Lição 1 - A Ética Cristã Face A Ética
Dos Homens:
Cl 2.8 Tende cuidado para que
ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs
sutilezas,
segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo
Cristo;
FILOSOFIAS E VÃS SUTILEZAS... NÃO SEGUNDO
CRISTO. Paulo nos adverte a vigiar contra todas as filosofias, religiões e
tradições que destacam a importância do homem à parte de Deus e de sua
revelação escrita. Hoje, uma das maiores ameaças teológicas contra o
cristianismo bíblico é o "humanismo secular", que se tornou a
filosofia de base e a religião aceita
em quase toda educação secular e é o ponto de vista aprovado na maior parte
dos meios de comunicação e diversão no mundo inteiro. (1) Que ensina a
filosofia do humanismo? (a) Ensina que o homem, o universo e tudo quanto
existe é apenas matéria e energia moldadas ao acaso. (b) Afirma que o homem
não foi criado por um Deus pessoal, mas que resultou de um processo
evolutivo. (c) Rejeita a crença num Deus pessoal e infinito, e nega ser a
Bíblia a revelação inspirada de Deus à raça humana. (d) Afirma que não
existe conhecimento à parte das descobertas feitas pelo homem, e que a razão
humana determina a ética apropriada para a sociedade, fazendo do ser
humano a autoridade máxima neste particular. (e) Procura modificar ou
melhorar o comportamento humano mediante educação, redistribuição
econômica, psicologia moderna ou sabedoria humana. (f) Crê que padrões
morais não são absolutos, e sim relativos e determinados por aquilo que faz
as pessoas sentirem-se felizes, que lhes dá prazer, ou que parece bom para a
sociedade, de acordo com os alvos estabelecidos por seus líderes; deste modo,
os valores e moralidade bíblicos são rejeitados. (g) Considera que a
auto-realização do homem, sua auto-satisfação e seu prazer são o sumo bem
da vida. (h) Sustenta que as pessoas devem aprender a lidar com a morte e com
as dificuldades da vida, sem crer em Deus ou depender dEle. (2) A filosofia do
humanismo começou com Satanás e é uma expressão da sua mentira de que o
homem pode ser igual a Deus (Gn 3.5). As Escrituras identificam os humanistas
como os que "mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram
mais a criatura do que o Criador" (Rm 1.25). (3) Todos os dirigentes,
pastores e pais cristãos devem envidar seus máximos esforços em proteger
seus filhos da doutrinação humanista, desmascarando-lhes os erros e
instilando nas mentes deles um desprezo santo pela sua influência destrutiva
(Rm 1.20-32; 2 Co 10.4,5; 2 Tm 3.1-10; Jd 4-20; ver 1 Co 1.20 nota; 2 Pe 2.19
nota).
Segundo
o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é "o estudo dos
juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de
qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à
determinada sociedade, seja de modo absoluto”.
As diversas visões filosóficas da ética podem
confundir. Entretanto, o cristão deve basear-se na Palavra de Deus para fazer
o que é certo e deixar o que é errado. É a nossa regra de fé e prática.
É o código de regra do Cristão, especialmente do pastor ou ministro do
evangelho. A ética cristã não depende da situação, dos meios ou dos fins
(ler Sl 119.105).
| Ética
Normativa |
Ética
Teleológica |
Ética Situacional |
| Ética Moral
|
Ética Imoral
|
Ética Amoral
|
| Baseia-se em princípios e regras morais
fixas
|
Baseia-se na ética dos fins: “Os fins
justificam os meios”.
|
Baseia-se nas circunstâncias. Tudo é relativo e temporal.
|
| Ética Profissional e
Ética Religiosa: As regras
devem ser obedecidas. |
Ética Econômica: O que importa é o
capital.
|
Ética Política: Tudo é possível, pois
em política tudo vale.
|
TEXTO ÁUREO:
Ec 12.13 De tudo o
que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos;
porque este é o dever de todo homem.
Todo o livro de Eclesiastes deve-se interpretar
segundo o contexto deste seu penúltimo versículo. Salomão começou com uma
avaliação negativista da vida como vaidade, algo irrelevante, mas no fim ele
conclui com um sábio conselho, a indicar onde se pode encontrar o sentido da
vida. No temor de Deus, no amor a Ele e na obediência aos seus mandamentos,
temos o propósito e a satisfação que não existem em nada mais.
Salomão reencontrou-se com DEUS no fim de sua
vida e num relance de meditação em sua vida, percebe que gastou seu tempo em
vaidades e que o mais importante na verdade é temer a DEUS e guardar sua
palavra.
Sl 111.10 O temor do SENHOR é o
princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que lhe obedecem; o
seu louvor permanece para sempre.
Pv 9.10
O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e a ciência do Santo, a
prudência.
VERDADE PRÁTICA:
O cristão como sal da terra e luz do mundo,
não só deve ser diferente, mas seu comportamento como cristão deve ser um
referencial para a sociedade.
Mt 5.13 SAL DA
TERRA. Os cristãos são o sal da terra . Dois dos valores do sal são: o
sabor e o poder de preservar da corrupção. O cristão e a igreja, portanto,
devem ser exemplos para o mundo e, ao mesmo tempo, militarem contra o mal e a
corrupção na sociedade.
(1) As igrejas mornas apagam o poder do Espírito
Santo e deixam de resistir ao espírito predominante no mundo. Elas serão
lançadas fora por Deus ( Ap 3.16).
(2) Tais igrejas serão destruídas, pisoteadas
pelos homens (v.13); i.e., os mornos serão destruídos pelos maus costumes e
pelos baixos valores da sociedade ímpia (cf. Dt
28.13,43,48; Jz 2.20-22).
Jo 8.12 EU SOU
A LUZ DO MUNDO. Jesus é a luz verdadeira (1.9). Ele remove as trevas e o
engano, iluminando o caminho certo para Deus e a salvação.
(1) Todos que seguem a Jesus são libertos das
trevas do pecado, do mundo e de Satanás. Os que ainda andam nas trevas não o
seguem (cf. 1 Jo 1.6,7).
(2) "Quem me segue" é um gerúndio
contendo a idéia de seguir continuamente. Jesus, na realidade, disse
"seguir-me continuamente". Ele reconhecia somente o discipulado
perseverante (ver 8.31 nota).
LEITURA DIÁRIA:
SEGUNDA: Mt 5.20 - O CRENTE E A JUSTIÇA
Porque vos digo que, se a vossa justiça não
exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos
céus.
SE A VOSSA JUSTIÇA. A justiça dos escribas e dos
fariseus era exclusivamente exterior. Eles observavam muitas regras, oravam,
cantavam, jejuavam, liam as Escrituras e freqüentavam os cultos nas
sinagogas. No entanto, substituíam as atitudes interiores corretas pelas
aparências externas. Jesus declara aqui que a justiça que Deus requer do
crente vai além disso. O coração e o espírito, e não somente os atos
externos, devem conformar-se com a vontade de Deus, na fé e no amor.
TERÇA: Mt 5.28 - O CRENTE E O PENSAMENTO
Eu porém, vos digo que qualquer que atentar
numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela.
ATENTAR NUMA MULHER PARA A COBIÇAR. Trata-se de
cobiça carnal, ou concupiscência (gr. epithumia). O que Cristo condena aqui
não é o pensamento repentino que Satanás pode colocar na mente de uma
pessoa, nem um desejo impróprio que surge de repente. Trata-se, pelo
contrário, de um pensamento ou desejo errado, aprovado pela nossa vontade. É
um desejo imoral que a pessoa procurará realizar, caso surja a oportunidade.
O desejo íntimo de prazer sexual ilícito, imaginado e não resistido, é
pecado.
(1) O cristão deve tomar muito cuidado para não
admirar cenas imorais como as de filmes e da literatura pornográfica (cf. 2
Tm 2.22; Tt 2.12; Tg 1.14; 1 Pe 2.11; 2 Pe 3.3; 1 Jo 2.15,16; 1 Co 6.18; Gl
5.19, 21; Cl 3.5; Ef 5.5; Hb 13.4).
(2) Quanto a manter a pureza sexual, a mulher,
igualmente como o homem, tem responsabilidade. A mulher cristã deve tomar
cuidado para não se vestir de modo a atrair a atenção para o seu corpo e
deste modo originar tentação no homem e instigar a concupiscência.
Vestir-se com imodéstia é pecado (1 Tm 2.9; 1 Pe 3.2,3)
QUARTA: Mt 5.37 - O CRENTE E O FALAR
Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não,
não, porque o que passa disso é de procedência maligna.
Cl 4.6 A vossa palavra seja sempre agradável,
temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um.
Tg 5.12 Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis nem pelo céu nem pela
terra, nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim,
sim e não, não, para que não caiais em condenação.
VOSSA PALAVRA... AGRADÁVEL... COM SAL. A
conversa do crente deve ser agradável, cativante, amável e graciosa. Deve
ser uma linguagem originada na graça de Deus operando em nosso coração, que
contenha a verdade com amor (Ef 4.15). "Temperada com sal" pode
significar conversa apropriada e marcada pela pureza, em vez de corrupção
(cf. Ef 4.29). A conversa com graça, no entanto, não exclui palavras
enérgicas e severas, quando necessário for, para tratar com crentes falsos,
inimigos da cruz (ver At 15.1,2; Gl 1.9).
QUINTA: Mt 7.12 - O CRENTE E A LEI ÁUREA =
Portanto, tudo o que vós quereis que os
homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.
Lucas 6 31 E como vós quereis que os homens vos
façam, da mesma maneira fazei-lhes vós também.
Levítico 19 18 Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos
do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.
Mateus 22 40 Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
Romanos 13 8 A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que
vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.
10 O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é
o amor.
Gálatas 5 14 Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta:
Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
1 Timóteo 1 5 Ora, o fim do mandamento é a caridade de um coração
puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.
SEXTA: Mt 18.22 - O CRENTE E O PERDÃO
Jesus lhe disse: Não te digo que até sete,
mas até setenta vezes sete.
Mateus 6.14 Porque, se perdoardes aos homens as
suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós.
Marcos 11.25 E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma
coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as
vossas ofensas.
Colossenses 3.13 suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos
outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou,
assim fazei vós também.
QUANDO ESTIVERDES ORANDO, PERDOAI. Se o crente secretamente abrigar no seu
coração animosidade ou amargura contra quem quer que seja, sua fé jamais
será suficiente para a resposta às suas orações. Que nenhum cristão
iluda-se neste particular.
Mt 18.35 =SE... NÃO PERDOARDES. Jesus nesta
parábola ensina que o perdão divino, embora seja concedido graciosamente ao
pecador arrependido, é, também, ao mesmo tempo condicional, de conformidade
com a disposição do indivíduo, de perdoar ao seu próximo. Por isso, uma
pessoa pode ficar sem perdão divino por ter um coração cheio de amargura,
que não perdoa ao próximo (ver 6.14,15; Hb 12.15; Tg 3.14; Ef 4.31,32).
Estes textos mostram que amargura, ressentimento e animosidade contra o
próximo são totalmente incompatíveis com a verdadeira vida cristã, e que
devem ser banidos da vida do crente.
