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LIÇÃO 2 - A CORRUPÇÃO DA HUMANIDADE
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 1º TRIMESTRE DE 2006
Epístola de Paulo aos Romanos
Complementos e questionários: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
REVISTA CPAD
 
 
 
    
 
     
   
TEXTO ÁUREO
 
"Porque do céu se manifesta a ira de DEUS sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça" (Rm 1.18).
 
    
 
VERDADE PRÁTICA
 O homem incrédulo vive distanciado de DEUS e privado de sua santidade. Por isso, tem prazer no pecado.
 
    
 
 
 Leitura Bíblica Diária:
 
Segunda - Jo 3.18 A causa da condenação
Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de DEUS.
João 1.4 Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens; 9 Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo, 10 estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.11 Veio para o que era seu, e os seus não o
receberam.
 
Terça - Ez 18.20 O pecado gera morte
A alma que pecar, essa morrerá; ro filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho; sa justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.
Os filhos ímpios, de um pai temente a DEUS, serão responsáveis pelos seus próprios pecados. Devem arrepender-se e servir a
DEUS, e assim se livrarem da morte espiritual e eterna (ver Rm 2.8).
DEUS promete a salvação a todo e qualquer ímpio que abandone seus pecados e venha para DEUS. Ninguém é obrigado a continuar nos pecados da sua família (cf. vv. 18,19). DEUS quer salvar cada pecador. Ele jamais tem prazer que o ímpio morra no pecado (cf. 1 Tm 2.4).
Ezequiel 18.4 Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá.
Cada um presta conta de seus próprios pecados. Em Rm 6.23 temos esse mesmo princípio, sob as seguintes palavras: Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de DEUS é a vida eterna, por CRISTO Jesus, nosso Senhor .

Quarta - I Co 6.9,10 Os injustos não herdarão o Reino
9 Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de DEUS?10 Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de DEUS.
6.9 OS INJUSTOS NÃO HÃO DE HERDAR O REINO. Alguns de Corinto enganaram-se a ponto de crer que se perdessem a comunhão com CRISTO, negassem-no e vivessem na imoralidade e na injustiça, sua salvação e sua herança no reino de DEUS continuavam seguras.
(1) Paulo, no entanto, declara que a conseqüência inevitável do pecado habitual é a morte espiritual, até mesmo para o cristão (cf. Rm 8.13). Ninguém poderá viver na imoralidade e ao mesmo tempo herdar o reino de DEUS (cf. Rm 6.16; Tg 1.15; ver 1 Jo 2.4; 3.9).
O apóstolo Paulo repete muitas vezes esse ensino fundamental (e.g., Gl 5.21 e Ef 5.5,6). Note-se que os profetas do AT continuamente declaravam este princípio (ver Jr 8.7; 23.17; Ez 13.10).
(2) A advertência de Paulo é para todos os cristãos. Não nos enganemos, pois "os injustos não hão de herdar o Reino de DEUS". A salvação sem a obra regeneradora e santificadora do ESPÍRITO SANTO não tem lugar na Palavra de DEUS.
 
Quinta - Lv 18.22 Homossexualismo é abominação ao Senhor
Com varão te não deitarás, como se fosse mulher: abominação é;
ABOMINAÇÃO É. Ato sexual com alguém do mesmo sexo (i.e, sodomia, ver Gn 19.5) é "abominação" ao Senhor. Isto é, tal ato é sobretudo detestável e repulsivo a DEUS (ver Rm 1.27).
 
Sexta - Rm 3.5,6 A ira de DEUS é justa
5 E, se a nossa injustiça for causa da justiça de DEUS, que diremos? Porventura, será DEUS injusto, trazendo ira sobre nós? (Falo como homem.) 6 De maneira nenhuma! Doutro modo, como julgará DEUS o mundo?
 
Sábado - SI 45.7 DEUS não pactua com a injustiça e a impiedade
7 Tu amas a justiça e aborreces a impiedade; por isso, DEUS, o teu DEUS, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros.
(1) Neste salmo, vemos a característica mais proeminente de CRISTO em termos de amar e aborrecer.
(a) Ele ama a justiça, pois ela caracteriza seu reino. Uma vez que sua alegria consiste no cumprimento da vontade do Pai (Hb 10.7), Ele ama sobremaneira a justiça em todas as suas manifestações (cf. Ef 5.26; Hb 13.12).
(b) Tanto quanto Ele ama a justiça, assim também aborrece a iniqüidade. Ele deixou isto claro ao morrer na cruz para debelar o mal e salvar o seu povo dos seus pecados (Mt 1.21). Enquanto Ele esteve na terra, defrontou-se com todas as formas de pecado: uma geração perversa (Mt 12.39), as forças satânicas da iniqüidade (Mc 1.34-39) e a hipocrisia entre o povo de DEUS (Mt 23).
No fim dos tempos, Ele voltará para estabelecer a justiça na terra (Ap 19 22).
(2) Porque JESUS ama a justiça e aborrece a impiedade, DEUS o estabeleceu, ao ungi-lo, sobre todos os demais. Esta unção refere-se à glória, bem-aventurança e autoridade que DEUS lhe deu.
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE  = ROMANOS 1.20,21; 25-27,32
 
20 - Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis
21-porquanto, tendo conhecido a DEUS, não o glorificaram como DEUS, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
25 -pois mudaram a verdade de DEUS em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém!
26 - Pelo que DEUS os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
27 - E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.
32 - Os quais, conhecendo a justiça de DEUS (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.
 
1.21 NÃO O GLORIFICARAM. Embora os versículos 21-28 tratem principalmente da depravação cada vez pior entre os ímpios, eles
também apontam os princípios por que um dos pecados principais dos líderes cristãos que caem é a imoralidade (ver v. 24).
(1) Quando os líderes da igreja tornam-se orgulhosos (v. 22), buscam honra para si mesmos (v. 21) e exaltam a si mesmos (a criatura) mais do que o Criador (v. 25), uma porta se abre, então, na sua vida, à impureza sexual e à vergonhosa concupiscência (vv. 24,26; ver 2 Pe 2. 2,15). Caso não voltem arrependidos, serão por fim controlados por uma mente pervertida (v. 28).
(2) Tais pessoas talvez prossigam na concupiscência e pecados vergonhosos, enquanto justificam seus próprios atos como sendo fraqueza humana comum, persuadindo a si mesmos que ainda estão em comunhão com o ESPÍRITO SANTO e no gozo da salvação. Fecham seus olhos à advertência bíblica de que "nenhum fornicador, ou impuro... tem herança no Reino de CRISTO" (Ef 5.5).
1.24 TAMBÉM DEUS OS ENTREGOU. Um sinal evidente de DEUS ter abandonado qualquer sociedade ou povo é que tais pessoas
tornam-se obcecadas pela imoralidade e perversão sexuais.
(1) A expressão: "também DEUS os entregou" à imundícia significa que DEUS abandonou essas pessoas às concupiscências mais baixas. A palavra "concupiscência" (gr. epithumia) neste versículo, denota uma paixão desenfreada por prazeres sexuais proibidos (cf. 2 Co 12.21; Gl 5.19; Ef 5.3).
(2) As três etapas do abandono por DEUS, à impureza são:
(a) Ele entrega as pessoas aos prazeres sexuais pecaminosos que degradam o corpo (v. 24);
(b) Ele as entrega a paixões homossexuais ou lésbicas, vergonhosas (vv. 26,27); a seguir:
(c) Ele as entrega a um sentimento perverso, i.e., sua mente justifica as suas ações iníquas e pensam continuamente no mal e nos prazeres dos pecados sexuais (v. 28). Essas três etapas ocorrem entre todos que rejeitam a verdade da revelação divina e que buscam o prazer na iniqüidade (v.18; ver v.27).
(3) DEUS tem dois propósitos ao abandonar os iníquos ao pecado:
(a) permitir que o pecado e suas conseqüências se acelerem como parte do seu juízo sobre eles (2.2); e
(b) levá-los a reconhecer sua necessidade da salvação (2.4).
1.25 MENTIRA. A "mentira", aqui, é a mensagem de Satanás, o pai da mentira (Jo 8.44): "sereis como DEUS" (Gn 3.5).
(1) Crer na mentira é rejeitar "a verdade de DEUS" e tomar parte na idolatria (Gn 3.5; Cl 3.5; 2 Ts 2.11).
(2) A Bíblia adverte constantemente contra o orgulho devido à tendência do ser humano de crer na mentira e adorar a si mesmo. "Visto como se eleva o teu coração, e dizes: Eu sou DEUS" (Ez 28.2; cf. Pv 6.17; 8.13; 16.18; 1 Tm 3.6; Tg 4.6; 1 Jo 2.16).
1.27 VARÃO COM VARÃO. O apóstolo, certamente, considerou a abominação homossexual do homem e da mulher como a evidência máxima da degeneração humana, resultante da imoralidade e do abandono da pessoa por DEUS (ver Gn 19.4,5; Lv 18.22). Qualquer nação que justifica o homossexualismo ou o lesbianismo, como modo aceitável de vida, está nas etapas finais da corrupção moral (ver v. 24). Mais textos bíblicos a respeito dessa prática horrível: Gn 19.4-9; Lv 20.13; Dt 23.17; 1 Rs 14.24; 15.12; 22.46; Is 3.9; 1 Co 6.9,10; 1 Tm 1.10; 2 Pe 2.6; Jd v. 7.
1.32 CONSENTEM AOS QUE AS FAZEM. A última palavra de Paulo sobre a pecaminosidade humana tem a ver com a condenação, por DEUS, de uma condição do ser humano merecedora de maior juízo do que a própria prática do pecado, i.e., apoiar, aprovar e incentivar o mal, sentindo prazer nas práticas imorais dos outros. Esse é o derradeiro grau da depravação deleitar-se com a concupiscência e a iniqüidade dos outros. É o pecado como forma de entretenimento.
(1) A palavra "consentem" (gr. suneudokeo), significa "concordar", "consentir" ou "solidarizar-se", indicando o prazer imodesto nos pecados dos outros, ora prevalecente na sociedade humana.
(2) Em nossos dias, sabemos quão grandes danos são produzidos pelas cenas imorais que dominam a mídia do entretenimento; mesmo assim, muitos consentem nisso, tendo nelas prazer. Quem se diverte, olhando outras pessoas pecarem e cometerem atos malignos, mesmo sem os praticar pessoalmente, receberá a mesma condenação divina que aqueles que as cometem. A iniqüidade aumenta em qualquer sociedade onde não há restrição decorrente da desaprovação, pelos outros, de tais males.
(3) Logo, aqueles (e especialmente aqueles que professam fé em CRISTO) que se divertem com as práticas imorais dos outros, mesmo sem cometê-las, contribuem diretamente para predispor a opinião pública à imoralidade e, portanto, à corrupção e, por fim, à condenação eterna de um número infinito de pessoas. Esse pecado é digno da morte (v. 32) e será desmascarado e condenado no dia do juízo (2 Ts 2.12).
 
