Index
Estudos
EBD
Discipulado
Mapas
Igreja
Ervália
Corinhos
Figuras1
Figuras2
Vídeos
Fotos
 
 
LIÇÃO 3 - JESUS CRISTO, VERDADEIRO HOMEM, E VERDADEIRO DEUS .
Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2006 - CPAD - Jovens e Adultos
TEMA – As Verdades Centrais da Fé Cristã
Comentários da revista da CPAD: Pr. Claudionor Correia de Andrade
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO 
Cristo Em Cada Livro Da Bíblia
 
 
 
 
TEXTO ÁUREO
 "Lembra-te de que JESUS CRISTO, que é da descendência de Davi, ressuscitou dos mortos, segundo o meu evangelho"
(2 Tm 2.8).
 
 
 VERDADE PRÁTICA:
Verdadeiro homem e verdadeiro DEUS, JESUS CRISTO morreu para redimir-nos do pecado, ressuscitando gloriosamente como Senhor dos senhores e Rei dos reis.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Jo 1.1-5, 9-14
1No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS. 2Ele estava no princípio com DEUS. 3Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. 4Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens; 5e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. 6Houve um homem enviado de DEUS, cujo nome era João. 7Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. 8Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz. 9Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo, 10estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu. 11Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de DEUS: aos que crêem no seu nome, 13os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de DEUS. 14E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
 
João, o autor do quarto Evangelho, manifesta com admirável concisão o propósito que o move para escrevê-lo. Como que dialogando figuradamente com os seus futuros leitores, explica-lhes que os sinais milagrosos feitos por JESUS e recolhidos “neste livro... foram registrados para que creiais que JESUS é o CRISTO, o Filho de DEUS, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (20.30-31). Esta é, em resumo, a intenção que guia o evangelista a coligir também o conjunto de ensinamentos e discursos reveladores da natureza e razão de ser da atividade desenvolvida por JESUS, o Messias, o Filho unigênito (1.14), enviado pelo Pai para tirar “o pecado do mundo” (1.29) e para dar vida eterna a “todo o que nele crê” (3.13-17). O autor do Evangelho de João (Jo) apresenta-se, tal qual João Batista, como uma testemunha viva da revelação de DEUS. Ninguém jamais viu a DEUS (1.18), mas agora deu-se a conhecer por intermédio do seu Filho (19.35; 21.24. Cf. 1.6-8,15). Encarnado na realidade humana, o CRISTO preexistente e eterno veio conferir à nossa história um novo sentido, uma categoria que excede a toda a nossa capacidade de compreensão e raciocínio. Disso, João Batista prestou um testemunho precursor no começo do ministério público de JESUS. Agora, o faz João, o evangelista, a partir da perspectiva do CRISTO que vive apesar da morte, do Senhor que, com a sua morte, venceu o mundo (16.33) e que é vida para todo aquele que o aceita pela fé (11.25-26). A lembrança do Ressuscitado está sempre presente no coração do autor deste Evangelho, como, sem dúvida, ela esteve em cada um dos discípulos que acompanharam o Senhor durante os dias da sua existência terrena (Cf. 2.17,22; 12.16; 14.26; 15.20; 16.4). E o acontecimento da ressurreição é como uma linha luminosa que percorre o livro de João desde o princípio até o fim e permite contemplar a figura única e irrepetível do Messias Salvador. Mais que oferecer uma biografia de JESUS no sentido estrito que hoje damos à palavra, João pretende introduzir o leitor numa profunda reflexão acerca da pessoa do Filho de DEUS e do mistério da redenção que nele nos tem sido revelado. Em CRISTO manifestou-se o amor de DEUS, e, por meio dele, o crente tem acesso às moradas eternas (14.2,23), isto é, a uma vida de comunhão com o Pai.
JESUS CRISTO é chamado de Verbo (vs. 1,14; cf. também 1Jo 1.1; Ap 19.13), fazendo alusão à palavra criadora de DEUS (Gn 1.1-26; Sl 33.6), à sua palavra reveladora (Sl 33.4; 119.89), à sua palavra salvadora (Sl 107.20) e à sabedoria divina (Pv 8.22-31). Ver Jo 8.58, n.; 17.5, n. O termo grego logos também tem sido traduzido por Palavra.
1Jo 1.1O que era desde o princípio, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida
O texto assinala que as primeiras testemunhas ouviram, viram e apalparam JESUS, destacando assim que houve um contato real com ele (cf. Jo 1.14).
Ap 19.13E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de DEUS.
O nome de JESUS aqui é a Palavra de DEUS.
 
 
INTRODUÇÃO
JESUS CRISTO, A VIDA DE VISÃO GERAL
JESUS CRISTO é o Messias, Salvador e fundador da igreja cristã. Para os cristãos, Ele é o Senhor de suas vidas. Embora tenha vivido na terra somente 33 anos, tem exercido grande impacto nas pessoas – mesmo naqueles que não crêem que Ele é o Filho de DEUS. JESUS CRISTO é descrito em detalhe na Bíblia – sua vida, obra e ensinamentos – nos Evangelhos, cada um focando diferentes ângulos. Mateus o apresenta como o esperado Rei do povo judeu. Marcos o mostra como servo de todos. Lucas tende a destacar seu caráter compassivo e bondoso para com os pobres. João descreve um relacionamento amoroso com JESUS. No entanto todos concordam que JESUS é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis.
 
A VIDA DE JESUS A história contada nos Evangelhos abrange estágios que vão da encarnação de CRISTO, ou sua entrada no mundo, até sua morte na cruz. A apresentação total da vida de CRISTO está centrada na cruz e na sua ressurreição triunfal.
 
