| Index | Estudos | EBD | Discipulado | Mapas | Igreja | Ervália | Corinhos | Figuras1 | Figuras2 | Vídeos | Fotos |
TEXTO ÁUREO
"Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da
vida" (Ap 2.10c).
VERDADE PRÁTICA
Nada poderá calar a Igreja de CRISTO, nem a
própria morte.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 1.1-22 A perseguição de Israel no Egito
Terça - Êx 17.8-16 A perseguição de Israel no deserto
Quarta - Et 3.1-15 A perseguição de Israel no Império Persa
Quinta - At 8.1-3 A Igreja é perseguida em Jerusalém
Sexta - Ap 2.8-11 A Igreja é perseguida no mundo romano
Sábado - Ap 7.9-17 A Igreja será perseguida no final dos
tempos
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE- Apocalipse 2.8-11
8 E ao anjo da igreja que está em Esmirna
escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu: 9 Eu sei
as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos
que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás. 10 Nada
temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós
na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê
fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. 11 Quem tem ouvidos ouça o
que o ESPÍRITO diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda
morte.
POBREZA.
Pobreza (gr. ptocheia) significa "que não possui nada". A pobreza dos
cristãos em Esmirna era geral; economicamente, não tinham recursos, mas
JESUS diz que eram ricos espiritualmente. Note o contraste com a igreja de
Laodicéia, que tinha grandes riquezas materiais, mas espiritualmente era
desgraçada, miserável e pobre (3.17; cf. Mt 6.20; 2 Co 6.10; Tg 2.5).
SEGUNDA CARTA: À IGREJA DE ESMIRNA
(Apocalipse - Versículo por
Versículo Autor: Severino Pedro da Silva Editora: CPAD Ano: 2002).
8. “E ao anjo da igreja que está em Esmirna,
escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu”.
I. “...ao anjo da igreja”. Podemos ver neste
versículo, uma referência a pessoa de Policarpo; esse pastor nasceu em (69
d. C.), e morreu em (159 d. C.). O Dr. Russell Norman, diz que a etimologia
do nome “Policarpo” significa “muito forte” ou “frutífero”. Policarpo foi
discípulo pessoal do Apóstolo João, homem muito consagrado, foi o “principal
pastor” da igreja de Esmirna durante o exílio do Apóstolo em Patmos. “A
narrativa de seu martírio é narrado por Eusébio, em sua História
Eclesiástica iv 15 e em Mart. Polyc. caps. 12 e 13, págs. 1037 e 1042. Foi
levado à arena, lugar dos jogos olímpicos, um dos maiores teatros abertos da
Ásia Menor, parte da qual construção permanece de pé até hoje”. Policarpo,
deve ser realmente, o “anjo” do texto em foco, pois as evidências assim o
declara (cf. Ec 7.27).
1. ESMIRNA. O nome “Esmirna” significa “mirra”,
a palavra usada três vezes nos Evangelhos (Mateus 2.11; Marcos 15.23; João
19.39). De acordo com H. Lockyer, “O nome descreve bem a igreja perseguida
até a morte, embalsamada nos perfumes prévios de seu sofrimento, tal como
foi a igreja de Esmirna. Foi a igreja da mirra ou amargura; entretanto, foi
agradável e preciosa para o Senhor”. Esmirna também é famosa por ser a terra
natal de Homero (o poeta cego da mitologia grega) e como lar de Policarpo
(bispo de Esmirna).
Situação Geográfica: esta cidade encrava-se no
pequeno continente da Ásia Menor. Em 1970, Esmirna já contava com cerca de
63000 habitantes e é, atualmente, a principal cidade turca, denominada
Izmir. Os muçulmanos chamam-na “Izmir e infiel”. O Rio Meles, famoso na
literatura, também era adorado em Esmirna. Próximo à nascente desse rio
ficava a caverna onde, dizem, Homero compunha seus poemas. Com a conquista
do Oriente pelos romanos, Esmirna, passou a fazer parte da província romana
da Ásia. A cidade de Esmirna, cujo nome significa: “mirra”, caracterizou-se
pela forte oposição e resistência ao cristianismo no primeiro século da
nossa era. A igreja local originou-se da grande colônia judaica ali
estabelecida. Em Esmirna, no ano (159 d. C.), Policarpo, seu bispo, foi
martirizado.
