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Lição 2 - O Nascimento de JESUS
2º trimestre de 2015 - JESUS, o Homem Perfeito: O Evangelho de Lucas, o Médico Amado.
Comentarista da CPAD: Pastor: José Gonçalves
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
Questionário
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
Veja - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/Licao3-jc-1tr08-jesusverdadeirohomemverdadeirodeus.htm
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao11-cdc-2tr17-maria-mae-de-jesus-uma-serva-humilde.htm
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao12-cdc-2tr17-jose-o-pai-terreno-de-jesus-um-homem-de-carater.htm
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao13-cdc-2tr17-jesus-cristo-o-modelo-supremo-de-carater.htm
 
 
 
TEXTO ÁUREO
"E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem." (Lc 2.7)
 
 
VERDADE PRÁTICA
DEUS revelou seu amor à humanidade ao enviar a este mundo o seu filho JESUS.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Lc 1.55 - DEUS é fiel e cumpre as suas promessas
Terça - Lc 1.41 - DEUS revitaliza as profecias a respeito do Messias 
Quarta - Lc 4.18; 6.20 - DEUS revela-se aos carentes e necessitados
Quinta - Lc 2.11 - DEUS revela a realeza do Messias para toda a humanidade
Sexta - Lc 2.25,26 - DEUS revela-se aos piedosos e às minorias 
Sábado - Lc 2.36-38 - DEUS revela-se aos humildes e contritos de coração
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lucas 2.1-7
1 E aconteceu, naqueles dias, que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse. 2 (Este primeiro alistamento foi feito sendo Cirênio governador da Síria.) 3 E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. 4 E subiu da Galiléia também José, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), 5 a fim de alistar-se com Maria, sua mulher, que estava grávida.
6 E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. 7 E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.
 
OBJETIVO GERAL
Mostrar que a vinda de JESUS CRISTO ao mundo é uma prova do amor de DEUS.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
 
Apresentar o nascimento de JESUS no contexto profético.
Conhecer como se deu o anúncio do nascimento de JESUS segundo Lucas.
Explicar o porquê de o nascimento de JESUS ter ocorrido entre os pobres.
Mostrar o nascimento de JESUS dentro do judaísmo.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição de hoje estudaremos a respeito do nascimento do Filho de DEUS.
É importante lembrar que quando JESUS veio ao mundo, a Palestina estava debaixo do jugo do Império Romano. César Augusto era o imperador. Os imperadores romanos eram vistos por todos como um deus. Porém, o Rei dos reis em breve nasceria. JESUS nasceu em um lugar simples, em um estábulo. Seu berço não foi de ouro, foi uma simples manjedoura. Ele abriu mão de toda a sua glória para vir ao mundo salvar todos os perdidos. JESUS veio revelar-se aos piedosos e às minorias.
O decreto de César Augusto de que todos teriam que se alistar a princípio parece algo ruim para José e Maria, mas na verdade é uma prova de que DEUS controla a história. Tudo contribuiu para que as profecias se cumprissem e o Filho de DEUS nascesse em Belém (Mq 5.2).
 
PONTO CENTRAL
JESUS veio ao mundo como um de nós para salvar os perdidos.
 
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO 
Lucas narra o nascimento de JESUS, situando-o no contexto das profecias bíblicas e do judaísmo dos seus dias. O "silêncio profético", que já durava quatrocentos anos, foi rompido pelas manifestações divinas na Judeia. A plenitude dos tempos havia chegado e o Messias agora seria revelado!
O nascimento de JESUS significava boas novas de alegria para todo o povo.  Os pobres e os piedosos seriam os primeiros a receberem a notícia. Dessa forma, DEUS mostrava que a salvação, por Ele provida, alcançaria a todos os homens.
  
I - O NASCIMENTO DE JESUS NO CONTEXTO PROFÉTICO
1. Poesia e profecia.
2. A restauração do ESPÍRITO profético.
II - O ANÚNCIO DO NASCIMENTO DE JESUS 
1. Zacarias e Izabel.
2. José e Maria.
III – O NASCIMENTO DE JESUS E OS CAMPONESES
1. A nobreza dos pobres. 
2. A realeza do Messias. 
IV - O NASCIMENTO DE JESUS E O JUDAÍSMO
1. Judeus piedosos.
2. Rituais sagrados
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - O nascimento de JESUS se deu na plenitude dos tempos, cumprindo todas as profecias bíblicas.
SÍNTESE DO TÓPICO II - O anjo Gabriel anunciou a Maria o nascimento do Filho de DEUS.
SÍNTESE DO TÓPICO III - Os pastores que estavam no campo foram os primeiros a saber que o Filho de DEUS havia nascido.
SÍNTESE DO TÓPICO IV - José e Maria, como pais piedosos, seguiram todos os rituais do judaísmo no nascimento de JESUS.
 
CONHEÇA MAIS
*O  local de nascimento do Salvador
"JESUS nasceu em Belém, ao sul de Jerusalém, mas passou a infância e juventude em Nazaré, cidade próxima ao mar da Galileia, no norte. Belém, o lugar onde JESUS nasceu, é hoje uma região em conflito." Para conhecer mais leia Guia Cristão de Leitura da Bíblia, CPAD, p. 21.
 
PONTO CENTRAL
JESUS veio ao mundo como um de nós para salvar os perdidos.
 
Na plenitude dos tempos, JESUS veio ao mundo. Ele é o Messias
No anúncio do nascimento de JESUS, um anjo do Senhor é enviado especialmente aos camponeses pobres que pastoreavam os seus rebanhos no campo.
Lucas lembra o fato de que CRISTO nasceu em Belém, cidade de Davi, cumprindo dessa forma a profecia bíblica.
 
SUBSÍDIO HISTÓRICO 
"O censo consistia no alistamento obrigatório dos cidadãos no recenseamento, o que servia de base de cálculo para os impostos. Quirino era governador do Império legado pela Síria, em d.C., mas este pode ter sido seu segundo mandato. Além disso, Lucas fala do censo que trouxe José e Maria a Belém como um prote (que provavelmente signifique, aqui, 'o anterior' e não o 'primeiro'). Assim, o ano de nascimento de CRISTO continua a ser objeto de debate" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 653).
SUBSÍDIO DIDÁTICO I
Professor, converse com os alunos explicando que jamais devemos adorar a Maria, todavia, não podemos deixar de reconhecer seu valor. Afinal, ela foi escolhida para ser mãe do Filho de DEUS. Esta escolha está certamente baseada num caráter de especial dignidade. Sua pureza, humildade e ternura são um exemplo para todos os crentes que desejam agradar a DEUS (Adaptado de: PEARLMAN, Myer. Lucas: O Evangelho do Homem Perfeito. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 27).
SUBSÍDIO DIDÁTICO II
Professor, antes de iniciar a explicação do tópico, faça a seguinte indagação: “Por que os pastores foram os primeiros a saber do nascimento do Messias?” “Por que os sacerdotes e escribas não foram os primeiros a  saber?” Ouça os alunos e incentive a participação de todos. Explique que os pastores faziam parte de uma classe social bem simples. Eles eram pobres. As Boas-Novas de salvação não foram anunciadas primeiro aos poderosos e nobres, mas aos humildes, pobres, a pessoas comuns do povo, mostrando que CRISTO veio ao mundo para todos.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"A legislação sobre o parto" (2.21-24). O texto em Levítico 12.1-5 registra o compromisso materno de oferecer um sacrifício para o ritual de purificação após o nascimento da criança. Foi para dar cumprimento a esse dispositivo legal do Antigo Testamento que a família se dirigiu ao Templo (veja também Lv 12.6-8)" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 653).
"Lucas descreveu como o Filho de DEUS entrou na História. JESUS viveu de forma exemplar, foi o Homem Perfeito. Depois de um ministério perfeito, Ele se entregou como sacrifício perfeito pelos nossos pecados, para que pudéssemos ser salvos.
JESUS é o nosso Líder e Salvador perfeito. Ele oferece perdão a todos aqueles que o aceitam como Senhor de suas vidas e creem que aquilo que Ele diz é a verdade" (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 1337).
 
PARA REFLETIR 
Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:
 
De que forma devem ser entendidos os cânticos de Zacarias e Maria?
Eles devem ser entendidos como sendo de natureza profética. Esses cânticos contextualizam o nascimento de CRISTO dentro das promessas de DEUS ao seu povo.
Como era o relacionamento de José e Maria antes da anunciação angélica?
Eles eram noivos.
De que forma a lição conceitua os pobres?
Os pobres são os carentes tanto de bens materiais como espirituais.
De acordo com a lição, qual o propósito de Lucas mostrar JESUS cumprindo rituais judaicos?
Lucas deseja mostrar que JESUS, como Homem Perfeito, se submeteu e cumpriu os rituais judaicos, tendo, com isso, cumprido a Lei.
Dentro de que contexto Lucas procura situar o nascimento de JESUS?
Lucas procura situar o nascimento de JESUS dentro do contexto histórico.
 
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 62, p. 38.
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição.
 
SUGESTÃO DE LEITURA
Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento - CPAD
Um Mestre Fora da Lei - CPAD
Pequena Enciclopédia Bíblica - CPAD
 
Comentários de vários livros com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique
Quando Nasceu Jesus? A melhor estimativa é 29 de setembro de 5 a.C.
Como? Não é a 25 de dezembro do ano zero?
Veja abaixo  por que não. Otto Amaral (*) 
Recomendamos que você leia, depois deste, o artigo NATAL A 25 de DEZEMBRO: DE ONDE VEIO ESSA DATA? Ele oferece evidências sobre a forma através da qual essa mudança ocorreu e as suas razões.  
Estudiosos da Bíblia prontamente nos respondem à pergunta acima dizendo que, muito provavelmente NÃO foi 25 de dezembro do ano zero. Por quê? Vejamos.
Quando os pastores estão nos campos?
Meteorologistas israelenses pesquisaram, por muitos anos, os padrões do tempo em dezembro e concluíram que o clima em Israel foi constante nos últimos 2.000 anos. O livro The Interpreter’s Dictionay of the Bible (Dicionário de Interpretação Bíblica) declara que “de um modo geral, os fenômenos climáticos, assim como as condições atmosféricas como mostrados na Bíblia correspondem à realidade observada hoje”(RBY Scott, vol. 3, Abingdon Press, Nashville, 1962, pág. 625).
A temperatura média na área de Belém em dezembro é de 7 graus Centígrados, mas pode cair até abaixo do ponto de congelamento da água, especialmente à noite. Descrevendo a temperatura ali, Sara Ruhin, chefe do Serviço Meteorológico de Israel, declarou, em um a notícia veiculada em 1990 pela imprensa, que aquela área apresentara três meses de geadas: dezembro (com 1,6 C negativo), janeiro (1,1 C negativo) e fevereiro (0 C).
Neve é comum por dois ou três dias em Jerusalém e nas proximidades de Belém em dezembro e janeiro. Esses eram os meses de inverno, de elevados índices de precipitação (muitas chuvas) quando as estradas, nos tempos bíblicos, ficavam praticamente inutilizáveis e as pessoas permaneciam dentro de casa, sempre que possível.
Essa constatação é uma evidência importante a reprovar dezembro como o mês de nascimento de Jesus Cristo. Perceba que, na época do nascimento de Jesus, os pastores mantinham seus rebanhos nos campos à noite. “Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite” (Lucas 2:8). Era prática comum entre os pastores deixar os rebanhos nos pastos de abril até outubro, mas nos meses frios e chuvosos, os rebanhos eram trazidos de volta para os estábulos e ali abrigados.
Um comentário admite que, “como os pastores não haviam ainda levados seus rebanhos para os estábulos, é de se presumir que outubro ainda não havia começado e que, conseqüentemente, nosso Senhor não nasceu em 25 de dezembro, quando já não existem rebanhos nos campos! Não pode ele haver nascido depois de setembro, quando os rebanhos já não se encontravam mais nos campos à noite.  Efetivamente, a hipótese do nascimento de Jesus em dezembro precisa considerar esses fatos. A alimentação dos rebanhos à noite nos campos é um fato cronológico, que projeta considerável luz sobre esse ponto controverso” (Commentary, de Adam Clark, Abingdon Press, Nashville, nota sobre Lucas 2:8).
http://www.restaurarnt.org/quandojesusnasceu.html
 
O evangelista, doutor Lucas, o médico amado, escreveu a história do nascimento de JESUS CRISTO, paralelamente, a de João Batista. Podemos chamar de histórias dos nascimentos dos dois meninos, pois, em primeiro lugar, Lucas apresenta os anúncios do nascimento de João Batista e de JESUS CRISTO (Lc 1.5-25, cf. w.26-38); depois, a visita de Maria a Isabel (Lc 1.39-45); o cântico de Maria e a informação de que ela passará três meses na casa de sua prima Isabel (Lc 1.46-56); em seguida, a narrativa do nascimento de João Batista (Lc 1.57-66); o cântico de Zacarias, seu pai (Lc 1.67-80); depois, a narrativa do nascimento de JESUS CRISTO (Lc 2.1-7); logo mais, a chegada dos pastores de Belém (Lc 2.8-20); em seguida, a circuncisão e a apresentação de JESUS no Templo (Lc 2.21-24); a alegria de Simeão e da profetisa Ana com o nascimento do Salvador (Lc 2.25-38); e o encontro de JESUS com os doutores da Lei, no Templo, aos doze anos de idade (Lc 2.39-52).
Nas seções narrativas dos anúncios natalícios sobre JESUS CRISTO e João Batista, e de seus respectivos nascimentos, os grandes hinos presentes na narrativa lucana tomou um vulto grandioso na História da Igreja: o Magnificat, cântico de Maria exaltando a DEUS pelas suas obras (1.46-55); o Benedictus, o cântico de Zacarias quando bendiz o DEUS de Israel e profetiza sobre o ministério de João Batista (1.68-79).
As narrativas dos nascimentos de JESUS e de João têm o objetivo de deixar claro, desde o início da obra evangélica, a importância suprema da pessoa JESUS CRISTO. Enquanto João tinha pai e mãe, e fora fruto do relacionamento entre Zacarias e Isabel, a narrativa igualmente deixa claro que a mãe de JESUS, Maria, não conheceu homem algum. E que o Filho de DEUS fora concebido no ventre de Maria pela obra do ESPÍRITO SANTO.
No Benedictus, o cântico de Zacarias, João Batista foi profetizado como o precursor do Messias, JESUS, o Salvador do Mundo. O grande profeta foi reconhecido pelo povo e por Herodes. João Batista descortinou o caminho do Filho de DEUS para o arrependimento do povo, após apresentá-lo a fim de que esse povo reconhecesse o Filho de DEUS, o desejado entre as nações.
É importante que o estudante da Bíblia compreenda a forma como as narrativas do Evangelho de Lucas estão estruturadas, pois ela apresenta uma estrutura que faz sentido na forma como JESUS CRISTO é apresentado a partir do capítulo 3 do Evangelho.
Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 62, p. 38.
 
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Após uma rápida introdução (1.1-4), Lucas relata o anúncio dos anjos com respeito aos nascimentos vindouros de João Batista (w 5-25) e de JESUS (w. 26-38), narra a alegria das duas parentas, Isabel e Maria (vv. 39-45) e inclui uma cópia do magnífico cântico de louvor, em forma de poema, “o cântico de Maria”, comumente conhecido como “o Magnificat” (w. 46-56). Lucas descreve as circunstâncias extraordinárias do nascimento de João e o sentimento pela expectativa criada na região (vv. 57-66). Finalmente, Lucas inclui uma declaração profética de Zacarias, o pai de João, ao identificar a missão de seu filho como o precursor do Messias {w. 67-80). Ao juntar todo esse material, muitos dos quais exclusivos de seu Evangelho, Lucas chama a atenção para o clima de expectativa que DEUS começava a criar entre seu povo como preparativo para o aparecimento do Salvador. Todavia, o autor também chama nossa atenção para as magníficas características de Maria e Isabel, mulheres de fé e compromisso.
RICHARDS. Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo.Editora CPAD. pag. 652.
 
Neste capítulo, temos um relato do nascimento e da infância do nosso Senhor JESUS, pois a sua concepção, e o nascimento e a infância do seu precursor já tinham sido assunto do capítulo anterior. Aqui, o Primogênito vem ao mundo; vamos encontrá-lo com nossas hosanas, Bendito o que vem. Aqui temos:
I. O lugar do seu nascimento, e outras circunstâncias, que provavam que Ele era o verdadeiro Messias, e alguém como nós necessitávamos, mas não alguém como os judeus esperavam, vv. 1-7.
II. O aviso do seu nascimento aos pastores daquela região, levado por um anjo; o cântico de louvor que os anjos entoaram naquela ocasião, e a propagação da notícia do seu nascimento pelos pastores, w. 8-20.
III. A circuncisão de CRISTO, e o nome que lhe foi dado, v. 21.
IV. A apresentação do menino JESUS no templo, vv.22-24.
V. Os testemunhos de Simeão, e Ana, a profetisa, a respeito dele, w . 25-39.
VI. O crescimento e a capacitação de CRISTO, w. 40-52.
VII. Seu comparecimento à Páscoa, aos doze anos de idade, e a sua conversa com os doutores no templo, vv. 41-51.
É isto, juntamente com o que já encontramos (capítulos 1 e 2 do Evangelho de Mateus), é tudo o que sabemos a respeito do nosso Senhor JESUS, até que Ele iniciou a sua obra pública, aos trinta anos de idade.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 526.
 
 
1 - O NASCIMENTO DE JESUS NO CONTEXTO PROFÉTICO
1. POESIA E PROFECIA.
O Magnificat (1.46-56). Alguns questionam se uma jovem e inculta criatura poderia compor esse magnífico poema profético. Não obstante, Maria estava bem familiarizada com as passagens do Antigo Testamento, pois as ouvia nos momentos de louvor na sinagoga e em sua casa. Maria, sem dúvida alguma, sabia tudo sobre a visita do anjo e pode ter escrito seu salmo durante semanas, orientada pelo ESPÍRITO que falava através dela. Seu poema em formato de louvor é dividido em quatro partes distintas. 1) louvor e agradecimento pessoal (w. 46-48); 2) celebração aos atributos de DEUS (w. 49,50); 3) proclamação da correção da injustiça (w. 51-53); e 4) louvor pela misericórdia demonstrada a Israel (vv. 54,56).
O Benedictus (1.67-80). O poema profético de louvor de Zacarias a DEUS, pelo Messias (vv. 68-75) e o papel de seu filho, João (w. 76-79).
RICHARDS. Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo.Editora CPAD. pag. 652.
 
O Cântico de Maria: Magnificat, 1:46-55.
Foi dado o nome do Magnificat , termo latino equivalente à primeira palavra do texto grego, megalúno 3170 (amplia ou "maravilhoso").
Magnificat 1:46-55
Magnificat é o nome que tem sido chamado o cântico de Maria. O termo Magnificat é latim e significa "amplia" ou "magnífico", que é a primeira palavra que Maria usou neste cântico de louvor a DEUS.
O Magnificat é um cântico de louvor à grandeza de DEUS. Exaltar acima de todas as manifestações de Seu amor e poder em favor dos pobres e desprezados. Minimiza o poder do "potente". Seu vocabulário é radical e claro. Contém um fundo baseado no AT (como as canções de Zacarias e Simeão), constituindo um mosaico de textos do AT (Salmos dos pobres de Javé, Sofonias, entre outros), que se destaca como ponto de partida para a música de Ana (1 Sam. 2: 1-10).
A vida poderosa e arrogante em suas próprias forças de segurança e os bens serão destronados (vv. 51, 52a). Mas o humilde, acostumado a se curvar diante do rico, e cujos direitos são espezinhados e permanentemente manchados, será exaltado (v. 52b). Os famintos e necessitados recebem a abundância, enquanto os ricos serão despojados de sua riqueza (v. 53).
Os chamados orgulhosos, poderosos e ricos são a classe alta da nação judaica, representada pelos fariseus, saduceus, dos principais sacerdotes e os ricos da oligarquia sacerdotal. Os humildes e famintos são pessoas como Zacarias, Simeão, Ana, Lázaro e suas irmãs, e todos os que em Lucas são os verdadeiros protagonistas da história: os marginalizados. Tudo só aconteceu após o anúncio de João e JESUS.
O Magnificat é intervalo entre o tempo de espera (AT) e tempo de realização (NT). Testemunhar a alegria e a gratidão dos pobres, que esperam e confiam na ação de DEUS.  É evidente o sinal constante por trás do julgamento e redenção. Nesta canção, Maria louva a DEUS por sua graça para com ela, os pobres (ênfase principalmente de Lucas) e ao seu povo Israel. Esta é a estrutura da Magnificat.
a. Atividade divina em favor de Maria, 1: 46-50. Contém uma série de elementos que proporcionam uma unidade inegável. Primeiro de tudo, é a única parte do hino que se conecta à situação concreta de Maria (Anunciação e visitação), e manifesta a sua dimensão pessoal, por exemplo: a minha alma (v 46), meu espírito e meu Salvador (v 47), seu servo, referindo-se a Maria, e de hoje em diante todas as nações me chamarão bem-aventurada (v 48): o Todo-Poderoso fez grandes coisas por mim (v 49). Nesta parte da música são acumulados  explicitamente vários títulos divinos, como Senhor (v 46), Salvador (v 47); Poderoso ys anto (v 49). Há um alto senso de propriedade e pertencimento interpessoal. Finalmente certos atributos de DEUS são destacados: (Vv 47, 48) graça, bondade e fidelidade; santidade e onipotência (v49); misericórdia (v 50).
Maria reconheceu a sua necessidade de um Salvador; ela louvou a DEUS por seus maravilhosos prodígios; e reconheceu a perfeita fidelidade de DEUS às suas promessas. Neste contexto de louvor, Maria revela suas convicções espirituais mais íntimos. 
b. Atividade Divina em favor dos pobres, 1: 51-53 . Esta parte é aparentemente menos conceitual do que a anterior, com um forte sentido sociológico. O assunto dos seis verbos é DEUS (se espalhou, fora, para cima, satisfez, demitido). O beneficiário em todos os casos, o homem é carente e marginalizado (Apoc. 13:18). Para a construção gramatical de verbos (aoristo sentencioso, indicando um procedimento usual), eles têm de traduzir o presente. Ou seja, aqui indicam uma constante na atividade divina através da história da salvação. Em uma palavra, DEUS exalta os pobres e abate os os poderosos. O v. 51, contém o juízo divino histórico em seu aspecto negativo, DEUS com seu poder frustra os planos do arrogante. Esta constante na história da salvação é especificado como autêntico julgamento divino em duas categorias antitéticas: os ricos e poderosos, de um lado, e os humildes e com fome do outro.
c. Atividade de DEUS em favor de Israel, 1:54, 55 . Maria Aqui, novamente mudou a perspectiva. Centra agora a atividade salvadora de DEUS em Israel, com um claro senso de história, passando, assim, a salvação para coletiva. A razão para esse favor divino por seu servo (Pais 3816) Israel é a misericórdia (eleos 1656). DEUS (v 54b), e a fidelidade de suas promessas (v. 55).
O tema dos três verbos (ajudo, lembre-se, ele falou), mais uma vez é DEUS. E o personagem de salvação gratuita é suficientemente especificado tanto em misericórdia como pela fidelidade de DEUS às suas promessas.
Nessa aliança (cf. Gn 12, 1-3, 15, 17, 22:18; 26: 4; 28:14), DEUS havia prometido a Abraão uma bênção pessoal ("eu te abençoarei e farei o seu nome grande, e tú serás uma bênção"),  ("Farei de ti uma grande nação") é universal ("E em você todas as famílias da terra"). Isso significa que Maria estava ciente de que o nascimento de JESUS foi o cumprimento das promessas feitas a Abraão e ao seu povo, e através deles, a toda a humanidade (cf. Gal 3:16; Atos 3:25, 26).
No Magnificat - Maria não diz absolutamente nada para si mesma. Limitou-se a glorificar e exaltar o seu Senhor, Salvador e DEUS: "Fazei o que Ele vos disser" (Jo 2, 5). Este é o único registro bíblico onde Maria dá um comando (nas bodas de Caná), e isso é pedir à humanidade para obedecer a JESUS porque Ele é o Senhor.
O Cântico de Zacarias: Benedictus, 1:67-79. Ele é conhecido sob o nome de Bento, a primeira palavra na versão latina (o mesmo que o Magnificai). É uma canção cheia de citações e alusões ao AT. Na teologia de Lucas, o enchimento do ESPÍRITO SANTO está associado com a habilidade sobrenatural para proclamar a palavra de DEUS com poder (1:67). O ESPÍRITO de DEUS estava associado à profecia do Antigo Testamento, e essa perspectiva permaneceu em vigor até a vinda de JESUS. O tema central da canção é a salvação de DEUS. E o tom é solene, condizente com um estilo sacerdotal e profético.
Benedictus 1: 67-79
Essa música expressa por Zacarias veio a ser conhecido como o Benedictus , porque da primeira expressão em latim, no versículo 68 traduzida como "bendito seja." Acredita-se ter sido usado pela primeira vez este nome no ano de 253 d. C., por um monge chamado San Benito.
(A) Louve a DEUS pela salvação profetizou, 1: 67-72. Zacarias começa com a frase habitual da bênção judaica: Bendito seja o Senhor, DEUS de Israel (v 68). Zacarias associou profeticamente a "visitação" de DEUS com a "redenção" e consumação da salvação. É uma clara alusão ao envio do Messias, o Filho de Davi. A razão para a alegria de Zacarias é que agora é chegada a salvação do Senhor, conforme anunciado e aguardado por séculos. Literalmente, "Chifre" ou "uma salvação" (v. 69) é, sem dúvida, uma referência direta ao Messias, que em poucos meses haveria de nascer. Chifre é um conceito bíblico profético e apocalíptico significa "poder" ou "força" como o chifre de um animal poderia dar a vitória na batalha. Ele tem um significado paralelo ao de "força" Salmo 18: 2. E é uma linguagem belicosa para indicar a vitória do Salvador (Sal 132 .: 17). O v. 70 reflete o plano soberano de DEUS cuidadosamente projetado e socializado através dos profetas do Antigo Testamento; fato de que Zacarias era conhecedor por ser um sacerdote. Nos versos. 71, 72 Zacarias está descrevendo boa notícia da visitação para o povo de Israel, o libertador.  É um ato de libertação dos inimigos diretos de Israel, e os que os desprezam. É um ato de misericórdia da parte de DEUS às promessas feitas a Abraão e Davi, e para honrar sua santa aliança . Assim, DEUS está cumprindo a sua aliança.
(B) O louvor a DEUS pela salvação prometida, 1: 73-75 . Zacharias recorda e reenfatiza o coração da aliança abraâmica (v. 73). Transcende dois fatos de sua perspectiva: Qual é a razão do pacto ou aliança? e, qual é o propósito da aliança?, ou o do pacto? A razão do pacto se encontra nas palavras: (V 74a) redenção, salvação ou libertação. E o propósito é servir ao Senhor, no contexto das três virtudes: sem medo (afóbos 870); em santidade (osiótes 3742) e justiça (dikaiosune 1343).
Além disso, Zacarias explica que o serviço está sendo feito, todos os dias (1: 74b, 75). Aparentemente relembra seus muitos anos à espera de "a" oportunidade de uma vida toda para servir no templo. Agora, ele pode perceber que todos podem servir a DEUS de forma permanente (não ocasional). A promessa da aliança com Abraão tinha a intenção de criar uma nova identidade e propósito no povo de Israel que foi redimido pelo poder de DEUS, para servir ao Senhor.
(C) Louve a DEUS pela salvação oferecida, 1: 76-79. Nesta parte da música, Zacarias centra-se no presente e aponta para a missão tanto de João como JESUS. O v. 76 e 77 definem a identidade e do ministério do precursor. Ele será o profeta do Altíssimo (1:76), que vai se destacar no palco da história, com dois objetivos específicos:
1) Para preparar os seus caminhos (1: 76b). Para gerar um novo êxodo para o povo de Israel (cf. Is 40, 3; Luc 3: 4 ss). João aparece, nesse sentido, como uma espécie de novo Moisés. A este respeito, deve-se notar que todas as festas judaicas apontam para o Messias. Prevendo que o refrigério chegara.
2) Para instruir as pessoas que a salvação consiste no perdão dos seus pecados (1:77) e, portanto, requer arrependimento pessoal e não se gabar ou confiar a sua identidade nacional e religiosa (comp. 3 : 8, 05:32, 13: 3, com Marcos 1: 4, 14, 15, Atos 2:38, 03:19, 26, 05:31).
Tesouro Bíblico
Bendito seja o Senhor, DEUS de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo (1:68). O vv. 78, 79, se referem a JESUS, o Messias. A causa ou razão essencial, ele deixa para o final de sua canção. A salvação é o resultado da misericórdia do nosso DEUS (v. 78). E será concretizado na história (porque a salvação é intrahistorical), por meio da luz da aurora ; outras maneiras de dizer o que pode ser "a aurora do alto"; "Rising Sun" ou "Sol da justiça" (cf. Ml. 4 :. 2, Sl 84:11.). É uma forma poética e profética para descrever JESUS, o Messias, o Filho de DEUS, que "nasceu" " visitados", um aoristo para fazer este paralelo, mais. tarde, com v. 68). Parece ser um jogo muito inteligente de palavras em grego que procura descrever o Messias como "reparação" ou "estrela" do Antigo Testamento (cf. Is 4: 2; 53: 2; Jeremias 23: 5; 33:15, Zacarias.3: 8; 6:12). O Senhor JESUS foi glorificado e fechou o cânon bíblico, assumiu o cumprimento dessa profecia em si mesmo: "Eu sou a raiz e a geração de Davi, a estrela brilhante da manhã" (Ap 22:16b). Zacarias tem dois bebês em sua mente, um já nascido, João, e o outro JESUS que vai nascer. Finalmente (v. 79), Zacarias requer dois aspectos da missão do Messias. O contexto dessa passagem é completamente messiânico (cf. Is 9: 1, 2, 6, 7, Luc. 4: 14-21.). Assim: (1) esclarecer os que jazem nas trevas e na sombra da morte (cf. Is 9, 2; Salmo 23: .. 4 em João 10: 7-18, 1: 7-9, 8:12; 1 Jo 1. 5-7). Pecado distorce a vida humana e social, e cria injustiça e conseqüente morte. CRISTO vai iluminar a situação em que as pessoas vivem; condições de pobreza, marginalização e alienação. (2) dirigir os nossos pés no caminho da paz (Eirene 1515). Paz na Bíblia significa reconciliação, harmonia, integridade e vida plena em todos os sentidos possíveis. Esta parte etá prevista por Isaías 9: 6, o Messias será chamado de Príncipe da Paz.
Daniel Carro; José Tomás Poe; Ruben O. Zorzoli. Comentário bíblico mundo hispano. Editora Mundo Hispanico. Casa Batista de Pulblicaiones.
 
 
2. A RESTAURAÇÃO DO ESPÍRITO PROFÉTICO.
O contexto profético
Já foi dito neste livro que Lucas demonstra um interesse ímpar na pessoa do ESPÍRITO SANTO e como Ele se relaciona com o ministério de JESUS. Lucas faz um desenho detalhado do contexto profético a fim de mostrar que o Espírito profético havia sido revivificado.
Os expositores bíblicos David W. Pao e Echard J. Schnabel denominam esse aspecto da teologia carismática de Lucas de “o alvorecer da era escatológica”, e escrevem:
“O surgimento de João Batista significa o retorno da profecia e dos atos salvíficos de DEUS na história, essa sessão destaca o despertar da era escatológica. A intensidade da presença do ESPÍRITO SANTO enfatiza essa afirmação: Isabel “ficou cheia do ESPÍRITO SANTO” (1.41), e assim também Zacarias (1.67). O ministério de João Batista é caracterizado como um ministério do ESPÍRITO (1.15). Simeão, que aguarda com expectativa a consolação de Israel (cf. Is 40.1), recebe o ESPÍRITO (2.25) e a revelação do ESPÍRITO SANTO de que “ele não morreria antes de ver o CRISTO da parte do Senhor” (2.26). Embora a presença do ESPÍRITO possa ser encontrada nos relatos de personagens do AT (e.g., Josué [Nm 27.18], Sansão [Jz 13.25], Davi (1 Sm 16.13], essa intensidade só encontra correspondência no acontecimento do Pentecostes, relatado no segundo volume de Lucas (At 2), no qual as promessas proferidas por João (Lc 3.16) e por JESUS (Lc 11.13; 12.12; At 1.8) são cumpridas. Esses acontecimentos apontam para o cumprimento de antigas promessas que falam do papel do ESPÍRITO no tempo do fim (v. esp. Is 32.14-17 [cf. Lc 24.49; At 1.8]; J1 2.28-32 [cf. At 2.17-21]), quando DEUS restaurará seu povo para sua glória (At 3.19-20)”.
A teologia de Lucas, portanto, tanto no terceiro evangelho como nos Atos dos Apóstolos é uma teologia da Salvação de DEUS. Durante seu ministério terreno, capacitado pelo ESPÍRITO SANTO, conforme o testemunho do terceiro evangelho, JESUS a proclamou (Lc 4.18; At 10.38). Glorificado à direita do Pai nos céus, e através do mesmo ESPÍRITO que outorgou aos que lhe obedecem, conforme o testemunho de Atos dos Apóstolos (At 2.33; 5.32), o Senhor está dando-lhes continuidade.
O ESPÍRITO SANTO sempre esteve presente na história do povo de DEUS. Ele esteve presente na história do antigo Israel, esteve presente no ministério de JESUS e dos apóstolos e agora está presente na igreja hodierna!
José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD. pag. 32-33.
 
O Caráter de Simeão (Lc 2.25-27)
1. Justo. “Homem justo e piedoso”. Simeão era “justo” com respeito aos mandamentos de DEUS - vivia corretamente - e “piedoso” em seu relacionamento com seus semelhantes - amava ao Senhor e era espiritual. Chamariam-no os vizinhos “homem bom”, “generoso”, “misericordioso” e “benevolente”.
2. Esperançoso. “Esperava a consolação de Israel”, ou seja, a vinda do Messias. Havia entre os judeus piedosos da época a convicção de que a vinda do Messias não seria adiada por muito tempo (cf. Mc 15.43). Era comum a oração: “DEUS conceda que eu possa ver a consolação de Israel!”
3. Ungido pelo ESPÍRITO. “E o ESPÍRITO SANTO estava sobre ele”. Havia muito tempo, o ESPÍRITO SANTO deixara os líderes de Israel, e eles jaziam em meio à palha seca da formalidade. DEUS estava procurando almas humildes e consagradas, sedentas de retidão. Por vezes a morte de igrejas estabelecidas leva-o a despertar novos movimentos espirituais entre as pessoas humildes e simples. O reavivamento wesleyano é um exemplo.
4. Ensinado pelo ESPÍRITO. “Revelara-lhe o ESPÍRITO SANTO que não passaria pela morte antes de ver o CRISTO do Senhor”. Pessoas virtuosas e sinceras têm confundido o intenso anseio pela volta do Senhor como sinal de que o verão acontecer. No caso de Simeão, porém, houve genuína revelação de que o desejo do seu coração seria satisfeito.
5. Orientado pelo ESPÍRITO. “Movido pelo ESPÍRITO foi ao templo”. Um impulso secreto o fez dirigir-se ao santuário. Era um momento crítico, quando tudo dependia da sua obediência à voz de DEUS.
Myer Pearlman. Lucas, ó Evangelho do Homem Perfeito. Editora CPAD. pag. 51-52.
 
O testemunho que Simeão lhe dá é muito honorável, e este testemunho foi tanto uma reputação para o menino quanto um incentivo para os seus pais, e poderia ter sido uma feliz iniciação dos sacerdotes para uma intimidade com o Salvador, se estes sentinelas não estivessem cegos para as coisas de DEUS. Observe aqui:
1. A informação que nos é fornecida a respeito deste Simeão: Ele vivia em Jerusalém, e era conhecido por ser “justo e temente a DEUS” . Alguns homens instruídos, que têm profundo conhecimento dos autores judeus, dizem que houve, nesta época, um Simeão, um homem muito conhecido em Jerusalém, o filho de Hillel, e o primeiro a quem foi dado o título de Rabban, o maior título que era dado aos seus doutores, e que foi dado somente a sete deles. Ele sucedeu ao seu pai Hillel, como presidente do conselho que o seu pai tinha fundado, e do grande Sinédrio. Os judeus dizem que ele era dotado de um espírito profético, e que tinha sido expulso do Sinédrio por ter testemunhado contra a opinião corrente dos judeus a respeito de reino temporal do Messias; e, da mesma maneira, observam que não há menção dele na sua Mishna, ou livro de tradições, o que dá a entender que ele não foi adepto daquelas tolices. Uma objeção contrária a esta conjetura é o fato de que, nesta época, o seu pai, Hilel, ainda estava vivo, e ele mesmo viveu por muitos anos depois disto, como fica evidente pelas histórias dos judeus; mas, quanto a isto, aqui não está dito que ele fosse velho; e as suas palavras: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo”, indicam que ele estava preparado para morrer agora, mas não se pode concluir que, por isto, ele realmente morreu dentro de pouco tempo. O apóstolo Paulo viveu muitos anos depois de ter dito que a sua morte estava próxima, Atos 20.25. Outra objeção se refere ao fato de que o filho de Simeão era Gamaliel, um fariseu e inimigo do cristianismo; mas, quanto a isto, não é novidade que um amigo fiel de CRISTO tivesse como filho um fariseu fanático.
As informações que temos aqui sobre Simeão dizem que:
1) Ele era justo e devoto, “justo” com relação aos homens, e “temente a DEUS” ; estas duas qualidades sempre devem andar juntas, e cada uma delas deve auxiliar a outra, mas nenhuma poderá compensar a deficiência da outra.
2) Ele esperava “a consolação de Israel”, isto é, a vinda do Messias, pois somente nele a nação de Israel, que agora estava miseravelmente subjugada e oprimida, encontraria consolação. CRISTO não somente é o autor do consolo do seu povo, mas também a essência e a base dele, o consolo de Israel. Ele era esperado há muito tempo, e aqueles que acreditavam que Ele viria, continuavam aguardando-o, desejando a sua vinda, e esperando com paciência; e eu quase disse, com algum grau de impaciência, que estavam esperando que Ele viesse logo. Simeão sabia, pelos livros, como Daniel, que era chegado o tempo, e, portanto, agora havia uma expectativa maior do que nunca. Os judeus incrédulos, que ainda estão esperando aquele que já veio, usam como um juramento, ou uma declaração solene, as palavras: Isto e aquilo acontecerão, assim como eu espero ver a consolação de Israel. Observe que “a consolação de Israel” deve ser esperada, e vale a pena esperar por ela, e será muito bem-vinda àqueles que esperaram por ela, e continuam esperando.
3) “O ESPÍRITO SANTO estava sobre ele”, não somente como um ESPÍRITO de santidade, mas como um ESPÍRITO de profecia; ele estava cheio do ESPÍRITO SANTO, e por isto tinha a capacidade de falar das coisas que estavam acima de si mesmo.
4) Uma graciosa promessa tinha sido feita a ele, de que “não morreria antes de ter visto o CRISTO do Senhor”, o Messias, v. 26. Ele se perguntava a que tipo de tempo o ESPÍRITO de CRISTO, os profetas do Antigo Testamento se referiam, e se ele seria chegado agora; e ele recebeu este oráculo (pois é isto o que a palavra quer dizer) que “não morreria antes de ter visto” o Messias, “o Ungido do Senhor”. Observe que aqueles que tiveram, por fé, uma visão de CRISTO, e somente aqueles, podem encarar a morte com coragem, e olhá-la nos olhos, sem terror.
2. A oportuna vinda de Simeão ao templo, na ocasião em que CRISTO foi apresentado ali, v. 27. Justamente nesta ocasião, quando José e Maria trouxeram a criança, para registrá-la, como se fosse, no livro da igreja, entre os recém-nascidos, Simeão entrou no templo, por orientação do ESPÍRITO. O mesmo ESPÍRITO que tinha lhe possibilitado esta esperança, agora possibilitava o êxtase desta alegria. Ele ouviu um sussurro junto ao seu ouvido “Vá agora ao templo, e verá o que tanto deseja ver” . Observe que aqueles que desejam ver a CRISTO devem ir ao seu templo; pois “de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais”, Ele virá nos encontrar, e ali devemos estar preparados para encontrá-lo.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 532.
 
Simeão é descrito como justo. Também o era José, o esposo de Maria (Mt 1.29); e o era a própria Maria, bem como Zacarias e Isabel (Lc 1.6). E não nos esqueçamos de José de Arimatéia (23.50).
Simeão “era justo e devoto”. Veja outros exemplos de pessoas devotas em Atos 2.5; 8.2; 22.12. Com a máxima prudência, essas pessoas se encarregaram dos deveres que DEUS lhes designara. São conscientes em seus planos, tendo sempre como objetivo melhorar o bem-estar delas mesmas e de seu próximo, para a glória de DEUS. A combinação “justo e devoto” bem que poderia indicar que Simeão se conduzia de tal modo que sua conduta com respeito aos homens (era justo) e para com DEUS (era piedoso) era alvo da aprovação divina.
Este homem “estava esperando a consolação de Israel”. Realmente, as condições em Israel eram bem precárias, precaríssimas no tempo em que JESUS nasceu em Belém. Pense na perda da independência política, no cruel rei Herodes, na degeneração da religião que passara a ser algo completamente externo, no legalismo de escribas e fariseus e de seus muitos seguidores, no mundanismo dos saduceus, no silêncio da voz profética etc. Mas em meio a toda essa obscuridade, degradação e desespero havia homens que olhavam com esperança, com sinceridade, “para a consolação de Israel”. Havia homens ... e também mulheres! Já foram mencionadas Maria e Isabel. Um pouco mais adiante Lucas porá Ana na lista. A frase “todos os que estavam esperando a redenção de Jerusalém” (2.38) indica que esse grupo de homens e mulheres piedosos era considerável.
Que esses homens e mulheres eram deveras justificados nessa esperança é evidente à luz da profecia. Por exemplo, estude as muitas profecias de Isaías nas quais se prometem bênçãos tais como consolo, paz e alegria, associando-as com a era messiânica (Is 7.14; 9.1-7; 11.1- 10; 40.1-11; 49.8-13; 51.1-6, 12-16; 52.13-55.13; 60.1-3; cap. 61; 66.13).
Simeão fora dotado com uma bênção muito rara e especial. De alguma forma, mesmo antes do Pentecostes, o ESPÍRITO SANTO já estava habitando nele. Ele estava constantemente sob a influência do ESPÍRITO.
Esse mesmo Consolador lhe revelara que não morreria sem antes ver o CRISTO de DEUS. Para ter mais luz sobre a expressão, o CRISTO de DEUS, ou do Senhor, veja Salmo 2.2; 45.7; 110.1; Isaías 61.1; Lucas 4.18.
HENDRIKSEN. William. Comentário do Novo Testamento. Lucas I. Editora Cultura Cristã. pag. 230-231.
 
 
II - O ANÚNCIO DO NASCIMENTO DE JESUS
1. ZACARIAS E IZABEL.
Exercendo ele o sacerdócio diante de DEUS (8) indica que se tratava de um sacerdote - em uma época em que o sacerdócio era freqüentemente corrupto e secularizado - que percebia o caráter sagrado do seu trabalho e o relacionamento, tanto do seu trabalho quanto da sua pessoa, com DEUS. DEUS não somente escolhe grandes homens para executarem grandes tarefas, mas Ele também destina grandes pais para esses homens - grandes, de acordo com o padrão de DEUS.
Na ordem da sua turma significa a ordem de Abias. Na Páscoa, no Pentecostes, e na Festa dos Tabernáculos todos os sacerdotes serviam simultaneamente, mas durante o resto do ano cada uma das 24 ordens servia durante uma semana a cada seis meses. Zacarias estava servindo durante uma dessas semanas no Templo. Depois de terminar o seu período de serviço, ele retornaria à sua casa.
Os deveres do sacerdote eram atribuídos por meio da sorte sagrada (9). Era uma das maiores honras que um sacerdote poderia ter era a de oferecer incenso, e um sacerdote não poderia tirar outra sorte melhor durante aquela semana de serviço. O incenso era oferecido antes do sacrifício matinal, e depois do sacrifício vespertino, no altar do incenso. Este altar se localizava no Templo, imediatamente antes do véu que separava o Lugar SANTO do Lugar Santíssimo.
Toda a multidão... estava fora, orando, à hora do incenso (10). Esta era uma ocasião altamente sagrada. O incenso oferecido simbolizava as orações do povo, que eram ofertadas ao mesmo tempo, pelas mulheres no pátio das mulheres, pelos homens no pátio dos homens e pelos demais sacerdotes no pátio dos sacerdotes.
Então, um anjo do Senhor lhe apareceu [a Zacarias] (11). A voz divina da revelação não havia se pronunciado durante quatro séculos. Então, de repente, apareceu o anjo do Senhor. Observamos que o anjo não “se aproximou”, ele apareceu - de repente, sem aviso. O fato de ele ter aparecido a um sacerdote no Templo ressalta as características de Antigo Testamento desse início da revelação do Novo Testamento. João seria um precursor do CRISTO que viria e do seu Reino. Ele também seria um elo com a revelação do Antigo Testamento, que agora estava chegando ao seu final. A direita do altar do incenso é o lado norte, entre o altar do incenso e a mesa dos pães da proposição. Observamos como Lucas é específico com os mínimos detalhes. Esta é uma característica que podemos observar em todo o seu Evangelho, e é mais uma prova da sua autenticidade.
Zacarias... turbou-se... e caiu temor sobre ele (12). Esta era uma reação natural sob estas circunstâncias incomuns.
O anjo lhe disse... não temas (13). Embora o medo fosse a reação humana natural, a missão do anjo proporcionava motivo para alegria. A sua presença não era uma indicação do desagrado de DEUS, mas da Sua aprovação, e da adequação de Zacarias para uma tarefa divina muito significativa.
... a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho. A oração à qual o anjo se refere deve ter sido feita em um período anterior da vida de Zacarias; a sua dificuldade em acreditar na promessa do anjo evidencia que há muito tempo ele já tinha deixado de orar por um filho, ou até mesmo de esperar por ele. Mas DEUS não se esquece das orações passadas. O que parece ser uma demora ou uma recusa da parte de DEUS, é somente a Sua perfeita sabedoria e o Seu perfeito planejamento. Sem dúvida, Zacarias orava freqüentemente pedindo também pela vinda do Messias, mas a oração mencionada era aquela em que ele pedia um filho.
E lhe porás o nome de João. DEUS não apenas convocava e enviava os seus profetas, mas também freqüentemente lhes dava o nome. “João” significa “Jeová mostra graça” ou “a misericórdia” ou “a graça de Jeová”.2 Este era um nome apropriado para alguém cujo ministério demonstra tão claramente a lembrança e a misericórdia de DEUS para com o seu povo.
Charles L. Childers. Comentário Bíblico Beacon. Lucas. Editora CPAD. Vol. 6. pag. 358-359.
 
A FELICIDADE DE UM LAR PIEDOSO: “Ambos eram justos...” 1) Este casal judaico reconhecia a mão de DEUS em todos os acontecimentos da vida, v.8. 2) Naturalmente isto foi porque oravam por tudo, v. 13. 3) Era um lar livre da miséria produzida por bebida forte e que assola tantos lares atualmente, v. 15. 4) Suas vidas eram irrepreensíveis. Eram alçados a observar os preceitos das Escrituras, v.6. Deve distinguir-se entre ser irrepreensível e ser perfeito. O aluno que se aplica sinceramente para recitar corretamente as lições, não é repreendido pelo professor, apesar das imperfeições. 5) Como suportavam com paciência em oração o desapontamento, assim transbordavam com hinos de louvor, quando DEUS por fim deu o filho. O louvor de Zacarias mostra que a mente do velho era embebida da palavra de DEUS. 6) A influência do lar piedoso. Quantas pessoas foram grandemente abençoadas pelo contato com o lar de Zacarias e Isabel? 7) DEUS tem planejado a vida inteira de todas as pessoas, v. 17. Todos temos carreira marcada, At 20.24. 8) O filhinho neste lar era cheio do ESPÍRITO SANTO, desde o começo, v.15.
E aconteceu que, exercendo ele o sacerdócio... (v.8): Podem-se receber visões, quando se trabalha fielmente, apesar de o serviço ser humilde: Moisés apascentava o rebanho de Jetro, quando recebeu a chamada de DEUS na sarça ardente, Ex 3.1. Gideão malhava trigo, quando o anjo lhe apareceu e o enviou a libertar Israel, Jz 6.11. Eliseu arava com doze juntas de bois, quando a capa profética caiu sobre ele, 1 Rs 19.19. Davi estava no aprisco cuidando das ovelhas, SI 78.70.
Coube-lhe em sorte... oferecer o incenso (v.9): Duas vezes por ano Zacarias subia a Jerusalém para executar o seu termo de funções sacerdotais. (Compare 2 Cr 8.14).
Nesta ocasião, tinha chegado para ele o privilégio de que o sacerdote podia gozar só uma vez na vida: “Coube-lhe em sorte” entrar no SANTO lugar, no Templo, na hora de oração e oferecer incenso sobre o altar de ouro perante o véu. Foi um grande dia da vida do sacerdote, e especialmente para Zacarias porque recebeu a bênção desejada, ardentemente, por tantos anos, um filho para profetizar e apresentar o libertador do povo de DEUS.
Orando... à hora do incenso (v.10): O incenso que Zacarias queimava no altar de ouro, era símbolo de oração, louvor e adoração dos crentes, SI 141.2; Ap 5.8. Quando o sacerdote o oferecia, tocava-se uma campainha, como sinal para o povo no átrio, fora, e todos permaneciam orando. O incenso subindo do altar servia como símbolo das orações subindo do coração para o trono de DEUS. Ao mesmo tempo indicava que era necessário algo além das orações, que eram em si mesmas, incompletas. Nossas orações, muitas vezes, têm tanto da natureza humana, que é necessário algo para aperfeiçoá-las.
E um anjo do Senhor lhe apareceu (v. 11): Zacarias, o profeta, era o último citado no Velho Testamento a quem apareceram anjos; Zacarias, o sacerdote, é o primeiro mencionado no Novo Testamento que tinha experiência com um anjo. Os olhos de Zacarias foram abertos para perceber o anjo, “posto em pé, à direita do altar.” A presença de anjos é coisa extraordinária e o que é mais fora do comum é ter os olhos abertos para ver os anjos sempre presentes. (Compare 2 Rs 6.17). E Zacarias, vendo-o, turbou-se (v. 12): As Escrituras mostram que os homens sempre temem quando têm comunicações com o mundo invisível. (Vede Jz 13.20-22; Dn 10.7-9; Ez 1.28; M c 16.8; Ap 1.17.) Quando esse é o efeito nos homens irrepreensíveis, que se dará com os descrentes, quando DEUS mandar Seus anjos ajuntá-los para o juízo?
Zacarias... a tua oração foi ouvida (v. 13): Entre os judeus o ritualismo e o formalismo tomaram o lugar da verdadeira comunhão com o Criador. A glória de DEUS tinha-se afastado do Templo e os sacerdotes cumpriam maquinalmente seus exercícios diante de DEUS. Os cultos nas sinagogas eram secos e monótonos. Mas, como nos dias de Elias, apesar da grande apostasia, havia sete mil homens que não dobraram joelhos diante de Baal (Rm 11.4), assim havia no tempo do nascimento de João Batista, os fiéis que conheciam intimamente a DEUS. Zacarias acompanhava seu ato de oferecer o incenso no Templo, com intercessão tão fervorosa que lhe foi enviado o anjo Gabriel para assegurar-lhe que sua oração por um filho, foi ouvida e esse filho seria profeta de DEUS. Quando os céus nos parecem fechado, é quando devemos clamar com fé mais viva. Ele é galardoador dos que O buscam, Hb 11.6.
E lhe porás o nome de João (v. 13): O nome ‘João” é o mesmo de ‘Joanã” que se encontra freqüentemente no Velho Testamento e quer dizer, “a graça, a dádiva, ou a misericórdia de Jeová.” O próprio nome da criança foi escolhido entre os mais significativos do povo de DEUS.
Quais eram os filhos de promessa? Isaque, Sansão, Samuel, o filho da Sunamita, João e JESUS.
Orlando S. Boyer. Espada Cortante 2. Editora CPAD. pag. 23-24.
 
A aparição de um anjo ao seu pai,
1. Zacarias trabalhava a serviço de DEUS (v. 8). Ele “exercia o sacerdócio, diante de DEUS. Embora a sua família não estivesse formada, nem crescendo, ainda assim ele tinha a consciência de realizar o trabalho no seu próprio lugar e dia. Os trabalhos eram distribuídos por sorte, para que alguns não pudessem recusá-los e outros absorvê-los, e para que, tendo vindo do Senhor a distribuição, eles pudessem ter a satisfação de um chamado divino ao trabalho. Os judeus dizem que o mesmo sacerdote não queimava o incenso duas vezes todos os dias que lhe cabiam (havia muitos deles), pelo menos, nunca dentro da mesma semana. E muito provável que este fosse um sábado, porque havia uma “multidão” presente (v. 10), o que normalmente não acontecia em um dia de semana, e assim DEUS honra o seu próprio dia. Enquanto Zacarias estava oferecendo incenso dentro do templo, “toda a multidão do povo estava fora, orando”, v. 10.  Os levitas que serviam sob a coordenação dos sacerdotes, e os homens do posto, como eram chamados pelos rabinos, que eram os representantes do povo,  impunham as suas mãos sobre os sacrifícios, e muitos, além disto, movidos pela devoção, deixavam os seus trabalhos seculares, naquela ocasião, para estar presentes ao serviço a DEUS. Todos eles formavam uma grande multidão, especialmente aos sábados e nos dias festivos. Todos eles oravam pelos seus sacrifícios (uma oração mental, pois a sua voz não era ouvida), quando, pelo soar de um sino, eles tomavam conhecimento de que o sacerdote tinha entrado para oferecer incenso. Todas as orações que oferecemos a DEUS, na sua casa, são aceitáveis e bem sucedidas, somente em virtude do incenso da intercessão de CRISTO no templo de DEUS, no alto.
2. Quando estava trabalhando, Zacarias foi honrado com a presença de um mensageiro, um mensageiro especial, enviado a ele, vindo do céu (v. 11): “Um anjo do Senhor lhe apareceu”. Alguns observam que nós nunca lemos sobre um anjo aparecendo no templo, com uma mensagem de DEUS, exceto este único, para Zacarias, porque DEUS tinha outras maneiras de dar a conhecer a sua vontade, como Urim e Tumim, e por uma voz suave que saía entre os querubins; mas a arca e o oráculo não estavam no segundo templo, e, por isto, quando uma mensagem precisou ser enviada a um sacerdote do Templo, um anjo foi empregado para fazê-lo, e deste modo o Evangelho devia ser apresentado, pois ele, como a lei, foi entregue, a princípio, pelo ministério dos anjos, sobre cuja aparição nós lemos nos Evangelhos e no Livro de Atos. Mas o desígnio, tanto da lei quanto do Evangelho, trazido à perfeição, era estabelecer outro meio de correspondência, mais espiritual, entre DEUS e o homem. Este anjo ficou “em pé, à direita do altar do incenso”, no seu lado norte. Alguns pensam que este anjo apareceu, vindo do lugar santíssimo, o que o levou a estar em pé à direita do altar.
3. A impressão que a visita do anjo causou em Zacarias (v. 12): Quando Zacarias o viu, ficou muito surpreso, até chegou a sentir terror, pois “turbou-se, e caiu temor sobre ele”, v. 12. Embora ele fosse “justo perante DEUS”, e irrepreensível na sua conduta, ainda assim ele não pôde deixar de sentir apreensão ao ver alguém cuja aparência e brilho adjacente evidenciava ser mais do que humano. Desde que o homem pecou, a sua mente é incapaz de suportar a glória de tais revelações e a sua consciência tem medo das más notícias que tais revelações lhe trazem; nem mesmo o próprio Daniel pôde suportá-la, Daniel 10.8.
A mensagem que o anjo tinha para lhe transmitir, v. 13. Ele começou a sua mensagem, de uma maneira como os anjos normalmente o faziam, utilizando a expressão “Não temas”. Talvez Zacarias nunca tivesse tirado a sorte de queimar incenso antes; e, sendo um homem muito sério e consciencioso, podemos imaginá-lo cheio de atenção para fazê-lo bem, e talvez, quando viu o anjo, ele tivesse sentido medo de que o anjo tivesse vindo para censurá-lo por algum engano ou falha; “Não”, diz o anjo, “não tenha medo, eu não lhe trago más notícias do céu”. Não tenha medo, mas acalme-se, mantenha um espírito equilibrado e sereno para receber a mensagem que eu tenho para lhe transmitir. Vejamos de que se trata.
1. As orações que ele sempre fazia, agora receberiam uma resposta de paz: “Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida”. O anjo se refere particularmente à oração por um filho, para formar a sua família, devem ser as orações que Zacarias tinha feito anteriormente, pedindo esta bênção, na época em que ainda podia ter filhos. As orações feitas quando somos jovens e recém chegados ao mundo podem ser atendidas quando estivermos velhos, e prestes a deixar o mundo.
Atos 10.30,31); “e este é o sinal de que você é aceito por DEUS, Isabel dará à luz um filho”. Observe que é um grande consolo, para as pessoas que oram, saber que as suas orações são ouvidas; e são duplamente doces as bênçãos que são dadas em resposta a uma oração.
2. Ele terá um filho, na sua adiantada idade. Ele o terá com Isabel, sua esposa, que tinha sido estéril durante tanto tempo, para que por este nascimento que estava próximo de ser milagroso, as pessoas pudessem ser preparadas para receber e crer no nascimento de um bebê de uma virgem, que era algo completamente milagroso.
Ele recebe as instruções quanto ao nome que deve dar ao seu filho: “E lhe porás o nome de João”; em hebraico, Johanan, um nome que encontramos freqüentemente no Antigo Testamento: que quer dizer gracioso. Os sacerdotes devem suplicar ‘‘o favor de DEUS” (Ml 1.9), e abençoar o povo, Números 6.25. Zacarias estava agora orando assim, e o anjo lhe diz que a sua oração foi ouvida, e ele terá um filho, que, como símbolo de que a sua oração foi ouvida, ele deverá chamar Gracioso, ou, o Senhor será gracioso, Isaías 30.18,19.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 510-512.
 
