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Lição 12 - O Fruto Do ESPÍRITO - O FRUTO E OS DONS DO ESPÍRITO
DONS ESPIRITUAIS PARA O CRENTE  O FALAR EM LÍNGUAS   PROVAS DO GENUÍNO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO  DONS
 
TEXTO ÁUREO: “A caridade nunca falha; mas, havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá” (1 Co 13.8).
13.8 LÍNGUAS, CESSARÃO. Os dons espirituais, como profecia, línguas e ciência terminarão no fim da presente era. A ocasião em que eles cessarão é descrita assim: "quando vier o que é perfeito" (v. 10), ou seja, no fim da presente era, quando, então, o conhecimento e o caráter do crente se tornarão perfeitos na eternidade, depois da segunda vinda de Cristo (v. 12; 1.7). Até chegar esse tempo, precisamos do Espírito e dos seus dons na congregação. Não há nenhuma evidência aqui, nem em qualquer outro trecho das Escrituras, de que a manifestação do Espírito Santo através dos seus dons cessaria no fim da era apostólica.
 
VERDADE PRÁTICA: O fruto e os dons do Espírito capacitam o crente a realizar atos miraculosos para a glória de Deus e avanço do seu reino.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 1 CORÍNTIOS 12.28-31; 13.1,2
28 A uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro lugar mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. 29 São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? São todos operadores de milagres? 30 Têm todos dons de curar? Falam todos em outras línguas? Interpretam-nas todos? 31 Portanto, procurai com zelo os melhores dons. E agora eu vos mostrarei o caminho mais excelente.
12.28 A UNS PÔS DEUS NA IGREJA. Paulo apresenta aqui uma lista parcial dos dons de ministério (ver Rm 12.6-8 e Ef 4.11-13)
12.30 FALAM TODOS DIVERSAS LÍNGUAS? A pergunta retórica de Paulo, aqui, subentende uma resposta negativa. O contexto no cap. 12 revela que Paulo se refere ao uso do dom de línguas e o outro dom que o acompanha nos cultos públicos ? o dom de interpretação de línguas. Paulo não está a limitar o uso de línguas nas orações e no louvor a Deus em particular (cf. 14.5). Muitos crentes batizados no Espírito Santo acham fácil orar em línguas à medida que se rendem ao Espírito Santo. No dia do Pentecoste (At 2.4), em Cesaréia (At 10.44-46) e em Éfeso (At 19.2-6), todos que estavam cheios do Espírito falaram em línguas como sinal de que tinham recebido a plenitude do Espírito (ver o estudo O FALAR EM LÍNGUAS)
 
13.1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa, ou como o sino que tine. 2 Ainda que eu tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que eu tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
13.1 E NÃO TIVESSE CARIDADE. O cap. 13 é uma continuação do ensino de Paulo sobre os dons espirituais. Ele enfatiza, aqui, que ter dons espirituais sem amor (caridade), de nada adianta (vv. 1-3). O "caminho ainda mais excelente" (12.31) é o exercício de dons espirituais com amor (vv. 4-8). O amor, sendo o único contexto em que os dons espirituais podem cumprir o propósito de Deus, deve ser o princípio predominante em todas as manifestações espirituais. Daí, Paulo exortar os coríntios: "Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais" (14.1). Os crentes devem, com muito zelo, buscar as coisas do Espírito, para que, assim equipados, possam ajudar, consolar e abençoar o próximo neste mundo.
13.2 NADA SERIA. Há pessoas afeitas às práticas religiosas sem qualquer aprovação de Deus. É até possível que nem sejam crentes. Por exemplo, pessoas, que falam em línguas, profetizam, têm conhecimento ou realizam grandes obras da fé, sem, contudo terem amor, nem a justiça de Cristo. Esses, "nada" são aos olhos de Deus. Diante de Deus, a sua espiritualidade e profissão de fé são vãs (v.1); esses não têm lugar no Reino de Deus (cf. 6.9,10). Não somente lhes falta a plenitude do Espírito, como também não têm a sua presença habitando neles. As manifestações espirituais que ocorrem neles não provêm de Deus, mas doutro espírito (ver At 8.21; 1 Jo 4.1). O essencial na autêntica fé cristã é o amor segundo uma ética que não prejudique o próximo e que persevere na lealdade a Cristo e à sua Palavra (ver também v. 13)
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 1 Co 14.1 O fruto e os dons devem ser igualmente buscados
1 Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar.
14.1 PROCURAI COM ZELO OS DONS ESPIRITUAIS. Os crentes que têm amor genuíno pelos que também pertencem ao corpo de Cristo, devem buscar os dons espirituais a fim de poderem ajudar, consolar, encorajar e fortalecer os necessitados (cf. 12.17). Não devem esperar passivamente que Deus lhes conceda os dons do Espírito Santo (12.7-10). Devem, pelo contrário, com zelo, desejar e buscar com oração esses dons, principalmente os que são próprios para encorajar, consolar e edificar (vv. 3,13,19,26).

Terça - Rm 12.3 O fruto é conexo à fé que Deus reparte
3 Pois pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
1 Coríntios 3.10 Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele.

Quarta - Mt 7.16 Pelo fruto conhece-se a árvore
16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?
7.16 POR SEUS FRUTOS OS CONHECEREIS. Os falsos mestres exteriormente parecem justos, mas interiormente são lobos devoradores (v. 15). Eles devem ser identificados pelos seus frutos . Os frutos dos falsos mestres consistem, principalmente, no caráter dos seus seguidores (1 Jo 4.5,6). O falso mestre produzirá discípulos que manifestarão as seguintes características: (1) serão cristãos professos, cuja lealdade é dedicada mais a indivíduos do que à Palavra de Deus (v. 21). Honram e servem a criatura mais do que ao seu Criador (cf. Rm 1.25). (2) Serão seguidores que se ocupam mais com seus próprios desejos do que com a glória e a honra de Deus. Sua doutrina será mais antropocêntrica do que teocêntrica (vv. 21-23; ver 2 Tm 4.3). (3) Serão discípulos que aceitam doutrinas e tradições dos homens, mesmo que isso contradiga a Palavra de Deus (vv. 24-27; 1 Jo 4.6). (4) Serão seguidores que buscam mais as experiências religiosas e as manifestações sobrenaturais do que a Palavra de Deus e seus padrões de justiça. A sua experiência religiosa ou manifestações espirituais são a sua autoridade final quanto a autenticidade da verdade (vv. 22,23), e não todo o conselho da Palavra de Deus. (5) Serão seguidores que não suportarão a sã doutrina, mas procurarão mestres que lhes ofereçam a salvação, em conjunto com o caminho largo da injustiça (vv. 13,14, 23; ver 2 Tm 4.3).

