "Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do
que já está posto, o qual é JESUS CRISTO", 3.11. O apóstolo segue a mesma linha da declaração revelatória no ato da confissão de Pedro.
Mas é possível que algum crítico possa pôr em dúvida a afirmação do apóstolo, alegando tratar-se de rivalidade entre ele e Pedro. Fosse desta forma, teria-se deste outro posicionamento. Todavia, a teologia petrina reitera a mesma posição. Em At 4.11 e 1Pe 2.6,7, Pedro sem qualquer pretensão apresenta CRISTO como a pedra principal de esquina. Esta expressão denota a idéia de centralidade no alicerce de uma construção e está em sintonia com a teologia paulina. É tanto que Paulo faz uso da mesma linguagem em Ef 2.20,21. Assim sendo, o Novo Testamento apregoa a doutrina que sustenta a posição de CRISTO como o fundamento eterno e inabalável da Igreja.
 
CONCLUSÃO
Ter a CRISTO como fundamento é a razão pela qual a Igreja subsiste a todos os ataques do inimigo, desde o período apostólico até os dias atuais.  É também a garantia de que ela continuará triunfando contra todas as forças diabólicas que ajustam suas estratégias malignas às circunstâncias de hoje para tentar desviá-la do propósito de DEUS. Nada poderá jamais detê-la.
 
 
                       
 
 
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SÍMBOLOS DA IGREJA
Mediante uma ampla pesquisa, fale sobre o casamento nos tempos bíblicos e, principalmente, como era entre os povos antigos, na Palestina, na Grécia e em Roma. Destaque os costumes e os pontos de igualdade entre os povos.
Fale sobre o tabernáculo e os templos na vida religiosa de Israel. Se possível, mostre um desenho do tabernáculo, do templo de Salomão
e Herodes, não esquecendo de citar um resumo das fases históricas dos templos.
Por último, discorra sobre as funções dos órgãos humanos, mostrando que nenhum deles é sem importância para a nossa vida, bem como
que eles obedecem a um padrão orgânico criado por DEUS, que é a base de nossa sustentação física. Use o Manual Bíblico do Estudante, da
CPAD, para preparar seu trabalho em classe.

COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
A Bíblia utiliza diversos símbolos para ilustrar a natureza da Igreja, de seus membros em particular e de seu relacionamento com CRISTO.
No comentário de hoje, a abordagem restringir-se-á apenas a três que melhor contextualizam a visão atual do papel da Igreja diante de todos: noiva, templo e corpo.

I. A IGREJA COMO NOIVA DE CRISTO
1. A importância da noiva. Esta é a primeira alusão do comentário pela importância que as Escrituras dão ao matrimônio, como instituição divina, quando compara-o ao relacionamento entre CRISTO e a Igreja. É primordial na Igreja fortalecer o casamento, isto porque há uma ação maligna em curso contra ele por ser, em primeiro lugar, a estratégia que melhor serve ao inimigo no seu famigerado propósito de tentar destruir o plano de DEUS para o homem.
Em segundo lugar, porque desmoraliza uma instituição que melhor representa o tipo de comunhão que CRISTO mantém com a sua noiva, no
presente, e a perspectiva da vida que ambos desfrutarão na era vindoura (Ap 19.7,8).
2. A sujeição da noiva. Outra lição que o texto de Paulo oferece é a da sujeição da Igreja a CRISTO (Ef 5.24). O apóstolo a usa para exemplificar a mesma atitude da mulher para com o marido. No entanto, a idéia não é a de uma sujeição imposta pela força ou por uma decisão unilateral e legalista da esposa. É fruto, isto sim, do amor intenso dedicado pelo esposo, que produz nela profundo sentimento de afeto resultando no reconhecimento espontâneo de sua sujeição posicional. É assim a relação de CRISTO com a sua noiva. O amor que Ele lhe devota é tal, como demonstrado no ate da redenção, que ela se sente espontaneamente constrangida a ser-lhe eternamente fiel e a viver em função de sua liderança (2 Co 5.14,15J.
3. A pureza da noiva. Outro detalhe expresso no símbolo é que a pureza da Igreja como noiva resulta da entrega do Senhor por ela (Ef 5.26,27). É Ele quem a santifica, purifica e a torna imaculada e irrepreensíveI. Não é um ato intrínseco da Igreja, que, por si mesma, possa desenvolver essas qualidades da vida cristã. Ela depende de estar abrigada sob o amor do noivo e ter a noção exata da grande compaixão
implícita nesta entrega. Só assim poderá viver essas características e apresentar-se, no dia das bodas, como "Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante..." Tal é o comportamento que DEUS espera dos cônjuges. O amor do marido pela esposa deve evidenciar-
se de tal maneira, não só por palavras, mas acima de tudo por atos, que a mulher se sinta prazerosamente motivada a manter a sua pureza interior, bem como as suas qualidades morais e físicas para que ambos tenham, por toda a vida, plena satisfação na união conjugal. Assim, estarão dando um testemunho sem palavras, na dimensão humana, do que representa, no nível mais sublime, a comunhão entre CRISTO e a Igreja (Ef 5.32).
 
