LIÇÃO 2 - JESUS, O FILHO DE DEUS
1º TRIMESTRE DE 2008
TEMA: JESUS CRISTO, Verdadeiro Homem,
Verdadeiro DEUS.
Lições Bíblicas CPAD, Jovens e Adultos - 2008
Comentários: Pr. Esequias Soares.
Consultor Doutrinário e Teológico: Pr. Antônio
Gilberto.
Complementos para ajuda aos estudantes e professores: Ev.
Henrique.
QUESTIONÁRIO
TEXTO ÁUREO:
"Qualquer que confessar que JESUS
é o Filho de DEUS, DEUS está nele e ele em DEUS" (1 Jo 4.1 5).
VERDADE PRÁTICA:
A expressão "FILHO DE DEUS" refere-se à relação
particular do Unigênito com o Pai e ao relacionamento espiritual de DEUS com os
seres humanos mediante o sacrifício de CRISTO no Calvário.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Hebreus 1.1-8.
1- Havendo DEUS, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos
pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, 2- a quem
constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. 3- O qual, sendo o
resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas
as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação
dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas; 4- feito
tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que
eles. 5- Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E
outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho? 6 - E, quando outra
vez introduz no mundo o Primogênito, diz: E todos os anjos de DEUS o adorem. 7- E, quanto aos anjos, diz: O que de seus anjos faz ventos e de seus ministros,
labareda de fogo. 8- Mas, do Filho, diz: Ó DEUS, o teu trono subsiste pelos
séculos
dos séculos, cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.
Comentário Da Leitura de Hb 1.1-8
I. A SUPERIORIDADE DA FÉ CRISTÃ (1.1-10.18)
Os cristãos que tinham vindo de um passado judaico naturalmente comparariam sua
fé recém-achada com a riqueza da sua herança tradicional judaica. Esta carta se
propõe a demonstrar-lhes a maior riqueza da sua posição cristã. A cada etapa do
argumento a nota tônica é que sua nova fé é melhor.
Embora a direção deste argumento teria valor especial para ex-judeus que se
tomaram cristãos, o tema da superioridade da fé cristã teria relevância também
para aqueles que foram convertidos de um passado pagão, tendo em vista o fato de
que os crentes gentios bem como os crentes judeus aceitavam a autoridade das
Escrituras do Antigo Testamento e precisariam de uma interpretação verídica das
mesmas.
A. A REVELAÇÃO DE DEUS ATRAVÉS DO FILHO (1.1-4)
Nesta breve seção introdutória, a revelação de DEUS através do Seu Filho é vista
não somente como superior mas também como definitiva. Levado em conta que
semelhante revelação conclusiva requer um meio muito especial, o escritor
introduz seus leitores à natureza superior do Filho e também liga o que Ele é
com o que Ele tem feito.
1- Havendo DEUS, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos
pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho,
1. A carta começa com uma declaração de um fato, a saber: que DEUS tem falado.
Pelo menos o escritor não vê necessidade alguma de demonstrar este fato. Não
comprova que DEUS fala, afirma. Isto significa que a carta não tem relevância
para aqueles que não aceitam que DEUS falou ao homem? A resposta deve ser sim. A
fé não somente na existência de DEUS, bem como na comunicação de DEUS, são
tomadas por certas. É um dos princípios sobre os quais baseia-se a totalidade do
argumento da carta. É inútil ler mais se DEUS não faz revelação alguma aos
homens.
A carta oferece, do outro lado, alguma ajuda em prol de uma melhor compreensão
daquilo que DEUS tem feito.
Outra suposição que o autor faz é que aquilo que aconteceu no passado tem
aplicação ao presente. Semelhante suposição seria rejeitada por muitos
pensadores contemporâneos. Há, realmente, no mundo secular uma reação contra o
passado como se qualquer apelo às suas lições fosse inadmissível.
Sempre há, porém, uma seção da sociedade que vive no futuro e está contra o
presente e o passado -um tipo de atividade permanentemente contrária à situação
em vigor. Mas os mais sábios reconhecem que alguma continuidade é inescapável.
Este princípio é básico para o Novo Testamento, e em nenhum lugar é enfocado tão
claramente quanto em Hebreus.
Aquilo que prende a atenção do escritor é a variedade de maneiras segundo as
quais DEUS tem falado no passado. Não as alista, mas usa a expressão muitas
vezes, e de muitas maneiras. Qualquer pessoa com conhecimento do Antigo
Testamento imediatamente conseguiria preencher os pormenores os modos diferentes
(visões, revelações angelicais, palavras e eventos proféticos) e as ocasiões
diferentes (espalhando-se, por todo o panorama da história do Antigo
Testamento).
As revelações mais iluminadoras vinham através dos profetas. Estes eram homens
levantados por DEUS para desafiar seus próprios tempos. Seu emblema de ofício
era a convicção inabalável de que falavam da parte de DEUS. Sua capacidade de
dizer: "Assim diz o Senhor," dava às suas palavras uma autoridade sem igual.
Eram maltratados (conforme Hb l1.33ss. demonstra) mas, mesmo assim, persistiam
na sua mensagem. As suas histórias formam uma leitura heróica, mas aquilo que
diziam era incompleto. O escritor de Hebreus sabia que era necessário um método
melhor de comunicação, e reconhece que este veio em JESUS CRISTO. Sendo assim,
poderíamos querer saber porque o antigo não pode ser esquecido. Afinal das
contas, aquilo que JESUS revela é melhor do que os profetas. Apesar disto, a
continuidade é mantida. Aquilo que foi falado outrora (palai) preparou o caminho
para a comunicação mais importante de todas (i.é., a revelação pelo Filho). Este
é o tema real da carta inteira: o passado cedeu lugar a coisas melhores.l É por
esta razão que o passado (as idéias religiosas do Antigo Testamento) sempre
volta a aparecer no quadro pintado por esta Epístola, para então voltar a
desvanecer-se à medida em que distingue
nitidamente entre a evolução da idéia de DEUS, que ele rejeita, e a idéia da
revelação progressiva que vê demonstrada aqui idéias melhores o cumprem e o
expandem. É fácil perceber porque o escritor começa desta maneira. Vê valor no
passado (porque DEUS falou através dele), mas também vê suas imperfeições. O que
ele diz não pode deixar de lançar luz sobre a abordagem cristã no Antigo
Testamento. Isto torna sua carta valiosa para hoje, e não somente para os tempos
dele.
2- a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.
2. Nestes últimos dias pode ser entendido no sentido e ao fim destes dias, que
aponta muito claramente para uma crise, uma nova revelação decisiva contrastada
tanto com a variedade de modos quanto com a necessidade da repetição no passado.
Uma revelação dada de uma vez por todas é claramente superior. Talvez o escritor
estivesse pensando nos últimos dias como sendo os dias finais do período
pré-cristão, de modo semelhante à divisão que os mestres judaicos faziam entre a
era presente e a era do Messias. Segundo este ponto de vista, visto que os
cristãos acreditavam que JESUS era o Messias, os "últimos dias" eram o fim da
velha era. Mas tendo em vista a expressão correspondente "ao se cumprirem os
tempos" em 9.26, é mais provável que "estes últimos dias" se refira à era
cristã, que envolve uma nova era comparada com a antiga. Quando DEUS falou aos
homens pelo Filho, o propósito era marcar o fim de todos os métodos imperfeitos.
A cortina finalmente descera sobre a era anterior, e a era final agora tinha
raiado.
Quando, no texto grego, o escritor diz um Filho ao invés de Seu Filho, fá-lo
para demonstrar o meio superior usado. Certamente não está dizendo que DEUS
tinha mais de um Filho. Está subentendendo que o melhor dos profetas não pode
ser comparado com um Filho como meio de revelação. Naturalmente, a idéia do
Filho de DEUS vindo aos homens é uma pedra de tropeço para muitos, mas o
escritor não defende sua declaração. Não vê necessidade de fazer assim, a
despeito do fato de que seus próprios contemporâneos não estariam mais
acostumados à idéia do que nós. Os pagãos às vezes pensavam na prole dos deuses,
mas esta é uma
idéia muito diferente de JESUS como Filho de DEUS. Nosso escritor deve ter
tomado por certo que seus leitores reconheceriam esta fato sem questioná-lo. Mas
não diz logo de início que está pensando em JESUS . Isso vem mais tarde, em 2.9.
Há, naturalmente, um problema de linguagem aqui. Pode ser questionado, no
entanto, quão significativa é a idéia do pai-filho com referência a DEUS, por
mais valiosa que sejam os assuntos humanos. Mas na tentativa de colocar a verdade
divina em linguagem humana, o melhor que se pode fazer é usar a aproximação
humana mais à mão; enquanto isto for mantido em mente, esta linguagem fica cheia
de sentido. A essência da revelação cristã é que DEUS é melhor visto no Seu
Filho. A analogia humana é imperfeita, naturalmente, porque nenhum pai humano é
completamente refletido no seu filho. Mas JESUS CRISTO demonstra perfeitamente
tudo que possa ser sabido acerca do Pai. Não admira que nosso escritor está
impressionado pela superioridade deste tipo de mensagem comparada com os meios
usados no passado! Sabe que se os homens não podem aprender do Filho acerca de
DEUS, nenhuma quantidade de vozes ou ações proféticas os convenceria.
