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LIÇÃO 11 – VIVENDO COMO SALVOS
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2006
TEMA – Salvação e justificação – os pilares da vida cristã
COMENTARISTA : Elieser Lira
Questionário
Comentários do livro "Romanos" da editora Mundo Cristão e Vida Nova - F.F.Bruce
A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE
A SANTIFICAÇÃO
A REGENERAÇÃO
PASSADO, PRESENTE E FUTURO
Comentários da BEP - CPAD
 
 
 
TEXTO ÁUREO
"Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em SANTO trato e piedade?"  (2 Pe 3.11).
 
 
VERDADE PRÁTICA
Os salvos em CRISTO são exortados à santidade em razão da nova vida que receberam e do glorioso futuro que os aguarda na eternidade.
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Romanos 13.8-14
8 A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.
9 Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
10 O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.
11 E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque ia nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.
12 A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz.
13 Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja.
14 Mas revesti-vos do Senhor JESUS CRISTO e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.
 
 
Comentários da BEP - CPAD:
13.8 A NINGUÉM DEVAIS COISA ALGUMA. O crente não deve deixar de pagar suas dívidas. Isso não significa que é proibido tomar emprestado do próximo, em caso de necessidade grave (cf. Êx 22.25; Sl 37.26; Mt 5.42; Lc 6.35). Por outro lado, a Palavra de DEUS reprova o ato de contrair dívidas por coisas desnecessárias, bem como ficar indiferente quanto ao resgate delas (cf. Sl 37.21). A única dívida que nunca quitamos é a de amar uns aos outros.
13.10 O AMOR NÃO FAZ MAL AO PRÓXIMO. Pratica-se o amor não somente por mandamentos positivos (12.9-21; 1 Co 13.4,6-7), mas também por negativos. Todos os mandamentos mencionados aqui são negativos na sua forma (v. 9; cf. 1 Co 13.4-6).
(1) O amor é positivo, e ao mesmo tempo é negativo, pelo fato da propensão humana para o mal, o egoísmo e a crueldade. Oito dos dez mandamentos da Lei são negativos, porque o mal surge naturalmente e o bem, não. A primeira evidência do amor cristão é apartarmo-nos do pecado e de tudo aquilo que causa dano e tristeza ao próximo.
(2) A idéia de que a ética cristã deve ser somente positiva é uma falácia baseada nas idéias da presente sociedade, que procura esquivar-se das proibições que refreiam os desejos descontrolados da carne (Gl 5.19-21).
13.12 A NOITE É PASSADA. Paulo cria na volta iminente do Senhor, para levar para o céu os fiéis das suas igrejas locais aqui na terra (ver Jo 14.3), evento que, segundo ele cria, poderia acontecer no decorrer daquela mesma geração. CRISTO advertiu que Ele voltaria numa ocasião em que os fiéis estariam certos de que Ele não viria (ver Mt 24.42,44). Por essa razão, os filhos de DEUS devem sempre estar espiritualmente prontos e "rejeitarem as obras das trevas" (ver Lc 12.35)
13.14 REVESTI-VOS DO SENHOR JESUS CRISTO. Devemos ser de tal maneira unidos e identificados com CRISTO, que imitemos sua vida como padrão para o nosso viver, adotemos seus princípios, obedeçamos a seus preceitos e nos tornemos semelhantes a Ele. Isso demanda uma rejeição total da imoralidade e das concupiscências da carne (cf. Gl 5.19-21).
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Comentários do livro "Romanos" da editora Mundo Cristão e Vida Nova - F.F. Bruce - 5 Edição - 03/1991 - São Paulo -SP
 
Amor e Dever (13:8.10). 
Mt 22.36-3 = 36 "Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?" 37 Respondeu Jesus: " 'Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. 38 Este é o primeiro e maior mandamento. 39 E o segundo é semelhante a ele: 'Ame o seu próximo como a si mesmo. 40 Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas".
 
Que a sua única dívida a outrem seja a dívida do amor. 
Quem paga esse débito cumpre a lei - citação de Levitico 19:18, "Amaras ao teu próximo como a ti mesmo", como um sumário dos mandamentos, introduz Paulo diretamente na tradição de JESUS, que colocou estas palavras como o segundo grande mandamento ao lado de "Amarás o Senhor teu DEUS ..." (Dt 6:5), "o grande e primeiro mandamento", acrescentando: "Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas" (Mt 22:37-40; ver Mc 12:28-34). Paulo menciona o segundo aqui, e não o primeiro, porque a questão imediata relaciona-se com os deveres do cristão para com o seu próximo - tema dominante dos mandamentos da segunda tábua do Decálogo. Estes mandamentos nos proíbem prejudicar o nosso próximo de qualquer modo, Visto que o amor nunca prejudica a outros, o amor cumpre a lei. . 
 
Rm 13.8 A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.
Quem ama ao próximo, tem cumprido a lei. "Próximo", AV: "um outro", é literalmente: "o outro" (i. e., o próximo de alguém). É muito possível traduzir assim esta sentença: "Aquele que ama, tem cumprido a outra lei" - a "outra lei" sendo, neste caso, o "segundo" mandamento de Mateus 22:39 e Marcos 12:31: "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." Contudo, é preferível a tradução que consta do texto, e a referência é, em todo caso, ao mandamento que JESUS citou como "o segundo" que é semelhante ao primeiro. 
 
