Home
Estudos
EBD
Discipulado
 Mapas
Figuras1
 Figuras2
Fotos
Igreja
Link's
Corinhos
Download
 Eu
 
 
 
Lição 1 -  Salvação e Santificação - A IGREJA DE ROMA
Questionário
A Epístola aos Romanos
Viagem De Paulo Para Roma - Atos Capítulos 27-28
 
 
    
 
TEXTO ÁUREO - " A todos os que estais em Roma, chamados SANTOs: Graça e paz de DEUS, nosso Pai, e do Senhor JESUS CRISTO" (Rm 1.7)
 
    
 
VERDADE PRÁTICA - Independente das diferenças raciais e culturais entre seus membros, a Igreja continua a expandir-se até os confins da terra a exemplo do que ocorria entre os crentes romanos.
 
         
     
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - ROMANOS 1.7-15;16.3-7,16
Romanos 1
7-  A todos os que estais em Roma, chamados SANTOs: Graça e paz de DEUS, nosso Pai, e do Senhor JESUS CRISTO.
8-  Primeiramente, dou graças ao meu DEUS por JESUS CRISTO, acerca de vós todos, porque em todo mundo é anunciada a vossa fé.
9-  Porque DEUS, a quem sirvo em meu ESPÍRITO, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós,
10-  pedindo sempre em minhas orações que, nalgum tempo, pela vontade de DEUS, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco.
11- Porque desejo ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados,
12-  isto é, para que juntamente convosco eu seja consolado pela fé mútua, tanto vossa como minha.
13-  Não quero, porém, irmãos, que ignoreis que muitas vezes propus ir ter convosco (mas até agora tenho sido impedido) para também ter entre vós algum fruto, como também entre os demais gentios.
14-  Eu sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes.
15-  E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais a Roma.
 
    
 
    
 
    
 
COMENTÁRIO ROMANOS (1.1-6) (1.7-15)
 
Saudação(I:I-7).
Antigamente uma carta começava com uma saudação simples: " a ... saudações". Tal saudação constitui o esboço das saudações que se usava para iniciar a maior parte das epístolas do Novo Testamento, ampliadas de vários modos e recebendo ênfase cristã.
A saudação desta carta toma forma parecida: "Paulo... a todos os chamados de DEUS que estais em Roma ... saudações." Mas cada parte da ;"saudação é ampliada - o nome do remetente, o nome dos destinatários e .i.é saudações propriamente ditas.
 
1. Paulo, servo de JESUS CRISTO, chamado para ser apóstolo.
A palavra traduzida por "servo" é o termo grego doulos, "escravo". Paulo está completamente à disposição do seu Senhor. A convocação dele deveria ser apóstolo, para ser especialmente comissionado por CRISTO, foi dita diretamente - diz ele - "por JESUS CRISTO, e por DEUS Pai" (Gl 1:16), que lançaram sobre ele a responsabilidade de proclamar o Evangelho no mundo gentílico (Gl 1:16).
Separado para o evangelho de DEUS, isto é, posto à parte para o ministério do Evangelho, muito antes de sua conversão (ver Gl 1:15, onde fala dele mesmo como tendo sido separado antes do seu nascimento). Todos os ricos e variados dons da herança de Paulo (judaica, grega e romana), e da sadia educação foram predestinados por DEUS com vistas ao seu serviço apostólico. Verifique-se a descrição que o Senhor ressurreto faz de Paulo como "um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios" (At 9:15). O "evangelho de DEUS", Seu evangelion, é Sua jubilosa proclamação da vitória e da exaltação de Seu Filho, e da conseqüente anistia e libertação que os homens podem desfrutar pela fé nele. O fundo veterotestamentário do uso neotestamentário de evangelion acha-se na LXX, em Isaías 40-66 (principalmente em Is 40:9,52:7,60:6,61:1), onde se usa este substantivo ou seu verbo cognato evangelizomai para indicar a proclamação da iminente libertação de Sião e retorno do exílio. Os escritores do Novo Testamento tratam dessa proclamação como prefigurando aquela libertação do cativeiro e da alienação espiritual alcançada pela morte e ressurreição de CRISTO (ver, p. 169).
 
2. O qual foi por DEUS outrora prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras.
Comparar 1:17,3:21, 4:3,6ss. Para o desenvolvimento desta sentença.
 
3. Com respeito a seu Filho.
Esta frase, que expressa o tema do "evangelho de DEUS", introduz um breve sumário confessional (versículos 3, 4) que talvez tenha sido tão familiar aos cristãos romanos como ao próprio Paulo. Todavia, é provável que Paulo tenha refundido o fraseado com o fim de expor certas ênfases necessárias. .
O qual. segundo a carne, veio ("nasceu", RV) da descendência dE Davi (da "semente" de Davi). É evidente que a descendência davídica de JESUS fazia parte do conteúdo da pregação e da confissão dos cristãos primitivos. JESUS não parece ter insistido muito nisso, mas não recusou a designação de "Filho de Davi" quando Lhe foi aplicada, por exemplo. pelo cego Bartimeu (Mc 10:47). Sua indagação sobre a exegese que os escribas faziam do Salmo 110: 1 (Mc 12:35-37) não deve ser interpreta como repúdio da descendência de Davi.
 
4. E foi poderosamente demonstrado Filho de DEUS.
A palavra traduzida por "demonstrado" (horizõ) tem a mais completa força do termo "nomeado" ou "constituído" (usa-se em At 10:42. 17:31 referindo-se à nomeação de CRISTO como Juiz de todos). Paulo não quer dizer que JESUS se tornou o Filho de DEUS pela ressurreição, mas. sim, que Aquele que durante Sua vida terrena "foi o Filho de DEUS em fraqueza e humildade" , pela ressurreição tornou-se "o Filho de DEUS em poder" (A. Nygren, ad loc.). Semelhantemente, Pedro, no dia de Pentecoste, concluiu sua proclamação da ressurreição e exaltação) de CRISTO com as palavras: "Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este JESUS que vós crucificastes, DEUS o fez Senhor e CRISTO" (A: 2:36). A expressão "poderosamente" - literalmente com poder (é dunameo aparece também em Marcos 9:1, onde a vinda do reino de DEUS "com poder" é provavelmente a seqüência direta da morte e vindicação de JESUS.
Segundo o ESPÍRITO de santidade. É óbvia a antítese entre "segundo a carne" e "segundo o ESPÍRITO . Mas quando Paulo estabelece o segundo termo desta antítese, esclarece a que "ESPÍRITO" se refere acrescentando. genitivo "de santidade". O ESPÍRITO de santidade é a maneira hebraica " normal de dizer "o ESPÍRITO SANTO". E aqui Paulo reproduz em grego a expressão idiomática hebraica. Pela presente antítese. de "carne" e "ESPÍRITO" ele "evidentemente ... não alude às duas naturezas de nosso Senhor, mas aos dois estados, de humilhação e exaltação". É um e o mesmo Filho de DEUS que aparece igualmente em humilhação e em exaltação. Mas Sua descendência davídica, matéria de glória "segundo a carne” é contudo vista agora como pertencente à fase de Sua humilhação,  absorvida e transcendida pela sobrepujante glória de Sua exaltação, pela qual inaugurou a era do ESPÍRITO. O derramamento e o ministério do ESPÍRITO atestam a entronização de JESUS como "Filho de DEUS com poder".
Pela ressurreição dos mortos (melhor que "pela ressurreição dentre os mortos"). A frase literal é: "em conseqüência da ressurreição dos mortos" (de ressuscitarem os mortos). O plural "mortos" pode ser tomado como um exemplo do que os gramáticos chamam de "plural de generalização". Exatamente a mesma expressão aparece, com referência à ressurreição de CRISTO, em Atos 26:23, "sendo o primeiro da ressurreição entre os “mortos" (RV, "pela ressurreição dos mortos"). Portanto, aqui a referência é à ressurreição da pessoa de CRISTO, e não (como pensam alguns), à Sua ação ressuscitando Lázaro e outros - -muito menos ao fenômeno descrito em Mateus 27:52. Mas a ressurreição de CRISTO é indicada por uma frase que faz pensar na futura ressurreição do povo de CRISTO. A ressurreição dele é a primeira etapa da "ressurreição dos mortos", como o esclarece 8:11 (ver 1 Co 15:20-23).
 
5. Graça e apostolado.
     Esta expressão é provavelmente uma hendiadis significando "a graça ou dom celeste) do apostolado". Compare-se isto com as alusões em 12:6 .os "diferentes dons segundo a graça que nos foi dada", e em 15:15 à “graça" dada por DEUS a Paulo para ser "ministro de CRISTO JESUS entre os gentios" .
Para a obediência por fé. Melhor, "para a obediência da fé" (RV), i.e para produzir a obediência baseada na fé em CRISTO. "Fé" aqui não é o Evangelho, o corpo doutrinário apresentado para ser crido, mas é o ato de crer propriamente dito. (Ver 15:18, 16:26.)
Entre todos os gentios. Ou "entre as nações" (RV, "entre todas as nações"). Esta frase indica a vocação especial de Paulo para ser apóstolo entre os gentios. A palavra grega ethne (como seu equivalente hebraico Oyim) ora é traduzida por "nações", ora por "gentios", ora por "pagãos" (para esta tradução, ver Gl 1:16, 2:9, 3:8, AV).
 
