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TEXTO ÁUREO:
Porque o nosso
evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no
ESPÍRITO SANTO, e em muita certeza. Como bem sabeis quais fomos entre vós.
Por amor de vós. (1Ts 1.5).
VERDADE PRÁTICA:
O avivamento
espiritual da igreja deve ser preservado, para que ela prossiga renovada no
Espírito e dinâmica em sua missão na Terra.
LEITURA BÍBLICA EM
CLASSE:
1 Tessalonicenses
1.1.10. 1 - Paulo, e Silvano, e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em
DEUS, o Pai, e no Senhor JESUS CRISTO: graça e paz tenhais de DEUS, nosso
Pai, e do Senhor JESUS CRISTO 2 - Sempre damos graças a DEUS por vós todos,
fazendo menção de vós em nossas orações, 3 Lembrando-nos, sem cessar, da
obra da vossa fé, do trabalho, da Caridade e da paciência da esperança em
nosso Senhor JESUS CRISTO, diante de nosso DEUS e Pai, 4- sabendo, amados
irmãos, que a vossa eleição é de DEUS;5- Porque o nosso evangelho não foi a
vós somente em palavras, mas também em poder, e no ESPÍRITO SANTO, e em
muita certeza. Como bem sabeis quais fomos entre vós. Por amor de vós. 6- E
vós fostes feitos nossos imitadores e do Senhor, recebendo a palavra em
muita tribulação, com gozo do ESPÍRITO SANTO, 7 - De maneira que fostes
exemplo para todos os fiéis na Macedônia e Acaia. 8 - Porque por vós soou a
palavra do Senhor, não somente na Macedônia e Acaia, mas também em todos os
lugares a vossa fé para com DEUS se espalhou de tal maneira que já dela não
temos necessidade de falar coisa alguma; 9-porque eles mesmos anunciam de
nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos
convertestes a DEUS, para servir ao DEUS vivo e verdadeiro 10- e esperar
dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, JESUS, que nos
livra da ira futura.
Introdução:
Numa leitura rápida e
sem percepção espiritual, não podemos discernir um grande avivamento nem
exemplos práticos de uma grande igreja em Tessalônica, mas numa acurada
leitura e estudo sistemático das cartas de Paulo aos Tessalonicenses ,
podemos perceber os resultados de uma igreja que se iniciou debaixo de
perseguições, lutas e sofrimento. Esta igreja, sem dúvida, era uma igreja
vitoriosa e de destaque em sua época, não só devido ao seu crescimento, mas
também, devido ao seu exemplo para com as demais. Destacam-se em três
qualidades indispensáveis à igreja: Fé, Amor e Esperança. A preocupação com
a morte era notória , mas Paulo tratou de elucidar suas dúvidas explicando
que a morte ao invés de terminar com as esperanças, pelo contrário, era um
passaporte para a vida eterna, pelo menos para os que morressem antes do
arrebatamento, mas todos se uniriam novamente neste glorioso dia e nessa
maravilhosa hora; e então todos se reuniriam a CRISTO.
Tessalônica e Beréia
(17:1-10).
De Filipos, Paulo foi
diretamente à capital da Macedônia, Tessalônica, onde teve uma missão bem
sucedida na sinagoga judaica, ganhando convertidos entre os judeus e os
aderentes gentios. Quando surgiram problemas, desta vez, vieram da inveja
dos judeus, no que dizia respeito ao sucesso de Paulo entre os gentios. Não
conseguindo colocar suas mãos em Paulo, levaram seus amigos diante das
autoridades da cidade e os acusaram de traição. Os magistrados trataram do
assunto ao tomar fiança deles no sentido de manterem a paz, e os cristãos,
em vista disto, enviaram Paulo e Silas para a cidade vizinha de Beréia.
Aqui, em nada desanimados, voltaram a fazer
campanhas nas sinagogas
com resultados encorajadores do mesmo tipo até que uma delegação de judeus
de Tessalônica veio incitar as multidões contra os cristãos. Mais uma vez,
foi julgada conveniente a partida de Paulo, e ele viajou para Atenas.
