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Lição 10 - Vem o Fim, O Fim Vem - O Milênio - O Reino Do Messias
Questionário
 
Texto Áureo: “Bem aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos” (Ap 20.6).
20.6 PRIMEIRA RESSURREIÇÃO. Esta expressão inclui a ressurreição de Cristo e de todo o povo de Deus. A ressurreição dos ímpios ocorrerá no fim do milênio (vv.12,13; Is 26.19-21; Dn 12.2,13; Jo 11.25,26; 5.28,29; 1 Co 15.20,52).
 
Verdade Prática: O Milênio não é uma fantasia nem uma criação poética. É o Reino de Deus que o Senhor Jesus Cristo, juntamente com a sua Igreja, implantará neste mundo logo após a Grande Tribulação.

Leitura Diária:
Segunda Is 2.4 O Milênio será um reino de paz
 4Ele exercerá o seu juízo entre as nações, e repreenderá a muitos povos. Estes converterão as suas espadas em arados e as suas lanças em podadeiras. Não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra.
Oséias 2.18 E, naquele dia, farei por eles aliança com as bestas-feras do campo, e com as aves do céu, e com os répteis da terra; e da terra tirarei o arco, e a espada, e a guerra e os farei deitar em segurança.
Zacarias 9.10 E destruirei os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém, e o arco de guerra será destruído; e ele anunciará paz às nações; e o seu domínio se estenderá de um mar a outro mar e desde o rio até às extremidades da terra.
 9.10 E ELE ANUNCIARÁ PAZ... E O SEU DOMÍNIO... ATÉ ÀS EXTREMIDADES DA TERRA.
Sem se referir ao período entre a ressurreição e a segunda vinda de Cristo, Zacarias dá um passo adiante. Vai até à sua segunda vinda no final dos tempos. Depois do triunfo de Cristo sobre o anticristo e seus exércitos, não haverá mais necessidade de carros de guerra, cavalos de batalha, nem de instrumentos bélicos. Os domínios do Senhor Jesus abrangerão toda a terra.

Terça Is 11.6 O Milênio será um reino de tranqüilidade
6 Morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará; o bezerro, e o filho de leão e o animal cevado viverão juntos, e um menino pequeno os guiará.
11.6-9 E MORARÁ O LOBO COM O CORDEIRO. A era messiânica será caracterizada pela ausência de inimizade, crueldade e hostilidade, simbolizada aqui pela paz entre os animais. O Messias trará paz à terra e transformará os homens e a natureza como o fruto último da redenção (cf. 35.9; 65.20-25; Ez 34.25-29).

Quarta Is 11.8 As crianças estarão seguras
8 Brincará a criança de peito sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco.
A era messiânica será caracterizada pela ausência de inimizade, crueldade e hostilidade, simbolizada aqui pela paz entre os animais. O Messias trará paz à terra e transformará os homens e a natureza como o fruto último da redenção (cf. 35.9; 65.20-25; Ez 34.25-29).

Quinta Is 11.10 As nações buscarão o Cristo de Deus
 10 Naquele dia as nações perguntarão pela raiz de Jessé, posta por estandarte dos povos, e o lugar do seu repouso será glorioso.
11.10-16 NAQUELE DIA. O tempo final do reino messiânico será precedido de um reagrupamento dos judeus que aceitarem Jesus Cristo como o Messias. Essa restauração dos judeus abrangerá o seguinte: (1) o remanescente judaico fiel que restar (vv. 11,12; cf. Dt 30.3-5; Jr 31.1,8,10; Ez 39.22,28); (2) o agrupamento dos judeus sob o Messias (11.10,12; Jr 23.5-8; Ez 37.21-25); (3) a purificação total de Israel (Dt 30.3-6; Jr 32.37-41; Ez 11.17-20); (4) a bênção e prosperidade na  terra (Jr 31.8,10,12,13,28; 32.37-41; Ez 28.25,26; 39.25-29; Am 9.11-15); (5) as bênçãos para todos os povos, gentios e judeus (v. 12; 55.3-5; 60.1-5; 10.14; Jr 16.15,19-21; Zc 2.10-12; Mq 4.1-4); (6) o julgamento dos ímpios (vv. 14-16; Jr 25.29-33; Jl 3.1,2,12-14); e (7) a restauração final nos últimos dias (Os 3.4,5; ver Rm 11.26

Sexta Is 35.1,2 Os lugares secos reverdecerão
 1 O deserto e os lugares secos se alegrarão; o ermo exultará e florescerá como a rosa. 2 Abundantemente florescerá, e também exultará de alegria, e romperá em cânticos. A glória do Líbano se lhe deu, a excelência do Carmelo e Sarom; eles verão a glória do Senhor, a excelência do nosso Deus.
35.1 O ERMO EXULTARÁ. Enquanto o capítulo anterior lidou com juízo divino sobre os ímpios, este capítulo prediz um dia de redenção divina, quando a terra se encherá de retidão e manifestará a glória de Deus, com grande regozijo do seu povo. Este capítulo tem aplicação diversa, a partir da primeira vinda de Jesus Cristo, e culminando com a sua segunda vinda (ver Ap 19 22).

Sábado Is 35.4,5 Haverá saúde e conforto espiritual
4 dizei aos turbados de coração: Esforçai-vos, não temais; o vosso Deus virá com vingança; com recompensa divina ele virá, e vos salvará. 5 Então os olhos dos cegos se abrirão, e os ouvidos dos surdos se desimpedirão.
35.4 O VOSSO DEUS VIRÁ COM VINGANÇA. Deus virá, um dia, para retribuir ao mundo a sua iniqüidade e para recompensar os justos com sua grande salvação (cf. 2 Ts 1.6-10). Nesse tempo, os redimidos estarão completamente livres do pecado e todas as suas conseqüências.
35.5,6 OS OLHOS DOS CEGOS SERÃO ABERTOS. Jesus Cristo refere-se a estes versículos como evidência do seu messiado (Mt 11.4,5; Lc 7.22). Quando a igreja de Jesus Cristo realmente tem o poder do Espírito Santo para realizar as obras... maiores (Jo 14.12), os sinais e maravilhas de Is 35 voltarão a ocorrer, como durante o período do livro de Atos.

