Lição 01 -
Corinto - Uma Igreja
Fervorosa, mas não Espiritual
Lições
Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 2º TRIMESTRE DE 2009
1Coríntios - Os Problemas da Igreja e Suas Soluções
Comentários
do
Pr. Antônio Gilberto
Complementos
e questionários: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
Resumo do Trimestre
TEXTO ÁUREO
"E eu irmãos, não vos pude falar como a
espirituais, mas como a carnais, como a meninos em CRISTO" (1Co 3.1).
VERDADE PRÁTICA
Uma igreja espiritualmente sadia é aquela em que
o viver e o agir de seus membros são equilibrados pelo Espírito e pela
Palavra de DEUS.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1Co 3.1-9
1E eu, irmãos, não vos pude falar como a
espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. 2Com leite vos
criei e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora
podeis; 3porque ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja,
contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais segundo
os homens? 4Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu, de Apolo;
porventura, não sois carnais? 5Pois quem é Paulo e quem é Apolo, senão
ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um? 6Eu
plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. 7Pelo que nem o que planta
é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. 8Ora, o que
planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão, segundo o
seu trabalho. 9Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de
Deus e edifício de Deus.
Autor: Paulo
Tema: Problemas da Igreja e Suas Soluções
Data: 55/56 d.C.
Esboço do Livro 1Coríntios
Introdução (1.1-9)
I. Tratamento dos Problemas de Que Paulo Fora Informado (1.10 — 6.20)
A. Divisões na Igreja (1.10—4.21)
1. Quatro Facções (1.10-17)
2. Causas das Divisões (1.18—4.5)
a. Falso Conceito de Sabedoria (1.18—3.4)
b. Falso Conceito do Ministério Cristão (3.5—4.5)
3. Apelo à Reconciliação (4.6-21)
Princípio: A igreja como o corpo de CRISTO (cf.
12.12ss) não deve se dividir (1.10,13)
B. Problemas Morais na
Igreja (5.1—6.20)
1. Um Problema de Incesto e Sua Disciplina Eclesial (5.1-13)
2. O Problema de Litígio Secular entre Crentes (6.1-11)
3. O Problema da Prostituição (6.12-20)
Princípio: Quem está unido ao Senhor deve
conduzir-se de modo a honrá-lo (6.17,20)
II. Respostas a Perguntas por Escrito dos Coríntios (7.1—16.9)
A. Perguntas Acerca do Casamento (7.1-40)
1. Matrimônio e Celibato (7.1-9)
2. Deveres Cristãos no Casamento (7.10-16)
3. O Princípio do Contentamento (7.17-24)
4. Conselhos aos Solteiros (7.25-38)
5. Orientação sobre Novo Casamento (7.39,40)
Princípio: A uns DEUS dá a dádiva de um cônjuge; a
outros, Ele dá a de permanecer solteiro por amor ao reino de DEUS (7.7,32)
B. Perguntas sobre o Uso da Liberdade Cristã (8.1—11.1)
1. O Problema de Alimentos Oferecidos a Ídolos (8.1-13)
2. O Uso Disciplinado de Paulo, da Liberdade Cristã (9.1-27)
3. Advertência sobre a Autoconfiança Presunçosa (10.1-13)
4. A Incompatibilidade entre as Festas Idolátricas e a Mesa do Senhor
(10.14-23)
5. Alguns Princípios Gerais e Conselhos Práticos (10.24—11.1)
Princípio: Fazer tudo
para a glória de DEUS; nada fazer que sirva de tropeço ao próximo
(10.31,32); do contrário, você pode desqualificar-se na corrida espiritual
(9.24-27)
C. Perguntas a Respeito do Culto Público (11.2—14.40)
1. A Mulher Cobrir a Cabeça na Igreja (11.2-16)
2. A Conduta na Ceia do Senhor (11.17-34)
3. Os Dons Espirituais (12.1—14.40)
Princípio: Que tudo seja feito decentemente e com
ordem (14.40)
D. Perguntas a Respeito
da Ressurreição (15.1-58)
1. P. Como Pode Alguém Dizer Que os Mortos Não Ressuscitam? (15.12)
R. A Certeza da Ressurreição (15.1-34)
2. P. Como Ressuscitarão os Mortos? Que Tipo de Corpo Terão? (15.35)
R. A Natureza do Corpo Ressurreto (15.35-37)
3. Conclusão da Pergunta (15.58)
Princípio: Assim como CRISTO ressuscitou dentre os mortos, o mesmo
ocorrerá aos que são de CRISTO, quando Ele voltar (15.22,23)
E.Perguntas a Respeito da Coleta para os Santos (16.1-9)
Instruções Finais (16.10-24)
Considerações
Preliminares
Corinto, uma cidade antiga da Grécia, era, em muitos aspectos, a metrópole
grega de maior destaque nos tempos de Paulo. Assim como muitas das cidades
prósperas do mundo de hoje, Corinto era intelectualmente arrogante,
materialmente próspera e moralmente corrupta. O pecado, em todas as suas
formas, grassava nessa cidade de má fama, pela sua licenciosidade.Juntamente
com Prisca e Áquila (16.19) e com sua própria equipe apostólica (At 18.5),
Paulo fundou a igreja em Corinto, durante seu ministério de dezoito meses
ali, na sua segunda viagem missionária (At 18.1-17). A igreja era composta
dalguns judeus, sendo sua maioria constituída de gentios convertidos do
paganismo. Depois da partida de Paulo de Corinto, surgiram vários problemas
na jovem igreja, que requereram sua autoridade e doutrina apostólica, por
carta e visitas pessoais.
A primeira epístola aos Coríntios foi escrita durante seu ministério de três
anos em Éfeso (At 20.31), na sua terceira viagem missionária (At
18.23—21.16). Paulo soube em Éfeso dos problemas de Corinto (1.11); depois,
uma delegação da congregação em Corinto (16.17) entregou uma carta a Paulo,
em que lhe pediam instruções sobre vários assuntos (7.1; cf. 8.1; 12.1;
16.1). Paulo escreveu esta epístola tendo em vista os informes ouvidos e a
correspondência recebida daquela igreja.
Propósito
Paulo tinha dois motivos principais ao escrever esta epístola:
(1) Tratar dos sérios
problemas da igreja de Corinto, de que fora informado. Eram pecados que os
coríntios não levavam muito a sério, mas que Paulo sabia serem graves.
(2) Aconselhar e doutrinar
sobre variados assuntos que os coríntios lhe encaminharam por escrito. Isso
incluía assuntos doutrinários e de conduta e pureza, tanto individual, como
da congregação.
Visão Panorâmica
Esta epístola trata dos problemas que uma igreja experimenta quando seus
membros continuam “carnais” (3.1-3) e não se separam de uma vez, dos
incrédulos a seu redor (2 Co 6.17). São problemas tipo espírito de divisão
(1.10-13; 11.17-22), tolerância de pecado tipo incesto (5.1-13), imoralidade
sexual em geral (6.12-20), ação judicial entre os cristãos (6.1-11), idéias
humanistas a respeito da verdade apostólica (15) e conflitos a respeito da
“liberdade cristã” (8;10). Paulo também instrui os coríntios a respeito do
celibato e do casamento (7), o culto público, inclusive a Ceia do Senhor
(11—14) e a oferta para os santos de Jerusalém (16.1-4).
Entre os ensinos mais importantes de Paulo em 1 Coríntios, está o das
manifestações e dons do ESPÍRITO SANTO nos cultos da igreja (12—14). O
ensino desses capítulos é o mais rico do NT sobre a natureza e o conteúdo da
adoração na igreja primitiva (14.26-33). Paulo mostra que o propósito de
DEUS para a igreja inclui uma rica variedade de dons do ESPÍRITO através de
crentes fiéis (12.4-10) e de pessoas chamadas para exercer certos
ministérios (12.28-30) — uma diversidade dentro da unidade, comparável às
múltiplas funções do corpo humano (12.12-27). No da operação dos dons
espirituais na congregação, Paulo faz uma distinção essencial entre a
edificação individual e a coletiva como assembléia (14.2-6,12,16-19,26), e
reitera que todas as manifestações públicas dos dons devem brotar do
amor (13) e existirem para a edificação de todos os crentes (12.7;
14.4-6,26).
Características Especiais
Cinco características especiais vemos em 1
Coríntios.
(1) De todo o NT, é a
epístola que mais trata de problemas. Ao tratar dos vários problemas e
assuntos de Corinto, Paulo apresenta princípios espirituais claros e
permanentes, sendo cada um deles universalmente aplicáveis à igreja (e.g.
1.10; 6.17,20; 7.7; 9.24-27; 10.31,32; 14.1-10; 15.22,23).
(2) Há um destaque geral
sobre a unidade da igreja local como corpo de CRISTO, destaque este no
ensino sobre divisões, Ceia do Senhor e dons espirituais.
(3) Esta epístola contém o
mais amplo ensino do NT em assuntos de grande importância como o celibato, o
casamento e novo casamento (7); a Ceia do Senhor (10.16-21; 11.17-34);
línguas, profecias e dons espirituais durante o culto (12,14); o amor
cristão (13); e a ressurreição do corpo (15).
(4) A epístola é de valor incalculável para o ministério pastoral, no
tocante à disciplina eclesiástica (cap. 5).
(5) Salienta a possibilidade
indubitável de decair da fé, aqueles que persistem numa conduta ímpia e que
não têm firmeza em CRISTO (6.9,10; 9.24-27; 10.5-12,20,21; 15.1-2)
Resumo dos capítulos
CAPÍTULO 1
1.2 CHAMADOS SANTOS. (At
9.13 13 E respondeu Ananias: Senhor, de muitos ouvi acerca deste homem,
quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém).
1.7 NENHUM DOM VOS FALTA. Paulo elogia os coríntios porque DEUS, na sua
graça (v. 4), lhes outorgou dons espirituais específicos. Esses dons são
valiosos e indispensáveis para corroborar o ministério do ESPÍRITO SANTO na
igreja; sem eles, os crentes deixam de fortalecer e de ajudar uns aos outros
como DEUS deseja. Em lugar nenhum desta epístola, Paulo descarta esses dons.
