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Lição 11 O TRIUNFALISMO
Lição 11 - O TRIUNFALISMO
Questionário
O Triunfalismo Cristão é de Deus ou do diabo?
Segundo Trimestre de 2006
TEMA – Heresias e modismos – Combatendo
os erros doutrinários -
COMENTARISTA: Pr.Esequias Soares
TEXTO ÁUREO:
“Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da
palavra de Deus; antes, falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na
presença de Deus” (2 Co 2.17).
FALSIFICADORES DA PALAVRA DE DEUS. Paulo descreve, aqui,
pregadores de então que reduziam as exigências do evangelho a fim de obterem
lucro, aceitação e sucesso (cf. 11.4,12-15). Eram talentosos e persuasivos,
mas, secretamente, insinceros. Cobiçavam dinheiro e visavam à preeminência
(cf. Jo 10.12,13; Fp 1.15,17; 1 Pe 5.2; 2 Pe 2.1-3,14-16).
VERDADE PRÁTICA:
Os triunfalistas são os mercadores da Palavra de Deus que,
desprezando a correta interpretação da Bíblia, aplicam de forma errônea os
textos bíblicos em benefício próprio.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Hebreus 11.32-37
32 E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de
Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel, e dos
profetas, 33 os quais, pela fé, venceram reinos, praticaram a justiça,
alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, 34 apagaram a força do
fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se
esforçaram, puseram em fugida os exércitos dos estranhos. 35 As mulheres
receberam, pela ressurreição, os seus mortos; uns foram torturados, não
aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; 36 E
outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. 37 Foram
apedrejados, serrados, tentados, mortos a fio de espada; andaram vestidos de
peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados.
UNS FORAM TORTURADOS. Deus permitiu que alguns dos seus
filhos fiéis experimentassem grandes sofrimentos e provações. Embora
desfrutassem da comunhão com Deus, Ele não livrou a todos do sofrimento e da
morte (vv. 35-39).
(1) Note que, pela fé, alguns "escaparam do fio da espada"
(v. 34) e, também pela fé, alguns foram "mortos a fio de espada"
(v. 37). Pela fé, um foi livrado; e também pela fé, outro
foi morto (cf. 1 Rs 19.10; Jr 26.23; At 12.2). A fé verdadeira não somente
levará os crentes a fazerem grandes coisas para Deus (vv. 33-35), mas também,
às vezes, os levará a sofrimentos, perseguições, aflições e privações (vv.
35-39; cf. Sl 44.22; Rm 8.36; Mt 5.10).
(2) A fidelidade a Deus não garante conforto nem livramento
da perseguição neste mundo. Ela nos garante, no entanto, a graça, ajuda e
força de Deus em tempos de perseguição, de provações ou de sofrimentos (cf.
12.2; Jr 20.1,7,8; 37.13-15; 38.5; 2 Co 6.9).
Juízes 4.6 E enviou, e chamou a Baraque, filho de
Abinoão, de Quedes de Naftali, e disse-lhe: Porventura o SENHOR, Deus de
Israel, não deu ordem, dizendo: Vai, e atrai gente ao monte de Tabor,e toma
contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom?
Juízes 6 .11 Então, o Anjo do SENHOR veio e assentou-se debaixo do carvalho
que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava
malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas.
LEITURA DIÁRIA
Segunda Gn 2.17; 3.1
Técnica enganosa não ensinada pela Palavra.
17mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não
comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
1 Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do
campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus
disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
Gênesis 3.3 mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus:
Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
11 E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que
te ordenei que não comesses?
A SERPENTE. Nesse episódio, a serpente levantou-se
contra Deus através da sua criação. Declarou que aquilo que Deus dissera a
Adão não era a verdade (vv.3,4); por fim, ela foi a causa de Deus amaldiçoar a
criação, inclusive a raça humana que Ele fizera à sua imagem (vv. 16-19; 5.29;
Is 23.6; Rm 8.22; Gl 3.13a). A serpente é, posteriormente, identificada com
Satanás ou o diabo (Ap 12.9; 20.2). Certamente Satanás controlou a serpente e
usou-a como instrumento para efetuar a tentação (2 Co 11.3,14; Ap 20.2; ver Mt
4.10).
Terça 2 Cr 18.23
Os falsos mestres se apresentam
como representantes de Deus.
23 Então, Zedequias, filho de Quenaana, se chegou, e feriu
a Micaías no queixo, e disse: Por que caminho passou de mim o Espírito do
SENHOR para falar a ti?
Isaías 19.14 O SENHOR derramou no meio deles um perverso espírito; e eles
fizeram errar o Egito com toda a sua obra, como o bêbedo quando se revolve no
seu vômito.
Quarta Mt 4.5-7
O Senhor Jesus desarticula a falsa
exegese de Satanás.
5 Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e colocou-o
sobre o pináculo do templo, 6 e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te
daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito,
e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca
tropeces em alguma pedra. 7 Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás
o Senhor, teu Deus.
4.6 ESTÁ ESCRITO. Satanás empregou a Palavra de Deus com a finalidade de
tentar Cristo a pecar. Às vezes, o descrente emprega as Escrituras na
tentativa de persuadir o crente a fazer algo que aquele sabe que está errado
ou que é impróprio. Alguns textos bíblicos, retirados do seu contexto, ou não
comparados com outros trechos da Palavra de Deus, podem até mesmo dar a
aparência de justificar o comportamento pecaminoso (ver, e.g., 1 Co 6.12). O
crente deve conhecer profundamente a Palavra de Deus e precaver-se daqueles
que pervertem as Escrituras a fim de satisfazerem os desejos da natureza
humana pecaminosa. O apóstolo Pedro fala daqueles que torcem as Escrituras,
para sua própria perdição (2 Pe 3.16).
Quinta At 8.18-21
O pecado da simonia é
desmascarado.
18 E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos
era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, 19 dizendo: Dai-me também a
mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito
Santo. 20 Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois
cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. 21 Tu não tens parte nem
sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus.
8.18 SIMÃO, VENDO. A descida do Espírito sobre os samaritanos foi acompanhada
de manifestações externas visíveis notadas até por Simão, o mágico. É razoável
concluir que as manifestações visíveis eram semelhantes às dos primeiros
discípulos no dia de Pentecoste, i.e., falar noutras línguas (ver 2.4;
10.45,46 nota; 19.6). Assim, tanto os samaritanos como os apóstolos tiveram um
sinal confirmador da descida do Espírito Santo sobre aqueles novos crentes.
