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Lição 10, Precisamos de Vigilância Espiritual
4º Trimestre de 2018 - As Parábolas de JESUS: As Verdades e Princípios Divinos para uma Vida Abundante
Comentarista: Wagner Tadeu Gaby, pastor presidente da Assembleia de DEUS em Curitiba (PR)
Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454.
AJUDA - Veja http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao4-ftc-1tr16-esteja-alerta-e-vigilante-jesus-voltara.htm 
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao5-ftc-1tr16-o-arrebatamento-da-igreja.htm
Slides do blog - https://www.slideshare.net/henriqueebdnatv/slides-da-lio-10-precisamos-de-vigilncia-espiritual-4tr18-pr-henrique-ebd-na-tv
Vídeo -  https://www.youtube.com/watch?v=XcSQ_50Sr9c
 
 
 
 
TEXTO ÁUREO
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26.41)
 
 
 
 
VERDADE PRÁTICA
Mesmo com oração, a ausência de vigilância é terreno propício para que a tentação encontre brechas e nos conduza à derrota espiritual.
 
 
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Mt 26.41 A dupla advertência de JESUS aos seus discípulos
Terça – 1 Pe 5.8,9 Estar em alerta e vigiar, pois o Diabo está à espreita
Quarta – Ap 16.15 A surpresa da vinda de JESUS requer que estejamos vigiando
Quinta – Sl 141.3,4 A maior e mais necessária vigilância a ser exercida pelo crente
Sexta – Cl 4.2 Oração, vigilância e gratidão são práticas importantes
Sábado – Mt 24.44 A vigilância é necessária, pois o Senhor virá a qualquer momento
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 24.45-51
45 – Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? 46 – Bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim. 47 – Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens. 48 – Porém, se aquele mau servo disser consigo: O meu senhor tarde virá, 49 – e começar a espancar os seus conservos, e a comer, e a beber com os bêbados, 50 – virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe, 51 – e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.
 
OBJETIVO GERAL - Conscientizar a respeito da necessidade de vigilância espiritual.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Interpretar a parábola dos dois servos;
Reafirmar a necessidade de se ter vigilância;
Valorizar o exercício do discernimento
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
A riqueza da Bíblia em tratar dos assuntos espirituais já é de amplo conhecimento. Todavia, poucas vezes se pensa acerca de sua capacidade em tratar de questões cruciais na esfera estritamente humana. A parábola de hoje, conquanto contenha uma mensagem especificamente escatológica, deixa entrever um fato corriqueiro do dia a dia: O exercício do poder e da liderança oferecido a alguém que não possui condição alguma para tal pode ser um desastre, pois entre outros males, essa pessoa pode “abusar” de sua posição para oprimir as outras. A Bíblia, porém, é muito clara a respeito desse tipo de atitude (1 Ts 4.6). Sejamos vigilantes, pois o Senhor virá a qualquer momento e nos pedirá conta de todas as nossas ações.
 
PONTO CENTRAL - A vigilância espiritual deve ser prioridade na vida do discípulo de CRISTO.
 
Resumo da Lição 10, Precisamos de Vigilância Espiritual
I – INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA DOS DOIS SERVOS
1. O servo bom e fiel.
2. O mau servo.
3. O destino escatológico.
II – UM CHAMADO À VIGILÂNCIA
1. Vigilância.
2. Ninguém sabe o dia.
III – VIVENDO COM DISCERNIMENTO
1. Vida dissoluta.
2. Vida santa.
3. Administrando os bens.
 

SÍNTESE DO TÓPICO I - A parábola dos dois servos contrasta a postura de ambos mostrando o que deve ser feito e o que é obrigatório evitar.
SÍNTESE DO TÓPICO II - A vigilância é imprescindível, porém, ela só poderá servir para algo se a vida da pessoa for pautada na postura do servo fiel e prudente.
SÍNTESE DO TÓPICO III - O exercício do discernimento é um dos aspectos mais importantes da caminhada de fé de um discípulo.
 
 
 
 
COMENTÁRIOS DIVERSOS
 
Somos despenseiros, acumuladores, guardadores das bênçãos de DEUS, porém, de nada adiantará ter tudo isso se não ministrarmos aos outros o que recebemos do Senhor.
1 Pedro 4:10-12 Almeida Revista e Corrigida 2009 (ARC) - Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, falesegundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém!
Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel. Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por algum juízo humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o Senhor. 1 Co 4:1-4
Significado de Despenseiro. substantivo masculino Encarregado da despensa; aquele que, numa comunidade, é responsável pelo fornecimento e pela administração dos gêneros alimentícios; ecônomo. Aquele que é caridoso utilizando a generosidade alheia.
https://www.dicio.com.br/despenseiro/


