Home
Estudos
EBD
Discipulado
 Mapas
Figuras1
 Figuras2
Fotos
Igreja
Link's
Corinhos
Download
 Eu
 
 
 
Lição 4 - A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ EM CRISTO
 
    
TEXTO ÁUREO
"Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado" (Rm 4.8).
 
VERDADE PRÁTICA
A justificação é mais do que perdão. O perdão remove a condenação do pecado; a justificação nos declara justos, como se nunca houvéssemos pecado contra DEUS.
 
LEITURA DIÁRIA
 Segunda - Is 64.8 Nossa justiça - trapo de imundícia
Mas, agora, ó SENHOR, tu és o nosso Pai; nós, o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra 
das tuas mãos.
Jeremias 18.6 Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.
 Terça - SI 49.8 justificação - um recurso divino
(pois a redenção da sua alma é caríssima, e seus recursos se esgotariam antes);
 Quarta - SI 32.2 A justificação gera felicidade verdadeira
Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há 
engano.

NÃO IMPUTA MALDADE. Romanos 4.6-8 cita os versículos 1 e 2 para demonstrar que Deus trata 
como justos os pecadores sinceramente arrependidos, não porque a justiça seja algo que possam obter 
através das obras, mas, pelo contrário, recebem-na como um dom quando confessam os seus pecados e 
crêem no Senhor (cf. v. 5).
 Quinta - Rm 5.1 A justificação gera paz com DEUS :
Sendo, pois, justificados pela fé, atemos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo;
SENDO POIS JUSTIFICADOS. A justificação pela fé produz vários resultados no crente: a paz com Deus, a graça, a esperança, a firmeza, as tribulações, o amor de Deus, o Espírito Santo, o livramento da ira, a reconciliação com Deus, a salvação pela vida e presença de Jesus e o regozijo em Deus (vv. 1-11)
 Sexta - Is 53.11 CRISTO crucificado trouxe a justificação
O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito; com o seu conhecimento, o meu servo, o justo, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si.
O TRABALHO DA SUA ALMA. O sofrimento do Messias cumpriria o propósito de Deus e resultaria 
na salvação para os muitos que crerem.
 Sábado - Ef 2.8,9 A glória pela nossa salvação é só de DEUS 
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.
FÉ E GRAÇA
Rm 5.21 “Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor.”
    A salvação é um dom da graça de Deus, mas somente podemos recebê-la em resposta à fé, do lado humano. 
Para entender corretamente o processo da salvação, precisamos entender essas duas palavras: Fé e Graça
FÉ SALVÍFICA. A fé em Jesus Cristo é a única condição prévia que Deus requer do homem para a 
salvação. A fé não é somente uma confissão a respeito de Cristo, mas também uma ação dinâmica, que brota 
do coração do crente que quer seguir a Cristo como Senhor e Salvador (cf. Mt 4.19; 16.24; Lc 9.23-25; Jo 
10.4, 27; 12.26; Ap 14.4).
(1) O conceito de fé no NT abrange quatro elementos principais: (a) Fé significa crer e confiar firmemente no 
Cristo crucificado e ressurreto como nosso Senhor e Salvador pessoal (ver Rm 1.17 nota). Importa em crer 
de todo coração (At 8.37; Rm 6.17; Ef 6.6; Hb 10.22), ou seja: entregar a nossa vontade e a totalidade do 
nosso ser a Jesus Cristo tal como Ele é revelado no NT.
(b) Fé inclui arrependimento, i.e., desviar-se do pecado com verdadeira tristeza (At 17.30; 2Co 7.10) e 
voltar-se para Deus através de Cristo. Fé salvífica é sempre fé mais arrependimento (At 2.37,38; ver Mt 3.2, 
nota sobre o arrependimento).
(c) A fé inclui obediência a Jesus Cristo e à sua Palavra, como maneira de viver inspirada por nossa fé, por 
nossa gratidão a Deus e pela obra regeneradora do Espírito Santo em nós (Jo 3.3-6; 14.15, 21-24; Hb 
5.8,9). É a “obediência que provém da fé” (Rm 1.5). Logo, fé e obediência são inseparáveis (cf. Rm 16.26). 
A fé salvífica sem uma busca dedicada da santificação é ilegítima e impossível.
(d) A fé inclui sincera dedicação pessoal e fidelidade a Jesus Cristo, que se expressam na confiança, amor, 
gratidão e lealdade para com Ele. A fé, no seu sentido mais elevado, não se diferencia muito do amor. É uma 
atividade pessoal de sacrifício e de abnegação para com Cristo (cf. Mt 22.37; Jo 21.15-17; At 8.37; Rm 
6.17; Gl 2.20; Ef 6.6; 1Pe 1.8).
(2) A fé em Jesus como nosso Senhor e Salvador é tanto um ato de um único momento, como uma atitude 
contínua para a vida inteira, que precisa crescer e se fortalecer (ver Jo 1.12 nota). Porque temos fé numa 
Pessoa real e única que morreu por nós (Rm 4.25; 8.32; 1Ts 5.9,10), nossa fé deve crescer (Rm 4.20; 2Ts 
1.3; 1Pe 1.3-9). A confiança e a obediência transformam-se em fidelidade e devoção (Rm 14.8; 2Co 5.15); 
nossa fidelidade e devoção transformam-se numa intensa dedicação pessoal e amorosa ao Senhor Jesus 
Cristo (Fp 1.21; 3.8-10; ver Jo 15.4 nota; Gl 2.20).
GRAÇA. No AT Deus revelou-se como o Deus da graça e misericórdia, demonstrando amor para com o 
seu povo, não porque este merecesse, mas por causa da fidelidade de Deus à sua promessa feita a Abraão, 
Isaque e Jacó (ver Êx 6.9 nota; ver os estudos A PÁSCOA e O DIA DE EXPIAÇÃO). Os escritores 
bíblicos dão prosseguimento ao tema da graça como sendo a presença e o amor de Deus em Cristo Jesus, 
transmitidos aos crentes pelo Espírito Santo, e que lhes outorga misericórdia, perdão, querer e poder para 
fazer a vontade de Deus (Jo 3.16; 1Co 15.10; Fp 2.13; 1Tm 1.15,16). Toda atividade da vida cristã, desde o 
seu início até o fim, depende desta graça divina.
(1) Deus concede uma medida da sua graça como dádiva aos incrédulos (1Co 1.4; 15.10), a fim de poderem 
crer no Senhor Jesus Cristo (Ef 2.8,9; Tt 2.11; 3.4).
(2) Deus concede graça ao crente para que seja “liberto do pecado” (Rm 6.20, 22), para que nele opere 
“tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13; cf. Tt 2.11,12; ver Mt 7.21, nota 
sobre a obediência como um dom da graça de Deus), para orar (Zc 12.10), para crescer em Cristo (2Pe 
3.18) e para testemunhar de Cristo (At 4.33; 11.23). 
(3) Devemos diligentemente desejar e buscar a graça de Deus (Hb 4.16). Alguns dos meios pelos quais o 
crente recebe a graça de Deus são: estudar as Escrituras Sagradas e obedecer aos seus preceitos (Jo 
15.1-11; 20.31; 2Tm 3.15), ouvir a proclamação do evangelho (Lc 24.47; At 1.8; Rm 1.16; 1Co 1.17,18), 
orar (Hb 4.16; Jd v. 20), jejuar (cf. Mt 4.2; 6.16), adorar a Cristo (Cl 3.16); estar continuamente cheio do 
Espírito Santo (cf. Ef 5.18) e participar da Ceia do Senhor (cf. At 2.42; ver Ef 2.9, nota sobre como opera a 
graça).
(4) A graça de Deus pode ser resistida (Hb 12.15), recebida em vão (2Co 6.1), apagada (1Ts 5.19), anulada 
(Gl 2.21) e abandonada pelo crente (Gl 5.4).
 PONTO DE CONTATO
 Professor, prepare para a introdução desta aula uma narração sobre a experiência de Lutero com o tema tratado nesta lição. Use o texto a seguir como referência: Martinho Lutero, enquanto professor de Teologia na Universidade de Wittemberg, lecionou a Carta aos Romanos de novembro de 1515 a setembro de 1516. À proporção que se aprofundava na epístola, apreciava cada vez mais a doutrina bíblica da justificação pela fé. Segundo Lutero, ele 'ansiava por compreender a Epístola de Paulo aos Romanos', mas o tema da 'justiça de DEUS' o incomodava. O reformador considerava a doutrina da justiça divina como a punição de DEUS sobre o injusto. Até que, depois de muito refletir sobre o assunto, entendeu tratar-se da 'justiça pela qual, mediante a graça e a misericórdia. DEUS nos justifica pela fé'. Desde então, afirmou Lutero, "senti-me renascer e atravessar os portais abertos do paraíso. Toda a Escritura ganhou novo significado e, ao passo que antes a justiça de DEUS me enchia de ódio, agora se tomava indizivelmente bela e me enchia de amor. Este texto veio a ser uma porta para o céu"..
     