8.21 O TEU CORAÇÃO NÃO É RETO. O batismo no Espírito Santo através do livro de
Atos ocorre somente entre os salvos por Jesus Cristo.
(1) Simão, que queria o poder e o dom do Espírito
Santo, bem como autoridade para transmitir o dom (v. 19), foi rejeitado por
Deus por ser ímpio, em laço de -iniqüidade (vv. 22,23), não tendo um coração
reto diante de Deus (v. 21). O dom genuíno do Espírito Santo será derramado
somente sobre quem o teme e faz o que é justo (10.35, cf. 44-48; ver também
5.32).
(2) Antes e depois do dia do Pentecoste os
discípulos de Cristo viviam para o Senhor ressurreto (1.2-14; 2.32) e oravam
continuamente (1.14; 6.4). Suas vidas eram separadas do pecado e do mundo
(2.38-40) e observavam o ensino dos apóstolos (2.42; 6.4). Novos derramamentos
do Espírito eram concedidos a crentes que tinham largado seus pecados e seus
maus caminhos, para viverem para Jesus Cristo (cf. 2.42; 3.1,19,22-26;
4.8,19-35; 5.29-32; 6.4; 8.14-21; 9.1-19; 10.34-47; 19.1-6; 24.16). Andar no
Espírito e ser guiado por Ele são sempre condições para alguém ser cheio do
Espírito (ver Gl 5.16-25; cf. Ef 5.18).
(3) Qualquer experiência sobrenatural, tida como o
batismo no Espírito Santo, ocorrida em quem continua nos caminhos pecaminosos
da carne, não é de Cristo (cf. 1 Jo 4.1-6). Pelo contrário, é um falso batismo
no Espírito, e que pode ser acompanhado de poderes demoníacos (Mt 7.21-23; 2
Ts 2.7-10).
Sexta 2 Co 11.26
O perigo entre os falsos irmãos.
26 em viagens, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos
de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em
perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre
os falsos irmãos;
Atos dos Apóstolos 9.23 E, tendo passado muitos dias, os judeus tomaram
conselho entre si para o matar.
Atos dos Apóstolos 13.50 Mas os judeus incitaram algumas mulheres religiosas e
honestas, e os principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e
Barnabé, e os lançaram fora dos seus limites.
Atos dos Apóstolos 14.5 E, havendo um motim, tanto dos judeus como dos gentios
com os seus principais, para os insultarem e apedrejarem,
Sábado 3 Jo 9,10
Exemplo dos que não consideram os
irmãos.
9 Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que
procura ter entre eles o primado, não nos recebe. 10 Pelo que, se eu for, trarei à memória as obras que ele
faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, não
recebe os irmãos, e impede os que querem recebê-los, e os lança fora da
igreja.
OBJETIVOS:
Após esta lição, seu aluno deverá estar
apto a:
Interceder a favor dos que
estão presos nas correntes do triunfalismo.
Definir e contextualizar o
termo simonismo.
Explicar as razões pelas
quais certos heróis bíblicos foram perseguidos.
PONTO DE CONTATO:
Professor, nesta lição, trataremos
de um tema presente em muitas igrejas evangélicas do Brasil – o Triunfalismo.
Não estamos falando de uma denominação, grupo faccioso ou seita, mas de um
modo de pensar e viver que considera o cristão um “super-crente”. Esse
“super-crente” não aceita qualquer tipo de infortúnio, crise financeira,
doenças e liderança. Ele foi chamado, segundo pensa, para ser “cabeça e não
calda”. Ele “amarra e desamarra o Diabo”, “pisa na cabeça da serpente”;
“determina” a cura, a aquisição da casa própria; “profetiza” restituição,
bênçãos e vitórias e toma “posse” de todas as bênçãos. Muitos, em função de
valorizar a forma em vez da essência, o luxo no lugar da simplicidade,
tornaram-se vítimas de suas próprias concupiscências. Não há qualquer problema
em o crente adquirir seu imóvel próprio, em levar uma vida saudável e
desfrutar de certas comodidades materiais, mas não deve reduzir a essência da
fé cristã e da pregação do evangelho às bênçãos materiais.
SÍNTESE TEXTUAL:
O Triunfalismo é um dos principais ramos dos ensinos da
Teologia da Prosperidade. O fundamento teológico de tal ensino, portanto,
encontra-se nas mesmas fontes do Movimento da Fé. Há duas realidades
concernentes ao triunfalismo que precisam ser destacadas:
A primeira, de caráter sociológico, diz respeito ao atual
contexto sócio-financeiro do povo brasileiro e ao espírito consumista
alimentado pela mídia. Os líderes triunfalistas abusam dessa realidade social
a ponto de não prometerem apenas o necessário, mais o luxo, o sobressalente, o
espetacular.
A segunda, está relacionada à teologia e a falsa concepção
de espiritualidade. Ensinam os homens a se aproximarem de Deus pelo que Ele
concede e não pelo que Ele é. A bênção, para eles, é muito mais importante do
que o Abençoador. Acrescente o fato de que é enfatizado ao crente o seu
direito como filho de Deus, enquanto as suas obrigações morais, exigidos pela
nova filiação divina, são omitidas.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA; Professor, nesta lição, dois
termos extraídos da Teologia Exegética são mencionados: exegese e eisegese. É
possível que seus alunos nunca tenham ouvido falar dessas duas palavras, por
isso, usaremos a figura abaixo para ilustrar esses dois conceitos. Na exegese
o leitor extrai da Bíblia o sentido pretendido pelo autor; na eisegese, o
leitor injeta na Bíblia o sentido que ele considera ser o correto.
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
O objetivo dos triunfalistas é basicamente mercadológico.
Eles usam os mesmos recursos de marketing para persuadir o povo a receber suas
crenças e práticas. Seus líderes inventam campanhas, usando como chamariz
textos e personagens do Antigo Testamento. Afoitamente, empregam figuras e
símbolos bíblicos completamente fora de contexto como ponto de contato para
aproveitar-se da boa fé do povo de Deus e para arrecadar fundos. Alguns deles
usam os meios de comunicação para criticar e atacar a teologia e o estudo
sistemático da Palavra de Deus.
I. OS MERCADORES DA PALAVRA DE DEUS
1. Falsificadores e mercadores (2
Co 2.17 - Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra
de Deus; antes, falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de
Deus).
Os
representantes do Triunfalismo não estão muito preocupados com seus ensinos,
antes se preocupam com seus lucros. O resultado financeiro está acima do
resultado espiritual. É considerado 'Homem de DEUS" aquele que rende
mais para a organização a que pertence (ou seria denominação?).