Os ministros e despenseiros dos mistérios de Deus (1 Co 4.1-21)
Paulo voou às alturas do entendimento espiritual ao apresentar as possibilidades ilimitadas da vida em Cristo. Mas ele não era alguém que se perdia no êxtase oratório e inspirador. Ele descia abruptamente das alturas para lutar com um problema próximo e real. O problema que os coríntios enfrentavam era a sua insistência em avaliar os prega­dores a partir de um ponto de vista humano, em vez de considerá-los como servos e despenseiros. Todos, exceto o último versículo deste capítulo, tratam da natureza da mordomia apostólica. No versículo de encerramento a opção é dada - mordomia dedicada ou liderança severa. A preocupação de Paulo era apresentar a avaliação correta de um líder apostólico.
A Missão do Apóstolo (4.1-5)
A missão de Paulo e de todos os que foram chamados para pregar o evangelho foi construída sobre quatro elementos: serviço, mordomia, fidelidade e sensibilidade aos juízos de Deus. Embora todos estes elementos estejam relacionados, há diferença entre eles.
 
a) Serviço (4.1). Paulo e Apolo não deveriam ser considerados como líderes de evan­gelhos diferentes. Ambos eram ministros de Cristo. A palavra ministros (hyperetas) significa "servos". Originalmente o termo se referia a remadores que ajudavam a impul­sionar barcos através das águas do mar. A palavra sugere a labuta e o trabalho contínuo envolvido na obra do evangelho.
 
b) Mordomia (4.1). Paulo e Apolo também eram despenseiros dos mistérios de Deus. Um despenseiro (oikonomos) era literalmente o "administrador de uma casa". Freqüentemente ele era um escravo respeitado e eficiente a quem o negociante ou o dono da terra havia entregue a administração da propriedade. Como tal, o despenseiro tinha autoridade sobre os ajudantes ou empregados. Ele atribuía trabalho e distribuía mantimentos. Ele era o superintendente sobre a operação de todo o empreendimento. Contu­do, ele estava sempre ciente de que era um escravo, e estava sob a obrigação de iniciar e executar a vontade do proprietário.
 
O termo mistérios se refere a todo o plano da salvação. Paulo e Apolo não possuíam qualquer conhecimento secreto escondido de todos, exceto de alguns escolhidos. Eles eram mestres e pregadores da verdade revelada sobre a salva­ção em Jesus Cristo e através dele.
 
c) Fidelidade (4.2). Esta é a principal qualificação de um apóstolo: Além disso, re­quer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel. Quando tudo é dito e feito, a principal exigência para um homem que ensina ou prega é a fidelidade a Deus e à verda­de. Não a eloqüência em palavras, não a excelência em pensamento, não o magnetismo na aparência - mas a exigência é a fidelidade diária.
 
d) Juízo do homem, juízo próprio e juízo de Deus (4.3-5). Paulo declarou que pouco importava que avaliação os coríntios faziam dele. Ele era sempre compassivo, atencioso e gentil. Mas o apóstolo era quase que totalmente indiferente às reações dos homens em relação a si, quando se tratava da questão de pregar o evangelho. Tais juízos não tinham qualquer influência sobre a sua crença ou conduta. A razão era simples: como um despenseiro ele era diretamente responsável diante de Cristo.
 
José, na casa de Potifar, é um excelente exemplo de servo que sabia administrar as coisas de seu patrão. Depois provou o mesmo assumindo a segunda maior posição no Egito, foi o governador.
 
 
Aquele que está ocupoado na obra de DEUS não se preocupa com a hora de sua chegada, pelo contrário, ama sua vinda e a aguarda todos os dias. Para este não é surpresa sua vinda.
Para aquele que pensa que seu Senhor tardará e não está ocupado na obra de seu Senhor, qualquer hora que vier seu Senhor, será para ele uma surpresa. virá como Ladrão para este, a uma hora que não espera.
 
 
Comentário Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT (Com modificações do Pr. Henrique)
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 24.45-51
45 – Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? 46 – Bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim. 47 – Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens. 48 – Porém, se aquele mau servo disser consigo: O meu senhor tarde virá, 49 – e começar a espancar os seus conservos, e a comer, e a beber com os bêbados, 50 – virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe, 51 – e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.
 
Porque o resultado da vinda do nosso Senhor será muito feliz e consolador para aqueles que forem encontrados preparados, mas muito triste e assustador para os demais (vv. 45ss.). Isto é representado pela situação diferente do servo bom e do mau, quando o seu senhor vem para acertar as contas com eles. Será bom ou mau para nós, por toda a eternidade; tudo depende de sermos encontrados preparados ou despreparados, naquele dia, pois CRISTO dará a cada um segundo as suas obras. Esta parábola, que conclui o capítulo, se aplica a todos os cristãos, que são, por profissão e obrigação, servos de DEUS. Mas ela parece destinada, em especial, como uma advertência aos ministros, pois o servo de que se fala é um administrador. Observe o que CRISTO diz aqui:

