DAVI APRENDEU A ESPERAR EM DEUS (
Sl 25:3,5 Nenhum dos que esperam em ti ficará decepcionado;
decepcionados ficarão aqueles que, sem motivo, agem
traiçoeiramente… guia-me com a tua verdade e ensina-me, pois
tu és Deus, meu Salvador, e a minha esperança está em ti o
tempo todo”;Sl 27:14 “Espere no Senhor. Seja forte! Coragem!
Espere no Senhor”).
1) A esperança é o termômetro para uma
fé operante.
Uma pessoa que serve a Deus não pode
viver sem esperança. Davi desenvolveu esse termômetro em sua
vida. Ter esperança é viver o tempo de Deus para a sua vida
e ministério. Ter esperança é não andar na frente de Deus, é
não reivindicar nada fora do tempo, é não apressar-se, é
calar-se muitas vezes e esperar o auxílio divino.
a)- Em tempo de benção ou de crise temos que ter
esperança.
No Sl 37:7,34 aprendemos: “Descanse no
Senhor e aguarde por ele com paciência; não se aborreça com
o sucesso dos outros, nem com aqueles que maquinam o
mal”…”Espere no Senhor e siga a sua vontade. Ele o exaltará,
dando-lhe a terra por herança; quando os ímpios forem
eliminados, você o verá”; Sl 40:1 “Coloquei toda minha
esperança no Senhor; ele se inclinou para mim e ouviu o meu
grito de socorro”.
Quando tentaram tomar o trono de Davi,
ele esperou pela justiça de Deus; quando por conta da
inveja, da calunia e da perseguição política teve que se
encavernar, ele esperou o tempo e a ação de Deus.
b)- A nossa esperança não pode se
transformar em desespero.
Precisamos manter o equilíbrio emocional
nas horas de tribulação e adversidades. Temos que manter a
esperança viva e saber que o socorro de Deus não vai
demorar.
c)- Na hora da aflição a esperança
ativa a nossa fé e nos leva a orar, a recorrermos às
promessas da palavra de Deus, a invocarmos a presença e
ajuda do Espírito Santo.
Temos que aprender a sacrificar à Deus
aquilo que para nós é importante; aprender a entregar à Deus
todo os nossos sonhos e vontades; temos que aprender a
confiar à Deus tudo o que somos e queremos e precisamos
esperar em Deus, pela sua justiça, pelo seu socorro e pela
sua promessa. Ele não falha, não chega atrasado e nem
adiantado. Ele chega na hora certa, na hora dEle e no tempo
dEle. (Autor: Pr. Osmarino Araújo).
Matar ou Não Matar (I Samuel 24:1-22)
por: Bob Deffinbaugh
Introdução
Este incidente na caverna poderia facilmente ser uma reprise da
execução de Eglom, rei de Moabe, conforme descrito em Juízes
3:12-31. Os moabitas estão oprimindo Israel e Deus ouve o clamor
de Seu povo. Ele levanta Eúde como um dos juízes de Israel. Eúde,
um benjamita canhoto, vai a Eglom para entregar o dinheiro do
“tributo” que os israelitas pagam para Moabe. Ele porta uma
espada feita sob medida na coxa direita, por baixo da capa.
Parece que antes de ser admitido à presença de Eglom, ele é
revistado, mas apenas do lado esquerdo, onde todos os homens
destros guardam suas armas. Eúde chega quando o rei está em seu
aposento privativo, sem mais ninguém por perto. Ele encontra o
rei em sua sala de verão, onde fica o banheiro. Eúde assassina
Eglom e foge, mas não pela entrada normal. Em vez disso, ele
fecha e tranca a porta da sala privativa do rei, escapando sem
ser visto. À medida que o tempo passa e o rei não sai de lá de
dentro, seus servos ficam cada vez mais nervosos - mas ninguém
quer interrompê-lo. Quando, finalmente, destrancam a porta, eles
encontram o rei morto.
A mesma coisa poderia ter acontecido na caverna onde Davi e seus
homens estão escondidos, e onde Saul decide se aliviar. Davi
poderia facilmente tê-lo morto neste momento vulnerável, ou,
pelo menos, poderia ter permitido que um de seus homens o
fizesse. Em vez disso, Davi poupa a vida do rei, permitindo que
ele deixe a caverna ileso, sem nem sequer saber que ele está por
perto. O que Davi faz a seguir é ainda mais surpreendente,
conforme veremos em breve. A reação de Saul é igualmente
espantosa.
A história que vamos estudar é uma grande história. A sensação
dramática é intensa. Encontramos nesta narrativa: perigo,
suspense e surpresas. Mas, esta não é somente uma história bem
escrita, legal e divertida. É uma história que tem grande
aplicação para todos os cristãos ainda hoje. Como? Davi é um
homem designado e ungido como o futuro rei de Israel. Os
acontecimentos que estamos estudando têm lugar nesse meio tempo
entre a sua designação e a sua nomeação como rei.