2. Prática da simonia. A
palavra “simonia” procede do nome de Simão, o mágico de Samaria, que intentou
comprar o dom do Espírito (At 8.18-21 - 18 E Simão, vendo que pela
imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu
dinheiro, 19 dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre
quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. 20 Mas disse-lhe Pedro: O teu
dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se
alcança por dinheiro. 21 Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o
teu coração não é reto diante de Deus).
Simão
achou que poderia comprar coisas espirituais com coisas materiais, esse foi o
seu erro. Esses que se fazem passar por evangélicos, mas que representam os
adeptos do Triunfalismo ensinam as pessoas a adquirirem bênçãos pela compra
de óleos ungidos, punhados de terra de Israel, pedaços de madeira da suposta
cruz de CRISTO, etc... É o comércio de objetos 'ungidos" substituindo
a venda de indulgências romanas que caiu de moda.
3. Forma bíblica de levantar recursos financeiros.
A obra de Deus faz-se com milagres e recursos financeiros. A Bíblia estabelece
regras para se levantar tais recursos: dízimos e ofertas (Ml 3.10 - 10 Trazei
todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e
depois fazei prova de mim, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as
janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a
maior abastança).
No
ensino bíblico planta-se com a semente doada pelo próprio DEUS e do que se
colhe, distribui-se aos que não possuem; esta é a prosperidade, é ser canal
de DEUS para abençoar outros, não a visão triunfalista
de enriquecimento próprio. No Triunfalismo não importa muito se o que se
adquire é honesto ou não; compra-se carros de luxo e as prestações não
são pagas, compra-se mansões e não se quita as prestações do empréstimo,
porém o testemunho é dado em frente a multidões.
II. OS HERÓIS DA FÉ
Gostaria de
avaliar
uma
igreja
poderosa
segundo
a
chama
que
veio
de Jerusalém,
que
ultrapassou os
séculos
enfrentando
imperadores
corruptos
e
malignos
, escondendo-se
em
cavernas
e morrendo
pelo
direito
de
ler
os
pergaminhos
,
penso
nos
mártires
que
tiveram a
sua
vida
ceifada
pelo
fato
de
não
adorarem a César e sendo jogados às
feras
e aos
gladiadores
glorificavam a
Deus
com
o
seu
sangue
,
ou
mais
recente
quando
imputados
como
hereges
eram jogados na
fogueira
, sendo o
cheiro
de
carne
queimada
como
aroma
agradável
,
pois
pelo
testemunho
destes a
fé
ultrapassou a
idade
das
trevas
,
por
negar
a
fé
da
igreja
comandada
por
César, morrendo se fosse
necessário
pela
fé
em
Jesus. O
fogo
que
veio
do
pentecostes
,
em
Jerusalém, tornou a
igreja
poderosa
para
dar
testemunho
até
os
confins
da
terra
sobre
o
fato
de
ser
Jesus, o
cristo
, o
messias
que
havia de
vir
; a
igreja
que
tem
poder
lutou o
bom
combate
sem
depender
do
estado
ou
do
homem
,
para
fazer
missões
e
alcançar
os
povos
distantes
,
pois
ousou
viver
e
morrer
por
fé
, crendo
que
a
oração
do
justo
é impactante no
céu
, e da
mesma
forma
que
após
o
dilúvio
, Noé ofereceu
sacrifício
que
foi
agradável
a
Deus
, esta oferece
com
a
sua
existência
o
sacrifício
de
consagração
,
disponível
ao
serviço
do
Senhor
.
Onde
há
fogo
ha
algo
sendo consumido,
por
isto
a
igreja
que
tem
poder
é
queimada
constantemente
pelo
poder
do
Espírito
, do
pecado
que
quer
manchar
a
nossa
carne
com
sangue
e
violência
. Precisamos
avaliar
o
fogo
do
altar
pela
vida
daquele
que
está no
altar
, precisamos
verificar
as
obras
não
por
aquilo
que
falamos de
nós
mesmos
,
mas
segundo
aquilo
que
as nossas
obras
estão refletindo
em
nossa
sociedade
e
conseqüente
no
mundo
espiritual
.
A
igreja
que
tem
poder
suporta
com
mansidão
a
dor
do
silêncio
de
Deus
e serve ao
Senhor
indiferente
aos
resultados
alcançados
materialmente
,
pois
segundo
Paulo aprendemos a
nos
contentar
com
o
muito
e
com
o
pouco
, aprendemos a
ter
e a
não
ter
, aprendemos a
nos
alegrar
e
nos
entristecer
, aprendemos na
riqueza
e na pobreza,
por
isto
podemos todas as
coisas
naquele
que
nos
fortalece. A
igreja
que
tem
poder
permanece
fiel
quando
todas as
coisas
colaboram
para
blasfemar
da
soberania
de
Deus
em
nossas
vidas
,
quando
a
nossa
vontade
não
é a de
Deus
,
quando
o
nosso
sonho
não
se realiza,
quando
estamos
diante
do
não
,
quando
é
necessário
começar
tudo
de
novo. ( por Carlos Alberto Siqueira - siqueiracarlos@msn.com)
1. Os que fizeram proezas (vv.
32-34). Encontramos na Bíblia muitos homens que fizeram proezas pelo poder
de Deus: Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel entre outros.
Quantos
servos e servas de DEUS deram suas vidas pelo evangelho? Quantos foram
queimados em fogueiras da inquisição, quantos comidos pelos leões dos
césares romanos?
Os
triunfalistas não enxergam a África com seus milhões de aidéticos, não
enxergam os milhares de missionários mortos por todo o mundo anualmente
tentando levar a preciosa semente andando e chorando, só pensam em sua
fazendas, prédios luxuosos e sua gorda conta bancária. para pregarem em
qualquer cruzada ou em qualquer congregação cobram mais do que os astros do
rock em seus diabólicos shows.
Esqueceram-se
de JESUS:
Mt
10.8 Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça
recebestes, de graça dai.
Gl
5.8 Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.
2. Os mártires e perseguidos (vv. 36-38).
A lista dos heróis da fé, registrada em Hebreus 11, mostra, por si só, as
falácias dos triunfalistas. Os sofrimentos pelo evangelho são
resultado de uma vida de compromisso com o legítimo evangelho da salvação e
não do enriquecimento.