Rm 13.9 Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
 Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás. Sétimo, sexto, oitavo e décimo mandamentos do Decálogo (Êx 20:13-15,17; Dt 5:17-19, 21). AV acrescenta o nono mandamento: "Não dirás falso testemunho" (Êx 20:16; Dt 5:20), mas não consta das melhores autoridades quanto à presente passagem (ver RV, RSV, NEB). Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Comparar com Gálatas 5:14: "Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Em Tiago 2:8 este mandamento é chamado "a lei régia" ("a soberana lei firmada na Escritura", NEB). 
 
Rm 13.10 O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.
 O cumprimento da lei é o amor. "Cumprimento" é o grego plérõma, palavra com ampla gama de significados (em outras partes desta epístola traduzida por "plenitude"; ver 11:12,25; 15:29).
 
A Vida Cristã em Dias de Crise (13:11-14).
Paulo reconhecia a natureza crítica dos tempos. Não tinha ilusões sobre a continuidade de sua presente oportunidade de pregar o Evangelho sem obstáculo e sem embaraço, mas estava determinado a explorá-la ao máximo enquanto durasse. Embora não empregue mais as figuras apocalípticas de 2 Tessalonicenses 2:1-12, sabe que a repressão exercida sobre as submersas forças das trevas e da desordem pode ser retirada de um momento a outro. Portanto, os cristãos devem estar alerta. Mas a prospectiva deve enchê-los de ânimo, não de desespero: "Ao começarem estas cousas a suceder, exultai e erguei as vossas cabeças; porque a vossa redenção se aproxima"(Lc 21 :28). E Paulo faz eco a seu Senhor: "A nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos."
 
Os fatos acontecidos em 64 e 66 A. D. - o início da perseguição imperial dos cristãos e a eclosão da revolta dos judeus, que haveria de findar-se com o colapso da Segunda Comunidade Judaica -- já projetavam as suas sombras. Que esses fatos não seriam precursores imediatos do segundo advento e da salvação final de todos os crentes em CRISTO era algo que Paulo não podia prever. Se o conhecimento desse dia e hora foi negado até mesmo ao Filho do homem, quanto mais a um dos Seus servos! Mas as palavras de JESUS: "Aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo" (Mc 13:13), concretizaram-se na experiência do Seu povo que passou Incólume por aquelas crises como o tem feito em outras crises daquele tempo em diante. Com a aflição vem o meio de escape; "Aqui está a fé e a paciência dos santos", Ap 14:12.
 
Enquanto isso, os filhos da luz devem viver em prontidão para o dia da visitação, abjurando todas as "obras das trevas". Em outras partes Paulo fala de revestir-se "do novo homem" (Ef 4:24; CI 3:1O); aqui, mais diretamente, ele ordena aos seus leitores que se revistam "do Senhor JESUS CRISTO". As graças cristãs, as "armas da luz", que ele os exorta a arvorar em vez de gratificar os desejos da natureza inferior - que são, senão aquelas graças expostas com harmônica perfeição em JESUS CRISTO?
 
O conhecimento que Paulo tinha do JESUS histórico e seu interesse por Ele eram muito maiores do que o admitem aqueles que interpretam mal as suas palavras sobre não conhecer a CRISTO "segundo a carne", negando que Paulo tivesse esse conhecimento ou interesse. Pois quando ele passa a enumerar pormenorizadamente as graças com as quais deseja que seus amigos de Roma e alhures "se revistam", são as graças que caracterizaram CRISTO na terra. 
 
Rm 13.11 E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.
Já é hora de vos despertardes do sono. O ensino apostólico prescrevia constantemente o dever da vigilância espiritual; ver 1 Ts 5:4ss. (Mas vocês, irmãos, não estão nas trevas, para que esse dia os surpreenda como ladrão). A nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos. "Salvação" aqui é vista em sua consumação futura. É a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo" que os crentes aguardam, conforme 8:23; considere-se a "salvação preparada para revelar-se no último tempo" para a qual são guardados, conforme 1 Pedro 1:5 ( que, mediante a fé, são protegidos pelo poder de Deus até chegar a salvação prestes a ser revelada no último tempo.). A realização final desta salvação coincide com a manifestação de CRISTO em glória (Hb 9:28 - assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam). 
 
Rm 13.12 A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz.
As obras das trevas (...) as armas da luz. Ver NEB: "Lancemos fora, pois, as obras das trevas e vistamos nossa armadura como soldados da luz." A antítese entre a luz e as trevas acha-se repetidamente nos escritos de Paulo (ver 2 Co 6:14; Ef 5:8; O 1:12; 1 Ts 5:4), como também nos de João. É um dos mais evidentes pontos de contato entre o Novo Testamento e os textos de Qumran, onde todos os homens são governados ou pelo Príncipe da Luz ou pelo Anjo das Trevas, e o grande conflito dos tempos finais é denominado "a guerra dos filhos da luz contra os filhos das trevas". As "armas da luz" (A V: "armadura da luz") são descritas com mais minúcias em 1 Tessalonicenses 5:8 e Efésios 6:13-17 ( Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo.  Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça  e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz.  Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus). 
 
Rm 13.13 Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja.
Como de dia = 1Ts 5.7 pois os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam-se de noite. 8 Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo a couraça da fé e do amor e o capacete da esperança da salvação.
 Não em impudicícias e dissoluções. NEB: "Nenhuma devassidão ou vício." 
 
