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Lição 11 - A secularização da igreja
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 4º Trimestre de 2005
E AGORA, COMO VIVEREMOS?
A Resposta Cristã para tempos de crise e calamidade moral.
Comentários da revista da CPAD: Pr. Geremias do Couto
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
 
 
 
TEXTO ÁUREO
Todavia, o fundamento de DEUS fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de CRISTO aparte-se da iniqüidade" (2 Tm 2.19).
 
     
 
VERDADE PRÁTICA
Viver em permanente vigilância é uma exigência bíblica a fim de que as sutilezas malignas da secularização não destruam a nossa fé.
     
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 TIMÓTEO 2.14-21, 23-26
 
2 TIMÓTEO 2.14-21  14 Traze estas coisas à memória, ordenando-lhes diante do Senhor que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam e são para perversão dos ouvintes. 15 Procura apresentar-te a DEUS aprovado, como obreiro que não tem de que se  envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 16 Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade. 17 E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto; 18 os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e  perverteram a fé de alguns. 19 Todavia, o fundamento de DEUS fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que  são seus, e qualquer que profere o nome de CRISTO aparte-se da iniqüidade. 20 Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de  pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. 21 De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado  e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda boa obra.
2.19 O FUNDAMENTO DE DEUS FICA FIRME. Embora muitos poderão desviar-se da verdade (Mt 24.11), e falsos mestres poderão fazer incursões contra a igreja (vv. 14-18), o propósito de Deus para seus seguidores fiéis não será jamais frustrado. O "fundamento de Deus", i.e., a igreja verdadeira, não se destruído. Nesse fundamento há um "selo" em que estão inscritas duas verdades concernentes àqueles que pertencem à igreja de Cristo. (1) Deus conhece perfeitamente aqueles que permanecem fiéis ao seu evangelho original, bem como aqueles que transigem quanto às suas verdades (cf. Gn 18.19; Êx 33.12,17; Nm 16.5; 1 Co 8.1-3). (2) Aqueles que realmente pertencem a Deus, apartam-se da iniqüidade e dos falsos ensinos (cf. 1 Tm 6.3-5,11).
2.21 SE PURIFICAR DESTAS COISAS. Na igreja externa ou visível de Deus, na terra, há muitos vasos. Há vasos de "honra", i.e., crentes fiéis que se apartam do mal e que se mantêm leais ao verdadeiro evangelho de conformidade com a revelação bíblica, e vasos para "desonra", i.e., crentes falsos que se desviam da verdade (vv. 14-19). Os fiéis que desejam ser úteis ao Mestre, devem manter-se à parte de todas as religiões e de todos os supostos crentes que defendem doutrinas contrárias às Escrituras (v. 19). Contato com quem ensina doutrina antibíblica deve ser feito apenas para procurar corrigi-los com amor para que se arrependam e retornem à verdade (v. 25).
 
2 TIMÓTEO 2.23-26   23 E rejeita as questões loucas e sem instrução, sabendo que produzem contendas.24 E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; 25 instruindo com mansidão os que resistem, a ver se, porventura, DEUS lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade 26 e tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em cuja vontade estão presos.
  1 Timóteo 1.4
nem se dêem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora.
 1 Timóteo 4.7 Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas e exercita-te a ti mesmo em piedade.
 Tito 3.9 Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs.
 Tito 3.2 que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda mansidão para com todos os homens.
 Tito 1.9 retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes.
 1 Timóteo 3.2 Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;3 não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;
1 Timóteo 3.7 Convém, também, que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta e no laço do diabo.

 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 1 Jo 2.15-17 As conseqüências do amor ao mundo
15 Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do  Pai não está nele. 16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 17 E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de DEUS permanece para sempre.
A palavra “mundo” (gr. kosmos) freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo.  Na
presente era, Satanás emprega as idéias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina,
música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a Deus, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus
padrões de retidão (Mt 16.26; 1Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1Jo 2.15,16; Tg 4.4; Jo 7.7; 15.18,19; 17.14 ). Por exemplo, Satanás usa a profissão médica, para
defender e promover a matança de seres humanos nascituros; a agricultura para produzir drogas destruidoras da vida, tais como o álcool e os narcóticos; a
educação, para promover a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta. Os crentes devem
estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e a sua
Palavra. Nalguns casos, essa ação maligna é menos intensa; noutros casos, é mais. Finalmente, o “mundo” também inclui todos os sistemas religiosos
originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas, ou mornas.
 
