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Lição 4 - Vida Santa - A MENSAGEM DE DEUS NOS CORAÇÕES
 Questionário    Subsídios CPAD     A INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS
 
TEXTO ÁUREO 
" Pelo que também damos, sem cessar, graças a DEUS, pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de DEUS, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade) como palavra de DEUS, a qual também opera em vós, os que crestes " (1 Ts 2.13).
 
VERDADE PRÁTICA
Quando DEUS fala, há mudanças evidentes nos corações dos que ouvem mediante a operação do ESPÍRITO SANTO.
 
LEITURA DIÁRIA:
Segunda: 2Sm 22.31 - A Palavra de DEUS é escudo
2Sm 22.31 O caminho de DEUS é perfeito, e a palavra do SENHOR, refinada; ele é o escudo de todos os que nele confiam
Sl 18.30 O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; é um escudo para todos os que nele confiam.
Nas lutas contínuas do crente contra as forças físicas e espirituais do presente, seis símbolos descrevem o cuidado de Deus por nós:
(1) meu rochedo, segurança e proteção, pela força imutável de Deus (cf. 31.2,3; 42.9; 62.7);
(2) meu lugar forte, um lugar de refúgio e segurança onde o inimigo não pode penetrar;
(3) meu libertador, um protetor vivente;
(4) meu escudo i.e., Deus se interpõe entre nós e o mal (cf. Gn 15.1);
(5) a força da minha salvação, força e poder vitoriosos para nos livrar e salvar;
(6) meu alto refúgio, um lugar seguro para nos elevar acima dos perigos desta vida.

Terça: Pv 30.5 - A Palavra de DEUS é pura
Pv 30.5 Toda palavra de DEUS é pura; escudo é para os que confiam nele.
 A INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS
 
Quarta: Mt 4.4 - A Palavra de DEUS alimenta
4 Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
Deuteronômio 8.3 E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram, para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas que de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem.
O HOMEM NÃO VIVERÁ SÓ DE PÃO. O Senhor enviou provações e aflições sobre o seu povo no deserto, a fim de ensiná-lo que a vida humana não consiste meramente nas coisas materiais, mas, que o bem-estar (tanto físico como espiritual) do ser humano depende do seu relacionamento com Deus e da obediência à sua palavra. O Senhor Jesus citou esse trecho ao enfrentar a tentação (Mt 4.4; cf. Gn 3.4). Às vezes, o Senhor permite dificuldades em nossa vida como uma forma de, paternalmente, nos ensinar a depender dEle com mais confiança, e recebermos sua Palavra com maior interesse (vv. 4,5; cf. Hb 12.3-13).

Quinta: Mc 7.13 - Invalidando a Palavra de DEUS 
13 invalidando, assim, a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas.
Os fariseus e os escribas pecavam por colocar a tradição humana acima da revelação divina, como vemos neste versículo. Aqui, Jesus não está condenando toda e qualquer tradição, mas as que entram em conflito com a Palavra de Deus. Tradição ou regra deve ter base nas verdades correlatas das Escrituras (cf. 2 Ts 2.15). As igrejas têm de resistir à tendência de exaltar tradições religiosas, sabedoria humana ou costumes contemporâneos que se sobreponham à Bíblia. As Escrituras Sagradas são a única regra infalível de fé e conduta; jamais ela deve ser anulada por idéias humanas (v. 13, ver Mt 15.6
 
Sexta: Lc 11.28 - Felizes os que ouvem e guardam a Palavra de DEUS
28 Mas ele disse: Antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.
Lucas 8.21 Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam.
Ap 1.3Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.
BEM-AVENTURADO AQUELE QUE LÊ. Esta é a primeira das sete "bem-aventuranças" ou bênçãos que se acham no Apocalipse, e que são concedidas àqueles que lêem, ouvem e obedecem às coisas nele escritas. As outras seis bênçãos acham-se em 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14 (cf. Lc 11.28). O fato de ser ordenado aos crentes guardar os mandamentos do livro de Apocalipse indica tratar-se de um livro prático, de instruções morais, e não simplesmente profecias do futuro. Isso quer dizer que devemos ler este livro, não somente para compreender o plano futuro de Deus para o mundo e seu povo, mas também para aprender e aplicar os seus grandes princípios espirituais. Acima de tudo, tal leitura deve nos levar cada vez mais perto de Jesus Cristo, com fé, esperança e amor.
 
Sábado: Hb 4.12 - A Palavra de DEUS é penetrante
12 Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, ge mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
A PALAVRA DE DEUS A palavra de Deus mostra quem vai entrar no repouso de Deus. Ela é uma espada cortante que penetra no mais íntimo do nosso ser para discernir se nossos pensamentos e motivos são espirituais ou não (vv. 12,13). Tem dois gumes e corta, ou para nos salvar ou para nos condenar à morte eterna (cf. Jo 6.63; 12.48). Por isso, nossa atitude para com a palavra de Deus deve ser achegar-nos a Jesus como nosso sumo sacerdote (vv. 14-16)

