Lição 4 - A Queda da Raça Humana
4º trimestre de 2015 - O Começo de Todas as Coisas - Estudos Sobre O Livro de Gênesis
Comentarista da CPAD: Pr. Claudionor Correa de Andrade
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
 
 
TEXTO ÁUREO
“Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.” (Rm 5.12).
 
 
VERDADE PRÁTICA
O pecado de Adão trouxe-nos a morte, mas a morte de JESUS CRISTO garante-nos a vida eterna e plena comunhão com DEUS.
 
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 3.1-24 - A triste história da Queda pelo pecado do homem
Terça - Rm 5.12,13 - A Queda do homem trouxe o pecado e a morte
Quarta - Rm 3.23 - Em Adão, todos os homens pecaram e foram afastados de DEUS
Quinta - Gn 3.15 - Em sua misericórdia, DEUS faz uma  promessa de salvação
Sexta - Jo 3.16 - DEUS proveu salvação para toda a humanidade
Sábado - 1 Co 15.45-47 - JESUS, o segundo Adão, veio libertar o homem do pecado
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Romanos 5.12-19
12 - Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. 13 - Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado não havendo lei. 14 - No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. 15 - Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um, morreram muitos, muito mais a graça de DEUS e o dom pela graça, que é de um só homem, JESUS CRISTO, abundou sobre muitos. 16 - E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou; porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. 17 - Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, JESUS CRISTO. 18 - Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. 19 - Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos.
 
OBJETIVO GERAL
Compreender que o pecado de Adão trouxe a morte, mas a morte de JESUS trouxe a vida.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Explicar que o Éden foi o local criado por DEUS para ser o habitat do homem;
Conhecer como se deu a tentação de Adão e Eva;
Compreender o juízo de DEUS sobre o pecado.
 
PONTO CENTRAL
O homem pecou desobedecendo a DEUS, porém o Senhor já havia providenciado um Redentor.
 
Resumo da Lição 4 - A Queda da Raça Humana
I. O PARAÍSO NO ÉDEN
1. Cultivar a Terra.
2. Guardar o Éden.
II - A TENTAÇÃO NO PARAÍSO
1. O agente ativo da tentação.
2. O agente passivo da tentação.
III - O JUÍZO DE DEUS
1. Sobre a serpente.
2. Sobre a mulher.
3. Sobre o homem.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - DEUS criou e preparou o jardim do Éden para abrigar o homem.
SÍNTESE DO TÓPICO II - Adão e Eva foram tentados por Satanás e cederam à tentação.
SÍNTESE DO TÓPICO III - O juízo de DEUS veio sobre Adão, Eva e a serpente.  
 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO top1
 "O jardim do Éden estava localizado perto da planície aluvial do rio Tigre e do rio Eufrastes. Alguns acreditam que estava localizado na região correspondente ao atual sul do Iraque; outros sustentam que não há dados suficientes no relato bíblico.
Duas árvores do jardim do Éden tinham importância especial. (1) A 'árvore da vida' provavelmente tinha por fim impedir a morte física. É relacionada com a vida perpétua, em 3.22. O povo de DEUS terá acesso à árvore da vida no novo céu e na nova terra (Ap 2.7; 22.2). (2) A 'árvore da ciência do bem e do mal' tinha a finalidade de testar a fé de Adão e sua obediência e à sua palavra. DEUS criou o ser humano como ente moral capaz de optar livremente por amar e obedecer ao seu Criador, ou desobedecer-lhe e rebelar-se contra a sua vontade" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro:CPAD, 1991, pp. 34,35).
 
PARA REFLETIR -  A respeito do livro de Gênesis:
A Queda foi um fato histórico e real?
Sim. Podemos ter tal certeza porque a Bíblia nos garante.
A serpente realmente falou?
Sim. Não se trata de uma parábola, mas de um fato histórico.
Que juízo recaiu sobre o homem e sobre a mulher?
Sobre a mulher: ela teria a sua dor na hora do parto multiplicada. Também teria que se sujeitar ao governo do homem.
Sobre o homem: O trabalho de Adão seria misturado com a dor.
Ambos sofreriam a morte física e foram expulsos do paraíso.
Por que Adão foi responsabilizado por DEUS como o principal responsável pela Queda da humanidade?
Porque ele havia recebido a ordem diretamente de DEUS.
DEUS foi surpreendido pelo pecado do homem? Explique.
DEUS não foi apanhado de surpresa pela queda de Adão, pois o Cordeiro, em sua presciência, já havia sido morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8). Nossos primeiros pais, de fato, pecaram, mas foram prontamente redimidos pelo sangue de CRISTO, pois JESUS morreu por toda a humanidade (Jo 1.29).
 
CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 63, p. 39.
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
 
SUGESTÃO DE LEITURA
Razões para Crer, Santidade e Manual do Diácono.
 
 
Comentários de vários livros com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique
Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 1 João 2:16.
Aparência do mal - Animal falando.
Diálogo com Satanás.
Torção da Palavra de DEUS.
Concupiscência dos olhos - Eva Viu o fruto
Concupiscência da carne - Eva desejou o fruto
Soberba da vida - Eva desejou ser como DEUS.
Pecado gerado - Agora chama homem para pecar junto com ela.
 
Revista CPAD - Lições Bíblicas 1942 - 1º trimestre de 1942 - A Mensagem do Livro de Gênesis - LIÇÃO 2 - 11/01/1942 – A CRIAÇÃO DO HOMEM - Adalberto Arraes 
Gênesis 2:15-17 E tomou o Senhor DEUS o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. E ordenou o Senhor DEUS ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
Gênesis 3:1-8 Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR DEUS tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que DEUS disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse DEUS: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.Porque DEUS sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como DEUS, sabendo o bem e o mal. E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. E ouviram a voz do Senhor DEUS, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor DEUS, entre as árvores do jardim.
 
RESUMO DA LIÇÃO
I — A responsabilidade do homem e a vulnerabilidade da mulher — 2:15-17.
II — Astúcia e mentira — 3:1-5.
III — Objetos da tentação — 3:6.
IV — Resultado da queda— 3:7-8.
 
I- De um modo geral o homem tem responsabilidade maior do que a mulher, quer na vida do lar, quer como exemplo para a família, ou como defensor dos princípios racionais do direito.
Tratando-se então de um cristão que se alimenta na fonte do Evangelho, essa responsabilidade é imensuravelmente maior.
Biblicamente o homem é considerado como cabeça do casal, enquanto que a mulher, tirada do seu lado tem um caráter de predomínio afetivo e facilmente vencível pelos sentimentos devaneadores.
O adversário da verdade de toda obra de DEUS e por conseguinte adversário do homem, usou astutamente a mulher para arruinar o casal, logrando derrubar, assim, o primeiro Adão.
Quanto ao segundo Adão, CRISTO, Este venceu o terrível inimigo em todas as suas investidas.
Certamente, Eva conseguiu de seu marido que participasse do seu erro, mas Adão não foi tentado. Errou conscientemente (I Tim. 2:14).
Quando o Senhor JESUS teve a confissão de Pedro a respeito de que Ele era o CRISTO, Pedro aí assumiu logo a posição da Igreja. Mat. 16:18, esposa de CRISTO,merecendo do Salvador um amor todo particular. Nessa ocasião, então, o Diabo tomou aquele apóstolo para tentar o segundo Adão, com devaneios e cuidados, como a esposa que unicamente se interessa pelo esposo, mas JESUS, alerta, exclamou: "Vai-te Satanás".
O primeiro Adão caiu, mas o segundo triunfou. O primeiro, da terra, é terreno; o segundo, o Salvador é do Céu.
II- A astúcia, a mentira e a maldade, formam juntas um veneno que tem levado muita gente à morte eterna.
O golpe desferido pelo Diabo contra a mulher, tinha uma peçonha quase imperceptível, quer na maneira de perguntar, quer na ocasião usada, pois ele viu que seria difícil derrubar os dois juntos, e então procurou, primeiramente vencer, isoladamente, o ponto mais fraco; uma vez tendo ganho a primeira luta, seria mais fácil conseguir o resto. E assim foi. O Tentador lançou a mentira logo que a astuciosa pergunta causara alguma dúvida no espírito de Eva. Foi uma tentação progressiva, sistematicamente e só vencível hoje por aqueles que se chegam a JESUS — O vencedor.
Antes do Diabo apontar defeitos na obra e na palavra de DEUS, ele lança dúvida quanto às bênçãos prometidas à glória futura; se o crente deixa penetrar a dúvida, logicamente perde certeza da esperança, e quem faz semelhante troca, já não resiste às demais conversas .do Tentador.
O Senhor JESUS revelou que o Diabo não se firmou na verdade e os que dão ouvidos às suas cantigas, terminam lançados na mentira.
Ele usa muito esses versículos: "Saberás tanto quanto DEUS"; "você devia ser pastor"; "você era o homem indicado para tal lugar" "você é que foi chamado pelo Senhor", é se o crente se deixa levar por essas excitações da alma e inchações da carne, entristece-se e cai; vejam-se os capítulos 12, 16 e 17 de Números.
III- Os objetos da tentação são sempre os mesmos, mas para cada caso o Tentador usa especialmente um.
O apóstolo João (I Jó. 2:16) classificou sabiamente os três pontos mais vulneráveis: "cobiça da carne, cobiça dos olhos e soberba da vida/' Um crente qualquer, dando lugar a uma só destas tentações; já está sujeito a cair. Eva, porem, deu lugar a todas três: O fruto era bom para se comer (cobiça da carne) era agradável aos olhos (cobiça pelo olhar) e desejável para dar entendimento e fazê-la igual a DEUS (soberba).
Ninguém queira saber mais do que a medida da sua fé; não tenhais cuidado da carne e guardai os olhos que são a candeia do corpo»
IV- O resultado da desobediência foi que eles perderam a inocência, no sentido de tranquilidade e, envenenados pela malícia da serpente, receberam a malícia em si mesmos e perceberam a sua nudez.
Um estado que antes lhes era natural e simples, agora se lhes tornava vergonhoso.
O crente que tem "o mistério da fé numa pura consciência", pode chegar-se a DEUS e dizer-lhe: "Eis-me aqui". Aquele, porém, que cometeu falta, sente-se nú (sem as roupas da salvação) e não tem coragem de se apresentar diante de DEUS.
Esconde-se entre as árvores das obras, dos esforços próprios, das esmolas, etc., mas, no fundo da alma se esconde de DEUS, porque está nú. E os resultados não são só estes, mas. . . o salário do pecado é a morte.
 
