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PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2006
TEMA – Salvação e justificação – Os pilares da vida cristã
COMENTARISTA : Elieser Lira
 
Lição 10 - O CRISTÃO E O ESTADO
 
Questionário
COMENTÁRIOS DO LIVRO - Série Cultura Cristã - F.F.Bruce
COMENTÁRIOS REVISTA CPAD 2º Trim. 1998
Resumo da Lição do 1º Trimestre de 2006
 
 
Nunca foi da vontade de DEUS um governo humano e sim um governo Dele próprio.
O governo de DEUS é Teocracia e nenhuma outra forma como Parlamentarismo, Presidencialismo, Democracia, Ditadura, Absolutismo, Autoritarismo ou Regência, deveria ser desejada pelo povo que DEUS escolheu para ser seu povo e deste povo vir a nascer o salvador.
Em 1Sm 8.5 E disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações.
6 Porém esta palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao SENHOR.
7 E disse o SENHOR a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles.8 Conforme a todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até ao dia de hoje, a mim me deixaram, e a outros deuses serviram, assim também fazem a ti.
DEUS manda avisar ao povo o que um rei lhes faria passar:
9 Agora, pois, ouve à sua voz, porém protesta-lhes solenemente, e declara-lhes qual será o costume do rei que houver de reinar sobre eles.
10 E falou Samuel todas as palavras do SENHOR ao povo, que lhe pedia um rei.11 E disse: Este será o costume do rei que houver de reinar sobre vós; ele tomará os vossos filhos, e os empregará nos seus carros, e como seus cavaleiros, para que corram adiante dos seus carros.12 E os porá por chefes de mil, e de cinqüenta; e para que lavrem a sua lavoura, e façam a sua sega, e fabriquem as suas armas de guerra e os petrechos de seus carros.13 E tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras.14 E tomará o melhor das vossas terras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais, e os dará aos seus servos.15 E as vossas sementes, e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais, e aos seus servos.16 Também os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores moços, e os vossos jumentos tomará, e os empregará no seu trabalho.17 Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe servireis de servos.18 Então naquele dia clamareis por causa do vosso rei, que vós houverdes escolhido; mas o SENHOR não vos ouvirá naquele dia.
O povo não quis saber dos avisos, já estavam corrompidos pelas nações à sua volta:
19 Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei.
20 E nós também seremos como todas as outras nações; e o nosso rei nos julgará, e sairá adiante de nós, e fará as nossas guerras.21 Ouvindo, pois, Samuel todas as palavras do povo, as repetiu aos ouvidos do SENHOR.22 Então o SENHOR disse a Samuel: Dá ouvidos à sua voz, e constitui-lhes rei. Então Samuel disse aos homens de Israel: Volte cada um à sua cidade.
A resposta de DEUS àqueles que lhe pediram um rei foi:
1Sm 10.19 Mas vós tendes rejeitado hoje a vosso Deus, que vos livrou de todos os vossos males e trabalhos, e lhe tendes falado: Põe um rei sobre nós. Agora, pois, ponde-vos perante o SENHOR, pelas vossas tribos e segundo os vossos milhares.
 
O grande erro de Saul, o primeiro rei de Israel, foi o de querer possuir, ao mesmo tempo, o poder político e o poder religioso ou eclesiástico. Nem mesmo Satanás conseguirá lidar com estes dois poderes, pois o seu governo, durante a Grande Tribulação assumirá o controle desses dois setores, mas ruirá, será destruído pelo único capaz de possuir estes dois poderes ao mesmo tempo e não se corromper e ainda sair vitorioso, o rei dos reis, o senhor dos senhores, o sacerdote dos sacerdotes, JESUS CRISTO, que governará por mil anos esta Terra, sobre os dois poderes (político e religiosos), não se corromperá e será vitorioso.
 
Um grande exemplo de que a igreja não deve se meter com a política é a Irlanda, onde os protestantes, os que se dizem crentes, estão a disputar lugar com os católicos na política. Lá, ocorre o maior erro doutrinário da igreja no planeta Terra, hoje, o maior escândalo religioso do mundo, a disputa pelo poder terreno de um país. É o péssimo testemunho daqueles que deveriam estar trabalhando em prol do reino de DEUS e não de seu próprio reino.
 
JESUS disse: O meu reino não é deste mundo.
 
 
 
TEXTO ÁUREO
"Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra" (Rm 13.7).
 
 
 
 
VERDADE PRÁTICA
O crente tem como obrigação cumprir os seus deveres como cidadão, visando acima de tudo a glória do nome de DEUS.
 
 
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 13.1-7
1 Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de DEUS; e as autoridades que há foram ordenadas por DEUS. 2 Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de DEUS; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. 3 Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela. 4 Porque ela é ministro de DEUS para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de DEUS e vingador para castigar o que faz o mal. 5 Portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência. 6 Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de DEUS, atendendo sempre a isto mesmo. 7 Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.
13.1 SUJEITA ÀS AUTORIDADES SUPERIORES. DEUS ordena que o cristão obedeça ao estado, porque este, como instituição, é ordenado e estabelecido por DEUS. DEUS instituiu o governo porque, neste mundo caído, precisamos de leis para nos proteger do caos e da desordem como conseqüências naturais do pecado.
(1) O governo civil, assim como tudo mais na vida, está sujeito à lei de DEUS.
(2) DEUS estabeleceu o estado para ser um agente da justiça, para refrear o mal mediante o castigo do malfeitor e a proteção dos elementos bons da sociedade (vv. 3,4; 1 Pe 2.13-17).
(3) Paulo descreve o governo, tal qual ele deve ser. Quando o governo deixar de exercer a sua devida função, ele já não é ordenado por DEUS, nem está cumprindo com o seu propósito. Quando, por exemplo, o estado exige algo contrário à Palavra de DEUS, o cristão deve obedecer a DEUS, mais do que aos homens (At 5.29, cf. Dn 3.16-18; 6.6-10).
(4) É dever de todos os crentes orarem em favor das autoridades legalmente constituídas (1 Tm 2.1,2).
13.4 A ESPADA. A espada é freqüentemente associada à morte, como instrumento da sua execução (Mt 26.52; Lc 21.24; At 12.2; 16.27; Hb 11.34; Ap 13.10). DEUS, claramente, ordenou a execução de criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros (Gn 9.6; Nm 35.31,33).
 
1 Pedro 2.13-17
13 Sujeitai-vos, pois, a toda ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; 14 quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores e para louvor dos que fazem o bem. 15 Porque assim é a vontade de DEUS, que, fazendo o bem, tapeis a boca à ignorância dos homens loucos; 16 como livres e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de DEUS. 17 Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a DEUS. Honrai o rei.
Mateus 22.21 Disseram-lhe eles: De César. Então, ele lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César e a DEUS, o que é de DEUS.
Romanos 13.1 Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de DEUS; e as autoridades que há foram ordenadas por DEUS.
1 Timóteo 2.1 Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, 2 pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade.

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COMENTÁRIOS REVISTA CPAD 2º Trim. 1998 -  Lição 11 - O CRISTÃO E O ESTADO - Com. Esequias Soares
 
TEXTO ÁUREO .
"Dai, pois, a César o que é de César e a DEUS. o que é de DEUS" (Mt 22.21). 
 
VERDADE PRÁTICA 
DEUS delegou poder às autoridades para administrar o Estado, manter a ordem pública para o bem-estar social e garantir o direito de seus cidadãos. 
 
LEITURA DIÁRIA 
Segunda - Dt 17.14-20 Os deveres de um rei 
Terça - Tt 3.1,2 O cristão não deve difamar o governo 
Quarta - Is 10.1,2 A visão de DEUS aos parlamentares 
Quinta - Fp 3.20 O crente é cidadão do céu 
Sexta - At 22.25-28 A cidadania do céu não anula a cidadania terrestre 
Sábado -1 Pe 2.13,14 A obediência às autoridades 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 
ROMANOS 13.1-7 
 
 Cada lição deste trimestre oferece uma oportunidade preciosa para corrigirmos atitudes e valores errados que nossos alunos trazem na bagagem de sua educação ao longo de suas vidas. Sugerimos que aproveite esta ocasião para ajudá-los a se posicionarem no exercício da cidadania. 
Para esta aula você pode dividir a classe em três grupos, pedindo-Ihes que estudem os versículos 8, 9 e 10 de Romanos 13. 
Dê-Ihes alguns minutos para estudo do texto. Peça que cada grupo apresente relato da pesquisa feita a um desses versículos. 
Complete a reflexão dos grupos, explorando ao máximo os versículos estudados. E, usando a técnica de perguntas e respostas, incentive a participação de todos procurando averiguar as idéias preconcebidas. 
 
