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LIÇÃO 12 - A TOLERÂNCIA PARA COM OS FRACOS NA FÉ
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 1º TRIMESTRE DE 2006
Epístola de Paulo aos Romanos
Complementos e questionários: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
REVISTA CPAD
 
 
 
 
TEXTO ÁUREO:
Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis" (Jo 13.34).
 
 
VERDADE PRÁTICA:
A motivação para o relacionamento e a conduta dos cristãos é a plena predominância do amor para com todos os que nos cercam.
 
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: ROMANOS 14.1-10,12
1 Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas.
2 Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes.
3 O que come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come; porque DEUS o recebeu por seu.
4 Quem és tu que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é DEUS para o firmar.
5 Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo.
6 Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. O que come para o Senhor come, porque dá graças a DEUS; e o que não come para o Senhor não come e dá graças a DEUS.
7 Porque nenhum de nós vive para si e nenhum morre para si.
8 Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.
9 Foi para isto que morreu CRISTO e tornou a viver; para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos.
10 Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de CRISTO.
12 De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a DEUS.
Comentários CPAD - BEP
14.2 DE TUDO SE PODE COMER... COME LEGUMES. Certos crentes de Roma estavam divididos entre si, no tocante a uma questão importante: alguns estavam resolvidos a comer somente legumes, ao passo que outros comiam, além de legumes, todos os demais alimentos, inclusive carne. Paulo declara que o ato de comer, em si, não é problema moral, mas a nossa atitude pessoal sobre o que se come, pode levar ao injusto julgamento de uns para com os outros.
14.5 FAZ DIFERENÇA ENTRE DIA E DIA. Trata-se, provavelmente, dos dias especiais de festa segundo as leis cerimoniais do AT.
Parece que alguns cristãos ainda consideravam que aqueles dias sagrados do AT continuavam válidos, ao passo que muitos outros os tinham como dias comuns. Paulo, na sua resposta, não revoga o princípio determinado por DEUS, de separar um dia, em sete, como dia especial de descanso e de adoração ao Senhor (ver Mt 12.1). O próprio DEUS separou um dia, em sete, para o descanso do trabalho diário (Gn 2.2,3; cf. Êx 20.11; 31.17; Is 58.13,14). O NT reconhece que o primeiro dia da semana tem relevância especial por causa da ressurreição de JESUS (At 20.7; 1 Co 16.2; Ap 1.10).
 
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Lição Jovens e Adultos do 2º Trimestre de 1998 – CPAD – Comentários de Pr.Esequias Soares
A TOLERÂNCIA PARA COM OS FRACOS NA FÉ
 
TEXTO ÁUREO
"Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão" (Lc 6.37).
 
VERDADE PRÁTICA
Não existe pecado que os cristãos mais "ardorosos" sejam mais inclinados a cometer do que o de criticar os outros.
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Pv 6.16-19 Qual a sétima coisa que DEUS abomina?
Terça - Mt 7.1-5 O Senhor JESUS condena o julgamento temerário do próximo
Quarta - Jo 7.24 Não julgueis segundo a aparência
Quinta - 1 Co 4.3-5 Quem nos julga é o Senhor
Sexta - Rm 2.1-3Deus condena quem julga os outros e comete os mesmos pecados deles
Sábado - Tg 1.26,27Quem cuida ser religioso e não refreia a sua língua a religião desse é vã
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE  ROMANOS 14.1-12
 
PONTO DE CONTATO
Você é tolerante? E os seus alunos, será que são tolerantes? Ser tolerante é admitir e respeitar opiniões contrárias à sua. Será que seus alunos respeitam as diferenças existentes no seu meio? Ajude-os a refletir sobre o assunto. Por mais que o grupo seja unido, coeso, sempre haverá diferenças. Estas precisam ser vistas com amor, carinho e respeito. Pois, em última instância, cada pessoa é livre para tomar as suas decisões e viver como bem lhe aprouver. Nem DEUS lhe tira esse direito. Embora, isso não signifique dizer que os homens são isentos de responsabilidades e compromissos.
 
OBJETIVOS
No término desta aula seus alunos deverão estar aptos a:
Distinguir o padrão de conduta judaico do padrão estabelecido pelo Cristianismo.
     Identificar em quais questões se envolvem os cristãos fracos na fé.
     Aplicar em seu viver diário a atitude bíblica da tolerância.
 
SÍNTESE TEXTUAL
A Igreja de CRISTO é constituída de diferentes pessoas. São cristãos que têm valores e formações distintas e com qualificações diversificadas. Não obstante estarem unidos numa só fé, continuam sendo diferentes, pois são únicos. Nesta lição estaremos estudando a vontade de DEUS para sua Igreja com relação a valores terrenos, pessoais e como tratar com estas diferenças de maneira pacífica e cristã.
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Sugerimos para esta lição o uso da técnica de perguntas e respostas para avaliar o conhecimento prévio da classe com relação a julgamento. O nosso objetivo final é levá-los a serem tolerantes com os fracos. Contudo, se forem juízes de seus irmãos não conseguirão ser tolerantes como DEUS deseja. Pergunte se sabem conceituar a palavra julgar. Ouça-Ihes e depois dê o resultado de acordo com o dicionário Aurélio: "Decidir como juiz ou árbitro: julgar uma pendência". Leve-os a arrazoar sobre a atitude de serem árbitros de alguém. Será que temos este direito? E JESUS como agiria em nosso lugar? Como Ele agiu no caso da mulher adúltera? Se Ele teve uma atitude de perdão para com uma pecadora, como devemos agir com os nossos irmãos em CRISTO?
 
COMENTÁRIO
            INTRODUÇÃO
Estudamos na primeira parte da Epístola aos Romanos a teologia paulina da justificação pela fé, sem as obras da lei, centrada em 1.17; 3.28. Nas duas últimas lições estudamos a parte prática, começando com a consagração a DEUS e depois o nosso compromisso com o Estado.
De 14.1 a 15.6 o apóstolo discorre sobre a tolerância - o cristão não deve julgar e nem criticar o outro. É o tema que vamos estudar hoje.
 
I. JUDEUS E GENTIOS FORMANDO A IGREJA
1. A ética judaica. Os judeus tem um alto padrão de conduta e um modus vivendi exemplar porque isso aprendem nas sinagogas todos os sábados (At 15.21). Uns achavam que o padrão judaico devia ser vivido pelos gentios e não somente isso, que tal procedimento era condição para salvação. Os pontos básicos eram a guarda do sábado, a circuncisão (At 15.1.5) e a prescrição dietética da Lei de Moisés, que os judeus ainda hoje chamam de kash 'rut (At 15.20,28).
2. Salvação pelas obras? As seitas e as religiões falsas acrescentam algo mais que a fé para a salvação. Aplicar essa conduta judaica aos gentios era o mesmo que afirmar que a graça do Senhor não era suficiente. A Lei de Moisés seria o complemento para a salvação. Isso reduziria o Cristianismo a uma mera seita do Judaísmo e além disso confundiria aquele com a identidade judaica.
3. A ética dos gentios. Os gentios não aprenderam os bons costumes porque nunca tiveram quem os ensinasse, por essa razão o modus vivendi deles era precário. Agora ambos os povos formam a Igreja 
(1 Co 10.32). Eles foram transformados pelo poder do ESPÍRITO SANTO. Deviam, portanto, mudar sua maneira de viver, mas nem por isso estavam obrigados a viver como judeus (At 15.10,11).
 
