LIÇÃO 11- O PRIMEIRO CONCÍLIO DA IGREJA DE CRISTO
Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2011 -
CPAD - Jovens e Adultos
ATOS DOS APÓSTOLOS - Até aos confins da terra
Comentários
da revista da CPAD:
Pr. Claudionor de Andrade
Consultor Doutrinário e Teológico
da CPAD:
Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de
Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
TEXTO ÁUREO
"Pois pareceu bem ao ESPÍRITO SANTO
e a nós
não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a
ídolos, bem como do sangue [...] e
das relações sexuais ilícitas [...]"
(At 15.28,29 - -ARA)
VERDADE PRÁTICA
O objetivo de um concílio eclesiástico, convocado sob
orientação divina, é preservar a unidade da Igreja no ESPÍRITO SANTO e
conservar a sã doutrina.
LEITURA DIÁRIA
Êx 4.29 -
O primeiro concílio de Israel
Nm 11.16-30
- Um concílio de homens sábios e santos
Js 7.6 - Um concílio prostrado ante o Senhor
Ed 5.6 - Um concílio sob o olhar do Senhor
At 1.12-26 - A primeira reunião dos apóstolos
At 6.1,2 -
A segunda reunião dos apóstolos
Atos 15.6-12
6 - Congregaram-se, pois, os
apóstolos e os anciãos para
considerar este assunto. 7 - E, havendo grande contenda, levantou-se
Pedro e disse-Ihes: Varões irmãos, bem sabeis que já há muito tempo
DEUS me elegeu dentre vós, para que os gentios ouvissem da minha boca
a palavra do evangelho e cressem. 8 - E
DEUS, que conhece os
corações, Ihes deu testemunho, dando-Ihes o
ESPÍRITO SANTO, assim como também a nós; 9 - e não fez diferença alguma entre eles
e nós, purificando o seu coração pela
fé. 10 -
Agora, pois, por que tentais a DEUS, pondo sobre a cerviz dos discípulos um
jugo que nem nossos pais nem nós podemos suportar? 11 -
Mas cremos que seremos salvos pela
graça do Senhor JESUS CRISTO, como eles também. 12-
Então, toda a multidão se calou e escutava a Barnabé e
a Paulo, que contavam quão grandes sinais e
prodígios DEUS havia feito por meio deles entre os
gentios.
INTERAÇÃO
A igreja de Jerusalém corria o risco
de se transformar num movimento religioso como outro qualquer da Judéia. Se
não fosse a sábia decisão dos Apóstolos, dos líderes e da comunidade
palestínica, a Igreja de CRISTO estaria fadada a um fortuito fracasso já em
seus primórdios. Porém, o ESPÍRITO SANTO conduziu o Concílio
de Jerusalém, abalizando-o por uma sábia decisão: "Pois pareceu bem ao
ESPÍRITO SANTO e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas
essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do
sangue, da carne de animais sufocados e
das relações sexuais ilícitas; destas coisas
fareis bem se vos guardardes. Saúde" (At
15.28,28 -
ARA).
OBJETIVOS DA LIÇÃO - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Saber que o concílio de Jerusalém foi vital para a
expansão do cristianismo.
Compreender que as decisões adotadas no
concílio são para os dias atuais.
Conscientizar-se de que as reuniões
eclesiásticas são de suma importância para a organização da igreja.
PALAVRA CHAVE
- Concílio
- Reunião em que se trata de assuntos
dogmáticos, doutrinários ou disciplinares.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, explique aos alunos a importância do Concílio de Jerusalém para a igreja local
palestínica e, conseqüentemente, à Igreja de CRISTO nos dias atuais. Para
introduzir o tópico li, reproduza, conforme suas condições, o esquema da
página ao lado. Esclareça o fato de que, se a igreja
de Jerusalém não desse uma resposta autêntica
aos judaizantes, o cristianismo se tornaria apenas uma facção judaica ou uma
mera religião ascética, que não sairia da Judéia. Conclua que, na força do
ESPÍRITO SANTO, a liberdade em CRISTO é garantida pelas Escrituras!
Revista CPAD - 3º Trimestre de 1996 - Atos - O padrão para
a Igreja da Última Hora - Pr. Ezequias Soares - Lição 13 - O
PRIMEIRO CONCÍLIO APOSTÓLICO - CPAD.
O PRIMEIRO CONCÍLIO APOSTÓLICO
"Estai, pois, firmes na liberdade com que CRISTO nos libertou e não tomeis a
meter-vos debaixo do jugo da servidão (Jo 15.1).
Sob a direção do ESPÍRITO SANTO, a crise foi superada, e a liberdade do
Evangelho foi preservada, como herança para, as gerações futuras.
I. Explique aos alunos que, além deste concílio apostólico em
Jerusalém, a Igreja tem se reunido em diversas ocasiões, para solucionar
os muitos problemas que surgem em sua trajetória terrena. No entanto, por
ser conduzida pelo ESPÍRITO SANTO, sempre foi vitoriosa em suas decisões em
prol da evangelização do mundo.
2. lnfonne-lhes que este concílio foi necessário, pois os
cristãos judaizantes desejavam impor uma carga muito pesada aos gentios,
a qual nem os seus próprios pais suportaram. Por isso, o ESPÍRITO SANTO
atuou naquelas decisões, em prol dos novos conversos, e nós, hoje, somos
também beneficiados por elas.
3. Diga-Ihes que o
vocábulo concílio foi substituído, na atualidade, pelo termo
convenção. O importante é
que. estas reuniões, tanto ordinárias como extraordinárias, sejam assistidas
pejo ESPÍRITO SANTO, para que a Igreja de CRISTO não sofra solução de
continuidade, mas alcance os objetivos estabelecidos pelo IDE de JESUS.
O professor da Escola Bíblica Dominical precisa também conhecer a Pedagogia. Isto se
fez necessário. pois, através desta ciência, ele assimilará a maneira
eficiente de ensinar a Palavra de DEUS. No entanto, não é obrigado a cursar
uma faculdade, para este fim. Basta ler os bons livros publicados sobre o
assunto, como o Manual da Escola Bíblica Dominical, da CPAD.
INTRODUÇÃO
Ao retomar da primeira viagem, Paulo deparou com um problema sério no meio.
dos judeus cristãos. Ele havia descoberto a fórmula da transculturação, ou
seja, evangelizar os gentios sem os judaizar. Os radicais que permeavam a
Igreja, os judaizantes, queriam que esses novos crentes seguissem o modus
vivendi deles. Essa discussão deu origem ao Concílio de Jerusalém, o
tema de nossa lição de hoje.
I. CAUSA DA DISCUSSÃO
1. Os perturbadores judaizantes. DEUS abriu a porta da fé aos
gentios.. Isso era ponto pacífico (At 11.18; 14.27). Outro problema surgiu
sobre a situação deles: deviam ser judaizados? Essa questão era séria e
podia ameaçar as bases do Cristianismo. Alguns dentre os de Jerusalém foram
a Antioquia, dizendo que os gentios deviam se tomar judeus para serem
salvos.
Diziam que os gentios deviam viver o modus vivendi judaico, prescrito
na lei (At 15.1,5). Isso era proveniente dos fariseus que se haviam
convertido. Eles se apresentaram como vindos da parte de Tiago (GI 2.12),
que jamais os autorizou, como ele mesmo declara (At 15.24). Saíram da igreja
em Jerusalém, realmente, mas não foram autorizados a falar em nome dos
apóstolos.
2. Liberdade cristã ameaçada. Em Antioquia da Síria, eles fizeram um
estrago muito grande. Até Pedro e Barnabé se deixaram levar por essa
"dissimulação", fazendo "vista grossa" (GI 2.11- 13). Paulo entendeu com
clareza meridiana o que isso representava e com justiça ficou revoltado.
Repreendeu publicamente um dos principais líderes da Igreja (GI2.14).
3. A epístola aos Gálatas. O texto de Atos 15.1-5 tem ligação com o
testemunho de Paulo registrado em Gálatas 1.7 e 5.10. Esta carta foi escrita
antes do Concílio de Jerusalém, se "às igrejas da Galácia" (GI 1.1), for uma
referência às igrejas da Galácia do Sul, que Paulo e Barnabé fundaram na
primeira viagem missionária: Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe.
II. OS DISCURSOS DO CONCÍLIO
1. Pedro. Havia grande discussão, quando Pedro se levantou, chamando a
atenção dos ouvintes. Ele evocou a revelação que recebeu, antes de ir à casa
de Cornélio. Lembrou ainda que DEUS o escolheu para falar aos gentios, uma
alusão à experiência na residência do centurião (At 10).
A declaração de Pedro no versículo 11 revela que ele concordou com Paulo na
discussão da Antioquia da Síria. São as mesmas palavras que o apóstolo dos
gentios usou em
Gálatas 2.16. .
2. Paulo e Barnabé. (v. 12). A experiência de Paulo e Barnabé, na
primeira viagem, é um testemunho vivo, como DEUS tratou com os gentios de
maneira extraordinária, sem o ritualismo judaico e sem os seus encargos.
Isso era a prova de que essas práticas não serviam para a salvação. Esse
testemunho esmagador de Paulo e Barnabé, somado ao discurso de Pedro,
testificava contra os judaizantes.
III. PALAVRA DO PRESIDENTE
1. Valor das decisões convencionais. Tiago esperou que Pedro, Paulo e
Barnabé.apresentassem o seu parecer sobre o assunto, para depois tomar a
palavra.