A narrativa não
apresenta problema histórico insuperável algum, embora precisemos
acrescentar a evidência de Tessalonicenses para termos um quadro completo
dos eventos. Haenchen (pág. 513) alega que 1 Tessalonicenses não sugere que
os judeus causaram problemas para Paulo em Tessalônica; estes surgiram,
conforme ele sustenta, de um movimento anti-cristão dentre os gentios:
"porque também padecestes da parte dos vossos patrícios, as mesmas coisas
que eles por sua vez sofreram dos judeus" (1 Ts 2:14 - eles se refere aos
crentes da Judéia). Contra este ponto de vista, deve ser insistido que 1
Tessalonicenses 2:15-16 se refere às experiências de Paulo às mãos dos
judeus, sem dúvida com referência àquilo que, segundo seus leitores sabiam,
lhe ocorreu em Tessalônica; v. 14, então, seria uma referência aos oponentes
gentios e judeus à igreja, que existiam na cidade.
1. A grande estrada
romana, a Via Egnatia, começava em Neápolis e passava por Filipos, Anfípolis
(16:12), Apolônia e Tessalônica, e depois passava para o oeste, atravessando
a Macedônia até a praia do Mar Adriático em Dirraquio, de onde os viajantes
podiam atravessar o mar para a Itália. As
campanhas missionárias de Paulo foram muito facilitadas onde havia boas
estradas, as "rodovias expressas" do mundo antigo, para ajudar seu
progresso. Os missionários viajaram 53 km para Anfípolis, 43 km para
Apolônia e então, 56 km para Tessalônica; se cada uma destas distâncias
representa a viagem de um só dia, os viajantes devem ter montado cavalos
(ver 21 :15), mas pode ser que Lucas meramente esteja mencionando as cidades
principais por onde passaram. Se houve trabalho missionário nestas cidades,
Lucas não o menciona; é possível que não possuíssem sinagogas (não há sinal
delas), ou, possivelmente, a preocupação de Paulo era chegar à cidade
principal da província para trabalhar ali. Tessalônica, como Filipos, era
uma cidade antiga que recebera nova vida na era helenística. Os romanos
fizeram dela uma cidade livre em 42 a.C., e ela tinha os direitos
apropriados de governo-próprio nos padrões gregos mais que romanos
(Sherwin-White, págs. 95-98). Tinha uma população judaica, provavelmente
mais do que suficiente para estabelecer uma sinagoga. As evidências
arqueológicas recentes indicam que, mais tarde, havia uma sinagoga
samaritana na cidade.
2. A visita
costumeira de Paulo à sinagoga de uma cidade estranha (13:4-12), não
era meramente para participar da adoração, mas, sim, para evangelizar
aqueles que vinham aos cultos. (cf. Lc 4:16). Continuou esta atividade em
Tessalônica durante três sábados. A totalidade da sua permanência na cidade,
porém, pode ter sido mais prolongada, pois sabemos que recebeu pelo menos
uma oferta de Filipos (Fp 4:16) e que teve de trabalhar para se sustentar (1
Ts 2:9).
3. Lucas não tem
qualquer história vívida dalguma conversão a contar, tirada da visita de
Paulo em Tessalônica, e já indicou extensamente o tipo de discurso que Paulo
proferiria no ambiente de uma sinagoga (13:16 e segs.). Restringe-se
aqui, portanto, a um resumo geral da evangelização feita por Paulo.
Baseava-se nas Escrituras, a autoridade em comum aceita pelos judeus e pelos
cristãos, e levava-se a efeito mediante argumentos. Abria o significado das
Escrituras (Lc 24:32), e trazia as declarações delas como evidências em prol
do seu argumento. Provavelmente deixava os judeus atônitos ao declarar que
era necessário que o Messias padecesse (i.é, morresse, 1 :3) e depois
ressurgisse dentre os mortos, e, então Paulo argumentava que, visto que
JESUS cumpriu estas condições, era Ele o Messias. A necessidade achava-se na
vontade de DEUS, aceita por JESUS (Lc 9:22) e revelada nas Escrituras (Lc
24:26-27). Visto que Paulo faz essencialmente as mesmas declarações acerca
do Messias em 1 Coríntios 15 :3.5, passagem esta que se baseia na tradição
cristã primitiva, fica claro que não estava publicando uma linha de
pensamento inventada por ele, mas simplesmente repetia aquilo que era
ensinamento cristão comumente aceito. Podemos ter razoável certeza de que as
Escrituras empregadas incluiriam Salmos 2, 16, 110; Isaías capo 53; e
possivelmente Dt 21 :23 (ver 26:23).