PONTO DE CONTATO 
Você sabe o que é ser patriota? É a pessoa que ama a pátria e procura servi-Ia. O patriotismo é, normalmente, fruto de uma boa educação. Contudo, um crente submisso a DEUS, mesmo que não tenha tido uma boa formação, intercede pelo seu povo, obedece às autoridades e é fiel aos compromissos para com a sua pátria. Você, professor, pode ajudar seus alunos a assumirem atitudes corretas para com a sua nação. 
 
OBJETIVOS:
No término desta aula seus alunos deverão estar aptos a:
Identificar o compromisso do cristão com as duas pátrias - a terrestre e a celestial.
Justificar porque o cristão deve ser submisso às autoridades.
Diferenciar a conduta do cristão diante do Estado quando suas leis ferirem a consciência cristã fundamentada na Bíblia. 
 
INTRODUÇÃO
Ser cristão não nos exime de nossos deveres cívicos. A Igreja na condição de segmento da sociedade deve ser submissa ao Estado. A Epístola aos Romanos discorre sobre os cristãos quanto ao seu relacionamento com Estado. É sobre isso que vamos estudar hoje, na apropriada seção da Epístola. 
 
COMENTÁRIO 
Esta lição define com clareza os papéis estabelecidos por DEUS para Seus filhos no exercício da cidadania. Estudaremos as atitudes de JESUS e Seus discípulos diante dos deveres para com o Estado e às autoridades constituídas. Estas autoridades foram estabelecidas por DEUS para o bem, para a ordem e o cumprimento da lei. Portanto, seguindo o exemplo do Mestre, o cristão deve submeter-se às autoridades conscientemente. 
 
I. CONCEITO DE ESTADO 
1. Estado. O apóstolo nessa breve seção de sete versículos, descarta a possibilidade de a Igreja desconsiderar as autoridades constituídas. O Estado é a nação politicamente organizada ou uma coletividade organizada para fins de governo, e a política é a arte de bem governar e administrar. Onde houver uma comunidade, há necessidade de uma hierarquia política e de uma organização para protegê-la, beneficiá-la e regê-la por leis que regulamentem com justiça e eqüidade a vida em sociedade. 
 
2. Pátria. Disse Rui Barbosa: "A pátria não é ninguém: são todos... não é um sistema e nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo, é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade". O cristão, portanto, deve ser patriota, pois é um filho de DEUS, tendo na sua vida o amor de DEUS e a direção do ESPÍRITO SANTO para praticar a justiça baseada no amor cristão. 
 
3. As duas pátrias. O apóstolo Paulo também era cidadão de duas pátrias - cidadão do céu (Fp 3.20) e ao mesmo tempo cidadão romano (At 22.25-28). Era cidadão romano, mesmo sendo judeu e, portanto, pertencente a uma raça subjugada por Roma. Ele reconhecia essa dupla cidadania, pois não renunciou a sua cidadania da terra por se tomar cristão, antes se valeu de suas prerrogativas (At 25.11). Por isso também temos compromisso com as duas pátrias - a terrestre e a celestial.
 
4. As leis romanas. Roma era um império tirano e pagão. Uma pirâmide de corrupção e poder, quase que indestrutível. Mesmo assim, suas leis protegeram até mesmo o apóstolo Paulo quando sua vida corria risco entre os judeus (At 23.2024). Paulo recorreu às leis romanas, quando sentiu-se violado nos seus direitos como cidadão de Roma (At 25.9-11). 
 
II. AS AUTORIDADES CONSTITUÍDAS 
1. A submissão (v.la). ''Toda a alma" é o mesmo que todo o homem. O apóstolo escreveu esta mensagem para os cristãos em Roma, a capital do Império. Com certeza devia haver naquela igreja alguma relutância por parte de alguns, com relação ao Estado, de outra forma o apóstolo não iria abordar esse assunto. 
 
2. "Ordenadas por DEUS" (v.lb). A submissão às autoridades é pelo fato destas serem constituídas por DEUS para o bem-estar social do povo, incluindo os cristãos. O próprio apóstolo viveu essa experiência, quando as próprias leis romanas protegeram o apóstolo da fúria dos judeus (At 25.9-11). DEUS delegou aos homens a sua autoridade. 
 
3. É pecado resistir às autoridades (v.2). Quem desconsidera as leis e os líderes de sua nação, estado ou município, está simultaneamente desconsiderando o bem-estar da população e a ordem pública. Se o cristão se recusa servir a sua nação, ele não está amando o seu próximo, nem colaborando para o bem-estar da sociedade.
 
4. Oração pelos governantes. Agora, a vida espiritual de cada um é outro assunto; por isso devemos orar por eles (1 Tm 2.1-4). Devemos orar pelos nossos governantes, tanto pela sua administração como também para a salvação deles, e para que possamos ter uma vida pacífica na sociedade.  
 
III- O SERVIÇO MILITAR 
 
1. A espada (v.4). As forças armadas e as polícias civil e militar ou qualquer corporação afim, não são uma figura decorativa. Essas instituições existem para manter a ordem pública. Por isso é necessário punir os infratores da lei. Essa punição é representada nesse texto (v.4), pela palavra "espada".
 
2. Pena capital. Muitos entendem que o v.4 é uma referência à pena capital. Pode ser. DEUS instituiu a pena capital (Gn 9.6; Lv 20.10). Essas penas no Antigo Testamento foram substituídas na Nova Aliança pelas exclusões do rol de membros da Igreja (cf. Lv 20.10; I Co 5.1-5). O apóstolo não ordena, não encoraja e nem aconselha a pena capital; simplesmente reconhece que ela existe. 
 
3. A Bíblia não condena um cristão ser militar. Não há na Bíblia nenhuma proibição ao serviço militar ou a quaisquer cargos públicos. João Batista recomenda aos soldados que fossem bons servidores do Estado (Lc 3.12-14). Não está escrito que Pedro obrigou Cornélio a abandonar a sua centúria (At 10.30-46), nem tampouco obrigou Paulo ao carcereiro de Filipos a deixar a sua função pública, pois o mesmo carcereiro transmitiu a Paulo e a Silas a ordem de soltura deles (At 16.31-36). 
 
4. O centurião de Cafamaum. JESUS em nenhum momento condenou ou desprezou o serviço militar ou a quem a ele servia. Tanto é verídico isto que Ele curou o criado deste militar (Mt 8.13). É importante notar que o mesmo que ensinou o amor ao próximo não condenou o centurião por ser um servidor do exército que dominava o próprio povo judeu. 
 
5. Cafamaum. Provavelmente Cafarnaum era um posto militar importante do governo romano. JESUS não mandou que o centurião de Cafarnaum abandonasse o cargo (Mt 8.5-13). Centurião é o comandante militar de uma centúria (companhia de cem homens) mas poderia ser uma unidade militar maior. 
 
6. Atitude do centurião. Pela atitude que o centurião tomou (Mt 8.8) podemos observar que ele era um homem humilde, talvez até religioso, pois tinha bom testemunho dos judeus (Lc 7.5). A demonstração de fé do centurião, que muito impressionou o Senhor JESUS CRISTO, foi exatamente sobre o serviço militar: "Pois também eu sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai, e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu criado: Faz isto, e ele o faz" (Mt 8.9). JESUS se admirou da fé dele (Mt 8.10). 
 
IV. RECONHECENDO OS DIREITOS DO ESTADO 
 
1. As leis. O cristão tem o dever de cuidar do bem-estar de todos, e isso inclui o princípio bíblico de amar ao próximo. Não reconhecer as normas baixadas pelo Estado com o propósito de preservar a ordem e o bem-estar da sociedade é uma rebeldia contra os governantes diametralmente contrária a DEUS, pois a autoridade "é ministro de DEUS para o teu bem" (Rm 13.4). 
 
2. Os limites de César. O apóstolo Paulo escreveu esse ensino num período histórico de relativa calma no Império Romano, com o objetivo de estabelecer regras gerais sobre a conduta do cristão em relação aos governantes terrenos. Essa obediência aplica-se a circunstâncias normais, porque, se de alguma forma essas leis vierem a ferir a consciência cristã fundamentada na Bíblia, não devemos considerá-las, pois os direitos de César terminam onde começam os de DEUS. César não pode ir além dos limites delegados por DEUS. Numa situação como essa ficamos com a Palavra de DEUS (At 4.18,19). 
 
