LIÇÃO 2 - JESUS, O FILHO ETERNO DE DEUS
Lições
Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 3º TRIMESTRE DE 2009
1 João - Os Fundamentos Da Fé Cristã
Comentários do Pr. Eliezer de Lira e Silva
Consultor Doutrinário e Teológico: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, questionários e videos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
#QUESTIONÁRIO
TEXTO ÁUREO
"No princípio era o verbo, e o verbo estava com DEUS, e o
verbo era DEUS" (Jo 1.1)
VERDADE PRÁTICA
A sustentação da fé cristã consiste não só no fato de que
CRISTO vive, mas de que Ele é eterno.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1João 1.1-4; João 1.1-4;
Colossenses 1.16,17
1João 1.1-4
1 O que era desde o princípio, o que vimos com os nossos
olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida
2 (porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos
anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada), 3 o
que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão
conosco; e a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho JESUS CRISTO. 4
Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra.
VIDA ETERNA. João define a vida eterna, em função de
CRISTO. Ela só pode ser obtida mediante a fé em JESUS CRISTO e a comunhão
com Ele (vv. 2,6,7; 2.22-25; 5.20).
QUEM TEM O FILHO TEM A VIDA (1Jo 5.12). Todos os povos devem ouvir o evangelho, porque a vida eterna está no Filho de
DEUS e não se pode recebê-la, nem tê-la de nenhuma outra forma. Ele é o único "caminho... e a vida" (Jo 14.6). A vida eterna é a vida de
CRISTO em nós.
Nós a possuímos quando mantemos vital comunhão com Ele pela fé (Jo 15.4; ver 17.3; Cl 3.4).
Todo cristão deseja ter a certeza da salvação, ou seja: a certeza de que, quando
CRISTO voltar ou a morte chegar, esse cristão irá estar com o Senhor, no céu (Fp 1.23; 2Co 5.8). O propósito de João ao escrever esta primeira epístola é que o povo de
DEUS tenha esta certeza (5.13). Note que João não declara em parte alguma da carta que uma experiência de conversão vivida apenas no passado proporciona certeza ou garantia da salvação hoje.
Supor que possuímos a vida eterna, tendo por base única uma experiência passada, ou uma fé morta, é um erro grave. Esta epístola expõe
várias maneiras de sabermos que estamos salvos como crentes em JESUS CRISTO.
Temos a certeza da vida eterna quando cremos “no nome do Filho de DEUS” (5.13; cf. 4.15; 5.1, 5). Não há vida eterna, nem certeza da salvação,
sem uma fé inabalável em JESUS CRISTO; fé esta que o confessa como o Filho de
DEUS, enviado como Senhor e Salvador nosso.
Jo 5.24 Na verdade, na verdade vos digo que
quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em
condenação, mas passou da morte para a vida.
FAZENDO-SE IGUAL A DEUS. JESUS faz várias declarações espantosas aqui: (1)
DEUS é seu Pai de um modo único e exclusivo; (2) Ele mantém unidade, comunhão e autoridade com
DEUS (vv. 19,20); (3) Ele tem o poder de dar a vida e de ressuscitar os mortos (v. 21); (4) Ele tem o direito de julgar a todos (v. 22); (5) Ele tem o direito às honras divinas (v. 23); e (6) Ele tem o poder de dar a
vida eterna (v. 24).
5.24 OUVE... CRÊ. JESUS descreve aquele que tem a vida eterna, e que não entrará em condenação, como aquele que "ouve... e crê".
"Ouve" (do grego akouon, de akouo) e "crê" (gr. pisteuon, de pisteuo) são gerúndios que enfatizam ação contínua (i.e., "quem está
ouvindo e crendo"). Portanto, o "ouvir" e o "crer" não são atos de um único momento, mas de ação continuada.
JESUS afirma que a nossa atual possessão da vida eterna depende de uma fé viva no presente, e não de uma decisão de fé feita nalgum tempo passado (ver
1.12; 4.14).
João 1.1-4
1 No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com
DEUS, e
o Verbo era DEUS. 2 Ele estava no princípio com DEUS. 3 Todas as coisas
foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. 4Nele, estava
a vida e a vida era a luz dos homens;
1.1 O VERBO. João começa seu Evangelho denominando
JESUS de "o Verbo" (gr. Logos).
Mediante este título de CRISTO, João o apresenta como a Palavra de
DEUS personificada e declara que nestes últimos dias DEUS nos falou através do seu Filho (cf. Hb 1.1). As
Escrituras declaram que JESUS CRISTO é a sabedoria multiforme de DEUS (1 Co 1.30; Ef 3.10,11; Cl 2.2,3) e a perfeita revelação da
natureza e da pessoa de DEUS (Jo 1.3-5, 14,18; Cl 2.9). Assim como as palavras de um homem revelam o seu coração e mente, assim
também CRISTO, como "o Verbo", revela o coração e a mente de DEUS (14.9). João nos apresenta
três características principais de JESUS CRISTO como "o Verbo".
(1) O relacionamento entre o Verbo e o Pai.
(a) CRISTO preexistia "com DEUS" antes da criação do mundo (cf. Cl 1.15,19). Ele era uma pessoa existente desde a eternidade, distinto de
DEUS Pai, mas em eterna comunhão com Ele.
(b) CRISTO era divino ("o Verbo era DEUS"), e tinha a mesma natureza do Pai (Cl 2.9; ver Mc 1.11).
(2) O relacionamento entre o Verbo e o mundo. Foi por intermédio de
CRISTO que DEUS Pai criou o mundo e o sustenta (v. 3; Cl 1.17; Hb 1.2; 1 Co 8.6).
(3) O relacionamento entre o Verbo e a humanidade. "E o Verbo se fez carne" (v. 14). Em
JESUS, DEUS tornou-se um ser humano com a mesma natureza do homem, mas sem pecado. Este é o postulado básico da encarnação:
CRISTO deixou o céu e experimentou a condição da vida e do ambiente humanos ao entrar no mundo pela porta do nascimento humano (ver Mt 1.23)
1.2 NO PRINCÍPIO COM DEUS. CRISTO não foi criado; Ele é eterno, e sempre esteve em comunhão amorosa com o Pai e com o
ESPÍRITO SANTO (ver Mc 1.11).
1.4 VIDA... A LUZ DOS HOMENS. CRISTO é a personificação da genuína e verdadeira vida (cf. 14.6; 17.3). Sua vida era a luz para todos,
i.e., a verdade de DEUS, sua natureza, propósito e poder tornam-se disponíveis a todos por meio dEle (8.12; 12.35,36,46).
Colossenses 1.16,17
16 porque nele foram criadas todas as coisas que há nos
céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações,
sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. 17
E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.
1.16 NELE FORAM CRIADAS TODAS AS COISAS. Paulo afirma a atividade criadora de
CRISTO.
(1) Todas as coisas, tanto as materiais quanto as espirituais, devem sua existência à obra de
CRISTO como comparecerem agente ativo na criação (Jo 1.3; Hb 1.2).
(2) Todas as coisas subsistem e são sustentadas por Ele (v. 17; Hb
1.3).
DEUS não O enviou ao mundo para tornar-se seu
Filho. Ele é o Filho Eterno.
JESUS REVELADO COMO FILHO DE DEUS PELAS SUAS
OBRAS E SUAS PALAVRAS -
João mostra o que convenceu o povo da Divindade
de CRISTO - Caps. Jo 1 - 12
-
João Batista inteirou-se da divindade de
JESUS, pelo batismo com o ESPÍRITO SANTO. (1:33)
-
Natanael foi convencido pela prova de Sua
onisciência. (1:48,49)
-
Seus discípulos se convenceram de Sua
divindade quando, com seu primeiro milagre, transformou a água em vinho.
(2:11)
-
Pela purificação do templo e operação de
muitos milagres (não registrados) muitos judeus o reconheceram como
divino. (2:23)
-
JESUS revela-se a Nicodemos, como divino.
(3:13-16)
-
Quatro testemunhos notáveis de João Batista.
(3:25-36)
-
JESUS revela-se como divino à mulher
samaritana. (4:26)
-
Os samaritanos aceitam-no como divino.
(4:41,42)
-
O oficial convenceu-se da divindade de JESUS
ao verificar que sua Palavra era tão eficaz quanto a sua presença.
(4:53)
-
A oposição porque chamou a DEUS de Seu Pai.
(5:17,18)
-
Muitos se convenceram de sua divindade pelo
milagre dos pães. (6:14)
-
Notar: 6:35; 8:12,58; 10:9-11; 11:25; 14:6;
16:1, JESUS declara ser a revelação completa do grande "Eu Sou" do Velho
Testamento.
-
JESUS revela-se ao homem curado, como
divino. (9:35-38)
-
A confissão de Marta, (11:27) e o efeito da
ressurreição de Lázaro. (11:45)
-
Ultimamente, JESUS é reconhecido,
abertamente, como Divino, pelos Judeus, (12:12-19) e pelos gentios.
(12:20)
Certamente, que maior prova de Sua divindade não
poderia ser dada além da Sua ressurreição.
JESUS é:
1) O PRIMEIRO E O ÚLTIMO (Is
41:4; Ap 1:17)
2) DEUS (Jo 1:1; Rm 9:5; Hb
1:8-9 comparar com Sl 45:6-7; I Jo 5:20)
3) FILHO DE DEUS (Mt
16:16-17)
4) CRIADOR (Jo 1:3)
5) ETERNO (I Tm 1:17)
6) JUIZ DOS VIVOS E DOS
MORTOS (II Tm 4:1)
Palavra chave: Filho eterno de DEUS - Expressão
doutrinária que demonstra o relacionamento eterno de JESUS com DEUS, bem
como a sua divindade.
O VERBO
Jo 1.1- “No princípio era
o verbo, e o verbo estava com DEUS, e o verbo era DEUS”.
Para compreender porque JESUS
CRISTO é chamado de verbo, precisamos saber que uma
frase para ser construída é necessário que haja um
sujeito, um verbo e um complemento.
DEUS
é um ser triuno, ou seja, é PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO
(Jo 3.13-17).
Vamos aprender
mais se construirmos uma frase, vejamos então:
DEUS
salva o homem
D
E U
S
S A
L V
A
O H
O M
E M
Sujeito
verbo
complemento
O que ordena
o que faz
o resultado
Idealizador
realizador
revelador
PAI
FILHO
ESPÍRITO SANTO
Conclusão:
DEUS PAI planejou a salvação do homem,
DEUS FILHO
morreu por nós na cruz do calvário, executando o plano
de DEUS,
DEUS ESPÍRITO SANTO revelou-nos esta salvação,
convencendo-nos do pecado, da justiça e do juízo.
Outra demonstração
para fácil assimilação da trindade de DEUS é tomarmos
como exemplo o sol:
O sol em
si representando o PAI, a ordem para fazer;
A luz do
sol representando o FILHO, o cumprimento da ordem;
O calor do sol
representando o ESPÍRITO SANTO, a revelação, o poder
como resultado.
UNIGÊNITO E PRIMOGÊNITO
Unigênito
= Único Filho Gerado
Primogênito
= Primeiro Filho Gerado Entre Outros.
Jo
1:14 = "E O Verbo Se Fez Carne, E Habitou Entre Nós,
E Vimos A Sua Glória, Como A Glória Do Unigênito Do
Pai, Cheio De Graça E De Verdade". JESUS, Quando
Entrou Aqui Na Terra, Na Forma Humana (Fl 2.5-8) , Era O
Único Filho De DEUS Aqui, Portanto O Filho Unigênito.
Lc 2:6,7 = "Enquanto
Estavam Ali, Chegou O Tempo Em Que Ela Havia De Dar À
Luz, E Teve A Seu Filho Primogênito; Envolveu-O Em
Faixas E O Deitou Em Uma Manjedoura, Porque Não Havia
Lugar Para Eles Na Estalagem."
JESUS
Teria Que Nascer De Uma Virgem (Lc 1.26-27), Sem O Ato Físico
De Um Homem, Para Não Herdar A Semente Maligna De Satanás
Que Foi Implantada Em Todos Os Seres Humanos Desde Adão
(O Pecado Entrou No Mundo Por Um Homem, Adão - Rm 5.12),
Passando De Pai Para Filho Em Todas As Gerações Futuras
(Todos Pecaram - Rm 3.23); JESUS Foi Concebido Pelo ESPÍRITO
SANTO No Útero Virgem De Maria ( Lc 1.34,35).
É
Evidente Que DEUS Não Impediria Maria E José De Terem
Seus Próprios Filhos E Terem Um Casamento Feliz, Pois Foi
DEUS Mesmo Quem Instituiu O Casamento E A Geração De
Filhos.(Gn 1.27,28); Assim Maria Pode Ter Seus Outros
Filhos Como Vemos No Versículo Seguinte:
Mt
13:55 = "Não É Este O Filho Do Carpinteiro? E Não
Se Chama Sua Mãe Maria, E Seus Irmãos Tiago, José, Simão,
E Judas?"
Os
Irmãos De JESUS, A Princípio Não Creram Nele, Mas
Depois Se Tornaram Colunas Do Cristianismo:
*Tiago
Foi Líder Da Igreja Em Jerusalém No Tempo De Paulo.( At
15.13), Lembrando Que O Outro Tiago Que Era Apóstolo Já
Tinha Sido Degolado Por Herodes.
*Judas
Escreveu Uma Epístola(Carta) Aos Irmãos Na Fé Que
Estavam Dispersos Por Toda Parte. (Jd 1.1)
*Os
Outros Irmãos De JESUS Não Temos Notícias Deles Na Bíblia,
Talvez Ajudassem Na Obra Como Vemos Em 1 Co 9.5.
