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  Lição 3 - A JUSTIÇA DE DEUS
   Questionário
   JUSTIÇA
   O moralista
 
    
 
TEXTO ÁUREO  "E bem sabemos que o juízo de DEUS é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem" (Rm 2.2).
 
    
 
VERDADE PRÁTICA Ninguém pode obter a salvação sem reconhecer, de modo humilde, a sua urgente necessidade da justiça de DEUS.
 
    
LEITURA DIÁRIA:
 
Segunda - Jr 17.10 O homem será julgado pelo Justo Juiz
10 Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações.
DEUS sabe os segredos, as intenções, os desejos de cada coração, retribuindo a cada um de acordo com sua justiça.
 
Terça – Sl 139.1-3 Só DEUS conhece todos os nossos pensamentos
1 SENHOR, tu me sondaste e me conheces. 2 Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. 3 Cercas o meu andar e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
Este salmo descreve vários aspectos dos atributos de DEUS, principalmente sua onipresença e onisciência, aqui relacionados ao seu cuidado pelo seu povo. O DEUS do céu e da terra criou-nos e nos conhece perfeitamente; Ele sempre está conosco, e seus pensamentos estão sempre voltados para nós em todas as situações. DEUS conhece todos os nossos pensamentos, motivos, desejos e temores interiores, bem como nossos hábitos e ações exteriores. Ele conhece tudo que fazemos, do começo ao fim do dia. Em tudo que fazemos, Ele nos cerca com o seu cuidado e impõe sua mão graciosa sobre nossa cabeça (v. 5).
 
Quarta - At 10.34 DEUS não faz acepção de pessoas
34 E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço, por verdade, que DEUS não faz acepção de pessoas;
DEUS não tem nenhuma nação ou raça predileta, nem favorece qualquer indivíduo por causa da sua nacionalidade, linhagem ou posição na vida (cf. Tg 2.1). DEUS favorece e aceita aqueles, dentre todas as nações, que abandonam o pecado, crêem em CRISTO, temem a DEUS e vivem retamente (v. 35; cf. Rm 2.6-11). Todos aqueles que perseveram neste modo de vida, permanecerão no amor e no favor de DEUS (Jo 15.10).
 
Quinta - I Co 3.13-15 Salvos pela fé e julgados pelas obras
13 a obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.14 Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, nesse receberá galardão.15 Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.
SOFRERÁ DETRIMENTO. A Bíblia assevera que todos os redimidos estão isentos do juízo divino para condenação (Jo 5.24; Rm
8.1; Hb 10.14-17). Há, porém, um juízo futuro para os crentes (1 Jo 4.17; Hb 10.30b), concernente ao grau de sua fidelidade a DEUS e a graça que receberam durante esta vida na terra (v. 10; 4.2-5; 2 Co 5.10). Nesse juízo, há a possibilidade do crente, embora salvo, sofrer uma grande perda (gr. zemioo, que significa "sofrer perda ou dano"). O crente negligente corre o perigo de sofrer perda, a saber:
(1) sentimento de vergonha na vinda de CRISTO (2 Tm 2.15; 1 Jo 2.28);
(2) perda do trabalho que fez para DEUS na sua vida (vv. 12-15);
(3) perda de glória e de honra diante de DEUS (Rm 2.7);
(4) perda de oportunidade de servir e de autoridade no céu (Mt 25.14-30);
(5) posição inferior no céu (Mt 5.19; 19.30);
(6) perda de galardão (vv. 14,15); e
(7) retribuição por injustiça cometida contra o próximo (Cl 3.24,25).
Esses textos bíblicos devem gravar em nossa mente a necessidade de uma dedicação total, inclusive fidelidade e abnegação no serviço de nosso Senhor (cf. Rm 12.1,2; Fp 2.12; 4.3).
TODAVIA COMO PELO FOGO. A alusão ao "fogo", provavelmente, significa "salvo por um triz". Como alguém que está numa casa
incendiada e escapa através do fogo, só com a vida. Ver essa figura em Jd v.23. DEUS avaliará a qualidade da vida, da influência, do ensino e do trabalho na igreja, de cada pessoa e, especialmente, de cada obreiro. Se sua obra for julgada indigna, ele perderá o seu galardão, mas, pessoalmente será salvo. Note que esse trecho não ensina a doutrina do purgatório; refere-se a um julgamento de obras, e não à purificação da pessoa quanto aos seus pecados.
 
Sexta - Mt 6.4 Somente DEUS vê em secreto
4 para que a tua esmola seja dada ocultamente, e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.
Lucas 14
14 e serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado serás na ressurreição dos justos.
 
Sábado - SI 5.11,12 Há proteção em DEUS para o justo
11 Mas alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente, porquanto tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome. 12 Pois tu, SENHOR, abençoarás ao justo; circunda-lo-ás da tua benevolência como de um escudo.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - ROMANOS 2.3-8, 11-13
 
3 - E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de DEUS?
4 - Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência, e longanimidade, ignorando que a benignidade de DEUS te leva ao arrependimento?
5 - Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de DEUS,
6 - o qual recompensará cada um segundo as suas obras,
7 - a saber: a vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, e honra, e incorrupção;
8 - mas indignação e ira aos que são contenciosos e desobedientes à verdade e obedientes à iniqüidade;
 
     
 