Nós, os que confiam em Jesus Cristo para o perdão de nossos
pecados e para a nossa salvação eterna, somos aqueles que serão
“reis e sacerdotes”.
“e perseveramos, também com ele reinaremos...” (II Tm. 2:12a)
“e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e
reinarão sobre a terra.” (Ap. 5:10)
“Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira
ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade;
pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão
com ele os mil anos.” (Ap. 20:6)
“Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de
candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre
eles, e reinarão pelos séculos dos séculos.” (Ap. 22:5)
Essa questão de esperar para reinar é muito importante. Uma
porção de erros encontrados nos círculos cristãos atuais (e ao
longo da história da igreja) tem a ver com o relacionamento
entre a nossa vida presente e o futuro reinado de Cristo junto
com Seus santos. Alguns se enganam ao supor que podemos “reinar”
desde já, gozando todos os benefícios futuros no presente. Nosso
texto, como em todo o Velho e Novo Testamento, se baseia no fato
de que, ainda que venhamos a reinar no futuro, no presente Deus
está nos preparando mediante a rejeição e o sofrimento. Da mesma
forma como Deus lidou com Davi nessa área, Ele também lida
conosco hoje. Portanto, prestemos bastante atenção, pois não
estamos lendo uma simples historinha. Este texto é a instrução
de Deus para nós, através do exemplo de santos como Davi, e até
mesmo de pessoas patéticas como Saul.
Davi se Recusa a Ceder à Pressão
(24:1-7)
“Tendo Saul voltado de perseguir os filisteus, foi-lhe dito:
Eis que Davi está no deserto de En-Gedi. Tomou, então, Saul três
mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi ao encalço de
Davi e dos seus homens, nas faldas das penhas das cabras
monteses. Chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde havia
uma caverna; entrou nela Saul, a aliviar o ventre. Ora, Davi e
os seus homens estavam assentados no mais interior da mesma.
Então, os homens de Davi lhe disseram: Hoje é o dia do qual o
SENHOR te disse: Eis que te entrego nas mãos o teu inimigo, e
far-lhe-ás o que bem te parecer. Levantou-se Davi e,
furtivamente, cortou a orla do manto de Saul. Sucedeu, porém,
que, depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a
orla do manto de Saul; e disse aos seus homens: O SENHOR me
guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu
estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR. Com estas
palavras, Davi conteve os seus homens e não lhes permitiu que se
levantassem contra Saul; retirando-se Saul da caverna,
prosseguiu o seu caminho.”
No capítulo 23, Saul parece ter Davi em suas mãos. Ele está bem
perto de Davi quando um mensageiro o informa que Israel está sob
ataque, forçando-o a desistir de sua perseguição, para lutar com
os filisteus. Não sabemos como Saul se sai no confronto, mas
sabemos que ele retorna são e salvo, disposto a capturar Davi.
Alguém o informou que Davi está no deserto de En-Gedi.
Saul espera encontrar Davi no sopé das “penhas das cabras
montesas” (24:2) e parte naquela direção. Acho que Saul devia
conhecer bem esta região e deve ter concluído que aquele ponto
remoto nas montanhas da Judéia provavelmente seria o esconderijo
de Davi, caso este soubesse que ele estava em sua perseguição.
Parece que Davi faz exatamente o oposto. Em vez de fugir do
deserto de En-Gedi para as “penhas das cabras montesas”, Davi
vai em direção oposta, direto para Saul. O caminho dos dois se
cruza num aprisco de ovelhas, onde também existe uma caverna.
Saul sente o chamado da natureza e começa a procurar um lugar
nos arredores onde possa se aliviar em particular.
Pense em si mesmo como um dos homens de Davi espreitando para
fora da caverna, vendo Saul e seu exército se aproximar, e então
parar. Posso até sentir a tensão quando os olhos de Saul se
voltam para a caverna. Os homens de Davi se agacham na sua parte
posterior e gemem silenciosamente, enquanto vêem Saul se
aproximando. Eles não sabem o que Saul tem em mente. Deve
parecer como se estivessem liquidados. Saul se aproxima,
enquanto Davi e seus homens agarram suas armas, prontos para se
defender. O que se segue não precisa ser descrito, exceto para
dizer que foi um alívio tanto para Saul quanto para os homens de
Davi.
Os homens de Davi agora estão mais calmos e começam a pensar no
significado deste momento. Parece-lhes que Deus lhes deu uma
oportunidade de matar Saul. Eles citam uma profecia que diz:
“Eis que te entrego nas mãos o teu inimigo, e far-lhe-ás o que
bem te parecer.” (verso 4)
Pela reação de Davi, podemos chegar a uma destas alternativas:
Primeiro, pode-se dizer que esta profecia é falsa, que
deve ser rejeitada (ver I Reis 22). Segundo, talvez seja
uma profecia relacionada a alguma outra pessoa (algum inimigo)
que não Saul, e erroneamente aplicada a ele pelos homens de Davi.
