Lição 2 - O Fruto Do ESPÍRITO - Uma Colheita Abundante
Questionário
Texto Áureo: "Para que possais andar dignamente
diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e
crescendo no conhecimento de DEUS" (Cl 1.10)
Devemos orar para que: (1) compreendam a vontade de Deus;
(2) obtenham sabedoria espiritual; (3) vivam uma vida santa, agradável ao
Senhor; (4) frutifiquem para Cristo; (5) sejam espiritualmente fortalecidos
pelo Espírito Santo; (6) perseverem na fé e na justiça; (7) sejam gratos ao
Pai; (8) continuem na esperança
de habitar no céu; (9) experimentem a presença de Cristo; (10) conheçam o amor
de Cristo; (11) sejam cheios da plenitude de Deus; (12) demonstrem bondade e
amor ao próximo; (13) discirnam o mal; (14) sejam sinceros e inculpáveis; e
(15) esperem ansiosamente a volta do Senhor.
Verdade Prática: A qualidade e a quantidade do fruto
espiritual produzido pelo crente é proporcional à sua plena dependência do
ESPÍRITO SANTO.
Leitura Diária:
Segunda: Jo 15.1-5 - Os crentes são os ramos da
Videira Verdadeira
15.1 EU SOU A VIDEIRA VERDADEIRA. Nesta parábola ou
alegoria, Jesus se descreve como "a videira verdadeira" e aqueles que se
tornaram seus discípulos, como "os ramos". Ao permanecerem ligados nEle como a
fonte da vida, frutificam. Deus é o lavrador que
cuida dos ramos, para que dêem fruto (vv. 2,8). Deus espera que todo crente dê
fruto.
15.2 TODA VARA. Jesus fala de duas categorias de varas: infrutíferas e
frutíferas. (1) As varas que cessam de dar fruto são as que já
não têm em si a vida que provém da fé perseverante em Cristo e do amor a Ele.
A essas varas o Pai tira, i.e., Ele as separa da união
vital com Cristo (cf. Mt 3.10). Quando cessam de permanecer em Cristo, Deus
passa a julgá-las e a rejeitá-las (v. 6). (2) As varas que
dão fruto são as que têm vida em si por causa da sua perseverante fé e amor
para com Cristo (ver o estudo
AS OBRAS DA CARNE E O
FRUTO DO ESPÍRITO). A essas varas o Pai "limpa", poda, a fim de ficarem mais
frutíferas. Isso quer dizer que Ele remove de suas vidas
qualquer coisa que desvia ou impede o fluxo vital de Cristo. O fruto é o
caráter cristão, como qualidades, que no crente glorifica a Deus,
mediante sua vida e seu testemunho (ver Mt 3.8; 7.20; Rm 6.22; Gl 5.22,23; Ef
5.9; Fp 1.11)
15.4 ESTAI EM MIM. Quando uma pessoa crê em Cristo e recebe o seu perdão,
recebe a vida eterna e o poder de estar ou permanecer
nEle. Tendo esse poder, o crente precisa aceitar sua responsabilidade quanto à
salvação e permanecer em Cristo. Assim como a vara
só tem vida enquanto a vida da videira flui na vara, o crente tem a vida de
Cristo somente enquanto esta vida flui nele pela sua
permanência em Cristo. A palavra grega aqui é meno, que significa "continuar",
"permanecer", "ficar", "habitar". As condições mediante
as quais permanecemos em Cristo são: (1) conservar a Palavra de Deus
continuamente em nosso coração e mente, tendo-a como o
guia das nossas ações (v. 7); (2) cultivar o hábito da comunhão constante e
profunda com Cristo, a fim de obtermos dEle forças e graça
(v. 7); (3) obedecer aos seus mandamentos e permanecer no seu amor (v. 10) e
amar uns aos outros (vv. 12,17); (4) conservar nossa vida
limpa, mediante a Palavra, resistindo a todo pecado, ao mesmo tempo
submetendo-nos à orientação do Espírito Santo (v. 3; 17.17; Rm
8.14; Gl 5.16-18; Ef 5.26; 1 Pe 1.22)
15.6 SERÁ LANÇADO FORA, COMO A VARA. A alegoria da videira e das varas deixa
plenamente claro que Cristo não admitia que
"uma vez na videira, sempre na videira". Pelo contrário, Jesus nessa alegoria
faz aos seus discípulos uma advertência séria, porém
amorosa, mostrando que é possível um verdadeiro crente abandonar a fé, deixar
Jesus, não permanecer mais nEle e por fim ser lançado
no fogo eterno do inferno (v. 6). (1) Temos aqui o princípio fundamental que
rege o relacionamento salvífico entre Cristo e o crente, a
saber: que nunca é um relacionamento estático, baseado exclusivamente numa
decisão ou experiência passada. Trata-se, pelo
contrário, de um relacionamento progressivo, à medida que Cristo habita no
crente e comunica-lhe sua vida divina (ver 17.3; Cl 3.4;
1 Jo 5.11-13). (2) Três verdades importantes são ensinadas nesta passagem. (a)
A responsabilidade de permanecer em Cristo recai
sobre o discípulo (ver v. 4). É esta a nossa maneira de corresponder ao
dom da vida e ao poder divinos concedidos no momento da
conversão. (b) Permanecer em Cristo resulta em Jesus continuar a habitar em
nós (v. 4a); frutificação do discípulo (v. 5); sucesso na
oração (v. 7); plenitude de alegria (v. 11). (c) As conseqüências do crente
deixar de permanecer em Cristo são a ausência de fruto (vv.
4,5), a separação de Cristo e a perdição (vv. 2a,6).
15.7 PEDIREIS TUDO O QUE QUISERDES. O segredo de resposta divina à nossa
oração é permanecer em Cristo. O princípio que
Cristo ensina aqui é que, quanto mais perto o homem vive de Cristo, pela
meditação, estudo das Escrituras e comunhão com Ele, tanto
mais suas orações estarão em harmonia com a sua natureza e as suas palavras e,
portanto, mais eficazes serão essas orações (ver
14.13; 15.4; também Sl 66.18)
15.9,10 PERMANECEI NO MEU AMOR. O crente deve viver na atmosfera do amor de
Cristo. Jesus, a seguir, declara que isso se dá
quando guardamos os seus mandamentos.
15.16 PARA QUE VADES E DEIS FRUTO. Todos os cristãos são escolhidos "do mundo"
(v. 19) para "dar fruto" para Deus (vv. 2,4,5,8).
Essa frutificação se refere (1) às virtudes espirituais tais como as
mencionadas em Gl 5.22,23 - amor, gozo, paz, longanimidade,
benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (cf. Ef 5.9; Cl 1.10; Hb 12.11;
Tg 3.18); e (2) à conversão a Cristo, doutras pessoas
(4.36; 12.24).
Terça: Mt 7.16-20 - O Fruto Do ESPÍRITO revela o
caráter do crente
7.16 POR SEUS FRUTOS OS CONHECEREIS. Os falsos mestres
exteriormente parecem justos, mas interiormente são lobos
devoradores (v. 15). Eles devem ser identificados pelos seus frutos . Os
frutos dos falsos mestres consistem, principalmente, no caráter
dos seus seguidores (1 Jo 4.5,6). O falso mestre produzirá discípulos que
manifestarão as seguintes características: (1) serão cristãos
professos, cuja lealdade é dedicada mais a indivíduos do que à Palavra de Deus
(v. 21). Honram e servem a criatura mais do que ao seu
Criador (cf. Rm 1.25). (2) Serão seguidores que se ocupam mais com seus
próprios desejos do que com a glória e a honra de Deus. Sua
doutrina será mais antropocêntrica do que teocêntrica (vv. 21-23; ver 2 Tm 4.3). (3) Serão discípulos que aceitam doutrinas e
tradições dos homens, mesmo que isso contradiga a Palavra de Deus (vv. 24-27;
1 Jo 4.6). (4) Serão seguidores que buscam mais as
experiências religiosas e as manifestações sobrenaturais do que a Palavra de
Deus e seus padrões de justiça. A sua experiência
religiosa ou manifestações espirituais são a sua autoridade final quanto a
autenticidade da verdade (vv. 22,23), e não todo o conselho da
Palavra de Deus. (5) Serão seguidores que não suportarão a sã doutrina, mas
procurarão mestres que lhes ofereçam a salvação, em
conjunto com o caminho largo da injustiça (vv. 13,14, 23; ver 2 Tm 4.3).