Pelo contrário, ele procura mudar a atitude dos coríntios concernente aos
dons espirituais, de modo que eles os usem segundo o propósito de DEUS.
1.7 ESPERANDO A MANIFESTAÇÃO DE NOSSO SENHOR. Os cristãos primitivos viviam
na expectativa da volta de CRISTO para os seus dias (ver Mt 24.42; Jo 14.3).
Tinham uma fé firme no fato da vinda do Senhor, vivendo cada dia na
expectativa daquela grande esperança. Note que a esperança do cristão é a
volta pessoal do Senhor JESUS CRISTO, e não o conjunto geral dos eventos que
assinala os últimos dias (cf. 1 Ts 1.10; 4.13-17; Tt 2.13; Hb 9.28)
1.12 EU SOU DE PAULO... DE APOLO... DE CEFAS. Começaram a surgir facções
entre os dirigentes da igreja de Corinto. Alguns membros da igreja passaram
a considerar mais a certos ministros do evangelho do que o próprio
evangelho. Paulo condena essa atitude, e os faz lembrar que nem ele, nem
qualquer outro homem foi crucificado por amor a eles. Esse mesmo erro ainda
existe hoje. Alguns crentes se apegam mais a um certo pastor ou evangelista
do que a CRISTO e à sua Palavra. Essa atitude pode torná-los infiéis aos
princípios cristãos e até mesmo levá-los a dividir a igreja. Sempre devemos
tomar o cuidado de concentrar nosso amor, devoção e lealdade em DEUS e na
sua Palavra; não em qualquer pastor ou outra pessoa.
1.12 E EU, DE CRISTO. O "partido de CRISTO" provavelmente consistia dos
falsos mestres que eram inimigos do apóstolo (4.18,19) e que alegavam ter
espiritualidade e "sabedoria" superiores. Acreditavam que seus conhecimentos
("ciência", 8.1) os isentavam das restrições da lei (6.12; 10.23) e das
exigências da moralidade (5.2). Estavam procurando induzir a igreja para o
seu evangelho distorcido (2 Co 11.4,20,21). É contra eles e contra os seus
discípulos em Corinto, que Paulo sustenta um conflito.
1.17 CRISTO ENVIOU-ME NÃO PARA BATIZAR. Paulo não está depreciando o ensino
de CRISTO a respeito do batismo (Mt 28.19). Pelo contrário, deixa claro que
delegou aos seus auxiliares o trabalho de batizar, assim como fizeram CRISTO
(Jo 4.1,2) e Pedro (At 10.47,48). O apóstolo não quer dar lugar a que seus
convertidos vangloriem-se, dizendo que foram "batizados em nome de Paulo"
(v.13), o qual concentrava seus esforços na pregação do evangelho.
1.18 É O PODER DE DEUS. A mensagem da cruz não somente abrange a sabedoria e
a verdade, mas também o poder ativo de DEUS, para salvar, curar, expulsar
demônios e redimir as almas do poder do pecado.
1.20 A SABEDORIA DESTE MUNDO. A sabedoria deste mundo é uma sabedoria que
exclui a DEUS, que glorifica a auto-suficiência humana, que faz do homem a
autoridade suprema e que se recusa a reconhecer a revelação de DEUS em JESUS
CRISTO. (1) A essa sabedoria DEUS chama de loucura (3.19,20), porque por ela
o homem não conseguiu descobrir a verdade, nem conhecer o seu Criador (v.
21). (2) O crente deve manifestar desprezo segundo DEUS, ante a sabedoria
humana e a cosmovisão secular (ver vv. 18-31; 2.1-16; At 17.18; Rm 1.20-32;
Cl 2.8; 2 Ts 2.10-12; 2 Tm 3.1-9; 2 Pe 2.1-3,7; Jd 4-19). O evangelho e a
mensagem da cruz nunca devem ser acomodados à filosofia, à ciência ou a
qualquer outra forma de sabedoria humana (2.4,5; Gl 6.14).
1.21 PELA LOUCURA DA PREGAÇÃO. Não é o método da pregação que é tido como
loucura pela sabedoria humana, mas a mensagem do supremo senhorio de CRISTO
crucificado e ressurreto.
1.27 DEUS ESCOLHEU AS COISAS LOUCAS. Nos versículos 25-29, Paulo acentua que
os padrões e os valores de DEUS são diferentes dos aceitos pelo mundo e que
agora Ele está aniquilando os falsos padrões do mundo, bem como sua
sabedoria.
1.28 ANIQUILAR AS [COISAS]
QUE SÃO. Através da crucificação e da ressurreição de JESUS (vv. 18,23) e da
escolha de coisas humildes deste mundo (vv. 26,27), DEUS aniquila as coisas
estimadas desta presente era. DEUS está atualmente aniquilando a filosofia e
a psicologia humanistas, bem como todos os demais sistemas mundanos.
1.30 JESUS CRISTO... PARA NÓS FOI FEITO. É mediante CRISTO, em CRISTO e com
CRISTO, que o crente recebe sabedoria da parte de DEUS e experimenta a
justiça (cf. Rm 4), a santificação (2 Ts 2.13-15) e a redenção (Rm 3.24; Ef
4.30). Enquanto estivermos ligados com CRISTO, Ele é a fonte de todas essas
bênçãos (ver Jo 15.1-6).
CAPÍTULO 2
2.1 NÃO FUI COM...
SABEDORIA. O conteúdo da pregação de Paulo não foi segundo a última
expressão da "sabedoria" humana, quer no mundo, quer na igreja. Antes,
concentrava sua atenção, na verdade central do evangelho (a redenção em
Cristo) e no poder do Espírito Santo (ver a nota seguinte). Ele tinha plena
consciência das suas limitações humanas, da sua insuficiência pessoal e dos
seus temores e tremores interiores. Daí, ele não depender de si mesmo, mas
da sua mensagem bíblica e do Espírito Santo (v. 4). Como resultado, houve
uma maior demonstração da obra e do poder do Espírito.
2.4 EM DEMONSTRAÇÃO DO ESPÍRITO E DE PODER.
(1) Como demonstração do
poder do Espírito Santo (1.18,24), a pregação de Paulo incluía (a) a ação do
Espírito Santo, que convence as pessoas do pecado, da justiça e do juízo, e
o testemunho que Ele dá do poder salvífico do Cristo ressurreto (cf. caps.
5-6; ver Jo 16.8 nota; At 2.36-41); (b) o poder de transformar vidas
(1.26,27; cf. At 4.13); (c) o poder de levar a efeito a santidade no crente
(5.3-5); e (d) o poder de Deus manifesto por sinais e maravilhas (At
2.29-33; 4.29,30; 5.12; 14.3; 2 Co 12.12).
(2) Vários outros trechos do
NT acentuam que a pregação do evangelho nos tempos neotestamentários era
acompanhada de poder especial do Espírito Santo: Mc 16.17,18; Lc 10.19; At
28.3-6; Rm 15.19; 1 Co 4.20; 1 Ts 1.5; Hb 2.4.
(3) Todo ministro do
evangelho deve orar para que, através do seu ministério: (a) o povo seja
salvo (At 2.41; 11.21,24; 14.1), (b) os novos crentes sejam cheios do
Espírito Santo (At 2.4; 4.31; 8.17; 19.6), (c) os espíritos malignos sejam
expulsos (At 5.16; 8.7; 16.18), (d) os enfermos sejam curados (At 3.6;
4.29,30; 14.10), e (e) os discípulos aprendam a obedecer aos padrões e
ensinos justos de Cristo (Mt 28.18-20; At 11.23,26)
2.12 PARA QUE PUDÉSSEMOS CONHECER. As coisas que Deus preparou para os que o
amam (v. 9), podem ser compreendidas pelo crente, mediante a revelação e a
iluminação do Espírito (vv. 10-16). À medida que o crente lê e estuda a
Bíblia, o Espírito Santo ilumina sua compreensão da verdade. Além disso, o
Espírito comunica ao crente fiel uma forte convicção quanto à origem divina
das Escrituras (Jo 16.13; Ef 1.17).
2.13 PALAVRAS... QUE O ESPÍRITO SANTO ENSINA. Embora Paulo esteja escrevendo
a respeito da origem divina da sua própria pregação, suas palavras nos vv.
9-13 sugerem os passos pelos quais o Espírito Santo inspirou as Sagradas
Escrituras.
Passo 1: Deus desejava
comunicar à humanidade a sua sabedoria (vv. 7-9). Essa sabedoria dizia
respeito à nossa salvação e centrava-se em Cristo como a sabedoria de Deus
(cf. 1.30; 2.2,5).
Passo 2: Foi somente pelo
Espírito Santo que a verdade e a sabedoria de Deus foram reveladas à
humanidade (v. 10). O Espírito Santo conhece plenamente os pensamentos de
Deus (v. 11).
Passo 3: A revelação de Deus
foi concedida a crentes escolhidos, mediante a presença do Espírito Santo
que neles habitava (v. 12; cf. Rm 8.11,15).
Passo 4: Os escritores da
Bíblia usaram palavras ensinadas pelo Espírito Santo (v. 13); o Espírito
Santo guiava os escritores na escolha das palavras que empregavam (cf. Êx
24.4; Is 51.16; Jr 1.9; 36.28,32; Ez 2.7; Mt 4.4). Ao mesmo tempo, a
orientação do Espírito na comunicação da verdade divina, não era mecânica;
pelo contrário, o Espírito usava o vocabulário e estilo pessoal de cada
escritor.
Passo 5: As Escrituras
divinamente inspiradas são compreendidas pelos crentes espirituais, à medida
que eles examinam o seu conteúdo pela iluminação do Espírito Santo (vv.
14-16). Daí, tanto os pensamentos quanto a linguagem das Escrituras foram
inspirados pelo Espírito de Deus. Nenhum escritor sequer, escreveu uma única
palavra ou frase errada. A Palavra de Deus foi protegida de todo erro por
meio do Espírito Santo.
