Lição 1, Gênesis, o Livro da Criação Divina (pronto só na Quinta-Feira a noite)
4º trimestre de 2015 - O Começo de Todas as Coisas - Estudos Sobre O Livro de Gênesis
Comentarista da CPAD: Pr. Claudionor Correa de Andrade
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
Questionário
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
 
 
Lição 1, Gênesis, o Livro da Criação Divina (pronto só na Quinta-Feira a noite)
 
 
Lições do Trimestre
 
 
TEXTO ÁUREO
"No princípio, criou DEUS os céus e a terra." (Gn 1.1)
 
VERDADE PRÁTICA
Sem o livro de Gênesis, as grandes perguntas da vida ainda estariam sem resposta.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 1.1 - DEUS cria, no princípio, os céus e a terra
Terça - Gn 2.7 - A criação do ser humano, obra prima da criação
Quarta - Gn 3.1-7 - A Queda do homem e a entrada do pecado no mundo
Quinta - Gn 7.1-12 - A maldade humana se multiplica e DEUS ordena o dilúvio
Sexta - Gn 12.1-3 - DEUS chama Abraão e dá início à nação de Israel
Sábado - Gn 45.5 - José, o governo da providência divina
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 1.1-10,14,26
1 - No princípio, criou DEUS os céus e a terra. 2 - E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o ESPÍRITO de DEUS se movia sobre a face das águas. 3 - E disse DEUS: Haja luz. E houve luz. 4 - E viu DEUS que era boa a luz; e fez DEUS separação entre a luz e as trevas. 5 - E DEUS chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã: o dia primeiro. 6 - E disse DEUS: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. 7 - E fez DEUS a expansão e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão. E assim foi. 8 - E chamou DEUS à expansão Céus; e foi a tarde e a manhã: o dia segundo. 9 - E disse DEUS: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca. E assim foi. 10 - E chamou DEUS à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares. E viu DEUS que era bom. 14 - E disse DEUS: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.  26 - E disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra.
 
OBJETIVO GERAL
Apresentar um panorama geral do livro de Gênesis.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Apresentar o tema, data, autoria e local do livro de Gênesis;
Conhecer os objetivos do livro de Gênesis;
Explicar o conteúdo do livro de Gênesis.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, neste último trimestre do ano estudaremos a respeito do livro de Gênesis. O autor deste primeiro livro do Pentateuco é Moisés. Mediante o estudo desse livro respondemos a duas grandes perguntas da humanidade: "Quem criou o universo?" e "De onde viemos?" Os principais temas do livro de Gênesis, que serão estudados ao longo das lições são: A criação, a Queda, o dilúvio, o recomeço da civilização e a origem da nação de Israel.
O comentarista é o pastor Claudionor de Andrade - autor de diversos livros e Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD.
Que o DEUS que tudo criou o abençoe, e que você tenha experiências marcantes mediante o estudo do livro de Gênesis.

PONTO CENTRAL
O livro de Gênesis responde as grandes pergunta da vida: "Quem criou o universo?" e "De onde viemos?".

Resumo da
Lição 1, Gênesis, o Livro da Criação Divina (pronto só na Quinta-Feira a noite)
I - TEMA, DATA, AUTORIA E LOCAL
1. Tema.
2. Data.
3. Autoria.
4. Local.
II - OBJETIVOS DO GÊNESIS
1. Fortalecer a fé da geração do êxodo.
2. Responder às grandes perguntas da vida.
III - O CONTEÚDO DO GÊNESIS
1. Criação.
2. A Queda e a degradação humana.
3. O dilúvio.
4. O recomeço da civilização.
5. A origem da nação de Israel.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - O tema central do livro de Gênesis se encontra no primeiro capítulo e versículo: "No princípio, criou DEUS os céus e a terra" (Gn 1.1).
SÍNTESE DO TÓPICO II - Um dos objetivos de Moisés ao escrever o livro de Gênesis, era fortalecer a fé da geração do êxodo mostrando que DEUS é o grande criador dos céus, da Terra e do homem. Apesar do luto que encerra o Gênesis, todos, judeus e gentios, somos chamados a herdar a vida eterna..
SÍNTESE DO TÓPICO III - Podemos encontrar no livro de Gênesis temas como a Criação; Queda e a degradação humana; o dilúvio; o recomeço da civilização e a origem da nação de Israel .
 
Para conhecer mais leia Manual do Pentateuco, CPAD, p.19.
 
SUBSÍDIO DIDÁTICO - top 1
Professor, reproduza o esquema abaixo. Para introduzir a aula faça as seguintes indagações: "Quem é o autor do livro de Gênesis?" "Qual o objetivo do livro?" "Quais são os principais temas abordados pelo autor?" Explique que fazer e responder estas perguntas é fundamental para a compreensão de qualquer livro da Bíblia.
 
AUTOR
MOISÉS
OBJETIVO DO LIVRO
FORTALECER A FÉ DA GERAÇÃO DO ÊXODO
E RESPONDER AS GRANDES PERGUNTAS DA VIDA
PRINCIPAIS TEMAS
A CRIAÇÃO, A QUEDA E A DEGRADAÇÃO DA RAÇA HUMANA, O DILÚVIO, O RECOMEÇO DA CIVILIZAÇÃO, A ORIGEM DA NAÇÃO DE ISRAEL.
DATA
CERCA DE 1445-1405 a. C.
 
CONHEÇA MAIS - A história da criação"A primeira coisa que chama a atenção do leitor da Bíblia é o laconismo (apenas dois capítulos) com que a história da Criação do mundo e da humanidade é contada. A aritmética de Gênesis é impressionante. Somente dois capítulos são dedicados à história da Criação e um à entrada do pecado na raça humana. Por outro lado, treze capítulos são dedicados a Abraão, dez a Jacó e doze a José (que nem era um patriarca, nem um filho por meio do qual as promessas da aliança seriam perpetuadas). Ora, presenciamos o fenômeno de doze capítulos para José e apenas dois para a Criação. Seria impossível alguém ser, por assim dizer, seis vezes mais importante que o mundo?"
 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO top2
"Gênesis leva-nos a retroceder além da história oficial. Pela revelação, desvenda a origem tanto do universo quanto do ser humano. A introdução da mensagem do livro da criação é a seguinte: para entender quem somos de onde viemos, precisamos começar a partir de DEUS.
Existem realmente apenas duas maneiras de entender a origem de todas as coisas. Uma pessoa pode ver tudo como resultado de um acaso fortuito operando num universo impessoal ou como obra artesanal de uma pessoa talentosa. Gênesis contundentemente corrobora com a segunda posição. O livro da Bíblia associa a criação do universo a um DEUS pessoal. Retrata os seres humanos como incomparáveis, criações especiais desse DEUS. Gênesis explica ainda a origem do pecado e do mal, afirma a responsabilidade moral do homem e lança a base para a doutrina da redenção.
O livro de Gênesis registra a história dos hebreus, um povo escolhido por DEUS para servir como um canal de bênçãos a todo o mundo. Promessas especiais dadas a Abraão, o grande patriarca, são evidências que DEUS tem um propósito permanente para o homem.
Este livro dá subsídios que favorecem o entendimento das Escrituras. A Bíblia inteira fala do contexto definido em Gênesis. DEUS é DEUS e preocupa-se unicamente com os seres humanos. Ele julgará o pecado. No entanto, coloca em ação um processo capaz de trazer os pecadores de volta ao santo caminho. Em um grande plano para benefício da humanidade, revelado no chamado de Abraão, o Senhor demonstra a maravilha do seu infinito e redentor amor" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 22).
 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO top2
"Sete características principais assinalam Gênesis. (1) Foi o primeiro livro da Bíblia a ser escrito (com possível exceção de Jó) e registra o começo da humanidade, do pecado, do povo hebreu e da redenção. (2) A história contida em Gênesis abrange um período de tempo, maior que o restante da Bíblia, e começa com o primeiro casal humano; dilata-se, abrangendo o mundo antediluviano, e a seguir limita-se à história do povo hebreu, o qual semelhante a uma torrente, conduz à redenção até o final do AT. (3) Gênesis revela que o universo material e a vida na terra são categoricamente obra de DEUS, e não um processo independente da natureza. Cinquenta vezes nos capítulos 1-2, DEUS é o sujeito de verbos que demonstram o que Ele fez como Criador. (4) Gênesis é o livro das primeiras coisas -a primeira família, o primeiro nascimento, o primeiro pecado, o primeiro homicídio, o primeiro polígamo, os primeiros instrumentos musicais, a primeira promessa de redenção, e assim por diante. (5) O concerto de DEUS com Abraão, que começou com a chamada deste (12.1-3), foi formalizado no capítulo 15, e ratificado no capítulo 17, e é da máxima importância em toda a Bíblia. (6) Somente Gênesis explica a origem das doze tribos de Israel. (7) Revela como os descendentes de Abraão, por fim, se fixam no Egito (durante 430 anos) e assim preparam o caminho para o êxodo, o evento central do Antigo Testamento" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro:CPAD, 1991, p. 29).
" livro de Gênesis pode ser dividido em duas grandes seções. Do capítulo um ao 11, temos a História Primitiva, que vai da criação ao recomeço da civilização através de Noé.."

PARA REFLETIR - A respeito do livro de Gênesis:
Quem escreveu o Gênesis?

As evidências da própria Bíblia indicam que o livro de Gênesis foi escrito por Moisés (Lc 24.44).
Quais foram os leitores imediatos do Gênesis?
Os leitores ou ouvintes imediatos do Gênesis foram a geração dos filhos de Israel.
Discorra sobre os dois principais objetivos do Gênesis.
Os dois principais objetivos do livro de Gênesis são: Fortalecer a fé da geração do êxodo e responder as grandes perguntas da vida.
Qual o conteúdo do livro de Gênesis?
O livro de Gênesis pode ser dividido em duas grandes seções. Do capítulo um ao 11, temos a História Primitiva, que vai da criação ao recomeço da civilização através de Noé. E, do capítulo 12 ao 50, entramos em contato com a História de Israel. Todavia, para efeitos didáticos nossa lição dividiu o conteúdo do livro da seguinte forma: Criação; a Queda e a degradação humana; o dilúvio; o recomeço da civilização.
Por que Gênesis nos é tão importante?
Porque este livro nos mostra que o universo e a humanidade não são obra do acaso; trata-se de criação divina.
 
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 64, p. 37.
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição.
 
SUGESTÃO DE LEITURA
Criacionismo: Verdade ou Mito?, Pequena Enciclopédia Bíblica e As Novas Fronteiras da Ética
 
Comentários de Vários Autores, com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique
Devem os estudiosos aproveitarem o que for salutar ao seu estudo e desprezar o que não for aproveitável.
 
I – O LIVRO DE GÊNESIS
1.   O livro de Gênesis na primeira versão da Bíblia, a chamada Septuaginta, foi assim chamado pela revelação divina do princípio de todas as coisas, do começo de tudo o que há. 
2.   O significado de “Gênesis” em grego é “origem”, sendo certo que os israelitas chamam este livro de “Bereshit”, que são as primeiras palavras do texto, ou seja, “No princípio”. 
3.   Não foi o primeiro livro a ser escrito. O primeiro livro da Bíblia a ser escrito foi o livro de Jó, escrito ou por Jó, ou por Moisés. 
4.   O livro de Gênesis foi escrito por Moisés durante a peregrinação de Israel para a Terra Prometida. 
5.   Vamos estudar o livro de Gênesis, o primeiro livro do Pentateuco, o conjunto dos cinco livros escritos por Moisés e que são chamados de “os livros da lei”, a Torá. 
6.   “Septuaginta”, versão da bíblia encomendada pelo rei do Egito, Ptolomeu II Filadelfo, que, então, governava sobre os judeus, no século III a.C.. 
7.   “Gênesis” significa “origem” e o tema do livro de Gênesis. 
8.   Os israelitas denominam este livro de “Bereshit” (בראשית), que são as primeiras palavras do texto de Gênesis. 
9.   O autor do livro de Gênesis é Moisés que entregou e mandou que ficasse junto a arca pouco antes de sua morte (Dt.31:9). 
10Jesus disse que a lei foi escrita por Moisés. 
16 provas de que Moisés escreveu o Pentateuco
1. Deus ordenou a Moisés que escrevesse um livro (Ex.17:14: 34:27)
2. Moisés escreveu um livro (Ex.24:5,7; Nm.33:2; Dt.31:9)
3. Ele chamou seu livro de o livro da aliança (Ex.24:7), o livro desta lei (Dt.28:58,61) e este livro da lei (Dt.29:20-27; 30:10; 31:24-26). É o Pentateuco.
4. Cópias do livro de Moisés eram feitas para os reis (Dt.17:18-20).
5. Deus reconhece o livro da lei como escrito por Moisés e ordenou que ele fosse a regra de conduta para Josué (Js.1:8; 8:30-35).
6. Josué aceitou o livro da lei como sendo escrito por Moisés e o copiou em 2 montes (Dt.11:26-32; Js.8:30-35). Ele contribuiu com o livro, escrevendo talvez o último capítulo (dt.34) sobre a morte de Moisés (Js.24:26).
7. Josué ordenou a todo Israel que obedecessem ao livro da lei de Moisés (Js.23:6).
8. Durante o período dos reis:
(1) Davi o reconheceu (I Cr.16:40).
(2) Salomão foi encarregado por Davi de mantê-lo (I Rs.2:3)
(3) Ele foi achado e obedecido por Josias e Israel (II Rs.22:8-23:25; II Cr. 34:14-35:18)
(4) Josafá o ensinou a todo o Israel (II Cr.17:1-9)
(5) Joiada obedeceu a ele (II Rs.12:2; II Cr.23:11,18)
(6) Amazias obedeceu a ele (II Rs.14:3-6; II Cr.25:4)
(7) Ezequias obedeceu a ele (II Cr.30:1-18).
9. Os profetas referem-se a ele como a lei de Deus escrita por Moisés (Dn.9:11. Ml.4:4).
10. Tanto Esdras como Neemias atribuem o livro da lei a Moisés (Ed.3:2; 6:18; 7:6; Ne.1:7-9; 8:1,14,18;9:14; 10:28,29; 13:1).
11. Cristo atribui toda a lei — todos os 5 livros do Pentateuco — a Moisés (confira Lc.24:27,44 com Gn.3:15; 12:1-3; Mc.12:26 com Ex.3 e Mc.7:10 com Ex.20:12; 21:17. Veja também Jo.1:17; 5:46; 7:19,23).
12. Os apóstolos atribuíram a lei a Moisés (At.13:39; 15:1,5,21; 28:23).
13. Por mais de 3.500 anos, era consenso entre estudiosos judeus e o povo comum que Moisés escreveu o Pentateuco. Os judeus nunca questionaram isso.
14. Escritores pagãos — Ticitus, Juvenal, Strabo, Longinus, Porfírio, Juliano e outros — concordam sem questionamento que Moisés escreveu o Pentateuco.
15. Líderes religiosos entre os pagãos o atribuem a Moisés.
16. Evidências no próprio livro provam um autor:
(1) Hebreu que falava a língua hebraica e apreciava os sentimentos dessa nação.
(2) Hebreu familiarizado com o Egito e a Arábia, seus costumes e cultura. Desde que os ensinos egípcios foram cuidadosamente ocultados para os estrangeiros e eram somente para os sacerdotes e a família real, Moisés era o único hebreu conhecido que poderia cumprir esse requisito (At.7:22; Hb.11:23-29).
(3) Há uma exata correspondência entre as narrativas e as instituições, mostrando que ambos são do mesmo autor.
(4) A concordância no estilo dos 5 livros prova um único autor.
(5) O próprio Moisés declarou claramente ser ele o escritor desta lei. Veja Ex.24:4; Nm.33:2; Dt.31:9,22.
 
11.Pode ser verdade que o livro de Gênesis tenha sido escrito no monte Sinai em 1440 a.C. (Ex.24:18). 
12.O livro de Jó, pode ter sido escrito pelo próprio Jó ou por Moisés, na terra de Midiã.
 
II – A ESTRUTURA DO LIVRO DE GÊNESIS – AS DUAS PRIMEIRAS DISPENSAÇÕES
1.   O livro de Gênesis fala-nos do princípio de todas as coisas. 
2.   Podemos dividir o livro do Gênesis da seguinte forma:
      Narrativa da criação – Gn.1:1-2:25.
      Narrativa de fatos da dispensação da consciência – da queda do homem até o dilúvio – Gn.3:1-8:21
      Narrativa de fatos da dispensação do governo humano – do dilúvio até a confusão das línguas em Babel – Gn.9:1-11:32.
      Narrativa da vida de Abraão ou “ciclo de Abraão” – Gn.12:1-25:18
      Narrativa da vida de Isaque ou “ciclo de Isaque” – Gn.25:19-27:46
      Narrativa da vida de Jacó ou “ciclo de Jacó” – Gn.28:10-36:43
      Narrativa da vida de José ou “ciclo de José” – Gn.37:1-50:26
 
3.   A primeira parte do livro de Gênesis, que abarca os dois primeiros capítulos, trata da criação de todas as coisas.  
4.   No primeiro capítulo, temos a descrição da criação de todas as coisas, criação esta que é dividida em seis períodos, os denominados “seis dias”. 
5.   No segundo capítulo, temos a criação do homem e da mulher e do jardim que Deus formou no Éden para ali colocar o primeiro casal. Criação da família. 
6.   A segunda parte do livro de Gênesis, capítulos 3 até 8, narra os principais fatos ocorridos durante a chamada “dispensação da consciência - “voz de Deus”. 
7.   No terceiro capítulo, é narrada a queda do homem e a entrada do pecado no mundo. Promessa da vinda de um Salvador (Gn.3:15), o “começo do evangelho”, “protoevangelho”, ou seja, o “primeiro evangelho”. 
8.   Primeira promessa, “primeiro evangelho”, “primeiros juízos” - “primeira manifestação de longanimidade”, vestimentas ao primeiro casal. 
9.   No quarto capítulo, é contada a história de Caim e de Abel, “primeiro culto, por inveja Caim, matou Abel “primeiro crime” - homicídio. 
      Duas primeiras civilizações, a civilização dos descendentes de Caim, e dos crentes descendentes de Sete “primeira invocação do nome do Senhor” (Gn.4:26) “primeiro povo de Deus” (Filhos de Deus).
      No quinto capítulo, genealogia dos descendentes de Sete, Enoque (Símbolo da Igreja em comunhão), o “primeiro profeta” (Cf. Jd.14), até Noé.
      No sexto capítulo, corrupção da “geração de Noé”, dilúvio anunciado a Noé, que começou, então, a construir a arca consoante o mandado do Senhor (para salvação de sua família).
      Nos sétimo e oitavo capítulos, temos a narrativa do dilúvio, que foi o juízo divino com que se encerrou a segunda dispensação.
    