Antes de identificar o Filho como sendo JESUS CRISTO, o autor dá uma descrição
do Filho. É uma descrição profunda, porque nos conta acerca daquilo que Ele é, e
não acerca da Sua aparência. O escritor quer que saibamos em primeiro lugar
acerca do relacionamento entre o Filho e o mundo da natureza. É compreensível
que ele comece aqui, porque o mundo da natureza é nosso meio-ambiente, nosso
lar. Para muitos, esta verdade vai até tal ponto que se sentem presos neste
meio-ambiente, e não podem conceber dalguém que seja mais poderoso. O conceito
que este autor tem do mundo concorda com aquele que é visto em todas as partes
do Novo Testamento. É um conceito que começa com DEUS como Criador e passa a ver
JESUS CRISTO como estando estreitamente vinculado com Ele no ato da criação.
Desta maneira, o universo impessoal imediatamente se torna pessoal. O escritor
declara que DEUS constituiu Seu Filho, que é um ato de iniciativa pessoal aqui
(o aoristo grego etheken deve ser considerado intemporal). A verdade importante
nesta passagem é que tudo remonta a DEUS.
Por que é dito que DEUS constituiu o Filho herdeiro de todas as coisas?
Significa que veio a ser aquilo que não era antes? Os elementos de tempo tendem
a confundir. É melhor pensar na ordem criada conforme ela é, e depois ser
lembrado de que ela pertence a JESUS CRISTO. É acerca da realidade presente da
nomeação que o autor se ocupa, e não acerca de quando foi feita. Na realidade,
fica claro que o escritor quer que entendamos que nunca houve um tempo em que o
Filho não era o herdeiro. As duas idéias, a Filiação e a qualidade de Herdeiro,
estão estreitamente vinculadas entre si. Nos negócios humanos, o filho mais
velho é o herdeiro natural. Na analogia, um pensamento mais profundo é
introduzido. O herdeiro também é o criador. Não está herdando aquilo com que não
tem conexão.
Herda aquilo que Ele mesmo criou. O escritor imediatamente nos mergulhou em
pensamentos profundos acerca da origem do mundo. Mesmo assim, seu interesse por
eles não é teórico mas, sim, prático, e nos faz lembrar dos ensinos de JESUS
acerca de DEUS e da criação. É Sua criação, Ele até mesmo nota quando um pardal
cai. É consolador saber que o Filho tem o mesmo interesse pessoal no mundo em
nosso redor. O que esta carta passa a dizer acerca de JESUS CRISTO está
claramente baseado num alto conceito dEle.
A declaração de que DEUS fez o universo por meio do Filho é estonteante.
Não se pode negar que DEUS poderia ter feito o universo à parte do Seu Filho,
mas o Novo Testamento esmera-se em demonstrar que DEUS não agiu assim. Os
cristãos estavam convictos que a mesma Pessoa que vivera entre os homens foi
Aquele que criara os homens. Uma carta tal como Hebreus, escrita a partir desta
convicção, não poderia deixar de apresentar um quadro mais do que humano de
JESUS CRISTO. É digno de nota que este escritor usa a palavra para "eras" (aiõnes)
e não a palavra usual para mundos (kosmoi) quando fala acerca dos atos criadores
de DEUS. A razão é que a palavra para "eras" é mais compreensiva, e que inclui
em si mesma os períodos de tempo através dos quais a ordem criada existe.
Quanto mais a ciência descobre acerca do universo, tanto mais maravilhoso é o
pensamento de que CRISTO é o agente através de quem foi criado.
Os racionalistas podem argumentar que as descobertas científicas tomam
insustentável a cosmovisão do Novo Testamento, mas o cristão declara o inverso.
Quanto maior for a compreensão do homem das maravilhas do universo, tanto maior
a necessidade de uma compreensão adequada da sua origem. A crença num Criador
pessoal não é menos crível à medida em que aumenta a penetração do homem no
espaço.
3 - O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua
pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito
por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da
Majestade, nas alturas;
3. Tendo já mergulhado seus leitores em pensamentos teológicos profundos, o
escritor ainda vai mais fundo enquanto comenta sobre CRISTO e DEUS. Qual é o
relacionamento entre eles? Como resposta, três coisas nos são ditas; a primeira
pode ser resumida como o Filho e a glória de DEUS. Ele é o resplendor da glória
de DEUS. Para compreender esta declaração, precisamos recaptar o fundo histórico
do pensamento. A idéia é a da radiância que irrompe de uma luz brilhante.4 É um
quadro marcante, como o surgimento repentino de uma aurora gloriosa no levantar
do sol.
Os raios penetram em todos os restinhos da escuridão para espatifá-la.Até mesmo
este quadro explica de maneira pobre o sentido em que JESUS CRISTO reflete a
glória de Seu Pai, porque os raios de luz, por mais esplêndidos que sejam, são,
afinal das contas, impessoais. Talvez alguns dos leitores tenham se lembrado de
que no Livro da Sabedoria (7.26), judaico, a mesma palavra foi aplicada à
sabedoria, considerada personificada. De qualquer maneira, nosso escritor quer
que saibamos que a glória de DEUS podia ser vista em JESUS CRISTO.s Uma idéia
semelhante aparece em João 1.14, onde uma testemunha ocular declara ter visto a
glória. Isto somente pode querer dizer que a totalidade do ministério de JESUS
era evidência da glória de DEUS. João chega mesmo a dizer isto acerca do
primeiro milagre que JESUS operou (Jo 2.11). Era claramente uma convicção firme
entre os cristãos primitivos de que, dalguma maneira, a glória de DEUS era vista
numa
vida humana. A ocasião mais óbvia foi quando JESUS foi transfigurado, mas Sua
missão inteira, inclusive Sua morte, era gloriosa para aqueles que vieram a crer
nEle. Refletir a glória de DEUS desta maneira pressupõe que o Filho compartilha
da mesma essência do Pai, e não somente da Sua semelhança.
A segunda declaração acerca do Filho é que é a expressão exata do seu Ser. Isto
vai consideravelmente além da primeira declaração, embora seja vinculada a ela.
Isto ressalta especificamente o fato de que Aquele que reflete a glória de DEUS
compartilha da Sua natureza. A palavra usada aqui para "expressão exata" (charakter)
é a palavra para um carimbo ou uma gravação. É altamente expressiva, porque um
carimbo num selo de cera terá a mesma imagem que a gravura no selo. A ilustração
não pode ser forçada longe demais, porque não deve ser suposto que o Filho é
formalmente distinto do Pai como o carimbo é diferente da impressão que produz.
Há, apesar disto, uma correspondência exata entre os dois. Esta declaração em si
mesma contém uma verdade profunda, porque a semelhança exata tem relacionamento
com a natureza de DEUS (hypostaseõs). A
declaração não é sem importância para o pensador teológico, porque
apóia a opinião de que JESUS era da mesma natureza de DEUS. Se for assim,
nenhuma diferença pode ser feita entre a natureza do Pai e a natureza do
Filho. O escritor rapidamente mergulhou seus leitores na teologia profunda,
mas não pára a fim de discuti-Ia. Toma por certo que seus leitores
aceitarão sem questionar este conceito de JESUS CRISTO.
A terceira declaração diz respeito ao papel presente do Filho na criação.
É dito que sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder. Duas
perguntas surgem imediatamente. Em que sentido devemos compreender
o sustentar, e de que maneira a palavra transmite poder? A palavra para
"sustentando" (pherõn) tem o sentido de manter no alto ou sustentar,
o que demonstra que JESUS CRISTO é visto no centro da estabilidade constante
do universo. Não há lugar aqui para a idéia do deísta acerca de DEUS
como relojoeiro que, tendo feito um relógio, deixa-o funcionar sozinho
com seu próprio mecanismo. O conceito neotestamentário é que DEUS como
Criador e o Filho como agente na criação estão dinamicamente ativos
na ordem criada.Mas como o Filho exerce o Seu poder?
Deve ser notado
que a palavra seu (autou) podia referir-se ao poder do Filho ou ao poder
do Pai, mas isto faz pouca diferença à interpretação. A palavra relembra a
palavra de ordem de DEUS na criação (e.g. "Haja luz") e a idéia em João
1.1-3 de que todas as coisas foram feitas pela Palavra (Logos), termo este
[traduzido "Verbo"] que se refere ao próprio JESUS CRISTO. Da mesma
maneira que a Palavra criou,
a Palavra sustenta. A estabilidade assombrosa da
ordem criada é testemunha do "poder" por detrás dela.
Depois desta série de ditos grandiosos acerca de JESUS CRISTO, o escritor
dá um indício do tema predominante da sua carta. A purificação dos
pecados é uma busca religiosa que já durou muitas eras. Sempre que há
qualquer consciência do pecado, geralmente está presente um forte desejo
de ser purificado dele. As várias tentativas humanas de obter semelhante
purificação apresentam um amplo espectro de idéias, desde os mais desesperados
esforços-próprios até à supressão de todos os esforços e até mesmo
de todos os desejos. A maioria dos sistemas começa com o homem e depende
da força da vontade dele mesmo. De má fama entre tais sistemas
correntes nos tempos de JESUS era o dos fariseus que geralmente faziam das
boas obras e do esforço-próprio a medida da devoção religiosa. A idéia de
que os pecados poderiam ser purificados sem semelhante esforço lhes era
estranha. Certamente, a idéia de que JESUS CRISTO podia purificar os pecados era considerada incrível.
JESUS viu-Se confrontado com este conceito
quando perdoou o pecado de um homem, e Lhe foi dito que somente DEUS podia perdoar os pecados. Mas nesta carta a idéia vai mais longe do
que o perdão, porque a purificação envolve a limpeza, no sentido de tornar
puro.