Quarta: Rm 8.5-9 - A inclinação do ESPÍRITO é vida
8.5-14 SEGUNDO A CARNE... SEGUNDO O ESPÍRITO. Paulo
descreve duas classes de pessoas: as que vivem segundo a carne e as
que vivem segundo o Espírito. (1) Viver "segundo a carne" ("carne", aqui, é o
elemento pecaminoso da natureza humana) é desejar e
satisfazer os desejos corrompidos da natureza humana pecaminosa; ter prazer e
ocupar-se com eles. Trata-se não somente da
fornicação, do adultério, do ódio, da ambição egoísta, de crises de raiva,
etc. (ver Gl 5.19-21), mas também da obscenidade, de ser
viciado em pornografia e em drogas, do prazer mental e emocional em cenas de
sexo, em peças teatrais, livros, vídeo, cinema e assim
por diante (ver o estudo AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO). (2) Viver
"segundo o Espírito" é buscar a orientação e a
capacitação do Espírito Santo e submeter-nos a elas e concentrar nossa atenção
nas coisas de Deus (ver o estudo
AS OBRAS DA
CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO). É estar sempre consciente de que estamos na
presença de Deus, e nEle confiarmos para que nos
assista e nos conceda a graça de que carecemos para que a sua vontade se
realize em nós e através de nós. (3) É impossível obedecer
à carne e ao Espírito ao mesmo tempo (vv. 7,8; Gl 5.17,18). Se alguém deixa de
resistir, pelo poder do Espírito Santo, a seus desejos
pecaminosos e, pelo contrário, passa a viver segundo a carne (v.13), torna-se
inimigo de Deus (8.7; Tg 4.4), e a morte espiritual e eterna
o aguarda (v.13). Aqueles cujo amor e solicitude estão prioritariamente
fixados nas coisas de Deus, podem esperar a vida eterna e a
comunhão com Ele (vv. 10,11,15,16)
8.9 SE... O ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM VÓS. Todo crente, desde o momento em
que aceita Jesus Cristo como Senhor e
Salvador, tem o Espírito Santo habitando nele (v. 9; cf. 1 Co 3.16; 6.19,20;
Ef 1.13,14)
Quinta: Rm 7.4 - O Fruto Do ESPÍRITO é direcionado a
DEUS
7.4 MORTOS PARA A LEI. Já não dependemos da Lei e dos
sacrifícios do AT para sermos salvos e aceitos diante de Deus (cf. Gl
3.23-25; 4.4,5). Fomos alienados da
antiga aliança da Lei e unidos a Cristo para a
salvação. Devemos crer em Jesus (1 Jo 5.13), receber o seu Espírito e a sua
graça e, assim, receber o
perdão, ser regenerados e capacitados para produzir fruto para Deus (6.22,23;
8.3,4; Mt 5.17; Ef 2.10; Gl 5.22,23; Cl 1.5,6)
Sexta: Hb 12.11 - A disciplina cristã produz fruto
Tg 3.18 Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os
que exercitam a paz.
1 Ts 1.6 que já chegou a vós, como também está em todo o
mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que
ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade;
Sábado: Lc 3.8 - Frutos que seguem a conversão
3.8 FRUTOS DIGNOS DE ARREPENDIMENTO. Ver Mt 3.8. O
termo hebraico mais comum para arrependimento é metanoia, que
tem sentido idêntico, porém, com maior realce. A mensagem do arrependimento
dos pecados destina-se aos crentes (Ap 2.5-16;
3.3,19). Ela reluz fortemente no NT. (1) João Batista a pregava com ênfase (Mt
3.2-11; Mc 1.4; Lc 3.3-8; At 13.25; 19.4). (2) Jesus, a sua
mensagem redentora inicial foi a do arrependimento dos pecados (Mt 4.17; Mc
1.15; cf. Lc 5.32; 13.3,5). (3) Os apóstolos de Jesus,
bem como a igreja como um todo, pregavam o arrependimento (At. 2.38; 3.19;
17.30; Lc 24.47). O arrependimento deve acompanhar o
crente em toda sua vida. O crente que constritamente se arrepende quando erra,
quando falha, quando peca, é um crente vitorioso (cf. 2
Co 7.9,10; 2 Tm 2.25). (4) O real arrependimento é obra de Deus no indivíduo
(Rm 2.4; At 11.18; 1 Pe 3.9).
Objetivos: Após esta aula, se aluno deverá estar apto a:
1- Descrever as condições necessárias para produzir fruto
para DEUS
2- Explicar como é o relacionamento entre a Videira
Verdadeira (JESUS) e os ramos (Crentes)
3- Narrar os fatores indispensáveis para uma colheita
abundante
Leitura Bíblica Em Classe: Jo 15.1-17
1 "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é
o agricultor. 2 Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo
que dá fruto ele poda{1}, para que dê mais fruto ainda. 3 Vocês já estão
limpos, pela palavra que lhes tenho falado. 4 Permaneçam em mim, e eu
permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não
permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem
em mim. 5 "Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e
eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa
alguma. 6 Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora
e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados. 7 Se vocês
permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que
quiserem, e lhes será concedido. 8 Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês
darem muito fruto; e assim serão meus discípulos. 9 "Como o Pai me amou, assim
eu os amei; permaneçam no meu amor. 10 Se vocês obedecerem aos meus
mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos
mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. 11 Tenho lhes dito estas
palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja
completa. 12 O meu mandamento é este: Amem-se uns aos outros como eu os amei.
13 Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.
14 Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. 15 Já não os
chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu
os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei
conhecido. 16 Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem
fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em
meu nome. 17 Este é o meu mandamento: Amem-se uns aos outros.
Introdução
Tópico I - A Videira e seus ramos
1- Os ramos que não produzem fruto são arrancados
Devemos ser produtivos, fomos chamados para
produzir almas, que só são ganhas à medida que permitimos maior ação do
ESPÍRITO SANTO em nossas vidas.
2- Os ramos que não permanecem ligados à videira são
lançados no fogo (Jo 15.6)
Os que são chamados, porém não correspondem ao
chamado, desprezando a presença do ESPÍRITO SANTO em suas vidas acabam por
sucumbir e aceitarem o "modus vivente" maligno; só servindo então para serem
pisados.
3- Os ramos que dão fruto são podados (Jo 15.2)
Quanto mais produzimos, mais recebemos de DEUS
para produzirmos mais. É a lei da sementeira; quanto mais se planta mais se
colhe.
Tópico II - A Condições para a Frutificação Espiritual
O primeiro modo pelo qual nós agradamos a Deus é
FRUTIFICANDO EM TODA BOA OBRA. O irmào de Nosso Senhor relembra-nos
de que a fé sem as obras é morta (Tiago 2:17). Nós, evangélicos, damos tanta
ênfase ao fato de que as obras de maneira nenhuma contribuem para a nossa
salvacäo que temos a tendência de desprezar o fato de que somos salvos
para fazer boas obras (Ef. 2:10). O apóstolo transfere a vós e a mim o
privilégio de fazer "toda boa obra". O que é uma "boa obra"? O Novo Testamento
está cheio de exemplos.1 Não apenas boas acões mas também motivos
justos são exigidos por Ele (Mat. 6:1-18). Nosso problema geralmente não é
aquilo que não sabemos, mas sim viver de acordo com aquilo que já sabemos.
"Frutificando em toda a boa
obra"
sugere-nos de novo aquela grande verdade de que, uma macieira ou uma videira
são plantadas unicamente para dar frutos; sendo assim, então o grande
propósito de nossa redenção é que Deus nos tenha para seu serviço que
frutifica. Foi bem dito que "o fim do homem é um acto e não um pensamento,
mesmo sendo um pensamento dos mais nobres". É na obra e no trabalho que a
nobreza da natureza do homem é comprovada como medida para o mundo se salvar.
É para as boas obras que somos criados de novo em Cristo Jesus. É quando os
homens vêem nossas boas obras que nosso Pai nos céus será glorificado e obterá
a honra que a ele é devida pela sua obra. Na parábola da vinha, nosso Senhor
insistiu nesta parte "Quem permanece em mim e eu nele, esse dará muito
fruto", João 15.5. "Nisto é
glorificado meu Pai, em que deis muito fruto",
v.8. Poucas coisas dão mais honra a um fazendeiro que uma plantação
farta; muitos frutos significam glória para Deus.
A grande necessidade é que
cada crente seja encorajado, ajudado e mesmo treinado para andar em direcção a
produzir muitos frutos. Um pequeno morangueiro pode, apesar do seu tamanho
insignificante, frutificar mais que uma macieira. O chamamento para sermos
frutíferos em cada boa obra é sem excepção, válido para todos os cristãos. A
graça que é necessária para isto está ao alcance de todos. Um ramo frutífero
para cada boa obra – esta é parte essencial da Palavra de Deus.
1- A poda feita pelo Pai
Muitas vezes somos repreendidos pelo pai dos pais,
porém esta repreensão é para edificação, para nosso crescimento espiritual,
nunca devemos desanimar de nossa caminhada, pois à medida que tropeçamos, nos
levantamos com maior vigor para as próximas lutas.
