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Lição 13 - Avivamento espiritual - a missão dinâmica da Igreja
Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2007 - CPAD - Jovens e Adultos
Tema Do Trimestre: A Doutrina Da Igreja Sob Um Aspecto Prático.
TEMA – A Igreja E A Sua Missão
Comentários da revista da CPAD: Elienai Cabral
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
 
 
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TEXTO ÁUREO:
Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no ESPÍRITO SANTO, e em muita certeza. Como bem sabeis quais fomos entre vós. Por amor de vós. (1Ts 1.5).
 
VERDADE PRÁTICA:
O avivamento espiritual da igreja deve ser preservado, para que ela prossiga renovada no Espírito e dinâmica em sua missão na Terra.
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
1 Tessalonicenses 1.1.10. 1 - Paulo, e Silvano, e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em DEUS, o Pai, e no Senhor JESUS CRISTO: graça e paz tenhais de DEUS, nosso Pai, e do Senhor JESUS CRISTO 2 - Sempre damos graças a DEUS por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações, 3 Lembrando-nos, sem cessar, da obra da vossa fé, do trabalho, da Caridade e da paciência da esperança em nosso Senhor JESUS CRISTO, diante de nosso DEUS e Pai, 4- sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de DEUS;5- Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no ESPÍRITO SANTO, e em muita certeza. Como bem sabeis quais fomos entre vós. Por amor de vós. 6- E vós fostes feitos nossos imitadores e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do ESPÍRITO SANTO, 7 - De maneira que fostes exemplo para todos os fiéis na Macedônia e Acaia. 8 - Porque por vós soou a palavra do Senhor, não somente na Macedônia e Acaia, mas também em todos os lugares a vossa fé para com DEUS se espalhou de tal maneira que já dela não temos necessidade de falar coisa alguma; 9-porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a DEUS, para servir ao DEUS vivo e verdadeiro  10- e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, JESUS, que nos livra da ira futura.
 
 
Introdução:
Numa leitura rápida e sem percepção espiritual, não podemos discernir um grande avivamento nem exemplos práticos de uma grande igreja em Tessalônica, mas numa acurada leitura e estudo sistemático das cartas de Paulo aos Tessalonicenses , podemos perceber os resultados de uma igreja que se iniciou debaixo de perseguições, lutas e sofrimento. Esta igreja, sem dúvida, era uma igreja vitoriosa e de destaque em sua época, não só devido ao seu crescimento, mas também, devido ao seu exemplo para com as demais. Destacam-se em três qualidades indispensáveis à igreja: Fé, Amor e Esperança. A preocupação com a morte era notória , mas Paulo tratou de elucidar suas dúvidas explicando que a morte ao invés de terminar com as esperanças, pelo contrário, era um passaporte para a vida eterna, pelo menos para os que morressem antes do arrebatamento, mas todos se uniriam novamente neste glorioso dia e nessa maravilhosa hora; e então todos se reuniriam a CRISTO.
 