 
O moralista (2:1-16).
 O estilo de Paulo é próprio para a forma de composição que os antigos chamavam de diatribé. Nesta, questões e objeções eram postas na boca de um crítico imaginário, para serem respondidas ou destruídas.
Quase podemos vê-lo, enquanto dita a carta a Tércio, pegar o indivíduo complacente que está saboreando a exposição daqueles pecados que "não apelam para ele", e dizer-lhe que não é melhor do que ninguém.
Paulo imagina uma interrupção feita por algum opositor, e se volta para refutar a objeção, primeiro admoestando-o com "DEUS não o permita!" I "Nem pense nisso!"), e depois dando-lhe ponderada réplica. Inicia uma nova fase da sua argumentação com esta indagação retórica: "Que diremos?
"E o tempo todo o seu pensamento vai célere na frente de suas palavras de modo que as palavras têm de saltar valas para alcançar o pensamento. Mal podemos tentar imaginar como a pena de Tércio mantinha o ritmo das palavras do apóstolo. Não admira que, principalmente nos momentos mais ardentes, seu grego esteja cheio de falhas na construção, e de sentenças inacabadas.
Sabemos que existia outro lado do mundo pagão do primeiro século além do que Paulo retratou nos parágrafos anteriores. Que dizer de homens como o ilustre contemporâneo de Paulo - Sêneca - o moralista estóico, o tutor de Nero?  Sêneca podia ter ouvido a acusação feita por Paulo e ter dito: "Sim, isso é perfeitamente verdadeiro quanto às grandes massas da humanidade, e dou meu apoio ao juízo que você emitiu sobre elas - mas naturalmente há outros que, como eu, deploram estas evidências tanto como você as deplora."
Paulo imagina alguém interferindo em termos como esses, e se dirige ao suposto opositor: "Meu bom senhor, julgando outros, você está-se julgando a si próprio, seja você quem for, pois em princípio você faz as mesmas coisas que condena neles." E quão pertinente teria sido esta réplica a um homem como Sêneca! Pois Sêneca pôde escrever com tanta eficiência sobre o bom modo de viver, que houve cristãos posteriores que se orgulhavam de chamar-lhe "o nosso Sêneca". Não se restringia a exaltar as grandes virtudes morais. Ele desmascarava a hipocrisia, apregoava a igualdade de todos os homens, reconhecia a penetrante natureza do mal ("todos os defeitos morais existem em todos os homens, embora não aconteça que todos os defeitos sejam proeminentes em cada homem praticava e procurava inculcar o auto-exame diário, ridicularizava a idolatria vulgar, assumia o papel de guia moral. Muitas vezes, porém tolerava em si mesmo defeitos não muito diferentes daqueles que condenava em outros sendo que o exemplo mais flagrante disto é sua conivência com Nero no assassinato de sua mãe Agripina.
Mesmo nesta seção do capítulo 2, e mais explicitamente do versículo 17 em diante, Paulo está pensando principalmente num crítico judeu. Denúncia da idolatria pagã como a que encontramos no capítulo 1 era uma forma comum de propaganda judaica. Os juDEUS religiosos achavam amplo campo de ação para lançar juízo moral adverso sobre os seus vizinhos gentios.
- De sua repetição da frase "do (ao) judeu primeiro, e também do (ao, grego" (ver 2:9, 10), em que ele salienta que os juDEUS são os primeiros a experimentarem o juízo de DEUS, bem como os primeiros a receberem as boas-novas da Sua graça salvadora (1:16). Esta dúplice primazia do povo de Israel, na salvação e no juízo igualmente, foi ensinada pelos profetas nos dias antigos. Oito séculos antes que esta epístola fosse escrita, por exemplo, ouvimos a Palavra de DEUS a Seu povo por meio de Amós: "De todas as famílias da terra somente a vós outros vos escolhi, portanto eu vos punirei por todas as vossas iniqüidades" (Am 3:2.) Vimos como o Livro da Sabedoria ecoa no retrato descritivo da idolatria pagã no capítulo 1. Do mesmo modo agora, aproveitando para tornar os juDEUS convictos de sua ruína moral, Paulo recorre a temas do mesmo livro. Conforme o autor de Sabedoria, DEUS afligia os gentios (como os egípcios, opressores de Israel nos dias de Moisés) como um meio de fazer-Ihes retribuição por sua iniqüidade, ao passo que as mesmas aflições tinham propósito terapêutico quando sobrevinham aos israelitas.
 
"Pois os provaste como o faz um pai ao admoestar, mas examinas os ímpios como o faz um rei severo ao condenar...
Assim, embora nos corrijas, castigas mil vezes mais os nossos inimigos, de sorte que meditamos na tua bondade quando julgamos, e quando somos julgados podemos esperar misericórdia." (Sabedoria 11:10, 12:22.)
 
"Concordo", diz Paulo. "Fará bem em reconhecer a bondade de DEUS para com você, apesar de toda a sua desobediência. Mas não percebe que a bondade divina é para dar-lhe oportunidade de arrepender-se? Cuidado! Não despreze a bondade de DEUS, nem abuse da Sua misericórdia. Se, em vez de arrepender-se, você mantiver o coração endurecido e impenitente, fique certo de que estará reservando para si próprio um acúmulo da ira de DEUS que se descarregará sobre você no dia do juízo." Vindo o juízo divino, será absolutamente imparcial. DEUS "retribuirá a cada um segundo o seu procedimento" (2:6). Enquanto, para Paulo, o perdão e a vida eterna pertencem inteiramente à graça de DEUS, o julgamento divino (conforme o ensino uniforme da Bíblia) é sempre feito de acordo com o que os homens fizeram. Cada fator material é tomado em consideração. Os homens terão de prestar contas do conhecimento da verdade que tenha estado ao alcance deles, e não do que tenha estado fora de alcance. Os juDEUS, diz ele, serão julgados com base na lei escrita, pois eles tiveram acesso àquela fonte de conhecimento de DEUS. Os gentios serão julgados por outro critério, pois também entre eles DEUS não se deixou ficar sem testemunho. Se o conhecimento do caráter de DEUS lhes era possível através dos céus estrelados acima (ver 1:20), também lhes era acessível através da lei moral interior. Eles não tiveram a lei de Moisés, como os juDEUS, mas tinham a lei da consciência - o discernimento entre o certo e o errado - gravada em seus corações.
Quando violam essa lei, diz Paulo, sabem que estão agindo mal, e por esse conhecimento serão julgados no dia em que os mais íntimos segredos dos corações humanos serão trazidos à luz. Seja conhecida a vontade de DEUS pela lei de Moisés ou pela voz da consciência, o conhecimento da Sua vontade não basta; fazer a Sua vontade é que conta.
 