Terça - Mt 7.21-23 As conseqüências da fé mercenária
21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22 Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E,  em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? 23 E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.
7.21 AQUELE QUE FAZ A VONTADE DE MEU PAI. Jesus ensinava enfaticamente que cumprir a vontade do seu Pai celestial é uma
condição prévia essencial para a entrada no reino dos céus (cf. vv. 22-25; 19.16-26; 25.31-46). Isto, no entanto, não significa que a
pessoa pode ganhar ou merecer a salvação mediante seus próprios esforços ou obras. Isto é verdadeiro pelas seguintes razões:
(1) O perdão divino o homem obtém mediante a fé e o arrependimento, concedidos pela graça de Deus e a morte vicária de Cristo por nós (ver 26.28; Lc 15.11-32; 18.9-14).
(2) A obediência à vontade de Deus, requerida por Cristo, é uma condição básica conducente à salvação, mas Cristo também declara ser ela uma dádiva ligada à salvação dentro do reino. Embora seja a salvação uma dádiva de Deus, o crente deve buscá-la continuamente; recebê-la e evidenciá-la mediante uma fé sincera e decidido esforço. Esse fato é visto na Oração Dominical (6. 9-13) e nas muitas exortações para que o crente mortifique o pecado e se apresente a Deus como sacrifício vivo (cf. Rm 6. 1-23; 8. 1-17; 12.1,2).
(3) O crente pode fazer a vontade de Deus e viver uma vida justa em virtude dessa dádiva, i.e., a graça e o poder de Deus e a vida espiritual que lhe são comunicados continuamente mediante Cristo. As Escrituras declaram: Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus... Porque somos feitura sua (Ef 2.8-10).
(4) Deus sempre torna possível a prática da obediência que Ele requer de nós. Isto é atribuído à ação redentora de Deus. Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade (ver Fp 2.13). Todavia, o dom da graça de Deus não anula a responsabilidade nem a ação humanas. O crente deve corresponder positivamente ao dom divino da obediência (ver Fp 2.12; Jd 20,21,24; Ef 4.22-32), todavia ele é livre para rejeitar a graça de Deus, para recusar aproximar-se de Deus por meio de Cristo (ver Hb 7.25 nota), e para recusar orar por uma vida de obediência e viver essa vida (ver Mt 5.6 )
7.22 MUITOS ME DIRÃO NAQUELE DIA. Nos versículos 22,23, Jesus declara enfaticamente que muitos que profetizam, pregam ou
realizam- milagres em seu nome estão enganados, pensando que são servos de Deus quando, na realidade, Ele não os conhece. Para não ser enganado nos últimos dias, o dirigente de igreja, ou qualquer outro discípulo, deve apegar-se totalmente à verdade e à justiça reveladas na Palavra de Deus (ver Ap 22.19), e não considerar o sucesso ministerial como padrão de avaliação no seu
relacionamento com Cristo.
7.23 NUNCA VOS CONHECI. Estas palavras de Cristo deixam plenamente claro que uma pessoa pode pregar o evangelho em nome de Cristo, expulsar demônios e operar milagres, sem essa pessoa ter genuína fé salvífica em Cristo. (1) As Escrituras nos ensinam que a pregação evangélica eloqüente, um manifesto zelo pela justiça e a operação de milagres podem ter lugar nesta era mediante a influência e o poder de Satanás. Paulo nos adverte que o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz . Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça (2 Co 11.14,15; cf. Mt 24.24). Paulo torna claro que a simulação de uma unção poderosa pode ser operação de Satanás (ver 2 Ts 2.9,10; Ap 13.3,12, ver estudo FALSOS MESTRES). (2) Muitas vezes, Deus aniquila a atividade de Satanás nos falsos pregadores, a fim de salvar ou curar aqueles que, sinceramente, recebem a Palavra de Deus (ver Fp 1.15-18). Deus sempre deseja que aqueles que proclamam o evangelho sejam justos (ver 1 Tm 3.1-7); porém quando uma pessoa má ou imoral prega a Palavra de Deus, ainda assim Ele pode operar no coração daqueles que recebem a sua Palavra e entregam-se a Cristo. Deus não aprova nenhum falso pregador do evangelho, mas Ele certamente confirmará a verdade bíblica, e aqueles que a aceitam pela fé.
 
Quarta - Mt 7.26,27 As conseqüências do falso fundamento
26 E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. 27 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.
 
Quinta - Gl 5.19-21 As conseqüências da carnalidade
19 Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, 20 idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, 21 invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de DEUS.
NÃO HERDARÃO O REINO DE DEUS Embora Paulo afirme que é impossível herdar o reino de Deus mediante a prática das obras da lei (2.16; 5.4), ensina também que a pessoa pode excluir-se do reino de Deus envolvendo-se com práticas pecaminosas (ver 1 Co 6.9; cf. Mt 25.41-46; Ef 5.7-11)
 
Sexta - Tg 1.12-15 As conseqüências de ceder ao pecado
12 Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. 13 Ninguém, sendo tentado, diga: De DEUS sou tentado; porque DEUS não pode ser  tentado pelo mal e a ninguém tenta. 14 Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. 15 Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.
1.13 TENTADO. Ninguém que peca, poderá livrar-se da culpa, lançando acusações contra Deus. Deus pode nos provar para fortalecer nossa fé, mas nunca para nos levar ao pecado. A natureza de Deus testifica que Ele não pode dar origem à tentação para pecar.
1.14 PELA SUA PRÓPRIA CONCUPISCÊNCIA. A tentação provém, em princípio, dos desejos e inclinações do nosso próprio coração (cf. Mt 15.19). Se o desejo mau não for resistido e purificado pelo Espírito Santo, levará ao pecado e, depois, à morte espiritual (v. 15; Rm 6.23; 7.5,10,13).
 
Sábado - 1 Ts 4.1-8 As conseqüências de viver sem DEUS
1 Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor JESUS que, assim como  recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a DEUS, assim andai,  para que continueis a progredir cada vez mais; 2 porque vós bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor JESUS. 3 Porque esta é a vontade de DEUS, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, 4
que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra, 5 não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a DEUS. 6 Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é  vingador de todas estas coisas, como também, antes, vo-lo dissemos e testificamos. 7 Porque não nos chamou DEUS para a imundícia, mas para a santificação. 8 Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas, sim, a DEUS, que nos  deu também o seu ESPÍRITO SANTO.

