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LIÇÃO 13 - O AMOR É A ESSÊNCIA DA VIDA CRISTÃ
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 1º TRIMESTRE DE 2006
Epístola de Paulo aos Romanos
Complementos e questionários: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
REVISTA CPAD
 
 

TEXTO ÁUREO
"Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação" (Rm 15.2).
 
VERDADE PRÁTICA
A salvação em Cristo Jesus leva-nos a agir como verdadeiros cidadãos dos céus e a promover o crescimento do Reino de Deus.
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Romanos 14.13-23; 15.1-3
 
Romanos 14.13-23:
13 Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes, seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão.
14 Eu sei e estou certo, no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda.
15 Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu.
16 Não seja, pois, blasfemado o vosso bem;
17 porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.
18 Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens.
19 Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.
20 Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo.
21 Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.
22 Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova.
23 Mas aquele que tem dúvidas, se come, está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.
 
Comentários BEP - CPAD: (www.cpad.com.br)
14.13 NÃO NOS JULGUEMOS MAIS UNS AOS OUTROS. Embora devamos abster-nos de julgar uns aos outros em questões triviais, os crentes devem encorajar uns aos outros tendo em vista a semelhança a Cristo e a santidade quanto à fé, a doutrina e a moral (Hb 10.24). Trata-se de, com toda a sinceridade, avaliar (1 Ts 5.21; 1 Jo 4.1), corrigir e repreender uns aos outros em amor e humildade (Lc 17.3) e, quando necessário for, exercer a disciplina eclesiástica (cf. 1 Co 5.12,13; 2 Ts 3.6,14; 1 Tm 5.20,21; 2 Tm 2.24-26; 4.2).
14.21 NEM BEBER VINHO. A Bíblia contém duas leis principais para o crente quanto ao vinho (gr. oinos), que incluía o produto da videira, tanto o não-fermentado, quanto o fermentado:
(1) A lei da abstinência do vinho, quando fermentado e inebriante (ver Pv 23.31; 1 Ts 5.6; Tt 2.2).
(2) A lei do amor cristão, que leva a pessoa a abster-se daquilo que pode ofender os outros (cf. 1 Co 8.13; 10.27-32). Paulo afirma que numa sociedade pagã (i.e., num ambiente não-judaico) onde prevalecem as bebidas inebriantes e a embriagues, é melhor evitar de beber, mesmo os vinhos não-fermentados, do que beber algo que possa levar outro cristão a pecar. O uso de vinho não-inebriante era tecnicamente inofensivo para alguns crentes, mas podia influenciar os mais fracos a tomar vinho fermentado, expondo-os, assim, à embriaguez com os seus danos. Timóteo seguia cuidadosamente essa lei do amor cristão (ver 1 Tm 5.23)
 
 Romanos 15.1-3:
1 Mas nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos.
2 Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação.
3 Porque também Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam.
 
Comentários BEP - CPAD: (www.cpad.com.br)
15.3 CRISTO NÃO AGRADOU A SI MESMO. Não fazer caso das convicções dos outros só para agradar a nós mesmos, destrói a obra de Deus (14.15,20); renunciar ao que for preciso para ajudar o próximo, fortalece o reino de Deus. Paulo mostra o exemplo de Cristo, que não vivia para agradar a si mesmo, mas para o bem do próximo.
 
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Comentários do livro "Romanos" da editora Mundo Cristão e Vida Nova - F.F. Bruce - 5 Edição - 03/1991 - São Paulo -SP
 
Amor cristão (14:13-23).
Martinho Lutero, que começa o seu tratado Da Liberdade do Cristã com as palavras acima citadas "O cristão é o mais livre senhor de todos, não sujeito a ninguém".), prossegue dizendo na sentença seguinte: "O cristão é o mais dócil servo de todos; sujeito a todos."  Lutero nunca foi seguidor mais fiel de Paulo - e do Senhor de Paulo e dele - do que na justaposição destas duas afirmações.
Tendo Paulo afirmado inflexivelmente a liberdade do cristão pôe-se a demonstrar como se pode e se deve estabelecer limite voluntário a esta liberdade. Ao fazê-Io, amplia a exposição de um dos assuntos que usara para ilustrar a sua afirmação da liberdade cristã - o assunto relacionado com a comida.A questão de quais os tipos de comida que se podiam e não se podiam comer agitou a Igreja primitiva de várias maneiras. Uma destas maneiras afetou mais particularmente os cristãos judeus. As leis judaicas sobre a alimentação que tinham sido observadas pela nação desde os seus primeiros dias, eram um dos principais traços que distinguiam os judeus de seus vizinhos gentios. Não somente se proibia absolutamente comer carne de certos animais; o sangue de todos os animais era absolutamente proibido, e os animais limpos abatidos para alimento tinham de ser mortos de modo que o sangue fosse totalmente drenado. Desde que nunca se poderia ter certeza de que a carne de que se alimentavam os não-judeus estava livre de toda suspeita de ilegalidade num aspecto ou noutro, para um judeu era impossível partilhar de uma refeição com um gentio. Na verdade era muito difícil um judeu rigoroso compartilhar de uma refeição com outro judeu suspeito de relaxamento nestas questões.
Em memorável ocasião, Jesus ab-rogou as Ieis sobre alimentos declarando "limpas" todas as espécies de alimentos (Mc 7:19). Pedro na visão que teve em Jope, no teto da casa de Simão, o curtidor, aprendeu a não considerar impura coisa alguma ou pessoa alguma que Deus tivesse declarado limpa, e graças à lição aprendida consentiu quase imediatamente em visitar o gentio Cornélio em Cesaréia, e aceitar sua hospitalidade, mas ia demorar muito a chegar o dia em que a maior parte dos cristãos judeus pensaria em seguir o exemplo dele. Certa ocasião, quando Pedro residia em Antioquia e desfrutava de irrestrita comunhão com os cristãos gentios de lá, um ou mais visitantes procedentes da igreja de Jerusalém chamaram-no e o persuadiram a retirar-se da mesa da comunhão com os gentios e passar a comer somente com os judeus. Seu exemplo começou a ter efeito devastador; mesmo um homem tão liberal como Barnabé se dispôs a segui-lo. Paulo acusou publicamente a Pedro de representar  - de fazer um a papel que não correspondia às suas convicções últimas (GI 2:11-14). Quando, pouco depois, o concílio de Jerusalém concordou em que os gentios fossem admitidos à comunhão da igreja, como os Judeus, com base na fé em Cristo, foi acrescentada a condição de que os conversos gentios se abstivessem de alimentos ofensivos aos seus irmãos judeus e se ajustassem às leis matrimoniais  judaicas (At 15:20,29). Tem-se difundido muito a opinião de que jamais Paulo poderia ter tomado parte na decisão acordada (como a narrativa de Atos declara que sim), porque entrava em conflito com os seus princípios sobre a liberdade cristã, e em particular com o seu princípio de que os conversos gentios estavam livres das obrigações da lei judaica. Mas isso não é bem certo. Sempre que os princípios que considerava básico estava em jogo Paulo era inflexível; mas quando eles estavam protegidos Paulo era o mais conciliador dos homens. Neste caso, uma vez estabelecido o princípio de que os gentios tinham direito de ser arrolados como membros da igreja, sendo para isso suficiente a base da fé em Cristo, ele próprio seria o primeiro a lembrar aos gentios a sabedoria em colocar limites voluntários à sua liberdade para manterem comunhão com seus irmãos judeus de nascimento, dos quais não se poderia esperar que todos tivessem entendimento tão completamente emancipado como Paulo tinha. Se os cristãos gentios, principalmente os que conviviam com cristãos judeus, com bondade se refreassem de tomar alimentos que os seus irmãos judeus pudessem achar odiosos, a comunhão dos dois grupos seria fomentada. E o fato é que as cláusulas sobre alimentos estabelecidas pelo Concílio de Jerusalém conservavam sua validade em alguns setores da igreja durante muitas gerações.
Uma das cláusulas sobre alimentação do Concílio de Jerusalém ordenava a abstenção de carne de animais previamente oferecidos em sacrifício a ídolos. Esta questão foi levanta num ambiente rodeado de paganismo; Paulo tratara disso com alguns pormenores em sua correspondência com a igreja de Corinto, alguns membros da qual lhe tinham pedido orientação sobre o assunto (1 Co 8:1-13, 10:19-33).
Comprar carne de açougue em cidades pagãs como Corinto e Roma representava um problema de consciência para alguns cristãos. Grande parte da carne exposta para venda no mercado provinha de animais anteriormente sacrificados a alguma divindade pagã. A divindade pagã recebia sua.porção simbólica, o restante da carne podia ser vendido pelas autoridades do templo aos comerciantes da venda a varejo, e é possível que muitos consumidores pagãos estivesse dispostos a pagar um pouco mais pela carne porque tinha sido "consagrada" a alguma divindade. Entre os cristãos havia alguns que possuíam consciência robusta e entendiam que a carne não melhorava nem piorava por sua associação com a divIndade pagã. Sentiam-se muito bem ao comê-la. Outros não se sentiam muito bem achando que de algum modo a carne fora "infeccionada" por sua associação com ídolos. .
- Ao emitir seu julgamento aos coríntios sobre esta questão, Paulo se nivela, por um lado, com os que entendiam que não havia nenhuma realidade substancial nas divindades pagãs, e que o cristão tinha perfeita liberdade de comer dessa carne. Mas o entendimento não é tudo; as exigências do amor deviam ser levadas em consideração. Ele mesmo estava pronto a renunciar à sua liberdade se ao insistir nela, desse mau exemplo a um irmão em Cristo de consciência mais fraca. Se um cristão que achava errado comer carne dada a ídolos fosse incentivado pelo exemplo de seu irmão mais forte a comer dessa carne, o resultante prejuízo de sua consciência seria posto na conta da falta de caridade e de consideração do outro.
Mas parece ter-se levantado em Corinto um aspecto da questão mais sério do que os atos de comprar e comer carne de animais consagrados a ídolos. Transparece de 1 Coríntios 8:10 Que alguns membros da igreja de Corinto ficavam muito contentes quando recebiam convites de amigos pagãos para freqüentar banquetes em templos pagãos. Nesses banquetes, não era só a carne que era dedicada a um falso deus; tudo na ocasião era expressamente organizado sob os auspícios desse deus. Poderia um Cristão, que se assentava à mesa do Senhor sentir-se igualmente em casa à mesa e um ídolo que, se representava ai uma coisa afinal, representava um demônio? Os ultra-libertinos poderiam argumentar que todas as coisas eram lícitas; mas Paulo lhes recordava que nem todas eram úteis, e nem todas edificavam um sólido caráter cristão, quer nos participantes, quer naqueles cujas vidas podiam ser influenciadas pelo seu exemplo. Se, por outro lado o convite era para participar de uma refeição numa residência particular, o caso era diferente; o cristão estava livre para ir e comer o que servissem, sem fazer perguntas. Mas se via que sua atitude face à carne que fora dedicada a ídolos passava a ser um teste da genuinidade do seu cristianismo, faria bem em deixar de comê-la. A glória de Deus e o bem-estar espiritual dos outros devem constituir os principais pontos de consideração quanto a comer e beber, e quanto a tudo mais.
Questões de consciência em relação a estas matérias estavam sujeitas a levantar-se também em Roma, como acontecera em Corinto. A igreja de Roma, incluindo cristãos judeus e gentios podia desintegrar-se rapidamente se alguns grupos insistissem em exercer plenamente sua liberdade cristã sem dar a mínima consideração aos escrúpulos de outros. Se, por outro lado, aqueles cujas consciências se haviam emancipado por completo quanto a isso, restringissem voluntariamente sua liberdade no interesse de outros que não tinham alcançado o mesmo estágio de maturidade espiritual, a igreja se tornaria uma perfeita escola do amor cristão. Foi a isto que Paulo instou com os cristãos de Roma, e o testemunho da história mostra que aprenderam bem a lição.
O bem conhecido exemplo do próprio Paulo deve ter acrescentado grande peso à sua exortação. "Sendo livre de todos", disse ele em outro lugar, "fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível (1Co 9.19).
Com toda a sua emancipação estava pronto para restringir sua liberdade sem limites se seu irmão mais fraco recebesse alguma ajuda com isso. Considerava todas as espécies de comida como kósser ("certas", "lícitas"), mas se o seu exemplo ao comer certas espécies de comida, ia prejudicar alguém, ele as evitaria. A comida é um meio para um fim, não um fim em si mesma. Um tipo de comida serve tanto como outro qualquer, e seria uma pena fazer atrofiar-se uma alma em crescimento, atrofiar-se o desenvolvimento  da obra de DEUS por uma coisa tão sem lmportâncla como um tipo particular de comida. Não é de comida e bebida que o reino de Deus se ocupa, mas de justiça, paz e alegria no Espírito. Deve-se fazer com que a questão de comida e bebida seja subserviente àquelas coisas que são realmente importantes.
É bom ser forte na fé; é bom ser emancipado de consciência. Mas os cristãos não são indivíduos isolados, cada qual vivendo para si; são membros de uma comunidade, e é responsabilidade de todos - mormente dos membros mais fortes e mais maduros  promover o bem-estar da comunidade.
 
13, Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de ...
AV: "Não nos julguemos ... mas julgai ..."  Na primeira frase, "julgar" significa "criticar" (exercer juízo crítico); na segunda, significa "decidir". Em grego (kri;i'õy, como em inglês e em português) a mesma palavra tem os dois sentidos.
Tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo a vosso irmão. A espécie de pedra de tropeço ou impedimento que Paulo tem em mente é o exemplo que poderia levar outra pessoa a pecar. Um cristão vem a '"Tropeçar" (v. 21) se, ao seguir o exemplo de um cristão mais emancipado, faz alguma coisa que a sua consciência não aprova realmente. Como conseqüência, a vida espiritual sofrerá grave dano. Seria melhor que o cristão mais emancipado auxiliasse o seu irmão "mais fraco" a ter uma consciência mais esclarecida; mas este é um processo que não pode ser apressado.
 
14. Eu sei, e disso estou persuadido no Senhor Jesus, que nenhuma cousa é de si mesma impura.
                      Provavelmente Paulo sabia do pronunciamento do nosso Senhor sobre este assunto, registrado para nós em Marcos 7: 14-19. Salvo para aquele que assim a considera, para esse é impura. Este modo de compreender a questão  completamente de acordo com o ensino de CRISTO (Mc 7:20-23), tem implicações de grande alcance. O pecado, a corrupção moral, o mundanismo - e assim por diante - localizam-se na mente das pessoas, e não nos objetos materiais Ver Tito 1:15.
 
15. Por causa da tua comida não faças perecer aquele.
       RSV: " não deixe que o que você come arruíne aquele"; NEB
"Não leve desgraça a um homem com aquilo que você come"
       A favor de quem Cristo morreu. A medida divina do valor de um humano.
 
16. Não seja, pois, vituperado o vosso bem.
       NEB: "O que para você é uma coisa boa não se torne ocasião para conversação caluniosa".
 
17. O reino de Deus não é comida, nem bebida, mas justiça, e paz e alegria.
Ver Mateus 6:31 ("Não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos?") Mateus 5:6,9, 10, 12 ("Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça. ... Bem-aventurados os pacificadores; Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça porque deles é o reino dos céus.  Regozijai-vos e exultai ..."). Um interessante paralelo da construção deste versículo é-nos dado em 1 Coríntios 4:20: "O reino Deus consiste, não em palavra, mas em poder" (sendo que o "poder" é naturalmente, o do Espírito Santo).
No Espírito Santo. Como no capítulo 8,  Espírito Santo leva os crentes ao usufruto, aqui e agora dos benefícios da herança vindoura. Para o apóstolo, "o reino de Deus" (em distinção do presente reino de Cristo) é a futura herança do povo de Deus (ver 1 Co 6:9s., 15:50: Gl 5:21; Ef 5:5; 1 Ts 2:12; 2 Ts 1:5); mas no Espírito Santo as bênçãos da herança futura já podem ser desfrutadas.
 
19. Seguimos as cousas (....) da edificação de uns para com os outros.
"Edificar outro" é edificar-Ihe uma personalidade cristã estável e assim (Quando todos estivermos envolvidos nesta atividade} "edificar a vida comum" (NEB).
 
20. É mau para o homem o comer com escândalo.
AV: "Ê mau para o homem que come com ofensa." NEB "Tudo é mau para o homem que, pelo que come, faz outro cair." Isto é coisa bem diferente de "fazer ofensa" no sentido moderno.
 
21. [Ou se ofender, ou se enfraquecer].
Estas palavras estão ausentes do texto mais bem credenciado (razão por que AA as coloca entre colchetes). Originalmente é possível que fossem glosas marginais sobre o verbo "tropeçar" que as precede.
 
22. A fé que tens.
AV: "Tens fé?" "Fé". neste sentido é uma firme e inteligente convicção perante Deus, de que se está fazendo o que é certo, a antítese de sentir-se alguém auto-condenado naquilo que se permite a si mesmo fazer.
 
23. Aquele que tem dúvidas, é condenado, se comer.
"Condenar" aqui significa que o homem que faz algo acerca do que sua consciência fica intranqüila está condenado em seu coração e contrai sentimento de culpa: o homem Que faz algo sabendo que é lícito e correto, faz isso "de fé". Há saudável significação no incidente apócrifo inserido no Codex Bezae em seguida a Lucas 6:4, que conta como o nosso Senhor, vendo um homem a trabalhar no sábado, disse-lhe: 'Homem, se deveras sabes o que estás fazendo és bem-aventurado' , mas se não sabes, és maldito e transgressor da lei' ".
- E tudo o que não provém de fé é pecado. NEB: "Porque a sua ação não provém da sua convicção." Quanto à prova de que uma edição primitiva da epístola termina aqui, ver a Introdução, pp. 26-28.
 
O exemplo de Cristo (15:1-3).
 
Romanos 15.1-3:
1 Mas nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos.
2 Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação.
3 Porque também Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam.
 