2.3 FAZENDO-AS TU. Uma pessoa, antes de procurar melhorar os outros, deve melhorar a si mesma, abandonando os seus próprios pecados. Igrejas há que se esforçam para levar a sociedade ímpia a observar os padrões bíblicos, enquanto elas, por sua cegueira espiritual, não vêem o mundanismo e a imoralidade entre seus próprios membros (cf. Lc 6.42). Antes de uma igreja querer levar o mundo a viver retamente, ela deve submeter-se à sondagem divina e mudar o que for preciso, segundo a vontade de DEUS.
 
2.6. Retribuirá a cada um segundo o seu procedimento.
Ver Jó 34:11; SI 62:12; Pv 24:12; Jr 10:10,32:19, para verificar afirmações deste princípio no Velho Testamento; ele se repete no Novo Testamento em Mt 16:27; 1 Co 3:8; 2 Co 5:10; Ap 2:23, 20:12, 22:12. Ver também 14:12.
Ex.: Sl 62.12 Contigo também, Senhor, está a fidelidade. É certo que retribuirás a cada um conforme o seu procedimento
      1Co 3.8 O que planta e o que rega têm um só propósito, e cada um será recompensado de acordo com o seu próprio trabalho
 
2.7. Dará a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade.
Paulo não está ensinando salvação pelas obras aqui. Está salientando a imparcialidade de DEUS com relação a juDEUS e gentios. Ver a confissão repassada de surpresa que Pedro faz em At 10:34s.: "Reconheço por verdade que DEUS não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação" (entre gentios bem como entre juDEUS) , "aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável." DEUS mostrou Sua aceitação a Cornélio, a quem foram ditas estas palavras. Mostrou-a enviando-lhe Pedro com o Evangelho, para que ele e sua casa fossem salvos (At 11:14).
GLÓRIA, E HONRA, E INCORRUPÇÃO. No próprio início do seu tratado sobre a salvação, Paulo esclarece uma verdade
fundamental no tocante ao modo de DEUS lidar com a raça humana no seu todo. DEUS castiga os malfeitores e recompensa os justos (ver Jo 5.29; Gl 6.7,8).
(1) Os justos são os que foram justificados pela fé em CRISTO (1.16,17; 3.24) e que perseveram em fazer aquilo que é certo, segundo o padrão divino (vv. 7,10; cf. Mt 24.13; Cl 1.23; Hb 3.14; Ap 2.10). Dão muito valor à glória que vem de DEUS (1.23; 5.2; 8.18) e buscam a vida eterna (8.23; 1 Co 15.51-57; 1 Pe 1.4; Ap 21.1-22.5).
(2) Aqueles que buscam a imortalidade, fazem-no pela graça, mediante a fé (3.24,25; Ef 1.4-7; 2.8-10; 2 Tm 2.1; ver Fp 2.12,13). Os fiéis terão "honra e incorrupção", na vida futura, mediante a "perseverança" em fazer o bem (cf. Mt 24.12,13), pela graça eficiente que CRISTO aqui lhes concede (ver Mt 7.21).
(3) Aqueles que praticam o mal são egoístas, desobedecem à verdade, e têm prazer na iniqüidade. Colherão ira e tribulação (1.28-32; 2.8,9)
 
2.8. Aos facciosos.
Assim em RV, RSV. AV: "contenciosos". A tradução de NEB, "àqueles que são governados por ambição egoística", faz mais justiça ao sentido básico de eritheia, derivada de erithos ("mercenário"). Contudo, mesmo na Antigüidade, seu sentido foi tendendo a assimilar-se ao de eris ("contenda", "facção").
 
Cont.Leitura
11 - porque, para com DEUS, não há acepção de pessoas.
12 - Porque todos os que sem lei pecaram sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados.
13 - Porque os que ouvem a lei não são justos diante de DEUS, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.
Comentários:
11. Para com DEUS não há acepção de pessoas.
"Acepção de pessoas" (literalmente "levantamento do rosto", prosõpolempsia) é favoritismo ou parcialidade (ver Dt 10: 17; 2 Cr 19:7; Jó 34: 19; A t 10:34; GI 2:6; Ef 6:9; CI 3:25; 1 Pe 1: 17). Nosso Senhor afirmou a mesma verdade quando disse do Pai celeste: "ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos" (Mt 5:45).
 
12. Todos os que pecaram sem lei, também sem lei perecerão.
O pecado desenfreado leva à perdição de um modo ou de outro, mas os gentios não serão condenados por não cumprirem um código de leis que não lhes era acessível. Firma-se o princípio de que os homens são julgados segundo a luz que tiveram, não segundo a luz que não tiveram.
TAMBÉM PERECERÃO. Todos aqueles que continuarem no pecado, mesmo não tendo nenhum conhecimento da lei de DEUS,
perecerão, porque têm uma certa medida de conhecimento do certo e do errado (vv. 14,15). DEUS não salvará automaticamente aqueles que não vierem a conhecer o evangelho, nem lhes dará uma segunda oportunidade depois da morte. O sofrimento eterno que terão aqueles que não ouviram o evangelho deve nos impulsionar a fazer todo esforço possível para evangelizar a toda criatura, em todas as nações (ver Mt 4.19; 9.37; Mc 16.15; Mt 28.19).
 