O mundo pagão (1:18-32).
 
Antes de Paulo desenvolver mais o modo pelo qual a forma de justiça Deus é exposta no Evangelho, ele mostra por que é tão urgentemente necessário que se conheça o meio de ficar certo para com Deus. Como as coisas são, os homens estão "no errado" para com Deus, e Sua ira se revela contra eles. Na vida há uma lei moral segundo a qual os homens são deixados entregues às conseqüências do curso de ação que eles mesmos escolheram livremente. E a menos que essa tendência seja invertida pela graça divina, a situação deles irá de mal a pior. Três vezes aí ocorrem a palavras de condenação: "Por isso Deus os entregou..." (vs. 24, 26,28).
 
O objetivo de Paulo é demonstrar que a humanidade toda está moralmente arruinada, incapaz de conseguir um veredicto favorável no tribunal do juízo de Deus, em desesperada necessidade de Sua misericórdia e perdão.
Ele começa tratando de uma área da vida humana cuja falência moral era objeto de acordo geral entre os moralistas da época - a grande massa do paganismo contemporâneo de Paulo. O quadro que desenha é feio deveras. Não, porém mais feio do que o quadro que disso vemos na literatura pagã contemporânea. Qual é a causa, pergunta ele, desta pavorosa condição que se desenvolveu no mundo? Donde vêm estas vergonhosas perversões, esta encarniçada inimizade entre homem e homem? Tudo surge, diz ele, de idéias errôneas a respeito de Deus. E essas idéias errôneas acerca de Deus não surgiram inocentemente. O conhecimento do Deus verdadeiro era acessível aos homens, mas eles fecharam suas mentes para ele. Em vez de apreciarem a glória do Criador ao contemplarem o universo que Ele criou, davam a coisas criadas aquela glória que pertencia somente a Deus. A idolatria é fonte de imoralidade. Assim o autor de Sabedoria já tinha dito:
"Porque a idéia de fazer ídolos foi o princípio da fornicação, e a sua invenção foi a corrupção da vida." (Livro da Sabedoria 14:12.)
 
Podemos comparar a linguagem de Paulo sobre a criação visível como fonte de conhecimento concernente à natureza do seu Criador invisível (vs. 1"9,20) com o discurso que fez em Listra (At 14:15-17) e principalmente com o que fez em Atenas (At 17:22-31). Há diferença de ênfase entre o discurso em Atenas e a argumentação neste passo, mas não há nenhuma contradição: Paulo estava tentando conseguir ali um auditório de pagãos, ao passo que aqui está escrevendo a cristãos formados. No discurso em Atenas, a apresentação da criação divina do mundo e de Sua disposição providencial das estações do ano e das regiões habitáveis da terra para o bem-estar do homem visava a levar os homens a "buscarem a Deus" e a achá-lo (At 17:27). Todavia, se eles reconheciam que Ele é um "Deus desconhecido" deles, sua ignorância confessa não recebe indulto como venial, embora Deus, em Sua misericórdia, não tenha levado "em conta os tempos de ignorância" anteriores à vinda de Cristo.
O caráter culposo da ignorância em que o homem está de Deus é salientado ainda mais aqui: é ignorância deliberada. Os homens tinham o conhecimento de Deus ao alcance deles, mas desprezaram o conhecimento de Deus (vs. 28). A verdade era-Ihes acessível, mas preferiram abraçar a "mentira". Portanto, "Deus os entregou" às conseqüências da escolha que fizeram. E precisamente aí Ele manifestou Sua "ira" ­aquele princípio de retribuição que deve operar num universo moral.
Para um homem tão convicto de que o mundo foi criado e é dirigido por um Deus de justiça e misericórdia, esta retribuição não podia ser um princípio impessoal. Era a própria ira de Deus. Se se pensa que a palavra “ira" não é muito apropriada para usar-se com relação a Deus, é provavelmente porque a ira, como a conhecemos na vida humana, constantemente envolve paixão egocêntrica, pecaminosa. Com Deus não é assim. Sua "ira" é a reação da santidade divina face à impiedade e rebelião; Paulo decerto concordaria com Isaías ao descrever esta ira de Deus como “sua obra estranha" (Is 28:21), à qual Ele se aplica lentamente e com “relutância. De fato Paulo expõe aqui a revelação da ira de Deus como o cenário de fundo da "obra" de misericórdia de Deus, obra que Lhe é apropriada, com tanta afinidade com o Seu caráter que Ele se apressa-se em jubilosa rapidez a prodigalizá-la a penitentes destituídos de merecimento.
Mas mesmo tendo em vista que o quadro da retribuição divina, agindo como um severo princípio na vida humana fornece um pano de fundo para a misericórdia eterna, trata-se de um cenário real e terrível, que se deve ser considerado com seriedade.
 
Romanos 1. 18. A ira de Deus se revela.
Não no Evangelho (no qual a salvadora "justiça de Deus" é revelada), mas nos fatos da experiência humana: "a história do mundo é o juízo do mundo" (Schiller). A revelação da "ira vindoura" nos tempos finais (1 Ts 1:10) é antecipada pela revelação do mesmo princípio na vida corrente do mundo. “A idéia de que Deus é ira não é mais antropopática do que o pensamento de que Deus é amor. A razão pela qual a idéia da Ira divina está sempre sujeita a mal-entendidos é que a ira entre os homens é eticamente errada. E contudo, mesmo entre os homens não falamos da “ira justa?" A exposição da idolatria e imoralidade pagã nestes versículos segue linhas fixadas em obras de apologética judaica tais como o Livro da Sabedoria citado acima (ver especialmente Sabedoria 12-14), e a Epístola de Aristeas. Reaparece nos apologetas cristãos do segundo século A. D. (e. g. o autor da Epístola a Diogneto, Aristides, Taciano, Atenágoras, e a Pregação de Pedro mencionada por Clemente de Alexandria - Stromata vi. 5).
Que detêm a verdade pela injustiça. Melhor: "Que retêm firmemente a verdade na injustiça" (RV), ou: "Em sua impiedade, eles estão sufocando a verdade" (NEB). "A verdade" é mais precisamente definida no versículo 25 como" a verdade de Deus".
 
Romanos 1. 20. Desde o princípio do mundo.
"Desde" no sentido de"desde então" (RSV).
Claramente se reconhecem (...) sendo percebidos. Grego: nooumenaKathoratai, onde o primeiro verbo se refere estritamente à inteligência e o segundo à visão física. "Os dois verbos (...) descrevem como, na contemplação das obras de Deus, o homem pode captar o suficiente, de natureza, para impedir-lhe o erro de identificar qualquer das coisas criadas com o Criador, capacitando-o a manter seu conceito de Deus" livre da idolatria.
 
