Index
Estudos
EBD
Discipulado
Mapas
Igreja
Ervália
Corinhos
Figuras1
Figuras2
Vídeos
Fotos
 
 
Lição 13 - Como escapar dos males ideológicos dos últimos dias
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 4º Trimestre de 2005
E AGORA, COMO VIVEREMOS?
A Resposta Cristã para tempos de crise e calamidade moral.
Comentários da revista da CPAD: Pr. Geremias do Couto
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
 
 
 
TEXTO ÁUREO "Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia" (2 Tm 1.12).
 
 
 
     VERDADE PRÁTICA O que nos garante escapar das insanas correntes ideológicas do pós-modernismo é o aprofundamento das nossas convicções através do conhecimento da Palavra e a firmeza inabalável da nossa fé em Cristo.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE  -  2 TIMÓTEO 1.6-12
6 Por cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti pela imposição das minhas mãos.
7 Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.
8 Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus,
9 Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos;
10 E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho;
11 Para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios.
12 Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia.
 
            O DESAFIO AO TESTEMUNHO CORAJOSO 1 :6-14
     Depois das ações de graças breves, Paulo passa a procurar estimular a resolução do seu jovem discípulo, e, em particular, o encoraja a estar disposto a suportar o sofrimento por amor ao evangelho. A nota de ansiedade que permeia a passagem advém parcialmente do reconhecimento da parte do Apóstolo de que a inexperiência e a timidez natural de Timóteo precisam de reforços, e ainda mais porque está consciente das responsabilidades pesadas que logo devem recair sobre este. Mesmo assim, pode indicar a comissão divina dada na ordenação, ao exemplo da sua própria perseverança, e à vida nova outorgada aos homens mediante Cristo, como motivos que impulsionam a um esforço corajoso.
 
