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Lição 10 - JESUS e o Dinheiro
2º trimestre de 2015 - JESUS, o Homem Perfeito: O Evangelho de Lucas, o Médico Amado.
Comentarista da CPAD: Pastor: José Gonçalves
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
Questionário
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
 
Leia http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao9-mordomia-financas.htm  e  http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao10-mordomia-amordomiadodizimo.htm
 
 
 
TEXTO ÁUREO
"E, vendo JESUS que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no Reino de DEUS os que têm riquezas!" (Lc 18.24)
 

VERDADE PRÁTICA
As Escrituras não condenam a aquisição honesta de riquezas, e, sim, o amor a elas dispensado.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Lc 21.1-4 Riqueza e pobreza no tempo de JESUS CRISTO
Terça - Lc 18.29,30 Generosidade e prosperidade segundo a Palavra de DEUS
Quarta - Lc 16.13 Os perigos de se ter as riquezas como senhor
Quinta - Lc 12.13-34 A vida do homem não consiste no seus bens
Sexta - Lc 7.36-50 Avaliando a verdadeira intenção do coração
Sábado - Lc 16.9 Não guardar tesouros na terra, mas no céu
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Lucas 18.18-24
18 - E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? 19 - JESUS lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é DEUS. 20 - Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe. 21 - E disse ele: Todas essas coisas tenho observado desde a minha mocidade. 22 - E, quando JESUS ouviu isso, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa: vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. 23 - Mas, ouvindo ele isso, ficou muito triste, porque era muito rico. 24 - E, vendo JESUS que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no Reino de DEUS os que têm riquezas!
 
OBJETIVO GERAL
Como mordomos que somos, ensinar o uso correto do dinheiro e dos bens confiados por DEUS a nós, à luz do ensino de JESUS.
Pontuar o dinheiro, os bens e as posses na perspectiva secular e na cristã.
Explicar o dinheiro, os bens e as posses na perspectiva do judaísmo do tempo de JESUS.
Conhecer o que JESUS ensinou sobre o dinheiro, as posses e os bens.
Conscientizar o aluno da importância de entesourar tesouros no céu.
 
PONTO CENTRAL
O dinheiro, os bens e as posses, na perspectiva de JESUS, não devem ser o significado último da vida.
 
Resumo da Lição 10 - JESUS e o Dinheiro
I. O DINHEIRO, BENS E POSSES NAS PERSPECTIVAS SECULAR E CRISTÃ
1. Perspectiva secular.
2. Perspectiva cristã.
II. DINHEIRO, BENS E POSSES NO JUDAÍSMO DO TEMPO DE JESUS
1. Ricos e pobres.
2. Generosidade e prosperidade.
III. DINHEIRO, BENS E POSSES NOS ENSINOS DE JESUS
1. JESUS alertou sobre os perigos da riqueza.
2. JESUS ensinou a confiança em DEUS.
IV. DINHEIRO, BENS E POSSES NA MORDOMIA CRISTÃ
1. Avaliando a intenção do coração.
2. Entesourando no céu.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - Na perspectiva secular, o dinheiro é apenas um elemento material; na cristã, as dimensões espiritual e material devem coexistir.
SÍNTESE DO TÓPICO II - No judaísmo do tempo de JESUS havia dois grupos sociais, os ricos e os pobres; a ideia era de que os ricos prosperavam porque tinham o favor de DEUS.
SÍNTESE DO TÓPICO III - JESUS ensinou sobre o dinheiro e alertou sobre o seu perigo. Por isso, os discípulos deviam colocar a sua confiança em DEUS.
SÍNTESE DO TÓPICO IV - JESUS ensinou a respeito do uso correto do dinheiro, mostrando o cuidado que devemos ter com a avareza.
 
JESUS, ao contrário dos rabinos, não associou a piedade com a prosperidade
PARA REFLETIR
Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:
Como é visto o dinheiro na cultura secular? Uma das formas mais comuns de enxergar o dinheiro, bens e posses na cultura secular é vê-los apenas como algo de natureza puramente material.
Como era a situação dos pobres nos dias de JESUS? Os pobres eram "o povo da terra" (Lc 21.1-4). Não possuíam nada e ainda eram oprimidos pelos ricos (Tg 2.6).
Como o judaísmo via as riquezas? A posse de bens materiais não era vista como um mal em si.
Como JESUS avaliava aqueles que possuíam riquezas? Ele avaliava não apenas as ações exteriores, mas sobretudo as atitudes interiores.
O que você pensa a respeito do ter dinheiro? É algo ruim ou bom? Resposta livre. A ideia é que o aluno responda sob a perspectiva bíblica ensinada na lição

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 62, p. 41.
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
SUGESTÃO DE LEITURA
O que Todo Professor de Escola Dominical Deve Saber, Dicionário Bíblico Wycliffe, Dicionário Vine
 
RESUMO RÁPIDO
I. O DINHEIRO, BENS E POSSES NAS PERSPECTIVAS SECULAR E CRISTÃ
1. Perspectiva secular.
Pessoas em geral - Puramente materialista. Vida financeira separada de DEUS.
Judeus - Vida financeira indica favor de DEUS.
O material é superestimado enquanto o espiritual é ignorado e suplantado.
O homem vale o que tem.
Dinheiro é rei, é deus.
 
2. Perspectiva cristã.
No cristianismo as finanças estão entrelaçadas com o espiritual, na dependência de DEUS.
O material e o espiritual caminham juntos, sendo que o espiritual se sobressai.
O espiritual é eterno e tem maior valor, enquanto o material é efêmero e tem menor valor.
O homem não vale pelo que tem, mas pelo que é, pela sua comunhão com DEUS.
Dinheiro é servo.
 
II. DINHEIRO, BENS E POSSES NO JUDAÍSMO DO TEMPO DE JESUS
1. Ricos e pobres.
Classe governamental, herodianos, e sacerdotal estavam no topo da cadeia financeira.
Líderes do exército e classe empresarial vinham em segundo (aristocracia).
Classe comercial em terceiro.
Classe pobre, oprimida e explorada pelos ricos, o povo em geral.
 
2. Generosidade e prosperidade.
Abraão, Salomão e Jó eram os exemplos de riqueza na sociedade judaica.
Como os ricos ajudavam os pobres, orientados pelos sacerdotes que lucravam com eles, o povo então considerava sua riqueza como favor de DEUS.
Para o povo - Rico - íntimo de DEUS, Pobre - longe de DEUS.
Na verdade eram obras para justificação própria e não realizadas por amor. Obras mortas.
 
III. DINHEIRO, BENS E POSSES NOS ENSINOS DE JESUS
1. JESUS alertou sobre os perigos da riqueza.
JESUS separou riqueza de boas obras. Tanto um pobre pode ser bom, quanto um rico pode ser mal.
Riqueza não indicava vida espiritual correta para JESUS, pelo contrário, podia indicar a falta dela.
O amor ao dinheiro e às riquezas conduziam à idolatria a um deus chamado Mamon.
 
2. JESUS ensinou a confiança em DEUS.
JESUS indica dependência total de DEUS e adverte para o perigo das riquezas que podem se tornar em laço para o crente.
As riquezas dão a falsa sensação de segurança e de independência das coisas espirituais.
Confiar nas riquezas para a saúde, alegria, paz e segurança é estar preso ao pecado de idolatria.
 
IV. DINHEIRO, BENS E POSSES NA MORDOMIA CRISTÃ
1. Avaliando a intenção do coração.
Avareza como amor exagerado e pecaminoso pelo dinheiro.
JESUS valorizou o desprendimento do dinheiro em Maria, irmã de Lázaro e Marta; em Zaqueu, o publicano, na mulher pecadora com sua atitude de adoração.
O que oferecemos a DEUS deve ser por amor e com alegria.
 
2. Entesourando no céu.
A mordomia cristã indica serviço prestado a um senhor, sem esperar nada em troca. Serviço feito por amor e agradecimento.
Nossos recursos e nossa vida devem ser aplicados na expansão do reino de DEUS na terra.
 
Conclusão:
Possuir riquezas pode ser considerado tanto bom quanto ruim, depende do uso que fazemos dessa riqueza. Nunca se deve procurar comprar o favor de DEUS, pois tudo o que recebemos de DEUS é pela graça, mediante a fé, não por obras para que ninguém se glorie. Sejamos mordomos fiéis com o uso das riquezas que DEUS nos proporcionar, e se não nos proporcionar riquezas, estejamos alegres por sermos livres de mais esta tentação e armadilha.
 