13. Os que praticam a lei hão de ser justificados.
Talvez Paulo tenha em mente Lv 18:5: "Portanto os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo os quais, o homem viverá por eles" - passagem que ele cita depois, em 10:5. O curso seguido por seu argumento indica que, embora o homem fosse justificado se fosse praticante da lei, contudo, desde que ninguém a pratica perfeitamente, não há justificação desse modo. A antítese entre simplesmente ouvir a lei e praticá-la é desenvolvida em Tg 1:22-25. A expressão "os que praticam a lei" (ou "os cumpridores da lei") acha-se na literatura de Qumran.
OS QUE PRATICAM A LEI HÃO DE SER JUSTIFICADOS. Paulo não emprega o termo "lei", aqui, no sentido de um sistema de
estatutos que a pessoa poderá cumprir e merecer a sua salvação sem a graça. "Lei", aqui, representa a vontade de DEUS revelada à raça humana. Meramente ouvir a Palavra de DEUS, de nada aproveita sem a fé, a submissão e a obediência a DEUS. É preciso a "obediência da fé" (1.5; cf.16.26), praticada por amor (Gl 5.6).
 
PONTO DE CONTATO
  Professor, a carta aos Romanos foi um dos principais escritos do Novo Testamento que contribuiu para a conversão de Aurélio Agostinho. Em suas Confissões, o autor narra que após dois anos como professor de retórica em Milão, sentiu-se profundamente triste, pois desejava iniciar uma nova vida, mas não estava disposto a romper com a vida libertina que levava. No jardim da casa de seu amigo Alípio, chorou amargamente até que ouviu uma criança cantar: "Pega e lê! Pega e lê!".
Impulsionado; pegou o manuscrito que estava ao lado de seu amigo. Seus olhos percorreram o seguinte texto da epístola aos Romanos: "Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades nem em dissoluções, nem em contendas e invejas. Mas revesti-vos do Senhor JESUS CRISTO e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências." (Rm 13.13,14). Agostinho afirma que após ler estas palavras "uma clara luz inundou meu coração e todas as trevas da dúvida se desvaneceram".
 
OBJETIVOS - Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Descrever os princípios do juízo de DEUS.
Distinguir os dois tipos de moralistas no tempo do Novo Testamento.
Definir a expressão "juízo divino".
 
SÍNTESE TEXTUAL
 
O sentido de "justiça" no Antigo Testamento procede de dois termos hebraicos: "tsedeq", cujo sentido primário é "ser retilíneo", "ser reto", "retidão"; e, "mishpat", traduzido por "justiça" e "juízo" (cf. 2 Cr 12.6; Ec 12.14; SI 1.5; SI 11.7). Estes descrevem tanto o caráter e a justiça divina quanto a fidelidade de DEUS em sua Aliança para com os homens (Dt 32.4; SI 31.1; 45.7; 119.137,144; Pv 16.33; Is 30.18).
O Novo Testamento emprega a palavra "dikaiosyne" para designar os termos "justiça", "retidão", "justo", "reto" e "justificação". O tema da justiça de DEUS inclui uma série de conceitos que abrangem: aprovar o que é bom em detrimento do que é mal (Êx 34.7; Ec 12.4; Hb 1.9); condenar o ímpio e justificar o justo (2 Cr 6.23); a fidelidade do Senhor em seus atos (Ne 9.3; Is 49.7; 2 Ts 3.3); a ira de DEUS (SI 7.11; Na 1.2,3; Mq 7.8-10); a imparcialidade do juízo divino (2 Cr 19.7; Na 1.3); os seus mandamentos (Mq 6.8) e, a relação entre justiça e salvação (SI 98.2; Is 45.21;51.5-8; 56.1). A Bíblia afirma que a justiça e o juízo são a base do governo sempiterno de DEUS (SI 89.14; Hb 1.8). São esses, portanto, os fundamentos pelos quais os politeístas e monoteístas serão julgados (Rm 1.18-32; 2.17-29). O primeiro grupo são os sem lei, enquanto o segundo, aqueles a quem a lei foi dada, isto é, pagãos e juDEUS (Rm 2.12-29).
 