[1] A respeito do servo bom.
O Senhor mostra aqui que aquele é um administrador da casa; sendo assim, ele deveria ser fiel e prudente; e se fosse assim, seria eternamente bem-aventurado. Aqui há boas instruções e bons incentivos aos ministros de CRISTO.
Em primeiro lugar, temos aqui o seu lugar e trabalho. Ele é aquele que o Senhor tornou administrador da sua casa, para dar o sustento a cada um a seu tempo. Observe:
1. A igreja de CRISTO é a sua casa, ou família. Ele é o Pai e Mestre. É a casa de DEUS, uma família que toma o nome de CRISTO (Ef 3.15).
2. Os ministros do Evangelho são nomeados administradores nessa casa. Não como príncipes (CRISTO advertiu contra isso), mas como administradores, ou outros encarregados subordinados; não como senhores, mas como guias; não para prescrever novos caminhos, mas para mostrar e conduzir nos caminhos que CRISTO indicou. Este é o significado de hegoumenoi, que traduzimos: governando sobre vós (Hb 13.17). Como supervisores, não para interromper nenhum novo trabalho, mas para orientar e acelerar a obra que CRISTO ordenou; este é o significado de episcopoi – bispos. Eles são governantes por CRISTO; qualquer poder que eles tenham deriva dele, e ninguém pode tomá-lo deles, ou reduzi-lo. JESUS é aquele a quem DEUS Pai fez governante; e CRISTO tem o poder de fazer ministros. Eles são governantes sob CRISTO, agindo subordinados a Ele; e governantes para CRISTO, para o progresso do seu reino.
3. O trabalho dos ministros do Evangelho é de dar à casa de CRISTO o seu sustento a seu tempo, como administradores, e por isso eles têm as chaves da casa.
(1) O seu trabalho é dar, e não tomar para si mesmos (Ez 34.8), mas dar à família o que o Mestre trouxe, distribuir o que CRISTO comprou. E aos ministros foi dito: “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (At 20.35).
(2) Trata-se de dar sustento, e não a lei (isto é função de CRISTO), mas transmitir à igreja essas doutrinas, que, se devidamente digeridas, serão alimento para as almas. Eles devem dar, não o veneno das falsas doutrinas, não as pedras das doutrinas duras e infrutíferas, mas o sustento que é saudável e que faz bem.
(3) O sustento deve ser dado a seu tempo, en kairo – enquanto há tempo para isso; quando vier a eternidade, será tarde demais; nós precisamos trabalhar enquanto é dia: isto é, sempre que houver qualquer oportunidade; ou no tempo indicado, continuamente, conforme exija o dever de cada dia.
Em segundo lugar, a sua liberação desse ofício. O bom servo, se assim o preferir, será um bom administrador; pois:
1. Ele é fiel; os administradores devem ser fiéis (1 Co 4.2). Aquele a quem algo é confiado, deve ser confiável; e quanto mais lhe é confiado, mais se espera dele. É uma coisa boa e grandiosa que é confiada aos ministros (2 Tm 1.14); e eles precisam ser fiéis, como Moisés também o foi (Hb 3.2). CRISTO considera os ministros que são fiéis, e somente eles (1 Tm 1.12). Um ministro fiel de JESUS CRISTO é alguém que deseja sinceramente a honra do seu Mestre, não a sua própria; este transmite integralmente a Palavra de DEUS, não as suas próprias fantasias e idéias; ele segue as instituições de CRISTO e adere a elas; considera os mais humildes, reprova os mais poderosos e não respeita a aparência das pessoas.
2. Ele é sábio para compreender o seu dever e a ocasião apropriada para ele. E para guiar o rebanho é necessária não apenas a integridade do coração, mas a habilidade das mãos. A honestidade pode ser suficiente para um bom servo, mas a sabedoria é necessária para um bom administrador; pois orientar é um trabalho frutífero.
3. Ele trabalha, como exige o seu cargo. O ministério é uma boa obra, e aqueles que têm este trabalho sempre têm alguma coisa para fazer; eles não devem permitir-se descansar, nem deixar o trabalho inacabado, nem descuidadamente passá-lo a outros, mas precisam estar trabalhando, e trabalhando para alcançar os objetivos do seu trabalho, dando sustento à casa, cuidando dos seus deveres e não se envolvendo no que não lhe diz respeito; trabalhando como o Mestre ordenou, como importa ao cargo, e como exige a situação da família; não conversar, mas trabalhar. Este era o lema que o Sr. Perkins usava: Minister verbi es – Você é um ministro da Palavra. Não apenas Age – Trabalhe, mas Hoc age – Trabalhe assim.
4. Ele é encontrado trabalhando quando chega o seu Mestre, o que indica:
(1) Constância no seu trabalho. A qualquer hora em que chegue o seu Mestre, ele será encontrado ocupado com o trabalho. Os ministros não devem deixar lacunas no seu tempo, para que o Senhor não os encontre parados por ocasião da sua volta. Assim como para o DEUS benigno o fim de uma misericórdia é o início de outra, também para um homem bom, um bom ministro, o fim de um dever é o início de outro. Perseverança no seu trabalho, até a chegada do Senhor. “Retende-o até que eu venha” (Ap 2.25). “Persevera nestas coisas” (1 Tm 4.16; 6.14). Persevere até o fim.
Em terceiro lugar, a recompensa destinada ao servo fiel, em três aspectos:
1. Ele será notado. Isto está indicado nestas palavras: “Quem é, pois, o servo fiel e prudente?” Isto dá a entender que poucos têm esta qualidade; um administrador tão fiel e prudente será um entre mil. Àqueles que se distinguirem pela humildade, diligência e sinceridade no seu trabalho, CRISTO, no grande dia, honrará e distinguirá através da glória que lhes será conferida.
2. Ele será bem-aventurado. “Bem-aventurado aquele servo”; e CRISTO, ao dizer isto, o torna bem-aventurado. “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor” (Ap 14.13). Mas há uma bênção especial garantida àqueles que se mostram administradores fiéis, e são encontrados trabalhando. Ao lado da honra daqueles que morrem no campo de batalha, sofrendo por CRISTO, como os mártires, está a honra daqueles que morrem no campo de trabalho, arando, e semeando, e colhendo, por CRISTO.
3. Ele será preferido (v. 47); [Ele] “o porá sobre todos os seus bens”. A alusão é ao caminho dos grandes homens: se os administradores da sua casa se conduzem bem, eles normalmente os preferem para que sejam os administradores das suas propriedades. Assim José foi preferido na casa de Potifar (Gn 29.4,6). Mas a maior honra que o senhor mais gentil já fez aos seus servos mais experimentados neste mundo não é nada, quando comparada ao peso da glória que o Senhor JESUS irá conferir aos seus servos fiéis e vigilantes, no mundo vindouro. O que aqui é dito, em comparação, é a mesma coisa dita, mais claramente, em João 12.26: “Meu Pai o honrará”. E os servos de DEUS, quando assim preferidos, serão perfeitos em sabedoria e santidade, para sustentar o peso daquela glória, para que estes servos não representem perigo, quando reinarem.

