Lição 13 - Como escapar dos males ideológicos dos últimos dias
Lições
Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 4º Trimestre de 2005
E AGORA, COMO VIVEREMOS?
A
Resposta Cristã para tempos de crise e calamidade moral.
Comentários da revista da
CPAD:
Pr. Geremias do Couto
Consultor
Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de
Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
TEXTO ÁUREO
"Por cuja causa padeço
também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e
estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia"
(2 Tm 1.12).
VERDADE PRÁTICA
O que nos garante
escapar das insanas correntes ideológicas do pós-modernismo é o
aprofundamento das nossas convicções através do conhecimento da Palavra e a
firmeza inabalável da nossa fé em Cristo.
LEITURA BÍBLICA EM
CLASSE - 2 TIMÓTEO 1.6-12
6 Por cujo motivo te
lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti pela imposição das
minhas mãos.
7 Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor,
e de moderação.
8 Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim,
que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o
poder de Deus,
9 Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas
obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em
Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos;
10 E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o
qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho;
11 Para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios.
12 Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei
em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu
depósito até àquele dia.
O DESAFIO AO TESTEMUNHO
CORAJOSO 1 :6-14
Depois das ações de graças breves,
Paulo passa a procurar estimular a resolução do seu jovem discípulo, e, em
particular, o encoraja a estar disposto a suportar o sofrimento por amor ao
evangelho. A nota de ansiedade que permeia a passagem advém parcialmente do
reconhecimento da parte do Apóstolo de que a inexperiência e a timidez
natural de Timóteo precisam de reforços, e ainda mais porque está consciente
das responsabilidades pesadas que logo devem recair sobre este. Mesmo assim,
pode indicar a comissão divina dada na ordenação, ao exemplo da sua própria
perseverança, e à vida nova outorgada aos homens mediante Cristo, como
motivos que impulsionam a um esforço corajoso.
6. A
transição da seção anterior é fácil e natural. É Por esta razão, i.é, porque
sabe que Timóteo é um homem de fé solidamente estabelecida, que Paulo não
hesita em exortá-lo a reavivar o dom de Deus, que há nele e que recebeu na
sua ordenação. Há uma referência à ordenação de Timóteo em 1 Tm 4: 14,
onde Paulo também diz que ela transmitiu um "dom especial" (a mesma palavra
que aqui: Gr. charisma) a ele. Aqui o dom é comparado a um fogo (cf. 1 Ts 5:
19: "Não apagueis o Espírito"), a sugestão reavivar ("reacender") não é para
significar que apagou-se, mas, sim, que as brasas sempre precisam de ser
remexidas constantemente (o verbo está no presente do infinitivo). Notamos
que, se a ordenação já é considerada como transmitindo uma graça positiva, a
idéia de que esta graça opera automaticamente é excluída. O ministro cristão
deve estar continuamente alerta para revitalizá-la.
Paulo relembra que o dom fora transmitido
pela imposição das minhas mãos. Para o significado disto, ver 1 Tm 4:14,
onde a questão importante de se a ordenação foi realizada pelo próprio Paulo
ou por uma mesa de presbíteros presidida por ele, também é discutida. A
linguagem aqui tem alguma possibilidade de estar consistente com este último
ponto de vista, mas, interpretada de modo simples e direto favorece o
primeiro.
7. A
graça que Timóteo então recebeu, Paulo passa a indicar. tem uma relevância
direta com sua presente situação, pois "o espírito que Deus nos deu"
forneceu exatamente o equipamento que Timóteo precisa para ela.
Não está fazendo referência, como alguns
deduziram do plural "nos", ao dom divino do Espírito Santo para os cristãos
em geral, seja no Pentecoste, seja no batismo. O aoristo "deu" (que reflete
o sentido do original melhor do que "tem dado") relembra o culto de
ordenação que mencionou, e com nos quer dizer Timóteo e ele mesmo Poderia
igualmente bem, e com efeito mais deliberado, ter escrito "a ti"mas um tato
bondoso o impediu de fazer assim. De modo oblíquo, está repreendendo Timóteo
por sua timidez, mas amacia o golpe por meio de classificar-se juntamente
com ele. O espírito que ambos receberam no seu comissionamento não era
espírito de covardia (para a expressão, cf Rm 8: 15), que poderia deixá-los
hesitar ao serem confrontados com responsabilidades desafiantes, perigos,
etc. Pelo contrário, era de poder (cf. 1 Co 2:4), capacitando-os a dominar
qualquer situação com autoridade moral; de amor, i.é, de serviço afetuoso e
com abnegação, prestado aos irmãos; e de moderação ("auto-disciplina") que
se requer de cada líder cristão.
A última destas três qualidades (Gr.
sõphronismos) é mencionada somente aqui no N.T., mas cf. 1 Tm 2:9, 15 para o
subs. relacionado sõphrosunê; 1 Tm 3:2; Tt 1:8; 2:2, 5 para o adjetivo
sõphrõn e Tt 2:12 para o advérbio sõphronizõ e Tt 2:6 para o verbo
sophronein. Todas estas palavras expressam a idéia de "temperança,"
"auto-controle." Nas suas cartas reconhecidas, Paulo emprega sõphronein duas
vezes (Rm 12:3; 2 Co 5:13), mas a predileção das Pastorais pelo grupo
inteiro é outro sinal da sua linguagem idiomática helenizada. Mesmo assim,
deve ser notado que a moderação não é considerada aqui, como também o poder
e o amor, como ou uma dotação natural, ou o fruto de esforços diligentes.
Todos os três são aspectos de um charisma divinamente outorgado, pois embora
espírito neste contexto não denota diretamente o Espírito Santo, define
graças específicas das quais Ele é o mediador.
8. Paulo desenvolve seu rogo.
Fortalecido desta maneira, Timóteo não precisa envergonhar-se, portanto, do
testemunho de nosso Senhor.
Para a idéia
de ter vergonha do evangelho, cf. Rm 1:16. O Grego (lit. testemunho de nosso
Senhor) pode significar ou "testemunho dado por Cristo," ou "testemunho
acerca de Cristo." Se for aceito o primeiro, o sentido será o de 1 Tm 6:13,
sendo que a referência diz respeito ao testemunho que Cristo selou pela Sua
morte sacrificial. O último, no entanto, é preferível de modo geral, pois
concorda com a frase paralela (Gr. to marturion tou Christou) em 1 Co 1:6.