OBJETIVOS  Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Definir a justificação de acordo com a Bíblia Sagrada.
Distinguir a justiça divina da humana.
Descrever as características da justificação divina.
SÍNTESE TEXTUAL
 O texto da Leitura Bíblica em Classe divide-se em duas seções:
Exposição da doutrina da justificação. (vv.21-26) e, insuficiência humana para justificar-se (w.27-31). Segue abaixo dez sentenças extraídas do texto bíblico que sumarizam a doutrina da justificação:
1- A justiça manifestada no Antigo Testamento independe da lei (vv.21.31);
2- A justiça de DEUS se realiza mediante a fé em CRISTO, a favor de todos os que crêem (w.22, 29,30);
3. Todos pecaram, logo, todos necessitam da justificação em CRISTO (vv.23.24);
4- A justificação é gratuita por meio da graça e da redenção que há em CRISTO (v.24);
5- A base inamovível da justificação é a morte substituta e expiatória de CRISTO (v.25);
6- A morte vicária de CRISTO satisfez a justiça de DEUS (v.25);
7- DEUS é justo ao justificar quem vive da fé em JESUS (v.26);
8- A fé é o meio pelo qual o homem alcança a justificação em CRISTO (vv.26-28);
9. Ninguém tem qualquer mérito para ser justificado à parte da fé em CRISTO (v.27);
10- A fé não anula a lei, mas a estabelece (v.31)
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
 Professor, como recurso didático para esta lição, use a tabela de "efeito global" a respeito das bênçãos decorrentes da justificação. Esse recurso é usado quando se deseja apresentar a relação de diversos fatores com um mesmo tema. Na lição, temos um tema geral, a justificação, e, vários assuntos vinculados ao mesmo. O gráfico abaixo apresenta essa correspondência em relação às bênçãos advindas da justificação. Este recurso deve ser preferencialmente usado no final do tópico "Características da justificação Divina".
      
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE  ROMANOS 3.21-31
21 Mas agora se manifestou uma justiça que provém de DEUS, independente da Lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas, 22 justiça de DEUS mediante a fé em JESUS CRISTO para todos os que crêem. Não há distinção, 23 pois todos pecaram e estão destituídos da glória de DEUS, 24 sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em CRISTO JESUS. 25 DEUS o ofereceu como sacrifício para propiciação{9} mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; 26 mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em JESUS. 27 Onde está, então, o motivo de vanglória? É excluído. Baseado em que princípio? No da obediência à Lei? Não, mas no princípio da fé. 28 Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à Lei. 29 DEUS é DEUS apenas dos judeus? Ele não é também o DEUS dos gentios? Sim, dos gentios também, 30 visto que existe um só DEUS, que pela fé justificará os circuncisos e os incircuncisos. 31 Anulamos então a Lei pela fé? De maneira nenhuma! Ao contrário, confirmamos a Lei.
 
Comentários de Editora Vida Nova e Mundo Cristão - Livro Romanos, Introdução e Comentários
Autor F.F.Bruce - Série Cultura Bíblica
http://www.vidanova.com.br/e-commerce/productdetails.asp?ProductID=1587&Process%20Type=
 