4.3 ESTA É A VONTADE DE DEUS Embora vivessem numa sociedade onde o pecado sexual era comum e aceitável, os apóstolos não transigiam com a verdade e a santidade de Deus. Não rebaixaram os padrões morais para acomodá-los às idéias e tendências daquela sociedade. Sempre que se deparavam com baixo padrões morais em alguma igreja (cf. Ap 2.14,15,20), repreendiam-na e procuravam corrigi-la. Considerando padrões a baixa moralidade que prevalece em nossos dias, precisamos de dirigentes do tipo dos apóstolos, para conclamar a igreja a obedecer aos padrões divinos de retidão
4.3-7 QUE VOS ABSTENHAIS DA PROSTITUIÇÃO. Deus determina para todos os crentes normas elevadas de pureza e santidade
concernentes a assuntos sexuais.
4.6 NINGUÉM... ENGANE A SEU IRMÃO. A imoralidade sexual de de um cônjuge prejudica o outro, seja ele crente ou não. "Enganar" (gr. pleonokteo) significa "ultrapassar o certo", "transgredir", "exceder". Todo tipo de relacionamento sexual fora do casamento, além de pecaminoso, constitui terrível ato de injustiça contra a outra pessoa. O adultério viola os direitos do outro cônjuge. Intimidades sexuais antes do casamento arruínam a santidade e a castidade estabelecidas por Deus para o gênero humano. Destroem a pureza e a virgindade, que devem ser conservadas para o casamento.
4.8 NÃO DESPREZA AO HOMEM, MAS, SIM, A DEUS. Aqueles que rejeitam a instrução do apóstolo sobre santificação e pureza estão rejeitando a Deus.
(1) Desconsiderar a admoestação de Paulo é resistir deliberadamente ao Espírito Santo e à pureza que Ele deseja. Deus julgará e castigará membros da igreja que se dão ao relaxamento moral para satisfação de sua própria lascívia (v. 6; Hb 13.4).
(2) Todos os que, no mundo ou dentro da igreja, rejeitam a verdade e têm "prazer na iniqüidade" (ver 2 Ts 2.12) serão abandonados por Cristo quando os crentes fiéis forem arrebatados para "encontrar o Senhor nos ares" (v. 17). Sofrerão destruição (5.3), ira (5.9), castigo (2 Ts 1.8) e condenação (2 Ts 1.9; 2.12), quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, para julgar todos os que "não obedecem ao evangelho" (2 Ts 1.7,8)
 
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Definir os termos secularização e contextualização.
Explicar as causas da secularização.
Descrever como se combate a secularização
 
PONTO DE CONTATO:
Professor, após cumprimentar a classe, comente que o cenário religioso brasileiro está passando por profundas transformações. Atualmente podem ser detectados três fortes movimentos que convivem, disputam e dialogam entre si no contexto da religião brasileira: a explosão do fenômeno religioso, a desconfiança na instituição religiosa e a secularização da igreja. O primeiro é conseqüência da difusão do sagrado. O aumento das denominações evangélicas, das seitas, das religiões orientais e da ufologia mística comprova o fato. O sagrado está tão badalado que o cidadão comum não consegue diferençar a verdadeira religiosidade da falsa. O segundo movimento trata de uma resposta racionalista às contradições do fenômeno religioso. Os adeptos desse movimento argumentam que as pessoas acreditam mais nos cartomantes, nos duendes e nas benzedeiras do que nos cientistas. O terceiro consiste na vulgarização da fé, na dessacralização do sagrado e no uso da indústria cultural como veículo de propagação de um evangelho sem CRISTO e um cristianismo sem a ética bíblica.
 
SÍNTESE TEXTUAL
O secularismo atual é uma conseqüência do humanismo pós-moderno. O termo secularismo procede do latim "saeculum" e significa "pertencente a uma época". Em sentido religioso, o vocábulo é empregado para designar o comportamento e o pensamento do mundo de nosso tempo, que são inversos ao sagrado ou espiritual. Portanto, "secular" representa o modo de viver deste mundo, aquilo que se opõe ou que não comunga com os interesses espirituais do Reino de DEUS.
Na igreja, o secularismo transparece quando o sagrado começa a ceder ao profano. Nas igrejas secularizadas, o Calvário não é mais pregado, o sangue de CRISTO é descartado, o sofrimento e a cruz de CRISTO são rejeitados porque ofendem o gosto estético dos secularizados. A cruz é substituída pelo trono e a confissão de pecados, pela proclamação das bênçãos terrenas.
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Professor, quem estuda o relacionamento da Igreja com CRISTO, expresso no simbolismo do matrimônio, sabe que uma igreja secularizada é uma noiva infiel ao seu noivo (Ef 5.22-32). Portanto, nesta lição, ressalte as diferenças entre a Igreja Secularizada e a Noiva do Cordeiro. Divida a turma em três grupos e distribua uma folha de papel para cada um. Solicite que um grupo enumere algumas características da Igreja Secularizada; o outro, da Noiva do Cordeiro; e o terceiro proponha medidas que evitem a secularização na igreja.
 
COMENTÁRIO
 
INTRODUÇÃO = O grande desafio que a Igreja enfrenta, nestes dias que precedem a volta de CRISTO, é a pressão e o engodo do secularismo sobre ela. A influência do mundanismo que se manifesta em forma de apelo, fascínio, mistura, prazer e imitação, resulta em perda dos valores e virtudes cristãs, no enfraquecimento e estagnação da Igreja. Nesse estado, a igreja torna-se uma mera organização eclesiástica, sem vida e sem o poder do ESPÍRITO SANTO. Os fundamentos da fé se abalam e por fim desabam. Nos mais diferentes lugares, percebe-se a sutil e crescente infiltração do mundanismo na Igreja sob a forma de conceitos, comportamentos e práticas anticristãs. Esta lição trata dessas manifestações cada vez mais evidentes, conhecidas como secularização ou mundanização da igreja. Entretanto, nada mais são do que um desvio da verdade, como advertiu Paulo a Timóteo sobre aqueles que contendem para perverter a fé dos ouvintes (v.14).
 