Revista CPAD - Lições Bíblicas - 1995 - 4º Trimestre - Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas - Comentarista pastor Elienai Cabral
TENTAÇÃO E QUEDA DO HOMEM - GENESIS 2.15-17; 3.1-8
Gênesis 2:15-17
E tomou o Senhor DEUS o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. E ordenou o Senhor DEUS ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
Gênesis 3:1-8 Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR DEUS tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que DEUS disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse DEUS: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
Porque DEUS sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como DEUS, sabendo o bem e o mal. E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. E ouviram a voz do Senhor DEUS, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor DEUS, entre as árvores do jardim.
INTRODUÇÃO
I. A PROPENSÃO PARA O PECADO
l. Propenso, mas não destinado.
2. O teste da tentação de Adão e Eva.
II. A QUEDA DO HOMEM, ATRAVÉS DO PECADO
l. O relato bíblico da queda do homem.
2. As três áreas do autoengano que levaram a queda.
III. AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA
IV. O pecado afetou a vida física e psíquica do homem.
2. O pecado afetou a vida espiritual do homem.
3. Somos herdeiros da corrupção moral de Adão.
IV. O LEVANTAMENTO DA QUEDA
1. A consciência de uma percepção não desejada.
2. A expectativa de um juízo inevitável.
3. A promessa de um juízo redentivo.
OBJETIVOS - No término desta lição, os alunos deverão ser capazes de:
- Entender que o homem, por causa da desobediência a DEUS, está propenso ao pecado, mas não destinado.
- Compreender que o homem não foi feito para pecar, mas DEUS permitiu que ele fosse tentado pelo Diabo, para provar a sua fidelidade ao seu Criador.
- Admitir que DEUS foi justo, quando castigou o homem, pois, conforme o Senhor havia dito, a recompensa do pecado é a marte.
- Concordar que DEUS é justo, mas também misericordioso. Por isso, Ele estabeleceu o plano redentivo de sua obra-prima.
SUGESTÕES PRÁTICAS
l. Diga aos alunas que DEUS teve as melhores intenções, quando criou o homem a sua imagem e sernelhança, pois desejava manter a comunhão com ele, eternamente. No entanto, concedeu-lhe o livre-arbítrio, a fim de que não fosse um autômato, mas tivesse sua própria vontade.
II. Explique-lhes que DEUS, em sua Onisciência, já sabia que o homem iria pecar, antes mesmo de ser criado. Por isso, estabeleceu o plano da salvação, antes da fundação do mundo. Satanás, entretanto, não sabia deste segredo divino. Esta é a razão de ele ter tentado Adão e Eva.
3. Esclareça-lhes que, apesar da bondade divina, a qual salvou o homem da condenação eterna, por intermédio da morte vicária de JESUS, cujo sangue nos purifica de todo pecado, o ser humano traz em si, desde o seu nascimento, o estigma da culpa. Por isso, estamos sujeitos aos sofrimentos e a dor.
INTRODUÇÃO
A doutrina da queda do homem é precedida pela tentação, ou seja, por sua provação. Certo autor escreveu que "a causa última do mal não se encontra nem em DEUS, que é absolutamente santo, ou seja, a mais perfeita negação do mal, nem no mundo, criado bom em DEUS e para DEUS" (Tg 1.13).
l. A PROPENSÃO PARA O PECADO
1. Propenso, mas não destinado. Como ser racional, o homem, em seu primeiro estado de inocência, desconhecia o pecado. A possibilidade para o pecado surgiu com a tentação. De fato, ele não havia ainda desenvolvido o seu caráter moral. Esta propensão para a transgressão não significa que o homem, inevitavelrnente, estivesse destinado a pecar. Esta tendência baseava-se unicamente em seu livre-arbítrio. Ele poderia, conscientemente, manter-se fiel aos limites do conhecimento que o Criador lhe deu, ou, então, rebelar-se contra esta lei, e partir para o outro lado.
2. O teste da tentação de Adão e Eva (Gn 2.9,16,17).
a) Surge o agente da tentação.
(Gn 3.1) O teste moral de Adão e Eva começou, por permissão de DEUS, com urna criatura feita pelo Criador, mas que, por rebelião tornou-se o maior opositor do Senhor e de toda a sua obra. Este ser foi criado como espírito dependente do Criador, como os demais membros do mundo angelical. Esta criatura é Sa­tanás ou Diabo, que não é igual a DEUS, mas surge diante de Adão e Eva, incorporado em inocente serpente que estava no jardim plantado por DEUS.
b) A trama satânica para engodar a Ada.o e Eva. Satanás sabia que não seria tão fácil convencer o casal a desobedecer a DEUS. Ele investiu, então, sobre a mulher, porque entendia que ela, como um ser mais frágil que o homem, facilmente cederia as suas provocações.
II. A QUEDA DO HOMEM, ATRAVÉS DO PECADO
1. O relato bíblico da queda do homem (Gn 3.1-12). A queda de Adão e Eva é apresentada, literalmente, na Bíblia, de modo explícito. Não foi um relato teórico ou figurativo, mas um histórico da queda humana. Por isso, entendemos que o pecado de nossos primeiros país foi um ato voluntário de sua própria vontade e determinação. É claro que a tentação veio de fora, da parte de Satanás, que os instigou a desobedecer a ordem de DEUS. Concluímos, pois, que a essência do primeiro pecado está na desobediência do homem a vontade divina e na realizas;ao de sua própria vontade: O seu pecado foi urna transgressão deliberada ao limite que DEUS lhes havia colocado.
2. As três áreas do autoengano que levaram a queda (Gn 3.6) . A primeira área do autoengano de Eva foi a fome instintiva, provocada pela palavra de Satanás.
A segunda área de autoengano de Eva e Adão foi o desejo de grandeza, incitado por Satanás, com a idéia de obter o entendimento do bem e do mal.
A terceira área: do autoengano de Eva e Adão foi a satisfação através dos, olhos, porque aquela árvore "era agradável aos olhos".
III. AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA
1. O pecado afetou a vida física e psíquica do homem. Paulo escreveu aos Romanos: "Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte" (Rm 5.12). A morte física se tornou então, a consequência natural da desobediência de Adão, e a espiritual se constituiu na eterna separação de DEUS. O Criador foi enfático, no Jardim: "Porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn 2.17).
2. O pecado afetou a vida espiritual do homem. "O salário do pecado é a morte" (Rm 6.23). Adão não morreu no mesmo dia em que pecou, mas perdeu, pelo seu pecado, a possibilidade de viver. Porém, a afetasção maior foi a perda da imagem de DEUS em sua vida. Isto implicou, essencialmente, no rompimento da comunhão imediata e plena com o Criador, e causou-lhe a "morte espiritual", no momento exato em que pecou.
3. Somos herdeiros da corrupção moral de Adão (Rm 5.12). Vá­rios textos bíblicos indicam este fato mas destacaremos apenas o que Paulo escreveu: "Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram" (Rm 5.12). Outro texto diz: "Pela ofensa de um só, a morte reinou" (Rm 5.17).
IV. O LEVANTAMENTO DA QUEDA
1- A consciencia de urna percepção não desejada (Gn 3.6,7). Depois que o Tentador conseguiu convencê-la a desejar o fruto proibido, Eva não exitou em pegar, comer e oferecer ao seu marido. Neste momento, abriram-se , então, os olhos de ambos (Gn 3.7). Mas o que viram foi muito diferente daquilo que Satanás havia dito que contemplariam.
2. A expectativa de um juízo inevitável (Gn 3.8-13). A queda foi precedida por momentos em que a imaginação e os seus sentidos foram completamente dominados pelo engano do Tentador. lsto nos ensina que a história de todas as tentações é a mesma: o objeto exterior de atração, a comoção interior da mente, o aumento e o triunfo do desejo apaixonado; terminam na degradação, escravidão e ruína da alma (Tg 1.15; 1 Jo 2.16).
a) A voz de DEUS (Gn 3.8). Diz a Bíblia que os dois "ouviram a voz de DEUS, que andava no jardim pela viração do dia".
b) A resposta do homem a voz de DEUS (Gn 3.10). O texto declara que Adão saiu do seu esconderijo, envergonhado, e confessou: "Tive medo e me escondi". Esta sensação de culpa o fez fugir de DEUS. Apesar de confessar a razão de sua fuga, não foi capaz, nem ele ,nem sua mulher , de assumir, individualmente o seu pecado.
3. A promessa de um juízo redentivo (Gn 3.14-24).
a) Três juízos distintos: sobre a serpente, a mulher e o homem. Primeiro, no juízo sobre a serpente, DEUS não discutiu, nem dialogou com a mesma. Pela primeira vez, encontramos o termo hebraico (ARUR) na Bíblia, que significa maldito, e traz o peso de urna sentença jurídica, pois a serpente foi declarada culpada, sem opção de justificação. Segundo, há um juízo sobre a mulher, conforme o texto de Genesis 3.16. Nesta escritura, DEUS predisse que ela seria sujeita ao homem. Não seria mais a parceira na administração da Terra. Seria dominada pelo marido e toda sua vontade estaria subjugada a ele. Seus filhos seriam gerados com dores de parto. Terceiro, o juízo aparece contra o homem (Gn 3.17-19). Ele perderia as regalias e delícias do Jardim do Éden (Gn 3.23,24), pois os dois foram expulsos daquele local. A sua subsistência, ele extrairia com o suor do seu rosto, exigindo-lhe muito esforço físico.
b) A promessa de um juízo redentivo (Gn 3.15). Nesta escritura se encontra a primeira e mais gloriosa promessa de redenção, de soerguimento do homem da condenação. Ao invés de lançar apenas juízos inclementes ¡e condenatórios sobre o casal, DEUS, o justo Juiz, pois sua justiça é perfeita e misericordiosa, abriu um espaço para a redenção.
CONCLUSÃO
Com esta lição, nós aprendemos que há urna esperan9a para o peca­dor, em CRISTO JESUS.
ENSINAMENTOS PRÁTICOS
1. Nós não nascermos pecadores, mas, trazemos conosco, desde o berço, a tendência para o pecado. Por isso, é necessário nascermos de novo, se desejamos morar eterna­mente com CRISTO. S6, assim, esta­remos livres da condenai;:ao eterna, preparada para os que não aceitam a salvação.
2. Satanás, antes de se rebelar contra DEUS, era um querubim, e exerceu elevado cargo entre os an­jos. Mas intentou ser igual ao seu Criador, e declarou-lhe gue1ra. Der­rotado, foi expulso do Céu. Por cau­sa disso, investiu contra o homem, a obra-prima da criação.
3. A queda de Adão e Eva trou­xe drásticas consequências físicas, psíquicas e espirituais aos seus descendentes. Esta é a razão de nos de­pararmos com tantas pessoas deficientes e desajustadas. Entretanto, o Evangelho de CRISTO temo poder de nos curar de todas estas enfermidades.
 