Tessalônica e Beréia (17:1-10).
De Filipos, Paulo foi diretamente à capital da Macedônia, Tessalônica, onde teve uma missão bem sucedida na sinagoga judaica, ganhando convertidos entre os judeus e os aderentes gentios. Quando surgiram problemas, desta vez, vieram da inveja dos judeus, no que dizia respeito ao sucesso de Paulo entre os gentios. Não conseguindo colocar suas mãos em Paulo, levaram seus amigos diante das autoridades da cidade e os acusaram de traição. Os magistrados trataram do assunto ao tomar fiança deles no sentido de manterem a paz, e os cristãos, em vista disto, enviaram Paulo e Silas para a cidade vizinha de Beréia. Aqui, em nada desanimados, voltaram a fazer
campanhas nas sinagogas com resultados encorajadores do mesmo tipo até que uma delegação de judeus de Tessalônica veio incitar as multidões contra os cristãos. Mais uma vez, foi julgada conveniente a partida de Paulo, e ele viajou para Atenas.
A narrativa não apresenta problema histórico insuperável algum, embora precisemos acrescentar a evidência de Tessalonicenses para termos um quadro completo dos eventos. Haenchen (pág. 513) alega que 1 Tessalonicenses não sugere que os judeus causaram problemas para Paulo em Tessalônica; estes surgiram, conforme ele sustenta, de um movimento anti-cristão dentre os gentios: "porque também padecestes da parte dos vossos patrícios, as mesmas coisas que eles por sua vez sofreram dos judeus" (1 Ts 2:14 - eles se refere aos crentes da Judéia). Contra este ponto de vista, deve ser insistido que 1 Tessalonicenses 2:15-16 se refere às experiências de Paulo às mãos dos judeus, sem dúvida com referência àquilo que, segundo seus leitores sabiam, lhe ocorreu em Tessalônica; v. 14, então, seria uma referência aos oponentes gentios e judeus à igreja, que existiam na cidade.
1. A grande estrada romana, a Via Egnatia, começava em Neápolis e passava por Filipos, Anfípolis (16:12), Apolônia e Tessalônica, e depois passava para o oeste, atravessando a Macedônia até a praia do Mar Adriático em Dirraquio, de onde os viajantes podiam atravessar o mar para a Itália. As campanhas missionárias de Paulo foram muito facilitadas onde havia boas estradas, as "rodovias expressas" do mundo antigo, para ajudar seu progresso. Os missionários viajaram 53 km para Anfípolis, 43 km para Apolônia e então, 56 km para Tessalônica; se cada uma destas distâncias representa a viagem de um só dia, os viajantes devem ter montado cavalos (ver 21 :15), mas pode ser que Lucas meramente esteja mencionando as cidades principais por onde passaram. Se houve trabalho missionário nestas cidades, Lucas não o menciona; é possível que não possuíssem sinagogas (não há sinal delas), ou, possivelmente, a preocupação de Paulo era chegar à cidade principal da província para trabalhar ali. Tessalônica, como Filipos, era uma cidade antiga que recebera nova vida na era helenística. Os romanos fizeram dela uma cidade livre em 42 a.C., e ela tinha os direitos apropriados de governo-próprio nos padrões gregos mais que romanos (Sherwin-White, págs. 95-98). Tinha uma população judaica, provavelmente mais do que suficiente para estabelecer uma sinagoga. As evidências arqueológicas recentes indicam que, mais tarde, havia uma sinagoga samaritana na cidade.
2. A visita costumeira de Paulo à sinagoga de uma cidade estranha (13:4-12), não era meramente para participar da adoração, mas, sim, para evangelizar aqueles que vinham aos cultos. (cf. Lc 4:16). Continuou esta atividade em Tessalônica durante três sábados. A totalidade da sua permanência na cidade, porém, pode ter sido mais prolongada, pois sabemos que recebeu pelo menos uma oferta de Filipos (Fp 4:16) e que teve de trabalhar para se sustentar (1 Ts 2:9).
3. Lucas não tem qualquer história vívida dalguma conversão a contar, tirada da visita de Paulo em Tessalônica, e já indicou extensamente o tipo de discurso que Paulo proferiria no ambiente de uma sinagoga (13:16 e segs.). Restringe-se aqui, portanto, a um resumo geral da evangelização feita por Paulo. Baseava-se nas Escrituras, a autoridade em comum aceita pelos judeus e pelos cristãos, e levava-se a efeito mediante argumentos. Abria o significado das Escrituras (Lc 24:32), e trazia as declarações delas como evidências em prol do seu argumento. Provavelmente deixava os judeus atônitos ao declarar que era necessário que o Messias padecesse (i.é, morresse, 1 :3) e depois ressurgisse dentre os mortos, e, então Paulo argumentava que, visto que JESUS cumpriu estas condições, era Ele o Messias. A necessidade achava-se na vontade de DEUS, aceita por JESUS (Lc 9:22) e revelada nas Escrituras (Lc 24:26-27). Visto que Paulo faz essencialmente as mesmas declarações acerca do Messias em 1 Coríntios 15 :3.5, passagem esta que se baseia na tradição cristã primitiva, fica claro que não estava publicando uma linha de pensamento inventada por ele, mas simplesmente repetia aquilo que era ensinamento cristão comumente aceito. Podemos ter razoável certeza de que as Escrituras empregadas incluiriam Salmos 2, 16, 110; Isaías capo 53; e possivelmente Dt 21 :23 (ver 26:23).