O Meio de Alcançar a Justiça: Satisfeita a Necessidade Universal (3:21-5:21).
 a. A provisão de DEUS(3:21-31).
 Mas agora abriu-se um novo caminho para a aceitação da parte de DEUS, completamente diverso do caminho da obediência legal. Contudo, não se trata de um caminho moderno, idealizado por nós. Os escritos do Velho Testamento dão amplo e progressivo testemunho dele na Lei e nos Profetas. Ê o caminho da fé em JESUS CRISTO, e está aberto para todo o que crê nele, tanto para o judeu como para o gentio. Já vimos que não existe diferença entre estas duas divisões da espécie humana, visto que tanto os judeus como os gentios pecaram e carecem da glória de DEUS - o verdadeiro fim para o qual DEUS os criou. Mas por este novo meio os judeus e os gentios podem ser postos em correta relação com DEUS, podem ter a certeza de ser aceitos por Ele e de receber Seu perdão gratuito. Recebemos gratuitamente, por Sua graça; recebem-no por causa da obra redentora realizada por CRISTO. Ê CRISTO que DEUS expôs diante de nossos olhos como Aquele cuja morte sacrificial fez expiação de nossa culpa e retirou a iminente retribuição merecida por nossa rebelião contra DEUS. O que CRISTO obteve para nós, podemos tomar efetivamente nosso pela fé.
Este é, pois, o modo pelo qual DEUS demonstrou a Sua justiça vindicou Seu caráter e dá um estado de justos a homens pecadores. Por isso DEUS, em Sua paciente maneira de tratar os homens, pôde deixar de lavar os pecados que eles cometeram antes da vinda de CRISTO, em vez de exigir a punição total. Estava mostrando misericórdia para com eles com o propósito de demonstrar Sua justiça na presente época. E esta demonstração nos mostra como Ele continua sendo perfeitamente justo enquanto perdoa os que crêem em JESUS e os coloca na posição certa ante o tribunal divino.
Sendo assim, quem tem direito de gabar-se? Vai-se toda a base da jactância pela justiça pessoal - não pela lei das obras, mas pelo princípio da fé. Dado que judeus e gentios são igualmente justificados pela graça de DEUS, sem qualquer mérito pessoal deles, ninguém pode dizer: "Fiz isto por meu próprio esforço." A conclusão do argumento de Paulo é que o homem é posto na posição certa à vista de DEUS pela fé, inteiramente à 'parte das obras prescritas pela lei. Se a aceitação da parte de DEUS só pudesse ser alcançada pela guarda da lei judaica, DEUS seria num sentido especial o DEUS dos judeus. Mas Ele é DEUS dos gentios como o é dos judeus, pois no Evangelho um e o mesmo caminho da justiça está aberto
para ambos. DEUS aceita judeus em virtude da sua fé, e aceita gentios fundado exatamente na mesma base.
 Para Paulo, a divisão entre judeus e gentios constituía a divisão básica da raça humana. Ele próprio era judeu de nascimento e de criação, e tinha sido instruído no sentido de considerar os não-judeus como pecadores ignorantes, carentes do, conhecimento da lei de DEUS, indispensável para conseguir aceitação à Sua vista. E de fato, a divisão que separava judeus e gentios era uma das mais insanáveis do mundo antigo.
Há outras brechas que talvez nos pareçam muito maiores hoje em dia distanciamentos por questões de raça, de nacionalidade, de classe e de cor - cuja obstinada resistência nos apresenta problemas muito mais agudos do que a divisão de judeus e gentios. Mas o argumento de Paulo é tão válido à luz das divisões atuais como o era face às divisões dos seus dias. E seu argumento é: não há diferença entre ocidente e oriente, nem entre negro e branco, pois todos igualmente precisam da gratuita misericórdia de DEUS, e todos podem receber Sua misericórdia nos mesmos termos.
 o poeta romano Horácio, traçando algumas linha~. de orientação para os escritores de tragédias da sua época, critica aqueles que recorrem muito prontamente ao expediente de um deus ex machina para resolver os intrincados problemas desenrolados no transcurso do enredo. "Não introduza um deus no palco", diz ele, "a menos que o problema seja tal que mereça um deus para resolvê-lo" ,(nec deus intersit, nisi dignus vindice nodus inciderit}.l Lutero tomou estas palavras e as aplicou ao perdão de pecados:
aqui, disse ele, há um problema que precisa de DEUS para ser resolvido (nodus Deo vindice dignus}.2 Certo, pois o homem pecador não o pode resolver, embora precise desesperadamente de uma solução; o problema é dele; é ele que tem de ser perdoado. E o que Paulo nos diz aqui é que o problema foi dignamente solucionado pela graça de DEUS, que apresentou CRISTO como a solução, o meio para a obtenção do perdão, o fiador que garante a nossa aceitação por parte de DEUS. Tudo o que se requer do pecador é que abrace pela fé aquilo que a graça de DEUS supriu.
Pode-se perguntar, porém, se a lei de DEUS não é anulada pelo princípio da fé. Longe disso, diz Paulo. Por este princípio da fé a lei é mantida de pé, o pecado é condenado, a justiça é vindicada, e se cumprem as Escrituras do Velho Testamento. Isto ele começa a demonstrar agora.
 
 21. A justiça de DEUS.
O meio estabelecido por DEUS para obter-se a justiça ou justificação.
Ver a citação de Lutero, p. 51.
 
 22. Mediante a fé em JESUS CRISTO.
(AA, RV, RSV, melhor do que AV, que diz: "Pela fé que é de JESUS CRISTO." O genitivo "de JESUS CRISTO" é objetivo.) Para todos [e sobre todos] os que crêem. O texto mais bem credenciado omite a expressão que AA traz entre colchetes "e sobre todos".
(Ver RV, RSV e NEB.) Não há diferença. Assim como aqui não há distinção entre judeus e gentios (ou entre quaisquer outras categorias em que se divide a humanidade) com relação ao pecado, assim em 10:12 "não há distinção..
entre eles com relação à misericórdia de DEUS.
 
 23. Todos pecaram.
As duas palavras (pailtes hemarton) são idênticas às do fim de 5:12 mas, ao passo que lá o contexto sugere que a referência é à participação de todos na "desobediência do primeiro homem", aqui temos antes uma afirmação do fato de que todos os homens, como indivíduos, pecaram.
Carecem da glória de DEUS. A interpretação tradicional de Isaías 43:7, "os criei para minha glória" (que se diz, no contexto, de "todos os que são chamados pelo meu nome"), aplica-o à humanidade em geral.
Mediante o pecado o homem perde o ideal que DEUS tinha em mira quando o trouxe à existência. Ver 5:2.
 
 24. Sendo justificados gratuitamente por sua graça.
A esperança de Paulo, antes de se tornar cristão, era que por força de perseverar na observância da lei de DEUS, ele poderia finalmente ser declarado justo por DEUS quando se apresentasse diante do trono do juízo divino. Mas neste modo de obter-se a justiça à parte da lei, o processo é ao revés: DEUS declara justo o homem no início do seu percurso, não no fim. Se o declara justo no início do seu percurso, não pode ser com base nas obras ainda não praticadas por ele. Esta justificação é, ao contrário, "um ato da livre graça de DEUS, no qual Ele perdoa todos os nossos pecados, e nos aceita como justos diante de Si" (Breve Catecismo de Westminster, perg. 33).
E quando se chega à questão de sermos aceitos por DEUS, quanto mais satisfatório é saber-nos "justificados gratuitamente por sua graça" do que esperarmos ser justificados pelas "obras da lei". Neste caso, nunca posso sentir-me realmente satisfeito como "tendo colado grau", de que meu comportamento foi suficientemente meritório para obter a aprovação divina. Ainda que eu faça o meu melhor (e o problema é que nem sempre ajo assim), como posso ter certeza de que a minha melhor realização se enquadra nas exigências de DEUS? Pode ser que eu tenha esperança, mas certeza, nunca. Mas se DEUS, por pura graça, me assegura que me aceita de antemão, e eu abraço alegremente esta segurança, então posso prosseguir para fazer a Sua vontade sem estar sempre me preocupando se a estou fazendo adequadamente ou não. De fato, até o final do capítulo serei um "servo inútil" , mas sei em quem tenho crido:
 "Ele me toma como Seu filho; não posso mais ter medo."
 Em Isaías 40-55, a libertação dos israelitas do cativeiro da Babilônia ~ a "justificação" deles - e a de DEUS. "Tão-somente no Senhor há justiça e força" (Isaías 45:24, RV, AA), e Sua justiça e Sua força são demonstradas na libertação de Seu povo: "Mas no Senhor será justificada toda a descendência de Israel, e nele se gloriará" (Isaías 45:25); "esta é a herança dos servos do Senhor, e a sua justiça, 'que é minha, diz o Senhor" ~saías 54:17, AV). Por que a libertação deles é a sua justificação? Não ;1lham merecido o castigo do cativeiro? Sim. Jerusalém tinha recebido em dobro da mão do Senhor, por todos os seus pecados" (Isaías 40:2).
\1as a livre graça de DEUS restaurou-os, e sua restauração era tanto a vitoriosa vindicação do nome de DEUS entre as nações (Isaías 42: 13,48:9.1) como a salvação do Seu povo.
Mediante a redenção que há em CRISTO JESUS. A redenção (apolu-.Yisis3) é o ato de comprar um escravo -cativo a fim de libertá-lo. Aqui também o misericordioso tratamento dado por DEUS a Israel provê um astro vetero-testamentário para a linguagem de Paulo, quer pensemos na redenção de Israel da escravidão egípcia (Êx 15:13; SI 77: 14, 78:35), quer pensemos em sua posterior libertação do cativeiro babilônico (Is 41:14, - ~'l). A graça de DEUS que "justifica" os que crêem, manifestou-se piamente na obra redentora de CRISTO.
 "Quando eu estava andando para cima e para baixo na casa, aquela palavra de DEUS tomou posse do meu coração: Vós sois "justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em CRISTO JESUS" (Rm 3:24). Mas oh! que reviravolta fez em mim!
Agora estava como alguém desperto de um pesadelo e, ao ouvir esta sentença celestial, foi como se ouvisse esta exposição dela: Pecador, pensas que por causa dos teus pecados e fraquezas eu não posso salvar a tua alma, porém eis que o meu Filho está junto a mim e é para ele que olho, não para ti, e tratarei contigo segundo a satisfação que ele me dá" (João Bunyan, Grace Abounding, §§ 257-258).
 
