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LIÇÃO 12 - O CRISTÃO, OS VÍCIOS E OS JOGOS - 22/09/2002
 
TEXTO ÁUREO:
“Como a perdiz que ajunta ovos que não choca, assim é aquele que ajunta riquezas, mas não retamente; no meio de seus dias as deixará e no seu fim se fará um insensato” (Jr 17.11).
Riquezas mal adquiridas são as mal aproveitadas. Sl 39.6 = Na verdade, todo homem anda como uma sombra; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas e não sabem quem as levará.
Gl 5.15 “Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.
Gl.16 “Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado,
envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.

VERDADE PRÁTICA:
Com a lassidão dos costumes e o relaxamento constante dos padrões de conduta da sociedade sem Deus, os jogos, os vícios e as diversões e práticas imorais estão sendo legalizados e considerados como coisas normais e naturais.
As novelas, principalmente Globais, e os filmes têm sido armas mortais utilizadas por Satanás para acostumar a sociedade e a Igreja com os pecados sexuais e com os jogos modernos.
Se lançarmos nossos olhos a quarenta, cinqüenta anos atrás, veremos que as mulheres andavam de roupas compridas e os homens de terno, então o que aconteceu? o Diabo foi lançando modas e mais modas e nós fomos vendo, falando, brigando, mas acabamos cedendo à pressão dos novos tempos; DEUS olha e diz: O que era pecado a quarenta anos, continua sendo pecado hoje e o que era bom costume a quarenta anos continua sendo hoje. O que era errado e pecado a 4.000 anos para DEUS continua sendo pecado hoje. Mt 24.35 = O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar. Continuemos na luta contra o pecado.
LEITURA DIÁRIA:
 
Segunda Gn 9.21 A primeira embriaguez = E bebeu do vinho e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda.
9.21 E BEBEU DO VINHO E EMBEBEDOU-SE. Esta primeira menção de vinho nas Escrituras  está ligada à embriaguez, ao pecado, à vergonha e à maldição (vv. 21-25). Por causa dos males  que acompanham as bebidas embriagantes, Deus fez da abstinência total o reto padrão para o  seu povo (Lv 10.9; Jz 13.4-7; Pv 31.4; ver Nm 6.3; Pv 23.31; 1 Ts 5.6; Tt 2.2;
9.22 CAM, O PAI DE CANAÃ. O pecado de Cam consistiu em não honrar, nem respeitar seu pai; ao invés de cobri-lo, ele expôs a sua condição deplorável.
9.25 MALDITO SEJA CANAÃ. Quando Noé ficou sabendo do ato desrespeitoso de Cam, pronunciou uma maldição sobre Canaã, filho de Cam (i.e., não sobre o próprio Cam).
(1) Talvez Canaã estivesse dalguma maneira envolvido no pecado de Cam, ou tivesse os mesmos defeitos de caráter do seu pai. A maldição prescrevia que os descendentes de Canaã (os quais não eram negros) seriam oprimidos e controlados por outras nações. Por outro lado, os descendentes de Sem e Jafé teriam a benção de Deus (vv. 26,27).
(2) Essa profecia de Noé era condicional à todas as pessoas a quem ela foi dirigida. Qualquer descendente de Canaã que se voltasse para Deus receberia, também, a bênção de Sem (Js 6.22-25; Hb 11.31); mas também quaisquer descendentes de Sem e de Jafé que se desviassem de Deus teriam a maldição de Canaã (Jr 18.7-10).


Terça  Gn 19.32 Incesto sob o vinho = Vem, demos a beber vinho a nosso pai e deitemo-nos com ele, para que em vida conservemos semente de nosso pai.
19.33 E DERAM A BEBER VINHO A SEU PAI. As filhas de Ló foram culpadas do pecado do incesto, e Ló, do pecado de embriaguez.
(1) Sem dúvida, o convívio achegado dessas moças com os ímpios habitantes de Sodoma, tolerado por seu pai (v.14), fê-las adotar baixos padrões morais de conduta. Por Ló ser indulgente com a impiedade, ele perdeu a família e teve uma descendência ímpia.
(2) Ló tornou-se um exemplo de pai crente, cuja fé e perseverança bastaram para ele se salvar, mas não para salvar a sua família. Aprendeu, tarde demais, que o verdadeiro caminho da fé é ensinar nossa família a separar-se do mal, e não amar o mundo (1 Jo 2.15,17; ver 2 Co 6.14).

Quarta Lv 10.9 O vinho proibido = Vinho ou bebida forte tu e teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações,
10.9 VINHO... NÃO BEBEREIS. A abstinência do vinho embriagante era uma exigência para todos os sacerdotes no desempenho de seus deveres religiosos.
(1) Esperava-se deles que fossem vasos santos diante de Deus e das pessoas, às quais deviam solenemente ensinar o caminho de Deus (vv. 10,11; ver Ef 5.18).
(2) A violação deste preceito da abstinência era tão grave que acarretava a pena de morte. A lição é clara Deus considerava qualquer quantidade de bebida embriagante incompatível com seus elevados padrões de piedade, e com o sábio discernimento, e sensibilidade para com a liderança do Espírito Santo (ver Pv 23.29-35; 1 Tm 3.3; Tt 2.2).

Quinta Jó 1.13  O vinho em família = E sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam e bebiam vinho na casa de seu irmão primogênito,
As festas e banquetes têm levado milhares de crentes ao desvio e conseqüente afastamento de DEUS (Rm 13.13; 1 Pe 4.3)

Sexta Pv 13.11 A riqueza efêmera. = A fazenda que procede da vaidade diminuirá, mas quem a ajunta pelo trabalho terá aumento.

Sábado 1 Co 10.7 Folga para pecar = Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber e levantou-se para folgar.
Êx 32.32.6 LEVANTARAM-SE A FOLGAR. O povo começou a entregar-se às danças sensuais e à orgia sexual. Segundo o versículo 25, o povo estava despido (literalmente: ficou à solta e despido ). Logo, o pecado dos israelitas pode ter incluído a nudez da multidão para volúpia da carne em geral, algo rigorosamente vedado na lei de Deus (Lv 18.6-30; 20.11,17,19-21
).
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
 
PROVÉRBIOS 23.31,32=  Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. No seu fim, morderá como a cobra e, como o basilisco, picará.
23.29-35 VINHO... BEBIDA MISTURADA. Nestes versículos, temos o primeiro mandamento claro e preciso, na revelação progressiva de Deus, que proíbe o seu povo de beber vinho fermentado. Deus nos instrui aqui concernente a bebidas alcoólicas e da sua influência  degradante.
23.31 NÃO OLHES PARA O VINHO, QUANDO SE MOSTRA VERMELHO. Este versículo adverte sobre o perigo do vinho (hb. yayin) uma vez fermentado. Portanto, o yayin a que se refere esta passagem deve ser distinguido do yayin não fermentado (ver Is 16.10. Fermentação é o processo pelo qual o açúcar do suco de uva converte-se em -álcool e em dióxido de carbono.
(1) O verbo "olhar" (hb. ra?ah) é uma palavra comum que significa "ver, olhar, examinar" (cf. Gn 27.1); ra?ah é também empregado no sentido de "escolher", o que sugere que não devemos olhar com desejo para o vinho fermentado. Deus instrui seu povo a nem sequer pensar em beber vinho fermentado; nada se diz nesta passagem sobre beber vinho com moderação.
(2) O adjetivo "vermelho" (hb. ?adem) significa "vermelho, avermelhado, rosado". Segundo o Lexicon de Gesenius, isso refere-se à "efervescência" do vinho no copo, i.e., seu borbulhar cintilante.
(3) A frase seguinte: "quando resplandece no copo", diz literalmente "quando [o vinho] dá olho no copo".Trata-se das bolhas de dióxido de carbono produzidas pela fermentação, ou à aparência borbulhante do vinho fermentado.
23.32 NO SEU FIM, MORDERÁ COMO A COBRA. Deus proíbe seu povo de contemplar o vinho quando vermelho, pois o vinho fermentado destrói a pessoa, qual serpente e, como víbora, ele a envenena. Os efeitos do álcool são demoníacos e destruidores; incluem olhos avermelhados, visão turva, mente confusa e palavras perversas e enganosas (vv. 29,33). Tomar bebidas leva o
indivíduo à embriaguez (v. 34), aos ais, à tristeza, à violência, às brigas, aos danos físicos (vv. 29,35) e ao vício crônico (v. 35; ver Rm 14.21).
23.35 AINDA TORNAREI A BUSCÁ-LA OUTRA VEZ. Este trecho descreve os efeitos da dependência do vinho fermentado. Freqüentemente, aquele que bebe, quer beber sempre mais, até perder seu autocontrole. É por isso que a Palavra de Deus diz: "Não olhes para o vinho". O crente não deve beber nenhuma bebida embriagante. Esta ordem é atual e válida para o povo de
Deus hoje.

ISAÍAS 5.11,12= Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice! E se demoram até à noite, até que o vinho os esquenta! Harpas, e alaúdes, e tamboris e pífanos, e vinho há nos seus banquetes; e não olham para a obra do SENHOR, nem consideram as obras das suas mãos.
5.8-32 AI DOS QUE... Seis ais (i.e., declarações de julgamento) são proferidos contra seis tipos de pecados:
(1) cobiça egoísta (v. 8);
(2) embriaguês (vv. 11,12);
(3) zombaria de descrença no poder de Deus para julgar o pecado (vv. 18,19);
(4) corrupção dos padrões morais de Deus (v. 20);
(5) arrogância e orgulho (v. 21); e
(6) perversão da justiça (vv. 22,23); cf. os ais de Cristo contra os hipócritas da religião; ver Mt 23).
ISAÍAS 28.1,7= 1-Ai da coroa de soberba dos bêbados de Efraim, cujo glorioso ornamento é como a flor que cai, que está sobre a cabeça do fértil vale dos vencidos do vinho!
7-Mas também estes erram por causa do vinho e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos do vinho, desencaminham-se por causa da bebida forte, andam errados na visão e tropeçam no juízo.
28.7 ERRAM POR CAUSA DO VINHO. Isaías descreve a iniqüidade de Israel em termos de conduta reprovável e vergonhosa dos israelitas, como resultado do uso de bebida forte (cf. Am 4.1; 6.1,6). Tanto o povo, quanto os líderes religiosos tinham trocado a verdade e a justiça pela imundície e confusão.
OBJETIVOS:
Reprovar de modo claro e direto o uso de qualquer bebida alcoólica.
Reconhecer que todos os vícios, inclusive os morais, são meios destrutivos que o Diabo usa para ceifar vidas e destruir famílias.
 
INTRODUÇÃO

Os vícios, inclusive os morais, destroem vidas e famílias. 