Romanos 1. 22. Tornaram-se loucos.
Como na literatura veterotestamentária da Sabedoria, loucura (ver "o coração insensato" deles, no versículo 21), implica em embotamento moral antes que mera deficiência da inteligência.
 
Romanos 1. 23. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança de imagem de (...) quadrúpedes...
Ver o Salmo 106:20: "E assim trocaram a glória de Deus pelo simulacro de um novilho que come erva" (referência ao culto ao bezerro de ouro). Aqui a linguagem é generalizada. A tríplice classificação dos animais (ver Gn 1:20-25) e os termos "glória", "imagem" e "semelhança" (ver Gn 1:26) sugerem"que "a descrição que Paulo faz da impiedade do homem foi posta deliberadamente em termos da narrativa bíblica da queda de Adão".
 
Romanos 1. 24, 26, 28, Deus os entregou.
Atos 7:42 onde, devido às tendências idolátricas dos israelitas, "Deus (...) os entregou ao culto da milícia celestial." Uma impressionante afirmação moderna deste princípio de retribuição divina é-nos oferecida por C. S. Lewis em The Problem of Pain (1940), p. 115s. Os perdidos, diz ele, "gozam para sempre da horrível liberdade que se pediram, e portanto estão escravizados por si mesmos".
 
Romanos 1. 27. Recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro.
NEB traduz acertadamente: "o justo salário por tal perversão". No ­inglês moderno "error" (erro) é um substantivo fraco demais para traduzir planê num contexto como este.  Ver Judas 11, onde o "erro (planê  num contexto de Balaão" é a "idolatria e fornicação de Baal-Peor a que os israelitas foram seduzidos por seu conselho (Nm 25:1ss., 31:16).
 
Romanos 1. 28. Uma disposição mental reprovável.
NEB: "sua própria razão depravada".
Para praticarem coisas inconvenientes. Na formação da expressão traduzida por "inconvenientes" entra kathêkon - termo técnico da filosofia exprimindo aquilo que constitui a conduta própria ou ajustada. Ver Efésios 5:4, onde várias práticas "indecentes" são descritas na AV como coisas "que não são convenientes" (AA: “cousas essas inconvenientes”.
 
Romanos 1. 29. Cheios de toda injustiça...
O texto mais bem credenciado omite "fornicação" deste catálogo de vícios. (AA faz essa omissão). "Debate", no inglês, tem mais o sentido de contenda" (RV e AA).
 
Romanos 1. 30. Soberbos.
            Isto é, gente que se conduz com arrogância que insulta e humilha pessoas incapazes de vingar-se.
 
Romanos 1. 31. Sem misericórdia.
            A V: "implacáveis, sem misericórdia". O adjetivo "implacáveis" não consta no texto mais bem credenciado.
 
Comentários da revista da EBD da CPAD de 1998
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
 
Para facilitar o entendimento desta lição use a técnica de audiovisual, desenhando numa folha de papel ofício branca, um pequeno ponto preto no centro. Pergunte à classe o que estão vendo. Com certeza dirão um ponto preto. O seu objetivo será demonstrar que vemos sempre o que é sujo, feio e mau feito, mesmo sendo pequeno, esquecendo-nos do belo que está a nossa volta, que é imensamente maior. As obras de Deus são grandiosas, visíveis e, às vezes, não as percebemos. Se, contudo, escolhermos ter conhecimento de Deus e procurar obedecer-lhe, seremos diferentes neste mundo. Não nos contaminaremos com o que é mundano, mas, seremos limpos, justos e puros. Assim agradaremos a Deus e viveremos as conseqüências desta comunhão.
 
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
 O estudo de hoje é sobre a condição dos gentios diante de Deus.
Nesse texto, eles representam a raça humana. O apóstolo discorre sobre o assunto, mostrando a pecaminosidade humana e realçando a justiça divina.
 
I. A MANIFESTAÇÃO DA IRA DE DEUS
 
1. Ira.
A palavra grega traduzida por "ira" é orge e aparece 12 vezes em Romanos (Rm 8; 2.5,8; 3.5; 4.15; 5.9; 9.22; 12.19; 13.4,5). Convém que se saiba que a ira de Deus é a reação de Sua santidade diante da impiedade, muito diferente da ira dos homens, que é egocêntrica, carregada de ódio e paixão. Esse tipo de ira não é apropriada para a natureza divina.
 
2. A ira de Deus sobre o pecado.
É a reação divina sobre o pecado. A Bíblia exemplifica a ira de Deus no passado: Dilúvio (Gn 6.17; Mt 24.37-39), Sodoma e Gomorra (Lc 17.28-30). Fala também da ira futura (1 Ts 1.10) - julgamento das nações (Mt 25.32), Juízo Final (Ap 20.1-15), etc.
 
3. A ira de Deus na história.
Como a graça salvadora não é manifestada na consumação dos séculos, mas na experiência humana, assim também a ira de que fala o apóstolo, não é a futura. É a ira manifesta na vida dos homens ao longo de sua história. Veja que três vezes o apóstolo Paulo diz que Deus "os entregou" (vv.24,26,28). Isso mostra. a atuação da ira divina neste mundo. Como disse Friedrich Schiller:
"A história do mundo é o juízo do mundo".
 
4. Impiedade e injustiça. A impiedade. aqui, diz respeito ao descaso que o homem faz de Deus, e a injustiça fala da conduta pecaminosa humana. Dessa maneira. a raça humana. por rejeitar a Deus e viver na injustiça. detém a verdade. "Deter" significa "impedir", e isso a em mentira.
 
II- A IDOLATRIA
 
1. Definição. A palavra "idolatria" vem de duas palavras gregas: eidolon, que significa "ídolo", e latreuo, que significa "adorar, servir, prestar serviço sagrado". A idolatria, portanto, consiste em cultuar ao ídolo, e é conseqüência da apostasia geral do ser humano. A avareza é uma forma de idolatria (Ef 5.5; Cl 3.5). Tudo aquilo que o homem ama mais do que a Deus, toma-se o seu deus (Fp 3.19).
 
2. Origem da idolatria. Essa prática era desconhecida no mundo pré-diluviano. A Bíblia fahi de violência, maldade e corrupção (Gn 6.5,11,12). Não menciona a idolatria.
Esta começou com Ninrode, o construtor da Torre de BabeI (Gn 10.9-12). Foi o primeiro a ser adorado como deus. Sua mulher, Semíramis, é a mãe de Adônis, ou Tamuz, divindade de Babilônia (Ez 8.14).
As migrações humanas partiram de Babilônia para todos os quadrantes da terra, levando consigo suas crenças e divindades. Babilônia é, pois, o berço da idolatria.
 
3. Provas da existência de Deus (vv.19,20). O Salmo 19 apresenta os três livros que provam a existência de Deus: o universo que Deus criou (1-6), a Bíblia (7-10) e o testemunho do cristão (11-14).
Como o apóstolo está falando dos gentios, que não têm lei, (Rm 2.14), ele apresenta aqui, a lei natural ou teologia natural.
As coisas invisíveis de Deus são claramente vistas como recursos que Ele proveu para que o homem reconheça a existência do Criador: "para que eles fiquem inescusáveis" (v.20).
Por isso, ninguém pode alegar ignorância. O mais obtuso dentre os homens é capaz de reconhecer a existência de Deus, considerando as coisas que Ele criou.
 
4. O homem rejeitou a Deus (v.21). Todos os homens vieram de um só casal. Adão e Eva tinham acesso a Deus e o conheciam. À luz de Gênesis 5 e 11, a vida de Matusalém coincidiu 243 anos com a de Adão, e 600 anos com a de Noé, e a vida de Sem coincidiu mais de 50 anos com a de Abraão. Assim, o conhecimento de Deus passou para toda a humanidade. Aos poucos, porém, os homens foram se fechando para Deus, e afastando-se cada vez mais dEle. Isso levou a raça humana à idolatria.
Sim, o homem caiu na idolatria ao recusar-se a tributar honra, glória e graças ao Criador.
A expressão seus discursos denota a alta confiança dos homens em seus raciocínios e argumentos artificiais, misturando discurso filosófico com iluminação espiritual, como o fazem hoje os adeptos da Nova Era e das demais seitas. Por causa desse orgulho, seu coração obscureceu-se, ficando destituído de entendimento espiritual e mergulhado em trevas medonhas.
 
5. Substituiu a criatura pelo Criador (vv.22,23). Os gentios recusaram-se a reconhecer a fonte de sabedoria, que é Deus. Os materialistas orgulham-se de seus conhecimentos, fazendo-se sábios a seus próprios olhos, mas a Bíblia diz que eles tomaram-se loucos, pois somente "o temor do Senhor é o princípio da sabedoria" (Jó 28.28; SI 111.10;
Pv 1.7; 9.10; 15.33). Essa loucura levou-os à idolatria.
O v.23 é uma citação do Salmo 106.20. Assim como os hebreus cultuaram a um bezerro em lugar de Deus, dando. ao animal a glória que pertence exclusivamente a Deus, da mesma maneira fizeram os gentios.
 