 25. A quem DEUS propôs, no seu sangue, como propiciação.
Observe-se a pontuação mais precisa em RV comparada com A V: "a quem DEUS propôs como propiciação, mediante a fé, por seu sangue". As duas frases, "mediante a fé" e "no seu sangue" são independentemente epexegéticas quanto a "propiciação". A palavra chave é "propiciação", tradução de hilasterion em AV, RV e AA. Esta palavra pode ser tomada o~ como o acusativo masculino .singular do adjetivo hilasterios ("propiciatório"), combinado com "a quem" (hon); ou, mais provavelmente, como o substantivo neutro hilasterion, empregado na LXX para indicar "lugar de propiciação", "lugar onde os pecados são apagados". O uso mais comum que a LXX faz da palavra é como equivalente do heb. kapporeth, a lâmina de ouro ou "assento da misericórdia" que cobria a arca no santo dos santos (ocorre deste modo mais de 20 vezes no Pentateuco). Em Ezequiel 43:14ss. é usada (5 vezes) para traduzir o heb. 'azarah, a "borda" (assim RSV; AV e RV dizem "assento") ao redor das ofertas queimadas do templo de Ezequiel.
O substantivo hilasferion relaciona-se com o verbo hilaskomai, que no grego pagão significa "aplacar" ou "tornar gracioso", mas que na LXX toma o sentido do heb. kipper ("fazer expiação") e termos cognatos, entre os quais se inclui kapporeth, "assento da misericórdia", "lugar onde os pecados são expiados ou apagados". Tem-se feito objeção ao uso do verbo "propiciar" e do substantivo "propiciação", na tradução destas palavras gregas para o Novo Testamento em inglês (e em português) com base no fato de que estas palavras no inglês (e no português) dão a idéia de "aplacar" ou "apaziguar".5 Podemos comparar a fuga ao uso destes termos nesta passagem, em RSV ("a quem DEUS propôs como expiação por seu sangue, a ser recebido pela fé") com NEB ("DEUS designou-o para ser o meio de expiar o pecado por sua morte sacrificial, que se efetiva pela fé"). Mas, se hilaskomai, hilasterion e seus cognatos adquiriram novo significado do seu contexto bíblico, podemos esperar que, pelo seu uso prolongado as palavras "propiciar" e "propiciação" - no inglês e no português - adquiriram significado bíblico do mesmo modo.
Em todo caso, a insistência de Paulo em que é DEUS, e não o homem pecador, que providenciou este hilasterion impede que seja mal compreendido. De modo semelhante, o Velho Testamento atribui a iniciativa
à graça de DEUS, nesta questão: "Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação (heb. kipper; LXX exilaskomal) pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida" (Lv 17:11, RV e AA). Casualmente, é uma passagem do Velho Testamento como esta que explica o uso que Paulo faz da expressão "seu sangue" no presente versículo e justifica a interpretação da mesma como "sua morte sacrificial" .
Portanto, a morte de CRISTO é o meio pelo qual DEUS elimina o pecado do Seu povo - não simbolicamente, como no ritual de Levitico 16, em que figurava o assento da misericórdia material, mas realmente. E realmente em duplo sentido: o pecado foi removido não só da consciência do cristão - na qual pesava como carga insuportável - mas também foi removido da presença de DEUS. Pode-se comparar isto com o modo pelo qual o escritor de Hebreus associa o sacrifício de CRISTO ao cumprimento da profecia da nova aliança: "dos seus pecados e de suas iniqüidades não me lembrarei mais" (Hb 8:12, citando Ir 31:34).
Uma vez que façamos justiça à iniciativa da graça divina na eficácia do oferecimento voluntário que CRISTO fez de Si mesmo, não há razão pela qual devamos excluir do sentido de hilasterion o afastamento da ira divina no sentido de hilasterion em 3:25. Paulo já dissera em 1:18 que "a ira de DEUS (NEB, "retribuição divina") se revela do céu contra toda impiedade e perversão (AV "e injustiça") dos homens". Então, como haverá de retirar-se esta "ira"? O hilasterion que DEUS providenciou em CRISTO não só retira a impiedade e injustiça dos homens .como também, ao mesmo tempo, afasta a ira ou retribuição que é o resultado inevitável dessas atitudes e ações num universo moral.
De modo geral, aqui parece melhor tomar hilasterion como substantivo, aludindo ao assento da misericórdia como o lugar onde se fazia expiação nos dias do Velho Testamento, antes do cativeiro babilônico.
Paulo "nos informa que em CRISTO foi exposto como realidade aquilo que foi dado figuradamente aos judeus" (Calvino).6 O contraste entre o velho hilasterion e o novo é indicado pelas palavras "a quem DEUS propôs" . O velho hilasterion ficava oculto atrás da cortina que separava o santo dos santos do santuário externo, e ninguém o via, exceto o sumo sacerdote, no dia da expiação anual. Mas em CRISTO "o assento da misericórdia não fica mais guardado na reclusão sagrada do lugar santíssimo: foi trazido para o meio da desordem e confusão do mundo, e foi instalado diante do olhar das multidões hostis, desdenhosas ou indiferentes" (T. W. Manson). A frase mediante a fé mostra como apropriar-nos dos benefícios salvadores do assento da misericórdia do Evangelho. A frase no seu sangue não depende da fé, como A V dá a entender. Refere-se à morte sacrificial de CRISTO como o meio pelo qual foi feita a única e eficaz expiação pelo pecado (ver 5:8s.: CRISTO morreu "por nós, sendo nós ainda pecadores. (...) sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira").
Assim, Paulo serviu-se da linguagem do tribunal de justiça ("justificados"), do mercado de escravos ("redenção") e do templo ("assento da misericórdia") para fazer justiça à plenitude do ato da graça de DEUS em CRISTO. Perdão, libertação, expiação - são postos ao alcance do homem pela livre iniciativa de DEUS, e podem ser assimilados mediante a fé. E a fé, neste sentido, não é uma espécie de obra especialmente meritória à vista de DEUS. É aquela singela e sincera atitude para com DEUS que O acredita por Sua palavra e aceita Sua graça de bom grado e com gratidão.
Para manifestar a sua justiça, por ter DEUS, na sua tolerância, deixado impunes (paresis, "tendo passado por alto") os pecados anteriormente cometidos. Isto é, "para demonstrar que DEUS não foi injusto quando não levou em conta os pecados cometidos nos dias anteriores, no período da Sua tolerância". A redenção realizada por CRISTO tem eficácia retrospectiva, bem como prospectiva. Ele é o "assento da misericórdia" para a humanidade toda - "a propiciação pelos nossos pecados", como um escritor posterior do Novo Testamento o coloca (usando uma palavra do mesmo tronco de hilasterion), "e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro" (1 Jo 2:2, RV, AA). Pode-se comparar a descrição das eras anteriores a CRISTO como o período da tolerância de DEUS, com a proclamação que Paulo fez aos atenienses: "não levou DEUS em conta os tempos da ignorância; agora, porém..." (At 17:30, RV, AA). Conquanto o problema de natureza moral aqui tratado talvez não seja tão óbvio para a mente moderna como era para a de Paulo, contudo, não levar em conta o mal praticado é um ato de tanta injustiça da parte de um juiz como o ato de condenar o inocente - e "o Juiz de toda a terra não fará o que é reto?"
 26. Para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em JESUS.
Na oferta que CRISTO fez de Si mesmo, a justiça de DEUS é vindicada e o pecador que crê é justificado. Pois CRISTO ocupa uma posição singular como representante de DEUS junto ao homem e representante do homem junto a DEUS. Na qualidade de Homem representativo, Ele absorve o juízo a que ficou sujeito o pecado humano; como representante de DEUS, Ele comunica aos homens a graça perdoadora de DEUS. A frase "justo e o justificador" lembra Isaías 45:21 ("DEUS justo e Salvador") e Zacarias 9:9 ("justo e Salvador", ou, apud AV, "justo, e tendo salvação).v.7
 28. Independentemente das obras da lei.
Quer dizer, "sem as ações da lei" (AV) ou "à parte das obras da lei" .
Paulo não pretende dizer que não há necessidade de praticar as obras da lei. O que diz é que, mesmo quando o homem as pratica razoavelmente bem, não é por isso justificado à vista de DEUS. Ele está retirando o chão de sob os pés daqueles que dizem: "Sempre faço o melhor que posso ... trato de levar vida decente ... dou mil gramas se me pedem um quilo, e que mais DEUS pode esperar de mim?" Lutero sublinha a expressão "pela fé, independentemente das obras da lei" acrescentando o advérbio "somente": "o homem é justificado somente pela fé, independentemente das obras da lei."8 Por este "acréscimo" ao texto alguns o criticaram severamente. Ele deu pouca importância a tais críticos, os quais descreveu como "fazendo tremendo rebuliço porque a palavra sola, 'somente', não consta no texto de Paulo, e este acréscimo (...) à Palavra de DEUS não deve ser tolerado". Mas com o sentido que Lutero quis dar à palavra "somente", ela sintetiza com precisão o que Paulo quis dizer: é somente pela fé, e não por obras da lei, nem por quaisquer outros meios imaginários de justificação, que o homem recebe o estado de justo que DEUS outorga por Sua graça. 9 Quando se capta isto, pode-se ver que os homens não têm base para felicitar-se quando observam o meio de salvação; é sola gratia, sola fide, soli Deo gloria ("somente pela graça, somente pela fé, somente a DEUS seja a glória") .
Não obstante, embora seja fato que os homens são, neste sentido, justificados somente pela fé, "a fé que justifica não está só". Ela é, como Paulo diz em Gálatas 5:6, "a fé que atua pelo amor" - e a maneira exata como ela atua vem exposta com pormenores práticos nos capítulos 12 a 15 desta epístola. Mas isto pertence a um estágio posterior da argumentação. Por ora, o importante é salientar que é pela fé, e não pelo que faz, que o homem recebe a graça justificadora de DEUS. 
 31. Confirmamos a lei.
Se Paulo se tivesse expressado em hebraico, teria usado o verbo qiyyem. Este é o verbo usado na freqüente afirmação rabínica de que Abraão "cumpriu a lei". Paulo bem podia ter em mente essa afirmação, de modo que continua argumentando que Abraão de fato cumpriu ou "estabeleceu" (confirmou) a lei, mas, segundo o testemunho da Escritura, estabeleceu-a por meio do dom da justiça pela fé - dom que recebeu de DEUS.
 