A PRÉ-EXISTÊNCIA DE JESUS João começa o seu Evangelho com uma referência à Palavra (João 1:1), e com isso dá uma visão gloriosa de JESUS, que existia mesmo antes da criação do mundo (1:2). JESUS tomou parte no ato da criação (1:3). Entretanto, o nascimento de JESUS foi ao mesmo tempo um ato de humilhação e de iluminação. A luz brilhou, mas o mundo preferiu permanecer nas trevas (1:4-5, 10).
 
O NASCIMENTO VIRGINAL DE JESUS Mateus e Lucas contam que JESUS CRISTO foi concebido pelo ESPÍRITO SANTO e nascido de Maria, que era virgem. Para ser DEUS e homem, JESUS não poderia ter sido concebido naturalmente. Profetizado por Isaías e Acaz (Isaías 7:10-14), seu nascimento miraculoso não foi um fato sem importância – é o cerne da história de JESUS. O nascimento virginal é prova da Encarnação de JESUS e de que CRISTO era realmente DEUS.JESUS passou sua infância em Nazaré e aos 12 anos foi achado no templo conversando com os doutores da lei.
 
A PREGAÇÃO DE JOÃO BATISTA João Batista andava pelo deserto conclamando o povo para o arrependimento e o batismo (Mateus 3:1-6). Falava da aproximação do reino (Mateus 3:2). Com esse mesmo tema JESUS iniciou seu ministério (4:17), o que mostra que a obra de João Batista integrava a preparação do ministério público de JESUS. O mesmo se pode dizer sobre o rito do batismo, embora João reconhecesse que JESUS batizaria com o ESPÍRITO SANTO e com fogo (3:11). João foi protagonista do primeiro ato público de JESUS – seu desejo de ser batizado (3:13-15; Lucas 3:21).
 
O BATISMO DE JESUS JESUS veio ao mundo com uma missão e embora não fosse pecador, decidiu se submeter ao batismo para mostrar que estava preparado para levar a carga de pecados da humanidade. O batismo é um símbolo da morte do homem, sepultamento de seus pecados e ressurreição de uma nova criatura em CRISTO. É uma visão externa da mudança interna de uma pessoa. A parte mais importante do batismo de JESUS foi a voz que desceu do céu, declarando prazer no Filho amado (Mateus 3:17). Esse pronunciamento de DEUS foi o verdadeiro início do ministério de JESUS; o Pai lhe dava total aprovação para sua obra. Outro fato importante foi a manifestação do ESPÍRITO SANTO sob a forma simbólica de uma pomba (3:16).
 
A TENTAÇÃO DE JESUS O batismo de JESUS mostrou a natureza de sua missão. A tentação mostrou a natureza do ambiente em que exerceria seu ministério (Mateus 4:1; Lucas 4:1-2). A confrontação com forças espirituais adversas ocorreram em várias situações e a todas JESUS rebateu com as Escrituras.
 
O MINISTÉRIO DE JESUS Desenvolvido num período curto de 3 anos, o ministério de JESUS foi intenso, marcado por uma convivência rica com os discípulos que escolheu (Mateus 4:18-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) e que compartilharam de momentos muito especiais em que foram testemunhas de seus milagres (João 2:1-10), curas (Mateus 8:1-9:34), sermões (Mateus 5:1-7:29), encontros inusitados com pecadores (João 2:13-16; John 4:1-42; João 3) e líderes religiosos (Mateus 21:23-22:45), encontros e visitas a amigos (João 11; Mateus 26:6), de sua perseguição (Mateus 12:1-14; Lucas 13:10-17; João 5:9-18), sofrimento (Mateus 27: 27-44) e morte (Mateus 27: 45-50).
 
OS DIAS FINAIS EM JERUSALÉM Incomodados com a crescente popularidade de JESUS, os líderes religiosos procuravam achá-lo em falta. JESUS começou a preparar seus discípulos, instruindo-os sobre eventos futuros, especialmente o fim do mundo. Reafirmou-lhes a certeza de sua volta e mencionou vários sinais que a precederiam (Mateus 24-25; Marcos 13; Lucas 21). Desafiou-os a estarem vigilantes (Mateus 25:13) e diligentes (25:14-30). Com isso preparava o caminho para os eventos da prisão, julgamento, sofrimento e crucificação que se seguiram. Na noite anterior à sua prisão, porém, tomou com eles a Ceia do Senhor e lhes explicou o significado da sua morte (Mateus 26:26-30; Marcos 14:22-25; Lucas 22:19-20; 1 Coríntios 11:23-26). Através do pão e do vinho, que simbolizavam seu corpo partido e seu sangue derramado pelos pecadores, instituiu um memorial que selava uma nova aliança.
 
TRAIÇÃO E PRISÃO Naquela mesa estava também o traidor, Judas, que o entregaria aos soldados e autoridades (Mateus 26:21-25; Marcos 14:18-21; Lucas 22:21-23; João 13:21-30). Depois de cear, JESUS se retirou para o Jardim do Getsêmane (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-42; Lucas 22:40-46) onde orou intensamente e em agonia, mas ao mesmo tempo submetendo-se à vontade do Pai. Por isso, não ofereceu resistência quando o prenderam.
 
JULGAMENTO E CRUCIFICAÇÃO Levado à presença das autoridades, JESUS foi interrogado (Mateus 27:1-2; Marcos 15:1; Lucas 23:1; João 18:28; Lucas 23:7-12) e julgado inocente por Pilatos. Mas seus inimigos escarneciam dele e incitavam a multidão pedindo sua morte. Pilatos entregou-o para ser crucificado. Foi pregado numa cruz, sofreu zombarias, açoites e humilhações, mas ainda assim expressou compaixão pelo criminoso arrependido crucificado ao seu lado (Lucas 23:39-43). Também comoveu-se por sua mãe (João 19:25-27), orou ao Pai pelo perdão daqueles que o crucificaram (Lucas 23:34) e com um grande grito, expirou (Marcos 15:37). Naquele momento houve escuridão e um terremoto, como se a natureza reconhecesse o significado daquele evento. O véu do templo de Jerusalém se partiu ao meio, não mais servindo como barreira ao lugar SANTO dos Santos. A morte de JESUS abriu o caminho para todas pessoas chegarem livremente à presença de DEUS e adorá-lo. Ele pagou por nossos pecados e nos trouxe de volta para o Pai.
 
