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Lição 12, Quem Ama Cumpre plenamente a Lei Divina
1º Trimestre de 2017 - Título:As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista:Pr. Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical - São Luis -MA)
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Pr Luiz Henrique de Almeida Silva
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
AQUI VOCÊ VÊ PONTOS DIFÍCEIS DA LIÇÃO - POLÊMICOS
Ajuda - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao3-ofrutodoespirito-amorofrutoexcelente.htm
FIGURAS
http://ebdnatv.blogspot.com.br/2017/03/figuras-da-licao-12-quem-ama-cumpre.html
 
 
 
TEXTO ÁUREO
"A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei." (Rm 13.8).
 
 
VERDADE PRÁTICA
Amar a DEUS e ao próximo é cumprir plenamente a lei divina.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 22.39 O amor altruísta
Terça - Jo 13.35 O amor é a prova do discipulado
Quarta - Rm 12.9 O amor precisa ser sincero
Quinta - 1 Ts 3.12 O amor precisa ser abundante
Sexta - 1 Pe 1.22 O amor precisa ser fervoroso
Sábado - Jo 15.9 Permanecendo no amor do Pai
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Romanos 12.8-14
8 - ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria. 9 - O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. 10 - Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. 11 - Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; 12 - alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; 13 - comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade; 14 - abençoai aos que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis.
12.8 EXORTA... REPARTE... PRESIDE... EXERCITA... MISERICÓRDIA. Trata-se, aqui, de dons espirituais.
(1) Exortar é a disposição, capacidade e poder dados por DEUS, para o crente proclamar a Palavra de DEUS de tal maneira que ela atinja o coração, a consciência e a vontade dos ouvintes, estimule a fé e produza nas pessoas uma dedicação mais profunda a CRISTO e uma separação mais completa do mundo (ver At 11.23; 14.22; 15.30-32; 16.40; 1 Co 14.3; 1 Ts 5.14-22; Hb 10.24,25).
(2) Repartir é a disposição, capacidade e poder, dados por DEUS a quem tem recursos além das necessidades básicas da vida, para contribuir livremente com seus bens pessoais, para suprir necessidades da obra ou do povo de DEUS (2 Co 8.1-8; Ef 4.28).
(3) Presidir ou liderar é a disposição, capacidade e poder dados por DEUS, para o obreiro pastorear, conduzir e administrar as várias atividades da igreja, visando ao bem espiritual de todos (Ef 4.11,12; 1 Tm 3.1-7; Hb 13.7,17, 24).
(4) Misericórdia é a disposição, capacidade e poder dados por DEUS para o crente ajudar e consolar os necessitados ou aflitos (cf. Ef 2.4)
12.9 ABORRECEI O MAL. Ver Hb 1.9
12.10 AMAI-VOS CORDIALMENTE UNS AOS OUTROS. Todos os que se dedicam a JESUS CRISTO pela fé, também devem dedicar mútuo amor uns aos outros, como irmãos em CRISTO (1 Ts 4.9,10), com afeição sincera, bondosa e terna. Devemos preocupar-nos com o bem-estar, as necessidades e a condição espiritual dos nossos irmãos, sendo solidários e assistindo-os nas suas tristezas e problemas. Devemos preferir-nos em honra uns aos outros, i.e., devemos estar dispostos a respeitar e honrar as boas qualidades dos outros crentes (ver Jo 13.34,35).
 
OBJETIVO GERAL
Explicar que amar a DEUS e ao próximo é cumprir plenamente a lei divina.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Compreender a singularidade do amor agápe;
Mostrar que precisamos amar a DEUS e ao próximo;
Explicar que sob a tutela do amor, devemos rejeitar as obras das trevas.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR (com algumas correções do Pr. Henrique)
Na lição de hoje estudaremos o amor como qualidade mais importante do fruto do ESPÍRITO. Sem essa qualidade, ou aspecto, do fruto é impossível ser manso, paciente, longânimo etc, ou seja, todos as outras qualidades do fruto do ESPÍRITO dependem dele. Uma das características mais marcantes do crente é o amor. DEUS é amor e quem não ama, não o conhece. Quem ama a DEUS ama também o próximo, cumprindo então a lei divina.
 
PONTO CENTRAL - Quem ama a DEUS ama o próximo e cumpre a lei.
 
Resumo da Lição 12, Quem Ama Cumpre plenamente a Lei Divina
I - A SINGULARIDADE DO AMOR AGÁPE
1. Amor, um aspecto do fruto.
2. O amor agápe.
3. O amor agápe derramado em nós.
II - AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO
1. O amor a DEUS.
2. O amor a si mesmo.
3. O amor ao próximo.
III - SOB A TUTELA DO AMOR, REJEITEMOS AS OBRAS DAS TREVAS
1. Debaixo da tutela do amor.
2. Amor, antídoto contra o pecado.
3. O amor leva à obediência.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - O amor de DEUS, o amor ágape, é singular
SÍNTESE DO TÓPICO II - Quem ama a DEUS ama o próximo.
SÍNTESE DO TÓPICO III - Sob a tutela do amor, temos condição para rejeitar as obras das trevas.
 
 
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, inicie o primeiro tópico da lição fazendo a seguinte indagação: "Quais são as três dimensões do amor ágape?" Ouça os alunos e incentive a participação de todos para que aula se torne dinâmica. Em seguida, desenhe no quadro duas linhas: uma vertical e uma horizontal. Depois desenhe um ponto. A seguir explique que o amor divino possui três dimensões:
(1) A dimensão vertical (aponte para a linha vertical). Diga que é o amor em direção a DEUS. (2) Dimensão horizontal (aponte para a linha horizontal). Fale que é amor em direção ao nosso semelhante. (3) Dimensão interior (mostre o ponto). É o amor em direção a nós mesmos. Diga que se conseguirmos cumprir essas três dimensões, cumprimos toda a lei. Para concluir, peça que um aluno leia Lucas 10.27: "Amarás ao Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo." Explique que como crentes precisamos viver esses três aspectos.
 
PARA REFLETIR - A respeito de quem ama cumpre plenamente a lei divina, responda:
Qual é o primeiro fruto que encontramos na relação de Gálatas 5.22?
O amor.
Cite três vocábulos da língua grega para denominar o amor.
Agápe, amor divino; philéo, amor entre amigos e eros, amor entre cônjuges.
O que significa o amor agápe?
Tal vocábulo significa "amor abnegado e profundo".
O que o amor de DEUS em nós proporciona?
Ele faz com que venhamos obedecer a DEUS.
Nossa obediência a DEUS e a sua Palavra é resultado de quê?
É resultado do amor altruísta do Pai em nós.
 
CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 69, p42.
 
SUGESTÃO DE LEITURA - Quando a Reconciliação Falha, Perfeitamente Imperfeito e Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal
 
 
Resumo Rápido do Pr. Henrique
Lição 12, Quem Ama Cumpre plenamente a Lei Divina
Introdução
Amor ágape é o amor perfeito que está em DEUS. Nós não produzimos este amor, ele se manifesta em nós através do ESPÍRITO SANTO. É uma manifestação sobrenatural. É a perfeição se manifestando no imperfeito.
O amor de DEUS é perfeito, já nosso amor tanto para com DEUS como para com as pessoas é imperfeito. O Amor perfeito de DEUS é uma das qualidades do fruto do ESPÍRITO, a primeira e a mais importante, somente após esse amor entrar em operação é que as outras qualidades se manifestarão.
Se nos deixarmos guiar ou conduzir pelo ESPÍRITO SANTO esse amor se manifestará trazendo salvação, curas, milagres, libertações, etc... Tudo de bom que a presença de DEUS nos trás.
Em 1 Co 14.1, Paulo usa uma expressão muito significativa. A ARA traduz: “Segui o amor.” Mas o verbo que é traduzido por seguir é diõkein que significa perseguir, correr atrás. O amor cristão não é algo que simplesmente acontece; é algo que deve ser buscado, desejado, perseguido, algo que exige a oração e a disciplina do homem para obtê-lo. Longe de ser uma posse automática, e a realização suprema da vida. Pode-se até dizer que o amor cristão não é somente difícil; humanamente falando, é impossível. O amor cristão não é uma realização humana; faz parte do fruto do ESPÍRITO. É derramado em nosso coração pelo ESPÍRITO SANTO. É, assim, chegamos a outra verdade a respeito deste amor cristão. Há um versículo magnífico na carta aos filipenses. Nele, a palavra “amor” propriamente dita não aparece, mas a ideia é a que está no centro do amor cristão. Paulo escreve, conforme diz a AV: “Anseio por todos vós nas entranhas de JESUS CRISTO” (Fp 1.8). Literalmente, isto significa: “Amo-vos com o próprio amor de CRISTO. Através de mim CRISTO vos ama. O amor que eu vos tenho não é outro senão o amor do próprio CRISTO.” Ágape tem a ver com a mente: não é simplesmente uma emoção que surge em nosso coração sem ser convidada; é um principio segundo o qual vivemos deliberadamente. Ágape tem a ver, de modo supremo, com a vontade.
O amor Ágape é impossível a qualquer pessoa que não seja cristã. Ninguém pode pôr em prática a ética cristã até que se torne cristão.
Como agrupar os nove aspectos do fruto do Espírito Santo?
Aspectos que tratam do nosso relacionamento com Deus: amor, paz e alegria.
Aspectos que tratam do nosso relacionamento com o próximo: longanimidade, benignidade e bondade.
Aspectos que tratam do nosso relacionamento com nós mesmos: fidelidade, mansidão e domínio próprio.
 
I - A SINGULARIDADE DO AMOR AGÁPE
1. Amor, um aspecto do fruto.
O amor é o primeiro aspecto do fruto que encontramos em Gálatas 5.22. Em 1 Coríntios 13 encontramos uma apologia ao amor de DEUS derramado em nossos corações.
No grego podemos estudar alguns vocábulos para denominar o amor:
 
AMOR - Dicionário Bíblico Wycliffe. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009,
Em várias versões o substantivo utilizado é, freqüentemente, “caridade״ (q.v.). O principal verbo hebraico para amor é ’aheb (aprox. 225 vezes no AT), embora ocorram 18 outras palavras de significado semelhante (menos de 30 ocorrências no total). A tradução usual da LXX de ’ aheb é agapao (195 vezes). As palavras gregas clássicas para amor variavam. (1) erao, eros, “desejo sexual, desejo passional״ (um substantivo na LXX por duas vezes; nunca utilizada como verbo; o mesmo ocorre no NT); (2) phileo, philia, “afeição por amigos ou parentes” (um substantivo na LXX por oito vezes; como verbo, 26 vezes; como substantivo no NT, uma vez; como verbo, 25 vezes); (3) philadelphia, “amor dos irmãos” (não na LXX; seis vezes no NT); (4) philanthropia, "amor pela humanidade” (uma vez na LXX; duas vezes no NT); (5) stergo, storge, “afeição, amor familiar" (não consta na LXX nem no NT, mas veja astorgos, Rm 1.31; 2 Tm 3.3; philostorgos, Rm 12.10); (6) agapao, Ágape (Lê-se Ágapi), agapetos (como substantivo na LXX 20 vezes; como verbo, cerca de 250 vezes; mais de 100 vezes como substantivo no NT: como verbo, cerca de 140 vezes; como adjetivo, mais de 60 vezes).
 
AMOR - Agape (Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi) - αγαπη - Amor - o Maior de todos - Obra da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - William Barclay
Há a palavra Ágape. Aqui, temos pouca orientação com base no grego secular. O verbo correspondente agapan é bastante comum no grego secular, mas o substantivo Ágape quase nunca ocorre. Conforme diz R. C. Trench: “Ágape é uma palavra que nasce no seio da religião revelada.” E isto não é por acidente. Ágape é uma palavra nova que descreve uma qualidade nova, uma palavra que indica uma atitude nova para com os outros, uma atitude nascida dentro da comunidade, vinda de DEUS, e impossível sem a dinâmica cristã. Como, pois, devemos determinar o significado de Ágape? Podemos determinar melhor seu significado tendo por fundamento a maneira de o próprio JESUS falar dele. A passagem básica é Mt 5.43-48. Ali, JESUS insiste em que o amor humano deve seguir o padrão do amor de DEUS. E qual é a grande característica do amor de DEUS? DEUS faz vir chuvas sobre justos e injustos, e faz nascer o sol sobre maus e bons. Logo, o significado de Ágape é a benevolência invencível, a boa vontade que nunca é derrotada.
Ágape é o ESPÍRITO no coração que nunca procurará outra coisa senão o sumo bem do seu próximo. Não se importa com o tratamento que recebe do seu próximo, nem com a natureza dele; não se importa com a atitude do próximo para com ele, nunca procurará outra coisa a não ser o sumo bem do próximo, o melhor para ele. Quando se vê isto, imediatamente surgem algumas verdades vitais.
 
 
2. O amor ágape.
1 Coríntios 13:1-13 - W.W. \wiersbe (conciso)
É trágico quando o mundo pega um capítulo como esse (e ele faz isso) e o desassocia de seu verdadeiro sentido cristão. O homem não salvo vivencia esse tipo de amor tanto quanto uma estátua de mármore! Ter esse tipo de caráter na vida diária requer tanto a permanência do Espírito de Deus na vida como a capacitação dada por ele. O fruto do Espírito (Gl 5:22-23) é mais importante na vida cristã que os dons milagrosos dele. Sempre que a igreja empenhar-se em experiências milagrosas, em vez de buscar a santidade e o caráter cristãos, haverá divisão, confusão e carnalidade.
O amor é essencial (13:1-3)
A palavra "caridade" (ARC) significa "amor" em ação. Não é apenas uma emoção; é o coração alcançando os outros. E hoje, "caridade" (ARC) remete-nos à idéia de dar roupas velhas ou de doar presentes a "insti­tuições de caridade". Essas atividades podem representar o amor cris­tão em ação, mas Paulo pede muito mais. Ele usa a palavra ágape para amor, ou seja, o amor que se sacrifi­ca pelo bem dos outros.
Veja como ele lança mão de alguns dons espirituais menciona­dos em 12:8-10 e mostra como são vazios se não houver amor. Sem o amor, o falar em línguas é mero ruído, como o retinir do címbalo. O profeta não é nada se profetizar sem amor. Também podemos aplicar isso ao conhecimento (percepção espiri­tual imediata dada pelo Espírito) e à fé. Paulo não desvaloriza esses dons; apenas enfatiza que, se não houver amor na vida do cristão que exercita seus dons, eles não terão um efei­to benéfico sobre o indivíduo ou a igreja. Podemos até sacrificar nosso corpo, porém esse ato não levará a nada se não for uma expressão do amor cristão. O amor é a medida de todas as coisas.
Fica evidente que os coríntios usavam seus dons e ofícios espiritu­ais com espírito de competição, não de amor. A igreja estava dividida, e a situação piorava, pois os mesmos dons espirituais que deviam ser usa­dos para edificar a igreja causavam mais mal que bem! Pregar sem amor é apenas barulho. Orar sem amor é fala vazia e sem sentido. Doar sem amor é apenas um ato cerimonial. Assim, não é de admirar que Cristo tenha perguntado a Pedro: "Tu me amas?" Qo 21:1 7).
O amor é eficaz (13:4-7)
O Espírito usa o amor para edificar a igreja; por isso, os dons não têm efeito na vida da igreja se não hou­ver amor. Primeira aos Coríntios 8:1 afirma: "O saber ensoberbece, mas o amor edifica". Observe as quali­dades do amor:
O amor é paciente e benigno (v. 4)
O amor levanta-se acima das coisas mesquinhas e é generoso na forma de tratar os outros. É fácil "amar" pessoas graciosas, mas é muito difícil amar as que nos ofendem ou atacam de um jeito ou de outro. Temos uma idéia do que isso representa ao pensar na paci­ência de Cristo com Pedro depois das vezes em que este pecou contra ele. O amor também age de forma positi­va em obras de bondade, não apenas suporta com paciência os erros.
O amor nunca arde em ciúmes (v. 4)
A inveja é um pecado horrível. Caim invejou o irmão e matou-o! Como reagimos quando um irmão cristão recebe bênçãos ou benefícios, e nós não? Permitimos que centelhas de ciúmes ardam e se transformem em chamas fulgurantes?
O amor não é ufano nem ensoberbecedor (v. 4)
"Ensoberbecedor" refere-se a um sentimento interior; "ufano", à exte­riorização de autovalorização.
O amor não é rude nem procura os interesses próprios (v. 5)
A pessoa que age com amor cristão tem uma graciosidade, um charme, que o mundo não pode criar em ninguém. O amor verdadeiro é ab­negado, procura apenas o bem dos outros. Você vê esse tipo de amor na vida de Cristo?
O amor não se exaspera nem se ressente do mal (v. 5)
A palavra "facilmente" não cabe aqui. O amor cristão não demons­tra irritação, uma coisa frequente na carne. O amor não mantém um re­gistro das coisas más que as pessoas fazem nem das injúrias que recebe delas. Na verdade, o amor se alegra quando as pessoas caminham na verdade, mas não quando se envol­vem com o mal.
O amor traz vitória (v. 7)
Por intermédio do amor de Cristo em nós, podemos sofrer qualquer coisa; temos fé e esperança. O amor nos dá força para suportar tudo (v.
. O amor sempre vence!
Nesses versículos, Paulo repre­ende com gentileza os pecados dos coríntios. Na congregação, eles não têm paciência uns com os outros (14:29-32), têm ciúmes dos dons espirituais dos outros (14:1), são or­gulhosos e críticos (12:21-26), não se comportam com modéstia nem com graça (12:2-16), defendem os interesses pessoais (caps. 8—10), mesmo quando isso fere os outros, deixam-se provocar com facilida­de e até processam uns aos outros (6:1-8); e se alegram com o pecado quando devem julgá-lo (5:1-13). Nesses versículos, também temos um retrato de Cristo, o único que manifesta com perfeição o amor de Deus por nós. Nesse capítulo, podemos substituir a palavra "amor" por "Cristo".
O amor é eterno (13:8-13)
Somente no fim da presente era cessarão os dons espirituais. Não há evidência alguma, aqui nem em qualquer outra parte das Escrituras, de que os dons do Espírito deixarão de ser manifestos na pessoa huma­na antes disso. Tampouco, como supõem equivocadamente alguns, que tenham se encerrado na era apostólica. Os dons continuam e continuarão, tal como podemos hoje constatar, a todo momento, em nossa vida cristã. A ocasião em que terminarão é descrita por Paulo como "quando vier o que é perfei­to" (v. 10), ou seja, quando vier a perfeição com Cristo, em sua se­gunda vinda, e nos tornarmos todos perfeitos na eternidade (12:1-7). Até lá, continuaremos usando dos dons do Espírito, como falar línguas, ciên­cia e profecia — só que "em parte, conhecemos e, em parte, profetiza­mos", porque o nosso entendimen­to e a nossa visão são ainda imper­feitos. Paulo expõe melhor nossa situação usando de dois exemplos, ou duas ilustrações: (1) de que nos encontramos atualmente tal como quando somos crianças, agindo de forma ineficiente, sem sabermos bem o que fazemos, se comparado a uma visão e ação de adulto; (2) de que estamos vendo, por enquanto, a verdade de Deus como que por um espelho, ou seja, por meio de uma imagem que não é propriamente a real, até quando, então, possamos ver e conhecer a Cristo e sua mag­nífica e brilhante realidade em sua segunda vinda, quando o conhece­remos face a face, tal como Ele tão bem já nos conhece.
A igreja aproxima-se mais da perfeição pelo amor: os crentes amam a Cristo e uns aos outros; em amor, mantêm-se firmes na verdade e praticam a verdade, porquê amam a Cristo. Efésios 4:16 apresenta isso como "a edificação de si mesmo em amor", um ministério que todos de­vemos seguir.
A fé, a esperança e o amor per­manecem para sempre, mas o amor é o maior, pois "Deus é amor" (1 Jo 4:8,16; 3:18 (refs3)).
 
3. O amor ágape derramado em nós.
Tudo começa com o amor de DEUS, porque DEUS é o DEUS de amor (2 Co 13.11). O amor cristão é o reflexo do amor de DEUS, e dele obtém seu padrão e poder. Este amor de DEUS é totalmente imerecido, porque a prova dele é que, enquanto ainda éramos pecadores, CRISTO morreu por nós (Rm 5.8). O Novo Testamento nunca poderia tolerar qualquer conceito de expiação que subentendesse ou sugerisse que qualquer coisa que JESUS fez mudou ou alterou a atitude de DEUS para com os homens; que, de alguma maneira, JESUS tenha transformado a ira de DEUS em amor. O processo inteiro da salvação tem seu inicio no amor de DEUS, não merecido por nós. Além disso, o amor de DEUS é um amor que produz e transforma. É aquele amor que, derramado no coração dos homens, produz as grandes qualidades da vida e do caráter cristãos (Rm 5.3-5). Há um amor humano que enfraquece a fibra moral do homem, que paralisa seu esforço, e que o retira da batalha da vida; mas o amor de DEUS é a dinâmica transformadora da vida cristã, produzindo no homem a paciência, a perseverança, a experiência e a esperança que o preparam-no para a vida. O amor de DEUS é um amor inseparável. Nada há no tempo nem na eternidade que pode separar o homem dele (Rm 8.35-39). Aqui, na realidade, temos um dos grandes argumentos para a vida após a morte. O amor e a perfeição do relacionamento entre duas personalidades, e o amor de DEUS oferece um relacionamento consigo mesmo que, pela própria natureza das coisas, nada pode quebrar ou interromper. O amor de DEUS é simplesmente um grande amor (Ef 2.4-7). E, de conformidade com esta passagem, o amor de DEUS é um grande amor por três razoes. Primeira: Ele nos amou enquanto estávamos mortos nos nossos pecados. Segunda, vivificou-nos para a novidade de vida. Terceira, ultrapassa o tempo e vai além da vida para os lugares celestiais.
 
II - AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO
1. O amor a DEUS.
O primeiro mandamento: amar a DEUS (v.30). Um escriba aproximou-se de JESUS e perguntou-lhe qual seria o “primeiro de todos os mandamentos” (Mc 12.28). O Mestre, serenamente, respondeu, citando Dt 6.5, que diz: “Amarás, pois, o SENHOR, teu DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder”.
a) “De todo o teu coração”. No Antigo Testamento, DEUS disse: “Não terás outros deuses diante de mim” (Ex 20.3). Era um preceito, uma determinação legal. Nosso Senhor JESUS CRISTO, tomou esse preceito e o transportou para a esfera do amor. O Senhor não admitia nem admite que o crente tenha outro DEUS além dEle, em seu coração. Não se pode servir a DEUS com coração dividido. O amor a Ele devotado deve ser total, incondicional e exclusivo, verdadeiro e santo. É condição indispensável, inclusive, para poder encontrar a DEUS: “E buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração (Jr 29.13).
b) “De toda a tua alma”. A alma é a sede da emoções, dos sentimentos. Podemos dizer que é o centro da personalidade humana. O amor a DEUS deve preencher todas as emoções e sentimentos do cristão. Maria disse: “A minha alma engrandece ao Senhor” (Lc 1.46). O salmista adorou: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios” (Sl 103.1,2).
c) “De todo o teu entendimento”. Isso fala de compreensão, de conhecimento. Aquele que ama a DEUS de verdade, tem consciência plena desse amor, sendo, por isso, grato ao Senhor. É o culto racional (Rm 12.1b).
d) “De todas as tuas forças”. Certamente, o Senhor JESUS referia-se aos esforços espiritual, pessoal, emocional, e, muitas vezes, até físico, voltados para a adoração a DEUS. 
 
 
2. O amor a si mesmo.
Amor A Si Mesmo - A Dimensão Interior
O Amor a si mesmo reflete o amor de DEUS por nós
É importante ser ensinável, se submeter à sã doutrina. Mas há algumas coisas que nenhum ser humano pode ensinar. Há algumas crises que só o ESPÍRITO SANTO pode levar à uma saída. Às vezes inexistem respostas em lugar algum da mente humana, e então o ESPÍRITO SANTO precisa nos ensinar como sair da crise! Necessitamos voltar-nos para o nosso interior, e bloquear todas as vozes e as falas exteriores. Eis a prova:
 
“...a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine...” (I João 2:27).
“...a loucura de DEUS é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de DEUS é mais forte do que os homens” (I Coríntios 1:25).
As coisas que DEUS deseja fazer por nós ainda nem sequer chegaram à mente dos conselheiros sábios do mundo.
“...nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que DEUS tem preparado para aqueles que o amam” (I Coríntios 2:9).
Elas são reveladas pelo ESPÍRITO em nós!
“...DEUS no-lo revelou pelo ESPÍRITO...”
Se aquilo que DEUS preparou para nós ainda “nem penetrou na mente humana”, como alguém poderá me dizer algo que não sabe?
“Porque qual dos homens sabe as cousas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as cousas de DEUS, ninguém as conhece, senão o ESPÍRITO de DEUS” (I Coríntios 2:11).
Não estou contra o cristão buscar bom aconselhamento. Não estou contra a psicologia cristã. Mas nenhuma delas vale sequer mencionar, a menos que leve a pessoa à esta verdade absoluta: nenhum outro ser humano pode ser a sua fonte de felicidade e paz!
Os que se apóiam nos braços da carne cavam poços que não agüentam um teste. Estão sempre precisando de alguém para lhes derramar um conselho, mas não o retém. São cisternas rotas.
“Não sabeis que sois santuário de DEUS e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós?” (I Coríntios 3:16).
“Mas o fruto do ESPÍRITO é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio...” (Gal. 5:22).
“é necessário que aquele que se aproxima de DEUS creia que ele existe (em nós) e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).
“em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o SANTO ESPÍRITO da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, até o resgate da sua propriedade...” (Efésios 1:13,14).
Você está pronto para receber essa verdade e agir baseado nela? O que foi que acabamos de ler? Ele está em você: para consolar, para guiar, para guiar à toda a verdade; para lhe mostrar as coisas que virão; para lhe vivificar; para lhe ajudar em suas enfermidades; para lhe ajudar a entender todas as coisas que DEUS graciosamente lhe concedeu; para lhe trazer alegria, amor, paz, paciência, bondade, domínio próprio; para lhe dar tudo que foi prometido a um filho de DEUS; para lhe recompensar por sua diligência; para lhe assegurar liberdade; para lhe prover acesso ao Pai; para lhe levar a um lugar de repouso suave e de verdade.
 
2- O Pecado impede que a pessoa ame a si mesma
O pecado faz divisão entre nós e DEUS, causa o efeito "Falta de confiança para falar com DEUS ou ouvir DEUS falando conosco". A fé fraqueja no momento mais difícil e de precisão da alma que anseia pela comunhão, mas sucumbe na dúvida.
 
Relação entre as três dimensões do amor ágape
Há uma distinção entre ágape e as outras qualidades do amor, sempre integradas uma à outra e presentes em toda experiência do amor. Pelo seu caráter transcendente, ágape não pode ser experimentada como força vital, senão através das outras e especialmente do eros. Contudo, em todas as decisões morais, ágape deve ser o elemento determinante, pois é ligado à justiça e transcende a finitude do amor humano. Sozinha, ágape se tornaria moralista e legalista. Mas sem ágape, o amor perderia a sua seriedade. Contudo, não vimos uma ordem hierárquica entre as qualidades do amor, a não ser em relação à ágape.
O fruto do ESPÍRITO é como uma linda flor que se abre com uma chave chamada AMOR; é só a partir do Amor que conhecemos as outras qualidades do fruto do ESPÍRITO em nós implantado, no instante em que aceitamos a CRISTO como nosso Senhor e Salvador.
 
Como vimos, o amor não pode por um lado ser um tema abandonado, nem por outro, um discurso isolado. Se somos cristãos de fato, a mais autêntica cristologia bíblica deverá acompanhar este amor e a importância dada aos demais mandamentos da lei de DEUS deverá testemunhar de nossa fidelidade (ou adesão) ao Bem Maior, que é CRISTO JESUS. Não amamos porque somos naturalmente bons, mas porque nascemos da graça. Não cumpriremos a lei para fazer-nos “justos”, mas porque ele nos justificou com sua justiça. Não brilharemos porque temos luz própria, mas porque refletimos o sol da justiça.
 
3. O amor ao próximo.
O amor ao próximo se demonstra com ações. 
De que valeria a nosso semelhante um amor de indicações?
Is 56.6 Acaso não é este o jejum que escolhi? que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo? e que deixes ir livres os oprimidos, e despedaces todo jugo?7 Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desamparados? que vendo o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?8 Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará. e a tua justiça irá adiante de ti; e a glória do Senhor será a tua retaguarda.9 Então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente;10 e se abrires a tua alma ao faminto, e fartares o aflito; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio dia.11 O Senhor te guiará continuamente, e te fartará até em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca falham.
 
O segundo mandamento – amar ao próximo (v.31). JESUS, complementando a resposta ao escriba, acrescentou que o segundo mandamento, semelhante ao primeiro, é: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, concluindo que “Não há outro mandamento maior do que este”. Os judeus, a exemplo dos orientais em geral, não valorizavam muito o amor ao próximo. O evangelho de CRISTO trouxe nova dimensão ao amor às pessoas. Paulo enfatiza isso, dizendo : “porque quem ama aos outros cumpriu a lei” (Rm 13.8b); “O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor (Rm 13.10).
 
