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Lição 10 - O materialismo e o ateísmo
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 4º Trimestre de 2005
E AGORA, COMO VIVEREMOS?
A Resposta Cristã para tempos de crise e calamidade moral.
Comentários da revista da CPAD: Pr. Geremias do Couto
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
 
 
TEXTO ÁUREO:
"A minha alma tem sede de DEUS, do DEUS vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de DEUS" (Sl 42.2).
A MINHA ALMA TEM SEDE DE DEUS. Assim como a água é essencial à vida física, assim também DEUS e a sua presença são essenciais à satisfação e à normalidade da vida. O verdadeiro crente terá fome e sede de DEUS e da sua graça, bênção e operação sobrenatural na sua vida.
(1) Sem sede de DEUS a pessoa morre espiritualmente. Não devemos, pois, permitir que coisa alguma faça diminuir nosso anelo pelas coisas de DEUS. Acautele-se dos cuidados deste mundo, da busca das coisas terrenas e dos prazeres que tiram a fome e sede de DEUS, e o desejo de buscar a sua face em oração (Mc 4.19).
(2) Devemos orar para que aumente o nosso anseio pela presença de DEUS, que nosso desejo pela plena manifestação do ESPÍRITO SANTO cresça, e que se aprofunde a nossa paixão pela plenitude do reino de CRISTO e sua justiça, até clamarmos por Ele de dia e de noite, com sede sincera, assim como o cervo brama pelas correntes das águas em tempos de seca (v. 1; ver Mt 5.6; 6.33).
 
    
 
VERDADE PRÁTICA:
A escala de valores e prioridades do crente precisa sempre ter DEUS em primeiro lugar, para que os homens possam ver, pelo nosso testemunho, CRISTO em nossa vida, e ver DEUS como Criador e Senhor do mundo.
 
    
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: ROMANOS 1.18-24
18 Porque do céu se manifesta a ira de DEUS sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça; 19 porquanto o que de DEUS se pode conhecer neles se manifesta, porque DEUS lho manifestou. 20 Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; 21 porquanto, tendo conhecido a DEUS, não o glorificaram como DEUS, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. 22 Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. 23 E mudaram a glória do DEUS incorruptível em semelhança da imagem de homem  corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. 24 Pelo que também DEUS os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si;
1.18 A IRA DE DEUS. A ira (gr. orge) de DEUS é uma expressão da sua justiça e do seu amor.
É a indignação pessoal de DEUS e sua reação imutável diante de todo o pecado (Ez 7.8,9; Ef 5.6; Ap 19.15) causada pelo
comportamento iníquo do ser humano (Êx 4.14; Nm 12.1-9; 2 Sm 6.6,7) e nações (Is 10.5; 13.3; Jr 50.13; Ez 30.15), e pela apostasia e infidelidade do seu povo (Nm 25.3; 32.10-13; Dt 29.24-28). (1) No passado, a ira de DEUS e seu ódio ao pecado revelou-se através do dilúvio (Gn 6-8), da fome e da peste (Ez 6.11ss), do abrasamento da terra (Dt 29.22,23), da dispersão do seu povo (Lm 4.16) e de incêndio através da terra (Is 9.18,19). (2) No presente, a ira de DEUS é vista quando Ele entrega os ímpios à imundícia e às vis paixões (ver v. 24) e leva à ruína e à morte todos quantos persistem em lhe desobedecer (1.18-3.18; 6.23; Ez 18.4; Ef 2.3). (3) No futuro, a ira de DEUS incluirá a Grande Tribulação para os ímpios deste mundo (Mt 24.21; Ap 6-19) e um dia vindouro de juízo para todos os povos e nações (Ez 7.19; Dn 8.19) "dia de alvoroço e de desolação, dia de trevas e de escuridão" (Sf 1.15), um dia de prestação de contas para os iníquos (2.5; Mt 3.7; Lc 3.17; Ef 5.6; Cl 3.6; Ap 11.18; 14.8-10; 19.15). Por fim, DEUS manifestará sua ira mediante o castigo eterno sobre os que não se arrependerem (ver Mt 10.28). (4) A ira de DEUS não é a sua última palavra aos seres humanos, pois Ele proveu um meio de escape ou salvação da sua ira. O pecador pode arrepender-se do seu pecado e voltar-se a JESUS CRISTO por fé (5.8; Jo 3.36; 1 Ts 1.10; 5.9). (5) Os crentes unidos a CRISTO devem compartilhar da ira de DEUS contra o pecado, não no sentido de vingança, mas por amor sincero à justiça e aversão ao mal (ver Hb 1). O NT reconhece uma ira santa que aborrece aquilo que DEUS odeia; ira esta evidenciada principalmente no próprio JESUS (Mc 3.5; Jo 2.12-17; Hb 1.9; ver Lc 19.45), em Paulo (At 17.16) e outras pessoas justas (2 Pe 2.7,8; Ap 2.6)
1.21 NÃO O GLORIFICARAM. Embora os versículos 21-28 tratem principalmente da depravação cada vez pior entre os ímpios, eles também apontam os princípios por que um dos pecados principais dos líderes cristãos que caem é a imoralidade (ver v. 24). (1) Quando os líderes da igreja tornam-se orgulhosos (v. 22), buscam honra para si mesmos (v. 21) e exaltam a si mesmos (a criatura) mais do que o Criador (v. 25), uma porta se abre, então, na sua vida, à impureza sexual e à vergonhosa concupiscência (vv. 24,26; ver 2 Pe 2. 2,15 ). Caso não voltem arrependidos, serão por fim controlados por uma mente pervertida (v. 28).
(2) Tais pessoas talvez prossigam na concupiscência e pecados vergonhosos, enquanto justificam seus próprios atos como sendo fraqueza humana comum, persuadindo a si mesmos que ainda estão em comunhão com o ESPÍRITO SANTO e no gozo da salvação. Fecham seus olhos à advertência bíblica de que "nenhum fornicador, ou impuro... tem herança no Reino de CRISTO" (Ef 5.5).
1.24 TAMBÉM DEUS OS ENTREGOU. Um sinal evidente de DEUS ter abandonado qualquer sociedade ou povo é que tais pessoas tornam-se obcecadas pela imoralidade e perversão sexuais. (1) A expressão: "também DEUS os entregou" à imundícia significa que DEUS abandonou essas pessoas às concupiscências mais baixas. A palavra "concupiscência" (gr. epithumia) neste versículo, denota uma paixão desenfreada por prazeres sexuais proibidos (cf. 2 Co 12.21; Gl 5.19; Ef 5.3). (2) As três etapas do abandono por DEUS, à impureza são: (a) Ele entrega as pessoas aos prazeres sexuais pecaminosos que degradam o corpo (v. 24); (b) Ele as entrega a paixões homossexuais ou lésbicas, vergonhosas (vv. 26,27); a seguir: (c) Ele as entrega a um sentimento perverso, i.e., sua mente justifica as suas ações iníquas e pensam continuamente no mal e nos prazeres dos pecados sexuais (v. 28). Essas três etapas ocorrem entre todos que rejeitam a verdade da revelação divina e que buscam o prazer na iniqüidade (v.18; ver v.27). (3) DEUS tem dois propósitos ao abandonar os iníquos ao pecado: (a) permitir que o pecado e suas conseqüências se acelerem como parte do seu juízo sobre eles (2.2); e (b) levá-los a reconhecer sua necessidade da salvação (2.4).