III – A ESTRUTURA DO LIVRO DE GÊNESIS – A TERCEIRA E QUARTA DISPENSAÇÕES
1.  No nono capítulo, “pacto noaico”, aliança Noética, firmada entre Deus e Noé, repovoamento da terra, “dispensação do governo humano”, consciência com o próprio domínio da terra pelo homem - governança do planeta e a própria administração da justiça.
2.  Descendentes de Noé, Noé se embriaga, maldição sobre Canaã por parte de seu avô.
3.  Genealogia Noé, origem das nações que hoje temos em nosso planeta, confusão das línguas em Babel, que põe fim à dispensação do governo humano.
4. Final do capítulo 11 é dedicado à genealogia de um dos filhos de Noé, Sem, de onde descenderia Abraão, que passa a ser o protagonista do livro a partir de então.
5.   A partir do capítulo 12 até o capítulo 25 - “ciclo de Abraão”, aos setenta anos de idade, foi chamado por Deus para deixar a sua cidade, Ur dos caldeus, para ser o pai de uma grande nação.
6. Tem início, assim, a dispensação patriarcal ou dispensação da promessa, período em que Deus tratou com a humanidade por meio dos “patriarcas”, aqueles que o Senhor escolheu para serem os pais de Israel, a nação que seria formada para dela vir o Messias, Aquele que restauraria a amizade entre Deus e os homens (Jo.4:22).
7. Nestes quatorze capítulos, Moisés relata a vida do patriarca Abraão, chamada, peregrinação em Canaã, vinte e cinco anos para o cumprimento da promessa de que teria um filho, uma sequência de fatos que demonstram porque Abraão é conhecido como o “pai da fé”.
8. Neste ciclo, temos a passagem de Gn.25:12-18 em que há a genealogia de Ismael, o filho que Abraão teve com a sua escrava Agar, dando-nos, portanto, a origem da nação árabe.
9. Depois o chamado “ciclo de Isaque”, Gn.25:19, nascimento dos filhos gêmeos de Isaque, até o final do capítulo 27, “filho da promessa”.
10.Capítulo 28 até o final do capítulo 36, Jacó, nome mudado para Israel (Gn.32:28), herdou as promessas feitas a Abraão, pelo desprezo que Esaú teve em relação à primogenitura (Gn.25:33,34).
11.Jacó em Padã-Arã, sua família, tio e sogro Labão, retorno a Canaã, depois de vinte anos passa a peregrinar naquela terra. No capítulo 36, genealogia de Esaú - nação dos edomitas, históricos adversários do povo de Israel.
12.Capítulo 37, “ciclo de José”, oitavo filho de Jacó (o sétimo filho homem) e primeiro filho de Raquel, vendido vai ao Egito e lá se tornou governador do Egito, levou os seus familiares para lá morar.
13.Capítulo 38, Judá e de Tamar, “começo da tribo de Judá”, que é a tribo em que nasceria o Salvador.
14.O livro do Gênesis termina com a morte de José e o povo de Israel no Egito, onde iria se formar como uma nação, de modo que temos aqui a história do “começo do povo de Israel”.
15.O livro termina com a promessa feita pelos irmãos de José de que o corpo do governador do Egito não seria sepultado no Egito, mas que seria levado para Canaã quando o Senhor levasse Israel para lá, de modo que o livro termina com a reafirmação da promessa feita por Deus a Abraão, que era, assim, o “começo do cumprimento da promessa da redenção da humanidade”.
16.Gênesis é “livro dos começos”, o “livro das origens.
17.Gênesis é “…a criação, a queda e a redenção da raça humana através de Jesus Cristo. O Gênesis é a fundação sobre a qual toda divina revelação se baseia e é construída. Propósito é “…revelar ao homem a origem do céu e da terra e de todas as demais coisas. Declarar Deus como um Criador pessoal e mostrar que nada evoluiu através de bilhões de anos. Registrar a história da queda do homem e a presença do pecado na terra como uma introdução para a Sua lei.
http://www.portalebd.org.br/index.php/adultos/14-adultos-liccoes/430-licao-1-genesis-o-livro-da-criacao-divina-i
Revista CPAD - Lições Bíblicas - 1995 - 4º Trimestre - Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas - Comentarista pastor Elienai Cabral
A DOUTRINA DA CRIAÇÃO
Gênesis 1:1,2 No princípio criou DEUS o céu e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o ESPÍRITO de DEUS se movia sobre a face das águas.
Gênesis 1:26-31
E disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou DEUS o homem à sua imagem; à imagem de DEUS o criou; homem e mulher os criou. E DEUS os abençoou, e DEUS lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. E disse DEUS: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento. E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi. E viu DEUS tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.
OBJETIVOS:
1. Informe aos alunos que DEUS é o Onipotente, desde a eternidade. Por isso, Ele não dependeu de alguém, para a criação do mundo, senão da integração das três pessoas da Trindade, na realização deste subli­me projeto. Elas não tiveram princípio, pois são eternas.
2. Diga-lhes que é natural do ser humano, tentar descobrir as coisas, as vezes, até por tentativas vãs, como no caso das teorias da criação do mundo. Entretanto, descobrimos que elas não passam de especulações, pois a mente humana não é capaz de desvendar este ministério da origem de todas as coisas.
3. Explique-lhes que a Doutrina da Criação não se submete aos diversos pensamentos filosóficos e científicos, pois deve ser aceita pela fé. Por isso, não nos importa saber qual a idade da Terra, pois DEUS existe antes dela e é eterno. Estamos escudados no que Genesis 1.1 nos declara: "No princípio, criou DEUS os céus e a terra".
INTRODUÇÃO
Genesis, o primeiro livro da Bíblia, no original hebraico, é "Bereshith", que se traduz por "No princípio" e, no grego, a palavra "Genesis" é "Geneseos", que significa"nascimento, começo, princípio". Foi escrito por Moisés em 1443 a. C.,aproximadamente, e redi­gido nos primeiros anos da peregrinação de Israel no deserto,quando este patriarca procurava ensinar ao povo os fundamentos da Palavra de DEUS.
I - DEUS, O CRIADOR
1- Identificando o Criador. Antes de falar dos atos criativos do Senhor, é preciso conhecê-lo do modo como a Bíblia o apresenta. Genesis não começa com urna teoria, mas com o vocábulo DEUS: "No princípio criou DEUS" (Gn 1.1). Através da história da humanidade, os homens têm inventado muitos deuses, e Satanás, arqui-inimigo do Criador, deseja tornar-se o o governador ou "deus" do Universo, a qualquer custo.
2. O Criador e a cria,;ao. A declaração de que há um Criador, o qual deu vida a todos os seres vivos existentes na Terra, e também os ele­mentos animados e inanimados, desfaz completamente as teorias anticriacionistas da evolução. No hebraico, o termo "BARAH" indica, de forma direta, que DEUS é o Criador.
3. O Criador é o Senhor Onipotente. Entre os atributos de sua Onipotência, revela-se "o poder de criar". A Abraão, o Senhor manifestou-se como "o DEUS Todo- poderoso" (Gn 17.1). Vários textos na Bíblia declaram que "DEUS fez a terra pelo seu próprio poder" ( Is 40.21-28; 42.5; 45.12- 18; Jr 10.12; 27.5; 51.15).
II - TEORIAS DA ORIGEM DA CRIAÇÃO
l. A Teoria da Grande Explosão. A partir do estudo de Einstein, sobre a Teoria da Relatividade, outros cientistas acreditam que o Universo era urna bola imensa de hidrogênio que se expandira indefinidamente e alcançaria distâncias quase infinitas. Eles imaginam que, em algum tempo indecifrável, houve urna grande explosão desta imensa bola de hidrogênio. Dai surgiram os mundos, as galáxias. Na tentativa de definir as origens do Universo, procuram determinar a sua idade, sugerindo a cifra de 12 bilhões de anos. De fato, esta teoria acredita na eternidade da matéria, mas a Bíblia a refuta, quando declara que tudo em algum tempo começou a existir. "No principio, criou DEUS os céus e a terra" (Gn 1.1).
2. A Teoria da Nebulosa Original. A idéia básica desta teoria é que a matéria foi criada por DEUS e está espalhada pelo Universo, em vários sistemas planetários desconhecidos e, inclusive, o nosso, no qual se inclui a Terra. Os cientistas, seus defensores, ensinam que o nosso planeta teria surgido em estado gasoso de hidrogênio, e, como os gases ocupam muito mais espaço que os sólidos, esta matéria original tomaria todo o espaço conhecido e desconhecido.
3. A Teoria da Substância Original. Os adeptos desta teoria ensinam que havia, no princípio de tudo, urna substância original indefinida e desconhecida, e dela surgiram os quatro elementos básicos: a terra, o ar, o fogo e a água. Afirmam ainda que, de um destes componentes deve ter originado a vida, ou então, de todos eles.
4. A Teoria do Panteísmo. O Panteísmo declara que DEUS e a Natureza são a mesma coisa e estão inseparavelmente ligados. A idéia básica desta teoria é que o Senhor não cria nada, mas tudo emana e faz parte dele. Entretanto, a revelação bíblica não aceita, de modo algum, este ensinamento, pois o Criador não é parte do Universo, e, sim, este foi criado por Ele (SI 8).
5. A Teoria Evolucionista. Esta teoria ensina que a matéria é eterna, preexistente. A partir daí, mediante processos naturais e por transformação gradual, os seres passaram a existir. Entretanto, a Bíblia declara que DEUS criou todas as coisas, isto é, tudo teve um começo. As provas diretas da criação, além da Ciência, estão expostas na Bíblia em Genesis 1.1.
6. A Teoria da Criação, a partir do nada. Esta é, talvez, a mais difundida, ensinada e pregada, no meio evangélico. Ela é conhecida pela expressão latina "ex nihilo", pois declara que DEUS criou tudo "do nada", mediante o poder de sua palavra. Utiliza-se como base, para a afirmação desta idéia, o texto de Hebreus 11.3, o qual diz que "os mundos foram criados pela palavra de DEUS, de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente". Ora, entendemos que aquilo o qual não é aparente, não quer dizer "do nada", mas pode referir-se a coisas imateriais. A expressão "No princípio", de Genesis 1.1, não se refere a ''eternidade passada", mas significa o ponto inicial do tempo como o conhecemos.
OBSERVAÇÃO MINHA - Ev. HENRIQUE - OS MUNDOS FORAM CRIADOS PELA PALAVRA DE DEUS, PORTANTO, NÃO FORAM CRIADOS DO NADA.
III - O MODO DIVINO DA CRIAÇÃO
1. A criação foi um ato livre da parte de DEUS. Existe um falso ensino de que a criação do mundo foi por urna necessidade de DEUS, urna autogênese divina, para fazer valer o seu Ser, como se Ele precisasse auto-afirmar-se. Urna vez que se admite ter sido a criação feita do nada, entende-se que nada preexiste a ação criadora do Senhor. A idéia de que o mundo aparece como algo necessário para Ele, acaba no panteísmo, o qual ensina que tudo é DEUS e o mundo não pode conceber-se sem o Criador, nem Ele sem o Universo.
Mas DEUS não criou o mundo por acaso, ou por necessidade. O Universo existe porque o Criador quer. Ele é para si mesmo sua própria riqueza e,portanto, a criação partiu dele como urna graça especial. O Senhor é imune de coação externa, pois não depende de nada, absolutamente, e, por isso, pode criar livremente o que deseja, quando.e como quer. Os salmos 115.3 e 135.6 dizem respectivamente: "Mas o nosso DEUS está nos céus; fez tudo o que lhe agradou"; "Tudo o que o Senhor quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos".
2.A criação foi um ato temporal de DEUS. A expressão inicial de Genesis 1.1: "No princípio", indica, dentro da eternidade, a questão do "tempo". O termo hebraico "bereshith" mostra, em seu sentido literal, que a palavra "princípio" refere-se ao início da criação. "O tempo é apenas urna das formas de toda a existência criada", como afirmou certo teólogo. A declaração de que a criação foi um ato temporal, não significa restringir ou confinar DEUS ao tempo, porque Ele está fora de qualquer confinamento, restrição física ou mesmo espiritual. Na verdade, a lição que aprendemos na Bíblia é que o mundo teve começo ( Mt 19.4,5; Me 10.6; Jo 1.1,2; Hb 1.10).
3. A criação foi um ato especial do DEUS Triúno. A forma plural do nome "ELOHIM" revela­nos, não só a transcendência do Criador, no sentido de ir além, mas, acima de tudo, o sufixo "him" indica a pluralidade composta da divindade, ou seja, as três pessoas da Trindade. Urna vez revelado o trino DEUS na declaração inicial de Genesis, entende-se que Ele é o autor da criação (Gn 1.1; Is 40.12; 44.24; 45.12). Nenhuma das pessoas da Trindade age com poderes independentes, mas, sim, o Pai, o Filho e o ESPÍRITO são autores independentes.
CONCLUSÃO
Estudamos esta primeira lição, para compreendermos, não só a Teologia da Criação, mas também a sua história, conforme o relato de Genesis. Precisamos compreender este assunto com convicção, para podermos refutar as teorias humanas que negam o relato bíblico.
1. A salvação é pela fé, e jamais conseguiremos agradar a DEUS, se não confiarmos, plenamente, nele. O Criador revelou a Moisés o essencial sobre a criação do mundo, para jamais sermos enganados pelo Diabo. Por isso, acreditemos somente no que a Bíblia nos diz a respeito deste assunto.
2. Todas estas teorias, hoje, são ensinadas nas escalas seculares, nos seus três níveis: primário, secundário e superior, com o único propósito de divulgar o Evolucionismo. Portanto, precisamos estar bem preparados, a fim de que a Palavra de DEUS suplante esta mentira, semeada pelo Inimigo de nossas almas.
3. Sabemos que dentro do projeto divino, de criar o mundo, estava o sublime propósito de formar um ser a imagem e semelhança de DEUS. Satanás, por inveja, investiu contra Adão e Eva, para destruí-los. Porém, o Senhor nos salvou, através da morte vicária de seu Filho Unigênito.
Revista CPAD - Lições Bíblicas - 1995 - 4º Trimestre - Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas - Comentarista pastor Elienai Cabral
 
Gênesis a Deuteronômio - Comentário Bíblico Beacon - CPAD - O Livro de Gênesis - George Herbert Livingston, B.D., Ph.D.
Título
No Antigo Testamento hebraico, a primeira palavra do texto, bereshit, “no princípio”, serve de título para o livro de Gênesis. Tomar a primeira frase ou palavra de uma obra literária para denominá-la era prática comum no antigo Oriente Próximo. A tradução grega chamada Septuaginta (LXX) toscamente igualou este termo de abertura com a palavra gênesis, que significa “origem ou fonte”. A palavra grega permaneceu em nossas versões bíblicas, porque descreve notavelmente bem o conteúdo do livro. E o livro dos começos: o começo do universo, do homem, do pecado, da salvação, da nação hebraica, da aliança com os homens. Martinho Lutero foi o primeiro a anexar ao título antigo a frase: “O Primeiro Livro de Moisés”, mantida na maioria das versões bíblicas. Lutero a considerou apropriada visto que o Livro de Gênesis é o primeiro dos livros do Pentateuco e Moisés fora tradicionalmente considerado o autor de todos os cinco livros.
 
Considerado o autor de todos os cinco livros.
Uma breve discussão da autoria não faz justiça à massa de literatura sobre o assunto nem à complexidade dos problemas. A controvérsia gira em torno da questão se o Livro de Gênesis, como o conhecemos em todos os manuscritos existentes, foi produto de Moisés e seu tempo ou de escritores desconhecidos em uma época muito posterior. Ao longo dos últimos dois séculos, os estudiosos se dividem entre os que aceitam a autoria ou autoridade mosaica e os que consideram que o material do Livro de Gênesis é trabalho de muitos “autores” desconhecidos (ver análise em “O Pentateuco”).
O texto do livro não menciona o nome de Moisés e, como dito anteriormente, foi Lutero (1483-1546) quem juntou ao título a anotação sobre Moisés. Levando em conta que o derradeiro acontecimento narrado em Gênesis ocorre muito tempo antes dos dias de Moisés, os estudiosos ortodoxos defendem que ele modelou o material antigo em sua forma atual. Esta opinião se baseia principalmente nas seguintes evidências internas: a) nos outros quatro livros do Pentateuco, no sentido de que vieram de Moisés ou pelo menos do seu tempo de vida e sob sua direção; b) no restante do Antigo Testamento, o qual liga a Moisés o conteúdo de todo o Pentateuco; e c) no Novo Testamento, que afirma serem os livros do Pentateuco (principalmente Deuteronômio) da autoria de Moisés.
 
C. Data e Composição
Estes itens estão estreitamente relacionados com a discussão da autoria, portanto, todos os três devem, de certo modo, ser tratados juntos. Atribui-se a Johann Eichhorn, professor na Universidade de Jena, Alemanha, em fins do século XVIII, a rejeição da amplamente aceita autoria mosaica do Pentateuco. Ele fundamentou seus argumentos em duas supostas fontes para o Livro de Gênesis rotuladas de J, para aludir a Jeová, e E, para Elohim, as quais, segundo ele, vieram a existir depois do tempo de Moisés. Na verdade, esta análise de fonte foi feita pela primei­ ra vez por uma médica francesa, Jean Astruc, várias décadas antes de Eichhorn. Nos primeiros três quartos do século XIX, os professores alemães discutiam se havia muitas fontes, duas fontes ou apenas uma fonte para o Livro de Gênesis. Eles dataram estas fontes ao longo de todo o tempo entre Salomão e Esdras. Usando como indícios a ocorrência de diversos nomes divinos, as diferenças de vocabulário e a suposta divergência de pontos de vista teológicos, a controvérsia predominou entre uma história de composição fragmentada e uma unidade básica em construção.
Julius Wellhausen1foi o primeiro a popularizar com êxito a idéia de três fontes principais em Gênesis: J (fonte jeovista), E (fonte eloísta) e P (fonte sacerdotal [“p” de Priestercodex}). A fonte J era datada do século IX a. C.; a E era datada do século VIII a. C.; e a P era datada do século V a. C. Esta visão se tornou padrão entre seus seguidores e altamente popular nos círculos protestantes e judaicos em todo o mundo ocidental. A Igreja Católica Romana reagiu negativamente à teoria.
Hermann Gunkel2procurou estender-se sobre a posição de Wellhausen examinando as formas literárias da antiga maneira de contar histórias conforme ilustrada em Gênesis. Ele concluiu que, antes de 1000 a. C., houve um longo período de transmissão oral de grande parte do conteúdo do Livro de Gênesis antes de ser solidificado nos denominados documentos J ,E e P.
Em anos mais recentes, os estudiosos que rejeitam a autoria mosaica são mais favoráveis à ideia de um longo período de desenvolvimento da tradição oral em torno dos centros tribal e cultual, em vez da existência de fontes escritas. Otto Eissfeldt3 foi o proponente principal desta abordagem. Houve também a tendência a considerar que o livro foi concluído nos tempos do exílio e que possui um caráter substancialmente mosaico. W. F. Albright defendeu esta posição.
Os estudiosos conservadores consistentemente defendem que a teoria descrita acima é inaceitável, sendo incentivados pelo volume de evidências contrárias fornecidas pelos estudos no antigo Oriente Próximo. Com vigor renovado, insistem que evidências descobertas mais recentemente tornam possível e altamente provável a composição de Gênesis na época de Moisés. Vários manuscritos, inclusive o tipo alfabético, estavam em uso séculos antes dos dias de Moisés, produzindo-se uma grande quantidade de literatura, grande parte dela significativa para os estudos em Gênesis. Sabe-se hoje que a transmissão oral de recordações importantes, sobretudo as pertinentes à santidade, tem um grau de precisão não menos que espantosa.
Cada vez mais os estudiosos defendem que o conteúdo de Gênesis 1 a 11 deve ter entrado na coletânea de fatos e tradições hebraicas antes do tempo de Abraão. Atualmente, aceita-se que a orientação social, econômica e política das histórias dos patriarcas está solidamente arraigada no período de 2000 a 1500 a. C. A única barreira tem a ver com a teologia. Há um reconhecimento crescente de que crenças monoteístas predominavam entre os hebreus nos dias de Moisés, mas só os estudiosos conservadores ousam asseverar que o monoteísmo era desde o início a fé dos patriarcas.
A questão se resolve em uma pergunta básica: Gênesis era mosaico ou uma miscelânea de composição e origem? Este comentário sustenta a posição conservadora de que Gênesis é mosaico em sua composição e data.
 
D. Estrutura
O Livro de Gênesis tem uma introdução (1.1—2.3) e dez divisões, cada uma das quais introduzida pela palavra hebraica toledot (“gerações, origens”), que os estudiosos admitem ter o significado de “história, conto ou relato” em vez de simplesmente genealogia. Estas divisões ocorrem em 2.4; 5.1; 6.9; 10.1; 11.10; 11.27; 25.12; 25.19; 36.1; 37.2.  0 livro também pode ser dividido em duas seções principais: a primeira de 1.1 a 11.26 e a segunda de 11.27 até o fim. A primeira destas divisões lida basicamente com as origens primevas, e a segunda, com o estabelecimento da relação de concerto de Deus com os antepassados do povo hebraico. Ou conforme G. C. Morgan,8as divisões podem ser vistas em três par­ tes. A primeira divisão seria de 1.1 a 2.25, que se ocupa da geração; a segunda seria de
3.1 a 11.32, que lida com a degeneração; e a terceira seria de 12.1 a 50.26, que se centraliza na regeneração.
Depois do relato introdutório da criação, o livro se concentra fundamentalmente em homens importantes e seus descendentes. Estes homens são Adão, Noé, Abraão, Isaque, Jacó e José. Personagens de menor importância relacionados a estes indivíduos notáveis são tratados pelo simples alistamento de suas genealogias.
Em Gênesis, há um movimento sequencial que passa do universal para o específico. A história da criação do universo concentra a atenção em Adão e sua esposa, Eva; depois se estende para traçar de modo incompleto o aumento dos seus descendentes pelas linhagens de Caim e de Sete. Tendo descrito vigorosamente a corrupção destes povos em 6.1-4, o relato anuncia a decisão do Todo-poderoso em puni-los por meio de um grandioso dilúvio, mas, ao mesmo tempo, salvar um remanescente dando proteção a Noé e sua família numa arca. Os descendentes de Noé também são apresentados no aumento numérico e na expansão via migração através de uma lista genealógica. Abraão vem em primeiro plano.
Geograficamente, os primeiros onze capítulos são direcionados ao vale mesopotâmico
O Livro de Gênesis tem uma introdução (1.1—2.3) e dez divisões, cada uma das quais introduzida pela palavra hebraica toledot (“gerações, origens”), que os estudiosos admitem ter o significado de “história, conto ou relato” em vez de simplesmente genealogia. Estas divisões ocorrem em 2.4; 5.1; 6.9; 10.1; 11.10; 11.27; 25.12; 25.19; 36.1; 37.2.  0 livro também pode ser dividido em duas seções principais: a primeira de 1.1 a 11.26 e a segunda de 11.27 até o fim. A primeira destas divisões lida basicamente com as origens primevas, e a segunda, com o estabelecimento da relação de concerto de Deus com os antepassados do povo hebraico. Ou conforme G. C. Morgan,8as divisões podem ser vistas em três par­ tes. A primeira divisão seria de 1.1 a 2.25, que se ocupa da geração; a segunda seria de
3.1 a 11.32, que lida com a degeneração; e a terceira seria de 12.1 a 50.26, que se centraliza na regeneração.
Depois do relato introdutório da criação, o livro se concentra fundamentalmente em homens importantes e seus descendentes. Estes homens são Adão, Noé, Abraão, Isaque, Jacó e José. Personagens de menor importância relacionados a estes indivíduos notáveis são tratados pelo simples alistamento de suas genealogias.
Em Gênesis, há um movimento sequencial que passa do universal para o específico. A história da criação do universo concentra a atenção em Adão e sua esposa, Eva; depois se estende para traçar de modo incompleto o aumento dos seus descendentes pelas linhagens de Caim e de Sete. Tendo descrito vigorosamente a corrupção destes povos em 6.1-4, o relato anuncia a decisão do Todo-poderoso em puni-los por meio de um grandioso dilúvio, mas, ao mesmo tempo, salvar um remanescente dando proteção a Noé e sua família numa arca. Os descendentes de Noé também são apresentados no aumento numérico e na expansão via migração através de uma lista genealógica. Abraão vem em primeiro plano.
Geograficamente, os primeiros onze capítulos são direcionados ao vale mesopotâmico Depois da resposta de Abraão ao chamado de Deus para se mudar, as histórias relacionadas a ele estão centralizadas principalmente em Canaã, com apenas algumas histórias ligadas ao Egito ou a sua antiga casa em Harã. Com exceção de ter uma esposa de Harã, Isaque é completamente limitado à vida em Canaã, mas Jacó passou vinte anos em Harã e os últimos anos de vida no Egito, embora na juventude e meia-idade estivesse em Canaã. Exceto por sua juventude, José passou seus anos de maturidade no Egito, parte numa prisão e parte como poderoso funcionário do governo.
E. Propósito e Mensagem
O propósito principal do Livro de Gênesis é mostrar como Deus escolheu o povo de Israel para ter uma relação de concerto com Ele. Essa escolha se revela na forma em que Ele lidou com os progenitores dos israelitas. Ainda que haja semelhanças notáveis entre outros escritos antigos e as histórias bíblicas da criação, da queda do homem e do dilúvio, o interesse bíblico na origem do universo é basicamente teológico. Seu empenho é declarar que todas as coisas procedem e são sustentadas por um Deus Criador. O politeísmo e suas nuanças são deliberadamente ignorados.
No Livro de Gênesis, o interesse na origem do homem e na origem do pecado diz respeito fundamentalmente à natureza do relacionamento entre o homem e Deus, tanto em sua comunhão original quanto em sua posterior oposição negativa e desobediente à vontade de Deus. O relacionamento original sempre é considerado como o ideal e a meta de todos os procedimentos futuros de Deus com o homem. As misericórdias de Deus são estendidas aos homens para que o relacionamento positivo seja restabelecido pela atividade salvadora de Deus, a qual é determinada num sistema de concerto. Os vislumbres da realização futura dos propósitos redentores de Deus são orientados para um grande cumprimento de uma reconciliação não só individual, mas também nacional, internacional e universal entre Deus e o homem. Por conseguinte, os temas messiânicos na parte final do Antigo Testamento e no Novo Testamento são encontrados em Gênesis. Do ponto de vista teológico, o teor de Gênesis é inflexivelmente monoteísta. O paganismo não é abertamente questionado ou rejeitado; é amplamente ignorado. Gênesis descreve somente exemplos limitados da prática idólatra, os quais são repudiados indiretamente (como em Gênesis 22) ou diretamente (como em Gênesis 23). A análise racional e o ímpeto religioso do paganismo na Mesopotâmia, em Canaã e no Egito estão quase que totalmente ausentes.
O número limitado de temas religiosos e locuções literárias, que são encontrados tanto na antiga literatura mesopotâmica quanto no material em Gênesis, é incidental para os principais destaques das histórias de Gênesis. Eles tiveram sua importância largamente sobre-estimada por alguns estudiosos do Antigo Testamento.
O Livro de Gênesis desafia a validade do politeísmo, do dualismo, do deísmo e do panteísmo, não pela análise negativa de suas fraquezas, mas pela afirmação positiva da unidade, soberania e realidade pessoal divina. Em Gênesis, há a apresentação das qualidades pessoais e dinâmicas da relação divino-humana dentro do concerto , sobretudo na forma narrativa e, secundariamente, por meio de resumos genealógicos.
 