SÁBADO: Mt 7.1 - O CRENTE E O JULGAMENTO
1 Não julgueis, apara que não sejais
julgados,
NÃO JULGUEIS. Jesus condena o hábito de criticar
os outros, sendo nós mesmos faltosos. O crente deve primeiramente submeter-se
ao justo padrão de Deus, antes de pensar em examinar e influenciar a conduta
de outros cristãos (vv. 3-5. (1) Cristo não está aqui abolindo a
necessidade do exercício do discernimento e de fazermos avaliação dos
pecados dos outros. O crente é ordenado a identificar falsos ministros dentro
da igreja (v. 15) e avaliar o caráter de certas pessoas (v. 6; cf. Jo 7.24; 1
Co 5.12; ver Gl 1.9 nota; 1 Tm 4.1 nota; 1 Jo 4.1). (2) Mt 7.1 não deve
servir de desculpa para a omissão do exercício da disciplina eclesiástica
(ver 18.15 nota, sobre a disciplina na igreja).
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
Rm 14.22,23
22 Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de
Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova.
1 Jo 3.21 Amados,
se o nosso coração nos não condena, temos confiança para com Deus;
23 Mas aquele que tem dúvidas, se come, está condenado, porque não come por
fé; e tudo o que não é de fé é pecado.
Tt 1.15 Todas
as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e
infiéis; antes, o seu entendimento e consciência estão contaminados.
1 Co 10.1-12; 23,31,32
1 Ora, irmãos, não quero que ignoreis que
nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem; e todos passaram pelo mar,
2 e todos foram batizados em Moisés, na nuvem
e no mar,
NÃO QUERO QUE IGNOREIS. É possível alguém ser
redimido, desfrutar da graça divina, e, posteriormente, ser rejeitado por
Deus, por causa de conduta pecaminosa (ver 9.27 nota). Isso passa, agora, a
ser confirmado por exemplos colhidos da experiência de Israel (vv. 1-12).
Aqui a figura é do batismo. Quando os Israelitas estiveram debaixo da nuvem
era como hoje o cristão que está debaixo da proteção e orientação de
DEUS, mas quando passaram pelo mar é como se estivessem morrendo naquele
momento para começarem uma nova vida com DEUS e para DEUS,dando testemunho da
fé em DEUS; figura do batismo nas águas.
3 e todos comeram de um mesmo manjar espiritual,
Figura da ceia, pois o Maná que foi dado a eles
no deserto simbolizava CRISTO, o pão da vida.
O Pão da Vida
Jo 6.35- E JESUS lhes disse: “Eu sou o
pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca
terá sede”.
DEUS na sua infinita sabedoria tem se revelado detalhista em seu plano
de redenção, a ponto de trazer seu filho ao mundo através de uma virgem (Is
7.14), na cidade de Belém (Mq 5.2), cumprindo sua palavra nos mínimos
detalhes, um exemplo disso é: Belém na língua hebraica é Bet-Léhem, que
significa lugar onde se faz pão ou em nosso linguajar normal “padaria”; se
nós pegarmos agora o versículo acima veremos o filho de DEUS, que nasceu num
lugar chamado padaria dizendo: “Eu sou o pão da vida, aquele
que vem a mim não terá fome...” Aleluia! Como nosso DEUS é maravilhoso!
É importante notarmos também que em Ex 16.4 DEUS manda ao seu povo,
no deserto, o maná (Mân no hebraico), para alimento do povo por quarenta anos
(Jo 6.31); DEUS fez chover do céu, não nasceu da terra como alguns incrédulos
dizem, mas a Bíblia enfatiza que desceu do céu comprovando que sua origem é
divina, assim como o verdadeiro alimento espiritual veio do céu para saciar e
sedentar a alma do homem, JESUS CRISTO a palavra que saiu da boca de DEUS (Mt
4.4); também lembramos de Nm 11.7,8 que orienta o povo a moer, cozer, amassar,
triturar e fazer bolos, depois comer o maná; significa para nós que esta
palavra é para ser lida, estudada, ouvida, entendida e absorvida por aquele que
se aproxima de DEUS querendo aprender Dele e conhecê-lo melhor. Isto é como
ruminar [o que o boi faz com o alimento, engole e depois volta para o “livro”
(parte do estômago dos animais) para ser digerida toda vitamina, bem devagar].
É importante frisarmos ainda que o maná deveria ser recolhido todos
os dias, menos no sábado que era o dia de descanso; assim também nós devemos
nos alimentar da palavra de DEUS todos os dias de nossas vidas até que venha o
descanso, ou seja, o arrebatamento e conseqüente encontro com o Senhor JESUS
CRISTO, que é nosso descanso (Mt 11.28,29).
4 e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra
espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.
Figura do ESPÍRITO SANTO que é dado por JESUS a
todo o que crê.
Jo 4.14 mas
aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a
água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida
eterna.
5 Mas Deus não se agradou da maior parte deles, pelo que foram prostrados no
deserto.
FORAM PROSTRADOS NO DESERTO. Os israelitas foram
alvos da graça de Deus no Êxodo. Foram libertos da escravidão
(v. 1), batizados (v. 2), divinamente sustentados
no deserto e tiveram íntima comunhão com Cristo (vv. 3,4). Mesmo assim, a
despeito dessas bênçãos espirituais, deixaram de agradar a Deus e foram
destruídos por Ele no deserto; perderam a sua eleição divina e, portanto,
deixaram de alcançar a Terra Prometida (cf. Nm 14.30).
O argumento de Paulo é que, assim como Deus não tolerou a idolatria, pecado
e imoralidade de Israel, assim também Ele não tolerará o pecado dos crentes
da Nova Aliança
6 E essas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas
más, como eles cobiçaram.
ESSAS COISAS... FEITAS EM FIGURA. O terrível
juízo divino sobre os israelitas desobedientes serve de exemplo e
advertência aos que estão sob a Nova Aliança, para não cobiçarem as
coisas más. Paulo adverte aos coríntios que se eles forem infiéis a Deus
como Israel (vv. 7-10), eles também serão julgados e não entrarão na
pátria celeste prometida.
7 Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; conforme está
escrito: O povo assentou-se a comer e a beber e levantou-se para folgar.
Não se interessaram em aprender do Senhor e nem
de ensinar a seus filhos sobre o Senhor que lhes tirara da escravidão. Não
davam honra e glória àquele que lhes tirara do Egito, antes queriam voltar
para lá por causa da comida.
8 E não nos prostituamos, como alguns deles fizeram e caíram num dia vinte e
três mil.
Clara referência ao episódio de Balaão e a
prostituição de Israel. (Jd 1.11)
9 E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram e pereceram
pelas serpentes.
Referência à serpente de metal que foi levantada
no deserto para que todo o que fosse picado pela serpente(Satanás),
olhando para a serpente levantada na haste(JESUS),
fosse sarado e liberto da maldição. (Jo 3.14).
10 E não murmureis, como também alguns deles murmuraram e pereceram pelo
destruidor.
A história de Coré, Datã e Abirão diz
respeito a três levitas ambiciosos conspirando para obter mais poder e uma
posição mais elevada para si mesmos como sacerdotes (v. 10). Desafiaram a
autoridade de Moisés e a ordem divina a respeito de Arão, i.e., de ele ser o
único sumo sacerdote (vv. 3-11). Assim agindo, rejeitavam a Deus e à sua
Palavra revelada a respeito do dirigente designado do povo de Deus (ver 12.10
nota). Conseqüentemente, receberam
da parte de Deus a justa condenação (vv. 31-35), como também a receberão
todos aqueles que, no reino de Deus, "amam os primeiros lugares nas
ceias, e as primeiras cadeiras" (Mt 23.6).
11 Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras,
e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos
séculos.
ESCRITAS PARA AVISO NOSSO. A história do
julgamento divino do povo de Deus no AT ficou gravada nas Escrituras para bem
advertir os crentes do NT contra o pecado e o cair da graça. Não devemos
agir como os israelitas, pois se os mesmos caíram por causa de sua
incredulidade, cairemos também se não tivermos fé e nos esforçarmos para
ter uma vida separada do pecado.
12 Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia.
OLHE... NÃO CAIA. Os israelitas, como eleitos de
Deus, pensavam que poderiam entregar-se, sem perigo, ao pecado, à idolatria e
à imoralidade; porém, foram julgados. Assim também, os
"coríntios", da atualidade, que acreditam que podem viver
satisfazendo a carne, devem se dar conta de que o juízo divino também os
aguarda, caso não abandonem esses pecados.
23 Todas as coisas me são lícitas, mas nem
todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as
coisas edificam.
Há coisas que podemos e temos o direito de
fazê-las, mas se as fizermos estaremos prejudicando a obra de DEUS e isso é
pecado. Devemos "crucificar" ou "esmurrar" nossa carne
para que não sejamos dominados pela mesma.
TODAS AS COISAS SÃO PURAS. É provável que Paulo
esteja falando a respeito da pureza ritual segundo as leis judaicas sobre
alimentos (cf. Mt 15.10,11; Mc 7.15; 1 Tm 4.3-5). Alguns ensinadores estavam
obcecados em fazer distinção entre comidas "puras" e
"impuras" e ensinavam que a devida observância dessas coisas era
essencial à verdadeira justiça. Desconheciam o verdadeiro caráter moral, a
pureza interior e a justiça exterior (v. 16). Paulo
ressalta que se a pessoa é moralmente pura, para ela a distinção entre
comidas "impuras" e "puras" não tem importância moral.
Paulo não está se referindo a coisas ou ações moralmente erradas, mas
apenas à pureza cerimonial dos judeus. É evidente que as leis dietéticas
dos judeus são boas e deveriam todos tomar mais cuidado com a alimentação,
evitando os excessos e as coisas que fazem mal à saúde.
31 Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei
tudo para a glória de Deus.
FAZEI TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS O objetivo
principal da vida do crente é agradar a Deus e promover a sua glória. Sendo
assim, aquilo que não pode ser feito para a glória de Deus (i.e., em sua
honra e ações de graças como nosso Senhor, Criador e Redentor) não deve
ser feito de modo nenhum. Honramos a Deus mediante nossa obediência, ações
de graças, confiança, oração, fé e lealdade a Ele. Viver para a glória
de Deus deve ser uma norma fundamental em nossa vida, o alvo da nossa conduta,
e teste das nossas ações.
32 Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos,
nem à igreja de Deus.
Nossa vida é uma vidraça onde os inimigos estão
a atirar pedras, sejamos pois, como que "blindados", não nos
descuidando da oração, jejum e estudo da palavra de DEUS.
Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso
adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa
tragar;
1 Pe 5.8
INTRODUÇÃO:
Vamos partir do princípio que a
história da ética teve sua origem, pelo menos sob o ponto de vista formal, na
antigüidade grega, através de Aristóteles (384 - 322 a.C.) e suas idéias
sobre a ética e as virtudes éticas. Na
Grécia porém, mesmo antes de Aristóteles, já é possível identificar
traços de uma abordagem com base filosófica para os problemas morais e até
entre os filósofos conhecidos como pré-socráticos encontramos reflexões de
caráter ético, quando buscavam entender as razões do comportamento humano.