A citação de Amós 9.11,12 é apenas uma das muitas passagens do Antigo
Testamento que prevê a salvação dos gentios (Gn 22.18; SI 22.27; Is 9.2;
42.4; 45.22; 49.6; 60.3; 66.23; Dn 7.14, etc.). JESUS determinou que se
pregasse a todas as nações (Mt 28.19; Lc 24.47; At 1.8). A expressão "povo
para o seu nome" era usada com referência a Israel (2 Cr7.14). No entanto,
Tiago reconhecia que a Igreja era um povo com essa dignidade, constituído de
judeus e gentios convertidos ao Senhor.
2. Como conduzir uma reunião. O que os demais participantes do evento
acabavam de ouvir de Pedro, Paulo e Barnabé era o cumprimento das promessas
de DEUS e profecias do Antigo Testamento. Por isso, Tiago dirigiu-se,
respeitosamente, aos presentes, chamando-os de "irmãos". Não tinha intenção
de atacar nem os legalistas e muito menos os "liberais", mas o seu
compromisso era com a Palavra de DEUS.
3. Um povo e não uma seita. Ele chamou Pedro pelo seu nome hebraico
"Simão", Isso mostra que Tiago não o reconhecia como a pedra, como
reivindica a Igreja Católica.
A citação parafraseada que Tiago faz nas palavras de Pedro se reveste de
suma importância, porque descarta a possibilidade de o Cristianismo ser uma
seita judaica: "DEUS visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu
nome" (v. 14). Assim como Israel era uma nação, da mesma maneira seria a
Igreja.
As três características de Israel, Pedro aplica também à Igreja: "Mas vós
sois geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido" (l
Pe 2.9). Esse mistério da vocação dos gentios é assunto que Paulo se
aprofundou em Efésios, capítulo 3. No entanto.Tiago, nesse Concílio, já
havia apresentado este tema.
IV. A DECISÃO DO CONCÍLIO
1. "Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos". Esse
preceito diz respeito às restrições que se referem aos alimentos
sacrificados aos ídolos. Essa matéria foi aprofundada posteriormente por
Paulo (Rm 14.13-16; I Co 8. 7-15; 10.23-33).
2. Proibição do sangue. A proibição de se alimentar de sangue está
prevista na lei de Moisés (Lv 3.17). No entanto, ele era usado como alimento
ou bebida pelos gentios.
Interpretar tal passagem, como proibição para a transfusão de sangue,
sustentada pelas testemunhas-de-jeová, é uma "camisa-de-força" e não resiste
à exegese bíblica. Primeiro, porque o sangue dessa passagem é o dos animais,
e não o humano. Pois elas seriam obrigadas a admitir que a "carne sufocada"
seja uma referência à carne humana. Em segundo lugar, porque nenhum preceito
bíblico é nocivo à vida. Essa crença das testemunhas-de-jeová é condenada
por JESUS (Mt 12.3-7).
3. Abstenção da carne sufocada. Esse preceito está na lei de Moisés
(Gn 9.5; 17.10-16; Dt 12.16, 23-25). Era muito comum entre os gentios, e
ainda hoje, abater animais sem o derramamento de seu sangue.
4. Abstenção da prostituição. O padrão moral deles estava muito aquém
do judaico-cristão..Era grande o risco de os gentios convertidos naufragarem
nessas práticas licenciosas. Havia nos templos a chamada "prostituição
sagrada".
5. Caráter dessas regras. A expressão "destas coisas fazeis bem se
vos guardardes" (v. 29) parece mais uma recomendação. Tiago acrescenta
ainda: "Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o
pregue e, cada sábado, é lido nas sinagogas" (v. 21). Isso significa que os
judeus têm o alto padrão de conduta e um modus vivendi exemplar,
porque estudam sobre isso nas sinagogas todos os sábados.
Os gentios não aprenderam os bons costumes, porque nunca tiveram quem os
ensinasse. Por essa razão, o modus vivendi deles era precário.
Aplicar essa conduta judaica aos gentios era o mesmo que afirmar que a graça
do Senhor não era suficiente. A lei de Moisés seria o complemento para a
salvação. Isso reduziria o Cristianismo a uma mera seita do judaísmo e, além
disso, confundiria com a identidade judaica. Nesse caso, era como se os
cristãos de hoje usassem o talit (manto usado pelos judeus
religiosos) e o kippar (solidéo que eles usam sobre a cabeça),
alimentando-se apenas de khasher, como os judeus; além de outros
ritos, como condição para a salvação.
6. Uma questão de consciência. Essas regras eram o mínimo que se
pedia dos gentios, para não escandalizarem os judeus cristãos. Porém, mais
por amor a eles. do que um meio de salvação.
Uns acham que se trata de injunções e não ordenanças obrigatórias, usando
como base Romanos 14.13-16; 1 Coríntios 8.7-13 e 10.27-29. Os contrários dizem que o assunto tratado
por Paulo nas citações acima, é outro.
CONCLUSÃO
Causa-nos estranheza, hoje, quando alguém levanta questões sobre usos e
costumes, que, às vezes, sequer aparecem na Bíblia (exceto com
interpretações subjetivas de certas passagens isoladas da Bíblia e fora do
contexto), como condição para a salvação. Vivemos os bons costumes, porque
somos salvos e não para sermos santificados. Tudo o que a consciência acusa,
corrompe os bons costumes, viola a santidade e causa escândalo, é pecado.
1. A Assembléia de DEUS no Brasil é regida por um órgão máximo, chamado
CGADB (Convenção Geral das Assembléias de DEUS no Brasil), que se reúne de
dois em dois anos, em Assembléia Ordinária. para estabelecer a estratégia de
crescimento da Igreja em nossa pátria e nos países onde estão nossos
missionários.
2. Oremos pelos líderes da Igreja universal, para que sempre, dirigidos pelo
ESPÍRITO SANTO, tomem as decisões necessárias para se alcançar o mundo
muçulmano, cujo território, em sua boa parte, foi evangelizado pelo apóstolo
Paulo, mas, por causa das disputas políticas, este terreno foi perdido para
o Islamismo.
3. Quando JESUS voltar para arrebatar a Igreja, precisamos ter alcançado o mundo
todo com a pregação do Evangelho. Portanto, compete a nós
empenham-nos neste grande empreendimento, a fim de que, em pouco tempo,
através dos recursos de que dispomos e da ajuda do ESPÍRITO SANTO, ganhemos
milhões de almas para CRISTO.
Espada Cortante 2 - Orlando S. Boyer - CPAD - Rio
de Janeiro - RJ
O PRIMEIRO CONCÍLIO DA IGREJA EM JERUSALÉM
A primeira perturbação na igreja foi causada pelo grande
aumento do número de discípulos entre os judeus - Atos 6. Encontra-se, neste
capítulo, relatório de outras dificuldades semelhantes, entre os discípulos
gentílicos. Sob o ministério ardente de Paulo e Barnabé, converteram-se
milhares de gentios. Satanás aproveitou o ensejo de dar um golpe na Igreja:
ou dividir os discípulos em duas denominações, a Igreja Cristã Judaica e a
Igreja Cristã Gentílica, ou fazer a Igreja inteira se tomar judaica. Se
conseguisse dividir a Igreja, seria derrota quase completa para a obra. Ou
se induzisse a Igreja a tomar-se judaica, o precioso Evangelho da graça
seria anulado. O grande orientador da Igreja, porém, é o ESPÍRITO SANTO (v.28)
e o cabeça é CRISTO, e
no concílio de Jerusalém foi ganha a vibrante vitória que perdura até hoje.
O mesmo ESPÍRITO está ainda nas igrejas que desejam a Sua vitória em todas
as controvérsias.
Então alguns (v. 1):
A
contenda foi da parte de "alguns que tinham descido da Judéia", irmãos que
tinham só a forma, e não o ESPÍRITO como Seu fruto, como Paulo e Barnabé O
tinham, v.26. Vê-se o mesmo na igreja atual; são os crentes com uma forma de
religião que se queixam dos seus irmãos que servem no poder do ESPÍRITO
SANTO.
O argumento foi que DEUS reservava muitas bênçãos para
Israel, que os gentios não podiam receber, sendo necessário que os
discípulos gentios se tomassem judeus. Basearam o argumento sobre as
Escrituras como Gn 17.9-14. Da mesma maneira, muitos hoje se levantam com
argumentos bem feitos para dividir a Igreja contra a vontade do Senhor, e
obrigar os membros a observarem o que DEUS não tem prescrito.
Enganamo-nos tanto como os judaizantes se ensinamos que
somos salvos pela graça com mais a guarda dos mandamentos da lei.
Assim a graça não fica mais graça. (Vede Rm 11.6).
Discussão e contenda contra ele
(v.2): Note-se, porém, que não houve divergência entre os
apóstolos. Observe-se, também, que o concílio não foi convocado, nem
presidido por Pedro, e que ele não deu qualquer ordem. Não era, portanto, o
primeiro papa. (Vede também, os comentários sobre capo 8.14).
Pergunta-se: Se a igreja de Antioquia era autônoma
(independente das outras igrejas), porque foram a Jerusalém com a questão?
1) Paulo quis evitar divisão entre a parte judaica e a parte gentílica.
2)
Os judaizantes eram membros da igreja em Jerusalém e era só lá que Paulo
podia ganhar uma vitória completa.
3) Paulo queria que os apóstolos ficassem
a seu lado na controvérsia.
E eles sendo acompanhados pela igreja
(v.3): A igreja de Antioquia, movida de santo amor, levou
os membros da comissão fora da cidade, para encaminhá-Ios na longa viagem a
Jerusalém.
Davam grande alegria a todos os irmãos
(v.3): Em vez de entristecer os discípulos, nos lugares
onde passaram de viagem, falando da questão em Antioquia, animava-os,
contando a conversão dos gentios.
Os crentes espirituais, não são desencaminhados por
sentimentos sectários, sempre se alegram ao saber de conversões (Compare Fp
1.15-18).
