Lição 4 - Colossenses -
O Mistério Do Evangelho
Questionário
Texto Áureo: Cl 1.27 Aos quais Deus quis fazer
conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é
Cristo em vós, a esperança da glória;
CRISTO EM VÓS, ESPERANÇA DA GLÓRIA. Cristo habitando em nós
é a nossa garantia da glória futura e da vida eterna. Somente a presença dEle em
nós e a nossa contínua comunhão com Ele podem dissipar qualquer dúvida quanto a
irmos para o céu. Quem tem a Cristo também tem a vida eterna (cf. Rm 8.11; 1 Jo
5.11,12; Ef 1.13,14).
Verdade Prática: DEUS revelou suas verdades eternas
para que o homem, tendo acesso à verdadeira sabedoria em CRISTO, não permaneça
nas trevas.
Leitura Diária:
Segunda: At 9.16. pois eu lhe mostrarei quanto lhe
cumpre padecer pelo meu nome.
PADECER PELO MEU NOME. A conversão de Paulo incluiu não
somente uma ordem para pregar o evangelho, mas também uma chamada para sofrer
por amor a Cristo. Paulo foi informado desde o início que ele sofreria muito
pela causa de Cristo. No reino de Cristo, sofrer por amor a Ele é um sinal do
mais alto favor de Deus (14.22; Mt 5.11,12; Rm 8.17; 2 Tm 2.3) e o meio de ter
um ministério frutífero (Jo 12.24; 2 Co 1.3-6); resulta em recompensas
abundantes no céu (Mt 5.12; 2 Tm 2.12). A morte precisa atuar no crente para que
a vida de Deus flua dele para os outros (Rm 8.17,18,36,37; 2 Co 4.10-12). Para
outros textos sobre os sofrimentos de Paulo, ver 20.23; 2 Co 4.8-18; 6.3-10;
11.23-27; Gl 6.17; 2 Tm 1.11,12; ver também 2 Co 1.4; 11.23.
Terça: 2Co 12.7. E, para que me não exaltasse demais
pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um
mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de que eu não me exalte demais;
Possivelmente um problema visual que Paulo adquiriu por
estudar muito seus pergaminhos e por apanhar muito e também por noites de
vigílias e oração.
Gl 4.15 (olhos); 2 Tm 4.13 (Pergaminhos); 2 Co 6.5 (Jejuns,
oração, prisões, açoites)
UM ESPINHO NA CARNE. A palavra "espinho" comunica a idéia
de dor, de aflição, de sofrimentos, de humilhação, ou de enfermidades físicas,
mas não a de tentação para pecar (cf. Gl 4.13,14). (1) O espinho de Paulo
permanece indefinido, de modo que aqueles que têm qualquer "espinho" na vida
podem, assim, aplicar a si mesmos a lição espiritual dessa passagem. (2) O
espinho de Paulo pode ter sido uma ação demoníaca contra ele, permitida por
Deus, mas por Ele limitada (v.7; Jó 2.1ss). (3) Ao mesmo tempo, esse espinho de
Paulo lhe foi dado para impedir que se orgulhasse a respeito das revelações que
recebera. (4) O espinho de Paulo tornou-o mais dependente da graça divina (v. 9;
Hb 12.10).
12.8 TRÊS VEZES OREI AO SENHOR. Muitas vezes, quando Deus responde a oração
sincera com um "não", é porque algo muito melhor Ele vai conceder (Ef 3.20).
12.9 A MINHA GRAÇA TE BASTA. A graça é a presença, o favor e o poder de Deus em
nossa vida. É uma força, um poder celestial outorgado àqueles que invocam a
Deus. Essa graça descerá sobre o crente fiel que suportar suas fraquezas e
dificuldades, por amor ao evangelho (Fp 4.13). (1) Quanto maior a nossa fraqueza
e provações ao servirmos a Cristo, tanto mais graça Deus nos dará para cumprir a
sua vontade. Aquilo que Ele nos outorga é sempre suficiente para vivermos nossa
vida diária, para trabalharmos por Ele e para suportarmos nossos sofrimentos e
"espinhos" na carne (cf. 1 Co 10.13). Enquanto estivermos perto de Cristo, Ele
nos outorgará a sua força celestial. (2) Devemos gloriar-nos em nossas fraquezas
e ver nelas valor eterno, porque elas fazem com que o poder de Cristo desça
sobre nós e habite em nós, à medida que avançamos nesta vida em direção ao nosso
lar celestial
Quarta: 1Pe 4.13. mas regozijai-vos por serdes
participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória
vos regozijeis e exulteis.
ALEGRAI-VOS... DE SERDES PARTICIPANTES DAS AFLIÇÕES DE
CRISTO. É um princípio do reino de Deus que o sofrimento pela causa de Cristo
faz aumentar a medida da alegria que o crente desfruta no Senhor (ver Mt
5.10-12; At 5.41; 16.25; Rm 5.3; Cl 1.24; Hb 10.34). Daí, não se deve invejar os
que sofrem pouco ou nada pelo Senhor.
Quinta: 2Co 11. 23 são ministros de Cristo? falo
como fora de mim, eu ainda mais; em trabalhos muito mais; em prisões muito mais;
em açoites sem medida; em perigo de morte muitas vezes; 24 dos judeus cinco
vezes recebi quarenta açoites menos um. 25 Três vezes fui açoitado com varas,
uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no
abismo; 26 em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de
salteadores, em perigos dos da minha raça, em perigos dos gentios, em perigos na
cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos
irmãos; 27 em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em
jejuns muitas vezes, em frio e nudez. 28 Além dessas coisas exteriores, há o que
diariamente pesa sobre mim, o cuidado de todas as igrejas.