Gênesis - Comentário Adam Clarke - Gênesis.
Gênesis 2:15-17 E tomou o Senhor DEUS o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. E ordenou o Senhor DEUS ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
 
O versículo 15. No jardim para o Dominar, Guardar e para Cultivá-lo.
Horticultura, ou jardinagem, é o primeiro tipo de emprego no registro, em que o homem foi contratado, enquanto no estado de perfeição e inocência. Embora o jardim supostamente produzisse todas as coisas espontaneamente, como acontecia com toda vegetal em toda a terra na criação, dominar, guardar e Cultivar foi necessário depois para manter os diferentes tipos de plantas e vegetais em sua perfeição e mostrar sua exuberância . Mesmo em um estado de inocência, não podemos conceber que fosse possível o homem ter sido feliz, se inativo . DEUS lhe deu trabalhos a fazer, e seu emprego contribuiu para a sua felicidade, pois a estrutura de seu corpo, bem como de sua mente, claramente provam que DEUS não o criou para uma vida meramente contemplativa.
Versículo 17. Da árvore do conhecimento não comerás.
Este é o primeiro preceito positivo que DEUS deu ao homem, e lhe foi dado como um teste de obediência, e uma prova de sua lealdade para com seu Criador. Era necessário que, enquanto senhor constituído para governar este mundo inferior, ele se lembrasse sempre que era apenas um mordomo de DEUS, e, como tal, prestar contas a Ele do uso de seus poderes mentais e corporais, e uso que fez das diferentes criaturas colocadas sob seus cuidados. O homem cuja mente se esquece desta dependência e responsabilidade é desviado de DEUS e perde de vista sua origem e fim, e é capaz de qualquer espécie de maldade. Como DEUS é soberano, ele tem o direito de dar a suas criaturas o que ele acha que é adequado. Uma criatura inteligente, sem uma lei para regular sua conduta, é um absurdo, isso iria destruir a idéia de sua dependência. O homem deve ter sempre DEUS como seu soberano, e agir sob a sua autoridade, o que ele não consegue fazer, a menos que ele tenha uma regra de conduta. DEUS fornece esta regra: e não é questão de que tipo de regra é, mas da obediência a ela não está considerando os poderes da criatura a que se deve obedecer.
DEUS diz: De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Será que DEUS  tinha o direito absoluto para exigir isso? E não era o homem obrigado a obedecer?
Hás de morrer. moth tamuth literalmente, tú morrerás ao fazê-lo, ou, morrendo morrerás . Tu morrerás não só espiritualmente, perdendo a vida de DEUS, mas a partir desse momento tu tornar-se mortal, e deverás continuar morrendo até tú morrer definitivamente para esta vida na terra. Encontramos isso literalmente realizado, pois a cada momento da vida do homem aqui na terra pode ser considerado como um ato de morrer, ou um morrer contínuo, até que a alma e o espírito são separados do corpo. Outros significados foram dados nesta passagem, mas são gerais, ou fantasiosos ou incorretos.
 
Gênesis 3:1-8 Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR DEUS tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que DEUS disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse DEUS: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.Porque DEUS sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como DEUS, sabendo o bem e o mal. E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. E ouviram a voz do Senhor DEUS, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor DEUS, entre as árvores do jardim.
Capítulo 3
Satanás, por meio de uma criatura aqui chamada de serpente, engana Eva, 1-5. Tanto ela como Adão transgrediram a ordem divina, e caíram em pecado e miséria, 6,7. Eles são convocados diante de DEUS, e julgados, 8 - 13. A criatura chamada de serpente é degradada e punida, 14. A promessa de redenção pela encarnação de CRISTO, 15. Eva condenada 16. Adão condenado e ameaçado de morte 17. A terra amaldiçoada, 18,19. Porque a mulher foi chamada Eva, 20. Adão e Eva vestido com peles, 21. O estado miserável de nossos primeiros pais, após sua queda, e sua expulsão do jardim do Paraíso, 22-24.