 
    
 
    
 
    
    
    
    
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 1 Co 1.9 A fidelidade de DEUS e seu resultado em nós
9 Fiel é DEUS, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho JESUS CRISTO, nosso Senhor.
Isaías 49.7 Assim diz o SENHOR, o Redentor de Israel, o seu SANTO, à alma desprezada, ao que as nações abominam, ao servo dos que dominam: Os reis o verão e se levantarão; os príncipes diante de ti se inclinarão, por amor do SENHOR, que é fiel, e do SANTO de Israel, que te escolheu.
1 Coríntios 10.13 Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é DEUS, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.
1 Tessalonicenses 5.24 Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.
2 Tessalonicenses 3.3 Mas fiel é o Senhor, que vos confortará e guardará do maligno.
Hebreus 10.23
retenhamos firmes a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu.
 
Terça - 2 Co 5.18-21 A graça da reconciliação com DEUS
18 E tudo isso provém de DEUS, que nos reconciliou consigo mesmo por JESUS CRISTO e nos deu o ministério da reconciliação, 19
isto é, DEUS estava em CRISTO reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação. 20 De sorte que somos embaixadores da parte de CRISTO, como se DEUS por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de CRISTO que vos reconcilieis com DEUS. 21 Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de DEUS.
5.18 NOS RECONCILIOU CONSIGO MESMO. A reconciliação (gr. katallage) é um dos aspectos da obra de CRISTO como redenção. Refere-se à restauração do pecador à comunhão com DEUS. (1) O pecado e a rebelião da raça humana trouxeram como resultado, hostilidade contra DEUS e alienação dEle (Ef 2.3; Cl 1.21). Essa rebelião provoca a ira de DEUS e seu julgamento (Rm 1.18,24-32; 1 Co 15.25,26; Ef 5.6). (2) Mediante a morte expiatória de CRISTO, DEUS removeu a barreira do pecado e abriu um caminho para a volta do pecador a DEUS (v.19; Rm 3.25; 5.10; Ef 2.15,16). (3) A reconciliação entra em vigor mediante o arrependimento e a fé pessoal em CRISTO, do pecador (Mt 3.2; Rm 3.22). (4) A igreja recebeu de DEUS o ministério da reconciliação (v. 18), para conclamar todas as pessoas a se reconciliarem com Ele (v. 20; ver Rm 3.25).
5.21 O FEZ PECADO POR NÓS. As Escrituras não declaram em nenhum lugar que CRISTO foi "pecador". Ele sempre permanece como o imaculado Cordeiro de DEUS. CRISTO tomou, sim, nossos pecados sobre si, e DEUS Pai o fez objeto do seu juízo ao tornar-se Ele uma oferenda na cruz pelos nossos pecados (Is 53.10). JESUS, ao sofrer o nosso castigo na cruz, tornou possível a DEUS perdoar os pecadores, sem violar sua própria justiça (Is 53.5; Rm 3.24-25).
5.21 NÓS... FEITOS JUSTIÇA DE DEUS. (1) "Justiça" não se refere aqui à justiça legalista, mas à justica experimental do crente como nova criatura, i.e., quanto ao seu caráter e estado moral, que se fundamenta em sua fé em CRISTO e dela flui (Fp 3.9; ver Rm 3.21; 4.22). O contexto total desta passagem (vv. 14-21) diz respeito ao crente viver para CRISTO (v.15), controlado pelo "amor de CRISTO" (v.14), tornar-se "nova criatura" em CRISTO (v.17) e desempenhar o ministério da reconciliação como representante de DEUS e da sua justiça na terra (vv. 18-20; ver 1 Co 1.30). (2) A justiça de DEUS é manifestada e experimentada neste mundo pelo crente, quando este permanece em CRISTO. Somente à medida em que vivemos em união e comunhão com CRISTO é que nos tornamos justiça de DEUS (ver Jo 15.4,5; Gl 2.20; 1 Jo 1.9).
 