2- A permanência em CRISTO
Em CRISTO, eis aí o mistério, somente nós os
salvos podemos e sentimos esta presença em nós; as demais religiões podem até
falar de CRISTO, ter o nome de CRISTO, porém não estão em CRISTO. Estamos
N'Ele e ELE em nós. Somos um mesmo Espírito com ELE. (1 Co 6.17 Mas aquele que
se une ao Senhor é um espírito com ele.)
3- A permanência de CRISTO em nós
Todo aquele que entrega sua vida a Cristo assume o
compromisso de seguir o Seu exemplo. Como nosso Salvador, temos a certeza de
que desfrutaremos com Ele a vida eterna (1 Jo 2.25). Como Senhor, devemos
imitá-lO sempre, posto que o velho homem se foi, já não vivemos mais para nós
mesmos, mas Cristo vive em nós (Gl 2.20). A seguir veremos alguns dos aspectos
em que devemos imitá-lO:
I – IMITANDO A CRISTO COMO FILHOS AMADOS
“Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados”
II – IMITANDO A CRISTO COMO FILHOS OBEDIENTES
Através do amor – “...e andai em amor, como também
Cristo vos amou...”Através do sacrifício – “... e se entregou a si mesmo por
nós, como oferta e sacrifício a Deus...”
III - IMITANDO A CRISTO COMO FILHOS DA LUZ
“Pois outrora éreis trevas, porém agora sois luz
no Senhor; andai como filhos da luz”
a) O lavrador (O PAI, em JESUS, através do
ESPÍRITO SANTO)
Nos encontrou como terra improdutiva, somente
própria para espinheiros; mas DEUS não enxerga derrota, ELE enxerga o que pode
ser feito através de nós, ELE enxerga o que temos de bom para ser aproveitado
em sua obra; basta um pouco de unção do ESPÍRITO SANTO (água) neste terreno e
tudo está resolvido.
b) O fruto (Capacitação para Nossas Obras)
Nos é dado a capacitação, o fruto, como uma
laranja com nove gomos, o resto é com cada um de nós, se chuparmos mais gomos,
aproveitamos mais, se chuparmos poucos gomos, aproveitamos menos, se alguns
gomos ficam sem serem experimentados nossa obra fica imperfeita, porém devemos
viver nos esforçando para experimentarmos o mais possível da graça de DEUS em
nós e abençoarmos o máximo de pessoas possível.
c) A seiva (A unção do ESPÍRITO SANTO na Palavra)
É o alimento, é a Palavra de DEUS, se nos
mantermos nela e estudando-a diariamente, seremos mais do que vencedores.
Ninguém vive por muito tempo sem alimento, assim o crente sem a Palavra de
DEUS não suporta as tentações do mundo e cai.
Tópico III - Os Fatores Indispensáveis Para Uma Colheita
Abundante
1- Cultivar a comunhão com DEUS
Carne e Espírito se opõe. Travam
um combate contínuo entre si. Se o cristão está andando no poder de um deles,
não pode estar no controle do outro. Por trás da resistência do Espírito à
carne está o propósito de que os crentes devem ser guardados de praticarem as
coisas que os desejos da carne pedem. Nesta lição abordaremos os efeitos na
vida do homem dominado pelos prazeres carnais, e o efeito milagroso do fruto
do Espírito exercido sobre os que temem o Senhor.
Cultivar é trabalhar pacientemente esperando com
fé o resultado. A comunhão quer dizer ter tudo em comum, os mesmos desejos e o
mesmo amor.
2- Cultivar a comunhão com os outros cristãos
Cultivar é trabalhar pacientemente esperando com
fé o resultado. A comunhão com os irmãos só é conseguida com muito esforço,
mediante o exercício da longanimidade e da paciência, junto de muito amor para
com o próximo.
A Bíblia nos diz que: “Não há um justo, nem um
sequer” (Rm 3.10). Em conseqüência disto, estaremos mais propensos a
relacionarmos com pessoas que enfrentam conflitos espirituais. Desta forma, o
nosso maior desafio é mantermos um relacionamento prudente.
a. Agindo com mansidão
A preocupação do apóstolo Paulo para com os
gálatas, era que eles deixassem de ser severos com o que fraquejou (v.1; Jo
8.1-11). É óbvio que não podemos justificar o que pecou, mas também não
podemos negar que muitos deles foram fortemente feridos pela falta de
espiritualidade de pretensos cristãos; que ao invés de se proporem a ajuda-los,
agiram com discriminação e dureza (II Co 2.7,8; Hb 12.12,13).
A expressão: “... vós, que sois espirituais...” é
um desafio a um relacionamento prudente até mesmo com os que pecaram.
Mostrando que ao invés de discrimina-los, devemos corrigi-los com mansidão (Rm
14.1; Tg 5.19,20); pois “o que é espiritual discerne bem tudo” (I Co 2.15).
b. Agindo com santidade
“... olhando por ti mesmo, para que não sejas
também tentado” (v. 1 a).
Vemos nestas palavras, que Paulo não estava
preocupado apenas com o ofensor, mas também com o conselheiro, pois ao
relacionar-se com o ofensor, ele corria o risco de também ser tentado pelo seu
pecado.
Todo aquele que tem Cristo no coração é um
conselheiro em potencial. Mas por não evitarem familiaridade com a ofensa do
aconselhado, muitos têm se envolvido com o pecado que tanto combatiam;
resultando daí, a falta de santidade e a perca da autoridade por Deus
estabelecida.
A Bíblia nos diz que: “Aquele, pois, que cuida
estar em pé, olhe que não caia” (I Co 10.12). Sendo assim, para que tenhamos
um relacionamento prudente, o indispensável é agirmos com santidade.
c. Agindo com amor
Quando Paulo fala “Levai as cargas uns dos outros
e assim cumprireis a lei de Cristo”; ele se refere a tudo aquilo que oprime e
é uma carga difícil de se suportar (Nm 11.10-15; I Rs 19.1-10; I Sm 24:5; Sl
42.5). Uma das soluções é a lançarmos sobre O Senhor (Sl 55.22; I Pe 5.7).
Por derivarem da fraqueza espiritual e
principalmente do pecado, a falta de amor faz com que muitos desprezem aos
portadores destas cargas. Porem, o que elas precisam é de alguém que seja
prudente em seu relacionamento, que ao invés de dar margem ao preconceito, se
disponha a ouvi-las com atenção.
É claro que nem sempre teremos a solução, mas para
estas pessoas, o simples fato de encontrarem alguém que chorem com elas (Rm
12.15), já lhes é o suficiente para o alivio da carga.
Por mais difícil
que seja o relacionamento com o nosso próximo, fica-nos o desafio de o amarmos
como a nós mesmos. Pois: “Se alguém diz: Eu amo a Deus e aborrece a seu irmão,
é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus,
a quem não viu?” (I Jo 4.20). Além do mais, se o que nos une (Cristo) é maior
que as nossas divergências, façamos dEle o nosso ponto de referência.
1. Você tem sido
prudente no relacionamento com o seu próximo?
2. Tem permitido
que o equilíbrio governe seus atos?
3. E a
benignidade, ela está presente em seu relacionamento interpessoal?
3- Aceite o ministérios de líderes piedosos
Não devemos generalizar os ministérios, cada um
foi chamado para um tipo de trabalho, porém todos estão trabalhando na obra de
DEUS. Alguns voam mais alto, porém todos voam na mesma direção. Temos ainda
hoje vários homens de DEUS, é só olhar com olhos de amor.
4- Exercite a vigilância e a defesa
Vigiar é preciso para não cair, pois o tropeço de
muitos deve ser o nosso farol de luz alumiando nosso amanhã, no mais escuro do
dia. Nossa defesa está na armadura dada por DEUS a cada um de nós ( Ef 6),
porém sem fé é impossível agradar a DEUS e sem amor é impossível chegar à fé.
“A noite é passada, e o dia é
chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da
luz” (Rm. 13.12).
A carne milita contra o Espírito
(Gl. 5.17), militar aqui é lutar contra. É se opor a atuação do Espírito.
Quando aceitamos a Cristo o Espírito passa a habitar em nós com o seu fruto,
más a velha natureza ainda persiste em nosso corpo carnal. “E os que são de
Cristo crucificaram a carne com suas opiniões e concupiscências” (Gl. 5.24).
Conclusão
A FONTE DOS FRUTOS DO
CRISTÃO
Os crentes, as vezes,
perguntam-se o porquê eles permanecem lutando contra a carne nesta vida. Não é
Deus Quem nos ensina que todos o bens espirituais são dEle? Nossa velha
natureza não produz nada além de espinhos e roseiras bravas. Tudo o que agrada
a Deus em um Cristão deve ser chamado de "fruto do Espírito."