I. O ALCOOLISMO À LUZ DA BÍBLIA

1. Doença ou pecado? Os Alcoólicos anônimos têm chamado o alcoolismo de doença porque não conhecem a palavra de DEUS e nem a JESUS CRISTO como libertador; aceitam que as pessoas busquem seus deuses e não buscam ao DEUS verdadeiro que liberta o bêbado no mesmo instante (Eu fui um).
Parte de seu programa de tratamento diz: "Raramente vimos alguém fracassar tendo seguido cuidadosamente nosso caminho. Os que não se recuperam são pessoas que não conseguem ou não querem se entregar por completo a este programa simples, em geral homens e mulheres que, por natureza, são incapazes de serem honestos consigo mesmos. Existem pessoas assim. Não é sua culpa; parece terem nascido assim. (É culpa sua sim e é pecado seu sim.)São naturalmente incapazes de aceitar e desenvolver um modo de vida que requeira total honestidade. Suas "chances" são inferiores à média. Existem, também, as que sofrem de graves distúrbios mentais e emocionais, mas muitas delas se recuperam, se tiverem a capacidade de serem honestas".
http://www.alcoolicosanonimos.org.br/
 
2. Condenação à bebedice. O alcoolismo é pecado e traz condenação ao homem que a ele se entrega.
 
1 Co 6.12 Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.
TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS. Essa declaração é claramente uma citação da falsa teologia dos inimigos de Paulo. Pensavam que tinham o direito de fazer tudo quanto queriam.6.15 OS MEMBROS DE CRISTO. O apóstolo, advertindo contra o relaxamento moral, demonstra as terríveis conseqüências para o crente, da imoralidade sexual. Quando o crente une-se fisicamente a uma mulher decaída, fica sendo um só com ela, sujeito ao seu domínio (v.16; cf. Gn 2.24), profana aquilo que Cristo santificou (v. 15), e separa-se do reino de Deus (v. 9). Na imoralidade sexual, a pessoa praticamente separa-se da união com Cristo, ao fazer do seu corpo um membro da outra pessoa imoral e ímpia.6.18 FUGI DA PROSTITUIÇÃO. A imoralidade sexual é terrivelmente abominável diante de Deus. Mais do que qualquer outro ato pecaminoso, profana o corpo, que é o templo do Espírito Santo (vv. 15-20). Por isso, Paulo admoesta: "Fugi" da imoralidade sexual. O uso do tempo presente, aqui, indica que o cristão deve fugir repetidas vezes da imoralidade sexual (cf. Gn 39.12; ver o estudo PADRÕES DE MORALIDADE SEXUAL)6.19 NOSSO CORPO É O TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO. Se somos cristãos, nosso corpo é a morada pessoal do Espírito Santo (ver Rm 8.9,11, onde vemos que o Espírito Santo é o selo de Deus em nós, mostrando que lhe pertencemos). Porque Ele habita em nós e pertencemos a Deus, nosso corpo nunca deve ser profanado por qualquer impureza ou mal, proveniente da imoralidade, nos pensamentos, desejos, atos, filmes, livros ou revistas. Pelo contrário, devemos viver de tal maneira que glorifiquemos e agrademos a Deus em nosso corpo (v. 20).

3. O sofrimento dos viciados. 
A pessoa que se deixa aprisionar por alguma droga, ou bebida ou jogo, não só passará por sofrimentos terríveis de dependência como colocará sua família e todos os que os conhecem em sofrimento contínuo. O pecado é terrível e funciona como uma bomba atômica que atinge não só a pessoa, mas a todos os que estão perto.
Is 28.Ai da coroa de soberba dos bêbados de Efraim, cujo glorioso ornamento é como a flor que cai, que está sobre a cabeça do fértil vale dos vencidos do vinho!
"• 15 milhões é o número de alcoólatras no país, ou seja, cerca de 10% da população; destes, 3 milhões de alcoólicos procuraram tratamento especializado em 1995;
• 70% dos acidentes de trânsito com vítimas fatais têm alcoólicos envolvidos;
• 60% das ocorrências policiais são provocadas por alcoólatras;
• 50% dos atendimentos clínicos são devido a problemas diretos ou indiretos de alcoolismo;
• 40% das consultas psiquiátricas pelo INSS são para alcoólicos;
• 40% dos acidentes de trabalho são provocados por alcoólatras:
• De 100 alcoólatras, apenas 5 chegam a completar 40 anos de idade e apenas 1 consegue passar dos 45;
• É a 3ª doença que mais mata; e é o 3º maior motivo de falta ao serviço;
• US$ 3,8 bilhões foi quanto o governo gastou com o alcoolismo em 1990, ou seja, 5,.4% do PIB" (Caldas;1998:45).
http://www.cfh.ufsc.br/~javier/TCC.htm
 
4. O alcoolismo no Novo Testamento. 
Mt 24.49 e começar a espancar os seus conservos, e a comer, e a beber com os bêbados,
1 Co 6.Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os
ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus.

II. POSICIONAMENTO CRISTÃO

1. Condenação ao vício. 
Tg 1.14 Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência;15 então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.

2. O vinho que Jesus bebeu. 
O VINHO NOS TEMPOS DO NOVO TESTAMENTO (1) Lc 7.33,34 “Porque veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores.”
VINHO: FERMENTADO OU NÃO FERMENTADO? Segue-se um exame da palavra bíblica mais comumente usada para vinho. A palavra grega para “vinho”, em Lc 7.33, é oinos. Oinos pode referir-se a dois tipos bem diferentes de suco de uva:
(1) suco não fermentado, e (2) vinho fermentado ou embriagante. Esta definição apóia-se nos dados abaixo.
(1) A palavra grega oinos era usada pelos autores seculares e religiosos, antes da era cristã e nos tempos da igreja primitiva, em referência ao suco fresco da uva (ver Aristóteles, Metereologica, 387.b.9-13).
(a) Anacreontes (c. de 500 a.C.) escreve: “Esprema a uva, deixe sair o vinho [oinos]” (Ode 5).
(b) Nicandro (século II a.C.) escreve a respeito de espremer uvas e chama de oinos o suco daí produzido (Georgica, fragmento 86).
(c) Papias (60-130 d.C.), um dos pais da igreja primitiva, menciona que quando as uvas são espremidas produzem “jarros de vinho [oinos]” (citado por Ireneu, Contra as Heresias, 5.33.3–4).
(d) Uma carta em grego escrita em papiro (P. Oxy. 729; 137 d.C.), fala de “vinho [oinos] fresco, do tanque de espremer” (ver Moulton e Milligan, The Vocabulary of the Greek Testament, p. 10).
(e) Ateneu (200 d.C.) fala de um “vinho [oinos] doce”, que “não deixa pesada a cabeça” (Ateneu, Banquete, 1.54). Noutro lugar, escreve a respeito de um homem que colhia uvas “acima e abaixo, pegando vinho [oinos] no campo” (1.54). Para considerações mais pormenorizadas sobre o uso de oinos pelos escritores antigos, ver Robert P. Teachout: “O Emprego da Palavra ‘Vinho’ no Antigo Testamento”. (Dissertação de Th.D. no Seminário Teológico de Dallas, 1979).
(2) Os eruditos judeus que traduziram o AT do hebraico para o grego c. de 200 a.C. empregaram a palavra oinos para traduzir várias palavras hebraicas que significam vinho (ver o estudo VINHO NOS TEMPOS DO ANTIGO TESTAMENTO). Noutras palavras, os escritores do NT entendiam que oinos pode referir-se ao suco de uva, com ou sem fermentação.
(3) Quanto a literatura grega secular e religiosa, um exame de trechos do NT também revela que oinos pode significar vinho fermentado, ou não fermentado. Em Ef 5.18, o mandamento: “não vos embriagueis com vinho [oinos]” refere-se ao vinho alcoólico. Por outro lado, em Ap 19.15 Cristo é
descrito pisando o lagar. O texto grego diz: “Ele pisa o lagar do vinho [oinos]”; o oinos que sai do lagar é suco de uva (ver Is 16.10 nota; Jr 48.32,33 nota). Em Ap 6.6, oinos refere-se às uvas da videira como uma safra que não deve ser destruída. Logo, para os crentes dos tempos do NT, “vinho” (oinos) era uma palavra genérica que podia ser usada para duas bebidas distintivamente diferentes, extraídas da uva: o vinho fermentado e o não fermentado.
(4) Finalmente, os escritores romanos antigos explicam com detalhes vários processos usados para tratar o suco de uva recém-espremido, especialmente as maneiras de evitar sua fermentação.
(a) Columela (Da Agricultura, 12.29), sabendo que o suco de uva não fermenta quando mantido frio (abaixo de 10 graus C.) e livre de oxigênio, escreve
da seguinte maneira: “Para que o suco de uva sempre permaneça tão doce como quando produzido, siga estas instruções: Depois de aplicar a prensa às uvas, separe o mosto mais novo [i.e., suco fresco], coloque-o num vasilhame (amphora) novo, tampe-o bem e revista-o muito cuidadosamente com piche
para não deixar a mínima gota de água entrar; em seguida, mergulhe-o numa cisterna ou tanque de água fria, e não deixe nenhuma parte da ânfora ficar acima da superfície. Tire a ânfora depois de quarenta dias. O suco permanecerá doce durante um ano” (ver também Columela: Agricultura e Árvores;
Catão: Da Agricultura). O escritor romano Plínio (século I d.C.) escreve: “Tão logo tiram o mosto [suco de uva] do lagar, colocam-no em tonéis, deixam estes submersos na água até passar a primeira metade do inverno, quando o tempo frio se instala” (Plínio, História Natural, 14.11.83). Este método
deve ter funcionado bem na terra de Israel (ver Dt 8.7; 11.11,12; Sl 65.9-13).
(b) Outro método de impedir a fermentação das uvas é fervê-las e fazer um xarope (para mais detalhes, ver o estudo O VINHO NOS TEMPOS DO NOVO TESTAMENTO (2)). Historiadores antigos chamavam esse produto de “vinho” (oinos). O Cônego Farrar (Smith’s Bible Dictionary, p. 747) declara que
“os vinhos assemelhavam-se mais a xarope; muitos deles não eram embriagantes”. Ainda, O Novo Dicionário da Bíblia , observa que “sempre havia meios de conservar doce o vinho durante o ano inteiro”.
O USO DO VINHO NA CEIA DO SENHOR. Jesus usou uma bebida fermentada ou não fermentada de uvas, ao instituir a Ceia do Senhor (Mt 26.26-29; Mc 14.22-25; Lc 22.17-20; 1Co 11.23-26)? Os dados abaixo levam à conclusão de que Jesus e seus discípulos beberam no dito ato suco de uva não fermentado.
(1) Nem Lucas nem qualquer outro escritor bíblico emprega a palavra “vinho” (gr. oinos) no tocante à Ceia do Senhor. Os escritores dos três primeiros Evangelhos empregam a expressão “fruto da vide” (Mt 26.29; Mc 14.25; Lc 22.18). O vinho não fermentado é o único “fruto da vide” verdadeiramente
natural, contendo aproximadamente 20% de açúcar e nenhum álcool. A fermentação destrói boa parte do açúcar e altera aquilo que a videira produz. O vinho fermentado não é produzido pela videira.
(2) Jesus instituiu a Ceia do Senhor quando Ele e seus discípulos estavam celebrando a Páscoa. A lei da Páscoa em Êx 12.14-20 proibia, durante a semana daquele evento, a presença de seor (Êx 12.15), palavra hebraica para fermento ou qualquer agente fermentador. Seor, no mundo antigo, era
freqüentemente obtido da espuma espessa da superfície do vinho quando em fermentação. Além disso, todo o hametz (i.e., qualquer coisa fermentada) era proibido (Êx 12.19; 13.7). Deus dera essas leis porque a fermentação simbolizava a corrupção e o pecado (cf. Mt 16.6,12; 1Co 5.7,8). Jesus, o
Filho de Deus, cumpriu a lei em todas as suas exigências (Mt 5.17). Logo, teria cumprido a lei de Deus para a Páscoa, e não teria usado vinho fermentado.
(3) Um intenso debate perpassa os séculos entre os rabinos e estudiosos judaicos sobre a proibição ou não dos derivados fermentados da videira durante a Páscoa. Aqueles que sustentam uma interpretação mais rigorosa e literal das Escrituras hebraicas, especialmente Êx 13.7, declaram que nenhum vinho fermentado devia ser usado nessa ocasião.
(4) Certos documentos judaicos afirmam que o uso do vinho não fermentado na Páscoa era comum nos tempos do NT. Por exemplo: “Segundo os Evangelhos Sinóticos, parece que no entardecer da quinta-feira da última semana de vida aqui, Jesus entrou com seus discípulos em Jerusalém, para com eles comer a Páscoa na cidade santa; neste caso, o pão e o vinho do culto de Santa Ceia instituído naquela ocasião por Ele, como memorial,
seria o pão asmo e o vinho não fermentado do culto Seder” (ver “Jesus”. The Jewish Encyclopaedia, edição de 1904. V.165).
(5) No AT, bebidas fermentadas nunca deviam ser usadas na casa de Deus, e um sacerdote não podia chegar-se a Deus em adoração se tomasse bebida embriagante (Lv 10.9 nota). Jesus Cristo foi o Sumo Sacerdote de Deus do novo concerto, e chegou-se a Deus em favor do seu povo (Hb 3.1; 5.1-10).
(6) O valor de um símbolo se determina pela sua capacidade de conceituar a realidade espiritual. Logo, assim como o pão representava o corpo puro de Cristo e tinha que ser pão asmo (i.e., sem a corrupção da fermentação), o fruto da vide, representando o sangue incorruptível de Cristo, seria melhor
representado por suco de uva não fermentado (cf. 1Pe 1.18,19). Uma vez que as Escrituras declaram explicitamente que o corpo e sangue de Cristo não experimentaram corrupção (Sl 16.10; At 2.27; 13.37), esses dois elementos são corretamente simbolizados por aquilo que não é corrompido nem fermentado.
(7) Paulo determinou que os coríntios tirassem dentre eles o fermento espiritual, i.e., o agente fermentador “da maldade e da malícia”, porque Cristo é a nossa Páscoa (1Co 5.6-8). Seria contraditório usar na Ceia do Senhor um símbolo da maldade, i.e., algo contendo levedura ou fermento, se considerarmos os objetivos dessa ordenança do Senhor, bem como as exigências bíblicas para dela participarmos.
 