Rm 13.14 Mas revesti-vos do Senhor JESUS CRISTO e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.
 Revesti-vos do Senhor JESUS CRISTO. Os ensinamentos práticos dados aos conversos cristãos dos tempos primitivos (ver p. 115), pelo que parece, eram formulados, para facilitar a memorização, com o uso de deixas, das quais uma era "revestir-se" ou "vestir". Eram exortados a "vestir" as virtudes cristãs como vestiam roupas (ver CI 3:12). E como estas Virtudes eram todas elas, aspectos do novo caráter cristão que tinham recebido na conversão, podia-se-lhes dizer que vestissem o "novo homem" (Ef 4:24), ou que vivessem à semelhança daqueles que o vestiram de uma vez por todas (CI 3:10). Desde que este "novo homem" era o caráter de CRISTO reproduzido em Seu povo, era simples transição dizer: "Todos quantos fostes batizados em CRISTO, de CRISTO vos revestistes" (ou "vos vestistes"), Gálatas 3:27, ou como aqui, exortar os crentes a "vestir-se" ou "revestir-se" de CRISTO no sentido de manifestarem exteriormente aquilo que já tinham experimentado interiormente. Embora Paulo não conhecesse os evangelhos escritos que temos no Novo Testamento, é digno de nota que quando recomenda aos seus leitores as qualidades que os evangelistas atribuem a nosso Senhor, ele o faz dizendo-lhes que "se vistam" do Senhor JESUS CRISTO. E nada disponhais para a carne, no tocante às suas concupiscências AV: "E não façais provisão para a carne, para satisfazer as suas concupiscências." (Ver 6:12) Foram as palavras dos versículos 13 e 14 que acenderam uma chama de amor celestial no coração de Agostinho (ver p.51).
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LEITURA DIÁRIA
Segunda Fp 2.15 - O salvo como luz numa geração perversa
15 para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de DEUS inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo;
GERAÇÃO CORROMPIDA E PERVERSA. JESUS e os apóstolos enfatizaram que o mundo em que vivemos é uma "geração
incrédula e perversa" (Mt 17.17; cf. 12.39; At 2.40). O povo deste mundo tem mentalidade errada, valores distorcidos, critérios imorais de vida e rejeitam as normas e padrões da Palavra de DEUS. Os filhos de DEUS devem separar-se do mundo e ser inculpáveis, puros de coração e irrepreensíveis, a fim de proclamarem ao mundo perdido a gloriosa redenção em CRISTO (Cf. 1 Jo 2.15).
 
Terça Mt 5.14-16 - A luz do salvo deve resplandecer diante dos homens
14 Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
15 nem se acende a candeia ne se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.
Provérbios 4.18 Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
Filipenses 2.15 para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de DEUS inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo;
Marcos 4.21 E disse-lhes: Vem, porventura, a candeia para ser posta debaixo do cesto ou debaixo da cama? Não vem, antes, para se colocar no velador?
1 Pedro 2.12 tendo o vosso viver honesto entre os gentios, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a DEUS no Dia da visitação,pelas boas obras que em vós observem.
João 15.8 Nisto é glorificado meu Pai: que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. 
1 Coríntios 14.25 Os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a DEUS, publicando que DEUS está verdadeiramente entre vós.

Quarta Jo 13.35 - Os discípulos de JESUS são identificados pelo amor
35 Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.
CONHECERÃO QUE SOIS MEUS DISCÍPULOS. O amor (gr. ágape) deve ser a marca distintiva dos seguidores de CRISTO (1 Jo
3.23; 4.7-21). Este amor é, em suma, um amor abnegado e sacrificial, que visa ao bem do próximo (1 Jo 4.9,10). Por isso, o
relacionamento entre os crentes deve ser caracterizado por uma solicitude dedicada e firme, que vise altruisticamente a promover o sumo bem uns dos outros. Os cristãos devem ajudar uns aos outros nas provações, evitar ferir os sentimentos e a reputação uns dos outros e negar-se a si mesmos para promover o mútuo bem-estar (cf. 1 Jo 3.23; 1 Co 13; 1 Ts 4.9; 1 Pe 1.22; 2 Ts 1.3; Gl 6.2; 2 Pe 1.7).
 
Quinta Jo 14.3 - A salvação do crente é garantida por CRISTO
3 E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, donde eu estiver, estejais vós
também.
VIREI OUTRA VEZ.
(1) Tão certamente como CRISTO subiu ao céu, Ele voltará para levar seus seguidores para si mesmo, conduzindo-os à casa do Pai (ver 14.2; cf. 17.24), o lugar que lhes está preparado. Esta era a esperança dos crentes dos tempos do NT, e de igual modo, a de todos os crentes de hoje. O propósito supremo da volta do Senhor é ter os crentes com Ele para sempre.
(2) A expressão "vos levarei para mim mesmo" fala da esperança futura de todos os crentes vivos naquele momento, quando então serão "arrebatados juntamente com eles nas nuvens a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" (1 Ts 4.17).
(3) A vinda de CRISTO para buscar os seus fiéis, livrá-los-á da futura "hora da provação" que sobrevirá ao mundo (ver Lc 2.36-38; Ap 3.10; 1 Ts 1.10; 5.9)