Quinta -
1 Co 1.7,8 O fruto tem a ver com o nosso ser e os dons com o fazer
7 de modo que nenhum dom vos falta, aguardando a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo,
1.7 NENHUM DOM VOS FALTA. Paulo elogia os coríntios porque Deus, na sua graça (v. 4), lhes outorgou dons espirituais específicos. Esses dons são valiosos e indispensáveis para corroborar o ministério do Espírito Santo na igreja; sem eles, os crentes deixam de fortalecer e de ajudar uns aos outros como Deus deseja. Em lugar nenhum desta epístola, Paulo descarta esses dons. Pelo contrário, ele procura mudar a atitude dos coríntios concernente aos dons espirituais, de modo que eles os usem segundo o propósito de Deus.
1.7 ESPERANDO A MANIFESTAÇÃO DE NOSSO SENHOR. Os cristãos primitivos viviam na expectativa da volta de Cristo para os seus dias (ver Mt 24.42; Jo 14.3). Tinham uma fé firme no fato da vinda do Senhor, vivendo cada dia na expectativa daquela grande esperança. Note que a esperança do cristão é a volta pessoal do Senhor Jesus Cristo, e não o conjunto geral dos eventos que assinala os últimos dias (cf. 1 Ts 1.10; 4.13-17; Tt 2.13; Hb 9.28)

Sexta - 1 Co 12.4 Os dons são operações sobrenaturais do Espírito
4 Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
12.1-6 DONS ESPIRITUAIS. Os termos que a Bíblia emprega para os dons espirituais descrevem a sua natureza. (1) "Dons espirituais", (gr. pneumatika, derivado de pneuma, "espírito"). A expressão refere-se às manifestações sobrenaturais concedidas como dons da parte do Espírito Santo, e que operam através dos crentes, para o seu bem comum (vv. 1,7; 14.1). (2) "Dons" ou "dons da graça" (gr. charismata, derivado de charis, "graça"), indicam que os dons espirituais envolvem tanto a motivação interior da pessoa, como o poder para desempenhar o ministério referente ao dom (i.e., a capacitação dinâmica) recebido do Espírito Santo. Esses dons fortalecem espiritualmente o corpo de Cristo e aqueles que necessitam de ajuda espiritual (v. 4; ver Rm 12.6 nota; Ef 4.11; 1 Pe 4.10;). (3)"Ministérios" (gr. diaoniai, derivado de diakonia, "serviço"). Isso mostra que há diferentes tipos de serviço e que certos dons envolvem o recebimento da capacidade e poder de ajudar e assistir o próximo (vv. 4,5,27-31; Ef 4.7,11-13). Paulo indica que o aspecto ministerial dos dons fala do ministério do Senhor Jesus como "servo". Assim, a operação dos dons é definida em termos da presença e da ação de Cristo em nosso meio (cf. v.3; 1.4). (4) "Operações" ou "efeitos" (gr. energemata, derivado de energes, "ativo, enérgico"). O termo indica que os dons espirituais são operações diretas do poder de Deus Pai, visando resultados definidos (vv. 6,10). (5) "A manifestação do Espírito" (gr. phanerosis, derivado de phaneros, "manifestar") realça o fato de que os dons espirituais são manifestações diretas da operação e da presença do Espírito Santo na congregação (vv. 7-11)

Sábado - Gl 5.22 O fruto é gerado pelo Espírito e os dons comunicados por Ele
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
 
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Estabelecer a diferença entre os dons, o dom e o fruto do Espírito.
2- Explicar a relação entre os dons e o fruto do Espírito Santo nas epístolas paulinas.
3- Definir o termo maturidade cristã.
 
PONTO DE CONTATO: Professor, dentro do contexto pentecostal, os dons espirituais têm recebido muita atenção enquanto o fruto esporadicamente é abordado. A associação dos dois temas apresentados nesta lição exigirá conhecimento tanto de um quanto do outro. Evite teorias e posições infundadas sobre os dons e o fruto. Resguarde-se da supervalorização dos dons em detrimento do fruto, e vice-versa. É necessário o equilíbrio entre uma doutrina e outra para a completa maturidade dos fiéis. Ensine a classe não somente a cultivar o fruto, mas também a buscar os dons espirituais.
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: Nesta lição, usaremos um Paralelo Lógico. Este recurso possibilita a comparação entre vários elementos e suas possíveis correspondências. Na lição, trabalhamos com três conceitos distintos que se entrelaçam seja por contraste, seja por complementação. Reproduza o gráfico abaixo no quadro-de-giz e preencha-o com os alunos.
 
DONS
FRUTO
DOM DO ESPÍRITO
Habilita a saber, falar e agir com poder
Habilita a falar , agir e ser como CRISTO
Habilita a testemunhar e servir com eficácia
Devem ser exercidos com o fruto
Disciplina o uso dos dons
Possibilita os dons aos crentes
Atestam o recebimento do batismo no ESPÍRITO
Evidencia a habitação do ESPÍRITO no crente
Confirma o recebimento dos dons e a habitação do ESPÍRITO
Não transforma o caráter à semelhança de CRISTO
Transforma o caráter à semelhança de CRISTO
Concede o mesmo poder que habita em CRISTO
 
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
Nesta lição estaremos estudando sobre a diferença entre O Dom do ESPÍRITO, Os Dons do ESPÍRITO e O Fruto do ESPÍRITO.
 
I. OS DIVERSOS RELACIONAMENTOS DO FRUTO
 
1. Os Dons e o Dom.
OS DONS ESPIRITUAIS. Em 1Co 12.8-10, o apóstolo Paulo apresenta uma diversidade de dons que o Espírito Santo concede aos crentes. Nesta passagem, ele não descreve as características desses dons, mas noutros trechos das Escrituras temos ensino sobre os mesmos.
PERSPECTIVA GERAL. Uma das maneiras do Espírito Santo manifestar-se é através de uma variedade de dons espirituais concedidos aos crentes (12.7-11). Essas manifestações do Espírito visam à edificação e à santificação da igreja (12.7; ver 14.26). Esses dons e ministérios não são os mesmos de Rm 12.6-8 e Ef 4.11, mediante os quais o crente recebe poder e capacidade para servir na igreja de modo mais permanente. A lista em 12.8-10 não é completa. Os dons aí tratados podem operar em conjunto, de diferentes maneiras.
 
O Dom é concedido ao crente como graça de DEUS àquele que se entrega totalmente a Ele, neste momento o crente é cheio do ESPÍRITO SANTO, e fala em língua concedida pelo ESPÍRITO SANTO. é o chamado batismo com ou no ESPÍRITO SANTO.
 
Só é possível Os Dons àquele que recebe o Dom, ou seja, O Batismo com ou no ESPÍRITO SANTO
 
2. Os Dons e o Fruto. 
A mesma pessoa pode ter Dons e não desenvolver as qualidades do Fruto do ESPÍRITO, porém com o passar do tempo, estes Dons tendem a deixar de agir  e vão perdendo força na vida deste crente relapso.
Os Dons são capacitações sobrenaturais distribuídas pelo ESPÍRITO SANTO ao crente para realização das obras de DEUS.
O fruto é desenvolvido com nosso esforço em aprimorar nosso caráter olhando sempre para CRISTO como nosso alvo.
 
3. Fruto, Dons e Dom do Espírito. 
Fruto = Esforço na busca de melhorar nosso caráter à imagem de CRISTO e com a ajuda do ESPÍRITO SANTO
Dons = Doados pelo ESPÍRITO para a realização de Obras
Dom = Sinal de posse e confirmação do Batismo Com O ESPÍRITO SANTO
 
II. O FRUTO E OS DONS NAS EPÍSTOLAS PAULINAS
 
1. A Primeira Epístola aos Coríntios 12, 13, 14.
Dons do Espírito Santo (Manifestações = mostrar sobrenaturalmente e realmente a presença de DEUS):
    A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum. Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; a outro a operação de milagres; a outro a profecia; a outro o dom de discernir espíritos; a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação de línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer. Para estudá-los dividimos em.
Dons de Revelação (Palavra de Sabedoria, Palavra de Conhecimento e Discernimento de espíritos) Dons de Inspiração (Profecia, Variedade de Línguas e Interpretação de Línguas) e Dons de Poder (Fé, Milagres e Curas)

    A busca de Dons deve ser constante na vida do crente e é incentivada pela Palavra de DEUS, porém quando se confunde Sinal com Dom, isto impede que aquele que ainda não recebeu o Dom ore para que o receba. A diferença entre o Falar em Línguas Espirituais (Estranhas) como sinal do batismo com o ESPÍRITO SANTO e como linguagem de oração, e o Dom De Línguas é tão próximo que muitos os confundem, não sabendo discernir que no Dom de línguas é uma variedade de línguas falada pelo crente, podendo o mesmo numa mesma oração falar vários tipos de línguas, assim como durante uma pregação ou na entrega de alguma mensagem a alguém ou à Igreja.
 