 Resumo da revista, com comentários ali contidos:
COMENTÁRIO INTRODUÇÃO
Nesta lição, estaremos em contato com uma das mais sublimes doutrinas das Sagradas Escrituras - a justificação pela fé em CRISTO.
Em atitude de profundo agradecimento a DEUS, curvemo-nos ante Aquele, cuja morte justificou-nos diante do trono divino. E, agora, justificados pela fé, temos paz com DEUS através de nosso Senhor JESUS CRISTO (Rm 5.1).
 
 I- A JUSTIFICAÇÃO
1. A justificação é um ato divino. 
A justificação é uma declaração de DEUS, segundo a qual todos os processos da lei divina são plenamente satisfeitos, por meio da justiça de CRISTO, em benefício do pecador que o recebe como salvador. Justificação significa mudança de posição espiritual diante de DEUS: de condenados para justificados. Esta é a única maneira do homem ter comunhão com DEUS, apresentando-se a Ele sem culpa.
A obra redentora resultante do sacrifício expiatório, efetuado por CRISTO na cruz, propiciou a maior de todas as dádivas de DEUS - a salvação do indigno e miserável pecador.
 
2. A justificação testificada pela lei e pelos profetas (v. 21). 
A justificação do pecador, mediante o sacrifício vicário de CRISTO, pode ser percebida por meio de várias profecias no Antigo Testamento (Is 53.11; 45.22-25; 61.10; Jr 23.6; 33.16; SI 85.10; G13.7). Em Gênesis 3.21, por exemplo, encontramos uma nítida figura do propósito divino neste sentido. DEUS cobrirá graciosamente a nudez de nossos primeiros pais, Adão e Eva, após terem pecado. Outro exemplo digno de nota é o de Abraão que foi justificado por DEUS somente pela fé (Gn 15.6); fato transcendental que a Bíblia confirma em Romanos 4.3.  A lei mosaica não tinha a intenção de alcançar a justiça pelo esforço humano, mas de revelar a justiça de DEUS (Rm 8.4; 10.4,10; At 10.39). Os sacrifícios da lei não visavam retirar os pecados, mas cobri-los temporariamente até que CRISTO viesse como o sacrifício perfeito e substitutivo (Êx 12.1-23; Jo 1.29). As ordenanças, rituais, sacrifícios e princípios de vida piedosa ensinados no Antigo Testamento, embora divinamente inspirados, não podiam quitar as "dívidas" da humanidade, e muito menos, transformar o perdido pecador num justo.
 