Mas não consta que os irmãos em Jerusalém, também, se
alegravam. Paulo, o maior dos apóstolos, fez esta viagem de mais de
oitocentos quilômetros, ida e volta, e talvez a pé, para conferir com homens
de menos instrução, compreensão e visão; com homens que pensavam que ele
seguia um caminhos errado e que desejava perturbá-los o mais possível.
Quantas vezes um pouco mais de humildade, um pouco mais de paciência, um
pouco mais de esforço para compreender o ponto de vista do próximo, têm
evitado divisão entre o povo de DEUS?
O DISCURSO DE PEDRO, 15.7-11.
O apóstolo Pedro não teve a primazia na reunião, nem
presidiu a mesa.
15.7 "E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e
disse- lhes: Varões irmãos, bem sabeis que já há muito tempo DEUS me elegeu
dentre vós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do
evangelho e cressem. 8 "E DEUS, que conhece os corações, lhes deu
testemunho, dando-lhes o ESPÍRITO SANTO, assim como também a nós; 9 "e não
fez diferença alguma entre eles e nós, purificando o seu coração pela fé. 10
''Agora, pois, por que tentais a DEUS, pondo sobre a cerviz dos discípulos
um jugo que nem nossos pais nem nós podemos suportar"? 11 "Mas cremos que
seremos salvos pela graça do Senhor JESUS CRISTO, como eles também".
O discurso de Pedro não era de um teólogo, nem discutia
qualquer doutrina. Apenas contou o que acontecera e fez a sua conclusão.
Grande contenda (v.7):
Duas
lições que o concílio de Jerusalém nos ensina:
1) É impossível evitar todos
os argumentos. Algumas das doutrinas mais preciosas das Escrituras são
compreendidas pela Igreja como resultado das discussões inevitáveis através
dos séculos.
2) A melhor maneira para resolver as divergências de doutrina é
por meio de reuniões onde os crentes dos dois lados, em um espírito de
humildade, de amor e dirigidos pelo ESPÍRITO SANTO, apresentem e considerem,
lado a lado, os dois pontos de vista.
O TESTEMUNHO DE PAULO E BARNABÉ, 15.12.
15.12 "Então, toda a multidão se calou e escutava a
Barnabé e a Paulo, que contavam quão grandes sinais e prodígios DEUS havia
feito por meio deles entre os gentios.
AS DECISÕES DO CONCÍLIO, 15.22-29
15.22 "Então, pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos,
com toda a igreja, eleger varões dentre eles e enviá-Ios com Paulo e Barnabé
a Antioquia, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, varões distintos
entre os irmãos. 23 "E por intermédio deles escreveram o seguinte: Os
apóstolos, e os anciãos,e os irmãos, aos irmãos dentre os gentios que estão
em Antioquia, Síria e Cilícia, saúde.24 "Porquanto ouvimos que dalguns que
saíram dentre nós vos perturbaram com palavras e transtornaram a vossa alma
(não lhes tendo nós dado mandamento),25 "pareceu-nos bem, reunidos
concordemente, eleger alguns varões e enviá-los com os nossos amados Barnabé
e Paulo,26 "homens que já expuseram a vida pelo nome de nosso Senhor JESUS
CRISTO.27 "Enviamos, portanto,Judas e Silas, os quais de boca vos anunciarão
também o mesmo. 28 "Na verdade, pareceu bem ao ESPÍRITO SANTO e a nós não
vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:29 "Que vos
abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se
vos guardardes. Bem vos vá.
Com toda a igreja (v.22):
Os apóstolos e os anciãos, em vez de exercerem "domínio sobre a herança de
DEUS" (1 Pe 5.3), votaram "com toda a igreja". Foi resolvido que aceitassem
o parecer de Tiago. Sabemos contudo, pela epístola aos gálatas, que a
decisão foi apenas da maioria da igreja. Aqueles membros que eram mais
fariseus do que cristãos (v.5) queriam subverter a autoridade de Paulo e
desviar os crentes para a lei de Moisés.
Escreveram o seguinte
(v.23): O que foi escrito intitulava-se "carta" (v.30), ou "epístola" (Alm.
Rev.) e "decretos" (cap. 16.4) ou, mais propriamente, "decisões" (Alm.
Rev.).
Homens que já expuseram as suas vidas...
(v.26): Os judaizantes (vv.1,2,5), que contendiam contra
Paulo e Barnabé, não mostravam o mesmo grau de dedicação e de sinceridade;
não podiam dizer acerca deles o mesmo que Paulo escreveu acerca de si mesmo,
2 Co 11.22-33.
Pareceu bem ao ESPÍRITO SANTO e a nós...
(v.28): O grande mistério da harmonia e unanimidade do
concílio de Jerusalém, foi o fato de deixarem o ESPÍRITO SANTO presidir as
reuniões. Assim o grupo de homens e mulheres, compartilhando a vida de
CRISTO e abandonando todas as idéias de interesse próprio, queria somente
saber e fazer a vontade do Senhor.
15.30 "Tendo-se eles, então, se despedido, partiram para
Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta. 31 "E, quando a leram,
alegraram-se pela exortação. 32 "Depois,Judas e Silas, que também eram
profetas, exortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras. 33 "E,
detendo-se ali algum tempo, os irmãos os deixaram voltar em paz para os
apóstolos, 34 "mas pareceu bem a Silas ficar ali. 35 "E Paulo e Barnabé
ficaram em Antioquia, ensinando e pregando, com muitos outros, a palavra do
Senhor.
OBS.: Quando O ESPÍRITO SANTO é ouvido, há alegria por
parte dos salvos.
Atos - Introdução e Comentário - I. Howard
Marshall - Série Cultura Bíblica - edições 1985,1988, 1991, 1999 e 2001 -
Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - SP
A assembléia em Jerusalém (15:1-35).
A narrativa de Lucas acerca do debate a respeito do
relacionamento entre os gentios e a lei de Moisés forma a parte central de
Atos, tanto estrutural quanto teologicamente. Uma vez que a missão cristã
começa
a evangelizar os gentios que não tinham sido
circuncidados antes, começou a surgir o problema das condições da sua
filiação à igreja. Parece que a norma da igreja da Antioquia, juntamente com
os seus missionários, era que não se exigia de tais gentios que observassem
a lei judaica; embora este aspecto não seja explicado diretamente nos caps.
11-14, fica claro em 15:1-2 (cf. Gl 2:11-14). Esta norma, porém, era
inaceitável para alguns cristãos judeus, por duas razões.
Em primeiro lugar, acharam difícil acreditar que os
gentios pudessem ser salvos e tornar-se membros de povo de DEUS sem aceitar
as obrigações da lei judaica. Pode-se simpatizar com o ponto de vista deles;
afinal das contas, qual evidência havia de que a lei, que representava a
vontade de DEUS para Seu povo da aliança, fora revogada? Foi este o
argumento que foi levantado com insistência por alguns visitantes judeus â
Antioquia, e levou a um debate forte no local, e a uma decisão pela igreja
no sentido de enviar representantes a Jerusalém para discutirem o assunto
ali. Em Jerusalém, o argumento foi reiterado por um grupo de cristãos judeus
que ainda retinham suas atitudes dos tempos antes da sua conversão, quando
eram fariseus.
Em segundo lugar, havia a questão de como os cristãos
judeus, que continuavam a viver segundo a lei judaica, poderiam ter comunhão
â mesa com os gentios que não observavam a lei e, portanto, eram ritualmente
impuros; não somente isto, mas também qualquer alimento que estes
oferecessem aos seus amigos judeus também seria impuro. Este problema
ficaria especialmente grave quando a igreja se reunisse para "partir o pão".
Esta questão não se menciona explicitamente no começo do capítulo, mas fica
claro em Gálatas 2:11-14 que foi uma questão bem presente, e a decisão
tomada em Jerusalém (15 :20) visava solucioná-la.
O relato de Lucas mostra que os problemas foram
levantados somente por um grupo na Igreja, e não eram sentidos por todos. Os
representantes de Antioquia descobriram que as notícias da conversão dos
gentios foram bem-vindas, não somente nas igrejas que visitaram no caminho
para Jerusalém como na própria Jerusalém. Quando chegou a hora do debate, os
dois principais líderes da igreja colocaram-se ao lado dos homens de
Antioquia. Pedro referiu-se â sua própria experiência, mediante a qual DEUS
demonstrara Sua disposição para aceitar na Igreja gentios incircuncisos com
base em sua fé somente, declarando-os ''limpos'' de coração. Seu discurso
foi confirmado por Barnabé.e Paulo que também relataram que DEUS
manifestamente mostrara Sua aprovação da missão aos gentios mediante sinais
milagrosos. Depois, Tiago, que, segundo se esperava, talvez tomasse atitudes
mais conservadoras, levantou-se para indicar que a entrada dos gentios na
igreja estava de acordo com o plano de DEUS revelado em profecia, e que não
havia razão para eles obedecerem â lei. Mesmo assim, era necessário algum
tipo de meio-termo para não ofender as consciências dos cristãos que viviam
como judeus ortodoxos, e propôs que se pedisse aos gentios que se
abstivessem do alimento dedicado aos ídolos, da falta de castidade, e da
carne que continha sangue. A assembléia concordou com esta proposta, e
formulou uma carta para enviar â Antioquia, tornando claro que estas
exigências mínimas deviam ser impostas sobre os gentios. Assim foi feito, e
a igreja de Antioquia aceitou a decisão. O episódio, conforme Lucas o
encara, foi um triunfo para a política da igreja em Antioquia, que não
requeria a circuncisão dos gentios.
É provável que nenhuma seção de Atos tenha levantado
tanta controvérsia como esta, nem levado a tantas reconstruções históricas
diferentes da verdadeira situação.