Terceiro, talvez a profecia seja verdadeira e se
relacione a Saul, mas é erroneamente interpretada e aplicada
pelos homens de Davi. Sou favorável à terceira opção.
Furtivamente, Davi vai até Saul, que está alheio ao que se passa
atrás dele. Aparentemente, seu manto tinha sido retirado e posto
de lado, longe o suficiente para que Davi pudesse alcançá-lo e
cortasse um pedaço de sua orla. Imediatamente a consciência de
Davi o acusa. Há aqueles que crêem que isto tenha sido muito
significativo, de alguma forma desafiando ou contestando o
direito de Saul reinar. Acho que não. Parece-me que a intenção
de Davi é apenas obter uma prova de que ele conseguiu chegar a
uma distância surpreendente e mesmo assim não causou nenhum dano
a Saul. Intrinsecamente isto não teria perturbado Davi, mas o
fato é que ele danifica a roupa de Saul. Em linguagem atual, é
como se Davi tivesse estourado os pneus do carro de Saul. É mais
ou menos como vandalismo.
O gesto de Davi não deve ser julgado pelo valor prejuízo, mas em
termos de contra quem foi praticado. Um ato aparentemente banal
seria muito grave se fosse contra o Presidente dos Estados
Unidos. O ato de Davi foi cometido contra o seu rei. Não
interessa se foi um gesto insignificante, certamente banal se
comparado ao assassinato pretendido por seus homens. Ele
levantou a mão contra o seu rei, e com isto, levantou a mão
contra seu Deus. Foi Deus que levantou Saul e é Deus quem o
destituirá do trono, de alguma forma que não inclui Davi agir
com hostilidade contra ele:
“Acrescentou Davi: Tão certo como vive o SENHOR, este o ferirá,
ou o seu dia chegará em que morra, ou em que, descendo à
batalha, seja morto.” (I Sam. 26:10)
Ainda que Saul seja destituído, é Deus quem o fará, não Davi.
Até que Deus o destitua, o dever de Davi é servir fielmente a
seu rei, e cortar um pedaço de seu manto não foi pelo bem de
Saul. Por isso, a consciência de Davi o perturba.
Davi está com a consciência pesada por ter tirado um pedaço do
manto de Saul. Seus homens, por outro lado, estão planejando
coisas bem piores. O sucesso de Davi em cortar o manto de Saul
incentiva seus homens a resolver o problema de uma vez por
todas. Neste momento Saul está vulnerável. Seus homens estão
fora de vista (com certeza Saul quer fazer suas necessidades em
particular), e assim os homens de Davi podem dar cabo dele sem
mais rodeios. Parece que é isto o que eles pretendem fazer e só
a atitude enérgica de Davi os demove de sua intenção. A tradução
do verso 7, na maioria das versões, é surpreendentemente branda
(“persuadiu”, NASB - “conteve”, ARA) comparada à palavra
empregada pelo autor (a nota da margem da versão NASB indica que
a tradução literal seria repreendeu severamente). Ante a
menção de matar o rei, Davi literalmente ataca seus homens,
defendendo ferozmente a vida do rei e exigindo que, da mesma
forma que ele não levantaria a mão contra ele, eles também não o
farão. Enquanto os homens de Davi o olham com estranheza, Saul
termina o serviço, veste seu manto (agora meio estragado) e sai
da caverna.
Davi e o Golias II (Saul - 24:8-15)
Depois, também Davi se levantou e, saindo da caverna, gritou a
Saul, dizendo: Ó rei, meu senhor! Olhando Saul para trás,
inclinou-se Davi e fez-lhe reverência, com o rosto em terra.
Disse Davi a Saul: Por que dás tu ouvidos às palavras dos homens
que dizem: Davi procura fazer-te mal? Os teus próprios olhos
viram, hoje, que o SENHOR te pôs em minhas mãos nesta caverna, e
alguns disseram que eu te matasse; porém a minha mão te poupou;
porque disse: Não estenderei a mão contra o meu senhor, pois é o
ungido de Deus. Olha, pois, meu pai, vê aqui a orla do teu manto
na minha mão. No fato de haver eu cortado a orla do teu manto
sem te matar, reconhece e vê que não há em mim nem mal nem
rebeldia, e não pequei contra ti, ainda que andas à caça da
minha vida para ma tirares. Julgue o SENHOR entre mim e ti e
vingue-me o SENHOR a teu respeito; porém a minha mão não será
contra ti. Dos perversos procede a perversidade, diz o provérbio
dos antigos; porém a minha mão não está contra ti. Após quem
saiu o rei de Israel? A quem persegue? A um cão morto? A uma
pulga? Seja o SENHOR o meu juiz, e julgue entre mim e ti, e
veja, e pleiteie a minha causa, e me faça justiça, e me livre da
tua mão.