Sexta 1 Pe 1.3-5 - Uma herança incorruptível aguarda o salvo nos céus
3 Bendito seja co DEUS e Pai de nosso Senhor JESUS CRISTO, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de JESUS CRISTO dentre os mortos, 4 para uma herança incorruptível, incontaminável de que se não pode murchar, guardada nos céus para vós 5 que, mediante a fé, estais guardados na virtude de DEUS, para a salvação já prestes para se revelar no último tempo,
1.5 GUARDADOS NA VIRTUDE DE DEUS. Este versículo apresenta três verdades a respeito da segurança do crente, mensagem esta de especial relevância para os primeiros leitores da carta de Pedro, uma vez que muitos deles estavam passando por severas perseguições.
(1) Os crentes estão "guardados na virtude de DEUS" contra todas as forças do mal, que ameaçam destruir sua vida e sua salvação em CRISTO (2 Tm 4.18; Jd 24; cf. Rm 8.31-39).
(2) A condição essencial necessária para a proteção de DEUS é a "fé". A proteção de DEUS mediante a sua graça não opera de modo arbitrário. É somente mediante a fé que os crentes são protegidos por DEUS, assim como é somente "por meio da fé" que os crentes são salvos (Ef 2.8). Deste modo, é nossa responsabilidade conservar uma fé viva em CRISTO, como Senhor e Salvador, para termos a proteção contínua de DEUS (v. 9; Jo 15.4,6; Cl 1.23; 2 Tm 3.14,15; 4.7; Ap 3.8,10).
(3) O alvo supremo da proteção divina do crente mediante a fé é a "salvação", aqui referida como a dimensão futura da nossa salvação, i.e., a obtenção da nossa herança no céu (v. 4) e a "salvação das almas" (v. 9).

Sábado 2 Pe 3.11,14,18 - Características dos que aguardam a salvação
11 Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em SANTO trato e piedade,
 SANTIDADE E PIEDADE. Sabendo que DEUS dentro em breve destruirá o mundo e julgará os ímpios, não devemos nos apegar ao sistema deste mundo, nem às suas coisas. Nossos valores, alvos e propósitos na vida devem centrar-se em DEUS e na esperança de novos céus e terra (v. 13; ver os estudos A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE, e A SANTIFICAÇÃO)
 
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Comentar sobre a essência do cristianismo.
Descrever a salvação como fato no passado, presente e futuro.
Distinguir entre luz e trevas.
 
PONTO DE CONTATO: O discernimento do "kairos" divino ou do tempo que DEUS determinou para a nossa salvação, impele-nos a vivermos como salvos: "porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé... Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz" (v.11, 12). Professor atente para o modo dos verbos: rejeitar, vestir, andar e revestir nos versículos 12 a 14, todos estão no imperativo. O modo imperativo exprime uma atitude de ordem, solicitação, convite ou conselho. Portanto, viver como salvo neste século perverso implica em ações que contemplem a santidade, a ética, o caráter e a moral cristã de acordo com o exemplo de CRISTO (v.14).
 
SÍNTESE TEXTUAL: O texto da Leitura Bíblica em Classe, conclui as exortações tratadas nos capítulos 12 e 13 de Romanos por meio de dois parágrafos: vv. 8-10 e 11-14. O primeiro, sintetiza todas as exigências éticas expostas no Decálogo (Êx 20.13-17), na lei do ágape ou do amor. Paulo segue e mantém a tradição judaico-cristã que resume os valores éticos e morais em relação ao outro, no imperativo "amar o próximo como a si mesmo" (Lv 19.18; Mt 22.35-40; Gl 5.14). Observe que o termo grego "ágape" ou amor é a palavra-chave, presente no início e final da primeira divisão (vv.8,10). No segundo, Paulo exorta a igreja ao discernimento do "kairos", isto é, do tempo da salvação, da aproximação escatológica: "A noite é passada, e o dia é chegado" (v.12 cf. 1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.15-17). No entanto, a percepção cronológica do fim transforma-se em ações santas e no completo revestimento do caráter de CRISTO (vv.12-14). Por fim, cabe aqui lembrar, do profundo impacto que o versículo treze causou na vida de Agostinho.
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: Paulo cita cinco mandamentos do Decálogo e diz que estão todos resumidos numa única lei: "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo" (v.9). Peça aos alunos para que reflitam por alguns instantes sobre cada lei mencionada por Paulo. A seguir, solicite que mostrem como o cumprimento da lei do amor produz obediência a cada uma das outras leis.
 
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COMENTÁRIO DA REVISTA - RESUMO - 1º TRIM./2006 COMENTARISTA : Elieser Lira - Continuação.
 
INTRODUÇÃO
 
 
I. O amor cristão
1. O amor ao próximo.  Bom Samaritano é exemplo de amor ao próximo.
A essência do Cristianismo é o amor.
O nosso próximo, segundo a parábola do Bom Samaritano proferida por JESUS pode ser qualquer pessoa que necessite de nosso amor.
 
"Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça" (Rm 12.20).
 
2. O amor que procede do ESPÍRITO. 
A Bíblia afirma que antes de conhecermos a CRISTO, éramos "odiosos, odiando-nos uns aos outros" (Tt 3.3).
JESUS afirmou que seus discípulos seriam conhecidos pelo amor com que se amavam.
 
3. O amor cristão é prático. A essência da vida cristã é a prática do amor e da fé. 
O cristão demonstra seu amor quando obedece às leis divinas.
 
 
 
II. A certeza do fim
A doutrina das Últimas Coisas tem íntima conexão com a vida e o comportamento do cristão.
1. O DEUS da História.  DEUS atua providencialmente na história humana (At 2.23; 4.27,28). 
A doutrina das Últimas Coisas tem íntima conexão com a vida e o comportamento do cristão.
 
2. Um fim predeterminado. 
E o cristão deve estar ciente disto (Tt 2.11-13; 2 Pe 3.13; 2 Tm 3.1; 1 Jo 2.18).
DEUS atua providencialmente na história humana, Ele não age fortuitamente, pois nada foge ao seu controle. Um exemplo deste maravilhoso domínio é a salvação.
 