SEPULTAMENTO, RESSURREIÇÃO E ASCENSÃO O corpo de JESUS foi colocado numa tumba emprestada (Mateus 27:57-60; João 19:39) que, depois de 3 dias foi encontrada vazia (João 20:2-10). Cumprira-se a Escritura: JESUS ressuscitara. Seu aparecimento aos discípulos causou dúvida (João 20:24-29) e espanto. JESUS ressuscitou glorificado em forma humana, porém não foi reconhecido de imediato. (João 20:15-16). Seus aparecimentos foram ocasiões de alegria e ensinamentos (Lucas 24:44 e Atos 1:3). A ressurreição transformou a tragédia em vitória. Sua ascensão aos céus aconteceu 40 dias depois da ressurreição. JESUS foi juntar-se ao Pai em glória (Lucas 24:51; João 20:17; Atos 1:9-11).
 
 
 
 
I. A ENCARNAÇÃO DO VERBO DE DEUS
Para que pudéssemos ser salvos era preciso um salvador com as seguintes características:
Ser homem - SANTO - Sem Pecado - Capaz de se oferecer a si mesmo pelos pecados da humanidade - Capaz de substituir o homem em sua condenação - Com estreita comunhão com DEUS para fazer sinais e prodígios na pregação do evangelho  - Ser descendente de Davi - etc...
DEUS é ESPÍRITO , e para se fazer homem teria que nascer na Terra como homem.
O Evangelho segundo Mateus começa com a genealogia de JESUS CRISTO, a qual retrata a linhagem ancestral de JESUS pela linha paterna (a de José), segundo o costume judaico (v. 16). José não era o pai biológico de JESUS, contudo era o pai legal (v. 20). Mateus fez assim a fim de comprovar aos judeus que JESUS era o Messias esperado, que governaria eternamente o povo de DEUS (cf. Is 11.1-5), pois DEUS prometera que o Messias seria um descendente da família de Davi (2 Sm 7.12-19; Jr 23.5), bem como da de Abraão (Gn 12.3; Gl 3.16).
 
1. O Verbo de DEUS.
1.1 O VERBO. João começa seu Evangelho denominando JESUS de "o Verbo" (gr. Logos). Mediante este título de CRISTO, João o
apresenta como a Palavra de DEUS personificada e declara que nestes últimos dias DEUS nos falou através do seu Filho (cf. Hb 1.1). As
Escrituras declaram que JESUS CRISTO é a sabedoria multiforme de DEUS (1 Co 1.30; Ef 3.10,11; Cl 2.2,3) e a perfeita revelação da
natureza e da pessoa de DEUS (Jo 1.3-5, 14,18; Cl 2.9). Assim como as palavras de um homem revelam o seu coração e mente, assim também CRISTO, como "o Verbo", revela o coração e a mente de DEUS (14.9). João nos apresenta três características principais de JESUS CRISTO como "o Verbo". (1) O relacionamento entre o Verbo e o Pai. (a) CRISTO preexistia "com DEUS" antes da criação do mundo (cf. Cl 1.15,19). Ele era uma pessoa existente desde a eternidade, distinto de DEUS Pai, mas em eterna comunhão com Ele. (b) CRISTO era divino ("o Verbo era DEUS"), e tinha a mesma natureza do Pai (Cl 2.9; ver Mc 1.11). (2) O relacionamento entre o Verbo e o mundo. Foi por intermédio de CRISTO que DEUS Pai criou o mundo e o sustenta (v. 3; Cl 1.17; Hb 1.2; 1 Co 8.6). (3) O relacionamento entre o Verbo e a humanidade. "E o Verbo se fez carne" (v. 14). Em JESUS, DEUS tornou-se um ser humano com a mesma natureza do homem, mas sem pecado. Este é o postulado básico da encarnação: CRISTO deixou o céu e experimentou a condição da vida e do ambiente humanos ao entrar no mundo pela porta do nascimento humano (ver Mt 1.23)
 
O NASCIMENTO DE JESUS. Tanto Mateus quanto Lucas declaram de modo específico e inequívoco que JESUS veio a este mundo como resultado de um ato milagroso de DEUS. Foi concebido mediante o ESPÍRITO SANTO e nasceu de uma virgem, Maria (Mt 1.18,23; Lc 1.27). Devido à sua concepção milagrosa, JESUS era um “santo” (1.35), i.e., livre de toda mácula do pecado. Por isto, Ele era digno de carregar sobre si a culpa dos nossos pecados e expiá-los (ver Mt 1.23). Sem um Salvador perfeito e sem pecado, não poderíamos jamais obter a redenção.
 
2. O esvaziamento de CRISTO. Em sua encarnação, o CRISTO tornou-se em tudo semelhante a nós, exceto quanto à natureza pecaminosa e ao pecado (Fp 2.7,8 - ARA).
Fp 2.6 que, sendo em forma de DEUS, não teve por usurpação ser igual a DEUS.7 Mas 3aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; 8 e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte he morte de cruz.
 
Esvaziamento: Do grego ekenosen, "esvaziar" . Doutrina que trata da auto-renúncia de JESUS ao assumir a natureza humana, porém, sem deixar de ser DEUS.
 
2.6 SENDO EM FORMA DE DEUS. JESUS sempre foi DEUS pela sua própria natureza e igual ao Pai antes, durante e depois da sua
permanência na terra (ver Jo 1.1; 8.58; 17.24; Cl 1.15,17; ver Mc 1.11; Jo 20.28). CRISTO, no entanto, não se apegou aos seus
direitos divinos, mas abriu mão dos seus privilégios e glória no céu, a fim de que nós, na terra, fôssemos salvos.
 