3. Em caso de anomalia estatal. Num sistema monstruoso, brutal, como o nazismo, a atitude do cristão toma-se bem diferente da que seria numa situação normal. Numa situação de anomalia, a atitude do cristão deve ser semelhante à de Pedro e João: "Julgai vós se é justo, diante de DEUS, ouvir-vos antes a vós do que a DEUS?" (At 4.19; 5.29). 
 
4. O tributo (v.6). A tributação existe como recursos para gerir o Estado e desta forma proporcionar a segurança do povo, o bem-estar social e manter a ordem pública. Os impostos são revertidos para benefícios da própria sociedade: "Por esta razão pagais tributos". É, portanto, nosso dever obedecer às autoridades, pagando-lhes impostos (v.7). 5. A responsabilidade cristã. O cristão como cidadão tem o dever de obedecer às autoridades, pagando-lhes os impostos por dever, é mandamento bíblico (Rm 13.7). É pecado sonegar impostos. Somos a luz do mundo (Mt 5.14). A Igreja deve sempre ser o espelho da sociedade. O próprio JESUS pagou impostos, sendo Ele dono de tudo; isso para não escandalizar os que estavam de fora e para nos deixar o exemplo (Mt 17.24-27). 
 
CONCLUSÃO Vivemos num país democrático; Demos graças a DEUS por isso. Oremos com perseverança pelas nossas autoridades. É melhor um governo imperfeito do que governo nenhum, onde prevalece o poder absoluto, arbitrário, perverso e desumano. Também, diante de leis perversas não devemos ser omissos. Ver Is 10.1,2; Tg 5.4-6.
 
 AUXÍLIOS SUPLEMENTARES 
Subsídio Teológico "DEUS ordena que o cristão obedeça ao estado, porque este, como instituição, é ordenado e estabelecido por DEUS. DEUS instituiu o governo porque, neste mundo caído, precisamos de leis para nos proteger do caos e da desordem como conseqüências naturais do pecado. 
(1) O governo civil, assim como tudo mais na vida, está sujeito à lei de DEUS. 
(2) DEUS estabeleceu o estado para ser um agente da justiça, para refrear o mal mediante o castigo do malfeitor e a proteção dos elementos bons da sociedade (vv.3,4; I Pe 2.13.17). 
(3) Paulo descreve o governo, tal qual ele deve ser. Quando o governo deixar de exercer a sua devida função, ele já não é ordenado por DEUS, nem está cumprindo com o seu propósito. Quando, por exemplo, o estado exige algo contrário à Palavra de DEUS, o cristão deve obedecer a DEUS mais do que aos homens (At 5.29, cf. Dn 316-18; 6.0-10) 
(4) É dever de todos os crentes orarem em favor das autoridades legalmente constituídas (1 Tm 2.1,2)," (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD)
 
Subsídio Doutrinário A respeito da relação entre Igreja e Estado mencionada no texto de Rm 13.1-7, o pastor Elienai Cabral, no livro Carta aos Romanos, CPAD, afirma que cada qual tem a sua missão distinta, mas são interligados pelos objetivos. Prossegue: "O serviço cristão nesta esfera alcança toda a sociedade, e o crente deve ter um comportamento à altura dos verdadeiros ideais do cristianismo. 
Topo
 
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COMENTÁRIOS DO LIVRO - Série Cultura Cristã - F.F.Bruce - EDITORA VIDA MUNDO CRISTÃO -5 edição - 1991 - São Paulo - SP
1 Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de DEUS; e as autoridades que há foram ordenadas por DEUS.  
 
13.1. 'Toda alma esteja sujeita às potestades superiores'. O apóstolo recomenda a submissão à autoridade constituída. A seguir, o texto declara a razão por que devemos nos submeter às autoridades: 'Porque não há potestade que não venha de DEUS; e as potestades que há foram ordenadas por DEUS'. A palavra 'potestade' refere-se a 'autoridade, ou poder delegado'. Nesta parte do versículo, Paulo declara que toda a autoridade vem de DEUS. 
 
 Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de DEUS; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.
13.2. Neste versículo. o resistir às autoridades significa resistir a DEUS, por isso estamos legalmente obrigados a reconhecer e a obedecer às autoridades constituídas. Resistir à autoridade é opôr-se à lei divina, pois DEUS mesmo reconhece a lei civil. Quebrar a lei ou transgredi-Ia implica em conseqüências negativas, Isto é, em condenação, não só da parte das autoridades civis, mas também da parte de DEUS. 
 
3 Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela.
4 Porque ela é ministro de DEUS para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de DEUS e vingador para castigar o que faz o mal. 5 Portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.
13.3,5. 'Porque os magistrados não são terror para as boas obras'. Quando alguém pratica o bem não tem o que temer. Note que Paulo declara que a autoridade civil é ministro de DEUS (v.4), por isso, o crente deve orar a DEUS pelas autoridades constituídas e submeter-se a elas (v.S). Devemos nos submeter às autoridades por dever de consciência. O crente obedece, não por medo de ser punido, mas porque sua consciência lhe mostra o que deve fazer. 
 
6 Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de DEUS, atendendo sempre a isto mesmo. 7 Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.
13.6,7. Nossa responsabilidade para com as autoridades. Não só devemos acatá-Ias e obedecer-Ihes na 'letra da lei', mas devemos cumprir os seus regulamentos. Paulo declara que, por razão de consciência, devemos também 'pagar tributos'. Esses tributos são os impostos que sustentam os governos. 
No versículo 7 diz "Dai a cada um o que deveis". Esse é um dever de todo o crente. Se for tributo, dê-se a quem se deve dar tributo. Se o temor, dê-se a quem se deve temor, isto é, respeito e reverência. Se é honra, dê-se honra a quem se deve honra". 
Uma recompensa melhor - da parte de DEUS." Uma alternativa é entender que o provérbio se refere a um ritual egípcio no qual um homem dava pública evidência do seu arrependimento levando na cabeça uma bacia cheia de carvão em brasa. De qualquer forma, colocando o provérbio neste contexto e omitindo a frase final, Paulo lhe dá um significado mais nobre: "Trate o seu inimigo com brandura, primeiro poderá fazê-lo envergonhar-se e poderá levá-Io ao arrependimento." Em outras palavras, o melhor modo de lidarmos com um inimigo é tratá-lo como amigo e assim vencer "o mal com o "bem" (v. 21). 
 
