Lição 12 - Vem O Fim, O Fim Vem - A Formosa Jerusalém Celestial
Questionário
 
Texto Áureo: “Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça” (2 Pe 3.13).
 
Verdade Prática: Que jamais nos esqueçamos de nossa cidadania celeste obtida por Cristo na cruz. Aqui, neste mundo cruel e iníquo, não passamos de peregrinos. Mas com a ajuda de Nosso Senhor, caminhamos para a Nova Jerusalém de DEUS.

Leitura Diária:
Segunda Is 65.17 Os novos céus e a nova terra são criação de DEUS
17 Vede, eu crio novos céus e nova terra. Não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão.
65.17-25 CRIO CÉUS NOVOS E NOVA TERRA. Esta profecia prediz o futuro reino de DEUS na terra. Isaías fala a um só tempo da era
da eternidade, em que o pecado e a morte já não existirão (vv. 17-19), e da era messiânica (i.e., o reino milenial) que a antecede (vv.
19-25; Ap 20.4-6). Note que o versículo 18 começa com um enfático adversativo ( Mas ); haverá, na verdade, novos céus e nova terra,
mas DEUS também tem planos para a Jerusalém do reino milenial de Cristo.

Terça Is 66.22 DEUS os criou porque ama o seu povo
22 Como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome.
66.22-24 OS CÉUS NOVOS E A TERRA NOVA. No fim da história, i.e., no fim do reino messiânico, DEUS criará os céus novos e a terra
nova (ver 65.17-25 *; Ap 21.1). Todos os salvos estarão com o Senhor para sempre (cf. Ap 21.22), ao passo que os que lhe foram
rebeldes, e à sua Palavra, irão para o inferno eterno (cf. 50.11; 57.21; Mc 9.45; ver Mt 10.28 *).
 
Quarta Gl 4.26  A Jerusalém Celeste é a mãe de todos nós
 26Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós.
ABRAÃO TEVE DOIS FILHOS. Paulo emprega uma ilustração para demonstrar a diferença entre o antigo e o novo concerto. Agar
representa o antigo concerto, firmado no monte Sinai (v. 25); os seus filhos vivem agora sob esse concerto e nascem segundo a carne
(v.23), i.e., não têm o ESPÍRITO SANTO. Sara, a outra esposa de Abraão, representa o novo concerto; os seus filhos, i.e., os crentes em
Cristo, têm o Espírito e são verdadeiros filhos de DEUS

Quinta Hb12.22 A Nova Jerusalém é a cidade do DEUS vivo
22 Mas tendes chegado ao monte Sião, e à cidade do DEUS vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos,
12.18-25 O MONTE PALPÁVEL. As circunstâncias aterradoras da outorga da lei (cf. Êx 19.10-25; Dt 4.11,12; 5.22-26) e os aspectos do
evangelho são aqui contrastados entre si. Quem, hoje, abandona o evangelho sofre piores conseqüências e perdas do que aqueles que
rejeitavam a lei.

Sexta Ap 3.12 A Nova Jerusalém desce de DEUS
Gálatas 4.26 Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós;

Sábado Ap 21.2 A Nova Jerusalém é santa e formosa
 2 Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que de DEUS descia do céu, ataviada como uma noiva para o seu noivo.
21.2 A NOVA JERUSALÉM. A nova Jerusalém está agora no céu (Gl 4.26); dentro em breve, ela descerá à terra como a cidade de
DEUS, que Abraão e todos os fiéis esperavam, da qual DEUS é o arquiteto e construtor (Fp 3.20; Hb 11.10,13,16). A nova terra será a sede do governo divino, e Ele habitará para sempre com o seu povo (cf. Lv 26.11,12; Jr 31.33; Ez
37.27; Zc 8.8)
 
Objetivos: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Descrever a Jerusalém Celeste.
2- Ilustrar a Jerusalém Celeste.
3- Valorizar o viver com Cristo nessa cidade.
 
Leitura Bíblica Em Classe: APOCALIPSE 21.9-27
 9 Então veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e me disse: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro. 10 E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que
descia do céu, da parte de Deus.  11 Ela brilhava com a glória de Deus, e o seu brilho era semelhante a uma pedra preciosíssima, como o
jaspe cristalino. 12 Tinha grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são
os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. 13 Do lado do oriente tinha três portas, do lado do norte três portas, do lado do sul três portas, do lado do poente três portas. 14 O muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. 15 Aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro. 16 A cidade era quadrangular, o seu comprimento era igual à sua largura. Mediu a cidade com a cana e tinha ela doze mil estádios de comprimento, e a largura e a altura eram iguais. 17 Ele mediu o seu muro, e era de cento e quarenta e quatro côvados, segundo a medida de homem, que o
anjo estava usando. 18 O muro era construído de jaspe, e a cidade era de ouro puro, semelhante a vidro límpido. 19 Os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda espécie de pedras preciosas. O primeiro fundamento era de jaspe; o segundo, de safira; o terceiro, de calcedônia; o quarto, de esmeralda; 20 o quinto, de sardônica; o sexto, de sárdio; o sétimo, de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópraso; o décimo primeiro, de jacinto; o décimo segundo, de ametista. 21 As doze portas eram doze pérolas: cada uma das portas era uma só pérola. A praça da cidade era de ouro puro, como vidro transparente.  22 Nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro. 23 A cidade não necessita nem do sol, nem da lua, para que nela resplandeçam, pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua lâmpada. 24 As nações andarão à sua luz, e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra. 25 As suas portas não se fecharão de dia, e noite ali não haverá. 26 E a ela trarão a glória e a honra das nações. 27 E não entrará nela coisa alguma impura, nem o que pratica abominação ou mentira, mas somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.