É estranho que o escritor desta carta não dê indício algum a esta
altura acerca da maneira em que JESUS CRISTO purificou os nossos pecados.
Nada há para mostrar como ele lidou com o pecado, ainda que, à medida
em que a carta prossegue, este fato fica sendo cada vez mais claro. Parece que a
esta altura é suficiente para ele mencionar um ato completado para resumir o que o Filho fez
em prol dos homens. A ligação entre a idéia de sustentar o universo com a
de purificar os pecados é muito notável. A qualidade remota a inspiradora
de temor de sustentar o universo é contrabalançada pela intimidade da
purificação
dos pecados. Com uma tela tão grande quanto o universo para
pintar, é notável achar a mínima menção dos pecados. Mas é este último
tema que dominará a carta inteira. Deve ser mantido em mente que o Antigo
Testamento demonstra que providências foram feitas para a expiação
mediante o sacrifício, e visto que esta carta é endereçada a "Hebreus"
pressupõe-se, sem dúvida, que os leitores vinculariam a "purificação" com o
Dia da Expiação, quando, então, enfatizava-se que a purificação dos pecados
do povo somente poderia ser feita mediante o sacrifício. O escritor
demonstra mais tarde que o sangue de touros e de bodes não pode remover
pecados (10.4). Por enquanto, contenta-se com o resumo o mais conciso
possível.
Depois de tratar dos pecados, o Filho sobe ao trono. Mais uma vez,
a ação é específica. Aconteceu depois do evento de purificar os pecados,
o que sugere que a importância da entronização acha sua chave no ato da
purificação.8 Mais uma vez, trata-se de um resumo brevíssimo. A mão
direita era tradicionalmente o lugar de honra. A idéia aqui é tirada da prática
dos reis orientais de associar com eles mesmos o herdeiro no exercício
do governo. Apesar disto, a idéia do Messias estar assentado à direita
de DEUS provém do Salmo 110.1. A associação deve ter estado na mente
do autor, porque várias vezes cita este Salmo mais tarde na Epístola. Realmente,
pode ser dito que este Salmo forma uma parte importante do pano
de fundo da carta inteira. Evidentemente, o escritor tinha meditado sobre
ele, porque é dele que desenvolve a idéia de uma ordem diferente
de sacerdócio. Para o momento, no entanto, tem outras coisas em mente
antes de chegar àquele assunto. O ato de sentar-se (assentou-se,ekathisen,
aoristo) leva consigo um forte sentido de realização, porque a posição
assentada é mais sugestiva de uma tarefa acabada do que uma posição em
pé. Na realidade, esta ênfase no CRISTO assentado, que é apoiada por outras
evidências neotestamentárias, demonstra conclusivamente que a obra
sacrificial está feita. Já não há necessidade alguma de semelhante sacrifício.
A posição sentada também pode denotar uma posição de alta honra.
Vale a pena notar que a Majestade nas alturas é uma maneira especialmente
respeitosa de falar acerca de DEUS. Reflete a reverência judaica
para com o nome de DEUS que levou os judeus devotos a evitar o seu uso
e a colocar no lugar dele alguma frase de respeito. O escritor usa uma frase
quase idêntica em 8.1. A presente declaração é apenas uma indicação da
exposição mais completa que está para seguir. O escritor claramente tem
um conceito majestoso de DEUS.
4- feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente
nome do que eles.
4- Este Versículo cumpre dois propósitos:
conclui a declaração introdutória e prepara o cenário para a primeira seção
principal. Tendo em vista tudo que já foi dito a superioridade do Filho aos
anjos não é surpresa alguma. Ma não fica tão claro porque a comparação é feita
com anjos a esta altura. Pode ser que o escritor tinha meditado sobre as
passagens do Antigo testamento que passa a citar, com interesse especial pelo
Salmo 8 (citado no cap. 2) e no Salmo 110, porque os consideravam messiânicos.
Do outro lado, é possível que a idéia da superioridade de CRISTO
aos anjos Lhe tenha ocorrido primeiro, e que as passagens relevantes tenham, então, surgido na sua mente. Esta última sugestão é provável,tendo
em vista o grande interesse que os judeus tinham pelos anjos. É compreensível
que, numa época em que os anjos eram tidos em alta estima, o escritor
desejasse demonstrar que DEUS agora falara através do Seu Filho de
uma maneira muito mais eficaz do que através deles.
O homem moderno não tem tanta certeza acerca dos anjos, e a relevância
desta passagem requer alguma discussão. Os anjos aparecem várias
vezes nas histórias dos Evangelhos,e não se pode negar que os evangelistas
consideravam estes seres sobrenaturais como seres reais. Na realidade,
JESUS mesmo falou dos anjos da guarda dos filhos. Boa parte da crítica
moderna dispensa os anjos ao chamá-los de seres mitológicos, é, algum
tipo de personificação das mensagens de DEUS. Se esta opinião fosse certa,
haveria pouca relevância na discussão da superioridade do Filho aos anjos,
a não ser para demonstrar a ineficácia dos seres mitológicos. Mas se há dimensões
espirituais representadas por anjos que não podem ser consideradas
no mesmo nível da experiência natural, fica sendo imediatamente
relevante definir a posição do Filho nestas esferas espirituais. O homem de
fé pode às vezes penetrar nas esferas que estão bloqueadas para muitos
por causa da sua descrença. O "anjo" no Novo Testamento é invariavelmente
um mensageiro de DEUS e é este aspecto que é importante para o
presente argumento do escritor.
Concentra-se primeiramente no nome, que outra vez é surpreendente.
O ditado moderno: "O nome não importa" certamente não era aplicável então,
porque os nomes eram mais do que um meio de distinguir as pessoas;
eram o meio de dizer algo acerca daquelas pessoas. O nome descrevia
a natureza. Mas qual é o nome que Ele herdou? Visto que JESUS já foi
introduzido como o Filho, idéia esta que é o tema das citações do Antigo
Testamento que se seguem, fica claro que o nome mais excelente é o de
Filho, que subentende o relacionamento mais estreito e mais íntimo. Visto
que para o mundo daqueles tempos o nome de "anjo" era tão altamente
honrado como símbolo de mensageiro divino,é possível que alguns estivessem
chamando JESUS CRISTO pelo nome de "anjo" e fazendo-O não mais
alto do que os seres espirituais que, segundo se acreditavam, influenciavam
os negócios dos homens. A idéia dEle como Filho é muito mais sublime.
Claramente, o cristianismo teria tido um caráter bem diferente se a posição
de JESUS não tivesse sido mais alta do que a de um anjo. Os leitores podem
ter pertencido a um grupo semelhante àquele em Colossos que realmente
estava adorando anjos (CI2.18), ou a um grupo que anteriormente estivera
sob a influência de Cunrã, onde os anjos eram altamente respeitados. Era
essencial para o evangelho cristão ser libertado deste tipo de abordagem.
A excelência do nome dado a JESUS CRISTO é achada também em Filipenses
2.9ss., onde é considerado um sinal de honra sublime.
B. A SUPERIORIDADE DO FILHO AOS ANJOS(1.5-2.18)
Os leitores judeus certamente devem ter tido alta estima pelos anjos
e o escritor considera necessário demonstrar a superioridade de CRISTO a estes
mensageiros celestiais reverenciados.O caráter glorificado de CRISTO
pressupunha Sua superioridade aos anjos, mas um problema surgiria acerca
da Sua humanidade. Nesta seção, o escritor leva seus leitores a reconhecer
porque JESUS tinha de tomar-Se um homem verdadeiro a fim de ser
eficaz como Sumo Sacerdote em prol dos homens, função esta que nenhum
anjo poderia cumprir.
(i) CRISTO é superior na Sua natureza (1.5-14)
5- Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E
outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?
5. Agora começa uma lista de citações do Antigo Testamento que
se propõem a demonstrar a extensão da superioridade do Filho. O escritor
não usa suas citações exatamente da mesma maneira como o contexto
original. Por exemplo, toma palavras que originalmente se aplicavam
a um rei israelita e aplica-as a JESUS CRISTO. Considera que este modo de
proceder é legítimo. Nisto não está sozinho, porque há outros exemplos
entre os escritores do Novo Testamento. O Evangelho segundo Mateus
contém vários. Mateus 2.5-6 e 22.44 são exemplos em que passagens do
Antigo Testamento são citadas de modo messiânico. Alguns dos cumprimentos
de Mateus, no entanto, são passagens que os judeus nunca consideraram
como messiânicas (e.g. Mateus 2.15 que cita Oséias 11.1), mas
que o ESPÍRITO levou os cristãos primitivos a reconhecer como tais. Fica
claro que as Escrituras do Antigo Testamento possuíam considerável
autoridade para a era do Novo Testamento, e, de fato, a totalidade desta
carta aos Hebreus testifica disto. Deve ser notado, ainda, que o escritor
introduz as citações neste capítulo com a fórmula simples: "Diz," que
deve referir-se a DEUS.As Escrituras para ele são a voz de DEUS.
Para uma apreciação da abordagem cristã ao Antigo Testamento,
é necessário ter em mente este conceito flexível do cumprimento da profecia. A idéia de um cumprimento imediato e de um outro cumprimento
remoto é comum, e isto explica como uma predição que tinha relevância
no passado poderia ter um cumprimento mais completo no futuro. Isto está em harmonia com a natureza de
DEUS que vê o tempo de um modo diferente do conceito que o homem tem dele. Para Ele, mil anos é apenas um
dia, que não deve ser considerada uma correlação exata, conforme supõem
alguns milenistas, mas, sim, como uma indicação de uma diferença essencial
de cálculo.