Jo 10.1 Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador.
Porta física, nascimento físico aqui no mundo físico (JESUS entrou por esta porta, Satanás não, por isso é identificado como ladrão e salteador, só entrou pela porta espiritual para levar as pessoas ao materialismo)
2 Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas.
Quem entrou pela porta do nascimento humano é JESUS, o pastor das ovelhas.
3 A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora.
O porteiro é o ESPÍRITO SANTO que abre a porta do reino de DEUS para todo o que se converte, embora não o tire deste mundo, mas o tira do mundo espiritual sem DEUS.
4 E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz.
Tira para fora do reino de Satanás, reino secularista, reino do materialismo, reino mundano. As ovelhas são os crentes que verdadeiramente o são na fé em JESUS CRISTO, sua morte e ressurreição; estes vivem segundo o ESPÍRITO SANTO, agora residente neles e não segundo a carne, dirigida por Satanás e seu sistema mundano
5 Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.
De modo nenhum seguirão a satanás, fugir aqui tem a conotação de evitar a comunhão, de se afastar dos prazeres e modismo oferecidos pelo inimigo de nossas almas. O estranho é discernido somente por aqueles que vivem em retidão e comunhão com DEUS.
 
     
 
I. A SECULARIZAÇÃO NA IGREJA
 
 1. O que é secularização.
 A secularização da igreja é o modo como esta vive, age e acomoda-se aos padrões do mundo.
Pervertem-se os ensinos bíblicos, abandona-se o que é SANTO, utiliza-se a fé com fins escusos e se adotam idéias contrárias à doutrina cristã.
De repente, a santidade do ESPÍRITO, alma e corpo não têm mais tanta importância; assim dizem os desviados secularistas: "o que importa na pessoa é o coração"
 
2. A Contextualização:
"falatórios profanos" É fonte da impiedade no meio da Igreja (v.16).
Os falsos mestres tinham pervertido a doutrina da ressurreição, como se esta fosse um fato já consumado (v. 18), e não uma esperança que se concretizará no dia do arrebatamento da Igreja.
Muitos se declaram cristãos, mas não são de CRISTO (Mt 7.21-23; Fp 3.18,19). Isto é secularismo.
O secularismo torce ardilosamente a verdade de DEUS e busca tornar a Igreja uma instituição corrompida e secularizada, adotando os costumes e modos de viver do mundo em todas as suas esferas: na família, no emprego, na escola, no lazer e em muitíssimas outras atividades e empreendimentos da massa humana.
 
     
 
II. AS CONSEQÜÊNCIAS DA SECULARIZAÇÃO NA IGREJA
 
 1. A perda de identidade.
A primeira conseqüência da secularização da Igreja é a perda da identidade do crente
"Os emissários do Diabo transvestidos de bons religiosos não se furtam de usar linguagem astuciosa - ecumênica, para ser mais preciso - buscando defender a multiplicidade religiosa, a qual nada mais é do que a repetição da velha idéia de que "todos os caminhos levam a DEUS".
 
2. Valorização da forma ao invés do conteúdo.
Há templos evangélicos em cujos pátios vê-se roda de capoeira e ensaio de bloco carnavalesco, enquanto no santuário, no chamado "louvorzão", entram em cena os "trenzinhos" e outras abominações.
A linguagem mântrica está sendo empregada pelos "animadores de culto" e até elementos do judaísmo aparecem em conjunto com a liturgia cristã.
É a secularização do culto evangélico para agradar os que rejeitam os preceitos normativos de vida, revelados pelas Escrituras.
 
3. Inexistência de compromisso bíblico.
 Enquanto a Reforma Protestante recolocou as Sagradas Escrituras no seu lugar de autoridade e honra, o secularismo na igreja faz da Palavra um mero acessório.
A melhor pregação, hoje, em certos auditórios não é a pregação expositiva, que prima pela exegese no desenvolvimento da mensagem da parte do Senhor.
O que mais se ouve são frases de efeito, mas sem conteúdo para a alma. Podem causar até emoção, no entanto, não falam à razão e ao entendimento do ouvinte. Ver 1 Co 14.20.
São muitos os que, nestes tempos de conformação da igreja com o mundo, de modernismo eclesiástico, de entrosamento da carne entre os crentes e de esfriamento espiritual, saem do culto decepcionados e clamando em ESPÍRITO, "Aviva, ó SENHOR, a tua obra" (Hc 3.2).
Esse avivamento espiritual deve começar por nós individualmente, como clamou Davi no Salmo 119.107: "Estou aflitíssimo; vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua Palavra."
 
     
 
 
III. O COMBATE A SECULARIZAÇÃO NA IGREJA
A igreja foi chamada para deixar o mundo e ingressar no reino de Deus. A separação do mundo é parte inerente da natureza da igreja e a recompensa disso é ter o Senhor por Deus e Pai (2Co 6.16-18).
A igreja é um exército engajado num conflito espiritual, batalhando com a espada e o poder do Espírito (Ef 6.17). Seu combate é espiritual, contra Satanás e o pecado.
A igreja é a coluna e o fundamento da verdade (1Tm 3.15), funcionando, assim, como o alicerce que sustenta uma construção. A igreja deve sustentar a verdade e conservá-la íntegra, defendendo-a contra os deturpadores e os falsos mestres (ver Fp 1.17; Jd 3).
 A igreja é tanto invisível como visível.
(a) A igreja invisível é o conjunto dos crentes verdadeiros, unidos por sua fé viva em Cristo .
(b) A igreja visível consiste de congregações locais, compostas de crentes vencedores e fiéis (Ap 2.11, 17, 26; ver 2.7), bem como de crentes professos, porém falsos (Ap 2.2); “caídos” (Ap 2.5); espiritualmente “mortos” (Ap 3.1); e “mornos” (Ap 3.16; ver Mt 13.24; At 12.5).
 