II. QUANTO AO ALIMENTO
1. Enfermo e fraco (vv.l,2). As palavras "enfermo" e "fraco" não significam, nesse contexto, fé vacilante, mas imaturidade nas questões práticas, pois muitos deles são sinceros e tementes a DEUS. A questão não era sobre pontos vitais da doutrina cristã; do contrário, não seriam membros da Igreja, mas sobre assuntos secundários.
a) Não contender. "Recebe i-o" significa que devemos receber a cada irmão como ele é e não como queremos que ele seja. Não temos o direito de impor a ele a nossa maneira de ver o Cristianismo, nem discutir na tentativa de convencê-lo do contrário (1 Co 11.16; I Tm 6.4). Devemos recebê-lo com amor sincero dentro da fraternidade cristã.
b) Convivendo com os enfermos e fracos. A questão dos bêbados, por exemplo, a Bíblia diz que os tais não herdarão o reino de DEUS, a menos que se convertam (1 Co 6.10,11). O crente que se associa com os tais está pecando ( I Co 5.11). Não é o caso aqui. Esses enfermos e fracos são nossos irmãos que ainda não se emanciparam de sua escravidão espiritual.
2. Legumes (v.2). Convém lembrar que o vegetarianismo religioso teve a sua origem no hinduísmo. Os gnósticos eram também vegetarianos. Havia até os que considerasse canibais aquele que comesse carne. Talvez alguns judeus tivessem chegado a esse extremo por causa de uma interpretação judaica forçada de Deuteronômio 14.21: "Não cozerás
o cabrito com o leite da sua mãe". Não é permitido ao judeu consumir a carne do cabrito juntamente com o leite da cabra, mãe do animal, como faziam os povos idólatras, vizinhos de Israel. Os judeus. portanto, evitando
correr o risco de o leite comercializado ser da mãe do cabrito comprado no açougue, resolveram proibir o consumo de carne com leite.
3. Restrição alimentar dos cristãos. A única restrição alimentar dos cristãos está na determinação do Concílio de Jerusalém (At 15.20,28), com relação ao sangue, carne sufocada e sacrificada aos ídolos. Mesmo assim, essa determinação parece mais injunções do que ordenanças obrigatórias (Rm 14.13-16; 1 Co 8.7­13; 10.27-29), pois, Paulo defendia essa liberdade cristã (vv.14,20; 1 Co 10.25; I Tm 4.4,5).
4. Evitando o risco. O crente fraco ou enfermo mencionado nos vv.1,2 deve ser judeu muito escrupuloso quanto à alimentação, o qual resolveu ser vegetariano para evitar o risco de comer carne sacrificada aos ídolos ou sufocada. Abster-se de alimento por questões de saúde é algo pessoal. Praticar, porém, tal coisa como condição para ir ao céu, a ponto de criticar os que não seguem esse padrão, isso caracteriza seita.
 
III. A QUESTÃO DOS DIAS
Provavelmente, a expressão "um faz diferença entre dia e dia" (v.5) trata-se dos dias especiais de festa segundo as leis cerimoniais do Antigo Testamento. O comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal é do parecer que alguns cristãos, mormente os judeus cristãos. ainda consideravam que os dIas sagrados do Antigo Testamento continuavam válidos, ao passo que muitos outros os tinham como dias comuns.
1. O sábado. O fim do sábado estava previsto nos profetas (Os 2.11). A palavra profética previa a chegada da Novo Concerto (Jr 31.31-33) e o fim do sábado que se cumpriu em JESUS (CI 2.14-17). A questão não é o sábado em si, mas o fato de que não estamos debaixo do Antigo Concerto (Hb 8.6­13), por essa razão o sábado não aparece nos quatro preceitos de Atos 15.20,29.
 
2. O sábado cerimonial. As festas judaicas eram anuais, mensais ou lua nova, e semanais (I Cr 23.31 ; 2 Cr 2.4; 8.13; 31.3; Ez 45.17). O sábado cerimonial ou anual já está incluído na expressão "dias de festa", que são as festas anuais; "lua nova", mensais; e "dos sábados", festas semanais (Cl 2.16). No versículo seguinte o apóstolo diz: "Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de CRISTO" (CI 2.17). Isto é: são figuras das coisas futuras, que se cumpriram em JESUS. Por isso que JESUS afirmou ser Senhor do sábado (Mc 2.28).
 
3. Constantino e o Domingo. Afirmar que o imperador romano, Constantino, substituiu o sábado pelo domingo é uma falácia. A palavra "domingo" significa. "dia do Senhor". Isso porque nesse dia JESUS ressuscitou (Mc 16.9). O primeiro culto cristão aconteceu num domingo (Jo 20.1) e o segundo também (1020.19,20). As reuniões cristãs de adoração aconteciam no primeiro dia da semana (At 20.7; I Co 16.2). Aos poucos essa prática foi se tornando comum, sem decreto e sem imposição. Foi algo espontâneo. O imperador apenas confirmou uma prática cristã antiga.
 
4. Lição prática. O apóstolo conclui que "cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo"
(v .5b) e que "aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz" (v.6). Isto é: quando adoramos não é tão importante, quanto o que, como e por que adoramos. O que realmente importa é CRISTO ser o centro em tudo quanto o crente faz.
 
IV. A PREOCUPAÇÃO DO APÓSTOLO
1. O que o apóstolo condena? (vv.4,IO). Nem o crente enfermo ou fraco e nem o mais esclarecido espiritualmente são a preocupação do apóstolo. Isso porque ambos agiam de forma diferente com o propósito de servir a DEUS (vv.6,7). O que ele condena é a crítica e não essas práticas: "Quem és tu que julgas o servo alheio?" (v.4) "Mas, tu, por que julgas teu irmão?" (v. 10). A preocupação do apóstolo era evitar divisões na Igreja por causa de assuntos secundários.
 
2. O respeito à consciência cristã. O apelo do apóstolo era que houvesse respeito mútuo entre os crentes. Cada um deve seguir a sua consciência cristã (v.5). Se algo lhe parece pecado, se a consciência lhe acusa, não deve praticar tal coisa, pois se assim fizer estará pecando (v .23). Nem por isso deve criticar os outros (Tg 4.11.12).
 
3. Cada um prestará contas a DEUS (vv.lO-12). Com essas palavras o apóstolo está dizendo que devemos deixar as coisas secundárias com a pessoa e DEUS. Ninguém tem o direito de interferir na vida priva­ da do cristão. As questões do alimento e dos dias são de somenos importância, mas a crítica DEUS não tolera (Pv 6.16-]9; Tg 1.26).
 