Matar Saul é agir contra o ungido do Senhor, e essa não é uma
atitude cristã. Assim, o uso da revelação divina pelos homens de
Davi está errado, por isso, ele é inflexível. Davi deve fazer
para Saul “aquilo que lhe parece bom”. E o que lhe parece bom é
sujeitar-se a seu rei e servi-lo fielmente, buscando o seu bem.
Certamente isto significa que Davi não deve se opor a Saul ou
agir de forma que lhe seja prejudicial. Para Davi, ser submisso
ao rei significa muito mais do que isto. Significa agir de
maneira a buscar o bem de Saul. A interpretação de Davi daquilo
que “é bom”, com referência a Saul, com certeza surpreende o
próprio Saul e, indubitavelmente, qualquer um que testemunhe o
próximo acontecimento.
Davi e seus homens estão seguramente escondidos dentro da
caverna. Tudo o que precisam fazer é ficar quietos e deixar que
Saul e seus homens vão embora. Depois eles podem escapar na
direção oposta. Abandonando todos os esforços para se proteger e
fugir, Davi emerge da caverna, gritando para Saul. Ele se dirige
a Saul como “Ó rei, meu senhor!” (verso 8), e um pouco adiante
como ”pai” (verso 11). Davi se prostra em terra, mostrando sua
reverência e submissão a Saul como rei (verso 8). Ele apela para
o rei não levar em consideração as coisas ditas a seu respeito,
para ouvir suas palavras e as comparar com suas ações, e então
julgar por si mesmo sua culpa ou inocência.
Davi contesta a acusação de estar buscando a morte ou a derrota
de Saul. Ele não está tentando tirá-lo do trono. Mostrando a
Saul o pedaço do manto que ele cortou, Davi o desafia a
reconhecer que, embora pudesse tê-lo morto, ele não o fez. Saul
é o ungido de Deus. Prejudicar o rei é agir em rebelião contra
Deus, que o colocou no trono. Quando a vida de Saul esteve nas
mãos de Davi, este o protegeu, impedindo seus homens de matá-lo.
E agora, Davi coloca sua vida nas mãos de Saul e, em última
análise, nas mãos de Deus, pois é a Deus que ele faz seu último
apelo. É para Ele que Davi clama por justiça. É por isso que ele
não precisa agir contra o próprio Saul.
Davi relembra ao rei que os homens podem ser conhecidos por seus
frutos. Das palavras de um antigo provérbio, Davi cita: “Dos
perversos procede a perversidade” (verso 13). Davi nada fez de
mal a Saul, e lhe garante que sua mão não será contra ele no
futuro (verso 13). Ele também relembra ao rei que seus temores a
seu respeito são exagerados. Davi se compara a um cão morto e a
uma pulga (verso 14). Como pode um grande homem como Saul, com
todo o seu poderio militar, ter tais temores a respeito de Davi?
Davi encerra sua argumentação dizendo a Saul que ele se entregou
aos cuidados de Deus. Ele deixou o juízo e a retribuição para
Deus. Ele espera na justiça e proteção de Deus dos ataques de
Saul (verso 15). Com isto Davi encerra seu caso. Agora é hora de
Saul responder, o que ele faz.
O “Arrependimento” e o Pedido de Saul
(24:16-22) Tendo Davi acabado de falar a Saul todas estas palavras, disse Saul: É isto a tua voz, meu filho Davi? E chorou Saul em voz alta. Disse a Davi: Mais justo és do que eu; pois tu me recompensaste com bem, e eu te paguei com mal. Mostraste, hoje, que me fizeste bem; pois o SENHOR me havia posto em tuas mãos, e tu me não mataste. Porque quem há que, encontrando o inimigo, o deixa ir por bom caminho? O SENHOR, pois, te pague com bem, pelo que, hoje, me fizeste. Agora, pois, tenho certeza de que serás rei e de que o reino de Israel há de ser firme na tua mão. Portanto, jura-me pelo SENHOR que não eliminarás a minha descendência, nem desfarás o meu nome da casa de meu pai. Então, jurou Davi a Saul, e este se foi para sua casa; porém Davi e os seus homens subiram ao lugar seguro. Saul fica em estado de choque ao ouvir seu nome. Ele mal pode crer em seus ouvidos, que é realmente Davi quem chama por ele. Saul eleva sua voz, chorando, chamando Davi de ”filho”. Como isto fica mais fácil depois que Davi o chama de “pai” no verso 11 e se curva diante dele como um servo fiel a seu rei. É óbvio que Davi tem a vida de Saul em suas mãos, e que ele o poupa. Como Davi é diferente dele! Saul confessa que Davi é justo, mas ele não. Ele fez o mal para Davi e, mesmo assim, Davi lhe retribuiu com o “bem”. Davi não o teria deixado ir se fosse seu inimigo; portanto, ele deve ser seu amigo. E assim Saul invoca a bênção de Deus sobre ele. O verso 20 é uma espantosa confissão de Saul. Pela primeira vez registrada nas Escrituras, Saul diz a verdade. Samuel lhe disse