Também é mais apropriado para o contexto, cuja razão de ser é estimular
Timóteo a ser um evangelista destemido. Sabemos, com base em 1 Co 1:23, que
o evangelho de um Salvador crucificado impressionava os judeus como sendo
blásfemo, e os pagãos como sendo puro contra-senso, e é compreensível que
uma pessoa tímida como Timóteo (para este traço do seu caráter, cf. 1 Co
16:10) se recuasse a incorrer no inevitável desprezo e ódio.
Igualmente, não deve envergonhar-se,
conforme muito bem poderia ser tentado a fazer, de associar-se com o próprio
Paulo, a despeito deste estar acorrentado (a palavra traduzida encarcerado,
Gr. desmios, subentende isto) como um criminoso comum. Como noutros lugares
(Ef 3: 1; Fm 1), o Apóstolo trata o que os de fora poderiam julgar uma
situação vergonhosa como uma fonte de humilde satisfação. Embora talvez
pareça ser o encarcerado do imperador, .realmente é o Seu, i.é, de Cristo. O
pensamento subjacente é, não apenas que os homens o prenderam por ser
seguidor de Cristo, mas, sim, que Cristo o fez prisioneiro para Seus
propósitos.
Longe de ter vergonha das humilhações e dos
sofrimentos de Paulo, Timóteo deve criar coragem e participar deles, Se
assim fizer, redundará em lucro para o evangelho - a favor do evangelho (um
dativo de interesse). O verbo traduzido participa. .. dos sofrimentos (Gr.
sunkakopathein) foi cunhado por Paulo, que tem uma predileção por compostos
com sun ("com"). Se significado é, aqui, participa comigo dos sofrimentos a
favor do evangelho, ao invés de "sofre com o evangelho" (Vulgata) ou
"participa das aflições do evangelho" (AV, ARC). Paulo reforça seu apelo ao
assegurar-lhe que, se se robustecer para sofrer, será segundo o poder de
Deus, i.é, o poder de Deus (cf. "espírito de poder" no v. 7) o sustentará.
Os dois versículos demonstram, em termos
comoventes, as razões porque Timóteo, e, na realidade, qualquer cristão em
qualquer era, pode depender do poder de Deus para o avanço triunfante
através do sofrimento e da desgraça. Vem dAquele cujo propósito salvífico,
baseado totalmente na graça e não nas realizações dos homens, tem estado
operante desde antes da fundação do mundo e fez aquilo que eles nunca
poderiam ter realizado por si mesmos, redimindo-os e, na missão histórica de
Cristo, rompendo os laços da morte e outorgando a vida eterna. No conceito
de muitos estudiosos, estes versículos, que parecem ter o ar de um
parêntese, são um extrato dalgum hino ou trecho litúrgico primitivo, e
indicam suas antíteses cuidadosas, sua redação compacta, e seu tom elevado.
É possível que tenham razão, mas contra a sugestão deles devemos notar:
(a) a passagem não subsiste, como as demais
citações nas Pastorais, por si mesma, mas, sim, é sintaticamente subordinada
à clausula anterior;
(b) as idéias e a linguagem são paulinas, e
também são características das Pastorais. Uma explicação mais provável
seria, provavelmente, que Paulo, embora esteja fazendo uso de matéria
catequética semi-estereotipada, molda-a livremente para seus propósitos e
imprime sobre ela seu próprio selo.
9. A
primeira lição de Paulo é que Timóteo, ao enfrentar o sofrimento, pode
confiar na assistência divina porque Deus nos salvou.
O título "Salvador" é aplicado a Deus seis
vezes nas Pastorais (ver 1 Tm 1:1); para o uso do verbo como aqui, cf. 1 Co
1:21. Esta salvação, que envolve a libertação do pecado e da morte, é algo
que os cristãos desfrutam aqui e agora. Seu outro lado é expressado na
declaração de que Deus nos chamou com santa vocação. Na linguagem paulina o
verbo "chamar" denota a primeira etapa no processo da salvação (Rm 8:30; 1
Tm 6:12), e o sentido da cláusula é que Deus, que é santo. Ele mesmo, chamou
os cristãos para fora do mundo para uma nova vida de consagração. São
"chamados para ser santos" (1 Co 1:2), ou chamados em santificação" (1 Ts
4:7). A sugestão, proposta nos interesses do ponto de vista de que a
passagem é pós-paulina, e provavelmente do século II, que vocação tem aqui o
sentido técnico do ministério cristão é extremamente forçada. Não somente a
palavra (Gr. Klêsis) nunca tem este significado estreito no N.T. (1 Co 7:20
não é um paralelo pois ali significa a posição que um homem tem na vida de
modo geral), como também o contexto requer que a referência seja à chamada
de De à santidade.
A segunda lição de Paulo é enfatizar (é o
coração do seu evangelho) que a chamada divina não vem a nós segundo as
nossas obras ("em virtude de qualquer coisa que tenhamos feito"), mas, sim,
somente conforme a sua própria determinação e graça. Se dependesse dos
nossos méritos, nossa posição seria na melhor hipóteses precária, e,
mediante uma estimativa realista, desesperadora; mas visto que depende
inteiramente de Deus, nossa confiança pode ser inabalada. Para a mesma
rejeição de "obras," cf. Tt 3: 5.
Para a determinação salvífica de Deus, cf.
Rm 8:28; 9:11; Ef 1:11; 3:11. Naturalmente existiu desde toda a eternidade,
mas aqui o Apóstolo (ou o refrão catequético que está citando) afirma que
esta graça nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos. O
pensamento tem relacionamento com aquele de Ef 1 :4, onde está declarado que
". . . nos escolheu nele (i.é, em Cristo), antes da fundação do mundo." As
duas passagens pressupõem a idéia da preexistência de Cristo, e também dão a
entender que Ele é o único Mediador que transmite a graça de Deus aos
homens, mediante a união deles com Ele.
10. O propósito gracioso de Deus, determinado antes da criação do mundo, foi
manifestado agora, i.é, tomado visível, até mesmo concretizado, no processo
histórico (cf. Rm 3:21; a 1:26), pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo
Jesus.
Para manifestação (Gr. epiphaneia), ver 1
Tm 6:14. Noutros lugares, o termo denota a volta de Cristo em glória, mas
aqui (para o uso do verbo cognato com o mesmo sentido, cf. Tt 2:11; 3:4) Seu
aparecimento na terra na encarnação, não subentende necessariamente Sua
preexistência, mas, tendo em vista o ensino do versículo anterior, é
provável este sentido. Cristo foi revelado como nosso Salvador porque
incorpora, e assim toma visível e eficaz, o propósito salvífico de Deus.