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - I TESSALONICENSES 2.13-16,19,20
13- Pelo que também damos, sem cessar, graças a DEUS, pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de DEUS, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade) como palavra de DEUS, a qual também opera em vós, os que crestes. (1 Ts 2.13).
14- Porque vós, irmãos, haveis sido feitos imitadores das igrejas de DEUS que, na Judéia, estão em JESUS CRISTO; porquanto também padecestes de vossos próprios concidadãos o mesmo que os Judeus lhes fizeram a eles,
15- os quais também mataram o Senhor JESUS e os seus próprios profetas, e nos têm perseguido, e não agradam a DEUS, e são contrários a todos os homens.
16- E nos impedem de pregar aos gentios as palavras da salvação, a fim de encherem sempre a medida de seus pecados; mas a ira de DEUS caiu sobre eles até o fim.
19- Porque qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura, não o sois vós também diante de nosso Senhor JESUS CRISTO em sua vinda?  
20- Na verdade, vós sois a nossa glória e gozo.
Mt 10.40 Quem vos recebe a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou. 41 Quem recebe pum profeta na qualidade de profeta receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo.
10.41 UM PROFETA... UM JUSTO. JESUS fala em receber alguém que é profeta e justo; aqueles que são mais freqüentemente perseguidos por causa da sua posição firme em favor da piedade e por causa da sua proclamação da verdade (ver 5.10). Por essa razão, aqueles que acolhem o profeta de DEUS e recebem a sua mensagem, receberão o galardão especial da parte de DEUS.
(1) Isto significa que se nossa dedicação à verdade e à justiça é tão sólida que dedicamos nossa vida à assistência, cooperação e ao conforto dos ministros de DEUS que são realmente justos, nosso galardão será o mesmo daquele profeta ou justo que ajudamos.
(2) Por outro lado, não devemos apoiar, assistir ou cooperar com pastores e pregadores que não proclamam a verdade de DEUS de conformidade com a revelação do N T, ou que não vivem uma vida piedosa, segundo os padrões justos de DEUS. Se apoiarmos tais pessoas, participaremos do juízo que virá sobre elas.
2.16 A IRA DE DEUS CAIU SOBRE ELES. Paulo censura os Judeus que se opõem ao evangelho (vv. 14-16) e fala da ira de DEUS que já paira sobre eles. Essa ira inclui a entrega dos Judeus, já endurecidos, à cegueira e a uma mentalidade reprovável (cf. Rm 1.21), e o futuro derramamento da sua ira, conforme CRISTO predissera (Mt 21.43; 23.38; 24.15-28; Lc 21.5-24; 23.27-31).

2.18 MAS SATANÁS NO-LO IMPEDIU
. Os esforços missionários de Paulo foram, às vezes, frustrados por Satanás. A verdade bíblica a respeito da oposição de Satanás aos crentes fiéis inclui o seguinte:
(1) Satanás recebe de DEUS permissão para guerrear contra nós e estorvar-nos na realização daquilo que realmente desejam fazer por CRISTO (Ef 6.11,12; cf. Dn 10.13,20,21; Zc 3.1; Mt 4.1-10).
(2) O poder de Satanás está sujeito, porém, à soberania divina (Jó 1.9-12; 2.6; ver 1.12). DEUS pode suplantar as atividades de Satanás e mudá-las em benefício do reino de DEUS (2 Co 12.7-9).
(3) Atividades de Satanás pode ser vencida mediante as orações dos santos, o sangue do Cordeiro, a palavra do nosso testemunho e nosso leal amor a DEUS (cf. Ap 12.11). Logo, a oposição de Satanás não é algo permanente (cf. 3.11). Com esse propósito, devemos orar diariamente pelo livramento dos seus ardis e do seu poder (ver 3.5; Mt 4.10,6.13; Ef 6.12)

 
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
Os Tessalonicenses já conheciam as " filosofias e vãs sutilezas" (Cl 2.8), advindas da Grécia, A idolatria e adoração a deuses e até ao homem César, advinda dos romanos, o judaísmo e suas regras rígidas baseadas na lei de Moisés, advindas dos Judeus em suas sinagogas; agora lhes é apresentado um certo JESUS que foi crucificado em Jerusalém, mas que Paulo dizia haver ressuscitado e que este era o salvador de todos. Para os tessalonicenses Paulo parecia mais um pregador de falsos deuses, nada mais do que isto.
GENTIOS: O ambiente gentílico também forneceu sua cota de heresias que atingiram a Igreja. O Gnosticismo, muito embora não possuísse uma liderança unificada e se apresentasse como um corpo doutrinário amorfo, foi terrível para a Igreja. Já vemos um gnosticismo incipiente no próprio período apostólico (Cl 2.18 ss; I Tm 1.3-7; 6.3ss; II Tm 2.14-18; Tt 1.10-16; II Pe 2.1-4; Jd 4,16; Ap 2.6,15,20ss). Nesse período, Celinto ensinava uma distinção entre o Jesus humano e o Cristo, que seria um espírito superior que descera sobre Jesus no momento do batismo e tê-lo-ia deixado antes da crucificação. Vemos João combatendo indiretamente essa heresia em João 1.14; 20.31; I João 2.22; 4.2,15; 5.1,5-6 e II João 7.
 
JUDEUS: As primeiras heresias enfrentadas pela Igreja vieram dos judeus convertidos, problema já enfrentado por Paulo na igreja da Galácia. Os ebionitas, eram farisaicos em sua natureza. Não reconheciam o apostolado de Paulo e exigiam que os cristãos gentios se submetessem ao rito da circuncisão. No desejo de manterem o monoteísmo do Antigo Testamento, os ebionitas negavam a divindade de Cristo e seu nascimento virginal, afirmando que Ele só se distinguia dos outros homens por sua estrita observância da lei, tendo sido escolhido como Messias por causa de sua piedade legal.Os elquesaítas, por sua vez, apresentavam um tipo de cristianismo judaico assinalado por especulações teosóficas e ascetismo estrito. Rejeitavam o nascimento virginal de Cristo, mas julgavam-no um espírito ou anjo superior. A circuncisão e o sábado eram grandemente honrados; havia repetidas lavagens, sendo-lhes atribuídos poderes mágicos de purificação e reconciliação; a mágica e a astrologia eram praticadas entre eles. Com toda probabilidade se referem a essas heresias a Epístola aos Colossenses e I Timóteo
 
Antes do nascimento de Cristo surgiram no mundo antigo várias seitas judaicas que pregavam o ideal de pureza religiosa. As mais destacadas são os Fariseus (insistiram na pureza baseada na absoluta observância da lei mosaica, elaborando leis para a vida diária; tornou-se a mais popular), os Escribas (se notabilizaram por resguardar a pureza das escrituras e prática devida aos seus ensinamentos), os Saduceus (menos radicais, consideraram necessário contextualizar a religião judaica com os valores do mundo; adeptos da filosofia e cultura gregas, chegam a negar a imortalidade da alma e a ressurreição dos mortos) os Zelotes (baseavam suas motivações religiosas no cuidado e zelo espiritual em todos os detalhes da vida prática), os essênios (movimento espiritual radical que pregou a separação total do mundo e suas influências diabólicas; passaram a viver em cavernas ao longo do mar mediterrâneo - sendo Quram o local da comunidade mais destacada - onde aguardavam a vinda imediata do Messias) e os Sicários (para-militares que combatiam com táticas de guerrilha a presença dos opressores políticos na palestina).
Apesar de estarem sob o domínio romano, Herodes o Grande negociou com os romanos e conseguiu garantir legalmente a liberdade de culto para os judeus da Palestina, bem como isenção da obrigação de sacrificar ao imperador. Governados pelo conselho de Jerusalém (=Sinédrio), a vida religiosa dos judeus girava em torno do templo de Jerusalém. Fora de Jerusalém, de mais importância para a vida prática tornou-se a sinagoga. Nelas os escribas ocupavam a liderança que os sacerdotes tinham no Templo em Jerusalém.
 