***Construa uma Tabela Expositiva para facilitar a compreensão de seus alunos acerca de como será a nova vida na formosa Jerusalém Celestial.
 
 
A VIDA GLORIOSA NA DITOSA CIDADE
REFERÊNCIA
 
 
Será de Comunhão com Cristo
Ap 21.22; 1Jo 3.2
Será de Plena Santidade
Ap 21.27
Será de Glória Inaudita
Ap 21.11
Será de Riquezas Imensuráveis
Ap 21.11,18-21
Será de Completo Conhecimento de DEUS
Ap 21.14; 22.4
Será de Infinita Adoração
Ap 22.3
Será de Contemplação da Face Divina
Ap 22.4
Será de Incomensurável Governo
Ap 22.5

 
INTRODUÇÃO
Como será maravilhoso morar na maior e melhor cidade que existe, andar por aquelas ruas de puro ouro e cristal, nos encontrarmos com vizinhos como Abraão, João e Paulo.
Já pensou em estar frente a frente com JESUS e poder abraçá-lo e ouvi-lo chamando-o por seu nome!!!!!!!!!!!
é recordar as palavras de João:
1Jo 1.1 O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. 2 A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada. 3 Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também tenham comunhão conosco. Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo.

I. A REALIDADE DA NOVA JERUSALÉM

A Jerusalém Celeste é doutrina bíblica e deve ser encarada e ensinada como tal, nunca negligenciada pela igreja e seus mestres.
Esta doutrina é revelada espiritualmente, pois está no futuro sua total revelação.
Para sermos salvos olhamos para o passado quando CRISTO deu a vida por nós na cruz do Calvário, conforme ensina os evangelhos e também toda a bíblia, porém, para se crêr na nossa morada eterna no céu nos é exigido um outro tipo de fé, semelhante à de Abraão, ou seja, crêr no futuro.
 
Temos alguns exemplos de revelações sobre a formosa cidade, a Nova Jerusalém celestial, senão vejamos:
a) O sonho de Jacó.  (Gn 28.10-17).
b) Na consagração do Santo Templo, o rei Salomão afirmando que o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanas (2 Cr 6.18).
c) Nos Salmos: “Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?” (Sl 15.1).
d) No livro de Isaías, nas referências aos novos céus e à nova terra: “Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão” (Is 65.17).
e) Mt 5.18 Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra.  Em verdade vos digo que até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
f) Através de Abraão: “Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é DEUS” (Hb 11.8-10).
g) 2Pe 3.10 O dia do Senhor, porém, virá como ladrão. Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será  desnudada. Mas o dia do Senhor virá como um ladrão. Os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há, serão descobertas.

II. A GRANDE E BENDITA ESPERANÇA DO POVO DE DEUS
A esperança do crente não está baseada em coisas materiais e nem em visões de homens, porém está firma na palavra de DEUS, crendo que o que DEUS prometeu através de seu filho JESUS, se cumprirá:
 
Jo 14.3- “E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”.
            DEUS sempre vem ao homem no nível em que ele se encontra, de maneira simples e cotidiana, e aqui JESUS usa a figura do noivado judaico (hebreus) para infundir fé em seus ouvintes a respeito de sua volta para buscar-nos; vejamos:
1-     Quem escolhia a noiva era a pai do noivo (Gn 24.2-4), compare com Rm 8.29 onde DEUS nos escolhe para seu filho.
2-     O costume era que a escolhida fosse a filha mais velha, mas se a mesma fosse maior (acima de 18 anos), poderia aceitar ou não o noivo (Gn 29.24-26), compara com Jo 1.11,12 aonde JESUS veio para ISRAEL (a filha mais velha, porém de maior), mas estes não o receberam, assim JESUS escolheu a nós (gentios filhos mais novos que não eram os escolhidos, para sermos sua noiva, a Igreja).
3-     No noivado o noivo ia à casa da noiva para cear e confirmar o compromisso (Gn 24.54), compare com Mt 22.14-20 aonde JESUS vem a nossa casa (o mundo) e ceia conosco (representados pelos apóstolos).
4-     O noivo deixava um penhor como prova de que ia voltar para buscar a noiva (Gn 24.53), compare com Ef 1.13,14 onde o ESPÍRITO SANTO nos é dado como penhor e prova de que o SENHOR voltará para nos buscar. (2 Ts 2.7)
5-     A noiva era comprada por preço de ouro (Gn 24.47), compare com 1 Co 6.19,20 e At 20.28 onde a palavra de DEUS nos diz que fomos comprados pelo sangue de JESUS CRISTO derramado na cruz do calvário (o preço maior que existe).
6-     O noivo ia preparar uma casa para o casal, ao lado da casa de seu pai (Gn 24.67), compare com a leitura em Jo 14.2 onde JESUS diz que na casa de nosso pai existem muitas moradas e que ELE ia nos preparar lugar.
7-     O noivo mandava recados e recebia recados da noiva através de algum emissário (a), dizendo como é que gostava da noiva: Se bem vestida,  modo de falar correto e santo, etc... Também dizia que era pra esperá-lo, pois a casa estava quase pronta e ele estava voltando; compare com Hb 13.7 e 13.14; Ef 5.19 e 5.25-27; Ap 22.7 e 22.20; etc..., Onde JESUS está nos exortando a continuarmos firmes, com uma vida santa e irrepreensível e o ESPÍRITO SANTO sempre nos avisando: JESUS ESTÁ VOLTANDO, a casa está quase pronta, prepara-te.
Sf 1.7 “Cala-te diante do Senhor DEUS, porque o dia do Senhor está perto; pois o Senhor tem preparado um sacrifício, e tem santificado os seus convidados”.
III. O QUE É A NOVA JERUSALÉM
Para se conhecer a Nova Jerusalém, vamos conhecer um pouco da Jerusalém de hoje:
 
JERUSALÉM  Cidade sagrada do judaísmo, cristianismo e islamismo. Atual capital de Israel, situada no planalto central da Palestina. 616.000 hab. (est. 1993).
 