Notas sobre o Capítulo 3
Versículo 1. Ora, a serpente era a mais astuta
- Temos aqui uma das mais difíceis e importantes  narrativas de todo o livro de DEUS. O último capítulo terminou com uma breve, mas marcante narrativa da perfeição e felicidade dos primeiros seres humanos, e este capítulo abre com a narrativa de sua transgressão, degradação e ruína.
Que o homem está em um estado caído, a história do mundo, com a vida de miséria de cada ser humano, é uma realidade incontestável. Mas como chegou a essa situação?Há aqui um grande mistério. Quem foi a serpente? De que tipo? Como ela conseguiu seduzir o primeiro casal feliz? Estas são questões que permanecem ainda a ser respondidas. Tudo o que se diz ou é uma simples narrativa dos fatos, ou é uma alegoria. Se é uma relação histórica, seu significado literal deve ser procurado e, se for uma alegoria, nenhuma tentativa deve ser feita para explicar, uma vez que exigiria uma revelação direta para determinar o sentido em que deve ser entendido, por mais fantasiosas ilustrações que existam. Vamos tentar analisar a narração Mosaica da queda do homem. A principal dificuldade na narração é encontrada na pergunta: Quem foi o agente empregado na sedução de nossos primeiros pais?
A palavra para traduzir o texto que, seguindo a Septuaginta, é serpente ou nachash, e, de acordo com Buxtorf e outros, existem três significados nas Escrituras para esta palavra:
Ela significa ver ou observar analisando atentamente atos divinos ou encantamentos, onde se usa a fuga dos pássaros, as entranhas de animais, o curso das nuvens, ou adivinhações.
Significa latão, bronze, e é traduzida em nossa Bíblia, não só como bronze, mas correntes, grilhões, cadeias de bronze, e em vários lugares como aço, ver 2 Samuel 22:35; Jó 20:24; Salmos 18:34 e em um lugar, pelo menos imundícia ou fornicação, Ezequiel 16:36.
Significa uma serpente, mas de que tipo não está determinado. Em Jó 26:13, que parece significar baleia ou hipopótamo: Por seu espírito ele tem decorado os céus, a sua mão tem a serpente veloz, nachash bariach: como barach significa passarem ou passar através de e beriach é usado para uma barra de um portão ou da porta que passou através dos anéis, linearidade, em vez de curvatura deve ser ligada a ela aqui, e é provável que signifique hippopotamus ou cavalo marinho..
Em Eclesiastes 10:11, a criatura chamada nachash, de qualquer tipo, é comparado com o tagarela: Certamente a serpente ( nachash ) vai morder sem encantamento, e um tagarela não é melhor. Em Isaías 27:1, o crocodilo ou jacaré parece ser particularmente o significado no original: Naquele dia o Senhor castigará - leviatã a serpente veloz, Isaías 65:25, a mesma criatura se entende como; Gênesis 3:1, nas palavras, poeira E será a comida da serpente, há uma evidente alusão ao texto de Moisés. Em Amós 9:3, o crocodilo é evidentemente pretendido: Apesar de ser escondidos no fundo do mar, ali darei ordem à serpente, (hannachash), e ele deve mordê-los. Nenhuma pessoa pode supor que qualquer tipo de cobra ou serpente pode ser pretendido aqui, e vemos as acepções diferentes da palavra, e os diferentes sentidos que carrega em vários lugares dos escritos sagrados, que parece ser uma espécie de termo geral confinado a nenhum sentido único. Por isso, será necessário examinar a raiz de forma precisa, para ver se o seu significado ideal irá permitir-nos verificar o animal pretendido no texto. Nós já vimos que nachash significa ver com atenção, para adquirir conhecimento ou experiência pela observação atenta; nichashti, Gênesis 30:27: aprender com a experiência, e este parece ser seu significado mais geral na Bíblia. A palavra original é traduzido na Septuaginta οφις, uma serpente, não porque este era o seu significado fixo determinado nos escritos sagrados, mas porque era o melhor que ocorreu aos tradutores: e eles não parecem terem enfrentado muita dificuldade para entender o significado do original, pois eles tornaram a palavra como de várias formas como os nossos tradutores têm feito, ou melhor, os nossos tradutores os seguiram, como eles dão quase as mesmas significações encontradas na Septuaginta: daí descobrimos que οφις, é tão freqüentemente usado por eles como serpente, seu significado literal suposto, é usado em nossa versão. E os escritores do Novo Testamento, que raramente citam o Antigo Testamento, seguiram a tradução da Septuaginta, sem mudar sequer uma palavra nessa versão do uso desta palavra. A partir da Septuaginta, portanto, não podemos esperar melhor luz, nem mesmo de qualquer outra das versões antigas, que são todas posteriores à Septuaginta, e algumas feitas a partir da mesma.
A raiz desta palavra em árabe parece lançar luz sobre o assunto. [Árabe] chanas ou khanasa significa que ele partiu, retirou, estava escondido, seduzido, escapuliu afastado, a partir desta raiz vir [árabe] akhnas, [árabe] khanasa, e [árabe] khanoos, o que significa de um macaco, ou Sátiro, ou qualquer criatura siamesa ou do gênero do macaco. É notável também que da mesma raiz vem [árabe] khanas, o diabo, o que ele tem de apelativo que o significado de [árabe] khanasa, significando seduzido, porque ele chama os homens para fora da justiça, os seduz contra a obediência a DEUS, Veja Golius voce, sub. Não é estranho que o diabo e o macaco parecem ter o mesmo nome, derivado da mesma raiz e essa raiz de modo muito semelhante ao da palavra no texto? Mas vamos voltar e considerar o que é dito da criatura em questão. Agora o nachash era mais sutil, arum, mais sábio, astuto, ou prudente, do que todos os animais do campo, que o Senhor DEUS tinha feito . Neste relato encontramos,
1. Que tudo o que esta nachash era, ele estava na cabeça de todos os animais inferiores para a sabedoria e entendimento.
2. Que ele caminhava ereto , por isso está necessariamente relacionada à sua punição em teu ventre (ou seja, em todos os quatro) irás se arrastar.
3. Que ele foi dotado com o dom da palavra, para poder ter uma conversa aqui entre ele e a mulher.
4. Que ele também foi dotado com o dom da razão, pois nós o encontramos exercendo raciocínio e disputa com Eva.
5º Que estas coisas eram normais a esta criatura, pois a mulher, sem dúvida, muitas vezes a teria visto andando ereto e falando com razão, e, portanto, ela não tem qualquer tipo de surpresa quando se aproxima dela, pois parece ser apenas uma parte de uma conversa que tinha passado entre eles na ocasião: Sim, DEUS disse.
Gênesis 3.14 - Então o Senhor DEUS disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.
andar de barriga, ou seja, terá que rastejar, como tinham feito a partir de sua criação, e deve fazer enquanto sua raça perdurar.
As serpentes não têm órgãos de discurso, ou qualquer tipo de som de articulação vocal; elas só podem assobiar. É verdade que um burro por influência milagrosa pode falar, mas não é esse o caso aqui. O texto insinua que falar e razão eram naturais ao nachash (serpente) - todo escritor inspirado diz que o nachash era mais sutil ou inteligente (ou astuta) do que todos os animais do campo que o Senhor DEUS tinha feito. Também não podemos achar que o gênero serpentes são notáveis pela inteligência. É verdade que a sabedoria da serpente passou para um provérbio, mas eu não posso ver em que é fundada, exceto em referência à passagem em questão, onde o nachash, que traduzimos por serpente, seguindo a Septuaginta, mostra muita inteligência e astúcia, e é muito provável que o nosso Senhor JESUS estava fazendo alusão a este trecho da escritura quando exorta os seus discípulos a serem sábios, prudentes e inteligentes, como as serpentes , φρονιμοι οφεις·, e é digno de nota que ele usa o mesmo termo empregado pela Septuaginta no texto em questão: Οφις ην φρονιμωτατος, a serpente era mais prudente e inteligente de todos os animais, somos obrigados a concordar. 
Existe a possibilidade de um macaco ser a serpente mencionada - outang ourané a probabilidade de ser o animal em questão como nachash e οφις, ophisprovavelmente significa menos uma vez por serpente, um crocodilo, um hipopótamo, fornicação, uma cadeia, um par de algemas, um pedaço de bronze, um pedaço de aço, e um feiticeiro, pois já vimos que todas estas são acepções da palavra original. Além disso, os escritores do Novo Testamento parecem perder de vista o animal ou instrumento utilizado na ocasião, e falam apenas do próprio Satanás como a causa da transgressão, e o instrumento de todo o mal. É direito de todos discordar ou concordar.
Versículo 3. Nem nele tocareis - A mulher adicionou este trecho ao que DEUS havia falado antes? Alguns dos escritores judeus dizem que assim que a mulher afirmou isso, a serpente empurrou-a contra a árvore e disse: "Olha, tu a tens tocado, e ainda está viva; tu portanto, com segurança pode comer do fruto, pois certamente não morrerás".
Versículo 4 . Certamente não morrer -
Aqui o pai da mentira mais uma vez aparece, e aparece contradizendo a afirmação de DEUS. O tentador, através da nachash, insinua a impossibilidade da morte de Eva, como se ele tivesse dito, DEUS te criou imortal, tua morte, portanto, é impossível, e DEUS sabe disso, pois como tu vives pela árvore da vida, então obterá aumento de sabedoria pela árvore do conhecimento.