 
 II- A JUSTIÇA DE DEUS
  1. A justiça de DEUS na dispensação da graça.
A expressão "justiça de DEUS", na Epístola aos Romanos (1.17; 3.21,22) e em outras passagens, refere-se ao tipo de justiça que o Senhor aceita para que o homem tenha comunhão com Ele.
Essa justiça resulta da nossa fé em CRISTO segundo o evangelho. Em outras palavras, a justiça é o próprio CRISTO (1 Co 1.30; 2 Co 5.21; Fp 3.9).
      Por ter sido um ardoroso representante do legalismo, Paulo não cessava de enaltecer a manifestação da justiça divina em sua vida (Fp 3.4-6). Não perdia a chance de enfatizar que é impossível ao homem justificar-se diante de DEUS através de suas próprias obras (Fp 3.9; Gn 2.16; Tt 3.5). 
  2. A justiça de DEUS pela fé. 
Na Epístola aos Romanos, capítulos 3 e 4, Paulo ensina que não há outro meio pelo qual o homem alcance a salvação senão pela fé em CRISTO. Por sua vez, o escritor aos Hebreus, no capítulo 11 de sua epístola, mostra que somente pela fé o crente será vitorioso em todos os sentidos.
.Este mesmo princípio é encontrado em Romanos 4.5, onde a Bíblia declara que quem "não pratica (boas obras), porém crê n’Aquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça".
 
III- CARACTERÍSTICAS DA JUSTIFICAÇÃO DIVINA
1. A justiça. divina alcança a todos.
Assim como o pecado tomou-se universal, a Justlflcação destina-se a todos quantos queiram ser salvos (Tt 2.11). A expressão "para que todo aquele que nele crê não pereça" (Jo 3.16) abrange a todos, indistintamente. Todos os que se arrependem de seus pecados e crêem em JESUS como Salvador não perecerão, mas terão a vida eterna. E é tudo pela graça de DEUS, conforme está escrito: "Onde abundou o pecado; superabundou a graça" (Rm 5.20). Esta "multiforme graça" alcança de igual modo todas as pessoas de todas as raças, culturas, níveis sociais, idades e circunstâncias (Jo 6.37). Ninguém é bom o suficiente para se salvar, como também não é tão mau que não possa ser salvo por JESUS.
  2. A justiça de DEUS é concedida gratuitamente mediante a graça. 
Desde que Adão e Eva pecaram contra o Senhor, a lei não tem feito outra coisa senão revelar a culpa universal do ser humano e a justiça do Todo-Poderoso. A graça que procede do amor do Pai reina por meio da justiça, como afirma Romanos 5.21.
É mediante o sacrifício de CRISTO sobre a cruz, como perfeito substituto do culpado, que DEUS justifica o pecador, quando, arrependido, crê em seu Filho para a salvação (Gn 3.13; 1 Pe 2.24; Rm 10.10).
Esta é a maior demonstração da justiça divina. O Altíssimo continua sendo justo mesmo justificando um . pecador (Rm 3.26).
 3. É propiciada por CRISTO (v.25). 
"Ao qual DEUS propôs para do propiciação no seu sangue". Propor significa "apresentar perante todos", ou seja, o Pai constituiu o filho, feito homem perante o mundo, como Salvador da humanidade (Jo 1.14; Mt 1.20-23; Gl 4.4,5).
"Propiciação" (v.25) é CRISTO morrendo em lugar dos perdidos a fim de salvá-los. É a remoção da ira divina por meio de uma oferta, de uma dádiva.
O Tabernáculo com seus objetos, sacrifícios e sacerdócio prefigurou como sombra, entre outros elementos da salvação, a propiciação. Onde há sombra há realidade (Cl 2.16,17; Hb 10.1). Examine também: SI 32.2; Mt 20.28; Jo 1.29; Rm 4.7,8; 1 Co 15.3; 2 Co 5.19,2; 1Jo 2.2; 4.10. Propiciação é uma referência ao propiciatório. Este encontrava-se no Lugar Santíssimo do Tabernáculo onde o sumo sacerdote entrava apenas uma vez por ano, no Dia da Expiação, para sacrificar em favor do povo. Ali, ele aspergia o sangue expiador do sacrifício como símbolo da quitação ou remissão correspondente ao castigo de seus pecados e dos pecados do povo.
JESUS é o verdadeiro Cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo (ls 53; Jo 1.29; Lc 23.46; GI 4.4,5). Foi DEUS que estabeleceu todas as coisas concernentes a JESUS, a fim de salvar-nos (At 2.23).
Expiação tem a ver com o pecado; propiciação, com a atitude de DEUS para com o pecador arrependido; e redenção, com a pessoa do pecador. Tudo efetuado por DEUS em CRISTO (1 Tm 2.6; 1 Pe 1. 18,19; At 20.28).
 4. É outorgada por DEUS. JESUS, como sua base (Rm 5.9). É obtida através da nossa fé em CRISTO (Rm 3.28); a fé sem as obras humanas é o meio estipulado por DEUS para nossa justificação (GI 2.16). A ressurreição de CRISTO é a garantia da perenidade de nossa justificação (Rm 4.25). Se alguém deseja ser justificado e sair da lista dos que estão sob a ira de DEUS, deve crer em CRISTO (Rm 1.16,17; 3.3,21,22). O único requisito estabelecido por DEUS para que o pecador seja justificado é que venha a CRISTO pela fé, aceitando-o como seu único salvador.
 
 IV- A MENSAGEM PROVENIENTE DA CRUZ DE CRISTO
1. Salvação sem vanglória e méritos humanos. 
Visto que a nossa salvação consiste somente na obra redentora de CRISTO consumada na cruz, o homem não tem motivo algum para se vangloriar porque "nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos", a não ser o nome de JESUS (At 4.12).
2. Salvação oferecida a todos. 
A preservação da vida de Raabe e sua família (Hb 11.31); a bênção sobre a vida de Rute (Rt 4.13-22); e a cura de Naamã (2 Rs 5.1-14), são apenas alguns exemplos de que DEUS é Senhor e abençoador de todos. Ele quer salvar a todos (Tt 2.11; Mt 11.28; Jo 6.37; Ef 4.6). O profeta Jonas testificou que DEUS é misericordioso para aceitar a qualquer um que se arrependa de seus pecados (Jn 4.2). O Evangelho de João 1.12 confirma este propósito de DEUS: salvar a todos (Jo 1.12). JESUS também o declarou (Jo 3.17; 5.24). Infelizmente, muitos são os que rejeitam o convite da graça de DEUS e acabam por desprezar a CRISTO, acarretando sobre si a ira divina.
 CONCLUSÃO
O castigo divino pelo pecado não poderia ser protelado indefinidamente. A justiça divina concernente aos delitos do homem deveria ser satisfeita. Assim, CRISTO veio e satisfez em definitivo nossa dívida no Calvário, tornando-nos, a todos os que cremos n’Ele, justificados perante DEUS.
 
************************************************************************************************************************************
 
Lição 5 – Revista 2º Trimestre de 1998 - CPAD
 FRUTOS DA JUSTIFICAÇÃO
1. A segunda seção de Romanos. 
Os capítulos 5 a 8 de Romanos registram os privilégios dos que são justificados pela fé: paz com DEUS (Rm 5); união com CRISTO (Rm 6); libertação da lei (Rm 7) e vida abundante no ESPÍRITO (Rm 8).
 
2. "Temos" ou "tenhamos"?
(v.I). A expressão "tenhamos paz com DEUS" não é apropriada nesse contexto. 'Temos" é a tradução mais adequada, pois a "paz com DEUS" nos toma aceitos por CRISTO. E, dessa forma, não estamos mais sob a ameaça da ira de DEUS. A palavra hebraica para "paz" é shalom, e a grega, eirene, que significa "completo".
 