(1) O conceito tradicional da passagem é que ela
contém a narrativa de Lucas da reunião descrita por Paulo em Gálatas 2:1-10.
As mesmas pessoas estavam presentes, o mesmo tópico foi debatido, e
aceitou-se essencialmente o mesmo princípio (de que os gentios não
precisavam ser circuncidados). Há, porém, diferenças importantes entre as
narrativas, e alguns problemas sem resolução, se consideramos que os
incidentes são idênticos. a. Gálatas 2:2 indica que a reunião em
Jerusalém era particular, ao passo que Atos 15 :22 sugere uma reunião
pública. Gálatas capo 2 ressalta o papel desempenhado pelo próprio Paulo na
discussão, ao passo que em Atos, não faz qualquer intervenção importante;
esta diferença, no entanto, facilmente pode dever-se às perspectivas
variadas dos dois relatos. b. Mais importante, Gálatas capo 2 nada
diz acerca das condições propriamente ditas impostas sobre os gentios, e
pode até ser considerado como excludente da possibilidade de tal
acontecimento. Na realidade, tem sido até argumentado que Paulo deve ter
considerado a decisão em Atos capo 15 como meio-termo totalmente inaceitável
e que, de fato, nada sabia acerca dela.1 61 Além disto, pode ser argumentado
que a controvérsia em Gálatas 2:11-14, quando certos homens da parte de
Tiago juntamente com Pedro e Barnabé se recusaram a comer com os gentios, é
incompreensível depois dos eventos em Atos capo 15. d. Paulo sublinha
que sua visita a Jerusalém em Gálatas 2:1-10 foi apenas a sua segunda
visita após a sua conversão, ao passo que Atos capo 15 é uma descrição da
sua terceira visita (a primeira se registra em Atos 9:26-29, que
corresponde a GIl :18-20; a segunda se registra em Atos 11 :30; 12:25).
e. É estranho que a carta de Jerusalém se dirige apenas ti Antioquia, à
Síria e à Cilícia (15 :23), e que Paulo não a menciona em Gálatas. f.
Finalmente, diz-se que a narrativa em Atos capo 15 contém improbabilidades
históricas, e.g. no discurso de Tiago, cujo impacto depende de um argumento
tirado da LXX e não do Antigo Testamento hebraico. O efeito destas ressalvas
tem sido levar estudiosos modernos a sugerir
várias
soluções alternativas.
(2) O ponto de vista mais simples é equiparar a visita
em Gálatas 2:1-10 com aquele em Atos 11:30. Soluciona-se, assim, o
problema decisivo do número de visitas que Paulo fez a Jerusalém (d,
supra); a visita a Jerusalém em Atos capo 15 não se menciona em Gálatas,
mais provavelmente porque a Epístola foi escrita antes deste evento.
Esclarece, outrossim, as diferenças entre Gálatas capo 2 e Atos capo 15
(a. e b.); descrevem eventos diferentes. Além disto, explica como
o incidente em Gálatas 2:11-14 pôde acontecer (c); fica evidente que
a decisão tomada em Gálatas 2:1-10 não foi definitiva ou geralmente aceita,
e era possível alguma vacilação. Permanecem os problemas da atitude de Paulo
para com o "meio-termo" em Atos capo 15 (b), da destinação da carta
de Jerusalém (e), e dos problemas históricos no próprio texto de Atos
capo 15 (j). (Ver abaixo).
(3) Aqueles que sentem o impacto destas dificuldades
adotam algum tipo de solução que considera Atos capo 15 como trecho com
falhas históricas ou cronologicamente fora do lugar. Falando de modo geral,
sustentasse que Atos capo 15 pretende descrever o me&mo evento aludido em
Gálatas 2:1-10. Lucas, porém, recompôs a história do que aconteceu de acordo
com suas próprias idéias, parcialmente por falta de informações fidedignas,
e parcialmente a fim de apresentar o seu próprio ponto de vista. Os
discursos de Pedro e Tiago, bem como os demais discursos em Atos, seriam
invenção dele, e a decisão da reunião é uma intrusão na história, pois Paulo
nunca a teria aceito. O problema cronológico é solucionar por meio de
argumentos que o relato em Atos capo 15 é uma segunda versão daquele em Atos
11 :30; 12:25, pois Lucas teria deixado de reconhecer que as duas narrativas
que recebeu eram tradições variantes do mesmo evento, ou que a narrativa
anterior é fictícia. Sustenta-se que as condições impostas sobre os gentios
pertencem a uma ocasião posterior àquela que se descreve de modo mais
fidedigno em Gálatas 2:1-10.
(4) Uma variação importante deste ponto de vista,
apresentada num artigo impressionante, de autoria de D. R. Catchpole,
sustenta que tanto Atos 15:1-9 quanto Gálatas 2:1-10 descrevem a visita de
Atos 11 :30, na qual se chegou a um acordo quanto ao princípio da missão aos
gentios antes da campanha missionária em Atos caps. 13-14. Neste caso,
porém, a igreja de Jerusalém tomou a decisão registrada em Atos 15:20-29 sem
a presença de Paulo, e a história em Gálatas 2:11-14 representa a tentativa
de implementar em Antioquia a decisão, sendo que o resultado foi que Paulo
rompeu seu relacionamento missionário com Barnabé (15:37-39).
Fica claro que o argumento principal para a adoção de
qualquer uma destas últimas duas teorias, ao invés do ponto de vista (2),
diz respeito à atitude de Paulo (b). Será que ele aceitaria as
condições registradas em Atos 15:20? E, se as aceitava, porque não apelou a
elas para solucionar o debate refletido em 1 Coríntios caps. 8-10? Um ponto
fixo, que os defensores dos conceitos (3) e (4) não levaram em conta, é que
o próprio Paulo estava disposto a viver como alguém "debaixo da lei" quando
se associava com judeus ortodoxos (1 Co 9:19-20). Teria, porém, tomado o
passo adicional de aceitar as mesmas condições para seus convertidos
gentios? Certamente, opunha-se à falta de castidade (1 Co 6:9), e recomendou
os coríntios a não comerem carne, que era sabidamente Oferecida a ídolos, na
presença de
cristãos judeus (1 Co 10:25-28). É bem possível que
Romanos 14:13-21 diga respeito à questão da carne que era inaceitável aos
cristãos judeus porque continha sangue. Resumindo, parece que Paulo poderia
ter aceito Atos 15:20, embora ele próprio preferisse argumentar a partir de
princípios básicos, sem tomar, simplesmente, a regra COrtO diretriz
eclesiástica.
Um fato importante é que regras semelhantes àquelas em
Atos 15:20, especialmente na ordem dada no v. 29, também se acham em
Levítico caps. 17-18, onde se aplicam tanto aos judeus quanto aos
estrangeiros residentes. Havia, portanto, a autoridade do Antigo Testamento
para aplicar tais regras aos gentios, e parece que os prosélitos gentios e
os tementes a DEUS as aceitavam. Assim, a pergunta fica sendo: teria Paulo
permitido que os cristãos judeus impusessem aquelas regras judaicas sobre os
gentios cristãos? Paulo não acreditava que CRISTO trouxe o fim da lei? e não
teria rejeitado quaisquer exigências que limitassem a liberdade dos seus
convertidos e que perpetuassem a distinção entre judeus e gentios? Não
devemos, porém, olvidar-nos de que Paulo acreditava que os seus ensinos
estabeleciam e sustentavam a lei (Rm 3:31), embora a lei não fosse meio de
salvação, e, além disto, acreditava que os cristãos "fortes" deviam
dispor-se a limitar a sua liberdade por amor aos seus companheiros crentes.
Além disto, a distinção entre judeus e gentios continuava a existir, assim
como a diferença entre homem e mulher, ainda que ela fosse sem importância
"em CRISTO". Uma vez solucionada a questão básica, a saber: não se
exigia que os convertidos
gentios se circuncidassem e, portanto, guardassem a
totalidade da lei como meio de salvação (Gl 5 :3), parece totalmente
provável que Paulo pudesse concordar com certas medidas por amor à paz com
os cristãos judeus, que não acarretassem qualquer sacrifício de princípios.
Se a questão da atitude de Paulo para com as condições em
Atos 15 :20 pode ser esclarecida com sucesso desta maneira, fica livre o
caminho para considerar as demais objeções ao ponto de vista (2). É estranho
que uma carta da' assembléia fosse dirigida apenas à Antioquia, à Síria e à
Cilícia, embora se diga também que Paulo a levou à Galácia (16:4). Este fato
tem sido usado como argumento para datar os eventos em Atos capo 15 antes de
Atos caps. 13-14. Se, porém, esta carta foi escrita antes de Gálatas, é de
se estranhar que Paulo não a empregasse como evidência conclusiva no sentido
de a igreja de Jerusalém não exigir dos convertidos a circuncisão. É mais
provável, portanto, que a carta tenha sido enviada depois de Atos caps.
13-14 e da composição de Gálatas, e que foi dirigida às áreas que tinham
sido especialmente perturbadas por visitantes de Jerusalém (15 :1).
Em segundo lugar, há o problema das alegadas dificuldades
no relato da reunião dado por Lucas, especialmente no discurso atribuído a
Tiago. Estas serão consideradas abaixo, na exposição.
Conclui-se que o argumento em prol do ponto de vista (2),
de que Atos capo 15 descreve uma reunião diferente daquela em Gálatas
2:1-10, não somente pode ser defendido, como também tira o melhor sentido
das evidências, ainda que não esteja completamente livre de dificuldades.
