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Lição 1- Parábolas De JESUS - As Parábolas No Ensino De JESUS
 
Texto Áureo: Tudo isso disse Jesus por parábolas à multidão e nada lhes falava sem parábolas, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a boca; publicarei coisas ocultas desde a criação do mundo. (Mt 13.34,35).
 
Além de fazer cumprir a Palavra de DEUS dita pelos profetas era para JESUS a melhor maneira de fixar nas mentes de seus ouvintes seus ensinos de amor e humildade.
 
Verdade Prática: Através de suas parábolas, o Senhor JESUS continua a revelar-nos os grandes mistérios do reino de DEUS.
 
As parábolas nos ensinam que os mistérios de DEUS são facilmente entendidos pelos simples e humildes de coração. Devemos aprender de JESUS.
"Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas". Mt 11.28,29
 
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Definir o termo parábola.
2- Explicar os dois objetivos das parábolas de Jesus.
3- Descrever três regras de interpretação das parábolas.
 
PONTO DE CONTATO
Depois de aprendermos como desenvolver o caráter de CRISTO em nós, no trimestre passado, vamos agora aprender na didática de JESUS, os mistérios de DEUS, revelados de maneira simples através das parábolas que o mestre dos mestres nos transmitiu.
Nada de passar à frente de JESUS  e nada de tentar colocar significado em tudo, entreguemos-nos inteiramente ao ESPÍRITO SANTO para que o mesmo nos auxilie na compreensão de tão maravilhosos  ensinos.
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Professor, nesta primeira lição, faça um organograma das lições que serão estudadas durante o trimestre. Trata-se de um quadro que relaciona conceitos e valores, indicando as inter-relações de suas unidades constitutivas. O objetivo é apresentar uma síntese de todo o conteúdo do trimestre e recapitular os pontos fundamentais das lições. Complemente o gráfico abaixo, preenchendo as colunas conforme o modelo. Faça treze linhas, uma para cada lição. Use materiais variados e coloridos de acordo com os recursos disponíveis. Exponha-o em sua classe.
 
LIÇÕES
TÍTULOS
TEXTOS ÁUREOS
ENSINOS
SINOPSES
O QUE FAZER E SER
1
As parábolas no ensino de JESUS
(Mt 13.34,35)
Introdução e definição teológica das parábolas no ensino de JESUS
Não procurar em cada elemento da parábola em significado espiritual
Receptivo aos ensinos de JESUS contidos nas parábolas
2
COMPREENDENDO A MENSAGEM DO REINO DE DEUS
(Mt 13.11)
 
A parábola do
SEMEADOR
 
É nosso dever prioritário, como seus servos, semear a Palavra de Deus utilizando todos os meios, “a tempo e fora de tempo”, como está dito em 2 Tm 4.2.
É urgente a evangelização mundial, por intermédio da pregação e do ensino da Palavra.
3
A DIFERENÇA ENTRE O JUSTO E O INJUSTO
(Mt 13.38)
A parábola do Trigo e do Joio
coexistência da igreja com o mal no tempo presente
“Vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente”
4
A EXPANSÃO DO REINO DOS CÉUS
(Mt 13.31)
A parábola da SEMENTE DE MOSTARDA
“Crescimento da igreja no mundo”
uma semente tão pequena é capaz de produzir um grande resultado
5
CRISTO, O TESOURO INCOMPARÁVEL
(Mt 6.21)
 
A Parábola do Tesouro Escondido
 
Ensinar sobre o supremo valor do Reino dos céus.
 
Viver realmente felizes aqui na terra, tendo dEle a certeza da vida eterna.
6
LANÇAI A REDE
(Mt 13.47)
A Parábola da Rede
Convivência temporária nesta vida entre os bons e os maus, e a separação final entre eles.
Período em que a humanidade é convocada à salvação.
7
FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NA OBRA DE DEUS
(1 Co 4.2)
 
A Parábola dos Talentos
Recebemos algum dom de Deus a fim de usá-lo no progresso do Reino;existem servos infiéis e injustos
Multipliquemos os talentos que recebemos do Senhor Nosso Deus.
8
O GRACIOSO PERDÃO DE DEUS
(Mt 18.21,22)
A Parábola do Credor Incompassivo
A abundância da misericórdia é que deve formar a base da moral cristã
O perdão no âmbito humano é o ato de anularmos a dívida de cometimento de faltas, ofensas, erros e pecados que nosso irmão contraiu de nós, sem jamais lançar isso em rosto, ou ficar lembrando
9
CRISTO, A ROCHA INABALÁVEL
(Sl 127.1)
Na Parábola dos Dois Alicerces
Dois tipos de homens: o sensato e o insensato
Portanto, a obediência é um aspecto fundamental da nossa fé (Tg 1.22-25; 2.14-20).
10
A JUSTIÇA E A GRAÇA DE DEUS
(Mt 20.16)
A Parábola dos Trabalhadores na Vinha
Jesus ensina que a justiça divina não é conforme a capacidade e mérito pessoal (Mt 20.10), mas segundo a sua misericórdia e graça.
Não se trabalha na vinha de Deus visando recompensas ou vantagens. É direito de todos. Pequenos e grandes, pobres e ricos, todos são tratados de igual modo na vinha do Senhor.
11
REALIZANDO A VONTADE DO PAI
(2 Co 7.10)
A Parábola dos dois filhos
Todos foram convidados para trabalhar na vinha de Deus. 1filho- Publicanos, às meretrizes, aos gentios em geral 2filho- Às autoridades religiosas judaicas
Nossas intenções para com Deus serão reveladas principalmente por meio de nosso comportamento.
12
VIGIAI, POIS NÃO SABEIS QUANDO VIRÁ O SENHOR
(Mt 25.13)
A parábola das dez virgens
Vigilância quanto ao iminente retorno de Cristo
Devemos estar sempre preparados e atentos ao grande momento da vinda de Jesus para a Igreja. Você está preparado para este grande dia?
13
AS BODAS DO FILHO DE DEUS
(Mt 22.14)
A parábola das Bodas do Cordeiro
Só participarão das Bodas do Cordeiro, preparadas pelo Pai celestial, os que estiverem com suas vestes adequadas, isto é, trajados com a “justiça dos santos” (Ap 19.8).Rejeição de Israel à obra de Cristo
Não podemos desprezar o convite para as bodas do Cordeiro. Como, porém, aceitar este convite? Recebendo a Cristo como o nosso único e suficiente Salvador.
 