2.14 O HOMEM NATURAL. O homem que ainda não conhece a DEUS, não se
converteu.
2.16 NÓS TEMOS A MENTE DE CRISTO. Ter a mente de Cristo significa conhecer
sua vontade e seu plano e propósito redentor (vv. 9,10). Significa avaliar e
considerar as coisas, da mesma maneira que Deus as vê, atribuir-lhes a
importância que Deus lhes atribui, amar o que Ele ama e detestar o que Ele
detesta (v.15; Hb 1.9). Significa entender o que é a santidade de Deus e a
malignidade do pecado. Logo, receber o Espírito e segui-lo (v. 12) faz com
que os valores e a cosmovisão do crente se tornem radicalmente diferentes do
modus vivendi e da sabedoria deste mundo (cf. Fp 2.5-8)
CAPÍTULO 3
3.1 COMO A CARNAIS. Um dos
problemas principais da igreja de Corinto era sua tentativa de desfrutar das
bênçãos de DEUS e ao mesmo tempo recusar separar-se dos maus caminhos do
mundo. (1) Os dirigentes da igreja de Corinto deixavam os novos crentes
permanecer nas congregações sem abandonarem muitas de suas práticas
pecaminosas. Os coríntios estavam tolerando na igreja: divisões egoístas
(11.18), filosofia mundana (1.18-25; 3.19), inveja e contenda (3.3), orgulho
(3.21; 4.7), imoralidade (5.1), ações banais na justiça (6.1-8), freqüência
a festas idólatras (caps. 8; 10), e a rejeição dos ensinos apostólicos
(14.36,37). Os coríntios deixaram de perceber a necessidade absoluta da
verdade apostólica, do amor e dos padrões da piedade (6.9,10; 13); passaram
a exercitar erroneamente os dons do ESPÍRITO (caps. 12; 14); profanar a Ceia
do Senhor (11.20-34), e distorcer a mensagem do evangelho (1.18-31). (2) O
próprio JESUS adverte que qualquer igreja que tolera dentro da sua comunhão
as práticas iníquas deste mundo ou a distorção da verdade bíblica (ver Ap
2.20), será rejeitada por Ele e perderá seu lugar no reino de DEUS (ver Ap
2.5,16; 3.15,16). À tal igreja, o ESPÍRITO chama ao arrependimento sincero
(5.2), à separação do mundo (2 Co 6.16-18) e a "aperfeiçoar a santificação
no temor de DEUS" (2 Co 7.1)
3.3 AINDA SOIS CARNAIS. Crentes carnais são os que eram fiéis e se tornaram
infiéis e os espirituais são os que permanecem fiéis.
3.16 SOIS O TEMPLO DE DEUS. A ênfase, aqui, recai na congregação inteira,
i.e., os crentes como o templo de DEUS e como a habitação do ESPÍRITO SANTO
(cf. v. 9; 2 Co 6.16; Ef 2.21). Como o templo de DEUS em meio a uma
sociedade perversa, o povo de DEUS em Corinto não devia participar dos
pecados prevalecentes naquela sociedade. Devia rejeitar todas as formas de
imoralidade. O templo de DEUS deve ser santo (v. 17), porque DEUS é santo
(cf. 1 Pe 1.14-16).
3.17 DEUS O DESTRUIRÁ. Paulo apresenta uma das advertências mais sérias do
NT aos que têm a responsabilidade de edificar a igreja de CRISTO. Esse
trecho tem relevância especial para todos que ocupam cargos de ensino e
liderança na obra do Senhor. Se alguém profanar ou corromper o templo de
DEUS (i.e., uma congregação local ou grupo de congregações), o próprio DEUS
castigará aquele indivíduo com terrível ruína e morte eterna (v. 17). O
crente pode corromper a igreja de DEUS ao: (1) participar de imoralidade
(5.1); (2) fomentar mentiras, engano e ambições egoístas (v.3; At 5.1-11);
(3) difundir falsa doutrina, rejeitar a revelação apostólica e demonstrar
indiferença à verdade bíblica (1 Tm 4.1; Jd 4); (4) aceitar o pecado e o
mundanismo dentro da congregação (5.1,2,5-7; Ap 3.17); (5) querer promover a
igreja por meio de sabedoria mundana ou com um evangelho pervertido
(1.18-2.5; Fp 1.15,16).
CAPÍTULO 4
4.5 MANIFESTARÁ OS DESÍGNIOS
DOS CORAÇÕES. Deus trará à luz os atos secretos de toda pessoa e revelará
seus verdadeiros pensamentos e motivos, tanto os bons quanto os ruins (Mt
6.3,4,6; 1 Tm 5.24,25). Noutras palavras, a vida interior de cada pessoa
será revelada com exatidão conforme o caso; nada permanecerá oculto (Mc
4.22; Lc 12.2,3; Rm 2.16)
4.7 POR QUE TE GLORIAS? A base da humildade cristã é reconhecer que os
talentos inatos e os dons espirituais que possuímos provêm de Deus e,
portanto, não são motivo para superioridade, status ou orgulho. Tudo quanto
possuímos e tudo quanto viermos a ser vêm de Deus diretamente ou por meio de
outras pessoas. Daí, não temos lugar para o orgulho, mas somente para a
gratidão a Deus e ao próximo.
4.8 ESTAIS FARTOS!...ESTAIS RICOS! Alguns, em Corinto, jactavam-se da sua
sabedoria, do seu conhecimento superior e dos seus dons espirituais. Já
possuíam tudo quanto queriam; estavam "fartos", "ricos" e "reinavam". Paulo,
lhes mostra que a verdadeira vida do crente fiel é o caminho da cruz, e que
o sofrimento antecede a glória (cf. Rm 8.17).
4.9-13 APÓSTOLOS... CONDENADOS À MORTE. Nos versículos 9-13, Paulo alista as
provações sofridas pelos apóstolos. O verbo "pôs" sugere que Deus reservou
para os apóstolos uma vida de sofrimento, testemunhada pelo mundo, pelos
anjos e pela igreja. (1) A Paulo faltam (naquele momento) coisas tais como
comida, água e roupas apropriadas. Enfrenta desprezo, tratamento rude e não
tem moradia certa. Labuta de dia e de noite, sofre maledicência, perseguição
e calúnia; é considerado o refugo deste mundo, "a escória de todos" (cf. 2
Co 4.8,9; 6.4,5, 8-10; 11.23-29; 12.10).
(2) Embora o sofrimento
fosse, em certo sentido, algo específico no ministério apostólico (At 9.16),
não deixa de ser, também, o destino comum de todos os crentes que, unidos a
Cristo, opõem-se ao pecado, à imoralidade, a Satanás, aos males do mundo e à
injustiça. O sofrimento destes é considerado uma comunhão, uma participação
nos sofrimentos de Cristo (Rm 8.17; Fp 1.29; 3.10; 1 Ts 3.3).
4.20 O REINO DE DEUS CONSISTE EM VIRTUDE. O "Reino de Deus" não consiste em
palavras, mas em poder. Assim sendo, os membros desse reino precisam ter
mais do que palavras e mensagem; devem manifestar, também o poder do
Espírito Santo, (2.4; At 1.8). No NT, esse poder consiste na capacidade
espiritual de convencer as pessoas do pecado, da justiça e do juízo (Jo
16.8), de
levá-las à salvação (v. 15; At 26.16-18), de operar milagres (ver 2.4) e de
viver uma vida de retidão (Rm 14.17)
CAPÍTULO 5
5.1 HÁ ENTRE VÓS FORNICAÇÃO.
Paulo passa a escrever sobre um informe recebido, de imoralidade na igreja
de Corinto e a recusa dos seus dirigentes quanto a disciplinar o culpado
(vv. 1-8). Paulo declara que a igreja, sendo um povo santo, não deve
permitir nem tolerar a imoralidade entre seus membros. Cita três razões por
que a igreja deve disciplinar um membro culpado: (1) Para o bem do culpado
(v.5). A exclusão pode despertá-lo para ver a tragédia do seu pecado e sua
necessidade de perdão e restauração. (2) Por amor à pureza da igreja (vv.
6-8). Tolerar a iniqüidade numa igreja é rebaixar paulatinamente o padrão
moral de todos. (3) Para o bem do mundo (cf.v.1). A igreja não poderá ganhar
homens e mulheres para CRISTO, se ela mesma for semelhante ao mundo (cf.Mt
5.13). (para outros trechos do NT sobre a disciplina na igreja, ver Mt 5.22;
18.15-17; 2 Ts 3.6,14,15; Ap 2.19-23).
5.1 QUEM ABUSE DA MULHER DE SEU PAI. Qual foi o pecado exato, aqui, não está
claro. Paulo, ao referir-se à mulher do pai daquele transgressor,
provavelmente, quis dizer que havia um envolvimento sexual deste com a sua
madrasta. (1) Paulo ficou pasmado e horrorizado, porque a igreja estava
tolerando semelhante imoralidade em seu meio. Ele sabe que isso é ainda mais
grave do que a própria transgressão do indivíduo. (2) A permissividade dos
coríntios é semelhante à de muitas igrejas da atualidade que toleram e
silenciam sobre a imoralidade entre seus membros, inclusive o adultério e
todas as formas de fornicação. As intimidades pré-conjugais, especialmente
entre a juventude da igreja, não somente são toleradas, mas, às vezes, até
mesmo justificadas, alegando-se amor e compromisso mútuo. Poucos dirigentes
de igrejas falam abertamente, em nome de CRISTO, da prática do namoro imoral
entre a juventude. Como faziam os líderes da igreja de Corinto, os tais não
lamentam o fato da corrupção do povo de DEUS, que se torna cada vez mais
semelhante à sociedade à sua volta. Esses dirigentes, na sua
autocomplacência, permitem o pecado, porque, conforme alegam, "vivemos em
tempos modernos, e não devemos ser vistos como juízes."
5.2 NEM... VOS ENTRISTECESTES. Paulo expressa qual deve ser a reação normal
de uma igreja cheia do ESPÍRITO SANTO, em caso de imoralidade entre seus
membros professos. Aqueles que aceitam o conceito bíblico da santidade de
DEUS e da sua aversão ao pecado, sentirão tristeza e pesar (cf. Is 6).