Lucas reconhece, corretamente, a importância fundamental da decisão tomada
na reunião. Em princípio, foi rejeitada, de modo inequívoco, a necessidade
dos cristãos gentios aceitarem a lei judaica, e foi reconhecido que a fé em
JESUS era a única condição para o recebimento da salvação e a filiação ao
povo de DEUS. Lucas diz isto tão claramente quanto Paulo. O princípio era de
significância básica para o futuro da igreja primitiva, e permanece básico
para todos os tempos; nenhuma exigência nacional, racial ou social pode
ficar sendo condição prévia para a salvação e a filiação à igreja, lado a
lado com a única e exclusiva exigência da fé em JESUS CRISTO, através de
quem a graça de DEUS é trazida aos pecadores (15 :11).
1. A coexistência pacífica entre os cristãos judeus e
gentios que, segundo parece, caracterizava a igreja em Antioquia, foi
interrompida pela chegada dalguns cristãos da Judéia que argumentaram
que a circuncisão era necessária para a salvação. Não estavam negando a
possibilidade de os gentios serem salvos, mas insistiam em que fossem
circuncidados.
Parece atraente vincular esta visita com aquela de
"alguns da parte de Tiago" à Antioquia, descrita por Paulo em Gálatas 2:12.
:e verdade que a questão em Gálatas capo 2 é ostensivamente a da
possibilidade da comunhão à mesa com gentios incircuncisos, mas o argumento
subseqüente de Paulo naquele capítulo demonstra que considera que a questão
em pauta é a da salvação mediante a obediência à lei. Além disto, não há
menção em Atos da visita de Pedro à Antioquia aludida em Gálatas 2:11. Outro
problema é que Gálatas capo 2 diz que os visitantes à Antioquia vieram da
parte de Tiago, e parece que Paulo os considerava como representantes do
ponto de vista de Tiago. De outro lado, dá-se a entender em Atos capo 15 que
os visitantes foram além da sua autorização (15:24), pois Tiago põe-se do
lado de Paulo. Sugere-se" assim, que Tiago talvez tivesse passado por uma
mudança de atitude na reunião em Jerusalém, e também que os visitantes à
Antioquia, que tinham o mesmo ponto de vista que os cristãos fariseus em
15:5, alegaram o apoio de Tiago para um ponto de vista distintamente mais
rigorista do que ele mesmo teria adotado.
2-3.Paulo e Barnabé se
opuseram à nova exigência, pois a obra missionária deles foi mais
especialmente afetada por ela. Se Barnabé havia vacilado neste assunto em
Gálatas 2:13, agora voltou a apoiar o lado de Paulo. A matéria era por
demais importante para ser resolvida localmente, mormente porque alegava-se
que a igreja em Jerusalém exigia a circuncisão. Resolveu-se, portanto,
enviar uma delegação a Jerusalém para encontrar-se com os apóstolos e
presbíteros que agora eram considerados as personagens de liderança na
igreja. Os viajantes aproveitaram-se da oportunidade para informar os vários
grupos cristãos que encontravam no caminho para Jerusalém acerca do
progresso do evangelho entre os gentios. O comentário de Lucas, de que estas
notícias causaram grande alegria dá a entender que as respectivas
igrejas provavelmente tinham a mesma atitude, para com a circuncisão, que
Paulo adotava. Estas congregações consistiam, por certo, em cristãos judeus
(11 :19), e indica-se que eram de mentalidade mais liberal do que alguns dos
cristãos em Jerusalém.
4-5. A chegada dos visitantes em Jerusalém foi marcada
por uma reunião da igreja na qual, mais uma vez, contou-se a história da
conversão dos gentios. Ressaltava-se tudo o que DEUS fizera: a
conversão dos gentios é atribuída à intervenção dEle, e a inferência é que
aquilo que foi feito com Sua bênção foi feito de conformidade com a Sua
vontade. Este argumento, no entanto, não foi aceito por certos cristãos que
tinham sido fariseus nos dias antes da sua conversão, e declararam
que os convertidos dentre os gentios deviam ser circuncidados e
observar o resto da lei judaica. Nada há de surpreendente na conversão
daqueles que tinham sido fariseus - o próprio Paulo tinha sido um deles -
nem na continuação de certas atitudes antigas. :f: provável que subestimemos
quão colossal era o passo para legalistas roxos entre os judeus adotarem um
novo modo de pensar. Além disto, é possível que as pressões nacionalistas
estivessem aumentando na Judéia, e que os cristãos tinham que andar com
cuidado para evitar a acusação de serem desleais à sua tradição judaica.
6. A reunião dos apóstolos e presbíteros parece ser
diferente daquela que se descreve nos vv. 4-5, embora, nos dois casos,
estivesse presente a igreja inteira (v. 12).163 :f:, porém, possível que vv.
4-5 sejam um resumo inicial, que visavam tornar claro as questões envolvidas
no debate.
7-11. O processo começou com um debate franqueado a
todos, que Lucas não registrou, embora teria sido interessante termos uma
declaração do ponto de vista dos legalistas e dos seus argumentos para
apoiá10. No fim, porém, eram as opiniões de Pedro e Tiago que mais
importavam. Os comentários de Pedro ressaltam uma só lição basicamente
singela. Apelou à experiência. Referindo-se ao incidente da conversão de
Cornélio alguns anos antes (Atos caps 10-11), declarou que DEUS o escolhera
para fazer conhecido aos gentios o evangelho, a fim de que
cressem. Além disto, DEUS mostrara Sua aceitação dos gentios,
concedendo o ESPÍRITO SANTO a eles, assim como fizera com os crentes
judeus. Pedro se referia a DEUS como sendo Aquele que conhece os corações
de todos os homens, e tirou a conclusão de que, ao derramar assim o
ESPÍRITO sobre os gentios, DEUS estava purificando do pecado os seus
corações assim como já purificara os corações dos crentes judeus. Seguia-se,
portanto, que o que importava à vista de DEUS era a purificação do coração,
e que as observâncias legais externas, tais quais a circuncisão, eram
matéria de indiferença. Além disto, procurar impor a lei sobre os gentios
era tentar a DEUS, no sentido de questionar o Seu julgamento para ver se Ele
estava levando-o a sério, e se os homens podiam tomar impunemente atitudes
diferentes. O que os legalistas estavam procurando fazer era colocar sobre
os gentios o jugo da lei, jugo este que os próprios judeus nunca conseguiram
carregar com sucesso.
A lição aqui não é que a lei é um fardo opressivo, mas,
sim, que os judeus eram incapazes de obter a salvação através dela; daí a
sua irrelevância no que dizia respeito à salvação. 1 64 Pelo contrário,
segundo disse Pedro, os judeus precisam crer a fim de serem salvos
mediante a graça de DEUS (cf. GNB, "cremos e somos salvos pela graça do
Senhor JESUS"), exatamente como os gentios; Pedro fala do tipo de fé em DEUS
que leva à salvação (v. 11, cf. v. 7). Se tanto os judeus quanto os gentios
são salvos desta maneira, é claro que a obediência à lei não se exige dos
gentios. Podemos acrescentar que nem sequer dos judeus se exige a obediência
à lei como meio da salvação (Gl 5 :6). Para alguns estudiosos esta dedução
tem parecido por demais radical para ser crível nos lábios de um judeus
cristão tal como Pedro: por que, pois, pergunta-se, os próprios cristãos
judeus não abriram mão da circuncisão? Conforme Lucas, muitos cristãos
judeus continuavam a guardar a lei. Os cristãos judeus não viam necessidade
alguma de remover as evidências físicas da circuncisão (contrastar 1 Mac. 1
:15), e continuavam a guardar a lei de Moisés, embora as evidências dos
Evangelhos sugerem que abandonavam, cada vez mais, os detalhes da
observância legalística farisaica, e chegaram a reconhecer, também, que em
certos aspectos a lei mosaica fora superada pela nova revelação da vontade
de DEUS em JESUS. Nem todos os cristãos judeus, porém, chegaram a este
reconhecimento, e para muitos, a força do hábito e do costume num ambiente
severamente palestiniano judaico permaneceu muito forte. O que Pedro
disputava, portanto, era a necessidade de obedecer à lei a fim de ser
salvo; se os judeus a guardavam por outros motivos era outro assunto.
12. As observações de Pedro silenciaram a oposição; sem
dúvida eram mais detalhadas do que se registra no breve relato dado aqui. O
auditório estava pronto para escutar um relatório de Paulo e de Barnabé, no
qual descreveram como sua obra entre os gentios tinha sido acompanhada por
sinais milagrosos da parte de DEUS. A alusão diz respeito a
incidentes do tipo referido em 14:3 (cf. Hb 2:4), que colocavam a obra
missionária da igreja em Antioquia no mesmo nível com a conversão de
Comélio, e que demonstravam que a bênção de DEUS pairava sobre ela. O poder
comprobatório dos milagres era considerado fato indiscutível, embora a
Igreja primitiva soubesse que tinha a responsabilidade de testar os sinais
milagrosos a fim de averiguar se não eram falsificações inspiradas por
Satanás (cf. 2 Co 11 :14; 1 Jo 4:1; e especialmente 2 Ts 2:9-10).
13-15. A voz decisiva na reunião, no entanto, não foi nem
a de Pedro nem a dos delegados da Antioquia, mas, sim, a de Tiago,
parcialmente por causa da posição que mais e mais vinha a ocupar como líder
principal da igreja (12:17), e parcialmente porque era considerado o campeão
do ponto de vista judaico conservador. Na literatura posterior, era
considerado típico do CRISTO judeu que era fiel à lei, e deve ter havido
algo na sua atitude anterior que levasse à observação de Paulo em Gálatas
2:12. Seus comentários aqui registrados, portanto, talvez representassem
alguma mudança de ponto de vista da parte dele. Tiago baseou seu argumento
no seu comentário de que o que Pedro dissera era um cumprimento das
profecias. Refere-se a Pedro com seu nome judaico Simão (cf. 2 Pe 1
:1)
um detalhe apropriado para a situação local - e descreve
o incidente com Comélio como "visitação" da parte de DEUS. Este termo se
emprega para uma intervenção divina, seja na salvação ou no julgamento (para
a primeira, ver Lc 1:68,78; 7:16).165 O propósito de DEUS era constituir
dentre eles um povo para o seu nome. O paradoxo inerente entre"
"gentios" (ou "nações") e "povo" é notável, pois este último termo
freqüentemente era aplicado aos judeus como povo de DEUS em contraste com os
gentios. Agora está sendo argumentado que o povo de DEUS inclui os gentios.