SÍNTESE TEXTUAL
 
As parábolas eram recursos didáticos usados pelos judeus desde os tempos do Antigo Testamento (Jó 27.1; Hb 2.6). O profeta Ezequiel está entre os inúmeros personagens bíblicos que fizeram uso dessas alegorias a fim de comunicar uma mensagem clara e acessível (Ez 17.2). As parábolas também eram usadas pelo povo e sábios de Israel em forma de provérbios parabólicos (Ez 18.1-3; Sl 78.2). O propósito da parábola está relacionado ao significado do próprio termo, ou seja, “colocar uma coisa ao lado de outra a fim de comparar”. Portanto, quando Jesus ensinava usando a parábola, pretendia comparar um episódio do cotidiano com uma realidade espiritual. Jesus usava essas ilustrações com dois objetivos: didático e teológico.
 
Leitura Bíblica em Classe: Salmo 78.1-8
1 Escutai a minha lei, povo meu; inclinai os ouvidos às palavras da minha boca. 2 Abrirei a boca numa parábola; proporei enigmas da antiguidade, 3 os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado. 4 Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do SENHOR, assim como a sua força e as maravilhas que fez. 5 Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, ce ordenou aos nossos pais que a fizessem conhecer a seus filhos, 6 para que a geração vindoura a soubesse, e os filhos que nascessem se levantassem e a contassem a seus filhos; 7 para que pusessem em Deus a sua esperança e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos 8 e não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel para com Deus.
 
78.1 ESCUTAI A MINHA LEI, POVO MEU. Este salmo foi escrito para relembrar aos israelitas por que lhes sobrevieram tantos julgamentos divinos devastadores durante sua história. (1) O cântico admoesta-os a aprenderem com as falhas espirituais dos seus antepassados e a se esforçarem com zelo para não se tornarem incrédulos e infiéis como eles. (2) O povo de Deus, de hoje, deve meditar neste salmo com toda atenção, porque muitas igrejas e denominações já perderam a presença e o poder de Deus por causa da sua incredulidade e desobediência à Palavra de Deus. Essas igrejas desviaram-se pouco a pouco, retornando para os seus próprios caminhos (cf. Is 53.6), porque deixaram de pôr em prática os padrões da Bíblia e seus exemplos.
78.5 QUE A FIZESSEM CONHECER A SEUS FILHOS. Ensinar aos nossos filhos os divinos princípios e preceitos da Palavra de Deus não é uma opção; é um mandamento que Ele entregou ao seu povo. Aquilo que Deus ordena, Ele dá graça para cumprirmos (ver Dt 6.7)
78.8 E NÃO FOSSEM COMO SEUS PAIS. Deus, aqui, exorta o seu povo (cf. v.1) a não seguir as pisadas infiéis dos seus antepassados espirituais. Aplicando essa verdade aos tempos do NT, as igrejas fiéis de hoje devem se acautelar para não seguirem os padrões de outras igrejas, denominações, ou comunidades eclesiásticas que esfriaram na fé e que se afastaram do cristianismo bíblico. Alguns dos erros que levam uma igreja à ruína espiritual são: (1) os líderes não discernirem e não advertirem os membros que começam a imitar costumes anti-bíblicos de igrejas que antes eram fiéis a Deus; (2) a igreja deixar de ter como sua fonte única de vida, verdade e orientação a revelação neo-testamentária de Cristo e seus apóstolos (ver Ef 2.20); (3) os dirigentes deixarem de ensinar na igreja
sobre a pureza da verdade, da doutrina e dos assuntos de moral; (4) não haver preocupação aflitiva na igreja, quando ela afasta-se cada vez mais do modelo do NT; (5) a igreja deixar de manter uma íntima devoção a Cristo e uma vida intensa de intercessão como centro do viver diário; (Ap 2.4); (6) tolerância do pecado, em líderes, mestres, ou membros comuns da igreja; pecados esses que, no passado, eram tratados com rigor (Ap 2.14,15,20); (7) substituição da real espiritualidade, i.e., pureza, retidão, sabedoria espiritual, amor e poder do Espírito, manifesto entre os membros da igreja, por falso progresso, estatísticas e riqueza.
 
Leitura Diária:
Segunda: Ez 17.2 - A parábola é uma comparação
*Filho do homem, propõe uma parábola e usa de uma comparação para com a casa de Israel.
 
Terça: Mc 4.2 - A parábola é um recurso educacional
*E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas e lhes dizia na sua doutrina:
4.2 PARÁBOLAS. Jesus ensinava freqüentemente por parábolas. Parábola é uma ilustração da vida cotidiana, revelando verdades aos que estão com o coração disposto a ouvir, e, ao mesmo tempo, ocultando estas mesmas verdades àqueles cujo coração não está preparado (cf. Is 6.9,10; ver Mt 13.3).