2.7 ANIQUILOU-SE A SI MESMO. O texto grego do qual foi traduzida esta frase, diz literalmente, que ele "se esvaziou", i.e., deixou de lado sua glória celestial (Jo 17.4), posição (Jo 5.30; Hb 5.8), riquezas (2 Co 8.9), direitos (Lc 22.27; Mt 20.28) e o uso de prerrogativas divinas (Jo 5.19; 8.28; 14.10). Esse "esvaziar-se" importava não somente em restrição voluntária dos seus atributos e privilégios divinos, mas também na aceitação do sofrimento, da incompreensão, dos maus tratos, do ódio e, finalmente, da morte de maldição na cruz (vv. 7,8).
2.7 A FORMA DE SERVO... SEMELHANTE AOS HOMENS. Para trechos na Bíblia que tratam de CRISTO assumindo a forma de servo, ver Mc 13.32; Lc 2.40-52; Rm 8.3; 2 Co 8.9; Hb 2.7,14. Embora permanecesse em tudo divino, CRISTO tomou sobre si uma natureza humana com suas tentações, humilhações e fraquezas, porém sem pecado (vv. 7,8; Hb 4.15).
 
3. A concepção virginal do Filho de DEUS. Na concepção do Verbo de DEUS, não houve o que se convencionou chamar de nascimento virginal; o que realmente se deu foi o mistério da concepção virginal, conforme profetizou Isaías: "Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e serão seu nome Emanuel" Os 7.14; Mt
1.25-24; Lc 1.35). Seu nascimento ocorreu em Belém conforme o registro de Lc 2.3-12.
Maria, como as demais mulheres, sentiu as dores de parto ao dar à luz a CRISTO; e, JESUS, à nossa semelhança, deixou o ventre materno, natural e não sobrenaturalmente, ao nascer em Belém de Judá. Portanto, se o seu nascimento foi natural, a sua concepção, frisamos, foi um ato miraculoso operado pelo ESPÍRITO SANTO, conforme registra Lucas 1.30-35.
2.7 NUMA MANJEDOURA. CRISTO nasceu numa estrebaria, onde guardavam gado, situada talvez numa caverna. A manjedoura era uma espécie de gamela onde o gado se alimentava. O nascimento do Salvador, o maior evento de toda a História, ocorreu em circunstâncias as mais humildes. JESUS, sendo o Rei dos reis, não nasceu nesta vida como rei, nem viveu como um rei aqui na terra. Os filhos de DEUS são sacerdotes e reis, mas nesta vida devemos ser como Ele era humilde e simples.
 
Lc 2.7 E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.11 pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é CRISTO, o Senhor.
2.11 O SALVADOR... CRISTO, O SENHOR. Na ocasião do seu nascimento, JESUS é chamado Salvador .
(1) Como Salvador, veio nos libertar do pecado, do domínio de Satanás, do mundo ímpio, do medo, da morte e da condenação pelas nossas transgressões (ver Mt 1.21).
(2) O Salvador também é CRISTO, o Senhor . Foi ungido como o Messias de DEUS, e o Senhor que reina sobre o seu povo (ver Mt 1.1). Ninguém pode ter CRISTO como Salvador, enquanto o recusar como Senhor.
 
 
 
 
 
II. OS TRÊS OFÍCIOS DE CRISTO
CRISTO, o título oficial dado a JESUS no Novo Testamento , descreve JESUS como o ungido Salvador. A palavra vem do Grego Christos, que é a tradução do Hebraico Messias (João 1:41). Ambos os termos são originários do significado do verbo ungir com óleo sagrado, daí a expressão Ungido. Esses nomes dados a JESUS expressam a idéia que DEUS ungiu JESUS para salvar o seu povo. No Novo Testamento, o título é usado em combinação com o seu nome de nascimento, JESUS CRISTO (Mateus 1:1; Marcos 1:1; Romanos 1:4), CRISTO JESUS (Romanos 1:1; 1 Coríntios 1:1), com o artigo  (Romanos 7:4), ou com outro título Senhor (Romanos 16:18). É também usado como um nome substituto ou título para JESUS, a única palavra a ser usada dessa maneira (João 20:31; Romanos 15:3; Hebreus 3:6;5:5 ; 1 Pedro 1:11, 19). Os Evangelhos retratam JESUS modestamente aceitando o título e papel de Messias. Em seu batismo, ele foi ungido para o ministério, sendo cheio do ESPÍRITO  e como um selo de aprovação dado por DEUS para começar o seu ministério (Mateus 3:16-4:17). O próprio João Batista negou ser o Ungido mas identificou JESUS como O CRISTO (João 1:20; Lucas 3:14-17). Os primeiros discípulos seguiram a JESUS porque sabiam que ele era o Messias (João 1:41). Os demônios reconheceram JESUS como o SANTO [ungido] de DEUS (Marcos 1:24; compare com Mateus 8:29). As multidões seguiram-no como a um Profeta, como o novo Moisés (João 6:14, 32), mas desertaram-no quando entenderam que o seu reino era espiritual, e não político (João 6:66). Os Doze Discípulos permaneceram leais, dizendo, E nós cremos e sabemos que o senhor é o SANTO que DEUS enviou (João 6:69). Como Pedro assim declarou, O senhor é o Messias, o Filho do DEUS vivo (Mateus 16:16). Em seu julgamento, o fator decisivo para a condenação de JESUS foi a sua declaração de que ele era o CRISTO (Mateus 26:63-64, 26:68; 27:11, 27:17, 27:22, 27:37). A principal mensagem dos cristãos primitivos era que JESUS era o CRISTO (Atos 2:36; Atos 3:18-20; Atos 9:22; Atos 28:23, 31). Esse ainda permanece como o elemento básico da confissão da fé cristã (1 Coríntios 1:23; 1 João 5:1), a afirmação de que JESUS cumpriu perfeitamente o seu papel como o ungido profeta, sacerdote e Rei como um servo de DEUS para o seu povo (Lucas 7:16; 1 Coríntios 15:25; Hebreus 7:22-28; Apocalipse 19:16).
 