    
 
 1. Pôr em prática o primado da Palavra.
Primazia total da Palavra, em tudo, na igreja. Todos os crentes devem pelejar por isso.
 o obreiro precisa manejar bem a palavra da verdade (v. 15). A expressão "manejar bem" é no original: cortar em linha reta; corretamente, no sentido de ensinar a verdade bíblica de forma direta e correta
A Palavra deve ser ministrada ao povo a tempo e fora de tempo (At 6.4; 8.25; 11.1; 12.24; 2 Ts 3.1). Só a primazia da Palavra em tudo, e igualmente a sua valorização no púlpito, na congregação e na vida particular de cada um, pode conter o avanço da secularização da Igreja.
 
2. Priorizar e manter sempre o fundamento do evangelho.
Não podemos perder de vista a grande verdade da fé: o fundamento do evangelho é inalterável.
Paulo ressalta na segunda carta a Timóteo três características deste alicerce: 
a) o Senhor conhece os que são seus
b) aqueles que lhe pertencem confessam o nome de CRISTO
c) os servos fiéis apartam-se da iniqüidade
aqueles que têm sido instrumentos para a desonra, descritos como vasos de madeira e de barro, são chamados ao arrependimento, a fim de que não sirvam mais ao mundo, desprendam-se dos laços do Diabo e voltem à verdade do evangelho (vv. 24-26).
 
 CONCLUSÃO
Obreiros em geral, pastores, dirigentes, líderes da Igreja, e todos os crentes: fechemos as portas à maléfica e traiçoeira secularização. Priorizemos o primado da Palavra na Igreja.
Estejamos vigilantes contra as sutilezas malignas que tentam introduzir-se no meio dos fiéis e valorizemos os princípios bíblicos em nossa vida como uma forma de conter o mundanismo.

 

Não conhecerão o reino de Deus aqueles que raramente oram, que transigem com o mundo, que negligenciam a Palavra e
que têm pouca fome espiritual. É para crentes como José (Gn 39.9), Natã (2Sm 12.7), Elias (1Rs 18.21), Daniel e seus três
amigos (Dn 1.8; 3.16-18), Mardoqueu (Et 3.4,5), Pedro e João (At 4.19,20), Estêvão (At 6.8; 7.51) e Paulo (Fp 3.13,14);
inclusive mulheres como Débora (Jz 4.9), Rute (Rt 1.16-18), Ester (Et 4.16), Maria (Lc 1.26-35), Ana (Lc 2.36-38) e Lídia (At
16.14,15,40).

 
Subsídio Histórico
História e Secularização
Embora o termo "secularização" seja empregado em diversos sentidos, interessa-nos duas abordagens específicas. A primeira, de caráter histórico e cultural, é iniciada no final do século XIX e início do século XX quando a sociedade exige a ruptura definitiva com a instituição eclesiástica. Era um movimento de ruptura em prol da emancipação da cultura, política e filosofia da tutela da religião cristã. Alguns filósofos chamaram esse período de "desencanto do mundo". Nesse contexto, a secularização era entendida como um rompimento entre a sociedade e a igreja, entre o secular e o sagrado. Estava, portanto, reafirmado o distanciamento entre o Estado e a Igreja.
A segunda abordagem está relacionada ao movimento dos Cristãos Alemães, fundado na Turíngia em 1927. A fim de secularizar a igreja e popularizar o cristianismo na Alemanha, a Igreja Evangélica Alemã aliou-se ao nacional-socialismo (nazismo), vindo apoiar Adolf Hitler em sua ascensão ao poder em 30 de janeiro de 1933. Nesse período, as suásticas compartilhavam do altar ao lado da cruz, e os cristãos seculares viam Hitler como um profeta restaurador do cristianismo e da religiosidade dos alemães. Os cânticos cristãos faziam referências ao "Chanceler (Hitler) que vela pela Alemanha, noite e dia, sempre a pensar em nós". Um dos líderes do movimento, Dr. Reinhold Krause, propôs a eliminação do Antigo Testamento, da moral judaica e a exclusão dos ensinos do rabino Paulo do Novo Testamento, pois não estavam de acordo com os novos padrões culturais e políticos da época. Contudo, um dos opositores ao nazismo e ao movimento iniciado pela Igreja Evangélica Alemã, pastor Dietrich Bonhoeffer, antes de ser enforcado, exortou as igrejas a não se renderem aos ídolos do mundo moderno.
Nesta conjuntura, podemos entender a "secularização" como um movimento cristão que procurava cristianizar a sociedade mediante a união entre a igreja e o Estado, valendo-se, para isto, dos princípios éticos e morais da sociedade. Enquanto o movimento do século XIX procurava afastar a igreja do Estado, a Igreja Alemã tencionava incorporar o Estado à religião, todavia, seguindo os fundamentos da sociedade ao invés dos preceitos e princípios bíblicos.
 
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Questionário da Lição 11 -  SECULARIZAÇÃO DA IGREJA
 
TEXTO ÁUREO:
1- Complete:
Todavia, o fundamento de DEUS fica firme, tendo este ______: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o ____________ de CRISTO aparte-se da_____________________" (2 Tm 2.19).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Viver em permanente ______________ é uma exigência _____________ a fim de que as sutilezas malignas da secularização não destruam a nossa _______________.
 
INTRODUÇÃO
3- Em que se torna a igreja sob a influência do mundanismo que se manifesta em forma de apelo, fascínio, mistura, prazer e imitação, resulta em perda dos valores e virtudes cristãs, no enfraquecimento e estagnação da Igreja?
( ) Uma grande organização eclesiástica, cheia de vida e poder do ESPÍRITO SANTO.
( ) Uma mera organização eclesiástica, sem vida e sem o poder do ESPÍRITO SANTO.
( ) Uma organização entusiástica, cheia de vida e poder de persuasão.
 