Esboço
1- Crises Individuais e Decadência Coletiva ,  1.1— 11.26
O Criador em Ação, 1.1—2.3
0  Criador em Relação à Criação, 2.4—3.24
O Assassinato e Seu Resultado, 4.1-24
A Expansão de um Novo Começo, 4.25—6.8
A Corrupção Universal e Seu Resultado, 6.9—11.26
 
2- Abraão, o Homem que Deus Escolheu ,  11.27— 25.11
As Relações da Família de Terá, 11.27-32
Estrangeiro em Nova Terra, 12.1—14.24
O Concerto de Deus com Abraão, 15.1—17.27
A Espera pelo Verdadeiro Filho, 18.1—20.18
Antigas Lealdades Testadas, 21.1—22.19
Assumindo Responsabilidades por Outros, 22.20—25.11
 
3- Ismael, o Homem que Deus Separou , 25.12-18
 
4- Isaque , o Homem cuja Vida Deus Poupou , 25.19—28.9
Um Guisado em troca do Direito de Primogenitura,  25.19-34
O Procedimento de Isaque com seus Vizinhos, 26.1-33
Isaque e sua Família, 26.34—28.9
 
5- Jacó , o Homem que Deus Refez , 28.10— 35.29
Confrontado por Deus, 28.10-22
Amor Frustrado não Morre, 29.1-30
Dolorosa Competição, 29.31—30.24
Pastores Inteligentes, 30.25—31.55
Profunda Crise Espiritual, 32.1-32
Irmãos Conciliados, 33.1-17
Tragédia em Siquém,  33.18—34.31
O Concerto Renovado em Betel, 35.1-15
Viagem Toldada pela Tristeza, 35.16-29
 
6- Esaú , o Homem que Aceitou de Volta  seu Irmão, 36.1-43
As Esposas de Esaú e seus Filhos,  36.1-8
Os Filhos e Netos de Esaú,  36.9-14
A Proeminência dos Descendentes de Esaú, 36.15-19
Os Filhos dos Moradores das Cavernas,  36.20-30
Os Reis de Edom, 36.31-39
As Regiões onde os Edomitas Habitavam, 36.40-43
 
7- José, o Homem que Deus Protegeu , 37.1— 50.26
Vendido como Escravo, 37.1-36
A Frouxidão Moral de Judá, 38.1-30
As Provações de José no Egito, 39.1—40.23
A Dramática Ascensão de José ao Poder, 41.1-57
Problemas Misteriosos no Egito, 42.1—45.28
O Novo Lar no Egito, 46.1—47.31
Visões do Futuro, 48.1—50.26
 
Seção 1 - CRISES INDIVIDUAIS E DECADÊNCIA COLETIVA
Gênesis 1.1—11.26 
Em uma série de histórias e genealogias altamente condensada, esta seção do livro trata da origem do universo, da origem da ordem nesta terra, da origem da vida, da origem do homem, da origem do pecado, da violência e desordem, e da origem das diferenças nacionais e linguísticas.
 
O Criador  em  Ação , 1 .1— 2 .3 
Pela brevidade e beleza da composição e do estilo, esta vinheta sobre a criação é inigualável. O Deus-Criador domina a cena. Ele fala e imediatamente se forma a ordem, proporcionando um belo lugar de habitação e de abundantes suprimentos para a criação mais sublime de todas: o homem. Majestade e poder marcam cada sentença.
 
1. O Ato Inicial (1.1,2)
Em resposta à pergunta “Quem fez todas as coisas?”, a Bíblia declara ousadamente: Deus... criou (1). Em resposta à pergunta “Quem é anterior e maior que todas as coisas?”, com igual ousadia a Bíblia anuncia: No princípio... Deus.1O céu e a terra não são Deus nem deuses; nem é Deus igual à natureza. Deus é o Criador e a natureza é seu trabalho manual.
Embora feita por Deus, a terra não estava pronta para o homem. Ainda estava em desordem, sem forma e vazia (2), e não havia luz. Contudo, havia atividade. O Espírito de Deus se movia continuamente sobre a face das águas.
 
2. O  Dia da Luz e das Trevas (1.3-5)
Energia é necessidade vital para o hábitat do homem, e luz é energia. Por conseguinte, a primeira ordem de Deus foi: Haja luz (3). A ênfase na palavra falada de Deus é tão grande que cada dia criativo começa com uma ordem ou expressão da vontade divina.2Em seguida, ocorre a execução da ordem e a declaração culminante: Era bom ou equivalente (e.g., 4,10,18).
 
3. O Dia das Águas Divididas (1.6-8)
As águas foram separadas, e acima da terra havia uma expansão (6). A palavra expansão ou firmamento transmite a idéia de solidez.3 Contudo, a ênfase na palavra hebraica original raqia não está no material em si, mas no ato de expandir-se ou na condição de estar expandido. Por isso, a palavra “expansão” é muito apropriada.
Em diversos lugares do Antigo Testamento, o ato de estender os céus é proeminente (ver Jó 9.8; 26.7; SI 104:2; Is 45.12; 51.13; Jr 51.15; Zc 12.1). A evidência de que Deus é o Criador acha-se no ato de estender e não no caráter do que foi formado.4Ao longo do Antigo Testamento, o interesse se centraliza nas relações de Deus com a natureza e o homem. Deus é o Criador, e a partir desta declaração o Antigo Testamento passa a mostrar que a natureza é uma criatura e uma ferramenta. Do mesmo modo, Deus julga, livra e cuida do homem.
 
4. O Dia da Terra e do Mar (1.9-13)
O terceiro ato de Deus dizia respeito à formação de um futuro hábitat para o homem, que é criatura da terra. O alimento para o homem, a vegetação, cresce na terra. Sob a ordem de Deus, terra e mar se separaram, e forma, vida e beleza enfeitaram a terra. O texto não descreve como estas separações ocorreram, nem há uma lista das forças dinâmicas e naturais envolvidas. Ao invés disso, a relação de um Criador pode­ roso com uma criatura obediente e flexível é o tempo todo, e claramente, mantida diante do leitor.
Dramaticamente, Deus se voltou para a terra agora visível e deu-lhe ordens. Apareça a porção seca (11) não era admissão de que as substâncias inorgânicas possuíam o poder inerente de produzir vida.5Muito pelo contrário, a vida em si acha-se, no final das contas, na palavra criativa de Deus e imediatamente surge em resposta à sua ordem.
Seguindo um padrão de pares — luz e trevas, águas que estavam sobre e águas que estavam debaixo, terra e mares —, agora ocorre uma série de grupos de três. Erva, erva dando semente... e árvore frutífera (12) são agrupamentos muito generalizados e não devem ser considerados classificações botânicas no sentido moderno.
A frase conforme a sua espécie6indica limites aos poderes de reprodução. Mas não fornece um projeto que esboça linhas limítrofes. O destaque está na segurança observável da natureza: trevo produz trevo, trigo produz trigo, etc. E assim foi (11) — e ainda é.
 
5. O Dia dos Dois Luminares (1.14-19)
Os pagãos adoravam o sol, a lua e as estrelas como deuses e deusas de poder formidável. Na narrativa deste dia da criação, o luminar maior (16) e o luminar menor nem mesmo são nomeados. Em poucas sentenças hábeis, o autor descreve a criação destes corpos celestes, os quais, depois, são incumbidos de executar certas tarefas nos céus.7 Eles possuem uma dignidade de governo e nada mais. As estrelas também recebem não mais que uma menção honrosa. Que golpe contra o paganismo!
 
6. O Dia dos Pássaros e dos Peixes (1.20-23)
Pelo motivo de a luz e as trevas serem comuns a ambos os dias, o primeiro dia (3-5) e o quarto dia (14-19) estão relacionados. Também o segundo (6-8) e o quinto (20-23) estão relacionados no ponto em que lidam com a expansão, em cima, e as águas, embaixo. No quinto dia, Deus falou uma palavra para as águas (20), as quais produziram criaturas e pássaros encheram o ar. No versículo 21, vemos outra tríade: as grandes baleias... todo réptil de alma vivente... e toda ave de asas.
O texto não nos conta como as águas colaboraram com o Criador, mas para enfatizar a estreita ligação entre Deus e estas criaturas é empregado o verbo criou.As diferenças surpreendentes entre a vida botânica e a biológica são atribuídas a um ato divino. Deus os abençoou (22). No Antigo Testamento, a bênção divina é um ato criativo e uma capacitação para que aquele que a recebe cumpra seu destino segundo a vontade de Deus. Neste caso, a vontade de Deus é que as criaturas se reproduzam abundantemente... conforme as suas espécies (21). Este ato serviu para anular a condição anterior “vazia” (2).
 
7. O Dia dos Animais e do Homem (1.24-31)
Dando mais uma ordem: Produza a terra alma vivente (24), Deus encheu a terra de criaturas: as bestas-feras da terra (os animais selvagens, 25), gado e... todo réptil que se move sobre a terra (26).
Mas este dia teria a coroação do ato criativo. A deidade, em deliberação, disse: Façamos o homem (26).9Esta criatura tinha de ser diferente. Deus disse que o homem tinha de ser feito à nossa imagem, tendo certa semelhança com a realidade, mas carecendo de plenitude. O homem devia ser conforme a nossa semelhança, tendo similitude geral com Deus, mas não sendo uma duplicata exata. Não era para ele ser um pequeno Deus, mas definitivamente tinha de estar relacionado com Deus e ser o portador das características distintivas espirituais que o marcam exclusivamente como ser superior aos animais.10
Em 1.26-30, encontramos “O Homem Feito à Imagem de Deus”. 1) Um ser espiritual apto para a imortalidade, 26ab; 2) Um ser moral que tem a semelhança de Deus, 27; 3) Um ser intelectual com a capacidade da razão e de governo, 26c,28-30 (G. B. Williamson).
Uma das marcas da imagem de Deus foi Ele ter dado ao homem o status e o poder de governante. O direito de o homem dominar (28) ressalta o fato de que Deus o equipou para agir como governante. A aptidão para governar implica em capacidade intelectual adequada para argumentar, organizar, planejar e avaliar. A aptidão para governar implica em capacidade emocional adequada para desejar o mais alto bem-estar dos súditos, apreciar e honrar o que é bom, verdadeiro e bonito, repugnar e repudiar o que é cruel, falso e feio, ter profunda preocupação pelo bem-estar de toda a natureza e amar a Deus que o criou. A aptidão para governar implica em capacidade volitiva adequada para escolher fazer a toda hora o que é certo, obedecer ao mandamento de Deus indiscutivelmente e sem demora, entregar alegremente todos os poderes a Deus em adoração jovial e participar em uma comunhão saudável com a natureza e Deus.
Deus criou o homem para ser uma pessoa que tivesse autoconsciência, autodeterminação e santidade interior (Ec 7.29; Ef 4.24; Cl 3.10). A imagem foi distribuída sem distinção de macho e fêmea, tornando-os iguais diante de Deus.
Como Deus abençoou (22) o que previamente havia criado (21), assim Deus outra vez abençoou (28) esta fase da sua obra. Incumbiu o homem com a responsabilidade de reproduzir-se e sujeitar à sua superintendência a terra e tudo que nela havia.
O ato de abençoar o gênero humano é de significado mais amplo que o de abençoar os animais (22). O homem é capaz de ter consciência dessa bênção e pode responder a ela. “Abençoar” em relação a um ser racional é ato de transmitir um senso da vontade de Deus para o abençoado. Isto é especialmente significativo para o homem, pois a ordem de procriar coloca a aprovação de Deus no ato de reprodução. Essencialmente, a relação homem-mulher na procriação é boa, está dentro da vontade de Deus e é básica para o bem-estar deles.
No Antigo Testamento, há dois aspectos para o ato de conceder bênçãos. Da parte de Deus, há o ato de um Ser superior concedendo favor a quem é dependente dele. Da parte do homem, há o retorno da gratidão ao Doador de dons (Gn 24.48; Dt 8.10).
Aspecto importante da bênção de Deus era a concessão de poder e habilidade para sujeitar e dominar (28) os outros seres criados que habitam a terra. Mas era uma autoridade delegada, um governo subordinado, pelo qual o homem prestava contas a Deus. Presumimos que a responsabilidade de controlar a vida animal não acarreta o direito de abusar dela, caso contrário não teria sido bom.
Deus concedeu ao homem o direito de usar os frutos da vida vegetal para comida (29). Isto não lhe deu o privilégio de explorar a natureza, deixando para trás estrago e desolação. O cuidado apropriado dos frutos da vida vegetal tem necessariamente de acarretar o cultivo (2.15) e a conservação dos recursos naturais.
O fato de os animais, sujeitos ao controle do homem, também se alimentarem de plantas, toda a erva verde (30), destaca ainda mais a responsabilidade que pesa sobre o homem. Ele é responsável por controlar a natureza de modo que a natureza supra as necessidades de todas as criaturas vivas e não só as necessidades do homem (ver 9.3 sobre a permissão de comer carne).
A morte de animais não é mencionada, embora não haja razão para presumir a ausência de morte animal antes da queda. O foco está na vida, na harmonia, na ordem e na aptidão de forma e função para o domicílio terrestre do homem.
Em 1.1-5, 26-31, vemos a “Criação pela Vontade Onipotente”, com a ideia central no versículo 1.
1) Causa adequada, 1,2;
2) Desígnio evidente, 2-5;
3) Homem semelhante a Deus, 26-30;
4) Concepção onisciente, 31 (G. B. Williamson).
Gênesis a Deuteronômio - Comentário Bíblico Beacon - CPAD - O Livro de Gênesis - George Herbert Livingston, B.D., Ph.D.
 
GÊNESIS - Introdução e Comentário - REV. DEREK KIDNER, M. A. - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, Caixa Postal 21486, São Paulo - SP, 04602-970
I. Matriz e Berço de Gênesis 
Das obras procedentes do antigo Oriente Próximo que conhecemos, nenhuma é, nem de longe, comparável, em escopo, ao livro de Gênesis, para não mencionar qualidades menos mensuráveis. Certos poemas épicos oriundos da Babilônia falam da criação; outros falam de um dilúvio. A versão mais completa que existe do Épico de Atrahasis, de mais de 1200 versos, liga os dois acontecimentos numa só história continua1que nos dá uma espécie de paralelo de 1-8. Mas, ao terminarem esses poemas, Gênesis mal está começando. A narrativa deste começa num ponto bem anterior ao daqueles (visto que, neles, as águas, personificadas, são o princípio, e os deuses que as dominam são apenas seus produtos) e só termina quando a igreja do Velho Testamento já está firmemente alicerçada e quatro gerações de patriarcas tinham tido vida momentosa no cenário de duas civilizações diferentes.
O livro se desenrola em duas partes desiguais, a segunda das quais começa com o aparecimento de Abraão na junção dos capítulos 11 e 12. Os capítulos 1 a 11 descrevem duas progressões antagônicas: primeiro, a ordenada criação realizada por Deus, até o seu clímax no homem como ser responsável e abençoado; e depois a obra desintegradora do pecado, até o seu primeiro grande anticlímax no mundo corrupto do dilúvio, e seu segundo anticlímax na loucura de Babel.
Com isto, no capítulo 12 a história geral do homem dá lugar à história germinal de “ Abraão e sua semente” , em que a aliança já não é um compromisso geral com a humanidade inteira, como no capítulo 9,
mas se reduz a uma só família mediante a qual “ serão benditas todas as famílias da terra” (12:3). Abraão, sem terras e sem filhos, é levado a aprender que a grande promessa, a estrela polar da sua vida, haverá de cumprir-se divina e miraculosamente, ou não se cumprirá de forma nenhuma. Neste contexto, a obstinada escolha que o seu sobrinho fez das cidades da planície, e suas próprias tentativas desesperadas para conseguir proteção e para ter família, contrastam com o frutífero procedi­ mento da fé. A narrativa deixa claro que em Sodoma ou no Egito ou em Ismael não há futuro como na promessa de Canaã e de Isaque. Estas lições permanecem no restante do livro, quando os homens aceitam ou combatem a vontade de Deus pela escolha de Jacó em vez de Esaú na segunda geração, de José colocado acima de seus irmãos na terceira, e de Efraim acima de Manassés na quarta. Na parte final de Gênesis o povo escolhido começa a tomar forma, enquanto que seus primos e vi­ zinhos estão estabelecidos em seus territórios e já têm seus padrões de vida. Mas nesse meio tempo ele imigra da terra prometida, e a história não pode acabar nesse ponto.
Portanto, o livro não perde no seu término nada do seu ímpeto. Os seus 50 capítulos são o ponto de partida para as coisas mais grandiosas do Livro de Êxodo — coisas essas que os acontecimentos finais de Gênesis exigem e que suas palavras de conclusão antecipam. É somente o primeiro dos “ cinco quintos da lei” , como a lei mesma é a semente de uma colheita ainda maior. Um dos fatos impressionantes relacionados com o Velho Testamento, e, com Gênesis como parte deste, é esta arre­ metida rumo a uma consumação predita, mas, imprevisível em seus pormenores; que a cumpre sem destruí-la.
Na verdade, Gênesis está de várias maneiras quase que mais perto do Novo Testamento do que do Velho, e de alguns dos seus tópicos mal se ouve falar de novo até suas implicações surgirem plenamente nos evangelhos. A instituição do casamento, a queda do homem, a inveja de Caim, o juízo do dilúvio, a justiça imputada ao que crê, a rivalidade entre os filhos da promessa e da carne, a profanidade de Esaú, o povo de Deus em sua condição de peregrino, são todos eles temas predominantes no Novo Testamento. Finalmente, há a simetria com que algumas das cenas e figuras dos primeiros capítulos reaparecem no livro do Apocalipse, onde Babel (Babilônia) e “ a antiga serpente... o sedutor de todo o mundo” são levados à ruína, e os remidos, conquanto sejam veteranos e não inocentes ainda não tentados, voltam a passear
pelo paraíso, nas cercanias do rio e da árvore da vida.
 
II. Data e Autoria do Livro
a. Indicações da Escritura.
Embora o Novo Testamento fale do Pentateuco em geral como “Moisés” ou “ livro” ou “ lei” de Moisés, em parte alguma indica especificamente o livro de Gênesis com esses termos. Por seu turno, o Pentateuco fala da decisiva participação de Moisés em sua produção, desde os seus primeiros registros da maldição lançada sobre Amaleque (Êx 17:14) e do livro da aliança do Sinai ( Ê x 24:3-7), até à escrita e preservação de sua final exposição da lei (Dt 31:24-26). Sob Deus, o cerne e a substância dos livros de Êxodo e Deuteronômio são obra dele, bem co­ mo, sob Deus, os acontecimentos relatados constituem a história da sua vida.
Contudo, Moisés é sempre “ ele” , nunca “ eu” , nesses aconteci­ mentos. Até mesmo o “ registro dos itinerários” de Nm 33 está na terceira pessoa (isto é, foi escrito com base no registro feito por ele, não apenas inserido), e quando deveras fala na primeira pessoa, como em Deuteronômio, uma introdução e uma conclusão estruturam suas palavras e dão ao relato final o cunho de história, e não autobiografia. Na­ da aí corresponde às memórias de Neemias, desacompanhadas de introdução, nem às “ passagens-nós” de Atos.
Ao atribuir o Pentateuco como um todo a Moisés, o Novo Testa­ mento parece sugerir que em Gênesis há uma relação de semelhança entre o conteúdo substancial e a forma externa final, como sugere que há nos demais livros. Isto é, que o material é de Moisés, seja quem for o seu biógrafo e editor. Parece artificial, por exemplo, excluir Gênesis da expressão de nosso Senhor: “ Moisés... escreveu a meu respeito” (Jo 5:46) e da exposição que fez no caminho de Emaús: “ começando por Moisés” (Lc 24:27; cf. 44). Essa distinção jamais ocorreria a nenhum dos leitores originais dos evangelhos.
Este modo de considerar a relação entre Moisés e os livros que trazem seu nome parece concordar com algumas das pequenas pistas superficiais existentes em Gênesis. É preciso salientar, porém, que não são concludentes. Por um lado, por exemplo, 47:11 emprega os termos “ terra de Ramessés” para indicar o território israelita, expressão que podia ter vindo de modo particularmente fácil a Moisés, se é que foi contemporâneo de Ramessés II. Por outro lado, 36:31, passagem que fala dos reis que reinavam em Edom “ antes que houvesse rei sobre... Israel” , segundo qualquer forma normal de entendimento, atribui-se a si própria como sua data o tempo de Saul ou uma época posterior a ele. Contudo, esta lista de reis tanto podia ser um adendo para dar atualidade a um livro antigo, como podia indicar a data da sua composição.
Não há meio seguro de determinar isso. Outras frases de menor importância com possíveis dados sobre datas são 12:6 (cf. 13:7 “ Nesse tem­ po os cananeus habitavam essa terra” , e 14:14 “ até D㔠(cf. Jz 18:29). A primeira não é decisiva, visto que “ nesse tempo” pode significar “ nesse tempo, como agora” (cf. Js 14:11), ao passo que a outra, como 36:31, citada acima, podia indicar ou o período do autor ou de algum escriba que substituiu um nome arcaico por outro de uso corrente.
Portanto, a evidência bíblica, no livro e fora dele, deixa aberta a questão se a inclusão de Gênesis entre os escritos de Moisés significa simplesmente que ele constitui o fundamento do Pentateuco ou que Moisés o escreveu pessoalmente. Mas talvez se possa acrescentar a esta altura que o livro mostra uma amplitude de concepção e um conjunto de erudição, maestria e discernimento psicológico e espiritual, que o tornam proeminente, por consenso comum, mesmo no Velho Testamento. 
 