 
2. JOSÉ E MARIA.
A Mensagem do Anjo (1:26-33)
No sexto mês depois da concepção de Isabel, foi o anjo Gabriel enviado... a Nazaré (26). É óbvio que Lucas está escrevendo para gentios, pois nenhum judeu precisa ser lembrado de que Nazaré era uma cidade da Galiléia. Embora, como descendentes de Davi, tanto José quanto Maria chamassem Belém de terra de seus antepassados, eles estavam naquela época vivendo em Nazaré, que se situava a cerca de 130 quilômetros a nordeste de Jerusalém, em um planalto no lado norte do Vale de Esdrelom.
A uma virgem desposada com... José (27). Maria ainda era uma virgem, e estava noiva de José. Os noivados ou contratos de casamento entre os israelitas nos tempos bíblicos eram mais significativos e representavam um laço mais forte do que na atualidade. A lei mosaica considerava a infidelidade sexual por parte de uma jovem que fosse noiva como adultério, e ela era punida por esta transgressão (Dt 22.23-24). Freqüentemente existia um intervalo de meses entre o noivado e o casamento, mas ainda assim o noivado já representava um compromisso que só poderia ser rompido através do divórcio. Este último fato é exemplificado pela decisão de José de divorciar-se de Maria, antes de saber da natureza da sua concepção (Mt 1.19), embora ele e Maria ainda não estivessem casados.
Neste ponto, é bom lembrar que a narrativa de Lucas da anunciação e do nascimento de JESUS são feitos a partir do ponto de vista de Maria. Neste aspecto, a história difere do relato de Mateus, que é feito a partir do ponto de vista de José. É provável que Lucas tenha obtido esta informação direta ou indiretamente de Maria, quando ele passou dois anos na Palestina. Lucas também estava mais interessado em mostrar o relacionamento de JESUS com a humanidade através da Sua mãe, do que a Sua relação legal com o trono de Davi através de José, o seu pai oficial, embora não fosse o seu pai biológico.
Da casa de Davi se refere a José e não a Maria. A gramática do texto grego original e também a da versão em nosso idioma, exige esta interpretação. Mas isto não quer dizer que Maria não fosse descendente de Davi, pois os versículos 32 e 69 deste mesmo capítulo dão a entender fortemente que ela era da linhagem de Davi.
Entrando o anjo onde ela estava (28). Isto não foi um sonho nem uma visão, mas uma autêntica visita de um anjo.
Salve. Esta é uma saudação com alegria. A palavra no original é o imperativo de um verbo que significa “alegrar-se” ou “ficar feliz”. A forma usada aqui é uma saudação normal. Seria o equivalente a: “Que a alegria esteja com você”.
Agraciada (literalmente, “com a graça”); bendita és tu entre as mulheres. O anjo a honrou pelo que ela iria se tornar, antes mesmo que ela soubesse o assunto das boas-novas. É certo que Maria deveria receber honra, e o anjo nos deu o exemplo. Mas a adoração a Maria é completamente injustificada.
Ela turbou-se muito com aquelas palavras (29) significa, literalmente, “ela ficou grandemente agitada”. A saudação e a presença do anjo a perturbaram (acréscimo de Ev. Luiz Henrique). O que ele lhe disse era mais difícil de entender do que a sua aparição e, aparentemente, mais inesperado.
Ela considerava: significa, literalmente, “ela estava pensando”. Isto representa uma prova de sua presença de espírito neste momento crítico da sua vida.
Em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho... JESUS (31). Aqui temos o anúncio da Encarnação. O Filho de DEUS realmente se tornaria carne, seria concebido e nasceria de uma virgem. Neste Filho a divindade e a humanidade estariam unidas de maneira inseparável. O seu nome, JESUS, significa “Salvador” ou, mais literalmente, “DEUS salva”. É o equivalente grego do hebraico “Josué”. Lucas não joga com as palavras na etimologia do nome “JESUS”, como faz Mateus. Os seus leitores, sendo gentios, não teriam entendido o objetivo das palavras “porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” de Mateus 1.21, por não conhecerem a relação etimológica entre as palavras “JESUS” e “salvar”.
Este será grande (32), no seu sentido mais elevado e verdadeiro. DEUS é grande, e toda a grandeza verdadeira vem dele e é reconhecida por Ele. (Isaías 9.6).
Será chamado Filho do Altíssimo não quer dizer que Ele simplesmente “seria chamado” de Filho de DEUS, mas é equivalente a “Ele não apenas será o filho de DEUS, como também será reconhecido como tal”. Ele terá as marcas da divindade. Esta palavra hebraica era de uso comum, e literalmente equivalente a “Ele será o Filho do Altíssimo”.
O trono de Davi, seu pai. Evidentemente, isto deixa claro que Maria era descendente de Davi. Como muitos poderão argumentar, é verdade que o direito de JESUS ao trono viria através de José, apesar de não ser o seu verdadeiro pai. Mas aqui se menciona a filiação, e não se menciona José. Além disso, deve-se observar que Lucas está escrevendo a partir do ponto de vista de Maria; e também que o seu interesse pelas relações humanas de JESUS está ligado à relação verdadeira, e não àquela que era considerada legal entre os judeus.
Reinará eternamente na casa de Jacó (33). Isto é praticamente equivalente ao que está escrito na frase seguinte: O seu Reino não terá fim, exceto que a primeira enfatiza o aspecto judaico do reino. Lucas enfatiza muito claramente, em seu Evangelho, a universalidade do reino de CRISTO; mas Paulo, que foi professor de Lucas, enfatizava a continuidade do reino de Israel - e da semente de Abraão - no reino de CRISTO. A última é a flor e o fruto; a primeira é a videira.
A Pergunta de Maria (1.34)
Como se fará isso? (34) Não se trata de uma pergunta como produto da dúvida, mas da perplexidade e da inocência. Ela não está dizendo “Não pode ser”, mas pedindo uma explicação sobre como isso pode ser, e como será feito. Uma comparação superficial da pergunta de Maria com a expressão de dúvida de Zacarias (1.18) faria com que ambas parecessem muito similares. Um olhar mais detalhado sobre as duas perguntas irá provar conclusivamente que elas não se assemelham nem em significado, nem em espírito.
Zacarias perguntou: “Como saberei isso?”, querendo dizer, “Que sinal você vai me dar como prova de que isto irá acontecer?” Mas Maria perguntou “Como se fará isso?”, ou seja, que meios farão isso acontecer?
Existe ainda outra diferença que deve ser observada. O milagre que foi prometido a Zacarias era um caso normal de cura divina, aliado a uma capacitação divina de uma mulher para dar à luz em idade avançada. Isto realmente era um milagre. Mas a maravilha que foi prometida a Maria continua confundindo a imaginação dos maiores pensadores da igreja e do mundo em todas as gerações. E nada menos do que o mistério da Encarnação divina - DEUS se tornou carne.
3. A Resposta do Anjo (1.35-38)
Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO (35). O anjo respondeu amavelmente a pergunta que tinha sido feita de forma tão inocente. A resposta não esclarece o mistério: somente indica o agente. O ESPÍRITO SANTO, como agente de DEUS Pai, toma o lugar de um marido de alguma maneira não explicada - e talvez inexplicável. Aqui, na resposta do anjo, podemos ver o poder procriativo da mulher na sua mais completa pureza, unido à onipotência de um DEUS amoroso e santo. Vemos delicadeza, significado e mistério unidos nas palavras a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Esta “cobertura com a sombra do Altíssimo” possivelmente inclui tanto o milagre da concepção quanto a supervisão, o cuidado e a proteção contínuos de Maria pelo ESPÍRITO SANTO. Será chamado Filho de DEUS não se refere à eterna filiação do CRISTO pré-encarnado, mas sim ao milagre da Encarnação. Como DEUS tomou o lugar de um pai terreno, JESUS pode ser chamado Filho de DEUS da mesma forma que um menino é chamado de filho de seu pai.
Charles L. Childers. Comentário Bíblico Beacon. Lucas. Editora CPAD. Vol. 6. pag. 362-364.
 
Observação de Ev. Luiz Henrique - A palavra de DEUS é a semente de DEUS, quando o anjo Gabriel comunica a Maria que ela vai conceber, isso é a Palavra de DEUS entrando no útero virgem de Maria, e assim ela concebe a vida de JESUS em seu ventre.
O pastor das ovelhas, aquele que dá a vida pelas suas ovelhas, entrou na terra (curral ou aprisco das ovelhas) pela porta como todos nós - a porta do nascimento físico através de uma mulher.  Aquele que entra por outra porta (não nasceu de uma mulher) é ladrão e salteador - Satanás. (Jo 10).
 
Maria ficara perplexa ante o fato de que ela haveria de ser a progenitora do Messias davídico, e também porque isso era um anúncio virtual de que teria um filho antes da consumação de seu matrimônio, como ocorrência inteiramente desvinculada desse casamento.
Maria, mostrando-se digna representante das mulheres da mais profunda confiança no Senhor,—não requereu um sinal—ou qualquer espécie de confirmação, mas aceitou a declaração por um notável ato de fé. O vs. 45 afirma a sua crença: «Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor».
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 2. pag. 16.
 
A informação adicional que o anjo transmite a Maria, respondendo à sua pergunta a respeito do nascimento deste príncipe.
1. A pergunta que ela faz é apropriada: “Como se fará isto?”, v. 34. Como eu posso conceber um filho na atualidade (pois foi isto o que o anjo quis dizer), se eu “não conheço varão”? Deverá ser de outra maneira, e não pelo modo normal de concepção? Se for assim, diga-me “como se fará isto?” Ela sabia que o Messias devia nascer de uma virgem; e, se ela devia ser a sua mãe, ela queria saber como isto aconteceria. Estas não eram palavras resultantes da sua falta de confiança, ou de qualquer dúvida sobre o que o anjo lhe havia dito, mas de um desejo de receber mais orientação.
2. A resposta que ela recebe é satisfatória, v. 35. (1) Ela irá conceber pelo poder do “ESPÍRITO SANTO”, cuja obra é santificar, e portanto, santificar a virgem, para este propósito. O ESPÍRITO SANTO é chamado de “virtude do Altíssimo”. Ela pergunta “como se fará isto? Isto é suficiente para ajudá-la a superar as dificuldades que parecem existir. Um poder divino o realizará, não o poder de um anjo empregado para isto, como em outros milagres. Mas, o poder do próprio “ESPÍRITO SANTO”. (2) Ela não deve fazer perguntas a respeito da maneira como isto se realizará, pois o ESPÍRITO SANTO, sendo “a virtude do Altíssimo”, irá cobri-la “com a sua sombra”, como a nuvem cobriu o tabernáculo quando a glória de DEUS tomou posse dele, para escondê-lo daqueles que poderiam - com excessiva curiosidade - observar o que acontecia, “bisbilhotando” os seus mistérios. A formação de cada bebê no útero, e a entrada do espírito da vida nele, são mistérios da natureza; ninguém conhece “o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida”, Eclesiastes 11.5. Nós fomos formados no oculto, Salmos 139.15,16. A formação do menino JESUS é um mistério ainda maior, sem controvérsia, “grande é o mistério da piedade”, DEUS manifestado em carne, 1 Timóteo 3.16. E uma coisa nova criada na terra (Jr 31.22), a cujo respeito nós não devemos cobiçar conhecer além do que está escrito.
(3) A criança que ela irá conceber é santa, e portanto não deve ser concebida da maneira normal, porque ela não deverá compartilhar da corrupção e da contaminação comuns à natureza humana. O bebê é mencionado enfaticamente como “o SANTO”, como nunca houve; e Ele será chamado de “Filho de DEUS”, como o Filho de DEUS por geração eterna, o que indica como Ele será formado pelo ESPÍRITO SANTO, nesta concepção. A sua natureza humana deveria ser produzida desta maneira, como era adequado que fosse, pois se uniria à natureza divina.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 517.
 
 
III - O NASCIMENTO DE JESUS E OS CAMPONESES
1. A NOBREZA DOS POBRES.
No Novo Testamento encontramos uma espécie de modificação nas atitudes diante das questões econômicas em geral e da pobreza em particular. Ali o estado abençoado por DEUS parece envolver a adversidade, e não a abundância material, porquanto os primeiros discípulos de JESUS foram homens perseguidos, e, naturalmente, empobrecidos.
a. «Bem-aventurados vós os pobres...» é a declaração simples de Luc. 6:20. O evangelho é anunciado aos pobres (Luc. 4:18).
b. JESUS reconheceu o caráter permanente da pobreza entre os povos do mundo (ver Mat. 26:11; Mar. 14:7; comparar com Deut. 15:11), embora isso não signifique que ele fosse indiferente para com os sofrimentos causados pela pobreza material.
c. A vida espiritual é viável mesmo em meio à pobreza (Mar. 12:42 ss; Tia. 2:2-5); mas Paulo interessava-se em que os crentes trabalhassem e tivessem o suficiente, de modo a não encontrarem obstáculos em sua atuação cristã, o que ele exemplificou com os seus esforços pessoais (ver II Cor. 9:8). O próprio apóstolo dos gentios sabia o que era desfrutar de abundância e o que era sofrer privações, e continuava atuando no evangelho sob ambas essas condições (ver Fil. 4:12).
d. Os cristãos primitivos foram ensinados a não se sentirem imunes à pobreza (Rom. 15:26; Gál. 2:10).
e. Os crentes deveriam ajudar aos pobres (Mat. 19:21; II Cor. 8:2 ss; I João 3:17 ss).
f. Aqueles que ajudam meramente de palavra, mas não em ação, são hipócritas (Tia. 2:15 ss). Viver segundo a lei do amor é a grande prova da espiritualidade, e um aspecto disso é a ajuda prestada aos pobres. Ver I João 4:7,8; II Cor. 8:2 ss .
g. O favoritismo no seio da Igreja, com base na prosperidade econômica, é proibido aos crentes (Tia. 2:5-9).
h. O ofício eclesiástico dos diáconos veio à existência devido à pobreza entre a classe das viúvas de origem grega (Atos 6:1-7).
i. A Igreja primitiva, em Jerusalém, experimentou a partilha dos bens materiais em comum, embora sobre bases voluntárias. Aqueles que quisessem participar da experiência podiam fazê-lo, e aqueles que preferiam manter suas propriedades privadas, e não quisessem participar, não eram forçados a fazê-lo. Essa experiência foi ocasionada por uma extrema pobreza causada pela perseguição, que envolvia somente os crentes e não era nenhuma decisão nacional de estabelecer uma forma diferente de governo (Atos 4:34 ss). Essa experiência foi eficaz dentro das circunstâncias particulares do momento mas não se tornou um padrão a ser seguido pela Igreja em geral, como também a história deixa claro.
j. A abundância material pode ser prejudicial à fé religiosa e destrutiva da piedade, conforme afirmaram tanto JESUS (ver Mat. 19:24) como Tiago (Tia. 5:1 ss). O texto da epístola de Tiago deixa claro que os ricos, que assim sendo, têm poder, tornam-se abusivos, injustos, arrogantes, negligentes espiritualmente, participando de prazeres pecaminosos destrutivos.
1. A raiz de todas as formas de mal é o amor ao dinheiro (I Tim. 6:10).
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 2. pag. 307.
 
Evangelizar os pobres (18), ou “pregar o evangelho aos pobres”. O termo evangelho significa “boas-novas” ou “boas notícias”. Os pobres pareciam mais dispostos a ouvir JESUS. As suas necessidades faziam com que eles se voltassem para o Salvador. Ninguém, rico ou pobre, consegue encontrar JESUS até que perceba sua destituição espiritual, busque a CRISTO, e confesse a Ele as suas necessidades.
Charles L. Childers. Comentário Bíblico Beacon. Lucas. Editora CPAD. Vol. 6. pag. 387.
 
Por isso, a segunda coisa que JESUS diz para caracterizar a proclamação que lhe fora confiada é que ela precisa ser levada aos pobres, aos pedintes e mendicantes, i. é, aos que se encontram fracos e com o coração deprimido, prostrando-se por isso em súplica perante DEUS, uma boa mensagem que alegra justamente a estes. – Por isso, lemos no v. 18:
Ele me enviou para evangelizar aos indigentes.
Aqueles que têm consciência dessa sua miséria (cf. a primeira bem-aventurança do Sermão da Montanha) são receptivos para a boa nova da graça. “JESUS não se considera enviado aos que acreditam que não precisam de ajuda nem de quem os auxilie, mas àqueles que sofrem com a própria situação e com a situação do mundo, esperando por socorro. É para estes que a mensagem de JESUS é notícia alegre”, diz um comentarista. O fato de que as ilustrações são retiradas da esfera social, anunciando primeiro aos indigentes e desprezados na vida a salvação e alegria, não constitui apenas uma predileção de Lucas, mas está profundamente embasado em toda a revelação de DEUS com tal, porque representava a vinda de DEUS aos humanos. Não obstante Lucas não perde nenhuma oportunidade para dar destaque especial a esse aspecto. Afinal, não há melhor forma de retratar a graça do que pela condescendência com o que não é nada.
Fritz Rienecker. Comentário Esperança Evangelho de Lucas. Editora Evangélica Esperança.
 
2. A REALEZA DO MESSIAS.
O nascimento do CRISTO dos pastores, mas não o CRISTO dos mercenários “Ora, havia, naquela mesma comarca, pastores que estavam no campo e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho. E eis que um anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é CRISTO, o Senhor. E isto vos será por sinal: achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a DEUS e dizendo: Glória a DEUS nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens! E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém e vejamos isso que aconteceu e que o Senhor nos fez saber. E foram apressadamente e acharam Maria, e José, e o menino deitado na manjedoura” (Lc 2.8-16).
Esse texto mostra a celebração que esses pastores fizeram por ocasião do nascimento de JESUS. Houve muita alegria entre aqueles camponeses. DEUS em sua grandeza contemplou os pequenos!
O nascimento do CRISTO dos magos, mas não o CRISTO da magia. A estrela de CRISTO brilhou no coração desses magos.
Infelizmente o CRISTO que está sendo festejado hoje não é mais o CRISTO dos magos, mas o CRISTO da magia. A magia não está mais restrita às seitas esotéricas, mas pode também ser encontrada em muitos cultos evangélicos!
José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD. pag. 28-29.
 
Observação do Ev. Luiz Henrique - Os magos ou astrólogos visitaram JESUS já com quase dois anos de idade e em uma casa, não mais em uma manjedoura.
Mt 2.11 E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe...
Mt 2.16 Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos.
 
«...nasceu na cidade de Davi...». Aqui encontramos o paradoxo da encarnação. Quão estranhamente se combinam as palavras destes versículos: «...o Salvador...CRISTO, o Senhor...uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura... Essas frases têm sido ouvidas e lidas tão freqüentemente que a primeira impressão deixada por elas já se embotou para muitos. Não obstante, por si mesmas devem ter parecido a princípio impossíveis e inacreditáveis. Seria uma manjedoura lugar próprio para aquele que foi enviado pelo DEUS altíssimo? Um estábulo seria o lugar onde se esperaria encontrar o Salvador recém-nascido? No entanto, o mistério e a maravilha da encarnação se fazem presentes precisamente no fato que essas coisas assim aconteceram. Pois por ocasião do nascimento de JESUS, em Belém, e em tudo que a vida de JESUS haveria de revelar posteriormente, encontramos a mensagem de que não somente existe DEUS, mas também que DEUS se aproxima extraordinariamente de nós. Crer que DEUS está acima de nós é uma coisa. Crer que DEUS é uma força suficiente para nós é uma confiança inteiramente diferente, inspiradora. E crer que DEUS é não somente todo-poderoso, mas também se mostra todo-suficiente, e é DEUS conosco, DEUS próximo de nós, é algo que nem podemos começar a compreender, e é a melhor de todas as coisas» (Walter Russel Bowie, in loc.).
Naturalmente que devemos observar, em companhia de quase todos os comentaristas das Escrituras, que a humildade do nascimento de JESUS concorda com a posição por ele ocupada na vida, e com as suas maneiras. E também se coaduna com aqueles para quem veio ministrar. Ele tratava com as pessoas em suas ocupações ordinárias, trabalhou como carpinteiro, falava sobre mulheres que teciam e amassavam a massa, sobre o semeador em seu trabalho de semeadura, e sobre os pastores que vigiavam os seus rebanhos. JESUS cresceu como todo homem deve crescer, e desenvolveu-se como todo homem deveria fazê-lo. Aprendeu a andar com DEUS, e, na qualidade de homem, desenvolveu grandes poderes espirituais. JESUS foi, ao mesmo tempo, o caminho e o indicador do caminho. E do modo como ele andou também nos compete andar; e assim como ele compartilhou plenamente de nossa natureza, assim também haveremos de compartilhar plenamente da dele.(Ver Fil. 2:7; Rom. 8:29 e Efé. 1:23).
«Existem alguns trechos, nas Escrituras, onde as palavras CRISTO e Senhor aparecem juntas. No cap. 23:2 temos CRISTO, o Rei, e em Atos 2:36 encontramos CRISTO e Senhor. E não vejo outra maneira de compreender a palavra ‘Senhor’ senão como um paralelo do termo hebraico DEUS» (Alford, in loc., apoiado por outros comentaristas e intérpretes, como Wordsworth). A conexão entre CRISTO e Senhor também ocorre em Col. 3:24. O povo, ao tempo do império romano, acostumara-se a intitular o imperador de «Salvador»; mas os cristãos aplicam esse titulo a JESUS CRISTO. Muitas dificuldades e perseguições houve contra os cristãos, por causa dessa doutrina.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 2. pag. 29.
 
Qual era a mensagem que o anjo deveria transmitir aos pastores, w. 10-12.1. Ele ordena que os seus temores sejam suspensos: “Não temais”, pois eu não tenho nada a dizer que vocês precisem temer.
Ele lhes traz uma notícia que lhes causará muita alegria: “Eis aqui vos trago novas de grande alegria”.
Eu declaro isto solenemente, e vocês têm razão para receber bem esta notícia, pois ela trará alegria a todo o povo, e não somente ao povo dos judeus. “Na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é CRISTO, o Senhor” (v. 11); o Salvador que há tanto tempo é esperado. JESUS é o CRISTO, o Messias, o Ungido; Ele é o Senhor, o Senhor de tudo; Ele é um príncipe soberano; ou melhor, Ele é DEUS, pois o Senhor, no Antigo Testamento, significa Jeová. Ele é o Salvador, e será o Salvador somente para aqueles que o aceitarem como seu Senhor. Nasceu o Salvador, nasceu hoje; e, como isto é motivo de grande alegria para todo o povo, não deve ser mantido em segredo, vocês podem proclamá-lo, podem contar a quem quiserem. Ele nasceu no lugar onde estava predito que Ele nasceria, “na cidade de Davi” ; e Ele nasceu para vocês; a vocês, judeus - Ele é enviado, em primeiro lugar, para abençoar vocês; a vocês, pastores, ainda que sejam pobres e humildes no mundo. Isto se refere a Isaías 9.6, “Um menino nos nasceu, um filho se nos deu” . A vocês, homens, não a nós, anjos; Ele não assumiu a natureza dos anjos. E é motivo de alegria, realmente, a todo o povo, uma grande alegria. Aquele que foi esperado por tanto tempo veio afinal. Que o céu e a terra se alegrem diante do Senhor, pois Ele veio.
Ele lhes dá um sinal para a confirmação da sua fé nesta notícia. “Como vocês irão encontrar esta criança em Belém, que agora está cheia de descendentes de Davi? Vocês o encontrarão com este sinal: “achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”, onde certamente nenhum recém-nascido jamais esteve”. Eles esperavam ouvir “Vocês o encontrarão (embora seja bebê, envolto em mantos, e deitado na melhor casa da cidade), deitado com pompa, com uma grande quantidade de criados vestidos com ricos uniformes”. E não, “achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”. Quando CRISTO estava aqui, na terra, Ele se distinguia e se notabilizava tanto pelo seu poder, como pelos exemplos da sua humilhação.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 529.
 
Vos nasceu hoje... o Salvador (11). Esta é a palavra favorita de Lucas e também do seu companheiro Paulo. Os termos “Salvador” e “salvação” aparecem mais de quarenta vezes nos seus escritos, ao passo que aparecem raramente nos outros livros do Novo Testamento. Não é apenas o fato da chegada do Salvador que constitui as boas-novas da mensagem do anjo, mas a natureza da Sua salvação. Embora os pastores pudessem provavelmente ter interpretado aquela salvação como sendo material e política, todo o Novo Testamento é inequívoco na sua interpretação como sendo moral e espiritual. O bebê anunciado pelos anjos seria o Salvador que os libertaria do pecado.
Fica claro que os anjos desejavam que os pastores fossem e vissem o Salvador, pelo fato de que lhes indicaram o lugar - a cidade de Davi, a própria cidade deles. Além disto, o anjo lhes deu um sinal para que pudessem identificar o Salvador.
Charles L. Childers. Comentário Bíblico Beacon. Lucas. Editora CPAD. Vol. 6. pag. 372.
 
 
IV - O NASCIMENTO DE JESUS E O JUDAÍSMO
1. JUDEUS PIEDOSOS.
Simeão: o cântico de Simeão.
Simeão era nome bem comum, e com esse nome figuram diversos personagens bíblicos bem conhecidos. Alguns têm pensado que esse Simeão tivesse sido filho do famoso rabino Hilel e pai de Gamaliel, mencionado em Atos 5:34, e que foi o mestre de Saulo de Tarso. Acerca disso não possuímos qualquer informação segura. Mas os pormenores com que contamos são suficientes em si mesmos. Simeão era homem justo, piedoso, devoto (palavra empregada somente por Lucas, neste ponto, e em parte alguma do N. T. encontrada além desta passagem; significa temente a DEUS, e os seus cognatos podem ser encontrados em Heb. 4:5-7 e 12:28. Quando aplicada a questões religiosas enfatiza o elemento da circunspecção, da cautela, da observância cuidadosa dos preceitos divinos, e por isso mesmo expressa muito bem a ideia da piedade, segundo é retratada no V. T., com suas muitas leis e ordenanças. Ver também Atos 2:5). Esse homem, pois, esperava a consolação de Israel, o que é uma referência direta à promessa e às profecias messiânicas. Pelo texto também ficamos sabendo que ele recebeu uma revelação especial para entender aquele acontecimento, e que o mesmo deveria estar bem próximo. (Ver os vss. 35 e 30). O vs. 35 indica, igualmente, que ele percebeu que o sofrimento faria parte do destino do Messias, tanto quanto a glória; mas essa glória futura do Messias não é omitida. Se Simeão entendeu ou não perfeitamente tudo quanto estava envolvido nessas profecias, não sabemos dizer; mas o mais certo é que ele não percebia todo o seu alcance. Lemos, na história, que Simeão não era o único a esperar pelo Messias, naqueles dias, pois através da leitura das profecias de Daniel, tal como aquela encontrada em Dan. 9:26, um remanescente esperava o cumprimento das promessas messiânicas justamente no tempo de JESUS CRISTO.
Algumas lendas se têm desenvolvido em torno da pessoa de Simeão, como no caso de muitas outras histórias presas ao Antigo ou ao Novo Testamentos, onde realmente não possuímos qualquer informação sólida que esclareça as identidades. Entretanto, o evangelista teve o cuidado de tornar conhecida a identidade desse homem quanto ao seu estado espiritual, embora não nos informasse sobre as suas circunstâncias humanas.
«Revelara-lhe o ESPÍRITO SANTO...». Sabemos tão-somente que Simeão gozava de uma presença especial do ESPÍRITO SANTO e sua orientação, análoga àquela forma superior de vida espiritual que, em dias mais antigos, era expressa pela expressão «andar com DEUS». Lucas indica que, por causa dessa unção especial do espírito, Simeão foi conduzido ao templo naquele dia particular, e que reconheceu ao CRISTO. Tudo isso parece indicar alguma forma especial de manifestação do ESPÍRITO SANTO em sua vida. Não lemos que a Simeão tivesse sido revelado qualquer coisa sobre JESUS, sobre as narrativas acerca de seu nascimento, sobre o milagre de sua concepção virginal ou sobre as visitações angelicais; não obstante, reconheceu a identidade da criança. Bengel observa a doce antítese que aqui aparece entre dois espetáculos, o fato de ter visto «o CRISTO do Senhor», antes que ele «visse a morte». Lange observa admiravelmente que «Simeão, no sentido mais nobre do termo, é o eterno judeu do Velho Pacto que não pode morrer antes de ter visto o Messias prometido. Foi-lhe permitido dormir na paz de seu Senhor, antes da crucificação dele».
A expressão «o CRISTO do Senhor » é um título judaico, anterior ao cristianismo, que significa «o Messias de DEUS», isto é, o ungido de DEUS.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 2. pag. 33.
 
Que personagem maravilhoso, esse Simeão! Quem era ele? O texto diz: “Ele era um homem”. A julgar pela narrativa, era um ancião, talvez desconhecido entre as pessoas, porém bem conhecido de DEUS.
Simeão é um representante para muitas almas tementes a DEUS. Sua justiça consistia na fiel observância da lei, e seu temor a DEUS em um reverente respeito à sublimidade e santidade de DEUS. Por reconhecer que era impossível cumprir por si próprio a lei de DEUS, tinha anseio por consolo e paz. Era algo que somente o Messias prometido poderia propiciar-lhe. Por essa razão, seu temor a DEUS transformava-se cada vez mais em espera pelo consolo de Israel.
“Prosdéchomai” não significa esperar, mas aguardar. Aguardar diz respeito a uma espera bem específica, i. é, a pessoa que espera dirige o olhar e toda a atenção àquilo que vem, que há de suceder. Prosdechomai ocorre para Simeão, no v. 25, e para Ana e os “humildes na cidade de Jerusalém”, no v. 38.
De onde vem a expressão “consolação de Israel”? Talvez essa expressão evoque Is 40.1ss.
Assim como a igreja do Novo Testamento exclamará, com vistas à vinda plena de CRISTO, de forma cada vez mais alta e insistente: “Amém! Vem, Senhor JESUS!” (Ap 22.20), assim também a prece pela vinda do CRISTO se torna cada vez mais insistente.
Em Zacarias, Isabel e Maria já ressurgira o despertar do ESPÍRITO profético. Simeão e Ana parecem ter sido impelidos por mais tempo pelo ESPÍRITO profético. O ESPÍRITO SANTO é também um ESPÍRITO de oração. Simeão era um orador tenaz e devotado.
Ele havia obtido a bendita certeza interior de que não morreria sem ter visto o CRISTO do Senhor. Como essa resposta deve ter dado asas a seu anseio! Como seu olhar deve ter buscado o CRISTO do Senhor, a consolação de Israel, desde então!
Fritz Rienecker. Comentário Esperança Evangelho de Lucas. Editora Evangélica Esperança.
 
«...Ana, filha de Fanuel...». O vocábulo profetisa se encontra exclusivamente aqui e em Apo. 2:20. Essa mulher, como é evidente, era conhecida como alguém que fazia declarações eloquentes ou que, de algum outro modo, demonstrava possuir o dom profético. Quanto a isso, porém, nada sabemos, tal como nada sabemos acerca dela além do que aqui somos informados. É notável que o nome de seu pai e não de seu esposo, tenha sido dado; contudo, é bem possível que Lucas estivesse interessado em tais detalhes. Esta mulher traz o nome do fundador da Escola dos Profetas.
«...tribo de Aser...», uma das dez tribos de Israel, diversas famílias da qual retornaram terminado o cativeiro babilônico (ver II Reis 17:6), e dessa forma não se perdeu inteiramente. Alguns de seus membros sobreviveram e preservaram suas genealogias.
«... vivera com seu marido sete anos desde que se casara... » Mas o original grego ainda é mais enfático, conforme diz a tradução portuguesa AA, «...desde a sua virgindade...» Diversos fatos são asseverados: ela era virgem quando se casou; viveu sete anos com seu marido; não se casou pela segunda vez; e a razão disso é dada no vs. 37— dedicar-se à oração e às atividades no templo, em adoração ao Senhor.
«...era viúva de oitenta e quatro anos...» Diversas traduções lhe outorgam a idade total de oitenta e quatro anos, no que são acompanhadas por muitos intérpretes; mas existem outras traduções (como a tradução AA, em português), que atribuem essa idade à duração de sua viuvez. Pelo texto grego, não é certo o sentido tencionado. A lei judaica mais antiga permitia que uma jovem se casasse a partir dos doze anos de idade. Nesse caso, se Ana era viúva a oitenta e quatro anos, então já estaria com nada menos de cento e três anos de idade, tendo enviuvado aos dezenove anos de idade; e então, a partir desse tempo, teria vivido da maneira piedosa, devota, dedicada à oração, conforme é descrito nestes versículos. Não há que duvidar que era mulher bem conhecida no templo e ao redor do mesmo, reputada como mulher de profunda piedade.
«...chegando naquela hora, dava graças a DEUS...» O texto indica que Ana chegou no momento exato da apresentação, e então, mediante o espírito profético, não menos admirável do que no caso de Simeão, e acrescentando ainda maior motivo de admiração por parte de todos, ela começou a falar sobre a grandeza da criança que estava no meio deles, e passou a proclamar aos piedosos essas mesmas coisas. Ana deu prosseguimento ao tema, no ponto onde Simeão parara. Havia certo número de pessoas que aguardava a revelação do Messias, e foi nessa oportunidade, para essa gente que vivia em Jerusalém ou fora da cidade, que Ana propalou tais noticias. Considerando-se todas essas ocorrências, tudo isso deve ter servido de experiência extremamente incomum e significativa para José e Maria; mas as notícias logo se propagaram, e muitos participaram da atmosfera sobrenatural que acompanhou aqueles primeiros lances da vida de JESUS. Se os pronunciamentos originais da idosa Ana foram feitos no momento da oração diária no templo, sem dúvida ela teria contado com uma audiência natural para quem dirigir a palavra.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 2. pag. 35.
 
E, sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a DEUS (38). Simeão ainda estava segurando o Bebê quando Ana entrou. Ela deu graças imediatamente, confirmando a sua visão profética. Falava dele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém. Não temos o teor da sua mensagem, mas fica implícito que ela falava do Seu ministério messiânico. Como no caso de Simeão, a redenção - a salvação - era a sua principal ênfase.
Por intermédio de Zacarias, Isabel, os pastores, Simeão, Ana e outros, as boas-novas sobre o Salvador estavam se espalhando. É significativo que DEUS só tenha revelado essas boas-novas àqueles que tinham a qualificação espiritual adequada para uma revelação tão sublime.
Barclay encontra nesta passagem uma história comovente de “Uma das pessoas quietas na terra”. Aqui está uma mulher a quem DEUS se revelou. Que tipo de pessoa era ela? 1) Embora tivesse conhecido a tristeza, ela não era amargurada; 2) Embora tivesse idade, não tinha perdido a esperança; 3) Nunca deixou de adorar na casa de DEUS; 4) Nunca deixou de orar.
Charles L. Childers. Comentário Bíblico Beacon. Lucas. Editora CPAD. Vol. 6. pag. 376.
 
Ana... da tribo de Aser (v.36): A dedicação de Ana toma-se ainda mais destacada ao lembrarmo-nos de que a tribo de Aser era uma das dez que DEUS, em razão da sua apostasia, tirara de diante da Sua presença, 2 Rs 17.18-23. Muitas pessoas das dez tribos não foram levadas ao cativeiro, e diversas se uniram a Judá depois do cativeiro em Babilônia. Ana servia como outra testemunha do fato que se aproximava o tempo de DEUS derramar Seu ESPÍRITO sobre toda a carne.
Era já avançada em idade (v.36): Tinha vivido com seu marido sete anos, e tinha passado oitenta e quatro anos na sua viuvez. Portanto, se casara muito nova, com a idade de doze anos, tinha, neste tempo, 103 anos de idade. Servindo a DEUS em jejuns e orações de noite e de dia (v.38): Vê-se no fato de DEUS dar lugar para esta história nas Escrituras, a importância da obra que a idosa Ana realizava. Não há, entre o povo de DEUS, um de Seus filhos que Ele considere inutilizado e aposentado, Lv 19.32; Pv 16.31. Como o orador experiente e eloquente finda seu discurso com o ponto mais comovente, assim o crente experimentado e ardente finda sua longa vida na terra transmitindo ao próximo as verdades mais vivas, as quais vai em breve presenciar.
Orlando S. Boyer. Espada Cortante 2. Editora CPAD. pag. 46-47.
 
 
2. RITUAIS SAGRADOS.
O nascimento de JESUS no contexto judaico
Por ocasião da redação do terceiro Evangelho, a igreja já tinha dado os seus primeiros passos. Uma das primeiras polêmicas no seio da igreja surgiu por conta da disputa entre judeus e gentios. Isso motivou a instauração do primeiro concilio da igreja que ocorreu em 49 d. C. Esse concilio, liderado pelos apóstolos, ocorreu em Jerusalém e tinha como objetivo se opor aos esforços dos judaizantes, conforme registrado no livro de Atos cap. 15.
Não há dúvida de que um dos propósitos de Lucas, como já foi assinalado, era mostrar que o cristianismo não era uma seita judaica sem nenhum nexo com a cultura judaica. Suas raízes eram de origem judaica. Ele era a continuação e plenitude da revelação de DEUS conforme se encontrava registrada nas Escrituras hebraicas. Lucas, portanto, estava “interessado em delinear a relação entre o cristianismo e o judaísmo. A maneira pela qual ele tratou desse assunto é determinada pela brecha enorme que já separava essas duas religiões em épocas em que escreveu. Isso levou-o a (1) estabelecer a continuidade entre o cristianismo e a história redentora judaica, e (2) mostrar como a alienação entre os dois movimentos ocorreu”.
Os relatos históricos da infância de JESUS têm como objetivo estabelecer esse vínculo entre a fé judaica e a fé cristã. Os relatos da circuncisão de JESUS (Lc 2.21), a sua apresentação no Templo (Lc 2.22-24) atendem ao mesmo fim. Da mesma forma os relatos de Simeão e Ana como judeus piedosos e a presença de JESUS no Templo com 12 anos de idade, sem dúvida servem para mostrar que o cristianismo não surgiu à parte do judaísmo, mas que suas raízes se originaram deste.
José Gonçalves. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD. pag. 33-34.
 
«...circuncidado o menino, deram-lhe o nome JESUS...» Uma vez mais vemos que uma criança recebe nome por ocasião de sua circuncisão. (ver Luc. 1:59).
«JESUS». (Luc. 1:31). Lucas teve o cuidado de salientar que esse nome foi dado de acordo com a proclamação angelical (1:31).
«..purificação deles...» Alguns manuscritos, principalmente o códex (D) dizem dela, referindo-se à purificação de Maria após o parto, e isso é seguido por algumas traduções, tal como a KJ; mas essa alteração de «deles» para «dela» foi efetuada a fim de fazer o texto conformar-se à regulamentação de Lev. 12:6. Assim sendo, quase todos os mss e traduções dizem «deles». Após o parto, a mulher ficava cerimonialmente impura (separada da adoração formal) durante quarenta dias, se o filho fosse do sexo masculino, e durante oitenta dias, se fosse uma menina. (Ver Lev. 12:1-8. onde se leem esses regulamentos bíblicos). A impureza podia ser física. cerimonial ou moral. Aquele que participasse da adoração deveria ser fisicamente puro, além de estar cerimonialmente limpo (mediante observância de muitas leis variegadas concernentes ao que podia ser tocado, comido, etc.) e moralmente limpo, através da observância da lei moral, Principalmente os dez mandamentos. É possível que o fluxo de sangue, após o nascimento de uma criança, assim tomando a mãe supostamente «fisicamente inquira», tivesse dado lugar a esse regulamento e à subsequente cerimônia de purificação da mãe. No N .T ., o evangelho eliminou tais leis como princípios de adoração. embora muitas delas são proveitosas como medidas de higiene. Os judeus ampliavam a grandes proporções as coisas mais comezinhas, e algumas leis, que eles mesmos reputavam secundárias, acerca da impureza, eram observadas como grandes questões religiosas. No fim do período do tempo designado pela lei, a mãe oferecia certos sacrifícios no templo, estipulados pela lei, devido à sua impureza, e assim ela ficava cerimonialmente limpa.
«.. .para o apresentarem ao Senhor. » Isso foi feito de conformidade com a estipulação de Êx. 13:2, quando o primogênito era criança do sexo masculino. Obviamente era um testemunho da ideia do sacerdócio dos primogênitos, como sobrevivente da ideia em prática, mesmo depois das funções desse sacerdócio terem sido superadas pelo sacerdócio dos filhos de Aarão. Os primogênitos de cada família ainda tinham por obrigação levar uma vida consagrada e tinham de reputar-se pessoas dedicadas a certos misteres especiais. (Ver Heb. 12:23, que indica que todos os crentes devem pensar sobre si mesmos nesses termos, porquanto todos os crentes são «primogênitos» e «primícias» da humanidade, segundo aprendemos em Tia. 1:18). Como expressão formal dessa obrigação, o pagamento de pequena quantia em dinheiro era esperado, feito ao sacerdócio aarônico (ver Núm. 18:15).
O rito da apresentação era diferente do rito da purificação, mas é patente que os dois ritos são mesclados nesta narrativa de Lucas. A lei provia a «redenção» dos meninos primogênitos mediante a oferta de um substituto (Êx. 13:13), mas Lucas omite qualquer menção sobre isso. Lucas apresenta—o quadro inteiro—como apresentação do menino JESUS ao serviço de DEUS, e a história foi arranjada de acordo com a narrativa acerca de Samuel, que encontramos na passagem de I Sam. 1:24-28.
«...para oferecer um sacrifício... » A citação é tirada de Lev. 12:8, e isso fala sobre o sacrifício que deveria ser oferecido pela mãe pobre, incapaz de oferecer um cordeiro; em outras palavras, era o sacrifício oferecido pelos pobres, o que nos serve para indicar o estado financeiro da família de José. O preço dos pombos seria o equivalente a alguns poucos centavos. De conformidade com o trecho de Êx. 13:2-12, todos os primogênitos deveriam ser redimidos por tal orientação como—memorial— do fato que as famílias israelitas foram poupadas, quando o anjo destruidor passou por cima do sangue, durante a «páscoa». Também lemos que se dois pombinhos fossem dispendiosos demais para uma família, então poderia ser oferecida uma porção de farinha de trigo, embora sem os usuais acompanhamentos fragrantes de azeite e incenso, o que também se dava no caso da oferta pelo pecado. (Ver Lev. 12:6-8 e 5:7-11). Assim sendo, vemos que a família do Senhor JESUS era pobre, embora não vivesse em pobreza abjeta, posto que preferiram a categoria intermediária.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 2. pag. 32-33.
 
JESUS viveu e morreu debaixo da Lei de Moisés, a velha aliança (G14.4; 5.3), que só findou quando foi cravada na cruz, Cl 2.14.
A lei exigia um cordeiro e um pombinho, Lv 12.6-8. Os pobres, porém, podiam oferecer duas rolas ou dois pombinhos em vez do cordeiro. Neste versículo, portanto, é claro que José e Maria eram pobres. CRISTO foi criado por mulher pobre. Passou trinta anos da Sua vida na casa de um homem pobre. Sem dúvida comia pão dos pobres, vestia-se de roupa dos pobres, exercia um ofício de pobres, e compartilhava dos problemas e sofrimentos dos pobres.
Orlando S. Boyer. Espada Cortante 2. Editora CPAD. pag. 43-44.
 
I. Ele foi circuncidado no dia exato indicado pela lei (v. 21): “Quando os oito dias foram cumpridos”, sete noites depois do dia do seu nascimento, eles o circuncidaram. 1. Embora esta fosse uma operação dolorosa (“certamente me és um esposo sanguinário”, disse Zípora a Moisés, “por causa da circuncisão”, Êxodo 4.25,26), ainda assim CRISTO se submeteu a ela, por nós; na verdade, Ele se submeteu a ela, para dar-nos um exemplo da sua obediência, desde o início, da sua obediência até o sangue. Assim Ele derramou algumas gotas do seu sangue, que, mais tarde, Ele derramou em correntezas púrpura.
2. Embora, supostamente, Ele fosse um estranho, por meio desta cerimônia Ele era admitido ao concerto com DEUS, não obstante Ele sempre tivesse sido o seu Filho amado. Na verdade, embora supostamente, Ele fosse um pecador, que precisava ter a sua impureza removida, embora Ele não tivesse nenhuma impureza ou nenhum acúmulo de maldade a ser removido, ainda assim Ele se submeteu a este rito; Ele se submeteu a isto, porque queria ser feito à semelhança, não somente da carne, mas da carne do pecado, Romanos 8.3.3. Embora com a circuncisão Ele se transformasse em um homem “obrigado a guardar toda a lei” (G1 5.3), ainda assim Ele se submeteu a ela; Ele se submeteu a isto, porque queria assumir a forma de servo, ainda que fosse nascido livre. CRISTO foi circuncidado: (1) Para que pudesse ser considerado da descendência de Abraão, e daquela nação de quem, no que diz respeito à carne, CRISTO se originou, e para que tomasse a descendência de Abraão, Hebreus 2.16; 9.5. (2) Para que pudesse ser considerado o remidor de nossos pecados, e o responsável pela nossa segurança. A circuncisão (diz o Dr. Goodwin) era o certificado, segundo o qual nós nos reconhecíamos como devedores da lei; e CRISTO, ao ser circuncidado, foi como se tivesse iniciado o seu empreendimento de tornar-se pecado por nós. A lei cerimonial consistia, em grande parte, de sacrifícios; CRISTO, desta maneira, se obrigou a oferecer, não o sangue de touros ou bodes, mas o seu próprio sangue, algo que ninguém que tinha sido circuncidado antes dele foi forçado a fazer. (3) Para que pudesse justificar e honrar a dedicação da semente recém-nascida da igreja a DEUS, através daquela cerimônia que é o selo do concerto, e da justiça, que é pela fé, como era a circuncisão (Rm 4.11), e como é o batismo. E, certamente, sua circuncisão aos oito dias de nascido, faz muito pela dedicação da semente dos crentes pelo batismo, na sua juventude, assim como o seu batismo aos trinta anos de idade o faz por aqueles que se batizam em uma idade adulta. A mudança da cerimônia não altera a sua essência. Na ocasião da sua circuncisão, de acordo com o costume, Ele recebeu o seu nome: “Foi-lhe dado o nome de JESUS”, ou Josué, pois o seu nome foi dado, “pelo anjo”, à sua mãe Maria antes que Ele fosse concebido no útero (cap. 1.31), e ao seu suposto pai, José, posteriormente, Mateus 1.21. [1] Era um nome comum entre os judeus, assim como era o nome de João (Cl 4.11), e com isto Ele se fazia “semelhante aos [seus] irmãos”. [2] Era o nome de dois homens eminentes semelhantes a Ele, no Antigo Testamento, Josué, o sucessor de Moisés, que foi comandante de Israel, e conquistador de Canaã; e Josué, o sumo sacerdote, que foi coroado propositadamente, para que pudesse representar a CRISTO como um sacerdote no seu trono, Zacarias 6.11,13. [3] Isto era muito significativo em sua missão. JESUS significa Salvador. Ele seria denominado, não pelas glórias da sua natureza divina, mas pelos seus desígnios graciosos, como Mediador; Ele traz a salvação.
Ele foi apresentado no templo. Isto foi feito para cumprir a lei, e na ocasião indicada pela lei, quando Ele tinha quarenta dias de idade, quando se cumpriram os dias da purificação de Maria, v. 22. Muitas versões, inclusive autênticas, substituem auton por autes, ou seja, “os dias da purificação deles” (como a Versão RA), da purificação tanto da mãe quanto da criança, pois assim devia ser, de acordo com a lei; e o nosso Senhor JESUS, embora não possuísse impureza da qual purificar-se, ainda assim submeteu-se a isto, como já tinha feito com a circuncisão, porque Ele se fez pecado por nós; e para que, assim como pela circuncisão de CRISTO nós possamos ser circuncidados, em virtude da nossa união e comunhão com Ele, com uma circuncisão espiritual, não feita por mão (Cl 2.11), também na purificação de CRISTO nós pudéssemos ser espiritualmente purificados da imundície e corrupção que trouxemos ao mundo conosco. Segundo a lei:
1. O menino JESUS, sendo um primogênito do sexo masculino, foi apresentado ao Senhor, em um dos pátios do templo. A lei está aqui reproduzida (v. 23): “Todo macho primogênito será consagrado ao Senhor”, porque, por um decreto especial de proteção para os israelitas, os primogênitos dos egípcios foram assassinados pelo anjo destruidor; para que CRISTO, como primogênito, fosse um sacerdote, por um direito mais garantido do que aquele da casa de Arão. CRISTO foi “o primogênito entre muitos irmãos”, e foi “consagrado ao Senhor”, como nenhum outro tinha sido; mas, ainda assim, Ele foi apresentado ao Senhor como qualquer outro primogênito, e não de qualquer outra maneira. Embora Ele tivesse recentemente saído do seio do Pai, ainda assim Ele foi apresentado a Ele pelas mãos de um sacerdote, como se Ele fosse um estranho, que precisasse de alguém que o apresentasse. O fato de que Ele foi apresentado ao Senhor agora significou que Ele se apresentou ao Senhor como Mediador, quando estava destinado a aproximar-se dele, Jeremias 30.21. Mas, de acordo com a lei, Ele foi resgatado, Números 18.15. “Os primogênitos dos homens resgatarás”, e “a tua avaliação dum varão será de cinco siclos de prata”, Levítico 27.6; Números 18.16. Mas, provavelmente em caso de pobreza, o sacerdote tinha permissão de receber menos, ou talvez nada; pois nenhuma menção a isto é feita aqui. CRISTO foi apresentado ao Senhor, não para ser levado de volta, pois Ele foi levado à porta de DEUS, para servi-lo para sempre (Êx 21.6); e embora Ele não seja deixado no templo, como Samuel, para ministrar ali, ainda assim, como Samuel, Ele é consagrado ao Senhor por toda a sua vida, e para servi-lo no verdadeiro templo “não feito por mãos de homens”, Marcos 14.58. 2. A mãe trouxe a sua oferta, v. 24. Quando ela apresentasse o seu filho ao Senhor, esse filho que seria o supremo sacrifício, ela poderia ter sido dispensada de fazer qualquer outra oferta. Mas, assim está disposto na lei do Senhor, a lei que ainda estava em vigor. E, portanto, isto deve ser feito, ela deve oferecer “um par de rolas ou dois pombinhos”. Se tivesse recursos, ela deveria ter trazido um “um cordeiro por holocausto”, e “um pombinho para expiação do pecado” ; mas, sendo pobre, e não podendo pagar o preço de um cordeiro, ela traz duas rolas, uma para o holocausto, e a outra para a expiação dos pecados (veja Lv 12.6,8), para nos ensinar, sempre que nos dirigirmos a DEUS, e particularmente nestas ocasiões especiais, a dar graças a DEUS pelas suas bênçãos a nós, e também a reconhecer, com tristeza e vergonha, os nossos pecados contra Ele; com as duas atitudes, nós devemos dar glória a Ele, e nunca nos faltarão motivos para elas. CRISTO não foi concebido e nascido no pecado, como as outras pessoas, e não havia, no seu caso, a mesma oportunidade que havia nos outros casos; mas, por ter nascido sob a lei, Ele se sujeitou a Ela. Assim, lhe foi conveniente “cumprir toda a justiça”. Muito mais conveniente é, ao melhor dos homens, participar da confissão do pecado; pois “Quem poderá dizer: Purifiquei o meu coração?”
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 530-531.
ELABORADO: Pb Alessandro Silva (http://estudaalicaoebd.blogspot.com.br/) com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique.
 
Questionário da Lição 2 - O Nascimento de JESUS
2º trimestre de 2015 - JESUS, o Homem Perfeito: O Evangelho de Lucas, o Médico Amado.
Comentarista: Pastor: José Gonçalves
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas Verdadeiras e com "F" as Falsas, conforme a revista da CPAD.
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"E deu à luz o seu filho ______________________________, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa ___________________________, porque não havia lugar para eles na ___________________________." (Lc 2.7)
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
DEUS revelou seu _________________________ à humanidade ao enviar a este __________________________ o seu _________________________ JESUS.
 
INTRODUÇÃO 
3- Como Lucas narra e situa o nascimento de JESUS?
(    ) Situa-o no contexto das profecias bíblicas e do judaísmo dos seus dias.
(    ) Situa-o no contexto das profecias bíblicas e do cristianismo dos seus dias.
(    ) O "silêncio profético", que já durava quatrocentos anos, foi rompido pelas manifestações divinas na Judeia.
(    ) A plenitude dos tempos havia chegado e o Messias agora seria revelado!
(    ) O nascimento de JESUS significava boas novas de alegria para todo o povo. 
(    ) Os pobres e os piedosos seriam os primeiros a receberem a notícia.
(    ) Dessa forma, DEUS mostrava que a salvação, por Ele provida, alcançaria a todos os homens.
  
I - O NASCIMENTO DE JESUS NO CONTEXTO PROFÉTICO
4- Onde encontramos poesia e profecia, ligados ao nascimento de JESUS?
(    ) No relato do nascimento de JESUS há duas belíssimas poesias conhecidas na teologia cristã como Magnificat de Maria, a mãe de JESUS, e o Benedictus de Zacarias, o sacerdote.
(    ) Esses cânticos são de natureza poética e como tal contextualizam os salmos de DEUS a seu povo.
(    ) Esses cânticos são de natureza profética e como tal contextualizam o nascimento de CRISTO dentro das promessas de DEUS a seu povo.
(    ) Maria, por exemplo, diz que, ao nascer JESUS, DEUS estava se lembrando das promessas feitas a Abraão.
(    ) Por outro lado, Zacarias afirma da mesma forma que tal visitação era o cumprimento do que DEUS havia prometido na antiguidade aos profetas.
(    ) O nascimento de JESUS não se tratava, portanto, de um evento sem nexo com a história bíblica.
(    ) O nascimento de JESUS foi um fato que aconteceu na plenitude dos tempos e testemunhou o cumprimento das promessas de DEUS.
 