que seu reino não iria durar (13:14), e que ele foi rejeitado por Deus como rei de Israel (15:26). No capítulo 18 (versos 8-9), Saul menciona que Davi é tão popular, que a única coisa que lhe falta é a posse do reino. Em 20:31, Saul diz a Jônatas que ele não herdará o trono enquanto Davi estiver vivo. Em outro lugar, Saul trata Davi como um traidor, que planeja matá-lo e se apossar do reino (ver 22:6-13). Mas, aqui, pela primeira vez, Saul reconhece que Deus está tirando seu reino e dando-o a Davi. Ele admite a ascensão de Davi ao trono como certa. Por isso, Saul suplica que Davi jure que não irá matar seus descendentes (24:21). As preocupações de Saul não são totalmente infundadas. Eliminar todos os possíveis herdeiros era uma prática comum para os homens que ascendiam ao trono, especialmente os descendentes do rei que ele havia deposto ou substituído (ver II Re. 10:11; 15-17; 11:1). A ironia do pedido de Saul é que esta questão já havia sido tratada na aliança entre Davi e Jônatas (I Sam. 20:14-17; 41-42). Apesar disto, Davi promete a Saul que ele não irá destruir nenhum de seus descendentes. Os dois vão-se embora. Davi sobe para o lugar seguro, enquanto Saul volta prá casa (24:22). É provável que Davi tenha esperanças de que seus problemas com Saul tenham terminado, mas ele não é tolo. Saul já se “arrependeu” outras vezes (ver 19:1-7), mas não durou muito. Davi vai ver o que é uma resposta duradoura de Saul observando à distância. O outro lado da moeda talvez seja que, na verdade, Davi está servindo a Saul de maneira indireta. Será que as pessoas estão se voltando para Davi e desprezando Saul? Então, Davi manterá distância, ficando fora de vista, para que a popularidade de Saul não seja diminuída. Conclusão Esta história é realmente incrível. Quem teria pensado que um “chamado da natureza” acabaria numa despedida pacífica entre Davi e Saul? Deus é soberano. Ele está no controle absoluto de todas as coisas, e “todas as coisas” incluem coisas elementares como um “chamado da natureza”. Devido a este acontecimento tão natural (nossos filhos diriam “nojento”, ou coisa parecida), algumas coisas sobrenaturais aconteceram. Primeiro, Davi e Saul se encontraram e se separaram; no entanto, sem qualquer derramamento de sangue. Saul confessou coisas que jamais esperaríamos dele. Davi não só se arrependeu de cortar um pedaço do manto de Saul, como impediu seus homens de matá-lo. E todas estas coisas são conseqüência de Saul procurar um lugar para parar e achar a mesma caverna onde Davi e seus homens “tinham acabado” de se esconder. Deus é capaz de empregar a “natureza” para alcançar Seus propósitos. Que Deus maravilhoso nós servimos!
(24:1-7)
“Tendo Saul voltado de perseguir os filisteus, foi-lhe dito:
Eis que Davi está no deserto de En-Gedi. Tomou, então, Saul três
mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi ao encalço de
Davi e dos seus homens, nas faldas das penhas das cabras
monteses. Chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde havia
uma caverna; entrou nela Saul, a aliviar o ventre. Ora, Davi e
os seus homens estavam assentados no mais interior da mesma.
Então, os homens de Davi lhe disseram: Hoje é o dia do qual o
SENHOR te disse: Eis que te entrego nas mãos o teu inimigo, e
far-lhe-ás o que bem te parecer. Levantou-se Davi e,
furtivamente, cortou a orla do manto de Saul. Sucedeu, porém,
que, depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a
orla do manto de Saul; e disse aos seus homens: O SENHOR me
guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu
estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR. Com estas
palavras, Davi conteve os seus homens e não lhes permitiu que se
levantassem contra Saul; retirando-se Saul da caverna,
prosseguiu o seu caminho.”
No capítulo 23, Saul parece ter Davi em suas mãos. Ele está bem
perto de Davi quando um mensageiro o informa que Israel está sob
ataque, forçando-o a desistir de sua perseguição, para lutar com
os filisteus. Não sabemos como Saul se sai no confronto, mas
sabemos que ele retorna são e salvo, disposto a capturar Davi.
Alguém o informou que Davi está no deserto de En-Gedi.
Saul espera encontrar Davi no sopé das “penhas das cabras
montesas” (24:2) e parte naquela direção. Acho que Saul devia
conhecer bem esta região e deve ter concluído que aquele ponto
remoto nas montanhas da Judéia provavelmente seria o esconderijo
de Davi, caso este soubesse que ele estava em sua perseguição.