b. Crítica do Pentateuco. 
Geralmente se defende a idéia de que Gênesis dá-nos muito mais pistas quanto à sua composição do que as poucas mencionadas acima. A primeira delas a atrair a atenção está na variação no uso de nomes divinos e nas aparentes repetições presentes nas narrativas. Em 1753 J. Astruc tentou, por estes meios, isolar diferentes documentos usados por Moisés, e no fim do século dezoito a figura de Moisés foi sendo retirada da vista dos investigadores para ser substituída por um redator anônimo. As passagens em que se emprega o termo Deus (Elohim) eram atribuídas ao “ Elohísta” , abreviado para E; outras que falam do Senhor (Jahweh, Yahweh) foram obra do “ Yahwista” , J. Logo se decidiu que havia mais de um Elohísta, e a inicial P (fonte sacerdotal) eventualmente se aduzia a E e J para distinguir o primeiro do segundo Elohísta. Contudo, uma revolução de grande alcance teve lugar nas décadas de 1860 e 70, quando K. H. Graf, seguido por J. Wellhausen, elaborou argumentos em prol da inversão da seqüência cronológica PEJ para JEP — cuja inversão foi mais radical para o restante do Pentateuco do que para Gênesis, desde que colocou a lei levítica perto do fim em vez de perto do início da história de Israel. Quanto a Gênesis, significava que P, considerado como um escrito exílico ou pós-exílico, forneceu a estruturação final, entrelaçando sua própria versão dos acontecimentos com J na primeira parte do livro, e com J e E do capítulo 15 em diante.
Uma vez que se firmou esse método de estudo, outros sinais distintivos dos documentos foram registrados em grande número, e na segunda metade do século dezenove o Pentateuco estava tão rigorosamente
dissecado que não era raro encontrar um versículo dividido em parcelas atribuídas a duas ou mesmo três fontes, visto que se dizia que cada uma delas tem vocabulário, caráter e teologia que lhe são próprios. Havendo dois sinônimos válidos para o mesmo substantivo, verbo ou pronome, um deles podia ser virtualmente a impressão digital de J ou E, e o outro de P. No caso de genealogias ou datas, estas constituíam o especial interesse de P. Se a atenção se centraliza nas tribos do norte, provavelmente há de ter sido obra de E. Teologicamente, parecia que, em J, Deus fala diretamente com os homens, a Sua personalidade se evidencia forte­ mente. Em E, suas mensagens tendem a vir por meio de sonhos ou de anjos que falam desde o céu. Em P, Ele é majestoso e distante, planejando o progresso dos acontecimentos no sentido do estabelecimento de um estado eclesiástico.
A presença de narrativas duplas ou compostas continua sendo o sustentátulo da teoria. Histórias declaradamente distintas foram toma­ das como variantes dos mesmos acontecimentos, enquanto que narrativas únicas foram tão meticulosamente partidas e tão brilhantemente reconstituídas que se tornou lugar comum encontrar dois relatos onde antes só se mostrava um. Sob esses milagres de cirurgia, dificilmente faltaria a um Adão, por assim dizer, uma Eva, formada dos seus ossos, para contradizê-lo. Os exemplos clássicos dessa técnica são as análises das narrativas do dilúvio e de José, discutidas nas notas adicionais sobre os capítulos 8,37 e 42.
Daí por diante, o estudo do Pentateuco ramificou-se em várias direções, com crescente interesse nos últimos anos pela Crítica da Forma. Esta procura as unidades literárias subjacentes a uma obra coesa e tenta compreendê-las como produtos de vários tipos de situação. A conseqüente ênfase dada à vida da comunidade em que os escritos surgiram, modificou o conceito de JEP. Estes já não são retratados como produtos diretos, digamos, dos séculos nono, oitavo e sexto respectivamente, mas como coleções de elementos da tradição preservados e desenvolvi­ dos em diferentes círculos israelitas através dos séculos, cada qual tendo o seu quinhão de materiais muito antigos.
Embora esta abordagem, entre outras, tenha rompido algo da rigidez da crítica precedente, de modo que A. Bentzen, para citar um, pôde declarar (os itálicos são dele): Creio que devemos parar de falar em documentos. As iniciais JEP ainda são predominantemente empregadas se referem, para a maior parte dos propósitos — a despeito de Bentzen — aos documentos que, segundo se pensa, incorporam suas respectivas tradições. Mesmo as datas sugeridas para esses documentos são grosseiramente mantidas, e uns e outros especialistas continuam a subdividi-los como antes, ou a descobrir fontes até então inimaginadas. Assim, por exemplo, C. A. Simpson2 acompanha E. Meyer e outros ao dividir J em J1 e J2; R. H. Pfeiffer3acrescenta a JEP o seu “ S” edomita; e O. Eissfeldt4isola uma primitiva fonte “ básica” “ L” , para chegar a uma seqüência documentária LJEBDHP do Pentateuco.
A velha análise literária do Pentateuco ainda é de fato tratada como substancialmente válida, sendo empregada como base da maior parte das obras subsequentes, mesmo que o interesse primário tenha mudado para outras áreas. Todavia, parece digno de nota mencionar que grande parte dela não pode ser provada.
1. Os nomes divinos não constituem seguro critério para determinação da autoria, mesmo para a crítica literária (na prática), como parece que são à primeira vista. Por exemplo, muito geralmente se defende a posição de que o documento E começa fragmentariamente em 15. Todavia, com “ Elohim” completamente ausente desse capítulo e “ Yahweh” constando nele sete vezes, certos comentadores se mostram prontos para, onde necessário, atribuir ao Elohísta versículos que contêm “ Yahweh” , como base na suposição de que as últimas mãos pelas quais o texto passou desfiguraram a evidência que outrora estava presente ali. Em 22:1-14, forte passagem E, há três registros de “ Yahweh” para cinco de “ Elohim” , os quais têm sido explicados de modo semelhante ao acima exposto. Ainda em 17:1 e 21:1, P fala de “ Yahweh” . Resolver estas e outras anomalias anotando que “ Originalmente ’el... deve ter estado aqui” 5é abandonar a evidência existente só porque ela é inconveniente.
Esta situação clama por uma abordagem mais flexível, de modo que não se admitam apenas fontes possíveis, mas também a consciente e inconsciente escolha feita pelo autor, entre o vocabulário mais pessoal, “ Yahweh” e o mais geral, “ Elohim” , em certos contextos, e o impulso estético, onde a escolha teológica é livre, para empregar uma série de vezes uma expressão ou a outra, ou ainda alternar ambas
te. O uso feito por outros povos antigos dá amplo apoio a isto. Veja, por exemplo, os termos mutuamente permutáveis Baal e Hadade na lâmina ugarítica de Hadade, ou as múltiplas designações de Osiris na esteia de Ikhernofret,8sem mencionar outros exemplos.
Contra esta variação livre, Êx 3:13 e 6:3 muitas vezes são citados como textos-provas para mostrar que em Gênesis E e P não podiam ter empregado o nome Yahweh, desde que, em sua opinião, não se ouvira falar dele antes do chamado de Moisés. Mas isto é negligenciar o contexto desses versículos. Em Êx 3:14 a declaração divina, “ Eu sou...” , apresenta e esclarece o nome dado em 3:15, e este contexto é válido também para 6:3, no livro como o temos. O nome, em resumo, em qualquer sentido pleno da palavra, foi conhecido primeiro, em sua apresentação inicial. Mas o nome da mãe de Moisés, Joquebede (Êx 6:20), nome composto em que entra o termo Yahweh9é prova suficiente de que já era de uso comum, de acordo com o próprio P. Cf. E. Jacob (que aceita a análise tipo JEP): “ ...não temos na narrativa de Êxo­ do a revelação de um nome novo, mas a explicação de um nome já conhecido de Moisés e que, numa hora solene, se descobre que está repleto de um conteúdo de cuja riqueza ele estava longe de suspeitar”.
2. Outros critérios linguísticos são igualmente inconcludentes. Em primeiro lugar, como o indicou U. Cassuto,1 tratar expressões alternativas de uma dada ideia simplesmente como características de diferentes autores é esquecer as nuanças de uma palavra. Por exemplo, “ cortar” uma aliança lança luzes sobre o momento histórico e o modo como é feita; “ dar” uma aliança acentua a soberania e a graça do seu Iniciador; e “ estabelecê-la” 14dá ênfase à Sua fidelidade em efetivá-la. (Incidentalmente, os dois últimos termos coexistem em P. Não deveriam ser critérios para dividi-lo?). Ainda trazer Israel “ para fora” (J) do Egito salienta o aspecto de libertação, enquanto que levá-lo “ até” (E) atenção para o seu destino, a terra prometida. Estas distinções valem a pena. As nuanças também podem ser de ritmo e intensidade, observáveis nos princípios que regem a escolha entre o pronome “ eu” longo e o breve (’ãnõkí, atribuído pela crítica a JE, e aní, pretensa característica de P). Incidentalmente, os equivalentes ugaríticos destas duas formas podem ser encontrados lado a lado. Aparecem, por exemplo, dentro de duas linhas em Aqhat III.vi.21,23,15 onde não existe a questão de autoria dupla.
Em segundo lugar, exemplos de muitos destes usos são em número demasiado pequeno para serem estatisticamente significativos, ou excessivamente circunscritos para darem liberdade a um autor. Os dois casos dados por Eissfeldt ilustram o ponto em foco. O primeiro é o uso feito por E de “amorreus” onde J registra “ cananeus”, com referência aos nativos da terra prometida.16Somente duas passagens E podem ser apresentadas com este fim, ao passo que 15:21, que menciona ambos os povos — “o amorreu, o cananeu” , é ignorada a despeito de sua proximidade de 15:16, passagem citada. O outro exemplo dado por Eissfeldt é o par de termos siphâ e ’ãmâ, que significam “ serva”, termos atribuídos a J e E respectivamente. Contudo, o argumento começa a parecer artificial quando faz Raquel oferecer sua serva a Jacó em E (30:3) e levar a cabo o oferecimento em J (30:4). Dificilmente se pode restabelecer a confiança no método com o corolário de Eissfeldt de que ainda outra fonte — uma variante de J — trai sua presença no terceiro substantivo, pileges, referente a essas esposas subordinadas.
3. Os “parei” tendem a mostrar-se como provas mais falhas ainda, pois são apresentados como se fossem coisa quase liquida e certa quando seus relatos são parecidos. Se os acontecimentos são muito semelhantes, acha-se que o assunto dispensa argumentação; se não se as­ semelham, mostram apenas quão divergentes são as tradições. Essas suposições podem ser notadas, por exemplo, na análise típica das duas vezes em que Hagar saiu de casa. Tratando os capítulos 16 e 21 como as versões J e E de um mesmo fato, com inserções P; G. von Rad, juntamente com a maioria dos especialistas em crítica, nota o contraste existente entre as duas histórias, no sentido de que em 16 Abraão é passivo e dócil, e em 21 mostra-se responsável; Hagar é orgulhosa e impetuosa na primeira história, é vítima inocente na segunda; ainda mais, o anjo vai em busca de Hagar em 16:7, mas a chama do céu em 21:17; e assim por diante.
Essas distinções são verdadeiras e fascinantes. O que é tacitamente
descartado é toda e qualquer possibilidade de que reflitam duas ocasiões diferentes, como elas o professam. Mesmo quanto ao desprezo de Hagar pela estéril Sara em 16, e quanto a seu filho ser apanhado caçoando do menino que o desapossara, no capitulo 21, não se trata de possibilidades que se excluam mutuamente, mas de uma seqüência orgânica, retrato fiel das tensões de 14 anos de envolvimento na história da família. Pode-se dizer a mesma coisa das duas atitudes de Abraão face a essas crises, pois na segunda ocasião ele tinha um poderoso precedente para fazê-lo hesitar, porquanto Hagar tinha sido mandada por Deus de volta para casa, da primeira vez que isso acontecera (16:9). (Outros sinais de seqüência semelhantes podem ser notados nas tentativas de Abraão e Isaque de passarem por irmãos de suas esposas. Ver o comentário introdutório do capítulo 26.)
É seguir preconceito, e não seguir a razão, deixar a coerente versão bíblica dos fatos sem discutir ou, no caso de seus comentários explicativos (por exemplo, 26:1), pô-los de lado como sendo harmonizações artificiais.
4. A existência de narrativas compostas, intrincadamente entrelaçadas, está em particular sujeita a ser questionada. Como método editorial, não teria paralelo (foi sugerido pela primeira vez antes que o nosso acesso à literatura antiga do Oriente Próximo submetesse a especulação a controle), e a análise que tenta desenredar a trama baseia-se na ideia rígida e improvável do estilo literário já considerada acima, nos parágrafos 1 e 2. Mais exemplos e uma crítica do método podem-se encontrar nas notas adicionais sobre os capítulos 8, 37 e 42.19. 
 
c. Algumas Conclusões.
Estudando-se Gênesis em seus próprios termos, isto é, como um todo vivo, não como um corpo a ser dissecado, não se pode fugir da impressão de que os seus personagens são pessoas de carne e ossos, de que os acontecimentos que relata são reais, e de que o livro mesmo constitui uma unidade. Se é assim, a mecânica da composição é questão de menor importância, uma vez que as partes desse todo não estão competindo por crédito como tradições rivais, e o autor do livro não chama a atenção para as fontes da sua informação, como o fazem os escritores de Reis e Crônicas.
Entretanto, não é preciso supor que houve falta de fontes orais e escritas para um autor do período indicado na seção a. (p. 15), visto que Abraão tinha emigrado de um país rico de tradições e genealogias,20 e José (como Moisés depois dele) vivera muitos anos na atmosfera intelectual da corte egípcia, por um lado (com acesso, por exemplo, à pormenorizada etnografia refletida em Gênesis 10) e da sociedade patriarcal, por outro, com amplas oportunidades para preservar esses acervos de informação. Em>consonância com isso, têm sido feitas tentativas para encontrar indícios de material compilado em datas anteriores às que são sugeridas para as obras de J, E e P, terminadas. Descreveremos resumidamente a seguir duas destas aventuras.
P. J. Wiseman, em New Discoveries in Babylonia about Genesis,21 examinou a possibilidade de que a frase “ São estas as gerações de...” , que assinala repetidamente o livro de Gênesis em 11 lugares,22 (frase traduzida variadamente em AA), dê a*pista da guarda dos registros familiares de que cuidaram os sucessivos patriarcas. Ele interpreta este estribilho como colofão (identificação), devendo-se traduzir: “ Estas são as origens históricas de...”. Em outras palavras, em sua opinião isso sempre assinala a conclusão de uma seção, encerrando os arquivos escritos ou possuídos através dos anos por Adão (5:6), Noé (6:9), pelos filhos de Noé (10:1), e assim por diante; uma série crescente confiada aos sucessivos chefes da família.
Em apoio ao seu argumento, esse autor acentua que nenhuma seção vai além do tempo de duração da vida da pessoa assim menciona­ da; que os blocos de material refletem com precisão (por exemplo, no vocabulário e nos topónimos) os diferentes estágios que eles registram; e que a arte de escrever, largamente praticada por muitos séculos antes de Abraão, é de altíssima antiguidade. Ele arrola também um certo número de expressões duplicadas que aparecem nas proximidades dos “colofões (identificações)” , as quais podiam ser deixas, recurso empregado comumente para estabelecer ligação entre as sucessivas lâminas em sua seqüência certa.
Mas relacionar a palavra “ gerações” (tôledôt) somente com o passado tem sua fraqueza. É evidente que não se pode aplicar, por exemplo, a Rt 4:18, onde a frase “ São estas, pois, as gerações de”, exatamente igual à de Gênesis, só pode indicar o futuro. Mesmo em Gênesis ela pode ser sempre classificada como tão aplicável ao futuro quanto ao passado (e freqüentemente mais ao futuro). De 2:4 em diante, toda vez que aparece, vem seguida de um relato daquilo que partiu ponto recém- mencionado, seja esse ponto a terra nua (2:5) ou Adão (5:3) ou Noé (6:9) etc. Assim, de Terá, por exemplo, (11:27) provêm não só Abraão, que dominará a cena, mas também os parentes de Abraão dentre os quais eventualmente há de ser escolhida a noiva de Isaque. E de Jacó (37:2) surgem as 12 tribos (cuja sorte é traçada bem adiante, no capítulo 49), e não apenas o herói José. Fazer na frase uma conclusão em vez de uma introdução produz a anomalia, quando rigorosamente aplicada, de se ter toda a história de Abraão preservada por Ismael (11:27-25:12), enquanto que Isaque guarda os arquivos de Ismael(25:13-19), Esaú os de Jacó (25:19-36:1) e Jacó os de Esaú — situação de complexidade quase teatral, e conclusão que o autor evita algo arbitrariamente.
Ademais, insistindo numa completa sucessão das mencionadas lâminas, a teoria implica em que a escrita é quase tão antiga quanto o homem, para não dizer que é mesmo tão antiga como ele. O próprio Gênesis, lido de qualquer outra maneira, não exige isto. Permite defender perfeitamente a ideia de que, conquanto as genealogias tenham sido consignadas à escrita num estágio primitivo mas não especificado, o restante da história da família pode ter sido transmitido por via oral, como sua aparência sugere muitas vezes. Algumas das características da tradição oral relacionadas por E. Nielsen trazem Gênesis à mente. Exemplos: ...expressões repetidas, estilo fluente, solto, um certo ritmo e eufonia especialmente perceptíveis quando se ouve o relato...” . Vale a pena anotar que essa espécie de transmissão pode ser mais que correta quando em uso metódico.
A segunda abordagem, partindo de pressuposições completamente diversas, é a de E. Robertson,30 que chamou a atenção para as oportunidades incomuns que Samuel teve de reunir e registrar as tradições de Israel quando visitou Betel e outros centros (1 Sm 7:16) em suas viagens de rotina como juiz. Robertson recorda as condições críticas de Israel nesse período, com a velha ordem a desintegrar-se, o santuário destruído, e a exigência de um rei ameaçando paganizar a teocracia. Uma evocação da lei de Moisés deve ter sido vital num momento como esse.
Expondo com alguns pormenores como Deuteronômio é adequado a essa situação toda, Robertson acha especialmente significativo que, conforme 1 Sm 10:25, Samuel “ recitou a constituição do reino (mispat hammamlãkâ) ao povo, escreveu-a num livro e o depositou diante do Senhor” .31 Isso foi, na opinião dele, o coroamento dos trabalhos de Samuel, que resultaram na edição do Pentateuco todo, possivelmente com o auxílio de “ doutos escribas trabalhando... sob a direção de concílios eclesiásticos de Samuel” . Portanto, para Robertson, “ os diferentes escritores, ou antes, compiladores da Torah, viveram todos na mesma época e todos se ocuparam dos seus grandes empreendimentos ao mesmo tempo”.
A tese de Robertson atribui a Samuel e aos santuários uma participação mais criadora na produção do Pentateuco, do que a Escritura parece autorizar (cf. seção a., acima), porém talvez esteja apontando na direção certa. Certamente a estatura espiritual de Samuel e sua experiência nas esferas do governo, do sacerdócio e da profecia, fazem dele o arquiteto final do Pentateuco — mais provável do que qualquer dos elementos anteriores a Esdras de que temos conhecimento. E se ele foi o narrador que falou de Moisés e editou os seus escritos, as referências ocasionais aos nomes e situações pós-mosaicos tratados na seção a. estariam plenamente de acordo com os fatos.
Mas todas estas tentativas são, em diferentes graus, especulativas e de importância meramente secundária. Tem-se a impressão de que, se Paulo se deixasse envolver nessa discussão, mais cedo ou mais tarde diria: “ Falo como um tolo”, embora pudesse acrescentar: “ vocês me forçaram a isso” — pois o debate, uma vez iniciado, tem de continuar. Talvez a última palavra, outra vez do Novo Testamento, seria mais apropriadamente a amável advertência feita a Simão Pedro quando se deixou fascinar demais por Moisés e Elias, no monte, a ponto de não se lembrar da razão de ser deles. Se, em nossos estudos do Pentateuco, somos tentados a erigir algumas ou muitas tendas, para Moisés ou para uma m meu Filho amado: a ele ouvi.”
III — Origens Humanas
Dois esquemas principais da infância do homem confrontam o cristão moderno. O livro de Gênesis retrata, em poucos traços de pena, uma criatura modelada com material terreno, com o sopro de Deus e feita semelhante a Deus. A história espiritual dessa criatura vai da inocência à desobediência, rumo a um declínio moral que os princípios da civilização nada podem fazer para sustar.
O segundo quadro, o da paleontologia, mosaico de muitos fragmentos, representa uma espécie formada através de um milhão de anos ou mais, talvez, até atingir a presente forma humana, exibindo as características externas do homem moderno desde 20000 anos atrás, não somente em sua estrutura física, mas também em sua experiência como fabricante de ferramentas, de usar o fogo, de enterrar os seus mortos e, não menos, de criar obras de arte comparáveis às de qualquer período. Mesmo nessa época remota parece que se podem distinguir os aparentes precursores dos nossos principais grupos raciais,1e a espécie já se havia espalhado amplamente pelo mundo, desalojando outro tipo de homínida, “ o homem de Neandertal”, cujas relíquias, rudes como são, indicam que ferramentas, fogo e sepultamento já vinham sendo usados durante longas eras antes disso. Por outro lado, os primeiros sinais conhecidos da vida pastoril e agrícola e, mais tarde, do emprego de metais (por exemplo, cobre forjado ou ferro meteórico; cf. coment. de 4:19-24), são muito mais recentes, aparecendo no Oriente Próximo, com evidências atuais, em algum ponto entre o oitavo e o quinto milênios a. C., no máximo.
Como se relacionam um ao outro os dois quadros, o bíblico e o científico, não se esclarece imediatamente. Deve-se admitir a natureza provisória das considerações científicas (sem fazer disto um refúgio contra todas as idéias que não sejam bem-vindas) e das interpretações tradicionais da Escritura. É preciso reconhecer também os diferentes objetivos e estilos das duas abordagens: uma sondando o mundo observável; a outra revelando mormente o inobservável, a relação de Deus com o homem. Para a primeira, o estilo há de ser secamente fatual, mas a última pode requerer toda uma galeria de gêneros literários para fazer-lhe justiça e, daí, é importante não prejulgar o método e a intenção destes capítulos.
Outras partes das Escrituras, porém, oferecem certos pontos fixos ao intérprete. Por exemplo, a raça humana é do mesmo tronco (“de um” , At 17:26). E a ofensa de um fez de muitos, pecadores, e os tornou
sujeitos à morte (Rm 5:12-19). E este homem era um indivíduo tão distinguível como o foram Moisés e Jesus Cristo (Rm 5:14).2 Outros também são contados como indivíduos no Novo Testamento; por exemplo, Caim, Abel, Enoque, Noé. Estas linhas direcionais excluem a ideia de mito (que dramatiza a ordem natural para “ explicá-la e mantê-la” 3), e nos dão a certeza de que estamos lendo relatos de acontecimentos reais e essenciais.
Poderia ser que os acontecimentos fossem apresentados aqui em forma figurada (cf. os comentários introdutórios do capítulo 3), ou que fossem marcos assinalando um imenso lapso de tempo. Ainda assim, há dificuldades. Se Gênesis está abreviando uma longa história, a total vastidão das eras que ela abarca, segundo essa maneira de ver, não é problema tão agudo como o fato de que quase toda essa imensidão jaz, para o paleontólogo, entre o primeiro homem e o primeiro lavrador — isto é, nos termos de Gênesis, entre Adão e Caim, ou mesmo entre Adão dentro do jardim do Éden e Adão fora do jardim. Contudo, o nascimento de Sete, ou do seu antepassado, estabelece um limite máximo de 130 anos para isso (4:25; 5:3). Ainda que os números de Gênesis não sejam literais, as proporções levantam a mesma dificuldade. Portanto, alguma outra abordagem parece necessária.
Para o presente autor, várias linhas convergentes apontam para um Adão muito mais próximo dos nossos tempos do que os primitivos fabricantes de ferramentas e artistas, para não falar nos seus remotos antepassados. Em face disso, os modos de vida descritos em Gn 4 são das culturas neolítica e da primeira fase dos metais polidos aludidas acima, isto é, talvez de oito ou dez mil anos atrás, mais ou menos. As reminiscências de nomes e de pormenores genealógicos também sugerem
um período razoavelmente compacto entre Adão e Noé,5em vez de um período de dezenas ou centenas de milênios, extensão de tempo quase inimaginável, impossível de ser objeto de crônica. Entretanto, isto parece alargar ainda mais o intervalo entre Gênesis e as cronologias usuais.
A resposta pode estar em nossa definição do homem.
Na Escritura o homem é muito mais que o homo faber, o fabricante de instrumentos. É constituído homem nada menos que pela imagem e pelo sopro de Deus. Segue-se que bem pode acontecer que a Escritura e a ciência tenham diferenças entre si quanto às fronteiras que tentam traçar ao redor da humanidade primitiva. Os seres inteligentes de um passado remoto, cujos restos físicos e culturais dão-lhes a inegável posição de “ homem moderno” para o antropólogo, talvez ainda tenham estado decididamente abaixo do plano de vida estabelecido na criação de Adão. Se, como o texto de Gênesis de modo nenhum reprovaria,6 Deus inicialmente modelou o homem mediante um processo de evolução, seguir-se-ia que uma considerável linhagem de seres semi-humanos precedeu ao primeiro homem verdadeiro, e seria arbitrário retratá-los como seres irracionais. Nada exige que a criatura na qual Deus soprou a vida humana não fosse de uma espécie preparada de algum modo para constituir a natureza humana, já com uma longa história da inteligência prática, da sensibilidade artística e da capacidade para temor e reflexão.
Segundo esta maneira de ver, Adão, o primeiro homem, deve ter tido como seus contemporâneos muitas criaturas de relativa inteligência, espalhadas por toda a face da terra. Poder-se-ia conjecturar que estas estiveram fadadas a desaparecer, como os de Neandertal (se é que com estes aconteceu isto), ou a perecer no dilúvio, deixando os descendentes diretos de Adão, por meio de Noé, dominando sós. Contra isto, porém, é preciso ter em mente a visível continuidade entre as principais raças do presente e as do passado distante, já mencionadas. Isto parece sugerir ou uma estupenda antiguidade para Adão (a menos que todo o processo de determinação de datas da pré-história geralmente aceito esteja radicalmente equivocado, como alguns tentaram demonstrar – como por exemplo Whitcomb e Morris, op. cit),  ou a existência continuada dos “ pré-adamitas” ao lado dos “adamitas”.
segunda alternativa envolvesse alguma dúvida sobre a unidade da humanidade, seria por certo insustentável. Deus, como vimos, fez todas as nações “ de um” (At 17:26). De fato, geneticamente, segundo esta ideia, esses dois grupos pertenceriam a uma única linhagem. Mas este fato puro e simples não teria valor nenhum, como o evidencia muitíssimo bem a infrutífera busca que Adão fez de uma companheira. Contudo, pelo menos é concebível que depois da criação especial de Eva, que estabeleceu o primeiro par de vice-regentes de Deus (Gn 1:27,28) e fixou o fato de que não há nenhuma ponte natural do animal ao homem, Deus talvez tenha então conferido Sua imagem aos colaterais de Adão para introduzi-los nos mesmos domínios do ser. Neste caso, a chefia “ federal” de Adão sobre a humanidade estendeu-se à sua volta aos seus contemporâneos, e para diante à sua posteridade — e a desobediência dele deserdou a uns e a outros igualmente.
Talvez haja uma indicação bíblica sobre tal situação na surpreendente impressão de uma terra já populosa dada pelas palavras e atos de Caim em 4:14,17. Mesmo Agostinho teve de dedicar um capítulo ao trabalho de responder àqueles que“ veem dificuldade nisto”, e conquanto a resposta tradicional seja perfeitamente válida (ver comentário de 4:13,14, adiante), a persistência desta velha objeção poderia ser um sinal de que as nossas pressuposições são inadequadas. Outra vez, pode ser significativo que, com uma possível exceção,10a unidade da humanidade “ em Adão” e nossa condição comum como pecadores pela ofensa dele sejam expressas na Escritura em termos, não de hereditariedade," mas simplesmente de solidariedade. Em parte nenhuma encontramos aplicado a nós algum argumento sobre a descendência física semelhante ao de Hb 7:9,10 (onde se diz que Levi participou do ato de Abraão por estar “ ainda nos lombos do seu antepassado” ). Antes, o que fica demonstrado é que o pecado de Adão envolveu todos os homens porque ele foi o chefe federal da humanidade, algo como, na morte de Cristo, “um morreu por todos, logo todos morreram” (2 Co 5:14). A paternidade não desempenha nenhum papel quanto a fazer de Adão a figura daquele “ que havia de vir” (Rm 5:14).
 