Versículo 5. Seus olhos se abrirão - seu entendimento deve ser muito iluminado e melhorado; e sereis como deuses , kelohim, como DEUS, assim a palavra deve ser traduzida. Como a palavra original é a mesmo que é usada para apontar o Ser Supremo, Gênesis 1:1, tem aqui o mesmo significado, e o objeto do tentador parece ter sido este: convencer nossos primeiros pais que deveriam, comer deste fruto, tornar-se sábio e poderoso como DEUS, (em conhecimento e poder), e ser capaz de existir para sempre, independentemente dele.
Versículo 6. A árvore era boa para se comer -
1. O fruto parecia ser saudável e nutritivo. E era agradável aos olhos .
2. A beleza do fruto tende a aguçar e aumentar o apetite. e árvore desejável para te fazer sábio,
3. Um motivo adicional - Vai agradar o paladar.
Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 1 João 2:16.
A partir dessas três fontes todos os males naturais e morais surgiram: eles são exatamente o que o apóstolo chama o desejo da carne , a árvore era boa para se comer: o desejo do olho , que era agradável à vista, e o orgulho da vida ; era uma árvore desejável para dar entendimento. DEUS tinha, sem dúvida criado nossos primeiros pais sábios e inteligentes, e também com uma grande capacidade e propensão adequados para aumentar o conhecimento. Aqueles que pensam que Adão foi criado sem conhecimento, têm tido uma visão muito falsa do assunto. Somos convencidos de que os nossos primeiros pais estavam em um estado de perfeição suficiente quando consideramos,
1. Que eles eram dotados de uma vasta capacidade de obter conhecimento.
2. Que todos os meios de informação estavam ao seu alcance.
3. Que não havia impedimento para a concepção mais direta da ocorrência da verdade.
4.Que todos os objetos de conhecimento, seja natural ou moral, estavam sempre à mão.
5. Que eles tiveram a mais forte propensão do saber, e,
6. O maior prazer em conhecer.
DEUS lhes abria a natureza da alma continuamente com entendimento de suas glórias ilimitadas e excelências, sem impedimento ou dificuldade, o que lhes dava um estado de perfeição! A consumação da felicidade! Este foi, sem dúvida, o estado e as condições de nossos primeiros pais. Apesar da transgressão, era natural que eles desejassem ser cada vez mais sábios. DEUS havia implantado esse desejo em suas mentes, mas mostrou a eles que este desejo deveria ser satisfeito de uma determinada maneira, com prudência e juízo regulando o exame  cuidadoso do que DEUS queria para eles. Só DEUS sabe todas as coisas, sabe o quanto de conhecimento a alma precisa para a sua perfeição e felicidade crescente, até onde pode ir para não causar prejuízo e ruína. Há, sem dúvida muitos assuntos que os anjos poderiam saber, e que DEUS escolhe esconder deles, porque esse conhecimento tenderia não à sua perfeição, nem à sua felicidade.
Tais limites de DEUS, são atribuídos desde o início:
Versículo 7 . Os olhos de ambos foram abertos
Eles agora tinham uma ideia clara e suficiente do seu pecado e loucura em desobedecer a ordem de DEUS, podiam discernir entre o bem e o mal, e qual foi a conseqüência? Confusão e vergonha foram gerados, pois a inocência foi perdida e a culpa surgiu.
Vamos analisar agora a queda e seus efeitos.
1. Do Novo Testamento aprendemos que Satanás associou-se com a criatura que traduzimos por serpente, no original nachash, canal usado para seduzir e arruinar a humanidade; 2 Coríntios 11:3 ; Apocalipse 12:9 ; 20:02 .
2. Essa criatura era a mais adequada para essa finalidade, como sendo a mais sutil, a mais inteligente e esperta de todos os animais do campo, dotada por satanás com o dom da palavra e da razão, e, consequentemente, aquela em que ele poderia melhor se esconder.
3. Como Satanás sabia que, enquanto Adão e Eva dependessem de DEUS não poderiam ser arruinados, ele esforçou-se por seduzi-los a partir desta dependência.
4. Satanás fez isso através do desejo exagerado de Eva por aumento de conhecimento, o mesmo de DEUS, para o qual DEUS não os havia dotado.
5. Para obter sucesso, ele insinua que DEUS, por motivo de inveja, tinha lhe dado a proibição de comer daquele fruto. DEUS sabe que no dia em que comerdes dele, sereis como ele.
6- Promete o que não pode cumprir - Certamente não morrereis.
7. Satanás manteve a ilegalidade dos meios usados para que Eva obtivesse o que desejava fora de sua vista, convenceu-a de que poderia se assemelhar ao próprio DEUS, e, consequentemente, ser autossuficiente, e totalmente independente dele. Ela ouviu, e fixou seu desejo apenas na boa promessa, negligenciando a ordem de DEUS, e pensando tornar-se sábia e independentea em todas as áreas, sem DEUS, e então Eva tomou do fruto e comeu.
Vamos agora examinar os efeitos .
1. Seus olhos se abriram, e eles viram que estavam nus. Eles viram o que eles nunca viram antes, que foram despojados de sua excelência, que tinham perdido sua inocência, e que tinham caído em um estado de indigência e de perigo.
2.Embora seus olhos tenham se aberto para ver sua nudez, sua mente estava nublada, e seu julgamento confuso. Eles parecem ter perdidosuas noções apenas de honra e desonra, o que era uma vergonha e que era digno de louvor. Foi desonroso e vergonhoso quebrar o mandamento de DEUS.
3. Parecem em um momento, não só ter perdido o senso de julgamento, mas também de reflexão: um pouco antes Adão era tão sábio que ele poderia nomear todas as criaturas que passavam perante ele, de acordo com suas respectivas naturezas e qualidades; - agora ele não sabe o primeiro princípio sobre a natureza Divina, que DEUS sabe todas as coisas, e que é onipresente, portanto, ele se esforça para esconder-se entre as árvores se esquecendo que DEUS tudo vê! Surpreendente é esta atitude! Quando as criaturas lhe foram trazidas ele poderia nomeá-los, porque ele podia discernir suas respectivas naturezas e propriedades; quando Eva foi trazida a ele pode dizer imediatamente o que ela era, e para que fim foi feita, embora ele estivesse em um sono profundo quando DEUS a formou. Mas, infelizmente! Como caíram os valentes!
Comparando seu estado presente com o seu estado passado, seu estado de antes da transgressão com o seu estado pós transgressão, perguntamos: é a mesma criatura? A criatura de quem DEUS disse, façamos a nossa imagem e semelhança? infelizmente, agora este é menor do que os animais do campo.
4. Havia agora uma sucessão ininterrupta até o presente momento. Todos os descendentes deste primeiro par são culpados por se assemelharem a sua degenerada antecedência, e irão copiar a sua conduta. O original modo de transgressão é ainda continuado, e o pecado original é sua consequência. Aqui estão as provas.
1. Todo ser humano se esforça para obter conhecimento por meios ilícitos, mesmo quando os meios legais e toda a ajuda disponível está à mão.
2. Todos se esforçam por ser independentes, e viverem sem DEUS no mundo. por isso a oração, a linguagem da dependência da providência e graça de DEUS, é negligenciada, eu poderia dizer detestada, pela grande maioria dos homens.
3. O ser humano está destituído do verdadeiro conhecimento de DEUS e procuram privacidade para os seus crimes, não considerando que o olho de DEUS está sobre eles, sendo apenas solícito para escondê-las dos olhos do homem.
Estas são algumas provas. Veja em Gênesis 3:10,12.
Versículo 8. A voz do Senhor - A voz é bem utilizada aqui, pois como DEUS é um ESPÍRITO infinito, e não pode limitar-se a qualquer forma , então ele não pode ter aparência pessoal. É muito provável que o tempo em que DEUS vinha para conversar com eles no jardim era no declínio do dia, leruach haiyom, na brisa da tarde, e provavelmente este foi o tempo que os nossos primeiros pais empregaram no mais solene atos de seu culto religioso, em que DEUS estava sempre presente. O tempo para este culto solene é novamente nos concedido, pois  DEUS está em seu lugar, mas Adão e Eva pecaram, e portanto, em vez de serem encontrados no local de culto, estão escondidos entre as árvores! Leitor, quantas vezes isso tem sido o seu caso! DEUS está encontrando você no local de culto?

Gênesis - Comentário Adam Clarke - Gênesis.
 
TENTAÇÃO E QUEDA DO HOMEM  - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao9-dvc-vencendotentacoes.htm 
A doutrina da queda do homem é precedida pela tentação, ou seja, por sua provação. Certo autor escreveu que "a causa última do mal não se encontra nem em DEUS, que é absolutamente SANTO, ou seja, a mais perfeita negação do mal, nem no mundo, criado bom em DEUS e para DEUS" (Tg l . l 3).
A-  A PROPENSÃO PARA O PECADO
1. Propenso, mas não destinado. Como ser racional, o homem, em seu primeiro estado de inocência , desconhecia o pecado. A possibilidade para o pecado surgiu com a tentação. De fato, ele não havia ainda desenvolvido o seu caráter moral. Esta propensão para a transgressão não significa que o homem, inevitavelmente, estivesse destinado a pecar. Esta tendência baseava-se unicamente em seu Livre-arbítrio. Ele poderia, conscientemente, manter-se fiel aos limites do conhecimento que o Criador lhe deu, ou, então, rebelar-se contra esta lei, e partir para o outro lado.
2. O teste da tentação de Adão e Eva (Gn 2.9;16,17).
a) Surge o agente da tentação (Gn 3.1). O teste moral de Adão e Eva começou, por permissão de DEUS, com uma criatura feita pelo Criador, mas que, por rebelião tornou-se o maior opositor do Senhor e de toda a sua obra. Este ser foi criado como ESPÍRITO dependente do Criador, como os demais membros do mundo angelical. Esta criatura é Satanás ou Diabo; que não é igual a DEUS, mas surge diante de Adão e Eva, incorporado em inocente serpente que estava no jardim plantado por DEUS.
b) A trama satânica para engodar a Adão e Eva. Satanás sabia que não seria tão fácil convencer o casal a desobedecer a DEUS. Ele investiu, então, sobre a mulher, porque entendia que ela, como um ser mais frágil que o homem, facilmente cederia as suas provocações.

B- A QUEDA DO HOMEM, ATRAVÉS DO PECADO

1. O relato bíblico da queda do homem (Gn 3.1-12). A queda de Adão e Eva é apresentada, literalmente, na Bíblia, de modo explícito. Não foi um relato teórico ou figurativo, mas um histórico da queda humana, Por isso, entendemos que o pecado de nossos primeiros pais foi um ato involuntário de sua própria vontade e determinação. É claro que a tentação veio de fora, da parte de Satanás, que os instigou  a desobedecer à ordem de DEUS. Concluímos , pois, que a essência do primeiro pecado está na desobediência do homem à vontade divina e na realização de sua própria vontade. O seu pecado foi uma transgressão deliberada ao limite que DEUS lhe havia colocado.

2. As três Áreas do auto-engano que levaram à queda (Gn 3,6).
A primeira área do auto-engano de Eva foi a fome instintiva, provocada pela palavra de satanás.
A segunda área de auto-engano de Eva e Adão foi o desejo de grandeza, incitado por satanás, com a idéia de obter o entendimento do bem e do mal.
A terceira área do auto-engano de Eva e Adão foi a satisfação através dos olhos, porque aquela Árvore "era agradável aos olhos".

O PROCESSO DA TENTAÇÃO

A tentação se constitui num processo que tem os seguintes passos:

1. Atração do desejo (v.14a). 

"Mas cada um é tentado, quando atraído..." 

Primeiro, vem a atração pelos sentidos: visão (1 Jo 2.16); audição (I Co 15.33); olfato; gosto ou paladar, e tato (Pv6.17).

2. Engodo (isca). 

A pessoa é atraída, seduzida e "engodada pela própria concupiscência" (desejo carnal) (v.14b). 

3. Concepção do desejo (da concupiscência). 

Na mente, nos pensamentos (cf. Mc 7.21-23), o desejo é concebido. Só se faz o que se pensa (v.15a). Nesse ponto,ainda se pode  evitar o pecado. 

4. O pecado é gerado.

"Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado" (v.15). Ainda na mente, já nasce o pecado. Alguém pode adulterar só na mente (Mt 5.27,28). 

5. A consumação do pecado.(v.15b). 

"...e o pecado, sendo consumado, gera a morte."A morte, aqui, é espiritual. Nesse ponto, só há solução se houver arrependimento, ainda. em vida. 