2. Isto diz o primeiro e o último. Já tivemos
oportunidade de encontrar este título aplicado a pessoa de CRISTO em Ap
1.16, onde o mesmo é amplamente comentado e ilustrado pelo nosso alfabeto
português. “CRISTO é o primeiro” quanto ao tempo e à importância. Ele é a
fonte originária de toda e qualquer vida, seu princípio mesmo. O fato de que
CRISTO é o “princípio”, equivale à declaração de que Ele é o “Alfa”. E o
fato de ser o “Último” equivale a ser o “Ômega”. Ele é o Princípio e o Fim,
O Primeiro e o Último, o “a” e o “z”; nós nos encontramos no meio. Mas
CRISTO continua a existir! Na qualidade de ser Ele o “último”, pode-se dizer
o seguinte sobre CRISTO (a) Ele é a razão mesmo da existência; (b) Ele é o
princípio da vida após a morte; (c) Ele é o alvo de toda a existência, o
Ômega.
9. “Eu sei as tuas obras, e tribulação, e
pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o
são, mas são a sinagoga de Satanás”.
I. “...Eu sei as tuas obras”. O Senhor JESUS,
não só conhecia as “obras” desta igreja fiel, mas, de um modo especial a sua
“tribulação”. No grego clássico, tribulação, é “thlipsis”, significa
“pressão”, derivado de “thlibo”, que tem o sentido geral de “pressionar”,
“afligir”, etc. Nas páginas do Novo Testamento, em sentido comum (com
exceção da palavra designada para um período de sete anos) tem o sentido de
“perseguição” deflagrada, por aqueles que são aqui na terra inimigos do povo
de DEUS (cf. At 14.22).
1. E pobreza. O leitor deve observar o contraste
que existia entre o “anjo” (pastor) da igreja de Esmirna, e o da igreja de
Laodicéia (3.17). Cumpre-se aqui, portanto, um provérbio oriental que diz:
“Aos olhos de DEUS, existem homens ricos que são pobres e homens pobres que
são ricos’. O sábio Salomão declara em Pv 13.7: “Há quem se faça rico (o
pastor de Laodicéia), não tendo coisa nenhuma, e quem se faça pobre (o
pastor de Esmirna), tendo grande riqueza”. O Dr. Champrin observa quem
aqueles crentes (de Esmirna) eram pobres, mas não porque não trabalhassem –
sendo essa a causa mais comum da pobreza de modo geral, mas devido às
perseguições que sofriam. Suas propriedades e bens foram confiscados pelo
poderio romano, e além de tudo esses servos de DEUS, ainda sofriam
encarceramento. Porém, está, declarado no presente texto, que eles eram
ricos. Em que? Nas riquezas espirituais. Eles eram de fato ricos: nas obras,
na fé, na oração, no amor não fingido, na leitura da Palavra de DEUS, (à
maneira de seus dias). Estas coisas diante de DEUS: São as riquezas da alma!
(Mt 6.20; 1Tm 6.17-19).
2. A blasfêmia dos que se dizem judeus. O
Apóstolo Paulo escrevendo aos romanos diz: “...nem todos os que são de
Israel são israelitas” (Rm 9.6b). “...não é judeu o que é exteriormente...”
(Rm 2.28). Esses falso judeus, procuravam firmar sua origem no Patriarca
Abraão, a exemplo dos demais, perseguiam a igreja sofredora da cidade de
Esmirna na Ásia Menor (cf. At 14.2, 19, etc). Atualmente, o nome “Esmirna”
no campo profético, representa a igreja subterrânea que sofre por amor a
CRISTO nos países da Cortina de Ferro.
10. “Nada temas das coisas que hás de padecer.
Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e
tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa
da vida”.
I. “...Eis que o diabo lançará alguns de vós na
prisão”. A oposição do grande inimigo de DEUS e dos homens conforme
mencionado no registro que João faz das sete igrejas jamais cessou. Satanás
é citado num total de oito vezes no Apocalipse e cinco destas relacionam-se
com as igrejas (6 vezes se incluirmos o termo “diabo” visto no presente
texto). A “prisão” do versículo em foco, não se refere a uma “prisão”
espiritual como tem sido interpretado por alguns estudiosos (cf. Lc 13.16),
mas sim literal. “As perseguições promovidas pelos romanos àquela igreja,
com a ajuda dos judeus (os que se dizem), foram obras de Satanás. Sob
alegação de que os cristãos de Esmirna estavam “traindo” o imperador, houve
um encarceramento em massa, e a seguir o imperador ordenou o martírio de
muitos daqueles”. Em uma só catacumba de Roma foram encontrados os
remanescentes ósseos de cento e setenta e quatro mil cristãos,
calculadamente.