11.23 OS SOFRIMENTOS DE PAULO. O Espírito Santo, através
das palavras de Paulo, revela-nos a angústia e o sofrimento de uma pessoa
totalmente dedicada a Cristo, à sua Palavra e à causa em prol da qual Ele
morreu. Paulo comungava com os sentimentos de Deus e vivia em sintonia com
o coração e os sofrimentos de Cristo. Seguem-se vinte formas da participação de
Paulo nos sofrimentos de Cristo. Ele fala em: (1) "muitas tribulações"
enfrentadas ao servir a Deus (At 14.22); (2) sua aflição no "espírito", por
causa do pecado dominante na sociedade (At 17.16); (3) servir ao Senhor com
"lágrimas" ( 2.4); (4) advertir a igreja "noite e dia com lágrimas",
durante um período de três anos, por causa da perdição das almas, pela distorção
do evangelho por falsos mestres, contrários à fé bíblica apostólica (At 20.31);
(5) sua grande tristeza ao separar-se dos crentes amados (At 20.17-38), e seu
pesar diante da tristeza deles (At 21.13); (6) a "grande tristeza e contínua
dor" no seu coração, por causa da recusa dos seus "patrícios" em aceitarem o
evangelho de Cristo (Rm 9.2,3; 10.1); (7) as muitas provações e aflições que lhe
advieram por causa do seu trabalho para Cristo (4.8-12; 11.23-29; 1 Co 4.11-13);
(8) seu pesar e angústia de espírito, por causa do pecado tolerado dentro
da igreja (2.1-3; 12.21; 1 Co 5.1,2; 6,8-10); (9) sua "muita tribulação e
angústia do coração", ao escrever àqueles que abandonavam a Cristo e ao
evangelho verdadeiro (2.4); (10) seus gemidos, por causa do desejo de estar com
Cristo e livre do pecado e das preocupações deste mundo (5.1-4; cf. Fp 1.23);
(11) suas tribulações "por fora e por dentro", por causa de seu compromisso com
a pureza moral e doutrinária da igreja (7.5; 11.3,4); (12) o "cuidado" que o
oprimia cada dia, por causa do seu zelo por "todas as igrejas" (v.28); (13) o
desgosto consumidor que sentia quando um cristão passava a
viver em pecado (v.29); (14) o desgosto de proferir um "anátema" sobre aqueles
que pregavam outro evangelho, diferente daquele revelado no NT (Gl 1.6-9); (15)
suas "dores de parto" para restaurar os que caíam da graça (Gl 4.19; 5.4); (16)
seu choro por causa dos inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.18); (17) sua "aflição
e necessidade", pensando naqueles que podiam decair da fé (1 Ts 3.5-8); (18)
suas perseguições por causa da sua paixão pela justiça e pela piedade (2 Tm
3.12); (19) sua lastimável condição ao ser abandonado pelos crentes da Ásia (2
Tm 1.15); e (20) seu apelo angustiado a Timóteo para que este guarde fielmente a
fé genuína, ante a apostasia vindoura (1 Tm 4.1; 6.20; 2 Tm 1.14)
Sexta: 1Co 2.9. Mas, como está escrito: As coisas
que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são
as que Deus preparou para os que o amam.
Is 64.4 QUE TRABALHE PARA AQUELE QUE NELE ESPERA. Deus
promete que fará grandes coisas por aqueles que nEle esperam. Ele pode intervir
nos eventos da história da humanidade de tal maneira, que leve as pessoas a
executarem a sua vontade
Sábado: Tg 3. 13 Quem dentre vós é sábio e
entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de
sabedoria. 14 Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso
coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. 15 Essa não é a
sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. 16 Porque onde há
ciúme e sentimento faccioso, aí há confusão e toda obra má. 17 Mas a sabedoria
que vem do alto é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável,
cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia.
AMARGA INVEJA. "Amarga inveja" é o vício que impele a
pessoa a cuidar somente dos seus próprios interesses. A inveja ou ambição
egoísta na igreja é: (1) "terrena", i.e., polui aquilo que é santo e que é do
Espírito; (2) "animal", i.e., não-espiritual; carnal; sem o Espírito Santo; e
(3) "diabólica", i.e., inspirada por demônios (ver 1 Tm 4.1).
1 Co 2.1 NÃO FUI COM... SABEDORIA. O conteúdo da pregação
de Paulo não foi segundo a última expressão da "sabedoria" humana, quer no
mundo, quer na igreja. Antes, concentrava sua atenção, na verdade central do
evangelho (a redenção em Cristo) e no poder do Espírito Santo. Ele tinha plena
consciência das suas limitações humanas, da sua insuficiência pessoal e dos seus
temores e tremores interiores. Daí, ele não depender de si mesmo, mas da sua
mensagem bíblica e do Espírito Santo (v. 4). Como resultado, houve uma maior
demonstração da obra e do poder do Espírito.
As coisas que Deus preparou para os que o amam (v. 9),
podem ser compreendidas pelo crente, mediante a revelação e a iluminação do
Espírito (vv. 10-16). À medida que o crente lê e estuda a Bíblia, o Espírito
Santo ilumina sua compreensão da
verdade. Além disso, o Espírito comunica ao crente fiel uma forte convicção
quanto à origem divina das Escrituras (Jo 16.13; Ef 1.17).
PALAVRAS... QUE O ESPÍRITO SANTO ENSINA. Embora Paulo
esteja escrevendo a respeito da origem divina da sua própria pregação, suas
palavras nos vv. 9-13 sugerem os passos pelos quais o Espírito Santo inspirou as
Sagradas Escrituras. Passo 1: Deus desejava comunicar à humanidade a sua
sabedoria (vv. 7-9). Essa sabedoria dizia respeito à nossa salvação e
centrava-se em Cristo como a sabedoria de Deus (cf. 1.30; 2.2,5). Passo 2: Foi
somente pelo Espírito Santo que a verdade e a sabedoria de Deus foram reveladas
à humanidade (v. 10). O Espírito Santo conhece plenamente os pensamentos de Deus
(v. 11). Passo 3: A revelação de Deus foi concedida a crentes escolhidos,
mediante a presença do Espírito Santo que neles habitava (v. 12; cf. Rm
8.11,15). Passo 4: Os escritores da Bíblia usaram palavras ensinadas pelo
Espírito Santo (v. 13); o Espírito Santo guiava os escritores na escolha das
palavras que empregavam (cf. Êx 24.4; Is 51.16; Jr 1.9; 36.28,32; Ez 2.7; Mt
4.4). Ao mesmo tempo, a
orientação do Espírito na comunicação da verdade divina, não era mecânica; pelo
contrário, o Espírito usava o vocabulário e estilo pessoal de cada escritor.
Passo 5: As Escrituras divinamente inspiradas são compreendidas pelos crentes
espirituais, à medida que eles examinam o seu conteúdo pela iluminação do
Espírito Santo (vv. 14-16). Daí, tanto os pensamentos quanto a
linguagem das Escrituras foram inspirados pelo Espírito de Deus. Nenhum escritor
sequer, escreveu uma única palavra ou frase errada. A Palavra de Deus foi
protegida de todo erro por meio do Espírito Santo
Leitura Bíblica Em Classe: Colossenses 1.24-29
24 Agora me regozijo no meio dos meus sofrimentos por vós,
e cumpro na minha carne o que resta das aflições de Cristo, por amor do seu
corpo, que é a igreja; 25 da qual eu fui constituído ministro segundo a
dispensação de Deus, que me foi concedida para convosco, a fim de cumprir a
palavra de Deus, 26 o mistério que esteve oculto dos séculos, e das gerações;
mas agora foi manifesto aos seus santos, 27 a quem Deus quis fazer conhecer
quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em
vós, a esperança da glória; 28 o qual nós anunciamos, admoestando a todo homem,
e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem
perfeito em Cristo; 29 para isso também trabalho, lutando segundo a sua
eficácia, que opera em mim poderosamente.