 
COMENTÁRIOS DE ALGUNS LIVROS COM ALGUMAS MODIFICAÇÕES DO Ev. LUIZ HENRIQUE
Moedas - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea - Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
Antes do desenvolvimento da moeda corrente, os homens trocavam mercadorias e serviços utilizando a permuta. Suas palavras para gado e para dinheiro mostram o lugar central que o gado possuía nos sistemas romanos e israelitas de permuta. A palavra lat. pecunia (dinheiro) vem de pecus (gado), enquanto a palavra hebraica comum para gado, miqneh, pode significar "preço de compra" ou "posse (adquirida por meio de compra)", como acontece em Gêneses 17.12,13; 23.18; Levítico 25.16. Naturalmente, outras mercadorias e animais, como ovelhas e cabras, também eram usados nas permutas. Hirão foi pago em azeite e trigo por sua ajuda na edificação do Templo (1 Rs 5.11).
Com o passar do tempo, o homem passou a usar metais, principalmente o ouro, a prata e o bronze, como meio de troca.
Alexandre Janeu (105-78 a.C.) foi o primeiro a usar o termo "rei" em suas moedas. Antígono Matatias (40-37 a.C), o último do macabeus, e o governante que antecedeu Herodes o Grande, cunhou uma moeda retratando um candelabro de sete hastes. Esta é a mais antiga representação conhecida do candelabro sagrado que pertencia ao Templo de Jerusalém. Muitas das moedas de Matatias eram uma liga contendo chumbo.
O período do NT.
No NT, há várias referências gerais a dinheiro. A palavra grega nomisma expressa a metade da frase "moeda do tributo" (Mt 22.19). É um termo geral para dinheiro. O Senhor JESUS usou a palavra ao falar sobre a moeda utilizada para o pagamento do imposto individual (Mt 22.19-22; Mc 12.14-18; Lc 20.21-26). A palavra grega argyrion é traduzida tanto por "prata" (At 3.6; 20.33; 1 Pe 1.18) como por "dinheiro" (Mt 25.18,27; Lc 9.3; 19.15,23; At 8.20). Ela refere-se várias vezes às moedas de prata, sem que alguma moeda em particular seja especificada; por exemplo, as 30 moedas pagas a Judas (Mt 26.15; 27.3-9) e a queima de livros no valor de 50.000 moedas (ou peças) de prata em Éfeso (At 19.19). Ao dizer aos seus discípulos para não levarem ouro, prata ou cobre em suas missões de pregação, o Senhor JESUS pode ter-se referido a moedas ou ao suprimento de metais que poderia ser usado como dinheiro (Mt 10.9). Quando JESUS virou as mesas dos cambistas (Jo 2.15), João diz que ele derramou pelo chão o kerma ("dinheiro"). Referindo-se a dinheiro, geralmente moedas de cobre, este termo transmite a ideia de dinheiro de pouco valor. Outra palavra grega transmitindo às vezes a ideia de moedas de cobre ou de pouco valor é chalkos (Mateus 10.9, "cobre"; Marcos 6.8; 12.41, "dinheiro").
Como um exemplo final, o termo grego chrema ("dinheiro") é usado tanto para uma soma exata (como a quantia que Barnabé apresentou aos apóstolos em Atos 4.37), como para quantidades indefinidas (por exemplo, na tentativa de Simão de comprar o dom do ESPÍRITO com dinheiro, Atos 8.18,20; e no caso da esperança de Félix de receber um suborno de Paulo, Atos 24.26). Durante a era do NT, as moedas podiam ser emitidas pelo próprio Império Romano, por governadores romanos, reis locais e cidades livres. Algumas moedas romanas importantes que o General Pompeu introduziu em Israel em 63 a.C. representavam diretamente o governo e o imperador romano (cf. Mt 22.19-21). No entanto, a partir de 6 d.C, os governadores romanos podiam emitir moedas localmente em nome do imperador. O nome do governador não aparecia nestas emissões, e para não ofender os judeus elas geralmente levavam símbolos neutros tais como uma espiga de cevada, uma palmeira, um ramo de oliveira, folhas de uva e outras. No entanto, Pilatos antagonizava os judeus usando símbolos pagãos em algumas de suas moedas. Um exemplo é um lepton com o verso contendo as palavras, "Tibério César", e a vara mágica de um adivinho (a adivinhação foi proibida para os judeus em Deuteronômio 18.10). O verso tinha uma grinalda com as letras da data - LI Z - ao seu redor, indicando o 17° ano de Tibério, isto é, 30-31 d.C. A letra L era o símbolo egípcio para o ano, I e Z para 10 e 7 respectivamente. Foram encontradas moedas emitidas pelos governadores romanos Copônio (6-9 d.C), Valério (15-26), Pilatos (26-36) e Félix (52-59) (cf. J. A Thompson, The Bible and Archaeology, pp. 308-309).
A classificação comum da dracma em menos de 20 centavos não é esclarecedora; com uma dracma era possível comprar uma ovelha, e, com cinco, um boi (Arndt, p. 205). A didrachma (didracma), uma moeda dupla ou de duas dracmas, era equivalente ao meio siclo judeu e era aceitável como o imposto anual do Templo para os indivíduos (Mt 17.24, com o sentido de tributo). O estater (estáter) que Pedro encontrou na boca do peixe (Mt 17.27) valia quatro dracmas, ou o equivalente ao imposto do Templo para duas pessoas.
A mina (Lc 19.13-25, gr. mna) era uma unidade monetária igual a 100 dracmas. A mina Ática valia de 18 a 20 dólares americanos nos tempos normais (Arndt, p. 526).
O talento (Mt 18.24; 25.15-28, gr. talanton) era outra grande medida de dinheiro. Era originalmente uma medida de peso, e o valor de um talento variava consideravelmente com a época, a região e o tipo de metal.
Várias moedas romanas também são mencionadas no NT. O denarion (denário, lat. denarius, que algumas versões traduzem como "centavo") era uma moeda de prata. Valia normalmente 18 centavos de dólar, mas Nero a desvalorizou, reduzindo seu valor para cerca de 8 centavos (Arndt, p. 178). O denarion era o salário diário comum de um trabalhador (Mt 20.2; cf. Mt 18.28; Jo 6.7; Ap 6.6). No século I d.C. ela era cunhada principalmente em Roma sob a direção imperial.
Quando os maliciosos fariseus e herodianos perguntaram ao Senhor JESUS se era legal que o imperador romano cobrasse dos judeus o imposto do censo (gr. kensos), Ele mandou que eles mostrassem a "moeda do tributo" (Mt 22.17-19). Então eles lhe trouxeram um dinheiro (ou denário), que era a moeda legal usada para pagar o imposto individual. Ele perguntou de quem era a imagem e a inscrição na moeda, a fim de estabelecer a base para sua resposta à tentativa de o surpreenderem em uma armadilha. O denário corrente teria sido inscrito em um latim abreviado de um lado, César, Filho Augusto do divino Augusto"; e do outro lado: "Pontifex Maximus" (isto é, sumo sacerdote), com sua mãe Lívia mostrada sentada no assento de Pax, segurando um ramo e um cetro. A moeda, portanto, representava para os judeus tanto o poder odioso do governo romano como o culto imperial blasfemo que divinizava o governante terreno, e exigia que ele fosse adorado. Contudo, o Senhor JESUS, com extraordinária habilidade, evitou condenar a cobrança de impostos dizendo aos líderes judeus: "Dai, pois, a César o que é de César e a DEUS, o que é de DEUS" (v. 21).
Os pardais ou passarinhos de Mateus 10.29 e Lucas 12.6 eram avaliados em termos de assarion (lat. assarius, "asse" ou "ceitil"). Uma moeda de cobre, que valia algo em torno de um sexto de um denário (denarion). O valor do kodrantes ou quadrante (lat. quadrans, Mt 5.26; Lc 12.59, chamado de "centavo" ou "ceitil") era um quarto do assarion, e o valor do cobre lepton era a metade do quadrante. O lepto que a viúva lançou nas ofertas do Templo (Mc 12.42; Lc 21.2 era a menor moeda em circulação.
As moedas das revoltas judaicas. Durante suas duas insurreições contra Roma, os judeus confeccionaram moedas em seu próprio nome. Em 66-70 d.C, eles cunharam moedas de um siclo de prata e de meio siclo de prata usando símbolos neutros que falavam da esperança de livramento dos judeus, e outras moedas em bronze (Y. Yadin, Masada, pp. 98, 108-109, 168-171). Lia-se na moeda de um siclo de prata a seguinte inscrição em hebraico antigo: "Siclo de Israel I"; e no verso: "Santa Jerusalém". Lia-se na moeda de bronze: "Ano 4"; o verso trazia um cálice e as palavras: "Pela Redenção de Sião" (J. A. Thompson, The Bible and Archaeology, pp. 310ss.).
Depois de esmagar a revolta judaica em 70 d.C, os romanos cunharam moedas com as letras "s.c", isto é, "com o consentimento do senado". De um lado elas mostravam a cabeça do imperador Vespasiano com seus títulos; o outro lado retratava uma mulher (representando a Judeia) debaixo de uma palmeira sob a guarda romana, e trazia as palavras: "Judaea Capta" (pode-se ver a figura e a legenda na obra de Y. Yadin, Masada, p. 215).
Durante sua revolta de 132-135 d.C. sob a liderança de Ben Kosebah (Bar Kochba), os judeus colocaram uma nova estampa sobre as moedas romanas, e confeccionaram algumas próprias, incluindo uma tetradracma de prata e um denário de prata. A tetradracma levava uma estrela acima do Templo e o nome "Simão" de um lado. O outro lado tinha a inscrição: "Pela Liberdade de Jerusalém", com uma árvore cítrica e seus galhos.
O denário trazia o nome "Simão" de um lado, e "Ano da Libertação de Israel" do outro (cf. Thompson, op. cit., p. 311).
Depois de sufocar esta rebelião, os romanos emitiram uma moeda especial mostrando o imperador com um par de bois arando as fronteiras de uma nova cidade, tendo a inscrição Colônia Aelia, o novo nome que eles deram a Jerusalém.
Uso arqueológico das moedas. Os historiadores estudam as moedas encontradas em escavações arqueológicas a fim de aumentar nosso conhecimento dos tempos bíblicos.
Algumas descrevem personagens históricas, como por exemplo, as moedas que mostram Tibério, Vespasiano e os reis herodianos. Outras, refletem os êxitos em assuntos regionais políticos e militares, por exemplo, a esperança de Israel pela independência e a conquista romana. As moedas também podem ajudar a determinar a data de ruínas arqueológicas. Por exemplo, a ocupação de um grande edifício na Jericó romana pode ser datada do final do século I a.C até aprox. 65 d.C. com base nas moedas ali encontradas, e que foram cunhadas por Herodes o Grande, Arquelau, Herodes Agripa e vários outros procuradores romanos (cf. James B. Pritchard, "The 1951 Campaign at Herodian Jericho", BASOR #123 [1951], p. 14ss.).
As moedas encontradas em Qumran, onde os Rolos do Mar Morto foram copiados ou usados, mostram que o mosteiro esteve ocupado de forma intermitente. As ocupações ocorreram do início do século I a.C. até aprox. 37 a.C, e então de 4 a.C. a 68 d.C, e finalmente de 132 a 135 d.C. Moedas datadas de 66-70 d.C. indicam que a fortaleza Masada estava inabitada na época da primeira revolta judaica e esteve em contato com Jerusalém até 69-70 d.C. (Yadin, Masada, pp. 108, 168, 172).
Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea - Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
 