[2] A respeito do servo mau, temos aqui:
Em primeiro lugar, a descrição que é dada a respeito dele (vv. 48,49), onde temos o infeliz com as suas características.
A mais vil das criaturas é um homem mau, o mais vil dos homens é um mau cristão, e o mais vil entre eles é um mau ministro. Corruptio optimi est pessima – O que é melhor, quando corrompido, torna-se o pior. A maldade nos profetas de Jerusalém é verdadeiramente uma coisa horrível (Jr 23.14). Aqui está:
1. A causa da sua maldade, que é uma descrença prática na segunda vinda de CRISTO.
Ele diz no seu coração: o meu Senhor atrasa a sua vinda (se demora); e por isso começa a pensar que Ele nunca virá, e que abandonou a sua igreja. Considere que:
(1) CRISTO sabe o que dizem, nos seus corações, aqueles que com seus lábios clamam: “Senhor, Senhor”, como este servo.
(2) A demora da vinda de CRISTO, embora seja um exemplo gracioso da sua paciência, é muito mal interpretada pelas pessoas más, cujos corações, desta maneira, se endurecem, com os seus métodos de iniqüidade. Quando a vinda de CRISTO é considerada duvidosa, ou algo que está a uma distância imensa, o coração do homem se torna inteiramente disposto a praticar o mal (Ec 8.11). Veja Ez 12.27. Aqueles que caminham pelos seus sentidos estão prontos para falar, a respeito do JESUS invisível, como o povo falou sobre Moisés, quando ele se demorou no monte, depois da sua peregrinação: “Não sabemos o que lhe sucedeu” portanto “levanta-te, faze-nos deuses”; o mundo é um deus, o nosso ventre é um deus, qualquer coisa pode ser um deus, porém nunca será o DEUS verdadeiro.

2. As particularidades da sua iniqüidade. E esses são pecados de primeira grandeza; o ímpio é um escravo das suas paixões e dos seus apetites.
(1) Aqui ele é acusado de perseguição.
Ele começa a espancar os seus conservos. Veja que: [1] Até mesmo os administradores mais importantes da casa devem considerar os servos da casa como seus conservos, e por isso estão proibidos de agir como se fossem senhores deles. Se o anjo se considerava conservo de João (Ap 19.10), não é de admirar que João tivesse aprendido a se considerar um irmão dos cristãos das igrejas da Ásia (Ap 1.9). [2] Não é novidade ver maus servos ferindo os seus conservos; tanto cristãos em particular quanto ministros fiéis. Ele os fere, seja porque eles o reprovam, seja porque eles não o reverenciam; não dizem o que ele diz, e não fazem o que ele faz, agindo contra as suas consciências: ele os fere com a língua, da mesma maneira como eles feriram o profeta (Jr 18.18). E se ele tiver poder nas mãos, ou puder pressionar aqueles que o têm, como os dez chifres sobre a cabeça da besta, isso continuará. Pasur, o sacerdote, feriu o profeta Jeremias, e o meteu no tronco (Jr 20.2). Aqueles que se insurgem contra DEUS têm descido até ao profundo, na matança (Os 5.2). Quando o administrador fere os seus conservos, o faz deturpando a autoridade do seu Mestre, e no seu nome. Ele diz: “O Senhor seja glorificado” (Is 66.5), mas ele virá a saber que não poderia ter feito afronta pior ao seu Mestre.