 
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
JUSTIÇA – Do hebraico "sedãqãh" e do grego "dikaiosyne", "dikaos", é a virtude que dá a cada um o que lhe é de direito.
Objetivo algum orienta esta apresentação a não ser o desejo de ajudar aqueles que desejam alcançar maiores conhecimentos da Palavra de DEUS, e entender o sentido verdadeiro da fraseologia bíblica empregada pelos historiadores e pelos profetas nos séculos distantes da Era Atômica. A palavra justiça na Bíblia adquire um sentido mais amplo do que nos códigos coordenados pelos magistrados para orientarem seus atos, ao serem chamados para julgar ou aplicar a lei. Há uma diferença profunda entre o significado da palavra justiça na interpretação humana e sob o ponto de vista divino.
Para aqueles que conhecem leis, direitos e deveres, a justiça é o respeito do direito que o sentimento moral inspira a reconhecer. A luz da Palavra de DEUS é alguma coisa mais elevada. A justiça divina não é apenas um sentimento passageiro e falho; é um atributo essencial e infinito, através do qual os atos de DEUS personificam a eqüidade, tomando-se assim modelo para que a eqüidade seja a lei do universo.
O assunto em pauta não é acerca de direito civil, administrativo ou criminal; trata-se do estudo da palavra justiça, sob o ponto de vista divino. Uma coisa que todos devem saber é o seguinte: a justiça de DEUS não podia deixar o mundo sem leis, entregue ao caos, assim como não poderia deixar de exigir o cumprimento dos deveres que elas impõem. Havendo leis, há também a responsabilidade de cumprimento. Os transgressores da lei estão sujeitos a penalidades.
Considerando-se que tanto a justiça como as leis divinas são de ordem espiritual e são mais elevadas do que a lei e a justiça dos homens, e mais exigentes em sua aplicação e observância; considerando-se que não há alguém capaz de Cumprir a lei e praticar a justiça por si só, conclui-se que todos os homens são transgressores estando sujeitos à condenação a não ser que sejam perdoados através da justiça divina, isto é, através do perdão de DEUS pelo sangue de JESUS CRISTO.
Chamamos a atenção para esta penalidade da justiça divina, que não é encontrada na justiça humana: a aplicação da justiça entre os hebreus fazia-se sem os inconvenientes das demoras que se notam em nossos dias. Ela era feita rapidamente.
Nos tempos mais distantes, quando não havia lei escrita, quando a lei era ditada pela consciência, o patriarca, responsável pela família ou tribo servia de juiz e ordenava a aplicação da lei, isto é, administrava a justiça para absolver ou para condenar, conforme se verifica em Gênesis 38.24. Convém não esquecer que DEUS, em tempo algum, deixou o mundo entregue a desordem e ao caos moral, como alguns supõem. Mesmo antes do Dilúvio, DEUS teve no mundo pregoeiros e executores da sua justiça. É bom saber-se que a justiça divina não objetiva somente condenar, mas serve principalmente para galardoar os homens honestos que colocam a verdade acima dos interesses pessoais. Como exemplo do que afirmamos, veja-se o que está escrito acerca de Noé, pregoeiro da justiça de DEUS: "Pela fé Noé, divinamente instruído acerca dos acontecimentos que ainda não se viam, e sendo temente a DEUS, aparelhou uma arca para salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem pela fé" (Hb 11.7). Noé se tornou herdeiro da justiça de DEUS, que se transformou em galardão. Focalizando esse aspecto da justiça divina, em relação ao patriarca Abraão, assim está escrito: "Creu no Senhor e isso lhe foi imputado para justiça" (Gn 15.6).
A justiça de DEUS no Antigo Testamento diz respeito à sua ação que é conforme as normas e exigências conseqüentes de sua própria natureza; DEUS é justo porque corresponde aqui ao que dele se pode esperar.
"Não exerceria o juiz de toda terra a justiça?" (Gn 18.25). DEUS é "sem defeito nas suas obras, pois todos os seus caminhos são justiça; Ele é um DEUS de fidelidade e de justiça; Ele é justo e reto" (Dt 32.4). A justiça divina apresenta dois sentidos: o sentido punitivo, quando se dirige aos inimigos do seu povo (Dt 33.21) e aos desobedientes entre o seu próprio povo (SI 50.6; Is 5.16; 10.22; Dn 9.7; Am 5.24). O outro sentido da justiça de DEUS no Antigo Testamento é o da garantia do direito, isto é, confere e garante o direito do seu povo, concedendo-lhe o que é justo (Jz 5.11; Jr 9.24; 23.6; Mq 6.5; Zc 8.8).
Se a justiça de DEUS na antiguidade se dirigia a um povo, protegendo-o dos seus inimigos, também é certo que ela era exercida em favor do indivíduo, pelo justo juiz (Gn 16.5; 18.23; 20.3; 31.7). A força unificadora que faltava nas religiões dos povos contemporâneos ao antigo Israel, era mantida pela consideração de "Yahweh" como aquele que amparava o direito. No pacto da aliança com seu povo escolhido, DEUS se fez conhecido como supremo juiz que se baseava em normas jurídicas sólidas. Por causa de sua própria natureza justa e santa, DEUS pode exigir de seu povo a prática da justiça, em obediência às normas estabelecidas. DEUS pede contas ao seu povo e isso está expresso na Lei e nos Profetas. As palavras de muitos salmos sobre a justiça de DEUS estão vinculadas às palavras das profecias. Nestes salmos, justiça e misericórdia andam juntas, de modo que o pecador arrependido pode implorar:
"Não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não há justo nenhum vivente!" (SI 9.8; 33.5; 35.24; 36.10; 85.11; 89.16; 98.2; 103.17; 143.2). No Novo Testamento, aparece até uma frase que consola:  “A misericórdia triunfa sempre sobre a justiça" (Tg 2.13).
É vã a tentativa de medir a justiça de DEUS através de medidas humanas. Os fariseus e os rabinos do tempo de JESUS pensavam que receberiam a justa recompensa divina somente por cumprirem a Lei. A eles JESUS respondeu: "Depois de haverdes feito tudo quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer" (Lc 17.10).
A noção de justiça de DEUS em Paulo é encontrada em Romanos 1.17; 3.5,21,25; 10.3; 2 Coríntios 5.21 e tem um sentido derivado. Para a maior parte dos exegetas, a justiça divina em Romanos é a justiça que vem de DEUS, que o homem recebe de DEUS, meramente imputada, ou como fruto de santificação. Para outros, a justiça de DEUS em Paulo é a justiça que o próprio DEUS possui, isto é, um atributo divino que em certo sentido é comunicado aos homens.
A justiça de DEUS é o fundamento para a justiça humana e para a graça da filiação, como encontramos nas cartas de João: "Se sabeis que Ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele" (1 Jo 2.29). A justiça de DEUS requer que o homem que conhece e ama essa justiça se abstenha de proceder como os demais que são como que cegos espirituais. A justiça forma o elemento principal do caráter que aprova a Palavra de DEUS. A exigência para que o homem se apresente diante de DEUS e dos homens pronto para receber a justiça consiste apenas em amar a misericórdia e andar humildemente com DEUS.
As Escrituras apresentam como justos os homens que possuem as qualificações como as mencionadas. Vamos observar o que a Bíblia diz acerca de Simeão, quando JESUS foi apresentado no templo: "Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem SANTO e justo” (Lc 2.25). Simeão é chamado de justo, isto é, digno de justiça, simplesmente porque viu o Messias e creu nas infalíveis promessas divinas de restauração do gênero humano.
Tudo quanto até aqui declaramos, foi apenas uma tentativa de esboçar o magnífico e incomparável tema que é a justiça de DEUS. Contudo, somente nos aproximamos do problema; não conseguimos penetrar no esplendor do reflexo de atos de recompensa da justiça divina, nem nos foi possível demonstrar a profundidade dela, por uma razão muito simples: é impossível alcançar a base da justiça de DEUS, pois está escrito que a justiça é a base de trono de DEUS e quem poderá perscrutar esse fundamentos?! (SI 97.2).  “Tesouro de Conhecimentos Bíblicos” (Emílio Conde – CPAD – 1983 – RJ – 2º Edição)
 
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  Resumo da lição com comentários da própria revista:
 
Justo juízo em relação às suas criaturas, DEUS, o Supremo Legislador e Juiz de todos, por intermédio das Sagradas Escrituras, manifesta a todos os homens a verdade a respeito da salvação, para que ninguém seja condenado por falta de seu conhecimento.
 