Em 1 Tm 1:1; 2:3; 4:10; Tt 1:4; 2:10; 3:4 a
descrição Salvador (Sõtêr) é aplicada a Deus, mas aqui e em Tt 2:13; 3:6, a
Cristo. Era geralmente corrente na religião helenística, pois era usado como
título para os muitos deuses redentores do paganismo, e também para o
imperador no culto estatal. É digno de nota que Jesus nunca o reivindicou
para Ele, e que o Messias nunca é chamado "Salvador" no A.T. Estes fatos,
combinados com suas associações helenísticas, provavelmente explicam por que
o título nunca é usado para Cristo nas partes mais primitivas do N.T., que
brotaram
em solo
palestiniano. Fora das Pastorais, vemos o uso começando em
Fp 3: 20 e Ef 5: 23; depois disto, estabeleceu-se rapidamente e tomou-se
normal. Pode haver pouca dúvida de que um dos motivos principais por detrás
desta disposição crescente e sempre mais confiante de saudar Cristo como
Salvador era a reação consciente contra as pretensões dos numerosos
"salvadores" e do culto imperial, com sua aclamação Kaisar Sõtêr, em
particular.
A obra salvífica de Cristo agora é resumida
de forma breve: não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a
imortalidade, mediante o evangelho. Paulo emprega o mesmo verbo "destruir"
em 1 Co 15:26, falando da morte como "o último inimigo a ser destruído." O
texto não subentende que os cristãos estão isentos da morte, mas, sim, que
para eles perdeu seu aguilhão (1 Co 15: 55). O verbo traduzido trouxe à vida
(Gr. phõtizein) originalmente significa "iluminar," "inundar ; com luz."
Aqui é usado metaforicamente (cf. 1 Co 4:5; Ef 3:9) para sugerir que,"
mediante Sua ressurreição, Cristo revelou aos homens a natureza da vida,
ressurreta que agora pode ser deles. É uma vida caracterizada pela
imortalidade (Gr. aphtharsia, i.é, "incorruptibilidade"). A palavra é
regularmente empregada por Paulo para o corpo da ressurreição (1 Co 15:42,
50, 53, 54); denota para ele alguma coisa que somente Deus pode outorgar (Rm
2:7).
Para alguns, o conceito da salvação
esboçado nesta passagem tem parecido semelhante ao dos gnósticos, por
ressaltar o conhecimento; outros acharam a linguagem (cf. "vida,"
"imortalidade," e especialmente "luz") reminiscente dos mistérios. No que
diz respeito a esta última sugestão, deve ficar claro que o vocabulário e as
idéias são totalmente paulinos. A primeira sugestão é refutada pela cláusula
final, em que Paulo afirma que esta revelação foi feita mediante o
evangelho,com o que indica não apenas a mensagem cristã, como também a
revelação inteira de Deus em Cristo que forma seu conteúdo.
11. Ao mencionar o evangelho, uma nota
quase de exaltação entra nas palavras que Paulo escreve. É para o qual (o
evangelho) que ele, até mesmo ele (o eu é muito enfático no Grego), cujo
encarceramento acaba de ser relembrado, foi designado pregador, apóstolo e
mestre.
A linguagem assemelha-se estreitamente àquela de 1 Tm 2:7, onde verbo
designado (Gr. etethên: cf.l Co 12:28) é também usado para sublinhar sua
comissão divina. Alguns têm questionado se, sendo o escritor o próprio
Paulo, teria precisado de convencer Timóteo do seu direito de pregar o
evangelho. Assim, no entanto, perde-se a moral da ilusão. Paulo não está
tanto procurando impressionar Timóteo quanto maravilhando-se que Deus o
tenha selecionado para tais responsabilidades. Se as palavras são dirigidas
a Timóteo, até certa medida, visam indicar que ele também descobrirá, quando
o manto do Apóstolo descer sobre ele,
que o privilégio de testificar de Cristo
acarreta o sofrimento.
Se distinções delicadas devem ser tiradas
entre pregador, apóstolo e mestre, a primeira palavra ressalta a audácia e a
publicidade com as quais o evangelista deve proclamar sua mensagem, a
segunda ressalta sua comissão especial, ao passo que a terceira chama
atenção às suas obrigações pastorais.
12. Por isso, i.ê., porque foi
nomeado um pregador do evangelho, Paulo está sofrendo estas coisas.
Alguns argumentaram que esta é uma expressão deliberadamente vaga que
pretende capacitar todo "Timóteo" a relacionar seus próprios sofrimentos com
seu papel de ministro do evangelho. É mais natural interpretá-la como sendo
uma referência exata à miserável situação em que Paulo se acha no momento de
escrever. A despeito dela, exclama: não me envergonho; pelo contrário, é uma
honra sofrer por Cristo. O verbo é aquele que usou no seu apelo a Timóteo no
v. 8; sua repetição contém um indício que, se Paulo não acha motivo de
vergonha no seu sofrimento, não pode haver razão para outros se
envergonharem no deles.
O Apóstolo passa a dar a razão para sua
confiança: Sei em quem tenho crido. É difícil determinar se tem em mente
Deus ou Cristo; há as duas possibilidades, mas tendo em vista que o poder de
Deus foi ressaltado no v. 8,
a primeira parece mais provável. O significado do que
está dizendo é que o cristão sabe, com base na experiência pessoal, bem como
nos fatos do evangelho, que Deus nunca o decepcionará. Caracteristicamente,
a fé à qual apela aqui não é a fé num credo, mas, sim, numa Pessoa.
Como resultado, pode estar certo de que
ele, i.é, Deus, é poderoso para guardar o meu depósito (i.é, a pessoa de
Paulo) até aquele dia. A palavra-chave aqui (Gr. parathêkê) ocorre também em
14 abaixo e 1 Tm 6:20; é um termo jurídico que conota alguma coisa que uma
pessoa coloca em confiança na salvaguarda doutra pessoa. É ambígua na
presente passagem, e pode ser traduzida "o que confiei a Ele." Se esta
tradução for preferida, Paulo estaria asseverando que colocou-se a si mesmo
(talvez também sua obra, até mesmo seus convertidos) nas mãos de Deus, e que
está confiante de que, sejam quais forem os desastres que ocorram, Ele
vigiará por ele.
A objeção principal a esta interpretação é
que entra em conflito com 1 Tm 6:20 e, acima de tudo, com o v. 14
imediatamente abaixo, onde parathêkê claramente denota alguma coisa que Deus
confiou à salvaguarda de Timóteo. Uma objeção menos importante é que a
preocupação com seu próprio bem-estar parece fora de' harmonia com o tom
geral do Apóstolo. Parece melhor, portanto, entender esta palavra, como em
1 Tm 6:20, como a mensagem do evangelho considerada como tesouro confiado à
igreja; assim, tem-se a vantagem adicional de saber bem com as instruções
dadas em 2:2 abaixo. Com aquele obviamente há referência ao grande dia
quando "compareceremos perante o tribunal de Deus" (Rm 14:10). A expressão
(cf. 1:18; 4:81) conseqüente na LXX; Paulo a emprega numa citação do A.T.