(2) Profanação e imoralidade. Ele começa a comer e a beber com os bêbados.
[1] Ele se associa aos piores pecadores, se relaciona com eles, é íntimo deles. Ele caminha sob a orientação deles, segue o caminho deles, senta-se na cadeira deles e canta as canções deles. Os bêbados são os companheiros, alegres e joviais, e aqueles a quem ele prefere, e por isso ele fortalece a sua iniqüidade. [2] Ele age como eles; “come, e bebe e folga”, assim consta no texto de Lucas. Isto é uma introdução a todos os tipos de pecado. A embriaguez é uma iniqüidade dominante; aqueles que são seus escravos, nunca são senhores de si mesmos em qualquer outro aspecto. Os perseguidores do povo de DEUS normalmente têm sido os homens mais maldosos e imorais. As consciências dos perseguidores, quaisquer que sejam os argumentos, normalmente são as mais corruptas e pervertidas. De que não se embriagam aqueles que se embriagam com o sangue dos santos?
Em segundo lugar, é apresentada a sua condenação (vv. 50,51). A “capa” e o caráter dos maus ministros não os protegem da condenação, mas a agrava grandemente. Eles não podem reivindicar que estejam fora do alcance ou da jurisdição de CRISTO, nem da jurisdição dos magistrados civis; os clérigos não possuem nenhum benefício no tribunal de CRISTO. Considere:
1. A surpresa que irá acompanhar a sua condenação (v. 50): “Virá o senhor daquele servo”. Então: (1) O fato de nós adiarmos os pensamentos sobre a vinda de CRISTO não irá adiar a sua vinda. Não importa com o quê alguém procure se iludir; o seu Senhor virá. A descrença do homem não tornará sem efeito aquela grande promessa, ou ameaça (você pode chamá-la como quiser). (2) A vinda de CRISTO será uma surpresa terrível para os pecadores seguros e descuidados, especialmente para os maus ministros: “virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera”. Aqueles que desprezaram os avisos da Palavra, e calaram os avisos das suas próprias consciências, a respeito do juízo futuro, não podem pretender esperar quaisquer outras advertências; serão considerados como tendo recebido suficientes avisos legais, tenham estes sido aceitos ou não; e não se pode acusar a CRISTO de nenhuma injustiça se Ele vier repentinamente, sem qualquer aviso. Ele já nos falou a este respeito anteriormente.
2. A severidade da sua condenação (v. 51). Ela não é mais severa do que justa, mas é uma condenação que traz a destruição completa, envolta por duas palavras terríveis: morte e condenação.
(1) Morte. O seu Senhor o separará, dikotomesei auton, “Ele o separará da terra dos vivos”, da congregação dos justos, irá separá-lo para o mal; esta é uma definição de maldição (Dt 29.21). Ele o derrubará, como uma árvore que sobrecarrega o solo; talvez isto seja uma alusão à sentença freqüentemente usada na lei: “Esta alma será extirpada do seu povo”, o que sugere uma extirpação completa. A morte separa um bom homem, assim como um escolhido é separado para ser enxertado em um rebanho melhor; mas ela também separa um homem mau, assim como um galho seco é separado quando o fogo o separa deste mundo. Ou, como podemos interpretar, Ele o separará, isto é, separará o corpo da alma e do espírito, enviará o corpo à sepultura, para ser uma presa dos vermes, e a alma e o espírito para o inferno, para ser uma presa dos demônios; e assim o pecador é separado. Na morte, a alma, o espírito e o corpo de um homem temente e obediente a DEUS se separam da maneira adequada; a primeira é alegremente levada à presença de DEUS, e o segundo é deixado para a terra. Mas a alma e o corpo de um homem iníquo, na morte, são separados, pois para eles a morte é o rei dos terrores (Jó 18.14). O mau servo se divide entre DEUS e o mundo, entre CRISTO e Belial, entre a sua profissão de religião e os seus desejos; portanto, com justiça, ele também será dividido.
(2) Condenção. Ele “destinará a sua parte com os hipócritas”, e será uma porção miserável, pois “ali haverá pranto”. Observe que: [1] Há um lugar e um estado de miséria perpétua no outro mundo, onde não há nada, exceto pranto e ranger de dentes; o que expressa a tribulação e a angústia da alma sob a indignação e a ira de DEUS. [2] A sentença divina designará este lugar e estado como a porção daqueles que, por seu próprio pecado, foram preparados para ele. Até àquele de quem Ele disse, que dizia que Ele era o seu Senhor, designará, desta maneira, a sua porção. Aquele que agora é o Salvador, será, então, o Juiz, e o estado perpétuo dos filhos dos homens será como Ele designar. Eles, que escolhem o mundo por sua porção nesta vida, terão o inferno por sua porção na outra vida. “Esta, da parte de DEUS, é a porção do homem ímpio” (Jó 20.29). [3] O inferno é o lugar apropriado para os hipócritas. Este servo perverso tem sua porção com os hipócritas. Eles são, como eram, os proprietários livres, outros pecadores são meramente como moradores com eles, e têm somente uma porção da sua miséria. Quando CRISTO desejava expressar o mais severo castigo no outro mundo, Ele o chamava de “a porção dos hipócritas”. Se houver algum lugar no inferno mais ardente que outro, como é provável que haja, ele será a parte daqueles que têm a forma, mas odeiam o poder da piedade. [4] Os ministros perversos terão a sua porção no outro mundo com os piores dos pecadores, certamente com os hipócritas, e com justiça, pois eles são os piores dos hipócritas. O sangue de CRISTO, que eles têm, por suas profanações, pisado sob os seus pés, e o sangue das almas, que eles têm, por sua deslealdade, trazido sobre as suas cabeças, os oprimirão naquele lugar de tormento. “Filho, lembra-te”, será como o corte de uma palavra a um ministro, se ele perecer, como a qualquer outro pecador. Que eles, portanto, que pregam aos outros, temam, para que eles mesmos não sejam reprovados.
 