II. A IGREJA COMO TEMPLO DE DEUS:
1. Lugar da habitação de DEUS.
A Igreja, como templo de DEUS, traz a idéia subjacente da construção de um edifício habitacional que se ergue sob rigorosas normas de engenharia ("bem ajustado") (Ef 2.21).
Aqui se evidenciam duas coisas:
A) Quem normatiza e aplica os detalhes técnicos da obra é o engenheiro responsável, princípio este que denota a mesma responsabilidade no trato de CRISTO com a Igreja. As normas partem dele e já estão reveladas na Bíblia, não podendo ser substituídas por suposições humanas sob pena de fazer ruir todo o edifício, cf. Cl 2.20-23.
B) A Igreja foi projetada como lugar da habitação do DEUS trino, que, mediante o ESPÍRITO SANTO, envolve-se em toda a sua peregrinação
histórica.O projeto, portanto, pertence ao Pai, a execução ao Filho e o acompanhamento ao ESPÍRITO SANTO (cf. Ef 3.9; Mt 16.18; Jo 14.16,17,26).
Outro desdobramento cabível aqui é a doutrina da transcendência e da imanência de DEUS. Em sua transcendentalidade. DEUS é chamado de altíssimo porque habita "em um alto e santo lugar". Todavia, ao mesmo tempo em que o céu dos céus é a sua eterna morada, identifica-se também como o DEUS imanente, que habita "com o contrito e abatido de espírito", Is 57.15.
2. Templo de adoração a DEUS. Outro conceito implícito no símbolo do templo, é que faz parte dá natureza essencial da Igreja adorar a DEUS. Este é o sentido do termo cultuar. Infelizmente, porém, igrejas há amarradas a uma liturgia cultual engessada, onde o ESPÍRITO SANTO não encontra liberdade para atuar. As reuniões acabam-se tornando uma rotina repetitiva e enfadonha com pouco proveito espiritual para os participantes. Em muitos casos a adoração passa para o plano secundário ou mesmo terciário - se não for totalmente esquecida - e os que se destacam na coordenação do culto ocupam o centro das atenções. Os crentes, de modo geral, deixam de ser adoradores para transformar-se em assistentes. Muitos escudam-se atrás da recomendação bíblica sobre decência e ordem para defender essa situação. Todavia, levar este princípio ao extremo e isolá-lo do contexto conduz ao formalismo. Em todas as reuniões da Igreja, como templo de DEUS, sem menosprezo da organização, há espaço garantido para os elementos que compõem o culto ao Senhor e aí o ESPÍRITO SANTO tem liberdade para agir (1 Co 14.26-33).

III. A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO
1. O padrão orgânico do corpo.
Por último, neste comentário a Igreja é analisada sob a perspectiva do corpo humano. De início traduz a idéia de que são diversos órgãos e muitos membros, mas todos trabalham de forma orgânica e harmônica, interligados, em função do corpo. Este recebe os benefícios (1 Co 12.12). Vale a pena reiterar: eles não trabalham em função de si mesmos. Qualquer ação de um órgão ou membro em corpo saudável está comprometida com a estrutura orgânica que sustenta a vida.  E acima está a cabeça - o cérebro - no comando.
Assim é a Igreja de CRISTO. Ela conta com milhões de membros espalhados pelo mundo. Quando todos cumprem a sua parte, a Igreja se beneficia, mas se algum deles está enfermo espiritualmente e não é logo restaurado, afeta todo o corpo. Haja vista inúmeros exemplos
que promovem escândalos e trazem má fama ao povo de DEUS. É responsabilidade de todos os crentes trabalharem de forma orgânica e harmônica, interligados, em favor do crescimento, saúde e fortalecimento da Igreja, tendo CRISTO, como cabeça, na liderança (Ef 1.22,23). Sem nenhum exagero, a Igreja atual precisa ser mais corpo e menos indivíduos.
2. A utilidade de cada membro do corpo. Todavia, a idéia de corpo não anula a utilidade de cada membro em particular. Todos cumprem
uma atividade regular e indispensável no processo da vida. Se algum deles por qualquer motivo pára de trabalhar, o corpo ressentir-se-á de sua inatividade.
Esta é a mesma visão que norteia a presença da Igreja na Terra ( I Co 12.14,27).Muitos crentes, no entanto, por não entenderem corretamente este princípio, sentem-se inúteis e não se envolvem no serviço cristão. Mas se todos se impregnarem do senso de utilidade, a vida de oração será aprofundada, não faltarão recursos para a expansão do Reino, a evangelização será mais rápida, a obra missionária não andará a passos lentos, a unidade não constituir-se-á em utopia e a Igreja terá relevância no mundo (1 Co 15.58).
CONCLUSÃO 
Como noiva de CRISTO, esteja a Igreja consciente de que Ele é a fonte de sua pureza espiritual. Como templo de DEUS, tenha ela a visão de que é o lugar santo de Sua habitação na Terra e do compromisso de permanentemente adorá-Lo. Como corpo de CRISTO, mostre-se ao mundo como um corpo bem ajustado, onde cada membro cumpra com alegria a sua responsabilidade em favor do corpo.