SALÁRIO  
Nossa palavra salário é uma transliteração da palavra latina para sal. Soldados romanos recebiam parte de seus proventos em sal. O cloreto de sódio (sal) tornou-se um importante item comercial.
Compensação paga, em dinheiro ou bens, a um trabalhador contratado. A moeda não era o tipo mais comum de pagamento na Palestina antes do período grego. Nos tempos bíblicos, os homens eram contratados para diversos serviços, e apesar de geralmente receberem pelo dia de trabalho, existe uma referência que cita o pagamento anual (Is 16.14; 21.16). Os trabalhadores pagos eram homens livres, às vezes estrangeiros, porém eram pessoas pobres que haviam perdido suas terras.
Entre os trabalhadores pagos encontravam-se, entre outros, os trabalhadores agrícolas (Mt 20.1-16); pedreiros, marceneiros, e ferreiros, assim como aqueles que reparavam o Templo durante o império do rei Joás (2 Cr 24.12); enfermeiras (Ex 2.9), soldados (Lc 3.14); pastores (Jo 10.12) e pescadores (Mc 1.20). Até mesmo a contratação de meretrizes é mencionada (Ez 16.31).
Um escritor estima que nos tempos do NT um dia comum de trabalho seria equivalente a alguns dólares. Estes pagamentos eram acordados caso a caso, considerando-se a qualificação.
Na parábola em Mateus 20.1-16 é feita menção a um homem pagando um "denário" ou um "dinheiro" por dia (antigo ouro romano ou moeda de prata) aos trabalhadores de sua vinha.
A lei de Moisés protegia os trabalhadores contra o tratamento injusto. O salário diário deveria ser pago na noite do mesmo dia e nunca deixado para a manhã seguinte (Lv 19.13; Dt 24.14ss.). Mas acredita-se que os servos contratados deveriam ter uma vida difícil (Jó 7.1ss.). Os empregadores nem sempre mantinham sua palavra, como no caso de Labão e Jacó (Gn 31.7). Os profetas denunciavam aqueles que retinham o salário ou que oprimiam o assalariado (Jr 22.13; Ml 3.5; cf. Tg 5.4).
O termo "salário" (galardão ou recompensa) é também utilizado de forma figurativa, como a compensação recebida por aqueles que trabalham na seara do Senhor JESUS CRISTO (que é composta por almas, João 4.36), e da morte como o salário do pecado (Rm 6.23).
Leon Morris, The Wages of Sin, Londres. Tyndale Press, 1954. N. B. B. - Vida Nova
 
DINHEIRO, AMOR AO - Do grego philarguria, lit, "o amor à prata". Paulo exorta os cristãos a estarem contentes com o que têm, porque, em primeiro lugar, não trouxemos nada para o mundo quando nascemos, e não levaremos nada quando partirmos dele (1 Tm 6.7ss.). Em segundo lugar, as riquezas trazem muitas tentações. O amor ao dinheiro é a raiz, ou causa, de todos os males. Este era o pecado que constantemente afligia o jovem príncipe rico, e que o afastou de CRISTO (Lc 18.23ss.). Judas Iscariotes vendeu seu Senhor por 30 moedas de prata (Mt 26.15). Barnabé, ao contrário, tendo terras vendeu-as, trouxe o dinheiro, e depositou-o aos pés dos apóstolos (At 4.37). Ele não deu à sua riqueza a possibilidade de tornar-se um laço para sua vida. As Escrituras não condenam a posse das riquezas, mas consideram o crente que as possui como um mordomo, e não simplesmente como uma pessoa abastada. Ele deve distribuir o que tem para a glória de DEUS, e com a devida consideração pelas necessidades dos outros, tanto crentes como não crentes (1 Tm 6.17-19;G16.10;Fp2.4).
Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea - Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
 
 
O jovem rico (18:18-30)
Lucas - Introdução e Comentário - Leon L. Morris - SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA, Caixa Postal 21266, São Paulo-SP - www.vidanova.com.br
18. Somente Lucas nos conta que este homem era de posição. O termo é muito geral e, segundo Gerhard Delling, “denota oficiais romanos e judeus de todos os tipos.” Neste Evangelho, vê os oficiais como um grupo de pessoas distintas dos anciãos, dos escribas e dos principais sacerdotes. Não podemos, portanto, ser específicos e sugerir, por exemplo, que fosse um chefe de sinagoga (de qualquer maneira, visto que Mateus nos conta que ele era jovem, isto é improvável). Mas pelo menos fazia parte das classes dominantes. Sua saudação Bom Mestre, não era empregada entre os rabinos, porque atribuía ao homem um atributo que somente DEUS possuía (segundo Plummer, não existe no Talmude inteiro um só exemplo de um rabino sendo assim chamado). Era um gesto de lisonja impensada. Passou a perguntar o que deveria fazer para obter a vida eterna. Supunha que a vida eterna devesse ser merecida, e que fosse necessária alguma boa obra que não estava fazendo na ocasião.
19, JESUS passa a mostrar as falhas na posição do jovem. Ninguém é bom senão um só, que é DEUS não deve ser entendido como um repúdio do epíteto bom aplicado a Ele mesmo. Se fosse isto que queria dizer, JESUS decerto teria dito claramente que Ele era um pecador. Pelo contrário, estava convidando o oficial a refletir sobre o significado das suas próprias palavras. O que acabara de dizer tinha implicações a respeito da Pessoa de JESUS. Se Ele era bom, e se somente DEUS era bom, conforme concordava todo o ensino rabínico (ver sobre v. 18), então o oficial estava falando alguma coisa importante a respeito dEle. Longe de repudiar a divindade de JESUS, conforme alguns sustentam, a pergunta parece ser um convite para o jovem refletir sobre ela. Há também, provavelmente, ainda outra profundidade de significado na pergunta de JESUS (conforme sustentam estudiosos tais como Caird e Ellis). JESUS convida o jovem a refletir sobre aquilo que estava pedindo para si mesmo. A vida eterna que procurava era a vida na presença da temível pureza de DEUS. Se apenas refletisse sobre o que significava aquilo, decerto perceberia que estava totalmente despreparado para a benção que procurava. Passaria então a clamar por misericórdia, ao invés de buscar com complacência uma recompensa. A tragédia do jovem é que não percebia o significado do comentário, e muito menos correspondia a ele.
20,21. O oficial perguntara o que devia fazer, de modo que JESUS respondeu em termos de fazer. Dirige-o aos mandamentos. Se não quiser refletir sobre as implicações da bondade de DEUS, quem sabe se pensara qual é sua posição diante das exigências da Lei? Quando alguém leva a sério as exigências da Lei, está no caminho para chegar a CRISTO (G1 3:24). JESUS cita cinco mandamentos que tratam do nosso dever para com o nosso próximo, mas nenhum que trata daquele para com DEUS. Passara a ressaltar esta parte de outra maneira. O jovem nada vê de novo nos mandamentos, e tem certeza de que os guardou desde seus tempos de menino. Os rabinos sustentavam que a lei podia ser guardada na sua inteireza, e, por exemplo, R. Eliezer podia perguntar: “Akiba, eu tenho negligenciado qualquer coisa da Torá inteira?” (Sanhedrin 101a). A alegação do jovem, portanto, não era grotesca, embora fosse superficial. Demonstrava que não tinha pensado com suficiente profundidade sobre aquilo que significava a guarda dos mandamentos.
22. O jovem não tinha refletido sobre o significado da bondade de DEUS, nem se medira contra os mandamentos de DEUS com suficiente exatidão para perceber que não estava a altura dos padrões de DEUS. Agora JESUS deu um desafio que demonstrava que o jovem não estava a altura daquilo que era necessário. Mas a chamada para doar tudo era mais do que simplesmente um desafio dramático: demonstrava que o homem não entendera os mandamentos que professou ter guardado. O primeiro deles exige a adoração do DEUS único. Quando, porém, veio a ele a escolha, viu que nunca poderia servir a DEUS se tratasse de separar-se do seu dinheiro. Não era realmente DEUS que ocupava o primeiro lugar no seu coração.
23-25. Lucas não chega a dizer que o jovem recusou, somente que ficou muito triste. Mas está subentendida a recusa de enfrentar o desafio. JESUS passou a indicar que é muito difícil para os ricos entrarem no reino. Os afluentes sempre são tentados a depender das coisas da terra, e não acham fácil lançar-se sobre a misericórdia de DEUS (contrastar v. 13), O mesmo é verdadeiro, naturalmente, no que diz respeito aqueles cujas riquezas não são materiais: os intelectualmente destacados, os ricos em realizações morais e artísticas, e pessoas semelhantes. Tais pessoas sempre acham difícil depender de DEUS mais do que dos seus próprios esforços. Tentativas tem sido feitas para explicar as palavras de JESUS acerca do camelo e do fundo de uma agulha em termos de um camelo se espremendo por uma pequena porta lateral da cidade, ou por meio de sugerir o texto kamilon, “cabo”, em lugar de kamelon, “camelo.” Tais “explicações” são mal-orientadas. Deixam de perceber a lição. JESUS esta usando uma ilustração humorística.
26, 27, Tudo isto representa uma inversão das ideias aceitas. Sustentava- se comumente que as riquezas eram o sinal da benção de DEUS, de modo que o jovem rico tinha a melhor oportunidade para ter as coisas boas do mundo do porvir, assim como tinha neste mundo. Destarte, os que escutavam JESUS disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo? Não perguntam: “Qual rico?” mas “Quem”? Se os ricos, com todas as suas vantagens, dificilmente podem ser salvos, que esperança há para os demais? JESUS deixa claro que não há mesmo. Mas o que o homem não pode fazer, DEUS pode. A salvação, para os ricos ou para os pobres, sempre é um milagre da graça divina. Sempre é a dádiva de DEUS.
28-30. Diante disto, Pedro disse: Eis que nós deixamos as nossas casas e te seguimos. Alguns entendem que a resposta de JESUS é humorística: “De modo caprichoso JESUS promete que aqueles que deixaram o lar e a família para o serviço do reino se acharão cuidando de uma família muito maior do que aquela que deixaram” (Caird). A maioria, no entanto, entende que as palavras significam que DEUS não fica devendo a homem algum. Se alguém abre mão de qualquer coisa por amor a DEUS, será compensado no presente muitas vezes mais, sem falar na recompensa da vida eterna, na era do porvir. Seria completamente fora de harmonia com esta passagem inteira entender estas palavras no sentido de que as pessoas podem seguir a JESUS tendo em vista a obtenção de benefícios terrestres. Se seu motivo é que podem lucrar, nem sequer começaram a entender o que significa o discipulado. Mas isto não significa que DEUS os abençoara com relutância. Onde houver o espírito de abnegação, ali DEUS supre todas as necessidades dos Seus servos (cf. Fp 4:19). Ryle pensa que devemos entender as palavras num sentido espiritual, pois “
'As vezes a sabedoria de DEUS acha por bem permitir que um homem convertido sofra perda em coisas temporais na sua conversão.”
Lucas - Introdução e Comentário - Leon L. Morris - SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA, Caixa Postal 21266, São Paulo-SP - www.vidanova.com.br
 