Quarta: Mt 13.36,37 - A parábola pode ser interpretada
*Então, tendo despedido a multidão, foi Jesus para casa. E chegaram ao pé dele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo. 37 E ele, respondendo, disse-lhes: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem,
 
Quinta: Mt 24.32 - A parábola pode ser aprendida
*Aprendei, pois, esta parábola da figueira: quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.
 A FIGUEIRA. O brotar das folhas da figueira (v. 32; cf. Lc 21.29-31) simboliza eventos que ocorrerão durante a tribulação (vv. 15-29). Por outro lado, alguns intérpretes crêem que a figueira também representa a restauração de Israel como um estado político (cf. Lc 13.6-9; Os 9.10). Em 21.29 a figueira aparece destacada das demais árvores, assim como Israel foi chamado para ser um povo separado (Dt 33.28).
 
Sexta: Mc 4.13 - É importante aprender todas as coisas
*E disse-lhes: Não percebeis esta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas?
 
Sábado: Mc 4.30 -  A parábola é fonte de inesgotáveis recursos
*E dizia: A que assemelharemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos?
 
Introdução:
Nos relatos sobre o ministério de Jesus, não nos é possível demarcar uma separação nítida entre pregação e ensino, tão  entrelaçados que um não pode ser totalmente separado do outro.
Marcos, constantemente descreve Jesus ensinando: Mc.4:1-2; 6:2; 8:31; 9:31; 12:35. Para as multidões que se amontoavam ao redor de Jesus, Ele era mais um mestre do que um profeta. Ele era constantemente chamado "Mestre" ou "rabino" porque seu ensino tinha em si uma autoridade e um poder tal que o diferenciava claramente dos rabinos da época.
Depois da ressurreição, os discípulos e apóstolos foram igualmente pregadores e mestres ( Mt. 28: 19-20; Mc.16:15; At. 5:42 ). Isto evidentemente significa que para os homens que conheciam Jesus pessoalmente, o ensinar e o pregar não eram idênticos, mas interdependentes, ao ponto de um não ser superior ao outro.
Paulo, considerando Jesus a essência da mensagem, também utilizava todos os meios possíveis de comunicação para transmitir suas idéias. Ele pregava e ensinava em todas as igrejas por onde passava.
Assim, constatamos que pregação e ensino fazem parte essencial do ministério de Jesus, da Igreja primitiva e da Igreja dos nossos dias.
Jesus tem consciência de que sua prática é a culminância da história do povo de Israel. Essa consciência é precisamente sua consciência messiânica de ser o revelador pleno e último da vontade do Pai e a vitória definitiva de seu Reino. Esta perspectiva histórica permite que Jesus viva, na encruzilhada das contradições, o tempo do presente singular, tempo do companheirismo, da amizade e da solidariedade horizontal, onde se manifestam a fé, a esperança, o amor e a misericórdia. Jesus toma uma posição radical que lhe vale a morte de cruz, aceita com a coerência que sua prática determina.
Vamos focalizar nosso olhar sobre o cotidiano de Jesus, seus gestos e sua prática pedagógica em seus contatos criadores da vida e da esperança, utilizando para isto seu ensino através de Parábolas
 
I- O Que É Parábola.
É uma narrativa, imaginada ou verdadeira, que se apresenta com o fim de ensinar uma verdade. Difere do provérbio neste ponto: não é a sua apresentação tão concentrada como a daquele, contém mais pormenores, exigindo menor esforço mental para se compreender. E difere da alegoria, porque esta personifica atributos e as próprias qualidades, ao passo que a parábola nos faz ver as pessoas na sua maneira de proceder e de viver. E também difere da fábula, visto como aquela se limita ao que é humano e possível. No A.T. a narração de Jotào (Jz 9.8 a 15) é mais uma fábula do que uma parábola, mas a de Natã (2 Sm 12.1 a 4), e a de Joabe (14.5 a 7) são verdadeiros exemplos. Em is 5.1 a 6 temos a semi- parábola da vinha, e, em 28.24 a 28, a de várias operações da agricultura. o emprego contínuo que Jesus fez das parábolas está em perfeita concordância com o método de ensino ministrado ao povo no templo e na sinagoga. os escribas e os doutores da Lei faziam grande uso das parábolas e da linguagem figurada, para ilustração das suas homílias. Tais eram os Hagadote dos livros rabínicos. A parábola tantas vezes aproveitada por Jesus, no Seu ministério (Mc 4.34), servia para esclarecer os Seus ensinamentos, referindo-se à vida comum e aos interesses humanos, para patentear a natureza do Seu reino, e para experimentar a disposição dos Seus ouvintes (Mt 21.45 - Lc 20.19). As parábolas do Salvador diferem muito umas das outras. Algumas são breves e mais difíceis de compreender. Algumas ensinam uma simples lição moral, outras uma profunda verdade espiritual. Neander classificou as parábolas do Evangelho, tendo em consideração as verdades nelas ensinadas e a sua conexão com o reino de Jesus Cristo.
http://www.bibliaonline.net/scripts/dicionario.cgi
 
1- Definição etimológica.
As parábolas de Jesus: vislumbres do paraíso
"Parábola", a forma aportuguesada da palavra grega, parabole, vem de um verbo grego que significa "atirar para o lado". Uma parábola é uma história que coloca uma coisa ao lado de outra com o propósito de ensinar. É uma comparação, colocando o conhecido ao lado do desconhecido. Memoravelmente expressada, ela é "uma história terrestre com um significado celestial".

A palavra grega para parábola ocorre cerca de cinqüenta vezes no Novo Testamento, somente duas vezes fora dos evangelhos (Hebreus 9:9 e 11:19, onde é traduzida como "figuradamente"). Em Lucas 4:23 ela é traduzida "provérbio" (RA2,NVI).  É conhecida característicamente como uma narrativa "um pouco longa ... tirada da natureza ou das circunstâncias humanas, o objeto da qual é dar uma lição espiritual" mas também é "usada como um breve ditado ou provérbio" (W. E. Vine, Expository Dictionary of NT Words, p. 158).
 