            6. A transição da seção anterior é fácil e natural. É Por esta razão, i.é, porque sabe que Timóteo é um homem de fé solidamente estabelecida, que Paulo não hesita em exortá-lo a reavivar o dom de Deus, que há nele e que recebeu na sua ordenação. Há uma referência à ordenação de Timóteo em 1 Tm 4: 14, onde Paulo também diz que ela transmitiu um "dom especial" (a mesma palavra que aqui: Gr. charisma) a ele. Aqui o dom é comparado a um fogo (cf. 1 Ts 5: 19: "Não apagueis o Espírito"), a sugestão reavivar ("reacender") não é para significar que apagou-se, mas, sim, que as brasas sempre precisam de ser remexidas constantemente (o verbo está no presente do infinitivo). Notamos que, se a ordenação já é considerada como transmitindo uma graça positiva, a idéia de que esta graça opera automaticamente é excluída. O ministro cristão deve estar continuamente alerta para revitalizá-la.
Paulo relembra que o dom fora transmitido pela imposição das minhas mãos. Para o significado disto, ver 1 Tm 4:14, onde a questão importante de se a ordenação foi realizada pelo próprio Paulo ou por uma mesa de presbíteros presidida por ele, também é discutida. A linguagem aqui tem alguma possibilidade de estar consistente com este último ponto de vista, mas, interpretada de modo simples e direto favorece o primeiro.
7. A graça que Timóteo então recebeu, Paulo passa a indicar. tem uma relevância direta com sua presente situação, pois "o espírito que Deus nos deu" forneceu exatamente o equipamento que Timóteo precisa para ela. Não está fazendo referência, como alguns deduziram do plural "nos", ao dom divino do Espírito Santo para os cristãos em geral, seja no Pentecoste, seja no batismo. O aoristo "deu" (que reflete o sentido do original melhor do que "tem dado") relembra o culto de ordenação que mencionou, e com nos quer dizer Timóteo e ele mesmo Poderia igualmente bem, e com efeito mais deliberado, ter escrito "a ti"mas um tato bondoso o impediu de fazer assim. De modo oblíquo, está repreendendo Timóteo por sua timidez, mas amacia o golpe por meio de classificar-se juntamente com ele. O espírito que ambos receberam no seu comissionamento não era espírito de covardia (para a expressão, cf Rm 8: 15), que poderia deixá-los hesitar ao serem confrontados com responsabilidades desafiantes, perigos, etc. Pelo contrário, era de poder (cf. 1 Co 2:4), capacitando-os a dominar qualquer situação com autoridade moral; de amor, i.é, de serviço afetuoso e com abnegação, prestado aos irmãos; e de moderação ("auto-disciplina") que se requer de cada líder cristão.
A última destas três qualidades (Gr. sõphronismos) é mencionada somente aqui no N.T., mas cf. 1 Tm 2:9, 15 para o subs. relacionado sõphrosunê; 1 Tm 3:2; Tt 1:8; 2:2, 5 para o adjetivo sõphrõn e Tt 2:12 para o advérbio sõphronizõ e Tt 2:6 para o verbo  sophronein. Todas estas palavras expressam a idéia de "temperança," "auto-controle." Nas suas cartas reconhecidas, Paulo emprega sõphronein duas vezes (Rm 12:3; 2 Co 5:13), mas a predileção das Pastorais pelo grupo inteiro é outro sinal da sua linguagem idiomática helenizada. Mesmo assim, deve ser notado que a moderação não é considerada aqui, como também o poder e o amor, como ou uma dotação natural, ou o fruto de esforços diligentes. Todos os três são aspectos de um charisma divinamente outorgado, pois embora espírito neste contexto não denota diretamente o Espírito Santo, define graças específicas das quais Ele é o mediador.
8. Paulo desenvolve seu rogo. Fortalecido desta maneira, Timóteo não precisa envergonhar-se, portanto, do testemunho de nosso Senhor. Para a idéia de ter vergonha do evangelho, cf. Rm 1:16. O Grego (lit. testemunho de nosso Senhor) pode significar ou "testemunho dado por Cristo," ou "testemunho acerca de Cristo." Se for aceito o primeiro, o sentido será o de 1 Tm 6:13, sendo que a referência diz respeito ao testemunho que Cristo selou pela Sua morte sacrificial. O último, no entanto, é preferível de modo geral, pois concorda com a frase paralela (Gr. to marturion tou Christou) em 1 Co 1:6. Também é mais apropriado para o contexto, cuja razão de ser é estimular Timóteo a ser um evangelista destemido. Sabemos, com base em 1 Co 1:23, que o evangelho de um Salvador crucificado impressionava os judeus como sendo blásfemo, e os pagãos como sendo puro contra-senso, e é compreensível que uma pessoa tímida como Timóteo (para este traço do seu caráter, cf. 1 Co 16:10) se recuasse a incorrer no inevitável desprezo e ódio.
Igualmente, não deve envergonhar-se, conforme muito bem poderia ser tentado a fazer, de associar-se com o próprio Paulo, a despeito deste estar acorrentado (a palavra traduzida encarcerado, Gr. desmios, subentende isto) como um criminoso comum. Como noutros lugares (Ef 3: 1; Fm 1), o Apóstolo trata o que os de fora poderiam julgar uma situação vergonhosa como uma fonte de humilde satisfação. Embora talvez pareça ser o encarcerado do imperador, .realmente é o Seu, i.é, de Cristo. O pensamento subjacente é, não apenas que os homens o prenderam por ser seguidor de Cristo, mas, sim, que Cristo o fez prisioneiro para Seus propósitos.
Longe de ter vergonha das humilhações e dos sofrimentos de Paulo, Timóteo deve criar coragem e participar deles, Se assim fizer, redundará em lucro para o evangelho - a favor do evangelho (um dativo de interesse). O verbo traduzido participa. .. dos sofrimentos (Gr. sunkakopathein) foi cunhado por Paulo, que tem uma predileção por compostos com sun ("com"). Se significado é, aqui, participa comigo dos sofrimentos a favor do evangelho, ao invés de "sofre com o evangelho" (Vulgata) ou "participa das aflições do evangelho" (AV, ARC). Paulo reforça seu apelo ao assegurar-lhe que, se se robustecer para sofrer, será segundo o poder de Deus, i.é, o poder de Deus (cf. "espírito de poder" no v. 7) o sustentará.
Os dois versículos demonstram, em termos comoventes, as razões porque Timóteo, e, na realidade, qualquer cristão em qualquer era, pode depender do poder de Deus para o avanço triunfante através do sofrimento e da desgraça. Vem dAquele cujo propósito salvífico, baseado totalmente na graça e não nas realizações dos homens, tem estado operante desde antes da fundação do mundo e fez aquilo que eles nunca poderiam ter realizado por si mesmos, redimindo-os e, na missão histórica de Cristo, rompendo os laços da morte e outorgando a vida eterna. No conceito de muitos estudiosos, estes versículos, que parecem ter o ar de um parêntese, são um extrato dalgum hino ou trecho litúrgico primitivo, e indicam suas antíteses cuidadosas, sua redação compacta, e seu tom elevado. É possível que tenham razão, mas contra a sugestão deles devemos notar:
(a) a passagem não subsiste, como as demais citações nas Pastorais, por si mesma, mas, sim, é sintaticamente subordinada à clausula anterior;
(b) as idéias e a linguagem são paulinas, e também são características das Pastorais. Uma explicação mais provável seria, provavelmente, que Paulo, embora esteja fazendo uso de matéria catequética semi-estereotipada, molda-a livremente para seus propósitos e imprime sobre ela seu próprio selo.
9. A primeira lição de Paulo é que Timóteo, ao enfrentar o sofrimento, pode confiar na assistência divina porque Deus nos salvou. O título "Salvador" é aplicado a Deus seis vezes nas Pastorais (ver 1 Tm 1:1); para o uso do verbo como aqui, cf. 1 Co 1:21. Esta salvação, que envolve a libertação do pecado e da morte, é algo que os cristãos desfrutam aqui e agora. Seu outro lado é expressado na declaração de que Deus nos chamou com santa vocação. Na linguagem paulina o verbo "chamar" denota a primeira etapa no processo da salvação (Rm 8:30; 1 Tm 6:12), e o sentido da cláusula é que Deus, que é santo. Ele mesmo, chamou os cristãos para fora do mundo para uma nova vida de consagração. São "chamados para ser santos" (1 Co 1:2), ou chamados em santificação" (1 Ts 4:7). A sugestão, proposta nos interesses do ponto de vista de que a passagem é pós-paulina, e provavelmente do século II, que vocação tem aqui o sentido técnico do ministério cristão é extremamente forçada. Não somente a palavra (Gr. Klêsis) nunca tem este significado estreito no N.T. (1 Co 7:20 não é um paralelo pois ali significa a posição que um homem tem na vida de modo geral), como também o contexto requer que a referência seja à chamada de De à santidade.
A segunda lição de Paulo é enfatizar (é o coração do seu evangelho) que a chamada divina não vem a nós segundo as nossas obras ("em virtude de qualquer coisa que tenhamos feito"), mas, sim, somente conforme a sua própria determinação e graça. Se dependesse dos nossos méritos, nossa posição seria na melhor hipóteses precária, e, mediante uma estimativa realista, desesperadora; mas visto que depende inteiramente de Deus, nossa confiança pode ser inabalada. Para a mesma rejeição de "obras," cf. Tt 3: 5.