Removerão do seu meio a iniqüidade (vv. 2,4,5,7,13).
5.5 SEJA ENTREGUE A SATANÁS. Isso significa (em um caso como esse de
Corinto), a igreja remover a pessoa imoral da sua comunhão e entregá-la ao
domínio de Satanás. expondo-a às influências destrutivas do pecado e
demoníacas (vv. 7,13). (1) Tal disciplina tem dois propósitos: (a) que o
culpado, ao experimentar problemas e sofrimentos físicos, arrependa-se e
seja finalmente salvo (Lc 15.11-24); (b) que a igreja livre-se do "fermento
velho" (v.7; i.e., das influências pecaminosas), para assim tornar- se o pão
novo "da sinceridade e da verdade" (v. 8). (2) A mesma ação pode ser adotada
pela igreja hoje, ao procurar salvar a quem abandonou a vida cristã e voltou
ao mundo (cf. 1 Tm 1.20).
5.6 UM POUCO DE FERMENTO FAZ LEVEDAR TODA A MASSA. Na Bíblia, "fermento"
(i.e., levedura que produz fermentação) é símbolo do erro que permeia o povo
e corrompe a verdade, a retidão e a vida espiritual (Gl 5.7-9; ver Êx 13.7;
Mc 8.15). Paulo, neste versículo, compara o fermento ao processo pelo qual o
pecado e a iniqüidade paulatinamente se propagam numa comunidade cristã,
corrompendo assim a muitos. Qualquer igreja que não tomar medidas severas
contra a imoralidade sexual entre seus membros descobrirá que a influência
maligna desse mal se alastrará pela congregação e contaminará a muitos. O
pecado deve ser rigorosamente removido; doutra forma, no decurso do tempo, a
totalidade da comunidade cristã se corromperá e o ESPÍRITO SANTO não terá
lugar nessa igreja (ver Ap 2,3).
5.12 JULGAIS... OS QUE ESTÃO DENTRO. Um crente não deve fazer crítica
precipitada ou injusta contra outro crente (cf. Mt 7.1-5).
Todavia, Paulo mostra, aqui, que a igreja precisa julgar seus membros em
caso de pecado grave, iniqüidade, imoralidade, ou conduta ímpia persistente.
Tais ações iníquas precisam ser julgadas e disciplinadas, para o bem da
pessoa envolvida, da pureza da igreja e do testemunho de CRISTO no mundo
(ver v. 1).
CAPÍTULO 6
6.1 IR A JUÍZO PERANTE OS
INJUSTOS. Quando ocorrem disputas banais (v. 2) entre os cristãos, isso deve
ser julgado na igreja e não na justiça secular. A igreja deve julgar entre
aquilo que é certo ou errado, dar seu veredito e disciplinar o culpado, se
necessário for (ver Mt 18.15).
(1) Isso não significa que o
crente não possa ir à justiça, em casos graves ligados a incrédulos. O
próprio apóstolo Paulo apelou ao sistema judiciário mais de uma vez (ver At
16.37-39; 25.10-12).
(2) Paulo não está dizendo,
tampouco, que a igreja deve permitir que seus membros abusem ou maltratem
ilicitamente os inocentes, como viúvas, crianças ou os indefesos. Pelo
contrário, Paulo fala de questões em que é difícil determinar quem tem
razão. Casos pecaminosos ostensivos não devem ser tolerados, mas tratados de
conformidade com as instruções de CRISTO em Mt 18.15-17.
(3) Além disso, quando um
suposto "irmão" se divorcia ou abandona sua família e se recusa a sustentar
sua esposa e filhos com pensão alimentícia, uma mãe, com motivos justos e
ante a necessidade dos filhos, pode apelar à justiça. Paulo não defende a
idéia de deixar os violadores da lei defraudarem o próximo, nem serem uma
ameaça à vida ou ao bem-estar dos outros. Sua declaração no versículo 8,
indica que ele está falando das disputas mínimas, em que a injustiça sofrida
pode ser suportada e tolerada.
6.9 OS INJUSTOS NÃO HÃO DE HERDAR O REINO. Alguns de Corinto enganaram-se a
ponto de crer que se perdessem a comunhão com CRISTO, negassem-no e vivessem
na imoralidade e na injustiça, sua salvação e sua herança no reino de DEUS
continuavam seguras.
(1) Paulo, no entanto,
declara que a conseqüência inevitável do pecado habitual é a morte
espiritual, até mesmo para o cristão (cf. Rm 8.13). Ninguém poderá viver na
imoralidade e ao mesmo tempo herdar o reino de DEUS (cf. Rm 6.16; Tg 1.15;
ver 1 Jo 2.4; 3.9). O apóstolo Paulo repete muitas vezes esse ensino
fundamental (e.g., Gl 5.21 e Ef 5.5,6). Note-se que os profetas do AT
continuamente declaravam este princípio (ver Jr 8.7; 23.17; Ez 13.10).
(2) A advertência de Paulo é
para todos os cristãos. Não nos enganemos, pois "os injustos não hão de
herdar o Reino de DEUS". A salvação sem a obra regeneradora e santificadora
do ESPÍRITO SANTO não tem lugar na Palavra de DEUS.
6.12 TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS. Essa declaração é claramente uma
citação da falsa teologia dos inimigos de Paulo. Pensavam que tinham o
direito de fazer tudo quanto queriam.
6.15 OS MEMBROS DE CRISTO. O apóstolo, advertindo contra o relaxamento
moral, demonstra as terríveis conseqüências para o crente, da imoralidade
sexual. Quando o crente une-se fisicamente a uma mulher decaída, fica sendo
um só com ela, sujeito ao seu domínio (v.16; cf. Gn 2.24), profana aquilo
que CRISTO santificou (v. 15), e separa-se do reino de DEUS (v. 9). Na
imoralidade sexual, a pessoa praticamente separa-se da união com CRISTO, ao
fazer do seu corpo um membro da outra pessoa imoral e ímpia.
6.18 FUGI DA PROSTITUIÇÃO. A imoralidade sexual é terrivelmente abominável
diante de DEUS. Mais do que qualquer outro ato pecaminoso, profana o corpo,
que é o templo do ESPÍRITO SANTO (vv. 15-20). Por isso, Paulo admoesta:
"Fugi" da imoralidade sexual. O uso do tempo presente, aqui, indica que o
cristão deve fugir repetidas vezes da imoralidade sexual (cf. Gn 39.12).
6.19 NOSSO CORPO É O TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO. Se somos cristãos, nosso
corpo é a morada pessoal do ESPÍRITO SANTO (ver Rm 8.9,11, onde vemos que o
ESPÍRITO SANTO é o selo de DEUS em nós, mostrando que Lhe pertencemos).
Porque Ele habita em nós e pertencemos a DEUS, nosso corpo nunca deve ser
profanado por qualquer impureza ou mal, proveniente da imoralidade, nos
pensamentos, desejos, atos, filmes, livros ou revistas. Pelo contrário,
devemos viver de tal maneira que glorifiquemos e agrademos a DEUS em nosso
corpo (v. 20).
CAPÍTULO 7
7.1 QUE O HOMEM NÃO TOCASSE
EM MULHER. O cap. 7 todo é a resposta de Paulo às perguntas feitas pela
igreja de Corinto a respeito da vida conjugal. Suas instruções devem ser
lidas à luz do versículo 26: "Tenho, pois, por bom, por causa da instante
necessidade". Um período de grande aflição e perseguição estava para vir
sobre os cristãos de então, e nessa situação, a vida conjugal seria difícil.
Note-se que "não tocar em mulher" significa, aqui, não casar-se.
7.3 O MARIDO PAGUE À MULHER. O compromisso do casamento importa em cada
cônjuge abrir mão do direito exclusivo ao seu próprio corpo e conceder esse
direito ao outro cônjuge. Isso significa que nenhum dos cônjuges deve deixar
de atender os desejos sexuais normais do outro. Tais desejos, dentro do
casamento são naturais e providos por DEUS, e evadir-se da responsabilidade
de satisfazer as necessidades maritais do outro cônjuge é expor o casamento
às tentações de Satanás no campo do adultério (v. 5).
7.11 SE, PORÉM, SE APARTAR, QUE FIQUE SEM CASAR. No versículo 10, Paulo
mostra que a vontade de DEUS para o casamento é que ele seja permanente.
Também mostra que, às vezes, o relacionamento conjugal se torna tão
insuportável que é necessário os cônjuges se separarem. Nesse caso o
descrente deve tomara a decisão, sendo que o crente fará todo o possível e
até o impossível para manter o casamento, mas se o descrente quiser se
apartar, que se aparte.
7.12 DIGO EU, NÃO O SENHOR.
Não se trata de Paulo meramente dar sua opinião aqui, antes; está declarando
que não tem uma citação de JESUS para confirmar o que ele vai escrever. No
entanto, o que ele passa a escrever, procede de quem tem autoridade
apostólica, sob inspiração divina (cf. vv. 25,40; 14.37).
7.14 MARIDO... MULHER... FILHOS. Quando no casamento, um dos cônjuges é
incrédulo, tal casamento bem como os filhos nascidos dele são legítimos
diante de DEUS. A situação aludida neste versículo não é a do casamento no
seu aspecto bíblico, mas no seu aspecto legal. Nesse caso, o crente deve
continuar vivendo com o descrente, sem separar-se e sem dividir o lar. Além
disso, por ser crente o marido ou a mulher, ele, ou ela poderá ter uma
influência especial para levar o outro cônjuge a aceitar CRISTO (cf. 1 Pe
3.1,2).
7.15 NÃO ESTÁ SUJEITO À SERVIDÃO. Na eventualidade do cônjuge descrente
abandonar ou divorciar-se do cônjuge crente, o relacionamento conjugal é
dissolvido. "Neste caso... não está sujeito à servidão", significa que o
crente fica livre da opressão conjugal em que vivia. A palavra "servidão"
(gr. douloo) significa literalmente "escravizar".