A primeira passagem a ser citada é Salmo 2.7, salmo este que reflete
uma situação de guerra e que provavelmente pertence à situação histórica
descrita em 2 Samuel 7. Nosso escritor, no entanto, não está interessado
no evento histórico, mas, sim, na propriedade das palavras para serem aplicadas
ao Messias. No Salmo, as palavras: Tu és meu Filho aplicam-se a
Davi, mas claramente somente têm uma aplicação imperfeita a ele. Os cristãos
primitivos reconheciam as palavras como messiânicas. São citadas
no discurso de Paulo em Antioquia da Pisídia (At 13.33). Os judeus no
seu auditório teriam apreciado a força desta citação; acrescentava autoridade
bíblica às declarações que Paulo estava fazendo. O que impressiona
o escritor aos Hebreus é que, ao passo que as palavras de aplicam a JESUS
CRISTO, não podem aplicar-se a um anjo. Se DEUS Se dirige ao Messias desta maneira, o Messias deve, portanto, ser superior aos anjos. Mas em que
sentido se deve entender as palavras eu hoje te gerei? Na sua aplicação a
Davi, podem referir-se ao aniversário da sua coroação. Ou, talvez a palavra
"gerei" (gegenneka) deva ser entendida com referência à paternidade de
DEUS, sem indicar qualquer ponto específico de tempo. Quando é aplicada
a JESUS CRISTO como Messias, a mesma coisa se aplica. Pode referir-se
à encarnação ou à ressurreição. De fato, é neste último sentido que é aplicada
em Atos 13.33. Do outro lado, não fica claro que em Hebreus qualquer
importância é atribuída ao elemento tempo. O escritor claramente
está mais interessado em demonstrar a relevância da geração em termos da
posição do Filho, ao invés de prendê-la a uma ocasião específica.
A segunda citação é uma passagem que era geralmente aceita como
sendo uma referência ao Messias.Vem de 2 Samuel 7.14, de um oráculo
dado a Davi. Há uma estreita ligação entre esta passagem e a anterior.
A idéia contida nela captou a imaginação de muitos escritores do Antigo
Testamento, conforme é visto na sua crença num Messias vindouro. O relacionamento entre Pai e Filho mais uma vez é a idéia-chave para nosso escritor,
porque marca o Messias como estando separado do relacionamento
Criador-criatura que há entre DEUS e os anjos. Historicamente, pode-se
dizer que as palavras acharam um cumprimento parcial em Salomão, o filho de Davi, que completou a edificação do primeiro templo. Mas o cumprimento
perfeito não veio até o tempo do Filho maior de Davi. Tanto o
reino quanto o templo precisavam de uma reinterpretação em termos espirituais,
e era um dos temas principais de nosso escritor fazê-lo em referência
ao tabernáculo que era o prenúncio do templo. Vale a pena notar que
há alguma menção de um relacionamento pai-filho em Salmo 89.26-27,
seguida por uma referência ao primogênito, uma combinação de idéias
que também é achada nos versículos 5 e 6 deste capítulo. Já que nosso
autor está profundamente instruído no Antigo Testamento, é provável
que sua familiaridade com o Salmo 89 também tenha influenciado sua seleção
dalgumas das outras passagens do Antigo Testamento citadas aqui.
6 - E, quando outra vez introduz no mundo o Primogênito, diz: E todos os
anjos de DEUS o adorem.
6. As palavras: E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo,
que introduzem a citação seguinte, também ecoam a passagem veterotestamentária
mencionada supra (i.é, SI 89.27). Ali, a palavra primogênito
é usada ("Fá-lo-ei... meu primogênito") para Davi. Fica claro que na
mente do escritor o "Primogênito" (prototokos) do v.6é o Filho dos versículos
anteriores. É sugestivo que o mesmo termo é usado a respeito de
JESUS CRISTO pelo apóstolo Paulo (Cl 1.15, 18; Rm 8.29), qualificado da
seguinte maneira: primogênito de toda a criação, primogênito dentre os
mortos, primogênito entre muitos irmãos. A expressão claramente fica
revestida de profundo significado quando é aplicada a CRISTO. Aqui o escritor não entra em detalhes sobre a superioridade de
CRISTO, conforme faz
Paulo. Contenta-se, pelo contrário, em fazer declarações que produzirão
uma impressão profunda de superioridade. A referência primária deve ser à
encarnação, para chamar a atenção ao fato de que quando JESUS CRISTO nasceu,
a função dos anjos era adorar. Na opinião do escritor, a homenagem
dos anjos é prova de que consideravam o Filho como superior. Seu significado
fica bastante claro, mas um problema surge a respeito da citação.
A fórmula diz (legei), que introduz a citação, é familiar nesta Epístola.
O sujeito é omitido, mas claramente trata-se de DEUS. As citações das Escrituras
não são simplesmente declarações formais do Antigo Testamento, mas, sim, o
próprio DEUS falando pessoalmente no texto. Isto dá uma indicação do conceito da
inspiração das Escrituras sustentado pelo escritor. Pretende que seja
compreendido que a citação que faz vem com autoridade, embora a citação exata: E
todos os anjos de DEUS o adorem não apareça na Bíblia hebraico. Em duas
passagens da Septuaginta (SI 97.7 e Dt 32.43) há uma estreita aproximação; esta
última passagem inclui a conjunção "e" (kai) que está presente no original grego
do nosso versículo, mas é omitida na maioria das traduções atuais. Deuteronômio
faz parte do cântico de Moisés que olha para o futuro, para o triunfo do Senhor
de Israel sobre Seus adversários.12Nosso escritor transfere o triunfo deste
cântico para o Messias,a quem ele vê como o "Primogênito." A mesma passagem
do Antigo Testamento é citada por Paulo em Romanos 15.10 onde os gentios são
conclamados a regozijar-se.Vale a pena notar que Paulo introduz sua citação de
Deuteronômio 32.43 com a mesma fórmula (legei) que é usada em Hebreus, tanto
mais significante porque não é usual para o Apóstolo usar a fórmula sem
declarar,o sujeito. Outro paralelo interessante entre as duas passagens do Novo
Testamento é o uso duplo de novamente (palin) [ARA reveza várias traduções] em
citações sucessivas como se a intenção fosse ressaltar a estreita conexão entre
elas. A prática de amontoar citações das Escrituras da maneira de Paulo e do
escritor aos Hebreus tem seu paralelo na literatura judaica. Nas passagens sendo
comparadas, Paulo acha uma palavra de ligação em "os gentios," ao passo que
Hebreus faz a mesma coisa com a idéia de anjos. A declaração de que os anjos são
ordenados a adorar o Primogênito sugere que este é seu dever apropriado.
7 - E, quanto aos anjos, diz: O que de seus anjos faz ventos e de seus
ministros, labareda de fogo.
7- Tendo estabelecido a superioridade de JESUS
CRISTO sobre os anjos, que representam as mais exaltadas entre as criaturas de
DEUS, o escritor inculca sua lição com referências adicionais ao Antigo
Testamento. A primeira é tirada de Salmo 104.4, mas no sentido achado no
texto hebraico, não faz referência a anjos.
O escritor claramente reconhece a autoridade
do texto grego que interpretou o texto hebraico da mesma maneira
que fizeram os escritores rabínicos. As palavras:Aquele que a seus anjos
faz ventos, visam demonstrar um forte contraste entre os anjos e o Filho.
Ao passo que se diz que o Filho foi gerado, diz.se que os anjos foram feitos.
A distinção não é acidental. Os anjos, como criaturas, podem funcionar
somente dentro dos limites para os quais foram criados, ou seja: para
levar a efeito os desejos do seu Criador. Tanto os anjos (angeloi) quanto
os servos ("ministros" -leitourgoi) têm uma função bem diferente da do
Filho. A tarefa deles é servir. A tarefa do Filho é de exercer soberania
(conforme demonstram os vv. 8 e 9).
É sugestivo que a descrição dos anjos é feita em termos do mundo natural. Ventos
e fogo são melhor vistos como representantes de agências naturais poderosas, do
que como ilustração de coisas que não tem substâncias. Há paralelos
vétero-testamentários à idéia de agências sobrenaturais por detrás dos elementos
da natureza (e.g. SI 18.10; 35.5). Há alguma sugestão de poder irresistível na
linguagem figurada usada, porque tanto o vento quanto o fogo podem ser
irresistivelmente destruidores, ou, se devidamente captados, poderosamente
construtivos. Mas o pensamento principal do escritor nesta Epístola é o
reconhecimento pelos anjos de um poder maior do que eles mesmos, a saber: o
próprio poder que os nomeou.
Embora estes agentes espirituais sejam mais poderosos do que os homens, não
deixam de ser ultrapassadas pelo poder do Filho. Se alguém pensar que por detrás
desta idéia há um conceito antiquado do mundo como estando sujeito a influências
pessoas invisíveis, ao invés da idéia moderna da causa e efeito, que não deixa
lugar para a manipulação sobrenatural, deve ser lembrado que aqui o escritor não
está fazendo um comentário científico sobre fenômenos naturais como "vento" e
"fogo." Seu propósito é inteiramente espiritual, uma demonstração da suprema
importância do Filho sobre todas as criaturas. Ao mesmo tempo, o que ele diz não
está em conflito com um conceito científico do mundo.
8 - Mas, do Filho, diz: Ó DEUS, o teu trono subsiste pelos séculos dos
séculos, cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.