4- Nos mais diferentes lugares, percebe-se a sutil e crescente infiltração do mundanismo na Igreja sob qual forma?
( ) A forma de conceitos, comportamentos e práticas cristãs.
( ) A forma de conceitos, comportamentos e práticas anticristãs.
( ) A forma de conceitos, comportamentos e práticas santas.
 
I. A SECULARIZAÇÃO NA IGREJA
5- O que é secularização da igreja?
( ) É o modo como esta vive, age e acomoda-se aos padrões de DEUS.
( ) É o modo como esta vive, age e acomoda-se aos padrões bíblicos.
( ) É o modo como esta vive, age e acomoda-se aos padrões do mundo.
 
6- O que dizem os desviados secularistas quanto à santidade do ESPÍRITO, alma e corpo?
( ) "O que importa na pessoa é o coração".
( ) "O que importa na pessoa é o espírito".
( ) "O que importa na pessoa é a alma".
 
7- O que a expressão"falatórios profanos", identifica?
( ) Fonte da piedade no meio da Igreja (v.16).
( ) Fonte da caridade no meio da Igreja (v.16).
( ) Fonte da impiedade no meio da Igreja (v.16).
 
8- O que busca o secularismo? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Torcer ardilosamente a verdade de DEUS
(   ) Tornar a Igreja uma instituição corrompida e secularizada
(   ) Adotar os costumes e modos de viver do mundo em todas as suas esferas
(   ) Divulgar a verdade de DEUS
 
II. AS CONSEQÜÊNCIAS DA SECULARIZAÇÃO NA IGREJA
9- O Que diz a linguagem ecumênica, buscando defender a multiplicidade religiosa?
( ) "Quase todos os caminhos levam a DEUS".
( ) "Todos os caminhos levam a Igreja".
( ) "Todos os caminhos levam a DEUS".
 
10- Que tipo de linguagem e de elementos já são empregadas em conjunto com a liturgia cristã, em algumas denominações que se dizem evangélicas?
( ) A linguagem bíblica empregada pelos "animadores de culto" e até elementos do judaísmo.
( ) A linguagem mântrica empregada pelos "animadores de culto" e até elementos do judaísmo.
( ) A linguagem hebraica empregada pelos "animadores de culto" e até elementos do catolicismo.
 
11- Enquanto a Reforma Protestante recolocou as Sagradas Escrituras no seu lugar de autoridade e honra, o secularismo na igreja faz o que?
( ) Faz da Palavra um grande acessório.
( ) Faz da Palavra um mero acessório.
( ) Faz da Palavra o mais importante acessório.
 
III. O COMBATE A SECULARIZAÇÃO NA IGREJA
12- Cite pelo menos 2 tipos de combate à secularização:
1- Pôr em prática o primado_____________________.
2- Priorizar e manter sempre o fundamento do _____________.
 
13- O que diz o  texto bíblico da leitura em classe: Complete:
O obreiro precisa manejar bem a _____________da verdade (v. 15).
 
14- O que quer dizer a expressão "manejar bem" no original?
( ) Cortar em linha; corretamente, no sentido de atacar as pessoas com a bíblia de forma direta e correta.
( ) Cortar retamente, no sentido de perturbar a verdade bíblica de forma direta..
( ) Cortar em linha reta; corretamente, no sentido de ensinar a verdade bíblica de forma direta e correta.
 
15- O que pode conter o avanço da secularização da Igreja?
( ) A primazia da Palavra , a sua valorização no púlpito, na congregação e não necessariamente na vida particular de cada um.
( ) Só a primazia da Palavra em tudo, e igualmente a sua valorização no púlpito, na congregação e na vida particular de cada um.
( ) Sem primazia da Palavra, mas valorizar o púlpito, a congregação e a vida particular de cada um.
 
16- Quais são as três características do alicerce que Paulo ressalta na segunda carta a Timóteo?
( ) O Senhor conhece os que são seus.
( ) Aqueles que lhe pertencem confessam o nome de CRISTO.
( ) Os servos fiéis apartam-se da iniqüidade.
 
CONCLUSÃO
17- O que devem os obreiros em geral, pastores, dirigentes, líderes da Igreja, e todos os crentes, fazerem?
( ) Abrir as portas à secularização.
( ) Tentar se adaptar à maléfica e traiçoeira secularização.
( ) Fechar as portas à maléfica e traiçoeira secularização.
 
 
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O RELACIONAMENTO ENTRE O CRENTE E O MUNDO

 1Jo 2.15,16 “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.”