Leitura Bíblica Em Classe:
APOCALIPSE 20.1-6
1 Então vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na mão. 2 Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e o amarrou por mil anos. 3 Lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e selou sobre ele, para que não enganasse mais as nações, até que os mil anos se completassem. Depois disto é necessário que seja solto, por um pouco de tempo. 4 Vi também tronos, e aos que se assentaram sobre eles foi-lhes dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem nas mãos. Reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. 5 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem. Esta é a primeira ressurreição. 6 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição. Sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.
20.2 PRENDEU O DRAGÃO... E AMARROU-O POR MIL ANOS. Depois da volta de Cristo e dos eventos do capítulo 19, Satanás será preso e amarrado por mil anos para que não mais engane as nações. Isso implica numa cessação total da sua influência durante mil anos. Depois dos mil anos, ele será solto por pouco tempo para enganar aqueles que se rebelarem contra o domínio de Deus (vv. 3,7-9). A obra mais comum de Satanás é enganar (ver Gn 3.13; Mt 24.24; 2 Ts 2.9,10).
20.3 PARA QUE MAIS NÃO ENGANE AS NAÇÕES. As nações que existirão durante o reino de Cristo na terra são formadas pelos crentes que estavam vivos no fim da tribulação (ver 19.21 *; 20.4 *). Embora a palavra "nações" seja, às vezes, especificamente usada para os ímpios, João também a usa para representar os salvos (21.24; 22.2).
20.4 TRONOS; E ASSENTARAM-SE SOBRE ELES. Aqueles que se assentam nos tronos são provavelmente os vencedores oriundos de todos os tempos (cf. 2.7 *) e possivelmente incluem os santos do AT (ver Ez 37.11-14; Ef 2.14-22; 3.6; Hb 11.39,40). Aqueles que "viveram" (i.e., voltaram à vida) depois da volta de Cristo são, conforme é declarado, os que foram fiéis a Ele e que morreram durante a tribulação (6.9; 12.17). João não menciona a ressurreição dos santos da igreja que morreram, porque ela já ocorreu quando Cristo retirou sua igreja da terra e a levou ao céu (ver Jo 14.3 *; 1 Co 15.51)
20.4 REINARAM COM CRISTO DURANTE MIL ANOS. Este reino de Cristo por mil anos é, às vezes, chamado "o milênio", termo de origem latina que significa "mil anos". As características deste reino são as seguintes: (1) Foi predito no AT (Is 9.6; 65.19-25; Dn 7.13,14; Mq 4.1-8; Zc 14.1-9; cf. Ap 2.25-28). (2) Satanás estará preso (ver vv. 2,3 *s). (3) Do reino milenial de Cristo participarão os salvos da igreja (2.26,27; 3.21; 5.10; 20.4), e, possivelmente, os santos ressurretos do AT (ver Ez 37.11-14; Ef 2.14-22; Hb 11.39,40), e os santos mártires da tribulação. (4) O povo do milênio a ser governado por Cristo consistirá dos que permanecerem fiéis a Ele durante a tribulação e até à sua vinda; e dos que nascerem durante o milênio (14.12; 18.4; Is 65.20-23; ver Mt 25.1 *). (5) Nenhum inconverso entrará nesse reino (ver 19.21 *). (6) Aqueles que reinarem com Cristo terão autoridade sobre todas as nações, e servirão e governarão Israel e as demais nações (v. 6; 3.21; 5.10; 20.6; Mt 19.28; ver Sf 3.9-20 *). (7) Haverá paz, segurança, prosperidade e justiça em toda a terra (Is 2.2-4; Mq 4.4; Zc 9.10; ver Zc 2.5 *; 9.8 *). (8) A natureza será restaurada à sua condição original, de ordem, perfeição e beleza (Sl 96.11-13; 98.7-9; Is 14.7,8; 35.1,2,6,7; 51.3; 55.12,13; 65.25; Ez 34.25; Rm 8.18-23; ver Is 65.17-25 *; Ez 36.8-15 *; Zc 14.8 *). (9) Todos que optarem pela senda da impiedade, da rebelião e da desobediência serão castigados (vv. 7-10). (10) No fim dos mil anos, o reino será entregue ao Pai, por Jesus (1 Co 15.24); então começará o reino final, eterno e perfeito de Deus e do Cordeiro (21.1-22.5).
20.6 PRIMEIRA RESSURREIÇÃO. Esta expressão inclui a ressurreição de Cristo e de todo o povo de Deus. A ressurreição dos ímpios ocorrerá no fim do milênio (vv.12,13; Is 26.19-21; Dn 12.2,13; Jo 11.25,26; 5.28,29; 1 Co 15.20,52)
20.7 SATANÁS SERÁ SOLTO. No fim do reino de Cristo, Satanás será solto. (1) O próprio Satanás, enganando-se ao ponto de supor que ainda poderá derrotar a Deus, sairá a enganar aqueles que quiserem rebelar-se contra o reino de Cristo, e ajuntará uma multidão de semelhantes rebeldes. (2) "Gogue e Magogue" (v. 8; expressão oriunda de Ez 38,39), representa
as nações do mundo rebeladas contra Deus e a sua justiça.
 
Objetivos: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Definir biblicamente o termo Milênio.
2- Descrever os povos que estarão no Milênio.
3- Citar os objetivos do Milênio.
 
Comentários:
INTRODUÇÃO
 
Juízo de Mateus 25.31-46 (Joel 3)
Juízo de Ap 20.11-15
Julgamento dos vivos
Julgamento dos mortos
Antes do Milênio
Depois do Milênio
Na terra
No espaço
Ovelhas, bodes e irmãos presentes
Só os perdidos
Julgamento coletivo
Julgamento individual
Sem ressurreição, exceto dos mártires da Grande Tribulação  (Ap 20.4)
Após a 2a ressurreição

I. O QUE É O MILÊNIO

1. Definição.  Apocalipse (20. 1-5; Ag 2.7).
O Milênio é o período de 1000 anos em que Cristo reinará sobre a terra, dando cumprimento às alianças abraâmica e davídica, bem como à nova aliança.
O Milênio é chamado de “reino dos céus” (Mt 6.10), “reino de Deus” (Lc 19.11), “reino de Cristo” (Ap 11.15), a “regeneração” (Mt 19.28), “tempos de refrigério” (At 3.19) e o “mundo por vir” (Hb 2.5).

2. O Milênio e o Reino de Deus.
O Governo da Terra estará de acordo com a vontade de DEUS, ou seja, será Teocracia, governo de DEUS. Nenhum outro sistema de governo é representante de DEUS na terra, DEUS nunca intentou que houvesse monarquia (Os Hebreus é que pediram, com inveja dos governos ímpios à sua volta). Democracia nunca foi e nunca será o sistema de governo idealizado por DEUS, pois está mais do que provado que os homens não sabem se governar; somente JESUS é senhor dos senhores e rei dos reis e pode governar sobre todos.
1 Sm 12.17 Pedirei ao SENHOR que envie trovões e chuva para que vocês reconheçam que fizeram o que o SENHOR reprova totalmente, quando pediram um rei". 18 Então Samuel clamou ao SENHOR, e naquele mesmo dia o SENHOR enviou trovões e chuva. E assim todo o povo temeu grandemente o SENHOR e Samuel. 19 E todo o povo disse a Samuel: "Ora ao SENHOR, o teu Deus, em favor dos teus servos, para que não morramos, pois a todos os nossos pecados acrescentamos o mal de pedir um rei".
 