Sócrates
(470-399 a.C.) considerou o problema ético individual como o problema
filosófico central e a ética como sendo a disciplina em torno da qual deveriam
girar todas as reflexões filosóficas. Para ele ninguém pratica
voluntariamente o mal. Somente o ignorante não é virtuoso, ou seja, só age
mal, quem desconhece o bem, pois todo homem quando fica sabendo o que é bem,
reconhece-o racionalmente como tal e necessariamente passa a praticá-lo. Ao
praticar o bem, o homem sente-se dono de si e conseqüentemente é feliz. A virtude seria o conhecimento das causas e dos fins das
ações fundadas em valores morais identificados pela inteligência e que
impelem o homem a agir virtuosamente em direção ao bem.
Platão
(427-347 a.C.) ao examinar a idéia do Bem a luz da sua teoria das idéias,
subordinou sua ética à metafísica. Sua metafísica era a do dualismo entre o
mundo sensível e o mundo das idéias permanentes, eternas, perfeitas e
imutáveis, que constituíam a verdadeira realidade e tendo como cume a idéia
do Bem, divindade, artífice ou demiurgo do mundo.
Para Platão a alma - princípio que anima ou move
o homem - se divide em três partes: razão, vontade (ou ânimo) e apetite (ou
desejos). As virtudes são função desta alma, as quais são determinadas
pela natureza da alma e pela divisão de suas partes. Na verdade ele estava
propondo uma ética das virtudes, que seriam função da alma. Pela razão, faculdade superior e característica do
homem, a alma se elevaria mediante a contemplação ao mundo das idéias. Seu
fim último é purificar ou libertar-se da matéria para contemplar o que
realmente é e, acima de tudo, a idéia do Bem.
Para alcançar a purificação é
necessário praticar as várias virtudes que cada parte da alma possui. Para
Platão cada parte da alma possui um ideal ou uma virtude que devem ser
desenvolvidos para seu funcionamento perfeito. A razão deve aspirar à
sabedoria, a vontade deve aspirar à coragem e os desejos devem ser
controlados para atingir a temperança. Cada
uma das partes da alma, com suas respectivas virtudes, estava relacionada com
uma parte do corpo. A razão se manifesta na cabeça, a vontade no peito e o
desejo baixo-ventre. Somente quando as três partes do homem puderem agir como
um todo é que temos o indivíduo harmônico. A harmonia entre essas virtudes constituía uma quarta virtude: a
justiça. Platão de certa forma criou uma
"pedagogia" para o desenvolvimento das virtudes. Na escola as
crianças primeiramente têm de aprender a controlar seus desejos
desenvolvendo a temperança, depois incrementar a coragem para, por fim,
atingir a sabedoria. A ética de Platão
está relacionada intimamente com sua filosofia política, porque para ele, a
polis (cidade estado) é o terreno próprio para a vida moral. Assim ele
buscou um estado ideal, um estado-modelo, utópico, que era constituído
exatamente como o ser humano. Assim, como o corpo possui cabeça, peito e
baixo-ventre, também o estado deveria possuir, respectivamente, governantes,
sentinelas e trabalhadores. O bom estado é sempre dirigido pela razão.
|
CORPO
|
ALMA
|
VIRTUDE
|
ESTADO
|
|
Cabeça
|
Razão
|
Sabedoria
|
Governantes
|
|
Peito
|
Vontade
|
Coragem
|
Sentinelas
|
|
Baixo-ventre
|
Desejo
|
Temperança
|
Trabalhadores
|
É curioso notar que, no Estado de Platão, os
trabalhadores ocupam o lugar mais baixo em sua hierarquia. Talvez isto tenha
ligação com a visão depreciativa que os gregos antigos tinham sobre esta
atividade. A ética platônica exerceu
grande influência no pensamento religioso e moral do ocidente, como teremos
oportunidade de ver mais adiante.
Aristóteles
(384-322 a.C.), não só organizou a ética como disciplina filosófica mas,
além disso, formulou a maior parte dos problemas que mais tarde iriam se ocupar
os filósofos morais: relação entre as normas e os bens, entre a ética
individual e a social, relações entre a vida teórica e prática,
classificação das virtudes, etc. Sua concepção ética privilegia as virtudes
(justiça, caridade e generosidade), tidas como propensas tanto a provocar um
sentimento de realização pessoal àquele que age quanto simultaneamente
beneficiar a sociedade em que vive. A ética aristotélica busca valorizar a
harmonia entre a moralidade e a natureza humana, concebendo a humanidade como
parte da ordem natural do mundo, sendo portanto uma ética conhecida como
naturalista. Segundo Aristóteles, toda a
atividade humana, em qualquer campo, tende a um fim que é, por sua vez um bem:
o Bem Supremo ou Sumo Bem, que seria resultado do exercício perfeito da razão,
função própria do homem. Assim sendo, o homem virtuoso é aquele capaz de
deliberar e escolher o que é mais adequado para si e para os outros, movido por
uma sabedoria prática em busca do equilíbrio entre o excesso e a deficiência:
A excelência moral, então, é uma disposição
da alma relacionada com a escolha de ações e emoções, disposição esta
consistente num meio termo (o meio termo relativo a nós) determinado pela
razão (a razão graças à qual um homem dotado de discernimento o
determinaria). Trata-se de um estado intermediário, porque nas várias
formas de deficiência moral há falta ou excesso do que é conveniente
tanto nas emoções quanto nas ações, enquanto a excelência moral
encontra e prefere o meio termo. Logo, a respeito do que ela é, ou seja, a
definição que expressa a sua essência, a excelência moral é um meio
termo, mas com referência ao que é melhor e conforme ao bem ela é um
extremo. (ARISTÓTELES, 1992, p.42)
I- CONCEITUAÇÃO E
DEFINIÇÕES
1- A Ética Como Ciência
Secular:
|
SISTEMAS DA VISÃO FILOSÓFICA DE
SÓCRATES, PLATÃO E ARISTÓTELES
|
|
a) Política
|
Procura definir quais são o caráter, a
natureza e os alvos do governo ideal ou satisfatório.
|
|
b) Lógica
|
Aborda os princípios do raciocínio, sua
capacidades, seus erros e suas maneiras exatas de expressão."O raciocínio lógico leva você de 'a' a
'b'. A Imaginação leva você a qualquer lugar". (Albert
Einstein).
|
|
c) Gnosiologia
|
Estuda o conhecimento em sua natureza,
origem, limites, possibilidades, métodos, objetos e objetivos.
|
|
d) Estética
|
Procura definir qual seja o propósito ou
ideal orientador das artes. (filosofia das belas-artes)
|
|
e) Metafísica
|
Estuda causas não materiais como DEUS,
Alma, Livre Arbítrio, imortalidade, o mal, etc...
|
|
f) Ética
|
É a investigação no campo da conduta
ou modo de viver e se comportar de maneira ideal.
|
2- Origem da Palavra:
Ethos (grego) = Costume, hábito, disposição.
Mos (latim) = vontade, costume, uso, regra.
Daí temos que Ética é a disposição ou
vontade de se seguir bons costumes ou hábitos.
3- Definição:
Ética Cristã é o conjunto de regras
de conduta, para o cristão, tendo por fundamento a palavra de DEUS. Para
nós, crentes em JESUS CRISTO, o certo e o errado devem ter como base a
Bíblia Sagrada, a nossa regra áurea de fé e prática.
II- VISÃO GERAL DA ÉTICA
SECULAR E DA ÉTICA CRISTÃ:
|
Visão
|
Ética Secular
|
Ética Cristã
|
|
1- Antinomismo
|
Depende da pessoa e das circunstâncias.
O homem é seu próprio deus. Cada um age como quer.
|
Pv 14.12 Há
caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da
morte. Devemos viver de acordo com a palavra de DEUS.
|
|
2- Generalismo
|
A conduta de alguém deve ser julgada de
acordo com seus resultados. É o fim justificando os meios.
|
Mc 13.31
Passará o céu e a terra, umas as minhas palavras não passarão. Os
pecados separam o homem de DEUS.
|
CONCLUSÃO:
Os diversos meios de se estudar e praticar a
ética, na visão humana são falhos tal qual os homens; por isso devemos
sempre ter como regra básica de vida e conduta, a palavra de DEUS, que é
guia para nosso caminhar aqui na terra e luz para nosso caminho.
Sl 119.105 Lâmpada
para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.
Mq 6.8 Ele te
declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de ti, senão
que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o
teu Deus?
Is 58.6 Acaso não
é este o jejum que escolhi? que soltes as ligaduras da impiedade, que
desfaças as ataduras do jugo? e que deixes ir livres os oprimidos, e
despedaces todo jugo?
Estudos afins:
ÉTICA DO COMPORTAMENTO
CRISTÃO
Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Uma a abordagem pastoral
Introdução
O pastor tem por dever espiritual e moral só
fazer as coisas certas, diante de Deus, da igreja e dos homens. O seu
testemunho é fundamental para o êxito da obra que lhe é confiada pelo
Senhor. Nos dias atuais, o nome do pastor tem sido grandemente desgastado com
escândalos, por falta de zelo ministerial, pela nobre missão de ministro do
evangelho de Cristo. É indispensável adotar princípios éticos, emanados da
Palavra de Deus, para que o ministério seja abençoado. Neste estudo,
abordaremos a Ética Pastoral, como parte de Ética Cristã, em alguns dos
seus aspectos, não tendo a intenção de esgotar o assunto, que é amplo e
complexo.
1. Conceitos
1.1 Origem da palavra ética: vem do grego,
ethos, que significa costume, disposição, hábito. No latim, vem de mos,
com o significado de costume, uso, regra.
1.2 Definição: “A teoria da natureza do
bem e como ele pode ser alcançado”. Mostra o que é bom, mau, certo ou
errado; o que deve ou não deve ser feito.
Em resumo: “A Ética é a conduta ideal do
indivíduo”.
1.3 Ética Cristã: podemos dizer que é o
conjunto de regras de conduta, aceitas pelos cristão, tendo por fundamento a
Palavra de Deus.
1.4 Ética Pastoral: é a parte da Ética
Cristã, aplicada à conduta do ministro evangélico. Pode ser entendida,
também, como Ética Ministerial.
2. ABORDAGENS ÉTICAS
2.1 Antinomismo. É a falta de normas. Tudo
depende das pessoas, das circunstâncias. É subjetivista: cada um faz o que entende
ser o melhor sob um ponto de vista (ver Jz 17.6; 21.25).
2.2 Generalismo. Aceita normas, mas elas
não devem ser universais. Baseia-se no utilitarismo. As normas só têm
valor, dependendo do resultado de sua aplicação.
“Os fins justificam os meios”.
2.3 Situacionismo. É um meio-termo entre o
Antinomismo e o Generalismo. O primeiro não tem regra nenhuma; o segundo tem
regra pra tudo, mas não são universais. O situacionismo só tem uma regra: a
do amor. Segundo eles, baseiam-se em Cristo, que resumiu a Lei (normas) numa
palavra: amar a Deus e ao próximo (Mt 22.34-40). Mas admitem certas condutas
discutíveis à luz da Bíblia. Ex. O adultério para salvar a família da
fome.