A palavra “mundo” (gr. kosmos) freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e existente à parte de DEUS. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao ESPÍRITO de rebelião que nele age contra DEUS, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de CRISTO. Na presente era, Satanás emprega as idéias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a DEUS, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão (Mt 16.26; 1Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1Jo 2.15,16; Tg 4.4; Jo 7.7; 15.18,19; 17.14 ). Por exemplo, Satanás usa a profissão médica, para defender e promover a matança de seres humanos nascituros; a agricultura para produzir drogas destruidoras da vida, tais como o álcool e os narcóticos; a educação, para promover a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta. Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um ESPÍRITO, força ou poder maligno que atua contra DEUS e a sua Palavra. Nalguns casos, essa ação maligna é menos intensa; noutros casos, é mais. Finalmente, o “mundo” também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas, ou mornas.
(1) Satanás (ver Mt 4.10) é o DEUS do presente sistema mundano (ver Jo 12.31; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; 5.19). Ele o controla juntamente com uma hoste de ESPÍRITOs malignos, seus subordinados (Dn 10.13; Lc 4.5-7; Ef 6.12,13)
(2) Satanás tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a DEUS e ao seu povo (Jo 7.7; 15.18,19; 17.14; Tg 4.4; 2.16) e que se recusam a submeter-se à sua verdade, a qual revela a iniqüidade do mundo (Jo 7.7).
(3) O mundo e a igreja verdadeira são dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de Satanás (ver Jo 12.31); a igreja pertence exclusivamente a DEUS (Ef 5.23,24; Ap 21.2). Por isso, o crente deve separar-se do mundo.
(4) No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1Pe 2.11).
(a) Não devem pertencer ao mundo (Jo 15.19), não se conformar com o mundo (ver Rm 12.2), não amar o mundo (2.15), vencer o mundo (5.4), odiar a iniqüidade do mundo (ver Hb 1.9), morrer para o mundo (Gl 6.14) e ser libertos do mundo (Cl 1.13; Gl 1.4).
(b) Amar o mundo (cf. 2.15) corrompe nossa comunhão com DEUS e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao Pai ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; ver Tg 4.4). Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a DEUS e que se opõe a Ele (ver Lc 23.35). Note, é claro, que os termos “mundo” e “terra” não são sinônimos; DEUS não proíbe o amor à terra criada, i.e., à natureza, às montanhas, às florestas, etc.
(5) De acordo com 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente hostis a DEUS:
(a) “A concupiscência da carne”, que inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14).
(b) “A concupiscência dos olhos”, que se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por DEUS, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28).
(c) “A soberba da vida”, que significa o ESPÍRITO de arrogância, orgulho e independência auto-suficiente, que não reconhece DEUS como Senhor, nem a sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém. (Tg 4.16).
(6) O crente não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (ver Mt 9.11; 2Co 6.14) deve
reprovar abertamente o pecado deles (Jo 7.7; Ef 5.11), deve ser sal e luz do mundo para eles (Mt 5.13,14), deve amá-los (Jo 3.16), e deve procurar ganhá-los para CRISTO (Mc 16.15; Jd 22,23).
(7) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16.33), ódio (Jo 15.19), perseguição (Mt 5.10-12) e sofrimento em geral (Rm 8.22,23; 1Pe 2.19-21). Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a vida de DEUS dentro do cristão (2Co 11.3; 1Pe 5.8).
(8) O sistema deste mundo é temporário e será destruído por DEUS (Dn 2.34,35, 44; 2Ts 1.7-10; 1Co 7.31; 2Pe 3.10; Ap 18.2).
 
A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE

2Co 6.17,18 “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso”.

O conceito de separação do mal é fundamental para o relacionamento entre DEUS e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva:
(a) a separação moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a JESUS CRISTO, à justiça e à Palavra de DEUS;
(b) acercar-se de DEUS em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o serviço a Ele.
(1) No AT, a separação era uma exigência contínua de DEUS para o seu povo (Lv 11.44; Dt 7.3; Ed 9.2). O povo de DEUS deve ser SANTO, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a DEUS. Uma principal razão por que DEUS castigou o seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (ver 2Rs 17.7,8; 24.3; 2Cr 36.14; Jr 2.5, 13; Ez 23.2; Os 7.8).
(2) No NT, DEUS ordenou a separação entre o crente e
(a) o sistema mundial corrupto e a transigência ímpia (Jo 17.15,16; 2Tm 3.1-5; Tg 1.27; 4.4; ver o estudo O RELACIONAMENTO ENTRE O CRENTE E O MUNDO);
(b) aqueles que na igreja pecam e não se arrependem de seus pecados (Mt 18.15-17; 1Co 5.9-11; 2Ts 3.6-15); e
(c) os mestres, igrejas ou seitas falsas que aceitam erros teológicos e negam as verdades bíblicas (ver Mt 7.15; Rm 16.17; Gl 1.9; Tt 3.9-11; 2Pe 2.17-22; 1Jo 4.1; 2Jo 10,11; Jd vv.12,13).
(3) Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de
(a) ódio ao pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo 2.15),
(b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9),
(c) amor genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1; cf. Rm 9.1-3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e
(d) temor de DEUS ao nos aperfeiçoarmos na santificação (7.1).
(4) Nosso propósito na separação do mal, é que nós, como o povo de DEUS,
(a) perseveremos na salvação (1Tm 4.16; Ap 2.14-17), na fé (1Tm 1.19; 6.10, 20,21) e na santidade (Jo 17.14-21; 2Co 7.1);
(b) vivamos inteiramente para DEUS como nosso Senhor e Pai (Mt 22.37; 2Co 6.16-18) e
(c) convençamos o mundo incrédulo da verdade e das bênçãos do evangelho (Jo 17.21; Fp 2.15).
(5) Quando corretamente nos separarmos do mal, o próprio DEUS nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua bênção e seu cuidado paternal. Ele promete ser tudo o que um bom Pai deve ser. Ele será nosso Conselheiro e Guia; Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios filhos (6.16-18).
(6) O crente que deixa de separar-se da prática do mal, do erro, da impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com DEUS (6.16), da sua aceitação pelo Pai (6.17), e de seus direitos de filho (6.18; cf. Rm 8.15,16).
 
A APOSTASIA PESSOAL

Hb 3.12 “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do DEUS vivo”.

A apostasia (gr. apostasia) aparece duas vezes no NT como substantivo (At 21.21; 2Ts 2.3) e, aqui em Hb 3.12, como verbo (gr. aphistemi, traduzido “apartar”). O termo grego é definido como decaída, deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que antes se estava ligado.