“E vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo. E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles  a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap 20.1-4).
Ap 20.2 PRENDEU O DRAGÃO... E AMARROU-O POR MIL ANOS. Depois da volta de Cristo e dos eventos do capítulo 19, Satanás será preso e amarrado por mil anos para que não mais engane as nações. Isso implica numa cessação total da sua influência durante mil anos. Depois dos mil anos, ele será solto por pouco tempo para enganar aqueles que se rebelarem contra o domínio de Deus (vv. 3,7-9).
A obra mais comum de Satanás é enganar (ver Gn 3.13; Mt 24.24; 2 Ts 2.9,10).
20.3 PARA QUE MAIS NÃO ENGANE AS NAÇÕES. As nações que existirão durante o reino de Cristo na terra são formadas pelos crentes que estavam vivos no fim da tribulação (ver 19.21 *; 20.4 *). Embora a palavra "nações" seja, às vezes, especificamente usada para os ímpios, João também a usa para representar os salvos (21.24; 22.2).
20.4 TRONOS; E ASSENTARAM-SE SOBRE ELES. Aqueles que se assentam nos tronos são provavelmente os vencedores oriundos de todos os tempos (cf. 2.7 *) e possivelmente incluem os santos do AT (ver Ez 37.11-14; Ef 2.14-22; 3.6; Hb 11.39,40). Aqueles que "viveram" (i.e., voltaram à vida) depois da volta de Cristo são, conforme é declarado, os que foram fiéis a Ele e que morreram durante a tribulação (6.9; 12.17). João não menciona a ressurreição dos santos da igreja que morreram, porque ela já ocorreu quando Cristo retirou sua igreja da terra e a levou ao céu (ver Jo 14.3 *; 1 Co 15.51)
20.4 REINARAM COM CRISTO DURANTE MIL ANOS. Este reino de Cristo por mil anos é, às vezes, chamado "o milênio", termo de origem latina que significa "mil anos".

II. QUANDO SERÁ O MILÊNIO
(Ap 19.11-21; Ap 20.2, 7, 10; Mt 25.41)
Logo após a Grande Tribulação, imediatamente após a batalha do Armagedom, depois que CRISTO separar dentre os restantes dos moradores da terra entre os perdidos, ou bodes e os que receberem o reino de CRISTO, as ovelhas. só entra no milênio quem aceitar a CRISTO como seu rei, seu senhor, como DEUS.

III. QUEM ESTARÁ NA TERRA DURANTE O MILÊNIO
(Mt 25.31-41; Ap 2.26,27).
Somente os Judeus e Gentios que aceitaram o reinado e senhorio de CRISTO sobre eles.

IV. OBJETIVOS DO MILÊNIO
Seu Governo:
-Seu cabeça será Cristo (Ap 19.16)
-Seu caráter. Um reino espiritual que produzirá paz, equidade, justiça, prosperidade e glória (Is 11.2-5).
-Sua capital será Jerusalém (2.3).
1. Exaltar a Cristo. (Fp 2.5-11; Ap 19.16; 1 Co 15.24-26)
Diante de CRISTO todo joelho se dobra.

2. Manifestar o Reino de Deus na sua plenitude. (Mt 6.10)
Manifestar o tipo de governo que DEUS deseja para seu povo.

3. Mostrar que este mundo pode ser administrado com justiça e eqüidade.
Demonstra na prática como se governa debaixo da autoridade de DEUS, sentindo e vendo os resultados práticos dessa submissão, recebendo em troca o amor, a prosperidade, a paz, a segurança, a justiça e a equidade de DEUS.

4. Deixar bem claro que os reinos deste mundo pertencem a Cristo. (Ap 11.15; Is 9.7; Dn 7.14).
Sua Relação com satanás: Durante este período satanás estará acorrentado, sendo liberto ao seu final, para liderar uma revolta final contra Cristo (Ap 20). Satanás será derrotado e lançado definitivamente no lago de fogo.

V. COMO SERÁ O MILÊNIO
1. Terá início com um grande derramamento do Espírito Santo. 
(Zc 12.9,10; 13.1; 14.2-9; Ap 1.7; Is 66.15,16; Zc 12.10).
Primeiro Espírito de Graça e Súplica, depois no Milênio Espírito de paz, de submissão, de amor.

2. Será um período de grande conhecimento da Palavra de Deus.
(Is 2.3; Is 11.9; Zc 14.16).
O próprio JESUS ensinando, auxiliado pela Igreja (reis e sacerdotes)

3. Será um tempo de paz universal.
(Mq 4.3).
Quem ousaria lutar contra o vencedor da batalha de Armagedom? Satanás está preso e o povo está em paz e assim quer ficar.
 
4. Será uma era de abundante saúde física e mental.
(Is 35.3-6).
Doenças causadas por demônios já não existem mais e as naturais serão curadas por aquele que sara as nações ( JESUS ).
 
5. Será uma era de prosperidade, segurança e vida longa.
(Is 65.22).
Não tem mais ladrão para roubar o que se ganha trabalhando honestamente. O ladrão está preso.
 
6. Será um período de plena recuperação ecológica da terra.
(Is 35.1,2).
A terra será cultivada pelas próprias armas que a destruíram.
 
7. Israel habitará seguro, e estará de posse de todo o território que o Senhor prometera a Abraão.
(Ez 48)
Enfim os judeus saberão quem é seu rei e saberão qual é o resultado de ser fiel a JESUS, o filho de DEUS,
 
Estudo sobre Milênio do livro de Severino Pedro da Silva
 Apocalipse, versículo por versículo da CPAD:
 
APOCALIPSE Capítulo XX
 
1- "E VI descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão".
 
I. "...um anjo, que tinha a chave do abismo". O Arcanjo Miguel deve está em foco* nesta passagem. Ele é o anjo guerreiro, citado sempre em conexão com a guerra (Dn 10. 21, 12, l; Jd v. 9; Ap 12. 9). Mas dessa vez sua tarefa é infinitamente maior. Ele deve amarrar ao próprio Satanás. Naturalmente não poderia fazer isso, exceto pela autoridade e poder de Deus. De acordo com Ap 1.18, é Cristo o possuidor das chaves: da morte e hades, a dimensão dos mortos. Portanto, nesta passagem, o uso dessas chaves é concedido ao elevado poder angelical por delegação divina (14").
 
1. O Abismo. Essa expressão é equivalente a "Hades", "Sheol" e outros termos que são traduzidos dentro do mesmo conceito. São palavras usadas tanto pêlos escritores do Antigo como do Novo Testamento. E agora, o "abismo" servirá de prisão durante mil anos para Satanás. "Hades" em sentido lato, quer dizer "escondido". A Bíblia também o descreve como sendo um "lugar" (At l. 25). Ele é realmente uma prisão contendo portas e ferrolhos (Jó 17. 16; Mt 16. 18), e ainda
chaves que presentemente estão nas mãos de nosso Senhor Jesus Cristo. "O abismo ou abyssus (grego) ou poço do abismo, ou tártaro* no grego é a "escuridão" onde está localizada a prisão dos espíritos maus.
Jd v. 6", (Ver notas expositivas sobre isso, em Ap 9. 2).
 