4. A pregação de
Paulo foi eficaz. Seus
convertidos incluíam alguns dos judeus juntamente com um número considerável
dos aderentes gentios da sinagoga, bem como mulheres. Estas são descritas
como distintas mulheres, o que talvez queira dizer que pertenciam à classe
superior da cidade, alternativamente, podem ser as "esposas dos homens
principais", sentido este que fica explícito nalguns MSS antigos. De
qualquer destes modos, o fato não seria surpreendente, pois sabemos que
mulheres judaicas se achavam na alta sociedade, e até a amante e esposa de
Nero, Popéia, era reputada por suas simpatias judaicas (1os., Ant.. 20:195).
Quando Haenchen (pág. 507) comenta que é estranho que estas mulheres
influenciais não puderam evitar a perseguição dos cristãos aqui ou na
Beréia, parece que se esquece de que a perseguição foi causada pelos judeus
(com os quais, segundo se supõe, as mulheres tinham pouca influência) e não
pelas autoridades da cidade. Lucas nos informa que os convertidos ficaram
unidos a Paulo e Silas, i.é, provavelmente que formavam um grupo separado
que se reunia fora da sinagoga, na casa de Jasom, segundo parece (17:5).
5. O sucesso de
Paulo em atrair os gentios despertou a inveja dos judeus. Os
gentios seriam convertidos em potencial para o judaísmo, mas Paulo
revelara-se mais eficaz do que a sinagoga em persuadi-los a dar o passo da
dedicação completa. Muitos gentios que foram atraídos pelos aspectos mais
espirituais do judaísmo não queriam chegar a circuncisão, e se contentaram
em constar como tementes a DEUS. Assim, os judeus resolveram tomar medidas.
Parece que havia dois cursos de ação disponíveis para eles. Visto ser
Tessalônica uma cidade livre, tinha uma assembléia popular (descrita neste
versículo como o povo, Gr. "demos") diante da qual podiam ser levadas
acusações. Os judeus procuraram levar Paulo e Silas diante desta assembléia.
Fizeram-no com a ajuda que obtiveram de um grupo de desocupados que se
dispunham a fazer um alvoroço; desta maneira, os judeus podiam obter,
incidentalmente, algumas evidências em prol de uma acusação de que os
missionários eram perturbadores da paz, preparando, assim, um processo mais
persuasivo diante da assembléia. A turba da malandragem se reuniu ao redor
da casa de Jasom, onde esperavam achar a Paulo. Jasom era, decerto o
hospedeiro de .Paulo;"Haenchen (pág. 512) faz a sugestão atraente de que, no
começo, ofereceu aos missionários trabalho e abrigo, e depois foi convertido
através dos seus contatos com eles. Não sabemos se era judeu ou gentio; se
for o primeiro, seu nome judaico pode ter sido Josué, com o nome Jasom para
o emprego num ambiente grego, tendo um som algo semelhante (cf. Jos., Ant.
12:239).