 
AS POSSES E O REINO DE DEUS - Marcos 10.17-31 -
Marcos - Introdução e comentário - Dewey M. Mulholland - SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA, Caixa Postal 21266, São Paulo-SP - www.vidanova.com.br
JESUS continua sua jornada em direção à Jerusalém e a falar sobre o discipulado. No diálogo com um homem rico, JESUS afirma que o reino de DEUS é um dom que não pode ser conquistado por merecimento, somente pela graça. Ao mesmo tempo, a entrada no reino requer o compromisso de fazer todas as coisas segundo a vontade de DEUS em vez da vontade própria (1.15). A seguir, JESUS responde a indagação dos discípulos sobre a recompensa para os que deixaram tudo para segui-lo.
10.17-22 - Pessoas de posses também procuram a JESUS. De acordo com a prática local, pessoas de certa distinção não aparecem em público. Mas este homem quebra o costume ao procurar por JESUS com o intenso desejo de encontrar resposta para uma questão profunda. Ele ajoelha-se aos pés de JESUS e pergunta: "Bom Mestre, o que farei para herdar a vida eterna?" (v. 17). Ele rejeita a resposta ortodoxa, que diz que a salvação é para judeus circuncidados que obedecem os mandamentos. Ele faz a pergunta à pessoa certa, embora deixe transparecer que pensa ter capacidade própria para adquirir a vida eterna. JESUS adverte o homem rico a não usar o adjetivo "bom" impensada e apressadamente. DEUS é o único que é absolutamente bom. Ainda assim, JESUS parece sugerir que, pela pergunta do homem, ele pensa ser bom, embora reconheça não ser bom o bastante para merecer a aceitação de DEUS. JESUS o direciona aos Dez Mandamentos (v. 19), que eram considerados pelos judeus como estabelecendo as normas para a conduta correta. Ao focalizar a segunda tábua do Decálogo (Ex 20.13-17), ele está perguntando se o homem é "bom" a partir desses padrões que lidam com os valores sociais mais elevados: vida, propriedade, verdade e família. Esse teste é justo, pois relacionamentos humanos são mais facilmente verificáveis, enquanto que cumprir a primeira tábua (relacionamento com DEUS; Ex 20.3-8) não é tão evidente. "Mestre", ele responde, "tudo isso tenho observado desde a minha juventude" (v. 20). Sua resposta ingênua indica que o comportamento correto para ele, assim como para muitos, é uma questão de obediência externa à letra da Lei, não de caráter e intenções do coração. Falta-lhe entendimento dos mandamentos e de sua própria insuficiência para guardá-los. Quando usada adequadamente, a Lei é um espelho que mostra aos homens que eles são pecadores necessitados da graça de DEUS. A questão que JESUS propõe não é acadêmica, a condição eterna desse homem está em jogo. Para auxiliá-lo a renunciar seu conceito de justiça própria e a pedir a DEUS pelo dom da vida, JESUS declara: "Só uma coisa te falta" (v. 21). Depois de perturbar a complacência do homem com essa constatação, JESUS o desafia com uma série de cinco imperativos. Uma promessa ("terás um tesouro no céu"), separa os imperativos em dois movimentos: "Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres" e "vem, e segue-me" (v. 21). Esses cinco imperativos são, de fato, apenas uma ordem que exige uma só reação. Ele deve renunciar aquilo que se constitui no objeto de sua afeição antes de poder viver debaixo do senhorio de DEUS. A palavra de JESUS tem a intenção de mostrar ao homem os segredos do seu coração. Na realidade, ele quebrou tanto o décimo mandamento (cobiça) como o primeiro (os bens são o seu "deus"). Ele também dá falso testemunho sobre si mesmo, violando o nono mandamento. O homem permitiu que "a fascinação da riqueza e as demais ambições" sufocassem a palavra, "ficando ela infrutífera" (4.7,19). Ele tem de perder a sua vida para que possa salvá-la (8.35). Ele pensa que suas riquezas são bênçãos de DEUS (cf. Jó 1.10; 42.10; Sl 128.1-2). Enquanto que a possessão de riquezas em si mesma não é errado, as riquezas freqüentemente controlam a pessoa. Ela oferece as pessoas um meio de dominar e explorar outros, o que é o contrário do modelo de serviço de um discípulo (9.34, 10.42). Para começar, esse homem precisa rejeitar (como o primeiro mandamento requer, ou nas palavras de Mc 9.43, "corte-a") quaisquer coisas que poderiam tomar o lugar que pertence à DEUS. Se ele tivesse seguido a JESUS, ele teria cumprido o primeiro mandamento (pois quando JESUS disse, "Venha, siga-me", ele reafirma a sua unidade com o DEUS que é bom). Nossos corações somente têm espaço para uma única devoção (como Bonhoeffer disse), e nós só podemos nos entregar para o único Senhor. JESUS olhar para esse homem com uma atitude de amor, percebendo o seu conflito interior. O amor de JESUS, entretanto, não o leva a reduzir as exigências do discipulado a fim de fazer com que haja uma conversão mais facilmente. JESUS diz àquele homem que abandone as riquezas e toda a reivindicação por bens materiais. Quando as pessoas estão sob o poder de suas riquezas, elas não estão livres para seguir a JESUS. Ele oferece a si mesmo àqueles que buscam a vida e atende completamente às necessidades daqueles que o seguem. JESUS não rejeita o homem; ele demonstra amor por ele. JESUS aponta a necessidade dele e lhe confere a liberdade de escolha consciente. O homem vai embora triste, deixando para trás aquele de quem DEUS se agrada (1.11) e cuja presença traz alegria à humanidade. O homem rico se torna o mais pobre entre os pobres.
 