3. Ética Cristã.
3.1 Sua Base. As diversas visões
filosóficas da ética podem confundir. Entretanto, o cristão deve basear-se
na Palavra de Deus para fazer o que é certo e deixar o que é errado. É a
nossa regra de fé e prática. É o código de regra do Cristão,
especialmente do pastor ou ministro do evangelho. A ética cristã não
depende da situação, dos meios ou dos fins (ler Sl 119.105).
3.2 A Ética nos Evangelhos. No Sermão da
Montanha, encontramos as REGRAS BÁSICAS do Reino de Deus, trazidas por Jesus
Cristo. A Ética do Sermão do Monte e das demais partes do evangelho é tão
elevada, que nem mesmo a maioria dos cristãos a têm levado à prática.
Exemplos:
- A justiça do cristão deve exceder a dos
escribas e fariseus (Mt 5.20);
- Quem somente olhar para uma mulher, pensando em
adulterar com ela, já adulterou (Mt 5.28).
- Só é permitido o divórcio se o cônjuge
praticar infidelidade. Outro motivo não tem respaldo nas normas de Cristo (Mt
5.32;19.9);
- O falar deve ser sim, sim; não, não. O que
disso passa é de procedência maligna (Mt 5.37);
- O certo é amar os inimigos, bendizer os que nos
maldizem, fazer bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos maltratam (Mt
5.44);
- Cristo manda que sejamos perfeitos como é nosso
Pai que está nos céus (Mt 5.48);
- Não se deve julgar os outros (Mt 7.1);
- Só devemos fazer aos homens o que queremos que
eles nos façam (Mt 7.12);
- Se o irmão pecar contra nós, devemos perdoar
sempre – até 70 x 7 (Mt 18.22);
- É para dar a César o que é de César e a Deus
o que é de Deus (Mt 22.21);
- Quando o cristão der um banquete (casamento,
festa de 15 anos, etc.) não deve convidar os amigos, os irmãos, os parentes,
os vizinhos ricos, mas “os pobres, os mancos e cegos”(Lc 14.12-13).
3.3 A Ética nas Epistolas
1) Fazer tudo para a glória de Deus (1 Co 10.31);
2) Fazer tudo em nome de Jesus, dando graças a
Deus (Cl 3.17);
3) Fazer de todo o coração, como ao Senhor (Cl
3.23);
4) Fazer o que é lícito e conveniente diante de
Deus (1 Co 10.23);
5) Não dar escândalo ao mais fraco (1 Co
8.9-13);
6) Não fazer nada em caso de dúvida (Rm 14.23);
7) Lembrar que vamos dar contas a Deus de todas as
nossas obras (Rm 14.11,12; Ec 11.9).
8) Evitar a aparência do mal (1 Ts 5.22).
4. Questões éticas à luz da Bíblia
Daremos, aqui, uma síntese de algumas questões
éticas, com algumas respostas indicadas por certas correntes de pensamento.
4.1 O Cristão e a Guerra.
É certo um crente, militar, ir a guerra e, ali,
tirar a vida de seus semelhantes, por ordem do governo de seu país? Ou, na
guerra do dia-a-dia, um policial crente atirar num bandido que lhe ameaça a
vida?
1) O Ativismo diz que sim. Usam o argumento
bíblico de que o governo é ordenado por Deus. No VT, Deus usou a guerra para
destruir povos ímpios. No Novo Testamento, Jesus manda dar a “César o que
é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mt 22.21); Paulo diz que as
autoridades são dadas por Deus e devem ser obedecidas (Rm 13.1-7).
2) O Pacifismo diz que não. Também usam a
Bíblia que diz: “não matarás (Êx 20.13). A guerra, dizem, é um
assassinato em massa. Jesus mandou amar os inimigos, e não matá-los (Mt
5.44). Jesus mandou Pedro guardar a espada (Mt 26.52).
3) O seletivismo diz que é certo
participar de algumas guerras. Resume os argumentos anteriores, usando,
também, a Bíblia. Para eles, nem sempre se deve obedecer o governo. Ex. Os
três hebreus (Dn 3), Daniel (Dn 6), que não obedeceram ao rei. Os apóstolos
desobedeceram a ordem de não pregar (At 4 e 5). Assim, se uma guerra não é
justificada, não se deve aceitá-la; entretanto, há guerras justificáveis.
Deus mandou destruir nações ímpias (Js 10.40; 20.16,17). Nações más
devem ser destruídas por ordem de Deus.
4) O hierarquismo: reconhece que o governo
é dado por Deus, mas não está acima de Deus (1 Pe 2.13). Entre “César”
e Deus, o cristão fica com Deus. Assim, se a razão maior para a punição de
um ditador, de um governante assassino, a guerra é justificável. Ex. O caso
de Hitler, que foi combatido na segunda guerra mundial.
4.2 O cristão e a responsabilidade social.
Biblicamente, todo cristão tem responsabilidade
social. Caim não cuidou disso. A lei áurea indica isso (Mt 7.12). O Bom
Samaritano (Lc 10.30) demonstra essa responsabilidade. O cristão deve
atender:
a) as suas necessidades (Ef 5.29);
b) as de sua família (1 Tm 5.8,16);
c) as dos outros irmãos (Gl 6.10; Tg 2.15,16). É
preciso provar o amor (1 Jo 4.20; At 6.1).
d) responsabilidade por todos os homens: pelos
pobres (Mt 26.11; 25.40); pelos oprimidos (Ez 18.5-9); perante os governos (Rm
13.7). Diante disso, o cristão deve fazer o bem sem que prejudique a si
mesmo. Ex. emprestar dinheiro e prejudicar sua família; ajudar os outros
deixando sua família em dificuldade. Isso não é certo, (1Tm 5.8); ganhar
outros e perder sua família, como tem acontecido com muitos obreiros (1 Tm
5.8).
4.3 O cristão e o sexo.
Foi Deus quem criou o sexo. Tudo que Ele fez é
bom (Gn 1.31). O sexo em si não é mal.
1) O sexo no casamento. Deus fez o sexo (o
ato sexual) para ser desfrutado no âmbito exclusivo do matrimônio (Gn
2.18,24). O matrimônio deve ser venerado e a prostituição condenada (Hb
13.4).
2) O sexo fora do casamento. A prática
sexual é sempre pecaminosa: fornicação, entre solteiros (Ef 5.5a; 1 Tm
1.10a; Ap 21.8a); adultério envolvendo pessoa casada (Mt 5.27; Mc 10.9; Rm
13.9); é prostituição (Dt 23.17; 1 Co 6.16); homossexualismo masculino e
feminino: é abominação ao Senhor (Lv 20.13; Dt 23.17,18; 1 Co 6.9,10; Rm 1.
24-27).
3) A poligamia. Não fez nem faz parte do
plano de Deus. No Velho Testamento Ele permitiu ou tolerou, mas nunca aprovou.
A monogamia é que é certo. A poligamia é errada. Como Deus permitiu no
Velho Testamento, hoje, também, cremos que Ele permite no caso dos países em
que a mulher ficando solteira tende a ser prostituída, como em alguns lugares
da África e da Ásia, onde as meninas já são dadas em casamentos a homens
desde pequenas. Ali, elas são esposas e não prostitutas. Não é norma, mas
exceção. O cristão não se guia por exceções. Cabe a Deus julgá-las.
4) A masturbação. Há ensinadores que
dizem que não é pecado de forma alguma. Outros, dizem que é totalmente
pecado. Outros, ainda, dizem, se não for por vício, mas por necessidade,
torna-se moralmente justificável. De qualquer forma, é pecado, por
contrariar os planos de Deus, pois o sexo não deve ser egoísta mas
compartilhado com outra pessoa no âmbito do casamento; contudo, não podemos
dizer que é o mesmo que adultério, prostituição etc.
4.4 O cristão e o controle da natalidade (o
planejamento familiar)
Deus disse: “crescei e multiplicai-vos e enchei
a terra” (Gn 1.28). Mas Deus não deu um multiplicador. Logo, ter um filho
ou dois já é multiplicação. No VT não ter filhos era constrangedor (1 Sm
20).
No Novo Testamento não há referência expressa a
ter ou não ter muitos filhos. Mas os filhos são galardão do Senhor (Sl
127.3). Para ter filhos, cremos que o casal deve orar muito, para que nasçam
debaixo da bênção de Deus. E, para não tê-los, deve orar muito mais, para
não contrariar a vontade de Deus. Devem ser considerados os fatores saúde,
alimentação, educação (espiritual e secular), pois não é justo que se
tragam filhos ao mundo para vê-los subnutridos, mal-educados. Isso não é
amor.
A limitação de filhos por vaidade é pecado, mas
por necessidade, como no caso de doença da mãe, que lhe cause risco de vida
cremos ser moralmente justificável; mas isso depende da consciência de cada
um diante de Deus, pois o que não é de fé é pecado (Rm 14.23).
4.5 O cristão e o aborto
A vida foi criada por Deus (Gn 1.27,28). A vida
foi dada por Deus (At 17.26). Por isso, somente Deus pode tirá-la. A
concepção de um ser humano é algo “terrível e maravilhoso” (Sl
139.14). Deus escolhe pessoas desde o ventre (Ex. Is 49.1; Jr 1.5; Lc 1.15;
1.31-35). Se uma mãe comete aborto, como fica o plano de Deus? Há abortos
que não são pecados: natural, quando por doença, morte do feto; acidental,
resultante de fatores como susto, queda, acidente etc; aborto terapêutico:
para salvar a vida da mãe. Mas há abortos pecaminosos: por razões
egoístas; por razões eugênicas (para evitar nascer um filho com defeito); o
aborto provocado é um crime, é covardia (a vítima não pode defender-se).
4.6 O cristão e a eutanásia
Eutanásia quer dizer “boa morte”. Refere-se a
tirar a vida de um doente terminal, que sofre muito, não tendo mais solução
evitando prolongar sua dor, desligando aparelhos, aplicando injeção letal,
etc. é certo para o cristão? A Bíblia diz: “não matarás”.
Há quem diga que deixar “morrer
misericordiosamente” (Geisler) não é o mesmo que “matar
misericordiosamente”. É um dilema para o cristão, pois cremos que sempre
há possibilidade de que faça um milagre, mesmo no instante final e, até
mesmo ressuscitar um morto. Cremos não é correto tirar a vida de ninguém
que está doente, mas deve-se envidar todo esforço na tentativa de sua cura,
seja por medicamentos, seja pela oração da fé (Tg 5.15,16).
4.7 O cristão e o suicídio
Há suicídio por si mesmo (egoísta) e o
suicídio pelos outros (altruísta). De qualquer forma, é a destruição da
vida. Só Deus pode tirá-la, pois só Ele a deu. A pessoa que deve amar a si
mesmo como os outros (Mt 22.39; cf. Ef 5.29).