Paulo conclui suas palavras sobre a liberdade cristã e sobre o amor cristão aduzindo o exemplo de Cristo. Quem estava mais livre de tabus e inibições do que Ele? Contudo, quem cuidou mais de tolerar as fraquezas alheias? É bem fácil para um homem cuja consciência vê com absoluta clareza algum curso de ação, estalar os dedos para os que o criticam e dizer: "Farei o que me agrada." Tem todo o direito de fazê-lo, mas não é este o modo de agir de Cristo. O modo de agir de Cristo é considerar os outros primeiro, consultar os interesses deles e ajudá-los quanto possível.
'Nem mesmo Cristo agradou-se a Si próprio"; se o tivesse feito, poder-se­ia perguntar em que aspecto Sua vida e Seu ministério teriam seguido curso diferente daquele que seguiram. Mas o sentido é que Cristo não pôs em primeiro lugar os Seus próprios interesses e o Seu próprio bem-estar (ver Fp 2:5ss.). Cristo colocou os interesses dos outros antes dos dele, mas talvez Paulo queira dizer aqui que Cristo colocou a vontade de Deus antes de tudo mais: esta idéia é sugerida pela citação do Salmo 69:9.
As palavras que se seguem à citação encarnam um princípio presente em todo o Novo Testamento, onde quer que o Velho Testamento seja citado ou mencionado. As lições sobre a tolerância que os escritos do Velho Testamento inculcam, e o estímulo que dão à fidelidade, constituem forte incentivo ao sustento da esperança cristã. Paulo apresenta­lhes também um forte incentivo ao fortalecimento da união fraternal e ora para que o DEUS que ensina o seu povo a tolerância e os supre de ânimo, através destes escritos Ihes assegure unidade no entendimento, de modo que Ele seja glorificado pelo testemunho unido dado por eles.
    
 
1. Ora, nós que somos fortes, devemos suportar as debilidades dos fracos.
Ver Gálatas 6:1s.: "Irmãos, se alguém for surpreendido em alguma falta, vós que sois espirituais, corrigi-o, com o espírito de brandura ­ Levai as cargas uns outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.
 
2. Cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação.
        NEB:... pense no que é para o seu bem e edifique a vida comum. (Ver 14:19; Fp 2:3s.)
 
3. As injúrias dos que te ultrajavam. caíram sobre mim.
Citação do Salmo 69:9. Este salmo de aflição, como vimos (ver nota sobre 11.9, p. 175), cedo foi interpretado na igreja como uma profecia da paixão e da retribuição de Cristo alcançando os Seus perseguidores. Visto que o salmo é dirigido a Deus, estas palavras implicam em que JESUS suportou injúrias e insultos por Sua fidelidade a Deus, sendo que podia tê-lo evitado escolhendo um caminho mais fácil.
 
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LEITURA DIÁRIA
Segunda Tt 1.15 - Tudo é puro para os puros
15 Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes, o seu entendimento e consciência estão contaminados.
TODAS AS COISAS SÃO PURAS. É provável que Paulo esteja falando a respeito da pureza ritual segundo as leis judaicas sobre alimentos (cf. Mt 15.10,11; Mc 7.15; 1 Tm 4.3-5). Alguns ensinadores estavam obcecados em fazer distinção entre comidas "puras" e "impuras" e ensinavam que a devida observância dessas coisas era essencial à verdadeira justiça. Desconheciam o verdadeiro caráter moral, a pureza interior e a justiça exterior (v. 16). Paulo ressalta que se a pessoa é moralmente pura, para ela a distinção entre comidas "impuras" e "puras" não tem importância moral. Paulo não está se referindo a coisas ou ações moralmente erradas, mas apenas à pureza cerimonial dos judeus.

Terça 1 Co 8.11,12 - Devemos respeitar a consciência do nosso irmão.
11 E, pela tua ciência, perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu. 12 Ora, pecando assim contra os irmãos e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo.
PECAIS CONTRA CRISTO. Aqueles que, pelo seu exemplo, levam outros ao pecado e à ruína espiritual (v.11) pecam, não somente contra aquela pessoa, mas também contra o próprio Cristo. Cometem um grave pecado. O propósito da morte de Cristo é, assim, considerado de pouco valor, em comparação aos desejos egoístas da pessoa (ver Mt 18.7).
 
Quarta Gl 3.28 - Em Cristo, não há judeu nem grego
28 Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.
NEM MACHO NEM FÊMEA. Paulo remove todas as distinções étnicas, raciais, nacionais, sociais e sexuais, no que diz respeito ao nosso relacionamento espiritual com Jesus Cristo. Todos os que estão em Cristo são igual-mente herdeiros da graça da vida (1 Pe 3.7), do Espírito prometido (v. 14; 4.6), e da restauração à imagem de Deus (Cl 3.10,11). Por outro lado, dentro do contexto da igualdade espiritual, os homens permanecem homens e as mulheres, mulheres (Gn 1.27). Os papéis que Deus lhes atribuiu no casamento e na sociedade permanecem imutáveis (1 Pe 3.1-4; ver Ef 5.22,23; 1 Tm 2.13,15).
 
Quinta Rm 15.1 - Os fortes devem suportar os fracos
1 Mas nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos.
Gálatas 6.1 Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão, olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.
Romanos 14.1 Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas.
 
Sexta 1 Co 9.22,23 - Fazendo-se fraco para ganhar os fracos
22 Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns. 23 E eu faço isso por causa do evangelho, para ser também participante dele.
Romanos 11.14 para ver se de alguma maneira posso incitar à emulação os da minha carne e salvar alguns deles.
Romanos 15.1 Mas nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos.
2 Coríntios 11.29 Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me abrase?
1 Coríntios 7.16 Porque, donde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, donde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?
 
Sábado 1 Tm 1.19 - Dois grandes valores cristãos: a fé e a consciência
19 conservando a fé e a boa consciência, rejeitando a qual alguns fizeram naufrágio na fé.
FIZERAM NAUFRÁGIO NA FÉ. Paulo adverte Timóteo várias vezes a respeito da terrível possibilidade da apostasia, i.e., o
abandono da fé (4.1; 5.11-15; 6.9,10).
 
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Contrapor o amor cristão ao individualismo moderno.
Explicar o amor como mandamento divino.
Relacionar a liberdade em Cristo ao amor fraterno.
 
PONTO DE CONTATO
Na lição anterior, estudamos acerca da exortação bíblica que orienta os mais fortes na fé a acolher os crentes mais fracos. A fraqueza a que Paulo se refere, não está relacionada a problemas morais ou aos alimentos sacrificados aos ídolos, combatidos severamente pelo apóstolo na igreja em Corinto (1 Co 5.1-5; 10). Portanto, os textos estudados não abrem concessão a pecados morais, mas orienta concernente a atitude que o crente maduro deve assumir diante dos irmãos que fazem determinadas restrições a certos tipos de alimentos. Nesta lição, o tema é retomado e prolongado tendo como fundamento à lei do amor e a doutrina da fé (vv.22,23).
 
SÍNTESE TEXTUAL
Os fortes na fé são exortados a não ferir a consciência dos débeis. Estes dois grupos além de estarem divididos (14.2), julgavam uns aos outros impedindo o fluxo da comunhão entre eles (v. 13; 14.3,4). Paulo, embora admita que faça parte do primeiro grupo, recomenda que os fortes na fé suportem as fraquezas do outro grupo (15.1). A admoestação paulina amplia o conceito tratado em 1 Coríntios 10.23. Àqueles que são maduros na fé, não devem usar de sua liberdade e consciência cristã contra os mais fracos: "Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu". Pelo contrário, com base na lei do amor, deve considerar a fragilidade destes (14.15). Portanto, a lei da liberdade em Cristo, não substitui ou antecede a lei do amor, mas segue a após e a complementa.
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Professor, dois termos se destacam nesta lição: individualismo e amor. Os dois vocábulos sobressaem não em função de suas correspondências, mas de seus contrastes. A visão individualista é unidimensional, isto é, de uma única dimensão - o próprio individuo. O amor, entretanto, é pluridimensional, ou seja, possui várias dimensões - Deus, o indivíduo e o próximo. Em razão de esta lição tratar do amor, apresente aos alunos a visão unidimensional do individualismo, segundo a tabela abaixo. Na coluna da esquerda, apresentamos alguns termos próprios do individualismo, enquanto, na coluna seguinte, o conceito das palavras observadas.
 
 
 
 
 
RESUMO DOS COMENTÁRIOS DA REVISTA
INTRODUÇÃO
-A vida humana consiste em relacionamentos.
-Já nascido de novo, o crente deve andar de acordo com um padrão de comportamento pautado no amor. Não levando em consideração os seus próprios interesses (1 Co 13.5), pois o amor de Cristo contrapõe-se ao individualismo egocêntrico tão cultuado nos dias atuais.
 
 
 
COMIDA:
 
Aquilo que é ingerido para sustentar o corpo e mantê-lo vivo. Em geral os judeus serviam duas refeições ao dia.
 
 
Comiam verduras e frutas (Nm 11.5; Dt 23.24), peixe (Ne 13.16), carne (Lv 11), mel (Pv 24.13), leite, manteiga e queijo (Dt 32.14; 10.10), tudo acompanhado de pão de farinha de trigo, ou de CENTEIO, ou de CEVADA (Êx 29.2; Jo 6.9).
 