Romanos: Culto civil imperial. Com base na motivação religiosa comum do homem do mundo antigo, e também no pensamento e religiosidade do oriente (no Egito os faraós eram deuses), o senado romano estabeleceu, a partir do ano 27 a.C, o culto ao imperador. Considerando o imperador como pertence ao mundo divino (Augusto), estabeleceu como dever obrigatório de cada cidadão cultuá-lo e dedicar-lhe sacrifícios como um deus. Depois ficou evidente que este culto servia melhor a finalidade de unificar os diversos povos do império romano através da lealdade política e cívica. Mais tarde muitos imperadores utilizarão a obrigatoriedade do culto do estado (civil) para perseguir os cristãos, a quem eles consideraram "inimigos" do bem do império. Como veremos, milagrosamente a perseguição se tornaram num fator de grande crescimento da igreja antiga.
 
Graças a DEUS que para os que perecem o evangelho é loucura, mas para os Tessalonicenses que se converteram, o evangelho é o poder de DEUS.
1Co 1.18 Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.
 
I. A PALAVRA QUE OPERA NOS CORAÇÕES 
 
1. A alegria de Paulo. "Pelo que também damos, sem cessar, graças a DEUS, pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de DEUS..." (2.13). Andando e chorando" (Sl 126.6)
A alegria é o resultado lógico de quem vê seu trabalho dar resultado positivo, também a alegria é a manifestação do estado de paz que se consegue após ter-se realizado uma tarefa de difícil execução. Paulo está alegre, pois estava cumprindo o IDE de CRISTO e sofrendo por aquele que deu sua vida por ele.
At 20.24 mas em nada tenho a minha vida como preciosa para mim, contando que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.
1Jo 3.16 Nisto conhecemos o amor: Que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos.
 
2. A palavra eficaz no que crê.
A mensagem de Paulo foi recebida como " palavra de DEUS".
É gratificante sermos recebidos como representantes de DEUS quando pregamos ou ensinamos, mas para isto precisamos ter um testemunho digno de um cristão, diante da sociedade em que vivemos.
A semente germina, gera uma planta e dá fruto, quando é semeada com água (Unção do ESPÍRITO SANTO).
 
Hb 4.12 Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
 
A Palavra de DEUS entra no mais profundo do ser humano e o faz refletir sobre sua situação de pecador diante de um DEUS santo e cheio de amor e misericórdia. A mudança depende de quem ouve e crê, mas a mudança deve ocorrer em três áreas: corpo (sarado de todas as enfermidades e livre de todos os vícios), alma (purificada de todo o pecado pelo sangue de JESUS) e espírito (ligado a DEUS agora).
1Ts 5.23 E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
 
 
II. IMITANDO O QUE É BOM
 
1.Imitando as igrejas de DEUS. " Porque vós ,irmãos, haveis sido feitos imitadores das igrejas de DEUS..." (2.14).
A imitação tem sido a tônica da igreja moderna. Na maioria das vezes os crentes querem imitar aqueles que vivem bem, confortavelmente, endinheirados, etc..., são os que vêem para o evangelho atraídos por "propaganda enganosa"  de prosperidade e isenção de doenças e problemas. Há também os que imitam pregadores, os que imitam profetas e até os imitadores de cantores.
Infelizmente não se encontra os imitadores de CRISTO, os imitadores de Paulo, Pedro, João; talvez porque isto pode custar a vida de quem se atrever.
Os Tessalonicenses imitaram as igrejas de CRISTO, no sofrimento, nas perseguições, nas lutas, na evangelização, na fidelidade, na fé, na perseverança, enfim, na carreira cristã que lhes estava proposta. (1 Ts 6.21).
 
2. Igrejas que progrediram.
Vemos, historicamente, que a Igreja cresce mais em número e qualidade, quando não se mistura ao mundanismo e nem aos padrões sociais impostos pelos seguidores de Satanás; isto trás a ruptura com o "sistema" e conseqüentemente a perseguição religiosa.
Quanto mais liberdade para a pregação do evangelho, maior o mundanismo que entra pelas portas largas das supostas 'igrejas evangélicas".  Talvez os três maiores exemplos sejam:
A Turquia: Com igrejas abertas por Paulo e dirigidas por Timóteo, João, etc... - Hoje inimigas do evangelho
A Inglaterra: Que divulgou o evangelho no mundo e hoje é um país entregue à idolatria e com constantes fechamentos de igrejas em todo o país.
O Estados Unidos: País maior patrocinador na divulgação do evangelho e com uma população que chegou a mais de 70% de evangélicos, mas que caiu na amizade com o mundo e seus padrões morais e atualmente vive na beira de um caos social e político, devido ao abandono da Palavra de DEUS.
nossa Igreja tem crescido em número, porém a amizade com o mundo, principalmente político, tem nos arrastado para um lado perigoso no rumo da Igreja de JESUS CRISTO. é a busca por poder  posição social, o que afasta o homem de DEUS.
 
III. OS OPOSITORES DO EVANGELHO
 
 
1.A tríplice culpa dos Judeus.
Lembrando que quem matou JESUS não foram apenas os judeus, fomos nós todos os pecadores, pois ELE veio para dar a vida em nosso lugar, veio para pagar o preço por nós, veio para nos comprar com seu sangue remidor. Portanto, não coloquemos a culpa nos judeus, pois nós faríamos pior se tivéssemos a chance, tanto naquela época, como em nossos dias; e a cada pecado que o homem comete, é mais uma prova disto.
Os judeus foram os instrumentos de recusa, representando a raça humana toda, mas todos os que crêem e aceitam a JESUS como Senhor e Salvador, são perdoados e salvos.
Jo 1.11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;
Dentro da ótica de povo escolhido, a recusa dos judeus é inconcebível, pois os profetas já O haviam predito e ELE mesmo esteve entre eles.
 