6. De cujo número sois também vós.
Isto provavelmente significa não só que a igreja romana estava situada no mundo gentílico, mas que seus membros eram na maioria gentios.
     Chamados para serdes de JESUS CRISTO (como RV; melhor que "chamados de JESUS CRISTO"). Ver 8:28,30.
 
 ROMANOS 1.7-15
 
7. Em Roma.
     Chamados para serdes SANTOs, i. e., "SANTOs por vocação divina".
convocados por DEUS para serem o Seu povo SANTO, separado para Ele No Novo Testamento há indicações aqui e ali de que a expressão "os SANTOs" era uma designação (muito provavelmente uma auto-designação daqueles judeus cristãos (ver 15:25; Ef 2:19) que se consideravam come "os SANTOs do Altíssimo", destinados a receber autoridade real e judicial de DEUS (Dn 7:22,27). Paulo insiste em aplicar o mesmo designativo aos cristãos gentílicos, pertencentes ao mesmo corpo a que pertenciam os seus irmãos da raça judaica.
Graça a vós outros e paz. As palavras "graça e paz" , tão comuns nas saudações de Paulo, provavelmente unem os modos grego e hebraico de saudar. O grego diz: Chaire! - que literalmente significa "Alegra-te!" O judeu diz: Shalom! - "Paz!" Só que, ao unir estas formas de saudação. Paulo troca a palavra chaire pela palavra charis, "graça", que é o melhor termo homófono e que é mais caracteristicamente cristão. A graça de DEUS é Seu livre amor e Seu imerecido favor aos homens, dado mediante CRISTO. A paz de DEUS é o bem-estar que os homens desfrutam mediante Sua graça.
Da parte de DEUS nosso Pai e do Senhor JESUS CRISTO. Esta espontânea e repetida colocação de CRISTO com DEUS testifica do lugar que CRISTO ocupava nos pensamentos e no culto que Paulo e outros cristãos da igreja primitiva prestavam a DEUS.
 
Depois de ter-se apresentado assim, e ao seu tema, Paulo explica por que lhes está escrevendo agora. As notícias que recebera acerca da elevada e renomada qualidade da fé que possuem provoca profunda ação de graças da parte de Paulo, e ele lhes assegura que estão sempre presentes em suas orações. As igrejas pelas quais ele tinha primordial responsabilidade - as que ele mesmo tinha fundado - faziam fortes e contínuos apelos a seu tempo e a seu pensamento, mas ele podia lembrar-se Perante DEUS de outras igrejas também, e não menos da igreja da capital. Fala de seu velho desejo e de sua oração pela oportunidade de visitar os cristãos romanos. E agora, após empecilhos, parecia que sua oração estava para ser atendida. Ele espera não somente transmitir uma bênção dos cristãos de Roma, como também receber uma graça à sua comunhão com eles. E embora não tenha a intenção de firmar sua autoridade apostólica em Roma, visa a pregar o Evangelho ali e a chegar à conversão de algumas pessoas de Roma, como no restante do mundo gentílico. A pregação do Evangelho está no sangue dele, e não pode refreá-Ia. Ele nunca está "de folga", mas está constantemente em serviço, procurando aliviar um pouco o débito que tem para com a humanidade toda , débito que jamais saldará plenamente enquanto viver.
 
8. Dou graças a meu DEUS mediante JESUS CRISTO.
Assim como é por intermédio de CRISTO que a graça de DEUS é comunicada aos homens (versículo 5), também é por intermédio de CRISTO que a gratidão dos homens é comunicada a DEUS. A obra mediadora de CRISTO é exercida tanto para com DEUS como para com o homem.
    Em todo o mundo é divulgada a vossa fé. Ver 1 Tessalonicenses 1:8:
“por toda a parte se divulgou a vossa fé para com DEUS". Em ambas as passagens, Paulo pensa mais particularmente em todos os lugares onde o cristianismo fora estabelecido.
 
10. A quem sirvo em meu ESPÍRITO - ou "com o meu ESPÍRITO". NEB: a quem ofereço o humilde serviço do meu ESPÍRITO".
    Incessantemente faço menção de vós, em todas as minhas orações.
ver Ef 1:16; Fp 1:3s.; Cl 1:3; 1 Ts 1:2; 2 Tm 1:3; Fm 4.) Era de esperar que Paulo orasse metodicamente pelos que se converteram por seu trabalho. Mas esta passagem evidencia que suas orações ultrapassavam o círculo imediato de suas relações pessoais e de sua responsabilidade apostólica.
Nalgum tempo (e "muitas vezes", versículo 13). Dessas ocasiões prévias em que Paulo tinha esperado ou planejado visitar Roma não temos nenhuma informação específica.
 
11-. Para que entre vós, reciprocamente nos confortemos.
(RSV: "nos encorajemos"). Isto corrige qualquer impressão dada no versículo 11 de que ele seria o benfeitor e eles os beneficiários. Paulo espera tanto receber como dar ajuda durante sua planejada visita a Roma.
 
13. Não quero, irmãos, que ignoreis.
    É uma das expressões favoritas de Paulo, e significa: "Quero que saibais". (Ver 11:25; 1 Co 10:1: 12:1; 2 Co 1:8; 1 Ts 4:13).
No que tenho sido até agora impedido. Comparar com 2. Tessalonicenses 2:7.
 
14. Tanto a gregos como a bárbaros.
Para os gregos, todos os que não eram gregos eram "bárbaros"! barai, palavra que provavelmente arremedava o som ininteligível da éguas estrangeiras).
 
15. Em Roma.
 
Romanos 16
3-  Saudai a Priscila e a Áquila, meus cooperadores em CRISTO JESUS,
4-  os quais pela minha vida expuseram a sua cabeça; o que não sou eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios.
5-  Saudai também a igreja que está em sua casa. Saudai a Epêneto, meu amado, que é as primícias da Ásia em CRISTO.
6-  Saudai a Maria, que trabalhou muito por nós.
7-  Saudai a Andrônico e a Júnia, meus parentes e meus companheiros na prisão, os quais se distinguiram entre os apóstolos e que foram antes de mim em CRISTO.
 
16-  Saudai-vos uns aos outros com SANTO ósculo. As igrejas de CRISTO vos saúdam.
 
 
COMENTÁRIO  -  INTRODUÇÃO
    No dia de Pentecostes, quando os primeiros discípulos foram batizados no ESPÍRITO SANTO, a cidade de Jerusalém achava-se repleta de judeus e prosélitos romanos, que testemunharam a gloriosa manifestação do poder de DEUS (At 2.10). Neste dia memorável, militares e funcionários do governo romano, destacados na Palestina, foram salvos pelo Senhor, e ao retornarem à sua cidade, levavam a poderosa mensagem evangelho (At 10.1,13-18;2.10,41;4.4;5.14).
    A igreja de Roma , por conseguinte, já existia quando Paulo escreveu esta carta (At 28.14,15).
    Naquela igreja, surgiram dificuldades e dúvidas de natureza doutrinária. Alguns membros de origem gentílica abusavam da liberdade cristã com procedimentos que ofendiam os irmãos de origem judaica. A Epístola aos Romanos, a mais importante carta de Paulo, é a maior exposição da doutrina da salvação em toda a Bíblia. Pois responde a milenar pergunta: "Como pode o homem ser justo diante de DEUS?" (Jó 9.2). Através desta epístola, o leitor é impelido a buscar e a conhecer qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de DEUS para sua vida (Rm 12.2).
 