 
 
 
 
Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe - A Volta do Rei -Parte 2 - Mateus 24:45 - 25:46 (Com modificações do Pr. Henrique)
Observe-se que o contexto da primeira parte do Sermão do Monte das Oliveiras era, inequivocamente, judaico. Uma leitura atenciosa desse trecho indica uma mudança. JESUS descreveu acontecimentos que serviríam de sinal no período antes e na tribulação e no final da mesma. Falou de uma série de julgamentos, culminando com sua volta à Terra. Nessa seção, porém, a ênfase é sobre sua demora em voltar (Mt 24:48; 25:5,19).
Parece válido associar Mateus 24:45 - 25:30 à presente era da Igreja, um tempo durante o qual o Senhor parece estar adiando sua volta (2 Pe 3). O encerramento da seção (Mt 25:31-46) descreve o julgamento que o Senhor executará quando voltar à Terra. De um modo geral, os ensinamentos no monte das Oliveiras dizem respeito aos judeus (Mt 24:4-44), à igreja professa (Mt 24:45 - 25:30) e às nações gentias (Mt 25:31-46), correspondendo às três divisões da humanidade mencionadas por Paulo em 1 Coríntios 10:32. Já estudamos como a vinda de JESUS, em sua segunda vinda e segunda fase é relacionada a Israel; convém, agora, voltarmos para as duas últimas relações.
1. A vinda de CRISTO e a Igreja professa (Mt 24:45 - 25:30)
Não é de surpreender que o assunto do sermão de JESUS tenha mudado repentinamente, deixando de discorrer sobre a relação da sua vinda com Israel e passando a tratar de sua relação com a Igreja. Não é incomum nas Escrituras um orador ou escritor mudar de ênfase bem no meio de uma frase. Toda a Era da Igreja, por exemplo, ocorre no período compreendido entre as palavras "deu" e "e" em Isaías 9:6.
Na seção dedicada a Israel, JESUS descreveu primeiramente acontecimentos exteriores do período em questão; nesta seção, porém, descreve as atitudes interiores. Todos que creram em JESUS CRISTO como Salvador estão indo para o céu (Jo 3:16-18; 17:24), mas nem todos os cristãos estão preparados para se encontrar com o Senhor no arrebatamento.
Quando JESUS CRISTO voltar e levar sua Igreja para o céu, se assentará em seu trono e julgará seu povo (Rm 14:10-12; 2 Co 5:8-11). Não julgará nossos pecados, pois estes já foram julgados na cruz (Rm 8:1-4), mas julgará nossas obras e dará recompensas para os que a merecerem (1 Co 3:9-15). 
Servos obedientes e servos desobedientes (vv. 45-51). O povo de DEUS na Terra é chamado de família (Gl 6:10; Ef 2:19). DEUS coloca servos em cada família para alimentar os membros. Podemos ver, nessa idéia, a família da igreja local com seus líderes espirituais. O propósito da liderança espiritual é que os líderes alimentem o povo, não que o povo alimente os líderes! O apóstolo Pedro compreendeu essa verdade e enfatizou-a em sua primeira carta (1 Pe 5:1-4).
Ser pastor ou ministrar na igreja local é algo extremamente sério. E preciso ter todo cuidado para servir a CRISTO e seu povo em amor e com as motivações corretas. Tanto em palavras quanto em ações, deve-se conduzir a família pelo caminho certo (Hb 13:7,8). Os membros da família devem se submeter à liderança espiritual, pois um dia tanto o povo quanto seus líderes se verão diante do trono de julgamento de CRISTO (Hb 13:17).
A tarefa de um servo não é ser popular, mas sim ser obediente. Ele deve alimentar a família com o alimento de que ela necessita e quando ela necessita. Deve tirar de sua "despensa espiritual" coisas novas e velhas
(Mt 13:52). Em sua busca por novidades e idéias interessantes, alguns mestres da Bíblia esquecem os nutrientes de verdades antigas da Palavra. Outros ministros, por sua vez, estão tão presos a coisas antigas que não conseguem enxergar novos insights e novas aplicações para as verdades mais antigas. O velho dá origem ao novo, e o novo torna o velho mais significativo.
Se o líder espiritual estiver trabalhando em obediência quando o Senhor voltar, será recompensado. Mas, se não estiver fazendo seu trabalho quando o Senhor voltar, será tratado com severidade (Mt 24:51), como indica a imagem da dor e da perda.
A recompensa de um serviço obediente é a capacidade de servir ainda mais. O que causou a queda desse servo? Havia algo de errado em seu coração: ele parou de esperar a vinda do Senhor (Mt 24:48). Viveu como se fosse alguém do mundo e maltratou seus colegas de serviço. Quando os servos de DEUS não conseguem trabalhar juntos, geralmente é porque alguém está esquecendo que o Senhor voltará. Esperar e amar a volta de CRISTO deve servir de motivação para que permaneçamos fiéis e para que sejamos amorosos (1 Tes 2:19, 20; 1 Jo 2:28).
 