2- "Ele prendeu O dragão", a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás. e amarrou-o'' por mil anos".
 
l. "Ele prendeu o dragão". Muitos têm dificuldade em aceitar a prisão de Satanás no sentido literal. Mas nós temos na Bíblia outras passagens falando de "...espíritos^ em prisão'' (l Pd 3. 19; 2 Pd 2. 4: Jd ). As algemas que o agrilhoarão são de fabricação divina. Não há pois razão para recusar o sentido literal da "cadeia'' e "prisão 1 de SaTanás, pois a palavra grega usada para "cadeia" (hálusis). é a mesma usada nas passagens em (At 12. 7; 28. 20: 2 Tm l. 16: T. NestIé Em alusão a essas passagens diz que a significação é literal. Essas precauções contra o grande inimigo de Deus mostram-nos a grande e perigosa força desse inimigo: segurar, prender, lançar no abismo, fechá-lo, pôr selo sobre eIe.
 Os mil anos de Satanás no abismo não produzirão nenhuma mudança em seu caráter maligno, uma vez que seja liberto, provará ser o mesmo antigo diabo. Isso prova, que prisão não "transforma" mas "deforma". Mas enquanto estiver preso a terra se sentirá aliviada, com o reino milenial de Cristo que trará paz e justiça por mil anos.
 
3-. "E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele. Para não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem, E depois importa que seja solto, por um pouco de tempo".
 
l. "...e pôs selo sobre ele". Devemos observar que além da chave encerrou-o; haverá também alguma "espécie de selo" posto sobre ele, impedindo-lhe espaço para qualquer movimento ou ação maléfica de sua pessoa, já estamos bastante familiarizados com o ("selo") como sinal de autoridade e respeito (l)n 6. 17; Mt 27. 66), como instrumento para marrar ou de fechar com um pouco de cera ou metal, que conserva fechado algum receptáculo ou livro. Este selo posto sobre Satanás o colorará na condição de uma "múmia", o qual como "sombra" apenas em seu sentimento perverso se revolverá ao redor da prisão. É possível que nesta passagem, devamos entender a selagem da entrada do abismo para que dali Satanás não possa sair.
 
l. Até que os mil anos se acabem. Neste capítulo checamos a "sétima" e ultima "dispensação da plenitude dos tempos" (o Milênio).
Nesta secção encontramos seis vezes a expressão ("mil anos"): vs. 2, 3-4, 6. 7. com respeito ao Milénio. O termo derivado do grego "rhilliad" e do latim "millenium": aponta para o futuro governo sobre a terra, exercido pelo "Príncipe da Paz" durante mil anos. Jerusalém será o centro de adoração para todos os povos e a Capital religiosa.do mundo (Jr 3. 17; Zc 14. 16 e ss): Assim o Reino do Messias será universal.
 
4, "E vi tronos; e assentaram-se sobre eles. e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus e que não adoravam a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram .com Cristo durante mil anos".
 
I. "...e vi tronos". O livro do Apocalipse, em sua divisão menor tem 404 versículos o do presente texto, sendo, porém, o maior deles (62 palavras). Este versículo nos fala de tronos e juizes. Devem ser os mesmos personagens vistos no capítulo 4 deste livro; são, sem dúvida alguma, o que falou Jesus em Mateus 19. 28: "...quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vós (os doze Apóstolos) assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel". (Ver notas expositivas sobre "tronos", em Ap 2. 13).
 
l. As almas daqueles que foram degolados. Essas são as mesmas que João viu "debaixo do altar", em Ap 6. 9: (são os mártires da Grande Tribulação), eles agora terão o direito de "viver". Os tempos dos verbos gregos usados nesta passagem reforçam o significado do pensamento. O Dr. MacDowell nos fornece a seguinte sugestão: "Viveram e reinaram com Cristo (ingressivo) e reinaram com Cristo, etc.". "...Os outros mortos não reviveram (ezesam, aoristo ingressivo) até que os mil anos se acabaram"(142). Assim a expressão: "...e viveram" quer dizer: "...e ressuscitaram" por Cristo.
 
    5. "Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição".
 
I. "...Mas os outros mortos não reviveram". Justino Mártir, que viveu em Éfeso cerca de 135 d. C., escreveu acerca do Apocalipse de João "E, além disso, um homem entre nós, de nome João, um dos Apóstolos de Cristo, profetizou em uma revelação que lhe foi feita, de que aqueles que confiassem em Cristo passariam mil anos em Jerusalém, e que depois viria a ressurreição universal e eterna de todos, como também o juízo final" ('"). As Escrituras usam pelo menos três expressões sobre ressurreição:
 
a). A RESSURREIÇÃO ("de") MORTOS. Esta compreende pela ordem: O filho da viúva de Sarepta (l Rs 17. 21-22); O filho da Sunamita (2 Rs 4. 34-35); O homem que tocou os ossos de Eliseu (2 Rs 13. 43-44); O filho da viúva de Naim (Lc 7. 11-17); A filha de Jairo (Lc 8.54-55); Lázaro de Betânia (Jo 11. 43-44); Tabita (At 9. 40-41); Um jovem por nome Êutico (At 20. 9-12).
 
b). A RESSURREIÇÃO ("dentre") OS MORTOS. Esta compreende "...cada um por sua ordem..." (l Co 15. 23). Esta ordem de ressurreição, cronologicamente é mais ou menos assim: (a) Cristo as primícias. l Co 15. 20, 23; (b) Os que ressuscitaram por ocasião da ressurreição do Senhor. Mt 27. 52-53; (c) Os que são de Cristo na sua vinda, l Co 15. 2.3 a 24;
 
(d) As duas testemunhas escatológicas. Ap 11. 11-12; (e) Os mártires da Grande Tribulação. Ap 20. 4.
 
    c). A RESSURREIÇÃO ("dos") MORTOS. Esta é geral e abrangente. Ela compreende todos os mortos que morreram em seus delitos e pecados (cf. Dn 12. 2; Jo 5. 28-29).
 
6. "Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição: sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos".
 
I. "...parte na primeira ressurreição". A "Bem-aventurança" do presente versículo é aplicada à "ressurreição dos santos". O bem-estar espiritual, ou a felicidade dos mártires advém da primeira ressurreição. Assim, receberam a "vida última". O Novo Testamento, em seu conceito geral, jamais encerra a "vida eterna" como tendo lugar apenas* nesta vida, mas ele declara que após a morte física, o ser humano continuará vivendo na eternidade. Sobre os participantes da primeira ressurreição, podemos inferir que finalmente eles têm sido perdoados e não aparecem no último juízo (cf. Jo 5. 24). Admite-se, contudo, que a inferência mencionada por último não seja tão estranha como parece ser* para alguns estudiosos da Bíblia, isto é, dos cristãos serem "sacerdotes", e "reis" no Milênio. Para nós, isso não é estranho, pois isso sugere que há um ministério para eles cumprirem na última dispensação: a milenial (cf. Ez capítulos 40-48).
 