    
 
I. A RAZÃO DA CARTA
 Época da Produção da Epístola
Paulo passou os dez anos que vão de 47 a 57 A. D. realizando intensa evangelização dos territórios que margeiam o Mar Egeu. Durante aqueles anos, concentrou-se sucessivamente nas províncias romanas da Galácia, da Macedônia, da Acaia e da Ásia. O Evangelho fora pregado e igrejas tinham sido fundadas ao longo das principais estradas dessas províncias e em suas cidades principais. Paulo recebeu com justa seriedade a responsabilidade que lhe foi dada como apóstolo de CRISTO entre os gentios. Bem podia contemplar com grato louvor não (como ele teria dito) o que ele fizera, mas o que CRISTO havia feito juntamente com ele. O seu primeiro e grande plano de campanha estava agora realizado. Pôde deixar as igrejas que tinha estabelecido em Icônio, Filipos, Tessalônica, Corinto, Éfeso, e em muitas outras cidades daquelas quatro províncias, aos cuidados dos seus líderes espirituais, ou presbíteros, sob a soberana direção do ESPÍRITO SANTO.
Mas a missão de Paulo não estava de forma alguma terminada Durante o inverno de 56-57 A. D., que ele passou em Corinto, na casa de Gaio seu amigo que se convertera, ficou ansioso (com alguma apreensão, para fazer uma visita a Jerusalém no futuro imediato - pois tinha de cuidar da entrega de uma oferta em dinheiro aos presbíteros da igreja de lá, por cuja arrecadação estivera trabalhando alguns anos entre os gentios convertidos pelo seu intermédio. Esperava que essa oferta fortalecesse os laços entre a igreja-mãe, na Judéia, e as igrejas gentílicas. Mas quando se consumou essa transação, Paulo ficou ansioso para lançar um plano que vinha tomando forma em sua mente nos últimos anos. Concluída sua missão nas terras banhadas pelo Mar Egeu, tinha de localizar novos campos a conquistar para CRISTO. Ao fazer a escolha de uma nova esfera de atividade, resolveu fazer-se pioneiro. Não se estabeleceria como apóstolo radicado num lugar já alcançado pelo Evangelho. Não iria "edificar sobre fundamento alheio" (Rm 15:20). Sua escolha recaiu na Espanha, a mais antiga colônia romana no Ocidente e o principal baluarte da civilização romana naquelas partes.
Mas a excursão à Espanha lhe daria a oportunidade de satisfazer uma velha ambição - a ambição de ver Roma. Embora cidadão romano por direito de nascimento, nunca tinha visto a cidade da qual era cidadão. Quão esplêndido seria visitar Roma e passar algum tempo lá!
Seria deveras esplêndido porque havia uma florescente igreja em Roma, e muitos cristãos que Paulo tinha encontrado aqui e ali em suas viagens, residiam agora em Roma e eram membros daquela Igreja. O próprio fato de que o Evangelho tinha chegado a Roma bem antes de Paulo, excluía Roma como lugar onde ele poderia estabelecer-se para fazer evangelização pioneira. Mas sabia que continuaria sua viagem para a Espanha com muito mais gosto se pudesse primeiro renovar seu ESPÍRITO com algumas semanas de companheirismo com os cristãos de Roma.
Portanto, durante os primeiros dias do ano 57 A. D., ele ditou a seu amigo Tércio - cristão posto às suas ordens talvez por seu hospedeiro Gaio, para servir-lhe de secretário - uma carta destinada aos cristãos romanos. Esta carta visava prepará-los para a sua visita à cidade e explicar a finalidade da mesma. E julgou de bom alvitre, ao escrevê-la, oferecer-lhes uma completa exposição do Evangelho como ele o compreendia e o proclamava. .
 
 O que motivou o apóstolo a escrever à igreja em Roma foi a exposição do Evangelho de CRISTO. O tema da justificação pela fé predomina nos primeiros cinco capítulos.
 Paulo estava no final de sua terceira viagem missionária, plantando igreja nos grandes centros orientais do Império Romano: Éfeso, Corinto, Flipos etc, onde a Palavra do senhor prospera significativamente (At 19.11,20,26;Ap 1.4,11). O apóstolo já havia difundido o evangelho a partir de Jerusalém até as atuais Iugoslávia e Albânia (Rm 15.19).
 Como já vimos, o evangelho estava bem difundido em Roma, onde o apóstolo menciona vários irmãos na fé (Rm 16.3-5). Agora Paulo, o incansável e corajoso homem de DEUS, escreve aos crentes de Roma, manifestando o seu propósito de estar com eles (Rm 1.13,15;At 19.21).
  
    
 
II. O INÍCIO DA IGREJA EM ROMA
    A igreja em Roma era muito expressiva. por ocasião da epístola, já se estendera até Putéoli, o principal porto de Roma,numa distância de 200 quilômetros (At 28.13,14).
   
Os termos em que Paulo se dirige aos cristãos de Roma esclarecem que a igreja daquela cidade não era de organização tão recente. Mas quando tentamos determinar alguma coisa sobre a origem e a história dos primeiros períodos do cristianismo romano, encontramos bem poucos dados evidentes em que apoiar-nos. Temos de reconstruir a situação na medida do possível, baseados em várias referências literárias e arqueológicas.
Conforme Atos 2: 10, a multidão de peregrinos presentes em Jerusalém para a festa de Pentecoste do ano 30 A. D., e que ouviu Pedro pregar o Evangelho, incluía "visitantes procedentes de Roma. tanto. judeus como prosélitos" (RSV). Não temos informação sobre se alguns deles estavam entre os três mil que creram na mensagem de Pedro e foram batizados. Talvez seja significativo que aqueles visitantes romanos são o único grupo europeu a receber menção expressa entre os peregrinos.
Em todo caso, todos os caminhos levavam a Roma e, uma vez que o cristianismo estava firmemente estabelecido na Palestina e nos territórios circunvizinhos, era inevitável que fosse levado para Roma. Dentro de um ano ou dois, "no outono seguinte à crucifixão, é bem possível que JESUS já recebesse honra na comunidade judaica de Roma como Aquele que esteve em Damasco". O "pai" da igreja latina, do século quarto, a quem chamamos Ambrosiastro, diz, no prefácio do seu comentário desta epistola, que os romanos "tinham abraçado a fé em CRISTO, embora de acordo com o rito judaico, sem ver nenhum sinal de obras poderosas e nenhum dos apóstolos".
Evidentemente foram cristãos simples e comuns os primeiros a levar o Evangelho a Roma e a implantá-lo ali - provavelmente no seio da comunidade judaica da capital.
Já no segundo século a.C. existia uma comunidade judaica em Roma. Seu número cresceu consideravelmente em conseqüência da conquista da Judéia por Pompeu em 63 a.C.', e seu "triunfo" em Roma dois anos mais tarde, quando muitos prisioneiros de guerra judeus cooperaram com a sua marcha, e depois receberam a liberdade. Em 59 a.C., Cícero faz alusão ao tamanho e à influência da colônia judaica de Roma. No ano 19 A. D., os judeus de Roma foram expulsos da cidade por um decreto do imperador Tibério (ver p. 76), mas em poucos anos estavam de volta em número maior do que nunca. Não muito depois disto, registra-se outra expulsão em massa dos judeus de Roma, essa vez pelo imperador Cláudio (41-54 A. D.). Essa expulsão é mencionada ligeiramente em Atos 18:2, onde se diz que Paulo, ao chegar a Corinto (provavelmente no fim do verão do ano 50 A. D.), "encontrou certo judeu chamado Áquila (...) recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, em vista de ter Cláudio decretado que todos os judeus se retirassem de Roma". A data do édito de expulsão é incerta, embora Orósio possa estar certo colocando-a no ano 49 A. D. Outras referências aparecem na literatura antiga, sendo a mais interessante uma nota que há na obra "Vida de Cláudio" , XXV, informando que o imperador "expulsou de Roma os judeus porque estavam constantemente em rebelião, à instigação de Cresto (impusare Chresta)' '. Dá para pensar que este Cresto era um agitador judeu em Roma naquele tempo. Entretanto, o modo como Suetônio introduz seu nome torna muito mais provável que a rebelião tenha sido uma conseqüência da introdução do cristianismo na comunidade judaica da capital. Escrevendo cerca de setenta anos mais tarde, Suetônio pode ter conhecido algum registro contemporâneo da ordem de expulsão, registro que mencionava Cresto como o líder de uma das partes envolvidas, e inferiu que ele estava realmente em Roma naquela ocasião. Decerto sabia que Chrestus (uma variante da ortografia gentílica de Christus) era o iniciador dos cristãos, aos quais descreve em outras partes como "perniciosa e funesta classe de gente". Bem podia parecer-lhe uma inferência muito razoável que Cresto tivesse tomado parte ativa no incentivo àquelas rebeliões.
Parece que Áquila e Priscila já eram cristãos antes de encontrarem Paulo. Provavelmente eram membros do grupo original de crentes em JESUS residentes em Roma. Não sabemos onde ou quando eles ouviram o Evangelho pela primeira vez. Paulo jamais dá a idéia de que eram seus filhos na fé. Mas podemos estar certos de que o grupo original de crentes da cidade de Roma consistia inteiramente de judeus cristãos, e que a ordem de expulsão emitida por Cláudio acarretou a saída e a dispersão deles.
Contudo, os efeitos da ordem de expulsão duraram pouco. Não muito tempo depois, a comunidade judaica florescia uma vez mais em Roma, e o mesmo acontecia com a comunidade cristã. Menos de três anos depois da morte de Cláudio, Paulo pôde escrever aos cristãos de Roma e falar da fé que eles tinham como assunto que era do conhecimento universal. Bem pode ser que o édito de expulsão tenha caducado com a morte de Cláudio (54 A. D.), se não antes. Mas em 57 A. D., os cristãos de Roma incluíam gentios bem como"judeus, conquanto Paulo faça lembrar aos cristãos gentílicos que a base da comunidade é judaica, e que não a devem desprezar ainda que venham a superá-la em número (11:18).
Na verdade, o lastro judaico do cristianismo romano não foi esquecido logo. Ainda no tempo de Hipólito (falecido em 235 A. D.), alguns traços das práticas religiosas cristãs em Roma proclamavam sua origem judaica - origem que deve ser procurada no judaísmo sectário ou dissidente, e não em suas correntes principais. Se as saudações que se acham em 16:3-16 se destinavam a Roma e não a Éfeso (ver pp. 215-224), então podemos achar nelas alguma informação muito interessante a respeito dos membros da igreja romana em 57 A. D. Estes eram presumivelmente cristãos que Paulo tinha encontrado em outros lugares durante sua carreira apostólica e que nesse tempo residiam em Roma. Estavam incluídos entre eles alguns que eram dos primeiros cristãos da igreja primitiva, tais como Andrônico e Júnia (ou Júnias) que, como diz Paulo, "estavam em CRISTO antes" dele próprio, e eram bem conhecidos nos círculos apostólicos, se é que não eram de fato reconhecidos como "apóstolos" (16:7). Ê razoável identificar o Rufo mencionado no versículo 13 com o filho de Simão Cireneu mencionado em Marcos 15:21. Paulo pode tê-lo conhecido, e à sua mãe, em Antioquia. Áqüila e Priscila, que tinham sido compelidos a deixar Roma uns oito ou mais anos antes, estavam agora de novo na capital, e sua casa era um dos locais de reunião dos membros da igreja de lá (O fato de que a basílica - o estilo típico dos edifícios eclesiásticos primitivos - preserva o contorno de uma casa particular romana, lembra-nos que a casa-igreja era geralmente o lugar de reunião dos cristãos nos tempos primitivos.) Com efeito, talvez o cristianismo já tivesse começado a exercer algum impacto nas altas camadas da sociedade romana. Em 57 A. D., ano em que Paulo escreveu sua Epístola aos Romanos, Pompônia Graecina, mulher de Aulo Pláutio (que acrescentou a província da Bretanha ao Império Romano em 43 A. D.), foi julgada e absolvida por um tribunal doméstico, da acusação de haver abraçado uma "superstição estrangeira", que podia ter sido o cristianismo. Mas aos olhos da maioria dos romanos que pouco sabiam do cristianismo, este era simplesmente outra enfadonha superstição oriental, a espécie de coisa que o satírico Juvenal tinha em mente sessenta anos mais tarde, quando se queixou do modo como os esgotos do Orontes se descarregavam no Tibre. (Visto que Antioquia, à margem do Orontes, era o lar do cristianismo gentílico, é provável que Juvenal considerasse o cristianismo gentílico como um dos elementos presentes naqueles esgotos.) Sete anos depois da produção desta epístola, quando Roma foi devastada por enorme incêndio, e o imperador Nero procurou à sua volta bodes expiatórios para os quais pudesse desviar a suspeita popular (talvez injustamente) dirigida contra ele, encontrou-os perto e prontos. Os cristãos de Roma eram impopulares. Eram vistos como "inimigos da raça humana" e acusados de práticas criminosas como o incesto e o canibalismo. Por isso, fizeram-se em grande número vítimas do ódio imperial. E é essa perseguição movida por Nero que tradicionalmente compõe o cenário para o martírio de Paulo e de Pedro.
Três anos após escrever esta carta, Paulo afinal concretizou sua esperança de visitar Roma. E o fez de um modo que não esperava ao escrevê-la. O receio quanto à acolhida que lhe dariam em Jerusalém - receio que expressara em 15:31 - provou-se bem fundado. Poucos dias depois de sua chegada ali, foi acusado perante as autoridades romanas da Judéia de ter feito grave ofensa à santidade do templo. O processo arrastou-se inconclusivamente, até que, por fim, Paulo se valeu dos seus direitos de cidadão romano e apelou para que sua causa fosse transferida para Roma, para a jurisdição direta do imperador. Foi, então, enviado para Roma. Depois de um naufrágio, e após invernar em Malta, chegou a Roma no princípio do ano 60 A. D. Quando estava sendo conduzido para o norte, pela Via Ápia, por um corpo militar de mensageiros sob cuja custódia estava, os cristãos de Roma, ouvindo falar de sua chegada, foram encontrá-lo em pontos situados a 50 ou 60 quilômetros do sul da cidade e lhe deram algo assim como uma escolta triunfal para o resto da viagem. Ver estes amigos foi uma fonte de grande estímulo para ele. Nos dois anos seguintes, Paulo ficou em Roma, mantido sob guarda em seus alojamentos particulares, com permissão para receber visitas e propagar o Evangelho no centro vital do império.
O que sucedeu no fim desses dois anos é objeto de conjetura. Não há plena certeza de que ele tenha chegado a cumprir o seu plano de visitar a Espanha e de pregar o Evangelho ali. O que é mais provável é que, não muitos anos mais tarde, tendo sido sentenciado à morte em Roma, como líder dos cristãos, foi levado para fora da cidade, pela estrada que vai ao porto marítimo de Ostia, e ali decapitado, no local até hoje assinalado pela Igreja de San Paolo Fuori Le Mura ("São Paulo Fora dos Muros").
    