Há quem cite o caso de Sansão (Jz 16.30) como
exemplo e suicídio aprovado por Deus. Não vemos assim. Há casos em que uma
pessoa morre, sacrificando-se por outra ou por outras. Um bombeiro entra no
fogo e salva várias pessoas, mas ele morre; um soldado lança-se sobre uma
granada, impedindo que muitos companheiros pereçam. Isso não é suicídio.
É sacrifício.
4.8 O cristão e a doação de órgãos humanos
A lei do país diz que, se a pessoa não declarar
em documento, seus órgãos podem ser retirados para salvar vidas de pessoas
doentes. Como o cristão deve ver isso? Há quem diga que não deve aceitar.
Há quem diga que não há problema. O problema é que o cristão crê em
milagre. Se um parente sofre acidente, entra em “morte cerebral”, e o
enfermeiro tirar seus órgãos, não estará impedindo a possibilidade do
milagre? E na ressurreição, como ficam os órgãos?
Entendemos que doar órgão é um ato de amor. E
deve ser voluntário. A lei é de certa forma autoritária. Se o cristão doar
seus órgãos não peca. Se não quiser doar, também não peca. Na
ressurreição, não há problema, pois ressuscitaremos em “corpo glorioso”(Fp
3.21), “corpo espiritual” (1 Co 15.42,43), que não precisará de órgãos
“físicos”, ainda que será o corpo sepultado que vai ressuscitar,
transformado, em corpo glorioso.
4.9 O cristão e a pena de morte
No Antigo Testamento, a pena de morte era
determinada por Deus (Gn 9.6; Êx 21.25; Lv 20.10). No Novo Testamento, vemos
Ananias e Safira passando pela pena de morte (At 5.3). Vemos em Rm 13.1-2, que
a autoridade tem o direito de trazer “a espada”, mas tudo sob a égide da
autoridade dada por Deus e não por leis humanas, que são falhas. A justiça
humana é falha. Há os “erros judiciários”, em que um inocente foi morto
em lugar do culpado. Há as perseguições políticas, os abusos da
autoridade. Assim, cremos que o cristão não deve ser favorável à pena
capital, mas à prisão perpétua, em casos de crimes hediondos.
4.10 O cristão e a mentira
Geisler conta o caso do capitão Bucher, que,
tendo seu navio atacado por piratas, estes o obrigaram a fazer certas
confissões que não eram verdadeiras, sob pena de matar toda a tripulação.
O capitão aceitou e a tripulação foi salva. Ele mentiu? Errou? Ou não?
As parteiras hebréias mentiram a Faraó, quando
este mandou que elas matassem todo o varão hebreu, e Deus as abençoou por
isso (Êx 1.15-21). Elas erraram? Raabe contou uma mentira para salvar os
espias de Israel (Js 2.1-6). E Deus a abençoou. Nesse casos, cremos que não
houve a mentira no sentido comum, de prejudicar alguém, mas “omissão da
verdade” em prol de uma causa maior.
5. Ética Pastoral
5.1 Ética pastoral na família
A família, a igreja e o ministério sãos as
bases de apoio do pastor. Entretanto, tudo começa na família. Com base na
Bíblia, vemos a ética do pastor para com a família.
1) Governar bem a sua casa (1 Tm 3.4,5);
2) Marido de uma só mulher (1 Tm 3.2; Tt 1.6);
dar tempo, amor, intimidade, companheirismo e afeto à esposa para fechar a
porta às armadilhas do adultério, da infidelidade;
3) Instrutor e exemplo para os filhos (1 Tm 3.4;
Tt 1.16);
4) A mulher do pastor deve ser: honesta, não
maldizente, sóbria, fiel em tudo (1 Tm 3.11). O pastor é o líder. Deve
orientar a esposa nesse sentido.
5.2 A ética pastoral nas finanças
1) Fidelidade na entrega do dízimo. O pastor deve
dar o exemplo (Ml 3.10; Tg 2.12);
2) Fidelidade na administração dos dízimos e
ofertas da igreja (3 Jo 5; At 20.33; 1 Tm 6.10; 2 Pe 2.3);
3) O obreiro é digno do seu salário e não do
tesouro da igreja (Lc 10.7; 1 Tm 5.18);
4) Ter cuidado com as dívidas. Não gastar além
de sua renda. Ser pontual nos pagamentos dos compromissos financeiros;
5) Não ter amor ao dinheiro, e jamais admitindo
que o fator financeiro seja mais importante na aceitação de um trabalho
ministerial;
5.3 Ética pastoral geral
Não há pastor perfeito. Um planta, outro rega, e
outro colhe, mas Deus é que dá o crescimento à obra (Cf 1 Co 6.3,7).
5.3.1 O relacionamento com antecessor
1) Mostrar cortesia e respeito ao seu antecessor;
2) Não ter ciúme do seu antecessor, ao saber que
a igreja tem por ele amor e consideração;
3) Só se referir ao ministério do antecessor, no
púlpito, se for em relação a coisas positivas;
4) Não criticar o antigo pastor, mesmo que ele
tenha falhado;
5) Dar honra e consideração ao obreiro que o
antecedeu; quando oportuno, convidá-lo para estar presente à igreja, para
orar ou para pregar;
5.3.2 Relacionamento com o sucessor
1) Não criticar o sucessor; se possível, fazer
elogios ao mesmo, se não, evitar comentários desabonadores a seu respeito;
(logo ele vai saber);
2) Não criticar os métodos de trabalho do
sucessor;
3) Preparar a igreja para receber o novo pastor,
orando por ele;
4) Ao deixar o pastorado, não interferir na
administração do sucessor;
5) Só aceitar pregar ou realizar qualquer
cerimônia a seu convite, ou com sua aprovação;
6) Subestimar o sucessor por não ter os
conhecimentos ou cursos que possui;
7) Não deixar dívidas para o sucessor pagar,
exceto se lhe der conhecimento, por compromissos aprovados pela igreja.
5.3.3 Relacionamento com os colegas de ministério
1) Não criticar os colegas, sem amor e sem
conhecimento de fatos a seu respeito;
2) Ter respeito e consideração aos colegas
idosos, doentes ou jubilados;
3) Não desconsiderar colegas por motivos sociais,
econômicos ou raciais;
4) Só discordar dos colegas com elegância,
respeito e amor;
5) Cooperar com os colegas sempre que possível;
6) Não fazer proselitismo na igreja dirigida por
outro colega;
7) Não dar apoio a membros disciplinados por um
colega, a menos que seja resolvida sua situação disciplinar;
8) Só pregar ou realizar cerimônia em igreja
dirigida por outro colega, a seu convite ou com sua aprovação;
9) Receber de bom grado o conselho de um colega,
quando isso for necessário;
10)Não passar adiante notícia desabonadora a um
colega sem estar certo da veracidade do fato. Se a notícia for verdadeira,
não agir como mexeriqueiro;
11)Não ter inveja do ministério fecundo do
colega; orar por ele que Deus o continue abençoando;
12)Ser leal e cooperar com a convenção de
ministros a que estiver vinculado.
5.3.4 Relacionamento com a igreja a que serve
1) Usar conscientemente o tempo do seu pastorado;
não se ausentar excessivamente para atender compromissos ou viagens; a igreja
o mantém para que a sirva com amor e dedicação;
2) Esforçar-se para dar à igreja o melhor
alimento espiritual de que ela necessita, tomando tempo para orar e preparar
mensagens edificantes;
3) Zelar pela doutrina, pelos usos e costumes e
normas, defendidos pela igreja;
4) Ao exortar, fazê-lo sempre com “longanimidade
e doutrina”;
5) Zelar pela evangelização, buscando o
crescimento da igreja, sem faltar com o respeito a outros grupos
denominacionais;
6) Dar atenção especial aos novos convertidos,
propiciando-lhes a necessária assistência de que necessitem em seu
discipulado;
7) Zelar pela vida espiritual das crianças, dos
adolescentes e jovens, dos adultos, não fazendo discriminação por causa de
faixa etária;
8) Respeitar todos os lares em que entrar;
9) Só visitar uma pessoa do sexo feminino, se
estiver acompanhado de sua esposa; ou se for senhora casada, se o esposo desta
estiver em casa;
10)Sob nenhuma circunstância, revelar segredos
que lhe forem confiados;
11)No aconselhamento, ter o cuidado para não
envolver-se emocional, sentimental ou sexualmente com a pessoa aconselhada;
12)Ser equânime no tratamento com os membros da
igreja, jamais fazendo acepção de pessoas, seja por receber presentes delas,
seja por entregarem dízimos ou ofertas generosas;
13)Não se afastar para viagem ou outro motivo,
sem dar conhecimento prévio à igreja;
14)Não assumir compromissos financeiros pela
igreja sem sua autorização;
15)Não utilizar o dinheiro da igreja em
benefícios pessoais, sem a autorização da mesma, mesmo que seja para
repô-lo depois;
16)Não envolver-se nem envolver a igreja com
candidatos ou partidos políticos.
BIBLIOGRAFIA
- Bíblia Sagrada, ERC. Editora Vida, ed.1982
- Carlson, Raymond e outros. O Pastor Pentecostal.
Casa Publicadora das Assembléias de Deus, Rio, 1999
- Champlins e Bentes, Enciclopédia da Bíblia,
Teologia e Filosofia. Candeia, São Paulo, 1995
- Ferreira, Ebenézer Soares. Manual da Igreja e
do Obreiro. Juerp, Rio, 1982.
- Geisler, Norman. Ética Cristã. Vida Nova, São
Paulo, 1988
- Mac Arthur Jr, John. Ministério Pastoral. Casa
Publicadora das Assembléias de Deus, Rio, 1999.
Veja também:
http://www.armazemnadia.com.br/henrique/MENSAGEI.HTM
SANTIDADE E SANTIFICAÇÃO ESTÃO FORA DE
MODA? Pr. Elinaldo Renovato de Lima
INTRODUÇÃO
Ainda se pode falar em santidade? Em
santificação? Ou estas palavras estão fora de moda? Até onde se percebe,
muitos obreiros não estão mais falando nesses assuntos, no púlpito.
Parece que estamos vivendo a era da "mundialização" eclesial.
Há uma perda de identidade muito grande por parte de igrejas, que antes
eram bem conhecidas por sua liturgia, postura, valores, cultura, história,
não só em termos de usos e costumes, mas de ética, moral e santidade.
Estamos assistindo à maior avalanche da influência do mundo sobre as
igrejas, de que se tem conhecimento.
E isso não é bom, pois o que deveria ocorrer seria o contrário, ou seja,
a influência das igrejas sobre o mundo. De propósito, estamos utilizando o
termo igrejas (no plural) e não igreja, no singular, para que os conceitos
aqui abordados não venham a ser aplicados à Igreja de Nosso Senhor Jesus
Cristo. As igrejas mudam. A Igreja, não. Como "sal da terra" e
"luz do mundo"
(Mt 5.13-16), os crentes deveriam exercer uma
influência maior sobre a sociedade em que estão inseridos. Certamente,
esta influência existe e é muito benéfica, pois são inúmeros os
testemunhos de vidas transformadas pela pregação da palavra de Deus.