3. Nenhuma concessão. 
Qualquer alucinógeno é um desastre na vida do crente que deixa de ser guiado pelo ESPÍRITO SANTO e se torna presa fácil de Satanás e seus demônios que entram no controle dos pensamentos, emoções e ações daquele que se deixa dominar pelos vícios.

III. O CRISTÃO E O FUMO

1. O fumo é uma droga. 
O fumo mata. 
O consumo de cigarros é a mais devastadora causa evitável de doenças e morte prematuras da história. Hoje, o tabagismo representa um dos mais graves problemas de saúde pública configurando-se numa epidemia que compromete, não só a saúde da população, como também a economia do país e o meio ambiente.
Uma das providências que estão sendo tomadas é: Comemoração do dia 29 de agosto Dia Nacional de Combate ao Fumo
Criado pela Lei Federal 7488 de 11/06/86, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, é comemorado em todas as capitais brasileiras. O objetivo deste dia é de unificar as ações anti-tabágicas em vários estados brasileiros, assim como alertar a população sobre os malefícios do fumo, estimular o abandono do vício e sensibilizar as autoridades a adotarem medidas visando o controle do tabagismo.
 
2. Mata mais do que muitas guerras. 
Em relação à saúde pode-se afirmar que o tabagismo causa mais mortes prematuras no mundo do que a soma de mortes provocadas por AIDS, cocaína, heroína, álcool, acidentes de trânsito, incêndios e suicídios. Atualmente, a cada ano o tabaco mata cerca de 3 milhões de pessoas em todo o mundo e este número tende a ser crescente. No Brasil estima-se atualmente que a cada ano o cigarro mata precocemente cerca de 80.000 pessoas, ou seja, cerca de 10 brasileiros a cada hora.
O feto da gestante fumante não recebe oxigênio suficiente e seu peso por ocasião do nascimento se reduz em até 10%. Pela falta de oxigênio podem ocorrer danos cerebrais! Podem ocorrer ainda outras conseqüências tais como: uma alta taxa de mortalidade em recém-nascidos, partos prematuros, e desenvolvimento intelectual e emocional deficiente assim como distúrbios de comportamento. Mas não somente o fato da mãe ser uma fumante ativa ou passiva durante a gravidez pode levar a danos vitalícios, a graves deformações e até à morte da criança antes ou após o parto. O sêmen de um homem viciado em nicotina já é suficiente para provocar um aborto, danos hereditários e levar a um índice maior de câncer infantil. Até mesmo a infertilidade feminina pode ser conseqüência do tabagismo.

3. Posicionamento cristão. 
1 Co 6.19 = Nosso corpo foi feito para morada do ESPÍRITO SANTO e não para ser explorado pelo Diabo que quer matar roubar e destruir.
Eu fui um fumante que apagou o último cigarro na porta da Igreja, no dia em que aceitou a JESUS CRISTO como Senhor e Salvador; é libertação instantânea, é nascer de novo.
Podemos ajudar muito, pois todo fumante gostaria de parar de fumar e sente verdadeiro nojo do cigarro, só não querem passar por um penoso, vexatório e lento tratamento para deixarem esse encosto do Diabo. Se pregarmos a libertação instantânea que JESUS dá, então poderemos ajudar muitos a serem libertos dessa morte lenta e gradual. JESUS quer nos dar vida e vida em abundância.

IV. O CRISTÃO E AS DROGAS

1. Agentes do diabo. 
São oferecidas gratuitamente primeiro, principalmente em portas de colégios e casas de shows; depois são vendidas aos novos viciados que se tornam escravos de Satanás como um Espírita que se torna servo do demônio que nele habita.
Quanto tempo precisa usar droga para ficar viciado?
Isto é variável pela própria natureza da pessoa e pelo o grau de afinidade que o ser humano tem com cada droga. Se a afinidade for elevada, como na heroína e no crack, o poder viciante da droga é alto e somente uma dose já pode viciar. A maconha também pode viciar em poucas semanas. 
O álcool, apesar de levar rapidamente  a  mudanças  de  comportamento  e  ao  comprometimento  da  qualidade  de  vida,  demora  anos  para  viciar.
Se a gestante usa drogas durante a gravidez, pode causar problemas para a criança?
Muito mais que a mãe, o feto está sujeito às conseqüências do consumo de drogas (lícitas ou ilícitas) durante a gravidez. Muitas vezes a mãe já desenvolveu tolerância, mas o feto que não teve nenhum contato anterior com a droga, não está acostumado e é muito mais vulnerável ao contato. 
Até mesmo as pequenas doses podem ser lesivas, já que a relação entre o tamanho e peso da mãe e do feto são proporcionalmente desfavoráveis a ele.
Os problemas começam por diminuição do peso e altura do feto em relação à idade gestacional, queda da resistência a doenças e, no caso de drogas que causam dependência física, pode chegar à morte da criança por síndrome de abstinência fetal, após o parto.Logo após o nascimento, observa-se um aumento da inquietação, irritabilidade, choro excessivo é descoordenação motora entre os filhos de mães consumidoras de drogas. Ocorre uma incidência maior de casos de retardo no desenvolvimento motor e mental desses filhos. Há relatos de maior dificuldade no aprendizado dos filhos de mães consumidoras por comprometimento das funções psíquicas necessárias ao mesmo.
 
2. Motivos que levam às drogas. 
Uma multiplicidade de fatores relevantes para o uso de droga são estudados. A cultura química abraçada pela sociedade faz com que desde pequeno o jovem aprenda com a sua própria família que deverá usar drogas quando crescer. Ele presencia o consumo de bebidas alcoólicas e cigarros que seus familiares usam para se divertir nas reuniões festivas, o uso indiscriminado de analgésicos para tirar dores triviais, de tranqüilizantes para resolver os problemas ou tirar a tristeza e de anfetaminas para emagrecer e ficar bonito. A informação que recebe é de que ainda é muito pequeno para experimentar essas coisas.

Na adolescência, passa por transformações físicas, lida com responsabilidades que antes não lhe eram atribuídas, incorpora as mudanças hormonais e o surgimento da sexualidade adulta, sente o desejo e o medo dos relacionamentos amorosos, inicia-se a luta entre a dependência e a independência, começa o afastamento da família e uma maior aproximação do grupo, sofre influência e pressão dos amigos, tem dificuldade de dizer não e tende a seguir as regras do grupo.

Além desses, existem outros fatores relevantes para o experimento e continuidade do uso de drogas, como: hereditariedade, aceitação, necessidade de novas descobertas, curiosidade, desafio aos perigos, contestação, depressão, insatisfação, frustração, rejeição, solidão e insegurança.