Cidade santa das três grandes religiões monoteístas, Jerusalém representa para os judeus a prova viva da grandeza passada e o pólo de seu renascimento nacional. Para os cristãos é o cenário da agonia e triunfo de seu salvador. E para os muçulmanos, o destino da viagem mística do profeta Maomé e local de um dos mais venerados santuários do Islã.
Entre os anos 1948 e 1967, Jerusalém esteve dividida entre Israel (Jerusalém ocidental) e Jordânia (Jerusalém oriental ou "cidade velha"). Em junho de 1967, durante a guerra dos seis dias, Israel ocupou o setor jordaniano, sobre o qual proclamou sua jurisdição. Seu estatuto como capital de Israel foi reafirmado por uma lei de 1980. Desde 1975, a Jerusalém unificada passou a ser a maior cidade de Israel.
Jerusalém (Yerushalayim em hebraico, Bait al-Muqaddas ou al-Quds em árabe) localiza-se no planalto central da Palestina, a 760m de altitude. Os limites municipais, definidos em 1967, vão do aeroporto de Jerusalém, ao norte, até os arredores de Belém, ao sul; e dos montes Ercopus e das Oliveiras, a leste, até as colinas Herzl, En Kerem e o Centro Médico Universitário Hadassah, a oeste. A leste da cidade localiza-se o mar Morto e, além das margens do rio Jordão, as áridas montanhas de Moab; a oeste, estão a planície costeira e o mar Mediterrâneo, a 58km de Jerusalém. A principal rodovia na direção norte-sul corta a cidade e a liga a Nablus, ao norte, e a Belém e Hebron, ao sul. Outra estrada une Jerusalém a Jericó a leste e, margeando o Jordão, ao mar da Galiléia no norte. A estrada de Allon atravessa o deserto da Judéia e liga Jerusalém aos núcleos israelenses na Samaria. Comunica-se também por auto-estrada com Tel Aviv-Jafa e com o aeroporto internacional Ben-Gurion.
A cidade tem um clima intermediário entre semi-árido e subtropical, com verão seco e quente e inverno frio e chuvoso. A média anual de chuvas é de 500mm, e ocorrem precipitações de neve a cada dois ou três anos. As temperaturas médias são de 24o C em agosto e 10o C em janeiro. O khamsin, ou vento quente do deserto, é comum na primavera e no outono.
História. Os primeiros vestígios do homem na região são do período calcolítico (idade do cobre) tardio e dos primórdios da idade do bronze (3000 a.C.) e foram encontrada numa colina a sudeste. A forma primitiva do nome da cidade, Urusalim, é provavelmente de origem semita e significa "fundação de Salém" ("fundação de Deus"). A cidade e seus primeiros governadores egípcios são mencionados em textos que remontam a 1900-1800 a.C. Uma narrativa bíblica refere-se à reunião do rei de Salém (Jerusalém), o cananeu Melquisedec, com o patriarca hebreu Abraão. No ano 1000, foi conquistada por Davi, fundador do reino de Israel e Judá, e se converteu em capital do estado. Salomão, seu sucessor, ampliou a cidade e edificou seu templo, criando assim um centro político e religioso do povo hebreu.
Em 922 a.C. Jerusalém foi saqueada pelos egípcios e, em 850, por filisteus e árabes. Com Ezequias, Jerusalém recuperou o antigo esplendor. Esse rei fortificou a cidade e garantiu o abastecimento de água por meio de um canal subterrâneo. Novamente, em 701, Jerusalém sucumbiu a Senaqueribe da Assíria, que lhe impôs pesados tributos. Em 602 foi saqueada pelos babilônicos, e seu rei deportado. Em 586 a cidade e o templo foram completamente destruídos por Nabucodonosor, e teve início o cativeiro do povo judeu na Babilônia. Em 537, Ciro II o Grande, rei da Pérsia, depois de derrotar os babilônicos, libertou os judeus e lhes permitiu o regresso a Jerusalém. O templo foi reedificado em 515 e a cidade se tornou centro do novo estado quando Neemias, por volta de 444, voltou a fortificá-la.
No ano 333 a.C., a expansão helenística iniciada por Alexandre o Grande aproximou Jerusalém, pela primeira vez, do mundo ocidental. Primeiro no reinado dos Ptolomeus do Egito e, depois, sob o domínio dos selêucidas (198 a.C.), os judeus lutaram para conservar sua fé. A dessacralização do templo pelo selêucida Antíoco IV deu lugar a uma rebelião comandada por Judas Macabeu em 167 a.C., que devolveu a independência a Jerusalém.
A expansão de Roma na Ásia levou à conquista de Jerusalém no ano 63 a.C. Não obstante, a habilidade política de Herodes I o Grande fez com que a cidade atingisse sua fase áurea no período imperial romano. Durante os 36 anos que durou o reinado de Herodes construiu-se o magnífico templo novo, que exigiu mais de uma geração de trabalhadores. Após a morte do monarca, em 4 a.C., subiu ao trono seu filho Arquelau, deposto pelos romanos no ano 6 da era cristã. Em seguida, governaram vários procuradores romanos, um dos quais, Pôncio Pilatos, condenou à morte Jesus de Nazaré. Entre os anos 41 a 44 da era cristã o reino de Herodes foi reconstituído por seu neto Herodes Agripa I. Em 66 os judeus se rebelaram contra Roma, e em 70 a cidade foi quase totalmente destruída pelas forças imperiais.
Logo começaram as peregrinações cristãs a Jerusalém. A conversão de Constantino o Grande e a peregrinação de sua mãe, a imperatriz Helena, que encontrou a "verdadeira cruz", foram fatos decisivos para o advento de uma das épocas mais prósperas da cidade. A idade de ouro terminou com a invasão persa no ano 614, que dizimou a população e destruiu todas as igrejas. Em 638 a cidade foi conquistada pelos muçulmanos e permaneceu em seu poder até 1099, quando foi ocupada pelos cristãos da primeira cruzada, que criaram o reino de Jerusalém. Em 1187 o reino cristão foi destruído por Saladino, e a cidade voltou ao domínio muçulmano.
Cristãos e judeus repovoaram a cidade nos últimos séculos da Idade Média. No século XIX ocorreu uma forte corrente migratória judaica procedente do leste europeu, a tal ponto que, por volta de 1850, a metade da população local era de judeus. Consolidou-se nessa época a divisão da cidade em setores muçulmano, judeu e cristão. De 1917 a 1948, Jerusalém tornou-se a capital da Palestina durante o mandato britânico. Na guerra de 1948 entre árabes e judeus, a Transjordânia (depois chamada Jordânia) incluiu em seu território a cidade velha de Jerusalém e Israel ficou com o restante. Em junho de 1967, durante a guerra dos seis dias, os israelenses capturaram a cidade velha, reunificaram toda Jerusalém e confirmaram sua condição de capital, ratificando uma proclamação de 1950. A declaração do Knesset (Parlamento) de 1980 efetivou a posição de Jerusalém como capital de Israel.
Sociedade e cultura. A população de Jerusalém, considerada do ponto de vista religioso, é majoritariamente judaica. Seguem-se em número os muçulmanos, que constituem a comunidade mais homogênea, e os cristãos, que, menos numerosos, são a comunidade mais diversificada (católicos, ortodoxos, protestantes etc.). A cidade é governada por um conselho municipal de 31 membros, eleitos proporcionalmente por um período de quatro anos.
A cidade velha, circundada por uma muralha, encerra os bairros: muçulmano, judeu, cristão e armênio e é dominada pelo templo de Herodes, que inclui os lugares sagrados islâmicos do Domo do Rochedo e a mesquita de al-Aqsa. O Muro das Lamentações é o mais sagrado dos santuários judeus. O resto da área compreendida dentro das muralhas tem a feição de uma cidade tipicamente oriental, com mesquitas e um labirinto de ruelas repletas de lojas e bazares. Por toda parte se encontram igrejas cristãs e antigas sinagogas. A parte moderna, que circunda a cidade velha, inclui zonas residenciais, edifícios comerciais e administrativos e vários estabelecimentos de ensino. A característica mais marcante de Jerusalém é a coexistência harmoniosa do antigo e do novo, do sagrado e do secular.
Dentre as inúmeras igrejas cristãs, as do período bizantino caracterizam-se pela monumentalidade; as erigidas na época das cruzadas, pelo estilo românico. A igreja do Santo Sepulcro reúne elementos de ambos os estilos. As construções muçulmanas de mamelucos e turcas são notáveis pela ornamentação em forma de "estalactites".
Na condição de capital religiosa de Israel, a cidade desempenha importante função administrativa e de centro comercial e industrial. A Universidade Hebraica, o Centro Médico Universitário Hadassah, a Academia da Língua Hebraica e outras instituições concentram as atividades culturais e científicas. Os santuários atraem numerosos peregrinos das três religiões.
 