"em 2 Ts 1:10, mas normalmente prefere alguma outra forma (é.g. "o dia do
Senhor"). A passagem como um todo expressa assim sua certeza suprema de que
sejam quais forem os infortúnios que possam sobrevir aos Seus ministros, o
próprio Deus conservará a fé a eles confiada, isenta de corrupção, de modo
que os capacitará, por assim dizer, a devolver sua custódia intacta no
julgamento final.
J.N.D.KELLY - SÉRIE CULTURA BÍBLICA -
EDIÇÕES VIDA NOVA
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Fp 1.7,15
Chamados para a defesa do Evangelho
Fp 1.7 Como tenho por
justo sentir isto de vós todos, porque vos retenho em meu coração, pois
todos vós fostes participantes da minha graça, tanto nas minhas prisões como
na minha defesa e confirmação do evangelho.
Defendendo
Paulo, o povo de DEUS estaria defendendo o evangelho pelo qual foram salvos
e por causa do qual estava Paulo preso, isto fica evidente na visão de
Paulo.
Fp 1.15 Verdade é que
também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa mente;
O que importa é
que seja pregado o evangelho, ou, que seja conhecido por todos, a resposta
ao evangelho depende de cada um que ouve.
Terça - 2 Co 4.13
Chamados para falar acerca da nossa fé
13 E temos, portanto, o
mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri; por isso, falei. Nós cremos
também; por isso, também falamos,
O resultado lógico de quem
é salvo e crê no evangelho é pregar este evangelho a todos os que encontrar
durante sua peregrinação por esta terra.
Quarta - 1 Pe 3.15
Chamados para expor a nossa esperança
15 antes, santificai a
Cristo, como Senhor, em vosso coração; pe estai sempre preparados para
responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança
que há em vós,
3.15 SANTIFICAI
A CRISTO, COMO SENHOR,
EM VOSSOS CORAÇÕES. Pedro conclama o crente à reverência
interior para com Cristo e à dedicação a Ele como Senhor, no sentido de
sempre estarmos dispostos a defender a sua causa e a explicar o evangelho
aos outros (cf. Is 8.13). Assim sendo, devemos conhecer a Palavra de Deus e
a sua vontade, a fim de testemunhar corretamente de Cristo e levar outras
pessoas a Ele (cf. Jo 4.4-26).
Quinta - Ef 4.11-16
Chamados para o aperfeiçoamento
11 E ele mesmo deu uns
para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros
para pastores e doutores,12 querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a
obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, 13 até que todos
cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão
perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,14 para que não sejamos
mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo
engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.15 Antes,
seguindo pa verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça,
Cristo,16 do qual todo o corpo, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas
as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo,
para sua edificação em amor.
4.13 A UNIDADE
DA FÉ. Em Efésios 4, Paulo ensina que a "unidade do Espírito" (v. 3) e a
"unidade da fé" (v. 13) são mantidas e
aperfeiçoadas por: (1) aceitar somente a fé e a mensagem dos apóstolos,
profetas, evangelistas, pastores e mestres do NT (vv. 11,12); (2) crescer na
graça, em maturidade espiritual e em Cristo sob todos os aspectos (v. 15), e
ser cheio da plenitude de Cristo e de Deus (v. 13; cf. 3.19); (3) não
permanecer como criança, aceitando "todo o vento de doutrina", mas, pelo
contrário, conhecer a verdade, e assim saber rejeitar falsos mestres (vv.
14,15); (4) sustentar e falar com amor a verdade revelada nas Escrituras (v.
15); e (5) andar em "verdadeira justiça e santidade" (v. 24; vv. 17-32).
4.14 NÃO SEJAMOS MAIS MENINOS. Nos versículos 13-15, Paulo define as pessoas
espiritualmente "perfeitas" ou maduras, que
possuem a plenitude de Cristo. (1) Ser espiritualmente maduro, significa não
ser "meninos" (v. 14), os quais são instáveis, facilmente enganados pelas
falsas doutrinas dos homens e suscetíveis ao artificialismo enganoso. O
crente permanece infantil quando tem uma compreensão inadequada das verdades
bíblicas e pouca dedicação a elas (vv. 14,15). (2) Ser espiritualmente
maduro inclui falar "a verdade em caridade" (v. 15). A verdade do evangelho,
conforme apresentada no NT, deve ser crida com caridade, apresentada com
caridade e defendida em espírito de caridade. Essa caridade é dirigida
primeiramente a "Cristo" (v. 15); em seguida, à igreja (v. 16) e,
finalmente, de uns para com os outros (v. 32; cf. 1 Co 16.14).
4.15 A VERDADE EM AMOR. A conservação da unidade da fé (v. 13), deve
basear-se no amor ativo, que procura resolver problemas e reconciliar
diferenças através da mútua lealdade e da obediência a Cristo e sua Palavra.
Isto significa que crer e proclamar com amor a verdade do NT é prioritário
em relação à lealdade às instituições e tradições cristãs, aos cristãos
individuais ou à igreja visível. O esforço para manter a comunhão ou a
unidade, jamais deverá invalidar a Palavra de Deus, nem levar à transigência
com a verdade bíblica (v. 14).
A fidelidade às Escrituras está acima de tudo e poderá, inclusive, resultar
em pressões de toda a ordem, até mesmo na própria igreja local. Mas no tempo
certo, Deus dará o escape necessário aquele que permanecer leal a Cristo e à
verdade original do NT.
Sexta - 1 Ts 5.23
Chamados para a vida de santidade
23 E o mesmo Deus de
paz avos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam
plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus
Cristo.
5.23 VOS
SANTIFIQUE EM TUDO. A oração final de Paulo em favor dos crentes
tessalonicenses é que sejam santificados.
Santificação (gr.
hagiasmos) significa “tornar santo”, “consagrar”, “separar do mundo” e
“apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão com Deus e servi-lo
com alegria
Sábado - 1 Co 5.7,8
Chamados para o caminho da verdade
7 Alimpai-vos, pois, do
fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem
fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.8 Pelo que
façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da
malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade.