O Cristão e o Estado (13:1-7). 
    A relação dos cristãos, quer como súditos individuais. quer unidos em corpo social na vida da Igreja com as autoridades-governantes, estava destinada a tornar-se especialmente crítica dentro da década seguinte à produção desta epístola.
    Enquanto a igreja era mormente composta de judeus, não faltavam problemas desta espécie, mas não eram tão graves como vieram a ser mais tarde. A posição dos judeus no Império Romano era regulamentada por uma série de editos imperiais. Na verdade, os judeus, como uma nação sujeita ao Império, gozavam de privilégios verdadeiramente excepcionais. Sua religião estava legalmente registrada como religião lícita, e suas várias práticas religiosas que os distinguia dos gentios, eram-Ihes autorizadas. Essas práticas podiam parecer absurdas e supersticiosas aos romanos, mas eram protegidas nada menos que por lei imperial. Incluíam a lei do sábado, as leis que regiam a alimentação e a proibição de "imagens de escultura". A política imperial proibia os sucessivos governadores da Judéia de levarem os estandartes militares, com imagens imperiais anexadas a eles, para dentro das muralhas da santa cidade de Jerusalém, pois isto era uma afronta às suscetibilidades religiosas dos judeus. Se pela lei judaica um gentio violava os átrios internos do templo de Jerusalém cometendo um sacrilégio passível de pena de morte, Roma confirmava a lei judaica sobre isso a ponto de ratificar a sentença de morte por tal violação, mesmo quando o transgressor fosse um cidadão romano.
    Durante a primeira geração posterior à morte de CRISTO a lei romana quando tomava conhecimento de cristãos em geral, tendia a considerá-Ios como uma variedade dos judeus. Quando os judeus de Corinto, em 51 A.D., acusaram Paulo perante Gálio, o novo pro cônsul da Acaia, afirmando que ele estava propagando uma religião ilegal, Gálio deu pouca atenção à denúncia (At 18:12ss.). Para ele, era tão evidente que Paulo era judeu, como o eram os seus acusadores. A contenda entre aquele e estes era, aos olhos de Gálio, uma divergência de interpretação de itens da lei, e ele não viera para a Acaia como pro cônsul para julgar questões dessa espécie.
    A decisão de Gálio constituiu um precedente importante. Sim, pois uns dez anos mais tarde, Paulo se utilizou da proteção que aquele precedente lhe dava em seu serviço apostólico, porquanto continuou a propagar a mensagem cristã, não só nas províncias do Império Romano, mas também na própria Roma (At 28:30s.).    
    Sua feliz experiência com a justiça romana sem dúvida refletiu em sua insistência aqui em que os magistrados, que ele chama de ministros de DEUS (v. 6), "não são para temor quando se faz o bem e sim, quando se faz o mal" (v. 3). Todavia, os princípios lançados aqui eram válidos também quando as "autoridades superiores não eram tão benévolas para com os cristãos como Gálio fora para com Paulo.
    Há outro lado do quadro descritivo da relação do cristianismo com o estado. O cristianismo tinha começado com uma tremenda desvantagem aos olhos da lei romana pela simples razão de que o seu Fundador fora condenado e executado pela sentença de um magistrado romano. A acusação contra Ele foi resumida na inscrição gravada na cruz: "O rei dos judeus". O que quer que JESUS possa ter dito a Pilatos acerca da natureza da Sua Realeza, o único registro sobre Ele que a lei romana conhecia era que tinha dirigido um movimento que desafiava os direitos soberanos de César. Quando Tácito, muitos anos mais tarde, quer que os seus leitores saibam que espécie de gente eram os cristãos, acha suficiente dizer que "receberam o seu nome de CRISTO, que foi executado sob o governo do procurador Pôncio Pilatos quando Tibério era Imperador".  Isto bastou para indicar o caráter deles. Quando os opositores de Paulo em Tessalônica quiseram causar-lhe e aos companheiros o máximo de problemas locais que pudessem, procuraram os magistrados civis e lhes deram esta informação: "Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui (...) Todos estes procedem contra os decretos de César afirmando ser JESUS outro rei", ou "outro imperador" (ver At 17:6, 7). Foi uma representação sutilmente falsa da verdade, mas de fácil colorido pelo fato de que JESUS fora denunciado publicamente perante Pilatos, sob a acusação de que era um agitador e chefe de sedição, e que reclamava direitos reais.
    Tampouco foi Tessalônica o único lugar onde irrompeu problemas dessa natureza. Quase ao mesmo tempo, Roma teve tumultos provocados "pela instigação de Cresto"; e Alexandria talvez tenha sido cena de distúrbios semelhantes, mas não há pleno conhecimento dos fatos. Mesmo os melhores amigos de Paulo não podiam deixar de admitir que a chegada dele numa cidade era quase sempre um sinal de ruptura da paz. Sendo certo que Paulo não era responsável por isso, os guardiões da lei e da ordem naturalmente o notariam e tirariam suas próprias conclusões. Portanto, tornava-se ainda mais necessário que os cristãos tivessem especial cuidado com seu comportamento público, não dando a seus detratores nenhum pretexto contra eles, e tratando de prestar a honra e a obediência devidas às autoridades. Na verdade, JESUS lhes tinha firmado um precedente nesta matéria, como em muitas outras mais, pois, conquanto Suas palavras: "Dai a César o que é de César e a DEUS o que é de DEUS (Mc 12: 17) tenham sido ditas com referência a pagamento de impostos, expressam um princípio de aplicação mais geral.
    Paulo coloca a questão toda num nível bem alto. DEUS é a fonte de toda autoridade, e os que exercem autoridade na terra o fazem por delegação Dele. Daí desobedecer-lhes é desobedecer a DEUS. O governo humano é ordenação divina, e os poderes de coerção e de exigência de serviços que ele exerce lhe foram confiados por DEUS, para repressão do crime e incentivo à justiça. Então, os cristãos de todas as nações devem obedecer-lhes e pagar taxas e respeitar as autoridades não porque será pior para eles se não o fizerem, mas porque é um modo de servir a DEUS.
    Mas, que fazer se as autoridades forem perversas? Que fazer se César pretender não só o que lhe pertence, mas também o que é de DEUS? Paulo não trata dessa questão aqui, mas viria a ser uma questão inflamada nas gerações seguintes. César ultrapassaria tanto os limites da jurisdição estabelecida por DEUS para ele, que chegaria a exigir que lhe prestassem honras divinas e a mover guerra aos santos. Podemos reconhecer o magistrado de Paulo, "o ministro de DEUS" para recompensa ou castigo, na "besta que sobe do abismo" mencionada por João, a qual recebe sua autoridade do grande dragão vermelho e a emprega para impor culto universal a si própria e para exterminar todos os que lhe negam culto? Sim, podemos, pois o próprio Paulo previu precisamente esse desenvolvimento quando fosse retirada a repressão exercida pela lei (2 Ts 2:6ss.). "Sem justiça", dizia Agostinho, "que são os reinos, senão grandes bandos de ladrões?"
    Contudo, as evidências demonstram que, em face da grosseira provocação, os cristãos mantinham sua apropriada lealdade ao estado, sem excluir Roma.
"A paciência e a fé que é dos santos" suportam a fúria da perseguição. Quando os decretos magistrados entram em conflito com os mandamentos de DEUS, aí, dizem os cristãos, "antes importa obedecer a  DEUS do que aos homens" (At 5:29); quando César reclama para si honras divinas, a resposta dos cristãos tem de ser "Não". Pois neste caso César (seja na forma de um ditador ou de uma democracia) está indo além da autoridade que lhe foi delegada por DEUS, e está invadindo território alheio. Mas os cristãos bradarão "Não" às exigências não autorizadas de César muito mais eficientemente se se mostrarem prontos para dizer "Sim" a todas as suas exigências autorizadas. 
    Assim, alguns anos mais tarde, num documento escrito de Roma às vésperas de uma feroz perseguição, ouvimos um eco destas palavras de Paulo: "Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei ,como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. (...) Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócio de outrem; se sofrer como cristão, não se envergonhe disso, antes glorifique a DEUS com esse  nome" 1 Pe 2:13s.; 4:15s.)
    E mais tarde ainda, para o fim do primeiro século, um dirigente da igreja de Roma que se lembrava da ultrajante ferocidade da perseguição movida por Nero 30 anos antes, e tinha bem recente experiência da maldade de Domiciano, pôde orar nestes termos:
   
"Guia nossos passos para andarmos em santidade, justiça e singeleza de coração, e para fazermos coisas boas e aceitáveis à Tua vista, e à vista dos que nos governam. Sim, Senhor, faze que o Teu rosto brilhe em paz sobre nós, para o nosso bem, de modo que sejamos protegidos por Tua forte mão e sejamos libertados de todo pecado por Teu braço estendido. Livra-nos daqueles que nos odeiam sem motivo. Dá-nos concórdia e paz, a nós e a todos os que habitam na terra, como fizeste aos nossos pais quando clamaram a Ti com fé, fidelidade e santidade, enquanto prestarmos obediência ao Teu onipotente e excelso nome, e aos nossos legisladores e governadores. "Tu, ó Senhor e Mestre, deste-lhes autoridade para exercerem soberania mediante o Teu excelente e indescritível poder, para que nós, reconhecendo a glória e a honra que lhes deste, nos submetamos a eles, não resistindo em nada à Tua vontade. Concede-lhes pois, ó Senhor, saúde, paz, concórdia e estabilidade, para que possam exercer sem tropeços o governo de que os incumbiste. Pois Tu, ó celeste Senhor, Rei dos séculos, dás aos filhos dos homens glória e honra e poder sobre todas as coisas existentes na terra. Dirige. Senhor, o seu conselho conforme o que é bom e aceitável aos Teus olhos para que eles, administrando em paz, com brandura e piedosamente o poder que lhes confiaste, obtenham o Teu favor" (1 Clemente 60:2-61:2).
 
    Seja que a oração da qual foram extraídas estas petições foi composta pelo próprio Clemente ou era uma oração de uso geral na igreja de Roma, ela mostra quão efetivamente aquela igreja, levou a sério os preceitos de Paulo sobre o dever dos cristãos para com as autoridades que havia.
 
1- Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores.
    AV: "Toda alma esteja sujeita aos poderes superiores." "O capítulo treze da Epístola aos Romanos", diz J. W. Allen, "contém o que talvez constitua as palavras mais importantes já escritas na história do pensamento político. Contudo (prossegue ele) seria grosseiro engano supor que os homens, em alguma época, tomaram de Paulo as suas opiniões políticas." Uns, porém, fizeram um esforço mais deliberado nesse sentido do que outros. 
    "Toda alma" (psuche) significa simplesmente "toda pessoa". E que dizer dos "poderes superiores"? São poderes angélicos, ou poderes humanos, ou as duas coisas, poderes angélicos e humanos, conforme a argumentação de Oscar Cullmann?  O conceito bíblico geral é que o poder secular é exercido pelas "hostes celestes" no céu, bem como pelos "reis da terra, na terra" (Is 24:21). É igualmente certo que o plural de exousia ("poder") é usado livremente por Paulo no sentido de potestades angélicas, quer benignas, quer malignas (ver 8:38; Cl 1:16, 2:10,15; Ef 1:21, 3:10, 6:12). Pode-se comparar isto com o que ele tem para dizer em 1 Coríntios 2:8 a respeito dos "poderosos deste século" (A V: "príncipes. .:..- archontes - deste mundo"), que com toda a probabilidade incluem príncipes angélicos hostis como também magistrados humanos. Contudo, no presente contexto parece que os "poderes" são autoridades humanas, que usam "a espada" para castigo dos maus e proteção dos bons, que, portanto, exercem poder de mandar e devem receber obediência , e às quais é preciso pagar taxas e outros impostos adequados, juntamente com a competente reverência e honra. As referências de Paulo em outras passagens aos poderes angélicos estão muito longe de sugerir que os cristãos devem sujeitar-se a eles em algum sentido. Ao contrário, os cristãos foram libertos da sua jurisdição, estando unidos Àquele que é o Criador e o Chefe de todos aqueles poderes (Cl 1:16, 2:10), e vencedor sobre aqueles que mostram hostilidade para com Ele e para com o Seu povo (Cl 2:15).
    As autoridades que existem foram por ele instituídas.
AV: "Os poderes que há são ordenados por DEUS." Não há contradição entre este princípio e o argumento de 1 Coríntios 6:1ss., onde os cristãos...são dissuadidos de processar ou denunciar uns aos outros nos tribunais seculares. Reconhecer as autoridades civis não influi no princípio que é impróprio para os cristãos lavar roupa suja em público. E embora os magistrados civis sejam instituídos por DEUS, sua autoridade civil não lhes confere nenhuma posição na igreja, nem que sejam cristãos (ver nota sobre o v. 4, abaixo). 
 
2- Aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de DEUS. 
"Poucos dizeres do Novo Testamento sofreram tantos abusos como este", diz O. Cullmann (The State in the New Testament, p. 55s.). Ele pensa principalmente no abuso de justificar a submissão passiva aos ditames de governos totalitários. O contexto próximo, bem como o contexto geral dos escritos apostólicos, esclarecem que o Estado tem direito de exibir obediência somente dentro dos limites dos propósitos para os quais foi instituído por DEUS - em particular não só se pode, mas se deve resistir ao Estado quando este exige lealdade devida exclusivamente a DEUS. "A obediência que o cristão deve ao Estado jamais é absoluta mas, no máximo, é parcial e contingente. Segue-se que o.cristão vive sempre numa tensão entre duas reivindicações rivais; que em certas circunstâncias a desobediência à ordem do Estado pode não somente ser um direito, mas também um dever. Esta sempre foi uma doutrina cristã clássica, desde que os apóstolos declararam que deviam obedecer a DEUS antes que aos homens." 
    Trarão sobre si mesmos condenação. Ver 3:8, 14:23, quanto à palavra condenação. Aqui ela significa "julgamento" (RV, RSV) ou "punição" (NEB). 
 
3- Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal.
    Quanto ao plural "boas obras" (A V), o peso das provas documentais favorece o singular (RV: "a boa obra"; RSV: "boa conduta"; NEB: "bom comportamento"). A tradução de Moffatt: "Os magistrados não são nenhum terror para o homem honesto", baseia-se na leitura de ágathoergõ em lugar de agatho ergo, substituição com fraco apoio, mas atraente.
    Faze o bem, e terás louvor dela. Ver 1 Pedro :13: "Quem vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom?"
 
4. Vingador, para, castigar o que pratica o mal.
    Deste modo, o Estado recebe a incumbência de uma função explicitamente proibida ao cristão (12:17, 19). O estado cristão de épocas posteriores está, naturalmente, fora da classe abrangida pela admoestação de Paulo, e não se dá nenhuma orientação expressa pela qual o magistrado cristão possa reconciliar o seu dever de, como cristão, "dar lugar à ira" com o seu dever de, como magistrado, "executar a ira". Isto não equivale a dizer que, desta e doutras passagens semelhantes, ele não possa extrair princípios que o guiem. Mas é evidente que Paulo divisa duas esferas completamente distintas de "serviço" a DEUS.
"A sanção dada pela Bíblia, aqui e em outras passagens, à enérgica repressão do mal embaraça muitos cristãos modernos, por causa da sua aparente contradição com o método do amor, dado por CRISTO, e Seu preceito de não resistência ao mal. Mas isto decorre de não se fazer distinção entre a preservação para salvação do mundo. A verdade é que a bíblia afirma tanto a lei "que suscita a ira" (AV: "que opera a ira") (4:15), como "a fé que atua pelo amor" (Gl 5:6): tanto a estranha obra de CRISTO como sua obra propriamente dita."
 
6- Por esse motivo também pagais tributos. 
Na AV, como em grego, pode-se entender isto como afirmação ou como imperativo. Provavelmente deve ser interpretado como afirmação. "É isto que os justifica por pagarem taxas a autoridades pagãs (questão de consciência para muitos Judeus, e talvez para muitos cristãos também), que são servos de DEUS..."
     Irineu (Contra Heresias v. 24:1) cita este versículo para provar que Paulo neste parágrafo se refere "não a poderes angélicos ou governantes invisíveis, como alguns (provavelmente gnósticos) se aventuram a dizer explicando a passagem, mas, sim, a autoridades humanas concretas".
    São ministros de DEUS. Grego, leitourgos, palavra que no Novo Testamento e na literatura cristã primitiva se refere particularmente ao serviço religioso. 
Ver p.210 n.1.
 
7- Pagai a todos o que lhes é devido. 
    Possível eco das palavras de JESUS: "Dai (apodote, a mesma forma usada aqui) a César o que é de César" (Mc 12: 17). Mas os versículos seguintes esclarecem que o dever da obediência às autoridades seculares é temporário, durante o presente período da "noite" (v.12); naquele "dia" que está "próximo", uma nova ordem de governo será introduzida, quando "os santos hão de julgar o mundo" (1 Co 6:2). O Estado "perecerá" (nisto concordam Paulo e Karl Marx); "a cidade de DEUS permanece" 
    Tributo. RSV: "taxas". Imposto. AV, RSV, NEB: ".direitos aduaneiros" (empregando diferentes palavras em inglês).
 
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Resumo da Lição do 1º Trimestre de 2006 (Continuação)
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda Jo 19.11 - É DEUS quem concede autoridade aos homens
11Respondeu JESUS: Nenhum poder terias contra mim, se de cima te não fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem.
PODER... TE NÃO FOSSE DADO. JESUS afirma que todo o poder e autoridade secular existem somente dentro dos limites permitidos por DEUS (cf. Dn 4.34,35; Rm 13.1). O pecado de Pilatos consistiu na capitulação à multidão por causa da sua conveniência política. O pecado de Israel foi maior rejeitou o seu Messias.
 
Terça Dn 3.4-6 - Quando o Estado fere os princípios da Palavra
4 E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós, ó povos, nações e gente de todas as línguas: 5 Quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música, vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado. 6 E qualquer que se não prostrar e não a adorar será na mesma hora lançado dentro do forno de fogo ardente.
A mesma idolatria exigida em Apocalipse 13.15 tendo sempre por detrás Satanás:
E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.
MORTOS TODOS OS QUE NÃO ADORASSEM A IMAGEM DA BESTA. Será baixado um decreto ordenando a morte de todos que se recusarem a adorar o governante
mundial e sua imagem. Noutras palavras, muitos que resistirem ao anticristo e permanecerem fiéis a JESUS, selarão sua fé com suas vidas (ver 6.9; 14.12,13; 17.9-17).

Quarta 1 Tm 2.1,2 - Devemos orar pelos que governam
1 Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, 2 pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade.
Esdras 6.10 para que ofereçam sacrifícios de cheiro suave ao DEUS dos céus e orem pela vida do rei e de seus filhos.
 