7.19 A OBSERVÂNCIA DOS MANDAMENTOS DE DEUS. Como é que Paulo, que enfatizou
tão fortemente a salvação pela fé (Rm 3,4), pode dizer que o que realmente
importa é "a observância dos mandamentos de DEUS"? Porque a salvação
recebida pela fé deve levar a pessoa a obedecer, amar e servir a DEUS. Uma
obediência abaixo disso não corresponde à fé salvífica neotestamentária (cf.
Gl 5.6; 6.15).
7.31 OS QUE USAM DESTE MUNDO. Vivemos num tempo em que todas as coisas do
mundo se aproximam rapidamente do fim. Por essa razão, este viver terreno
não deve ser a nossa maior preocupação; devemos dirigir nossa máxima atenção
no que concerne ao nosso lar celestial (Hb 11.13-16).
7.32 O SOLTEIRO. As Escrituras afirmam que o estado de solteiro não é, de
modo algum, inferior ao de casado. Na realidade, é melhor, e isso no aspecto
mais importante de todos: a possibilidade de prestar serviço a DEUS sem
outras preocupações. O solteiro (vv. 32,33), ou a solteira (v. 34) pode
dedicar-se às coisas do Senhor mais do que o casado. "Ser santo, tanto no
corpo como no espírito", não se refere a modelo de ética, mas à
possibilidade de uma maior dedicação a DEUS, sem o peso das
responsabilidades, preocupações e problemas da família. O solteiro pode
dedicar-se, com todos os seus dons, ao Senhor, livre de outros cuidados;
totalmente ocupado com as coisas do Senhor e com a sua Palavra.
CAPÍTULO 8
8.1 COISAS SACRIFICADAS AOS
ÍDOLOS. Nos caps. 8 e 10, Paulo lida com a pergunta dos coríntios, a
respeito de alimento oferecido a ídolos, e se é permitido comprar e comer
tal alimento, e, participar de festas em templos idólatras (v. 10).
(1) Ao lidar com este
assunto, Paulo revela um princípio importante, segundo o qual os cristãos de
todos os tempos devem viver. Esse princípio aplica-se a quaisquer atividades
questionáveis que possam tentar algum crente a pecar e arruinar-se
espiritualmente (v. 11). O ESPÍRITO SANTO deu instruções, por intermédio de
Paulo, no sentido do cristão sempre agir com amor para com os irmãos na fé,
o que requer abnegação.
(2) Abnegação significa
limitar nossa própria liberdade e deixar de lado todas as atividades
questionáveis, a fim de não ofender ou enfraquecer as convicções sinceras
doutros cristãos que se consideram firmados em princípios bíblicos. O
inverso da abnegação é a autodefesa do direito de participar de uma
atividade questionável, atividade esta que poderá induzir outros a também
participarem dela para seu próprio detrimento (cf. Rm 14.1-15.3; At 15.29; 1
Co 9.19).
8.2 AINDA NÃO SABE. Aqueles que baseiam seu direito de participar de coisas
duvidosas, conforme seu "conhecimento" ou "entendimento amadurecido",
demonstram que, na realidade, nada sabem como convém saber. Nosso
conhecimento nesta vida é sempre incompleto e imperfeito. Por isso, nossas
ações devem basear-se primeiramente no amor a DEUS e ao próximo. Se o amor
for o nosso elemento determinante, recusaremos participar de qualquer
atividade que possa fazer um único crente tropeçar e caminhar para sua ruína
eterna. Aqueles que vivem segundo a lei do amor são os conhecidos por Ele
[DEUS] (v. 3). "O Senhor conhece os que são seus" (2 Tm 2.19).
8.12 PECAIS CONTRA CRISTO. Aqueles que, pelo seu exemplo, levam outros ao
pecado e à ruína espiritual (v.11) pecam, não somente contra aquela pessoa,
mas também contra o próprio CRISTO. Cometem um grave pecado. O propósito da
morte de CRISTO é, assim, considerado de pouco valor, em comparação aos
desejos egoístas da pessoa (ver Mt 18.7).
CAPÍTULO 9
9.1 NÃO SOU EU APÓSTOLO?
Paulo ilustra na sua pessoa o princípio exposto em 8.13 (ver 8.1), abrindo
mão voluntariamente de seus direitos pessoais de apóstolo para não
prejudicar o progresso do evangelho de Cristo (v. 12; ver v. 19).
9.14 QUE VIVAM DO EVANGELHO.
A Bíblia nos ensina, no AT (Dt 25.4; cf. Lv 6.16,26; 7.6) e no NT (Mt 10.10;
Lc 10.7), que aqueles que se dedicam à proclamação da Palavra de Deus devem
ser sustentados por aqueles que, desse trabalho, recebem bênçãos espirituais
(ver Gl 6.6-10; 1 Tm 5.18).
9.19 FIZ-ME SERVO DE TODOS. Paulo se refere à sua própria pessoa como
exemplo de abnegação por amor ao próximo (ver 8.1). Renuncia a seus próprios
direitos em consideração às convicções dos outros (Rm 14.15-21), a fim de
não limitar seu ministério, nem estorvar o evangelho (v. 12). Isso não
significa que Paulo transige com os princípios cristãos, nem que procura
agradar os outros, visando a conquistar a sua estima (Gl 1.8-10). O que ele
afirma é que está disposto a conformar-se com os padrões e convicções das
pessoas a quem está disposto a ajudar, contanto que não haja violação dos
princípios cristãos. Paulo entende que, se ele ofende as pessoas por
desconsiderar as convicções delas, seu ministério pode ser gravemente
prejudicado entre as mesmas (vv. 12,19-23; ver 8.1).
9.24 O PRÊMIO. O "prêmio", a
coroa "incorruptível" (v. 25), refere-se à vitória de obtermos a salvação
eterna, o alvo precioso da vida cristã (cf. 1.8; 4.5; 6.2,9,10; 15.12-19).
Esse alvo somente podemos atingir, abrindo mão dalguns dos nossos direitos,
por amor ao próximo (8.7-13), e renunciando as coisas que nos eliminariam
para a corrida espiritual (10.5-22).
9.24 CORREI DE TAL MANEIRA QUE O ALCANCEIS. Paulo ilustra o princípio de que
se alguém deixa de exercer seu autodomínio, a abnegação e o amor ao próximo,
ele mesmo será rejeitado por Deus, mesmo sendo um pregador do evangelho (ver
v.27).
9.27 EU MESMO NÃO VENHA... A
FICAR REPROVADO. "Ficar reprovado" (gr. adokimos) encerra a idéia de "ser
reprovado em prova", "ser rejeitado". Paulo emprega esse mesmo termo em 2 Co
13.5, onde declara que Cristo não habita naqueles que são "reprovados" (gr.
adokimoi). Paulo não se refere meramente à perda de um galardão ministerial.
O que ele reconhece é a possibilidade de deixar de obter o prêmio (i.e., a
herança) da salvação final (vv. 24,25), se ele deixar de viver uma vida
santa, de exercer o autodomínio e de suportar sofrimentos por amor a Cristo
(vv. 25-27).
CAPÍTULO 10
10.16 O CÁLICE DE BÊNÇÃO. O
cálice que tomamos na Ceia do Senhor tipifica a morte de CRISTO e seu
sofrimento sacrificial pelos pecadores. A "comunhão do sangue de CRISTO"
refere-se à participação do crente na salvação provida pela morte de CRISTO
(cf. 11.25). As Escrituras não ensinam que na Ceia do Senhor o pão e o fruto
da videira se transformam realmente no corpo e sangue de CRISTO (ver
11.24,25 sobre a Ceia do Senhor).
10.20 SACRIFICAM AOS DEMÔNIOS. A idolatria envolve o culto aos demônios,
direta ou indiretamente (cf. Dt 32.17; Sl 106.35-38) está associada à
avareza ou cobiça (ver Cl 3.5). Logo, há poderes demoníacos por trás da
paixão pelas riquezas, honrarias ou cargos mundanos
10.21 O CÁLICE DO SENHOR E O CÁLICE DOS DEMÔNIOS. Participar da Ceia do
Senhor é compartilhar da redenção de CRISTO. Do mesmo modo, participar de
festas idólatras é compartilhar ou participar com os demônios (v.20). O erro
dalguns em Corinto era não distinguir entre retidão e impiedade, entre o
santo e o profano, entre o que é de CRISTO e o que é do diabo. Não
compreendiam o zelo santo de DEUS (v. 22; cf. Êx 20.5; Dt 4.24; Js 24.19) e
a gravidade da transigência com o mundo. O próprio CRISTO falou a respeito
desse erro fatal: "Ninguém pode servir a dois senhores" (Mt 6.24).
10.31 FAZEI TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS O objetivo principal da vida do
crente é agradar a DEUS e promover a sua glória. Sendo assim, aquilo que não
pode ser feito para a glória de DEUS (i.e., em sua honra e ações de graças
como nosso Senhor, Criador e Redentor) não deve ser feito de modo nenhum.
Honramos a DEUS mediante nossa obediência, ações de graças, confiança,
oração, fé e lealdade a Ele. Viver para a glória de DEUS deve ser uma norma
fundamental em nossa vida, o alvo da nossa conduta, e teste das nossas ações
CAPÍTULO 11
11.20 A CEIA DO SENHOR. A
Ceia do Senhor é descrita em quatro trechos bíblicos: Mt 26.26-29; Mc
14.22-25; Lc 22.15-20; 1 Co 11.23-32. Sua importância relaciona-se com o
passado, o presente e o futuro.
(1) Sua importância no
passado. (a) É um memorial (gr. anamnesis; vv. 24-26; Lc 22.19) da morte de
CRISTO no Calvário, para redimir os crentes do pecado e da condenação.
Através da Ceia do Senhor, vemos mais uma vez diante de nós a morte
salvífica de CRISTO e seu significado redentor para nossa vida. A morte de
CRISTO é nossa motivação maior para não cairmos em pecado e para nos
abstermos de toda a aparência do mal (1 Ts 5.22).