O Cristão pode produzir
bons frutos somente em submissão ao Espírito Santo. Enquanto nós nos rendemos
a Ele estas características são produzidas em nossa vida. Esta verdade é
ilustrada pelo Salvador em João 15:4-5, pois Ele fala de Sua Pessoa como a
"videira" e a dos cristãos como as "varas". Sem uma união espiritual com
Cristo através do Espírito não haveria fluxo de vida para os filhos de Deus.
A. Amor.
O amor é um afeto para com Deus e o homem. É produzido pelo novo nascimento (I
João 4:7-8), e descrito por Paulo em I Coríntios 13:1-8. Somente quando somos
controlados pelo Espírito de Deus podemos verdadeiramente amar.
B. Gozo.
Esse gozo santo vem por conhecer a Deus e crer em suas promessas. É necessário
para o serviço cristão (Deuteronômio 28:47; Salmos 51:12-13), e é um atributo
de cristãos cheios do Espírito.
C. Paz.
Essa é uma calma disposição da mente e do coração vinda da certeza de termos
sido perdoados e sabermos que Deus pode satisfazer todas as nossas
necessidades (Filipenses 4:6-7).
D. Longanimidade.
Essa é uma característica cristã que se caracteriza por não se sentir ofendido
ou provocado facilmente.
E. Benignidade
Esse é um espírito amável e benevolente visto naqueles que caminham com Deus.
F. Bondade.
Esta é uma moral geral e excelente que não tem motivos secundários.
G. Fé.
Toda fé verdadeira é produzida pelo Espírito de Deus, seja a fé salvadora ou a
fé exercida diariamente nas promessas de Deus quando surgem necessidades ou
aflições.
H. Mansidão.
Esta é a disposição de conter-se em conseqüência de um reconhecimento de nossa
própria depravação (Mateus 5:4-5).
I. Temperança.
Baseia-se no autocontrole e na moderação encontrados naqueles que vivem
somente para a glória de Deus.
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Questionário da Lição 2 - O
Fruto Do ESPÍRITO - Uma Colheita Abundante
por Ev.Luiz Henrique
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Texto Áureo:
1- Complete:
"Para que possais _______________ dignamente diante do
_____________, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa _____________
e crescendo no conhecimento de _________________" (Cl
1.10)
Verdade Prática:
2- A que é proporcional a plena dependência do ESPÍRITO
SANTO?
( ) Nosso trabalho secular e diário ( ) A qualidade e a quantidade do fruto espiritual
produzido pelo crente ( ) Nossa boa vontade
Introdução
Tópico I - A Videira e seus ramos
3- O que acontece com os ramos que não produzem fruto?
( ) São selecionados para seu dono
( ) São cuidados com maior carinho ( ) São arrancados
4- O que acontece com os ramos que não permanecem ligados à
videira?
( ) São lançados no fogo ( ) São
aproveitados em outra árvore ( ) São feitos alimento para a
videira
5- O que acontece com os ramos que dão fruto?
( ) Crescem até ao chão ( ) São
podados ( ) São colados (enxertados) à videira
Tópico II - A Condições para a Frutificação Espiritual
6- Quem faz a poda?
( ) O Filho ( ) É feita pelo Pai
( ) O ESPÍRITO SANTO ( ) O cristão
7- Em quem devemos manter a permanência?
( ) Em CRISTO ( ) Na Videira
terrestre ( ) Na Raiz da videira terrestre
8- Cite três maneiras da permanência de CRISTO em nós:
Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Como lavrador ( ) Como hóspede
indesejável ( ) Como fruto ( ) Como
seiva ( ) Como inimigo
Tópico III - Os Fatores Indispensáveis Para Uma Colheita
Abundante
9- Cite quatro fatores indispensáveis para uma colheita
abundante: Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Cultivar a comunhão com DEUS ( )
Cultivar a comunhão com o mundo ( ) Cultivar a comunhão com
os outros cristãos
( ) Aceite o ministérios de líderes piedosos
( ) ( ) Exercite o corpo constantemente ( ) Exercite a vigilância
e a defesa
Conclusão
10- O que é o amor, quanto à sua dimensão?
( ) É a dimensão vivificadora do espírito ( ) É a dimensão unificadora do fruto espiritual ( ) É a dimensão unificadora do fruto
material
11- Ache as Palavras no Caça-Palavras
Eu sou a Videira ( Caça-Palavras da Lição)
"Eu sou a VIDEIRA VERDADEIRA, e meu Pai é o
AGRICULTOR.
Todo RAMO que, estando em mim, não der
FRUTO, Ele o corta; e todo o que dá fruto, limpa, para que produza mais
fruto ainda.
Vós já estais LIMPOS, pela PALAVRA que vos tenho FALADO;
PERMANECEI em mim, e Eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo
PRODUZIR fruto de si mesmo, se não permanecer na videira; assim nem vós o
PODEIS dar, se não permanecerdes em mim."
Jo 15:1-4
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de palavras cruzadas betel@fundacaobetel.com.br
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Estudos afins:
Gerados para frutificar
SÉRIE:
QUEM É JESUS?
INTRODUÇÃO
Relembrar
Nossa reflexão, neste estudo, será sobre João 15:
Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é
o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo
que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda. Vocês já estão limpos,
pela palavra que lhes tenho falado. Permaneçam em mim, e eu permanecerei em
vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira.
Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim
(Jo 15.1-17).
Você pode orar assim, antes de continuar a ler:
Bondoso Deus, quero te agradecer pela
oportunidade de olhar para a Tua palavra sabendo que é a Tua verdade e que é a
orientação para minha vida. Dá-me, Pai bondoso, discernimento para ouvir essa
palavra com os ouvidos abertos e com o coração pronto a acolhe-la. Oro em nome
de Jesus. Amém.
De uma forma
geral, as pessoas que moram em grande centros não estam familiarizadas com
alguns aspectos de vida que, por exemplo, permeiam essa passagem.
Vinicultura em
Israel
Naquele momento,
Jesus usou algo absolutamente comum na vida do povo da Palestina: a
agricultura. Nós, que vivemos num centro urbano, estamos pouco acostumados com
a vida ao redor da agricultura e acabamos olhando para certos termos com
estranheza.
Videira, agricultor, frutificar, podar,
ramos, colheitas: até
que ponto entendemos estas coisas? Se olharmos essa passagem com nosso pano de
fundo, um centro urbano grande, como interpretaríamos, por exemplo, a palavra
podar? Talvez, seja difícil para alguns se livrar de alguns paradigmas
urbanos, como a poda das árvores pelas companhias de eletricidade.
Você já viu a
poda anual que eles fazem nas árvores? Em algumas árvores, eles conseguem
fazer um V no meio delas, para os galhos não baterem nos fios quando
balançarem ou chover. Essa poda não tem nada de parecido com a poda que Jesus
usou neste capítulo 15.
Nos tempos
antigos, a plantação de uva era absolutamente comum. Por exemplo, 1700 anos
a.C. aproximadamente, Moisés enviou 12 espias para conhecer a terra de Canaã.
Entre outras coisas que eles encontraram na terra, trouxeram um cacho de uvas
que faria inveja à comunidade japonesa ou aos ituanos. O cacho precisou ser
carregado por duas pessoas. A uva já era bem conhecida e bastante plantada
naqueles dias.
No período
interbíblico, nos últimos 400 anos a.C., depois da revolta dos Macabeus, a
videira se tornou o símbolo nacional em Israel. Naquele período, muitas moedas
foram cunhadas com o símbolo de uma videira, com a idéia de que ela era a
nação de Israel.
Podemos até olhar
para algumas passagens do Antigo Testamento em que se afirma: Israel é a
videira do Senhor. Confira:
Trouxeste uma videira do Egito, expulsaste
as nações e a plantaste. Dispuseste-lhe o terreno. Ela deitou profundas raízes
e encheu a terra (Is
5.1-7).
No Salmo 80
encontramos a mesma coisa. Como vemos, estas passagens aplicam a figura da
videira para descrever aquele povo chamado para ser povo de Deus.
Os passos de
Jesus
Era
aproximadamente março-abril a época do ano em que Jesus falou: “Eu sou a
videira verdadeira”. Em Israel, a colheita da uva começava em julho e
terminava em novembro. A melhor parte da colheita acontecia no mês de
setembro. Após a colheita, se fazia uma poda total na videira, para a entrada
no inverno. Naquela ocasião, eles tiravam as folhas e arrancavam todos os
galhos preparando a planta para induzi-la num estado de dormência em que ela
se torne menos sensível ao período do inverno. Quando a primavera voltava, a
planta brotava outra vez, com sua florada.
A florada ocorria
exatamente entre março e abril, o que, provavelmente, fez Jesus passar por
aquela região e dizer: “Eu sou a videira verdadeira”.