Para a determinação salvífica de Deus, cf. Rm 8:28; 9:11; Ef 1:11; 3:11. Naturalmente existiu desde toda a eternidade, mas aqui o Apóstolo (ou o refrão catequético que está citando) afirma que esta graça nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos. O pensamento tem relacionamento com aquele de Ef 1 :4, onde está declarado que ". . . nos escolheu nele (i.é, em Cristo), antes da fundação do mundo." As duas passagens pressupõem a idéia da preexistência de Cristo, e também dão a entender que Ele é o único Mediador que transmite a graça de Deus aos homens, mediante a união deles com Ele.
10. O propósito gracioso de Deus, determinado antes da criação do mundo, foi manifestado agora, i.é, tomado visível, até mesmo concretizado, no processo histórico (cf. Rm 3:21; a 1:26), pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus. Para manifestação (Gr. epiphaneia), ver 1 Tm 6:14. Noutros lugares, o termo denota a volta de Cristo em glória, mas aqui (para o uso do verbo cognato com o mesmo sentido, cf. Tt 2:11; 3:4) Seu aparecimento na terra na encarnação, não subentende necessariamente Sua preexistência, mas, tendo em vista o ensino do versículo anterior, é provável este sentido. Cristo foi revelado como nosso Salvador porque incorpora, e assim toma visível e eficaz, o propósito salvífico de Deus.
Em 1 Tm 1:1; 2:3; 4:10; Tt 1:4; 2:10; 3:4 a descrição Salvador (Sõtêr) é aplicada a Deus, mas aqui e em Tt 2:13; 3:6, a Cristo. Era geralmente corrente na religião helenística, pois era usado como título para os muitos deuses redentores do paganismo, e também para o imperador no culto estatal. É digno de nota que Jesus nunca o reivindicou para Ele, e que o Messias nunca é chamado "Salvador" no A.T. Estes fatos, combinados com suas associações helenísticas, provavelmente explicam por que o título nunca é usado para Cristo nas partes mais primitivas do N.T., que brotaram em solo palestiniano. Fora das Pastorais, vemos o uso começando em Fp 3: 20 e Ef 5: 23; depois disto, estabeleceu-se rapidamente e tomou-se normal. Pode haver pouca dúvida de que um dos motivos principais por detrás desta disposição crescente e sempre mais confiante de saudar Cristo como Salvador era a reação consciente contra as pretensões dos numerosos "salvadores" e do culto imperial, com sua aclamação Kaisar Sõtêr, em particular.
A obra salvífica de Cristo agora é resumida de forma breve: não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho. Paulo emprega o mesmo verbo "destruir" em 1 Co 15:26, falando da morte como "o último inimigo a ser destruído." O texto não subentende que os cristãos estão isentos da morte, mas, sim, que para eles perdeu seu aguilhão (1 Co 15: 55). O verbo traduzido trouxe à vida (Gr. phõtizein) originalmente significa "iluminar," "inundar ; com luz." Aqui é usado metaforicamente (cf. 1 Co 4:5; Ef 3:9) para sugerir que," mediante Sua ressurreição, Cristo revelou aos homens a natureza da vida, ressurreta que agora pode ser deles. É uma vida caracterizada pela imortalidade (Gr. aphtharsia, i.é, "incorruptibilidade"). A palavra é regularmente empregada por Paulo para o corpo da ressurreição (1 Co 15:42, 50, 53, 54); denota para ele alguma coisa que somente Deus pode outorgar (Rm 2:7).
Para alguns, o conceito da salvação esboçado nesta passagem tem parecido semelhante ao dos gnósticos, por ressaltar o conhecimento; outros acharam a linguagem (cf. "vida," "imortalidade," e especialmente "luz") reminiscente dos mistérios. No que diz respeito a esta última sugestão, deve ficar claro que o vocabulário e as idéias são totalmente paulinos. A primeira sugestão é refutada pela cláusula final, em que Paulo afirma que esta revelação foi feita mediante o evangelho,com o que indica não apenas a mensagem cristã, como também a revelação inteira de Deus em Cristo que forma seu conteúdo.
11. Ao mencionar o evangelho, uma nota quase de exaltação entra nas palavras que Paulo escreve. É para o qual (o evangelho) que ele, até mesmo ele (o eu é muito enfático no Grego), cujo encarceramento acaba de ser relembrado, foi designado pregador, apóstolo e mestre. A linguagem assemelha-se estreitamente àquela de 1 Tm 2:7, onde verbo designado (Gr. etethên: cf.l Co 12:28) é também usado para sublinhar sua comissão divina. Alguns têm questionado se, sendo o escritor o próprio Paulo, teria precisado de convencer Timóteo do seu direito de pregar o evangelho. Assim, no entanto, perde-se a moral da ilusão. Paulo não está tanto procurando impressionar Timóteo quanto maravilhando-se que Deus o tenha selecionado para tais responsabilidades. Se as palavras são dirigidas a Timóteo, até certa medida, visam indicar que ele também descobrirá, quando o manto do Apóstolo descer sobre ele,
que o privilégio de testificar de Cristo acarreta o sofrimento.
Se distinções delicadas devem ser tiradas entre pregador, apóstolo e mestre, a primeira palavra ressalta a audácia e a publicidade com as quais o evangelista deve proclamar sua mensagem, a segunda ressalta sua comissão especial, ao passo que a terceira chama atenção às suas obrigações pastorais.
12. Por isso, i.ê., porque foi nomeado um pregador do evangelho, Paulo está sofrendo estas coisas. Alguns argumentaram que esta é uma expressão deliberadamente vaga que pretende capacitar todo "Timóteo" a relacionar seus próprios sofrimentos com seu papel de ministro do evangelho. É mais natural interpretá-la como sendo uma referência exata à miserável situação em que Paulo se acha no momento de escrever. A despeito dela, exclama: não me envergonho; pelo contrário, é uma honra sofrer por Cristo. O verbo é aquele que usou no seu apelo a Timóteo no v. 8; sua repetição contém um indício que, se Paulo não acha motivo de vergonha no seu sofrimento, não pode haver razão para outros se envergonharem no deles.
O Apóstolo passa a dar a razão para sua confiança: Sei em quem tenho crido. É difícil determinar se tem em mente Deus ou Cristo; há as duas possibilidades, mas tendo em vista que o poder de Deus foi ressaltado no v. 8, a primeira parece mais provável. O significado do que está dizendo é que o cristão sabe, com base na experiência pessoal, bem como nos fatos do evangelho, que Deus nunca o decepcionará. Caracteristicamente, a fé à qual apela aqui não é a fé num credo, mas, sim, numa Pessoa.
Como resultado, pode estar certo de que ele, i.é, Deus, é poderoso para guardar o meu depósito (i.é, a pessoa de Paulo) até aquele dia. A palavra-chave aqui (Gr. parathêkê) ocorre também em 14 abaixo e 1 Tm 6:20; é um termo jurídico que conota alguma coisa que uma pessoa coloca em confiança na salvaguarda doutra pessoa. É ambígua na presente passagem, e pode ser traduzida "o que confiei a Ele." Se esta tradução for preferida, Paulo estaria asseverando que colocou-se a si mesmo (talvez também sua obra, até mesmo seus convertidos) nas mãos de Deus, e que está confiante de que, sejam quais forem os desastres que ocorram, Ele vigiará por ele.
A objeção principal a esta interpretação é que entra em conflito com 1 Tm 6:20 e, acima de tudo, com o v. 14 imediatamente abaixo, onde parathêkê claramente denota alguma coisa que Deus confiou à salvaguarda de Timóteo. Uma objeção menos importante é que a preocupação com seu próprio bem-estar parece fora de' harmonia com o tom geral do Apóstolo. Parece melhor, portanto, entender esta palavra, como  em 1 Tm 6:20, como a mensagem do evangelho considerada como tesouro confiado à igreja; assim, tem-se a vantagem adicional de saber bem com as instruções dadas em 2:2 abaixo. Com aquele obviamente há referência ao grande dia quando "compareceremos perante o tribunal de Deus" (Rm 14:10). A expressão (cf. 1:18; 4:81) conseqüente na LXX; Paulo a emprega numa citação do A.T. "em 2 Ts 1:10, mas normalmente prefere alguma outra forma (é.g. "o dia do Senhor"). A passagem como um todo expressa assim sua certeza suprema de que sejam quais forem os infortúnios que possam sobrevir aos Seus ministros, o próprio Deus conservará a fé a eles confiada, isenta de corrupção, de modo que os capacitará, por assim dizer, a devolver sua custódia intacta no julgamento final.
 J.N.D.KELLY - SÉRIE CULTURA BÍBLICA - EDIÇÕES VIDA NOVA
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Fp 1.7,15 Chamados para a defesa do Evangelho
Fp 1.7 Como tenho por justo sentir isto de vós todos, porque vos retenho em meu coração, pois todos vós fostes participantes da minha graça, tanto nas minhas prisões como na minha defesa e confirmação do evangelho.
Defendendo Paulo, o povo de DEUS estaria defendendo o evangelho pelo qual foram salvos e por causa do qual estava Paulo preso, isto fica evidente na visão de Paulo.
 