2. A Epístola aos Romanos 12.
Operações de DEUS (DONS)
E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.(I Co 12:6)
E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.(I Co 12:28)
De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com zelo; o que usa de misericórdia, com alegria. (Rm 12: 6-8) Deus pode usar animal para falar, como fez com a jumenta de Balaão ou usar um descrente para glorificá-lo, com fez com Nabucodonosor; Deus usa a quem quer e da maneira que quer.
 
3. A Epístola aos Efésios 4.
Dons de Cristo(Ministérios):  
    E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres.(Ef 4:11); são pessoas dadas à Igreja, para orientá-la e guiá-la fazendo-a crescer. Para edificar e fortalecer a noiva de CRISTO, que é a Igreja. Assim como no corpo humano temos cinco sentidos (olfato,visão,tato,paladar e audição), assim também no corpo de CRISTO, na terra tem cinco ministérios.
 
4. Propósitos dos dons e do fruto. 
Os Dons são doados aos oficiais da Igreja ou aos obreiros como capacitação dos ministérios da Igreja, escolhidos por CRISTO, para que a obra de DEUS seja feita em toda a Terra.
Por exemplo:
O Apóstolo precisa de sinais que acompanham seu apostolado, como o dom de milagres ou maravilhas,
O profeta  precisa de sinais que acompanham sua pregação, como a palavra de sabedoria e a palavra de conhecimento,
O Evangelista precisa de sinais que acompanham sua pregação, como a profecia,
O pastor precisa de sinais que acompanham seu pastorado, como o discernimento de espíritos,
O mestre precisa de sinais que acompanham seu mestrado, como os dons de curar,
 
O Fruto é a manifestação da personalidade de CRISTO no crente
"Diga-me com quem tu andas que eu te direi quem tu és", já dizia minha mãe; assim o crente que anda com quem gosta de contar piadas passa a ser um piadista, o crente que anda com quem gosta de comentar futebol acaba sendo comentarista esportivo; então o crente que anda em intimidade com JESUS acaba copiando o jeito e o modo de JESUS falar e agir.
 
III. OS DONS, O FRUTO E A MATURIDADE CRISTÃ
 
1. Maturidade cristã.
O SENHOR QUER QUE CRESÇAMOS ATÉ À ESTATURA DE UM CRISTÃO ADULTO E MADURO!
Quando nós somos salvos e nascemos de novo, espiritualmente somos apenas crianças. E cada dia uma criança tem que comer e fazer um pouco mais de exercício a fim de crescer um pouco mais! Mas muitos Cristãos param de crescer quando têm apenas alguns anos e nunca se tornam adultos, nunca amadurecem! Pensam que já aprenderam tanto que não têm que aprender mais e nunca chegam a ser os Cristãos maduros que o Senhor quer que cada um de nós seja: verdadeiros soldados capazes de arcar com muita responsabilidade e fazer sacrifícios!
A Palavra de Deus diz que até Jesus "aprendeu a obediência através das coisas que padeceu" e que, "cresceu em estatura e em sabedoria e em graça para com Deus e os homens." (Heb.5:8; Luc. 2:52). Cada dia, nós aprendemos a obedecer em alguma coisa nova. E embora algumas coisas fiquem mais difíceis, outras ficam mais fáceis, como quando crescemos! Se trata exatamente disso!
Maturidade espiritual não é uma questão de anos ou de tempo, mas depende apenas da nossa conexão com o Senhor e a Sua Palavra, e da nossa obediência e humildade. Uma criança torna-se adulta quando aprende a sacrificar-se pelos outros e a compartilhar e ajudar os outros! Isso, aos olhos do Senhor, é maturidade!
 
ORGANOGRAMA DA MATURIDADE CRISTÃ - Hebreus - 12
1 PORTANTO nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, 2 Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. 3 Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos. 4 Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado.
5 E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido; 6 Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. 7 Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? 8 Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. 9 Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? 10 Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. 11 E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela. 12 Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados, 13 E fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja não se desvie inteiramente, antes seja sarado. 14 Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; 15 Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem. 16 E ninguém seja devasso, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura. 17 Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou. 18 Porque não chegastes ao monte palpável, aceso em fogo, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, 19 E ao sonido da trombeta, e à voz das palavras, a qual os que a ouviram pediram que se lhes não falasse mais; 20 Porque não podiam suportar o que se lhes mandava: Se até um animal tocar o monte será apedrejado ou passado com um dardo. 21 E tão terrível era a visão, que Moisés disse: Estou todo assombrado, e tremendo. 22 Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; 23 À universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; 24 E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel. 25 Vede que não rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles que rejeitaram o que na terra os advertia, muito menos nós, se nos desviarmos daquele que é dos céus; 26 A voz do qual moveu então a terra, mas agora anunciou, dizendo: Ainda uma vez comoverei, não só a terra, senão também o céu. 27 E esta palavra: Ainda uma vez, mostra a mudança das coisas móveis, como coisas feitas, para que as imóveis permaneçam. 28 Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade; 29 Porque o nosso Deus é um fogo consumidor.
 
 
  Aspectos Negativos http://www.armazemnadia.com.br/henrique/ORGANOGRAMA%20DA%20MATURIDADE%20CRISTÃ%20asp.neg..JPG
                                                                             
Aspectos Positivos
http://www.armazemnadia.com.br/henrique/ORGANOGRAMA%20DA%20MATURIDADE%20CRISTÃ%20asp.pos..JPG
 
2. O cristão espiritualmente maduro.
Crescendo em CRISTO JESUS
     Antes, crescei na graça se conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora como no dia da eternidade. Amém!
Paulo define as pessoas espiritualmente "perfeitas" ou maduras, que possuem a plenitude de Cristo. (1) Ser espiritualmente maduro, significa não ser "meninos" (v. 14), os quais são instáveis, facilmente enganados pelas falsas doutrinas dos homens e suscetíveis ao artificialismo enganoso. O crente permanece infantil quando tem uma compreensão inadequada das verdades bíblicas e pouca dedicação a elas (vv. 14,15). (2) Ser espiritualmente maduro inclui falar "a verdade em caridade" (v. 15). A verdade do evangelho, conforme apresentada no NT, deve ser crida com caridade, apresentada com caridade e defendida em espírito de caridade. Essa caridade é dirigida primeiramente a "Cristo" (v. 15); em seguida, à igreja (v. 16) e, finalmente, de uns para com os outros (v. 32; cf. 1 Co 16.14).
 
3. Alcançando a maturidade cristã.
O que representa e em que consiste o fruto do Espírito na vida do crente? O fruto do Espírito consiste nas nove virtudes ou qualidades da personalidade de Deus implantadas pelo Espírito de Verdade no interior do crente com a finalidade de conduzi-lo à perfeição, ou seja, à imagem de Cristo. Em suma, os frutos do Espírito representa os atributos de Deus; os traços do seu caráter. O crente precisa absorvê-lo com a ajuda do Espírito Santo. O fruto tem sua manifestação na vida interior, vem de dentro para fora, é o desenvolvimento da semente que caiu em boa terra e produz para a glória de Deus.
a. O fruto do Espírito representa 'expressões do caráter cristão':- O caráter cristão verdadeiro expressa-se no fruto do Espírito que é resumido no amor. Do amor surgem todos os demais atributos de Deus que são desenvolvidos no crente pelo Espírito Santo que nele habita. É por isso que o amor aparece encabeçando a lista das virtudes cristãs geradas pelo Espírito de Deus, por ser a fonte originária de todas as demais virtudes.
b. O fruto do Espírito representa a maturidade cristã:- O Espírito Santo produz o fruto do caráter cristão em nossa vida somente à medida que cooperamos com Ele. As línguas, a profecia, e até mesmo o conhecimento são úteis, e são dons maravilhosos do Espírito Santo, mas sua presença em nossa vida nem sempre é uma indicação de nossa maturidade cristã. A medida de nossa maturidade em Deus, depende de quão bem temos permitido que o Espírito Santo produza os traços do caráter de Jesus em nossa vida. A maturidade espiritual envolve melhor entendimento do Espírito de Deus e das necessidades das pessoas. 'O fruto do Espírito é resultado na vida dos que participam da natureza divina, ou seja, dos que estão ligados a Cristo a 'videira verdadeira' (João 15.1-5). Maturidade em Cristo envolve união com Ele; a limpeza ou a poda pelo Pai e a frutificação. Estas são as condições da frutificação e conseqüente vida cristã vitoriosa.
 