Embora, no Antigo Testamento, Israel, e não os gentios, fosse o povo de DEUS
(Êx 19:5; 23:22; Dt 7:6; 14:2; 26:18-19), agora estão incluídos os gentios.1
66 Além disto, o que ocorrera estava de acordo com as profecias. 1 67
Tiago cita um só texto, mas é possível que estivesse
pensando em mais de uma passagem (e.g. Zc 2:11)168 ao referir-se aos
profetas. De qualquer maneira, a referência é tirada do "livro dos "doze
profetas", Lé, o rolo dos Profetas Menores (como em 7:42), de onde vem a
citaçã' de Amós 9:11-12.
16-1~. Esta profecia diz que DEUS reedificará o
tabernáculo caído de Davi, de tal modo que os demais homens (que não são
judeus) pudessem buscar o Senhor, a saber, os gentios sobre os
quais tem sido invocado
o nome de DEUS.
É provável que a reedificação do
tabernáculo deva ser entendida como referência ao levantamento da igreja
como .novo lugar do culto divino, que tomou o lugar do templo (cf. 6:13-14).
A igreja, então, é o meio mediante o qual os gentios podem chegar a conhecer
o Senhor; a referência ao nome de DEUS talvez diga respeito ao
emprego dele em conexão com o batismo (Tg 2:7; noutros trechos o verbo se
emprega, como em Atos 2:21, dos convertidos que invocam o nome de DEUS). A
citação, no entanto, apresenta certas dificuldades. A redação foi
influenciada por frases de Jeremias 12:15 (voltarei - mas urna só
palavra não basta para mostrar que Jr capo 12 está sendo conscientemente
citado), e de Isaías 45:21 (coisas conhecidas desde séculos). Além
disto, segue a LXX mais do que o texto hebraico rnassorético, do qual difere
consideravelmente em certos lugares; Amós 9:12 tem: "para que possuam o
restante de Edom e todas as nações que são chamadas pelo meu nome". O texto
hebraico, portanto, se refere à restauração do povo de Davi e à sua
conquista de Edom e doutras nações pagãs. Criam-se, assim, dois problemas:
(1), o texto não é entendido conforme o seu significado original, e (2)
Tiago, um judeu palestiniano falando em Jerusalém, cita, conforme aqui se
diz, um texto que comprova seu argumento somente na versão grega. Não se
trata de uma indicação que a citação provém de Lucas, e não de Tiago, e que
é um trecho de exegese algo artificial? Podem ser feitas as seguintes
observações: (1) Partes do mesmo texto se citam nos Rolos do Mar Morto (CD
7:16; 4QFlor. 12-13) e se aplicam à situação de então da seita de Cunrã. (2)
A versão da LXX baseia-se num texto hebraico hipotético que difere apenas
levemente do TM, quanto à sua redação; logo, as diferenças podem dever-se a
uma revisão do texto hebraico para torná-lo relevante para uma nova
situação. (3) Não devemos excluir a possibilidade de que Tiago sabia grego e
fazia uso dele (Neil, p. 173), ou de que estava empregando o texto hebraico
pressuposto pela LXX. (4) Já foi dito que o próprio TM apoiaria o argumento
de Tiago, se fosse entendido no sentido de a igreja obter possessão de todas
as nações (cf. Bruce, Livro, pág. 310). Estes fatos demonstram que
não é impossível o emprego da citação por Tiago, e que o processo de
reinterpretar o texto de Amós era muito mais antigo do que a Igreja
primitiva. Do outro lado, não há nenhuma dificuldade real em supor que o
próprio Lucas tenha acrescentado a citação para ressaltar mais claramente
como o progresso da igreja está de acordo com as profecias do Antigo
Testamento.
19-20. A partir deste argumento, Tiago tirou a conclusão
de que a igreja não deveria continuar a colocar um fardo sobre os gentios
que se voltavam a DEUS. Como é, pois, que a conclusão se tira do argumento?
A lição parece ser que DEUS está fazendo algo novo em
levantar a igreja; é um evento dos últimos dias, e, portanto, já não se
aplicam as regras antigas da religião judaica: DEUS está fazendo das nações
um povo Seu, e nada há no texto para sugerir que devem tomar-se judeus a fim
de tornar-se o povo de DEUS. Logo, não há condições de "entrada" a serem
impostas sobre eles. Mesmo assim, Tiago tem uma recomendação para fazer: os
gentios devem abster-se de certas coisas que eram repugnantes ao judeus.
Quatro coisas se mencionam no texto. Em primeiro lugar, há as
contaminações dos ídolos. Refere-se à carne oferecida em sacrifício aos
ídolos, e depois comida numa festa do templo ou vendida num açougue. Em
segundo lugar, haviam as relações sexuais ilícitas entendidas como
prostituição ou como quebra da lei judaica do casamento (que proibia o
casamento entre parentes próximos, Lv 18:6-18). O terceiro elemento foi a
carne de animais sufocados, um método de abate mediante o qual o
sangue permanecia na carne, e o quarto item era o próprio sangue.
Estes regulamentos alimentícios se assemelham àqueles em Levítico 17:8-13.
Quanto aos problemas levantados por estas regras, ver a introdução.
21. A declaração formal de Tiago é de difícil
entendimento. Talvez o significado seja que, já que há judeus noutros
lugares que regularmente ouvem a lei de Moisés lida nas sinagogas, os
cristãos gentios devem respeitar seus escrúpulos, para evitar que a igreja
tenha má fama entre eles. Alternativamente, o argumento talvez signifique
que se os gentios cristãos querem descobrir qualquer coisa a mais acerca da
lei judaica, têm bastante oportunidade nas sinagogas locais, e não há
necessidade da igreja em Jerusalém fazer qualquer coisa em prol deste
assunto.
22-29. A proposta de Tiago recebeu a concordância da
assembléia inteira. Vale a pena ressaltar o sentido disto: significa que os
judeus extremistas perderam o argumento e concordaram em seguir uma política
mais liberal. Parece que aceitaram a sua derrota sem amargura ou
ressentimento. Resolveu-se nomear. delegados para acompanhar Paulo e Barnabé
a Antioquia a fim de relatar as decisões da reunião.
Judas, chamado Barsabás,
n[o se conhece fora deste trecho (a n[o ser que fosse parente de José
Barsabás, 1 :23), mas Silas (conhecido, noutros trechos, por seu nome
latino, Silvano) ficou sendo uma figura de destaque na igreja (15:40; 1 Ts 1
:1; 2 Co 1 :19; 1 Pe 5 :12). Presumivelmente eram presbíteros da igreja de
Jerusalém. Sua tarefa seria entregar e expor oralmente a mensagem escrita
que levaram para Antioquia.
A carta que Lucas reproduz se encaixa no padrão normal
das cartas do século I, que nos é familiar nas cartas de Paulo. Ao passo que
Paulo emprega uma forma cristianizada de saudações de abertura e
encerramento, aqui se retém a forma secular usual. A carta foi enviada em
nome dos.apóstolos e presbíteros
da igreja em Jerusalém. Escrevem com autoridade aos seus
irmãos cristãos; a esta altura, a igreja em Jerusalém ainda sentia que
possuía autoridade para mandar as demais igrejas fazer conforme suas
instruções, sem dúvida por ser liderada por apóstolos. Os endereçados foram
os cristãos em Antioquia, na Síria e na Cilícia. Antioquia era a
capital da província romana da Síria (9:30). N[o se mencionam as áreas
evangelizadas por Paulo e Barnabé (mas ver 16:4).
O corpo principal da carta deixou claro que quaisquer
pessoas que tivessem ido de Jerusalém para Antioquia, defendendo a
circuncisão dos convertidos gentios, não eram de modo algum representantes
oficiais da igreja. A igreja, portanto, resolvera dar o passo de enviar
delegados que serviriam de representantes oficiais para pôr em dia o
assunto. Antes de citar os nomes destes, porém, a carta os associa com os
delegados de Antioquia, Barnabé e Paulo, e fala destes últimos nos termos
mais elevados, como aqueles que "se dedicaram" (NEB) ao serviço de JESUS; a
tradução de ARA que têm exposto a vida é talvez forte demais. A
linguagem visa ressaltar o estreito sentimento fraternal que existia entre
as igrejas. Mesmo assim, a carta continua com uma nota de firme autoridade.
A decisão atingida pela igreja é considerada inspirada pelo ESPÍRITO, que, a
cada passo em Atos, é o guia da igreja nas suas decisões e atos. Esta
decisão, inspirada pelo ESPÍRITO, é colocada em termos do mínimo de
exigências .a serem impostas sobre a igreja. Quer dizer que se ressalta que
nada mais está sendo requerido senão os regulamentos que se seguem; não se
exige nenhuma submissão generalizada à lei judaica, e muito menos ao rito da
circuncisão. Além disto, reconhece-se que o que se pede é um encargo,
ainda que seja essencial por amor à harmonia entre os judeus e os
gentios. As exigências são aquelas que o leitor já sabe pelo v. 20, com uma
leve mudança quanto à ordem. A mensagem termina com o que é essencialmente
um pedido cortês para que seja aceita a proposta: faríeis bem pode
ser entendido como "prosperareis". A saudação final é normal para uma carta
em Grego. A carta inteira é cuidadosamente construída, de tal maneira que
alguns críticos alegam que é uma composição literária pelo próprio
Lucas;julgada por este padrão, a carta inegavelmente genuína de Paulo a
Filemom, que também é uma obra prima de construção cuidadosa, já não poderia
ser considerada uma carta genuína.