Quinta Rm 13.3,4 - Ao Estado compete punir o errado
3 Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela. 4 Porque ela é ministro de DEUS para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de DEUS e vingador para castigar o que faz o mal.
A ESPADA. A espada é freqüentemente associada à morte, como instrumento da sua execução (Mt 26.52; Lc 21.24; At 12.2; 16.27; Hb 11.34; Ap 13.10). DEUS, claramente, ordenou a execução de criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros (Gn 9.6; Nm 35.31,33).
 
Sexta Tt 3.1 - O crente deve ser obediente às autoridades
1 Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam e estejam preparados para toda boa obra;
QUE SE SUJEITEM AOS PRINCIPADOS. Por ser importante para o testemunho e progresso constante do evangelho, o crente deve ser obediente às autoridades civis e governamentais; deve cumprir a lei civil, ser bom cidadão e agir como vizinho cortez e prestimoso (cf. Mt 17.24-27; 22.15-22; Rm 13.1-7; 1 Pe 2.13-17). A única exceção ocorre quando as leis do país conflitam com os ensinos bíblicos (cf. At 5.29).
 
Sábado Ec 8.2-4 - Obedecendo ao governo por causa do Senhor
2 Eu digo: observa o mandamento do rei, e isso em consideração para com o juramento de DEUS. 3 Não te apresses a sair da presença dele, nem persistas em alguma coisa má, porque ele faz tudo o que quer. 4 Porque a palavra do rei tem poder; e quem lhe dirá: Que fazes?
OBSERVA O MANDAMENTO DO REI. O rei representa, aqui, o governo humano, instituído que foi por DEUS. Governantes, quando servos de DEUS, motivam o povo a viver em
retidão. A Palavra de DEUS nos ordena a obedecer às leis justas do governo (ver Rm 13.1; Tt 3.1; 1 Pe 2.13-18).
 
OBJETIVOS
Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Compor um resumo dos temas práticos dos capítulos 12 e 13.
Descrever nossas responsabilidades espirituais e cívicas.
Comentar o que a Bíblia afirma sobre o Estado.
 
PONTO DE CONTATO
Nesta lição, estudaremos uma das mais importantes passagens concernente a relação entre a Igreja e o Estado. Paulo ensina a igreja em Roma como o crente deve comportar-se diante das autoridades constituídas. As autoridades romanas e judaicas nem sempre se mostraram tolerantes com os cristãos, suscitando, vez por outras, graves perseguições. No entanto, o apóstolo admoesta a igreja, principalmente àquele que se considerava cidadão dos céus, a não insurgir-se contra o Estado. É possível que os antinomianos pensassem que em razão de ter alcançado a liberdade em CRISTO, não precisam submeter-se à autoridade civil. Paulo, temendo a anarquia resultante de tal equívoco, procura dissuadi-los. Entretanto, devemos ressaltar que o texto não trata a respeito da legitimidade ou não do governo instituído, mas da submissão e o respeito devido às autoridades.
 
SÍNTESE TEXTUAL
O argumento de Paulo, concernente às responsabilidades civis do cristão, fundamenta-se em três princípios básicos: teológico (v.1); consciência (v.5) e deveres cívicos (vv.6,7). No teológico, o apóstolo declara que a razão pela qual todo homem deve estar sujeito às autoridades é porque o governo instituído procede de DEUS. Logo, opor-se à autoridade é resistir a ordenação do Altíssimo (vv.1,2). No segundo princípio, o cristão é admoestado a obedecer ao governo civil, não por medo do castigo, mas por questão de consciência (v.5). Isto significa que a motivação cristã à obediência ao governo, não está no medo suscitado pela penalidade à infração cometida (v.3), mas pela aceitação interna e convicta de que se trata do cumprimento da vontade de DEUS (vv.4, 5). Por fim, os deveres cívicos do cristão são contemplados como obrigação moral e obediência irrestrita à vontade de DEUS (v.6). A submissão às leis, inclui o pagamento de tributos e impostos, bem como o devido emprego das expressões honoríficas (de honra) e o respeito nobiliárquico (estudo das origens e tradições) (v.7).
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Inicie a lição perguntando aos alunos se eles conhecem a razão pela qual DEUS instituiu as autoridades governamentais. Dê-lhes algum tempo para responderem. Depois, relacione no quadro-de-giz as implicações morais relacionadas abaixo, e discuta amplamente o tema. Peça, também, para lerem 1 Tm 2.1-4 e 1 Pe 2.13-15.
1) As autoridades civis devem reconhecer a origem de seu poder, para governarem em conformidade com a justiça e no temor de DEUS. Porque se assim não agirem, sofrerão um severo julgamento.
2) As pessoas sujeitas ao governo civil devem obedecer ao mesmo como se estivessem obedecendo ao próprio DEUS, reconhecendo que a autoridade que possuem lhe foi concedida por DEUS. Assim, quem obedece aos governantes humanos, naquilo que é justo, obedece, ao mesmo tempo, a DEUS.
 
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
 
 
Obediência às autoridades
Rm 13.1-7 = 1 Obedeçam às autoridades, todos vocês. Pois nenhuma autoridade existe sem a permissão de DEUS, e as que existem foram colocadas nos seus lugares por Ele. 2 Assim quem se revolta contra as autoridades está se revoltando contra o que DEUS ordenou, e os que agem desse modo serão condenados. 3 Somente os que fazem o mal devem ter medo dos governantes, e não os que fazem o bem. Se você não quiser ter medo das autoridades, então faça o que é bom, e elas o elogiarão. 4 Porque as autoridades estão a serviço de DEUS para o bem de você. Mas, se você faz o mal, então tenha medo, pois as autoridades, de fato, têm poder para castigar. Elas estão a serviço de DEUS e trazem o castigo Dele sobre os que fazem o mal. 5 É por isso que você deve obedecer às autoridades; não somente por causa do castigo de DEUS, mas também porque a sua consciência manda que você faça isso. 6 É por isso também que vocês pagam impostos. Pois, quando as autoridades cumprem os seus deveres, elas estão a serviço de DEUS. 7 Portanto, paguem ao governo o que é devido. Paguem todos os seus impostos e respeitem e honrem todas as autoridades.
Êxodo 22:28 — Não rogue pragas contra DEUS e não amaldiçoe nenhuma das autoridades do seu povo. 
Provérbios 8:16 Os governadores governam com a minha ajuda, e também todas as autoridades e pessoas importantes da terra.
Provérbios 16:10 O rei fala com autoridade divina; ele não erra nos seus julgamentos.
Provérbios 24:21 Meu filho, tema a DEUS, o SENHOR, e respeite as autoridades. Não se envolva com as pessoas que se revoltam contra eles, 22 pois num instante elas podem se arruinar. Você pode fazer uma idéia da destruição que DEUS ou as autoridades podem causar?
Provérbios 25:2 Respeitamos a DEUS por causa daquilo que ele esconde de nós; e respeitamos as autoridades por causa daquilo que elas nos explicam.
Provérbios 25:6 Quando você estiver diante das autoridades, não se faça de importante.
Provérbios 25:7 É melhor que depois lhe dêem um lugar de honra do que você ser humilhado na presença das autoridades.
Provérbios 25:15 A paciência convence até as autoridades; a perseverança pode vencer qualquer dificuldade.
Provérbios 29:14 As autoridades que defendem o direito dos pobres governam por muito tempo.
Eclesiastes 5:8 Não fique admirado quando você notar em algum lugar o governo fazendo injustiça, perseguindo os pobres e negando os direitos deles. Pois cada autoridade é protegida pela que está acima dela, e as duas são acobertadas pelas autoridades superiores.
Eclesiastes 8:4 O rei age com autoridade, e ninguém pode reclamar do que ele faz.
Eclesiastes 10:4 Se uma autoridade se zangar com você, não peça demissão; erros sérios podem ser perdoados se você não perder a calma.
Eclesiastes 10:16 Um país vai mal quando aquele que o governa se deixa levar pela opinião dos outros, e quando as autoridades começam a se divertir logo de manhã. Mas um país vai bem quando quem o governa toma as suas próprias decisões, e as autoridades sabem se controlar, comem na hora certa e não bebem demais.
Isaías 1:23 As suas autoridades são pessoas revoltadas e têm amizade com ladrões. Estão sempre aceitando dinheiro e presentes para torcer a justiça. Não defendem os direitos dos órfãos e não se preocupam com as causas das viúvas.
Isaías 1:26 Eu lhes darei autoridades e juízes como os que vocês tinham no passado. Então Jerusalém será chamada de ‘Cidade da Justiça’ e ‘Cidade Fiel’.”
Isaías 3:12 Crianças governam o meu povo; o poder está nas mãos das mulheres. Meu povo, as autoridades estão enganando vocês, estão lhes mostrando o caminho errado.
Isaías 3:14 Contra as autoridades e os líderes, ele fará esta acusação: “Foram vocês que acabaram com Israel, a minha plantação de uvas! As suas casas estão cheias das coisas que vocês roubaram dos pobres!
Isaías 5:13 Portanto, por causa da sua desobediência, o meu povo será levado prisioneiro para fora do país. O povo e as autoridades morrerão de fome e de sede.
Isaías 9:16 As autoridades guiaram o povo por caminhos errados, e por isso o povo anda perdido.
 