1. O Profeta que havia de vir.
 Textos específicos do AT citados no NT. Certos trechos do AT são manifestamente profecias sobre CRISTO, porque o NT os cita como tais. Por exemplo, Mateus cita Is 7.14 para comprovar que o AT profetizava aí o nascimento virginal de CRISTO (Mt 1.23), e Mq 5.2 para comprovar que JESUS devia nascer em Belém (Mt 2.6). Marcos observa aos seus leitores (Mc 1.2,3) que a vinda de João Batista como precursor de CRISTO fora profetizada tanto por Isaías (Is 40.3), quanto por Malaquias (Ml 3.1). Zacarias predisse a entrada triunfante de JESUS em Jerusalém n o domingo que precede a Páscoa (Zc 9.9; cf. Mt 21.1-5; Jo 12.14,15). A experiência de Davi, descrita  no Sl 22.18, prenuncia os soldados ao derredor da cruz, dividindo entre si as vestes de JESUS (Jo 19.23,24), e sua declaração no Sl 16.8-11 é interpretada como uma clara predição da ressurreição de JESUS (At 2.25-32; 13.35-37). 
O livro de Hebreus afirma que Melquisedeque (cf. Gn 14.18-20; Sl 110.4) é um tipo de CRISTO, nosso eterno Sumo Sacerdote. Muitos outros exemplos poderiam ser citados.
 Alusões a passagens do AT pelos escritores do NT. Outra forma de revelação de CRISTO no AT consiste em passos do NT que, mesmo sem citação direta, referem-se a pessoas, eventos, ou objetos do AT prefigurando profeticamente a CRISTO. Por exemplo, no primeiro de todos os textos proféticos da Bíblia (Gn 3.15), DEUS promete que enviará o descendente da mulher para ferir a cabeça da serpente. Certamente, Paulo tinha em mente esse trecho quando declarou que CRISTO nasceu de mulher para redimir os que estavam debaixo da lei (Gl 4.4,5; cf. Rm 16.20).
João, igualmente, declara que o Filho de DEUS veio “para desfazer as obras do diabo” (1Jo 3.8). A referência de João Batista a JESUS como Cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo (Jo 1.29,36), recua a Lv 16 e Is 53.7. A referência de Paulo a JESUS como “nossa páscoa” (1Co 5.7) revela que o sacrifício do cordeiro pascal profetizava a morte de CRISTO em nosso favor (Êx 12.1-14). O próprio JESUS declarou que o ato de Moisés, ao levantar a serpente no deserto (Nm 21.4-9) era uma profecia a respeito dEle, quando pendurado na cruz. E quando João diz que JESUS,
o Verbo de DEUS, participou da criação de todas as coisas (Jo 1.1-3), não podemos deixar de pensar em Sl 33.6: “Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus” (cf. Hb 1.3,10-12). Essas são apenas algumas das alusões no NT a passos do AT referentes a CRISTO.
 
Quando JESUS fez referência ao cumprimento da profecia de Isaías acerca do poder do ESPÍRITO SANTO sobre Ele, usou também a mesma passagem para sintetizar o conteúdo do seu ministério, a saber: pregação, cura e libertação (Is 61.1,2; Lc 4.16-19).
(1) O ESPÍRITO SANTO ungiu JESUS e o capacitou para a sua missão. JESUS era DEUS (Jo 1.1), mas Ele também era homem (1Tm 2.5). Como ser humano, Ele dependia da ajuda e do poder do ESPÍRITO SANTO para cumprir as suas responsabilidades diante de DEUS (cf. Mt 12.28; LC 4.1,14; Rm
8.11; Hb 9.14).
(2) Somente como homem ungido pelo ESPÍRITO , JESUS podia viver, servir e proclamar o evangelho (At 10.38). Nisto, Ele é um exemplo perfeito para o cristão; cada crente deve receber a plenitude do ESPÍRITO SANTO (ver At 1.8; 2.4).

 
2. O Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.
A INTERCESSÃO DE CRISTO
(1) JESUS, no seu ministério terreno, orava pelos perdidos, os quais Ele viera buscar e salvar (Lc 19.10). Chorou,
quebrantado, por causa da indiferença da cidade de Jerusalém (Lc 19.41). Orava pelos seus discípulos, tanto
individualmente (ver Lc 22.32) como pelo grupo todo (Jo 17.6-26). Orou até por seus inimigos, quando pendurado
na cruz (Lc 23.34).
(2) Um aspecto permanente do ministério atual de CRISTO é o de interceder pelos crentes diante do trono de DEUS
(Rm 8.34; Hb 7.25; 9.24; ver 7.25 ); João refere-se a JESUS como “um Advogado para com o Pai” (ver 1Jo 2.1 ). A intercessão de CRISTO é essencial à nossa salvação (cf. Is 53.12). Sem a sua graça, misericórdia e ajuda, que
recebemos mediante a sua intercessão, nós nos desviaríamos de DEUS e voltaríamos à escravidão do pecado.Sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, foi o Senhor JESUS, no sacrifício vicário do Gólgota, o oficiante e a vítima ao oferecer-se, de uma vez por todas, para resgatar-nos de nossos pecados (Hb 7.26-28).
 