É importante entendermos esse terrível processo a fim de que nos resguardemos dele. Alguém já disse que ninguém pode impedir que um pássaro voe sobre sua cabeça, mas pode impedi-lo de fazer um ninho nela. Isso ilustra o processo da tentação. Esta, em si, não é pecado. Pecado é praticar o que a tentação sugere. 

O que é tentação.
I. Definição
1. Massah, "teste". "provação". Palavra hebraica usada por cinco vezes. Deu. 4:34; 7:19; 29:3;, SaL 95:8; Jó 9:23.
2. Peirasmôs, "teste", "prova". Palavra grega usada por vinte vezes: Mal. 6:13; 26:41; Mar. 14:38; Luc. 4:13; 8:13; 11:4; 22:28,40,46; Atos 20:19; 1 Cor. 10:13; Gál. 4:14; 1 Tim. 6:9; Heb. 18; Tia. 1:2,12; 1 Ped. 1:6; 11 Ped. 2:9 e Apo.3:10.
3. Peirázo, ''testar'', "submeter à prova". Vocábulo grego que ocorre por trinta e seis vezes: Mal. 4:1,3; 16:1; 19:3; 22:18,35; Mar. 1:13; 8:11; 10:2; 12:15; Luc. 4:2; 11:16; João 6:6; 8:6; Atos 5:9; 9:26; 15:10; 16:7; 24:6; 1 Cor. 7:5; 10:9,13; 11 Cor. 115; GáI. 6:1; 1 Tes. 3:5; Heb. 2:18; 3:9 (citando Sal. 95:9); 4:15; 11:17,37; Tia. 1:13,14; Apo. 12,10; 3:10.
No original grego, tentação é "peirasmos", que significa "teste", "provação", "tentação para a prática do mal".
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 6. Editora Hagnos. pag. 350-351.