A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome. Apocalipse 3:12
E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.
Apocalipse 21:2
21.2 A NOVA JERUSALÉM. A nova Jerusalém está agora no céu (Gl 4.26); dentro em breve, ela descerá à terra como a cidade de
Deus, que Abraão e todos os fiéis esperavam, da qual Deus é o arquiteto e construtor (Fp 3.20; Hb 11.10,13,16). A nova terra será a sede do governo divino, e Ele habitará para sempre com o seu povo (cf. Lv 26.11,12; Jr 31.33; Ez 37.27; Zc 8.8)
  
1. Definição.   Não haverá somente um novo céu e uma nova terra, mas haverá também uma nova cidade; haverá. a Nova Jerusalém em vez da velha Jerusalém. Como Deus levou a Moisés ao cume de Pisga para mostrar-lhe toda a terra da promissão (Deut, 34), assim um dos sete anjos que tinham as sete taças levou a João a um grande e alto monte para contemplar a nossa terra da promissão, a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.

2. A localização da Nova Jerusalém. Será uma cidade literal, "que tem fundamentos (Heb. 11:10); não será o céu, mas descerá do céu. Os crentes verdadeiros não têm aqui cidade permanente, mas buscam a futura (Heb. 13:14): "desejam uma melhor, isto é, a celestial" (Heb. 11:16). Vide, também João 14:2,3. Note-se que João foi levado para ver a esposa, a mulher do Cordeiro (v. 9): isto é, a grande cidade, a nova. Jerusalém (v. 10). É evidente, portanto, que é a esposa de Cristo (19:7), os crentes, que vão morar na Nova Jerusalém.