3. A decepção. Outra prova
das falácias triunfalistas é que muitos dos que acreditaram nessa mensagem
estão decepcionados
A
grande maioria dos que andam atrás de sinais e não de salvação e
transformação de vidas, estão decepcionados pelos resultados a longo prazo
de suas "empreitadas evangelísticas" Uns porque não enriqueceram e
outros porque enriqueceram, mas não conseguem pagar suas dívidas; outros
porém, deram testemunho de sua cura e agora não conseguem entender porque
continuaram doentes após determinarem a saída de demônios de suas vidas.
III. EXEGESE x EISEGESE
1. Etimologia de “exegese”. O
vocábulo “exegese” significa “exposição, explicação”.
É a prática da hermenêutica sagrada que busca a real interpretação dos textos que formam, no caso, o Antigo e o Novo Testamento.
do Grego exégesis, explicação - s.
f., crítica
e interpretação dos livros do Antigo e Novo Testamento, e, em geral, dos
textos sagrados; por
ext. interpretação, história;
explicação do texto das leis; comentário.
Hermenêutica - Ciência da Teologia que ensina os métodos de
interpretação da Bíblia
2. A falsificação chamada eisegese.
A interpretação peculiar e tendenciosa de um texto bíblico vem de fora para
dentro. As seitas são especialistas nisso. A eisegese, portanto, é o inverso
da exegese.
Exemplo:
Quando
lemos 1Tm 5.23 podemos declarar que o crente pode beber vinho (alcoólico),
porém em pequenas quantidades, pois Paulo aconselha a Timóteo que o faça
como um ótimo remédio para seu estômago. ESTA é a EISEGESE, pois não
levamos em conta o texto inteiro, não levamos em conta o Capítulo, o Livro,
a Bíblia e nem o que DEUS exige de nós.
Quando
lemos 1Tm 5.23 e estudamos este versículo, chegando à conclusão de que
Paulo está aconselhando a Timóteo a tomar suco de uva misturado à água, em
pequenas quantidades, pois a água de sua época era muito ácida e causava
problemas de úlceras estomacais nas pessoas como comprovado pelas pesquisas
arqueológicas; também se chega à conclusão de que o crente, sendo templo
do ESPÍRITO SANTO, não deve colocar este corpo a serviço do álcool,
produto causador de discussões, tolices, falta de conduta e decoro, falta de
controle da mente, etc... Esta é a EXEGESE, pois se estudou o texto, o
contexto literário e arqueológico, o livro, a doutrina bíblica e a vontade
de DEUS.
IV. O ESTUDO DA PALAVRA DE DEUS
1. Interesse pela ignorância.
A Igreja Católica proibiu a leitura da Bíblia aos leigos no Concílio de
Toulouse, França, em 1222.
A PROIBIÇÃO DE SE TER UMA BÍBLIA:
Em 1229, o Concílio de Toulouse (França), o
mesmo que criou a diabólica Inquisição, determinou: ‘Proibimos aos leigos
de possuírem o Velho e o Novo Testamento...Proibimos ainda mais severamente
que estes livros sejam possuídos no vernáculo popular. As casas mais
humildes lugares de esconderijo, e mesmo os retiros subterrâneos de homens
condenados por possuírem as Escrituras devem ser inteiramente destruídos.
Tais homens devem ser perseguidos e caçados nas florestas e cavernas, e
qualquer que os abrigar será severamente punido.’ (Concil. Tolosanum, Papa
Gregório IX, Anno Chr. 1229, Canons 14:2). Foi este mesmo Concílio que
decretou a Cruzada contra os albigeneses.
Na Idade Média, quando a Igreja Católica Apostólica Romana tinha o poder - inclusive
para matar e perseguir - simplesmente proibiu a posse e leitura da bíblia.
Hoje, com a "bola mucha", não podendo mais perseguir e matar, ela
tenta de todas as formas (até mesmos distorcendo a própria bíblia) provar
que a bíblia não é a palavra final de doutrina para igreja.
O grande interesse pela ignorância bíblica é um
dos artifícios usados pelo triunfalismo para não ser desmascarado por não
ser na verdade um seguimento evangélico.
2. O cuidado com o formalismo.
Nossos pioneiros jamais manifestaram ojeriza pelo estudo da Palavra de Deus.
Pelo contrário: eram os maiores incentivadores do conhecimento bíblico.
Tensão entre ofício e participação. Quem deve
dirigir o culto a Deus? Quem pode participar ativamente na liturgia? Somente
aqueles que foram ordenados para isso – pastores e presbíteros? Ou qualquer
membro da comunidade? Respostas variadas têm sido dadas a essas questões por
diferentes grupos evangélicos no Brasil. Por um lado encontramos igrejas que
entendem que apenas aqueles que foram treinados adequadamente e posteriormente
autorizados (ordenados) pela igreja é que podem participar ativamente do
serviço divino. Outros grupos, como os quacres do passado e alguns movimentos
quietistas modernos, rejeitam a própria idéia de ofício e dispensam
qualquer ordem ou liderança no culto público. Encontramos nas igrejas evangélicas
brasileiras variações desses extremos. Parece-nos claro que o caminho
correto é manter no culto a liderança claramente bíblica dos presbíteros e
pastores e ao mesmo tempo procurar entre os não-ordenados aqueles que têm
dons públicos que possam, após treinamento adequado, participar ativamente
da liturgia, porém deve ser aberta a oportunidade de testemunhar dos feitos
de DEUS em qualquer vida que deseje fazer.
3. O poder da Palavra de Deus.
Muitos estão nesses movimentos com o propósito de servir a Deus.
A
confissão positiva tem torcido o verdadeiro sentido do poder da Palavra de
DEUS, não é mais DEUS que age e sim a pessoa que manda DEUS agir; O
RESULTADO É FUNESTO, POIS DEUS É O SENHOR E NÃO DÁ SUA GLÓRIA A NINGUÉM.
CONCLUSÃO
Os triunfalistas proferem seus ataques contra todos os que
amam e estudam a Palavra de Deus. Isto porque se sentem ameaçados; pois sabem
que, dificilmente, ficarão entre eles os que descobrirem a verdade na leitura
e no estudo da Bíblia.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Apologético
“Formas pela quais o Intérprete Pratica a
Eisegese.
1) Quando força o texto a dizer o que não diz.
O intérprete está cônscio de que a interpretação por ele asseverada não está
condizente com o texto, ou então está inconsciente quanto aos objetivos do
autor ou do propósito da obra. Entretanto, voluntária ou involuntariamente,
manipula o texto a fim de que sua loquacidade possa ser aceita como princípio
escriturístico.
2) Quando ignora o contexto, sob pretexto ideológico.