CONCLUSÃO
 
Na Igreja atual existe também os mesmos problemas, de maneira ainda mais dilatada, pois as práticas sociais vão aumentando a cada dia que se passa. A melhor solução é olhar para JESUS, Autor e Consumador da fé (Hb 12.1,2) e não à vida alheia. Seu dever é orar por aquele que, por causa de certas práticas, você considera fora da Palavra de DEUS, e não criticá-lo, pois em cada crente o desenvolvimento da sua consciência depende do conteúdo bíblico doutrinário nela entesourado e da maturidade espiritual desse crente.
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Doutrinário
"O dever do crente sadio para com o 'enfermo na fé', é o que trata o apóstolo Paulo. Da mesma forma que hoje nos deparamos com os crentes fracos na fé, que facilmente se ofendem e se escandalizam, também, havia isso entre os crentes em Roma. Era um grupo de crentes, não muito grande, mas que merecia a atenção do grande apóstolo.
"14.1. Esses crentes são tratados como 'enfermos' na fé, por isso, devem merecer o nosso amor complacente para com as suas fraquezas. Há coisas em que a consciência dos homens diverge e não convém discutir, nem querer provar o contrário. Pelo fato de serem 'enfermos na fé' não devem ser rejeitados no meio da igreja, mas Paulo diz: 'Recebei-os'. Disputar com eles seus preconceitos não vale a pena, não traz benefício a ninguém. A verdade é que dentro da igreja existiam dois grupos bem distintos: os mais abertos e liberais e os extremistas, ou excessivamente escrupulosos.
"14.2,3,4. Neste texto o fraco deve ser recebido com amor porque DEUS o recebeu (v.3), e é 'servo do Senhor' e não servo dos nossos preconceitos e interesses. Diz Paulo: 'Para seu próprio Senhor está em pé ou cai' (v.4), isto significa que não temos o direito de julgar os outros, não importa o estado da pessoa, se está em pé ou caído, o julgamento é do Senhor.
"14.5,6. A divergência de consciência quanto aos hábitos e costumes existe. Essas questões devem ser tratadas de acordo com a relação com DEUS. A questão de certo e errado tem sido uma barreira para muitos, mas isto não nos compete julgar, antes devemos nos basear, para esse julgamento, na responsabilidade pessoal de cada um. "14.7-9. Nestes versículos está a solução apontada. Todos são do Senhor e vivem para o Senhor. Portanto, fracos ou fortes, todos estamos 'em CRISTO'." (Carta aos Romanos, CPAD)
 
Subsídio Teológico
O Dicionário Teológico, CPAD. traz uma definição clara de consciência com aplicação aos cristãos e que se encaixa ao que o apóstolo quis dizer no v.5: "Do lat, conscientia, senso íntimo. Voz secreta que temos na alma que aprova ou reprova nossos atos. É alimentada pelo direito natural que o Todo-Poderoso incutiu em cada ser humano. Se a consciência não for devidamente educada, fatalmente será induzida a esquecer-se dos reclamos divinos. Eis a melhor forma de se educá-la: instruí-Ia na Palavra DEUS".
 
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Comentários do livro "Romanos" da editora Mundo Cristão e Vida Nova - F.F. Bruce - 5 Edição - 03/1991 - São Paulo -SP
 
Liberdade cristã (14:1-12).
Paulo desfrutou plenamente sua liberdade cristã. Jamais houve um cristão mais emancipado das inibições e tabus anticristãos. Era emancipado tão completamente da escravidão espiritual, que nem sequer era, escravo da sua emancipação. Adaptava-se ao modo de viver dos judeus quando se achava numa sociedade judaica com tão boa disposição como se adaptava ao modo de vida dos gentios quando vivia entre eles. Os interesses do evangelho e o supremo bem-estar dos homens e mulheres eram considerações da mais alta importância para ele, e lhes subordinava tudo mais.
Mas sabia muito bem que muitos outros cristãos não eram emancipados tão completamente como ele, e insistia em que fossem tratados com delicadeza. Um cristão podia em muitos aspectos, ter "fé" fraca, imatura e carente de instrução. Mas devia ser bem recebido, com acolhida calorosa como cristão, e não ser logo desafiado a debater questões sobre aquelas áreas da vida em que não era emancipado ainda.
  Paulo menciona duas áreas da  vida em que isso era Susceptível de acontecer, e depois se estende a respeito de uma delas. Uma era a comida, a outra era a observância religiosa de certos dias. Alguns cristãos (como o próprio Paulo) não tinham dor de consciência quanto a comer qualquer espécie de alimento; outros tinham escrúpulos acerca de certos tipos de comida. Uns (outra vez como Paulo) não faziam distinção entre dias mais ou menos sagrados, considerando todo dia como "santo ao Senhor ; outros achavam que alguns dias eram mais santos do que outros. Que se deve fazer quando cristãos de tão diversas convicções se acham na mesma comunidade? Devem pôr-se a malhar os pontos, em questão, cada lado determinado a converter o outro? Não, diz o apóstolo. Cada qual os resolva em sua mente e em sua consciência. Aquele que desfruta maior liberdade não deve menosprezar o outro julgando-o espiritualmente imaturo. Quem tem escrúpulos de consciência não deve criticar o seu irmão na fé por praticar o que aquele não pratica. Cada cristão é servo de CRISTO, e a CRISTO é que terá que prestar contas, aqui e no porvir. CRISTO morreu, e é o Senhor dos mortos; CRISTO vive e é o Senhor dos que vivem.
Um cristão não deve julgar outro - pode-se ouvir aqui o eco das palavras e nosso Senhor: “Não julgueis, para que não sejais julgados"? - pois é no tribunal de DEUS que teremos todos de comparecer para prestar contas e receber a devida paga.
Com estas palavras. Paulo insiste inflexivelmente no princípio da liberdade cristã. "O cristão é o mais livre senhor de todos, não sujeito a ninguém." (Lutero.)
 
1. Não, porém, para discutir opiniões.
       AV: "Não para discussões duvidosas". NEB: "Sem tentar resolver pontos duvidosos."        
 
2. O débil come legumes.
AV: "Outro, que é fraco, alimenta-se de legumes." Por princípios vegetarianos ou, mais provavelmente, a fim de evitar comer carne de animais que tinham sido consagrados a deuses pagãos, ou não foram abatidos de acordo com as normas judaicas (ver Dn 1:8, 12).
 
4. Quem és tu que julgas o servo alheio? para o seu próprio Senhor está em pé ou cai.
Ver Mateus 7:1; Lucas 6:37; e as palavras do próprio Paulo em 1 Corintios 4:3ss.: "A mim mui pouco se me dá de sr julgado por vós, ou por tribunal humano; nem eu tão pouco julgo a mim mesmo (...) quem me julga é o Senhor: Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor. "Na presente passagem a palavra traduzida por "servo é oiketes, "servo doméstico". não doulos. "escravo".
 
5. Outro julga iguais todos os dias.
Não há nenhuma palavra no texto grego para "iguais", posto que acrescentada aqui por RV, RSV, NEB, bem como por A V e AA para completar o sentido. Não significa necessariamente que esse "outro" considera todos os dias como profanos; talvez signifique que trata todos os dias como devendo igualmente ser dedicados ao serviço de DEUS. - e esta era certamente a atitude de Paulo.
 
6. Quem distingue entre dia e dia, para o Senhor o faz; e quem come, para o Senhor come.
Portanto, "ninguém... vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados" (CI 2:16).
AV acrescenta: "Quem não distingue entre dia e dia, para o Senhor não o faz." Estas palavras, não obstante façam parte do espírito do seu contexto, não constam do texto original. Localizaram-se nos MSS mais tardios e no "Texto Recebido" para estabelecer equilíbrio com a passagem que vem logo depois do versículo: "quem não come, para o Senhor não come. .."
 