AMOR FRATERNAL (Dicionário Wycliffe)
O termo grego “philadelphia” foi traduzido com este sentido tanto em 2 Pedro 1.7 quanto em outras passagens (1 Pe 1.22; Rm 12.10; 1 Ts 4.9; Hb 13.1). A conotação bíblica de "philadelphia" não é simplesmente a do amor pelos irmãos de sangue, como em todos os escritos pagãos primitivos, mas de amor por uma fraternidade mais ampla, a dos verdadeiros crentes (cf. Arndt). Aqueles que, através da fé em Cristo, foram adotados passando a ter uma filiação Divina (Jo 1.12) tornam-se, necessariamente, irmãos em seu relacionamento mútuo (Mt 23.8; Rm 8.17; Ef 4.15,16; considere o sentido de “vizinho” ou “próximo” no AT, por exemplo, em Lv 19.17). Assim, o amor fraternal se toma um elemento indispensável (1 Jo 4.20) no crescimento cristão na santificação (2 Pe 1.7) que se mostra com harmonia (At 2.46; Rm 12.16), sinceridade (1 Pe 1.22), afeição e estima pelos seus companheiros discípulos (Rm 12.10; cf. Gl 6.10; e em Lv 19.34 para outros também), e é mantido com zelo (Hb 13.1; 1 Pe 1.22). Ao testemunhar essa especial abnegação, os pagãos podiam apenas exclamar, "Vejam como eles amam uns aos outros!” (Tertuliano , Apologéticus, cf. Jo 13.35).
 
III - SOB A TUTELA DO AMOR, REJEITEMOS AS OBRAS DAS TREVAS
1. Debaixo da tutela do amor.
COMO JESUS TRATOU AS PESSOAS COMUNS (Como Jesus Tratava as pessoas)
Você já participou do jogo "siga-o-líder" quando era criança? E ao brincar nesse jogo, você alguma vez se encontrou entrando numa piscina com todas as roupas, caminhando através de um lodaçal ou pulando do alto do telhado da garagem? Se já, provavelmente você aprendeu a questionar seriamente o jogo!
Os carneiros são notórios por seguirem o líder. Em um matadouro na cidade de Nova Iorque um bode foi treinado para ser o líder. Seu nome era Judas. Ele ia entrando pelo portão tão logo este se abria e todos os carneiros o seguiam cegamente. No último minuto, o bode escapava através de um pequeno portão lateral e os carneiros continuavam rumo ao seu destino, enquanto o bode voltava para conduzir outro grupo.
Uma das menores parábolas, contadas por Jesus é sobre o assunto dos perigos do jogo "siga-o-líder" no sentido espiritual. Ela se encontra em S. Lucas 6:39 e 40.
"Propôs-lhes também uma parábola: Pode porventura um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco? O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre."
Freqüentemente, Jesus compara Seus seguidores a ovelhas, e somos convidados a seguir para onde Ele nos conduz. Assim, o problema não está em seguir, mas com quem está liderando você. Nos dias de Cristo, os fariseus e saduceus eram aceitos como líderes pela vasta maioria do povo comum. Como notamos os fariseus eram os tradicionalistas, os conservadores; e os saduceus eram os liberais. Ambos eram legalistas, porque ambos os grupos dependiam de seus próprios esforços para garantir a salvação. E as pessoas seguiam seus líderes - seus cegos líderes - e no final uniram-se a eles, rejeitando a Jesus.
É trágico o fato de que o povo raramente se eleva acima de seus ministros, professores ou líderes. O povo judeu pereceu como nação porque eles seguiram seus líderes no erro. Eles não pesquisaram as Escrituras por si mesmos e não decidiram por si mesmos o que era a verdade. Isso não é um grande perigo para nós hoje? Quão fácil é simplesmente seguir, em vez de estudar, pesquisar e orar por nós mesmos para conhecermos a voz do verdadeiro Pastor.
Um outro texto semelhante, concernente a seguir líderes, encontra-se em S. Mateus 15:13 e 14. Isto ocorreu exatamente após Jesus ter dito algumas coisas duras aos líderes religiosos daqueles dias e Seus discípulos Lhe perguntaram: Você sabe que os fariseus ficaram ofendidos quando ouviram o que o Senhor disse? Então Jesus "respondeu: Toda planta que Meu Pai celeste não plantou, será arrancada. Deixai-os: são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco". Aparentemente é possível encontrar líderes, mesmo em comunidades religiosas, que não foram plantados pelo Senhor. Nem todos os que são externamente membros do corpo de Cristo são árvores de justiça. E o tempo virá, quando aqueles que não são plantados pelo Senhor serão arrancados.
Eu gostaria de fazer aqui uma declaração: quando falamos hoje sobre seguir os líderes, não estamos falando exatamente dos que dirigem a igreja de um local especifico. A prática de seguir o líder não está limitada às sedes da igreja. Isto não é de maneira nenhuma uma crítica ou censura à direção da igreja. As pessoas escolhem seus próprios líderes - dependendo de como desejam viver, e você pode sempre encontrar alguém em algum lugar que lhe indicará a direção que você deseja seguir. Deus tem ordenado a liderança como meio de guiar em Sua obra e em Sua igreja. A liderança tem um propósito e uma função válidos. O ponto aqui é que é perigoso seguir qualquer um cegamente.
Segundo pesquisas e estatísticas disponíveis, apenas uma entre quatro ou cinco pessoas na igreja hoje está gastando algum tempo em comunhão pessoal e estudo da Palavra de Deus. Se este é o caso, então temos hoje, também, um grande numero de seguidores cegos. Assim, não vamos apenas olhar para isso como uma lição da história, mas ver onde podemos nos beneficiar das lições que Jesus tentou ensinar ao grande número de seguidores cegos de Seus dias.
Assim, foi nessa situação que Jesus apresentou a parábola de que é possível seguir um líder diretamente para dentro da cova. Por que era assim? Qual era o problema com o povo comum, as multidões que seguiam, que o faziam tão facilmente enganados?
Primeiro, eles não estavam convertidos. Eles nunca haviam experimentado a obra sobrenatural do Espírito Santo no coração humano. A atitude deles para com Deus não havia mudado. Eles nunca haviam permitido que Deus lhes desse uma nova capacidade que eles não possuíam de conhecê-Lo. Eles gastavam pouco tempo em buscar pessoalmente a Deus porque nem mesmo tinham tal capacidade. Nos dias de Cristo, eles amarravam pedacinhos da Escritura ao redor dos punhos e da cabeça, em vez de colocá-los no coração. Todas as suas atividades religiosas se centralizavam no ego. Eles se sentiam satisfeitos com uma religião externa e aceitavam as formas e cerimônias, mas o coração se mantinha intocado pela graça de Deus.
Essas pessoas não tinham relacionamento com Deus. Eram vítimas da salvação pelas obras e o motivo de seus exercícios e padrões religiosos era garantir bênçãos temporais. Eles gostavam da idéia dos gafanhotos pararem e não cruzarem a cerca daqueles que pagavam seus dízimos. Eles estavam interessados no Céu e na oferta de viver para sempre. Ficaram impressionados pelos pães e peixes - e as doenças que foram banidas por poucas e suaves palavras de Jesus. Mas, em S. João 6, quando Jesus falou do pão da vida, eles ficaram decepcionados e disseram: "Duro é este discurso, quem o pode ouvir?" Verso 60.
As pessoas nos dias de Jesus O aceitavam apenas de maneira limitada. Eles estavam dispostos a aceitá-Lo como um grande Mestre. Estavam dispostos a aceitá-Lo como um operador de milagres. Estavam dispostos a crer que Ele era um profeta. Porém, eles se recusavam a aceitá-Lo como Salvador, Senhor ou Deus. Sua limitada aceitação terminou em total rejeição.
As pessoas tinham problemas em aceitar o Espírito de Profecia. Você encontra isso em S. Lucas 16:19-31, onde Jesus usa uma bem conhecida fábula romana para ensinar várias verdades - e a condição da raça humana após a morte Não é uma delas! Porém o homem rico, como você se lembra estava em tormento, e pediu que Lázaro, o mendigo, fosse enviado para falar a seus cinco irmãos e os advertir da mesma sorte. "Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam- nos. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém (entre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos." Versos 29-31.
Pouco tempo depois, alguém foi ressuscitado dentre os mortos e seu nome era Lázaro! Eles não apenas se recusaram a aceitar essa evidência, mas conspiraram para matar tanto Jesus como Lázaro, a quem Ele havia ressuscitado. Assim, essas pessoas enfrentaram dificuldades com Moisés e os profetas.
Em S. Mateus 23, é dito que eles adornavam os túmulos dos profetas, e no entanto, eram os filhos daqueles que haviam matado os profetas, tanto em espírito quanto em linhagem. Paulo fala sobre isto em Atos 13:26 e 27. Aqui Paulo está pregando:
"Irmãos, descendência de Abraão... Pois os que habitavam em Jerusalém, e as suas autoridades, não conhecendo a Jesus nem os ensinos dos profetas que se lêem todos os sábados, quando O condenaram cumpriram as profecias. " Eles liam cada sábado os escritos dos profetas, mas não aceitavam ou compreendiam o que liam.
Estêvão disse isso em Atos 7:51-53:
"Homens de dura cerviz e. incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo, assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis. Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos, vós que recebestes a lei por ministério de anjos, e não a guardastes."
Aquilo foi demais para as pessoas ali, e eles se lançaram sobre Estêvão, arrastaram-no para fora da cidade e um jovem chamado Saulo permaneceu ali coletando as vestes, enquanto as pedras começavam a voar. Porém, Estêvão olhando para o céu, teve uma visão de Jesus, em pé à destra do Pai. Eu sempre gostei dessa história. Jesus não ia enfrentar isso assentado! Ele estava em pé ao lado de Estêvão e Estêvão morreu em paz, orando por seus inimigos. Mas ele havia falado a verdade sobre aquelas pessoas. Eles professavam aceitar e reverenciar os profetas, mas na realidade rejeitavam tanto os profetas quanto Aquele anunciado pelos profetas.
Isto é evidenciado também no relacionamento deles com João Batista. Em S. Mateus 21, os líderes religiosos se encontraram numa situação difícil, porque Jesus os havia questionado sobre como eles consideravam João Batista. E eles se recusaram a responder, porque sabiam que as pessoas criam que João era um profeta. Porém, eles deram a João Batista apenas uma limitada aceitação, pois não aceitaram a Jesus como Aquele a quem João Batista havia indicado.
Jesus tentou contar às pessoas comuns que eles não precisavam de lideres? Não. Há um propósito para a liderança. Contudo, é propósito da liderança colocar a verdade nas mãos das pessoas sem lhes perguntar nada? Não! O propósito dos líderes, professores e pregadores é encorajar e motivar as pessoas a compreenderem a verdade, buscando e pesquisando por si mesmas. Um velho adágio afirma: "Dê a um homem um peixe e você vai alimentá-lo por um dia. Ensine-o a pescar e vai alimentá-lo por toda a vida." Não sei se essa você poderia chamar de uma ilustração vegetariana, mas apesar disso é boa.
Paulo ensinou a verdade? Certamente que sim. Jesus ensinou a verdade? Sim. Seus discípulos ensinaram a verdade? Sim. E os bereanos conferiram isso para ver se era verdade - e foram elogiados por seu discernimento. Jesus não pedia às massas que O seguissem cegamente. Ele não pede a ninguém que O siga cegamente. Contudo, Ele pediu-lhes que O seguissem.
A maioria das pessoas comuns nos dias de Cristo não aceitaram. Mas houve exceções, e elas nos dão hoje, coragem e inspiração.
Nem todos aqueles no meio da multidão eram inconstantes. Nem todos uniam-se àqueles que cantaram Seu louvor na entrada triunfal e poucos dias depois gritaram: "Crucifica-O!" A mulher no poço estava buscando alguma coisa para satisfazer a alma. Ela aceitou a Jesus como o Messias e convenceu uma cidade toda de Seu valor. Lázaro, um trabalhador comum, sem distinção na sinagoga, por ocasião de seu primeiro encontro com Jesus, amou-O com um amor que nunca se atrofiou. O ladrão na cruz voltou a cabeça em meio à dor e gritou: "Senhor, lembra-Te de mim!" Estou feliz e alegre pelas exceções, e você?
Podemos hoje unir-nos às exceções, como fizeram os discípulos no final do discurso de Jesus em S. João 6. As multidões estavam se retirando e Jesus perguntou: Estão vocês se retirando também? Veja verso 67. Você não quer se unir aos discípulos e dizer, como eles: "Senhor para quem iremos? Tu tens as palavras de vida!" Verso 68. Crer em Jesus não era popular. Isso não era comum, que as multidões continuassem seguindo a Jesus quando Ele esteve aqui - e ainda não é. Mas eu gostaria de convidá-lo a uma dupla experiência que o impedirá de seguir cegamente a qualquer um e ser mal conduzido.
Primeiro, um relacionamento com Jesus por si mesmo. Segundo, uma compreensão inteligente da verdade na qual tal relacionamento está baseado. Ambas são igualmente importantes. Uma sem a outra não funciona. Entretanto, podemos aceitar hoje o privilégio de conhecer a Jesus e a verdade por nós mesmos, bem como buscá-Lo em Sua Palavra e através da oração. E podemos continuar a procurá-Lo até que Ele venha novamente.
 
2. Amor, antídoto contra o pecado.
A oposição ao pecado é outro atributo ou característica do verdadeiro amor a Deus.
Esse atributo com certeza está implícito na própria essência e natureza da benevolência. A benevolência é ter boa vontade ou desejar o máximo bem do ser como um fim. Ora, nada no universo destrói mais esse bem que o pecado. A benevolência não pode senão opor-se para sempre ao pecado, como algo abominável a que necessariamente odeia. E absurdo e contraditório afirmar que a benevolência não se opõe ao pecado. Deus é amor ou benevolência. Ele deve, portanto, ser o oponente inalterável do pecado — de todo pecado, e toda forma e grau.
Mas há um estado, tanto do intelecto como da sensibilidade, muitas vezes confundido com a oposição da vontade ao pecado. A oposição a todo pecado é e deve ser um fenômeno da vontade e só por essa base torna-se virtude. Mas ela muitas vezes existe como um fenômeno do intelecto e igualmente da sensibilidade. O intelecto não pode contemplar o pecado sem desaprová-lo. Essa desaprovação é com freqüência confundida com a oposição do coração ou da vontade. Quando o intelecto desaprova com veemência e denuncia o pecado, existe natural e necessariamente um sentimento correspondente de oposição a ele na sensibilidade, um sentimento de aversão, de ódio, de repugnância. Isso é amiúde confundido com a oposição da vontade ou coração. Isso é manifesto pelo fato de que com freqüência os pecadores mais notórios manifestam forte indignação diante da opressão, injustiça, falsidade e muitas outras formas de pecado. Esse fenômeno da sensibilidade e do intelecto, conforme eu disse, é muitas vezes confundido com uma oposição virtuosa ao pecado, o que não pode ser, a menos que implique um ato da vontade.
Mas deve-se lembrar que a oposição virtuosa ao pecado é uma característica do amor a Deus e ao homem, ou seja, a benevolência. Não é possível essa oposição ao pecado coexistir com algum grau de pecado no coração. Ou seja, essa oposição não pode coexistir com uma escolha pecaminosa. A vontade não pode ao mesmo tempo opor-se ao pecado e cometê-lo. Isso é impossível, e a suposição implica uma contradição. A oposição ao pecado como um fenômeno do intelecto ou da sensibilidade pode existir; em outras palavras, o intelecto pode desaprovar com veemência o pecado, e a sensibilidade pode sentir-se profundamente contrária a certas formas dele, enquanto, ao mesmo tempo, a vontade pode apegar-se à indulgência consigo mesma em outras formas. Esse fato sem dúvida responde pelo engano corriqueiro de que podemos, ao mesmo tempo, exercer uma oposição virtuosa ao pecado e ainda continuar a cometê-lo.
Muitos estão, sem dúvida, labutando sob esse engano fatal. Eles estão cônscios não só de uma desaprovação intelectual do pecado em certas formas, mas também, às vezes, de fortes sentimentos de oposição a ele. E mesmo assim também estão cônscios de continuar a cometê-lo. Assim, concluem que possuem neles um princípio de santidade e também um princípio de pecado, que são em parte santos e em parte pecadores ao mesmo tempo. A oposição intelectual e emocional deles, supõem-na uma oposição santa quando, sem dúvida, é apenas tão comum no Céu e, até, mais que na Terra, uma vez que o pecado é mais descoberto ali do que o é em geral aqui.
Mas agora pode surgir a pergunta: como é possível o intelecto e a sensibilidade estarem em oposição ao pecado e, ainda assim, perseverar-se nele? Que motivo a mente pode ter para uma escolha pecaminosa quanto levada a ela não pelo intelecto nem pela sensibilidade? A filosofia desse fenômeno exige explicação. Vamos nos dedicar a ela.
Sou um agente moral. Meu intelecto necessariamente desaprova o pecado. Minha sensibilidade está tão ligada ao meu intelecto, que simpatiza com ele ou é afetada por suas percepções e julgamentos. Eu considero o pecado. Eu necessariamente o desaprovo e o condeno. Isso afeta minha sensibilidade. Eu o detesto e abomino. Ainda assim, o cometo. Ora, a que se deve isso? O método usual o atribui a uma depravação na própria vontade, um estado decaído ou corrompido da faculdade, de modo que persevera na escolha do pecado pelo próprio pecado. Ainda que desaprovado pelo intelecto e abominado pela sensibilidade, ainda assim, dizem, é a depravação inerente da vontade que é pertinaz em apegar-se ao pecado apesar de tudo e continuará a fazê-lo até que tal faculdade seja renovada pelo Espírito Santo e uma tendência ou inclinação santa seja inculcada na própria vontade.
Mas há um engano crasso. Para ver a verdade nesse assunto, é de importância vital inquirir o que é pecado. Todos aceitam que o egoísmo é pecado. Comparativamente poucos parecem compreender que o egoísmo é a totalidade do pecado, que toda forma de pecado pode resumir-se em egoísmo, exatamente como toda forma de virtude pode resumir-se em benevolência. Não é meu propósito agora mostrar que o egoísmo é a totalidade do pecado. Por enquanto é suficiente tomar a admissão de que o egoísmo é pecado. Mas que é egoísmo? É a escolha da gratificação própria como um fim. E a preferência de nossa própria gratificação à custa do máximo bem da existência universal. A gratificação própria é o fim supremo do egoísmo. Essa escolha é pecaminosa. Ou seja, a moral dessa escolha egoísta é pecado. Ora, em caso algum nosso pecado é ou pode ser escolhido por si ou como um fim. Sempre que algo é escolhido para gratificar a si próprio não é escolhido porque a escolha é pecaminosa; mesmo assim, é pecaminosa. Não é o caráter pecaminoso da escolha em que a preferência se fixa como um fim ou por si, mas a gratificação trazida pelo objeto escolhido. Por exemplo, furtar é pecado. Mas a vontade, no ato de furtar, não almeja nem termina no caráter pecaminoso do furto, mas no ganho ou gratificação esperada do objeto furtado. A bebedeira é pecaminosa, mas o bêbado não intenta ou escolhe o pecado por si ou como um fim. Ele não escolhe a bebida forte porque a escolha é pecaminosa, mas, mesmo assim, ela é. Escolhemos a gratificação, mas não o pecado, como um fim. Escolher a gratificação como um fim é pecado, mas o pecado não é o objeto da escolha. Nossa mãe, Eva, comeu o fruto proibido. Esse ato foi pecaminoso. Mas o objeto escolhido ou intentado não foi o pecado de comer, mas a gratificação que a fruta daria. O pecado não é e não pode ser escolhido como um fim por si, em caso algum. O pecado é só a qualidade do egoísmo. O egoísmo é a escolha, não do pecado como um fim ou por si, mas da gratificação própria; e essa escolha da gratificação própria como um fim é pecaminosa. Ou seja, a qualidade moral da escolha é pecado. Dizer que o pecado é ou pode ser escolhido por si é mentiroso e absurdo. E o mesmo que dizer que uma escolha pode terminar num elemento, qualidade ou atributo de si mesmo; que o objeto escolhido é de fato um elemento da própria escolha.
Mas dizem que os pecadores às vezes têm consciência de escolher o pecado por si ou porque é pecado; que eles possuem um estado mental tão maldoso, que amam o pecado por si; que "rolam o pecado como uma guloseima doce sob a língua"; que "engolem os pecados do povo de Deus como se comessem pão" (SI 14.4), ou seja, que amam os próprios pecados e os pecados dos outros, como amam a comida que lhes é necessária e os escolhem por esse motivo ou exatamente como escolhem a comida, que não só pecam com ânsia, mas também têm prazer nos que fazem o mesmo. Ora, tudo isso pode ser verdade, mas não desaprova de modo algum a posição que eu tomei, a saber, que o pecado jamais é e jamais pode ser escolhido como um fim ou por si. O pecado pode ser buscado e amado como um meio, mas jamais como um fim. A escolha da comida servirá de ilustração. A comida jamais é escolhida como um fim último; ela jamais pode ser escolhida desse modo. Ela é sempre um meio. E a gratificação ou a utilidade dela, de algum ponto de vista, que constitui a razão de escolhê-la. A gratificação é sempre o fim pelo qual o homem egoísta come. Aquilo que ele busca pode não ser única ou principalmente o prazer momentâneo de comer. Mas, apesar disso, se for egoísta, terá em vista a própria gratificação como um fim. Pode ser que não tenha em vista tanto uma gratificação presente, mas uma gratificação remota. Assim, ele pode escolher um alimento que lhe dê saúde e força para buscar alguma gratificação distante, a aquisição de bens ou outra coisa que lhe trará gratificação.
Pode acontecer de um pecador chegar a um estado de rebelião contra Deus e o universo, de caráter tão temerário que tenha prazer em desejar, fazer e dizer coisas pecaminosas só porque são pecaminosas e desagradáveis para Deus e para os seres santos. Mas, mesmo nesse caso, o pecado não é escolhido como um fim, mas como um meio de gratificar esse sentimento maldoso. E, afinal, a gratificação própria escolhida como um fim, não o pecado. O pecado é o meio e a gratificação própria, o fim.
Ora, estamos prontos para compreender como pode ocorrer de o intelecto e a sensibilidade estarem muitas vezes contra o pecado e, mesmo assim, a vontade apegar-se à indulgência. Um bêbado considera o caráter moral da bebedeira. Ele condena instantânea e necessariamente a abominação. Sua sensibilidade simpatiza com o intelecto. Ele detesta o caráter pecaminoso de beber bebida forte e detesta a si mesmo por isso. Ele tem vergonha e, fosse possível, cuspiria no próprio rosto. Ora, nesse estado, com certeza seria absurdo supor que poderia escolher o pecado de beber, como um fim, por si. Isso seria escolhê-lo por um motivo impossível e não por motivo algum. Mesmo assim, ele pode escolher continuar sua bebedeira, não por ser pecado, mas mesmo assim é pecado. Pois embora o intelecto condene o pecado de beber bebida forte, e a sensibilidade deteste o caráter pecaminoso da indulgência, entretanto ainda existe um apetite tão forte, não pelo pecado, mas pelo álcool, que ele busca a gratificação, apesar de ser pecaminoso. Assim é e assim deve ser em todos os casos em que o pecado é cometido diante das queixas do intelecto e da abominação da sensibilidade. A sensibilidade detesta o pecado, mas deseja com maior vigor o objeto escolhido, o qual é pecaminoso. A vontade num ser egoísta presta obediência ao impulso mais forte da sensibilidade, e o fim escolhido não é, em caso algum, o caráter pecaminoso do ato, mas a gratificação própria. Aqueles que supõem que essa oposição do intelecto ou da sensibilidade seja um princípio santo estão fatalmente enganados. É esse tipo de oposição ao pecado que com freqüência se manifesta entre homens perversos e que os leva a creditarem para si uma bondade ou virtude, sem possuir um átomo sequer disso. Esses não se considerarão moral e totalmente depravados, enquanto tiverem consciência de possuir dentro de si tamanha hostilidade para com o pecado. Mas eles devem compreender que essa oposição não vem da vontade, pois então não conseguiriam prosseguir no pecado; ela é um puro estado involuntário da mente, não possuindo qualquer caráter moral. Deve-se lembrar, portanto, que uma oposição virtuosa ao pecado é sempre e necessariamente um atributo da benevolência, um fenômeno da vontade; e que é naturalmente impossível que essa oposição da vontade coexista com a comissão do pecado.
Uma vez que essa oposição ao pecado está claramente implicada e é um atributo essencial da benevolência ou do verdadeiro amor a Deus, segue-se que a obediência à lei de Deus não pode ser parcial, no sentido de amarmos a Deus e pecarmos ao mesmo tempo.
 
3. O amor leva à obediência.
É um amor obediente. Repetidas vezes o NT preconiza que a única maneira de podermos comprovar que amamos a DEUS é oferecendo-Lhe nossa obediência incondicional (Jo 14.15, 21, 23, 24; 13.35; 15.10;
1 Jo 2.5; 5.2, 3; 2 Jo 6). A obediência é a prova final do amor. A obediência a DEUS e a ajuda amorosa prestada aos homens são duas coisas que comprovam o nosso amor.
A equação de amor e obediência também é repetida (Jo 14.15,21; 1 Jo 4.21-5.3). O amor não é um mero sentimento, mas uma entrega pessoal e voluntária que conduz à submissão.
 
Conclusão:
Existe uma singularidade no amor Ágape, amor, um aspecto do fruto, o amor Ágape é derramado em nós pelo ESPÍRITO SANTO, Devemos amar a DEUS e ao próximo,Amor vertical, horizontal e a nós se resume em o amor a DEUS, o amor ao próximo e o amor a si mesmo, sob a tutela do amor rejeitemos as obras das trevas, vivamos debaixo da tutela do amor. Amor é antídoto contra o pecado, o amor leva à obediência.
 
 
VÁRIOS COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMAS CORREÇÕES DO Pr. Luiz Henrique
 
Exortações a todos os membros da igreja, Rm 12.9-21
9 O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. 10 Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. 11 No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; 12 regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes; 13 compartilhai (ativamente) as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade (incansavelmente); 14 abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. 15 Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. 16 Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos (Pv 3.7). 17 Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem (Pv 3.7,27; 17.13) perante todos os homens; 18 se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; 19 não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. 20 Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça (Pv 25.21,22). 21 Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.
 