1.24 NO QUE PADEÇO POR VÓS. Paulo retrata Cristo ainda
sofrendo, não em prol da nossa redenção, mas na comunhão com o seu povo,
enquanto este evangeliza os perdidos (cf. At 9.4). Paulo se regozija porque lhe
é permitido participar dos sofrimentos de Cristo (Fp 1.29; 3.10; cf. 2 Co 1.4,;
4.7a; 11.23).
1.27 CRISTO EM VÓS, ESPERANÇA DA GLÓRIA. Cristo habitando
em nós é a nossa garantia da glória futura e da vida eterna. Somente a presença
dEle em nós e a nossa contínua comunhão com Ele podem dissipar qualquer dúvida
quanto a irmos para o céu. Quem tem a Cristo também tem a vida eterna (cf. Rm
8.11; 1 Jo 5.11,12; Ef 1.13,14).
Comentários - Introdução
O plano de Deus.
Algumas vezes o sofrimento nos capacita a contribuirmos para o plano de Deus
referente ao mundo. Jesus sofreu para ajudar os outros, sacrificando sua vida
para reconciliar os homens com Deus. José sofreu para que sua família pudesse
ser salva da fome (Gênesis 45:5-7; 50:20). A prisão de Paulo resultou
surpreendentemente em maior progresso do evangelho (Filipenses 1:12-18), tanto
porque lhe deu oportunidade para ensinar os guardas que estavam acorrentados a
ele, como porque outros irmãos foram encorajados por sua atitude a pregarem a
palavra mais ousadamente. Os sofrimentos de Paulo também o qualificaram para
confortar outros que estavam sofrendo (2 Coríntios 1:3-5).
O sofrimento nos ajuda espiritualmente de vários
modos: *** Confiança. Paulo aprendeu a confiar mais em Deus por causa das
circunstâncias perigosas (2 Coríntios 1:8-9). Experimentar tempos difíceis
nos faz mais cônscios de nossa necessidade de Deus e assim desenvolvemos
confiança nele, não em nós mesmos. *** Humildade. Deus deu a Paulo um
espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para impedi-lo de se exaltar (2
Coríntios 12:7-9). A arrogância invade sutilmente nossos corações; as
aflições ajudam a resistir a esta tentação. *** Perspectiva. Deus quer que
vivamos como peregrinos aqui, entendendo que o céu é o nosso verdadeiro lar
(Colossenses 3:1-4; Filipenses 3:20). Mas quando as coisas vão bem para nós
nesta vida, sentimo-nos em casa no mundo e deixamos de almejar estar com o
Senhor. As aflições nos ajudam a visar a verdadeira meta.
Tópico I - O Sofrimento E O Regozijo De Paulo.
Credenciais do apostolado de Paulo
-
Autenticado pelo Senhor – II Cor.1.1,21,22;
3.5,6; 4.6.
-
Pelas obras – II Cor. 12.12.
-
Pelos perigos e sofrimentos – II Cor.6.4-10;
11.23-27.
-
Pelas revelações divinas – II Cor.12.1-5.
GLORIANDO NA TRIBULAÇÃO E NAS
FRAQUEZAS
Paulo nos surpreende quando se gloria na
tribulação (II Cor.11.30). Isso nos parece estranho, mas tal atitude se dá
porque Paulo tem em vista o resultado de um processo, e também
considera uma honra sofrer pelo nome de Jesus. Como escreveu aos
Romanos, "a tribulação produz perseverança" (Rom.5.3). A tribulação não
é inútil. Ela produz alguma coisa. Nisso está o seu valor. Assim como uma
cicatriz é um tecido mais resistente do que a pele normal, a tribulação vai
produzindo em nós maior resistência, de modo que nos tornamos cada vez mais
capazes para enfrentarmos diversas dificuldades futuras.
Gloriar-se nas fraquezas não significa gloriar-se
no pecado, mas nas limitações e incapacidades próprias do ser humano.
Novamente, a proposição nos surpreende. Qual será o valor da fraqueza? É por
causa das nossas fraquezas que recebemos as manifestações do poder de Deus.
Desenvolvendo o tema, relacionamos então os
seguintes elementos:
|
Fraqueza humana
|
poder de Deus.
|
|
Problemas
|
milagres
|
|
Crises
|
oportunidades
|
|
Desafios
|
crescimento
|
|
Necessidades
|
provisão.
|
|
Incapacidade
|
capacidade (II Cor.3.5).
|
1- Cumprindo as aflições de CRISTO
Paulo ressalta que a vida cristã envolve sofrimento (que
deve ser considerado como uma participação ou comunhão com
Cristo no sofrimento) e a consolação de Cristo. Nesta era, portanto, Cristo
sofre com seu povo e em favor do seu povo, devido à tragédia do pecado no mundo
(cf. Mt 25.42-45; Rm 8.22-26). Nosso sofrimento não é primeiramente motivado por
desobediência, mas constantemente causado por Satanás, pelo mundo e pelos falsos
crentes, à medida que participamos da causa de Cristo.
O crente fiel, vivendo em obediência e comunhão com Cristo e amado por Ele,
ainda assim pode passar por experiências envolvendo perigo, medo, ansiedade,
desespero e desesperança; circunstâncias estas que nos oprimem além da nossa
capacidade humana de resistir. (1) Quando aflições severas ocorrem em nossa
vida, não devemos pensar que Deus nos abandonou ou deixou de nos amar. Ao invés
disso, devemos lembrar-nos de que essas mesmíssimas coisas aconteceram aos fiéis
servos de Deus, nos tempos do NT. (2) Deus permite essas provações
desalentadoras a fim de que Cristo se aproxime de nós e, à medida que olhamos
para Ele com fé, leve-nos à vitória completa (2.14; 12.7-10; 13.4).