III-  A IMORALIDADE
 
1. Perversão sexual. A idolatria . leva o homem à imoralidade. O que o apóstolo introduz no v.24, esclarece nos vv.26 e 27. Inclui como conseqüência dessa apostasia o homossexualismo, tanto masculino como feminino. Há sete passagens bíblicas que fazem menção do homossexualismo, e todas condenando ou mostrando ta' prática como algo degradante e abominável (Gn 19.1-11; Lv 18.22; 20.13; Jz 19.22-25; Rm 1.2527; 1 Co 6.9,10; 1 Tm 1.9,10).
 
2. A sociedade moderna. À medida que o tempo vai passando, a sociedade vai se tomando cada vez mais permissiva, e os homens vão se afastando cada vez mais de Deus. Para nossa perplexidade, há pseudo cristãos alegando tais práticas como coisa natural. O apóstolo Paulo declara que "Deus os entregou às paixões infames", porque não reconheceram a Deus. Declara, ainda, tais práticas como "torpeza"..., uso desnatural, "contrário à natureza". Diz em outro lugar que os tais não herdarão o reino de Deus (l Co 6.9; GI 5.19-21).
 
3. Satanismo e perversão sexual. Satanás é o principal promotor da prostituição. Desde os tempos do Antigo Testamento que a sodomia e outras formas de prostituição estiveram ligadas ao culto pagão. Os pagãos praticavam, nesses rituais, o que se chama "prostituição sagrada". Essas práticas são comuns nos cultos satânicos, pois o objetivo do Diabo é perverter a ordem das coisas. Tudo o que é perversão é uma afronta a Deus (Is 5.20,21).
 
IV- CATÁLOGO DE PECADOS
 
Nos vv.29 a 31, do capítulo 1, o apóstolo apresenta a mais longa lista de pecados encontrada em todas as suas epístolas. A depravação dos gentios é a fotografia da humanidade corrupta, sem Deus. Esses pecados são inerentes à natureza pecaminosa do homem (Me 7.21-23). Nos versículos já citados (2931) acha-se uma lista de 22 pecados, encabeçada pela palavra "iniqüidade", retratando a presente sociedade incrédula e distanciada de Deus.
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
 
Subsídio Teológico
 
"Antes de Paulo desenvolver mais o modo pelo qual a forma de justiça de Deus é exposta no Evangelho, ele mostra por que é tão urgentemente necessário que se conheça o meio de ficar certo para com Deus. Como as coisas são, os homens estão 'no errado' para com Deus, e Sua ira se revela contra eles.
Na vida há uma lei moral segundo a qual os homens são deixados entregues às conseqüências do curso de ação que eles mesmos escolheram livremente. E a menos que essa tendência seja invertida pela graça divina, a situação deles irá de mal a pior. Três vezes aí ocorrem as palavra de condenação: 'Por isso Deus os entregou...' (vv.24,26,28).
"O objetivo de Paulo é demonstrar que a humanidade toda está moralmente arruinada, incapaz de conseguir um veredicto favorável no tribunal do juízo de Deus, em desesperada necessidade de Sua misericórdia e perdão.
"Ele começa tratando de uma área da vida humana cuja falência moral era objeto de acordo geral entre os moralistas da época da grande massa do paganismo contemporâneo de Paulo. O quadro que desenha é feio deveras. Não porém mais feio do que o quadro que disso vemos na literatura pagã contemporânea. Qual é a causa, pergunta ele, desta pavorosa condição que se desenvolveu no mundo? Donde vêm estas vergonhosas perversões, esta escamiçada inimizade entre homem e homem? Tudo surge, diz ele, de idéias errôneas a respeito de Deus. E essas idéias errôneas não surgiram inocentemente. O conhecimento do Deus verdadeiro era acessível aos homens, mas eles fecharam suas mentes para ele. Em vez de apreciarem a glória do Criador ao contemplarem o universo que Ele criou, davam a coisas criadas aquela glória que pertencia somente a Deus." (Romanos, Introdução e Comentário, F. F. Bruce).
 
Subsídio Bibliológico
O comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal destaca no texto sagrado a ira divina em três tempos:
"No passado, a ira de Deus e seu ódio ao pecado revelou-se através do dilúvio (Gn 6-8), da fome e da peste (Ez 6.11 sS), do abrasamento da terra (Dt 29.22.23), da dispersão do seu povo (Lm 4.16) e de incêndio através da terra (Is 9.18,19).
"No presente, a ira de Deus é vista quando Ele entrega os ímpios à imundícia e às vis paixões e leva à ruína e à morte todos quantos persistem em lhe desobedecer (Rm 1.18-3.18; Ez 18.4; Ef2.3).
 
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PONTO DE CONTATO
O Novo Testamento possui 27 livros, destes, 21 são do gênero epistolar. Treze são de autoria do apóstolo Paulo: Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito e Filemom.
Romanos, embora apareça como a primeira carta no conjunto das epístolas, foi escrita depois de Gálatas, Tessalonicenses e Coríntios.
É a mais extensa das epístolas, com 433 versículos distribuídos em 16 capítulos. O mérito da carta não reside apenas nesse fato, mas em ser a mais teológica dentre as epístolas paulinas. No entanto, não devemos limitar a carta aos Romanos apenas a esta característica, pois a mesma também se ocupa da praticidade da vida cristã. Se, por um lado, o tema teológico da justiça de DEUS em 1.16,17 transformou a vida de Lutero, de outro, a exortação prática de 13.13, a vida de Agostinho. E, por essa mesma razão, professor, seus alunos podem ser transformados durante esse trimestre.
 
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Explicar o sentido bíblico da expressão "ira divina".
Descrever a revelação natural em Romanos. .
Enunciar as características do pecador.
 
SíNTESE TEXTUAL
 
Paulo inicia o tema da justificação no capítulo 1.18 e só o conclui em 4.25. Logo, o texto da Leitura Bíblica em Classe faz parte de um amplo contexto que inclui: a necessidade da justificação (1.18-20), o meio da justificação (3.21-31) e, os exemplos da justificação (4.1-25).
O tema central dos quatro primeiros capítulos de Romanos é a revelação da justiça salvífica de DEUS (1.18 a 4.25). A fim de pro var a universalidade do pecado (3.9-20,23) e a necessidade de justificação (3.22), Paulo apresenta o juízo divino sobre os pagãos ( 1.1832) e juDEUS (2.1-3.20). Do capítulo 3.21 a 4.25, o apóstolo discursa sobre a atuação da justiça salvífica de DEUS em CRISTO, a fim de justificar a todos os homens (3,24-26), No capítulo 4, a justiça de DEUS é demonstrada por meio da vida de Abraão. Este patriarca ao ser justificado pela fé (4,1-12) tornou-se exemplo dos que pela fé são justificados (4.16-25).
O primeiro capítulo da Carta aos Romanos possui sete parágrafos: 1-7; 8-15; 16-17; 18-23; 24-25; 2627; 28-32, nos quais são apresentados o tema da obra (vv.16,17) e a depravação universal dos gentios (vv.18-32).
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
 
Professor, as epístolas paulinas foram importantes recursos para o fortalecimento da igreja e instrução dos crentes. Algumas cartas foram endereçadas a cidades, enquanto outras, a pessoas. A fim de ampliar o conhecimento do aluno a respeito da formação das epístolas, divida-as em: Epístolas endereçadas a cidades (Roma, Corinto, Galácia, Éfeso, Filipos, Colossos, Tessalônica) e, a pessoas (Timóteo, Tito e Filemom). Ao apresentar à classe as cidades as quais Paulo endereçou as epístolas, procure fazê-lo em ordem cronológica: Gálata (49 d.C), Coríntios (55-56 d.C), Romanos (57 d.C), Efésios e Colossenses (62 d.C), Filipenses (62/63 d.C). Observe que os mapas referente às viagens missionárias de Paulo não incluem a cidade de Colossos, cerca de 160 km a leste de Éfeso. Embora todos os habitantes da Ásia tenham ouvido o evangelho (At 19.10), é provável que Paulo não tenha visitado Colossos (Cl 2.1); sendo Epafras, o possível fundador desta igreja (Cl 1.7; 4.12,13). Use o mapa para ilustrar e fortalecer a argumentação acima. Este recurso pode ser usado como introdução à lição.
 
    
 
INTRODUÇÃO
 
A Bíblia descreve a situação miserável do homem sem DEUS, denominando-a de "charco de lodo" (SI 40.2).
As Escrituras revelam também um escape: se o homem receber a CRISTO como seu Salvador, ver-se-á livre das conseqüências eternas do pecado.
Somente JESUS pode justificar-nos diante de DEUS.
 