2- Definição hermenêutica.
Por causa da incerteza do que exatamente constitui uma parábola, as listas das parábolas de Jesus que têm sido compiladas variam em extensão de acordo com o julgamento do compilador. As listas mais longas incluem tais ilustrações como "o bom pastor" (João 10) e "os dois construtores" (Mateus 7:24-27). As listas mais curtas excluem-nas.

Se não podemos determinar com exata certeza se algumas ilustrações de Jesus merecem ser chamadas parábolas, há algumas coisas sobre parábolas que estão fora de dúvida.

Parábolas não são fábulas ou mitos. Não há elementos irreais ou situações impossíveis nelas. De fato, sua força está em serem absolutamente concebíveis e na plausibilidade das circunstâncias que elas descrevem. Elas falam de situações familiares, da vida real.

As parábolas são mais do que provérbios, ainda que às vezes semelhantes em propósito. Nos evangelhos, os provérbios são referidos às vezes como "parábolas": "Médico, cura-te a ti mesmo" (Lucas 4:23); "Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco" (Mateus 15:14-15); "Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha;" "E ninguém põe vinho novo em odres velhos..." (Lucas 5:36-37). Mas um provérbio é caracteristicamente um ditado curto e direto, cujo significado é evidente. Uma parábola tende a ser mais longa, mais envolvida, e o significado não tão facilmente visto.

Jesus, até onde sabemos, não começou a ensinar por parábolas antes do fim do segundo ano de seu ministério público (há uma única exceção, Lucas 7:41-42). Foi na presença de uma imensa multidão próximo do Mar da Galiléia, e suas comparações ilustrativas vieram com um ímpeto que surpreendeu seus discípulos (Mateus 13). Em histórias maravilhosamente concretas e simples, Jesus revelou aos seus seguidores os mistérios do reino do céu. Era apenas o começo. Este é um convite para estudar aquelas narrativas maravilhosas que nos convidam a olhar para o próprio coração de Deus.

­por Paul Earnhart
 
3- A bíblia é um livro rico em parábolas.
Parábolas sempre foram utilizadas como meio de fixar idéias, não era diferente com o povo de Israel, desde os primeiros profetas este povo aprendeu, por meio de parábolas, as advertências de DEUS a respeito de seu comportamento em meio a outros povos.
 
II- Os Objetivos Das Parábolas De JESUS.
 
1- Objetivo didático.
As parábolas de Jesus, veículo fundamental para seu ensino, se inspiram nas mais variadas práticas da vida cotidiana:
Mt. 13:4-8........A parábola do semeador.
Mt. 13:24-30........ A parábola do joio e do trigo.
Mt. 13:33........ A parábola do fermento.
Mt. 13:44....... A parábola do tesouro escondido.
Mt. 13:45........ A parábola da pérola.
Mt.18:10-14.......A parábola da ovelha perdida, etc....
Na verdade, todo o discurso de Jesus é, antes de tudo a explicitação de sua prática. Ele é coerente porque sua prática é o ponto de partida de seu discurso. Esta é uma das razões pelas quais Ele foi rejeitado. A liderança dominadora não conhecia a pedagogia da misericórdia, aquela que, diante dos abandonados e sofridos, começa com atos libertadores.
A prática pedagógica de Jesus exige que a sociedade humana seja colocado ao avesso. Ela só tem sentido na lógica do Reino. Não basta que uma pedagogia se concentre na prática para que venha a merecer o qualificativo de cristã. Para ser cristã é fundamental que esta pedagogia esteja comprometida com os valores do Reino.
 
2- Objetivo teológico.
Como formar em Teologia homens rudes e sem nenhum preparo teológico? Resposta simples: - Coloque-os na escola de JESUS, Ele dá ensino teórico e prático, Ele ensina o que vive e vive o que prega.
As parábolas utilizadas por JESUS infundiu um precioso ensino na m,ente de seus, primeiro discípulos,  e depois, e somente depois de serem discípulos, agora sim, apóstolos. ninguém pode ser primeiro apóstolo e depois discípulo, porém, só se alcança a posição honrada e humilde ao mesmo tempo, de apóstolo, aquele que passou pela escola teológica de JESUS.
 
III- Por Que JESUS Ensinava Por Parábolas.
Por que Jesus falou em parábolas? Resposta simples e automática: para explicar bem as coisas que ele queria dizer e para que o povo entendesse melhor. Certo? Lamento, mas segundo o que ele próprio disse, está errado. Leia você mesmo a explicação de Jesus para o seu gosto por parábolas:
"É por isso que eu uso parábolas para falar com eles. Porque eles olham e não enxergam; escutam e não ouvem, nem entendem. E assim acontece com eles o que disse o profeta Isaías: "Vocês ouvirão, mas não entenderão; olharão, mas não enxergarão nada. Pois a mente deste povo está fechada: Eles taparam os ouvidos e fecharam os olhos. Se eles não tivessem feito isso, os seus olhos poderiam ver, e os seus ouvidos poderiam ouvir; a sua mente poderia entender, e eles voltariam para mim, e eu os curaria! - disse Deus." (Mt 13:13-15 BLH)
 
1- Esclarecer os mistérios do reino de DEUS aos pequeninos.
A exceção foi os discípulos. Quando ele "manifestou a sua glória, seus discípulos creram nele" (João 2:11). E então Marcos, o evangelista, nos revela que
"usando muitas parábolas como estas, Jesus falava ao povo de um modo que eles podiam entender. E só falava com eles usando parábolas, mas explicava tudo em particular aos discípulos." (Mc 4:33-34 BLH)
Quer dizer, aqueles que creram podiam compreender, porque ele interpretava-lhes o sentido do seu ensinamento.
Assim, iniciamos com uma grande lição sobre essas preciosas parábolas: coisas espirituais são ao mesmo tempo tão simples que podem ser ilustrados com histórias quase infantis. Mas ao mesmo tempo, são tão profundas que só podem ser compreendidas pela fé sincera e pelo coração aberto a ouvir e praticar a voz de Deus.
 