6. O plano dos
judeus falhou, porém, pois os missionários não estavam em casa. Na
sua frustração, a turba lançou mão das pessoas que conseguiram achar na
casa, o próprio Jasom e alguns dos cristãos (descritos, aqui, do ponto de
vista do autor, como "irmãos"). Ao invés de levá-los diante da assembléia,
porém, agora escolheram o outro curso de ação, e os arrastaram diante dos
magistrados. Estes homens tinham o título de "politarcos", uma designação
incomum empregada para oficiais não-romanos das cidades da Macedônia; a
exatidão da terminologia aqui empregada foi confirmada pelas inscrições. Não
fica clara a razão para a mudança de ação, mas possivelmente lhes parecia
mais apropriado acusar cidadãos tessalonicenses diante dos magistrados, ou
talvez temessem que a assembléia da cidade se simpatizaria mais com os
próprios concidadãos. A acusação que levantaram foi que as pessoas que
tinham causado distúrbios pelo mundo inteiro agora chegaram na sua cidade. A
linguagem é, naturalmente, muito exagerada, mas sugere, pelo menos, que
notícias dos distúrbios em Filipos já chegaram até a Tessalônica, e
possivelmente, também, alguma coisa já era sabida acerca das viagens
anteriores dos missionários, a partir da Palestina e atravessando a Ásia
Menor. Têm transtornado o mundo não é bem o sentido, muito embora queiramos
pensar que este deve ser o efeito do evangelho; "têm causado problemas em
todo lugar" (GNB) é o sentido exato.
7. Agora chegamos ao
âmago da acusação. Jasom
está dando guarida aos missionários e simpatizando com eles; está implicado
na acusação geral de que procedem contra os decretos de César ao proclamarem
outro rei, i. é, imperador, a saber: JESUS. Esta foi uma descrição
apropriada do conteúdo positivo do evangelho, com sua proclamação de que
JESUS é Senhor (cf. 16:31); indica como o enfoque mudou-se muito
naturalmente da proclamação do "reino" no ministério de JESUS para a
proclamação de "rei" na evangelização da igreja primitiva. A proclamação
cristã poderia facilmente ser entendida como ataque contra o imperador (a
despeito de 1 Pe 2:17), especialmente quando as reivindicações de CRISTO
foram encaradas como sendo incompatíveis com as do imperador. O que não fica
tão clara é a referência aos decretos de César neste contexto. Sherwin-White
(págs. 51, 96, 103) observa que os decretos de Cláudio diziam respeito aos
judeus que eram "fomentadores daquilo que é uma praga geral que infecciona a
totalidade do mundo". Esta não é bem a mesma coisa que denunciar traição
contra o imperador, e, portanto, tira a conclusão de que o relato de Lucas é
confuso. É possível, no entanto, que a resposta tenha sido descoberta por E.
A. Judge, que argumenta que alegação de Paulo pode ter sido interpretada
como profecia de uma mudança de imperador. Havia decretos imperiais contra
tais predições. Os juramentos de lealdade a César podiam ser considerados
como exigências dos seus decretos, e estes seriam impostos pelos magistrados
locais.
8-9. Segundo este
ponto de vista, a multidão local, bem como os magistrados, poderiam muito
bem ficar agitados pela acusação, embora estes últimos, como oficiais de uma
cidade livre, talvez não se dispusessem a levar muito a sério o caso: que os
próprios romanos tratassem de tais assuntos! Assim,
os magistrados se restringiram a receber fiança de Jasom, i.é, um
compromisso de que não hospedaria mais a Paulo, responsabilizando-se pela
sua partida da cidade sem voltar mais. A frase é um latinismo, e o processo
adotado é atestado em documentos contemporâneos.
10. Temendo, segundo
se supõe, mais violências da turba, os cristãos mandaram Paulo e Silas
embora, secretamente durante a noite;não
se menciona Timóteo que reaparece na história em 17:14. Os missionários
foram para Beréia (moderna Verria), cerca de 72 km ao oeste-sudoeste de
Tessalônica. É possível que Paulo não foi mais longe porque esperava que
pudesse voltar dentro em breve para Tessalônica; como registrou mais tarde,
porém, "Satanás nos barrou o caminho" (1 Ts 2:18). O tempo, no entanto, não
foi gasto em descanso ou espera desocupada. Além disto, Paulo não ficou
desanimado com suas experiências recentes. Dirigiu-se diretamente à sinagoga
para começar a evangelização.