 
 
    
    
I- A IRA DE DEUS CONTRA O MAL
 
 
1. A ira divina.
É totalmente diversa (diferente) da ira humana.
A ira humana está atrelada à vingança, à hostilidade e ao ódio.
A ira de DEUS opera a justiça de DEUS (Tg 1.20), é perfeita e santa e acha-se relacionada ao seu amor.
 
Rm 1.18 A IRA DE DEUS. A ira (gr. orge) de DEUS é uma expressão da sua justiça e do seu amor É a indignação pessoal de DEUS e sua reação imutável diante de todo o pecado (Ez 7.8,9; Ef 5.6; Ap 19.15) causada pelo comportamento iníquo do ser humano (Êx 4.14; Nm 12.1-9; 2 Sm 6.6,7) e nações (Is 10.5; 13.3; Jr 50.13; Ez 30.15), e pela apostasia e infidelidade do seu povo (Nm 25.3; 32.10-13; Dt 29.24-28).
(1) No passado, a ira de DEUS e seu ódio ao pecado revelou-se através do dilúvio (Gn 6-8), da fome e da peste (Ez 6.11ss), do abrasamento da terra (Dt 29.22,23), da dispersão do seu povo (Lm 4.16) e de incêndio através da terra (Is 9.18,19).
(2) No presente, a ira de DEUS é vista quando Ele entrega os ímpios à imundícia e às vis paixões (ver v. 24) e leva à ruína e à morte todos quantos persistem em lhe desobedecer (1.18-3.18; 6.23; Ez 18.4; Ef 2.3).
(3) No futuro, a ira de DEUS incluirá a Grande Tribulação para os ímpios deste mundo (Mt 24.21; Ap 6-19) e um dia vindouro de juízo para todos os povos e nações (Ez 7.19; Dn 8.19) "dia de alvoroço e de desolação, dia de trevas e de escuridão" (Sf 1.15),
um dia de prestação de contas para os iníquos (2.5; Mt 3.7; Lc 3.17; Ef 5.6; Cl 3.6; Ap 11.18; 14.8-10; 19.15). Por fim, DEUS manifestará sua ira mediante o castigo eterno sobre os que não se arrependerem (ver Mt 10.28).
 
2. Um DEUS
 perfeito.
Os atributos de DEUS (OS ATRIBUTOS DE DEUS) revelam não somente a sua natureza, mas também expressam a sua perfeição.
DEUS tanto ama a justiça como aborrece a impiedade (SI 45.7; Hb 1.9).
A santidade divina não tolera o pecado.
A ira do Todo-Poderoso é a única resposta coerente que um DEUS santo poderia oferecer ao pecado e à maldade da raça humana.

 
3. A revelação da
ira divina na cruz.
DEUS fez recair sobre seu próprio Filho, na cruz, o pecado do mundo, a fim de justificar-nos diante dEle (2 Co 5.21; Gl 3.13; Is 53.6,12; Rm 8.3). Era a única forma de DEUS mostrar a sua justiça e justificar o pecador (Rm 3.26).
O pecador pode arrepender-se do seu pecado e voltar-se a JESUS CRISTO por fé (5.8; Jo 3.36; 1 Ts 1.10; 5.9).
Os crentes unidos a CRISTO devem compartilhar da ira de DEUS contra o pecado, não no sentido de vingança, mas por amor sincero à justiça e aversão ao mal (ver Hb 1.9).
O NT reconhece uma ira santa que aborrece aquilo que DEUS odeia; ira esta evidenciada principalmente no próprio JESUS(Mc 3.5; Jo 2.12-17; Hb 1.9; ver Lc 19.45 ), em Paulo (At 17.16) e outras pessoas justas (2 Pe 2.7,8; Ap 2.6)
 
 
 
    
 
II. A REVELAÇÃO DE DEUS
 
Desde a criação do mundo, DEUS tem-se revelado ao homem de várias maneiras, sendo a Bíblia a sua revelação completa para toda a humanidade.
 
 
1-  Através da
natureza.
 
 
A revelação de DEUS é claramente visível a toda criatura através da criação (SI 19:1; Rm 1.20).
 O homem não regenerado vive sem esperança e sem DEUS no mundo (Ef 2.12), porque ignora e despreza o conhecimento natural de DEUS.
 Todo ser humano pode compreender a realidade de DEUS, observando com reverência, simplicidade e reflexão as coisas por Ele criadas.
os homens tornam-se inescusáveis diante de DEUS por não reconhecerem a "revelação natural"
 
A PROVIDÊNCIA DIVINA
Gn 45.5 “...não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para conservação da vida, DEUS me enviou diante da vossa face.”

Depois de o Senhor DEUS criar os céus e a terra (1.1), Ele não deixou o mundo à sua própria sorte. Pelo contrário, Ele continua
interessado na vida dos seus, cuidando da sua criação. DEUS não é como um hábil relojoeiro que formou o mundo, deu-lhe corda e deixa acabar essa corda lentamente até o fim; pelo contrário, Ele é o Pai amoroso que cuida daquilo que criou. O constante cuidado de DEUS por sua criação e por seu povo é chamado, na linguagem doutrinal, a providência divina.

ASPECTOS DA PROVIDÊNCIA DIVINA. Há, pelo menos, três aspectos da providência divina.
(1) Preservação. DEUS, pelo seu poder, preserva o mundo que Ele criou. A confissão de Davi fica clara: “A tua justiça é como as grandes montanhas; os teus juízos são um grande abismo; SENHOR, tu conservas os homens e os animais” (Sl 36.6). O poder preservador de DEUS manifesta-se através do seu filho JESUS CRISTO, conforme Paulo declara em Cl 1.17: CRISTO “é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele”. Pelo poder de CRISTO, até mesmo as minúsculas partículas de vida mantêm-se coesas. (2) Provisão. DEUS não somente preserva o mundo que Ele criou, como também provê as necessidades das suas criaturas. Quando DEUS criou o mundo, criou também as estações (1.14) e proveu alimento aos seres humanos e aos animais (1.29,30). Depois de o Dilúvio destruir a terra, DEUS renovou a promessa da provisão, com estas palavras: “Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite não cessarão” (8.22). Vários dos salmos dão testemunho da bondade de DEUS em suprir do necessário a todas as suas criaturas (e.g., Sl 104; 145). O mesmo DEUS revelou a Jó seu poder de criar e de sustentar (Jó 38—41), e JESUS asseverou em termos bem claros que DEUS cuida das aves do céu e dos lírios do campo (Mt 6.26-30; 10.29). Seu cuidado abrange, não somente as necessidades físicas da humanidade, como também as espirituais (Jo 3.16,17). A Bíblia revela que DEUS manifesta um amor e cuidado especiais pelo seu próprio povo, tendo cada um dos seus em alta estima (e.g., Sl 91; ver Mt 10.31). Paulo escreve de modo inequívoco aos crentes de Filipos: “O meu DEUS, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por CRISTO Jesus” (ver Fp 4.19 ). De conformidade com o apóstolo João, DEUS quer que seu povo tenha saúde, e que tudo lhe vá bem (ver 3Jo 2).
(3) Governo. DEUS, além de preservar sua criação e prover-lhe o necessário, também governa o mundo. DEUS, como Soberano que é, dirige, os eventos da história, que acontecem segundo sua vontade permissiva e seu cuidado. Em certas ocasiões, Ele intervém diretamente segundo o seu propósito redentor. Mesmo assim, até DEUS consumar a história, Ele tem limitado seu poder e governo supremo neste mundo. As Escrituras declaram que Satanás é “o DEUS deste século” [mundo] (2Co 4.4) e exerce acentuado controle sobre a presente era maligna (ver 1Jo 5.19; Lc 13.16; Gl 1.4; Ef 6.12; Hb 2.14). Noutras palavras, o mundo, hoje, não está submisso ao poder regente de DEUS, mas, em rebelião contra Ele e escravizado por Satanás. Note, porém, que essa auto-limitação da parte de DEUS é apenas temporária; na ocasião que Ele já determinou na sua sabedoria, Ele aniquilará Satanás e todas as hostes do mal (Ap 19—20).
 
2- Atributos divinos revelados.
Tanto o infinito e eterno poder de DEUS quanto a sua divindade podem ser percebidos por meio das coisas visíveis que Ele criou.
A magnitude da criação e o modo como o Criador a dinamiza e sustenta demonstram, claramente, o seu infinito e eterno poder.
A chuva, as colheitas segundo as estações do ano e o farto sustento (At 14.17) evidenciam a natureza divina sua bondade e sua graça.
A existência, o provimento e a perfeição de DEUS têm sido manifestos na criação, para que as suas criaturas o adorem na beleza de sua santidade. Ler o Salmo 104; 150.6
 
 
OS ATRIBUTOS DE DEUS

 Sl 139.7,8 “Para onde me irei do teu ESPÍRITO  ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também”.