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Estudo no livro de Gênesis - Antônio Neves de Mesquita - Editora: JUERP
A TENTAÇÃO E A QUEDA
Neste capítulo temos a história da desobediência do primeiro homem, sua queda e expulsão do jardim do Éden. Muito se tem escrito sobre a história deste capítulo e os escrúpulos de alguns teólogos em figurar DEUS colocando no jardim, entre as frutas boas, uma que em si tinha o gérmen da morte. Dizem que se trata de uma parábola e não de uma história verídica. As muitas referências ao jardim e à queda do primeiro homem, porém, não oferecem dúvida quanto à historicidade da narrativa. A árvore da ciência do bem e do mal não seria em nada diferente das outras árvores. O que a tornava especial era a recomendação do Criador para que não comessem de seu fruto. Esta árvore não tinha em si mesma o poder ou qualidade de dar conhecimento do bem e do mal. Este conhecimento veio após a transgressão. A árvore era um meio de provar a fidelidade e a obediência do primeiro homem. Obedecendo a DEUS, Adão continuaria inocente; desobedecendo, pecaria, e deste pecado viria a consciência do mal. Até ali só tinha consciência do bem, mas a sua transgressão lhe trouxe o conhecimento do mal. Caiu do seu estado original, cuja suprema diretriz era servir e honrar seu Criador. Agora que tinha tomado outro curso, ficou sujeito a servir, por sua própria deliberação, debaixo da influência do anjo tentador.
O Tentador
A serpente era mais astuta que todos os outros animais. Não somente era astuta, mas, possivelmente, tinha mais beleza do que os outros animais. Satanás não usaria um instrumento reles para a perpetração de seu crime. A maldição divina reduziu a serpente ao que ela é hoje, um animal abjeto. Crêem alguns comentadores que ela andava ereta, e não de rastos como agora, e que tinha a faculdade da palavra articulada, mas talvez seja exagero. Na maldição que DEUS pronunciou sobre ela, foi condenada a "andar sobre o seu ventre", o que parece favorecer a idéia de que antes andava ereta.
O vocabulário bíblico é extenso e descritivo, dando a serpente como animal perigoso, tanto no veneno mortal, como também pela malignidade e astúcia. Em certos países orientais, a serpente é adorada, e no Egito era usada como símbolo de imortalidade e do deus benéfico "Kneph". Os fenícios, gregos e romanos a tinham como emblema de poder beneficente. Moisés obrou o primeiro milagre no Egito convertendo sua vara em cobra, para por este meio castigar a idolatria da serpente no Egito.
Na Bíblia ela é descrita de três formas:
(1) como animal venenoso;
(2) como símbolo de Satanás;
(3) como símbolo da malícia.
(Ver Gênesis 3:1; 4,9:17; Prov. 25:32; Ec.10:8; Is. 59:5. Simbolicamente é empregada em II Cor. 11:3; Ap. 12:9,14,15; 20:1-3, 7-10; Mat. 23:33.)
O Zoroastrianismo consagra uma boa parte de seu ensino à serpente, crendo que o espírito maligno, Arimã, botou a perder a formosa região preparada no princípio pelo espírito do Bem, Ormuz, e que foi Arimã, espírito mau, que se encarnou numa serpente, para ensinar o homem a pecar. Como o Zoroastrianismo, todas as religiões orientais relacionam a queda do homem com a serpente.
O que ela era não podemos saber perfeitamente, mas não resta dúvida de que o relato bíblico encontra eco em todos os povos primitivos, em relação à queda da humanidade. Não é possível que uma mera parábola, como querem alguns comentadores, tivesse ganho lugar tão saliente em todas as religiões étnicas e bíblicas.
A Tentada e o tentado
O homem não foi tentado, mas a mulher, sendo tentada, seduziu o homem. Satanás procurou a mulher, em lugar do homem, talvez porque soubesse que não seria bem sucedido com Adão. Se somente Eva tivesse comido do fruto, não teria a raça caído, mas esta comeu, gostou e ofereceu ao companheiro. Este, por sua vez, sendo tentado, não resistiu, e arrastou consigo a sua posteridade. O concerto tinha sido feito com Adão e sua posteridade, incluindo Eva mesma. Parece que Eva ignorava a gravidade do ato que havia praticado. Não sentiu que estava nua. Que ela sabia haver DEUS proibido comer o fruto, não há dúvida, mas a gravidade da transgressão, parece que não conhecia. O tentador tinha usado uma forte argumentação, e ela não se mostrou invulnerável; entretanto, demorou mais em ceder do que o próprio Adão. Primeiro o tentador mostrou-lhe que não era justo DEUS excluir uma árvore dentre muitas outras, para dela Adão não fazer uso. Foi uma forte insinuação. Vencida neste ponto, foi fácil mostrar que DEUS não tinha sido franco com o homem e a mulher. Satanás acusa DEUS de desonestidade, em negar ao homem um dos primeiros privilégios: ser igual a DEUS mesmo, conhecendo o bem e o mal. Por outro lado, Satanás acusou DEUS de ter faltado à verdade ao dizer que morreriam no dia que comessem do fruto, quando, disse o tentador, não morrereis, mas ficareis mais sábios. Estes argumentos venceram "Isha", e ela, olhando para a árvore, viu que em nada diferia das demais e, com o desejo de provar, comeu, achou bom e levou o fruto ao companheiro. Se Adão estivesse junto da companheira, talvez ela não caísse.
Onde estaria ele? Nada oferece melhor garantia à família e à sociedade como a contínua comunhão entre marido e mulher. Notemos, portanto, que a tentação de Eva foi externa e interna. Passou por uma operação mental, pela qual Adão não passou. Ela lhe ofereceu o fruto, e ele comeu. Não há dúvida de que Eva lhe relataria que um anjo de DEUS veio com uma mensagem muito interessante, sobre a verdadeira natureza da árvore, e que tinha aceitado os conselhos, tinha comido e nada de anormal tinha acontecido; portanto, ele também podia comer. É certo, pois, que a raça caiu em Adão. Mal ele comeu, notaram ambos que estavam nus. A consciência de falta foi materializada na nudez, e esta foi o reflexo da transformação de suas naturezas de seres inocentes em seres pecadores.
A Punição
Jeová costumava visitar o primeiro casal ao cair do dia, para conversar com ele. Até aqui a vinda de Jeová era esperada e desejada, e era motivo das mais íntimas alegrias, porém agora era motivo de horror. Adão e Eva esconderam-se de DEUS, mas, como diz o Salmista, onde poderiam eles esconder-se? O diálogo entre DEUS e Adão é interessante. Adão parece botar a culpa do pecado em Eva, mas não é assim. Ele simplesmente diz que ela lhe deu do fruto, e ele comeu. Há, certamente, um pouco de desculpa nesta expressão: "A mulher que me deste ..." A mulher, por sua vez, botou a culpa na serpente. Mas desculpas não desculpam, e a sentença é terrível.
(1) A serpente foi amaldiçoada por ter servido de instrumento a Satanás. Entre todos os animais do campo não há outro que provoque mais medo e repugnância. Os próprios animais desta família, que não são venenosos, são repugnantes e repelentes.
(2) A mulher teria prolongadas as horas de sua maternidade, acompanhadas de cruciantes sofrimentos. Não somente isto, mas sua independência terminou aqui; doravante, ela seria sujeita a seu marido, a ponto de todo seu desejo convergir para ele. A degradação a que tem sido submetida a mulher por mais de 5.000 anos é um atestado da punição que recebeu. Somente o cristianismo a restaurou à sua original posição de ser livre, bem assim, o homem. Em todos os países onde não é conhecido o cristianismo a mulher é privada dos mais elementares direitos de liberdade. Na China, há hoje milhares de meninas de menos de 10 anos de idade que os pais já casaram com outros meninos da mesma idade. Não lhes é reconhecido o direito de escolher marido. A maior desgraça que pode visitar um lar é o nascimento de uma menina. É sinal de desagrado da divindade para com os pais. A mulher que tiver três meninas seguidas pode ser repudiada pelo marido, e se torna merecedora de todo escárnio social. Os próprios judeus, que se avantajavam grandemente a qualquer outro povo em assuntos sociais, tinham um padrão baixo para a mulher; e a própria Bíblia lhe consigna privilégios rudimentares, em competição com o homem. Só JESUS CRISTO, o segundo Adão, levantou a mulher ao seu original estado de verdadeira companheira e ajudadora do homem.
(3) O homem foi punido com a pena de prover seu sustento com fadigas e aflições, colhendo da terra espinhos e cardos, em vez do bom fruto. Foi forçado a continuar esta luta, até que voltasse à mesma terra donde havia sido tomado. A morte foi o salário da sua falta. Adão foi criado para viver eternamente, mas sua transgressão ganhou a morte, a esta viria depois de um período de agonias, desapontamentos e tristezas.
Quanta coisa uma pequena falta produziu! É que para DEUS não há faltas pequenas e grandes. Sua metragem é uma só, sua balança não tem mais que um peso, e seu dicionário só tem uma palavra que descreve nossa atitude de rebeldia para com Ele: PECADO.
(4) A terra foi amaldiçoada por causa de Adão. A maldição converteu este planeta, do Éden, num vale de lágrimas. Tinha sido criado com todos os seus ornatos, para gáudio do rei da criação, mas num momento foi revogada a lei e convertido num palco, onde os mais tétricos dramas se haviam de realizar. Bom é que não pensemos nas multiformes tristezas que andam pela terra, visitando os pobres filhos de Adão, herdeiros de tão fatídico legado, e que só pensemos no bem que o Benigno Criador permite gozarem os que piedosamente se conformam com o seu governo, a fim de não agravarmos a situação a que fomos atirados por nosso primeiro pai.
A Promessa
No meio de todas as aflições com que DEUS puniu a falta da mulher, encontramos uma promessa consoladora, o gérmen de todas as promessas futuras. A humanidade está arruinada e diante de um novo programa de dores e aflições. Mas o Criador divisou um remédio que cortaria os efeitos do veneno mortal que acabara de ser inoculado na novel raça. Se DEUS não tivesse um remédio tão eficaz, talvez, na sua infinita bondade, tivesse desviado o plano do tentador. O verso 15 dá-nos o primeiro som do evangelho, e tem por isso sido classificado como o "proto-evangelho". Da semente da mulher sairia um que esmagaria a cabeça da serpente. A tradução da Vulgata (Bíblia usada na Igreja Católica) dá a mulher como sendo quem esmagaria (ver cap. 12 de Ap.) a cabeça da serpente, mas tanto a tradução de Figueiredo, como a Brasileira são fiéis ao original, onde se lê que não a mulher, mas a sua semente, esmagaria a cabeça da serpente. Alguns acham que esta profecia não se refere, tampouco, a CRISTO somente, mas a todos os crentes nele.
Em certo sentido, é aplicável a toda nova criação, visto que, pelo poder de CRISTO, estamos continuamente destruindo os planos da serpente, o maligno, mas quem cumpriu esta promessa e profecia foi CRISTO. A linguagem deve entender-se de acordo com a terminologia bíblica. Prat pensa que a mulher aqui descrita é a Igreja, e em favor de sua teoria cita o capítulo 12 de Apocalipse, em que a mulher, que estava para dar à luz, foi perseguida pelo Dragão, a antiga serpente; seu filho foi arrebatado para o céu, e a mulher fugiu para o deserto. Se este ponto de vista é correto, ainda fica de pé que foi a semente da mulher que, direta e indiretamente, esmagou a cabeça da serpente. Todo o poder da Igreja de CRISTO dimana de CRISTO mesmo, e não de nós, porque foi Ele quem venceu Satanás. Com esta presunção é que o papado desloca CRISTO e coloca a Igreja como vencedora e mesmo salvadora, pois que, estar fora dela é estar perdido.
Novo Nome Dado à Mulher
Já vimos que Eva tinha por nome "Isha", que significa "parte" ou "derivação do homem". Agora, ela recebe o nome de Eva, que significa "mãe dos viventes", Sua posição de igual com o homem foi reduzida, em virtude do pecado cometido, mas, em compensação, recebe outra missão, que lhe era desconhecida. Isto não significa que não seria mãe de toda a raça mesmo no caso de não haver transgressão, visto que DEUS lhe dera a comissão de crescer e multiplicar, mas esta missão surge agora em condições diferentes e termos antes ignorados. Entre todas as honras que podem assistir à mulher, não há outra igual à maternidade. Ser mãe é o maior dos privilégios da mulher, e só a corrupção, que tem acompanhado o progresso da humanidade, é responsável pela profanação e desrespeito a quem tem sido submetida a propagação natural da raça, evitando-se por todos os artifícios, o lícito crescei e multiplicai-vos.
Primeiro Sacrifício
Quando Adão e Eva se viram nus, fizeram para si aventais de folhas de figueira. DEUS, porém, os proveu de coisas mais duráveis: fez túnicas de peles de animais para os vestir. A sua nudez, símbolo do pecado, foi por DEUS mesmo coberta. Matou alguns animais, para com as peles cobrir a falta do primeiro par. Faz-se mister o derramamento de sangue, para cobrir uma falta grave. Para que a transgressão de Adão não continuasse visível, teve que haver morte de animais inocentes.