Fermento velho é uma
alusão à vida pecaminosa de antes e nova massa é agora o crente que é salvo
e templo do ESPÍRITO SANTO, portanto sem lugar para fermento (pecado). Sendo
CRISTO o cordeiro legítimo e advindo do próprio DEUS, o povo de DEUS deveria
participar da celebração, agora da ceia do Senhor, sem nenhum tipo de
comprometimento com o pecado de antes de sua conversão.
OBJETIVOS:
Após esta aula, seu aluno
deverá estar apto a:
Descrever
a importância do
discernimento espiritual.
Distinguir
as verdades bíblicas das
vãs filosofias.
Argumentar
a favor da fé cristã.
PONTO DE CONTATO:
Professor, pela graça do
Senhor Jesus Cristo, chegamos ao final de mais um trimestre. Comentamos a
respeito dos perigos da pós-modernidade e de como o cristão deve
comportar-se na atual geração. Nesta última lição, ressaltaremos a
necessidade de uma postura crítica em relação à atual sociedade e a
importância do discernimento espiritual nesses tempos pós-modernos.
SÍNTESE TEXTUAL:
O cristão deve fundamentar
e enraizar a sua fé nas Sagradas Escrituras. Por diversas vezes, a Bíblia
exorta o crente a estar "arraigado e fundado" no amor, na fé e no
conhecimento de Cristo (Ef 3.17-19). A expressão "arraigado e fundado"
significa literalmente "enraizado e alicerçado" - metáfora que designa a
segurança e firmeza do crente em Cristo.
O crente fiel é comparado
tanto a uma árvore frondosa, cujas raízes se estendem (Sl 1; Jr 17.7,8; Os
14.6), quanto a uma palmeira que cresce como o cedro no Líbano (Sl 92.12).
As fortes e longas raízes das árvores preservam-nas durante as intempéries.
Assim também o crente, "arraigado e fundado" na Rocha Inabalável, é
preservado e sustentado pelo Senhor (1 Co 3.11; Ef 2.20).
Contudo, é imprescindível
o discernimento de espíritos no atual contexto pós-moderno. Visto que o
crente santo e fervoroso aspira a algo eterno e incorruptível e rejeita a
mediocridade espiritual tão comum nos últimos dias, é indispensável a este o
discernimento espiritual.
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
Com esta lição estamos
vencendo mais uma etapa na busca do conhecimento da Palavra de Deus para a
edificação de nossa fé. Estudamos, ao longo do trimestre, acerca do grande
desafio que as danosas correntes de pensamento abrigadas sob o
pós-modernismo representam para a vida cristã. Neste combate, tenhamos
sempre em mente o v.7 da leitura bíblica da lição: "Deus não nos deu um
espírito de temor, mas de fortaleza" (v.7), a fim de lutarmos com ousadia
contra tudo quanto se opõe a Deus e escaparmos das sutilezas da vã
filosofia, mantendo firmes a esperança de nossa vocação. Ver Cl 2.8.
I. APROFUNDANDO AS
CONVICÇÕES CRISTÃS
1. O perigo da
superficialidade.
A melhor forma de não sermos presos pelas correntes do pós-modernismo é
aprofundarmos nossas convicções cristãs, criarmos raízes, porquanto aqueles
que se mantêm na superficialidade resvalam e caem. O vento tempestuoso não
encontra nenhuma dificuldade para derrubar a árvore sem raízes. Daí, a
gradação negativa no salmo primeiro, na advertência contra o ouvir o
conselho dos ímpios, o deter-se no caminho dos pecadores e o assentar-se na
roda dos escarnecedores. Essa linguagem é utilizada pelo salmista com o
intuito de descrever a diferença entre os ímpios e os justos. Não se trata,
aqui, da convivência profissional e respeitosa entre as pessoas, mas de
participar deliberadamente de suas práticas mundanas e valorizar a sua vida
pecaminosa. Quem assim procede tornar-se-á espiritualmente como a moinha,
uma espécie de resíduo de cereal triturado, sem utilidade alguma, sendo
espalhado pelo vento. Tais pessoas vão de um lado para o outro por lhes
faltar a firmeza do evangelho (Ef 2.2).
2. As riquezas da
profundidade. A
vida cristã profunda resulta em grandes riquezas espirituais e também em
segurança para o crente contra as doutrinas estranhas e as vãs filosofias do
pós-modernismo (Ef 4.11-16). No salmo mencionado, o justo é simbolizado pela
viçosa árvore plantada junto aos ribeiros. Os benefícios disso são a
profundidade das raízes, a capacidade de produzir frutos no tempo próprio e
a seiva abundante que torna a árvore frondosa. Assim é o crente instruído
nos ensinos das Escrituras nestes tempos de transigência e confusão
doutrinária. Tal crente em nenhum momento fugirá de suas responsabilidades
de participar das aflições do evangelho, imbuído da santa vocação para a
qual foi chamado pelo Senhor (vv.8-10). Quanto mais junto aos ribeiros das
Escrituras, mais se aprofundarão as suas raízes, tornando-o capaz de
resistir à força das ideologias contrárias aos princípios da Palavra de Deus
(Mt 4.4; 1 Co 1.4,5; 1 Jo 4.1-6).
Vãs Filosofias
No original "filosofias
vazias". Expressão bíblica concernente aos falsos ensinos das religiões de
mistério em Colossos.
II. DISCERNINDO O QUE
ESTÁ POR TRÁS DO PÓS-MODERNISMO
1. A
capacidade de discernir.
A partir de convicções bíblicas adquiridas com o auxílio do Espírito Santo,
o crente desenvolve a capacidade de discernir o falso ensino e as vãs
filosofias que negam a verdade de Deus (1 Co 2.14-16). Esta é uma
necessidade vital porquanto muitas vezes o erro vem transvestido não só de
religiosidade, mas aparenta ser também uma verdade bíblica. Vale lembrar,
inclusive, que o Diabo na tentação de Cristo usou de meias-verdades,
lançando mão da Palavra de Deus. A diferença é que para o Senhor, as
Escrituras não eram mera fonte de pesquisas, mas o seu pão de cada dia (Mt
4.1-11).
2. A
importância de discernir.
Deus valoriza o discernimento espiritual ao alistá-lo entre os dons
espirituais outorgados pelo Espírito Santo ao crente (1 Co 12.7-11). Tem
sido muito comum, sem cair no terreno da generalização, valorizar os dons de
elocução - profecia, variedade de línguas e interpretação - em detrimento
dos que operam no domínio do conhecimento. À medida que se aproxima o fim
dos tempos, o dom de discernimento de espíritos precisa ser buscado com
afinco, sobretudo pela liderança, a fim de que não venhamos a sucumbir
diante das sutilezas de Satanás.