3. O Rei dos reis. Após a sua ressurreição, e já prestes a subir ao Pai, afirmou: "É-me dado todo o poder no céu e na terra" (Mt 28.18). Naquele momento, assumia JESUS o governo não somente do mundo, como de Israel e da Igreja. Ele é o soberano dos reis da terra (Ap 1.5). É o rei de Israel e cabeça da Igreja (Jo 1.49; Cl 1.18). Como herdeiro do trono de Davi, assumirá o governo do mundo durante o Milênio, levando as nações remanescentes à plena obediência (Is 11.1-10; Ap 19.16).
Mt 1.1 CRISTO. O termo CRISTO (gr. Christos) quer dizer ungido . É a forma grega do hebraico Messias (Dn 9.25,26).
(1) Desde o início do seu Evangelho, Mateus afirma que JESUS é o Ungido de DEUS, ungido com o ESPÍRITO SANTO (cf. Is 61.1; Lc 4.18; Jo 3.34; At 10.38).
(2) Foi ungido como Profeta, para trazer conhecimento e verdade (Dt 18.15); como Sacerdote, para oferecer o supremo sacrifício e expiar nossas culpas (Sl 110.4; Hb 10.10-14); e como Rei, para governar, guiar e estabelecer o reino da justiça (Zc 9.9).
Mt 1.1 O FILHO DE DAVI. (1) Mateus comprova que JESUS foi um descendente legal de Davi, levantando a genealogia de José, o qual era da casa de Davi. Embora JESUS tenha sido concebido pelo ESPÍRITO SANTO, contudo Ele foi formalmente registrado como filho de José e, portanto, tornou-se legalmente um descendente de Davi. (2) A genealogia por Lucas (ver Lc 3.23) mostra a linhagem de JESUS através dos ascendentes de Maria, sua mãe, que também era da linhagem davídica. Lucas enfatiza que Ele procede da carne (i.e., filho) de Maria e, portanto, um como nós (cf. Rm 1.3). Assim, os escritores dos Evangelhos declaram o direito legal e também físico de JESUS ao messiado.
 
 
 
 
III. A MORTE VICÁRIA E A RESSURREIÇÃO DE CRISTO
1. A morte vicária de CRISTO.
O livro de Hebreus conta que o diabo, que governa o mundo, é o senhor da morte (Hebreus 2;14). É fácil pensar na morte como um poder demoníaco que governava o mundo até que CRISTO, o único que teve poder para vencer a morte em favor de todas as pessoas, finalmente a conquistasse. Quando CRISTO morreu, foi enterrado e ressuscitou ao terceiro dia, o poder que a morte tinha sobre o mundo foi permanentemente quebrado. O Novo Testamento descreve a vitória de JESUS sobre a morte de várias maneiras. Em Filipenses 2:8 lemos que JESUS foi obediente à morte. Em outra epístola, Paulo diz que "Ele morreu por todos" como sacrifício pelo pecado de todas as pessoas (II Coríntios 5:15). Pedro descreve como JESUS desceu ao Hades (lugar da morte) para conquistá-la (I Pedro 3: 18-19). Sendo o único ser imortal, DEUS é a fonte de toda a vida, e somente podemos viver se tivermos um relacionamento com Ele. A morte e ressurreição de CRISTO proporcionam às pessoas a oportunidade de restaurar sua comunhão com DEUS. "Se alguém está em CRISTO, é nova criatura; as coisas antigas já passaram, eis que se fizeram novas"(II Coríntios 5:17). Todas as pessoas que estabelecem um compromisso real com JESUS passam imediatamente da morte para a vida, e todas que obedecem as palavras de DEUS terão a vida eterna.
 Porque aqueles que JESUS veio redimir são carne e sangue (i.e., são humanos), Ele também teve que tomar sobre si a natureza humana, pois somente como ser humano genuíno Ele teria as qualificações para redimir a raça humana do poder de Satanás. CRISTO morreu para destruir o poder de Satanás sobre aqueles que crêem (cf. 1 Jo 3.8) e, para livrá-los do temor da morte (Ap 1.18), ao prometer-lhes a vida eterna com DEUS (Jo 17.3; Ap 21-22).
 