 
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Características da Igreja Verdadeira
                   
 
Onde pode ser encontrada hoje a igreja verdadeira e quais os seus aspectos essenciais? Em primeiro lugar devemos distinguir os vários significados da palavra igreja:
1. Todo o povo de DEUS em todos os séculos, o conjunto total dos eleitos. Os Reformadores falaram disto como sendo a igreja invisível.
2. A comunidade local dos cristãos, reunidos visivelmente para adoração e ministério; este significado abrange a vasta maioria das referências à igreja (ekklesia) do Novo Testamento.
3. Todo o povo de DEUS no mundo, em determinada época, talvez melhor definida como a igreja universal. Esse sentido ocorre apenas ocasionalmente no Novo Testamento (1 Co 10.32; Gl 1.13).
4. “A igreja dentro da igreja”. Notamos antes a distinção feita entre a edah (toda a congregação visível) e os gahal (aqueles dentro dela que respondem ao chamado de DEUS). JESUS ensinou que o reino corresponde a este padrão: o joio está misturado com o trigo (Mt 13.24-30; 36-43). Dentro do grupo identificado com CRISTO acha-se o povo de DEUS, a verdadeira igreja. Não existe, então, uma igreja pura; em meio a cada igreja pode haver pessoas que não professaram a sua fé e outras cuja profissão será desmascarada no último dia (Mt 7.21-23).
Admitindo-se assim que uma igreja pura ou perfeita não é possível deste lado da glória, onde podemos descobrir o verdadeiro povo de DEUS visivelmente reunido? Tradicionalmente, são reconhecidos quatro sinais da igreja autêntica.


UNA
A unidade da igreja procede de seu fundamento do único DEUS (Ef 4.1-6). Todos os que pertencem verdadeiramente à igreja são um só povo e, portanto, a igreja verdadeira será distinguida por sua unidade.
Esta unidade, porém, não implica necessariamente uniformidade total. Na igreja do Novo Testamento havia uma variedade de ministérios (1 Co 12.4-6) e de opiniões sobre assuntos de importância secundária (Rm 14:1-15:13). Embora houvesse uniformidade nas convicções teológicas básicas (1 Co 15.11, BLH; Jd 3), a fé comum recebia ênfases diversas, segundo as diferentes necessidades percebidas pelos apóstolos (Rm 3.20; cf. Tg 2.24; Fp 2.5-7; cf. Cl 2.9s).
Havia também uma variedade de formas de adoração. O tipo de culto em Corinto (1 Co 14.26ss) não era comum nas igrejas palestinas, onde a adoração se baseava no modelo da sinagoga judaica e tinha um padrão mais formal, centrado na exposição da palavra escrita. Este modelo tirado da sinagoga justifica o fato de as igrejas do primeiro século serem consideradas um ramo do judaísmo. Tiago 2.2 usa até mesmo a palavra sinagoga para a reunião dos cristãos. Existem também elementos discerníveis de mais de uma forma de governo da igreja.
A verdadeira unidade no ESPÍRITO SANTO de todo o povo regenerado é um fato independente da desunião denominacional exterior. O chamado para a unidade no Novo Testamento é, portanto, uma ordem para manter a unicidade fundamental da vida que o ESPÍRITO concedeu através da regeneração (Ef 4.3). Os Reformadores salientaram este ponto, distinguindo entre a igreja invisível (todos os eleitos que são verdadeiramente um em CRISTO) e a igreja visível (um grupo misto de regenerados e não-regenerados). A unidade da igreja invisível é um fato consumado, concedido com a salvação.
Roma tem usado este sinal de maneira polêmica, a fim de proclamar sua unidade, comparando-a à fragmentação do protestantismo, como uma evidência de ser a verdadeira igreja. Isto, no entanto, ignora três pontos: (i) A própria Roma separou-se da igreja ortodoxa em 1054, e jamais tinha sido considerada universalmente como a única igreja verdadeira em séculos anteriores; por exemplo, a igreja celta floresceu na Inglaterra, e Patrício fundou a igreja inglesa muito antes de os missionários romanos terem chegado à Inglaterra. (ii) Os sinais devem manter-se juntos. A sucessão histórica e a unidade exterior não têm validade quando não associadas à lealdade e ao evangelho apostólico. (iii) Embora o protestantismo tenha-se mostrado às vezes necessariamente desagregador, pode ser argumentado que, através de seu desvio da doutrina bíblica, é a própria Roma que tem sido a maior causa de cismas no correr dos séculos.
As Escrituras encorajam a mais plena expressão de unidade possível entre o povo de DEUS, mas elas também tornam claro que a divisão acha-se perfeitamente de acordo com a vontade divina quando a essência do Cristianismo Apostólico estiver em risco. Esta foi a razão da discórdia entre Paulo e os judaizantes (Gl 1.6-12), e entre JESUS e os fariseus (Mc 7.1-13). É significativo notar que quando Judas pretendeu escrever sobre a salvação que temos em comum, ele achou necessário insistir com os leitores para “batalhar diligentemente pela fé que uma vez foi entregue aos santos” (Judas 3). Para o Novo Testamento, a unidade está baseada em um compromisso consciente com as verdades reveladas do Cristianismo Apostólico.
O Novo Testamento dirigiu seus ensinos sobre a unidade a grupos específicos, com implicações imediatas para seus relacionamentos visíveis (Ef 2.15; 4.4; Cl 3.15). JESUS orou pela unidade, que ajudaria o mundo a crer (João 17.21); embora o paralelo entre esta unidade e a dEle com o Pai (17.11,22) confirme o caráter essencialmente espiritual da unidade bíblica, esta certamente inclui identificação visível de vida e propósito, pois JESUS em toda a sua missão expressou uma união visível e demonstrável com o Pai. Em outras palavras, é preciso buscar uma unidade visível mais plena do que aquela que está sendo experimentada pelos que são fiéis ao evangelho apostólico.
Este fato tem especial importância quando dois ou mais grupos que têm uma fé bíblica estiverem operando na mesma área, como, por exemplo, em um campus universitário. O desafio mais profundo deste ensinamento, porém, situa-se ao nível dos relacionamentos na igreja local. Nesse ambiente, a unidade da vida em CRISTO deve expressar-se através do cuidado e compromisso genuínos e tangíveis de uns para com os outros. Na ausência disto, a reivindicação de ser uma verdadeira igreja cristã é posta em dúvida (1 Co 3.3s).