NOTA
v. 18 - As palavras "Por que me chamas bom?" não querem sugerir que JESUS estava consciente de pecado; ele está simplesmente conduzindo a atenção do homem ao Pai, a única fonte de bondade. v. 19 - Uma vez que roubar, enganar e cobiçar freqüentemente operam em conjunto, "não defraudarás" pode expressar o 8º, 9º e 10º mandamentos numa forma especialmente pertinente ao que possui riqueza. v. 21 - Os imperativos ("Vai, vende, dá") têm como alvo o problema maior desse homem. "Vem, e segue-me" são ordens universais, repetidas por todo o Evangelho. A necessidade básica desse homem não está limitada ao problema da riqueza. Ele não "é chamado à pobreza como um fim, mas ao discipulado de JESUS" (Hurtado, 152). • Pensar num "tesouro no céu" como recompensa por dar esmolas significa não compreender o ensino de JESUS. O homem, certamente, dava esmolas; mas JESUS lhe diz que abra mão de sua fonte de renda como condição preliminar à dedicação completa a JESUS.
v. 22 - Mateus 19.20 adiciona que esse homem era jovem; Lucas 18.18, que ele era de posição. Somente no final do diálogo (v. 22), Marcos o identifica como rico.
10.23-27 - Tendo o episódio do homem rico como base, JESUS segue elaborando sobre a dificuldade de entrada no reino de DEUS. Com uma tripla progressão de afirmações, ele coloca em cheque conceitos populares sobre a vida: v. 23 - "Quão dificilmente entrarão...os que têm riquezas!" v. 24 - "quão difícil é.. .entrar no reino" v. 27 - "Para os homens é impossível"
 
Conclusão: somente DEUS pode salvar. Os discípulos estão cada vez mais perplexos com o fato de JESUS minar a opinião, mais do que popular, de que os bons é que recebem a vida eterna. Tal mérito é tão difícil de ganhar quanto seria para um camelo (o maior animal da Palestina) passar pelo fundo de uma agulha (a menor abertura conhecida). Ainda que não esteja fazendo um chamamento universal para a vida de pobreza, JESUS, por meio de sua vida e proclamação, põe grande ênfase sobre o desprendimento da riqueza e posses. Ele ensina que ninguém pode ter a vida real sem estar disposto a perder a vida (8.34s); que ninguém pode ser realmente rico sem estar preparado para abandonar seus bens. Aqui em Marcos 10.23-27, JESUS apresenta um verdadeiro paradoxo, ao colocar dois ensinos lado a lado: vida eterna é um dom de DEUS; nossa resposta é uma vida de obediência. O dom da vida, que DEUS concede (10.13- 16), não é "graça barata". JESUS (em 10.21) "requer nossa melhor obediência e tudo o que possuímos. Ainda assim, tudo que podemos fazer não é o bastante para alcançar a vida que almejamos". A graça de DEUS faz com que tanto a salvação como o discipulado sejam possíveis.
 
NOTA
v. 24 - Alguns manuscritos inserem "para os que confiam em riquezas".
Mas JESUS já avançou para além da dificuldade do rico (v. 23) para a dificuldade de qualquer pessoa entrar no reino de DEUS. Então ele usa o provérbio sobre o camelo em preparação para a conclusão chocante de seu raciocínio: a impossibilidade humana de auto-salvação (v. 27). Explicações do tipo que diz que o "fundo de uma agulha" referia-se à uma pequena porta nos muros de Jerusalém não têm qualquer fundamento. Isso, até mesmo, contradiz o que JESUS diz aqui: entrar no reino de DEUS é mais do que difícil, é impossível sem o agir miraculoso de DEUS.
• O chamado "Evangelho da Prosperidade" tenta equiparar melhoria econômica com espiritualidade. Mas isso é outra contradição ao ensino de JESUS.
Marcos - Introdução e comentário - Dewey M. Mulholland - SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA, Caixa Postal 21266, São Paulo-SP - www.vidanova.com.br
 
O Jovem Rico e a Recompensa dos Discípulos (19.16-30; comparar com Marcos 10.17-31 e Lucas 18.18-30).
Muitas vezes se tem sustentado que neste capitulo dezenove de Mateus JESUS ensinou o que se chama de “duplo padrão” de moralidade. Para a elite espiritual, um conselho de perfeição consiste francamente de castidade absoluta, pobreza total e obediência irrestrita. Já se observou que, quanto interesse a relevante passagem sobre a castidade (vs. 10-12), e improvável que o ideal de ascetismo seja ensinado. Também parece certo que na presente seção não se dá ênfase a completa renúncia das possessões como conselho de perfeição para os que podem cumpri-lo. Só desligando inteiramente o v. 21 do seu contexto, essa ideia poderia ter algum grau de plausibilidade. É pois, importante estudar este incidente como um todo, como o mui claro relato de Mateus nos capacita a fazer até melhor do que as versões dos outros evangelistas. É evidente que este interrogante particular, chamado jovem no v. 20 e “ homem de posição” em Lucas 18,18 (VA: “ governante” ), achava que a obtenção da vida eterna se deve a realização de algum ato heroico, quando, na verdade, como o esclarece a narrativa subsequente, consiste da perseverante obediência a certo número de mandamentos que abrangem os deveres do homem para com DEUS e para com o próximo. A VA, no v. 17, segue a redação dos MSS mais recentes a fim de assemelhar o texto às passagens correspondentes de Marcos e Lucas. Não há dúvida, porém, de que a redação correta de Mateus não é, Por que me chamas bom?, mas, como na VR e na RA, Por que me perguntas acerca do que é bom? No grego a ênfase está na palavra me. JESUS com efeito está dizendo: “Tu me pedes informação a respeito da vida realmente boa, como se já não possuísses, como judeu bem instruído, revelação divina sobre o assunto. Somente DEUS é perfeitamente bom, e somente Ele pode instruir o homem acerca da boa conduta, e já o fez.
 
Se, portanto, Quiseres entrar na vida, guarda os mandamentos ordenados por DEUS” . A reação do homem a isto, clara no relato de Mateus, e deveras auto-reveladora. Ao perguntar, Quais? não só da a ideia de que em sua  opinião alguns mandamentos são menos importantes do  que outros, mas também confessa indiretamente que ha alguns, ou talvez  particularmente um, que ele falhou completamente em guardar. JESUS,  que sabe o que esta no  homem, tem consciência disto, pois, ao responder  a interrogação do jovem, especifica as injunções contra o homicídio,  o adultério, o roubo e o falso testemunho; dirige a atenção para  o dever da obediência filial aos pais; e  então, omitindo deliberadamente,  parece, o décimo mandamento, “Não cobiçaras” , passa rapidamente  ao sumario da segunda metade do decálogo, sumario contido em  Levitico 19.18: Amarás o teu próximo como a ti  mesmo. Neste ponto o  jovem O interrompe. Evitando as implicações deste ultimo mandamento,  abrangente como e, salienta que os outros mandamentos enumerados por JESUS ele de fato guardava, e, apesar disso, sabe que ainda esta fora da porta que abre o caminho para a vida eterna. Sua consciência o perturba, e, ao que parece, o motivo e que ele esta cônscio de que falhou  completamente na guarda do décimo mandamento. Esta a razão  por  que lhe falta alegria e sua vida não tem sabor. Suas riquezas aumentaram,  e ele pôs nestas o seu coração. Fez-se escravo dos bens que possui.  Ha muita riqueza na casa, mas pobreza na alma. Portanto, ha  patética emoção  em sua pergunta: Que me falta ainda JESUS sabe disso  e lhe diz que se ele quiser ser perfeito (teleios), não no sentido de ser melhor  do que os outros, mas de atingir a meta por ele visada, terá de fazer  um ataque  direto a cobiça que o mantém cativo. Terá de vender os seus  bens e dar o produto aos pobres, pois somente com essa completa submissão  ser-lhe-á possível desfrutar as riquezas celestiais; e somente  depois dessa submissão poderá responder positivamente ao convite para tornar-se seguidor de JESUS. É claro que esta ordem de JESUS no v. 21  é uma ordem especial dada numa ocasião particular a um individuo particular,  a uma vitima da  cobiça, identificada com a idolatria pelo apostolo  Paulo, cobiça que leva inexoravelmente os homens a acumular  grande riqueza e a apegar-se a ela com perversa tenacidade. Considerar  esta injunção como um conselho de  perfeição conducente a mais alto  grau de santidade e injustificável.  Que foi segundo estas linhas que esta narrativa foi interpretada na igreja primitiva, recebe alguma corroboração do fato de que no desenvolvimento que ela teve no Evangelho dos Hebreus, apócrifo, conforme citado por Orígenes em seu Comentário de Mateus, lemos que,  quando JESUS exigiu do homem tão grande renuncia, “ ele se pôs a cocar  a cabeça e não gostou da coisa; e o  Senhor lhe disse: ‘Como dizes tu, tenho  guardado a lei e os profetas, se esta escrito na lei: amaras a teu  próximo como a ti mesmo, e eis ai muitos dos teus irmãos, filhos de  Abraão, cobertos de sujeira e morrendo de fome, e  tua casa esta cheia  de muitas coisas boas, e dela nada sai para eles?’ ”  O fracasso do jovem, não conseguindo livrar-se das garras da sua  cobiça, leva JESUS a fazer aos seus discípulos a solene asseveração, um  rico  dificilmente entrará no reino dos céus (RA semelhante a VR), e a  explicar o ponto de maneira semi-humoristica, lembrando que a dificuldade  e ainda maior do que a de um camelo, o animal mais disforme e  deselegante, experimentar tentar passar pelo olho de uma agulha! JESUS não diz que e impossível um rico entrar no reino de DEUS; e de Zaqueu  em diante e grande a fila de homens ricos que tem dedicado a sua riqueza  ao servico de DEUS e  dos seus semelhantes. Mas, uma vez que uma grande riqueza pode fazer um homem fechar-se para os seus companheiros  de existencia, se o desejar, e pode torna-lo crescentemente independente deles; e visto que ela  tende a fazê-lo valorizar exclusivamente as coisas que o dinheiro pode comprar, e a não sentir necessidade de nada melhor, é-lhe mais difícil que para outros entrar pela porta estreita que encaminha para a vida eterna. Como os  judeus eram capazes de considerar a prosperidade material como sinal do favor divino, e a posse de riquezas como uma espécie de virtude, não e tão surpreendente como  doutro modo poderia parecer, que a reação dos  discípulos a essa declaração  de JESUS fosse de absoluto espanto. Sendo assim, perguntaram  eles, quem pode ser salvo! JESUS olha-os diretamente nos olhos e lhes  deu a única resposta possível: “ Sem o poder de DEUS,  ninguém” .  Quando Pedro viu o jovem partir tristemente, incapaz de reagir  positivamente ao desafio do Mestre, aproveitou a oportunidade para  por em destaque que ele e seus colegas de apostolado (o nós do v. 27 e  enfático)  tinham deixado tudo para tornar-se discípulos de JESUS. Foi  uma intervenção desnecessária e autocomplacente da parte de Pedro; e  Mateus, muito longe de deixar passar isto ligeiramente, como os críticos,  comparando a sua  obra com a de Marcos tantas vezes supõem, sublinha  a auto-complacência registrando, e dos evangelistas ele somente,  que Pedro foi avante e fez a pergunta mercenária: E nós, pois, que  teremos? (VA). Entretanto, a replica  de JESUS não e uma repreensão.  Ao contrario, deixa claro que Pedro e os outros apóstolos do Messias (vós no v. 28 é enfático, em resposta ao nós do v. 27) terão especial lugar  de honra como seus assessores quando, depois  de passar o velho mundo,  Ele for entronizado na gloria e ministrar justiça a todo o Israel de  DEUS. Mas, embora lhes pertença certo primado, JESUS imediatamente  acrescenta que na agremiação do povo de DEUS estará todo  aquele que tiver feito sacrifícios materiais e pessoais por amor dele durante a sua  peregrinação na terra. E o versículo final da seção indica que os que  chegarem por ultimo no reino de DEUS serão tratados em igualdade de  condições como os que chegaram primeiro, verdade que JESUS passa a  ilustrar na parábola que se segue.
O Evangelho Segundo Mateus - Introdução e Comentário, Prof. R. V. G. Tasker, M.A., D.D, Sociedade Religiosa Edições Vida Nova ,Caixa Postal 21266, São Paulo, SP, www.vidanova.com.br
 