2- ocultar estes mesmos mistérios dos sábios e inteligentes.
Parece estranho que seja justamente pela razão oposta do que parece que Jesus falou por parábolas. Ao invés de ser para que as pessoas entendessem, na verdade era para que NÃO entendessem. Não é intrigante? Não lhe soa estranho? Mas você notou a citação de Isaías que Jesus usou para corroborar sua atitude? Eles não queriam saber. Não tinham ouvidos dispostos a ouvir nem corações inclinados a aprender. Era um povo enfatuado e orgulhoso que, na sua esmagadora maioria não somente descreu dele como finalmente o rejeitou abertamente, a começar dos líderes religiosos.
Para entender o ensino de Jesus, não são necessários anos de seminários ou de estudos acadêmicos. Os fariseus, escribas e sacerdotes eram versadíssimos nas Escrituras. Eram doutores em Bíblia. Podiam esfregar a Bíblia na sua cara e dizer orgulhosamente que conheciam de cor trechos inteiros dos quais talvez você nem tenha ouvido falar. Só que tudo isso não passava de conhecimento teórico. Quando Cristo chegou e revelou-se ao mundo, eles ficaram escandalizados. Todo o seu preparo acadêmico caiu por terra. Não raro é o que acontece com muitos que saem das escolas bíblicas e seminários hoje em dia. Sem generalizar, é claro. Mas tem mais descrente saindo dessas instituições do que entrando.
Outra tremenda lição é que nem sempre a noção correta de quem é Jesus e a compreensão correta do que ele ensina e quer de nós pertence aos mais antigos, aos mais famosos e aos mais poderosos. Isto se mostrou verdadeiro na época de Jesus, na Idade Média, nos avivamentos mundiais e ainda se mostra verdadeiro nas igrejas de hoje em dia. Disse o poeta: "a sabedoria mora com gente humilde". Pessoas simples e iletradas, como os pescadores galileus Pedro, Tiago e João, poderiam calar todo um ilustre Sinédrio quando falassem em nome de Jesus. A eles foi dado conhecer os mistérios do reino.
Qual é a sua atitude diante das Histórias Para a Vida que Jesus contou? Como você se aproxima delas? Isto equivale a perguntar: Por que você vai à igreja? Por que carrega uma Bíblia? Por que canta hinos de louvor a Deus? Por que se diz um cristão? É isto o resultado de uma fé sincera e fervente, de uma compreensão, ainda que turva e fraca, mas correta, de quem Jesus realmente é?
Você pode ser líder, grande, poderoso, famoso, influente, dentro e fora de uma igreja. Se não compreender, através da fé, quem Jesus É, jamais compreenderá o que ele DIZ. Você será sempre daquele time que ouve e não entende, que olha e não enxerga. Será sempre (estou usando o termo bíblico) um tapado. Pode até pregar muito bem, como faziam os fariseus e escribas. Pode escrever coisas bonitas sobre Jesus. Os escribas e saduceus o faziam. Mas vai seguir sendo apenas, com todo o respeito, apenas mais um religioso.
Creia. E permita que sua fé o leve a uma atitude correta em relação a Jesus e ao seu ensino. Isto tem o poder de transformar uma vida.
As parábolas de Jesus podem ter e freqüentemente  têm mesmo, a faculdade de endurecer o incrédulo.  Pois a verdade é que as parábolas de Jesus não encontram paralelo.  As parábolas de outros mestres e moralistas podem, até certo ponto, ser separadas de seus ensinadores.  Porém, Jesus e suas parábolas são inseparáveis. Não compreendê-lo é não compreender as suas parábolas.  Conseqüentemente, para aqueles que não entendem Quem é Ele realmente, ou que ignoram a natureza do dom que Ele veio trazer à humanidade, os mistérios do reino de Deus, por muitas parábolas que venham a ouvir, necessariamente permanece algo misterioso.
 
 
IV- Como Interpretar Parábolas.
 
1- Buscar a verdade (ou verdades) que a parábola ilustra.
Sempre devemos buscar a revelação do ESPÍRITO SANTO, nunca confiarmos em nossa própria sabedoria, pois a parábola está inserida em uma verdade profunda que não pode ser alterada.
 
2- Ater-se à essência da parábola.
Devemos, ao estudarmos parábolas, tomarmos sempre o cuidado para não nos desviarmos do verdadeiro ensino que nos está sendo proposto e cairmos em distração espiritual, porém, não direcionada pelo ESPÍRITO SANTO, pois podemos passar a desvirtuar o verdadeiro ensino a nós transmitido e passarmos a criar outro ensino, pois a parábola permite isto em sua interpretação.
 
3- Jamais se esquecer de que as parábolas servem para ilustrar doutrinas e não para estabelecê-las.
Ensinar uma doutrina através de uma parábola é válido e bastante aproveitável, porém nunca se deve passar às pessoas uma doutrina pessoal através de uma parábola, veja este exemplo:
 
Parábola:
 
Todo dia, ao meio dia, um pobre velho entrava na igreja e saía, poucos minutos depois. Um dia, o padre  perguntou-lhe o que fazia, pois havia objetos de valor na igreja.
 
- Venho orar - respondeu o velho.
- Mas é estranho - disse o padre - que você consiga orar tão depressa.
- Bem, - retrucou o velho - eu não sei recitar aquelas orações compridas, mas todo dia, ao meio dia, entro na igreja e só falo: "Oi Jesus, eu sou o Zé. Vim te visitar". Num minuto já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza de que ele me ouve.
 