SANTA
O povo de DEUS forma a nação santa (1 Pe 2.9). No sentido mais profundo a igreja é santa, da mesma forma que todo indivíduo cristão é santo em virtude de estar unido a CRISTO, separado para ele e revestido com sua justiça perfeita. Na sua posição diante de DEUS em CRISTO, a igreja é irrepreensível e isenta de qualquer mancha moral. A distinção entre a igreja visível e a invisível aplica-se aqui, desde que esta santidade imputada não pertence aos membros da igreja não confiam pessoalmente em CRISTO como Salvador.
A união com CRISTO envolve também uma santidade de vida que seja visível. Desse modo, a relação da igreja com CRISTO, o seu cabeça, será expressa no caráter moral e nas características especiais de sua vida e de seus relacionamentos comunitários. A igreja alheia à santidade é alheia a CRISTO. Quando CRISTO dirigiu-se à sua igreja, ele esperava dela essa mesma diferença moral e foi severo em seu julgamento quando observou que ela lhes faltava (Ap 2.-3).
A fim de não desanimarmos ao aplicar este teste, vale a pena lembrar que grande parte da vida da igreja do Novo Testamento foi eivada de erros, divisões, falhas morais e instabilidade. Não obstante, a presença de um sinal visível de santidade é uma característica invariável da igreja de DEUS.


CATÓLICA
O termo católico significa literalmente abrangendo ao todo. E em seu uso primitivo, significava ser a igreja universal, distinguindo-a da local; mais tarde, veio significar a igreja que professava a fé ortodoxa, em contraste com os hereges. Com o passar do tempo, Roma adotou o termo para referir-se a si mesma como instituição eclesiástica, centrada no papado, historicamente desenvolvida e geograficamente difundida. Os reformadores do século dezesseis procuraram restaurar o significado anterior da catolicidade, em termos do reconhecimento da fé ortodoxa; nesse sentido, argumentavam eles, a igreja católica era de fato eles e não Roma.
O principal aspecto da catolicidade da igreja primitiva estava na sua abertura para todos. Distinta do judaísmo, com seu exclusivismo racial, e do gnosticismo, com seu exclusivismo cultural e intelectual, a igreja abriu seus braços a todos que quisessem ouvir a mensagem e aceitar seu salvador, sem levar em conta cor, raça, posição social, capacidade intelectual e antecedentes morais. Ela surgiu no mundo como uma fé para todos (Mt 28.19; Ap 7.9). A única exigência para admissão era a fé pessoal em JESUS CRISTO como Salvador e Senhor, com o batismo como o rito autorizado de entrada, porque manifestava o evangelho da graça (Mt 28.19; At 2.38,41).
É neste nível fundamental que esta característica (a de ser católica) deve ser entendida. As igrejas que exigem outros testes devem ser consideradas como suspeitas. Não existe lugar numa verdadeira igreja para a discriminação de qualquer tipo, seja racial, de cor, social, intelectual ou moral, neste último caso desde que haja evidência de verdadeiro arrependimento. A discriminação denominacional também precisa ser examinada com cuidado nos casos em que as doutrinas fundamentais bíblicas sejam claramente reconhecidas.