OS SOFRIMENTOS DE PAULO. O Espírito Santo, através das palavras de Paulo,
revela-nos a angústia e o sofrimento de uma pessoa totalmente dedicada a Cristo,
à sua Palavra e à causa em prol da qual Ele morreu. Paulo comungava com os
sentimentos de Deus e vivia em sintonia com o coração e os sofrimentos de
Cristo. Seguem-se vinte formas da participação de Paulo nos sofrimentos de
Cristo. Ele fala em:
(1) "muitas tribulações" enfrentadas ao servir a Deus (At 14.22);
(2) sua aflição no "espírito", por causa do pecado
dominante na sociedade (At 17.16);
(3) servir ao Senhor com "lágrimas" ( 2.4);
(4) advertir a igreja "noite e dia com lágrimas", durante um período de três
anos, por causa da perdição das almas, pela distorção do evangelho por falsos
mestres, contrários à fé bíblica apostólica (At 20.31;
(5) sua grande tristeza ao separar-se dos crentes
amados (At 20.17-38), e seu pesar diante da tristeza deles (At 21.13);
(6) a "grande tristeza e contínua dor" no seu coração, por causa da recusa dos
seus "patrícios" em aceitarem o evangelho de Cristo (Rm 9.2,3; 10.1);
(7) as muitas provações e aflições que lhe advieram por
causa do seu trabalho para Cristo (4.8-12; 11.23-29; 1 Co 4.11-13);
(8) seu pesar e angústia de espírito, por causa do pecado
tolerado dentro da igreja (2.1-3; 12.21; 1 Co 5.1,2; 6,8-10);
(9) sua "muita tribulação e angústia do coração", ao
escrever àqueles que abandonavam a Cristo e ao evangelho verdadeiro (2.4);
(10) seus gemidos, por causa do desejo de estar com Cristo
e livre do pecado e das preocupações deste mundo (5.1-4; cf. Fp 1.23);
(11) suas tribulações "por fora e por dentro", por causa de
seu compromisso com a pureza moral e doutrinária da igreja (7.5; 11.3,4);
(12) o "cuidado" que o oprimia cada dia, por causa do seu
zelo por "todas as igrejas" (v.28);
(13) o desgosto consumidor que sentia quando um cristão
passava a viver em pecado (v.29);
(14) o desgosto de proferir um "anátema" sobre aqueles que
pregavam outro evangelho, diferente daquele revelado no NT (Gl 1.6-9);
(15) suas "dores de parto" para restaurar os que caíam da
graça (Gl 4.19; 5.4);
(16) seu choro por causa dos inimigos da cruz de Cristo (Fp
3.18);
(17) sua "aflição e necessidade", pensando naqueles que
podiam decair da fé (1Ts 3.5-8);
(18) suas perseguições por causa da sua paixão pela justiça
e pela piedade (2 Tm 3.12);
(19) sua lastimável condição ao ser abandonado pelos
crentes da Ásia (2 Tm 1.15); e
(20) seu apelo angustiado a Timóteo para que este guarde
fielmente a fé genuína, ante a apostasia vindoura (1 Tm 4.1; 6.20; 2 Tm 1.14)
2- Sofrimento pela Igreja
NO QUE PADEÇO POR VÓS. Paulo retrata Cristo ainda sofrendo,
não em prol da nossa redenção, mas na comunhão com o seu povo, enquanto este
evangeliza os perdidos (cf. At 9.4). Paulo se regozija porque lhe é permitido
participar dos sofrimentos de Cristo (Fp 1.29; 3.10; cf. 2 Co 1.4,5; 4.7;
11.23).
O efeito "Cristo"
no apóstolo"(24-29): a) O senhorio de Cristo sobre nossas vidas nos capacita a
compreendermos e experimentarmos "o sofrimento de Cristo" em nossas vidas e
ministérios(24). b) O senhorio de Cristo sobre nossas vidas nos capacita a
compreendermos e nos estimula a realizarmos o chamado(ministério) que Deus nos
têm dado(25-26). c) O senhorio de Cristo sobre nossas vidas nos capacita a
compreendermos e nos desafia a praticarmos o plano de Deus para o indivíduo, a
igreja e o mundo(27). d) O senhorio de Cristo sobre nossas vidas nos capacita
a compreendermos e nos ajuda a proclamarmos com fidelidade e dedicação a
mensagem da Palavra de Deus(28). e) O senhorio de Cristo sobre nossas vidas
nos capacita a compreendermos e nos fortalece com o poder do Senhor para que
realizemos bem a nossa tarefa(29).
Paulo e seu espinho.
A reação de Paulo quanto ao espinho em sua carne é
um excelente modelo para se lidar com o sofrimento. Talvez Deus tenha deixado
indefinida a natureza do espinho na carne de Paulo para que possamos usar esse
modelo a fim de nos ajudar em qualquer tipo de sofrimento que enfrentamos.
Observe como Paulo lidou com sua dificuldade: Œ Ele orou pela remoção do
espinho três vezes. Certamente temos todo o direito de orar para que nossos
sofrimentos sejam removidos. Ele aceitou o fato que teria que viver com ele.
Nem todas as orações são respondidas afirmativamente. Quando Jesus orou no
jardim para que o cálice fosse afastado dele se fosse a vontade de Deus, não
foi a vontade de Deus. Quando Deus diz não, precisamos aprender a aceitar sua
resposta. Ž Ele procurou bênçãos no espinho e percebeu que isto o ajudava a
evitar de se exaltar. O Deus que obra todas as coisas juntas para o bem
daqueles que o amam não permitirá que soframos em vão. Precisamos simplesmente
procurar as lições e as bênçãos em nossos sofrimentos. Ele aprendeu a
regozijar-se com "seu espinho". "Pelo que sinto prazer nas fraquezas,
nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de
Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte" (2 Coríntios
12:10).
Tópico II - O Ministro de CRISTO
1- O ministro no tempos bíblicos
Voltando à origem do termo, um
pastor é a pessoa que cuida de um rebanho de ovelhas. Seu trabalho vai desde
a procura do melhor alimento para elas, até a defesa contra ladrões ou
animais selvagens que possam atacá-las. Abel foi o primeiro pastor de
ovelhas. Os patriarcas - Abraão, Isaque e Jacó - foram pastores. Esse
trabalho era muito comum no meio dos israelitas e outros povos antigos. O
próprio Davi, que veio a ser rei de Israel, cuidava de ovelhas quando era
jovem, e percebeu que, da mesma forma, Deus cuidava dele e de seu povo. Ao
reconhecer esse fato, Davi escreveu o conhecido Salmo 23 : "O Senhor é o meu
pastor e nada me faltará".
Em muitos outros textos da
Bíblia, o termo "pastor" é utilizado em referência a Deus e aos líderes do
seu povo. (Sl.100:3 Jr.23:1-2). No Novo Testamento, esse título já era usado
normalmente como o usamos hoje. Jesus disse de si mesmo : "Eu sou o bom
pastor". (Jo.10:11). O termo grego para pastor é poimen (poimén).O
ministério do pastor na igreja tem as atribuições que vimos no início :
alimentar, cuidar, proteger, defender, conduzir. Esse é um ministério lindo.