 Alguns dias depois, o Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital. Na enfermaria, passou a exercer uma boa influência sobre todos os que o rodeavam. Os doentes mais tristes se tornaram mais alegres, os familiares tornaram-se mais esperançosos, muitas risadas começaram a ser ouvidas.
- Zé - falou-lhe um dia a Irmã - os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre...
- É verdade, Irmã, estou sempre muito alegre. É por causa daquela visita que recebo todos os dias, e que me deixa muito feliz.
A Irmã ficou atônita. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. O Zé era um velho solitário, sem ninguém, e que por esse motivo não recebia visitas. Mesmo assim, levada pela curiosidade, perguntou-lhe
- Que visita, Zé? A que horas?
- Todos os dias - respondeu com um brilho nos olhos. - Todos os dias, ao meio-dia. Ele vem e fica sentado nesta cadeira, ao lado da cama. E quando eu o olho. Ele sorri e me diz: "Oi Zé, eu sou Jesus. Vim te visitar".
(Autor desconhecido)
 
ANÁLISE:
Veja que estaríamos apoiando uma falsa doutrina se aceitássemos esta parábola como uma verdade a respeito da oração.
DEUS não está em um prédio e nem a uma hora marcada por alguém.
JESUS estaria disposto a curar o enfermo e não em visitá-lo e também não marcaria hora para visitar alguém.
Não saber orar indica falta de amizade e intimidade com DEUS e a oração é feita com temor e adoração a DEUS.
Uma alma cheia do ESPÍRITO SANTO transmite o evangelho e não apenas alegria passageira a seus colegas.
 
 
Conclusão

PARÁBOLAS DE JESUS
 
Parábola é uma narrativa, imaginada ou verdadeira, que se apresenta com o fim de  ensinar uma verdade. Difere do provérbio neste ponto: não é a sua apresentação tão concentrada como a daquele, contém mais pormenores, exigindo menor esforço mental para se compreender. E difere da alegoria, porque esta personifica atributos e as próprias qualidades, ao passo que a parábola nos faz ver as pessoas na sua maneira de proceder e de viver. E também difere da fábula, visto como aquela se limita ao que é humano e possível.
O emprego contínuo que Jesus fez das parábolas está em perfeita concordância com o método de ensino ministrado ao povo no templo e na sinagoga. Os escribas e os doutores da Lei faziam grande uso das parábolas e da linguagem figurada, para ilustração das suas homilias. Tais eram os Hagadote dos livros rabínicos. A parábola tantas vezes aproveitada por Jesus, no Seu ministério (Mc 4.34), servia para esclarecer os Seus ensinamentos, referindo-se á vida comum e aos interesses humanos, para patentear a natureza do Seu reino, e para experimentar a disposição dos Seus ouvintes (Mt 21.45; Lc 20.19). As parábolas do Salvador diferem muito umas das outras. Algumas são breves e mais difíceis de compreender. Algumas ensinam uma simples lição moral, outras uma profunda verdade espiritual. 
 
 
Questionário da Lição 1- Parábolas De JESUS - As Parábolas No Ensino De JESUS
por Ev.Luiz Henrique - www.henriqueestudos.cjb.net
 