Entretanto, o nível dessa influência parece que tem diminuído à
proporção que o tempo passa, e nos aproximamos celeremente do Terceiro
Milênio. A corrupção, no País, aumenta; a depravação, também.
Precisamos ser "irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus,
inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a
qual" resplandeçamos "como astros no mundo"
(Fp 2.15). Para que isso aconteça, precisamos
de pastores santos, educadores santos, empresários santos, professores e
alunos santos, militares santos, jovens e adultos, santos.
O Espírito Santo exorta, através de S. Pedro, que "como é santo
aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de
viver, porquanto escrito está: sede santos, porque eu sou santo" (1 Pe
1.13-16).
Sem incorrer na generalização, que seria injusta, pode-se ver que essa
santificação "em toda a maneira de viver" não tem sido
praticada em muitas denominações, igrejas e ministérios. A influência
profana tem invadido muitas áreas da vida eclesiástica.
Na área do louvor, o que se assiste é uma onda de imitação dos estilos
mundanos, nas letras, no ritmo, na melodia. Basta ligar o televisor, e lá
está um conjunto, integrado por moças em trajes sensuais; rapazes de
brinco na orelha, muitas vezes apresentando-se com danças e coreografias,
que produzem um efeito muito mais artístico do que espiritual sobre a
platéia. A Palavra de Deus clama por um louvor santo. Os chamados
"shows" , os "louvorzões", a nosso ver, chamam muito
mais a atenção para os cantores, grupos e bandas, do que para a pessoa
quem se deveria dirigir a adoração, que é nosso Senhor Jesus Cristo.
Nota-se que existe um verdadeiro "culto ao barulho", em que se
destacam muito mais a bateria, com os instrumentos de percussão em alto
volume, em detrimento da melodia e da mensagem aos ouvintes. Isso é
imitação dos roqueiros, que não fazem questão de que as letras das
músicas sejam entendidas. O que importa é o barulho, o ritmo. Não é à
toa que o Senhor diz, através do profeta:
"Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as
melodias dos teus instrumentos" (Am 5:23).
Na pregação, vêem-se preletores que se esforçam para passar uma mensagem
técnica, "enlatada", preparada para ser consumida ao gosto dos
ouvintes. Às vezes, são mensagens agressivas, atacando pastores; às
vezes, são mensagens demagógicas, para agradar ao público. Será isso
pregação santa? No comportamento de muitos crentes a falta de
santificação é tanta, que já é grande a lista de pessoas evangélicas,
inscrita no Serviço de Proteção ao Crédito, por comprarem e não
pagarem, em empresas de evangélicos e de não-evangélicos, causando
escândalo ao bom nome do Senhor.
No casamento, que deveria ser venerado por todos (Hb 13.4), há uma
profanação tremenda em muitos lares. Esposos não amam as respectivas
esposas, e vice-versa, contrariando a Bíblia. Em muitos lares, pais não
amam os filhos e vice-versa, gerando, em lares, verdadeiro campo de batalha,
levando o descrédito ao poder transformador do evangelho. O lar deve ser
santo. Os seus integrantes devem buscar a santificação (Hb 12.14), para
que seja uma continuação da igreja, e a igreja uma continuação dos
lares. Infelizmente, há mais televisores ligados, em casas de crentes, do
que Bíblias abertas. Há mais crentes assistindo programas de
entretenimento do que realizando o Culto Doméstico. Não é sem razão, que
o número de divórcios entre evangélicos está aumentando
assustadoramente. É a falta de santificação das relações conjugais, do
relacionamento entre pais e filhos, que tiram as casas da rocha e as põem
sobre a areia movediça do modernismo, do liberalismo e do relativismo. Mas,
com fé na Palavra de Deus, cremos que a orientação de S.Pedro é muito
válida para a preservação da qualidade de vida dos crentes de hoje. Ele
nos exorta a cingir os entendimentos, como filhos obedientes, e não nos
conformarmos com as concupiscências mundanas, e a sermos santos em toda a
nossa maneira de viver, ou seja, em todas as áreas de nossa vida, seja
espiritual, emocional, familiar, profissional, financeira, etc.
Assim, falar em santidade e santificação não deve estar fora de moda.
Foi, é e será sempre uma mensagem atual e indispensável, para que os
cristãos cumpram o seu papel, como "sal da terra" e "luz do
mundo", "porquanto escrito está: sede santos, porque eu sou
santo".
Perguntas sobre Ética Cristã
01 - DEUS PERMITE O
DIVÓRCIO?
Em princípio, o casamento é indissolúvel: "O que Deus ajuntou não o
separe o homem". Todavia, em caso de prostituição de um dos cônjuges
(adultério ou qualquer outro tipo de imoralidade sexual), Deus permite a
separação, se esta for a vontade do cônjuge ofendido. Havendo perdão entre
as partes, nada impede de continuarem juntos (Mateus 19.9; Lucas 16.18). Os
casamentos hoje em dia são desfeitos por qualquer banalidade. Muitas vezes o
motivo maior é o fim do amor: os dois chegam à conclusão que não se amam
mais. Isto acontece quando a união do casal não é alimentada pela fonte
inesgotável do amor de Deus.
02 - EM QUE CIRCUNSTÂNCIA
DEUS CONDENA O ABORTO?
Abortar é tirar a vida de uma criança em desenvolvimento. A vida de uma
pessoa inicia-se na fecundação do óvulo. Ali é plantada a semente. No
período de oito semanas, o não nascido é chamado de embrião. Após esse
tempo, é conhecido por feto. Embrião ou feto são etapas da vida de uma
criança. O sexto Mandamento proíbe o homicídio: "Não matarás".
Assim é pecado abortar, seja para controlar a natalidade, seja para corrigir
uma gravidez não desejada.
03 - E AS CARÍCIAS ENTRE
NAMORADOS OU NOIVOS?
São impurezas para Deus. Não convém aos santos "ver a nudez" ou
"descobrir a nudez" de outrem, a não ser do cônjuge. As carícias
ou práticas libidinosas contrariam os padrões de moralidade exigidos por
Deus. Devemos manter o nosso corpo em santificação e honra porque o
Espírito Santo habita em nós, isto é, nos que aceitaram a Jesus como Senhor
e Salvador. (Levítico 18.6-17; Mateus 5.28; Gálatas 5.19; 1 Tessalonicenses
4.3-7).
04 - EM QUE SITUAÇÃO O
SEXO É PECADO?
A relação sexual ENTRE NÃO CASADOS é pecado, ainda que sejam namorados,
noivos ou comprometidos. O ADULTÉRIO, proibido pelo sétimo Mandamento
(Êxodo 20.14), abrange os vários tipos de imoralidade e pecados sexuais.
Lembramos que entre casados nem tudo é permitido, como é o caso de sexo
anal. O homossexualismo masculino ou feminino (sexo entre homens ou entre
mulheres) é pecado. Deus criou macho e fêmea e os uniu pelo casamento
(Gênesis 2.24). Homens e mulheres, adolescentes, jovens e adultos, devem
permanecerem puros, abstendo-se de qualquer atividade sexual que não seja no
casamento. "Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o
leito sem mácula, pois aos devassos e adúlteros Deus os julgará".
(Hebreus13.4). "Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete
é fora do corpo, mas o que se prostitui peca contra seu próprio corpo".
(1 Coríntios 6.18).
05 - SEXUALIDADE É
BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO?
Sexualidade (Dicionário Aurélio): "Qualidade de sexual. O conjunto dos
fenômenos da vida sexual. Sexo". Somos seres sexuados, seres que possuem
órgãos sexuais, órgãos específicos na mulher e no homem destinados à
reprodução da espécie. Todos nós possuímos sexualidade, possuímos sexo.
E essa capacidade de reprodução da espécie foi-nos dada por Deus, quando
nos criou. Deus nos criou assim. E mais: para que a espécie humana
continuasse se multiplicando, Deus fez com que o ato sexual fosse prazeroso,
agradável, e servisse, também, para que o casal (marido/mulher) tivesse
interesse um pelo outro, e mantivesse laços conjugais cada vez mais fortes.
Por tudo isso devemos dar graças a Deus. Não só pelo sexo, pela
sexualidade, mas devemos dar graças pelos nossos sentidos, nossa capacidade
de planejar, de pensar, de raciocinar, de amar: "EM TUDO DAI GRAÇAS,
POIS ESTA É A VONTADE DE DEUS EM CRISTO JESUS PARA CONVOSCO" (1 Timóteo
5.18). Nesse sentido, a sexualidade é uma bênção. Quando Deus concluiu sua
obra-prima, o homem, Ele disse que o que havia feito ERA MUITO BOM (Gênesis
1.31). Portanto, tudo de que dispomos para viver é ótimo. Todavia, assim
como há homens que usam as mãos para roubar, torturar, matar, e oferecer
iguarias aos demônios; os olhos para ver coisas impuras e contemplar outros
deuses; os ouvidos para ouvir palavras imorais e músicas profanas; o
coração para odiar o próximo, e adorar ídolos, da mesma forma muitos usam
a sexualidade de forma pervertida: homens com homens e mulheres com mulheres
numa relação sexual vergonhosa, imoral e proibida por Deus; ou usam sua
sexualidade por puro prazer, fora do compromisso de uma vida conjugal
estável. Assim usada, a sexualidade é pecado, por tratar-se de uma impureza
e imoralidade.
06 - SENSUALIDADE É PECADO?
Em primeiro lugar, interessa-nos saber o que é sensualidade. O Dicionário
Aurélio diz : Sensualidade é amor aos prazeres materiais. O dicionário da
Bíblia On-line diz: Sensualidade é lascívia (conduta vergonhosa, como
imoralidade, imoralidade sexual, libertinagem, luxúria). Gálatas 5.19 inclui
a sensualidade como obra da carne: “prostituição, impureza, lascívia,
idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, pelejas,
dissensões, facções, invejas, bebedices, orgias, e coisas semelhantes a
estas, as cercas das quais vos declaro, como já antes vos preveni, que os que
cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”. Ver Marcos 7.22;
Romanos 1.27 (homossexualismo). Tudo isso e mais alguma coisa é SENSUALIDADE.
Não se deve relacionar sensualidade apenas com sexo, que, se praticado
licitamente, ou seja, entre casados, não é pecado. Sexo realizado fora do
leito conjugal é adultério (Hebreus 13.4).
07 - PIADAS EVANGÉLICAS:
DEVEMOS EVITÁ-LAS?
Um dos argumentos dos que julgam não existir qualquer problema em se
contar/ouvir piadas é o de que o riso é bom para a saúde, e elas nos
proporcionam alegria. Há uma grande diferença entre riso e alegria. O riso
poderá se transformar até numa gargalhada quando a piada é forte e bem
bolada, mas o coração poderá continuar triste. Nem sempre os palhaços são
pessoas felizes e alegres, apesar dos risos que provocam. A alegria está no
coração, e devemos buscá-la no Senhor: "Não tenho maior alegria do
que esta: a de ouvir que os meus filhos andam na verdade" (3 João 4).