(1) Apostatar significa cortar o relacionamento salvífico com CRISTO, ou apartar-se da união vital com Ele e da verdadeira fé nEle. Sendo assim, a apostasia individual é possível somente para quem já experimentou a salvação, a regeneração e a renovação pelo ESPÍRITO SANTO (cf. Lc 8.13; Hb 6.4,5); não é simples negação das doutrinas do NT pelos inconversos dentro da igreja visível.  A apostasia pode envolver dois aspectos distintos, embora relacionados entre si: (a) a apostasia teológica, i.e., a rejeição de todos os ensinos originais de CRISTO e dos apóstolos ou dalguns deles (1Tm 4.1; 2Tm 4.3); e (b) a apostasia moral, i.e., aquele que era crente deixa de permanecer em CRISTO e volta a ser escravo do pecado e da imoralidade (Is 29.13; Mt 23.25-28; Rm 6.15-23; 8.6-13).
(2) A Bíblia adverte fortemente quanto à possibilidade da apostasia, visando tanto nos alertar do perigo fatal de abandonar nossa união com CRISTO, como para nos motivar a perseverar na fé e na obediência. O propósito divino desses trechos bíblicos de advertência não deve ser enfraquecido pela idéia que afirma: “as advertências sobre a apostasia são reais, mas a sua possibilidade, não”. Antes, devemos entender que essas advertências são como uma realidade possível durante o nosso viver aqui, e devemos considerá-las um alerta, se quisermos alcançar a salvação final. Alguns dos muitos trechos do NT que contêm advertências são: Mt 24.4,5,11-13; Jo 15.1-6; At 11.21-23; 14.21,22; 1Co 15.1,2; Cl 1.21-23; 1Tm 4.1,16; 6.10-12; 2Tm 4.2-5; Hb 2.1-3; 3.6-8,12-14; 6.4-6; Tg 5.19,20; 2Pe 1.8-11; 1Jo 2.23-25.
(3) Exemplos da apostasia propriamente dita acham-se em Êx 32; 2Rs 17.7-23; Sl 106; Is 1.2-4; Jr 2.1-9; At 1.25; Gl 5.4; 1Tm 1.18-20;
2Pe 2.1,15,20-22; Jd 4,11-13, para comentários sobre a apostasia que, segundo a Bíblia, ocorrerá dentro da igreja professa nos últimos dias desta era.
(4) Os passos que levam à apostasia são:
(a) O crente, por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Palavra de DEUS (Mc 1.15; Lc 8.13; Jo 5.44,47; 8.46).
(b) Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino celestial de DEUS, o crente deixa paulatinamente de
aproximar-se de DEUS através de CRISTO (4.16; 7.19,25; 11.6).
(c) Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante do pecado na sua própria vida (1Co 6.9,10; Ef 5.5; Hb 3.13). Já não ama a retidão nem odeia a iniqüidade (ver 1.9).
(d) Por causa da dureza do seu coração (3.8,13) e da sua rejeição dos caminhos de DEUS (v. 10), não faz caso da repetida voz e repreensão do ESPÍRITO SANTO (Ef 4.30; 1Ts 5.19-22; Hb 3.7-11).
(e) O ESPÍRITO SANTO se entristece (Ef 4.30; cf. Hb 3.7,8); seu fogo se extingue (1Ts 5.19) e seu templo é profanado (      1Co 3.16).
Finalmente, Ele afasta-se daquele que antes era crente (Jz 16.20; Sl 51.11; Rm 8.13; 1Co 3.16,17; Hb 3.14).
(5) Se a apostasia continua sem refreio, o indivíduo pode, finalmente, chegar ao ponto em que não seja possível um recomeço.
(a) Isto é, a pessoa que no passado teve uma experiência de salvação com CRISTO, mas que deliberada e continuamente endurece seu coração para não atender à voz do ESPÍRITO SANTO (3.7-19), continua a pecar intencionalmente (10.26) e se recusa a arrepender-se e voltar para DEUS, pode chegar a um ponto sem retorno em que não há mais possibilidade de arrependimento e de salvação (6.4-6; Dt 29.18-21; 1 Sm 2.25; Pv 29.1). Há um limite para a paciência de DEUS (ver 1 Sm 3.11-14; Mt 12.31,32; 2 Ts 2.9-11; Hb 10.26-29,31; 1 Jo 5.16).
(b) Esse ponto de onde não há retorno, não se pode definir de antemão. Logo, a única salvaguarda contra o perigo de apostasia extrema está na admoestação do ESPÍRITO: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações ( 3.7,8,15; 4.7).
(6) É próprio salientar que, embora a apostasia seja um perigo para todos os que vão se desviando da fé (2.1-3) e que se apartam de DEUS (6.6), ela não se consuma sem o constante e deliberado pecar contra a voz do ESPÍRITO SANTO (ver Mt 12.31)
(7) Aqueles que, por terem um coração incrédulo, se afastam de DEUS (3.12), podem pensar que ainda são verdadeiros crentes, mas sua indiferença para com as exigências de CRISTO e do ESPÍRITO SANTO e para com as advertências das Escrituras indicam o contrário. Uma vez que alguém pode enganar-se a si mesmo, Paulo exorta todos aqueles que afirmam ser salvos: "Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos" (ver 2 Co 13.5).
(8) Quem, sinceramente, preocupa-se com sua condição espiritual e sente no seu coração o desejo de voltar-se arrependido para DEUS, tem nisso uma clara evidência de que não cometeu a apostasia imperdoável. As Escrituras afirmam com clareza que DEUS não quer que ninguém pereça (2 Pe 3.9; cf. Is 1.18,19; 55.6,7) e declaram que DEUS receberá todos que já desfrutaram da graça salvadora, se arrependidos, voltarem a Ele (cf. Gl 5.4 com 4.19; 1 Co 5.1-5 com 2 Co 2.5-11; Lc 15.11-24; Rm 11.20-23; Tg 5.19,20; Ap 3.14-20; note o exemplo de Pedro, Mt 16.16; 26.74,75; Jo 21.15-22).
 

Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva.

 
 
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