 
 
Comentários Moody
45-51. O servo fiel e o servo infiel.
45-47. A figura descreve um servo fiel e prudente que foi colocado por seu senhor sobre os outros servos da sua casa. O desempenho fiel de suas obrigações trará privilégios e responsabilidades aumentados quando o seu senhor vier.
48, 49. Em contraste, o servo mau é apenas o servo de nome, pois ele zomba das instruções do seu senhor e assume ele mesmo a autoridade. Sua deficiência é tanto doutrinária (Meu Senhor demora-se) como ética (espancar os seus conservos, e a comer e a beber com ébrios). Ele confunde a incerteza da hora da vinda com a certeza de que não virá logo. Todos os crentes (quer santos da dispensação da igreja quer da Tribulação) são servos de DEUS com definida área de responsabilidade.
50, 51. A vinda de CRISTO será súbita e inesperada, e desmascarará tais hipócritas. Castigá-lo-á. O significado literal, "cortará em dois", descreve o castigo físico (conf. II Sm. 12:31; Hb. 11:37), e as palavras seguintes (com os hipócritas . . . choro e tanger de dentes) afirmam o resultado eterno.
 
Comentários do Expositor - Bíblia The Word
45 Quem é o servo fiel e prudente (refere-se a todos os crentes de todos os tempos) , a quem o Senhor tem feito governante sobre a sua casa (neste caso, a Igreja) , para dar o sustento a seu tempo? (chamados por DEUS Pregadores são responsáveis por alimentar adequadamente o rebanho.)
46 Bem-aventurado é aquele servo a quem o Senhor, quando Ele vier, achar fazendo assim (refere-se a fidelidade até o Arrebatamento) .
47 Em verdade vos digo que, para que o porá sobre todos os seus bens (refere-se aos santos ressuscitados sendo feitas "governantes" na vinda do Reino
48 Mas, se aquele mau servo disser no seu coração: Meu senhor tarda em vir (exatamente o que muitos na Igreja moderna estão dizendo agora) ;
49 E começar a espancar os seus conservos, e a comer e beber com os ébrios (não só para estar no mundo, mas para ser bem, do mundo) ;
50 O senhor daquele servo virá num dia em que não olha para Ele , e numa hora que ele não tem conhecimento de (não está pronto para o arrebatamento, a maioria da Igreja moderna, infelizmente, se enquadra nessa categoria) ,
51 E deve cortá-lo em pedaços, e nomear -lhe a sua parte com os hipócritas (apesar da sua profissão) ; ali haverá choro e ranger de dentes (perder a sua alma, e ir para um inferno eterno, a maioria na Igreja moderna, infelizmente e lamentavelmente, se enquadram nesta categoria, pois eles só são religiosos, mas perderão o arrebatamento)!
 
 
Comentário. Bíblico - Devocional (NT)
“Quem é, pois, o servo fiel e prudente?” (Mt 24.45-51). Essa parábola é dirigida aos líderes — os responsáveis pelo cuidado e pela supervisão dos outros. Os líderes devem considerar e se preocupar com o bem estar dos outros. O servo bom, que trata os outros com bondade, será recompensado quando JESUS voltar. Mas há servos “maus” na liderança, que exploram e maltratam os outros. Ignorando a possibilidade do retorno do senhor, estes servos tosquiam, em vez de apascentar o rebanho de DEUS. Quando estava escrevendo este parágrafo, fiz uma pausa, e liguei a televisão. Eu vi uma notícia rápida. Jim Bakker tinha sido condenado por 24 contas fraudulentas: por mentir aos seus parceiros da TV sobre projetos que ele sabia que não seriam concluídos, e por tomar para si mesmo e sua esposa 3,7 milhões de dólares das contribuições. Posteriormente, Tammy Faye falou, e contou aos repórteres reunidos que este júri terreno não tinha dado o veredicto final.
Pergunto-me se ela ou Jim teriam lido esta parábola? Ou a sua conclusão. Em termos vividos e severos, JESUS fala de punições para aqueles servos maus, que “espancam seus conservos e... comem e bebem com bêbados” (v. 49).
 
 
SUBSÍDIO EXEGÉTICO TOP1
“JESUS conta outra parábola (que também poderia ser chamada de Parábola do Servo Bom e do Servo Mau) sobre o tema da prontidão (cf. Mt 12.41-46). Nesta descrição, o senhor, voltando de uma visita inesperada, encontra o servo administrador satisfazendo ou recusando-se a satisfazer as necessidades dos outros servos. Considerando a crítica que JESUS fez aos líderes judeus por desconsiderarem o bem-estar das pessoas, este servo opressivo e esbanjador serve de comentário sobre as ações dos governantes rejeitados (Mt 23.1-4,23,24).
“O castigo do servo mau é severo. É igual ao dos ‘hipócritas’ (Mt 24.51; [...]; cf. também Mt 15.7; 22.18; 23.13-15,29). JESUS deixa claro que este não é mero castigo terreno, mas de julgamento eterno (quanto ao choro e ranger de dentes, veja também Mt 8.12; 13.42,50; 22.13; 25.30)” (SHELTON, James B. In ARRINGTON, French L.; STRONDAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.135).
 