V. O CRISTÃO E OS JOGOS DE AZAR

1. A ilusão do jogo.
"Os Pais Devem Orientar na Escolha dos Videogames", The Providence Journal-Bulletin, 6/12/1996, pg A-3. "Um grupo de vigilância da mídia e dois senadores norte-americanos sugerem que os pais exerçam cautela antes de comprar vídeos e jogos de computador excessivamente violentos e anti-sociais para seus filhos. Entre o brilho dos sinos e as músicas de Natal, este ano há outro conjunto de sons, os disparos eletrônicos contínuos, os gemidos e grunhidos dos combates, os gritos dos ciberadversários sendo despedaçados. Esses, de acordo com o Instituto Nacional Sobre a Mídia e a Família, são os sons dos vídeos e dos jogos de computador que estão fascinando as crianças com assassinatos e destruição... Muitos jogos que são sucesso de vendas estão 'mais violentos, mais anti-sociais e geralmente mais repugnante do que nunca.'"
 
"Em um jogo, Primal Rage, produzido pela Time Warner e voltado para o público adolescente, um combatente celebra uma morte urinando sobre o cadáver do adversário. Nos EUA, as vendas de videogames em 1996 estavam estimadas em 4.1 bilhões de dólares. O marketing dos vídeos e dos jogos de computador glorifica a violência. Fighting Vipers (Víboras Lutadoras), um jogo da Sega Saturn também voltado para o público adolescente, promete aos jogadores uma chance de 'aprender o verdadeiro significado da fúria manipulando os violentos lutadores de rua do jogo'. No impresso destinado a parecer como sangue, o jogo promete 'brutalidade, carnificina e muito realismo'."
 
"A página inicial da Sega na Internet convida as crianças a 'assumirem a personalidade psicótica de um dos seis mutantes homicidas furiosos e estourar o brutal planeta Raulf, abrindo caminho em uma galáxia perversa e imperdoável, em animação tridimensional.'"
 
Agora, estamos pertos de compreender como uma mãe como Brenda Drummond pôde querer matar seu bebê nascituro de forma tão terrivel, arriscando sua própria vida ao disparar um espingarda de chumbo dentro da sua vagina. Nossa sociedade brutaliza suas crianças todos os dias, em dezenas de formas diferentes. Afinal, o jogo referido anteriormente pede que os jovens participantes assumam 'a personalidade psicótica de um mutante homicida furioso'. E, o que esses 'mutantes homicidas' devem fazer? Devem matar o maior número possível de pessoas durante o jogo. Veja com atenção as seguintes estatísticas de como nossa sociedade expõe sistematicamente as mentes dos jovens a esse barbarismo, que os está transformando gradualmente em uma Brenda Drummond. Após ler o material a seguir, acho que você concordará comigo que, talvez, Brenda Drummond seja mais típica do tipo de jovens que existem em nossa sociedade atualmente, do que gostaríamos de acreditar.
 
Leia estas estatísticas com atenção:
 
Considere o efeito em nossas crianças causado pela mídia de massa, isto é, TV, filmes e vídeos:
 
Alguns exemplos BRANDOS de violência sexual nos filmes:
Comentários das crianças sobre suas cenas de terror favoritas:
Todos esses filmes estão disponíveis nas locadoras para qualquer adolescente alugar e assistir.
 

2. O amor ao dinheiro. 
O lucro é visado acima de qualquer bem estar de alguém e está acima até mesmo de DEUS na vida dos amantes do dinheiro.
"O amor ao dinheiro é a raíz de todos os males"

3. O desprezo ao trabalho. 
Se alguém pode conseguir dinheiro fácil, sem trabalhar, por que então trabalhar? Não importa se os outros vão levar prejuízo; este é o pensamento diabólico adquirido pelos que visam somente se aproveitarem do trabalho dos outros. É impressionante o tanto de "crentes modernos" que acham que a Igreja deve ajudá-los ao invés de enxergarem que JESUS os chamou para ajudarem a Igreja.
Já dizia o apóstolo Paulo: "Quem não quizer trabalhar, que não coma"

4. O problema do vício. 
É o domínio satânico sobre uma pessoa que não conhece a DEUS e nem ao seu filho JESUS CRISTO, o libertador.

5. A ilusão da contribuição social.  
É suspeito até receber o dízimo ou ofertas de um dinheiro assim. Em quantos lares falta o pão e o leite, mas não falta o bilhete de loteria em cima da geladeira?
 
Federal
Instantânea
Esportiva
Quina
Supersena
MegaSena
Prêmio Líquido
57,60%
41,85%
30,80%
30,80%
30,80%
30,80%
FNC (cultura)
1,00%
1.00%
1.00%
1.00%
1,00%
1,00%
IRF (imposto)
11,40%
2,15%
13,20%
13,20%
13,20%
13,20%
Comissão Revendedores
5,00%
10,00%
9,00%
9,00%
9,00%
9,00%
Administração
5,00%
19,00%
8,30%
8,30%
8,30%
8,30%
Comissão da CEF
10,00%
1,00%
2,70%
2,70%
2,70%
2,70%
Seg. Social
7,00%
22,00%
4,90%
22,40%
22,40%
22,40%
Crédito Educativo
0,00%
0,00%
2,10%
9,60%
9,60%
9,60%
Fundo Penitenciário
3.00%
3.00%
3.00%
3,00%
3,00%
3,00%
Entidades Desportivas
0,00%
0,00%
10,00%
0,00%
0,00%
0,00%
INDD (Desportes)
0,00%
0,00%
15,00%
0,00%
0,00%
0,00%
INDD (extra)
0,00%
0,00%
4,50%
4,50%
4,50%
4,50%
Seg. Social (extra)
15,00%
0,00%
0,00%
0,00%
0,00%
0,00%
Total
115,00%
100,00%
104,50%
104,50%
104,50%
104,50%

                                                   
    Damy e Doneivan Ferreira, 1997

CONCLUSÃO

Os jogos de azar, os vícios, oficializados ou não, são instrumentos prejudiciais à vida moral e social, pois levam as pessoas a confiarem na sorte, em lugar de se dedicarem com mais afinco ao trabalho honesto, além de distorcerem a mente das pessoas sobre o certo e o errado, fazendo com que se tornem prisioneiros do Diabo, sendo capases até de matar para sustentarem seu vício.
 
O VINHO NOS TEMPOS DO ANTIGO TESTAMENTO
Nm 6.3 “de vinho e de bebida forte se apartará; vinagre de vinho ou vinagre de bebida forte não beberá; nem beberá alguma beberagem de uvas; nem uvas frescas nem secas comerá.”
PALAVRAS HEBRAICAS PARA “VINHO”. De um modo geral, há duas palavras hebraicas traduzidas por “vinho” na Bíblia.
(1) A primeira palavra, a mais comum, é yayin, um termo genérico usado 141 vezes no AT para indicar vários tipos de vinho fermentado ou não-fermentado (ver Ne 5.18, que fala de “todo o vinho [yayin]” = todos os tipos).
(a) Por um lado, yayin aplica-se a todos os tipos de suco de uva fermentado (Gn 9.20,21; 19.32-33; 1Sm 25.36,37; Pv 23.30,31). Os resultados trágicos de tomar vinho fermentado aparecem em vários trechos do AT, notadamente Pv 23.29-35 (ver a próxima seção).
(b) Por outro lado, yayin também se usa com referência ao suco doce, não-fermentado, da uva. Pode referir-se ao suco fresco da uva espremida. Isaías profetiza: “já o pisador não pisará as uvas [yayin] nos lagares” (Is 16.10); semelhantemente, Jeremias diz: “fiz que o vinho [yayin] acabasse nos lagares; já não pisarão uvas com júbilo” (Jr 48.33). Jeremias até chama de yayin o suco ainda dentro da uva (Jr 40.10, 12). Outra evidência que yayin, às vezes, refere-se ao suco não-fermentado da uva temos em Lamentações, onde o autor descreve os nenês de colo clamando às mães, pedindo seu alimento normal de “trigo e vinho” (Lm 2.12). O fato do suco de uva não-fermentado poder ser chamado “vinho” tem o respaldo de vários eruditos. A Enciclopédia Judaica (1901) declara: “O vinho fresco antes da fermentação era chamado yayin-mi-gat [vinho de tonel], (Sanh, 70a)”. Além disso, a Enciclopédia Judaica (1971) declara que o termo yayin era usado para designar o suco de uva em diferentes etapas, inclusive “o vinho recém-espremido antes da fermentação.” O Talmude Babilônico atribui ao rabino Hiyya uma declaração a respeito de “vinho [yayin] do lagar” (Baba Bathra, 97a). E em Halakot Gedalot consta: “Pode-se espremer um cacho de uvas, posto que o suco da uva é considerado vinho [yayin] em conexão com as leis do nazireado” (citado por Louis Ginzberg no Almanaque Judaico Americano, 1923). Para um exame de oinos, o termo equivalente no grego do NT, à palavra hebraica yayin, ver os estudos O VINHO NOS TEMPOS DO NOVO TESTAMENTO (1) e (2).
(2) A outra palavra hebraica traduzida por “vinho” é tirosh, que significa “vinho novo” ou “vinho da vindima”. Tirosh ocorre 38 vezes no AT; nunca se refere à bebida fermentada, mas sempre ao produto não-fermentado da videira, tal como o suco ainda no cacho de uvas (Is 65.8), ou o suco doce de uvas
recém-colhidas (Dt 11.14; Pv 3.10; Jl 2.24). Brown, Driver, Briggs (Léxico Hebraico-Inglês do Velho Testamento) declaram que tirosh significa “mosto, vinho fresco ou novo”. A Enciclopédia Judaica (1901) diz que tirosh inclui todos os tipos de sucos doces e mosto, mas não vinho fermentado”. Tirosh tem “bênção nele” (Is 65.8); o vinho fermentado, no entanto, “é escarnecedor” (Pv 20.1) e causa embriaguez (ver Pv 23.31 nota).
(3) Além dessas duas palavras para “vinho”, há outra palavra hebraica que ocorre 23 vezes no AT, e freqüentemente no mesmo contexto — shekar, geralmente traduzida por “bebida forte” (e.g., 1Sm 1.15; Nm 6.3). Certos estudiosos dizem que shekar, mais comumente, refere-se a bebida fermentada,
talvez feita de suco de fruto de palmeira, de romã, de maçã, ou de tâmara. A Enciclopédia Judaica (1901) sugere que quando yayin se distingue de shekar, aquele era um tipo de bebida fermentada diluída em água, ao passo que esta não era diluída. Ocasionalmente, shekar pode referir-se a um suco doce, não-fermentado, que satisfaz (Robert P. Teachout: “O Uso de Vinho no Velho Testamento”, dissertação de doutorado em Teologia, Seminário Teológico Dallas, 1979). Shekar relaciona-se com shakar, um verbo hebraico que pode significar “beber à vontade”, além de “embriagar”. Na maioria
dos casos, saiba-se que quando yayin e shekar aparecem juntos, formam uma única figura de linguagem que se refere às bebidas embriagantes.
A POSIÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO SOBRE O VINHO FERMENTADO. Em vários lugares o AT condena o uso de yayin e shekar como bebidas fermentadas.
(1) A Bíblia descreve os maus efeitos do vinho embriagante na história de Noé (Gn 9.20-27). Ele plantou uma vinha, fez a vindima, fez vinho embrigante de uva e bebeu. Isso o levou à embriaguez, à imodéstia, à indiscrição e à tragédia familiar em forma de uma maldição imposta sobre Canaã. Nos tempos de Abraão, o vinho embriagante contribuiu para o incesto que resultou em gravidez nas filhas de Ló (Gn 19.31-38).
(2) Devido ao potencial das bebidas alcoólicas para corromper, Deus ordenou que todos os sacerdotes de Israel se abstivessem de vinho e doutras bebidas fermentadas, durante sua vida ministerial. Deus considerava a violação desse mandamento suficientemente grave para motivar a pena de morte para o sacerdote que a cometesse (Lv 10.9-11).
(3) Deus também revelou a sua vontade a respeito do vinho e das bebidas fermentadas ao fazer da abstinência uma exigência para todos que fizessem voto de nazireado (ver a próxima seção). (4) Salomão, na sabedoria que Deus lhe deu, escreveu: “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio” (Pv 20.1 nota). As bebidas alcoólicas podem levar o usuário a zombar do padrão de justiça estabelecido por Deus e a perder o autocontrole no tocante ao pecado e à imoralidade. (5) Finalmente, a Bíblia declara de modo inequívoco que para evitar ais e pesares e, em lugar disso, fazer a vontade de Deus, os justos não devem admirar, nem desejar qualquer vinho fermentado que possa
embriagar e viciar (ver Pv 23.29-35 notas).
OS NAZIREUS E O VINHO. O elevado nível de vida separada e dedicada a Deus, dos nazireus, devia servir como exemplo a todo israelita que quisesse assim fazer (ver Nm 6.2 nota). Deus deu aos nazireus instruções claras a respeito do uso do vinho.
(1) Eles deviam abster-se “de vinho e de bebida forte” (6.3; ver Dt 14.26 nota); nem sequer lhes era permitido comer ou beber qualquer produto feito de uvas, quer em forma líquida, quer em forma sólida. O mais provável é que Deus tenha dado esse mandamento como salvaguarda ante a tentação de tomar bebidas inebriantes e ante a possibilidade de um nazireu beber vinho alcoólico por engano (6.3-4). Deus não queria que uma pessoa totalmente dedicada a Ele se deparasse com a possibilidade de embriaguez ou de viciar-se (cf. Lv 10.8-11; Pv 31.4,5). Daí, o padrão mais alto posto diante do povo de Deus, no tocante às bebidas alcoólicas, era a abstinência total  (6.3-4).
(2) Beber álcool leva, freqüentemente, a vários outros pecados (tais como a imoralidade sexual ou a criminalidade). Os nazireus não deviam comer nem beber nada que tivesse origem na videira, a fim de ensinar-lhes que deviam evitar o pecado e tudo que se assemelhasse ao pecado, que leva a ele, ou que tenta a pessoa a cometê-lo.
(3) O padrão divino para os narizeus, da total abstinência de vinho e de bebidas fermentadas, era rejeitado por muitos em Israel nos tempos de Amós. Esse profeta declarou que os ímpios “aos nazireus destes vinho a beber” (ver Am 2.12 nota). O profeta Isaías declara por sua vez: “o sacerdote e o
profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos do vinho, desencaminham-se por causa da bebida forte, andam errados na visão e tropeçam no juízo. Porque todas as suas mesas estão cheias de vômitos e de imundícia; não há nenhum lugar limpo” (Is 28.7,8). Assim ocorreu, porque esses dirigentes recusaram o padrão da total abstinência estabelecido por Deus (ver Pv 31.4,5 nota).
(4) A marca essencial do nazireado — i.e., sua total consagração a Deus e aos seus padrões mais elevados — é um dever do crente em Cristo (cf. Rm 12.1; 2Co 6.17; 7.1). A abstinência de tudo quanto possa levar a pessoa ao pecado, estimular o desejo por coisas prejudiciais, abrir caminho à dependência de drogas ou do álcool, ou levar um irmão ou irmã a tropeçar, é tão necessário para o crente hoje quanto o era para o nazireu dos tempos do AT (ver 1Ts 5.6 nota; Tt 2.2).
 