3. Suas dimensões.
E mediu a cidade... e o seu comprimento, largura. e altura eram iguais (v. 16): A Nova Jerusalém é uma cidade do formato duma pirâmide, talvez, em vez de ser como cubo.
Doze mil estádios (v. 16): A medida da Nova Jerusalém é de 2.223 quilômetros em todos os três sentidos. Podemos conceber uma cidade, no formato de pirâmide, com altura de 2.223 quilômetros, com base de quase cinco milhões de quilômetros quadrados e feita de ouro puro, semelhante a vidro puro (v. 18). Nela não vi templo (v. 22): A Nova Jerusalém! será um lugar sublime, porque Cristo habitará ali.

4. Seu aspecto.
A Nova Jerusalém terá a glória de Deus... semelhante a uma pedra de jaspe, como o cristal resplandecente (v. li): Não será enfumaçada como as cidades da terra. Por causa dessa glória, o rosto de Moisés brilhou, Cristo, no monte de transfiguração, "resplandeceu como o sol" e Saulo ficou cego.
E tinha... doze portas (v. 12): São as portas que dão entrada à cidade. Sobre essas portas da Nova Jerusalém se encontram escritos os nomes das doze tribos (v. 12), um símbolo do fato que "a salvação vem dos judeus" (João 4:22).
"Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro" (22:3). Grande parte da glória e fama de qualquer cidade são os seus templos. Assim não será na Nova Jerusalém. Ali haverá cultos que satisfarão a alma, cultos da mais perfeita adoração, estando todos os olhares fitos no Senhor Deus Todo-poderoso e o Cordeiro.
As nações andarão à sua luz (v, 24): A Nova Jerusalém servirá para iluminar não somente os olhos do povo da nova terra mas também a alma, com a luz de justiça e verdade, na vida social e nacional.



CONCLUSÃO

Quem entrará na Jerusalém Celeste? Aquele, cujo nome encontra-se no Livro da Vida do Cordeiro. Portanto, se você ainda não recebeu a JESUS como o seu único e suficiente Salvador, aceite-o neste momento, e siga-o fielmente até o fim.
 
A ESPERANÇA DO CRENTE SEGUNDO A BÍBLIA
Sl 33.18,19 “Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia, para livrar a sua alma da morte e para os conservar vivos na fome”

A ESPERANÇA BÍBLICA DO CRENTE. A esperança, pela sua própria natureza, diz respeito ao futuro (cf. Rm 8.24,25). Porém, ela abrange muito mais do que uma simples vontade ou anseio por algo futuro. Esta esperança consiste numa certeza na alma, i.e., uma firme confiança sobre as coisas futuras, porque tais coisas decorrem da revelação e das promessas de Deus. Noutras palavras, a esperança bíblica do crente está intimamente vinculada a uma fé firme (Rm 15.13; Hb 11.1) e a uma sólida confiança em Deus (Sl 33.21,22). O salmista expressa claramente este fato mediante um paralelo entre “confiança” e “esperança”: “Não confieis em príncipes nem em filhos de homens, em quem não há salvação. Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio e cuja esperança está posta no SENHOR, seu Deus” (Sl 146.3,5; cf. Jr 17.7). Por conseguinte, a esperança firme do crente é uma esperança que “não
traz confusão” (Rm 5.5; cf. Sl 22.4,5; Is 49.23); a esperança, portanto, é uma âncora para o crente através da vida (Hb 6.19,20).

A BASE DA ESPERANÇA DO CRENTE. O alicerce da esperança segura do crente procede da natureza de Deus, de Jesus Cristo e da Palavra de Deus. (1) As Escrituras revelam como Deus sempre foi fiel, no passado, ao seu povo. O Salmo 22, por exemplo, revela a luta de Davi numa situação pessoal crítica, que ameaça a sua vida. Todavia, ao meditar nos feitos de Deus no passado ele confia que Deus o livrará: “Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste” (22.4). O poder maravilhoso que o Deus Criador já manifestou em favor do seu povo está exemplificado no êxodo, na conquista de Canaã, nos milagres de Jesus e dos apóstolos, e em casos semelhantes, os
quais edificam a nossa confiança no Senhor como nosso Ajudador (cf. 105; 124.8; Hb 13.6; ver Êx 6.7 nota). Por outro lado, aqueles que não conhecem a Deus não têm em que se firmar para terem esperança (Ef 2.12; 1Ts 4.13). (2) A plenitude da revelação do novo concerto em Jesus Cristo acresce mais uma razão para a esperança inabalável em Deus. Para o crente, o Filho de Deus veio para destruir as obras do diabo (1Jo 3.8), que é o “deus deste século” (2Co 4.4; cf. Gl 1.4; Hb 2.14; ver 1Jo 5.19). Jesus, ao expulsar demônios durante o seu ministério terreno, demonstrou seu poder sobre Satanás. Além disso, pela sua morte e ressurreição, Ele esmagou o poder de
Satanás (cf. Jo 12.31) e demonstrou o poder do reino de Deus. Não é de se estranhar, portanto, o que Pedro exclama a respeito da nossa
esperança: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo
para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1Pe 1.3). Jesus é, pois, chamado nossa esperança (Cl
1.27; 1Tm 1.1); devemos depositar nEle a nossa esperança, mediante o poder do Espírito Santo (Rm 15.12,13; cf. 1Pe 1.13; ver Êx 17.11 nota). (3) A Palavra de Deus é a terceira base da esperança. Deus revelou sua Palavra através dos profetas e apóstolos no passado; Ele os inspirou pelo Espírito Santo para escreverem isentos de erros (2Tm 3.16; 2Pe 1.19-21). Pelo fato de que sua eterna Palavra permanece firme nos céus (Sl 119.89), podemos depositar nossa esperança nessa Palavra (Sl 119.49, 74, 81, 114, 147; 130.5; cf. At 26.6; Rm 15.4). De fato, tudo quanto sabemos a respeito de Deus e de Jesus Cristo vem da revelação infalível das Sagradas Escrituras.
 
