Os Manuscritos do Mar Morto contêm
textos mais velhos que o Antigo Testamento, cerca de 1000
anos, mais especificamente. Ficaram esquecidos por 2000 anos
e resistiram ao tempo, em jarros de barro, graças ao clima
seco da região.
Mais uma vez, encontramos textos
antigos falando de carros celestes, de filhos do céu, de
rodas e da fumaça que as aparições voadoras espalham a
seu redor :
"Atrás dos seres vi um carro que tinha rodas de
fogo e cada roda estava cheia de olhos em toda a volta e em
cima das rodas havia um trono e este estava coberto por
fogo, que fluía em sua volta."
Uma observação astronômica
tem o título: "Palavras daquele que é sensato,
dirigidas a todos os filhos da aurora".
Até hoje não sabemos quem
teria escrito nesses rolos, nem quem eram os habitantes da
Vila de Qumran, mas, para satisfazer os curiosos, os
manuscritos estão expostos no Museu de Israel, em Jerusalém.
Fragmento de um rolo
de pergaminho dos abaixo.
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Manuscritos do Mar Morto
Intrigantes,
inquietantes, polêmicos e esclarecedores.
Apenas um misto de palavras pode definir o
que são os Manuscritos do Mar Morto e sua
importância para os estudiosos da religião.
Descobertos em
1947 por um garoto beduíno que pastoreava
cabras ao largo das cavernas de Qumrã, nos
arredores do Mar Morto, e vendidos pelo
amigo desse pastorzinho a um estudioso judeu
e um padre, esses rolos de pergaminho, pele
e bronze achados em jarros de barro, que já
viajaram o mundo, passando pelas mãos de
estudiosos e catedráticos, têm feito uma
verdadeira revolução no estudo do judaísmo
e do cristianismo do século I.
Apresentados ao
mundo, os Manuscritos do Mar Morto tem influenciado
e esclarecido, desmistificado e reafirmado vários
pontos do panorama bíblico.
Mas, apesar
disso tudo, perguntas ficam no ar sempre que
esses manuscritos são citados, pois,
constantemente, ouve-se muita polêmica ao
seu redor. A primeira pergunta que logo se
faz é qual o importante legado que esses
pergaminhos deixaram para a estudo bíblico?
Como e porque esses antigos escritos podem
ajudar na compreensão do século I, do judaísmo
e do cristianismo primitivo?
Essa intrigantes
perguntas vão aos poucos sendo respondidas
quando se começa a descobrir o dia-a-dia da
comunidade de Qumrã, seus hábitos, leis e
crenças. Quando se começa a tomar
conhecimento do que realmente se passava no
panorama político, econômico e social da
época dos qumramitas. Miraculosamente, uma
novo modo de pensar é revelado quando se
toma contato com esse admirável novo mundo
bíblico.
E mais, passa-se
a ver que os Manuscritos do Mar Morto foram
um descoberta de valor inestimável, pois
tanto confirmam a integridade e validade do
texto bíblico (vide o rolo do livro de Isaías,
onde, em todo texto, achou-se apenas sete
variantes, sendo seis palavras diferentes,
porém sinônimas, e uma que, apesar de não
ser sinômina, em nada alterava a
integridade do livro) como também
esclarecem o texto, pois tiram o véu do
mistério que encobria o real modo de
pensar, viver e acreditar das pessoas mais
próximas a época do início do
cristianismo.
Mapa da região onde foram
encontrados os rolos de pergaminho dos Manuscritos do Mar
Morto
Cavernas de Qumran
Rolo do Mar Morto sendo limpo.
Cavernas
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