7. Nenhum de nós vive para si mesmo.
O que Paulo quer dizer, como o demonstra o versículo 8, é que cada cristão vive sua vida à vista de CRISTO, e como Seu servo. Mas o sentido comum dado às palavras, quando citadas fora do seu contexto, segue-se como um corolário: que a vida de cada cristão influi nos seus irmãos em CRISTO e nos seus semelhantes e, portanto, este deve tomar em consideração a sua responsabilidade para com eles, e não consultar só aos seus próprios interesses.
 
9. CRISTO morreu e ressurgiu.
AV: "CRISTO morreu, e ressuscitou, e reviveu." A redação mais bem documentada diz simplesmente: "CRISTO morreu e viveu" (i. e., viveu de novo); ver RV, RSV, NEB. Em virtude de Sua morte, Ele é Senhor dos
Mortos; em virtude de sua ressurreição, é Senhor dos que vivem.
 
10. Por que julgas a teu irmão?
Não há pecado que os cristãos - especialmente os cristãos "ardorosos" sejam  mais propensos a cometer do que o de criticar os outros. As palavras do apóstolo têm intenção séria. "Não deve o homem por a mão na boca antes de criticar seus irmãos? Quando lançamos julgamentos apressados, mal informados, sem amor e sem generosidade, por certo esquecemos          que, se falamos mal deles, ao mesmo tempo falamos mal do Senhor cujo nome eles levam” (H. St. John). Portanto, "não nos julguemos mais uns aos outros" (v. 13).
“Todos compareceremos perante o tribunal de DEUS.
AV: ""Perante o tribunal de CRISTO." Mas a redação melhor credenciada diz: "... perante o tribunal (grego, bema) de DEUS", como AA (ver RV, RSV, NEB). Mas a redação da A V vai até à primeira metade do segundo século sendo certificada por Policarpo e Márcion.
 
11. Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho. e toda língua dará louvores a DEUS.
Assim RSV. A V: "... e toda língua confessará a DEUS."  Citação de Isaías 45:23: "Por mim mesmo tenho jurado; ... 'Diante de mim se dobrará todo joelho, e jurará toda língua” Paulo aplica a mesma passagem a CRISTO em Filipenses 2.10s.
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda Ef 2.19 - Somos membros de uma família
19 Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de DEUS;
Filipenses 3.20 Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor JESUS CRISTO,
NOSSA CIDADE ESTÁ NOS CÉUS. O termo "cidade" aqui (gr. politeuma) significa "cidadania" ou "pátria". Paulo ressalta que os
cristãos já não são cidadãos deste mundo: tornaram-se estranhos e peregrinos na terra (Rm 8.22-24; Gl 4.26; Hb 11.13; 12.22,23;
13.14; 1 Pe 1.17; 2.11).
(1) No que diz respeito ao nosso comportamento, valores e orientação na vida, o céu é agora a nossa cidade. Nascemos de novo (Jo 3.3); nossos nomes estão registrados nos livros do céu (4.3); nossa vida está orientada por padrões celestiais, e nossos direitos e herança estão reservados no céu.
(2) É para o céu que nossas orações sobem (2 Cr 6.21; 30.27) e para onde nossa esperança está voltada. Muitos dos nossos amigos e familiares já estão lá, e nós também estaremos ali dentro em breve. JESUS também está ali, preparando-nos um lugar. Ele prometeu voltar e nos levar para junto dEle (ver Jo 14.2,3; cf. Jo 3.3; 14.1-4; Rm 8.17; Ef 2.6; Cl 3.1-3; Hb 6.19,20; 12.22-24; 1 Pe 1.4,5; Ap 7.9-17). Por essas razões, desejamos profundamente uma cidade melhor, ou seja: a cidade celestial. Por isso, DEUS não se envergonha de ser chamado nosso DEUS, e Ele já nos preparou uma cidade eterna (Hb 11.16)
 
Terça 1 Co 12.27 - Diferentes membros, mas um só corpo
27 Ora, vós sois o corpo de CRISTO e seus membros em particular.
Romanos
12.4 Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação,
Efésios 4.4 há um só corpo e um só ESPÍRITO, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;
Gálatas 3.16 do qual todo o corpo, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.
Cada pessoa é colocada no corpo de CRISTO de conformidade com a vontade de DEUS (v. 18), e todos os membros são importantes para o bem-estar espiritual e funcionamento apropriado desse corpo. Os dons espirituais devem ser usados, não com orgulho, nem visando a exaltação pessoal, mas com o desejo sincero de ajudar o próximo, e com um coração que realmente se preocupa com os outros (cap. 13).

 
Quarta 1 Jo 4.7 - O amor deve reinar entre nós
7 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de DEUS; e qualquer que ama é nascido de DEUS e conhece a DEUS.
AMEMO-NOS UNS AOS OUTROS. Embora o amor seja um aspecto do fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22,23) e uma evidência do novo
nascimento (2.29; 3.9,10; 5.1), é também algo que temos a responsabilidade de desenvolver. Por essa razão, João nos exorta a amar
uns aos outros, a termos solicitude por eles e procurar o bem-estar deles. João não está falando apenas em sentimento de boa-vontade, mas em disposição decisiva e prática, de ajudar as pessoas nas suas necessidades (3.16-18; cf. Lc 6.31). João nos admoesta a demonstrar amor, por três razões: (1) O amor é a própria natureza de DEUS (vv. 7-9), e Ele o demonstrou ao dar seu próprio Filho por nós (vv. 9,10). Compartilhamos da sua natureza porque nascemos dEle (v. 7). (2) Porque DEUS nos amou, nós, que temos experimentado o seu amor, perdão e ajuda, temos a obrigação de ajudar o próximo, mesmo com grande custo pessoal. (3) Se amamos uns aos outros, DEUS continua a habitar em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado (v. 12).
 
Quinta Mt 7.1-5 - Não somos juízes uns dos outros
1 Não julgueis, para que não sejais julgados, 2 porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. 3 E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu olho? 4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? 5 Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.
7.1 NÃO JULGUEIS. JESUS condena o hábito de criticar os outros, sendo nós mesmos faltosos. O crente deve primeiramente
submeter-se ao justo padrão de DEUS, antes de pensar em examinar e influenciar a conduta de outros cristãos (vv. 3-5).
(1) CRISTO não está aqui abolindo a necessidade do exercício do discernimento e de fazermos avaliação dos pecados dos outros.
O crente é ordenado a identificar falsos ministros dentro da igreja (v. 15) e avaliar o caráter de certas pessoas (v. 6; cf. Jo 7.24; 1 Co 5.12; ver Gl 1.9; 1 Tm 4.1; 1 Jo 4.1).
(2) Mt 7.1 não deve servir de desculpa para a omissão do exercício da disciplina eclesiástica (ver 18.15, sobre a disciplina na igreja).
 