3. A
necessidade de discernir.
O discernimento espiritual é vital, mormente quando se trata de sua
manifestação como um dom do Espírito, para identificar não só se o que está
sendo dito é genuíno, mas também se as motivações e os meios estão corretos
e se procedem de uma fonte legítima. Um caso exemplar foi o que Paulo
enfrentou em Filipos. Em princípio, a mensagem daquela mulher com espírito
de adivinhação nada tinha de equivocada. Paulo e Silas eram de fato servos
do Deus Altíssimo. Contudo, as motivações eram erradas, pois tinham como
propósito ganhá-los pela soberba, e a fonte da mensagem era o próprio
Satanás (At 16.11-18). Assim, existem erros identificados com clareza, pois
trazem em si mesmos a marca da contradição à Palavra de Deus. Há outros, no
entanto, tão camuflados que não basta apenas o conhecimento bíblico e o
discernimento natural. É preciso a manifestação do dom sobrenatural de
discernir os espíritos.
III. DESENVOLVENDO UMA
VISÃO APOLOGÉTICA
1. Conhecer para crer.
Nestes tempos de pós-modernismo, o cristão, mais do que nunca, precisa
aprofundar-se em apologética sagrada, isto é, na defesa biblicamente
fundamentada e racional da fé cristã. Ver 1 Pe 3.15; 2 Co 7.1. Além destas
duas passagens, o termo original equivalente à apologética (substantivo e
verbo) aparece em dezesseis outras passagens do Novo Testamento. O apóstolo
Paulo empregou o vocábulo não só quando fez a sua defesa diante dos
tribunais de Roma (At 22.1; 25.16; 2 Tm 4.16), ou na justificação de seu
apostolado (1 Co 9.3), mas também ao referir-se ao seu papel de defensor do
evangelho (Fp 1.7,15). O mesmo fez o apóstolo Pedro, quando instou-nos a
responder com mansidão àqueles que nos pedirem a razão de nossa esperança (1
Pe 3.15).
Em primeiro lugar, isto
implica o conhecimento da Palavra de Deus. Ninguém pode falar de algo que
não conhece. Por conseguinte, o conhecimento da Palavra gera fé, que por sua
vez produz convicções (Rm 10.16,17). Esta certeza levou Paulo a combater de
forma articulada as heresias de sua época, a não temer a morte e a aguardar
com alegria a bem-aventurada esperança à luz do que disse a Timóteo: "eu sei
em quem tenho crido" (v.12). Conhecer para crer, eis a primeira necessidade
do homem
em relação a Deus
(Os 6.3; Jo 8.32).
2. Crer para
argumentar.
Apenas o conhecimento bíblico como simples saber humano, qual banco de
dados, não basta. Isso seria lidar com a teologia como se fosse unicamente
mais um campo do saber humano. É preciso ir além, como demonstrou o apóstolo
João na proclamação das boas-novas. O que ele anunciava não era uma simples
probabilidade ou hipótese, pelo contrário, era o resultado de terem visto,
ouvido e tocado na Palavra da vida (1 Jo 1.1-4).
Quem argumenta motivado
pelas suas convicções espirituais - em virtude de crer naquilo que expõe -
difere daqueles que defendem uma causa na qual não acreditam. Falamos do que
cremos - esse é o ponto de partida - e não cumprimos simplesmente um dever
de ofício (2 Co 4.13). O verdadeiro apologista da fé cristã possui como meta
a preservação da ortodoxia bíblica ante os falsos ensinos, porque crê no que
prega.
CONCLUSÃO
Diante da impiedade dos
tempos chamados secularmente de pós-modernos, há uma luz do céu no caminho -
a voz profética da Igreja. Através de seus pregadores e doutores, usando a
linguagem de Paulo (v.11), ela faz soar em todos os cantos da Terra a
verdade de Deus, cujo triunfo final está próximo, a fim de que os homens
escapem, e depressa, das garras do pecado camuflado nas vãs filosofias desta
era. Concluo citando as palavras mencionadas pelo apóstolo Paulo: "Cri, por
isso, falei" (2 Co 4.13).
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES:
Subsídio Bibliológico
"O Modelo Discernente
de Daniel
[...] A cultura da
Babilônia acentuava a beleza, a excelência, a inovação, a vaidade e a
intemperança. Facilmente poderia ter seduzido um jovem religioso que caísse
em seu regaço de luxúria. Contudo, Daniel criou uma contracultura
consistente, que transcendeu a opulência babilônica. Num país de paganismo
subjugante e atraente, o jovem israelita recusou firmemente a comida e os
favores reais. Sua recusa era algo mais que o ascetismo de um purista. Era
uma afirmação clara sobre coisas que realmente importavam - sua fé e herança
hebraica.
Dois princípios chaves
podem ser extraídos do exemplo de Daniel. Primeiro, ele estava firme
em sua fé. Ele
conhecia a lei de Deus intimamente. Depois de anos no cativeiro, Daniel e
seus companheiros permaneceram solidamente fiéis à Palavra de Deus, não só
quando a obediência deles significava correr contra a maré da cultura
dominante, mas também quando significava que poderiam morrer por ela.
O segundo princípio, até
mais digno de nota, era que Daniel viu e compreendeu a cultura babilônica
com mais clareza do que a maioria iluminada dos seus contemporâneos
babilônicos. Ele era um homem que possuía 'o espírito dos deuses santos',
como a rainha, esposa de Belsazar, o descreveu. Era conhecido por estar
cheio de 'luz, e inteligência, e sabedoria'. Deus tinha dado a ele e a seus
amigos conhecimento e inteligência em todo ramo da literatura e sabedoria;
Daniel até entendia todos os tipos de visões e sonhos (Dn 1.17)." (PALMER,
Michael D. (ed.) Panorama do pensamento cristão. RJ: CPAD, 2001, p.404-5.)
Questionário da Lição
13 - COMO ESCAPAR DOS MALES IDEOLÓGICOS DOS ÚLTIMOS DIAS
TEXTO ÁUREO
"Por cuja causa padeço
também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e
estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia"
(2 Tm 1.12).
VERDADE PRÁTICA
O que nos garante
escapar das insanas correntes ideológicas do pós-modernismo é o
aprofundamento das nossas convicções através do conhecimento da Palavra e a
firmeza inabalável da nossa fé em Cristo..