A SUMA ESPERANÇA DO CRENTE. A suprema esperança e confiança do crente não deve estar em seres humanos (Sl 33.16,17;
147.10,11), nem em bens materiais, nem em dinheiro (Sl 20.7; Mt 6.19-21; Lc 12.13-21; 1Tm 6.17; ver Nm 18.20), antes deve estar
em Deus, no seu Filho Jesus e na sua Palavra. E em que consiste esta esperança? (1) Temos esperança na graça de Deus e no livramento que Ele nos oferece, nas tribulações desta vida presente (Sl 33.18,19; 42.1-5; 71.1-5,13-14; Jr 17.17,18). (2) Temos esperança de que chegará o dia em que nossas tribulações cessarão aqui na terra, quando esta não estará mais sujeita à corrupção, e terá lugar a redenção (ressurreição) do nosso corpo (Rm 8.18-25; cf. Sl 16.9,10; 2Pe 3.12; ver At 24.15). (3) Temos esperança da consumação da nossa salvação (1Ts 5.8). (4) Temos a esperança de uma casa eterna nos novos céus (2Co 5.1-5; 2Pe 3.13; ver Jo 14.2 nota), naquela cidade cujo arquiteto e edificador é Deus (Hb 11.10). (5) Temos a bendita esperança da vinda gloriosa do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo (Tt 2.13), quando, então, os crentes serão arrebatados da terra, para o encontro com Ele nos ares (1Ts 4.13-18), e, quando, então, nós o veremos como Ele é e nos tornaremos semelhantes a Ele (Fp 3.20,21; 1Jo 3.2,3). (6) Temos a esperança de receber a coroa da justiça (2Tm 4.8), de glória (1Pe 5.4) e da vida (Ap 2.10). Finalmente, temos a esperança da vida eterna (Tt 1.2; 3.7); da vida garantida a todos que confiam no Senhor Jesus Cristo e o obedecem (Jo 3.16,36; 6.47; 1Jo 5.11-13). Com promessas tão grandes reservadas
àqueles que esperam em Deus e no seu Filho Jesus, Pedro nos conclama: “estai sempre preparados para responder com mansidão e
temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1Pe 3.15).

 
Questionário da Lição 12 - Vem O Fim, O Fim Vem - A Formosa Jerusalém Celestial
Por Ev.Luiz Henrique www.henriqueestudos.cjb.net
 
I. A REALIDADE DA NOVA JERUSALÉM
1- De que se trata a crença na Jerusalém Celeste? Complete:
( ) Trata-se de uma ________________________ sólida, cujas raízes podem ser descobertas já no alvorecer da História _____________.. 2- Cite visões na bíblia que apontavam para a Nova Jerusalém e os novos céus: Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) O sonho de Jacó.(Gn 28.10-17).     ( ) Na visão de Ezequias sobre o Vale dos Ossos Secos
( ) Na consagração do Santo Templo, Salomão afirmando que o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanas (2 Cr 6.18).
( ) Nos Salmos, pergunta o poeta: “Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?” (Sl 15.1).
( ) Em Isaías, “Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão” (Is 65.17).
II. A GRANDE E BENDITA ESPERANÇA DO POVO DE DEUS
3- Onde o verdadeiro crente tem a sua esperança centrada?
( ) Em DEUS.    ( ) Em si mesmo    ( ) No futuro
4- De que maneira caminha o crente para a Jerusalém Celeste?
( ) Como um peregrino, orando e chorando
5- Complete:  “Pela ___________, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por __________;
 e saiu, sem saber para onde ia. Pela ____________, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em ___________
 com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a ___________________ que tem
fundamentos, da qual o artífice e construtor é DEUS” (Hb 11.8-10).
6- O que visualizou o patriarca Abraão, olhando além do horizonte material?
( ) Visualizou a Jerusalém terrestre.    ( ) Visualizou a Jerusalém espacial.    ( ) Visualizou a Jerusalém celeste.
7- Até onde o apóstolo Paulo foi ao ser arrebatado donde ouviu palavras inefáveis que aos mortais não é permitido escutar.
( ) Ao segundo céu    ( ) Ao terceiro céu    ( ) Ao quarto céu
8- “Portanto, se já ressuscitastes com _______________, buscai as coisas que são de cima, onde __________________ está
assentado à destra de DEUS. Pensai nas coisas que são de ______________ e não nas que são da terra” (Cl 3.1,2).
III. O QUE É A NOVA JERUSALÉM
9- Defina A Nova Jerusalém, completando:
Também conhecida como a Jerusalém ____________________, é o lugar que nos preparou o ________________,  para que, na consumação de todas as coisas, estejamos eternamente com Ele. É descrita ainda, pelo próprio Senhor, como a _____________
 de meu Pai, onde há muitas moradas (Jo 14.1-4). Isto significa que há lugar para todos os que vierem a recebê-lo como o seu único e
suficiente Salvador.
10- Qual a localização da Nova Jerusalém?
( ) Muito além do espaço sideral, num lugar jamais imaginado pela mente humana.
11- Quais as dimensões da Nova Jerusalém? Complete:
A cidade é em forma de um __________________ perfeito numa alusão ao Santo dos santos do _________________.
Suas dimensões chegam a _______ mil estádios (Ap 21.16) que, de conformidade com as medidas atuais, equivalem
 a ______________k. Isso, em medidas terrenas. As medidas celestes estão do outro lado; não são aprendidas aqui.
12- Qual o aspecto da Nova Jerusalém? Complete:
A beleza da cidade é singularmente indescritível. Utilizando-se da limitação e das imperfeições da linguagem humana, embora inspirado por DEUS, João assim descreve-nos a Ditosa Cidade: “E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a ________________, a mulher do Cordeiro. E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa _____________________, que de DEUS descia do céu. E tinha a glória de DEUS. A sua luz era semelhante a uma pedra _______________________, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente. E tinha um grande e alto muro com doze portas, e, nas portas, doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos de____________. Da banda do levante, tinha três portas; da banda do norte, três portas; da banda do sul, três portas; da banda do poente, três portas. E o muro da cidade tinha _________________ fundamentos e, neles, os nomes dos doze ____________________ do Cordeiro. E aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro” (Ap 21.9-15).
CONCLUSÃO
13- Quem entrará na Jerusalém Celeste?
( ) Aquele, cujo nome encontra-se no Livro da Memória do Cordeiro.
( ) Aquele, cujo nome encontra-se no Livro das Obras do Cordeiro.
( ) Aquele, cujo nome encontra-se no Livro da Vida do Cordeiro.
 