Observação preliminar - Comentário Esperança N.T Completo
Refletindo por mais tempo sobre esse texto, somos transportados para as bênçãos plenas do evangelho. Por meio de certas aproximações com o Sermão do Monte nos v. 14,17,21 tornam-se presentes também as bem-aventuranças do mesmo. O caminho de JESUS ao sacrifício surge como a verdadeira força motora. O que no início parecia uma listagem confusa de ditados dá lugar ao impacto de uma forte coerência interna.
Nitidamente diferente dos v. 3-8, o novo bloco não menciona com nenhuma palavra os dons espirituais, mas sim o fruto do ESPÍRITO segundo Gl 5.22 (amor, alegria, paz, longanimidade). Qual é a razão dessa diferença? Os dons espirituais são distribuídos na igreja de maneira distinta, motivo pelo qual também nos v. 6-8 cada um dos diferentes portadores de serviços recebe sua exortação à parte. Em contraposição, espera-se que todos os membros apresentem as qualidades do fruto do ESPÍRITO de maneira igual, como mostram as presentes exortações. Independente de numerosos paralelos no AT e em escritos judaicos há também semelhanças claras com exortações entre escritores gentílicos. Em todo lugar em que se estabeleçam parâmetros éticos e onde se dê valor à formação do coração, vive uma sabedoria proverbial que é em boa parte comparável ao presente bloco. Portanto, também Paulo está levando em conta um consenso geral sobre o bem e o mal. Cristãos também não devem parecer excêntricos. A ênfase cristão diferenciadora reside, antes, em de onde e para quê. Paulo parte da misericórdia de DEUS (v. 1), e o alvo último não é formação e preservação do caráter pessoal, mas o desenvolvimento da igreja em direção de CRISTO como o Senhor. O v. 11c pode ser considerado como chave interpretativa: “Sirvam ao Senhor!” (blh).
9,10 Tão logo um cristão realmente pratica o que crê, ele estará exercendo o amor. Foi o que Paulo já constatou em Gl 5.6b. É aquele amor que não se orienta pelo que é digno de amor, mas que responde à misericórdia de DEUS (v. 1). É sob esse aspecto que ele rompe com os modelos de comportamento da era presente (v. 2). Porém o amor pode decair para uma mera encenação cristã. Quando ele é desempenhado unicamente por meio de expressão facial e saudação, uma igreja inteira cai no comportamento inautêntico e mascarado. Visto que isso a alienaria consideravelmente de sua essência, o NT exorta incansavelmente para a veracidade do amora. O amor seja sem hipocrisia. As exclamações seguintes mostram o amor na sua consistência: Detestai o mal. Amor verdadeiro deixa claro do que ele – por amor! – abre mão (1Co 13.6). E apegando-vos ao bem. O bem é, conforme o v. 2, a “boa, perfeita e agradável” vontade de DEUS. Cabe-nos estar incondicionalmente “grudados”26 a ele. A imagem condutora é a coesão numa boa família27. Sede amavelmente fiéis uns aos outros no amor fraternal28, no empenho recíproco29 uns pelos outros. A profundidade que esse engajamento alcança é demonstrada pelo convite preferindo-vos em honra uns aos outros, “prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios” (nvi). Não se tem em mente a honra que compete a um cargo ou uma categoria, mas a honra que devemos tributar a cada membro como criatura de valor inestimável. Estabelecer exceções nessa honra (Tg 2.1-9) não somente constitui culpa contra o céu, mas também um grave peso para aquele que é tratado com desdém. Ser honrado, fruir da dignidade humana é condição básica para que cada ser humano de fato possa continuar vivendo. Quando esse aspecto é abreviado, a ânsia por fama toma conta.
11-13 Os v. 11-13 enfocam o campo de atuação da igreja. No zelo, não sejais remissos. A exortação ao zelo se aproxima do v. 8, relacionada com a disposição de engajamento do que preside, mas aqui refere-se à disposição de cada um. Todos juntos devem ter o prazer de ser igreja que sabe o que é e o que deve fazer, fazendo-o com disposição. A igreja de Laodicéia havia chegado, com sua mornidão, ao limite extremo da zona de perigoe. Chamados a cooperar no maior acontecimento que pode existir, a saber, no acontecimento da vontade de DEUS sobre a terra, vale para eles: sede fervorosos de espírito. E: servindo ao Senhor30. No nosso idioma, “senhor” pode ser usado para qualquer senhor da vizinhança, mas a igreja serve ao Senhor de todos os senhores e, não por último, Senhor do futuro. Isso é exatamente algo que somente se pode fazer de modo “ardente”, não com monotonia nem em fogo baixo. Antes, regozijai-vos na esperança. De acordo com Rm 5.2,3, as tribulações atuais nada podem senão incendiar ainda mais essa alegria. Sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes. Uma recapitulação dos textos que combinam “perseverar” e “oração”f também no nosso texto, faz pensar sobre a participação constante em reuniões de oração. Orar em conjunto é característica de uma igreja que crê. Onde não se ora, não se crê mais. Não se pode crer apenas no pensamento. As citadas tribulações conduzem à exortação seguinte: compartilhai (ativamente) as necessidades dos santos. Às vezes o membro que passava a pertencer a uma igreja domiciliar facilmente perdia seu respaldo social anterior. P. ex., era possível que viúvas fossem excluídas da assistência pública aos pobres por causa por causa de sua fé. Com isso elas eram depositadas aos pés da igreja como uma tarefa (Tg 1.27). Os mestres da igreja também careciam de auxílio no primeiro cristianismo, porque seu serviço dedicado comprometia sua subsistência (Gl 6.6; 1Co 9.14). Para leitores de hoje a continuação praticai a hospitalidade (incansavelmente) salta à vista. Por que essa exortação aparece no NT com tanta insistência, e qual a causa do louvor e da gratidão justamente por essa tarefa? Na Antigüidade, os que viviam “sem cidadania”, “fora da aliança” (Ef 3.12,19; Gn 4.14) eram indefesos. Isso valia em dobro quando se tratava de um missionário que pertencia a uma igreja observada com suspeita, e valia o triplo quando a pessoa já estava sendo procurada judicialmente (At 9.23-25). Para tal pessoa, ocultar-se na casa de um companheiro de fé constituía o único refúgio, o que para este próprio não deixava de ser perigoso (P. ex.: At 17.6-8). Ou seja, a questão não é o comodismo da dona de casa, mas o medo que fazia retroceder na hora em que se devia exercer a hospitalidade. Mas de tais casas abertas dependia a expansão do cristianismo, ainda nos seus primeiros estágios.
14 O pensamento a respeito da perseguição à igreja leva Paulo a fazer uma breve intercalação, porém, ele retornará ao mesmo detalhadamente nos v. 17-20. Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. Nesse ponto todos os paralelos fracassam31. Em lugar algum o amor ao inimigo encontra-se com a mesma clareza inequívoca como em JESUS, de modo que Paulo está falando diretamente com a voz do seu Senhor. Sua proximidade com JESUS mostra-se também em suas justificativas para o amor ao inimigo. Primeiro: de acordo Mt 5.44,45; Lc 6.35,36, todos os discípulos devem amar os seus inimigos, a fim de se evidenciarem como imitadores de DEUS, pois DEUS é misericordioso também para com os ímpios. Do mesmo modo, Paulo ancora suas exortações na misericórdia de DEUS (acima, v. 1). Em segundo lugar: de acordo com Mt 5.46,47 os discípulos devem amar seus inimigos para se diferenciarem da mentalidade gentílica e “fazer a mais” nesse mundo. Assim também Paulo convoca para não se conformar com a era atual (acima, v. 2). No entanto, isso somente é praticável na presença de DEUS. Ali nos tornamos totalmente verdadeiros no amor. Tem lugar a intercessão que abençoa. Ela tem a intenção de afastar a ira de DEUS do perseguidor, assim como JESUS o fez (Lc 23.34). Portanto, nessa exortação não está presente apenas a voz de JESUS, mas também seu morrer que abençoa.
15 Com certeza o v. 15 vigora dentro da igreja, embora também possa incluir todos os concidadãos, em continuação ao v. 14: Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. Sofrer perseguições pode endurecer uma pessoa, de maneira que nenhum sentimento a comove mais diante da alegria e do sofrimento desse mundo. Por isso: não se tornem devotos sobrenaturais ou desumanos!
 
Comentários da Bíblia Diário Vivir (ESP)
12.6-8 Olhe esta lista de dons e imagine os tipos de pessoas que poderiam possui-los. Os profetas possuem, pelo general, denodo e oratória. Os que servem (os que ministram) são fiéis e leais. Os que ensinam são pensadores claros. Os que exortam sabem como motivar a outros. Os que repartem são generosos e confiáveis. Os que presidem são bons organizadores e diretores. Os que têm misericórdia são amorosos e se sentem muito felizes quando dão seu tempo a outros. Seria muito difícil que uma só pessoa monopolizasse todos estes dons. Um profeta positivo possivelmente não seja necessariamente um bom conselheiro e um que reparte ao melhor enguiço como administrador. Quanto você identifica seus dons (e esta lista está longe de ser completa), pergunte-se como pode utilizá-los para edificar a família de DEUS. Ao mesmo tempo, aceite que seus dons não podem levar a cabo todo o trabalho da igreja. Seja agradecido com quem tenha dons diferentes aos seus. Procure que seus pontos fortes equilibrem as debilidades que outros tenham e agradeça que as habilidades deles lhe ajudem a superar suas deficiências. Juntos podem edificar a Igreja de CRISTO.
12.9 A maioria aprendemos a fingir que amamos a outros. Sabemos como falar com bondade, evitando ferir sentimentos e aparentando interesse em outros. Podemos até fingir que nos enchemos de compaixão quando ouvimos das necessidades de outros ou de indignação quando nos inteiramos de alguma injustiça. Mas DEUS nos chama a sentir o verdadeiro amor que vai além das emoções e conduta superficiais. O amor sincero requer concentração e esforço. Inclui fazer algo para que outros sejam melhores. Demanda tempo, dinheiro e participação pessoal. Nenhuma pessoa tem os recursos necessários para amar a toda uma comunidade; mas uma igreja, o corpo de CRISTO em sua cidade, pode-o fazer. Pense em pessoas que necessitam seu amor em ação e considere quão médios você e outros membros podem usar para unir-se e mostrar amor por sua comunidade no nome de CRISTO.
12.10 Podemos honrar a outros de duas maneiras. Alguém encerra motivos ocultos. Honramos a nossos chefes a fim de que depois nos recompensem, a nossos empregados para que trabalhem mais, aos ricos para que contribuam a nossa causa, aos capitalistas para que utilizem seu poder a nosso favor e não em nosso contrário. A outra maneira de DEUS encerra amor. Como cristãos, honramos às pessoas porque foram criadas à imagem de DEUS, porque são nossos irmãos em CRISTO, porque estamos agradecidos pela forma em que contribuem à edificação do corpo de CRISTO. Parece-lhe muito difícil para sua natureza competitiva a maneira em que DEUS honra aos demáss? por que não tentar nos superar mutuamente quanto a honrar a outros? Ponha a outros em primeiro lugar!
12.13 Oferecer hospitalidade cristã não é o mesmo que receber visitas. Quando se recebe visitas, o foco de atenção é a família anfitriã: o lar deve estar impecável, os mantimentos devem estar bem preparados e abundantes, os da casa devem parecer descansados e de bom amor. A hospitalidade, em troca, concentra-se nos visitantes. Suas necessidades têm prioridade: terá que lhes dar um lugar onde estar, mantimentos nutritivos, ouvido atento ou aceitação. A hospitalidade pode brindar-se em um lar desordenado. Pode brindar-se ao redor de uma mesa em que o prato principal seja uma sopa. Até pode ser que o anfitrião e os visitantes realizem tarefas em conjunto. Não tema oferecer hospitalidade porque está muito cansado, ocupado ou pobre para atender adequadamente aos visitantes.
 
João 3.16
16 Porque DEUS amou o mundo (apresenta o tipo de amor a DEUS) , que deu o seu Filho Unigênito (o entregou à Cruz, por isso é que ele tomou para redimir a humanidade) , para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a Vida Eterna.
 
3.16 DEUS AMOU O MUNDO DE TAL MANEIRA. BEP - CPAD - João 3.16 revela o coração e o propósito de DEUS para com a humanidade. (1) O amor de DEUS é suficientemente imenso para abranger todos os homens, i.e., "o mundo" (cf. 1 Tm 2.4). (2) DEUS "deu" seu Filho como oferenda na cruz por nossos pecados. A expiação procede do coração amoroso de DEUS. Não foi algo que Ele foi obrigado a fazer (1 Jo 4.10; Rm 8.32). (3) Crer (gr. pisteuo) inclui três elementos principais: (a) plena convicção de que CRISTO é o Filho de DEUS e o único Salvador do perdido pecador; (b) comunhão com CRISTO pela nossa auto-submissão, dedicação e obediência a Ele (cf. João 15.1-10; ver 14.21; Jo 15.4); (c) plena confiança em CRISTO de que Ele é capaz e também quer conduzir o crente à salvação final e à comunhão com DEUS no céu (ver o estudo FÉ e GRAÇA, p. 1704). (4) "Perecer" é a quase sempre esquecida palavra em 3.16. Ela não se refere à morte física, mas à pavorosa realidade do castigo eterno no inferno (Mt 10.28). (5) "Vida eterna" é a dádiva que DEUS outorga ao homem quando este nasce de novo (ver o estudo A REGENERAÇÃO). "Eterna" expressa não somente a perpetuidade da nova vida, mas também a qualidade desta vida, como a de DEUS; uma vida que liberta o homem do poder do pecado e de Satanás, e que o afasta daquilo que é puramente terreno para que ele conheça a DEUS (cf. João 8.34-36; ver 17.3)
 
João 3.16 - Com. Bíblico - John Macarthur - NT -
Enviou o seu Filho unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a DEUS, mas que Ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados "(1 João 4: 9-10). Os israelitas atingidas foram curados por obedientemente olhando para além de quaisquer obras ou justiça própria em esperança e dependência sobre a palavra de DEUS para a serpente de bronze elevada. Da mesma forma, quem olha na fé só para o CRISTO crucificado será curado de mordida mortal do pecado e vai nele tenha a vida eterna.
Este é o primeiro de quinze referências no Evangelho de João para o importante termo vida eterna. Em sua essência, a vida eterna é a participação do crente na vida abençoada, eterna de CRISTO (cf. 1: 4) através de sua união com Ele ( Rom 5:21; 6:. 4, 11, 23; 1 Cor 15:22; 2 Cor 5:17; Gl 2:20; Cl 3:... 3-4; 2 Tm 1: 1, 10. ; Judas 21). JESUS definiu a vida eterna em Sua oração sacerdotal ao Pai: "Esta é a vida eterna: que te conheçam a ti, o único DEUS verdadeiro, ea JESUS CRISTO, a quem enviaste" (João 17: 3). É a vida da idade para vir: e crentes vai experimentá-lo mais plenamente no perfeito, glória infinita e alegria do céu (Rom 8 (Ef 2, 6-7.): 19-23., 29; 1 Cor. 15:49; Fp 3: 20-21.; 1 João 3: 2).
O versículo 16 é, sem dúvida, o verso mais conhecido e amado em toda a Escritura. No entanto, a sua própria familiaridade pode causar a verdade profunda que ela contém para ser esquecida. Motivo de DEUS para dar "seu dom inefável" de JESUS CRISTO (2 Cor. 9:15) era de que Ele amou o mal, pecaminoso mundo da humanidade caída. Como observado anteriormente neste capítulo, toda a humanidade é totalmente pecaminosa, completamente perdido, e incapaz de salvar a si mesma por qualquer cerimônia ou esforço. Assim, não havia nada no homem que atraiu o amor de DEUS. Ao contrário, ele amou, porque Ele soberanamente determinado a fazê-lo. O plano de salvação fluiu de "a bondade de DEUS, nosso Salvador e Seu amor pelos homens" (Tito 3: 4). "Mas DEUS prova o seu próprio amor para conosco", escreveu Paulo aos cristãos em Roma ", em que, quando éramos ainda pecadores, CRISTO morreu por nós" (Rm 5: 8.). João escreveu em sua primeira epístola: "Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a DEUS, mas que Ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos Pecados, porque Ele nos amou primeiro" (1 João 4:10, 19). Esse amor é tão grande, maravilhoso, e incompreensível que João, evitando todos os adjetivos, só poderia escrever que DEUS amou o mundo de tal maneira que deu o Seu próprio Filho Amado (cf. 1 João 3: 1). Mundial é um termo inespecífico para a humanidade em um sentido geral. A declaração, no versículo 17, "que o mundo seja salvo por Ele", prova que isso não significa que todo mundo que já viveu, já que nem todos serão salvos. O versículo 16 claramente não pode estar ensinando a salvação universal, uma vez que o contexto promete que os incrédulos perecerão em juízo eterno (vv. 16-18). Nosso Senhor está dizendo que para tudo no mundo existe apenas um Salvador (1 João 2: 2), mas apenas aqueles que são regenerados pelo ESPÍRITO e que crêem no Seu evangelho receberão a salvação ea vida eterna por meio dele. (Para uma discussão mais ampla sobre este ponto, ver meu livro O DEUS que ama .. [Nashville: Palavra, 2001], especialmente pp 99ff)
Paulo em 2 Coríntios 5:19 usou o termo mundo de uma maneira similar: "DEUS estava em CRISTO reconciliando consigo o mundo consigo mesmo, sem contar os pecados dos homens, e Ele nos confiou a palavra da reconciliação." DEUS estava em CRISTO reconciliando consigo o mundo consigo mesmo, não no sentido da salvação universal, mas no sentido de que o mundo não tem outra reconciliador. Que nem todos vão acreditar e se reconciliar resulta do articulado no versículo 20: "Portanto, somos embaixadores da parte de CRISTO, como se DEUS estivesse fazendo um apelo através de nós, nós te peço, em nome de CRISTO, se reconciliarem com DEUS." (Para uma discussão mais aprofundada desses versos, ver 2 Coríntios , o comentário MacArthur Novo Testamento [Chicago: Moody, 2003]).
Não há palavras na linguagem humana que podem expressar adequadamente a magnitude do dom salvífico de DEUS para o mundo. Até mesmo o apóstolo Paulo se recusou a tentar, declarando que o dom de ser "indescritível" (2 Cor. 9:15). O Pai deu Seu unigênito (único, um de um tipo) Filho - O Aquele de quem Ele declarou: "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo "(Mat. 03:17; cf. 12:18; 17: 5; 2 Pedro 1:17); Aquele a quem ele "ama ... e todas as coisas entregou nas suas mãos" (João 03:35; cf. 05:20; 15: 9; 17:23, 26); Aquele a quem Ele "altamente exaltado ... e lhe deu o nome que está acima de todo nome" (Filipenses 2: 9.); Aquele com quem ele tinha desfrutado comunhão íntima de toda a eternidade (João 1: 1) -para morrer como um sacrifício em nome de homens pecadores. "Ele fez Aquele que não conheceu pecado, o pecado em nosso nome", escreveu Paulo, "para que nos tornássemos justiça de DEUS em CRISTO" (2 Cor. 5:21). Em seu majestoso profecia do Servo Sofredor Isaías declarou,
 
AMOR - Dicionário Strong em Português
Amor - אהב ’ahab ou אהב ’aheb
1) amar
1a) (Qal)
1a1) amor entre pessoas, isto inclui família e amor sexual
1a2) desejo humano por coisas tais como alimento, bebida, sono, sabedoria
1a3) amor humano por ou para DEUS
1a4) atitude amigável
1a4a) amante (particípio)
1a4b) amigo (particípio)
1a5) o amor de DEUS pelo homem
1a5a) pelo ser humano individual
1a5b) pelo povo de Israel
1a5c) pela justiça
1b) (Nifal)
1b1) encantador (particípio)
1b2) amável (particípio)
1c) (Piel)
1c1) amigos
1c2) amantes (fig. de adúlteros)
2) gostar
 