QUESTIONÁRIO DO EV. LUIZ HENRIQUE  www.henriqueestudos.cjb.net 
1- Quem foi o primeiro homem amaldiçoado por causa de uma bebedeira?
R=_________________
 
2- Qual é o fator indispensável para motivação, nas festas mundanas?
R=________________________
 
3- Cite alguns dos sofrimentos que a bebida alcoólica traz aos lares e nas pessoas que bebem:
R=_______________________,____________________,___________________,______________________,
_________________________,____________________,__________________________________________.
 
4- Que tipo de servos JESUS condenou na sua vinda?
R=______________________,____________________,____________________e______________________.
 
5- Qual o posicionamento do Cristão, quanto ao vício?
R=_________________________________.
 
6- Que tipo de Vinho JESUS bebeu?
R=_______________________________________.
 
7- Quais tipos de bebidas alcoólicas o crente pode tomar?
R=________________________.
 
8- Quais substâncias prejudiciais ao ser humano existem no fumo? Cite algumas:
R=________________,___________________,________________________________._____________________.
 
9- Quantas pessoas morrem, no Brasil, estimativamente a cada ano devido ao fumo?
R=_______________________________.
 
10- O que acontece com um viciado quando o mesmo aceita a JESUS CRISTO como Senhor e Salvador?
R=___________________________________.
 
11- As drogas são agentes para destrição de vidas usadas por quem?
R=__________________________.
 
12- Qual a melhor prevenção contra as drogas? Complete:
"Instrui o _____________________ no caminho em que deve_________________e, até quando ___________________,
não se _________________________dele". Pv 22.6.
 
13- O que as propagandas e comerciais prometem aos incautos jogadores?
R=___________________________________________.
 
14- Complete:
"Aquele que tem um olho __________corre atrás das ___________________, mas não sabe que há de vir sobre ele a ____________________________". Pv 28.22.
 
15- Aquele que joga está pensando em trabalhar ou folgar (indo contra a palavra de DEUS em Ef 4.28)?
R=____________________.
 
16- Um homem entregue ao vicio do jogo é capaz de chegar a entregar o que aos seus credores?
R=____________________________,______________________________,_________________________________,
______________________________,______________________________,__________________________________.
 
17- O que seria correto ao governo fazer ao invés de insentivar o jogo?
R=_____________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________.
 
 
 
QUESTIONÁRIO DA REVISTA:
 
1. Como a Bíblia vê o vício do alcoolismo?
R. ________________________________________________.
2. Quem, na Bíblia, protagonizou a primeira bebedeira?
R. _________________________________________________.
 
3. De acordo com Rm 14.17, o que é o Reino de Deus?
R.  ____________________________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________________________.
4. Por que o cristão não deve fumar?
R. ____________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________.
5. Qual o principal motivo que leva alguém às drogas?
R._________________________________________________. 


Principais fontes de pesquisa: CD CPAD = Lições Bíblicas
                                              CD BEP CPAD   www.cpad.com.br
 
                                       http://www.cardiol.br/funcor/epide/fumoepid.htm  
                                                http://www.taps.org.br/minfantil01.htm 
                                                http://www.uol.com.br/parceriacontradrogas/tiresuasduvidas.htm 
                                        http://www.espada.eti.br/n1042.asp 

ESTUDOS AFINS:
 