"O reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria
no Espírito Santo"(Romanos 14.17). Alegria maior é servir ao Senhor e
andar segundo os seus estatutos (Salmos 37.4). Maria declarou que a sua alma
engrandecia ao Senhor, e seu espírito se alegrava em Deus seu Salvador (Lucas
1.46-47).
A prática de piadas é incompatível com uma vida
cristã e santa. A verdade é que as piadas não convêm aos santos. Às vezes
surgem piadas envolvendo irmãos de outras denominações, envolvendo pastores
e a Palavra Sagrada. Contudo, Deus recomenda santidade: "Sede santos,
porque eu sou santo" ( 1 Pedro 1.16). Paulo disse: "Todas as coisas
me são lícitas, mas nem todas convêm.. eu não me deixarei dominar por
nenhuma delas" (1 Coríntios 6.12). As piadas estão mais ligadas às
obras da carne do que às do espírito recriado (Gálatas 5.19). Eis a
questão: dominar/refrear a natureza pecaminosa.
Não raro as piadas envolvem mexericos, zombaria,
malícia, escárnio, desprezo pelo ser humano, e muita imoralidade quando
resvalam para o plano sexual. Não são recomendáveis para quem busca a
santificação. Poderíamos imaginar Jesus chamando os apóstolos para uma
seção de risos e piadas, para descontrair, após um dia de trabalho? Claro
que não. Poderíamos imaginar uma sessão de piadas evangélicas após um
culto de louvor e adoração a Deus? Não duvido de que isto esteja ocorrendo
alhures! Ora, no que pudermos, devemos ser imitadores de Cristo: "Sede
meus imitadores, como também eu sou de Cristo" (1 Coríntios 11.1).
A maioria das piadas é mentira, estórias
inventadas. Quando surgem de um fato verídico, servem para ridicularizar as
pessoas envolvidas. Ora, Deus não aprova a mentira: “Pelo que deixai a
mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo... e não deis lugar ao
diabo. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa
para promover a edificação, conforme a necessidade, para que beneficie aos
que a ouvem” (Efésios 4.25,27,29). As piadas nada acrescentam de bom à
nossa vida espiritual.
E as piadas na televisão? Para quem gosta, os
programas televisivos estão aí com muitas piadas para o deleite de muitos.
É só ligar-se na telinha, aos domingos, dar gostosas gargalhadas, e
descontrair-se. A carne agradece. Todavia, tal prática é contra a Palavra de
Deus: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos
escarnecedores. Antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de
dia e de noite” (Salmos 1.1-2). Ligar o televisor com esse fim é o mesmo
que juntar-se com os escarnecedores, trazê-los para nossa casa, aplaudi-los e
concordar com suas zombarias e obscenidades. Não devemos colocar coisas
impuras diante de nossos olhos (Salmos 101.3)
Alguns diriam: "Mas assim é difícil ser
cristão"! Quem falou que é fácil? Vejam que Jesus falou em carregar
cada um a sua cruz e seguir um caminho estreito, que leva a uma porta
estreita; ensinou-nos a amar nossos inimigos e por eles orar. E disse que
seríamos perseguidos e odiados por causa do Seu nome. É fácil?
Resumo geral sobre Ética:
Integridade e ética (Barsa)
Que virtude deve guiar nossa vida? Por quê?
Pv 11.3
Há pessoas que são desonestas mas parecem
prosperar. Como você explica isto a um cristão que está lutando?
Como adquiro aqueles relacionamento especial
com Cristo que pode ajudar-me a manter a integridade cristã quando estou
sendo pressionado por amigos não-cristãos e pela TV a agir de outra forma?
Como ajo diante de alguém que não cumpre
suas promessas? Como Cristo age para comigo?
Pv 11.3 é um conselho duro vindo de um Deus
amoroso! Mas a realidade é que se os cristãos não têm integridade, sua
missão num mundo pecaminoso é inútil. A integridade envolve a adesão a um
certo conjunto de valores morais e a capacidade de praticá-los
consistentemente em nossa vida diária.
Uma das coisas mais difíceis de se fazer é
preservar os princípios da fé cristã numa sociedade que rejeitou a
moralidade cristã. Quando estamos com amigos que não têm as mesmas crenças
que nós, é difícil manter a lealdade às leis cristãs, mas quando
defendemos o que é certo, a integridade é naturalmente o resultado final.
Para o cristão, a integridade não pode existir
à parte da ética. O que torna o cristianismo singular num mundo cheio de
idéias e filosofias é que Cristo é o centro de nossa visão do mundo. Sem
Cristo e os princípios de Seu reino, nossas decisões na vida deixam de
afetar os que estão ao nosso redor. A integridade cristã é não apenas
praticar a justiça e a honestidade, mas também expressar um amor divino que
aceita as pessoas como são atualmente em sua posição social. Partilhando
nossa felicidade e paz em Cristo, podemos tornar a integridade atrativa neste
mundo de mudanças rápidas. O desafio para os cristãos que crêem em Jesus
Cristo é serem luzes, não juízes – modelos, não críticos.
Os Cumpridores de Promessas são um movimento
masculino na comunidade cristã que procura levar os homens a um
relacionamento mais chegado com Jesus Cristo. Um dos pontos fortes da
organização é que ela não só encoraja os homens a fazerem promessas em
seus relacionamentos, mas a cumprirem suas promessas. O cristianismo diz
respeito a criar nos outros a confiança. Quando os outros sabem que podem
depender de você, respeitam seus conselhos. Cumpra suas promessas. Mostre aos
outros como o cristianismo pode ir ao encontro da situação deles e a fé que
você tem se torna eficaz e relevante. Suas crenças não só emanam de um
Livro antigo, mas sob o poder do Espírito Santo se tornam uma verdadeira
força de mudança na vida daqueles que não conhecem Jesus Cristo.
Precisamos nos desafiar a permanecer próximos de
Cristo, pedindo-Lhe que nos ajude a compreender a difícil situação dos
outros, e a reagir de uma forma que aumente a credibilidade e a integridade da
causa de Cristo.
Dica: Procure a palavra integridade numa
concordância bíblica. Leia as passagens que encontrar. Discuta com um amigo
o que os incidentes mencionados nas passagens têm em comum.Darryl Pearcey,
St. John’s, Newfoundland, Canadá
A finalidade dos códigos morais é reger a
conduta dos membros de uma comunidade, de acordo com princípios de
conveniência geral, para garantir a integridade do grupo e o bem-estar dos
indivíduos que o constituem. Assim, o conceito de pessoa moral se aplica
apenas ao sujeito enquanto parte de uma coletividade.
Ética é a disciplina crítico-normativa que estuda as normas do
comportamento humano, mediante as quais o homem tende a realizar na prática
atos identificados com o bem.
Interiorização do dever.
A observação da conduta moral da humanidade ao longo do tempo revela um
processo de progressiva interiorização: existe uma clara evolução, que vai
da aprovação ou reprovação de ações externas e suas conseqüências à
aprovação ou reprovação das intenções que servem de base para essas
ações. O que Hans Reiner designou como "ética da intenção" já
se encontra em alguns preceitos do antigo Egito (cerca de três mil anos antes
da era cristã), como, por exemplo, na máxima "não zombarás dos cegos
nem dos anões", e do Antigo Testamento, em que dois dos dez mandamentos
proíbem que se deseje a propriedade ou a mulher do próximo.
Todas as culturas elaboraram mitos para justificar as condutas morais. Na
cultura do Ocidente, são familiares a figura de Moisés ao receber, no monte
Sinai, a tábua dos dez mandamentos divinos e o mito narrado por Platão no
diálogo Protágoras, segundo o qual Zeus, para compensar as deficiências
biológicas dos humanos, conferiu-lhes senso ético e capacidade de
compreender e aplicar o direito e a justiça. O sacerdote, ao atribuir à
moral origem divina, torna-se seu intérprete e guardião. O vínculo entre
moralidade e religião consolidou-se de tal forma que muitos acreditam que
não pode haver moral sem religião. Segundo esse ponto de vista, a ética se
confunde com a teologia moral.
História.
Coube a um sofista da antiguidade grega, Protágoras, romper o vínculo entre
moralidade e religião. A ele se atribui a frase "O homem é a medida de
todas as coisas, das reais enquanto são e das não reais enquanto não
são." Para Protágoras, os fundamentos de um sistema ético dispensam os
deuses e qualquer força metafísica, estranha ao mundo percebido pelos
sentidos. Teria sido outro sofista, Trasímaco de Calcedônia, o primeiro a
entender o egoísmo como base do comportamento ético.
Sócrates, que alguns consideram fundador da ética, defendeu uma moralidade
autônoma, independente da religião e exclusivamente fundada na razão, ou no
logos. Atribuiu ao estado um papel fundamental na manutenção dos valores
morais, a ponto de subordinar a ele até mesmo a autoridade do pai e da mãe.
Platão, apoiado na teoria das idéias transcendentes e imutáveis, deu
continuidade à ética socrática: a verdadeira virtude provém do verdadeiro
saber, mas o verdadeiro saber é só o saber das idéias. Para Aristóteles, a
causa final de todas as ações era a felicidade (eudaimonía). Em sua ética,
os fundamentos da moralidade não se deduzem de um princípio metafísico, mas
daquilo que é mais peculiar ao homem: razão (logos) e atuação (enérgeia),
os dois pontos de apoio da ética aristotélica. Portanto, só será feliz o
homem cujas ações sejam sempre pautadas pela virtude, que pode ser adquirida
pela educação.
A diversidade dos sistemas éticos propostos ao longo dos séculos se compara
à diversidade dos ideais. Assim, a ética de Epicuro inaugurou o hedonismo,
pelo qual a felicidade encontra-se no prazer moderado, no equilíbrio racional
entre as paixões e sua satisfação. A ética dos estóicos viu na virtude o
único bem da vida e pregou a necessidade de viver de acordo com ela, o que
significa viver conforme a natureza, que se identifica com razão. As éticas
cristãs situam os bens e os fins em Deus e identificam moral com religião.
Jeremy Bentham, seguido por John Stuart Mill, pregou o princípio do
eudemonismo clássico para a coletividade inteira. Nietzsche criou uma ética
dos valores que inverteu o pensamento ético tradicional e Bergson estabeleceu
a distinção entre moral fechada e moral aberta: a primeira conservadora,
baseada no hábito e na repetição, enquanto que a outra se funda na
emoção, no instinto e no entusiasmo próprios dos profetas, santos e
inovadores.
Até o século XVIII, com Kant, todos os filósofos, salvo, até certo ponto,
Platão, aceitavam que o objetivo da ética era ditar leis de conduta. Kant
viu o problema sob novo ângulo e afirmou que a realidade do conhecimento
prático (comportamento moral) está na idéia, na regra para a experiência,
no "dever ser". A vontade moral é vontade de fins enquanto fins,
fins absolutos. O ideal ético é um imperativo categórico, ou seja,
ordenação para um fim absoluto sem condição alguma. A moralidade reside na
máxima da ação e seu fundamento é a autonomia da vontade. Hegel distinguiu
moralidade subjetiva de moralidade objetiva ou eticidade. A primeira, como
consciência do dever, se revela no plano da intenção. A segunda aparece nas
normas, leis e costumes da sociedade e culmina no estado.