 
 
 
 
 
 
 
I- O AMOR CRISTÃO:
1. Uma vida nova. É impossível falar do salvo em Cristo sem se referir ao verdadeiro amor cristão. 
-A nova vida em Cristo concretiza-se no amor de Deus.
 
2. Deus nos amou primeiro. O amor com o qual os cristãos devem amar-se uns aos outros é um reflexo do amor de Deus em Cristo. 
 
3. Edificados em amor.  
-Amar uns aos outros é um mandamento do Senhor Jesus.
-O amor é um elemento essencial para a vida e o crescimento da Igreja.
-O amor é mais importante do que qualquer discussão.
-É o amor que mantém a unidade da Igreja e do corpo de Cristo.
-Amar uns aos outros, assim, todos saberão que somos seus discípulos.
-O amor é o vínculo da perfeição.
 
 
II. O individualismo é prejudicial ao amor.
1. Individualismo.  
-O individualismo é o sistema egocêntrico no qual o ser humano opta por viver exclusivamente para si. 
-Algumas diferentes manifestações do individualismo:
a- O egoísmo.
b- A inimizade.
c- O ódio.
 
2. O contra-ponto.  
-Os alvos do viver cristão:
a- Amar ao próximo.
b- Considerar os outros superiores a si mesmo.
c- Abdicar de seus direitos em prol do bem-estar alheio.
 
-A Bíblia exorta-nos a ter o mesmo sentimento de Cristo:
a- Humildade.
b- Amor 
c- Altruísmo.
 
 
 
III. Liberdade cristã.
 1. Agindo sempre com sabedoria.  
-A igreja em Roma tinha dois grupos:
a- Os mais fracos na fé.
b- Os mais fortes na fé.
 
2. A Igreja e o Judaísmo. A Igreja de Cristo não está obrigada a cumprir as regras do judaísmo, pois o Senhor Jesus, através de sua morte, libertou-nos da maldição da Lei. 
O assunto que dividia os dois grupos da igreja em Roma era:
 A ingestão de certos alimentos tidos como imundos.
 
3. O Reino de Deus. Cristo veio ao mundo com a finalidade de tornar os homens cidadãos do seu reino (Mc 1.14,15). 
A bússola do crente que vai guiá-lo em suas decisões é:
O bem-estar do corpo de Cristo.
 
4. Individualismo x Reino. A partir do momento que o cristão se dá conta de que participa do Reino de Deus (1 Pe 2.9,10), seus esforços começarão a ser investidos no crescimento deste Reino e na glorificação do Rei dos reis e Senhor dos Senhores.
 
O plano a que estão, em nossa vida cristã, o comer, o vestir-se, o ter um teto para se abrigar, que são importantes à nossa sobrevivência, tudo isto está em segundo plano.
 
5. Liberdade x amor. Embora o cristão não seja obrigado a observar as regras dietéticas da lei de Moisés, Paulo exorta-nos a não agir de forma individualista. 
O amor, com relação aos mais fracos, nos leva a:
Considerar as dificuldades dos mais fracos.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Casa de Carnes - Açougue
 
CONCLUSÃO
Quanto mais do amor de Deus tivermos em nossos corações e maturidade espiritual alcançarmos do Senhor, mais cuidado devemos ter em nossos relacionamentos com os nossos irmãos e mais dispostos devemos estar para renunciar a tudo que for preciso, a fim de melhor servir ao Senhor à medida que convivemos com os santos para a glória de Deus.
Você ama realmente seus irmãos em Cristo? Você os escandaliza com as suas atitudes, seu modo de viver e de agir? Como cidadãos dos céus, como tem você se portado?
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Doutrinário
 
"Os Limites da nossa Liberdade (14.13-21)
Enquanto o primeiro estágio do argumento de Paulo tratou de atitudes de julgamento, o segundo incita o ouvinte a considerar que tipo de ação é apropriado numa comunidade formada pela aceitação graciosa de Deus de todos os crentes.
Os termos tropeço e escândalo (v.13) são usados de modo sinônimo como metáforas para algo que faz alguém perder a fé. O 'tropeço' é algo que pode fazer alguém tropeçar; um 'escândalo', que se referia originalmente ao pedaço de madeira que mantinha aberta a armadilha para animais, é usado no Antigo e Novo Testamento como algo que poderia levar a pessoa a pecar.
A imagem é clara: O exercício aberto de liberdade pelos fortes apresenta uma tentação para os fracos, o que poderia resultar em queda no pecado.
Para ouvir a força da combinação destas palavras, temos de recordar o uso destes dois conceitos em Romanos 9.33, onde aparecem na citação de Isaías 8.14. Lá, o tropeço ('uma pedra que os faz cair') se refere a Cristo. Os judeus tropeçaram em Cristo, ou seja, eles ficaram ofendidos com Ele, e ao rejeitarem Jesus como Messias eles rejeitaram a iniciativa salvadora de Deus. Semelhantemente, em Romanos 14 Paulo exorta os gentios a evitar qualquer ação que possa levar outros judeus a perder a fé em Cristo. Desta vez, o tropeço é comer carne ou não observar certos dias santos.
[...] Partindo da premissa de que a consciência individual desempenha um papel determinante para a conduta ética do indivíduo, pelo menos duas implicações ocorrem para os fortes:
1) A consciência dos fracos não deve ser menosprezada ou desconsiderada, mas antes levada em conta por causa do mandamento do amor. Comer na frente de alguém que considera a prática errada é cometer o engano de colocar o princípio da liberdade na frente do princípio do ágape.
2) É não apenas ofensivo, mas potencialmente destrutivo os fortes, desconsiderarem os sentimentos dos fracos. (Van Johnson. Romanos. In ARRINGTON, F.L.; STRONSTAD, R. Comentário bíblico Pentecostal. RJ: CPAD, 2003, p. 907-8.) Leia mais - Revista Ensinador Cristão - CPAD, no 25, pág. 42.
 
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Questionário da Lição 13  - O AMOR É A ESSÊNCIA DA VIDA CRISTÃ - Por Ev.Luiz Henrique - www.apazdosenhor.org.br/estudos_biblicos
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Portanto, cada um de nós____________ao seu _______________ no que é bom para ___________________" (Rm 15.2).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
A salvação em Cristo ___________ leva-nos a agir como verdadeiros _____________ dos céus e a promover o crescimento do ____________ de Deus.
 
INTRODUÇÃO
3- Em que consiste a vida humana?
) Em relacionamentos.
) Em avivamentos.
) Em pensamentos.
 
4- Complete:
Já nascido de novo, o crente deve ______________de acordo com um padrão de comportamento pautado no ____________. Não levando em consideração os seus próprios __________________________ (1 Co 13.5), pois o amor de Cristo contrapõe-se ao individualismo egocêntrico tão cultuado nos dias atuais.
 
I. O amor cristão
5- Em que concretiza-se a nova vida em Cristo?
) No amor humano.
) No amor de Deus.
) No amor da igreja.
 
6- O amor com o qual os cristãos devem amar-se uns aos outros é um reflexo de que?
) Do amor familiar que temos.
) Do amor individual de cada um.
) Do amor de Deus em Cristo.
 
7- Dentro do tema "Edificados em amor", coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
) Amar uns aos outros é um mandamento do Senhor Jesus.
) Amar uns aos outros, sem se importar com os outros.
) O amor é um elemento essencial para a vida e o crescimento da Igreja.
) O amor é o vínculo da imperfeição.
) O amor é mais importante do que qualquer discussão.
) É o amor que mantém a unidade da Igreja e do corpo de Cristo.
) Amar uns aos outros, assim, todos saberão que somos seus discípulos.
) O amor é o vínculo da perfeição.
 
II. O individualismo é prejudicial ao amor
8- O que é Individualismo?
) É o sistema egocêntrico no qual o ser humano opta por viver exclusivamente para os outros.
) É o sistema egocêntrico no qual o ser humano opta por viver exclusivamente para a igreja.
) É o sistema egocêntrico no qual o ser humano opta por viver exclusivamente para si.
 
9- Cite algumas diferentes manifestações do individualismo, coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
) O egoísmo.
) O altruísmo.
) A inimizade.
) A União.
) O ódio.
 
10- Qual os alvos do viver cristão? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
) Exigir seus direitos de cidadão.
) Amar ao próximo.
) Ser sempre o maior em tudo.
) Considerar os outros superiores a si mesmo.
) Abdicar de seus direitos em prol do bem-estar alheio.
 
11- A Bíblia exorta-nos a ter o mesmo sentimento de Cristo, qual?
) Humildade, amor e altruísmo.
) Deidade, amor e individualismo.
) Humildade, rancor e altruísmo.
 
III. Liberdade cristã
12-  Que dois grupos a igreja em Roma tinha?
) Os salvos e os não salvos.
) Os mais fracos e os mais fortes na fé.
) Os idólatras e os comilões.
 
13- Qual assunto dividia os dois grupos da igreja em Roma?
) A limpeza dos açougues.
) A idolatria.
) A ingestão de certos alimentos tidos como imundos.
 
14- Complete:
a) "Eu sei e estou _______________, no Senhor Jesus, que _______________ coisa em si mesma é ______________..." (Rm 14.14).
b) O Reino de _____________ não é _____________ nem ________________mas justiça, paz, e alegria no Espírito Santo (Rm 14.17).
 