        7. "E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão".
 
I. "...Satanás será solto". Com a soltura deste terrível ser, a geração da nova era será submetida a uma prova, como foi provado Adão, no jardim do Éden (Gn capítulo 3). Não seria mais necessário o homem agora aderir a Satanás a despeito de tudo que Cristo* já realizou por sua pessoa, porém, aqui, fica demonstrada a natureza humana. "A humanidade já foi provada sob todas as condições possíveis, e falhou em cada prova. Falhou debaixo da lei, e ainda mais debaixo da graça, e agora, "na dispensação da plenitude dos tempos" (o Milênio), quando o Senhor é conhecido em todo o mundo e reina a justiça em toda a terra, torna a falhar, não correspondendo à graça de Deus, a ele oferecida..."("4). Esta dispensação, que pela ordem cronológica é a sétima e a última. Não será* um tempo de graça, mas de justiça divina para todos; será o tempo em que "...os reinos do mundo" serão só de nosso Senhor e do seu Cristo (11. 15). Cumprir-se-á finalmente* Daniel 7. 13-14, suas palavras são aplicáveis a esse tempo do fim.
 
8. "E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gògue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha".
 
I. "...Gogue e Magogue". Ezequiel 38-39 fala de Gogue, Magogue, Mezeque e Tubal. Geografícamente falando, "São regiões ocupadas pêlos antigos citas e tártaros, correspondendo aos modernos russos. Josefo diz que Magogue são os citas ou tártaros, correspondendo aos modernos russos. Mezeque converteu-se em Moskva (Moscou), como diz em russo, e Tubal é o moderno nome de Toboisk. Profeticamente falando, essa nação do norte é inimiga mortal de Israel. Em nossos dias, como é sabido, essa nação vem orando a Deus, para que o mesmo impeça uma invasão de Gogue à Terra Santa.
 
1. "No dia 28 de novembro (1983), 25 judeus ortodoxos foram a Hebrom, para interceder diante de Deus junto ao túmulo de Abraão para que "a chegada de Gogue e Magogue* ainda seja adiada", pois alguns deles tiveram um sonho: "Gogue e Magogue estariam prestes a vir". Já o rabino-chefe, diante do Muro das Lamentações considerou que "verdadeiros cabalistas não deveriam orar pelo adiamento da vinda de Gogue e Magogue, mas pelo seu rápido aparecimento, pois, assim, seria apressada a vinda do Messias"^146). Porém, é evidente que a investida de Gogue e Magogue na passagem em foco, não se refere* àquela mencionada em Ez capítulos 38-39. Uma está distante da outra, pelo menos, 1000 anos. Os nomes "Gogue e Magogue" em Ezequiel, se referem aos poderes do norte, chefiados pela Rússia; após o Milênio, porém, os nomes "Gogue e Magogue" são empregados metaforicamente para representar ("as nações que estão sobre os quatro cantos da terra").
 
9. "E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu, e os devorou".
 
I. "...desceu fogo do céu, e os devorou". O comandante do norte na sua invasão a Terra Santa, não chegou a cercar "...o arraial dos santos" (ISRAEL) nem "...a cidade amada" (JERUSALÉM), mas foi derrotado por Deus nas montanhas da Judéia; e, ainda por um ato de misericórdia divina teve um ("lugar de sepultura") ao oriente do mar Morto (Ez 39. 11). Nesta secção, porém, Gogue e Magogue aqui representados, serão tragados por fogo que "desceu do céu", e os devorou.
"No sentido mais profundo, o Apocalipse é um livro de divindade. É um livro acerca de Deus; é um livro sobre os atos de Deus. Por igual modo, a derrota das    forças do mal é um ato divino. Os habitantes da cidade amada descobrirão que  Deus terá feito a causa dele e a causa deles. Eles terão armas suficiente poderosas para aquela batalha final.
Mas Deus proverá seu fogo destruidor dos céus
 
10. "E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre".
 
I. "...o diabo, que os enganava". A queda de Satanás nesta secção, aludi, profeticamente, à queda de todos os poderes do mal, conforme se depreende na secção seguinte. Ele tinha já passado mil anos no abismo, mas isso foi uma ação intermediária. Agora, entretanto, ele sofrerá sua derrota final e irá para seu destino. Finalmente a cabeça da serpente é ferida para sempre (Gn 3.15). A vitória conseguida sobre o diabo no calvário agora recebe operação completa. Sua queda será gradual. Ele será expulso dos ares para a terra e o mar no período da Grande Tribulação (12. 9 e ss). Será aprisionado por mil anos (20. 2 ss). E então, no texto em foco, derrotado completamente pela ação poderosa e imediata de Deus, mesclada de ira. Este capítulo do Apocalipse é a consolidação, no que diz respeito a toda e qualquer revolta ou rebelião do ser humano ou de hostes espirituais do mal. O bem triunfará, e o Cordeiro de Deus, tirará definitivamente "...o pecado do mundo" (Jo l. 29), e só existirá no Universo a semente do bem.
 
11. "E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles".
 
I. ("...UM GRANDE TRONO BRANCO"). Já tivemos ocasião de frisar em notas expositivas nos capítulos 2.13 e 20. 4 deste livro, a palavra "trono" ou "tronos". Ela, no grego, é ("thronos"). É usada no Novo Testamento com o sentido de "trono real" (cf. Lc l. 32, 52), ou com o sentido de "tribunal judicial" (cf. Mt 19. 28; Lc 22. 30). Também há alusão aos "tronos" de elevados poderes angelicais, ou governantes humanos (cf. Cl l. 16). O trono do presente texto, é grande! É de vastíssimas dimensões enchendo o campo inteiro de nossa visão; expulsa da vista todos os outros elementos. Ameaça; deixa a mente atônita. Trata-se de um infinito julgamento, diante do qual está o que é finito: os pobres humanos, mortos. O trono é branco! Resplandece de pureza e de santidade, o que exige justiça! castigo! julgamento! purificação! retribuição! Tudo isso descreve uma cena fora da história humana! É o Juízo Final!
 
12. "E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida: e os mortos foram julgados* pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras".
 