A declaração é feita sem preâmbulos e em termos tão singelos que o teólogo apenas pode tirar ilações; mas não haverá quebra de doutrina ou preceito, se virmos neste caso o protótipo do cordeiro pascoal no Egito, cujo sangue inocente fez que o anjo exterminador passasse de longe; bem como, este cordeiro pascoal é o protótipo do "Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo".
A doutrina da substituição é clara em todo o Velho Testamento. As peles destes animais substituíram a inocência perdida por Adão e Eva. Há alguma dificuldade para saber o que foi feito da carne daqueles animais, visto como ainda não era conhecido o ritual de oferecê-la sobre o altar. Moisés não nos diz como DEUS fez, mas sim que Ele fez. Que a origem do sacrifício deve remontar a esta época, não resta dúvida,- visto que Abel, pouco tempo depois, ofereceu dos primogênitos do seu rebanho, um sacrifício a Jeová. Conforme a lei de Moisés, a pele dos animais pertencia ao sacerdote que oferecia o sacrifício (Lev. 7:8). Quando DEUS instituiu o primeiro sacrifício, reservou para si as peles, com que fez as túnicas de Adão e Eva. Este sacrifício à porta do jardim do Éden perdido é a primeira prefiguração do grande sacrifício do Calvário - a porta do Éden reconquistada.
A Expulsão do Éden
Ainda que o pecado de Adão houvesse sido coberto, DEUS vindica sua autoridade, expulsando do Éden o primeiro par transgressor. No Jardim, DEUS havia colocado uma árvore, cujo fruto era o antídoto do fruto da ciência do bem e do mal (Árvore da vida). Árvore, talvez, igual às outras, mas com um desígnio especial no altíssimo plano de DEUS. Para que Adão não lançasse mão deste fruto, foi expelido do jardim. Tinha se tornado indigno da confiança divina de tal modo que sua penetração ali era impossível, por causa da espada flamejante que se volvia em todas as direções.
Qualquer que fosse a virtude da árvore da vida mencionada aqui e em Ap. 22:2, parece que era imprópria para um corpo irregenerado. O primeiro Adão fechou a porta do jardim do Éden, e o segundo abriu-a e restaurou o pecador ao privilégio primitivo de participar daquela árvore.
Os Efeitos Mentais do Pecado
Convém notar o que o verso 22 diz: "Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal", disse Jeová. Parece que DEUS conhece o mal no mesmo sentido de Adão. Há, porém, diferença. Adão conheceu o bem e o mal por experiência; DEUS não pode ter qualquer experiência do mal, reconhece apenas sua existência e atuação. Até aqui Adão era inocente, não tinha a menor experiência do pecado nem era onisciente, para conhecer o que estava além do seu conhecimento e experiência. Aqui novamente Jeová usa o pronome "nós", "como um de nós". A expulsão envolveu a sentença de morte e sofrimento. Um futuro cheio de aflições e dores acompanhou a saída dos dois transgressores do jardim.
Crêem alguns exegetas que o corpo de Adão não era imortal; estava sujeito à decadência como tudo que é terreno. Para evitar essa decadência e conseqüente morte, DEUS tinha provido o jardim da árvore da vida , com cujas folhas o homem evitaria a decadência física e a morte. Depois do pecado, a vida contínua seria uma calamidade, em virtude dos sofrimentos a que ficou sujeita a raça. Por isso, DEUS expulsou o homem do jardim, para que não tocasse na árvore da vida e vivesse para sempre. A ser verdadeira esta interpretação, há nela mais uma prova da bondade do Criador, não permitindo que a raça humana ficasse perenemente sofrendo. A morte deixa de ser uma calamidade, para ser uma bênção, pois que liberta o mortal de uma situação de dores intermináveis.
A "árvore da vida, cujas folhas servem para a saúde das nações" (Ap. 22: 2), a que se refere o último livro da Bíblia é mencionada em circunstâncias análogas às existentes antes da queda, o que parece robustecer esta interpretação. Ali não há mais morte, dores ou sofrimento de qualquer espécie. A harmonia volta a reinar no universo e CRISTO é o Supremo rei da cidade da vida. Há, inegavelmente, uma admirável harmonia nos dizeres do Gênesis e do Apocalipse. No primeiro, há uma situação irremediavelmente perdida, pela introdução do pecado no mundo; no segundo, uma situação inalteravelmente bendita, pela remoção do pecado do mundo e da vida.
Além da espada flamejante, DEUS colocou ali um dos querubins. É difícil determinar a natureza e ofício destes seres. Além deste caso, a palavra ocorre 73 vezes na Bíblia: 44 vezes em referências aos símbolos que foram colocados sobre a arca do concerto e 19 vezes no livro de Ezequiel. Em Isaías 6, estes seres aparecem de uma maneira especial. O mais que sabemos deles é que eram mensageiros de DEUS. É isto que significa o termo "anjo". Querubim parece ser uma ordem superior à dos anjos, apesar de às vezes aparecerem indiscriminadamente. A terminologia bíblica favorece a idéia de ordem gradativa entre os seres angélicos.
A nota predominante no terceiro capítulo de Gênesis é o pecado. Pela primeira vez vemos sua introdução e atuação na vida dos primeiros seres racionais. Como uma luz brilhante nas trevas, surge a promessa e a conseqüente redenção. Todo o resto da revelação divina é saturado com os efeitos do pecado em suas muitas formas, atos e manifestações. O Velho como o Novo Testamento oferece um vasto campo teológico ao estudante que deseja conhecer como o mundo está saturado de idéias e pensamentos pecaminosos. Farta linguagem descritiva de todos estes fenômenos encontra-se em ambos os Testamentos. O estudante não deve esquecer que o vocábulo "pecado" é religioso e tem significado religioso.
Pecado e "crime" são sinônimos, se bem que em campos ou esferas diferentes. O primeiro se relaciona invariavelmente com os atos do homem em relação a DEUS; o segundo, em relação à lei civil. A palavra pecado, propriamente, significa "errar o alvo", isto é, DEUS tem posto diante de cada indivíduo um ideal, um programa, um padrão para ser alcançado, para servir de modelo na vida, mas o homem falha, não atinge o ideal, e o pecado é a causa.. Daqui decorre toda sorte de desvios e sinuosidade em que se perde o homem. Isto é o pecado. Há outros significados que indicam ilegalidade, dessemelhança com DEUS, apostasia, iniquidade etc.
Pecado, pois, em qualquer de suas formas, é "crime" e merece ser punido. Não se pode conceber quebra de preceito legal sem pena. Por isso o código prescreve deveres ou leis e penalidades. O crime, porém, não afeta senão o ser físico, enquanto o pecado atinge o físico e o moral, envolve o coração. O crime é uma quebra de preceito humano e só pode ser passível de pena nos limites humanos, enquanto que o pecado, por seus motivos espirituais, atinge o espírito. Este não é uma quebra de preceitos humanos, mas divinos; não só atinge o físico, mas também o espiritual. Seus efeitos, pois, são carnais e espirituais. O juiz é a divindade ofendida, que vindica a lei e a justiça, pune tanto no físico como no espiritual. O pecado não pode ser punido somente no físico porque envolve a quebra de leis morais e escritas no coração (Romanos 1:28-32). O homem peca por determinação, consciência e inconsciência. Para remediar esta falta, que escapa aos próprios atos volitivos, o sistema levítico fez provisão para os pecados por ignorância (Lev. 4:14-20, 31; Sal. 19:12; Rm. 7:9, 10).
"O pecado", diz o Dr. Stroing, "não é meramente uma caixa negativa ou ausência de amor a DEUS. É uma escolha positiva, fundamental, ou uma preferência egoísta em lugar de DEUS, como objeto de afeto e supremo fim. Em lugar de fazer de DEUS o centro da vida, entregando-se incondicionalmente a Ele e possuindo sua vontade subordinada a DEUS mesmo, o pecador faz de si mesmo o centro da vida, põe-se diretamente contra DEUS e constitui seus próprios motivos e sua própria vontade e regra suprema. Ao mesmo tempo que o pecado é um estado de não conformidade com DEUS, em princípio, em realidade é oposição a Ele, como um ato de transgressão às suas leis; a essência desse ato, em toda parte, é a glorificação própria. Em outras palavras, o pecador põe-se a si mesmo onde se deve pôr DEUS". Strong, Teologia Sistemática, Vol. II.
Esta descrição leva-nos à consideração de uma pergunta muitas vezes feita: - Qual a origem do pecado? O autor não se propõe a resolver o problema, nem a esclarecer as coisas que DEUS mesmo deixou irresolutas. Podemos filosofar, raciocinar, aprender muita coisa, mas temos que reconhecer nossa incapacidade para penetrar todos os assuntos. A Bíblia é simples e clara em declarar onde e como o pecado se originou, mas não vai além disto. O problema que a existência do pecado envolve fica por explicar. O pecado, sabemos, originou-se com os anjos. Os anjos, como o homem, foram criados livres agentes morais, possivelmente submetidos a uma lei de provação. Daqui sua possibilidade de obedecer e ficar firmes ou desobedecer e cair. A maioria deles ficou firme; são os chamados anjos eleitos (I Pedro 1:12). Muitos, porém, caíram e perderam o primitivo estado de inocência. Desses anjos caídos, Satanás é o chefe. Não permaneceu firme na verdade (João 8:44). O orgulho parece haver sido a causa de sua derrota (1 Timóteo 3:6). Este anjo caído tem, na Bíblia, diversos nomes, como Lúcifer, que significa "filho da manhã"! Isto indica que era anjo brilhante e poderoso, mas perdeu esta posição e tornou-se Satanás, que significa "adversário". Como Belzehu, é príncipe dos outros anjos caídos. Como Diabo, seu nome indica tudo que pode ser falso. Para o homem, acusa a DEUS. Para DEUS, acusa o homem (veja o primeiro capítulo de Jó). É também chamado tentador, em sua atividade destruidora. Seu programa é demolir, destruir, tanto os planos de DEUS, como o homem; seu programa final é a anarquia do governo divino.
Conhecendo, assim, onde o pecado se originou, indaguemos como se originou. DEUS não é autor do pecado. Satanás é o seu autor. Perguntará alguém: Quem criou Satanás? Ninguém. DEUS criou um anjo; este rebelou-se e tornou-se Satanás. DEUS o criou livre para agir, obedecer ou desobedecer e foi esta faculdade de escolher que deu origem à transformação de um anjo inocente em Demônio. A escolha foi a ocasião do pecado. Perguntará ainda o leitor: "Por que não criou DEUS os anjos sem faculdade de escolher?" Se eles fossem criados assim, seriam meras máquinas, e nunca seres livres. Por que Satanás se revoltou e quando a Bíblia não diz. Parece que o orgulho foi que deu lugar à queda; mas, qual a razão desse orgulho? Não se sabe. Mistério!!! O mundo espiritual está envolto em mistérios que a mente humana não pode penetrar nem discutir. Sabemos tudo que é necessário e essencial, mas o porquê das coisas não essenciais DEUS reservou para si.
Outro grande problema, talvez o mais difícil, é a permissão que Satanás tem para prosseguir em sua obra destruidora. No infinito plano redentivo de DEUS há lugar para o Demônio exercer suas atividades; mas, afinal, os resultados dessas atividades são contra Satanás mesmo. No livro de Jó notamos a liberdade que, DEUS lhe deu para destruir a felicidade de Jó, mas esta liberdade é reduzida e limitada, e, afinal, Jó é restaurado à sua original abundância e conforto e Satanás logrado no seu plano. Reconhecereis que todo o mal que o maligno pode causar temporariamente ao homem provoca bênçãos que de outra forma não seriam apreciadas. Tudo esta baseado no grande plano redentivo de DEUS.
Em conclusão, Satanás caiu por sua livre escolha e tornou-se o primeiro pecador, o pai do pecado e da mentira. O homem, por sua livre vontade, caiu, depois de ser tentado, e legou-nos essa triste herança.
Todo o problema está baseado na livre escolha, tanto dos anjos como dos homens. O livre arbítrio é o maior patrimônio da humanidade, mas como todas as coisas nobres envolve tremendas responsabilidades.
Estudo no livro de Gênesis - Antônio Neves de Mesquita - Editora: JUERP
 
Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
www.ebdweb.com.br - www.escoladominical.net - www.gospelbook.net - www.portalebd.org.br/
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm
GÊNESIS - Introdução e Comentário - REV. DEREK KIDNER, M. A. - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova ,Caixa Postal 21486, São Paulo - SP, 04602-970
Gênesis a Deuteronômio - Comentário Bíblico Beacon - CPAD - O Livro de Gênesis - George Herbert Livingston, B.D., Ph.D.
Revista CPAD - Lições Bíblicas - 1995 - 4º Trimestre - Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas - Comentarista pastor Elienai Cabral
Gênesis - Comentário Adam Clarke
Revista CPAD - Lições Bíblicas - 1995 - 4º Trimestre - Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas - Comentarista pastor Elienai Cabral
Revista CPAD - Lições Bíblicas 1942 - 1º trimestre de 1942 - A Mensagem do Livro de Gênesis - LIÇÃO 2 - 11/01/1942 – A CRIAÇÃO DO HOMEM - Adalberto Arraes 
Estudo no livro de Gênesis - Antônio Neves de Mesquita - Editora: JUERP
 
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