Podem-se fazer três comentários finais.
Primeiro, a sugestão exploratória acima é apenas experimental, como deve ser, e constitui opinião pessoal. Pede correção e melhor síntese. Entretanto, pode servir como lembrete de que quando parece difícil harmonizar o revelado com o observado, é porque sabemos de menos, e não demais — como o nosso Senhor fez sentir aos saduceus acerca da sua charada sobre a ressurreição. O que estes capítulos esclarecem muito bem, à luz de outros passos da Escritura, é a doutrina de que a humanidade constitui uma unidade, criada á imagem de Deus, e que em Adão caiu por um ato de desobediência. E estas coisas são afirmadas tão vigorosamente sobre este modo de entender a Palavra de Deus como sobre qualquer outro.
Segundo, pode-se pensar que esta discussão toda permite que a ciência controle demais a exegese. Esta seria uma grave acusação. Mas, tentar correlacionar os dados da Escritura e os da natureza não é desonrar a autoridade bíblica e, sim, honrar a Deus como Criador e aferrar-nos à nossa tarefa de interpretar Seus modos de falar. Na Escritura Ele nos deixa descobrir por nós mesmos pormenores tais como se “ as asas do vento” e “ as janelas do céu” são literais ou metafóricas, e em que sentido o mundo não pode ser abalado (SI 96:10, AV: “ motivo”) ou o sol sai diariamente “ a percorrer o seu caminho” (SI 19:5,6). Algumas destas questões são respondidas tão logo levantadas; outras somente à medida que o conhecimento geral progride;13 em sua maior parte, elas são doutrinariamente neutras. Afirmamos a nossa infalibilidade, não a
nos recusamos a conferir as nossas respostas fatuais com as da pesquisa independente.
Terceiro,  os interesses  e métodos da Escritura e da ciência,   contudo, diferem tão largamente  que,  em  quaisquer  dos  seus pormenores, são mais bem estudados à parte. Suas descrições do mundo são tão distintas (e cada qual tão legítima) como o retrato feito por um artista e o diagrama de um anatomista, sendo que nenhum quadro misto o retratará satisfatoriamente, pois o terreno comum de ambos consiste apenas na realidade total de que tratam.
Não é possível exagerar a ênfase de que a Escritura é o veículo perfeito da revelação de Deus, que é o que nos interessa aqui. E seu arrojado afã seletivo, como o de uma grandiosa pintura, é sua força. Ler a Bíblia com um olho posto em qualquer outro relato é obscurecer a sua imagem e ficar sem a sua sabedoria. Para termos a apresentação feita pelo próprio Deus dos princípios da humanidade nos termos em que eles nos interessam mais profundamente, não precisamos olhar nada além da interpretação que deles faz o Novo Testamento.
 
IV — Teologia de Gênesis
Em Gênesis há material suficiente para um substancial livro sob es­ se título. Aqui vamos considerar abreviadamente apenas três dos seus temas, a saber, Deus, o homem e a  salvação.
a. Deus.
Desde o início, Gênesis nos confronta com o Deus vivo, Deus inequivocamente pessoal. Os verbos do capítulo inicial expressam uma energia mental, de vontade e de julgamento que exclui toda a questão de conceber a Deus “ na categoria do ‘isto’ em lugar do ‘Tu’” (para copiar a frase de Emil Brunner1). E o livro continua a dar esta ênfase em seu relato da constituição do homem à imagem de Deus, e do  persistente interesse de Deus por relações pessoais com os Seus  servos.
Segundo, Ele é o único Deus, o Criador e Senhor Soberano sobre tudo que existe. Se os últimos capítulos de Isaías, o locus classicus do monoteísmo explícito, afirmam isto com veemência, em Gênesis a questão de outras divindades simplesmente não aparece — exceto no único episódio de Jacó fugindo de Labão, onde, para um ouvido atento, Labão pode ser ouvido invocando um deus separado, por sua parte na
aliança com Jacó (ver coment. de 31:53), e onde imagens fazem breve e ignominioso aparecimento, sucessivamente roubadas, servindo de as­ sento e enterradas (31:19,30,34; 35:4). A narrativa da criação estabeleceu a matéria em foco, e a história subsequente confirma que Deus é tão senhor dos acontecimentos no surgimento e na queda das nações (15:14,16; 25:23) como na concepção de uma criança ou no chamamento de um seguidor. O tempo e o espaço, o pecado e mesmo a morte (5:24) não podem competir com Ele, quer opere por meio de milagres patentes, quer mediante providência oculta. E esta é a fé, não só do narrador, mas também das personagens principais, que O proclamam Criador e Juiz de todos (14:19,22; 18:25) e Regente capaz de pôr em ordem as situações mais intratáveis (45:5-8).
Terceiro, Seus meios são perfeitos. A série de expulsões e cataclismos em Gênesis declara que o Céu não pode fazer armistício com o pecado, seja o pecado de lesa-divindade, como a incredulidade e a jactância (como aconteceu no Éden e em Babel), ou as faltas contra o homem, como a violência, a luxúria e a traição. Contudo, Sua justa ira é também pesar (cf. 6:6). Seus juízos são suavizados pela misericórdia (3:21; 4:15; 6:8; 18:32; 19:16,21; etc.) e demoram a sobrevir (15:16). (Seu interesse pela recuperação do pecador é discutido abaixo, na seção c. 3.) Igualmente, se Sua justiça contém amor, Seu amor inclui exigência moral. Há um vestígio de desafio nisto, mesmo no paraíso terrestre (cf. coment. de 2:8-17), e Abraão deveria descobrir, depois de um longo período, e de modo supremo no monte Moriá (capítulo 22), que ser amigo de Deus exigia dele tudo quanto possuía, ainda que lhe fosse devolvido.
Quarto, Ele se nos revela a Si próprio. Ordenando, conversando e, acima de tudo, entrando em aliança, Ele sempre é Aquele que se dá, em alguma medida. Nunca é objeto distante que os homens buscam tateando. Neste livro Ele é conhecido por muitos nomes, além do termo geral Deus e do nome pessoal Yahweh.2 Alguns são títulos que exprimem facetas do Seu ser (Altíssimo, 14:18-22, título frequente nos Salmos; Todo-Poderoso, 17:1 — ver nota — e alhures, também frequente em Jó; Eterno, 21:33; cf. Is 40:28). Outros comemoram um momento especial de encontro (Deus que vê, 16:13, quando se revelou a Hagar; Deus, o Deus de Israel, 33:20, lembrando o novo nome dado a Jacó, cf. 32:28; El-Betel, ou Deus de Betel, 35:7, em memória do sonho de Jacó). Ainda outros declaram um relacionamento empenhado (Deus de Abraão, 28:13, etc.; Temor de Isaque, 31:42,53; Poderoso de Jacó, 49:24).  Estas três classes de título correspondem aos três principais   elementos de toda a revelação — doutrinário, histórico e pessoal. Finalmente, podemos notar pelas indicações ocasionais, nas expressões “ o Anjo do Senhor” ou “ de Deus” e “ o Espírito de Deus”, que a unidade de Deus não é monolítica.  Um estudo das passagens “ Anjo do Senhor” (relacionadas na nota de rodapé) não dá lugar à dúvida de que a expressão indica Deus mesmo, visto em forma humana. O que se deve aduzir é que “ Anjo”, que significa “ mensageiro”, implica em que Deus, fazendo-se visível, é ao mesmo tempo Deus enviado.
No Velho Testamento não se faz nada quanto a este paradoxo, mas não nos deve surpreender que esse aparente absurdo desaparece no Novo Testamento. Exatamente como “ o Espírito de Deus” era uma expressão veterotestamentária aguardando seu esclarecimento completo no Pentecoste, assim“ o Anjo do Senhor”, como expressão referente significação somente à luz daquele “que o Pai... enviou ao mundo”, o Filho preexistente.
b.  O Homem.
1. O homem perante Deus. Uma vez que este assunto é discutido conforme seus vários aspectos vão aparecendo no comentário dos capítulos 1-3, basta mencionar aqui os lugares onde isso é feito.
(1)  Constituição do homem: ver comentário de 1:26 e 2:7.
(2) A vocação do homem: ver principalmente o comentário de 2:8- 17, mas também o último parágrafo do comentário de 1:26, e 3:22.
(3) A queda do homem: ver o cap. 3, principalmente as observações introdutórias sobre o capítulo, e os comentários dos versículos 6 e 7.
(4) A situação do homem: ver comentário de 3:16, e a nota adicional sobre o capítulo (acerca do pecado e do sofrimento).2. O Homem na Sociedade. Apesar de toda a ênfase que Gênesis dá ao indivíduo, com Deus chamando os homens pelo nome e buscando os desprezados, o modelo que o livro apresenta para a vida humana não é o do místico solitário ou franco-atirador, mas o de um ser social que vive dentro de certo padrão de responsabilidades. Já no Éden se pode discernir o princípio desse padrão, com suas três dimensões de coisas, pessoas e autoridade, em relação às quais o homem deve cumprir normalmente a sua vocação e glorificar a Deus. Â medida que o livro prossegue, o padrão tanto se desenvolve como sofre distorção. Desenvolve-se em que o tempo e a população crescente enriquecem o seu conteúdo; sofre distorção em que o pecado leva perturbação a toda parte.
(1) Coisas.
Um importante elemento da vocação original do homem consistia em “ cultivar” e “ guardar” (2:15) seu meio-ambiente imediato, e dominar, bem como encher a terra (1:28). Dessas expressões, o vigor deles comparável ao da rica fertilidade da terra descrita em 1:11 e sua abundância de recursos minerais vislumbrada em 2:11, depreende-se que o homem recebeu a bênção de uma imensa obra criadora desde o início. Se esta era uma perspectiva convidativa, o pecado do homem e a maldição de Deus transformaram-na em grande medida numa carga, com a miséria como chefe de serviço e a morte como a palavra final (3:17-19). O trabalho em si não foi um legado da queda; é-o somente em sua nova característica de fadiga.
O quadro subsequente é do multicolorido progresso, tal como o experimentamos ainda, e o trabalho e as posses do homem são apresentados como instrumentos que podem ser usados para o bem ou para o mal, e não como fins em si mesmos. As artes e ofícios civilizados não são aclamados como panacéia, nem evitados porque descendentes de Caim os inventaram. Contudo, vemos qual deles foi apreciado por Lameque, o tirano (4:22-24), e que novos terrores isso consequentemente lançou sobre a raça! À medida que a narrativa se desenrola, a capacidade artística e fabril do homem ora é bênção, ora maldição, pois serve a Deus na construção da arca e O desafia em Babel. Quanto às possessões, são vistas à mesma luz, sendo obtidas das mãos de Deus e ofereci­ das como dízimos em Sua honra (14:18-20; 28:22), mas não devem ser aceitas incondicionalmente (“ para que” tu, rei de Sodoma, “não digas: Eu enriqueci a Abrão”, 14:23). Acima de tudo, essas coisas não devem tornar-se a meta de ninguém, como aconteceu com Ló, para sua ruína, nem devem tornar-se a obsessão de ninguém, como sucedeu com Labão, para sua completa corrupção.
Pode-se aduzir que, nas narrativas patriarcais, parte das aflições foi retirada da antiga maldição lançada sobre a terra, como para Caim algo lhe foi acrescentado (4:11,12). Houve fomes de verdade, e pelo menos para Jacó, amargos apertos (31:40). Mas houve também excepcionais bênçãos que chamaram a atenção dos seus contemporâneos em cada geração, tanto de Abraão (21:22) como de Isaque (26:12-16,28), Jacó (30:27,30) e José (39:5). Talvez seja para que vejamos nisto um fugaz antegozo da bênção geral que, segundo a promessa, haveria de vir a no final: nada menos que, a suspensão da maldição e a anulação da queda.
(2) Pessoas.
No Éden o companheirismo é apresentado como uma necessidade humana primária, necessidade que Deus se dispôs a satisfazer criando não uma duplicata de Adão, mas seu oposto e complemento, e unindo os dois, homem e mulher, em perfeita harmonia. Limitaremos o presente estudo a esta relação humana fundamental.
O rompimento da harmonia entre o homem e a mulher, não por desacordo mútuo, mas por seu conluio contra Deus, provou de uma vez quão dependente ela era de Sua participação invisível. Sem Ele, daí por diante o amor seria imperfeito, e o casamento gravitaria em direção ao relacionamento “ subpessoal” prefigurada pelos termos “ desejo” e “ governarᔠ(3:16; ver comentário desta passagem).
Embora o restante do livro confirme essa tendência, mostra ao mesmo tempo a graça repressora de Deus. Pois através de todo o livro de Gênesis o casamento é sólido e duradouro, e o próprio fato de que o verbo “ conhecer” (4:1, etc.) é empregado para referir-se à relação sexual dá a ideia de que era originalmente pessoal antes que carnal, ainda que o termo tenha-se degenerado (19:5,8) tornando-se simples eufemismo. Contudo, contra essa estabilidade deve-se antepor o fato de que raramente há uma família, das descritas com alguma municiosidade, que não seja ferida por invejas assassinas, em sua maior parte refletindo conflitos entre os pais.
A poligamia em parte é a culpa disso, mas a própria poligamia é sintoma de uma desequilibrada noção do matrimônio, segundo a qual é uma instituição em que a raison d ’être última da mulher é ter filhos. Enquanto que Deus criou a mulher primeiro e acima de tudo para co-participação, a sociedade com efeito fez dela um meio para um fim, ainda que nobre, e gravou seu modo de ver nos contratos matrimoniais. Foi reconhecidamente um conceito que as mulheres parecem ter com­ partilhado (16:2; 30:3,9), e um arranjo que Deus não contestou. Mas o seu preço, nas relações humanas, poderia ser muito alto, como o demonstra o capítulo 30, entre outros. De modo semelhante, a prática matrimonial do levirato, que se tornaria uma obrigação sob a lei mosaica, ilustra no capítulo 38 as tensões ocasionadas por uma forma de união que não passava de um mecanismo de procriação, mesmo quando se faz a devida avaliação dos caracteres inescrupulosos envolvidos nessa narrativa particular. Qualquer que fosse o valor dessas instituições no seu tempo — e algum valor não se lhes pode negar — somente confirmam a sabedoria da ordenança básica que se acha em 2:24.
(3) Autoridade.
A responsabilidade de governar (à parte do domínio do homem sobre os animais) parece, à primeira vista, emergir somente depois da queda. Germinalmente, porém, tem suas raízes na fundação da sociedade humana, como 1 Co 11:3,8 o expõe, na prioridade de Adão em relação a Eva.
Como vimos acima ao discutir o tema do casamento, uma nota mais desagradável introduziu-se no relacionamento por ocasião da que­ da (3:16), e o primeiro que se ouve expressá-la é Lameque, descendente de Caim (4:19,23). Sua linguagem bombástica chama a atenção para o elemento da força bruta que é o lado obscuro de toda autoridade num mundo decaído. Pois, enquanto que Deus é a fonte do governo humano, e o ordenou para fins de ordem e decência (Rm 13:1-7; 1 Pe 2:13,14), os poderes que estão a cavaleiro de uma dada situação geral­ mente devem, em grande parte, sua posição, sendo eles considerados de outro ângulo, à agressividade de homens ambiciosos. Para um exemplo mais puro de autoridade, temos de voltar-nos para os patriarcas, cuja chefia da sua pequena comunidade devia tudo à ordenação divina. Em parte eles tinham esta prerrogativa simplesmente como pais, fato que se evidencia bem nos incidentes registrados em 9:20, onde se vê que Cão, filho de Noé, trouxe maldição à sua progénie por haver desonrado seu pai, enquanto Sem e Jafé tomaram todo o cuidado para evitar essa impiedade. Naquele momento, a honra de Noé residia na dignidade do seu ofício de pai; toda outra dignidade o abandonara. Entretanto, Deus manteve a sua autoridade. Contudo, de Abraão em diante, tiveram o poder adicional de, antes de sua morte, transmitir as promessas divinas a um ou outro dos seus filhos. A história da bênção de Isaque a Jacó e Esaú ilustra tanto o poder inerente ao seu ofício (pois ele não poderia revogar a bênção que dera, 27:33), como o fato de que a bênção não de­ pendia dos seus méritos pessoais.
Mas no mundo exterior, os patriarcas não exerciam autoridade nenhuma. Não sendo sequer cidadãos de plenos direitos, tinham de fazer todos os arranjos que podiam mediante tratados privados (por exemplo, sobre os direitos do uso de águas, 21:30; 26:15) ou alianças (como a de Abraão e Aner, etc., 14:13) ou aquisições (23:4; 33:19). Embora reprovassem o casamento misto com gente de famílias cananéias (24:3; 26:34) e se mantivessem separados da imoralidade flagrante (14:23; 34:7), amoldavam-se às leis e costumes locais, cientes de que não tinham direito de agir como críticos sociais, nem de pretender cargos. Somente Ló ousou querer subir no mundo, e conseguiu um assento à “ entrada” da cidade (19:1), o que se mostrou ineficiente quando chegou a hora da prova (19:9).
José constitui a única exceção patente dessa regra. Sua promoção veio sem ser procurada e era tão claramente resultante da ação de Deus que ele não hesitou em aceitá-la e a mostrar-se igualmente servo de Deus e de Faraó. Onde Moisés se tornou salvador do seu povo renunciando ao Egito, José se tornou salvador do seu povo, em seu contexto completamente diverso, precisamente empenhando toda a sua energia e sabedoria na promoção dos interesses desse país.
e de Gênesis para com o governo emerge, de fato,   substancialmente como o do Novo Testamento, em que o governo humano é defendido como ordenação divina, e seus oficiais como servos de Deus, embora se exija que o povo de Deus viva, não somente como “ peregrinos e forasteiros” (1 Pe 2:11), mas também  como  cidadãos cooperati­vos cuja “ prática do bem” (1 Pe 2:15) silencia a  crítica.
c.  Salvação.
A graça deve constituir o princípio deste tópico, e Gênesis   revela que a graça, longe de ser mera resposta ao pecado, é fundamental para a própria criação. Isso transparece na decisão de conduzir “ muitos filhos à glória” envolvida na formação do homem à imagem de Deus e na preparação de um mundo no qual a filiação poderia ser levada à maturidade (ver comentário de 2:8-17), e a imortalidade estaria ao alcance do homem (2:9; 3:22). A entrada do pecado introduz na cena outros aspectos da graça, nas medidas tomadas por Deus para preservar a humanidade em algum nível de decência e ordem, e levar certos homens a entrarem em aliança com Ele, por meio dos quais abençoaria finalmente o mundo (18:18). Como “ Salvador” (isto é, Preservador) “ de todos os homens” ,6 Ele é apresentado em Gênesis restringindo a corrupção e a anarquia produzidas pelo pecado, por meio da disciplina do trabalho duro e da mortalidade (3:17, 22), do emprego construtivo dos recursos naturais (3:21), das sanções da lei (9:4-6) e da capacidade de reconhecer obrigações morais (c/. o uso que Abimeleque fez de expressões morais em 20:5,9), como também por meio da influência direta dos Seus servos (por exemplo, 50:20). Como Salvador “ especialmente dos fiéis” (ou “ dos que creem”), Ele revela Sua graça escolhendo-os, chamando-os, justificando-os, estabelecendo aliança com eles e ensinando-lhes os Seus caminhos. Estas atividades vêm resumidas nas duas últimas seções seguintes.
Eleição. Rm 9:6-13 mostra que Gênesis deixa indubitável a soberana escolha de Deus, mediante as narrativas do nascimento de Isaque e de Jacó. Particularmente Jacó foi assinalado em detrimento de Esaú “ ainda antes de haverem nascido, e sem que tivessem feito nem o bem nem o mal”. Longe de serem voluntários fortuitos, esses homens deviam sua existência à intervenção de Deus (pois, como Sara, Rebeca era estéril), e a escolha divina foi mantida contra uma longa história de vacilações e intrigas paternas. A mesma iniciativa divina levantou todos os libertadores, desde Sete, o “ designado” sucessor de Abel (4:25), passando por Noé (cujo papel foi profetizado por ocasião do seu nascimento, 5:29) e Abraão (chamado para longe do seu país e da sua parentela), até José, “ enviado” , contrariamente a todas as intenções humanas, “ para conservar... um remanescente” da família escolhida (45:7,8).
Contudo, é importante notar, de passagem, que a escolha de Isa- que e de Jacó, antes de nascerem, e a correspondente rejeição de Ismael e de Esaú, estavam explicitamente relacionadas com a função deles, não com a sua salvação ou perdição. Isto é especialmente claro no caso de Ismael, rejeitado numa capacidade e aceito na outra. Quando Abraão orou: “ Oxalá viva Ismael diante de ti”, a resposta de Deus foi “ Não” ao pedido implícito de que tomasse o lugar de Isaque, mas foi “ Sim” às palavras em seu sentido literal. ... eu te ouvi: abençoá-lo-ei...” (17:18-21). A eleição, em Gênesis, refere-se ao fato de o homem estar ou não na linha de sucessão que levava a Cristo, a “ semente” que seria para bênção das nações (Rm 9:5; G13:16).
3. Recuperação do pecador. Desde o momento da queda, os efeitos mortais do pecado constituem um dos principais temas de Gênesis, mostrando sua imediata força repulsora entre o homem e Deus, seu crescente domínio do homem, culminando na depravação geral evidente no dilúvio, e suas várias explosões na forma de presunção em Babel, de decadência em Sodoma, e, no âmbito familiar, de todos os pecados do homem constantes do decálogo.
A obra salvadora de Deus não é menos completa nem menos variada. Sua maneira de buscar o pecador pode ser mediante a direta convicção de pecado (seja pelo interrogatório pessoal dirigido a Adão e a Caim, seja pela enigmática prova que quebrantou os irmãos de José em 42:21; 44:16), ou mediante a pura graça que produziu a surpresa reação de Jacó em Betel. Mas é Deus, e não o homem, quem busca. Ló é leva­ do à segurança porque “ achou mercê” ou “ graça” (19:19) quase que a despeito de si próprio. E também é a graça que dá início a toda a história de Noé (6:8).
Da parte do homem, poderíamos ser tentados a supor (menos quanto à indicação sobre Noé que acabamos de mencionar) que a retidão do culto e da vida era o passaporte que assegurava a sua aceitação, até chegarmos à afirmação que põe fim à especulação, a saber, que Abraão foi justificado pela fé (15:6; cf. Rm 4:1-5,13-25) — pronunciamento que lança luz não só sobre cada período subsequente, mas também sobre cada período antecedente, deixando claro que, desde o primeiro caso, a fé fora indispensável para o acesso a Deus (Hb 11:4).
Mas em Gênesis a salvação é muito mais que simples aceitação. Plenamente desenvolvida, é uma intimidade com o Céu, de matizes tão variados como os personagens que a desfrutam. Homens tão diferentes como Enoque, para quem se derreteu a barreira da morte; Abraão, “ o amigo de Deus” , cuja devoção foi provada até um ponto quase que além de toda possibilidade de se aguentar; o seu servo Eliezer (capítulo 24; cf. 15:2), com sua fé reta, semelhante à do centurião; e Jacó, cuja carreira foi virtualmente “ a domesticação de uma víbora” , sintetizada na luta que travou em Peniel. E essa intimidade não era somente uma afinidade de sentimentos e idéias, mas a relação assumida e firmada numa aliança, na qual Deus prometia ser o Deus da descendência deles (“ Serei o seu Deus”, 17:7), e o homem respondia: “ O Senhor será o meu Deus” (28:21).
Na esfera do caráter e da conduta em relação aos seres humanos, a salvação também vai além de uma justiça meramente imputada. Numa época em que não havia lei, Noé ficou sozinho em sua integridade (6:9), e em contato com Sodoma Abraão evitou até as riquezas da cidade por amor a Deus (14:22,23), enquanto que Ló se apôs à sua corrução (19:7-9; cf. 2 Pe 2:7,8), embora ao fazê-lo tenha revelado possuir um código moral tristemente desequilibrado. Uma insensibilidade semelhante a essa, em Abraão e Isaque, poderia ter-lhes granjeado o desprezo dos pagãos em certas ocasiões. Mas, se a natureza daqueles homens era tão falível como a dos seus contemporâneos, pela graça eles podiam elevar-se a altitudes imensuravelmente maiores. A intercessão de Abraão por Sodoma, como a de Judá por Benjamim, demonstra um interesse altruístico que é próprio dos santos, de Moisés a Paulo, enquanto que a paciência, a pureza, a sabedoria e o amor de José para com os seus inimigos, são pouco menos que semelhantes às virtudes de Deus.
Quanto ao aspecto final da salvação, a libertação do último inimigo, Gênesis mostra apenas débeis delineamentos. “ És pó e ao pó tornarás” tem um toque de finalidade, mas o contexto deixa uma porta entreaberta, pois uma vez Deus tinha soprado a vida nesse mesmo pó. Por duas vezes também há vislumbres mais diretos do Seu poder sobre a morte: uma vez quando Enoque foi tomado (5:24), e outra quando Abraão compreendeu que Deus poderia trazer Isaque de volta dos mortos (“ voltaremos para junto de vós”, 22:5: cf. Hb 11:19).
Contudo, estas lições eram para outra época. Nesse estágio, a esperança era dirigida por Deus rumo ao crescimento da família escolhida, à posse da terra e à bênção das nações. Se nesse meio tempo a morte era recebida tranquilamente pelos patriarcas, era em grande parte porque o sepultamento feito no túmulo da família antecipava a entrada daquela família em sua herança (cf. 47:29; 50:24); pois a “ semente” escolhida é que era investida da promessa e da missão, não qualquer desses indivíduos como tais. “ Certamente Deus vos visitarᔠ(50:25). Esta esperança bastava. A partir do seu cumprimento, franquear-se-ia, sem falta, a plenitude da salvação como a conhece o Novo Testamento. Gênesis contenta-se em vê-la de longe e, nesse ínterim, em interessar-se pelas nascentes deste rio, antes que pelo estuário e pelo oceano distantes.
GÊNESIS - Introdução e Comentário - REV. DEREK KIDNER, M. A. - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova ,Caixa Postal 21486, São Paulo - SP, 04602-970
 