"Os quais também mataram o Senhor JESUS e os seus próprios profetas, e nos têm perseguido,e não agradam a DEUS, e são contrários a todos os homens" (2.15). Paulo referia-se a três ações,que mostravam a culpabilidade dos Judeus, ao longo da história de Israel:                                                   
 
a)Primeira.
At 7.52 A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora fostes traidores e homicidas;                   
A perseguição e morte dos representantes de DEUS durante a caminhada terrena dos judeus é algo revoltante, pois DEUS sempre se mostrou como um pai para com eles, porém foram filhos rebeldes e sem entendimento.                                                                    
b)Segunda.
1 Ts 2.15 Os quais também mataram o Senhor Jesus e os seus próprios profetas, e nos têm perseguido;
A palavra de Paulo é bem clara,"mataram o Senhor", portanto foram instrumentos de Satanás, homicidas, destituídos de toda o discernimento espiritual, presos a um sistema de leis que nunca os iluminou para a salvação, antes pelo contrário, os condenou cada vez mais.
Rm 3.20 Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado.
Rm 9.32 Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei; tropeçaram na pedra de tropeço;
 
c)Terceira.
Além de terem perseguido os profetas e o próprio JESUS, até matarem-no, ainda por cima, perseguem a Igreja de CRISTO desde a época dos apóstolos até os dias de hoje, MAS PRINCIPALMENTE NA ÉPOCA DE PAULO, POIS ESTE ENSINAVA QUE A SALVAÇÃO ERA PELA GRAÇA DE DEUS E NÃO PELA PRÁTICA DA LEI, também combatia seus valores morais e sociais, isto irritava os judeus, aponto de perseguirem Paulo, indo de cidade em cidade onde ouviam dizer que Paulo estava.
At 20.23 Senão o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações.
- Em Filipos, Paulo evangeliza Lídia e começa a pregar na cidade, expulsando o espírito de adivinhação que havia em uma moça, o que o leva à prisão. Após a milagrosa saída sua do cárcere e a salvação do carcereiro e de sua família, é-lhe solicitado que deixe Filipos, tendo, então, Paulo ido para Tessalônica, então a capital da província romana da Macedônia. Ali consegue ganhar almas para o Senhor e estabelecer uma igreja, igreja esta formada tanto por judeus quanto por gentios e que tinha um contingente de mulheres da elite da cidade (At.17:4).
- Tessalônica era, assim, depois de Antioquia, a cidade gentia mais importante em que se formava uma igreja, tendo Paulo, para se manter, contado não só com seu próprio trabalho de fabricante de tendas (ofício que deve ter aprendido quando criança e adolescente em Tarso – cfr. I Ts.2:9; At.18:3), como também com ajuda recebida da igreja dos filipenses (Fp.4:15,16). Entretanto, quando ali estava, num período bem mais curto que o que havia estado seja em Antioquia, seja nas demais cidades em que havia feito missões (inclusive a própria Filipos), sofreu a oposição violenta dos judeus (em maior número que nas outras cidades, diante da importância e da própria população de Tessalônica), obrigando Paulo e Silas a sair apressadamente de Tessalônica, com direção a Beréia (At.17:5-10).
 
2.Quando o homem impede.
 
" E nos impedem  de pregar aos gentios a palavra da salvação..."(2.16).
Na verdade, quando, por exemplo, Paulo teve seu encontro com CRISTO, não foi-lhe dito por JESUS: - Por que você persegue os crentes? Porém foi-lhe dito: " Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões." Depreendemos daí que quem persegue a Igreja, na verdade está perseguindo o próprio CRISTO.
"Horrenda coisa é cair nas mãos do DEUS vivo"(Hb 10.31)"DEUS não se deixa escarnecer; porque  tudo o que o homem semear,isso também ceifará"(Gl. 6.7)Tentar impedir a pregação do evangelho é ficar ao lado do Diabo.Ao que parece, DEUS permite que o homem peque até que ele diga: "Basta"; "Não dá mais".Vemos essa linguagem em outras referências bíblicas (Gn. 15.16; Dn. 8.23).Apesar de DEUS ser "misericordioso e piedoso...;longânimo e grande em benignidade"(Sl. 103.8),não é impassível ante o pecado. Pelo contrário:" O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em força e ao culpado não tem por inocente" (Na 1.3).  (Revista)
 
 3. A ira de DEUS caiu até o fim.O mesmo DEUS que é amor(1 Jo 4.16) é também ''um fogo consumidor'' (Hb 12.29;Is 43.13).Os Judeus sofreram as conseqüências da perseguição a  CRISTO e aos mensageiros das " palavras de salvação".Em 49 d.C., o imperador Cláudio expulsou-os de Roma e muitos deles foram mortos.No ano 70 da era Cristã, a geração que crucificou JESUS muito sofreu quando os romanos destruíram Jerusalém. A bíblia diz que DEUS visita " a maldade dos pais nos filhos até a terceira idade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que" o aborrecem (Êx.20.5-grifo nosso).(Revista)
 
IV. Impedidos pelo adversário
 
 
"Pelo que bem quisemos, uma e outra vez, ir ter convosco, pelo menos eu, Paulo, mas Satanás no-lo impediu!(2.18).
Satanás tem sido um instrumento de juízo sobre o homem desobediente a DEUS, pois adquire direitos sobre aqueles que não obedecem a DEUS. Assim, também Satanás, em sua ância de ira, é usado por DEUS para que o plano da redenção humana seja realizado. O plano de DEUS, neste caso, era que Paulo escrevesse cartas, para que toda a Igreja, tanto de sua época, quanto em nossa época fosse edificada.
 