8-9. O contraste entre os
anjos e o Filho é ressaltado de modo inconfundível na construção da frase grega
(men... de). A citação que expõe a soberania do Filho vem do Salmo 45.6-7. O
contexto original do Salmo era bem diferente, e se referia às bodas dalgum rei
de Israel. Mesmo assim, era geralmente reconhecido que tinha um significado
muito mais extenso, e, de fato, era considerado messiânico.É neste último
sentido que é citado aqui. As palavras iniciais: O teu trono, Ó DEUS, é para
todo o sempre, causam um problema, porque podem ser entendidas ou como um
tratamento direto ao Filho, e neste caso não se pode evitar a implicação de que
o Filho está sendo descrito como DEUS; ou, menos provavelmente, as palavras
podem ser entendidas no sentido de "O trono do Teu DEUS," ou "DEUS é Teu trono,"
e neste caso a implicação de que o Filho é DEUS é evitada. Se um contexto
histórico for levado em mente, seria difícil imaginar um rei terrestre sendo
diretamente tratado assim, a não ser num sentido restrito, e, portanto, é melhor
considerar que a declaração acha seu único cumprimento verdadeiro em CRISTO.
Deve ser notado, no entanto, que a deificação do rei tem paralelos na literatura
pagã (cf. também Jo 10.3435).
Mesmo assim, visto que no pensamento hebraico o ocupante do trono de Davi era
considerado o representante de DEUS, é neste sentido que se poderia dirigir-se
ao rei chamando-o de DEUS.
As palavras seguintes: Cetro de eqüidade é o cetro do seu reino, focalizam-se no
caráter da soberania do Filho. O Antigo Testamento freqüentemente enfatiza a
idéia da justiça, não somente a justiça de DEUS, como também a necessidade de
justiça da parte do povo. O tema é especialmente relevante para o assunto
principal desta Epístola. O Filho não dá Sua aquiescência a um padrão justo com
má vontade. Forma o centro dos Seus afetos. Faz parte da Sua natureza -Amaste a
justiça. Semelhante abordagem à justiça envolve uma rejeição específica do seu
oposto: a iniqüidade (anomia). É típico do estilo poético hebraico declarar uma
idéia seguida por uma negação do seu oposto. Os que amam não têm alternativa
senão odiar a iniqüidade, mas somente JESUS CRISTO o Filho já cumpriu
perfeitamente os dois objetivos.
A unção do Filho não deve ser considerada em conexão com os ritos da coroação,
mas, sim, como simbolizando a alegria de ocasiões festivas, quando, então, era
seguida a prática de ungir. Este fato explica uma forte sensação de alegria. A
mesma idéia ocorre no Salmo 23.5, onde a unção é um sinal de favor. As palavras
como a nenhum dos teus companheiros no Salmo original provavelmente se referem a
outros reis e ressaltam a superioridade do rei a quem se dirige a palavra (cf.
SI 89.27). Pode, no entanto, ser menos formal e referir-se aos companheiros na
festa.
Todos os sacerdotes da linhagem de Arão eram
ungidos.
Na leitura feita nesta lição fala acerca da
superioridade de Jesus sobre os anjos. Os crentes hebreus, baseados nos
relatos e ensinamentos do Antigo Testamento, tinham os seres angelicais
em alta estima e respeito, uma vez que os mesmos ocupavam proeminente
lugar na economia divina. Eles sabiam que caso suas mensagens fossem
desprezadas, conseqüências terríveis haveriam de vir. Era urgente e
necessário para aqueles crentes entenderem que Jesus está acima dos
anjos em todos os aspectos, pois sua mensagem e missão têm finalidade
infinitamente mais sublime: a salvação de todos os homens em todas as
épocas e lugares. Somente ao Senhor Jesus toda honra, glória e
majestade.
Na Antiga Aliança, os anjos eram muito considerados. Na epístola aos
Hebreus, o escritor ressalta, de modo enfático, a superioridade de
Cristo em relação aos seres angelicais e, ao mesmo tempo, afirma que
Ele, ao se encarnar, fez-se “um pouco menor que os anjos” (Hb 2.9).
Nesta lição, estudaremos alguns aspectos importantes dessa
superioridade, entendendo esse paradoxo numa análise exegética simples.
MAIS EXCELENTE EM SUA NATUREZA E NO SEU NOME
1. Os anjos na Bíblia. Os anjos tiveram papel muito importante entre o
povo de Deus no Antigo Testamento. Ver Gn 19.1,15; 28.12; Êx 3.2; 23.20;
Sl 103.20. No Novo, não foi diferente. Um anjo apareceu a
José, revelando o nascimento sobrenatural de Jesus (Mt 1.20); um anjo
removeu a pedra do sepulcro de Jesus, após sua ressurreição (Mt 28.2).
Hoje, há uma verdadeira idolatria em torno desses seres celestiais. A
Bíblia adverte: “Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de
humildade e culto dos anjos” (Cl 2.18). Outras referências demonstram
claramente a ação dos anjos, não só em favor de Israel, mas de todos os
servos de Deus, em todo o mundo (cf. Sl 34.7).
2. A natureza dos anjos (vv.7,14). O texto bíblico nos revela alguns
aspectos relativos à natureza dos anjos. No v.7, lemos que Deus “de seus
anjos faz ventos, e de seus ministros labaredas de fogo”. É uma citação
de Salmos 104.4. Eles são ministros usados por Deus segundo a sua
vontade, submissos a cada convocação sua, portanto, ficam muito aquém da
natureza e das funções do Filho de Deus. Por maiores que sejam os anjos,
em comparação com Cristo são apenas bafos de ventos e fagulhas de fogo.
Eles são criaturas. Jesus é Criador, inclusive dos anjos (ver Jo 1.3).
No v. 14, os anjos são chamados “espíritos ministradores, enviados para
servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação”.
A SUPERIORIDADE DE JESUS EM RELAÇÃO AOS ANJOS
1. Declarado Filho de Deus, gerado pelo Pai. No v.5, o escritor indaga:
“a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra
vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?” Estas perguntas
trazem em seu bojo a afirmativa de que Cristo é superior aos anjos, por
ter sido gerado pelo Pai. Ver também Rm 1.4. O escritor sacro reporta-se
a Salmos 7.2, que diz: “Recitarei o decreto: O SENHOR me disse: Tu és
meu Filho; eu hoje te gerei”. Essa questão é realmente difícil de
entender. Sendo Deus, em que sentido Jesus poderia ser gerado? A
resposta está no grandioso milagre e mistério da sua encarnação,
incompreensível à mente humana, que só entende um pouco das coisas
terrenas.
2. O Filho pela ressurreição. O escritor Lucas, no Livro de Atos,
declara: “E nós vos anunciamos que a promessa que foi feita aos pais,
Deus a cumpriu a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também
está escrito no Salmo segundo: Meu filho és tu; hoje te gerei” (At
13.32,33). Sem ter deixado jamais de ser Deus, Jesus foi apresentado ao
mundo publicamente, como Filho de Deus, na ressurreição. Veja o que
Paulo diz: “Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de
santificação, pela ressurreição dos mortos - Jesus Cristo, nosso Senhor”
(Rm 1.4). De fato, se Jesus tivesse feito milagres, mas não houvesse
ressuscitado, ninguém poderia crer que fosse o divino Filho de Deus (Ver
Mt 3.17; 17.5; Rm 1.4). Seria como Buda, Maomé, Chrisna, etc.
3. O Filho deve ser adorado pelos anjos (v.6). “E quando outra vez
introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o
adorem”; “...por isso lhe darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei mais
elevado do que os reis da terra” (Sl 89.26,27).
4. Jesus está à direita de Deus (v.13). Esta é a posição de honra, dada
somente a Cristo, e a ninguém mais: “E a qual dos anjos disse jamais:
Assenta-te à minha destra até que ponha a teus inimigos por escabelo de
teus pés?”. Estêvão, quando estava sendo martirizado, contemplou Jesus à
direita de Deus (cf. At 7.55).
5. Jesus é Rei, Messias e Criador. No v.8, lemos: “Mas do Filho diz: ó
Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de eqüidade
é o cetro do teu reino”. Aqui o Filho é chamado Deus, como de fato Ele o
é, além de ser também Rei, cujo cetro (símbolo da autoridade real) é de
retidão. Os anjos não têm poder de reino ou soberania. Nos vv.9-12,
vemos que Jesus é apresentado como o Ungido, o Messias, e, ao mesmo
tempo, como aquEle de quem a terra e “os céus são obra” de suas mãos. O
v.13 prossegue exaltando a superioridade de Cristo como o vencedor,
pondo seus inimigos debaixo de seus pés.
A GRANDE SALVAÇÃO EM JESUS
1. Advertência contra o desvio (v.1-3). Depois de apresentar o quadro da
superioridade de Cristo em relação aos anjos, o escritor aos Hebreus é
levado a advertir os destinatários da carta (e a nós, também), quanto
“às coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos
delas” (v.1). E explica que, se “a palavra falada pelos anjos permaneceu
firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa
retribuição”, indaga solenemente: “Como escaparemos nós, se não
atentarmos para uma tão grande salvação...?” (v.3). Esta salvação,
trazida por Jesus Cristo, não foi efetivada por meras palavras, e sim,
autenticada por Deus, por meio de “sinais e milagres, e várias
maravilhas e dons do Espírito Santo...” (v.4). Quem se desvia da sua fé
em Cristo, corre o risco de perder-se para sempre (v.3).