1 Tm 6.9 Mas os que são ávidos por ficar ricos caem em tentação e em laço e numerosos desejos tolos e nocivos, os quais precipitam os membros da raça humana em ruína e destruição. 10 Porque o amor ao dinheiro e raiz de todos os males, e algumas pessoas, correndo para ele, se tem bandeado da fé e se tem traspassado com numerosas angústias.
Paulo não condena o “desejo” como tal. Ele não e estoico, e, sim, cristão. O que ele condena e o desejo de ser rico. Tais pessoas caem em tentação. (A palavra no original significa provação ou tentação. O exemplo clássico que ilustra primeiro um sentido e logo o outro e Tiago 1.2, 12. No presente caso, o sentido tentação e claro a luz do contexto.) Como um laço (ver sobre I Tm 3.7) mantém um animal prisioneiro, assim a paixão incontrolável pelas riquezas fecha seus tenazes tentáculos sobre os que “cobiçam ate o pó da terra” (Am 2.7). Cf. Salmo 39.6; Provérbios 28.20; Mateus 6.19-21, 24-26; 19.24; Tiago 5.1-6. Alem do mais, o pecado nunca anda só. O desejo de enriquecer faz com que o homem que, na terminologia atual, e uma “encarnação de gordos dividendos”, caia em numerosas cobiças. Um gênero de cobiça conduz a outro. A pessoa que cobiça riquezas geralmente também anela por honra, popularidade, poder, comodidade, satisfação dos desejos da carne, etc. Tudo emana da mesma raiz, o egoísmo, o qual, sendo o pior método possível para satisfazer realmente a “alma”, e um método insensato e nocivo (cf. Mt 20.26-28; ver C.N.T. sobre João 12.25, 26).  No original, a sentença e notável em virtude de sua bela aliteração.A recorrência constante a letra p (tt) capta a atenção dos olhos e dos ouvidos, e provavelmente sirva para fixar mais solidamente na mente o provérbio, como se disséssemos: “Os que vão após a opulência se precipitam a investigações malignas, ciladas arriscadas e numerosas paixões perigosas.” Estas cobiças, paixões ou concupiscências, das quais o apostolo fala, são arroladas como as quais precipitam os membros da raça humana em ruína e destruí-lo. Em vez do ganho que estavam buscando (ver v. 5), os homens cujo coração esta assentado nas riquezas só experimentam perda. No original, os termos ruína e destruição são ambos derivados de um verbo cujo significado secundário e perder. Note o caráter progressivo e culminante do movimento que e aqui retratado. Primeiro, esses homens são descritos como desejando o mal, a saber: a riqueza material. Logo perdem fé e caem em tentação e em laço e em numerosas cobiças insensatas e nocivas. Finalmente, essas cobiças os precipitam em ruína e destruição. Homens desventurados! Conduziram seu barco ate a própria borda da catarata, que, por sua vez, os lança nas terríveis profundezas. Quanto a exemplos, ver o versículo seguinte. 10. A situação exposta e correta: porque o amor ao dinheiro raiz de todos os males.97 O apostolo não diz que o amor ao dinheiro e a (única e exclusiva) raiz de todos os males existentes, mas, sim, que e uma raiz. Embora seja verdade que uma palavra não precisa estar sempre precedida pelo artigo o ou a para ser definida, certamente não seria sábio aplicar a exceção, quando isso poria conflito entre as palavras de Paulo e os fatos da experiência diária e com outras passagens da Escritura. Ha outras raízes ou fontes de males alem do amor ao dinheiro, por exemplo, a “amargura” (Hb 12.15; cf. também Tg 1.15). Mas, indubitavelmente, a avareza e uma raiz “de todos os males”, ou “de todo gênero de mal”. Ela levou o homem que possuía muitos rebanhos e tropas (na parábola de Nata) a roubar a única cordeirinha do homem pobre; o jovem rico a afastar-se de CRISTO; o rico insensato (na parábola de CRISTO) a enganar a si próprio pensando que tudo estava bem; o rico (de outra parábola relatada pelo Senhor) a negligenciar o pobre Lazaro; Judas a trair seu próprio Mestre e suicidar-se; Ananias e Safira a mentir; e os ricos opressores da epistola de Tiago (cf. Am 2.6, 7) a explorar os que trabalhavam para eles. Nenhum deles escapou ao castigo. A avidez por riquezas, alem do mais, tem sido a causa de inumeráveis fraudes, casamento por dinheiro, divórcios, perjúrios, latrocínios, envenenamentos, homicídios e guerras. E, no coração do homem, esta pecaminosa cobiça o tem levado a sofrer “muitos tormentos” (ver abaixo). No presente contexto, Paulo esta pensando especialmente nos membros da igreja, como também se faz evidente a luz do que se segue: e alguns, sendo atingidos por ele,9* se desviaram da fé e se espancaram com numerosas dores. As pessoas que assim vão após (ou “aspiram ao”, ver sobre I Tm  3.1) dinheiro são como os planetas. Elas tem vagueado da fé; literalmente, “planetado longe da fé”. A palavra planeta significa errante, pois isso e precisamente o que um planeta e. Não no sentido em que a terra ou outros planetas são “expelidos de suas orbitas designadas”. Suas orbitas foram prefixadas, de modo a ser possível, por meio de seis ou sete “elementos de uma orbita planetária” predizer exatamente onde no céu cada planeta estará. Mas em relação as estrelas “fixas”, os planetas, girando em torno do sol, parecem vaguear. Essa e a razão de seu nome. Ora, essas pessoas tem se extraviado ou se desviado da Fe, a verdade confessada pela igreja (quanto a este sentido objetivo da palavra Fe, ver p. 20). Elas tem se extraviado na atitude interior, na conduta exterior e ainda na confissão dos lábios, ou seja, nas coisas que ora estão ensinando. Mas, ao agir assim, traspassaram-se (como a pessoa que se traspassa com uma lança) com numerosas dores. Entre essas dores se encontra a inquietude, o aborrecimento, a insatisfação, a tristeza, a inveja. No bolso de um homem rico que acabara de cometer suicídio foi encontrada a soma de trinta mil dólares e uma carta que em parte dizia: “Descobri, durante minha vida, que as altas somas de dinheiro não ocasionam felicidade. Tiro minha vida porque já /não posso suportar mais a solidão e o aborrecimento. Quando era um trabalhador comum em Nova York, eu era feliz. Agora que possuo milhões, sinto-me infinitamente triste, e prefiro a morte”. (Citado por W. A. Maier, ForBetter Not For Worse [Para melhor, não para pior], p. 223.)
1 Timóteo - HENDRIKSEN, Editora Cultura Cristã.
 