5- Qual o grande destaque de Lucas em sua teologia?
(    ) Na teologia lucana, o homem ocupa um lugar de destaque.
(    ) Na teologia lucana, o ESPÍRITO SANTO ocupa um lugar especial.
(    ) Encontramos 17 referências ao ESPÍRITO SANTO no terceiro Evangelho e 54 no livro de Atos dos Apóstolos. Isso é significativo se levarmos em conta que Mateus fala apenas 12 vezes no ESPÍRITO SANTO e Marcos 6.
(    ) Lucas focaliza o revestimento do ESPÍRITO, mostrando que o dom profético, silenciado no período Interbíblico, foi revivificado com a vinda do Messias.
(    ) Não é à toa que a maioria das referências ao ESPÍRITO, nesse Evangelho, ocorra nos dois primeiros capítulos que relatam o nascimento de JESUS.
 
II - O ANÚNCIO DO NASCIMENTO DE JESUS 
6- Como Zacarias e Izabel foram usados por DEUS para que viesse a nascer o precursor do Messias?
(    ) Em sua narrativa dos fatos que precederam o anúncio do nascimento de JESUS, Lucas diz que o sacerdote Zacarias havia entrado no "templo para ofertar incenso".
(    ) A queima do incenso fazia parte do ritual do Templo e ocorria uma vez por ano, no dia da expiação, quando o sumo sacerdote entrava no santos dos santos.
(    ) A queima do incenso fazia parte do ritual do Templo e ocorria no período da manhã e à tarde.
(    ) Foi durante um desses turnos que um anjo de DEUS apareceu a Zacarias para informar-lhe que a sua oração havia sido ouvida pelo Senhor e que a sua mulher, embora já não fosse mais fértil, geraria um menino, cujo nome seria João.
(    ) João, o Batista, nasceu para ser o precursor do Messias, anunciando a sua missão.
(    ) João, o Batista seria a "Voz do que clama no deserto" e precederia o Senhor, preparando o seu caminho.
 
7- Como José e Maria foram usados por DEUS para que viesse a nascer o Filho de DEUS, JESUS CRISTO, o nosso salvador, aqui na Terra?
(    ) Maria havia se casado com José e moravam em Belém.
(    ) Cerca de seis meses após o anúncio do nascimento de João, o Batista, o anjo Gabriel é enviado a Nazaré, lugar onde moravam José e sua noiva, Maria.
(    ) Maria era uma virgem e estava noiva de José.
(    ) O anúncio de que ela geraria um filho, sem que para isso fosse necessário haver intercurso sexual, deixou-a apreensiva.
(    ) O anjo informa-lhe que desceria sobre ela o ESPÍRITO SANTO e o poder de DEUS a envolveria com a sua sombra.
(    ) Aqui está o milagre da encarnação - O  Filho de DEUS fazendo-se carne, a fim de que, através desse grande mistério, todos possam alcançar a salvação.
 
III – O NASCIMENTO DE JESUS E OS CAMPONESES
8- Como é destacada a nobreza dos pobres no evangelho de Lucas?
(    ) É um fato de fácil constatação o destaque que os pobres recebem no Evangelho de Lucas.
(    ) No anúncio do nascimento de JESUS, um anjo do Senhor é enviado especialmente aos magos do oriente que consultavam os astros a respeito da vinda do Messias.
(    ) Quando deu início ao seu ministério, JESUS o fez dizendo as seguintes palavras: "O ESPÍRITO do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres". 
(    ) Os pobres faziam parte das bem-aventuranças de JESUS.
(    ) Pobres são os carentes tanto de bens materiais como espirituais.
(    ) No anúncio do nascimento de JESUS, um anjo do Senhor é enviado especialmente aos camponeses pobres que pastoreavam os seus rebanhos no campo.
(    ) JESUS veio para todos, independente da condição social.
(    ) O Filho de DEUS dedicou total atenção as minorias do seu tempo: as mulheres, crianças, gentios, leprosos, etc. 
(    ) Ele chegou a ser chamado de amigo de publicanos e pecadores, pois estava sempre perto dos mais necessitados.
 
9- Como Igreja do Senhor, temos atendido os desvalidos em suas necessidades? Será que temos seguido o exemplo do Salvador? Complete:
Como "__________________________" da terra e "_________________________" do mundo precisamos revelar CRISTO aos carentes e necessitados, pois eles conhecerão o amor de CRISTO mediante as nossas _________________________.
 
10- Como nos é apresentada a realeza do Messias, por Lucas?
(    ) O Messias não apenas nasce em Jerusalém, cidade do rei Davi, Ele  também possui realeza porque é da descendência de Davi, como atesta a sua árvore genealógica.
(    ) A mensagem angélica anunciada aos pastores que se encontravam no campo era que havia nascido na "cidade de Davi, [...] o Salvador, que é CRISTO, o Senhor".
(    ) Lucas lembra o fato de que CRISTO nasceu em Belém, cidade de Davi, cumprindo dessa forma a profecia bíblica.
(    ) O Messias não apenas nasce em Belém, cidade de Davi, Ele  também possui realeza porque é da descendência de Davi, como atesta a sua árvore genealógica.
(    ) Lucas também detalha como o anjo de DEUS falou da realeza do Messias aos camponeses! Ele é o Salvador, o CRISTO, o Senhor.
(    ) Essas palavras proferidas pelo anjo, além de mostrar a realeza do Messias, destacam também a sua divindade. JESUS é DEUS feito homem!  
 
IV - O NASCIMENTO DE JESUS E O JUDAÍSMO
11-  Havia Judeus piedosos, na época do nascimento de JESUS? Quais são destacados por Lucas?
(    ) Lucas apresenta Simeão, outro gentio piedoso de Belém, e que esperava a consolação de Israel.
(    ) Lucas mostra que o nascimento de JESUS aconteceu sob o judaísmo piedoso (de algumas poucas pessoas - destaque meu).
(    ) Ele ocorre dentro do contexto daqueles (de alguns poucos - destaque meu) que alimentavam a esperança messiânica.
(    ) São pessoas piedosas que aguardavam o Messias e, quando Ele se revelou, elas prontamente o reconheceram.
(    ) Primeiramente, Lucas cita Zacarias, um sacerdote piedoso e sua esposa, Isabel.
(    ) A Escritura sublinha que ambos eram justos diante de DEUS e viviam irrepreensivelmente nos preceitos e mandamentos do Senhor.
(    ) Lucas apresenta também Simeão, outro judeu piedoso de Jerusalém, e que esperava a consolação de Israel.
(    ) A ele foi revelado, pelo ESPÍRITO SANTO, que não morreria antes que visse o Messias.
(    ) Da mesma forma foi revelado à profetisa Ana, uma viúva piedosa, que continuamente orava a DEUS e jejuava.
(    ) Quando viu o menino JESUS, deu graças a DEUS por Ele e falava da sua missão messiânica.
 
12- Dentro do tema rituais sagrados, complete:
Lucas coloca o cristianismo dentro do contexto do _________________________ e não como uma __________________ derivada deste. Como qualquer judeu de seu tempo, JESUS se submete aos _______________________ da religião judaica (Lc 2.21-24). Como Homem Perfeito, Ele cumpriu toda a _______________ de Moisés.
 
CONCLUSÃO
13- Complete:
Já observamos que Lucas procura situar o nascimento de JESUS dentro do contexto ___________________________. Dessa forma ele dá detalhes sobre fatos da história universal mostrando que DEUS foi, é e continuará sendo Senhor da __________________________. É dentro dessa v que se cumprem as profecias. O Messias prometido, diferentemente do Messias esperado pelos judeus, nasce em uma __________________________ e não em um palácio. Os _______________________, e não os ricos são os convidados a participar do seu natal. A lógica do Reino de DEUS se manifesta oposta à do ____________________ dos homens. Todos aqueles que se sentem carentes e necessitados são convidados a participarem dele.
 
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Lição 11, Maria, Mãe de JESUS - uma Serva Humilde (MUITO IMPORTANTE - ESTUDE ESTA LIÇÃO)
2º Trimestre de 2017 - Título: o Caráter do Cristão - Moldado Pela Palavra de DEUS e Provado Como Ouro
Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato de Lima (Pr.Pres.ADPAR - Assembleia de DEUS em Parnamirim/RN)
Complementos, ilustrações e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454
http://ebdnatv.blogspot.com.br/2017/06/figuras-da-licao-11-maria-mae-de-jesus.html   FIGURAS ILUSTRATIVAS PARA A LIÇÃO
 
Vídeos sobre Mariolatria  https://www.youtube.com/playlist?list=PL9TsOz8buX19YJMPyN6Wa2wY7DmIMtOaR
 
 
TEXTO ÁUREO
"Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela." (Lc 1.38)
 

VERDADE PRÁTICA
Maria, mãe de JESUS, nos deixou um exemplo elevado de humildade e submissão à vontade de DEUS.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 1.46 Nazaré, cidade sem importância
Terça - 1 Co 1.27-29 DEUS usa as coisas sem importância
Quarta - Tg 4.6 DEUS "dá graça aos humildes"
Quinta - Sl 147.6 DEUS "eleva os humildes"
Sexta - Lc 1.45 Maria, a serva bem-aventurada
Sábado - Lc 1.28 Maria, a serva agraciada

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Lucas 1.46-49
46 - Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, 47 - e o meu espírito se alegra em DEUS, meu Salvador,  48 - porque atentou na humildade de sua serva; pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada. 49 - Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e SANTO é o seu nome. 
 
Lc 1:26-56 (Comentario Biblico Moody)
A Anunciação à Maria. 1:26-56.
27. A uma virgem desposada com certo homem . . . cujo nome era José. A lei judaica considerava o compromisso do noivado tão válido quanto o casamento. O noivado era completado depois de negociações realizadas pelo representante do noivo e depois de pago o dote ao pai da moça. Depois de assumido o noivado, o noivo podia reclamar a noiva a qualquer momento. O aspecto legal do casamento estava incluído no compromisso de casamento; o casamento propriamente dito era apenas um reconhecimento do compromisso que já fora estabelecido. José tinha todo o direito de viajar com Maria a Belém. Da casa de Davi. Pelos direitos de adoção, considerado como filho de José, JESUS podia reclamar a herança real da casa de Davi.
28. Favorecida. A palavra pode ser traduzida para cheia de graça, mas refere-se a quem é o recipiente da graça e não a fonte da mesma.
29. Que significaria esta saudação. Ser escolhida dentre todas as outras mulheres para receber uma bênção era perturbador. Maria não entendeu por que ela fora escolhida para esta honra.
31. A quem chamarás pelo nome de JESUS. JESUS é a forma grega para o Josué hebreu, que significa Jeová é salvação. Compare a narrativa de Mateus da anunciação feita a José (Mt. 1:21).
32. O trono de Davi, seu pai. Os descendentes de Davi reinaram sobre Judá desde o Reino Unido até o Exílio numa dinastia ininterrupta. O anjo predisse que JESUS completaria essa sucessão.
33. Reinará para sempre sobre a casa de Jacó. Esse reino será tanto temporal quanto espiritual.
34. Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? A pergunta de Maria confirma a declaração de sua virgindade no versículo 27. José ainda não a tomara por mulher.
35. Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO. Em contraste com as lendas pagãs da antiguidade relacionadas com reputada descendência de deuses e homens, não houve nenhuma intervenção física. O ESPÍRITO SANTO, por meio de um ato criador no corpo de Maria, providenciou os meios físicos para a Encarnação.
36. Isabel, tua parenta. Se Maria e Isabel eram primas em primeiro grau, JESUS e João Batista eram em segundo grau.
38. Aqui está a serva do Senhor. A pronta aceitação de Maria demonstrou seu caráter devoto e obediente. Ela estava pronta para se arriscar a cair em desgraça e divórcio para cumprir a ordem de DEUS.
43. A mãe do meu Senhor. A saudação de Isabel mostra que ela estava pronta a reconhecer o Filho de Maria como o seu Senhor.
46. A minha alma engrandece ao Senhor. Os versículos de 46 a 56 são chamados O Magnificat, que tem origem na primeira palavra da tradução latina. Compare à oração de Ana (I Sm. 2:1-10).
47. DEUS, meu Salvador. Maria não era sem pecado; ela reconhecia a sua necessidade de um Salvador.
48. Serva (gr. doulê). Literalmente, uma escrava.
49. Porque . . . me fez grandes coisas. Melhor: fez grandes coisas em meu favor.
 
OBJETIVO GERAL
Apresentar Maria, mãe de JESUS, como exemplo de humildade e submissão à vontade de DEUS.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Analisar o perfil de Maria, mãe de JESUS;
Explicar a elevada missão de Maria;
Apontar o papel de Maria no plano da salvação.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, na lição de hoje estudaremos a respeito do caráter humilde e submisso de Maria, mãe de JESUS. Maria foi a escolhida, dentre tantas mulheres que aguardavam a promessa divina, para gerar, pelo ESPÍRITO SANTO, o Filho de DEUS. Maria ainda era uma menina quando foi chamada para tão nobre missão, porém ela se colocou submissa à vontade divina, mostrando o quanto confiava e amava ao Senhor. Ela não pensou o que poderia acontecer com sua reputação, mas se entregou totalmente aos planos do Pai. Maria não somente deu à luz o Salvador, como mãe esteve presente em todas as fases da vida do Filho.
 
PONTO CENTRAL - Maria, a mãe de JESUS, é um exemplo de caráter humilde e submisso.
 
Resumo da Lição 11, Maria, Mãe de JESUS - uma Serva Humilde
I - MARIA, A MÃE DE JESUS
1. Quem era Maria.
2. Suas qualidades e seu caráter.
a) Ela era virgem.
b) Ela era agraciada.
c) Tinha a presença do Senhor.
d) Ela era bendita entre as mulheres.
II - A ELEVADA MISSÃO DE MARIA
1. DEUS a escolheu para ser a mãe do Salvador.
2. O anúncio de que seria a mãe do Salvador.
3. Maria, mulher e mãe.
III - O SEU PAPEL NO PLANO DA SALVAÇÃO
1. Maria deu à luz "a semente da mulher."
2. Maria não é redentora.
3. Maria não é mediadora.
a) Assunção de Maria.
b) Intercessão de Maria.
c) Suprema autoridade de Maria!
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - Maria, dentre tantas mulheres em Israel, foi a escolhida para gerar o Filho de DEUS.
SÍNTESE DO TÓPICO II - Embora ainda fosse uma menina, Maria recebeu da parte de DEUS uma elevada missão
SÍNTESE DO TÓPICO III - O papel de Maria no plano da salvação era de extrema grandeza.
 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO top 1
Maria
"A maternidade é um privilégio doloroso. A jovem Maria, de Nazaré, teve o privilégio único de ser mãe do Filho de DEUS. Maria foi o único ser humano presente no nascimento de JESUS que também testemunhou sua morte. Ela o viu chegar, como seu bebê, e o viu morrer, como seu Salvador.
Maria achou que a visita inesperada de Gabriel foi desconcertante e assustadora, a princípio, mas o que ela ouviu a seguir foi a notícia mais espantosa: seu filho seria o Messias, o Salvador prometido de DEUS. Maria não duvidou da mensagem, mas perguntou como seria possível a gravidez. Gabriel lhe disse que o bebê seria Filho de DEUS. A resposta de Maria foi perfeita: 'Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra' (Lc 1.38). Mais adiante, seu cântico de alegria nos mostra como ela conhecia bem a DEUS, pois seus pensamentos se encheram de palavras do Antigo Testamento.
 (Bíblica Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 1283)
 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO top 2
"Maria tem dificuldade em entender o que o anjo lhe contou. Sendo virgem, ela não tem ideia de como ela pode ter um filho. Seu casamento não fora consumado fisicamente. Gabriel diz que o nascimento de JESUS será provocado pela vinda do ESPÍRITO SANTO sobre ela e pela sombra do poder de DEUS. Lucas tipicamente vincula o ESPÍRITO SANTO com o poder de DEUS. O verbo 'descer' (eperchomai, em Lucas 1.35) também é usado para se referir à promessa do ESPÍRITO que vem sobre os discípulos no Dia de Pentecostes (At 1.8). A sombra (episkiazo) diz respeito à presença de DEUS (cf. Êx 40.35) e nos faz lembrar da nuvem que deu sombra como sinal da presença divina na transfiguração (Lc 9.34). A presença poderosa de DEUS repousará sobre Maria, de modo que a criança que ela gerar será o Filho de DEUS. Concebido pelo ESPÍRITO SANTO, Ele será santo como alguém especialmente ungido pelo ESPÍRITO (Lc 4.1). A linguagem de Lucas é claramente trinitária: o Altíssimo, o Filho de DEUS e o ESPÍRITO SANTO.
Lucas não dá indicação exata de quando Maria concebeu JESUS; esse nascimento milagroso não tem paralelo. Pessoas como Abraão e Sara e Zacarias e Isabel, que estavam em idade avançada para gerarem filhos, receberam filhos por DEUS. O poder extraordinário de DEUS superou a esterilidade e idade avançada desses casais. Mas o nascimento de JESUS não se ajusta a esse padrão. No seu caso, DEUS não venceu a incapacidade dos pais terem filhos, mas a engravidou na ausência completa de um pai humano. O nascimento de CRISTO é um acontecimento dos últimos dias e introduz uma nova era que culminará no julgamento final e na salvação dos redimidos. A glória da vinda de DEUS em carne exigia um milagre como o nascimento virginal para indicar a coisa poderosa que DEUS estava fazendo por nossa salvação" (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Vol. I, 4.ed, Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 322).

PARA REFLETIR - A respeito de Maria, mãe de JESUS, uma serva humilde, responda: 
Qual o valor da virgindade de Maria?
Era indispensável para o cumprimento da profecia de Isaías (7.14). 
Que contraste se vê no nascimento de JESUS?
Um Rei, nascendo numa manjedoura.
Por que Maria não pode ser "Mãe de DEUS"?
Porque uma criatura não pode ser mãe do Criador. 
Por que Maria não pode ser Intercessora?
Por que só JESUS é mediador entre DEUS e os homens. 
Por que Maria não tem autoridade suprema no céu?
Porque só JESUS tem todo o poder no céu e na terra..
 
CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 70, p41.
Livros -  Difícil Doutrina do Amor de DEUS, Por Amor a DEUS, Questões Cruciais do Novo Testamento
 
 
 
COMENTÁRIO RÁPIDO DO Pr. Henrique - Lição 11, Maria, Mãe de JESUS - uma Serva Humilde
INTRODUÇÃO
HUMILDADE DE MARIA
Maria era uma pessoa tão humilde. Sua exclamação, "Ele tem tido em conta para o estado humilde de Seu servo," expressou sua admiração e espanto que DEUS iria escolher para abençoá-la. Ela sabia que era uma pecadora, necessitado da misericórdia e da graça de DEUS. Longe de ver a si mesma como a exaltada rainha, quase divinizada no céu, pelo catolicismo romano que imagina que ela seja, Maria viu-se como um humilde serva (cf. v. 38). A palavra grega é doule , a forma feminina da palavra que significa que ela é pela primeira vez no Novo Testamento identificada por ela mesma como escrava, designação do Senhor, que se torna a norma para os santos (cf. 02:29 "escravo."; 1 Cor 7:22; Ef. 6:. 6; Apocalipse 1:1)
Dando mais uma prova da sua humildade, Maria manifestou espanto por que DEUS atentou para seu estado humilde. Socialmente, ela era uma garota comum habitando em uma aldeia da Galiléia insignificante (Nazaré), lugar desprezado por outros israelitas (cf. João 1:46). Maria foi, assim, mais importante do que a elite da sociedade da Judeia e de Jerusalém. Mesmo depois de se tornar a mãe do Messias, ela nunca se tornou proeminente. JESUS a tratou com respeito, mas deixou claro que ela não tinha nenhum direito especial sobre Ele (João 2: 4; 12 Matt: 46-50.). Nem a igreja primitiva a elevou a uma posição especial, ou conferiu honras especiais para ela. A única referência do Novo Testamento para ela após a cena na cruz (João 19: 25-27) foi como apenas mais um dos crentes reunidos em Jerusalém no Pentecostes (Atos 1:14), recebendo o batismo no ESPÍRITO SANTO como os demais quase 120 ali presentes. Esta jovem mulher comum estava noiva de um jovem muito comum. Embora José fosse da linhagem de Davi, ele era apenas um trabalhador comum, um carpinteiro. Foi porque eles viram sua família como nada mais do que simples, as pessoas comuns, que os moradores de Nazaré se ofenderam a com declarações de JESUS (Mat. 13: 54-57 - E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e diziam: De onde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas? Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto? E escandalizavam-se nele. JESUS, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa. E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles. Mateus 13:54-58)
Maria demonstrando um estado humilde quase não se envolveu mais do que apenas com sua posição na sociedade judaica; isso tinha a ver com seu caráter espiritual. Ela reconheceu que ela, como todos, era uma pecadora, necessitando como todos de um Salvador . Como todos os verdadeiros adoradores, Maria tinha uma visão sublime do Senhor e uma visão humilde de si mesma. Se ela foi, por DEUS, a mais exaltada das mulheres (1:42), ela, ao mesmo tempo foi a mais humilde das mulheres (cf. Lc 14:11). É esta humildade que DEUS exige e abençoa (cf. Tg 4: 6). Em Isaías 57:15 DEUS disse: "Assim diz o Alto e exaltado que vive para sempre, cujo nome é santo," eu moro em um lugar alto e santo, e também com o contrito e humilde de espírito, a fim de reavivar o espírito dos humildes e para vivificar o coração dos contritos. "Então Maria demonstrou a atitude correta em adoração. Ela era alegre e agradecida por causa da misericórdia de DEUS para com ela. Sua humilde consciência de sua completa indignidade e maravilhosa graça de DEUS produziu seu louvor e adoração a partir de seu coração grato. Comentário Bíblico - John Macarthur - NT - O decreto divino a Maria (Lucas 1: 26-33)
I - MARIA, A MÃE DE JESUS
Não mãe de DEUS - Mãe de JESUS, homem.
1. Quem era Maria.
O nome de Maria, muito provavelmente foi-lhe dado em homenagem à sua ancestral Miriã, irmã de Arão e Moisés, já que Maria era descendente de Arão. Seu nome está em grego, Maria, mas em Hebraico é Miriã. Vem de Mariam.
Não existe genealogia de Maria na Bíblia.
Maria era prima de Isabel, esposa de Zacarias, sacerdote, portanto Maria era descendente de Arão, da tribo de Levi.
Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel. Lucas 1.5. (Isabel era Prima de Maria)
E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril; 37Porque para DEUS nada é impossível. Lucas 1.36,37. 
JESUS é filho adotivo de José, o que o torna descendente legal de Davi, portanto poderá ser rei no milênio. 
Para ser sacerdote tem que pertencer à tribo de Levi e para ser sumo sacerdote tem que ser descendente de Arão. JESUS é descendente natural por parte de mãe de Arão. No milênio então será Sumo sacerdote e ao mesmo tempo rei.
Genealogia na bíblia, no Novo Testamento é de JESUS passando por José. Qual José? O marido de Maria.
MARIA - MIRIÂ (DICIONÁRIO DE NOMES)
Grego: Maria - Hebraico: rebelião
MARIA - (Dicionário dos léxicos originais - Strong em Português) - Μαρια - Maria ou Μαριαμ - Mariam - de origem hebraica  מרים - Maria = “sua rebelião”
Maria, mãe de JESUS.
 
 
 
2. Suas qualidades e seu caráter.
Maria foi escolhida soberanamente por DEUS por ter as características necessárias para se cumprir as profecias registradas na Palavra de DEUS a respeito do nascimento do Messias que havia de nascer para salvar os homens de seus pecados. Cremos que estas características dependeram tanto do plano executado por DEUS na vida de Maria como que de Maria ser obediente a DEUS e ser uma jovem de oração e estudo da Palavra de DEUS, tendo uma vida consagrada a DEUS.
Características de Maria
a) Ela era virgem.
DEUS enviou seu mensageiro especial - o anjo Gabriel - para uma missão especial e de suma importância - A cidade era Nazaré, insignificante perante os judeus - A mensagem era para uma virgem, cujo nome era "Maria" (Lc 1.26,27). Havia uma profecia a ser cumprida, na hora certa, no dia certo, na plenitude dos tempos.
Isaías 7.14 Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.
A virgindade física da escolhida era imprescindível. Maria estava comprometida em casamento com José. Estava esperando o dia da confirmação final com a cerimônia de casamento propriamente dito. Assim permanecia virgem e José só teria relações sexuais com ela após JESUS nascer, consumando assim a parte natural instituída por DEUS.
JESUS foi concebido por obra e graça do ESPÍRITO SANTO. Não teve nenhum contato físico de Maria com algum, homem ou intervenção humana para que JESUS nascesse. Sara e Isabel, prima de Maria eram estéreis e também idosas; Rebeca, Raquel e Ana eram estéreis, todas receberam o milagre de DEUS e tiveram seus filhos, mas Maria era Virgem, o milagre dos milagres aconteceu. Maria concebeu e deu a luz JESUS, o filho de DEUS. JESUS não nasceu com a semente do pecado herdada de Adão como todos nascemos no mundo.
E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o SANTO, que de ti há de nascer, será chamado Filho de DEUS. Lucas 1:35
A virgindade de uma moça cristã é apreciada por DEUS e um rapaz que assim também procede será reconhecido por DEUS como prudente e santo.
 
Mas o que a Bíblia diz sobre o sexo:
1. DEUS é a favor do sexo. Ele o criou puro, limpo, bonito e deseja que suas criaturas o desfrutem plenamente no casamento.
2. O propósito do sexo é:
A. Procriação - a extensão do amor dos pais na concepção dos filhos.
B. Comunicação - unidade conjugal.
C. Recreação - o prazer conjugal.
3. DEUS planejou o sexo para o casamento. Confira em Gn 1:28 Hb 13.4 ; 1 Ts 4. 3-8 ; 1 Co 6. 12-20.
"Então DEUS os abençoou e lhes disse: Sede fecundos e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra."( Gn 1:28)
"Honrado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; pois aos devassos e adúlteros, DEUS os julgará." (Hb 13:4)
"Porque esta é a vontade de DEUS, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu próprio corpo em santidade e honra, não com desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a DEUS; e que, nesta matéria, ninguém iluda ou defraude nisso o seu irmão, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos.
Porque DEUS não nos chamou para a impureza, mas para a santificação.
 Portanto, quem rejeita isso não rejeita ao homem, mas sim a DEUS, que vos dá o seu ESPÍRITO SANTO. "( I Ts 4. 3- 8).

b) Ela era agraciada.
"E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada [...]" (Lc 1.28a).
A graça estaria no ventre de Maria e não em si mesma. O que tem a graça em si mesmo estaria em seu interior e ela deveria recebê-lo e pedir para que ELE a abençoasse. Maria estava sendo honrada por DEUS, ou "muito favorecida". Dentre uma multidão de mulheres israelitas, Maria estava sendo escolhida para ser a mãe de seu próprio salvador e Senhor.
Assim, nós também transportamos a graça de DEUS que mora em nós, somos o templo de DEUS na Terra, morada de DEUS, Transportamos o ESPÍRITO SANTO em nós. Que graça!
Se alguém destruir o templo de DEUS, DEUS o destruirá; porque o templo de DEUS, que sois vós, é santo. 1 Coríntios 3:17E que consenso tem o templo de DEUS com os ídolos? Porque vós sois o templo do DEUS vivente, como DEUS disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu DEUS e eles serão o meu povo. 2 Coríntios 6:16
Não sabeis vós que sois o templo de DEUS e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós? 1 Coríntios 3:16
 
1.28 AGRACIADA. Maria foi agraciada mais do que todas as outras mulheres, porque lhe foi concedido ser a mãe de JESUS. Mas as Escrituras não ensinam em lugar algum que devemos dirigir-lhe orações, nem adorá-la, nem atribuir-lhe títulos especiais. Maria é digna do nosso respeito, mas somente o Filho é digno da nossa adoração. (1) Maria foi escolhida por DEUS porque ela achou graça diante dEle (cf. Gn 6.8). Sua vida santa e humilde agradou tanto a DEUS, que Ele a escolheu para tão sublime missão (2 Tm 2.21). (2) A bênção de Maria, por ter sido escolhida, trouxe-lhe grande alegria, mas também muita dor e sofrimento (ver 2.35), uma vez que seu Filho seria rejeitado e crucificado. Nesta vida, a chamada de DEUS sempre envolve bênção e sofrimento, alegria e tristeza, sucesso e desilusão.
 
c) Tinha a presença do Senhor.
"o Senhor é contigo" (Lc 1.28). DEUS estava com ela e agora estaria nela também. Que maravilha ser unido assim a DEUS. Sua presença a acompanharia pelo resto de sua vida, embora isto lhe traria dissabores e sofrimento, valeria a pena por ser um dia moradora das mansões celestiais com seu filho amado.
O mesmo acontece conosco - O ESPÍRITO SANTO está ao mesmo tempo conosco e ao mesmo tempo dentro de nós. Somos um mesmo espírito com ELE.
O ESPÍRITO de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. João 14:17 (destaque nosso)
Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito com ele. 1 Coríntios 6:17
 
d) Ela era bendita entre as mulheres.
"[...] bendita és tu entre as mulheres" (Lc 1.28). Bendita quer dizer bem falada, bem quista, bem amada, bém  abençoada, bem feliz. Maria seria reconhecida por todos como a mulher mais abençoada do mundo, amais privilegiada do mundo.
É assim que a vemos? Pois é assim que DEUS a viu.
 
PARA SER ESCOLHIDA MARIA precisava preencher certos requisitos também. Não era apenas ser escolhida. Precisava ser virgem. Precisava ser desposada com um Judeu da família de Davi. Precisava ser temente a DEUS - Precisava se colocar a disposição de DEUS - Precisava ser pessoa de oração para reconhecer um anjo - Precisava ser jovem que estudava a Bíblia de então para compreender sua função. E precisava ser de da Galileia, pois a profecia dizia que seria chamado Nazareno. O texto de Mateus diz: “E chegou, e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno.” Não sabemos a qual oráculo profético Mateus se refere. Alguns pensam em Isaías 11:1 onde o profeta usa “neçer” (rebento), ou em Isaías 42:6 e 49:8, onde é utilizado o vocábulo “naçar” (guardar), do qual deriva “naçur” (o resto).
A doutrina da virgindade e concepção de Maria por um milagre de DEUS não pode ser questionada. Sara, Raquel, Rebeca, Ana, Isabel, Maria conceberam devido a um milagre de DEUS. Elas eram estéreis e duas eram muito idosas para terem filhos - não podiam ter filhos, mas Maria, nem relação sexual teve e nem qualquer intervenção humana aconteceu. JESUS tinha que nascer sem a semente maligna de Adão.
 
II - A ELEVADA MISSÃO DE MARIA
Uma difícil missão de mãe e acima de tudo, mãe do salvador JESUS CRISTO.
 
1. DEUS a escolheu para ser a mãe do Salvador.
"Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de DEUS, e eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de JESUS [...] (Lc 1.30,31).
Maria temeu por sua vida, afinal estava diante de uma aparição majestosa de um anjo de DEUS. Quando temos um encontro com DEUS ou um de seus mensageiros a primeira coisa que fazemos é uma introspecção - reflexão que a pessoa faz sobre o que ocorre no seu íntimo, sobre suas experiências, pecados, atitudes, pensamentos, sentimentos. Ai se descobre que se está em falta e que pode morrer e ser condenado.
Por isso o anjo disse - Não temas. Maria assim se sentiu mais tranquila e pode continuar ouvindo o anjo.
Você já teve um encontro assim? Sabia que é possível tê-lo? Ore sempre, jejue, medite na Palavra de DEUS. Deseje ouvir DEUS lhe falar pessoalmente. Um dia poderá ter um encontro real com DEUS antes mesmo do arrebatamento. Paulo assim o buscou e assim o obteve. Tiago diz que Elias era homem sujeito às mesma paixões que nós e mandou a chuva parar e ela parou.
Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, Atos 27:23
E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo. 1 Coríntios 15:8
E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales; Atos 18.9
 
2. O anúncio de que seria a mãe do Salvador.
Maria se preocupou com a maneira como ficaria grávida. Pode ter pensado se teria que ter sexo com aquele anjo, ou se deveria ter relação sexual com José imediatamente. Pode ter tudo isso passado por sua mente em instante. Deveria quebrar seu voto de castidade? DEUS exigiria dela algo contrário à sua Palavra? Não. O anjo esclareceu que a virtude do  ESPÍRITO SANTO a cobriria e não haveria nenhum contato físico, mas espiritual. Glória a DEUS!
Restava então a Maria conceder ou não a DEUS sua oferta de amor e graça. Maria decidiu se submeter à vontade de DEUS.
E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. Lucas 1:35
"Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela" (Lc 1.38).
Está você também disposto a se entregar totalmente a DEUS? Para ser usado em sua obra como ELE deseja? Seja voluntário, esteja no lugar certo, na hora certa e DEUS vai usá-lo também.
Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim. Isaías 6:8
 
COMO VAI FICAR GRÁVIDA? FILHO DE QUEM? SEMENTE DE DEUS
E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o SANTO, que de ti há de nascer, será chamado Filho de DEUS. Lucas 1:35 - (Como em Gênesis 1: 2 - "e o ESPÍRITO de DEUS pairava sobre a face das águas").
Quando o anjo fala, a palavra é semente (como na parábola do semeador), A Palavra que o anjo diz é a semente que gera no ventre de Maria um filho, pelo poder do ESPÍRITO SANTO que gera ali uma vida. Maria ó precisava consentir e isso foi o que ela fez. DEUS não a obrigaria a aceitar ser mãe do salvador. Por isso o anjo é enviado para ter o consentimento de Maria.
“Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Is 7.14).
JESUS NÃO NASCE COM A SEMENTE DE ADÂO - NÃO TEM A PARTICIPAÇÂO DE HOMEM E SUA SEMENTE PECADORA HERDADA DE ADÃO.
 
3. Maria, mulher e mãe.
Maria não foi apenas uma mulher em meio a uma sociedade machista e com valores distorcidos, mas uma mãe exemplar que cuidou e educou seu filho dentro da mais distinta educação religiosa que poderia dispensar a seu filho naqueles dias. Sendo de descendência levítica, família sacerdotal, com certeza conhecia muito bem as escrituras, pois seus ancestrais foram designados como instrutores do povo concernente ao ensino da lei de DEUS. Maria demonstrou saber muito bem as escrituras quando louvou a DEUS na casa de sua prima Isabel, também descendente de Arão.
Maria passou por muitos desafios para cumprir sua missão de mãe de JESUS. Com nove meses de gravidez teve que se deslocar de Nazaré a Belém, viagem de cerca de 145 Km, para alistar-se com o esposo num alistamento decretado por César Augusto, imperador de Roma (Lc 2.1-5).
E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. Lucas 2:1-6
Viu seu filho nascendo em uma manjedoura porque não havia lugar para eles na estalagem (imagine ver DEUS nascendo numa manjedoura - é uma confusão para qualquer cabeça).
Maria educou JESUS em seus primeiros passos como homem, na Terra. levou-o para ser circuncidado (Lc 2.21); depois, levou-o para ser apresentado no Templo (Lc 2.22,23; Lv 12.4). Periodicamente o levavam para a festa da Páscoa (Lc 2.40,41). Quando JESUS tinha doze anos sentiu falta de seu filho em uma viagem a Jerusalém e passou três dias o procurando por toda parte, tendo o encontrado no templo, na casa de DEUS onde deveria ter procurado primeiro. Durante o ministério de JESUS apenas esteve presente em Caná da Galiléia onde JESUS iniciou seus sinais e maravilhas. Depois vemos que o procura assustada com as notícias que lhe chegavam.
Marcos 3:20-34 Depois entrou numa casa. E afluiu outra vez a multidão, de tal modo que nem podiam comer. Quando os seus ouviram isso, saíram para o prender; porque diziam: Ele está fora de si. ...Chegaram então sua mãe e seus irmãos e, ficando da parte de fora, mandaram chamá-lo. E a multidão estava sentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te procuram. Respondeu-lhes Jesus, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos!? E olhando em redor para os que estavam sentados à roda de si, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos!
Maria viu seu filho a caminho do calvário, Maria viu seu filho morrer na cruz, Maria segurou seu filho morto em seus braços. "Maria soube comportar-se como verdadeira mãe".
Você tem se preocupado com o ESPÍRITO SANTO em seu interior? O que ELE ouve, o que ELE vê, o que ELE sente? O que ELE lhe fala? Uma pessoa mora dentro de você - fale com ELE.
 
III - O SEU PAPEL NO PLANO DA SALVAÇÃO
 
MUITOS DOGMAS DO CATOLICISMO por serem anti-bíblicos levaram séculos para serem "assimilados" – Veja como são introduzidos gradativamente:
 
 Dogmas
(ou Decisões sem apelos de leigos).
 Observações sobre suas decisões.
No Concílio de Éfeso, ano 431
Declararam Maria como Mãe de DEUS.
 No Concílio de Latrão, ano 469.
Determinaram que Maria não teve outros filhos.
No Concílio de Nicéa, ano 787, instituíram o Culto à Maria (hiperdulia)
 
A igreja foi hábil pedindo a uma mulher, a Imperatriz Irene, que presidisse o Concílio! Com esse estratagema conseguiram sensibilizar os bispos que aprovaram a nova devoção sancionada pelo papa Adriano I.
O Dogma da "Imaculada Conceição" foi proclamada em 1854 pelo papa Pio IX,
Por conta própria e sem consultar nenhum Concílio! – Esse papa verberou as liberdades de Consciência, de Culto, da Palavra e da Imprensa!
Cem anos depois, em 1950 a velha Igreja Católica escorrega de novo, deixando a cristandade perplexa! –
Baseando numa lenda infantil, de 15 séculos atrás, o papa Pio XII proclama a "Assunção de Maria !"Cogitam aumentar o peso de sua coroa proclamando- a "Rainha dos Céus, mãe de todas as graças”.Há entre eles quem deseje uma posição de Maria na Santíssima Trindade! – Abyssus, abyssum invocat!
Imagem de Maria foi introduzida pela primeira vez nas igrejas no ano 450
Para "CONTRABALANÇAR" com as formosas deusas pagãs que desfilavam nas procissões de Roma, inferiorizando o Cristianismo!...
"Salve Rainha" no ano 1221
O Catolicismo incentiva a devoção à Maria para sensibilizar e atrair o sexo feminino que mobiliza famílias e pessoas para as missas e "festas dos santos e padroeiros..."
"Congregação Mariana" em 1563
Instituída pelo jesuíta João Leunis
Em 5 de março de 1967 na Capela Sixtina
"Vamos a Maria, através dela chegaremos a JESUS!"
A REZA "AVE MARIA" vem do ano 1317
e difundida pelo papa João XXII anos 1316-34 , sugere Maria como Mediadora.
O dogma da Imaculada Conceição de Maria foi definido no ano de 1854.
Santa Maria, mãe de JESUS, foi concebida sem pecado. Tal ensino está definido no Compêndio Vaticano II, pág. 105. As expressões "concebida sem pecado" e "imaculada" são comuns nas rezas e escritos romanos.
pág. 1O9 do Compêndio Vaticano II
Lê-se: "A Bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de Advogada, Auxiliadora, Adjutriz, Medianeira".
Erdos\Estudos\SolaScripturaTT\Seitas\Romanismo\CatolicismoRomano-Aislan.htm
 
 
1. Maria deu à luz "a semente da mulher."
Diante da condenação humana devido ao pecado de Adão DEUS declara seu plano redentivo para a humanidade e isso se realiza agora com DEUS usando Maria sendo a mãe da semente de DEUS que tiraria o pecado do mundo.  "E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gn 3.15).
 
Essa declaração divina é considerada o "protoevangelho" de DEUS. Diz Paulo: "mas, vindo a plenitude dos tempos, DEUS enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" (Gl 4.4,5).
 
2. Maria não é redentora.
Nos ensinos do Novo Testamento não existe nenhuma base para considerar Maria como redentora, ou mediadora entre JESUS e os homens. Este posicionamento é perigoso, pois a Bíblia diz que não devemos ir além do que está escrito (1 Co 4.6). O ensino de que Maria é redentora e mediadora provém do dogma, estabelecido no Concílio de Éfeso, realizado em 431 d.C. Naquele Concílio, chegaram à conclusão de que Maria era Mãe de DEUS, pois JESUS era DEUS. Tal conclusão fere a revelação bíblica por várias razões. DEUS é eterno, o Criador. Uma criatura não pode ser sua mãe. Isso é pecado da mariolatria, o que não condiz com o caráter humilde, submisso e santo da mãe de JESUS (Lc 1.38). Na verdade, Maria era mãe do Filho de DEUS encarnado, Verdadeiro DEUS e Verdadeiro Homem.
 
MÃE DE DEUS (Dicionário Teológico)
- Título que Maria, mãe de JESUS, recebeu no Concílio de Éfeso, em 431. Contra a iniciativa, levantou-se Nestório, patriarca de Constantinopla. Jamais a Bíblia referiu-se a Maria como mãe de DEUS; ela é mostrada sempre como mãe de JESUS (Jo 2.1; Ats 1.14).
A Igreja Romana atribui-lhe ainda este outro epíteto: Mater Creatoris, Mãe do Criador.
MARIOLATRIA (Dicionário Teológico)
- Literalmente, culto á Maria mãe de JESUS.
MAGNIFICAT (Dicionário Teológico)
- Palavra latina que identifica o cântico com o qual Maria louva a DEUS por tê-la escolhida como mãe do Messias (Lc 1.46-55). Eis a frase toda: Magnificai anima mea Dominum.
MARIOLOGIA (Dicionário Teológico)
- Conjunto de crenças, dogmas e tradições a respeito de Maria. A mariologia pode ser definida também como o estudo sistemático sobre a mãe de JESUS, em torno da qual há toda uma teologia desenvolvida pela Igreja Católica.
 
3. Maria não é mediadora.
Na Bíblia só há respaldo para um mediador entre DEUS e os homens.
JESUS disse: "Ao Senhor, teu DEUS, adorarás e só a ele servirás" (Mt 4.10).
1Timóteo 2.5 Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.
E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. Atos 4:12
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. João 14:6
 
Abaixo algumas heresias a respeito do culto a Maria.
a) Assunção de Maria.
O Papa Pio XII, em sua bula Munificentíssimo DEUS (de 1º de novembro de 1950) diz que Maria "... foi levada de corpo e alma para a glória do céu". Na verdade, Maria foi sepultada e, agora, aguarda a ressurreição, no arrebatamento da igreja.
b) Intercessão de Maria.
O Papa Pio XII, em sua bula Munificentíssimo DEUS (de 1º de novembro de 1950) diz que Maria "... foi levada de corpo e alma para a glória do céu". Na verdade, Maria foi sepultada e, agora, aguarda a ressurreição, no arrebatamento da igreja.
c) Suprema autoridade de Maria!
Que absurdo! A Bíblia diz claramente: "Porque há um só DEUS e um só mediador entre DEUS e os homens, JESUS CRISTO, homem" (1 Tm 2.5). "... o qual está à direita de DEUS, e também intercede por nós" (Rm 8.34). Só JESUS pode interceder por nós diante de DEUS, porquanto por nós Ele morreu na cruz.
c) Suprema autoridade de Maria!
Um ensino como esse jamais honra Maria, a Mãe de JESUS como Homem. Só pode ser de origem maligna para confundir as mentes incautas, levando-as à mariolatria. JESUS disse que todo o poder lhe foi dado no céu e na terra (Mt 28.18).
 
CONCLUSÃO
HUMILDADE DE MARIA
Maria era uma pessoa tão humilde. Sua exclamação, "Ele tem tido em conta para o estado humilde de Seu servo," expressou sua admiração e espanto que DEUS iria escolher para abençoá-la. Ela sabia que era uma pecadora, necessitado da misericórdia e da graça de DEUS. Longe de ver a si mesma como a exaltada rainha, quase divinizada no céu, pelo catolicismo romano que imagina que ela seja, Maria viu-se como um humilde serva (cf. v. 38). A palavra grega é doule , a forma feminina da palavra que significa que ela é pela primeira vez no Novo Testamento identificada por ela mesma como escrava, designação do Senhor, que se torna a norma para os santos (cf. 02:29 "escravo."; 1 Cor 7:22; Ef. 6:. 6; Apocalipse 1:1)
Dando mais uma prova da sua humildade, Maria manifestou espanto por que DEUS atentou para seu estado humilde. Socialmente, ela era uma garota comum habitando em uma aldeia da Galiléia insignificante (Nazaré), lugar desprezado por outros israelitas (cf. João 1:46). Maria foi, assim, mais importante do que a elite da sociedade da Judeia e de Jerusalém. Mesmo depois de se tornar a mãe do Messias, ela nunca se tornou proeminente. JESUS a tratou com respeito, mas deixou claro que ela não tinha nenhum direito especial sobre Ele (João 2: 4; 12 Matt: 46-50.). Nem a igreja primitiva a elevou a uma posição especial, ou conferiu honras especiais para ela. A única referência do Novo Testamento para ela após a cena na cruz (João 19: 25-27) foi como apenas mais um dos crentes reunidos em Jerusalém no Pentecostes (Atos 1:14), recebendo o batismo no ESPÍRITO SANTO como os demais quase 120 ali presentes. Esta jovem mulher comum estava noiva de um jovem muito comum. Embora José fosse da linhagem de Davi, ele era apenas um trabalhador comum, um carpinteiro. Foi porque eles viram sua família como nada mais do que simples, as pessoas comuns, que os moradores de Nazaré se ofenderam a com declarações de JESUS (Mat. 13: 54-57 - E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e diziam: De onde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas? Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto? E escandalizavam-se nele. JESUS, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa. E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles. Mateus 13:54-58)
Maria demonstrando um estado humilde quase não se envolveu mais do que apenas com sua posição na sociedade judaica; isso tinha a ver com seu caráter espiritual. Ela reconheceu que ela, como todos, era uma pecadora, necessitando como todos de um Salvador . Como todos os verdadeiros adoradores, Maria tinha uma visão sublime do Senhor e uma visão humilde de si mesma. Se ela foi, por DEUS, a mais exaltada das mulheres (1:42), ela, ao mesmo tempo foi a mais humilde das mulheres (cf. Lc 14:11). É esta humildade que DEUS exige e abençoa (cf. Tg 4: 6). Em Isaías 57:15 DEUS disse: "Assim diz o Alto e exaltado que vive para sempre, cujo nome é santo," eu moro em um lugar alto e santo, e também com o contrito e humilde de espírito, a fim de reavivar o espírito dos humildes e para vivificar o coração dos contritos. "Então Maria demonstrou a atitude correta em adoração. Ela era alegre e agradecida por causa da misericórdia de DEUS para com ela. Sua humilde consciência de sua completa indignidade e maravilhosa graça de DEUS produziu seu louvor e adoração a partir de seu coração grato. Comentário Bíblico - John Macarthur - NT - O decreto divino a Maria (Lucas 1: 26-33)
 
JESUS disse que todo o poder lhe foi dado no céu e na terra (Mt 28.18).
"Porque há um só DEUS e um só mediador entre DEUS e os homens, JESUS CRISTO, homem" (1 Tm 2.5). "...
 
 
Lição 12, José, O Pai Terreno de JESUS - Um Homem de Caráter  (MUITO IMPORTANTE - ESTUDE ESTA LIÇÃO)
2º Trimestre de 2017 - Título: o Caráter do Cristão - Moldado Pela Palavra de DEUS e Provado Como Ouro
Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato de Lima (Pr.Pres.ADPAR - Assembleia de DEUS em Parnamirim/RN)
Complementos, ilustrações e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454
 
 
TEXTO ÁUREO
"E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher." (Mt 1.24)
 

VERDADE PRÁTICA
José, pai de JESUS, nos deixou um exemplo marcante de um caráter humilde, submisso e amoroso.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 1.1 O Verbo se fez carne
Terça - Lc 2.4 José era da descendência de Davi
Quarta - Mt 2.13,14 José fugiu para o Egito com Maria e JESUS
Quinta - Mt 13.55 JESUS, "o filho do carpinteiro"
Sexta - Mc 6.3 JESUS, "carpinteiro"
Sábado - Mt 1.19 José, um homem justo
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 1.18-25
18 - Ora, o nascimento de JESUS CRISTO foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do ESPÍRITO SANTO. 19 - Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. 20 - E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do ESPÍRITO SANTO.  21 - E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. 22 - Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz:  23 - Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: DEUS conosco). 24 - E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher, 25 - e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de JESUS.
 
OBJETIVO GERAL - Apresentar José como exemplo de caráter humilde, submisso e amoroso. 
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Mostrar alguns aspectos do perfil de José, pai de JESUS;
Apontar o caráter exemplar de José;
Explicar a nobre missão de José
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
José, assim como Maria, teve um papel importante no plano de redenção divina. Na Bíblia não encontramos muitas informações a respeito dele. Analisando os textos bíblicos a respeito de José, podemos ver o quanto era obediente, humilde e amoroso. Ao saber da gravidez de Maria, até intentou deixá-la, mas secretamente, para que a jovem não viesse a sofrer. Diferente de Maria que viu e ouviu do anjo Gabriel que seria a mãe do Salvador, José não teve uma revelação direta da parte de DEUS. Só quando planejou deixar Maria, o Senhor falou com ele em sonhos e José demonstrou ter fé e comunhão com DEUS, pois não teve dificuldades em discernir que não se tratava de um sonho comum, mas era a voz de DEUS e a sua revelação divina a respeito daquEle que seria o Salvador.
 
PONTO CENTRAL - José, pai adotivo de JESUS, é um exemplo de caráter humilde, submisso e amoroso.
 
Resumo da Lição 12, José, O Pai Terreno de JESUS - Um Homem de Caráter
I - JOSÉ, O PAI DE JESUS
1. Quem era José?
2. Pai adotivo de JESUS.
3. José, um sonhador obediente.
II - O CARÁTER EXEMPLAR DE JOSÉ
1. Um homem obediente.
2. Um homem temperante.
III - A NOBRE MISSÃO DE JOSÉ
1. Assegurar a ascendência real de JESUS.
2. Proteger JESUS em seus primeiros anos.
a) No nascimento de JESUS.
b) Nas cerimônias exigidas pela Lei.
c) Na fuga para o Egito.
3. O zelo pela formação espiritual de JESUS.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - José foi escolhido por DEUS para ser o pai adotivo de JESUS.
SÍNTESE DO TÓPICO II - José foi um homem de caráter exemplar.
SÍNTESE DO TÓPICO III - José recebeu de DEUS a nobre missão de ser o pai adotivo de JESUS.
 
SUBSÍDIO DIDÁTICO parte 1
Professor, reproduza o quadro abaixo e utilize-o para mostrar aos alunos algumas das características do perfil de José.



(Extraído de Bíblica Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 1277). 

 
PARA REFLETIR - A respeito de José, o pai terreno de JESUS, um homem de caráter, responda:
Que fez José, ao saber da gravidez de Maria? Pensou em deixá-la secretamente para não infamá-la. 
Como José participou do nascimento de JESUS? Ajudando Maria em todos os detalhes.
Quando José voltou do Egito com Maria e JESUS? Quando Herodes morreu.
Por que José e Maria levavam JESUS a Jerusalém? Para a festa da Páscoa.
Que preceitos legais José e Maria obedeceram após o nascimento de JESUS? A circuncisão de JESUS e a purificação de Maria.
 
CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 70, p42.
 
 
 
COMENTÁRIO RÁPIDO DO Pr. HENRIQUE - EBD NA TV
Lição 12, José, O Pai Terreno de JESUS - Um Homem de Caráter
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 1.18-25
 
18 - Ora, o nascimento de JESUS CRISTO foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do ESPÍRITO SANTO. 19 - Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. 20 - E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do ESPÍRITO SANTO.  21 - E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. 22 - Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz:  23 - Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: DEUS conosco). 24 - E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher, 25 - e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de JESUS.
 
INTRODUÇÃO
Estudaremos nesta Lição sobre José, marido de Maria, da casa de Davi, pai adotivo de JESUS e seu caráter digno de ser imitado, principalmente quanto ao seu amor, à sua justiça, obediência, temperança e submissão a DEUS.
 
I - JOSÉ, O PAI DE JESUS
1. Quem era José?
JOSÉ - (Strong Português)
José - Ιωσηφ Ioseph - de origem hebraica יוסף;  - José = “deixe-o acrescentar”
O marido de Maria, a mãe de JESUS.
 
José - Pai adotivo de JESUS - Adotivo para nós que sabemos que foi concebido pelo ESPÍRITO SANTO, mas ninguém saiu contando por toda parte isso. Portanto JESUS, quando nasceu, foi aceito por todos como filho legítmo de José e de Maria (os dois concentiram em ter este filho por obra e graça de DEUS - Maria ouviu o anjo e disse - "Faça-se em mim segundoa Palavra de DEUS - Jósé disse ).
Temos pouca informação sobre José, marido de Maria, na Bíblia. Basicamente sabemos que era carpinteiro e que morava em Nazaré, na Galileia, também estava desposado com Maria, como seu noivo, também quase não sabemos nada sobre ela. José, apesar disso, é de suma importância para a genealogia de JESUS, como descendente da casa real, ou seja, descendente do rei Davi. Da tribo de Judá. Assim as profecias a respeito de JESU se cumpriram. (2 Sm 7.12, 16). Para todos era o pai legitimo de JESUS. Eles não saíram espalhando que Maria havia concebido do ESPÍRITO SANTO. JESUS nasceu e para todos era filho legítimo de José e de Maria.
 
JESUS é filho adotivo de josé, mas para os judeus é filho legítimo.
Se eu adotar um filho americano ele passa a ter os mesmos direitos que qualquer brasileiro tem. Por isso mesmo muitos brasileiros forjam casamento nos EUA. JESUS herdou a linhagem de Davi por parte de José ao José aceitar ser pai de JESUS. JESUS não tinha sangue de José. JESUS foi adotado por José. Embora ninguém tenha ficado sabendo disso. Quando JESUS nasceu todos o receberam como filho legitimo de José. Só Maria, Isabel (talvez seu esposo Zacarias também) e José sabiam que JESUS foi concebido pelo ESPÍRITO SANTO. Não precisava registrar num cartório a adoção. Não era público o milagre. Foi autenticado por DEUS quando José aceita ser pai de JESUS.
E ele lhes disse: Como dizem que o Cristo é filho de Davi? Visto como o mesmo Davi diz no livro dos Salmos: Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. Se Davi lhe chama Senhor, como é ele seu filho? Lucas 20:41-44
 
JOSÉ - Dicionário Wycliffe
O marido de Maria, mãe de JESUS. Sua genealogia é apresentada em Mateus 1 (cf. Lc 3.23-38). Ele era um carpinteiro (Mt 13.55; Mc 6.3) que vivia em Nazaré (Lc 2.4). Mas, como descendente de Davi, sua casa ancestral estava em Belém. Estava noivo de Maria na época em que JESUS foi concebido pelo ESPÍRITO SANTO (Mt 1.18; Lc 1.27; 2.5). Ao saber que Maria estava grávida, quis evitar que ela fosse exposta à vergonha pública, embora cogitasse divorciar-se e despedi-la secretamente. Mas em um sonho foi informado por DEUS que a concepção de Maria era divina e foi encorajado a se casar com ela (Mt 1.20-25). Para se registrarem no alistamento de Cesar Augusto, ele e Maria foram a Belém, onde JESUS nasceu. José é mencionado juntamente com Maria e JESUS na visita dos pastores (Lc 2.16) e na apresentação de JESUS no Templo (Lc 2.27,33). Em um sonho, DEUS instruiu José a fugir da ira de Herodes, ir para o Egito, e lá permanecer durante algum tempo (Mt 2.13-15). A última participação de José é mencionada no evento dos Evangelhos relacionado com a visita feita à festa anual em Jerusalém, quando JESUS tinha 12 anos de idade (Lc 2.41- 52). Ele não foi incluído com Maria e seus filhos em Mateus 12.46-50; Marcos 3.31-35 eLucas 8.19-21 (cf. Mc 6.3), embora João 6.42 possa indicar que José ainda estivesse vivo durante parte do ministério de JESUS. Os judeus da época de JESUS consideravam que Ele era filho de José (veja Lc 3.23; 4.22; Jo 1. 45; 6.42).
 