I. "...grandes e pequenos". O Filho se assentará juntamente com o Pai, em seu trono, para julgar. Mas o Pai é quem figura majestaticamente em todas as seguintes* referências: (At 17. 31; Hb l. 3; Ap 4. 2, 9; 5. l, 7, 13; 7. 10; 19. 4; 21. 5), e por meio de Jesus todos ali serão julgados (Jo 5. 22). Duas classes de seres, ali serão julgados: "...os grandes" (os anjos caídos). 2 Pd 2. 4: Jd v. 6, e os "...pequenos" (os homens em sentido geral). SI 8. 5; Hb 9. 27. Todos ali "...postos em pé"(14») diante do trono. Fica assim subentendida no expressivo a "segunda
ressurreição", isto é, dos incrédulos (20. 5).
 
1. Os mortos foram julgados. Entre os muitos julgamentos ou juízos mencionados na Bíblia, sete têm significação especial, como é descrito por C. I. Scofíeld(349) em seu SCOFIELD REFERENCE BIBLE:
 
(a) O julgamento dos pecados do crente na cruz de Cristo. Jo 13. 31. Ele foi aí justificado porque Cristo, havendo levado os seus pecados sobre a cruz, foi feito* por Deus justiça, l Co l. 30:
 
(b) O crente julgando-se a si mesmo, para não ser julgado com o mundo, l Co 11.31:
 
(c) O julgamento das obras dos crentes diante do Tribunal de Cristo, logo após o arrebatamento. Rm 14. 10; l Co 3. 12; 2 Co 5. 10:
 
(d) O julgamento das nações vivas, na "parousia" de Cristo com poder e grande glória. Mt 25. 32 e ss:
 
(e) O julgamento de Israel, na volta de Cristo. Ez 20.33 e ss; Mt 19. 28, etc.
 
(f) O julgamento descrito por Paulo em 2 Tm 4. l, que se dará "...na sua vinda e no seu reino".
 
(g) O julgamento do "Grande Trono Branco" aqui mencionado nesta secção (20. 11-15)
 
13. "E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras".
 
I. "...deu o mar os mortos que nele havia". Estes mortos saídos do mar, são aqueles que foram tragados na hecatombe provocada quando "...desceu fogo do céu", (v.10); Eles não passaram pela ação "intermediária" do Hades, visto que concomitantemente foi estabelecido o juízo final. João observa que não foi necessário no julgamento um anjo assistente "abrir" os livros. Eles se abriram movidos por uma força sobrenatural emanada do supremo Juiz: observe-se a frase: "...e abriram-se os livros..." (v. 12). Podemos observar a exposição excepcional do versículo 15 desta secção, ela demonstra um julgamento individual, confirmando o versículo 13: "...e foram julgados ("cada um")* segundo as suas obras". Deus julgará cada um segundo as suas obras, porque no inferno há também grau elevado de sofrimento (Ez 32. 21-23; Hb 10. 29); após uma acurada investigação do Justo Juiz, nas obras, feitos, motivos, memória e consciência, confrontando tudo com o que está escrito em cada livro (Jo 12. 48). Ali agora só há uma sentença: "Apartai-vos de mim!". Alguém se estremecerá, mas ali não haverá margem para erro, para indecisão, equívoco ou modifícaçâo('"").
 
l. Existe uma pergunta no meio da cristandade e até fora dela baseada nos versículos 11-15 que temos nesta secção: ("como serão julgados aqueles que morreram sem ouvir o Evangelho?"). Essa pergunta quando dentro da lógica da visualização do homem pode ultrapassar qualquer possibilidade de entendimento da mente humana. Mas é evidente que, Deus tem falado e vem falando ao homem de "muitas maneiras" (Hb l. l). Paulo diz que o Evangelho foi "pregado a toda criatura que há debaixo do céu" (Cl l. 23). Deus pode alcançar através de seus métodos a todos os homens; vejamos alguns dos métodos de Deus:
 
(a) DEUS fala através do Universo: "Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento ("anuncia") a obra das suas mãos... Sem linguagem, sem ("fala"), ouvem-se as suas vozes, em ("toda a extensão da terra"), e as suas palavras até ao fim do mundo". SI 19. 1-4:
 
(b) DEUS fala através da percepção: "Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles (nos homens) se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder... se entendem, e claramente se ("vêem") pelas coisas que estão criadas, para que eles (os homens) fiquem inescusáveis". Rm l. 19-20:
 
(c) DEUS fala através da consciência: "Porque, quanto os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei. Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os; no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo". Rm 2. 14-16:
 
(d) DEUS fala através da vida dos animais: "Mas, pergunta agora às alimárias, e cada uma delas to ensinará; e às aves dos céus, e elas to farão saber;.ou fala com a terra; e ela to ensinará até os peixes do mar to contarão. Quem não entende por todas estas coisas que a mão do Senhor fez isto?". Jó 12. 7-9:
 
(e) DEUS fala através dos meios geográficos: "...Deus...anuncia agora a ("todos os homens"), e em ("tudo o lugar"), que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo...". At 17. 30-31:
 
(f) DEUS fala através dos sonhos: "Antes Deus fala uma e duas vezes, porém ninguém* atenta para isso. Em sonho ou visão de noite, quando cai sono profundo sobre os homens, e adormecem na cama. Então ("abre os ouvidos dos homens"), e lhes sela a sua instrução. Para apartar o homem do seu desígnio, e esconder do homem a soberba; Para desviar a sua alma da cova, e a sua vida de passar pela espada". Jó 33. 14-18:
 
(g) DEUS fala através dos anjos: "E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar ("aos que habitam sobre a terra"), e a toda a naçffo, e tribo, e língua, e povo". Ap 14. 6:
 
(h) DEUS fala através de seu Filho: "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pêlos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho". Hb l. l:
 
(i) DEUS fala através de sigais e milagres: "Testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo...". Hb 2. 4a. Perguntamos agora: havendo Deus falado tanto e de muitas maneiras, chegará alguém inocente diante do Grande Trono Branco? (Êx 34, 7). Segundo se depreende do significado do pensamento, aqueles que não viveram de acordo com a ("FÉ"). Rm 4. 5-6; Hb 10. 38; serão ali julgados de acordo com as ("OBRAS"), Jn 3. 10. Deixemos o assunto com o Senhor - O Justo Juiz (Dt 29. 29; Rm 4.15).
 
14. "E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo: esta é a segunda morte".
 
I. "...foram lançados no lago de fogo". Naturalmente, é provável que este versículo* seja o cumprimento real, daquilo que profetizou Is 25. 8, e citado por Paulo em seu argumento sobre a ressurreição, em l Co 15. 26, onde é descrito que o "...último inimigo* que há de ser aniquilado é a morte". Isso significa um triunfo total de Cristo e dos santos. A morte, como aliada do pecado, será destruída juntamente com o pecado; o Hades* não envolverá mais terrores, para os santos nos céus.
Não haverá mais temor da morte (Hb 2. 15) ela não existirá (21. 4)-. O ciclo temível do juízo agora está completamente terminado. O Anticristo e seu consorte já haviam sido lançados no lago de fogo (19. 20).
Satanás sofreu essa mesma sanção (20. 10). Agora a morte e o inferno, são ali lançados. E no versículo 15, chegará a vez dos perdidos. É realmente a sorte dos ímpios, e todas as gentes que se esquecem de Deus
(SI 9. 17). Os anjos maus foram também ali lançados (Mt 25. 41).
 