Os ensinos de CRISTO abundam em advertências contra os perigos das riquezas. Ensinava que as riquezas custavam demais - podiam até custar a alma de um homem. Quando o piedoso cristão hindu, Sadhu Sundar Singh, visitou um país ocidental e viu com tristeza a grande luta em prol de se granjear riquezas, afirmou: “CRISTO teria que dizer aqui: ‘Vinde a mim vós que sois sobrecarregados com ouro, e eu os aliviarei’”. Paulo declarou que “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. Epístolas Paulinas Myer Pearlman, CPAD
 
A raiz é a fonte de uma condição moral ou espiritual. “O amor do dinheiro é a raiz de todos os males” (l Tm 6.10), e “raiz que produza erva venenosa e amarga” produz o aviltamento da apostasia (Dt 29.18; Hb 12.15).
Riqueza no NT. O NT usa cerca de um quinto da quantia dos termos para riqueza usado no AT, e apenas um destes termos aparece mais de três vezes. A palavra TtXotrcoç, o termo usado na parábola do semeador, é usada figuradamente com mais frequência que no sentido literal. Segundo Coríntios 8.2 contrasta pobreza e riqueza. Emopía refere-se à riqueza garantida por meio da produção de santuários de prata de Diana (At 19.25). “prosperar”, é usada na saudação em 3 João 2.
Paulo, em 1 Coríntios 16.2, adverte o crente a contribuir para a igreja segundo a proporção de sua prosperidade. É usada  em 1 Timóteo 6.17, onde o rico é estimulado a não depender da sua riqueza, mas de DEUS.
Teologia da riqueza. A Bíblia insiste por toda parte que DEUS é o Criador e que todas as coisas pertencem a ele. Somente ele é o Criador e o Distribuidor da riqueza. A riqueza é dom de DEUS. Em Deuteronômio 8.18 foi dito a Israel “Antes, te lembrará do Senhor, teu DEUS, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas”. O crente é apenas o administrador da riqueza de DEUS. Na o da parábola dos talentos, porém, DEUS insiste que ele deve ter um retomo de seu investimento. Em nenhuma parte na Escritura a riqueza é considerada como sendo pecaminosa em si. De fato, foi ordenado a Israel honrar a DEUS com seus bens (Pv 3.9), e o dízimo era uma parte integrante da adoração. Porém, a riqueza freqüentemente se tomava uma tentação e o salmista (SI 62.10)  sabiamente aconselhou, “se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração”. A atitude de Jó para com a totalidade de vida se aplica igualmente bem a sua fase econômica “Nu saído ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó1.21). Nos tempos do NT, o dinheiro e a filosofia se tomaram os maiores obstáculos à adoração de  DEUS. O perigo mortal do dinheiro é visto nas observações de CRISTO, “Quão dificilmente entrarão  no reino de DEUS os que têm riquezas!” (Mc  10.23); e as parábolas do rico insensato e do jovem  rico enfatizam o mesmo tema. Para  resumir, diz  CRISTO, “Não podeis servir a DEUS e a Mamom”  (Mt 6.24), e “onde estão o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Lc 12.34). Os santos do AT, por exemplo, Abraão, Davi  e Jó eram homens de grandes riquezas, mas não há nenhum santo do NT com riqueza comparável. Embora CRISTO fosse o Senhor de  toda a riqueza, ele achou apropriado passar pela  vida sem riqueza, confiando-se à misericórdias dos seus amigos.
 
SAFIRA (Nome) (Do grego Xcc7t<j) eípa, do aramaico XTDü’, bonita), mulher de Ananias. Eles venderam uma parte da propriedade e fingiram trazer o dinheiro para os apóstolos. Por sua hipocrisia em fingir não ter retido nada do dinheiro para eles mesmos e por mentir ao ESPÍRITO SANTO, ambos morreram subitamente, num intervalo de três horas um do outro, aumentando o temor da igreja primitiva e de todos que ouviram (At 5.1-11).
 
CAMPO DE SANGUE (Atos 1.19; Mt 27.9). Interpretação em Atos 1.19 para Aceldama, também chamado campo do oleiro (provavelmente no Vale do Hinom Jr 18.2,3; 19.2), adquirido pelos sacerdotes do Templo (Mt 27.7-10), com o dinheiro da traição rejeitado por Judas, apesar de Lucas (At 1.18) dizer que na realidade o mesmo fora comprado pelo traidor. A compra foi o cumprimento das profecias de Jeremias (32.6-9) e Zacarias (11.12,13).
 
O fruto do ESPÍRITO SANTO produz domínio próprio que é necessário para vencer a cobiça. Os homens devem estar satisfeitos com a comida e o vestuário, pois “os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (l Tm 6.9,10).
Enciclopédia da Bíblia - VOLUME CINCO » Q—Z, Editora Cultura Cristã
 
 
 
Mamom - Moedas e Dinheiro - Riquezas - Salário - CHAMPLIN, R.N. O Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. (CPAD)
Foi nos dias de Isaías, após a rápida introdução das manufaturas, que certos israelitas ímpios adicionaram Mamom ao seu panteão pagão, que não tardou a igualar-se ao degenerado Baal. Depois que os habitantes de Jerusalém se negaram a arrepender-se, apesar dos repetidos apelos dos profetas, a cidade foi deixada vazia por setenta anos.
Há uma excelente descrição da riqueza móvel de Tiro, em Eze. 27:12-25, descrição essa que também se aplica a Israel. O trecho de Apo. 18:11-13 provê outra excelente lista de riquezas, onde o único item que não aparece nas listas do Antigo Testamento é a seda. Contudo, alguns estudiosos debatem se Eze. 16:10 menciona ou não a seda. Nossa versão portuguesa a menciona, seguindo versões em outras línguas. Mas a seda chinesa só apareceu na Ásia Menor por volta do século I a.C. (ver Seda).
Moedas e Dinheiro.
Antes da invenção das moedas, o dinheiro era transportado sob a forma de lingotes, barras ou argolas de ouro ou de prata, mas o metal também podia ser pesado sob alguma outra forma. As joias feitas com esses metais sempre eram mais valiosas do que os metais propriamente ditos, dependendo do trabalho ai investido. O ouro que Acã roubou em Jericó (ver Jos. 7:21). literalmente, era uma «língua» de ouro. Uma dessas «línguas» foi encontrada em escavações em Gezer. Pedras preciosas de todas as variedades também eram usadas como dinheiro, mesmo após a invenção da moeda. Devido ao grande valor concentrado nas pequenas pedras preciosas, eram elas o método mais conveniente de transportar grandes somas de dinheiro. Até hoje muitos existem muitas joalheiros e montadores de joias. A moeda só foi inventada no século VII A.C.. A primeira referência veterotestamentária às moedas aparece em Esdras 2:69, onde se lê sobre as «dracmas», que eram dários persas de ouro. O Novo Testamento faz alusão a diversas moedas de ouro, de prata e de cobre.
Riquezas no Novo Testamento.
O Novo Testamento usa apenas um quinto do número de palavras para indicar riquezas, em relação ao Antigo Testamento. E apenas um desses termos gregos aparece por mais de três vezes. O grego ploutos, termo usado na parábola do semeador, é usado mais figuradamente do que de maneira literal. O trecho de II Coríntios 8:2 contrasta as riquezas com a pobreza. Euporia é termo grego que se refere às riquezas obtidas com o fabrico de nichos de Diana. Em nossa versão portuguesa essa palavra é traduzida por «prosperidade» (ver Atos 19:25). A palavra grega euodóo, «prosperar», é usada na saudação que há em III João 2. Paulo, em I Coríntios 16:2, admoesta os crentes a contribuírem para a igreja em proporção à prosperidade de cada um.
Plousios é termo grego empregado em I Timóteo 6:17, onde os ricos são exortados a dependerem de DEUS, e não de suas riquezas.
 
Teologia da Riqueza. Por toda a parte a Bíblia ensina que DEUS é o Criador, o proprietário de todas as coisas. Só ele é o Criador e o distribuidor de riquezas. A riqueza é um dom de DEUS. Em Deuteronômio 8:18, Israel foi instruído: «Antes te lembrarás do Senhor teu DEUS, porque é ele que te dá força para adquirires riquezas ... » O crente, pois, é apenas um administrador das riquezas pertencentes a DEUS. Na aplicação da parábola dos talentos, porém, CRISTO diz que ele merece um lucro em face do seu investimento.
Abusos e Obstáculos.
Em parte alguma da Bíblia as riquezas materiais são consideradas como más por si mesmas. De fato, Israel recebeu ordens para honrar ao Senhor com os seus «bens» (Pro. 3:9), e os dízimos eram uma parte integral da adoração. Não obstante, as riquezas materiais com frequência se tomavam motivo de tentação, pelo que o salmista (ver Sal. 62:10) sabiamente aconselhou:«... se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração». A atitude de Jó para com a totalidade da vida também se aplica ao seu aspecto econômico: «Nu saí do ventre de minha mãe, e nu voltarei; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!» (Jó. 1:21).
Nos dias do cristianismo primitivo, o dinheiro e a filosofia eram dois dos maiores obstáculos à adoração de DEUS em CRISTO. O perigo mortal do amor ao dinheiro se percebe na observação de CRISTO: «Quão dificilmente entrarão no reino de DEUS os que têm riquezas!» (Mar. 10:23). E a parábola do rico tolo e o episódio do jovem dirigente salientam a mesma verdade. O Senhor JESUS sumariou: «Não pode.s servir a DEUS e às riquezas» (Mat. 6:24). E também: «...porque onde está o vosso tesouro, ai estará também o vosso coração» (Luc. 12:34).
Certos personagens do Antigo Testamento, como Abraão, Davi e Jó foram homens muito abastados. No Novo Testamento não há santo que se compare com eles quanto a esse particular. Podemos observar, entretanto, que o centurião romano, acerca de quem CRISTO disse: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta» (Mat. 8:10), era homem suficientemente rico para haver construído a sinagoga de Cafarnaum, onde CRISTO ensinou (ver Luc. 7:5). E, embora JESUS CRISTO fosse o Senhor de todas as riquezas espirituais e materiais, achou por bem passar pela vida terrena sem riquezas materiais, confiando-se à compaixão de seus amigos.
10. A verdadeira riqueza é a Espiritualidade, I Tim. 6:18; Heb. 11:26; Luc. 12:21.
Mamom - Moedas e Dinheiro - Riquezas - Salário - CHAMPLIN, R.N. O Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. (CPAD)
 
Questionário da Lição 10 - JESUS e o Dinheiro
2º trimestre de 2015 - JESUS, o Homem Perfeito: O Evangelho de Lucas, o Médico Amado.
Comentarista: Pastor: José Gonçalves
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas Verdadeiras e com "F" as Falsas, conforme a revista da CPAD.
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"E, vendo JESUS que ele ficara muito __________________________, disse: Quão dificilmente entrarão no __________________________ de DEUS os que têm __________________________!" (Lc 18.24)
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
As ____________________________ não condenam a aquisição ____________________________ de riquezas, e, sim, o __________________________ a elas dispensado.
 