Quarta - 2 Co 7.1 A santificação no temor de DEUS
1 Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de DEUS.
7.1 TEMOS TAIS PROMESSAS. Paulo afirma com toda clareza que não podemos reivindicar as promessas maravilhosas e graciosas de DEUS alistadas em 6.16-18, sem uma vida de separação e de santidade. Este fato explica por que alguns perderam sua alegria cristã (Jo 15.11), sua proteção divina (Jo 17.12,14,15), resposta às orações (Jo 15.7,16) e o senso da presença paternal de DEUS (Jo 14.21,23). Uma vida de parceria com o mundo significa perder a presença e as promessas de DEUS.
7.1 PURIFIQUEMO-NOS. Os crentes precisam purificar-se de todo pecado, do corpo e do espírito. Fazer isso significa romper totalmente com toda forma de transigência ímpia e resistir, continuamente, aos desejos da carne. Devemos mortificar as ações pecaminosas do corpo, repudiá-las cada vez mais e fugir delas (vv. 9-11; Rm 8.12,13; Gl 5.16).
 
Quinta - Gl 5.22 O fruto dos que herdam o Reino de DEUS
22 Mas o fruto do ESPÍRITO é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente cheio do ESPÍRITO e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que 5.16-26. Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses dois tipos de crentes, ao enfatizar que o ESPÍRITO e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do ESPÍRITO.
O FRUTO DO ESPÍRITO. Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do ESPÍRITO”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o ESPÍRITO dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com DEUS (ver Rm 8.5-14; 8.14; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9).
 
Sexta - Ef 3.9,10 A Igreja como o mistério de DEUS
9  e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que, desde os séculos, esteve oculto em DEUS, que tudo criou; 10 para que, agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de DEUS seja conhecida dos principados e potestades nos céus.
3.10 PRINCIPADOS E POTESTADES. Há duas interpretações possíveis deste versículo.
(1) Os "principados e potestades nos céus" podem referir-se aos anjos bons (cf. Cl 1.16). Eles contemplam a multiforme sabedoria de DEUS, à medida que Ele a demonstra através da igreja (1 Pe 1.10-12).
(2) Os "principados e potestades nos céus" podem referir-se aos poderes dominantes das trevas, na esfera espiritual (cf. 6.12; Dn 10.13,20,21), aos quais o "eterno propósito" de DEUS (v. 11) está sendo conhecido, através da proclamação da salvação pela igreja e do seu conflito espiritual com Satanás e suas hostes (cf. 6.12-18; Dn 9.2-23; 10.12,13; 2 Co 10.4,5).
 
Sábado - Ef 5.1,2 Aprendendo a imitar a DEUS
1 Sede, pois, imitadores de DEUS, como filhos amados; 2 e andai em amor, como também CRISTO vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a DEUS, em cheiro suave.
SEGUINDO O EXEMPLO
DE CRISTO. O crente, como Paulo, é chamado para seguir o exemplo de CRISTO e tornar-se semelhante a Ele (cf. Rm 13.14; Gl 3.27). Em que consiste a nossa semelhança com CRISTO?
(1) Semelhança com CRISTO é, antes de tudo, amar a DEUS e ao próximo (Mt 22.37-39; Lc 10.27). O amor do crente por DEUS motiva e dirige o seu amor pelo próximo (1 Jo 4.20,21), assim como o amor de CRISTO pelo Pai estava sempre acima de tudo. Seu amor ao ser humano tinha base e dependência nesse amor (cf. Mt 22.37-39; Jo 17.23,24).
(2) O amor de CRISTO pelo Pai é visto no seu zelo pela glória de DEUS (Mt 6.9; Jo 12.28; 17.4), pela vontade de DEUS (Mt 26.42; Jo 4.34; Hb 10.7-12), pela Palavra de DEUS (Mt 26.54; Jo 8.28, 17.14,17) e pela comunhão íntima com DEUS (Lc 5.16; Jo 17.21). Vemos este amor manifesto na sua fidelidade a DEUS (Hb 3.2) e sua disposição de executar a vontade de DEUS, dando sua vida pela nossa redenção (Mt 26.42; Jo 3.16,17; Hb 10.4-9). O amor de CRISTO pelo Pai é também revelado no seu amor à justiça e aversão ao pecado (ver Hb 1.9).
(3) O amor de CRISTO pelo ser humano é visto na sua compaixão demonstrada (Mt 9.36; 14.14; 15.32; 20.34; cf. Lc 15.11-24), na sua bondade (Mt 8.3,16,17;9.22), nas suas lágrimas (Jo 11.35), na sua humildade (Mt 11.29), na sua beneficência (At 10.38), na sua mansidão (Mt 11.29), no seu perdão (Lc 23.34), na sua paciência (Lc 13.34) e na sua misericórdia (Mt 15.22-28; Jd 21).
Ele também demonstrou amor ao reprovar o pecado (Mt 16.23; Mc 9.19; 10.13,14), ao manifestar sua indignação aos cruéis, desumanos, insensíveis ao sofrimento e às necessidades dos outros (ver Mc 3.5), ao prevenir sobre o inferno (Mt 5.29,30; Lc 12.5) e oferecer-se como sacrifício por nós (Mt 26.38; Jo 10.11,17,18; 13.1).
 
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Definir materialismo e ateísmo.
Distinguir as diversas maneiras de o materialismo e o ateísmo atuarem na sociedade.
Refutar o materialismo e o ateísmo à luz da Palavra de DEUS.
 