Todavia, nas palavras de Tertuliano, ficou provado que o sangue dos cristãos é semente. Só a perseguição e o martírio não extinguiram o cristianismo em Roma. A igreja ali continuou a florescer com crescente vigor e a contar com a estima dos cristãos do mundo inteiro como uma igreja "digna de DEUS, digna de honra, digna de congratulações, digna de louvor, digna de sucesso; digna em pureza, preeminente em amor, andando segundo a lei de CRISTO e levando o nome do Pai".
 
1. A Comunidade
Judaica.
Havia judeus em Roma já no segundo século a.C. Quando o imperador Pompeu, em 63 a.C., conquistou a Judéia, o número de judeus em Roma aumentou consideravelmente . Mas, por um decreto do imperador Tibério, os judeus de Roma foram expulsos da cidade, para logo em seguida retornarem em maior número. em 49 d.C.
 o imperador Cláudio decreta uma nova expulsão de judeus da cidade - este fato é mencionado em At 18.2 - onde está dito que em Corinto,  Paulo conheceu um certo judeu chamado Áquila, que havia recentemente chegado a Itália, com Priscila, sua esposa, por ter o imperador decretado a expulsão dos judeus da cidade. Tudo indica que Áquila e Priscila já eram cristãos antes do encontro com Paulo em Corinto. Talvez fossem membros da primeira igreja cristã em Roma.
Na capital do Império Romano, desenvolveu-se, no século primeiro, o maior centro judaico do mundo antigo.Havia 13 comunidades e sinagogas com elevado número de membros.
 
    
 
         
                                                    Nações presentes - Dia Pentecostes
 
    
2. Judeus no dia de Pentecostes.
    O Pentecostes era uma das sete festas sagradas de Israel. Estas prefiguravam eventos futuros na história da redenção efetuada por CRISTO. O novo Testamento confirma que elas eram profecias tipológicas da salvação(Cl 2.16,17; Hb 10.1)
    Nos dias do Novo Testamento, judeus devotos, bem como gentios prosélitos de todas as partes do Império romano, compareciam a Jerusalém para a celebração da festa de Pentecostes (At 2.1,10;20.16). É possível que alguns dos convertidos, quando da descida do ESPÍRITO SANTO no dia de Pentecostes, tenham levado, num trabalho pioneiro, o evangelho de CRISTO a Roma (At 2.1,10,37-10). Assim como fez o homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros, e tinha ido a Jerusalém para adoração,(At 8.27)
Sendo Roma a capital do império, havia um fluxo constante de viajantes que se dirigiam de todas as partes para lá. O capítulo 16 de romanos demonstra que muitos cristãos daquela congregação eram procedentes de outras regiões, especialmente da Ásia Menor.
Quando o Testemunho Cristão, repleto do poder do ESPÍRITO SANTO, ressoou nas sinagogas em Roma, logo surgiram e multiplicaram-se igrejas na região, como acontecera em Damasco, Antioquia, Ásia Menor, Macedônia e Grécia. Multidões aceitaram a CRISTO, conforme relata o evangelista Marcos: " E eles tendo partido, pregaram por toas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a Palavra com sinais que se seguiram. Amém" (Mc16.20).
 