CONCLUSÃO:
Devemos ter em mente que o mais importante depois de aceitar a CRISTO como Senhor e Salvador, é lermos a Palavra de DEUS todos os dias, orando para que nos seja revelado o poder de DEUS, colocando nossa vida a disposição de DEUS e sua obra, sendo que nosso viver deve ser de acordo com o molde de DEUS, ou seja, imitemos a CRISTO em tudo, em seu modo de viver e de agir.
 
Considerações:
1 Dons, só depois do batismo com o Espírito Santo. (vaso vazio não transborda)
2 O senhorio é de Cristo (o cabeça do corpo)
3 Para glorificação de Deus (o ESPÍRITO SANTO glorifica a DEUS)
4 Vaso deve estar limpo sempre para o uso constante (santificação)
5 Nada é de nós mesmos, tudo vem de DEUS (nada de orgulho).
6 Todos os dons são para os outros só um para nós, linguagem de oração.
(língua em que fomos batizados)
7 Dom de Variedade de Línguas vem após o batismo e nem todos o recebem.
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Devocional
“Você jamais crescerá sem a intervenção dos céus. É a norma divina para se manter inviolável à dependência da criatura perante o seu criador. Vida madura é vida sobrenatural. A essência da verdadeira espiritualidade reside no fato de que o próprio Deus está interessado em conceder-nos o crescimento. Cabe-nos, porém, preencher certas condições que demonstram nossa voluntária submissão aos preceitos básicos de seu governo. Sob que motivos pode ser anulada nossa maturidade? Quais são os obstáculos potenciais? Que tipos de empecilhos podem surgir ao longo do processo de maturação espiritual? Se você conseguir responder tais perguntas, desobstruindo o acesso rumo à estabilidade na fé, nada o deterá nesta ascendente jornada. [...] O preço da maturidade está na rejeição de conceitos e práticas que venham a projetar o domínio do pecado sobre nós (Rm 6.14). Abster-se de coisas e atos que entristecem ao Senhor, é requisito básico da dieta espiritual. Onde deixamos nossa bandeira de oposição ao mal? [...] Maturidade não é uma virtude que surge abrupta e repentinamente. Não se pode alcançá-la da noite para o dia. Não existe um ‘toque de mágica’ capaz de nos transformar de anões espirituais em gigantes da fé.
Reconhecemos que crescer implica um esforço titânico numa escala também titânica. Há um processo gradativo para se chegar à presença de Deus. Isto exige determinação. É o triunfo da fé persistente sobre nossa negligente natureza. Esta tomada de posição deixa claro que o progresso espiritual é, prioritariamente, um ato de invasão. É inútil supor que o crescimento virá a nós subitamente. Temos de persegui-lo até conquistar o direito de posse. Cada passo que você der neste território, trará consigo nova oportunidade de ascendência espiritual.
Para quem faz sua opção por Cristo, mas permanece distante das verdades fundamentais do Evangelho, sem responsabilidades definidas quanto aos ditames de se tomar a cruz, negar-se a si mesmo e seguir a Cristo bem de perto, resta um inglório fim: seu caminho não prosperará. Que diremos então? É mais que óbvio que Deus dará um crescimento na proporção exata de nossa disposição de avançar.
Por que é que alguns cristãos continuam bebês espirituais, enquanto outros avançam na direção da maturidade? [...] Todavia, quando lemos em Mateus 5.6, descobrimos o segredo do gigantismo espiritual: ‘Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos’. Jesus revelou que o segredo do crescimento espiritual está no apetite voraz pela Palavra de Deus. Os que satisfazem esse apetite, alimentando-se da Palavra e comungando com Cristo, já usufruem de real maturidade espiritual; já se fazem gigantes na fé”. (SANTOS, Ismael dos. A caminho da maturidade. RJ:CPAD, 1995, 17, 19, 22-24.) Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 21, p. 42
 
Questionário da Lição 12 - O Fruto Do ESPÍRITO - O FRUTO E OS DONS DO ESPÍRITO
Por Ev.Luiz Henrique - www.henriqueestudos.cjb.net
 
TEXTO ÁUREO:
1- O que nunca Falha?
( ) A coragem
( ) Os Dons
( ) A caridade (ou Amor)
VERDADE PRÁTICA:
2-  O que capacita o crente a realizar atos miraculosos para a glória de Deus e avanço do seu reino?
( ) O fruto e a santidade
( ) A Fé e a inconseqüência
( ) O fruto e os dons do ESPÍRITO
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
3- Em que dimensão estão o fruto e e os dons?
( ) O fruto está na esfera do fazer, enquanto os dons na dimensão do ser
( ) O fruto está na dimensão do ser, enquanto os dons na esfera do fazer
( ) O fruto está na dimensão do ter, enquanto os dons na esfera do querer
4- O que o crente deve fazer para progredir no exercício dos dons?
( ) Progredir na busca do prazer carnal
( ) Progredir no lazer
( ) Progredir no fruto do ESPÍRITO
I. OS DIVERSOS RELACIONAMENTOS DO FRUTO
5- O que são os Dons do ESPÍRITO SANTO?
( ) Os dons do Espírito são dotações naturais, concedidas pelo espírito aos membros do Corpo de Cristo, para saber, agir, e falar de acordo com a graça de Deus
( ) Os dons do Espírito são concedidas pelo Espírito Santo aos membros do Corpo de Cristo para saber, agir, e falar em desacordo com a graça de Deus
( ) Os dons do Espírito são dotações sobrenaturais, concedidas pelo Espírito Santo aos membros do Corpo de Cristo, para saber, agir, e falar de acordo com a graça de Deus
6- O que é o Dom do ESPÍRITO SANTO?
( ) Dom do Espírito é a concessão do fruto do Espírito àqueles que crêem e esperam a promessa
( ) Dom do Espírito é a concessão do Santo Espírito como batismo àqueles que crêem e esperam a promessa
( ) Dom do Espírito é a repartição do Espírito àqueles que esperam a promessa
7- O que é o Fruto do ESPÍRITO SANTO? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) O fruto do Espírito é uma graça extraordinária comunicada ao crente por meio do Consolador a fim de que ele tenha uma semelhante qualidade moral e a integridade de Cristo
( ) É uma qualificação do crente que vive sem amor
( ) É a expressão do caráter de Cristo no crente
8- Qual o intuito da outorga especial dos dons espirituais para o crente?
( ) Exaltação do crente
( ) Realização da obra do Senhor
( ) Separação deste crente ao pastorado
9- Qual o ideal para o exercício dos dons e do fruto, no crente?
( ) Os dons devem ser exercidos sem o fruto, este deve ser valorizado a ponto de se extinguir aqueles
( ) Os dons devem ser exercidos com o fruto, porém este deve ser valorizado a ponto de se extinguir aqueles
( ) Nem os dons devem ser exercidos sem o fruto, nem este deve ser valorizado a ponto de se extinguir aqueles
10- A que estão condicionados  os dons espirituais e o fruto do ESPÍRITO?
( ) Os dons espirituais estão condicionados ao batismo com o ESPÍRITO SANTO e o fruto é a presença dominante do ESPÍRITO SANTO no crente
( ) Os dons espirituais estão condicionados ao batismo nas águas e o fruto é a presença dominante do ESPÍRITO SANTO no crente
( ) Os dons espirituais estão condicionados ao batismo com o ESPÍRITO SANTO e o fruto é a presença dominante do crente  na sociedade
11- Como deve ser a habitação do Espírito no crente, a regeneração?
( ) Decrescente e paulatina
( ) Contínua e deve ser crescente
( ) Descontínua e deve ser sempre recente
II. O FRUTO E OS DONS NAS EPÍSTOLAS PAULINAS
12- O que acontece com o crente que possui os dons, mas não tem o fruto e dá mau testemunho?
( ) Torna-se orgulhoso e os dois cessam em sua vida
( ) Torna-se poderoso com o  ESPÍRITO SANTO agindo em sua vida
( ) Torna-se orgulhoso e os dois continuam em sua vida
13- Complete:
A Bíblia previne contra a super______________ dos dons espirituais em detrimento do ____________ (vv.3-8).
14- Qual o tema de Efésios 4, antes e depois da relação das qualidades do fruto do ESPÍRITO?
( ) Seguindo a verdade em poder (amor)
( ) Seguindo a verdade enfrentando a todos (amor)
( ) Seguindo a verdade em caridade (amor)
15- Ligue a primeira coluna de acordo coma segunda com relação aos Propósitos dos dons e do fruto.
 