3. A vinda do Senhor é certa. A Bíblia afirma isto diversas vezes (At 1.10,11; Mt 26.64; Ap 1.7; 22.20). 
 Na vinda do Senhor, que é certa, o que acontecerá com os ímpios, assim como o Diabo e seus anjos é que:
Serão lançados da presença do Senhor para o sofrimento eterno.
 
4. O comportamento cristão. 
Segundo o comportamento cristão, o crente é exortado a um tipo de vida:
a- De santidade pela certeza do retorno iminente de CRISTO.
b- Sua vida em nada lembra o modo de viver dos incrédulos.
c- Vive como peregrino.
d- Não ama o mundo nem o que há nele.
e- Almeja o dia em que deixará para sempre este corpo mortal.
 
 
 
 
III. A salvação plena
A fim de compreendermos melhor esta afirmação, faz-se necessário abordar a salvação de acordo com os três tempos definidos pela Bíblia: passado, presente e futuro.
Os três tempos definidos pela Bíblia para melhor compreendermos a salvação plena são:  Passado, presente e futuro.
 
1. Passado: "Nós fomos salvos". 
2. Presente: "Estamos sendo salvos". 
3. Futuro: "Seremos salvos". 
 
ESTUDO SOBRE PASSADO, PRESENTE E FUTURO:
 
A - NO PASSADO, O QUE ÉRAMOS:
B - NO PRESENTE, O QUE SOMOS:
C - NO FUTURO, O QUE SEREMOS:
 
 
 
IV. O CONTRASTE ENTRE LUZ E TREVAS
1. A diferença entre a luz e as trevas. A diferença entre o salvo e aquele que não tem a CRISTO é tão grande quanto a existente entre a luz e as trevas. 
O salvo no meio de um mundo perverso É luz.
 
2. A santificação requerida. 
A santificação é decorrente de uma nova natureza
 
3. Quem convive com as trevas. 
A sedução do homem, quando convive com as trevas
a-  Não demora muito, e já estará fazendo concessão em matéria de fé.
b- Estará fazendo concessão quanto ao modo de entender a Palavra.
c- É progressiva.
 
Conclusão:
O que é requerido daquele que nasceu de novo é um comportamento condizente com a nova vida em CRISTO.
O que reforça o retorno de CRISTO é a necessidade de uma vida pautada nos padrões bíblicos, a solução para o crente, diante de tantas tentações.
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Devocional
 "O serviço cristão em relação às autoridades" (13.1-7). O serviço cristão nesta esfera alcança toda a sociedade, e o crente deve ter um comportamento à altura dos verdadeiros ideais do cristianismo.
13.1. Toda alma esteja sujeita às potestades superiores. O apóstolo recomenda a submissão à autoridade constituída. A seguir, o texto declara a razão por que devemos nos submeter às autoridades: 'Porque não há potestades que não venham de DEUS; e as potestades que há foram ordenadas por DEUS'. A palavra potestade refere-se a autoridade, ou poder delegado. Nesta parte do versículo, Paulo declara que toda a autoridade vem de DEUS.
13.2. Neste versículo o resistir às autoridades significa resistir a DEUS, por isso estamos legalmente obrigados a reconhecer e a obedecer às autoridades constituídas. Resistir à autoridade é opôr-se à lei divina, pois DEUS mesmo reconhece a lei civil. Quebrar a lei ou transgredi-la implica em conseqüências negativas, isto é, em condenação, não só da parte das autoridades civis, mas também da parte de DEUS.
13.6,7. Temos responsabilidade para com as autoridades. Não só devemos acatá-la e obedecer-lhes na 'letra da lei', mas devemos cumprir os seus regulamentos. Paulo declara que, por razão de consciência, devemos também 'pagar tributos'. No versículo 7 diz: 'Dai a cada um o que deveis'. Esse é um dever de todo o crente. Se for tributo, dê-se a quem se deve dar tributo. Se o temor, dê-se a quem se deve temor, isto é, respeito e reverência. Se é honra, dê-se honra a quem deva honra." (ELIENAI, Cabral R. Comentário bíblico Romanos. RJ: CPAD, 1999, p.138, 139.)
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Questionário da  LIÇÃO 11 – VIVENDO COMO SALVOS por Ev.Luiz Henrique - www.apazdosenhor.org.br
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Havendo, pois, de ______________________ todas estas coisas, que ______________ vos convém ser em ___________ trato e piedade?"  (2 Pe 3.11).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Os salvos em ___________ são exortados à ________________ em razão da ______________ vida que receberam e do glorioso futuro que os aguarda na eternidade.
 
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
3- A Leitura Bíblica de nossa lição divide-se em quantas seções principais e quais são?
(  ) Três. Exortação ao amor fraternal, vigilância e exortação à esperança do retorno de CRISTO.
(  ) Duas. Exortação ao amor fraternal e exortação à esperança do retorno de CRISTO.
(  ) Quatro. Exortação ao amor fraternal, vigilância, santidade e exortação à esperança do retorno de CRISTO.
 
I. O amor cristão
4- Qual é a essência do Cristianismo?
(  ) É o perdão.
(  ) É a salvação.
(  ) É o amor.
 
5- Quem é o nosso próximo, segundo a parábola do Bom Samaritano proferida por JESUS?
(  ) Pode ser qualquer pessoa que necessite de nosso amor.
(  ) A pessoa que estiver mais próximo de nós
(  ) Nosso familiares.
 