Depois de apresentar aos romanos a maravilhosa doutrina da salvação, Paulo põe-se a explicar-lhes o que ela significa na vida prática do crente. Em primeiro lugar, discorre sobre a nossa relação com DEUS (12.1,2); em seguida, acerca de nosso relacionamento com os irmãos (12.3-16); depois, com a sociedade e até com os que nos odeiam (12.17-21). Por último, trata de nossa relação com os governos humanos (13.1-7). A Bíblia, por conseguinte, engloba todas as relações humanas, inclusive com os poderes constituídos.
Paulo afirma que o evangelho não é algo apenas para se crer, mas também para se praticar. O cristianismo é uma prática de vida. Nesta lição, veremos o que a Bíblia diz acerca de nosso relacionamento com as autoridades humanas responsáveis pelo funcionamento do Estado.
 
 
 
I. EMBORA CIDADÃOS DOS CÉUS, Vivemos no mundo
 
1. Os cidadãos dos céus num mundo corrupto.
Estado = instrumento de DEUS para promover a justiça e a ordem.
Temos por obrigação orar pelas autoridades, a fim de que possam desincumbir-se das tarefas que DEUS lhes confiou. Deste modo, poderemos viver de modo tranqüilo e sem sobressaltos (1 Tm 2.1,2).
Somos peregrinos neste mundo e cidadãos dos céus (Fp 3.20).
Alguns irmãos em Roma não mais queriam arcar com as suas obrigações em relação ao Estado.
Ainda hoje alguns pensam que somos espirituais, e não precisamos preocupar-nos com as leis e obrigações comuns a todos os cidadãos e
pensam que não devem interessar-se por coisas que não sejam especificamente bíblicas: saúde pública, trânsito, economia, etc. Todavia, diante das leis terrenas, todos temos direitos e obrigações.
A Bíblia exige que sejamos bons cidadãos e cumpramos rigorosamente as leis, desde que estas não contrariem a Palavra de DEUS (At 5.29).
Tanto os crentes quanto os incrédulos são igualmente responsáveis pela promoção do bem comum.
JESUS ordenou: "Dai, pois, a César o que é de César" (Mt 22.21).
Paulo também é categórico ao ensinar: os que governam a nação são enviados por DEUS para assumir tal responsabilidade.
As autoridades, pois, não foram constituídas para causar terror às pessoas que vivem de modo honrado e digno (Rm 13.6,7).
As epístolas pastorais, aliás, exortam-nos a orar pelos reis e pelas demais autoridades (1 Tm 2.2).
 
2. A função do Estado.
Depois da queda de Adão e Eva, o homem tornou-se avesso às leis, passando a comportar-se de maneira cruel, vil e egoísta.
Manter a humanidade caída dentro da lei é uma necessidade básica para a promoção e manutenção da ordem pública.
DEUS constituiu o Estado para promover a ordem através da observância das leis, para que todos tenham uma vida sossegada (1 Tm 2.1,2).
O que é o Estado?
É a nação política e juridicamente organizada. Ou seja: é o país governado de acordo com as leis que todos, sem exceção, são obrigados a observar, visando a promoção do bem comum.
A atuação das autoridades concentra-se em dois pólos:
a- o castigo dos malfeitores e
b- o louvor dos que praticam o bem.
De acordo com as palavras de Pedro, o Estado deve agir tanto punindo os maus como promovendo o bem comum. Os crentes devem cooperar com as autoridades, mostrando, através de um testemunho digno, serem de fato filhos de DEUS (1 Pe 2.13-15).
 
 
 
 
II. Por que devemos nos sujeitar as autoridades
 
1. Porque as autoridades foram ordenadas por DEUS.
Paulo mostra que DEUS não somente constituiu como mantém as autoridades humanas.
No Antigo Testamento, há várias declarações a respeito da soberania divina (2 Sm 12.7,8; Jr 27.5-7; Dn 2.21; 4.17,32; 5.21).
O próprio JESUS fez alusão a isto (Jo 19.11). Assim, temos certeza de que não há poder independente de DEUS.
Governo, lei e ordem são evidências da intervenção divina na vida e na história da humanidade. Ele é soberano; está no comando de tudo.
 
2. Quem resiste à autoridade resiste à ordenação de DEUS.
Resistir é "opor-se a". O que resiste à autoridade está em oposição ao próprio DEUS. Esta pessoa trará sobre si a condenação e o justo juízo.
 
 
 
 
III. o que a bíblia diz sobre o estado
 
1. A sujeição às autoridades.
"toda a alma esteja sujeita..." É uma ordem dirigida a todos sem qualquer exceção. Em 1 Pe 2.13, sujeitar-se significa "colocar-se debaixo de", "submeter-se". Significa ainda que devemos, voluntariamente, obedecer às autoridades constituídas.
É uma atitude de reconhecimento das pessoas que ocupam posição de comando numa sociedade juridicamente organizada.
O cristão não está sujeito às autoridades por medo, como acontece com os malfeitores, mas devido à sua consciência moldada na Palavra de DEUS (Rm 13.5). Ele vê a necessidade de lei e de ordem em conseqüência do pecado.
 
2. DEUS e o Estado.
A Bíblia deixa claro: se o Estado colocar-se entre o cristão e a sua relação com DEUS, devemos optar por obedecer a DEUS.
Devemos sujeitar-nos às autoridades enquanto estas não se puserem entre nós e a nossa lealdade a DEUS e aos seus mandamentos.
Acima de qualquer autoridade está JESUS CRISTO - Ele é o Rei dos reis e Senhor dos Senhores. O cristão não se submete à autoridade por causa dela em si, mas por ser filho de DEUS e por observar as Sagradas Escrituras.
 
3. O Estado e os irmãos na fé.
É inadmissível as dissensões em nosso meio, principalmente motivadas por questões políticas.
Nossas opiniões não podem, jamais, prejudicar a comunhão cristã.
Que estas questões, pois, não sejam levadas para a comunidade dos santos; que elas fiquem no âmbito das relações terrenas.
 
4. Nossas obrigações em relação ao Estado.
A Igreja, como corpo de CRISTO, não está sob o domínio do Estado.
Como cidadãos, todos temos obrigações para com este.
A expressão "a quem tributo, tributo; a quem honra, honra" (Rm 13.7) é um imperativo a ser considerado por todos os cidadãos, inclusive pelos crentes.
 
5. Obrigações políticas.
É dever de todo o cidadão cumprir o seu papel, exercendo o direito de escolha de seus representantes e governantes.
Procuremos sempre optar por aquele que se acha comprometido com a promoção do bem comum.
O comércio de votos é uma afronta à democracia e um grave pecado diante de DEUS.
 
6. Obrigações contributivas.
Pagar impostos é um dever de todo o cidadão.
Como cristãos, devemos pagar os impostos ao Estado em obediência às leis governamentais, pois assim estamos obedecendo à orientação de JESUS: "Dai, pois, a César o que é de César..." (Lc 20.25).
 