Sexta At 17.30,31 - CRISTO é o Juiz designado por DEUS
30 Mas DEUS, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam, 31 porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos.
17.30 ANUNCIA AGORA A TODOS...QUE SE ARREPENDAM. No passado, antes do pleno conhecimento de DEUS manifesto à raça humana através de JESUS CRISTO, DEUS deixou impune a ignorância humana quanto à sua Pessoa, bem como boa parte do pecado humano (cf. Rm 3.25). Agora, com a plena e perfeita revelação de DEUS através da vinda de CRISTO, a Palavra de DEUS ordena a todos que se arrependam e creiam em JESUS como seu Senhor e Salvador. Não haverá exceção, pois DEUS não tolerará os pecados de quem quer que seja. Todos devem abandonar seus pecados, ou serão condenados. O arrependimento, está bem claro, é essencial à salvação (ver Mt 3.2 ).
17.31 COM JUSTIÇA HÁ DE JULGAR O MUNDO. Para outras referências dos escritos de Paulo sobre dia destinado por DEUS para o julgamento do mundo, ver Rm 2.5,16; 1 Co 1.8; Fp 1.6,10; 1 Ts 5.2,4; 2 Ts 1.7-10; 2.2.
 
Sábado 2 Co 5.9-11 - Nossas obras serão julgadas
9 Pelo que muito desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes. 10 Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de CRISTO, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal. 11 Assim que, sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens à fé, mas somos manifestos a DEUS; e espero que, na vossa consciência, sejamos também manifestos.
O JULGAMENTO DO CRENTE
A Bíblia ensina que os crentes terão, um dia, de prestar contas “ante o tribunal de CRISTO”, de todos os seus atos praticados por meio do corpo, sejam bons ou maus. No tocante a esse julgamento do crente, segue-se o estudo de alguns de seus pontos.
(1) Todos os crentes serão julgados; não haverá exceção (Rm 14.10,12; 1Co 3.12-15; 2Co 5.10; ver Ec 12.14).
(2) Esse julgamento ocorrerá quando CRISTO vier buscar a sua igreja (ver Jo 14.3; cf. 1Ts 4.14-17).
(3) O juiz desse julgamento é CRISTO (Jo 5.22, cf. “todo o juízo”; 2Tm 4.8, cf. “Juiz”).
(4) A Bíblia fala do julgamento do crente como algo sério e solene, mormente porque inclui para este a possibilidade de dano ou perda (1Co 3.15; cf. 2 Jo 8); de ficar envergonhado diante dEle “na sua vinda” (1Jo 2.28), e de queimar-se o trabalho de toda sua vida 1Co 3.13-15). Esse julgamento, não é para sua salvação, ou condenação. É um julgamento de obras.
(5) Tudo será conhecido. A palavra “comparecer” (gr. phaneroo, 5.10) significa “tornar conhecido aberta ou publicamente”. DEUS examinará e revelará abertamente, na sua exata realidade,
(a) nossos atos secretos (Mc 4.22; Rm 2.16),
(b) nosso caráter (Rm 2.5-11),
(c) nossas palavras (Mt 12.36,37),
(d) nossas boas obras (Ef 6.8),
(e) nossas atitudes (Mt 5.22),
(f) nossos motivos (1Co 4.5),
(g) nossa falta de amor (Cl 3.23—4.1) e
(h) nosso trabalho e ministério (1Co 3.13).
(6) Em suma, o crente terá que prestar contas da sua fidelidade ou infidelidade a DEUS (Mt 25.21-23; 1Co 4.2-5) e das suas práticas e ações, tendo em vista a graça, a oportunidade e o conhecimento que recebeu (Lc 12.48; Jo 5.24; Rm 8.1).
(7) As más ações do crente, quando ele se arrepende, são perdoadas no que diz respeito ao castigo eterno (Rm 8.1), mas são levadas em conta quanto à sua recompensa: “Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer” (Cl 3.25; cf. Ec 12.14; 1Co 3.15; 2Co 5.10). As boas ações e o amor do crente são lembrados por DEUS e por Ele recompensados (Hb 6.10): “cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer” (Ef 6.8).
(8) Os resultados específicos do julgamento do crente serão vários, como obtenção ou a perda de alegria (1Jo 2.28), aprovação divina (Mt 25.21), tarefas e autoridade (Mt 25.14-30), posição (Mt 5.19; 19.30), recompensa (1Co 3.12-14; Fp 3.14; 2Tm 4.8) e honra (Rm 2.10; cf. 1Pe 1.7).
(9) A perspectiva de um iminente julgamento do crente deve aperfeiçoar neste o temor do Senhor (5.11; Fp 2.12; 1Pe 1.17), e levá-lo a ser sóbrio, a vigiar e a orar (1Pe 4.5, 7), a viver em santa conduta e piedade (2Pe 3.11) e a demonstrar misericórdia e bondade a todos (Mt 5.7; cf. 2Tm 1.16-18).
 
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Resumo da lição conforme revista 1º trim.2006 (continuação)
 
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Descrever os dois tipos de cristãos em Roma.
Explicar o contexto histórico da Leitura Bíblica.
Saber que é preciso tolerar os fracos na fé.
 
PONTO DE CONTATO
Professor, o capítulo 14 de Romanos inicia um novo bloco de exortações. Os dois últimos capítulos estudados tratavam de uma série de sentenças e discursos morais que, embora interdependentes, abordavam assuntos gerais. No texto bíblico desta lição, entretanto, Paulo escreve a fim de intervir em alguns problemas internos da igreja em Roma. Havia entre os cristãos dois grupos partidários: os fracos na fé - que hesitavam em comer determinados alimentos -, e os fortes na fé - que se consideravam esclarecidos para viver a liberdade cristã sem observar leis dietéticas. O primeiro distinguia os alimentos entre "puro" e "impuro" e, o segundo acreditava que "todas as coisas são lícitas" (1 Co 6.12). Esteja apto para desenvolver este interessante tema.
 
SÍNTESE TEXTUAL
Havia na igreja em Roma dois grupos bem definidos: os "enfermos na fé" (14.1) e os fortes (15.1). Paulo pertencia ao segundo grupo. É preciso observar a relação existente entre o assunto tratado no capítulo 14 de Romanos e em outras exortações paulinas aos Coríntios (1 Co 10.22-33), Gálatas (4.9,10) e Colossenses (2.16-23). As semelhanças entre essas epístolas, concernentes ao tema descrito, são apenas aparentes. Na igreja em Corinto, os fracos na fé não comiam as carnes sacrificadas aos ídolos que eram vendidas no mercado público, porque temiam cometer o pecado de idolatria. Não é este o caso na igreja em Roma. Em Corinto, o problema é religioso; em Roma, provavelmente ascético. Na igreja dos gálatas, o problema está na observação dessas normas dietéticas como necessárias à salvação. Em Roma, o problema é cultural, mas na Galácia é soteriológico. Em Colossos, a abstinência de alimentos estava relacionada à observação de um calendário ascético proposto pelos adeptos do gnosticismo, logo, a prática era uma manifestação herética deste grupo. Por estas razões, Paulo suporta a fraqueza de alguns crentes romanos, enquanto é intolerante a tais práticas nas demais igrejas citadas.
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
O princípio estabelecido nesta lição é que cada cristão deve respeitar a liberdade do outro referente a uma prática não expressamente proibida nas Escrituras (v.3).
Peça os alunos para lerem atentamente os versículos 1, 6 e 10 da Leitura Bíblica em Classe. Depois, peça-lhes que respondam a seguinte questão: De que forma as frases-chave, mostradas no quadro comparativo abaixo, podem ser entendidas nos respectivos textos bíblicos?
Reproduza o quadro em uma cartolina ou no quadro-de-giz e peça os alunos para escreverem as respostas na última linha do esquema.
 