AMOR - Ágape (Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi) - αγαπη - Amor - o Maior de todos - Obra da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - William Barclay
O alvo necessário de todos os escritores sobre a ética da vida virtuosa é pintar em palavras o retrato do homem bom. Em outras palavras: a tarefa continua do mestre da ética é expor os vários ingredientes na receita da bondade. É isto que Paulo faz em Gálatas 5.22, 23 quando alista as grandes qualidades do fruto do ESPÍRITO - amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. É inevitável que o amor fique no inicio da lista, porque DEUS é amor (I João 4.8) e, portanto, necessariamente, o maior destes é o amor ( 1 Co 13.13).
O amor é o vinculo da perfeição, o vinculo perfeito, que liga tudo numa harmonia perfeita (Cl 3.14), é o amor e em si mesmo o cumprimento da lei (Rm 13.10).
Devemos começar definindo os nossos termos. Há momentos em que o português, em comparação com o grego, é um idioma pobre. Diz-se que, em gaulês, se um jovem ama uma moça, há vinte maneiras diferentes para ele lhe dizer isso! Nós temos uma só palavra para “ amar” ’ e esta palavra tem que servir para expressar muitos sentimentos. Mas o grego tem quatro palavras para “amar.”
(i) Há a palavra Eros. É caracteristicamente a palavra para o amor entre os sexos, o amor de um rapaz para com uma jovem; sempre há um lado predominantemente físico, e sempre envolve o amor sexual. Aristóteles diz que erõs sempre começa com o prazer dos olhos, que ninguém se apaixona sem primeiramente ficar encantado pela beleza, e que o amor não é amor, a não ser que se anseie pelo amado quando ele esta ausente, desejando ardentemente a sua presença (Aristóteles: Ética a Nicômaco 9.4.3). Epíteto descreve este tipo de amor como uma compulsão da paixão (Discursos 4.1.147). Esta palavra não aparece no NT em lugar algum, não porque o NT despreza ou rejeite o amor físico, mas porque, já nos tempos do NT, esta palavra passara a ser ligada com a concupiscência mais do que com o amor. Eros, conforme alguém já disse, é o amor ainda sem conversão. Atração sexual.
(ii) Há a palavra philia. Esta é a palavra mais nobre no grego secular para expressar o amor. Descreve um relacionamento caloroso, intimo e tenro do corpo, mente e espírito. Inclui o lado físico do amor, pois o verbo philein pode significar beijar ou acariciar, mas inclui muita coisa a mais. Ate mesmo nesta palavra há algo que falta. “O amor não é o amor” , disse Shakespeare, “que se altera quando descobre uma alteração.” Mas philia, como todas as coisas humanas, pode alterar-se. Aristóteles escreve: “O prazer do amante é contemplar a sua amada, o prazer da amada é receber as atenções do seu amante, mas quando murchar a beleza da amada, a amizade (philia) as vezes murcha também, visto que o amante já não acha prazer na visão da sua amada, e a amada não recebe atenção do amante” (Aristóteles: Ética a Nicômaco 8.4.1). É verdade que philia descreve o tipo mais nobre do amor humano, mas também é verdade que a luz da philia pode diminuir e seu calor esfriar.
(iii) Há a palavra storgè. Esta e a palavra mais limitada na sua esfera, porque no grego secular e a palavra do amor no lar, do amor dos pais para com os filhos e dos filhos para com os pais, para o amor entre irmãos, irmãs e parentes.
(iv) Há a palavra Ágape. Aqui, temos pouca orientação com base no grego secular. O verbo correspondente agapan é bastante comum no grego secular, mas o substantivo Ágape quase nunca ocorre. Conforme diz R. C. Trench: “Ágape é uma palavra que nasce no seio da religião revelada.” E isto não é por acidente. Ágape é uma palavra nova que descreve uma qualidade nova, uma palavra que indica uma atitude nova para com os outros, uma atitude nascida dentro da comunidade, vinda de DEUS, e impossível sem a dinâmica cristã. Como, pois, devemos determinar o significado de Ágape? Podemos determinar melhor seu significado tendo por fundamento a maneira de o próprio JESUS falar dele. A passagem básica é Mt 5.43-48. Ali, JESUS insiste em que o amor humano deve seguir o padrão do amor de DEUS. E qual é a grande característica do amor de DEUS? DEUS faz vir chuvas sobre justos e injustos, e faz nascer o sol sobre maus e bons. Logo, o significado de Ágape é a benevolência invencível, a boa vontade que nunca é derrotada.
Ágape é o espírito no coração que nunca procurará outra coisa senão o sumo bem do seu próximo. Não se importa com o tratamento que recebe do seu próximo, nem com a natureza dele; não se importa com a atitude do próximo para com ele, nunca procurará outra coisa a não ser o sumo bem do próximo, o melhor para ele. Quando se vê isto, imediatamente surgem algumas verdades vitais.
(i) Quando Aristóteles escreve a respeito do amor, sua atitude é que somente aquele que merece o amor pode ser amado. Fala daqueles que desejam ser amados, que tem desejo de que o amor seja recíproco, e diz a respeito das pessoas que tem este desejo que seu anseio é ridículo,' se eles nada possuem de atraente (Aristóteles: Ética de Nicômaco 8.8.6). Insiste em que um homem não pode esperar ser amado “ se nada houver j nele para despertar afeição” (Ética a Nicômaco 9.1.2). Epíteto diz praticamente a mesma coisa, quando declara: “Aquilo que desperta o interesse da pessoa e o que ela ama por natureza” (Discursos 2.22.1). Platão disse: “O amor é para os amoráveis.” Mas a qualidade distintiva do amor cristão acha-se exatamente na sua obrigação e capacidade de amar os pouco amáveis e os que dificilmente se pode amar, de procurar o sumo bem do outro independentemente daquilo que ele é, ou faz, ou tenha feito. No amor cristão a ideia do mérito não deve ser levada em conta.
(ii) Para os escritores gregos, o amor é necessariamente uma coisa exclusiva. Aristóteles define o amor como “a amizade num grau superlativo” . Passa, então, a dizer que, se é assim, pode ser por uma pessoa, e
por uma pessoa somente (Aristóteles: Ética a Nicômaco 9.10.5). Na realidade, a convicção de Aristóteles é de que o amor não pode ser difundido, nem pode a amizade ser muito espalhada. Na amizade, o circulo deve ser estreito; no amor, nem sequer há um circulo, mas somente um único ponto em que tudo se focaliza. O amor cristão é o próprio inverso disso. É uma benevolência que abrange a todos. Agostinho disse a respeito de DEUS que Ele ama a todos como se houvesse uma só pessoa para Ele amar; o amor cristão deve modelar-se no amor de DEUS.
(iii) Há um sentido em que o amor cristão difere radicalmente do amor humano comum. O amor humano comum é uma reação do coração; e algo que simplesmente ocorre. Ele é algo com cuja criação e aurora nada temos a ver. Mas Ágape, o amor cristão, é um exercício da personalidade total. É um estado não somente do coração, mas também da mente; faz parte dos sentimentos, emoções, e também da vontade. Não é alguma coisa que simplesmente acontece e que não podemos evitar; é algo que temos de desejar. Não é algo com que não temos nada a fazer; é uma conquista é uma realização. Na realidade, tem sido dito que, em pelo menos um dos seus aspectos, Ágape é a capacidade, o poder e a determinação de amar as pessoas das quais não gostamos. É certamente verídico que este amor cristão não é uma coisa fácil e sentimental; não é uma resposta emocional automática e não procurada. É uma vitória sobre o eu. A pura verdade é que este amor cristão é uma qualidade do fruto do ESPÍRITO; é algo totalmente impossível sem a dinâmica de JESUS CRISTO. Por isso é fútil falar na aceitação da ética do Sermão do Monte e do amor cristão. A verdade simples é que o mundo não pode aceitá-la; somente o cristão cheio do ESPÍRITO e dedicado a CRISTO pode fazê-lo.
(iv) Havia uma grande área do pensamento pagão que considerava esta ideia do amor cristão como uma contradição revolucionaria de tudo quanto ele mesmo tinha em vista. Todas as filosofias contemporâneas ao cristianismo tinham um só alvo e objetivo: a única coisa que todos procuravam era a paz de espírito, ataraxia, serenidade, tranquilidade, o coração em repouso. A fim de chegarem a isto, todas elas, de uma forma ou outra, insistiam na absoluta necessidade de duas qualidades básicas.
A primeira era autarkeia, que significa a perfeita autossuficiência, a perfeita independência de qualquer objeto ou pessoa. Autarkeia é a atitude da mente que acha sua felicidade e paz inteira e exclusivamente dentro de si mesma.
A segunda tinha uma estreita relação com ela; era apatheia. Apatheia não é a apatia no sentido da indiferença. A apatheia é essencialmente a incapacidade de sentir alegria ou tristeza, gozo ou magoa; é a atitude de coração e mente que não pode ser tocada por qualquer coisa que porventura pudesse acontecer a si mesma ou a outrem. É o coração isolado de todos os sentimentos e emoções Se este for o ideal da vida, então bem claramente o grande inimigo da paz e o amor; o amor é o grande perturbador. Epíteto conta como César trouxe paz e segurança políticas a este mundo, e depois diz, com desespero: “Mas será que César pode nos dar a imunidade do amor?” (Epíteto: Discursos 2.13.10). Concorda que o homem deve tornar-se afetuoso (philostorgos), mas somente de uma maneira tal que, nunca, em tempo algum, dependerá de outra pessoa para a sua felicidade e alegria, porque, se um homem permitir a outra pessoa entrar no seu coração e habitar ali, sua liberdade foi-se para sempre (Epíteto: Discursos 3.24-58). Para Epíteto, o amor é um tipo de escravidão (Epíteto: Discursos 4.17.57). Por essa razão, a filosofia é um treinamento que visa atingir a indiferença. Epíteto insiste em que os homens nunca devem fixar seu coração em qualquer objeto ou pessoa, porque nada e ninguém deve ser uma necessidade para nós. O homem deve ensinar-se a não se importar com nada. Que comece com coisas sem importância — uma vasilha, uma xícara que, de qualquer maneira, pode ser facilmente quebrada. Que avance um pouco mais, para uma túnica, um miserável cachorro, um mero cavalo, um pedaço de terra. Se algo acontecer a alguma destas coisas, que aprenda a não se importar. Depois, finalmente, chegará paulatinamente a uma etapa em que não se importará com o que acontece a seu próprio corpo, quando poderá perder os filhos, a esposa, os irmãos — sem se importar com isso (Epíteto-.Discursos 4.1.110,111). É verdade que as vezes Marco Aurélio fala de modo aparentemente diferente. Amai os homens entre os quais a vossa sorte é lançada, diz ele e amai de todo o coração. Amai a humanidade e segui a DEUS. Tudo quanto é racional é afim, e faz parte da natureza humana importar-se com todos os homens. A divindade entronizada dentro de nós acalenta um sentimento fraterno para com os homens. Se não podeis converter o malfeitor, lembrai-vos de que a bondade vos foi dada para enfrentar semelhante caso e lidar com tal homem. Ninguém deve, em caso algum, ser obrigado a arrancar de nós a bondade. Devemos viver com mansidão para com aqueles que procuraram opor-se a nós e para com aqueles que são um espinho em nossa carne (Marco Aurélio: Meditações 6.38; 7.31, 34, 36;| 9.11; 11.9). O cínico verdadeiro será necessariamente acoitado, mas devei amar os homens que o acoitam, como se fosse o pai ou o irmão deles todos (Epíteto:Discursos 3.22.55). Mas, ao procurar o sentido e significado de passagens tais como estas, sempre deve ser lembrado que esta atitude para com os outros nasceu, não da identificação com os outros, ou da simpatia para com os outros, ou da participação da sua situação humana, mas da superioridade consciente. O sábio estava tão fechado dentro da sua virtude, tão acima dos homens! comuns, que nunca deixaria as excentricidades e a insensatez dos mortais inferiores afetarem sua calma olímpica. Em contraste direto com isto, o amor cristão se importa. O amor cristão é o próprio inverso dos princípios elementares da filosofia pagã. O filosofo pagão dizia: “Ensina-te a não te importar.” A mensagem cristã dizia: “Ensina-te a importar-te apaixonada e intensamente para com os homens.” O filosofo pagão dizia: “Não deves, em circunstância alguma,ficar pessoal e emocionalmente envolvido na situação humana.” A mensagem cristã diz: “Deves entrar na situação humana de tal maneira que vejas penses e sintas com os olhos, a mente e o coração da outra pessoa na sua profunda identificação com os outros.” A mensagem cristã oferecia o caminho para a felicidade naquela mesma atitude que o filosofo pagão considerava como o caminho para a infelicidade. Para o cristão, o principio no amago da vida era a única coisa que o filosofo pagão procurava eliminar inteiramente da sua vida. Analisemos, portanto, o significado deste Ágape, usando em especial os elementos das cartas de Paulo, onde a palavra ocorre mais de sessenta vezes.
(i) Tudo começa com o amor de DEUS, porque DEUS é o DEUS de amor (2 Co 13.11). O amor cristão é o reflexo do amor de DEUS, e dele obtém seu padrão e poder. Este amor de DEUS é totalmente imerecido, porque a prova dele é que, enquanto ainda éramos pecadores, CRISTO morreu por nós (Rm 5.8). O Novo Testamento nunca poderia tolerar qualquer conceito de expiação que subentendesse ou sugerisse que qualquer coisa que JESUS fez mudou ou alterou a atitude de DEUS para com os homens; que, de alguma maneira, JESUS tenha transformado a ira de DEUS em amor. O processo inteiro da salvação tem seu inicio no amor de DEUS, não merecido por nós. Além disso, o amor de DEUS é um amor que produz e transforma. É aquele amor que, derramado no coração dos homens, produz as grandes qualidades da vida e do caráter cristãos (Rm 5.3-5). Há um amor humano que enfraquece a fibra moral do homem, que paralisa seu esforço, e que o retira da batalha da vida; mas o amor de DEUS é a dinâmica transformadora da vida cristã, produzindo no homem a paciência, a perseverança, a experiência e a esperança que o preparam-no para a vida. O amor de DEUS é um amor inseparável. Nada há no tempo nem na eternidade que pode separar o homem dele (Rm 8.35-39). Aqui, na realidade, temos um dos grandes argumentos para a vida após a morte. O amor e a perfeição do relacionamento entre duas personalidades, e o amor de DEUS oferece um relacionamento consigo mesmo que, pela própria natureza das coisas, nada pode quebrar ou interromper. O amor de DEUS é simplesmente um grande amor (Ef 2.4-7). E, de conformidade com esta passagem, o amor de DEUS é um grande amor por três razoes. Primeira: Ele nos amou enquanto estávamos mortos nos nossos pecados. Segunda, vivificou-nos para a novidade de vida. Terceira, ultrapassa o tempo e vai além da vida para os lugares celestiais.
(ii) À medida em que Paulo fala do amor de DEUS, também fala do amor de JESUS CRISTO. Para Paulo, o amor de DEUS e o amor de JESUS CRISTO são a mesma coisa. Em Rm 8.35-39 Paulo começa perguntando: “Quem nos separará do amor de CRISTO'? E termina, dizendo: “nada poderá separar-nos do amor de DEUS, que está em CRISTO JESUS nosso Senhor.” Para Paulo, JESUS é o amor de DEUS em demonstração e ação. Paulo passa, então, a dizer certas coisas a respeito do amor de JESUS CRISTO. É um amor que excede todo entendimento (Ef 3.19). O amor é sempre um mistério. Qualquer pessoa que é amada fica atônita, perguntando a si mesma por que aquilo acontece. O amor de CRISTO não é algo a ser explicado; é algo diante de que o homem somente pode maravilhar-se prestar culto e adorar. O amor de JESUS CRISTO é o padrão da vida cristã.) O cristão deve andar em amor conforme CRISTO o amou (Ef 5.2). O cristão não é perseguido pelo medo a fim de ser bom; é elevado até a bondade mediante a obrigação do amor que desperta a generosidade que esta adormecida na alma.
(iii) Uma das associações mais consistentes que Paulo faz é entre o amor e a fé (Ef 1.15; Cl 1.4; 1 Ts 1.3; 3.6; 2 Ts 1.3; Fm 5). O mais alto louvor que Paulo pode oferecer a qualquer igreja é dizer que seus membros têm fé em CRISTO e amor uns para com os outros. O cristianismo envolve um duplo relacionamento pessoal e uma dupla dedicação: o relacionamento com CRISTO e a dedicação a Ele, e o relacionamento com os homens a dedicação a eles. O cristianismo é a comunhão com DEUS e os homens “Ninguém,” disse Joao Wesley, “já foi para o céu sozinho” “DEUS,” disse o sábio e velho conselheiro a Wesley quando este estava para deixar esta vida, “não conhece a religião solitária.” Há uma dupla associação entre a fé e o amor. Em Ef 6.23 Paulo ora para que seu povo tenha fé com amor; em Gl 5.6 fala da fé operando atravês do amor, ou, conforme talvez seja a melhor tradução: a fé energizada operada, pelo amor. Podemos expressar este fato nas seguintes palavras o amor sem fé é sentimentalismo, e a fé sem amor é aridez.
O amor deve basear-se na fé. Por exemplo, é inquestionavelmente verdadeiro que a única base valida para uma crença na democracia é a crença de que todos os homens são criaturas naturais de DEUS; e a única base verdadeira da evangelização é a convicção teológica de que CRISTO morreu por todos os homens: A fé deve ser inflamada pelo amor, a fim de não se transformar em intelectualismo, e para que o teólogo não se torne, conforme a expressão Anatole France, um homem que nunca olhou para o mundo em sua volta. Esta combinação de fé e amor deve produzir ação, porque o amor nunca deve ser mera aparência (Rm 12.9). É perfeitamente possivel pregar o amor e viver uma vida sem ele, cantar os louvores do amor nas palavras, e negar a existência dele nas ações. O amor produzirá especialmente duas coisas. Produzirá a generosidade prática. Quando Paulo estava levantando a coleta para os cristãos pobres de Jerusalém, seus repetidos apelos às igrejas mais novas é no sentido de demonstrarem a sinceridade do sei amor, fornecendo a prova dele mediante a sua generosidade cristã (2 Co 8.7, 8,. 24). Isto redundará em perdão. Depois de terminarem os problemas em Corinto, e depois de a paz ter sido restaurada, o apelo de Paulo aos coríntios é para que reafirmem seu amor perdoando o homem que outrora fora o foco de agitação e de todos os problemas (2 Co 2.8). A fé deve estar ligada ao amor, e o amor à fé, e esta combinação deve ter como resultado a mão generosa e o coração que perdoa. Devemos agora passar a ver, aquilo que poderíamos chamar de a qualidade básica do amor em ação na vida cristã.
(i) O amor é a atmosfera da vida cristã. O cristão, diz Paulo, deve andar em amor (Ef 5.2). Toda vida leva consigo a sua própria atmosfera. Uma das alunas da grande mestra norte-americana Alice Freeman Palmer disse acerca dela: “Ela fazia com que me sentisse banhada pelos raios do sol.” Por outro lado, Richard Church em seu ensaio autobiográfico fala a respeito do primeiro dia que passou na escola. Tinha consciência daquilo que chamou de “um fingimento frio e impessoal de benevolência no ar” . Há uma atmosfera que é como uma túnica quente, e outra que é como uma ducha fria. O cristão leva esta atmosfera de benevolência radiante por onde for. Paulo expressa esta mesma verdade de outra maneira. O amor, diz ele, é a vestimenta da vida cristã. Conclama os colossenses a se vestirem com o amor (Cl 3.14). Falamos de uma pessoa revestida de beleza, ou armada em virtude. A vida cristã veste-se desta boa vontade que se estende a todos os homens.
(ii) O amor é o motivo universal da vida cristã. “ Todos os vossos atos sejam feitos com amor,” Paulo escreve aos coríntios (1 Co 16.14). O Sermão no Monte nos deixa sem dúvidas quanto a importância dos motivos do coração na vida cristã (Mt 5.21-48). Há um tipo de generosidade cujo motivo principal é obter prestigio. Há um tipo de advertência e repreensão que brota do deleite em ferir as pessoas e em vê-las afastando-se. Há até mesmo um tipo de labuta e serviço que provém do orgulho. Um dos deveres mais negligenciados da vida cristã é o auto-exame, e talvez isto seja negligenciado por ser um exercício muito humilhante. Se nos examinarmos, é bem possível que descubramos que não há quase nada neste mundo que façamos com motivos puros e sem mistura. Ainda que seja assim, devemos continuar a colocar diante de nós o padrão pelo qual devemos viver, a insistência de que o único motivo cristão é o amor.
(iii) O amor é o segredo da unidade cristã. Os cristãos são unidos pelo amor (Cl 2.2). O que há de significante neste amor cristão é que ele se espalha em círculos que se expandem cada vez mais. (a) Começa sendo amor pelos santos, ou seja, amor pelos demais membros da comunidade cristã e pelos nossos irmãos cristãos (Ef 1.15; Cl 1.4; 1 Ts 3.12). (b) É amor pelos lideres da Igreja (1 Ts 5.12, 13). E um fato muito simples que a única dádiva que Paulo pediu da parte das suas igrejas foi que orassem por ele, que o conservassem em seus corações, e que o sustentassem através da oração (Rm 15.30). (c) Toma-se amor por todos os homens. Os cristãos deve abundar em amor uns com os outros, e com todos os homens (1 Ts 3.12). Há um tipo de cristianismo que resume-se nas quatro linhas de um verso mal feito:
Somos os poucos escolhidos de DEUS, Todos os demais irão para o inferno; Não há lugar no céu para ti - O céu não deve superlotar-se. O amor cristão é o inverso disso; expande-se até procurar englobar o mundo inteiro em seus braços, e receber todos os homens em seu coração ;
(iv) O amor é o enfatizar da verdade cristã. O cristão deve necessariamente ser um amante da verdade (2 Ts 2.10), mas a todo tempo deve falar a verdade em amor (Ef 4.15). É fácil falar a verdade de tal maneira
a ferir e machucar; não é impossível alguém ter prazer ao ver uma pessoa encolher-se e estremecer sob as chicotadas da verdade. “A verdade,” diziam os cínicos, “é como a luz para olhos irritados.” Florence Allshorn foi uma famosa e muito amada diretora de um grande instituto missionário para mulheres. Inevitavelmente havia ocasiões em que ela tinha de repreender suas estudantes; mas dizia-se a respeito dela que, quando tinha motivo para repreender, sempre o fazia como se estivesse abraçando a pessoa a ser repreendida A verdade falada com o intuito de ferir nada pode produzir senão ressentimento; mas a verdade falada em amor pode despertar o arrependimento que e algo que traz restauração.
(b) O amor é o fundamento do apelo cristão. Quando Paulo roga a Filemom em favor do escravo fugitivo Onésimo, é ao amor que apela? (Fm 7). É ao amor que Paulo apela quando pede as orações da igreja de
Roma antes de empreender viagem para Jerusalém (Rm 15.30). O cristão nunca apelará a forca; o cristão raramente apelará a sua autoridade. A arma do cristão é sempre o apelo ao amor e quase nunca a exigência do poder.
(c) O amor é o motivo da pregação cristã. Mesmo nos seus momentos mais severos, a motivação e a aceitação das palavras de JESUS é o amor. É com amor que intercede pela cidade quando está para morrer (Mt 23.37). Talvez o capitulo menos compreendido em toda a Bíblia seja Mateus 23 onde há uma série terrível de “ais” dirigida contra os escribas e os fariseus. É muito comum pensar nesse capitulo e lê-lo como se tivesse sido falado num acesso de fúria incandescente, e como se JESUS estivesse acoitando as pessoas com o chicote da Sua língua. “Ai de vos! ” diz JESUS (Mt 23.13 ss.). Mas a palavra em grego é Ouai, e o próprio som dela é um lamento. O sentimento não é de condenação, e sim de tristeza. Não é uma explosão de ira; é a marca do amor que parte o coração. Há momentos em que certos pregadores dão a impressão de que odeiam os seus ouvintes, e assaltam-nos com uma bateria de ameaças quase causando a impressão de que querem vê-los condenados ao inferno. ” Os homens podem ser levados a aceitar o evangelho muito mais facilmente se não receberem açoites verbais para que o aceitem. Stanley Jones em seu livro sobre a conversão conta a respeito da obra do Dr. Karl Menninger da Clinica Menninger, em Topeka, EUA. Toda a obra da clinica era organizada em torno do amor. Era tomado como principio que “ desde os psiquiatras superiores, descendo até aos eletricistas e faxineiros, todos os contatos com os pacientes devem manifestar amor” . E tratava-se do “amor sem limites” . O resultado foi que o período de internamento foi reduzido pela metade. Houve uma mulher que ficou sentada durante três anos numa cadeira de balanço sem dizer uma palavra para pessoa alguma. O médico chamou uma enfermeira e disse-lhe: “Maria, estou colocando a Sra. Brown como sua paciente. Tudo quanto lhe peço é que a ame até que ela sare.” A enfermeira fez a experiência. Pegou uma cadeira de balanço do mesmo tipo, sentou-se ao lado dela, e amou-a de manhã, de tarde e de noite. No terceiro dia, a paciente falou, e dentro de uma semana, saiu da sua concha — e curada! Stanley Jones cita alguns outros exemplos deste principio em operação.Moços que fazem parte de quadrilhas podem ser alcançados oferecendo-lhes aquilo que mais almejam — o amor por parte de um adulto disposto a ajudar numa emergência.” Certo fabricante hindu disse a Stanley Jones por que viera a um dos seus retiros espirituais: “Sabe por que vim? Há muitos anos, quando eu era menino, atormentamos um missionário que estava pregando num bazar, jogando tomates nele. Ele enxugou do seu rosto o caldo dos tomates e então, após a reunião, levou-nos para a confeitaria e comprou-nos doces. Eu vi o amor de CRISTO naquele dia, e é por isso que estou aqui.” Um negro já idoso falou a respeito de um negro mais jovem que se metera numa encrenca seria: “A gente simplesmente deve amá-lo para atraí-lo para fora disto.” Havia na comunidade um ébrio inveterado. Certa manha, disse: “Os meninos jogaram pedras em mim ontem a noite.” Respondeu o amigo dele: “ Talvez estivessem procurando fazer de você um homem melhor.” O homem disse: “Ora, nunca ouvi falar que JESUS jogava pedras num homem para torna-lo melhor” . Os homens podem ser ganhos muito mais se os amarmos para levá-los ao céu do que se os ameaçarmos para que escapem do inferno.
(v) O amor é o controlador da liberdade cristã. A liberdade deve ser usada, não como desculpa para a licenciosidade, mas como dever de servirmos uns aos outros (G1 5.13). Existem muitas coisas que são perfeitamente seguras para o irmão mais forte, e que poderia legitimamente ser; permitida, sem duvida alguma; mas ele abstém-se dessas coisas porque, ama e recusa-se a prejudicar com o seu exemplo o irmão por quem CRISTO morreu (Rm 14.15). Se o amor é a base da vida, a responsabilidade e a sua tônica. Nenhum cristão pensa nas coisas somente porque afetam a sua própria pessoa. O privilégio da liberdade cristã é condicionado pela obrigação do amor cristão.
(vi) Este amor cristão não é nenhuma emoção fácil e sentimentalista. O amor tem os olhos abertos. A oração de Paulo pelos filipenses é no sentido de que abundem em todo o conhecimento e em toda a percepção sensível, de modo que sejam capacitados a distinguir entre as coisas que diferem entre si, escolhendo as que são certas (Fp 1.10). O amor cristão na vida é acompanhado por uma nova sensibilidade para com os sentimentos, necessidades e problemas dos outros, uma nova consciência da bondade, e um novo horror pelo pecado. Longe de ser cego, o amor cristão ensina o homem a ver com clareza e a sentir com uma intensidade nunca antes experimentada. Da mesma maneira, o amor cristão é forte. Na correspondência de Paulo com a igreja em Corinto há dois usos muito iluminadores da palavra “amor.” Em 2 Co 2.4 Paulo escreve a respeito da carta dura e severa que havia enviado a igreja em Corinto, carta esta que causara aos coríntios mágoa e dor. Mas, diz ele, aquela carta foi escrita, não para lhes causar mágoa e tristeza, mas para comprovar seu amor por eles. A sentença final da primeira carta aos coríntios é : “O meu amor seja com todos vós! ” (1 Co 16.24). As cartas a Corinto estão muito longe de serem cartas sentimentais. Administram a disciplina; transmitem a repreensão; não hesitam em ameaçar com o uso da vara de correção; distribuem a correção mais severa; até mesmo exigem a exclusão do perturbador da comunhão da Igreja — contudo, são o resultado do amor. O amor no sentido neo-testamentário do termo nunca comete o engano de pensar que amar é deixar uma pessoa fazer o que ela quer. O NT deixa claro que há momentos quando a ira, a disciplina, a repreensão, o castigo e a correção fazem parte do amor.
(vii) E fácil ver que a aquisição e a pratica do amor cristão não são uma tarefa fácil. Em 1 Co 14.1, Paulo usa uma expressão muito significativa. A ARA traduz: “Segui o amor.” Mas o verbo que é traduzido por seguir é diõkein que significa perseguir, correr atrás. O amor cristão não é algo que simplesmente acontece; é algo que deve ser buscado, desejado, perseguido, algo que exige a oração e a disciplina do homem para obtê-lo. Longe de ser uma posse automática, e a realização suprema da vida. Pode-se até dizer que o amor cristão não é somente difícil; humanamente falando, é impossível. O amor cristão não é uma realização humana; faz parte do fruto do ESPÍRITO. É derramado em nosso coração pelo ESPÍRITO SANTO. É, assim, chegamos a outra verdade a respeito deste amor cristão. Há um versículo magnífico na carta aos filipenses. Nele, a palavra “amor” propriamente dita não aparece, mas a ideia é a que está no centro do amor cristão. Paulo escreve, conforme diz a AV: “Anseio por todos vós nas entranhas de JESUS CRISTO” (Fp 1.8). Literalmente, isto significa: “Amo-vos com o próprio amor de CRISTO. Através de mim CRISTO vos ama. O amor que eu vos tenho não é outro senão o amor do próprio CRISTO.” Ágape tem a ver com a mente: não é simplesmente uma emoção que surge em nosso coração sem ser convidada; é um principio segundo o qual vivemos deliberadamente. Ágape tem a ver, de modo supremo, com a vontade. É uma conquista, uma vitória é uma realização. Ninguém já amou por natureza os seus inimigos. Amar os inimigos é uma conquista de todas nossas inclinações e emoções naturais. Este amor cristão, não é meramente uma experiência emocional que vem a nós sem convite e sem ser procurada; é um principio deliberado da mente, uma conquista e realização da vontade. É, na realidade, o poder de amar os que não são amáveis, de amar as pessoas das quais não gostamos. O cristianismo não pede que amemos nossos inimigos e os homens em geral da mesma maneira que amamos nossos entes queridos e os que estão mais próximos de nós; isto seria tanto impossível quanto errado. Mas realmente ele exige que tenhamos a todo tempo uma certa atitude e direção da vontade para com todos os homens, sem nos importarmos com que são eles. Qual, pois, é o significado deste Ágape? A principal passagem para a interpretação do significado de Ágape é Mt 5.43-48. Ali, somos ordenados a amar os nossos inimigos. Por que? A fim de que sejamos como DEUS. E qual é a ação típica de DEUS que é citada? DEUS envia Sua chuva aos justos e injustos, maus e bons. Ou seja: a natureza do homem, não importa, DEUS não procura outra coisa senão o sumo bem dele. Quer o homem seja santo, ou um pecador, o único desejo de DEUS é o seu sumo bem. Ora, isto e Ágape. Ágape é o espírito que diz: “Não importa o que o homem me faça, eu nunca procurarei lhe fazer mal; nunca intentarei a vingança; sempre buscarei exclusivamente o sumo bem dele.”  Isto quer dizer que o amor cristão, é a benevolência invencível, a boa vontade insuperável. 
Não é simplesmente uma onda de emoção; é uma convicção deliberada da mente que tem como resultado uma política deliberada na vida; é a realização, conquista e vitória da vontade. Atingir o amor cristão exige a totalidade do homem; exige não somente seu coração, mas também sua mente e vontade. Sendo assim, duas coisas devem ser notadas.
i) O amor humano para com o nosso próximo, é forçosamente uma qualidade imprescindível do fruto do ESPÍRITO. O amor cristão não é natural no sentido de que não é impossível ao homem natural. O homem somente pode exercer esta benevolência universal, sendo purificado do ódio, da amargura e da reação humana natural como a inimizade, injuria e antipatia, quando o ESPÍRITO tomar posse dele e derramar no seu coração o amor de DEUS. O amor cristão é impossível a qualquer pessoa que não seja cristã. Ninguém pode por em prática a ética cristã até que se torne cristão. Pode-se ver bem claramente a qualidade desejável da ética cristã; pode-se perceber que é a solução para os problemas do mundo; pode-se aceitá-la mentalmente; mas, na prática, não pode ser vivido se CRISTO não viver dentro da pessoa.
(ii) Quando entendemos o que Ágape significa, refutamos amplamente a objeção de que uma sociedade baseada neste amor seria um paraíso para os criminosos, e que isto significa simplesmente deixar o malfeitor fazer o que quer. Se buscarmos somente o sumo bem do homem, é bem possível que tenhamos de resisti-lo; é bem possível que tenhamos de castigá-lo; é bem possível que tenhamos de agir com severidade diante dele — para o bem da sua alma imortal. No entanto, permanece o fato de que tudo quanto fizermos ao homem nunca será por vingança; nunca será uma simples retribuição; sempre será feito com o amor que perdoa e que procura, não o castigo do homem, e muito menos a eliminação do homem, mas sempre o seu sumo bem. Noutras palavras, Ágape importa em lidar com os homens conforme DEUS lida com eles — e isso não significa deixá-los agir desenfreadamente segundo a sua própria vontade. Quando estudamos o NT descobrimos que o amor é a base de todo relacionamento perfeito no céu e na terra.
(i) O amor é a base do relacionamento entre o Pai e o Filho, entre DEUS e JESUS. JESUS pode falar do “amor com que me amaste” (Jo 17.26). Ele e “ o Filho do Seu amor” (Cl 1.13; cf. Jo 3.35; 10.17; 15.9; 17.23, 24).
(ii) O amor e a base do relacionamento entre o Filho e o Pai. O propósito  de toda a vida de JESUS era que o mundo soubesse que Ele amava o Pai (Jo 14.31).
(iii) E dever do homem amar a DEUS (Mt 22.37; cf. Mac 12.30 e Lc 10.27; Rm 8.28; 1 Co 2.9;2Tm4.8;l Jo 4.19).  O cristianismo não pensa em termos do homem finalmente se submeter ao poder de DEUS; pensa em termos de ele finalmente se entregar ao amor de DEUS. Não se trata de a vontade do homem ser esmagada, trata-se de o seu coração ser quebrantado.
(iv) A força motriz da vida de JESUS era o amor pelos homens (Gl 2.20; Ef 5.2; 2 Ts 2.16; Ap 1.5; Jo 15.9). JESUS realmente é aquele que ama as almas.
(v) A essência da fé cristã é o amor por JESUS (Ef 6.24; 1 Pe 1.8; Jo 21.15, 16). Assim como JESUS ama as almas, assim também o cristão ama a CRISTO. O NT tem muita coisa a nos dizer acerca do amor de DEUS pelos homens.
(i) O amor é da própria natureza de DEUS. DEUS é amor (1 Jo 4.7,8; 2 Co 13.11).
(ii) O amor de DEUS é universal. Não foi apenas uma nação escolhida, foi o mundo inteiro que DEUS amou (Jo 3.16).
(iii) O amor de DEUS é sacrificial. A prova do Seu amor é que deu Seu Filho em prol dos homens (1 Jo 4.9, 10; Jo 3.16). A garantia do amor de JESUS é que Ele nos amou e Se deu por nós (Gl 2,20; Ef 5.2; Ap 1.5).
(iv) O amor de DEUS é amor misericordioso (Ef 2.4). Não é ditatorial, não é possessivo de modo dominante; é o amor ansioso do coração misericordioso.
(v) O amor de DEUS salva e santifica (2 Ts 2.13). Salva da situação do passado e capacita o homem a enfrentar as condições do futuro.
(vi) O amor de DEUS é um amor fortalecedor. Nele e através dele o homem torna-se mais que vencedor (Rm 8.37). Não é o amor abrandador e ultra protetor que torna o homem fraco; é o amor que produz heróis.
(vii) O amor de DEUS é um amor que galardoa (Tg 1.12; 2.5). Nesta vida, ele é algo precioso, e suas promessas são ainda maiores para a vida futura. 
(viii) O amor de DEUS é um amor que disciplina (Hb 12.6). O amor de DEUS é o amor que sabe que a disciplina é uma parte essencial do amor. O NT tem muita coisa a dizer acerca de como deve ser o amor do homem por DEUS.
(i) Deve ser um amor exclusivo (Mt 6.24; cf. Lc 16.13). Há lugar para uma só lealdade na vida cristã.
(ii) É um amor que está alicerçado na gratidão (Lc 7.42, 47). Os dons do amor de DEUS exigem em troca a totalidade do amor dos nossos corações.
(iii) É um amor obediente. Repetidas vezes o NT preconiza que a única maneira de podermos comprovar que amamos a DEUS é oferecendo-Lhe nossa obediência incondicional (Jo 14.15, 21, 23, 24; 13.35; 15.10;
1 Jo 2.5; 5.2, 3; 2 Jo 6). A obediência é a prova final do amor.
(iv) É um amor comunicativo. O fato de amarmos a DEUS é comprovado ao amarmos e ajudarmos nosso próximo (1 Jo 4.12, 20; 3.14; 2.10). A falta em ajudarmos os homens comprova que nosso amor por DEUS é falso (1 Jo 3.17). A obediência a DEUS e a ajuda amorosa prestada aos homens são duas coisas que comprovam o nosso amor.
Vejamos, agora, outras características deste amor cristão.
(i) O amor é sincero (Rm 1.29; 2 Co 6.6; 8.8; 1 Pe 1.22). Não tem segundas intenções; não é interesseiro. Não é uma gentileza superficial que serve de mascara para a amargura interior. É o amor que ama com os olhos e coração abertos.
(ii) O amor é inocente (Rm 13.10). O amor cristão nunca prejudicou alguma pessoa. O falso amor pode ferir de duas maneiras. Pode levar ao pecado. Burns disse acerca do homem que conheceu quando estava
aprendendo a cardar linho em Irvine: “Sua amizade me causou prejuízo.” Ou pode ser super-possessivo e super-protetor. O amor materno, por exemplo, pode tornar-se sufocante.
(iii) O amor é generoso (2 Co 8.24). Há dois tipos de amor - o amor que exige e o amor que dá. O amor cristão é o amor que dá, porque é uma copia do amor de JESUS (Jo 13.34), e tem seu motivo principal no amor generoso de DEUS (1 Jo 4.11).
(iv) O amor é prático (Hb 6.10; 1 Jo 3.18. Não é meramente um sentimento bondoso, não se limita aos melhores votos piedosos; e amor que resulta em ação.
(v) O amor é longânime (Ef 4.2). O amor cristão resiste as coisas que tão facilmente transformam o amor em ódio.
(vi) O amor traz o aperfeiçoamento da vida cristã (Rm 13.10; Cl 3.14; 1 Tm 1.5; 6.11; 1 Jo 4.12). Não há nada mais sublime neste mundo do que amar. A grande tarefa de qualquer igreja não é primeiramente aperfeiçoar suas construções, ou sua liturgia, musica ou paramentos. Sua grande tarefa é aperfeiçoar o seu amor. Finalmente, o NT preconiza que há certas maneiras segundo as quais o amor pode ser mal orientado.
(i) O amor pelo mundo é mal orientado (1 Jo 2.15). Porque Demas amou o mundo, abandonou a Paulo (2 Tm 4.10). O homem pode amar o tempo a ponto de se esquecer da eternidade. O homem pode amar as
recompensas deste mundo e se esquecer dos galardões ulteriores. O homem pode amar o mundo de tal maneira que aceita os padrões mundanos e abandona os de CRISTO.
(ii) O amor ao prestigio pessoal e mal orientado. Os escribas e os fariseus amavam os assentos principais nas sinagogas e os louvores dos homens (Lc 11.43; Jo 12.43). A pergunta do homem não deve ser: “O que os homens pensam sobre isso?” , mas: “O que DEUS pensa sobre isso?”
(iii) O amor pelas trevas e o medo da luz são as consequências inevitáveis do pecado (Jo 3.19). Assim que o homem peca, já tem algo para esconder; então passa a amar as trevas. Mas as trevas podem ocultá-lo dos homens não de DEUS. E assim, finalmente podemos dizer que o amor cristão manifesta-se quando CRISTO é novamente encarnado através de uma pessoa que se entregou totalmente a Ele.
 