Texto Áureo:
1- Através de que JESUS falava para que se cumprisse o dito pelo profeta, que disse: Abrirei  em parábolas a boca; publicarei coisas ocultas desde a criação do mundo?
( ) De Histórias    ( ) De Parábolas    ( ) De Contos
Verdade Prática:
2- O que o Senhor JESUS continua a revelar-nos através de suas parábolas?
( ) Os grandes contos do reino de DEUS.
( ) As grandes histórias do reino de DEUS.
( ) Os grandes mistérios do reino de DEUS.
INTRODUÇÃO
3- A que nos leva o ensino por meio de parábolas?
( ) Levam-nos a exercitar o verdadeiro cristianismo em nosso feliz e tranquilo cotidiano.
( ) Levam-nos a exercitar o verdadeiro cristianismo em nosso atribulado e estressante cotidiano.
( ) Levam-nos a exercitar o falso cristianismo em nosso atribulado e estressante cotidiano.
I. O QUE É A PARÁBOLA
4- O que é parábola, como a encontramos nos evangelhos?
( ) É um recurso didático, largamente utilizado por Jesus, a fim de elucidar as grandes verdades e mistérios do Reino de Deus.
( ) É um recurso didático, pouco utilizado por Jesus, a fim de elucidar as grandes verdades e mistérios do Reino de Deus.
( ) É um recurso teológico, largamente utilizado nas epístolas, a fim de complicar as grandes verdades e mistérios do Reino de Deus.
5- Dê a definição etimológica da palavra PARÁBOLA:
( ) Vocábulo grego parambolé, significa, etimologicamente, colocar uma coisa ao lado de outra; comparação.
( ) Vocábulo grego paracleolé, significa, etimologicamente, colocar uma coisa ao lado de outra; comparação.
( ) Vocábulo grego parabolé, significa, etimologicamente, colocar uma coisa ao lado de outra; comparação.
6- Dê a definição hermenêutica da palavra PARÁBOLA:
( ) Parábola é uma narrativa alegórica constituída de personagens, coisas, incidentes e atitudes que, através de coisas complicadas, facilita a compreensão de realidades que se acham aquém do nosso entendimento.
( ) Parábola é uma narrativa alegórica constituída de personagens, coisas, incidentes e atitudes que, através de comparações, facilita a compreensão de realidades que se acham além do nosso entendimento.
7- Qual parábola JESUS disse objetivando mostrar aos seus contemporâneos o singular e incomparável amor de Deus para com o pecador?
( ) A Parábola da Figueira
( ) A Parábola da Drácma Perdida
( ) A Parábola do Filho Pródigo
8- Além das parábolas de Cristo, encontramos muitas outras através das Sagradas Escrituras., dê pelo menos  quatro exemplos de profetas que falaram ao povo através de Parábolas: Complete:
I________________, J___________________, E_____________________ e O_______________.
9- Em qual dos evangelhos não encontramos nenhuma parábola?
( ) No Evangelho de João
( ) No Evangelho de Mateus
( ) No Evangelho de Lucas
( ) No Evangelho de Marcos
II. OS OBJETIVOS DAS PARÁBOLAS DE JESUS
10- Ao proferir as suas parábolas, quais tipos de objetivos tinha o Senhor Jesus, em mente?
( ) Um dialético e outro teológico
( ) Um didático e outro teológico
( ) Um didático e outro pediátrico
11- Defina o objetivo didático: Complete:
Ensinar verdades p_______________ utilizando-se das coisas que eram c_______________________no dia-a-dia de seus ouvintes.
12- Como JESUS formou a primeira geração de teólogos da Igreja Cristã: os apóstolos?
( ) Ensinando-os Teocracia por meio de parábolas
( ) Ensinando-os Genealogia por meio de parábolas
( ) Ensinando-os Teologia por meio de parábolas
III. POR QUE JESUS ENSINAVA POR PARÁBOLAS
13- Por que JESUS ensinava por Parábolas?
( )  Para que todos compreendessem os mistérios de DEUS, claramente e com capacidade para ensinar a outros
( ) Tinha o Senhor Jesus em mente, também, esclarecer os mistérios do Reino de Deus aos pequeninos, e ocultar estes mesmos mistérios daqueles que, julgando-se mestres, recusavam-lhe a doutrina.
14- Se quisermos aprender os mistérios do Reino de Deus, o que devemos fazer?
( ) Nos postar aos pés do Divino Mestre e, assim, em profunda humildade, desprezar seus ensinamentos em nosso coração
( ) Nos exaltar perante o Divino Mestre e, assim, em profunda humildade, guardar seus ensinamentos em nosso coração
( ) Nos postar aos pés do Divino Mestre e, assim, em profunda humildade, guardar seus ensinamentos em nosso coração
IV. COMO INTERPRETAR PARÁBOLAS
15- Por quais passos devemos passar a fim de que possamos alcançar o significado das parábolas? Ligue a primeira coluna de acordo com a segunda.
 
Passos
 
Explicação
1. Buscar a verdade (ou verdades) que a parábola ilustra.
Infelizmente, não são poucos os intérpretes que, esquecendo-se disso, aparecem com ensinamentos estranhos à Palavra de Deus.
2. Ater-se à essência da parábola.
A pergunta encontra-se, invariavelmente, no início ou no final do texto. Como por exemplo na Parábola da Ovelha e da Dracma perdida (Lc 15.4,8).
3. Jamais se esquecer de que as parábolas servem para ilustrar doutrinas e não para estabelecê-las.
Ou seja: que levemos em conta os traços principais da parábola e não propriamente o seu cenário.
Na Parábola do Filho Pródigo, por exemplo, devemos considerar os seguintes elementos: o pai, que representa o Amoroso Deus; o filho mais novo, que ilustra o pecador espiritualmente perdido; e o filho mais velho que lembra o crente inconformado com a misericórdia divina em relação ao filho que volta a usufruir dos favores imerecidos do Pai Celeste.
Por conseguinte, não devemos nos preocupar em achar significado para os porcos, para as alfarrobas que estes comiam etc.
 
16- Encontre as palavras PARÁBOLA, MISTÉRIO, ALEGORIA, ILUSTRAÇÃO no caça-palavras abaixo:
 
 
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AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Teológico
“Parábola, do grego parabolé, significa “colocar ao lado de”, o sentido básico é o de colocar uma coisa ao lado de outra com o objetivo de comparar. A parábola envolve uma contradição aparente apresentada em forma de narração, relatando fatos naturais ou acontecimentos possíveis, sempre com o objetivo de declarar ou ilustrar uma ou várias verdades importantes.
Parábolas, Símiles, Enigmas e Alegorias.
A parábola possui diferenças e semelhanças com outras figuras de linguagem. Essas semelhanças, todavia, não devem ser confundidas, pois pode ocorrer o erro de fundir duas figuras distintas. As diferenças notam-se sutilmente. Essencialmente, a parábola é um símile ampliado, ainda que o símile não seja uma parábola.
Símile e Parábola
O símile pode apropriar-se de uma comparação de qualquer gênero ou classes de objetos, uns reais e outros imaginários. A parábola está limitada em seu raio de ação e reduzida às coisas reais. Suas imagens sempre incorporam uma narração que responde com verdade aos atos e experiências da vida humana.
Na parábola, também não se emprega artifício de prosopopéia como na fábula: aves e árvores falantes, feras e árvores reunidas em concílio etc.
Como o enigma, a parábola pode servir para ocultar alguma verdade dos que não possuem introspecção espiritual. Para perceber sua forma figurada, porém, seu estilo narrativo e a comparação formal sempre anunciam a suposta lição moral, ética ou espiritual pretendida.” (BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica fácil e descomplicada. RJ: CPAD, 2003, p. 321.)
Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 22, pág. 36.
 