1. Tereis uma tribulação de dez dias. Os “dez
dias” do presente texto, tem referência “histórica”, no primeiro caso, e
profética no segundo. A Igreja sofreu “dez perseguições” distintas, desde o
reinado do imperador Nero até ao de Diocleciano. “As dez grandes
perseguições podem ser relacionadas desta forma: (a) Sob Nero: 64-68 d. C.
(b) Sob Dominiciano: 68-96 d. C. (c) Sob Trajano: 104-117 d. C. (d) Sob
Aurélio: 161-180 d. C. (e) Sob Severo: 200-211 d. C. (f) Sob Máximo: 235-237
d. C. (g) Sob Décio: 250-253 d. C. (h) Sob Valeriano: 257-260 d. C. (i) Sob
Aureliano: 270-275 d. C. (j) Sob Diocleciano: 303-312 d. C. Durante esse
tempo, a matança de cristãos foi tremenda. No campo profético as
perseguições desencadeadas por Diocleciano perduraram dez anos (cf. Nm 14.34
e Ez 4.6).
11. “Quem tem ouvidos, ouça o que o ESPÍRITO diz
às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte”.
I. “...Quem tem ouvidos, ouça!”. Ora, por nada
menos de sete vezes nos evangelhos, e por oito vezes neste livro do
Apocalipse: sete vezes para essas igrejas reboa aquela chamada vital,
aberta e particular, para quem quiser ter ouvidos abertos: “Quem tem
ouvidos, que ouça!!!”.
1. O Mis. Orlando Boyer, diz que CRISTO
glorificado apresenta-se às sete igrejas em símbolos, partido e distribuído
conforme as suas necessidades: (a) Para a igreja Ortodoxa e sempre em Éfeso,
CRISTO é Aquele que tem as sete igrejas na destra, isto é, que lhe sustenta
a obra. 1.20 e 2.1; (b) À igreja atribulada em Esmirna, na véspera do tempo
de martírio, JESUS apresenta-se como Aquele que havia experimentado a
perseguição, até a morte e havia vencido. 1.17, 18 e 2.8; (c) À igreja
descuidada de Pérgamo, CRISTO glorificado é Quem maneja a Espada, dividindo
a igreja do mundo. 1.16 e 2.12; (d) Para a igreja que declinava, Tiatira,
CRISTO é Juiz com olhos como chamas de fogo. 1.14 e 2.18; (e) Para a igreja
morta, Sardes, JESUS tem os sete Espíritos de DEUS e pode ressuscitar os
crentes da morte para a vida. 3.1; (f) A igreja missionária, Filadélfia,
CRISTO é Quem quer abrir a porta: da evangelização. 3.7; (g) Para a igreja
morna, Laodicéia, CRISTO é a fiel e verdadeira testemunha tirando da igreja
a máscara da satisfação em si mesma. 3.14
2. O dano da segunda morte. Somente no livro do
Apocalipse se encontra a presente expressão: “A segunda morte”. Ela será
destinada aos “vencidos”, mas nenhum poder terá sobre os “vencedores”. A
segunda morte é a morte eterna. A frase aparece aqui (e em Ap 20.6, 14 e
21.18), onde o destino dos perdidos é descrito em termos de um lago de fogo
e enxofre. Durante sua vida terrena, CRISTO fez uma promessa, dizendo: “As
portas do inferno (as forças do mal)” não teriam nenhum poder sobre a sua
Igreja (Mt 16.18); esta promessa de CRISTO é presente e escatológica: agora,
e na eternidade!.
Anjo da Igreja - Líder, pastor, ancião, bispo, etc...
Provavelmente, nesta época, seu pastor fosse o bispo Policarpo que foi
assassiando por não negar o nome de seu Senhor e Salvador - JESUS CRISTO.