15. "E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo".
 
I. "...aquele que não foi achado escrito". É evidente que os salvos, que comparecerão diante do trono branco, cujos nomes "se encontram no livro da vida", não é a Igreja (isso não afasta a possibilidade de ela estar presente, mas não para ser julgada, e, sim, tomar parte no julgamento), e sim, aqueles que foram fiéis a Deus durante o Reino Milenial de Cristo. "Diante do Trono Branco estarão multidões incalculáveis que, durante o Milênio, creram em Jesus e foram fiéis, e permaneceram até o fim. Quando Satanás, pela última vez, rebelou-se contra Deus, esses não o acompanharam e, agora, estão diante do Trono 'Branco, sabendo que seus nomes estão no Livro da Vida'").
 
1. O Lago de Fogo. É este o lugar onde o bicho não morre e o fogo nunca se apaga. (Cf. Mc 9. 46). "A palavra hebraica que descreve este lugar, como no Antigo Testamento, é "Tofete" (Is 30. 33; Jr 7. 31-32). Mas a palavra grega é "Geena" (Mt 5. 22, 29, 30; 10. 26; 23.14,15, 33).
 
"Geena" refere-se literalmente ao "Vale do filho de Himom", vale, este, fora da cidade de Jerusalém que servia de Monturo da cidade e onde queimavam seus filhos em sacrifícios a Moleque, o deus pagão. Jesus empregou o termo "Geena" 11 vezes, sempre no sentido literal. Ali sempre havia fogo aceso, servindo* desta maneira para figurar o Lago de Fogo que arde eternamente'^'''2). A palavra encontra-se em Mt 5, 22, 29, 30; 10. 28, 29: 23.15, 33; Mc 9. 43, 45, 47; Lc 12. 5; Tg 3. 6. Em cada caso, com exceção do último, a palavra sai dos lábios do Senhor Jesus em solene aviso das conseqüências do pecado- Ele descreve como o lugar onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga. A expressão é idêntica à que temos aqui: "o lago de fogo".

Pergunta mais freqüente sobre Milênio:
 Morrerá alguém durante o Milênio?
R. Sim. Is 65.20 Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; porém o pecador de cem anos será amaldiçoado.
 
Questionário da Lição 10 - Vem o Fim, O Fim Vem - O Milênio - O Reino Do Messias
Por Ev.Luiz Henrique www.henriqueestudos.cjb.net
 
Texto Áureo:
1- Quem é bem aventurado e santo, segundo Ap 20.6?
(  ) Aquele que tem parte na segunda ressurreição    (  ) Aquele que tem parte na primeira ressurreição
2- Sobre quem, não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos?
( ) Aquele que tem parte na segunda ressurreição    ( ) Aquele que tem parte na primeira ressurreição
Verdade Prática:
3- O que é o Milênio? Complete:
Não é uma fantasia nem uma criação ____________. É o Reino de Deus que o Senhor Jesus Cristo, juntamente com a sua _____________, implantará neste mundo logo após a _____________________________________.
I. O QUE É O MILÊNIO
4- O termo “Milênio” consta do texto bíblico?
( ) Sim    ( ) Não   
5- Qual expressão, correspondente a Milênio consta do texto bíblico?
( ) "Um mil anos"       ( ) “mil anos”    ( ) Tribulação de 1000 anos
6- Defina Milênio: Complete:
É um período de __________ anos durante o qual _____________ há de reinar plenamente sobre o __________, de acordo com o que explicita João no Apocalipse (20. 1-5).
7- O Milênio pode ser considerado a manifestação plena de que?
( ) Reino de Deus no céu.     ( ) Reino de Deus na terra.    ( ) Reino de Deus em Israel.
II. QUANDO SERÁ O MILÊNIO
8- Quando terá início o Milênio?
( ) Terá início logo após a Grande Tribulação    ( ) Terá início logo antes da Grande Tribulação
9- Por quantos anos Satanás estará amarrado, sendo que em seguida, importa que ele seja solto por um pouco de tempo, até que seja definitivamente lançado no lago de fogo (Ap 20.2, 7, 10)?
( ) Cem anos    ( ) 500 anos    ( ) Mil anos
III. QUEM ESTARÁ NA TERRA DURANTE O MILÊNIO
10- Quais os povos que estarão na Terra durante o Milênio?
( ) Israel e Gentios e igreja     ( ) Israel e Gentios     ( ) Somente a Igreja
11- Onde estará a Igreja, durante o Milênio?
( ) Estará, juntamente com Cristo, no Tribunal de CRISTO. Esta é a promessa (Ap 2.26,27).
( ) Estará, juntamente com Cristo, regendo o mundo. Esta é a promessa (Ap 2.26,27).
( ) Estará, juntamente com Cristo, na Nova Jerusalém e descansando para sempre. Esta é a promessa (Ap 2.26,27).
12- Com que tipo de corpos estaremos durante o Milênio?
( ) Os mesmos que temos hoje    ( ) Glorificados    ( ) Exaltados
IV. OBJETIVOS DO MILÊNIO
13- Quais os objetivos bem definidos, que serão implantados, durante o Milênio? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Exaltar a Cristo   ( ) Permanecer em santidade esperando CRISTO    ( ) Manifestar o Reino de Deus na sua plenitude   
( ) Mostrar que este mundo pode ser administrado com justiça e eqüidade    ( ) Serviço Militar
( ) Deixar bem claro que os reinos deste mundo pertencem a Cristo    ( ) Servir ao povo de Israel
V. COMO SERÁ O MILÊNIO
14- Como terá início o Milênio?
( ) Com um grande derramamento do Espírito Santo.     ( ) Com uma grande guerra.
15- Com se dará a grande efusão do Espírito Santo, no início do Milênio? Complete:
 “E sobre a casa de ___________ e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o ________________ de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão como quem pranteia por um _______________________; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito” (Zc 12.10).
16- Como será o período do Milênio, quanto ao conhecimento da Palavra de DEUS? Indique referências bíblicas.
( ) Será um período de pouco conhecimento da Palavra de Deus (Is 2.3; Is 11.9; Zc 14.16).
( ) Será um período de grande conhecimento da Palavra de Deus (Is 2.3; Is 11.9; Zc 14.16).
17- Como Será o período do Milênio, quanto à estabilidade política e social? Indique referência bíblica.
( ) Um tempo de instabilidade universal. (Mq 4.3).    ( ) Um tempo de paz universal. (Mq 4.3).
18- Como será o período do Milênio, quanto à saúde física e mental? Indique referência bíblica.
( ) Haverá normalmente saúde e doenças     ( ) Uma era de abundante saúde física e mental.  (Is 35.3-6).
19- Como será o período do Milênio, quanto à situação financeira, segurança e longevidade? Indique referência bíblica.
( ) Será uma era de prosperidade, segurança e vida longa. (Is 65.22).
( ) Será uma era de pobreza, insegurança e vida curta. (Is 65.22).
20- Como será o período do Milênio, quanto à ecologia? Indique referência bíblica.
( ) Será um período sem vegetação, pois foi tudo destruído na Grande Tribulação (Is 35.1,2).
( ) Será um período de plena recuperação ecológica da terra. (Is 35.1,2).
21- Como será o período do Milênio, quanto às fronteiras territoriais de Israel? Indique referência bíblica.
( ) Israel habitará seguro, e estará de posse de 50% de todo território que o Senhor prometera a Abraão. Ez 48
( ) Israel habitará seguro, e estará de posse de todo o território que o Senhor prometera a Abraão. Ez 48
 