3. "Paz com DEUS" (v. 1). 
O homem no pecado é inimigo de DEUS (v.IU); mas quando é justificado pela fé em JESUS CRISTO , é reconciliado com DEUS, e essa reconciliação traz-lhe paz. Esse é o efeito imediato da justificação.
 
4. ''Entrada pela fé a esta graça" (v.2a). 
Graça é favor imerecido.
Nós não merecíamos a salvação, mas por JESUS, agora, temos acesso a esta graça. É CRISTO quem introduz o pecador à presença de DEUS. "Estamos firmes" significa o efeito contínuo da justificação.
 
5. "E nos gloriamos na esperança da glória de DEUS" (v.2b).
"Gloriamos" revela o regozijo e o gozo inefável do crente como antecipação das bênçãos futuras. "Glória de DEUS" é o mesmo que a manifestação de DEUS. Aqui, é uma expressão que significa o céu, lugar da habitação de DEUS e de sua manifestação.
 
 
Dicionário Bíblico Universal Editora Vida - 1981- Nova Impressão 1995
 
JUSTIFICAÇÃO. À justificação acha-se ligada a importantíssima questão de se saber "como pode o homem ser justo para com DEUS?" Por três vezes se faz uma tal pergunta no Livro de Jó (4.17; 9.2; 25.4; cf. com 15.14). Sinceros israelitas sentiram a opressão da idéia (SI 143.2; Mq 6.6). Em todo o ritual mosaico esse sentimento se manifesta, bem como no ritual e cerimonial do paganismo. O primeiro lugar da Bíblia, onde se sugere a verdadeira solução do problema, encontra-se em Gn 15.1 a 6, pois ai, pela primeira vez, se fala da "justiça" e da "crença". A palavra de DEUS, se diz no vers. 1,veio a Abraão, porque foi grande a confiança desde na revelação divina, sendo a justiça a conseqüência. Esta passagem é, em alguns casos a chave para as diversas referências que  em outros lugares da Bíblia se encontram respeito à justiça e fé. A mesma idéia da justificação pela confiança em DEUS se apresenta em  Sl 32.1,2e Hb 2.4; mas de um modo mais claro se acha a doutrina da justificação nas páginas do Novo Testamento.
A justificação diz particularmente respeito à nossa verdadeira relação com DEUS, não se tendo em vista a condição espiritual, mas a situação judicial. Esta verdadeira comunhão com DEUS foi comprometida pelo pecado, de que resultou a culpa, a condenação e a separação. A justificação compreende o ressurgimento dessa comunhão, sendo removida a condenação pelo perdão, a culpa pela justiça, e a separação pela boa vontade. A justificação significa realmente a reintegração do homem, na sua verdadeira relação com DEUS. É, então, considerado como justo, aceito perante DEUS como reto, com respeito à lei divina, sendo, portanto restaurada a sua primitiva posição. E deste modo a justificação é muito mais do que o perdão, embora o perdão seja, necessariamente,  uma parte da justificação. As duas idéias se acham distintas em At 13.38,39. O perdão é apenas negativo, sendo dado para ser removida a condenação, ao passo que a justificação também é positiva, trazendo a remoção da culpa e a concessão das boas relações com DEUS. O perdão apenas um ato de misericórdia divina, repetindo-se esse ato sucessivamente por toda a nossa vida cristã. A justificação é completa,  nunca é repetida, e abrange o passado, o presente e futuro da nossa vida. "Quem já se banhou (Justificação), não necessita de  lavar senão os pés (perdão)" (Jo 13.10). Também a justificação se deve distinguir da santificação que geralmente se compreende na significação de ser feito santo". Ainda que justificação e santificação sejam estados inseparáveis na experiência da vida, devem, contudo, claramente distinguir-se no pensamento. A justificação diz respeito à nossa situação espiritual; e a santificação à nossa espiritual condição. A justificação está em conexão com o nosso estado para com DEUS, e a santificação com o amor que Lhe devemos: uma trata da nossa aceitação, a outra da nossa qualidade de aceitáveis; uma é o fundamento da paz, CRISTO por nós; a outra é o fundamento da nossa pureza, CRISTO em nós.
A base da nossa justificação é a obra redentora de nosso Senhor JESUS CRISTO. "Àquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós,  para que nele fôssemos feitos justiça de DEUS" (2 Co 5.21). "Por meio dele todo o que crê é justificado" (At 13.39). Por conseqüência, é pela obra de CRISTO, e não pelas nossa próprias obras ou méritos, que nós somos justificados. O homem tem sempre procurado estabelecer a sua própria justiça, mas o mau êxito tem sido o resultado, em todos os tempos, pois é manifesta a sua incapacidade, tanto para apagar o passado, como para garantir o futuro. "Pela graça sois salvos,... e isto não vem ... de obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8,9). A justificação é alcançada pela fé. "Todo o que crê é justificado" (At 13.39); "Justificados, pois, mediante a fé" (Rm 5.1). A confiança faz sempre supor que dependemos de alguém que nos está superior; é o reconhecimento da nossa própria incapacidade, e do poder de algum outro ser. A fé une-nos a CRISTO, e essa união é a única resposta que se pode dar à revelação de DEUS. É a renúncia de nós próprios, e a crença no Salvador. Descansamos em JESUS os nossos corações e aceitamos a Sua perfeita justiça. A grande verdade da justificação, pela fé em CRISTO, é de supremo valor para a vida espiritual e serviço de DEUS.
Ela é a base da paz espiritual (Rm 5.1). É o fundamento da liberdade espiritual, ficando nós livres da escravidão do pecado, e sendo assim levados à própria presença de DEUS. É a garantia da santidade, porque traz aos nossos corações o poder do ESPÍRITO SANTO. É, também, a inspiração de toda a obra boa, visto como a alma,livre de toda a ansiedade a respeito da sua salvação, fica livre para trabalhar na salvação dos outros.
Não há contradição entre Paulo e Tiago sobre esta doutrina da justificação, embora ambas as epístolas se refiram a Abraão para exemplo. Paulo, em Rm 4, trata de Abraão a respeito do que está descrito em Gn 15; Tiago trata do mesmo patriarca, em relação ao fato narrado no capo 22 do mesmo livro, o que aconteceu vinte e cinco anos depois. Mas durante este espaço de tempo foi Abraão um homem justificado pela fé (Gn 15.6), e quando chegou o tempo da grande prova (Gn 22), manifestou, então, a sua fé pelas obras. Quando Paulo escreveu teve em vista os não-cristãos, e faz uso do cap. 15 de Gn para provar a necessidade da fé, e mostrar que obras são as que vêm da fé. Tiago, porém, dirige-se aos cristãos, e usa o capo 22 de Gn para provar as necessidades das obras, e fazer ver que a fé deve ser provada pelas obras. Paulo está tratando o assunto do ponto de vista legalístico, e contra todo o mérito humano; Tiago discorre com espírito antinômico e contra a simples ortodoxia intelectual.
Um faz realçar a base da justificação, o outro a prova.  Paulo e Tiago não são dois soldados de exércitos diferentes, combatendo um contra o outro, mas sim dois combatentes do mesmo exército, lutando, costa com costa, contra inimigos que vêm de direções opostas.
 