(b) É um ato de ação de
graças (gr. eucharistia) pelas bênçãos e salvação da parte de DEUS,
provenientes do sacrifício de JESUS CRISTO na cruz por nós (v. 24; Mt
26.27,28; Mc 14.23; Lc 22.19).
(2) Sua importância no
presente.
(a) A Ceia do Senhor é um
ato de comunhão (gr. koinonia) com CRISTO e de participação nos benefícios
da sua morte sacrificial e, ao mesmo tempo, comunhão com os demais membros
do corpo de CRISTO (10.16,17). Nessa ceia com o Senhor ressurreto, Ele, como
o anfitrião, faz-se presente de modo especial (cf. Mt 18-20; Lc 24.35).
(b) É o reconhecimento e a proclamação da Nova Aliança (gr. kaine diatheke)
mediante a qual os crentes reafirmam o senhorio de CRISTO e nosso
compromisso de fazer a sua vontade, de permanecer leais, de resistir o
pecado e de identificar-nos com a missão de CRISTO (v. 25; Mt 26.28; Mc
14.24; Lc 22.20).
(3) Sua importância no
futuro.
(a) A Ceia do Senhor é um
antegozo do reino futuro de DEUS e do banquete messiânico futuro, quando
então, todos os crentes estarão presentes com o Senhor (Mt 8.11; 22.1-14; Mc
14.25; Lc 13.29; 22.17,18,30).
(b) Antevê a volta iminente
de CRISTO para buscar o seu povo (v. 26) e encena a oração: "Venha o teu
Reino" (Mt 6.10; cf. Ap 22.20). Na Ceia do Senhor, toda essa importância
acima mencionada, só passa a ter significado se chegarmos diante do Senhor
com fé genuína, oração sincera e obediência à Palavra de DEUS e à sua
vontade.
11.21 OUTRO EMBRIAGA-SE. "Um tem fome, e outro embriaga-se", pode ser
traduzido: "Um tem fome e outro come demais". Esta tradução é preferida,
pelas seguintes razões:
(1) A palavra "embriagar-se"
(gr. methuo) tem dois sentidos. Pode referir-se a: (a) ficar bêbado, ou (b)
ficar farto ou satisfeito, sem qualquer referência à embriaguez (ver Jo
2.10, no tocante às bodas de Caná).
(2) O contexto deste
versículo relaciona-se claramente com refeição em geral. Quando os coríntios
se reuniam para suas refeições de confraternização, antes da Ceia do Senhor
(cf. 2 Pe 2.13; Jd v.12), alguns se reuniam em grupos pequenos e
tomavam suas refeições à parte (vv. 18,19). Os pobres, que não podiam trazer
refeição, eram desconsiderados e deixados com fome. Paulo não se referia à
embriaguez, senão ele certamente a teria condenado tão severamente quanto a
condenou noutras partes dessa epístola (cf. 6.10). Ele considerava a
embriaguez, não apenas como mera questão de desconsideração com os demais,
mas como algo tão grave que exclui a pessoa do Reino de DEUS (6.10; Gl
5.21).
11.24,25 MEU CORPO... MEU SANGUE. Estas palavras se referem ao corpo de
CRISTO, ofertado mediante sua morte, bem como seu sangue derramado como
sacrifício na cruz. CRISTO, ao falar do pão, "isto é o meu corpo", quis
dizer que o pão representava o seu corpo. O "cálice" representava o seu
sangue derramado no Calvário para a ratificação do "Novo Testamento" (v.
25). Comer o pão e beber o cálice significa proclamar e aceitar os
benefícios da morte sacrificial de CRISTO (v. 26).
11.27 COMER... BEBER... INDIGNAMENTE. Comer indignamente é participar da
mesa do Senhor com um espírito indiferente, egocêntrico e irreverente, sem
qualquer intenção ou desejo de abandonar os pecados conhecidos e de aceitar
o concerto da graça com todas as suas promessas e deveres. Quem participa
assim indignamente, peca terrivelmente contra o Senhor. É culpado de
crucificar de novo a CRISTO e torna-se imediatamente sujeito a juízo e
retribuição específicos (vv. 29-32). Ser "culpado do corpo e do sangue do
Senhor" significa ser considerado responsável pela sua morte.
11.32 SOMOS REPREENDIDOS PELO SENHOR. O propósito do julgamento e castigo
pelo Senhor (cf. v. 30) é para que não sejamos condenados eternamente com o
mundo. Esse propósito misericordioso de DEUS é válido para todos quantos se
arrependem dos seus pecados e se julgam a si mesmos devidamente (v. 31).
CAPÍTULO 12
12.1 ACERCA DOS DONS
ESPIRITUAIS.
http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/donsdoespiritosanto.htm
Nos caps.
12-14, Paulo
trata dos dons do ESPÍRITO SANTO concedidos ao corpo de CRISTO. Esses dons
eram parte indispensável da vida e do ministério da igreja primitiva. DEUS
quer que esses dons continuem em ação na igreja até a volta de JESUS CRISTO
(ver 1.7). Seus propósitos para os dons espirituais são os seguintes:
(1) Manifestar a graça, o
poder, e o amor do ESPÍRITO SANTO entre seu povo nas reuniões públicas, nos
lares, nas famílias e nas atividades pessoais (vv. 4-7; 14.25; Rm 15.18,19;
Ef 4.8).
(2) Ajudar a tornar eficaz a
pregação do evangelho aos perdidos, confirmando de modo sobrenatural a
mensagem do evangelho (Mc 16.15-20; At 14.8-18; 16.16-18; 19.11-20;
28.1-10).
(3) Suprir as necessidades
humanas, fortalecer e edificar espiritualmente, tanto a congregação (vv.
7,14-30; 14.3,12,26), como os crentes individualmente (14.4), i.e.,
aperfeiçoar os crentes na "caridade de um coração puro, e de uma boa
consciência, e de uma fé não fingida" (1 Tm 1.5; cf. 1 Co 13).
(4) Batalhar com eficácia na
guerra espiritual contra Satanás e as hostes do mal (Is 61.1; At 8.5-7;
26.18; Ef 6.11,12). Alguns trechos bíblicos que tratam dos dons
espirituais são: Rm 12.3-8; 1 Co 1.7; 12-14; Ef 4.4-16; 1 Pe 4.10,11).
12.1-6 DONS ESPIRITUAIS. Os termos que a Bíblia emprega para os dons
espirituais descrevem a sua natureza.
(1) "Dons espirituais", (gr.
pneumatika, derivado de pneuma, "espírito"). A expressão refere-se às
manifestações sobrenaturais concedidas como dons da parte do ESPÍRITO SANTO,
e que operam através dos crentes, para o seu bem comum (vv. 1,7; 14.1).
(2) "Dons" ou "dons da
graça" (gr. charismata, derivado de charis, "graça"), indicam que os dons
espirituais envolvem tanto a motivação interior da pessoa, como o poder para
desempenhar o ministério referente ao dom (i.e., a capacitação dinâmica)
recebido do ESPÍRITO SANTO. Esses dons fortalecem espiritualmente o corpo de
CRISTO e aqueles que necessitam de ajuda espiritual (v. 4; ver Rm 12.6; Ef
4.11; 1 Pe 4.10).
(3) "Ministérios" (gr.
diaoniai, derivado de diakonia, "serviço"). Isso mostra que há diferentes
tipos de serviço e que certos dons envolvem o recebimento da capacidade e
poder de ajudar e assistir o próximo (vv. 4,5,27-31; Ef 4.7,11-13). Paulo
indica que o aspecto ministerial dos dons fala do ministério do Senhor JESUS
como "servo". Assim, a operação dos dons é definida em termos da presença e
da ação de CRISTO em nosso meio (cf. v.3; 1.4).
(4) "Operações" ou "efeitos"
(gr. energemata, derivado de energes, "ativo, enérgico"). O termo indica que
os dons espirituais são operações diretas do poder de DEUS Pai, visando
resultados definidos (vv. 6,10).
(5) "A manifestação do
ESPÍRITO" (gr. phanerosis, derivado de phaneros, "manifestar") realça o fato
de que os dons espirituais são manifestações diretas da operação e da
presença do ESPÍRITO SANTO na congregação (vv. 7-11)
12.3 JESUS É O SENHOR. Paulo
começa seu ensino dos dons espirituais, partindo da verdade de que os dons e
as manifestações do ESPÍRITO SANTO exaltarão JESUS como Senhor da igreja. O
intuito máximo da atividade do ESPÍRITO SANTO é a expressão cada vez maior
da pessoa, da presença, do poder, do amor e da justiça do Senhor JESUS
CRISTO. Na manifestação dos dons espirituais, o próprio JESUS, mediante o
ESPÍRITO SANTO, ministra ao seu povo, através do seu povo (ver vv. 12-27; Mt
25.40).
12.7 A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO. Ação visível do ESPÍRITO SANTO.
12.12 UM SÓ CORPO, ASSIM É CRISTO. Cada membro é um instrumento.
12.13 TODOS NÓS FOMOS
BATIZADOS EM UM ESPÍRITO. O batismo "em um ESPÍRITO" não se refere, nem ao
batismo em água, nem ao batismo no ESPÍRITO SANTO que CRISTO outorga ao
crente como no dia de Pentecoste (ver Mc 1.8; At 2.4). Refere-se, pelo
contrário, ao ato do ESPÍRITO SANTO batizar o crente no corpo de CRISTO - a
igreja, unindo-o a esse corpo; fazendo com que ele seja um só com os demais
crentes. É a transformação espiritual (i.e., a regeneração) que ocorre na
conversão e que coloca o crente "em CRISTO" biblicamente.
12.25 TENHAM OS MEMBROS IGUAL CUIDADO UNS DOS OUTROS. Os dons espirituais
não devem ser base para se destacar uma pessoa, ou para considerar um crente
mais importante do que o outro (vv. 22-24). Antes, cada pessoa é colocada no
corpo de CRISTO de conformidade com a vontade de DEUS (v. 18), e todos os
membros são importantes para o bem-estar espiritual e funcionamento
apropriado desse corpo. Os dons espirituais devem ser usados, não com
orgulho, nem visando à exaltação pessoal, mas com o desejo sincero de ajudar
o próximo, e com um coração que realmente se preocupa com os outros (cap.