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Estudos Afins
ISRAEL NO PLANO DIVINO PARA A SALVAÇÃO
Rm 9.6 “Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas”.

INTRODUÇÃO. Em Rm 9–11, Paulo trata da eleição de Israel no passado, da sua rejeição do evangelho no presente, e da sua salvação futura. Esses três capítulos foram escritos para responder à pergunta que os crentes judaicos faziam: como as promessas de Deus a Abraão e à nação de Israel poderiam permanecer válidas, quando a nação de Israel, como um todo, não parece ter parte no evangelho? O presente estudo resume o argumento de Paulo.

SÍNTESE. Há três elementos distintos no exame que Paulo faz de Israel no plano divino da salvação.
(1) O primeiro (9.6-29) é um exame da eleição de Israel no passado. (a) Em 9.6-13, Paulo afirma que a promessa de Deus a Israel não falhou, pois a promessa era só para os fiéis da nação. Visava somente o verdadeiro Israel, aqueles que eram fiéis à promessa (ver Gn 12.1-3; 17.19). Sempre há um Israel dentro de Israel, que tem recebido a promessa. (b) Em 9.14-29, Paulo chama a nossa atenção para o fato de que Deus tem o direito de fazer o que Ele quer com os indivíduos e as nações. Tem o direito de rejeitar a Israel, se desobedecerem a Ele e o direito de usar de misericórdia para com os gentios, oferecendo-lhes a salvação, se Ele assim decidir.
(2) O segundo elemento (9.30—10.21) analisa a rejeição presente do evangelho por Israel. Seu erro de não voltar-se para Cristo, não se deve a um decreto incondicional de Deus, mas à sua própria incredulidade e desobediência (ver 10.3).
(3) Finalmente, Paulo explica (11.1-36) que a rejeição de Israel é apenas parcial e temporária. Israel por fim aceitará a salvação divina em Cristo. O argumento dele contém vários passos. (a) Deus não rejeitou o Israel verdadeiro, pois Ele permaneceu fiel ao “remanescente” que permanece fiel a Ele, aceitando a Cristo (11.1-6). (b) No presente, Deus endureceu a maior parte de Israel, porque os israelitas não quiseram aceitar a Cristo (11.7-10; cf. 9.31—10.21). (c) Deus transformou a transgressão de Israel (i.e., a crucificação de Cristo) numa oportunidade de proclamar a salvação a todo o mundo (11.11,12, 15). (d) Durante esse tempo presente da incredulidade nacional de Israel, a salvação de indivíduos, tanto os judeus como os gentios (cf. 10.12,13) depende da fé em Jesus Cristo (11.13-24). (e) A fé em Jesus Cristo, por uma parte do Israel nacional, acontecerá no futuro (11.25-29). (f) O propósito sincero de Deus é ter misericórdia de todos, tanto dos judeus como dos gentios, e incluir no seu reino todas as pessoas que crêem em Cristo (11.30-36; cf. 10.12,13; 11.20-24).

PERSPECTIVA. Várias coisas se destacam nestes três capítulos.
(1) Esse exame da condição de Israel não se refere à vida ou morte eterna de indivíduos após a morte. Pelo contrário, Paulo está tratando do modo como Deus lida com nações e povos do ponto de vista histórico, i.e., do seu direito de usar povos e nações conforme Ele quer. Por exemplo, sua escolha de Jacó em lugar de seu irmão Esaú (9.11) teve como propósito fundar e usar as nações de Israel e de Edom, oriundas dos dois. Nada tinha que ver com seu destino eterno, i.e., quanto a sua salvação ou condenação como indivíduos. Uma coisa é certa: Deus tem o direito de chamar as pessoas e nações que Ele quiser, e determinar-lhes responsabilidades a cumprir.
(2) Paulo expressa sua constante solicitude e intensa tristeza pela nação judaica (9.1-3). O próprio fato que Paulo ora para que seus compatriotas sejam salvos, revela que ele não admitia o ensino teológico da predestinação, afirmando que todas as pessoas já nascem predestinadas, ou para o céu, ou para o inferno. Pelo contrário, o sincero desejo e oração de Paulo reflete a vontade de Deus para o povo judaico (cf. 10.21; ver Lc 19.41, * sobre Jesus chorando por causa de Israel ter rejeitado o caminho divino da salvação). No NT não se encontra o ensino de que determinadas pessoas foram redestinadas ao inferno antes de nascer.
(3) O mais relevante neste assunto é o tema da fé. O estado espiritual de perdido, da maioria dos israelitas, não fora determinado por um decreto arbitrário de Deus, mas, resultado da sua própria recusa de se submeterem ao plano divino da salvação mediante a fé em Cristo (9.33; 10.3; 11.20). Inúmeros gentios, porém, aceitaram o caminho de Deus, que é o da fé, e alcançaram a justiça mediante a fé. Obedeceram a Deus pela fé e se tornaram “filhos do Deus vivo” (9.25,26). Esse fato ressalta a importância da obediência mediante a fé (1.5; 16.26) no tocante à chamada e eleição da parte de Deus.
(4) A oportunidade de salvação está perante a nação de Israel, se ela largar sua incredulidade (11.23). Semelhantemente, os crentes gentios que agora são parte da igreja de Deus são advertidos de que também correm o mesmo risco de serem cortados da salvação (11.13-22). Eles devem sempre perseverar na fé com temor. A advertência aos crentes gentios em 11.20-23, pelo fato da falha de Israel, é tão válida hoje quanto o foi no dia em que Paulo a escreveu.
(5) As Escrituras estão repletas de promessas de uma futura restauração de Israel ao aceitarem o Messias. Tal restauração terá lugar ao findar-se a Grande Tribulação, na iminência da volta pessoal de Cristo (ver Is 11.10-12; 24.17-23; 49.22,23; Jr 31.31-34; Ez 37.12-14; Rm 11.26; Ap 12.6)
BEP da CPAD
 
 
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