Ignorar o contexto é rejeitar deliberadamente o processo histórico e
lingüístico que deu margem ao texto. O intérprete, neste caso, não examina com
a devida atenção os parágrafos pré e pós-texto, e não vincula um versículo ou
passagem a um contexto remoto ou imediato. Uma interpretação que ignora e
contraria o contexto não deve ser admitida como exegese confiável.
3) Quando não esclarece um texto à luz de outro.
Os textos obscuros devem ser entendidos à luz de outros e segundo o propósito
e a mensagem do livro. Recorrer a outros textos é reconhecer a unidade das
Escrituras na correlação de idéias. Por vezes, pratica-se eisegese por ignorar
a capacidade que as Escrituras têm de interpretar a si mesmo.
4) Quando põe a ‘revelação’ acima da mensagem revelada.
Muitos intérpretes colocam a pseudo-revelação acima da mensagem revelada.
Quando assim asseveram, procuram afirmar infalibilidade à sua interpretação,
pois Deus, que ‘revelou’, autor principal das Escrituras, não pode errar.
Devemos ter o cuidado de não associar o nome de Deus a mentira.
5) Quando está comprometido com um sistema ou ideologia.
Não são poucos os obstáculos que o exegeta encontra quando a interpretação das
Escrituras afeta os cânones doutrinários e as tradições de sua denominação.
Por outro lado, até as ímpias religiões e seitas encontram falsas
justificativas bíblicas para ratificar as suas heresias. Kardec citava a
Bíblia para defender a reencarnação! Muitos movimentos sectários torcem as
Escrituras. Utilizar as Escrituras para apologizar um sistema ou ideologia
pode passar de uma eisegese para uma heresia aplicada.” (BENTHO, Esdras Costa.
Hermenêutica fácil e descomplicada. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2005,69-72.)
Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, no 26, pág. 41
O
questionário deve ser respondido de posse da revista da CPAD
2º
Trimestre 2006 - Comentários - Pr.Esequias Soares
“Porque nós não somos, como muitos, __________________________ da
palavra de Deus; antes, falamos de _________________ com sinceridade,
como de ________________ na presença de Deus” (2 Co 2.17).
Os
triunfalistas são os mercadores da ___________________ de Deus que,
desprezando a correta _________________
da
Bíblia, aplicam de forma _______________ os textos bíblicos em benefício
próprio.
3- Qual é
basicamente o objetivo dos triunfalistas?
4- De onde são
tirados seus personagens e textos para persuadirem o povo a receber suas
crenças e práticas?
( ) Do Antigo
Testamento.
( ) De seus
livros inspirados por DEUS.
I. OS MERCADORES DA
PALAVRA DE DEUS
5- Qual é a palavra
original usada para “falsificadores” e o que significa, quem são?
Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Significa
“traficar, comerciar, falsificar, adulterar, lucrar com um negócio”.
( ) Aqueles
que usam a Palavra de Deus visando interesses pessoais.
( ) Aqueles
que usam as riquezas visando interesses sociais.
( ) Os que
adulteram a Palavra, a fim de agradar as pessoas e delas tirarem
vantagens.
6- De onde vem, onde
é aplicada e o que quer dizer a palavra “simonia”? Coloque "V" para
Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Procede do
nome de Simão, o mágico de Samaria, que intentou comprar o dom do
ESPÍRITO (At 8.18-21).
( ) Procede do
nome de Simeão, do Antigo Testamento, que intentou morar em Canaã.
( ) Aplicada
aos mercadores da fé, que oferecem as bênçãos divinas mediante o
pagamento de certa quantia em dinheiro.
( ) O sentido
é “estudar ou meditar na Palavra de Deus”.
( ) O sentido
é “falsificar ou mercadejar a Palavra de Deus”.
( ) Envolve
práticas de simonia e adulteração da Palavra de Deus;
( ) É
transformar o cristianismo numa prática comercial, visando apenas
interesses pessoais.
8- Qual deve ser o
tema do culto cristão?
( ) As ofertas
e a prosperidade.
( ) As
ofertas, o enriquecimento e a confissão positiva.
( ) O Senhor
Jesus, e não, as ofertas.
9- Cite alguns nomes
de homens que são encontramos na Bíblia e que fizeram proezas pelo poder
de Deus?
( ) Gideão,
Balaão, Sansão, Jefté, Davi, Judas entre outros.
( ) Gideão,
Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel entre outros.
( ) Gideão,
Baraque, Caim, Jefté, Davi, Saul entre outros.
10- Para que são
usados esses personagens e passagens bíblicas pelos triunfalistas?
( ) Para
prometer ao povo felicidade e gozo espirituais.
( ) Para
promover junto ao povo a fé nas promessas divinas.
( ) Para
prometer ao povo carros importados, mansões e outras benesses materiais.
11- Por que a lista
dos heróis da fé, registrada em Hebreus 11, mostra, por si só, as
falácias /address>
21- Com o que nossos
pioneiros preocupavam-se tanto?
( ) Com o
formalismo e a ordenação de ministros pelos simples fato de estes
possuírem um diploma de teologia, pois o ministério quem dá é Deus.
( ) Com o
ensino da teologia, como complemento ao ministério que somente Deus dá.
( ) Com a
ordenação de ministros que possuíam diploma de teologia, e tinham uma
chamada de Deus.
A Palavra é a
______________ (Mt 13.19), e, a mão ______________, ou infeccionada que
a semeia não compromete a germinação nem o seu________________________.
Quem segue um
____________________errado pode também terminar num
_______________errado.
Publicado
em: 21/11/2005
Por: Wallace Sousa Circuncisão
Ass. de Deus - Cuiabá - Mato Grosso
Estamos
hoje em dia vendo um fenômeno interessante e ao mesmo tempo preocupante:
o triunfalismo ganhando cada vez mais terreno no arraial evangélico. Mas
o que é triunfalismo? Que significa esta palavra esquisita? Triunfalismo
advém de triunfo, que é o mesmo que vitória, conquista, sucesso, etc.
Todavia, no meio cristão isto veio a representar uma atitude positivista
frente às adversidades da vida. Teoricamente, não chega a ser uma má
coisa. Teoricamente. Sim, porque o desânimo tem afogado muitas pessoas
nas águas lamacentas da mágoa e desesperança, causando o naufrágio de
muitos sonhos brilhantes. Logo, é louvável ter uma atitude de não
esmorecer frente às dificuldades tão presentes no corre-corre diário.