Fp 1.15 Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa mente;
O que importa é que seja pregado o evangelho, ou, que seja conhecido por todos, a resposta ao evangelho depende de cada um que ouve.
 
Terça - 2 Co 4.13 Chamados para falar acerca da nossa fé
13 E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri; por isso, falei. Nós cremos também; por isso, também falamos,
O resultado lógico de quem é salvo e crê no evangelho é pregar este evangelho a todos os que encontrar durante sua peregrinação por esta terra.
 
Quarta - 1 Pe 3.15 Chamados para expor a nossa esperança
15 antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; pe estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,
3.15 SANTIFICAI A CRISTO, COMO SENHOR, EM VOSSOS CORAÇÕES. Pedro conclama o crente à reverência interior para com Cristo e à dedicação a Ele como Senhor, no sentido de sempre estarmos dispostos a defender a sua causa e a explicar o evangelho aos outros (cf. Is 8.13). Assim sendo, devemos conhecer a Palavra de Deus e a sua vontade, a fim de testemunhar corretamente de Cristo e levar outras pessoas a Ele (cf. Jo 4.4-26).
 
Quinta - Ef 4.11-16 Chamados para o aperfeiçoamento
11 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,12 querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, 13 até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,14 para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.15 Antes, seguindo pa verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,16 do qual todo o corpo, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.
4.13 A UNIDADE DA FÉ. Em Efésios 4, Paulo ensina que a "unidade do Espírito" (v. 3) e a "unidade da fé" (v. 13) são mantidas e
aperfeiçoadas por: (1) aceitar somente a fé e a mensagem dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres do NT (vv. 11,12); (2) crescer na graça, em maturidade espiritual e em Cristo sob todos os aspectos (v. 15), e ser cheio da plenitude de Cristo e de Deus (v. 13; cf. 3.19); (3) não permanecer como criança, aceitando "todo o vento de doutrina", mas, pelo contrário, conhecer a verdade, e assim saber rejeitar falsos mestres (vv. 14,15); (4) sustentar e falar com amor a verdade revelada nas Escrituras (v. 15); e (5) andar em "verdadeira justiça e santidade" (v. 24; vv. 17-32).
4.14 NÃO SEJAMOS MAIS MENINOS. Nos versículos 13-15, Paulo define as pessoas espiritualmente "perfeitas" ou maduras, que
possuem a plenitude de Cristo. (1) Ser espiritualmente maduro, significa não ser "meninos" (v. 14), os quais são instáveis, facilmente enganados pelas falsas doutrinas dos homens e suscetíveis ao artificialismo enganoso. O crente permanece infantil quando tem uma compreensão inadequada das verdades bíblicas e pouca dedicação a elas (vv. 14,15). (2) Ser espiritualmente maduro inclui falar "a verdade em caridade" (v. 15). A verdade do evangelho, conforme apresentada no NT, deve ser crida com caridade, apresentada com caridade e defendida em espírito de caridade. Essa caridade é dirigida primeiramente a "Cristo" (v. 15); em seguida, à igreja (v. 16) e, finalmente, de uns para com os outros (v. 32; cf. 1 Co 16.14).
4.15 A VERDADE EM AMOR. A conservação da unidade da fé (v. 13), deve basear-se no amor ativo, que procura resolver problemas e reconciliar diferenças através da mútua lealdade e da obediência a Cristo e sua Palavra. Isto significa que crer e proclamar com amor a verdade do NT é prioritário em relação à lealdade às instituições e tradições cristãs, aos cristãos individuais ou à igreja visível. O esforço para manter a comunhão ou a unidade, jamais deverá invalidar a Palavra de Deus, nem levar à transigência com a verdade bíblica (v. 14).
A fidelidade às Escrituras está acima de tudo e poderá, inclusive, resultar em pressões de toda a ordem, até mesmo na própria igreja local. Mas no tempo certo, Deus dará o escape necessário aquele que permanecer leal a Cristo e à verdade original do NT.
 
Sexta - 1 Ts 5.23 Chamados para a vida de santidade
23 E o mesmo Deus de paz avos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
5.23 VOS SANTIFIQUE EM TUDO. A oração final de Paulo em favor dos crentes tessalonicenses é que sejam santificados.
Santificação (gr. hagiasmos) significa “tornar santo”, “consagrar”, “separar do mundo” e “apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão com Deus e servi-lo com alegria
 
Sábado - 1 Co 5.7,8 Chamados para o caminho da verdade
7 Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.8 Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade.
Fermento velho é uma alusão à vida pecaminosa de antes e nova massa é agora o crente que é salvo e templo do ESPÍRITO SANTO, portanto sem lugar para fermento (pecado). Sendo CRISTO o cordeiro legítimo e advindo do próprio DEUS, o povo de DEUS deveria participar da celebração, agora da ceia do Senhor, sem nenhum tipo de comprometimento com o pecado de antes de sua conversão.
 