   
     
 
III. A IGREJA EM ROMA NA ÉPOCA DA CARTA DE PAULO
    Paulo, ao escrever aos romanos por volta do ano 57 d.C., destacou a fé daqueles crentes, tanto no início da epístola como no seu final (1.12;16.19). Eles tinham muita fé, e esta já era conhecida como todos (1.8).
Romanos e o Corpo Paulino
"Carta de Paulo aos Romanos - e a Outros" é o título sugerido para esta epístola por T. W. Manson." Pois há boas razões para crer que, em adição à cópia da carta levada a Roma, foram feitas outras cópias mais, "enviadas a outras igrejas. Uma das coisas que apontam para isso é a evidência textual do fim do capítulo 15 (ver p", 27), que indica que havia em circulação na Antigüidade, uma edição da carta à qual faltava o capítulo 16. Este capítulo, com suas saudações pessoais, teria valor apenas para uma igreja. É possível que Paulo mesmo tenha sido o responsável pelo despacho de cópias a várias igrejas - não somente porque o conteúdo da maior parte da carta era de interesse e importância para os cristãos em geral, mas também (quem sabe) porque sua apreensão acerca do que o esperava em Jerusalém (ver 15:31) o moveu a deixar esta exposição do Evangelho aos cuidados das igrejas gentílicas como uma espécie de "testamento". O exemplar mandado para Roma certamente foi guardado como tesouro na igreja daquela cidade, e sobreviveu à perseguição de 64 A. D.
Por volta do ano 96 A. D., Clemente "secretário estrangeiro" da igreja romana, mostra-se bem familiarizado com a Epístola aos Romanos. A linguagem desta reaparece repetidamente como um eco na carta que Clemente enviou aquele ano, em nome da igreja romana, à igreja de Corinto. A maneira pela qual repete a Linguagem de Romanos dá idéia de que a sabia de cor. É possível que a epístola fosse lida regularmente nas reuniões da igreja romana desde quando foi recebida. É preciso aduzir que, embora Clemente esteja familiarizado com a linguagem da epístola, não parece ter captado seu significado tão completamente como era de esperar. Mas Clemente não está de modo algum sozinho quanto a isso entre os leitores desta epístola!
Pela carta de Clemente se vê claramente que por volta de 96 A. D. que algumas cartas de Paulo tinham começado a circular em outros lugares além daqueles para onde foram inicialmente enviadas. Clemente, por exemplo, conhece e cita 1 Coríntios. E não muitos anos depois, um anônimo benfeitor de todas as eras subseqüentes transcreveu pelo menos dez cartas paulinas num códice do qual foram feitos muitos exemplares para uso em muitas partes do mundo cristão. Desde o começo do segundo século, as cartas de Paulo circulavam como uma coleção - o corpus Paulinum - e não isoladamente. Os escritores do segundo século tanto os ortodoxos como os heterodoxos - que se referem às cartas paulinas, conheciam-nas na forma de um corpo de escritos.
Um desses escritores - da variedade heterodoxa - foi Márcion, natural do Ponto, na Ásia Menor. Márcion foi para Roma por volta do ano 140 A. D. e poucos anos mais tarde publicou um cânon da Escritura Sagrada. O autor rejeitava a autoridade do Velho Testamento e sustentava que Paulo fora o único apóstolo de JESUS que se mantivera fiel, sendo que os demais haviam corrompido o ensino de CRISTO com misturas judaizantes. Seu cânon refletia suas idéias peculiares. Consistia de duas partes - o Evangelion, edição do Evangelho de Lucas que começava com as palavras: "No ano XV de Tibério César, JESUS desceu a Cafarnaum" (ver Lc 3:1; 4:31); e o Apostolikon, que abrangia dez das epístolas paulinas (excluídas as cartas a Timóteo e a Tito).
Gálatas, objeto da predileção natural de Márcion por causa de sua ênfase anti-judaizante, ocupava o primeiro lugar no Apostolikon de Márcion. As outras epístolas vinham depois em ordem descendente, segundo a extensão. As epístolas "duplas" (isto é, as duas aos Coríntios e as duas aos Tessalonicenses) foram, para aquele fim, consideradas, cada par, como uma única epístola. Assim, Romanos vinha depois de Coríntios. E junto a cada uma das epístolas vinha um prefácio. O de Romanos diz o seguinte: "Os romanos vivem na região da Itália. Já tinham sido visitados por falsos apóstolos, sendo induzidos a reconhecerem a autoridade da Lei e dos Profetas, com o pretexto do nome do Senhor JESUS CRISTO. O apóstolo, escrevendo-Ihes de Atenas, os chama de volta à verdadeira fé característica do Evangelho".
Esta não é uma inferência que se poderia deduzir naturalmente da argumentação de Paulo. Márcion, porém, assumia pressuposições na abordagem das epístolas e as afirmava categoricamente. Onde ele encontrava, nas epístolas, afirmações contrárias a essas pressuposições, concluía que o texto apostólico fora adulterado por escribas judaizantes, e fazia emendas para ajeitá-las ao seu modo de entender (ver pp. 26ss.). E a influência do cânon -de Márcion foi tanta - chegando a ultrapassar os limites dos seus seguidores - que muitos MSS "ortodoxos" das epístolas paulinas contêm os prefácios marcionitas.
O mais antigo MS de epístolas paulinas que chegou até nós, datado do fim do século segundo, contém o mais curto corpus Paulinum, consistindo de dez epístolas, juntamente com a Epístola aos Hebreus. Este MS (o papiro 46, um dos papiros bíblicos de Chester Beatty) provém do Egito, e no Egito (diferentemente do que ocorria em Roma) Hebreus era considerada epístola paulina já em 180 A. D. No P 46 (como lhe chamaremos daqui por diante), Romanos vem em primeiro lugar.
Romanos ocupa o último lugar entre as epístolas paulinas enviadas a igrejas noutro documento dos últimos anos do segundo século - o "Cânon Muratori", uma lista de livros do Novo Testamento reconhecidos em Roma. Esta lista credencia o corpus Paulinum mais longo, de treze cartas, pois em seguida às cartas a igrejas, acrescenta as enviadas a pessoas individualmente - não só Filemom, mas também Timóteo e Tito.
Na ordem em que finalmente se fixou, Romanos tem lugar de honra entre as epístolas paulinas. Historicamente, isto se dá evidentemente porque ela é a epístola mais comprida. Mas há uma validade ingênita na concessão desta posição de primazia à epístola que, acima de todas as outras, merece o título de "Evangelho Segundo Paulo".
 
1. Uma igreja heterogênea.
 A lista de saudações de Paulo (no capítulo 16) evidencia que a igreja em Roma tinha um caráter heterogêneo,. Havia judeus (convertidos), gentios e escravos. A menção de Paulo a seus "parentes" pode referir-se a seus irmãos de raça - judeus, agora convertidos a CRISTO (9.3,4). É bem provável que estes fossem cristãos que o apóstolo conhecera em outros lugares durante suas extensas e prolongadas viagens evangelísticas, pastorais e administrativas e que , na ocasião em que escreveu a carta, residissem em Roma.
Áquila e Priscila, queridos irmãos , amigos e colaboradores de Paulo, foram obrigados a deixar Roma anteriormente. Mas, agora, estavam e volta, e sua casa era um dos locais de reunião da igreja (era prática comum na igreja primitiva a reunião nas casas dos próprios cristãos).
    
 
2. Uma igreja respeitada.
    Os crentes de Roma eram fiéis e delicados seguidores de CRISTO, segundo o evangelho (Rm1.8,12;6.17;7.4;15.14;16.19).
Conforme se lê em Rm 15.24, Paulo, por ocasião da epístola, contava com a assistência daqueles irmãos para a realização de uma obra missionária na Espanha.
Em romanos 16.16, Paulo transmite uma saudação das demais igrejas dirigida exclusivamente à igreja de Roma.
 
 
CONCLUSÃO
    A igreja em Roma deixou exemplos de santidade, fé e visão evangelística de homens e mulheres capacitados para o SANTO serviço que, se seguido, fortalecerão a igreja atual. É um padrão a ser fielmente observado por todos aqueles que oram e lutam pela a expansão do Reino de DEUS. 
 
 
A Epístola aos Romanos
 
 Mensagem: A Justificação pela Fé, seu método e Resultados
Versos chaves: Cap. 1:16, 17
 
INTRODUÇÃO GERAL
AUTOR O apóstolo Paulo.
DESTINATÁRIOS: Os cristãos romanos, 1:7.
A carta pode ser dividida em duas seções principais:
Parte I. Doutrinária, caps. 1-11.
Parte II. Prática, caps. 12-16.
TEMA PRINCIPAL
Parte I: O plano da salvação. A justificação pela fé e a santificação através do ESPÍRITO SANTO.
Parte II: Exortações, principalmente acerca dos deveres cristãos.
UM PODEROSO ARGUMENTO: Na parte I, o apóstolo prova que todo ser humano está rodeado de três muros insuperáveis.
·                     (1) O muro da culpabilidade universal, caps.1-3.
·                     (2) O muro das tendências pecaminosas e das concupiscências carnais, 7:15-24.
·                     (3) O muro da eleição soberana de DEUS, 9:7-18.
Em meio ao seu argumento de que é terrível a situação do homem natural, ele a acentua as portas da misericórdia divina mediante a provisão do plano de salvação, através das quais todos os que desejam podem escapar dos iminentes juízos de DEUS.
CADEIA CHAVE: mostra a corrente do pensamento, 1:16; 3:22,23,28; 4:3, 5:1,18; 9:31-32; 10:3,4,6,7,8,9.
SINOPSE
PARTE I. O plano da salvação.
 