6- Complete:
"Portanto, se o teu ______________ tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás _____________ de fogo sobre a sua _________________" (Rm 12.20).
 
7- Pelo que, JESUS afirmou que seus discípulos seriam conhecidos?
(  ) Pelo companheirismo com que se relacionavam.
(  ) Pelo amor com que se gostavam.
(  ) Pelo amor com que se amavam.
 
8-  Quando o cristão demonstra seu amor?
(  )  Quando obedece às normas humanas.
(  )  Quando obedece somente às leis do decálogo.
(  )  Quando obedece às leis divinas.
 
II. A certeza do fim
9-  Com o que a doutrina das Últimas Coisas tem íntima conexão?
(  ) Com a vida e o comprometimento do cristão com a sociedade.
(  ) Com a vida e o comprometimento do cristão com o mundo.
(  ) Com a vida e o comportamento do cristão.
 
10- DEUS atua providencialmente na história humana, Ele não age fortuitamente, pois nada foge ao seu controle. O que é um exemplo deste maravilhoso domínio?
(  ) A condenação eterna.
(  ) A salvação.
(  ) A instauração da Grande Tribulação.
 
11-  Na vinda do Senhor, que é certa, o que acontecerá com os ímpios, assim como o Diabo e seus anjos (demônios)?
(  ) Serão lançados na presença do Senhor longe do sofrimento eterno.
(  ) Serão lançados da presença do Senhor para o sofrimento durante a Grande Tribulação.
(  ) Serão lançados da presença do Senhor para o sofrimento eterno.
 
12- Segundo o comportamento cristão, o crente é exortado a que tipo de vida? Coloque V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) De santidade pela certeza do retorno iminente de CRISTO.
(  ) Sua vida em nada lembra o modo de viver dos incrédulos.
(  ) Vive como peregrino.
(  ) De prosperidade terrena pela certeza do retorno iminente de CRISTO.
(  ) Não ama o mundo nem o que há nele.
(  ) Almeja o dia em que deixará para sempre este corpo mortal.
(  ) Vida de prazeres carnais.
 
III. A salvação plena
13-  Quais os três tempos definidos pela Bíblia para melhor compreendermos a salvação plena?
(  ) Antigo Testamento, Novo Testamento e Grande Tribulação.
(  ) Lei, Graça e Apocalipse.
(  ) Passado, presente e futuro.
 
 
IV. O CONTRASTE ENTRE LUZ E TREVAS
14- Complete:
O ________________não é alguém "um pouco ___________" do que os demais; é total e absolutamente _____________.
 
15- De que é decorrente a santificação, segundo ensina a Escritura?
(  ) De uma natureza material.
(  ) De uma nova certeza de salvação.
(  ) De uma nova natureza.
 
16- De que João chama, aquele que diz ter comunhão com DEUS e não muda seu modo de viver?
(  ) De pecador.
(  ) De mentiroso.
(  ) De fraco na fé.
 
17- O que é o salvo no meio de um mundo perverso?
(  ) É Trevas.
(  ) É um desvairado.
(  ) É luz.
 
18- Como é a sedução do homem, quando convive com as trevas? Coloque V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) É regressiva.
(  ) O crente começa fazendo concessões em algumas práticas "inocentes".
(  ) Não demora muito, e já estará fazendo concessão em matéria de fé.
(  ) Estará fazendo concessão quanto ao modo de entender a Palavra.
(  ) É progressiva.
(  ) Esta fazendo progresso em matéria de fé.
 
Conclusão
19- O que é requerido daquele que nasceu de novo?
(  ) Um comportamento contradizente com a nova vida em CRISTO.
(  ) Um comportamento eminente com a velha vida em CRISTO.
(  ) Um comportamento condizente com a nova vida em CRISTO.
 
20- O que reforça o retorno de CRISTO?
(  ) A necessidade de uma vida pautada nos padrões humanos.
(  ) A necessidade de uma vida pautada nos padrões bíblicos.
(  ) A necessidade de uma vida regada nos moldes humanos.
 
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A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE (BEP - CPAD)
2Co 6.17,18 “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada
imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas,
diz o Senhor Todo-poderoso”.