A Bíblia não procura comprovar que DEUS existe. Em vez disso, ela declara a sua existência e apresenta numerosos atributos seus. Muitos desses atributos são exclusivos dEle, como DEUS; outros existem em parte no ser humano, pelo fato de ter sido criado à imagem de DEUS.

ATRIBUTOS EXCLUSIVOS DE DEUS.
(1) DEUS é onipresente — i.e., Ele está presente em todos os lugares a um só tempo. O salmista afirma que, não importa para onde formos, DEUS está ali (Sl 139.7-12; cf. Jr 23.23,24; At 17.27,28); DEUS observa tudo quanto fazemos.
(2) DEUS é onisciente — i.e., Ele sabe todas as coisas (Sl 139.1-6; 147.5). Ele conhece, não somente nosso procedimento, mas também nossos próprios pensamentos (1Sm 16.7; 1 Rs 8.39; Sl 44.21; Jr 17.9,10). Quando a Bíblia fala da presciência de DEUS (Is 42.9; At 2.23; 1Pe 1.2), significa que Ele conhece com precisão a condição de todas as coisas e de todos os acontecimentos exeqüíveis, reais, possíveis, futuros, passados ou predestinados (1Sm 23.10-13; Jr 38.17-20). A presciência de DEUS não subentende determinismo filosófico. DEUS é plenamente soberano para tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história, segundo sua própria vontade e sabedoria. Noutras palavras, DEUS não é limitado à sua própria presciência (ver Nm 14.11-20; 2Rs 20.1-7).
(3) DEUS é onipotente — i.e., Ele é o Todo-poderoso e detém a autoridade total sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas (Sl 147.13-18; Jr 32.17; Mt 19.26; Lc 1.37). Isso não quer dizer, jamais, que DEUS empregue todo o seu poder e autoridade em todos os momentos. Por exemplo, DEUS tem poder para exterminar totalmente o pecado, mas optou por não fazer assim até o final da história humana (ver 1Jo 5.19). Em muitos casos, DEUS limita o seu poder, quando o emprega através do seu povo (2Co 12.7-10); em casos assim, o seu poder depende do nosso grau de entrega e de submissão a Ele (ver Ef 3.20)
(4) DEUS é transcendente — Ele é diferente e independente da sua criação (ver Êx 24.9-18; Is 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9). Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (1Rs 8.27; Is 66.1,2; At 17.24,25). Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à parte da criação (ver 1Tm 6.16). A transcendência de DEUS não significa, porém, que Ele não possa estar entre o seu povo como seu DEUS (Lv 26.11,12; Ez 37.27; 43.7; 2Co 6.16).
(5) DEUS é eterno — i.e., Ele é de eternidade à eternidade (Sl 90.1,2; 102.12; Is 57.12). Nunca houve nem haverá um tempo, nem no passado nem no futuro, em que DEUS não existisse ou que não existirá; Ele não está limitado pelo tempo humano (cf. Sl 90.4; 2Pe 3.8), e é, portanto, melhor descrito como “EU SOU” (cf. Êx 3.14; Jo 8.58).
(6) DEUS é imutável — i.e., Ele é inalterável nos seus atributos, nas suas perfeições e nos seus propósitos para a raça humana (Nm 23.19; Sl 102.26-28; Is 41.4; Ml 3.6; Hb 1.11,12; Tg 1.17). Isso não significa, porém, que DEUS nunca altere seus propósitos temporários ante o proceder humano. Ele pode, por exemplo, alterar suas decisões de castigo por causa do arrependimento sincero dos pecadores (cf. Jn 3.6-10). Além disso, Ele é livre para atender as necessidades do ser humano e às orações do seu povo. Em vários casos a Bíblia fala de DEUS mudando uma decisão como resultado das orações perseverantes dos justos (e.g., Nm 14.1-20;
2Rs 20.2-6; Is 38.2-6; Lc 18.1-8).
(7) DEUS é perfeito e santo — i.e., Ele é absolutamente isento de pecado e perfeitamente justo (Lv 11.44,45; Sl 85.13; 145.17; Mt 5.48). Adão e Eva foram criados sem pecado (cf. Gn 1.31), mas com a possibilidade de pecarem. DEUS, no entanto, não pode pecar (Nm 23.19; 2Tm 2.13; Tt 1.2; Hb 6.18). Sua santidade inclui, também, sua dedicação à realização dos seus propósitos e planos.
(8) DEUS é trino e uno — i.e., Ele é um só DEUS (Dt 6.4; Is 45.21; 1Co 8.5,6; Ef 4.6; 1Tm 2.5), manifesto em três pessoas: Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO (e.g., Mt 28.19; 2Co 13.14; 1Pe 1.2). Cada pessoa é plenamente divina, igual às duas outras; mas não são três DEUSes, e sim um só DEUS (ver Mt 3.17; Mc 1.11).

ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS. Muitas características do DEUS único e verdadeiro, especialmente seus atributos morais, têm certa similitude com as qualidades humanas; sendo, porém, evidente que todos os seus atributos existem em grau infinitamente superior aos humanos. Por exemplo, embora DEUS e o ser humano possuam a capacidade de amar, nenhum ser humano é capaz de amar com o mesmo grau de intensidade como DEUS ama. Além disso, devemos ressaltar que a capacidade humana de ter essas características vem do fato de sermos criados à imagem de DEUS (Gn 1.26,27); noutras palavras, temos a sua semelhança, mas Ele não tem a nossa; i.e., Ele não é como nós.
(1) DEUS é bom (Sl 25.8; 106.1; Mc 10.18). Tudo quanto DEUS criou originalmente era bom, era uma extensão da sua própria natureza (Gn 1.4,10,12,18,21,25,31). Ele continua sendo bom para sua criação, ao sustentá-la, para o bem de todas as suas criaturas (Sl 104.10-28; 145.9); Ele cuida até dos ímpios (Mt 5.45; At 14.17). DEUS é bom, principalmente para os seus, que o invocam em verdade (Sl 145.18-20).
(2) DEUS é amor (1Jo 4.8). Seu amor é altruísta, pois abraça o mundo inteiro, composto de humanidade pecadora (Jo 3.16; Rm 5.8). A manifestação principal desse seu amor foi a de enviar seu único Filho, Jesus, para morrer em lugar dos pecadores (1Jo 4.9,10). Além disso, DEUS tem amor paternal especial àqueles que estão reconciliados com Ele por meio de JESUS(ver Jo 16.27).
(3) DEUS é misericordioso e clemente (Êx 34.6; Dt 4.31; 2Cr 30.9; 'Sl 103.8; 145.8; Jl 2.13); Ele não extermina o ser humano conforme merecemos devido aos nossos pecados (Sl 103.10), mas nos outorga o seu perdão como dom gratuito a ser recebido pela fé em JESUS CRISTO.
(4) DEUS é compassivo (2Rs 13.23; Sl 86.15; 111.4). Ser compassivo significa sentir tristeza pelo sofrimento doutra pessoa, com desejo de ajudar. DEUS, por sua compaixão pela humanidade, proveu-lhe perdão e salvação (cf. Sl 78.38). Semelhantemente, Jesus, o Filho de DEUS, demonstrou compaixão pelas multidões ao pregar o evangelho aos pobres, proclamar libertação aos cativos, dar vista aos cegos e pôr em liberdade os oprimidos (Lc 4.18; cf. Mt 9.36; 14.14; 15.32; 20.34; Mc 1.41; ver Mc 6.34).
(5) DEUS é paciente e lento em irar-se (Êx 34.6; Nm 14.18; Rm 2.4; 1Tm 1.16). DEUS expressou esta característica pela primeira vez no jardim do Éden após o pecado de Adão e Eva, quando deixou de destruir a raça humana conforme era seu direito (cf. Gn 2.16,17). DEUS também foi paciente nos dias de Noé, enquanto a arca estava sendo construída (1Pe 3.20). E DEUS continua demonstrando paciência com a raça humana pecadora; Ele não julga na devida ocasião, pois destruiria os pecadores, mas na sua paciência concede a todos a oportunidade de se arrependerem e serem salvos (2Pe 3.9).
(6) DEUS é a verdade (Dt 32.4; Sl 31.5; Is 65.16; Jo 3.33). JESUS chamou-se a si mesmo “a verdade” (Jo 14.6), e o ESPÍRITO  é chamado o “ESPÍRITO  da verdade” (Jo 14.17; cf. 1Jo 5.6). Porque DEUS é absolutamente fidedigno e verdadeiro em tudo quanto diz e faz, a sua Palavra também é chamada a verdade (2Sm 7.28; Sl 119.43; Is 45.19; Jo 17.17). Em harmonia com este fato, a Bíblia deixa claro que DEUS não tolera a mentira nem falsidade alguma (Nm 23.19; Tt 1.2; Hb 6.18).
(7) DEUS é fiel (Êx 34.6; Dt 7.9; Is 49.7; Lm 3.23; Hb 10.23). DEUS fará aquilo que Ele tem revelado na sua Palavra; Ele cumprirá tanto as suas promessas, quanto as suas advertências (Nm 14.32-35; 2 Sm 7.28; Jó 34.12; At 13.23,32,33; ver 2Tm 2.13). A fidelidade de DEUS é de consolo inexprimível para o crente, e grande medo de condenação para todos aqueles que não se arrependerem nem crerem no Senhor JESUS(Hb 6.4-8; 10.26-31).
(8) Finalmente, DEUS é justo (Dt 32.4; 1Jo 1.9). Ser justo significa que DEUS mantém a ordem moral do universo, é reto e sem pecado na sua maneira de tratar a humanidade (Ne 9.33; Dn 9.14). A decisão de DEUS de castigar com a morte os pecadores (Rm 5.12), procede da sua justiça (Rm 6.23; cf. Gn 2.16,17); sua ira contra o pecado decorre do seu amor à justiça (Rm 3.5,6; ver Jz 10.7). Ele revela a sua ira contra todas as formas da iniqüidade (Rm 1.18), principalmente a idolatria (1Rs 14.9,15,22), a incredulidade (Sl 78.21,22; Jn 3.36) e o tratamento injusto com o próximo (Is 10.1-4; Am 2.6,7). JESUS CRISTO, que é chamado o “Justo” (At 7.52; 22.14; cf. At 3.14), também ama a justiça e abomina o mal (ver Mc 3.5; Rm 1.18 ; Hb 1.9). Note que a justiça de DEUS não se opõe ao seu amor. Pelo contrário, foi para satisfazer a sua justiça que Ele enviou JESUS a este mundo, como sua dádiva de amor (Jo 3.16; 1Jo 4.9,10) e como seu sacrifício pelo pecado em lugar do ser humano (Is 53.5,6; Rm 4.25; 1Pe 3.18), a fim de nos reconciliar consigo mesmo (ver 2Co 5.18-21). A revelação final que DEUS fez de si mesmo está em JESUS CRISTO (cf. Jo 1.18; Hb 1.1-4); noutras palavras, se quisermos entender completamente a pessoa de DEUS, devemos olhar para CRISTO, porque nEle habita toda a plenitude da divindade (Cl 2.9).
 