 
Auxílios Suplementares:
“As cidades antigas eram modestas, se não francamente sujas. Tinham paredes de pedra, construídas sobre leitos de rochas ou montes de terra batida. Os portões eram feitos de madeira grossa e suportados por barras de ferro. As estradas eram sujas, apenas pavimentadas com pedras em casos excepcionais. Os melhores edifícios eram feitos de pedra, e os menores com tijolo cozido ao sol. Sem nenhum sistema de saúde pública e de remoção regular de lixo, a maioria delas estava assolada por moléstias e maus odores. A Nova Jerusalém será totalmente diferente. Sua descrição nesse livro enfatiza sua pureza e perfeição. Os limites da cidade formam um perfeito cubo, exatamente como o lugar santíssimo do Tempo de Jerusalém. Suas dimensões são em números múltiplos de doze, um número associado à perfeição desde as doze tribos de Israel. As fundações da cidade são de pedras semipreciosas ao invés de barro, jaspe ao invés de rochas em suas paredes e edifícios feitos de ouro, e não, de madeira ou pedras.”
A descrição da Nova Jerusalém no Apocalipse é semelhante à de Isaías 60. O profeta do Antigo Testamento mencionou um extenso uso de metais e materiais preciosos (60.5-9,17), a luz eterna vinda do Senhor (vv.1,2,20) – não do sol, lua ou estrelas (v.19,20) –, os portões que nunca se fecham (v.11), a justiça de cada habitante (v.21) e os reis das nações estrangeiras que vêm à cidade para adorar a DEUS (vv.11-14).” (ARRINGTON, F.L.;STRONSTAD, R. (eds.). Comentário bíblico pentecostal: Novo Testamento. RJ:CPAD, 2003, p.1923).

Leia mais em Revista Ensinador Cristão, CPAD, nº 20, pág. 42.
 
Estudos afins:
A CIDADE DE JERUSALÉM

1Cr 11.7,8 “E Davi habitou na fortaleza, pelo que se chamou a Cidade de Davi. E edificou a cidade ao redor, desde Milo até completar o circuito; e Joabe renovou o resto da cidade.”

HISTÓRIA DA CIDADE DE JERUSALÉM. A primeira referência à cidade de Jerusalém é sem dúvida Gn 14.18, onde Melquisedeque é citado como rei de Salém (i.e., Jerusalém; ver Gn 14.18 *). Na época dos israelitas cruzarem o Jordão para entrarem na terra prometida, a cidade chamava-se “da banda dos jebuseus” (Js 15.8) ou “Jebus” (11.4). Deixou de ser capturada durante a conquista de Canaã por Josué e permaneceu em mãos dos cananeus até o tempo em que Davi chegou ao reino. O exército de Davi tomou Jebus de assalto, e Davi fez dela a sua capital (2Sm 5.5-7; 1Cr 11.4-7). Jerusalém serviu de capital política de Israel durante o reino unido e, posteriormente, do reino do Sul, Judá. Salomão, sucessor de Davi, edificou o templo do Senhor em Jerusalém (1Rs 5—8; 2Cr 2—5), de modo que a cidade também tornou-se o centro religioso de adoração ao DEUS do concerto. Por causa dos pecados de Israel, Nabucodonosor de Babilônia sitiou a cidade em 586 a.C., e finalmente a destruiu juntamente com o templo (2Rs 25.1-11; 2Cr 36.17-19). Jerusalém permaneceu um montão de ruínas até o retorno dos juDEUS da Pérsia em 536 a.C. para reedificar tanto o templo quanto a cidade (Ed 3.8-13; 5.1—6.15; Ne 3.4). Já nos tempos do NT, Jerusalém voltara a ser o centro da vida política e religiosa dos juDEUS. Em 70 d.C., porém, depois de freqüentes rebeliões dos juDEUS contra o poder romano, a cidade e o templo voltaram a ser destruídos. Quando Davi fez de Jerusalém a sua capital, esta começou a receber vários outros nomes em consonância com a sua índole; nomes como: “Sião” (2Sm 5.7); “a Cidade de Davi” (1Rs 2.10); “santa cidade” (Ne 11.1); “a cidade de DEUS” (Sl 46.4); “a cidade do grande Rei” (Sl 48.2); “cidade de justiça, cidade fiel” (Is 1.26); “a Cidade do SENHOR” (Is 60.14); “O SENHOR Está Ali” (Ez 48.35) e “a cidade de verdade” (Zc 8.3). Alguns desses nomes são proféticos para a futura cidade de Jerusalém.