A Bíblia e a Bebida Alcoólica
Às vezes parece difícil saber ao certo que postura o cristão deve tomar diante das bebidas alcoólicas. De um lado, acham-se muitos textos que parecem incentivar a abstinência, mas, por outro lado, há trechos em que Jesus transformou a água em vinho, bebeu vinho etc. Qual é o ensino das Escrituras acerca do uso do álcool? Para entendermos esse assunto corretamente, é necessário começar com uma postura adequada. Devemos descartar as idéias preconcebidas e não procurar encaixar as Escrituras à força na posição que preferimos ou já concluímos ser a mais correta. Precisamos tratar da questão com a mente aberta e tentando apenas descobrir o que a Palavra de Deus ensina sobre o assunto. Este artigo tratará de vários aspectos das Escrituras e, somente após de analisarmos vários textos e conceitos, chegaremos em uma conclusão sobre o cristão e as bebidas alcoólicas. Quando ler esses trechos que mencionaremos, procure entender cada um por vez, mas aguarde para só no fim do estudo formular uma conclusão que leva em conta todos os aspectos em questão.
Analise vários textos
Esses textos serão citados com poucos comentários. Estude cada um e analise com cuidado o seu significado. "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio" (Provérbios 20:1). O sábio mostra que há um perigo no vinho e que ele é enganador. "Ouve, filho meu, e sê sábio; guia retamente no caminho o teu coração. Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem" (Provérbios 23:19-21). "Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco. Os teus olhos verão cousas esquisitas, e o teu coração falará perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então tornarei e beber" (Provérbios 23:29-35). Que cena patética a do homem que se deixou vencer pelo álcool. "Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe. Que ti direi, filho meu? Ó filho do meu ventre? Que ti direi, ó filho dos meus votos? Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos, às que destroem os reis. Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. Dai bebida forte aos que perecem e vinho, aos amargurados de espírito; para que bebam e se esqueçam da sua pobreza, e de suas fadigas não se lembrem mais" (Provérbios 31:1-7). O vinho não serve para os reis, mas sim para os que não têm nada por que viverem. "Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta!" (Isaías 5:11). "Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte" (Isaías 5:22). "O Senhor derramou no coração deles um espírito estonteante; eles fizeram estontear o Egito em toda a sua obra, como o bêbado quando cambaleia no seu vômito." (Isaías 19:14). "Mas também estes cambaleiam por causa do vinho e não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, são vencidos pelo vinho, não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; erram na visão, tropeçam no juízo. Porque todas as mesas estão cheias de vômitos, e não há lugar sem imundícia" (Isaías 28:7-8). Junto com a vergonha da embriaguez, as Escrituras geralmente frisam o efeito causado sobre a mente. Quando sacerdotes, profetas e juízes bebem, eles desviam os homens de Deus. O texto a seguir ressalta o mesmo pensamento: "A sensualidade, o vinho e o mosto tiram o entendimento" (Oséias 4:11). "Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro, misturando à bebida o seu furor, e que o embebeda para lhe contemplar as vergonhas! Serás farto de opróbrio em vez de honra; bebe tu também e exibe a tua incircuncisão; chegará a tua vez de tomares o cálice da mão direita do SENHOR, e ignomínia cairá sobre a tua glória" (Habacuque 2:15-16). "Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus." (1 Coríntios 6:9-10). "Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam" (Gálatas 5:19-21). "Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andando em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão" (1 Pedro 4:3-4). A embriaguez é um pecado muitas vezes condenado.
Analise a História
A bebida forte tem um passado sórdido. O justo Noé caiu por causa do vinho: "Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda" (Gênesis 9:21). Parece que a bebida alcoólica influencia a pessoa para fazer o que jamais faria se estivesse sóbria. Quando as filhas de Ló desejaram ter filhos do pai, elas o embrigaram e depois o procuraram. O álcool em si não estimulou a concepção, mas elas sabiam que Ló ficaria muito mais passível de cometer essa imoralidade se estivesse bêbado. "Subiu Ló de Zoar e habitou no monte, ele e suas duas filhas, porque receavam permanecer em Zoar; e habitou numa caverna, e com ele as duas filhas. Então, a primogênita disse à mais moça: Nosso pai está velho, e não há homem na terra que venha unir-se conosco, segundo o costume de toda terra. Vem, façamo-lo beber vinho, deitemo-nos com ele e conservemos a descendência de nosso pai. Naquela noite, pois, deram a beber vinho a seu pai, e, entrando a primogênita, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. No dia seguinte, disse a primogênita à mais nova: Deitei-me, ontem, à noite, com o meu pai. Demos-lhe a beber vinho também esta noite; entra e deita-te com ele, para que preservemos a desccendência de nosso pai. De novo, pois, deram aquela noite, a beber vinho a seu pai, e, entrando a mais nova, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. E assim as duas filhas de Ló conceberam do próprio pai" (Gênesis 19:30-36). Absalão decidiu matar Amnom enquanto este bebia, talvez por crer que ele seria menos capaz de se defender se estivesse num estado um tanto inebriado: "Absalão deu ordem aos seus moços, dizendo: Tomai sentido; quando o coração de Amnom estiver alegre de vinho, e eu vos disser: Feri a Amnom, então, o matareis. Não temais, pois não sou eu quem vo-lo ordena? Sede fortes e valentes" (2 Samuel 13:28). Um dos pecados de Belsazar, na noite em que viu a mão na parede e em que seu reino foi tomado, foi o fato de estar bebendo: "Beberam o vinho e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra" (Daniel 5:4).
Analise a palavra vinho na Bíblia
O termo vinho na Bíblia tem vários significados. Nos textos acima, está claro que a palavra se refere à bebida alcoólica. Mas, em outras ocasiões, significa suco de uva. Examine, por exemplo, Lucas 5:36-38: "Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos." O vinho novo nesse texto diz respeito ao suco de uva fresco. A idéia é que quando o suco é posto nos odres, ele aumenta durante o processo de fermentação. Se colocado em odres velhos que já estão esticados, estes se romperão. É um fato geralmente aceito, como mostra claramente esse texto, que o vinho na Bíblia nem sempre era alcoólico. Talvez as nossas palavras beber e bebida possam ser um bom exemplo da mesma duplicidade de sentido. Dependendo do contexto, beber pode certamente estar relacionado com bebidas alcoólicas ou apenas significar a ingestão de algum líquido qualquer. É muito importante lembrarmos desse sentido duplo da palavra vinho. Em João 2, Jesus transformou perto de 600 litros de água em vinho. Fez isso depois que os convidados da festa "beberam fartamente". Jesus fez vinho suco de uva ou vinho alcoólico? Lembre-se que as duas coisas são possíveis tendo em vista a própria definição do termo vinho. Mas há duas considerações que nos levam a crer firmemente que se tratava de suco e não de bebida alcoólica. Em primeiro lugar, Jesus o fez na hora. No primeiro momento em que o vinho daquela época era produzido, ele era suco. Somente após um processo de envelhecimento e de fermentação é que se tornava alcoólico. Em segundo lugar, o que é mais importante, se Jesus tivesse feito vinho alcoólico, ele teria estado incentivando a embriaguez. A questão aqui não é um ou dois copos de vinho. Essas pessoas, após já terem bebido muito, receberam mais umas centenas de litros. Jesus jamais incentivou os pecados do homem, tampouco contribuiu para eles. Portanto, parece claro que esse vinho era do tipo não-alcoólico.
É também útil entender algumas coisas sobre os vinhos alcoólicos das terras bíblicas. Naquela época, só havia fermentação natural. Eles ainda não tinham inventado a tecnologia para acrescentar mais álcool às bebidas fermentadas por processo natural. Isso significa que o mais alcoólico dos vinhos da Palestina tinha cerca de 8% de álcool. Pela lei, esses vinhos eram diluídos em água, normalmente três ou quatro partes de água para uma parte de vinho. Esses vinhos fracos, enfraquecidos mais ainda pela adição de enormes quantidades de água, passaram a ser usados como bebidas para acompanhar as refeições. Não eram usados como bebidas, mas apenas como se usa um copo de água ou uma xícara de café que se bebe com a refeição. Vários textos bíblicos parecem apontar para esse uso do vinho --como uma bebida para acompanhar as refeições (observe 1 Timóteo 3:3, 8; Tito 1:7; Mateus 11:18-19).
Analise algumas conclusões
Provérbios 23, já citado, condena o uso do vinho "vermelho" que brilha no copo. O tipo de bebidas alcoólicas usado em nossa sociedade é o mesmo tipo sistematicamente condenado na Bíblia. Jamais fiquei sabendo de alguém que tomasse um pequeno copo de vinho fraco diluído na proporção 4:1 de água como acompanhamento de uma refeição. Os vinhos, as cervejas e os licores de hoje enquadram-se na categoria de bebida forte, e nenhum texto sequer pode ser encontrado na Bíblia que permita que sejam consumidos por um filho de Deus.
- Paulo estimulou a Timóteo de modo especial para que tomasse "um pouco de vinho" por questões de saúde (1 Timóteo 5:23). Às vezes se usa esse texto para mostrar que é possível beber. Mas, de fato, o que ele faz é justamente o oposto. Se Timóteo tivesse tido o hábito de beber uma cerveja aqui e ali, por que precisou que Paulo lhe desse uma permissão especial para usar um pouco de vinho como remédio? Esse texto nos leva à conclusão de que o uso de álcool pelo cristão deve ser uma exceção, não uma regra. Muitos remédios de nossos dias contêm álcool ou outras drogas intoxicantes. O discípulo de Cristo deve ser muito cuidadoso com eles e usá-los apenas com muita moderação. O fato de que uma exceção precisou ser dada para permitir o uso de remédios com teor alcoólico sugere que é errado beber por prazer.
- O servo de Cristo deve sempre analisar o efeito de seus atos sobre o próximo: "É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra cousa com que teu irmão venha a tropeçar" (Romanos 14:21). Mesmo que o cristão pudesse beber moderadamente, de qualquer modo esse texto ainda o estaria proibindo na maioria dos casos. A bebida alcoólica leva tantos cristãos a cair, que aquele que tenta ajudar o seu irmão a não tropeçar certamente não lhe dará o exemplo, bebendo diante dele.
- A Bíblia sistematicamente exige que sejamos sóbrios (leia com cuidado 1 Tesssalonicenses 5:6; 2 Timóteo 4:5; 1Pedro 4:7; 5:8). Entre as primeiras conseqüências da bebida são a ausência de inibições, o enfraquecimento do autocontrole, a falta de juízo. Essas conseqüências ocorrem bem antes da pessoa começar a perder o controle das habilidades motoras, a falar arrastadamente etc. O diabo está sempre procurando-nos tentar; para enfrentar a essas tentações, o filho de Deus deve estar profundamente alerto e sóbrio em todo tempo.
Embora não fosse possível afirmar, com base nas Escrituras, que ingerir qualquer quantidade de álcool por qualquer motivo é sempre pecado, parece claro que o servo de Deus não será alguém que simplesmente bebe canecas de cerveja ou taças de vinho. O beber socialmente que vemos hoje em dia é o tipo condenado em muitos textos das Escrituras. "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio" (Pròverbios 20:1).
( Gary Fisher ) http://www.pastoronline.com.br/asp/estudos/Estudos.Asp?ID=391 
 
Jogos de Azar
INTRODUÇÃO

Os "jogos de azar" são atividades que dependem da boa ou da má sorte e do infortúnio humano, e seu objetivo único e imediato é econômico, com a vantagem de um e a desvantagem de muitos. A finalidade é de lucro ou ganho, sem trabalho e sem inteligência ou habilidades. Neste tipo de jogo, todos casam dinheiro para que um, ou poucos, possam ganhá-lo, sem qualquer critério de inteligência ou habilidade. Depende apenas da boa ou da má sorte, ou, por vezes, de atos desonestos. Qualquer tipo de jogo que se enquadre neste princípio, é jogo de azar, e não é recomendado para o crente.
O sistema de loteria, tem assumido modernamente várias outras formas no Brasil. Além das loterias que são oficiais, devidamente legalizadas (Federal, Federal Instantânea, Esportiva, Quina, Supersena e Mega-Sena), surgiu o "sorteio pelo telefone". Neste último exemplo, por motivos de futebol ou até de notícias e humor, são oferecidas apostas por telefone, pagando-se aproximadamente R$ 3.00. Evidentemente, há duas grandes motivações: manter o telespectador ligado e auferir lucros, uma vez que, segundo se pode notar, quando uma determinada estação de TV oferece um carro, ela consegue muito mais do que outro carro.
Infelizmente, não tem havido material específico sobre jogos de azar do ponto-de-vista cristão nestes últimos tempos. O povo de Deus que tem sido tentado nas muitas modalidades de jogos, "bolões" entre amigos e principalmente pelo telefone, e não sabe se é certo ou errado. Há muitas perguntas sobre a validade dessa prática para o povo de Deus. Vamos analisar o assunto.
Antes de tudo, precisamos fazer uma distinção entre jogos e jogos.
Competições esportivas - Um jogo de xadrez, exige inteligência e habilidade. Portanto, ganhará quem for mais inteligente e mais treinado no seu esquema. Um jogo de tênis, exige habilidade e inteligência. Assim também o jogo de futebol, de basquete, de vôlei, e outros tipos de jogos esportivos, que exigem inteligência e habilidades especiais. Tais tipos de jogo podem significar trabalho e competição sadia. Pode até haver pagamento por tais jogos, mas no caso é um pagamento pelo esforço e pelo trabalho do participante.

Apostas em competições
- Nesta categoria podemos incluir as apostas em corridas de cavalos ou em qualquer outra modalidade esportiva. No caso da corrida de cavalos, ganha o cavalo mais habilidoso. Até aí, tudo bem. Mas as apostas seguem o princípio de muitos casarem para um, ou poucos, ganharem. Aí, torna-se jogo de azar. Em apostas em corridas de cavalos, uma pessoa aposta contra todas as outras nas pistas e, tipicamente, o Jóquei Clube leva cerca de 19% de qualquer aposta. O apostador já começa perdendo dinheiro.