Parece que Davi faz exatamente o oposto. Em vez de fugir do
deserto de En-Gedi para as “penhas das cabras montesas”, Davi
vai em direção oposta, direto para Saul. O caminho dos dois se
cruza num aprisco de ovelhas, onde também existe uma caverna.
Saul sente o chamado da natureza e começa a procurar um lugar
nos arredores onde possa se aliviar em particular.
Pense em si mesmo como um dos homens de Davi espreitando para
fora da caverna, vendo Saul e seu exército se aproximar, e então
parar. Posso até sentir a tensão quando os olhos de Saul se
voltam para a caverna. Os homens de Davi se agacham na sua parte
posterior e gemem silenciosamente, enquanto vêem Saul se
aproximando. Eles não sabem o que Saul tem em mente. Deve
parecer como se estivessem liquidados. Saul se aproxima,
enquanto Davi e seus homens agarram suas armas, prontos para se
defender. O que se segue não precisa ser descrito, exceto para
dizer que foi um alívio tanto para Saul quanto para os homens de
Davi.
Os homens de Davi agora estão mais calmos e começam a pensar no
significado deste momento. Parece-lhes que Deus lhes deu uma
oportunidade de matar Saul. Eles citam uma profecia que diz:
“Eis que te entrego nas mãos o teu inimigo, e far-lhe-ás o que
bem te parecer.” (verso 4)
Pela reação de Davi, podemos chegar a uma destas alternativas:
Primeiro, pode-se dizer que esta profecia é falsa, que
deve ser rejeitada (ver I Reis 22). Segundo, talvez seja
uma profecia relacionada a alguma outra pessoa (algum inimigo)
que não Saul, e erroneamente aplicada a ele pelos homens de Davi.
Terceiro, talvez a profecia seja verdadeira e se
relacione a Saul, mas é erroneamente interpretada e aplicada
pelos homens de Davi. Sou favorável à terceira opção.
Furtivamente, Davi vai até Saul, que está alheio ao que se passa
atrás dele. Aparentemente, seu manto tinha sido retirado e posto
de lado, longe o suficiente para que Davi pudesse alcançá-lo e
cortasse um pedaço de sua orla. Imediatamente a consciência de
Davi o acusa. Há aqueles que crêem que isto tenha sido muito
significativo, de alguma forma desafiando ou contestando o
direito de Saul reinar. Acho que não. Parece-me que a intenção
de Davi é apenas obter uma prova de que ele conseguiu chegar a
uma distância surpreendente e mesmo assim não causou nenhum dano
a Saul. Intrinsecamente isto não teria perturbado Davi, mas o
fato é que ele danifica a roupa de Saul. Em linguagem atual, é
como se Davi tivesse estourado os pneus do carro de Saul. É mais
ou menos como vandalismo.
O gesto de Davi não deve ser julgado pelo valor prejuízo, mas em
termos de contra quem foi praticado. Um ato aparentemente banal
seria muito grave se fosse contra o Presidente dos Estados
Unidos. O ato de Davi foi cometido contra o seu rei. Não
interessa se foi um gesto insignificante, certamente banal se
comparado ao assassinato pretendido por seus homens. Ele
levantou a mão contra o seu rei, e com isto, levantou a mão
contra seu Deus. Foi Deus que levantou Saul e é Deus quem o
destituirá do trono, de alguma forma que não inclui Davi agir
com hostilidade contra ele:
“Acrescentou Davi: Tão certo como vive o SENHOR, este o ferirá,
ou o seu dia chegará em que morra, ou em que, descendo à
batalha, seja morto.” (I Sam. 26:10)
Ainda que Saul seja destituído, é Deus quem o fará, não Davi.
Até que Deus o destitua, o dever de Davi é servir fielmente a
seu rei, e cortar um pedaço de seu manto não foi pelo bem de
Saul. Por isso, a consciência de Davi o perturba.
Davi está com a consciência pesada por ter tirado um pedaço do
manto de Saul. Seus homens, por outro lado, estão planejando
coisas bem piores. O sucesso de Davi em cortar o manto de Saul
incentiva seus homens a resolver o problema de uma vez por
todas. Neste momento Saul está vulnerável. Seus homens estão
fora de vista (com certeza Saul quer fazer suas necessidades em
particular), e assim os homens de Davi podem dar cabo dele sem
mais rodeios. Parece que é isto o que eles pretendem fazer e só
a atitude enérgica de Davi os demove de sua intenção. A tradução
do verso 7, na maioria das versões, é surpreendentemente branda
(“persuadiu”, NASB - “conteve”, ARA) comparada à palavra
empregada pelo autor (a nota da margem da versão NASB indica que
a tradução literal seria repreendeu severamente). Ante a
menção de matar o rei, Davi literalmente ataca seus homens,
defendendo ferozmente a vida do rei e exigindo que, da mesma
forma que ele não levantaria a mão contra ele, eles também não o
farão. Enquanto os homens de Davi o olham com estranheza, Saul
termina o serviço, veste seu manto (agora meio estragado) e sai
da caverna.