2. Jesus, homem, um pouco menor que os anjos (2.7-9). Esse é um aparente
paradoxo encontrado na carta aos Hebreus, relacionado à encarnação de
Cristo. “Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus
que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da
morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos”. A
dedução é simples. Jesus, feito homem, despojou-se voluntariamente de
parte de seus atributos, e sujeitou-se a morrer, na cruz, para que
“provasse a morte por todos”. Nessa condição, em sua natureza humana,
tornou-se “um pouco menor que os anjos”. Se não fosse assim, a sua
natureza divina não o permitiria morrer, pois Deus não morre.
O que
significa FILHO DE DEUS, FILHOS DE DEUS?
-
No Antigo Oriente era comum alguém
se chamar de filho de um deus. Assim o testificam muitos nomes próprios,
como por exemplo: Ben-Hadad (filho do deus Hadad); Bar-Rekub
(filho de Rekub); Abiel (1 Sm 9.1) - (Deus é meu pai);
Abibaal (Baal é meu pai); Abiyya (Yahweh é meu
pai - 1 Sm 8.2; 2 Cr 13.20). Entre os semitas, a filiação divina tinha o
sentido de adoção. O rei era considerado como filho de algum deus. No
Egito, a filiação era compreendida até no sentido físico, sendo gerado
por Re, o deus supremo (ou Rah). Entre os sumerianos, babilônicos e
árabes, o rei era como um filho adotivo de um ou de muitos deuses; no
Egito, Babilônia, Arábia, o rei era venerado como deus mesmo. No tempo
do N.T. os imperadores romanos herdaram esse culto divino aos reis;
primeiro nas províncias orientais e logo em todo o império. Eram
adorados como filhos de um deus e como salvadores divinos.
No A.T., o rei
costumava ser chamado de "meu filho", por Yahweh (2 Sm 7.14; 1 Cr 22.10;
SI 2.7; 89.27) significando que fora escolhido por Deus (1 Cr 28.6). Era
considerado como um representante divino na terra (2 Cr 9.8). No
entanto, entre os israelitas, o rei nunca era adorado como um deus. A
expressão filho de Deus também se aplicava aos anjos (Jó 1.6); ao
povo escolhido (Êx 4.22; Jr 31.9); aos israelitas fiéis (Dt 14.1; Os
1.10).
Nos sinóticos, Jesus
nunca se chama a si mesmo de Filho de Deus. Em João isso acontece seis
vezes. Em Mateus 11.27; 24.36; 28.19; e 14 vezes em João, Jesus se
denomina de "O Filho". O uso freqüente do título pelos autores do N.T.
(11 vezes em Mateus, sete vezes em Marcos, nove vezes em Lucas, duas
vezes em Atos, 17 vezes nas cartas de João, 18 vezes nas cartas de
Paulo) permite afirmar que o termo exprime a fé dos primitivos cristãos.
A comunidade primitiva expressava sua fé na divindade de Jesus através
da expressão "Filho de Deus". Em Romanos 1.3,4, Paulo usou uma expressão
já comum entre os cristãos, como uma profissão de fé. Aliás Paulo usa
muito a expressão "Filho de Deus" (Rm 5.10; Rm 8.14; Rm 8.29;
8.32; GI 4.6; CI 1.14s). O autor de Aos Hebreus afirma que Jesus é o
Filho, "o resplendor da glória
de Deus e
a imagem de sua substância ",
estando acima dos anjos; para quem são todas as coisas e levará muitos
filhos à glória (Hb 1.2, 5-14; 2.6-9; 3.1-6; 2.10).
As expressões mais
claras de Jesus Cristo, designando-se Filho de Deus estão no Evangelho
de João. Chama-se a si mesmo Filho de Deus, Unigênito de Deus, o Filho,
tudo expressando a sua filiação divina. Declara-se um com o Pai; está no
Pai, e o Pai está nele; todas as coisas foram postas nas mãos do Filho,
pelo Pai. Mesmo assim, toda a onipotência que o Filho possui lhe foi
conferida pelo Pai; o Filho nada faz por iniciativa própria senão
somente a vontade do Pai (Jo 3.16-18; 5.19-26; 6.40; 10.30,36; 11.14;
8.38; 17.11,2123; 13.3; 14.10,11).
Na comunidade cristã
primitiva, o conceito da divindade de Jesus estava intimamente
relacionado com a sua messianidade, isto é, pela crença que tinham em
Jesus como o Messias (At 9.20-22; 1 Jo 2.2223).
Para algumas pessoas o
tema filhos de Deus é dos mais difíceis de entender. Será essa uma
matéria não-pacífica? É verdade, esses nomes tão doces de pronunciar
ainda suscitam dúvidas quanto à sua interpretação.
Todos julgam que Adão
é filho de Deus e que todos nós, igualmente, somos filhos de Deus, muito
embora a maioria seja composta de filhos rebeldes, desobedientes e sem
afeto.
Na genealogia do
Evangelho de Lucas, o evangelista inicia a lista e registra que Jesus,
como se supunha, era filho de José, e José de Eli, e termina o registro
com esta explicação: "Cainã [filho] de Enos, e Enos de Sete. E
Sete de Adão, e Adão de Deus" (Lc 3.38).
A primeira grande
dificuldade na interpretação do termo filhos de Deus está
registrada no livro de Gênesis: "Viram os filhos de Deus que
as filhas dos homens eram formosas, e tomaram para si
mulheres de todas as que escolheram" (Gn 6.2). Como se vê, está
escrito que os filhos de Deus tomaram as filhas dos homens. A confusão
que se estabeleceu na interpretação da frase embaraçou tanta gente que
até hoje muitos estão presos sem o saberem. Alguns comentaristas
interpretam a frase filhos de Deus como sendo anjos, e muitos há
que com isso concordam, sem se darem ao trabalho de melhor estudar o
assunto à luz da interpretação da Palavra de Deus e das declarações do
próprio Jesus Cristo. A maioria dos comentaristas discorda da
interpretação da minoria, argumentando que os filhos de Deus ali
mencionados são os descendentes de Sete e dos piedosos patriarcas,
enquanto que as filhas dos homens é a designação que se dá às mulheres
da raça de Caim, que se tornara maldito por seu ato maligno cometido
contra Abel, seu irmão.
O argumento mais forte
dessa interpretação encontrase nas palavras de Cristo, nesta declaração
pública feita diante dos saduceus: "E. respondendo Jesus, disse-lhes:
Os filhos deste mundo casam-se, e dão-se em casamento; mas os
que foram havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro,
e a ressurreição dos mortos nem hão de se casar nem ser dados em
casamento" (Lc 20.34,35) e Mc 12.25 JESUS diz: "Porquanto, ao
ressuscitarem dos mortos, nem se casam, nem se dão em casamento; pelo
contrário, são como os anjos nos céus". Como se vê, nas palavras claras
de Jesus, o Filho de Deus, quem se casa e se dá em casamento são os
filhos deste mundo. Ora, é difícil, senão impossível, provar que os
filhos de Deus na passagem de Gn 6.2 citada, sejam anjos.
Chamamos a atenção dos
leitores para estas declarações enfáticas do Novo Testamento,
concernentes àqueles que aceitam a Jesus Cristo como seu Salvador:
"Mas, a todos quantos o receberam deu-lhes o poder
de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no seu nome" (Jo
1.12). "Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus
esses são filhos de Deus" (Rm 8.14). Pelo Espírito Santo, os crentes
são, no Filho,
criaturas de Deus, participantes da natureza divina (Jo 1.12; Rm
8.19,23; Gl 3.26; 4.57.; Ef 1.5; Fp 2.15; Hb 2.10; 12.5-8; 2 Pe
1.4; 1 Jo 3.1-10; 5.2; Ap 21.7).
Finalizando, anotem o
que vamos dizer acerca do Filho de Deus. Filho por direito e não por
adoção como nós eleitos pela graça. Natanael, apesar de todas as
reservas que fazia, concernentes ao nome Filho de Deus, apesar de evitar
tal declaração, contudo, no encontro que teve com Jesus, quando o Mestre
lhe declarou que o vira debaixo da figueira, ele respondeu convicto e
entusiasmado:
"Rabi, tu
és o Filho de Deus, tu és o
rei de Israel" (Jo 1.49). Cerca de 40 vezes, o título Filho de
Deus, no sentido único, absoluto e verdadeiro, é aplicado a Jesus
Cristo. Onde o título, aplicado ao Mestre, no entanto, adquire sentido
mais profundo, é neste diálogo travado entre Jesus e o sumo sacerdote,
durante o interrogatório no Sinédrio: "O sumo sacerdote tornou a lhe
perguntar. e disse-lhe: És tu o Cristo, o filho do Deus
bendito? E Jesus disse-lhe: Eu o sou" (Mc 14.61,62) .
Nós, os crentes, somos
filhos de Deus resgatados do pecado, filhos por adoção, comprados por
preço de sangue. Jesus Cristo, porém, é o Filho de Deus, o Unigênito de
Deus. Filho de Deus é uma das oito dezenas de títulos que as Escrituras
dão a Jesus Cristo.
Descomplicando tudo:
Sabemos que JESUS sempre existiu, Ele é
DEUS.
O que significa Filho?
Significa
que a uma das três pessoas da trindade precisa fazer o papel que faz um
filho, ou seja, obedecer às ordens do Pai, executar os planos que Seu
Pai tem para com Ele e para com todas as criaturas que ambos criaram
junto com o ESPÍRITO SANTO (terceira pessoa da trindade), concordar em
tudo com o Pai, Glorificar e exaltar sempre o nome do Pai, ter íntima
comunhão com o Pai, servir de exemplo para com todos os outros filhos
que o Pai gerar (não que Este seja gerado, mas servir de exemplo para
os outros que serão gerados, em um corpo humano e através de JESUS em
um corpo humano) , etc...