Dos cinco ministérios de Efésios 4:11, o pastor é o que está mais próximo da
ovelha, mais comprometido e mais atencioso para com ela. Nos nossos dias,
constatamos que existem pastores demais. Quando, porém, conhecemos muitos
desses ministros, percebemos que não são, de fato, pastores. Podem até ter
um dos outros ministérios bíblicos, mas, por uma distorção tradicional e
histórica da igreja, receberam o título de pastor. Isto é , algumas vezes,
prejudicial, pois muitos líderes vivem se esforçando para serem o que não
são e deixam de fazer aquilo para que foram chamados.
O trabalho do pastor na igreja,
não é somente batizar, celebrar casamentos , funerais, pregar sermões, mas,
de acordo com Ef.4:11-16 :
- Aperfeiçoar os santos para o
desempenho do serviço de cada membro do Corpo de Cristo.
- Edificar o corpo de cristo que
é a igreja.
Outros títulos utilizados para o
pastor no Novo Testamento são : bispo e
presbítero.
2- O ministro nas igrejas atuais
MINISTÉRIO
Entre outras informações, o
dicionário da língua portuguesa nos diz que ministério é "trabalho ou
serviço na igreja". Biblicamente, entendemos que todo serviço cristão que se
desempenha de modo contínuo é um ministério. Desde a liderança até tarefas
operacionais permanentes. Um trabalho eventual não pode ser assim
considerado. Eis aí um fator que serve até para diferenciar ministérios e
dons espirituais.
Existem quatro termos gregos que
se relacionam ao vocábulo "ministro" e "ministério". São eles :
-
huperetai (huperetai)
-
leitourgos (leitourgos)
-
sunergon (sunergon)
-
diakonos (diakonos)
Paulo emprega quase que
invariavelmente, diakonos. O termo aparece, nas quatro formas, 25 vezes no
Novo Testamento.
A forma "diakonia" aparece 24
vezes, sendo traduzida por :
- Distribuição de serviço,
socorro, serviço, ministério ou administração.
Os ministérios de liderança
apresentados no Novo Testamento são :
- Apóstolos
- Profetas
- Evangelistas
- Pastores (bispos, presbíteros)
- Mestres (Efésios 4:11)
Os diáconos são apresentados
como auxiliares. Eles não dirigem a igreja local, mas são responsáveis por
algumas áreas. (At.6).
Ministério é serviço. Logo, o ministro é um
servo. Algumas vezes, o apóstolo Paulo usou o termo doulos (doulos), que
significa escravo. "Onde está pois a jactância ?" O Verdadeiro espírito do
ministro, não deve ser a ambição carnal de mandar ou ser servido, mas
encarnar o que Jesus sempre fez no seu ministério terreno, que foi "não ser
servido, mas servir". (Mc.10:45).
Quando os discípulos disputavam
entre si para saber quem era o maior, Jesus "os chamou para junto de si e
disse-lhes : sabeis que os que são considerados governadores dos povos,
têm-nos sob seu domínio, e sobre eles seus maiores exercem autoridade. Mas
entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre
vós, será esse o que vos sirva; quem quiser ser o primeiro entre vós, será
servo de todos." (Mc.10:41-44).
Apesar das especificações
bíblicas, as igrejas e denominações estabelecem alguns ministros e desprezam
ou ignoram os demais.
Os Metodistas têm bispos e
pastores.
Os Presbiterianos, Assembléia de
Deus e outras igrejas pentecostais têm pastores, diáconos e presbíteros.
Os Batistas têm somente pastores
e diáconos.
Na seqüência, procuraremos
explicitar alguns detalhes de cada um dos ministérios supracitados.
Tópico III - O Mistério Que Esteve Oculto
1- O Mistério Manifestado
E sem dúvida alguma grande
é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em
espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, e recebido
acima na glória. (1 Timóteo 3:16).
CRISTO
mesmo se manifestou em carne.
1Jo 1.1 O
QUE era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o
que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida 2 (Porque a
vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a
vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); 3 O que vimos e
ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a
nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. 4 Estas coisas vos
escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra.
2- O Mistério Desvendado
O mistério
de Deus revelado em Cristo é desvendado aos crentes pela sabedoria divina e
vivido no Espírito pela fé que opera por amor, na esperança da glória eterna
no reino do Todo-Poderoso. Do ponto de vista estritamente religioso, ainda sem
entrar nas questões éticas, Paulo focaliza agora os sinais externos que
caracterizam a vida do cristão.
Ele discute
a validade dos ritos e exigências do cerimonial judaico e pagão para os
cristãos, a começar pelo mais importante deles, a circuncisão. Na passagem,
constata-se que tanto práticas cultuais oriundas do judaísmo quanto do
paganismo são avaliadas pelo apóstolo como inúteis para os que crêem em
Cristo.
Para quem
estava morto em seus delitos e pecados, a observância dessas práticas não faz
sentido algum, uma vez que não foi pela eventual eficácia delas que o milagre
da ressurreição espiritual se realizou.
Elas não
concorreram em nada para isso, de modo que a nova vida em Cristo pode
dispensá-las sem qualquer problema. Essa nova vida se baseia em princípios
muito mais elevados do que os que derivam do rito religioso e implicam na
obediência a uma lei - a do espírito de vida em Cristo - cuja perfeição nenhum
sistema de crenças criado pelo homem pode alcançar.
Somente nós dizemos que CRISTO vive em nós.
Tópico IV - O Homem Perfeito
1- Anunciando JESUS
Jesus é
descrito de vários modos nas Escrituras. Ele é o bom pastor, o Pastor Supremo
(João 10:11; 1 Pedro 5:4), Rei (Apocalipse 19:16; Atos 2:29-36), profeta
(Deuteronômio 18:17-19; Atos 3:22-23; Lucas 13:33), Mediador (Hebreus 8:6) e
salvador (Efésios 5:23). Cada uma destas descrições salienta alguma função que
Jesus desempenha no plano da salvação. Talvez a mais completa descrição de
Jesus com respeito a sua obra redentora seja a de sumo sacerdote.
JESUS deve
ser anunciado a todos os homens como o perfeito homem que ninguém mais pode
ser e nunca foi.
É o filho
de DEUS, santo, poderoso, único capaz de nos salvar.
At 4.12 E em nenhum outro há salvação, porque
também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual
devamos ser salvos. Esta é a pregação, CRISTO vivo e eficaz.
2- O preço do ministério evangélico
1 Pe 4.13 ALEGRAI-VOS... DE SERDES PARTICIPANTES DAS
AFLIÇÕES DE CRISTO. É um princípio do reino de Deus que o sofrimento pela causa
de Cristo faz aumentar a medida da alegria que o crente desfruta no Senhor (ver
Mt 5.10-12; At 5.41; 16.25; Rm 5.3; Cl 1.24; Hb 10.34). Daí, não se deve invejar
os que sofrem pouco ou nada pelo Senhor.