15- Qual é a bússola do crente que vai guiá-lo em suas decisões?
) O bem-estar do corpo de Cristo.
) O bem-estar de seus familiares.
) O bem-estar da sociedade.
 
16- Em que plano estão, em nossa vida cristã, o comer, o vestir-se, o ter um teto para se abrigar, que são importantes à nossa sobrevivência?
) Em primeiro plano.
) Em segundo plano.
) Em terceiro plano.
 
17- A partir do momento que o cristão se dá conta de que participa do Reino de Deus, quais serão agora seus esforços?
) Começarão a ser investidos no crescimento de sua vida material.
) Começarão a ser investidos no crescimento deste Reino e na glorificação do Rei dos reis e Senhor dos Senhores.
) Começarão a ser investidos no crescimento deste Reino e na sua vida de forte na fé.
 
18- A que nos leva o amor, com relação aos mais fracos?
) Leva-nos a considerar as faculdades dos mais fracos.
) Leva-nos a considerar as idades dos mais fracos.
) Leva-nos a considerar as dificuldades dos mais fracos.
 
CONCLUSÃO
19- Você ama realmente seus irmãos em Cristo? Você os escandaliza com as suas atitudes, seu modo de viver e de agir? Como cidadãos dos céus, como tem você se portado?
 
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RESUMO DO TRIMESTRE  - CPAD - 1º TRIMESTRE - 2006
 
LIÇÕES 
PARTES E TÓPICOS
BREVE COMENTÁRIO
Lição 1
 
A IGREJA DE ROMA
I. A RAZÃO DA CARTA
 
 
II. O início da igreja em Roma
 
1. A comunidade judaica.
 
2. Judeus no dia de Pentecostes.
 
 
III. A igreja em Roma na época da carta de Paulo
 
1. Uma igreja heterogênea
 
2. Uma igreja respeitada.
"O Plano da Carta aos Romanos"
Paulo destaca alguns aspectos principais na carta aos Romanos. A doutrina da salvação é apresentada dentro de 4 itens essenciais: o teológico (1.18-5.11); o antropológico (5.12-8.39); o histórico (9.1-11.36) e o ético (12.1-15.33). Esse plano alcança toda a obra e contém verdades incontestáveis e irremovíveis.
1. Na esfera Teológica (1.18-5.11). Paulo apresenta a condição perdida dos homens, sem a mínima possibilidade de salvação por méritos próprios. Logo depois, Cristo é a solução, visto que, por meio de sua morte, todos podem ser justificados da condenação. O pecador é justificado mediante a obra expiatória de Cristo Jesus.
2. Na esfera Antropológica (5.12-8.39). Nestes textos a vida assume nova perspectiva. A ilustração do primeiro e segundo Adão, coloca o crente de frente a uma nova realidade espiritual. O primeiro Adão foi vencido pelo pecado, mas o segundo o venceu por todos os homens. Em Cristo, o homem assume um novo regime de vida sob a orientação do Espírito Santo.
3. Na esfera Histórica (9.1-11.36). Paulo destaca a questão da rejeição de Israel ao plano divino. A doutrina da salvação é apresentada de forma explícita. Um grupo de judeus cristãos ainda amarrado às exigências da religião judaica, queria impor sobre os gentios convertidos os mesmos requisitos exigidos pela lei mosaica. Entretanto, Paulo apresentou a obra salvadora de Cristo com sentido universal, extensiva a todos os homens.
4. Na esfera Ética (12.1-15.33). Paulo apresenta algumas implicações do Evangelho para a vida diária. Responsabilidades éticas para com a igreja, a família e a vida material são colocadas em destaque." (CABRAL, Elienai. Romanos: o Evangelho da Justiça de Deus. 7 ed., RJ: CPAD, 2003, p. 17.)
Lição 2

A CORRUPÇÃO DA HUMANIDADE
I. A ira de Deus CONTRA O MAL
 
1. A ira divina.
 
2. Um Deus perfeito.
 
3. A revelação da ira divina na cruz
 
II. A revelação de Deus
 
1. Através da natureza
 
2. Atributos divinos revelados.
 
III. O homem ESCRAVIZADO PELO PECADO
 
1. Não glorifica a Deus (Rm 1.21).
 
2. Não dá graças a Deus (Rm 1.21).
 
3. Rejeita a sabedoria (Rm 1.22).
 
 
 
 
 
 
 
"A Prostituição Sagrada em Roma"
No calendário romano, havia festas exclusivas para homenagear os deuses da fecundidade. As prostitutas seculares e cultuais eram as protagonistas das festividades. Vinte e três de abril era o período das Vinalia, comemorações nas quais se rendiam culto a Júpiter e a Vênus Ericina, conhecida como a "deusa das prostitutas". No templo desta deusa, próximo à porta da Colina, reuniam-se todas as prostitutas romanas e os rufiões para adorá-la, comprar e vender prostitutas. Durante os dias de 28 de abril a 3 de maio, a deusa Flora era homenageada e sua festa oficial era conhecida pelo nome de Floralia. Nestas reuniões, todas as prostitutas cultuavam a deusa vestindo-se com roupas coloridas que representavam as flores do campo e, no templo, realizava-se a herogamia, seguida de relações sexuais que extrapolavam os limites templários, invadindo as ruas e lugarejos. No entanto, entre os romanos, ainda se destacavam as festas da Bonadéia, cuja tradição remonta à história de um incesto entre Fauno e sua filha (Bonadéia), que foi morta por não satisfazer os desejos incestuosos do pai. Estas comemorações eram ritos de fertilidade, nos quais, por meio das relações sexuais entre e com as sacerdotisas, a fecundidade geral era estimulada. Os Lupercais, ou rituais de purificação e de fecundidade, eram esperados por todos os rufiões da cidade. Nesta festa, todo tipo de diversão duvidosa e indecente era praticado. Os Lares, que eram os deuses da fecundidade encarregados de proteger as residências e as encruzilhadas, eram ornados com flores na primavera e no verão. Os flâmines e flamínicas, isto é, os casais de sacerdotes sagrados dos divos e divas, comandavam todo o ritual orgiástico das festividades romanas. E o que dizer das Sartunalia, festas em honra ao deus Saturno, celebrado durante sete dias no mês de dezembro, em que escravos e prostitutas realizavam toda espécie de orgias e excessos sexuais? E do culto a Príapo, da lascívia e luxúria, cultuado no Helesponto, Mísia e em Roma?
No período do apóstolo Paulo e dos primeiros pais da Igreja, muitos desses rituais não se realizaram com menos intensidade. [...] Sabemos que os missionários cristãos enfrentaram reminiscências dessa cultura pagã em diversos momentos de suas viagens missionárias (At 14.11-18; 19.23-40). Certas recomendações paulinas tratam dos problemas relacionados aos cultos e sacrifícios pagãos (1 Co 8). Provavelmente, Romanos 1.20-32 seja uma explícita referência aos costumes sexuais pagãos em Roma. Muitos cristãos procedentes do mundo helênico possuíam nomes dos deuses da fertilidade, tais como: Febe, ou seja, "a brilhante", que era o sobrenome da deusa Ártemis; Ártemas, isto é, "dom de Ártemis" (Tt 3.12). Os exemplos seguem por quase todas as epístolas neotestamentárias." (BENTHO, Esdras Costa. A família no Antigo Testamento: hermenêutica histórico-sociológica. RJ: CPAD, 2005.)
Lição 3

A justiça de Deus
 
I. Os moralistas
 
1. Nos dias de Jesus.
 
2. Nos dias de Paulo.
 
3. Nos dias atuais.
 
II. Princípios dA JUSTIÇA de Deus
1. Deus julgará o segredo dos homens.
 
2. A verdade divina pela qual o homem será julgado.
 
3. A culpa do transgressor consciente.
 
4. As obras e seu julgamento.
 
 
"Três meios pelos quais Deus julga os homens"
Essa tríplice forma do juízo divino baseia-se no princípio da justiça universal, que alcança todos os homens: judeus e gentios. Os judeus condenavam a pecaminosidade e a idolatria dos gentios, e por isso consideravam ter 'prerrogativa moral' para julgá-los, mas Paulo os coloca na mesma balança divina. Sabem fazer avaliações e distinções morais, mas não sabem aplicá-las à sua própria experiência.
1. Deus julga através da verdade (2.2-5). 'Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade' (2.2). Que podemos entender nessa declaração? O julgamento de Deus é instituído aqui em razão dos pecados do paganismo gentio e do falho moralismo dos judeus em condenar os gentios. A questão do pecado é uma só para todos. Uma vez que tenha pecado, qualquer um incorre na condenação de Deus. Paulo declara que os gentios pecaram (1.18-32) e os judeus também. (2.17-3.8)[...]
2. Deus julga conforme as obras de cada um (2.6-11). 'Deus retribuirá a cada um segundo o seu procedimento'. Esse princípio não é novo, pois tanto o Antigo quanto o Novo Testamento estão repletos de referências a esse princípio (Sl 62.12; Pv 24.12; Jr 10.10; Mt 16.27; 1 Co 3.8; Ap 2.23). Os judeus buscavam imunidade numa forma de 'defesa especial', baseada no privilégio racial. Porém, essa pretensão é rejeitada pela perfeita justiça divina que declara a sua culpabilidade. Deus é imparcial em seu juízo sobre o pecador, e independe de privilégios ou outra razão qualquer, pois cada homem será julgado por seus próprios atos. O homem é moralmente responsável, por isso deve ser julgado conforme suas obras pessoais.
3. Deus julga conforme a Lei (2.12-16). Há dois tipos de leis que regem o julgamento dos homens segundo o contexto sugere [...]: 'todos os que pecaram sem lei' (2.12), que diz respeito aos gentios que desconheciam a lei de Deus dada aos judeus; 'todos os que com lei pecaram' (2.12), refere-se aos judeus [...]." (CABRAL, Elienai. Romanos: o Evangelho da Justiça de Deus. 7 ed., RJ: CPAD, 2003, p. 39-42.)
Lição 4

A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ EM CRISTO
 
I. A JUSTIFICAÇÃO
1. A justificação é um ato divino.
2. A justificação testificada pela lei e pelos profetas (v.21).
 
II. A Justiça de Deus
1. A justiça de Deus na dispensação da graça.
2. A justiça de Deus pela fé.
 
III. Características da justificação divina
1. A justiça divina alcança a todos.
 
2. A justiça de Deus é concedida gratuitamente mediante a graça
 
3. É propiciada por Cristo (v.25).
 