11-12. O relato da
recepção de Paulo em Beréia é a descrição clássica de uma resposta mais
bem-disposta e de mente aberta (mais nobre) da parte dos judeus, para
com o evangelho. Estavam zelosos para ouvir aquilo que Paulo tinha a dizer,
e, desta forma, se encontravam com ele todos os dias (e não meramente aos
sábados). Além disto, nem aceitavam sem pensamento e exame crítico aquilo
que dizia, mas, sim, eles mesmos examinavam as Escrituras para averiguarem
se era sólido o argumento que Paulo delas derivava (como em 17:2-3). Não se
tratava aqui de uma resposta meramente emocional ao evangelho, mas, sim, de
uma que se baseava na convicção intelectual. O resultado foi que um número
considerável creu, tanto judeus como gregos, inclusive mulheres de alta
posição; a ordem das palavras sugere que as mulheres se destacavam de modo
especial no novo grupo cristão.
13. Até mesmo entre
os judeus que permaneceram sem se deixar persuadir, não parece ter havido
qualquer hostilidade contra os missionários. Os
problemas começaram somente depois de os judeus de Tessalônica descobrirem
que Paulo estava ali, e criarem caso por meio de excitar e perturbar o povo
da mesma maneira que já fizeram antes. Sherwin-White (págs. 97-98) observa
que o processo jurídico contra os missionários em Tessalônica não teria
validade noutros lugares, e não havia policiamento generalizado na província
para seguir malfeitores de uma cidade para outra. Como conseqüência, o único
recurso que restava para os judeus era repetir os seus esforços anteriores.
(Atos - introdução e comentários - I.Howard Marshall )
· Tessalonicenses,
o Exemplo na Fé
Sugerimos ao leitor que
passe os olhos pela epístola, antes de prosseguir a leitura deste
comentário. Uma vez que nossa opção de estudo segue a ordem cronológica, as
informações básicas para o estudo de 1 Tessalonicenses encontram-se em Atos
16 e 17. Sigamos agora os estágios da segunda viagem missionária de Paulo
que estão relacionados à Tessalônica.
1. Arcabouço
histórico e geográfico
De Filipos, onde chegou
a ser tratado vergonhosamente (não obstante ter estabelecido ali uma
vigorosa igreja, At 16; 1 Ts 2.2), ele passou por Anfípolis e Apolônia,
chegando finalmente a Tessalônica, uma cidade relativamente importante no
âmbito comercial e político, tomando-se por referência os tempos
apostólicos. Seu nome original era Therma, vindo a chamar-se posteriormente
Tessalônica em honra à esposa de Cassandro, que .e(a irmã de Alexandre
Magno. A cidade hoje é conhecida como Salônica. Durante a Primeira Guerra
Mundial serviu de base operacional aos Aliados. Está situada cerca de
quatrocentos quilômetros a oeste da antiga Constantinopla, atual Istambul.
Em tempos antigos, era uma cidade poderosa e a capital duma das quatro
divisões da Macedônia, situada à cabeceira do mar Egeu.
A distância de
Filipos a Tessalônica compreende cerca de 160 quilômetros,
o que representa uma viagem de quatro dias. Paulo e Silas chegaram a
Tessalônica provavelmente com as costas dilaceradas depois dos maus tratos
que sofreram em Filipos. Ao que tudo indica, fizeram questão de arrumar uma
ocupação para não serem pesados aos irmãos, obtendo seu próprio sustento (1
Ts 2.9; 2 Ts 3.8).
Em Tessalônica, Paulo
pregou por três sábados consecutivos na Sinagoga (At 17.2,3), levando alguns
a abraçarem a fé cristã, os quais se uniram a Paulo e Silas (At
1704). O ministério de ensino de Paulo só foi interrompido por causa de uns
"judeus desobedientes", responsáveis por uma intriga que envolveu tanto o
povo como os magistrados (At 17.5-8). Essa igreja, além dos membros judeus,
era composta em sua maioria por gregos (provavelmente prosélitos do
judaísmo), entre os quais "não poucas mulheres distintas", conforme o relato
de Atos 1704b.