Pergunta dentro do assunto Justiça de DEUS:
"Pode o homem ser justificado diante do Supremo Juiz, através das boas obras?
E os crentes?
Somos ou não obrigados à prática das boas obras já que fomos justificados pela fé?
Vejamos, pois, as respostas a estas perguntas.
 
    
    
I. OS MORALISTAS
 
1. Nos dias de JESUS.
Afirmavam que os criminosos e depravados estavam sob o juízo divino.
Os moralistas, achavam-se completamente seguros, porquanto julgavam-se perfeitos (Mt 23.25-28).
 
 
2. Nos dias de Paulo.
Achavam que podiam ser justificados diante de DEUS através de suas obras morais e religiosas.
Se alguém fracassasse na realização destas, perderia parte de sua recompensa, mas, como descendente de Abraão, haveria de escapar do juízo divino.
 
 

3. Nos dias

atuais.

Professam a fé cristã sem vivê-la. São apenas religiosos. Não seguem o Salvador.
Muitos vêem no batismo a garantia da vida eterna; esquecem-se, contudo, do compromisso de fidelidade a DEUS.
Apesar das boas obras realizadas, ninguém pode obter a salvação sem primeiro reconhecer que é um pecador incapaz de, por si próprio, alcançar a justiça divina (10 14.6; 10.9; Tt 3.5), tais estão sob condenação (Rm 3.9,23).
 
    
 
II- PRINCÍPIOS DA JUSTIÇA DE DEUS
O termo justiça significa estar num relacionamento correto com DEUS e com sua vontade (6.9; Jó 12.14ss.).
 

 

 

1. DEUS julgará
 o segredo dos
homens.

 

 

 

 

Nos vv.1-16 de Romanos 2, a Palavra de DEUS é dirigida aos que se julgam isentos do justo juízo de DEUS, considerando-se justificados por não terem uma vida explicitamente pecaminosa.
Os que assim pensam subestimam a justiça de DEUS, tornando-se irreconciliáveis.
Os religiosos da época de JESUS ostentavam sua auto-justiça, mas foram severamente reprovados pelo Mestre (Lc 18.18-22; Mt 5.20; 15.1-9).
No Juízo Final, não haverá injustiça, porque o Juiz é infinitamente justo (Gn 18.25; Jr 11.20; 2 Tm 4.8); seu juízo é segundo a verdade (Rm 2.2).
Quanto mais conhecimento acerca da verdade tivermos, mais responsabilizados seremos diante de DEUS.
As cidades da Galiléia apesar de testemunharem um poderoso ministério de ensino e de milagres de JESUS, rejeitaram-no como o Messias e Salvador (Mt 11.20-24).
 
 

 

2. A verdade divina

 pela qual o homem

 será julgado.

A bondade e a misericórdia de DEUS têm abençoado a humanidade inteira desde a criação dos céus e da Terra.
Todos podemos usufruir do ar, água, luz, fogo, vida, família, saúde, sustento, pátria, vestuário, descanso, proteção, paz etc. Ver SI 136.25; 145.16.
 
 

a)

 O homem

 natural.

Não percebe que a mão de DEUS é que provê todas as coisas por sua longanimidade e graça.
Vive em trevas, não enxerga os seus próprios pecados a menos que seja convencido pelo ESPÍRITO SANTO (Jo 16.8).
Não sentem tristeza por pecarem contra DEUS, nem se compungem em seu coração.
 
 

b)

O pecador

 legalista.

Julga e condena os outros, considerando-se inculpável diante de DEUS, conforme se vê em Lc 18.9-14.
Ele será réu de maior juízo (Mt 23.14).
O hipócrita, pode enganar os homens ao freqüentar a igreja, mas não a DEUS (Mc 12.15; Mt 6.2).
No julgamento, o destino do hipócrita será o mesmo do servo mau: o lago de fogo onde haverá "pranto e ranger de dentes" (Mt 24.51).
 

3. A culpa do

 transgressor

consciente.

Os que desprezam as riquezas da benignidade e da longanimidade divina pecam intencionalmente e atraem para si a ira de DEUS (Rm 2.4,5,18-24).
Nota-se, no versículo 5, o caráter de culpa cumulativa de uma vida de contínuo desprezo à bondade de DEUS.
"As riquezas da benignidade" de DEUS (v. 4) são a sua multiforme graça, longanimidade e providência, abarcando todas as esferas de nossa vida.

O objetivo de DEUS, conforme sua infinita graça e benignidade, é convencer o homem do pecado e conduzi-lo ao arrependimento.

Quem despreza os cuidados de DEUS está "entesourando ira" para si (Vv. 4,5).
 
 

4. As obras e

seu julgamento.

O julgamento de DEUS é segundo a sua verdade, justiça e santidade (Rm 2.2; 3.4; 9.14; SI 96.13; Dt 32.4; Ap 16.7).
DEUS não deseja a ruína do pecador, mas a sua salvação (Ez 18.23,32; Is 55.7; Tg 2.Q; Hb 3.7,8; Ap 22.17).
A única maneira de escaparmos do juízo de DEUS é termos a CRISTO como Salvador e Senhor (Hb 2.2-4; Lc 13.3,5).
As boas obras do crente são decorrentes da salvação já operada, pela graça de DEUS (Ef 2.8,9). Ou seja: nós fomos salvos pela fé para a prática das boas obras (Tg 2.1420,26; Ef 2.10).
 