30-35. Depois de os delegados terem recebido as suas
instruções da igreja, desceram logo para Antioquia onde se realizou
uma reunião dos membros da igreja, e a carta foi entregue e a leram
em voz alta diante da assembléia. Seu conteúdo foi considerado um
conforto ou exortação, o tipo de mensagem cristã que visava fortalecer e
encorajar uma congregação. Foi saudada com alegria, pois seu conteúdo
revelou que a questão decisiva fora aceita: não se devia exigir que os
gentios fossem circuncidados e obrigados a observar a lei de Moisés. Quanto
as exigências impostas pela carta, foram aceitas, segundo parece, sem
hesitação. Sem dúvida, Judas e Silas expuseram a situação mais
detalhadamente, mas parece que seu ministério era de um escopo ainda maior.
Foram reconhecidos como homens com dons proféticos, e os empregavam na
pregação e no ensinamento na igreja (cf. I Co 14:3); o ministério deles foi
semelhante ao de Barnabé quando visitou a igreja pela primeira vez (11 :23).
Depois de decorrer um período apropriado, puderam voltar de Antioquia para
Jerusalém, levando consigo a bênção da igreja: "Ide em paz".,
Um grupo ponderável de MSS omite v. 34. Representa uma
tentativa por um escriba no sentido de vencer o que parece ser uma
contradição entre a partida de Silas para Jerusalém em v. 33 e a sua
presença em Antioquia cf. v. 40, o versículo, no entanto, contradiz tão
abertamente o v. 33 que já registrou a partida de Silas, . que sem dúvida
não é genuíno. Entrementes, continuou-se a obra da igreja em Antioquia.
Paulo e Barnabé ensinavam a igreja e evangelizavam juntos pela última vez
que consta nos registros. Havia, porém, um grupo composto doutros cristãos
que se dedicavam à mesma obra, de tal modo que o caminho ficou aberto para
os dois antigos missionários recomeçarem suas viagens, sabendo que estavam
deixando a igreja em boas mãos.
RESUMO DA LIÇÃO 11- O PRIMEIRO CONCÍLIO DA IGREJA DE CRISTO
Sob as instâncias de Paulo e Barnabé, os
apóstolos convocam o Concílio de Jerusalém, para tratar de uma questão que vinha perturbando os
crentes gentios
As decisões desse concilio, realizado no ano 48,
foram mais do que vitais à expansão do Cristianismo até aos confins da
terra.
I- O QUE É UM CONCÍLIO?
1. Definição. conselho, assembléia.
2. Os concílios no Antigo Testamento.
3. Os concílios em o Novo Testamento.
II- A IMPORTÂNCIA DO CONCÍLIO DE JERUSALÉM
1. Convocação.
2. Presidência.
3. Debates.
4. O pronunciamento decisivo de Tiago.
III- A CARTA DE JERUSALÉM
1. Da salvação pela graça.
2. Da comida sacrificada aos ídolos.
3. Da ingestão de sangue e de carne sufocada.
4. Das relações sexuais Ilícitas.
CONCLUSÃO
Que o exemplo dos santos apóstolos mova a Igreja
de CRISTO a livrar-se de toda briga local, a fim de mostrar a sua vocação
universal e eterna.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO - Subsídio Bibliográfico
"A decisão do
ESPÍRITO SANTO
Na verdade pareceu bem ao ESPÍRITO SANTO, e a nós, não vos impor mais
encargo algum, senão estas
coisas necessárias: que vos abstenhais das
coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da
fornicação [relações sexuais ilícitas - ARA]; das quais coisas fazeis bem se
vos guardares" (At 15.28,29). A expressão 'pareceu bem ao ESPÍRITO
SANTO'
significa: O ESPÍRITO SANTO, na sua atuação entre os gentios, já
testemunhara que estes foram libertos do jugo da Lei mosaica (At 10.44-48). O ESPÍRITO
SANTO, cuja orientação foi prometida aos apóstolos e outros líderes [e à
Igreja], já testemunhara ao coração deles que os gentios deviam ser livres do
fardo (Mt 18.20;Jo 16.13). [Ou seja] Os gentios foram isentos da obrigação
de observar os costumes judaicos. [...] Estes convertidos já possuíam a vida
e a liberdade espiritual. Por que enterrar esta vida com formulários
mortos?"
(PEARLMAN, Myer. Atos. E a Igreja
se Fez Missões. 1. ed. RJ: CPAD, 1995, pp.169-70).
Quem
Era Tiago, o Menor? (Presidente
do Concílio de Jerusalém).
TIAGO, O MENOR
- A Igreja Católica tem sido
insistente em ensinar que o
autor da Epístola que leva o
nome de "Tiago" é o Tiago
filho de Alfeu e, segundo
ela, esse Tiago era primo de
Jesus. Não é verdade e os
teólogos católicos sabem
disto. Afirmam que era primo
porque querem sustentar o
falso dogma da eterna
virgindade de Maria.
Foram 3 os Tiagos que
apareceram no texto sagrado:
01) Tiago, filho de Zebedeu
e irmão de João - Mt 4:21.
02) Tiago, filho de Alfeu,
do qual não temos muita
informação - Mt 10:3, At
1:13, mas que, provavelmente
tenha sido irmão de
Mateus,já que em Marcos 2.14
Mateus, que também era
chamado de Levi, era filho
de Alfeu; e
03) Tiago, irmão de Jesus,
por parte de pai e mãe - Mt
13:55.
Jesus teve 04 irmãos e
algumas irmãs. Dentre eles
havia um chamado Tiago e que
foi apelidado de "Tiago, o
menor" - compare Mt 13:55,
com Mt 27:56. Este era
chamado de "o menor" por ser
mais novo que o outro Tiago,
o filho de Zebedeu e irmão
de João. Este, sim, era
primo de Jesus, uma vez que
Salomé, sua mãe, era irmã de
Maria, mãe de Jesus -
Compare Jo 19:25, com Mc
15:40.
O que sabemos
sobre o Tiago, irmão de
Jesus:
TIAGO, IRMÃO DE
JESUS - Existem
várias referências bíblicas
que afirmam que Jesus teve
um irmão carnal chamado
Tiago. Leia as seguintes: Mt
13:55; Mc 6:3; Gl 1:19.
Existem outros textos
bíblicos que distinguem os
irmãos de Jesus dos
discípulos - Jo 2:12 ; Jo
7:5; At 1:14.
Eusébio de
Cesaréia,
que viveu entre 265 e 339 d.
C. e que foi considerado o
Pai da História da Igreja
Primitiva, faz referência a
ele como "Tiago,
o Justo, irmão de Jesus, o
chefe da igreja cristã
primitiva em Jerusalém".
Em Atos dos Apóstolos Tiago
aparece como sendo um dos
principais líderes da Igreja
em Jerusalém - At 15:13.
Paulo reconhece essa
liderança de Tiago - Gl 2:9.
Nesta época o Tiago, filho
de Zebedeu já havia morrido.
Flávio Josefo em sua
obra "Antiguidades
Judaicas", narra que um
certo Tiago tomou para si o
encargo de dirigir a
Igreja de Jerusalém após a
partida de Pedro e que
participou ativamente do
primeiro Concílio da Igreja
(confirmando Atos 15), que
tratava da questão da
circuncisão e da pregação do
Evangelho para os gentios,
evento este que teria
ocorrido por volta de 54
d.C.. De fato, tal tradição
é reconhecida e confirmada
por Eusébio de Cesaréia, que
narra ter sido este apóstolo
o líder da comunidade
cristã daquele local por
cerca de dezoito anos .
No seu Livro Vigésimo,
capítulo 8, Flávio Josefo
fala do evento da morte de
Tiago com as seguintes
palavras:
"Anano, grão-sacrificador
(Sumo-sacerdote)...
aproveitou o tempo da morte
de Festo, e Albino ainda não
tinha chegado, para reunir
um conselho, diante do qual
fez comparecer Tiago, irmão
de Jesus, chamado Cristo..."
Temos, portanto, referências
bíblicas e referências
históricas que confirmam que
Tiago era, irmão de sangue,
de Jesus Cristo.
Bem, a Igreja Católica
ensina que na tradução para
o Português utilizaram a
palavra "irmão" em
substituição à palavra
"primo". É outra mentira que
temos como refutar
tranquilamente.
No site
www.cacp.org.br/catolicismo/
encontramos o seguinte
comentário sobre este
assunto: "Em Mt 12:47, na
Bíblia católica, versão dos
“Monges Maredsous”, o
tradutor teceu o seguinte
comentário sobre os “irmãos”
de Jesus no rodapé da
página: “Irmãos: na língua
hebraica esta palavra pode
significar também ‘parentes
próximos’ ou ‘primos’, como
neste caso. Exemplo: Abraão,
tio de Ló, chama-o com a
designação de irmão - Gn
11:27; Gn 13:8.”
Outro estudioso católico
afirma: “Assim sendo, é
possível que por detrás dos
‘irmãos’ e ‘irmãs’ de Jesus
estejam seus ‘primos’ ou
‘parentes’.
Refutação bíblica:
Não existe um só caso na
Bíblia, e principalmente no
Novo Testamento, em que a
palavra grega adelphós
(irmão) é traduzida por
primo ou parente.