O SIGNIFICADO DE JERUSALÉM PARA OS ISRAELITAS. A cidade de Jerusalém tinha um significado especial para o povo de DEUS do AT. (1) Quando DEUS relembrou sua lei diante dos israelitas na fronteira de Canaã, profetizou através de Moisés que, a determinada altura no futuro, Ele escolheria um lugar “para ali pôr o seu nome” (Dt 12.5, 11, 21; 14.23, 24). Esse lugar seria a cidade de Jerusalém (1Rs 11.13; 14.21) onde o templo do DEUS vivo foi erigido; por isso, recebeu o nome de: “santa cidade”, “a Cidade de DEUS”, e “a Cidade do SENHOR”. Três vezes por ano, todo homem em Israel devia ir a Jerusalém, para aparecer “perante o SENHOR, teu DEUS, no lugar que escolher, na Festa dos Pães Asmos, e na Festa das Semanas, e na Festa dos Tabernáculos” (Dt 16.16; cf. 16.2, 6, 11, 15). (2) Jerusalém era a cidade onde DEUS revelava sua Palavra ao seu povo (Is 2.3); era, portanto, “do vale da Visão” (Is 22.1). Era, também, o lugar onde DEUS reinava sobre seu povo Israel (Sl 99.1,2; cf. 48.1-3, 12-14). Logo, quando os israelitas oravam, eram ordenados a orar “para a banda desta cidade” (1Rs 8.44; cf. Dn 6.10). As montanhas que cercavam Jerusalém simbolizavam o Senhor rodeando o seu povo com eterna proteção (Sl 125.1,2). Em essência, portanto, Jerusalém era um símbolo de tudo quanto DEUS queria para o seu povo. Sempre que o povo de DEUS se congregava em Jerusalém, todos deviam lembrar-se do poder soberano de DEUS, da sua santidade, da sua fidelidade ao seu povo e do seu compromisso eterno de ser o seu DEUS. (3) Quando o povo de DEUS destruiu seu relacionamento com Ele por causa da sua idolatria e de não querer obedecer aos seus mandamentos, o Senhor permitiu que os babilônicos destruíssem Jerusalém, juntamente com o templo. Quando DEUS permitiu a destruição desse antigo símbolo da sua presença constante entre os seus, estava dando a entender que Ele pessoalmente estava se retirando do seu povo. Note que a promessa de DEUS, de um “concerto eterno” com seu povo, sempre dependia da condição prévia da obediência deles à sua vontade revelada. Dessa maneira, DEUS estava advertindo o seu povo, daqueles tempos e de agora, que todos devem permanecer fiéis a Ele e obedientes à sua lei, se quiserem continuar a desfrutar de suas bênçãos e promessas.

O SIGNIFICADO DE JERUSALÉM PARA A IGREJA CRISTÃ. A cidade de Jerusalém também era importante para a igreja cristã. (1) Jerusalém foi o lugar onde nasceu o cristianismo. Ali JESUS foi crucificado e ressuscitou dentre os mortos. Foi também em Jerusalém que o Cristo glorificado derramou o ESPÍRITO SANTO sobre os seus discípulos no Pentecostes (At 2). A partir daquela cidade, a mensagem do evangelho de JESUS Cristo espalhou-se “até aos confins da terra” (At 1.8; cf. 24.47). A igreja de Jerusalém foi a igreja-mãe de todas as igrejas, e a igreja a qual pertenciam os apóstolos (At 1.12-26; 8.1). Ao surgir uma controvérsia se os gentios crentes em JESUS tinham de ser circuncidados, foi Jerusalém a cidade onde reuniu-se o primeiro concílio eclesiástico de importância para resolver o assunto (At 15.1-31; Gl 2.1-10). (2) Os livros do NT reiteram boa parte do significado da Jerusalém do AT, mas com uma nova aplicação: de uma cidade terrena para uma cidade celestial. Noutras palavras, Jerusalém, como a cidade santa, já não estava aqui na terra mas no céu, onde DEUS habita e Cristo reina à sua destra; de lá, Ele derrama as suas bênçãos; e de lá, JESUS voltará. Paulo fala a respeito de Jerusalém “que é de cima”, que é nossa mãe (Gl 4.26). O livro de Hebreus indica que, ao virem a Cristo para receber a salvação, os crentes não chegaram a uma montanha terrestre, mas “ao monte de Sião, e à cidade do DEUS vivo, à  Jerusalém celestial” (Hb 12.22). E, ao invés de preparar uma cidade na terra para os crentes, DEUS está preparando a nova Jerusalém, que um dia descerá “do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido” (Ap 21.2; cf. 3.12). Naquele grande dia, as promessas do concerto serão plenamente cumpridas: “Eis aqui o tabernáculo de DEUS com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo DEUS estará com eles e será o seu DEUS” (Ap 21.3). DEUS e o Cordeiro reinarão para sempre e sempre no seu trono, nessa cidade santa (Ap 22.3). (3) A cidade de Jerusalém terrestre ainda tem um papel futuro a desempenhar no reino milenar de DEUS? Isaías em 65.17 do seu livro fala de “céus novos e nova terra” (Is 65.17), e em seguida apresenta um “Mas” enfático sobre a grandeza da Jerusalém terrena, no versículo 18. O restante do cap. 65 trata das condições mileniais. Muitos crêem que quando Cristo voltar para estabelecer seu reino milenial (Ap 20.1-6), Ele porá o seu trono na cidade de Jerusalém. Depois do julgamento do grande trono branco (Ap 20.11-15), a Jerusalém celestial descerá à nova terra como a sede do reino eterno de DEUS (ver Ap 21.2 *).
 
   
Severino Pedro, Apocalipse, versículo por versículo CPAD
Bíblias e Revistas da CPAD
Orlando Boyer, Espada Cortante, Apocalipse