JOSÉ MORREU ANTES DE JESUS?
Não creio que José morreu antes de JESUS
Isso é crendice de católicos que inventaram um José velhinho e sem condições de ser pai depois que JESUS nasceu - Em João 6.42 José é mencionado. Em Mateus 13.55 José é mencionado como pai de JESUS e carpinteiro e pai de filhos e filhas. Não consta na Bíblia que José faleceu em algum momento do ministério de JESUS. Se tivesse morrido JESUS o ressuscitaria ou pelo menos a bíblia teria mencionado a visita de JESUS a seu sepultamento. Se tivesse morrido quando JESUS ainda era criança a bíblia mencionaria este importante fato. Maria estava morando em Jerusalém no tempo da crucificação de JESUS, longe de Nazaré. JESUS indicou João para cuidar dela, isso não prova que José estivesse morto, poderia ter ficado em Nazaré trabalhando. Quem sabe já não suportava a caminhada até Jerusalém de 145 Km (3 a 4 dias de viagem a pé)?
Mateus 13:55,56 Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto?
João 6. 42 E diziam: Não é este JESUS, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu? 
Conhecemos - Não diz conhecíamos ou filho do José, já morto. Diz conhecemos, indicando presente e indicando que se está falando de alguém vivo.
Assim como supõem por tradições e livros teológicos que José morreu antes de JESUS, sem provas bíblicas. Estou dando versículos bíblicos como mostra que podem estar errados quando dizem que José havia morrido antes de JESUS.
Cada um pode interpretar como quer, eu prefiro acreditar que não morreu antes de JESUS por causa dos versículos que me convencem disso. 
Tradição católica ou evangélica não é superior à Bíblia. Quem prefere acreditar na tradição tudo bem, mas não podem querer obrigar quem não quer ter que acreditar se seu jeito.
Os versículos da bíblia me convencem mais para acredite que José estava vivo. Agora saber porque não foi a Jerusalém ou porque não tem registro aí não temos na Bíblia. 
DEUS não se preocupou em e detalhes sobre isto. Já tem idolatria demais, para que ter mais detalhes da vida de José e de Maria?
 
Quanto a José não estar na crucificação de JESUS
Era mais fácil para João estar perto da cruz, era conhecido do sumo sacerdote, até teve facilidade para entrar no julgamento de JESUS por isso (E Simão Pedro e outro discípulo seguiam a JESUS. E este discípulo era conhecido do sumo sacerdote, e entrou com JESUS na sala do sumo sacerdote. João 18:15). João foi ó único discípulo que foi testemunha ocular do julgamento de JESUS e de sua crucificação. Onde estavam José de Arimateia e Nicodemos na hora da crucificação? onde estava Lázaro, amigo íntimo de JESUS? Nenhum outro discípulo chegou perto com medo de morrer. Os irmãos de JESUS também não. 
Por que? Porque homem que chegasse perto poderia ser preso também? Poderia ser acusado de pertencer ao grupo de JESUS? Poderia se crucificado também? Bom estudarmos bem. José pode não ter comparecido para não morrer também.
 
POR QUE JOSÉ MORAVA NA GALILEIA E NÃO EM SEU TERRITÓRIO, A JUDEIA, EM JUDÁ?
Se José era da tribo de Judá, porque emigrou da Judeia, terra dos seus antepassados, onde poderia ter terrenos, para a Galileia, território de outra tribo, onde ele não poderia possuir propriedades?
Motivo um 
A resposta está pode estar na sua profissão. Um carpinteiro necessita de madeira para trabalhar. Nos nossos dias, basta ir a algum fornecedor de material e comprar a madeira ou telefonar a uma serração que umas horas depois está na sua oficina um caminhão com o carregamento da madeira indicada, já serrada em tábuas, seca na estufa e pronta a ser trabalhada. Mas José viveu numa época bem diferente. Ele tinha de montar a sua oficina não muito longe duma floresta onde houvesse árvores que pudessem fornecer boa madeira.
Características geológicas e climatéricas dos nossos dias, serão quase as mesmas da época de José, bem como a vegetação de crescimento espontâneo.
Na Judeia, terra dos seus antepassados, a precipitação média anual não vai além dos 100 milímetros por ano, enquanto na Galileia, esse valor é de 700 a 1000 milímetros por ano. Nazaré fica na baixa Galileia, região predominantemente agrícola, enquanto as árvores que poderiam fornecer matéria-prima para a pequena indústria de José, cresciam na alta Galileia e deve ter sido bem árduo o trabalho de levar os troncos para a sua oficina.
Motivo dois
Cumprimentos das profecias que diziam que JESUS seria chamado Nazareno ou Galileu. Portanto era necessário que tanto Maria como José morassem ali. É uma providência divina, um encaixar no plano divino no coração de seus servos obedientes e disponibilizados para fazerem sua obra.
3- Motivo três
Maria depois passou a ser seu principal motivo.
 
Para Maria morar ali em Nazaré também tinha o Motivo da profecia a ser cumprida e ainda tinha o motivo chamado José. Um homem de Judá, carpinteiro, homem temente a DEUS e seu amor, esperado como esposo, que morava ali em Nazaré.
 
2. Pai adotivo de JESUS.
POR QUE DIFERENTES GENEALOGIAS ENTRE MATEUS E LUCAS?
Porque Lucas mostra a humanidade de JESUS e Mateus sua Realeza (na de Mateus é demonstrada a descendência de JESUS do rei Davi por causa de José que era da casa real)

Lucas coloca mais nomes de descendentes humildes e às vezes sem expressividade em sua genealogia para mostrar a humildade e humanidade de JESUS. 
A intenção de Lucas é mostrar JESUS se fazendo homem para salvar a todos os descendentes de Adão. Por isso a genealogia de Lucas vai até Adão. 
Já Mateus está interessado em provar que JESUS é rei e mostra JESUS descendente dos reis até Davi porque é filho de José, da casa de Davi. Entre tantos outros descendentes de Davi, José é mais um que poderia se candidatar ao trono. Assim JESUS nasce em Belém, tribo de Judá. Também é filho legalmente de José da casa de Davi. 
 
Cuidado com fábulas artificialmente compostas (2 Pedro 1:16) de que na genealogia de Lucas está registrada a genealogia de Maria e que Eli é pai de Maria.
Não existe nenhuma comprovação bíblica disso. A genealogia é de JESUS e as mulheres não influenciavam as genealogias. Apenas são citadas como esposas de alguém que faz parte da genealogia de JESUS.
A única família de Maria encontrada na Bíblia é a de Isabel, sua prima, descendente de Arão, da tribo de Levi.
Lucas 1:5 Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel.
Lucas 1:36 E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril;
 
SE MULHER INFLUENCIASSE GENEALOGIA DAVI SERIA APENAS UM ZERO A ESQUERDA.
Davi é descendente de Raabe,a prostituta e de Rute, a Moabita (descendente de um incesto das filhas de Ló com ele)
E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé; Mateus 1:5. ISSO NOS MOSTRA CLARAMENTE QUE MULHER NÃO INFLUENCIA NA GENEALOGIA. JESUS SÓ É RECONHECIDO COMO DA CASA DE DAVI POR CAUSA DE JOSÉ, QUE É DA CASA DE DAVI. E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), Lucas 2:4
 
José tinha uma profissão que o mantinha dentro da classe média e não da pobre. Quando se ocupou com a ida a Belém, nascimento de JESUS, ida a Jerusalém para apresentação do menino JESUS e depois fuga para o Egito, ai sim, sem trabalhar, teve dificuldades financeiras, embora no Egito tivesse produtos ganhados no nascimento de JESUS com os quais podia sustentar sua família.
 
3. José, um sonhador obediente.
QUAL ERA O CANAL DE COMUNICAÇÃO ENTRE DEUS E JOSÉ?
"E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor". Mateus 1:19-25 - Primeiro sonho.
“E, tendo eles se retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José num sonho". Mateus 2:13,14 - Segundo sonho.
"Morto, porém, Herodes, eis que o anjo do Senhor apareceu num sonho a José no Egito" Mateus 2:19 - Terceiro sonho.
Este era o canal de comunicação entre DEUS e José. Um sonho em que um anjo aparecia e lhe comunicava o que DEUS queria que fizesse. José acordava e obedecia. José tinha um caráter obediente a DEUS e submisso.
Atualmente, DEUS fala em sonhos com seus servos? Como distinguir se o que sonhei é a voz de DEUS?
DEUS ainda fala do mesmo jeito que sempre falou. 
Fala pela Palavra escrita, Fala pela Palavra pregada ou ensinada.
Fala por sonhos como tem feito muito nos últimos dias em Meca, na Arábia Saudita.
Fala em nossos pensamentos.
Fala com voz audível.
Fala através de seus profetas.
Fala através de profecias.
DEUS continua sendo DEUS e falando conosco e se não tiver ninguém para ele usar vai usar uma jumenta como a de Balaão.
Para distinguir somente por uma revelação do ESPÍRITO SANTO que mora em nós e para sabermos no geral se é DEUS temos os métodos mostrados na Bíblia.
Se acontecer o que for falado.
Se o que for falado não nos afastar de DEUS.
Se o que for falado não for contra a Bíblia.
Etc...
Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele. Deuteronômio 18:22
À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles. Isaías 8:20
 
 
II - O CARÁTER EXEMPLAR DE JOSÉ
1. Um homem obediente.
JOSÉ DEMONSTROU OBEDIÊNCIA CASANDO-SE COM MARIA
QUANDO JOSÉ SE CASOU COM MARIA? COM QUANTOS MESES DE GRÁVIDA?
José obedeceu ao Anjo (DEUS lhe mostrou a profecia que dizia que a virgem conceberia). José fez como o anjo lhe ordenara e se casou imediatamente com Maria, pois já estava com três meses de gravidez e logo, logo, a barriguinha se revelaria. era preciso urgência. Por que três meses? Porque Maria passou quase três meses em casa de sua prima Isabel em outra cidade após receber JESUS em seu ventre pela ação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO. - E Maria ficou com ela quase três meses, e depois voltou para sua casa. Lucas 1:56 - (mais a viagem de ida e volta à cidade onde morava sua prima Isabel).
Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do ESPÍRITO SANTO; E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: DEUS conosco. E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher; E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome JESUS. Mateus 1:19-25
JOSÉ DEMONSTROU OBEDIÊNCIA TAMBÉM DESCENDO AO EGITO
A FUGA DE JOSÉ, MARIA E JESUS PARA O EGITO
“E, tendo eles se retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José num sonho, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito.” (Mateus 2:13,14). Assim como no tempo de Moisés, o diabo intentou destruir o profeta enviado por DEUS para libertar seu povo da escravidão, no tempo de JESUS o diabo levantou Herodes para matar as crianças de Israel para não permitir nascer o libertador do pecado e da morte, JESUS. Herodes manda matar os meninos de dois anos para baixo, pois havia perguntado aos homens que vieram do Oriente pela provável idade do menino que eles diziam ser rei. este menino poderia ser uma ameaça ao seu reinado. Poderia ser seu substituto. Poderia causar problemas sérios para seu reinado. Poderia causar uma rebelião durante seu reinado e lhe tirar o trono. Que barbaridade, que maldade - O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. João 10:10 Em Ramá se ouviu uma voz, Lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, E não quer ser consolada, porque já não existem. Mateus 2:18 Assim diz o Senhor: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos; não quer ser consolada quanto a seus filhos, porque já não existem. Jeremias 31:15 Depois do primeiro Sonho dado a José sobre a virgindade e concepção milagrosa no ventre de Maria, agora, novamente José recebe um sonho revelador. Quando DEUS descobre em nós um canal eficiente de comunicação sempre nos vem através dele. Para José os sonhos eram este canal de comunicação eficiente. Avisado José do perigo que corria o menino, conduziu imediatamente sua família para o Egito, e lá permaneceu até a morte de Herodes, que foi substituído por seu filho.
JOSÉ DEMONSTROU OBEDIÊNCIA TAMBÉM SAINDO DO EGITO E VOLTANDO PARA A GALILEIA
Agora num terceiro sonho José recebe a revelação de DEUS de que era hora de voltar, pois Herodes estava morto.
Mateus 2.15 E esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho. Morto, porém, Herodes, eis que o anjo do Senhor apareceu num sonho a José no Egito, Dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel; porque já estão mortos os que procuravam a morte do menino. Então ele se levantou, e tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel. E, ouvindo que Arquelau reinava na Judéia em lugar de Herodes, seu pai, receou ir para lá; mas avisado num sonho, por divina revelação, foi para as partes da Galiléia. E chegou, e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno. Mateus 2:19-23 Agora José volta para Nazaré donde tinha saído antes de Maria conceber JESUS,antes de Ir a Belém, antes de fugir para o Egito.
O justo José. José era tão pai quanto qualquer pai biológico, era o pai legal, era o pai que cuidava, protegia, responsável pela segurança e bem-estar de sua família. José tinha coração receptivo a DEUS. O Egito abrigou o povo de DEUS por várias vezes, pois DEUS os abençoou com fartura de alimentos, principalmente a região do Delta do Rio Nilo. Havia fartura de pão no Egito e de produção agrícola em geral. Era o celeiro daquela região toda da Ásia e África. DEUS protegeu JESUS com a cooperação de José e de Maria (cf. Mt 3.13,19,20,22). Obediência - fugir do país (Mt 2.14). JESUS era refugiado e estrangeiro noutro país (Mt 2.14,15).
 
Na criação de JESUS quanto à sua humanidade, José e Maria tiveram participação importante no desenvolvimento de seu caráter. JESUS se entregou totalmente a DEUS e foi totalmente submisso a DEUS.
E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Filipenses 2:8
 
2. Um homem temperante.
JOSÉ DEMONSTROU SER TEMPERANTE NOS DIAS DE SEU NOIVADO COM MARIA
José sabia da lei que dizia ser pecado tal ato (Dt 22.23,24). José era homem "justo" (Mt 1.19). "não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de JESUS" (Mt 1.25).
JOSÉ DEMONSTROU SER TEMPERANTE NOS DIAS DE PURIFICAÇÃO DE MARIA
Dias de purificação ou resguardo da mulher
Homem 40 - Mulher 80 - Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se uma mulher conceber e der à luz um menino, será imunda sete dias, assim como nos dias da separação da sua enfermidade, será imunda. E no dia oitavo se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio. Depois ficará ela trinta e três dias no sangue da sua purificação; nenhuma coisa santa tocará e não entrará no santuário até que se cumpram os dias da sua purificação. Mas, se der à luz uma menina será imunda duas semanas, como na sua separação; depois ficará sessenta e seis dias no sangue da sua purificação. Levítico 12:2-5.
JOSÉ DEMONSTROU SER TEMPERANTE NA ESPERA ATÉ VOLTAREM A NAZARÉ DEPOIS DE PELO MENOS 3 ANOS DEPOIS DO NASCIMENTO DE JESUS, PARA SÓ AI TER SEUS FILHOS COM MARIA
Quando os irmãos de JESUS começaram a nascer?
Quanto tempo José e Maria moraram em Belém depois do nascimento de JESUS?
Pelo menos dois anos. Mateus 2.16 Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos.
José se controlou sexualmente para não ter relações sexuais com Maria até que JESUS nascesse. Creio que só tiveram relações sexuais após voltarem do Egito, depois de fugirem para lá orientados por DEUS e de lá voltarem para Nazaré, novamente orientados por DEUS. Ai sim, tiveram seus outros filhos - Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto? Mateus 13:55,56
E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome JESUS. Mateus 1:25
Os irmãos de JESUS só começaram a nascer depois que José voltou do Egito com Maria, muito provavelmente após três anos ou quatro anos depois que JESUS houvera nascido (Herodes havia mandado matar as crianças de dois anos para baixo, ai acrescenta-se o tempo que moraram no Egito que pode ter sido por volta de um ano ou dois e a volta para Nazaré).
E esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho. Mateus 2:15
Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho. Oséias 11:1
 E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor. Gálatas 1:19
Judas, servo de JESUS CRISTO, e irmão de Tiago, aos chamados, santificados em DEUS Pai, e conservados por JESUS CRISTO: Judas 1.1 (irmão de JESUS)
Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? 1 Coríntios 9:5
 
 
III - A NOBRE MISSÃO DE JOSÉ
1. Assegurar a ascendência real de JESUS.
João 7.42 Não diz a Escritura que o CRISTO vem da descendência de Davi, e de Belém, da aldeia de onde era Davi?
Para ser da tribo de Judá JESUS teve que nascer em Belém - "E Davi era filho de um homem, efrateu, de Belém de Judá, cujo nome era Jessé [...] " (1 Sm 17.12).
Para ser descendente do rei Davi precisava ser da casa real de Davi - E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), Lucas 2:4
Para cumprir as profecias tinha que ser descendente da casa real de Davi - E nos levantou uma salvação poderosa Na casa de Davi seu servo. Como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo; Lucas 1:67-70.
Para ser rei no milênio JESUS precisava ser descendente do rei Davi - (Na verdade, se os judeus o tivessem recebido como o Messias não precisaria esperar pelo milênio, ele reinaria sobre eles naquela época mesmo, mas eles não o receberam (João 1.11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.- então só o remanescente é que terá seu reino terrestre como prometido a Davi) -
Porque assim diz o Senhor: Nunca faltará a Davi homem que se assente sobre o trono da casa de Israel; Jeremias 33:17
... e viveram, e reinaram com CRISTO durante mil anos. Apocalipse 20:4b.
 
Só de ter nascido em Belém JESUS já era da tribo de Judá e Judeu.
Para ser da casa de Davi teve que pegar a genealogia de José que era da casa de Davi - José é reconhecido como pai legitimo de JESUS pela cultura judaica, oficialmente e legalmente é pai de JESUS.
 
JESUS foi reconhecido filho de Davi pelo povo judeu e por seus discípulos.
Mt 12.23 E toda a multidão se admirava e dizia: Não é este o Filho de Davi?
Dizendo: Que pensais vós do CRISTO? De quem é filho? Eles disseram-lhe: De Davi. Mateus 22:42
E a multidão os repreendia, para que se calassem; eles, porém, cada vez clamavam mais, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós! Mateus 20:31
Em Apocalipse JESUS é o "o Leão da tribo de Judá" (Ap 5.5).
Mateus registra a genealogia de JESUS, a partir da descendência de Davi. JESUS foi adotado legalmente por José, que era da tribo de Judá.
 
JESUS é filho adotivo de josé, mas para os judeus é filho legítimo.
Se eu adotar um filho americano ele passa a ter os mesmos direitos que qualquer brasileiro tem. Por isso mesmo muitos brasileiros forjam casamento nos EUA. JESUS herdou a linhagem de Davi por parte de José ao José aceitar ser pai de JESUS. JESUS não tinha sangue de José. JESUS foi adotado por José. Embora ninguém tenha ficado sabendo disso. Quando JESUS nasceu todos o receberam como filho legitimo de José. Só Maria, Isabel (talvez seu esposo Zacarias também) e José sabiam que JESUS foi concebido pelo ESPÍRITO SANTO. Não precisava registrar num cartório a adoção. Não era público o milagre. Foi autenticado por DEUS quando José aceita ser pai de JESUS.E ele lhes disse: Como dizem que o Cristo é filho de Davi? Visto como o mesmo Davi diz no livro dos Salmos: Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. Se Davi lhe chama Senhor, como é ele seu filho? Lucas 20:41-44
 
2. Proteger JESUS em seus primeiros anos.
A chamada de José era importante pois além de cumprir a profecia de JESUS como descendente do rei Davi, da casa de Davi, dava a JESUS um pai cheio de amor e cuidados. JESUS em seus primeiros dias necessitaria de um pai que lhe guardasse e protegesse de todos os perigos, tanto de animais ferozes, quanto de assaltantes que haviam pelos caminhos, como cuidado na educação e aprendizado nos trabalhos na carpintaria.
 
a) No nascimento de JESUS.
"E subiu da Galileia também José, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de Davi chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), a fim de alistar-se com Maria, sua mulher, que estava grávida. E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem" (Lc 2.4-7). A bíblia não nos revela os detalhes do parto de Maria, mas cremos que José estava o tempo todo presente ali perto auxiliando no que era necessário. Cremos que alguma mulher estava ali fazendo o parto. Mesmo porque um homem não podia ver as partes íntimas de uma mulher como no caso de José que não assumiu sua posição de marido até depois que JESUS nascera. É bem possível que José tenha ajudado com a água quente e o sal para esfregar a criança depois de nascida. com certeza este pai não era diferente dos demais. Preocupava-se e queria fazer todo o possível para ajudar MAria e seu filho que sabia ele ser o filho de DEUS, o Messias prometido.
 
b) Nas cerimônias exigidas pela Lei.
Na circuncisão de JESUS, ao oitavo dia de nascido, na apresentação no Templo e na festa da páscoa que era obrigatória a todos os judeus, José também estava lá levando JESUS.
"E, quando os oito dias foram cumpridos para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de JESUS, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido. E, cumprindo-se os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor" (Lc 2.21,22).
Só homens se alistavam. José não ia abandonar Maria em Nazaré nem que caísse um raio em sua cabeça. Era o filho de DEUS naquela barriga e sua paixão que ia dar à luz. Também Nazaré era longe e para ele ir e se alistar e voltar para Nazaré demoraria pelo menos uma semana. Também depois que o menino nascesse teria que ir a Jerusalém para circuncisão de JESUS, ai seria outra viagem longa de ida e volta e para apresentação de Maria aos 40 dias, para purificação depois de JESUS nascer, outra viagem de ida e volta - Por isso passou quase dois anos em Belém.
Os "magos" visitaram JESUS já com quase dois anos de nascido. Foi o tempo que deram para Herodes. E foi numa casa e não em Manjedoura - o presépio é a maior mentira dos católicos romanos.
 
Os pais devem saber que estudo da Bíblia na Escola Bíblica Dominical e em casa é essencial ao caráter de seus filhos.
Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; 2 Timóteo 3:16
E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Deuteronômio 6:7
Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. Provérbios 22:6
 
PRESÉPIO COM MAGOS É  A MAIOR MENTIRA E ANTIBIBLICO.
PRIMEIRA VISITA FOI DOS PASTORES DO CAMPO (aqui tinha manjedoura, mas não "magos"). Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho.E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor.
SEGUNDA VISITA - AGORA DOS MAGOS QUASE DOIS ANOS DEPOIS (aqui não tinha manjedoura e foi numa casa)-  E, vendo eles a estrela, regozijaram-se muito com grande alegria. E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra. Mateus 2:10,11 ENTRANDO NA CASA - NÃO EM ESTREBARIA.
Por que sabemos que foram quase dois anos depois? Porque Herodes perguntou aos "magos" pela data de nascimento da criança e eles disseram que tinha já quase dois anos. Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos. Mateus 2:16
Observação - Magos ai não são de mágica, mas astrólogos.
 
JESUS nasceu em Belém a cuja cidade os recém-casados foram convocados por ordem do imperador César Augusto (Lucas 2:1). Assim se cumpriu a profecia de Miquéias 5:2. De todas as partes do império os judeus deviam voltar às cidades de seus antepassados a fim de registrar-se, de sorte que pudessem ser tributados. Esse censo foi levantado ao tempo em que Quirino era governador da Síria, e se fazia pela primeira vez. Chegados a Belém, Maria e José não conseguiram alojamento em parte alguma, exceto num estábulo (talvez uma caverna usada para abrigar o gado). Ai nasceu o etemo Filho de DEUS. Foi envolto em fraldas e deitado numa manjedoura. Logo após o seu nascimento, chegaram pastores para ver a criança; os anjos lhes haviam anunciado o nascimento enquanto apascentavam seus rebanhos. A não ser por eles, a raça humana náo tinha percebido esse acontecimento.
De acordo com a Lei judaica, JESUS foi circuncidado ao oitavo dia e recebeu o nome de JESUS (Lucas 2:21). É significativo que o imaculado filho de DEUS passasse por esse rito que o sujeitava à obediência sob o pacto divino e o identificava com Israel, o povo de DEUS.
JESUS foi apresentado no templo para selar a circuncisão. Ele também foi "redimido" pelo pagamento dos cinco sidos. Para efeito de sua purificação, Maria fez a oferta dos pobres (cf. Levitico , 12:8; Lucas 2:24). A missáo de JESUS foi atestada nesta ocasião por duas pessoas piedosas — Simeáo e Ana (Lucas 2:25-38). T
Algum tempo depois, um grupo de ''sábios", (talvez sacerdotes ou astrólogos babilônios) apareceram em Jerusalém, inquirindo acerca do nascimento de um "rei dos judeus". Haviam visto sua* estrela no céu (Mateus 2:2). O cruel Herodes imediatamente ficou alarmado. Informado pelos escribas acerca do local onde devia nascer o Messias, segundo a profecia de Miquiéias, ele enviou os magos a Belém, pedindo-lhes que voltassem se porventura encontrassem ali o Messias. Herodes disse que ele, também, desejava adorá-lo. Na realidade, ele desejava localizar o menino CRISTO, para que assim pudesse afastamais outro rival. Contudo, um anjo avisou aos magos que náo voltassem à presença de Herodes. Antes de chegarem a Belém, a estrela reapareceu e pairou sobre o lugar onde agora moravam JESUS e seus pais, numa casa  (Mateus 2:9).
Após a partida dos magos, DEUS disse a José que fugisse para o Egito com a família. Herodes havia ordenado a execuçáo de todos os meninos de dois anos para baixo, de Belém e das vizinhanças. Em breve Herodes morreu e DEUS instruiu a José que voltasse, passando a residir em Nazaré.
 
Bar mitzvah? NÃO TEM NA BÍBLIA
bar mits'va - na religião judaica, o menino que, no seu 13º aniversário, atinge a maioridade religiosa, passando a ter a obrigação de cumprir os preceitos religiosos.
MAIORIDADE (Bar Mitzvah???)  - Lembrando que na Bíblia não existe tal ensinamento - Bar Mitzvah é do Talmude judaico e não tem na Bíblia sobre isto (é tradição judaica - do Talmude judaico - religião sem salvação - nem acreditam que JESUS já veio - não são salvos) e além do mais não existe nada dizendo que JESUS foi a Jerusalém para ser apresentado, mas a uma festa. Também no Bar Mitzvah o jovem masculino é apresentado aos 13 anos e não aos 12. Também não há base bíblia tirada dai para batizar jovens só depois dos 12 anos (se fosse por idade teríamos que nos batizar aos 30 anos - idade em que JESUS se batizou - Na Bíblia as pessoas eram batizadas na hora que aceitavam o evangelho e a condição era a que Filipe deu ao Eunuco - E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que JESUS CRISTO é o Filho de DEUS. Atos 8:37 - JESUS FOI À FESTA EM JERUSALÉM COM 12 ANOS E NÃO TEVE APRESENTAÇÃO NENHUMA - DEPOIS QUE A FESTA ACABOU É QUE JESUS FOI DISCUTIR COM OS SACERDOTES NO TEMPLO E NÃO SE APRESENTAR - A FESTA ESTAVA TERMINADA.
Lucas 2:41-43 41 Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa; 42 E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa.E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino JESUS em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe. Lucas 2:43
E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. Lucas 2:46
 
c) Na fuga para o Egito.
DEUS inspirou José a fazer tudo para evitar qualquer problema com JESUS e seu futuro salvador.
A FUGA DE JOSÉ, MARIA E JESUS PARA O EGITO
“E, tendo eles se retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José num sonho, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito.” (Mateus 2:13,14). Assim como no tempo de Moisés, o diabo intentou destruir o profeta enviado por DEUS para libertar seu povo da escravidão, no tempo de JESUS o diabo levantou Herodes para matar as crianças de Isarel para não permitir nascer o libertador do pecado e da morte, JESUS.
Herodes manda matar os meninos de dois anos para baixo, pois havia perguntado aos homens que vieram do Oriente pela provável idade do menino que eles diziam ser rei. este menino poderia ser uma ameaça ao seu reinado. Poderia ser seu substituto. Poderia causar problemas sérios para seu reinado. Poderia causar uma rebelião durante seu reinado e lhe tirar o trono. Que barbaridade, que maldade - O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. João 10:10 Em Ramá se ouviu uma voz, Lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, E não quer ser consolada, porque já não existem. Mateus 2:18 Assim diz o Senhor: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos; não quer ser consolada quanto a seus filhos, porque já não existem. Jeremias 31:15
Depois do primeiro Sonho dado a José sobre a virgindade e concepção milagrosa no ventre de Maria, agora, novamente José recebe um sonho revelador. Quando DEUS descobre em nós um canal eficiente de comunicçao sempre nos vem através dele. Para José os sonhos eram este canal de comunicação eficiente. Avisado José do perigo que corria o menino, conduziu imediatamente sua família para o Egito, e lá permaneceu até a morte de Herodes, que foi substituído por seu filho, no trono.
SAINDO DO EGITO E VOLTANDO PARA A GALILEIA
Agora num terceiro sonho José recebe a revelação de DEUS de que era hora de voltar, pois Herodes estava morto.
Mateus 2.15 E esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho. Morto, porém, Herodes, eis que o anjo do Senhor apareceu num sonho a José no Egito, Dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel; porque já estão mortos os que procuravam a morte do menino. Então ele se levantou, e tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel. E, ouvindo que Arquelau reinava na Judéia em lugar de Herodes, seu pai, receou ir para lá; mas avisado num sonho, por divina revelação, foi para as partes da Galiléia. E chegou, e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno. Mateus 2:19-23 Agora José volta para Nazaré donde tinha saído antes de Maria conceber JESUS,antes de Ir a Belém, antes de fugir para o Egito.
O justo José. José era tão pai quanto qualquer pai biológico, era o pai legal, era o pai que cuidava, protegia, responsável pela segurança e bem-estar de sua família. José tinha coração receptivo a DEUS. O Egito abrigou o povo de DEUS por várias vezes, pois DEUS os abençoou com fartura de alimentos, principalmente a região do Delta do Rio Nilo. Havia fartura de pão no Egito e de produção agrícola em geral. Era o celeiro daquela região toda da Ásia e África. DEUS protegeu JESUS com a cooperação de José e de Maria (cf. Mt 3.13,19,20,22). Obediência - fugir do país (Mt 2.14). JESUS era refugiado e estrangeiro noutro país (Mt 2.14,15).
DEUS usa até mesmo os ímpios para nos abençoar. O homem de bem deixa uma herança aos filhos de seus filhos, mas a riqueza do pecador é depositada para o justo. Provérbios 13:22
 
3. O zelo pela formação espiritual de JESUS.
Na criação de JESUS quanto à sua humanidade, José e Maria tiveram participação importante no desenvolvimento de seu caráter. JESUS se entregou totalmente a DEUS e foi totalmente submisso a DEUS.
E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Filipenses 2:8
JESUS, com certeza teve um ótimo ensino e aprendizado quando criança, pois aos doze anos já discutia no templo com os doutores da lei.
Devemos também primar pela educação de nossos filhos, mas, lembrando que a mais necessária e importante é a educação Bíblica, depois a secular. Devemos criar nossos filhos para servirem a DEUS. Se vão trabalhar em alguma profissão secular para serem instrumentos de DEUS lá, com certeza DEUS os guiará a este fim.
 
CONCLUSÃO
José o pai de JESUS, era, por assim dizer, o pai adotivo de JESUS, José recebia revelações de DEUS por meio de sonhos e era obediente às ordens que DEUS lhe enviava. José tinha caráter exemplar, era um homem obediente, um homem temperante. José tinha uma nobre missão: assegurar a ascendência real de JESUS, proteger JESUS em seus primeiros anos, tanto no nascimento de JESUS, como conduzi-lo para as cerimônias exigidas pela lei,  e levá-lo com segurança na fuga para o Egito. José também teve zelo pela formação espiritual de JESUS.
Pode ninguém ter recebido JESUS como rei, mas os magos ou astrólogos estavam procurando por aquele que nasceu rei.
 
Aprendamos com José a sermos amorosos, obedientes a DEUS, justos, submissos a seus planos. DEUS tem o melhor para nós. José foi um exemplo de pai, um exemplo de marido, um exemplo de servo.
 
 
COMENTÁRIOS DE DIVERSOS LIVROS E AUTORES
 
Mateus 1.19-24 e Lucas 2.4 - http://www.esbocosermao.com/2014/08/jose-pai-adotivo-de-jesus.html
-Introdução: JESUS era conhecido no meio do povo como “filho de José” (João 1.45 e 6.42) e “filho do carpinteiro” (Mateus 13.55). De seu pai adotivo, JESUS herdou o título de “carpinteiro” (Marcos 6.33) por ter aprendido sua profissão. Certamente DEUS escolheu um homem íntegro para fazer parte da vida de seu Filho. José sabia que JESUS não era seu filho fisicamente, mas o amou como um verdadeiro pai.
Como era o pai adotivo de JESUS?
Vamos refletir em algumas características de José:
 
1- Temente a DEUS: Mateus 1.20 e 2.13,19
A primeira característica que marca a vida de José é o seu temor a DEUS. Ser temente a DEUS não é ter medo e sim um amor profundo. José tinha uma vida de oração e levava sua família ao templo todos os anos na páscoa (Lucas 2.41). Por tão temente, o Senhor o visitou em sonho três vezes para orientar o seu futuro. Primeiro sonhou com um anjo lhe dizendo para assumir Maria e a criança (Mateus 1.20). Depois o anjo lhe apareceu novamente em sonho ordenando que fosse para o Egito (Mateus 2.13). Num terceiro sonho o anjo lhe disse que poderiam voltar (Mateus 2.19). Todo este roteiro de sonhos e viagens mostra que era alguém que tinha grande intimidade com DEUS.
Ser um pai temente a DEUS é ter uma vida de oração, buscar sempre a vontade de DEUS em tudo. Viver na presença de DEUS é a melhor forma de um pai abençoar sua família como sacerdote do lar (Deuteronômio 6.6-10). Um pai de família precisa buscar “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Provérbios 9.10).
Seja exemplo de temor a DEUS!
                              
2- Responsável: Lucas 1.27 e 2.4
Outra característica de José é sua responsabilidade que se destaca entre seus adjetivos. Primeiramente se percebe pelo fato de estar desposado com Maria (Lucas 1.27) assumindo seu compromisso de constituir uma família. José cumpriu sua obrigação civil e foi fazer o recenciamento na época e no lugar certo, mesmo diante da dificuldade de ter sua esposa grávida (Lucas 2.4). Além disso, José assumiu a paternidade pública de JESUS recebendo Maria como esposa (Mateus 1.24). Ser conhecido como carpinteiro também denota que era um homem trabalhador e bom profissional (Mateus 13.55) e também ensinou a profissão para seu filho (Marcos 6.33). Deu educação a seus filhos provavelmente em casa (João 7.15-17), pois JESUS sabia ler (Lucas 4.16 e 17) e escrever (João 8.8).
O exemplo de um pai ensina muito mais que suas palavras. Todo filho aprende como seu pai“ensina a criança no caminho em que deve andar” (Provérbios 22.6) e lembra-se de suas atitudes (Lucas 15.17). Quando um pai dá exemplo de responsabilidade, seus filhos o seguem como referencial e mesmo que se desviem um dia se lembrarão.
Seja um exemplo de pai responsável!
 
3- Obediente: Mateus 1.18-25
A terceira característica marcante em José é a sua obediência a DEUS, por isso foi chamado de“justo” (Mateus 1.19). Obedeceu à lei levando JESUS para ser circuncidado ao oitavo dia (Lucas 2.22). Não havia coabitado com sua noiva antes do casamento (Mateus 1.18). Somente depois do nascimento de JESUS é que recebeu Maria como sua mulher (Mateus 1.25). Por um instante José foi tentado a deixar Maria (Mateus 1.19), com as melhores intenções de livrar sua noiva de um castigo infame. Contudo, assim que recebeu mensagem do anjo, obedeceu imediatamente recebendo Maria como esposa e o filho como se fosse seu (Mateus 1.24). Até o nome da criança José obedeceu e colocou como mandou o anjo (Mateus 1.21 e 25). Desde os lugares onde morou com sua família até cada detalhe de sua vida foram em obediência à orientação de DEUS (Mateus 2.13, 19,20).
Quando o pai é obediente a DEUS, os filhos são obedientes ao pai. Se o pai não obedecer a sua liderança, os filhos não saberão obedecê-lo. Muitos pais sacrificam seus filhos por não ensinar obediência, pois “obedecer é melhor que sacrificar” (I Samuel 15.22). Por isso é importante buscar em tudo a “boa, agradável e perfeita vontade de DEUS” (Romanos 12.2). Um pai sabe o que é melhor para o filho (Mateus 7.9-12) e precisa ensinar a ser obediente em tudo.
Seja um exemplo de obediência a DEUS!
 
Eduque seus filhos como se fosse o filho de DEUS!
 
CONCLUSÃO:
Não sabemos como foi o fim da vida de José. Muitos historiadores acreditam que morreu antes de JESUS, por isso CRISTO demonstrou ser o responsável por sua mãe quando estava na cruz (João 19.26). Mas o exemplo de sua vida tem muito a nos ensinar, pois viveu com um propósito de preparar seus filhos. Nós também não sabemos como será o fim de nossa vida e devemos viver para DEUS cada minuto do nosso viver estando prontos para deixar os filhos preparados para a vida. Talvez DEUS tenha permitido que soubéssemos o fim da história de José para mostrar que a paternidade é uma 'história sem fim', mas que os filhos educados para DEUS dão continuidade eternamente.
Se você soubesse que há um grande propósito de DEUS para seu filho, como você o educaria? Com certeza da melhor forma possível. Então é o que deve fazer porque assim como José sabia que JESUS é especial, cada criança também é importante para DEUS e para eles reservou o seu Reino (Mateus 19.14). Não seja um pai como o mundo quer e sim como DEUS ensina. Seus filhos também não são seus e sim de DEUS. Se você pensar que seus filhos pertencem a DEUS e que o Senhor os confiou a você para cuidar, certamente fará o melhor para eles.
Eduque seus filhos para DEUS!
Citações Bíblicas: Bíblia Revista e Atualizada, Sociedade Bíblica do Brasil.
 
 
José o carpinteiro (CC) - Camilo  - Comentário recebido do irmão David Oliveira - Marinha Grande, Portugal - Setembro de 2005.
1 – Introdução
Com esta designação de “José o carpinteiro”, referimo-nos a José, marido de Maria, a mãe de JESUS CRISTO.
Parece à primeira vista, que temos muita informação sobre este personagem. Ele aparece logo no início dos evangelhos de Mateus e de Lucas, na descrição do nascimento de JESUS com uma completa genealogia.
Mas, depois desta imponente introdução, fica-se com uma certa desilusão, porque além destas passagens relacionadas com o nascimento de JESUS, José só volta a aparecer uma segunda vez quando JESUS tinha doze anos de idade e nunca mais é mencionado, pelo menos nos textos canónicos da Bíblia.
A maior parte das informações encontra-se nos textos apócrifos, mas parecem-me pouco credíveis e fruto da piedade dos seus autores.
Entre os textos apócrifos, a “História de José Carpinteiro” é o principal “livro” que pretende colmatar esta falta de informação, mas mencionamos este texto só a título informativo, pois no nosso estudo sobre José só nos iremos basear nos evangelhos canónicos e no que pode ser comprovado pela arqueologia e pela geografia da Palestina que certamente não mudou.
 
2 – Origens de José
Se acreditarmos nos textos de Mateus 1:1/17, onde temos a genealogia desde Abraão até José e em Lucas 3:23/38, onde temos a mesma genealogia, mas em sentido contrário, desde José até Adão, podemos afirmar que é bem conhecida a origem de José. Mas, parece-me difícil acreditar a 100% nas duas genealogias quando há algumas diferenças na parte em que seria de esperar uma perfeita sobreposição de informação. Julgo no entanto, que duma maneira geral, as duas informações, de Mateus e de Lucas, são praticamente coincidentes. 
Também Lucas 2:4, confirma que José era da tribo de Judá, a mesma do Rei David, pois teve de ir da Nazaré na Galileia a Belém na Judeia, cidade dos seus antepassados, para o recenseamento ordenado pelas autoridades romanas.
 
3 – Porque emigrou José para a Galileia
Se José era da tribo de Judá, porque emigrou da Judeia, terra dos seus antepassados, onde poderia ter terrenos, para a Galileia, território de outra tribo, onde ele não poderia possuir propriedades?
Penso que a resposta está na sua profissão. Um carpinteiro necessita de madeira para trabalhar. Nos nossos dias, basta ir a algum fornecedor de material e comprar a madeira ou telefonar a uma serração que umas horas depois está na sua oficina um camião (caminhão) com o carregamento da madeira indicada, já serrada em tábuas, seca na estufa e pronta a ser trabalhada. Mas José viveu numa época bem diferente. Ele tinha de montar a sua oficina não muito longe duma floresta onde houvesse árvores que pudessem fornecer boa madeira.
Penso que as características geológicas e climatéricas dos nossos dias, serão as mesmas da época de José, bem como a vegetação de crescimento espontâneo.
Na Judeia, terra dos seus antepassados, a precipitação média anual não vai além dos 100 milímetros por ano, enquanto na Galileia, esse valor é de 700 a 1000 milímetros por ano. Nazaré fica na baixa Galileia, região predominantemente agrícola, enquanto as árvores que poderiam fornecer matéria-prima para a pequena indústria de José, cresciam na alta Galileia e deve ter sido bem árduo o trabalho de levar os troncos para a sua oficina
 
4 – Profissão de José
De acordo com Mateus 13:55 e Marcos 6:3, podemos concluir que José era carpinteiro e como era natural nessa cultura, em que os filhos geralmente seguiam a profissão dos pais, José ensinou essa profissão a JESUS.
Mas o que é um carpinteiro?
Mesmo na nossa cultura, tanto é carpinteiro o que ainda trabalha manualmente, com o martelo, serrote, plainas etc, como a maioria nos nossos dias que utiliza ferramentas eléctricas, como ainda o que se senta em frente do computador, marca as dimensões da peça de madeira que pretende, e o computador comanda as máquinas que lhe preparam a peça desejada com precisão de milímetro, já aplainada e até envernizada se o equipamento for programado para isso.
Mas, temos também os vários tipos de carpinteiros dos nossos dias, desde o carpinteiro de cofragem da Construção Civil, ao carpinteiro especializado em móveis vulgarmente conhecido por marceneiro, até ao carpinteiro de Construção Naval, talvez o mais especializado dos carpinteiros.
Muito mais difícil é saber o que era, e o que fazia o carpinteiro na época em que José viveu. 
Julgo que esta informação da profissão de José, é a mais importante para este estudo.
 
5 - O que era o carpinteiro nessa época
5.1 – No aspecto social
Temos várias referências ao carpinteiro no Velho Testamento. Podemos ler em 2º Samuel 5:112º Reis 12:112º Reis 22:4/6.
Em todas estas referências o carpinteiro aparece em primeiro lugar na lista dos profissionais de Construção Civil e não há qualquer referência aos Arquitectos nem Engenheiros. Somente em II Reis que citamos, há essa referência “.. aos que têm o cargo da obra..” como está em Almeida e que alguns tradutores se precipitaram em traduzir por empreiteiros certamente sem o significado técnico que esta palavra tem nos nossos dias.
Isto significa simplesmente que nessa época as profissões não tinham equivalência às dos nossos dias. Ainda não tinham surgido as profissões de Arquitecto nem de Engenheiro de Construção Civil e quem exercia estas funções era o carpinteiro ou o pedreiro mais experiente e especializado.
Noutras referências bíblicas que encontramos, como 1º Crónicas 14:1, fala-se em pedreiros e carpinteiros, e em 1º Crónicas 22:15 encontramos canteiros, pedreiros e carpinteiros. Quando nos nossos dias se fala em canteiros e cantaria, só nos lembramos dos materiais de revestimento e rochas ornamentais, que também se usavam nessa cultura em que José viveu. Mas nessa época, havia ainda, uma outra grande responsabilidade do canteiro, pois era o profissional que escolhia e talhava a pedra, que nesse tipo de construção mantinha a solidez do edifício, numa época em que ainda não havia betão armado (concreto armado). Nos nossos dias, podemos ver em cada uma das pedras dos antigos edifícios históricos em Portugal, como o Mosteiro da Batalha ou o dos Jerónimos, a marca do responsável por cada uma dessas pedras, pois nalgumas zonas do edifício, nomeadamente nas abóbadas, se alguma dessas pedras não resistir ao esforço, pode colocar em risco todas as outras.
Penso podermos concluir que o carpinteiro, assim como o canteiro e o pedreiro, nessa cultura, era pessoa prestigiada e com nível económico e social acima da média.
 
5.2 – O que fazia o carpinteiro
Podemos ainda colocar a seguinte questão: Mas, se não há uma perfeita equivalência entre as profissões nessa cultura e nos nossos dias, então o que fazia o carpinteiro?
Penso que o carpinteiro dessa época engloba várias profissões dos nossos dias, pois nós vivemos numa cultura altamente especializada, em que cada profissão se desdobra em várias especializações. Agora, já ninguém fala nos sábios que antigamente pretendiam saber tudo. Há cerca de 50 anos havia os Engenheiros que pretendiam saber tudo de engenharia, o que é impensável nos nossos dias em que há engenheiros das mais diversas especializações.
Podemos imaginar o que seria o trabalho de José.
Primeiro, pegava no machado e procurava uma boa árvore, para obter a madeira para o seu trabalho, numa época em que ainda não havia os madeireiros dos nossos dias. Para isso, teria de trepar às montanhas, pois na maior parte do território de Israel só havia pequenos arbustos.
Este pormenor, como já dissemos, pode explicar porque é que José, sendo descendente de David, da tribo de Judá, foi viver na Nazaré, que ficava na Galileia, onde não podia possuir terrenos de acordo com a lei judaica, embora nessa época já estivessem dominados pelos romanos e não sabemos se essa velha lei que dividia o território pelas várias tribos, ainda seria cumprida a rigor. Mas penso que José terá sido bem recebido pelos nazarenos, não só por ser pessoa simpática e pacífica, como pela sua profissão, pois vinha implantar mais uma indústria e arranjar postos de trabalho na pacata cidade de Nazaré.  
Já vimos que o carpinteiro pegava no machado para derrubar a árvore. Mas, e depois, numa época em que não havia máquinas para transportar os troncos?
Certamente que os troncos das árvores seriam arrastados até à sua oficina na Nazaré, possivelmente com a ajuda de bois para esse trabalho. Mesmo admitindo que as árvores maiores cresciam no alto dos montes, sendo este trabalho de certa maneira facilitado pelo declive do terreno, certamente que essa seria uma fase bem difícil da sua profissão.
Podemos imaginar a casa de José com um grande quintal cheio de troncos de árvores.
Mas, continuamos com as nossas dúvidas. Que fazia ele com esses grandes e pesados troncos de árvore? Nessa época ainda não havia serrações com serras eléctricas, muito menos estufas para secar a madeira.
É principalmente neste pormenor que podemos obter uma “fotografia”, mesmo que desfocada de José.
Todos esses troncos de árvore, tinham de ser serrados manualmente para depois serem secos ao ar quente e seco da Nazaré.
Não sabemos bem como era o machado e a serra de José. Nessa época, cerca do ano zero da nossa era, o bronze já tinha sido substituído pelo novo metal, o ferro, que iria mudar o mundo, mas não podemos confundir o ferro fundido com o aço dos nossos dias. Era certamente uma pesada serra de ferro fundido, manobrada por dois homens, um em cada extremidade. Trabalho muito violento, para transformar os troncos em tábuas que pudessem ser utilizadas na sua carpintaria.
É impensável que José fosse o velhinho que andava agarrado ao seu cajado, como nos mostram muitas imagens, fruto da “devoção” dos crentes, com a intenção de “comprovar” a virgindade perpétua de Maria, pois esse respeitável velhinho dessas imagens, nunca poderia ser o verdadeiro José, o carpinteiro dessa época.
Pelo contrário, a profissão de carpinteiro leva-nos a imaginar um homem jovem ou de meia-idade, de grande estatura, músculos poderosos, mas também capacidade intelectual, pois ele era também o arquitecto e o engenheiro dos seus trabalhos.
Se JESUS era o Filho de DEUS, também não o consigo imaginar um jovem pequeno e magro. Aliás Lucas 1:80 informa-nos que ..o menino crescia e se robustecia em espírito... dando a entender que foi um jovem à altura do seu pai adoptivo, pois se não fosse assim, não poderia ser também carpinteiro como José. Marcos 6:3
 
5.3 Que tipo de carpinteiro foi José?
A construção civil da época era geralmente de pedra. Segundo o investigador e historiador Joaquim Jeremias, havia em Jerusalém alguns edifícios com três pisos, que certamente necessitariam de vigamento de madeira para os pavimentos, mas na Nazaré, penso que todas ou quase todas as habitações teriam só um piso. Mesmo assim, só alguns ramos seriam suficientes para a cobertura das habitações mais humildes da Nazaré e isso não exigiria a intervenção dum carpinteiro como o relato bíblico nos apresenta. Nessa época, estava em construção a cidade de Séforis onde o Império Romano colocara a capital da Galileia e onde certamente haveria edifícios de habitação e edifícios públicos mais luxuosos onde as coberturas seriam com asnas de madeira e não os simples ramos das pobres habitações da Nazaré. Séforis ficava somente a seis quilómetros a noroeste da Nazaré e aí haveria certamente trabalho para os bons profissionais de carpintaria. É bem possível que José tivesse trabalhado nesses edifícios ajudado pelo jovem JESUS.  
Não é possível saber que tipo de carpinteiro era José, mas olhando para o mapa de Israel da época, e para a localização da Nazaré, pelo menos suspeito que fosse carpinteiro de Construção Naval.
Nós os portugueses, por influência da nossa Nazaré que é vila piscatória, somos tentados a imaginar a Nazaré bíblica ao pé do Mar da Galileia, o que não é verdade, pois estava a uma distância de 25 quilómetros. Isto parece à primeira vista afastar a possibilidade de José ser carpinteiro de construção naval.
Mas não podemos raciocinar com base na realidade dos nossos dias, em que todos os estaleiros se construção naval estão ao pé do mar.
Para um hábil carpinteiro como José, arrastar o barco por esses 25 quilómetros, talvez fosse mais fácil do que arrastar os pesados troncos necessários à sua construção. Aliás, sabemos que em Corinto já havia a técnica de levar barcos pelas estradas. Esses eram barcos de mercadorias e passageiros, que navegavam no Mediterrâneo, certamente muito maiores do que os barcos de pesca, do lago a que chamamos o Mar da Galileia.
Noto também uma forte ligação de JESUS aos homens do mar, nomeadamente os pescadores, que pode ser o indício do que terá sido a sua vida desde os 12 até aos 30 anos. Grande percentagem dos apóstolos eram pescadores, muitas das parábolas estavam relacionadas com o mar e a pesca, além de JESUS mostrar que estava perfeitamente identificado com o ambiente do Mar da Galileia, embora esse pormenor possa ser atribuído à sua natureza divina.
Admitindo que José foi carpinteiro de Construção Naval, uma das dificuldades do seu trabalho seriam os 25 quilómetros que separam Nazaré do Mar da Galileia, através dum caminho montanhoso. É verdade, que não se sabe por onde passava a tal estrada, ou simples caminho da Nazaré ao Mar da Galileia, pois não ficaram vestígios arqueológicos como no caso das vias romanas, mas qualquer engenheiro civil ou topógrafo ou outro profissional ligado a estradas, em face duma planta topográfica suficientemente ampliada, não teria dúvidas em “adivinhar” qual a provável localização dessa estrada ou caminho, pois nessa época não havia máquinas para grandes trabalhos de escavação ou terraplenagem, muito menos se podia pensar em túneis, e a conclusão seria sempre uma estrada de montanha com várias subidas e descidas. Também o relevo obrigaria a muitas curvas e os 25 quilómetros de distância em linha recta, por estrada seriam certamente muitos mais.
 
6. Como era José como homem
Encontramos em Mateus 1:19. José, seu esposo, sendo justo, e não querendo denunciá-la publicamente, resolveu repudiá-la em segredo. Aqui refere-se à atitude de José quando soube que Maria estava grávida antes de se juntarem pelo casamento. Aconselho a leitura do meu artigo “Maria, mãe de JESUS”, onde este assunto é tratado com maior desenvolvimento.
Parece um tanto estranha a interpretação de Mateus, que classifica José como “justo” devido à sua atitude. Nesse contexto cultural veterotestamentário, justo era o que praticava a justiça de acordo com a Velha Lei. Se José apelasse para a justiça segundo a Lei de Moisés, Maria seria condenada à morte por lapidação se não houvesse alguma intervenção das autoridades romanas para impedir tal execução, pois viviam numa época em que a aplicação da velha Lei tinha algumas limitações impostas por Roma.
Penso que, mais importante do que a classificação de Mateus, é examinarmos a atitude de José, antes da intervenção do anjo que lhe falou.
José não quis acusar Maria de infidelidade e resolveu deixá-la em segredo. Nem sabemos se terá exigido do pai de Maria a devolução do que lhe teria pago, como era tradição entre os judeus. Penso que esta atitude não nos mostra um homem justo, muito menos se pensarmos no que era o homem justo nessa cultura. Eu preferia chamar-lhe de homem pacífico, conciliador, um homem bom, que preferiu ficar prejudicado a apelar para a justiça a que tinha direito.
Em Mateus 1:20/25 temos a descrição do anjo que em sonhos apareceu a José.
Muito se tem dito de Maria como a mulher escolhida por DEUS para a concretização dos Seus planos, mas penso que o mesmo podemos dizer de José, que também foi o homem escolhido por DEUS.
Apesar de todas as compreensíveis dificuldades, José aceitou prontamente as instruções do Anjo que lhe apareceu. Atendendo à profissão de José, homem realista, habituado a raciocinar, penso que não haja aqui qualquer ingenuidade ou fanatismo religioso. Isto mostra que José era homem de fé, uma fé consciente dum verdadeiro escolhido do Senhor.
Em Mateus 2:13/14  e Mateus 2:19/21 temos novas aparições do anjo a que José prontamente obedece.
Nenhum dos evangelistas assistiu pessoalmente a estes acontecimentos e só Mateus registou esta fuga para o Egipto e o massacre das crianças. Lucas que foi tão meticuloso ao escrever o seu evangelho, como ele próprio afirma logo no início, parece ter rejeitado estas informações, assim como muitas outras dos antigos textos que ficaram conhecidos como os apócrifos do Novo Testamento que tentam colmatar o silêncio do que terá acontecido antes de JESUS iniciar a sua pregação.
Em Lucas 2:41/50 temos uma referência a José, embora o seu nome não apareça. Neste acontecimento, tanto José como Maria, têm o comportamento de qualquer casal que procura o seu filhinho JESUS, nessa altura já um jovenzinho de 12 anos.
Quando encontraram a JESUS, foi Maria que perguntou: Filho, por que nos fizeste isso? Trata-se duma pergunta que tem um certo tom de repreensão. A atitude de José e a precipitação de Maria, numa altura em que tal era bem compreensível devido à sua preocupação, mostram um homem pacífico que não intervinha sem necessidade, pois se houvesse alguma repreensão a fazer a JESUS, era a ele, como chefe de família que competia tomar a iniciativa. Mas afinal, nem José nem Maria compreenderam a resposta de JESUS.
 
7. Conclusão
Não há mais referências a José em toda a Bíblia. A informação que temos é pouca, mas já nos basta para “vermos” um homem fisicamente grande e forte, com qualidades de chefia que se impõe não pelo seu autoritarismo mas pela sua competência e espírito pacífico e tolerante, além de ser um verdadeiro crente, que cumpriu a função para a qual o Senhor o chamou, pois quando DEUS o escolheu, bem sabia quem era José, o escolhido do Senhor.
 