13).
12.28 A UNS PÔS DEUS NA IGREJA. Paulo apresenta aqui uma lista parcial dos
dons de ministério (ver Rm 12.6-8 e Ef 4.11-13, para outras listas de dons
de ministério)..para a definição dos termos apóstolo, profeta, pastor e
mestre; ver também Jo 6.2, para uma definição de "milagres"; Rm 12.7,8,
sobre "socorros" ("exercer misericórdia"), e "governos" ("presidir").
12.30 FALAM TODOS DIVERSAS LÍNGUAS? Como dom. Nem todos têm o dom de
línguas, mas todos que são batizados falam em línguas.
CAPÍTULO 13
13.1 E NÃO TIVESSE CARIDADE.
O cap. 13 é uma continuação do ensino de Paulo sobre os dons espirituais.
Ele enfatiza, aqui, que ter dons espirituais sem amor (caridade), de nada
adianta (vv. 1-3). O "caminho ainda mais excelente" (12.31) é o exercício de
dons espirituais com amor (vv. 4-8). O amor, sendo o único contexto em que
os dons espirituais podem cumprir o propósito de DEUS, deve ser o princípio
predominante em todas as manifestações espirituais. Daí, Paulo exortar os
coríntios: "Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais"
(14.1). Os crentes devem, com muito zelo, buscar as coisas do ESPÍRITO, para
que, assim equipados, possam ajudar, consolar e abençoar o próximo neste
mundo.
13.2 NADA SERIA. Há pessoas afeitas às práticas religiosas sem qualquer
aprovação de DEUS. É até possível que nem sejam crentes. Por exemplo,
pessoas, que falam em línguas, profetizam, têm conhecimento ou realizam
grandes obras da fé, sem, contudo terem amor, nem a justiça de CRISTO.
Esses, "nada" são aos olhos de DEUS. Diante de DEUS, a sua espiritualidade e
profissão de fé são vãs (v.1); esses não têm lugar no Reino de DEUS (cf.
6.9,10). Não somente lhes falta a plenitude do ESPÍRITO, como também não têm
a sua presença habitando neles. As manifestações espirituais que ocorrem
neles não provêm de DEUS, mas doutro espírito (ver At 8.21; 1 Jo 4.1). O
essencial na autêntica fé cristã é o amor segundo uma ética que não
prejudique o próximo e que persevere na lealdade a CRISTO e à sua Palavra
(ver também v. 13)
13.4-7 A CARIDADE. Essa seção descreve o amor divino através de nós como
atividade e comportamento, e não apenas como sentimento ou motivação
interior. Os vários aspectos do amor, neste trecho, caracterizam DEUS Pai,
Filho e ESPÍRITO SANTO. Sendo assim, todo crente deve esforçar-se para
crescer nesse tipo de amor.
13.8 LÍNGUAS, CESSARÃO. Os dons espirituais, como profecia, línguas e
ciência terminarão no fim da presente era. A ocasião em que eles cessarão é
descrita assim: "quando vier o que é perfeito" (v. 10), ou seja, no fim da
presente era, quando, então, o conhecimento e o caráter do crente se
tornarão perfeitos na eternidade, depois da segunda vinda de CRISTO (v. 12;
1.7). Até chegar esse tempo, precisamos do ESPÍRITO e dos seus dons na
congregação. Não há nenhuma evidência aqui, nem em qualquer outro trecho das
Escrituras, de que a manifestação do ESPÍRITO SANTO através dos seus dons
cessaria no fim da era apostólica.
13.13 A MAIOR... É A CARIDADE. Este capítulo deixa claro que um caráter
semelhante ao de CRISTO, DEUS o enaltece acima do ministério, da fé ou da
posse dos dons espirituais.
(1) DEUS valoriza e destaca
o caráter que age com amor, paciência (v. 4), benignidade (v. 4), altruísmo
(v. 5), aversão ao mal e amor à verdade (v.6), honestidade (v.6), e
perseverança na retidão (v. 7), muito mais do que a fé que move montanhas ou
realiza grandes feitos na igreja (vv. 1,2,8,13).
(2) Os maiores no reino de
DEUS serão aqueles que aqui se distinguem em piedade interior e no amor a
DEUS, e não aqueles que se notabilizam pelas realizações exteriores (ver Lc
22.24-30). O amor de DEUS derramado dentro do coração do crente pelo
ESPÍRITO SANTO, é sempre maior do que a fé, a esperança, ou qualquer outra
coisa (Rm 5.5).
CAPÍTULO 14
14.1 PROCURAI COM ZELO OS
DONS ESPIRITUAIS. Os crentes que têm amor genuíno pelos que também pertencem
ao corpo de CRISTO, devem buscar os dons espirituais a fim de poderem
ajudar, consolar, encorajar e fortalecer os necessitados (cf. 12.17). Não
devem esperar passivamente que DEUS lhes conceda os dons do ESPÍRITO SANTO
(12.7-10). Devem, pelo contrário, com zelo, desejar e buscar com oração
esses dons, principalmente os que são próprios para encorajar, consolar e
edificar (vv. 3,13,19,26).
Para estudo sobre dons veja
http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/donsdoespiritosanto.htm
Em vídeos veja
http://videolog.uol.com.br/ajax/assitir_video.php?id_video=335004&area=admin&width=600&height=420
CAPÍTULO 15
15.17 SE CRISTO NÃO
RESSUSCITOU. Naqueles dias alguns negavam a ressurreição corpórea de CRISTO
(v. 12). Respondendo, Paulo declara que se CRISTO não ressuscitou, não há
perdão, nem livramento do pecado. Fica claro que os que negam a realidade
objetiva da ressurreição de CRISTO, estão negando totalmente a fé cristã.
São falsas testemunhas que falam contra DEUS e a sua Palavra. Sua fé não têm
valor, e, portanto, não são cristãos autênticos.
15.29 SE BATIZAM... PELOS MORTOS? Estas palavras equivalem a dizer: os que
se batizam por causa dos mortos. Isso talvez se refira a certos crentes de
Corinto, que seguindo o ensino de falsos mestres, se batizavam para
reencontrar-se na vida futura com seus amigos ou familiares cristãos. Isso,
além de antibíblico, era inútil, "se os mortos não ressuscitam", como diziam
esses falsos mestres (vv. 12,15-17).
15.35-54 COMO RESSUSCITARÃO OS MORTOS? Paulo começa aqui uma exposição da
doutrina da ressurreição dos mortos em seus detalhes.
15.51 UM MISTÉRIO. O
mistério que Paulo revela é que quando CRISTO voltar do céu para buscar a
sua igreja, os crentes que ainda estiverem vivos na terra terão seus corpos
em um instante transformados, feitos imperecíveis e imortais (ver Jo 14.3)
15.51 NEM TODOS DORMIREMOS.
O emprego que Paulo faz de "nós", indica que ele esposava a perspectiva do
NT, i.e., de CRISTO vir buscar os fiéis ainda naquela geração. Embora CRISTO
não tenha voltado durante a vida de Paulo, este não estava confundido. O
apóstolo tinha razão ao crer assim, porque sabia que CRISTO poderia voltar a
qualquer momento. Todos aqueles que esperam a volta de CRISTO, durante a sua
vida aqui, crêem da mesma forma. As palavras de JESUS e a totalidade do NT
conclamam todo crente a crer que estamos na última hora, e, que ele deve
viver na esperança que CRISTO voltará durante a sua vida (cf. 1.7,8; Rm
13.12; Fp 3.20; 1 Ts 1.10; 4.15-17; Tt 2.13; Tg 5.8-9; 1 Jo 2.18,28; Ap
22.7,12,20; ver Mt 24.42,44; Lc 12.35). Logo, aqueles que não o aguardam já
nesta vida, não estão vivendo de conformidade com o padrão apostólico.
15.52 SEREMOS TRANSFORMADOS.
A RESSURREIÇÃO DO CORPO
1Co 15.35 “Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo
virão?”
A ressurreição do corpo é uma doutrina fundamental das Escrituras. Refere-se
ao ato de DEUS, de ressuscitar dentre os mortos o corpo do salvo e reuni-lo
à sua alma e espírito, dos quais esse corpo esteve separado entre a morte e
a ressurreição.
Em termos gerais, o corpo
ressurreto do crente será semelhante ao corpo ressurreto de Nosso Senhor (Rm
8.29; 1Co 15.20,42-44,49; Fp 3.20,21; 1Jo 3.2.
Quando os crentes receberem
seu novo corpo se revestirão da imortalidade (15.53). JESUS fala de uma
ressurreição da vida, para o crente, e de uma ressurreição de juízo, para o
ímpio (Jo 5.28,29).
CAPÍTULO 16
16.1 QUANTO À COLETA. No
cap. 16 Paulo dá instruções para a coleta a favor dos crentes pobres em
Jerusalém, fala dos seus planos futuros e dos seus cooperadores no trabalho
do Senhor.
16.22 ANÁTEMA. Paulo termina
a carta aos coríntios relembrando que todos os crentes professos que se
declaram crentes, mas não amam ao Senhor JESUS CRISTO, estão sob "anátema"
(i.e., amaldiçoado, condenado). "Não amar ao Senhor" significa deixar de lhe
ter amor sincero de todo o coração; não lhe obedecer (Jo 14.21), ou
distorcer o evangelho apostólico da revelação do NT (ver Gl 1.9).
Ser amaldiçoado, significa ser excluído da verdadeira igreja espiritual na
terra e, finalmente, do reino celestial, no futuro. Paulo quer que seus
leitores compreendam que o teste máximo do discipulado cristão é a
fidelidade pessoal e total ao Senhor JESUS CRISTO (cf. Rm 10.9).
16.22 MARANATA. Maranata é uma expressão aramaica significando "Vem,
Senhor", e que provavelmente foi usada como oração ou saudação entre os
cristãos primitivos. A igreja primitiva estava sempre orando pela imediata
vinda de CRISTO. Cristãos são aqueles que "amam a sua vinda" (2 Tm 4.8) e
que expressam esse anseio nas suas palavras e ações (1 Ts 1.10; Ap 22.20).