4. É outorgada por Deus.
 
IV. A mensagem proveniente da cruz de Cristo
1. Salvação sem vanglória e méritos humanos.
 
2. Salvação oferecida a todos.
"A Justificação"
Assim como a regeneração leva a efeito uma mudança em nossa natureza, a justificação modifica a nossa situação diante de Deus. O termo 'justificação' refere-se ao ato mediante o qual, com base na obra infinitamente justa e satisfatória de Cristo na cruz, Deus declara os pecadores condenados livres de toda a culpa do pecado e de suas conseqüências eternas, declarando-os plenamente justos aos seus olhos. O Deus que detesta 'o que justifica o ímpio' (Pv 17.15) mantém sua própria justiça ao justificá-lo, porque Cristo já pagou a penalidade integral do pecado (Rm 3.21-26). Constatamos, portanto, diante de Deus como plenamente absolvidos.
Para descrever a ação de Deus ao justificar-nos, os termos empregados pelo Antigo Testamento (heb. tsaddiq: Êx 23.7; Dt 25.1; 1 Rs 8.32; Pv 17.15) e pelo Novo Testamento (gr. dikaio: Mt 12.37; Rm 3.20; 8.33,34) sugerem um contexto judicial e forense. Não devemos, no entanto, considerá-la uma ficção jurídica, como se estivéssemos justos sem, contudo, sê-lo. Por estarmos nEle (Ef 1.4,7,11), Jesus Cristo tornou-se a nossa justiça (1 Co 1.30). Deus credita ou contabiliza (gr. logizomai) sua justiça em nosso favor. Ela é imputada a nós.
Em Romanos 4, Paulo cita dois exemplos do Antigo Testamento como argumento em favor da justiça imputada. A respeito de Abraão, diz que 'creu ele no Senhor, e foi-lhe imputado [heb.chashav] isto por justiça' (Gn 15.6). Isto ocorreu antes de Abraão ter obedecido a Deus no tocante à circuncisão, sinal da aliança. De modo talvez ainda mais dramático, Paulo cita Salmos 32.2, no qual Davi pronuncia uma bênção sobre 'o homem a quem o Senhor não imputa maldade' (Rm 4.8; 2 Co 5.19) [...]" (PECOTA, Daniel B. A obra salvífica de Cristo. In HORTON, S.M. Teologia sistemática. RJ: CPAD, 1996, p. 372.)
Lição 5

A DOUTRINA DA graça de Deus
 
I. COMPREENDENDO A GRAÇA
1. Definição.
 
2. A extensão da graça.
 
II. A CONTESTAÇÃO DA DOUTRINA DA GRAÇA
 
1. Legalismo.
 
2. Antinomismo.
 
III. OS RELACIONAMENTOS DA GRAÇA
1. Graça e justificação (Rm 3.24; 5.18)
 
2. Graça e redenção (Tt 2.11,14; Rm 3.24; Ef 1.7).
 
3. Graça e purificação (Tt 2.11-14b).
a) Evitar a impiedade.
b) Evitar as paixões mundanas
c) Viver vida sensata.
d) Viver justa e piedosamente.
"A graça liberta-nos"
Em Romanos 6, Paulo faz-nos a pergunta crucial: 'Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?' (v.2). Como podemos nós, que temos sido justificados, não viver justamente? Como podemos nós, que temos sido amados, não amar também? Como podemos nós, que temos sido abençoados, não abençoar? Como podemos nós, a quem se oferece a graça, não viver graciosamente?
Paulo parece chocado com tal possibilidade! Como poderia a graça resultar em qualquer coisa que não um viver gracioso? 'Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma!' (vv.1,2a).
O termo para esta filosofia é antinomianismo: anti significa 'contra', e nomi, 'lei moral'. Os promotores da idéia vêem a graça mais como uma razão para se fazer o mal, do que para fazer o bem. A graça concede-lhes um brevê para o mal. Quanto piores forem os meus atos, melhor Deus aparecerá. Esta não é a primeira referência de Paulo sobre o assunto. Lembra de Rm 3.7? 'Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador?'
Que desculpa! Ninguém respeitaria um mendigo que recusasse trabalho, alegando: 'Estou dando ao governo a oportunidade de demonstrar sua benevolência'. Zombaríamos de tal hipocrisia. Não há toleraríamos, e não a cometeríamos. (LUCADO, Max. Nas garras da graça. RJ: CPAD, 1999, p.111).
Lição 6

A Consagração do Crente
 
I. A NATUREZA DA carne
 
1. A natureza humana caída.
 
2. Os que andam "segundo a carne".
 
3. Os que andam "segundo o Espírito".
 
II. A VERDADE SOBRE A santificação
 
1. A santificação.
 
2. "Estar em Cristo".
 
3. A nova vida.
 
4. Santidade e novidade de vida.
 
"O empecilho para a obra do Espírito" (Rm 8.5-8)
Paulo demonstrou, nos versículos 1-4, que ninguém pode ter santidade sem primeiro receber a justificação; agora, nos versos 5-11, revela que se alguém não vive em santidade, não recebeu a justificação. Noutras palavras, uma vida santa é a evidência prática de alguém que foi regenerado para com Deus. A pessoa verdadeiramente salva não viverá 'na carne', porque a carne é inimiga do Espírito.
1. O princípio. 'Porque os que são segundo a carne inclinam-se paras as coisas da carne; mas os que são do Espírito, para as coisas do Espírito'. A palavra 'carne representa a natureza antiga e pecaminosa que não recebeu a renovação e vive segundo o homem não regenerado. Pode ser considerada a 'baixa natureza', ou a 'natureza animalesca'. A expressão abrange tanto a totalidade da vida não renovada e que vive longe de Deus, como todas as atividades em que o eu-próprio é o centro. Quando alguém coloca Deus no centro da sua vida, passa a andar segundo o Espírito.
2. O resultado. 'Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz'. O termo 'morte' se refere não apenas a morte física, mas a separação presente e futura de Deus, fonte de toda vida espiritual.
3. A razão. 'Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser'. O homem carnal, para quem o eu-próprio é a lei suprema, naturalmente tem ressentimento contra Deus e a sua bendita vontade [...]"
(PEARLMAN, Myer. Epístolas paulinas: semeando as doutrinas cristãs. Coleção Myer Pearlman. RJ: CPAD, 1998, p. 28-9.)
Lição 7

A Chamada Divina e o Livre-Arbítrio
 
I. A chamada para a salvação
 
1. A chamada é universal.
 
2. Seus propósitos.
 
3. O papel do Espírito Santo.
 
II. O Livre-Arbítrio e a Soberania divina
 
1. No Éden.
 
2. Escolhendo uma vida santa.
 
III. A SALVAÇÃO
 
1. É para todos, individualmente.
 