São capacidades que vêm do alto
 
São variados
 
Capacita a ser como Cristo
 
Testemunho vivencial
DONS
Inicia-se com o novo nascimento
 
É gerado no interior do crente
 
Habilitam a servir com poder
FRUTO
Acompanham o batismo com o ESPÍRITO SANTO
 
Testemunho experiencial
 
É único com nove características singulares
 
 
III. OS DONS, O FRUTO E A MATURIDADE CRISTÃ
16- O que é Maturidade cristã.?
( ) É tanto um estado quanto uma qualidade daquele que alcançou, através da graça de Cristo, o pleno desenvolvimento espiritual, moral, afetivo e social.
( ) É tanto um estado quanto uma qualidade daquele que alcançou, através da graça de Cristo, o pleno desenvolvimento espiritual, moral, afetivo e social.
( ) É tanto um estado quanto uma qualidade daquele que alcançou, através da graça de Cristo, o pleno desenvolvimento espiritual, moral, afetivo e social.
17- Como se adquire a Maturidade Cristã? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) A maturidade cristã é adquirida pelo amadurecimento
( ) A maturidade cristã é adquirida pelo exercício dos dons
( ) A maturidade cristã é adquirida pelo tempo de conversão
( ) A maturidade cristã é adquirida por se fazer parte de uma igreja há vários anos
18- Como é o cristão espiritualmente maduro?
( ) Cresce “à medida da estatura incompleta de Cristo”, isto é, o caráter de Jesus desenvolve-se progressivamente em sua vida
( ) Cresce “à medida da estatura completa de Cristo”, isto é, o caráter de Jesus aparece ativamente em sua vida
( ) Decresce “à medida da estatura completa de Cristo”, isto é, o caráter de Jesus desenvolve-se progressivamente em sua vida
19- Como é o crente menino (ou imaturo)?
( ) É espiritual e além disso, aprecia o estudo das Escrituras
( ) É carnal, está rodeado de invejas, contendas e dissensões. Além disso, negligencia o estudo das Escrituras
( ) É carnal, está rodeado de invejas, contendas e dissensões. Além disso, busca o estudo das Escrituras continuamente.
20- Através de que, o crente atinge seu objetivo de ser um crente maduro?
( ) Através dos mistérios da igreja, do envolvimento do fruto do Espírito, da leitura das Escrituras e das recomendações encontradas em 1 Ts 5.16-23
( ) Através dos ministérios da igreja, do desenvolvimento do fruto do Espírito, da leitura das Escrituras e das recomendações encontradas em 1 Ts 5.16-23
( ) Através dos louvores da igreja, do desenvolvimento musical e das recomendações de seus líderes
21- Identifique cada coluna, colocando acima a que se refere as descrições abaixo
 
???
???
???
Habilita a saber, falar e agir com poder
Habilita a falar , agir e ser como CRISTO
Habilita a testemunhar e servir com eficácia
Devem ser exercidos com o fruto
Disciplina o uso dos dons
Possibilita os dons aos crentes
Atestam o recebimento do batismo no ESPÍRITO
Evidencia a habitação do ESPÍRITO no crente
Confirma o recebimento dos dons e a habitação do ESPÍRITO
Não transforma o caráter à semelhança de CRISTO
Transforma o caráter à semelhança de CRISTO
Concede o mesmo poder que habita em CRISTO
 
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DONS ESPIRITUAIS PARA O CRENTE
1Co 12.7 “Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil”.

PERSPECTIVA GERAL. Uma das maneiras do Espírito Santo manifestar-se é através de uma variedade de dons espirituais concedidos aos crentes (12.7-11). Essas manifestações do Espírito visam à edificação e à santificação da igreja (12.7; ver 14.26). Esses dons e ministérios não são os mesmos de Rm 12.6-8 e Ef 4.11, mediante os quais o crente recebe poder e capacidade para servir na igreja de modo mais permanente. A lista em 12.8-10 não é completa. Os dons aí tratados podem operar em conjunto, de diferentes maneiras.
(1) As manifestações do Espírito dão-se de acordo com a vontade do Espírito (12.11), ao surgir a necessidade, e também conforme o anelo do crente na busca dos dons (12.31; 14.1).
(2) Certos dons podem operar num crente de modo regular, e um crente pode receber mais de um dom para atendimento de necessidades específicas. O crente deve desejar “dons”, e não apenas um dom (12.31; 14.1).
(3) É antibíblico e insensato se pensar que quem tem um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada, i.e., menos visível. Também, quando uma pessoa possui um dom espiritual, isso não significa que Deus aprova tudo quanto ela faz ou ensina. Não se deve confundir dons do Espírito, com o fruto do Espírito, o qual se relaciona mais diretamente com o caráter e a santificação do crente (Gl 5.22,23).
(4) Satanás pode imitar a manifestação dos dons do Espírito, ou falsos crentes disfarçados como servos de Cristo podem fazer o mesmo (Mt 7.21-23; 24.11, 24; 2Co 11.13-15; 2Ts 2.8-10). O crente não deve dar crédito a qualquer manifestação espiritual, mas deve “provar se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1Jo 4.1; cf. 1Ts 5.20,21).