CONHEÇA MAIS -A Parábola dos Dois Servos
“Nesta descrição, o senhor, voltando de uma visita inesperada, encontra o servo administrador satisfazendo ou recusando-se a satisfazer as necessidades dos outros servos. Considerando a crítica que JESUS fez aos líderes judeus por desconsiderarem o bem-estar das pessoas, este servo opressivo e esbanjador serve de comentário sobre as ações dos governantes rejeitados (Mt 23.1-4,23,24)”. Para conhecer mais, leia Comentário Bíblico Pentecostal, CPAD, p.134.
 
SUBSÍDIO DEVOCIONAL
“A respeito daqueles que estão na igreja mas são infiéis ao Senhor, é impossível estarem vigilantes e preparados para a volta inesperada de CRISTO, se os tais não creem que Ele pode vir agora. (1) Qualquer crente professo que vive em pecado, julgando que JESUS tardará a vir, tornar-se-á como o servo mau da parábola. Ele não percebe o risco da volta do Senhor pegá-lo de surpresa ([...]). (2) É significativo JESUS associar a infidelidade e a hipocrisia à crença e ao desejo de que Ele demore a voltar” (STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.1141).
 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Nos tempos antigos era um costume comum que os senhores deixassem um servo encarregado de todos os assuntos da família. O servo, descrito como fiel e prudente, corresponde aos discípulos, aos quais foi atribuída por JESUS uma responsabilidade sem precedentes. Isto também descreve aqueles que são indicados para posições de liderança na igreja, que deverão estar desempenhando fielmente suas obrigações quando JESUS (o Senhor) chegar. Estes servos receberão grandes recompensas.
“Alguns servos, entretanto, podem decidir aproveitar-se da sua posição de liderança, maltratando os outros e entregando-se ao prazer. O servo pode ter pensado que o seu senhor estaria fora durante um longo período, mas certo dia, virá o senhor num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe. Este será um evento repentino e sem aviso prévio, e o mau servo será surpreendido ‘no ato’. O julgamento do senhor contra o seu mau servo será extremamente severo. Ainda pior do que esse horrível castigo será o destino eterno do servo. Ele será designado a um lugar onde haverá pranto e ranger de dentes (referência ao inferno). O julgamento futuro de DEUS é tão certo quanto a volta de JESUS à terra” (Comentário do Novo Testamento. Vol 1. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.146).
 
PARA REFLETIR - A respeito de “Precisamos de Vigilância Espiritual”, responda:
A parábola tem o que como base? A parábola é contada tendo como base uma comparação entre o comportamento de dois servos.
De acordo com a lição, o discurso do Senhor é claramente escatológico e tem qual objetivo? Advertir os ouvintes da necessidade de se viver de forma vigilante e prudente enquanto se aguarda o retorno do Senhor.
O destaque à vigilância, nesta parábola, se manifesta como o quê? O destaque à vigilância, nesta parábola se manifesta como sendo o exercício correto da mordomia, ou seja, o homem vigilante pratica a administração responsável do que recebeu do seu senhor, sabendo que está lidando com o que não é seu e que brevemente terá de prestar contas.
O que JESUS quis dizer ao referir-se ao tempo de Noé dizendo que as pessoas “comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca”? As pessoas do tempo do “pregoeiro da justiça” (2 Pe 2.5), viviam sem compromisso algum com DEUS e foram surpreendidas pelo juízo divino (Mt 24.38,39).
De acordo com o último subtópico da lição, para que JESUS contou a parábola dos dois servos? JESUS contou a parábola dos dois servos para que os ouvintes, e todos nós, optássemos em seguir o exemplo do servo fiel e prudente, evitando o trágico fim dos hipócritas.
 
CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 76, p41.
 
SUGESTÃO DE LEITURA - Compreendendo todas as Parábolas de JESUS, Parábolas de JESUS, Guia Básico para a Interpretação da Bíblia.


AJUDA BIBLIOGRÁFICA
Teologia Sistemática de Charles Finney
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. 
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Myer Pearman - Editora Vida
Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD.
Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe
Comentário Bíblico Expositivo - Novo Testamento - Volume I - Warren W. Wiersbe
CRISTOLOGIA - A doutrina de JESUS CRISTO - Esequias Soares - CPAD
Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
Guia Básico de Interpretação da Bíblia - CPAD
http://www.gospelbook.net, www.ebdweb.com.br, http://www.escoladominical.net, http://www.portalebd.org.br/, Bíblia The Word.
O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Pequeno Atlas Bíblico - CPAD Hermenêutica Fácil e Descomplicada - CPAD
Revista Ensinador Cristão - CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Teologia Sistemática Pentecostal - A Doutrina da Salvação - Antonio Gilberto - CPAD
Teologia Sistemática - Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - A Salvação - Myer Pearman - Editora Vida
Teologia Sistemática de Charles Finney
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA.
Todas as parbolas da biblia - HERBERT LOCKYER - Editora Vida, rua Júlio de Castilhos, 280, São Paulo, SP
 
 
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