Mas daí permitir que essa atitude chegue às
raias da arrogância e do orgulho é simplesmente solapar o alicerce do
caráter cristão expresso nas palavras de Jesus: aprendei de mim que sou
humilde e manso de coração. Presenciamos hoje, no meio cristão, cenas
impensáveis até algum tempo atrás. Talvez o acréscimo rápido nas
estatísticas eclesiásticas não tenha sido acompanhado de um plano eficaz
de doutrinamento bíblico e discipulado, o que faz acender um alerta para
o perigo do mesmo fato ocorrer na China comunista, palco do maior
avivamento evangélico dos últimos anos. Infelizmente, junto com o
expressivo crescimento evangélico no Brasil, assistimos um decréscimo
repugnante no nível de caráter apresentado pelos cristãos evangélicos de
um modo geral.
Ser crente (ou pastor) não é mais sinônimo de
caráter ilibado e idoneidade moral. Infelizmente, observamos cada vez
mais o distanciamento entre o comportamento assumido dentro da igreja e
fora dela. O cristão evangélico de hoje, dependendo da forma como foi
doutrinado ou se é que o foi, é uma incógnita teológica: não sabe em que
crê, por que crê e como crer de forma ortodoxa. Às vezes, chegamos a
pensar que a Igreja evangélica está importando idéias mirabolantes do
imaginário popular futebolístico. Em jogo da seleção brasileira, todo
torcedor é um técnico em potencial que sabe melhor do que ninguém,
inclusive que o próprio técnico oficial, qual a melhor escalação, quais
jogadores devem ser convocados e quais não, qual a melhor tática, etc.
Penso que se fossem montar todas as seleções possíveis desses técnicos,
não haveria jogadores brasileiros suficientes.
Em se tratando de futebol brasileiro e
seleção nacional, parece que a única unanimidade entre os torcedores
tupiniquins é a aversão assumida contra os argentinos. Penso que o
cenário está se repetindo entre os evangélicos: todo crente agora deseja
ser um teólogo respeitado e criar uma nova teologia em cima de um
suposto melhor entendimento das Escrituras. Mas querem fazer tudo isso
desrespeitando princípios teológicos seculares sem sequer terem dedicado
algumas horas em meditar acerca do que estão defendendo. Uma verdadeira
lástima. Isso tem preocupado muitos líderes sinceros e respeitados, e
sua preocupação é totalmente abalizada. Acredito firmemente que a
chamada Teologia da Prosperidade foi a responsável por esse afrouxamento
perigoso de padrões que resultou nesse caos teológico.
Foi como se tivessem sacramentado o
pensamento pluralista – que aceita idéias contraditórias ao mesmo tempo
– na teologia cristã. Agora qualquer pessoa pode advogar ter recebido
uma nova revelação e sair por aí se auto-proclamando o último profeta do
momento, tal qual aquele pãozinho francês recém saído do forno, crocante
e apetitoso. Oxalá eles tivessem mesmo entrado em um forno antes de
falarem suas asneiras a torto e a direito; um profeta desses a menos não
faria falta alguma, ou será que alguém aí discorda? O triunfalismo nada
mais é que o principal produto da famigerada Teologia da Prosperidade, a
qual acrescento o “Material”, ficando assim: Teologia da Prosperidade
Material (ou TPM dos crentes...).
É um tal de não aceito isso, não aceito
aquilo outro, doente não posso ficar, miséria não é pra mim e por aí
vai... A aceitação, ou melhor, a proclamação da Teologia da Prosperidade
foi a institucionalização da arrogância entre os crentes. Por que essa
“nova revelação” não surgiu na época da igreja primitiva? Seria muito
útil lá, afinal a perseguição era terrível e cruel. Ser cristão naquela
época era quase que ser considerado terrorista da Al Qaeda nos dias de
hoje. Mas os intentos de Satanás foram frustrados, visto que para cada
cristão que morria surgiam dez em seu lugar! Parecia que era
fertilizante e não sangue que corria em suas veias. Cada gota de sangue
cristão derramado irrigava uma nova safra de crentes mais dispostos que
a anterior, para desespero do diabo. Aquilo pra ele era um verdadeiro
inferno. Escaldado com essas experiências negativas (ou seria melhor
dizer positivas?), ele resolveu mudar de tática: descobriu que melhor
que matar um crente fiel era deixá-lo vivo, mas tornando-o infiel.
Com isso, o benefício seria duplo: enquanto a
morte de um crente fiel produzia piedade em vários outros, a vida de um
crente infiel (se é que isso existe!) traz vilipêndio ao nome de Jesus e
desmoralização à sua igreja, que é o seu corpo. Preciso reconhecer,
todavia, que não existem pessoas perfeitas. Há pessoas sinceras e que
expressam um compromisso com Cristo que ainda se encontram em processo
de lapidação e aperfeiçoamento do caráter que cometem muitos vacilos na
fé. Existe uma variação de humor e atitude por parte destes que tornam
sua caminhada cristã muito semelhante a uma jornada de montanha-russa.
Uns dias lá no alto, já outros lá em baixo.
Esse tipo de crente é uma incógnita e um
desafio ao entendimento do ser humano. Apesar de ser sincero e buscar
com todas as forças ser arrolado entre os fiéis, ele sempre tem um
pecado aqui ou acolá, geralmente de estimação, cultivado há anos e
mantido sob o maior sigilo enquanto se decide se o abandona de vez ou
não ou se apenas o suprime temporariamente para vê-lo surgir mais
adiante. Estes crentes bem que poderiam, ao se relacionarem com outras
pessoas, identificarem-se com um crachá tipo “CUIDADO: CRENTE EM OBRAS”.
Todavia, esse não é o tipo que traz maior
prejuízo ao Reino de Deus, embora inquestionavelmente o faça. Talvez um
exemplo bastante significativo seja o rei Davi e seu caso extraconjugal
com Bate-Seba. Apesar de já haver demonstrado várias vezes seu grande
valor e imensa coragem em inúmeras batalhas, sua misericórdia ao poupar
mais de uma vez a vida de seu mais feroz perseguidor e tantas outras
coisas louváveis, acabou caindo desgraçadamente nos braços de uma mulher
que lhe era proibida (como se houvesse escassez de mulheres a seu dispor
no palácio...). É necessário ressaltar que Davi não foi seduzido por
ela, mas sim a seduziu. Este talvez seja um dos maiores mistérios de
toda a Bíblia: tentar entender por que um homem como Davi, repleto de
tantas qualidades, acabou se tornando o mentor intelectual de um
assassinato com o único objetivo de usufruir dos deleites sexuais da
viúva. Por que aquele gigante da fé e baluarte da moral sucumbiu tão
miseravelmente ante sua própria natureza carnal?