APOSTÓLICA
O apóstolo é uma testemunha do ministério e da ressurreição de JESUS; é um arauto autorizado do evangelho (Lc 6.12s; At 1.21s; 1 Co 15.8-10). Os arautos tomam posição entre JESUS e todas as gerações subseqüentes da fé cristã; nós só nos achegamos a ele por meio dos apóstolos e de seu testemunho sobre ele, incorporado no Novo Testamento. Neste sentido fundamental, toda a igreja é "edificada sobre o fundamento dos apóstolos" (Ef 2.20; cf. Mt 16.18; Ap 21.14). A apostolicidade da igreja encontra-se, portanto, no fato de ela conformar-se à fé apostólica "que uma vez por todas foi entregue ao santos" (Jd 3; cf. At 2.42). Os apóstolos ainda governam e organizam a igreja na medida em que esta permite que sua vida, seu entendimento e sua pregação sejam constantemente reformados pelos ensinos das Sagradas Escrituras.
Desde que o apóstolo significa literalmente enviado, não é de surpreender que o Novo Testamento refira-se ocasionalmente a outros apóstolos (Rm 16.7). Neste sentido geral, todos os que são hoje enviados pelo Senhor como evangelistas, pregadores, iniciadores de igrejas, etc. são no grego do Novo Testamento, apostoloi, enviados. Isto não subentende de forma alguma que eles tenham uma posição de autoridade especial, competindo com a do grupo original cujo governo continua através das escrituras apostólicas. Reivindicar o cargo apostólico em nossos dias é compreender erradamente o ensino bíblico e oferece na prática um desafio grave com respeito à autoridade e finalidade da revelação divina do Novo Testamento.
É igualmente errado entender a apostolicidade como uma continuidade histórica do ministério, retrocedendo até CRISTO e seus apóstolos através de uma sucessão de bispos. Esta interpretação não tem nenhum apoio bíblico. Toda noção da graça de DEUS comunicada mediante uma sucessão histórica de dignatários da igreja contraria o caráter da própria graça, conforme os escritos bíblicos. Além disso, como garantia da verdade da mensagem apostólica, a sucessão episcopal evidentemente falhou. Foi uma igreja perfeitamente enquadrada nesta sucessão histórica que precisou da Reforma do século dezesseis, para não mencionar outras reformas menores, como o despertamento do século dezoito com Whitefield e os Wesleys.
O catolicismo romano estende esta interpretação de "apostólico" para incluir a reivindicação de que o Bispo de Roma é o sucessor histórico de Pedro e o guardião especial da graça de DEUS na igreja. A alegação é insustentável. A primazia de Pedro entre os apóstolos não passou de uma clara liderança no período da primeira missão cristã. Ele claramente recuou para um segundo plano à medida que a igreja avançou fora de Jerusalém, sendo Paulo nomeado para liderar a missão fora da Palestina e quando João lutava para corrigir as igrejas prejudicadas pelos falsos mestres. É bem significante que Pedro não apareceu no papel principal no Concílio de Jerusalém (At 15), e que ficou claramente à sombra de Paulo no incidente registrado em Gálatas 2.
Roma alega ainda que esta suposta supremacia de Pedro deveria continuar para a salvação eterna e bem contínuo da igreja. Nenhum dos versículos citados como apoio escriturístico (Mt 16.18s; Jo 21.15-17 e Lc 22.32) faz qualquer referência a um sucessor de Pedro. Essas duas reivindicações romanas contrariam a evidência manifesta no Novo Testamento, e a terceira, de que a primazia de Pedro se estende ao bispo de Roma, é ainda menos digna de crédito. O fato de Pedro ter terminado sua vida como mártir em Roma é uma tradição primitiva que encontra apoio razoável; as dificuldades históricas, porém, para mostrar que houve uma sucessão estabelecida de bispos monárquicos de Roma, a partir do primeiro século, são intransponíveis.
A sucessão apostólica é na verdade a sucessão do evangelho apostólico, quando o depósito original de verdade apostólica é passado de uma para outra geração: "homens fiéis ... para instruir a outros" (2 Tm 2.2). A igreja é apostólica à medida que reconhece na prática a autoridade suprema das escrituras apostólicas.