Vamos
Ver Que Após A Ressurreição De JESUS, Ele Sobe Para O
Pai (Jo 20.17) E Acontece Então O Que Está Registrado Em
Sl 24.7-10. JESUS É Recebido Como Filho De DEUS, Mas Num
Corpo De Homem (Glorificado) - É DEUS Mesmo, Mas É Também
Homem Mesmo; É O Primeiro Filho De DEUS Num Corpo Humano.
Agora Ele É Enviado De Volta À Terra:
Hb
1:6 = "E Outra Vez, Ao Introduzir No Mundo O Primogênito,
Diz: E Todos Os Anjos De DEUS O Adorem."
Veja
Que Agora Ele Não É Mais O Unigênito, E Sim O Primogênito.
Ele
Veio Gerar Para DEUS Muitos Filhos.
Jo
1.12,13 = Deu-Lhes O Poder De Serem Feitos Filhos De DEUS,
Gerados Pela Graça De DEUS, Por Meio Da Fé No Filho De DEUS
E Seu Sacrifício Na Cruz Do Calvário. (Rm 5.15; Ef 2.8).
Rm
8:16 = "O ESPÍRITO Mesmo Testifica Com O Nosso ESPÍRITO
Que Somos Filhos De DEUS".
Agora,
Somos Filhos De DEUS, Irmãos De JESUS CRISTO, Nosso
Salvador , Ele Vem Nos Buscar Para Estarmos Para Sempre
Junto Com O Pai. Aleluia! Glória A DEUS! (Hb 2.9-15; Jo
14.1-3)
*Para
Se Tornar Filho De DEUS É Preciso Crer E Confessar Que JESUS
Morreu Por Nós, Na Cruz Do Calvário E Que Ressuscitou Ao
Terceiro Dia; Aceitando-O Também Como Senhor (Dono De Sua
Nova Vida). (Mt 10.32; Rm 10.9; Jo 3.3)
.
PARTE I -
REVELAÇÃO
DE DEUS ATRAVÉS DO FILHO (Hebreus1.1-8)
1- Havendo
DEUS, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas
maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos,
nestes últimos dias, pelo Filho, 2- a quem constituiu
herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. 3- O
qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa
imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela
palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a
purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da
Majestade, nas alturas; 4- feito tanto mais excelente do
que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que
eles. 5- Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu
Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai,
e ele me será por Filho? 6 - E, quando outra vez
introduz no mundo o Primogênito, diz: E todos os anjos
de DEUS o adorem. 7- E, quanto aos anjos, diz: O que de
seus anjos faz ventos e de seus ministros, labareda de
fogo. 8- Mas, do Filho, diz: Ó DEUS, o teu trono
subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de eqüidade é
o cetro do teu reino.
I. A
SUPERIORIDADE DA FÉ CRISTÃ (1.1-10.18)
Os cristãos que tinham vindo de um passado judaico
naturalmente comparariam sua fé recém-achada com a
riqueza da sua herança tradicional judaica. Esta carta
se propõe a demonstrar-lhes a maior riqueza da sua
posição cristã. A cada etapa do argumento a nota tônica
é que sua nova fé é melhor.
Embora a direção deste argumento teria valor especial
para ex-judeus que se tomaram cristãos, o tema da
superioridade da fé cristã teria relevância também para
aqueles que foram convertidos de um passado pagão, tendo
em vista o fato de que os crentes gentios bem como os
crentes judeus aceitavam a autoridade das Escrituras do
Antigo Testamento e precisariam de uma interpretação
verídica das mesmas.
A. A
REVELAÇÃO DE DEUS ATRAVÉS DO FILHO (1.1-4)
Nesta breve
seção introdutória, a revelação de DEUS através do Seu
Filho é vista não somente como superior mas também como
definitiva. Levado em conta que semelhante revelação
conclusiva requer um meio muito especial, o escritor
introduz seus leitores à natureza superior do Filho e
também liga o que Ele é com o que Ele tem feito.
1- Havendo
DEUS, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas
maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos,
nestes últimos dias, pelo Filho,
1. A carta
começa com uma declaração de um fato, a saber: que DEUS
tem falado. Pelo menos o escritor não vê
necessidade alguma de demonstrar este fato. Não comprova
que DEUS fala, afirma. Isto significa que a carta não
tem relevância para aqueles que não aceitam que DEUS
falou ao homem? A resposta deve ser sim. A fé não
somente na existência de DEUS, bem como na comunicação
de DEUS, são tomadas por certas. É um dos princípios
sobre os quais baseia-se a totalidade do argumento da
carta. É inútil ler mais se DEUS não faz revelação
alguma aos homens.A carta oferece, do outro lado, alguma
ajuda em prol de uma melhor compreensão daquilo que DEUS
tem feito.
Outra suposição que o autor
faz é que aquilo que aconteceu no passado tem aplicação
ao presente. Semelhante suposição seria rejeitada por
muitos pensadores contemporâneos. Há, realmente, no
mundo secular uma reação contra o passado como se
qualquer apelo às suas lições fosse inadmissível.
Sempre há, porém, uma seção da sociedade que vive no
futuro e está contra o presente e o passado -um tipo de
atividade permanentemente contrária à situação em vigor.
Mas os mais sábios reconhecem que alguma continuidade é
inescapável. Este princípio é básico para o Novo
Testamento, e em nenhum lugar é enfocado tão claramente
quanto em Hebreus.
Aquilo que prende a atenção do escritor é a variedade de
maneiras segundo as quais DEUS tem falado no passado.
Não as alista, mas usa a expressão muitas vezes, e de
muitas maneiras. Qualquer pessoa com conhecimento do
Antigo Testamento imediatamente conseguiria preencher os
pormenores os modos diferentes (visões, revelações
angelicais, palavras e eventos proféticos) e as ocasiões
diferentes (espalhando-se, por todo o panorama da
história do Antigo Testamento).
As revelações mais
iluminadoras vinham através dos profetas. Estes eram
homens levantados por DEUS para desafiar seus próprios
tempos. Seu emblema de ofício era a convicção inabalável
de que falavam da parte de DEUS. Sua capacidade de
dizer: “Assim diz o Senhor,” dava às suas palavras uma
autoridade sem igual. Eram maltratados (conforme Hb
l1.33ss. demonstra) mas, mesmo assim, persistiam na sua
mensagem. As suas histórias formam uma leitura heróica,
mas aquilo que diziam era incompleto. O escritor de
Hebreus sabia que era necessário um método melhor de
comunicação, e reconhece que este veio em JESUS CRISTO.
Sendo assim, poderíamos querer saber porque o antigo não
pode ser esquecido. Afinal das contas, aquilo que JESUS
revela é melhor do que os profetas. Apesar disto, a
continuidade é mantida. Aquilo que foi falado outrora (palai)
preparou o caminho para a comunicação mais importante de
todas (i.é., a revelação pelo Filho). Este é o tema real
da carta inteira: o passado cedeu lugar a coisas
melhores.l É por esta razão que o passado (as idéias
religiosas do Antigo Testamento) sempre volta a aparecer
no quadro pintado por esta Epístola, para então voltar a
desvanecer-se à medida em que distingue nitidamente
entre a evolução da idéia de DEUS, que ele rejeita, e a
idéia da revelação progressiva que vê demonstrada aqui
idéias melhores o cumprem e o expandem. É fácil perceber
porque o escritor começa desta maneira. Vê valor no
passado (porque DEUS falou através dele), mas também vê
suas imperfeições. O que ele diz não pode deixar de
lançar luz sobre a abordagem cristã no Antigo
Testamento. Isto torna sua carta valiosa para hoje, e
não somente para os tempos dele.
2- a quem
constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o
mundo.
2. Nestes
últimos dias pode ser entendido no sentido e ao fim
destes dias, que aponta muito claramente para uma crise,
uma nova revelação decisiva contrastada tanto com a
variedade de modos quanto com a necessidade da repetição
no passado. Uma revelação dada de uma vez por
todas é claramente superior. Talvez o escritor estivesse
pensando nos últimos dias como sendo os dias finais do
período pré-cristão, de modo semelhante à divisão que os
mestres judaicos faziam entre a era presente e a era do
Messias. Segundo este ponto de vista, visto que os
cristãos acreditavam que JESUS era o Messias, os
“últimos dias” eram o fim da velha era. Mas tendo em
vista a expressão correspondente “ao se cumprirem os
tempos” em 9.26, é mais provável que “estes últimos
dias” se refira à era cristã, que envolve uma nova era
comparada com a antiga. Quando DEUS falou aos homens
pelo Filho, o propósito era marcar o fim de todos os
métodos imperfeitos. A cortina finalmente descera sobre
a era anterior, e a era final agora tinha raiado.
Quando, no texto grego, o escritor diz um Filho ao invés
de Seu Filho, fá-lo para demonstrar o meio superior
usado. Certamente não está dizendo que DEUS tinha mais
de um Filho. Está subentendendo que o melhor dos
profetas não pode ser comparado com um Filho como meio
de revelação. Naturalmente, a idéia do Filho de DEUS
vindo aos homens é uma pedra de tropeço para muitos, mas
o escritor não defende sua declaração. Não vê
necessidade de fazer assim, a despeito do fato de que
seus próprios contemporâneos não estariam mais
acostumados à idéia do que nós. Os pagãos às vezes
pensavam na prole dos deuses, mas esta é uma idéia muito
diferente de JESUS como Filho de DEUS. Nosso escritor
deve ter tomado por certo que seus leitores
reconheceriam esta fato sem questioná-lo. Mas não diz
logo de início que está pensando em JESUS . Isso vem
mais tarde, em 2.9.
Há, naturalmente, um problema de linguagem aqui. Pode
ser questionado, no entanto, quão significativa é a
idéia do pai-filho com referência a DEUS, por mais
valiosa que sejam os assuntos humanos. Mas na tentativa
de colocar a verdade divina em linguagem humana, o
melhor que se pode fazer é usar a aproximação humana
mais à mão; enquanto isto for mantido em mente, esta
linguagem fica cheia de sentido. A essência da revelação
cristã é que DEUS é melhor visto no Seu Filho. A
analogia humana é imperfeita, naturalmente, porque
nenhum pai humano é completamente refletido no seu
filho. Mas JESUS CRISTO demonstra perfeitamente
tudo que possa ser sabido acerca do Pai. Não admira que
nosso escritor está impressionado pela superioridade
deste tipo de mensagem comparada com os meios usados no
passado! Sabe que se os homens não podem aprender do
Filho acerca de DEUS, nenhuma quantidade de vozes ou
ações proféticas os convenceria.Antes de identificar o
Filho como sendo JESUS CRISTO, o autor dá uma descrição
do Filho. É uma descrição profunda, porque nos conta
acerca daquilo que Ele é, e não acerca da Sua aparência.
O escritor quer que saibamos em primeiro lugar acerca do
relacionamento entre o Filho e o mundo da natureza. É
compreensível que ele comece aqui, porque o mundo da
natureza é nosso meio-ambiente, nosso lar. Para muitos,
esta verdade vai até tal ponto que se sentem presos
neste meio-ambiente, e não podem conceber dalguém que
seja mais poderoso. O conceito que este autor tem do
mundo concorda com aquele que é visto em todas as partes
do Novo Testamento. É um conceito que começa com DEUS
como Criador e passa a ver JESUS CRISTO como estando
estreitamente vinculado com Ele no ato da criação. Desta
maneira, o universo impessoal imediatamente se torna
pessoal. O escritor declara que DEUS constituiu Seu
Filho, que é um ato de iniciativa pessoal aqui (o
aoristo grego etheken deve ser considerado intemporal).
A verdade importante nesta passagem é que tudo remonta a
DEUS. Por que é dito que DEUS constituiu o Filho
herdeiro de todas as coisas? Significa que veio a ser
aquilo que não era antes? Os elementos de tempo tendem a
confundir. É melhor pensar na ordem criada conforme ela
é, e depois ser lembrado de que ela pertence a JESUS
CRISTO. É acerca da realidade presente da nomeação que o
autor se ocupa, e não acerca de quando foi feita. Na
realidade, fica claro que o escritor quer que entendamos
que nunca houve um tempo em que o Filho não era o
herdeiro. As duas idéias, a Filiação e a qualidade de
Herdeiro, estão estreitamente vinculadas entre si. Nos
negócios humanos, o filho mais velho é o herdeiro
natural. Na analogia, um pensamento mais profundo é
introduzido. O herdeiro também é o criador. Não está
herdando aquilo com que não tem conexão. Herda aquilo
que Ele mesmo criou. O escritor imediatamente nos
mergulhou em pensamentos profundos acerca da origem do
mundo. Mesmo assim, seu interesse por eles não é teórico
mas, sim, prático, e nos faz lembrar dos ensinos de
JESUS acerca de DEUS e da criação. É Sua criação, Ele
até mesmo nota quando um pardal cai. É consolador saber
que o Filho tem o mesmo interesse pessoal no mundo em
nosso redor. O que esta carta passa a dizer acerca de
JESUS CRISTO está claramente baseado num alto conceito
dEle.
A declaração de que DEUS fez
o universo por meio do Filho é estonteante.
Não se pode negar que DEUS poderia ter feito o universo
à parte do Seu Filho, mas o Novo Testamento esmera-se em
demonstrar que DEUS não agiu assim. Os cristãos estavam
convictos que a mesma Pessoa que vivera entre os homens
foi Aquele que criara os homens. Uma carta tal como
Hebreus, escrita a partir desta convicção, não poderia
deixar de apresentar um quadro mais do que humano de
JESUS CRISTO. É digno de nota que este escritor usa a
palavra para “eras” (aiõnes) e não a palavra usual para
mundos (kosmoi) quando fala acerca dos atos criadores de
DEUS. A razão é que a palavra para “eras” é mais
compreensiva, e que inclui em si mesma os períodos de
tempo através dos quais a ordem criada existe.
Quanto mais a ciência
descobre acerca do universo, tanto mais maravilhoso é o
pensamento de que CRISTO é o agente através de quem foi
criado.