 
PRINCÍPIOS DA LIBERDADE
Comunhão v.1
Serviço v.6
Juízo v.10
"recebei-o"
"para o Senhor"
"Tribunal"
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
Havia sérias divergências entre os crentes de Roma sobre a ingestão de carne. 
Uns achavam que deviam comer somente legumes;
Outros supunham não haver nenhum problema em se consumir até mesmo os alimentos que ofendiam os cristãos de origem judaica
 
O apóstolo desejava para os cristãos romanos
Que não julgassem uns aos outros por causa dessas coisas.
Que se aceitassem mutuamente conforme CRISTO ensinara.
 
 
 
I. DEVEMOS NOS ACEITAR MUTUAMENTE
1. CRISTO nos aceita do modo como somos.  
Paulo ensina que judeus e gentios devem amar uns aos outros assim como CRISTO amou a ambos.
Todos somos iguais perante CRISTO, e somente Ele, por meio de sua graça redentora, pode firmar os crentes (v.4).
 
2. Somos imperfeitos.  
Se desejamos, de fato, crescer e alcançar a perfeição exigida pela Palavra de DEUS, devemos 
Acrescentar diariamente à nossa fé a virtude.
Acrescentar diariamente à nossa virtude o conhecimento.
 
3. Somos membros de uma mesma família.  
Como filhos de DEUS:
Devemos cuidar uns dos outros e nos amarmos com o amor que nos concedeu o Pai (1 Jo 3.1). 
A Bíblia nos ensina que somos um só corpo, o corpo de CRISTO que está sendo edificado.
 
 
 
II. Tipos de cristãos
Um ponto interessante a ser destacado, no texto em estudo, é a diferença entre os vários tipos de crentes na igreja de Roma. 
Tipos de crentes entre os filhos de DEUS, nos diferentes níveis de conhecimento e de fé
Crentes meninos.
Crentes maduros.
Crentes carnais.
Crentes espirituais.
Crentes fracos.
Crentes fortes.
 
1. Cristãos fortes. A igreja de Roma enfrentava problemas semelhantes aos de Corinto e de Colossos (1 Co 8; Cl 2.16-23): conflitos entre os cristãos fracos e os fortes (1 Co 8.7). 
Crentes fortes
São os que conhecem a Palavra de DEUS.
 
2. Cristãos fracos. Em geral, por falta de conhecimento, os cristãos fracos suscitam uma infinidade de barreiras que acabam por comprometer o seu crescimento espiritual. 
Crentes fracos
São os que ainda não alcançaram o verdadeiro entendimento das coisas espirituais.
 
Acontecia em Roma aos cristãos de origem judaica
Achavam que comer carne era pecado.
Ainda presos à lei de Moisés, guardavam o sábado.
Guardavam dias tidos como sagrados pelo judaísmo.
 
3. Perigos para fortes e fracos. Os fortes correm o risco de se tornarem arrogantes, desprezando aos que têm menos conhecimento. 
Alguns perigos para fortes:
Correm o risco de se tornarem arrogantes.
Desprezam aos que têm menos conhecimento.
O orgulho sempre estará rondando os irmãos mais fortes.
 
Alguns perigos para fracos:
Julgar os demais é o pecado em que pode incorrer o irmão mais fraco.
Não come carne e acha-se no direito de julgar os que o fazem.
Condena a postura de seus irmãos na fé por causa de questões secundárias e que nenhuma importância têm para a fé cristã.
 
"Se o manar escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão se não escandalize" (1 Co 8.13).
 
 
 
 
 
III. VIVENDO A VERDADEIRA LIBERDADE EM CRISTO
Se por um lado, os cristãos não mais estão presos às ordenanças cerimoniais da Lei de Moisés, isto não significa que possamos levar uma vida libertina e isenta de limites. 
 
1. A ingestão de carnes.  
Infelizmente, muitos cristãos têm a propensão de carregar consigo e que acontecia com alguns crentes de Roma:
Carregar consigo certas coisas do passado.
 
Os cristãos de origem judaica criticavam os crentes gentios por usarem em sua dieta
Alguns tipos de carne que eram terminantemente proibidos, levando-se em conta que, em Roma, ofereciam-se também carne aos ídolos.
 
Alguns crentes de origem gentílica se abstinham de carne
Porque corriam o risco de comer algo sacrificado aos ídolos.
 
Pregavam os que eram a favor do ascetismo:
Eles não somente ensinavam que não se podia comer carne como também punham-se contra o casamento.
 
Paulo considerou os ensinos do ascetismo
Como "doutrinas de demônios".
 
2. Guardando dias especiais. No Antigo Testamento, os judeus eram obrigados a observar certos períodos e dias santificados. 
Alguns judeus cristãos sentiam-se na obrigação de guardar algumas coisas que no Novo Testamento, não nos é imposta nenhuma obrigação nesse sentido, como os Sábados e luas novas.
 
3. A postura correta. Quanto a estas questões, a Bíblia contém a devida diretriz:
a) "Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo" (v.5). 
b) Somente JESUS é Senhor e Juiz. Somos todos irmãos, e não juízes. 
 
Conclusão:
O objetivo maior de todo o crente deve ser o crescimento do Reino de DEUS e a edificação da Igreja. 
 
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Teológico
 
"Grande parte da discussão no capítulo 14 diz respeito a certos tipos de alimento que são imundos. A palavra grega 'koinos' (imundo, impuro) era usada pelos judeus para simbolizar o que era profano ao invés do que era sagrado (Mc 7.2,5). A proeminência deste conceito em Romanos 14 também sugere que a disputa dietética entre os crentes romanos estava sendo continuada entre judeus, que desejavam observar os regulamentos dietéticos, e gentios, que não tinham interesse em tal restrição de liberdade.
A controvérsia na comunidade cristã em Roma gira em torno das práticas de comer carne, da observância de certos dias como mais santos que os outros e do vinho (a última atividade recebe menos ênfase no texto). Os que comiam carne, bebiam vinho e desconsideravam o valor particular relacionado a certos dias são chamados de 'forte' (Rm 15.1); os que faziam o oposto são os 'fracos' (15.1), ou débeis na fé'. A associação dos fracos com os que se privam de comer carne por causa das categorias de limpo e imundo (Rm 14.2,14) mostra que os judeus eram os que Paulo considerava fraco, e os gentios, fortes.
Claro que esta é uma simplificação do assunto. As divisões nas igrejas que se reuniam nas casas romanas não estavam tão nitidamente delineadas na linha étnica. Certamente havia judeus como Paulo que apoiavam os 'fortes'. Reciprocamente, havia alguns gentios convertidos ao cristianismo que, tendo entrado na Igreja pela sinagoga como pessoas tementes a DEUS ou mesmo como prosélitos judeus, favoreciam a retenção das práticas judaicas que eles tinham adotado. É natural que estas pessoas teriam esperado que os outros cristãos seguissem esse mesmo padrão de obediência à lei de DEUS.
[...] A preocupação dos fracos era com a preservação de certas práticas que eles consideravam expressões necessárias da fé cristã. A questão, como Paulo a vê, não é sobre legalismo - se for entendido como um sistema no qual certos rituais são observados como meio de se obter a graça -, porque Paulo aborda os fracos como os que já foram aceitos por DEUS (Rm 14.3; 15.7). Em outras palavras, a questão não é sobre como se tornar crente, mas como agir como tal.
Nas palavras de Cranfield, estes crentes judeus sentiam que 'era somente ao longo deste caminho particular que eles podiam expressar obedientemente sua resposta de fé à graça de DEUS em CRISTO'. As leis dietéticas e a observância de dias santos, quer sejam sábados ou dias de festa, eram marcas identificadoras dos judeus na Palestina e na Diáspora. Era-lhes difícil conceber que estes identificadores, que tinham sido tão críticos para eles se verem como o povo do concerto de DEUS, agora deviam ser abandonados. (Van Johnson. Romanos. In ARRINGTON, F.L.; STRONSTAD, R. Comentário bíblico Pentecostal. RJ: CPAD, 2003, p. 903-4.)
 