Esmirna -
A IGREJA DE
ESMIRNA - A IGREJA PERSEGUIDA (100 - 312 D.C)| Nero | 54-68 d.C. | Decapitou Paulo e crucificou Pedro |
| Domiciano | 81-96 d.C | Exilou João na ilha de Patmos |
| Trajano | 98-117 d.C. | |
| Marco Aurélio | 161-180 d.C. | |
| Severo | 193-211 d.C. | |
| Maximino | 235-238 d.C. | |
| Décio | 249-251 d.C. | |
| Valeriano | 253-260 d.C. | |
| Aureliano | 270-275 d.C. | |
| Diocleciano | 284-305 d.C. | Por 10 anos perseguiu a Igreja |
INTERAÇÃO
Ao iniciarmos o estudo da igreja de
Esmirna deparamo-nos com um paradoxo: a cidade era rica e opulenta, mas a
igreja era pobre e padecia das mais sórdidas calúnias e perseguições.
Diferentemente da igreja de Laodiceia, Esmirna era pobre materialmente, mas
rica espiritualmente ("Mas tu és rico," - v.9). Era blasfemada e perseguida
pelos que se diziam judeus, mas apreciada e elogiada pelo Rei dos judeus. A
partir dessa igreja, JESUS de Nazaré nos ensina que as aparências podem
enganar. Enquanto muitos, pela opulência exalada, pensam estar de pé aos
olhos do mundo (mas não passam de caídos aos olhos divinos); outros, pela
humildade e padecimento, estão em pé aos olhos de DEUS.
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Identificar as principais características da
igreja de Esmirna (confessante e mártir).
Descrever como JESUS se apresentou à igreja de
Esmirna.
Saber as condições da cidade de Esmirna.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, a lição deste domingo ensina como a
igreja de CRISTO deve se portar num contexto social e econômico distinto do
dela. Para introduzir o tópico III, explique o paradoxo que pode existir
entre duas igrejas que servem ao mesmo Senhor. Use o auxílio do esquema
abaixo. Fale que mesmo tendo opulência, poder político e econômico, não
significa que esta agrade ao Senhor. Conclua dizendo que à Esmirna o Senhor
disse: "Não temas". Mas de CRISTO, Laodiceia ouviu: "Tu estás pobre, cega e
nua".
RESUMO DA LIÇÃO 4, ESMIRNA, A IGREJA
CONFESSANTE E MÁRTIR
I. ESMIRNA, UMA IGREJA MÁRTIR
1. Esmirna, uma cidade soberba.
2. A igreja em Esmirna.
3. Esmirna, confessante e mártir.
II.APRESENTAÇÃO DO MISSIVISTA
1. O Primeiro e o Último.
2. Esteve morto e tornou a viver (Ap 2.8).
III. AS CONDIÇÕES DA IGREJA EM ESMIRNA
1. Tribulação (Ap 2.9).
2. Pobreza.
3. Ataques dos falsos crentes.
4. Os crentes em prisão.
SINÓPSE DO TÓPICO (1) - A natureza da igreja de Esmirna era ser
confessante e mártir. Professando CRISTO, estava disposta a testemunhá-lo
até a morte.
SINÓPSE DO TÓPICO (2) - JESUS CRISTO apresentou-se à igreja de Esmirna
como o Primeiro e o Último; o que esteve Morto e Reviveu.
SINÓPSE DO TÓPICO (3) - As condições humanas da igreja de Esmirna eram
de tribulação, pobreza material e ataques caluniosos de falsos crentes.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I - Subsídio Teológico
"Os Vencedores Não Sofrerão o Dano da Segunda
Morte (Ap 2.11)
'Quem tem ouvidos, ouça o que o ESPÍRITO diz às
igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte'.
Ao concluir esta carta, o ESPÍRITO relembra a
todas as igrejas de que há alguma coisa pior do que a morte física. Há a
'segunda morte', a separação final (Ap 20.11-15; 21.8). Esta morte implica
numa eterna separação do plano, promessas, amor, misericórdia e graça de
DEUS. Fé, ou confiança, em DEUS, não mais existirão; a salvação será
impossível, e ninguém esperará por mudanças no futuro. A comunhão com DEUS
será para sempre perdida.
Por outro lado, os que são vitoriosos à medida
que habitam no amor de CRISTO pela fé, nunca terão medo da segunda morte,
pois DEUS tem lhes reservado um lugar na Nova Jerusalém, no novo céu e na
nova terra.