Jogos permitidos por lei
- Aqui podemos incluir as várias modalidades de loteria, os bingos – este último, muito usado até por igrejas cristãs e instituições - e os sorteios pelo telefone valendo dinheiro, carros e outros prêmios. Quem explora este tipo de jogo tem licença de órgão público competente. Mas nem por isso quer dizer que sejam jogos que convêm ao crente.

Loterias
: O primeiro registro histórico que se tem de jogos deste tipo no Brasil data de 1784, quando foi realizada a primeira extração de "loteria de bilhetes" para obtenção de fundos para a construção do prédio da Câmara de Vila Rica, hoje Ouro Preto, em Minas Gerais. A loteria não é simplesmente uma vantagem para o povo concedida pelo governo. Na verdade, o jogo é uma grande fonte de renda para o governo. A Loteria Federal do Brasil (iniciada em 1962), faz dois sorteios por semana e outros extra em ocasiões especiais (Natal, São João, Independência, Carnaval e alguns sorteios especiais promovidos por entidades filantrópicas). A Loteria Federal Instantânea, "a raspadinha" (iniciada em 1991), funciona por emissão de bilhetes com prêmios predeterminados pela Caixa Econômica Federal. Essa modalidade agora premia também com bens como carros, jet-skis, motos, etc. A Loteria Esportiva Federal (iniciada em 1970), faz um sorteio semanal. A "Quina" (iniciada em 1994), faz dois sorteios por semana. A Supersena (iniciada em 995), faz dois sorteios por semana. Finalmente a Mega-Sena (iniciada em 1996), faz um sorteio por semana. Veja no quadro 1 como o jogo se torna de grande vantagem para o governo federal. Em 1996, a arrecadação total das loterias do Brasil ultrapassou a casa dos 1.6 bilhões de dólares. O valor em prêmios distribuídos foi aproximadamente U$552 milhões. Até o final do primeiro semestre de 1997, as loterias já haviam arrecadado mais de U$707 milhões e distribuído aproximadamente U$242 milhões em prêmios. Uma média de U$146.00 é gasto todo ano em loteria por cada homem, mulher e criança nos EUA. Os pobres gastam em loteria aproximadamente o mesmo que pessoas de classe média, mas por terem menos dinheiro, um maior percentual de seus ganhos vão para as loterias. Isto faz da loteria uma forma de atividade "regressiva" (que empobrece). Como os jogos são promovidos pelo próprio Governo e tantos recursos acabam indo para o próprio Governo, não é de se admirar que haja tanto incentivo para que se jogue mais e mais, e assim se promove uma prática regressiva.

Sorteios pelo telefone
- A "Lei Zico", ampliou uma lei já existente que permitia a realização de um sorteio por ano para fins filantrópicos. Com isso, qualquer entidade deste tipo poderia fazer sorteios e destinar os lucros para sua causa. O que vem acontecendo é que se oferece um carro que custa 50 mil e se arrecada mais de 1 milhão. Faz-se a lista de despesas, custo promocional, preço do veículo, cachê do apresentador, custo do equipamento do sorteio, custo das linhas telefônicas, tempo de veiculação na TV, etc., e destina-se a uma entidade cerca de 10 mil reais apenas (60 Minutos - TV Cultura) ou em muitos casos cerca de 5% (A Tarde). Até hoje já se arrecadou cerca de 200 milhões de Reais e apenas 5 a 6 milhões foram entregues as instituições filantrópicas. Um outro ponto de preocupação é que a probabilidade de se ganhar em um sorteio como este é bem menor do que nas da loterias, que já são muito baixas. O Governo acaba de adotar uma nova medida a fim de organizar um pouco esse festival: a partir de agora, as entidades filantrópcas que promoverem sorteios pelo telefone 0900 ou por cartelas, terão que pagar 6% de imposto sobre os recursos arrecadados. Só as entidades de utilidade pública e que tenham fins filantrópicos, apenas um por ano para cada entidade, poderão promover tais sorteios. Não poderá haver comprometimento com contratação de terceiros, acima de 84% da receita bruta. Vamos continuar vendo o mesmo tipo de sorteios, com a diferença de estar um pouco mais fiscalizado e o governo lucrando um pouco mais.

Sorteios promocionais
- Há muitos casos de casas comerciais ou mesmo de produtos que fazem promoção de seus negócios, oferecendo certos prêmios (carros, eletrodomésticos, viagens, etc.). Geralmente, mediante compras realizadas, os clientes e consumidores recebem cupons numerados que serão sorteados. O sistema de sorteio, dependendo da finalidade, não tem nenhum problema. Até mesmo no Novo Testamento vamos encontrar os apóstolos sorteando entre dois homens, para ver quem tomaria o lugar de Judas no apostolado (Atos 1.15-25). No caso de sorteios promocionais, ninguém está casando dinheiro. Pelo contrário, está havendo uma troca de dinheiro por mercadoria. Pode até ser que o promotor esteja embutindo o valor do prêmio na mercadoria, mas de qualquer maneira as pessoas estão comprando a mercadoria porque o preço lhes convém. Assim, este tipo de atividade é perfeitamente cabível a um cristão. Porém, há dois pequenos problemas que devem ser considerados: (1) quando o sorteio é feito diretamente pelos promotores, tudo fica bem, mas quandoos promotores aproveitam o sorteio da loteria oficial, aí pode haver uma questão ética a ser estudada; (2) mesmo tudo estando bem, dentro dos princípios aqui analisados, um crente não deve andar desesperado atrás de concursos para tentar tirar vantagem, pois isto pode criar um vício de jogo para ele.

Jogos ilícitos
- Entre os mais populares está o Jogo do Bicho. Outro jogo comum entre o povo, e que é considerado contravenção penal, são as diversas modalidades de rifas comumente denominada: ação entre amigos. Mais uma vez, muitos casam dinheiro para que um só leve o prêmio. Geralmente a motivação é de colaborar com alguma instituição de caridade ou com uma família necessitada. Pode-se até contribuir para a instituição ou família, mas não seria certo pegar o bilhete para concorrer. É jogo de azar como qualquer outra loteria.

Cassinos
- Vem sendo amplamente discutida uma proposta de legalização de cassinos no Brasil. Nos EUA existe um Estado que sobrevive exclusivamente da indústria do jogo, o Estado de Nevada. Existe também uma enorme quantidade de cassinos em outras partes dos Estados Unidos. Mesmo sendo considerada uma atividade ilegal na grande maioria dos Estados, sempre se acha uma maneira legal de se permitir o jogo, o "jeitinho americano". Exemplo disto é o do Estado de Louisiana, onde não se permite a atividade em terra, mas esta está liberada para cassinos flutuantes, barcos adaptados. Não podendo o Estado legislar em terras indígenas, muitas reservas passaram a entrar no lucrativo negócio dos jogos, e hoje essa é a indústria que mais cresce no mundo (150 Cassinos até maio de 97), um negócio de U$ 27 bilhões/ano. Um dos maiores grupos lobistas dos Estados Unidos é o da indústria do jogo. Em um estudo da "US News & World Report" analisou 55 países que legalizaram cassinos de 1990 a 1992 e verificou que jogo não gera expansão econômica nas áreas em que opera, portanto, esta desculpa entre políticos brasileiros deveria estar fora dos argumentos, mas não está, antes tem se tornado o argumento principal.
Os jogos de azar são responsáveis por muitos males sociais, emocionais e jurídicos no povo, tanto de crentes como de não crentes. Um dos primeiros efeitos é o empobrecimento. Há pessoas que são cativadas pelo vício de jogar e, diariamente estão jogando. E, como só um ou poucos ganham, há pessoas que passam a vida toda jogando sem nunca ganhar. Um dos que parecem mais inocentes, os telefonemas de R$ 3.00, pode ser usado por uma criança que começa desde cedo a estimular uma compulsão. Outro dia, um repórter de um jornal de uma TV de evangélicos aparecia dentro de um lindo Mercedes Bens, e dizia: "Sabe o que estou fazendo aqui? Causando inveja a você. Este Mercedes pode ser seu hoje mesmo...". E então, um irmãozinho que mal pôde comprar um telefone, começa a ligar. No fim do mês a conta telefônica leva a maior parte do seu salário, mas o Mercedes foi para outro.
Muitos anos atrás, um jovem que trabalhava de office-boy numa grande companhia, recebeu considerável quantia para depositar no Banco na conta da Companhia. Enquanto caminhava pela rua, rumo ao banco, passou por uma casa de apostas. Parou um pouco e imaginou que se usasse aquele dinheiro para jogar, poderia ganhar, tirar um bom lucro para ele e ainda depositaria o do patrão sem qualquer prejuízo. De repente, uma enorme esperança bateu no seu coração. Era isso mesmo. Ele podia ficar rico com aquele ponto de partida que tinha nas mãos. Entrou e jogou a primeira parcela. Perdeu. Animado pela esperança de ganhar, jogou mais uma. Perdeu de novo. E assim foi perdendo até perder tudo. Finalmente, em verdadeiro desespero, voltou para seu patrão, confessou seu erro, e preparou-se para arcar com as penas da lei. Alguém chamou isso de "amarga esperança".
As chances de se ganhar na loteria são piores do que os outros tipos de jogos. Na média a chance de se ganhar na "Super Lotto" do Estado da Califórnia, nos EUA, é de 1 em 18 milhões. Para efeito de comparação, a probabilidade de uma pessoa morrer em um atentado terrorista durante uma viagem ao exterior é de 1 em 650 mil e atingida por um raio é de 1 em 30 mil. Se uma pessoa compra 50 bilhetes a cada semana, ela irá ganhar o prêmio principal uma vez a cada 5 mil anos. Colocando-se de outra maneira, se seu carro faz cerca de 11 km com 1 litro de gasolina e se você comprar 1 litro de gasolina a cada vez que comprar um bilhete de loteria, você terá acumulado suficiente combustível para ir e voltar a lua mais de 208 vezes antes de ganhar o grande prêmio uma única vez. As chances de se ganhar em um sorteio pelo telefone, de acordo com as próprias autoridades, são piores ainda.
O QUE DIZ A BÍBLIA ?
Apóstolo Paulo fala-nos do lícito e do conveniente (1 Cor 6.12; 10,23-24), isto é, as coisas podem ser legais, mas nem sempre a lei é moral e está de acordo com os princípios de Deus. Daí, o jogo pode ser legal, mas não ser conveniente ao crente.

Em Fil. 4.8, o apóstolo dá algumas regras para aquilo que o povo deve e não deve fazer. Algumas dessas regras são cabíveis no caso do jogo de azar: "tudo o que é justo...".