Questionário da Lição 12 -  A TOLERÂNCIA PARA COM OS FRACOS NA FÉ
Por Ev.Luiz Henrique - http://www.apazdosenhor.org.br/estudos_biblicos/
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
Um novo ____________________________ vos dou: Que vos _____________ uns aos outros; como eu vos ____________ a vós, que também vós uns aos outros vos ameis" (Jo 13.34).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
A motivação para o relacionamento e a ____________dos cristãos é a ___________ predominância do _____________para com todos os que nos cercam.
INTRODUÇÃO
3- Que tipo de divergência, havia entre os crentes de Roma, quanto à ingestão de carne? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Uns achavam que deviam comer somente carnes.
(  ) Outros supunham não haver nenhum problema em se consumir até mesmo os alimentos que ofendiam os cristãos de origem judaica.
(  ) Uns achavam que deviam comer somente legumes.
 
4- O que o apóstolo desejava para os cristãos romanos? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Que não julgassem uns aos outros por causa dessas coisas.
(  ) Que comessem aquilo que achavam que deviam comer.
(  ) Que se aceitassem mutuamente conforme CRISTO ensinara.
 
I. DEVEMOS NOS ACEITAR MUTUAMENTE
5- Complete: Todos somos ________________ perante CRISTO, e somente Ele, por meio de sua __________ redentora, pode firmar os _____________ (v.4).
 
6- Se desejamos, de fato, crescer e alcançar a perfeição exigida pela Palavra de DEUS, o que devemos fazer? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Devemos acrescentar diariamente à nossa fé a virtude.
(  ) Devemos acrescentar diariamente à nossa vida o prazer em fazer o que desejamos.
(  ) Devemos acrescentar diariamente à nossa virtude o conhecimento.
 
7-  Como filhos de DEUS, devemos cuidar uns dos outros e nos amarmos com o amor que nos concedeu o Pai (1 Jo 3.1). A Bíblia nos ensina que somos um só corpo. Corpo de quem?
(  ) O corpo de CRISTO que está sendo edificado.
(  ) O corpo da Igreja que já foi edificado e consumado.
(  ) O corpo humano bem ajustado.
 
II. Tipos de cristãos
8- Que tipo de crentes há, entre os filhos de DEUS, nos diferentes níveis de conhecimento e de fé? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Crentes meninos.
(  ) Crentes perdidos.
(  ) Crentes maduros.
(  ) Crentes carnais.
(  ) Crentes condenados.
(  ) Crentes espirituais.
(  ) Crentes fracos.
(  ) Crentes fortes.
 
9- Quem são os crentes fortes?
(  ) São os que não conhecem Palavra de DEUS.
(  ) São os que conhecem a Palavra de DEUS e a deixam.
(  ) São os que conhecem a Palavra de DEUS.
 
10- Quem são os crentes fracos?
(  ) São os que alcançaram o verdadeiro entendimento das coisas espirituais e estão seguindo-as.
(  ) São os que ainda alcançaram o verdadeiro entendimento das coisas espirituais e estão tentando seguí-las.
(  ) São os que ainda não alcançaram o verdadeiro entendimento das coisas espirituais.
 
11- O que compromete o crescimento espiritual dos cristãos fracos?
(  ) Por falta de conhecimento suscitam uma infinidade de barreiras.
(  ) Por falta de conhecimento suscitam um apoio incondicional à Palavra de DEUS.
(  ) Por falta de conhecimento suscitam uma infinidade de coisas edificantes e boas.
 
12- O que acontecia em Roma, por exemplo, aos cristãos de origem judaica? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Achavam que comer carne era pecado.
(  ) Achavam que não comer carne era pecado.
(  ) Outros, ainda presos à lei de Moisés, guardavam o sábado.
(  ) Outros guardavam dias tidos como sagrados pelo judaísmo.
 
13- Cite alguns perigos para fortes: Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Correm o risco de se tornarem arrogantes.
(  ) Desprezam aos que têm menos conhecimento.
(  ) Ajudam aos mais fracos, para que se tornem fortes.
(  ) O orgulho sempre estará rondando os irmãos mais fortes.
 
14- Complete:
"Se o ______________escandalizar a meu irmão, _____________ mais comerei ________________, para que meu irmão se não escandalize" (1 Co 8.13).
 
15- Cite alguns perigos para fracos: Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Julgar os demais é o pecado em que pode incorrer o irmão mais fraco.
(  ) Não come carne e acha-se no direito de julgar os que o fazem.
(  ) Comem carne e acham-se no direito de julgar os que não o fazem.
(  ) Condena a postura de seus irmãos na fé por causa de questões secundárias e que nenhuma importância têm para a fé cristã.
 
III. VIVENDO A VERDADEIRA LIBERDADE EM CRISTO
16- A que, infelizmente, muitos cristãos têm a propensão de carregar consigo e que acontecia com alguns crentes de Roma?
(  ) Carregar consigo certas coisas do presente.
(  ) Carregar consigo certas coisas do passado.
(  ) Carregar consigo certas coisas do futuro.
 
17- Por que os cristãos de origem judaica criticavam os crentes gentios por usarem-na em sua dieta?
(  ) Alguns tipos de frutas que eram terminantemente proibidos, levando-se em conta que, em Roma, ofereciam-se também estas frutas aos ídolos.
(  ) Alguns tipos de legumes que eram terminantemente proibidos, levando-se em conta que, em Roma, ofereciam-se também estes legumes aos ídolos.
(  ) Alguns tipos de carne que eram terminantemente proibidos, levando-se em conta que, em Roma, ofereciam-se também carne aos ídolos.
 
18- Por que alguns crentes de origem gentílica se abstinham de carne?
(  ) Porque a Palavra de DEUS dizia que não se devia comer carne.
(  ) Porque corriam o risco de comer algo sacrificado aos ídolos.
(  ) Porque a Palavra de DEUS dizia que só se devia comer legumes e frutas.
 