AMOR - Dicionário Bíblico Wycliffe. 4.ed. Rio de Janeiro:CPAD, 2009,
Em várias versões o substantivo utilizado é, freqüentemente, “caridade״ (q.v.). O principal verbo hebraico para amor é ’aheb (aprox. 225 vezes no AT), embora ocorram 18 outras palavras de significado semelhante (menos de 30 ocorrências no total). A tradução usual da LXX de ’ aheb é agapao (195 vezes). As palavras gregas clássicas para amor variavam. (1) erao, eros, “desejo sexual, desejo passional״ (um substantivo na LXX por duas vezes; nunca utilizada como verbo; o mesmo ocorre no NT); (2) phileo, philia, “afeição por amigos ou parentes” (um substantivo na LXX por oito vezes; como verbo, 26 vezes; como substantivo no NT, uma vez; como verbo, 25 vezes); (3) philadelphia, “amor dos irmãos” (não na LXX; seis vezes no NT); (4) philanthropia, "amor pela humanidade” (uma vez na LXX; duas vezes no NT); (5) stergo, storge, “afeição, amor familiar" (não consta na LXX nem no NT, mas veja astorgos, Rm 1.31; 2 Tm 3.3; philostorgos, Rm 12.10); (6) agapao, Ágape (Lê-se Ágapi), agapetos (como substantivo na LXX 20 vezes; como verbo, cerca de 250 vezes; mais de 100 vezes como substantivo no NT: como verbo, cerca de 140 vezes; como adjetivo, mais de 60 vezes).
Na LXX parece haver pouca diferença entre as idéias traduzidas por phileo e agapao, ambas sendo usadas para traduzir a idéia de amor por alimentos, por prazer, por uma mulher e pelo sono. Eros (de onde vem o nosso adjetivo “erótico”), embora espiritualizado por Platão, não aparece no NT. Tanto as palavras hebraicas como gregas dizem respeito ao sentimento de desejo e são pessoais em natureza.
A comparação dos usos do AT (’aheb-agapao) e do NT (agapao) mostra quão diversos são os objetos do amor; por exemplo. (1) marido- mulher (Gn 24.67; Ef 5.25), (2) o próximo (Lv 19.18; Mt 5.43; 19.19), (3) dinheiro (Ec 5.9; 2 Pe 2.15), (4) um amigo (1 Sm 20.17 - Davi e Jônatas; Jo 11.5 - JESUS-Marta), (5) uma cidade (Sl 78.68; Ap 20.9).
Os usos teológicos em ambas as alianças dizem respeito ao amor de (1) DEUS ao homem, (2) do homem a DEUS, e (3) do homem para com os seus semelhantes.
1. A representação do AT do amor de DEUS ao homem é vista em sua preocupação com todos os homens (Dt 33.3), mas especialmente na escolha de Israel (seu amor eletivo, ’ahaba, Dt 7.7,8; 10.15; Is 63.9; Os 11.1; Ml 1.2), e seu voto de aliança constantemente renovado para com eles (seu amor contido em sua aliança, hesed, “misericórdia”, Dt 7.9; 1 Rs 8.23; Ne 9.32; “benignidade, Is 54.5-10; veja Benignidade). Este amor garante a Israel a proteção e a redenção de DEUS (Is 43.25; 63.9; Dt 23.5) e é estendido a cada um individualmente (Pv 3.12; Sl 41.12).
O NT reitera o amor que DEUS tem por todas as criaturas (Mt 5.45), mas enfatiza a manifestação em particular de si mesmo em CRISTO e no Calvário (Jo 3.16; Rm 5.8; 8.31-39), eventos que mostram a vida eterna para o crente. DEUS é revelado como amoroso porque Ele próprio é amor (1 Jo 4.8,16). O amor é a sua própria essência; o amor é outro termo juntamente com “luz” (1 Jo 1.5) que descreve a qualidade moral de seu ser. Veja DEUS.
2. O amor do homem a DEUS no AT é a resposta completa do homem (Dt 6.5,”de todo o coração”) ao DEUS misericordioso de Israel (Dt 6.5- 9; Êx 20.1-17; Sl 18.1; 116.1). O amor a DEUS é expresso, de forma ética, especialmente ao se guardar a lei e o temor a Ele (Êx 20.6; Dt 5.10; 10.12; Is 56.1-6). Este conceito de resposta total é repetido pelo Senhor JESUS no NT (Mc 12.29,30; veja também Mt 6.24; 10.37-39; Lc 9.57-62; 14.26,27). No entanto, a resposta é dirigida a um novo conjunto de eventos - a encarnação (Jo 4.10,19,25-29,39-42), a cruz (Rm 6.3-11; Gl 2.20; 5.24; 6.14), a ressurreição (Fp 3.10-11; Cl 3.1,2), e a segunda vinda (2 Tm 4.8). A equação de amor e obediência também é repetida (Jo 14.15,21; 1 Jo 4.21-5.3). O amor não é um mero sentimento, mas uma entrega pessoal e voluntária que conduz à submissão.
3. O amor do homem para com os seus semelhantes no AT é baseado no amor anterior de DEUS, e é exigido especialmente em relação ao próximo (Lv 19.18) e aos estrangeiros vivendo em Israel (Dt 10.19; Lv 19.34). Até mesmo o inimigo deve ser tratado com bondade (Êx 23.4,5; Pv 25.21). O Senhor JESUS apresentou o amor que deve existir entre os seres humanos (o seu principal uso no NT) como o segundo mandamento (Mt 22.39), o sinal infalível do discipulado (Jo 13.34,35), de filiação (1 Jo 4.7), e de nova vida (1 Jo 3.14). Ele deve ser expresso através de atitudes e obras (1 Jo 3.17,18). Ele é enfatizado pela unidade do corpo (Ef 4.1-4; Rm 12.16; Fp 1.27; 2.1,2; 4.2) e é evidenciado pela atrocidade do pecado de dissensão (Gl 5.19-21; 1 Co 1.10- 13; 3.3-8; 11.18-22). O Senhor JESUS ensinou que o amor deve incluir os inimigos (Mt 5.44), assim como Paulo ensinou que o amor prático deve incluir todos os homens (Gl 6.10). Esse amor, que deve ser diferenciado da afeição erótica e romântica, é a contraparte lógica do amor Divino em relação ao homem (1 Jo 4.11), e sem ele a reivindicação de amar a DEUS é vista como inconsistente (1 Jo 4.20- 21). Ele também é visto como o efeito do ESPÍRITO SANTO derramado em nossos corações (Rm 5.5; cf. Gl 5.22), Ele é uma imitação consciente do amor de DEUS, até mesmo por aqueles que fazem o mal (Mt 5.43-45; Jo 13.34; 15.12; Rm 15.7). O dever do cristão de retribuir o mal com o bem ao invés de retaliar (Rm 12.17-21) deve provavelmente ser considerado uma cooperação com o plano de DEUS para levar o homem ao arrependimento (Rm 2.4; 12.20-21). Este conceito de amor (Ágape (Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi)) criativo é tão central que pode ser considerado uma ética cristã distinta.
A maior definição de amor Ágape (Lê-se Ágapi) nos relacionamentos humanos já escrita é a do apóstolo Paulo no hino de 1 Coríntios 13. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (w. 4-8a, F. F, Bruce, The Letters of Paul, an Expanded Translation, Grand Rapids. Eerdmans, 1965,p. 107). Resumindo, o amor é a comunhão entre as pessoas, baseado em atos de auto-sacrifício. Tal amor é a bondade voluntária e deliberada, estendo-se até mesmo aos inimigos por quem não se tem qualquer afeto pessoal.
Veja Amigo, Amizade; Bondade; Benignidade; Misericórdia.
Bibliografia. Edwin M. Good, “Love in the Old Testament”, IDB, III, 164-168. George Johnston, "Love in the New Testament”, IDB, III, 168-178. C. S. Lewis, The Four Loves, Nova York, Harcourt, Brace & World, 1960.
Anders Nygren, Ágape and Eros, trad. por Philip S. Watson, Filadélfia. Westminster, 1953. Gottfried Quell e Ethelbert Stauffer, “Agapao etc.”, TDNT, I, 21-55. Norman H. Snaith, The Distinctive Ideas of the Old Testament, Londres. Epworth Press, 1944, pp. 94-142.J. W. R.
 
AMOR - Enciclopédia Ilumina Gold
O amor é um tema muito importante para os cristãos. JESUS ensinou que os mandamentos mais importantes eram amar a DEUS e amar o nosso próximo; eles sintetizavam todos os outros mandamentos que DEUS deu a Moisés. Paulo e João também escreveram sobre o amor como sendo a parte mais importante na vida de um cristão. Dado à importância de seu conhecimento, vejamos o que a Bíblia nos diz sobre isso.
NO VELHO TESTAMENTO
No Velho Testamento, o amor erótico é abordado nas estórias de Adão e Eva, Jacó e Raquel e em Cântico dos Cânticos. Uma forma mais profunda de amor, envolvendo lealdade, constância e bondade é expressa em hebraico pela palavra “hesed”.
O verdadeiro significado dessa palavra está claro em Oséias 2:19-20: “Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias; desposar-te-ei comigo em fidelidade e conhecerás ao Senhor”.
No Velho Testamento muitos profetas alertaram o povo de Israel sobre o fato de que DEUS, em seu amor, estava decidido a disciplinar seu povo se fosse desobedecido. Mesmo sendo necessário disciplinar, o amor de DEUS não muda. Durante o exílio, o amor de DEUS se manteve com infinita paciência e não abandonou os israelitas mesmo quando o desobedeciam. O amor de DEUS traz em si bondade, ternura e compaixão (Salmos 86:15; 103:1-18; 136 e Oséias 11:1-4). Entretanto, sua principal característica é a obrigação moral para com o bem-estar do outro.
Embora o amor de DEUS seja incondicional, Ele esperava que os israelitas correspondessem aos Seus atos de amor. A lei de DEUS os encorajava a serem gratos por sua redenção (Deuteronômio 6:20-25). DEUS esperava que mostrassem isso sendo bondosos para com os pobres, os fracos, os estrangeiros, escravos, viúvas e todas as pessoas que sofriam qualquer tipo de crueldade. De igual modo, Oséias esperava que o amor constante entre os israelitas resultasse do amor constante que DEUS havia mostrado por eles. (Oséias 6:6, 7; 7:1-7 e 10:12-13).
Assim, amor a DEUS e ao “próximo como a ti mesmo” (Levítico 19:18) estão interligados nas leis e profecias de Israel. A forma de amor mais importante descrita no Velho Testamento era baseada em três idéias principais: o amor de DEUS pelos israelitas, a qualidade moral do amor e o íntimo relacionamento entre o amor a DEUS e o amor ao próximo.
NO NOVO TESTAMENTO
Os gregos empregavam três palavras para amor: “Eros”, amor sexual, que não ocorre no Novo Testamento; “phileo”, afeição natural, ocorre cerca de 25 vezes: “ágape”, benevolência ou boa disposição moral que resulta de respeito, princípio ou obrigação em vez de atração. “Ágape” e “hesed” envolvem uma idéia de dedicação. Ágape significa exatamente amar o indigno, a despeito de desapontamento e rejeição. Ágape se aplica muito apropriadamente ao amor divino.
NOS EVANGELHOS SINÓTICOS
JESUS demonstrou seu amor divino através da compaixão, da cura milagrosa de pessoas que sofriam e de sua preocupação com os que viviam alienados ou em desespero. Por isso, o reino sobre o qual lhes falava, oferecia boas novas para os pobres, cativos, cegos e oprimidos (Mateus 11:2-5; Lucas 4:18). Sua atitude para com os desesperados e os aflitos assegurava-lhes perdão e um abençoado retorno à família de DEUS (Lucas 15). O perdão de JESUS era gratuito e para aceitá-lo Ele só requeria que as pessoas se arrependessem e fossem fiéis, amando a DEUS e às outras pessoas do mesmo modo que DEUS as amava (Mateus 5:44-48).
As idéias de JESUS sobre amar a DEUS eram claramente ilustradas pelos seus hábitos de adoração em público, oração a sós e absoluta obediência à vontade de DEUS. A parábola do bom samaritano é um dos numerosos exemplos em que JESUS mostra que o “próximo” é qualquer um que esteja ao alcance de nossa ajuda e que o amor envolve qualquer serviço que a situação requer. A parábola das ovelhas e das cabras mostra que amor inclui alimentar o faminto, vestir o que está nu, visitar o doente e o que está preso. Com sua vida aprendemos que o amor cura, ensina, defende os oprimidos, perdoa e conforta os que têm dor. Devemos amá-lo como Ele nos amou. Esse amor não espera nada em troca, nunca retorna mal com mal e julga com sabedoria.
NOS ESCRITOS DE PAULO
Os apóstolos que ajudaram na formação das primeiras igrejas cristãs entenderam a revolucionária idéia de que o amor se bastava. Paulo, reforçando a opinião de JESUS, declarava que o amor abrange toda a lei. Sua explicação sobre vários mandamentos contra o adultério, assassinato, roubo e cobiça se resume no amor, porque o amor não causa dano (Romanos 13:8-10). Em Efésios 4:25-5:2 lemos que toda amargura, raiva, mentira, roubo, calúnia e malícia devem ser substituídas por ternura, perdão, bondade e amor.
NOS ESCRITOS DE JOÃO
Para João, o amor era o início de tudo, “Porque DEUS amou o mundo” (João 3:16; 16:27 ; 17:23). O amor é a crença fundamental dos cristãos, porque DEUS é amor (João 4:8 ; 16:1). A vinda de JESUS ao mundo e sua morte na cruz nos mostram isso (I João 4:9-10).
A idéia cristã de amor só pode ser preenchida num grupo de cristãos que se mantêm em comunhão. Todos os cristãos experimentam o amor de DEUS quando passam a crer em JESUS e praticam esse amor entre si. Porque DEUS é amor, isto é central, essencial e indispensável para o Cristianismo.
 
AMAR - Dicionario Vine Antigo e Novo Testamento
אהב ’ahab ou אהב ’aheb -  אהבה ’ahabah
 
A- Verbo.
'ãhab (אהב) ou ’ãheb (אהב): “amar, gostar”. Este verbo aparece no moabita e no ugarítico. Ocorre em todos os períodos do hebraico e ao redor de 250 vezes na Bíblia.
Basicamente, este verbo é equivalente a “amar” no sentido de ter um forte afeto emocional e desejo ou de possuir ou de estar na presença do objeto. Primeiro, a palavra se refere ao amor que um homem tem por uma mulher e uma mulher por um homem. Tal amor está arraigado no desejo sexual, embora, por via de regra, o desejo esteja dentro dos limites das relações legítimas: ‘Έ Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe, Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a” (Gn 24.67). Esta palavra se refere a um amor erótico, mas legítimo, fora do casamento. Tal emoção pode ser um desejo de se casar e cuidar do objeto desse amor, como no caso do amor de Siquém por Diná (Gn 34.3). Em raras ocasiões 'ãhab (ou ’ãheb) significa não mais que pura luxúria — um desejo desregrado de ter relações sexuais com seu objeto (cf. 2 Sm 13.1). O casamento pode ser consumado sem a presença de amor por um dos parceiros (Gn 29.30).
Raramente ’ãhab (ou ’ãheb) diz respeito a fazer amor (isto é representado pelo termo yãda\ “conhecer". ou por sãkab. “deitar-se”). Não obstante, a palavra parece ter este significado adicional em 1 Rs 11.1: "E o rei Salomão amou muitas mulheres estranhas, e isso além da filha de Faraó” (cf. Jr 2.25). Oséias parece usar esta acepção quando escreve que DEUS lhe disse: "Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera" 1 Os 3.1). Este é o significado predominante do verbo quando aparece no radical causativo (como particípio ·. Em todas as ocasiões, menos uma (Zc 13.6), ãhab (ou 'ãheb> significa aquele com quem a pessoa fez ou quis fazer amor: "Sobe ao Líbano, e clama, e levanta a ma voz em Basã. e clama desde Abarim, porque estão quebrantados os teus namorados" (Jr 22.20: cf. Ez 16.331.
O termo 'ãhab (ou 'ãheb) também é usado para aludir ao amor entre pais e filhos. Em sua primeira ocorrência bíblica, a palavra retrata o afeto especial de Abraão por seu filho Isaque: ‘Έ disse: Toma agora o teu filho, O teu único filho, Isaque, a quem amas" (Gn 22.2). A palavra ’ãhab (ou ’ãheb) pode se referir ao amor familiar experimentado por uma nora por sua sogra (Rt 4.15). Este tipo de amor também é representado pela palavra rãham.
As vezes, 'ãhab (ou ,ãheb) descreve um forte afeto especial que um escravo tem por seu senhor sob cujo domínio ele deseja permanecer: “Mas, sc aquele servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, e a minha mulher, e a meus filhos, não quero sair forro” (Êx 21.5). Talvez aqui haja uma implicação de amor familiar; ele “ama" seu senhor como um filho “ama" seu pai (cf. Dt 15.16). Esta ênfase pode estar em 1 Sm 16.21, onde lemos que Saul '"amou muito” Davi. Israel veio a “amar” e admirar profundamente Davi, de forma que eles observavam todos os seus movimentos com admiração (1 Sm 18.16).
Uso especial desta palavra diz respeito a um afeto especialmente íntimo entre amigos: “A alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma” (1 Sm 18.1). Em Lv 19.18: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (cf. Lv 19.34; Dt 10.19), ’ãhab (ou ’ãheb) significa este tipo fraterno ou amigável de amor. Além disso, a palavra sugere que o indivíduo busca se relacionar com seu irmão e todas as pessoas de acordo com o que está especificado na estrutura da lei que DEUS deu a Israel. Este devia ser o estado normal das relações entre os homens.
Este verbo é usado politicamente para descrevei־ a lealdade de um vassalo ou subordinado ao seu senhor. Hirão. rei de Tiro, “amou” Davi no sentido de que este lhe era completamente leal (1 Rs 5.1).
O forte afeto e desejo emocional sugeridos por 'ãhab (ou ’ãheb) também podem ser estabelecidos em objetos, circunstâncias, ações c relações.
B- Substantivo.
’ahabãh (אהבה): “amor”. Esta palavra aparece por cerca de 55 vezes e representa vários tipos de “amor”. A primeira ocorrência bíblica de 'ahabãh está em Gn 29.20, onde a palavra trata do “amor” entre homem e mulher como conceito geral. Em Os 3.1, a palavra é usada para aludir ao “amor” como atividade sexual. Em 1 Sm 18.3. ’ahabãh quer dizer “amor” entre amigos: Έ Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma”. A palavra se refere ao “amor” de Salomão em 1 Rs 11.2 e ao “amor” de DEUS em Dt 7.8.
C- Particípio.
’ãhab (אהב): “amigo”. Esta palavra usada como particípio pode significar “amigo”: “Os amigos dos ricos são muitos” (Pv 14.20).
 
AMOR - A Epístola aos Gálatas - Germano Soares
Encabeçando a lista está ágapê1 que aparece sempre ao final dos catálogos de virtudes e manifesta deste modo como princípio e fundamento de todas as demais virtudes. Este amor foi derramado em nossos corações com o ESPÍRITO SANTO e se manifesta na fé enquanto amor “meu”. Ele dirige-se a DEUS (Rm 8.28; 1 Co 2.9), a CRISTO e ao próximo (Rm 13.8,10; G1 5.13,14 etc). O amor de CRISTO JESUS está dentro dos nossos corações, tendo sido derramado pelo ESPÍRITO SANTO que atua como força vital divina que funde todos os carismas, é invariável e permanente.
 
AMOR - Comentário Bíblico Moody
22,23. Tudo aqui está em contraste com o precedente: fruto em lugar de obras; o ESPÍRITO em lugar de carne; e uma lista de virtudes grandemente atraentes e desejáveis em lugar das coisas feias que acabaram de ser citadas. A palavra fruto, estando no singular, como se apresenta nas cartas de Paulo, tende a enfatizar a unidade e coerência da vida no ESPÍRITO oposta à desorganização e instabilidade da vida sob os ditames da carne. É possível, também, que o singular tenha a intenção de apontar para a pessoa de CRISTO, no qual todas essas coisas são vistas em sua perfeição. O ESPÍRITO procura produzi-las reproduzindo CRISTO no crente (cons. 4:19). Passagens tais como Rm. 13:14 sugerem que os problemas morais dos homens redimidos podem ser resolvidos pela suficiência de CRISTO quando apropriada pela fé.
À luz da preferência de Paulo pela forma singular de fruto, não se toma necessário recorrer ao expediente de colocar um travessão depois da palavra amor para indicar que todos os outros itens dependem deste. O amor é decisivo (I Jo. 4:8; I Co. 13:13; Gl. 5:6).
 
AMOR - Comentário Bíblico Wesleyano
Na moral como na ordem natural, não há nenhum substituto para a fruta. Obras não pode realizar muito para a produção de uma árvore ou de seus frutos. "Só DEUS pode fazer uma árvore." Mas o que não pode ser produzido no reino da obra humana é perfeitamente possível e natural no ESPÍRITO. O fruto do ESPÍRITO é descrito em nove termos que cobrem a faixa de valores éticos e espirituais que fazem para o cumprimento tanto do indivíduo e da sociedade empresarial e que agradam a DEUS. À medida que as obras da carne indicam claramente inadequação do ato e atitude para o Reino de DEUS, essas graças manifestar a presença e poder do ESPÍRITO SANTO na vida e revelam que um já é uma parte do Reino. Esta é a herança dos filhos de promessa pela fé.
O fruto do ESPÍRITO é enumerada em três grupos de três cada, que apresentam algum grau de ordem. Os três primeiros compreendem hábitos cristãos da mente em seu aspecto geral. O amor , é claro, é a fundação. Como a expressão de santidade, esta é a qualidade que descreve a natureza de DEUS. "Ele está derramado em nossos corações pelo ESPÍRITO SANTO que foi dado a" (Rom. 5: 5 ). Ele é iluminado boa vontade. É o alcance de um coração e vida que são renovadas pela graça e restaurado à imagem de DEUS. O maior de todos os mandamentos (Marcos 12:30 , 31 ) não é uma conquista de longo trabalho e luta. Ela brota quase despercebida como fruto do trabalho interior do ESPÍRITO de DEUS no coração do homem.
 
Amor. Coleção Comentários Expositivos Hagnos - Hernandes Dias Lopes
A palavra grega Ágape (Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi), traduzida por “amor”, inclui tanto amor a DEUS como o amor ao próximo. Bem sabemos que na língua grega há quatro termos para amor: 1) Eros é o amor de um homem por uma mulher; é o amor imbuído de paixão. 2) Filia é o amor caloroso para os nossos achegados e familiares. É um sentimento profundo do coração. 3) Storge aplica- se particularmente ao amor dos pais pelos filhos. 4) Agape (Lê-se Ágapi) é o termo cristão e significa benevolência invencível.
 
Amor . Comentário Bíblico - John Macarthur
A primeira característica do fruto espiritual é o amor, a virtude suprema da vida cristã (1 Cor. 13:13). Alguns comentaristas insistem que, neste contexto, o amor é um sinônimo de frutas e, portanto, engloba as demais características da lista. Em qualquer caso, o amor é claramente dominante. Como Paulo acaba de declarar, "toda a lei se cumpre numa só palavra, no comunicado," Amarás o teu próximo como a ti mesmo "(Gl 5,14;.. Cf. Rom 13:10).
Ágape amor é a forma de amor que mais reflete escolha pessoal, referindo-se não apenas às emoções agradáveis ​​ou bons sentimentos, mas a vontade, serviço abnegado. "Mas DEUS prova o seu próprio amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, CRISTO morreu por nós" (Rm 5: 8.). Da mesma forma, a escolha sacrificial mais extremo uma pessoa amorosa pode fazer é "dar a vida pelos seus amigos" (João 15:13). O apóstolo João expressa essas duas verdades juntos em sua primeira carta: "Nós conhecemos o amor: que CRISTO deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos" (1 João 3:16). Mas o amor é testado muito antes de ele é chamado a oferecer esse sacrifício supremo. Como João continua a dizer: "Aquele que tiver bens deste mundo e, vendo o seu irmão necessitado, lhe fechar o seu coração contra ele, como é que o amor de DEUS permanecer nele?" (V. 17). A pessoa que pensa que seu amor é grande o suficiente para sacrificar sua vida por outros crentes, mas que não consegue ajudá-los quando eles têm necessidades menos extremos está simplesmente enganando a si próprio.
Verdadeiro Ágape amor é uma marca de certeza da salvação. "Nós sabemos que já passamos da morte para a vida", João diz, "porque amamos os irmãos ... Todo aquele que ama é nascido de DEUS e conhece a DEUS" (1 João 3:14; 4: 7). Da mesma forma, como João repetidamente deixa claro em toda a mesma carta, que tinha um espírito habitualmente sem amor para com outros cristãos é razão para uma pessoa a questionar a sua salvação (ver, por exemplo, 2: 9,11; 3:15; 4: 8, 20).
JESUS CRISTO é o exemplo supremo da virtude suprema. Não foi só o amor do Pai, mas também o seu próprio amor que levou JESUS a dar a vida por nós, demonstrando com o seu próprio auto-sacrificar o amor que dá a vida por seus amigos. E antes que ele fez o sacrifício final, Ele demonstrou o mesmo dom de si o amor de muitas formas menores. Quando JESUS viu a Maria e os outros chorando por causa da morte de Lázaro, Ele também chorou (João 11: 33-35). Ele não lamentar o fato de que Lázaro tinha morrido, porque Ele propositalmente atrasado chegando a Betânia até seu querido amigo estava morto, a fim de demonstrar seu poder para levantá-lo do túmulo. JESUS chorou por causa do grande mal, destruição e miséria humana causada pelo pecado, cujo salário final é sempre a morte (Rm. 6:23).
Para os crentes, o amor não é uma opção, mas um comando. "Walk in Amor", Paulo declarou: "assim como CRISTO também vos amou, e se entregou por nós, como oferta e sacrifício a DEUS como um aroma perfumado" (Ef. 5: 2). No entanto, o comando não pode ser cumprida sem o ESPÍRITO SANTO, a fonte desta e de todas as outras manifestações de espiritual fruta . "O amor de DEUS foi derramado em nossos corações pelo ESPÍRITO SANTO que nos foi dado", Paulo explicou aos fiéis romanos (Rm. 5: 5), e foi para o "amor no ESPÍRITO" de tal forma que ele deu agradecimentos para os crentes em Colossos (Col. 1: 8).
 
AMOR - BEP - CPAD
“Caridade” (gr. Ágape (Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi)), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).
 
AMOR - Dicionário Bíblia Almeida - CPAD
Amor - Sentimento de apreciação por alguém, acompanhado do desejo de lhe fazer o bem (1Sm 20.17). No relacionamento CONJUGAL o amor envolve atração sexual e sentimento de posse (Ct 8.6). DEUS é amor (1Jo 4.8). Seu amor é a base da ALIANÇA, o fundamento da sua fidelidade (Jr 31.3) e a razão da ELEIÇÃO do seu povo (Dt 7.7-8). CRISTO é a maior expressão e prova do amor de DEUS pela humanidade (Jo 3.16). O ESPÍRITO SANTO derrama o amor no coração dos salvos (Rm 5.5). O amor é a mais elevada qualidade cristã (1Co 13.13), devendo nortear todas as relações da vida com o próximo e com DEUS (Mt 22.37-39). Esse amor envolve consagração a DEUS (Jo 14.15) e confiança total nele (1Jo 4.17), incluindo compaixão pelos inimigos (Mt 5.43-48; 1Jo 4.20) e o sacrifício em favor dos necessitados (Ef 5.2; 1Jo 3.16).
AMOR - Comentário Esperança N.T. Completo
22,23 Em contraposição (“mas”!) às obras da carne Paulo esboça os efeitos do ESPÍRITO. Mas o fruto do ESPÍRITO é: amor. Os comentaristas ressaltam que às “obras da carne” (v. 19) não se opõem obras, mas sim um único “fruto” do ESPÍRITO – uma contraposição muito significativa de obra e fruto. Contudo não se pode infundir nos vocábulos em si nenhuma avaliação fixa. Em outros textos Paulo também sabe falar positivamente de “obra, operar” (logo mais, em Gl 6.10) e usar “fruto” em sentido negativo (Rm 6.21 cf. rc, nvi, bj). Igualmente pode combinar ambos os termos numa só expressão: “fruto da minha obra” (Fp 1.22 [rc]). A interpretação abaixo refere-se, portanto, tão somente à presente passagem em seu contexto.
A relação do ser humano com sua obra é direta. Ela resulta integralmente do seu planejamento, da sua capacidade e do seu fazer. Em contrapartida, fruto não pode ser planejado e realizado dessa maneira. Por outro lado seria exagerada a opinião de que o fruto vem “por si”, motivo pelo qual estaria fora de nossa responsabilidade. Em decorrência, apenas poderíamos ficar à espreita para ver se por acaso acontece em nossa vida. Como a Bíblia pressupõe em muitas passagens, nós devemos trazer frutos, devemos querê-los, prepará-los, semear, regar, plantar ou preservá-los. Não obstante, permanece que: “O crescimento vem de DEUS” (1Co 3.6). Por isso o fruto da colheita está logicamente ligado à ação de graças pela colheita. Está viva na memória a ação interveniente de DEUS. Em consonância, o fruto colhido também traz as marcas da essência e do agir de DEUS e de seu ESPÍRITO. Isso já poderá evidenciar-se de modo simplesmente formal na lista das virtudes. Ao contrário da contagem assistemática das obras da carne nos v. 19-21, encontramos aqui um todo bem proporcionado, num solene ritmo ternário triplo (certas analogias com 1Co 13.4-7). Primeiramente o tríplice desdobramento do próprio amor (amor, alegria, paz), depois seu tríplice desdobramento em relação ao próximo (longanimidade, benignidade, bondade), e finalmente o tríplice desdobramento da conduta pessoal (fidelidade, mansidão, domínio próprio).
O amor faz a abertura, porque “DEUS é amor”. No entanto, o amor permanece presente até o fim da lista, de sorte que o resultado é um desdobramento do amor em nove aspectos. P. Burckhardt tenta fazer justiça à unidade dessa multiformidade, da seguinte maneira (pág 86, citações com pequenas alterações): alegria como amor que jubila, paz como amor que restaura, longanimidade como amor que sustém, benignidade como amor que se compadece, bondade como amor que doa, fidelidade como amor confiável, mansidão como amor humilde, domínio próprio como amor disposto a renunciar.
A expressão sintética final estas coisas (v. 23b) denota novamente que, na listagem, Paulo nem está tão apegado a cada palavra individualmente, mas que visa comunicar uma impressão geral: Cada uma das expressões citadas é perpassada pela luz do ESPÍRITO SANTO e do amor. Desde 1Co 13.1-4 ecoa em nosso ouvido: Sem o amor as maiores virtudes e realizações não seriam nada! Cl 2.20-23 descreve, p. ex., a abstinência que traz “a satisfação da carne” (rc).
 