Talvez minha maior dúvida não seja esta, mas
sim por que Deus não o fulminou antes de perpetrar o fato ou mesmo
depois de consumar o ato? Tremo só de pensar nisso, visto que minha vida
seria alvo de coisas piores que as que prescrevi a Davi. Pesando ambos
na balança, Davi e eu, penso que seria semelhante a tentar comparar o
peso de um mosquito com o de um elefante. Obviamente, Davi não é o
mosquito, claro. Penso com certa dose de convicção que Davi serve de
espelho para a grande maioria dos crentes fiéis no Brasil. Capazes de
grandes feitos heróicos e suscetíveis a escabrosos fracassos também, mas
indubitavelmente alvos do grande e imerecido amor de Deus. Infelizmente,
crentes como José ‘do Egito’ e Daniel ‘da Babilônia’ (relatados no AT),
fiéis a toda prova, imaculados no meio da lama, são raridade mesmo na
narrativa bíblica.
No NT temos o exemplo de Pedro, o apóstolo da
liderança e o crente da inconstância, líder nato e volúvel até os ossos,
bem parecido com vários irmãos que conheço, inclusive eu. Parece uma
febre: queremos fazer grandes coisas para Deus, revolucionar o mundo,
mas nem sequer conseguimos arrumar a própria casa. Queremos ganhar o
mundo para Cristo, enquanto que no oculto de nossas ações individuais
perdemos a batalha da obediência no altar enganoso da indecência.
Afinal, o que somos? O que isso significa? Que nossos maiores esforços
individuais não são páreos para a força do pecado que em nós habita e
milita. Sem a ajuda de Deus, ou se virarmos as costas para Ele, podemos
nos tornar uma caricatura de Hitler a qualquer momento na primeira
oportunidade. Se com o Espírito Santo habitando em nós ainda fazemos
coisas reprováveis sabendo que o são, como não nos afundaríamos no
lamaçal perigoso do pecado se o abandonarmos?
Tenho para mim que essa forma de Deus
permitir que nossas fraquezas nos deixem em situações embaraçosas demais
para as ignorarmos é uma maneira de Ele nos preservar humildes e
dependentes de seu poder e graça. É óbvio que se eu pudesse escolher,
jamais escolheria esta forma tão humilhante de submissão; o único e
maior problema é que eu sou o servo e não o senhor... mas meu maior medo
é que esta seja não apenas a melhor mas sim a única forma de eu
conseguir permanecer próximo a Deus. E se for, com alegria a suportarei,
porque me prova quão grande amor Ele tem por mim para me suportar mesmo
assim. Entretanto, o que me traz preocupação não é o fato de haver
tantos cristãos nessa situação, porque era de se esperar que fosse mesmo
assim por causa de nossa natureza decaída. Mas o que me preocupa
realmente é haver aqueles que se acham imunes ou isentos às mesmas
paixões e tribulações comuns a todos os mortais.
E é aí que entra a Confissão Positiva e a
Teologia da Prosperidade, que engana o ser humano decaído alçando-o a
uma posição de filho de Deus no que concerne apenas aos direitos, mas
não aos deveres. Como filho de Deus, segundo a Teologia da Prosperidade,
tenho todo o direito de exigir de Deus tudo o eu que quiser, cabendo a
Ele o dever de me atender sem pestanejar ou questionar. É impressão
minha ou nós invertemos os papéis? Ah, se todos os crentes fossem assim
para com Deus, cumprindo toda sua vontade imediatamente e plenamente!
Não apenas a igreja seria diferente, mas o mundo! Mas esse pensamento
está fora de moda, hoje a ordem do dia é fazer Deus obedecer você e não
você obedecer a Deus, entendeu? Nem eu. Parece-me que essa tal Teologia
da Prosperidade é uma repaginação da proposta satânica a Eva no Éden:
sereis como Deus.
Você já ouviu algum adepto dessa estranha
teologia pregar que se somos filhos de Deus, à sua imagem e semelhança,
somos como pequenos deuses, tal qual filho de peixe peixinho é? Preste
atenção: esses “crentes” realmente se parecem com Deus? Acho que não.
Então com quem eles se parecem? Parecem com o diabo! Duvida? Reflita:
quando o diabo levou Jesus ao topo do monte e lhe mostrou a glória dos
reinos, qual foi sua proposta ao Mestre? Tudo isto te darei, se
prostrado me adorares. É isso que está acontecendo hoje. Os crentes
estão querendo ver Jesus ajoelhado aos seus pés apenas aguardando a
última ordem. Nós dizemos ao Senhor: eu te servirei (darei a Ti a minha
alma) se me adorares (fizer o que mando). Em uma coisa a Teologia da
Prosperidade acertou: os crentes que acreditam nela realmente se tornam
pequenos deuses, deusinhos: caprichosos, arrogantes, intolerantes e
insuportáveis.
Mas estão se tornando a cada dia mais e mais
parecidos com o deus que lhes serve de parâmetro – o diabo. Quem mais
ousou usurpar o lugar de Deus? Depois dele, agora os crentes que
acreditam nessa aberração teológica e estapafúrdia. Os crentes que mais
se parecem com Jesus são os humildes e mansos, não os arrogantes e
orgulhosos. A Teologia da Prosperidade deveria se chamar Teologia da
Miserabilidade, visto que torna os crentes derrotados, miseráveis,
mesquinhos, orgulhosos, iludidos e presunçosos. E por fim, le grand
finale: a perdição eterna. Uma teologia assim só pode ter vindo das mais
profundas profundezas do inferno, bem debaixo do asqueroso trono de
satanás. Isso é prosperidade? Desde quando? Se ainda tem alguma dúvida,
leia a opinião de Jesus em Apocalipse
3 a
respeito da igreja de Laodicéia, que a si mesma se considerava rica e
importante, e verá um reflexo bem próximo desses “irmãos”. Confira você
mesmo.
Uma confusão de
termos e conceitos que engana a muitos incautos.
A questão da unidade serve para que alguns papistas rejeitem a crença
protestante de que o Espírito ilumina os crentes a fim de que possam
entender a verdade bíblica. Em face das divisões entre os protestantes,
os papistas argumentam que, se o Protestantismo fosse verdadeiro, o
Espírito Santo estaria em contradição, por inspirar indivíduos a crerem
em algo diferente acerca de certos pontos doutrinários.