4. A pregação de Paulo foi eficaz. Seus convertidos incluíam alguns dos judeus juntamente com um número considerável dos aderentes gentios da sinagoga, bem como mulheres. Estas são descritas como distintas mulheres, o que talvez queira dizer que pertenciam à classe superior da cidade, alternativamente, podem ser as "esposas dos homens principais", sentido este que fica explícito nalguns MSS antigos. De qualquer destes modos, o fato não seria surpreendente, pois sabemos que mulheres judaicas se achavam na alta sociedade, e até a amante e esposa de Nero, Popéia, era reputada por suas simpatias judaicas (1os., Ant.. 20:195). Quando Haenchen (pág. 507) comenta que é estranho que estas mulheres influenciais não puderam evitar a perseguição dos cristãos aqui ou na Beréia, parece que se esquece de que a perseguição foi causada pelos judeus (com os quais, segundo se supõe, as mulheres tinham pouca influência) e não pelas autoridades da cidade. Lucas nos informa que os convertidos ficaram unidos a Paulo e Silas, i.é, provavelmente que formavam um grupo separado que se reunia fora da sinagoga, na casa de Jasom, segundo parece (17:5).
5. O sucesso de Paulo em atrair os gentios despertou a inveja dos judeus. Os gentios seriam convertidos em potencial para o judaísmo, mas Paulo revelara-se mais eficaz do que a sinagoga em persuadi-los a dar o passo da dedicação completa. Muitos gentios que foram atraídos pelos aspectos mais espirituais do judaísmo não queriam chegar a circuncisão, e se contentaram em constar como tementes a DEUS. Assim, os judeus resolveram tomar medidas. Parece que havia dois cursos de ação disponíveis para eles. Visto ser Tessalônica uma cidade livre, tinha uma assembléia popular (descrita neste versículo como o povo, Gr. "demos") diante da qual podiam ser levadas acusações. Os judeus procuraram levar Paulo e Silas diante desta assembléia. Fizeram-no com a ajuda que obtiveram de um grupo de desocupados que se dispunham a fazer um alvoroço; desta maneira, os judeus podiam obter, incidentalmente, algumas evidências em prol de uma acusação de que os missionários eram perturbadores da paz, preparando, assim, um processo mais persuasivo diante da assembléia. A turba da malandragem se reuniu ao redor da casa de Jasom, onde esperavam achar a Paulo. Jasom era, decerto o hospedeiro de .Paulo;"Haenchen (pág. 512) faz a sugestão atraente de que, no começo, ofereceu aos missionários trabalho e abrigo, e depois foi convertido através dos seus contatos com eles. Não sabemos se era judeu ou gentio; se for o primeiro, seu nome judaico pode ter sido Josué, com o nome Jasom para o emprego num ambiente grego, tendo um som algo semelhante (cf. Jos., Ant. 12:239).
6. O plano dos judeus falhou, porém, pois os missionários não estavam em casa. Na sua frustração, a turba lançou mão das pessoas que conseguiram achar na casa, o próprio Jasom e alguns dos cristãos (descritos, aqui, do ponto de vista do autor, como "irmãos"). Ao invés de levá-los diante da assembléia, porém, agora escolheram o outro curso de ação, e os arrastaram diante dos magistrados. Estes homens tinham o título de "politarcos", uma designação incomum empregada para oficiais não-romanos das cidades da Macedônia; a exatidão da terminologia aqui empregada foi confirmada pelas inscrições. Não fica clara a razão para a mudança de ação, mas possivelmente lhes parecia mais apropriado acusar cidadãos tessalonicenses diante dos magistrados, ou talvez temessem que a assembléia da cidade se simpatizaria mais com os próprios concidadãos. A acusação que levantaram foi que as pessoas que tinham causado distúrbios pelo mundo inteiro agora chegaram na sua cidade. A linguagem é, naturalmente, muito exagerada, mas sugere, pelo menos, que notícias dos distúrbios em Filipos já chegaram até a Tessalônica, e possivelmente, também, alguma coisa já era sabida acerca das viagens anteriores dos missionários, a partir da Palestina e atravessando a Ásia Menor. Têm transtornado o mundo não é bem o sentido, muito embora queiramos pensar que este deve ser o efeito do evangelho; "têm causado problemas em todo lugar" (GNB) é o sentido exato.