Os racionalistas podem argumentar que as descobertas
científicas tomam insustentável a cosmovisão do Novo
Testamento, mas o cristão declara o inverso. Quanto
maior for a compreensão do homem das maravilhas do
universo, tanto maior a necessidade de uma compreensão
adequada da sua origem. A crença num Criador pessoal não
é menos crível à medida em que aumenta a penetração do
homem no espaço.
3 - O qual,
sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da
sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra
do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação
dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade,
nas alturas;
3. Tendo
já mergulhado seus leitores em pensamentos teológicos
profundos, o escritor ainda vai mais fundo enquanto
comenta sobre CRISTO e DEUS. Qual é o relacionamento
entre eles? Como
resposta, três coisas nos são ditas; a primeira pode ser
resumida como o Filho e a glória de DEUS. Ele é o
resplendor da glória de DEUS. Para compreender esta
declaração, precisamos recaptar o fundo histórico do
pensamento. A idéia é a da radiância que irrompe de uma
luz brilhante.4 É um quadro marcante, como o surgimento
repentino de uma aurora gloriosa no levantar do sol.
Os raios penetram em todos os restinhos da escuridão
para espatifá-la.Até mesmo este quadro explica de
maneira pobre o sentido em que JESUS CRISTO reflete a
glória de Seu Pai, porque os raios de luz, por mais
esplêndidos que sejam, são, afinal das contas,
impessoais. Talvez alguns dos leitores tenham se
lembrado de que no Livro da Sabedoria (7.26), judaico, a
mesma palavra foi aplicada à sabedoria, considerada
personificada. De qualquer maneira, nosso escritor quer
que saibamos que a glória de DEUS podia ser vista em
JESUS CRISTO.s Uma idéia semelhante aparece em João
1.14, onde uma testemunha ocular declara ter visto a
glória. Isto somente pode querer dizer que a totalidade
do ministério de JESUS era evidência da glória de DEUS.
João chega mesmo a dizer isto acerca do primeiro milagre
que JESUS operou (Jo 2.11). Era claramente uma
convicção firme entre os cristãos primitivos de que,
dalguma maneira, a glória de DEUS era vista numa
vida humana. A ocasião mais óbvia foi quando JESUS foi
transfigurado, mas Sua missão inteira, inclusive Sua
morte, era gloriosa para aqueles que vieram a crer nEle.
Refletir a glória de DEUS desta maneira pressupõe que o
Filho compartilha da mesma essência do Pai, e não
somente da Sua semelhança.
A segunda declaração acerca do Filho é que é a expressão
exata do seu Ser. Isto vai consideravelmente além da
primeira declaração, embora seja vinculada a ela. Isto
ressalta especificamente o fato de que Aquele que
reflete a glória de DEUS compartilha da Sua natureza. A
palavra usada aqui para “expressão exata” (charakter) é
a palavra para um carimbo ou uma gravação. É altamente
expressiva, porque um carimbo num selo de cera terá a
mesma imagem que a gravura no selo. A ilustração não
pode ser forçada longe demais, porque não deve ser
suposto que o Filho é formalmente distinto do Pai como o
carimbo é diferente da impressão que produz. Há, apesar
disto, uma correspondência exata entre os dois. Esta
declaração em si mesma contém uma verdade profunda,
porque a semelhança exata tem relacionamento com a
natureza de DEUS (hypostaseõs). A declaração não é sem
importância para o pensador teológico, porque apóia a
opinião de que JESUS era da mesma natureza de DEUS. Se
for assim, nenhuma diferença pode ser feita entre a
natureza do Pai e a natureza do Filho. O escritor
rapidamente mergulhou seus leitores na teologia
profunda, mas não pára a fim de discuti-Ia. Toma por
certo que seus leitores aceitarão sem questionar este
conceito de JESUS CRISTO.
A terceira declaração diz respeito ao papel presente do
Filho na criação. É dito que sustenta todas as coisas
pela palavra do seu poder. Duas perguntas surgem
imediatamente. Em que sentido devemos compreender o
sustentar, e de que maneira a palavra transmite poder? A
palavra para “sustentando” (pherõn) tem o sentido de
manter no alto ou sustentar, o que demonstra que JESUS
CRISTO é visto no centro da estabilidade constante do
universo. Não há lugar aqui para a idéia do deísta
acerca de DEUS como relojoeiro que, tendo feito um
relógio, deixa-o funcionar sozinho com seu próprio
mecanismo. O conceito neotestamentário é que DEUS como
Criador e o Filho como agente na criação estão
dinamicamente ativos na ordem criada.Mas como o Filho
exerce o Seu poder?
Deve ser notado que a
palavra seu (autou) podia referir-se ao poder do Filho
ou ao poder do Pai, mas isto faz pouca diferença à
interpretação. A palavra relembra a palavra de ordem de
DEUS na criação (e.g. “Haja luz”) e a idéia em João
1.1-3 de que todas as coisas foram feitas pela Palavra
(Logos), termo este
[traduzido “Verbo”] que se refere ao próprio JESUS
CRISTO. Da mesma maneira que a Palavra criou, a Palavra
sustenta. A estabilidade assombrosa da ordem criada é
testemunha do “poder” por detrás dela. Depois desta
série de ditos grandiosos acerca de JESUS CRISTO, o
escritor dá um indício do tema predominante da sua
carta. A purificação dos pecados é uma busca religiosa
que já durou muitas eras. Sempre que há qualquer
consciência do pecado, geralmente está presente um forte
desejo de ser purificado dele. As várias tentativas
humanas de obter semelhante purificação apresentam um
amplo espectro de idéias, desde os mais desesperados
esforços-próprios até à supressão de todos os esforços e
até mesmo de todos os desejos. A maioria dos sistemas
começa com o homem e depende
da força da vontade dele mesmo. De má fama entre tais
sistemas correntes nos tempos de JESUS era o dos
fariseus que geralmente faziam das boas obras e do
esforço-próprio a medida da devoção religiosa. A idéia
de que os pecados poderiam ser purificados sem
semelhante esforço lhes era estranha. Certamente, a
idéia de que JESUS CRISTO podia purificar os pecados
era considerada incrível. JESUS viu-Se confrontado com
este conceito quando perdoou o pecado de um homem, e Lhe
foi dito que somente DEUS podia perdoar os pecados. Mas
nesta carta a idéia vai mais longe do que o perdão,
porque a purificação envolve a limpeza, no sentido de
tornar puro.É estranho que o escritor desta carta não dê
indício algum a esta altura acerca da maneira em que
JESUS CRISTO purificou os nossos pecados. Nada há para
mostrar como ele lidou com o pecado, ainda que, à medida
em que a carta prossegue, este fato fica sendo cada vez
mais claro. Parece que a esta altura é suficiente para
ele mencionar um ato completado para resumir o que o
Filho fez em prol dos homens. A ligação entre a idéia de
sustentar o universo com a de purificar os pecados é
muito notável. A qualidade remota a inspiradora de temor
de sustentar o universo é contrabalançada pela
intimidade da purificação dos pecados. Com uma tela tão
grande quanto o universo para pintar, é notável achar a
mínima menção dos pecados. Mas é este último tema que
dominará a carta inteira. Deve ser mantido em mente que
o Antigo Testamento demonstra que providências foram
feitas para a expiação mediante o sacrifício, e visto
que esta carta é endereçada a “Hebreus” pressupõe-se,
sem dúvida, que os leitores vinculariam a “purificação”
com o Dia da Expiação, quando, então, enfatizava-se que
a purificação dos pecados do povo somente poderia ser
feita mediante o sacrifício. O escritor demonstra mais
tarde que o sangue de touros e de bodes não pode remover
pecados (10.4). Por enquanto, contenta-se com o resumo o
mais conciso possível.
Depois de tratar dos
pecados, o Filho sobe ao trono. Mais uma vez, a ação é
específica. Aconteceu depois do evento de purificar os
pecados, o que sugere que a importância da entronização
acha sua chave no ato da purificação.8 Mais uma vez,
trata-se de um resumo brevíssimo. A mão direita era
tradicionalmente o lugar de honra. A idéia aqui é tirada
da prática dos reis orientais de associar com eles
mesmos o herdeiro no exercício do governo. Apesar disto,
a idéia do Messias estar assentado à direita de DEUS
provém do Salmo 110.1. A associação deve ter estado na
mente do autor, porque várias vezes cita este Salmo mais
tarde na Epístola. Realmente, pode ser dito que este
Salmo forma uma parte importante do pano de fundo da
carta inteira. Evidentemente, o escritor tinha meditado
sobre ele, porque é dele que desenvolve a idéia de uma
ordem diferente de sacerdócio. Para o momento, no
entanto, tem outras coisas em mente antes de chegar
àquele assunto. O ato de sentar-se (assentou-se,ekathisen,
aoristo) leva consigo um forte sentido de realização,
porque a posição assentada é mais sugestiva de uma
tarefa acabada do que uma posição em pé. Na realidade,
esta ênfase no CRISTO assentado, que é apoiada por
outras evidências neotestamentárias, demonstra
conclusivamente que a obra sacrificial está feita. Já
não há necessidade alguma de semelhante sacrifício.
A posição sentada também pode denotar uma posição de
alta honra.
Vale a pena notar que a
Majestade nas alturas é uma maneira especialmente
respeitosa de falar acerca de DEUS. Reflete a reverência
judaica para com o nome de DEUS que levou os judeus
devotos a evitar o seu uso e a colocar no lugar dele
alguma frase de respeito. O escritor usa uma frase quase
idêntica em 8.1. A presente declaração é apenas uma
indicação da exposição mais completa que está para
seguir. O escritor claramente tem um conceito majestoso
de DEUS.
4- feito tanto
mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais
excelente nome do que eles.
4- Este
Versículo cumpre dois propósitos:
conclui a
declaração introdutória e prepara o cenário para a
primeira seção principal. Tendo em vista tudo que já foi
dito a superioridade do Filho aos anjos não é surpresa
alguma. Ma não fica tão claro porque a comparação é
feita com anjos a esta altura. Pode ser que o escritor
tinha meditado sobre as passagens do Antigo testamento
que passa a citar, com interesse especial pelo Salmo 8
(citado no cap. 2) e no Salmo 110, porque os
consideravam messiânicos. Do outro lado, é possível que
a idéia da superioridade de CRISTO aos anjos Lhe tenha
ocorrido primeiro, e que as passagens relevantes tenham,
então, surgido na sua mente. Esta última sugestão é
provável,tendo em vista o grande interesse que os judeus
tinham pelos anjos. É compreensível que, numa época em
que os anjos eram tidos em alta estima, o escritor
desejasse demonstrar que DEUS agora falara através do
Seu Filho de uma maneira muito mais eficaz do que
através deles.
O homem moderno não tem tanta certeza acerca dos anjos,
e a relevância desta passagem requer alguma discussão.
Os anjos aparecem várias vezes nas histórias dos
Evangelhos,e não se pode negar que os evangelistas
consideravam estes seres sobrenaturais como seres reais.
Na realidade, JESUS mesmo falou dos anjos da guarda dos
filhos. Boa parte da crítica moderna dispensa os anjos
ao chamá-los de seres mitológicos, é, algum tipo de
personificação das mensagens de DEUS. Se esta opinião
fosse certa, haveria pouca relevância na discussão da
superioridade do Filho aos anjos, a não ser para
demonstrar a ineficácia dos seres mitológicos. Mas se há
dimensões espirituais representadas por anjos que não
podem ser consideradas no mesmo nível da experiência
natural, fica sendo imediatamente
relevante definir a posição do Filho nestas esferas
espirituais. O homem de fé pode às vezes penetrar nas
esferas que estão bloqueadas para muitos por causa da
sua descrença. O “anjo” no Novo Testamento é
invariavelmente um mensageiro de DEUS e é este aspecto
que é importante para o presente argumento do
escritor.Concentra-se primeiramente no nome, que outra
vez é surpreendente. O ditado moderno: “O nome não
importa” certamente não era aplicável então, porque os
nomes eram mais do que um meio de distinguir as pessoas;
eram o meio de dizer algo acerca daquelas pessoas. O
nome descrevia a natureza. Mas qual é o nome que Ele
herdou? Visto que JESUS já foi introduzido como o
Filho, idéia esta que é o tema das citações do Antigo
Testamento que se seguem, fica claro que o nome mais
excelente é o de Filho, que subentende o relacionamento
mais estreito e mais íntimo. Visto que para o mundo
daqueles tempos o nome de “anjo” era tão altamente
honrado como símbolo de mensageiro divino,é possível que
alguns estivessem chamando JESUS CRISTO pelo nome de
“anjo” e fazendo-O não mais alto do que os seres
espirituais que, segundo se acreditavam, influenciavam
os negócios dos homens. A idéia dEle como Filho é muito
mais sublime.
Claramente, o cristianismo teria tido um caráter bem
diferente se a posição de JESUS não tivesse sido mais
alta do que a de um anjo. Os leitores podem ter
pertencido a um grupo semelhante àquele em Colossos que
realmente estava adorando anjos (CI2.18), ou a um grupo
que anteriormente estivera sob a influência de Cunrã,
onde os anjos eram altamente respeitados. Era essencial
para o evangelho cristão ser libertado deste tipo de
abordagem. A excelência do nome dado a JESUS CRISTO é
achada também em Filipenses 2.9ss., onde é considerado
um sinal de honra sublime.
B. A
SUPERIORIDADE DO FILHO AOS ANJOS(1.5-2.18)
Os leitores judeus certamente devem ter tido alta estima
pelos anjos e o escritor considera necessário demonstrar
a superioridade de CRISTO a estes mensageiros celestiais
reverenciados.O caráter glorificado de CRISTO
pressupunha Sua superioridade aos anjos, mas um problema
surgiria acerca da Sua humanidade. Nesta seção, o
escritor leva seus leitores a reconhecer porque JESUS
tinha de tomar-Se um homem verdadeiro a fim de ser
eficaz como Sumo Sacerdote em prol dos homens, função
esta que nenhum anjo poderia cumprir.
(i) CRISTO é superior na Sua
natureza (1.5-14)
5- Porque a
qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te
gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será
por Filho?
5. Agora começa
uma lista de citações do Antigo Testamento que se
propõem a demonstrar a extensão da superioridade do
Filho. O escritor não usa suas citações
exatamente da mesma maneira como o contexto original.
Por exemplo, toma palavras que originalmente se
aplicavam a um rei israelita e aplica-as a JESUS
CRISTO. Considera que este modo de proceder é legítimo.
Nisto não está sozinho, porque há outros exemplos entre
os escritores do Novo Testamento. O Evangelho segundo
Mateus contém vários. Mateus 2.5-6 e 22.44 são exemplos
em que passagens do Antigo Testamento são citadas de
modo messiânico. Alguns dos cumprimentos de Mateus, no
entanto, são passagens que os judeus nunca consideraram
como messiânicas (e.g. Mateus 2.15 que cita Oséias
11.1), mas que o ESPÍRITO levou os cristãos primitivos a
reconhecer como tais. Fica claro que as Escrituras do
Antigo Testamento possuíam considerável autoridade para
a era do Novo Testamento, e, de fato, a totalidade desta
carta aos Hebreus testifica disto. Deve ser notado,
ainda, que o escritor introduz as citações neste
capítulo com a fórmula simples: “Diz,” que deve
referir-se a DEUS.As Escrituras para ele são a voz de
DEUS.Para uma apreciação da abordagem cristã ao Antigo
Testamento, é necessário ter em mente este conceito
flexível do cumprimento da profecia. A idéia de um
cumprimento imediato e de um outro cumprimento remoto é
comum, e isto explica como uma predição que tinha
relevância no passado poderia ter um cumprimento mais
completo no futuro. Isto está em harmonia com a natureza
de DEUS que vê o tempo de um modo diferente do conceito
que o homem tem dele. Para Ele, mil anos é apenas um
dia, que não deve ser considerada uma correlação exata,
conforme supõem alguns milenistas, mas, sim, como uma
indicação de uma diferença essencial de cálculo.
A primeira passagem a ser citada é Salmo 2.7, salmo este
que reflete uma situação de guerra e que provavelmente
pertence à situação histórica descrita em 2 Samuel 7.
Nosso escritor, no entanto, não está interessado no
evento histórico, mas, sim, na propriedade das palavras
para serem aplicadas ao Messias. No Salmo, as palavras:
Tu és meu Filho aplicam-se a Davi, mas claramente
somente têm uma aplicação imperfeita a ele. Os cristãos
primitivos reconheciam as palavras como messiânicas. São
citadas no discurso de Paulo em Antioquia da Pisídia (At
13.33). Os judeus no seu auditório teriam apreciado a
força desta citação; acrescentava autoridade bíblica às
declarações que Paulo estava fazendo. O que impressiona
o escritor aos Hebreus é que, ao passo que as palavras
de aplicam a JESUS CRISTO, não podem aplicar-se a um
anjo. Se DEUS Se dirige ao Messias desta maneira, o
Messias deve, portanto, ser superior aos anjos. Mas em
que sentido se deve entender as palavras eu hoje te
gerei? Na sua aplicação a Davi, podem referir-se ao
aniversário da sua coroação. Ou, talvez a palavra
“gerei” (gegenneka) deva ser entendida com referência à
paternidade de DEUS, sem indicar qualquer ponto
específico de tempo. Quando é aplicada a JESUS CRISTO
como Messias, a mesma coisa se aplica. Pode referir-se à
encarnação ou à ressurreição. De fato, é neste último
sentido que é aplicada em Atos 13.33. Do outro lado, não
fica claro que em Hebreus qualquer importância é
atribuída ao elemento tempo. O escritor claramente está
mais interessado em demonstrar a relevância da geração
em termos da posição do Filho, ao invés de prendê-la a
uma ocasião específica.
A segunda citação é uma
passagem que era geralmente aceita como sendo uma
referência ao Messias.Vem de 2 Samuel 7.14, de um
oráculo dado a Davi. Há uma estreita ligação entre esta
passagem e a anterior.
A idéia contida nela captou a imaginação de muitos
escritores do Antigo Testamento, conforme é visto na sua
crença num Messias vindouro. O relacionamento entre Pai
e Filho mais uma vez é a idéia-chave para nosso
escritor, porque marca o Messias como estando separado
do relacionamento Criador-criatura que há entre DEUS e
os anjos. Historicamente, pode-se dizer que as palavras
acharam um cumprimento parcial em Salomão, o filho de
Davi, que completou a edificação do primeiro templo. Mas
o cumprimento perfeito não veio até o tempo do Filho
maior de Davi. Tanto o reino quanto o templo precisavam
de uma reinterpretação em termos espirituais, e era um
dos temas principais de nosso escritor fazê-lo em
referência ao tabernáculo que era o prenúncio do templo.
Vale a pena notar que
há alguma menção de um relacionamento pai-filho em Salmo
89.26-27, seguida por uma referência ao primogênito, uma
combinação de idéias que também é achada nos versículos
5 e 6 deste capítulo. Já que nosso autor está
profundamente instruído no Antigo Testamento, é provável
que sua familiaridade com o Salmo 89 também tenha
influenciado sua seleção dalgumas das outras passagens
do Antigo Testamento citadas aqui.
6 - E, quando
outra vez introduz no mundo o Primogênito, diz: E todos
os anjos de DEUS o adorem.
6. As palavras: E, novamente, ao introduzir o
Primogênito no mundo, que introduzem a citação seguinte,
também ecoam a passagem veterotestamentária
mencionada supra (i.é, SI 89.27). Ali, a
palavra primogênito é usada (”Fá-lo-ei… meu
primogênito”) para Davi. Fica claro que na mente do
escritor o “Primogênito” (prototokos) do v.6é o Filho
dos versículos anteriores. É sugestivo que o mesmo termo
é usado a respeito de JESUS CRISTO pelo apóstolo Paulo
(Cl 1.15, 18; Rm 8.29), qualificado da seguinte maneira:
primogênito de toda a criação, primogênito dentre os
mortos, primogênito entre muitos irmãos. A expressão
claramente fica
revestida de profundo significado quando é aplicada a
CRISTO. Aqui o escritor não entra em detalhes sobre a
superioridade de CRISTO, conforme faz Paulo.
Contenta-se, pelo contrário, em fazer declarações que
produzirão uma impressão profunda de superioridade. A
referência primária deve ser à encarnação, para chamar a
atenção ao fato de que quando JESUS CRISTO nasceu, a
função dos anjos era adorar. Na opinião do escritor, a
homenagem dos anjos é prova de que consideravam o Filho
como superior. Seu significado fica bastante claro, mas
um problema surge a respeito da citação.A fórmula diz (legei),
que introduz a citação, é familiar nesta Epístola.
O sujeito é omitido, mas claramente trata-se de DEUS. As
citações das Escrituras não são simplesmente declarações
formais do Antigo Testamento, mas, sim, o próprio DEUS
falando pessoalmente no texto. Isto dá uma indicação do
conceito da inspiração das Escrituras sustentado pelo
escritor. Pretende que seja compreendido que a citação
que faz vem com autoridade, embora a citação exata: E
todos os anjos de DEUS o adorem não apareça na Bíblia
hebraico. Em duas passagens da Septuaginta (SI 97.7 e Dt
32.43) há uma estreita aproximação; esta última passagem
inclui a conjunção “e” (kai) que está presente no
original grego do nosso versículo, mas é omitida na
maioria das traduções atuais. Deuteronômio faz parte do
cântico de Moisés que olha para o futuro, para o triunfo
do Senhor de Israel sobre Seus adversários.12Nosso
escritor transfere o triunfo deste cântico para o
Messias,a quem ele vê como o “Primogênito.” A mesma
passagem do Antigo Testamento é citada por Paulo em
Romanos 15.10 onde os gentios são conclamados a
regozijar-se.Vale a pena notar que Paulo introduz sua
citação de Deuteronômio 32.43 com a mesma fórmula (legei)
que é usada em Hebreus, tanto mais significante porque
não é usual para o Apóstolo usar a fórmula sem
declarar,o sujeito. Outro paralelo interessante entre as
duas passagens do Novo Testamento é o uso duplo de
novamente (palin) [ARA reveza várias traduções] em
citações sucessivas como se a intenção fosse ressaltar a
estreita conexão entre elas. A prática de amontoar
citações das Escrituras da maneira de Paulo e do
escritor aos Hebreus tem seu paralelo na literatura
judaica. Nas passagens sendo comparadas, Paulo acha uma
palavra de ligação em “os gentios,” ao passo que Hebreus
faz a mesma coisa com a idéia de anjos. A declaração de
que os anjos são ordenados a adorar o Primogênito sugere
que este é seu dever apropriado.
7 - E, quanto aos anjos,
diz: O que de seus anjos faz ventos e de seus ministros,
labareda de fogo.
7- Tendo
estabelecido a superioridade de JESUS CRISTO sobre os
anjos, que representam as mais exaltadas entre as
criaturas de DEUS, o escritor inculca sua lição com
referências adicionais ao Antigo Testamento.
A primeira é tirada de
Salmo 104.4, mas no sentido achado no texto hebraico,
não faz referência a anjos. O escritor claramente
reconhece a autoridade do texto grego que interpretou o
texto hebraico da mesma maneira que fizeram os
escritores rabínicos. As palavras:Aquele que a seus
anjos faz ventos, visam demonstrar um forte contraste
entre os anjos e o Filho. Ao passo que se diz que o
Filho foi gerado, diz.se que os anjos foram feitos. A
distinção não é acidental. Os anjos, como criaturas,
podem funcionar somente dentro dos limites para os quais
foram criados, ou seja: para levar a efeito os desejos
do seu Criador. Tanto os anjos (angeloi) quanto os
servos (”ministros” -leitourgoi) têm uma função bem
diferente da do Filho. A tarefa deles é servir. A tarefa
do Filho é de exercer soberania (conforme demonstram os
vv. 8 e 9).
É sugestivo que a descrição dos anjos é feita em termos
do mundo natural. Ventos e fogo são melhor vistos como
representantes de agências naturais poderosas, do que
como ilustração de coisas que não tem substâncias. Há
paralelos vétero-testamentários à idéia de agências
sobrenaturais por detrás dos elementos da natureza (e.g.
SI 18.10; 35.5). Há alguma sugestão de poder
irresistível na linguagem figurada usada, porque tanto o
vento quanto o fogo podem ser irresistivelmente
destruidores, ou, se devidamente captados, poderosamente
construtivos. Mas o pensamento principal do escritor
nesta Epístola é o reconhecimento pelos anjos de um
poder maior do que eles mesmos, a saber: o próprio poder
que os nomeou.
Embora estes agentes espirituais sejam mais poderosos do
que os homens, não deixam de ser ultrapassadas pelo
poder do Filho. Se alguém pensar que por detrás desta
idéia há um conceito antiquado do mundo como estando
sujeito a influências pessoas invisíveis, ao invés da
idéia moderna da causa e efeito, que não deixa lugar
para a manipulação sobrenatural, deve ser lembrado que
aqui o escritor não está fazendo um comentário
científico sobre fenômenos naturais como “vento” e
“fogo.” Seu propósito é inteiramente espiritual, uma
demonstração da suprema importância do Filho sobre todas
as criaturas. Ao mesmo tempo, o que ele diz não
está em conflito com um conceito científico do mundo.
8 - Mas, do
Filho, diz: Ó DEUS, o teu trono subsiste pelos séculos
dos séculos, cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.
8-9. O
contraste entre os anjos e o Filho é ressaltado de modo
inconfundível na construção da frase grega (men… de). A
citação que expõe a soberania do Filho vem do Salmo
45.6-7.
O contexto original do Salmo
era bem diferente, e se referia às bodas dalgum rei de
Israel. Mesmo assim, era geralmente reconhecido que
tinha um significado muito mais extenso, e, de fato, era
considerado messiânico.É neste último sentido que é
citado aqui. As palavras iniciais: O teu trono, Ó DEUS,
é para todo o sempre, causam um problema, porque podem
ser entendidas ou como um tratamento direto ao Filho, e
neste caso não se pode evitar a implicação de que o
Filho está sendo descrito como DEUS; ou, menos
provavelmente, as palavras podem ser entendidas no
sentido de “O trono do Teu DEUS,” ou “DEUS é Teu trono,”
e neste caso a implicação de que o Filho é DEUS é
evitada. Se um contexto histórico for levado em mente,
seria difícil imaginar um rei terrestre sendo
diretamente tratado assim, a não ser num sentido
restrito, e, portanto, é melhor considerar que a
declaração acha seu único cumprimento verdadeiro em
CRISTO. Deve ser notado, no entanto, que a deificação do
rei tem paralelos na literatura pagã (cf. também Jo
10.3435).
Mesmo assim, visto que no pensamento hebraico o ocupante
do trono de Davi era considerado o representante de
DEUS, é neste sentido que se poderia dirigir-se ao rei
chamando-o de DEUS.
As palavras seguintes: Cetro de eqüidade é o cetro do
seu reino, focalizam-se no caráter da soberania do
Filho. O Antigo Testamento freqüentemente enfatiza a
idéia da justiça, não somente a justiça de DEUS, como
também a necessidade de justiça da parte do povo. O tema
é especialmente relevante para o assunto principal desta
Epístola. O Filho não dá Sua aquiescência a um padrão
justo com má vontade. Forma o centro dos Seus afetos.
Faz parte da Sua natureza -Amaste a justiça. Semelhante
abordagem à justiça envolve uma rejeição específica do
seu oposto: a iniqüidade (anomia). É típico do estilo
poético hebraico declarar uma idéia seguida por uma
negação do seu oposto. Os que amam não têm alternativa
senão odiar a iniqüidade, mas somente JESUS CRISTO o
Filho já cumpriu perfeitamente os dois objetivos.A unção
do Filho não deve ser considerada em conexão com os
ritos da coroação, mas, sim, como simbolizando a alegria
de ocasiões festivas, quando, então, era seguida a
prática de ungir. Este fato explica uma forte sensação
de alegria. A mesma idéia ocorre no Salmo 23.5, onde a
unção é um sinal de favor. As palavras como a nenhum dos
teus companheiros no Salmo original provavelmente se
referem a outros reis e ressaltam a superioridade do rei
a quem se dirige a palavra (cf. SI 89.27). Pode, no
entanto, ser menos formal e referir-se aos companheiros
na festa.
Todos os sacerdotes da
linhagem de Arão eram ungidos.
Na leitura feita nesta
lição fala acerca da superioridade de JESUS sobre os
anjos. Os crentes hebreus, baseados nos relatos e
ensinamentos do Antigo Testamento, tinham os seres
angelicais em alta estima e respeito, uma vez que os
mesmos ocupavam proeminente lugar na economia divina.
Eles sabiam que caso suas mensagens fossem desprezadas,
conseqüências terríveis haveriam de vir. Era urgente e
necessário para aqueles crentes entenderem que JESUS
está acima dos anjos em todos os aspectos, pois sua
mensagem e missão têm finalidade infinitamente mais
sublime: a salvação de todos os homens em todas as
épocas e lugares. Somente ao Senhor JESUS toda honra,
glória e majestade.
Na Antiga Aliança, os anjos eram muito considerados. Na
epístola aos Hebreus, o escritor ressalta, de
modo enfático, a superioridade de CRISTO em relação aos
seres angelicais e, ao mesmo tempo, afirma que Ele, ao
se encarnar, fez-se “um pouco menor que os anjos” (Hb
2.9). Nesta lição, estudaremos alguns
aspectos importantes dessa superioridade, entendendo
esse paradoxo numa análise exegética simples.
MAIS
EXCELENTE EM SUA NATUREZA E NO SEU NOME
1. Os anjos na
Bíblia. Os anjos tiveram
papel muito importante entre o povo de DEUS no Antigo
Testamento. Ver Gn 19.1,15; 28.12; Êx 3.2; 23.20; Sl
103.20. No Novo, não foi diferente. Um anjo apareceu a
José, revelando o nascimento sobrenatural de JESUS (Mt
1.20); um anjo removeu a pedra do sepulcro de JESUS,
após sua ressurreição (Mt 28.2). Hoje, há uma verdadeira
idolatria em torno desses seres celestiais. A Bíblia
adverte: ”Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com
pretexto de humildade e culto dos anjos” (Cl
2.18). Outras referências demonstram claramente a ação
dos anjos, não só em favor de Israel, mas de todos os servos de
DEUS, em todo o mundo (cf. Sl 34.7).
2. A natureza dos anjos (vv.7,14). O
texto bíblico nos revela alguns aspectos relativos à
natureza dos anjos. No v.7, lemos que DEUS “de seus
anjos faz ventos, e de seus ministros labaredas de
fogo”. É uma citação de Salmos 104.4. Eles são ministros
usados por DEUS segundo a sua vontade, submissos a cada
convocação sua, portanto, ficam muito aquém da natureza
e das funções do Filho de DEUS. Por maiores que sejam os
anjos, em comparação com CRISTO são apenas bafos de
ventos e fagulhas de fogo. Eles são criaturas. JESUS é
Criador, inclusive dos anjos (ver Jo 1.3). No v. 14, os
anjos são chamados “espíritos ministradores, enviados
para servir a favor daqueles que hão de herdar a
salvação”.
A SUPERIORIDADE DE JESUS EM RELAÇÃO AOS ANJOS
1. Declarado Filho de DEUS, gerado pelo Pai.
No v.5, o escritor indaga: “a qual dos anjos
disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra
vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?”
Estas perguntas trazem em seu bojo a afirmativa de que
CRISTO é superior aos anjos, por ter sido gerado pelo
Pai. Ver também Rm 1.4. O escritor sacro reporta-se a
Salmos 7.2, que diz: “Recitarei o decreto: O SENHOR me
disse: Tu és meu Filho; eu hoje te gerei”. Essa questão
é realmente difícil de entender. Sendo DEUS, em que
sentido JESUS poderia ser gerado? A resposta está no
grandioso milagre e mistério da sua encarnação,
incompreensível à mente humana, que só entende um pouco
das coisas terrenas.
2. O Filho pela ressurreição. O
escritor Lucas, no Livro de Atos, declara: “E nós vos
anunciamos que a promessa que foi feita aos pais,
DEUS a
cumpriu a nós, seus filhos, ressuscitando a JESUS, como
também está escrito no Salmo segundo: Meu filho és tu;
hoje te gerei” (At 13.32,33). Sem ter deixado jamais de
ser DEUS, JESUS foi apresentado ao mundo publicamente,
como Filho de DEUS, na ressurreição. Veja o que Paulo
diz: “Declarado Filho de DEUS em poder, segundo o
ESPÍRITO de santificação, pela ressurreição dos mortos -
JESUS CRISTO, nosso Senhor” (Rm 1.4). De fato, se
JESUS
tivesse feito milagres, mas não houvesse ressuscitado,
ninguém poderia crer que fosse o divino Filho de
DEUS
(Ver Mt 3.17; 17.5; Rm 1.4). Seria como Buda, Maomé,
Chrisna, etc.
3. O Filho deve ser adorado pelos anjos (v.6).
“E quando outra vez introduz no mundo o primogênito,
diz: E todos os anjos de DEUS o adorem”; “…por isso lhe
darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei mais elevado do
que os reis da terra” (Sl 89.26,27).
4. JESUS está à direita de DEUS (v.13).
Esta é a posição de honra, dada somente a CRISTO, e a
ninguém mais: “E a qual dos anjos disse jamais:
Assenta-te à minha destra até que ponha a teus inimigos
por escabelo de teus pés?”. Estevão, quando estava sendo
martirizado, contemplou JESUS à direita de DEUS (cf.
At 7.55).
5. JESUS é Rei, Messias e Criador. No v.8,
lemos: “Mas do Filho diz: ó DEUS, o teu trono subsiste
pelos séculos dos séculos, cetro de eqüidade é o cetro
do teu reino”. Aqui o Filho é chamado DEUS, como de fato
Ele o é, além de ser também Rei, cujo cetro (símbolo da
autoridade real) é de retidão. Os anjos não têm poder de
reino ou soberania. Nos vv.9-12, vemos que JESUS é
apresentado como o Ungido, o Messias, e, ao mesmo
tempo, como aquEle de quem a terra e “os céus são obra”
de suas mãos. O v.13 prossegue exaltando a
superioridade de CRISTO como o vencedor, pondo seus
inimigos debaixo de seus pés.
A GRANDE SALVAÇÃO
EM JESUS
1. Advertência contra o desvio (v.1-3).
Depois de apresentar o quadro da superioridade de CRISTO
em relação aos anjos, o escritor aos Hebreus é levado a
advertir os destinatários da carta (e a nós, também),
quanto “às coisas que já temos ouvido, para que em tempo
algum nos desviemos delas” (v.1). E explica que, se “a
palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a
transgressão e desobediência recebeu a justa
retribuição”, indaga solenemente: “Como escaparemos nós,
se não atentarmos para uma tão grande salvação…?”
(v.3). Esta salvação, trazida por JESUS CRISTO, não foi
efetivada por meras palavras, e sim, autenticada por
DEUS, por meio de “sinais e milagres, e várias
maravilhas e dons do ESPÍRITO SANTO…” (v.4). Quem se
desvia da sua fé em CRISTO, corre o risco de perder-se
para sempre (v.3).
2. JESUS, homem, um pouco menor que os anjos
(2.7-9). Esse é um aparente paradoxo encontrado
na carta aos Hebreus, relacionado à encarnação de
CRISTO. “Vemos, porém, coroado de glória e de honra
aquele JESUS que fora feito um pouco menor do que os
anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela
graça de DEUS, provasse a morte por todos”. A dedução é
simples. JESUS, feito homem, despojou-se voluntariamente
de parte de seus atributos, e sujeitou-se a morrer, na
cruz, para que “provasse a morte por todos”. Nessa
condição, em sua natureza humana, tornou-se “um pouco
menor que os anjos”. Se não fosse assim, a sua natureza
divina não o permitiria morrer, pois DEUS não morre.
O QUE
SIGNIFICA: FILHO DE DEUS, FILHOS DE DEUS?
-
No Antigo Oriente era comum alguém se chamar de filho de
um deus. Assim o testificam muitos nomes próprios, como
por exemplo: Ben-Hadad (filho do deus Hadad); Bar-Rekub
(filho de Rekub); Abiel (1 Sm 9.1) - (DEUS é meu pai);
Abibaal (Baal é meu pai); Abiyya (Yahweh é meu pai - 1
Sm 8.2; 2 Cr 13.20). Entre os semitas, a filiação divina
tinha o sentido de adoção. O rei era considerado como
filho de algum deus. No Egito, a filiação era
compreendida até no sentido físico, sendo gerado por Re,
o deus supremo (ou Rah). Entre os sumerianos,
babilônicos e árabes, o rei era como um filho adotivo de
um ou de muitos deuses; no Egito, Babilônia, Arábia, o
rei era venerado como deus mesmo. No tempo do N.T. os
imperadores romanos herdaram esse culto divino aos reis;
primeiro nas províncias orientais e logo em todo o
império. Eram adorados como filhos de um deus e como
salvadores divinos.
No A.T., o rei costumava
ser chamado de “meu filho”, por Yahweh (2 Sm 7.14; 1 Cr
22.10; SI 2.7; 89.27) significando que fora escolhido
por DEUS (1 Cr 28.6). Era considerado como um
representante divino na terra (2 Cr 9.8). No entanto,
entre os israelitas, o rei nunca era adorado como um
deus. A expressão filho de DEUS também se aplicava aos
anjos (Jó 1.6); ao povo escolhido (Êx 4.22; Jr 31.9);
aos israelitas fiéis (Dt 14.1; Os 1.10).
Nos sinóticos, JESUS
nunca se chama a si mesmo de Filho de DEUS. Em João isso
acontece seis vezes. Em Mateus 11.27; 24.36; 28.19; e 14
vezes em João, JESUS se denomina de “O Filho”. O uso
freqüente do título pelos autores do N.T. (11 vezes em
Mateus, sete vezes em Marcos, nove vezes em Lucas, duas
vezes em Atos, 17 vezes nas cartas de João, 18 vezes nas
cartas de Paulo) permite afirmar que o termo exprime a
fé dos primitivos cristãos. A comunidade primitiva
expressava sua fé na divindade de JESUS através da
expressão “Filho de DEUS”. Em Romanos 1.3,4, Paulo usou
uma expressão já comum entre os cristãos, como uma
profissão de fé. Aliás Paulo usa muito a expressão
“Filho de DEUS” (Rm 5.10; Rm 8.14; Rm 8.29; 8.32; GI
4.6; CI 1.14s). O autor de Aos Hebreus afirma que JESUS
é o Filho, “o resplendor da glória de DEUS e a imagem de
sua substância “, estando acima dos anjos; para quem são
todas as coisas e levará muitos filhos à glória (Hb 1.2,
5-14; 2.6-9; 3.1-6; 2.10).
As expressões mais
claras de JESUS CRISTO, designando-se Filho de DEUS
estão no Evangelho de João. Chama-se a si mesmo Filho de
DEUS, Unigênito de DEUS, o Filho, tudo expressando a sua
filiação divina. Declara-se um com o Pai; está no Pai, e
o Pai está nele; todas as coisas foram postas nas mãos
do Filho, pelo Pai. Mesmo assim, toda a onipotência que
o Filho possui lhe foi conferida pelo Pai; o Filho nada
faz por iniciativa própria senão somente a vontade do
Pai (Jo 3.16-18; 5.19-26; 6.40; 10.30,36; 11.14; 8.38;
17.11,2123; 13.3; 14.10,11).
Na comunidade cristã
primitiva, o conceito da divindade de JESUS estava
intimamente relacionado com a sua messianidade, isto é,
pela crença que tinham em JESUS como o Messias (At
9.20-22; 1 Jo 2.2223).
Para algumas pessoas o
tema filhos de DEUS é dos mais difíceis de entender.
Será essa uma matéria não-pacífica? É verdade, esses
nomes tão doces de pronunciar ainda suscitam dúvidas
quanto à sua interpretação.
Todos julgam que Adão é
filho de DEUS e que todos nós, igualmente, somos filhos
de DEUS, muito embora a maioria seja composta de filhos
rebeldes, desobedientes e sem afeto.
Na genealogia do
Evangelho de Lucas, o evangelista inicia a lista e
registra que JESUS, como se supunha, era filho de José,
e José de Eli, e termina o registro com esta explicação:
“Cainã [filho] de Enos, e Enos de Sete. E Sete de Adão,
e Adão de DEUS” (Lc 3.38).
A primeira grande
dificuldade na interpretação do termo filhos de DEUS
está registrada no livro de Gênesis: “Viram os filhos de
DEUS que as filhas dos homens eram formosas, e tomaram
para si mulheres de todas as que escolheram” (6.2). Como
se vê, está escrito que os filhos de DEUS tomaram as
filhas dos homens. A confusão que se estabeleceu na
interpretação da frase embaraçou tanta gente que até
hoje muitos estão presos sem o saberem. Alguns
comentaristas interpretam a frase filhos de DEUS como
sendo anjos, e muitos há que com isso concordam, sem se
darem ao trabalho de melhor estudar o assunto à luz da
interpretação da Palavra de DEUS e das declarações do
próprio JESUS CRISTO. A maioria dos comentaristas
discorda da interpretação da minoria, argumentando que
os filhos de DEUS ali mencionados são os descendentes de
Sete e dos piedosos patriarcas, enquanto que as filhas
dos homens é a designação que se dá às mulheres da raça
de Caim, que se tornara maldito por seu ato maligno
cometido contra Abel, seu irmão.
O argumento mais forte
dessa interpretação encontrase nas palavras de CRISTO,
nesta declaração pública feita diante dos saduceus: “E.
respondendo JESUS, disse-lhes: Os filhos deste mundo
casam-se, e dão-se em casamento; mas os que foram
havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro, e a
ressurreição dos mortos nem hão de se casar nem ser
dados em casamento” (Lc 20.34,35) e Mc 12.25 JESUS diz:
“Porquanto, ao ressuscitarem dos mortos, nem se casam,
nem se dão em casamento; pelo contrário, são como os
anjos nos céus”. Como se vê, nas palavras claras de
JESUS, o Filho de DEUS, quem se casa e se dá em
casamento são os filhos deste mundo. Ora, é difícil,
senão impossível, provar que os filhos de DEUS na
passagem de Gn 6.2 citada, sejam anjos.
Chamamos a atenção dos
leitores para estas declarações enfáticas do Novo
Testamento, concernentes àqueles que aceitam a JESUS
CRISTO como seu Salvador: “Mas, a todos quantos o
receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de
DEUS; aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12). “Porque
todos os que são guiados pelo ESPÍRITO de DEUS esses são
filhos de DEUS” (Rm 8.14). Pelo ESPÍRITO SANTO, os
crentes são, no Filho, criaturas de DEUS, participantes
da natureza divina (Jo 1.12; Rm 8.19,23; Gl 3.26;
4.57.; Ef 1.5; Fp 2.15;
Hb 2.10;
12.5-8; 2 Pe 1.4; 1 Jo 3.1-10; 5.2; Ap 21.7).
Finalizando, anotem o
que vamos dizer acerca do Filho de DEUS. Filho por
direito e não por adoção como nós eleitos pela graça.
Natanael, apesar de todas as reservas que fazia,
concernentes ao nome Filho de DEUS, apesar de evitar tal
declaração, contudo, no encontro que teve com JESUS,
quando o Mestre lhe declarou que o vira debaixo da
figueira, ele respondeu convicto e entusiasmado:
“Rabi, tu és o Filho de
DEUS, tu és o rei de Israel” (Jo 1.49). Cerca de 40
vezes, o título Filho de DEUS, no sentido único,
absoluto e verdadeiro, é aplicado a JESUS CRISTO. Onde o
título, aplicado ao Mestre, no entanto, adquire sentido
mais profundo, é neste diálogo travado entre JESUS e o
sumo sacerdote, durante o interrogatório no Sinédrio: “O
sumo sacerdote tornou a lhe perguntar. e disse-lhe: És
tu o CRISTO, o filho do DEUS bendito? E JESUS disse-lhe:
Eu o sou” (Mc 14.61,62) .
Nós, os crentes, somos
filhos de DEUS resgatados do pecado, filhos por adoção,
comprados por preço de sangue. JESUS CRISTO, porém, é o
Filho de DEUS, o Unigênito de DEUS. Filho de DEUS é uma
das oito dezenas de títulos que as Escrituras dão a
JESUS CRISTO.
Descomplicando tudo:
Sabemos que JESUS sempre
existiu, Ele é DEUS.
O que significa Filho?
Significa que a uma das
três pessoas da trindade precisa fazer o papel que faz
um filho, ou seja, obedecer às ordens do Pai, executar
os planos que Seu Pai tem para com Ele e para com todas
as criaturas que ambos criaram junto com o ESPÍRITO
SANTO (terceira pessoa da trindade), concordar em tudo
com o Pai, Glorificar e exaltar sempre o nome do Pai,
ter íntima comunhão com o Pai, servir de exemplo para
com todos os outros filhos que o Pai gerar (não que Este
seja gerado, mas servir de exemplo para os outros que
serão gerados, em um corpo humano e através de JESUS em
um corpo humano) , etc…
O que significa
“Hoje te gerei”? O que significa Primogênito? O que
significa Unigênito?
Significa que JESUS como
homem foi gerado no ventre virgem de Maria, para viver
na Terra como homem (mesmo sempre sendo DEUS), em tudo
se tornando semelhante aos homens, mas nunca deixando de
ser DEUS (como um soldado sem a farda).
Significa também que
quando JESUS adentrou o céu depois de ressuscitado, ali
estava um filho de DEUS, num corpo humano ressurreto,
sendo o primeiro corpo humano transformado a entrar no
céu, daí a palavra Primogênito, primeiro filho gerado
para a glória, daí viriam outros milhares formando a
Igreja dos primogênitos (”Eis-me aqui e aos filhos que
tu me deste”).
Antes de se tornar homem
JESUS era o UNIGÊNITO do Pai, único filho, sem
possibilidade de haver outro como Ele.
Quando estava aqui na
Terra, como homem, era o primogênito (primeiro filho de
DEUS gerado na Terra) entre os filhos de DEUS num corpo
humano e era o unigênito de DEUS (era o único filho de
DEUS na Terra, pois só Ele tinha o ESPÍRITO SANTO).
Depois de haver feito nossa salvação na cruz JESUS gerou
para DEUS muitos filhos (em corpos humanos e não como
ELE JESUS DEUS, mas como homem). todo aquele que
confessa a JESUS CRISTO como Salvador e Senhor agora
pode se tornar filho de DEUS, não mais JESUS é Unigênito
na Terra, agora é PRIMOGÊNITO, pois é o primeiro como
homem a ser filho de DEUS, DEUS tem agora milhões de
filhos. Glória a DEUS.
Resumo de JESUS
como homem:
JESUS, como homem, foi
gerado aqui na Terra em um corpo humano. No céu quando
chegou após a ressurreição é também agora gerado como o
primeiro filho de DEUS em um corpo humano glorificado,
SENDO QUE ESPIRITUALMENTE SEMPRE EXISTIU NUM CORPO
CELESTE E ESPIRITUAL.
JESUS, como homem, foi
Filho Unigênito (único filho de DEUS AQUI NA TERRA) antes de morrer e
ressuscitar e antes de alguém o aceitar como Salvador e
Senhor.
JESUS, como homem, foi
Primogênito (primeiro filho de DEUS AQUI NA TERRA)
GERANDO FILHOS a partir do
momento que o aceitaram como Salvador e Senhor,
começando por Maria Madalena, e depois seus discípulos
até chegar a nós.
Resumo de JESUS
como DEUS.
Não é gerado, pois é
DEUS e não tem princípio e nem fim de dias, é pai da
eternidade.
É Unigênito, pois é
único filho e DEUS, não existe outro filho de DEUS como
JESUS e nunca existirá.
É primogênito, tem a
primazia sobre tudo, pois é criador e sustentador de
todas as coisas visíveis e invisíveis. É primeiro em
tudo, tudo começa por ELE, pois sem ELE nada do que foi
feito se fez (É O VERBO, OU SEJA A AÇÃO DE DEUS PARA SE
FAZER QUALQUER COISA).
CONCLUSÃO
A
superioridade de CRISTO em relação aos anjos excede em
muito a idéia distorcida, e difundida entre
os incrédulos, de que os seres angelicais têm papel
místico, ao ponto de serem venerados ou mesmo
adorados pelos adeptos das falsas doutrinas.
O autor da carta aos Hebreus, iniciando seu escrito,
fala acerca de três tipos de emissários que DEUS enviou
ao mundo para transmitir a sua revelação: os profetas,
os anjos e o Filho.Comparando-se os profetas e os anjos,
deve se deixar claro que os primeiros foram muito usados
por DEUS, falando com autoridade e convicção.
Entretanto, seus oráculos, mesmo sendo da parte de DEUS,
nem sempre eram bem recebidos. A rebeldia dos ouvintes
fez com que diversos profetas fossem assassinados,
desprezados e passassem por adversidades. No caso dos
anjos, não há relatos de terem sido desprezados ou
apedrejados, pois eram tidos em grande temor por serem
figuras sobrenaturais. (Note que as diversas aparições
dos seres celestes causavam muito medo, motivo este que
levava os anjos a começarem seus diálogos com a
expressão “Não temas”.) Comunicações que exigiam decisão
de uma pessoa eram transmitidas por anjos (veja os
exemplos de Abraão, Gideão e Ló). Se o povo ouvia os
anjos com certo grau de temor, mais temor deveriam ter
diante do Filho de DEUS, por ser este maior do que os
anjos. Ele criou todas as coisas, inclusive os anjos. Se
o povo reverenciava os mensageiros celestes, estes, por
sua vez, reverenciavam o Filho. O mundo vindouro não foi
deixado sob os cuidados dos anjos, mas de JESUS. Eles
são “espíritos ministradores”, que labutam em prol dos
que “hão de herdar a salvação”, enquanto o Filho é o
próprio executor da salvação. Até na forma de
tratamento, a designação “anjos” é inferior ao “Filho”,
pois são eles servos, criaturas, e JESUS é Senhor e
Criador. Partindo desses argumentos, o escritor anuncia
a superioridade de JESUS tanto sobre os profetas como
sobre os anjos. O autor conclui que, se as palavras
ditas pelos anjos foram firmes e, no caso de
transgredidas, receberam punição, maior responsabilidade
haverá para os que rejeitarem as palavras do Filho de
DEUS, sem o qual não há salvação.
PARTE II -
A ETERNIDADE DE JESUS E
OS TJ (POR EXEMPLO)
A Bíblia Sagrada nos ensina
que DEUS Pai é eterno, Ele nunca nasceu, sempre existiu
. Por isso, de eternidade a eternidade Ele é DEUS (Salmo
9:2). JESUS CRISTO o Filho do Pai é eterno como o Pai, e
assim como DEUS sempre existiu, JESUS sempre existiu com
o Pai. Em outras palavras, JESUS nunca nasceu, ele é
eternamente gerado do Pai, isto 'e, sempre existiu
juntamente com o Pai.
As testemunhas de Jeová não
crêem nesta verdade. Segundo eles, CRISTO não existe
desde a eternidade mas, que começou a existir por um ato
criativo de DEUS antes do tempo. Para eles, JESUS foi
criado, e por isso, não é eterno como DEUS Pai, mas a
sua primeira criatura.
Vejamos porém, que tal
ensino é falso, e a luz da Palavra de DEUS veremos a
eternidade do Filho de DEUS. No entanto, vejamos logo de
início os argumentos usado pelas Testemunhas de Jeová e
a luz da Bíblia os refutaremos. Vejamos o primeiro
argumento usado por eles: "O próprio Jeová me "produziu"
como princípio de seu caminho, mais antiga das suas
realizações há muito" (Provérbios 8:22, tradução do Novo
Mundo Bíblia usada pelas testemunhas de Jeová).
Dizem eles em Provérbios que
CRISTO está sendo ilustrado pela sabedoria, foi
"produzido", isto é, "criado" como a mais antiga criação
de DEUS, logo ele é uma criatura tendo portanto começo.
Tal argumento se dá por um erro de tradução, o versículo
acima citado é do Novo Mundo, a Bíblia "Jeovista", e tal
tradução costuma cometer erros desse tipo, para tentarem
provar a toda forma que JESUS não é igual a DEUS .
Vejamos então, provas de que o Provérbio 8:22 foi
traduzido de maneira errada pela tradução do Novo Mundo.
No hebraico a língua em que
foi escrito o Antigo Testamento, neste versículo é usado
a palavra "qanah" que quer dizer "possuir", e nunca
"criar"(produzir). No hebraico a palavra usada é "Bara".
Ora "Bara" é muito diferente de "qanah". Conclui-se que
traduzir "Bara" ao invés de "qanah" foi um erro de
tradução.
A tradução correta é a que
diz assim: O Senhor me possuía no início de sua obra,
antes de suas obras mais antigas"(Provérbio 8:22 Edição
Revista e Atualizada, João Ferreira de Almeida). Na
verdade o que este versículo que dizer é o seguinte:
CRISTO no plano da criação estava junto com o Pai
arquitetando tudo (Provérbio 8:27, 30). Isso explica o
que diz o início do Provérbio 8:22 o Senhor me
possuía...". ë porque o DEUS Pai possuía o DEUS Filho ao
seu lado, para juntos criarem o universo. Portanto,
CRISTO é a origem de tudo e não a primeira origem.
Vejamos mais um argumento
usado por eles contra a eternidade de JESUS CRISTO. "O
qual é a imagem do DEUS invisível, o 'Primogênito' de
toda a criação (Colossenses 1:15). As testemunhas de
Jeová concluem : se CRISTO é chamado de "primogênito"
que quer dizer primeiro, então ele é uma criação, a
primeira feita por DEUS. No grego a palavra
"prototokos". Ë verdade que esta palavra às vezes
significa "primeiro". Mas não é só esse seu significado,
pois significa também: principal, ou ainda preeminente
(primazia). Dependendo do contexto saberemos em que
sentido foi usada.
Vejamos na Bíblia que
primogênito não significa somente primeiro, como afirmam
os testemunhas de Jeová "e ninguém, devasso, ou profano
com o Esaú, que por uma refeição vendeu o direito de
'progenitura'." (Hebreus 12:16). Ora, se a palavra
primogênito significasse somente "primeiro", esse
versículo não teria sentido, pois como pode alguém
comprar ou vender o "direito" de ter nascido primeiro ?
E impossível .Está claro que neste caso "primogênito"
foi usado noutro sentido, no caso no sentido de
"principal". Ou seja, Esaú vendeu o direito de ser o
filho principal de ser abençoado como tal.
Sendo assim, quando a Bíblia
chama CRISTO de primogênito, ela não está chamando-o de
uma criatura, pois em Colossenses 1 :15, primogênito
está no sentido de "preeminente" e não de "primeiro".
CRISTO é preeminente porque tem a primazia sobre todas
as coisas, ele é primogênito de toda criação porque Nele
foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as
visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam
dominações, sejam principados, sejam potestades, tudo
foi criado por Ele e para Ele...para que em tudo tenha
"preeminência" (Colossenses 1:15,16). Só quem está cego
não consegue ver esta verdade tão reluzente.
"Estas coisas diz o amém, a
testemunha fiel e verdadeira, o princípio de toda a
criação de DEUS". (Apocalipse 1:14). As testemunhas de
Jeová dizem ser CRISTO uma criatura porque nos versículo
citado ele é chamado de "o princípio da criação de
DEUS". A palavra princípio no grego é "arche" que
significa : "fonte" ou "origem". De modo que a expressão
"princípio da criação "usado para JESUS revela ser Ele a
fonte da criação, ou seja, Nele originou-se o universo.
Em apocalipse 21:6,7, DEUS Pai é chamado de o "princípio
e o fim". Se princípio significasse que alguém foi
criado, então os testemunhas de Jeová teriam que admitir
que DEUS teve começo. Pois a mesma palavra grega
("arche") usada para CRISTO foi usada para o Pai.
Portanto, JESUS é a origem da criação, porque nele
originou-se todas as coisas, ou melhor "sem ele nada do
que foi feito se fez" (João 1:3).
Vejamos na Bíblia a
eternidade do filho de DEUS. A Bíblia diz que JESUS é o
filho de unigênito de DEUS (João 3:16). Unigênito no
grego quer é "monogenes" que significa "único gerado".
CRISTO é o único gerado diretamente de DEUS . Os anjos
são filhos de DEUS, mas não por geração e sim por
criação. Por isso a Bíblia diz: "A qual dos anjos disse:
'Tu és meu filho hoje te gerei? (Hebreus 1:5). JESUS é o
único que foi eterno, o que dele é gerado também é
eterno. Por isso, CRISTO nunca nasceu, ele sempre
existiu com o Pai.
Respondeu-lhes JESUS : Em
verdade em verdade vos digo que antes que Abraão
existisse eu sou (João 8:58). Eu sou no grego é "egó
elmi", este verbo está desprovido de tempo, não dá idéia
de tempo. Com isso JESUS estava dizendo que era eterno,
que sempre existiu. Se identificando assim com Jeová de
êxodo 3 :14. Embora neste versículo a tradução do Novo
Mundo traga "eu tenho sido" ao invés de "eu sou". No
original tem "eu sou". Os judeu naquela ocasião
entenderam que ele estava dizendo que sempre existiu,
tanto é que pegaram em pedras para apedrejarem a CRISTO
(João 8:59). Somente o Testemunhas de Jeová não
conseguem entender que CRISTO é eterno. Elas mostram com
isso que são mais cegos que os judeu.
Vejamos mais provas da
eternidade de JESUS CRISTO: "Há muito lançaste os
alicerces da própria terra e os céus são obras das tuas
mãos". Eles é que perecerão , mas tu mesmo continuarás
de pé, e todos ele se gastarão como a roupa. Tu os
substituirá assim como a vestimenta e eles terminarão à
sua vez, mas tu és o mesmo, os teus anos não terão
fim"(Salmo 102:25-27 Novo Mundo).
O salmo em questão refere-se
ao Pai (Salmo 102:1) qualquer Russelita concorda com
isso. Nos versos em questão a Bíblia está falando da
eternidade de DEUS Pai, e o exalta por ele ser eterno.
Entretanto, no Novo Testamento, estas palavras dirigidas
ao Pai, foram atribuídas a JESUS, o que prova que CRISTO
é eterno como o Pai é. Na carta aos Hebreus 1:8, a
Bíblia fala acerca de JESUS, e nos versículos 10 ao 12,
atribui a CRISTO as mesmas palavras que o salmo
102:25-28 atribui a Jeová. O que prova que JESUS é
eterno. Duas coisas conclui-se :
· Se CRISTO não é eterno, e
sim uma criatura, a Bíblia mentiu ao atribuir a CRISTO
uma coisa que ele não é. E isto é impossível pois a
Bíblia não mente, o que ela diz é a verdade.
· Se CRISTO fosse uma
criatura, jamais DEUS iria permitir que seus atributos
fossem dados a uma criatura. Se ele permitiu, é porque
seu filho é igual a ele e merece ser reconhecido como
DEUS. Portanto, vamos honrar a CRISTO do mesmo jeito que
honramos a nosso Pai (João 5:23). As testemunhas de
Jeová ao dizerem que CRISTO é uma criatura, estão com
isto desonrando a CRISTO. No entanto, eles afirmam que
dizem isso para honrar somente ao Pai. Estão
completamente enganados pois ninguém pode honrar ao Pai
sem primeiro honrar ao Filho, pois como diz a Bíblia: "O
Pai é glorificado no Filho (João 14:13).
Em Isaías 9:6, a Bíblia diz:
"...e o seu nome será : maravilhoso conselheiro,
DEUS
forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz. Aqui a Bíblia
mostra várias qualidades de CRISTO, e uma delas é que
ele é o Pai da Eternidade. Agora eu pergunto : Como pode
JESUS ser o Pai da eternidade e uma criatura ao mesmo
tempo? Para essa pergunta, nem a sociedade torre de
vigia tem a resposta.
Vejamos mais passagens da
Santa Escritura que prova a eternidade do glorioso
JESUS. "E tu Belém, Efrata, posto que pequena para estar
entre os milhares de Judá, de ti, é que me sairá aquele
que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os
tempos antigos, desde os dias da eternidade (Miquéias
5:2). A eternidade não tem começo e nem fim. Que está
dentro da eternidade é eterno, sem começo e sem fim.
"JESUS é o mesmo ontem, hoje e eternamente" (Hebreu 13
:8), aqui mostra a imutabilidade de CRISTO bem como sua
eternidade. O verso diz que JESUS é o mesmo ontem. Então
eu pergunto aos Russelitas : se CRISTO é uma criatura,
então como pode ser ele o esmo ontem, se houve um
período histórico que ele não existia? Ficar calado é a
melhor resposta, ler também Hebreu 7:1-3).
Portanto, foi provado pelas
Santa Escrituras que CRISTO sempre existiu, que ele é
eterno, não tendo princípio e nem fim. A minha oração a
DEUS é que aqueles que estão cegos pela Torre de Vigia,
possam ser iluminados pela luz do ESPÍRITO SANTO, e que
possam conhecer através de uma experiência pessoal
aquele que diz : "Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e
o último, o Princípio e o Fim . Bem aventurado aqueles
que lavam suas vestes com o sangue do cordeiro, para que
tenham direito a árvore da vida e possam entra na cidade
pelas portas (Apocalipse 22 : 13,14).
Irmão Henrique Ventura -
Artigo do Jornal Trombeta de Sião - Ano I n.º 7 -
Fortaleza – CE - Editor – Pr. Glauco Magalhães
ORIENTAÇÃO
PEDAGÓGICA
Os nomes e títulos concedidos pelas Escrituras ao Senhor
JESUS revelam sua natureza, ministério e oficio. Os
títulos de CRISTO são tão importantes para
compreendermos a sua natureza e ministério que Oscar
Cullmann (1902-1999), teólogo franco-alemão, utilizou-os
como método de pesquisa ao desenvolver o tema da
Cristologia em o Novo Testamento.
Os títulos e ofícios de JESUS revelam-lhe o messianato
(Profeta, CRISTO), a divindade (Filho de DEUS, Eu Sou),
a humanidade (Filho de José), e sua ascendência real
(Filho de Davi). Muitos desses títulos aparecem
combinados, como por exemplo, Filho do Homem. Este pode
designar tanto a humanidade de JESUS quanto a sua
divindade (Jo 6.62).
Portanto, ao apresentar os nomes de CRISTO, não se
esqueça de explicá-los de acordo com o contexto
histórico, e de aplicá-los ao cotidiano dos alunos.
Reproduza a tabela abaixo conforme os recursos
disponíveis.
Filho de DEUS, Expressa a divindade eterna com o Pai.
“Filho de DEUS”
indica tanto a origem divina de JESUS quanto à sua
deidade.
“O Filho Unigênito”não reflete a idéia de nascimento,
mas de natureza, caráter e tipo.
Primogênito não significa “o primeiro criado”, mas
“primeiro em categoria”.
JESUS CRISTO é o verdadeiro Filho de DEUS e, por meio
dEle,o cristão pode clamar: “Aba, Pai” (Rm 8.15).
Subsídio Teológico
“Implicações Teológicas de João 5.1 7 [.u] As
autoridades judaicas do primeiro século entraram em
disputas teológicas concernentes à guarda do sábado por
DEUS. Um lado disse que Ele guardava; o outro negou,
argumentando que se DEUS cessasse todas as suas obras no
sábado, as suas ações de providência parariam, e o
Universo entraria em colapso [u.] No entanto, em João
5.17 JESUS está reivindicando o direito de trabalhar no
sábado, porque DEUS é o seu Pai, e, implicitamente, Ele
é o Filho que segue os passos de seu Pai nesse aspecto.
O ponto é que embora alguém possa ser chamado de um
filho de DEUS por ser um pacificador (Mt 5.9), os
mortais comuns não podem ser corretamente chamados de
filhos de DEUS em todos os aspectos, uma vez que eles
não imitam ao Todo-Poderoso em todos os aspectos. Eu não
criei um Universo recentemente; certamente não sou um
filho de DEUS em termos de criacionismo. Os judeus
reconheceram que a brecha que se aplicava a DEUS,
trabalhando no sábado, estava ligada à transcendência do
Todo-Poderoso e servia somente para Ele.A atitude do
Senhor JESUS ao justificar o seu próprio trabalho no
sábado, apelando para o fato de DEUS ser o seu Pai, era,
para aqueles judeus, uma extraordinária reivindicação.”
(CARSON,DA A difícil doutrina do amor de DEUS. Rio de
Janeiro: CPAD, 2007.)
APLICAÇÃO PESSOAL
Aceitar ao nosso Senhor JESUS CRISTO como Senhor e
Salvador pessoal é um cálice de regozijo eterno! JESUS ,
o verdadeiro Filho de DEUS, concede ao crente o direito
de se tornar filho de DEUS (Jo 1.12). E,se tu és filho,
também és herdeiro de DEUS e co-herdeiro de CRISTO (Rm
8. 17). Então, porque temes os males noturnos? Não
sabeis que o vosso Pai é Luz na escuridão? (Jo 1.9,10).
Porque te assombras no vale da morte? Esqueceste que a
Lázaro Ele ressuscitou depois de sepultado? (Jo 11.2 5).
Filho do Pai celeste porque paras? Ele ordena que
prossigas até que recebas a tua coroa (Ap 3.11). Tu és
filho especial de DEUS!
A lápide fria e mortal não é a tua sina, mas o trono:
“Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no
meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai
no seu trono” (Ap 3.21).
RESUMO DA REVISTA DA CPAD
LIÇÃO 2 - JESUS, O FILHO ETERNO DE DEUS
O conhecimento da divindade e da eternidade
de JESUS CRISTO
reforça
a convicção do futuro da igreja, pois é através de JESUS
que fomos salvos e
nos tornamos participantes da vida eterna.
I- O PROPÓSITO DO AUTOR DA EPÍSTOLA
João é enfático ao afirmar que o eterno Filho de DEUS, nosso
Salvador, veio a este\mundo através do\nascimento (1 Jo 5.6;4.1,2).
Ele tornou-se humano, mas sem pecado e sem abrir mão da sua
divindade (Mt 28.19), do seu poder (Mt 9.6), de sua onisciência
(Mt 9.4) e do seu atributo de ser eterno (Rm 9.5).
II- A VIDA ETERNA MANIFESTA EM CRISTO
1. O
que vimos com os
nossos olhos (1.1).
2. O que ouvimos (1.3).
3. O
que temos contemplado e as nossas mãos tocaram
(1.1).
III- CRISTO, A VIDA SE MANIFESTOU
Quando João escreve que o Verbo se fez carne, está dizendo
que DEUS planejou e tornou realidade a encarnação do seu
Eterno Filho para que, na condição de homem, vivesse entre
nós (Is
7.14; Mt 1.23).
IV- JESUS ETERNO E ATUANTE DESDE O PRINCÍPIO
1. No
Antigo Testamento.
2. No
Novo Testamento,
após sua morte redentora.
SINOPSE DO TÓPICO (1)
JESUS tornou·se humano, mas sem
pecado e sem abrir mão da sua
divindade, do seu poder, de sua
onisciência e do seu atributo de
ser eterno.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
Por
ser eterno e estar acima da
vida física e espiritual, JESUS
transcende toda e qualquer consideração de
tempo que alguém
tente fazer a seu respeito.
SINOPSE DO TÓPICO (3)
Ao
recebermos a vida eterna,
tornamo-nos não somente participantes da
natureza divina, mas
também responsáveis pela observância das
doutrinas essenciais da
vida cristã.
SINOPSE DO TÓPICO (4)
As
aparições de JESUS antes de
sua encarnação, o fato de Ele ter
participado da criação de todas as
coisas, bem como a variedade de
registros a respeito de sua
ressurreição pelos escritores do NT,
indicam que Ele vive eternamente.
Subsídio Teológico
"JESUS teve, no seu nascimento,
duas naturezas distintas
Pela concepção sobrenatural de
Maria, JESUS herdou do seu Pai, pela
operação do ESPÍRITO SANTO (cf. Lc
1.35), a natureza divina com todas as
suas características. De Maria, Ele
recebeu a natureza humana. As
suas naturezas divina e humana se
uniram na constituição de sua
pessoa de modo perfeito. As duas
naturezas não se misturam, isto é, JESUS não ficou com a sua divindade
'humanizada' ou com a sua natureza
humana 'divinizada'. Em Caná,
quando JESUS transformou a água em
vinho, a água deixou de ser água e
passou a ser integralmente vinho (cf. Jo
2.8-10). Quando, porém, JESUS se fez
homem, continuou sendo DEUS
verdadeiro, mesmo estando sob a
forma de homem verdadeiro.
As
duas naturezas operavam
assim simultânea e separadamente na
sua pessoa. Jamais houve conflito
entre as duas naturezas, porque
JESUS, como homem, seja nas suas
determinações ou autoconsciência,
sempre conforme a direção do ESPÍRITO SANTO, sujeitava-se à vontade de DEUS, de acordo com a sua natureza
divina (cf.Jo 4.34; 5.30; 6.38; 5140.8; Mt
26.39).
Assim JESUS possuía duas naturezas em
uma só personalidade, as
quais operavam de modo harmonioso e
perfeito, em uma união
indissolúvel e eterna".
(BERGSTÉN, Eurico. Teologia
Sistemática.
Rio
de Janeiro: CPAD,
2004, pp.66,67).
Aplicação Pessoal
o
fato de JESUS ter se tornado humano,
deixado a sua glória junto ao Pai, descido à
terra
e
aqui vivido como um comum mortal é
a maior prova de amor que possa existir.
Lamentavelmente, essa mensagem tem desaparecido
de muitos púlpitos.
O
evangelho
pragmático tem tomado conta dos livros,
hinos, mensagens
e
muitos outros meios, os
quais deveriam ser usados para a glória
e
a honra do Senhor.
O
sacrifício redentor foi
reduzido
e
rebaixado à categoria de balcão
de empregos, sistema de saúde, consultório
psicológico
e
tem sido confundido até mesmo
com uma espécie de "jogo de azar", ao qual
as pessoas recorrem para enriquecer com
facilidade
e
sem nenhum esforço.
Nós, que temos consciência da importância e
do valor que esse gesto de amor possui,
devemos agradecer ao Eterno DEUS
e
proclamá-Io aos que estão à nossa volta. Enquanto
o Evangelho
é
loucura para os gregos, cujos
deuses "evoluíam" da condição humana para
a divina, o nosso CRISTO deixou a sua glória e
fez o caminho inverso: continuou sendo
DEUS, mas também
se
tornou homem, experimentando
a morte. Tudo para nos salvar! Se
esta mensagem divina
é
loucura para os que
perecem, para nós,
é
o poder de DEUS, pois
seu teor, conteúdo
e
aceitação, salvou-nos a
vida da perdição eterna.
QUESTIONÁRIO
DA
LIÇÃO 2 - JESUS, O FILHO ETERNO DE DEUS
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA
CPAD DO 3º TRIMESTRE DE 2009
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"No princípio era o _______________, e o
verbo _______________
com DEUS, e o verbo ___________________ DEUS" (Jo 1.1)
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
A sustentação da __________________ cristã
consiste não só no fato de que CRISTO _________________, mas de que Ele é
_________________.
INTRODUÇÃO
3- Através de
quem fomos salvos e nos tornamos participantes da vida eterna?
( )
De João.
( )
De Maria.
( )
De JESUS CRISTO.
I. O PROPÓSITO DO AUTOR
DA EPÍSTOLA
4- O que
pregavam os gnósticos na época em que foi escrita 1 João, em síntese?
( ) Que JESUS
era homem e DEUS.
( )
Que
JESUS era
mais um dos salvadores do ser
humano, e que Ele apenas tinha
algo divino em seu ser.
( ) Que, pelo fato de
JESUS ter nascido neste mundo de
corrupção, seria impossível Ele
ser DEUS perfeitamente e,
portanto, eterno.
5- Quem já havia prevenido a igreja em Colossos contra essa heresia (CI 2.9;
1.19).
( )
O apóstolo
João.
( )
O apóstolo
Paulo.
( )
O apóstolo
Pedro.
6- Quais, então, os propósitos de João, ao escrever essa carta?
( )
Demonstrar que Ele tornou-se
humano, em pecado e
em abrir mão da sua
divindade.
( )
João inicia sua 1ª
epístola tratando de sua responsabilidade em
solidificar a
convicção de seus leitores a
respeito da eternidade de JESUS CRISTO.
( )
João é enfático ao
afirmar que o eterno
Filho de DEUS, nosso
Salvador, veio a este
mundo através do
nascimento físico.
( )
Ele tornou-se
humano, mas sem pecado e
sem abrir mão da sua
divindade.
( )
Ele tornou-se humano, mas sem pecado e sem abrir mão do seu
poder.
( )
Ele tornou-se humano, mas sem pecado e sem abrir mão de sua onisciência.
( )
Ele tornou-se humano, mas sem pecado e sem abrir mão do seu atributo de ser
eterno.
II.A VIDA ETERNA
MANIFESTA EM CRISTO
7- Sobre o que João discorre ao longo de sua 1 epístola?
( )
João discorre sobre a efemeridade da vida de
JESUS, testificando de sua curta vida terrena.
( )
João discorre sobre a bondade de
JESUS, confirmando sua humanidade e vida entre os homens.
( )
João discorre sobre a eternidade de
JESUS, reafirmando sua
deidade e a vida eterna que Ele
concede aos que lhe pertencem.
8- Por que João possui idoneidade suficiente para expressar-se sobre a vida
plena e
atemporal do Filho de DEUS?
( )
Porque ele
era o mais honesto e verdadeiro discípulo de JESUS.
( ) Porque ele
era filho de Zebedeu, famoso por sua honestidade.
( ) Porque ele
foi testemunha dos ensinos de
CRISTO e teve comunhão
pessoal com JESUS.
9- Complete:
O
apóstolo do amor refere-se à vida de
CRISTO na eternidade, _________________ da
criação dos "mundos" e de todas as
coisas que neles existem,
incluindo o _________________________ (Jo 1.1-4,14; cf.
Hb 11.3). Entretanto, é bom
lembrar que, uma vez que todos
somos feituras de suas mãos, JESUS _________________ toda e qualquer
consideração de tempo que alguém
tente fazer a seu respeito. Ele
está acima da vida física e
espiritual (CI 1.16).
10- A que se
referem as
palavras de João - "no
princípio era o verbo"?
( ) Se referem
à humanidade de CRISTO.
( )
No
início de seu Evangelho, referem-se a CRISTO, que é a Palavra de DEUS
manifesta.
( )
Elas conduzem
o
leitor ao momento da criação,
para que se certifique de que o
Verbo divino não é somente
distinto do que foi criado, mas o
próprio Criador.
11- A que se
referem as
palavras de João -
"O que era desde o princípio" (1.1)"?
(
) Refere-se a
JESUS CRISTO que é desde o princípio.
(
) Refere-se a
JESUS CRISTO que foi criado por DEUS no princípio.
(
) Refere-se
a JESUS CRISTO que começou a existir quando nasceu aqui
na Terra.
12- A que se
referem as
palavras de João -
"o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos
tocaram da Palavra da vida" (1 Jo 1.1)"?
(
)
Essa expressão afirma que JESUS
possuía um corpo espiritual.
(
)
Essa expressão
reafirma que JESUS, o DEUS Filho,
veio em carne.
(
)
Essa expressão reafirma que JESUS, nesta condição, habitou entre nós; não
só revelando o Pai. e o seu amor, mas também
oferecendo a sua vida
como única condição de salvar a
todos quantos crêem em seu
nome.
13- A que se
referem as
palavras de João -
"o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado""?
( )
João dá
ênfase ao fato de os discípulos
terem convivido com JESUS fisicamente -
experiência que o apóstolo
Paulo não teve (no caminho de
Damasco, quando CRISTO lhe
falou em meio a um resplendor de
luz, Ele já havia retornado ao
céu).
( )
Aqui João está afirmando que
JESUS tinha um corpo
físico tal qual profetizou lsaías e Davi.
( )
Para os apóstolos de JESUS, foi um privilégio; para nós, que não o vimos, mas
cremos, é uma bem-aventurança.
( ) Aqui João
está se referindo à ressurreição de JESUS.
14-
Para que,
João e os demais apóstolos, presenciaram
tudo o que JESUS realizou,
enquanto estiveram com
Ele?
( )
Porque foram
confundidos
pelo Senhor, justamente a fim de que
o vissem e ouvissem e depois soubessem, para o engrandecimento da igreja.
( )
Para que depois de sua morte pudessem se lembrar de como era bom estarem com ELE
e vivessem unidos entre si, aguardando essa união novamente.
( )
Porque foram convocados
pelo Senhor, justamente a fim de que
o vissem e ouvissem e depois
testificassem, para o engrandecimento do
Reino de DEUS.
15- A que se
referem as
palavras de João -
"o que temos contemplado
e as nossas mãos tocaram" (1.1)?
( )
Pode estar
incluído o momento em que JESUS
apareceu-Ihes no cenáculo onde
estavam reunidos, e convidou-os a
tocá-Io e constatarem que, se Ele
fosse apenas um espírito, não teria
carne nem ossos. Para consolidar
suas convicções, pediu-Ihes o
que comer e, recebendo, comeu.
( )
Pode estar
incluído o momento em que DEUS
falou-Ihes através de um trovão.
( )
Pode estar
incluído o momento em que JESUS
transfigurou-se.
III.CRISTO - A VIDA SE
MANIFESTOU
16-
Complete:
Visto que no Verbo está a _______________________, Ele "se fez
_________________________ e habitou entre nós", a fim de oferecer a vida ____________________ ao homem (Jo 1.14;
3.16).
17-
Quando João escreve que o
Verbo se fez carne, o que está dizendo?
( )
Está dizendo que
DEUS planejou e tornou
realidade a encarnação do seu
Eterno Filho para que, na condição de
homem, vivesse entre nós.
( )
Nessa forma, ao
sacrificar-se, JESUS oferece a vida
eterna aos que o aceitam como seu
salvador, os quais, por
isso, tornam-se participantes da
natureza divina.
( ) Está
revelando o corpo glorioso do Senhor.
( )
João anuncia estas verdades chamando a
atenção da Igreja para as
obrigações concernentes ao que
está recebendo, pois, ao tomar
conhecimento de doutrinas tão
essenciais para a vida cristã, nos
tornamos responsáveis diante de
DEUS pela aceitação e observância
destas.
IV. JESUS ETERNO E ATUANTE
DESDE O PRINCÍPIO
18- Complete
segundo as atuações de JESUS no Antigo Testamento
(Teofanias):
JESUS _______________________ esteve presente e ativo
antes e depois da sua vinda a este
mundo como homem.
Por Ele, ___________________ as coisas foram
________________________ (Gn 1.26; CI
1.16.1 7; Rm 11.36).
19- O Antigo
Testamento relata algumas das
aparições de JESUS, em forma humana, antes
mesmo da encarnação. Cite algumas:
( ) A Adão no
Jardim do Éden.
( )
A Abrão, Ele
apareceu acompanhado de dois anjos nos
carvalhais de Manre e ainda se
alimentou.
( )
No vau de
Jaboque mudou o nome de Jacó para
Israel.
( )
Apareceu aos pais de
Sansão.
20-
O
Novo Testamento relata algumas das
aparições de JESUS,
após sua morte redentora.
Cite algumas:
( )
A Pedro, a Maria Madalena, aos discípulos, a mais de 500 irmãos, a Paulo algumas
outras vezes.
( )
A
caminho de Emaús, aparecendo a dois discípulos.
( )
A
Paulo, no caminho para Damasco, momento em que foi salvo e incumbido de levar o
evangelho ao mundo inteiro.
( ) Sua
aparição às mulheres no templo, em Jerusalém.
( )
Quando o próprio João esteve em
grande dificuldade na ilha de
Patmos (confortou-o e lhe confiou revelações.
CONCLUSÃO
21- Quais
são as
expressões máximas da
perfeita humanidade e divindade de JESUS?
(
) Nascimento de JESUS.
(
) Seu
ministério.
(
) Sua
morte.
( ) A morte de
seus discípulos.
(
) Seu sepultamento
(
) Sua
ressurreição.
( ) Sua fama.
( )
Sua
ascensão.
22- Complete:
Sua
___________________________. em toda a história, sua
indispensável estada, na
forma ___________________________, por um breve
período no universo dos homens, e a
direção da sua Igreja, são a
prova de que Ele está conosco (Mt
28.20). Bem aventurados os que
_____________________________ assim
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO NOS VÍDEOS:
http://www.apazdosenhor.org.br/prof/videosebdnatv.htm
AJUDA
CPAD -
http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas.
BEP - BÍBLIA de Estudos Pentecostal.
http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/videosebdnatv.htm
(VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE)
BÍBLIA ILUMINA EM
CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Nosso novo
endereço:http://www.apazdosenhor.org.br/prof/
Veja vídeos em
http://ebdnatv.blogspot.com ,
http://www.ebdweb.com.br/, em
http://www.sovitoria.com.br/ - Ou nos sites seguintes:
4Shared, BauCristao, Dadanet, Dailymotion, GodTube, Google, Magnify, MSN,
Multiply, Netlog, Space, Videolog, Weshow, Yahoo, Youtube.
Revista CPAD 1º Trimestre de 2008
Hebreus,
Introdução e Comentários
Título do original
em inglês: THE LETTER TO THE HEBREWS,An Introduction and
Commentary - Copyright @ Donald Guthrie, 1983. Publicado
pela Inter-Varsity Press, England - Tradução: Gordon
Chown - Revisão:Júlio Paulo Tavares Zabatiero - Primeira
Edição: 1984: 5.000 exemplares - Reimpressão:maio
1987-3.000exemplares - Reimpressão:maio
1991-5.000exemplares - Publicado no Brasil com a devida
autorização e com todos os direitos reservados pelas
Editoras:
SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA e ASSOCIAÇÃO
RELIGIOSA EDITORA MUNDO CRISTÃO
Rua Antonio Carlos Tacconi, 75 e 79 -Cidade Dutra São
Paulo -SP,CEP04810
Conde, Emílio, 1901-1971.