Gênesis - Comentário Adam Clarke - Gênesis.
Cada crente na revelação divina encontra-se amplamente justificado em tomar como certo que o Pentateuco é obra de Moisés. Por mais de 3000 anos, esta tem sido a opinião invariável dos que estavam em melhores condições para formar um julgamento correto sobre o assunto. A Igreja judaica, desde a sua mais remota antiguidade, atribuiu o trabalho a nenhum outro lado, e da Igreja Cristã, desde a sua fundação, tem atribuído ao legislador judeu sozinho. Os pagãos mais respeitáveis concordaram nesse testemunho, e Jesus Cristo e seus apóstolos ter concluído a prova e ter colocado a questão para além da possibilidade de ser posta em dúvida por aqueles que professam crer na autenticidade divina do Novo Testamento. Como para aqueles que, em oposição a todas estas provas, obstinadamente persistem em sua incredulidade, eles são dignos de pouca consideração, como argumento é perdido em seus preconceitos inescrupulosos e de demonstração em suas mentes, porque nunca voluntariamente fechado contra a luz. Quando eles provaram que Moisés não é o autor deste trabalho, os defensores da revelação divina irão reconsiderar que as razões de sua fé.
Que há algumas coisas no Pentateuco que parecem ter sido adicionados por um lado mais tarde pode haver pouca dúvida, entre eles alguns têm contado, talvez sem razão, a seguinte passagem, Gn 12: 6: "E estavam então os cananeus na a terra”, mas ver a nota sobre Gn 12: 6. Nm 21: 14, "No livro das guerras do Senhor," foi provavelmente uma nota marginal, que no decorrer do tempo entrou no texto, veja a nota sobre Nm21: 14.
Para estes podem ser adicionados Dt 1 :1-5; Dt 2: 12, e os oito versos finais do último capítulo, em que temos uma conta da morte de Moisés. Estas últimas palavras não poderia ter sido adicionadas pelo próprio Moisés, mas são muito provavelmente o trabalho de Esdras, por quem, segundo a tradição ininterrupta entre os judeus, os vários livros que constituem o cânon do Antigo Testamento foram coletados e organizados, e tais notas expositivas adicionadas como foram essenciais para conectar as diferentes partes, mas como ele agiu sob a inspiração divina, os acréscimos podem ser considerados de igual autoridade com o texto. Alguns outros lugares poderiam ser acrescentados, mas são de pouca importância, e são mencionados nas notas.
O livro de Gênesis, Γενεσις, tem o seu nome a partir do título que carrega na Septuaginta, βιβλος Γενεσεως, (Gn 2: 4), que significa o livro da geração, mas ele é chamado em hebraico בראשית Bereshith, “No princípio, “a partir de sua primeira palavra”“. É a história mais antiga do mundo, e, a partir da grande variedade de seus detalhes singulares e contas mais interessantes, como é muito superior em seu valor e importância para todos os outros, como é em sua antiguidade. Este livro contém um relato da criação do mundo, e seus primeiros habitantes, a inocência original e queda do homem, a ascensão da religião: a invenção das artes, a corrupção geral e da degeneração da humanidade, o dilúvio universal, repovoando e dividindo da terra, a origem das nações e reinos, e uma história particular dos patriarcas de Adão até a morte de José, incluindo um espaço, na menor computação, de 2.369 anos.
Pode-se perguntar como um detalhe tão circunstancial e minutos poderiam ter sido preservados quando não havia a escrita de qualquer tipo, e quando a terra, cuja história é dada aqui, já existia mais de 2000 anos. Para este inquérito uma resposta muito satisfatória pode ser dada. Existem apenas três maneiras pelas quais esses registros importantes poderiam ter sido preservados e trazidos para o tempo de Moisés. Viz, a escrita, a tradição e a revelação divina. No mundo antediluviano, quando a vida do homem era tão prolongada, não havia necessidade relativamente pouco para escrever de qualquer tipo, e talvez nenhuma escrita alfabética houvéssemos então. Tradição respondeu a cada fim de que a escrita, em qualquer tipo de caracteres pode ser subserviente; e a necessidade de erigir monumentos para perpetuar eventos públicos dificilmente poderia ter sugerido em si, como durante esses momentos pode haver pouco perigo apreendido de qualquer fato importante se tornando obsoleto, como sua história teve que passar por poucas mãos, e todos esses amigos e parentes, no sentido mais próprio dos termos, pois eles viviam em um estado de isolamento sob um governo patriarcal.
Assim, foi fácil para Moisés para ser satisfeito da verdade de tudo o que ele diz no livro de Gênesis, como as contas vieram a ele por meio de poucas pessoas. De Adão a Noé, havia apenas um homem necessário para a transmissão correta da história deste período de 1656 anos. Agora esta história foi, sem dúvida, perfeitamente conhecida a Matusalém, que viveu para ver os dois. Da mesma forma, Sem conectado Noé e Abraão, tendo vivido a conversar com ambos, como Isaac fez com Abraão e José, de quem estas coisas podem ser facilmente transmitidas a Moisés por Anrão, que foi contemporâneo de Jose. Suponhamos, então, todos os fatos curiosos registrados no livro de Gênesis não tinha nenhuma autoridade que não seja a tradição já referida, que estaria em cima de uma base de credibilidade superior a qualquer que o mais respeitável dos antigos historiadores gregos e latinos pode se orgulhar. No entanto, para evitar qualquer possibilidade de erro, o Espírito infalível de Deus dirigiu a Moisés na seleção de seus fatos e da apuração de suas datas. De fato, a narrativa é tão simples, tanto como a verdade, de modo consistente em todos os lugares com ele mesmo, assim corrigir em suas datas, de modo imparcial em sua biografia, tão precisa em seus detalhes filosóficos, tão puros em sua moralidade, e tão benevolentes em seu design, como amplamente para demonstrar que ele nunca poderia ter tido uma origem terrestre. Neste caso, também, Moisés construiu todas as coisas de acordo com o padrão que Deus lhe mostrou no monte.
 
Capítulo 1
Primeiro dia de trabalho: criação dos céus e da terra, 1,2. Da luz e sua separação da escuridão, 3-5. Segundo dia de trabalho: a criação do firmamento, e a separação das águas acima do firmamento daquelas abaixo dela, 6-8. Terceiro dia: águas é separadas da terra e formado em mares, 9,10.  Prestados a terra frutífera, e vestido com árvores, ervas gramíneas, 11-13.  Quarto dia de trabalho: criação dos luminares celestes destinados a medição do tempo, a distinção de períodos, épocas, 14; e para iluminar a terra , 15. conta distinta da formação do sol, a lua e as estrelas , 16 - 19. Quinto dia de trabalho: criação de peixes, aves, répteis e, em geral, de 20. Dos animais aquáticos grandes , 21. Eles são abençoados, de modo a torná-los muito prolífico , 22,23. Sexto dia de trabalho: do gado bravo e manso criado, e todos os tipos de animais que derivam sua nutrição da terra , 24,25. criação do homem à imagem e semelhança de Deus, com o domínio dado a ele sobre a terra e tudo inferior animais , 26. Homem ou Adam, um nome geral para os seres humanos, incluindo ambos os sexos masculino e feminino , 27. sua bênção peculiar , 28. Legumes apontado como o alimento do homem e de todos os outros animais , 29,30. o julgamento que Deus passou em seus trabalhos na conclusão de seus atos criativos , 31.
 
Notas sobre o Capítulo 1
 
Versículo 1 .  Bereshith bara Elohim eth hashshamayim veeth haarets; Deus no princípio criou os céus e a terra .
Muitas tentativas têm sido feitas para definir o termo Deus: como a própria palavra, é puro anglo-saxão, e entre os nossos antepassados significando, não só o Ser Divino agora comumente designado pela palavra, mas também bom, como em suas apreensões parecia que Deus é bom eram termos correlatos, e quando pensava ou falava Dele, foram, sem dúvida, levados a partir da palavra se o considerá-lo como o bem a ser, uma fonte de infinita benevolência e beneficência para com suas criaturas.
A definição geral desta grande Causa Primeira, tanto quanto as palavras humanas se atrevem tentar uma, pode ser assim dada: O ser Eterno, Independente e Auto-exististe: o Ser cujos propósitos e ações da primazia de si mesmo, sem motivo externo ou influência: aquele que é absoluto em domínio, a mais pura, a mais simples, e mais espiritual de todas as essências; infinitamente benevolente, beneficente, verdadeiro e santo: a causa de todo o ser, o sustentador de todas as coisas; infinitamente feliz, infinitamente perfeito e eternamente auto-suficiente nada, precisando que ele fez: ilimitada na sua imensidão, inconcebível em seu modo de existência, e indescritível na sua essência; conhecido plenamente somente para si mesmo, porque uma mente infinita pode ser totalmente apreendido apenas por si mesmo. Em uma palavra, um ser que, a partir de sua infinita sabedoria, não pode errar ou ser enganado, e que, a partir de sua infinita bondade, não pode fazer nada, mas  que é eternamente justo, direito e gentil. Leitor, tal é o Deus da Bíblia, mas como muita diferença do Deus de credos mais humanos e apreensões!
A palavra original  Elohim, Deus, é certamente a forma plural de  El, ou  Eloah, e tem sido suposto, pelos homens mais eminentemente aprendidos e piedosos, implicar uma pluralidade de Pessoas na natureza divina. Como essa pluralidade aparece em muitas partes dos escritos sagrados para ser confinado a três pessoas, daí a doutrina da Trindade, que formou uma parte do credo de todos aqueles que foram considerados sãos na fé, desde os primórdios do cristianismo. Nem são os cristãos singulares em receber esta doutrina, e na derivação a partir das primeiras palavras da revelação divina. Um rabino eminente judeu, Simeon Ben Joachi, em seu comentário sobre a sexta seção de Levítico, tem estas palavras notáveis: “Vem e vê o mistério da palavra Elohim, há três graus, e cada grau por si só, e ainda não obstante todos eles são um, e juntaram-se em um, e não são divididas uma da outra”. “Veja Ainsworth”. Ele deve ser estranhamente preconceituoso no fato que não pode ver que a doutrina da Trindade, e de uma Trindade na unidade, está expressa nas palavras acima. O verbo bara , ele criou, sendo unidos no singular com este substantivo plural, tem sido considerada como apontando para fora, e não obscuramente, a unidade das Pessoas divinas neste trabalho da criação. Na Trindade sempre bendito, a partir da unidade infinita e indivisível das pessoas, não pode ser apenas uma vontade, um propósito e uma energia infinita e incontrolável.
“Que aqueles que têm alguma dúvida se  Elohim , quando significa o verdadeiro Deus, Jeová, ser plural ou não, consultar as seguintes passagens, onde vão encontrar-se junto com adjetivos, verbos, pronomes e plurais”.
Gênesis 1:26 ; 3:22 ; 11:07 ; 20:13 ; 31:7,53 ; 35:7 . Deuteronômio 4:07 ; 5:23; Josué 24:19 ; 1 Samuel 4:08 ; 2 Samuel 7 : 23 Salmos 58:6 ; Isaías 6:8 ;Jeremias 10:10 ; 23:36 . "Veja também Provérbios 9:10 ; 30:3 ; Salmos 149:2 ;Eclesiastes 5:7 ; 12:1 ; Jó 5:1 ; Isaías 6:3 ; 54:5 ; 62:5 ; Oséias 11:12 , ou Oséias 12:1 ; Malaquias 1:6 ; Daniel 5:18,20 ; 7:18,22 . Como a palavra  Elohim é o termo pelo qual o Ser Divino é mais geralmente expresso no Antigo Testamento, pode ser necessário considerá-la aqui mais em geral. É uma máxima que não admite controvérsia, que cada substantivo na língua hebraica é derivado de um verbo, que é geralmente chamado de raiz ou de raiz, a partir do qual, o primeiro não apenas o substantivo, mas todas as flexões do verbo diferente. Esta raiz é a terceira pessoa do singular do pretérito tensa ou passado. O significado ideal  desta raiz expressa alguma propriedade essencial da coisa que designa, ou de que se trata de um apelativo. A raiz em hebraico é em sua língua irmã, o árabe, geralmente consiste de três letras, e cada palavra deve ser atribuída à sua raiz, a fim de determinar o seu significado genuíno, pois somente assim este sentido de ser encontrada. Em hebraico e árabe é essencialmente necessário, e nenhum homem pode seguramente criticar sobre qualquer palavra em qualquer uma destas línguas que não frequentam cuidadosamente a este ponto.
Menciono o árabe com o hebraico, por duas razões. 1º Uma vez que as duas línguas evidentemente primeiro a partir da mesma fonte, e tem quase o mesmo modo de construção. 2º Porque as raízes deficientes na Bíblia hebraica devem ser procuradas na língua árabe. A razão disto deve ser obvio, quando se considera que o todo da língua hebraica se perdeu, exceto o que está na Bíblia, e até mesmo uma parte deste livro é escrito em Caldeu. Agora, como a Bíblia Inglês  não contém todo o idioma Inglês, a Bíblia hebraica não contém todo o hebraico. Se um homem se encontrar com uma palavra em Inglês que ele não pode encontrar em uma concordância ampla ou dicionário com a Bíblia, ele deve, naturalmente, procurar para essa palavra em um dicionário Inglês geral. Da mesma forma, se uma forma particular de uma palavra hebraica ocorrer que não pode ser atribuída a uma raiz na Bíblia hebraica, porque a palavra não ocorre na terceira pessoa do singular do pretérito na Bíblia, é conveniente, é perfeitamente legal, e muitas vezes indispensavelmente necessário, procurar a raiz deficiente no árabe. Porque, como o árabe ainda é uma língua viva, e talvez o mais abundante no universo, pode muito bem ser esperado para fornecer esses termos que são deficientes na Bíblia hebraica. E a razoabilidade desta se baseia em outra máxima. Que ou o árabe foi derivado do hebraico, ou o hebraico do árabe. Não vou entrar nessa polêmica, há grandes nomes de ambos os lados, e a decisão da questão, em qualquer forma vai ter o mesmo efeito sobre o meu argumento. Porque, se o árabe foi derivado do hebraico, que deve ter sido quando o hebraico era uma viva e completa linguagem, porque essa é a árabe agora, e, portanto, todas as suas raízes essenciais podemos razoavelmente esperar encontrar lá: mas se, como Sir William Jones supostamente, o hebraico foi derivado do árabe, a mesma expectativa se justifica, as raízes deficientes em hebraico pode ser procurada na língua mãe. Se, por exemplo, nos deparamos com um termo em nossa língua antiga Inglês o significado do que temos dificuldade em sentido, verificar comum nos ensina que devemos procurar por ele no anglo-saxão, de onde brota nossa língua, e, se necessário, ir até a Teutônica, de que o anglo-saxão foi derivado. Nenhuma pessoa contesta a legitimidade desta medida, e encontramo-lo em prática constante. Faço essas observações no limiar muito do meu trabalho, porque a necessidade de agir sobre este princípio (buscando raízes hebraicas deficientes em árabe) pode muitas vezes ocorrer, e eu gostaria de falar de uma vez por todas sobre o assunto.
A primeira frase na Escritura mostra a conveniência de recorrer a este princípio. Vimos que a palavra  Elohim é plural; que traçamos nosso termo Deus a sua fonte, e ter visto o seu significado, e também uma definição geral da coisa ou ser incluído sob este termo, foi tremenda tentativa. Agora devemos rastrear a origem de sua raiz, mas essa raiz não aparece na Bíblia hebraica. Era o hebraico uma completa linguagem, uma razão piedosa pode ser dada por esta omissão "Como Deus é sem começo e sem causa, como o seu ser é infinito e não derivado, a língua hebraica consulta decoro estrito em dar nenhuma raiz de onde o seu nome pode ser deduzido. “Sr. Parkhurst, cuja aprendeu piedoso e trabalhos na literatura hebraica alunos mais bíblicos estão endividados, acha que encontrou a raiz de  Alah, ele jurou, se uniu por juramento, e, portanto, ele chama a sempre abençoada Trindade  Elohim, como sendo ligado por um juramento condicional para redimir o homem. Mentes mais piedosas se revoltarão de tal definição, e será feliz comigo para encontrar tanto o substantivo e a raiz preservada em árabe. ALLAH [árabe] é o nome comum para Deus na língua árabe, e muitas vezes o enfático [árabe] é utilizado. Agora ambas as palavras são derivadas da raiz Alaha , ele adorou, adorou, foi atingido com medo espanto, ou terror, e, portanto, ele adorava com horror sagrado e veneração, cum sacro horrore ac veneratione coluit, adoravit - WILMET. Daí ilahon, o medo, a veneração, e também o objeto de temor religioso, a Divindade, o Deus supremo, o Ser tremendo . Esta não é uma idéia nova, Deus foi considerado na mesma luz entre os antigos hebreus, e, portanto Jacó jura pelo temor de seu pai Isaque, Gênesis 31:53 . Para completar a definição, torna Golius Alaha, juvit, liberavit, et tutatus fuit ", ele socorreu, liberada, mantidos em segurança, ou defendida." Assim, desde o significado ideal  desta raiz mais expressiva, adquirimos a noção mais correta da natureza divina, pois aprendemos que Deus é o único objeto de adoração , que a perfeição de sua natureza são como deve surpreender todos os que piamente contemplar eles, e preencher com horror todos os que se atrevem a dar a sua glória a outro , ou quebrar seus mandamentos; que consequentemente ele deve ser adorado com reverência e temor religioso , e que cada adorador sincero pode esperar dele ajuda  em todas as suas fraquezas, ensaios , dificuldades, tentações, a liberdade do poder, a culpa, a natureza e as conseqüências do pecado, e ser apoiado, defendido e salvo ao máximo, e até o fim.
Aqui, então, é uma prova, entre multidões que serão apresentados no decorrer deste trabalho, sobre a importância, utilidade, e necessidade de traçar estas palavras sagradas para suas fontes, e uma prova também, que os indivíduos que deveriam estar fora do alcance das pessoas comuns podem, com um pouco de dificuldade, ser interposto em um nível com a capacidade mais comum.
No início - Antes dos atos criativos mencionados neste capítulo tudo era eternidade. Tempo significa duração medida pelas revoluções dos corpos celestes, mas antes da criação destes órgãos, não poderia haver medição da duração e, consequentemente, sem tempo, portanto, em o início deve necessariamente significar o início do tempo, que se seguiu, ou melhor, foi produzido por, atos criativos de Deus, como um efeito segue ou é produzido por uma causa.
Criado 
existência Causada onde anteriormente a este momento não havia nenhum ser. Os rabinos, que são os juízes legítimos em um caso de crítica verbal em sua própria língua, são unânimes em afirmar que a palavra bara expressa o início da existência de uma coisa, ou egressão de nulidade a entidade. Não em seu principal denotar, significado a preservar ou nova formação coisas que existiam anteriormente, como alguns imaginam, mas criação. No sentido próprio do termo, embora tenha algumas acepções outros em outros lugares A suposição de que Deus formou todas as coisas a partir de um pré-existente natureza, eterna, certamente é um absurdo, pois se tivesse havido uma natureza eterna, além de um Deus eterno, deve ter havido dois seres autoexistente, independentes, e eterna, que é uma contradição mais palpável.  eth hashshamayim . A palavra eth, que é geralmente considerado como uma partícula, simplesmente indicando que a palavra está a seguir no caso acusativo ou oblíquo, é muitas vezes entendido pelos rabinos num sentido mais amplo. "A partícula", diz Aben Ezra, "significa a substância da coisa. “A definição como é dada por Kimchi em seu Livro de Raízes. "Esta partícula", diz Ainsworth, "tendo primeiras e últimas letras do alfabeto hebraico em que, supostamente compreendem a soma e a substância de todas as coisas. " "A partícula eth (diz Buxtorf, dicionário talmúdico, você sub) com os cabalistas, são muitas vezes misticamente colocados para o início e o fim, como eu ± alfa e ômega estão no Apocalipse. “Nesta terra estas palavras devem ser traduzidas, "Deus no princípio criou a substância dos céus e da substância da terra”, ou seja, a matéria prima, ou primeiros elementos, dos quais os céus e a terra foram sucessivamente formados. O tradutor sírio entendeu a palavra neste sentido, e para expressar este significado tem usado a palavra [árabe] yoth, que tem este significado, e é muito bem traduzido em Poliglota de Walton, ESSE, caeli et ESSE terrae ", a ser ou substância do céu, e que ser ou substância  da terra " São Efraim Syrus, em seu comentário sobre este lugar, usa a mesma forma. Embora as palavras hebraicas são certamente não mais do que a notação de um caso na maioria dos lugares, mas aqui entendida no sentido acima, argumentam uma precisão filosófica maravilhoso na declaração de Moisés, que traz diante de nós, não um final céu e da terra, como toda outra tradução aparece para fazer, embora depois o processo de sua formação é dada em detalhes, mas apenas os materiais dos quais Deus construiu todo o sistema nos seis dias seguintes.
O céu e a terra
Como a palavra  shamayim é plural, pode-se estar certo de que isso significa mais do que a atmosfera, para expressar o que alguns têm se esforçado para restringir o seu significado. Nem parece que a atmosfera é particularmente necessária aqui, porque este é falado, Gênesis 1:6, sob o termo firmamento. As palavras céus devem, portanto, compreender a totalidade do sistema solar, uma vez que é muito provável que a totalidade desta foi criada nestes seis dias; para menos que a terra tinha sido o centro de um sistema, o inverso do que está suficientemente demonstrado, seria antifilosófico supor que foi criado de forma independente das outras partes do sistema, como nesta suposição, devemos recorrer à onipotência de Deus a suspender a influência do poder gravitando da terra até ao quarto dia, quando o sol foi colocado no centro, em torno do qual a Terra começou a girar em seguida. Mas, como o projeto do escritor inspirado foi relacionar o que especialmente pertencia ao nosso mundo e seus habitantes, portanto, ele passa o resto do sistema planetário, deixando-o simplesmente incluído na palavra plurais céus. Na palavra terra cada coisa em relação ao mundo terra que a está incluído, isto é, tudo o que pertence às partes sólidas e fluidas do nosso mundo com a sua atmosfera circundante. Como, portanto, suponho que todo o sistema solar foi criado no momento, eu acho que perfeitamente no lugar para dar aqui uma vista geral de todos os planetas, com cada coisa curiosa e importante em relação até então conhecido por suas revoluções e afeições principais.
Uma visão geral da tabela do sistema solar inteiro I. -as revoluções, as distâncias,
TABELA II. -satélites de Júpiter
TABELA III. -satélites de Saturno
TABELA IV. -satélites de Herschel, OU A Sidus Georgium
 