O que significa "Hoje te gerei"? O que
significa Primogênito? O que significa Unigênito?
Significa
que JESUS como homem foi gerado no ventre virgem de Maria, para viver na
Terra como homem (mesmo sempre sendo DEUS), em tudo se tornando
semelhante aos homens, mas nunca deixando de ser DEUS (como um soldado
sem a farda).
Significa
também que quando JESUS adentrou o céu depois de ressuscitado, ali
estava um filho de DEUS, num corpo humano ressurreto, sendo o primeiro
corpo humano transformado a entrar no céu, daí a palavra Primogênito,
primeiro filho gerado para a glória, daí viriam outros milhares
formando a Igreja dos primogênitos ("Eis-me aqui e aos filhos que
tu me deste").
Antes
de se tornar homem JESUS era o UNIGÊNITO do Pai, único filho, sem
possibilidade de haver outro como Ele.
Quando
estava aqui na Terra, como homem, era o primogênito (primeiro filho de
DEUS gerado na Terra) entre os filhos de DEUS num corpo humano e era o
unigênito de DEUS (era o único filho de DEUS na Terra, pois só Ele
tinha o ESPÍRITO SANTO). Depois de haver feito nossa salvação na cruz
JESUS gerou para DEUS muitos filhos (em corpos humanos e não como ELE
JESUS DEUS, mas como homem). todo aquele que confessa a JESUS CRISTO
como Salvador e Senhor agora pode se tornar filho de DEUS, não mais
JESUS é Unigênito na Terra, agora é PRIMOGÊNITO, pois é o primeiro
como homem a ser filho de DEUS, DEUS tem agora milhões de filhos.
Glória a DEUS.
Resumo
de JESUS como homem:
JESUS,
como homem, foi gerado aqui na Terra em um corpo humano. No céu quando
chegou após a ressurreição é também agora gerado como o primeiro
filho de DEUS em um corpo humano glorificado.
JESUS,
como homem, foi Filho Unigênito (único filho de DEUS) antes de morrer
e ressuscitar e antes de alguém o aceitar como Salvador e Senhor.
JESUS,
como homem, foi Primogênito ((primeiro filho de DEUS) a partir do
momento que o aceitaram como Salvador e Senhor, começando por Maria
Madalena, e depois seus discípulos até chegar a nós.
Resumo
de JESUS como DEUS.
Não
é gerado, pois é DEUS e não tem princípio e nem fim de dias, é pai
da eternidade.
É
Unigênito, pois é único filho e DEUS, não existe outro filho de DEUS
como JESUS e nunca existirá.
É
primogênito, tem a primazia sobre tudo, pois é criador e sustentador
de todas as coisas visíveis e invisíveis. É primeiro em tudo, tudo
começa por ELE, pois sem ELE nada do que foi feito se fez.
CONCLUSÃO
A superioridade de Cristo em relação aos anjos excede em muito a idéia
distorcida, e difundida entre os incrédulos, de que os seres angelicais
têm papel místico, ao ponto de serem venerados ou mesmo adorados pelos
adeptos das falsas doutrinas.
O autor da carta aos Hebreus, iniciando seu escrito, fala acerca de três
tipos de emissários que Deus enviou ao mundo para transmitir a sua
revelação: os profetas, os anjos e o Filho.Comparando-se os profetas e
os anjos, deve se deixar claro que os primeiros foram muito usados por
Deus, falando com autoridade e convicção. Entretanto, seus oráculos,
mesmo sendo da parte de Deus, nem sempre eram bem recebidos. A rebeldia
dos ouvintes fez com que diversos profetas fossem assassinados,
desprezados e passassem por adversidades. No caso dos anjos, não há
relatos de terem sido desprezados ou apedrejados, pois eram tidos em
grande temor por serem figuras sobrenaturais. (Note que as diversas
aparições dos seres celestes causavam muito medo, motivo este que levava
os anjos a começarem seus diálogos com a expressão “Não temas”.)
Comunicações que exigiam decisão de uma pessoa eram transmitidas por
anjos (veja os exemplos de Abraão, Gideão e Ló). Se o povo ouvia os
anjos com certo grau de temor, mais temor deveriam ter diante do Filho
de Deus, por ser este maior do que os anjos. Ele criou todas as coisas,
inclusive os anjos. Se o povo reverenciava os mensageiros celestes,
estes, por sua vez, reverenciavam o Filho. O mundo vindouro não foi
deixado sob os cuidados dos anjos, mas de Jesus. Eles são “espíritos
ministradores”, que labutam em prol dos que “hão de herdar a salvação”,
enquanto o Filho é o próprio executor da salvação. Até na forma de
tratamento, a designação “anjos” é inferior ao “Filho”, pois são eles
servos, criaturas, e Jesus é Senhor e Criador. Partindo desses
argumentos, o escritor anuncia a superioridade de Jesus tanto sobre os
profetas como sobre os anjos. O autor conclui que, se as palavras ditas
pelos anjos foram firmes e, no caso de transgredidas, receberam punição,
maior responsabilidade haverá para os que rejeitarem as palavras do
Filho de Deus, sem o qual não há salvação.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Os nomes e títulos concedidos pelas Escrituras ao Senhor JESUS revelam sua
natureza, ministério e oficio. Os títulos de CRISTO são tão importantes para
compreendermos a sua natureza e ministério que Oscar Cullmann (1902-1999),
teólogo franco-alemão, utilizou-os como método de pesquisa ao desenvolver o tema
da Cristologia em o Novo Testamento.
Os títulos e ofícios de JESUS revelam-lhe o messianato (Profeta, CRISTO), a
divindade (Filho de DEUS, Eu Sou), a humanidade (Filho de José), e sua
ascendência real
(Filho de Davi). Muitos desses títulos aparecem combinados, como por exemplo,
Filho do Homem. Este pode designar tanto a humanidade de JESUS quanto a sua
divindade (Jo 6.62).
Portanto, ao apresentar os nomes de CRISTO, não se esqueça de explicá-los de
acordo com o contexto histórico, e de aplicá-los ao cotidiano dos alunos.
Reproduza a tabela abaixo conforme os recursos disponíveis.
s
RESUMO DA LIÇÃO 2 - JESUS, O FILHO DE DEUS
REVISTA CPAD 1º TRIMESTRE DE 2008
PALAVRA-CHAVE:
Filho de DEUS, Expressa a divindade eterna com o Pai.
I. JESUS, O FILHO DE DEUS
1. Filho gerado por DEUS (v.5).
2. Filho desde a eternidade (v.2).
II. JESUS, O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS
1. Origem e significado do termo "Unigênito".
2. O Filho é superior aos anjos (v.4).
III. JESUS, O PRIMOGÊNITO DE TODA A CRIAÇÃO
1. A expressa imagem de DEUS (1.3).
2. O conceito bíblico de "primogênito" (1.6).
IV. OS FILHOS DE DEUS
1. Na época da Lei.
2. Na época da graça.
CONCLUSÃO
A posição singular de JESUS como Filho,Primogênito e Unigênito aponta para a sua divindade.
PALAVRA-CHAVE:
Filho de DEUS, Expressa a divindade eterna com o Pai.
SINOPSE DO TÓPICO (1 )
"Filho de DEUS" indica tanto a origem divina de JESUS quanto à sua
deidade.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
"O Filho Unigênito"não reflete a idéia de nascimento, mas de natureza,
caráter e tipo.
SINOPSE DO TÓPICO (3)
Primogênito não significa "o primeiro criado", mas "primeiro em
categoria".
SINOPSE DO TÓPICO (4).
JESUS CRISTO é o verdadeiro Filho de DEUS e, por meio dEle,o cristão pode
clamar: "Aba, Pai" (Rm 8.15).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Teológico
"Implicações Teológicas de João 5.1 7 [.u] As autoridades judaicas do primeiro
século entraram em disputas teológicas concernentes à guarda do sábado por DEUS.
Um lado disse que Ele guardava; o outro negou, argumentando que se DEUS cessasse
todas as suas obras no sábado, as suas ações de providência parariam,
e o Universo entraria em colapso [u.] No entanto, em João 5.17 JESUS está
reivindicando o direito de trabalhar no sábado, porque DEUS é o seu Pai, e,
implicitamente, Ele é o Filho que segue os passos de seu Pai nesse aspecto. O
ponto é que embora alguém possa ser chamado de um filho de DEUS por ser um
pacificador (Mt 5.9), os mortais comuns não podem ser corretamente chamados de
filhos de DEUS em todos os aspectos, uma vez que eles não imitam ao
Todo-Poderoso em todos os aspectos. Eu não criei um Universo recentemente;
certamente não sou um filho de DEUS em termos de criacionismo. Os judeus
reconheceram que a brecha que se aplicava a DEUS, trabalhando no sábado, estava
ligada à transcendência do Todo-Poderoso e servia somente para Ele.A atitude do
Senhor JESUS ao justificar o seu próprio trabalho no sábado, apelando para o
fato de DEUS ser o seu Pai, era, para aqueles judeus, uma extraordinária
reivindicação." (CARSON,DA A difícil doutrina do amor de DEUS. Rio de Janeiro:
CPAD, 2007.)