PONTO DE CONTATO:
Diante de uma sociedade secular e globalizada, precisamos estar atentos ao materialismo, ateísmo e todos os "ísmos" contrários à teologia bíblica.
Ante o perigo do materialismo e do ateísmo, os líderes devem instruir os crentes não apenas a respeito de DEUS como Criador e Senhor do mundo, mas também sobre a primazia que Ele tem de possuir em nossa vida.
 
 
    
 
SÍNTESE TEXTUAL:
No texto da Leitura Bíblica em Classe, o apóstolo Paulo versa sobre a impiedade. Fato semelhante ocorre em nossos dias, quando o homem deseja ser o centro de todas as coisas.
Os gentios recusaram-se a reconhecer o Criador como a fonte de toda a sabedoria. Porquanto, num ambiente ateísta e materialista, o homem sente orgulho de seu próprio conhecimento, ainda que limitado, fazendo-se sábio a seus próprios olhos. No v. 23, Paulo retrata um quadro muito sombrio. Ele mostra o que o homem sem DEUS é capaz de realizar. Os que cometem tais práticas não poderão herdar o Reino dos céus (1 Co 6.9, Gl 5.19). Além disso, aprendemos neste texto que a ira do Senhor é a reação da sua santidade contra a impiedade e que ninguém pode escapar dela. No passado, Ele a manifestou por meio do Dilúvio (Gn 6.17; 7.17-24). Já em Sodoma e Gomorra enviou enxofre e fogo (Gn 19.24-26; Lc 17.28-30). Ele também a manifestará no Juízo Final (Ap 20.1-15). Busquemos o Reino de DEUS e a sua justiça em primeiro lugar, pois, se assim fizermos, todas as nossas necessidades serão supridas.
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Ao chegar a classe, reproduza no quadro-de-giz os esquemas abaixo. A seguir, oriente os alunos para formarem quatro grupos. Dois deles deverão discutir as crenças do ateísmo e refutá-las à luz dos textos bíblicos. Os dois grupos restantes realizarão o mesmo com o materialismo. Depois, um representante de cada deverá expor os argumentos bíblicos contrários à teoria discutida. Eles terão cerca de três minutos para a exposição.
 
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
Como já vimos, o pós-modernismo é como um imenso guarda-chuva que, utilizando as insinuações do relativismo, reúne em si muitas correntes de pensamento humano. Há nele muita sutileza e astúcia. O ponto de partida de seu raciocínio é a afirmativa que DEUS não existe. A Bíblia declara que os tais são "homens que detêm a verdade em injustiça" (v.18). Materialismo é ateísmo camuflado; ateísmo é materialismo requintado.
 
    
 
I. O MATERIALISMO E O ATEÍSMO
Conceituação: O ateísmo é a doutrina filosófica que admite a não existência de Deus. Segundo o ateísta, não há qualquer prova relativa a realidade de Deus, pois as evidências pressupõem a não existência de qualquer divindade. 

Com o advento do racionalismo, os filósofos e humanistas seculares passaram a considerar o conhecimento religioso como uma espécie de conhecimento místico, necessário à humanidade enquanto esta ainda estava em sua gênese. De acordo com a epistemologia ou teoria do conhecimento, o conhecimento religioso cumpria uma função teleológica, isto é, das causas e dos fins. Como o homem primitivo não sabia explicar as causas dos fenômenos físicos, atribuía a essas manifestações da natureza causas metafísicas ou divinas. No entanto, com a ascensão da ciência e do conhecimento não há qualquer necessidade de Deus ou de divindades para explicar os fenômenos físicos ou a existência do universo, para eles. É claro que há nesse princípio argumentativo, muito preconceito em relação ao que é ou não científico. Se entendermos, como pré-científico todo o conhecimento anterior à ciência moderna, onde fica a matemática, a lógica, a filosofia? Deixaram de ser ciência com o advento da modernidade? Se pré-científico deve ser entendido como anticientífico, isto é, como mito ou mágica, é muito mais provável que a ciência tenha sua gênese nessas manifestações religiosas do que o cristianismo. Se o “poder místico ou mágico” se refere a manipular as forças da natureza por meio de fórmulas, rituais, plantas e palavras, isto não seria uma pré-manifestação do tecnicismo, por meio do qual tudo se transforma?

Não se pode argumentar ad absurdum  que o cristianismo compactua com a magia, uma vez que a tradição cristã sempre se opôs a esse tipo de religiosidade. No entanto, o cristianismo não apenas admite como também ensina a intervenção divina nas forças naturais do universo. Mas não se trata de manipulação por palavras mágicas, mas da ação soberana da vontade de Deus. Os cristãos também ensinam que toda a criação foi criada por Deus com um propósito específico; que Deus Criou e estabeleceu as leis físicas que os próprios cientistas investigam.  Como teoria do conhecimento, o ateísmo distingue-se do ceticismo, do agnosticismo e do teísmo. Vejamos:
 
O Cético
O Agnóstico
O Ateu
O Teísta
- Duvido que Deus existe.           
 
-Não tem certeza.
- Não é possível saber.
- Não é possível saber se Deus existe.
- Deus não existe.        
-Está convicto.
-Não há espaço para Deus.   
-Combate a existência de Deus.
- Deus existe.
- Está convicto.


 
 
 
 
 

1. O materialismo.

parte do falso princípio de que tudo no Universo se reduz à matéria, e que nada existe além desta. Não admite o sobrenatural, como os saduceus faziam no passado (At 23.8).

o Universo com todos os seus infinitos componentes, as inimagináveis complexidades, a assombrosa precisão e detalhes, é incriado; sem nenhuma causa originadora.