OBSERVAÇÕES SOBRE as tabelas anteriores
Na tabela I. A quantidade ou as revoluções periódicas e siderais dos planetas é expressa em anos comuns, cada um contendo 365 dias, como, por exemplo, a revolução tropical de Júpiter é, por tabela, 11 anos, 315 dias, 14 horas, 39 minutos, 2 segundos, ou seja, o número exato de dias é igual há 11 anos, multiplicado por 365, e os 315 dias adicionais adicionados ao produto, o que torna Em todos os 4.330 dias. Os siderais e periódica vezes também são definidas para baixo para o segundo mais próximo do tempo, a partir de números usados na construção das tabelas na terceira edição de Astronomia M. de La Lande. As colunas contendo a distância média dos planetas a partir do sol em milhas inglesas, e sua maior e menor distância da Terra, tal como são resultado das melhores observações dos últimos dois trânsitos de Vénus, que deram a paralaxe solar para ser igual a 8 de três segundos de uma quinta grau, e, consequentemente, o diâmetro da Terra, como visto a partir do sol, deve ser a dupla de 8 de três quinto segundos, ou 17 de um quinto segundo. A partir desta quantidade passado, em comparação com os diâmetros aparentes dos planetas, como pode ser visto a uma distância igual à da Terra em sua distância principal do sol, os diâmetros dos planetas em milhas inglesas , como consta na sétima coluna têm foram cuidadosamente calculadas. Na coluna intitulada " A proporção de massa , a terra sendo 1 ", os números inteiros expressar o número de vezes que o outro planeta contém mais milhas cúbicos, e se o número de quilômetros cúbicos em terra ser dado, o número de quilômetros cúbicos em qualquer planeta pode ser facilmente encontrado, multiplicando as milhas cúbicas contidos na terra pelo número na coluna, e o produto irá ser a quantidade necessária.
Este é um pequeno esboço, mas precisa do vasto sistema solar; descrevê-lo totalmente, mesmo em todos os seus conhecidos revoluções e conexões, em toda a sua energia surpreendente e influência, no seu plano maravilhoso, estrutura, operações e resultados, exigiria mais volumes que pode ser dedicado ao comentário em si.
Como tão pouco pode ser dito aqui sobre um assunto tão vasto, pode parecer para algum impróprio para apresentá-lo a todos, mas para qualquer observação deste tipo I deve ser permitido para responder, que eu deveria considerar imperdoável não para dar uma geral vista do sistema solar no lugar onde a sua criação é introduzido pela primeira vez. Se essas obras forem estupendas e magníficas, o que deve ser Ele quem formou, guias, e suporta todos eles pela palavra do seu poder! Leitor fica admirado com este Deus, e não pequeis. Faça-o teu amigo por meio do Filho do seu amor, e, quando estes céus e esta terra não são mais, tua alma deve existir em felicidade consumada e indizível.
Veja as observações sobre o sol, a lua e estrelas, depois de Gênesis 1:16. Veja Clarke em Gênesis 1:16.
 
Versículo 2 . a terra era sem forma e vazia
O termo original  tohu e   bohu , que traduzimos sem forma e vazia , são de etimologia incerta, mas neste lugar, e onde mais eles são usados, eles transmitem a idéia de confusão e desordem . A partir desses termos é provável que os sírios e egípcios emprestando de seus deuses, Theuth e Bau , e os gregos seu caos . Deus parece à primeira vista ter criado os princípios elementares de todas as coisas, e isso formou o grande massa da matéria, que neste estado deve ser sem arranjo , ou qualquer distinção de partes: uma vasta coleção de materiais indescritivelmente confuso, de entidades sem nome estranhamente misturado, e maravilhosamente bem expresso por um poeta pagão antigo: - Antes dos mares e essa bola terrestre, e copa alta do céu que cobre tudo, Uma era a face da natureza, sem um rosto, mas sim, uma massa rude e desordenada; Um vulto sem vida, não estruturado e emoldurado, de sementes rangendo, e Caos justamente nomeado. DRYDEN.
O mais antigo dos gregos tem falado quase da mesma forma deste bruto, estado desordenado da massa primitiva caótica.
Quando este amontoado de princípios elementares foi trazido junto, Deus teve o prazer de passar seis dias em assimilar, concordar, e organizar os materiais, dos quais ele construiu, não só a terra, mas a todo o sistema solar.
O Espírito de Deus
- Este foi várias vezes estranhamente entendido. Alguns pensam que um vento violento se entende, porque, ruach muitas vezes significa vento, bem como πνευμα espírito, como faz em grego, e o termo de Deus está ligado com ele apenas, como eles pensam, para expressar o grau superlativo. Outros entendem por que um fogo elementar. Outros, o dom, penetrando e secar a terra com seus raios. Outros, os anjos, que deveriam ter sido empregados como agentes na criação. Outros, certo oculto princípio, chamado de anima mundi ou alma do mundo. Outros, uma atração magnética, pela qual todas as coisas foram causados a gravitar para um centro comum. Mas é suficientemente evidente a partir do uso da palavra em outros lugares, que o Espírito Santo de Deus se destina; que nosso abençoado Senhor representa sob a noção de vento João 3:8 , e que, como um vento impetuoso no dia de Pentecostes, encheu a casa onde os discípulos estavam sentados, Atos 2:2 , que foi imediatamente seguido por seu falar em outras línguas, porque eles ficaram cheios do Espírito Santo , Atos 2:4 . Estas escrituras suficientemente determinar o sentido em que a palavra é usada por Moisés.
Movido 
 merachepheth, foi pensando sobre, porque a palavra expressa de que o movimento trêmulo feito pela galinha enquanto que quer chocar seus ovos ou promovendo seus filhotes. É aqui provavelmente significa a comunicação de uma vital ou prolífico princípio para as águas. Como a ideia de incubação, ou a eclosão de um ovo, está implícito na palavra original, portanto, provavelmente a noção, que prevaleceu entre os antigos, que o mundo foi gerado a partir de um ovo.
 
Versículo 3. E disse Deus: Haja luz - Yehi ou,  vaihi .
Nada pode ser concebida mais digna do que esta forma de expressão. Ele argumenta a autoridade uma vez incontrolável, e poder, e em linguagem humana é quase impossível conceber que Deus pode falar mais como ele. Esta passagem, na tradução grega dos Setenta, caiu no caminho de Dionísio Longino, um dos críticos mais criteriosos gregos que já viveram, e que é altamente comemorado todo o mundo civilizado para um tratado que ele escreveu, intitulado Περι , Quanto ao SUBLIME, tanto em prosa e poesia; desta passagem, apesar de um pagão, ele fala nos seguintes termos:- -  και  των Ιουδαιων θεσμοθετης(ουχ  τυχων ανηρ,) επειδη την του θειου δυναμιν κατα την αξιαν εχωρησε, καξεφηνεν· ευθυς εν  εισβολη γραψας των νομων, ΕΙΠΕΝ  ΘΕΟΣ, φησι, τι; ΓΕΝΕΣΘΩ ΦΩΣ· και εγενετο. ΓΕΝΕΣΘΩ ΓΗ· και εγενετο. Assim também o legislador judaica (que não era um homem comum) ter concebido uma idéia justa do poder divino, ele se expressou de forma digna, pois, no início de suas leis, ele fala assim: Deus disse- QUE HAJA LUZ!, e houve luz. QUE HAJA TERRA! E lá era a terra. "-Longino, seita. ix. editar. Pearce.
Muitos têm perguntado: "Como pode a luz ser produzida no primeiro dia, e o dom, a fonte dele, não criado até o quarto dia? “Com as várias respostas e muitas vezes filosófico que foram dadas a essa pergunta eu não vou interferir, mas deverá observar que a palavra original significa não só a luz, mas o fogo, ver Isaías 31:9; Ezequiel 5:2. Ele é usado para o sol; Jó 31:26. E para o fluido elétrico ou relâmpago, Jó 37:3. E é digno de nota que Ele é usado em Isaías 44:16, para o calor, derivado (esh , o fogo . Ele arde parte, no fogo (bemo esh :) sim, ele aquenta si mesmo, e disse: Ah! Que eu já vi o fogo, raithiur, que um filósofo moderno que entendeu a língua não tem escrúpulos para traduzir, eu tenho recebido calórica, ou uma porção adicional de matéria do calor. Concluo, portanto, que, como Deus tem difundido o assunto de calorias ou de calor latente em cada parte da natureza, sem a qual não poderia ser nem vegetação nem vida animal, que é calórico ou de calor latente, que se destina principalmente pela palavra original.  Que não há luz latente, que é provavelmente o mesmo com o calor latente, podem ser facilmente demonstrados: tomar dois pedaços de rocha lisa cristal, ágata, coralina ou pederneira, e esfregue-as rapidamente no escuro, a luz latente ou questão de calórico será imediatamente produzida e se tornam visíveis. A luz ou de calorias, assim, desengatada não funcionar da mesma maneira potente como o calor ou de fogo, que é produzida pela remoção de sílex e de aço, ou a produzida por atrito elétrico. A existência desta calórica latente ou primitiva luz pode ser verificada em vários outros organismos, que pode ser produzido pela pedra e aço, esfregando dois paus duros juntos, martelando ferro frio, que em um curto espaço de tempo torna-se vermelho e quente, e pela compressão forte e repentina de ar atmosférico em um tubo. Fricção em geral, produz tanto fogo e luz. Deus, portanto, criou este agente universal no primeiro dia, porque sem ela não funcionamento da natureza poderiam ser realizadas em ou aperfeiçoado.
A luz é uma das produções mais surpreendentes da habilidade criativa e poder de Deus. É grande o meio pelo qual todos os seus trabalhos de outros são descobertos, examinados e entendidos, na medida em que eles podem ser conhecidos. Sua imensa difusão e extrema velocidade são por si só suficientes para demonstrar a existência e sabedoria de Deus. Luz foi provado por muitos experimentos para viajar à taxa surpreendente de 194.188 milhas em um segundo de tempo! E vem do Sol para a Terra em oito minutos 11 43/50 segundos, uma distância de 95513794 milhas inglesas.
 
Versículo 4. Deus separou a luz das trevas.
Isso não implica que a luz e as trevas são duas substâncias distintas, vendo a escuridão é apenas a privação da luz, mas as palavras simplesmente referir-nos por antecipação para a rotação da terra redonda seu próprio eixo uma vez em 23 horas, 56 minutos, e quatro segundo , o que é a causa da diferença entre o dia e a noite, trazendo as partes diferentes da superfície da terra, sucessivamente para dentro e por baixo dos raios solares, e provavelmente foi neste momento que Deus deu esta rotação da terra, para produzir esta disposição misericordiosa de dia e de noite. Para a forma em que a luz é suposto ser produzida, ver Gênesis 1:16, sob a palavra dom .
 
Versículo 6. E disse Deus: Haja uma expansão
Nossos tradutores, seguindo o firmamentum da Vulgata, que é uma tradução de στερεωμα da Septuaginta, privaram esta passagem de todo o sentido e significado. A palavra hebraica rakia , para  raka , para espalhar-se as cortinas de uma tenda ou pavilhão , simplesmente significa uma extensão ou espaço e, consequentemente, espaço que circum ambiente ou expansão separando as nuvens, que estão nas regiões mais elevadas do que, dos mares , abaixo dela. Este chamamos a atmosfera, a esfera de átomos ou partículas inconcebivelmente pequenas, mas a palavra parece ter sido usado por Moisés, num sentido mais amplo, e de modo a incluir a totalidade do vórtice planetário, ou o espaço que é ocupado pelo conjunto sistema solar.
 
O versículo 10.
E Deus chamou à seca terra Terra, e a reunião em conjunto das águas chamou Mares. Estes dois constituem o que é chamado o globo terrestre, em que a terra e a água existem em uma proporção mais criteriosa para o outro. Dr. Long pegou os papéis que cobrem a superfície de um globo terrestre 17 polegadas, e tendo cuidadosamente separados da terra do mar, ser ponderados os dois conjuntos de papéis com precisão, e descobriu que o papel do mar pesava 349 grãos, e os jornais da terra apenas 124; pelo qual experiência parece que quase três quartos da superfície do nosso globo, do ártico aos círculos Polares Antártico, são cobertos com água. O médico não pesam as partes dentro dos círculos polares, porque não há medição determinada a proporção de terra e de água que eles contêm. Esta proporção de três quartos da água pode ser considerada como demasiado grande, não se inútil, mas o Sr. Ray, pela maioria das experiências precisa feito por evaporação, provou-se que ele requer tanto aquosa de superfície para produzir uma quantidade suficiente de vapor para fins de arrefecimento da atmosfera, e que molha a terra. Veja Ray físico-teológicas Discursos.
Um químico eminente e filósofo, Dr. Priestley, tem muito corretamente observou que parece claro que Moisés considerado todo o globo terrestre como sendo criado em um fluido estado, as partículas de terra e outro de matéria que está sendo misturada com a água. A forma atual da terra demonstra a verdade do relato mosaico, pois é sabido que, se um corpo mole ou elástica globular ser rapidamente girou em torno do seu eixo, as partes nos polos será achatada, e as partes sobre o equador, a meio caminho entre os polos norte e sul, será levantado. Esta é precisamente a forma da nossa terra, que tem o valor de um esferoide achatado, um valor bastante semelhante ao formato de uma laranja. Tem sido demonstrado por aferição de que a Terra é diminuta nos polos e criado no equador. Este foi o primeiro conjecturado por Sir Isaac Newton, e depois confirmada por M. Cassini e outros, que media vários graus de latitude no equador e perto do polo norte, e descobriu que a diferença perfeitamente justificado conjectura de Sir Isaac Newton e, consequentemente, confirmou a conta mosaico. O resultado das experiências instituídos para determinar este ponto, mostrou que o diâmetro da Terra no equador é maior em mais de 23 e uma meia milha do que nos polos, o que permite o polar diâmetro para ser parte 1/334th mais curta do que o equatorial , de acordo com as medições recentes de vários raus de latitude feitas pelos senhores Mechain e Delambre -. L'Histoire des Mathem . par M. de la Lande, tom. iv., parte v, liv. 6.
E Deus viu que isso era bom.
Este é o julgamento que Deus pronunciou sobre suas próprias obras. Eles foram belo e perfeito em sua espécie, pois tal é a importação da palavra tob. Eles estavam em peso e medida perfeita e completa, sem nada. Mas o leitor vai achar estranho que essa aprovação deve ser expressa uma vez nos primeiro, quarto, quinto e sexto dias, duas vezes no terceiro , e não a todos na segunda ! Suponho que as palavras, e Deus viu que isso era bom, quer tenham sido perdidos a partir da conclusão do oitavo verso, ou que a cláusula em décimo versículo originalmente pertencia ao oitavo. Parece, a partir da tradução Septuaginta, que a palavra em questão existia originalmente no fim do oitavo verso, nas cópias que eles usaram, pois nessa versão ainda encontramos, Και ειδεν  Θεος  καλον· E Deus viu que isso era bom. Esta leitura, no entanto, não é reconhecida por qualquer dos Kennicott ou MSS De Rossi, Nem por qualquer uma das outras versões. Se a conta do segundo dia ficou originalmente como faz agora, nenhuma razão satisfatória pode ser dada para a omissão da expressão da aprovação divina do trabalho feito por sua sabedoria e poder naquele dia.
 