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
Com esta lição estamos
vencendo mais uma etapa na busca do conhecimento da Palavra de Deus para a
edificação de nossa fé. Estudamos, ao longo do trimestre, acerca do grande
desafio que as danosas correntes de pensamento abrigadas sob o
pós-modernismo representam para a vida cristã. Neste combate, tenhamos
sempre em mente o v.7 da leitura bíblica da lição: "Deus não nos deu um
espírito de temor, mas de fortaleza" (v.7), a fim de lutarmos com ousadia
contra tudo quanto se opõe a Deus e escaparmos das sutilezas da vã
filosofia, mantendo firmes a esperança de nossa vocação. Ver Cl 2.8.
I. APROFUNDANDO AS
CONVICÇÕES CRISTÃS
1. O perigo da
superficialidade.
A melhor forma de não sermos presos pelas correntes do pós-modernismo é
aprofundarmos nossas convicções cristãs, criarmos raízes, porquanto aqueles
que se mantêm na superficialidade resvalam e caem. O vento tempestuoso não
encontra nenhuma dificuldade para derrubar a árvore sem raízes. Daí, a
gradação negativa no salmo primeiro, na advertência contra o ouvir o
conselho dos ímpios, o deter-se no caminho dos pecadores e o assentar-se na
roda dos escarnecedores. Essa linguagem é utilizada pelo salmista com o
intuito de descrever a diferença entre os ímpios e os justos. Não se trata,
aqui, da convivência profissional e respeitosa entre as pessoas, mas de
participar deliberadamente de suas práticas mundanas e valorizar a sua vida
pecaminosa. Quem assim procede tornar-se-á espiritualmente como a moinha,
uma espécie de resíduo de cereal triturado, sem utilidade alguma, sendo
espalhado pelo vento. Tais pessoas vão de um lado para o outro por lhes
faltar a firmeza do evangelho (Ef 2.2).
2. As riquezas da
profundidade. A
vida cristã profunda resulta em grandes riquezas espirituais e também em
segurança para o crente contra as doutrinas estranhas e as vãs filosofias do
pós-modernismo (Ef 4.11-16). No salmo mencionado, o justo é simbolizado pela
viçosa árvore plantada junto aos ribeiros. Os benefícios disso são a
profundidade das raízes, a capacidade de produzir frutos no tempo próprio e
a seiva abundante que torna a árvore frondosa. Assim é o crente instruído
nos ensinos das Escrituras nestes tempos de transigência e confusão
doutrinária. Tal crente em nenhum momento fugirá de suas responsabilidades
de participar das aflições do evangelho, imbuído da santa vocação para a
qual foi chamado pelo Senhor (vv.8-10). Quanto mais junto aos ribeiros das
Escrituras, mais se aprofundarão as suas raízes, tornando-o capaz de
resistir à força das ideologias contrárias aos princípios da Palavra de Deus
(Mt 4.4; 1 Co 1.4,5; 1 Jo 4.1-6).
Vãs Filosofias
No original "filosofias
vazias". Expressão bíblica concernente aos falsos ensinos das religiões de
mistério em Colossos.
II. DISCERNINDO O QUE
ESTÁ POR TRÁS DO PÓS-MODERNISMO
1. A
capacidade de discernir.
A partir de convicções bíblicas adquiridas com o auxílio do Espírito Santo,
o crente desenvolve a capacidade de discernir o falso ensino e as vãs
filosofias que negam a verdade de Deus (1 Co 2.14-16). Esta é uma
necessidade vital porquanto muitas vezes o erro vem transvestido não só de
religiosidade, mas aparenta ser também uma verdade bíblica. Vale lembrar,
inclusive, que o Diabo na tentação de Cristo usou de meias-verdades,
lançando mão da Palavra de Deus. A diferença é que para o Senhor, as
Escrituras não eram mera fonte de pesquisas, mas o seu pão de cada dia (Mt
4.1-11).
2. A
importância de discernir.
Deus valoriza o discernimento espiritual ao alistá-lo entre os dons
espirituais outorgados pelo Espírito Santo ao crente (1 Co 12.7-11). Tem
sido muito comum, sem cair no terreno da generalização, valorizar os dons de
elocução - profecia, variedade de línguas e interpretação - em detrimento
dos que operam no domínio do conhecimento. À medida que se aproxima o fim
dos tempos, o dom de discernimento de espíritos precisa ser buscado com
afinco, sobretudo pela liderança, a fim de que não venhamos a sucumbir
diante das sutilezas de Satanás.
3. A
necessidade de discernir.
O discernimento espiritual é vital, mormente quando se trata de sua
manifestação como um dom do Espírito, para identificar não só se o que está
sendo dito é genuíno, mas também se as motivações e os meios estão corretos
e se procedem de uma fonte legítima. Um caso exemplar foi o que Paulo
enfrentou em Filipos. Em princípio, a mensagem daquela mulher com espírito
de adivinhação nada tinha de equivocada. Paulo e Silas eram de fato servos
do Deus Altíssimo. Contudo, as motivações eram erradas, pois tinham como
propósito ganhá-los pela soberba, e a fonte da mensagem era o próprio
Satanás (At 16.11-18). Assim, existem erros identificados com clareza, pois
trazem em si mesmos a marca da contradição à Palavra de Deus. Há outros, no
entanto, tão camuflados que não basta apenas o conhecimento bíblico e o
discernimento natural. É preciso a manifestação do dom sobrenatural de
discernir os espíritos.
III. DESENVOLVENDO UMA
VISÃO APOLOGÉTICA
1. Conhecer para crer.
Nestes tempos de pós-modernismo, o cristão, mais do que nunca, precisa
aprofundar-se em apologética sagrada, isto é, na defesa biblicamente
fundamentada e racional da fé cristã. Ver 1 Pe 3.15; 2 Co 7.1. Além destas
duas passagens, o termo original equivalente à apologética (substantivo e
verbo) aparece em dezesseis outras passagens do Novo Testamento. O apóstolo
Paulo empregou o vocábulo não só quando fez a sua defesa diante dos
tribunais de Roma (At 22.1; 25.16; 2 Tm 4.16), ou na justificação de seu
apostolado (1 Co 9.3), mas também ao referir-se ao seu papel de defensor do
evangelho (Fp 1.7,15). O mesmo fez o apóstolo Pedro, quando instou-nos a
responder com mansidão àqueles que nos pedirem a razão de nossa esperança (1
Pe 3.15).
Em primeiro lugar, isto
implica o conhecimento da Palavra de Deus. Ninguém pode falar de algo que
não conhece. Por conseguinte, o conhecimento da Palavra gera fé, que por sua
vez produz convicções (Rm 10.16,17). Esta certeza levou Paulo a combater de
forma articulada as heresias de sua época, a não temer a morte e a aguardar
com alegria a bem-aventurada esperança à luz do que disse a Timóteo: "eu sei
em quem tenho crido" (v.12). Conhecer para crer, eis a primeira necessidade
do homem
em relação a Deus
(Os 6.3; Jo 8.32).