A Palavra de DEUS, repetidas vezes, expõe com clareza como DEUS criou e sustentou todas as coisas, como em Gn 1.1; Cl 1.13-17; Hb 11.3; Ap 4.11.

a Criação é um meio à disposição dos homens para que as coisas invisíveis de DEUS, bem como o seu eterno poder e a sua divindade, sejam compreendidas e aceitas como testemunho da sua existência (v.20).

a mente humana quando sincera, sequiosa e partindo de princípios lógicos, requer uma razão da existência do Universo, uma vez que do nada sem DEUS, nada surge, nada começa, nada existe (Rm 4.17).

Em sua infinita graça, DEUS quer salvar o materialista e o ateu para que ambos o glorifiquem; este é o dever de todo homem. Toda a natureza louva incessantemente ao seu Criador.

 
 

2. O ateísmo.

é a outra fachada do materialismo.

Os ateus vivem em constante conflito, pois a negação teórica de DEUS não condiz com o que pensam ao se defrontarem com a necessidade racional de se crer na existência de DEUS, apesar de a negarem verbalmente.

Muitas pessoas aderem ao ateísmo, mas diante do perigo, e das crises e da própria morte, o seu ateísmo confesso desaparece como atesta a história e os depoimentos individuais.

Os ateus e agnósticos questionam: "Se DEUS é o criador de todas as coisas; se Ele é perfeito, justo e bom, como explicar a existência do sofrimento e do mal?"

O sofrimento e o mal decorrem da queda do homem, que afetou toda a raça humana. Como escreve Mathew Henry, isto acontece sob a permissão de DEUS em virtude da obstinada apostasia de suas criaturas.

 
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II. O MATERIALISMO E O ATEÍSMO NA SOCIEDADE
 

1. Imposições ideológicas.

A igreja vive em meio a uma sociedade puramente secularista e sem DEUS.

 Os governantes de maneira geral tratam o mundo como se este se resumisse à matéria e não houvesse nada além disso, inclusive o próprio Criador.

 Em seus discursos vãos, obscurecem o próprio entendimento (v. 21; Sl 10.1-11).
 

2. Imposições sócio-econômicas.

Quanto à questão econômico-financeira, prevalece no ateísmo o princípio de que os bens materiais simbolizados pelo dinheiro são a coisa mais importante em detrimento da busca de DEUS (Sl 14.1-4).

 

 

afirmou JESUS: "Não podeis servir a DEUS e a Mamom" (Mt 6.24).

3. Imposições espirituais.

 É interessante notar que o vocábulo empregado por CRISTO, aqui, para referir-se à idolatria do materialismo - Mamom - significa "riquezas", personificando tudo aquilo que se opõe a DEUS.

 

A colocação dos bens materiais como prioridade pessoal, ou coletiva, contribui para a perda dos verdadeiros valores da vida e alimenta a expansão do materialismo ateu.

 
O Ateísmo e a Filosofia
A filosofia é uma das mais extraordinárias manifestações do conhecimento e da razão humana. No entanto, por várias vezes, recusou-se a admitir o verdadeiro conhecimento. Não há sabedoria e amor ao conhecimento quando se nega a existência de Deus: “Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o SENHOR” (Pv 21.30). Célebres filósofos se equivocaram ao afirmar a não existência de Deus. Entre esses destacamos:
 
F. Nietzsche
Afirmou categoricamente que os deuses estão se decompondo e que Deus está morto.
Karl Marx
Escreveu que possuía ódio a todos os deuses e, que a religião é o ópio do povo
J. Paul Sartre
Sentenciou que se Deus existe, o homem é um nada; se o homem existe, Deus não existe
Albert Camus
Consolidou o conceito de Nietzsche de que Deus está morto é ponto pacífico e que o filósofo não matou a Deus, mas o encontrou morto em seus contemporâneos.
 
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III. REFUTANDO O MATERIALISMO E O ATEÍSMO
 
 
Características do Ateísmo Moderno
O ateísmo moderno possui como principais características:
 
Anticristão
Não se opõe apenas as religiões, mas procura combater severamente o cristianismo. Para eles o Deus cristão é fraco e obsoleto.
Preconceituoso
Para o ateu moderno os cristãos são pessoas incultas, fracas e omissas aos problemas políticos e sociais.
Antidogmático
Rejeitam qualquer dogmatismo religioso. Não aceitam as doutrinas e valores cristãos. Considerando-os desnecessários e anacrônicos ao homem moderno.
Partidários
Muitos opositores do cristianismo e da moral cristã, são partidários de grupos marxistas que ainda consideram o cristianismo como atraso à civilização em constante progresso.

 

1. O combate pela nossa vivência da Palavra.

A perspectiva correta da relação do crente com os bens materiais foi definida por JESUS: "Mas buscai primeiro o Reino de DEUS, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6.33).

Devemos sempre ter DEUS em primeiro lugar em nossa escala de valores, para que, pelo nosso testemunho, os homens possam ver a ação do Criador no mundo.

Quando os ateus argumentam que o sofrimento, o mal e as injustiças depõem contra a existência de um DEUS perfeito, santo, bom e justo, em que padrão moral eles se baseiam para fazer semelhante alegação?

Para se chegar à conclusão do que é justo ou injusto, do que é bom ou mal, o homem precisa dispor de um padrão maior que permita esse raciocínio. Esse padrão é DEUS revelado na Bíblia.