Imginemos José ensinando a JESUS esse ofício. Se assim foi, lá na eternidade Ele há de sempre lembrar de sua época na terra, em que fazia peças para barcos, canoas, bancos, camas mesas, seja lá o que tenha feito nessa “sagrada profissão”.
David.  Estudos bíblicos sem fronteiras teológicas
 
 
A FAMÍLIA de JESUS - Enciclopédia da vida de JESUS / Louis-Claude Fillion - Ia edição: Setembro/2004 - Editora Central Gospel.
José, um homem de grande caráter
Por suas qualidades e virtudes, José também foi digno da dupla missão que DEUS lhe confiou acerca de duas pessoas que ele havia de cuidar em nossa pobre terra: JESUS e Maria. Mas o perfil de José é ainda mais difícil de ser traçado que o de Maria, porque os evangelistas são muito sucintos em seus comentários a respeito dele. Assim, o discreto olhar que nos permite lançar sobre o noivo de Maria nos dois primeiros capítulos de Mateus nos informa acerca de um homem possuidor de uma alma de incomparável beleza.
O evangelista, não contente em retratá-lo de uma maneira geral com o epíteto de justo (Mt 1.19), informando-nos que José era um fiel observador da lei judaica, destacou também, em quatro ocasiões sucessivas (Mt 1.24; 2.14,21,22), a prontidão e a perfeição da obediência dele a outras tantas ordens divinas, em meio às dificuldades que o tornavam destacadamente meritório.
A atitude para com sua noiva que José se propunha a ter [não infamá-la, assumindo a culpa pelo rompimento da aliança] antes que o anjo o informasse de que ela estava grávida do Messias pelo poder de DEUS, revela um vivíssimo sentimento de honra pessoal, um coração cheio de ternura e de coragem para suportar aquela dolorosa prova. Ele se mostrou um homem de grande caráter.
Contudo, o que há em José de mais belo e comovedor é, indubitavelmente, o amor que ele sentia por sua esposa e pelo menino de quem era pai adotivo. José nunca cessou de demonstrar esse amor em todas as ocasiões, apesar da humilde situação a que havia sido reduzido em virtude das dificuldades pelas quais passava a nação de Israel, sendo ele um herdeiro legal do trono de Davi. José possuía, com efeito, grandes sentimentos e rara elevação moral.
Fora dos relatos da infância do Salvador, José só é mencionado nos evangelhos de maneira indireta (Jo 1.45; 6.42). Em Marcos 6.3, há uma referência a um carpinteiro, que designa JESUS. Qual teria sido o verdadeiro ofício de José? O termo tomado tanto em Mateus como em Marcos (Mt 13.55; Me 6.3) tem que ver com a palavra operário.
Esse substantivo, de significação muito vaga, pode ser aplicado tanto ao operário que trabalha com ferro como àquele que trabalha com madeira. Alguns antigos intérpretes preferiram achar que José trabalhava com ferro. Todavia, está muito mais em harmonia com a tradição admitir que o pai adotivo de JESUS tenha sido carpinteiro e que, conseqüentemente, JESUS também o tenha sido.
Num texto de Justino Mártir, no diálogo com o judeu Trifon, está escrito assim: “José achava trabalho de carpintaria entre os ricos e as pessoas simples de Nazaré, e mesmo entre os camponeses que freqüentavam o mercado”.
Seria fácil, se conhecêssemos o que entre os judeus representava o ofício de carpinteiro, imaginar quais eram as atividades ou as encomendas que José recebia: preparar vigas para sustentação dos terraços das casas, fabricar jugos, lanças, camas, arcas, amassadeiras, guarda-papéis para os escribas, comerciantes ou rabinos. Tais eram, com efeito, os diferentes trabalhos que os carpinteiros judeus costumavam executar. Estes mesmos ou semelhantes seriam os objetos confeccionados pelo carpinteiro José e por JESUS. Portanto, eles manejaram o serrote, a plaina e usaram pregos e martelo como instrumentos de trabalho.
Eis tudo o que nos dizem os documentos antigos acerca do esposo de Maria e pai adotivo de JESUS. Será possível formarmos uma idéia exata da vida que aquele casal levava em Nazaré quando JESUS, ainda criança, tornou-se o gracioso adolescente e mais tarde o jovem perfeito que atraía juntamente para si a benevolência do céu e o afeto dos homens? Sim, até certo ponto, conforme o que conhecemos da alma deles e pelo que nos dizem os costumes daquele tempo, que em grande parte são conservados ainda em Nazaré.
Em primeiro lugar, temos de considerar que José e Maria levaram uma vida humilde e na obscuridade. Muitas vezes, tem-se exagerado a pobreza da família humana de JESUS, confundido-a com a miséria e a indigência. Mais tarde, quando JESUS viveu sua fatigosa vida de missionário, depois de ter deixado tudo para propagar a boa nova por toda a Palestina, o Filho do Homem disse que não tinha nada, nem uma pedra onde pudesse reclinar a cabeça (Mt 8.20; Lc 9.58).
Observação do Pr. Henrique - José tinha uma profissão que o mantinha dentro da classe média e não da pobre. Quando se ocupou com a ida a Belém, nascimento de JESUS, ida a Jerusalém para apresentação do menino JESUS e depois fuga para o Egito, ai sim, sem trabalhar, teve dificuldades financeiras, embora no Egito tivesse produtos ganhados no nascimento de JESUS que podia sustentar sua família).
Paulo dirá de JESUS: porque já sabeis a graça de nosso Senhor JESUS CRISTO, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis (2Co 8.9). Mas, graças ao contínuo trabalho de José e do próprio JESUS, quando cresceu, a vida daquela família não foi de miséria e de indigência. Além disso, temos de levar em conta que os orientais geralmente se contentam com pouco no que diz respeito à habitação, às vestimentas e aos alimentos. Simples e sóbrios, eles poderiam viver facilmente com gastos reduzidíssimos.
A casa, os móveis, as vestes e os alimentos de Maria, de José e dos demais irmãos de JESUS eram muito simples. Sua vida era também de trabalho ativo, conforme se deduz do que acabamos de dizer acerca do ofício exercido por José e depois por JESUS, e por meio desse ofício eles supriam as necessidades da família. JESUS e seu pai adotivo servem de modelo para os trabalhadores cristãos.
Além disso, já vimos que o trabalho manual era tido, então, em grande conta na terra de JESUS, e que os mais célebres rabinos não se esquivavam de dedicar-se a ele.
Maria também se dedicava infatigavelmente às múltiplas ocupações domésticas, cumprindo com perfeição a significativa divisa da mulher respeitável romana: “permaneceu em casa, e fiou a lã”.
Em sua epístola a Tito (2.5), Paulo expressa o desejo de que as mulheres cristãs sejam mulheres trabalhadoras. Maria possuía esta qualidade em alto grau. Em sua humilde esfera, ela retratava a mulher forte e ideal do capítulo 31 de Provérbios.
Podemos supor também que a casa de José tinha uma horta nos fundos, que Maria a cultivava em suas horas livres, aumentando seus modestos recursos. A colaboração dela era, sem dúvida, procurada na época dos grandes trabalhos agrícolas. E talvez José fosse chamado aos lugares vizinhos para construções ou reparos próprios do seu ofício.
Certamente, naquele lar havia espaço para a consagração, para a santidade, porque a família de JESUS estava em perpétua união com DEUS, e o próprio Senhor contemplava a vida deles e se alegrava com sua dedicação.
Na casa em Nazaré, orava-se com freqüência. Ali, mais ainda do que nas outras famílias de Israel, os assuntos espirituais faziam parte dos pormenores da vida. Tudo no lar de JESUS servia para promover a consagração a DEUS.
No Sábado e nos demais dias de festa religiosa, JESUS, seus irmãos, Maria e José assistiam aos ofícios da sinagoga, edificando a todos com sua grave e recolhida compostura. Eles colocavam, então, conforme o costume geral, suas melhores roupas de vivas cores, sobre as quais JESUS e seu pai adotivo vestiam seu talit, o manto de oração, enquanto Maria se cobria com um longo véu branco.
Os irmãos de JESUS
TENTAM PRENDÊ-LO
Em Mateus 12.47, está escrito: E disse-lhe [a JESUS] alguém: Eis que estão ali fôra tua mãe e teus irmãos, que quer em falar-te. Existem textos paralelos em Marcos 3.31-35 e Lucas 8.18-21. Devemos analisar essa visita da família de JESUS com as palavras que se encontram em Marcos 3.20,21: E foram para uma casa. E afluiu outra vez a multidão, de tal maneira que nem sequer podiam comer pão. E, quando os seus parentes ouviram isso, saíram para o prender, porque moer grãos diziam: Está fôra de si. O ministério de JESUS aumentou de tal maneira que ele nem tinha tempo para comer, e pode-se imaginar que, devido às múltiplas curas e à intensificação das controvérsias com as autoridades religiosas, a agitação chegou, algumas vezes, a um estado de furor.
A família de JESUS, como é evidente, compreendeu algo da situação e, ouvindo ainda mais acerca dos acontecimentos, supôs que JESUS fôra mentalmente afetado. E, agindo assim, pensaram que estariam praticando um ato de misericórdia, prendendo o Rabi e levando-o para casa.
E certo que não foram até ali a fim de atrair a atenção do povo, dizendo: “Somos parentes deste grande e famoso homem”. Pelo contrário, queriam livrá-lo de sua própria “insanidade”, bem como das ameaças das autoridades. A intenção dos parentes de JESUS, apesar de errada, era pelo menos honesta. Esse episódio da vida de JESUS ilustra quão pouco a sua própria família o compreendia, e também quão pouco compreendia a sua missão.
Marcos mencionou o nome de quatro irmãos de JESUS (Me 6.3), bem como um número desconhecido de irmãs. Muitos discutem a questão dos irmãos do Mestre. Alguns, pretendendo preservar a doutrina da perpétua virgindade de Maria, inventada pelos homens, apresentam as seguintes explicações: 1. Esses irmãos de JESUS eram os seus primos, e não irmãos no sentido literal, como podem indicar as palavras gregas e hebraicas para irmãos. Alguns sugerem que os tais irmãos eram filhos de Alfeu e de Maria, uma tia de JESUS;
2. Seriam filhos de José mediante um casamento anterior; ou
3. Seriam filhos de José mediante um casamento posterior. José teria contraído essas núpcias a fim de criar os filhos de um irmão seu, já falecido.
Todas essas idéias tiveram início bem cedo na história eclesiástica, e até hoje perduram.
OS IRMÃOS E AS IRMÃS DE JESUS ERAM FILHOS DE JOSÉ E MARIA
Os quatro argumentos enumerados abaixo confirmam que os irmãos e as irmãs de JESUS eram filhos de José e Maria, em seu sentido literal (Mt 13.55,56; Me 6.2,3).
Primeiro argumento
O texto em João 7.5 invalida a idéia de que a expressão seus irmãos refira- se aos doze apóstolos. Em Atos 1.14, vemos que os doze também são mencionados em separado. Portanto, os irmãos de JESUS não podiam, realmente, ser primos de JESUS e estar entre os doze apóstolos.
Os nomes Tiago, Judas e Simão eram muito comuns, e é provável que alguns dos primos de JESUS até tivessem os mesmo nomes dos irmãos do Mestre. As Escrituras também indicam que os irmãos de JESUS não tiveram fé nele, a não ser após a sua ressurreição (Jo 7.5).
Segundo argumento
Das quinze vezes que os irmãos de JESUS são mencionados (dez nos evangelhos, uma em Atos, e algumas vezes nas cartas de Paulo), quase sempre estão em companhia de Maria, mãe cle JESUS. E estranho que os primos de JESUS andassem sempre em companhia de uma tia, em vez de andarem em companhia de sua própria mãe.
Terceiro argumento
Em nenhuma porção das Escrituras é indicado que eles fossem primos de JESUS ou filhos somente de José, e não de Maria, Tais suposições são especulações humanas para estabelecer e firmar uma teologia humana.
Quarto argumento
A não ser por motivo de preconceito teológico, não há razão para não acolhermos esse fato em seu sentido mais natural, isto é, que os irmãos de JESUS eram filhos de José e de Maria, em sentido literal. A elevação de Maria à estatura de deusa é uma tradição romanista, contrária ao próprio tratamento de JESUS à sua mãe (Mt 12.47-50), no qual ele a reconhece como simples mulher, e não como uma pessoa divina, com poder sobrenatural ou com qualquer influência sobre ele.
Finalmente, devemos notar que a doutrina da perpétua virgindade de Maria não é apoiada nas Escrituras. A preservação dessa doutrina forma a base dos argumentos que explicam erroneamente os irmãos de JESUS como se não o fossem literalmente; e também não goza de base alguma nas Escrituras. Parece razoável que uma doutrina dessa natureza, caso tivesse tanta importância como tantos afirmam, pelo menos fosse apoiada por uma pequena afirmação bíblica nesse sentido.
Enfim, a vida dos membros da família de JESUS era de doce e santa missão, de recíproco e infatigável afeto. Não podemos esquecer do amor paternal e maternal recebido pelo Salvador e do filial carinho com que JESUS lhes correspondia.
Acrescentemos, por último, que JESUS mantinha com seus parentes e irmãos, com seus vizinhos e com todos um relacionamento de afetuosa cordialidade e de amor que não media sacrifícios. Um dia, porém, a dor penetrou naquele lar, único no mundo, quando entre os braços de JESUS e de Maria expirou docemente José, o esposo de Maria e o pai adotivo de JESUS.
Ele teria morrido antes que o Salvador inaugurasse seu ministério público. Isto se conclui razoavelmente pelo fato de José não ter sido mencionado por João entre os parentes do Salvador, quando este se referiu ao primeiro milagre do Mestre (Jo 2.12), nem em outras passagens relativas à época posterior (Mt 13.55-56; Me 6.3). Então, mais do que nunca, JESUS envolveu sua mãe de respeito e de ternura; e a partir daí, mais do que nunca, Maria demonstrou seu amor maternal por seu filho. Juntos, eles choraram e se consolaram com os demais irmãos de JESUS pela morte de José.
 
 
UM FILHO DE ISRAEL - A Vida Diária Nos Tempos de JESUS
"Um filho se nos deu" — Marcado com o selo de DEUS — O nome — A educação do jovem — Maioridade "
UM FILHO SE NOS DEU
O nascimento de um filho na família judia era o mais feliz de todos os acontecimentos, dando aos pais a maior alegria. A notícia se espalhava pela vila ou quarteirão e os vizinhos eram avisados de que, segundo o costume antigo, havería uma festa para a qual seriam convidados todos os parentes, amigos e pessoas que vivessem nas proximidades a fim de se rejubilarem juntos. O mais humilde dos casais se apropriava da grandiosa declaração de Isaías, repleta de implicações messiânicas: "Porque, um menino nos nasceu, um filho se nos deu”.
1 Os judeus sempre consideraram os filhos como uma bênção, como a maior forma de riqueza. Nas palavras do salmista: "Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre seu galardão". Outro salmo comparava o pai de uma família numerosa ao homem cuja mesa está cercada de oliveiras novas.
2 Um trocadilho popular transformou a palavra banim, filhos, em bonim, construtores. A esterilidade era então vergonhosa, segundo declarou Isabel, a mãe de João Batista;
3 e os rabinos avançaram ainda mais, dizendo que "o homem sem filhos devia ser considerado como morto".
4 Quanto á esterilidade voluntária, era tida como um pecado tão grave que o profeta Isaías foi pedir contas ao rei Ezequias por causa disso, dizendo-lhe que a morte era o justo castigo de tal crime.O desejo de ter filhos era tão grande nos primeiros tempos que a mulher legítima concordava em que o marido os tivesse com uma de suas criadas, como fez Abraão, e Jacó depois dele. Não se sabe, entretanto, se esta prática da poligamia vigorava ainda nos dias de CRISTO.7
A criança nascia então assim e geralmente sem grande dificuldade. As mulheres de Israel se orgulhavam de dar â luz rápida e facilmente — não como as egípcias, segundo diziam elas. Isso não evitava que sofressem, como ocorria, de acordo com o pronunciamento de DEUS. Elas eram ajudadas por parteiras, de quem se faz menção desde a época dos patriarcas, e que usavam assentos especiais para o parto. Mas as mulheres judias podiam ajeitar-se perfeitamente sem as parteiras. Maria fez isso no estábulo de Belém. O desejo de assistir ao nascimento de crianças era tão grande que os rabinos abriam uma exceção na lei sagrada do descanso sabático: era lícito ajudar a mulher em trabalho de parto, levar uma parteira até ela, amarrar o cordão umbilical e até, como afirma o tratado Shabbath, cortar o mesmo." Se houvesse perigo
para a mãe, os métodos anticoncepcionais não só eram permitidos como recomendados. O pai não podia participar do nascimento de maneira alguma; mas aguardar até que alguém fosse dar-lhe a noticia. Esta é pelo menos a conclusão tirada de um versículo do livro de Jeremias.
No momento em que era avisado, o pai entrava e colocava a criança sobre os joelhos: este era o reconhecimento oficial da sua legitimidade. Se um dos ancestrais da criança estivesse presente, ele recebia às vezes este privilégio, como vemos no caso do patriarca José, cujos bisnetos “tomou sobre seus joelhos" A criança era lavada, esfregada com sal para endurecer a pele e enrolada; depois disso podia ser mostrada aos outros. Os cumprimentos erám especialmente calorosos no caso de um filho do sexo masculino; se fosse menina o entusiasmo arrefecia, chegando ao ponto de parecerem simples expressões de simpatia. As filhas não aumentavam a fortuna da família, desde que ao se casarem passavam a pertencer a outras famílias. "As filhas não passam de um tesouro ilusório," observa o Talmude; e depois acrescenta, "além disso, precisam ser continuamente vigiadas".
Mas, — e isto deve ser enfatizado, pois favorece em muito israel — o medonho costume pagão de abandonar bebês, comum no Egito, na Grécia e em Roma, se não era desconhecido aos judeus17 era pelo menos absolutamente proibido. O pai egípcio podia escrever à esposa prestes a ter um filho: "Se for menino, pode criá-io; se for menina, mate-a". Nessa mesma época, porém. Filo estava escrevendo contra esta prática abominável numa passagem especialmente admirável. É possível que em Israel não houvesse grande alegria ao nascer uma menina, mas ela era mantida pelos pais em qualquer circunstância.
Quando o primogênito de uma família era homem, a alegria chegava ao auge. O hebreu tinha uma palavra especial, bekor, para o primogênito, e foi este termo que Lucas traduziu e aplicou ao filho de Maria. Ele não quis dizer necessariamente que esse "primogênito" seria seguido de outros, como Lucian e outros lembraram mas apenas que como "a força e as primícias do pai",22 ele seria o futuro cabeça de sua família, com todos os deveres implícitos e privilégios concedidos a essa posição; 'sendo também seu o direito de primogenitura, isto é, pelo menos uma parte em dobro da herança.24 Ao nascerem gêmeos, tomava-se a precaução de registrar qual deles vinha em primeiro lugar, talvez amarrando um fio vermelho na mão da criança, como no caso dos filhos de Tamar e Judá. Isto é entretanto um erro, pois a obstetrícia moderna provou que o mais velho, o primeiro a ser concebido, é o segundo a emergir.
Filho ou filha, mais velho ou não, o bebê era sempre amamentado pela mãe: este era um dever, e os rabinos não deixavam que as mulheres de Israel se esquecessem dele Apenas raramente as mulheres dos ricos davam-se ao luxo de contratarem amas. A criança mamava longo tempo, durante dois ou até mesmo três anos se possível, a fim de poupar-lhe as doenças do clima, sendo a disenteria a principal dentre elas. Quando a criança era finalmente desmamada havia uma celebração e um sacrifício, em memória daqueles realizados por Abraão quando Sara desmamou Isaque.A essa altura, porém, a criança já se tornara há muito um membro da comunidade religiosa, solenemente marcada com o selo de DEUS.
MARCADO COM O SELO DE DEUS
A Lei declarava com absoluta determinação que todo membro do sexo masculino devia ser circuncidado. Nos dias de CRISTO isso tinha de ser feito oito dias após o nascimento. A obrigação era de tal forma absoluta que a circuncisão (corte do prepúcio) devia ser realizada mesmo que o dia caísse num sábado. Os rabinos estabeleceram cuidadosamente o que podia ser feito, transgredindo os mandamentos da Lei — "0 corte, a extração da pele, o curativo da ferida, e a colocação sobre ela de uma pasta de óleo, vinho e cominho". Judeu algum podia portanto fugir da obrigação. O Livro dos Jubileus, uma obra apócrifa do segundo século A.C., chega ao ponto de declarar solenemente que os próprios anjos foram circuncidados.
Como surgiu este dever? Os judeus não hesitavam em replicar que tivera origem em DEUS, quando ordenou a Abraão que fizesse isso, tanto ele como seus descendentes. "Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós" Não tem grande importância que a análise de textos possa ter suscitado a questão do rito ter ou não sido adotado por Moisés a exemplo dos midianitas ou talvez por Josué na Colina dos Prepúcios quando entrou com seu povo na Terra Prometida.34 O que é certo é que este costume era antiquíssimo, como provado pelo fato de serem sempre usadas facas de pedras para a operação. Na época de CRISTO a circuncisão era tida tanto como uma marca da aliança como um ato de purificação ritual. Homens como Herodes poderiam afirmar tratar-se simplesmente de um ato de limpeza; mas eles eram heréticos. É possível que em certa época fosse um rito a que os adolescentes se submetiam na puberdade, semelhante ao que existe hoje entre certos povos africanos; mas desde que aplicado ao recém-nascido, simbolizava sua admissão na tribo e sua filiação à comunidade dos fiéis. Uma cerimônia puramente religiosa foi também estabelecida para as meninas, a fim de marcar sua entrada no povo de DEUS.
A operação era tida como insignificante; todavia, o tratado Shabbath observa que pode ser penosa, particularmente no terceiro dia. No princípio era o pai de família que a realizava, como o próprio Abraão fizera;38 a mãe não praticava esse ato a não ser nos casos muito graves, como por exemplo nos dias extremamente perigosos em que viveu a mãe dos maca-beus. No tempo de CRISTO cada cidade tinha o seu mohel, um especialista nessa operação delicada. Precisava ser muito bem feita, pois se o prepúcio não fosse removido adequadamente, o homem não seria admitido para "comer o Teruma", isto é, as primícias oferecidas pelos fiéis aos sacerdotes.38
Os judeus se apegavam a este rito mais do que a tudo no mundo, mais ainda do que às suas vidas, como foi visto no tempo dos macabeus, quando as mães judias preferiram morrer do que deixar de circuncidar os filhos,39 pois viam na circuncisão o sinal de que pertenciam verdadeiramente ao povo de DEUS. Não ser circuncidado, dizia o Livro dos Jubileus, era "não pertencer aos filhos da aliança, mas aos filhos da destruição". Chamar um homem de incircun-ciso era o mais doloroso dos insultos. Não sabiam os judeus que outras nações haviam praticado o mesmo rito, os egípcios, por exemplo, e até mesmo seus vizinhos e inimigos os midianitas, edomitas, cananeus e fenícios? (Entre os fenícios, porém, ele tendia à extinção.) É certo que sabiam: mas fora a sua circuncisão que os diferenciara dos gregos e que continuava ainda a diferenciá-los dos romanos. Nos dias dos reis ímpios, foram poucos os que "dissimularam os sinais da circuncisão, a fim de freqüentarem os ginásios pagãos sem sentir vergonha".40 Foi por esta razão que os verdadeiros fiéis se apegaram tanto ao rito — a que JESUS teve Certamente de submeter-se. Todavia, a Lei e os Profetas declararam que o simples fato nada representava a não ser que fosse seguido de uma intenção espiritual, e que a verdadeira circuncisão era a do coração: esta foi uma grande lição que nosso Senhor iria repetir muitas vezes, e de várias formas.
A circuncisão não era a única cerimônia religiosa que acompanhava um nascimento em Israel. Havia outra ligada à mulher que dava à luz o filho. Toda mulher era impura perante a Lei depois do parto, á semelhança do homem que tocava um corpo morto. Tratava-se claramente da permanência de um tabu muito anterior a Moisés, mas a lei deste o confirmou. O período de impureza dobrava no nascimento da menina em relação ao do menino: oitenta e não quarenta dias. Durante esse período "nenhuma coisa santa tocará, nem entrará no santuário ... E, cumpridos os dias da sua purificação, por filho ou filha, trará ao sacerdote um cordeiro de um ano por holocausto, e um pombinho ou uma rola por oferta pelo pecado â porta da tenda da congregação ... Mas, se as suas posses não lhe permitirem trazer um cordeiro, tomará então duas rolas, ou dois pombinhos, um para o holocausto e o outro para a oferta pelo pecado: assim o sacerdote fará expiação pela mulher, e será limpa".*2 A tradição cristã manteve a memória deste rito na cerimônia de ação de graças após o parto.
Quando a criança era o primogênito, os pais precisavam cumprir um dever especial. Isto fazia parte da lei geral, pois em Israel todos os primogênitos de todos os seres vivos, assim como os primeiros frutos, pertenciam a Javé. 0 Todo-poderoso, ao falara Moisés, lhe ordenara que todos os primogênitos, seja de homens ou animais, fossem dedicados a Ele. Em seu evangelho, Lucas usa mesmo o termo grego hagion que significa santo; tornando-se a criança uma coisa santa, oferecida a DEUS e separada do mundo comum, terreno. De onde veio esse costume? Ao ler os mandamentos em Deuteronômio tem-se a impressão de que ele surgiu de uma reação contra as "abominações" dos povos vizinhos que queimavam seus filhos em honra aos (dolos. O próprio Javé sustara a mão de Abraão quando ele estava prestes a sacrificar seu filho Isaque em sua honra. Em lugar de sacrificar o recém-nascido, eles então o dedicavam de modo inteiramente espiritual e depois o resgatavam. Isto é, davam um animal para ser sacrificado em substituição, ou uma soma em dinheiro: foi isto que Javé exigiu deles, em memória da misericórdia que mostrara a seu povo naquela noite em que o seu anjo destruíra todos os primogênitos do Egito mas poupara os de Israel, satisfazendo-se com um cordeiro em seu lugar. Nos dias de CRISTO este dever tinha de ser cumprido dentro de um mês: uma oferta queimada de dois pombinhos ou duas rolas, o que era bem pouco; mas os pais ofertavam também cinco ciclos de prata, uma soma bastante alta para os mais pobres. Nenhuma família judia ousava porém fugir a este encargo piedoso, e Lucas nos mostra o mais dedicado, o mais santo de todos os filhos "resgatado” por seus pais na cena comovente da apresentação do Templo, onde as vozes inspiradas do idoso Simeão e da profetiza Ana deram a José e Maria uma idéia dos mistérios de glória e sofrimento a ele reservados.46
0 NOME
Era também durante as primeiras semanas e provavelmente no dia de sua circuncisão que a criança recebia um nome. A escolha do mesmo tinha a máxima importância, pois os judeus, como todos os habitantes do mundo antigo, atribuíam uma influência numinosa aos nomes. Na lenda egípcia de ísis, vemos a deusa milagrosa recusando-se a curar Ra da mordida de uma serpente até que ele lhe dissesse o seu nome, no qual reside o segredo do seu poder. Da mesma forma, na história de Moisés, DEUS lhe confere o maior símbolo da sua confiança revelando-lhe o seu nome inefável.49 Acreditava-se que o nome fazia parte integral do indivíduo, que tinha influência sobre o seu caráter e até sobre o seu destino. Se apegavam de tal forma a isto que um rabino chegou a dizer: "A condenação do céu pode ser modificada por uma mudança de nome".60 Reminiscências dessas crenças certamente chegaram até nós: existem muitas pessoas hoje convencidas de que um nome cristão possui influência; e houve novelistas como Balzac que escolheram o nome de seus personagens de acordo com a natureza dé cada um.
O direito de escolher o nome do filho pertencia portanto ao pai, o chefe da família, h)á muitos casos de pais dando nome aos filhos nas Sagradas Escrituras:61 no relato do nascimento milagroso de João Batista no evangelho vemos Zacarias insistindo neste direito, embora estivesse mudo.62 Entretanto, existem também muitos casos de mães dando nome aos filhos na Bíblia; e a primeira foi Eva, a mãe da humanidade.63 Pode ser então praticamente concluído que a escolha era no geral feita mediante acordo entre os pais.
O nome escolhido correspondia ao nosso primeiro nome: os judeus não tinham sobrenome — este não existia, embora tal coisa não signifique que o sentimento familiar não era altamente desenvolvido entre eles, pois era. O filho recebia necessariamente o nome do pai, como acontece entre os árabes hoje. O menino era chamado "filho de fulano", ben em hebraico e bar em aramaico: por exemplo, João ben Zacarias, Jônatas ben Hanan, ou Yeshua ben José. O filho mais velho recebia com freqüência o nome do avô a fim de continuar a tradição onomásti-ca da família e também para distinguí-lo do pai.
Alguns desses nomes, ou antes prenomes, eram apelidos, lembrando as circunstâncias em que a criança nascera ou fora gerada. Certos deles eram sem dúvida piedosos: o Batista, por exemplo, foi chamado Yochanan (Joâo) por ter sido "desejado por DEUS". Havia também outros nomes menos agradáveis deste tipo. Conta-se o caso de uma mãe que, irritada por não dar à luz senão filhas, chamou a quarta de Zaoulé e a oitava de Tamam, que podem ser traduzidos como "aborrecimento” e "basta". Outros nomes eram escolhidos para dar boa sorte à criança, e alguns rabinos recomendavam até que fossem consultadas as estrelas, cuja prática era rejeitada por outros. Os nomes de animais eram bastante comuns: Raquel, ovelha; Débora, abelha; Yona, pomba; e Akbor, camundongo. Também havia árvores: Tamar, palmeira; Elon, carvalho; Zeitan, oliveira. Um grande número de nomes era tirado da Bíblia: patriarcas, profetas, santos e heróis. Encontravam-se portanto muitos Jacós e Josés, Elias e Daniéis, Sauls e Davis, sendo inúmeros meninos chamados de Simão e Judas, os gloriosos macabeus. Outros ainda eram teóforos, isto é, evocavam o nome de DEUS, ou antes, um de seus nomes. Assim sendo, JESUS, Yeshua, significava "Yah (i.e., Javé) é salvação". Os nomes terminados em -el lembrava o nome bíblico antiquíssimo para o DEUS Único, El, Elohim. Mas com freqüência tais nomes tinham perdido seu significado histórico ou sagrado com o uso, e não se pensava mais no sentido deles. Alguns tinham sido até deturpados, como o de Miriam, muito comum, o qual dificilmente fazia lembrar da irmã de Moisés, e cujo significado original "amada de Javé" fora esquecido. Sob a influência do termo aramaico mary ele era sem dúvida pronunciado Mariam, cuja forma grega e latina era Maria, significando "a senhora". É curioso notar que no italiano este nome se transforma em Madona, no francês em Notre Dame e no português Nossa Senhora.
Todos esses nomes judeus possuíam competidores estrangeiros, em quantidades cada vez maiores. Talvez fossem aramaicos, como Marta, Tabita ou Bar-Tolomai (Bartolomeu); ou talvez gregos ou latinos. Entre estes dois, o grego era o mais provável, desde que o koiné, a linguagem popular, era a língua universal do império. A partir da época em que os selêucidas governaram o país, sempre havia judeus dispostos a helenizar seus nomes, como aquele JESUS, irmão do sumo sacerdote Onias III, por exemplo, a quem o semi-louco Antíoco IV colocou no lugar do irmão, e que se fez chamar de Jason Antiochener. Nos dias de CRISTO o hábito se arraigara tanto que metade dos personagens do Novo Testamento tem nome grego. Entre os apóstolos por exemplo, Filipe e André são nomes helénicos puros; Tadeu e Mateus são deturpações gregas de nomes hebraicos (Matthayah, o dom de Javé, tornou-se Matthaios, assim como Yeshua tornou-se JESUS e Miriam Maria); Tiago, Joâo e até Simão parecem ser formas helenizadas de antigos nomes bíblicos; só Judas é inteiramente judeu. A adoção de nomes gregos era muito comum entre as pessoas da classe alta, e isso acabava por extinguir completamente o nome original. No caso da dinastia herodiana, por exemplo, a família beduína de onde surgiram ficou inteiramente perdida para a história, mascarada pelo nome grego que significa filhos de heróis. 0 antigo cemitério judeu de Bete-Searim recém-descoberto contém 175 inscrições gregas em comparação com apenas 32 hebraicas ou aramaicas, o que mostra a extensão da helenização.
Este hábito foi naturalmente ainda mais adotado nas comunidades judias da Diáspora, onde todos os nomes em Yah ou El se tornaram Teodoro, Teófilo, Dositeus ou Doroti. Uma família no Egito, cujos arquivos foram encontrados em Edfou, era composta de um pai chamado Antonio Rufo e cinco filhos, Nicon, Teodotos Niger, Teodoros Niger, Diofanes e Ptulis.68 É portanto possível que esses nomes pagãos fossem usados para o trato com o mundo exterior, e que entre si os judeus continuassem a empregar seus velhos nomes religiosos: o título real de Herodes Agripa I era meio grego e meio romano, mas como sumo sacerdote ele se chamava Matatias, em memória do herói que dera os primeiros golpes na guerra de libertação, matando um oficial grego e um judeu apóstata.
A EDUCAÇÃO DOS JOVENS
A criança, circuncidada, tendo recebido um nome e marcada com o selo de DEUS, permanecia nos primeiros anos completamente sob os cuidados da mâe. Os pais judeus não pareciam absolutamente inclinados a fazer o papel de ama. Além do mais, as judias eram excelentes mães, conscienciosas e devotas, a Bfblia está cheia de exemplos nesse sentido. As filhas ficavam com as mães até o dia do casamento. Elas ajudavam nos cuidados da casa, carregavam água, teciam e, na zona rural, participavam do trabalho externo — respigavam após os ceifeiros ou cuidavam das ovelhas durante o dia. O pai se encarregava dos filhos e os iniciava na sua profissão o mais cedo possfvel, para que logo pudessem trabalhar com ele, primeiro na função de aprendizes e a seguir como oficiais. Vemos assim na parábola dos dois filhos contada no evangelho, o proprietário de uma vinha mandando seus filhostrabalhar nela,69 e na do pródigo, um dos filhos do homem abastado a serviço dele.60 JESUS teria certamente aprendido o ofício de carpinteiro com José.
A educação ficava também a cargo do pai e ao que se pode depreender das tradições rabínicas, os métodos de ensino judeu eram excelentes. Os desagradáveis resultados da preferência do patriarca Jacó por José, deram lugar ao conselho prudente: "0 homem jamais deve fazer diferença entre seus filhos". "Ninguém deve ameaçar uma criança" afirmou outro sábio, "mas castigá-la ou silenciar". E outro ainda: "Jamais diga a uma criança que vai dar-lhe algo e faltar â promessa, isso seria ensiná-la a mentir." Deve ser porém admitido que os métodos deles não eram excessivamente brandos. "O que retém a vara aborrece a seu filho," dizem os Provérbios, apoiando nossa frase popular: "Guarde a vara e estrague a criança". Outro versículo diz: "Não retires da criança a disciplina, pois se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrará a sua alma do inferno." Também, "A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela".62 E, como podemos ver, Eclesiastes aprova esses princípios sadios.
Os verdadeiros israelitas davam maior importância â educação moral do que a tudo mais. Existe um provérbio nas Sagradas Escrituras que diz, "Ensina a criança no caminho que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele".64 Na medida em que a lei moral se fundiu na religiosa, o primeiro dever do pai era ensinar os mandamentos a seus filhos. Foi esta em todo caso a ordem direta dada por Javé, através de Moisés, a todos os homens de Israel, ordem essa repetida de manhã e à noite na oração: "Ensinarás a teus filhos os meus mandamentos".66 Os pais também contavam aos filhos as maravilhas realizadas por Javé a favor de seu povo, pois a prática da religião e a história da raça eram ambas parte da Lei. Eles explicavam o significado das grandes festas e lhes mostravam como cada um dos costumes observados possuía um sentido santo. Isto era também exigido deles pela Lei. Quando instituiu a Festa dos Pães Asmos, Javé disse: "Naquele mesmo dia contarás a teu filho, dizendo: É isto pelo que o Senhor me fez, quando saí do Egito. E será como sinal na tua mão, e por memorial entre teus olhos."
Isto significa que o ensino na escola era desprezado? Longe disso. Os rabinos afirmavam repetidamente que ele era a base de tudo e absolutamente indispensável. "Se você tiver conhecimento," dizia conhecido provérbio, "você tem tudo. Mas se lhe faltar conhecimento, nada tem". Certos doutores da Lei afirmavam: "É melhor que um santuário seja destruído do que uma escola". E um deles, provavelmente um professor, chegou a ponto de explicar o mandamento divino: "Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas"99 como uma referência aos alunos e seus professores.
Havia, pois, escolas na Palestina nos dias de JESUS, embora fossem uma invenção comparativamente recente, datando de apenas cerca de 100 anos antes dessa época. 0 rabino Simon ben Shetach, irmão da rainha Salomé Alexandra e presidente do Sinédrio , abriu a primeira beth hasefer, casa do livro, 99 em Jerusalém. Seu exemplo foi seguido por outros e, pouco a pouco, todo um sistema de instrução pública veio a existir. Cerca de trinta anos depois da morte de CRISTO, no ano 64 mais ou menos, o sumo sacerdote Joshua ben Gamala promulgou o que pode ser considerado como a primeira legislação educacional: nada faltava nela — os pais eram obrigados a enviar seus filhos, havia castigos para os preguiçosos e os que faltavam muito, e uma espécie de curso secundário para os alunos mais inteligentes.70 JESUS não teve o benefício de tal sistema em sua infância; mas é provável que o rabino Gamala estivesse dando apenas os toques finais em algo que já existia bem antes dele.
A escola primária ficava ligada à sinagoga, como acontecia no oeste medieval, com a igreja paroquial. As crianças, tanto ricas como pobres, começavam a freqüentá-la na idade de cinco anos. O mestre não era outro senão o hazzan, o guardião dos livros sagrados e o ministro da sinagoga. Mais tarde, ficou estabelecido que no caso do número de alunos ultrapassar vinte e cinco, um professor especial seria nomeado. Os professores eram muito considerados; de fato, a voz corrente dizia que um mestre-escola era "o mensageiro do Todo-poderoso". Ao que parece, havia até mesmo inspetores encarregados de supervisionar a educação.
A tarefa principal dos alunos, enquanto ficavam sentados no chão à volta do mestre, era repetir de memória, e todos juntos, as sentenças ditas por ele em voz alta. A mnemónica, parte necessária da expressão e transmissão do pensamento, como veremos, era freqüente-mente usada no ensino — paralelismo, repetição, aliteração — e as crianças a empregavam mesmo em suas brincadeiras, como podemos ver naqueles meninos em Lucas que "gritam uns para os outros: Nós vos tocamos flauta, e não dançastes: entoamos lamentações e não chorastes", que são obviamente versos mnemónicos.
O que elas aprendiam na escola? Em primeiro lugar a Torá; ou, para ser mais exato, praticamente nada além da Torá, a Lei sagrada de DEUS. Dizia-se que "a criança deve ser engordada com a Torá como um boi é cevado no estábulo". As máximas da Lei, aprendidas na infância "entram através do sangue e saem pelos lábios". Ela era ensinada para tudo, até para aprender o alfabeto: para tornar o aprendizado mais agradável, palavras eram formadas com cada letra por sua vez, como no nosso ABC, e arranjadas de modo que a criança podia transformá-las numa pequena lenda. Linguagem, gramática, história e geografia, ou pelo menos os rudimentos dessas matérias, eram todas estudadas na Bíblia. "É na Bíblia," diz Josefo, "que se encontra o mais elevado conhecimento, e a fonte da felicidade".78 Ele próprio se gaba de tê-la conhecido inteiramente aos quatorze anos; e o apóstolo Paulo lembra seu discípulo Timóteo que aprendeu as sagradas letras desde a infância.
Este uso exclusivo das Escrituras no ensino foi aparentemente a causa que levou muitos rabinos a negarem às meninas o direito de aprender. As mulheres não tinham posição oficial na religião, por que então ensinar-lhes a Lei? "Seria melhor ver a Torá queimada," afirmou um doutor algo exaltado, "do que ouvir suas palavras dos lábios das mulheres." O mesmo doutor, que era sem dúvida um misógino, declarou que "ensinar uma menina seria o mesmo que colocá-la no caminho da devassidão moral". Talvez possa ser vista aqui uma referência às maneiras do mundo pagão, em que a educação das mulheres fazia com que entrassem em contato com os homens, em grande detrimento da boa ordem. Todavia, nem todos os rabinos defendiam esta opinião, e o mesmo tratado do Talmude que impede a entrada de meninas na escola, contém esta máxima sábia: 'Todo homem deve ensinar a Torá à sua filha". Se pudermos julgar pelo exemplo da pequena Maria, mãe de JESUS, é lícito supor que muitas meninazinhas judias conheciam tão bem as Sagradas Escrituras quanto seus irmãos; pois quando ela declamou espontaneamente as linhas esplêndidas que conhecemos como o "Magnificat" tantos ecos bíblicos lhe ocorreram que é possível distingüir mais de trinta deles.78
Os estudos solenes não impediam porém que as crianças de Israel brincassem. Zacarias nos mostra as ruas de Jerusalém cheias de crianças brincando, aquelas eternas brincadeiras das crianças ao ar livre. O evangelho refere-se a crianças copiando os adultos e brincando nas festas e enterros. Vemos também que nos dias de Jó as meninas brincavam com animaizi-nhos, até mesmo com "leviatãs", isto é, pequenos crocodilos. Elas também brincavam com bonecas. As escavações trouxeram à luz pequenas criaturas de barro, particularmente pássaros como aqueles que, segundo o Evangelho da Infância apócrifo, o menino JESUS dotou de percepção; chocalhos, bolas e dados decorados: sem dúvida neste caso a Lei e sua proibição de fazer imagens de qualquer coisa viva podia ser desconsiderada. Em vários locais, especialmente em Megido, linhas riscadas na pavimentação trazem à mente o jogo de amarelinha.
O que pode ser chamado de educação primária tinha um prolongamento para aqueles que desejassem especializar-se nos estudos religiosos, um nível bastante superior. A fim de beneficar-se deles era preciso ir a Jerusalém e entrar numa das beth ha-midrash, uma daquelas escolas onde ensinavam os mais famosos doutores da Lei. Foi assim que o jovem Saulo de Tarso veio a sentar-se aos pés de Gamaliel. Não havia porém qualquer idéia de adquirir conhecimentos que não fossem religiosos nessas instituições, até mesmo o conceito de uma cultura profana era impossível em Israel. Esses grupos, em que a casuística era a disciplina principal, existiam com a finalidade de produzir futuros doutores da Lei. Á grande massa das crianças judias não chegava até esse ponto.
MAIORIDADE - Observação do Pr. Henrique - Lembrando que na Bíblia não existe tal ensinamento - Bar Mitzvah é do século XX e não tem na Bíblia sobre isto (é tradição judaica - do Talmude judaico - religião sem salvação - nem acreditam que JESUS já veio - não são salvos) e além do mais não existe nada dizendo que JESUS foi a Jerusalém para ser apresentado, mas a uma festa. Também no Bar Mitzvah o jovem masculino é apresntado aos 13 anos e não aos 12. Também não há base bíblia tirada dai para batizar jovens só depois dos 12 anos (se fosse por idade teríamso que nos batiazar aos 30 anos - idade em que JESUS se batizou - N´Bíblia as pessoas eram batizada sna hora que aceitavam o evangelho e a condição era a que Filipe deu ao Eunuco - E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que JESUS CRISTO é o Filho de DEUS. Atos 8:37
O tratado talmúdico Pirke Aboth, "ditados dos pais”, cujas partes essenciais são com certeza anteriores à era cristã, estabelecia os seguintes estágios de desenvolvimento da criança: "Aos cinco anos deve começar os estudos sagrados; aos dez deve dedicar-se ao aprendizado da tradição; aos treze deve conhecer toda a Lei de Javé e praticar suas exigências; e aos quinze anos tem início o aperfeiçoamento de seus conhecimentos" Assim sendo, sem contar aqueles que desejavam aperfeiçoar seu conhecimento religioso, os meninos judeus deixavam a escola aos treze anos, alcançando também a maioridade. O fato disso acontecer tão cedo pode ser explicado pela incontestável precocidade de sua raça. Aos treze anos o jovem israelita tinha certamente abandonado a infância, mesmo que não fosse capaz de discutir, como o menino JESUS, com os doutores da Lei reunidos nos átrios do Templo. A partir dessa época exigia-se dele, como dos adultos, que recitasse três vezes por dia a famosa oração Shema Israel, em que todo crente deve proclamar sua fé no DEUS Único. Ele passaria a jejuar regularmente, nos dias estabelecidos, especialmente na grande cerimônia do Dia da Expiação. Realizaria as peregrinações tradicionais, e sempre que fosse ao Templo ser-lhe-ia permitido entrar no "pátio dos homens", passando assim a fazer parte integrante da nação de Israel.
Por esta razão o Bar Mitzvah, em que o menino ao entrar na maioridade era declarado "filho da Lei", se realizava mediante uma cerimônia religiosa durante a qual ele devia ler uma passagem da Lei em público e com grande alegria. Tratava-se de uma data muito importante na vida do judeu. Mesmo hoje em Israel, entre as famílias menos religiosas, ele continua a reter um caráter semi-religioso. O menino é levado do kibbutz para um ponto da fronteira onde substitui um dos guardas da Terra Santa, ou doa sangue para ser usado em transfusões. Da forma em que era celebrado há dois mil anos atrás, o israelita, ao entrar na maioridade, deveria compreender que pertencia a uma comunidade.
Ele também tinha um dever, o qual era exigido dele pela comunidade: mas, não seria realmente mais que um dever? "O jovem é como o potro que rincha,” diz novamente o Talmude, "anda de íá para cá, arruma-se com cuidado, tudo porque está procurando esposa”. O rabino realista que fez esta afirmação, acrescenta: "Mas, uma vez casado, se assemelha a um jumento, carregado de fardos”.
 
NAZARÉ
Situada em um grande monte, a 400 metros acima do nível do mar, Nazaré encontra-se a 170 quilômetros de Jerusalém. No tempo das chuvas, as encostas da cidade ficam recobertas por lindas flores. O nome dessa importante localidade significa florescer.JESUS CRISTO foi criado nessa cidade. Por isso mesmo, Ele é chamado de Nazareno. Até 1948, Nazaré era controlada por muçulmanos. Mas, em 16 de julho de 1948, pas­sou ao domínio dos israelenses. Andrade, Claudionor Corrêa de, 1955 - Alg  - Geografia Bíblica. Rio de Janeiro . CPAD, 1987.
 