4.14 O ESPÍRITO DA GLÓRIA E DE DEUS. Aqueles que sofrem por
causa da sua lealdade a Cristo são bem-aventurados (cf. Mt 5.11,12; 1 Pe 3.14;
4.13), porque o Espírito Santo estará com eles de modo especial. Suas vidas
estarão cheias da presença do Espírito Santo para neles operar, abençoá-los,
ajudá-los e proporcionar-lhes um antegozo da glória do céu (cf. Is 11.2; Jo
1.29-34; 16.15; At 6.15).
Conclusão
TODOS OS QUE PIAMENTE QUEREM VIVER... PADECERÃO
PERSEGUIÇÕES. A perseguição, de uma ou de outra forma, é inevitável para quem
deseja viver uma vida piedosa em Cristo (Mt 5.10-12; 10.22; At 14.22; Fp 1.29; 1
Pe 4.12; Mt 5.10 nota). A lealdade a Cristo, à sua verdade e aos seus padrões
justos de vida, envolve uma resolução constante de não deturpar a
nossa fé, nem ceder às inúmeras vozes que apelam ao crente a conformar-se com o
mundo e deixar de lado a verdade bíblica. Por causa dos seus padrões religiosos,
os fiéis serão privados de privilégios e vantagens, e serão ridicularizados;
terão grande tristeza ao verem o cristianismo bíblico rejeitado pela maioria.
Devemos todos perguntar a nós mesmos: já sofri perseguição por
causa da minha firme resolução de viver segundo a vontade de Deus? Ou minha
falta de sofrimento é um sinal de que não tenho posição firme pela justiça, pela
qual Cristo morreu?
Questionário da Lição 4 - Colossenses - O Mistério Do
Evangelho
Por Ev.Luiz Henrique
www.henriqueestudos.cjb.net
Texto Áureo
1- Qual é a riqueza da glória do mistério entre os
gentios, que é esperança da glória?
( ) Nosso galardão ( ) a vida eterna ( ) CRISTO em nós
Verdade Prática
2- Como DEUS providenciou para que o homem não permaneça
nas trevas?
( ) Abrindo o acesso à verdadeira sabedoria pelo estudo
filosófico do mundo
( ) Abrindo o acesso à verdadeira sabedoria em CRISTO
Introdução
3- Quem se empenhava ardorosamente no ministério do
ensino, nos primórdios da Igreja?
( ) Ágabo ( ) Judas ( ) Paulo
Tópico I - O Sofrimento E O Regozijo De Paulo.
4- Para que Paulo foi escolhido e chamado por JESUS?
( ) Para levar o nome de JESUS aos judeus e para padecer
por este nome
( ) Para levar o nome de JESUS aos gentios, dos reis e
dos filhos de Israel e para padecer por este nome
5- Para podermos nos alegrar e regozijar na revelação da
glória de CRISTO devemos também nos alegrar em que?
( ) Sermos participantes nas aflições de CRISTO ( )
Sermos participantes das glória de CRISTO
6- Quais eram as "marcas do Senhor JESUS" que Paulo
trazia em seu corpo?
( ) Marcas espirituais de cravos nas mãos e nos pés
( ) Marcas do sofrimento infligido pelos inimigos da
causa sacrossanta do Senhor
Tópico II - O Ministro de CRISTO
7- O que significa a palavra "ministro", no original?
( ) Sacerdote, líder espiritual, chefe de uma Igreja
( ) Servo, diácono, servidor, serviçal, auxiliar,
ajudante.
8- A que se refere hoje a palavra "ministro"?
( ) Líder ( ) Servo, diácono, servidor, serviçal,
auxiliar, ajudante.
10- Como devem se portar os obreiros diante da Igreja,
como nos ensinou JESUS?
( ) Como chefes de uma Igreja não poupando o rebanho ( )
Como servos
Tópico III - O Mistério Que Esteve Oculto
11- O que aconteceu com o mistério de DEUS, que esteve
oculto?
( ) Antes foi manifesto no Antigo Testamento ( ) Agora
foi manifesto
12- O que é o mistério de DEUS que esteve oculto?
( ) O Arrebatamento ( ) O Tribunal de CRISTO ( ) CRISTO
em nós, através do ESPÍRITO SANTO
Tópico IV - O Homem Perfeito
13- Através de que DEUS quer aperfeiçoar o homem?
( ) Através de muito estudo geológico e filosófico ( )
Através do Evangelho
14- De onde vem a verdadeira sabedoria que aperfeiçoa o
homem?
( ) Da sabedoria humana e do muito estudo ( ) Do alto, de
DEUS
15- Para que trabalhava Paulo, segundo sua afirmação?
( ) Para apresentar todo homem perfeito em CRISTO ( )
Para seu sustento e de sua família
Conclusão
16- Complete:
Somente através do ________________________ da Palavra de
DEUS, de modo _____________
E _______________, o homem pode entender, pelo
_________________________________, as
Verdades sublimes do _______________________________.
Estudo Complementar
2Co 11.11.3 CORROMPIDOS OS VOSSOS SENTIDOS. Alguns em
Corinto enfrentavam o grave perigo de serem enganados por
falsos pregadores e de aceitarem um evangelho distorcido (v.4). Ao acolherem os
ensinos desses "obreiros fraudulentos"
(v.13), afastavam-se da sua devoção sincera a Cristo. Nas igrejas dos nossos
dias, também há os que se apresentam
como ministros da justiça (v.15), mas cujos ensinamentos contradizem a Palavra
de Deus e levam seus seguidores ao
naufrágio espiritual (Mt 23.13). Precisamos precaver-nos contra estes.
11.4 ALGUÉM PREGAR... OUTRO EVANGELHO. Os falsos mestres podem declarar que a
revelação bíblica é verdadeira
e, ao mesmo tempo, afirmar que possuem revelações extra-bíblicas ou
conhecimentos de igual autoridade às Escrituras, e
válidos para a igreja inteira. Esses falsos ensinos geralmente envolvem a fé
cristã num sincretismo de outras religiões e
filosofias. Resultam daí os seguintes erros: (1) A suposta nova "revelação" é
colocada no mesmo nível de autoridade que a
revelação bíblica apostólica original. (2) As Escrituras ocupam um lugar
secundário, e Cristo é colocado em lugar inferior
em relação aos "santos", ou fundadores de um movimento ou igreja. (3) Os falsos
mestres alegam ter uma compreensão
mais profunda ou exclusiva das supostas "revelações ocultas" nas Escrituras.