7. Agora chegamos ao âmago da acusação. Jasom está dando guarida aos missionários e simpatizando com eles; está implicado na acusação geral de que procedem contra os decretos de César ao proclamarem outro rei, i. é, imperador, a saber: JESUS. Esta foi uma descrição apropriada do conteúdo positivo do evangelho, com sua proclamação de que JESUS é Senhor (cf. 16:31); indica como o enfoque mudou-se muito naturalmente da proclamação do "reino" no ministério de JESUS para a proclamação de "rei" na evangelização da igreja primitiva. A proclamação cristã poderia facilmente ser entendida como ataque contra o imperador (a despeito de 1 Pe 2:17), especialmente quando as reivindicações de CRISTO foram encaradas como sendo incompatíveis com as do imperador. O que não fica tão clara é a referência aos decretos de César neste contexto. Sherwin-White (págs. 51, 96, 103) observa que os decretos de Cláudio diziam respeito aos judeus que eram "fomentadores daquilo que é uma praga geral que infecciona a totalidade do mundo". Esta não é bem a mesma coisa que denunciar traição contra o imperador, e, portanto, tira a conclusão de que o relato de Lucas é confuso. É possível, no entanto, que a resposta tenha sido descoberta por E. A. Judge, que argumenta que alegação de Paulo pode ter sido interpretada como profecia de uma mudança de imperador. Havia decretos imperiais contra tais predições. Os juramentos de lealdade a César podiam ser considerados como exigências dos seus decretos, e estes seriam impostos pelos magistrados locais.
8-9. Segundo este ponto de vista, a multidão local, bem como os magistrados, poderiam muito bem ficar agitados pela acusação, embora estes últimos, como oficiais de uma cidade livre, talvez não se dispusessem a levar muito a sério o caso: que os próprios romanos tratassem de tais assuntos! Assim, os magistrados se restringiram a receber fiança de Jasom, i.é, um compromisso de que não hospedaria mais a Paulo, responsabilizando-se pela sua partida da cidade sem voltar mais. A frase é um latinismo, e o processo adotado é atestado em documentos contemporâneos.
10. Temendo, segundo se supõe, mais violências da turba, os cristãos mandaram Paulo e Silas embora, secretamente durante a noite;não se menciona Timóteo que reaparece na história em 17:14. Os missionários foram para Beréia (moderna Verria), cerca de 72 km ao oeste-sudoeste de Tessalônica. É possível que Paulo não foi mais longe porque esperava que pudesse voltar dentro em breve para Tessalônica; como registrou mais tarde, porém, "Satanás nos barrou o caminho" (1 Ts 2:18). O tempo, no entanto, não foi gasto em descanso ou espera desocupada. Além disto, Paulo não ficou desanimado com suas experiências recentes. Dirigiu-se diretamente à sinagoga para começar a evangelização.
11-12. O relato da recepção de Paulo em Beréia é a descrição clássica de uma resposta mais bem-disposta e de mente aberta (mais nobre) da parte dos judeus, para com o evangelho. Estavam zelosos para ouvir aquilo que Paulo tinha a dizer, e, desta forma, se encontravam com ele todos os dias (e não meramente aos sábados). Além disto, nem aceitavam sem pensamento e exame crítico aquilo que dizia, mas, sim, eles mesmos examinavam as Escrituras para averiguarem se era sólido o argumento que Paulo delas derivava (como em 17:2-3). Não se tratava aqui de uma resposta meramente emocional ao evangelho, mas, sim, de uma que se baseava na convicção intelectual. O resultado foi que um número considerável creu, tanto judeus como gregos, inclusive mulheres de alta posição; a ordem das palavras sugere que as mulheres se destacavam de modo especial no novo grupo cristão.
13. Até mesmo entre os judeus que permaneceram sem se deixar persuadir, não parece ter havido qualquer hostilidade contra os missionários. Os problemas começaram somente depois de os judeus de Tessalônica descobrirem que Paulo estava ali, e criarem caso por meio de excitar e perturbar o povo da mesma maneira que já fizeram antes. Sherwin-White (págs. 97-98) observa que o processo jurídico contra os missionários em Tessalônica não teria validade noutros lugares, e não havia policiamento generalizado na província para seguir malfeitores de uma cidade para outra. Como conseqüência, o único recurso que restava para os judeus era repetir os seus esforços anteriores. (Atos - introdução e comentários - I.Howard Marshall )
 