JOSÉ - Comentário Bíblico - John Macarthur - NT
O Rei da Graça (Mateus 1: 1-17)
O livro da genealogia de JESUS CRISTO, filho de Davi, filho de Abraão.
Para Abraão nasceu Isaque; e Isaque, Jacó; e Jacó, Judá e seus irmãos; e para Judá nasceram Perez e Zera por Tamar; e Perez nasceu Esrom; e Esrom, Ram; e Ram nasceu Aminadabe; e Aminadabe, Naasson; e Naasson, Salmon; e Salmon nasceu Boaz por Raabe; e Boaz nasceu Obede por Rute; e Obed, Jesse; e Jesse nasceu o rei Davi. E a Davi nasceu Salomão da que fora mulher de Urias; e a Salomão nasceu Roboão; e Roboão, Abias; e Abias, Asa; e Asa nasceu Josafá; e Jeosafá, Jorão; e Jorão, Uzias; e Uzias nasceu Jotão; e Jotão, Acaz; e Acaz, Ezequias; e Ezequias nasceu Manassés; e Manassés, Amon; e Amon, Josias; e Josias nasceram Jeconias e seus irmãos, no tempo da deportação para Babilônia.
E depois da deportação para Babilónia, Jeconias para nasceu Salatiel; e Salatiel, Zorobabel; e Zorobabel nasceu Abiud; e Abiud, Eliaquim; e Eliakim, Azor; e Azor nasceu Sadoc; e Zadok, Achim; e Achim, Eliud; e Eliud nasceu Eleazar; e Eleazar, Matã; e Matã, Jacó; ea Jacó nasceu José, marido de Maria; por quem nasceu JESUS, que se chama CRISTO.
Por isso, todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para Babilônia, catorze gerações; e da deportação para Babilônia até o tempo de CRISTO, catorze gerações. (1: 1-17)
Como discutido na introdução, um dos principais propósitos de Mateus, em seu evangelho, e o objetivo principal dos capítulos 1 e 2, é estabelecer direito de realeza de Israel de JESUS. Para qualquer observador honesto, e, certamente, para os judeus que sabia e cria suas próprias Escrituras, esses dois capítulos justificar a reivindicação de JESUS diante de Pilatos: "Tu dizes que eu sou rei Por isso eu ter nascido, e por isso vim. para o mundo "(João 18:37).
Consistente com essa Proposito de revelar JESUS como o CRISTO (Messias) eo Rei dos Judeus, Mateus começa o seu evangelho, mostrando a linhagem de JESUS a partir da linhagem real de Israel. Se JESUS é o de ser anunciado e proclamado rei deve haver prova de que Ele vem da família real reconhecido.
Linha real do Messias começou com Davi. Por meio do profeta Natã, DEUS prometeu que seria descendentes de Davi através de quem ele iria trazer o grande Rei que acabaria por reinar sobre Israel e estabelecer Seu reino eterno (2 Sam 7: 12-16.). A promessa não foi cumprida em Salomão, filho de Davi, que o sucedeu, ou em qualquer outro rei que governou em Israel ou Judá; e as pessoas esperaram por outro nascer da linhagem de Davi para cumprir a profecia. No momento JESUS nasceu os judeus ainda estavam antecipando a chegada do monarca prometeu ea glória restaurada do reino.
Preocupação dos judeus para pedigrees, no entanto, já existia muito antes de terem um rei. Depois que eles entraram em Canaã sob Josué e conquistaram a região DEUS havia prometido a eles, a terra foi cuidadosa e precisamente dividido em territórios para cada tribo, exceto a tribo sacerdotal de Levi, para quem cidades especiais foram designados. A fim de saber onde viver, cada família israelita teve de determinar com precisão a tribo a que pertencia (veja Nm 26; 34-35.). E, a fim de se qualificar para a função sacerdotal, levita tinha que provar sua descendência de Levi. Após o retorno do exílio na Babilônia, alguns "filhos dos sacerdotes" não foram autorizados a servir no sacerdócio, porque "o seu registo ancestral ... não pôde ser localizado" (Esdras 2: 61-62).
A transferência de propriedade também necessário conhecimento exato da árvore genealógica (ver, por exemplo, Rute 3-4). Mesmo sob o domínio romano, o censo de judeus na Palestina foi baseada em pode ser visto a partir do fato de que José e Maria foram obrigados a se registrar em "Belém, porque ele [José] era da casa e família de Davi" tribo-as ( Lucas 2: 4). Aprendemos com o historiador judeu Flávio Josefo, que nos tempos do Novo Testamento muitas famílias judias mantido arquivos ancestrais detalhados e de grande valor. Antes de sua conversão, o apóstolo Paulo estava muito preocupado com sua linhagem de "tribo de Benjamim" (cf. Rom. 11: 1; 2 Cor 11:22; Fp 3:.. 5). Para os judeus, a identificação ea linha de descendência tribal eram o mais importante.
É ao mesmo tempo interessante e significativo que, desde a destruição do Templo em AD 70 não existem genealogias que pode rastrear a ascendência de qualquer judeu que vive agora. A importância principal desse fato é que, para os judeus que ainda procuram o Messias, nunca poderia ser a sede da sua linhagem para Davi. JESUS CRISTO é o último pretendente verificável ao trono de Davi, e, portanto, para a linha messiânica.
Genealogia de Mateus apresenta uma linha descendente, a partir de Abraão através de Davi , através de José, para JESUS , que se chama CRISTO . Genealogia de Lucas apresenta uma linha ascendente, a partir de JESUS e voltar através de Davi, Abraão, e até mesmo para "Adão, o filho de DEUS" (Lucas 3: 23-38). Registro de Lucas é, aparentemente, traçada a partir do lado de Maria, o Eli de Lucas 3:23, provavelmente, ser pai-de-lei de José (muitas vezes referido como um pai) e, portanto, o pai natural de Maria. A intenção de Mateus é validar 'reivindicação real, mostrando Sua descida legal de Davi através de José, que era JESUS "JESUS legal, embora não natural, pai. A intenção de Lucas é traçar ascendência sangue real real de JESUS através de sua mãe, estabelecendo assim a Sua linhagem racial de Davi. Mateus segue a linhagem real através de Davi e Salomão, filho e sucessor do trono de Davi. Lucas segue a linhagem real através de Nathan, um outro filho de Davi. JESUS foi, portanto, o descendente de sangue de Davi através de Maria e o descendente legal de Davi através de José. Genealògica, JESUS era perfeitamente qualificado para assumir o trono de Davi.
É essencial observar que em seu nascimento virginal de JESUS não só foi divinamente concebido, mas através desse milagre foi protegido da desqualificação régio por causa de José de ser um descendente de Jeconias (v. 12). Por causa da maldade que do rei, DEUS havia declarado de Jeconias (também chamado Joaquim ou Jeconias), que, embora fosse na linhagem de Davi, "nenhum homem de seus descendentes irão prosperar, sentado no trono de Davi ou governar novamente em Judá" (Jer . 22:30). Essa maldição teria impedido direita de JESUS a realeza tinha Ele foi o filho natural de José, que estava na linha de Jeconias. Descida legal de JESUS a partir de Davi, que sempre foi rastreada através do pai, veio através de Jeconias para José. Mas Sua descida de sangue, e Seu direito humano para governar , veio por meio de Maria, que não estava na linhagem de Jeconias. Assim, a maldição sobre a descendência de Jeconias foi contornada, mantendo ainda o privilégio real.
O livro da genealogia de JESUS CRISTO, filho de Davi, filho de Abraão. (1: 1)
Biblos ( livro ) também pode se referir a um registro ou conta, como é o caso aqui. Mateus está dando um breve registro de genealogia ( Gênesis ", início, origem") de JESUS CRISTO. JESUS é a partir do equivalente grego de Jesuá, ou Jehoshua, que significa "Jeová (Yahweh) salva". Era o nome que o anjo disse a José para dar ao Filho, que havia sido milagrosamente concebido em sua esposa, Maria, porque este que em breve iria nascer seria de fato "salvará o seu povo dos seus pecados" (Mat. 1:21). Christos ( CRISTO ) é a forma grega do hebraico Mashiah (Eng., messias), que significa "ungido". Os profetas de Israel, sacerdotes e reis eram ungidos, e JESUS foi ungido como todos os três. Ele era o Ungido, o Messias, a quem os judeus esperavam muito tempo para vir como seu grande libertador e monarca.
No entanto, por causa de sua incredulidade e incompreensão das Escrituras, muitos judeus se recusaram a reconhecer JESUS como o CRISTO, o Messias. Alguns rejeitaram pela simples razão de que seus paiseram conhecidos por eles. Quando voltou para sua cidade natal de Nazaré Ele "começou a ensinar o povo na sinagoga, de modo que eles se tornaram espantará, e disse: 'Onde é que este homem esta sabedoria, e estes poderes milagrosos? Não é este o filho do carpinteiro? Não é ? chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas E suas irmãs, nem todos eles estão com a gente? '"(Mat. 13: 54-56). Em outra ocasião, outros em Jerusalém diziam de JESUS: "Os governantes realmente não sei que este é o CRISTO, que eles No entanto, sabemos que esse homem é de;?, Mas sempre que o CRISTO pode vir, ninguém sabe onde ele está a partir de "(João 7: 26-27). Um pouco mais tarde, "Alguns dentre o povo, ouvindo estas palavras, estavam dizendo:" Este certamente é o Profeta. " Outros diziam: 'Este é o CRISTO ". Outros ainda diziam: 'Certamente o CRISTO não virá da Galiléia, é Ele? "(João 7: 40-41). Ainda outros, melhor ensinado nas Escrituras, mas desconhecem linhagem e local de nascimento de JESUS, disse: "Não diz a Escritura que o CRISTO vem da descendência de Davi, e de Belém, a aldeia de onde era Davi?" (V. 42).
A genealogia estabelece linhagem real do Messias. A intenção de Mateus não é ter a divagar leitor em um estudo de cada pessoa na lista, mas é mostrar que todas essas pessoas apontam para a realeza de CRISTO.
O Rei da Graça
Mesmo assim, a partir de genealogia de Mateus aprendemos mais do que a linhagem de JESUS. Vemos também reflexões bonitas da graça de DEUS. JESUS foi enviado por um DEUS de graça para ser um rei da graça. Ele não seria um rei da lei e da força de ferro, além de um rei da graça. Suas credenciais reais testemunhar da graça real. E o povo que Ele escolheu para serem seus antepassados ​​revelar a maravilha da graça, e dar esperança a todos os pecadores.
A graciosidade deste Rei e do DEUS que o enviou pode ser visto na genealogia em quatro lugares e formas. Vamos olhar para estes em lógica, ao invés de cronológica, ordem.
A Graça de DEUS oe Visto na escolha de Uma Mulher
E para Jacó nasceu José, marido de Maria; por quem nasceu JESUS, que se chama CRISTO. (1:16)
DEUS mostrou a Sua graça a Maria, escolhendo-a para ser a mãe de JESUS. Embora descendentes da linhagem real de Davi, Maria era uma jovem comum, desconhecido. Contrariamente às afirmações de sua própria concepção imaculada (ela sendo concebido milagrosamente no ventre de sua mãe), Maria era tanto um pecador como todos os outros seres humanos já nascidos. Ela era provavelmente muito melhor, moral e espiritualmente, do que a maioria das pessoas de sua época, mas ela não tinha pecado. Ela estava profundamente devoto e fiel ao Senhor, como ela demonstrada por sua resposta humildes e submissos ao anúncio do anjo (Lucas 1:38).
Maria precisava de um Salvador, como ela mesma reconheceu logo no início de sua canção de louvor, muitas vezes chamado de Magnificat: "Minha alma exalta o Senhor, e meu espírito se alegra em DEUS, meu Salvador Pois Ele tem tido em conta para o estado humilde. de Seu servo "(Lucas 1: 46-48). As noções de seu ser co-redentora e co-mediador com CRISTO são totalmente anti-bíblica e nunca foram uma parte da doutrina da igreja primitiva. Essas idéias heréticas entrou na igreja vários séculos mais tarde, por meio de acomodações para os mitos pagãos que se originaram nas religiões de mistério da Babilônia.
Ninrode, neto de Cão, um dos três filhos de Noé, fundou as grandes cidades de Babel (Babilônia), Erech, Accad, Calneh, e Nínive (Gn 10: 10-11). Foi em Babel que o primeiro sistema organizado de idolatria começou com a torre construída lá. A esposa de Nimrod, Semiramis, se tornou o primeiro grande sacerdotisa de idolatria, Babilônia e se tornou a fonte de todos os sistemas do mal da religião. Nos últimos dias, "a grande prostituta" vai ter escrito em sua testa, "a grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra" (Ap 17: 5). Quando Babilônia foi destruída, o sumo sacerdote pagão naquela época fugiu para Pérgamo (ou Pérgamo; chamado de "onde está o trono de Satanás é" in Rev. 02:13) e depois a Roma. Pelo século IV AD muito do paganismo politeísta de Roma tinha encontrado o seu caminho para a igreja. Foi a partir dessa fonte que as idéias de Quaresma, da imaculada concepção de Maria, e de ela ser a "rainha do céu" se originou. Nas lendas pagãs, Semiramis foi milagrosamente concebido por um raio de sol, e seu filho, Tamuz, foi morto e ressuscitou dos mortos depois de quarenta dias de jejum por sua mãe (a origem da Quaresma). As mesmas lendas básicos foram encontrados nas religiões de contrapartida em todo o mundo antigo. Semiramis foi conhecida também como Ashtoreth, Isis, Afrodite, Vênus, e Ishtar. Tammuz era conhecido como Baal, Osíris, Eros e Cupido.
Esses sistemas pagãos havia infectado Israel séculos antes da vinda de CRISTO. Foi a Ishtar, a "rainha dos céus" que os israelitas exilados ímpios e rebeldes no Egito insistiu em transformar (Jer. 44: 17-19; cf. 07:18). Enquanto exilado na Babilônia com seus companheiros judeus, Ezequiel teve uma visão do Senhor sobre as "abominações" alguns israelitas estavam cometendo mesmo no templo de Jerusalém práticas que incluíam "chorando por Tamuz" (Ez. 8: 13-14). Aqui vemos algumas das origens do culto da mãe-filho, o que chamou a Maria ao seu alcance.
A Bíblia não sabe nada da graça de Maria, exceto o que ela recebeu do Senhor. Era o receptor, nunca o distribuidor, de graça. A tradução literal de "um favorecida" (Lucas 1:28) é "um dotado de graça."Assim como todo o resto da humanidade caída, Maria precisava de graça e de salvação de DEUS. É por isso que ela "alegra em DEUS, [ela] Salvador" (Lucas 1:47). Ela recebeu uma medida especial de graça do Senhor por ser escolhida para ser a mãe de JESUS; mas ela nunca foi uma fonte de graça. A graça de DEUS escolheu uma mulher pecadora ter o privilégio inigualável de dar à luz o Messias.
A Graça de DEUS e Vista por ele ser descendentes de dois homens
O livro da genealogia de JESUS CRISTO, filho de Davi, filho de Abraão. (1: 1)
Tanto Davi e Abraão eram pecadores, mas pela graça de DEUS eles eram ancestrais do Messias, o CRISTO .
Davi pecou terrivelmente em cometer adultério com Bate-Seba e depois agravado o pecado por ter seu marido, Urias, morto para que ele pudesse se casar com ela. Como um guerreiro que tinha abatido inúmeros homens, e por essa razão não foi autorizado a construir o templo (1 Crônicas 22: 8.). Davi foi um exemplo clássico de um pai pobre, que não conseguiu disciplinar seus filhos, um dos quais (Absalão) até tentou usurpar o trono de seu próprio pai por rebelião armada.
Abraão, embora um homem de grande fé, duas vezes mentiu sobre sua esposa, Sara. Por medo por sua vida e falta de confiança em DEUS, ele disse a dois reis pagãos diferentes que ela era sua irmã (Gênesis 12: 11-19; 20: 1-18). Ao fazê-lo, ele trouxe vergonha para Sara, sobre si mesmo e sobre o DEUS em quem ele acreditava, e que ele alegou para servir.
No entanto, DEUS fez a Abraão o pai de seu povo escolhido, Israel, de quem iria surgir o Messias; e Ele fez Davi pai da linhagem real de quem o Messias iria descer. JESUS era o Filho de Davi por descendência real e filho de Abraão por descendência racial.
A graça de DEUS também se estendeu para os descendentes de intervenção desses dois homens. Isaque era o filho da promessa, e um tipo de Salvador sacrificial, sendo ele próprio ofereceu voluntariamente a DEUS (Gn 22: 1-13). DEUS deu o nome do filho de Isaque, Jacó, (mais tarde renomeada Israel) ao Seu povo escolhido. Os filhos de Jacó (Judá e seus irmãos) tornaram-se chefes das tribos de Israel. Todos esses homens eram pecadores e, por vezes, eram fracos e infiel. Mas DEUS estava continuamente fiel a eles, e Sua graça estava sempre com eles, mesmo em tempos de repreensão e disciplina.
Salomão, filho e sucessor de Davi ao trono, foi pacífica e sábio, mas também de muitas maneiras tolo. Ele semeou sementes de tanto a corrupção interna e espiritual ao se casar com centenas de mulheres-a maioria deles de países pagãos em todo o mundo daquela época. Eles transformaram o coração de Salomão, e os corações de muitos outros israelitas, longe do Senhor (1 Reis 11: 1-8). A unidade de Israel foi quebrado, e logo tornou-se o reino dividido. Mas a linha real permaneceu intacta, e promessa de DEUS de Davi, finalmente, foi cumprido. A graça de DEUS prevaleceu.
Um olhar cuidadoso sobre os descendentes tanto de Abraão e de Davi (vv. 2-16) revelam que as pessoas que muitas vezes eram caracterizadas por infidelidade, a imoralidade, idolatria e apostasia. Mas trato de DEUS com eles sempre se caracterizou pela graça. JESUS CRISTO, o filho de Davi, filho de Abraão , foi enviado para superar as falhas de ambos os homens e de todos os seus descendentes, e para realizar o que nunca poderia ter realizado. O Rei da graça veio através da linha de dois homens pecadores.
A Graça de DEUS visto na história de Três Eras
Por isso, todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para Babilônia, catorze gerações; e da deportação para Babilônia até o tempo de CRISTO, catorze gerações. (1:17)
Do resumo da genealogia de Mateus, vemos a graça de DEUS agindo em três períodos ou eras, da história de Israel.
O primeiro período, desde Abraão até Davi , foi a dos patriarcas, e de Moisés, Josué, e os juízes. Foi um período de peregrinação, de escravidão em uma terra estrangeira, de libertação, de tomada de aliança e lei-doação, e da conquista e da vitória.
O segundo período, desde Davi até a deportação para Babilônia , foi a da monarquia, quando Israel, depois de ter insistido em ter reis humanos como todas as nações ao redor deles, descobriram que aqueles reis mais vezes levou-os para longe de DEUS e em apuros do que para DEUS e em paz e prosperidade. Esse foi um período de declínio quase ininterrupta, degenerescência, a apostasia, e tragédia.Houve derrota, conquista, o exílio, e a destruição de Jerusalém e seu Templo. Apenas em Davi, Josafá, Ezequias e Josias vemos muitas provas de piedade.
O terceiro período, desde a deportação para Babilônia até o tempo de CRISTO , foi o de cativeiro, o exílio, a frustração, e do tempo de marcação. A maioria dos homens Mateus menciona neste período de Salatiel para Jacó o pai de José-são desconhecidos para nós para além desta lista. É um período envolta em grande parte nas trevas e caracterizada em grande parte pela inconseqüência. Foi Dark Eras de Israel.
No entanto, a graça de DEUS estava agindo em nome de seu povo através de todos os três períodos. A genealogia nacional de JESUS é um dos glória misturado e pathos, heroísmo e desgraça, notoriedade e obscuridade. Israel sobe, desce, estagna, e, finalmente, rejeita e crucifica o Messias que DEUS enviou para eles. Mas DEUS, em Sua infinita graça, mas enviou o Seu Messias através deles.
A Graça de DEUS Visto na inclusão de quatro mulheres de outras nações
e para Judá nasceram Perez e Zera por Tamar; e Perez nasceu Esrom; e Esrom, Ram; e Ram nasceu Aminadabe; e Aminadabe, Naasson; e Naasson, Salmon; e Salmon nasceu Boaz por Raabe; e Boaz nasceu Obede por Rute; e Obed, Jesse; e Jesse nasceu o rei Davi. E a Davi nasceu Salomão da que fora mulher de Urias. (1: 3-6)
Genealogia de Mateus nos mostra também a obra da graça de DEUS em sua escolha quatro ex-párias, cada um deles mulheres (as únicas mulheres listadas até que a menção de Maria), por meio de quem o Messias e Rei grande desceria. Essas mulheres são ilustrações excepcionais da graça de DEUS e estão incluídos, por esse motivo na genealogia que o contrário é que todos os homens.
O primeiro foi proscrito Tamar , filha-de-lei cananeu de Judá . DEUS tomou a vida de seu marido, Er, e de seu próximo irmão mais velho, Onan, por causa de sua maldade. Judá, em seguida, prometeu a jovem viúva, sem filhos que seu terceiro filho, Shelab, se tornaria seu marido e suscitar filhos em nome de seu irmão quando ele cresceu. Depois de Judá não conseguiu manter essa promessa, Tamar se disfarçou de prostituta e enganado em ter relações sexuais com ela. Dessa união ilícita nasceram filhos gêmeos, Perez e Zera . A história sórdida se encontra em Gênesis 38. À medida que aprendemos a partir da genealogia, Tamar e Perez se juntou Judah na linha messiânica. Apesar de prostituição e incesto, a graça de DEUS caiu em todas as três dessas pessoas que não merecem, incluindo uma prostituta Gentil desesperado e enganoso.
A segunda pária também era uma mulher e um gentio. Ela, também, era culpado de prostituição, mas para ela, ao contrário de Tamar, que era uma profissão. Raabe , um habitante de Jericó, protegeu os dois homens israelitas Josué tinha enviado a espiar a cidade. Ela mentiu para os mensageiros do rei de Jericó, a fim de salvar os espiões; mas por causa de seu medo de ele e ela ato de bondade para com seu povo, DEUS poupou sua vida e as vidas de sua família quando Jericho foi cercada e destruída (Josh. 2: 1-21; 6: 22-25). A graça de DEUS não só poupou-lhe a vida, mas trouxe-a para a linha messiânica, como a esposa de Salmon e mãe dos piedosos Boaz , que era o bisavô de Davi.
O terceiro foi proscrito Rute , a esposa de Boaz . Como Tamar e Raabe, Rute era um gentio. Depois de seu primeiro marido, um israelita, tinha morrido, ela voltou para Israel com a mãe-de-lei, Naomi. Rute era uma mulher temente a DEUS, amoroso e sensível, que havia aceitado o Senhor como seu próprio DEUS. Seu povo, os moabitas eram pagãos, o produto das relações incestuosas de Ló com suas duas filhas solteiras. A fim de preservar a linhagem da família, porque não tinham maridos ou irmãos, cada uma das filhas tiveram seu pai bêbado e fez com que ele tem, sem saber, relações sexuais com elas. O filho produzido pela união de Ló com sua filha mais velha foi Moab, pai de um povo que se tornou um dos inimigos mais implacáveis ​​de Israel. Mahlon, o homem israelita que se casou com Rute , fê-lo em violação da lei de Moisés (Deut. 7: 3; cf. 23: 3; Ezra. 9: 2; Neemias 13:23) e muitos escritores judeus dizem que sua morte precoce, e de seu irmão, era um juízo divino sobre a sua desobediência. Embora ela era uma moabita e ex-pagã, sem direito a se casar com um israelita, a graça de DEUS não só trouxe Rute na família de Israel, mas, mais tarde, através de Boaz, na linhagem real. Ela tornou-se a avó de Israel de grande Rei Davi.
A quarta proscrito foi Bate-Seba. Ela não é identificado na genealogia pelo nome, mas é mencionado apenas como a esposa de Davi e da ex- mulher de Urias . Como já mencionado, Davi cometeu adultério com ela, teve seu marido enviado para a frente de batalha para ser morto, e, em seguida, tomou como sua própria esposa. O filho produzido pelo adultério morreu na infância, mas o próximo filho nascer para eles era Solomon (2 Sam. 11: 1-27; 12:14, 24), sucessor do trono e continuador da linha messiânica de Davi. Pela graça de DEUS, Bate-Seba tornou-se a esposa de Davi, a mãe de Salomão, e um antepassado do Messias.
A genealogia de JESUS CRISTO é infinitamente mais do que uma lista de nomes antigos; é ainda mais do que uma lista de antepassados ​​humanos de JESUS. Ele é um belo testemunho da graça de DEUS e ao ministério de Seu Filho, JESUS CRISTO, o amigo dos pecadores, que "não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mat. 09:13). Se Ele chamou os pecadores por graça de sermos Seus antepassados, deveríamos nos surpreender quando Ele os chama pelo graça de sermos Seus descendentes? O Rei apresentado aqui é verdadeiramente o Rei de graça!

2. O nascimento virginal (Mateus 1: 18-25)
Ora, o nascimento de JESUS CRISTO foi assim. Quando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se grávida pelo ESPÍRITO SANTO. E José, seu esposo, sendo um homem justo, e não querendo desonrar ela, desejada para deixá-la secretamente. Mas quando ele tinha considerado isso, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho, dizendo: "José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que foi nela foi gerado é . do ESPÍRITO SANTO E ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de JESUS, porque ele é o que salvará o seu povo dos seus pecados ". Ora, tudo isso aconteceu que o que foi dito pelo Senhor por intermédio do profeta que se cumprisse, dizendo "Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel", que traduzido significa " DEUS conosco. " E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua esposa, e manteve virgem até que ela deu à luz um filho; e ele pôs o nome de JESUS. (1: 18-25)
A história bíblica registra alguns nascimentos incríveis e espetaculares. O nascimento de Isaque a uma mulher que era estéril quase cem anos de idade, que estava rindo com a idéia de ter um filho, era um evento milagroso. O ventre da esposa estéril de Manoá foi aberta e ela deu à luz Sansão, que era transformar um leão dentro para fora, matar mil homens, e puxe para baixo um templo pagão. O nascimento de Samuel, o profeta e Ungidor dos reis, para a Hannah estéril, cujo ventre o Senhor lhe havia cerrado, revelou providencial poder divino. Isabel era estéril, mas através do poder de DEUS, ela deu à luz a João Batista, de quem JESUS disse que não tinha ainda sido ninguém maior "entre os nascidos de mulher" (Mat. 11:11). Mas o nascimento virginal do Senhor JESUS supera tudo isso.
Fantasia e mitologia ter falsificado o nascimento virginal de JESUS CRISTO com uma proliferação de contas falsas destinadas a minimizar o Seu nascimento absolutamente única.
Por exemplo, os romanos acreditavam que Zeus impregnado Semele sem contato e que ela concebeu Dioniso, senhor da terra. Os babilônios acreditavam que Tammuz (ver Ez 08:14.) Foi concebida nos Semiramis sacerdotisa por um raio de sol. Em uma história antiga Suméria / Accadian inscrito numa parede, Tukulti II (890-884 AC ) contou como os deuses criou no ventre de sua mãe. Foi ainda alegado que a deusa da procriação supervisionou a concepção do Rei Senaqueribe (705-681 AC ). Na concepção de Buda, sua mãe supostamente viu um grande elefante branco entrar em seu ventre. Hinduísmo afirmou que a Vishnu divina, depois de reencarnações como um peixe, tartaruga, javali, e leão, desceu para o útero de Devaki e nasceu como seu filho Krishna. Há até mesmo uma lenda que Alexandre, o Grande, foi nascido de uma virgem pelo poder de Zeus através de uma cobra que impregnado sua mãe, Olímpia. Satanás criou muitos mais desses mitos para falsificar o nascimento de CRISTO, a fim de fazê-lo parecer ou comum ou lendária.
A ciência moderna ainda fala de partenogênese, que vem de um termo grego que significa "nascimento virginal" No mundo das abelhas, ovos não fertilizados se desenvolvem em drones, ou machos.Partenogênese Artificial tem sido bem sucedido com os ovos não fertilizados de bichos. Os ovos de ouriços do mar e vermes marinhos começaram a desenvolver-se quando colocados em várias soluções salinas. Em 1939 e 1940, os coelhos foram produzidos (todos do sexo feminino), através de químicos e temperatura influências sobre óvulos. Nada disso jamais chegou perto de contabilidade para os seres humanos; todos esses partenogênese é impossível dentro da raça humana. A ciência, como mitologia, não tem explicação para o nascimento virginal de CRISTO. Ele não era nem apenas o filho de uma mulher que era estéril, nem uma aberração da natureza. Até o claro testemunho da Escritura, Ele foi concebido por DEUS e nascido de uma virgem.
No entanto, as pesquisas religiosas tomadas ao longo dos últimos várias gerações revelam o impacto da teologia liberal em um declínio acentuado e contínuo na porcentagem de cristãos professos que acreditam no nascimento virgem, e, portanto, na divindade, de JESUS CRISTO. É de se perguntar por que eles querem ser identificados com uma pessoa que, se o seu julgamento Dele fosse correta, tinha que ter sido enganado ou enganosa ou-uma vez que todos os quatro evangelhos explicitamente ensinam que JESUS considerava-se mais do que um homem. É evidente a partir do resto do Novo Testamento, bem como a partir de registros históricos, que JESUS, seus discípulos, e todos da igreja primitiva o segurou para ser outro senão o divino Filho de DEUS. Mesmo os seus inimigos sabiam que Ele alegou tal identidade (João 5: 18-47).
A personalidade religiosa popular disse em uma entrevista há alguns anos que ele não poderia em forma impressa ou em público negar o nascimento virginal de CRISTO, mas que nem ele poderia pregar ou ensinar. "Quando eu tenho algo que eu não consigo entender", ele explicou: "Eu simplesmente não lidar com isso." Mas ignorar o nascimento virginal é ignorar a divindade de CRISTO. E ignorar a Sua divindade é o mesmo que negar. Encarnação real exige um nascimento virginal real.
Mas tal descrença não deveria nos surpreender. A incredulidade tem sido maior problema do homem desde a queda, e sempre foi vista maioria do homem. Mas "E então?" Paulo pergunta. "Se alguns não creram, a incredulidade deles não vai anular a fidelidade de DEUS, será que vai Mas longe esteja Em vez disso, seja DEUS verdadeiro, e todo homem seja achado mentiroso?!" (Rom. 3: 3-4) . Cada fiel profeta, pregador, ou o professor em algum momento pediu com Isaías e Paulo: "Senhor, quem deu crédito à nossa pregação?" (Rom 10:16; cf. Is. 53: 1.). Mas a opinião popular, até mesmo dentro da igreja, nem sempre tem sido uma fonte confiável de verdade. Quando os homens escolher quais partes da Palavra de DEUS para acreditar e seguir, eles se colocarem acima da Sua Palavra e, portanto, acima d'Ele (cf. Sl 138: 2.).
O propósito de Mateus, por escrito, a seu relato evangelho era em parte de desculpas, não no sentido de fazer um pedido de desculpas para o evangelho, mas no sentido mais tradicional de explicar e defender-lo contra seus muitos ataques e deturpações. Humanidade de JESUS foi muitas vezes criticado e sua divindade, muitas vezes negada. Possivelmente durante Seu ministério terreno, e, certamente, após a Sua morte e ressurreição, é provável que JESUS foi caluniado pela acusação de que Ele era o filho ilegítimo de Maria por um homem desconhecido, talvez um soldado romano guarnecida na Galiléia.Foi reivindicação de divindade de JESUS; no entanto, que mais enfureceu os líderes judeus e os trouxe para exigir a sua morte. "Por isso, pois os judeus procuravam ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que DEUS era seu próprio Pai, fazendo-se igual a DEUS" (João 5:18).
Certamente não é por acaso, portanto, que o início do Evangelho de Mateus, no início do Novo Testamento, é dedicado a estabelecer tanto a humanidade real e da divindade de JESUS CRISTO. Além de JESUS "ser humano e divino, não há evangelho. A encarnação de JESUS CRISTO é a verdade central do cristianismo. Toda a superestrutura da teologia cristã é construído sobre ele. A essência eo poder do evangelho é que DEUS se fez homem e que, por ser ao mesmo tempo totalmente DEUS e totalmente homem, Ele era capaz de reconciliar os homens com DEUS. Nascimento virginal de JESUS, Sua substitutiva morte expiatória, ressurreição, ascensão e retorno são todos os aspectos essenciais da sua divindade. Eles permanecer ou cair juntos. Se algum desses ensinamentos-todos claramente ensinada no Novo Testamento-for rejeitada, todo o evangelho é rejeitada. Nada faz sentido, ou poderia ter qualquer significado ou poder, para além dos outros. Se essas coisas não eram verdadeiras, mesmo ensinamentos morais de JESUS seria suspeito, porque se Ele deturpou quem Ele era por preposterously reivindicando igualdade com DEUS, como pode qualquer coisa que ele disse que é confiável? Ou se os escritores do evangelho deturpado quem Ele era, por que nós confio sua palavra sobre qualquer outra coisa que ele disse ou fez?
Certa vez, JESUS perguntou aos fariseus uma pergunta sobre si mesmo que os homens têm perguntado em cada geração desde então: "O que você pensa a respeito do CRISTO, quem é filho" (Mat. 22:42). Essa é a pergunta Mateus responde no primeiro capítulo deste evangelho. JESUS é o Filho humano do homem e do divino Filho de DEUS.
Como vimos, os primeiros dezessete versículos dão linhagem seu humana de JESUS ascendência real de Abraão através de Davi e através de José, seu pai humano legal. Os líderes judeus da época do Novo Testamento reconheceram que o Messias seria da linhagem real de Davi; mas, na maioria das vezes, eles concordaram em pouco mais do que isso a respeito dele.
A história nos informa que até mesmo os fariseus conservadores não acreditam que o Messias seria divino. Se JESUS não tivesse reivindicado a ser mais do que o filho de Davi, Ele pode ter começado a convencer alguns dos líderes judeus de Sua messianidade. Uma vez que ele afirmou ser DEUS, no entanto, eles rejeitaram imediatamente. Muitas pessoas ainda hoje estão dispostos a reconhecê-lo como um grande professor, um modelo de alto caráter moral, e até mesmo um profeta de DEUS. Eram Ele não mais do que essas coisas, no entanto, Ele não poderia ter conquistado o pecado, a morte, Satanás. Em suma, ele não poderia ter salvo o mundo. Ele também teria sido culpado de grosseiramente deturpar a Si mesmo.
É interessante que alguns intérpretes condescendentes do Novo Testamento reconhecem que Mateus e outros escritores acreditavam sinceramente e ensinou que JESUS foi concebido por obra do ESPÍRITO SANTO, que Ele não tinha pai humano. Mas, segundo eles, aqueles homens eram incultos e cativo para as superstições habituais e mitos de suas épocas. Eles simplesmente pegou nas muitas lendas nascimento virgem que eram comuns no mundo antigo e adaptou-os para a história do evangelho.
É verdade que as religiões pagãs daquele dia, como os de Semiramis e Tammuz, teve mitos de vários tipos que envolvem concepções milagrosas. Mas o caráter imoral e repulsivo dessas histórias não podem ser comparados com os relatos evangélicos. Essas histórias são falsificações vis de Satanás de pura verdade de DEUS. Porque o nascimento virginal de JESUS CRISTO é fundamental para o evangelho, é uma verdade que falsos sistemas, satânico da religião vai negar, falsificado, ou deturpar.
O relato de Mateus da concepção divina de JESUS é fácil e simples. É dado como história, mas a história que só poderia ser conhecido pela revelação de DEUS e realizada por milagre divino. É essencial para a encarnação.
Depois de estabelecer a linhagem humana de JESUS a partir de Davi, Mateus passa a mostrar a Sua divina "linhagem". Esse é o propósito de versículos 18-25, que revelam cinco verdades distintas sobre o nascimento virginal de CRISTO. Nós vemos o nascimento virginal concebido, confrontado, esclareceu, conectado, e consumado.
O nascimento virginal
Ora, o nascimento de JESUS CRISTO foi assim. Quando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se grávida pelo ESPÍRITO SANTO. (1:18)
Embora por si só não provar autoria divina, o próprio fato de que a conta da concepção divina de JESUS é dada em apenas um versículo sugere fortemente que a história não era feita pelo homem.Simplesmente não é próprio da natureza humana para tentar descrever algo tão absolutamente importante e maravilhosa em um breve espaço. Nossa inclinação seria expandir, elaborar, e tentar dar todos os detalhes possíveis. Mateus continua a dar informações adicionais relacionadas com o nascimento virginal, mas o fato de que é dada em uma frase-a primeira frase do verso 18 ser meramente introdução.Dezessete versos são dadas à listagem genealogia humana de JESUS; mas apenas parte de um verso de Sua genealogia divina. Em Sua divindade "desceu" de DEUS por um ato miraculoso e nunca repetida do ESPÍRITO SANTO; ainda o ESPÍRITO SANTO não faz nada mais do que afirmar com autoridade o fato. A fabricação humana chamaria para o material muito mais convincente.
Nascimento é da mesma raiz grega como "genealogia" no versículo 1, indicando que Mateus está aqui dando um relato paralelo de ascendência-este tempo de JESUS a partir do lado de Seu Pai.
Temos poucas informações sobre Maria . É provável que ela era natural de Nazaré e que ela veio de uma família relativamente pobre. De Mateus 27:56, Marcos 15:40 e João 19:25 aprendemos que ela tinha uma irmã chamada Salomé, a mãe de Tiago e João (que, portanto, eram primos de JESUS). De Lucas 3 recebermos sua linhagem de Davi. Se, como muitos acreditam, o Eli (ou Heli) de Lucas 3:23 era o pai-de-lei de José (Mateus dá o pai de José, como Jacó, 1:16), em seguida, Eli era o pai de Maria. Sabemos que Elisabete, a esposa de Zacarias, era "parente" de Maria (Lucas 1:36), provavelmente seu primo.Esses são os únicos parentes, além de seu marido e filhos, de quem o Novo Testamento fala.
Maria era uma mulher temente a DEUS que se mostrou sensível e submisso à vontade do Senhor. Após o anúncio do anjo Gabriel de que ela seria a mãe de "Filho de DEUS", disse Maria, "eis que o servo do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra "(Lucas 1: 26-38). Maria também estava acreditando. Ela se perguntava como podia conceber: "Como pode ser isso, já que eu sou virgem" (Lucas 1:34). Mas ela nunca questionou o anjo foi enviado por DEUS ou que o que ele disse era verdade. Elisabete, "cheio do ESPÍRITO SANTO", testemunhou de Maria, "Bem-aventurada aquela que acreditou que teriam cumprimento do que havia sido falado com ela pelo Senhor" (v. 45). Humilde reverência, gratidão e amor de Maria para DEUS é visto em sua magnífica Magnificat, como Lucas 1: 46-55 é muitas vezes chamado. Começa: "Minha alma exalta o Senhor, e meu espírito se alegra em DEUS, meu Salvador ... porque o Poderoso fez em mim grandes coisas;. E santo é o seu nome" (vv 47, 49.).
Sabemos ainda menos de José do que de Maria. O nome de seu pai era Jacó (Mat. 1:16), e ele era um artesão, um operário da construção civil ( TEKTON ), provavelmente um carpinteiro (Mat. 13:55).Mais importante ainda, ele era um "homem justo" (1:19), um santo do Antigo Testamento.
É possível que tanto José e Maria eram muito jovens quando eles estavam noivos . As raparigas eram muitas vezes prometida tão jovem quanto doze ou treze anos, e os meninos quando eles estavam vários anos mais velhos do que isso.
Por costume judaico, um noivado significou mais do que um compromisso no sentido moderno. Um casamento hebraico envolveu duas fases, a kiddushin (noivado) eo huppah (cerimônia de casamento). O casamento foi quase sempre arranjado pelas famílias dos noivos, muitas vezes sem consultá-los. Um contrato foi feito e foi selado com o pagamento dos mohar , o preço dote ou noiva, que foi paga pelo noivo ou sua família para o pai da noiva. O mohar serviu para compensar o pai para as despesas do casamento e para fornecer um tipo de seguro para a noiva no caso de o noivo ficou insatisfeito e divorciou-se dela. O contrato foi considerado vinculativo, logo que ele foi feito, e o homem ea mulher foram considerados legalmente casados, embora a cerimônia de casamento ( huppah ) e consumação muitas vezes não ocorreu até o máximo de um ano depois. O período de noivado serviu como um tempo de provação e teste de fidelidade. Durante esse período, a noiva eo noivo normalmente tinha pouca, ou nenhuma, o contato social com o outro.
José e Maria tinham experimentado nenhum contato sexual com o outro, como a frase antes de se ajuntarem indica. A pureza sexual é altamente considerada nas Escrituras, em ambos os testamentos. DEUS dá grande valor à abstinência sexual fora do casamento e da fidelidade sexual dentro do casamento. A virgindade de Maria era uma evidência importante de sua piedade. A razão para questionar D.C sua concepção de Gabriel foi o fato de que ela sabia que ela era virgem (Lucas 1:34). Este testemunho protege da acusação de que JESUS nasceu de um outro homem.
Mas a virgindade de Maria protegido muito mais do que seu próprio caráter moral, reputação e legitimidade do nascimento de JESUS. Ele protegeu a natureza do divino Filho de DEUS. A criança nunca é chamado o filho de José; José nunca é chamado o pai de JESUS, e José não é mencionado na canção de louvor de Maria (Lucas 1: 46-55). Se JESUS foi concebido pelo ato de um homem, seja José ou qualquer outra pessoa, Ele não poderia ter sido divino e não poderia ter sido o Salvador. Suas próprias reivindicações sobre Ele mesmo teria sido mentiras, e Sua ressurreição e ascensão teria sido hoaxes. E a humanidade permaneceria para sempre Perdido and Damned.
Obviamente concepção de JESUS pelo ESPÍRITO SANTO é um grande mistério. Mesmo tinha Ele queria fazê-lo, como DEUS poderia ter explicado para nós, em termos poderíamos compreender, como esse tipo de mistura do divino e humano poderia ter sido realizado? Nós não mais poderia imaginar uma coisa dessas do que podemos imaginar DEUS de criar o universo a partir do nada, o seu ser um só DEUS em três Pessoas, ou Sua dando uma inteiramente nova natureza espiritual para aqueles que confiam em Seu Filho. Entendimento de tais coisas terão que aguardar o céu, quando vemos o nosso "face a face" Senhor e "conhecerei como [que] foram totalmente conhecido" (1 Cor. 13:12). Nós aceitamos pela fé.
O nascimento virginal não deve ter surpreendido os judeus que conheciam e acreditavam no Antigo Testamento. Por causa de uma má interpretação da frase "Uma mulher deve abranger um homem" em Jeremias 31:22, muitos rabinos acreditavam que o Messias teria um nascimento incomum. Eles disseram, "Messias é não ter nenhum pai terreno", e "o nascimento do Messias será como o orvalho do Senhor, como gotas sobre a relva sem a ação do homem." Mas, mesmo que a má interpretação de um texto obscuro (uma interpretação também defendida por alguns dos Padres da Igreja) assumiu um nascimento original para o Messias.
Não só teve Isaías indicava tal nascimento (7:14), mas, mesmo em Gênesis temos um vislumbre dele. DEUS falou com a serpente da inimizade que passaria a existir entre "sua descendência ea sua descendência [de Eva]" (Gn 3:15). Em um sentido técnico a semente pertence ao homem, e impregnação de Maria pelo ESPÍRITO SANTO é o único caso na história da humanidade que uma mulher tinha uma semente dentro dela que não veio de um homem. A promessa feita a Abraão em causa "a sua semente", uma forma comum de se referir à prole. Esta referência única para "sua semente" olha além Adão e Eva a Maria ea JESUS CRISTO. As duas sementes de Gênesis 3:15 pode ser visto em um sentido simples como coletivo; ou seja, eles podem se referir a todos aqueles que fazem parte da descendência de Satanás, e para todos aqueles que a parte de Eve. Essa visão vê a guerra entre os dois como fúria de todos os tempos, com o povo de justiça, eventualmente, obter a vitória sobre o povo do mal. Mas "semente" também pode ser singular, na medida em que se refere a uma grande produto, final, glorioso de uma mulher, que será o próprio Senhor-nascido sem semente masculina. Nesse sentido, a previsão é messiânica. Pode ser que a profecia olha para o colectivo e ambos os significados individuais.
Paulo é muito claro quando nos diz que "Quando a plenitude dos tempos, DEUS enviou o seu Filho, nascido de uma mulher" (Gal. 4: 4). Não há pai humano em que o verso. JESUS tinha que ter um pai humano ou Ele não poderia ter sido humana, e, assim, um participante da nossa carne. Mas Ele também teve que ter uma filiação divina ou Ele não poderia ter feito um sacrifício sem pecado e perfeita em nosso nome.

O nascimento virginal é Questionado
E José, seu esposo, sendo um homem justo, e não querendo desonrar ela, desejada para deixá-la secretamente. Mas quando ele tinha considerado isso, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho, dizendo: "José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que foi nela foi gerado é do ESPÍRITO SANTO. " (1: 19-20)
Como já foi mencionado, apesar de José e Maria foram apenas prometida neste momento (v. 18), ele foi considerado seu marido e ela foi considerada a sua esposa . Pela simples razão de que ele era um homem justo , José teve um duplo problema, pelo menos em sua própria mente. Em primeiro lugar, por causa de seus padrões morais justos, ele sabia que ele não deveria ir em frente com o casamento por causa da gravidez de Maria. Ele sabia que ele não era o pai e assumiu, muito naturalmente, que Maria tinha tido relações com outro homem. Mas em segundo lugar, por causa do seu justo amor e bondade, ele não podia suportar a idéia de envergonhar sua publicamente (a prática comum de seu tempo em relação a esse delito), muito menos de exigir sua morte, como previsto pela lei (Deut . 22: 23-24). Não há nenhuma evidência de que José sentiu raiva, ressentimento ou amargura. Ele havia sido humilhado (se o que ele tinha sido assumido Verdadeiro), mas sua preocupação não era para sua própria vergonha, mas para Maria. Ele foi não querendo desonrar sua pela exposição pública de seu suposto pecado. Porque ele a amava tão profundamente ele determinou simplesmente para deixá-la secretamente .
Apoluo significa, literalmente, colocar ... longe , como foi traduzido aqui, mas foi o termo comum usado para o divórcio. O plano de José era divorciar-se dela secretamente , embora em pouco tempo todo mundo teria imaginado que quando o casamento nunca se materializou. Mas por um tempo, pelo menos, ela estaria protegido, e que ela iria viver.
Enquanto ele considerou esta , no entanto, um anjo do Senhor apareceu-lhe em sonho e dissipadas seus medos. " José, filho de Davi, não tenhas medo [parar de ter medo] para receber Maria, tua esposa, pois o que foi nela foi gerado é do ESPÍRITO SANTO . " Este versículo enfatiza o caráter sobrenatural de todo o evento. Para reforçar as palavras de incentivo, bem como para verificar a linhagem real de JESUS, o anjo dirigida José como filho de Davi . Mesmo que ele não era o verdadeiro filho de José, JESUS era seu filho legal. Seu Pai, na realidade, era DEUS, que o concebeu pelo ESPÍRITO SANTO. Mas o Seu direito real na linhagem de Davi veio por José.
A frase que foi nela foi gerado é do ESPÍRITO SANTO é profunda. Com estas palavras, é o último testemunho do nascimento virginal. É o testemunho do santo anjo do Senhor DEUS.
Um crítico já acenou com a mão para DEUS e chamou-o um mentiroso profana com as seguintes palavras:. ". Não havia nada de peculiar sobre o nascimento de JESUS Ele não era DEUS encarnado e nenhuma mãe virgem deu à luz a Igreja em sua zelo antigo pai de um mito e tornou-se ligado a ele como um dogma. " Mas o testemunho da Escritura está.
 
O nascimento virginal é Esclarecido
"E ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de JESUS, porque ele é o que salvará o seu povo dos pecados deles" (1:21)
Como que para reforçar a verdade da concepção divina de JESUS, o anjo diz José que ela dará à luz um Filho . José atuaria como pai terreno de JESUS, mas ele só seria um pai adotivo. Genealogia de Lucas de JESUS através da linha de Maria diz com precisão Ele era " supostamente o filho de José "(03:23, ênfase adicionada).
José foi dito para nomear o Filho ... JESUS , assim como Zacharias foi dito para nomear seu filho João (Lucas 1:13). Não nos é dito o propósito ou o significado do nome de João, mas o de JESUS foi claro, mesmo antes de seu nascimento. JESUS é uma forma de o Josué hebraico, Jesuá, ou Jehoshua, o significado básico de que é "Jeová (Yahweh) vai salvar ". Todos os outros homens que tinham esses nomes testemunhado por seus nomes para a salvação do Senhor. Mas este Aquele que nasceria de Maria não só iria testemunhar da salvação de DEUS, mas Ele mesmo seria que a salvação. Por Sua própria obra Eleiria salvar o seu povo dos seus pecados.

O nascimento virginal foi previsto
Ora, tudo isso aconteceu que o que foi dito pelo Senhor por intermédio do profeta que se cumprisse, dizendo: "Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel", que traduzido significa, "DEUS conosco". (1: 22-23)
Neste ponto Mateus explica que o nascimento virginal de JESUS foi predito por DEUS no Antigo Testamento. O Senhor identifica claramente o nascimento de CRISTO como um cumprimento da profecia. Tudo isso refere-se aos fatos sobre o nascimento divino de JESUS CRISTO. E o grande milagre de Seu nascimento foi o cumprimento do que foi dito pelo Senhor por intermédio do profeta . Essa frase dá uma definição simples e direta de inspiração bíblica como a Palavra do Senhor que vem através de instrumentos humanos. DEUS faz o ditado ; o instrumento humano é apenas um meio de levar a Palavra divina aos homens. Com base nessas palavras do Senhor dada por intermédio de Mateus texto do Antigo Testamento de Isaías deve ser interpretado como prever o nascimento virginal de JESUS CRISTO.
Mateus usa repetidamente a frase poderia ser cumprido (02:15, 17, 23; 08:17; 12:17; 13:35; 21: 4; 26:54; etc.) para indicar maneiras pelas quais JESUS e eventos relacionados para Seu ministério terreno, foram cumprimentos da profecia do Antigo Testamento. As verdades básicas e acontecimentos do Novo Testamento foram culminations completação, ou realizações da revelação que DEUS já tinha feito, embora muitas vezes a revelação tinha sido de forma velada e parcial.
A cena em Isaías 7 é o reinado do Rei Acaz em Judá. Embora filho do grande Uzias, ele era um rei perverso. Ele encheu a Jerusalém com os ídolos, restabeleceu a adoração de Moloque, e queimou seu próprio filho como um sacrifício para que DEUS. Rezin, rei da Síria (Aram), e Peca, rei de Israel (também chamado Samafla naquela época), decidiu retirar Acaz e substituí-lo por um rei que iria fazer o seu lance. Diante de tal ameaça para o povo de Israel e para a linha real de Davi, Acaz, em vez de virar a DEUS por ajuda, procurou a ajuda de Tiglate-Pileser, o rei do mal dos assírios. Ele ainda saquearam e enviado para Tiglate-Pileser o ouro ea prata do Templo.
Isaías chegou a Acaz e relatou que DEUS iria libertar o povo dos dois reis inimigos. Quando Acaz recusou-se a ouvir, Isaías respondeu com a notável profecia messiânica de 07:14.
Como é que uma previsão do nascimento virginal do Messias se encaixam nessa cena antiga? Isaías estava dizendo a rei perverso que ninguém iria destruir o povo de DEUS ou da linhagem real de Davi.Quando o profeta disse: "O Senhor vos dará um sinal", ele usou um plural você , indicando que Isaías também falava a toda a nação, dizendo-lhes que DEUS não permitiria que Rezim e Peca, ou qualquer outra pessoa, para destruí-los e da linhagem de Davi (cf. Gen. 49:10; 2 Sm. 7:13). Mesmo que as pessoas vieram para as mãos de Tiglate-Pileser, que destruiu o reino do norte e invadiram Judá, em quatro ocasiões, DEUS preservou-los apenas como prometeu.
Isaías também refere-se a uma outra criança que nasceria; e antes que a criança (Maher-Salal-Hás-Baz) seria idade suficiente para "comer manteiga e mel" ou "sabe o suficiente para rejeitar o mal e escolher o bem," as terras de Rezim e Peca seria abandonado (7: 15- 16). Com certeza, antes de a criança nascer com a esposa de Isaías tinha três anos esses dois reis estavam mortos. Assim como a antiga profecia de uma criança veio a acontecer, por isso fez a profecia do nascimento virginal do Senhor JESUS CRISTO. Ambos eram sinais de que DEUS não acabaria abandonará o seu povo. O maior sinal foi que Emanuel, que traduzido significa, "DEUS conosco ", viria.
Em Isaías 7:14, o versículo aqui citado por Mateus; o profeta usou a palavra hebraica 'almâ . Uso do Antigo Testamento de 'almâ favorece a tradução "virgem". A palavra aparece pela primeira vez em Gênesis 24:43, em conexão com Rebeca, a futura noiva de Isaque. A versão Rei Tiago diz: "Eis que estou junto à fonte de água, e ela deve vir a passar, que, quando a donzela que sair para tirar água." No versículo 16 do mesmo capítulo Rebekah é descrita como uma "donzela" ( na'ărâ ) e uma "virgem" ( Betula ). Deve-se concluir que 'almâ nunca é usado para se referir a uma mulher casada. A palavra ocorre outras cinco vezes nas Escrituras (Ex. 2:.. 8; Sl 68:25; Pv 30:19; Canção do Sol. 1: 3; 6: 8), e, em cada caso contém a idéia de uma virgem . Até tempos recentes, sempre foi traduzido como tal pelos dois estudiosos judeus e cristãos.
O mais famoso intérprete medieval judaica, Rashi (1040-1105), que era um adversário do cristianismo, fez o seguinte comentário: "Eis aqui a 'almâ conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel "significa que o nosso Criador deve ser . conosco e este é o sinal: Aquele que vai conceber é uma menina ( na'ărâ .) que nunca em sua vida teve relações sexuais com qualquer homem Após este deve o ESPÍRITO SANTO tem poder ". Deve-se notar que em hebraico moderno a palavra virgem ou é 'almâ ou bétula . Por que Isaías não usou Betula ? Porque às vezes é usado no Antigo Testamento de uma mulher casada que não é virgem (Dt 22:19; Joel 1: 8.).
'Almâ pode significar "virgem", e é assim que os tradutores judeus da Septuaginta (Antigo Testamento grego) traduziram a palavra de Isaías 7:14 (pelos gregos parthenos , "virgens") - várias centenas de anos antes do nascimento de CRISTO. O "sinal" de que Isaías falou foi dada especificamente ao Rei Acaz, que temia que a linhagem real de Judá pode ser destruída por Síria e Israel. O profeta garantiu ao rei que DEUS proteja essa linha. O nascimento de um filho e a morte dos reis seriam os sinais que garantem a sua protecção e preservação. E, no futuro, haveria um maior nascimento, o nascimento virginal de DEUS encarnado, para garantir a aliança com o povo de DEUS.
Mateus não deu o prazo 'almâ um cristão "twist", mas usou-o com o mesmo significado com o qual todos os judeus da época usou. Em qualquer caso, o seu ensinamento do nascimento virginal não depende dessa palavra. É feito incontestavelmente claro pelas declarações anteriores de que a concepção de JESUS foi "pelo ESPÍRITO SANTO" (vv. 18, 20).
O nome do Filho, nascido de uma virgem seria Emanuel, que traduzido significa: "DEUS conosco". Esse nome foi usado mais como um título ou descrição do que como um bom nome. Em sua encarnação JESUS foi, no sentido mais literal, DEUS conosco.
O fato de que uma virgem será com a criança é maravilhoso, uma virgem grávida! Igualmente maravilhoso é que ela será chamado pelo nome de Emanuel .
O Antigo Testamento promete repetidamente que DEUS está presente com o seu povo, para garantir o seu destino em sua aliança. O Tabernáculo e no Templo se destinavam a ser símbolos de que a presença divina. O prazo para o tabernáculo é Tabernáculo , que vem de Shakan , ou seja, para habitar, descanso, ou obedecer. A partir desse raiz o termo Shekinah também veio, referindo-se a presença da glória de DEUS. A criança nasceu era para ser o Shekinah, o verdadeiro Tabernáculo de DEUS (cf. Jo 1,14). Isaías foi o instrumento através do qual a Palavra do Senhor anunciou que DEUS habitar entre os homens em carne visível e-encarnação mais sangue íntimo e pessoal do que o Tabernáculo ou Templo em que Israel tinha adorado.
O nascimento virginal foi Consumado
E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua esposa, e manteve virgem até que ela deu à luz um filho; e ele pôs o nome de JESUS. (1: 24-25)
Isso José, despertando do sono indica que o sonho revelador tinha chegado a ele, enquanto ele dormia, como única comunicação, direta de DEUS foi usado em outras ocasiões para revelar as Escrituras (cf. Gen. 20 (cf. v 20.): 3; 31 : 10-11; Números 12:. 6; 1 Reis 3: 5; Jó 33: 14-16). Note-se que todos os seis ocorrências do Novo Testamento de onar ("sonhar") estão em Mateus e preocupação do Senhor JESUS CRISTO (ver 1:20; 2: 12-13, 19, 22; 27:19).
Não sabemos nada sobre a reação de José, exceto que ele imediatamente obedeceu, fazendo como o anjo do Senhor lhe ordenara . Podemos imaginar o quão grande seus sentimentos de espanto, alívio e gratidão deve ter sido. Não só ele seria capaz de levar sua amada Maria como sua esposa com honra e justiça, mas ele seria dado o cuidado do próprio Filho de DEUS, enquanto ele estava crescendo.
Esse fato por si só indica a profundidade da piedade de José. É inconcebível que DEUS confiaria seu filho em uma família em que o pai não estava totalmente comprometido e fiel a Ele.
Nós sabemos mais nada da vida de José exceto sua tomar o JESUS infantil ao Templo para dedicação (Lucas 2: 22-33), a sua tomada de Maria e JESUS para o Egito para protegê-lo sangrenta edital de Herodes e do retorno (Mt 02:13. -23), e seu levando sua família para a Páscoa em Jerusalém quando JESUS tinha doze anos (Lucas 2: 42-52). Nós não temos nenhuma idéia de quando José morreu, mas poderia ter sido bem antes de JESUS começou Seu ministério público. Obviamente que era antes da crucificação de JESUS, porque a partir da cruz JESUS deu a sua mãe aos cuidados de João (João 19:26).
Aparentemente, a cerimônia de casamento, quando José tomou como sua esposa, foi realizada logo após o anúncio do anjo. Mas ele manteve virgem até que ela deu à luz um Filho. Mateus deixa claro que ela permaneceu virgem até que ela deu à luz, o que implica que as relações conjugais normais começou após esse tempo. O fato de que os irmãos e irmãs de JESUS são mencionados várias vezes nos evangelhos (Mateus 12:46; 13:. 55-56; Marcos 6: 3; etc.) provar que Maria não permanecer virgem perpetuamente, como alguns afirmam .
Como um último ato de obediência à instrução de DEUS através do anjo, José pôs o nome de JESUS, indicando que Ele era para ser o Salvador (cf. v. 21).
O nascimento sobrenatural de JESUS é o único caminho para dar conta da vida que Ele viveu. Um cético que negou o nascimento virginal vez perguntei a um cristão: "Se eu lhe disse que criança ali nasceu sem um pai humano, você acreditaria em mim?" O crente respondeu: "Sim, se ele viveu como JESUS viveu." A maior prova fora de nascimento e divindade sobrenatural de JESUS é a Sua vida.
 