RESUMO DA REVISTA DA CPAD DO 2º TRIMESTRE DE
2009
CORINTO - UMA IGREJA FERVOROSA, MAS NÃO
ESPIRITUAL
I- O CONTEXTO DA ÉPOCA
1- Propósito da Epístola
2- Ser cristão em meio a um povo ímpio
II- O FERVOR RELIGIOSO E A ESPIRITUALIDADE
1- Fervor e espiritualidade
2- Dons espirituais sem o fruto do ESPÍRITO
(Gl 5.22; Ef 5.9).
3- O culto e a utilização dos dons na igreja.
III- A MISSÃO DISCIPULADORA DA IGREJA
1- Quantidade e qualidade na igreja
2- Falsos crentes na igreja
3- Ostentação - uma fraqueza entre os
coríntios.
4- Coisas boas na igreja de Corinto
Conclusão: Essa é a principal característica
e marca de uma igreja
espiritualmente madura e sadia: O amor
demonstrado entre si.
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 01 - CORINTO - UMA IGREJA
FERVOROSA, MAS NÃO ESPIRITUAL
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO SEGUNDO
TRIMESTRE DE 2009
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 01 - CORINTO - UMA IGREJA
FERVOROSA, MAS NÃO ESPIRITUAL
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO SEGUNDO
TRIMESTRE DE 2009
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"E eu irmãos, não vos pude falar como a
________________________, mas como a __________________________, como a _____________________ em CRISTO" (1Co 3.1).
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Uma igreja espiritualmente __________________________
é aquela em que o viver e o agir de seus ________________________ são equilibrados pelo Espírito e pela
_____________________________ de DEUS.
INTRODUÇÃO
3- O que todo crente, inclusive obreiros, professores e
alunos da Escola Dominical devem fazer se quiserem entender a dinâmica da vida de uma
igreja?
( ) Deve ler a primeira parte
da epístola de Paulo aos Coríntios.
( ) Deve ler a história grega
das guerras dos Coríntios.
( ) Deve ler na integra a primeira epístola de Paulo aos Coríntios.
4-
Corinto se destaca por um fator agravante no comportamento dos irmãos, qual
era?
( ) O excesso em muitas áreas como se vê em
1Coríntios.
( ) O sucesso em muitas áreas como se vê em
1Coríntios.
( ) O recesso em muitas áreas como se vê em
1Coríntios.
I- O CONTEXTO DA ÉPOCA
5- Ao ser informados dos muitos e graves problemas
dos crentes de Corinto, Paulo escreveu-lhes uma carta, não para
envergonhá-los, mas para admoestá-los -como filhos amados (1Co 1.11). Qual o
tríplice
propósito do apóstolo ao escreve-lhes?
( ) Elogiá-los pelo excelente
desempenho na obra de DEUS.
( ) Exortá-los a mudar sua conduta (desunião,
imoralidade, processos judiciais, culto escandaloso, etc...)
( ) Doutriná-los sobre assuntos gerais e comuns
da vida cristã (matrimônio, amor ao próximo, a consciência e a liberdade
cristã).
( ) Explanar a doutrina fundamental da
ressurreição de CRISTO e corrigir os falsos ensinos, doutrinando sobre
o arrebatamento da igreja por CRISTO, começando com a ressurreição em glória
dos mortos salvos, e a transformação do vivos e a sua trasladação para o
céu.
6- Quais os pecados considerados normais em
Corinto?
( ) Fornicário, beberrão, ladrão, enganador, imoral,
assassino, pervertido sexualmente, viciado, idólatra.
( ) Fornicário, falso pregador, ladrão, enganador, imoral,
assassino, pervertido sexualmente, viciado, ensinador se heresias.
( ) Fornicário, beberrão, ladrão, enganador, imoral,
assassino, pervertido sexualmente, irado, milagroso.
7- Qual tipo de pecado era praticado
livremente no templo dedicado a Afrodite, que
reunia mil sacerdotisas?
( ) Eram sacerdotisas de Iris,
ofereciam religisiosamente seus
préstimos à deuses e aos homens.
( ) Eram prostitutas que
exerciam "a prostituição cultual", que ofereciam religisiosamente seus
corpos à luxúria e aos demônios.
( ) Eram prostitutas que
exerciam "a prostituição transcultural", que ofereciam religisiosamente
sacrifícios a seus deuses.
II- O FERVOR RELIGIOSO E A ESPIRITUALIDADE
8- Apesar de imaturos, insubmissos, ignorantes da doutrina
reveladora dos dons, além de carnais, o que possuíam em abundância os
crentes coríntios?
( ) Tinham muitas terras e
bens.
( ) Tinham paciência e amor
pelos fracos e pobres.
( ) Tinham dons espirituais.
9- O emocionalismo, resultante de motivações e
mecanismos externos (que é passageiro), pode ser confundido com o que?
( ) Com o fervor espiritual
falso, que está intimamente relacionada ao exercício da vida desregrada.
( ) Com o fervor espiritual
antigo, que está intimamente relacionada ao exercício da variedade religiosa consagrada.
( ) Com o fervor espiritual
verdadeiro, que está intimamente relacionada ao exercício da piedade e da
vida cristã consagrada.
10- Complete:
A maturidade _____________________________ não vem primeiramente do
__________________________ dos dons ou pelo ______________________ de conversão.
11- Quais os problemas na abundância de dons na igreja de
Corinto?
( ) Ficavam embriagados de
poder e andavam pelas ruas fazendo arruaça.
( ) Não eram utilizados de forma equilibrada,
visando o progresso da obra do Senhor.
( ) Os crentes exerciam os dons para
demonstrar níveis de maturidade e de santificação, tornando-se assim,
carnais, ignorantes e meninos.
12- Não são os
atos miraculosos realizados e os diversos dons espirituais (Ver Mt 7.22)
exercidos que identificam os autênticos servos de DEUS, o que é então que os
identifica?
( ) Seus frutos.
( ) Seus atos.
( ) Seus ditos.
13- O que atesta a autenticidade de
um cristão, é o que ele faz?
( ) Sim, e também o que ele é
ante a Palavra
de DEUS.
( ) Não, mas o que ele é ante a Palavra
de DEUS..
( ) Sim, também o que ele é
perante a sociedade.
14- Complete:
Os dons têm a ver com o que _______________________
para DEUS. O _____________________ cristão, com o que ________________________ para ELE.
15- A que se destinam os dons?
( ) Servem para o desenvolvimento,
crescimento, amadurecimento e também para perdição do crente, pois ele se
perde na arrogância.
( ) Servem para o crescimento,
desenvolvimento, amadorismo e perfeição do crente
( ) Servem para o desenvolvimento,
crescimento, amadurecimento e edificação do corpo de CRISTO.
III- A MISSÃO DISCIPULADORA DA IGREJA
16- O que é Discipular?
( ) É conduzir o crente para a
igreja.
( ) É fazer de cada novo crente um
autêntico e fiel seguidor de JESUS CRISTO.
( ) É orar pelos novos
convertidos.
17- Como se dá o crescimento qualitativo na
igreja?
( ) Pelo discipulado.
( ) Pela pregação.
( ) Pelo testemunho.
18- Onde Paulo passou mais tempo
discipulando, em Éfeso ou em Corinto?
( ) Em Éfeso (At 19.8,10; 20.31), daí, a razão das grandes
diferenças no tocante à conduta cristã dessas duas igrejas.
( ) Em Corinto (At 19.8,10; 20.31), daí, a razão das grandes
diferenças no tocante à conduta cristã dessas duas igrejas.
( ) Só passou 1 ano em cada
uma, mas sem pregar em Corinto, daí, a razão das grandes
diferenças no tocante à conduta cristã dessas duas igrejas.
19- Complete:
Todo dia a igreja tem na sua congregação muitos que não são
____________________________ de novo, inclusive na Escola Dominical (1Jo
2.19). O professor deve sempre em oração, cautela e ________________________,
verificar quais alunos de sua classe ainda não são ___________________ e conduzi-los a CRISTO o Salvador.
20- Qual era a principal fraqueza dos Coríntios?
( ) A ostentação do fazer
grandes coisas para DEUS, mas desconheciam as coisas básicas da fé.
( ) A ostentação do possuírem
grandes riquezas, mas desconheciam as coisas básicas da fé.
( ) A ostentação do saber, mas desconheciam as coisas básicas da fé.
21- Quais são alguns dos fatos bons, em Corinto, relatados logo no início
da epístola?
( ) Em Corinto, por ocasião da epístola, havia
muitos crentes "santificados em CRISTO".
( ) Paulo dava "graças ao meu DEUS" pelos crentes
de Corinto, apesar de seus problemas.
( ) Comiam todo tipo de
alimentos , inclusive os consagrados aos ídolos, sem se importarem com isso,
pois eram livres.
( ) Paulo chama os crentes de Corinto de
"irmãos", apesar de muitos deles, na segunda epístola, falarem mal da pessoa
de Paulo e do seu ministério.
( ) Os crentes de Corinto, de um modo geral, com
suas fraquezas, defeitos, falhas e pecados, pertenciam a CRISTO, porque
foram salvos por ELE.
( ) Os crentes de Corinto melhoraram à medida que
o apóstolo e pai na fé, Paulo, os admoestava biblicamente (11.2). Paulo lhes
escreveu outros tratados.
CONCLUSÃO
22- Complete:
Fervor ___________________________ sem maturidade ____________________________ pode
gerar divisões, tal como ocorria entre os "profetas" na igreja de Corinto
(1Co 14.26-409). O Senhor JESUS disse que os cristãos devem ser conhecidos
pelo _____________________ demonstrado entre si (Jo 13.35). O amor é a
principal característica e marca de uma igreja espiritualmente
_______________________ e sadia (At
17.11).
RESPOSTAS NOS VÍDEOS
http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/videosebdnatv.htm
Ajuda:
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de Estudos Pentecostal.
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(VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE)
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