Davi e o Golias II (Saul - 24:8-15)
Depois, também Davi se levantou e, saindo da caverna, gritou a
Saul, dizendo: Ó rei, meu senhor! Olhando Saul para trás,
inclinou-se Davi e fez-lhe reverência, com o rosto em terra.
Disse Davi a Saul: Por que dás tu ouvidos às palavras dos homens
que dizem: Davi procura fazer-te mal? Os teus próprios olhos
viram, hoje, que o SENHOR te pôs em minhas mãos nesta caverna, e
alguns disseram que eu te matasse; porém a minha mão te poupou;
porque disse: Não estenderei a mão contra o meu senhor, pois é o
ungido de Deus. Olha, pois, meu pai, vê aqui a orla do teu manto
na minha mão. No fato de haver eu cortado a orla do teu manto
sem te matar, reconhece e vê que não há em mim nem mal nem
rebeldia, e não pequei contra ti, ainda que andas à caça da
minha vida para ma tirares. Julgue o SENHOR entre mim e ti e
vingue-me o SENHOR a teu respeito; porém a minha mão não será
contra ti. Dos perversos procede a perversidade, diz o provérbio
dos antigos; porém a minha mão não está contra ti. Após quem
saiu o rei de Israel? A quem persegue? A um cão morto? A uma
pulga? Seja o SENHOR o meu juiz, e julgue entre mim e ti, e
veja, e pleiteie a minha causa, e me faça justiça, e me livre da
tua mão.
Matar Saul é agir contra o ungido do Senhor, e essa não é uma
atitude cristã. Assim, o uso da revelação divina pelos homens de
Davi está errado, por isso, ele é inflexível. Davi deve fazer
para Saul “aquilo que lhe parece bom”. E o que lhe parece bom é
sujeitar-se a seu rei e servi-lo fielmente, buscando o seu bem.
Certamente isto significa que Davi não deve se opor a Saul ou
agir de forma que lhe seja prejudicial. Para Davi, ser submisso
ao rei significa muito mais do que isto. Significa agir de
maneira a buscar o bem de Saul. A interpretação de Davi daquilo
que “é bom”, com referência a Saul, com certeza surpreende o
próprio Saul e, indubitavelmente, qualquer um que testemunhe o
próximo acontecimento.
Davi e seus homens estão seguramente escondidos dentro da
caverna. Tudo o que precisam fazer é ficar quietos e deixar que
Saul e seus homens vão embora. Depois eles podem escapar na
direção oposta. Abandonando todos os esforços para se proteger e
fugir, Davi emerge da caverna, gritando para Saul. Ele se dirige
a Saul como “Ó rei, meu senhor!” (verso 8), e um pouco adiante
como ”pai” (verso 11). Davi se prostra em terra, mostrando sua
reverência e submissão a Saul como rei (verso 8). Ele apela para
o rei não levar em consideração as coisas ditas a seu respeito,
para ouvir suas palavras e as comparar com suas ações, e então
julgar por si mesmo sua culpa ou inocência.
Davi contesta a acusação de estar buscando a morte ou a derrota
de Saul. Ele não está tentando tirá-lo do trono. Mostrando a
Saul o pedaço do manto que ele cortou, Davi o desafia a
reconhecer que, embora pudesse tê-lo morto, ele não o fez. Saul
é o ungido de Deus. Prejudicar o rei é agir em rebelião contra
Deus, que o colocou no trono. Quando a vida de Saul esteve nas
mãos de Davi, este o protegeu, impedindo seus homens de matá-lo.
E agora, Davi coloca sua vida nas mãos de Saul e, em última
análise, nas mãos de Deus, pois é a Deus que ele faz seu último
apelo. É para Ele que Davi clama por justiça. É por isso que ele
não precisa agir contra o próprio Saul.
Davi relembra ao rei que os homens podem ser conhecidos por seus
frutos. Das palavras de um antigo provérbio, Davi cita: “Dos
perversos procede a perversidade” (verso 13). Davi nada fez de
mal a Saul, e lhe garante que sua mão não será contra ele no
futuro (verso 13). Ele também relembra ao rei que seus temores a
seu respeito são exagerados. Davi se compara a um cão morto e a
uma pulga (verso 14). Como pode um grande homem como Saul, com
todo o seu poderio militar, ter tais temores a respeito de Davi?
Davi encerra sua argumentação dizendo a Saul que ele se entregou
aos cuidados de Deus. Ele deixou o juízo e a retribuição para
Deus. Ele espera na justiça e proteção de Deus dos ataques de
Saul (verso 15). Com isto Davi encerra seu caso. Agora é hora de
Saul responder, o que ele faz.