·                     (1) Sua necessidade, fundamentada na culpabilidade universal da humanidade:
o                                            (a) Do mundo dos gentios, 1:18 -2:16.
o                                            (b) Do mesmo modo os judeus, sob a condenação da lei, 2:17 a 3:20.
o                                            (c) Todos são pecadores, 3:23.
·                     (2) Seu método, justificação ou justiça pela fé, 3:21-28.
o                                            (a) É universal, 3:29-30.
o                                            (b) Honra a lei, 3:31.
·                     (3) Ilustrado na vida de Abraão, cap. 4.
o                                            (a) Independente das obras, vs. 1-6.
o                                            (b) Independente das ordenanças, vs. 9-12.
o                                            (c) Separado da lei, vs. 13-25.
·                     (4) Suas bênçãos se tornam efetivas através do amor de DEUS, que é manifestado no sacrifício da morte de CRISTO, vs. 5:1-11.
·                     (5) Explica o alcance do dom gratuito da salvação, 5:12-21.
·                     (6) O dom gratuito não estimula a prática do pecado, mas, pelo contrário, requer a crucificação da natureza corrupta do homem e uma vida de serviço SANTO a DEUS, 6:1-23.
·                     (7) No capítulo sete, Paulo fala claramente da luta com as tendências pecaminosas e os desejos da carne. Se ele se refere às próprias experiências antes ou depois de sua conversão, é uma questão que divide os eruditos da Bíblia. Todos, entretanto, concordam que o texto descreve vividamente o que ocorre no coração humano, 7:7-24.
·                     (8) Temos, no capítulo oito, a descrição culminante do plano da salvação. É uma nova vida espiritual de liberdade e justiça por meio da fé em CRISTO. Este é um dos grandes capítulos espirituais da Bíblia, no qual o ESPÍRITO SANTO é mencionado dezenove vezes.
·                     (9) Parênteses. A grande preocupação de Paulo por seu próprio povo, 9:1-5.
·                     (10) O ministério da eleição divina e o trato de DEUS com Israel.
o                                            (a) Os privilégios especiais de Israel, 9:4-5. Veja Também 3:1-2.
o                                            (b) A distinção entre os descendentes naturais de Abraão e os espirituais, 9:6-13.
o                                            (c) O ministério da soberania divina, 9:14-24.
o                                            (d) Os profetas predisseram o fracasso dos judeus em viver de acordo com seus privilégios; o chamado aos gentios e sua aceitação do plano divino de justificação pela fé, 9:25-33.
·                     (11) A má interpretação que os judeus fizeram do plano divino, resultou na sua justiça própria, 10:1-3.
·                     (12) Explicação do plano de salvação pela fé e a promulgação de sua aplicação universal, 10:4-18.
·                     (13) O relacionamento de DEUS com Israel, 10:19 -11:12.
·                     (14) Os gentios são advertidos a não jactar-se de seus privilégios, e a cuidar-se para não cair em condenação, 11:13-22.
·                     (15) Profecia da restauração de Israel e a declaração de que os mistérios dos caminhos de DEUS são insondáveis, 11:23-36.
PARTE II. Prática. Contém principalmente exortações e instruções acerca dos deveres cristãos, caps. 12-16.
Cap. 12. Este capítulo apresenta um dos melhores resumos dos deveres cristãos encontrados na Escritura. Pode-se obter um estudo mais completo consultando os temas à margem desse capítulo nesta Bíblia.
Cap. 13.
·                     (1) Deveres cívicos e sociais, vs. 1-10.
·                     (2) O dever de viver na luz, vs. 11-14.
Caps. 14:1 a 15:7. Deveres para com o fraco.
·                     (1) Não devemos julgá-los, 14:1-13.
·                     (2) Devemos ter cuidado em não ofendê-los, 14:15-23.
·                     (3) Devemos ajudá-los e não agradar-nos a nós mesmos, 15:1-7.
PENSAMENTOS FINAIS. Principalmente experiências pessoais e saudações.
Cap. 15 (Cont.)
·                     (1) Razões para dar graças da parte dos gentios, e a propagação do ministério do apóstolo entre eles, vs. 8-21.
 
·                     (2) O desejo de Paulo de visitar Roma e sua saudações a vários amigos cristãos, 15:22 -16:16.
(3) Palavras finais e bênção, vs. 17-27.
 
A EPÍSTOLA
esta epístola foi escrita aos crentes em Roma, no mês de fevereiro, A.D. 58, em Corinto, quando então, Paulo estava em casa de Gaio, (16:23) um crente rico daquela cidade. Paulo a ditou e Tertius a escreveu (16:22). A epístola foi levada a Roma por uma viúva rica, chamada Febe, que ia para lá para atender a negócios particulares (16:1,2).
AS OPINIÕES
Sempre considerou-se, esta, epístola, como a obra-prima de Paulo, tanto do ponto de vista intelectual como do teológico, tanto que, sempre foi tida em elevada consideração por grandes homens. Dizem que Crisóstomo a lia uma vez por semana e que Coleridge a considerava "a obra mais profunda, jamais escrita". - Calvino, a respeito desta carta, disse: "Abriu-se a porta a todos os tesouros das Escrituras." - Lutero pronunciou-se desta forma: O livro principal do Novo Testamento e o Evangelho mais puro" e, Melancton, afim de conhecê-la melhor e melhor familiarizar-se com ela, copiou-a duas vezes com
sua própria mão. - Godet a descreveu como "A catedral da fé cristã".
O PROPÓSITO
Esta carta responde à pergunta dos séculos: "Como se justificará o homem com DEUS?" (Jó 9:2). Ninguém pode julgar-se justo se não se justificar com seu Criador. É ainda, nesta carta que se revela e se expõe a maneira como DEUS justifica. Seus versos-chave são 1:16 e 17. Estes dois versos podem ser considerados como o texto, e o restante da carta como sendo o sermão.
ANÁLISE
Divide-se em duas seções: Como um pregador sábio, Paulo, expõe, em primeiro lugar a doutrina (1-11) e, em seguida faz a aplicação (12-16). A primeira seção tem 9 divisões.
(A) DOUTRINA
 (1) Justificação pela fé revelada no Evangelho - 1:1-17
·                     Após iniciar com a saudação, Paulo manifesta o desejo de visitar Roma.
o                                            para atender ao desejo ardente de sua alma
o                                            ser uma bênção para os irmãos ali
o                                            para solver uma dívida, indo ali pregar o Evangelho
·                     Ele afirma que este Evangelho revela o método de DEUS, de conceder a justiça e justificar o pecador.
Estes são os textos básicos.
 (2) A necessidade universal da justificação pela Fé - 1:18 - 3:20
·                     Nesta seção se vê que toda a humanidade tem necessidade da Graça justificadora de DEUS.
·                     Em primeiro lugar mostra como os gentios se desviaram de DEUS e os resultados funestos que se seguiram. 1:18-32
·                     Em seguida, prova, no Cap. 2, que também o judeu carece da mesma Graça.
A justificação pela Fé é somente para aqueles cujas bocas foram fechadas
 
(3) Como somos justificados - 3:21-31
·                     A sua Fonte é a Graça. Verso 24
·                     Sua base é o sangue. Verso 25, veja 5:9
·                     Sua aceitação é pela Fé. Versos 22, 26 e 28
·                     Sua prova é a ressurreição de CRISTO. Cap. 4:25
·                     Sua evidência, são as grandes obras. Tiago 2:14-26
Notar: Verso 23. Nem todos tem os mesmos pecados mas, todos são pecadores.
 
 (4) A justificação pela Fé, não é doutrina nova - 4
·                     Mas, esta doutrina não é completamente nova? Não é uma nova idéia? Certamente que não.
·                     Abraão foi justificado pela fé.
·                     Até Davi descreveu a bem-aventurança do estado do justificado.
Esta seção é muito importante.
Notar: Verso 19-22 Nada de indecisão, Abraão encarou firme, o problema.
 
 (5) As bênçãos que seguem à justificação - 5
·                     A paz, vs. 1
·                     O acesso, vs. 2
·                     A alegria, vs. 2
·                     A glória na tribulação, vs. 3
·                     O amor de DEUS, no coração, vs. 5
Notar: 
1.             No vs. 5 temos a primeira referência ao ESPÍRITO, nesta carta.
Na parte anterior somos dirigidos a obra de CRISTO prar nós antes da obra do ESPÍRITO em nós.
 
 (6) A justificação pela fé e a questão do pecado - 6
 
Aqui se revela que a justificação pela Fé não permite a continuação no pecado. Do contrário, morreremos para ele.
Notar: vs. 2 "nós que estamos mortos para o pedado."
Para o "Homem velho" a versão do século vinte dá o "Velho Eu".
 
 (7) Os esforços e gemidos do justificado - 7
Sem dúvida, temos aqui a experiência da pessoa regenerada. Embora muitos despertados, mas não convertidos tenham experiência igual. Aqui vemos a batalha, incessante, entre a velha natureza e a nova.
 