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Descrever a importância do discernimento espiritual.
Distinguir as verdades bíblicas das vãs filosofias.
Argumentar a favor da fé cristã.
 
PONTO DE CONTATO:
Professor, pela graça do Senhor Jesus Cristo, chegamos ao final de mais um trimestre. Comentamos a respeito dos perigos da pós-modernidade e de como o cristão deve comportar-se na atual geração. Nesta última lição, ressaltaremos a necessidade de uma postura crítica em relação à atual sociedade e a importância do discernimento espiritual nesses tempos pós-modernos.
 
SÍNTESE TEXTUAL:
O cristão deve fundamentar e enraizar a sua fé nas Sagradas Escrituras. Por diversas vezes, a Bíblia exorta o crente a estar "arraigado e fundado" no amor, na fé e no conhecimento de Cristo (Ef 3.17-19). A expressão "arraigado e fundado" significa literalmente "enraizado e alicerçado" - metáfora que designa a segurança e firmeza do crente em Cristo.
O crente fiel é comparado tanto a uma árvore frondosa, cujas raízes se estendem (Sl 1; Jr 17.7,8; Os 14.6), quanto a uma palmeira que cresce como o cedro no Líbano (Sl 92.12). As fortes e longas raízes das árvores preservam-nas durante as intempéries. Assim também o crente, "arraigado e fundado" na Rocha Inabalável, é preservado e sustentado pelo Senhor (1 Co 3.11; Ef 2.20).
Contudo, é imprescindível o discernimento de espíritos no atual contexto pós-moderno. Visto que o crente santo e fervoroso aspira a algo eterno e incorruptível e rejeita a mediocridade espiritual tão comum nos últimos dias, é indispensável a este o discernimento espiritual.
 
    
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
Com esta lição estamos vencendo mais uma etapa na busca do conhecimento da Palavra de Deus para a edificação de nossa fé. Estudamos, ao longo do trimestre, acerca do grande desafio que as danosas correntes de pensamento abrigadas sob o pós-modernismo representam para a vida cristã. Neste combate, tenhamos sempre em mente o v.7 da leitura bíblica da lição: "Deus não nos deu um espírito de temor, mas de fortaleza" (v.7), a fim de lutarmos com ousadia contra tudo quanto se opõe a Deus e escaparmos das sutilezas da vã filosofia, mantendo firmes a esperança de nossa vocação. Ver Cl 2.8.
 
    
 
I. APROFUNDANDO AS CONVICÇÕES CRISTÃS
1. O perigo da superficialidade. A melhor forma de não sermos presos pelas correntes do pós-modernismo é aprofundarmos nossas convicções cristãs, criarmos raízes, porquanto aqueles que se mantêm na superficialidade resvalam e caem. O vento tempestuoso não encontra nenhuma dificuldade para derrubar a árvore sem raízes. Daí, a gradação negativa no salmo primeiro, na advertência contra o ouvir o conselho dos ímpios, o deter-se no caminho dos pecadores e o assentar-se na roda dos escarnecedores. Essa linguagem é utilizada pelo salmista com o intuito de descrever a diferença entre os ímpios e os justos. Não se trata, aqui, da convivência profissional e respeitosa entre as pessoas, mas de participar deliberadamente de suas práticas mundanas e valorizar a sua vida pecaminosa. Quem assim procede tornar-se-á espiritualmente como a moinha, uma espécie de resíduo de cereal triturado, sem utilidade alguma, sendo espalhado pelo vento. Tais pessoas vão de um lado para o outro por lhes faltar a firmeza do evangelho (Ef 2.2).
 
2. As riquezas da profundidade. A vida cristã profunda resulta em grandes riquezas espirituais e também em segurança para o crente contra as doutrinas estranhas e as vãs filosofias do pós-modernismo (Ef 4.11-16). No salmo mencionado, o justo é simbolizado pela viçosa árvore plantada junto aos ribeiros. Os benefícios disso são a profundidade das raízes, a capacidade de produzir frutos no tempo próprio e a seiva abundante que torna a árvore frondosa. Assim é o crente instruído nos ensinos das Escrituras nestes tempos de transigência e confusão doutrinária. Tal crente em nenhum momento fugirá de suas responsabilidades de participar das aflições do evangelho, imbuído da santa vocação para a qual foi chamado pelo Senhor (vv.8-10). Quanto mais junto aos ribeiros das Escrituras, mais se aprofundarão as suas raízes, tornando-o capaz de resistir à força das ideologias contrárias aos princípios da Palavra de Deus (Mt 4.4; 1 Co 1.4,5; 1 Jo 4.1-6).
 
Vãs Filosofias
No original "filosofias vazias". Expressão bíblica concernente aos falsos ensinos das religiões de mistério em Colossos.
 
    
 
II. DISCERNINDO O QUE ESTÁ POR TRÁS DO PÓS-MODERNISMO
1. A capacidade de discernir. A partir de convicções bíblicas adquiridas com o auxílio do Espírito Santo, o crente desenvolve a capacidade de discernir o falso ensino e as vãs filosofias que negam a verdade de Deus (1 Co 2.14-16). Esta é uma necessidade vital porquanto muitas vezes o erro vem transvestido não só de religiosidade, mas aparenta ser também uma verdade bíblica. Vale lembrar, inclusive, que o Diabo na tentação de Cristo usou de meias-verdades, lançando mão da Palavra de Deus. A diferença é que para o Senhor, as Escrituras não eram mera fonte de pesquisas, mas o seu pão de cada dia (Mt 4.1-11).
 
2. A importância de discernir. Deus valoriza o discernimento espiritual ao alistá-lo entre os dons espirituais outorgados pelo Espírito Santo ao crente (1 Co 12.7-11). Tem sido muito comum, sem cair no terreno da generalização, valorizar os dons de elocução - profecia, variedade de línguas e interpretação - em detrimento dos que operam no domínio do conhecimento. À medida que se aproxima o fim dos tempos, o dom de discernimento de espíritos precisa ser buscado com afinco, sobretudo pela liderança, a fim de que não venhamos a sucumbir diante das sutilezas de Satanás.
 
3. A necessidade de discernir. O discernimento espiritual é vital, mormente quando se trata de sua manifestação como um dom do Espírito, para identificar não só se o que está sendo dito é genuíno, mas também se as motivações e os meios estão corretos e se procedem de uma fonte legítima. Um caso exemplar foi o que Paulo enfrentou em Filipos. Em princípio, a mensagem daquela mulher com espírito de adivinhação nada tinha de equivocada. Paulo e Silas eram de fato servos do Deus Altíssimo. Contudo, as motivações eram erradas, pois tinham como propósito ganhá-los pela soberba, e a fonte da mensagem era o próprio Satanás (At 16.11-18). Assim, existem erros identificados com clareza, pois trazem em si mesmos a marca da contradição à Palavra de Deus. Há outros, no entanto, tão camuflados que não basta apenas o conhecimento bíblico e o discernimento natural. É preciso a manifestação do dom sobrenatural de discernir os espíritos.
 
    
 
III. DESENVOLVENDO UMA VISÃO APOLOGÉTICA
 
    
 
1. Conhecer para crer. Nestes tempos de pós-modernismo, o cristão, mais do que nunca, precisa aprofundar-se em apologética sagrada, isto é, na defesa biblicamente fundamentada e racional da fé cristã. Ver 1 Pe 3.15; 2 Co 7.1. Além destas duas passagens, o termo original equivalente à apologética (substantivo e verbo) aparece em dezesseis outras passagens do Novo Testamento. O apóstolo Paulo empregou o vocábulo não só quando fez a sua defesa diante dos tribunais de Roma (At 22.1; 25.16; 2 Tm 4.16), ou na justificação de seu apostolado (1 Co 9.3), mas também ao referir-se ao seu papel de defensor do evangelho (Fp 1.7,15). O mesmo fez o apóstolo Pedro, quando instou-nos a responder com mansidão àqueles que nos pedirem a razão de nossa esperança (1 Pe 3.15).
Em primeiro lugar, isto implica o conhecimento da Palavra de Deus. Ninguém pode falar de algo que não conhece. Por conseguinte, o conhecimento da Palavra gera fé, que por sua vez produz convicções (Rm 10.16,17). Esta certeza levou Paulo a combater de forma articulada as heresias de sua época, a não temer a morte e a aguardar com alegria a bem-aventurada esperança à luz do que disse a Timóteo: "eu sei em quem tenho crido" (v.12). Conhecer para crer, eis a primeira necessidade do homem em relação a Deus (Os 6.3; Jo 8.32).
 
2. Crer para argumentar. Apenas o conhecimento bíblico como simples saber humano, qual banco de dados, não basta. Isso seria lidar com a teologia como se fosse unicamente mais um campo do saber humano. É preciso ir além, como demonstrou o apóstolo João na proclamação das boas-novas. O que ele anunciava não era uma simples probabilidade ou hipótese, pelo contrário, era o resultado de terem visto, ouvido e tocado na Palavra da vida (1 Jo 1.1-4).
Quem argumenta motivado pelas suas convicções espirituais - em virtude de crer naquilo que expõe - difere daqueles que defendem uma causa na qual não acreditam. Falamos do que cremos - esse é o ponto de partida - e não cumprimos simplesmente um dever de ofício (2 Co 4.13). O verdadeiro apologista da fé cristã possui como meta a preservação da ortodoxia bíblica ante os falsos ensinos, porque crê no que prega.
 
CONCLUSÃO
Diante da impiedade dos tempos chamados secularmente de pós-modernos, há uma luz do céu no caminho - a voz profética da Igreja. Através de seus pregadores e doutores, usando a linguagem de Paulo (v.11), ela faz soar em todos os cantos da Terra a verdade de Deus, cujo triunfo final está próximo, a fim de que os homens escapem, e depressa, das garras do pecado camuflado nas vãs filosofias desta era. Concluo citando as palavras mencionadas pelo apóstolo Paulo: "Cri, por isso, falei" (2 Co 4.13).
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES:
Subsídio Bibliológico
"O Modelo Discernente de Daniel
[...] A cultura da Babilônia acentuava a beleza, a excelência, a inovação, a vaidade e a intemperança. Facilmente poderia ter seduzido um jovem religioso que caísse em seu regaço de luxúria. Contudo, Daniel criou uma contracultura consistente, que transcendeu a opulência babilônica. Num país de paganismo subjugante e atraente, o jovem israelita recusou firmemente a comida e os favores reais. Sua recusa era algo mais que o ascetismo de um purista. Era uma afirmação clara sobre coisas que realmente importavam - sua fé e herança hebraica.
Dois princípios chaves podem ser extraídos do exemplo de Daniel. Primeiro, ele estava firme em sua fé. Ele conhecia a lei de Deus intimamente. Depois de anos no cativeiro, Daniel e seus companheiros permaneceram solidamente fiéis à Palavra de Deus, não só quando a obediência deles significava correr contra a maré da cultura dominante, mas também quando significava que poderiam morrer por ela.
O segundo princípio, até mais digno de nota, era que Daniel viu e compreendeu a cultura babilônica com mais clareza do que a maioria iluminada dos seus contemporâneos babilônicos. Ele era um homem que possuía 'o espírito dos deuses santos', como a rainha, esposa de Belsazar, o descreveu. Era conhecido por estar cheio de 'luz, e inteligência, e sabedoria'. Deus tinha dado a ele e a seus amigos conhecimento e inteligência em todo ramo da literatura e sabedoria; Daniel até entendia todos os tipos de visões e sonhos (Dn 1.17)." (PALMER, Michael D. (ed.) Panorama do pensamento cristão. RJ: CPAD, 2001, p.404-5.)
 
 
Questionário da Lição 13 - COMO ESCAPAR DOS MALES IDEOLÓGICOS DOS ÚLTIMOS DIAS
 
TEXTO ÁUREO "Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia"  (2 Tm 1.12).
 
VERDADE PRÁTICA O que nos garante escapar das insanas correntes ideológicas do pós-modernismo é o aprofundamento das nossas convicções através do conhecimento da Palavra e a firmeza inabalável da nossa fé em Cristo..
 
 
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
Com esta lição estamos vencendo mais uma etapa na busca do conhecimento da Palavra de Deus para a edificação de nossa fé. Estudamos, ao longo do trimestre, acerca do grande desafio que as danosas correntes de pensamento abrigadas sob o pós-modernismo representam para a vida cristã. Neste combate, tenhamos sempre em mente o v.7 da leitura bíblica da lição: "Deus não nos deu um espírito de temor, mas de fortaleza" (v.7), a fim de lutarmos com ousadia contra tudo quanto se opõe a Deus e escaparmos das sutilezas da vã filosofia, mantendo firmes a esperança de nossa vocação. Ver Cl 2.8.
 