OS DONS ESPIRITUAIS. Em 1Co 12.8-10, o apóstolo Paulo apresenta uma diversidade de dons que o Espírito Santo concede aos crentes. Nesta passagem, ele não descreve as características desses dons, mas noutros trechos das Escrituras temos ensino sobre os mesmos.
(1) Dom da Palavra da Sabedoria (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do Espírito Santo. Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de Deus ou a sabedoria do Espírito Santo a uma situação ou problema específico (At 6.10; 15.13-22). Não se trata aqui da sabedoria comum de Deus, para o viver diário, que se obtém pelo diligente estudo e meditação nas coisas de Deus e na sua Palavra, e pela oração (Tg 1.5,6).
(2) Dom da Palavra do Conhecimento (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal, inspirada pelo Espírito Santo, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunstâncias, ou de verdades bíblicas. Freqüentemente, este dom tem estreito relacionamento com o de profecia (At 5.1-10; 1Co 14.24,25).
(3) Dom da Fé (12.9). Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (13.2) e que freqüentemente opera em conjunto com outras manifestações do Espírito, tais como as curas e os milagres (ver Mt 17.20, sobre a fé verdadeira; Mc 11.22-24; Lc 17.6).
(4) Dons de Curas (12.9). Esses dons são concedidos à igreja para a restauração da saúde física, por meios divinos e sobrenaturais (Mt 4.23-25; 10.1; At 3.6-8; 4.30). O plural (“dons”) indica curas de diferentes enfermidades e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de Deus. Os dons de curas não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo (cf. 12.11,30), todavia, todos eles podem orar pelos enfermos. Havendo fé, os enfermos serão curados. Pode também haver cura em obediência ao ensino bíblico de Tg 5.14-16 (ver Tg 5.15).
(5) Dom de Operação de Milagres (12.10). Trata-se de atos sobrenaturais de poder, que intervêm nas leis da natureza. Incluem atos divinos em que se manifesta o reino de Deus contra Satanás e os espíritos malignos (ver Jo 6.2)
(6) Dom de Profecia (12.10). É preciso distinguir a profecia aqui mencionada, como manifestação momentânea do Espírito da profecia como dom ministerial na igreja, mencionado em Ef 4.11. Como dom de ministério, a profecia é concedida a apenas alguns crentes, os quais servem na igreja como ministros profetas. Como
manifestação do Espírito, a profecia está potencialmente disponível a todo cristão cheio dEle (At 2.16-18). Quanto à profecia, como manifestação do Espírito, observe o seguinte: (a) Trata-se de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus, sob o impulso do Espírito Santo (14.24,25, 29-31). Aqui, não se trata da entrega de sermão previamente preparado. (b) Tanto no AT, como no NT, profetizar não é primariamente predizer o futuro, mas proclamar a vontade de Deus e exortar e levar o seu povo à retidão, à fidelidade e à paciência (14.3). (c) A mensagem profética pode desmascarar a condição do coração de uma pessoa (14.25), ou prover edificação, exortação, consolo, advertência e julgamento (14.3, 25,26, 31). (d) A igreja não deve ter como infalível toda profecia deste tipo, porque muitos falsos profetas estarão na igreja (1Jo 4.1). Daí, toda profecia deve ser julgada quanto à sua autenticidade e conteúdo (14.29, 32; 1Ts 5.20,21). Ela deverá enquadrar-se na Palavra de Deus (1Jo 4.1), contribuir para a santidade de vida dos ouvintes e ser transmitida por alguém que de fato vive submisso e obediente a Cristo (12.3). (e) O dom de profecia manifesta-se segundo a vontade de Deus e não a do homem. Não há no NT um só texto mostrando que a igreja de então buscava revelação ou orientação através dos profetas. A mensagem profética ocorria na igreja somente quando Deus tomava o profeta para isso (12.11).
(7) Dom de Discernimento de Espíritos (12.10). Trata-se de uma dotação especial dada pelo Espírito, para o portador do dom discernir e julgar corretamente as profecias e distinguir se uma mensagem provém do Espírito Santo ou não (ver 14.29 nota; 1Jo 4.1). No fim dos tempos, quando os falsos mestres (ver Mt 24.5 nota) e a distorção do cristianismo bíblico aumentarão muito (ver 1Tm 4.1), esse dom espiritual será extremamente importante para a igreja.
(8) Dom de Variedades de Línguas (12.10). No tocante às “línguas” (gr. glossa, que significa língua) como manifestação sobrenatural
do Espírito, notemos os seguintes fatos: (a) Essas línguas podem ser humanas e vivas (At 2.4-6), ou uma língua desconhecida na
terra, e.g., “línguas... dos anjos” (13.1; ver cap. 14). A língua falada através deste dom não é aprendida, e quase sempre não é entendida, tanto por quem fala (14.14), como pelos ouvintes (14.16). (b) O falar noutras línguas como dom abrange o espírito do homem e o Espírito de Deus, que entrando em mútua comunhão, faculta ao crente a comunicação direta com Deus (i.e., na oração, no louvor, no bendizer e na ação de graças), expressando-se através do espírito mais do que da mente (14.2, 14) e orando por si mesmo ou pelo próximo sob a influência direta do Espírito Santo, à parte da atividade da mente (cf. 14.2, 15, 28; Jd 20). (c) Línguas estranhas faladas no culto devem ser seguidas de sua interpretação, também pelo Espírito, para que a congregação conheça o conteúdo e o significado da mensagem (14.3, 27,28). Ela pode conter revelação, advertência, profecia ou ensino para a igreja (cf. 14.6). (d) Deve haver ordem quanto ao falar em línguas em voz alta durante o culto. Quem fala em línguas pelo Espírito, nunca fica em “êxtase” ou “fora de controle” (14.27,28)
(9) Dom de Interpretação de Línguas (12.10). Trata-se da capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. Tal mensagem interpretada para a igreja reunida, pode
conter ensino sobre a adoração e a oração, ou pode ser uma profecia. Toda a congregação pode assim desfrutar dessa revelação
vinda do Espírito Santo. A interpretação de uma mensagem em línguas pode ser um meio de edificação da congregação inteira, pois
toda ela recebe a mensagem (14.6, 13, 26). A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas, ou de outra
pessoa. Quem fala em línguas deve orar para que possa interpretá-las (14.13).
 
O FALAR EM LÍNGUAS
At 2.4 “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”

O falar noutras línguas, ou a glossolália (gr. glossais lalo), era entre os crentes do NT, um sinal da parte de Deus para evidenciar o batismo no Espírito Santo (ver 2.4; 10.45-47; 19.6). Esse padrão bíblico para o viver na plenitude do Espírito continua o mesmo para os dias de hoje.

O VERDADEIRO FALAR EM LÍNGUAS. (1) As línguas como manifestação do Espírito. Falar noutras línguas é uma manifestação sobrenatural do Espírito Santo, i.e., uma expressão vocal inspirada pelo Espírito, mediante a qual o crente fala numa língua (gr. glossa) que nunca aprendeu (2.4; 1Co 14.14,15). Estas línguas podem ser humanas, i.e., atualmente faladas (2.6), ou desconhecidas na terra (cf. 1Co 13.1). Não é “fala extática”, como algumas traduções afirmam, pois a Bíblia nunca se refere à “expressão vocal extática” para referir-se ao falar noutras línguas pelo Espírito.
(2) Línguas como sinal externo inicial do batismo no Espírito Santo. Falar noutras línguas é uma expressão verbal inspirada, mediante a qual o espírito do crente e o Espírito Santo se unem no louvor e/ou profecia. Desde o início, Deus vinculou o falar noutras línguas ao batismo no Espírito Santo (2.4), de modo que os primeiros 120 crentes no dia do Pentecoste, e os demais batizados a partir de então, tivessem uma confirmação física de que realmente receberam o batismo no Espírito Santo (cf. 10.45,46). Desse modo, essa experiência podia ser comprovada quanto a tempo e local de recebimento. No decurso da história da igreja, sempre que as línguas como sinal foram rejeitadas, ou ignoradas, a verdade e a experiência do Pentecoste foram distorcidas, ou totalmente suprimidas.
(3) As línguas como dom. Falar noutras línguas também é descrito como um dos dons concedidos ao crente pelo Espírito Santo (1Co 12.4-10). Este dom tem dois propósitos principais: (a) O falar noutras línguas seguido de interpretação, também pelo Espírito, em culto público, como mensagem verbal à congregação para sua edificação espiritual (1Co 14.5,6,13-17). (b) O falar noutras línguas pelo crente para dirigir-se a Deus nas suas devoções particulares e, deste modo, edificar sua vida espiritual (1Co 14.4).  Significa falar ao nível do espírito (14.2,14), com o propósito de orar (14.2,14,15,28), dar graças (14.16,17) ou cantar (14.15; ver
1Co 14).
OUTRAS LÍNGUAS, PORÉM FALSAS. O simples fato de alguém falar “noutras línguas”, ou exercitar outra manifestação sobrenatural não é evidência irrefutável da obra e da presença do Espírito Santo. O ser humano pode imitar as línguas estranhas como o fazem os demônios. A Bíblia nos adverte a não crermos em todo espírito, e averiguarmos se nossas experiências espirituais procedem realmente de Deus (ver 1Jo 4.1).
(1) Somente devemos aceitar as línguas se elas procederem do Espírito Santo, como em 2.4. Esse fenômeno, segundo o livro de Atos, deve ser espontâneo e resultado do derramamento inicial do Espírito Santo. Não é algo aprendido, nem ensinado, como por exemplo instruir crentes a pronunciar sílabas sem nexo.
(2) O Espírito Santo nos adverte claramente que nestes últimos dias surgirá apostasia dentro da igreja  (1Tm 4.1,2); sinais e maravilhas operados por Satanás (Mt 7.22,23; cf. 2Ts 2.9) e obreiros fraudulentos que fingem ser servos de Deus (2Pe 2.1,2). 
(3) Se alguém afirma que fala noutras línguas, mas não é dedicado a Jesus Cristo, nem aceita a autoridade das Escrituras, nem obedece à Palavra de Deus, qualquer manifestação sobrenatural que nele ocorra não provém do Espírito Santo (1 Jo 3.6-10; 4.1-3; cf. Gl 1.9 nota; Mt 24.11-24, Jo8.31).
 