V. A GLÓRIA E O GOZO DOS OBREIROS DO SENHOR
1. O fruto do trabalho."...Na verdade,vós sois a nossa glória e gozo"(2.20). O "lavrador espera o precioso fruto da terra"(Tg 5.7). Diz a bíblia:" O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito"( Is 53.11), Paulo considerava os novos crentes com "esperança", "gozo"e "coroa de glória" diante do Senhor e "em sua vinda".
Um ministério abençoado por DEUS não se mede pelo seu patrimônio físico e nem por sua conta bancária, porém, é medido pelo número de salvos.
O resultado da pregação e do ensino são almas salvas, são crentes cheios do ESPÍRITO SANTO, crentes que têem compromisso com a obra de DEUS e que são exemplos de fé e de perseverança.
Sabemos que é pelos frutos que se conhece uma árvore, então, o resultado visível de uma obra realizada na unção e na direção do ESPÍRITO SANTO é a legítima conversão de almas e a evidente mudança de vida das mesmas.
 
2. Alegrias,tristezas e recompensa.
Não se tem recompensa espiritual sem sofrimento, perseguição, oração, jejum, estudo da Palavra de DEUS e coragem.
é nas lutas que se ganha batalhas, sabendo que lutamos contra um inimigo sagaz, porém derrotado, Satanás.
 
CONCLUSÃO
Quem está em CRISTO, não se preocupa com perseguição e tribulação, pois está muito ocupado em ganhar almas, oremos pelos nossos inimigos e preguemos o evangelho para os mesmos para aceitem a JESUS como Senhor e Salvador, esta é nossa tarefa.
Nossa glória e honra são os convertidos a JESUS que vivem uma nova vida na graça de DEUS, tendo ouvido nossa pregação e ensino.
Façamos como Paulo que disse:
Fp 3.13 Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,
14 Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
 
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Questionário da Lição 4- Vida Santa - A MENSAGEM DE DEUS NOS CORAÇÕES
por Ev.Luiz Henrique - www.apazdosenhor.org/estudos_biblicos
 
TEXTO ÁUREO 
1- Complete:
" Pelo que também damos, sem cessar,_______________ a DEUS, pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de DEUS, a recebestes, não como palavra de _________________, mas (segundo é, na verdade) como palavra de ________________, a qual também opera em vós, os que crestes " (1 Ts 2.13).
 
VERDADE PRÁTICA
2- O que acontece quando DEUS fala?
( ) Não há mudanças radicais nos corações dos que ouvem.
( ) Há mudanças evidentes nos corações dos que ouvem mediante a operação do ESPÍRITO SANTO.
( ) Há mudanças evidentes mediante a operação do homem.
 
INTRODUÇÃO
3- Paulo e seus companheiros tiveram grande dificuldade em convencer a muitos, de que a mensagem pregada não era mais uma de muitas o que?
( ) " filosofias e sutilezas" (Cl 2.8).
( ) " filosofias e vãs sutilezas" (Cl 2.8).
( ) " teologias e vãs sutilezas" (Cl 2.8).
4- De que maneira os tessalonicenses receberam a mensagem pregada por Paulo?
( ) Como a verdadeira palavra de Paulo
( ) Como palavras de mentira sobre DEUS.
( ) Como a verdadeira palavra de DEUS.
 
I. A PALAVRA QUE OPERA NOS CORAÇÕES 
5- O que Paulo demonstrava, pelo fato de não ter pregado em vão, mesmo sofrendo tantas perseguições, arriscando sua própria vida, "andando e chorando" (Sl 126.6)?
( ) Sua alegria
( ) Sua tristeza
( ) Sua mágoa
6- O que é o evangelho segundo diz Paulo?
( )  " é uma boa notícia sobre o futuro
( )  " é o poder de DEUS que vai ser visto no futuro"
( )  " é o poder de DEUS"
7- Até onde penetra o evangelho?
( ) Somente no interior do ser humano, só alcançando a parte metafísica do ser.
( ) No âmago do ser humano, só alcançando a parte espiritual, o "homem interior"
( ) No âmago do ser humano, não só alcançando a parte espiritual, o "homem interior" , mas até a parte física do ser.
 
II. IMITANDO O QUE É BOM
8- A quem os Tessalonicenses imitavam?
( ) As sinagogas judaicas.
( ) As seitas de Atenas.
( ) As igrejas de DEUS.
9- Em que, principalmente, os tessalonicenses imitavam as igrejas cristãs?
( ) Suportando o fogo das reuniões de avivamento.
( ) Suportando o fogo das perseguições cruéis.
( ) Suportando o fogo das consagrações.
10- De que maneira, em muitos lugares, há crentes aproveitando a liberdade religiosa?
( ) Para darem " ocasião à carne ".
( ) Para pregarem o evangelho.
( ) Para darem testemunho de JESUS
11- Quais igrejas, foram as que mais progrediram na fé e na pregação do evangelho?
( ) As bem-comportadas
( ) As queridas pelo povo todo
( ) As perseguidas
 
III. OS OPOSITORES DO EVANGELHO
12- Quais são a três ações, que mostravam a culpabilidade dos Judeus, ao longo da história, a que Paulo referia-se?
Ligue a primeira coluna de acordo com a segunda:
 
AÇÕES DOS JUDEUS
Primeira
 
Eles"mataram o Senhor JESUS".Não poderiam ter feito coisa pior para sua geração.Rejeitaram o Messias,que haveria de salvar o seu povo dos pecados (Mt 1.21).Mas o fizeram por ignorância (At. 3.17).E colheram os frutos de seu erro.         
Segunda
Além de terem perseguido os profetas , continuavam a perseguir os mensageiros de DEUS  enviados por JESUS para proclamar o evangelho .Com essa atitude, dizia Paulo, "não agradam a DEUS, e são contrários a todos os homens"(2.15).                                                      
Terceira.
Eles perseguiram os profetas, que foram enviados por DEUS.Em certa ocasião,JESUS os repreendeu,dizendo que eram"filhos dos que mataram os profetas", e que haveriam de perseguir os enviados de JESUS (Mt.23.31,32;34-36). 
 