Ora, é justo que eu deseje que o meu próximo perca e eu ganhe? Este, aliás, é o conceito de justiça: dar a cada um o que lhe é devido. Alguém que casa dinheiro querendo tomar o meu e vice-versa, seria justo?

Tudo o que é honesto. O conceito de honestidade é "aquele que fala como um deus", isto é, aquele que fala com verdade. Seria honesto eu desejar que todo mundo perca e eu ganhe? Seria honesto eu participar de um esquema que torna-se uma tentação para viciar pessoas a sempre casar seu dinheiro para perder?

As pessoas viciadas contribuem com 25% dos lucros de cassinos e loterias (5% dos jogadores). E é isto que fala Paulo em 1 Cor. 10.24: "Ninguém busque o proveito próprio, antes cada um o que é de outrem". "Se há alguma virtude...".

Há virtude num esquema em que todos querem ganhar mas só um ganha e outros perdem, quando esperavam ganhar? Há algum louvor pela inteligência especial do ganhador ou por sua habilidade? Se não há nada disso, não devo pôr nisso o meu coração.

Em Mat. 7.12, Jesus diz: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas" . Ao casar dinheiro, neste caso, eu deveria desejar que todos ganhassem e eu perdesse...
 
ALGUNS LEMBRETES AO CRENTE SOBRE OS BENS MATERIAIS
Prov. 10.22
"A bênção do Senhor é que enriquece e não acrescenta dores"; O varão justo do Salmo 1, que tudo quanto faz prospera; Não é querendo enriquecer para este mundo – a parábola do rico insensato (Luc.12.3-21); Não ajunteis tesouros na terra ( Mat. 6.19-20);
O Senhor sabe o que precisamos (Mat. 6.31-34); Não importa quão sagrada seja a coisa, se ela for adquirida por meios ilícitos jamais poderá trazer bênção ao seu possuidor (I Samuel 5.1-12). Diante de todas essas informações, passo a ver as diversas modalidades de jogos de azar como proibidas ao crente. É claro que isso é uma questão pessoal de cada um. Mas diante tudo isso, como fica o testemunho de um crente que sempre faz sua "fezinha"? E como fica a consciência de um irmão que joga e sabe de todos os efeitos negativos do jogo em milhares de famílias. Certamente fica pelo menos estranho uma igreja do Senhor aceitar o dízimo proveniente de tais atividades.
Federal
Instantânea
Esportiva
Quina
Supersena
MegaSena
Prêmio Líquido
57,60%
41,85%
30,80%
30,80%
30,80%
30,80%
FNC (cultura)
1,00%
1.00%
1.00%
1.00%
1,00%
1,00%
IRF (imposto)
11,40%
2,15%
13,20%
13,20%
13,20%
13,20%
Comissão Revendedores
5,00%
10,00%
9,00%
9,00%
9,00%
9,00%
Administração
5,00%
19,00%
8,30%
8,30%
8,30%
8,30%
Comissão da CEF
10,00%
1,00%
2,70%
2,70%
2,70%
2,70%
Seg. Social
7,00%
22,00%
4,90%
22,40%
22,40%
22,40%
Crédito Educativo
0,00%
0,00%
2,10%
9,60%
9,60%
9,60%
Fundo Penitenciário
3.00%
3.00%
3.00%
3,00%
3,00%
3,00%
Entidades Desportivas
0,00%
0,00%
10,00%
0,00%
0,00%
0,00%
INDD (Desportes)
0,00%
0,00%
15,00%
0,00%
0,00%
0,00%
INDD (extra)
0,00%
0,00%
4,50%
4,50%
4,50%
4,50%
Seg. Social (extra)
15,00%
0,00%
0,00%
0,00%
0,00%
0,00%
Total
115,00%
100,00%
104,50%
104,50%
104,50%
104,50%
           Damy e Doneivan Ferreira, 1997
Fontes:
Rob Christensen, The News and Observer Publishing Company, Frontline, WGBH, 1997Charles Clotfelter and Philip J. Cook, "Selling Hope", Duke UniversityFrank, (?)
Mike Orkin, Can you win? The real odds for cassino gambling, Sports Betting and Lotteries, W.H. Freeman & Co., 1991
Frank Scott and David Gulley, Journal Economic Inquiry, April, 1995
James Walsh, "Excerpted from True Odds", Merritt Publishing House, 1996
Frontline, WGBH, 1997
Loterias Federais do Brasil - Caixa Econômica Federal, 1997
Jogos Eletrônicos
Pokémon e Digimon- diversão ou armadilha?
Rosana Salviano
Pokémon e Digimon são dois desenhos que nasceram no Japão e hoje, são líderes de audiência nos Estados Unidos e Brasil. A palavra Pokémon já ocupa a sexta colocação entre as mais procuradas nos sites de busca da Internet, e o sucesso vem abrindo espaço para os sucessores Digimons. Hoje, as criaturinhas Pokémons e Digimons ganharam as ruas e os lares em forma de brinquedos, jogos, acessórios e roupas.
Apesar de não serem considerados desenhos com altos índices de violência, a linguagem subjetiva dos personagens mostra uma forte influência do misticismo oriental.
Como surgiu
A primeira aparição dos "monstrinhos de bolso" pokémon (pocket monters) foi no Game Boy, em 1995, quando foram lançadas entre os japoneses duas versões do jogo. O sucesso foi imediato e se espalhou pelo mundo todo. O que atraiu tantos admiradores foi a mistura dos elementos de ação, aventura, RPG, bichos virtuais, coleção e troca. Criado por Satoshi Tajiri e Tsunekazu Ishihira, o game rapidamente passou a liderar o mercado de jogos eletrônicos do Japão, um dos mais competitivos do mundo. A partir daí, vieram os desenhos e o filme.
 
 
 
 
A série Digimon foi lançada no Japão em 1999. O nome vem de Digital Monsters (monstros digitais). A história começa com sete crianças num acampamento. No meio de uma nevasca, elas ouvem um estrondo. Olhando para o céu, as crianças vêem sete dispositivos metálicos descendo em direção a elas. Logo depois, são sugadas por um furacão, e vão parar num mundo colorido e misterioso - o Digiworld, onde são recepcionadas pelos Digimons, e cada uma delas fica responsável por um monstrinho. A tarefa será defendê-los dos monstros inimigos, comandados por Devimon. Para isso, terão a ajuda de Gennai, uma figura holográfica que lhes dá instruções de como agir.
Tanto Pokémon como Digimon são jogos role-playing (RPG), em que os jogadores passam por vários estágios até se tornarem "mestres", ou seja, podem "evoluir". O caminho é tortuoso, e envolve monstros, seres imaginários e demônios.
No caso de Pokémón, alguns acontecimentos podem fazê-lo mudar sua forma durante o jogo, caracterizando sua evolução. Alguns monstrinhos evoluem duas vezes antes de chegar à forma final. São três maneiras de evoluir: subindo de nível de experiência, usando um cartão de energia ou trocando com outro jogador.
Divergências com o cristianismo
Pokémon e Digimon apresentam inúmeras similaridades com o ocultismo e outras religiões orientais. Entre as criaturas, o confronto entre o bem e mal é constante, e por se tratar de um jogo, não existem barreiras entre o sobrenatural e o mundo natural. Em ambos os jogos, a criança tem como alvo tornar-se um mestre, e só vai conseguir a potência necessária para isso depois de lutar com vários monstros. Entre as estratégias para a vitória, está a aquisição dos chamados “cartões de energia”, que combinados, como no Tarô, levam à evolução. A energia psíquica, por exemplo, permite ao jogador eliminar a dor, as doenças e as barreiras colocadas pelas criaturas do mal. Esses cartões de energia, que enfatizam a terra, o vento e o fogo como fontes de poder, também são um retrato da tradição tibetana, onde a vida é considerada um "jogo", e cada um dos níveis de existência está associado à uma cor e símbolo.
Pokémons são espíritos, e por isso podem ler e sugar as mentes de outras criaturas, além é claro, de possuírem a característica da reencarnação; quando um monstro morre, ele reencarna num pokémon mais novo em forma de um espírito evoluído, com mais poder. Entre eles também pode haver um "guia", que funciona como um médium protetor da criança: diz o que o espírito vê, como age e até luta contra ele em favor do jogador. O princípio cristão contra a teoria é claro, " e assim, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo..." (Hebreus 9:27)
Para o pastor Brett Peterson, autor de vários artigos sobre o assunto, a prática do ocultismo é nítida e influenciadora no jogo Pokémon. " Recentemente observei um grupo de crianças jogando Pokémon; eles assumiam a personalidade demoníaca dos monstros com caretas e expressões malignas ", descreve. O resultado de sua pesquisa sobre a origem de Pokémom aponta para o Budismo, Hinduísmo, O livro egípcio dos mortos e Shintoísmo, entre outras influências místicas.
Alguns psicólogos advertem que os jogos em formato RPG podem provocar um distúrbio emocional onde o jogador é levado à experiência real dos acontecimentos, ou seja, passa a apresentar sinais de violência e características de seus personagens na estória. Para alguns pastores, como o próprio Brett Peterson, as etapas do role-playing abrem um canal com o reino demoníaco, o que pode levar até mesmo à possessão. “
" Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebrosos, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes." (Efésios 6:12)
O apóstolo Paulo escreveu aos efésios," Portanto, não sejais participantes com eles. Pois outrora éreis trevas, porém agora, sois luz no Senhor; andais como filhos da luz...provando sempre o que é agradável ao Senhor. E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes porém reprovai-as " (Efésios 5: 8, 10-11). Aos pais, portanto, vale a pena avaliar (para que não sejamos destruídos por falta de conhecimento, como o próprio Deus declarou em Habacuque 4:6), e selecionar o que os filhos vêem, " Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele "(Provérbios 22:6)
Rosana Salviano é jornalista do eucreio.com
 
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LIÇÃO 1 - A Ética Cristã Face A Ética Dos Homens
LIÇÃO 2 - A Ética Cristã E Os Dez Mandamentos
LIÇÃO 3 - O Cristão E A Guerra
LIÇÃO 4 - O Cristão E O Aborto
LIÇÃO 5 - O Cristão E O Planejamento Familiar
LIÇÃO 6 - O Cristão E A Sexualidade
LIÇÃO 7 - O Cristão E O Divórcio
LIÇÃO 8 - O Cristão E A Pena De Morte
LIÇÃO 9 - O Cristão, A Eutanásia E O Suicídio
LIÇÃO 10 - O Cristão E A Doação De Órgãos Do Corpo
LIÇÃO 11 - O Cristão E As Finanças
LIÇÃO 12 - O Cristão, Os Vícios E Os Jogos
LIÇÃO 13 - O Cristão E A Política
 
 
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