CÓDIGO:
021041 TEXTO: Jo 15.1-17 PRELETOR: Fernando Leite MENSAGEM 41
DATA: 08 / 03 / 98
Leia mais esse
texto:
Todavia para que o mundo saiba que amo o Pai
e que faço exatamente o que meu Pai me ordenou, levantem-se, vamo-nos daqui!
(Jo14.31).
Os
discípulos de Jesus estavam com Ele na
sala em que se reuniram para a
última refeição de Jesus com eles, mas ao final daquele momento, Jesus
voltou-se para eles, convocando-os:
- Vamos sair da sala.
Não sabemos exatamente o percurso que Jesus fez,
mas sabemos que Ele saiu da região da cidade em que estavam. O lugar preparado
para reunião, em Jerusalém, estava numa região chamada Alta Jerusalém ou
Cidade Alta. Depois dEle ter tomado a ceia, tudo indica que Ele desceu da
Cidade Alta e saiu por um portão ao Sul de Jerusalém, andado pelo Vale de
Cedrom para que chegar e subir ao Monte das Oliveiras.
Quando subiu ao Monte das Oliveiras, Ele ficou de
frente como Templo. Conforme Flavius Josefus, nos dias da festa da Páscoa, os
portões da cidade, e do Templo ficavam abertos todo o tempo. Do Monte das
Oliveiras era possível verificar na frente do Templo duas videiras de ouro.
É possível, não garantido, que ao Jesus passar,
com Seus discípulos naquele lugar, olhando para as videiras de ouro e para a
preparação da festa, Jesus afirmou:
Eu sou a videira verdadeira
(Jo 15.1).
Se Ele era a videira verdadeira podemos concluir
que existiam videiras não verdadeiras e, provavelmente, Ele se referia ao povo
de Israel. A videira verdadeira era a pessoa de Jesus Cristo: “Eu sou a
videira verdadeira”.
Em Romanos 11, Paulo falou do povo de Israel, e
não usa a videira, mas a oliveira. Ali, ele disse que os ramos naturais da
oliveira foram cortados e nela foram enxertados novos ramos, como uma
referência ao novo povo que Deus estaria tratando, pelo menos por enquanto.
O PROPÓSITO DE DEUS: FRUTIFICAÇÃO
Enxertados na parreira
Para quem Jesus estava falando o que começou a
falar a partir deste texto? No versículo 2 de João 15 lemos assim:
Todo ramo que, estando em mim, não dá
fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda.
Jesus estava falando com Seus discípulos. Quem
eram esses discípulos? Qual a relação que eles tinham com Cristo?
O texto continua: todo ramo que estando em mim.
Ele estava falando de ramos que estavam nEle. No
capítulo 13.10,11, Jesus disse que nem todos os que estavam com Ele haviam
sido banhados e não pertenciam, então, ao povo de Deus. Ele se referia a
Judas, que embora estivesse no meio dos discípulos de Jesus, e no meio do povo
de Jesus, não era povo de Jesus.
Não nos confundamos. Estar numa igreja não é a
garantia de que somos parte do povo de Deus. É como a situação em que uma gata
entra na sua casa, vai ao fogão e dá cria aos gatinhos ali dentro. Não
significa que ao nascerem no fogão eles são bolo! São gatinhos! Não interessa
tanto onde você está, o que interessa é a sua relação com Cristo.
Ele estava dizendo antes:
- Nem todos vocês são lavados. – Se referindo a
Judas
Judas foi embora. Ele ficou com Seus onze
discípulos e reconheceu que todos eles estavam em Cristo.
O que significa isso?
A passagem central do evangelho de João é João
20:30-31. Embora esteja no fim do livro, este tema aparece por toda parte.
Jesus fez muitos milagres, mas 7 milagres foram registrados por João para que
você creiam quem é Jesus. Jesus é o Cristo, o Filho de Deus. Se você crer
nisto, tem a vida.
Na década de 70, os batistas colocaram em todo o
Brasil, em outdoors, nas serras, nas montanhas, nas pedras, a seguinte frase:
“Cristo é a resposta”. De fato Jesus é a resposta.
Eu ouvi uma história esses dias muito
interessante. Isso é tão captado dentro da igreja que Jesus é a resposta, que
uma professora virou para seus alunos de Escola Bíblica e perguntou o
seguinte:
- O que é, o que é? É branquinho, tem orelhas
grandes, é fofinho, corre pulando e gosta de comer cenoura.
O menino inseguro, respondeu:
- Tia, eu sei que a resposta certa é Jesus, mas
que parece um coelho, parece.
De fato, a resposta é Jesus! Mas a que pergunta?
Jesus é de fato a resposta para a vida. Em qualquer situação podemos olhar
para as Escrituras e saber de uma coisa: Ele é o Filho de Deus, quem crê nisso
e crê que Ele é o Senhor tem vida. Portanto, quando Jesus falou com aqueles
discípulos ali, Ele não se dirigiu a pessoas estranhas, tampouco a pessoas que
não conheciam o seu discurso. As pessoas com quem conversava O conheciam,
conheciam Sua mensagem e que criam nela. Pessoas que já estavam em Cristo.
A intenção do agricultor
Para aquelas pessoas que estão em Cristo, Ele tem
uma mensagem. Vamos entender um pouquinho quando pensamos em termos do que
Jesus estaria querendo. Ele estava se comunicando com um povo que já lhe
pertencia, numa linguagem conhecida: a parreira.
Quando se planta uma parreira, normalmente se
planta uma árvore que alguns chamam de cavalo, outros chamam de videira brava.
Depois de algum tempo se faz um corte no caule dela e se insere ali, naquele
caule uma outra videira frutífera, e, conforme os interesses do produtor, ele
vai quebrar aquele ramo natural um pouco mais acima e a partir dali a videira
vai brotar produzindo o fruto que se espera.
Um agricultor tem uma expectativa, confira:
Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês
darem muito fruto; e assim serão meus discípulos (Jo
15.8).
O interesse do Pai na videira é o interesse, de um
agricultor. Qual é esse interesse? Que dê fruto! Ele é como alguém que vive
disso. Todo agricultor tem uma visão: que a sua videira produza frutos. Noutro
verso lemos também assim:
...e todo o ramo que estando em mim dá
fruto, ele limpa, para que dê mais fruto ainda (Jo
15.2).
Qual é a intenção do agricultor quando trata a
planta, a videira? É sempre que dê resultado.
Veja:
Vocês não me escolheram, mas eu os
escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes
conceda o que pedirem em meu nome (Jo 15.16).
Que fruto é este?
O plano do Pai para com aqueles cristãos que
estavam presos em Jesus era o mesmo de um agricultor para com a videira, e é:
- Eu quero que vocês estejam dando fruto.
Que fruto é esse? Algum tempo atrás eu li em
Seleções um historinha. Uma esposa, uma mulher resolveu fazer uma horta em sua
casa, no quintal. Então, ela preparou o terreno, e plantou alface (colocou as
sementes no terreno). Depois, foi dormir. De madrugada, seu marido tinha tempo
e foi até o quintal, pois havia comprado pés de couve para serem presos em
pedaços de madeira com pregos. Em seguida, enterrou aquela madeira de forma
que os pés de couve ficassem aparecendo. No dia seguinte, onde a mulher havia
plantado o alface viu couve! Ela se admirou com a rapidez da produção, mas não
ficou tão admirada com o que produziu.
Alguém que planta alface só pode esperar alface.
Quando o Senhor disse que plantou uma vide, tem a expectativa do fruto daquela
planta. Ou seja, que a planta produza a mesma essência do que Ele plantou. Dar
frutos é agir como Jesus, conforme vimos no versículo 8.
Jesus viveu para obedecer o Seu Pai. Não viveu
para fazer a sua própria vontade. Frutificar é reproduzir o caráter de Deus em
nós, agindo como Jesus agiu, demonstrando, através da obediência, de quem nós
somos. Frutificar é um resultado natural de alguém que está em comunhão com
Deus. Veja o que mais podemos aprender:
Se vocês obedecerem aos meus mandamentos,
permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu
Pai e em seu amor permaneço (Jo 15.10).
O propósito de Jesus quando estava dizendo
- Eu sou a videira, vocês são os ramos, vocês têm
que dar frutos.
É que a expectativa, o plano e as ordens do Pai,
se encarnem, sejam incorporadas em nós mesmos. Esse é o alvo de Deus. Deus não
somente nos chamou para irmos à igreja, Deus não somente nos chamou para
ouvirmos a palavra, cantarmos. Ele nos chamou para reproduzir o Seu caráter em
nós.
Será que isso é legítimo?