11.13 OBREIROS FRAUDULENTOS, TRANSFIGURANDO-SE EM APÓSTOLOS. Satanás, o grande
enganador (v.3; Jo
8.44), utiliza homens maus como seus agentes, transformando-os em "falsos
apóstolos e obreiros fraudulentos". (1) A
Bíblia diz que esses ministros e líderes enganosos são pessoas que, capacitadas
por Satanás, (a) dão a impressão de
realizarem grandes coisas na obra de Deus (v. 15; Ap 13.2), (b) pregam mensagens
evangélicas atraentes (v.4; ver 1 Tm
4.1) e (c) aparentam ser pessoas santas, mas, na realidade, rejeitam a piedade e
negam a sua eficácia (2 Tm 3.5). (2)
Esses obreiros se disfarçam em "apóstolos de Cristo" (v.13) e "ministros da
justiça" (v.15). Dessa maneira, imitam os
verdadeiros ministros de Cristo e colocam na sua mensagem toda "aparência de
piedade" (2 Tm 3.5). Parecem
sinceramente solícitos e amorosos, e falam em perdão, paz, felicidade,
fraternidade e muitas outras coisas construtivas,
mas vivem sob a influência de Satanás. O evangelho deles é, geralmente, segundo
o raciocínio humano, e não uma
interpretação verdadeira da revelação de Deus, como temos nas Escrituras (cf. Gl
1.6,7; 1 Pe 2.1-3). A sua mensagem não
é segundo a doutrina apostólica do NT (ver 1 Jo 4.1). (3) Todos os crentes devem
precaver-se desses ministros e
líderes enganosos (vv. 3,4; Mt 7.15; 16.6) e não devem se deixar levar pelo
carisma deles, nem por sua eloqüência,
preparo, milagres, altas estatísticas ou mensagem popular. (4) Todos os líderes
religiosos devem ser julgados de
conformidade com sua atitude e fidelidade, ante a redenção, pelo sangue de Jesus
Cristo, e o evangelho, conforme
ensinaram Jesus e os escritores do NT (ver Gl 1.9)
O SOFRIMENTO DOS JUSTOS
Jó 2.7,8 “Então, saiu Satanás da presença do SENHOR e feriu a Jó de uma chaga
maligna, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. E Jó, tomando um pedaço de
telha para raspar com ele as feridas, assentou-se no meio da cinza.”
A fidelidade a Deus não é garantia de que o crente não passará por aflições,
dores e sofrimentos nesta vida (ver At 28.16 ). Na realidade, Jesus ensinou que
tais coisas poderão acontecer ao crente (Jo 16.1-4,33; ver 2Tm 3.12). A Bíblia
contém numerosos exemplos de santos que passaram por grandes sofrimentos, por
diversas razões e.g., José, Davi, Jó,
Jeremias e Paulo.
POR QUE OS CRENTES SOFREM? São diversas as razões por que os crentes sofrem.
(1) O crente experimenta sofrimento como uma decorrência da queda de Adão e Eva.
Quando o pecado entrou no mundo,
entrou também a dor, a tristeza, o conflito e, finalmente, a morte sobre o ser
humano (Gn 3.16-19). A Bíblia afirma o
seguinte: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado,
a morte, assim também a morte passou
a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5.12). Realmente, a
totalidade da criação geme sob os
efeitos do pecado, e anseia por um novo céu e nova terra (Rm 8.20-23; 2Pe
3.10-13). É nosso dever sempre recorrermos à
graça, fortaleza e consolo divinos (cf. 1Co 10.13).
(2) Certos crentes sofrem pela mesma razão que os descrentes sofrem, i.e.,
conseqüência de seus próprios atos. A lei bíblica “Tudo o que o homem semear,
isso também ceifará” (Gl 6.7) aplica-se a todos de modo geral. Se guiarmos com
imprudência o nosso automóvel, poderemos sofrer graves danos. Se não formos
comedidos em nossos hábitos alimentares, certamente vamos ter graves problemas
de saúde. É nosso dever sempre proceder com sabedoria e de acordo com a Palavra
de Deus e evitar tudo o que nos privaria do cuidado providente de Deus.
(3) O crente também sofre, pelo menos no seu espírito, por habitar num mundo
pecaminoso e corrompido. Por toda parte ao
nosso redor estão os efeitos do pecado. Sentimos aflição e angústia ao vermos o
domínio da iniqüidade sobre tantas vidas
(ver Ez 9.4; At 17.16; 2Pe 2.8). É nosso dever orar a Deus para que Ele suplante
vitoriosamente o poder do pecado.
(4) Os crentes enfrentam ataques do diabo. (a) As Escrituras claramente mostram
que Satanás, como “o deus deste século”
(2Co 4.4), controla o presente século mau (ver 1Jo 5.19; cf. Gl 1.4; Hb 2.14).
Ele recebe permissão para afligir crentes
de várias maneiras (cf. 1Pe 5.8,9). Jó, um homem reto e temente a Deus, foi
atormentado por Satanás por permissão de
Deus (ver principalmente Jó 1—2). Jesus afirmou que uma das mulheres por Ele
curada estava presa por Satanás há dezoito
anos (cf. Lc 13.11,16). Paulo reconhecia que o seu espinho na carne era “um
mensageiro de Satanás, para me esbofetear”
(2Co 12.7). À medida em que travamos guerra espiritual contra “os príncipes das
trevas deste século” (Ef 6.12), é inevitável
a ocorrência de adversidades. Por isso, Deus nos proveu de armadura espiritual
(Ef 6.10-18; ver 6.11) e armas espirituais (2Co 10.3-6). É nosso dever revestir-nos de toda armadura de Deus e
orar (Ef 6.10-18), decididos a permanecer
fiéis ao Senhor, segundo a força que Ele nos dá. (b) Satanás e seus seguidores
se comprazem em perseguir os crentes. Os
que amam ao Senhor Jesus e seguem os seus princípios de verdade e retidão serão
perseguidos por causa da sua fé.
Evidentemente, esse sofrimento por causa da justiça pode ser uma indicação da
nossa fiel devoção a Cristo (ver Mt 5.10 ). É nosso dever, uma vez que todos os
crentes também são chamados a sofrer perseguição e desprezo por causa da
justiça, continuar firmes, confiando naquele que julga com justiça (Mt 5.10,11;
1Co 15.58; 1Pe 2.21-23).