 
CONCLUSÃO Esta lição esclarece que o homem redimido por JESUS desfrutará a vida eterna ao seu lado.
Quem viver de forma ímpia e pecaminosa não poderá usufrui-Ia, tornando-se réu do juízo divino.
Andemos, pois, em novidade de vida, para que o nome de DEUS seja eternamente glorificado.
 
 
 
Subsidio Teológico
 
"Três meios pelos quais DEUS julga os homens Essa tríplice forma do juízo divino baseia-se no princípio da justiça universal, que alcança todos os homens: juDEUS e gentios. Os juDEUS condenavam a pecaminosidade e a idolatria dos gentios, e por isso consideravam ter 'prerrogativa moral' para julgá-los, mas Paulo os coloca na mesma balança divina. Sabem fazer avaliações e distinções morais, mas não sabem aplicá-Ias à sua própria experiência.
 
1- DEUS julga através da verdade (2.2-5). 'Bem sabemos que o juízo de DEUS é segundo a verdade' (2.2). Que podemos entender nessa declaração? O julgamento de DEUS é instituído aqui em razão dos pecados do paganismo gentio e do falho moralismo dos juDEUS em condenar os gentios. A questão do pecado é uma só para todos. Uma vez que tenha pecado, qualquer um incorre na condenação de DEUS. Paulo declara que os gentios pecaram (1.18-32) e os juDEUS também. (2.17-3.8)[...]
 
2- DEUS julga conforme as obras de cada um (2.6-11). DEUS retribuirá a cada um segundo o seu procedimento'. Esse princípio não é novo, pois tanto o Antigo quanto o Novo Testamento estão repletos de referências a esse princípio (SI 62.12; Pv 24.12; Jr 10.10; Mt 16.27; 1 Co 3.8; Ap 2.23). Os juDEUS buscavam imunidade numa forma de defesa especial, baseada no privilégio racial. Porém, essa pretensão é rejeitada pela perfeita justiça divina que declara a sua culpabilidade. DEUS é imparcial em seu juízo sobre o pecador, e independe de privilégios ou outra razão qualquer, pois cada homem será julgado por seus próprios atos. O homem é moralmente responsável, por isso deve ser julgado conforme suas obras pessoais.
 
3- DEUS julga conforme a Lei II (2.12-16). Há dois tipos de leis que regem o julgamento dos homens segundo o contexto sugere [...]: “todos os que pecaram sem lei” (2.12), que diz respeito aos gentios que desconheciam a lei de DEUS dada aos juDEUS; 'todos os que com lei pecaram' (2.12), refere-se aos juDEUS [...]." (CABRAL, Elienai. Romanos: o Evangelho da Justiça de DEUS. 7 ed., RJ: CPAD, 2003, p. 39-42.)
 
 
Questionário da Lição 3 - A JUSTIÇA DE DEUS - por Ev.Luiz Henrique - www.apazdosenhor.org.br
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
 
"E bem sabemos que o ___________ de DEUS é segundo a ____________ sobre os que tais coisas _____________" (Rm 2.2).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:  
Ninguém pode obter a __________ sem reconhecer, de modo _________, a sua urgente necessidade da ____________ de DEUS.
 
I. OS MORALISTAS
3- O que diziam os moralistas do tempo de JESUS sobre os criminosos e depravados e sobre eles mesmos?
(   ) Criminosos e depravados estavam sob o juízo divino, Eles achavam-se completamente seguros, porquanto julgavam-se perfeitos
(   ) Criminosos e depravados estavam sob o juízo humano, Eles achavam-se completamente inseguros, porquanto julgavam-se perfeitos
(   ) Criminosos e depravados estavam sob o juízo de si mesmos, Eles achavam-se completamente seguros, porquanto julgavam-se imperfeitos
 
4- Por que a maioria dos judeus, nos dias de Paulo, achava que podia ser justificado diante de DEUS?
(   ) Porque eram descendentes de Noé e caso  fracassasse na realização de suas obras morais e religiosas, haveria de escapar do juízo divino.
(   ) Porque eram ascendentes de Abraão e caso  fracassasse na realização de suas obras religiosas, haveriam de escapar do juízo divino.
(   ) Porque eram descendentes de Abraão e caso  fracassasse na realização de suas obras morais e religiosas, haveria de escapar do juízo divino.
 
5- Os moralistas de hoje professam a fé cristã sem vivê-la. São religiosos?
(   ) Serão depois do juízo.
(   ) Não.
(   ) Sim.
 
6- Os moralistas de hoje professam a fé cristã sem vivê-la. São salvos? Por que?
(    ) Não, pois não seguem o Salvador.
(    ) Sim, pois seguem o Salvador.
(    ) Sim, pois tentam seguir o Salvador.
 
7- Como muitos moralistas vêem o batismo?
(    ) Como a garantia da vida abundante; esquecem-se, contudo, do compromisso de felicidade com DEUS.
(    ) Como a garantia da vida eterna; esquecem-se, contudo, do compromisso de fidelidade a DEUS.
(    ) Como a garantia da vida na Terra; esquecem-se, contudo, da falta de compromisso com DEUS.
 
II- PRINCÍPIOS DA JUSTIÇA DE DEUS
8- Quem são os que subestimam a justiça de DEUS, tornando-se irreconciliáveis.
(    ) Os que se julgam isentos do justo juízo de DEUS, considerando-se justificados por terem uma vida explicitamente santa.
(    ) Os que se julgam isentos do justo juízo de DEUS, considerando-se justificados por não terem uma vida explicitamente pecaminosa.
(    ) Os que se julgam isentos do justo juízo de DEUS, considerando-se justificados por terem uma vida explicitamente maravilhosa.
 