CONCLUSÃO
 
O cumprimento de nossos deveres para com o Estado demonstra a qualidade de nossa vida cristã, engrandece o nome do Senhor e nos torna partícipes da manutenção da ordem pública e da promoção do bem comum.
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Teológico
 
"O que a Igreja pode sofrer com os maus políticos
A Igreja poderá sofrer grandemente com a ação de homens ímpios. Há no Congresso projeto de lei propondo a 'união civil entre pessoas do mesmo sexo', que nada mais é a legalização pura e simples do homossexualismo, considerado, na Bíblia, um pecado gravíssimo, 'uma abominação ao Senhor' (Lv 18.22,23; Rm 2.24-28). Recentemente, outro projeto legalizando o aborto, já foi apresentado. Em breve poderão vir projetos, legalizando a eutanásia, a clonagem, o jogo do bicho, os cassinos, e a maconha, além de outros que destroem a dignidade humana. Quem faz as leis? Os pastores? Os evangelistas? Os missionários? Não! São aqueles que são eleitos, inclusive com o voto dos cristãos. Portanto, é tempo de despertar. De agir com santidade, mas sem ingenuidade.
[...] No texto de Romanos 13.1-4, vemos que a Bíblia considera legitimo o exercício da autoridade humana, acentuando o papel das 'autoridades superiores'. Aqui não se tratam de anjos ou arcanjos, mas de autoridades constituídas legalmente. Entre essas, sem dúvida, inserem-se as autoridades políticas, detentoras de mandato representativo. São elas que fazem as leis que têm influência sobre toda a sociedade, na qual está incluída a igreja cristã. [...] É por demais eloqüente a afirmação de JESUS, perante Pilatos, quando o governador diz que tinha poder para mandar prendê-lo ou soltá-lo. De modo claro, o Senhor afirmou que o poder político que o governador tinha, ele o recebera "de cima', ou seja, dos céus." (Lima, Elinaldo R. Ética Cristã. RJ: CPAD, 2002, p. 204-5, 208).
 
Questionário da  Lição 10 - O CRISTÃO E O ESTADO - Por Ev. Luiz Henrique - www.apazdosenhor.org.br/estudos_biblicos 
 
Marque com "X" as respostas corretas e preencha os espaços vazios:
TEXTO ÁUREO
1- Complete: "Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem _____________, tributo; a quem imposto, ____________; a quem temor, _____________; a quem honra, ________________" (Rm 13.7).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete: O crente tem como _________________ cumprir os seus ____________como cidadão, visando acima de tudo a _____________do nome de DEUS.
 
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
3- Quais as etapas em que Paulo explicar-nos o que significa a vida prática do crente? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Nossa relação conosco mesmo..
(  ) Nossa relação com DEUS.
(  ) Nosso relacionamento com os irmãos.
(  ) Nosso relacionamento com Satanás.
(  ) Com a sociedade e até com os que nos odeiam.
(  ) Nossa relação com os governos humanos.
 
I. EMBORA CIDADÃOS DOS CÉUS, Vivemos no mundo
4- Como o Novo Testamento descreve o Estado?
(  ) Como um instrumento dos homens para promover a justiça e a ordem.
(  ) Como um instrumento da igreja para promover a justiça e a ordem.
(  ) Como um instrumento de DEUS para promover a justiça e a ordem.
 
5- O que devemos fazer para desincumbir-nos das tarefas que DEUS nos confiou e para podermos viver de modo tranqüilo e sem sobressaltos?
(  ) Temos por obrigação orar pelas autoridades.
(  ) Temos por obrigação orar e sermos as autoridades do país
(  ) Temos por obrigação orar e agirmos como autoridades do governo.
 
6- A Bíblia exige que sejamos bons cidadãos e cumpramos rigorosamente as leis, desde que?
(  ) Desde que as leis sejam contrárias à Palavra de DEUS.
(  ) Desde que as leis não contrariem a Palavra de DEUS.
(  ) Desde que as leis contrariem a Palavra de DEUS.
 
7- O que é o Estado? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) A nação política e juridicamente organizada.
(  ) É o país governado de acordo com as leis que todos, sem exceção, são obrigados a observar, visando a promoção do bem comum.
(  ) O povo no governo sem intermediários ou representantes
 
8- Em que concentra-se a atuação das autoridades? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) No castigo dos malfeitores.
(  ) No louvor dos que praticam o bem.
(  ) Em ajudar aos malfeitores.
(  ) Em apoiar e participar dos lucros dos que governam.
 
9- De acordo com as palavras de Pedro, como o Estado deve agir?
(  ) Presenteando e banqueteando-se junto àqueles que detêm o poder.
(  ) Tanto punindo os maus como promovendo o bem comum.
(  ) Usufruindo dos benefícios dados aos mais ricos.
 
II. Por que devemos nos sujeitar as autoridades
10- Cite algumas evidências da intervenção divina na vida e na história da humanidade? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Governo.
(  ) Descida de Satanás do céu.
(  ) Lei.
(  ) Entrada do pecado no mundo
(  ) Ordem.
(  ) Doenças e enfermidades.
 
11- O que faz aquele que resiste à autoridade? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Está em posição de agrado a DEUS.
(  ) Resiste à ordenação de DEUS.
(  ) Está em oposição ao próprio DEUS.
(  ) Esta pessoa trará sobre si a condenação e o justo juízo.
(  ) Obedece à ordenação de DEUS.
 
III. o que a bíblia diz sobre o estado
12- O que significa sujeitar-se à autoridade? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) "colocar-se debaixo de",
(  ) "insubmeter-se".
(  ) Significa que devemos, voluntariamente, obedecer às autoridades constituídas.
(  ) "colocar-se sobre",
(  ) "submeter-se".
 
13- O que é esta sujeição ao Estado?
(  ) É uma atitude de reconhecimento das pessoas que ocupam posição de comando numa sociedade juridicamente organizada.
(  ) É uma atitude de irreconhecimento das pessoas que ocupam posição de comando numa sociedade juridicamente organizada.
(  ) É uma atitude de merecimento das pessoas que ocupam posição de comando numa sociedade juridicamente organizada.
 
14- Pelo que o cristão está sujeito às autoridades, por medo ou pelo que? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Mesmo por medo, devido à sua consciência moldada na Palavra de DEUS e temor das autoridades.
(  ) Não por medo, mas devido à sua consciência moldada na Palavra de DEUS.
(  ) Não por medo, mas o cristão vê a necessidade de lei e de ordem em conseqüência do pecado.
(  ) Por medo e vergonha de ser pego, pois o cristão vê a necessidade de lei e de ordem em conseqüência do pecado.
 
15- A quais limites esta sujeição ao governo está condicionada? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) O cristão se submete à autoridade por causa dela em si, e por ser filho de DEUS e por observar as Sagradas Escrituras.
(  ) Se o Estado colocar-se entre o cristão e a sua relação com DEUS, este deve optar por obedecer a DEUS, cuja soberania é inquestionável.
(  ) As autoridades humanas foram designadas por DEUS para o cumprimento de sua vontade.
(  ) Devemos sujeitar-nos às autoridades enquanto estas não se puserem entre nós e a nossa lealdade a DEUS e aos seus mandamentos.
(  ) Mesmo que o Estado coloque-se entre o cristão e a sua relação com DEUS, este deve optar por obedecer ao governo, pois este é o desejo de DEUS..
(  ) Acima de qualquer autoridade está JESUS CRISTO
(  ) O cristão não se submete à autoridade por causa dela em si, mas por ser filho de DEUS e por observar as Sagradas Escrituras.
 
16- Qual tipo de dissensão em nosso meio, segundo nossa lição, é inadmissível?
(  ) As motivadas por questões religiosas.
(  ) As motivadas por questões políticas.
(  ) As motivadas por questões econômicas.
 
17- O que é a expressão "a quem tributo, tributo; a quem honra, honra" (Rm 13.7), é?
(  ) Um conselho a ser desprezado por todos os cidadãos.
(  ) Um imperativo a ser considerado por todos os cidadãos, inclusive pelos crentes.
(  ) Uma dúvida a ser considerado por todos os cidadãos, inclusive pelos crentes.
 
18- Com relação ao direito de escolha de seus representantes e governantes, qual é o dever de todo o cidadão cristão?
(  ) Cumprir o seu papel, contudo, procurando sempre optar por aquele que promova a igreja.
(  ) Cumprir o seu papel, contudo, procurando sempre optar por aquele que se acha comprometido com a sua família.
(  ) Cumprir o seu papel, contudo, procurando sempre optar por aquele que se acha comprometido com a promoção do bem comum.
 
19- O que é uma afronta à democracia e um grave pecado diante de DEUS, segundo nossa lição?
(  ) O comércio de votos.
(  ) O comércio de direitos.
(  ) O comércio de vidas.
 
Obrigações contributivas.
20- Por que devemos pagar impostos?
(  ) Porque é uma opção de todo o cidadão, em obediência às leis governamentais, é orientação de JESUS: "Dai, pois, a César o que é de César..." (Lc 20.25).
(  ) Porque é um favor de todo o cidadão, em obediência às leis governamentais, é orientação de JESUS: "Dai, pois, a César o que é de César..." (Lc 20.25).
(  ) Porque é um dever de todo o cidadão, em obediência às leis governamentais, é orientação de JESUS: "Dai, pois, a César o que é de César..." (Lc 20.25).
 
 
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