A implicação contida nesse versículo é que, se
alguém não for vitorioso, sofrerá a segunda morte, no lago de fogo. Em
Mateus 25.41, JESUS enfatiza que o fogo eterno não foi preparado para os
homens, mas 'para o diabo e seus anjos'. Mas os que se recusarem a se
arrepender, e se desviarem, ou descrerem no Filho de DEUS, compartilharão do
mesmo destino de Satanás" (HORTON, Stanley M. Apocalipse: As coisas que
brevemente devem acontecer. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp. 32,33).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II - Subsídio Sócio-político
"Perseguição Governamental
Esmirna sofria sob a tirania de Roma. Mais
adiante, JESUS identifica tal tribulação como prisão ou encarceramento.
A palavra tribulação (thlipsis, no grego) é
muito radical. Literalmente, significa esmagar um objeto, comprimindo-o.
Descreve a vítima sendo esmagada, e seu sangue, extraído. Descreve pessoas
esmagadas até a morte por uma enorme pedra. Também descreve a dor duma
mulher ao dar à luz a filhos.
Em Esmirna, os crentes eram dolorosamente
esmagados sob as rígidas cláusulas da lei romana. Eram arrancados de suas
casas, capturados nas feiras livres e levados cativos. César jogava toda a
força de seu poderoso império sobre esta pequena igreja. E muitos desses
santos já haviam selado seus testemunhos com o próprio sangue.
Quando a igreja foi fundada em Jerusalém, era
Israel quem lhe avultava como ameaça, e não Roma. Além do mais, vigorava
naqueles dias a pax romana [...]. Embora cada país conquistado pudesse
conservar seus próprios líderes e costumes, tinha de prestar cega obediência
ao imperador. Aparentemente nada havia mudado. O povo ainda gozava certas
liberdades políticas, religiosas e culturais, mas lá estava o Império Romano
pronto a reprimir qualquer indisciplina.
Mas tudo mudou repentinamente. Em 67 d.C., um
louco chamado Nero subiu ao trono de Roma. Temendo perder o trono, Ele matou
suas três primeiras esposas e a própria mãe. Sob sua insanidade, as chamas
da perseguição foram inflamadas contra a Igreja. Nero culpou os cristãos por
muitos de seus erros políticos. Foi esta a perseguição mencionada nas duas
epístolas de Pedro.
Mas Nero morreu cedo, proporcionando momentâneo
refrigério à Igreja. Em 81 d.C., porém, outro insano assume o poder.
Domiciano era mais cruel que Nero. E logo uma segunda onda de perseguição
levanta-se contra os cristãos. Esta é a perseguição a que JESUS se refere na
carta à Esmirna [grifo nosso].
Ao expandir-se, Roma conquistou muitos
territórios e países, gerando grande diversidade de línguas e culturas no
império. Como unificar tantas diversificações? [...] A adoração ao imperador
foi a resposta. Uniria o império, pois obrigaria cada cidadão romano a
prestar, uma vez por ano, pública lealdade diante do busto de César.
Mas para os cristãos, adorar a César era uma
traição ao Rei dos reis. [...] Ao invés de declarar: 'César é Senhor', os
primeiros cristãos bravamente confessavam: 'CRISTO é Senhor!' Como
resultado, passou a Igreja a sofrer dolorosamente" (LAWSON, Steven J. As
Sete Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final de CRISTO para seu povo. 5.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.100,01).
VOCABULÁRIO
Jazer: Estar dominado, sepultado.
Ufanava-se: Relativo a ufanar, sentir-se
orgulhoso.
Commiphora Myrrha: Do Lat. Planta nativa do
nordeste da África, também conhecida por Mirra arábica.
Missivista: Autor de uma missiva ou carta.
Redis: Fonte aberta, armazenamento de algo.
Megalópoles: Grandes e importantes
cidades.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
RICHARDS, Lawrence O. Comentário
Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia:
Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 1.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2005.
SAIBA MAIS PELA Revista Ensinador Cristão - CPAD,
nº 50, p.38.
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 4, ESMIRNA, A IGREJA
CONFESSANTE E MÁRTIR
Responda conforme a revista da CPAD do 2º
Trimestre de 2012
Complete os espaços vazios e marque com "V" as
respostas verdadeiras e com "F" as falsas.
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Sê ___________________ até à
_____________________, e dar-te-ei a
_____________________ da
vida" ? (Ap 2.10c).