APLICAÇÃO PESSOAL
Aceitar ao nosso Senhor JESUS CRISTO como Senhor e Salvador pessoal é um cálice
de regozijo eterno! JESUS , o verdadeiro Filho de DEUS, concede ao crente o
direito de se tornar filho de DEUS Jo 1.12). E,se tu és filho, também és
herdeiro de DEUS e co-herdeiro de CRISTO (Rm 8. 17). Então, porque temes os
males noturnos? Não sabeis que o vosso Pai é Luz na escuridão? (Jo 1.9,10).
Porque te assombras no vale da morte? Esqueceste que a Lázaro Ele ressuscitou
depois de sepultado? (Jo 11.2 5). Filho do Pai celeste porque paras? Ele ordena
que prossigas até que recebas a tua coroa (Ap 3.11). Tu és filho especial de
DEUS!
A lápide fria e mortal não é a tua sina, mas o trono: "Ao que vencer, lhe
concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei
com meu Pai no seu trono" (Ap 3.21).
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QUESTIONÁRIO DA
LIÇÃO 2 - JESUS, O FILHO DE DEUS - 1º TRIMESTRE DE 2008
TEXTO ÁUREO:
1- Complete:
"Qualquer que
________________________que JESUS é o _______________ de DEUS,
DEUS está
nele e _____________________ em DEUS" (1 Jo 4.1 5).
VERDADE
PRÁTICA:
2- Complete:
A expressão
"FILHO DE DEUS" refere-se à _____________________ particular do
Unigênito com o Pai e ao relacionamento ____________________________ de
DEUS com os seres humanos mediante o ______________________________ de
CRISTO no Calvário.
INTRODUÇÃO
3- Complete:
Nesta lição,
estudaremos JESUS como ____________________,Primogênito e
______________________de DEUS. O objetivo é mostrar que, apesar
desses títulos, sua __________________________ e divindade
precedem a tudo.
I. JESUS, O FILHO DE DEUS
4- Em quem se cumpriu a profecia seguinte: "Tu és meu Filho, hoje
te gerei [...] "eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho"?
Marque com “X” a alternativa correta:
( ) Em
Paulo.
( ) Em
Davi.
( ) Em JESUS.
5- O que
indica claramente a expressão "Filho de DEUS" nas Escrituras? Marque com
“X” a alternativa correta:
( ) A natureza
espiritual de JESUS.
( ) A natureza
sentimental de JESUS.
( ) A natureza
divina de JESUS.
6- O ensino de que o Verbo tornou-se Filho somente a partir da sua
encarnação, tem apoio entre os teólogos realmente bíblicos, piedosos e
conservadores? Marque com “X” a alternativa correta:
(
) Sim.
( ) Não.
7- Desde
quando JESUS já era chamado Filho? Em qual versículo podemos provar
isto? Marque com “X” a alternativa correta:
( ) Mesmo
antes da sua encarnação, como vemos em 1 João 4.9: "DEUS enviou seu
Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos".
( ) Mesmo
antes da sua ascensão, como vemos em 2 João 4.9: "DEUS enviou seu
Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos".
( ) Mesmo
antes da sua crucificação, como vemos em 3 João 4.9: "DEUS enviou seu
Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos".
8- O que revela a relação de JESUS com o Pai, por exemplo, em Jo
10.30-36? Marque com “X” a alternativa correta:
( ) Revela sua
complexidade.
( ) Revela sua
deidade.
( ) Revela sua
maturidade.
9- O que é
afirmar que JESUS é o Filho de DEUS, mas que não é DEUS? Marque com “X”
a alternativa correta:
( ) Uma
dúvida normal e costumeira.
( ) Uma
heresia e dúvida.
( ) Uma
heresia e blasfêmia.
II. JESUS, O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS
10- Qual a origem do termo "Unigênito"?
Marque com “X”
a alternativa correta:
(
) O termo aparece
duas vezes nos escritos de João, todas relacionadas a JESUS (Jo 1.14,
1 Jo 4.9). Isso revela claramente sua deidade.
(
) O termo aparece três vezes nos escritos de João, todas relacionadas a JESUS (Jo 1.14,
18; 3.16, 18). Isso revela claramente sua trindade.
(
) O termo aparece
cinco vezes nos escritos de João, todas relacionadas a JESUS (Jo 1.14,
18; 3.16, 18; 1 Jo 4.9). Isso revela claramente sua divindade.
11- Qual
significado do termo "Unigênito"? Coloque “V” para Verdadeiro e “F” para
Falso:
( ) Natureza.
( )
Unidade.
( ) Caráter.
( ) Tipo.
12- Em que
sentido JESUS é o "unigênito do Pai"? Coloque “V” para Verdadeiro e “F”
para Falso:
( ) No
sentido do seu relacionamento exclusivo com Ele.
(
) CRISTO não foi criado por DEUS, Ele preexiste eternamente.
( ) No
sentido de que só Ele foi criado como filho.
( ) É chamado
de Pai da Eternidade (ls 9.6).
13- O que são os Anjos? Coloque “V” para Verdadeiro e “F” para Falso:
( ) Os
anjos são criaturas espirituais, mas limitadas.
( )
Criaturas superiores a todos os outros seres criados por DEUS.
( ) Os Anjos
estiveram presentes no ministério terreno de JESUS como afirma o
apóstolo Paulo.
14- Qual a
relação entre JESUS e os Anjos? Marque com “X” a alternativa correta:
( )
DEUS foi
adorado pelos anjos junto com JESUS: "E todos os anjos de DEUS adorem
junto com Ele."
( )
JESUS é
idolatrado pelos próprios anjos: "E todos os anjos de DEUS o adorem."
(
) JESUS é adorado pelos próprios anjos: "E todos os anjos de DEUS
o adorem."
III. JESUS, O PRIMOGÊNITO DE TODA A CRIAÇÃO
15- Qual expressão confirma a divindade de JESUS na carta de Paulo aos
Colossenses? Marque com “X” a alternativa correta:
(
) CRISTO é "a sombra do DEUS invisível".
(
) CRISTO é "a imagem do DEUS invisível".
(
) CRISTO é "a essência do DEUS invisível".
16- O que a palavra original para "imagem" comunica, relacionados a
CRISTO e à sua obra? Coloque “V” para Verdadeiro e “F” para
Falso:
( ) Aparência.
( )
Corpo físico.
( )
Manifestação.
17- Complete
segundo 1 Timóteo 3.16:
"Aquele que se
________________________ em carne foi justificado em
___________________________, visto dos _______________________,
pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima, na glória".
18- Qual o conceito bíblico de "primogênito" aplicado a
CRISTO?
Coloque “V” para Verdadeiro e “F” para Falso:
( ) Tem o
significado de primazia.
( ) Tem o
significado de preeminência.
( )
Tem o significado de excelência.
( ) Tem o
significado de supremacia.
( )
Tem o significado de primeiro filho criado por DEUS no céu.
( ) Tem o
significado de predomínio.
( ) Tem o
significado de autoridade total.
19- Cite
algumas referências na bíblia de outros que, apesar de não serem filhos
primogênitos, assim foram ou são chamados: Coloque “V” para Verdadeiro e
“F” para Falso:
( ) Davi,
filho mais novo de Jessé, foi chamado de "primogênito".
( )
Salomão, filho de Davi, foi
chamado de "primogênito".
( ) Efraim,
filho mais novo de José, mas fora apresentado como primogênito.
( ) A Igreja
de JESUS CRISTO também é formada de "primogênitos".
20- Complete:
CRISTO como "primogênito" tem a ver com
_________________________, e não com _________________________. A
Palavra de DEUS é taxativa ao concluir esse ponto: "para que em
__________________
tenha a preeminência" (CI 1.18).
IV. OS FILHOS DE
DEUS
21- Como era o
conceito de filhos de DEUS no Antigo Testamento?
Coloque “V”
para Verdadeiro e “F” para Falso:
( ) Concernente a
Israel, denota relacionamento com DEUS mediante uma aliança ou concerto
coletivo.
( ) O
cristão dessa época sempre aceitou o fato de ser filho de DEUS.
( ) O hebreu
devoto naquela época não se apresentava individualmente como filho de
DEUS.
( ) Os judeus não ousam chamar DEUS de Pai.
22- Na época da graça, no Novo Testamento, como se dá a filiação
espiritual do crente com DEUS?
Coloque “V”
para Verdadeiro e “F” para Falso:
( ) Ocorre por
adoção, na acepção bíblica e espiritual.
( ) O hebreu
devoto se apresenta individualmente como filho de
DEUS.
( ) É individual.
23-
Através de que DEUS nos concedeu a posição de filhos?
Coloque “V”
para Verdadeiro e “F” para Falso:
( ) Pelos méritos
da nossa obra realizada em CRISTO.
( )
Pelos méritos de nosso cumprimento da lei de CRISTO.
( ) Pelos méritos
da obra redentora de CRISTO.
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Hebreus, Introdução e Comentários
Título do original em inglês:
THE LETTER TO THE HEBREWS,An Introduction and Commentary -
Copyright @ Donald Guthrie, 1983. Publicado pela Inter-Varsity Press, England -
Tradução: Gordon Chown -
Revisão:Júlio Paulo Tavares Zabatiero -
Primeira Edição: 1984: 5.000 exemplares -
Reimpressão:maio 1987-3.000exemplares -
Reimpressão:maio 1991-5.000exemplares -
Publicado no Brasil com a devida autorização e com todos os direitos reservados
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Tesouro de Conhecimentos Bíblicos / Emílio conde
- 2º Edição - rio de janeiro - 1983 - CPAD