2. O relatório de
Timóteo
Tessalônica, então,
tornou-se palco para a já costume ira cena da perseguição judaica (At
17.5-9), o que obrigou Paulo e Silas a fugirem para Beréia e depois
(especialmente Paulo) para Atenas (At 17.10-15). Tal como na Judéia e em
outras igrejas recém-implantadas, os perseguidores voltaram-se contra a
igreja que se formava em Tessalônica (1 Ts 1.6; 2.14; 3.3,4). Quando Paulo
tomou conhecimento disso, sua amorosa solicitude pelo bem-estar dos crentes
fez com que lhes enviasse
Timóteo para
orientá-los e confortá-los, encorajando-os a permanecerem firmes face à
perseguição (3.1-3). O regresso de Timóteo, trazendo boas novas, foi que
inspirou Paulo a escrever-Ihes sua primeira epístola (3.6-8).
Examinemos agora o
completo relatório de Timóteo, contido nessa epístola:
· O pequeno grupo de
crentes permanecia fiel e desejava muito a volta dos missionários.
Essa notícia serviu para tranqüilizar Paulo (3.1-7).
· Evidentemente, os
judeus espalhavam notícias
maliciosas a respeito de Paulo; impugnavam seus motivos e interpretavam
de modo errado sua conduta (1.14-16).
· Mal-entendidos a
respeito da segunda vinda de CRISTO continuavam
nos corações de alguns irmãos. Outros estavam
enlutados com a morte de
entes queridos (4.13). Note as palavras "ignorantes" e "entristeçais".
· Havia irmãos que, por não
entenderem bem o tempo do arrebatamento da Igreja pelo
Senhor e seu relacionamento com Ele, tinham
abandonado seus empregos (4.11,12;
cf. 2 Ts 3.10-12).
· Havia uma tendência
de suprimir a manifestação dos
dons espirituais (5.19,20).
· Existiam ainda os que
eram tentados a voltar às
práticas impuras do paganismo (4.3-7).
3. Data e lugar
Crê-se ter sido em
Corinto, para onde se dirigira quando deixou Atenas (At 18.1-18), que Paulo
escreveu esta epístola, cerca do ano 51 d.C., pouco depois da chegada de
Timóteo (3.1-5). A igreja nessa ocasião era composta de crentes novos que
passavam pelo fogo da perseguição.
Observemos o propósito
de Paulo, que parece ser quádruplo, ao escrevê-la:
· Confirmar a Igreja
sobre os fundamentos que lhe foram ensinados (1.1-3.11).
· Exortá-los ao
crescimento espiritual e. à prática da santidade (3.12-4.12).
· Confortá-los
quanto àqueles que fisicamente já haviam falecido como crentes, incluindo
alguns martirizados por sua fé (4.13-18). .
· Provê-l os de
exortações práticas quanto à sua conduta como crentes (5.1-28).
Esta epístola é talvez
o mais antigo dos documentos cristãos, com exceção da Epístola de Judas, e
contém muitas informações a respeito da segunda vinda de CRISTO (cf. 2.19;
3.13; 4.15; 5.23). Grande parte de seu conteúdo é dedicado por Paulo a
assuntos relacionados com a vinda do Senhor.
a seguinte esboço
temático (recomendamos sua memorização) é sugerido por Robert Lee, de
Londres, segundo o qual a vinda de CRISTO representa:
· Uma esperança
inspiradora para o novo convertido (cap. 1).
· Uma esperança
encorajadora para o servo fiel (2.1 a 3.11).
· Uma esperança
purificadora para o cristão maduro (3.12 a 4.12).
· Uma esperança
confortadora para o. enlutado (4.13-18).
· Uma esperança
despertadora para o crente indolente (cap.5).
(Comentário do Novo
Testamento Boyd, Frank M. Boyd Comentário Bíblico)
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RESUMO DO
1º TRIMESTRE DE 2007 - A IGREJA E A SUA MISSÃO.
COMENTARISTA : Elienai Cabral - REVISTA CPAD
RESUMO DA LIÇÃO 13
– AVIVAMENTO ESPIRITUAL – A
MISSÃO DINÂMICA DA IGREJA.