   
 
III- O HOMEM ESCRAVIZADO PELO PECADO
 
1. Não glorifica a
 DEUS (Rm 1.2 1 ).
Esta é a causa que mais evidencia o estado de corrupção humana: a recusa do homem em glorificar a DEUS.
Se toda a criação glorifica ao Senhor, por que o homem é o único que se recusa? (SI 148.7-13).
O homem sem DEUS exalta e cultua o seu próprio eu. Ele só pensa em si e tudo faz por atender às suas próprias concupiscências.
O egoísmo humano é sinônimo de rebeldia; é uma atitude semelhante à de Satanás (Ez 28.2,15-18). Consideremos também isto: geralmente todo pecado procede do egoísmo (meu bem-estar, minha reputação, o que eu quero, meu direito, meu poder...).
 
2. Não dá graças a
 DEUS (Rm 1. 21).
Ser grato a DEUS é reconhecer que tudo provém dEle (Tg 1.17; SI 34.1);
Ser grato a DEUS é uma atitude de confiança nAquele que nos supre todas as necessidades (SI 103).
Quando não damos graças a DEUS, depreciamos e rejeitamos a providência divina em nossa vida.
 
 
3. Rejeita a sabedoria
 (Rm 1 . 2 2 ).
 
 
 Não há verdadeira sabedoria fora de DEUS (SI 111.10; Pv 2.6).
A filosofia deste mundo leva à perversão moral (Cl 2.8). Quem rejeita a DEUS está longe dEle e vive em trevas, com a mente escravizada pelo pecado, sem qualquer vislumbre de luz (10 3.19,20).
Desprezar a DEUS e a sua lei é coisa de néscio (SI 14.1).
Pois os valores espirituais, procedentes de DEUS, acham-se fora da percepção meramente humana;
Não há qualquer esperança do homem natural apropriar-se da verdade divina (SI 14.2,3; Rm 3.11-18).
 
1- Homem Natural (Permanece como nasceu, em pecado e no reino das trevas)
2- Homem espiritual (Se arrependeu de seus pecados e se converteu a a JESUS CRISTO, sendo guiado pelo ESPÍRITO SANTO)
3- Homem Carnal (Depois de conhecer a JESUS CRISTO, o abandonou e se entregou ao pecado, debaixo da orientação de Satanás)
 
 
    Deuses Gregos e Romanos (IDOLATRIA)

NOME GREGO

NOME ROMANO

PAPEL NA MITOLOGIA

 

 

 

Afrodite

Vênus

Deusa da beleza e do desejo sexual (mitologia romana: deusa dos campos
e jardins)

Apolo

Febo

Deus da profecia, da medicina e da arte do arco-e-flecha (mitologia greco-romana posterior: deus do Sol)

Ares

Marte

Deus da guerra

Ártemis

Diana

Deusa da caça (mitologia greco-romana posterior: deusa da Lua)

Asclépio

Esculápio

Deus da medicina

Atena

Minerva

Deusa das artes e ofícios e da guerra; auxiliadora dos heróis (mitologia greco-romana posterior: deusa da razão e da sabedoria)

Crono

Saturno

Deus do céu; soberano dos titãs (mitologia romana: deus da agricultura)

Deméter

Ceres

Deusa dos cereais

Dioniso

Baco

Deus do vinho e da vegetação

Eros

Cupido

Deus do amor

Géia

Terra

Mãe Terra

Hefesto

Vulcano

Deus do fogo; ferreiro dos deuses

Hera

Juno

Deusa do matrimônio e da fertilidade; protetora das mulheres casadas; rainha dos deuses

Hermes

Mercúrio

Mensageiro dos deuses; protetor dos viajantes, ladrões e mercadores

Héstia

Vesta

Guardiã do lar

Hipnos

Sonho

Deus do sonho

Hades

Plutão

Deus dos mundos subterrâneos; senhor dos mortos

Posêidon

Netuno

Deus dos mares e dos terremotos

Réia

Cibele

Esposa de Crono/Saturno; deusa-mãe

Urano

Urano

Deus dos céus; pai dos titãs

Zeus

Júpiter

Soberano dos deuses olímpicos

 
 
CONCLUSÃO
 
A violência e a depravação moral estão no mundo desde que o homem rejeitou o seu Criador, entregando-se ao orgulho, altivez, arrogância, egoísmo, rebeldia, etc. Só a graça de DEUS pode redimir o homem caído (Tt 2.11,12). A mensagem da graça, porém, faz-se ouvir em todo o mundo: "Quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida" (Ap 22.17). Eis o convite final de DEUS para a salvação.
 
O quadro funesto e aterrorizador em que se encontra o homem é mostrado nesta lição pelo apóstolo, Isso serve também para mostrar de onde viemos e, dessa forma, conscientizar cada crente da graça e da bondade de Deus. Sejamos agradecidos a Ele por sua provisão quanto à nossa completa e eterna redenção em Cristo Jesus.
 