AMOR - Enciclopédia de Bíblia,Teologia e Filosofia
Discussão Preliminar
Tradução do termo hebraico aheb, palavra de larga conotação. Outros vocábulos também eram usados no Antigo Testamento, com sentidos variegados, associados a amor, desejo, amante, etc. No N.T., temos
O circulo do amor de DEUS não tinha início, e não terá fim. O amor de DEUS inspirou e garan tiu a execução da missão tridimensional do Logos. Ele ministrou e ministra na terra, no hades e nos céus para ser tudo para todos,
afinal — .
O amor de DEUS é real universalmente,
— não meramente potencial - O amor de DEUS será absolutamente efetivo,
afinal — .
Limites de pedra não podem conter o amor. E o que o amor pode fazer, isso o amor ousa fazer.
(William Shakespeare)
 
O oposto de injustiça não é justiça — é amor
Agape (Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi) (agapao), comum na Septuaginta, e phileo, sinônimo de agapao. Agapao aparece por 142 vezes no Novo Testamento; Ágape (Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi), por 116 vezes, e phileo por 25 vezes. Agapao tem todo o alcance possível de significado que a nossa palavra amor exibe; e mediante o uso dessa palavra, não se pode estabelecer a diferença entre o amor divino e o amor humano, em contraste com phileo. A suposta diferença entre essas duas palavras torna-se nula quando simplesmente tomamos um léxico e lemos as referências onde figuram os dois termos. Ver o artigo sobre Ágape (Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi), como ilustração desse fato, e quanto a outras informações. A mudança de uma para outra palavra, em João 21, é simples questão estilística, não envolvendo qualquer sentido oculto. Eros,com freqüência usada para indicar o amor apaixonado e sexual, não se encontra no Novo Testamento. Também pode ser usado para indicar o amor nobre e espiritual, embora envolvendo, em muitos casos pelo menos, um sentido menos nobre do que aqueles achados no caso de agapao ephileo. Nas Escrituras, o amor aparece tanto como um atributo de DEUS como uma virtude humana moral, pelo que o assunto do amor pertence tanto à teologia quanto à ética. O amor é fundamental à verdadeira religião e à filosofia moral, e de fato, até na maior parte das filosofias pessimistas, como na de Schopenhauer, onde é encarado favoravelmente sob o título de simpatia. O amor é uma parte importante e mesmo dominante da fé judaico-cristã, básica ao evangelho. (Ver João 3; 16). Ê um elemento essencial em todo o relacionamento humano. Portanto, tanto mais atônitos ficamos em face do fato de que quase todos os credos denominacionais evangélicos deixam-no totalmente de lado, ao alistarem seus itens de crença (ver o artigo sobre Credos). Paulo declara que o amor é a maior de todas as graças cristãs (ver I Cor. 13:13, onde aparece a exposição do NTI, quanto a muitos dos atributos e características do amor). Nós escritos de Paulo, também é o solo de onde brotam todas as outras virtudes (ver Gál. 5:22,23). Trata-se da marca distintiva de que alguém é filho de DEUS (ver Mat. 5:44 ss.). É um pré-requisito absoluto para que alguém seja uma pessoa espiritual, um bom cidadão, um bom vizinho, um bom marido, esposa ou pai, ou qualquer outra coisa, que envolva boas qualidades divinas ou humanas.
 
LIÇÃO 13 - AMOR, A VIRTUDE SUPREMA - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao13-ldc-amoravirtudesuprema.htm
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 2º TRIMESTRE DE 2009
1Coríntios - Os Problemas da Igreja e Suas Soluções
Comentários do Pr. Antônio Gilberto
Complementos extras: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva
 
TEXTO ÁUREO
"E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de DEUS está derramado em nosso coração pelo ESPÍRITO SANTO que nos foi dado" (Rm 5.5).
 
VERDADE PRÁTICA
O amor de DEUS em nós não é um dom, mas o fruto do ESPÍRITO expresso na vida do verdadeiro cristão.
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda Dt 6.5 Amor total a DEUS
Terça Dt 10.19 Amor aos estrangeiros
Quarta Mt 5.44 Amor aos inimigos
Quinta Rm 12.10 Amor aos santos
Sexta Ef 5.25 Amor à família
Sábado 1 Ts 5.12,13 Amor aos obreiros do Senhor
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 Coríntios 13.1-8,13.
1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. 2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda; que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria. 3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria. 4 A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece, 5 não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; 6 não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; 7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8 A caridade nunca falha; mas, havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três; mas a maior destas é a caridade.
 
1Co 13:1-13 - (Bíblia de Estudo Pentecostal BEP )
13.1 E NÃO TIVESSE CARIDADE. O cap. 13 é uma continuação do ensino de Paulo sobre os dons espirituais. Ele enfatiza, aqui, que ter dons espirituais sem amor (caridade), de nada adianta (vv. 1-3). O "caminho ainda mais excelente" (1Co 12.31) é o exercício de dons espirituais com amor (vv. 4-8). O amor, sendo o único contexto em que os dons espirituais podem cumprir o propósito de Deus, deve ser o princípio predominante em todas as manifestações espirituais. Daí, Paulo exortar os coríntios: "Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais" (1Co 14.1). Os crentes devem, com muito zelo, buscar as coisas do Espírito, para que, assim equipados, possam ajudar, consolar e abençoar o próximo neste mundo.
13.2 NADA SERIA. Há pessoas afeitas às práticas religiosas sem qualquer aprovação de Deus. É até possível que nem sejam crentes. Por exemplo, pessoas, que falam em línguas, profetizam, têm conhecimento ou realizam grandes obras da fé, sem, contudo terem amor, nem a justiça de Cristo. Esses, "nada" são aos olhos de Deus. Diante de Deus, a sua espiritualidade e profissão de fé são vãs (v.1); esses não têm lugar no Reino de Deus (cf. 1Co 6.9,10). Não somente lhes falta a plenitude do Espírito, como também não têm a sua presença habitando neles. As manifestações espirituais que ocorrem neles não provêm de Deus, mas doutro espírito (ver At 8.21; 1 Jo 4.1). O essencial na autêntica fé cristã é o amor segundo uma ética que não prejudique o próximo e que persevere na lealdade a Cristo e à sua Palavra (ver também v. 13)
13.4-7 A CARIDADE. Essa seção descreve o amor divino através de nós como atividade e comportamento, e não apenas como sentimento ou motivação interior. Os vários aspectos do amor, neste trecho, caracterizam Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Sendo assim, todo crente deve esforçar-se para crescer nesse tipo de amor.
13.8 LÍNGUAS, CESSARÃO. Os dons espirituais, como profecia, línguas e ciência terminarão no fim da presente era. A ocasião em que eles cessarão é descrita assim: "quando vier o que é perfeito" (v. 10), ou seja, no fim da presente era, quando, então, o conhecimento e o caráter do crente se tornarão perfeitos na eternidade, depois da segunda vinda de Cristo (v. 12; 1Co 1.7). Até chegar esse tempo, precisamos do Espírito e dos seus dons na congregação. Não há nenhuma evidência aqui, nem em qualquer outro trecho das Escrituras, de que a manifestação do Espírito Santo através dos seus dons cessaria no fim da era apostólica.
13.13 A MAIOR... É A CARIDADE. Este capítulo deixa claro que um caráter semelhante ao de Cristo, Deus o enaltece acima do ministério, da fé ou da posse dos dons espirituais. (1) Deus valoriza e destaca o caráter que age com amor, paciência (v. 4), benignidade (v. 4), altruísmo (v. 5), aversão ao mal e amor à verdade (v.6), honestidade (v.6), e perseverança na retidão (v. 7), muito mais do que a fé que move montanhas ou realiza grandes feitos na igreja (vv. 1,2,8,13). (2) Os maiores no reino de Deus serão aqueles que aqui se distinguem em piedade interior e no amor a Deus, e não aqueles que se notabilizam pelas realizações exteriores (ver Lc 22.24-30). O amor de Deus derramado dentro do coração do crente pelo Espírito Santo, é sempre maior do que a fé, a esperança, ou qualquer outra coisa (Rm 5.5).
 
Palavra Chave: Amor - É a revelação da natureza e do poder de DEUS em nossas vidas.
 
Oração
Meu DEUS, meu PAI, me ensina a amar como o Senhor ama (Mesmo sabendo que não conseguirei, lhe peço assim mesmo).
Meu DEUS, meu PAI, ajuda-me a amar meu semelhante como a mim mesmo (Mesmo sabendo que não conseguirei, lhe peço assim mesmo).
Meu DEUS, meu PAI, me ensina e me ajude a pelo menos me esforçar por amar como o Senhor ama.
 
Como nunca atingiremos o perfeito amor, como é o desejo de DEUS para nós, então o que é perfeito só será visto, sentido e vivido no céu após o arrebatamento. Isso não quer dizer que não vamos continuar tentando crescer no amor de DEUS tanto para com ELE mesmo, como para com nossos irmãos e outras pessoas também, enquanto por aqui estivermos.
Aqui os dons são importantes demonstrações do poder e cuidado de DEUS para com a humanidade e não devem ser desprezados, são armas de conversão e de edificação, portanto, indispensáveis enquanto aqui vivermos, mas, no céu não teremos mais necessidade dos dons, lá só o amor prevalecerá.
 
O único ser humano que conseguiu amar como DEUS foi JESUS, que nasceu sem a semente do pecado, venceu o pecado em todas as suas formas e ELE mesmo É DEUS.
 
Jo 21.17- Disse-lhe terceira vez: “Simão, filho de Jonas, amas-me?” Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: “Amas-me”? E disse-lhe: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. JESUS Disse-lhe: “apascenta as minhas ovelhas”.
            Pedro traiu a JESUS  por três vezes  (Jo.:18.17-27) e depois se auto excluiu da Comunhão do Senhor, Voltando ao ofício antigo (Lc 5.4; Jo 21.3), mas o mestre o havia chamado para ser pescador de homens (Lc 5.10).
Para restaurá-lo o senhor não usou de acusações ou repreensões e nem lhe perguntou se estava arrependido e também não pediu-lhe que não mais o negasse, buscou em Pedro o que ele tinha de mais precioso, a sinceridade e honestidade procurando infundir-lhe o verdadeiro amor (1 Co 13); na verdade o que mais interessa para JESUS é nosso coração (Mt 22.36-40; Sl 119.11; Sl 147.3; Pv 23.26). Existe, no diálogo entre JESUS e Pedro, dois tipos de amor: o amor AGAPEO (amor profundo e não interesseiro, amor de DEUS) e o amor PHILEO (amor com denotação de gostar, amor entre pais e filhos); portanto vamos reproduzir o diálogo de maneira mais clara:
            “Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes”? Ele respondeu: “Sim, senhor, tu sabes eu gosto de ti”. Ele disse: “Apascenta os meus cordeiros”. A segunda vez perguntou-lhe JESUS: “Simão, filho de Jonas, amas-me?” Ele respondeu: “Sim, senhor tu sabes que gosto de ti”. Ele disse: “pastoreia as minhas ovelhas”.Terceira vez perguntou-lhe JESUS: “Simão, filho de Jonas, gostas de mim”? Pedro entristeceu-se, por JESUS lhe ter perguntado pela terceira vez: “Gostas de mim?” E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que gosto de ti”. Disse-lhe JESUS: Apascenta as minhas ovelhas”.
            JESUS pergunta se Pedro o ama com amor profundo por duas vezes e ele responde que ainda não está pronto, pois o seu amor ainda é muito pequeno; a terceira pergunta vem como uma chicotada poisJESUS lhe pergunta, com suas próprias palavras se ele o ama mesmo com esse amor pequeno, mas sincero e Pedro agora é restaurado porque depois de negar ao seu mestre por três vezes, agora o confessa por três vezes. (1Pe 5.2-4). Esse é o DEUS de misericórdia, amor e perdão, que nos aceita mesmo com esse amor fraco e muito aquém do que deseja.
 
Jo 3.16- “Porque DEUS amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
 
            O amor de DEUS é declarado aqui como algo incomensurável e tão grandioso que o autor, João não conseguiu encontrar em seu vocabulário uma expressão que o revelasse, deixando essa revelação para o ESPÍRITO de DEUS que testifica com nosso espírito que somos filhos de DEUS. Seu amor é tão grande, que ELE nos deu seu filho unigênito JESUS CRISTO, para morrer por nós na cruz, afim de nos salvar.
O maior ser que existe (DEUS, o criador de todas as coisas).
O maior sentimento que existe (amor, DEUS sente por nós).
A maior quantidade de pessoas que existe (o mundo).
O maior cemitério que existe (a alma que pecar esta morrerá).
A maior dádiva que alguém pode oferecer (o filho unigênito).
O maior motivo de todos (a salvação, o perdão, a reconciliação).
O maior sacrifício de todos (morte na cruz, ELE fez).
A maior tragédia que existe (morte física, da alma e espiritual).
A maior fé que existe (é dom de DEUS).
A maior confissão que existe (Rm 10.9, Mt 10.32, você precisa fazer).
A maior e melhor vida que existe (A vida eterna, você a terá se confessar a JESUS como senhor e salvador, Jo 5.24).
 
 
 
 
O Fruto Do ESPÍRITO - Amor: o Fruto Excelente
 "Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de DEUS; e qualquer que ama é nascido de DEUS e conhece a DEUS." (1Jo 4.7)
O amor é a essência de todas as virtudes morais de CRISTO originadas pelo ESPÍRITO SANTO, e implantadas no crente
Cl 3.14 O Amor é o vínculo da perfeição
1 Pedro 4.8 Mas, sobretudo, tende ardente caridade uns para com os outros, porque a caridade cobrirá a multidão de pecados,
João 13.34 Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.
Romanos 13.8 A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.
1Jo 4.7 O Amor confirma a filiação divina
4.7 AMEMO-NOS UNS AOS OUTROS. Embora o amor seja um aspecto do fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22,23) e uma evidência do novo nascimento (2.29; 3.9,10; 5.1), é também algo que temos a responsabilidade de desenvolver. Por essa razão, João nos exorta a amar uns aos outros, a termos solicitude por eles e procurar o bem-estar deles. João não está falando apenas em sentimento de boa-vontade, mas em disposição decisiva e prática, de ajudar as pessoas nas suas necessidades (3.16-18; cf. Lc 6.31). João nos admoesta a demonstrar amor, por três razões: (1) O amor é a própria natureza de DEUS (vv. 7-9), e Ele o demonstrou ao dar seu próprio Filho por nós (vv. 9,10). Compartilhamos da sua natureza porque nascemos dEle (v. 7). (2) Porque DEUS nos amou, nós, que temos experimentado o seu amor, perdão e ajuda, temos a obrigação de ajudar o próximo, mesmo com grande custo pessoal. (3) Se amamos uns aos outros, DEUS continua a habitar em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado (v. 12).
1Co 13.13 O Amor é a essência das virtudes cristãs
13.13 A MAIOR... É A CARIDADE. Este capítulo deixa claro que um caráter semelhante ao de CRISTO, DEUS o enaltece acima do ministério, da fé ou da posse dos dons espirituais. (1) DEUS valoriza e destaca o caráter que age com amor, paciência (v. 4), benignidade (v. 4), altruísmo (v. 5), aversão ao mal e amor à verdade (v.6), honestidade (v.6), e perseverança na retidão (v. 7), muito mais do que a fé que move montanhas ou realiza grandes feitos na igreja (vv. 1,2,8,13). (2) Os maiores no reino de DEUS serão aqueles que aqui se distinguem em piedade interior e no amor a DEUS, e não aqueles que se notabilizam pelas realizações exteriores (ver Lc 22.24-30). O amor de DEUS derramado dentro do coração do crente pelo ESPÍRITO SANTO, é sempre maior do que a fé, a esperança, ou qualquer outra coisa (Rm 5.5).
Rm 12.9 O Amor combate a hipocrisia
Hb 1.9 AMASTE A JUSTIÇA E ABORRECESTE A INIQÜIDADE. Não basta o crente amar a justiça; ele deve, também, aborrecer o mal. Vemos esse fato claramente na devoção de CRISTO à justiça (Is 11.5) e, na sua aversão à iniqüidade; na sua vida, no seu ministério e na sua morte (ver Jo 3.19; 11.33). (1) A fidelidade de CRISTO ao seu Pai, enquanto Ele estava na terra, conforme Ele demonstrou pelo seu amor à justiça e sua aversão à iniqüidade, é a base para DEUS ungir o seu Filho (v. 9). Da mesma maneira, a unção do cristão virá somente à medida que ele se identificar com a atitude do seu Mestre para com a justiça e a iniqüidade (Sl 45.7). (2) O amor do crente à justiça e seu ódio ao mal crescerá por dois meios: (a) crescimento em sincero amor e compaixão por aqueles, cujas vidas  estão sendo destruídas pelo pecado, e (b) por uma sempre crescente união com o nosso DEUS e Salvador, do qual está dito: "O temor do SENHOR é aborrecer o mal?? (ver Pv 8.13; Sl 94.16; 97.10; Am 5.15; Rm 12.9; 1 Jo 2.15; Ap 2.6).
Rm 5.5 O Amor é resultado da ação do ESPÍRITO SANTO no crente
5.5 O AMOR DE DEUS... EM NOSSO CORAÇÃO. Os cristãos experimentam o amor de DEUS nos seus corações, pelo ESPÍRITO SANTO; especialmente em tempos de aflição. O verbo "derramar" está no tempo pretérito perfeito contínuo, significando que o ESPÍRITO continua a fazer o amor transbordar em nossos corações. É essa experiência sempre presente do amor de DEUS, que nos sustenta na tribulação (v. 3) e nos assegura que nossa esperança da glória futura não é ilusória (vv. 4,5). A volta de CRISTO para nos buscar é certa (cf. 8.17; Jo 14.3)
1Jo 4.16 DEUS é a fonte e a causa do Amor
1 João 4.8 Aquele que não ama não conhece a DEUS, porque DEUS é caridade.
12 Ninguém jamais viu a DEUS; se nós amamos uns aos outros, DEUS está em nós, e em nós é perfeita a sua caridade.
1 João 3.24 E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós: pelo ESPÍRITO que nos tem dado.
 
João 13.34-35 =   34"Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. 35 Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros".
13.34 AMEIS UNS AOS OUTROS. O cristão é exortado a amar de um modo especial a todos os outros cristãos verdadeiros, quer sejam membros da sua igreja e da sua persuasão teológica, quer não. (1) Isso significa que o crente deve saber distinguir os cristãos verdadeiros daqueles cuja confissão de fé é falsa, observando a sua obediência a JESUS CRISTO e sua lealdade às Sagradas Escrituras (5.24; 8.31; 10.27; Mt 7.21; Gl 1.9). (2) Isso significa que quem possui uma fé viva em JESUS CRISTO e é leal à Palavra inspirada e inerrante de DEUS, conforme tal pessoa a compreende, e que resiste ao espírito modernista e mundano predominante em nossos tempos, é meu irmão em CRISTO e merece meu amor, consideração e apoio especiais. (3) Amar a todos os cristãos verdadeiros, inclusive os que não pertencem à minha igreja, não significa transigir ou acomodar minhas crenças bíblicas específicas nos casos de diferenças doutrinárias. Também não significa querer promover união denominacional. (4) O cristão nunca deverá transigir quanto à santidade de DEUS. É essencial que o amor a DEUS e à sua vontade, conforme revelados na sua Palavra, controlem e orientem nosso amor ao próximo. O amor a DEUS deve sempre ocupar o primeiro lugar em nossa vida (ver Mt 22.37,39).
13.35 CONHECERÃO QUE SOIS MEUS DISCÍPULOS. O amor (gr. ágape) deve ser a marca distintiva dos seguidores de CRISTO (1 Jo 3.23; 4.7-21). Este amor é, em suma, um amor abnegado e sacrificial, que visa ao bem do próximo (1 Jo 4.9,10). Por isso, o relacionamento entre os crentes deve ser caracterizado por uma solicitude dedicada e firme, que vise altruisticamente a promover o sumo bem uns dos outros. Os cristãos devem ajudar uns aos outros nas provações, evitar ferir os sentimentos e a reputação uns dos outros e negar-se a si mesmos para promover o mútuo bem-estar (cf 1 Jo 3.23; 1 Co 13; 1 Ts 4.9; 1 Pe 1.22; 2 Ts 1.3; Gl 6.2; 2 Pe 1.7).
 
Lucas 6.27-35 =  27 "Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, 28 abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam. 29 Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica. 30 Dê a todo aquele que lhe pedir, e se alguém tirar o que pertence a você, não lhe exija que o devolva. 31 Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles. 32 "Que mérito vocês terão, se amarem aos que os amam? Até os 'pecadores' amam aos que os amam. 33 E que mérito terão, se fizerem o bem àqueles que são bons para com vocês? Até os 'pecadores' agem assim. 34 E que mérito terão, se emprestarem a pessoas de quem esperam devolução? Até os 'pecadores' emprestam a 'pecadores', esperando receber devolução integral. 35 Amem, porém, os seus inimigos, façam-lhes o bem e emprestem a eles, sem esperar receber nada de volta. Então, a recompensa que terão será grande e vocês serão filhos do Altíssimo, porque ele é bondoso para com os ingratos e maus.
6.27 AMAI A VOSSOS INIMIGOS. Nós versículos 27-42, JESUS nos ensina como devemos conviver com outras pessoas. Como membros da nova aliança, temos a obrigação de cumprir as exigências que Ele expõe aqui. (1) Amar os nossos inimigos não significa um amor emotivo, i.e., de ter afeto por eles, mas, sim, uma genuína solicitude pelo seu bem e pela sua salvação eterna. Uma vez que sabemos da terrível ruína que aguarda os que são hostis a DEUS e ao seu povo, devemos orar por eles e procurar pagar-lhes o mal com o bem, levá-los a CRISTO e à fé do evangelho (ver Pv 20.22; 24.29; Mt 5.39-45; Rm 12.17; 1 Ts 5.15; 1 Pe 3.9). (2) Amar nossos inimigos não quer dizer ficarmos indiferentes enquanto os malfeitores continuam nas suas atividades iníquas. Quando necessário for, pela honra de DEUS, pelo bem ou segurança do próximo, ou proveito maior dos pecadores, deve-se tomar providências rigorosas para deter a iniqüidade (ver Mc 11.15; Jo 2.13-17).
 
DINÂMICA:  Eu utilizo uma rosa fechada, quase botão. Chamo a rosa de qulaidade do Fruto do ESPÍRITO - AMOR. Tudo começa pelo amor e sem este nada mais poderá se desenvolver. Depois vou abrindo cada pétala que sai do amor de DEUS, e vou nomeando cada pétala, como qualidades ou resultados deste amor.
***Para ensinar sobre o Fruto do ESPÍRITO utilizo uma laranja com nove gomos, se não achar com nove abro-a em gomos e depois de contar nove gomos retiro os gomos que estão sobrando e dou para algum aluno chupar. Chamo a laranja de Fruto do ESPÍRITO e os gomos de qualidades do Fruto. Depois digo aos alunos que se cada um aproveitar de cada gomo como o aluno chupou aquele gomo que você lhe deu, será perfeito discípulo de CRISTO. Se o aluno não chupar de algum gomo ficará com deficiência em seu caráter cristão, se chupar um mais do que o outro também ficará com deficiência , o importante é que durante nossa peregrinação por aqui (na Terra), estejamos todo o tempo, chupando a laranja o mais possível, afinal, vitamina "C" é ótimo!!!!!! "C" de Caráter e "C" de CRISTO. Aproveitemos todos os gomos o máximo que pudermos!!!!
 
PARTE I - Os 4 Tipos De Amor:
Amor:- A palavra 'amor' neste trecho das Escrituras é a tradução da palavra grega 'Agape (Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi)'. Este é amor que flui diretamente de DEUS. 'O amor de DEUS está derramado em nossos corações pelo ESPÍRITO SANTO que nos foi dado'(Rm 5.5). É um amor de tamanha profundidade que levou DEUS a dar seu único Filho como sacrifício pelos nossos pecados (Jo 3.16). É o amor de JESUS por nós: 'conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a nossa pelos irmãos (leia Jo 3.16; 15.2-13). É muito fácil amar os seus entes queridos, como os pais, filhos esposos, parentes, amigos, esposas, etc. Mas, somente pelo ESPÍRITO SANTO, você é capaz de dedicar o amor aos seus inimigos, de tal forma que lhes deseje o bem e perdoe as suas ofensas, de todo o coração, para jamais se lembrar delas.
 
1- O Amor Divino:
O amor é a essência da natureza de DEUS. 
DEUS age sempre , em tudo, com Amor e conosco não é diferente, DEUS nos ama de uma tal forma que foi capaz de nos dar o que ELE tinha de maior valor para que reconhecêssemos esse imenso amor, seu único amado Filho, JESUS CRISTO.
Ágape (Amor De DEUS, O Importante E Necessário, O Principal)
DEUS ME AMA, e a prova que ele deu deste amor, foi enviando o seu Filho para morrer por mim quando eu era ainda seu inimigo (Rm. 5.8-10). Estava morto espiritualmente, mas Ele bondosamente me deu vida. Achava-me perdido, sem a menor chance de escapar da condenação eterna, porém, Ele graciosamente me salvou. JESUS veio para me dar vida, e vida com abundância
Este é o Amor ágape cristão, sentimento que nos liga mesmo aos que nos são indiferentes, mesmo aos nossos inimigos, e tem como horizonte virtual a humanidade inteira.
 
2- O Amor Fraterno:
Phileo (Fraternal, De Irmãos, Necessário Mas Não O Principal)   

O amor ao próximo se demonstra com ações. 
De que valeria a nosso semelhante um amor de indicações?
Is 56.6 Acaso não é este o jejum que escolhi? que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo? e que deixes ir livres os oprimidos, e despedaces todo jugo?7 Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desamparados? que vendo o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?8 Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará. e a tua justiça irá adiante de ti; e a glória do Senhor será a tua retaguarda.9 Então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente;10 e se abrires a tua alma ao faminto, e fartares o aflito; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio dia.11 O Senhor te guiará continuamente, e te fartará até em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca falham.
 
3- O Amor Físico
Eros (Atração Física, Necessário Mas Não O Principal)  
 
4- O Amor Familiar
Storge (Afetivo, Amor Romântico, Necessário Mas Não O Principal)
 
PARTE II - Amor a DEUS - A Dimensão Vertical
1- Amar a DEUS acima de tudo
EU AMO A DEUS, devo toda a minha vida a Ele, e a Ele entrego-me com alegria para o seu serviço. Dedicar-me-ei a este curso, participando com empenho e com prazer, esforçando-me para aprender, de maneira que eu possa crescer espiritualmente, fortalecendo-me na graça e no conhecimento do meu Senhor, JESUS CRISTO. 
 
2- O Exemplo de JESUS
À esta altura percebemos que o “amor ao próximo”, conforme apresentado na primeira epístola de João, embora não negue um peculiar caráter “opcional”, ultrapassa a dimensão da escolha racional para tornar-se, principalmente, um resultado da graça divina. Sua fonte transfere-se da alma (antropologia hebraica) para o ser de DEUS. A adesão (sent. próprio do hebraico 'ahabh), segundo esta teologia joanina, não é uma mera filiação partidária ou paixão por uma causa (coisa que os “do mundo” também podem ter); ela é, antes, uma aliança ou pacto com o próprio DEUS. É aderir não a algo, mas a alguém. A partir deste ponto, podemos interpretar João com os olhos de  Agostinho que entendia o Ágape joanino como sendo uma pessoa. Aliás, note-se que, desde o evangelho e o Apocalipse, é comum para João personificar em DEUS, os títulos que lhe atribuímos. E assim como o Logos e a Luz procederam do Pai, encarnando-se na figura histórica de JESUS CRISTO, do mesmo modo o Amor manifestado entre os homens (4:9) é outra “figuração personificada” para falar do mistério da encarnação. Portanto, o dizer que o Amor procede de DEUS (h agaph ek tou qeou estin[ 4:7]) é uma explícita referência à procedência de CRISTO do Pai (para tou Patera[João 6:46; 7:29; 8:14; 8:42; 11:27, 16:28]) e quando se diz “DEUS é amor”(o Qeos agaph estin) paralelamente se deve lembrar do dito “e o Verbo era DEUS” (kai Qeos hn o logos).
O amor/ágape é, enfim, o Filho de DEUS vindo ao mundo e o “permanecer” neste amor equivale a “andar como ele andou” (amando ao próximo, cumprindo a justiça, obedecendo à lei) e confessar o que ele é de fato (1:6 e 4:2). Fazendo isto, trazemos para o presente uma encarnação salvadora fazendo com que ela deixe de ser mero evento de um longínquo passado com o qual não temos relação.
 