O conceito de separação do mal é fundamental para o relacionamento entre DEUS e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva: (a) a separação moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a JESUS CRISTO, à justiça e à Palavra de DEUS; (b) acercar-se de DEUS em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o serviço a Ele.
(1) No AT, a separação era uma exigência contínua de DEUS para o seu povo (Lv 11.44; Dt 7.3; Ed 9.2). O povo de DEUS deve ser SANTO, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a DEUS. Uma principal razão por que DEUS castigou o seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (ver 2Rs 17.7,8; 24.3; 2Cr 36.14; Jr 2.5,13; Ez 23.2; Os 7.8 ).
(2) No NT, DEUS ordenou a separação entre o crente e
(a) o sistema mundial corrupto e a transigência ímpia (Jo 17.15,16; 2Tm 3.1-5; Tg 1.27; 4.4);
(b) aqueles que na igreja pecam e não se arrependem de seus pecados (Mt 18.15-17; 1Co 5.9-11; 2Ts 3.6-15); e
(c) os mestres, igrejas ou seitas falsas que aceitam erros teológicos e negam as verdades bíblicas (ver Mt 7.15; Rm 16.17; Gl 1.9; Tt 3.9-11; 2Pe 2.17-22; 1Jo 4.1; 2Jo 10,11; Jd vv.12,13).
(3) Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de
(a) ódio ao pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo 2.15),
(b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9),
(c) amor genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1; cf. Rm 9.1-3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e
(d) temor de DEUS ao nos aperfeiçoarmos na santificação (7.1).
(4) Nosso propósito na separação do mal, é que nós, como o povo de DEUS,
(a) perseveremos na salvação (1Tm 4.16; Ap 2.14-17), na fé (1Tm 1.19; 6.10, 20,21) e na santidade (Jo 17.14-21; 2Co 7.1);
(b) vivamos inteiramente para DEUS como nosso Senhor e Pai (Mt 22.37; 2Co 6.16-18) e
(c) convençamos o mundo incrédulo da verdade e das bênçãos do evangelho (Jo 17.21; Fp 2.15).
(5) Quando corretamente nos separarmos do mal, o próprio DEUS nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua bênção e seu cuidado paternal. Ele promete ser tudo o que um bom Pai deve ser. Ele será nosso Conselheiro e Guia; Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios filhos (6.16-18).
(6) O crente que deixa de separar-se da prática do mal, do erro, da impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com DEUS (6.16), da sua aceitação pelo Pai (6.17), e de seus direitos de filho (6.18; cf. Rm 8.15,16).
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A SANTIFICAÇÃO
1Pe 1.2 “Eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz vos sejam multiplicadas”.

Santificação (gr. hagiasmos) significa “tornar SANTO”, “consagrar”, “separar do mundo” e “apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão com DEUS e servi-lo com alegria (ver também o estudo A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE).
(1) Além do termo “santificar” (cf. 1Ts 5.23), o padrão bíblico da santificação é expresso em termos tais como “Amarás o Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37), “irrepreensíveis em santidade” (1Ts 3.13), “aperfeiçoando a santificação” (2Co 7.1), “a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1Tm 1.5), “sinceros e sem escândalo algum” (Fp 1.10), “libertados do pecado” (Rm 6.18), “mortos para o pecado” (Rm 6.2), “para servirem à justiça para santificação” (Rm 6.19), “guardamos os seus mandamentos” (1Jo 3.22) e “vence o mundo” (1Jo 5.4). Tais termos descrevem a operação do ESPÍRITO SANTO mediante a salvação em CRISTO, pela qual Ele nos liberta da escravidão e do poder do pecado (Rm 6.1-14), nos separa das práticas pecaminosas deste mundo atual, renova a nossa natureza segundo a imagem de CRISTO, produz em nós o fruto do ESPÍRITO e nos capacita a viver uma vida santa e vitoriosa de dedicação a DEUS (Jo 17.15-19,23; Rm 6.5, 13, 16, 19; 12.1; Gl 5.16, 22,23; ver 2Co 5.17).
(2) Esses termos não subentendem uma perfeição absoluta, mas a retidão moral de um caráter imaculado, demonstrada na pureza do crente diante de DEUS, na obediência à sua lei e na inculpabilidade desse crente diante do mundo (Fp 2.14,15; Cl 1.22; 1Ts 2.10; cf. Lc 1.6). O cristão, pela graça que DEUS lhe deu, morreu com CRISTO e foi liberto do poder e domínio do pecado (Rm 6.18); por isso, não precisa nem deve pecar, e sim obter a necessária vitória no seu Salvador, JESUS CRISTO. Mediante o ESPÍRITO SANTO, temos a capacidade para não pecar (1Jo 3.6), embora nunca cheguemos à condição de estarmos livres da tentação e da possibilidade do pecado.
(3) A santificação no AT foi a vontade manifesta de DEUS para os israelitas; eles tinham o dever de levar uma vida santificada, separada da maneira de viver dos povos à sua volta (ver Êx 19.6; Lv 11.44; 19.2; 2Cr 29.5). De igual modo a santificação é um requisito para todo crente em CRISTO. As Escrituras declaram que sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).
(4) Os filhos de DEUS são santificados mediante a fé (At 26.18), pela união com CRISTO na sua morte e ressurreição (Jo 15.4-10; Rm 6.1-11; 1 Co 130), pelo sangue de CRISTO (1Jo 1.7-9), pela Palavra (Jo 17.17) e pelo poder regenerador e santificador do ESPÍRITO SANTO no seu coração (Jr 31.31-34; Rm 8.13; 1Co 6.11; 1Pe 1.2; 2Ts 2.13).
(5) A santificação é uma obra de DEUS, com a cooperação do seu povo (Fp 2.12,13; 2Co 7.1). Para cumprir a vontade de DEUS quanto à santificação, o crente deve participar da obra santificadora do ESPÍRITO SANTO, ao cessar de praticar o mal (Is 1.16), ao se purificar “de toda imundícia da carne e do ESPÍRITO” (2Co 7.1; cf. Rm 6.12; Gl 5.16-25) e ao se guardar da corrupção do mundo (Tg 1.27; cf. Rm 6.13,19; 8.13; Ef 4.31; 5.18; Tg 4.8).
(6) A verdadeira santificação requer que o crente mantenha profunda comunhão com CRISTO (ver Jo 15.4), mantenha comunhão com os crentes (Ef 4.15,16), dedique-se à oração (Mt 6.5-13; Cl 4.2), obedeça à Palavra de DEUS (Jo 17.17), tenha consciência da presença e dos cuidados de DEUS (Mt 6.25-34), ame a justiça e odeie a iniqüidade (Hb 1.9), mortifique o pecado (Rm 6), submeta-se à disciplina de DEUS (Hb 12.5-11), continue em obediência e seja cheio do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.14; Ef 5.18).
(7) Segundo o NT, a santificação não é descrita como um processo lento, de abandonar o pecado pouco a pouco. Pelo contrário, é apresentada como um ato definitivo mediante o qual, o crente, pela graça, é liberto da escravidão de Satanás e rompe totalmente com o pecado a fim de viver para DEUS (Rm 6.18; 2Co 5.17; Ef 2.4,6; Cl 3.1-3). Ao mesmo tempo, no entanto, a santificação é descrita como um processo vitalício mediante o qual continuamos a mortificar os desejos pecaminosos da carne (Rm 8.1-17), somos progressivamente transformados pelo ESPÍRITO à semelhança de CRISTO (2Co 3.18) crescemos na graça (2Pe 3.18), e devotamos maior amor a DEUS e ao próximo (Mt 22.37-39; 1Jo 4.10-12, 17-21).
(8) A santificação pode significar uma outra experiência específica e decisiva, à parte da salvação inicial. O crente pode receber de DEUS uma clara revelação da sua santidade, bem como a convicção de que DEUS o está chamando para separar-se ainda mais do pecado e do mundo e a andar ainda mais perto dEle (2Co 6.16-18). Com essa certeza, o crente se apresenta a DEUS como sacrifício vivo e SANTO e recebe da parte do ESPÍRITO SANTO graça, pureza, poder e vitória para viver uma vida santa e agradável a DEUS (Rm 12.1,2; 6.19-22).
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A REGENERAÇÃO
Jo 3.3: “JESUS respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS.”