 
****************************************************************************************************************************************
A JUSTIFICAÇÃO ( A obra salvífica de CRISTO. ln HORTON, S.M. Teologia sistemática. RJ: CPAD, 1996, p. 372.)
Assim como a regeneração leva a efeito uma mudança em nossa natureza, a justificação modifica a nossa situação diante de DEUS. O termo "justificação" refere-se ao ato mediante o qual, com base na obra infinitamente justa e satisfatória de CRISTO na cruz, DEUS declara os pecadores condenados livres de toda a culpa do pecado e de suas conseqüências eternas, declarando-os plenamente justos aos seus olhos. O DEUS que detesta "o que justifica o ímpio" (Pv 17.15) mantém sua própria justiça ao justificá-lo, porque CRISTO já pagou a penalidade integral do pecado (Rm 3.21- 26). Constamos, portanto, diante de DEUS como plenamente absolvidos.
Para descrever a ação de DEUS a justificar-nos, os termos empregados pelo Antigo Testamento (heb. tsaddiq: Ex 23.7; Dt 25.1; 1 Rs 8.32; Pv 17.15) e pelo Novo Testamento (gr. dikaioõ: Mt 12.37; Rm 3.20; 8.33,34) sugerem um contexto judicial e forense.
Não devemos, no entanto, considerá-la uma ficção jurídica, como se estivéssemos justos sem no entanto sê-lo. Por estarmos n'Ele (Ef 1.4, 7, 11), JESUS CRISTO tornou-se a nossa justiça (1 Co 1.30). DEUS credita ou contabiliza (gr. Logizomai) sua justiça em nosso favor. Ela é imputada a nós.
Em Romanos 4, Paulo cita dois exemplos do Antigo Testamento como argumento em favor da justiça imputada. A respeito de Abraão, diz que "creu ele no Senhor, e foi-lhe imputado [heb. chashav] isto por justiça" (Gn 15.6). Isto ocorreu antes de Abraão ter obedecido a DEUS no tocante à circuncisão, sinal da aliança. De modo talvez ainda mais dramático, Paulo cita Salmos 32.2, no qual Davi pronuncia uma bênção sobre "o homem a quem o Senhor não imputa maldade" (Rm 4.8; ver também 2 Co 5.19). Já é glorioso receber em nossa conta corrente a retidão de uma pessoa perfeita, independente de qualquer bem que porventura façamos. Mas é ainda mais glorioso não sermos considerados culpados de nossos pecados e más ações. DEUS, ao nos justificar, tem graciosamente feito as duas coisas - e de modo lícito, pois o sacrifício de CRISTO pagou o preço.
Como ocorre a justificação, em relação ao crente? A Bíblia deixa duas coisas bem claras. Em primeiro lugar, não é por causa de nenhuma boa obra de nossa parte. Realmente, "CRISTO morreu debalde" se a justiça provém da obediência à Lei (Gl 2.21). Quem procura ser justificado mediante a Lei está sujeito à maldição (Gl 13.10), foi "separado de CRISTO" e "caiu da graça" (G15.4). Quem imagina estar mais justificado depois de servir ao Senhor durante cinco ou 55 anos ou pensa que boas obras obtêm mérito diante de DEUS, deixou de compreender o ensino bíblico.
Em segundo lugar, no próprio âmago do Evangelho encontra-se a verdade de que a justificação tem sua origem na livre graça de DEUS (Rm 3.24) e sua provisão no sangue que CRISTO derramou na cruz (Rm 5.19), e nós a recebemos mediante a fé (Ef 2.8). É comum, quando ocorre a idéia da justificação no Novo Testamento, a fé (ou o crer) achar-se ligada a ela (cf.. At 13.39; Rm 3.26,28,30; 4.3,5; 5.1; Gl 2.16; 3.8). A fé nunca é o fundamento da justificação. O Novo Testamento jamais afirma que a justificação é dia pistin ("em troca da fé"), mas sempre dia pisteos, ("mediante a fé"). A Bíblia não considera meritória a fé, mas simplesmente como a mão vazia estendida para aceitar o dom gratuito de DEUS. A fé tem sido sempre o meio de se receber a justificação, mesmo no caso dos santos do Antigo Testamento (Cf. Gl 3.6-9).
Tendo sido justificados pela graça, mediante a fé, experimentamos grandes benefícios de agora em diante. "Temos paz com DEUS" (Rm 5.1) e estamos preservados "da ira de DEUS" (Rm 5.9). Temos a certeza da glorificação final (Rm 8.30) e a libertação presente e futura da condenação (Rm 8.33,34; ver também 8.1). A justificação nos torna "herdeiros, segundo a esperança da vida eterna" (Tt 3.7).
Em louvor à justificação, Charles Wesley escreveu:
  Não temo agora a condenação;    Sou do Senhor e Ele é meu;    Vivo em JESUS minha salvação,    Vestido da justiça que vem de DEUS.
 
*************************************************************************************************************
 Questionário da Lição 4 A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ EM CRISTO por Ev.Luiz Henrique www.pazdosenhor.org.br 
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Bem-aventurado o _____________ a quem o ____________ não imputa o ______________" (Rm 4.8).
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
A justificação é mais do que ___________. O perdão remove a condenação do ____________; a justificação nos declara____________, como se nunca houvéssemos pecado contra DEUS.
I- A JUSTIFICAÇÃO
3- O que é a justificação? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) É um ato divino. 
( ) A justificação é uma declaração de DEUS
( ) Segundo justificação todos os processos da lei divina são plenamente satisfeitos 
( ) Por meio da justiça de CRISTO, em benefício do pecador, o mesmo é recebido como salvador.
( ) É um ato humano. 
 
4- O que significa a Justificação? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( )  Na Justificação passamos de justificados para condenados.
( ) A mudança de posição espiritual diante de DEUS.
( ) A mudança de posição material diante de DEUS.
( )  Na Justificação passamos de condenados para justificados.
 
5- Qual é a única maneira do homem ter comunhão com DEUS? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Apresentando-se a Ele como nasceu.  
(  ) Apresentando-se a Ele sem culpa.
(  ) Apresentando-se a Ele com culpa.
 
6- Como nos foi propiciada a maior de todas as dádivas de DEUS - a obra da salvação do indigno e miserável pecador? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Através do sacrifício expiatório, efetuado por CRISTO na cruz,
( ) Através do sacrifício expiatório, efetuado pelo ESPÍRITO SANTO na cruz,
( ) Através do sacrifício expiatório, efetuado pelo PAI na cruz,
7- Cite profecias no Antigo Testamento que  testificam pela lei e pelos profetas, a justificação: Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Is 53.11; 45.22-25; 31.10; Jr 23.6; 33.16; SI 85.10; G 5.7).
( ) Is 53.11; 45.22-25; 61.10; Jr 23.6; 33.16; SI 85.10; G13.7).
( ) Is 53.11; 45.22-25; 51.10; Jr 23.6; 33.16; SI 85.10; G13.7).
 
8- Cite exemplos de figura do propósito divino na justificação, no AT: Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) DEUS cobriu graciosamente a nudez de nossos primeiros pais, Adão e Eva, após terem pecado.
(   ) Abraão que foi justificado por DEUS some