19- O que pregavam os que eram a favor do ascetismo?
(  ) Eles não somente ensinavam que se podia comer carne como também comiam até carne de porco.
(  ) Eles não somente ensinavam que se podia comer carne como também punham-se contra o celibato.
(  ) Eles não somente ensinavam que não se podia comer carne como também punham-se contra o casamento.
 
20- Como Paulo considerou os ensinos do ascetismo?
(  ) Como "passível de erros".
(  ) Como "doutrinas de homens".
(  ) Como "doutrinas de demônios".
 
21- O que alguns judeus cristãos sentiam-se na obrigação de guardar e que, no Novo Testamento, não nos é imposta nenhuma obrigação nesse sentido?
(  ) Sábados e luas novas.
(  ) Não prostituir e nem comer carne sufocada.
(  ) Não ter ídolos e nem comer carne sufocada.
 
22- O que seria a postura correta, quanto a estas questões vistas acima, dentro das devidas diretrizes contidas na Bíblia?
(  ) "Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo".
(  ) Somente JESUS é Senhor e Juiz.
(  ) "Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça".
(  ) Desprezá-las todas e seguir adiante não olhando para os costumes dos outros.
 
 
Abstinência:
 
POR QUE DEVO ME ABSTER? 
Romanos 14:6 Quem distingue entre dia e dia, para o Senhor o faz; e quem come, para o Senhor come, porque dá graças a DEUS; e quem não come, para o Senhor não come, porque dá graças a DEUS. 
1 Coríntios 7:5 Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e novamente vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência. A abstinência pode ser agradável para DEUS como forma de mostrar nossa devoção e gratidão a Ele. Abstinência pode ter menos relação com aquilo de que nos afastamos do que do que nos aproximamos. 
Levitico 19:4 Não vos virareis para ídolos, nem vos fareis deuses de fundição;Eu sou o Senhor vosso DEUS.. 
1 Coríntios 6:19 Acaso não sabeis que o vosso corpo é o santuário do ESPÍRITO SANTO que está em vós, o qual tendes de DEUS, e que não sois de vós mesmos? A abstinência é uma maneira de reconhecer a soberania de DEUS e sua autoridade sobre nossas vidas. Uma vez que nossos corpos são o santuário do ESPÍRITO SANTO, devemos ter cuidado com quem convidamos para nele entrar, a fim de não profanar o templo. 
Romanos 14:21 É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra cousa com que teu irmão venha a tropeçar. 
1 Coríntios 8:13 E por isso, se a comida serve de escândalo para meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo. 
A abstinência pode se tornar necessária por causa da relação de outrem com DEUS. É essencial nos abstermos de coisas que nos levam a pecar. É também essencial que nos abstenhamos de coisas que levem outros a pecar, especialmente àqueles que vem em nós modelos de comportamento.
 
DO QUE DEVO ME ABSTER? 
1 João 5:21 Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. DEUS anseia por um coração totalmente dedicado a Ele. Devemos amá-lo com um amor que a tudo consome, e que, por definição, não pode ser dividido ou mal-colocado. O amor é sempre uma questão de prioridades - o que, ou quem, vem em primeiro lugar em nossas vidas. 
Quando estivermos tentados a deslocá-lo em nossas vidas, é melhor ter alguém maior para substituí-lo - mas este, quem poderia ser? 
1 Tessalonicenses 5:22...abstende-vos de toda forma de mal. 
Salmo 119:101...De todo mau caminho desvio os meus pés, para observar a tua palavra. 
1 Pedro 2:11 Amados, exorto-vos como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais que fazem guerra contra a alma. 
Colossenses 3:5,8 Fazei, pois, morrer vossa natureza terrena: prostituição, impurezas, paixão lasciva, desejo maligno, e a avareza, que é idolatria; agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena de vosso falar. 
Salmo 101:4 Longe de mim o coração perverso; não quero conhecer o mal. Devemos nos abster de toda ação e pensamento pecaminosos. Um coração cheio de justiça e bondade não tem mais espaço para o mal. DEUS ordena que evitemos todo tipo de pecado sexual. Isto é particularmente importante no casamento, onde fidelidade e confiança são críticos no elo de unidade que DEUS intencional para marido e mulher. 
Provérbios 14:7..Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento.
 
COMO PODEMOS NOS ABSTER? COMO NOS ABSTER DAS COISAS QUE PODEM NOS FAZER MAL? 
Colossenses 3:7, 9, 11 Ora, nessas mesmas cousas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas...vos despistes do velho homem com seus feitos...porém, CRISTO é tudo em todos. 
Romanos 13:14 mas revesti-vos do Senhor JESUS CRISTO, e nada disponhais para a carne, no tocante às suas concupiscências. 
A abstinência é possível pelo poder do ESPÍRITO SANTO, que é o dom de DEUS para todo aquele que crê. Quanto mais espaço dermos para o ESPÍRITO, menos haverá para influências malignas. O domínio próprio é a chave para a abstinência, e resulta do conhecimento de DEUS! Devoção a DEUS nos torna capazes de pensar com clareza numa perspectiva de eternidade e exercer maior domínio próprio. 
Provérbios 16:6 Pela misericórdia e pela verdade se expia a culpa, e pelo temor do Senhor os homens evitam o mal. 
Desenvolver respeito por DEUS ajuda-me a me abster do mal. Piedade não é só afastar-se do mal, é também aproximar-se de DEUS. Às vezes o melhor que se tem a fazer é fisicamente remover-se de uma situação de uma situação tentadora.
 
QUAIS SÃO OS PERIGOS QUANDO NÃO NOS ABSTEMOS? 
Provérbios 5:23 Ele morrerá pela falta de disciplina, e pela sua muita loucura perdido cambaleia. Provérbios 25:28 Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio. Eu me torno vulnerável quando ajo sem domínio próprio. Controlo mãos e pés melhor quando controlo mente e coração. 
1 Coríntios 6:9-11 Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de DEUS? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de DEUS. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor JESUS CRISTO e no ESPÍRITO do nosso DEUS.. 
Um estilo que se permite praticar o mal tem conseqüências eternas. Devo evitar o mal por causa de minha gratidão pelo que DEUS, JESUS e o ESPÍRITO SANTO fizeram por mim. DEUS e o pecado não conseguem conviver no interior do seu coração.
 
QUAIS OS BENEFÍCIOS DA ABSTINÊNCIA? 
Romanos 6:13 nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado como instrumento de iniqüidade; mas oferecei-vos a DEUS como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros a DEUS como instrumentos de justice. 
Abster-se de todo o mal é a forma pela qual posso dar glória a DEUS. É impossível agarrar-se a DEUS e a um estilo de vida pecaminoso ao mesmo tempo. 
Cantares de Salomão 8:9-10 Se ela for um muro, edificaremos sobre ele uma torre de prata..Eu sou um muro, e os meus seios como duas torres; sendo assim, fui tida por digna de confiança do meu amado. Abster-se de pecado sexual antes do casamento resulta em grandes bênçãos para você e seu cônjuge após o casamento..
 
PROMESSA DE DEUS: Gálatas 5:22-23...Mas o fruto do ESPÍRITO é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas cousas não há lei.
 
Bíblia Ilúmina - Sociedade Bíblica Do Brasil - 03/2006
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