OS SINAIS DOS REFORMADORES
Embora os Reformadores não pusessem de lado esses quatro sinais tradicionais, as controvérsias em que se viram envolvidos prenderam sua atenção em outras coisas. Eles identificaram duas características da igreja verdadeira e visível. "Onde quer que vejamos a Palavra de DEUS pregada e ouvida em toda a sua pureza e os sacramentos ministrados segundo a instituição de CRISTO, não há dúvida de que existe uma igreja de DEUS" (João Calvino).
“A Palavra pregada em toda a sua pureza” trouxe à tona a supremacia do evangelho bíblico e forma precisamente nesse ponto que surgira a verdadeira ruptura com Roma. Atrás desta ênfase havia uma convicção quanto ao elo indissolúvel entre a Palavra escrita e o ESPÍRITO; pertencer à comunidade do ESPÍRITO iria necessariamente refletir a submissão à Palavra que o ESPÍRITO havia inspirado. Os Reformadores desconheciam qualquer ESPÍRITO que não levasse à Palavra; desconheciam qualquer amor por DEUS que não estivesse ligado à fé e à verdade. O outro ponto em que discerniram a verdadeira igreja, os sacramentos, era também polêmico, já que foi no aspecto do ensino e da prática com relação aos sacramentos que os Reformadores viram a mais clara violação da religião bíblica por parte de Roma.
A existência de grupos cristãos (p. ex. o Exército da Salvação e a Sociedade dos Amigos) que não possuem sacramentos faz-nos hesitar quanto à afirmação de que os sacramentos são essenciais para que a igreja seja verdadeira. Não obstante, nosso Senhor claramente considerou o batismo como intimamente ligado à mensagem da igreja e à resposta humana a ela (Mt 28.19s), e a participação na Ceia como fundamental para a vida da igreja (Lc 22.19; 1 Co 11.24s).
Podemos generalizar esses sinais afirmando que o sinal supremo para os Reformadores era o próprio CRISTO. Ele é o centro da Palavra e o cerne dos sacramentos.


A MISSÃO – UM SINAL AUSENTE?
Nas instruções de JESUS sobre a vida da igreja (Jo 13-16; Lc 10.1-20; At 1.1-8), encontramos um elemento não abordado nas características da igreja identificadas até agora, que é a missão: a responsabilidade de levar as boas novas de JESUS aos confins da Terra.
Existe certamente grande significado no fato de a história da igreja do Novo Testamento, o livro de Atos, Ter como seu tema principal a expansão sucessiva na pregação do evangelho: Jerusalém, Judéia, Samaria, e, em seguida, o mundo gentio (1.8; cf. 6.8s; 7; 8; 10.34-38; 11.19-26; 13.1ss). A igreja é missão talvez seja uma frase exagerada, mas em seu serviço total ao propósito e à glória de DEUS, a missão é um ingrediente bíblico fundamental.
Assim sendo, uma igreja que não prega o evangelho não sente a responsabilidade pelo bem-estar moral e espiritual dos que a rodeiam, nem expressa interesse pelos pobres e necessitados onde quer que eles sejam encontrados, perdeu seu direito à autenticidade, constituindo-se numa negativa viva de seu Senhor.
Para resumir: a verdadeira igreja será reconhecida pela sua unidade nos relacionamentos, pela sua santidade de vida, pela sua abertura a todos, pela sua submissão à autoridade das escrituras, pela sua pregação de CRISTO em palavras e sacramentos, e pelo seu compromisso com a missão.
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Fonte: Texto retirado do livro Conheça a Verdade Estudando as Doutrinas da Bíblia, de Bruce Milne, ABU Editora.
 
 
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Questionário da Lição 01 - A Igreja de CRISTO
 
 
Texto Áureo:
1- Complete:
E também eu te digo que tu és _____________, e sobre esta _____________ edificarei a minha _________________, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Mt 16.18).
 
Verdade Prática:
2- Complete:
Nenhuma _______________ material, moral ou espiritual será capaz de impedir a ________________ de cumprir a sua _____________ na Terra.
 
I. O QUE É A IGREJA
3- Qual a definição de "Igreja" no grego?
(  ) significa "chamados para fora".
(  ) significa "chamados para dentro".
(  ) significa "chamados para o céu".
 
4- O que é Igreja, como grupo de pessoas?
(  ) São os chamadas para fora do celeiro espiritual, para formar um povo seleto, especial, pertencer a DEUS e servi-lo.
(  ) São os chamadas para fora do mundo, para formar um povo seleto, especial, pertencer a DEUS e servi-lo.
(  ) São os chamadas para fora do céu, para formar um povo seleto, especial, pertencer a DEUS e servi-lo.
 
5- A que se refere a palavra chave "Missão"?
(  ) à função, autoridade e poder concedidos pela Igreja para cumprimento da obra de JESUS no mundo.
(  ) à função, autoridade e poder concedidos pelos pastores à Igreja para cumprimento da obra de JESUS no mundo.
(  ) à função, autoridade e poder concedidos por CRISTO à Igreja para cumprimento da obra de JESUS no mundo.
 
6- A partir de quando a igreja tem uma visão cristológica?
(  ) A partir desta resposta de Pedro a JESUS:  Tu és JESUS, o perfeito DEUS vivo" (v.16)' e JESUS respondendo disse: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18).
(  ) A partir desta resposta de Pedro a JESUS:  Tu és o CRISTO, o único DEUS vivo" (v.16)' e JESUS respondendo disse: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18).
(  ) A partir desta resposta de Pedro a JESUS:  Tu és o CRISTO, o Filho do DEUS vivo" (v.16)' e JESUS respondendo disse: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18).
 