2. A ressurreição de JESUS.
Mateus 28:1-10 Mas o anjo disse às mulheres: Não temais vós; pois eu sei que buscais a JESUS, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia; (Mateus 28:5-6)
A RESSURREIÇÃO DE JESUS É O ALICERCE DA FÉ CRISTÃ. A ressurreição é a chave para a fé cristã. Porque? (1) Como ele havia prometido, ele ressurgiu dos mortos. Nós podemos estar confiantes, portanto, que ele cumprirá tudo que ele prometeu. (2) A ressurreição do corpo nos mostra que o CRISTO vivo é soberano no reino eterno de DEUS, não um falso profeta ou impostor. (3) Nós podemos ter certeza de nossa ressurreição porque ele foi ressuscitado. A morte não é o fim, existe a vida após a morte. (4) O poder que trouxe JESUS de volta a vida está disponível para nós trazermos o nosso ser espiritual morto de volta a vida. (5) A Ressurreição é à base do testemunho da igreja para o mundo. JESUS é mais que um líder humano, ele é o Filho de DEUS.
A RESSURREIÇÃO É O PONTO DECISIVO DA FÉ CRISTÃ
 1 Coríntios 15:1-11 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que CRISTO morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; (1 Coríntios 15:3-4)
A RESSURREIÇÃO É O PONTO DECISIVO DA FÉ CRISTÃ
Sempre haverá pessoas dizendo que JESUS não ressurgiu dos mortos. Paulo nos garante que muitas pessoas viram JESUS depois de sua ressurreição: Pedro, o discípulo (os Doze), Mais de quinhentos crentes (a maioria ainda estavam vivos quando Paulo escreveu isto), Thiago (irmão de JESUS), todos os apóstolos e finalmente Paulo em si. A Ressurreição é um fato histórico. Não seja desencorajado por pessoas que negam a Ressurreição. Seja cheio de esperança, pois um dia todos virão a prova viva quando JESUS voltar.
Sempre haverá pessoas dizendo que JESUS não ressurgiu dos mortos. Paulo nos garante que muitas pessoas viram JESUS depois de sua ressurreição: Pedro, o discípulo (os Doze), Mais de quinhentos crentes (a maioria ainda estavam vivos quando Paulo escreveu isto), Thiago (irmão de JESUS), todos os apóstolos e finalmente Paulo em si. A Ressurreição é um fato histórico. Não seja desencorajado por pessoas que negam a Ressurreição. Seja cheio de esperança, pois um dia todos virão a prova viva quando JESUS voltar.
NOSSA RESSURREIÇÃO O QUE QUE A BÍBLIA NOS ENSINA SOBRE A NOSSA RESSURREIÇÃO?
1 Coríntios 15:12-28 Ora, se se prega que CRISTO foi ressuscitado dentre os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos?
A NOSSA RESSURREIÇÃO INCLUI O NOSSO CORPO E A NOSSA ALMA. A maioria dos gregos não acreditavam que o corpo de uma pessoa poderia ser ressuscitado depois da morte. Eles viam a vida após a morte como algo só para a alma. De acordo com filósofos gregos, a alma era a pessoa de verdade presa a um corpo físico, e na morte a alma era liberta. Não havia imortalidade para o corpo, mas a alma entrava num estado eterno. O cristianismo, no entanto, afirma que o corpo e a alma serão unidos depois da ressurreição. A igreja de Corinto estava no coração da cultura grega, desta maneira, muitos crentes tinham dificuldade em acreditar na ressurreição do corpo.
NOSSA RESSURREIÇÃO É CERTA POR CAUSA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO.
A ressurreição de CRISTO é o centro da fé cristã. Porque CRISTO ressuscitou, como ele havia prometido, nós sabemos que o que ele disse é a verdade – ele é DEUS. Porque ele ressuscitou, nós temos certeza que nossos pecados são perdoados. Porque ele ressuscitou, ele vivi e nos representa perante DEUS. Porque ele ressuscitou e venceu a morte, sabemos que nós também ressuscitaremos.
A NOSSA RESSURREIÇÃO É A NOSSA ÚNICA ESPERANÇA PARA A VIDA ETERNA. Nos dias de Paulo, o cristianismo levava a pessoa à execução, exclusão da família e, em muitos casos, a pobreza. Havia pouca vantagem em ser cristão naquela sociedade. O mais importante, no entanto, é que se CRISTO não tivesse ressuscitado, os cristãos não poderiam ser perdoados pelos seus pecados e não teriam nenhuma esperança de vida eterna.
 
 
CONCLUSÃO
Soube o apóstolo Paulo sintetizar, de maneira singular a vida de Nosso Senhor em 1 Tm 3.16. "E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima, na glória".
Esse é o CRISTO que pregamos. Verdadeiro homem e verdadeiro DEUS. Somente nEle e através dEle pode o ser humano obter a vida eterna. Sem CRISTO, ninguém chegará a DEUS. Amém.


 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 3 - JESUS CRISTO, VERDADEIRO HOMEM, E VERDADEIRO DEUS .
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Lembra-te de que JESUS CRISTO, que é da descendência de _______________, ressuscitou dos _____________, segundo o meu ______________________"(2 Tm 2.8).
 VERDADE PRÁTICA:
2- Complete:
Verdadeiro _________________ e verdadeiro ____________, JESUS CRISTO morreu para redimir-nos do ________________, ressuscitando gloriosamente como Senhor dos senhores e Rei dos reis.
  
I. A ENCARNAÇÃO DO VERBO DE DEUS
3- Complete: "E o Verbo se fez ___________ e habitou entre _____________, e vimos a su ____________, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14).
4- Complete:
Em sua ___________________, o CRISTO tornou-se em tudo _______________ a nós, exceto quanto à ________________ pecaminosa e ao pecado (Fp 2.7,8 - ARA).
 
5- O que é Esvaziamento? Marque com "X" a alternativa correta:
(  ) Do grego eclésia, "esvaziar".Doutrina da auto-renúncia de JESUS ao assumir a natureza humana, porém, sem deixar de ser DEUS.
(  ) Do grego ekenosen, "esvaziar".Doutrina da auto-renúncia de JESUS ao assumir a natureza humana, porém, sem deixar de ser DEUS.
(  ) Do grego cristos, "esvaziar".Doutrina da auto-renúncia de JESUS ao assumir a natureza humana, porém, sem deixar de ser DEUS.
 
6- Em que consistiu o auto-esvaziamento de CRISTO? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Certamente não esvaziara-se Ele de sua divindade.
(  ) Em todo o seu ministério terreno, manteve-a incólume.
(  ) Foi Ele, em seu estado de humilhação, reconhecido como DEUS (Jo 1.49; 20.28).
(  ) Ele não reivindica ao Pai a sua divindade, porquanto esta lhe é um atributo intrínseco; reivindica, sim, aquela imarcescível e eterna glória.
(  ) Em seu ministério terreno, só assumiu a posiçaõ de DEUS algumas vezes.
 
7- Complete:
Na concepção do _____________ de DEUS, não houve o que se convencionou chamar de nascimento _____________; o que realmente se deu foi o mistério da _________________________ virginal, conforme profetizou Isaías: "Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e serão seu nome Emanuel" Os 7.14; Mt
1.25-24; Lc 1.35).
 
8- Complete:
O nascimento de JESUS ocorreu em ____________ conforme o registro de Lc 2.3-12.
 
II. OS TRÊS OFÍCIOS DE CRISTO
9- Quais os tres ofícios de JESUS?
(  ) Sacerdote Profeta e Rei.
(  ) Sacerdote Profeta e Rei.
(  ) Sacerdote Profeta e Rei.
 
10- Como era o Profeta que havia de vir (JESUS).
Como profeta, JESUS não se limitou a revelar o futuro. Ele _________________, repreendeu os _____________ e realizou sinais e maravilhas, levando a todos a uma ____________________ admiração (Lc 7.16). Leia Deuteronômio 18.15.
 