 
JOSÉ - - Comentário Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT - A Genealogia de CRISTO - Mateus 1.1-17
Com respeito a essa genealogia de nosso Salvador, observe:
I
Seu título. É o livro (ou o relato, de acordo com o significado dado, às vezes, à palavra hebraica sepher, um livro) da genealogia de JESUS CRISTO, de seus ancestrais conforme a carne; ou a narrativa de seu nascimento. É o Biblos Geneseos – um livro do Gênesis. O Antigo Testamento começa com o livro da criação do mundo, e é a sua glória que seja assim; mas a glória do Novo Testamento, exaltada neste documento, é começar com a genealogia daquele que criou o mundo. Como DEUS, suas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade (Mq 5.2), e ninguém pode explicar aquela criação; mas, como homem, Ele foi enviado na plenitude dos tempos, nasceu de uma mulher, e é esta criação que é proclamada aqui.
II
A principal intenção dela. Não é uma genealogia sem fim ou desnecessária; não é presunçosa como são geralmente as dos grandes homens. Stemmata, quid faciunt? – Qual a utilidade das antigas genealogias? Deviam ser usadas como evidência, para comprovar um título e apoiar uma alegação; o objetivo aqui é provar que o nosso Senhor JESUS CRISTO é o filho de Davi e o filho de Abraão, e, portanto, daquela nação e daquela família através da qual o Messias estava para surgir. Abraão e Davi eram, em seus dias, os grandes depositários da promessa relativa ao Messias. A promessa da bênção foi feita a Abraão e à sua semente, e a do poder, a Davi e à sua semente; e aqueles que teriam um envolvimento com CRISTO, como o filho de Abraão, em quem serão abençoadas todas as famílias da terra, deveriam ser fiéis e leais súditos dele como o filho de Davi, por quem serão governadas todas as famílias da terra. Foi prometido a Abraão e a Davi que CRISTO descenderia deles (Gn 12.3; 22.18; 2 Sm 7.12; Sl 89.3ss.; Sl132.11); conseqüentemente, a menos que possa ser provado que JESUS é um filho de Davi, e um filho de Abraão, não podemos aceitar que Ele seja o Messias. Agora isso está provado aqui através dos registros autênticos do ofício da aristocracia. Os judeus eram muito precisos em manter a sua genealogia, e havia prudência nisso, pois assim podiam esclarecer a linhagem do Messias a partir dos patriarcas; e desde a sua vinda essa nação está tão dispersa e confusa que existe uma questão sobre se qualquer pessoa no mundo pode legalmente provar que é um filho de Abraão. De qualquer maneira, é certo que ninguém pode provar que é um filho de Abraão ou de Davi; desse modo, o ofício de sacerdote e de rei deve ser abandonado, como perdido para sempre, ou ser colocado nas mãos de nosso Senhor JESUS. CRISTO é aqui, pela primeira vez, chamado de filho de Davi, porque sob esse título, ele era freqüentemente comentado e esperado entre os judeus. Aqueles que reconheciam ser ele o CRISTO, chamavam-no de filho de Davi (Mt 15.22; 20.31;21.15). Desse modo, portanto, o evangelista tem a tarefa de comprovar que Ele não é apenas um filho de Davi, mas aquele filho de Davi sobre cujos ombros deveria estar o governo; não apenas um filho de Abraão, mas aquele filho de Abraão que seria o pai de muitas nações.
Ao chamar CRISTO de filho de Davi, e filho de Abraão, ele mostra que DEUS é fiel à sua promessa, e cumprirá tudo o que disse: 1. Embora o cumprimento fosse adiado por um longo período. Quando DEUS prometeu a Abraão um filho, que deveria ser a grande bênção do mundo, talvez ele esperasse que este fosse seu filho imediato; mas ficou comprovado que se tratava de um descendente que estava a quarenta e duas gerações de distância, cerca de 2.000 anos. DEUS pode profetizar com muita antecedência aquilo que deve ser feito e, às vezes, muito tempo depois cumprir o que foi prometido. Observe que embora a demora em conceder as misericórdias prometidas exercite a nossa paciência, ela não enfraquece a promessa de DEUS. 2. Embora alguém comece a perder a esperança. Esse filho de Davi e de Abraão, que deveria ser a glória da casa de seu Pai, nasceu quando a semente de Abraão era um povo menosprezado, que recentemente se tornara tributário do jugo romano, e quando a casa de Davi havia mergulhado na obscuridade. Pois CRISTO seria uma raiz arrancada de solo seco. Note que o tempo de DEUS para o cumprimento de suas promessas geralmente é aquele em que as condições se mostram mais desfavoráveis.
III
Uma seqüência particular, descrita em linha reta diretamente a partir de Abraão, de acordo com as genealogias registradas no início dos livros de Crônicas (até onde elas vão), e cuja utilidade vemos aqui.
Algumas peculiaridades que podemos observar na genealogia:
1. Entre os ancestrais de CRISTO que eram irmãos, geralmente Ele descendia do irmão mais novo; assim foi com o próprio Abraão, Jacó, Judá, Davi, Natã e Resa; para mostrar que a superioridade de CRISTO vinha, não como no caso dos príncipes terrenos, da primogenitura de seus ancestrais, mas da vontade de DEUS, que, conforme o método de sua providência, exalta os menores depositando uma honra mais abundante sobre a parte que menos tinha.
2. Entre os filhos de Jacó, além de Judá, de quem veio Siló, a atenção é dada aqui a seus irmãos: Judá e seus irmãos. Não é feita menção a Ismael, filho de Abraão, ou a Esaú, o filho de Isaque, porque eles foram impedidos de entrar na congregação. Todos os filhos de Jacó foram recebidos, embora não fossem os pais de CRISTO; mas mesmo assim foram patriarcas da igreja (At 7.8), e por isso são mencionados na genealogia, para o encorajamento das doze tribos que foram espalhadas pelo mundo, insinuando a estas que elas têm um envolvimento com CRISTO, e que permanecem relacionadas tanto a Ele como a Judá.
3. Perez e Zerá, filhos gêmeos de Judá, são igualmente mencionados, embora somente Perez fosse ancestral de CRISTO, pela mesma razão que os irmãos de Judá são mencionados; e alguns pensam que seja porque o nascimento de Perez e Zerá contenha uma espécie de alegoria. Zerá colocou sua mão para fora primeiro, como se fosse o primogênito, mas quando a recolheu, Perez ficou com o direito da primogenitura. A igreja judaica, como Zerá, alcançou antes o direito de primogenitura, mas pela sua descrença, ao retrair a mão, a igreja gentílica, como Perez, adiantou-se e conquistou o direito de primogenitura; e assim em parte a cegueira atinge a Israel, até que os gentios atinjam a plenitude e, então, Zerá nascerá e todo Israel será salvo (Rm 11.25,26).
4. Há quatro mulheres, e somente quatro, listadas nesta genealogia; duas delas originariamente não pertencentes à comunidade de Israel. Raabe, uma cananéia e, além disso, prostituta, e Rute, a moabita; pois em JESUS CRISTO não há nem grego nem judeu; os forasteiros e os estrangeiros são, em CRISTO, bem-vindos como concidadãos dos santos. As duas outras eram adúlteras, Tamar e Bate-Seba; o que foi uma marca a mais de humilhação colocada sobre nosso Senhor JESUS. É particularmente observado em sua genealogia que Ele era um descendente delas, e nenhum véu é posto sobre este fato. Ele tomou sobre si a semelhança da carne pecaminosa (Rm 8.3), e aceita até mesmo os maiores pecadores – após eles se arrependerem – em seu círculo de relações mais próximas. Note que não devemos criticar as pessoas pelos escândalos de seus ancestrais; é algo que elas não podem controlar, e isto ocorre até mesmo com as melhores pessoas; ocorreu até mesmo com o nosso próprio Mestre. O fato de Davi ter gerado Salomão através daquela que havia sido a esposa de Urias é mencionado (diz o Dr. Whitby) para mostrar que o crime de Davi, devido ao arrependimento, estava muito longe de impedir o cumprimento da promessa que lhe fora feita. O cumprimento da promessa agradava tanto a DEUS, que Ele tolerou que fosse cumprida através daquela mulher.
5. Embora diversos reis sejam aqui citados, nenhum é chamado de rei, exceto Davi (v. 6). Davi, o rei; porque com ele foi feito o pacto da realeza, e a ele foi feita a promessa do reino do Messias, sobre quem é dito que herdará o trono de seu pai Davi (Lc 1.32).
6. Na linhagem dos reis de Judá, entre Jorão e Uzias (v. 8), existem três que não são citados, especificamente Acazias, Joás e Amazias; e conseqüentemente quando é dito que Jorão gerou a Uzias, isto significa, de acordo com o uso da língua hebraica, que Uzias era um descendente dele em linha reta, assim como é dito a Ezequias que os filhos que haveria de gerar seriam levados para a Babilônia, levando em conta que várias gerações se passaram até que ocorresse a referida remoção. Provavelmente não foi por engano ou esquecimento que estes três foram omitidos nas tabelas genealógicas que o evangelista consultou. Mesmo assim, elas são consideradas como autênticas. Alguns dão a seguinte razão para isso: sendo desejo de Mateus, para facilitar a memorização, reduzir o número de ancestrais de CRISTO a três períodos de quatorze gerações, foi preciso que, nesse período, três fossem excluídos, e ninguém era mais adequado do que aqueles que eram descendentes diretos da amaldiçoada Atalia, que introduziu a idolatria de Acabe na casa de Davi, motivo pelo qual este estigma foi colocado sobre a família, e a iniqüidade atingiu até a terceira e a quarta geração. Dois desses três eram apóstatas; e dessa maneira DEUS geralmente coloca uma marca de desagrado sobre este mundo: os três foram levados ao túmulo com sangue.
7. Alguns observam que havia uma mistura de bons e maus na sucessão desses reis; como, por exemplo (vv. 7, 8), o mau Roboão gerou ao mau Abias; o mau Abias gerou ao bom Asa; o bom Asa gerou ao bom Josafá; o bom Josafá gerou ao mau Jorão. Nem a graça nem o pecado correm no sangue. A graça de DEUS pertence a Ele, e Ele a dá ou retira conforme lhe agrada.
8. O cativeiro da Babilônia é mencionado como um período singular nessa lista (vv. 11,12). Levando tudo em conta, foi um milagre que os judeus não tenham se perdido nesse cativeiro, como aconteceu com outras nações. Mas isso sugere a razão pela qual as multidões desse povo se mantiveram puras ao atravessar aquele mar morto: pois deles, segundo a carne, surgiria o CRISTO. “Não o destrua, pois há bênção nele”, até mesmo a bênção das bênçãos, o próprio CRISTO (Is 65.8,9). Foi com vistas a Ele que eles foram retomados, e sobre o santuário assolado o Senhor fez resplandecer o seu santo rosto (Dn 9.17).
9. É dito que Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos (v. 11); Jeconias quer dizer, aqui, Joaquim, que foi o primogênito de Josias; mas, quando se diz (v. 12) que Jeconias gerou a Salatiel, esse Jeconias era o filho daquele Joaquim que foi levado para a Babilônia e lá gerou a Salatiel (como mostra o Dr. Whitby), e, quando Jeconias é descrito como não tendo filhos (Jr 22.30), isso é explicado da seguinte forma: nenhum dos homens de sua semente prosperaria. Aqui é dito que Salatiel gerou a Zorobabel, enquanto que Salatiel gerou a Pedaías, e este gerou a Zorobabel (1 Cr 3.19); mas, como anteriormente, o neto é geralmente chamado de filho. É provável que Pedaías tenha morrido enquanto seu pai era vivo, e assim seu filho Zorobabel era chamado de filho de Salatiel.
10. A linhagem não vai até Maria, a mãe de nosso Senhor, mas até José, o marido de Maria (v. 16); pois os judeus sempre consideravam as suas genealogias pelo lado dos homens. Além disso, Maria era da mesma tribo e da mesma família de José, de modo que, tanto por sua mãe como por seu suposto pai, Ele era da casa de Davi; todavia a sua relação com essa nobreza deriva de José, com quem, segundo a carne, ele não tinha nenhuma relação, para mostrar que o reinado do Messias não é baseado em uma linhagem natural de Davi.
11. O centro em quem todas essas linhagens se encontram é JESUS, que é chamado de CRISTO (v. 16). Este é aquele que era tão ansiosamente desejado, tão impacientemente aguardado, e a quem os patriarcas tinham em vista quando desejavam tanto ter filhos para que pudessem ter a honra de fazer parte da linhagem sagrada. Bendito seja DEUS, por não estarmos agora em uma condição tão sombria e turva de expectativa como eles então estavam, mas podermos ver claramente aquilo que esses profetas e reis viram através de um vidro escuro. E nós podemos ter, a não ser por nossa própria culpa, uma honra maior do que aquela que eles tanto ambicionavam, pois aqueles que fazem a vontade de DEUS estão em uma posição mais honrada em relação a CRISTO do que aqueles que eram seus parentes segundo a carne (Mt 12.50). JESUS é chamado de o CRISTO, ou seja, o Ungido, o mesmo que a palavra hebraica Messias. Ele é chamado de Messias, o Príncipe (Dn 9.25), e freqüentemente de o Ungido de DEUS (Sl 2.2). Nessa condição, Ele era esperado: “És tu o CRISTO, o ungido?” O rei Davi foi ungido (1 Sm 16.13); Arão, o sacerdote, também o foi (Lv 8.12); e também Eliseu, o profeta (1 Rs 19.16), e Isaías, o profeta (Is 61.1). CRISTO, sendo designado e qualificado para todas essas posições, é por essa razão chamado de o Ungido, ungido com óleo de alegria, mais do que a seus companheiros; e por causa do seu nome, que é como uma unção que flui com abundância, todos os seus seguidores são chamados de cristãos, pois eles também recebem a sua unção.
Por último temos o resumo geral de toda essa genealogia (v. 17), onde ela é totalizada em três períodos de quatorze gerações, identificados por períodos extraordinários. No primeiro período de quatorze anos, temos a família de Davi em ascensão promissora como uma manhã. No segundo, nós a vemos prosperando até atingir o seu brilho máximo. No terceiro, ela entra em declínio, crescendo cada vez menos, diminuindo até chegar à família de um pobre carpinteiro, e então CRISTO surge dela, resplandecendo; Ele é a glória de seu povo, Israel.
 
 
JOSÉ - Comentários Moody
I. O Nascimento e Infância de JESUS CRISTO. 1:1 - 2:23.
Mateus 1
A. Genealogia de CRISTO. 1:1-17. Esta linhagem de Abraão a JESUS, através dos reis da casa de Davi, tem a intenção explícita de apresentar os direitos de JESUS ao trono de Davi. Ainda que o trono estivesse vago por quase seis séculos, ninguém poderia esperar a devida consideração dos judeus para com o Messias se Ele não pudesse provar sua ascendência real. (Lc. 3:23-38 apresenta outra genealogia, aparentemente a de Maria, para mostrar a verdadeira ascendência consangüínea de JESUS, que também era da família de Davi.)
1. O livro da genealogia. Uma expressão hebraica variadamente compreendida como sendo o título de todo o Evangelho de Mateus, dos dois primeiros capítulos, ou dos dezessete primeiros versículos. Uma expressão semelhante em Gn. 5:1 é bastante ampla para incluir tanto a genealogia como a narrativa entretecida (Gn. 5:1-6:8).
JESUS é nome histórico; CRISTO (o equivalente ao Messias hebraico, "o ungido") é o título do seu ofício. Os dois nomes não foram geralmente usados juntos como nome próprio até depois da Ascensão.
Filho de Davi, filho de Abraão relaciona JESUS com as promessas messiânicas (Gn. 12:3; 13:15; 22:18; II Sm. 7:12, 13; 22:51).
2. A lista começa com Abraão, o pai da raça à qual Mateus escrevia particularmente, e o primeiro a receber a promessa messiânica. Judá e seus irmãos. Ainda que a linhagem passe por Judá (Gn. 49:10), todos os patriarcas eram herdeiros da promessa messiânica.
3-6. Tamar (veja Gn. 38). Não se costumava incluir mulheres nas genealogias dos judeus. Mesmo assim, quatro mulheres foram incluídas (ainda que a ascendência fosse através do homem em todos os casos). Duas foram gentias (Raabe e Rute); três tinham nódoas morais (Tamar, Raabe, Bate-Seba). Essa não seria outra evidência da graça de DEUS no seu plano de salvar pecadores? A repetição do título o rei Davi destaca o caráter real desta genealogia.
7-11. Estes versículos mencionam reis, os quais todos também foram relacionados em I Cr. 3:10-16. Depois de Jorão, Mateus omite os nomes de Acazias, Joás e Amazias, e depois de Josias ele omite Joaquim. As omissões sem dúvida são devidas à sua intenção arbitrária de encurtar a lista para dar três grupos de quatorze, talvez para facilitar a memorização. Gerou indica descendência direta, mas não necessariamente uma descendência imediata. Jeconias, filho de Joaquim e neto de Josias, era considerado pelos judeus no exílio como seu último rei legítimo; e as profecias de Ezequiel são datadas com o nome dele, ainda que Zedequias, seu tio, fosse o seu sucessor.
12-16. Salatiel (ou Sealtiel) foi chamado de filho de Jeconias (veja I Cr. 3:17). Isso não contradiz Jr. 22:28-30, pois a ausência de filhos refere-se a filhos reinantes. (A citação de Salatiel como filho de Neri em Lc. 3:27 seria melhor entender-se como sendo outra pessoa, e não o resultado de um levirato.) Deste ponto, os nomes, que não aparecem no VT, devem ter sido derivados dos registros da família de José. É preciso que haja descendentes da realeza para preservação de sua linhagem. De José não se diz que ele "gerou" JESUS, uma mudança digna de nota em relação às expressões anteriores, e uma óbvia indicação do nascimento virginal, que Mateus explica mais adiante. A forma feminina do pronome qual também omite José de implicação no nascimento de JESUS. Essa genealogia faz dele o pai legal de CRISTO porque era o marido de Maria, mas nada mais. O notável texto da Versão Siríaca do Sinai, "José de quem estava noiva Maria, a virgem, gerou JESUS", não pode estar correcto, e se pretende negar o nascimento virginal, contradiz-se nos versículos seguintes.
17. Catorze gerações. Este agrupamento triplo arbitrariamente constituído (como o indicam as omissões), deve ser um arranjo de conveniência. Os três períodos da história nacional foram incluídos teocracia, monarquia e hierarquia. A computação de Mateus apresenta um problema porque ele só relaciona quarenta e Um nomes. Alguns o resolveriam contando Davi duas vezes finalizando o primeiro grupo e começando o segundo (parece que o próprio Mateus também o fez; v. 17). Outros contam o cativeiro como um item da lista. O problema não tem importância por si.
 
 
JOSÉ -  Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe - O Nascimento do Rei
Mateus 1 ; 2
Se um homem aparece de repente dizendo ser rei, a primeira coisa que as pessoas querem ver são as provas. De onde vem? Quem são seus súditos? Quais são suas credenciais? Prevendo essas perguntas importantes, Mateus começa seu livro com um relato detalhado do nascimento de lesus CRISTO e dos acontecimentos subseqüentes. Ele apresenta quatro fatos sobre o Rei.
1. A linhagem do Rei (Mt 1:1-25)
Uma vez que a realeza depende da linhagem, era importante determinar o direito de JESUS ao trono de Davi. Mateus apresenta a linhagem humana de JESUS (Mt 1:1-17) bem como a divina (Mt 1:18-25).
A linhagem humana (w. 1-17). Os judeus davam grande importância às genealogias, pois, sem elas, não podiam provar que faziam parte de determinada tribo nem quem possuía direito de herança. Qualquer um que afirmasse ser "filho de Davi" deveria ser capaz de provar tal asserção. Costuma-se concluir que Mateus apresenta a genealogia de JESUS pelo seu padrasto, José, enquanto Lucas fornece a linhagem de Maria (Lc 3:23ss).
Muitos leitores pulam essa lista de nomes antigos (e, em alguns casos, impronunciáveis). Mas essa "lista de nome" é essencial para o registro do Evangelho, pois mostra que JESUS CRISTO faz parte da história. Mostra também que toda a história de Israel preparou o cenário para seu nascimento. Em sua providência, DEUS governou e prevaleceu sobre os acontecimentos históricos, a fim de realizar seu grande propósito de trazer seu Filho ao mundo.
Essa genealogia também ilustra a maravilhosa graça de DEUS. É muito raro encontrar nomes de mulheres em genealogias judaicas, pois os nomes e heranças eram passados para os homens. No entanto, encontramos nessa lista referências a quatro mulheres do Antigo Testamento: Tamar (Mt 1:3), Raabe e Rute (Mt 1:5), e Bate-Seba, "a que fora mulher de Urias" (Mt 1:6).
Fica claro que Mateus deixa alguns nomes de fora dessa genealogia. É provável que tenha feito isso a fim de apresentar um sumário sistemático de três períodos na história de Israel, cada um com catorze gerações. O valor numérico das letras em hebraico para "Davi" é igual a catorze. Talvez Mateus tenha usado essa abordagem a fim de ajudar seus leitores a memorizar essa lista complicada.
Muitos judeus eram descendentes do rei Davi. Seria preciso mais do que um certificado de linhagem para provar que JESUS CRISTO era "filho de Davi" e herdeiro do trono de Davi. Daí a grande importância de sua linhagem divina.
A linhagem divina (w. 18-25). Mateus 1:16 , 18 deixam claro que o nascimento de JESUS CRISTO foi diferente daquele de qualquer outro menino judeu mencionado na genealogia. Mateus ressalta que José não "gerou" JESUS CRISTO. Antes, José foi "marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o CRISTO". JESUS nasceu de uma mãe terrena, sem a necessidade de um pai terreno. Esse fato é chamado de doutrina do nascimento virginal.
Cada criança que nasce é uma criatura totalmente nova. Mas JESUS CRISTO, sendo o DEUS eterno (Jo 1:1, 14), existia antes de Maria, de José ou de qualquer outro de seus antepassados. Se JESUS CRISTO tivesse sido concebido da mesma forma que qualquer outra criança, não poderia ser DEUS. Era necessário que viesse ao mundo por meio de uma mãe terrena, mas sem ser gerado por um pai terreno. Assim, por um milagre do ESPÍRITO SANTO, JESUS foi concebido no ventre de Maria, uma virgem (Lc 1:26-38).
Há quem questione se, de fato, Maria era virgem, dizendo que "virgem", em Mateus 1:23, deve ser traduzido por "moça". Porém, a palavra traduzida por virgem nesse versículo tem sempre esse significado e não permite qualquer outra tradução, nem mesmo "moça".
Tanto Maria quanto José pertenciam à casa de Davi. As profecias do Antigo Testamento afirmavam que o Messias nasceria de uma mulher (Gn 3:15), da descendência de Abraão (Gn 22:18), pela tribo de Judá (Gn 49:10) e da família de Davi (2 Sm 7:12, 13). A genealogia de Mateus acompanha a linhagem através de Salomão, enquanto Lucas acompanha sua linhagem através de Natã, outro filho de Davi. É interessante observar que JESUS CRISTO é o único judeu vivo que pode provar seu direito ao trono de Davi! Todos os outros registros foram destruídos quando os Romanos tomaram Jerusalém em 70 d.C.
Para o povo judeu daquela época, o noivado equivalia ao casamento - exceto pelo fato de que o homem e a mulher não coabitavam. Os noivos eram chamados de "marido e esposa", e, ao fim do período de noivado, o casamento era consumado. Se uma mulher que estava noiva ficava grávida, isso era considerado adultério (ver Dt 22:13-21). Porém, José não pediu nenhuma punição nem o divórcio quando descobriu que Maria estava grávida, pois o Senhor havia lhe revelado a verdade. Todas essas coisas cumpriram Isaías 7:14.
Antes de terminar nosso estudo desta seção importante, devemos considerar três nomes dados ao Filho de DEUS. O nome JESUS significa "Salvador" e vem do hebraico Josué ("Jeová é salvação"). Havia muitos meninos judeus chamados Josué (ou, no grego, JESUS), mas o filho de Maria chamava-se "JESUS o CRISTO". O termo CRISTO quer dizer "ungido" e é o equivalente grego da designação Messias. Ele é "JESUS o Messias". JESUS é o seu nome humano; CRISTO (Messias) é o seu título oficial; e Emanuel descreve quem ele é - "DEUS conosco". JESUS CRISTO é DEUS! Encontramos a designação "Emanuel" em Isaías 7:14 ; 8:8.
Assim, o Rei era um homem judeu e também o Filho de DEUS. Mas será que alguém reconheceu sua realeza? Sim, os magos que vieram do Oriente e o adoraram.
 
 
 
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DIVERSOS ESTUDOS SOBRE O TEMA EM VÁRIOS LIVROS
 
IRMÃOS DE JESUS (Dicionário Almeida)
Os irmãos de JESUS por parte de mãe, filhos de José e Maria (Mt 13.55-56). Eles passaram a crer em JESUS depois de sua ascensão (Jo 7.1-5; At 1.14).
Mateus 13.55 Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? 56 E suas irmãs, não vivem todas entre nós? Donde lhe vem, pois, tudo isso?
João 7.3 Seus irmãos disseram-lhe: Parte daqui e vai para a Judéia, a fim de que também os teus discípulos vejam as obras que fazes.
Atos 1.14 Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de JESUS, e os irmãos dele.
João 2.12 “Depois disso, desceu a Cafarnaum, ele, sua mãe, seus irmãos e seus discípulos, e ali ficaram apenas alguns dias”.
1 Coríntios 9.5 “Não temos o direito de levar conosco, nas viagens, uma mulher cristã, como os outros apóstolos e os irmãos do Senhor e Cefas?”
“Em seguida, após três anos, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e fiquei com ele quinze dias.Não vi nenhum apóstolo, mas somente Tiago, o irmão do Senhor. Isto vos escrevo e vos asseguro diante de DEUS que não minto” (Gálatas 1.18-20).
Adelphos – Usada 343 vezes para designar pessoas que têm em comum pai e mãe, ou apenas pai ou mãe; indicar duas pessoas que têm um ancestral comum ou que faz parte do mesmo povo, ou membros da mesma religião. Com essa palavra são nomeados os irmãos de JESUS (Mt 12.46-4813.55; Mc 6.3; Jo 2.12; 7.3,5,10; At 1.14; 1 Co 9.5; Gl 1.19; Jd 1).
 
 
Dicionário Bíblico Wycliffe - MARIA
O nome Maria é encontrado no NT, e é a forma grega do nome hebraico Miriã. Na versão LXX, o nome da irmã de Moisés aparece como Mariam (veja Miriã).
1. Maria, a mãe do Senhor JESUS.
Referências bíblicas. A primeira referência à mãe do Messias está no protevangeliuni, em Gênesis 3.15, indicando que o destruidor de Satanás seria a semente de uma “mulher". Isaías 7.14 foi interpretado por Mateus (Mt 1.22,23) como uma profecia de que o nascimento messiânico viria de uma virgem. A encarnação (q.v.) de DEUS, através de um nascimento virginal, foi prometida à casa de Davi como um sinal miraculoso. O cumprimento dessa profecia aconteceu na vida de Maria de Nazaré, uma virgem prometida em matrimônio a um carpinteiro chamado José (Lc 1.26,27). Embora tenha se assombrado quando o anjo lhe anunciou que ficaria grávida antes de conhecer o esposo José, ela aceitou essa assustadora dignidade com humildade (Lc 1.38). A genealogia real de Maria está descrita em Lucas Í3.23ss.), Suas raras aparições durante a vida de seu Filho revelam a bondade e também a sua imperfeição quando deixou de compreender os atos de seu Filho de 12 anos (Lc 2.41ss.). Mais tarde, ela se apoiou na autoridade e julgamento do Senhor JESUS (Jo 2.3) quando Ele expressou uma terna censura pela sua arrogância (2.4), mas foi amorosamente recomendada ao apóstolo Joâo pelo Senhor JESUS CRISTO (Jo 19.25-27) em meio ao seu sofrimento. Por último, é mencionada ao juntar- se aos discípulos para aguardar a vinda do ESPÍRITO SANTO (Act 1.14).
Tradição eclesiástica. Embora a narrativa bíblica seja tão reservada como a própria Maria, a mariologia eclesiástica pode ser apenas tecnicamente distinguida da mario- latria. Por outro lado, os primeiros ensinamentos cristãos sobre Mana começaram com a preocupação sobre a glória de seu Filho e, através de todo o seu desenvolvimento tradicional, eles incidentalmente enalteceram a divindade de CRISTO.
(1) Gr. Theotokos. Quando no século IV d.C. Nestório se afastou da ortodoxia do Concílio de Nicéia, e desejou negar a divindade de CRISTO na encarnação, ele insistiu em chamar Maria de Christotokos (portadora de CRISTO), e não de Theotokos (portadora de DEUS). Cirilo de Alexandria e outros ortodoxos reconheceram que Maria concebeu somente a humanidade de seu filho, mas (como a encarnação aconteceu ao mesmo tempo) carregava o DEUS-homem e era, portanto, Theotokos.
(2) Gr. Aeiparthenos. Como a doutrina ortodoxa do theotokos estava claramente estabelecida, começaram a fazer algumas deduções. Como Maria era a ‘1mãe de DEUS”, no melhor sentido dessa expressão, começaram a perceber que seria uma incongruência se ela tivesse, Subseqüentemente, filhos comuns através de gerações comuns. Como resultado dessa inclinação manique- ísta de pensamento, ela foi declarada aeiparthenos (sempre virgem) e os outros filhos (os adelphoi, ou irmãos de Mateus 13.55,56) foram forçosamente entendidos como “primos” de JESUS.
(3) Concepção imaculada e impecabilidade. Parecia necessário que Maria permanecesse virgem e imaculada, não somente antes da encarnação como também depois dela. Isso devia começar com sua impecabilidade desde o nascimento, o que deu razão ao desenvolvimento da doutrina da imaculada conceição. Embora Duns Scotus tivesse argumentado no século XI n a favor dessa doutrina, Tomás de Aquino e os dominicanos, por diferentes razões, se opuseram a ela. CRISTO, diziam eles, não podia ser o Salvador do mundo, inclusive de Maria, se ela não tivesse pecado e se não tivesse necessidade de salvação. Mas no século XVI essas objeções foram superadas e o dogma foi oficialmente promulgado. Por alguma razão, ou falta dela, nunca pareceu necessário à Igreja Romana discutir a impecabilidade dos pais de Maria. Entretanto, se era necessário que Maria permanecesse imaculada para que CRISTO não fosse contaminado, por que o mesmo não seria verdadeiro em relação aos pais dela?
(4) Ascensão de seu corpo. A tradição sobre a ascensão do corpo de Maria tem sido conhecida desde os primeiros tempos da igreja. Na verdade, existem duas tradições, uma a favor da ascensão depois da morte e outra a favor da ascensão em vida. Mas foi somente depois que a imaculada conceição, a virgindade perpétua e a perfeita impecabilidade foram definidas é que a Igreja Católica Romana proclamou o dogma sobre a morte de Maria. Mas também nao ficou claro na bula do Papa Pio XII, Mtmiftcentissiinus DEUS (de Io de novembro de 1950) se acreditavam que ela havia morrido antes da sua ascensão, embora as implicações das seguintes palavras pareçam falar a seu favor: quando o curso de sua vida terrena terminou, (ela) foi levada de corpo e alma para a glória do céu”. (51 Co-redentora. Depois de desenvolver uma completa mariologia de sua vida e caráter, a Igreja Romana defmiu no Vaticano II o papel de Maria nos acontecimentos da salvação, sua relação com a igreja e sua veneração. De acordo com o Concílio do Vaticano, Maria “supera de longe todas as criaturas” e é “um membro proeminente e singular da igreja" e “mãe dos homens, particularmente dos fiéis” (VIII, 53-54). Pot ter aceitado o nascimento divino através de seu corpo, e por ser “cheia de graça e verdade” ela “contribuiu para a vida” assim como Eva “contribuiu para a morte” (p. 57). Sua vida foi interpretada como totalmente imaculada. A censura de CRISTO foi entendida como um cumprimento - querendo dizer que aqueles que fazem a vontade de DEUS são como a mãe de CRISTO, como “aqueles que ouviram e guardaram a Palavra de DEUS, como ela mesma estava fielmente fazendo” (cf. Lc 2.19,51).
Em seguida, vem a exposição sistemática da mediação de Maria. Primeiramente, o conselho adota uma evangélica insistência sobre a exclusiva mediação de CRISTO a fim de que “toda influência salvadora da abençoada virgem sobre os homens se origine do prazer divino e da superabundância de méritos de CRISTO”. Sua própria '"influência salvadora" aparece na sua cooperação com CRISTO na terra, e na continuação, no céu, de sua intercessão pelos homens. Portanto, ela é invocada como “advogada, auxiliadora, ajudante e mediadora, Entretanto, deve ser entendido que essas atribuições não eliminam, nem acrescentam nada, à eficácia de CRISTO como o único Mediador” (p. 62). Outros também participam de uma múltipla cooperação. “A própria Igreja se torna a virgem esposa de CRISTO, imitando sua virgem mãe” (p. 64).
Observamos que o termo “mediadora” foi usado apesar da oposição feita pelo conselho, e que foram necessários muitos esforços para indicar que esse temo não significa o que aparenta ensinar. Insistiram que CRISTO é o único Mediador, embora Maria também seja mediadora. Não ficou claro porque Roma, caso quisesse ensinaT que existe apenas um mediador entre DEUS e o homem, não tenha evitado deliberadamente usar a expressão “mediadora” ao invés de, obstinada- mente, apesar da oposição interna e independente do conselho, aplicá-la a Maria.
Mariolatria. Em 1955, o padre Kenneth Dougherty dos Frades Franeiscanos da Expiação, de Washington, enviou um questionário a 270 ministros de 17 denominações em 29 estados e no Distrito de Columbia, Dos 100 que responderam, 64 por cento disseram não acreditar que Maria fosse a Mãe de DEUS, sendo que os episcopais eram os mais a favor e os presbiterianos os que mais se opunham. As razões para essa descrença .na doutrina se concentravam em nma suposta tentativa de “divinizar” Maria. O Padre Dougherty percebeu que aqueles qne se opunham estavam omitindo a distinção feita pela Igreja de Roma entre latreia (adoração) e douleia (veneração). Aqueles que se opõem devem reconhecer que Maria foi declarada sem pecado, embora todos os homens tenham pecado através de Adão. Maria não é apenas chamada de Mãe de DEUS, mas também foi usada a própria palavra “geradora” em relação a ela; e quando isso não acontece, raramente foi empregado um cuidado maioT para explicar em que sentido Maria não é a Mãe de DEUS. Agora ela é chamada de redentora, capaz de interceder incansavelmente junto ao Filho; recebe as orações; é adorada e invocada em muitos casos de maneira mais comum, freqüente e urgente que o Próprio CRISTO. O único argumento contra essa divinização de Maria é que uma certa palavra {latreia) não foi usada. Mas o que existe de importante em uma palavra quando tudo que ela representa está contido em expressões e rituais alternativos?
E veTdade que de acordo com a teologia da igreja católica romana, o sacrifício somente é oferecido a DEUS, a mais ninguém, nem mesmo a Maria. Isso, entretanto, deriva da prática litúrgica romana, sem determiná-la, e também virtualmente implica que em outros assuntos da redenção não existe uma distinção essencial.
Os protestantes, de forma geral e histórica, têm se mantido à distância do desenvolvimento mariológico em Roma. É provável que estejam mostrando um apreço deficiente em relação à mâe do Senhor em virtude de ter havido uma super reação. Atualmente, as discussões ecumênicas revelam, por um lado, uma leve moderação no dogma romano por causa da influência dos protestantes (cf. Vaticano II) e, por outro, devido a uma maior preocupação dos protestantes com a mariologia (cf. H. Asmussen).
[A oração latina a Maria, conhecida como Ave Maria, é uma combinação entre a saudação registrada em Lucas, e o posterior culto a Maria como mãe de DEUS. Em português, esta oração seria: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, JESUS. Santa Maria, mãe de DEUS, rogai por nós, pecadores, agora, e na hora de nossa morte, amém.”
As duas primeiras partes, que ecoam a saudação do anjo Gabriel e de Isabel (Lc
1.28,42) apareceram primeiramente na obra Liber Antiphonianus, foram atribuídas a Gregório o Grande, e receberam autorização para serem ensinadas junto com o Credo dos Apóstolos e a Oração do Senhor, em aprox, 1198 d.C. A terceira parte foi acrescentada no século XV e autorizada pelo papa Pio V em 1568.
A expressão grega de Lucas 1.28 “Salve, agraciada” foi traduzida na Vulgata como “Aoe, gratia plena" (Salve! altamente favorecida). Os comentaristas católicos-romanos entendem que isso está significando que Maria é cheia dos dons da graça e, por isso, se coloca como mediadora entre DEUS e o homem a fim de conceder esses dons. Entretanto, o contexto favorece elaramente a interpretação de que Maria é a destinatária do favor de DEUS porque foi escolhida para ser a mãe de JESUS. - W. B, W.]
2. Maria Madalena foi identificada com a florescente, porém corrupta cidade de Magdala (q.v.), que guardava a junção de uma estrada localizada na planície de Genesaré.
Ela é mencionada em Lucas 8.2 como tendo sido liberta de sete demônios e isso, juntamente com sua identificação (embora sem qualquer evidência) com a mulher anônima de Lucas 7.37-50 formou a base para a questionável suposição de que ela era uma prostituta, Em todo caso, depois de sua conversão, a sua devoção a CRISTO se tornou evidente, e pode ser vista em alguns episódios, como por exemplo, quando ela aparece durante o seu ministério e também em sua paixão (Lc 8.1-3; Mc 15.40,41; Jo 19.25). Ela foi a primeira a ver o Senhor ressuscitado (Lc 24.1ss.; Jo 20.11-18).
3. Maria, mâe de Tiago, o Menor, e de José, que acompanharam JESUS na Galíéia e o serviram (Mc 15.40,41). Ela é mencionada em conexão com todos os eventos que cercam a morte, o sepultamento e a ressurreição de CRISTO, porém pouco mais pode ser dito com segurança a seu respeito.
4. Maria, esposa de Clopas, que também se colocou ao lado da cruz na ocasião da morte de JESUS (Jo 19.25). A escrita preferível do nome de seu marido é Clopas e não Cleopas (Lc 24.18).
5. Maria de Betânia, irmã de Marta e Lázaro (Jo 11.1-46) que escolheu a “melhor parte” (ou a “boa parte”) e se sentou aos pés de JESUS, encantada pelos seus ensinos (Lc 10.39-
42). Alguns crêem que ela tenha sido aquela que ungiu os pés de CRISTO na casa de um fariseu em Cafarnaum, conforme registrado em Lucas 7.36-50; mas ela é com certeza a Maria que igualmente serviu JESUS em Betânia (Jo 12.1-8; Mc 14.3-9).
6. Maria, mâe de João Marcos, em cuja casa muitos se reuniam para orar, e para onde Pedro, ao ser libertado da prisão, se dirigiu (Act 12,12ss.).
Bibliografia. H. Asmussen, Maria die Mutter Gottes, 3d Auflage, Stuttgart, 1960. Donald A. Attwater, Dictionary of Mary, Nova York. Kennedy, 1956. W. Grayson Birch, Veriías and the Virgin; or JESUS, the Son of God and the Chüdren of Joseph and Mary, Berne, Ind.. Berne Witness, 1960. Walter J. Burghardt, The Testimony of the Patristic Age Concerníng Mary’s Death, Westminster, Md.. Newman Press, 1957. De Ecclesia, The Constitution on the Church of Vatican Council II, com prefácio de Abbot B. D. Butler, O. S. B., e comentário de Gregory Baum, OSB., Glen Rock, N. J.: 1965, pp. 52- 60,177190־. J. G. Machen, The Virgin Birth ofChrist, Nova York. Harper, 1930. Thomas A. O’Meara, Mary in Protestant and Catholic Theology, Nova York. Sheed & Ward, 1966. J. Orr, The Virgin Birth ofChrist, Nova York. Scribner’s, 1908. Karl Rahner, Mary, Mother of the Lord, Nova York. Herder & Herder, 1963. A. T. Robertson, The Mother of JESUS, Her Problems and Her Glorv, Nova York. Doran, 1925. Edward Schillebeeck, Mary Mother of the Redemptum, trad. por N. D. Smith, Nova York. Paulist Press, 1964.
J. H. G.
 
 
Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 1997 - CPAD - Jovens e Adultos - SEITAS E HERESIAS - COMENTÁRIOS DE EZEQUIAS SOARES DA SILVA
A MARIOLATRIA E O CULTO AOS SANTOS
1. Adoração e veneração. Há diferença entre "adorar" e "prestar culto"? Se prostrar diante de um ser, dirigir-se a ele em orações e ações de graça, fazer-lhe pedidos, cantar- lhe hinos de louvor não for adora- ção, fica difícil saber o que os papistas entendem por adoração. Chamar isso de veneração é subestimar a inteligência humana. A Bíblia diz que há u.n só mediador entre DEUS e os homens - JESUS CRISTO (l Tm 2.5). Entretanto, os católicos aprenderam a orar pedindo a inter- cessão de Maria.
2. Culto dos santos. Analisando as práticas romanistas à luz da Bíblia e da história, fica claro que são práticas pagãs. O papa Bonifácio IV, em 610, celebrou pela primeira vez ,a festa a todos os santos, substituindo o panteão romano (templo pagão dedicado a todos os deuses) por um templo "cristão" para que as relíquias dos santos fossem ali colocadas, inclusive Maria. Dessa forma, o culto aos santos e a Maria substituiu o dos deuses e deusas do paganismo.
3. Maria é deusa para os católicos? Os católicos manifestam seu sentimento de profunda tristeza quando afirmamos que Maria é reconhecida como deusa no catolicismo. Dizem que não estamos sendo honestos nessa declaração, mas os fatos falam por si mesmos. "Glórias de Maria". É o título do livro publicado pela Editora Santuário, de autoria de Afonso Maria de Liguori, canonizado pelo Papa, que atribui a Maria toda a honra e toda a glória que a Bíblia só confere ao Senhor JESUS CRISTO. Chama Ma- ria de onipotente e por outros atributos exclusivamente divinos.
4. Os querubins. A passagem bíblica sobre os querubins colocados no propiciatório da arca da aliança (Êx 25.18-20), advogada pelos teólogos romanistas para justificar a prática da idolatria, não se reveste de sustentação alguma. Porque não existe na Bíblia uma passagem se- quer que mostre um israelita dirigindo suas orações aos querubins. O propiciatório era a figura da redenção em CRISTO (Hb 9.5-9).
A Bíblia condena terminantemente o uso de imagem de escultura como meio de cultuar a DEUS (Êx 20.4, 5; Dt 5.8, 9). JESUS disse: "Ao Senhor, teu DEUS, adorarás e só a ele servirás" (Mt 4.10). O anjo disse a João: "Adora somente a DEUS" (Ap 19.10; 22.9). Pedro recusou ser adorado por Cornélio (At 10.25, 26).
 
 
Lição 6 - A MARIOLATRIA - 2º Trimestre de 2006 - Título: Heresias e Modismos — Combatendo os erros doutrinários - Comentarista: Esequias Soares
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao6-heresias-amariolatria.htm
A Adoração à Virgem Maria e às Deusas Pagãs
 
 
TEXTO ÁUREO: “Porque há um só DEUS e um só mediador entre DEUS e os homens, JESUS CRISTO, homem”  (1 Tm 2.5).
UM SÓ MEDIADOR... JESUS CRISTO. É somente através de JESUS CRISTO que podemos aproximar-nos de DEUS (Hb 7.25), 
confiando na sua morte expiatória para nos remir dos nossos pecados, e orando com fé, pedindo forças e misericórdia divinas para nos ajudar em todas as nossas necessidades (Hb 4.14-16). Não devemos permitir que criatura alguma usurpe o lugar de CRISTO em nossa vida, dirigindo-se-lhe orações (ver Hb 8.6; 9.15; 12.24).
 
VERDADE PRÁTICA: O marianismo é um dos elementos que descaracteriza o Catolicismo Romano como religião puramente cristã.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lucas 1.26-31, 34, 35, 37, 38
26 E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por DEUS a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. 28 E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. 29 E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta. 30 Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de DEUS, 31 E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de JESUS. 32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor DEUS lhe dará o trono de Davi, seu pai, 33 e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim. 34 E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?
 
Maria foi agraciada mais do que todas as outras mulheres, porque lhe foi concedido ser a mãe de JESUS. Mas as Escrituras não ensinam em lugar algum que devemos dirigir-lhe orações, nem adorá-la, nem atribuir-lhe títulos especiais. Maria é digna do nosso respeito, mas somente o Filho é digno da nossa adoração.
(1) Maria foi escolhida por DEUS porque ela achou graça diante dEle (cf. Gn 6.8). Sua vida santa e humilde agradou tanto a DEUS, que Ele a escolheu para tão sublime missão (2 Tm 2.21).
(2) A bênção de Maria, por ter sido escolhida, trouxe-lhe grande alegria, mas também muita dor e sofrimento (ver 2.35), uma vez que seu Filho seria rejeitado e crucificado. Nesta vida, a chamada de DEUS sempre envolve bênção e sofrimento, alegria e tristeza, sucesso e desilusão.
1.35 O SANTO. Tanto Mateus como Lucas declaram de modo explícito e inconfundível que JESUS nasceu de uma virgem (v. 27; Mt 1.18,23). O ESPÍRITO SANTO viria sobre ela, e o Filho seria concebido mediante uma intervenção divina milagrosa. Por causa da sua concepção milagrosa, JESUS será o SANTO, ou seja: Ele não terá qualquer mácula do pecado. 
 
35 E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o SANTO, que de ti há de nascer, será chamado Filho de DEUS.
37 Porque para DEUS nada é impossível.
38 Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela. 
SEGUNDO A TUA PALAVRA. Maria submeteu-se plenamente à vontade de DEUS e confiou na sua mensagem através do anjo. Aceitou alegremente a honra e ao mesmo tempo o opróbrio resultante de ser a mãe da divina criança. As jovens crentes devem seguir o exemplo de Maria quanto à castidade, ao amor a DEUS, à fidelidade à sua Palavra e à disposição de obedecer ao ESPÍRITO SANTO.
 
LEITURA DIÁRIA
 
 
Segunda
Lc 2.7
JESUS, o filho primogênito de Maria.
 7 E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.
NUMA MANJEDOURA. CRISTO nasceu numa estrebaria, onde guardavam gado, situada talvez numa caverna. A manjedoura era uma espécie de gamela onde o gado se alimentava. O nascimento do Salvador, o maior evento de toda a História, ocorreu em circunstâncias as mais humildes. JESUS, sendo o Rei dos reis, não nasceu nesta vida como rei, nem viveu como um rei aqui na terra. Os filhos de DEUS são sacerdotes e reis, mas nesta vida devemos ser como Ele era humilde e simples.
 
Terça
Mc 6.3
Os outros filhos de Maria.
3 Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele.
Mateus 12.46 E, falando ele ainda à multidão, eis que estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe.
Gálatas 1.19 E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor.
 
Quarta
Mt 1.25
José não a conheceu até que nasceu o seu primogênito, JESUS.
25 e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de JESUS.
NÃO A CONHECEU. A expressão até que chama a atenção para o fato de que, depois do nascimento de CRISTO, José e Maria tiveram todo relacionamento físico comum de um casal. Sabemos que JESUS teve irmãos e irmãs (12.46,47; 13.55,56; Mc 3.31,32; 6.3; Lc 8.19, 20).
 
Quinta
Jo 2.3-5
Maria mandou obedecer a JESUS e não a ela mesma.
3 E, faltando o vinho, a mãe de JESUS lhe disse: Não têm vinho. 4 Disse-lhe JESUS: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. 5 Sua mãe disse aos empregados: Fazei tudo quanto ele vos disser.
 
Sexta
Lc 1.46-49
Maria afirma ser salva pelo Senhor.
46 Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, 47 e o meu espírito se alegra em DEUS, meu Salvador, 48 porque atentou na humildade de sua serva; pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada. 49 Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e SANTO é o seu nome.
1.47 DEUS MEU SALVADOR. Nestas palavras de Maria, ela reconhece sua própria necessidade da salvação. Maria, como pecadora, necessitava de CRISTO como Salvador . A idéia de que Maria foi concebida imaculada e que viveu sem pecado não se acha em nenhuma parte das Escrituras (cf. Rm 3.9,23).
 
Sábado
Jo 19.25-27
JESUS encarregou o apóstolo João para cuidar de sua mãe.
25 E junto à cruz de JESUS estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. 26 Ora, JESUS, vendo ali sua mãe e que o discípulo a quem ele amava estava presente, 
disse à sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. 27 Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa. 

19.26 MULHER, EIS AÍ O TEU FILHO. Até mesmo na agonia da sua morte, JESUS é solícito pelo bem-estar da sua mãe. Indica "o discípulo a quem Ele amava" (certamente João) para cuidar dela. Assistir os familiares necessitados é uma responsabilidade do crente enquanto viver. Aqui está a ênfase da responsabilidade dos filhos para com os pais.
 
 
 
 
OBJETIVOS:Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Interceder a favor dos mariólatras.
Definir os termos “idolatria”, “adoração” e “culto”.
Descrever os erros doutrinários da mariolatria.
 
 
PONTO DE CONTATO: Professor, a lição desta semana remexe em uma ferida religiosa quase incurável no Brasil – a idolatria. Esta prática está presente no país desde a colonização. Por esta razão, a idolatria, como manifestação religiosa, está incorporada na cultura brasileira. Há feriados específicos para o culto e adoração a determinados “santos”. Os estados brasileiros cultuam e veneram ídolos. Na cidade de Juazeiros, o Pe. Cícero é reverenciado; enquanto na Bahia, é o Senhor do Bomfim. No sudeste, São Sebastião é cultuado como o padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, e assim segue por todos os estados brasileiros. A adoração a Maria é unanimidade nacional nas famílias de tradição católica. Oremos ao nosso Verdadeiro e Único DEUS, a fim de que a luz do evangelho resplandeça sobre o nosso país.
 
 
SÍNTESE TEXTUAL: As primeiras ornamentações e pinturas nos templos cristãos surgiram a partir do século III, a fim de representar o cenário e os fatos do texto bíblico. Já no século V, as imagens foram inseridas no contexto das gravuras existentes e começaram a ser usadas como meio de instrução aos analfabetos, uma vez que muitos freqüentadores dos cultos não tinham acesso a educação formal. Entretanto, no Concílio de Nicéia (787 d.C.), foi oficializado a veneração às imagens e relíquias sagradas. Quase cem anos depois, em 880, a igreja estabeleceu a canonização dos santos. Desde então, a Igreja Católica Romana ensina que para cada ocasião e dia da semana há um “santo protetor”. Em 1125, surgiram os primeiros ventos doutrinários concernentes a imaculada conceição de Maria – dogma definido em 1854. Em 1311, estabeleceu-se a oração da Ave-Maria e, somente em 1950, a assunção de Maria é transformada em artigo de fé.
 
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: Nesta lição, usaremos como recurso didático a Tabela Cronológica da Mariolatria. Por meio desta, apresentaremos aos alunos uma disposição das datas e acontecimentos relativos a mariolatria e a adoração às imagens. Reproduza a tabela abaixo de acordo com os recursos que a sua escola dispõe. Use esta cronologia ao término do tópico I.
 
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
O culto a Maria é o divisor de águas entre católicos romanos e evangélicos. O clero romano confere a Maria a honra e a glória que pertencem exclusivamente ao Senhor JESUS. Essa substituição é condenada nas Escrituras Sagradas e, como resultado, conduz o povo à idolatria. Reconhecemos o honroso papel de Maria na Bíblia, como mãe de nosso Salvador, mas a Palavra de DEUS deixa claro que ela não é co-autora da salvação e muito menos divina. É, portanto, pecado orar em seu nome, colocá-la como mediadora, dirigir a ela cânticos de louvor.
 
Na bíblia, a Palavra de DEUS diz:
Hb 7.25 Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a DEUS, vivendo sempre para interceder por eles (JESUS).
CRISTO vive no céu, na presença do Pai (8.1), intercedendo por todos os seus seguidores, individualmente, de acordo com a vontade do Pai (cf. Rm 8.33,34; 1 Tm 2.5; 1 Jo 2.1).
(1) Pelo ministério da intercessão de CRISTO, experimentamos o amor e a presença de DEUS e achamos misericórdia e graça para sermos ajudados em qualquer tipo de necessidade (4.16), tentação (Lc 22.32), fraqueza (4.15; 5.2), pecado (1 Jo 1.9; 2.1) e provação (Rm 8.31-39).
(2) A oração de CRISTO como sumo sacerdote em favor do seu povo (Jo 17), bem como sua vontade de derramar o ESPÍRITO SANTO sobre todos os crentes (At 2.33), nos ajudam a compreender o alcance do seu ministério de intercessão (ver Jo 17.1).
(3) Mediante a intercessão de CRISTO, aquele que se chega a DEUS (i.e., se chega continuamente a DEUS, pois o particípio no grego está no tempo presente e salienta a ação contínua), pode receber graça para ser salvo "perfeitamente". A intercessão de CRISTO, como nosso sumo sacerdote, é essencial para a nossa salvação. Sem ela, e sem sua graça, misericórdia e ajuda que nos são outorgadas através daquela intercessão, nos afastaríamos de DEUS, voltando a ser escravos do pecado e ao domínio de Satanás, e incorrendo em justa condenação. 
Nossa única esperança é aproximar-nos de DEUS por meio de CRISTO, pela fé (ver 1 Pe 1.5).
(4) Note que CRISTO não permanece como advogado e intercessor dos que se recusam a confessar e abandonar o pecado e que se apartam da comunhão com DEUS (cf. 1 Jo 1.5-7,9; 3.10). Sua intercessão para salvar "perfeitamente" é somente para aqueles que "por Ele se chegam a DEUS" (7.25). Não há segurança nem garantia para quem deliberadamente peca e deixa de se chegar a DEUS por Ele (10.21-31; ver 3.6 ).
(5) Posto que CRISTO é nosso único mediador e intercessor no céu, qualquer tentativa de ter anjos ou santos falecidos como mediadores e de oferecer orações ao Pai através deles, é tanto inútil quanto antibíblico
 
I. O QUE É MARIOLATRIA?
A idolatria é a forma pagã de adoração.
1. Idolatria. 
O termo vem de duas palavras gregas: eidolon, “ídolo, imagem de uma divindade, divindade pagã” e latreia, “serviço sagrado, culto”.
2. Adoração.
Os dois principais verbos gregos para “adorar”, no Novo Testamento, são proskyneo, que significa “adorar” no sentido de prostrar-se; e latreuo, que significa “servir” a DEUS.
Adoração à luz da Bíblia é Serviço sagrado, culto ou reverência a DEUS por suas obras.
3. O culto a Maria.
 O termo “mariolatria” vem de Maria, forma grega do nome hebraico Miriã, e de latreia.
Mariolatria é o culto ou a adoração a Maria estabelecidos pelo Catolicismo Romano ao longo dos séculos.
 
Os principais elementos de um culto são:
Oração (Gn 12.8), louvor (Sl 66.4), leitura bíblica (Lc 4.16,17), pregação ou testemunho (At 20.9) e oferta (Dt 26.10).
Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. 1 Coríntios 14:26
Somente devemos adorar a DEUS.
 
II. AS GLÓRIAS DE MARIA
1. Maria no Catolicismo Romano.
O clero romano vai além do que está escrito em relação à Virgem Maria.
Segundo Alfonso Liguori no livro "As Glórias de Maria", canonizado pelo papa: 
“Nossa salvação será mais rápida, se chamarmos por Maria, do que se chamarmos por JESUS . . . A Santa Igreja ordena um culto peculiar à Maria”.
2. A posição oficial do Vaticano.
O clero romano nega terminantemente que os católicos adoram a Maria, o que é oficialmente confirmado pelo Vaticano.
Dizem que Veneram-na: 
Conferindo com o marianismo dos católicos romanos, prova de maneira irrefutável que se trata de adoração.
Se ajoelham diante de sua imagem, beijam a imagem, carregam em procissões sua imagem, ficaram cheios de fúria quando chutaram sua imagem, etc...
O sentido não tem como fugir da verdade.
 
III. MARIA NA LITURGIA DO CATOLICISMO
1. As contradições de Roma. 
O Catolicismo Romano jamais admitirá que prega a divindade de Maria, da mesma forma que nega a adoração a ela.
Maria é chamada , na reza Salve-rainha?
De “Rainha do Céu”, o mesmo nome de uma divindade pagã da Assíria (Jr 7.18; 44.17-25).
2. Orações a Maria. 
A Bíblia expressa ser somente DEUS onipotente, onipresente e onisciente (Jr 10.6; 23.23,24; 1 Rs 8.39).
Os milhões de católicos estariam todos aguardando a vez de suas orações serem atendidas, numa fila interminável se Maria pudesse responder às orações de todos ao mesmo tempo, sendo que ela não é nem deusa e nem possui os atributos divinos de onisciência, onipresença e onipotência.
3. Distorção litúrgica.
A oração litúrgica dedicada a Maria e desenvolvida pela Igreja Católica Romana evoca: “Ave-maria cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto de seu ventre. Santa Maria, Mãe de DEUS, rogai por nós, os pecadores, agora e na hora de nossa morte.
A oração litúrgica dedicada a Maria e desenvolvida pela Igreja Católica Romana “Ave-maria"  é uma abominação aos olhos de DEUS porque não é dirigida a quem de direito (1 Tm 2.5).
4. Mãe de DEUS? 
A palavra grega usada para “mãe de DEUS” originalmente significa “portadora de DEUS”.
É impossível que DEUS tenha mãe porque:
A Bíblia diz que DEUS é eterno (Sl 90.2, Is 40.28).
Não tem começo, nem meio e nem fim de dias.
Ele existe por si mesmo (Êx 3.14).
A Bíblia esclarece que Maria é mãe do JESUS homem e nunca mãe de DEUS (At 1.14).
 
IV. OUTRAS TENTATIVAS DE DIVINIZAR MARIA
1. “Cheia de graça” ou “agraciada” (v.28)? 
A forma grega da expressão “cheia de graça” vem de:
Sua tradução correta é “agraciada, favorecida”, e não “cheia de graça”, como aparece nas versões católicas da Bíblia.
A tradução “cheia de graça” não resiste à exegese séria da Bíblia sendo contrária ao contexto bíblico e teológico.
Procede de um verbo grego que significa “outorgar ou mostrar graça”.
2. O Dogma da Imaculada Conceição. 
Essa é outra tentativa de endeusar Maria, propondo que ela, por um milagre especial de DEUS, nasceu isenta do pecado original.
3. O Dogma da Perpétua Virgindade de Maria.
O clero romano defende a doutrina da perpétua virgindade de Maria, pois conclui que ela não gerou mais filhos além de JESUS.
4. A família de JESUS. 
A Bíblia declara com todas as letras que José não a conheceu até o nascimento de JESUS (Mt 1.25).
A Bíblia declara com todas as letras que José não a conheceu até o nascimento de JESUS (Mt 1.25).
Os irmãos e irmãs de JESUS são mencionados nos evangelhos, alguns são chamados por seus nomes:
Tiago, José, Simão e Judas (Mt 13.55; Mc 6.3).
Veja, ainda, Mateus 12.47 e João 7.3-5. Afirmar que “irmãos”, aqui, significa “primos” é uma exegese ruim e contraria todo o pensamento bíblico.
 
CONCLUSÃO
As tentativas inglórias de fundamentar o marianismo na Bíblia fracassaram. As expressões: “O Senhor é contigo”; “bendita és tu entre as mulheres” (v.28) e “bendito o fruto do teu ventre” (v. 42), não são a mesma coisa que: “bendita és tu acima das mulheres”. Devemos esclarecer esses pontos aos católicos, com respeito e amor, mas discordando de suas crenças, com base na Palavra de DEUS. Muitos são sinceros e pensam estar fazendo a vontade de DEUS.
A INTERCESSÃO DE CRISTO. 
(1) JESUS, no seu ministério terreno, orava pelos perdidos, os quais Ele viera buscar e salvar (Lc 19.10). Chorou, quebrantado, por causa da indiferença da cidade de Jerusalém (Lc 19.41). Orava pelos seus discípulos, tanto individualmente (ver Lc 22.32) como pelo grupo todo (Jo 17.6-26). Orou até por seus inimigos, quando pendurado na cruz (Lc 23.34). 
(2) Um aspecto permanente do ministério atual de CRISTO é o de interceder pelos crentes diante do trono de DEUS (Rm 8.34; Hb 7.25; 9.24; ver 7.25); João refere-se a JESUS como “um Advogado para com o Pai” (ver 1Jo 2.1). A intercessão de CRISTO é essencial à nossa salvação (cf. Is 53.12). Sem a sua graça, misericórdia e ajuda, que recebemos mediante a sua intercessão, nós nos desviaríamos de DEUS e voltaríamos à escravidão do pecado.
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Apologético
“Mariolatria.
O teólogo católico romano Ludwig Ott, defendendo a doutrina espúria da veneração a Maria, mãe de JESUS, em sua obra Fundamentals of Catholic Dogma (Fundamentos do Dogma Católico), afirma: ‘À Maria, a mãe de DEUS, confere-se o direito de receber o culto de hiperdulia’. Em outras palavras, segundo o catolicismo romano, ‘Maria deve ser venerada e honrada em um nível muito mais alto do que o de outras criaturas, sejam anjos ou santos. Contudo, essa veneração a Maria é substancialmente menor do que a cultus latriae (adoração) que é devida somente a DEUS, no entanto, maior do que a cultus diliae (veneração) devida a anjos e aos outros santos’.
Essa doutrina católica romana é uma das mais frágeis em argumentação, uma vez que cria uma confusão terminológica em torno dos termos adoração e veneração, além de defender pontos sem respaldo bíblico. Veneração significa ‘render culto’, ‘adoração’, sendo condenada pela Bíblia, seja em relação a anjos ou a santos (Ap 22.9), exceto a DEUS. Além disso, em nenhum momento a Bíblia fala que Maria é superior a qualquer outra criatura e que deva receber orações ou mesmo veneração.
Outra amostra do subterfúgio sem nexo do catolicismo romano está no fato de que a adoração a Maria (que por si só já é absurda) não está acima da adoração a DEUS. Todavia, em suas orações, como na Novena de orações em honra a Nossa Mãe do Perpétuo Auxílio, declara-se, sem censura, que Maria é superior a JESUS: ‘Porque se me protegeres, querida Mãe, nada temerei daquilo que me possa sobrevir: nem mesmo dos meus pecados, pois obterás para mim o perdão dos mesmos [a Bíblia diz que só há perdão através de JESUS – At 4.12; 1 Tm 2.5; 1 Jo 1.7]; nem mesmo da parte dos demônios, porque és mais poderosa do que o inferno junto [a Bíblia diz que somente JESUS despojou os principados e potestades e só podemos expulsar demônios por JESUS – Cl 2.15; Mc 16.17]; nem mesmo de JESUS, o meu juiz, pois através de uma oração tua Ele será apaziguado [Maria seria a advogada e JESUS, o juiz, mas a Bíblia diz que hoje JESUS é o nosso advogado – 1 Jo 2.1].” (MARIOLATRIA. Revista Resposta Fiel, Rio de Janeiro, Ano 4, nº 12, p. 6, jun.-ago.2004.)
 