(5) De um ponto de vista essencialmente bíblico, o crente também sofre porque
“nós temos a mente de Cristo” (ver 1Co
2.16). Ser cristão significa estar em Cristo, estar em união com Ele; nisso,
compartilhamos dos seus sofrimentos (ver
1Pe 2.21). Por exemplo, assim como Cristo chorou em agonia por causa da cidade
ímpia de Jerusalém, cujos habitantes
se recusavam a arrepender-se e a aceitar a salvação (ver Lc 19.41), também
devemos chorar pela pecaminosidade e
condição perdida da raça humana. Paulo incluiu na lista de seus sofrimentos por
amor a Cristo (2Co 11.23-32; ver 11.23 ) a sua preocupação diária pelas igrejas
que fundara: “quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se
escandaliza, que eu não me abrase?” (2Co 11.29). Semelhante angústia mental por
causa daqueles que amamos em Cristo
deve ser uma parte natural da nossa vida: “chorai com os que choram” (Rm 12.15).
Realmente, compartilhar dos sofrimentos
de Cristo é uma condição para sermos glorificados com Cristo (Rm 8.17). É nosso
dever dar graças a Deus, pois, assim
como os sofrimentos de Cristo são nossos, assim também nosso é o seu consolo
(2Co 1.5).
(6) Deus pode usar o sofrimento como catalizador para o nosso crescimento ou
melhoramento espiritual. (a)
Freqüentemente, Ele emprega o sofrimento a fim de chamar a si o seu povo
desgarrado, para arrependimento dos seus
pecados e renovação espiritual (ver o livro de Juízes). É nosso dever confessar
nossos pecados conhecidos e examinar nossa
vida para ver se há alguma coisa que desagrada o Espírito Santo. (b) Deus, às
vezes, usa o sofrimento para testar a nossa fé,
para ver se permanecemos fiéis a Ele. A Bíblia diz que as provações que
enfrentamos são “a prova da vossa fé” (Tg 1.3; ver
1.2); elas são um meio de aperfeiçoamento da nossa fé em Cristo (ver Dt 8.3; 1Pe
1.7). É nosso dever
reconhecer que uma fé autêntica resultará em “louvor, e honra, e glória na
revelação de Jesus Cristo” (1Pe 1.7). (c) Deus
emprega o sofrimento, não somente para fortalecer a nossa fé, mas também para
nos ajudar no desenvolvimento do caráter
cristão e da retidão. Segundo vemos nas cartas de Paulo e Tiago, Deus quer que
aprendamos a ser pacientes mediante o
sofrimento (Rm 5.3-5; Tg 1.3). No sofrimento, aprendemos a depender menos de nós
mesmos e mais de Deus e da sua
graça (ver Rm 5.3; 2Co 12.9). É nosso dever estar afinados com aquilo que Deus
quer que aprendamos através
do sofrimento. (d) Deus também pode permitir que soframos dor e aflição para que
possamos melhor consolar e animar
outros que estão a sofrer (ver 2Co 1.4). É nosso dever usar nossa experiência
advinda do sofrimento para encorajar e
fortalecer outros crentes.
(7) Finalmente, Deus pode usar, e usa mesmo, o sofrimento dos justos para
propagar o seu reino e seu plano redentor. Por
exemplo: toda injustiça por que José passou nas mãos dos seus irmãos e dos
egípcios faziam parte do plano de Deus “para
conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande
livramento” (Gn 45.7). O principal exemplo, aqui, é o sofrimento de Cristo, “o
Santo e o Justo” (At 3.14), que experimentou perseguição, agonia e morte para
que o plano divino da salvação fosse plenamente cumprido. Isso não exime da
iniqüidade aqueles que o crucificaram (At 2.23), mas indica, sim, como Deus pode
usar o sofrimento dos justos pelos pecadores, para seus próprios propósitos e
sua própria glória.
O RELACIONAMENTO DE DEUS COM O SOFRIMENTO DO CRENTE. (1) O primeiro fato a ser
lembrado é
este: Deus acompanha o nosso sofrer. Satanás é o deus deste século, mas ele só
pode afligir um filho de Deus pela vontade
permissiva de Deus (cf. 1—2). Deus promete na sua Palavra que Ele não permitirá
sermos tentados além do que podemos suportar (1Co 10.13). (2) Temos também de
Deus a promessa que Ele converterá em bem todos os sofrimentos e perseguições
daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos (ver Rm 8.28). José
verificou esta verdade na sua própria vida de sofrimento (cf. Gn 50.20), e o
autor de Hebreus demonstra como Deus usa os tempos de apertos da nossa
vida para nosso próprio crescimento e benefício (ver Hb 12.5). (3) Além disso,
Deus promete que ficará conosco na hora da dor; que andará conosco “pelo vale da
sombra da morte” (Sl 23.4; cf. Is 43.2).
VITÓRIA SOBRE O SOFRIMENTO PESSOAL. Se você está sob provações e aflições, que
deve fazer para triunfar
sobre tal situação?
(1) Primeiro: examinar as várias razões por que o ser humano sofre (ver seção 1,
supra) e ver em que sentido o sofrimento
concerne a você. Uma vez identificada a razão específica, você deve proceder
conforme o contido em “É nosso dever”.
(2) Creia que Deus se importa sobremaneira com você, independente da severidade
das suas circunstâncias (ver Rm 8.36 ; 2Co 1.8-10; Tg 5.1; 1Pe 5.7). O
sofrimento nunca deve fazer você concluir que Deus não lhe ama, nem rejeitá-lo
como seu Senhor e Salvador.
(3) Recorra a Deus em oração sincera e busque a sua face. Espere nEle até que
liberte você da sua aflição (ver Sl 27.8-14;
40.1-3; 130).
(4) Confie que Deus lhe dará a graça para suportar a aflição até chegar o
livramento (1Co 10.13; 2Co 12.7-10). Convém
lembrar de que sempre “somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou”
(Rm 8.37; Jo 16.33). A fé cristã não
consiste na remoção de fraquezas e sofrimento, mas na manifestação do poder
divino através da fraqueza humana (ver 2Co
4.7).
(5) Leia a Palavra de Deus, principalmente os salmos de conforto em tempos de
lutas (e.g., Sl 11; 16; 23; 27; 40; 46; 61;
91; 121; 125; 138).
(6) Busque revelação e discernimento da parte de Deus referente à sua situação
específica — mediante a oração, as
Escrituras, a iluminação do Espírito Santo ou o conselho de um santo e
experiente irmão.
(7) Se o seu sofrimento é de natureza física, atente para estudos na bíblia
sobre A CURA DIVINA.
(8) No sofrimento, lembre-se da predição de Cristo, de que você terá aflições na
sua vida como crente (Jo 16.33). Aguarde
com alegria aquele ditoso tempo quando “Deus limpará de seus olhos toda lágrima,
e não haverá mais morte, nem pranto,
nem clamor” (Ap 21.4).
Ajuda www.cpad.com.br CD'S e REVISTAS
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