 
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·  Tessalonicenses, o Exemplo na Fé
 
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Sugerimos ao leitor que passe os olhos pela epístola, antes de prosseguir a leitura deste comentário. Uma vez que nossa opção de estudo segue a ordem cronológica, as informações básicas para o estudo de 1 Tessalonicenses encontram-se em Atos 16 e 17. Sigamos agora os estágios da segunda viagem missionária de Paulo que estão relacionados à Tessalônica.
 
1. Arcabouço histórico e geográfico
De Filipos, onde chegou a ser tratado vergonhosamente (não obstante ter estabelecido ali uma vigorosa igreja, At 16; 1 Ts 2.2), ele passou por Anfípolis e Apolônia, chegando finalmente a Tessalônica, uma cidade relativamente importante no âmbito comercial e político, tomando-se por referência os tempos apostólicos. Seu nome original era Therma, vindo a chamar-se posteriormente Tessalônica em honra à esposa de Cassandro, que .e(a irmã de Alexandre Magno. A cidade hoje é conhecida como Salônica. Durante a Primeira Guerra Mundial serviu de base operacional aos Aliados. Está situada cerca de quatrocentos quilômetros a oeste da antiga Constantinopla, atual Istambul. Em tempos antigos, era uma cidade poderosa e a capital duma das quatro divisões da Macedônia, situada à cabeceira do mar Egeu.
A distância de Filipos a Tessalônica compreende cerca de 160 quilômetros, o que representa uma viagem de quatro dias. Paulo e Silas chegaram a Tessalônica provavelmente com as costas dilaceradas depois dos maus tratos que sofreram em Filipos. Ao que tudo indica, fizeram questão de arrumar uma ocupação para não serem pesados aos irmãos, obtendo seu próprio sustento (1 Ts 2.9; 2 Ts 3.8).
Em Tessalônica, Paulo pregou por três sábados consecutivos na Sinagoga (At 17.2,3), levando alguns a abraçarem a fé cristã, os quais se uniram a Paulo e Silas (At 1704). O ministério de ensino de Paulo só foi interrompido por causa de uns "judeus desobedientes", responsáveis por uma intriga que envolveu tanto o povo como os magistrados (At 17.5-8). Essa igreja, além dos membros judeus, era composta em sua maioria por gregos (provavelmente prosélitos do judaísmo), entre os quais "não poucas mulheres distintas", conforme o relato de Atos 1704b.
 
2. O relatório de Timóteo
Tessalônica, então, tornou-se palco para a já costume ira cena da perseguição judaica (At 17.5-9), o que obrigou Paulo e Silas a fugirem para Beréia e depois (especialmente Paulo) para Atenas (At 17.10-15). Tal como na Judéia e em outras igrejas recém-implantadas, os perseguidores voltaram-se contra a igreja que se formava em Tessalônica (1 Ts 1.6; 2.14; 3.3,4). Quando Paulo tomou conhecimento disso, sua amorosa solicitude pelo bem-estar dos crentes fez com que lhes enviasse
Timóteo para orientá-los e confortá-los, encorajando-os a permanecerem firmes face à perseguição (3.1-3). O regresso de Timóteo, trazendo boas novas, foi que inspirou Paulo a escrever-Ihes sua primeira epístola (3.6-8).
Examinemos agora o completo relatório de Timóteo, contido nessa epístola:
· O pequeno grupo de crentes permanecia fiel e desejava muito a volta dos missionários. Essa notícia serviu para tranqüilizar Paulo (3.1-7).
· Evidentemente, os judeus espalhavam notícias maliciosas a respeito de Paulo; impugnavam seus motivos e interpretavam de modo errado sua conduta (1.14-16).
· Mal-entendidos a respeito da segunda vinda de CRISTO continuavam nos corações de alguns irmãos. Outros estavam enlutados com a morte de entes queridos (4.13). Note as palavras "ignorantes" e "entristeçais".
· Havia irmãos que, por não entenderem bem o tempo do arrebatamento da Igreja pelo Senhor e seu relacionamento com Ele, tinham abandonado seus empregos (4.11,12; cf. 2 Ts 3.10-12).
· Havia uma tendência de suprimir a manifestação dos dons espirituais (5.19,20).
· Existiam ainda os que eram tentados a voltar às práticas impuras do paganismo (4.3-7).
 