Subsídio Histórico
 
"A Prostituição Sagrada em Roma"
    No calendário romano, havia festas exclusivas para homenagear os DEUSes da fecundidade. As prostitutas seculares e cultuais eram as protagonistas das festividades. Vinte e três de abril era o período das Vinalia, comemorações nas quais se rendiam culto a Júpiter e a Vênus Ericina, conhecida como a "DEUSa das prostitutas". No templo desta DEUSa, próximo à porta da Colina, reuniam-se todas as prostitutas romanas e os rufiões para adorá-la, comprar e vender prostitutas. Durante os dias de 28 de abril a 3 de maio, a DEUSa Flora era homenageada e sua festa oficial era conhecida pelo nome de Floralia. Nestas reuniões, todas as prostitutas cultuavam a DEUSa vestindo-se com roupas coloridas que representavam as flores do campo e, no templo, realizava-se a herogamia, seguida de relações sexuais que extrapolavam os limites templários, invadindo as ruas e lugarejos. No entanto, entre os romanos, ainda se destacavam as festas da Bonadéia, cuja tradição remonta à história de um incesto entre Fauno e sua filha (Bonadéia), que foi morta por não satisfazer os desejos incestuosos do pai. Estas comemorações eram ritos de fertilidade, nos quais, por meio das relações sexuais entre e com as sacerdotisas, a fecundidade geral era estimulada. Os Lupercais, ou rituais de purificação e de fecundidade, eram esperados por todos os rufiões da cidade. Nesta festa, todo tipo de diversão duvidosa e indecente era praticado. Os Lares, que eram os DEUSes da fecundidade encarregados de proteger as residências e as encruzilhadas, eram ornados com flores na primavera e no verão. Os flâmines e flamínicas, isto é, os casais de sacerdotes sagrados dos divos e divas, comandavam todo o ritual orgiástico das festividades romanas. E o que dizer das Sartunalia, festas em honra ao DEUS Saturno, celebrado durante sete dias no mês de dezembro, em que escravos e prostitutas realizavam toda espécie de orgias e excessos sexuais? E do culto a Príapo, da lascívia e luxúria, cultuado no Helesponto, Mísia e em Roma?
No período do apóstolo Paulo e dos primeiros pais da Igreja, muitos desses rituais não se realizaram com menos intensidade. [...] Sabemos que os missionários cristãos enfrentaram reminiscências dessa cultura pagã em diversos momentos de suas viagens missionárias (At 14.11-18; 19.23-40). Certas recomendações paulinas tratam dos problemas relacionados aos cultos e sacrifícios pagãos (1 Co 8). Provavelmente, Romanos 1.20-32 seja uma explícita referência aos costumes sexuais pagãos em Roma. Muitos cristãos procedentes do mundo helênico possuíam nomes dos DEUSes da fertilidade, tais como: Febe, ou seja, "a brilhante", que era o sobrenome da DEUSa Ártemis; Ártemas, isto é, "dom de Ártemis" (Tt 3.12). Os exemplos seguem por quase todas as epístolas neo-testamentárias." (BENTHO, Esdras Costa. A família no Antigo Testamento: hermenêutica histórico-sociológica. RJ: CPAD, 2005.)
 
 
Questionário da Lição 2 - Romanos - A CORRUPÇÃO DA HUMANIDADE
por Ev.Luiz Henrique www.apazdosenhor.org.br/estudos_biblicos
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
 "Porque do ___________se manifesta a ira de _____________ sobre toda impiedade e injustiça dos ____________ que detêm a verdade em injustiça" (Rm 1.18).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
 O homem incrédulo __________ distanciado de _____________ e privado de sua santidade. Por isso, tem prazer no ___________.
 
 INTRODUÇÃO
3- Como a Bíblia descreve a situação miserável do homem sem DEUS?
(    ) Denominando-a de "charco de lodo".
(    ) Denominando-a de "obra de homens".
(    ) Denominando-a de "trapos de imundícia".
 
I- A IRA DE DEUS CONTRA O MAL
4- Como é a ira Divina? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(    ) É totalmente diversa da ira humana.
(    ) Somente no Antigo Testamento é enfatizada a justa ira de DEUS.
(    ) A Ira humana está sempre atrelada à vingança, à hostilidade e ao ódio.
(    ) Opera a justiça de DEUS.
(    ) A ira divina é perfeita e santa e acha-se relacionada ao seu amor.
(    ) Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento enfatizam à justa ira de DEUS.
(    ) É parecida com a ira humana.
 
5- Dentro do tema "Um DEUS perfeito",  Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso, nas seguintes afirmativas:
(    ) A santidade divina tolera o pecado.
(    ) Os atributos de DEUS revelam não somente a sua natureza, mas também expressam a sua perfeição.
(    ) DEUS tanto ama a justiça como aborrece a impiedade (SI 45.7; Hb 1.9).
(    ) A ira do Todo-Poderoso é a única resposta coerente que um DEUS santo poderia oferecer ao pecado e à maldade da raça humana.
(    ) A santidade divina não tolera o pecado.
(    ) DEUS tanto ama a justiça e a impiedade.
 
6- Como DEUS manifesta e revela sua ira como única forma de mostrar a sua justiça e justificar o pecador?
(    ) DEUS fez recair sobre seu próprio Filho, a justificação do pecado.
(    ) Na cruz DEUS fez recair sobre seu próprio Filho, sem pecado, o abandono de DEUS.
(    ) Na cruz DEUS fez recair sobre seu próprio Filho, o pecado do mundo, a fim de justificar-nos diante dEle.
 
II- A REVELAÇÃO DE DEUS
7- Qual a revelação completa de DEUS, para toda a humanidade?
(    ) A Igreja.
(    ) A Religião.
(    ) A Bíblia.
 
8- Dentro do tema "Natureza de DEUS", Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso, nas seguintes afirmativas:
(    ) A revelação de DEUS é claramente visível a toda criatura através da criação (SI 19:1; Rm 1.20).
(    ) O homem não regenerado vive sem esperança e sem DEUS no mundo (Ef 2.12).
(    ) O homem não regenerado ignora e despreza o conhecimento natural de DEUS.
(    ) Todo ser humano pode compreender a realidade de DEUS, observando com reverência, simplicidade e reflexão as coisas por Ele criadas.
(    ) O homem não regenerado vive na esperança e com DEUS no mundo (Ef 2.12).
 
9- Por que os homens tornam-se inescusáveis diante de DEUS?
(    ) Por causa da "revelação sobrenatural"  que DEUS transmite como executor.
(    ) Por causa da "revelação imaterial"  que DEUS transmite como quer.
(    ) Por causa da "revelação natural"  que DEUS transmite como Criador.
 
10- Dentro do tema "Atributos divinos revelados", Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso, nas seguintes afirmativas:
(    ) Tanto o infinito e eterno poder de DEUS quanto a sua divindade podem ser percebidos por meio das coisas visíveis que Ele criou.
(    ) A magnitude da criação e o modo como o Criador a dinamiza e sustenta demonstram, claramente, o seu infinito e eterno poder.
(    ) A chuva, as colheitas segundo as estações do ano e o farto sustento (At 14.17) evidenciam a natureza divina sua bondade e sua graça.
(    ) Tanto o infinito e eterno poder de DEUS quanto a sua divindade não podem ser percebidos por meio das coisas visíveis que Ele criou.
(    ) A existência, o provimento e a perfeição de DEUS têm sido manifestos na criação, para que as suas criaturas o adorem na beleza de sua santidade.
(    ) A magnitude da criação e o modo como o Criador a dinamiza e sustenta pouco demonstram, o seu infinito e eterno poder.
 
III- O HOMEM ESCRAVIZADO PELO PECADO
11- Qual a causa que mais evidencia o estado de corrupção humana?
(    ) A recusa do homem em falar sobre DEUS.
(    ) A recusa do homem em glorificar a DEUS.
(    ) A recusa do homem em saber sobre DEUS.
 
12- O que o homem sem DEUS exalta e cultua?
(    ) O próprio DEUS.
(    ) O seu próprio eu.
(    ) O deus que ele deve adorar.
 
13- De que o egoísmo humano é sinônimo?
(    ) De rebeldia; é uma atitude semelhante à de Satanás.
(    ) De beleza; é uma atitude semelhante à de Satanás.
(    ) De mentira; é uma atitude semelhante à de Satanás.
 
14- O que acontece quando não damos graças a DEUS?
(    ) Depreciamos e rejeitamos a paciência divina.
(    ) Depreciamos e rejeitamos a providência divina em nossa vida.
(    ) Depreciamos e rejeitamos a convivência em nossa vida.
 
15- A que leva a filosofia deste mundo?
(    ) Leva à conversão moral.
(    ) Leva à perfeição moral.
(    ) Leva à perversão moral.
 
16- Dentro do tema "Rejeição a DEUS", Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso, nas seguintes afirmativas:
(    ) Há esperança do homem natural apropriar-se da verdade divina.
(    ) Está longe dEle e vive em trevas, com a mente escravizada pelo pecado, sem qualquer vislumbre de luz (10 3.19,20).
(    ) Desprezar a DEUS e a sua lei é coisa de néscio (SI 14.1).
(    ) Os valores espirituais, procedentes de DEUS, acham-se fora da percepção meramente humana.
(    ) Não há qualquer esperança do homem natural apropriar-se da verdade divina (SI 14.2,3; Rm 3.11-18).
(    ) Desprezar a DEUS e a sua lei é coisa de sábio.
 
CONCLUSÃO
17- Desde quando a violência e a depravação moral estão no mundo?
(    ) Desde que o homem rejeitou o seu Criador, entregando-se ao orgulho, altivez, arrogância, egoísmo, rebeldia, etc.
(    ) Desde que o homem foi Criado.
(    ) Desde que o homem entregou-se ao trabalho.
 
18- Somente o que pode redimir o homem caído?
(    ) Só a fé de DEUS.
(    ) Só a graça de DEUS.
(    ) Só a santidade de DEUS.
 
19- Complete:
 "Quem tem ___________venha; e quem quiser tome de ___________ da água da ___________" (Ap 22.17).
 
 
 
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Editora Vida Nova e Mundo Cristão - Livro Romanos, Introdução e Comentários
Autor F.F.Bruce - Série Cultura Bíblica
 
 
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