11- Segundo que ordem sacerdotal é JESUS? Marque com "X" a alternativa correta:
(  ) Segundo a ordem de Arão.
(  ) Segundo a ordem de Levi.
(  ) Segundo a ordem de Melquisedeque.
 
12- Como comprovar biblicamente que JESUS é Rei dos reis? Complete:
Após a sua ressurreição, e já prestes a subir ao Pai, afirmou: "É-me dado ___________ o poder no céu e na terra" (Mt 28.18).
Ele é o _____________________ dos reis da terra (Ap 1.5).
É o rei de Israel e ___________________ da Igreja (Jo 1.49; Cl 1.18).
Como herdeiro do trono de Davi, assumirá o governo do mundo durante o __________________ (Is 11.1-10; Ap 19.16).
 
III. A MORTE VICÁRIA E A RESSURREIÇÃO DE CRISTO
13. O que significa a morte vicária de CRISTO? Complete:
JESUS não morreu na cruz como se fora um __________________; Ele morreu vicariamente como o único e suficiente Salvador da humanidade, a fim de garantir-nos a ________________________:
"Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que CRISTO __________________ por nossos pecados, segundo as Escrituras" (1 Co 15.3). A morte de CRISTO é assim descrita pelo evangelista: "E, clamando JESUS com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu ________________. E, havendo dito isso, expirou" (Lc 23.46). Quem, assim, atesta a more de Nosso Senhor é o evangelista Lucas, o médico amado. JESUS, portanto, não sofreu um desmaio como salientam os inimigos da fé; Ele, de fato, morreu e foi sepultado.
 
14- Sobre a ressurreição de JESUS, complete:
A ressurreição de CRISTO é a ____________________ doutrina do Novo Testamento. Ao expor o seu fato e historicidade, afirmou Paulo: "E, se CRISTO não ressuscitou, logo é ____________ a nossa pregação, e também é _________________ a vossa fé" (1 Co 15.14). Diante do exposto pelo apóstolo, ousamos afirmar: A ressurreição de JESUS foi completa e não meramente espiritual. 
Em 1 Coríntios 15, conhecido como o grande capítulo da ressurreição, afiança Paulo que o Senhor ressurreto, além de ser visto pelos 12 e por mais alguns discípulos, foi contemplado por mais de ___________________ irmãos. E o testemunho dos guardas romanos? E a comprovação dos próprios inimigos do Senhor que, contrariados, viram-se constrangidos a admitir o fato da ressurreição se bem que, em seguida, urdiram a grande mentira? (Mt 28.11-15).
 
 
Cristo Em Cada Livro Da Bíblia
Em Gênesis Jesus é o Cordeiro no altar de Abraão
Em Êxodo é o cordeiro da Páscoa
Em Levítico ele é o sumo sacerdote
Em Números ele é a nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante a noite
Em Deuteronômio ele é a cidade de nosso refúgio
Em Josué, ele é o tecido vermelho na janela de Raabe
Em Juízes ele é o nosso Juiz
Em Ruth ele é o nosso parente redentor
Em I e II Samuel ele é o nosso profeta confiável
Nos livros de Reis e Crônicas é o nosso soberano
Em Esdras ele é o nosso escriba fiel
Em Neemias é o reconstrutor de tudo que está destruído
Em Ester ele é Mordecai assentado fielmente no portão
Em Jô ele é o nosso redentor que vive para sempre
Em Salmos ele é o meu pastor e nada me faltará
Em Provérbios e Eclesiastes ele é nossa sabedoria 
Em Cantares ele é o belo noivo
Em Isaias ele é o servo sofredor
Em Jeremias e Lamentações Jesus é o profeta que chora
Em Ezequiel ele é o maravilhoso homem de quatro faces
Em Daniel ele é o quarto homem na fornalha
Em Oséias ele é o amor sempre fiel
Em Joel ele nos batiza com o Espírito Santo e com fogo
Em Amós ele leva nossos fardos 
Em Obadias nosso salvador
Em Jonas ele é o grande missionário que leva ao mundo a palavra de Deus 
Em Miquéias ele é o mensageiro dos pés formosos
Em Naum ele é o vingador 
Em Habacuque ele é a sentinela orando sempre pelo reavivamento
Em Sofonias ele é o Senhor poderoso para salvar
Em Ageu ele é o restaurador de nossa herança perdida
Em Zacarias é a nossa fonte
Em Malaquias ele é o filho da justiça com a cura em suas asas.
Em Mateus ele é o Cristo o filho do Deus vivo
Em Marcos ele é o operador de milagres
Em Lucas ele é o filho do homem
Em João ele é a porta pela qual todos devem passar
Em Atos é a luz brilhante que aparece a Saulo no caminho de Damasco
Em Romanos é a nossa justificação
Em Coríntios é nossa ressurreição e o que leva os nossos pecados
Em Gálatas ele nos redime da lei
Em Efésios ele é nossa riqueza insondável
Em Filipenses ele supre todas as nossas necessidades 
Em Colossenses ele é a plenitude do Deus encarnado
Em Tessalonicenses ele é o nosso Rei que virá
Em Timóteo ele é o nosso mediador entre Deus e os homens
Em Tito ele é nossa bendita esperança
Em Filemon ele é o amigo mais chegado que um irmão
Em Hebreus ele é o sangue do pacto eterno
Em Tiago ele é o Senhor que cura o doente
Em Pedro ele é o pastor principal
Nos livros de João é Jesus que tem a ternura do amor
Em Judas ele é o Senhor que vem com milhares de santos
E em Apocalipse, a igreja é conclamada a levantar os olhos, pois é chegada sua redenção
Jesus é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.
(Autor anônimo)
 
        Ajuda - www.cpad.com.br 
        Bíblia Ilúmina
 
 
Index
Estudos
EBD
Discipulado
Mapas
Igreja
Ervália
Corinhos
Figuras1
Figuras2
Vídeos
Fotos