Versículo 11.
Deixe a terra relva - erva - árvores frutíferas, .  Nessas expressões gerais de todos os tipos de produtos vegetais são incluídos. Fruta-árvore não é para ser entendido aqui no sentido restrito em que o termo é utilizado no meio de nós; ele significa todas as árvores, não apenas aqueles que produzam frutos, que pode ser aplicada ao uso de homens e gado, mas também aqueles que tinham o poder de propagar-se por sementes, para manifestar-se no pouco , assim como no grande , ele mostrou sua sabedoria consumada em todas as partes do vegetal criação. Quem pode explicar, ou compreender, a estrutura de uma única árvore ou planta? As raízes, o tronco, as fibras lenhosas, a casca, os vasos de ar, os vasos de seiva, as folhas, as flores e os frutos, são tantos mistérios. Toda a habilidade, sabedoria e poder dos homens e dos anjos não poderia produzir um único grão de trigo: Uma mente séria e refletindo pode ver a grandeza de Deus, não só nos imensos cedros do Líbano, mas também nos infinitamente variadas florestas que aparecer através do microscópio no molde de queijo, pasta de velho,
 
O versículo 12.
Cuja semente em si que tem o poder de multiplicar-se por sementes, deslizamentos, raízes, ad infinitum, que contém em si todos os rudimentos da futura planta através de suas gerações sem fim. Esta doutrina tem sido abundantemente confirmada por observações mais precisas dos melhores filósofos modernos. O poder surpreendente com que Deus dotou a criação vegetal para multiplicar suas diferentes espécies pode ser exemplificado na semente do olmo. Esta árvore produz uma mil quinhentos e 84 milhões de sementes, e cada uma dessas sementes tem a capacidade de produzir o mesmo número. Como surpreendente é que esta produzir! No primeiro uma semente é depositada sobre a terra, a partir desta uma árvore de molas que, no decurso da sua vida vegetativa produz 1500 e84 milhões de sementes. Esta é a primeira geração. A segunda geração será de dois trilhões, 500 e nove mil e 56 bilhões. A terceira geração será de 3900 e 74 quatrilhões, 300 e 44700 e quatro trilhões! E a quarta geração destes equivaleria a seis sextillions 200 e 95 mil 300 e 62 quintilhões, 11.000 um quatrilhões cento e 36! Somas imensas demais para a mente humana conceber, e, quando nós permitimos o espaço mais confinado em que uma árvore pode crescer, parece que as sementes da terceira geração de um olmo haveria muitos milhares de vezes mais do que suficiente para abastecer as superfícies inteiras de todos os planetas do sistema solar! Mas as plantas se multiplicam por deslizamentos, bem como por semente. Sir Kenelm Digby viu em 1660 uma planta de cevada, na posse dos pais da doutrina cristã em Paris, que continha 249 talos fugindo de uma raiz ou em grãos, e na qual ele contou para cima de 18.000 grãos. Veja minhas experiências em Lavandro na Revista Metodista.
 
Versículo 14. E disse Deus: Haja luz,
Sede - Uma delas foi dividir entre o dia e a noite. Quando a noite é considerada um estado de relativa escuridão, como luzes de dividir ou distingui-lo? A resposta é fácil: O sol é o monarca do dia, que é o estado de luz, a lua, a noite, o estado de escuridão. Os raios do sol, caindo sobre a atmosfera, são refratadas e difundidas sobre a totalidade do que hemisfério da Terra imediatamente sob sua esfera, enquanto os raios de que luminar vasto que, por causa da pequenez da terra em comparação do sol, são difundida em todos os lados para além da terra, caindo sobre o disco opaco da lua, são refletidas para trás, para o que pode ser chamado o hemisfério inferior, ou que a parte de terra, que é oposta à parte que é iluminada pelo sol, e quanto Terra completa uma revolução em seu próprio eixo em cerca de vinte e quatro horas, consequentemente, cada hemisfério tem dias alternados e noite. Mas, como a luz solar refletida a partir da face da lua é calculado para ser 50 mil vezes menos em intensidade e efeito que a luz do sol, uma vez que provém diretamente do mesmo a nossa terra, (por ligeiras diminuições na sua intensidade como a distância que viagens do sol aumenta), portanto, uma distinção suficiente é feita entre o dia ea noite, ou a luz e as trevas, não obstante cada um é regido e determinado por uma destas duas grandes luzes , a lua governar a noite, ou seja, refletindo a partir de sua própria superfície de volta à terra os raios de luz que ela recebe do sol. Assim, ambos os hemisférios são até certo ponto iluminado: a um, em que o sol brilha, completamente assim, esta é dia : o outro, em que a luz do sol é refletida pela lua, parcialmente, o que é noite . É verdade que ambos os planetas e as estrelas fixas pagar uma parcela considerável de luz durante a noite, no entanto, não pode ser dito para governar ou a predominar por sua luz, porque seus raios são completamente perdidos no esplendor superior da luz da lua.
E sejam eles para sinais - leothoth. Deixe-os a ser consideradas como sinais contínuos de cuidado de Deus concurso para o homem, e como estando provas de sua contínua milagrosa interferência, por isso a palavra OTH é frequentemente utilizado. E não é a energia de Deus todo-poderoso que sustentá-los em ser? O sol e a lua também servem como sinais das mudanças diferentes que ocorrem na atmosfera, e que são tão essenciais para todos os fins de agricultura, comércio,
Para estações -  moadim; Para a determinação dos tempos em que os festivais sagrados devem ser mantidos. Neste sentido, a palavra ocorre freqüentemente, e era certo que na abertura da sua própria revelação de Deus deve informar homem que havia certos festivais que deve ser comemorado anualmente a sua glória. Alguns pensam que devemos entender a palavra original como significando meses, para o que sabemos a lua serve essencialmente através de todas as revoluções do tempo.
Por dias
Ambas as horas do dia e da noite, assim como os diferentes comprimentos dos dias e noites, distinguem-se por os espaços mais longos e mais curtos de tempo o sol está acima ou abaixo do horizonte.
E anos.
Ou seja, esses grandes divisões de tempo pelo qual toda sucessão no lapso grande de duração se distingue. Esta se refere principalmente a uma revolução completa da terra em torno do sol, que é realizada em 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 48 segundos, pois, embora a revolução seja a da Terra, mas ele não pode ser determinado, mas pelos divinos corpos.
 
Versículo 16.
E fez Deus os dois grandes luminares Moisés fala do sol e da lua aqui, não de acordo com sua maior ou teor de sólidos, mas de acordo com a proporção de luz derramaram sobre a terra. A expressão tem sido sofisma liberado menos por alguns que são tão desprovidos de capacidade mental como de franqueza. "A Lua", dizem eles, "não é um grande corpo, ao contrário, é o muito menor em nosso sistema. “Bem, e Moisés disse o contrário”? Ele disse que é uma grande LUZ; havia dito de outra forma ele não tivesse falado a verdade. É, em referência à terra, ao lado do próprio sol, a luz maior do sistema solar, e tanto é verdade que a lua é uma grande luz , que proporciona mais luz para a Terra do que todos os planetas do sistema solar, e de todas as inúmeras estrelas no firmamento do céu, juntos. É digno de nota que no quarto dia da criação do sol se formou, e depois "tentou primeiro seus raios de através a tristeza profunda", e que no final do quarto milenar da criação, de acordo com o hebraico, o sol da justiça brilhou sobre o mundo, como profundamente afundado na escuridão mental produzida pelo pecado como o mundo antigo era, ao mesmo tempo repleta escuridão ocupou o domínio, até que o sol foi criado como o dispensador de luz. O que seria do mundo natural estar sem o sol? Um desperdício uivando, em que nem animal nem vida vegetal poderiam ser sustentada. E o que seria do mundo sem moral ser Jesus Cristo, e à luz de sua palavra e Espírito? Apenas o que as partes agora são onde a sua luz ainda não brilhava: "lugares escuros da terra, cheios de moradas de crueldade", onde prevalece o erro sem fim, e superstição, gerando falsas esperanças e medos falsos, degrada e avilta a mente do homem.
Muitos supõem que os dias da criação resposta para tantos milhares de anos, e que, como Deus criou tudo em seis dias e descansou no sétimo, para que o mundo deve durar seis mil anos, eo sétimo será o descanso eterno que continua a ser para o povo de Deus. Para essa conclusão foram levados por estas palavras do apóstolo, 2 Pedro 3:8 : Um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia . Coisas secretas pertencem a Deus, aqueles que são revelados a nós e nossos filhos.
Ele fez também as estrelas.
Ou melhor, Ele fez a luz menor, com as estrelas, para governar a noite. Veja Claudlan de Raptu PROSER, lib. ii., v 44.
Hic Hyperionis solem de Semine nasci Fecerat, et pariter lunam, sed dispare forma, duces auroras noctisque.
De famoso Hyperion que ele causar a subir O sol, a lua e colocado em meio aos céus, com esplendor vestida, mas de luz muito desigual, radiantes. Os líderes do dia e da noite. 
DO SOL
Sobre a natureza do sol tem havido várias conjecturas. Por muito tempo pensou que ele era um grande globo de fogo 1.384.462 vezes maior que a Terra, e que ele estava emitindo continuamente a partir de milhões de seu corpo inumeráveis de fogo partículas, que, sendo extremamente dividido, responderam com a finalidade de luz e calor sem ocasionar qualquer ignição ou queima, exceto quando coletadas no foco de uma lente convexa ou queima de vidro. Contra esta opinião, no entanto, muitas objeções sérias e importantes foram feitas, e que tem sido tão pressionado com as dificuldades que os filósofos têm sido obrigados a olhar para uma teoria menos repugnante para a natureza e probabilidade. Descobertas do Dr. Herschel, por meio de seus telescópios imensamente de aumento, tem, pelo consentimento geral de filósofos, acrescentou um novo mundo habitável para o nosso sistema, que é o dom Sem parar de entrar em detalhes, o que seria impróprio aqui, é suficiente dizer que essas descobertas tendem a provar que o que chamamos de dom é apenas a atmosfera desse luminar "; que essa atmosfera é composta de vários fluidos elásticos que são mais ou menos lúcida e transparente; que, como as nuvens que pertencem a nossa terra são provavelmente decomposições de alguns dos fluidos elásticos pertencentes à própria atmosfera, então podemos supor que na vasta atmosfera do sol, decomposições semelhantes podem ocorrer, mas com a diferença de que as decomposições dos fluidos elásticos do sol são de uma fosfórico natureza, e são atendidos pelas aparências lúcidos, dando a luz. " O corpo do sol que ele considera como geralmente escondido de nós por meio deste ambiente luminoso, mas o que são chamados de máculas ou manchas no sol são reais aberturas neste ambiente, através do qual o corpo opaco do sol torna-se visível, e que esta atmosfera em si não é inflamado nem quente , mas é o instrumento que Deus concebida para agir sobre o calor calórico ou latente, e que o calor é produzido apenas pela luz Solar, agindo sobre e combinando-se com o assunto calórico ou de incêndio contido no ar, e outras substâncias que são aquecidos por esta. Esta teoria engenhosa é apoiada por muitas razões plausíveis e ilustrações, que podem ser vistas no papel, leu antes da Royal Society. Sobre este assunto ver Clarke em Gênesis 1:3.
DA LUA
Não há praticamente nenhuma dúvida agora permanecendo no mundo filosófico que a Lua é um mundo habitável. As observações mais precisas que foram feitas com os telescópios mais poderosos confirmaram a opinião. A lua parece, em quase todos os aspectos, para ser um corpo semelhante o nosso terra, terem a sua superfície diversificada por montes e vales, montanhas e vales, rios, lagos e mares. E há a mais completa evidência de que a nossa terra serve como uma lua para a lua ela mesma, diferindo apenas no presente, que como a superfície da Terra é treze vezes maior do que o da Lua, então a lua recebe da terra uma luz treze vezes maior em esplendor do que a que ela dá a nós, e por uma analogia muito correto, somos levados a inferir que todos os planetas e seus satélites, ou luas de atendimento, são habitados, por questão parece só existir para o bem dos seres inteligentes.
DAS ESTRELAS
As estrelas, em geral, são consideradas sóis, semelhante ao que em nosso sistema, cada um com um número apropriado de planetas em movimento em volta dela, e, como estas estrelas são inumeráveis, conseqüentemente, há inúmeros mundos, todos dependentes do poder, proteção, e da providência de Deus. Onde as estrelas são em grande abundância, Dr. Herschel supõe formam primárias e secundárias, ou seja, sóis girando em torno de sóis, como planetas giram em torno do Sol em nosso sistema. Ele considera que este deve ser o caso em que é chamada a Via Láctea, as estrelas de estar lá em quantidade prodigiosa. Isso, ele dá a prova seguinte: Em agosto de 22,1792, ele descobriu que não em 41 minutos de tempo de menos de 258 mil estrelas haviam passado pelo campo de visão em seu telescópio. O que deve ser Deus, que fez, governa, e suporta tantos mundos!Para as magnitudes, distâncias, revoluções, do sol, da lua, planetas, e seus satélites, consultem as tabelas anteriores. Veja Clarke em Gênesis 1:1.
 
Versículo 20. Que as águas produzir abundantemente 
Há um significado nestas palavras que raramente é notado. Inumeráveis milhões de animais são encontrados na água. Naturalistas eminentes não descobertos menos de 30 mil em uma única gota! Como inconcebivelmente pequeno deve cada ser, e ainda cada animal perfeito, equipados com todo o aparato de ossos, músculos, nervos, coração, artérias, veias, pulmões, vísceras em geral, espíritos animais,
a fecundidade de peixes é outro ponto pretendido no texto; não da criatura são tão prolífico como estes. A TENCAS colocar 1.000 ovos, uma carpa 20.000, e Leuwenhoek contadas em um COD mediano porte 9.384.000! Assim, de acordo com o propósito de Deus, as águas produzir abundantemente. E o que uma provisão misericordiosa é este para as necessidades do homem! Muitas centenas de milhares de habitantes da Terra vivem para uma grande parte apenas do ano no peixe. Pescar pagar, não apenas um saudável, mas uma dieta muito nutritiva, pois eles estão sujeitos a algumas doenças e, geralmente, vêm em grandes quantidades para as nossas costas, quando em sua maior perfeição. Neste também podemos ver que o tipo providência de Deus anda de mãos dadas com sua criação de energia. Enquanto ele manifesta sua sabedoria e seu poder, ele está fazendo uma disposição permanente para o sustento do homem através de todas as suas gerações. 
 
Versículo 21. E Deus criou grandes baleias
 hattanninim Hagedolim. Embora esta seja geralmente entendida pelos diferentes versões como significando as baleias, mas o original deve ser entendido mais como um modo geral que um determinado prazo, que incluem todos os grandes animais aquáticos, tais como as várias espécies de baleia, o golfinho, o unicórnio ou peixe unicórnio, e o tubarão. Deus se deleita em mostrar-se em pouco, bem como em grandes coisas: por isso ele faz animal tão pequeno que 30.000 podemos ser contidos em uma gota de água, e outros tão grandes que parecem exigir quase um todo mar a flutuar dentro.
 
Versículo 22. Deixe as aves se multipliquem na terra. 
Ele é verdadeiramente surpreendente, com o cuidado, sabedoria e habilidade minutos Deus formou os diferentes gêneros e espécies de aves, quer se destinem a viver principalmente em terra ou na água. A estrutura de uma única pena oferece um mundo de maravilhas, e como Deus fez as aves que possam voar no firmamento do céu, Gênesis 1:20 , ele adaptou a forma de seus corpos, e da estrutura e disposição de sua plumagem , para esse propósito. Cabeça e do pescoço em voo são desenhados principalmente dentro do esterno, de forma que a parte inteira sob exibe a aparência de um casco de navio. As asas são feitas como uso de velas, ou melhor, remos, e a cauda como um leme ou leme. Por meio destes a criatura não só é capaz de preservar o centro de gravidade, mas também para acompanhar a velocidade vasta através do ar, ou para a frente, circular, ou em qualquer tipo de ângulo, para cima ou para baixo. Nestes também Deus mostrou sua habilidade e seu poder na grande e na pequena -no vasto avestruz e casuar, e no belo beija-flor, que na plumagem supera o esplendor do pavão, e em tamanho é quase na um nível com a abelha.
 
Versículo 24. Que a terra produza a criatura viva,
nephesh chaiyah, um termo geral para expressar todas as criaturas dotadas de vida animal, em qualquer de suas gradações infinitamente variadas, desde a metade o raciocínio do elefante para o estúpido potto, ou ainda menor, para o polype, que parece igualmente partilhar a vida vegetal e animal. A palavra
chaitho, na última parte do verso, parece significar todos os selvagens animais, como leões, tigres, carnívoros , ou viver na carne , em contraposição a partir domésticos animais, como são herbívoro , ou viver na grama e outros vegetais, e são capazes de serem treinadas, e aplicados para fins domésticos. Veja Clarke em Gênesis 1:29. Estes últimos são, provavelmente, significa behemah no texto, que nós traduzimos gado, como cavalos, vacas, ovelhas, cães, répteis, Remes, todos gêneros diferentes de serpentes, vermes, e os animais não têm como pés. Em animais também Deus mostrou sua habilidade maravilhosa e poder; no vasto elefante, ou ainda mais colossais mamutes ou mastodonte, toda a raça que parece ser extinto, alguns esqueletos são os únicos remanescentes. Este animal, um efeito surpreendente do poder de Deus, ele parece ter produzido apenas para mostrar o que podia fazer, e depois de sofrer alguns deles para se propagar, ele extinguiu a corrida por uma providência misericordioso, que não pode destruir o homem eo besta. O mamute parece ter sido uma carnívoros animal, como a estrutura dos dentes prova, e de um tamanho imenso, a partir de uma parte considerável de um esqueleto que vi, é calculado que o animal a que pertencia deve ter sido de quase 25metros de altura e 60 de comprimento! Os ossos de um dedo do pé são inteiros, o dedo do pé para cima de três metros de comprimento. Mas este esqueleto pode ter pertencido ao megalonyx, uma espécie de preguiça, ou bradypus, até então desconhecidas. Poucos elefantes jamais foram encontrados para exceder 11 pés de altura. Quão maravilhosas são as obras de Deus! Mas a sua habilidade e poder não são menos visto na bela chevrotin, ou Tragulus, uma criatura do tipo antílope, o menor de todos bífida ou fendido patas dos animais, cujo delicado membros são quase tão grandes como uma pena de ganso comum, e também no rato megera, talvez o menor dos quadrúpedes muitos dedos. No réptil tipo que vemos também a mesma habilidade e poder, não só na imensa cobra chamada Boa constritor , o inimigo mortal e conquistador do tigre real, mas também na cobra de Manille , uma serpente venenosa, apenas um pouco maior do que uma agulha de costura comum.
Versículo 25. E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie. 
Cada coisa, tanto no mundo animal e vegetal foi feita de modo segundo a sua espécie, tanto em gênero e espécie, a produzir sua própria espécie através de gerações sem fim. Assim, as várias raças de animais e plantas foram mantidas distintas, desde a fundação do mundo, para os dias de hoje. Esta é uma prova de que todas as futuras gerações de plantas e animais foram incluídas no seminalmente aqueles que Deus formou no início.
 
Versículo 26. E disse Deus: Façamos o homem
É evidente que Deus tem a intenção de impressionar a mente do homem com um sentido de algo extraordinário na formação de seu corpo e alma, quando ele introduz o relato de sua criação, portanto, vamos EUA o homem. A palavra  Adão, que traduzimos homem, é destinado a designar as espécies de animais, como chaitho, marca os animais selvagens que vivem na vida de um modo geral solitário; behemah, domésticos ou animais gregários e Remes, todos os tipos de répteis, a partir do maior cobra para a enguia microscópica. Embora o mesmo tipo de organização possa ser encontrado no homem, como aparece nos animais inferiores, ainda existe uma grande variedade e complexidade das peças, uma delicadeza de estrutura, um bom arranjo, uma adaptação criteriosa dos diferentes membros de seus escritórios grandes e funções, uma dignidade, de semblante, e uma perfeição do todo, que são procurados em vão em todas as outras criaturas. Veja Gênesis 3:22 .
Em nossa imagem, conforme a nossa semelhança  que está dito acima se refere apenas ao corpo do homem, o que é dito aqui se refere a sua alma. Isto foi feito na imagem e semelhança de Deus. Agora, como o Ser Divino é infinito, ele não é limitado por partes, nem definível por paixões, por isso ele não pode ter imagem corporal depois que ele fez o corpo do homem. A imagem e semelhança se devem, necessariamente, ser intelectual, sua mente, sua alma, deve ter se formado após a natureza e perfeições de seu Deus. A mente humana é ainda dotado de capacidades mais extraordinários, era mais quando a emissão das mãos de seu criador. Deus estava agora a produzir um espírito, um espírito, também, formada após as perfeições da sua própria natureza.Deus é a fonte de onde esse espírito emitido, portanto, o fluxo deve se parecer com a mola que o produziu. Deus é santo, justo, sábio, bom e perfeito, por isso deve ser a alma que surgiu a partir dele: poderia haver nela nada impuro, injusto, ignorante, mal, base, baixa, média, ou vil. Ele foi criado à imagem de Deus, e essa imagem, nos diz São Paulo, consistiu na justiça, a verdadeira santidade , e conhecimento, Efésios 4:24 ; Colossenses 3:10 . Daí o homem era sábio em sua mente, santo em seu coração , e justo em suas ações . Foram mesmo a palavra de Deus em silêncio sobre este assunto, não poderíamos inferir menos das luzes realizadas até nós pela razão e senso comum. O texto nos diz que ele foi o trabalho de ELOHIM, a pluralidade divina, marcado aqui mais claramente pelo plural pronomes EUA e NOSSO, e para mostrar que ele era a obra-prima da criação de Deus, todas as pessoas na Divindade são representados como unidos em conselho e esforço para produzir essa criatura incrível.
Gregory Nyssen tem muito corretamente observou que a superioridade do homem para todas as outras partes da criação é visto no fato de que todas as outras criaturas são representadas como o efeito de Deus palavra, mas o homem é representado como o trabalho de Deus, de acordo com o plano e consideração.Veja suas Obras, vol. i, p. 52, c. 3.
E deixá-los ter domínio
Daí, vemos que o domínio não era o de imagem. Deus criou o homem capaz de governar o mundo, e quando equipados para o escritório, ele fixou-o na mesma. Nós vemos o cuidado de Deus e solicitude concurso parental para o conforto e bem-estar desta obra-prima de sua obra, na criação do mundo anteriormente à criação do homem. Ele preparou tudo para a sua subsistência, comodidade e prazer, antes que ele trouxe à existência, de modo que, comparando pouco com coisas grandes, a casa foi construída, mobilado, e amplamente armazenado, pelo tempo que o inquilino destinados estava pronto para ocupar lo.
Foi suposto por alguns de que Deus fala aqui para os anjos, quando ele diz: Deixe-nos fazer o homem, mas para tornar esta uma interpretação provavelmente essas pessoas devem provar, 1. Que os anjos foram criados. 2. Que os anjos podem ajudar em uma obra da criação. 3. Que os anjos foram-se feito à imagem e semelhança de Deus. Se não fosse, não poderia ser dito, em NOSSA imagem , e não aparecem em qualquer parte nos escritos sagrados que qualquer criatura, mas o homem foi feito à imagem de Deus. Veja Clarke em Salmos 8:5 .
 
 
Questionário da Lição 1, Gênesis, o Livro da Criação Divina (pronto só na Quinta-Feira a noite)
4º trimestre de 2015 - O Começo de Todas as Coisas - Estudos Sobre O Livro de Gênesis
Comentarista da CPAD: Pr. Claudionor Correa de Andrade
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
Complete os espaços vazios e marque com"V" as respostas Verdadeiras e com"F" as Falsas, conforme a revista da CPAD.
 
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
 
Referências Bibliográficas (outras estão acima) Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
www.ebdweb.com.br
www.escoladominical.net
www.gospelbook.net
www.portalebd.org.br/
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm
GÊNESIS - Introdução e Comentário - REV. DEREK KIDNER, M. A. - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova ,Caixa Postal 21486, São Paulo - SP, 04602-970
Gênesis a Deuteronômio - Comentário Bíblico Beacon - CPAD - O Livro de Gênesis - George Herbert Livingston, B.D., Ph.D.
Revista CPAD - Lições Bíblicas - 1995 - 4º Trimestre - Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas - Comentarista pastor Elienai Cabral
 
 
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