(8)  A liberdade e os privilégios do justificado - 8
Neste capítulo temos a Terra de promessa onde mana leite e mel para todos a possuírem.
Que contraste deste capítulo com o anterior! Este capítulo começa com "nenhuma condenação há" e termina afirmando que não há mais separação!
(9) A justificação e o judeu incrédulo - 9, 10 e 11
E Israel?
O capítulo 9 é dedicado à reivindicação da liberdade de DEUS em orientar seus planos conforme sua onisciência.
No capítulo 10, porque Israel foi rejeitado. No capítulo 11, se revela que a rejeição de Israel foi parcial e não permanente. (B) PRÁTICA
 (9) Os deveres do justificado - 12, 13, 14, 15 e 16
·                     A DEUS - Consagraremo-nos a nós mesmos, 12:1
Não nos conformando com o mundo, 12:2
·                     A nós mesmos - Não sermos presunçosos, 12:3
·                     A Igreja - Usar nossos dons, 12:4-8
·                     Aos outros crentes - Amor demonstrado em diversas maneiras, 12:9-13
·                     Ao inimigo - "não vos vingueis", 12:14-21
·                     Ao País - "estejais sujeitos", 13:1-7
·                     Aos vizinhos - "A ninguém devais coisa alguma", 13:8-14
·                     Ao irmão fraco - "suportar as fraquezas", 14 - 15:7
A todos - Observando as cortesias comuns da vida, 15:8-16
 
                 http://www.bibliaonline.net/esboco/colecao.cgi?45
Ajuda www.cpad.com.br
 
Viagem De Paulo Para Roma - Atos Capítulos 27-28
 
1.      Embarque Navio Com Centurião Júlio; Junto Com Irmãos Aristarco E Lucas.
 
2.      Sidom Vê Amigos E Obtém Assistência
 
3.      Mirra, Na Lícia; Pegaram Navio P/Itália, Navegação Difícil E Penosa
 
4.      Bons Portos – Porto Ruim, Paulo Adverte Capitão Dos Perigos De Seguir Viagem, Este Prefere Acreditar No Seu Piloto E No Seu  Mestre De Navio; Vento Assopra Brandamente E Engana A Todos E Partem.
 
5.      Tufão (Chamado Euro-Aquilão) Muito Vento E Chuva, Muitos Dias Sem Ver Sol E Estrelas, Muitos Dias Sem Comer – Paulo Os Anima E Relembra De Seu Aviso E Conta-Lhes De Sua Visão De Um Anjo Que Revelou A Salvação De Todas As Almas Alí  Durante O
 
6.      Naufrágio Do Navio Perto De Uma Ilha.           
 
7.      14 Dias Sem Comer – Paulo Os Convida A Cear Evitando A Fuga De Alguns E Lembrando-Lhes A Promessa De DEUS. Eram 276 Vidas A Bordo.
 
8.      Soldados Queriam Matar Passageiros, Mas Centurião Queria Salvar Vida De Paulo. Nadaram Até Ilha.
 
9.      Malta – À Beira Da Fogueira – Serpente Morde Paulo Que A Sacode No Fogo, Nada Lhe Acontece – Prncipal Da Ilha Públio – Seu Pai Doente De Desinteria E Febre, Paulo Ora Por Ele E JESUS O Cura – Todos Os Doentes Vêm E Recebem Cura Também.
                                                         
10.    Recomeça Viagem
 
11.    Siracusa   Tres Dias
 
12.    Régio Um Dia
 
13.    Poteóli Sete Dias Junto Com  Alguns Irmãos
 
14.    Roma : Praça De Ápio E Três Vendas Irmãos Vêm Ao Encontro De Paulo
 
15.    Em Roma Afinal Permitido Morar Em Uma Casa Alugada Por Sua Conta
 
16.    Convocação Dos Judeus, Pregação Em Sua Residência, Manhã Até À Tarde,
 
17.    Algumas Conversôes, Muitos Contradizentes, Paulo Decide Pregar Aos Gentios,
 
18.    Por Dois Anos Morou Ali Pregando O Evangelho.
 
19.    Parece Que Foi Preso, Depois  Solto Indo Pregar Na Espanha, Depois Preso Novamente – Escreveu Muito, Foi Abandonado Por Muitos, Criticado Por Todos – Morreu Defendendo A Salvação Pela Fé Em JESUS CRISTO.  ( Provavelmente Degolado)
 
20.    Despedida Triunfante:  Em Carta Á Timóteo Escreveu:
 
 “Quanto A Mim, Estou Sendo Já Oferecido Por Libação, E O Tempo Da Minha Partida É Chegado.Combatí O Bom Combate, Completei A Carreira, Guardei A Fé. Já Agora A Coroa De Justiça Me Está Guardada, A Qual O Senhor, Reto Juíz Me Dará Naquele Dia; E Não Somente A Mim, Mas Também A Todos Quantos Amam A Sua Vinda.” 2 Tm 4.6-8  
 
Conclusão:
*** Repare Que Paulo Pregava E Ensinava, Depois Abria Um Local De Culto, Depois Colocava Alguém (Ancião - Obreiro ) Da Própria Região Para Dirigir Aquela Nova Igreja E Depois Partia Para Outro Local Para Abrir Uma Nova Igreja; 
Devemos  Aprender  Com A Bíblia A Fazer Missões.
 
http://www.apazdosenhor.org.br/estudos_biblicos/atos.htm#Quarta%20Viagem%20de%20Paulo
 
Questionário da Lição 1 -  Salvação e Santificação - A IGREJA DE ROMA
por Ev.Luiz Henrique www.apazdosenhor.org.br
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
" A todos os que estais em ____________, chamados ____________: Graça e paz de DEUS, nosso ___________, e do Senhor JESUS CRISTO" (Rm 1.7)
 
VERDADE PRÁTICA :
2- Complete:
Independente das diferenças ____________ e culturais entre seus membros, a ____________ continua a expandir-se até os confins da terra a exemplo do que ocorria entre os crentes _____________.
 
COMENTÁRIO  -  INTRODUÇÃO
3- Durante qual festa comemorada em Israel, os primeiros discípulos foram batizados no ESPÍRITO SANTO, a cidade de Jerusalém achava-se repleta de judeus e prosélitos romanos, que testemunharam a gloriosa manifestação do poder de DEUS (At 2.10). 
(    ) Na Páscoa.
(    ) Na festa dos tabernáculos .
(    ) No dia de Pentecostes.
 
4- Através de quem cremos que a salvação foi levada até Roma e de que maneira?
(    ) Naquele dia de páscoa, militares e funcionários do governo romano, destacados na Palestina, foram salvos pelo Senhor, e ao retornarem à sua cidade, levavam a poderosa mensagem evangelho.
(    ) Naquele dia memorável de Pentecostes, militares e funcionários do governo romano, destacados na Judéia, foram salvos pelo Senhor, e ao retornarem à sua cidade, ficaram esperando a mensagem do evangelho.
(    ) Naquele dia memorável de Pentecostes, militares e funcionários do governo romano, destacados na Palestina, foram salvos pelo Senhor, e ao retornarem à sua cidade, levavam a poderosa mensagem evangelho.
 
5- A igreja de Roma já existia quando Paulo escreveu a carta  aos Romanos?
(    ) Sim.
(    ) Não.
(    ) Só nos arredores.
 
6- Qual pergunta milenar pode ser respondida através da Epístola aos Romanos?
(    ) "Como pode o homem ser salvo, sem DEUS?. 
(    ) "Como pode o homem ser justo diante de DEUS?"  
(    ) "Como pode o homem ser condenado diante de DEUS?"
 
I. A RAZÃO DA CARTA
7- O que motivou o apóstolo a escrever à igreja em Roma? 
(    ) Foi a exposição do Evangelho de CRISTO. 
(    ) Foi a composição do Evangelho de CRISTO. 
(    ) Foi a comprovação do Evangelho de CRISTO. 
 
8- Qual o tema predominante na carta aos Romanos, principalmente nos 5 primeiros capítulos?
(    ) O tema da justificação pelas obras.
(    ) O tema da justificação pelas intenções.
(    ) O tema da justificação pela fé.
 
9- Em que viagem Paulo escreveu a epístola aos Romanos?
(    ) No final de sua primeira viagem missionária, plantando igreja nos grandes centros orientais do Império Romano: Éfeso, Corinto, Felipos etc, 
(    ) No final de sua segunda viagem missionária, plantando igreja nos grandes centros orientais do Império Romano: Éfeso, Corinto, Felipos etc, 
(    ) No final de sua terceira viagem missionária, plantando igreja nos grandes centros orientais do Império Romano: Éfeso, Corinto, Felipos etc, 
 
II. O INÍCIO DA IGREJA EM ROMA
10- Qual o raio de ação da Igreja em Roma, em quilômetros, na época de Paulo e até que ponto se estendia?
(    ) Numa distância de 100 quilômetros (At 28.13,14). Já se estendera até Putéoli, o principal porto de Roma,
(    ) Numa distância de 200 quilômetros (At 28.13,14). Já se estendera até Putéoli, o principal porto de Roma,
(    ) Numa distância de 300 quilômetros (At 28.13,14). Já se estendera até Putéoli, o principal porto de Roma,
    
11- Desde quando havia judeus em Roma?
(    )  Já no segundo século a.C. 
(    )  Já no terceiro século a.C. 
(    )  Já no quarto século a.C. 
 