PROVAS DO GENUÍNO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
At 10.44,45 “E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse  também sobre os gentios.”

As Escrituras ensinam que o crente deve examinar e provar tudo o que se apresenta como sendo da parte de Deus (1Ts 5.21; cf. 1Co 14.29). “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus” (1Jo 4.1). Seguem-se alguns princípios bíblicos para provar ou testar se é de Deus um caso declarado de batismo no Espírito Santo.
(1) O autêntico batismo no Espírito Santo levará a pessoa a amar, exaltar e glorificar a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo mais do que antes (ver Jo 16.13,14; At 2.11,36; 10.44-46).
(2) O verdadeiro batismo no Espírito Santo aumentará a convicção da nossa filiação com o Pai celestial (1.4; Rm 8.15,16), levará a
uma maior percepção da presença de Cristo em nossa vida diária (Jo 14.16, 23; 15.26) e aumentará o clamor da alma “Aba, Pai”!
(Rm 8.15; Gl 4.6). Por sua vez, um batismo no Espírito Santo que não leva a uma maior comunhão com Cristo e a uma mais intensa
comunhão com Deus como nosso Pai não vem dEle.
(3) O real batismo no Espírito Santo aumentará nosso amor e apreço pelas Escrituras. O Espírito da verdade (Jo 14.17), que inspirou as Escrituras (2Tm 3.16; 2Pe 1.20,21), aprofundará nosso amor à verdade da Palavra de Deus (Jo 16.13; At 2.42; 3.22; 1Jo 4.6). Por outro lado, qualquer suposto batismo no Espírito que diminui nosso interesse em ler a Palavra de Deus e cumpri-la, não provém de Deus.
(4) O real batismo no Espírito Santo aprofundará nosso amor pelos demais seguidores de Cristo e a nossa preocupação pelo seu bem-estar (2.38, 44-46; 4.32-35). A comunhão e fraternidade cristãs, de que nos fala a Bíblia, somente podem existir através do Espírito (2Co 13.13).
(5) O genuíno batismo no Espírito Santo deve ser precedido de abandono do pecado e de completa obediência a Cristo (2.38). Ele será conservado quando continuamos na santificação do Espírito Santo (2.40; 2Ts 2.13; Rm 8.13; Gl 5.16,17). Daí, qualquer suposto batismo, em que a pessoa não foi liberta do pecado, continuando a viver segundo a vontade da carne, não pode ser atribuído ao Espírito Santo (2.40; 8.18-21; Rm 8.2-9). Qualquer poder sobrenatural manifesto em tal pessoa trata-se de atividade enganadora de Satanás (cf. Sl 5.4,5).
(6) O real batismo no Espírito Santo fará aumentar o nosso repúdio às diversões pecaminosas e prazeres ímpios deste mundo, refreando-nos a busca egoísta de riquezas e honrarias terrenas (20.33; 1Co 2.12; Rm 12.16; Pv 11.28).
(7) O genuíno batismo no Espírito Santo nos trará mais desejo e poder para testemunhar da obra redentora do Senhor Jesus Cristo (ver Lc 4.18; At 1.8; 2.38-41; 4.8-20; Rm 9.1-3; 10.1). Inversamente, qualquer suposto batismo no Espírito que não resulte num desejo mais intenso de ver os outros salvos por Cristo, não provém de Deus (ver 4.20).
(8) O genuíno batismo no Espírito Santo deve despertar em nós o desejo de uma maior operação sua no reino de Deus, e também
uma maior operação de seus dons em nossa vida. As línguas como evidência inicial do batismo devem motivar o crente a permanecer
na esfera dos dons espirituais (2.4, 11, 43; 4.30; 5.12-16; 6.8; 8.7; Gl 3.5).
(9) O autêntico batismo no Espírito Santo tornará mais real a obra, a direção e a presença do Espírito Santo em nossa vida diária.
Depois de batizados no Espírito Santo, os crentes de Atos tornaram-se mais cônscios da presença, poder e direção do Espírito Santo (4.31; 6.5; 9.31; 10.19; 13.2, 4, 52; 15.28; 16.6,7; 20.23). Inversamente, qualquer suposto batismo no Espírito Santo que não aumentar a nossa consciência da presença do Espírito Santo, nem aumentar o nosso desejo de obedecer à sua orientação, nem reafirmar o nosso alvo de viver diante dEle de tal maneira a não entristecê-lo nem suprimir o seu fervor, não provém de Deus.
 
  DONS
 
1-    Operações de DEUS (DONS)
E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.(I Co 12:6)
E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.(I Co 12:28)
De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com zelo; o que usa de misericórdia, com alegria. (Rm 12: 6-8) Deus pode usar animal para falar, como fez com a jumenta de Balaão ou usar um descrente para glorificá-lo, com fez com Nabucodonosor; Deus usa a quem quer e da maneira que quer.
 
2-    Dons de Cristo(Ministérios):  
    E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres.(Ef 4:11); são pessoas dadas à Igreja, para orientá-la e guiá-la fazendo-a crescer. Para edificar e fortalecer a noiva de CRISTO, que é a Igreja. Assim como no corpo humano temos cinco sentidos (olfato,visão,tato,paladar e audição), assim também no corpo de CRISTO, na terra tem cinco ministérios.
 
3-    Dons do Espírito Santo(Manifestações = mostrar realmente a presença de DEUS):
    A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum. Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; a outro a operação de milagres; a outro a profecia; a outro o dom de discernir espíritos; a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação de línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer. Para estudá-los dividimos em.
 
4-    DONS DE REVELAÇÃO - DONS DE PODER - DONS DE INSPIRAÇÃO.
4.1-    DONS DE REVELAÇÃO (REVELAM ALGO OCULTO OU DESCONHECIDO  SOBRENATURALMENTE).
4.1.1. Palavra de sabedoria:
    Palavra= pequena parte da sabedoria de DEUS; acontecimento futuro, só Deus sabe; tem a ver com onisciência.
Ex:Jesus: "Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem.Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra. Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem." (Mt 24: 36-44)
Paulo: "34 Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa segurança; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós." (At 27:34).
4.1.2. Palavra de conhecimento ou da ciência:
Palavra = pequena parte do conhecimento de DEUS, revelação de coisa conhecida; tem a ver com onipresença. (pode ser coisa conhecida por pessoas em outra parte ou localidade, que é revelada aqui onde estamos).
Ex: Jesus: "Mas Jesus logo percebeu em seu espírito que eles assim arrazoavam dentro de si, e perguntou-lhes: Por que arrazoais desse modo em vossos corações?" (Mc 2:8)
Jesus: Jo 1.48 Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Antes que Felipe te chamasse, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira.
Paulo: "Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados"(I Co 15:51).
 