7- Por que a Igreja é universal?
(  ) Porque é o conjunto de todos os que acreditam em CRISTO, inclui todos os seres humanos vivos.
(  ) Porque é o conjunto de todos os que crêem em JESUS, inclui todos as denominações cristãs existentes.
(  ) Porque é o conjunto de todos os salvos em CRISTO, inclui todos os cristãos remidos.
 
8- Qual o sentido de Igreja Local?
(  ) A palavra igreja, no sentido literal abrange o conceito de "ajuntar" e "remir", união dos fiéis em um local fechado.
(  ) A palavra igreja, no sentido literal abrange o conceito de "congregar" e "reunir", reunião dos fiéis em um local específico.
(  ) A palavra igreja, no sentido literal abrange o conceito de "falar" e "pregar", reunião dos fiéis em um local aberto.
 
9- Qual a figura empregada por Pedro para se referir à Igreja?
(  ) Figura uma casa construída por várias pessoas juntas e edificadas sobre uma só fé.
(  ) Figura um edifício construído por várias pedrinhas juntas e edificadas sobre uma rocha.
(  ) Figura um edifício construído por várias pessoas juntas, porém separadas em denominações.
 
10- O que disse Pedro a respeito da Pedra citada por JESUS, sendo o fundamento da Igreja?
(  ) O próprio Pedro afirma que JESUS não é a Pedra, mas pode ser rocha ( 1 Pe 2.5 ).
(  ) O próprio Pedro afirma que JESUS poderá vir a ser a Pedra, "pedra angular" ( 1 Pe 2.5 ).
(  ) O próprio Pedro afirma que JESUS é a Pedra, "pedra angular" ( 1 Pe 2.5 ).
 
11-Que tipo de Pedras são os crentes?
(  ) Pedras espirituais.
(  ) Pedras materiais.
(  ) Pedras de esquina.
 
III. A ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL DA IGREJA
12- A que se refere a igreja como uma Organização funcional?
(  ) À administração dos recursos espirituais e humanos de que ela dispõe, para que seu crescimento seja multiplicativo.
(  ) À administração dos recursos materiais e humanos de que ela dispõe, para que não haja interrupções no seu crescimento quantitativo e qualitativo.
(  ) À administração dos recursos imateriais e espirituais de que ela dispõe, para que não haja interrupções no seu crescimento quantitativo e qualitativo.
 
13- A que diz respeito a igreja como organização ministerial?
(  ) Diz respeito ao governo da igreja local através de anjos enviados e capacitados por DEUS para o exercício do santo ministério pastoral.
(  ) Diz respeito ao governo da igreja local através de homens vocacionados e capacitados pelos cursos teológicos para o exercício do ministério. 
(  ) Diz respeito ao governo da igreja local através de homens vocacionados e capacitados por DEUS para o exercício do santo ministério eclesiástico.
 
14- Cite pelo menos 4 formas de governo eclesiástico:
L_________________, d____________________, r______________________e n_____________________.
 
15- A quem o Novo Testamento indica a autoridade administrativa e espiritual da igreja local?
(  ) Ao Apóstolo.
(  ) Ao pastor.
(  ) Ao Presbítero.
 
16- Cite os cargos de caráter espiritual da igreja, conforme Ef 4.11:
A_________________, p_______________________, e_________________________, p_____________________ e m___________________.
 
17- A que se refere a organização espiritual da igreja?
(  ) À sua maneira de cultuar, ministração do louvor, da adoração coletiva, da Ceia do Senhor, do batismo em águas e da construção de templos.
(  ) À sua liturgia, ministração do dinheiro, da cesta coletiva de ajuda humanitária, da distribuição da Ceia do Senhor e o batismo em águas.
(  ) À sua liturgia, ministração do culto, da adoração coletiva, das ordenanças deixadas por JESUS, como a Ceia do Senhor e o batismo em águas.
 
18- Na realização do culto, o que se deve evitar?
(  ) O culto racional que engraça a liberdade da adoração a DEUS em "espírito e em verdade" Jo 4.23,24), Também a espontaneidade individual limitada, do "culto nacional" que devemos prestar continuamente a DEUS (Rm 12.1 ; SI 95.1-6).
(  ) O formalismo do vestuário que acaba com a liberdade da adoração a DEUS em "espírito e em verdade" Jo 4.23,24), Também a posição ajoelhada  que vulgariza e profana o "culto racional" que devemos prestar continuamente a DEUS (Rm 12.1 ; SI 95.1-6).
(  ) Tanto o formalismo que engessa a liberdade da adoração a DEUS em "espírito e em verdade" Jo 4.23,24), quanto a espontaneidade individual sem limites, que vulgariza e profana o "culto racional" que devemos prestar continuamente a DEUS (Rm 12.1 ; SI 95.1-6).
 