 
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CONCLUSÃO
Concluindo, declaramos embasados na Bíblia que o Universo não é auto-existente, mas veio à existência mediante a ação criadora de DEUS. Isso lança por terra as teorias fantasiosas que sustentam o materialismo ateu. Mais do que nunca, fica evidente a veracidade das Escrituras acerca de DEUS e do mundo, bem como do anseio manifesto da alma do homem pelo seu Criador, como bem expressou Davi: "A minha alma tem sede de DEUS, do DEUS vivo" (Sl 42.2).
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Teológico
"Se os ateístas não acreditam em um DEUS, logo, eles não têm uma religião, não é mesmo? Bem, isso não quer dizer que não sejam religiosos apenas porque não acreditam em DEUS. Eles têm uma religião, a do 'não-DEUS'. Há muitas ramificações bem interessantes dessa crença do 'não-DEUS' e essas ramificações são a essência das religiões ateístas (embora algumas delas não admitam isso prontamente). (...) No entanto, as teorias de Darwin foram adotadas como um sistema de crenças por muitas pessoas. Esse é um sistema de crenças em que encontramos a doutrina do 'não-DEUS'. Sem sombra de dúvida, há religião no naturalismo (embora seus adeptos jamais caracterizam suas crenças como uma "religião", pois este termo tem traços muito próximos de 'DEUS', que é negado por eles). Você jamais lerá uma placa com os seguintes dizeres: 'Primeira Igreja do Ateísmo'. Tampouco encontrará um templo dedicado a Darwin, o Divino. Contudo, não deixe que isso o ludibrie" (BICKEL, Bruce & STAN, Jantz. Guia de seitas e religiões. RJ:CPAD, 2005, p.282.)
 
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Questionário da Lição 10 O MATERIALISMO E O ATEÍSMO
TEXTO ÁUREO:
1- Complete:
"A minha ______ tem sede de DEUS, do DEUS vivo; quando _____________e me apresentarei ante a ________ de DEUS"
(Sl 42.2).
 
VERDADE PRÁTICA:
2- Na escala de valores e prioridades do crente, o que precisa sempre ter em primeiro lugar, para que os homens possam ver, pelo nosso testemunho, CRISTO em nossa vida, e ver DEUS como Criador e Senhor do mundo.
( ) DEUS.
( ) O Homem.
( ) Sua mãe.
 
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
3- Como é o pós-modernismo que, utilizando as insinuações do relativismo, reúne em si muitas correntes de pensamento humano?
( ) Como um imenso globo.
( ) Como um imenso guarda-chuva.
( ) Como um imenso muro.
 
4- Qual o ponto de partida do raciocínio pós-modernista?
( ) É a afirmativa que DEUS não existe.
( ) É a afirmativa que DEUS existe.
( ) É a afirmativa que DEUS controla tudo.
 
I. O MATERIALISMO E O ATEÍSMO
5- O que é o materialismo? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) O materialismo, como o termo deixa entrever, parte do falso princípio de que tudo no Universo se reduz à matéria, e que nada existe além desta.
(   ) O materialismo, não admite o sobrenatural, como os saduceus faziam no passado (At 23.8).
(   ) Segundo os materialistas, o Universo com todos os seus infinitos componentes, as inimagináveis complexidades, a assombrosa precisão e detalhes, é incriado; sem nenhuma causa originadora.
(   ) O materialismo, admite o sobrenatural, como os judeus faziam no passado (At 23.8).
 
6- Refute o materialismo, biblicamente: Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) A Palavra de DEUS, repetidas vezes, expõe com clareza como DEUS criou e sustentou todas as coisas, como em Gn 1.1; Cl 1.13-17; Hb 11.3; Ap 4.11.
(   ) De acordo com a Palavra de DEUS, a Criação é um meio à disposição dos homens para que as coisas invisíveis de DEUS, bem como o seu eterno poder e a sua divindade, sejam compreendidas e aceitas como testemunho da sua existência (v.20).
(   ) O Universo com todos os seus infinitos componentes, as inimagináveis complexidades, a assombrosa precisão e detalhes, é incriado; sem nenhuma causa originadora.
(   ) Os materialistas e ateus, por estarem vivendo na cegueira espiritual, não conseguem enxergar nada além do mundo físico, apesar de todas as coisas criadas apontarem para sua causa primária, que é DEUS (Jó 12.7-9; Sl 19.1-6; Jo 1.3).
(   ) A mente humana quando sincera, sequiosa e partindo de princípios lógicos, requer uma razão da existência do Universo, uma vez que do nada sem DEUS, nada surge, nada começa, nada existe (Rm 4.17).
 
7- O que DEUS que fazer com o materialista e o ateu e por que?
( ) Em sua infinita graça, DEUS quer salvar o materialista e o ateu para que ambos sejam justificados pelas suas idéias.
( ) DEUS quer condenar o materialista e o ateu para que ambos sejam lançados no inferno.
( ) Em sua infinita graça, DEUS quer salvar o materialista e o ateu para que ambos o glorifiquem; este é o dever de todo homem.
 
8- O que é o ateísmo? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) O ateísmo é a outra fachada do materialismo.
(   ) Diversas são as correntes ateístas, mas todas correm na mesma vala da descrença.
(   ) Alguns afirmam radicalmente que DEUS jamais existiu, outros o vêem apenas como um mito que perdeu o seu significado graças ao progresso do conhecimento humano.
 
9- De que maneira vivem os ateus e por que?
( ) Vivem com DEUS pois apenas pensam na não existência de DEUS, apesar de a negarem verbalmente.
( ) Vivem em constante alegria, pois a negação de DEUS lhes dá prazer e certeza de salvação.
( ) Vivem em constante conflito, pois a negação teórica de DEUS não condiz com o que pensam ao se defrontarem com a necessidade racional de se crer na existência de DEUS, apesar de a negarem verbalmente.
 