Objeto e ramos da ética.
Três questões sempre reaparecem nos diversos momentos da evolução da
ética ocidental: (1) os juízos éticos seriam verdades ou apenas traduziriam
os desejos de quem os formula; (2) praticar a virtude implica benefício
pessoal para o virtuoso ou, pelo menos, tem um sentido racional; e (3) qual é
a natureza da virtude, do bem e do mal. Diversas correntes do pensamento
contemporâneo (intuicionismo, positivismo lógico, existencialismo, teorias
psicológicas sobre a ligação entre moralidade e interesse pessoal, realismo
moral e outras) detiveram-se nessas questões. Como resultado disso,
delimitaram-se os dois ramos principais da ética: a teoria ética normativa e
a ética crítica ou metaética.
A ética normativa pode ser concebida como pesquisa destinada a estabelecer e
defender como válido ou verdadeiro um conjunto completo e simplificado de
princípios éticos gerais e também outros princípios menos gerais,
importantes para conferir uma base ética às instituições humanas mais
relevantes.
A metaética trata dos tipos de raciocínio ou de provas que servem de
justificação válida dos princípios éticos e também de outra questão
intimamente relacionada com as anteriores: a do "significado" dos
termos, predicados e enunciados éticos. Pode-se dizer, portanto, que a
metaética está para a ética normativa como a filosofia da ciência está
para a ciência. Quanto ao método, a teoria metaética se encontra bem
próxima das ciências empíricas. Tal não se dá, porém, com a ética
normativa.
Desde a época em que Galileu afirmou que a Terra não é o centro do
universo, desafiando os postulados ético-religiosos da cristandade medieval,
são comuns os conflitos éticos gerados pelo progresso da ciência,
especialmente nas sociedades industrializadas do século XX. A sociologia, a
medicina, a engenharia genética e outras ciências se deparam a cada passo
com problemas éticos. Em outro campo da atividade humana, a prática
política antiética tem sido responsável por comoções e crises sem
precedentes em países de todas as latitudes.
Ética Barsa Consultoria Editorial Ltda.
PADRÕES DE MORALIDADE SEXUAL (CD CPAD BEP)
Hb 13.4 “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula;
porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará”.
O crente, antes de mais nada, precisa ser moral e sexualmente puro (cf. 2Co
11.2; Tt 2.5; 1Pe 3.2). A palavra “puro” (gr. hagnos
ou amiantos) significa livre de toda mácula da lascívia. O termo refere-se a
abstenção de todos os atos e pensamentos que incitam desejos incompatíveis
com a virgindade e a castidade ou com os votos matrimoniais da pessoa.
Refere-se, também, ao domínio próprio e a abstenção de qualquer atividade
sexual que contamina a pureza da pessoa diante de Deus. Isso abrange o
controle do corpo “em santificação e honra” (1Ts 4.4) e não em “concupiscência”
(4.5). Este ensino das Escrituras é tanto para os solteiros, como para os
casados. No tocante ao ensino bíblico sobre a moral sexual, vejamos o
seguinte:
(1) A intimidade sexual é limitada ao
matrimônio. Somente nesta condição ela é aceita e abençoada por Deus (ver
Gn 2.24; Ct 2.7 nota; 4.12 nota). Mediante o casamento, marido e mulher
tornam-se uma só carne, segundo a vontade de Deus. Os prazeres físicos e
emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são
ordenados por Deus e por Ele honrados.
(2) O adultério, a fornicação, o
homossexualismo, os desejos impuros e as paixões degradantes são pecados
graves aos olhos de Deus por serem transgressões da lei do amor (Êx 20.14
nota) e profanação do relacionamento conjugal. Tais pecados são severamente
condenados nas Escrituras (ver Pv 5.3 nota) e colocam o culpado fora do reino
de Deus (Rm 1.24-32; 1Co 6.9,10; Gl
5.19-21).
(3) A imoralidade e a impureza sexual não somente
incluem o ato sexual ilícito, mas também qualquer prática sexual com
outra
pessoa que não seja seu cônjuge. Há quem ensine, em nossos dias, que
qualquer intimidade sexual entre jovens e adultos
solteiros, tendo eles mútuo “compromisso”, é aceitável, uma vez que
não haja ato sexual completo. Tal ensino peca contra a santidade de Deus e o
padrão bíblico da pureza. Deus proíbe, explicitamente, “descobrir a nudez”
ou “ver a nudez” de qualquer pessoa a não ser entre marido e mulher
legalmente casados (Lv 18.6-30; 20.11, 17, 19-21; ver 18.6 nota).
(4) O crente deve ter autocontrole e abster-se de
toda e qualquer prática sexual antes do casamento. Justificar intimidade
premarital em nome de Cristo, simplesmente com base num “compromisso” real
ou imaginário, é transigir abertamente com os padrões santos de Deus. É
igualar-se aos modos impuros do mundo e querer deste modo justificar a
imoralidade. Depois do casamento, a vida íntima deve limitar-se ao cônjuge.
A Bíblia cita a temperança como um aspecto do fruto do Espírito, no crente,
i.e., a conduta positiva e pura, contrastando com tudo que representa prazer
sexual imoral como libidinagem, fornicação, adultério e impureza. Nossa
dedicação à vontade de Deus, pela fé, abre o caminho para recebermos a
bênção do domínio próprio: “temperança” (Gl 5.22-24).
(5) Termos bíblicos descritivos da imoralidade e
que revelam a extensão desse mal.
(a) Fornicação (gr. porneia). Descreve uma ampla
variedade de práticas sexuais, pré ou extramaritais. Tudo que significa
intimidade e carícia fora do casamento é claramente transgressão dos
padrões morais de Deus para seu povo (Lv 18.6-30; 20.11,12, 17, 19-21; 1Co
6.18; 1Ts 4.3).
(b) A lascívia (gr. aselgeia) denota a ausência
de princípios morais, principalmente o relaxamento pelo domínio próprio que
leva à conduta virtuosa (ver 1Tm 2.9 nota, sobre a modéstia). Isso inclui a
inclinação à tolerância quanto a paixões pecaminosas ou ao seu estímulo,
e deste modo a pessoa torna-se partícipe de uma conduta antibíblica (Gl
5.19; Ef 4.19; 1Pe 2.2,18).
(c) Enganar, i.e., aproveitar-se de uma pessoa, ou
explorá-la (gr. pleonekteo, e.g., 1Ts 4.6), significa privá-la da pureza
moral que Deus pretendeu para essa pessoa, para a satisfação de desejos
egoístas. Despertar noutra pessoa estímulos sexuais que não possam ser
correta e legitimamente satisfeitos, significa explorá-la ou aproveitar-se
dela (1Ts 4.6; Ef 4.19).
(d) A lascívia ou cobiça carnal (gr. epithumia)
é um desejo carnal imoral que a pessoa daria vazão se tivesse oportunidade
(Ef 4.22; 1Pe 4.3; 2Pe 2.18; ver Mt 5.28 nota).
Leia tudo e julgue segundo a palavra de DEUS.
Sites para estudos
http://tpd2000.vilabol.uol.com.br/etica1.htm
http://www.armazemnadia.com.br/henrique/deusesgregoseromanos1.htm
http://www.adcandel.com.br/
www.cgadb.com.br
http://www.renovado.hpg.ig.com.br/etica.htm
http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/jovens/lj742000.html
http://www.uol.com.br/bibliaworld/igreja/estudos/ariov002.htm
http://www6.matrix.com.br/n/noproblem/qg/trabalhos/diversos/filosofia/etica_profissional.doc
***
Bíblia de Estudos Pentecostal - CPAD - CD

Topo
Home

QUESTIONÁRIO GENTILMENTE
CEDIDO PELO Pr.ALEXANDRE SANCHO
-
Questionário 01– LIÇÃO 01 – A Ética
Cristã Face a Ética dos Homens
Aluno:
__________________________________________________ Nota:
_________
Responda
as perguntas abaixo:
1. O
cristão, como sal da terra e luz do mundo...o que você entende com esta
frase?
Resposta:
_________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
__________________________________________________________________
2. O que
você entende por comportamento ético?
Resposta:
__________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
__________________________________________________________________
-
Como
a ética pode ser aplicada ao cotidiano?
Resposta:
_________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
4. Descreva
as características do que você considera atitudes antiéticas?
Resposta:
_________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
Marque
com um (X) a ÚNICA resposta correta:
5. A
ética propõe questões que avaliam os passos de quem?
( )
do homem
(
) do animal
(
) do adolescente
6.
Qual a origem da palavra ética?
(
) do hebraico, ethos, que significa costume, disposição, hábito
(
) do grego,
ethos,
que significa costume, disposição,
hábito
(
) do latim,
ethos,
que significa costume, disposição,
hábito
7. De
acordo com a lição, o que é Ética Cristã?
( )
É o conjunto de regras de conduta, aceitas pelos cristãos, fundamentadas na
Palavra de Deus
(
) É o conjunto de regras de conduta, aceitas pelos cristãos, fundamentadas nos Estatutos
(
) É o conjunto de regras de conduta, aceitas pelos cristãos, fundamentadas na Constituição
8. Como
se pode resumir o Antinomismo?
( )
É a ausência de normas
( )
É a frequência
de normas
(
) É a constatação de normas
9. O
que se deve levar em conta no Generalismo?
( )
Os resultados analíticos
( )
Os resultados sintéticos
(
) Os resultados absolutos
10. Cite
outras modalidades da ética secularista?
(
) Momentismo, sintetismo e secularismo
(
) Situacionismo, absolutismo e hierarquismo
(
) Todas opções acima estão corretas.
SÍNTESE
Como investigadora da conduta ideal, a ética propõe questões que
avaliam os passos do homem, apreciadas do ponto de vista do bem e do mal.
Sendo assim, seu estudo foge do âmbito estritamente humano e passa a ser
motivo de aferição fundamentada na Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada que
não muda ao sabor das circunstâncias.
“De tudo
o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos;
porque este é o dever de todo homem” Jesus é o Senhor !
|
LIÇÃO 1 -
A Ética Cristã Face A Ética Dos Homens
|
|
LIÇÃO 2 -
A Ética Cristã E Os Dez Mandamentos
|
|
LIÇÃO 3 -
O Cristão E A Guerra
|
|
LIÇÃO 4 -
O Cristão E O Aborto
|
|
LIÇÃO 5 -
O Cristão E O Planejamento Familiar
|
|
LIÇÃO 6 -
O Cristão E A Sexualidade
|
|
LIÇÃO 7 -
O Cristão E O Divórcio
|
|
LIÇÃO 8 -
O Cristão E A Pena De Morte
|
|
LIÇÃO 9 -
O Cristão, A Eutanásia E O Suicídio
|
|
LIÇÃO 10
- O Cristão E A Doação De Órgãos Do Corpo
|
|
LIÇÃO 11
- O Cristão E As Finanças
|
|
LIÇÃO 12
- O Cristão, Os Vícios E Os Jogos
|
| LIÇÃO 13 - O Cristão E A Política |