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3. Data e lugar
Crê-se ter sido em Corinto, para onde se dirigira quando deixou Atenas (At 18.1-18), que Paulo escreveu esta epístola, cerca do ano 51 d.C., pouco depois da chegada de Timóteo (3.1-5). A igreja nessa ocasião era composta de crentes novos que passavam pelo fogo da perseguição.
Observemos o propósito de Paulo, que parece ser quádruplo, ao escrevê-la:
· Confirmar a Igreja sobre os fundamentos que lhe foram ensinados (1.1-3.11).
· Exortá-los ao crescimento espiritual e. à prática da santidade (3.12-4.12).
· Confortá-los quanto àqueles que fisicamente já haviam falecido como crentes, incluindo alguns martirizados por sua fé (4.13-18). .
· Provê-l os de exortações práticas quanto à sua conduta como crentes (5.1-28).
Esta epístola é talvez o mais antigo dos documentos cristãos, com exceção da Epístola de Judas, e contém muitas informações a respeito da segunda vinda de CRISTO (cf. 2.19; 3.13; 4.15; 5.23). Grande parte de seu conteúdo é dedicado por Paulo a assuntos relacionados com a vinda do Senhor.
a seguinte esboço temático (recomendamos sua memorização) é sugerido por Robert Lee, de Londres, segundo o qual a vinda de CRISTO representa:
· Uma esperança inspiradora para o novo convertido (cap. 1).
· Uma esperança encorajadora para o servo fiel (2.1 a 3.11).
· Uma esperança purificadora para o cristão maduro (3.12 a 4.12).
· Uma esperança confortadora para o. enlutado (4.13-18).
· Uma esperança despertadora para o crente indolente (cap.5).
(Comentário do Novo Testamento Boyd, Frank M. Boyd Comentário Bíblico)
 
 
 
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RESUMO DO  1º TRIMESTRE DE 2007 - A IGREJA E A SUA MISSÃO.
COMENTARISTA :  Elienai Cabral - REVISTA CPAD 
 
 
 
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RESUMO DA LIÇÃO 13 – AVIVAMENTO ESPIRITUAL – A MISSÃO DINÂMICA DA IGREJA.
COMENTARISTA :  Elienai Cabral - REVISTA CPAD - 1º TRIMESTRE DE 2007
 
 
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RESUMO DO 2º TRIMESTRE DE 2007
COMENTARISTA :  ELINALDO RENOVADO DE LIMA - REVISTA CPAD
 
 
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QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 13 – AVIVAMENTO ESPIRITUAL – A MISSÃO DINÂMICA DA IGREJA.
RESPONDER CONFORME REVISTA DA CPAD - 1º TRIMESTRE DE 2007:
 
I. A CHAMA DO AVIVAMENTO DA IGREJA TESSALÔNICA (1 Ts 1.1-3)
1- Qual a diferença entre "a igreja dos tessalonicenses" e "aos" tessalonicenses? Marque com "X" a alternativa correta:
(   ) Aquela igreja não tinha identidade própria.
(   ) Aquela igreja queria possuir identidade própria.
(   ) Aquela igreja tinha identidade própria.
 
2- Cite duas características importantes da igreja em tessalônica que era uma marca que os caracterizava: Marque com "X" a alternativa correta:
(  ) Apelo e fervor exponencial.
(  ) Desprendimento de doutrinas e o fervor espiritual.
(  ) zelo e o fervor espiritual.
 
3- O que é uma "fé ativa" como citada no v.3? Marque com "X" a alternativa correta:
(  ) É uma fé dinâmica e crescente.
(  ) É uma fé dinâmica e decrescente.
(  ) É uma esperança do crente.
 
4- Cite três grandes virtudes do cristianismo vivido em Tessalônica: Marque com "X" a alternativa correta:
(   ) Ação social, amor e esperança.
(   ) Coragem, intrepidez e esperança.
(   ) Fé, amor e esperança.
 
5- A que se refere a "obra da fé"? Marque com "X" a alternativa correta:
(   ) Ao desempenho espiritual do cristão, pela fé depois de salvo.
(   ) À salvação do cristão, pelas obras.
(   ) Ao merecimento da salvação pelo cristão, através das obras.
 