I. APROFUNDANDO AS CONVICÇÕES CRISTÃS
1. O perigo da superficialidade. A melhor forma de não sermos presos pelas correntes do pós-modernismo é aprofundarmos nossas convicções cristãs, criarmos raízes, porquanto aqueles que se mantêm na superficialidade resvalam e caem. O vento tempestuoso não encontra nenhuma dificuldade para derrubar a árvore sem raízes. Daí, a gradação negativa no salmo primeiro, na advertência contra o ouvir o conselho dos ímpios, o deter-se no caminho dos pecadores e o assentar-se na roda dos escarnecedores. Essa linguagem é utilizada pelo salmista com o intuito de descrever a diferença entre os ímpios e os justos. Não se trata, aqui, da convivência profissional e respeitosa entre as pessoas, mas de participar deliberadamente de suas práticas mundanas e valorizar a sua vida pecaminosa. Quem assim procede tornar-se-á espiritualmente como a moinha, uma espécie de resíduo de cereal triturado, sem utilidade alguma, sendo espalhado pelo vento. Tais pessoas vão de um lado para o outro por lhes faltar a firmeza do evangelho (Ef 2.2).
 
2. As riquezas da profundidade. A vida cristã profunda resulta em grandes riquezas espirituais e também em segurança para o crente contra as doutrinas estranhas e as vãs filosofias do pós-modernismo (Ef 4.11-16). No salmo mencionado, o justo é simbolizado pela viçosa árvore plantada junto aos ribeiros. Os benefícios disso são a profundidade das raízes, a capacidade de produzir frutos no tempo próprio e a seiva abundante que torna a árvore frondosa. Assim é o crente instruído nos ensinos das Escrituras nestes tempos de transigência e confusão doutrinária. Tal crente em nenhum momento fugirá de suas responsabilidades de participar das aflições do evangelho, imbuído da santa vocação para a qual foi chamado pelo Senhor (vv.8-10). Quanto mais junto aos ribeiros das Escrituras, mais se aprofundarão as suas raízes, tornando-o capaz de resistir à força das ideologias contrárias aos princípios da Palavra de Deus (Mt 4.4; 1 Co 1.4,5; 1 Jo 4.1-6).
 
Vãs Filosofias
No original "filosofias vazias". Expressão bíblica concernente aos falsos ensinos das religiões de mistério em Colossos.
 
II. DISCERNINDO O QUE ESTÁ POR TRÁS DO PÓS-MODERNISMO
1. A capacidade de discernir. A partir de convicções bíblicas adquiridas com o auxílio do Espírito Santo, o crente desenvolve a capacidade de discernir o falso ensino e as vãs filosofias que negam a verdade de Deus (1 Co 2.14-16). Esta é uma necessidade vital porquanto muitas vezes o erro vem transvestido não só de religiosidade, mas aparenta ser também uma verdade bíblica. Vale lembrar, inclusive, que o Diabo na tentação de Cristo usou de meias-verdades, lançando mão da Palavra de Deus. A diferença é que para o Senhor, as Escrituras não eram mera fonte de pesquisas, mas o seu pão de cada dia (Mt 4.1-11).
 
2. A importância de discernir. Deus valoriza o discernimento espiritual ao alistá-lo entre os dons espirituais outorgados pelo Espírito Santo ao crente (1 Co 12.7-11). Tem sido muito comum, sem cair no terreno da generalização, valorizar os dons de elocução - profecia, variedade de línguas e interpretação - em detrimento dos que operam no domínio do conhecimento. À medida que se aproxima o fim dos tempos, o dom de discernimento de espíritos precisa ser buscado com afinco, sobretudo pela liderança, a fim de que não venhamos a sucumbir diante das sutilezas de Satanás.
 
3. A necessidade de discernir. O discernimento espiritual é vital, mormente quando se trata de sua manifestação como um dom do Espírito, para identificar não só se o que está sendo dito é genuíno, mas também se as motivações e os meios estão corretos e se procedem de uma fonte legítima. Um caso exemplar foi o que Paulo enfrentou em Filipos. Em princípio, a mensagem daquela mulher com espírito de adivinhação nada tinha de equivocada. Paulo e Silas eram de fato servos do Deus Altíssimo. Contudo, as motivações eram erradas, pois tinham como propósito ganhá-los pela soberba, e a fonte da mensagem era o próprio Satanás (At 16.11-18). Assim, existem erros identificados com clareza, pois trazem em si mesmos a marca da contradição à Palavra de Deus. Há outros, no entanto, tão camuflados que não basta apenas o conhecimento bíblico e o discernimento natural. É preciso a manifestação do dom sobrenatural de discernir os espíritos.
 
III. DESENVOLVENDO UMA VISÃO APOLOGÉTICA
1. Conhecer para crer. Nestes tempos de pós-modernismo, o cristão, mais do que nunca, precisa aprofundar-se em apologética sagrada, isto é, na defesa biblicamente fundamentada e racional da fé cristã. Ver 1 Pe 3.15; 2 Co 7.1. Além destas duas passagens, o termo original equivalente à apologética (substantivo e verbo) aparece em dezesseis outras passagens do Novo Testamento. O apóstolo Paulo empregou o vocábulo não só quando fez a sua defesa diante dos tribunais de Roma (At 22.1; 25.16; 2 Tm 4.16), ou na justificação de seu apostolado (1 Co 9.3), mas também ao referir-se ao seu papel de defensor do evangelho (Fp 1.7,15). O mesmo fez o apóstolo Pedro, quando instou-nos a responder com mansidão àqueles que nos pedirem a razão de nossa esperança (1 Pe 3.15).
Em primeiro lugar, isto implica o conhecimento da Palavra de Deus. Ninguém pode falar de algo que não conhece. Por conseguinte, o conhecimento da Palavra gera fé, que por sua vez produz convicções (Rm 10.16,17). Esta certeza levou Paulo a combater de forma articulada as heresias de sua época, a não temer a morte e a aguardar com alegria a bem-aventurada esperança à luz do que disse a Timóteo: "eu sei em quem tenho crido" (v.12). Conhecer para crer, eis a primeira necessidade do homem em relação a Deus (Os 6.3; Jo 8.32).
 
