INTRODUÇÃO
1. JESUS ensina por meio de parábolas
JESUS foi o maior de todos os mestres, pela natureza do seu ensino, pela excelência de seus métodos e pela grandeza do seu exemplo. Ele não foi um alfaiate do efêmero, mas um escultor do eterno.
As parábolas eram janelas abertas para uns e portas fechadas para outros. Eram avenidas de compreensão das verdades do Reino para os discípulos e portas cerradas para aqueles que perseguiam e zombavam. O termo parábola é de origem grega. Etimologicamente significa “a colocação de uma coisa ao lado da outra para fins de comparação”.
2. JESUS ensina sobre o poder da Palavra no estabelecimento do Reino
As parábolas usadas por Marcos estão ligadas ao poder da Palavra no estabelecimento do Reino de DEUS. JESUS contou três parábolas sobre o Reino: semeador, semente, grão de mostarda. A primeira fala da resposta do homem à Palavra; a segunda trata do poder intrínseco da Palavra; a terceira fala da capacidade de extraordinária de crescimento dessa Palavra no estabelecimento do Reino.
Vamos examinar essas três parábolas e extrair suas principais lições:
I. O PODER DA PALAVRA PARA ILUMINAR A TODOS – (4.21-25)
A Palavra é simbolizada pela semente e também pela lâmpada. Os rabinos estavam escondendo aquela palavra debaixo de um sistema elaborado de tradições humanas e ações hipócritas. Hoje, muitas pessoas ainda escondem a palavra debaixo do alqueire e da cama, símbolos do lucro e do prazer.
O mistério do Reino deve ser revelado e não escondido. 
Que implicações essa parábola de JESUS tem para igreja hoje:
1. Nós devemos proclamar a verdade do Reino para os outros – v. 21,22
2. Nós devemos entender que a verdade jamais pode ficar escondida – v. 22
3. Nós devemos refletir sobre o que nós ouvimos – v. 23
4. Nós devemos ser cautelosos no julgamento alheio – v. 24
5. Nós devemos fazer uso diligente dos privilégios espirituais – v. 25
 A maneira de termos uma vida cristã robusta é exercitarmos o que recebemos, aproveitando as oportunidades.
II. O PODER INTRÍNSECO DA PALAVRA PARA FRUTIFICAR NOS CORAÇÕES (4.26-29)
Certamente JESUS ensinou esta parábola para encorajar seus discípulos.
Se na parábola do semeador JESUS enfatizou a responsabilidade humana, nesta parábola, JESUS enfatiza a soberania de DEUS. DEUS é o autor do crescimento espiritual.
Vejamos as lições desta parábola:
1. O imperceptível começo do Reino de DEUS – v. 26
Nesta parábola JESUS não está falando do Reino escatológico, mas do Reino presente (v. 26). Como esse reino é estabelecido. Como ele cresce dentro de nós.
O semeador semeia e dorme, mas não pode fazer a semente crescer nem entende como ela cresce.
2. O progressivo desenvolvimento do Reino de DEUS – v. 28
Em primeiro lugar, a semente cresce imperceptivelmente (4.27).
Em segundo lugar, a semente cresce automaticamente (4.28).
Em terceiro lugar, a semente cresce inevitavelmente (4.27,28).  
Em quarto lugar, a semente cresce gradualmente (4.28).
Esse crescimento gradual passa por três estágios:

Primeiro, a erva.
Segundo, aparece a espiga.
Terceiro, aparece o grão cheio na espiga.
3. A gloriosa consumação do Reino de DEUS – v. 29
O Reino está presente tanto na semente quanto na colheita. Ele é o Reino que já veio e o Reino que virá. Está aqui a tensão entre o JÁ e o AINDA NÃO. No começo o Reino é apenas um embrião, depois será espiga cheia; oculto agora, totalmente manifesto então. Duas verdades são destacadas por JESUS:
Em primeiro lugar, a maturidade do grão fala da perseverança da obra de DEUS (4.29).
Em Segundo lugar, a colheita final revela a vitória do Reino de DEUS (4.29).
A Segunda vinda do Senhor JESUS será o dia mais glorioso da história. Ele virá com grande poder e majestade. Todo o olho o verá. Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que ele é Senhor. Todos os remidos receberão um corpo glorioso e reinarão com ele para sempre. 
Somente DEUS conhece o dia da colheita. Nós devemos semear até aquele dia glorioso. Nós temos a promessa de que o nosso trabalho no Senhor não é vão. Recebemos a ordem de semear, mas DEUS detém o controle soberano sobre o crescimento. Quando, o fruto estiver maduro, então, virá a gloriosa ceifa. Adolf Pohl diz que entre nossa semeadura e uma colheita transbordante estão os milagres de DEUS. Assombrados, balbuciaremos naquele grande dia: “Grandes coisas o Senhor tem feito” (Sl 126.2).
III. O PODER DA PALAVRA PARA CRESCER – v. 30-32
Se a parábola do semeador retrata a responsabilidade humana e a da semente a soberania de DEUS, esta mostra o resultado, um crescimento abundante. Adolf Pohl diz essa parábola é um ápice, apesar de ser tão curta. Esta parábola revela o poder de crescimento extraordinário da Palavra. Ela aponta para o progresso do Reino de DEUS no mundo. Duas verdades nos chamam a atenção:
1. O Reino de DEUS começa pequeno como uma semente de mostarda – v. 31
Em todas as coisas do Reino o mundo vê fraqueza. Aos olhos do mundo, o começo da igreja, reveste-se de consumada fraqueza.
2. Grandes resultados desenvolvem-se a partir de pequenos começos – v. 32
“Grandes rios surgem em pequenas nascentes de água; o carvalho forte e alto cresce a partir de uma pequena noz”. A Bíblia diz que não podemos desprezar o dia dos pequenos começos (Zc 4.10).
A igreja cresceu a partir do Pentecostes de forma colossal.
A igreja continua ainda crescendo em todo o mundo. De todos os continentes aqueles que confessam o Senhor JESUS vão se juntando a essa grande família, a esse imenso rebanho, a essa incontável hoste de santos. O Reino de DEUS é como uma pedra que quebra todos os outros reinos e enche toda a terra como as águas cobrem o mar. (Rev. Hernandes Dias Lopes)