13- Contra quem os homens estão lutando, quando lutam contra missionários?
( ) Estão lutando contra DEUS
( ) Estão lutando contra homens que representam DEUS
( ) Estão lutando contra anjos de DEUS
14- Quando alguém tentar impedir a pregação do evangelho está ficando ao lado de quem?
( ) Do povo
( ) De DEUS
( ) Do Diabo
15- De que maneira os Judeus sofreram as conseqüências da perseguição a  CRISTO e aos mensageiros das " palavras de salvação"? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Em 49 d.C., o imperador Cláudio expulsou-os de Roma e muitos dos judeus foram mortos.
( ) No ano 70 da era Cristã, a geração que crucificou JESUS muito sofreu quando os romanos destruíram Jerusalém.
( ) A bíblia diz que DEUS visita " a maldade dos pais nos filhos até a terceira idade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que" o aborrecem(Êx.20.5-grifo nosso).
 
IV. Impedidos pelo adversário
16- Por quem, Paulo foi impedido de visitar os Tessalonicenses e segundo a permissão de quem?
( ) Por , DEUS por permissão de Satanás.
( ) Por Satanás, por permissão de Paulo.
( ) Por Satanás, por permissão de DEUS.
 
V. A GLÓRIA E O GOZO DOS OBREIROS DO SENHOR
17- Quem eram a glória e gozo de Paulo, na epístola aos Tessalonicenses? "(2.20).
( ) Os Coríntios
( ) Os Bereanos
( ) Os Tessalonicenses
18- Quando o ministério pastoral é gratificante?
( ) Quando o obreiro vê o fruto do seu trabalho; ao observar as almas convertidas, sendo batizadas em águas e no ESPÍRITO SANTO, porém sem crescer na graça e no conhecimento de DEUS.
( ) Quando o obreiro não vê o fruto do seu trabalho, pois o resultado é espiritual e ninguém vê.
( ) Quando o obreiro vê o fruto do seu trabalho; ao observar as almas e rendendo-se aos pés de CRISTO, sendo batizadas em águas e no ESPÍRITO SANTO.
 
CONCLUSÃO
19- Quem mais critica o ministério pastoral?
( ) Tanto o adversário quanto da parte de pessoas de fora da igreja.
( ) Somente do adversário, da parte de pessoas do mundo
( ) Tanto o adversário quanto da parte de pessoas do seio da própria igreja local.
 
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A INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS
2Tm 3.16,17 “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de DEUS seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.”

O termo “Escritura”, conforme se encontra em 2Tm 3.16, refere-se principalmente aos escritos do AT (3.15). Há evidências, porém, de que escritos do NT já eram considerados Escritura divinamente inspirada por volta do período em que Paulo escreveu 2Tm (1Tm 5.18, cita Lc 10.7; 2Pe 3.15,16). Para nós, hoje, a Escritura refere-se aos escritos divinamente inspirados tanto do AT quanto do NT, i.e., a Bíblia. São (os escritos) a mensagem original de DEUS para a humanidade, e o único testemunho infalível da graça salvífica de DEUS para todas as pessoas.
(1) Paulo afirma que toda a Escritura é inspirada por DEUS. A palavra “inspirada” (gr. theopneustos) provém de duas palavras gregas: Theos, que significa “DEUS”, e pneuo, que significa “respirar”. Sendo assim, “inspirado” significa “respirado por DEUS”. Toda a Escritura, portanto, é respirada por DEUS; é a própria vida e Palavra de DEUS. A Bíblia, nas palavras dos seus manuscritos originais, não contém erro; sendo absolutamente verdadeira, fidedigna e infalível. Esta verdade permanece inabalável, não somente quando a Bíblia trata da salvação, dos valores éticos e da moral, como também está isenta de erro em tudo aquilo que ela trata, inclusive a história e o cosmos (cf. 2Pe 1.20,21; note também a atitude do salmista para com as Escrituras no Sl 119).
(2) Os escritores do AT estavam conscientes de que o que disseram ao povo e o que escreveram é a Palavra de  DEUS (ver Dt 18.18; 2Sm 23.2). Repetidamente os profetas iniciavam suas mensagens com a expressão: “Assim diz o Senhor”.
(3) JESUS também ensinou que a Escritura é a inspirada Palavra de DEUS até em seus mínimos detalhes (Mt 5.18). Afirmou, também, que tudo quanto Ele disse foi recebido da parte do Pai e é verdadeiro (Jo 5.19, 30,31; 7.16; 8.26). Ele falou da revelação divina ainda futura (i.e., a verdade revelada do restante do NT), da parte do Espírito Santo através dos apóstolos (Jo 16.13; cf. 14.16,17; 15.26,27).
(4) Negar a inspiração plenária das Sagradas Escrituras, portanto, é desprezar o testemunho fundamental de JESUS CRISTO (Mt 5.18; 15.3-6; Lc 16.17; 24.25-27, 44,45; Jo 10.35), do ESPÍRITO SANTO (Jo 15.26; 16.13; 1Co 2.12-13; 1Tm 4.1) e dos apóstolos (3.16; 2Pe 1.20,21). Além disso, limitar ou descartar a sua inerrância é depreciar sua autoridade divina.
(5) Na sua ação de inspirar os escritores pelo seu Espírito, DEUS, sem violar a personalidade deles, agiu neles de tal maneira que escreveram sem erro (3.16; 2Pe 1.20,21; ver 1Co 2.12,13).
(6) A inspirada Palavra de DEUS é a expressão da sabedoria e do caráter de DEUS e pode, portanto, transmitir sabedoria e vida espiritual através da fé em CRISTO (Mt 4.4; Jo 6.63; 2Tm 3.15; 1Pe 2.2).
(7) As Sagradas Escrituras são o testemunho infalível e verdadeiro de DEUS, na sua atividade salvífica a favor da humanidade, em CRISTO JESUS. Por isso, as Escrituras são incomparáveis, eternamente completas e incomparavelmente obrigatórias. Nenhuma palavra de homens ou declarações de instituições religiosas igualam-se à autoridade delas.
(8) Qualquer doutrina, comentário, interpretação, explicação e tradição deve ser julgado e validado pelas palavras e mensagem das Sagradas Escrituras (ver Dt 13.3).
(9) As Sagradas Escrituras como a Palavra de DEUS devem ser recebidas, cridas e obedecidas como a autoridade suprema em todas as coisas pertencentes à vida e à piedade (Mt 5.17-19; Jo 14.21; 15.10; 2Tm 3.15,16; ver Êx 20.3). Na igreja, a Bíblia deve ser a autoridade final em todas as questões de ensino, de repreensão, de correção, de doutrina e de instrução na justiça (2Tm 3.16,17). Ninguém pode submeter-se ao senhorio de CRISTO sem estar submisso a DEUS e à sua Palavra como a autoridade máxima (Jo 8.31,32, 37).
(10) Só podemos entender devidamente a Bíblia se estivermos em harmonia com o ESPÍRITO SANTO. É Ele quem abre as nossas mentes para compreendermos o seu sentido, e quem dá testemunho em nosso interior da sua autoridade (ver 1Co 2.12 ).
(11) Devemos nos firmar na inspirada Palavra de DEUS para vencer o poder do pecado, de Satanás e do mundo em nossas vidas (Mt 4.4; Ef 6.12,17; Tg 1.21). 
(12) Todos na igreja devem amar, estimar e proteger as Escrituras como um tesouro, tendo-as como a única  verdade de DEUS para um mundo perdido e moribundo. Devemos manter puras as suas doutrinas, observando fielmente os seus ensinos, proclamando a sua mensagem salvífica, confiando-as a homens fiéis, e defendendo-as contra todos que procuram destruir ou distorcer suas verdades eternas (ver Fp 1.16; 2Tm 1.13,14; 2.2; Jd 3). Ninguém tem autoridade de acrescentar ou subtrair qualquer coisa da Escritura (ver Dt 4.2; Ap 22.19 )
(13) Um fato final a ser observado aqui. A Bíblia é infalível na sua inspiração somente no texto original dos livros que lhe são inerentes. Logo, sempre que acharmos nas Escrituras alguma coisa que parece errada, ao invés de pressupor que o escritor daquele texto bíblico cometeu um engano, devemos ter em mente três possibilidades no tocante a um tal suposto problema:
(a) as cópias existentes do manuscrito bíblico original podem conter inexatidão;
(b) as traduções atualmente existentes do texto bíblico grego ou hebraico podem conter falhas; ou
(c) a nossa própria compreensão do texto bíblico pode ser incompleta ou incorreta.
 