3-  O Teste do Amor ágape
Como sabermos se amamos com o amor de DEUS?
Se somos capazes de amar como DEUS ama, então sentimos este amor fluir de cada um de nós.
Jo 3.16 "Porque DEUS tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
Somos capazes de amar a ponto de darmos tudo o que temos de mais precioso, por amor aos outros?
Rm 5.8 Mas DEUS demonstra seu amor por nós: CRISTO morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.
Veja que DEUS não nos amou porque éramos bons; somos capazes de amar aos pecadores e por eles darmos nossas vidas?
Mt 5.44 Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem,
Somos capazes de amar nossos inimigos e orar por eles?
Jo 13.35 A marca distintiva do crente
35 Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.
CONHECERÃO QUE SOIS MEUS DISCÍPULOS. O amor (gr. Ágape (Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi)) deve ser a marca distintiva dos seguidores de CRISTO (1 Jo 3.23; 4.7-21). Este amor é, em suma, um amor abnegado e sacrificial, que visa ao bem do próximo (1 Jo 4.9,10). Por isso, o relacionamento entre os crentes deve ser caracterizado por uma solicitude dedicada e firme, que vise altruisticamente a promover o sumo bem uns dos outros. Os cristãos devem ajudar uns aos outros nas provações, evitar ferir os sentimentos e a reputação uns dos outros e negar-se a si mesmos para promover o mútuo bem-estar (cf 1 Jo 3.23; 1 Co 13; 1 Ts 4.9; 1 Pe 1.22; 2 Ts 1.3; Gl 6.2; 2 Pe 1.7).
 
PARTE III - Amor Ao Próximo - A Dimensão Horizontal
A questão do relacionamento humano, se torna ajustada, encaminhada e equilibrada quando há o diferencial DEUS, que nos tornou, pela salvação em CRISTO JESUS, seus filhos, e criou a família de fé na qual somos irmãos que devem aprender a se amar. Afinal, "Aquele que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos" e, "Nisto são manifestos os filhos de DEUS, e os filhos do diabo: quem não pratica a justiça não é de DEUS, nem aquele que não ama a seu irmão" (1Jo 2.11; 3.10).Entendamos: para o Antigo Testamento, para a cultura hebréia, o próximo, o semelhante era o igual. Os termos de Levítico 19.18 deixam claro esse fato: "Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo, mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor" (cf. Pv 3.28; Jr 22.13). Amar o próximo tinha como contrapartida odiar o inimigo. Assim o refletem Êxodo 15.6 e Levítico 26.8: "A tua destra, ó Senhor, é gloriosa em poder; a tua destra, ó Senhor, despedaça o inimigo"; "Cinco de vós perseguirão a cem, e cem de vós perseguirão a dez mil, e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós". JESUS e os apóstolos, porém, estendem o significado: "Amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios", disse um escriba ao Mestre, que aprovou a sua exclamação (cf. Mc 12.33). "Cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação", enunciou Paulo (Rm 15.2), precisamente na linha de João que deixou a exortação, "Aquele que não ama a seu irmão a quem viu, como pode amar a DEUS a quem não viu?" (1Jo 4.20b).
4.7 AMEMO-NOS UNS AOS OUTROS. Embora o amor seja um aspecto do fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22,23) e uma evidência do novo nascimento (2.29; 3.9,10; 5.1), é também algo que temos a responsabilidade de desenvolver. Por essa razão, João nos exorta a amar uns aos outros, a termos solicitude por eles e procurar o bem-estar deles. João não está falando apenas em sentimento de boa-vontade, mas em disposição decisiva e prática, de ajudar as pessoas nas suas necessidades (3.16-18; cf. Lc 6.31). João nos admoesta a demonstrar amor, por três razões: (1) O amor é a própria natureza de DEUS (vv. 7-9), e Ele o demonstrou ao dar seu próprio Filho por nós (vv. 9,10). Compartilhamos da sua natureza porque nascemos dEle (v. 7). (2) Porque DEUS nos amou, nós, que temos experimentado o seu amor, perdão e ajuda, temos a obrigação de ajudar o próximo, mesmo com grande custo pessoal. (3) Se amamos uns aos outros, DEUS continua a habitar em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado (v. 12).
 
PARTE IV - Amor A Si Mesmo - A Dimensão Interior
1- O Amor a si mesmo reflete o amor de DEUS por nós
É importante ser ensinável, se submeter à sã doutrina. Mas há algumas coisas que nenhum ser humano pode ensinar. Há algumas crises que só o ESPÍRITO SANTO pode levar à uma saída. Às vezes inexistem respostas em lugar algum da mente humana, e então o ESPÍRITO SANTO precisa nos ensinar como sair da crise! Necessitamos voltar-nos para o nosso interior, e bloquear todas as vozes e as falas exteriores. Eis a prova:
“...a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine...” (I João 2:27).
“...a loucura de DEUS é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de DEUS é mais forte do que os homens” (I Coríntios 1:25).
As coisas que DEUS deseja fazer por nós ainda nem sequer chegaram à mente dos conselheiros sábios do mundo.
“...nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que DEUS tem preparado para aqueles que o amam” (I Coríntios 2:9).
Elas são reveladas pelo ESPÍRITO em nós!
“...DEUS no-lo revelou pelo ESPÍRITO...”
Se aquilo que DEUS preparou para nós ainda “nem penetrou na mente humana”, como alguém poderá me dizer algo que não sabe?
“Porque qual dos homens sabe as cousas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as cousas de DEUS, ninguém as conhece, senão o ESPÍRITO de DEUS” (I Coríntios 2:11).
Não estou contra o cristão buscar bom aconselhamento. Não estou contra a psicologia cristã. Mas nenhuma delas vale sequer mencionar, a menos que leve a pessoa à esta verdade absoluta: nenhum outro ser humano pode ser a sua fonte de felicidade e paz!
Os que se apóiam nos braços da carne cavam poços que não agüentam um teste. Estão sempre precisando de alguém para lhes derramar um conselho, mas não o retém. São cisternas rotas.
“Não sabeis que sois santuário de DEUS e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós?” (I Coríntios 3:16).
“Mas o fruto do ESPÍRITO é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio...” (Gal. 5:22).
“é necessário que aquele que se aproxima de DEUS creia que ele existe (em nós) e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).
“em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o SANTO ESPÍRITO da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, até o resgate da sua propriedade...” (Efésios 1:13,14).
Você está pronto para receber essa verdade e agir baseado nela? O que foi que acabamos de ler? Ele está em você: para consolar, para guiar à toda a verdade; para lhe mostrar as coisas que virão; para lhe vivificar; para lhe ajudar em suas enfermidades; para lhe ajudar a entender todas as coisas que DEUS graciosamente lhe concedeu; para lhe trazer alegria, amor, paz, paciência, bondade, domínio próprio; para lhe dar tudo que foi prometido a um filho de DEUS; para lhe recompensar por sua diligência; para lhe assegurar liberdade; para lhe prover acesso ao Pai; para lhe levar a um lugar de repouso suave e de verdade.
 2- O Pecado impede que a pessoa ame a si mesma
O pecado faz divisão entre nós e DEUS, causa o efeito "Falta de confiança para falar com DEUS ou ouvir DEUS falando conosco". A fé fraqueja no momento mais difícil e de precisão da alma que anseia pela comunhão, mas sucumbe na dúvida.
 3- Relação entre as três dimensões do amor ágape
Há uma distinção entre ágape e as outras qualidades do amor, sempre integradas uma à outra e presentes em toda experiência do amor. Pelo seu caráter transcendente, ágape não pode ser experimentada como força vital, senão através das outras e especialmente do eros. Contudo, em todas as decisões morais, ágape deve ser o elemento determinante, pois é ligado à justiça e transcende a finitude do amor humano. Sozinha, ágape se tornaria moralista e legalista. Mas sem ágape, o amor perderia a sua seriedade. Contudo, não vimos uma ordem hierárquica entre as qualidades do amor, a não ser em relação à ágape.
O fruto do ESPÍRITO é como uma linda flor que se abre com uma chave chamada AMOR; é só a partir do Amor que conhecemos as outras qualidades do fruto do ESPÍRITO em nós implantado, no instante em que aceitamos a CRISTO como nosso Senhor e Salvador.
 
PARTE V - CARACTERÍSTICAS DO AMOR DE DEUS NO CRENTE 
1. É sofredor. 2. É benigno. 3. Não é invejoso. 4. Não é leviano. 5. Não é soberbo. 6. Não é indecente. 7. Não é interesseiro. 8. Não se irrita. 9. Não suspeita mal. 10. Não se regozija com a injustiça. 11. Regozija-se com a verdade. 12. Tudo sofre, crê, espera, suporta.  Para conhecer o amor de DEUS, primeiramente necessitamos saber como é o amor do homem. Segundo a Bíblia o amor do homem é frio (Mt 24:12), carnal (Gn 6:1-2), dobre, ou seja, passageiro (Os 6:4), deturpado pelos mundanos e adúlteros (Pv 7:18) e busca seus interesses (Sl 116:1).
O amor de DEUS é muito diferente do amor do homem, veja:
Como é o amor de DEUS?
Incondicional: Jo 13:1; Inseparável: nada pode nos separar dele. Rm 8:35-39; Inexprimível: palavras não podem expressá-lo. Ef 3:19; Extremamente grandioso: Jo 3:16; Cobre a multidão de pecados: I Pe 4:8; Renova o amor dos cristãos: Sf 3:17; Faz com que o cristão obedeça a DEUS através do constrangimento: II Co 5:14; Traz consolo a vida do crente: II Ts 2:16; Disciplinador: nos corrige como um pai ao filho. Hb 12:6; Repleto de bênçãos: II Tm 4:8;
Manifestação do amor de DEUS
O ESPÍRITO SANTO: Rm 5:5; Através de sua misericórdia: Ef 2:4-7; A nossa obediência traz a manifestação do amor de DEUS: I Jo 2:5; Jo 14:21.
Provas do amor de DEUS
A morte de JESUS CRISTO pela humanidade pecadora: Rm 5:8; Jo 3:16; I JO 3:16; Jo 15:13-14; Libertação do jugo deste mundo: Dt 7:8; Vida no ESPÍRITO SANTO: Ef 2:4-5.
Características do verdadeiro amor
Não pratica o mal, é santo: Rm 13:10; Edifica uma vida: I Co 8:1b; Suporta tudo: II Co 2:4; Ef 4:2b; É o fim da fé - a fé opera por ele: Gl 5:6; É perfeito, resplandece a glória de DEUS: Cl 3:14; Não tem medo: I Jo 4:18; Se gasta pelo próximo: II Co 12:15; Traz obras: I Jo 3:18; Imparcial: Dt 10:19; É sincero e verdadeiro: Rm 12:9; Forte como a morte: Ct 8:6-7. DEUS, pelo seu grande amor que nos amou espera que venhamos a correspondê-lo. O amor só pode ser correspondido por obras, veja o que DEUS espera que você faça para manifestar o seu amor a ele
Atitudes que DEUS espera do que o ama
Permaneça no seu amor: Jo 15:9; Obedeça a DEUS: Dt 10:12; Jo 14:15; Guarde o amor: Os 12:6; Andar no exemplo do amor abnegado (desvinculado) de CRISTO: Ef 5:1-2 ; Que o cristão siga o amor e ande nele: I Co 14:1; Ef 5:2; Seja constante no amor: Hb 13:1; Sirva o próximo por amor: Gl 5:13; Que todas suas obras sejam feitas com amor: I Co 16:14; Deteste o mal: Sl 97:10; Rejeite a Satanás e seus caminhos: Mt 6:24; Estimule os outros a amar: Hb 10:24; Que manifeste seu amor: Pv 27:5, Que declare seu amor a ele: Sl 18:1 Perca sua vida por amor de CRISTO: Mt 12:24-26; Gl 2:20;
Ordens de DEUS sobre o amor
Amar o próximo ardentemente de coração: I Pe 1:22; Jo 15:17; Amá-lo com tudo que possuímos: Dt 6:5; Amar os ímpios: Dt 10:19; Mt 5:44. DEUS, como bom galardoador que é, não deixará nem um de seus filhos sem a devida correspondência, assim como ao pecador é dada uma punição, ao obediente é dado um galardão. Veja o que a Bíblia Sagrada promete para aqueles que amam o seu próximo.
Bênçãos prometidas para quem ama
CRISTO, através do ESPÍRITO SANTO, habita ricamente nesta vida: Ef 3:17; Jo 14:26; Jo 16:27; Traz crescimento espiritual em CRISTO JESUS: Ef 4:15; Ef 6:24; Permanece ligado a CRISTO: I Jo 4:16; Traz a guarda do Senhor sobre nós: Sl 145:20; Repreensão por amor: Pv 3:12; Perdão de pecados: Is 38:17; Traz o amor de DEUS sobre nós: Jo 16:27; Todas as coisas que acontecerem na vida do crente serão usadas para o seu bem: Rm 8:28; Sua vida é conhecida por DEUS: I Co 8:3; A pessoa que ama está na luz do Senhor: I Jo 2:10; Todo que ama é filho de DEUS: I Jo 4:7; Libertação: Sl 91:14; Traz capacidade para perdoar o próximo: Pv 10:12; Bênçãos inefáveis: que não se podem expressar. I Co 2:9.
Fontes do verdadeiro amor
De DEUS - o ESPÍRITO SANTO: Gl 5:22; II Tm 1:7; I Ts 3:12; I Jo 4:7;
De um coração puro: I Tm 1:5;
De uma consciência boa: I Tm 1:5;
De uma fé cristã santa e verdadeira: I Tm 1:5;
Da misericórdia de DEUS: Tt 3:4-5;
Palavras de CRISTO sobre o amor
Ele é o princípio e a base de toda a lei de DEUS: Mt 22:37-40; Lc 11:42. O verdadeiro amor consiste em conhecer o poderoso nome do Senhor: Jo 17:26; Homens religiosos, carnais e que não crêem em DEUS não podem ter o seu amor: Jo 5:37-47
Findaremos este estudo com alguns textos bíblicos que falam sobre o amor.
"O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor;" Romanos 12:9-11. Leituras complementares: Pv 15:17; Ct 1:2; Mt 5:43-48; Lc 10:25-37; Jo 21:15-23; Ap 12:11
 
Conclusão
Como vimos, o amor não pode por um lado ser um tema abandonado, nem por outro, um discurso isolado. Se somos cristãos de fato, a mais autêntica cristologia bíblica deverá acompanhar este amor e a importância dada aos demais mandamentos da lei de DEUS deverá testemunhar de nossa fidelidade (ou adesão) ao Bem Maior, que é CRISTO JESUS. Não amamos porque somos naturalmente bons, mas porque nascemos da graça. Não cumpriremos a lei para fazer-nos “justos”, mas porque ele nos justificou com sua justiça. Não brilharemos porque temos luz própria, mas porque refletimos o sol da justiça.
  
kai o ean aitwmen lambanomen ap' autou, oti tas entolas autou throumen kai ta aresta enwpion autou poioumen.
E aquilo que pedimos, dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos diante dele o que lhe é agradável.
kai auth estin h entolh autou,
1 - ina pisteuswmen tw onomati tou uios autou Ihsou Cristou
2 - kai agappwmen allhlous,
kaqws edwken entolhn hmin
kai o thrwn tas entolas autou en autou menei kai autous en autw.
Ora, o mandamento é este:
1 - que creiamos em o nome de seu Filho JESUS CRISTO
2 - e que amemo-nos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou.
E aquele que guarda os seus mandamentos, permanece nele e ele naquele.
 
 
INTERAÇÃO
Caro professor, seus objetivos foram alcançados? Será que seus alunos estão tendo uma compreensão clara dos ensinamentos da Primeira Carta de Paulo aos coríntios? Você tem notado alguma mudança substancial no comportamento e atitudes deles? Este é o momento de se fazer uma boa avaliação. O trabalho do professor é digno e reconhecido em função dos resultados. Fique atento! Se necessário, faça uma rápida retrospectiva das lições anteriores. Aproveite a oportunidade para verificar o rendimento individual e coletivo da classe.
 
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Caracterizar o amor de DEUS no crente.
Mostrar que CRISTO é o exemplo supremo do amor.
Reconhecer que sem amor nada tem importância, uma vez que todas as coisas são anuladas pela ausência dele.
 
REFLEXÃO "A caridade nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá." 
SINOPSE DO TÓPICO (1) Sem amor nada tem importância, peso e expressividade uma vez que todas as coisas são anuladas pela ausência dele. 
SINOPSE DO TÓPICO (2) O amor divino pode ser compreendido através de suas várias características: é sofredor e benigno; não é invejoso, leviano, soberbo, indecente, interesseiro. Enfim, tudo sofre, crê, espera, suporta.
SINOPSE DO TÓPICO (3) O amor é a virtude suprema do crente. Ele é o "caminho mais excelente" para o exercício dos dons.
 
REFLEXÃO
"A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece."
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO - Subsídio Devocional - "O amor eterno
DEUS é amor e eterno. Por isso o amor é eterno e não acaba. A profecia (um dos mais importantes dons), as línguas e a palavra de conhecimento acabarão algum dia. Isso não significa que fracassarão em sua função na Igreja, mas que simplesmente não serão mais necessárias. Nosso conhecimento é parcial e incompleto. A profecia, por mais valiosa que seja, não pode solucionar todos os nossos problemas. Aprendemos acerca de DEUS por meio desses dons do ESPÍRITO e o louvamos através das línguas e com a profecia. Mas 'quando vier o que é perfeito', 'conheceremos perfeitamente' sem mais precisarmos do apoio desses dons. Para bem entendermos isso, devemos relacionar os versículos 10 e 12 de 1 Coríntios 13. DEUS nos conhece plenamente agora; sabe tudo a nosso respeito (Jo 2.24,25). Um dia, conheceremos plenamente a DEUS como Ele nos conhece agora. Não precisaremos mais dos dons espirituais para nos aproximarmos de DEUS.
Paulo utiliza duas ilustrações para contratar nossa era presente e imperfeita com a perfeição da era futura. Possuímos agora uma pequena parcela de conhecimento, como se fôssemos crianças. Na era vindoura, saberemos uns aos outros mais plenamente. Não será mais como quem olha através de um vidro enfumaçado ou se contempla num espelho sujo. Aperfeiçoados no amor, não teremos mais mal-entendidos".
(HOOVER, T. R. Comentário Bíblico: 1 e 2 Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, pp. 113-4).
 
APLICAÇÃO PESSOAL
A chave do amor e do conhecimento de DEUS deriva da transmissão da natureza dEle para a nossa, e não da nossa para a dEle. Seríamos incapazes de amá-Lo à altura, a menos que Ele pusesse a essência de seu amor em nossos corações.
O que sentimos e pensamos não representa absolutamente nada se o seu ESPÍRITO não infundir em nosso homem interior o verdadeiro retrato de DEUS: "Para que, segundo as riquezas de sua glória, vos conceda que sejais robustecidos com poder pelo seu ESPÍRITO no homem interior; que CRISTO habite pela fé nos vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor, possais compreender, como todos os santos, qual seja a largura, e o cumprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de CRISTO, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de DEUS" (Ef 3.16,19).
 
LIÇÃO 11 - O AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao11-1cj-oamoradeuseaoproximo.htm
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 3º TRIMESTRE DE 2009
1 João - Os Fundamentos Da Fé Cristã
Comentários do Pr. Eliezer de Lira e Silva
Consultor Doutrinário e Teológico: Pr. Antonio Gilberto
Complementos extras: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
James Boice ressalta que, até o capítulo 4, João apresenta os três testes para se avaliar se alguém é, de fato, filho de DEUS: o teste moral (retidão) em 2.3-6; o teste social (amor) em 2.7-11; e o teste doutrinário (verdade) em 2.18-27.
Entretanto, a partir de 4.7, João enfatiza o amor ao próximo como algo inerente à natureza daquele que é filho de DEUS. Aproveite a divisão temática citada aqui e exponha-a a sua turma na introdução desta aula.
 
Palavra ChaveAmor Ágape: amor abnegado, profundo e constante, como o amor de DEUS pela humanidade.
 
 
"Respondeu-lhe JESUS: Amarás o Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.37-40).
 
O mundo à nossa volta está promovendo o amor-próprio e a auto-estima. A auto-estima é um aspecto popular da psicologia humanista, que é baseada na crença de que todos nós nascemos bons e que a sociedade é a culpada. Esse sistema coloca o homem como a medida de todas as coisas. A ênfase no ego é exatamente o que começou no Jardim do Éden e se intensifica através dos ensinos humanísticos do amor-próprio, da auto-estima, da auto-realização e auto-etc.
Por não crerem em JESUS CRISTO, os humanistas seculares têm o ego como o único centro de interesse do indivíduo. Assim podemos entender por que aqueles que não conhecem a CRISTO desejam amar, estimar e satisfazer o ego, pois é a única coisa que têm. E qual é a desculpa da Igreja?
Com o progresso da influência e da popularização da psicologia, a ênfase em DEUS foi deslocada para o ego por uma grande parte da igreja professa. De formas muito sutis, o ego vai tomando o primeiro lugar e, assim, a atitude de ser escravo de CRISTO é substituída pela de se fazer o que agrada e que seja para sua própria conveniência. O amor aos outros só é praticado se for conveniente.
Com toda esta ênfase no ego, é natural que os cristãos perguntem se é correto amar a si mesmo. Como JESUS responderia? Embora não seja ardilosa como as dos escribas e fariseus, a questão requer uma resposta "sim" ou "não". O "sim" leva facilmente a toda espécie de preocupação consigo mesmo. E o "não" conduz a um possível: "Bem, então devemos nos odiar?" Nem sempre JESUS respondia como esperavam seus ouvintes. Em vez disso, Ele usava a pergunta como oportunidade de lhes ensinar uma verdade. Sua ênfase sempre era o amor de DEUS e o nosso amor a Ele e aos outros.
Lingüisticamente, em toda a Bíblia, o termo agapao é sempre dirigido aos outros, nunca a mim mesmo. O conceito de amor-próprio não é o tema do Grande Mandamento, mas apenas um qualificativo. Quando JESUS ordena amar a DEUS "de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força" (Mc 12.30), Ele enfatiza a natureza abrangente desse amor agapao (amor-atitude, que vai além da capacidade do homem natural, sendo possível exclusivamente pela graça divina). Se Ele usasse as mesmas palavras para o amor ao próximo, estaria encorajando-nos à idolatria. Contudo, para o grau de intensidade de amor que devemos ao próximo, Ele usou as palavras "como a ti mesmo".
JESUS não nos ordenou a amar a nós mesmos. Ele não disse que havia três mandamentos (amar a DEUS, ao próximo e a nós mesmos). Ele apenas afirmou: "Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.40). O amor-próprio já está implícito aqui – ele é um fato – não uma ordem. Nenhum ensino nas Escrituras diz que alguém já não ama a si mesmo. Paulo afirma: "Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também CRISTO o faz com a igreja" (Ef 5.29). Os cristãos não são admoestados a amar ou a odiar a si mesmos. Amor-próprio, ódio-próprio (que é simplesmente uma outra forma de amor-próprio ou preocupação consigo mesmo), e auto-depreciação (possivelmente uma desculpa para culpar a DEUS por não conceder ao ego maiores vantagens pessoais), são atitudes centradas no eu. Os que se queixam da falta de amor-próprio geralmente estão insatisfeitos com seus sentimentos, habilidades, circunstâncias, etc. Se realmente odiassem a si mesmos, eles estariam alegres por serem miseráveis. Todo ser humano ama a si mesmo.
Em toda a Escritura, e particularmente dentro do contexto de Mateus 22, a ordem é dirigir aos outros todo o amor que o indivíduo tem por si. Não nos é ordenado que amemos a nós mesmos. Já o fazemos naturalmente. O mandamento é que amemos os outros como já amamos a nós mesmos. A história do Bom Samaritano, que segue o mandamento de amar o próximo, não só ilustra quem é o próximo, mas qual é o significado da palavra amor. Nesse contexto, amor significa ir além das conveniências a fim de realizar aquilo que se julga ser melhor para o próximo. A idéia é que devemos procurar o bem dos outros do mesmo modo como procuramos o bem (ou aquilo que podemos até erradamente pensar que seja o melhor) para nós mesmos – exatamente com a mesma naturalidade com que tendemos a cuidar de nosso bem-estar.
Outra passagem paralela com a mesma idéia de amar os outros como já amamos a nós mesmos é Lucas 6.31-35, que começa com as palavras: "Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles." Evidentemente JESUS supunha que Seus ouvintes quisessem ser tratados com justiça, amabilidade e misericórdia. Em outras palavras, queriam ser tratados com amor e não com indiferença ou animosidade. Para esclarecer esta forma de amor em contraste com a dos pecadores, JESUS prosseguiu: "Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam... Amai, porém, os vossos inimigos..."
O amor que JESUS enfatiza é o demonstrado por atos, do tipo altruísta e não o que espera recompensas. Dada a naturalidade com que as pessoas satisfazem suas próprias necessidades e desejos, JESUS desviou-lhes o foco da atenção para além delas mesmas.
Essa espécie de amor pelos outros procede primeiro do amor de DEUS, e somente depois de respondermos sinceramente ao amor dEle (de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todo o nosso entendimento). Não conseguiremos praticá-lo a não ser que O conheçamos através de Seu Filho. As Escrituras dizem: "Nós amamos porque ele nos amou primeiro" (1 Jo 4.19). Não podemos realmente amar (o amor-ação, agapao) a DEUS sem primeiro conhecermos o Seu amor através da graça; e não podemos verdadeiramente amar o próximo como a nós mesmos, sem primeiramente amarmos a DEUS. A posição bíblica correta para o cristão não é a de encorajar, justificar ou mesmo estabelecer o amor-próprio, e sim a de dedicar sua vida por amor a DEUS e ao próximo como [já ama] a si mesmo.
(adaptado de um artigo de PsychoHeresy Update).
 
  
 Ajuda extra (Segundo Semestre de 2000 - Revista CPAD - Comentarista Elinaldo Renovato de Lima)
INTRODUÇÃO
Até hoje, ninguém foi capaz de definir o que é amor. Poetas, escritores e dramaturgos, sempre tentaram esboçar uma definição de amor, mas nunca conseguiram. Por que isto? Certamente, porque o amor, em sua expressão perfeita e absoluta, é o próprio DEUS (1 Jo 4.8). Podemos dizer que o amor é a “pedra de toque” do cristão genuíno. O verdadeiro discípulo de JESUS é identificado pelo amor. Nesta lição, abordaremos alguns aspectos importantes desse tema.

I. AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO
1. O primeiro mandamento: amar a DEUS (v.30). Um escriba aproximou-se de JESUS e perguntou-lhe qual seria o “primeiro de todos os mandamentos” (Mc 12.28). O Mestre, serenamente, respondeu, citando Dt 6.5, que diz: “Amarás, pois, o SENHOR, teu DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder”.
a) “De todo o teu coração”. No Antigo Testamento, DEUS disse: “Não terás outros deuses diante de mim” (Ex 20.3). Era um preceito, uma determinação legal. Nosso Senhor JESUS CRISTO, tomou esse preceito e o transportou para a esfera do amor. O Senhor não admitia nem admite que o crente tenha outro DEUS além dEle, em seu coração. Não se pode servir a DEUS com coração dividido. O amor a Ele devotado deve ser total, incondicional e exclusivo, verdadeiro e santo. É condição indispensável, inclusive, para poder encontrar a DEUS: “E buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração (Jr 29.13).
b) “De toda a tua alma”. A alma é a sede da emoções, dos sentimentos. Podemos dizer que é o centro da personalidade humana. O amor a DEUS deve preencher todas as emoções e sentimentos do cristão. Maria disse: “A minha alma engrandece ao Senhor” (Lc 1.46). O salmista adorou: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios” (Sl 103.1,2).
c) “De todo o teu entendimento”. Isso fala de compreensão, de conhecimento. Aquele que ama a DEUS de verdade, tem consciência plena desse amor, sendo, por isso, grato ao Senhor. É o culto racional (Rm 12.1b).
d) “De todas as tuas forças”. Certamente, o Senhor JESUS referia-se aos esforços espiritual, pessoal, emocional, e, muitas vezes, até físico, voltados para a adoração a DEUS. 
2. O segundo mandamento – amar ao próximo (v.31). JESUS, complementando a resposta ao escriba, acrescentou que o segundo mandamento, semelhante ao primeiro, é: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, concluindo que “Não há outro mandamento maior do que este”. Os judeus, a exemplo dos orientais em geral, não valorizavam muito o amor ao próximo. O evangelho de CRISTO trouxe nova dimensão ao amor às pessoas. Paulo enfatiza isso, dizendo : “porque quem ama aos outros cumpriu a lei” (Rm 13.8b); “O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor (Rm 13.10).