 
A Adoração à Virgem Maria e às Deusas Pagãs
O profeta Jeremias repreendeu os israelitas por estarem adorando a Rainha dos Céus. O catolicismo romano atribui o título de Rainha dos Céus à Virgem Maria. Esse termo tem origem bíblica ou pagã? Saiba como a adoração às deusas é um denominador comum em muitas religiões e poderá ser usado para uni-las em um futuro próximo.
 
Resumo da Notícia: "Entre todas as mulheres que já viveram, a mãe de JESUS CRISTO é a mais celebrada, a mais venerada... Entre os católicos romanos, a Madona, ou Nossa Senhora, é reconhecida não somente como a Mãe de DEUS, mas também, de acordo com muitos papas, a Rainha do Universo, Rainha dos Céus, Trono de Sabedoria e até Esposa do ESPÍRITO SANTO." (Revista Time, "Serva ou Feminista?", 30/12/1991, pg 62-66)
 
Verdade Bíblica: Jeremias 7:18, "Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira." (Veja também Jeremias 44.)
 
Poderia a Nossa Senhora católica (Maria, a mãe física de JESUS), descrita no artigo da revista Time como a "Rainha dos Céus" ser a mesma "Rainha dos Céus" que estava provocando DEUS à ira e ao julgamento descrito em Jeremias 7:18?
 
Primeiro, vamos examinar a antiga Rainha dos Céus. A maior parte destas informações foram extraídas do livro The Two Babylons (As Duas Babilônias), de Alexander Hislop, publicado em 1917. Hislop rastreou a adoração babilônica da Rainha dos Céus até os dias após a morte de Ninrode. A data exata desse acontecimento não é conhecida exatamente, mas parece ser aproximadamente 400 anos após o dilúvio. Após a morte de Ninrode, sua mulher, a rainha Semíramis, decidiu reter seu poder e suas riquezas. Ela inventou a estória de que a morte de Ninrode foi para a salvação da humanidade. Ninrode foi propagandeado como "a semente prometida da mulher, Zero-ashta, que estava destinado a esmagar a cabeça da serpente, e ao fazer isso, teria seu calcanhar ferido." (pg 58-59) (Nota de A Espada do ESPÍRITO: Saiba mais sobre a influência de Ninrode e Semíramis na formação das religiões pagãs do mundo antigo lendo os artigos N1144, "A Maçonaria Realmente é uma Religião" e CE1009, "O Paganismo da Maçonaria", disponíveis neste site.)
 
Podemos ver claramente que essa estória é uma falsificação da profecia referente a JESUS CRISTO. Para permitir que o povo babilônico adorasse melhor essa criança , foi criada uma gravura entalhada em madeira, retratando-a nos braços da mãe. A mãe, obviamente, obteve sua glória a partir do filho divinizado. No entanto, "no longo prazo, a adoração à mãe praticamente ofuscou a adoração ao filho". A figura original obviamente destinava-se a ser meramente "um pedestal para a proteção do filho divino.... Entretanto, embora esse tenha sido o plano, é um princípio simples em todas as idolatrias que aquilo que mais apela aos sentidos acaba deixando as mais poderosas impressões" (pg 74). Assim, a mãe deixou a mais poderosa impressão visual, pois era uma pessoa adulta e estava vestida de forma magnificente.
 
Quando as pessoas começaram a adorar a mãe mais do que o filho, os sacerdotes babilônicos sentiram-se forçados a publicar um edito para divinizá-la também. Após a passagem de muito tempo, "o nascimento do filho foi declarado miraculoso e, portanto, a mãe foi chamada de ... Virgem Mãe" (pg 76). "Ela recebeu os títulos mais elevados. Foi chamada de Rainha dos Céus. No Egito, era Athor, isto é, a Habitação de DEUS, para significar que nela habitava toda a "plenitude da divindade" (pg 77). A partir dessa origem pagã, a estória da Virgem Mãe, a Rainha dos Céus, alastrou-se por todo o mundo.
 
- No Egito, era chamada de Athor (pg 77)
- No Tibete e na China, era chamada de Virgem Deipara (pg 77)
- Na Grécia, era chamada de Héstia (Ibidem)
Em Roma, era chamada de Juno, ou Pomba (pg 79). A partir dessa designação, a Pomba tornou-se o símbolo da "rainha divinizada... comumente representada com um ramo de oliveira no bico". É surpreendente ler o autor jesuíta Malachi Martin, afirmar em seu livro, The Keys of this Blood  que agora "a Pomba está livre, a Pomba está livre". Todo o tema desse livro é que a força motriz para a Nova Ordem Mundial é uma competição entre as forças mundiais do comunismo, capitalismo ocidental e o catolicismo romano. Martin, claramente crê que o catolicismo prevalecerá nessa luta por causa da intervenção da Virgem Maria. Incrivelmente, o artigo da revista Time diz, "O mundo reconhecerá no tempo devido que a derrota do comunismo ocorreu devido à intercessão da Mãe de JESUS" (Time, pg 62). Quando Gorbachev anunciou sua renúncia, no dia de Natal, esse conceito foi grandemente reforçado nas mentes de milhões de católicos em todo o mundo.
Martin não especifica o que quer dizer com a expressão "a Pomba está livre"; claramente, no entanto, pode estar referenciando a representação comum da Virgem Mãe. Portanto, ele está dizendo que a adoração antiga à Virgem Mãe pagã está agora solta no mundo.
 
Ainda mais tarde na antiga Babilônia, a adoração à Virgem Mãe e seu símbolo, a Pomba, "a identificaram com o ESPÍRITO de toda a graça... " (pg 79). Assim, a trindade pagã é DEUS o Pai, o Filho e a Virgem Mãe. De fato, a Igreja Católica Romana fez a mesma afirmação, conforme Hislop observou, no século XIX (pg 83). Hislop conclui então, "A Nossa Senhora de Roma... é simplesmente a Nossa Senhora da Babilônia. A Rainha dos Céus em um sistema é a mesma Rainha dos Céus no outro" (Ibidem).
 
Observe a rápida difusão dessa falsa doutrina da Virgem Mãe por todo o mundo conhecido. Ela era adorada em Roma, na Grécia, na Babilônia, na China, no Japão e no Tibete, com diferentes nomes. Acreditamos que o atual reavivamento na adoração à Virgem Maria resultará na união de todas as religiões do mundo em uma só, em cumprimento à profecia bíblica sobre o estabelecimento do reino do Anticristo apoiado pela Religião Mundial. Vamos revisar as profecias biblicas.
 
Apocalipse 13:11-18 e o Capítulo 17 revelam que o Falso Profeta religioso aparecerá para ajudar o Anticristo a obter o controle total do mundo. O Falso Profeta controlará um Sistema Religioso. Apocalipse 17:18 afirma que esse Sistema Religioso "é a grande cidade que reina sobre os reis da Terra". Para possuir tal poder, esse Falso Sistema Religioso precisará liderar a adoração fervorosa da maior parte da população do mundo. Como podem todos os povos não-cristãos unirem-se com os católicos romanos na adoração à mesma deidade? A adoração comum da deusa divina, a Virgem Maria, tem um grande papel.
 
Mas, o resto da estória é a adoração comum da Nossa Senhora Negra. Qual Nossa Senhora Negra, você pergunta? A Maria de JESUS é branca, ou tem uma cor amarela pálida, mas certamente não é negra. Certo? Errado!! O catolicismo romano revertou à adoração da Madona Negra na maioria dos países em todo o mundo. Esse artigo da Time diz que um dos santuários mais visitados do mundo é o da Nossa Senhora Negra em Czestochowa, na Polônia. Logicamente, o papa João Paulo II é polonês. Kathleen O´Hayes, do National Christian Research, diz em sua fita sobre a vindoura Aparição Mariana global que o papa João Paulo II considera-se o "escravo" da Madona Negra. Kathleen diz também que a Igreja Católica colocou a Polônia sob a proteção dessa Nossa Senhora Negra nos anos 50. Esse desenvolvimento é de enorme significado no nosso estudo de como as principais religiões do mundo poderão ser atraídas a uma Religião Mundial em um futuro próximo.
 
O primeiro lugar a olhar é a Antiguidade. Em seu livro The Two Babylons, Alexander Hislop observa a prevalência da adoração de um deus negro ou uma deusa negra, em todo o mundo conhecido.
 
"... o grande deus Buda geralmente é representado na China como um negro..." (pg 57)
 
"No Egito, o belo Hórus, o filho do negro Osíris, que era o objeto favorito de adoração." (pg. 69)
 
"É incrível verificar em muitos países distantes e separados uns dos outros, e entre milhões de pessoas atualmente... a adoração a um deus negro." (Ibidem)
 
"... A Virgem na Catedral de Argel é uma negra...." (Introdução de Donald Gray Barnhouse)
 
Agora que estabelecemos que a adoração de deidades negras há muito tempo é parte integral do paganismo, e que essa prática estendeu-se à Virgem Maria, vamos examinar como a adoração da deusa negra no catolicismo romano está criando uma ponte comum em todo o mundo pagão. Vejamos agora os escritos da Nova Era para esta parte do estudo.
 
Peter Lemesurier, em seu livro repleto de blasfêmias The Armageddon Script, escreve entusiasticamente sobre a adoração à Grande Mãe Terra. Ele escreve como se fosse um astronauta em uma nave espacial em órbita em torno do planeta. "Ao darem a volta no estéril globo lunar pela última vez, e a resplandente meia-Terra novamente aparecer atrás daquele agora familiar e rochoso horizonte curvo, o que eles viram sair para encontrá-los era estranhamente familiar. Uma imagem direta da memória racial. Uma deusa do mundo dos arquétipos. Não era ninguém menos que a Grande Mãe, a própria Terra, vestida com os mesmos mantos floridos azul e branco que tinham sido das deusas-mãe da Terra e do céu em toda a história humana - e não menos que sua mais recente deusa-mãe, a própria Virgem Maria...." [pg 245-46]
 
Peter Lemesurier, um adorador pagão, não tem dificuldades em reconhecer a verdade que a adoração à Virgem Maria é a mesma idolatria pagã antiga. Portanto, os pagãos não-cristãos de todo o mundo terão pouca dificuldade em aceitar a adoração à Virgem Mãe do catolicismo romano.
 
Outra autora de Nova Era, China Galland, uma budista americana, escreveu um livro muito revelador intitulado Longing for Darkness. Ela estabelece entusiasticamente a semelhança entre a Virgem Maria e outras deusas pagãs.
 
"Durga, a rainha guerreira... era a única que podia restaurar a harmonia e deixar o mundo em paz... os deuses cantavam louvores a ela, chamavam-na Rainha do Universo..." Lembre-se que a revista Time, citada anteriormente, informa que um dos nomes pelos quais a Virgem Maria é conhecida é Rainha do Universo. Galland continua:
 
"Fui encontrar a divindade budista Tara, mas em vez disso, encontrei a deusa Durgan e Káli.... Káli, aquela que dá a vida e a morte, o princípio e o fim do tempo. Ela era uma deidade de proporções similares a de DEUS, o Pai, no cristianismo. O fato de Káli ser negra e mulher trouxe minha formação católica para fora... Alguns dizem que ela é negra porque nessa cor todas as distinções estão dissolvidas, outros dizem que é negra porque é a noite eterna." (pg 27). Essas são duas deusas do hinduísmo.
 
A deusa budista Tara foi o objeto do estudo de Galland, na viagem ao Extremo Oriente. Entretanto, ela ficou surpresa quando descobriu que existem textos hindus que descrevem Káli como Tara." (pg 30). Essa descoberta vincula o hinduísmo com o budismo.
 
Mais tarde, ao voltar para os EUA, Galland descobriu outro livro de Nova Era intitulado Mother Worship (Adoração à Mãe), de Tara Doyle. Esse livro menciona o fenômeno da Madona Negra na Suiça. Ela escreve, "Não lembrava que existiam divindades femininas negras no cristianismo. Pensava que eram exclusivas de religiões como o hinduísmo e o budismo. Não podia lembrar de virtualmente nada sobre uma Madona morena ou negra, apesar de meus anos de formação católica na infância... Um artigo na revista Newsweek chamou minha atenção. A Virgem Maria estava aparecendo na casca das árvores na Polônia. Fiquei intrigada... Parecia que o fenômeno era similar ao que eu tinha informado sobre Tara... Fiquei me perguntando o que estava acontecendo com o espírito do mundo, pois existiam ocorrências de deidades femininas que literalmente apareciam nas rochas e nas árvores tanto no Oriente quanto no Ocidente. Essa simultaneidade era simbolicamente importante..." (pg 49-50)
 
Posteriormente, Galland perguntou a um mestre budista sobre a conexão entre essas aparições. "Mostrei-lhe o artigo da revista sobre a aparição da Madona na casca das árvores na Polônia... [ele respondeu] que era muito similar ao que estamos falando aqui. Existem muitas ocorrências disso no budismo tibetano. Chamamos o fenômeno de rangjung, que significa auto-aparição... Essas coisas aparecem por causa do poder e das bênçãos de seres iluminados. Esses seres operam por meio do poder da substância mental e o poder da concentração..." (pg 65-66). Galland descreve seu último encontro com o Dalai Lama. Quando ela lhe perguntou sobre a aparição da Mãe Bendita nas cascas das árvores na Polônia, ele concordou que esse era o mesmo fenômeno conhecido pelos budistas como rangjung. (pg 95)
 
Não devemos nos surpreender que Satanás esteja fazendo deidades femininas aparecerem em todo o mundo neste momento da história. Se estamos realmente no final dos tempos, então é hora de Satanás unificar sua igreja, conforme está profetizado no Apocalipse.
 
Galland continuou seu estudo sobre a adoração da deusa negra, participando de um seminário sobre a Madona Negra ministrado por outro autor de Nova Era, Gilles Quispel, um professor de História da Religião na Universidade de Utrecht. Ela informa, "Para Quispel, a Nossa Senhora Negra tem um papel psíquico crucial, que ele descreveu em termos jungianos como símbolos da terra, da matéria, o feminino no homem e o ego [o eu próprio] na mulher.... A não ser que os homens e as mulheres tomem consciência de sua imagem primitiva da Nossa Senhora Negra, e a integrem dentro de si mesmos, a humanidade não poderá resolver os problemas do materialismo, do racismo e da emancipação feminina..." (pg 51).
 
Essa afirmação é inacreditável, totalmente pagã e de Nova Era. O que Quispel está dizendo é que a Nossa Senhora Negra é um elemento tão básico e fundamental nos recônditos da mente de todos os homens, que é a única resposta às suas necessidades mais críticas. Somente quando todas as pessoas reconhecerem e adorarem a Nossa Senhora Negra é que poderá haver verdadeira paz e unidade neste mundo. A Nossa Senhora Negra é o único denominador comum entre as religiões.
 
Mas ainda há mais. Sabemos que a força motriz que está levando o mundo para a Nova Ordem Mundial foi estabelecida oficialmente em 1 de maio de 1776, quando um ex-sacerdote jesuíta, Adam Weishaupt, fundou os Mestres dos Iluministas. Veja como Galland continua, "... SANTO Inácio de Loyola deu sua espada à Nossa Senhora Negra de Montserrat, na Espanha, tornou-se um sacerdote e fundou a Ordem dos Jesuítas..." (pg 52). Essa informação inacreditável vincula a adoração da Nossa Senhora Negra à ordem dos Mestres dos Iluministas, fundada por um ex-jesuíta. Tanto a adoração à Nossa Senhora Negra quanto a Ordem dos Jesuítas são totalmente católicas romanas.
 
No entanto, Galland ainda faz mais revelações inacreditáveis em seu livro Longing for Darkness. Algum tempo após ter recebido revelações do seu mestre budista sobre a Madona Negra, ela estava praticando meditação budista. "... enquanto eu estava sentada, CRISTO começou a aparecer na minha meditação, depois Maria... começei a ver CRISTO e a visualizá-lo atrás de mim. Eu o aceitei na minha prática. Quando continuei com as meditações diárias, Maria gradualmente tomou lugar à minha esquerda, o Buda à minha direita... Maria e JESUS eram minhas testemunhas no início; depois, com o tempo, tornaram-se amáveis amigos. A divindade budista Tara estava sempre diante de mim." (pg 67-68)
 
Essas meditações mostram claramente como Satanás está movendo as várias religiões falsas neste final dos tempos. China Galland foi visitada em suas meditações budistas ocultistas por três demônios que fingiam ser JESUS CRISTO, a Virgem Maria do catolicismo romano e a deusa budista Tara. Milhões de outras pessoas que praticam meditações de Nova Era similares estão também sendo enganadas. Não se engane sobre isto: Satanás está procurando unificar todas as religiões do mundo. O denominador comum mais importante nessa Religião Mundial que está sendo formada é a adoração à Virgem Maria/Nossa Senhora Negra.
 
Essa adoração à deusa vincula aproximadamente 75% da população mundial (Informações tiradas do "Almanac 1991".)
Catolicismo romano: 971 milhões
Católica ortodoxa oriental: 164 milhões
Budismo/várias seitas: 1 bilhão e 100 milhões
Hinduísmo: 690 milhões
Religiões de origem japonesa: 230 milhões
Religiões tribais: 100 milhões
Islamismo: 924 milhões
Embora no islamismo a Virgem Mãe não seja adorada, o artigo da revista Time mencionado anteriormente diz, "Até o Alcorão louva a castidade e a fé da Virgem Maria" (pg 62)
 
* Protestantes do ecumenismo: 351 milhões
 
Até mesmo os protestantes liberais estão modificando suas opiniões sobre Maria. O artigo de Time diz, "O téologo John MacQuarrie, da Igreja Anglicana, propôs a revisão de dogmas como a Ascensão de Maria aos céus... O teólogo Donald Bloesch, da Universidade de Dubuque diz que os colegas protestantes conservadores 'precisam ver Maria como santa e como mãe da igreja'. Convergências similares ocorrerão em fevereiro de 1992, quando negociadores católicos e luteranos nos EUA anunciarão um acordo, que está há vários anos em gestação, sobre o papel de Maria." (pg 66)
 
Neste ponto, temos um total potencial de seguidores nessas falsas religiões de 4 bilhões e 500 milhões de pessoas.
 
* Finalmente, a adoração à Virgem Mãe está atraindo muitas feministas do Movimento de Nova Era. O artigo da revista Time diz claramente, "Quando João Paulo foi sagrado bispo em 1958, ... escolheu como seu moto a expressão latina Totus Tuus (Tudo Teu) - referindo-se à Maria, não a CRISTO.... João Paulo tornou o poder unificador de Maria o centro do seu arsenal papal... Embora o papa exalte Maria por sua submissão, é em relação à DEUS, não à sociedade machista..." (pg 64-65). O impacto dessa posição tem sido muito importante nos círculos feministas. "Jane Schaberg, chefe do Departamento de Religião na Universidade de Detroit, EUA... defende a opinião que Maria, antes do casamento com José, estava grávida de outro homem, e era uma mulher liberada, que não se deixava identificar ou destruir em seus relacionamentos com os homens." O artigo continua, "... essa noção do poder feminino sobrenatural é tentadora... Está havendo um grande interesse nas pesquisas sobre deusas e divindades femininas como um antecedente ao deus masculino... O judaísmo e o cristianismo têm sido exclusivamente machistas, deixando um vazio que requer uma divindade feminina." (pg 65-66).
 
Assim, você pode ver o tremendo poder de atração que a Virgem Maria, especialmente a Nossa Senhora Negra, tem sobre as várias religiões do mundo. Satanás implantou engenhosamente a adoração similar a uma deusa em muitas falsas religiões do mundo. Incrivelmente, ele conseguiu até corromper o cristianismo com o ensino católico romano sobre Maria, a mãe de JESUS. Está chegando a hora de unir todas as religiões do mundo e formar o Falso Sistema Religioso descrito no livro do Apocalipse.
 
-As possibilidades são muito grandes.. Apocalipse 17:18 diz, "E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra." Quais são as implicações da liderança do -Falso Profeta desse Sistema Religioso mundial? Apocalipse 13:11-18 mostra as atividades desse Falso Profeta:
-Parece um cordeiro (um verdadeiro servo de JESUS CRISTO), mas fala como dragão (identifica-se como homem de Satanás - verso 11)
-Exerce todos os poderes e a autoridade da besta, o Anticristo (verso 12)
-Convence o mundo a adorar a besta (verso 12)
-Opera grandes sinais e milagres (verso 13)
-Ordena a construção de uma imagem do Anticristo. Faz com que o sopro da vida entre na imagem, para que ela possa falar. Quem não adorar a imagem da besta será executado (versos 14-15)
-O Falso Profeta força toda a população do mundo a receber uma marca na mão direita ou na testa, sem o que ninguém poderá comprar ou vender nada na economia do Anticristo. Quem se recusar a receber a marca será martirizado (Apocalipse 20:4)
Assim, podemos ver que o Falso Profeta será diretamente responsável pela execução de muitos santos de DEUS durante a Grande Tribulação. É por isso que DEUS descreve esse Falso Sistema Religioso como uma grande meretriz que estará montada sobre a besta de sete cabeças e dez chifres (apoiada por nações mais importtantes). Essa mulher representa o Falso Sistema Religioso da Grande Tribulação. Ela é retratada "embriagada do sangue dos mártires e do sangue das testemunhas de JESUS"
 
Agora é hora de discernirmos os sinais dos tempos. Estamos vivendo no período que precede a Tribulação. O aparecimento do Anticristo e o estabelecimento da Nova Ordem Mundial estão muito próximos. Essa ressurgência do culto à Virgem Maria, especialmente à Madona Negra, é um dos muitos sinais de que o início da Tribulação está próximo.
 
 The Cutting Edge, um programa de rádio de Old Path Ministries - CD Erdos\Estudos\Espada\ce1008.html
Imagens de http://br.geocities.com/santissimavirgemaria/ 
http://www.cnbb.com.br/ 
 
Comentários W. W. Wiersbe Expositivo
Lucas 1
2. Fé (Lc 1:26-38)
No sexto mês da gestação de Isabel, Gabriel fez a segunda proclamação de nascimento, ! dessa vez a uma jovem de Nazaré, uma virgem chamada Maria. Pelo menos o trabalho de Gabriel era variado: um homem idoso, uma jovem, um sacerdote, uma descendente do rei Davi, o templo, uma casa comum, Jerusalém, Nazaré, incredulidade, fé...
O povo de Judá desprezava os judeus da Galiléia e dizia que não eram kosher por causa de seu contato com os gentios dessa região (Mt 4:15). Os habitantes de Nazaré eram especialmente desprezados (Jo 1:4546), mas DEUS, em sua graça, escolheu uma jovem de Nazaré na Galiléia para ser a mãe do Messias prometido!
Em se tratando de Maria, a tendência das pessoas é cair em um de dois extremos. Ou a exaltam acima de JESUS (Lc 1:32), ou a ignoram e não lhe dão a consideração que merece (Lc 1:48). Cheia do ESPÍRITO SANTO, Isabel a chamou de "a mãe do meu Senhor" (Lc 1:43), o que é motivo suficiente para honrá-la.
O que sabemos sobre Maria? Era da tribo de Judá, descendente de Davi e virgem (Is 7:14). Estava noiva de um carpinteiro de Nazaré chamado José (Mt 13:55) e, ao que parece, ambos eram pobres (Lv 12:8; Lc 2:24). Entre os judeus daquela época, o noivado era um compromisso quase tão sério quanto o casamento e só podia ser rompido pelo divórcio. Na verdade, o homem e a mulher eram chamados de "marido" e "esposa", mesmo antes de se casarem (comparar Mt 1:19 com Lc 2:5). Uma vez que as moças judias se casavam muito jovens, é bem provável que Maria fosse uma adolescente quando recebeu a visita do anjo.
A submissão de Maria (vv. 34-48). Maria sabia o que aconteceria, mas não sabia como seria. Sua pergunta em Lucas 1:34 não é um sinal de incredulidade (cf. Lc 1:18); antes, é uma expressão de fé. Ela creu na promessa, mas não entendeu como se cumpriría. Como poderia uma virgem dar à luz uma criança?
Em primeiro lugar, Gabriel explicou que seria um milagre, uma obra do ESPÍRITO SANTO de DEUS. José, seu noivo, não seria o pai da criança (Mt 1:18-25), mesmo que, posteriormente, JESUS fosse identificado em termos legais como filho de José (Lc 3:23; 4:22Jo 1:45; 6:42). É possível que algumas pessoas tenham pensado que Maria havia sido infiel a José e que JESUS fosse um "bastardo" (Jo 8:41). Essa foi uma parte da dor que Maria teve de suportar durante toda a vida (Lc 2:35).
Em segundo lugar, Gabriel fez questão de ressaltar que o Bebê seria um "ente santo" e não compartilharia da natureza humana pecaminosa. JESUS não conheceu pecado (2 Co 5:21), não cometeu pecado (1 Pe 2:22), e nele não existe pecado (1 Jo 3:5). Seu corpo foi preparado para ele pelo ESPÍRITO de DEUS (Hb 10:5), que desceu sobre Maria. Esse termo é usado para falar da presença de DEUS no tabernáculo e no templo (Êx 40:35). O ventre de Maria tornou-se o SANTO dos santos para o Filho de DEUS!
O anjo terminou a mensagem dando a Maria uma palavra de encorajamento. Sua parenta idosa, Isabel, estava grávida, provando assim que "para DEUS não haverá impossíveis". DEUS deu uma palavra semelhante a Abraão quando anunciou o nascimento de Isaque (Gn 18:14). Homens como Jó (Jó 42:2), Jeremias (Jr 32:17) e o próprio Senhor JESUS (Mt 19:26) dão testemunho de que DEUS pode fazer qualquer coisa. Uma possível paráfrase de Lucas 1:37 é: "Nenhuma palavra de DEUS é desprovida de poder". DEUS realiza seus propósitos pelo poder de sua Palavra (SI 33:9).
A resposta confiante de Maria foi entregar-se a DEUS como serva submissa. Experimentou a graça do Senhor (Lc 1:30) e creu na Palavra de DEUS, portanto pôde ser usada pelo ESPÍRITO para cumprir os propósitos de DEUS. O termo traduzido por "serva" era usado para a serviçal mais humilde da casa, o que mostra quanto Maria confiava em DEUS. Pertencia totalmente ao Senhor, de corpo (Lc 1:38), alma (Lc 1:46) e espírito (Lc 1:47). Que grande exemplo para nós (Rm 12:1, 2)!
3. Alegria (Lc 1:39-56)
Uma vez informada de que seria mãe e de que Isabel também daria à luz um filho em três meses, Maria sentiu o desejo de se encontrar com Isabel para que se alegrassem juntas. O tema principal desta seção é a "alegria", e há três pessoas alegrando-se no Senhor.
A alegria de Isabel (vv. 39-45). Quando Maria entrou na casa, Isabel ouviu sua saudação e ficou cheia do ESPÍRITO SANTO. Em seguida, o Senhor lhe disse o motivo da visita de Maria. A palavra que seus lábios formaram foi "bem-aventurada". Observe como Isabel não disse que Maria era bem-aventurada acima das mulheres, mas sim entre as mulheres, o que certamente é verdade. Apesar de não desejarmos atribuir a Maria o que é devido somente a DEUS, também não queremos subestimar seu lugar no plano de DEUS.
Isabel enfatizou a  de Maria: "Bem-aventurada a que creu" (Lc 1:45). Somos salvos "pela graça [...] mediante a fé" (Ef 2:8, 9). Uma vez que creu na Palavra de DEUS, Maria experimentou o poder de DEUS.
A alegria de )oão ainda no ventre de sua mãe (vv. 41, 44). É provável que tenha sido nessa ocasião que João recebeu o ESPÍRITO e que se cumpriu a promessa do anjo (Lc 1:15). Mesmo antes de seu nascimento, João alegrou-se em JESUS CRISTO e fez o mesmo durante seu ministério aqui na Terra (Jo 3:29, 30). Como João Batista, teria o grande privilégio de apresentar o Messias ao povo de Israel.
A alegria de Maria (w. 46-56). Sua alegria levou-a a entoar um cântico de louvor. A plenitude do ESPÍRITO (Ef 5:18-20) e também a da Palavra (Cl 3:16, 17) devem nos levar a dar louvores com alegria. O cântico de Maria contém citações e referências das Escrituras do Antigo Testamento, especialmente dos Salmos e do cântico de Ana em 1 Samuel 2:1-10. Maria guardou a Palavra de DEUS em seu coração e a transformou em cântico.
Esse cântico é chamado de Magnificat, pois a versão em latim de Lucas 1:46 diz: Magnificat anima mea Dominum. Seu maior desejo era engrandecer ao Senhor, não a si mesma. No original, Maria repete a expressão "ele fez", ao relatar o que DEUS havia realizado em favor de três recipientes de sua bênção.
O que DEUS fez por Maria (vv. 46-49J.
Em primeiro lugar, DEUS a salvou (Lc 1:47), indicando que Maria era uma pecadora como todos nós e que precisou crer em DEUS para receber a salvação eterna. DEUS não apenas a salvou, mas também a escolheu para ser a mãe do Messias (Lc 1:48). Ele a "contemplou", o que significa que cuidou dela e a protegeu com seu favor. DEUS poderia ter escolhida outras moças, mas ela foi a eleita! Sem dúvida, o Senhor derramou sua graça sobre ela (ver 1 Co 1:26-28). DEUS não apenas cuidou dela, mas também usou seu poder em favor dela (Lc 1:49). Não deve ter sido difícil para Maria cantar "o Poderoso me fez grandes coisas" (ver Lc 8:39; 1 Sm 12:24; 2 Sm 7:21-23; e SI 126:2, 3). Uma vez que Maria creu em DEUS e se sujeitou a sua vontade, ele realizou um milagre em sua vida e a usou para dar ao mundo o Salvador.
O que DEUS fez por nós (vv. 50-53). Na segunda estrofe de seu cântico, Maria inclui o povo de DEUS que o teme de geração em geração. Todos nós recebemos sua misericórdia e seu socorro. Maria cita dois grupos que receberam a misericórdia de DEUS: os humildes (Lc 1:52) e os famintos (Lc 1:53).
Em se tratando de justiça e de direitos civis, naquele tempo o povo em geral encontrava-se desamparado. Muitos estavam famintos, oprimidos e desanimados (Lc 4:16-
19), e era impossível lutar contra o sistema. Uma sociedade secreta de judeus patriotas chamados de "zelotes" usava de violência para se opor a Roma, porém suas atividades só pioravam a situação.
Maria viu o Senhor fazer uma reviravolta: os poderosos foram destronados, e os humildes, exaltados; os famintos foram saciados, e os ricos ficaram pobres! A graça de DEUS move-se no sentido oposto aos pensamentos e costumes do sistema deste mundo (1 Co 1:26-28). A Igreja é parecida com aquele grupo de homens valentes que acompanhavam Davi (1 Sm 22:2).
O que DEUS fez por Israel (vv. 54, 55). "Ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mt 1:21). Apesar da condição precária de Israel, a nação ainda era serva de DEUS, e ele ajudaria seu povo a cumprir os propósitos divinos. DEUS estava do lado de Israel! Ele se lembraria de sua misericórdia e cumpriría suas promessas (SI 98:1-3; ver também Cn 12:1-3; 17:19; 22:18; 26:4; 28:14). Se não fosse por Israel, JESUS CRISTO não teria vindo ao mundo.
Maria ficou com Isabel até João nascer e, em seguida, voltou para Nazaré. A essa altura, sua gravidez era aparente e, sem dúvida, as fofocas começaram a correr soltas. Afinal, havia passado três meses longe de casa, e muitos devem ter imaginado por que Maria partira com tanta pressa. Foi então que DEUS deu as boas-novas a José e o instruiu sobre como deveria proceder (Mt 1:18-25).
4. Louvor (Lc 1:57-80)
DEUS abençoou abundantemente Zacarias e Isabel . Conforme havia prometido, o Senhor lhes deu um menino, ao qual chamaram de João, como DEUS havia instruído. Os judeus, com razão, consideravam os filhos dádivas de DEUS e "herança do Senhor" (SI 127:3-5; 128:1-3), pois são isso mesmo. Israel não seguia a prática de seus vizinhos pagãos que abortavam ou abandonavam os filhos. Quando pensamos que um milhão e meio de bebês são abortados todos os anos só nos Estados Unidos, vemos como nos afastamos das leis de DEUS.
"As forças mais poderosas do mundo não são os terremotos e os raios", disse E. T. Sullivan. "As forças mais poderosas do mundo são os bebês."
Era costume chamar o menino pelo nome do pai ou de algum outro membro da família, de modo que amigos e parentes ficaram espantados quando Isabel insistiu que o bebê deveria se chamar loão.Zacarias escreveu numa tábua: "João é seu nome", e ponto final! Naquele mesmo instante, DEUS abriu a boca do sacerdote idoso, e ele entoou um cântico que nos apresenta quatro belos retratos do significado da vinda de JESUS CRISTO ao mundo.
 
Comentário do Novo Testamento de Adam Clarke - Lucas Capítulo 1
O prefácio, ou epístola privada de São Lucas a Teófilo, Lucas 1:1-4. A concepção e o nascimento de João Batista predito pelo anjo Gabriel,  Lucas 1:5-17. Zacarias duvida, Lucas 1:18. E o anjo declara que ele deve ser mudo, até a realização da previsão,  Lucas 1:19-25. Seis meses após o anjo Gabriel aparece a virgem Maria, e prevê a concepção milagrosa e o nascimento de CRISTO,  Lucas 1: 26-38. Maria visita sua prima Isabel,  Lucas 1:39-45. O canto de Maria de exultação e louvor,  Lucas 1:46-56. João Batista nasce, Lucas 1: 57-66. A canção profética de seu pai Zacarias, Lucas 1: 67-79. João é educado no deserto,  Lucas 1:80.
 
Comentário Bíblico Wesleyana - O Magnificat ( 1: 39-56 )
39  E, levantando-se Maria esses dias e foi para a região montanhosa, com pressa, a uma cidade de Judá, 40  e entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. 41  E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel ficou cheia do ESPÍRITO SANTO; 42  e ela levantou a sua voz com um grito alto, e disse: Bendito art és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43  E daí é isso para mim, que a mãe ? do meu Senhor venha a mim 44  Pois eis que, quando a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu no meu ventre de alegria. 45  E bendito é ela que acreditava; pois hão de cumprir as coisas que foram ditas a ela do Senhor. 46  E Maria disse: A minha alma engrandece ao Senhor, 47  E o meu espírito se alegra em DEUS, meu Salvador. 48  Pois olhou sobre a humildade de sua serva; Pois eis que, a partir de agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada. 49  Porque o que é poderoso me fez grandes coisas; E seu nome é santo. 50  E a sua misericórdia vai de geração e gerações e Sobre os que o temem. 51  Ele tem a força mostrou com seu braço; Dissipou os que eram soberbos nos pensamentos de seu coração. 52  Depôs príncipes de seus tronos, E exaltou os humildes. 53  Os famintos encheu de coisas boas; E os ricos ele enviou de mãos vazias. 54  Ele deu ajuda a Israel, seu servo, Que ele possa lembrar misericórdia 55  (como falou a nossos pais) Rumo a Abraão e à sua descendência para sempre. 56  E Maria ficou com ela cerca de três meses, e depois voltou para sua casa.
Maria foi para a casa de Zacarias e Isabel, em uma cidade de Judá , que estava na região montanhosa (v. 39 ). A localização exata é incerta. Alguns pensaram que era Hebron, 20 milhas ao sul de Jerusalém, porque essa era uma cidade onde muitos sacerdotes viviam. Mas a tradição coloca o nascimento de João Batista em Ain Karem, uma aldeia moderna cerca de quatro quilômetros a oeste de Jerusalém. Isso significaria uma viagem de mais de 80 milhas a pé.
Quando Maria cumprimentou Isabel, a criancinha saltou por nascer no âmbito deste último, ela ficou cheia do ESPÍRITO SANTO, e ela rompeu com pronunciação inspirada (vv. 41-45 ). Bendita és tu entre as mulheres foi sobrecarregado pela Igreja Católica Romana ( cf. v. 28 ). Isabel dirigida Maria como a mãe do meu Senhor (v. 43 ). Esta é uma nota teológica alta, mas não dá nenhum suporte para chamar Maria "Mãe de DEUS". Ela era a mãe terrena de JESUS em Sua humanidade, mas em nenhum sentido a mãe do DEUS eterno.
Maria é pronunciado abençoado porque acreditou (v. 45 ). Este é um contraste marcante com Zacarias, que foi amaldiçoado temporariamente com perda da fala por causa de sua incredulidade. Assim, a dica é dado a nós no início do Evangelho que devemos lê-lo na fé, não hesitando no milagroso, mas acreditar.
O "Magnificat" é assim chamado desde a primeira palavra na versão latina. É um hino magnífico poema, cobrindo versículos 46-55 . Ele tem notável semelhança com a Canção de Hannah ( 1 Sam. 2: 1-10 ), e é muito parecido com os salmos em conteúdo e espírito. Na verdade, é quase um mosaico de citações do Antigo Testamento. Maclaren observa: "Os pássaros cantam ao amanhecer e nascer do sol. Convinha que os últimos acordes de psalmody Antigo Testamento deve prelúdio do nascimento de JESUS. "
Na mesma linha van Oosterzee escreve: "O Magnificat ... eo Benedictus de Zacarias, vss. 68-79 , ... são os Salmos do Novo Testamento, e dignamente introduzir a história da hinologia cristã. Eles provam a harmonia da poesia e da religião. Eles são as flores mais nobres da poesia lírica hebraico, o envio de sua fragrância para o Messias que se aproxima. Eles estão cheios de reminiscências do Antigo Testamento, inteiramente Hebraica de tom e linguagem, e pode ser processado quase palavra por palavra ".
Em relação ao calendário destes dois hinos de louvor ele faz a outra observação: "A visita do anjo foi concedida a Maria até a Zacarias, no entanto, o seu cântico de ação de graças é pronunciada muito antes de sua: a fé já está cantando de alegria, enquanto a incredulidade é compelido para ficar em silêncio. "
Devido às limitações estabelecidas por este comentário, será impossível dar qualquer tratamento prolongado com estes poemas. A maneira mais satisfatória para estudá-los é olhar para cima todas as referências do Antigo Testamento dado na margem, e interpretar os hinos à luz destes.
Depois de três meses, Maria saiu e voltou para Nazaré (v. 56 ). Se isso foi antes ou depois do nascimento de João Batista não nos é dito. Por conseguinte, os comentaristas diferem. Creed diz: "Maria retorna à sua casa antes do nascimento do filho de Isabel." Lenski concorda com este ponto de vista e adiciona a seguinte razão para o retorno de Maria: "Nós julgamos que Maria se apressa para casa porque ela queria evitar as pessoas que logo se amontoam a casa de Isabel. "Geldenhuys concorda exatamente com isso.
Por outro lado, pensa que Farrar ". Provável que a Virgem Maria manteve-se, pelo menos, até o nascimento de João Batista" Meyer diz que da mesma forma do seu retorno: "mas não até a entrega de Isabel." E Plummer conclui: "Lucas menciona-la retornar antes de mencionar o nascimento, a fim de completar uma narrativa antes de começar outro ", assim como ele faz em 03:20 , 21 . Quando os médicos discordam parece melhor de reter qualquer opinião pessoal.
  
Comentário Básico - O cântico de Maria (1.46-56)
Maria enalteceu o Senhor pelo que lhe havia feito, pela Sua misericórdia para com aqueles que O temem em todas as gerações e pela Sua fidelidade em manter as promessas que fez a Abraão e à sua semente. Após ficar com Isabel por três meses, Maria voltou a Nazaré.
 
Comentário - NVI (FFBruce) - O Magnificat
O Magnificat está em forma de um belo poema lírico, declamado por uma jovem camponesa judia, cujo pano de fundo são os escritos do AT, que fornecem as expressões que ela usa. A fonte principal de que ela se beneficia é o cântico de Ana (ISm 2.1-10), ao qual o seu cântico corresponde no esboço geral, como também em diversos detalhes, embora haja ecos de outros trechos do AT, como a declaração de Lia (Gn 30.13; cf. v. 48) e alguns salmos. O hino se divide em quatro estrofes:
(a)    v. 46-48. Maria louva a DEUS por sua bondade para com ela.
(b)    v. 49,50. E para com todos os que o temem.
(c)    v. 51-53. Ele socorre e defende os oprimidos contra os opressores.
(d)    v. 54,55. Nos versículos finais, o cântico conclui em pacífica tranquilidade.
“Essa bela lírica”, diz Plummer (p. 30), “não é uma resposta a Isabel, nem é palavra dirigida a DEUS. E, antes, uma meditação; uma expressão de emoções e experiências pessoais”. E lírica no tom não somente porque é o que Wordsworth declarou que toda poesia lírica é — “o transbordamento espontâneo de sentimentos fortíssimos” —, mas também porque Maria conhecia profundamente o AT e sabia muitas partes de cor, especialmente as líricas. Sua linguagem havia se tornado o meio natural do seu louvor.
Suas emoções haviam sido evocadas antes de tudo porque o incrível tinha se tornado realidade; ela seria a mãe do Messias, uma honra que mulheres judias almejavam, mas raramente alguém ousava esperar por isso. Maria não conseguia apresentar razão alguma por que ela havia sido escolhida como recipiente de tal honra, mas é exatamente a honra que a faz jubilar: e o meu espírito se alegra em DEUS, meu salvador, pois atentou para a humildade da sua serva (v. 47,48).
Essa grande misericórdia concedida a ela é a manifestação do poder e da santidade de DEUS não somente a ela, mas a sua misericórdia estende-se aos que o temem, de geração em geração (v. 50). Os dias dos opressores estão contados: dispersou os que são soberbos no mais íntimo do coração. Derrubou governantes dos seus tronos (v. 51,52). Isso se aplica especialmente ao seu povo Israel; o que ele prometeu a Maria, em resumo, é o padrão do seu propósito para o seu povo. “Talvez Lucas esteja [...] considerando Maria o porta-voz de Israel; por meio dela, o povo escolhido apresenta ações de graças [...] DEUS olhou para a humilhação de Maria (que é Sião), e agora ela é exaltada” (Browning, p. 41-2). Independentemente da nossa concordância ou não com essa forma de tipologia, está claro que Maria viu na sua experiência a seriedade do cumprimento das promessas de DEUS também para com os seus, cuja terra estava sendo ocupada por dominadores estrangeiros, e que gemiam da mesma forma sob o peso colocado sobre eles por líderes religiosos com o peso da sua tradição. Por escura que a situação parecesse, a grande Luz estava prestes a aparecer para trazer libertação para Abraão e seus descendentes para sempre (v. 55).
 
Comentário com Recursos Adicionais  Bíblioa The Word
1.46 — O termo engrandece deu origem ao nome do hino Magnificat, que vem da tradução em latim, a Vulgata. Este cântico é pessoal nos versículos 46 a 49, enquanto nos versículos 50 a 55 se volta para os princípios pelos quais DEUS age. E um salmo de louvor, visto que Maria louva a DEUS recitando o que Ele fizera. O cântico é um dos quatro hinos em Lucas 1; 2. Os outros estão em Lucas 1.67-79; 2.14; 2.29-32.
1.47 — DEUS, meu Salvador. A ação de DEUS como Salvador é destacada neste hino (v. 46-55). Maria considerou uma honra participar do desígnio divino. DEUS, o Pai, é o foco deste cântico, pois Ele é a origem e o executor do plano. O atributo do Senhor (Salvador) não é declarado como abstração, mas relacionado ao Seu plano redentor. As expressões engrandece e se alegra sugerem a contínua presença do louvor.
1.48 — Desde agora. Esta expressão também pode ser traduzida como “de agora em diante”. Ou seja, as coisas não seriam mais as mesmas (Lc 5.10; 12.52; 22.69; At 18.6).
Todas as gerações me chamarão bem-aventurada. Maria deixou de ser uma pobre e desconhecida moça hebreia para se tornar a mulher mais honrada da história mundial.
1.49 — O Poderoso. Esta expressão realça que DEUS é Aquele que protege Seus filhos e luta por eles (SI 45.3; 89.8; S f 3.17). SANTO é seu nome. DEUS é único e distinto dos outros seres (Lv 11.44,45; Sl 99.3; Is 57.15).
 
NAZARÉ (AJUDAS BÍBLICAS EXAUSTIVAS - BÍBLIA THOMPSON)
é a cidade na qual viveram Maria e José e também onde residiu JESUS até sua revelação como o Messias, na idade de trinta anos. A cidade está parcialmente isolada nas montanhas, na metade do caminho entre o Mediterrâneo e o mar da Galiléia. Porém, ficava perto da freqüentada estrada entre o Egito e a Mesopotâmia. Ali, sem dúvida, JESUS viu passar caravanas de muitas nacionalidades. A Igreja da Anunciação, que tradicionalmente assinala o lugar onde morava a Virgem Maria, foi edificada sobre os alicerces de uma igreja erguida pelos cruzados no século XII. Debaixo da nave, há uma capela, na qual se encontra a inscrição latina “Aqui o Verbo se fez carne” (Jo 1:14). Ainda são realizadas escavações debaixo da igreja. O lugar mais autêntico de Nazaré com relação à sagrada família é o poço da Virgem, o único local onde existe água. A verdadeira fonte de água é um manancial nas ladeiras, quase 1,5 km fora da cidade, do qual um conduto leva a água a esse poço coberto. Maria provavelmente vinha a esse poço com o tradicional cântaro de água sobre a cabeça, e o menino JESUS talvez a acompanhasse algumas vezes.
Ver tb: Pv 21:3, Mt 2:23, Mt 4:13, Mc 1:9, Mc 6:1, Lc 1:26, Lc 2:4, Lc 2:39, Lc 4:16, Jo 1:46
 
Bíblia de Estudo Pentencostal BEP
1.28 AGRACIADA. Maria foi agraciada mais do que todas as outras mulheres, porque lhe foi concedido ser a mãe de JESUS. Mas as Escrituras não ensinam em lugar algum que devemos dirigir-lhe orações, nem adorá-la, nem atribuir-lhe títulos especiais. Maria é digna do nosso respeito, mas somente o Filho é digno da nossa adoração. (1) Maria foi escolhida por DEUS porque ela achou graça diante dEle (cf. Gn 6.8). Sua vida santa e humilde agradou tanto a DEUS, que Ele a escolheu para tão sublime missão (2 Tm 2.21). (2) A bênção de Maria, por ter sido escolhida, trouxe-lhe grande alegria, mas também muita dor e sofrimento (ver 2.35), uma vez que seu Filho seria rejeitado e crucificado. Nesta vida, a chamada de DEUS sempre envolve bênção e sofrimento, alegria e tristeza, sucesso e desilusão.
1.35 O SANTO. Tanto Mateus como Lucas declaram de modo explícito e inconfundível que JESUS nasceu de uma virgem (v. 27; Mt 1.18,23 nota). O ESPÍRITO SANTO viria sobre ela, e o Filho seria concebido mediante uma intervenção divina milagrosa. Por causa da sua concepção milagrosa, JESUS será o SANTO , ou seja: Ele não terá qualquer mácula do pecado. Ver mais no estudo JESUS E O ESPÍRITO SANTO
1.38 SEGUNDO A TUA PALAVRA. Maria submeteu-se plenamente à vontade de DEUS e confiou na sua mensagem através do anjo. Aceitou alegremente a honra e ao mesmo tempo o opróbrio resultante de ser a mãe da divina criança. As jovens crentes devem seguir o exemplo de Maria quanto à castidade, ao amor a DEUS, à fidelidade à sua Palavra e à disposição de obedecer ao ESPÍRITO SANTO.
1.47 DEUS MEU SALVADOR. Nestas palavras de Maria, ela reconhece sua própria necessidade da salvação. Maria, como pecadora, necessitava de CRISTO como Salvador . A idéia de que Maria foi concebida imaculada e que viveu sem pecado não se acha em nenhuma parte das Escrituras (cf. Rm 3.9,23).
1.67 ZACARIAS CHEIO DO ESPÍRITO SANTO. Lucas registra que o ESPÍRITO SANTO encheu de poder muitas pessoas importantes, ligadas ao nascimento de CRISTO (vv. 15,35,41,67; 2.25). Depois da ascensão de CRISTO, o caminho ficou aberto para que todos os crentes sejam cheios do ESPÍRITO SANTO (At 1; 2).
1.75 SANTIDADE E JUSTIÇA. O sumo propósito da nossa redenção é sermos libertos do domínio de Satanás (At 26.18), a fim de servirmos a DEUS em santidade e justiça perante
Ele, todos os dias da nossa vida (cf. Ef 1.4). Todo filho de DEUS deve visar a ter uma vida de santidade e justiça em meio a um mundo mau. Essa vida santa é perante ele , i.e., na sua presença.
 
ESTUDOS DA BEP - CPAD - A IDOLATRIA E SEUS MALES
1Sm 12.20,21 “Não temais; vós tendes cometido todo este mal; porém não vos desvieis de seguir ao SENHOR, mas servi ao SENHOR com todo o vosso coração. E não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam e tampouco vos livrarão, porque vaidades são. ”
A idolatria é um pecado que o povo de DEUS, através da sua história no AT, cometia repetidamente. O primeiro caso registrado ocorreu na família de Jacó (Israel). Pouco antes de chegar a Betel, Jacó ordenou a remoção de imagens de deuses estranhos (Gn 35.1-4). O primeiro caso registrado na Bíblia em que Israel, de modo global, envolveu-se com idolatria foi na adoração do bezerro de ouro, enquanto Moisés estava no monte Sinai (Êx 32.1-6). Durante o período dos juízes, o povo de DEUS freqüentemente se voltava para os ídolos. Embora não haja evidência de idolatria nos tempos de Saul ou de Davi, o final do reinado de Salomão foi marcado por freqüente idolatria em Israel (1Rs 1.10). Na história do reino dividido, todos os reis do Reino do Norte (Israel) foram idólatras, bem como muitos dos reis do Reino do Sul (Judá). Somente depois do exílio, é que cessou o culto idólatra entre os judeus.
O FASCÍNIO DA IDOLATRIA. Por que a idolatria era tão fascinante aos israelitas? Há vários fatores implícitos.
1.As nações pagãs que circundavam Israel criam que a adoração a vários deuses era superior à adoração a um único DEUS. Noutras palavras: quanto mais deuses, melhor. O povo de DEUS sofria influência dessas nações e constantemente as imitava, ao invés de obedecer ao mandamento de DEUS, no sentido de se manter santo e separado delas.
2.Os deuses pagãos das nações vizinhas de Israel não requeriam o tipo de obediência que o DEUS de Israel requeria. Por exemplo, muitas das religiões pagãs incluíam imoralidade sexual religiosa no seu culto, tendo para isso prostitutas cultuais. Essa prática, sem dúvida, atraía muitos em Israel. DEUS, por sua vez, requeria que o seu povo obedecesse aos altos padrões morais da sua lei, sem o que, não haveria comunhão com Ele.
3.Por causa do elemento demoníaco da idolatria (ver a próxima seção), ela, às vezes, oferecia, em bases limitadas, benefícios materiais e físicos temporários. Os deuses da fertilidade prometiam o nascimento de filhos; os deuses do tempo (sol, lua, chuva etc.) prometiam as condições apropriadas para colheitas abundantes e os deuses da guerra prometiam proteção dos inimigos e vitória nas batalhas. A promessa de tais benefícios fascinava os israelitas; daí, muitos se dispunham a servir aos ídolos.
A NATUREZA REAL DA IDOLATRIA. Não se pode compreender a atração que exercia a idolatria sobre o povo, a menos que compreendamos sua verdadeira natureza.
1.A Bíblia deixa claro que o ídolo em si, nada é (Jr 2.11; 16.20). O ídolo é meramente um pedaço de madeira ou de pedra, esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo. Samuel chama os ídolos de “vaidades” (12.21), e Paulo declara expressamente: “sabemos que o ídolo nada é no mundo” (1Co 8.4; cf. 10.19,20). Por essa razão, os salmistas (e.g., Sl 115.4-8; 135.15-18) e os profetas (e.g. 1Rs 18.27; Is 44.9-20; 46.1-7; Jr 10.3-5) freqüentemente zombavam dos ídolos.
2.Por trás de toda idolatria, há demônios, que são seres sobrenaturais controlados pelo diabo.
3.Tanto Moisés (ver Dt 32.17 nota) quanto o salmista (Sl 106.36,37) associam os falsos deuses com demônios. Note, também, o que Paulo diz na sua primeira carta aos coríntios a respeito de comer carne sacrificada aos ídolos: “as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a DEUS” (1Co 10.20). Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios, os quais têm muito poder sobre o mundo e os que são deles. O cristão sabe com certeza que o poder de JESUS CRISTO é maior do que o dos demônios (ver o estudo PODER SOBRE SATANÁS E OS DEMÔNIOS ). Satanás, como “o deus deste século” (2Co 4.4), exerce vasto poder nesta presente era iníqua (ver 1Jo 5.19 nota; cf. Lc 13.16; Gl 1.4; Ef 6.12; Hb 2.14). Ele tem poder para produzir falsos milagres, sinais e maravilhas de mentira (2Ts 2.9; Ap 13.2-8,13; 16.13-14; 19.20) e de proporcionar às pessoas benefícios físicos e materiais. Sem dúvida, esse poder contribui, às vezes, para a prosperidade dos ímpios (cf. Sl 10.2-6; 37.16, 35; 49.6; 73.3-12).
4.A correlação entre a idolatria e os demônios vê-se mais claramente quando percebemos a estreita vinculação entre as práticas religiosas pagãs e o espiritismo, a magia negra, a leitura da sorte, a feitiçaria, a bruxaria, a necromancia e coisas semelhantes (cf. 2Rs 21.3-6; Is 8.19; ver Dt 18.9-11 notas; Ap 9.21 nota). Segundo as Escrituras, todas essas práticas ocultistas envolvem submissão e culto aos demônios. Quando, por exemplo, Saul pediu à feiticeira de Endor que fizesse subir Samuel dentre os mortos, o que ela viu ali foi um espírito subindo da terra, representando Samuel (28.8-14), i.e., ela viu um demônio subindo do inferno.
5.O NT declara que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5). A conexão é óbvia: pois os demônios são capazes de proporcionar benefícios materiais. Uma pessoa insatisfeita com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em obedecer aos princípios e vontade desses seres sobrenaturais que conseguem para tais pessoas aquilo que desejam. Embora tais pessoas talvez não adorem