Um agricultor planta com o objetivo de lucro. Eu
não tenho dúvida. Não vamos acrescentar nada a Deus. Será que é legítimo Ele
querer reproduzamos em nós mesmos o que ele é? Em João 1:39, Jesus diz que
convidou algumas pessoas para andarem com ele. No 1:42, Ele diz que
transformou a expectativa de vida delas. No versículo 43, os convocou para
serem Seus discípulo. No capítulo 2:11, por causa do milagre que fez, Jesus
infundiu fé no coração daqueles que chamou. No capítulo 6:66-67, Ele abriu a
porta para aqueles Seus discípulos chegarem até Deus. No versículo 70 vemos
que Ele os escolheu. No capítulo 10:27, eles são vistos como um rebanho
pessoal de Jesus. No versículo 10:28, eles têm a vida eterna.
Como alguém que faz tantas coisas por aqueles
discípulos, será que Ele tem o direito de querer reproduzir na vida deles a
Sua própria pessoa e a pessoa de Seu Pai? Com certeza, sim! Ele nos criou, nos
resgatou, tem nos acompanhado e está dizendo:
- O meu objetivo é reproduzir na sua vida o que eu
faço, o que eu sou.
Como é que podemos ser frutíferos? Para que um
ramo seja frutífero, a primeira coisa necessária é ser um ramo ligado na
parreira. Se este ainda não é o seu caso, questione a Deus. Creio que numa
igreja próxima de você há pessoas prontas para conversar com você. Se você tem
dúvida sobre estar preso ao Senhor, converse com alguém que possa ajudá-lo.
COMO PODEMOS SER RAMOS FRITÍFEROS?
A parte do Agricultor
Se você já reconhece ser um filho de Deus, ou
seja, já se apropriou da obra de Cristo, deixe-me lhe dizer uma coisa: Para
ser rum cristão frutífero como Deus planejou conforme a intenção dEle, da qual
não abre mão, focalize Deus em primeiro lugar. É Ele que tem parte nesse
processo. Como? Veja:
Agora cantarei ao meu amado, o cântico do
meu amado a respeito da sua vinha. O meu amado teve uma vinha num outeiro
fertilíssimo. Sachou-a, limpou-a das pedras e a plantou de vides escolhidas;
edificou no meio dela uma torre, e também abriu um lagar...
(Is 5.1-2).
O que esse agricultor faz? Escolhe uma terra,
afofa a terra, tira as pedras, constrói uma torre, e cuida da sua videira.
Essa é uma característica do nosso Deus. Ele entregou o Seu Filho por nós,
veja como Ele pensa:
- Se eu entreguei o filho, o que tem que eu não
vou dar pelo meu povo?
Volte a João 15.2, aqui começam as complicações
desse texto
...Todo ramo que, estando em mim, não dá
fruto, ele corta.
A palavra traduzida por corta aqui é o
verbo airei, que foi utilizado no evangelho de João 14 vezes. Dessas 14
vezes, 8 têm o sentido de cortar. Nas outras 6 tem o sentido de
levantar. Portanto, esse verbo pode ter um desses dois sentidos e eu
ousaria dizer que Jesus estaria usando o verbo nos dois sentidos.
Todo ramo que estando em mim...ele corta.
Como pode ser isso? Gostaria de mostrar a você
algumas imagens de videira. Infelizmente, não posso. Posso tentar descrever a
plantação de uma videira brasileira, que não sei se é igual a de Israel. Um
tronco é plantado e brota dando origem aos braços da videira. No caso do
Brasil, os produtores plantam a videira perto de uma cerca com três arames: um
arame mais rasteiro, um outro arame a meia altura e um arame mais para cima. A
base dos frutos fica presa num arame, os frutos vão ficar no segundo arame e o
ramo com folhas ficam presos no terceiro arame.
No texto que examinamos, é possível que Jesus
estivesse falando o seguinte:
Quando o agricultor passa pelo meio da sua vinha,
ao identificar uma videira com ramos no meio de outros ramos sem pegar ar e
luz, ele destaca aquele ramo colocando-o mais para cima e prendendo-o mais
alto para que ele receba luz e ar, se tornando frutífero.
Ao olharmos para as Escrituras, conhecemos um Deus
que não somente nos salva e ordena o que nós devemos fazer, mas também cuida
de nós, investe em nós para que estejamos dando frutos.
No trato do agricultor com a sua vinha, eram
realizadas duas podas por ano nos tempos de Israel. Uma ocorria nas vésperas
do inverno. O agricultor praticamente pelava a sua vinha, eles cortavam
praticamente tudo. Todos os galhos eram cortados. Ela ficava sem nada. Essa
poda era feita em novembro de forma que ficavam somente as bases da planta.
Você pode observar isso hoje, na região das uvas.
Com o tempo, essas plantas começavam a brotar e na
primavera, o agricultor tinha uma série de ramos nascendo. Ele se mantinha
cuidando, olhando para esses ramos, pensando na produtividade. Se havia algum
ramo que não ajudaria na produção, dividindo a força da planta, ele o
escolhia, o cortava e ficava com o melhor. Se tem broto ou floração demais,
ele evita que nasça tudo.
Os produtores de hoje, até mesmo no cachinho da
uva, algumas vezes, passam uma escova para diminuir o número de frutos por
cacho para que as frutas possam crescer mais no cacho e não ficarem todas
espremidas, e terem uma fruta de qualidade.
O alvo do agricultor é cuidar da sua vinha e Deus
como bom agricultor também quer isso para sua vinha. Há um Deus com interesse
no seu campo, de forma que se um galho está sem luz, Ele está buscando
iluminar; se um galho está sem ar, Ele está buscando arejar. Por quê? Porque o
alvo dEle é que dê fruto.
Ao mesmo tempo, Ele identifica alguns ramos aqui
que dão frutos, e algumas coisas precisam ser feitas para que dê mais fruto
ainda, então Ele toma as medidas necessárias. Ele está pensando num broto
adequado, num cacho adequado, em frutas adequadas. O que esse texto nos fala,
antes de mais nada, é que para nós sermos frutíferos, temos um aliado
tremendo: O Deus bondoso e absolutamente cuidadoso que está olhando para nós,
está cuidando de nós. Ele mesmo investe em nós.
A nossa produção de frutos não acontecerá somente
se Deus quiser. Para sermos frutíferos tem a parte de Deus, mas também tem a
nossa parte.
A sua parte
Dez vezes nesse texto aparece o verbo
permanecer. Em mais duas vezes ele está implícito. Dez vezes aparece esse
verbo, duas das quais está falando de Jesus permanecendo no Pai ou em nós. As
outras 8, fala de permanecermos em Cristo, permanecermos na palavra de Cristo.
A chave para darmos fruto é o ramo permanecer conectado à parreira,
veja como Ele disse:
Permaneçam em mim, e eu permanecerei em
vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira.
Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim
(Jo 15.4).
Ele não estava falando de ser ou não ser cristão.
Algumas pessoas querem emprestar a essa palavra permanecer a idéia de
crer em Cristo. Não pode ser! Se isso significa crer em Cristo, então
vamos ter um problema na mesma frase. Vamos trocar o permanecer por crer no
versículo 4:
Creiam em mim e eu crerei em vós.
Bobagem! Ele não estava falando em crer.
Permanecer aqui é manter-se em comunhão com Cristo, em consonância com
Seus propósitos, na dependência dEle. É possível alguém estar em Cristo e não
permanecer nEle? Exatamente e totalmente possível.
Você conhece isso na realidade. Não sei há quanto
tempo você aceitou a Jesus, e entendeu que Ele morreu por você, pagando os
seus pecados e já O aceitou, mas quantas e quantas vezes você tem desprezado o
que o Senhor fala? Tem vivido sua vida de uma forma independente, sem buscar o
Senhor, sem buscar a força do dEle. É possível! É justamente sobre esta
questão que Jesus estava falando.
Se somos ramos, o que Ele está falando é o
seguinte:
- Permaneçam em mim porque eu quero ver o caráter
do meu Pai, eu quero ver o meu caráter reproduzido em vocês. Para isso você
têm que se manter ligado a mim.
O que é, em termos práticos, manter-se ligado a
essa videira? Olhe o versículo 3:
Vocês já estão limpos, pela palavra que
lhes tenho falado.
A palavra traduzida como palavra aqui é uma
palavra geral: logos, no grego.
Olhe o versículo 7:
Se vocês permanecerem em mim e as minhas
palavras permanecerem em vocês...,
As palavras
aqui no versículo 7 é a palavra grega diferente, é rema, é uma palavra
específica. O que Deus fala sobre paz? O que Ele fala sobre administração
financeira? Ou que Ele fala sobre relacionamento entre esposa e marido? Ou
sobre relacionamentos com outros irmãos em Cristo? Ou sobre falar da Sua
palavra para outras pessoas?
Ele está dizendo
- Se vocês permanecerem em mim e as minhas
palavras em vocês.
Permanecer é
estar ligado com seriedade àquilo que Deus fala, nas suas particularidades e
seguimentos específicos. O que Deus fala? Quando estou atento a isso ouço,
obedeço, e permaneço nEle e Ele permanece em mim.