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Subsídios CPAD
Lição 4 - A Mensagem de Deus nos Corações
 
 Esboço da Lição
I) A Palavra que Opera nos Corações
II) Imitando o que é Bom
III) Os Opositores do Evangelho
IV) Impedidos pelo Adversário
V) A Glória e o Gozo dos Obreiros do Senhor
 
1. O Júbilo Apostólico e a Palavra Eficaz (2.13)
a) Ações de Graças: Ao concluir o resumo de sua missão em Tessalônica, Paulo passa novamente a oferecer a Deus ação de graças. Três aspectos ressoam esta seção de abertura: 
1)        Vemos novamente a disposição que Paulo demonstra em relação à gratidão — o apóstolo agradece continuamente a Deus (1.4); 
2)        A segunda similaridade pode ser mapeada da seguinte forma: O evangelho veio até os tessalonicenses, e eles o aceitaram. Seu poder trabalhou vigorosamente em sua transformação provavelmente com a demonstração de sinais e maravilhas (veja comentários em 1.4); 
3)     O tema final repetido é o da imitação, especialmente quando se trata da forma como alguém responde ao sofrimento (1.6).
b) A Palavra de Deus: Os tessalonicenses receberam a verdade que Paulo pregou com autoridade, porém não eram suas palavras, mas as de Deus. Há no grego uma similaridade verbal entre a expressão de Paulo: “havendo recebido de nós a palavra” (akoes par hemon) e a expressão em Isaías 53.1 na LXX (Septuaginta): “Quem deu crédito à nossa pregação?” (akoe hemon). Tal alusão assegura a afirmação de Paulo, em resposta ao questionamento de Isaías: “Quem deu crédito à nossa pregação?” Paulo pode dizer: “vocês, tessalonicenses, o fizeram!” A frase “a recebestes, não como palavra de homens” (v. 13) é certamente um escárnio ao julgamento que os cínicos proferiam contra os missionários, quando diziam que forjavam histórias para lograr os simples (2.3). Paulo ofereceu provas de que aquilo que pregou era a Palavra de Deus, quando disse: “a qual também opera em vós, os que crestes”.
c) O Poder da Palavra de Deus: Uma das surpreendentes maneiras pelas quais esse poder do evangelho operou nos crentes em Tessalônica, foi quanto a sua resposta ao sofrimento. Aprenderam rapidamente sobre o custo do discipulado, e, por terem tido um bom aprendizado, tornaram-se participantes da comunhão nos sofrimentos (Fp 3.10). Paulo correlaciona os tessalonicenses aos primeiros crentes que participaram das igrejas da Judéia. Esta base comum de sofrimentos promoveu a unidade do cristianismo através das barreiras raciais e geográficas, pois apesar da sociedade em que cada um vivia, todos sofrem pela causa comum de Cristo. A solidariedade percebida em meio ao sofrimento com outros santos, torna-se uma fonte de conforto e fortalecimento.
 