2. Crer para argumentar. Apenas o conhecimento bíblico como simples saber humano, qual banco de dados, não basta. Isso seria lidar com a teologia como se fosse unicamente mais um campo do saber humano. É preciso ir além, como demonstrou o apóstolo João na proclamação das boas-novas. O que ele anunciava não era uma simples probabilidade ou hipótese, pelo contrário, era o resultado de terem visto, ouvido e tocado na Palavra da vida (1 Jo 1.1-4).
Quem argumenta motivado pelas suas convicções espirituais - em virtude de crer naquilo que expõe - difere daqueles que defendem uma causa na qual não acreditam. Falamos do que cremos - esse é o ponto de partida - e não cumprimos simplesmente um dever de ofício (2 Co 4.13). O verdadeiro apologista da fé cristã possui como meta a preservação da ortodoxia bíblica ante os falsos ensinos, porque crê no que prega.
 
CONCLUSÃO
Diante da impiedade dos tempos chamados secularmente de pós-modernos, há uma luz do céu no caminho - a voz profética da Igreja. Através de seus pregadores e doutores, usando a linguagem de Paulo (v.11), ela faz soar em todos os cantos da Terra a verdade de Deus, cujo triunfo final está próximo, a fim de que os homens escapem, e depressa, das garras do pecado camuflado nas vãs filosofias desta era. Concluo citando as palavras mencionadas pelo apóstolo Paulo: "Cri, por isso, falei" (2 Co 4.13).
 
Ajuda www.cpad.com.br
 
Marcas de Um Autêntico Jovem Cristão
 
TEXTO : (Gl.6.17/ Dn.6.13
INTRODUÇÃO:
·         Marcas são sinais, qualidades, traços, aspectos.
·         No grego= stíg-ma-ta = Marcas de Ferro em Brasa.
·         Em outras palavras, são aquelas qualidades que o jovem tem, que o identifica como um verdadeiro cristão.
 
I – FIDELIDADE AOS PRINCÍPIOS ESTABELECIDOS POR DEUS.
Princípios : Rudimentos, primeiras noções, elementos.
Obs:
·         Deus estabelece em sua Palavra alguns princípios fundamentais, para que o homem pudessem através destes, ter comunhão com Ele.
·         São aquelas noções básicas que encontramos nas paginas da Bíblia Sagrada, que através das mesmas, originou todas as demais leis que existem hoje.
·         Ex: Os dez Mandamentos
Para o jovem especificamente, existe dois princípios :
·         Não se prender a um jugo desigual com os infiéis .(II Co 6.14)
Ex : Sansão – Era Nazireu de Deus (Consagrado- Jz 13.5)
Perdeu a visão e se tornou escravo (Jz 16.21)
·         Não ceder a tentação da prostituição (fornicação- Ef 5.5/Ap 21.8)
Ex : José do Egito
·         Era escravo (Gn 39.1)
·         Não cedeu (Gn 39.7,8)
·         Tinha compromisso com Deus (Gn 39.9b)
·         Deus o colocou como cabeça (Gn 41.41)
II – FIDELIDADE AO COMPROMISSO FIRMADO COM DEUS.
OBS : O jovem cristão tem acima de tudo uma aliança com Deus, que nunca deva ser quebrada.
Enquanto manter-se esta aliança, Deus é fiel em vos guardar e manter-vos de pé diante de todas as barreiras que se levantar contra vos. Tomaremos como exemplo os quatro jovens hebreus em babilônia
OBS: O primeiro ponto que devemos observar é que: Para quebrar o compromisso que eles tinham com Deus , ''FORAM LHE MUDADOS OS NOMES''
 
DANIEL = Deus é meu juiz - BELTESSAZAR= Bel te proteja
HANANIAS = Jeová é Gracioso – SADRAQUE= Ordem de acu (de/Lua)
MISAEL = Quem é igual a Deus – MESAQUE= A sombra do príncipe
AZARIAS = Deus é meu Ajudador – ABEDNEGO= Servo de nego
 
2)-TENTARAM CONTAMINA-LOS COM O MANJAR DO REI
·         Com pretexto de se tornarem mais fortes e inteligentes (Dn 1.8)
·         A bíblia nos ensina diferente. (Ex.34.15; At.15.20)
·         Foram fiéis, e Deus os fez dez vezes mais sábios (Dn 1.19,20)
3)-TENTARAM FAZE-LOS ADORAR IMAGENS (Dn 3.14-18)
·         Outra vez honram o compromisso com Deus (Dn 3.18)
·         Deus honrou o compromisso com eles (Dn 3.24,25)
·         Desta fidelidade resultou na conversão do grande rei (Dn 3.28,29)
4)-TENTARAM ATRAPALHAR A COMUNHÃO COM DEUS.
·         Criaram lei para impedir a oração (Dn 6.7b)
·         Daniel não quebrou o compromisso (Dn 6.10,13)
·         Foi lançado na cova dos leões (Dn 6.16)
·         Deus envia seu anjo e fecha a boca dos leões (Dn 6.22)
·         Mais uma vez um rei se converte (Dn 6.26,27)
III – FIDELIDADE NO TESTEMUNHO DE VIDA DIANTE DA SOCIEDADE
EXE: A escrava israelita, que trabalhava para a esposa de Naamam. (2Rs.5.3)
·         Mesmo escrava em terra estranha deu testemunho do poder de seu Deus.
·         Naamam foi curado de sua lepra (II Rs 5.14)
·         Passou a servir e adorar a Jeová (II Rs 5.17)
 IV – SER APODERADO PELO ESPIRITO SANTO (1 Sm.16.13)
·         É sem duvida a maior marca do autêntico jovem cristão.
·         Davi se tornou o mais ilustre rei que governou sobre Israel.
·         Ficou conhecido como o homem segundo o coração de Deus. At.13.22
·         Só assim poderemos cumprir a nossa missão.
CONCLUSÃO
·         Fidelidades aos Princípios, Compromisso, Testemunho e Unção, são marcas que faz do jovem um verdadeiro servo de Deus, caminhando de vitória em vitória até chegar na Gloria.
Pr. Aparecido Araújo
Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva.
 
 
Index
Estudos
EBD
Discipulado
Mapas
Igreja
Ervália
Corinhos
Figuras1
Figuras2
Vídeos
Fotos