II. CARACTERÍSTICA DO VERDADEIRO DISCÍPULO
JESUS, dirigindo-se aos discípulos, de modo paternal, disse: “Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco... Um novo mandamento vos dou”: 
1. “Que vos ameis uns aos outros” (v.34). O discípulo de JESUS tem o dever de amar ao próximo, ou seja, a qualquer pessoa, independente de ter afinidade, amizade, ou não (Mc 12.31). Esse é um amor devido, que faz parte das obrigações dos que servem a CRISTO. Contudo, o Senhor quer que amemos uns aos outros, como discípulos dEle, não apenas para cumprir um mandamento, mas por afeto, de modo carinhoso, mesmo. Paulo absorveu esse entendimento, e o retrata nas seguintes palavras: “Portanto, se há algum conforto em CRISTO, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no ESPÍRITO, se alguns entranháveis afetos e compaixões” (Fp 2.1). Com isso, ele enfatiza o amor que consola, e os “entranháveis afetos e compaixões”. Esse é o amor que deve haver entre os crentes, de coração, e não só por obrigação. Nada justifica o crente aborrecer a seu irmão. Isso é perigoso. Pode levar à condenação (vide 1 Jo 3.15).
2. “Como eu vos amei a vós” (v.34). O padrão do amor cristão é o exemplo de CRISTO. É o amor ágape, que tem origem em DEUS, o qual nos amou de modo tão grande (1 Jo 3.1). CRISTO demonstrou seu amor para conosco, de modo sacrificial. “Conhecemos a caridade nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos” (1 Jo 3.16). Isto mostra que JESUS nos amou de verdade, de modo sublime. Por isso, precisamos expressar o amor pelos irmãos, não de modo teórico, porém prático: “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (1 Jo 3.18). A prática do amor deve começar em casa, entre marido e mulher, pais e filhos e, na igreja, entre pastores e fiéis, membros do Corpo de CRISTO.
3. “Nisto conhecerão que sois meus discípulos” (v.35). Aqui, encontramos o padrão do verdadeiro discípulo de JESUS: “...se vos amardes uns aos outros”. Este “se” é o grande desafio ao verdadeiro discipulado. É importante que haja discípulos que façam outros discípulos. Contudo, mais importante é que os cristãos amem uns aos outros, pois, assim, demonstram serem discípulos de CRISTO, em condições de obedecer ao evangelho e, desse modo, viverem aquilo que pregam. Notemos que o Mestre não indicou outra característica pelos quais seus seguidores seriam conhecidos de todos. Não sabemos o impacto total dessas solenes palavras de JESUS entre os seus discípulos, mas Pedro mudou de idéia rapidamente (ver Jo 13.36-38).

III. O AMOR CRISTÃO GENUÍNO 
1. “Amai a vossos inimigos” (v.44). No Antigo Testamento, a norma era aborrecer o inimigo e amar apenas ao próximo, de preferência o amigo. JESUS contrariou toda aquela maneira de pensar e mandou que os cristãos amassem os próprios inimigos. Ao proferir essas palavras, certamente, os olhos dos ouvintes se arregalaram, causando-lhes grande impacto em suas mentes. 
2. “Bendizei o que vos maldizem” (v.44). Sem dúvida alguma, os que ouviam o sermão olharam uns para os outros, indagando: “Que ensino é esse? Isso contraria tudo o que nos foi ensinado até agora!”. Podemos ver, na Bíblia, homens piedosos, como Davi, expressar até ódio aos seus inimigos: “Não aborreço eu, ó SENHOR, aqueles que te aborrecem, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti? Aborreço-os com ódio completo; tenho-os por inimigos” (Sl 139.22).
3. “Fazei bem aos que vos odeiam” (v.44). O espanto deve ter sido completo entre todos que ouviam o Mestre pregar. Na Lei de Moisés, a ordem era “olho por olho e dente por dente” (Mt 5.38). JESUS mudou todo esse ensino e disse: “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra”, mandando que os seus seguidores façam bem aos que os odeiam! Se para os judeus, isso era terrível, não o é menos difícil para os crentes, hoje. Só um crente com “abundante graça” (At 4.33) e sob o controle do ESPÍRITO SANTO (1 Pe 4.13,14) aceita e vive um ensino e uma prática como essa.
4. “Orai pelos que vos maltratam” (v.44). JESUS não disse em que termos se deve orar pelos que nos maltratam e nos perseguem. Mas, no contexto em análise, não deve ser com vingança e ódio. Certamente, devemos orar para que DEUS mude seus pensamentos, as circunstâncias, e os salve, assim os nossos desafetos passem a agir de modo diferente.
5. “Para que sejais filhos do Pai que estás nos céus” (v.45). Aqui está todo o escopo do ensino de JESUS sobre o amor cristão. Não é amar por amar. Não é ingenuidade. É amor conseqüente, que tem um objetivo sublime a ser alcançado. Todo esse amor deve ser praticado, “para que sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos”. Essa parte do sermão é concluída com a pergunta: “Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?” (v.46).

CONCLUSÃO
Os ensinos de JESUS sobre o amor contrariam toda a lógica ou referencial humano a respeito do assunto. No Antigo Testamento, o comum era amar o amigo e aborrecer, e até odiar o inimigo. JESUS determina que o verdadeiro cristão deve amar o seu inimigo, orar por ele e abençoá-lo.
É a superioridade da ética evangélica. Uma coisa é certa: muitos que se dizem cristãos não terão condições de ir ao encontro de JESUS, na sua vinda, pelo fato de aborrecerem a seu irmão (ler 1 Jo 3.15). Que DEUS nos ajude a cumprir a doutrina cristã do amor.
 
Como vimos, o amor não pode por um lado ser um tema abandonado, nem por outro, um discurso isolado. Se somos cristãos de fato, a mais autêntica cristologia bíblica deverá acompanhar este amor e a importância dada aos demais mandamentos da lei de DEUS deverá testemunhar de nossa fidelidade (ou adesão) ao Bem Maior, que é CRISTO JESUS. Não amamos porque somos naturalmente bons, mas porque nascemos da graça. Não cumpriremos a lei para fazer-nos “justos”, mas porque ele nos justificou com sua justiça. Não brilharemos porque temos luz própria, mas porque refletimos o sol da justiça.
 
 
RESUMO DA REVISTA DA CPAD - 3º Trimestre de 2009
LIÇÃO 11 - O AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO
INTRODUÇÃO
Será que amo de fato a DEUS e ao próximo? Como tenho demonstrado este amor?
I. O AMOR DIVINO
1. DEUS é amor.
2. A manifestação do amor de DEUS.
CRISTO é a materialização do amor divino.
II. O AMOR COMO IDENTIDADE DO CRISTÃO
1. O dever de amar a todos.
2. A identidade cristã. "
3. DEUS nos capacita a amar.
III. O AMOR E A SEGURANÇA DA SALVAÇÃO
Evidências daqueles que são filhos de DEUS e, portanto, são salvos.
1. O amor ao próximo (vv.12,13).
2. A confissão de JESUS como Filho de DEUS (v.15).
3. A confiança no amor de DEUS (vv.16-18).
CONCLUSÃO
Pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a DEUS, a quem não viu?"
 
SINOPSE DO TÓPICO (1) O amor incondicional, imutável e perfeito de DEUS é manifesto em CRISTO.
SINOPSE DO TÓPICO (2) O amor é a identidade do cristão.
REFLEXÃO "Em João 3.16 o amor de DEUS ao enviar o Senhor JESUS deve ser admirado, não porque seja estendido a algo tão grande quanto o mundo, mas a algo tão mau; não a tantas pessoas, mas a pessoas tão impiedosas". D. A. Carson
SINOPSE DO TÓPICO (3) Aqueles que são filhos de DEUS amam ao próximo, confessam que JESUS é o Filho de DEUS e confiam no amor divino.
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Devocional
"A natureza do Amor Ágape A pessoa que tem amor é sofredora. Este é o amor passivo, o amor paciente, o amor que espera, suporta, sofre, na quietude. A pessoa que tem amor é benigna. Certo escritor chama a benignidade de amor ativo. A pessoa que tem amor não é invejosa. A pessoa amorosa não tem inveja ou ciúmes do sucesso dos outros. A pessoa que tem amor ágape não trata com leviandade, não se ensoberbece. Ela não é orgulhosa. A pessoa que tem amor semelhante a CRISTO não se porta com indecência. Ela não é rude. É natural a pessoa amorosa ser cortês, mostrar consideração pelos outros. A pessoa que tem amor não busca os seus interesses. Ela é altruísta. A pessoa que manifesta amor não se irrita. Ela não fica zangada facilmente. A pessoa que ama não suspeita mal. Ela não guarda rancor, não mantém um registro dos erros. A pessoa que tem o verdadeiro amor não folga com a injustiça, mas folga com a verdade." (GILBERTO, A. O fruto do ESPÍRITO. RJ: CPAD, 2004, p.40-42).
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
Gilberto, A. O fruto do ESPÍRITO. RJ: CPAD, 2004.Lucado, M. Um amor que vale a pena. RJ: CPAD, 2003. SAIBA MAIS na Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 39, p.41.
 
APLICAÇÃO PESSOAL
Conforme Boice, mediante a epístola de João, podemos reconhecer que é possível haver pessoas na igreja extremamente moralistas no comportamento e ortodoxo na doutrina e, ainda assim, pouco praticantes do amor ao próximo. É interessante que, não obstante a importância da observação destes, JESUS não colca a conduta moral nem a ortodoxia doutrinária como as marcas identificadoras do cristão. Tais elementos são fundamentais, mas não a essência do cristianismo, que é o amor. O amor é o assunto principal da Bíblia e a razão de existir do cristianismo. Portanto, este deveria balizar todos os cultos, eventos, reuniões e relações da igreja de CRISTO. Tudo que é feito na e pela igreja deve ter o amor como alicerce. Se somos discípulos de CRISTO, obrigatoriamente refletimos o amor de DEUS ao cantar, pregar, ensinar, presidir, exortar, ofertar, repartir, exercitar misericórdia ou qualquer outra coisa.
 
Mateus 22.34-40; 24.10,12. - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao12-tt-afaltadeamor.htm
Mateus 22.34-40
34 E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar. 35 E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: 36 Mestre, qual é o grande mandamento da lei? 37 E JESUS disse-lhe: Amarás o Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. 38 Este é o primeiro e grande mandamento. 39 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40 Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
Mateus 24.10,12.
10 Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão. 11 E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. 12 E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará.
 
 
Tipos de amor
Há o amor de DEUS (João 3:16), o qual é a fonte de todo outro amor, até mesmo aquele manifestado pelos incrédulos. O ESPÍRITO de DEUS, atuando no mundo, impede-o de transformar-se em floresta completa, porquanto propaga ao redor o seu amor, e muitas pessoas fazem o que fazem por motivos puramente altruístas.
Há o amor de CRISTO pelo homem, o qual é uma extensão do amor de DEUS; e, em sua essência, é a mesma coisa. (Ver II Cor. 5:14 sobre esse amor, que nos constrange a atitudes que expressam o cristianismo).
Há o amor do indivíduo por si mesmo, num afeto inteiramente egoísta, pois só se preocupa consigo mesmo.
Há o amor de um homem por outro ser humano. Quando alguém ama outrem, deseja para o próximo o que deseja para si mesmo, ou transfere o cuidado por si mesmo para outra pessoa, desejando o seu bem-estar, tal como deseja o seu próprio bem-estar. Pode-se imaginar quase qualquer homem a amar um filho ou filha predileta. Por causa de seus cuidados por seu filho, ele fará sacrifícios e procurará protegê-lo. Pensará em como suprir às suas necessidades, e desejará a felicidade de seu filho. Em outras palavras, fará em prol de outra pessoa (sem importar quão mau seja, quanto a outras questões) aquilo que faria por si mesmo. O amor-próprio é fácil; não é muito difícil a transferência desse amor pelo menos a uma outra pessoa. Mas aqueles que amam verdadeiramente são os que descobriram como transferir o amor-próprio para um grande número de pessoas. Aqueles que assim fazem são a isso impelidos pelo ESPÍRITO de DEUS, sem importar se são ou não discípulos de CRISTO, no sentido tradicional.
Há o amor dirigido a CRISTO, o Filho de DEUS, ou então a DEUS Pai, o que se verifica quando amamos aos nossos semelhantes. (Mat.25:35 e ss ).
Há o amor do homem a CRISTO ou a DEUS Pai, diretamente expresso. Essa modalidade de amor requer um senso altamente desenvolvido, e normalmente se expressa por meios místicos, mediante a ascensão da alma, que passa a contemplar a DEUS. Certamente essa foi a forma de amor que o escritor sagrado tinha em mente, em João 4:7-21, embora o contexto contemple muitos resultados «diários» e «práticos» da mesma, como o evangelismo dos perdidos, a vida santa, a lealdade a CRISTO e as ações de caridade em favor do próximo.
Quantas pessoas hoje em dia, quando pregam, somente atacam várias formas de males, como o mundanismo, o modernismo, o comunismo, embora suas mensagens reflitam pouquíssimo do amor conquistador de CRISTO. Tornaram-se polemistas profissionais, mas pouco ou nada sabem do amor construtivo. Perderam a visão do CRISTO, em meio à batalha.
Há um caminho melhor do que esse. É o caminho do amor. O amor à semelhança da morte, transforma a tudo quanto toca. Os homens são atraídos pelo amor. As coisas semelhantes se atraem mutuamente. Os homens amam quando são amados. E odeiam quando são odiados.
O Amor de DEUS pelo mundo, a base do Evangelho
Este mundo não é o mundo dos eleitos — mas sim, de todos os indivíduos do mundo, de todas as épocas, sem exceção alguma.
DEUS, sendo um ser inteligente, tem consciência da existência deste mundo e ama a todos os homens que nele habitam. De alguma maneira, posto que indefinida, exceto conforme entendemos as pessoas, DEUS possui qualidades emocionais. O seu amor é a mais alta forma de amor, a mais pura, ao ponto de ser chamado de amor, conforme lemos no trecho de I João 4:8. Esse princípio de amor, que faz com que DEUS tenha o destino perfeito do homem, a sua felicidade e a sua utilidade perfeita e cumprimento da existência, sempre perante os seus olhos, e que é a força central motivadora de todas as suas ações para com os homens, também é compartilhado pelo homem, para ser exercido em direção aos seus semelhantes. A passagem de I João 4:16 expressa essa idéia, como também o faz o Sermão do Monte (Mat. 5:7 e 22:38,39). Esse amor de DEUS pelos homens deve ser recíproco — dos homens por DEUS, e, em seguida, por todos os homens. O amor, por conseguinte, é a força dinâmica de toda a criação, bem como a origem de toda autêntica bondade, porquanto a lei inteira se alicerça no amor, conforme também nos ensina o trecho de Mat. 22:40, declaração essa confirmada por Paulo, em Rom. 13:9. A grandeza do amor de DEUS impeliu o apóstolo Paulo a escrever o seu soneto imortal, o qual lemos no décimo terceiro capítulo de sua primeira epístola aos Coríntios; e nenhuma literatura superior a essa, sobre a questão, foi jamais escrita. E ainda que esse apóstolo nada mais houvesse deixado escrito, isso bastaria para assegurar-lhe o lugar de um dos maiores autores do mundo.
O amor de DEUS pelo Filho e na Familia divina
O amor de DEUS Pai por DEUS Filho é mencionado e enfatizado em João 10:17, 14:31,' 15:9, 17:23,24,26. Fica entendido que esse amor é mútuo. João 14:21 destaca o amor mútuo no seio da família de DEUS. Este evangelho apresenta o amor como um autêntico requisito para que a obediência aceitável, além de ser um grande motivo para agirmos corretamente, diante de DEUS.
 
DEUS é amor (I Jo. 4:8)
Implicações desta grande declaração:
Isso é o que ensinam as Escrituras. Essa é uma das grandes afirmativas das Escrituras, que quase todas as crianças de Escola Dominical conhecem. Certamente é uma das mais bem conhecidas declarações da primeira epístola de João. O amor, naturalmente, é um atributo de DEUS; mas permeia a todas as coisas, de tal modo que é legítima a declaração que «DEUS é amor». Por igual modo se diz que «DEUS é luz» (I João 1:5) e «DEUS é ESPÍRITO» (João 4:24). Com idêntica propriedade poder-se-ia dizer que «DEUS é Justiça», «DEUS é Bondade» e «DEUS é Verdade», ficando assim personificados e elevados os seus atributos infinitos. Platão, ao descrever a realidade última, expressou-se desse modo. Assim sendo, as «idéias» finais (formas espirituais finais, copiadas e imitadas por tudo quanto existe no plano terrestre) seriam a «Bondade», a «Beleza» e a «Justiça». Em última análise, DEUS é essas coisas; no nível terrestre, vê-se apenas imitações das «idéias divinas», as quais representam a realidade espiritual final. As Escrituras Sagradas, entretanto, preferem dizer que «DEUS é Amor», porquanto todas as demais qualidades são atributos baseados sobre o amor divino. Portanto, a «bondade» de DEUS se baseia sobre o seu amor; ele expressa bondade porque ama. E a sua justiça, embora se mostre severa em certas ocasiões, se baseia no amor; pois até mesmo os juízos de DEUS são medidas pelas quais ele mostra ao homem o erro de seus distorcidos caminhos, levando-o a pagar dívidas necessárias, levando-o a reconhecer a verdade e a justiça. Além disso, o amor de DEUS se expressa através da «beleza». O plano de DEUS, relativo à redenção humana, reveste-se de beleza esplendorosa. É a beleza do evangelho .que atrai a ele mesmo tantas pessoas, e não a sua lógica, as suas ameaças e as suas promessas.
DEUS, como amor, é contrastado com outras noções religiosas, conforme se vê nos pontos abaixo:
Os antigos gregos imaginavam deuses tão imperfeitos como eles mesmos, e em doses sobre-humanas. Seus deuses eram supremamente invejosos, desprezíveis, destruidores, vingativos e odiosos. Estavam envolvidos em todas as formas de «concupiscências», mas em doses sobre-humanas. Quão impuro e destruidor era Zeus, com sua resmungadora esposa Hera, que sempre procurava levá-lo a fazer algo que ele não queria fazer! Quão licencioso era Zeus, embora ninguém pudesse chamá-lo à ordem! Em contraste com esse horrendo quadro de Zeus destaca-se o DEUS do N.T. - caracterizado pela pureza, pelo amor, pela bondade, pela justiça.
Além disso, Aristóteles fazia de DEUS um Impulsionador Inabalável. Para ele a deidade seria pensamento puro, a contemplar-se a si mesmo, porque nada haveria digno de contemplação fora dele. Ele não tinha amor pelo universo, e, na realidade, nem tinha consciência dele, porquanto nem merecia ser conhecido por ele não amaria ao seu universo, mas moveria todas as coisas, sendo amado. O N.T., entretanto, nega tais conceitos. Antes, ali se ensina que DEUS contempla seu universo e é levado a amá-lo; seu amor ativo faz o mundo prosseguir.
Os gnósticos pensavam que DEUS seria um ser totalmente transcendental. Ele tinha contato com seus universos somente através de uma longa linhagem de sombrias emanações angelicais ou mediadores, como eram os «aeons». DEUS seria elevado por demais para ter qualquer contato direto com este mundo, ou mesmo para ao menos interessar-se pela sua criação. O «deísmo» deles fazia de DEUS um ser intocável, inatingível para qualquer ser mortal.
Pontos de vista religiosos modernos, que exageram a vontade divina ou seu senso de vingança, às expensas de seu amor, também contradizem o quadro que o N.T. faz dele. Aqueles que crêem em «reprovação ativa» e em amor limitado; DEUS amaria não ao mundo, mas exclusivamente aos «eleitos», na realidade não acreditam que DEUS seja amor. Aqueles que vêem apenas retribuição e vingança no julgamento divino, ignorando passagens como o primeiro capítulo da epístola aos Efésios e as passagens de I Ped. 3:18-20 e 4:6, ou então pervertendo-as, na realidade não podem dizer que «DEUS é amor». Até mesmo o juízo de DEUS é uma medida de seu amor, porque o juízo opera através do amor. Primeiramente mostra ao homem o quanto «custa» o erro de seu caminho; em seguida, mostra ao homem o próprio erro; e em seguida modifica a mente do homem acerca de CRISTO, de tal modo que até aqueles «debaixo da terra» (ver Fil. 2:10, que fala sobre o «hades», lugar da prisão e do juízo de almas perdidas) eventualmente virão a inclinar-se diante de «JESUS» (Salvador) e CRISTO, que é o Senhor. DEUS dá a todos uma vida espiritual (ver I Ped. 4:6), embora não seja o mesmo tipo de vida dos eleitos. Chegam a ter utilidade e propósito em CRISTO, porquanto o mistério da vontade de DEUS é que, eventualmente, o CRISTO seja «tudo para todos», conforme se aprende em Efé. 1:23. Os demais não chegarão a compartilhar da própria natureza de DEUS (ver II Ped. 1:4), conforme sucederá aos eleitos, mas acharão em CRISTO o propósito e alvo da existência; e o próprio julgamento será um meio para ensinar-lhes essa lição. Assim, pois, o «juízo» serve de aquilatação do amor de DEUS, e não algo contrário ao mesmo. O julgamento é um dedo na mão do amor de DEUS. Ver
 
O Amor é a Prova da Espiritualidade
Sabemos que o amor é a maior de todas as
virtudes cristãs, mais importante que a fé ou a esperança (ver I Cor. 13:12).
Sabemos que o amor é o solo mesmo onde brotam e se desenvolvem todas as demais virtudes espirituais (ver Gál. 5:22,23).
Porém, o que talvez nos surpreenda é que não terá havido o novo nascimento, sob hipótese alguma, sem que o amor haja sido implantado na alma. A alma egoísta não pode ser uma alma regenerada.
I João 4:7 declara — ousadamente — que o amor é produto do próprio novo nascimento. DEUS é amor, e o amor vem da parte de DEUS. Aquele que nasceu de DEUS recebeu o implante da natureza altruísta. Tal indivíduo automaticamente amará a seu próximo, embora isso sempre deva ser fortalecido e incrementado, conforme a alma se vai tornando mais espiritual.
Portanto, afirmamos que o amor é a prova mesma da espiritualidade de uma pessoa. Trata-se da maior das virtudes espirituais, o solo onde todas as outras virtudes têm de medrar. Assim sendo, realmente é de estranhar que alguns pensem que o conflito e o ódio sejam a prova de sua espiritualidade!
Fomos aceitos no «Amado» (ver Efé. 1:6), e assim, no seio da família divina, existe uma comunhão de amor. Essa participação no espírito de amor deve necessariamente caracterizar qualquer verdadeiro filho de DEUS. Aquele que odeia pertence ao diabo.
Nossa espiritualidade imita DEUS, o Pai. DEUS é amor. Ele é a origem de todo o pensamento e ação altruísta. Os filhos de DEUS serão inspirados tanto por seu exemplo como através do cultivo do amor na alma, uma realização do ESPÍRITO.
A prática da lei do amor é um dos meios de desenvolvimento espiritual. De cada vez que fazemos o bem para alguma outra pessoa, impelidos por motivos puros, o nível da nossa espiritualidade se eleva. Outros meios de crescimento espiritual são o estudo dos livros sagrados, a oração, a meditação, a santificação e o emprego dos dons espirituais, que nos ajudam a cumprir nossas respectivas missões.
 
O Amor é a Cultivação, o Fruto do ESPÍRITO SANTO
Gál. 5:22, o amor é a primeira qualidade do fruto do ESPÍRITO na alma e na vida de uma pessoa, e toma-se o solo no qual todos os demais frutos crescem.
Como o produto supremo do ESPÍRITO, o amor torna-se a força por detrás de todos os dons espirituais, sendo maior que qualquer um deles, isoladamente ou em conjunto (ver I Cor. 13). Sem o amor nada somos.
DEUS nos confere o seu amor, pela operação do ESPÍRITO na alma. O amor é uma planta tenra da qual o ESPÍRITO cuida. Se o amor estiver ausente, então é que o ESPÍRITO não habita em nós.
O Amor como Altruísmo, comprimento da Lei
Capacidade de olvidar-se de si mesmo no serviço ao próximo. Isso é amar a CRISTO, Mat. 25:31 e ss.
O amor não consiste em mera emoção. E uma qualidade da alma, mediante a qual o indivíduo sente ser natural servir ao próximo, tal como sempre quererá servir a si mesmo. Essa qualidade da alma é produzida pela influência transformadora do ESPÍRITO, segundo se vê em Gál. 5:22.
— O amor consiste no interesse por nossos semelhantes como aquele que temos naturalmente por nós mesmos. Trata-se de um altruísmo puro, a negação do próprio «eu» visando o bem-estar alheio. Consiste em desejar as vantagens e a prosperidade, física e espiritual, em favor dos outros, como naturalmente anelamos para nós mesmos. Esse amor ao próximo é, ao mesmo tempo, amor a CRISTO, conforme aprendemos no vigésimo quinto capítulo do evangelho de Mateus (ver Mat. 25:31 e ss ). Poucas almas podem amar diretamente a DEUS, e somente quando a alma já ascendeu o suficiente na direção de
DEUS é que esse amor pode ocorrer, na forma de contemplação. Porém, parte dessa ascensão consiste no amor por aqueles para quem DEUS outorgou a vida eterna. Assim sendo, é impossível amar a DEUS e odiar a um ser humano. (Ver I João 4:7). Só ama verdadeiramente aquele que nasceu de DEUS, porquanto o «amor cristão» é uma qualidade eminentemente espiritual. (Ver I João 4:7). Outros- sim, aquele que não ama também não conhece a DEUS (ver I João 4:8), porque DEUS é a própria essência do amor, sendo altruísmo puro. Por semelhante modo, não amar é andar nas trevas (ver I João 2:11). O amor é o caminho mais rápido de retomo ao Senhor DEUS, porquanto é a virtude moral suprema que precisamos possuir a fim de compartilhar de sua imagem moral, permitindo que todas as demais virtudes possam ser bem mais facilmente adquiridas. Somente quando já somos possuidores da natureza moral divina é que podemos possuir a natureza metafísica, que está destinada aos remidos, a saber, a própria natureza de JESUS CRISTO, o Filho de DEUS. Somente então é que nos tornamos verdadeiros filhos de DEUS, juntamente com o Filho de DEUS, dentro da família divina, participantes da natureza divina. (Ver
Ped. 1.4).
«...segundo J.R. Seeley expressou o conceito, CRISTO adicionou um novo hemisfério ao mundo moral». (Ecce Homo,págs. 201 e 202. Ver o capítulo inteiro sobre a ‘Moralidade Positiva’). Paralelamente à moralidade negativa, e acima dela, ele estabeleceu a moralidade positiva. Alguém poderia guardar com perfeição os Dez Mandamentos e, no entanto, estar longe de praticar o verdadeiro cristianismo. Para nós não existem dez mandamentos, e, sim onze. O décimo primeiro consiste em: Amarás.Nessa pequena palavra, amor, no dizer de CRISTO, está sumariado o dever inteiro de um homem. Em tudo isso CRISTO manifesta muito mais originalidade do que percebemos. Assim também é que T.R. Glover, na obra ‘Influence of Christ in the Ancient World’, um excelente estudo acerca do cristianismo e dos seus rivais mais próximos, declara: ‘As filosofias epicúrea e estóica haviam posto grande ênfase na ‘imperturbabilidade’ e ‘liberdade* de toda emoção, o que, em cada caso, é essencialmente um cânon muito egoísta da vida’. Esse autor admite que no caso do estoicismo isso era sempre modificado pela memória do descanso do cosmos. Todavia, Liberdade das emoções? A palavra grega era e continua sendo, nesse caso apatia. ‘Não me ponho ao lado’, disse o gentil Plutarco, ‘daqueles que entoam hinos à selvagem e dura apatia’». (Cambridge, University of Cambridge Press, 1929, págs. 76 e 77). Não era esse o ideal de CRISTO. Tal como o seu Mestre, o crente deve expor-se a ‘sentir o que os miseráveis sentem’.
Para sermos justos para com os antigos, deveríamos acrescentar neste ponto que, tanto na moral de Sócrates, em sua busca pelas definições universais acerca da questões éticas, fundamentadas em sua confiança de que todo o princípio ético é eterno e imutável, contido na mente universal, como também na moral de Platão, em seus universais e em suas «realidades últimas», que seriam eternos, perfeitos e imutáveis, que também incluem princípios éticos e que, em seu diálogo sobre as «Leis», são identificados com «DEUS», há uma aproximação bem delicada do ideal do amor cristão.
 
"Respondeu-lhe JESUS: Amarás o Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.37-40).
 
AJUDA
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Dicionário Bíblico Wycliffe. 4.ed. Rio de Janeiro:CPAD, 2009,
Bíblia de Aplicação Pessoal,
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP:Sociedade Bíblica do Brasil, 2006,
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA:CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm -- www.ebdweb.com.br - www.escoladominical.net - www.gospelbook.net - www.portalebd.org.br/ --
Dicionário Vine antigo e novo testamentos - CPAD, Manual Bíblico Entendendo a Bíblia, CPAD, Dicionário de Referências Bíblicas, CPAD, Hermenêutica Fácil e descomplicada, CPAD, Revistas antigas - CPAD
Tesouro de Conhecimentos Bíblicos / Emilio Conde. - 2* ed. Rio de Janeiro:Casa Publicadora das Assembleias de DEUS, 1983.
Wiesber, Comentário Bíblico. Editora Geográfica, 2008,
Champlin, Comentário Bíblico. Hagnos, 2001,
Concordância Exaustiva do Conhecimento Bíblico "The Treasury of Scripture Knowledge"
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Bíblia The Word
Bíblia SWord
Dicionário Strong Hebraico e Grego
Dicionário teológico - Claudionor Correa de Andrade
Enciclopédia Ilumina
Obra da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - William Barclay
Bíblia da Liderança cristã - John C Maxwell
Comentário Bíblico Wesleyano
Comentário Bíblico Moody
Comentário Bíblico - John Macarthur - NT
Coleção Comentários Expositivos Hagnos - Hernandes Dias Lopes
Série Cultura Bíblica - Vários autores - Vida Nova
 
 
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