10- Muitas pessoas aderem ao ateísmo, mas diante do perigo, e das crises e da própria morte, o que acontece com seu ateísmo confesso?
( ) Aparece realmente como atesta a história e os depoimentos individuais.
( ) Manifesta-se claramente como atesta a história e os depoimentos individuais.
( ) Desaparece como atesta a história e os depoimentos individuais.
 
11- "Se DEUS é o criador de todas as coisas; se Ele é perfeito, justo e bom, como explicar a existência do sofrimento e do mal?
( ) " O sofrimento e o mal decorrem da queda do homem, que afetou toda a raça humana".
( ) " O sofrimento e o mal decorrem da vontade de DEUS, que deseja ver sofrer o homem".
( ) " O sofrimento e o mal decorrem do abandono total de DEUS, da raça humana".
 
II. O MATERIALISMO E O ATEÍSMO NA SOCIEDADE
12- Como tratam o mundo, seus governantes de maneira geral?
( )  Tratam o mundo como se este se resumisse à matéria, monos seu próprio Criador. Em discursos brilhantes, alcançam o próprio entendimento (v. 21; Sl 10.1-11).
( )  Tratam o mundo como se este se resumisse à matéria e não houvesse nada além disso, inclusive o próprio Criador. Em seus discursos vãos, obscurecem o próprio entendimento (v. 21; Sl 10.1-11).
( )  Tratam o mundo como se este se resumisse ao próprio Criador. Em seus discursos, esclarecem o entendimento (v. 21; Sl 10.1-11).
 
13- Como é a questão econômico-financeira, no ateísmo?
( ) Prevalece no ateísmo o princípio de que os bens materiais são apenas dinheiro, coisa sem importância na busca de DEUS.
( ) Prevalece no ateísmo o princípio de que os bens materiais simbolizados pelo dinheiro são de pouca importância.
( ) Prevalece no ateísmo o princípio de que os bens materiais simbolizados pelo dinheiro são a coisa mais importante em detrimento da busca de DEUS (Sl 14.1-4).
 
14- A que se refere o termo "Mamom" empregado por CRISTO em Mt 6.24?
( ) Refere-se à idolatria do cristianismo.
( ) Refere-se à idolatria do espiritualismo.
( ) Refere-se à idolatria do materialismo
 
15- O que significa Mamom?
( ) Significa "belezas", personificando tudo aquilo que se opõe a DEUS.
( ) Significa "riquezas", personificando tudo aquilo que se opõe a DEUS.
( ) Significa "sutilezas", personificando tudo aquilo que se opõe a DEUS.
 
III. REFUTANDO O MATERIALISMO E O ATEÍSMO
16- Como se dá o combate pela nossa vivência da Palavra?
( ) Tendo DEUS como o centro da nossa vida e como o Criador e Senhor do Universo.
( ) Tendo DEUS como o centro do Universo e o homem como seu controlador.
( ) Tendo DEUS como o centro da criação e o homem como senhor do Universo.
 
17- A perspectiva correta da relação do crente com os bens materiais como foi definida por JESUS?
( ) "Mas buscai primeiro o Reino de DEUS, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas"
( ) "Mas buscai primeiro o Reino ateísta, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas"
( ) "Mas buscai primeiro o Reino materialista, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas"
 
18- Quando os ateus argumentam que o sofrimento, o mal e as injustiças depõem contra a existência de um DEUS perfeito, santo, bom e justo, em que padrão moral eles se devem basear, para fazer semelhante alegação?
( ) Esse padrão é DEUS revelado no materialismo.
( ) Esse padrão é DEUS revelado no ateísmo.
( ) Esse padrão é DEUS revelado na Bíblia.
 
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subsídio CPAD - Lição 10 - O Materialismo e o Ateísmo
Esboço da Lição
Introdução
I.    O Materialismo e o Ateísmo
II.   O Materialismo e o Ateísmo na Sociedade
III. Refutando o Materialismo e o Ateísmo
Conclusão

Palavras-chaves deste Estudo

Ateísmo; Ateu; Matéria; Materialismo; Razão; Racionalismo; Ceticismo; Agnosticismo; Teísmo; Epistemologia.
 
 Introdução
“Em Hobbes, o racionalismo de Bacon se transformara em um ateísmo e materialismo inflexíveis; uma vez mais, nada iria existir, a não ser ‘átomos e o vazio’”, disseca Will Durant, concernente a ascensão do  racionalismo e o nadir da crença em Deus.

Neste subsídio discutiremos o tema da lição, primeiramente, definindo o étimo do termo ateu e seu desdobramento nas Escrituras. A seguir, conceituaremos o ateísmo e faremos uma síntese do pensamento de quatro filósofos: Nietzsche, Marx, Sartre e Camus. Não trataremos do materialismo em razão de este assunto já ter sido comentado em lições anteriores – motivo pelo qual entendemos não ser necessário repisar o assunto, uma vez que não resta muitas dúvidas quanto ao conceito principal.
 
I. Definição
1.1. Etimologia: O vocábulo ateu é formado pelo prefixo grego de negação a (“não”, “provação”, “negação”) e pelo substantivo theos, isto é, “deus” ou “Deus”. Literalmente atheos, significa “sem Deus”. A palavra “ateísmo”, no entanto, é formada pelos dois termos anteriores e o sufixo “ismo” que denota “doutrina”, “sistema”, ou “ensino”. O ateu é aquele que não crê em Deus, enquanto o ateísmo designa a filosofia ou os ensinos dos ateus.

a) Novo Testamento:
O termo aparece uma única vez no grego neotestamentário em Efésios 2.12: “que naquele tempo, estáveis sem Cristo [chōris Christou], separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus [atheoi] no mundo”.  (grifo nosso). 