O primeiro elemento fundamental para o
permanecer em Cristo, e o produzir fruto, é a sua atitude para com a
palavra dEle. Podemos ter tantas atitudes diferentes. Desde simplesmente
dizer:
- Ah, isso é bobagem!
Ou podemos ouvir essa palavra e sermos
indiferentes. Ouvir uma mensagem e ela só ter impacto na mente, sem cair no
seu coração e não ser parte da sua vida durante a semana.
Isso não é permanecer em Cristo!
O que é permanecer em Cristo? Conforme o
verso 10 é obedecer a Palavra de Deus. No versículo 12, veja mais:
O meu mandamento é este: amem-se uns aos
outros como eu vos amei.
No verso 17:
Este é o meu mandamento: amem-se uns aos
outros.
É parte do permanecer em Cristo o amor de
um irmão para com o outro. O que isso envolve? Envolve muito perdão, muita
paciência, muita abnegação. O que Jesus está falando é o seguinte:
- Se você mantém o seu coração em mágoas, em
ressentimentos, excluindo pessoas do seu meio isso não é permanecer,
isso significa comunhão cortada comigo e, conseqüentemente, não vai dar os
resultados que o Pai espera.
Um ato de se esconder ou de esconder a sua
identidade de Filho de Deus acaba criando rompimento, e de novo, você continua
filho, mas a comunhão não subsiste. Conseqüentemente, você não tem as
provisões do Espírito para dar fruto. Permanecer é estar em condições
de fazer o que Deus quer, estar onde Deus quer, falar o que Deus quer, ser o
que Deus quer.
A parte do tronco
Como é possível isso? Só pelo Senhor e se você
quiser. Por isso vemos no versículo 4, Jesus afirmar:
Vocês também não podem dar fruto se não
permanecerem em mim.
Quando olhamos para os mandamentos das Escrituras,
não sei se você se sente limitado, mas eu me sinto. Alguns de nós, tenho
certeza, não conseguem deixar de recorrer à mentira. Outros, não conseguem
deixar de ser tentado pela idéia de ter, mesmo que seja roubando alguma coisa,
só pela ganância. Alguns lutam contra a sensualidade. Alguns lutam com a
mágoa. O que Jesus está dizendo para nós não é somente que não vamos conseguir
deixar de fazer estas coisas se não estivermos ligados a Ele.
Mais do que isto, Ele está dizendo que aquele
mentiroso pode, de fato, ser transformado, em comunhão com Deus, em alguém que
não somente fala a verdade, mas que fala a verdade adequadamente. Aquele que é
um ladrão, pode ser transformado naquele que é falado em Efésios 4, como
alguém que deixa de roubar e ajuda as pessoas necessitadas. Aquele que tem seu
coração extremamente influenciado por sensualidade, lascívia, pornografia pode
ter um coração transformado e ter uma vida caracterizada por santidade,
pureza.
Na nossa mente carnal essas coisas podem parecer
impossíveis.
Como é que posso deixar de ser tão rápido no
gatilho e atirar com as pessoas, ser bravo? É possível ser transformado? É
sim, sabe como? Se o galho estiver em comunhão com a parreira. Quando estamos
em comunhão com a parreira, conectados a ela, encontraremos a mensagem: Jesus
é a resposta. E não vai parecer nem um pouco um coelhinho.
CONCLUSÃO: DEUS DE AMOR E DISCIPLINA
Deus cuida
Você vai ver, de fato, Jesus agir na sua vida e
transformar o seu viver. No versículo 7 Ele chega a dizer que as orações vão
ser respondidas; no versículo 9 vai dizer que o amor de Deus está sobre nós;
no versículo 11 diz que vamos ter o coração marcado por alegria completa; nos
versículos 14 e 15 somos colocados como amigos de Jesus.
Vamos explorar mais estas coisas no próximo
estudo.
Você conhece alguma coisa melhor do que isso?
Amigo de Deus, um coração completamente alegre, saber que Deus está nos
ouvindo e não somente isso, Ele está respondendo o que eu falo.
Não tem nada que produza isso se não o próprio
Senhor Jesus Cristo. Não são amigos interesseiros que vão produzir isso na
nossa vida. Não são os braços da sensualidade que vão produzir isso na nossa
vida. É somente o Senhor Jesus. Não tem álcool que vai dar alegria ao coração.
Não tem pessoas, que não conseguiram resolver os seus próprios problemas, que
vão poder ajudar os seus problemas. Quem responde as questões mais importantes
de nossa existência e quem transforma esta vida é o próprio Senhor Jesus,
quando estamos em comunhão com Ele.
Deus estabeleceu a Sua videira e quer nos ver
frutíferos, reproduzidos em nós mesmos o Seu caráter. A condição para se dar
fruto é permanecer em Cristo. Várias vezes você vai encontrar “se
permanecerdes”, “se permanecerdes”.
E se não permanecermos?
Ou melhor, e quando não permanecermos? O que
acontece? Quero chamar sua atenção para dois versículos.
Primeiro, o versículo 2 mesmo, pegando o sentido
mais comum do verbo que aqui está e várias traduções trazem esta expressão:
Ele corta.
Segundo é o versículo 6, de novo falando sobre
ramos dessa videira
Se alguém não permanecer em mim, será
como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao
fogo e queimados.
Ele estava falando para os Seus discípulos, aquele
povo que creu nEle. Era como se dissesse:
- O meu plano através de você, é frutificar, é
reproduzir o meu caráter em vocês. Mas quando vocês não levam a sério a minha
palavra, quando vocês não obedecem o que eu falo, quando vocês criam rixas e
ódio entre os irmãos, quando vocês não confessam o meu nome e tantas outras
coisas, deixe-me dizer o que vai acontecer. Eu vou cortá-lo.
Será um ramo separado da videira, secará, e será
lançado no fogo. O que isso significa? Em primeiro lugar, são raras as vezes
nas Escrituras que veremos a palavra “ser lançado no fogo” ou “ser
posto no fogo” com o significado de inferno. Quase a totalidade das vezes
em que essa expressão aparece, ela se refere a ser colocado debaixo do juízo
de Deus, não significa, necessariamente, inferno. Portanto, eu creio que Ele
estava falando para Seus filhos que: o ramo que não dá fruto vai passar pelo
juízo de Deus.
De que maneira?
- A primeira coisa que eu vou fazer é cortá-lo.
Adoraria saber da parte de Deus quando é que Ele
decide “corto ou não corto”.
Quando Paulo escreveu a Primeira Carta aos
Coríntios, ele disse:
Vamos orar agora juntos; nós estamos
longe, mas em Espírito, juntos, vamos orar para que o corpo do nosso irmão
seja entregue a satanás, mas o Espírito salvo no dia de Cristo Jesus
(1 Co 5.3-5).
Ele era irmão, era ramo, mas estava sendo cortado
da comunhão e sendo posto na mão do diabo. Ele não perdeu a salvação, mas
estava debaixo do juízo de Deus.
Quando chegamos em I Coríntios 11, encontramos o
apóstolo Paulo falando daqueles irmãos em Corinto:
Esta é a razão porque muitos de vocês
estão enfermos e alguns morreram (v.30).
Por causa de uma atitude inadequada na Ceia do
Senhor, o juízo de Deus estava caindo sobre aquele povo. No capítulo 9, Paulo
fala que ele está preocupado, ele esmurra seu corpo para não ser
desqualificado. No capítulo 10, ele fala de 5 pecados que desqualificam o
crente: idolatria, murmuração, tentar a Deus... Não sei qual é o ponto de
Deus, no qual Ele fala assim:
- Chegou no nível!
Sei o seguinte: quando não permanecemos em Deus e
não damos fruto, ao seu modo, Deus nos corta. Em alguns casos, creio que Deus
até tira a vida, mas isso não é o mais importante.
- É isso o que você quer? Viver longe de mim? Você
vai viver longe. Sabe o que isso significa? Juízo.
Somos capazes de ser filhos de Deus e viver como
mendigos.
Quem está dizendo isso? É o agricultor muito
cuidadoso. Ele quer que você saiba:
- O meu propósito é que os ramos dêem fruto, sendo
este o meu propósito, eu quero que eles dêem frutos. Porque senão eu vou
cortar, eu vou lançar no fogo.
Vamos abrir em 1 Coríntios 3:13-15:
Sua obra será mostrada como ela é, porque
o Dia a trará à luz; pois será revelada pelo fogo, que provará a qualidade da
obra de cada um. Se o que alguém construiu permanecer, esse receberá
recompensa. Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo;
contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo.
O alvo que Deus tem para o ramo de uma vide é que
produza frutos! Se não o produz, tem o Seu juízo, e no tempo certo Ele fala:
- Chega! Você não quer ter comunhão, eu vou cortar
toda ela.