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Nada poderá ___________________ a
__________________________ de CRISTO, nem a própria _________________________.
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
3- Embora localmente pareça tranquila, universalmente,
como está a igreja de CRISTO?
( ) Está pregando livremente o
evangeho a todo o mundo..
( ) A Igreja de CRISTO está
sendo impiedosamente perseguida.
( ) Está sob fogo
cerrado.
( ) A perseguição não é apenas física.
( ) Os santos são pressionados tanto
pela cultura, quanto pelas instituições de um século que, por jazer no
maligno, repudia e odeia os que são luz do mundo e sal da terra.
4- Qual igreja do Apocalipse é o emblema da igreja mártir´?
( ) Éfeso.
( ) Esmirna.
( ) Pérgamo.
5- Com quem se parece a igreja de Laodiceia e
a de Esmirna?
( ) A cidade de
Esmirna, apesar de inferior a Éfeso e de não possuir os atrativos de
Laodiceia, era humilde, mesmo sendo a mais importante da região.
( ) Laodiceia é a cara do mundo,
Esmirna é o rosto do CRISTO humilhado e ferido
de DEUS.
( ) Laodiceia é a cara do
CRISTO humilhado e ferido de DEUS, Esmirna é a cara do mundo.
I. ESMIRNA, UMA IGREJA MÁRTIR
6- Como era Esmirna em comparação a Éfeso e a
Laodiceia?
( ) A cidade de
Esmirna, apesar de inferior a Éfeso e de não possuir os atrativos de
Laodiceia, ufanava-se de ser a mais importante da região.
( ) Localizada na região sudoeste da Ásia Menor, era também
afamada por seu povo e pelo incenso que produzia.
( ) Localizada na região sudoeste da Ásia Menor, era também
afamada por seu porto e pela mirra que produzia.
7- Por que a mirra é uma figura perfeita para
uma igreja confessante e mártir?
( ) A mirra era utilizada na
perfumação de
ambientes, a essência era obtida espremendo-se a madeira da compoula
myrrha.
( ) A mirra era utilizada na conservação de
alimentos a essência era obtida espremendo-se a folha da commiphora
myrrha.
( ) A mirra era utilizada na conservação de
cadáveres, a essência era obtida espremendo-se a madeira da commiphora
myrrha.
8- Como nasceu a igreja em Esmirna e qual sua
situação financeira? Complete:
Informa Lucas que,
durante a estadia de ________________________ em Éfeso, toda a
__________________________ Menor foi alcançada pelo Evangelho: "E durou isto
por espaço de dois anos, de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia
ouviram a palavra do Senhor JESUS, tanto judeus como gregos" (At 19.10).
Infere-se, pois, tenha sido a igreja em Esmirna estabelecida nesse período.
Conquanto plantada numa cidade opulenta, ela era __________________________, mas ricamente florescia em DEUS (Ap 2.9).
9- Qual o mais notável bispo de Esmirna e por
que?
( ) Um dos mais notáveis bispos de Esmirna foi
Solicarpio (69-155 d.C.). Diante do carrasco romano, não negou a fé em
CRISTO.
( ) Um dos mais notáveis bispos de Esmirna foi
Policarpo (69-155 d.C.). Diante do carrasco romano, não negou a fé em
CRISTO.
( ) Um dos mais notáveis bispos de Esmirna foi
Philiarico (69-155 d.C.). Diante do carrasco romano, não negou a fé em
CRISTO.
10- Por que a igreja em
Esmirna era confessional e mártir?
( ) Porque professando a
CRISTO, demonstrava estar
disposta a sustentar-lhe o testemunho até o fim; sua fidelidade ao Senhor
era inegociável.
( ) Porque confessando a
CRISTO, demonstrava estar
disposta a sustentar-lhe o testemunho até o fim; mas infelizmente sua fidelidade ao Senhor
era deplorável.
( ) Porque, apesar de professar a
CRISTO, demonstrava não estar
disposta a sustentar-lhe o testemunho até o fim.
II.APRESENTAÇÃO DO MISSIVISTA
11- Como apresenta-se
JESUS à igreja ameaçada no tempo?
( ) Como a própria eferniridade: "Isto diz o Primeiro e o Último, que foi
morto e voltará" Só a morte pode separar-nos do amor de DEUS.
( ) Como a própria eternidade: "Isto diz o Último, que foi
morto e reviveu" Nem a segunda morte pode destituir-nosde estarmos diante de DEUS.