I. O DINHEIRO, BENS E POSSES NAS PERSPECTIVAS SECULAR E CRISTÃ
3- Qual a perspectiva secular do dinheiro, bens e posses?
(    ) O espiritual passa a dominar a vida das pessoas e isso inclui DEUS, o dinheiro, os bens e as posses.
(    ) Uma das formas mais comuns de se enxergar o dinheiro, bens e posses na cultura secular é vê-los apenas como algo de natureza puramente material.
(    ) Tanto no mundo antigo quanto no contemporâneo, é possível observar que a realidade material pareceu sempre se sobrepor à espiritual.
(    ) O material passa a dominar a vida das pessoas e isso inclui dinheiro, bens e posses.
(    ) No Mundo Ocidental, essa forma de enxergar as coisas transformou-se em uma filosofia de vida que se recusa a enxergar outra coisa além da matéria.
(    ) Por essa perspectiva, o material é superestimado enquanto o espiritual é ignorado e suplantado.
(    ) Nesse contexto, quem tem posses é valorizado, e quem não as possui nada vale.
(    ) O dinheiro, como valor material que garante posses, ganha o status de senhor em vez de servo.
 
4- Qual a Perspectiva cristã do dinheiro, bens e posses?
(    ) No contexto cristão, o mesmo DEUS que fez o espiritual é o mesmo que fez o material.
(    ) Nos ensinos de CRISTO, há sim um dualismo entre matéria e espírito!
(    ) Nos ensinos de CRISTO, não há um dualismo entre matéria e espírito!
(    ) Todavia, as coisas espirituais, por serem de natureza eterna, ganham primazia sobre as materiais, que são apenas temporais.
(    ) Na perspectiva cristã, portanto, as dimensões material e espiritual devem coexistir.
(    ) Assim como servimos a DEUS com o nosso espírito, nossa dimensão espiritual, devemos também servir com o nosso corpo, nossa dimensão material.
(    ) Dessa forma, quem se tornou participante dos valores espirituais deve também servir com seus bens materiais.
(    ) Aqui, o dinheiro, como valor material, não é visto como senhor, mas apenas como um servo.
 
II. DINHEIRO, BENS E POSSES NO JUDAÍSMO DO TEMPO DE JESUS.
5- No judaísmo do tempo de JESUS, a sociedade estava dividida em quais grupos?
(    ) Em dois grupos: os ricos e os pobres.
(    ) Em três grupos: os ricos, os de classe média e os pobres.
(    ) Na classe mais abastada, estavam os sacerdotes, participantes de uma elite que controlava o sistema de sacrifícios e lucravam com ele, e os herodianos que possuíam grandes propriedades.
(    ) Um outro grupo era formado por membros da aristocracia judaica que enriqueceu à custa de impostos de suas propriedades e ao seu comércio.
(    ) O último grupo era formado por judeus comerciantes, que, embora não possuíssem herdades, participavam ativamente da vida econômica da nação.
(    ) No extremo oposto dessa situação, estavam os pobres!
(    ) Estes eram "o povo da terra". Não possuíam nada e ainda eram oprimidos pelos ricos.
 
6- Na cultura judaica nos dias de JESUS, como era considerada a posse de bens materiais?
(    ) Não era vista como um mal em si.
(    ) Era vista como um mal perigoso na vida de quem os possuíam.
(    ) O expositor bíblico P. H. Davids observa que os exemplos de Abraão, Salomão e Jó serviam de inspiração àqueles que almejavam a prosperidade.
(    ) A ideia era que os ricos prosperavam porque sobre eles estava o favor de DEUS. Dessa forma, a prosperidade passou a ser associada à piedade.
(    ) Para evitar a avareza e a ganância, a tradição rabínica estimulava os ricos a serem generosos e solidários com os pobres, que era maioria na comunidade.
(    ) Evidentemente que essa concepção estimulava apenas as ações exteriores, sem levar em conta as atitudes interiores.
 
III. DINHEIRO, BENS E POSSES NOS ENSINOS DE JESUS
7- De que maneira JESUS alertou sobre os perigos da riqueza?
(    ) JESUS, também como os rabinos, associou a piedade com a prosperidade.
(    ) O ensino de JESUS sobre o uso das riquezas foi muito mais radical do que ensinava o judaísmo e a tradição rabínica dos seus dias.
(    ) JESUS, ao contrário dos rabinos, não associou a piedade com a prosperidade.
(    ) A riqueza de alguém nada dizia sobre a sua real condição espiritual.
(    ) Para JESUS, o perigo das riquezas estava no fato de que elas poderiam, até mesmo, se transformar numa personificação do mal e reivindicar o culto para si.
(    ) Por isso, advertiu: "Não podeis servir a DEUS e [as riquezas]".
(    ) O vocábulo traduzido como "riqueza", nesse texto, corresponde à palavra grega de origem aramaica Mammonas, traduzida na ARC como Mamom.
(    ) A riqueza pode se transformar em um ídolo, ou deus, para aqueles que a possui. Nesse aspecto, as riquezas tornam-se um obstáculo no caminho daquele que serve a DEUS.
 
8- Como JESUS ensinou a confiança em DEUS nas questões materiais?
(    ) Embora JESUS tenha mostrado que as riquezas podem, até mesmo, se tornar uma personificação do mal, Ele não as demonizou.
(    ) Na perspectiva lucana, JESUS encoraja a aquisição de riquezas, mas estimula a confiança em DEUS.
(    ) No entanto, na perspectiva lucana, JESUS desencoraja a aquisição de riquezas e estimula a confiança em DEUS.
(    ) E havia uma razão para isso. Logo após mostrar os perigos da avareza a alguém que queria fazer dEle um juiz em uma questão relacionada a uma herança.
(    ) JESUS revela a seus discípulos que a melhor forma de se proteger desse mal é confiar inteiramente na provisão divina.
(    ) As riquezas dão a falsa sensação de segurança e de independência das coisas espirituais. Daí, sua recomendação para não se confiar nelas.
 
IV. DINHEIRO, BENS E POSSES NA MORDOMIA CRISTÃ.
9- Qual a avaliação que JESUS faz sobre a questão do dinheiro e a avareza?
(    ) O ensino de JESUS sobre o uso das riquezas se resume à doação de bens e ações filantrópicas.
(    ) Os léxicos definem a avareza como um apego demasiado e sórdido ao dinheiro e mesquinhez.
(    ) Vimos que, para evitar esse mal, a tradição rabínica estimulava as práticas filantrópicas e solidárias.
(    ) O ensino de JESUS sobre o uso das riquezas vai muito além da simples doação de bens e ações filantrópicas.
(    ) Ele não se limitava a avaliar apenas as ações exteriores, mas, sobretudo, voltava-se para as atitudes interiores.
(    ) Dessa forma, valorizou as atitudes da mulher pecadora na casa de Simão, o leproso, e de Maria de Betânia, a irmã de Marta e de Lázaro.
(    ) Não era, portanto, apenas se desfazer dos bens, mas a atitude e intenção com que isso era feito.
(    ) Não basta apenas ofertar, ou dar o dízimo, mas a atitude com que se faz essas coisas.
(    ) Não era apenas doar, mas doar-se.
 
10- O que é um mordomo fiel?
(    ) Mordomo é alguém que administra os bens de outra pessoa.
(    ) Os bens pertencem àqueles que os recebem, tanto que podem usufruir deles livremente enquanto os administra.
(    ) Os bens não lhe pertencem, mas ele pode usufruir deles enquanto os administra para seu legítimo dono.
(    ) JESUS contou a parábola do administrador, ou mordomo infiel, para mostrar esse fato..
(    ) O entendimento entre os intérpretes da Bíblia é que essa parábola tem um fim escatológico.
(    ) Assim como os filhos deste mundo são perspicazes e astutos no que diz respeito ao uso de suas riquezas, assim também os filhos do Reino devem ser sábios na aplicação de seus bens.
(    ) O ensino da parábola é que o melhor investimento é usar os recursos materiais adquiridos na propagação do Reino de DEUS e, dessa forma, ganhar amigos para a vida eterna.
 
CONCLUSÃO
11- Complete:
Não há valor __________________________ no dinheiro em si. Ter dinheiro pode ser uma coisa boa ou ruim. Isso vai depender do conjunto de ___________________________ daquele que o utiliza. Certamente, usar o dinheiro para ajudar uma obra _____________________________, ou investir na obra ___________________________, é uma coisa útil e louvável. Todavia, usar esse dinheiro, como advertiu JESUS, simplesmente com a atitude de querer mais __________________________, mais prestígio, mais autossatisfação, acaba se tornando uma coisa ruim. Leiamos com cuidado o terceiro Evangelho e descubramos o exercício da verdadeira ____________________________ cristã.
 
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
www.ebdweb.com.br
www.escoladominical.net
www.gospelbook.net
www.portalebd.org.br/
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm
 
 
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