2. Acusação Paulina
Nos versículos 14-16, Paulo considera o tema do sofrimento à medida que identifica a fonte de seus problemas (seus próprios “concidadãos”), e compara o que vivenciaram em meio à perseguição das igrejas da Judéia.
Precisamos ter em mente o ponto principal de Paulo, que não é arengar a raça judia, mas demonstrar a seus leitores que não seriam surpreendidos pela perseguição planejada por seus próprios compatriotas — muito embora foram alguns dos judeus locais que instigaram essa ação em Tessalônica (At 17.5). Talvez possamos ouvir Paulo dizendo: “Se o judaísmo que adorava o único Deus verdadeiro, pode permitir que seus próprios profetas fossem mortos, e justamente eles que anteciparam a chegada do Messias puderam ser tão cegos a ponto de deixar que seu próprio Messias fosse crucificado, será que então deveríamos nos sentir menos surpresos com o antagonismo dos compatriotas pagãos, que não fazem parte do povo escolhido por Deus?”.
a) Paulo não desejava que seu povo fosse odiado: Assim como Jesus, Paulo não tem prazer em que o seu próprio povo seja odiado. Nosso Senhor encorajou seus seguidores ao pronunciar uma bênção àqueles que seriam perseguidos (Mt 5.11,12). Ele repreendeu a hipócrita liderança judaica com o mais severo dos termos, quando lhes disse que não eram diferentes de seus ancestrais que derramaram o sangue dos profetas (23.29-36). O sermão pentecostal de Pedro acusa, em termos gerais, os homens de Israel (“Varões israelitas...”) por assassinarem Jesus “pelas mãos de injustos” (At 2.22,23). Como Lucas registra em seu próximo sermão, Pedro aponta o dedo como profeta em direção ao sinédrio (4.10). O discurso de Estêvão no sinédrio é concluído com uma chocante declaração: “... sempre resistis ao Espírito Santo; assim, vós sois como vossos pais. A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora fostes traidores e homicidas” (At 7.51,52). Não consideraríamos os profetas do Antigo Testamento nem o Senhor Jesus, Pedro ou Estêvão como anti-semitas, por condenarem os judeus por rebelião e dureza de coração.
b) Paulo discursa como profeta: Paulo faz parte da linha profética ao narrar a verdade sobre os feitos de seus compatriotas judeus. Paulo ama seu povo. Sua prática usual é pregar primeiramente a estes (At 9.20; Rm 1.16). Com grande paixão por eles, escreve: “Porque eu mesmo poderia desejar ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne” (Rm 9.3). A semelhança com o lamento de Jesus é surpreendente: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” (Mt 23.37). Sejamos cautelosos e não ignoremos o objetivo de Paulo, nem lhe atribuamos uma proporção equivocada. Ele não está promovendo uma atitude de ódio racial ou vingança.
 
3. Um Coração Ferido e Desesperado (2.17,18)
Paulo relata sua história em termos práticos dizendo aos tessalonicenses: fomos “privados”. Assegura-lhes que ele, Silas e Timóteo não pretendiam partir, mas as circunstâncias hostis os forçaram a fazê-lo. A palavra escolhida por Paulo, “privados” (aporphanizo), mostra-se mais adequada à luz da recente discussão de sua disposição paterna e materna para com eles (2.6-12). A palavra raiz orphanizo significa “tornar órfão”, e é usada aqui na voz passiva podendo ser traduzida como “privar”. Paulo vivenciou algo parecido com o que os pais sofrem quando perdem um filho — seu coração havia se partido e esteve em meio a muita agitação. 
O apóstolo continua a utilizar uma linguagem viva para expressar seus sentimentos durante esse período. A palavra traduzida como “grande desejo” (epithumia) pode parecer uma escolha incomum para Paulo, pelo fato de sua freqüente conotação no Novo Testamento ser de “paixão” (por exemplo, veja 4.5; em que é traduzida como “paixão de concupiscência”). Porém, empregando uma palavra desta natureza, normalmente reservada para suas listas de vícios, Paulo enfatiza o forte sentimento que tinha para com os seus convertidos. Ser separado não resultou na diminuição da preocupação; antes ampliou a extensão de seu amor por eles. Então, com uma “paixão avassaladora”, fez todos os esforços para vê-los novamente, chegando a dizer: “tanto mais procuramos com grande desejo ver o vosso rosto”. Aqui, a terminologia não indica uma expressão superficial que demonstra intenção de ver os tessalonicenses em algum futuro nebuloso. O testemunho de Paulo é evidente quando descreve esse esforço intenso literalmente como “algo abundante” ou “tanto mais” (perissoteros) — o tipo de esforço feito por ele (spoudazo) também foi grande, pois continha ansiedade e deveria ser apressado. Não se considerou derrotado, mas sem demora procurou desesperadamente “uma e outra vez” voltar a eles.
 
4. Um Coração Apaixonado e Consumido (2.19,20)
Com grande orgulho, Paulo assevera sua ternura para com os crentes de quem foi separado. Apesar das frustradas tentativas de vê-los de novo, seu coração não se distraiu pelas viagens subseqüentes e por outros convertidos. De alguma forma, Paulo mantém os fortes vínculos com aqueles que ganhou para Cristo, embora seu ministério itinerante lhes trouxesse uma separação de muitos quilômetros de distância. Os tessalonicenses seriam tremendamente encorajados ao lerem o quanto Paulo os estimava. Com outra tríade, o apóstolo pergunta retoricamente: “Por que qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória?” (2.19). A esperança de Paulo é que o fruto de seu trabalho permaneça e cresça fortalecido (2.1). Seus filhos espirituais lhe trazem júbilo, por vê-los amadurecendo e alcançando seu potencial em Cristo. Talvez Paulo esteja repetindo a tradição da sabedoria: “O filho sábio alegra a seu pai” (Pv 10.1; também, 15.20; 23.24). Quão sábios são os filhos tessalonicenses! Permanecem firmes na verdade, apesar das vozes que os chamam à perdição.
O terceiro membro dessa tríade pode também ter raízes na tradição da sabedoria: “Coroa dos velhos são os filhos dos filhos” (Pv 17.6). Embora a Literatura da Sabedoria (Livros Poéticos) fosse bem conhecida por alguém treinado como um rabino, assim como Paulo o foi, a arena dos esportes também lhe forneceu a imagem da “coroa”. Ele escreve sobre o atleta que se disciplina “para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível”. Os atletas vitoriosos nos antigos tempos recebiam como prêmio grinaldas ou coroas de oliveira, lauréis, ou folhas de salsa, porém tais prêmios estavam sujeitos à deterioração. Não era assim com as coroas de Paulo — seus convertidos eram troféus vivos da graça (cf. Fp 4.1). ” (Gl 6.14). Contudo, Paulo não viola seu próprio preceito aqui, pois certamente aqueles que foram guiados a se prostrar ao pé da cruz são objetos legítimos de glória e orgulho. “O Cristo crucificado foi novamente representado por sua fé, como sendo o poder e a sabedoria de Deus”.
Por Esdras Costa Bentho - autor do livro Hermenêutica Fácil e Descomplicada
 
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