O termo grego atheoi, neste contexto, tem o sentido de “não pertencente a Deus”, “sem Deus”, em vez do significado corrente de negar racionalmente a existência de Deus, como o fazem os filósofos ateus. O tipo de ateísmo que este termo (que é um hapax legoumenon[1]) descreve é o denominado “ateísmo prático”, ou seja, aquele que vive como se Deus não existisse ou que a divindade não tem qualquer significado para ele, quer exista ou não. Neste sentido, pode até mesmo ser uma pessoa teísta, mas que não conhece o verdadeiro Deus: “Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (1 Co 8.5,6).

Observe que atheoi no texto de Efésios, não quer dizer que a pessoa assim referida não cria em alguma divindade, mas que ignorava a existência do Deus de Israel. É assim que devemos entender o advérbio de negação chōris, traduzido em diversas passagens por “separadamente”; “à parte de alguém”; “longe de alguém”. Literalmente a expressão chōris Christou, quer dizer “longe de Cristo”, “afastado de Cristo” e não antichristo, isto é, “contrário ou oposto a Cristo”. O texto de Coríntios não deixa de ser menos revelador. Paulo reconhece que as nações pagãs possuem suas divindades nacionais, entretanto,  há  um só Deus. Veja que estas não são culpadas de ateísmo, mas politeísmo, por não crerem no único Deus verdadeiro. A própria expressão theoi polloi, isto é, “muitos deuses” formam a palavra “politeísmo” [polli-teos] (cf. 1 Co 8.5). Portanto, à luz de Efésios 2.12, “sem Deus”, atheoi, quer dizer “sem o verdadeiro Deus de Israel”.Portanto, do ponto de vista histórico, o ateísmo em certas circunstâncias corresponde à rejeição de deuses privados ou de uma divindade em especial.

É assim, por exemplo, que devemos entender a acusação de ateísmo contra Anaxágora e Sócrates. O primeiro condenado de ateísmo por afirmar que o sol era maior que o Peloponeso e, o segundo, por corromper os jovens e negligenciar os deuses durante uma cerimônia de adoração. Até mesmo os cristãos foram considerados ateus no Império Romano. No século II, Justino fez referência a acusação de ateísmo contra os cristãos. Em sua Primeira Apologia escreve a respeito da turba colérica que gritava contra os cristãos “Morte aos ateus, morte aos sem-Deus”. Em resposta, o apologista sentenciou: “Somos ateus de todos os pretensos deuses”. Estas manifestações são consideradas como “pseudo-ateísmo”, uma vez que os envolvidos criam em alguma divindade, mas rejeitavam a forma grotesca, antropomórfica e pagã de certos cultos e religiões.
[1]1] Hapax legoumenon, significa “dito ou escrito uma única vez”. Quando este termo é empregado quer dizer que o termo relacionado aparece apenas uma vez nas Escrituras. Para saber mais sobre hapax legoumenon, suas divisões e os métodos de interpretação relacionados, consulte: BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica fácil e descomplicada. 3 ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.181-188.

b) Antigo Testamento:
Não há no Antigo Testamento um termo hebraico próprio para expressar o conceito de ateu à semelhança do grego neotestamentário. Em Salmos 14.1, o nābāl, isto é, “o louco”, “insensato” ou “ateu” é aquele que vive como se Deus não existisse (cf. Sl 53.1). Este é o louco que blasfema contra o Senhor (Sl 74.18). O povo de Israel também é definido como ‘am nābāl, isto é, “povo insensato ou ateu” em razão de não reconhecer os grandes benefícios proporcionados pelo Senhor Deus de Israel (Dt 32.6). Nestas referências, o termo hebraico nābāl designa, provavelmente, não alguém que está sinceramente convicto de que Deus não existe, mas que está mal orientado quanto a existência de Deus. O texto da Septuaginta – tradução grega do texto hebraico – verte o termo hebraico citado por aphrōn, ou seja, “tolo”, “ignorante”. 

A expressão Ouk estin Theos, isto é, “Não há Deus” denuncia o estado de completa ignorância e tolice de quem assim pensa e vive. O ateísmo tanto prático quanto teórico é, segundo as Escrituras, a principal causa da corrupção e degeneração do homem (Sl 14; 53; Rm 1.18-32). O insensato que vive como se Deus não existisse ou que O confunde com a criação, possui um “coração insensato” (Rm 1.21). No original a expressão “coração insensato”  (asynetos kardia), é literalmente, “sem entendimento de coração”. Se considerarmos o termo kardia de acordo com idiomatismo hebraico,  podemos afirmar que o ateu ou insensato é “aquele que vive sem o conhecimento de Deus”. E, pelo que se depreende de uma leitura atenciosa de Romanos 1.18-32, o ateu ou ignorante é aquele que não conhece o Deus único e verdadeiro. Vários termos empregados por Paulo se relacionam diretamente a falta de episteme ou conhecimento correto acerca de Deus.
 
VERSÍCULO        
TERMO  
SIGNIFICADO
v. 18                
Apokalyptetai     
Descoberto está            
v. 19    
gnōston             
que se pode conhecer
 
phaneron                     
manifesto
v. 20               
nooumena                     
entendidas
v. 21                
gnontes             
tendo conhecido
 
dialogismois                  
cogitações
 
asunetos                      
sem entendimento
v.22
sophoi   
sábios
 
emōranthēsan     
se fez estultos
v. 28              
epignōsei                      
conhecimento sobre
v. 31                
asunetous          
sem entendimento
v.32
epignotes                      
tendo conhecimento sobre
 
 
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Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva.

 
 
 
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