( ) Como a própria eternidade: "Isto diz o Primeiro e o Último, que foi
morto e reviveu" Nem a morte pode separar-nos do amor de DEUS.
12- Qual o significado de JESUS se apresentar
como Primeiro e o Último?
( ) Sendo JESUS o
Primeiro, todas as coisas foram criadas por seu intermédio.
( ) Sem Ele nada
existiria, porque Ele é antes de todas as coisas.
( ) JESUS é o primeiro porque
nasceu aqui na Terra antes mesmo de Adão e vai ser o último homem a sair
daqui da Terra, somente após o milênio.
( ) O Senhor lembra ao anjo da Igreja em Esmirna que tudo estava sob o seu
controle.
( ) Até mesmo os que lhe moviam aquela perseguição achavam-se-lhe
sujeitos; tudo era criação sua.
( ) O próprio Diabo estava sob a sua
soberania, pois também era criatura sua, apesar de reivindicar privilégios
de criador.
( ) Sendo também o Último,
JESUS estará na
consumação de todas as coisas como o Supremo Juiz.
( ) Portanto, os que se levantavam contra Esmirna já estavam julgados e
condenados, a menos que se arrependessem de suas más obras.
13- Qual o significado de JESUS dizer que Esteve morto e tornou a viver (Ap 2.8)?
Complete:
Conforme JESUS antecipara ao pastor de Esmirna,
o _________________________ estava para lançar
algumas de suas ovelhas na prisão, onde seriam postas à ______________________ (Ap 2.10).
Todavia, nada deveriam temer, pois ao seu lado estaria Aquele que é a
ressurreição e a _________________________ (Jo 11.25). Somente JESUS tem __________________________ para
fazer-nos semelhante exortação, pois somente Ele venceu a morte e o inferno. Não desejava o Senhor
JESUS que o anjo de
Esmirna temesse aqueles, cujo poder limita-se a tirar-nos a vida _______________________,
mas aquele que, além de nos ceifar a vida terrena, tem suficiente autoridade
para lançar-nos no _______________________ de fogo (Mt 10.28). Por conseguinte, o _________________________
daqueles santos iria tão-somente antecipar-lhes a glorificação ao lado de
CRISTO.
III. AS CONDIÇÕES DA IGREJA EM ESMIRNA
14- Quais eram as condições da igreja em
Esmirna?
( ) Tribulação, nobreza,
ataques dos falsos crentes e crentes mortos.
( ) Estavam todos destinados a
participarem do Arrebatamento, Tribunal de CRISTO ewe Nova Jerusalém.
( ) Tribulação, pobreza,
ataques dos falsos crentes e crentes em prisão.
15- Ligue a primeira coluna de acordo com a
segunda, de acordo com a situação de Esmirna:
CONCLUSÃO
16- Complete:
Somente os que conhecem a _______________________ da segunda
morte não temem as ________________________ da primeira. Esta, posto que é morte física,
termina uma jornada __________________; aquela, ainda que morte, não morre:
inicia um suplício _______________________. Eis porque Esmirna sujeitava-se
à primeira, porque temia o _________________________ da segunda. Mas a sua principal motivação não era o medo da segunda
morte e, sim, o amor que tinha por aquele que é a ressurreição e a vida. Oremos pela igreja perseguida e mártir! As
_____________________________ de Roma não ficaram no passado. Num século que
se diz tolerante e democrático, acham-se catacumbas e covas tanto nas
metrópoles do Oriente quanto nas ______________________________________ do Ocidente.
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
AJUDA
CPAD - http://www.cpad.com.br/ -
Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos
Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM
CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
BANCROFT, E. H. Teologia Elementar. São Paulo,
IBR, 1975.
CEGALLA, D. P. Novíssima Gramática da Língua
Portuguesa. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1977.
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Edição
contemporânea. São Paulo, Vida, 1994.
McNAIR, S. E. A Bíblia Explicada. Rio de
Janeiro, CPAD, 1994.
Espada Cortante 1 e 2 - Orlando S. Boyer - CPAD
- Rio de Janeiro - RJ
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia,
Teologia e Filosofia. 5. ed. São Paulo: Hagnos, 2001. v. 1| Index | Estudos | EBD | Discipulado | Mapas | Igreja | Ervália | Corinhos | Figuras1 | Figuras2 | Vídeos | Fotos |