Em 3.1-8, JESUS trata de uma das doutrinas fundamentais da fé cristã: a regeneração (Tt 3.5), ou o nascimento espiritual. Sem o novo nascimento, ninguém poderá ver o reino de DEUS, i.e., receber a vida eterna e a salvação mediante JESUS CRISTO. Apresentamos a seguir, importantes fatos a respeito do novo nascimento.
(1) A regeneração é a nova criação e transformação da pessoa (Rm 12.2; Ef 4.23,24), efetuadas por DEUS e o ESPÍRITO SANTO (3.6; Tt 3.5). Por esta operação, a vida eterna da parte do próprio DEUS é outorgada ao crente (3.16; 2Pe 1.4; 1Jo 5.11), e este se torna um filho de DEUS (1.12; Rm 8.16,17; Gl 3.26) e uma nova criatura (2Co 5.17; Cl 3.10). Já não se conforma com este mundo (Rm 12.2), mas é criado segundo DEUS “em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.24).
(2) A regeneração é necessária porque, à parte de CRISTO, todo ser humano, pela sua natureza inerente e pecadora, é incapaz de obedecer a DEUS e de agradar-lhe (Sl 51.5; 58.3; Rm 8.7,8; 5.12; 1Co 2.14).
(3) A regeneração tem lugar naquele que se arrepende dos seus pecados, volta-se para DEUS (Mt 3.2) e coloca a sua fé pessoal em JESUS CRISTO como seu Senhor e Salvador (ver 1.12).
(4) A regeneração envolve a mudança da velha vida de pecado em uma nova vida de obediência a JESUS CRISTO (2Co 5.17; Ef 4.23,24; Cl 3.10). Aquele que realmente nasceu de novo está liberto da escravidão do pecado (ver 8.36; Rm 6.14-23), e passa a ter desejo e disposição espiritual de obedecer a DEUS e de seguir a direção do ESPÍRITO (Rm 8.13,14). Vive uma vida de retidão (1Jo 2.29), ama aos demais crentes (1Jo 4.7), evita uma vida de pecado (1Jo 3.9; 5.18) e não ama o mundo ( 1Jo 2.15,16).
(5) Quem é nascido de DEUS não pode fazer do pecado uma prática habitual na sua vida (ver 1Jo 3.9). Não é possível permanecer nascido de novo sem o desejo sincero e o esforço vitorioso de agradar a DEUS e de evitar o mal (1Jo 2.3-11, 15-17, 24-29; 3.6-24; 4.7,8, 20; 5.1), mediante uma comunhão profunda com CRISTO (ver 15.4) e a dependência do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.2-14).
(6) Aqueles que continuam vivendo na imoralidade e nos caminhos pecaminosos do mundo, seja qual for a religião que professam, demonstram que ainda não nasceram de novo (1Jo 3.6,7).
(7) Assim como uma pessoa nasce do ESPÍRITO ao receber a vida de DEUS, também pode extinguir essa vida ao enveredar pelo mal e viver em iniqüidade. As Escrituras afirmam: “se viverdes segundo a carne, morrereis” (Rm 8.13). Ver também Gl 5.19-21, atentando para a expressão “como já antes vos disse” (v. 21).
(8) O novo nascimento não pode ser equiparado ao nascimento físico, pois o relacionamento entre DEUS e o salvo é questão do ESPÍRITO e não da carne (3.6). Logo, embora a ligação física entre um pai e um filho nunca possa ser desfeita, o relacionamento de pai para filho, que DEUS quer manter conosco, é voluntário e dissolúvel durante nosso período probatório na terra (ver Rm 8.13). Nosso relacionamento com DEUS é condicionado pela nossa fé em CRISTO durante nossa vida terrena; fé esta demonstrada numa vida de obediência e amor sinceros (Hb 5.9; 2Tm 2.12).
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