6- Que tipo de amor é referido no versículo 3, quando Paulo escreveu: “Trabalho do vosso amor"? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Amor filantrópico.
(   ) Amor gerado pelo ESPÍRITO SANTO.
(   ) Trabalho contínuo a favor do evangelho de CRISTO.
 
7- Com o que tem a ver a frase "paciência da esperança"(v.3)? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Resistência.
(   ) Constância.
(   ) Perseverança da esperança.
 
II. MANTENDO A CHAMA DO AVIVAMENTO ACESA
8- Qual o resultado de todo trabalho pioneiro que ali, em Tessalônica, fora realizado com muito sacrifício? Marque com "X" a alternativa correta:
(   ) Não tinha sido inútil.
(   ) Não tinha sido útil.
(   ) Era patente na vida daqueles irmãos.
 
9- Que tipo de mensagem aqueles crentes de tessalônica recebiam de Paulo? Marque com "X" a alternativa correta:
(   ) Era a própria Palavra de DEUS
(   ) Era o ensino de Paulo a respeito da Palavra de DEUS
(   ) Era a pregação de Paulo a respeito da Palavra de DEUS
 
III- A CHAMA DO AVIVAMENTO E A VOLTA  DO SENHOR (1 Ts 4.13-18)
10- Paulo sabia que enquanto a Igreja estivesse  aqui seus membros estariam sujeitos às tentações e pecados na sua vida cotidiana. Quais as três coisas da vida do crente o apóstolo trata com os Tessalonicenses? Marque com "X" a alternativa correta:
(   ) A pureza moral.,
(   ) O amor fraternal.
(   ) O trabalho honesto.
(   ) O valor da oração.
 
11- Ligue a primeira coluna de acordo com a segunda:
 
Pureza moral, 
 
 
 
 Devemos evitar atitudes que desabonem nossa conduta ou que representem engano, negligência e irresponsabilidade em nossas atividades diárias, sejam elas quais forem (1 Ts 4.11 ,12).
Amor fraternal
Prostituição em suas várias formas.
 
Prática do trabalho honesto
Relacionamento que deve ser cultivado pelo cristão (1 Ts 4.9,10).
 
 
12- Quais equívocos doutrinários Paulo soubera que entre os cristãos de Tessalônica propagavam-se? Marque com "X" a alternativa correta:
(   ) Referente ao falar em línguas
(   ) Referentes à situação dos mortos em CRISTO
(   ) Acerca da volta do Senhor.
 
13- O que a liderança da igreja tem a responsabilidade de esclarecer doutrinariamente? Marque com "X" a alternativa correta:
(   ) Os enganos dos crentes.
(   ) O comportamento político-partidário dos cristãos.
(   ) O desconhecimento das doutrinas várias da Bíblia.
 
14- Qual a verdade bíblica acerca do estado dos mortos segundo 1 Ts 4.14-17? Complete:
 A Bíblia ensina que, num determinado momento da sua vinda, o Senhor voltará _________________ para a sua Igreja, constituída pelos vivos e pelos mortos em CRISTO. Nesta fase, JESUS virá até as ___________________, e ouvida a voz de convocação para os santos (v.16), os "__________________ em CRISTO" ressuscitarão primeiro, e num "abrir e fechar de olhos" (1 Co 15.51), subirão ao encontro do Senhor nos ares. Os vivos ouvirão, em __________________, a chamada do Senhor, e já transformados do seu estado material para o espiritual, subirão ao encontro do Senhor, juntamente com os que foram ressuscitados (v. 1 7).
 
 
 
Ajuda:
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Atos - introdução e comentários - I.Howard Marshall - Série Cultura Bíblica - 1º Edição 1982 - Reedição 85-88-91-99-2001
Sociedade Religiosa Edições Vida - são Paulo-SP
225.7 - Comentário do Novo Testamento Boyd, Frank M. Boyd Comentário Bíblico.../Frank M. Boyd
1 ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de DEUS, 1996.p. 176. em. 14x21 ISBN 85-263-0066-0
1. Comentário 2. Gálatas 3. Filipenses 4. 1 e 2 Tessalonicenses 5. Hebreus
CDD 225.7 - Comentário do Novo Testamento 227.4 - Gálatas 227.6 - Filipenses 227.81 - 1 e 2 Tessalonicenses 227.8
Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva.