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LIÇÃO 2 - O CASAMENTO BÍBLICO 
LIÇÕES BÍBLICAS - 2º Trimestre de 2013 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: A FAMÍLIA CRISTÃ NO SÉCULO 21 - Protegendo seu lar dos ataques do inimigo.
Comentário: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
#QUESTIONÁRIO
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm  
 
 
TEXTO ÁUREO 
"Portanto, deixará o varão o seu  pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne"  (Gn 2.24). 
 
 
VERDADE PRÁTICA
 O casamento é uma instituição divina, sendo constituído pela união indissolúvel de um homem e de uma mulher: monogâmico e heterossexual.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 1 Co 7.1,2 Uma  mulher, um  marido
Terça - Ef 5.25-27 Ao marido: o amor faz  sacrifícios
Quarta - Ef 5.22-24 A mulher: participante da mesma missão
Quinta - 1 Tm  3.2 O bispo: marido de  uma mulher
Sexta - Gn 2.24 A monogamia é o modelo divino para o casamento
Sábado - Gn 29.21-23,28-31; 30.1-10 A poligamia e as suas tragédias 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 1.27,31; 2.18,20-24
Gn 1.27 E criou DEUS o homem à sua imagem; à imagem de DEUS o criou; macho e fêmea os criou.
 
Gn 1.31 E viu DEUS tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã: o dia sexto.

Gn 2.18 E disse o SENHOR DEUS: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja
como diante dele.
Gn 2.20 E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele. 21 Então, o SENHOR DEUS fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. 22 E da costela que o SENHOR DEUS tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão. 23 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. 24 Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
 
 
1.26 FAÇAMOS O HOMEM. Nos versículos 26-28 lemos a respeito da criação dos seres humanos; 2.4-25 supre pormenores mais específicos a respeito da sua criação e do seu meio-ambiente. Esses dois relatos se completam e ensinam várias coisas.
(1) Tanto o homem quanto a mulher foi uma criação especial de DEUS, não um produto da evolução (v. 27; Mt 19.4; Mc 10.6).
(2) O homem e a mulher, igualmente, foram criados à imagem e semelhança de DEUS. À base dessa imagem, podiam comunicar-se com DEUS, ter comunhão com Ele e expressar de modo incomparável o seu amor, glória e santidade. Eles fariam isso conhecendo a DEUS e obedecendo-o (2.15-17).
(a) Eles tinham semelhança moral com DEUS, pois não tinham pecado, eram santos, tinham sabedoria, um coração amoroso e o poder de decisão para fazer o que era certo (Ef 4.24). Viviam em comunhão pessoal com DEUS, que abrangia obediência moral (2.16,17) e plena comunhão. Quando Adão e Eva pecaram, sua semelhança moral com DEUS foi desvirtuada (6.5). Na redenção, os crentes devem ser renovados segundo a semelhança moral original (Ef 4.22-24; Cl 3.10).
(b) Adão e Eva possuíam semelhança natural com DEUS. Foram criados como seres pessoais tendo espírito, mente, emoções, autoconsciência e livre arbítrio (2.19,20; 3.6,7; 9.6).
(c) Em certo sentido, a constituição física do homem e da mulher retrata a imagem de DEUS, o que não ocorre no reino animal. DEUS pôs nos seres humanos a imagem pela qual Ele apareceria visivelmente a eles (18.1,2,22) e a forma que seu Filho um dia viria a ter (Lc 1.35; Fp 2.7; Hb 10.5).
(3) O fato de seres humanos terem sido feitos à imagem de DEUS não significa que são divinos. Foram criados segundo uma ordem inferior e dependentes de DEUS (Sl 8.5).
(4) Toda a vida humana provém inicialmente de Adão e Eva (Gn 3.20; At 17.26; Rm 5.12.
 
2.18 UMA ADJUTORA QUE ESTEJA COMO DIANTE DELE. A mulher foi criada para ser a amável companheira do homem e sua ajudadora. Daí, ela ser partícipe da responsabilidade de Adão e com ele cooperar no plano de DEUS para a vida dele e da família (ver Ef 5.22; Sl 33.20; 70.5; 115.9, onde o termo auxílio , referente a DEUS, tem o mesmo sentido que ajudadora, em 2.18).
 
Monogamia - grego μονογαμία - Casamento com uma só parceira(o). mono - 1
Bigamia - grego διγαμία - Casamento com duas parceiras(os). Bi - 2
Poligamia - grego πολυγαμία - Casamento com mais de duas parceiras(os). poli - mais de 2.
Casamento - grego γάμος - União conjugal entre um homem e uma mulher.
“Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula” (Hb 13.4-a).
União monogâmica (mono = um) + (gamós = casamento)
Heterossexual (Heteros = diferente) + (sexual = sexo)
O Senhor deixa claro que odeia o divórcio (Ml 2.16)
CRISTO e Sua noiva, a Igreja – Ef 5.31-32.
1 Coríntios 6.10 - Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de DEUS.
 
CASAMENTO BÍBLICO
- Na Bíblia aparece mais a palavra boda, do hebraico "hãtunnã" e do grego "gamos".
No Evangelho de Mateus, capítulo 25, CRISTO refere-se a um cortejo nupcial, ao mencionar as dez virgens da parábola que vão ao encontro do esposo. JESUS também participou das bodas de Caná, na Galiléia (Jo 2.1-3).
Entre os judeus, podia ser efetuado o casamento desde a idade núbil, isto é, desde os treze anos e um dia para os rapazes e doze anos e um dia para as meninas, porém o costume fixava a idade de dezoito anos. As viúvas ou repudiadas não podiam contrair novo matrimônio antes de se passarem três meses, depois da separação. Os esponsais tinham o mesmo valor legal que o matrimônio; esses esponsais duravam mais ou menos um ano, quando os noivos se comunicavam através de intermediários. Depois do período de noivado, havia a festa, que não trazia nenhuma cerimônia religiosa em si. No sábado seguinte ao início da festa do casamento, os novos esposos eram levados à sinagoga (no tempo do Novo Testamento) e o marido era convidado a fazer a leitura e a exposição de uma passagem bíblica. Depois, o mesmo cortejo que os trouxera à sinagoga levava-os para a casa deles (noivos). O novo casal desfrutava de certas regalias, durante um ano (Quando um homem for recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá encargo algum; por um ano inteiro ficará livre na sua casa para alegrar a mulher, que tomou.Dt 24.5).
Acerca dos direitos e deveres dos cônjuges, a esposa podia exigir do marido dez coisas, três das quais estão estipuladas na Lei: o alimento, o vestido e o dever conjugal (Êx 21.10) e as outras sete são prescritas pelos doutores: ajuda na enfermidade, resgate para a remissão do cativeiro, sepultura na morte, permanência ao lado do marido, casa na viuvez, comida para os filhos, uma parte da herança e o dote para os filhos. As obrigações da esposa são: o seu trabalho, sua presença habitual. etc.
Nos dias do Antigo Testamento, o casamento era negociado pelos pais dos noivos. O homem que desejasse uma esposa tinha de comprá-Ia, e o preço estabelecido, de acordo com o que se lê na Bíblia (Dt 22.29), era de cinquenta siclos de prata, cujo pagamento poderia ser feito em camelos, ovelhas ou em dinheiro. Esse pagamento era chamado "mon­har" .
Se o casamento fosse pacífico, não era tratado diretamente pelo noivo nem pela noiva. Os intermediários no trato do consórcio eram os amigos do noivo. O contato dos intermediários com a família da noiva exigia que estes "levassem presentes para a noiva e não podiam ir de mãos vazias. A noiva não tinha a menor interferência nas negociações de seu casamento com o noivo. Não tinha o direito de recusar o homem que lhe escolhessem para marido. Nos tempos do Novo Testamento, era permitido que as jovens de maior idade recusassem uma união que lhes desagradasse, mesmo que tivesse sido combinada pelos pais.
No contrato de casamento não estava a ação de qualquer mulher, nem mesmo da mãe da noiva. Todos os assuntos relacionados com o enlace eram realizados pelo pai da noiva e, na falta deste, pelo irmão mais velho; na falta do irmão, um amigo de confiança ou mesmo um servidor da casa poderia ser o intermediário. Em Gênesis 24, aparece Abraão dando instruções ao seu servo para procurar uma esposa para Isaque. O próprio Isaque desempenhou papel secundário. Convém lembrar que os casamentos desses dias distantes deviam realizar-se entre pessoas da mesma tribo; não se admitiam casamentos com estrangeiros.
Em certas épocas e lugares, o noivo não podia escolher qualquer moça para sua esposa. Se pretendesse casar-se com uma jovem de determinada família, somente podia fazê-Io com a irmã mais velha, quer fosse feia ou bonita, inteligente ou ignorante, dedicada ou desgovernada. Foi o que aconteceu a Jacó, quando pretendeu casar-se com a filha de Labão, fato que está registrado em Gênesis 29.26: "E disse Labão: Não se faz assim no nosso lugar, que a menor se dê antes da primogênita". Se o matrimônio envolvia pessoas de recursos, então a distribuição entre os pobres de vinho, azeite, figos e nozes fazia parte da cerimônia. Onde as manifestações e regozijo culminavam era no cortejo nupcial que consistia no acompanhamento da noiva da casa de seu pai até a casa do noivo. Desse desfile participavam os amigos dos noivos, as virgens e os mancebos, e todo o povo. O desfile era realizado à noite. Os integrantes do cortejo nupcial levavam lâmpadas que queimavam azeite. Essas lamparinas deviam ser abastecidas antes do desfile. A pressa ou a falta de cuidado dos servidores encarregados de encher de azeite as lamparinas, às vezes, causava embaraços e perturbações, pela falta de luz. Foi baseado nesse costume que JESUS CRISTO apresentou aos homens de seus dias a parábola das dez virgens que foram esperar o noivo, porém, as lâmpadas de algumas não tinham azeite, não estavam preparadas e, quando foram abastecer-se, o noivo apareceu e elas não puderam acompanhá-Io, perdendo o privilégio de recebê-lo.(Mt 25.10-12). Nenhuma pessoa podia aproximar-se do cortejo sem alguma espécie de luz; as luzes eram chamadas de "mesh-als"; a estopa ou farrapos de linho eram muito torcidos e colocados em certos vasos de metal, no topo de um pedaço de madeira. Às vezes, a lâmpada era levada numa das mãos, enquanto que na outra havia um vaso com azeite, para abastecê-Ia.
As bodas, ordinariamente, duravam sete dias (Gn 29.27; Jz 14.12). Os convidados das duas partes eram chamados de filhos das bodas (Mt 9.15). Havia os companheiros do noivo e as companheiras da noiva (Jz 14.10-18; SI 45.9,14,15). As amigas da noiva cantavam o "Epithalamium" ou cântico nupcial, à porta da noiva, antes do casamento. Todos os convidados da festa acompanhavam o noivo, na tarde do primeiro dia, da casa dos pais da noiva à casa do noivo, onde estava preparada a mesa do banquete e a câmara nupcial. Nessa hora a mãe já havia coroado o noivo com um turbante especial (Ct 3.11; Is 62.3).
A esposa era levada ao esposo coberta com um véu (Gn 24.65; 29.25). Enfeitada para o esposo, tendo um cinturão próprio do casamento (Jr 2.32), ela aguardava o esposo no quarto das mulheres, o tálamo nupcial (JI 2.16). Em grego, os noivos recebem o nome de "nymphios". Conde, Emílio, 1901-1971 - Tesouro de conhecimentos bíblicos / Emílio Conde. - 2' ed. ­Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de DEUS, 1983.
 

BODAS

Significando "noivado" Ou "compromisso de casamento" - eram consideradas quase tão sérias quanto o próprio casamento ­(Dt 20.7; 22.23,25,27,28; Os 2.19,20; Lc 1.27; 2.5). Isto explica a preocupação de José em relação a Maria, e sua decisão de deixá-la (Mt 1.18,19). O homem noivo era, às ve­zes chamado de esposo (Dt 22.23; Mt 1.19), e a jovem, de mulher (Gn 29.21; Dt 22.23,24; Mt 1.20). Embora a Bíblia não legisle, exceto em Deuteronômio 22, quanto a um noivado rompido, o código de Hamurabi o faz. Ele exigia que, se o futuro marido rompesse o noivado, o pai da noiva poderia manter o presente para a noiva, e se o pai da noiva renunciasse, ele pagaria em dobro o presen­te recebido (Dote). Um homem poderia declarar as suas intenções e efetuar um noivado estendendo a sua capa sobre a sua amada (Rt 3.9; cf: Dt 22.30; 27.20; Ez 16.8).

Figurativamente, no AT, a nação de Israel é considerada como tendo sido desposada ou como tendo noivado com Jeová no deserto (Jr 2.2; cf. Ez 16.8), mas que pela idolatria mais tarde tornou-se a esposa adúltera de Jeová (Os 2.2,16-23), agora repudiada, mas que será finalmente restaurada. O NT se refere à igreja como a noiva desposada de CRISTO (2 Co 11.2; Ef 5.25-32; Ap 19.6.8).

 

A Natureza do Casamento

1. O casamento faz parte da própria ordem da criação.

DEUS revelou ao homem que ele precisava de uma esposa (Gn 2.18) e que a esposa precisava de um marido (Gn. 3.16). Desde o começo, Ele criou a mulher para o homem e o homem para a mulher (Gn 1.26,27). Desde o início o homem entendeu que era vontade de DEUS que ele tivesse uma esposa. "Osso dos meus ossos e carne da minha carne" (Gn 2.23) e que deveria amá-la e cuidar dela como de si próprio. Paulo escreveu: “Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes, a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja" (Ef 5.28,29).

2. O casamento é um sacramento de sociedade.

No casamento, assim como na união sexual em particular, o homem e a mulher sentem prazer e fazem dele a demonstração exterior daquilo que é uma graça interior. ­Sacramentado por DEUS, (cf. 1 Tm 4,.3) ele representa a mais elevada expressão de afeto mútuo e a mais profunda comunhão humana, e por isso o próprio DEUS usou o casamento para expressar a incalculável profundidade de seu amor por nós.

3. O casamento é um pacto solene celebrado entre um homem e uma mulher dentro de uma perfeita liberdade, e através do qual prometem entre si o amor e a fidelidade, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na prosperidade e na adversidade enquanto viverem. De acordo com a visão de DEUS, ele somente termina com a morte ou então por causa de uma grave infidelidade ou separação de um cônjuge descrente (Mt 5.32; 19.9; Rm 7.2,3; 1 Co 7.15). Esse pacto deve ser celebrado apenas entre duas pessoas que compartilhem o mesmo espírito e fé, pois "que parte tem o fiel com o infiel?" (2 Co 6.14.15).

4. O casamento é uma vocação, um convite de DEUS para a demonstração a todo o mundo, da mais elevada forma de amor mútuo (Gn 2.23,24; Ef 5.21ss.). Também é a maneira correta de se gerar filhos (Gn 33.5; 48.4; Dt 28.4; Js 24.3,4; Sl 127.3), alimentá-los física e espiritualmente, e o ambiente mais propício para lhes ensinar a Palavra de DEUS (Dt 6.7-20; 11.18-21; Pv 22.6) e treiná-los para serem bons cidadãos (Pv 13.24; 19.18; 22.15; 28.13; 29.15,17).

 

Os Propósitos do Casamento

1. A propagação da raça humana.

É a forma Divina de desenvolver a espécie chamada humanidade. No caso dos seres angelicais, DEUS criou cada um deles individualmente, mas no caso da humanidade, Ele criou um homem e uma mulher e toda a raça humana descendeu desse primeiro casal. DEUS só poderia ter redimido separadamente cada anjo caído se CRISTO morresse individualmente por cada um deles, mas Ele pôde redimir a raça humana de Adão com uma única morte de CRISTO, pois Ele estaria representando a raça como um todo. É à luz desse fato que entendemos o significado de 1Coríntios 15.22: "Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em CRISTO".

DEUS preferiu gerar filhos espirituais que irão amá-lo por causa de sua soberana graça salvadora e trazer-lhes a vida através do relacionamento do casamento. Os aspectos sacramentais e da propagação da espécie do casamento ficam dessa forma reunidos e a geração dos filhos se torna um ato de santidade para a verdadeira glória de DEUS.

2. É a maneira de DEUS criar os filhos.

Filhos precisam de um lar, e de pais dentro deste lar. No lar eles recebem abrigo e alimento. Através da vida de seus pais eles aprendem o que significa o verdadeiro amor porque são o objeto do amor dos pais e porque veem o amor recíproco que existe entre eles. Somente através dos pais eles podem entender plenamente o profundo e duradouro amor conjugal e, dessa forma, ficam preparados para esperar e procurar um amor igual para si mesmos. É nesse ponto que a discórdia conjugal e os lares desfeitos exercem o efeito mais devastador sobre os filhos. O filho que nunca observou a demonstração de um verdadeiro amor em seu lar não está pronto para enfrentar sozinho a vida. DEUS também teve a intenção de que a demonstração de um verdadeiro amor entre país e filhos fosse a base para o entendimento do amor que Ele mesmo sentiu ao enviar o seu Filho para morrer pelos nossos pecados (cf.Ef 5.25-32).             

3. O casamento é a maneira de DEUS incutir nos filhos os princípios da justiça e da autoridade responsável:

Os pais devem tratar os filhos com paciência e justiça. (Ef 6.4; Cl 3.21) e lhes ensinar o que é justo e direito. Devem dar exemplo de responsabilidade e autoridade na divinamente ordenada economia do lar (cf. 1 Tm 3.4,5,12; Tt 1.6). O pai, como o cabeça da esposa e do lar, embora consultando plenamente sua esposa de uma forma realmente democrática, é o responsável por todas as decisões. Isso ensina a submissão à autoridade e um verdadeiro senso de responsabilidade (Ef 5.21-24).

4. O casamento é o meio pedagógico de DEUS ensinar aos filhos sobre Si mesmo.

DEUS se intitula nosso Pai e demonstra que o seu amor é tão maravilhoso como o amor de um bom pai (Sl 103.13; Jo 3.16), tão terno como o amor de uma boa mãe (Is 49.15; 66.13; Mt 23.37), tão íntimo como aquele que existe entre o marido e a esposa (Ef 5.25ss.). Desse modo, todo o relacionamento dentro do Casamento e da família transparece na demonstração e nos ensinos daquilo que DEUS é, da natureza do seu amor.

 

O lugar do Sexo

Embora o sexo tenha como objetivo estabelecido por DEUS gerar filhos para povoar a terra e assim indiretamente encher o céu com filhos renascidos em DEUS, ele também preenche importantes necessidades pessoais e familiares. O esposo necessita da esposa e a esposa necessita do marido, porque o homem é feito de tal maneira que as tensões da vida são aliviadas através do amor conjugal (1 Co 7.1-5). Ao mesmo tempo, nesse íntimo ato de amor são liberadas energias criativas tanto na vida do marido como da esposa.

Podemos observar melhor que DEUS fez o homem e a mulher para o verdadeiro prazer e um mútuo companheirismo em Cantares de Salomão, onde as intimidades do amor conjugal e do prazer estão descritas de uma forma maravilhosa e pura. No relacionamento sexual todo o amor é expresso através de atos e palavras e é consumado em comunhão e união. É uma expressão de amor que pode ser exercitada com apenas uma pessoa por causa de sua natureza santa. Cada um mantém a experiência de um profundo amor pelo outro e somente por essa pessoa. Nesse sentido, ele é o exemplo típico de um relacionamento exclusivo que deve existir individualmente entre cada cristão e seu Senhor, e no qual nenhuma outra pessoa ou deus pode ter a permissão de participar (Ex 20.3; cf. Ef 5.25ss.).

Um casamento baseado em uma vida sexual plena e estável é feliz e equilibrado, desde que esse aspecto da vida seja a expressão do mais profundo amor e não a mera satisfação de desejos carnais. Ele é de grande importância para os filhos (assim como para o marido e a esposa), porque vêem não só um casamento estável, como também seu encanto, pureza, beleza, e profunda satisfação. Os filhos, por sua vez, podem aprender que o sexo é uma dádiva divina e pode ser verdadeiramente belo e maravilhoso quando usado de acordo com as intenções de DEUS. Os cuidados que DEUS coloca no ato sexual permitem aos filhos aprender com pureza e se conservarem puros, mais tarde usando o sexo de acordo com os propósitos Divinos, vendo que a plena liberdade e alegria no casamento realmente veem quando se vive dentro do âmbito do sétimo mandamento (1 Ts 4.3-8; Hb 13.4).

 

Como DEUS Fala sobre o Casamento

Em primeiro lugar, DEUS usa o casamento como uma metáfora para expressar o relacionamento de CRISTO com a igreja, comparando CRISTO com o noivo e a igreja com a noiva (Ei 5.24-32; Ap 19.7-9). Tanto o crente individualmente como a igreja em geral, sempre são considerados no sentido de ser a noiva em relação a CRISTO (2 Co 11.2). A total submissão da virgem Maria à orientação e capacitação do ESPÍRITO SANTO quando disse, “Cumpra-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1:38), representa uma analogia com o relacionamento que deve existir entre o ESPÍRITO SANTO e o cristão. O fruto do ESPÍRITO deve ser introduzido e nascer na vida do crente (G15.22,23) assim como CRISTO foi formado pelo ESPÍRITO no ventre de Maria (Lc 1.42).

No Salmo 45, CRISTO é visto em toda a sua majestade e beleza juntamente com a sua Noiva Real, a igreja, para representar a pureza que DEUS deseja de seus filhos. A Noiva é grandemente desejada por causa de sua beleza (v. 11) tanto exterior como interior. Seus trajes são delicados e belos até o mais ínfimo detalhe.       .

 

Monogamia

Embora a poligamia fosse praticada durante algum tempo no AT, ela só era permitida como uma medida temporária. Ela negava o principio do marido e a esposa serem uma única carne (Gn 2.24; Mt 19.5), e levou a muitos problemas conjugais. Tanto Abraão como Jacó sofreram muitas tristezas por causa disso (Gn 21.9ss.; 30.1-24), e Davi e Salomão se desviaram por causa de suas esposas pagãs (2 Sm 5.13; 1 Rs 11.1-3). Somente através da monogamia é possível evitar o ciúme dentro da família e ilustrar corretamente o relacionamento de CRISTO com o crente (Ef 5.23ss.).

 

Casamento e Divórcio

O divórcio sempre representou um grave problema. O ensino de CRISTO é encontrado em Mateus 5.31,32; 19.3-9; Marcos 10.2-12; Lucas 16.18. Ele revelou que era somente por causa da dureza do coração dos homens que Moisés permitiu uma lei de divórcio e que isso poderia verdadeiramente levar ao adultério (Mt 19.8,9). O casamento só deve ser anulado por motivo de fornicação (Mt 5.31,32; 19.9). Isso significa que um divórcio somente deveria ser permitido quando houvesse uma relação sexual com outra pessoa que não fosse o cônjuge. Mesmo no caso de pessoas comprometidas na etapa do noivado, este deve ser rompido caso um dos dois cometa o ato de fornicação. CRISTO afirmou que o homem, assim como a mulher, podia cometer adultério se forçasse um divórcio injusto. Isso contrariava a opinião dos judeus que viam a mulher como a única culpada possível.

Embora exista uma diferença de opiniões, a maioria das igrejas considera que o divórcio pode ser permitido no caso de abandono voluntário. Se assim for, existem duas razões bíblicas: fornicação e adultério. Entretanto, as Escrituras aceitam que uma lei maior pode ser aplicada aos divorciados, isto é, a lei do perdão onde existe um verdadeiro arrependimento pelo pecado. Oséias perdoou e recebeu de volta a sua esposa adúltera porque a amava, assim corno DEUS está disposto a perdoar e receber de volta a sua adúltera nação de Israel (Os 2.1,2; 3.1ss.; 14.1-8).R.A.K.

 

Costumes e Cerimônias Matrimoniais

1. A escolha da noiva:

Na Bíblia não existe qualquer restrição relativa à idade mais apropriada para o casamento, mas parece certo que as jovens se casavam muito cedo (Pv 2.17; 5.18). Em Isaías 62.5, o jovem, ao se casar, recebe o nome de bahur, isto é, o melhor, um jovem robusto e decidido na flor de sua capacidade física (cf. 1 Sm 9.2; Is 40.30; Am 8.13); a virgem recebe o nome de b’tula, uma jovem atraente e sexualmente pronta para o casamento (cf. Jl 1.8; Jr 2.32). No Talmude, os rabinos estabeleceram 12 anos como idade mínima para as meninas e 13 para os meninos.

Por causa da forte intluência tribal e da unidade do clã na sociedade patriarcal, os pais consideravam seu dever e prerrogativa assegurar esposas para seus filhos (Gn 24.3; 38.6).

Normalmente, a noiva em perspectiva, assim como o noivo, simplesmente concordava com os arranjos feitos de acordo com os interesses da família e da lealdade à tribo. Não é de admirar que muitas vezes os pais procurassem o casamento entre primos em primeiro grau, como por exemplo, no caso de Rebeca e Isaque. O casamento com mulheres estrangeiras era desaconselhado (Gn 24.3; 26.34,35; 27 .46; 8.8) e mais tarde foi totalmente proibido (Ex 34.16; Dt 7.3; Ed 10.2,3,10,11) pelo perigo de uma volta à prática da idolatria das demais nações. Casamentos mistos eram tolerados apenas no caso dos exilados (por exemplo, José, Gn 41.45; Moisés, Ex 2.21) e dos reis apenas por razões políticas.

Por outro lado, havia em Israel a oportunidade para casamentos baseados no namoro. O jovem podia declarar a sua preferência (Gn 34.4; Jz 14.2). Por exemplo, Mical se apaixonou por Davi (1 Sm 18.20). Na época do AT as mulheres não eram mantidas como reclusas, como nos países muçulmanos, e podiam sair às ruas com o rosto descoberto (cf. 1 Sm 1.13). Elas cuidavam das ovelhas (Gn 29.6; Ex 2.16), carregavam água (Gn 24.13; 1 Sm 9.11), colhiam nos campos (Rt 2.3) e visitavam outros lares (Gn 34.1). Dessa maneira., os jovens tinham a liberdade de procurar a futura noiva sozinhos.

2. O noivado:

A escolha da noiva era seguida pelo noivado (q.v.), que era um procedimento formal onde havia um compromisso maior do que no noivado de nossos dias. Os homens que iam se casar com as filhas de Ló já eram considerados como seus genros (Gn 19.14). Um homem que estava noivo era dispensado do serviço militar para poder tomar (isto é, casar-se com) sua esposa e viver com ela em sua casa durante um ano (Dt 20.7; 24.5). Qualquer imoralidade sexual com uma jovem noiva era um crime tão grave quanto o adultério (Dt 22.22-27). Inscrições encontradas no Oriente Próximo também indicam que o noivado era um costume reconhecido, que tinha consequências legais muito definidas.

Geralmente, o noivado era realizado por um amigo ou representante legal da parte do noivo (1 Sm 25.39ss.). E, no caso da noiva, por seus pais. Era confirmado através de juramentos (Em 1 Sm 18.21b lemos: “Serás hoje meu genro”. Nessa ocasião era discutida a quantia do “dote” (em hebraico mohar - Dote) com os pais da jovem, e era pago imediatamente à família da moça se a moeda corrente fosse o meio de compensação.

Tanto na antiga Mesopotâmia como em Israel o casamento era um simples contrato civil sem qualquer formalização através de uma cerimônia religiosa. Embora o AT não faça uma menção especifica sobre a existência de um contrato de casamento por escrito, tais contratos estavam estipulados no Código de Hamurabi. Existem vários contratos de casamento entre os papiros encontrados na colônia judaica de Elefantine, do século V a.C., e essa prática é mencionada no Livro de Tobias (Tob 7.13). Os Talmudistas do Mishna chamam esse contrato de ketuba e dão minuciosas instruções sobre como usar e guardar o mohar. O termo "concerto" ou "aliança" (berit) em Provérbios 2.17 e Malaquias 2.14 podem estar fazendo alusão a um contrato por escrito.

3. Cerimônia de casamento:

A essência da cerimônia do casamento ou das festividades era o ato de retirar a noiva da casa do pai e trazê-la para a casa do noivo ou de seu pai. Dessa forma, havia uma verdade literal na expressão hebraica "tomar" uma esposa (por exemplo, Gn 4.19; 12.19; 24.67;38.2; Nm 12.1; 1 Sm 25.39-42; 1 Rs 3.1; 1 Cr 2.21).

Vestindo um turbante imponente (Is 61.10) ou uma coroa nupcial (Ct 8.11) como um ornamento, o noivo partia de sua casa acompanhado por seus amigos (Jo 3.29) ou ajudantes (Mt 9.15) tocando tamborins e também podendo ser acompanhado por uma banda (1 Mac 9.39). Como a procissão nupcial geralmente se realizava à noite (Ct 3.6-11), muitos portavam tochas ou lanternas (Mt 25.1-8). A alegria e a felicidade (Jr 7.34; 16.9; 25.10; Ap 18.22ss.) anunciavam sua aproximação à população local que ficava aguardando à porta das casas que ficavam à beira do caminho até a casa da noiva e também quando regressavam à casa do noivo (Mt 25.5,6).

A noiva aguardava lindamente vestida e adornada com joias (Sl 45.13ss.; Is 61.10; Ap 19.8). Para essa ocasião especial ela usava um véu (Gn 24.65; Ct 4.1,3; 6.7), que somente poderia retirar quanto estivesse sozinha com seu esposo, no escuro, na câmara nupcial (cf. Gn 29.23-25).

O noivo conduzia todos os convidados ao casamento, agora com a presença da esposa e seus acompanhantes (Sl 45.14b), até a casa de seu pai para a "ceia das bodas" (Ap 19.9). Todos os amigos e vizinhos eram convidados à festa do casamento (Gn 29.22; Mt 22.3-10; Lc 14.8; Jo 2.2) que era normalmente oferecida pelo pai do noivo (Mt 22.2). Recusar o convite para uma dessas festas representava uma grave ofensa (Mt 22.5; Lc 14.16-21). Geralmente, as festividades duravam uma semana (Gn 29.27ss.; Jz 14.10-12,17), mas o casamento era consumado na primeira noite (Gn 29.23). O anfitrião presenteava os convidados com vestes apropriadas (Mt 22.11); jogos e outras formas de diversão acrescentavam mais alegria à festividade (Jz 14.12-18). O último ato da cerimônia era conduzir a noiva à câmara nupcial (em hebraico, heder, Jz 15.1; Ct 1.4; Jl 2.16). Nesse quarto havia sido preparado um dossel (em hebraico, huppa, Salmo 19.5, “tálamo”; Joel 2.16, um "aposento particular'" ou “recâmara”) sobre o leito ou cama nupcial (Ct 1.16). Em seguida, o noivo “entrava à noiva” (Gn 16.2; 30.3; 38.8) e o lençol manchado de sangue, dessa noite de casamento, era guardado como uma prova da virgindade da noiva (Dt 22.13-21).

4. Estado civil:

Em Israel, o estado civil do esposo era revelado pelo fato de que em hebraico ele é chamado de ba'al, o mestre ou senhor de sua esposa (Ex 21.22; Dt 21.13; 22.22; 2 Sm 11.26; Pv 12.4; 31.11,23,28). Isso traz a possibilidade de uma dupla interpretação para a profecia de Oséias 2.16, "E acontecerá naquele dia, diz o Senhor, que me chamarás ‘Meu marido’ e não me chamarás mais ‘Meu Baal”. O fato da esposa aceitar o papel de dependente do marido pode ser visto quando Sara se dirige ao esposo Abraão como “meu senhor” ('adoni, Gn 18.12; 1 Pe 3.6). Dicionário Bíblico Wycliff – Charles F. Pfiffer, Howard F. Vos, John Rea.

 

INTERAÇÃO
Professor, nesta lição  você ensinará a respeito do  casamento. No  decorrer da  semana, leia  o  texto bíblico com atenção e  medite na  bênção que é  o matrimônio. A união entre um homem e uma mulher não  é somente para a perpetuação da  raça humana, mas para a formação da  família, a instituição mais importante de  uma sociedade. O casamento tem sido  atacado violentamente pelo Diabo. O número de divórcios, até  mesmo entre os crentes, vem aumentando. O matrimônio é uma aliança divina, um sacramento indissolúvel. A Igreja do Senhor JESUS, como "coluna  e firmeza da  verdade" deve trabalhar em  favor da  família, defendendo o casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel. 
 
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Analisar os princípios da   monogamia. 
Explicar os princípios da  heterossexualidade. 
Conscientizar-se da  indissolubilidade do  casamento 
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, para a aula de  hoje sugerimos que reproduza o gráfico abaixo em  cartolina. leve-o para a classe e fixe-o em  um  lugar que poderá ser visualizado por todos durante o período
desse trimestre. De acordo com o gráfico, explique aos seus alunos o que a Palavra de DEUS ensina a respeito do  casamento. Diga  que os princípios e propósitos do todo-Poderoso para o matrimônio não mudaram e jamais mudarão.
 
 
PALAVRA-CHAVE: casamento - é a união legítima entre um homeme e uma mulher.
 
RESUMO DA LIÇÃO 2 - O CASAMENTO BÍBLICO
I. O PRINCÍPIO DA MONOGAMIA 
1. Monogamia X Bigamia.
2. A poligamia torna-se comum.
3. Em o Novo Testamento.
a) Uma esposa e um marido.
b) A harmonia conjugal.
c) A monogamia na liderança cristã.
II. O PRINCÍPIO DA HETEROSSEXUALIDADE 
1. "Macho e fêmea os criou".
2. "E se unirá à sua mulher".
III. A INDISSOLUBILIDADE DO  CASAMENTO 
1. Uma só carne.
2. A porta de entrada para o divórcio.
.
I. O PRINCÍPIO DA MONOGAMIA 
1. Monogamia X Bigamia. DEUS instituiu o casamento monogâmico, ou seja, um homem e uma mulher.
Bigamia - Um homem casado com duas mulheres. Bigâmicos famosos na Bíblia - Lameque, Esaú, Jacó (que pode ser considerado poligâmico), Elcana.
2. A poligamia torna-se comum. O pecado se alastrou e vemos casos como o de Jacó, Davi, Salomão, Gideão e outros reis de israel. Isaque foi grande exemplo de monogamia. Abraão (Gn 16.1-9; 21.8-14); Jacó (Gn 30.1-24; 37.1-4, 17-36); Gideão (Jz 8:29-9:57); Davi (2 Sm 11; 13); Salomão (l Rs 11:1-11).
3. Em o Novo Testamento. Aqui já se tem quase que total conhecimento da monogamia como sendo o desejo de DEUS.
a) Uma esposa e um marido. JESUS (Mt 19.4) e Paulo ensina sobre casamento monogâmico.
b) A harmonia conjugal. Cada um deve ter a sua própria mulher e esta o seu próprio marido (1 Co 7.1,2)
c) A monogamia na liderança cristã. Todos os líderes devem ser exemplo para os fiéis - (1 Tm 3.2, 12)
II. O PRINCÍPIO DA HETEROSSEXUALIDADE 
1. "Macho e fêmea os criou". DEUS criou uma Eva para Adão e não um Ivo.
2. "E se unirá à sua mulher". A bíblia proíbe a prática do homossexualismo, quer masculino, quer feminino. (Dt 23.17; Lv 18:22; 20:13., Rm 1.27 e 1 Co 6.10)
III. A INDISSOLUBILIDADE DO  CASAMENTO 
1. Uma só carne. A união é de corpo, alma e espírito - Física, sentimental e espiritual - essa é a vontade de DEUS.
2. A porta de entrada para o divórcio. Se não houver perdão e o amor no casamento junto com o temor a DEUS esse casamento estará com as portas abertas ao divórcio não autorizado por DEUS.
.
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I - Subsídio Teológico
"Da  indissolubilidade - A natureza indissolúvel do casamento vem desde a sua origem:
'Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne' (Gn 2.24). O Senhor JESUS CRISTO disse que essa passagem bíblica significa a indissolubilidade do casamento: 'Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que DEUS ajuntou não separe o homem' (Mt 19.5,6). É uma união íntima entre duas pessoas de sexos opostos que assumem publicamente o compromisso de viverem juntas; é uma aliança solene, um pacto sagrado, legal e social. Não existe no universo, entre os seres vivos inteligentes, uma intimidade maior do que entre marido e mulher, exceto apenas entre as três pessoas da  trindade.
O voto solene de fidelidade um ao outro 'até que a morte os separe', que se ouve dos nubentes numa cerimônia de casamento, não é mera formalidade. Isso tem implicações profundas diante de  DEUS: 'Porque o SENHOR foi  testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade' (Ml 2.14). O compromisso que os noivos assumem é diante de DEUS, independentemente de o casal ser ou não crente em JESUS. Isso diz respeito ao casamento per si,  vinculado de maneira intrínseca à sua natureza, pois assim DEUS estabeleceu essa aliança 'até que a morte os separe'" (SOARES, Esequias. Casamento, Divórcio & Sexo à Luz da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp.16-7).
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA 
GIlHAM, Anabel; Bill. Conversas  Francas sobre o Casamento. 7. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
SOUZA, Estevam Ângelo. ...e fez DEUS a família: O padrão divino para um lar feliz. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999. 
 
SAIBA MAIS pela Revista Ensinador Cristão, CPAD, nº 54, p.37.
 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 2 - O CASAMENTO BÍBLICO 
Responda conforme a revista da CPAD do 2º Trimestre de 2013
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas verdadeiras e com "F" as falsas
 
TEXTO ÁUREO 
1- Complete:
"Portanto, _____________________________ o varão o seu pai e a sua _____________________________e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma ________________________________"  (Gn 2.24). 
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
O casamento é uma ________________________________ divina, sendo constituído pela união ____________________________________ de um homem e de uma mulher: _____________________________________________ e heterossexual.
 
I. O PRINCÍPIO DA MONOGAMIA 
3- O que é Monogamia?
(    ) A palavra monogamia vem de dois vocábulos gregos: monos (único) e gamós (casamento), significando um único homem para uma única mulher.
(    ) A palavra bigamia vem de dois vocábulos gregos: bi (muitos) e gamós (casamento), significando um único homem para várias mulheres.
(    ) Desde o Gênesis, vemos a monogamia como o modelo de união arquitetado por DEUS para o casamento e a formação da família.
 
4- O que Bigamia?
(    ) A palavra Bigamia vem de dois vocábulos gregos: Bi (dois) e gamós (casamento), significando um homem para duas mulheres.
(    ) O primeiro registro da bigamia também está no livro dos começos. Lameque, filho de Metusalém, por razões não explicadas, teve mais de uma esposa.
(    ) Tempos depois, Jacó, filho de Isaque, desobedeceu a DEUS e casou-se com duas mulheres heteias..
(    ) Tempos depois, Esaú, filho de Isaque, desobedeceu a DEUS e casou-se com duas mulheres heteias..
(    ) No primeiro livro de Samuel, temos o caso de Elcana que tinha duas mulheres.
(    ) O resultado não poderia ser outro: invejas, intrigas e brigas.
(    ) Abraão incorreu nesse grave erro.
(    ) Por sugestão de sua mulher, Sara, que era estéril, o pai da fé uniu-se a Agar, serva de sua esposa.
(    ) Era o concubinato acontecendo na família de Abraão (Gn 16), vindo Ismael a nascer como fruto daquela relação.
(    ) Transtornos familiares, históricos e espirituais foram inevitáveis naquele clã. 
 
5- Qual o exemplo de Monogamia na família de Abraão e o que o antigo testamento descreve a poligamia?
(    ) Isaque, considerado filho da promessa, casou-se aos 30 anos, com uma esposa escolhida por seu pai, e preferiu viver um casamento monogâmico, honrando Raquel, sua esposa, e principalmente, honrando ao Senhor.
(    ) Isaque, considerado filho da promessa, casou-se aos 40 anos, com uma esposa escolhida por seu pai, e preferiu viver um casamento monogâmico, honrando Rebeca, sua esposa, e principalmente, honrando ao Senhor.
(    ) O antigo testamento descreve a poligamia e as suas tragédias na vida de Jacó e na dos reis de Israel.
 
6- Por quem a poligamia é condenada no Novo Testamento?
(    ) No Novo Testamento a poligamia é condenada por JESUS e pelo apóstolo Paulo.
(    ) No Novo Testamento a poligamia é condenada por JESUS e pelo apóstolo Pedro.
(    ) Certa feita, os fariseus aproximaram-se de JESUS e interrogaram-no se era lícito ao homem repudiar a "sua mulher" por qualquer motivo.
(    ) Note que eles não perguntaram "deixar suas mulheres". A resposta do  Senhor remonta às origens do casamento e da própria criação.
(    ) JESUS refere-se apenas a "uma" esposa.
 
7- De que maneira as epístolas, fundamentadas nos evangelhos, tratam desse tema? Complete:
a) Uma esposa e um marido. Não há nada tão claro quanto à monogamia nos ensinos do apóstolo ______________________________________. Aos ______________________________________, por exemplo, ele ensinou que cada um deve ter a sua própria mulher e esta o seu próprio marido (1 Co 7.1,2), numa prevenção clara contra a ___________________________________.
b) A harmonia conjugal. Na epístola aos __________________________________________, Paulo ensina a _____________________________ da esposa ao marido. Ao marido, ele  exorta a ______________________ a sua esposa, como CRISTO amou a Igreja, sacrificando-se por ela (Ef 5.25; Cl 3.19). Aqui, a ________________________________ conjugal é um dos fatores que reforçam a ______________________________, e ambas são valorizadas conforme o plano original de DEUS para o casamento entre um homem e uma mulher.
c) A monogamia na ____________________________________ cristã. Para os líderes da igreja, Paulo exorta: "Convém, pois, que o ________________________________ seja irrepreensível, _________________________ de uma mulher" (1 Tm 3.2). O ______________________________ também deve ser "marido de uma mulher" (1 Tm 3.12). A liderança deve ser o __________________________ dos fiéis em tudo, e esse exemplo inclui o casamento (1 Tm 4.12). 
 
II. O PRINCÍPIO  DA HETEROSSEXUALIDADE 
8- Como foram criados os seres humanos, por DEUS?
(    ) "Macho e fêmea os criou".
(    ) DEUS criou "o homem", um ser masculino, e também fez a mulher, um ser feminino.
(    ) Em outras palavras, DEUS não uniu dois machos ou duas fêmeas.
(    ) Ele uniu um  homem com uma mulher, demonstrando a natureza e o padrão divino da heterossexualidade. 
(    ) As Santas Escrituras são claras ao condenarem - assim como o adultério, a prostituição, a perversidade, a idolatria, a mentira, o falso testemunho, etc... - a prática do homossexualismo, quer masculino, quer feminino.
(    ) As Santas Escrituras são claras ao condenarem - assim como o adultério, a prostituição, a perversidade, a idolatria, a mentira, a monogamia, etc... - a prática do homossexualismo, quer masculino, quer feminino.
 
9- De que maneira o Senhor falara ao homem a respeito da sua vocação heterossexual?
(    ) Após realizar o primeiro casamento, o Criador disse: "Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne".
(    ) Veja que o Senhor é taxativo ao falar ao homem a respeito da sua vocação heterossexual: "apegar-se-á à sua mulher".
(    ) Por isso, olhemos para as Escrituras e olhemos para o ritmo da vida humana e, inequivocamente, concordaremos: se não fosse a união homossexual, promovida por DEUS, desde o princípio, a raça humana não teria subsistido. 
(    ) Por isso, olhemos para as Escrituras e olhemos para o ciclo da vida humana e, inequivocamente, concordaremos: se não fosse a união heterossexual, promovida por DEUS, desde o princípio, a raça humana não teria subsistido. 
 
III. A INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO 
10- De que maneira o Senhor planejou a união do casal até que a morte os separasse?
(    ) O matrimônio entre homem e mulher seria opcional e efêmero!
(    ) A fim de proporcionar uma vida conjugal abundante, o Criador planejou uma união histórica, indissolúvel e permanente.
(    ) O matrimônio entre homem e mulher seria para sempre!
(    ) Tristemente, o pecado ruiu o princípio divino da continuidade do casamento, trazendo o divórcio e separando famílias.
(    ) O plano de DEUS, entretanto, ainda pode ser encontrado nas palavras de JESUS: "o que DEUS ajuntou não separe o homem".
 
11- Qual tem sido a porta de entrada para o divórcio e o que a Igreja deve fazer?
(    ) Há situações em que o perdão e o amor no casamento não são suficientes diante de DEUS, a convivência do casal tornar-se uma grande tragédia.
(    ) Há situações em que a falta de união e de amor no casamento, talvez motivados pela desobediência a DEUS, pelo orgulho e pela falta de perdão, fazem a convivência do casal tornar-se uma grande fachada.
(    ) Por conveniência, o casal apresenta-se à sociedade ou à igreja local numa aparente alegria matrimonial, mas na intimidade, a união tornou-se insuportável.
(    ) É necessário que a Igreja esteja pronta para auxiliar os casais que passam por crises conjugais, e motivá-los sempre a permanecerem unidos em um amor não fingido, mas solidificado e resistente às contrariedades que possam existir no dia a dia. 
 
CONCLUSÃO 
12- Complete:
O casamento ________________________________________ nunca foi tão atacado como no presente tempo. Em nossa sociedade, leis e normas que atentam contra a lei de DEUS são elaboradas sob o argumento de que o Estado é _________________________________________. E deve ser mesmo! Mas entre ser laico e desrespeitar _____________________________________ ordenados por DEUS desde a criação há uma grande distância. Neste aspecto, a Igreja do Senhor JESUS deve ser a "coluna e firmeza da _____________________________________________" e guardiã dos princípios _________________________________ e cristãos, denunciando o pecado e acalentando os corações ___________________________________. Assim, defendemos que o casamento _________________________________________, heterossexual e _____________________________ deva ser incentivado, apoiado e honrado nas esferas públicas de relacionamento. 
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
AJUDA
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico NVI - EDITORA VIDA.
Revista Ensinador Cristão - nº 53 - CPAD.
Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD.
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
ELISSEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. VIDA.
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. 
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
AS GRANDES DEFESAS DO CRISTIANISMO - CPAD - Jéfferson Magno Costa
O NOVO DICIONÁRIO DA BÍBLIA – Edições Vida Nova – J. D. Douglas
Conde, Emílio, 1901-1971 - Tesouro de conhecimentos bíblicos / Emílio Conde. - 2' ed. ­Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de DEUS, 1983.
Dicionário Bíblico Wycliff – Charles F. Pfiffer, Howard F. Vos, John Rea.
http://www.gospelbook.net
www.ebdweb.com.br
http://www.escoladominical.net
http://www.portalebd.org.br/
 
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