Como já falamos, e isso é
interessante, o apóstolo
Paulo sabia perfeitamente
usar a palavra correta para
primo (anepsiós) e
parente (sungenes)
em suas epístolas. Não havia
motivo de confusão!
“Saúda-vos Aristarco, meu
companheiro de prisão, e
Marcos, o sobrinho de
Barnabé...” - Cl 4:10. -
“Saudai a Herodião, meu
parente” - Rm 16:11.
O escritor do site acima
citado ainda nos lembra
outro detalhe importante:
"Outro fator que corrobora
com a interpretação acima é
o fato de Lucas ter usado a
expressão grega
Prototokos, que
significa “Primogênito”, em
relação ao nascimento de
Cristo: “e teve a seu filho
primogênito...” - Lc 2:7.
Se Lucas quisesse dizer que
Jesus foi o único filho de
Maria, teria usado, de modo
inequívoco, a expressão
monogenes (unigênito,
em português) que significa
“[filho] único
gerado”, como
acontece em Jo 3:16. Mas
não, ele usou, de modo
consciente, o termo certo:
“primogênito”, indicando que
Jesus foi apenas o
“primeiro” filho de Maria, e
não o “único”.
Se Jesus tivesse sido o
único filho de Maria, os
evangelistas mostrariam
isso, de modo explícito, em
seus escritos. Mas não é
isso que constatamos no Novo
Testamento".
Portanto, Tiago o autor da
"Epístola de Tiago" é o
irmão de Jesus. Ou seja,
Maria não permaneceu virgem,
como os católicos querem nos
empurrar goela a baixo. Ela
teve a Jesus e a mais 4
filhos.
(Em
Cristo, Ev. Sandoval
Juliano).
Fontes
consultadas:
www.cacp.org.br/catolicismo/
Livro
"História dos Hebreus" - de
Flávio Josefo
"Manual
Bíblico" - de H. H. Halley
VOCABULÁRIO
Quizília - desavença, rixa, pendência.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão. CPAD, n 45, pag. 41.
QUESTIONÁRIO DA
LIÇÃO 11- O PRIMEIRO CONCÍLIO DA IGREJA
DE CRISTO
RESPONDA
CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 1º TRIMESTRE DE 2011
Complete os espaços
vazios e marque com "V" as respostas corretas e com "F" as falsas.
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Pois pareceu bem ao ESPÍRITO SANTO
e a nós
não vos ___________________________ maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas
__sacrificadas__ a
ídolos, bem como do _______________________ [...] e
das relações _________________________ ilícitas [...]" (At 15.28,29 - -ARA)
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
O objetivo de um ___________________ eclesiástico, convocado sob
orientação _______________________, é preservar a ________________________ da Igreja no ESPÍRITO SANTO e
conservar a sã doutrina.
INTRODUÇÃO
3- Por que e por quem foi convocado o primeiro
concílio da igreja em Jerusalém?
( ) Sob as instâncias de Paulo e Barnabé, os
apóstolos convocam o Concílio de Jerusalém.
( ) Foi marcado para que houvesse uma
confraternização entre os apóstolos e foi convocado por Pedro.
( ) Para tratar de uma questão que vinha perturbando os
crentes gentios: Deveriam estes também observar os costumes e ritos judaicos?
( ) Porque, "alguns que tinham
descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se vos não circuncidardes,
conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos".
I- O QUE É UM CONCÍLIO?
4- Qual a definição de Concílio?
( ) Originária do vocábulo
grego concilium,
a palavra concílio significa reunião, santa convocação.
( ) Originária do vocábulo latino concilium,
a palavra concílio significa conselho, assembléia.
( ) O concílio, por
conseguinte, é uma reunião de representantes da Igreja, cujo objetivo é deliberar acerca da
fé, doutrina, costumes e disciplina eclesiástica.
5- Quais os concílios no Antigo Testamento?
( ) O primeiro concílio da velha aliança deu-se
quando Moisés congregou os anciãos de Israel para declarar-lhes o plano de DEUS para libertar os hebreus do Egito (Êx
4.29).
( ) A partir daí, muitos foram os concílios convocados quer pelos reis,
quer pelos profetas, para tratar das urgências nacionais e das crises que surgiram ao longo da
história de
Israel no Antigo Testamento.
( ) O
primeiro se deu entre Adão, Eva, a serpente e DEUS, com o objetivo de
iniciarem a vida na Terra organizadamente.
6- Quais os concílios no Novo Testamento, mais
especificamente, em Atos dos Apóstolos?
( ) Os apóstolos reuniram-se em três ocasiões
distintas, para decidir sobre pendências na comunidade cristã.
( ) A primeira
vez para eleger Matias em lugar de Judas Iscariotes e aguardar a chegada do
Consolador;
( ) A segunda para instituir o diaconato;
( ) A terceira, para
discutir as imposições que os judaizantes buscavam impor sobre os cristãos
gentios (At 1.12-26; 6.1-15; 15.6-30).
II- A IMPORTÂNCIA DO CONCÍLIO DE JERUSALÉM
7- Qual a importância do Concílio de Jerusalém?
( ) Tem importância fundamental na
consolidação de Jerusalém como capital do cristianismo e sede de todas as
igrejas até aos dias de hoje.
( ) Foi tão
importante e vital à Igreja de CRISTO que dela dependia o futuro do
Cristianismo.
( ) Se os apóstolos houvessem cedido à pressão dos judaizantes, a religião do Nazareno
extinguir-se-ia em mera seita judaica.
8- Os dirigentes da Igreja,
instrumentalizados pelo ESPÍRITO SANTO, houveram-se com sabedoria e firmeza.
Por que?
( ) Porque possibilitaram que o Reino de DEUS, transcendendo as fronteiras de Israel,
se universalizasse até aos confins da terra.
( ) Porque o concílio trouxe a
separação definitiva entre os cristãos judeus e os gentios convertidos ao
cristianismo.
( ) Porque o Concílio de Jerusalém foi modelar desde a
convocação até as suas derradeiras decisões.
9- Quem foi convocado para o primeiro concílio
de Jerusalém?
( ) Igrejas de Antioquia,
Jerusalém e Síria.
( ) Igrejas de Jerusalém, Síria e Cilícia.
( ) Igrejas de Antioquia, Síria e Cilícia.
10- Quem constituía a presidência do concílio de
Jerusalém e o que fez?
( ) Tiago, irmão de JESUS e Pedro.
( ) Em todos aqueles acalorados debates,
o apóstolo e o irmão de JESUS agiram com sabedoria e moderação.
( ) Tudo fizeram por preservar a unidade
da Igreja no ESPÍRITO SANTO.
( ) João e Pedro.
11- Como foram os debates no primeiro concílio
de Jerusalém? Complete:
As discussões são ____________________________. Extremados na
defesa do _____________________________, exigiam os judaizantes: "É necessário circuncidá-Ios e
determinar-Ihes que observem a lei de ___________________________" (At 15.5 - ARA).
Em seguida, Pedro levanta-se e põe-se a
historiar como os gentios, por seu intermédio, vieram a ____________________________-se a
CRISTO.
Para calar a boca aos adversários, indaga o apóstolo: "Agora, pois,
por que tentais a DEUS, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem
nossos pais puderam __________________________, nem nós? Mas cremos que fomos salvos pela
___________________________ do Senhor JESUS, como também aqueles o foram" (At 15.10,11 - ARA). Depois da exposição de Pedro, os também
___________________________ Paulo e Barnabé tomam a palavra. Faz Lucas esta observação: "Então
toda a multidão _________________________, passando a ouvir a Barnabé e a Paulo, que
contavam quantos sinais e prodígios DEUS fizera por meio deles entre os _____________________" (At 15.12 - ARA).
12- Qual foi o pronunciamento decisivo de Tiago,
no primeiro concílio de Jerusalém? Complete:
Apesar de sua reputação conservadora, sai Tiago, irmão do
Senhor, em defesa dos santos gentios e da universalidade da Igreja de
CRISTO: "Pelo que, julgo eu, não devemos ___________________________ aqueles que, dentre os
______________________, se convertem a DEUS, mas _______________________-Ihes que se abstenham das
contaminações dos ídolos, bem como das relações _______________________ ilícitas, da carne
de animais sufocados e do sangue" (At 15.19,20 - ARA).
III- A CARTA DE JERUSALÉM
13- Encerrados os debates, decidem os apóstolos
enviar uma encíclica às igrejas de Antioquia, Síria e Cilícia. Por
intermédio de quem fazem isto?
( ) Por
intermédio de Paulo, Barnabé, Marcos e Silas.
( ) Por
intermédio de Paulo, Barnabé, Judas e Silas.
( ) Por
intermédio de Paulo, Barnabé, João e Silas.
14- Em resumo, o
documento que Paulo, Barnabé, Judas e Silas, levam para os irmãos, trata de
quais temas?
( ) Da salvação pela graça.
( ) Da comida sacrificada aos
ídolos.
( ) Da ingestão de sangue e de
carne sufocada.
( ) Da união dogmática entre judeus e
gentios pelos mesmos costumes e crenças.
( ) Das relações sexuais
Ilícitas.
CONCLUSÃO
16- Complete:
Que o exemplo dos santos apóstolos mova a Igreja
de CRISTO a livrar-se de toda __________________________ local, a fim de mostrar a sua vocação
_______________________ e eterna. O mesmo ESPÍRITO que dirigiu o Concílio de Jerusalém
faz-se presente no meio de seu povo, inspirando os ministros do Evangelho a
tomarem decisões de conformidade com a _______________________________ Sagrada. Interessante, o
concílio convocado para combater o __________________________ judaizante tornou a Igreja de
CRISTO mais _________________________ e pura.
RESPONDA
CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 1º TRIMESTRE DE 2011
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