12- Pelo que os judeus de Roma fora expulsos da cidade?
(    ) Por um decreto do imperador César.
(    ) Por um decreto do imperador Aurelianus.
(    ) Por um decreto do imperador Tibério.
 
13- Qual imperador decreta novamente a expulsão dos judeus, de Roma, em 49 a.C. e onde é mencionado isto, na bíblia?
(    ) O imperador Júlio César, é mencionado em At 18.2.
(    ) O imperador Caligula, é mencionado em At 18.2.
(    ) O imperador Marco Aurélio, é mencionado em At 18.2.
(    ) O imperador Cláudio, é mencionado em At 18.2.
 
14- Quem eram Áquila e Priscila?
(    ) Áquila era judeu recentemente chegado a Corinto, com Priscila, sua esposa, provavelmente já eram cristãos antes do encontro com Paulo em Corinto, podendo ser que foram um dos últimos cristãos da igreja de Roma.
(    ) Áquila era gentio recentemente chegado a Itália, com Priscila, sua esposa, provavelmente já eram cristãos antes do encontro com Paulo em Corinto, podendo ser que foram um dos últimos cristãos da igreja de Roma.
(    ) Áquila era judeu recentemente chegado a Itália, com Priscila, sua esposa, provavelmente já eram cristãos antes do encontro com Paulo em Corinto, podendo ser que foram um dos primeiros cristãos da igreja de Roma.
 
15- Quantas sinagogas judaicas haviam na capital do Império Romano, no século primeiro?
(    ) 13 comunidades e sinagogas com elevado número de membros.
(    ) 10 comunidades e sinagogas com pouco número de membros.
(    ) 08 comunidades e sinagogas com elevado número de membros.
 
16- O que era o Pentecostes, para os judeus?
(    ) Era uma das três festas sagradas de Israel. 
(    ) Era uma das sete festas sagradas de Israel. 
(    ) Era uma das nove festas sagradas de Israel. 
 
17- O que prefigurava o Pentecostes? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(    ) Eventos futuros na história da redenção efetuada por CRISTO. 
(    ) O novo Testamento confirma que elas eram profecias tipológicas da salvação(Cl 2.16,17; Hb 10.1)
(    ) Nos dias do Novo Testamento, judeus devotos, bem como gentios prosélitos de todas as partes do Império romano, compareciam a Jerusalém para a celebração da festa de Pentecostes (At 2.1,10;20.16).
(    ) Eventos atuais na história da redenção efetuada por CRISTO. 
(    ) O novo Testamento confirma que elas eram profecias recentes.
 
18- Complete:
Multidões aceitaram a ____________, conforme relata o evangelista Marcos: " E eles tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o ______________, e confirmando a Palavra com _____________ que se seguiram. Amém" (Mc16.20).
 
III. A IGREJA EM ROMA NA ÉPOCA DA CARTA DE PAULO
19- Qual o caráter da igreja em Roma?
(    ) Era uma igreja homogênea.
(    ) Era uma igreja heterogênea.
(    ) Era uma igreja sem união.
 
20- De que nações e raças eram as pessoas que freqüentavam a igreja em Roma? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(    ) Judeus (convertidos).
(    ) Gentios.
(   ) Japoneses
(    ) Escravos.
(    ) "Parentes"  de Paulo, o que pode referir-se a seus irmãos de raça - judeus, agora convertidos a CRISTO (9.3,4). 
 
21- Onde era prática comum, entre os cristãos primitivos, se reunirem?
(    ) Nas casas próprias para cristãos, ou seja, nos templos.
(    ) Nas sinagogas doadas aos cristãos.
(    ) Nas casas dos próprios cristãos.
 
22- Como eram os crentes Romanos?
(    ) Eram fiéis e dedicados seguidores de CRISTO.
(    ) Eram infiéis e para serem seguidores de CRISTO.
(    ) Eram pouco dedicados a CRISTO.
 
CONCLUSÃO
 23- Que exemplo nos deixou a igreja primitiva, em Roma?
(    ) De idolatria, falta de fé e visão egocêntrica, que não deve ser seguida pelos crentes de hoje.
(    ) De santidade, fé e visão evangelística de homens e mulheres capacitados para o SANTO serviço que, se seguido, fortalecerão a igreja atual. 
(    ) De santidade, fé e visão evangelística de homens e mulheres capacitados para o SANTO serviço que, não deve ser seguido, pela igreja atual. 
 
24- COMPLETE AS PALAVRAS CRUZADAS:
 
1- Uma das cidades muito importantes para onde Paulo escreveu uma carta: (Horizontal)
2- Destinatários da carta de Paulo que se reuniam em casas: (Vertical)
3- Nome pelo qual os crentes eram chamados: (Vertical)
4- O conjunto de todas as Regiões dominadas pelos Romanos: (Vertical)
5- Autor da Carta aos Romanos: (Vertical)
 
 
 
2
3
4
5
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1
 
 
M
 
 
 
S
 
 
 
 
 
 
 
 
A
 
 
O
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ajuda de www.cpad.com.br bíblias, livros e revistas
Editora Vida Nova e Mundo Cristão - Livro Romanos, Introdução e Comentários
Autor F.F.Bruce - Série Cultura Bíblica
http://www.vidanova.com.br/e-commerce/productdetails.asp?ProductID=1587&Process%20Type=
 

Paulo de Tarso

Principal Missionário e Pregador do Evangelho durante a igreja primitiva

2 a.C.

Nasce em Tarso, na Cilícia (At.9:11; 21:39; 22:3). Era de puro sangue judaico, da tribo de Benjamin (Rm.11:1; Fp.3:5). Na infância é levado à Jerusalém para sr instruído por Gamaliel (At.22:3)
- Durante a juventude, estudou filosofia grega em Tarso. Após ter trabalhado como fabricante de tendas, entra para o exército romano????????
36 Lidera o exército romano ou sacerdotal do templo na perseguição contra os cristãos?????????. Participa do Martírio de Estevão e segue para Damasco.
37

Converte-se ao cristianismo quando ia à Damasco para prender cristãos. Tem uma visão de Jesus e fica cego por alguns dias, até que Ananias ora lhe impondo as mãos para curá-lo (Atos 9:1-19). Posteriormente tem seu nome mudado de Saulo (grande) para Paulo (pequeno).

45-48 Inicia sua 1ª viagem missionária, pregando por toda Ásia Menor.
49-52  

Inicia sua 2ª viagem missionária. Funda comunidades cristãs na Cilícia, na Galácia e na Grécia.

49 ou 52 Escreve a Epístola aos Gálatas.
51 Escreve as duas Epístolas aos Tessalonicenses.
53-58

Inicia sua 3ª Viagem Missionária.

55-57 Durante a 3ª Viagem Missionária, estabelece-se em Éfeso. Combate a adoração a deusa Diana. É expulso da cidade por comerciantes do templo de Diana.
57-58 Durante os primeiros dias do ano 57 A. D., ele ditou a seu amigo Tércio - cristão posto às suas ordens talvez por seu hospedeiro Gaio, para servir-lhe de secretário - uma carta destinada aos cristãos romanos. Esta carta visava prepará-los para a sua visita à cidade e explicar a finalidade da mesma. E julgou de bom alvitre, ao escrevê-la, oferecer-lhes uma completa exposição do Evangelho como ele o compreendia e o proclamava. Depois Escreve a 1ª Epístola aos Coríntios.
58 Prega na região da Macedônia, visita novamente comunidades cristãs de Filipos e Corinto.
58 Escreve a 2ª Epístola aos Coríntios.
58 É preso em Jerusalém por estar pregando a ressurreição de Cristo. Sofre complô dos Fariseus e dos Saduceus, no templo onde fazia votos, por conselho dos apóstolos.
58 É transferido de Cesaréia para a prisão em Roma.
58-59

Durante a viagem sofre um naufrágio no Mar Mediterrâneo.

60 Já em Roma, escreve na prisão domiciliar as Epístolas aos Efésios, Colossenses, Filipenses e Filemom.
64 Escreve a 1ª Epístola a Timóteo.
65 Escreve a Epístola a Tito.
67 Escreve a 2ª Epístola a Timóteo.
67

Possível liberdade temporária de Paulo (podendo ter pregado na Espanha ou não), depois sua condenação à morte em Roma, seu martírio.

 
 
http://www.historiadaigreja.rg3.net
 
 
 
Home
Estudos
EBD
Discipulado
 Mapas
Figuras1
 Figuras2
Fotos
Igreja
Link's
Corinhos
Download
 Eu