2. A regeneração.
 
3. A justificação.
 
4. O processo da santificação.
 
"O Verdadeiro Sentido da Doutrina da Predestinação.
A palavra 'predestinação' procede do grego, 'proorizo', e aparece cerca de seis vezes na páginas do Novo Testamento. Uma vez é traduzida por 'ordenou antes' (1 Co 2.7); outra, por 'anteriormente determinado' (At 4.28); e quatro, por 'predestinar' (Rm 8.29,30; Ef 1.5,11) . O termo significa "destinar por antecipação'. Vejamos o que, segundo a Bíblia, é determinado por antecipação.
1.Fomos predestinados em Jesus. Deus predestinou, por antecipação, o plano da nossa salvação, isto é, o meio pelo qual devemos ser salvos. Em Efésios 1.5, está escrito: 'Nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo', isto é, Jesus foi dado como sacrifício pela expiação dos nossos pecados desde a eternidade. Assim a Bíblia diz que Jesus foi morto desde a fundação do mundo (cf. Ap 13.8; 1 Pe 1.20).
2.Fomos predestinados para 'filhos de adoção' (Ef 1.5). Aqui observamos a finalidade da nossa salvação em Jesus - Deus predestinou que os pecadores fossem, por Jesus, feitos filhos de adoção. [...] A predestinação 'para filhos de adoção' (Ef 1.5) refere-se, de acordo com Efésios 1.11,12, a nós 'os que primeiro esperamos em Cristo'. Está, dessa maneira, incontestavelmente definido que a predestinação diz respeito aos que esperam em Jesus como o meio da sua salvação, conforme a 'esperança do evangelho' (Cl 1.23), os quais serão agraciados com o dom gratuito da salvação (Ef 2.4-9).
3.Predestinados para refletir Jesus. Deus também nos predestinou para sermos 'conforme a imagem de seu Filho' (Rm 8.29). Essa palavra nos revela o alvo que devemos alcançar por meio da salvação. Deus deseja que todos os que aceitam a Jesus como Salvador sejam transformados à imagem de seu Filho, o qual é a expressa imagem de Deus (Hb 1.3). [...] Assim, Jesus foi predeterminado por Deus para ser o modelo, a fim de que muitos irmãos, por meio dEle, alcancem a imagem, cuja semelhança Deus, no princípio, criou o homem (Gn 1.27).
Deus espera que cada homem defina sua posição quanto ao meio de salvação que Ele predestinou.
a) Aquele que aceita a Jesus fica grandemente enriquecido, pois é salvo porque aceitou a Jesus, o meio predestinado por deus (Ef 1.5) conforme o seu propósito (Ef 1.11); é adotado por filho (Ef 1.5); a graça de Deus opera nele, para que alcance a imagem de filho de Deus (Rm 8.29,30).
b) Aquele, porém, que não aceita a Jesus, está perdido (Mc 16.16; Jo 3.18,19), não porque não estivesse incluído na predestinação de Deus, mas porque não aceitou o único meio da salvação que Deus oferece (Mt 23.37; Jo 5.40; Mt 22.3; Lc 14.17-24; 19.44; Is 50.2).
Portanto, a afirmação doutrinária que diz ser a predestinação algo que determine a salvação para alguns e a perdição para outros previamente determinados não tem apoio na Bíblia [...]". (BERGSTÉN, Eurico. Introdução à Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 1999, p. 184-7.)
Lição 8

A Eleição e o Futuro de Israel
 
I. A Eleição de Israel
 
1. A chamada de Abraão.
 
2. O descaso de Israel
 
3. O pacto divino não foi anulado
 
II. DEUS NÃO Rejeitou seu povo
 
1. Um plano especial de Deus
 
2. A graça divina.
 
3. Um Deus misericordioso.
 
III. O futuro GLORIOSO DE Israel
 
"A Doutrina da Salvação em relação a Israel
Os capítulos 9, 10 e 11 formam um parêntese dentro da seqüência doutrinária, quando o apóstolo Paulo confronta a 'sorte de Israel' no plano da salvação. Esses capítulos formam uma trilogia especial.
a) O capítulo 9 trata da soberania divina para com Israel, focalizando a eleição da nação israelita como 'povo escolhido de Deus' e girando em torno do passado. O capítulo 10 trata da responsabilidade humana de Israel e focaliza a sua rejeição no presente. O capítulo 11 apresenta a bênção salvadora para Israel, como resultado da misericórdia de Deus.
b) No capítulo 9, as promessas de Deus são para os fiéis, mediante a fé nEle, e não a conformidade exterior à lei. No capítulo 10, Paulo destaca que é impossível escapar da culpa do pecado. Portanto, recusar a obra expiatória de Jesus é transgressão total e indesculpável. No capítulo 11, a salvação provida por Deus através de Jesus, seu Filho, é privilégio de judeus e gentios.
c) [...] No capítulo 9, ele mostra que Deus em sua eterna soberania tinha total liberdade de rejeitar Israel, mas só o fez porque Israel rejeitou o plano divino. No capítulo 10, Paulo mostra que, uma vez que os judeus rejeitaram o novo plano divino, não tinham condições de questionarem a rejeição da parte de Deus. Já no capítulo 11, a rejeição tem um sentido parcial e temporal, visto que os propósitos divinos não se limitam a um mero julgamento exterior, mas são propósitos mais profundos e espirituais." (CABRAL, Elienai. Romanos: o Evangelho da Justiça de Deus.RJ: CPAD, 2003, p.103-4, 118.)
Lição 9

FIDELIDADE NO Uso dos Dons
 
I. Um apelo à Consagração pessoal
1. Um apelo à consagração.
2. Um apelo à humildade.
a) Há sempre a tentação da superestimação da própria importância
b) Não se deve esquecer de que Deus concedeu a cada crente uma certa "medida" de fé.
c) Somente os que discernem a vontade de Deus e se rendem integralmente a Ele conseguem identificar sua real posição no corpo de Cristo.
d) É imprescindível ao cristão ter uma idéia correta de si mesmo para integrar-se perfeitamente ao corpo de Cristo.
 
II. A IGREJA COMO O CORPO DE CRISTO
1. Um só corpo em Cristo.
2. Diferentes membros, diferentes funções.
 
III. O USO DOS DONS
1. Profecia.
a) O crente que profetiza tem de saber perfeitamente quando está indo além do que lhe foi dado, e deve estar consciente de sua responsabilidade de entregar somente o que Deus lhe autorizou.
b) O crente que profetiza tem de saber que toda a profecia deve ser julgada, provada (1 Co 14.29; 1 Ts 5.19-21).
2. Serviço.
3. Ensino.
4. Exortação.
5. Repartir
6. Governo.
7. Misericórdia.
"Os dons individuais (12.6-8)
 
Antes de examinar os dons individualmente, devemos enfatizar que para cada dom o ponto é o mesmo: Se você tem um, use-o.
 
É por isso que a lista de dons é incompleta - de fato, nenhuma lista de dons feita por Paulo é exaustiva (1 Co 12.8-10,28; Ef 4.11).
 
Embora a passagem diante de nós apresente algumas explicações sobre como esses dons devem ser usados, o propósito primário de Paulo é motivação, não instrução. Isso não é incomum.
 
Paulo não define os vários dons em nenhuma das passagens onde ele os alista. Ele presume um entendimento comum por parte da audiência sobre a natureza desses dons, os quais eles teriam recebido por ensino e por observância dos dons em ação.
 
A exceção - isto é, a extensa discussão sobre a natureza de profecia e línguas em 1 Coríntios 14 - não é uma tentativa de apresentar e definir esses dois dons, mas corrigir a percepção dos coríntios e o uso destes.
 
 
A lista de sete dons está dividida em duas partes pela estrutura gramatical da passagem que muda abruptamente com o quarto dom. Para cada um dos primeiros três dons, a frase na qual eles aparecem começa com "se"; os últimos quatro começam com "o que".
 
(Van Johnson. Romanos. In ARRINGTON, F.L.; STRONSTAD, R. Comentário bíblico Pentecostal. RJ: CPAD, 2003, p. 893-4.)
 
Lição 10

O CRISTÃO E O ESTADO
 
I. EMBORA CIDADÃOS DOS CÉUS, Vivemos no mundo
1. Os cidadãos dos céus num mundo corrupto.
2. A função do Estado.
 
II. Por que devemos nos sujeitar as autoridades
1. Porque as autoridades foram ordenadas por Deus.
2. Quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus.
1. A sujeição às autoridades.
2. Deus e o Estado.
3. O Estado e os irmãos na fé.
4. Nossas obrigações em relação ao Estado.
5. Obrigações políticas.
6. Obrigações contributivas.
 
"O que a Igreja pode sofrer com os maus políticos
A Igreja poderá sofrer grandemente com a ação de homens ímpios. Há no Congresso projeto de lei propondo a 'união civil entre pessoas do mesmo sexo', que nada mais é a legalização pura e simples do homossexualismo, considerado, na Bíblia, um pecado gravíssimo, 'uma abominação ao Senhor' (Lv 18.22,23; Rm 2.24-28). Recentemente, outro projeto legalizando o aborto, já foi apresentado. Em breve poderão vir projetos, legalizando a eutanásia, a clonagem, o jogo do bicho, os cassinos, e a maconha, além de outros que destroem a dignidade humana. Quem faz as leis? Os pastores? Os evangelistas? Os missionários? Não! São aqueles que são eleitos, inclusive com o voto dos cristãos. Portanto, é tempo de despertar. De agir com santidade, mas sem ingenuidade.
[...] No texto de Romanos 13.1-4, vemos que a Bíblia considera legitimo o exercício da autoridade humana, acentuando o papel das 'autoridades superiores'. Aqui não se tratam de anjos ou arcanjos, mas de autoridades constituídas legalmente. Entre essas, sem dúvida, inserem-se as autoridades políticas, detentoras de mandato representativo. São elas que fazem as leis que têm influência sobre toda a sociedade, na qual está incluída a igreja cristã. [...] É por demais eloqüente a afirmação de Jesus, perante Pilatos, quando o governador diz que tinha poder para mandar prendê-lo ou soltá-lo. De modo claro, o Senhor afirmou que o poder político que o governador tinha, ele o recebera 'de cima', ou seja, dos céus." (Lima, Elinaldo R. Ética Cristã. RJ: CPAD, 2002, p. 204-5, 208).
Lição 11