 
Ajuda www.cpad.com.br
 
O USO DO MATERIAL ILUSTRATIVO NO SERMÃO
 
1. Definição de "material ilustrativo"
A palavra "ilustrar" vem do latim, ilustrare, e significa "lançar luz ou brilho, ou tornar algo mais evidente e claro".
Os educadores reconhecem que uma das principais leis de ensino, para alcançar a mente e o coração é a ASSOCIAÇÃO DE IDÉIAS.
O material ilustrativo tem sido comparado a janelas, que deixam a luz entrar e iluminar uma casa. A ilustração visa ajudar os ouvintes a "VER A VERDADE".
2. O uso de material ilustrativo na Bíblia
Natã: usou a ilustração de um homem pobre com uma cordeirinha para levar o Rei Davi a condenar-se a si mesmo (II Sm 12:1-14);
Aías: rasgou a sua roupa nova em doze pedaços e deu dez para Jeroboão, representando o fato de que Deus havia determinado que dez das doze tribos de Israel seriam tiradas de Reoboão (I Rs 11:26-40);
Isaías: enquanto pregava durante certa época de seu ministério, andou descalço e despido como sinal de como o povo de Deus seria levado preso pelos Assírios, Egípcios e Etíopes (Isaías 20:1-6);
Jeremias: usou muitos sermões visuais, como a parábola do cinto de linho (13:1-11), o jarro quebrado (13:12-14), o vaso do oleiro (18:1-17), a botija quebrada (19:1-15), os canzis simbólicos (27:1-22), além da compra de um terreno que simbolizava a esperança na restauração de Israel depois do exílio (32:1-25);
Ezequiel: usou tanto o método visual e ilustrativo que chegou a se queixar com Deus: "Ah Senhor Deus! eles dizem de mim: não é este um fazedor de alegorias?" (20:49)
Jesus Cristo: quase sempre usava material ilustrativo para apresentar profundos conceitos de natureza espiritual. As parábolas (52% do Ev de Lc é composto de parábolas). O uso de uma moeda para ensinar o dever do bom cidadão (Mt 22:19). A pregação significativa através de uma bacia e de uma toalha (Jo 13:1-17). Jesus também falou das aves dos céus, dos lírios do campo, do pão, da água. Jesus, também usou uma criança para mostrar que é preciso se tornar como uma criança para entrar no Reino de Deus.
(vide o comentário de Mateus ao uso das parábolas por Jesus: Mt 13:34-35, 53-54)
3. Os propósitos para o emprego de material ilustrativo
a) despertar o interesse e prender a atenção dos ouvintes.
b) aclarar, iluminar e explicar as verdades apresentadas.
c) confirmar, fortalecer os argumentos apresentados e persuadir os ouvintes a aceitarem estas verdades.
d) ajudar os ouvintes a gravarem bem as idéias do sermão.
e) tocar nos sentimentos dos ouvintes.
f) dar mais vida ao sermão.
g) ornamentar e embelezar o sermão.
h) tornar o sermão mais agradável, proporcionando descanso mental aos ouvintes.
i) ajudar com a repetição da verdade.
4. Tipos de ilustrações e fontes de bom material ilustrativo
        i. a própria Bíblia é um verdadeiro tesouro de ilustrações. Elas dão até mais autoridade ao sermão. São autênticas e atuais!
        ii. o mundo da literatura:
a) biografias e autobiografias;
b) obras de ficção;
c) poesia;
d) dramas (como de Shakespeare), mitologia (egípcia, grega, romana), fábulas, lendas e folclore relacionadas à vida de países e regiões, etc.
        iii. a história. Aquilo que aconteceu no passado e também aquilo que está acontecendo em nossos dias, como aparece nos jornais, revistas como Veja, etc.
       iv. experiências pessoais.
       v. a ciência e a medicina.
        vi. obras de arte, como pinturas de quadros e obras de escultura servem como ilustração. Exemplo: Miguel Ângelo certa vez encontrou uma grande pedra que tinha sido jogada fora num terreno baldio. Ele inspecionou a pedra e depois mandou removê-la para o seu estúdio, onde fez daquela pedra suja de mármore uma famosa obra de escultura: a estátua de Davi! Deus muitas vezes vê em alguém uma obra de arte escondida em uma pedra suja como aquela, e a transforma em uma obra prima de Sua graça e misericórdia.
        vii. citações que ouvimos ou lemos.
        viii. artigos que lemos ou outros sermões que ouvimos.
        ix. acontecimentos esportivos.
        x. o trabalho secular do povo da igreja e da comunidade.
        xi. a leitura em geral de jornais, revistas e livros.
        xii. ilustrações criadas por nós mesmos.
 5. Advertências quanto ao uso de ilustrações
a) não é necessário ilustrar as coisas óbvias.
b) ilustrações que tem pouco a ver com o ponto que está sendo focalizado no sermão ou cuja relação com ela é vaga, ou que esclarece pouco, não devem ser utilizadas.
c) evite ilustrações cujas bases não têm nenhuma relação com a vida dos ouvintes.
d) evite ilustrações que parecem exageradas ou improváveis, mesmo que tenham acontecido.
e) não faça o seu sermão somente de ilustrações.
f) evite ilustrações que exijam muitas explicações para entendê-las.
g) não use ilustrações somente para mostrar o seu grande conhecimento ou impressionar os ouvintes.
h) não é bom destacar uma só ilustração ao ponto de deixar o resto do sermão prejudicado.
i) não se deve usar uma ilustração somente para fazer o povo rir.
j) não utilize ilustrações que não entenda bem. Tenha certeza dos detalhes das suas ilustrações. (Dr. Key fez referência a um sermão que ouviu, onde o pregador contou de um soldado, do século 16, que saiu para uma batalha com a metralhadora na mão!)
l) nunca conte a experiência de outrem como se fosse sua.
m) tenha muito cuidado em elogiar pessoas não crentes em suas ilustrações.
n) evite o se desculpar pelo uso de qualquer ilustração pessoal.
o) varie o tipo de ilustração que você utiliza.
p) tenha cuidado com ilustrações "enlatadas".
 
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