4.1.3. Discernimento de espíritos: 
    Saber de onde vem e o que está operando numa pessoa.
Ex: Jesus: "E Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Filho, perdoados são os teus pecados."(Mc 2:5)
Paulo:" E fazia isto por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Eu te ordeno em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora saiu."(At 16:18).
4.2-    DONS DE PODER (DÃO PODER PARA SE FAZER ALGO SOBRENATURAL).
4.2.1. Fé:  
    Para crer no impossível (temos fé natural, sobrenatural e espiritual), precisamos de fé para comer (pode estar envenenado), para andar no meio da rua (pode ser atropelado), para viajar de avião (pode cair), para adorar a DEUS (Não estamos vendo-o), para crer em milagres sem os ver. Don de fé é acreditar que o impossível de acontecer já aconteceu. É impossível que alguém que já morreu torne a viver.
Ex: Jesus: "E, tendo dito isso, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!(Jo 11: 43)
Paulo: "Tendo Paulo descido, debruçou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, pois a sua alma está nele."(At 20:10)
                    NASCERIA UM FILHO DE UM CASAL EM QUE O HOMEM TEM 100 ANOS E A MULHER 90 ANOS? ABRAÃO CREU ASSIM MESMO. PODERIA ALGUÉM MATAR UM FILHO E DEPOIS VOLTAR PARA CASA COM ESTE FILHO VIVO? ABRAÃO CREU; POR ISSO FOI JUSTIFICADO PELA SUA FÉ EM DEUS.
4.2.2. Dons de curar: 
    Dons no plural, alguns são usados para certos tipos de doenças, NENHUMA PESSOA É USADA PARA CURAR TODOS OS TIPOS DE DOENÇA.
Ex: Jesus: "Mas ele, conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem que tinha a mão atrofiada: Levanta-te, e fica em pé aqui no meio. E ele, levantando-se, ficou em pé."(Lc 6:8)
Paulo: "Aconteceu estar de cama, enfermo de febre e disenteria, o pai de Públio; Paulo foi visitá-lo, e havendo orado, impôs-lhe as mãos, e o curou."(At 28:8); "Erasto ficou em Corinto; a Trófimo deixei doente em Mileto."(2Tm 4:20). PAULO NÃO CUROU SEU COMPANHEIRO TRÓFIMO.
4.2.3. Operação de maravilhas: 
    Mudança na natureza, MUDA O QUE ERA NATURAL.
EX. PARAR O SOL (JOSUÉ) - VOLTAR DEZ GRAUS O TEMPO (ISAÍAS)
Ex: Jesus: "Dito isto, cuspiu no chão e com a saliva fez lodo, e untou com lodo os olhos do cego, e disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa Enviado). E ele foi, lavou-se, e voltou vendo."(Jo 9:6,7)
Paulo: "Mas ele, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum."(At 28:5).
 
4.3-    DONS DE INSPIRAÇÃO OU DA FALA (DIZEM ALGO DE SOBRENATURAL).
4.3.1. Profecia:
    Pode vir de 3 fontes: Deus, homem e satanás. Devem ser julgadas (1 Ts 5:21,22) e controladas para haver ordem no culto; um depois do outro e no máximo três em cada reunião (1 Co 14.31). Não devem ser desprezadas(1 Ts 5:20). Vêm para edificação, exortação e consolação(1 Co 14:3). Línguas + Interpretação = Profecia (1 Co 14:27,13). Diferente de profeta, todo profeta profetiza, nem todo que profetiza é profeta (1Co 14:31) e (Ef 4:11) Profeta é ministério dado por CRISTO, profecia é manifestação do ESPÍRITO SANTO. Profeta prediz alguma coisa que ainda vai acontecer, profecia não prediz nada. Todos podem profetizar (1 Co 14.31), mas poucos são chamados para serem profetas. 
Ex: Jesus: "Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas eu vos tornarei a ver, e alegrar-se-á o vosso coração, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará."(Jo 16:22).
Paulo: "disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos. Então os soldados cortaram os cabos do batel e o deixaram cair. Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo quarto dia que esperais e permaneceis em jejum, não havendo provado coisa alguma. Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa segurança; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós."(At 27:31-34).
4.3.2. Variedade de línguas: 
    4 tipos de línguas: Não proibais falar em línguas; é ordem de DEUS (1 Co 14.39).
 
4.3.2.1. Língua para oração: 
                                                                  
    "Porque se eu orar em língua, o meu espírito ORA BEM, mas o meu entendimento fica infrutífero."(I Co 14:14). Você quer orar bem? Veja também em Rm 8.26 que não sabemos pedir como convém, mas o ESPÍRITO SANTO sabe o que precisamos e ELE sabe pedir.
Fala com Deus: "Porque o que fala em língua não fala aos homens, mas a Deus; pois ninguém o entende; porque em espírito fala mistérios."(I Co 14:2). Por isso é tão combatido o falar em línguas, pois nem Satanás entende.
Edificação própria: "O que fala em língua edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja."(I Co 14:4)
Você quer ser edificado? "Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé,  orando no Espírito Santo," Jd.20 (orar no ESPÍRITO, não quer dizer orar em pensamento).
4.3.2.2. Língua para interpretação: 
    "Todos têm dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos?"(I Co 12:30), nem todos recebem; "Que fazer, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento."(I Co 14:15). Falam em línguas todos? Quer dizer em línguas para interpretação, ou seja, nem todos têm o dom de línguas, mesmo sendo batizados. Essa linguagem pode ser interpretada pelo que fala ou por outrem.
4.3.2.3. Língua como sinal para incrédulo: 
    "De modo que as línguas são um sinal, não para os crentes, mas para os incrédulos; a profecia, porém, não é sinal para os incrédulos, mas para os crentes."(I Co 14:22); estrangeiros ouvem em sua própria língua, ex: "Ouvindo-se, pois, aquele ruído, ajuntou-se a multidão; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua."(At 2:6). Pode alguém ser usado para falar, por exemplo em alemão em algum lugar e uma pessoa presente alí, que fala alemão entenderá tudo o que DEUS quer falar-lhe.
4.3.2.4. Gemidos inexprimíveis:
    " Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis."(Rm 8:26), oração intercessora. O ESPÍRITO SANTO é nosso intercessor aqui na terra. ELE leva nossa oração a JESUS CRISTO que está assentado à direita de DEUS PAI, intercedendo por nós lá no céu. O pai recebe a oração e responde de acordo com sua vontade.
4.3.3. Interpretação de Línguas:
"Que fazer, pois, irmãos? Quando vos congregais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. Se alguém falar em língua, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e cada um por sua vez, e haja um que interprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado (ore tão baixinho que ninguém o note) na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus."(I Co 14:26-28); "Por isso, o que fala em língua, ore para que a possa interpretar."(I Co 14:13) Jesus não falava porque tudo que falava era o que Deus queria falar e as línguas são sinais da presença de DEUS em nosso meio, JESUS é DEUS.
Paulo: "Dou graças a Deus, que falo em línguas mais do que vós todos."(I Co 14:18).Não quis dizer latim, grego e hebraico, pois são línguas aprendidas e faladas no tempo de Paulo por quase todos; o que Paulo quis dizer é que orava muito em línguas e também que tinha dom de línguas.
 Nós falamos sem aprender, vem de cima, vem de DEUS, não necessitamos que alguém nos ensine, podemos receber na igreja, na rua, no campo, em casa (como aconteceu comigo) ou outro qualquer lugar sem interferência de outrem ou por imposição de mãos de alguém.
 5-    CONSIDERAÇÕES FINAIS:
5.1• Dons, só depois do batismo com o Espírito Santo.(vaso vazio não transborda)
5.2• O senhorio é de Cristo.(o cabeça do corpo)
5.3• Para glorificação de Deus.(o ESPÍRITO SANTO glorifica a DEUS)
5.4• Vaso deve estar limpo sempre para o uso constante.(santificação)
5.5• Nada é de nós mesmos, tudo vem de Deus(nada de orgulho).
5.6• Todos os dons são para os outros só um para nós linguagem de oração. (língua que foi batizado) 
 
Ev.Luiz Henrique de Almeida Silva    
 
 
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