COMENTARISTA : Elienai Cabral - REVISTA CPAD - 1º TRIMESTRE DE 2007
RESUMO DO 2º
TRIMESTRE DE 2007
COMENTARISTA : ELINALDO RENOVADO DE LIMA - REVISTA CPAD
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QUESTIONÁRIO DA
LIÇÃO 13 – AVIVAMENTO ESPIRITUAL – A
MISSÃO DINÂMICA DA IGREJA.
RESPONDER CONFORME
REVISTA DA CPAD - 1º TRIMESTRE DE 2007:
I. A CHAMA DO
AVIVAMENTO DA IGREJA TESSALÔNICA (1 Ts 1.1-3)
1- Qual a diferença
entre "a igreja dos tessalonicenses" e "aos" tessalonicenses? Marque com "X"
a alternativa correta:
( ) Aquela igreja não
tinha identidade própria.
( ) Aquela igreja
queria possuir identidade própria.
( ) Aquela igreja
tinha identidade própria.
2- Cite duas
características importantes da igreja em tessalônica que era uma marca que
os caracterizava: Marque com "X" a alternativa correta:
( ) Apelo e fervor
exponencial.
( ) Desprendimento de
doutrinas e o fervor espiritual.
( ) zelo e o fervor
espiritual.
3- O que é uma "fé
ativa" como citada no v.3? Marque com "X" a alternativa correta:
( ) É uma fé dinâmica
e crescente.
( ) É uma fé dinâmica
e decrescente.
( ) É uma esperança do
crente.
4- Cite três grandes
virtudes do cristianismo vivido em Tessalônica: Marque com "X" a alternativa
correta:
( ) Ação social, amor
e esperança.
( ) Coragem,
intrepidez e esperança.
( ) Fé, amor e
esperança.
5- A
que se refere a "obra da fé"? Marque
com "X" a alternativa correta:
( ) Ao
desempenho espiritual do cristão, pela fé depois de salvo.
( ) À
salvação do cristão, pelas obras.
( ) Ao merecimento da salvação
pelo cristão, através das obras.
6- Que tipo de amor
é referido no versículo 3, quando Paulo escreveu: “Trabalho do vosso amor"?
Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Amor
filantrópico.
( ) Amor gerado pelo
ESPÍRITO SANTO.
( ) Trabalho contínuo
a favor do evangelho de CRISTO.
7- Com o que tem a
ver a frase "paciência da esperança"(v.3)? Coloque "V" para Verdadeiro e "F"
para Falso:
( ) Resistência.
( ) Constância.
( ) Perseverança da
esperança.
II. MANTENDO A CHAMA
DO AVIVAMENTO ACESA
8- Qual o resultado
de todo trabalho pioneiro que ali, em Tessalônica, fora realizado com muito
sacrifício? Marque com "X" a alternativa correta:
( ) Não tinha sido
inútil.
( ) Não tinha sido
útil.
( ) Era patente na
vida daqueles irmãos.
9- Que tipo de
mensagem aqueles crentes de tessalônica recebiam de Paulo? Marque com "X" a
alternativa correta:
( ) Era a própria
Palavra de DEUS
( ) Era o ensino de
Paulo a respeito da Palavra de DEUS
( ) Era a pregação de
Paulo a respeito da Palavra de DEUS
III- A CHAMA DO
AVIVAMENTO E A VOLTA DO SENHOR (1 Ts 4.13-18)
10- Paulo sabia que
enquanto a Igreja estivesse aqui seus membros estariam sujeitos às
tentações e pecados na sua vida cotidiana. Quais as três coisas da vida do
crente o apóstolo trata com os Tessalonicenses? Marque com "X" a alternativa
correta:
( ) A pureza moral.,
( ) O amor fraternal.
( ) O trabalho
honesto.
( ) O valor da
oração.
11- Ligue a primeira
coluna de acordo com a segunda:
| Pureza moral, | Devemos evitar atitudes que desabonem nossa conduta ou que representem engano, negligência e irresponsabilidade em nossas atividades diárias, sejam elas quais forem (1 Ts 4.11 ,12). | |
| Amor fraternal | Prostituição em suas várias formas. | |
| Prática do trabalho honesto | Relacionamento que deve ser cultivado pelo cristão (1 Ts 4.9,10). |