O próximo passo na sua vida, Ele está dizendo, é
esse juízo pelo qual todo crente vai passar. Todos nós seremos postos num
juízo, de novo, a figura do fogo como um juízo. Um julgamento em que passamos
com nossas obras ali. Se dermos fruto, se na vida manifestamos aquilo que é
eterno, a graça de Deus, o poder do Espírito Santo transformando nosso viver
ganancioso num viver de dar, uma vida imoral em santidade, uma vida de rancor
em amor pelo próximo. Tudo é colocado no fogo. O que for a palha desse mundo
será queimado.
Ficaremos somente com aquilo que investimos com o
poder do Espírito, pela graça de Jesus.
- Se você permanece em mim, você vai dar
fruto – Ele está falando. – A minha alegria vai estar com você, meu Espírito
vai estar com você, minha presença vai estar com você, meu amor vai estar com
você, meu poder, mas se você não quer, eu corto.
A próxima página da sua vida é o juízo. Não sei
quando é o juízo, sei que é numa ocasião futura, determinada, mas creio que
Deus tem pesado nossa vida a cada dia. Paulo diz assim no versículo 15:
Se o que alguém construiu se queimar, esse
sofrerá prejuízo;...
É possível, embora sejamos filhos de Deus,
passarmos por esse juízo e sairmos dali com um tremendo cheiro de queimado,
sem nada para passar a eternidade com Deus. É verdade! A eternidade com Deus,
mas sem nada!
Se estamos vivendo uma vida como Deus quer,
marcada pelos frutos que Ele quer ver na minha vida, Ele diz:
não vai sofrer dano. Vai entrar comisso
pela eternidade.
Um velho professor meu dizia:
- Eu estou vivendo a minha vida atrás do ouro
celestial.
Ele dizia assim:
- Eu não quero a prata, eu quero o ouro.
Ele dizia o seguinte:
- Eu quero viver a minha vida de tal maneira,
produzindo o que Deus quer produzir através de mim, que isso tenha
repercussões na minha eternidade.
Esse Deus bondoso é o mesmo Deus que corta; esse
Deus bondoso, é o mesmo Deus de severidade. Considere isso. Fomos chamados
para frutificar, fomos chamados para permanecer em Cristo.
Curve sua cabeça. Coloque-se diante do Senhor.
Você está, de fato, investindo nessa vida como Senhor ou está rompendo essa
comunhão? É possível que as hostilidades à sua volta estejam, de fato,
ameaçando a sua comunhão. É possível que os prazeres à sua volta estejam-no
desviando dessa condição de vida. É hora de se aproximar do Senhor. Pedir que
o Espírito sonde o seu coração e que Ele, objetivamente, identifique no seu
íntimo pontos em que você está desobedecendo, negligências com a sua palavra,
amarguras com irmãos. Confesse e peça para Ele libertá-lo porque Ele quer
manter a comunhão com você. Ele quer fazer a sua vida frutífera.
Ore assim:
Senhor, misericórdia.
Misericórdia. Sei que tu és um Deus bondoso que não tens poupado nem mesmo Teu
Filho. Mas a Tua palavra também diz que tu és um Deus severo e que não admites
estarmos contigo numa atitude de indiferença, de negligência, de pouco caso
com a Tua vontade, com a Tua palavra, com o Teu caráter, com o Teu interesse
de se relacionar comigo. Senhor, misericórdia. Dá-me da Tua misericórdia na
forma do Teu Espírito, de uma forma tão audível mostrar o que precisa ser
arrancado do meu viver para que eu dê mais frutos. Demostra-me, ó Pai,
claramente de que maneira devo proceder para que esteja dando mais frutos.
Senhor, misericórdia, sei que tu és a resposta para mim e que é de ti mesmo
que vem toda a seiva que me nutre e que me capacita a ser frutífero. Visita a
Tua Igreja, arranca o que tem que ser arrancado, disciplina o que tem que ser
disciplinado, Senhor, levanta o que tem que ser levantado, corta o que tem que
ser cortado, a começar por mim mesmo. Para que eu tenha uma vida frutífera.
Oro em nome de Jesus. Amém
A COMUNHÃO ÍNTIMA ENTRE JESUS E SEU POVO. Como uma
das suas missões atuais, o Espírito Santo toma aquilo que é de Cristo e o
revela aos crentes (Jo 16.14,15). Isto quer dizer que os benefícios redentores
da salvação em Cristo nos são mediados pelo Espírito Santo (cf. Rm 8.14-16; Gl
4.6). O mais importante é que Jesus está bem perto de nós (Jo 14.18). O
Espírito nos torna conscientes da presença pessoal de Jesus, do seu amor, da
sua bênção, ajuda, perdão, cura e tudo quanto é nosso mediante a fé.
Semelhantemente, o Espírito atrai nosso coração para buscar ao Senhor com
amor, oração, devoção e adoração (ver Jo 4.23,24; 16.14). Assim o FRUTO DO
ESPÍRITO é o responsável por mostrar JESUS ao mundo através do crente.
AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO
Gl 5.19-23 “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são:
prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias,
emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices,
glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como
já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de
Deus. Mas o
fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade,
fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.”
Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de
vida do crente cheio do Espírito e aquele controlado pela
natureza humana pecaminosa do que 5.16-26. Paulo não somente examina a
diferença geral do modo de vida desses dois tipos de crentes, ao enfatizar que
o Espírito e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista
específica tanto das obras da carne, como do fruto do Espírito.
OBRAS DA CARNE. “Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos
corruptos, a qual continua no cristão após a sua
conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que
praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de Deus (5.21). Por
isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa
guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do Espírito
Santo (Rm 8.4-14; ver Gl 5.17). As obras da carne (5.19-21) incluem:
(1) “Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas.
Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações
pornográficos (cf. Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos
moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português:
prostituição.
(2) “Impureza” (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e
vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).
(3) “Lascívia” (gr. aselgeia), i.e., sensualidade. É a pessoa seguir suas
próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a
decência (2Co 12.21).
(4) “Idolatria” (gr. eidololatria), i.e., a adoração de espíritos, pessoas ou
ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto
como se tivesse autoridade igual ou maior que Deus e sua Palavra (Cl 3.5).
(5) “Feitiçarias” (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, magia negra, adoração
de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da
feitiçaria (Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).
(6) “Inimizades” (gr. echthra), i.e., intenções e ações fortemente hostis;
antipatia e inimizade extremas.
(7) “Porfias” (gr. eris), i.e., brigas, oposição, luta por superioridade (Rm
1.29; 1Co 1.11; 3.3).
(8) “Emulações” (gr. zelos), i.e., ressentimento, inveja amarga do sucesso dos
outros (Rm 13.13; 1Co 3.3).
(9) “Iras” (gr. thumos), i.e., ira ou fúria explosiva que irrompe através de
palavras e ações violentas (Cl 3.8).
(10) “Pelejas” (gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co
12.20; Fp 1.16,17).
(11) “Dissensões” (gr. dichostasia), i.e., introduzir ensinos cismáticos na
congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus (Rm 16.17).
(12) “Heresias” (gr. hairesis), i.e., grupos divididos dentro da congregação,
formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja
(1Co 11.19).
(13) “Invejas” (gr. fthonos), i.e., antipatia ressentida contra outra pessoa
que possui algo que não temos e queremos.
(14) “Homicídios” (gr. phonos), i.e., matar o próximo por perversidade. A
tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na
tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas.
(15) “Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das faculdades físicas e
mentais por meio de bebida embriagante.
(16) “Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de
modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.
As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas:
quem se diz crente em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do
reino de Deus, i.e., não terá salvação (5.21; ver 1Co 6.9).
O FRUTO DO ESPÍRITO. Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver
íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do
Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite
que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente)
subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em
comunhão com Deus (ver Rm 8.5-14; 8.14; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9;
Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9). O fruto do Espírito inclui:
(1) “Caridade” (gr. agape), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra
pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl
3.14).
(2) “Gozo” (gr. chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na graça,
nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem
àqueles que crêem em Cristo (Sl 119.16; 2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; ver Fp 1.14).
(3) “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na
convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm
15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20).
(4) “Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser
tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb
12.1).
(5) “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe
provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).
(6) “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e
repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na
repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).
(7) “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem
estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e
honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10).
(8) “Mansidão” (gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e à coragem;
descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for
necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25;
1Pe 3.15; para a mansidão de Jesus, cf. Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo,
cf. 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, cf. Nm 12.3 com Êx 32.19,20).
(9) “Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio sobre nossos
próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos
conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).
O ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer
restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente
deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes
impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.
Ajuda:
www.cpad.com.br bíblias, revistas e livros (BEP, Ensinador Cristão, Livro
"O Fruto Do ESPíRITO)
http://www.ibcu.org.br/estudos/Quem%20%E9%20Jesus/SJo%E3oS41.doc