 
 
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A IGREJA (Bíblia De Estudos Pentecostal - CPAD)
Mt 16.18 “Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja,
e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

A palavra grega ekklesia (igreja), literalmente, refere-se à reunião de um povo, por convocação (gr. ekkaleo). No NT, o termo designa principalmente o conjunto do povo de DEUS em CRISTO, que se reúne como cidadãos do reino de DEUS (Ef 2.19), com o propósito de adorar a DEUS. A palavra “igreja” pode referir-se a uma igreja local (Mt 18.17; At 15.4) ou à igreja no sentido universal (16.18; At 20.28; Ef 2.21, 22).
(1) A igreja é apresentada como o povo de DEUS (1Co 1.2; 10.32; 1Pe 2.4-10), o agrupamento dos crentes redimidos como fruto da morte de CRISTO (1Pe 1.18,19). É um povo peregrino que já não pertence a esta terra (Hb 13.12-14), cujo primeiro dever é viver e cultivar uma comunhão real e pessoal com DEUS (1Pe 2.5; ver Hb 11.6).
(2) A igreja foi chamada para deixar o mundo e ingressar no reino de DEUS. A separação do mundo é parte inerente da natureza da igreja e a recompensa disso é ter o Senhor por DEUS e Pai (2Co 6.16-18).
(3) A igreja é o templo de DEUS e do ESPÍRITO SANTO (ver 1Co 3.16; 2Co 6.14—7.1; Ef 2.11-22; 1Pe 2.4-10). Este fato, no tocante à igreja, requer dela separação da iniqüidade e da imoralidade.
(4) A igreja é o corpo de CRISTO (1Co 6.15,16; 10.16,17; 12.12-27). Isto indica que não pode existir igreja verdadeira sem união vital dos seus membros com CRISTO. A cabeça do corpo é CRISTO (Cl 1.18; Ef 1.22; 4.15; 5.23).
(5) A igreja é a noiva de CRISTO (2Co 11.2; Ef 5.23-27; Ap 19.7-9). Este conceito nupcial enfatiza tanto a lealdade, devoção e fidelidade da igreja a CRISTO, quanto o amor de CRISTO à sua igreja e sua comunhão com ela.
(6) A igreja é uma comunhão (gr. koinonia) espiritual (2Co 13.14; Fp 2.1)
. Isto inclui a habitação nela do ESPÍRITO SANTO (Lc 11.13; Jo 7.37-39; 20.22), a unidade do ESPÍRITO (Ef 4.4) e o batismo com o ESPÍRITO (At 1.5; 2.4; 8.14-17; 10.44; 19.1-7). Esta comunhão deve ser uma demonstração visível do mútuo amor e cuidado entre os irmãos (Jo 13.34,35).
(7) A igreja é um ministério (gr. diakonia) espiritual. Ela ministra por meio de dons (gr. charismata) outorgados pelo ESPÍRITO SANTO (Rm 12.6; 1Co 1.7; 12.4-11, 20-31; Ef 4.11).
(8) A igreja é um exército engajado num conflito espiritual, batalhando com a espada e o poder do ESPÍRITO (Ef 6.17). Seu combate é espiritual, contra Satanás e o pecado. O ESPÍRITO que está na igreja e a enche, é qual guerreiro manejando a Palavra viva de DEUS, libertando as pessoas do domínio de Satanás e anulando todos os poderes das trevas (At 26.18; Hb 4.12; Ap 1.16; 2.16; 19.15, 21).
(9) A igreja é a coluna e o fundamento da verdade (1Tm 3.15), funcionando, assim, como o alicerce que sustenta uma construção. A igreja deve sustentar a verdade e conservá-la íntegra, defendendo-a contra os deturpadores e os falsos mestres (ver Fp 1.17; Jd 3).
(10) A igreja é um povo possuidor de uma esperança futura. Esta esperança tem por centro a volta de CRISTO para buscar o seu povo (ver Jo 14.3; 1Tm 6.14; 2Tm 4.8; Tt 2.13; Hb 9.28).
(11) A igreja é tanto invisível como visível. (a) A igreja invisível é o conjunto dos crentes verdadeiros, unidos por sua fé viva em CRISTO. (b) A igreja visível consiste de congregações locais, compostas de crentes vencedores e fiéis (Ap 2.11, 17, 26; ver 2.7), bem como de crentes professos, porém falsos (Ap 2.2); “caídos” (Ap 2.5); espiritualmente “mortos” (Ap 3.1); e “mornos” (Ap 3.16; ver Mt 13.24; At 12.5).

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Ajuda http://www.cpad.com.br/
www.escoladominical.com.br
Bíblia Thompson em CD - Editora Vida
 
 
Veja também http://www.apazdosenhor.org.br/estudos_biblicos/LICAO10-VC-IGREJA%20-%20O%20CORPO%20ESPIRITUAL%20DE%20CRISTO.htm#A%20IGREJA 
 
 
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