Vivendo como salvos
 
I. O amor cristão
1. O amor ao próximo.
2. O amor que procede do Espírito.
3. O amor cristão é prático.
 
II. A certeza do fim
1. O Deus da História.
2. Um fim predeterminado.
3. A vinda do Senhor é certa.
4. O comportamento cristão
 
III. A salvação plena
1. Passado:
2. Presente:
3. Futuro:
 
IV. O CONTRASTE ENTRE LUZ E TREVAS
1. A diferença entre a luz e as trevas.
2. A santificação requerida.
3. Quem convive com as trevas.
"O seviço cristão em relação às autoridades" (13.1-7). O serviço cristão nesta esfera alcança toda a sociedade, e o crente deve ter um comportamento à altura dos verdadeiros ideais do cristianismo.
13.1. Toda alma esteja sujeita às potestades superiores. O apóstolo recomenda a submissão à autoridade constituída. A seguir, o texto declara a razão por que devemos nos submeter às autoridades: 'Porque não há potestades que não venham de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus'. A palavra potestade refere-se a autoridade, ou poder delegado. Nesta parte do versículo, Paulo declara que toda a autoridade vem de Deus.
13.2. Neste versículo o resistir às autoridades significa resistir a Deus, por isso estamos legalmente obrigados a reconhecer e a obedecer às autoridades constituídas. Resistir à autoridade é opor-se à lei divina, pois Deus mesmo reconhece a lei civil. Quebrar a lei ou transgredi-la implica em conseqüências negativas, isto é, em condenação, não só da parte das autoridades civis, mas também da parte de Deus.
13.6,7. Temos responsabilidade para com as autoridades. Não só devemos acatá-la e obedecer-lhes na 'letra da lei', mas devemos cumprir os seus regulamentos. Paulo declara que, por razão de consciência, devemos também 'pagar tributos'. No versículo 7 diz: 'Dai a cada um o que deveis'. Esse é um dever de todo o crente. Se for tributo, dê-se a quem se deve dar tributo. Se o temor, dê-se a quem se deve temor, isto é, resp eito e reverência. Se é honra, dê-se honra a quem deva honra." (ELIENAI, Cabral R. Comentário bíblico Romanos. RJ: CPAD, 1999, p.138, 139.)
Lição 12

A TOLERÂNCIA PARA COM OS FRACOS NA FÉ
 
I. DEVEMOS NOS ACEITAR MUTUAMENTE
 
1. Cristo nos aceita do modo como somos.
 
2. Somos imperfeitos.
 
3. Somos membros de uma mesma família.
 
II. Tipos de cristãos
 
1. Cristãos fortes.
 
2. Cristãos fracos.
 
3. Perigos para fortes e fracos.
 
III. VIVENDO A VERDADEIRA LIBERDADE EM CRISTO
 
1. A ingestão de carnes.
 
2. Guardando dias especiais.
 
3. A postura correta.
a) "Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo" (v.5).
b) Somente Jesus é Senhor e Juiz.
 
"Grande parte da discussão no capítulo 14 diz respeito a certos tipos de alimento que são imundos. A palavra grega 'koinos' (imundo, impuro) era usada pelos judeus para simbolizar o que era profano ao invés do que era sagrado (Mc 7.2,5). A proeminência deste conceito em Romanos 14 também sugere que a disputa dietética entre os crentes romanos estava sendo continuada entre judeus, que desejavam observar os regulamentos dietéticos, e gentios, que não tinham interesse em tal restrição de liberdade.
A controvérsia na comunidade cristã em Roma gira em torno das práticas de comer carne, da observância de certos dias como mais santos que os outros e do vinho (a última atividade recebe menos ênfase no texto). Os que comiam carne, bebiam vinho e desconsideravam o valor particular relacionado a certos dias são chamados de 'forte' (Rm 15.1); os que faziam o oposto são os 'fracos' (15.1), ou débeis na fé'. A associação dos fracos com os que se privam de comer carne por causa das categorias de limpo e imundo (Rm 14.2,14) mostra que os judeus eram os que Paulo considerava fraco, e os gentios, fortes.
Claro que esta é uma simplificação do assunto. As divisões nas igrejas que se reuniam nas casas romanas não estavam tão nitidamente delineadas na linha étnica. Certamente havia judeus como Paulo que apoiavam os 'fortes'. Reciprocamente, havia alguns gentios convertidos ao cristianismo que, tendo entrado na Igreja pela sinagoga como pessoas tementes a Deus ou mesmo como prosélitos judeus, favoreciam a retenção das práticas judaicas que eles tinham adotado. É natural que estas pessoas teriam esperado que os outros cristãos seguissem esse mesmo padrão de obediência à lei de Deus.
[...] A preocupação dos fracos era com a preservação de certas práticas que eles consideravam expressões necessárias da fé cristã. A questão, como Paulo a vê, não é sobre legalismo - se for entendido como um sistema no qual certos rituais são observados como meio de se obter a graça -, porque Paulo aborda os fracos como os que já foram aceitos por Deus (Rm 14.3; 15.7). Em outras palavras, a questão não é sobre como se tornar crente, mas como agir como tal.
Nas palavras de Cranfield, estes crentes judeus sentiam que 'era somente ao longo deste caminho particular que eles podiam expressar obedientemente sua resposta de fé à graça de Deus em Cristo'. As leis dietéticas e a observância de dias santos, quer sejam sábados ou dias de festa, eram marcas identificadoras dos judeus na Palestina e na Diáspora. Era-lhes difícil conceber que estes identificadores, que tinham sido tão críticos para eles se verem como o povo do concerto de Deus, agora deviam ser abandonados. (Van Johnson. Romanos. In ARRINGTON, F.L.; STRONSTAD, R. Comentário bíblico Pentecostal. RJ: CPAD, 2003, p. 903-4.)
Lição 13

O AMOR É A ESSÊNCIA DA VIDA CRISTÃ
 
I. O amor cristão
 
1. Uma vida nova.
 
2. Deus nos amou primeiro.
 
3. Edificados em amor.
 
II. O individualismo é prejudicial ao amor
 
1. Individualismo.
 
2. O contra-ponto.
 
III. Liberdade cristã
 
1. Agindo sempre com sabedoria.
 
2. A Igreja e o Judaísmo.
 
3. O Reino de Deus.
 
4. Individualismo x Reino.
 
5. Liberdade x amor.
 
"Os Limites da nossa Liberdade (14.13-21)
Enquanto o primeiro estágio do argumento de Paulo tratou de atitudes de julgamento, o segundo incita o ouvinte a considerar que tipo de ação é apropriado numa comunidade formada pela aceitação graciosa de Deus de todos os crentes.
Os termos tropeço e escândalo (v.13) são usados de modo sinônimo como metáforas para algo que faz alguém perder a fé. O 'tropeço' é algo que pode fazer alguém tropeçar; um 'escândalo', que se referia originalmente ao pedaço de madeira que mantinha aberta a armadilha para animais, é usado no Antigo e Novo Testamento como algo que poderia levar a pessoa a pecar. A imagem é clara: O exercício aberto de liberdade pelos fortes apresenta uma tentação para os fracos, o que poderia resultar em queda no pecado.
Para ouvir a força da combinação destas palavras, temos de recordar o uso destes dois conceitos em Romanos 9.33, onde aparecem na citação de Isaías 8.14. Lá, o tropeço ('uma pedra que os faz cair') se refere a Cristo. Os judeus tropeçaram em Cristo, ou seja, eles ficaram ofendidos com Ele, e ao rejeitarem Jesus como Messias eles rejeitaram a iniciativa salvadora de Deus. Semelhantemente, em Romanos 14 Paulo exorta os gentios a evitar qualquer ação que possa levar outros judeus a perder a fé em Cristo. Desta vez, o tropeço é comer carne ou não observar certos dias santos.
[...] Partindo da premissa de que a consciência individual desempenha um papel determinante para a conduta ética do indivíduo, pelo menos duas implicações ocorrem para os fortes:
1) A consciência dos fracos não deve ser menosprezada ou desconsiderada, mas antes levada em conta por causa do mandamento do amor. Comer na frente de alguém que considera a prática errada é cometer o engano de colocar o princípio da liberdade na frente do princípio do ágape.
2) É não apenas ofensivo, mas potencialmente destrutivo os fortes, desconsiderarem os sentimentos dos fracos. (Van Johnson. Romanos. In ARRINGTON, F.L.; STRONSTAD, R. Comentário bíblico Pentecostal. RJ: CPAD, 2003, p. 907-8.)
OBSERVAÇÃO: Caro professor(a), copie esta tabela para o Word para estudar o resumo das lições, depois retire a parte dos comentários e fique somente com a parte da estrutura das lições  para ser apresentado o resumo na igreja. Se possuir retro-projetor imprima o resumo dos tópicos em folha A-4 transparente, tendo o cuidado de separar a tabela por folha, colocando 2 lições por folha. Um ótimo final de trimestre para todos e a Paz do Senhor. Ev.Luiz Henrique.
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Comentários do livro "Romanos" da editora Mundo Cristão e Vida Nova - F.F. Bruce - 5. Edição - 03/1991 - São Paulo -SP