O que aqueles que se valem desta linha de argumentação ignoram, por
conveniência ou não, é que iluminação não é igual à inspiração. Deveras,
a iluminação abrange a cada crente, embora isto não seja igual à
inspiração e não garanta qualquer infalibilidade ao indivíduo. Razão
pela qual é impróprio nossos oponentes questionarem se o Espírito
ilumina a cada crente, capacitando-o a entender as verdades divinas,
como as Escrituras garantem (Ef 1.17-18; 1 Co 2.15ss), com base no fato
de que há divergências entre os cristãos. O Espírito prover ao crente a
capacidade de entender não é a mesma coisa de o Espírito prover
infalibilidade, mas, sim, dar os meios de conhecer a verdade. Com
efeito, o Espírito Santo e a Palavra que Ele próprio inspirou não se
divorciam. A Palavra de Deus é viva porque o Espírito Santo fala por
meio dela ao crente. Como o crente vai entender a Palavra de Deus, se
vai entender corretamente, isto tem a ver com meticulosidade no exame da
Escritura e não, em si, quando há erro de interpretação, com erro na
iluminação provida pela terceira pessoa da Santíssima Trindade.
Do ponto de vista de conteúdo da Igreja, vê-se a influência
da pós-modernidade no individualismo que tomou corpo e afastou as
pessoas das preocupações sociais. Os anos sessentas foram anos de
discussões sobre a ação social das igrejas. Havia uma preocupação enorme
com a pobreza e com a política. A ênfase dominante hoje é dada pela
teologia da prosperidade. As pessoas estão preocupadas com cura, saúde,
riqueza, resolução dos seus problemas e pouco com a transformação do
mundo. As pessoas irão a uma corrente de sete dias de culto e a uma
vigília para melhorarem suas finanças, mas não irão para orar pela
conversão de pecadores. A geração de hoje é sem ideais, a que sociólogos
chamam de geração shopping, cuja preocupação é o consumo, o tênis da
moda, a camisa da grife badalada e a freqüência às lanchonetes de nomes
americanos para a famosa sucata alimentar: sanduíche e refrigerante. Uma
geração economicamente rica, mas de conteúdo muito pobre. Fútil mesmo.
Quando se perdem os ideais, a vida se empobrece. E isto se reflete na
Igreja. Quando uma igreja diz que Deus não lhe deu a missão de
evangelizar, mas de capacitar os crentes de uma determinada camada
social e avança nas pessoas bem aquinhoadas de outras igrejas, pescando
em aquário, o que é isto, senão uma pós-modernidade espiritual?
A Igreja nasceu de
duas perguntas: "Quem dizem os homens que eu sou?" e "Vós, quem dizeis
que eu sou?". O cristianismo é uma pessoa, Jesus Cristo. Conhecê-lo,
aprofundar-se nele, nos seus ensinos, isso capacitará o cristão para
entender o mundo.
O autor é pastor da
IB do Cambuí
Bacharel em Teologia, Filosofia e Psicologia
Mestre em Educação e em Teologia
SEPARANDO O JOIO DO
TRIGO 12.03.2002
Antônio Laércio
dos Reis *
Infelizmente, o pregar teologias não fundamentadas nas sãs doutrinas da
Palavra de Deus, individual e institucionalmente, tem sido um atrativo
conveniente, para muitos, cujas mentes cauterizadas pelo erro, se
recusam a atender os mais diferentes apelos, daqueles que se esforçam de
todas as formas e maneiras, para manter viva a verdadeira palavra da
salvação.
O que assistimos é
um movimento de fé mercantil, que cria nos seus humildes devotos, um
tipo de ilusão ou fantasia psicológica, muito parecida com os inúmeros
seguidores de jogos de azar, e, outros muitos tipos de propostas de
prosperidade materiais fáceis.
Mas, Pedro, na sua
primeira carta, a meu ver, faz um verdadeiro desmascaramento de todo
imediatismo e horizontalização de esperanças deste falso Evangelho, de
que estamos falando.
Pedro fala sim, da
maravilhosa misericórdia de Deus, que pela fé no sacrifício remidor de
Cristo, nos faz renascer para uma nova esperança de vida, garantida pela
ressurreição de Cristo dentre os mortos; esperança de uma herança
guardada nos céus, para os que crêem em Cristo; herança que não se
destrói com o tempo, não se macula e não murcha, ou seja, que jamais
perde o seu valor. Ele diz: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus
Cristo que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma
viva esperança mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos
céus para vós outros" (1Pe 1:3-4). Conforme podemos conferir, as
promessas do Evangelho estão fundamentadas, em valores espirituais
incomparavelmente superiores a quaisquer projetos terrenos.
O amado apóstolo
garante ainda, aos cristãos fiéis, que, os que assim crêem, são
guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para uma salvação já
preparada, e que se mostrará na sua plenitude, no final dos tempos:
"...que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para salvação
preparada para revelar-se no último tempo" (V. 5).
De importância
teologicamente esclarecedora é a colaboração do apóstolo, expressa de
forma nitidamente contrária ao que prega a Teologia do Triunfalismo; uma
vez que alerta para as dificuldades, tribulações e sofrimentos, a que
estão sujeitos todos os cristãos, como uma prova de Deus, para o
exercício da fé. Pedro abre um paralelo com o ouro, e outros metais
preciosos, que são provados no fogo, para serem purificados das suas
escórias: "Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se
necessário, sejais contristados por várias provações, para que o valor
da vossa fé, uma vez confirmado, muito mais precioso do que o ouro
perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na
revelação de Jesus Cristo...." (Vv. 6-7).
Desta feita, o
resultado tenderá sempre para um caráter regenerado, transbordante em
louvor, glória, honra e adoração, com a nova vida revelada em Cristo, o
qual ainda que não seja visto agora, é amado e faz o coração, ou melhor
dizendo, faz a vida exultar de uma alegria impossível de ser traduzida
em uma linguagem compreensível: "... a quem, não havendo visto, amais;
no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e
cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas"
(Vv. 8-9). Pedro diz, que tudo isso, é o resultado da salvação, que nos
foi graciosamente concedida em Cristo.
Portanto, caro
leitor, esta é uma parte importante, do verdadeiro Evangelho, que nosso
Senhor Jesus Cristo ordenou fosse ensinado e pregado; e não, o que com
freqüência temos visto por aí.
Cristianismo é
renúncia de si mesmo e renovação de caráter. Desejo de enriquecimento, e
mente voltada com obsessão para o aumento de produção e renda, são
aparatos de uma outra doutrina não espiritual, mas terrena e muito em
voga em nossos dias, o velho e conhecido CAPITALISMO.
Que Deus nos
abençoe. Amém