9- O que os religiosos da época de JESUS ostentavam, o que JESUS falou a respeito disso?
(    ) Sua auto-justiça, mas foram amplamente aprovados pelo Mestre.
(    ) Sua auto-justiça, mas foram alegremente consolados pelo Mestre.
(    ) Sua auto-justiça, mas foram severamente reprovados pelo Mestre.
 
10- Como será o juízo de DEUS no Juízo Final?
(    ) Seu juízo é segundo a verdade.
(    ) Seu juízo é segundo a bondade.
(    ) Seu juízo é segundo a deidade.
 
11- O que fizeram as cidades da Galiléia, apesar de testemunharem um poderoso ministério de ensino e de milagres de JESUS,?
(    ) Rejeitaram o Messias e Salvador.
(    ) Aceitaram o Messias e Salvador.
(    ) Saldaram o Messias e Salvador.
 
12- De que podemos usufruir devido à bondade e a misericórdia de DEUS?
(    ) Do ar, água, luz, fogo, vida, família, saúde, sustento, pátria, vestuário, descanso, proteção, paz e até do pecado..
(    ) Do ar, água, luz, fogo, vida, família, saúde, sustento, pátria, vestuário, descanso, proteção, paz e do desprezo.
(    ) Do ar, água, luz, fogo, vida, família, saúde, sustento, pátria, vestuário, descanso, proteção, paz etc.
 
13- Como é o homem natural? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(    ) Não percebe que a mão de DEUS é que provê todas as coisas por sua longanimidade e graça.
(    ) Vive em trevas.
(    ) Ele não enxerga os seus próprios pecados a menos que seja convencido pelo ESPÍRITO SANTO.
(    ) Não sentem tristeza por pecarem contra DEUS.
(    ) Não se compungem em seu coração.
(    ) Vive na luz.
(    ) Ele enxerga os seus próprios pecados sendo convencido pelo ESPÍRITO SANTO.
 
14- Como é o pecador legalista? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(    ) Julga e condena os outros, considerando-se inculpável diante de DEUS.
(    ) Ele será réu de maior juízo.
(    ) O hipócrita, pode enganar os homens ao freqüentar a igreja, mas não a DEUS.
(    ) No julgamento, o destino do hipócrita será o mesmo do servo mau, o lago de fogo onde haverá "pranto e ranger de dentes.
(    ) Ama e absolve os outros, considerando-se culpável diante de DEUS.
(    ) O hipócrita, pode enganar os homens ao freqüentar a igreja e até a DEUS.
 
15- Em que consiste a culpa do transgressor consciente? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(    ) Atraem para si a ira de DEUS
(    )  Possuem culpa cumulativa de uma vida de contínuo desprezo à bondade de DEUS.
(    ) Quem despreza os cuidados de DEUS está "entesourando ira" para si.
(    )  Possuem culpa relativa de uma vida de contínuo apego à bondade de DEUS.
(    ) Atraem para si a bondade e o perdão de DEUS.  
 
16- De acordo com o tema "obras e seu julgamento", Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(    ) Escaparmos do juízo de DEUS somente pela prática das boas obras.
(    ) O julgamento de DEUS é segundo a sua verdade, justiça e santidade.
(    ) DEUS não deseja a ruína do pecador, mas a sua salvação.
(    ) A única maneira de escaparmos do juízo de DEUS é termos a CRISTO como Salvador e Senhor.
(    ) As boas obras do crente são decorrentes da salvação já operada, pela graça de DEUS.
(    ) Nós fomos salvos pela fé para a prática das boas obras.
(    ) DEUS deseja a ruína do pecador, sua condenação.
 
CONCLUSÃO
17- de que maneira devamos andar para que o nome de DEUS seja eternamente glorificado?
(    ) Em gozo de vida
(    ) Em felicidade e regozijo de vida
(    ) Em novidade de vida
 
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JUSTIFICAÇÃO. A palavra “justificar” (gr. dikaioo) significa ser “justo (ou reto) diante de DEUS” (2.13), tornado justo (5.18,19), “estabelecer como certo” ou “endireitar”. Denota estar num relacionamento certo com DEUS, mais do que receber uma mera declaração judicial ou legal. DEUS perdoa o pecador arrependido, a quem Ele tinha declarado culpado segundo a sua lei e condenado à morte eterna, restaura-o ao favor divino e o coloca em relacionamento correto (comunhão) com Ele mesmo e com a sua vontade. Ao apóstolo Paulo foram reveladas várias verdades a respeito da justificação e como ela é efetuada:
(1) A justificação diante de DEUS é uma dádiva (3.24; Ef 2.8). Ninguém pode justificar-se diante de DEUS guardando toda a lei ou fazendo boas obras (4.2-6; Ef 2.8,9), “porque todos pecaram e destituídos estão da glória de DEUS” (3.23).
(2) A justificação diante de DEUS se alcança mediante a “redenção que há em CRISTO JESUS” (3.24). Ninguém é justificado sem que antes seja redimido por CRISTO, do pecado e do seu poder.
(3) A justificação diante de DEUS provém da “sua graça”, sendo obtida mediante a fé em JESUS CRISTO como Senhor e Salvador (3.22,24; cf. 4.3,5).
(4) A justificação diante de DEUS está relacionada ao perdão dos nossos pecados (Rm 4.7). Os pecadores são declarados culpados diante de DEUS (3.9-18,23), mas por causa da morte expiatória de CRISTO e da sua ressurreição são perdoados (ver 3.25; 4.25; 5.6-10).
(5) Uma vez justificados diante de DEUS, mediante a fé em CRISTO, estamos crucificados com Ele, o qual passa a habitar em nós (Gl 2.16-21). Através dessa experiência, nos tornamos de fato justos e começamos a viver para DEUS (2.19-21). Essa obra transformadora de CRISTO em nós, mediante o ESPÍRITO (cf. 2Ts 2.13; 1Pe 1.2), não se pode separar da sua obra redentora a nosso favor. A obra de e a do ESPÍRITO são de mútua dependência.
 
 
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