2. Crer para
argumentar.
Apenas o conhecimento bíblico como simples saber humano, qual banco de
dados, não basta. Isso seria lidar com a teologia como se fosse unicamente
mais um campo do saber humano. É preciso ir além, como demonstrou o apóstolo
João na proclamação das boas-novas. O que ele anunciava não era uma simples
probabilidade ou hipótese, pelo contrário, era o resultado de terem visto,
ouvido e tocado na Palavra da vida (1 Jo 1.1-4).
Quem argumenta motivado
pelas suas convicções espirituais - em virtude de crer naquilo que expõe -
difere daqueles que defendem uma causa na qual não acreditam. Falamos do que
cremos - esse é o ponto de partida - e não cumprimos simplesmente um dever
de ofício (2 Co 4.13). O verdadeiro apologista da fé cristã possui como meta
a preservação da ortodoxia bíblica ante os falsos ensinos, porque crê no que
prega.
CONCLUSÃO
Diante da impiedade dos
tempos chamados secularmente de pós-modernos, há uma luz do céu no caminho -
a voz profética da Igreja. Através de seus pregadores e doutores, usando a
linguagem de Paulo (v.11), ela faz soar em todos os cantos da Terra a
verdade de Deus, cujo triunfo final está próximo, a fim de que os homens
escapem, e depressa, das garras do pecado camuflado nas vãs filosofias desta
era. Concluo citando as palavras mencionadas pelo apóstolo Paulo: "Cri, por
isso, falei" (2 Co 4.13).
Ajuda
www.cpad.com.br
Marcas de Um Autêntico Jovem Cristão
TEXTO
: (Gl.6.17/ Dn.6.13
INTRODUÇÃO:
·
Marcas são sinais, qualidades, traços, aspectos.
·
No
grego= stíg-ma-ta =
Marcas de Ferro em Brasa.
·
Em
outras palavras, são aquelas qualidades que o jovem tem, que o identifica
como um verdadeiro cristão.
I – FIDELIDADE AOS
PRINCÍPIOS ESTABELECIDOS POR DEUS.
Princípios
: Rudimentos, primeiras noções, elementos.
Obs:
·
Deus
estabelece em sua Palavra alguns princípios fundamentais, para que o homem
pudessem através destes, ter comunhão com Ele.
·
São
aquelas noções básicas que encontramos nas paginas da Bíblia Sagrada, que
através das mesmas, originou todas as demais leis que existem hoje.
·
Ex:
Os dez Mandamentos
Para o jovem
especificamente, existe dois princípios :
·
Não se prender a um jugo
desigual com os infiéis .(II Co 6.14)
Ex
: Sansão – Era
Nazireu de Deus (Consagrado- Jz
13.5)
Perdeu a visão e se tornou
escravo (Jz 16.21)
·
Não ceder a tentação da
prostituição (fornicação- Ef 5.5/Ap 21.8)
Ex
: José do Egito
·
Era
escravo (Gn 39.1)
·
Não
cedeu (Gn 39.7,8)
·
Tinha
compromisso com Deus (Gn 39.9b)
·
Deus
o colocou como cabeça (Gn 41.41)
II – FIDELIDADE AO
COMPROMISSO FIRMADO COM DEUS.
OBS
: O jovem cristão tem acima de tudo uma aliança com Deus, que nunca deva ser
quebrada.
Enquanto manter-se esta
aliança, Deus é fiel em vos guardar e manter-vos de pé diante de todas as
barreiras que se levantar contra vos. Tomaremos como exemplo os quatro
jovens hebreus em babilônia
OBS:
O primeiro ponto que devemos observar é que: Para quebrar o compromisso que
eles tinham com Deus , ''FORAM LHE
MUDADOS OS NOMES''
DANIEL
= Deus é meu juiz - BELTESSAZAR=
Bel te proteja
HANANIAS
= Jeová é Gracioso – SADRAQUE=
Ordem de acu (de/Lua)
MISAEL
= Quem é igual a Deus – MESAQUE=
A sombra do príncipe
AZARIAS
= Deus é meu Ajudador – ABEDNEGO=
Servo de nego
2)-TENTARAM
CONTAMINA-LOS COM O MANJAR DO REI
·
Com
pretexto de se tornarem mais fortes e inteligentes
(Dn 1.8)
·
A
bíblia nos ensina diferente. (Ex.34.15; At.15.20)
·
Foram
fiéis, e Deus os fez dez vezes mais sábios
(Dn 1.19,20)
3)-TENTARAM
FAZE-LOS ADORAR IMAGENS (Dn 3.14-18)
·
Outra
vez honram o compromisso com Deus
(Dn 3.18)
·
Deus
honrou o compromisso com eles (Dn
3.24,25)
·
Desta
fidelidade resultou na conversão do grande rei
(Dn 3.28,29)
4)-TENTARAM
ATRAPALHAR A COMUNHÃO COM DEUS.
·
Criaram lei para impedir a oração
(Dn 6.7b)
·
Daniel não quebrou o compromisso
(Dn 6.10,13)
·
Foi
lançado na cova dos leões (Dn 6.16)
·
Deus
envia seu anjo e fecha a boca dos leões
(Dn 6.22)
·
Mais
uma vez um rei se converte (Dn
6.26,27)
III – FIDELIDADE
NO TESTEMUNHO DE VIDA DIANTE DA SOCIEDADE
EXE:
A escrava israelita, que trabalhava para a esposa de Naamam. (2Rs.5.3)
·
Mesmo
escrava em terra estranha deu testemunho do poder de seu Deus.
·
Naamam foi curado de sua lepra (II
Rs 5.14)
·
Passou a servir e adorar a Jeová
(II Rs 5.17)
IV – SER APODERADO PELO
ESPIRITO SANTO (1 Sm.16.13)
·
É sem
duvida a maior marca do autêntico jovem cristão.
·
Davi
se tornou o mais ilustre rei que governou sobre Israel.
·
Ficou
conhecido como o homem segundo o coração de Deus. At.13.22
·
Só
assim poderemos cumprir a nossa missão.
CONCLUSÃO
·
Fidelidades aos Princípios, Compromisso, Testemunho e Unção, são marcas que
faz do jovem um verdadeiro servo de Deus, caminhando de vitória em vitória
até chegar na Gloria.
Pr. Aparecido Araújo
Colaboração do Ev. Luiz
Henrique de Almeida Silva.