O “Arrependimento” e o Pedido de Saul (24:16-22) Tendo Davi acabado de falar a Saul todas estas palavras, disse Saul: É isto a tua voz, meu filho Davi? E chorou Saul em voz alta. Disse a Davi: Mais justo és do que eu; pois tu me recompensaste com bem, e eu te paguei com mal. Mostraste, hoje, que me fizeste bem; pois o SENHOR me havia posto em tuas mãos, e tu me não mataste. Porque quem há que, encontrando o inimigo, o deixa ir por bom caminho? O SENHOR, pois, te pague com bem, pelo que, hoje, me fizeste. Agora, pois, tenho certeza de que serás rei e de que o reino de Israel há de ser firme na tua mão. Portanto, jura-me pelo SENHOR que não eliminarás a minha descendência, nem desfarás o meu nome da casa de meu pai. Então, jurou Davi a Saul, e este se foi para sua casa; porém Davi e os seus homens subiram ao lugar seguro. Saul fica em estado de choque ao ouvir seu nome. Ele mal pode crer em seus ouvidos, que é realmente Davi quem chama por ele. Saul eleva sua voz, chorando, chamando Davi de ”filho”. Como isto fica mais fácil depois que Davi o chama de “pai” no verso 11 e se curva diante dele como um servo fiel a seu rei. É óbvio que Davi tem a vida de Saul em suas mãos, e que ele o poupa. Como Davi é diferente dele! Saul confessa que Davi é justo, mas ele não. Ele fez o mal para Davi e, mesmo assim, Davi lhe retribuiu com o “bem”. Davi não o teria deixado ir se fosse seu inimigo; portanto, ele deve ser seu amigo. E assim Saul invoca a bênção de Deus sobre ele. O verso 20 é uma espantosa confissão de Saul. Pela primeira vez registrada nas Escrituras, Saul diz a verdade. Samuel lhe disse que seu reino não iria durar (13:14), e que ele foi rejeitado por Deus como rei de Israel (15:26). No capítulo 18 (versos 8-9), Saul menciona que Davi é tão popular, que a única coisa que lhe falta é a posse do reino. Em 20:31, Saul diz a Jônatas que ele não herdará o trono enquanto Davi estiver vivo. Em outro lugar, Saul trata Davi como um traidor, que planeja matá-lo e se apossar do reino (ver 22:6-13). Mas, aqui, pela primeira vez, Saul reconhece que Deus está tirando seu reino e dando-o a Davi. Ele admite a ascensão de Davi ao trono como certa. Por isso, Saul suplica que Davi jure que não irá matar seus descendentes (24:21). As preocupações de Saul não são totalmente infundadas. Eliminar todos os possíveis herdeiros era uma prática comum para os homens que ascendiam ao trono, especialmente os descendentes do rei que ele havia deposto ou substituído (ver II Re. 10:11; 15-17; 11:1). A ironia do pedido de Saul é que esta questão já havia sido tratada na aliança entre Davi e Jônatas (I Sam. 20:14-17; 41-42). Apesar disto, Davi promete a Saul que ele não irá destruir nenhum de seus descendentes. Os dois vão-se embora. Davi sobe para o lugar seguro, enquanto Saul volta prá casa (24:22). É provável que Davi tenha esperanças de que seus problemas com Saul tenham terminado, mas ele não é tolo. Saul já se “arrependeu” outras vezes (ver 19:1-7), mas não durou muito. Davi vai ver o que é uma resposta duradoura de Saul observando à distância. O outro lado da moeda talvez seja que, na verdade, Davi está servindo a Saul de maneira indireta. Será que as pessoas estão se voltando para Davi e desprezando Saul? Então, Davi manterá distância, ficando fora de vista, para que a popularidade de Saul não seja diminuída. Conclusão Esta história é realmente incrível. Quem teria pensado que um “chamado da natureza” acabaria numa despedida pacífica entre Davi e Saul? Deus é soberano. Ele está no controle absoluto de todas as coisas, e “todas as coisas” incluem coisas elementares como um “chamado da natureza”. Devido a este acontecimento tão natural (nossos filhos diriam “nojento”, ou coisa parecida), algumas coisas sobrenaturais aconteceram. Primeiro, Davi e Saul se encontraram e se separaram; no entanto, sem qualquer derramamento de sangue. Saul confessou coisas que jamais esperaríamos dele. Davi não só se arrependeu de cortar um pedaço do manto de Saul, como impediu seus homens de matá-lo. E todas estas coisas são conseqüência de Saul procurar um lugar para parar e achar a mesma caverna onde Davi e seus homens “tinham acabado” de se esconder. Deus é capaz de empregar a “natureza” para alcançar Seus propósitos. Que Deus maravilhoso nós servimos!
VERDADE PRÁTICA
Mesmo estando ungido a mando do Senhor para ser o rei, Davi soube esperar o
tempo de DEUS para ocupar o trono de Israel.
RESUMO DA